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	<title>NonsenseBB :: Blog</title>
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	<description>Stat(ing) My Mind...</description>
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		<title>Root Film</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 22:23:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Yagumo Rintaro é um jovem realizador de filmes sobrenaturais em busca da sua grande oportunidade. Quando um productor de televisão da TV de Shimane entra em contacto com ele para participar no recomeçar de um drama televisivo que havia sido cancelado há 10 anos, uma série de misteriosas mortes começam a surgir à sua volta [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Yagumo Rintaro é um jovem realizador de filmes sobrenaturais em busca da sua grande oportunidade. Quando um productor de televisão da TV de Shimane entra em contacto com ele para participar no recomeçar de um drama televisivo que havia sido cancelado há 10 anos, uma série de misteriosas mortes começam a surgir à sua volta e Yagumo, na sua infindável curiosidade, não vai conseguir deixar de tentar descobrir quem são os culpados.</p>



<p>Riho é uma actriz que procura também ela encontrar aquele papel que a vai tornar numa super estrela. Em conjunto com a sua produtora Manabe Shoko, vão também elas ver-se envolvidas em misteriosas mortes e ver-se no papel de detectives ao bom estilo de um Poirot ou Sherlock Holmes.</p>



<p>Duas historias distintas. Um grande mistério por resolver: o que aconteceu para cancelar aquele projecto faz 10 anos? Descobrir isso é a raiz deste filme.</p>



<figure class="wp-block-embed alignfull is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Root Film - Gameplay Trailer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/szhqCjVQh2c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Root Film é o segundo jogo a sair desta série da Kadokawa Games que se propõe a misturar <em>Visual Novels</em> com os jogos clássicos de aventuras gráficas. O primeiro jogo, Root Letter, levou-nos a desvendar o mistério do desaparecimento de uma rapariga com quem o nosso protagonista se costumava corresponder e que subitamente desapareceu. Desta feita o mistério é perceber porque é que o já mencionado projecto televisivo foi cancelado com quase nenhuma informação do seu porquê.</p>



<p>Não se deixem enganar no entanto pela alegoria às clássicas aventuras gráficas. Aqui ninguém tem de combinar um pedaço de cordel com uma galinha para passar um precipício. O desvendar dos puzzles é mais uma batalha de palavras com os diferentes suspeitos dos assassinatos investigados. Ambos os personagens principais (Riho e Yagumo) possuem um &#8220;poder&#8221; (que o jogo chama de <em>Sinestesia</em>) de percepcionar e decorar frases chave que ouvem para mais tarde atirar aos seus adversários de debate em momentos que fazem lembrar a saga Ace Attorney.</p>



<p>Pelo caminho somos brindados com uma autentica visita guiada por alguns dos pontos turísticos mais interessantes da prefeitura de Shimane que está situada a norte de Hiroshima, no sul da ilha de Honshu (a maior e mais populosa ilha do Japão).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021033023171200-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021033023171200-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="" class="wp-image-4192" width="320" height="180"/></a><figcaption>Alguém fez algo que não devia</figcaption></figure></div>



<p>A história em si é bastante curta com cerca de 15h para completar a totalidade da mesma. Ao contrario do seu antecessor (Root Letter) não temos aqui múltiplos finais para desbloquear com a totalidade do enredo a desenrolar-se linearmente com um e apenas um destino final. Apesar do jogo nos apresentar um mapa onde somos convidados a ir a diferentes sítios da região para falar com as mais diversas pessoas e investigar os mais diversos pontos do ecrã, a história desenrola-se sempre da mesma maneira sendo habitualmente bastante óbvio para onde nos temos de dirigir a seguir para progredir no jogo.</p>



<p>Se por um lado esta decisão remove as estranhas mudanças de direcção que afligiram o primeiro jogo, onde a justificação do que se passava mudava entre sobrenatural ou não mediante o final que escolhíamos. Por outro lado isto faz com que, depois de vistos os créditos finais, não haja mais nada para fazer. Somos presenteados com um pequeno filme que serve de epilogo (demasiado curto no meu entender) e desbloqueamos uma pequena conversa extra entre os personagens (que serve apenas de pausa cómica) e o já tradicional modo de galeria onde podemos rever toda a arte do jogo. Isto faz com que, jogado uma vez, eu tenha colocado o jogo na prateleira e nunca mais lhe tenha pegado sem ser para tirar umas imagens para esta review.</p>



<p>E é uma pena que assim seja. Os personagens são interessantes e não é todos os dias que temos uma versão vídeo-jogo das clássicas novelas de mistério ao bom estilo Agatha Cristie e afins.</p>



<p>Quanto aos mistérios em si são todos relativamente simples mas justos. A historia nunca decide quebrar as regras de um bom mistério (o culpado está sempre entre os personagens que conhecemos, nenhuma justificação é sobrenatural, o detective nunca é o culpado, etc, etc, etc&#8230;) e, talvez um pouco por causa disso, é relativamente fácil antecipar quais vão ser os <em>twists</em> de cada um dos capítulos. Não deixa de entreter como lhe compete, no entanto, e o jogo reserva algumas revelações para os seus momentos finais que re-contextualizam acontecimentos anteriores de uma forma à qual eu tenho de lhe tirar o chapéu.</p>



<p>Root Film está disponível na Playstation 4 e na Switch. Eu pessoalmente joguei o jogo na Switch porque prefiro este tipo de jogos numa consola portátil onde posso ler calmamente no sofá ou na cama ao fim do dia mas se forem adeptos de troféus há sempre esse pequeno extra na consola da Sony.</p>



<p><strong>Veredicto: No final de contas este é um jogo simples que não vai ocupar muito tempo mas que é bastante agradável de jogar. Se estão curiosos sobre o género <em>Visual Novel </em>diria até que é um excelente ponto de partida: é curto, não tem nenhuns elementos eróticos e o foco numa historia clássica de detectives é no mínimo refrescante num género onde as comédias românticas parecem ser rainhas. Recomendado (mas esperem por uns descontos).</strong> </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Classificação: 4/5 Nonsenses</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery alignwide columns-3"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521313200-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521313200-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="Yagumo &amp; Magari" data-id="4170" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4170" class="wp-image-4170"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Yagumo &amp; Magari</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521322500-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521322500-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="A prefeitura de Shimane" data-id="4171" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4171" class="wp-image-4171"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">A prefeitura de Shimane</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521325800-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521325800-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="Introdução de um capitulo" data-id="4172" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4172" class="wp-image-4172"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Introdução de um capitulo</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521331100-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521331100-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="Riho" data-id="4173" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4173" class="wp-image-4173"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Riho</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521350900-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521350900-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="Castelo de Matsue" data-id="4175" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4175" class="wp-image-4175"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Castelo de Matsue</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521352300-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2021/04/2021040521352300-C5BF9590CAF55BE9133B4ED94098D441.jpg" alt="Riho &amp; Shoko" data-id="4176" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4176" class="wp-image-4176"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Riho &amp; Shoko</figcaption></figure></li></ul></figure>
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</ol></p>
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		<title>Hyouka</title>
		<link>https://blog.nonsensebb.com/2020/12/14/hyouka/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2020 21:36:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Oreki Houtarou não gosta de fazer coisas que lhe parecem ser um desperdício de energia. No entanto, as coisas começam a mudar quando ele entra na escola secundária pois apesar de ele não querer participar em nenhuma das actividades extra-curriculares opcionais, a sua irmã mais velha pediu-lhe que ele entrasse no clube de literatura clássica [&#8230;]]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka4.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka4.jpg" alt="Hyouka" class="wp-image-4130" width="320" height="180"/></a></figure></div>



<blockquote class="wp-block-quote"><p>“Oreki Houtarou não gosta de fazer coisas que lhe parecem ser um desperdício de energia. No entanto, as coisas começam a mudar quando ele entra na escola secundária pois apesar de ele não querer participar em nenhuma das actividades extra-curriculares opcionais, a sua irmã mais velha pediu-lhe que ele entrasse no clube de literatura clássica actualmente sem nenhum membro para evitar que este seja extinto.</p><p>Ao mesmo tempo, e sem ele saber, uma outra aluna da escola, Chitanda Eru, já planeava juntar-se ao clube resolvendo esse problema. No entanto, ao invés de se ver livre das obrigações de um clube, Houtarou eventualmente decide juntar-se ao mesmo já que ele se vê estranhamente incapaz de recusar ou escapar do olhar apaixonado e curioso de Chitanda.</p><p>Em conjunto com os seus amigos Satoshi e Mayaka, eles começam a discutir um sem número de mistérios escolares que só Houtarou parece capaz de resolver, incluindo o mistério que apoquenta as memórias de infância de Chitanda.”</p><cite>ANN</cite></blockquote>



<p class="has-drop-cap">Quem me conhece ou segue aqui o blogue certamente já percebeu que eu tenho um fraquinho pelo estúdio de animação <a href="https://blog.nonsensebb.com/tag/kyoto-animation/">Kyoto Animation</a>. Quer dizer, “um fraquinho” é eufemismo, sou mesmo um grande fã do trabalho deles. Já aqui falei um pouco do supra sumo que é <a href="https://blog.nonsensebb.com/2010/08/13/k-on/">K-On!</a>, bem como de uma das minhas séries favoritas de sempre <a href="https://blog.nonsensebb.com/2009/12/18/clannad/">Clannad</a>, mas há muito mais obras do estúdio sobre as quais poderia escrever um sem número de linhas de texto e, no final de contas, acabo sempre por falar de outra coisa porque é mais fácil criticar do que louvar algo do qual gostamos. É por isso que tenho tido este artigo sobre Hyouka aqui na lista de afazeres, sem exagero, há uns bons 6 ou 7 anos.</p>



<p>Nos idos de 2012 já o acima mencionado estúdio tinha terminado o filme de K-On, a obra prima que é O Desaparecimento de Suzumiya Haruhi e nos tinha entregue a brilhante comédia que é Nichijou. Como consequência do tremendo sucesso que as adaptações do estúdio tinham tido, a decisão tinha já sido tomada de procurar comprar os direitos de histórias directamente e tomar 100% de controlo das produções ao invés de estar refém de grandes editoras como a Kadokawa. Esse é o rumo que o estúdio tomou na última década na grande generalidade, porém, mesmo no fim, houve tempo para a equipa pedir à Kadokawa para adaptar uma obra dos quais vários elementos do estúdio eram grandes fãs. Essa obra é este Hyouka e o resultado final é possivelmente a magnum opus do estúdio até à data.</p>



<p>Hyouka é a adaptação de uma série de romances da autoria de Yonezawa Honobu pela mão do estúdio de Kyoto com o argumento a cargo de Gatoh Shouji (o autor de <a href="https://blog.nonsensebb.com/tag/full-metal-panic/">Full Metal Panic</a> e Amagi Brilliant Park) e sob a direcção de Takemoto Yasuhiro (Full Metal Panic: The Second Raid, Fumoffu, Lucky Star, O Desaparecimento de Suzumiya Haruhi, Miss Kobayashi`s Dragon Maid). Este último uma das infelizes vítimas do <a href="https://www.theguardian.com/world/2019/jul/18/dead-suspected-arson-attack-kyoto-animation-japan">incêndio que destruiu a sede do estúdio no passado ano de 2019</a>.</p>



<p>Com este elenco por trás o que acabou por chegar aos nossos ecrãs foi uma série que apresenta uma criatividade visual que só veio a ser suplantada por obras mais recentes como Violet Evergarden. Já é marca da Kyoto Animation ter fundos extremamente detalhados e um uso impressionante de efeitos como profundidade de campo para acentuar as cenas, em Hyouka isso é aliado a pequenas explosões de surrealismo que acompanham os momentos mais descritivos do diálogo.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka9.jpg" alt="A curiosidade de Chitanda é cativante" class="wp-image-4135"/><figcaption>A curiosidade de Chitanda é cativante</figcaption></figure>



<p>Em cima desta excelente qualidade técnica temos os personagens que possuem mais profundidade do que as suas descrições parecem ter à partida. O grande foco da série é na interacção entre Oreki, um rapaz que é a personificação da preguiça e que só consegue justificar despender energia para a poupar no futuro, e Chitanda, a rapariga de olhos lilases que possui uma curiosidade insaciável e que consegue na sua inocência fazer Oreki perder a concentração. Eles são os principais membros do clube de literatura e o seu dia a dia acaba com Chitanda a ficar curiosa com algum mistério que Oreki vai ser forçado a resolver com a sua capacidade de dedução.</p>



<p>Não se enganem: apesar desta descrição não há nada de sobrenatural aqui nem grandes clichés de comédia romântica, apenas um pequeno grupo de personagens no seu dia a dia que acaba por envolver pequenos mistérios como quem colocou um estranho papel no quadro da entrada da escola a chamar para um clube inexistente ou como é que Chitanda conseguiu entrar numa sala trancada à chave sem possuir a mesma. Hyouka é isto, uma série que vive dos pequenos momentos, dos pequenos mistérios do dia a dia e do sentimento de estar preso na monotonia do quotidiano.</p>



<p>No final disto tudo estou a recomendar a série? Não necessariamente. É uma série que não é para todos. Tem um ritmo pautado, é tudo menos bombástica, leve em drama e pouco exuberante. É visualmente interessante, tem personagens curiosos e curiosos de observar e tem um enredo francamente acima de 99% das séries de animação japonesa.</p>



<p><strong>Veredicto:</strong> Imperdível pelos fãs do estúdio e por aqueles que se interessam pela animação nipónica. Para todos os outros fica a dica: ver o primeiro episódio não custa e ficam logo a saber se é para vocês ou não. Se estivéssemos em 2012 era imperdível, agora Violet Evergarden faz 4/5ºs melhor.</p>



<ul><li>Imagem: 9/10</li><li>Som: 9/10</li><li>História: 8/10</li><li>Personagens: 9/10</li><li><strong>Nota Final: 9/10</strong></li></ul>



<figure class="wp-block-gallery alignwide columns-3"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka4.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka4.jpg" alt="Hyouka" data-id="4130" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka4.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4130" class="wp-image-4130"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Hyouka</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka2.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka2.jpg" alt="Oreki Houtaru" data-id="4134" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka2.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4134" class="wp-image-4134"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Oreki Houtaru</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka5.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka5.jpg" alt="Chitanda Eru" data-id="4131" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka5.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4131" class="wp-image-4131"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Chitanda Eru</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka1.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka1.jpg" alt="Fukube Satoshi" data-id="4133" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka1.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4133" class="wp-image-4133"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Fukube Satoshi</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka6.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka6.jpg" alt="Mayaka Ibara" data-id="4132" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka6.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4132" class="wp-image-4132"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Mayaka Ibara</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><a href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka7.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka7.jpg" alt="Irisu Fuyumi" data-id="4136" data-full-url="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/12/hyouka7.jpg" data-link="https://blog.nonsensebb.com/?attachment_id=4136" class="wp-image-4136"/></a><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Irisu Fuyumi</figcaption></figure></li></ul></figure>
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		<title>3 Razões para jogar Yakuza</title>
		<link>https://blog.nonsensebb.com/2020/10/14/3-razoes-para-jogar-yakuza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2020 22:39:53 +0000</pubDate>
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<p class="has-drop-cap">Sabem como é que descobrem que uma pessoa já visitou o Japão? Não precisam de perguntar, ela vai-vos dizer.</p>



<p>Nos idos de 2018 consegui a muita antecipada viagem às terras do sol nascente e a única coisa que me desapontou foi o facto de <strong>só</strong> ter conseguido lá ficar 15 dias. O país é deveras fantástico e altamente recomendado como visita. Tem tanta coisa para explorar que uns meros 15 dias não chegam sequer para ver os pontos turísticos obrigatórios, quanto mais explorar a extensa cultura culinária do país ou os inúmeros outros pontos de interesse.</p>



<p>Mas o que é que tem esta minha carta de amor ao Japão a ver com o título deste artigo? Pois bem, o ano é 2020 e eu tinha voos marcados para ir uma segunda vez às terras nipónicas mas, como podem calcular, isso não aconteceu. Em contrapartida meti-me a jogar a saga Yakuza da Sega e achei que era boa ideia dar-vos algumas razões pelas quais vocês deviam também olhar para aquele que já foi chamado do GTA Japonês.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-KIWAMI-2_20190308133724.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-KIWAMI-2_20190308133724.jpg" alt="" class="wp-image-4106"/></a></figure>



<h3>1. A comida, as bebidas e as vistas</h3>



<p>Desde a neve de Sapporo em Hokkaido, Norte do Japão até às praias de Okinawa, passando pelas ruas do famoso Dotonbori, Osaka e terminando na cidade mãe da série, Kamurocho (uma cidade fictícia inspirada pelo famoso Golden Gai de Shinjuku, Tokyo), os jogos da saga levam-nos numa viagem pelos quatro cantos do país.</p>



<p>Pelo caminho vamos tendo o prazer de levar o nosso personagem a comer doses industriais de todos os tipos de comida disponíveis por aquelas terras. Desde os mais recônditos buracos onde se come o melhor Ramen até às grandes cadeias de sushi ou o belo Yakiniku e BBQ Coreano. Pelo caminho somos acompanhados por um <em>product placement</em> intensivo da Suntory com os seus Whiskys famosíssimos como o Hibiki ou Yamazaki, sem esquecer o café em lata BOSS ou a limonada C.C. Lemon.</p>



<p>Nada como, entre sessões de pancadaria da meia noite, parar num Isakaia para gastar uns ienes virtuais numa galinha Karaage (galinha frita) acompanhada de um belo Highball (Whiskey Soda).</p>



<p>Mas não só de turismo virtual é feita esta série, existe também outro grande factor a multiplicar o tempo de jogo sempre que nos decidimos sentar a jogar mais um pouco.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-0_20200217203426.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-0_20200217203426.jpg" alt="" class="wp-image-4109"/></a></figure>



<h3>2. Os mini jogos</h3>



<p>Falo claro do sem número de mini jogos disponíveis dentro do jogo e que, por vezes, são bem melhores do que muitos jogos à venda por 60 ou 70 euros.</p>



<p>Desde as arcadas Club SEGA que se encontram no mapa onde podem encontrar grandes clássicos como Super Hang-On, Outrun, Virtua Fighter ou <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/07/04/taiko-no-tatsujin/" data-type="post" data-id="4004">Taiko no Tasujin</a>, até aos autênticos jogos completos que são o Clan Creator ou o Cabaret Club, existe de certeza um mini jogo que vos vai cativar ao ponto de ultrapassar as horas dedicadas ao jogo principal.</p>



<p>Nem todos os mini jogos são fantásticos claro, eu pessoalmente quase tenho vontade de atirar o comando pela janela se for obrigado a jogar o mini jogo de basebol, mas a complexidade e atenção dedicada a coisas como o Mahjong ou o Shogi humilham alguns dos jogos completos dedicados ao tema.</p>



<p>Pessoalmente sou um grande fã do mini jogo do Yakuza 5 onde temos de desenvolver uma certa personagem como ídolo da pop japonesa (ou não fosse eu fã de <a href="https://blog.nonsensebb.com/2012/03/18/the-idolmaster/" data-type="post" data-id="3243">iDOLM@STER</a>) e o inigualável Cabaret Club mini game do Yakuza 0 e posteriormente Kiwami 2. Este último segue muitas dos clichés comummente associados aos jogos móveis com <em>rolls</em> para obter novas unidades que depois colocamos em jogo num mini jogo onde temos de escolher a anfitriã certa para cada cliente de forma a fazê-los gastar mais e mais dinheiro em bebidas. É um jogo extremamente simples mas de tal forma viciante que devo ter perdido tanto tempo nele como perdi a fazer a história dos respectivos jogos.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-5_20201010131647.jpg"><img loading="lazy" width="3840" height="2160" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-5_20201010131647.jpg" alt="" class="wp-image-4113"/></a></figure>



<h3>3. A história</h3>



<p>E falando de história essa não ficou obviamente esquecida. Yakuza, como o nome dá ideia, conta-nos uma série de histórias relacionadas com o submundo do crime japonês profundamente romantizadas e inspiradas pelos muitos filmes do cinema asiático (quer Japonês, quer de Hong Kong).</p>



<p>Ao longo dos 8 jogos actualmente existentes (com um 9º a sair no final de 2020) seguimos a viagem de Kazuma Kiryu, um homem honroso que ao longo dos jogos procura sair do Tojo Clan e reformar-se mas que acabava vezes e vezes sem conta a ser puxado de volta para salvar a sua velha família.</p>



<p>Pelo caminho vamos ter traições, reviravoltas, mortes dramáticas e muitas batalhas sem camisa para exibir as impressionantes tatuagens dos personagens. Tudo isto com uma atenção dada à cinematografia e às animações faciais dos personagens que colocam muitos outros jogos supostamente AAA a um canto. E tudo isto envolvido num combate muito reminiscente dos jogos Batman: Arkham.</p>



<p><em>[Nota: dada a idade dos jogos é bem mais provável que WB e a Rocksteady se tenham inspirado na SEGA do que ao contrário.]</em></p>



<p>No final de contas Yakuza é um jogo que se começa a jogar pelo autêntico exercício anti-stress que é o combate, se continua a jogar para descobrir a próxima reviravolta no argumento mas onde nos distraímos durante horas a fio para jogar jogos clássicos nas arcadas, apanhar uns comes e bebes virtuais e no final de tudo ir gastar umas horas a gerir um clube na noite de Osaka.</p>



<p>E no final disto tudo ficamos com ainda mais vontade de ir passear ao Japão. Ora bolas! Bom, que remédio não é? Lá temos de continuar a planear aquela viagem para o pós-pandemia então.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-4_20200928184918.jpg"><img loading="lazy" width="3840" height="2160" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/10/YAKUZA-4_20200928184918.jpg" alt="" class="wp-image-4111"/></a></figure>



<p>Para quem estiver interessado em jogar esta saga podem encontrar todos os 8 jogos disponíveis na PS4 (Yakuza 0, Yakuza Kiwami 1 e 2, Yakuza 3, 4, e 5 HD Remaster, e Yakuza 6).</p>



<p>No Steam e na XBox One podem encontrar os 3 primeiros jogos da série cronologicamente falando (Yakuza 0, Kiwami 1 e 2). E com estes 3 jogos a estarem disponíveis gratuitamente no Gamepass não há grande desculpa para não experimentarem pelo menos. Prometo que não se vão arrepender.</p>
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</ol></p>
</div>
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		<title>Animes que marcaram &#8211; Parte 4</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 22:20:23 +0000</pubDate>
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<p class="has-drop-cap">Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.</p>



<p>Na <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/06/20/animes-que-marcaram-parte-1/">primeira parte</a> partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80, na <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/07/01/animes-que-marcaram-parte-2/">segunda parte</a> falei-vos sobre as séries que, na minha opinião, marcaram os anos 90 e na <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/07/13/animes-que-marcaram-parte-3/">terceira</a> olhámos para o início do milénio e as séries que moldaram a primeira metade da década de 2000.</p>



<p>Tinha mencionado antes que, quando comecei a compilar esta lista, houve um ano que claramente me saltou à vista como sendo particularmente marcante para a animação da terra do sol nascente e esse ano foi 2006 logo é por aí que vamos começar a quarta parte desta longa saga.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img loading="lazy" width="1200" height="628" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/thumb.png" alt="" class="wp-image-4089"/></figure>



<h3>2006 a 2011 &#8211; Uma explosão de criatividade</h3>



<p>Estamos agora a mais de uma década de distância de 2006 e muitos dos novos fãs do meio podem até nem conhecer algumas das séries que vou mencionar aqui mas a verdade é que todas elas, quase sem excepção, marcaram de alguma forma o meio e são ainda hoje inspiração para quase tudo o que sai dos estúdios de animação nipónicos..</p>



<p>Originalmente ia dividir esta lista em duas partes e dividir entre pré e pós 2009 devido a uma certa série que saiu nesse ano mas depois de pensar melhor vi que faz sentido juntar toda esta explosão de criatividade que começa sensivelmente em 2006 e que só para por volta de 2011 num único grupo. Poderia aqui especular sobre que eventos poderiam ter causado isto (como a crise financeira de 2008) mas deixo isso para os adeptos de sociologia.</p>



<p>Mas já chega de introduções, vamos lá falar de séries!</p>



<h4><strong>The Melancholy of Haruhi Suzumiya (2006)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/688418.png"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/688418.png" alt="" class="wp-image-4087" width="240" height="150"/></a><figcaption>The Melancholy of Haruhi Suzumiya (2006)</figcaption></figure></div>



<p>Quem estava por estas andanças no longo ano de 2006 lembra-se certamente que não havia convenção que não tivesse pelo menos um grupo de pessoas a dançar o Hare Hare Yukai, a dança inventada para acompanhar a música dos créditos desta série.</p>



<p>O estúdio oriundo da capital de 1000 anos, Kyoto, estava possivelmente no início da sua era dourada e deu-nos esta profundamente caótica adaptação de uma das mais populares <em>Light Novels</em> da altura.</p>



<p>Haruhi foi um autêntico tsunami que varreu a indústria na altura e é fácil traçar uma linha entre esta série e a crescente popularidade que as adaptações destas <em>light novels</em> viriam a ter nos anos que se seguiram.</p>



<p>O estúdio quebrou todas as regras e expectativas que existiam na animação da altura. Desde a exibição dos episódios fora de ordem até a uma série de clichés que literalmente introduziu no meio para este género de programas (a comédia que se passa numa escola secundária). Desde a total reinvenção da Kuudere na forma de Nagato Yuki (onde antes o arquétipo havia sido criado por Eva com Ayanami Rei) até a Kyon, o protagonista da série, cuja forma ácida de lidar com o que se passava na série se tornou uma das mais populares formas de escrever protagonistas desde então.</p>



<p>Ver Haruhi hoje não tem de todo o mesmo impacto que teve na altura muito pelo facto da sua popularidade ter sido tão alta e a sua influência na indústria tão grande que hoje aquilo que era revolucionário e inovador na altura se tornou banal e corriqueiro.</p>



<p>Isso e tentar sobreviver ao <em>Endless Eight</em> e os seus 8 episódios idênticos é algo que ainda hoje me dá pesadelos.</p>



<h4><strong>Death Note (2006)</strong></h4>



<p>Outra série que saiu em 2006 e que é, ainda hoje, uma das melhores formas de introduzir alguém ao meio é o famosíssimo Death Note.</p>



<p>Esta batalha entre Kira e L onde o jogo do gato e do rato entre ambos, a expectativa de ver se é desta ou não que o grande detective descobre a pessoa por trás do titular Death Note, é ainda hoje uma das melhores mangas e animes alguma vez feitos.</p>



<p>Ignorem a terrível adaptação da Netflix e vejam o original. É sem sombra de dúvidas uma das melhores séries que podem ver mesmo 14 anos depois da sua emissão original.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/79525-2.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/79525-2.jpg" alt="" class="wp-image-4072"/></a><figcaption>Code Geass (2006)</figcaption></figure>



<h4>Code Geass (2006)</h4>



<p>Mas se não bastasse ter Haruhi a reinventar os clichés da comédia na animação nipónica e Death Note a ser um dos melhores exemplos de sempre das histórias que o meio pode contar, o estúdio Sunrise (Gundam) tinha de reinventar também aquilo que é um dos géneros mais tradicionais em anime: Mecha.</p>



<p>Sim, 2006 deu-nos também o inigualável Code Geass! Nesta série a arte do popular grupo Clamp (Cardcaptor Sakura, Chobits) aliaram-se a uma história de vingança num estilo bombástico que só aquela ilha do pacífico consegue fazer.</p>



<p>Code Geass conseguiu juntar num único pacote personagens extremamente atraentes e dignos de rios de merchandising e cosplays, acção com robots gigantes a lutarem entre si e um enredo que deixa os espectadores na ânsia de ver o próximo episódio imediatamente pois são inacreditáveis as voltas que o enredo dá.</p>



<p>Acho que é justo dizer que ser um fã do meio em 2006 não foi nada mau e é provável que, até à data, este tenha sido possivelmente o mais interessante ano que os fãs do meio alguma vez tiveram o prazer de presenciar.</p>



<h4><strong>Clannad (2007)/Clannad: After Story (2008)</strong></h4>



<p>Mas como eu disse na introdução, de 2006 em diante o que não faltam são séries marcantes e 2007 não foi excepção.</p>



<p>Quem me conhece sabe certamente que tenho um apreço especial pela Kyoto Animation. E sabem certamente também que tenho um apreço especial por Clannad, o melodrama sobre adolescentes a descobrirem aquilo que é ter uma família.</p>



<p>Para mim Clannad é o auge de algo que provavelmente nunca mais irá acontecer: um estúdio com uma capacidade inigualável de traduzir para o pequeno ecrã o muito particular humor e melodrama de uma novela visual do estúdio Key receber o orçamento ideal, o tempo para trabalhar o produto e encontrar uma larga audiência receptiva para aquele tipo de obra naquele momento exacto no tempo.</p>



<p>Ainda hoje, 12 anos passados desde que acabei de ver a série pela primeira vez, consigo sentir aquele aperto do coração quando certas músicas da sua banda sonora me vêm à cabeça. Ainda hoje ver certas imagens da série me deixam perto das lágrimas devido ao seu impacto emocional.</p>



<p>Clannad não é o melhor argumento escrito por este autor. Há bons argumentos para escolher histórias como Air, Kanon ou Little Busters como tendo argumentos e/ou personagens melhores no seu formato original. É também verdade que a primeira metade da segunda temporada podia facilmente ser cortada e a série ficava com um ritmo melhor mas tudo isso é irrelevante porque, mesmo com todos esses defeitos, Clannad continua a ser o melodrama de referência para mim.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/80096-21.jpg"><img loading="lazy" width="1280" height="720" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/80096-21.jpg" alt="" class="wp-image-4074"/></a><figcaption>Tengen Toppa Gurren Lagann (2007)</figcaption></figure>



<h4><strong>Tengen Toppa Gurren Lagann (2007)</strong></h4>



<p>Faz o impossível, vê o invisível. Toca o intocável, quebra o inquebrável. Vai para além do impossível e atira a razão pela janela fora, é isso que representa a equipa Gurren!</p>



<p>Naquele que foi possivelmente o pico do histórico estúdio Gainax, 2007 deu-nos este Tengen Toppa Gurren Lagann. Imaginem o vosso Shounen preferido no seu ponto mais emocionante e tripliquem o entusiasmo que sentiram por aquela batalha emocionante. Conseguiram? Agora tripliquem isso outra vez… e outra vez… e continuem a fazer isso durante 26 episódios e podem começar a ter uma noção do quão insano é o ritmo desta série.</p>



<p>Se alguma vez viram uma série do estúdio Trigger (Kill la Kill, Little Witch Academia) então sabem o que esperar desta série. Uma série que começa com dois simples rapazes a lutarem por sair do buraco onde vivem (literalmente) e que acaba com batalhas de proporções universais… literalmente! A sério, isto acaba com seres a atirarem galáxias uns aos outros como armas. Eu diria que até faz sentido na série mas não… não faz. E é genial!</p>



<p>É triste olhar para trás e ver que apesar de TTGL ser absolutamente genial e uma autêntica trip de adrenalina que todos os fãs do meio deviam ver, foi também o princípio do fim para o estúdio Gainax. Mas talvez seja melhor assim. Desta forma a série não foi alvo de inúmeras sequelas desnecessárias que destruiriam a magia.</p>



<h4><strong>5 Centimeters per Second (2007)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/3000-1.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/3000-1.jpg" alt="" class="wp-image-4077" width="218" height="320"/></a><figcaption>5 Centimeters per Second (2007)</figcaption></figure></div>



<p>Certamente que Makoto Shinkai é um nome que não precisa de muitas apresentações hoje em dia. Obras como Tenki no Ko (Weathering with You/O Tempo Contigo) ou Kimi no Na Wa (Your Name) foram sucessos de bilheteira um pouco por todo o mundo e colocaram o realizador num patamar só alcançado anteriormente pelo estúdio Ghibli e o inigualável Hayao Miyazaki.</p>



<p>É importante mencionar então que aquele que foi possivelmente o primeiro grande êxito do realizador: este 5cm per second.</p>



<p>Esta é uma história de amor contada em 3 partes sobre um rapaz e a rapariga por quem ele se apaixonou enquanto criança. Não é uma história com final feliz mas sim uma história agridoce e melancólica sobre os perigos de ficar preso ao passado. É visualmente impressionante como calculam e absolutamente recomendado mesmo para quem não está interessado em animação.</p>



<p>Desde então o realizador atingiu um patamar ainda mais alto de beleza nas suas obras mas há qualquer coisa neste filme mais antigo que ainda hoje me faz ficar de boca aberta com as imagens de céus estrelados ou de cerejeiras em flor que polvilham a obra.</p>



<h4><strong>Macross F (2007)</strong></h4>



<p>Já mencionei aqui nesta série de artigos como Macross foi uma das séries mais marcantes dos anos 80. Nós aqui no ocidente acabámos por perder um pouco o comboio nesta série devido à história complicada dos seus direitos no ocidente, mas no Japão a sua influência sempre foi inegável.</p>



<p>E com este pano de fundo chegamos ao final de 2007 onde uma nova versão desta icónica série conhecida pela sua mistura entre aviões a jacto, robots gigantes e música pop, vê a luz do dia.</p>



<p>Macross F tem uma banda sonora inigualável ou não estivesse a lendária compositora Kanno Yoko (Cowboy Bebop, Escaflowne) envolvida e um triângulo amoroso que gerou páginas e páginas de debates em fóruns do início do milénio sobre qual das duas raparigas iria vencer.</p>



<p>O foco em duas divas pop ao bom estilo de uma Madona ou Whitney Houston como personagens principais é aquilo que possivelmente marcou mais a série (e em parte o <em>boom</em> dos ídolos que se seguiu com séries como Love Live iDOLM@STER) e não tenho receio em admitir que ainda hoje gosto de meter uma música como a Lion a tocar em fundo.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="May&#039;n Feat. Megumi Nakajima - Lion" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/-hYcx04PKUs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>(A sério, vejam lá o poder vocal destas duas mulheres e digam que não é impressionante?)</figcaption></figure>



<h4><strong>True Tears (2008)</strong></h4>



<p>Explicar porque é que esta adaptação de uma novela visual de 2008 é marcante resume-se a um nome: Mari Okada.</p>



<p>Primeiro que tudo chamar-lhe uma adaptação é ser simpático uma vez que o enredo do anime é quase 100% original. E até digo mais: não é das minhas séries favoritas. Mas a verdade é que, na altura, foi extremamente popular e foi a primeira obra escrita pela acima mencionada Mari Okada, alguém que viria a ficar mais conhecida por séries como Anohana: The Flower We Saw That Day, a adaptação de Toradora ou o seu mais recente filme Maquia.</p>



<p>Hoje voltar atrás e ver esta série não é algo que eu recomendaria mas se quiserem ver os clichés que ficaram associados a esta popular argumentista tomar forma então sigam em frente.</p>



<h4><strong>Bakemonogatari (2009)</strong></h4>



<p>Mais um ano, mais uma série cujos efeitos ainda hoje se fazem sentir. Pelas mãos da Shaft e do seu inconfundível director Akiyuki Shinbou vem a adaptação desta obra do igualmente inconfundível autor Nisio Isin que rebentou completamente a mente de todos os que a viram na altura.</p>



<p>Esta série não é fácil de seguir: há sempre algo a acontecer no ecrã, o diálogo parece nunca dar tréguas e visualmente estamos sempre a ser inundados pelo surrealismo habitual do seu realizador. O uso e abuso de trocadilhos no original também não ajudam à tradução ou à leitura atempada das muitas linhas de legendas.</p>



<p>O impacto desta série é inquestionável. Da mesma forma que séries durante anos foram descritas como “semelhantes a Evangelion”, também agora é comum ouvir o termo “semelhante a Monogatari” como descrição (ainda que muitas vezes errada).</p>



<p>É também graças a uma das sequelas desta série que nunca vou olhar para uma escova de dentes da mesma forma.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/87501-15.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/87501-15.jpg" alt="" class="wp-image-4082"/></a><figcaption>K-On! (2009)</figcaption></figure>



<h4><strong>K-On! (2009)</strong></h4>



<p>Foi também em 2009 que nos chegou a adaptação de uma manga sobre raparigas a beber chá quando deviam estar a tocar música. K-On! praticamente popularizou o género de “raparigas fofas a fazerem coisas fofas” que ainda hoje gera resmas de clones ano após ano.</p>



<p>K-On! é uma daquelas poucas séries que conseguiu quebrar a barreira e para além de apelar apenas aos Otakus apelou também ao comum dos mortais com a série original a passar em canais como o Disney Channel no Japão.</p>



<p>A série foi também em grande parte responsável por uma mudança radical na arte das séries de animação pós-2010 com muitas séries a adoptarem o estilo mais simplista e “fofo” que esta série popularizou.</p>



<h4><strong>Fate/Zero (2011)</strong></h4>



<p>Fate é uma franchise estupidamente popular e Zero é a prequela brutal cujos adaptação era exigida pelos fãs da saga há anos. Em 2011 o altamente competente estúdio Ufotable pegou nas rédeas do projecto e deu-nos finalmente a primeira boa adaptação do franchise para o formato de animação. Não é, portanto, nada surpreendente que o resultado se tenha tornado altamente popular.</p>



<p>A série serve também como um começo de uma vaga de popularidade para o seu autor, Urobuchi “Butcher” Gen, bem como o ponto em que esta já muito popular série se tornou numa autêntica máquina de imprimir dinheiro.</p>



<p>Fate/Zero é ainda hoje impressionante de ver, especialmente para uma série de TV e não uma OVA ou Filme, e o seu enredo com uma espécie de cinismo realista parece ter caído que nem uma luva no espírito global dos 2010s.</p>



<h4><strong>Puella Magi Madoka Magica (2011)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/219181-9.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/219181-9.jpg" alt="" class="wp-image-4085" width="218" height="320"/></a><figcaption>Puella Magi Madoka Magica (2011)</figcaption></figure></div>



<p>E falando em séries marcantes…&nbsp;</p>



<p>Como poderia uma lista de animes marcantes passar sem falar nesta série que reinventou o clássico género Mahou Shoujo (Sailor Moon).</p>



<p>Com realização a cargo do&nbsp; atrás mencionado Akiyuki Shinbou e o seu surrealismo e com o enredo a cargo do também já mencionado Urobuchi “Butcher” Gen, Madoka Magica só precisou de 3 episódios para fazer todos os fãs do meio perderem a cabeça! O facto do desenho das personagens estar a cargo da mesma artista que fez o incrivelmente foto Hidamari Sketch foi a cereja no topo do bolo.</p>



<p>Estando lá quando a série apareceu e seguindo-a em tempo real posso relatar que todos esperávamos algo vindo do mesmo autor de Fate/Zero mas todo marketing à volta da série conseguiu com sucesso esconder o que aí vinha e o impacto que isso causou foi sísmico.</p>



<p>Se não sabem o grande <em>twist</em> da série até agora e estão curiosos fechem-se com os primeiros 3 episódios da série e vejam isto porque vale muito a pena. Madoka Magica desconstrói um género que era uma das pedras basilares do meio até então e vira-o completamente de pernas para o ar. Gerou um sem número de cópias nos anos que se seguiram e ainda hoje a sua popularidade persiste com jogos, spin-offs e outros tantos projectos a serem produzidos quase 10 anos depois do seu lançamento.</p>



<h4><strong>Steins;Gate (2011)</strong></h4>



<p>Por fim resta mencionar que 2011 foi também o ano em que o estúdio White Fox nos deu esta brilhante adaptação da novela gráfica Steins;Gate.</p>



<p>A história de um jovem adulto a viajar pelo tempo vezes sem conta na tentativa de salvar aqueles que lhe são próximos demora um bocadinho a ganhar vapor mas quando o comboio sai da estação todos aqueles momentos mais calmos do princípio servem para aumentar o impacto do drama que polvilha a segunda metade da série.</p>



<p>O impacto desta série na animação não posso dizer que tenha sido algo da mesma dimensão de outras entradas nesta lista mas já o seu impacto na popularidade do género das novelas gráficas no ocidente é outra história. Poderia-se argumentar que foi graças a Steins;Gate que as editoras perceberam que havia mercado para editar este tipo de jogos fora do Japão levando à autêntica idade de ouro que vivemos hoje com um sem número de obras a serem disponibilizadas em Inglês seja no PC ou nas consolas.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/244061-14.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/08/244061-14.jpg" alt="" class="wp-image-4084"/></a><figcaption>Steins;Gate (2011)</figcaption></figure>



<div style="height:70px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>E com isto concluo a minha longa, longa, lista de séries que de alguma forma foram marcando o meio da animação japonesa ao longo dos anos. Desde a popularização do mecha nos anos 70 e 80 com séries com Gundam, a sua reinvenção nos anos 90 com Eva ou a introdução de obras como Perfect Blue ou Ghost in the Shell a mostrarem que era possível abordar temas de forma mais complexa neste meio, houve muitas mudanças e séries marcantes ao longo dos últimos 40 anos neste meio.</p>



<p>Não falei aqui sobre a década dos 2010 pois acho que ainda é cedo demais para conseguirmos compreender quais são aquelas obras que influenciaram de alguma forma o que se seguiu. Será que séries como Attack on Titan ou Demon Slayer serão vistas como meramente populares ou será que criaram também elas ondas na indústria que se propagaram durante anos ou quiçá décadas? Só o futuro o dirá e eu espero estar cá daqui a 10, 20, talvez 30 anos para analisar novamente essas mudanças.</p>



<p>Até lá podem dizer de vossa justiça via <a href="https://twitter.com/NonsenseBB">Twitter</a> ou <a href="https://www.facebook.com/NonsenseBB">Facebook </a>o que acharam desta lista. Esqueci-me de alguma coisa? Escolhi mal em algum momento? Fico à espera dos vossos comentários.</p>
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		<title>NonsenseBB no YouTube!</title>
		<link>https://blog.nonsensebb.com/2020/08/08/nonsensebb-no-youtube/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 23:42:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois de muito trabalho (e de múltiplos crashes do iMovie) finalmente acabei uma ideia que tinha tido há algum tempo de adaptar o meu artigo sobre 5 JRPG para sobreviver à pandemia para o formato de vídeo. Podem agora ver o resultado no novíssimo canal de YouTube do NonsenseBB: Portanto já sabem: é ver o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Depois de muito trabalho (e de múltiplos crashes do iMovie) finalmente acabei uma ideia que tinha tido há algum tempo de adaptar o meu artigo sobre <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/06/14/5-jrpgs-para-sobreviver-a-pandemia/">5 JRPG para sobreviver à pandemia</a> para o formato de vídeo.</p>



<p>Podem agora ver o resultado no novíssimo <a href="https://www.youtube.com/channel/UCHIIUIt7pK5BzY157t4PjCA">canal de YouTube do NonsenseBB</a>:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="5 JRPGs to survive the pandemic" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/wtS1fcQ6Ixs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Portanto já sabem: é ver o video, deixar comentários, likes, partilhar, subscrever ou simplesmente dizerem-me o que acharam no <a href="https://www.facebook.com/NonsenseBB">Facebook</a> ou <a href="https://twitter.com/NonsenseBB">Twitter</a>.</p>
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		<title>1 robot, 2 robot, 3 robots a voar&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2020 23:07:47 +0000</pubDate>
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<p class="has-drop-cap">Um dos temas mais emblemáticos utilizados na animação nipónica é aquele que nos conta histórias sobre robots gigantes pilotados habitualmente por um qualquer adolescente (vulgo <em>Mechas</em>). Muitos certamente já ouviram falar de nomes como Gundam e Evangelion ou se lembram de ver séries como Saber Rider ou Voltron quando eram mais novos mas o género está também recheado de outros exemplos menos conhecidos que oferecem abordagens diferentes ao tema.</p>



<p>E é com isso em mente que decidi fazer este pequeno artigo com 3 séries recheadas de robots gigantes que muito possivelmente nunca ouviram falar e que não podiam ser mais distintas umas das outras.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img loading="lazy" width="1200" height="628" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/thumb.png" alt="" class="wp-image-4049"/></figure>



<h3>Valvrave the Liberator</h3>



<p>Vamos começar pela série que me deu a ideia de escrever este artigo e que é um <em>Guilty Pleasure</em> que gosto de revisitar ocasionalmente.</p>



<p>Uma história original produto daquele que é quiçá o estúdio mais conhecido no que toca a Mecha e que é conhecido pela sua mais famosa propriedade: Gundam. Falo obviamente do estúdio Sunrise e a série em questão chama-se: Valvrave the Liberator.</p>



<p>Se estavam presentes na comunidade nos idos de 2013, quando esta série originalmente surgiu, suponho que estejam neste momento a chamar-me de louco. Mas apesar de eu francamente admitir que a minha sanidade mental já ter visto melhores dias quero garantir-vos que não perdi o juízo de vez e que tenho uma boa razão para apreciar tanto esta série.</p>



<p>Para quem não está familiarizado da série o resumo é mais ou menos o seguinte: Num futuro não muito distante a humanidade moveu-se na sua generalidade para colónias no espaço em rodo do planeta terra e divide-se maioritariamente entre duas grandes facções: a Federação e a União de Estados Atlânticos. No meio disto encontramos Tokishima Haruto, o nosso personagem principal, um mero estudante de secundária numa das colónias espaciais da nação independente de Jiouru. A sua vida, no entanto, está prestes a mudar quando a Federação decide atacar e ele encontra o robot gigante Valvrave que o vai ajudar a lutar contra a invasão.</p>



<p>Até aqui tudo normal. Esta premissa podia facilmente descrever mais uma qualquer iteração de Gundam ou dos seus muitos clones visto que é literalmente o enredo do Gundam original de 1979 ou do Seed do início dos anos 2000.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/268289-1.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/268289-1.jpg" alt="" class="wp-image-4047" width="320" height="180"/></a></figure></div>



<p>Porém, apesar de partir da Sunrise ter decidido começar do mesmo ponto neste série, o caminho que decidiram tomar com a história foi tudo menos o que se podia esperar. Sem estragar muito o enredo posso dizer que o personagem principal é mortalmente ferido nos primeiros episódios por exemplo e que em pouco tempo a escola onde a acção se situa se transforma numa nação independente totalmente gerida por estudantes e cujo resultado, como devem calcular, não tarda em fazer lembrar o clássico “O Deus das Moscas” (<em>Lord of the Flies</em>).</p>



<p>Visualmente a série é tão boa como qualquer outra coisa do estúdio, as músicas estão a cargo de artistas como T.M.Revolution (Samurai X, Gundam Seed) ou angela (Fafner, Knights of Sidonia) e os desenhos dos robots têm também excelente aspecto mesmo que sejam muito em linha com aquilo que se tornou o normal das criações da Sunrise na era pós-3D.</p>



<p>Quanto às personagens da série… bom, o que é que eu posso dizer? São quase todos insanos! Más decisões atrás de más decisões e uma sequência de eventos que genuinamente só torna tudo pior culminando num enredo que na prática envolve vampiros no espaço. É genial! Mas ridículo… e genial. Mau… mas tão mau que é bom. Valvrave é, sem sombra de dúvidas o Z-Movie do Mecha Anime. Eu genuinamente adoro a série.</p>



<p>Não vão para esta série com ilusões: ninguém consegue prever o que vai acontecer no episódio seguinte. Pelo menos não na totalidade. E não é como em Code Geass onde a imprevisibilidade vem à custa de acções que envolvem o Lelouch a puxar uma vitória da cartola mas sim à custa de personagens a tomarem decisões claramente ridículas ou do enredo nos trazer uma nova revelação qualquer que nem conseguíamos imaginar dois episódios atrás.</p>



<p>Genuinamente esta série não é para todos. É preciso conseguir desligar o cérebro e simplesmente deixar a montanha russa que está à nossa frente entreter-nos com o completo descarrilamento do enredo.</p>



<p>Agora onde é que está a minha sequela Sunrise?</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Valvrave the Liberator Trailer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/cbSnPbY6eiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Valvrave the Liberator &#8211; Trailer</figcaption></figure>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3>Break Blade [Broken Blade]</h3>



<p>E agora para algo completamente. Break Blade tem uma abordagem mais sóbria ao género <em>Mecha</em> com os seus robots a serem muito mais lentos do que o habitual e com a sua acção a situar-se num mundo de fantasia ao invés da ficção científica habitual.</p>



<p>A história segue Rygart Arrow, um rapaz que é incapaz de utilizar a magia existente baseada em quartzo que a grande generalidade da população utiliza e que é habitualmente necessária para controlar os robots gigantes do mundo chamados de Golems.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/179791-8.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/179791-8.jpg" alt="" class="wp-image-4046" width="320" height="180"/></a></figure></div>



<p>No entanto ele é chamado pelo seu amigo e rei da nação onde vive para pilotar um misterioso Golem que foi descoberto numa escavação arqueológica e que pode ser o segredo para o reino sobreviver à guerra que está prestes a bater à porta.</p>



<p>O que torna este Break Blade tão interessante e distinto no entanto não é apenas a excelente animação a cargo dos estúdios Xebec e Production I.G. (dois estúdios cuja qualidade é inquestionável) mas sim na forma como o combate e os mecanismos de operação dos robots são muito mais próximos do género <em>Real Robot</em> do que a grande generalidade das séries. Aqui os robots não voam nem têm sabres de luz, não temos raios laser gigantes nem <em>newtypes</em> que conseguem ler a mente do adversário. Não, em Break Blade as armas têm limites de munições e os robots precisam de manutenção.</p>



<p>E no fundo é isso que torna Break Blade interessante. É raro uma história destas focar-se tanto nos mecanismos dos robots e no desenrolar das batalhas. Os personagens são, admitamos, pouco memoráveis mas a abordagem diferente ao género é refrescante e altamente recomendado para quem quer algo distinto dentro do tópico.</p>



<p>Não é uma série digna de um 10/10 mas sim bem mais próxima de um 6 ou 7. Sólida, com uma produção cuidada e diferente o suficiente para ser digna de uma vista de olhos daqueles que estão cansados dos Gundam e Macross desta vida.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Broken Blade Official Trailer" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/hTo1qSYN_kw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Break Blade &#8211; Trailer</figcaption></figure>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3>Aim for the Top 2 &#8211; Diebuster</h3>



<p>O ano é 2004 e o estúdio Gainax está de parabéns. 20 anos depois da sua fundação o estúdio que nos deu obras como Neon Genesis Evangelion ou FLCL decide comemorar o seu aniversário com uma nova obra original e o resultado foi este Diebuster.</p>



<p>Diebuster é uma sequela para Gunbuster, a série de 1988 que foi profundamente influente no meio e sobre a qual podem ler mais <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/06/20/animes-que-marcaram-parte-1">na primeira parte da minha série de artigos sobre os animes que marcaram década a década</a>. Mas onde Gunbuster se focou no hiper-realismo ao ponto de incluir a teoria da relatividade no seu enredo, Diebuster atira a lógica pela janela e vai na direcção oposta adoptando aquele estilo criativo que mistura fantasia com ficção científica e que viria mais tarde a marcar séries como Tengen Toppa Gurren Lagann bem como as obras do estúdio Trigger.</p>



<p>A história segue Nono, uma simples rapariga do campo que sonha um dia ser piloto espacial e comandar uma das máquinas quasi-humanoides apelidadas de Buster Machines. Obra do acaso, ele vai acabar por encontrar-se com um desses pilotos e vai acabar a fazer parte do grupo de elite chamado de <em>Fraternity</em> e que é composto de pilotos adolescentes chamados de <em>Topless</em>.</p>



<p>A sua missão é proteger o sistema solar dos monstros espaciais que o tentam destruir e ao longo dos 6 episódios da série vamos descobrir como é que este universo tão alienígena funciona como sequela à série de 1988 enquanto seguimos as tentativas de Nono de se integrar no grupo, de ser aceite e de eventualmente descobrir o seu passado esquecido.</p>



<p>Apesar de ser tecnicamente uma sequela de Diebuster, conhecer a história do original não é essencial ainda que seja vivamente recomendado. Nada bate aquela sensação especial quando, no fim de tudo e depois da viagem alucinada que são os seus 6 episódios, chegámos ao ponto em que tudo se torna claro e onde compreendemos como o puzzle se encaixa na sua totalidade.</p>



<p>Visualmente impressionante, com um enredo brilhante e um perfeito exemplo da criatividade que marcaram o estúdio durante a primeira década do milénio. Diebuster é uma das obras que marcou o espólio da Gainax e que só viria a ser igualado quando alguns anos depois fomos presenteados com o lançamento de Gurren Lagann, um dos melhores animes de sempre na minha modesta opinião.</p>



<p>No fim de tudo, se tiverem de escolher uma das 3 obras que aqui mencionei, escolham este Diebuster.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/81073-4.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/81073-4.jpg" alt="" class="wp-image-4048"/></a></figure>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>E é tudo o que tenho para vocês por hoje. 3 histórias muito diferentes cujo único ponto em comum é o uso de robots gigantes. 3 histórias que exemplificam as muitas diferentes formas como este meio consegue usar este ponto de partida para chegar a resultados que não podiam ser mais distintos uns dos outros.</p>



<p>E vocês? Ficaram curiosos por alguma destas séries? Têm alguma obra do género que acham que eu ou outros leitores deviam dar uma vista de olhos? Digam de vossa justiça no <a href="https://twitter.com/NonsenseBB">Twitter</a> ou no <a href="https://www.facebook.com/NonsenseBB">Facebook</a>.</p>
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		<title>Animes que marcaram &#8211; Parte 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 21:14:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.</p>



<p><a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/06/20/animes-que-marcaram-parte-1/">Na primeira parte</a> partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80 enquanto na <a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/07/01/animes-que-marcaram-parte-2">segunda parte</a> falei-vos sobre as séries que, na minha opinião, marcaram os anos 90. Agora vamos passar para o novo milénio e olhar para a primeira metade da primeira década dos anos 2000.<br><br>Porquê dividir a década ao meio? Porque, a meu ver, existe um conjunto de séries que saíram sensivelmente a meio da década e que definem um ponto claro de divisão entre o que veio antes e o que veio depois. Mas isso é uma história para a parte 3, por agora vamos à lista!</p>



<h3>2000s &#8211; O novo milénio</h3>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/254931-4.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/254931-4.jpg" alt="" class="wp-image-4011"/></a><figcaption>Mobile Suit Gundam SEED (2002)</figcaption></figure>



<h4><strong>Mobile Suit Gundam SEED (2002)</strong></h4>



<p>Já aqui mencionei antes como Gundam é uma série importante para o meio e o impacto cultural que teve durante o final dos anos 70 e 80. Apesar de durante os anos 90 o franchise ter tido séries como Gundam Wing que a levaram até a novas audiências como a norte-americana, no início do milénio havia a sensação de que a série estava a precisar de algo novo para a revitalizar.</p>



<p>Em 2002 o estúdio por trás da série, Sunrise, lançou mais um novo universo paralelo de Gundam como resposta e este SEED não poderia ter corrido melhor. A série tornou-se tão popular ao ponto de ainda hoje os seus personagens aparecem nos tops de revistas como a Newtype no Japão.</p>



<p>Para quem viu o Gundam original de 1979 é impossível não traçar paralelos entre o enredo das duas séries e a quantidade copiosa de animação repetida em conjunto com a quantidade por vezes hilariante de raios laser no ecrã mostram que a série foi feita com um claro orçamento e objectivo em mente mas funcionou. Junte-se a isso personagens com um aspecto instantaneamente reconhecível e temos uma fórmula que foi copiada vezes sem conta nos anos que se seguiram.</p>



<h4><strong>Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2002)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/73749-2.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/73749-2.jpg" alt="" class="wp-image-4022" width="320" height="180"/></a><figcaption>Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2002)</figcaption></figure></div>



<p>Já aqui tinha falado do clássico filme de 1995 que inspirou não só a animação nipónica mas também muitas outras facetas da ficção cyberpunk mas não podia deixar esta lista passar sem mencionar esta adaptação televisiva da série que, com um tom bastante distinto, tem também a sua relativa importância.</p>



<p>Não é tão culturalmente relevante mas a história de detective que conta no universo futurista da série não deixa de ser um excelente exemplar do meio e algo que muitos adeptos de ficção científica conseguem apreciar ainda hoje. A qualidade da animação era também de topo e não fica nada a dever a séries que saem hoje em 2020. Especialmente quando comparado com séries como a sequela de nome SAC 2045 que saiu recentemente no Netflix e cujo uso de animação 3D providenciou-nos um resultado que é no mínimo… questionável.</p>



<h4><strong>Last Exile (2003)</strong></h4>



<p>Se há um estúdio que exemplifica as mudanças e tribulações que marcaram o início do milénio esse estúdio tem de ser a GONZO. Conhecidos por adaptar de forma igualmente genial e medíocre múltiplas obras memoráveis (Full Metal Panic, Hellsing) mas igualmente por alguns dos originais mais bem reputados deste período.</p>



<p>O estúdio ganhou particular fama pelo seu uso de animação 3D misturada com animação tradicional numa altura em que isso era claramente arriscado e experimental. Falhou mais vezes do que funcionou mas a verdade é que, naquela altura, o resultado chamava claramente à atenção.</p>



<p>Last Exile, no entanto, é o magnum opus do estúdio. Uma obra original no género steampunk sobre dois miúdos que se acabam envolvidos numa guerra que se arrisca a totalmente destruir o mundo onde vivem. O enredo é mais do que competente e a mistura de 3D com 2D que marcou as obras do estúdio atingiu nesta série o seu exemplo mais bem conseguido.</p>



<p>Gankutsuou, uma re-imaginação da obra Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas como uma obra de ficção científica, é quiçá mais visualmente impressionante e artisticamente mais relevante mas Last Exile ganha em impacto popular… só não vamos falar sobre a sequela.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Last exile opening" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/q6MVLxyQAZI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h4><strong>Fullmetal Alchemist (2003)</strong></h4>



<p>FMA é uma manga brilhante. A primeira adaptação a televisão da mesma, a cargo do venerável estúdio BONES, é uma brilhante série de televisão. Ambas as obras são no entanto relativamente distintas.</p>



<p>O problema está que, no início do milénio, a manga estava ainda longe de terminar e portanto a série de televisão traçou o seu próprio rumo para atingir um final diferente com temas ligeiramente distintos daqueles abordados no original. Apesar da série ter adaptado fielmente as partes da manga disponíveis na altura, fê-lo com um tom mais sombrio do que o original. Tom esse que continuou para o seu final original que, apesar de tudo, são uma das melhores séries do início da década.</p>



<p>No entanto o mesmo estúdio voltou à manga em 2009 e deu-lhe uma nova adaptação com o subtítulo Brotherhood que capturou perfeitamente o humor e o tom do original mas mesmo assim a primeira tentativa continua a valer uma vista de olhos, especialmente para os fãs das aventuras de Edward e Alphonse Elric.</p>



<h4><strong>Full Metal Panic? Fumoffu (2003)</strong></h4>



<p>Existe um pequeno estúdio da capital histórica do Japão sobre o qual eu não me consigo calar. Este spin-off da série Full Metal Panic que capitaliza no humor presente no original foi possivelmente a primeira série de televisão do estúdio a tornar-se realmente popular. E não só foi popular como também foi profundamente influente na altura com paródias e referências a serem comuns em obras da altura.</p>



<p>Apesar do aspecto hoje parecer banal, quando visto à luz do que estava a ser produzido na altura estava anos luz à frente de todos os outros e a combinação qualidade de produção com um sentido de comédia apurado colocaram o estúdio no mapa. Dois anos depois o mesmo estúdio viria a adaptar mais uma parte da história demonstrando que para além de serem exímios na comédia eram igualmente dotados a adaptar uma obra mais dramática.</p>



<p>Essa adaptação foi tão brutal para o estúdio que juraram nunca mais animar algo no género de Mecha mas isso é uma história para outra altura.</p>



<h4><strong>Bleach (2004)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/74796-1.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/74796-1.jpg" alt="" class="wp-image-4020" width="240" height="353"/></a><figcaption>Bleach (2004)</figcaption></figure></div>



<p>E agora damos um pulinho à Shonen Jump, a revista que nos deu obras como Dragon Ball ou Rurouni Kenshin, para falar de uma manga que foi considerada uma das “3 grandes” do início dos anos 2000s.</p>



<p>Podia ter falado de Naruto ou One Piece mas a importância dessas duas séries é relativamente inquestionável ainda hoje. Não, a série que eu quero aqui mencionar é a terceira obra dessa lista: Bleach.</p>



<p>Mas a verdade é que a minha escolha tem uma boa razão de ser. Enquanto Naruto e One Piece são influentes sim, eu arriscaria-me a dizer que a adaptação televisiva de Bleach, com o seu grafismo marcante e cheio de cor, foi muito mais influente nas obras de animação que se seguiram do que as adaptações mais conservadoras das outras duas séries.</p>



<p>Infelizmente o filler constante e de qualidade questionável quando combinado com o facto da manga em si ter entrado num arco também ele menos bem conseguido acabaram por matar o interesse na série e levaram eventualmente ao cancelamento da adaptação e ao final antecipado da serialização do original.</p>



<p>Mas, milagre dos milagres, <a href="https://animeuknews.net/2020/03/bleach-to-return-and-tite-kubos-burn-the-witch-receiving-anime/">o final vai ser adaptado em 2021 para comemorar o 20º aniversário da manga</a> e eu não podia estar mais contente.</p>



<h4><strong>Eureka Seven (2005)</strong></h4>



<p>E já que estamos a falar de séries que foram influentes em grande parte pelo seu sentido de estilo não podia deixar de falar desta série Mecha original do estúdio Bones.</p>



<p>Temos mechas a fazer surf nas nuvens, todos os títulos dos episódios são referências a nomes ou letras de músicas e vários dos nomes usados pela série são referências às mais diversas personalidades da música Rock e Pop.</p>



<p>Estilo não falta nesta série e a história que conta também não é nada má com temas de aceitação do que é diferente junto à habitual história de adolescentes a crescer e aprenderem a ser adultos e a lidar com o mundo real.</p>



<p>Tenho de admitir que não sou um dos maiores fãs da série mas o impacto da mesma é inquestionável para quem viveu a época como fã e é notório que a série influenciou o género do Mecha nos anos que se seguiram.</p>



<p>Mas, mantendo a tradição, não vamos novamente falar sobre a sequela.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/eureka-seven-5725d954500ed.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/eureka-seven-5725d954500ed.jpg" alt="" class="wp-image-4027"/></a><figcaption>Eureka Seven (2005)</figcaption></figure>



<div style="height:40px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>E pronto, estas são algumas das séries que, na minha opinião, foram de alguma forma influentes e marcantes na primeira metade da primeira década do século XXI.</p>



<p>Esta entrada foi um pouco atípica mas não consegui arranjar melhor forma de dividir as obras. Na minha opinião a chegada do milénio marcou uma mudança clara nos temas e no estilo das séries que surgiram no meio com o advento de técnicas e meios de produção digitais a marcarem obviamente o estilo visual da década para o bem (e para o mal).</p>



<p>Porém algumas das séries que surgiram no ano de 2006 em particular causaram um autêntico impacto sísmico na animação nipónica e, tal como Sailor Moon e Evangelion nos anos 90, provocaram uma mudança radical nas obras que se seguiram.</p>



<p>Mas isso fica para a próxima. Entretanto passem pelo <a href="https://twitter.com/NonsenseBB">Twitter</a> e pelo <a href="https://www.facebook.com/NonsenseBB">Facebook</a> do blog para darem a vossa opinião sobre o que eu claramente me esqueci e com as vossas teorias sobre o que vem a seguir.</p>
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		<title>Taiko no Tatsujin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2020 18:06:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Às vezes as premissas mais simples são aquelas que se tornam mais divertidas e Taiko no Tatsujin tem possivelmente uma das mais simples que conseguem imaginar. Taiko no Tatsujin (ou Taiko Drum Master nas versões ocidentais da Playstation 2) é um jogo que surgiu nas arcadas japonesas e onde batemos num tambor japonês ao ritmo [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Às vezes as premissas mais simples são aquelas que se tornam mais divertidas e Taiko no Tatsujin tem possivelmente uma das mais simples que conseguem imaginar.</p>



<p>Taiko no Tatsujin (ou Taiko Drum Master nas versões ocidentais da Playstation 2) é um jogo que surgiu nas arcadas japonesas e onde batemos num tambor japonês ao ritmo das mais diversas músicas vindas da pop japonesa, originais do jogo, músicas de anime ou apenas versões de músicas clássica.</p>



<p>No original isto traduz-se em duas baquetas que usamos para acertar no centro ou no aro do tambor à medida que o símbolo apropriado surge no ecrã enquanto nas versões caseiras isso resume-se a 4 botões, 2 em cada mão. E com isto temos a receita perfeita para passar uns bons minutos a curtir uma qualquer música enquanto procuramos acompanhar o ritmo alucinante de ícones que surgem no ecrã com os nossos dedos no comando.</p>



<p>Simples e eficaz.</p>



<p>Tudo isto acontece enquanto no ecrã temos um conjunto de movimento e cor digno de todos os clichés que podem imaginar ao pensar numa arcada japonesa.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Taiko no Tatsujin: Drum ‘n’ Fun! - Gameplay Trailer - Nintendo Switch" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/YdTYmiK_oT8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Actualmente o jogo está disponível no Ocidente para as mais recentes consolas da Sony (PS4) e da Nintendo (Switch). A minha recomendação seria optar pela versão disponível para a Playstation 4 uma vez que a lista de músicas disponível para essa é mais extensa e um pouco mais acessível, especialmente para quem não é fã de longa data da série, mas ambas as versões possuem mecânicas idênticas e são igualmente divertidos de jogar.</p>



<p><strong>Veredicto: Existem muitos rhythm games mas poucos conseguem atingir aquele equilíbrio entre simplicidade e diversão que os ajudam a sobreviver durante décadas. Taiko no Tatsujin é uma dessas excepções e merece pelo menos uma vista de olhos, especialmente se se vierem confrontados com uma máquina de arcada.</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Classificação: 4.8/5 Nonsenses</strong></p>
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		<title>Animes que marcaram &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2020 20:06:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na primeira parte partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80 e neste vamos avançar para os anos 90. Não na vou analisar a década toda mas vou sim começar precisamente pelo meio quando uma das séries mais influentes de sempre gracejou o pequeno ecrã.]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.</p>



<p><a href="https://blog.nonsensebb.com/2020/06/20/animes-que-marcaram-parte-1/">Na primeira parte</a> partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80 e neste vamos avançar para os anos 90. Não na vou analisar a década toda mas vou sim começar precisamente pelo meio quando uma das séries mais influentes de sempre gracejou o pequeno ecrã. </p>



<p>Mas não só de uma série é feita a década e existem múltiplos outros clássicos que viram a luz durante segunda metade dos anos 90. Não é de todo por acaso que os irmãos Wachowski lançaram Matrix no fim da década, um filme que é francamente inspirado não só pela animação nipónica dos anos 90 como também das décadas que a precederam.</p>



<h3>1990s &#8211; Revolução</h3>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/neon-genesis-evangelion-5191ddb514a91.jpg" alt="" class="wp-image-3977"/></figure>



<h4><strong>Neon Genesis Evangelion (1995)</strong></h4>



<p>Bam! Vamos começar pelo título mais óbvio. Neon Genesis Evangelion saiu no longínquo ano de 1995 e rapidamente explodiu em popularidade… e também com o orçamento da Gainax que ficou sem dinheiro para os últimos episódios da série e se viu forçada a usar formas muito criativas e experimentais para esconder as falhas de orçamento da produção. Quem também estava um pouco no limite era o seu director, Hideki Anno, cujo historial de depressão clínica é reconhecido como uma das maiores inspirações do enredo.</p>



<p>Eu era obviamente demasiado novo para Eva quando originalmente saiu nos idos de 95 mas nos meus 15/16 anos perdi largas horas em debates e a exagerar na análise de cada detalhe do enredo e da sua exploração dos temas da natureza humana e das limitações de nós, seres humanos, em comunicar uns com os outros.</p>



<p>Eva é daquelas séries que tem mais impacto quando é vista durante a adolescência. É o tipo de enredo que tem mais impacto quando estamos cheios de hormonas em ebulição e a começar a compreender o mundo mas ainda sem o cinismo inerente à idade.</p>



<p>Quem nunca viu Eva tem absolutamente de aproveitar a sua recente adição ao Netflix para colmatar essa falha.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Komm, süsser Tod" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/87ofklYDTNQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Esta é a série que gerou um sem número de clones e mudou quase da noite para o dia toda uma indústria. Criou um novo género, novos clichés e inspirou uma geração não só de fãs como também de criadores.</p>



<p>É justo dizer que Eva marca um ponto de viragem no meio. Quase tudo o que foi produzido pode ser facilmente dividido entre o que veio antes e que, se visto hoje, pareceria claramente datado, e o que veio depois e que mesmo hoje é reconhecível como fruto da mesma árvore das séries mais recentes.</p>



<p>Houve, sem sombra de dúvidas, uma mudança brutal no meio neste ano mas Eva não foi o único responsável e o próximo título na lista tem também uma grande culpa no cartório.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/ghost-in-the-shell-582ac4878c700.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/ghost-in-the-shell-582ac4878c700.jpg" alt="Ghost in the Shell - Poster" class="wp-image-3980" width="250" height="357"/></a></figure></div>



<h4><strong>Ghost in the Shell (1995)</strong></h4>



<p>Cá está, outra das obras absolutamente seminais dos anos 90. Eu mencionei os irmãos Wachowski antes e esta série é grande parte dessa referência. Se há algo que podemos chamar de inspiração para o <em>The Matrix</em> ao ponto de quase roçar a imitação é Ghost in the Shell.</p>



<p>Esta é A obra que define Cyberpunk nos anos 90. Absolutamente recheada de filosofia e cujos temas de auto identificação num mundo onde os meios de comunicação nos fazem perder num mar de informação são quiçá mais relevantes agora do que eram quando o filme foi originalmente lançado. Algo que é sempre um sinal de uma excelente obra de arte.</p>



<p>E sim, para mim GITS é tanto uma obra de arte como filmes como A Lista de Schindler ou o Padrinho.</p>



<h4><strong>The Vision of Escaflowne (1996)</strong></h4>



<p>Escaflowne é uma série absolutamente fantástica e profundamente influente para o meio mas que é muitas vezes esquecida e cuja relevância como influência só tem crescido ao longo dos anos mesmo com muitos dos fãs mais recentes a desconhecem totalmente a sua existência.</p>



<p>Kawamori Shouji (director, Macross), Kanno Yoko (compositora, Cowboy Bebop) e a novata actriz Sakamoto Maaya a dar voz à personagem principal são apenas alguns dos nomes que fazem parte da equipa por trás desta série que levou uma simples rapariga adolescente para um outro mundo de fantasia onde robots gigantes se vêm misturados num enredo que envolve o futuro de reinos, do mundo e, mais importante de tudo, do futuro da sua vida amorosa.</p>



<p>Em tempos idos diria que não havia muitas séries como Escaflowne mas ultimamente parece que não há temporada sem outra história de alguém a ser levado para longe da sua vida banal e largado num mundo fantástico cheio de magia e aventuras.</p>



<p>Não existem muitas séries como esta que são relativamente desconhecidas pelo público em geral mas cuja influência é absolutamente inquestionável (e crescente ano após ano). Se querem expandir o vosso know-how do meio têm mesmo de ver esta série. Depois podem, como eu, relembrar a toda a gente que isso do <em>Isekai</em> foi aperfeiçoado nos anos 90 e com uma banda sonora que humilha quase tudo o que é feito hoje.</p>



<h4><strong>Rurouni Kenshin (1996)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/224003.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/224003.jpg" alt="" class="wp-image-3986" width="200" height="276"/></a></figure></div>



<p>Os anos 90 foram também a década que nos deu a brilhante adaptação de Rurouni Kenshin (ou Samurai X como ficou conhecida por estas bandas). Este é um dos grandes Shounen dos anos 90, antes de séries como Naruto ou Bleach serem sequer ideias nas mentes dos seus autores, e como tal teve uma profunda influência no meio.</p>



<p>É possivelmente um pouco difícil de ver esta adaptação hoje em dia quando muitas das coisas que fez de diferente são agora corriqueiras mas sempre foi um excelente trabalho de transposição para o pequeno ecrã e não sofre tanto das maleitas dos dias de hoje no género. Ao contrário de séries como Dragon Ball Z ou Naruto, esta série tem muito menos filler e muito menos batalhas que se esticam por semanas a fio para evitar ultrapassar a obra original pelo que é bem mais fácil de ver mas não deixa de ser uma obra relativamente barata dos anos 90 com tudo o que daí advém.</p>



<p>É mais recomendado pegar na manga do que no anime mas a verdade é que foi uma obra influente no seu tempo e daí a sua presença nesta lista.</p>



<h4><strong>Perfect Blue (1998)</strong></h4>



<p>Perfect Blue é uma obra de animação, sim, mas genuinamente não precisava de ser. É um excelente <em>thriller</em> que explora a crescente instabilidade mental da sua personagem principal fruto do stresse criado pelas acções de ser perseguido e podia perfeitamente ter sido adaptado como um filme tradicional. Em vez disso o brilhante e infelizmente falecido Satoshi Kon deu-nos uma requintada obra de animação.</p>



<p>Se há uma obra de animação que consigo, sem reservas, recomendar a qualquer pessoa, seja ela fã de animação ou não, é este filme. Satoshi Kon foi um dos melhores realizadores que alguma vez gracejou o meio mas infelizmente morreu demasiado novo e com um leque de filmes realizados criminalmente curto.</p>



<p>A sua morte foi uma das mais genuínas tragédias das artes.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/Perfect-Blue-Image.jpg" alt="" class="wp-image-3983"/></figure>



<h4><strong>Initial D (1998)</strong></h4>



<p>E agora para algo completamente diferente.</p>



<p>Initial D tem alguns dos personagens mais feios da década e a banda sonora que acompanha a série não poderia sair de mais nenhum ponto no tempo sem ser a década que nos trouxe coisas como Eiffel 65 mas é uma série que marcou uma geração de fanáticos dos carros.</p>



<p>Esta manga e série é basicamente aquilo que Fast &amp; Furious se viria a tornar mais tarde mas em forma de filme: algo que captura perfeitamente numa obra de ficção aquela que é a cultura automobilística do momento. Neste caso a cultura em questão é aquela que gracejou o Japão nos anos 90 e que viu imensos jovens adultos pegar nos carros e atacarem as estradas de montanha do Japão em corridas ilegais e criou o fenómeno do drifting.</p>



<p>Esta série é autêntica pornografia automobilística do princípio ao fim com uma atenção gigantesca ao detalhe dos carros, da sub-cultura representada no ecrã, e ainda hoje responsável pela popularidade de um certo Toyota AE86 de 1983.</p>



<h4><strong>Serial Experiments: Lain (1998)</strong></h4>



<p>Os anos 90 foram, sem sombra de dúvidas, os anos da série feita para dar cabo da cabeça do espectador com filosofia e Lain é outra das mais importantes obras da década.</p>



<p>Esta série lida com o misturar dos mundos virtuais e reais, muito à semelhança do que fez Ghost in the Shell, e é uma obra profundamente relevante no meio e cuja influência é inegável.</p>



<p>Se optarem por ver isto não se admirem se pelo caminho começarem a questionar o que é ou não é real pois é exactamente esse o objectivo do enredo e a sua execução é sem sombra de dúvidas brilhante.</p>



<p>Não é tão amplamente conhecida como Ghost in the Shell mas é igualmente influente e um verdadeiro clássico que têm de adicionar à vossa lista.</p>



<h4><strong>Cowboy Bebop (1998)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/cowboy-bebop-568c35f73e3c7.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/cowboy-bebop-568c35f73e3c7.jpg" alt="Cowboy Bebop - Poster" class="wp-image-3989" width="250" height="357"/></a></figure></div>



<p>E aqui está ela: uma das séries mais bem cotadas em qualquer top. Tem alguma da melhor animação em célula tradicional em algo que não tem o nome Ghibli associado, tem uma das melhores bandas sonoras de sempre a cargo da inigualável Kanno Yoko e da banda Jazz criada para a ocasião (The Seatbelts) e tem um sentido de estilo que polvilha todos os minutos do seu tempo de antena e que poucos sequer se atreveram a tentar replicar.</p>



<p>O enredo é uma autêntica declaração de amor ao <em>Film Noir</em>, sem grandes rasgos de absoluta genialidade, mas perfeitamente apropriada para complementar os outros elementos da produção e perfeitamente executada do princípio ao fim (algo que não se pode dizer de todas as séries, mesmo muitas nesta lista). Possui também um dos elencos mais memoráveis do meio.</p>



<p>Se nunca viram Cowboy Bebop ficam com isso como trabalho de casa.</p>



<h4><strong>Excel Saga (1999)</strong></h4>



<p>Excel Saga é uma das séries mais insanas que alguma vez vi. É tão para lá daquilo que é normal que tenho genuínas dificuldades em descrever mas tem um tipo de humor que pura e simplesmente funcionou para mim.</p>



<p>Este não é o tipo de nonsense que encontram num sketch de Monty Python ou Gato Fedorento, é mais o tipo de humor meio ridículo que era tão comum nos inícios da internet com referências a outras séries, brincar com clichés e quebras da quarta barreira. Se falar de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l3ovxxnw2yA">texugos, texugos, cogumelos e cobras</a> é algo que compreendem então provavelmente vão gostar disto.</p>



<h4><strong>Digimon Adventure (1999)</strong></h4>



<p>O ano era 1999, o final do milénio, e os miúdos nos recreios estavam a falar de uma série nova que era tipo Pokémon mas diferente, mais “digital”. As comparações com a série do Pikachu são inevitáveis mas, na minha modesta opinião, Digimon é a melhor das duas.</p>



<p>Em primeiro lugar Digimon tem personagens que crescem, que têm conflitos interpessoais e que crescem ao longo do desenrolar da história. A forma como o enredo de Digimon explora as relações entre os seus personagens e os seus digimons companheiros ou como consegue dar uma sensação de real consequência às acções do elenco eleva-a acima do anúncio animado que são as primeiras temporadas de Pokémon.</p>



<p>Digimon pode não ter o nível de requinte de uma série como Cowboy Bebop ou Serial Experiments Lain mas o seu impacto cultural é inegável.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube alignfull wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="GTO the Animation - Opening 1 | Driver&#039;s High" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/2JGl6UzfPkE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h4><strong>GTO (1999)</strong></h4>



<p>Falando de crescimento de personagens e adicionado uma boa dose de responsabilidade chegamos a este Great Teacher Onizuka. Esta é uma adaptação de uma manga dos anos 90 que não só é absolutamente hilariante como é também um excelente representante do estilo da década.</p>



<h4><strong>Crest/Banner of the Stars (1999)</strong></h4>



<p>Um género que pessoalmente aprecio bastante é a Space Opera e se existe um melhor exemplo do género no que toca a animação nipónica posso dizer que nunca vi (nota: nunca vi as OVA original do The Legend of Galactic Heroes).</p>



<p>Esta saga é o tipo de histórias que procuro desesperadamente ver todas as temporadas mas cuja sua ausência já me resignei a antecipar. Existem alguns vislumbres ocasionais de séries semelhantes mas nada chega à discreta beleza da relação entre os protagonistas Jinto e Lafiel.</p>



<p>Felizmente o <a href="https://j-novel.club">J-Novel Club</a> está a re-traduzir os livros originais e a primeira colectânea já está na minha mesa de cabeceira.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/fooly-cooly-flcl-5817a21e5c692.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/07/fooly-cooly-flcl-5817a21e5c692.jpg" alt="FLCL - Poster" class="wp-image-3992" width="250" height="357"/></a></figure></div>



<h4><strong>FLCL (2000)</strong></h4>



<p>Nenhuma lista deste género podia ser considerada completa sem mencionar Furi Kuri. Esta OVA foi basicamente feita como acompanhamento perfeito à obra da banda de punk rock japonês The Pillows pelas mentes insanas do estúdio Gainax.</p>



<p>A série de 6 episódios conta-nos a história de um miúdo que vê um robot literalmente crescer-lhe na testa a sair do galo que ele recebeu quando uma tipa meio maluca apareceu do nada a conduzir uma lambreta e lhe acertou em cheio com uma guitarra como se estivesse a num estranho jogo de polo motorizado.</p>



<p>Tenho a certeza que acertei na descrição mas se isto vos soa completamente insano é porque é exactamente isso que é. Genial é outra palavra que poderia ser usada para o descrever e imperdível seria o meu juízo final.</p>



<div style="height:70px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>E são estas algumas das séries que, na minha modesta opinião, servem no seu conjunto como uma bela fotografia da década de 90 no que toca à animação japonesa. Foi uma década claramente separada a meio por algumas séries que são referências inegáveis no meio e que para sempre mudaram o panorama da indústria. Séries como Evangelion, Cowboy Bebop ou Ghost in the Shell são óbvias mas outras como Escaflowne ou Lain são igualmente importantes para o meio e nem todos os fãs actuais estão cientes da sua importância.</p>



<p>Opiniões? Críticas às minhas escolhas? Façam favor de dizer de vossa justiça via <a href="https://twitter.com/NonsenseBB">Twitter</a> ou <a href="https://www.facebook.com/NonsenseBB">Facebook</a> enquanto eu preparo a próxima lista com séries do início do novo milénio.</p>
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		<title>Animes que marcaram &#8211; Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Nabais]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2020 10:56:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões. Queria ter por escrito a minha opinião por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões. Queria ter por escrito a minha opinião por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.</p>



<p>Durante esse processo, e ao organizar algumas das minhas notas, encontrei uma lista que tinha compilado há alguns anos atrás de séries e filmes que, na minha opinião, foram extremamente influentes para meio como um todo e isso deu-me a ideia de a aprumar e publicar por aqui.</p>



<p>Este artigo vai estar dividido em várias partes:</p>



<ul><li>Nesta primeira parte vou correr por alguns títulos influentes situados maioritariamente na década de 1980.</li><li>Na segunda parte vou analisar títulos da década de 90</li><li>Na terceira, previsivelmente, vou falar na primeira metade da primeira década do século.</li><li>A seguir vou falar de séries de 2006 em diante</li><li>E por fim séries de 2009 para a frente.</li></ul>



<p>As divisões não são arbitrárias mas sim baseadas na minha experiência do meio e em certos títulos chave que saíram em cada um daqueles intervalos temporais.</p>



<p>Posto isto vamos ao artigo.</p>



<h3>1980s &#8211; Os clássicos</h3>



<figure class="wp-block-image alignfull"><img loading="lazy" width="1200" height="628" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/thumbnail.png" alt="" class="wp-image-3932"/></figure>



<p>Não vou fingir que seja um grande conhecedor do que existe no meio da animação nipónica antes do advento de Neon Genesis Evangelion mas existem várias séries da década de 80 que foram marcantes o suficiente para até eu os conhecer.</p>



<p>Estas são séries que marcaram os primeiros anos da minha infância. Aqueles títulos que, mesmo sem eu me aperceber, plantaram a semente que me levaria um dia a tornar este meio num dos hobbies pelo qual tenho mais dedicação e paixão e que me levaram a escrever artigos como este.</p>



<p>Posto isto, vamos à lista:</p>



<h4><strong>Doraemon (1979)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/75141-3.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/75141-3.jpg" alt="" class="wp-image-3933" width="240" height="135"/></a><figcaption>Doraemon (1979)</figcaption></figure></div>



<p>Esta é a série mais antiga desta lista e algo que não precisa de muitas apresentações. O gato cósmico azul marcou não só a minha infância como aquela de muitos outros que me são próximos bem como um sem número de crianças que foram e ainda hoje são influenciadas por esta série marcante. É genuinamente impressionante como esta série continua ainda hoje em produção e devem existir poucas pessoas no mundo que não foram expostas, mesmo que de forma momentânea, ao gato do futuro.</p>



<p>Doraemon não é apenas uma manga ou uma série de TV mas sim um fenómeno cultural partilhado por múltiplas gerações.</p>



<h4><strong>Macross (1982)</strong></h4>



<p>Claro que no final dos anos 70 tivemos Mobile Suit Gundam a marcar o género <em>Mecha</em> e não quero sequer tentar explicar como essa série é absolutamente fundamental para tudo o que reconhecemos como Anime hoje. Enquanto Gundam trouxe os horrores da guerra para primeiro plano, Macross trouxe o poder da música a esse mesmo campo de batalha e criou uma série cuja influência é possivelmente ignorada por muitos fora do Japão.</p>



<p>É uma pena os direitos desta série serem um autêntico molho de brócolos no ocidente porque genuinamente merecia ser conhecida por muito mais gente.</p>



<h4><strong>Captain Tsubasa (1983)</strong></h4>



<p>Esta série é talvez um pouco pessoal para mim. Quer eu quer os meus colegas de escola crescemos a ver as aventuras e desventuras do titular Tsubasa (ou Oliver como o conhecemos em Portugal). E, dada a posição do Futebol como autêntica religião no nosso país, era quase inevitável que uma série sobre o desporto rei fosse colar quase todos os miúdos da minha geração à televisão para ver como iria terminar o próximo jogo.</p>



<p>Foi o primeiro (e quiçá o único) anime de desporto que verdadeiramente me cativou e a sua influência é inegável no meio.</p>



<h4><strong>Mobile Suit Gundam: Zeta (1985)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/maxresdefault.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/maxresdefault.jpg" alt="" class="wp-image-3936" width="225" height="180"/></a><figcaption>Mobile Suit Gundam: Zeta (1985)</figcaption></figure></div>



<p>Eu disse que não ia tentar sequer explicar como o primeiro Mobile Suit Gundam é uma referência inigualável no meio mas tenho pelo menos de mencionar a sua sequela: Zeta Gundam.</p>



<p>Para mim esta é a parte mais interessante do <em>Universal Century</em>. É em Zeta que os tons de cinzento presentes na primeira série são levados ao extremo e a série decide explorá-los com um pouco mais de profundidade. Existem múltiplos lados no conflicto e nenhuma das facções está sempre 100% certa ou 100% errada. Alguns são fáceis de odiar, outros estão apenas perdidos e cometem erros pelas melhores razões… E em cima disso tudo o eterno vilão da série <s>Char</s> Quatro Bajeena tem uns óculos escuros dignos de um Tom Cruise no Top Gear. Absolutamente fantástico!</p>



<p>Para mim Zeta tem um enredo com bastante mais profundidade do que a série que a precedeu e o facto de ter animação muito mais fácil de digerir pelos padrões modernos torna-a bem mais fácil de recomendar. Foi também a primeira série de Gundam realmente popular na sua emissão original já que a primeira temporada foi salva por donas de casa (true story!) e pelos filmes que compilaram a história para o cinema.</p>



<h4><strong>Dragon Ball (1986)</strong></h4>



<p>Sou o primeiro a admitir que não sou um dos maiores fãs do Dragon Ball original. Adorei-o claro (quem da minha geração não o fez?), especialmente quando a história chegou ao arco da Legião Vermelha e a história evoluiu para além da mais simples aventura em busca das bolas do dragão que veio antes, mas nunca fui fanático pela série.</p>



<p>No entanto a importância da série da autoria de Akira Torayama é inquestionável e é bastante difícil encontrar alguém no mundo que não tenha ouvido falar de San Goku e das suas aventuras.</p>



<h4><strong>Saint Seiya (1986)</strong></h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/saint-seiya-5c8c1a9860b31.jpg"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/saint-seiya-5c8c1a9860b31.jpg" alt="" class="wp-image-3966" width="240" height="135"/></a><figcaption>Saint Seiya/Os Cavaleiros do Zodíaco (1986)</figcaption></figure></div>



<p>Admito que não me lembro de muito d’Os Cavaleiros do Zodíaco. Foi uma das primeiras séries de animação que vi enquanto miúdo e na minha memória é profundamente mais épico e tem um aspecto bem mais bombástico do que na realidade.</p>



<p>É verdade que esta série está recheada de nostalgia para mim mas não levem isso como um ponto negativo já que <em>Saint Seiya</em> é genuinamente uma das séries mais influentes do meio. É influente o suficiente para novas séries financiadas pela Netflix ainda hoje!</p>



<p>Juro um dia sentar-me a rever esta série do princípio ou fim mas hoje não é ainda o dia.</p>



<p><em>&#8211; Nasce este vosso humilde escriba (1987)</em></p>



<h4><strong>Gunbuster (1988)</strong></h4>



<p>Gainax é um nome que não precisa de muitas apresentações e é também um estúdio que ficou conhecido pelo chamado <em>Gainax Bounce</em> e esta foi a série onde esse último ponto se tornou verdade.</p>



<p>E no entanto isso é uma mera nota de rodapé naquela que é uma série que influenciou um sem número de obras no meio e é inquestionavelmente um clássico do género.</p>



<p>Gunbuster criou o padrão de poder crescente e de foco no bombástico pelo qual o estúdio, bem ou mal, ficaria conhecido no futuro.</p>



<p>Resumindo muito brevemente: em Gunbuster temos um enredo que cresce até atingir dimensões galácticas e que vê alguém ir de um mero zé ninguém para salvar o universo numa escala temporal que tende para o infinito. É uma série fantástica e genuinamente digna do pedestal onde o estúdio e muitos dos elementos da sua produção foram colocados durante muitos anos.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/akira-515adeeebbc90.jpg"><img loading="lazy" width="1920" height="1080" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/akira-515adeeebbc90.jpg" alt="" class="wp-image-3939"/></a><figcaption>Akira (1988)</figcaption></figure>



<h4><strong>Akira (1988)</strong></h4>



<p>Aqui está outro nome que não precisa de grande apresentação. Akira é uma das obras cyberpunk mais conhecidas no meio, um dos filmes mais marcantes de sempre e absolutamente digno de ser visto pelo menos uma vez.</p>



<p>Eu pessoalmente nunca li a manga mas acredito quando me dizem que é ainda mais marcante do que o filme.</p>



<p>Duvido que haja alguém que questione a posição de Akira como um filme de culto.</p>



<h4><strong>Dragon Ball Z (1989)</strong></h4>



<p>Não fui mega fã de Dragon Ball, isso já admiti aqui, mas fui um completo fanático da sua sequela como quase todos os miúdos que fazem parte da minha geração.</p>



<p>Dragon Ball Z foi um fenómeno! Jogávamos ao faz de conta no recreio, toda a gente tinha t-shirts com o Goku, o Vegeta, o Freeza entre outros… Havia bonecos, os filmes nos cinemas ao lado dos últimos lançamentos de Hollywood… Era genuinamente de doidos!</p>



<p>Toda a gente suspendeu a respiração para os últimos 5 minutos de Namek (que demoraram uns 5 ou 6 episódios de 20 minutos cada um mas isso não interessa nada) e ninguém queria perder o episódio depois da escola.</p>



<p>Também ajuda bastante a brilhante dobragem que tivémos em Portugal e que fruto da sua falta de meios conseguiu tornar algo que tinha tudo para ser um desastre num fenómeno de comédia cultural que ainda hoje tem impacto.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-large is-resized"><a class="lightview" href="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/sh-1.png"><img loading="lazy" src="https://images.nonsensebb.com/uploads/2020/06/sh-1.png" alt="" class="wp-image-3941" width="274" height="208"/></a><figcaption>Sailor Moon/As Navegantes da Lua (1992)</figcaption></figure></div>



<p>Claro que, mesmo sem as circunstâncias da sua exibição em Portugal, Dragon Ball Z é ainda hoje um fenómeno por todo o mundo com inúmeros videojogos e até sequelas a surgirem com regularidade.</p>



<h4><strong>Bishoujo Senshi Sailor Moon (1992)</strong></h4>



<p>Aqui está outro dos grandes clássicos. <em>As Navegantes da Lua</em> marcou uma geração de raparigas (e não só) com o seu reinventar do género <em>Mahou Shoujo</em>.</p>



<p>É profundamente influente ainda hoje mas não posso dizer que eu seja a melhor pessoa para explicar o porquê. Fica aqui o meu reconhecimento dessa influência no entanto.</p>



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<p>E aqui estão algumas das séries que mais marcaram o meio. São clássicos inquestionáveis que marcaram não só os inúmeros espectadores que as viram ao longo dos anos como também os director, animadores, escritos, etc que deram continuidade ao meio nas décadas seguintes e certamente continuaram a fazê-lo por muitos mais anos no futuro.</p>
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