<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 08:47:23 +0000</lastBuildDate><category>Crônicas</category><category>Opinião</category><title>stefani afonso</title><description>Crônicas, opiniões, que você pode levar a sério... Ou não.</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-2397174744793098646</guid><pubDate>Tue, 07 Jan 2014 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:14:06.457-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>O vegan contraditório</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1BdsgGImKaB2I73I-sh6IOEMkwXsRWfN1mkhyya9cWWGBL0R_KsmU1um_r1a7HN26O8h8D-I4PsLcIqL-J-b6WKWTPkEICDzyPpP5gf6Lc_L6o2ltHfwajzQ1S6fAXF9h73be5qs34DbI/s1600/Vegetais-crus-tl.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1BdsgGImKaB2I73I-sh6IOEMkwXsRWfN1mkhyya9cWWGBL0R_KsmU1um_r1a7HN26O8h8D-I4PsLcIqL-J-b6WKWTPkEICDzyPpP5gf6Lc_L6o2ltHfwajzQ1S6fAXF9h73be5qs34DbI/s400/Vegetais-crus-tl.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não gosto de coisas verdes. Não sei se fui obrigada quando era criança a comê-las, por isso que digo e reafirmo da forma mais infantil e adequada na maioria das vezes&lt;i&gt; &quot;Eu não gosto de coisas verdes&quot;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
Vamos retirar as frutas desse quesito, até porque caipirinha de kiwi é uma maravilha e o que falar da vitamina de abacate? Divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vegetais é que não me atraem. Até como uma folha de alface ou duas no máximo, mas digam-me qual a graça de comer algo sem gosto? Tudo bem, sei que faz bem, estou sendo preconceituosa e o papo já está ficando um pouco indigesto, por isso como não quero que você vire a página vou falar, ou melhor, escrever aonde quero chegar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui ao shopping ver a minha amiga, resolvi esperar na praça de alimentação, pois ela estava terrivelmente atrasada (como de costume). Procurei não me estressar e comecei a ler.&lt;br /&gt;
Quando estava no clímax da leitura um rapaz interrompeu-me. Logo arqueei as sobrancelhas e fiz a pior cara que pude (só quem aprecia um livro, sabe como é ruim ser interrompido), ele foi logo desculpando-se e se propôs a dialogar comigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entendam, eu não poderia dispensá-lo, ele tinha carisma e alguma coisa me dizia que eu poderia aprender algo com aquela conversa, ou simplesmente colocá-la no blog como estou fazendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Então quer dizer que você adora ler? - ele disse.&lt;br /&gt;
- Sim.&lt;br /&gt;
- Que bom, isso é maravilhoso.&lt;br /&gt;
- Eu sei. - respondi com aquele sorrisinho sem graça, apenas curiosa para ver onde esse cara iria chegar.&lt;br /&gt;
- Olha, eu sou um viajante sabia? Vivo como um nômade praticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oh meu deus, não podia acreditar, finalmente o meu maior sonho tinha se realizado, um viajante do &lt;i&gt;futuropassado &lt;/i&gt;ali na minha frente, poderia enfim reviver o Jurassik Park? Será que ele me daria a honra de visitar o Schwarzenegger e ser uma exterminadora do futuro também?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como podem imaginar eu divaguei, ele era um simples nordestino, mas com muita vontade e cheio de histórias para contar. Um homem de olhos azuis vibrantes, barba por fazer, que gesticulava com as mãos e era muito espiritualizado. Disse &quot;As pessoas perdem tempo com o consumismo, se matam com o Mc Donald&#39;s sendo que a carne da vaca é a mais sagrada que existe&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Concordo com ele até a parte do Mc Donald&#39;s e deixo claro que não tenho preconceito com ideologias e religião contanto que não queiram converter ninguém a força. &quot;As pessoas compram coisas desnecessárias o tempo todo e o que realmente importa? Onde vamos parar com esse consumismo?&quot; Ele continuou e como boa ouvinte só absorvi a conversa e concordei sem deixar de lado algumas observações como: &quot;Eu gosto de um churrasco de vez em quando&quot;, &quot;Não entendo o por que de comprarem um celular e parcelarem em 24663245234723 x no talão das Casas Bahia&quot;, &quot;Sim, eu também curto um miojo de vez em quando&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi bacana o nosso papo socialista, mas não podia acreditar que ele não viria com interesse. Sexto sentido ou algo do tipo, mas estava armada para isso. Quando finalmente me mostrou seus livros, pensei: &quot;AHÁ, ele vai me vender&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito e feito. Esperei de coração aberto que ele pudesse me dar algum, falava sobre religião, hindu para ser mais precisa. Mas ele quis me vender. Um vendedor reclamando do consumismo. Não importa qual o seu produto, vendas são vendas, business é business e sinceridade conta muito. Contradição então? Um ponto muito negativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recusei e poucos minutos depois ele se despediu. Admirei a sua coragem e força de vontade, porém a abordagem pareceu-me um pouco pecaminosa. Mas ele faz por amor, então deixe-o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas horas se passaram e finalmente minha amiga chegou.&lt;br /&gt;
- Eu sei amiga, me desculpa, mas você sabe como é o serviço.&lt;br /&gt;
- Você é foda, deixa &lt;i&gt;pra&lt;/i&gt; lá e me dá um abraço! - não queria ser chata, fazia muito tempo que não a via.&lt;br /&gt;
Nos abraçamos e ela disse:&lt;br /&gt;
- Nossa estou morrendo de fome... O que você vai querer?&lt;br /&gt;
- Eu vou querer carne.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja legal e compartilhe, seja feliz e comente =D&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2014/01/o-vegan-contraditorio.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1BdsgGImKaB2I73I-sh6IOEMkwXsRWfN1mkhyya9cWWGBL0R_KsmU1um_r1a7HN26O8h8D-I4PsLcIqL-J-b6WKWTPkEICDzyPpP5gf6Lc_L6o2ltHfwajzQ1S6fAXF9h73be5qs34DbI/s72-c/Vegetais-crus-tl.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-5870692275776923636</guid><pubDate>Mon, 23 Dec 2013 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:20:09.910-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>Então é Natal...</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhidL2KnLT5X1Om1K_k6RRhRgnZfXPLZ39p0eeDRaLaX4nT8Vv_h-q0X8DaDUoMhmfJ1V-Gad6QuR8-P5rNdDZxsXl4QitKJXzOpbz64Ba_Z5Asgz-5nxqF9uklf_ETdny7y1LOO_H09TiQ/s1600/natal+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhidL2KnLT5X1Om1K_k6RRhRgnZfXPLZ39p0eeDRaLaX4nT8Vv_h-q0X8DaDUoMhmfJ1V-Gad6QuR8-P5rNdDZxsXl4QitKJXzOpbz64Ba_Z5Asgz-5nxqF9uklf_ETdny7y1LOO_H09TiQ/s400/natal+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natal... Feriado bonito, não? As ruas estão enfeitadas, vemos pisca-pisca na maioria das casas, a 25 de março está lotada (isso não é tão bonito assim) e as músicas de fim de ano já começam a ser exibidas nos comerciais da TV (isso também não é muito legal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse espírito natalino que nos obriga a sorrir para as pessoas que temos menos afinidade, porque o significado desse feriado é o amor, ou será que o mais importante é o Papai Noel? Ou o peru? Confesso que fiquei confusa agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca meus presentes foram parar embaixo de uma árvore, até porque nós nunca tivemos o costume de enfeitá-la em minha casa. Papai Noel? Para mim era pura besteira, tal como os contos de fadas que eu estava aprendendo a ler, na minha infância meus pais nunca me ensinaram esse misticismo, sempre soube que nenhum velho entraria pela chaminé com presentes (chaminé? No Brasil? Oi? Sério... Como vocês conseguem explicar isso para uma criança?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não se engane, não sinto a minima falta. Fui uma criança feliz com as minhas verdades e com a minha imaginação e surpreendentemente, ou não, o Natal era de longe um dia comum como qualquer outro, excluindo o fato que eu observava que as pessoas eram mais amistosas umas com as outras&lt;strike&gt; por alguns instantes&lt;/strike&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Feliz Natal, que sua vida se ilumine todos os dias e que Jesus te abençoe sempre!&quot; Se não me engano, uma das frases feitas mais faladas nesse feriado. Ou quase isso, porque convenhamos até chegar a 00:00 muita gente já está embriagada e nem se recorda o por que de comemorar tanto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, vale realmente a pena sermos pacíficos e simpáticos uns com os outros apenas um dia do ano? Ou pior, nos reunirmos por obrigação com aquela tia avó que não sabe os problemas pelo o que você está passando, mas insiste em querer ser a dona da verdade e a voz máxima da solução?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim caro leitor, eu acredito na família, não talvez na que você acredite, ou na que a maioria das pessoas acreditam. Acredito na família da sinceridade. Onde um laço de sangue é apenas um detalhe, estar perto é o que realmente importa e eu quero ter a oportunidade de escolher os meus irmãos, vocês não?&lt;br /&gt;
Para assar aquele Peru irresistível no mês de Julho, ou então comer aquele Chester delicioso na primavera.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas preciso reconhecer, ver a felicidade estampada na cara das pessoas na rua, me faz um bem enorme. Elas, carregando seus chocottones, indo encontrar pessoas especiais (ou não) para presentear. Eu, apenas ainda tentando entender o que isso provoca e como pode comover tanta gente, por tanto tempo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de suas contradições, não é pouca coisa. Portanto, desejo-lhe de coração um Feliz sincero Natal!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja feliz e compartilhe! Seja legal e comente =)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/12/entao-e-natal.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhidL2KnLT5X1Om1K_k6RRhRgnZfXPLZ39p0eeDRaLaX4nT8Vv_h-q0X8DaDUoMhmfJ1V-Gad6QuR8-P5rNdDZxsXl4QitKJXzOpbz64Ba_Z5Asgz-5nxqF9uklf_ETdny7y1LOO_H09TiQ/s72-c/natal+2.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-501066863998632624</guid><pubDate>Thu, 19 Dec 2013 00:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:23:41.127-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>Uma taça de vinho e nada mais</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPWFCesYrCJljNCPrm-Tfv-3rWgXzh0IVU1Po8N3WHl7ffOaq_OELzZyZa6s2qUVa4SwQ-ofc5M0hoIG1jSZU530SVFQt7_TIaS4hEHitFIEIUFZ8W1vvIiXYRQxy2D4hmpyLPrtxwRixT/s1600/ta%C3%A7a+de+vinho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPWFCesYrCJljNCPrm-Tfv-3rWgXzh0IVU1Po8N3WHl7ffOaq_OELzZyZa6s2qUVa4SwQ-ofc5M0hoIG1jSZU530SVFQt7_TIaS4hEHitFIEIUFZ8W1vvIiXYRQxy2D4hmpyLPrtxwRixT/s400/ta%C3%A7a+de+vinho.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fim de mais uma noite. Qual a sua esperança? Que amanhã será melhor do que hoje? Todos temos esse mesmo pensamento? Não sei. Provavelmente algum homem rico não pense dessa forma... Espera... Dona Sônia grita do quarto:&lt;br /&gt;
- DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE!&lt;br /&gt;
- Eu sei mamãe, eu sei. - com a velha não se discute... Não sobre a vida que ainda nem tive a chance de gozar plenamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estar, ser, agir, pensar, fazer. Tantos verbos, tão poucas soluções. Parece-lhe um pouco confuso? Eu sou confusa, oras. Alguma vez por acaso cheguei a balbuciar que escreveria coisas normais ou para que bom entendedor meia palavra basta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gosto de confusões, adoro o subjetivo. Amo o mistério, particularmente acho excepcional pessoas incompletas e mentes invariáveis. É como querer estar na lua o tempo todo, mas não saber como chegar lá. Não é o ir, é o estar. E isso me agrada imensamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Que papo de louco Stefani&quot; alguns leitores podem estar pensando agora ou &quot;viajei nessa bagaça que acabei de ler, preciso de mais erva, estou adorando&quot;, é talvez seja hora de dosar um pouco essas drogas não? Mamãe que ensinou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida é feita para ser vivida, não coagida. Que se dane os clichês, ou nos apropriemos deles. Amo, odeio, gosto, não gosto. Foda-se os rótulos. Droga, precisamos disso. É como ter uma conversa comigo mesma dia, após dia:&lt;br /&gt;
- Volto ou não volto?&lt;br /&gt;
- Ao que? - respondo-me.&lt;br /&gt;
- A fazer o que eu amo.&lt;br /&gt;
- Não volta.&lt;br /&gt;
- Mas eu quero.&lt;br /&gt;
- Então volta.&lt;br /&gt;
- Estou confusa.&lt;br /&gt;
- Saco.&lt;br /&gt;
- O quê?&lt;br /&gt;
- Você.&lt;br /&gt;
- Ah... E agora inconsciente lindo e maravilhoso se você não pode me ajudar quem pode?&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- Alô, tem alguém aí?&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já falei que adoro o meu cérebro? Apesar de tudo o que ocorre aqui dentro, eu o amo. Eu também gosto do seu caro leitor, mesmo sem conhecê-lo. As individualidades me agradam e saber a essência de cada um é delicioso, assim como escrever esse texto bebendo apenas uma taça de vinho e nada mais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja feliz e compartilhe! Seja legal e comente =)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/12/uma-taca-de-vinho-e-nada-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPWFCesYrCJljNCPrm-Tfv-3rWgXzh0IVU1Po8N3WHl7ffOaq_OELzZyZa6s2qUVa4SwQ-ofc5M0hoIG1jSZU530SVFQt7_TIaS4hEHitFIEIUFZ8W1vvIiXYRQxy2D4hmpyLPrtxwRixT/s72-c/ta%C3%A7a+de+vinho.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-369049509463704731</guid><pubDate>Wed, 04 Dec 2013 00:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:27:21.467-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>Não existe literatura no metrô</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQ1UimyQ5Ggc2DAxNKf8-YGBBoG9oQN3wzptB8-AdwKz0H2f4B_aebF5KLArYlE2qGoEvXL0VPnChJo1rpodx83N5_WRdbT7lT5lqh3rL3LHF0_kcnna3hR0SWqN39BXTi8tea8pm9-PTJ/s1600/literatura+metro+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQ1UimyQ5Ggc2DAxNKf8-YGBBoG9oQN3wzptB8-AdwKz0H2f4B_aebF5KLArYlE2qGoEvXL0VPnChJo1rpodx83N5_WRdbT7lT5lqh3rL3LHF0_kcnna3hR0SWqN39BXTi8tea8pm9-PTJ/s400/literatura+metro+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acordo todo dia as 5h da manhã. Deixo meu relógio despertar de cinco em cinco minutos, até ter coragem para levantar, depois me troco, tomo café e vou trabalhar. Basicamente uma rotina que vem se consolidando há um mês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chego na estação de metrô e já estou há meio caminho do trabalho. Infelizmente o nosso transporte não é decente. Não importa o quanto os governantes façam propaganda e digam &quot;olha como o transporte público é ótimo, o melhor do mundo.&quot; Mentiras e mais mentiras, é degradante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo assim arrumo meu espaço no vagão e começo a minha leitura. Para mim não há nada melhor do que ler e esquecer por minutos ou talvez horas de onde estou, e embarcar em uma aventura. Ah propósito o livro que estou lendo se chama &quot;A menina que roubava livros&quot; e por enquanto está ótimo. Hoje foi um pouco diferente, no entanto com o passar das estações foi ficando apertado... Mais apertado... Muito apertado... Até se tornar insuportável, não conseguia mais ler.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até tentava me esgueirar e achar algum canto, mas o livro simplesmente não abria mais. Nesse meio tempo vi uma mensagem (sem querer) de uma garota no celular dizendo &quot;só sou importante na igreja, sou uma líder, fora dela sou uma pessoa normal.&quot; Mais uma vez essa juventude que se acha especial, qual o problema em ser comum? Finalmente me rendi e fechei o livro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passaram-se as horas do trabalho, voltei para o transporte público e pude enfim ler novamente, não no metrô é claro, até porque é praticamente impossível, mas no ônibus. Sim caro leitor, ler no ônibus também me deixa enjoada, mas o que posso fazer? Leio até onde dá, deixar de apreciar que eu não vou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomecei e voltei para a Alemanha num piscar de olhos (é nesse país que a história acontece). Teve uma hora em que não aguentei mais, por enjoo e por cansaço e tornei a fechá-lo pela segunda vez no dia contra a minha vontade. Até que uma senhora simpática do meu lado disse:&lt;br /&gt;
- Você está gostando desse livro?&lt;br /&gt;
- Estou sim, muito.&lt;br /&gt;
- Eu li e não gostei, minha filha também está lendo e está gostando mais ou menos, achei muito &quot;parado&quot;.&lt;br /&gt;
Eu poderia ter encerrado aquela conversa ali, afinal ela tinha ido contra um gosto meu, mas era uma leitora. E quando alguém que gosta de ler nesse país fala com a gente, nós temos que conversar o máximo possível.&lt;br /&gt;
- Bom, eu estou gostando, até porque se baseia na segunda guerra mundial e eu acho bastante interessante esse tema. - tornei a responder para não deixar a conversa morrer.&lt;br /&gt;
- Eu indico outro livro que acho muito bom, chama-se &quot;O futuro da humanidade&quot;, trata sobre preconceitos, você sempre fica com o gostinho de &lt;i&gt;quero mais&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
- Quem escreveu? - perguntei&lt;br /&gt;
- Augusto Cury, mas é muito bom. - ela já sabia que eu teria o preconceito de tratá-lo como &quot;escritor de auto-ajuda&quot;, já estava começando a gostar dela.&lt;br /&gt;
- Certo, vou dar uma olhada na sinopse para ver se compro depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuamos a conversar sobre gêneros de livros do quais mais gostamos, entre eles não pude deixar de citar minha rainha literária Agatha Christie, ela me contou sobre outros romances policiais que tinha lido, até que ela finalmente desafiou a minha inteligência:&lt;br /&gt;
- Então... Você já leu 50 tons de cinza?&lt;br /&gt;
- Não faz meu estilo, nunca tive nenhuma curiosidade.&lt;br /&gt;
Ela sorriu e continuou:&lt;br /&gt;
- Eu também não gostei, cheguei a ler 3 páginas, mas é muito mal escrito, não tem história nenhuma.&lt;br /&gt;
- Agora definitivamente que não quero chegar perto. - respondi já despedindo-me porque iria descer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pronto, eu a adorei. Uma senhora absolutamente formidável.&lt;br /&gt;
Coisas que uma viagem literária pode trazer.&lt;br /&gt;
Pena que o metrô não consegue nos proporcionar isso. Pelo menos em horário de pico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja legal e comente. Seja feliz e compartilhe!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/12/nao-existe-literatura-no-metro.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQ1UimyQ5Ggc2DAxNKf8-YGBBoG9oQN3wzptB8-AdwKz0H2f4B_aebF5KLArYlE2qGoEvXL0VPnChJo1rpodx83N5_WRdbT7lT5lqh3rL3LHF0_kcnna3hR0SWqN39BXTi8tea8pm9-PTJ/s72-c/literatura+metro+2.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-4197432042167811542</guid><pubDate>Thu, 28 Nov 2013 23:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:31:33.438-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Opinião</category><title>A heroína da minha geração</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNyJ6XkbqAbG3wfWPifRpcb4aKoZUe8FWkvhJT9-CQPcq652ZV8cR3AC30O-_QrN8_EpaBVjywhCsY8T-2y3g3my8BW9pxwLNFDw52alCwptO4uW8ERj7vGf5ICkJBFEHgoetpt2v0dQEV/s1600/katniss+2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNyJ6XkbqAbG3wfWPifRpcb4aKoZUe8FWkvhJT9-CQPcq652ZV8cR3AC30O-_QrN8_EpaBVjywhCsY8T-2y3g3my8BW9pxwLNFDw52alCwptO4uW8ERj7vGf5ICkJBFEHgoetpt2v0dQEV/s400/katniss+2.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Katniss Everdeen. Para muitos apenas um nome, para tantos outros remete a uma invariável de significados. Ela nasceu em Panem, no distrito 12. Um lugar pobre, sombrio, controlado com pulso firme pela Capital. Um lugar alegre, com pessoas ricas, completamente diferente de sua realidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, ela passou por desigualdade, muito mais do que isso: &quot;sentiu na pele&quot;, como se não bastasse a miséria, ainda existia um reality que selecionava duas crianças de cada distrito (tão pobre e miserável quanto o dela) para poderem participar de uma carnificina, onde matam-se uns aos outros, para entreter a Capital. Existindo apenas um &quot;vitorioso&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa história e protagonista foram criadas por Suzanne Collins, em um gênero que foi fortalecido graças a ela chamado &lt;b&gt;Distopia&lt;/b&gt;. O nome? Jogos Vorazes. Porém pouco importa para o tamanho que o livro representa e as &quot;brechas&quot; evidentes que a autora quis passar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jogos Vorazes não é uma trilogia comum. Sim, existe um triângulo amoroso, que passaria despercebido, caso alguns trechos não fossem acentuados por pura estratégia de marketing. Apesar de ser classificada como Young Adult, a trilogia tem muito mais de &quot;Adult&quot; do que parece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somos presenteados com três livros fantásticos, que resumidamente nos mostra uma história de opressão, revolução e comoção. Mas não estou aqui para falar exatamente do livro, isso não é uma resenha. Eu quero falar sobre a protagonista. Sobre a Katniss. Que não é maior que a trilogia, e tão pouco menor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São tantas qualidades... Ela é guerreira, corajosa, inteligente, independente e escrevo com todas as letras possíveis:&lt;b&gt; Garotas por favor se espelhem nela.&lt;/b&gt; Vocês também podem ser tudo isso, chega de ficar engolindo mocinhas desesperadas esperando por seus heróis. Nós temos a Katniss e ela está a nossa altura, ufa, demorou quanto tempo hein? Mas sim... Nós podemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Katniss sabe que por vezes está sendo manipulada, mas continua na estratégia, pois só assim pode sobreviver. Katniss caça mesmo sabendo que é proibido só para dar de comer a quem ela ama e sabe manejar um arco e flecha como ninguém. Katniss está dividida entre Gale e Peeta, mas sabe que tem coisa maiores para se preocupar, como uma revolução que por acaso ela própria começou, pois foi a faísca por ter se rebelado. Katniss lutou na revolução com todas as forças, tomou decisões, torcemos, nos revoltamos e choramos com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Katniss não quer ser a &quot;salvadora da pátria&quot;, ela quer proteger quem ama, principalmente sua irmã Prim, desde o início. E é exatamente por isso que é a minha heroína.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/11/a-heroina-da-minha-geracao.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNyJ6XkbqAbG3wfWPifRpcb4aKoZUe8FWkvhJT9-CQPcq652ZV8cR3AC30O-_QrN8_EpaBVjywhCsY8T-2y3g3my8BW9pxwLNFDw52alCwptO4uW8ERj7vGf5ICkJBFEHgoetpt2v0dQEV/s72-c/katniss+2.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-3626334620851496581</guid><pubDate>Tue, 26 Nov 2013 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:43:23.598-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>O trabalho que te faz feliz</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHABKsVhenxHuTz8QhvSQB4V97TGVMHD1hCeiSDeQLtWUYpe-FyN-rY-72Tw8dxv9oLGipPnO5M2_L9AnlYp45Tes1PpED0ncNXonqM5iFm0wshaHAXfvXzjmOrJL8qrlkvvReJFsjwUWT/s1600/work+happy.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHABKsVhenxHuTz8QhvSQB4V97TGVMHD1hCeiSDeQLtWUYpe-FyN-rY-72Tw8dxv9oLGipPnO5M2_L9AnlYp45Tes1PpED0ncNXonqM5iFm0wshaHAXfvXzjmOrJL8qrlkvvReJFsjwUWT/s400/work+happy.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem que o trabalho enobrece o homem. Isso não é bem realidade segundo a História e não precisa voltar muito no tempo para saber. Na antiguidade a nobreza se fartava de dinheiro e não era por esforço, trabalhando para alguém, nada semelhante. Esbaldavam-se em suas riquezas com a compra de jóias, com estudo, com esportes, enfim, nada que começasse com a letra T ou que exigisse muito suor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar, na maioria das vezes, sempre foi tarefa de Classe C, D e E. Certamente que em um país como o Brasil em franco crescimento existe um espaço para executivos, empresários, cargos ocupados pelo alto plantel do nosso país, óbvio. Com uma oportunidade mínima para as camadas inferiores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro-me quando fiz 18 anos e achei-me apta para o mercado de trabalho. &quot;Agora sim virarei gente, comprarei minhas próprias coisas, um carro, uma casa, &lt;strike&gt;um avião&lt;/strike&gt;, etc.&quot; O que a maioria dos jovens parecem não entender e o que eu não entendia também, que a vida é dura caro leitor. Não é as mil maravilhas que pensamos ser. Trabalhamos muito, ganhamos pouco. Trabalhamos pouco, ganhamos miséria. Trabalhamos nada, viramos filhinhos de mamãe até que alguém nos desencalhe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se trabalho fosse bom, não se chamaria trabalho. - dizia meu velho e bom pai (quase um filósofo eu sei), quando eu queria desistir de tudo e voltar a ser a &lt;i&gt;filhaúnicadependentemimadacheirandoaleite&lt;/i&gt; deles.&lt;br /&gt;
- Mas pai, trabalhar de telemarketing é muito ruim, minha cabeça dói demais, as pessoas não querem nem me ouvir...&lt;br /&gt;
- Tudo vale como um aprendizado. - respondia de imediato e sim, ele tinha toda a razão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O nosso pior problema é que nos achamos especiais. Essa geração se acha especial e o que é pior, sem ter conquistado absolutamente nada. E quando surge um obstáculo a nossa frente, como algo que não era compatível com o que imaginávamos ou com a grandeza que achamos merecer, vem a frustração. E não há nada pior no mundo do que ser uma pessoa frustada. Começar sempre por baixo, pode ser sim um avanço, dependendo da forma como se seguir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até um mendigo pode ser mais feliz do que você. Sim, um mendigo, não precisa se espantar. Eu cheguei a conhecer um, o nome dele era Carlos, ele vivia na rua a cantarolar, simpático, amigo, boa gente sabe? Eu no meu vigor dos 17 anos querendo mostrar serviço e não gostando dos entulhos da rua, peguei uma pá e fui começar o meu &quot;primeiro pequeno trabalho.&quot;&lt;br /&gt;
- Bom dia Stefa .- ele tinha problemas em pronunciar meu nome inteiro.&lt;br /&gt;
- Bom dia Carlitos, ufa! .- sim na primeira &quot;pazada&quot; eu já estava cansada.&lt;br /&gt;
- Então quer dizer que hoje o dia é de colocar a mão na massa? - ele respondeu sorridente.&lt;br /&gt;
- É, talvez... Urghh... - eu não estava aguentando mais falar.&lt;br /&gt;
- Que bom que você se sente feliz assim.&lt;br /&gt;
Eu tive que parar naquele momento e olhar fixamente para ele incrédula. Como alguém em sã consciência poderia achar que eu estava feliz realizando aquela atividade naquele calor? Mas ele nem notou que eu estava surpresa e continuou a sorrir. Então respondi:&lt;br /&gt;
- Já estou chegando nos 18 anos e quero muito trabalhar, por isso vim aqui ajudar, evita a fadiga.&lt;br /&gt;
- Ah, que pena. - ele respondeu desapontado.&lt;br /&gt;
- Por quê?&lt;br /&gt;
- Você é menos inteligente do que pensei.&lt;br /&gt;
- Ei, não precisa ofender.&lt;br /&gt;
- Veja bem, quanto vale um conselho de um mendigo para você?&lt;br /&gt;
- O seu? Para mim vale muito. - ele abriu um imenso sorriso, que sujeito adorável.&lt;br /&gt;
- Nunca Stefa, nunca, trabalhe em algo que não te faz feliz e se for trabalhar que seja temporário. Que seja a ponte para enfim você trabalhar no que interessa.&lt;br /&gt;
- Como você tem tanta certeza? Você é catador de latinhas, não é possível que seja feliz.&lt;br /&gt;
- Pois sou e muito. E digo mais, não há ninguém nessa rua mais feliz do que eu. Sou um aventureiro. Sou da rua, aqui é meu lugar. Descubra o seu e agarre, nunca mais solte.&lt;br /&gt;
- Nossa Carlitos, ao contrário do que você pensa sobre mim, você é mais inteligente do que eu pensei.&lt;br /&gt;
Ele sorriu e saiu cantarolando pela rua. No outro dia fui perguntar para ele sobre a conversa, ou instigá-lo a me passar mais sabedoria, mas ele não se lembrava de mais nada. Eu sei, ele é uma daquelas pessoas inesquecíveis. E ele também tinha toda a razão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso pense, analise friamente todas as suas opções. Fazer uma faculdade é importante sim para se ter um futuro, mas é muito mais do que isso. É ser capacitado para trabalhar no que se gosta e isso faz toda a diferença. É administrar o seu talento e maximizá-lo. Não ser apenas mais um, mas sim dar sempre o seu melhor para aquilo que realmente te importa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trabalho pode sim ser bom, só depende de como você quer fazê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja legal e comente. Seja feliz e compartilhe!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;@stefaniafonso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/11/o-trabalho-que-te-faz-feliz.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHABKsVhenxHuTz8QhvSQB4V97TGVMHD1hCeiSDeQLtWUYpe-FyN-rY-72Tw8dxv9oLGipPnO5M2_L9AnlYp45Tes1PpED0ncNXonqM5iFm0wshaHAXfvXzjmOrJL8qrlkvvReJFsjwUWT/s72-c/work+happy.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-8027261595895478094</guid><pubDate>Fri, 22 Nov 2013 01:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:45:15.354-08:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônicas</category><title>Um salto que não é tão alto</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJCmW2kxHv0Et8SZ73M2IUynltE2AoBKBQeTNQyVf5S0k4YiSPIGuyWdXj2kuChj6_gvqyKH_wBix_7fdPHLRuTMXjskzMN0Zy769RdOlOIp9ZcHh2y6y9cGsDxYlCGfVPTqnnjjWMkSuk/s1600/salto.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJCmW2kxHv0Et8SZ73M2IUynltE2AoBKBQeTNQyVf5S0k4YiSPIGuyWdXj2kuChj6_gvqyKH_wBix_7fdPHLRuTMXjskzMN0Zy769RdOlOIp9ZcHh2y6y9cGsDxYlCGfVPTqnnjjWMkSuk/s400/salto.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É estranho ver como as meninas de hoje em dia estão cada vez mais precoces. Com maquiagens e usando sapatos com tão pouca idade. Sem contar o cabelo que ás vezes já está tingido e pasmem, na maioria dos casos pela própria mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu nunca fui uma criança muito vaidosa, não me acho especial e nem melhor por isso, apenas vivi o que tive que viver no tempo certo. Não pegava os sapatos da minha mãe e saía por aí, muito menos o seu batom. A única coisa que me fazia feliz eram meus brinquedos e eles sempre estavam comigo, para todo o lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então eu cresci e aprendi o que toda garota deve aprender: Mulher deve ser vaidosa. Nada de sentar com as pernas abertas. Deve se comportar como uma &quot;mocinha&quot;. Ser elegante e claro nada mais irresistível do que uma mulher de &lt;i&gt;salto alto&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro muito bem em um dia que cheguei em casa, quando pela primeira vez tinha comprado um sapato do meu gosto pessoal e disse para minha mãe toda animada:&lt;br /&gt;
- Olha mãe, dá uma olhada no sapato que eu comprei, não é lindo?&lt;br /&gt;
- Um tênis? - Ela respondeu com ar de desdém.&lt;br /&gt;
- Sim, um tênis. Super confortável, dá até para passar o dia todo sabia?&lt;br /&gt;
Ela apenas fez um sinal de negação e deu de ombros como que pensando: &quot;Fazer o quê? Será que essa menina realmente nasceu de mim?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não digo que nunca tentei caro leitor, obviamente que sim. Eu queria ser bonita como a sociedade diz que é. Mas minhas pernas não reagem bem com aquelas agulhas, vai ver na vida passada fui atropelada no meio da rua por deixar meu sapato de 36 cm de salto para trás, nunca se sabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amanhã é meu aniversário e costumo comemorar com pessoas que eu amo, em festas, bares, &lt;strike&gt;orgias&lt;/strike&gt;. Ok, a parte de orgias é brincadeira. E essa é uma data especial, por mais que não me apeteça muito. O salto alto enfim está permitido e pode ser usado para algo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui na loja tentar comprar algo não tão grande assim, mas também não tão pequeno. (Será que agora minha mãe sente orgulho de mim?). Eis que então me deparo com vários modelos plataformas. &quot;Plataforma deve ser fácil, moleza&quot;. Aham, sei.&lt;br /&gt;
Pedi para o vendedor para dar uma olhada:&lt;br /&gt;
- Qual o seu número?&lt;br /&gt;
- 36.&lt;br /&gt;
- Que pezão.&lt;br /&gt;
- Tua mãe.&lt;br /&gt;
(Corta as duas últimas falas, por favor).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui sentar esperando ansiosamente pelo meu sapato de princesa. Até que o vendedor chegou. Suspense. Ele tirou os sapatos da caixa. Suspense. Ele colocou no meu pé. Suspense. Eu fui começar a andar e sim, eu parecia um grilo.&lt;br /&gt;
- Hum... - o vendedor murmurou.&lt;br /&gt;
- É, está meio estranho isso daqui. - Foi tudo que consegui dizer.&lt;br /&gt;
- É... - eu sei que ele queria rir.&lt;br /&gt;
- Está muito folgado, vou ver outro. - Foi a melhor desculpa que consegui inventar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedi outro sapato para o vendedor, com os saltos bem menores e aparentemente mais confortáveis, ele disse que pegaria aqueles e apontou para outros com os saltos de uns 50 cm, eu sei, ele estava gozando com a minha cara. A propósito o nome dele era Diego. Certamente ele queria que eu me lembrasse. Por que será hein?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, ele finalmente trouxe os sapatos de salto de 5 cm, me senti confortável e mais uma vez fiz uma escolha onde preferi o meu bem-estar e do meu pé, do que ficar mais bonita ou glamourosa para outrem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não me envergonho um minuto sequer disso. Dizem que mulher de verdade não desce do salto. Eu nem sequer sei subir direito em cima dele. E se apenas isso for a maior qualidade para ser &quot;mulher&quot;, então ainda bem que não cheguei nem perto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
_____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Seja legal e comente. Seja feliz e compartilhe.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/11/um-salto-que-nao-e-tao-alto.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJCmW2kxHv0Et8SZ73M2IUynltE2AoBKBQeTNQyVf5S0k4YiSPIGuyWdXj2kuChj6_gvqyKH_wBix_7fdPHLRuTMXjskzMN0Zy769RdOlOIp9ZcHh2y6y9cGsDxYlCGfVPTqnnjjWMkSuk/s72-c/salto.jpg" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7650634544925386617.post-1085816483915694453</guid><pubDate>Wed, 20 Nov 2013 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-11-11T08:47:02.644-08:00</atom:updated><title>Primeiro post</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Novo ciclo, cheio de mudanças. Não há como negar, é sempre bom.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A vida é cheia de altos e baixos, de inícios e de encerramentos e com a minha não seria diferente. Ainda mais por eu ser uma metamorfose ambulante, até porque quem sabe quanto tempo esse &quot;novo blog&quot; vai durar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre ele, garanto que escreverei o melhor que puder, buscando transparecer tudo o que penso. Sei que vou agradar muitos e desagradar tantos outros, isso não me importa muito, contanto que eu consiga fazer com que reflitam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resto, caro leitor, você só irá saber se continuar visitando e lendo meus futuros posts.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja muito bem vindo =)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://stefaniafonso.blogspot.com/2013/11/primeiro-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Stefani Afonso)</author></item></channel></rss>