<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Dec 2024 03:26:15 +0000</lastBuildDate><category>Conto</category><category>Indicação</category><category>Dica</category><category>Vídeo</category><title>Suspense e outras histórias</title><description></description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Anonymous)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-9098254971841544434</guid><pubDate>Tue, 20 May 2014 19:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-20T17:55:37.011-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Uma vida, cinco anos, e quinze dias [PARTE III]</title><description>DIA CATORZE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como de costume, Malaquias chegou ao departamento e foi atrás de um bom copo de água, aquela onda de calor, que já durava mais de 40 dias, o deixava sempre com sede e muito irritado. Quando chegou no seu escaninho, ouviu a voz de seu leal amigo chegando pelo corredor, chamando o seu nome.&lt;br /&gt;– Chegou hoje cedo o resultado do material na ferida e no lenço do sargento....&lt;br /&gt;– Coxinha – atalhou Malaquias.&lt;br /&gt;– Como? Já têm apelidos de namoro? – brincou Cabral. – Bom, está aqui o resultado, e como o pessoal lá do laboratório sabia que era para você, fizeram tudo completo e com a maior velocidade que puderam.&lt;br /&gt;– O que temos?&lt;br /&gt;– Não sei meu amigo, deixei essa honra pra você.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O inspetor estranhou o peso do envelope pardo que lhe foi estendido, abriu e retirou o chumaço de papéis lá de dentro, percebeu que haviam mais folhas que o normal, e começou a folhear.&lt;br /&gt;– Isso só pode estar errado – constatou incrédulo o inspetor ao terminar de ver a papelada.&lt;br /&gt;– Como? – disse o delegado com ar de interesse, conhecia o homem à sua frente, e o que quer que lhe deixasse abismado era digno de ser compartilhado.&lt;br /&gt;– Os laudos apontam que o corte na testa da vítima, apresenta resíduos compatíveis com resíduos de mangue, além disso, foi feito com um objeto perfuro cortante bem afiado. Existem ainda, vestígios de prata, com a idade estimada de 500 anos – a última parte referente aos vestígios de metal foi dito com voz fraca e vacilante.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O silêncio se levantou entre os amigos como uma pesada cortina ante uma janela iluminada pelo sol de verão, parados no corredor, ambos olhando para a folha, no qual os técnicos haviam impresso o laudo com a datação do metal. De súbito, caminharam pelo corredor, ao mesmo tempo, como se precisassem de ar puro para digerir o disparate em tinta negra, sobre a celulose branca. As incongruências e as impossibilidades cercavam esse caso, a busca pelo símbolo, ou seja, lá o que era aquilo na testa do defunto, não dera em nada útil até o momento. A única pista concreta era que, esse não era um caso isolado, haviam mais três anteriores, com uma única característica em comum, essa marca na testa, diferentes entre si, mas iguais no padrão. Além disso, o primeiro caso, o único que conseguira ler toda a papelada do caso, também se tratava de um homem com inúmeros julgamentos e um número proporcional de absolvições perante a justiça, os demais casos, ainda deveriam ter as pastas desenterradas de algum fórum ou delegacia, o que poderia levar muito tempo. Malaquias já começava a achar uma grande ironia, pois ainda ouvia as conversinhas de canto de corredor, em que ele era o “velho doido”, “vovô buscapé” e “biruta”, e esse caso vinha sobre medida para ele, um caso maluco para um doido.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O inspetor e o delegado pararam à frente do departamento, observando o vai e vem de pessoas na rua, enquanto examinavam suas consciências, o delegado Cabral fumava um cigarro em longas baforadas, enquanto Malaquias sorvia pequenos goles de água e imaginava o que as pessoas debaixo daquele sol estavam pensando ou imaginado, essa manobra visava distrair por algum tempo do problema que era esse caso. Sua cabeça girava em todas as direções e posições, mas não divisava, nem de longe, uma saída lógica. Por fim, Cabral quebrou o longo silêncio ao terminar o seu Belmont.&lt;br /&gt;– Vou voltar para minha sala, antes que todos achem que sai de fininho, e antes que resolvam ir buscar pizzas na puta que pariu – disse o delegado, já de volta ao bom humor.&lt;br /&gt;– Vai na fé – respondeu Malaquias, meio para dentro, ainda perdido nos pensamentos – Tenho uns endereços aqui, e vou dar uma checada, quem sabe não cavo algo com as testemunhas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estes endereços ao qual o inspetor se referia, já estavam em seus bolsos a alguns dias, mas estava adiando esses encontros, em geral muito desgastantes, pois nem todos quereriam falar, ou falariam de graça. Outras testemunhas nem estavam nestes endereços informados à polícia, e com esse verão estranho seria ainda pior essas acareações. Pensou também no material coletado que apontava composições compatíveis com o mangue, não era bom de matemática, mas, mesmo com o helicóptero voando por todo o dia, levaria uns cinco, talvez seis dias para cobrir toda essa área se o clima ajudasse. Mas o governo e os grandões da civil jamais aprovariam um disparate desse, se tentavam economizar até nos treinamentos e na reciclagem de agentes, preferindo videoaulas às antigas palestras, de lá voos de reconhecimentos sem grande necessidade. Com esses pensamentos, caminhou até o estacionamento e saiu com o carro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As sessões de perguntas e respostas não ajudaram muito, como o previsto. Pessoas que frequentam aquela área da cidade não simpatizam com os servidores públicos, seja para o que for, alguns com medo de serem reconhecidos, outros por terem implicações com a lei, mas já era sabido por Malaquias que, dificilmente, seria dali que sairia a chave mestra deste mistério. Mas foi no caminho de volta que teve uma epifania, e trocou de rota, e tomou o caminho para hotel, cuja parede ajudava a formar o beco do local do “crime”. Ao chegar, pediu um quarto, um quarto específico, claro que antes de entrar, deixou o carro no local mais seguro que pode achar, em frente a um posto da polícia militar, e deu algumas voltas no quarterão para planejar a ação.&lt;br /&gt;– Eu vou esperar uma pessoa, assim que ela chegar, vai ligar para o meu celular, mas eu já gostaria de entrar para o quarto – disse o policial.&lt;br /&gt;– Sim, mas vai custar um pouco acima da tabela – disse o homem atrás do balcão.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se chegasse botando banca de polícia, o recepcionista colocaria todos os problemas do mundo para evitar a investigação, mas se pingasse algum dinheiro de um cliente desconhecido com exigências incomuns, mas não exageradas, seria mais fácil de Malaquias chegar ao seu objetivo, olhar o hotel por dentro e ficar no quarto do térreo, com a parede virada para o beco. Ao entrar, trancou a porta e começou a procurar e observar tudo daquele lugar, poderiam ter atirado a parte do corpo sem grande esforço e com certa facilidade de deixa o local no meio do alvoroço que ocorreria após a descoberta, ou talvez até antes disso. A parede era incomum para os padrões brasileiros, pois a alvenaria era recoberta por uma outra camada de madeira, ou material parecido, no qual era aplicado o papel de parede, e não a pintura costumeira, viu que uma parte estava estranhamente estufada, e ao arredar um móvel do quarto encontrou um pequeno ponto escuro, que lembrava o material do solado de sapatos finos mergulhado na madeira como se fosse parte desta, então teve uma ideia, a primeira pista real surgira.&lt;br /&gt;– Vou só ali no carro colega, esqueci uma coisa, disse o investigador ao balconista, e este apenas assentiu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao chegar no automóvel, abriu o porta-malas e vasculhou entre as ferramentas a procura de uma chave específica, e achou, a chave de roda, em forma de L, e a camisa extra que sempre carregava, saiu do plástico em que jazia, para dar lugar à ferramenta. Voltou para o hotel, acenou com a cabeça para o homem novamente, e entrou no quarto. Trancou a porta e começou o trabalho duro. Envolvendo a chave de roda no lençol, Malaquias esperava fazer pouco barulho quando começasse a bater contra o madeirame, mas ainda sim, com o início da exploração, houve bastante barulho, mas as pessoas naquele lugar estavam mais preocupadas com outras coisas, por isso não foi importunado ou questionado sobre a bagunça. Em pouco tempo quebrou a perde de madeira e viu a alvenaria. Entre essas duas paredes, corria o encanamento de água e esgoto, o escuro neste espaço era total, mas o mal cheiro era inconfundível, havia carne em avançado estado de putrefação ali, e para ter certeza, achou uma caixa de fósforos, riscou um palito e enfiou cuidadosamente na abertura que produzira, e a alguns centímetros de distância pode vislumbrar o que estava estufando a parede, parte do mistério estava resolvido, a metade que faltava do senhor Caeiro estava ali. Ligou para o departamento de polícia e para os técnicos, e em poucos minutos o circo estava armado de novo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi bem difícil retirar os restos mortais do executivo de onde se encontravam, retirar o madeirame foi fácil, mas a parte superior, a cintura para ser mais preciso, parecia ter se fundido à alvenaria do prédio, sendo preciso cortar o meio cadáver. O investigador acompanhou todo o processo de perto e depois de terminado os serviços, resolveu que já era hora de voltar para casa.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/05/uma-vida-cinco-anos-e-quinze-dias-parte_20.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-7929360699343409004</guid><pubDate>Thu, 08 May 2014 20:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-08T18:51:05.444-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Uma vida, cinco anos, e quinze dias [PARTE II]</title><description>DIA CINCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CINCO ANOS ANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por falta de provas, não podemos concluir, se o réu pegou a arma para cometer o crime que lhe foi imputado ou esta estava jogado atrás da porta como afirma a defesa. Fato, é que nunca teremos certeza de quem ou qual o motivo do assassinato da vítima, sra. Malaquias, portanto o júri aqui presente, assim como o juiz que vos fala, declara o acusado, Caio Alvares Malaquias inocente das acusações. Fim da sessão.&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;– Você foi inocentado Malaquias, mas devido ao grande apelo público, eu, no cargo de superintendente, não posso permitir que continue em seu cargo. Por tanto, seu novo posto a partir de amanhã, será a de escrivão do novo delegado a ser nomeado.&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUATRO ANOS ANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não gosta do cargo de escrivão não é Malaquias? Pode falar, apesar de estar sentado na sua cadeira, somos amigos, e eu não estou aqui porque quero. Vou cavar algo para você. Deixa com o Cabral aqui.&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;– Meu amigo, saia de trás dessa cadeira, a partir de hoje será como nos velhos tempos, pega tudo la dentro e volte para as ruas. Não precisa agradecer, queria poder fazer mais, mas se cavar mais fundo, vai desmoronar em nós dois esse buraco.&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRÊS ANOS ANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Esse aí não é o bunda suja que dedou o coronel? Vamo dar um corretivo nele….&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;– Ele tá morto? Ah, tá respirando, bota aquela surpresinha no bolso dele, enquanto eu ligo pros homi…. vai da chabu, mané….&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;– Essa é a última vez que converso com você Malaquias. Eu, como superintendente, já tô de saco cheio de falar com você. Vai lá e pede aposentadoria, é uma ordem, vai pescar e deixa todo o resto de lado. É UMA ORDEM!&lt;br /&gt;– Se você não se aposentar, vão reabrir o antigo inquérito da morte da sua esposa, e com essa droga que estava no seu bolso, e esse laudo do psiquiatra que o Cabral fez sumir do processo, tu já era.&lt;br /&gt;– Aqui atesta que tu é pinéu, todo mundo da polícia já sabe desse laudo, e só não dá mais merda, porque tem gente que te respeita. Sai por cima Malaquias. Vou repetir, é uma ordem&lt;br /&gt;….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOIS ANOS ANTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fala meu amigo, é o Cabral. Sim, eu sei…. Não, o superintendente rodou, e tá uma zona isso aqui, eu cavei de novo, e se você ainda tiver afim, tenho a sua vaga de inspetor aqui guardada.&lt;br /&gt;– Não, fica tranquilo, é sua, sem parceiro pra te pentelhar. Isso venha amanhã para a reintegração. Abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era essa a rotina do inspetor Malaquias todas as noites, rever todos os pontos fatídicos e agradecer ao seu amigo de infância, Cabral, pela força. Apesar dele estar agora ocupando a cadeira que um dia o investigador ocupara, não havia rancor por isso, Cabral era um bom sujeito, e tocaria a DP com presteza e honestidade, se fosse ele Malaquias, a escolher, teria feito essa escolha sem pensar duas vezes. Tomou o diazepan e o sono veio como uma tempestade de verão, sem sonhos, sem remorsos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando acordou, foi um sobressalto, pois ouviu o próprio nome numa voz feminina vinda de algum canto escuro do quarto. Malaquias passou a mão na testa e tirou o suor frio que umedeceu toda a palma da sua mão direita, escorreu frio até o cotovelo, como se gelo, e assomou-se com o líquido que vertia da axila, até pingar e deixar marcas no lençol onde as gotas caíam. O relógio marcava 3:00 da madrugada, a hora do demônio, a hora das bruxas, a hora de toda a sorte de mal que rastejava sobre e sob a terra. Só havia uma alternativa, pegou o bloco de notas e um lápis no criado-mudo e desenhou a marca que vira no morto a algumas horas, e não sabia o porque se lembrara disso só agora. Vestiu a roupa e saiu com o intuito de ir a chefatura, remexer nos arquivos para ver se existia algo parecido, e se não achasse nada, passaria para os arquivos compartilhados com todo o Brasil, e se, ainda sim nada achasse, não ficaria irritado com o beco sem saída, só não queria ficar no quarto, ou melhor, em casa agora que despertou, de forma muito estranha. Na verdade, era a primeira vez que sentiu medo, o verdadeiro medo.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/05/uma-vida-cinco-anos-e-quinze-dias-parte.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-5714403005778921175</guid><pubDate>Fri, 25 Apr 2014 22:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-04-25T20:19:31.082-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Uma vida, cinco anos, e quinze dias [PARTE I]</title><description>“Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem.”&lt;br /&gt;
Dito popular&lt;br /&gt;
Por Antônio C Pereira&lt;br /&gt;
DIA ZERO&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A noite estava quente, mais do que o esperado para o verão, e naquela parte decadente da cidade, a temperatura fervilhava com as pessoas se acotovelando diante da fita amarela suspensa por cones laranja e branco reflexivo. A brisa só aumentava a sensação escaldante presente ali. O cochicho irritante percorria todos os quarteirões, trazendo mais e mais observadores para a cena bizarra que se desenvolvia naquela viela.&lt;br /&gt;
– Não pode passar desta fita, me&#39;rmão. – Disse o policial em tom rude e imperativo&lt;br /&gt;
– Isso aqui dá permissão – disse o homem que estava a frente da multidão, tirando algo do bolso e mostrando ao policial.&lt;br /&gt;
– Desculpe investigador, pode passar.&lt;br /&gt;
…&lt;br /&gt;
– Vai levanta a fita ou tá difícil?&lt;br /&gt;
– Sim, pode passar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Olha só pra esse coxinha, a fivela do cinto brilhando, o coturno polido e com o couro esticado, o uniforme novo com os vincos bem marcados durante o processo de passar roupas. Sargento? Aposto que é filho de algum grandão da PM, nunca viu dificuldade não é filho?”, pensava o policial civil, enquanto caminhava, e via-se o contraste entre os dois, inspetor Malaquias trajava uma calça jeans surrada e uma camisa com pequenas faixas azuis verticais, aberta até o terceiro botão devido ao calor, poderia ser confundido facilmente com um bicheiro de segunda linha, já beirando os 55 de idade.&lt;br /&gt;
– Pode me atualizar? – Pediu o investigador, desta vez, era ele que usava o tom imperativo e rude.&lt;br /&gt;
– Mas eu já disse tudo, não ouviu? Bom, umas “profissionais” estavam entrando no beco, talvez para se aliviarem, e deram de frente com a bizarrice, um homem cortado ao meio na altura da cintura, saíram gritando, ligaram para a Polícia Militar. Chegamos e cercamos a área e entramos em contato com vocês.&lt;br /&gt;
– Já sabem a identidade do sujeito?&lt;br /&gt;
– Sim investigador, Álvaro Caeiro, 36 anos, alguns processos, mas nenhuma condenação, respondeu o sargento puxando pela memória.&lt;br /&gt;
– O Cairo da Indústria Alva?&lt;br /&gt;
– Sim.&lt;br /&gt;
– Aquele que foi investigado por atentado ao pudor, estupro, abuso moral, e mais um caminhão de denúncias que não saíram do B.O.?&lt;br /&gt;
– Esse mesmo, já o conhecia?&lt;br /&gt;
– Não, mas já ouvi um monte de porcaria sobre ele. Então pegaram o safado.&lt;br /&gt;
– Acho que foi um pouquinho pior.&lt;br /&gt;
– Como?&lt;br /&gt;
– É melhor o senhor ver como está a cena.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cena era realmente surreal, parte do corpo jazia no chão inerte, o sangue escorria pela parede como se a metade ali presente tivesse sido arremessada contra a parede de um dos hoteizinhos que se projetava até o meio do beco, sujo, mal cheiroso e sem iluminação descente. A mancha de sangue começava mais ou menos na altura onde deveria ser a cintura do sujeito, o corte era reto demais e muito estranho, como se a outra metade tivesse saído dali como naqueles desenhos animados do Hanna Barbera. O sangue escorrera em vários sentidos, mas não se via qualquer sinal da outra metade homem, ou se ela havia sido arrastada dali.&lt;br /&gt;
– Tá uma merda do caralho não é inspetor?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Malaquias olhou o jovem, que ostentava um sorriso largo e orgulhoso, como se tivesse dado sua primeira golada de cerveja na frente dos amigos para mostrar a sua masculinidade.&lt;br /&gt;
– Limpa essa boca suja, porra, tu beija tua mãe com essa cova? – Neste momento, a face severa de Malaquias, em nada transparecia o prazer que sentia agora, quase um prazer infantil, como quando um garoto descobre o banho gelado no verão tórrido como aquele estava sendo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todo o contexto e o cenário daquele possível crime irritava Malaquias, as pessoas se aglutinando e discutindo o que tinha ocorrido, as “profissionais” fofocando e seus cafetões mandando, discretamente é claro, que voltassem à espera, o ar que subia do chão quente que trazia o cheiro de vodca barata e urina, tudo isso fazia o velho Malaquias se perguntar até quando aguentaria aquele purgatório.&lt;br /&gt;
– Ei, sargento, já coletou os depoimentos?&lt;br /&gt;
– Nada de útil, a perícia também está rodando por aí, pra ver se cava alguma coisa.&lt;br /&gt;
– E a outra metade do corpo, alguém tem ideia de onde esta?&lt;br /&gt;
– Não, tudo o que se sabe foi uma gritaria no beco, a voz de um homem pedindo socorro, Ninguém ligou, acharam que fosse um qualquer que deu uma “brincada” e queria escapar sem pagar.&lt;br /&gt;
– É estranho mesmo, esse cara, aqui neste lugar não combina, até a camisa dele foi cortada, e na mesma altura do corpo, muito estranho, – disse Malaquias em tom reflexivo enquanto contemplava e novo o meio morto – espere.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O investigador notou agora, uma mancha enorme de sangue que cobria toda a testa, e escorria pela face, já meio seco. Não deu atenção na primeira vez que viu isso, pois acho que se tratava de um mero ferimento causado pela queda do corpo para frente, mas agora percebeu que o resto do sangue, ainda estava em estado líquido, e o incrível era que o pessoal da perícia deixou passar, como era Sexta a noite, essa equipe já devia ter umas cervejas na cabeça.&lt;br /&gt;
– Tem um papel aí sargento?&lt;br /&gt;
– Não, mas tenho um lenço, esse calor bota a gente pra suar….&lt;br /&gt;
– Me dê ele e me arranje um pouco d’água limpa.&lt;br /&gt;
– Pra tomar?&lt;br /&gt;
– Me arranja loGO DROGA. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sargento coxinha entregou o lenço branco e saiu a procura de água, Malaquias continuava a fuçar aqui e ali, primeiro em volta do cadáver, depois no bolso da camisa deste, colarinho, mangas da camisa branca de linho, aparentemente nova, usando a bic para manipular o tecido sem comprometer o lugar ou deixar suas próprias marcas por ali. Olhando de soslaio Malaquias pôde ver o sargento coxinha voltar com uma garrafa d’água fechada, e suando de tão gelada, por um segundo engoliu seco, com desejo de bebê-la, mas esta teria uma utilização menos nobre no momento.&lt;br /&gt;
– Tá aqui inspetor, não achei gasificada, mas vai servir para matar a sede.&lt;br /&gt;
– Se este presunto tiver sede, eu vou dançar “Madalena” – dizendo isso, Malaquias abriu a garrafa e umedeceu o lenço.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois disto, passou levemente na face do morto, que olhava fixamente para o ombro esquerdo. A medida que o sangue seco era hidratado começou a se desfazer e aderir ao lenço do sargento, que olhava com um misto de surpresa admiração, e depois de algum tempo, a pele da testa do morto estava limpa e exibia uma ferida estranha, um losango, aparentemente cortado com um estilete, e, dentro e bem centrado, um círculo perfeito sem pele como um ponto final, ou a gema do ovo poligonal, ambos, sargento e inspetor, contemplaram por um período o achado, toda a movimentação em volta desta cena, pareceu diminuir, até cessar por algum tempo, fora de qualquer medição humana.&lt;br /&gt;
– Nunca vi isso, será ocultismo ou algum psicopata? Perguntou o oficial da PM.&lt;br /&gt;
– Não sei, não sei, mas vamos ver, respondeu, mais para si mesmo do que para o companheiro, ao mesmo tempo que estendia o lenço sujo a ele.&lt;br /&gt;
– Toma, entrega para a perícia, se tivermos sorte, vai ter alguma coisa além do seu DNA, e a do amigo aqui no chão. Se for um menino me avisa, concluiu em tom jocoso.&lt;br /&gt;
======================&lt;br /&gt;
&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/04/uma-vida-cinco-anos-e-quinze-dias-parte.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-5285626087876728075</guid><pubDate>Tue, 11 Feb 2014 12:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-11T10:57:38.382-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>De Veras</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
Por Antônio C. Pereira &lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O corredor se mantinha bem movimentado e cheio, as pessoas iam e vinham em um ritmo contínuo. A luz fluorescente fazia do corredor branco, divisórias alvas, e teto também branco um ambiente impessoal e estéril, mesmo com o vai e vem de pessoas. O corredor se estendia até onde a vista alcançava, e tirando raras exceções, mostrava-se bem iluminado, somente com pequenas faixas de sombras, com uma limpeza impecável que permitia a utilização do reflexo presente no mármore branco como um espelho, de tão lisa a sua superfície.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com movimento menos intenso que o corredor, as salas também apresentavam atividade razoável, algumas pessoas estavam sentadas em cadeiras de frente para as portas, quando eram abertas, uma pessoa saía de dentro deste cubículo e outra era chamada em seguida. Os que saiam das salas apresentavam um numero limitado de reações, alguns mostravam-se com uma felicidade imensa estampada em suas faces, como se houvessem ganhado um grande prêmio da loteria, ou tivessem recebido uma ótima notícia de seus médicos de família. Mas a maioria, mostrava-se triste e chorosos ao sair, existia ainda os mais exaltados, que eram prontamente contidos por homens de terno cinza, e guiados para a parte mais baixa do corredor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que mais assustava Marcus era isso, as pessoas entravam nas salas para uma espécie de conciliação, ao que tudo indicava pela sua experiência como jurista, e saiam com expressões apáticas e melancólicas de lá. Os que passavam por ele nada diziam, e tão pouco ele queria interromper a caminhada de algum desconhecido no corredor, para interpelar sobre o que estava acontecendo naquele lugar, isso seria uma situação muito desconfortável, para não dizer uma demonstração de ignorância de sua parte.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora que havia parado para pensar, Marcus não se lembrava como tinha chegado até aquele prédio, ou seja lá qual tipo de construção em que se encontrava agora, tivera um dia tranquilo e não tinha nenhuma audiência marcada para os próximos dois dias. Pediu a secretária que tentasse não agendar nada para essas datas, com a intenção de ter um pequeno período de descanso no meio daquele mês tumultuado de Dezembro. As horas parecia não correr, e a única coisa que parecia mostrar o passar do tempo era a contínua passagem dos transeuntes e as chamadas às portas. Ao olhar para o braço esquerdo, o advogado percebeu que não estava com seu relógio de pulso, teria ele esquecido de colocá-lo antes de sair de casa? Era bem possível, e exatamente por isso pedira essa folga nos compromissos do escritório, reservando-se a remexer e arquivar a papelada, com o intuito de baixar o nível de stress que vinha acumulando nos últimos anos. E como uma coisa puxa a outra, o relógio não era a única coisa que faltava, sua pasta que sempre jazia à esquerda de seu corpo não se encontrava em parte alguma, e o celular não estava no bolso de seu terno, e a falta desses dois objetos sim, geravam uma grande sensação de desconforto e preocupação, esquecer um relógio de pulso era perdoável, mas uma pasta do tamanho de dois livros grandes era demais para um advogado, mesmo que estivesse a beira de um colapso nervoso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enquanto se repreendia mentalmente pelo esquecimento, Marcus ouviu seu nome ser chamado em uma das portas e prontamente se levantou, pondo-se a caminho da sala onde foi chamado. O ambiente estéril era replicado dentro da sala, uma mesa de mármore cinza se estendia em forma de T, um homem trajando terno branco sentava-se do lado esquerdo, outro homem vestindo um terno perto sentava-se a direita, onde também existia uma cadeira vazia, e o terceiro vestindo-se de cinza sentava-se no corte do grande T, não havia espaço para um escrivão e nem existia um escrivão na sala neste momento.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois de estudar o local mentalmente, Marcus instintivamente ocupou a cadeira vazia e se preparou para o que viria, como já conhecia os trâmites, sabia que ele estava posição de julgado nesta audiência. Teria eu esquecido de alguma coisa? Pensava o advogado incomodado, enquanto aguardava o início da sessão.&lt;br /&gt;– Comecemos as análises – disse o homem à cabeceira da mesa, de forma autoritária e firme – Marcus, aos 13 anos de idade, em férias o sítio de seus avós maternos, assediou sua prima mais nova, além de aliciá-la, confirma esse acontecimento?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um pequeno filme passou na cabeça do advogado, esse ocorrido jazia em suas memórias mais preciosas que possui, sua infância simples e difícil, porém povoada de muita felicidade e alegria, e o seu primeiro beijo, inocente e estabanado, que protegia até mesmo do conhecimento de sua esposa.&lt;br /&gt;– Aliciamento e assédio são palavras muito fortes, se me permite dizer – Marcus, mesmo confuso, começou a tecer um método de defender-se sem desmentir o ocorrido – eramos muito jovens e pouco sabíamos da vida, foi um ato inocente e inofensivo, de dois jovens que queriam conhecer novas sensações, sem necessariamente conhecer o mundo, nada além disso.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que foi relatado como justificativa era verdade, tanto ele quanto a prima só queriam novas experiências, nada além disso, e mesmo que houvessem ido um pouco além disso, eram jovens e podiam atravessar a linha do bom senso naquele tempo.&lt;br /&gt;– De veras inocente – disse o homem de terno preto, cortando o pensamento de Marcus.&lt;br /&gt;– De veras culpado – disse o outro homem à frente do advogado no mesmo tom calmo do outro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar de não apresentarem mais argumentos ao fato, o advogado entendeu que um desses homens o ajudaria a passar por esse julgamento, enquanto que o outro tentaria colocá-lo em maus lençóis, condenando todos as suas ações e tentativas de argumentação.&lt;br /&gt;– A poucos dias, mesmo com a recomendação médica, Marcus tomou o carro e provocou um acidente, que computam as violações legais de dano a propriedade, lesão corporal leve, e negligência ao conduzir o veículo, – afirmou, aquele que conduzia a audiência.&lt;br /&gt;– Sim, – Começou o réu em tom humilde –, é verdade que provoquei o acidente. Mas a utilização do remédio para uma cardiopatia apresentou um efeito colateral inesperado e raro, e por alguns instantes perdi o controle do sistema cognitivo. Contudo, com respaldo médico, é possível comprovar a minha total inocência quanto a isso – neste ponto da argumentação, o tom já havia saído da humildade para a certeza e confiança.&lt;br /&gt;– De veras culpado.&lt;br /&gt;– De veras inocente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O ambiente que cercava a sala neste momento era tenso e silencioso, um ar de reflexão dominava a sala. Neste momento, Marcus se lembrou da movimentação frenética do corredor, onde permaneceu por longo período, sem ter a certeza de quanto tempo havia, de fato, ficado sentado naquela brancura interminável, e observou com estranheza, a ausência de quaisquer ruídos externos ao ambiente em que estava agora.&lt;br /&gt;– O senhor mantém uma amante a, pelo menos, dois anos e meio, mas já possuiu outros casos extraconjugais, com diversas mulheres, entre duradouros e casuais. Como justifica isso doutor?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marcus estava numa encruzilhada neste momento, sempre fora cuidadosos quanto a este assunto, mantinha protegida esta faceta a todo custo. Sentia-se culpado por ter amantes, mas era como um vício, mas o prazer pequeno, mesmo ante ao turbilhão da culpa que advinha depois dos encontros, o impelia a procurar outras mulheres para satisfazer essa torpe necessidade.&lt;br /&gt;– Não, não há explicação senhor, – Marcus estava vencido – fiz o que fiz, sem ter uma justificativa para isso.&lt;br /&gt;– Então se considera culpado deste ato.&lt;br /&gt;Desta vez, o homem com terno preto manteve-se calado e com o olhar fixo à frente, e apenas uma fala soou pelo recinto:&lt;br /&gt;– De veras culpado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De algum modo, o advogado sabia que o desfecho havia se dado no momento em que aceitou a culpa por seus atos, não pôde mentir nem ajustar os fatos para justificá-los, só havia a possibilidade de aceitá-los e esperar o que se desenharia nos próximos turnos da audiência. E assim os três homens começaram a debater, deixando o advogado perdido em seu próprio processo de reflexão e autoavaliação por algum tempo, até surgir a dúvida primordial.&lt;br /&gt;– Desculpe interromper o fluxo inquisitório, – interveio Marcus meio choroso, meio tristonho – mas onde estamos e como os senhores possuem essas informações?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O réu estava confuso e entregue ao caos, sem conseguir realizar mentalmente uma explicação para o que ocorria à sua frente, seus segredos e emoções estavam sendo expostos sem que ele pudesse controlá-los, nem mesmo o dito soro da verdade, poderia fazer dele, um advogado calejado e experimentado, ser tão passional e verdadeiro em suas argumentações e frases. Então, pela primeira vez o homem de terno escuro começou virou-se para Marcus e começou a explicar o porque de o advogado estar ali.&lt;br /&gt;– Esse tipo de dúvida é comum, essa confusão acontece quando se morre de forma súbita e rápida. Você teve um infarto horas atrás e neste momento estamos decidindo o seu destino pós-vida.&lt;br /&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;&lt;!--DOCTY--&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/02/de-veras.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-5916354151498366954</guid><pubDate>Mon, 06 Jan 2014 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-06T12:00:01.688-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dica</category><title>Ah, o vilão</title><description>Muitas vezes, nos pegamos torcendo por um vilão, mesmo sabendo que ele vai ser derrotado ou ser redimido no final. Batemos palmas para cada frase enfática pronunciada por Lord Vader (&lt;span style=&quot;color: #ffd966;&quot;&gt;Star Wars&lt;/span&gt;), concordamos com a cabeça a cada análise fatalista feita por Magneto (&lt;span style=&quot;color: #ffd966;&quot;&gt;Universo Marvel&lt;/span&gt;), e reiteramos as falas do Cap. Nascimento (Tropa de Elite), com um &quot;é isso aí&quot;. Mas, por que isso acontece? Não era para odiarmos esses caras?&lt;br /&gt;
Na maioria das vezes, detestamos os vilões, como o Rei Joffrey (&lt;span style=&quot;color: #ffd966;&quot;&gt;Game of Thones&lt;/span&gt;), e Sarumam e Sauron (&lt;span style=&quot;color: #ffd966;&quot;&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/span&gt;). Mas as vezes o tiro sai pela culatra, pois o antagonista é bem construído e nos cativa logo de saída, e, a partir deste momento, temos a inclinação a aceitar e corroborar suas ambições e atos. Vale lembrar, que na maioria dos textos, filmes e séries, o &quot;herói&quot; só surge quando o vilão já está estabelecido, por um fator de lógica, se o herói já é poderoso, ele pode antecipar e derrotar o vilão antes deste alcançar o auge, e aí não temos o clímax da obra.&lt;br /&gt;
Como o antagonista nos é apresentado primeiro, e já completamente formado, nos apaixonamos por ele, enquanto o herói vem nos cativando cena a cena, capítulo a capítulo. Outro ponto que desperta empatia sobre essa figura caótica, é quando, antes de se dedicar ao mal, ele passou por alguma situação que passamos ou que poderíamos ter passado, com isso automaticamente, nos vinculamos ao personagem.&lt;br /&gt;
Sendo assim, podemos concluir que, o vilão pode ser um ótimo personagem, desde que tratado com carinho, e que ele deve ter um papel bem claro no texto, ele pode ser uma praga em pessoa e muito detestável como Joffrey, que foi construído para isso, ou envolvente como o Conde Drácula (&lt;span style=&quot;color: #ffd966;&quot;&gt;Drácula 2000&lt;/span&gt;), criado para encantar e nos redimir, de certa forma. </description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/01/ah-o-vilao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-3594578148421660762</guid><pubDate>Fri, 03 Jan 2014 23:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-03T21:47:48.060-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Jogo Honesto</title><description>&lt;div align=&quot;RIGHT&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;Por Antônio
C Pereira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Num tempo em que o próprio tempo era jovem, o Ser Supremo,
entediado com o vazio de sua obra, criou tudo o que existe. Homens,
animais, plantas, as montanhas e os mares, as nuvens e o vento. Lorde
Lua e Lady Sol também foram idealizados para compor seu vasto mundo,
até onde a vista alcançava, e muito mais além. Mas, por sua
perfeição e poder, apenas duas outras entidades podiam ver e
interagir o Ele, seus nomes eram Morte e Eternidade, e ambos viveram
por incontáveis eras à sombra Daquele, como sua obra mais
excepcional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Um dia, sem alarde, o Ser Supremos se cansou e partiu sem aviso,
deixando todo o seu trabalho a cargo de seus dois sucessores, ambos
deveriam zelar por tudo o que já existia, e também decidir o que
era necessário criar dali para frente. Apesar de possuírem poderes
iguais, seus ideais eram divergentes por quilômetros de distância.
Ainda não havia de constituído o a ideia do bem e do mal, do certo
ou do errado, por isso, nenhum deles era bom ou incorreto, apenas
acreditavam em perspectivas antagônicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Um degrau acima da divergência existia o respeito mútuo entres as
duas entidades, que permaneceu imutável até o tempo atingir a
maturidade. Como já dito, a Morte e a Eternidade possuíam poderes
similares, exceto por um detalhe, a primeira com sua face de criança
sobre o pesado capuz preto podia perceber os desvios possíveis do
destino e não a linha principal, enquanto o segundo, com sua
aparência venerável e sábia de um idoso só conseguia consultar a
linha mais provável do devir. E foi por isso que se deu o cisma
entre eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 A Morte, ao perceber os movimentos do destino previu que o homem
logo se tornaria uma hedionda e incontrolável besta, a Eternidade,
por sua vez, via o homem como aquele que governaria a obra após
Morte e ele próprio irem encontra o seu criador, quando fossem
chamados. Essa discussão levou gerações e gerações, até o senso
de urgência da Morte soar mais alto que sua razão, e propôs ao seu
antagonista, que resolvessem o futuro da humanidade em um jogo franco
e direto. Eternidade, por sua vez, com um grande aperto no peito e
sem nome para essa emoção aceitou, desde que ele sugerisse o jogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Resolveremos este impasse de uma vez por todas. E que seja numa
franca em uma única partida, disse a Morte, com uma voz profunda,
que destoava de sua aparência infantil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Que seja, desde que eu selecione o modo de resolvê-lo. Respondeu
a Eternidade, com a serenidade, que não possuía naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Concordo, comecemos sem demoras. O retardo deste entrave não
beneficia nenhum de nós dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Já tenho em mente algo que irá satisfazer a ambos, e não dará
margem a reclamações posteriores. Completou o venerável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Diga, deixe os pormenores de lado por hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Jogaremos uma partida de xadrez, a representação mais ordenada
do caos, o que representa não só nós dois, como o fardo que
aguarda toda a raça humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Sim, sente-se e começaremos, para nós não existe os anos ou
estações, mas para aqueles que estamos julgando, não existe tal
benção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Sentaram-se e compuseram o tabuleiro, a Morte com as peças negras,
e a Eternidade com as peças brancas. E se sucederam dos movimentos,
um após o outro, peça após peças. Torres, cavalos, peões e
bispos, deslizavam para esquerda e para a direita, eram tomados e
retirados. O jogo prosseguia e recuava, o campo de batalha
quadriculado se tornava cada vez menos povoado com a progressão da
partida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Ambos jogaram de forma honesta e justa, o sol se pôs por tantas
vezes que pararam de contar, mares secaram e oceanos surgiram. O
homem dominou a terra e os mares, enquanto o jogo desenrolava-se. Os
empates foram inevitáveis e incontáveis até que mais uma vez
deliberaram. A aposta iria muito além da decisão do destino de uma
espécie, a Eternidade deveria apostar também o seu mais precioso
dom, a eternidade em si, a Morte, por sua vez, apostaria a sua
finitude para demonstrar a sua boa fé e boa vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Aceito o novo trato começou a rodada derradeira, não havia mais
tempo para blefes ou distrações, era preciso achar uma brecha ou
cavar uma se necessário. Um espírito competitivo nasceu ao longo
destas partidas. O desejo de superar todas as artimanhas e
estratégias era agora maior do que qualquer outra coisa. Morte e
Eternidade tinham a necessidade de superar seu opositor. Até o
momento decisivo, a Eternidade havia encurralado o rei preto e
removido os dois cavalos da mesma cor, a Morte não tinha uma saída
viável, sua derrota era certa. Em um momento de nervosismo, ela
esbarrou em sua foice que, desequilibrou-se e foi ao chão,
Eternidade sobressaltou-se e ergueu seu corpo da cadeira para não
deixar a surpresa transparecer, e Morte, num completo desatino moveu
as peças apenas uma casa para o lado. O que imperava no momento era
apenas o espírito combativo, a razão abandonara a disputa quando a
aposta aumentara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Eternidade ao sentar não percebeu a mudança de configuração das
peças e Morte fez a derradeira movimentação. Tomou o rei branco e
declarou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Cheque Mate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
–Como?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Fim de jogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Meu desatino me deixou desatento? Disse Eternidade perplexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Creio que a vontade de vitória o cegou irmão, concluiu a Morte,
tentando parecer o mais natural possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Agora, façamos o pagamento pela tua derrota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– O prêmio você merece Morte, mas não de todo. Sei que
trapaceou, mas fui tolo em não perceber a tempo, toma o teu
pagamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
 Em um movimento brusco, Eternidade tiro o broche que sustinha a sua
túnica e a atirou no chão. A força foi tamanha que o rubi se
partiu, metade se manteve presa à estrutura dourada do broche, a
outra metade se transformou em uma chuva rubra que caiu por todo o
globo. Seguido da última frase de Eternidade:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;
– Por tua meia vitória terá a metade dos despojos, e os homens,
por quem tanto anseia tomar a vida, terá a outra metade. Enquanto
houver o sangue rubro nas veias, tu ó Morte, não os poderá tocar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2014/01/jogo-honesto.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-3818121354102929559</guid><pubDate>Wed, 25 Dec 2013 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-25T00:00:05.070-02:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3V99Im-LG4cIjgr6DeagcJzOc-4_TAF368s1y_tzC38Ll_M1hvULXXmm9XlKdLvQ4mv_CESUSIebo8oPUh_sWiUhVnip4TU5hHtpDPQ3j5CQsswIKKcVZ6bojjWvYRTP080Rw2b3UT94/s1600/1538706_559326827474901_2092038709_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;231&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3V99Im-LG4cIjgr6DeagcJzOc-4_TAF368s1y_tzC38Ll_M1hvULXXmm9XlKdLvQ4mv_CESUSIebo8oPUh_sWiUhVnip4TU5hHtpDPQ3j5CQsswIKKcVZ6bojjWvYRTP080Rw2b3UT94/s320/1538706_559326827474901_2092038709_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Que este Natal traga, não apenas presentes, mas também boas novas e muito sucesso a todos. A renovação da fé no próximo e em si mesmo. Esses são os meus votos.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/12/que-este-natal-traga-nao-apenas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3V99Im-LG4cIjgr6DeagcJzOc-4_TAF368s1y_tzC38Ll_M1hvULXXmm9XlKdLvQ4mv_CESUSIebo8oPUh_sWiUhVnip4TU5hHtpDPQ3j5CQsswIKKcVZ6bojjWvYRTP080Rw2b3UT94/s72-c/1538706_559326827474901_2092038709_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-938776332853317558</guid><pubDate>Mon, 23 Dec 2013 12:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-23T10:21:40.718-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dica</category><title>Pouca manteiga, em um grande pedaço de pão</title><description>Ao vermos um filme, nos sentimos frustrados quando vemos uma cena ou sequência que tem como única finalidade, esticar o filme, ou mostrar para onde o dinheiro investido da produção foi parar, mas acredite, com um texto isso pode ter consequências mais drásticas. Tirando os cinemas, se estamos vendo o filme e começa uma &quot;cena embromação&quot;, como o beijo entre Superman e Louis em &quot;&lt;span style=&quot;color: #b45f06;&quot;&gt;Man of stell&lt;/span&gt;&quot; (que quebra totalmente o momento de tensão do longa), simplesmente pulamos a mesma ou corremos para pegar mais pipoca, já com um texto ou livro existe a possibilidade de perder interesse e abandonar a leitura.&lt;br /&gt;
Existem duas formas básicas de enrolação em textos e filmes. A primeira é a replicação de uma formula que deu certo, e usá-la ao extremo. Neste formato passamos de mortes inexplicáveis como plot, para vampiros, e depois zumbis, apenas trocando cenários e nomes de personagens, sem grande diferença no enredo e muito previsível. As fórmulas existem desde a antiguidade, a pessoa humilhada que salva o dia e perdoa seus desafetos (&quot;&lt;span style=&quot;color: #b45f06;&quot;&gt;Ivanhoé&lt;/span&gt;&quot;), o amor impossível (&quot;&lt;span style=&quot;color: #b45f06;&quot;&gt;Píramo e Tisbe&lt;/span&gt;&quot;), entre outros, que estão presentes até hoje nas nossas vidas, por estarem intimamente ligados com o nosso jeito de ser, desejamos ser queridos e fazer a diferença em algum momento, mas cada uma desses textos tem algo único que se torna a marca daquele autor/roteirista. Qualquer um pode usar formulas, para treinar a escrita e técnicas, ou pode pegar uma fórmula e trazer algo novo e próprio para a literatura,que é válido e muito apreciado.&lt;br /&gt;
A segunda forma de enrolação é o alongamento do texto com acréscimo de cenas e descrições desnecessárias. Houve um tempo em que isso fazia sentido, quando se vendia um texto por $ 0,05 centavos de dólar por palavra e cada BANG do velho oeste aumentava o contra-cheque no fim do mês, mas atualmente com os e-books, a diferença entre 100 páginas e 200 páginas é de R$ 1,00. Eis uma pergunta valiosa e capciosa, vale a pena, perder um possível leitor para seus futuros textos, por um real? Lembre-se que depois do e-book pode vir um livro físico, e estamos tão sem tempo que preferimos abandonar a leitura a nos sentirmos embromados. Dessa forma, seja honesto, se acabou o enredo e a história, encerre o texto e siga para o próximo sem medo de ser feliz.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/12/pouca-manteiga-em-um-grande-pedaco-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-7979753019656819125</guid><pubDate>Wed, 30 Oct 2013 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-30T12:29:25.167-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dica, truques e cheats (bem atrasado)</title><description>A literatura explora muitos campos, mas em geral explora o horizonte do prazer e do amor. Contudo, existe uma vertente que se embasa justamente no contrário, é a literatura do incômodo. Alguns escritores buscam inspiração e trabalham textos que torna a leitura arrastada, ou simplesmente um cotidiano que não demonstra uma evolução palpável. Podemos perceber essa aparente estagnação bem marcadas em dois textos curtos, mas muito interessantes, são eles &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Paraísos Artificiais&lt;/span&gt;&quot; de Paulo Henrique Britto, que narra a saga por uma posição que seja um pouco mais confortável que a anterior ao sentar-se em uma cadeira, quase um texto metafísico sobre o tema e bastante interessante por sinal. O segundo texto é &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Conto (não conto)&lt;/span&gt;&quot; de Sérgio Sant&#39;Anna, que constrói e desconstrói a todo momento sua narrativa, de forma muito intrigante e interessante.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dica-truques-e-cheats-bem-atrasado.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-3382246108212141542</guid><pubDate>Wed, 23 Oct 2013 19:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-23T17:39:33.880-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dica</category><title>Quem é quem?</title><description>Uma narrativa em geral, gira em torno de dois polos, de um lado temos o protagonista que é a estrela e o foco do texto. No outro extremo temos o antagonista, aquele que se opõe ao protagonista. Não necessariamente são a personificação do bem e do mal, mas em geral essa visão facilita bastante na hora da escrita e já traz um &quot;background&quot;, ou seja um dado histórico das personagens, que pode ajudar a trazer coerência nas ações e pensamentos deles ao longo da obra, e depois temos os coadjuvantes, que se agrupam entre as possibilidades, ou de forma neutra ao longo do texto. A composição de uma personagem é tão importante quanto a composição de todo o cenário que o cerca, quantos filmes já não condenamos por terem estes mudando de alinhamento sem qualquer motivo, ou que são incoerentes se compararmos com ele mesmo no início de um livro e não termos uma explicação para isso, pode ser frustrante ter um texto muito bom, mas com aqueles que fazem as ações ou sofrem as consequências de uma, agindo como se estivessem numa novela. Quanto maior a densidade do que se escreve, mais se necessita de personagens coerentes. Uma boa saída é fazer um check list de de cada personagem central e um menos detalhado para os secundários, para evitar que haja furos de ações ou julgamentos, e nem é necessário infundi-los no corpo da obra, essa lista será um guia para as decisões de enredo que precisam ser revistas no andamento da escrita, e também evita que seja preciso recorrer a releitura sempre que uma situação parecida com uma já ocorrida aparecer.&lt;br /&gt;
Vamos organizar agora, e podemos usar uma sequência de filmes para auxiliar neste momento, nos três primeiros filmes da cosmologia &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Indiana Jones&lt;/span&gt;&quot;, temos uma evolução de Dr. Jones bastante clara e ainda a manutenção de algumas características originais, como o chicote e o seu pavor inconsciente de cobras. Mas&amp;nbsp;no&amp;nbsp;filme mais atual, temos algumas situações até cômicas, mas que não seguem a linha dos primeiros longas, como por exemplo, Dr. Jones se escondendo em uma geladeira para escapar de uma explosão nuclear, que até o exército americano verificou e descartou a hipótese de isso dar certo. Mais uma vez, os personagens dificilmente mudam de conduta em obras literárias.&lt;br /&gt;
Sim, pode acontecer uma inversão de papéis, mas não funcionaria muito bem se isso fosse recorrente ou acontecesse de forma muito brusca, pois corre-se o risco de frustrar o leitor. Peguemos outro exemplo, no livro &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Ivanhoé&lt;/span&gt;&quot;, Auterstain, tio do protagonista, morre em uma batalha decisiva do texto e retorna no último capítulo, e por que isso acontece? Nesta situação em específico foi uma comoção entre os leitores que obrigou o autor a rever essa situação, mesmo assim, ele reviveu a personagem mas sem alterar o seu falecimento em batalha, ele apenas acrescentou uma órfão na obra com a reparação de que Auterstain caíra em profunda inconsciência e acordou no meio do velório. Funcionou muito bem no contexto da obra, e assim ainda ressaltou o profundo senso de superstição do período medieval, mas, de modo geral, quando ocorre uma ação contrária ao alinhamento de um personagem ou uma situação que não pode ser assimilado pelo cosmos da obra, existe uma quebra de verossimilhança, ou seja, é como se Deus saísse de férias e o caos tomasse conta da narrativa.&lt;br /&gt;
Outra forma de manter um certo equilíbrio é não apenas abordar pontos positivos, mas também os negativos das personagens, defeitos aproximam mais os leitores, por criar uma identificação com os mesmos, neste mundo a perfeição é rara ou inexistente, e se pegamos um livro no qual isso acontece com frequência nosso próprio inconsciente cria uma zona de desconforto com relação ao texto. Não tenha medo de colocar um ou dois defeitos nos protagonistas, antagonistas e coadjuvantes, pois isso pode servir até como uma ferramenta mais adiante.&lt;br /&gt;
Por enquanto é só, voltarei a este extenso assunto sobre os personagens &amp;nbsp;para trabalhar outras coisas, como por exemplo, os arquétipos presentes na literatura.&lt;br /&gt;
Inté...</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/quem-e-quem.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-6559273357254738871</guid><pubDate>Tue, 22 Oct 2013 19:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-22T17:20:54.587-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dica, truques e cheats</title><description>Desta vez exigirei um pouquinho mais de você que lê este post, pois farei uma divagação a princípio solta, mas que, ao final será bem entendida. Vou falar do &quot;fio solto&quot; ou &quot;órfão&quot; dentro dos textos. Mas o que é isso? Essa situação ocorre quando o autor, por um pequeno deslize (mas nem sempre), deixa um situação sem conclusão ou um personagem abandonado. Poderia fazer uma rede enorme de possibilidades para isso acontecer, mas, é certo que isso gera estranheza quando ocorre. As vezes passa desapercebido, como por exemplo, o elfo morto no livro &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Silmarillion&lt;/span&gt;&quot; do grande Tolkien é quem salva Frodo no &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;SdA A Sociedade do Anel&lt;/span&gt;&quot; história que ocorre muito tempo depois da primeira sitada, e poucas pessoas questionam, mas em outros casos, trata-se o autor como inábil na arte de criar textos longos. Existe também quem trabalha magistralmente com essa situação, usando-a em prol do texto. Dois grandes nomes que se valem este recurso são Tom Clancy, já falecido, e Frederick Forsyth. Ambos partem deste órfão para suas grandes narrativas, e só dando o desfecho deles ao fim dos livros, o que pode configurar, na verdade, uma espécie de brincadeira com a teoria do caos, um bater de asas aqui, pode gerar toda uma série de eventos imprevisíveis. E apenas para variar um pouquinho, deixarei a indicação de dois livros, que não podem faltar em seu repertório de leitura, são eles: &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Caçada ao Outubro Vermelho&lt;/span&gt;&quot; de Clancy, e &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;A Alternativa do Diabo&lt;/span&gt;&quot; de Forsyth. Ótimos livros, sendo que o primeiro deu origem a um ótimo filme de mesmo nome. Então, às páginas.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dica-truques-e-cheas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-708387418849286611</guid><pubDate>Sat, 19 Oct 2013 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-18T22:02:32.168-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Apenas mais um dia de trabalho</title><description>&lt;div align=&quot;RIGHT&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
Por Antônio Carlos Pereira&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 O
tempo estava diferente naquela noite de inverno, já o clima, como o
esperado, mas a noite clara com a lua nova tão fina quanto um
sorriso feminino era incomum de ser visto, e que acentuava bastante a
sensação de frio no Sul. Seria muito convidativo sentar em um
tronco caído de árvore e observar esse andar da lua despreocupada
pelo céu, mas em Três Saltos ninguém o podia fazê-lo, o trabalho
vinha em primeiro lugar. A satisfação, se possível tinha que vir
rápida, arrebatadora e facilmente superável, e com Susana não era
diferente, seu trabalho exigia o máximo de atenção e cuidado,
deixar marcas perceptíveis era uma coisa que largara no passado
muito distante, quando começou a fazer o que ninguém mais queria ou
ousava, era preciso ter estômago forte, muito amor-próprio e sangue
frio para executá-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Neste
momento, ao ver a cancela de seu destino, ela ainda se encontrava
abalada, a vontade de “perder” uma jornada de trabalho a
incomodava, a noite era muito agradável e em mais ou menos 30 anos vira no máximo
dez noites dessa, todavia, a sua consciência mangava “está
ficando velha meu amor”. Sacudiu a cabeça e voltou a prestar
atenção na manobra, o carro não era um modelo popular, esbarrar em
algo no momento da baliza só fortaleceria a vontade de voltar para
casa e abrir uma boa garrafa de vinho, se sentar à janela com a
caixa de recordações para tingir de novo as lembranças desbotadas.
Era simples, pisar, engatar, pisar com o outro pé olhando para todos
os lados possíveis até a marca amarela desaparecer da vista atrás
do porta-malas, fazia esse exercício ao fundo da garagem a cada 48
horas, independente do clima ou da época do ano, mais uma vez, era
preciso ter fibra para estacionar e entrar no prédio, ela encarava o
que mais ninguém se sujeitava a fazer, seus amigos mais próximos
não apareciam a meses, pais já “estavam num lugar melhor”,
embora esse termo só usasse em momentos de solidão o para si mesma,
poucas pessoas dividiam seu cotidiano, e via uma infinidade de
pessoas de todos os gêneros, idades, orientações e credos durante
o trabalho, em geral pouco comunicativos e na “horizontal”. O que
para sociedade era um barco naufragando a braçadas largas no
Triângulo das Bermudas, para ela era uma forma de manter as contas
em dia, afinal, a solidão refinava o gosto, o que por sua vez,
aumentava os custos ao fim do mês.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Era
hora de desligar o motor, sair e trancar o carro. Já era conhecida
e, por isso, a sua demora em sair do carro poderia dar uma má
impressão, não se importava se os outros pensariam que ela
estivesse sendo assaltada, ou não estivesse passando bem, sua
preocupação era não passar insegurança, isso era mortal nos seus
afazeres e logo se espalharia como o vírus da gripe, e mortal como o
ebola. Mais uma vez, mecânica, saiu do carro, bateu a porta e
trancou, verificou se trancara corretamente e começou a andar,
passou pelo vigia do estacionamento e cumprimentou fria e séria como
sempre, mas ao que parece, uma mulher fria, séria, aos 34, era tão
algo magnético como um super ímã, pois mesmo sem olhar para trás
sentia os olhos do homem a lhe seguir, isso a desconcertava sempre ao
ponto de perder o jeito de andar, mesmo assim seus cabelos negros
longos e bem cuidas tornavam esse desarranjo ao andar bem menos
perceptível, mais uma vez se lembrou que a insegurança é igual a
morte profissional, passou pela portaria do prédio, cumprimento
friamente o porteiro, olhou-o nos olhos e viu o complemento da frase
dita pelo homem através das pupilas do dele:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Boa noite senhor Gustavo, tudo calmo hoje? A voz de Susana, soava
metálica e sem emoção aos próprios ouvidos.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
-
Boa, tudo beleza, e que lua... Mas no lugar das reticências que
morre ao fim da frase do porteiro, ela pode ouvir o prolongamento da
fala, “e que lua &#39; rainha do gelo &#39;”.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Era
assim nomeada por todos aqueles que participavam do seu “dia a dia”
do necrotério, ouvia os bochichos nos corredores, alguns se calavam
quando ela passava, outros continuavam como se não a tivessem visto
e isso no fundo a magoava, não era um autômato ou frígida
socialmente, era apenas um mecanismo de defesa que gostaria um dia de
romper e sentir-se como uma semente que eclode do solo em busca do
sol e do ar livre, mas agora era hora de trabalhar e não de sonhar.
Passou pelo saguão ainda cumprimentando mecanicamente e
sistematicamente até chegar ao balção principal, para finalmente
ter uma conversa sem reservas com a secretária da noite.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Boa noite Carhisma, já viu a lua essa noite?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Não dout...&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Um hum, pigarreou a legista.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Não Sue, assim que tiver terminado meu jantar eu vou dar uma
olhada. A face de Carhisma levemente ruborizada enterneceu Susana.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Ok, daqui a pouco então.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
  –
Não &#39;pera, tem alguém….&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Doutora
Susana de Andrade Werther, não conseguiu captar a voz da amiga, além
de já ter começado a andar rumo ao vestiário para se trocar, sua
mente já estava a quilômetros da realidade. Por que aquele apreço
por uma menina que só estava ali para pagar a faculdade e passar
pelos mais estranhos constrangimentos sociais possível? Se via nela?
Não, a via como filha, a ideia sobressaltou Sue, não se via como
mãe, teria de abrir mão de muita coisa e ainda não estava
preparada, nunca estaria. Além do mais era necessário primeiro
romper a concha social na qual se protegia, era preciso ter um
relacionamento e…. Disseram certa vez, que só os médicos poderiam
entender a rotina de outros médicos, seguindo esse fluxo, começou a
se encontrar com um ginecologista, e quem poderia entender mais de
mulheres médicas do que um doutor ginecologista? Mas arrependeu-se,
não que ele não a entendeu, só tinha uns desejos que para ela
estranhos que passaram longe de agradá-la.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Interrompeu
o fluxo, era hora de trabalhar, já havia se trocado da forma
convencional e estranha, como o Superman daquela série bem antiga,
entre na cabine de terno e saia de colam e cueca por cima da calça,
é a pressa “parceiro”, mas para ela era diferente: pare em
frente ao armário desça a saia e sobe a blusa, sobe o macacão azul
e fecha, mas sem capa para ficar presa na porta ou calcinha a mostra,
pelo menos isso já era um alento.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 O que temos hoje? Humm... -essa frase ritualística sempre marcava o
início do fim de suas horas de pessoa normal.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Era
o momento de ver os formulários e separar o que, ou quem, precisava
ser ter seu laudo pericial primeiro, em geral, as mortes violentas
oriundas de crimes eram os primeiros da fila, enquanto que os
exóticos ficavam por último afinal, temos que fazer a nossa parte
para que a lei ande, caso ela queira. O ritual continuou com a
leitura e voz alta da papelada para que o silêncio se quebrasse,
afinal, é um necrotério e a maioria dos ocupantes não falam.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Vynícius Karman, 35 anos, e pelo que vejo foi engasgo, vamos ver a
segunda opção da noite. Senhora X, sem documentos e provável
trauma encefálico, e o terceiro, sem identificação também senhor
Y? Perfurações por provável arma de fogo. Temos um eleito.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Os
instrumentos metodicamente foram organizados como sempre para
agilizar o trabalho, dessa forma a visualização dos instrumentos
cirúrgicos era de forma mental, já fizera isso tantas vezes que
apenas pela localização e peso sabia o que tinha da mão e como
usá-lo. Era a hora da magia. Começaria pelo já estereotipado corte
em Y, uma incisão -TUM!!!! – pancada no metal de algum lugar a sua
esquerda, lâmina sete no chão.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 O que? A luz piscou rapidamente, enquanto o som abafado de pancada
no metal se dissolveu no ar.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 “Calma
Susana, você está sobre grande pressão, não tem nada de
estranho”, não era incomum ouvir sons estranhos ali, o silêncio
em certos setores era tão profundo que o bisturi cortava além de
superfícies das mais diversas, o silêncio constante, só abalado
pelo chiadinho beeemmmm baixxxxiiiinho do “ffffrrrezer”.
Abaixou-se para pegar a ferramenta e limpá-la, isso era incomum a
Susana, instrumentos caindo de sua suave, porém firme mão, voltou
junto à primeira bancada de metal, posicionou-se ainda ansiosa,
posicionou o corpo para -TUDUM!!!!-, e a gaveta M-41 estremeceu em
sua mente. Isso era demais para ela, era hora e ir tomar um café e
deixar essas miragens auditivas descansarem até afundarem no seu
subconsciente e ali permanecerem. Percorreu o caminho mais longo para
a sala de recreação e refeitório, e ao cruzar o saguão viu apenas
a boca de Carhisma se mover, de forma lenta e longa, mas a
articulação pareceu jamais chegar aos tímpanos, percorrer o seu
ouvido médio e interior até se tornar apenas sinais para o seu
cérebro bagunçado no momento. Somente ao chegar no cantinho do café
compreendeu a fala de moça formando ecos de um passado tão longe e
tão perto ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
 Alguém quer me ver? Sua própria voz saia como se percorresse uma
longa tubulação metálica.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
  –
Doutora Werther, tem um minuto? Preciso conversar com a senhora. A
voz masculina emanada da entrada da saleta a trouxe a realidade, como
quem acorda de um sonho no qual caíra do alto de um prédio bem
grande.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Pois não? Se for bem rápido, eu tenho uma noite bem longa pela
frente e não posso me demorar fora do meu postos, novas regras….&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
  –
Acho que seus pacientes não vão se incomodar se houver uns 10
minutos de conversa entre nós, diz o homem, vestido de branco, num
terno bem cortado e sapatos novos, italianos sem dúvidas, a bengala
cor de ébano contrasta com a roupa, o rosto liso e o cabelo grisalho
integravam uma imagem respeitável.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Claro, desde que não tente me evangelizar, Sue se espantou com a
própria ironia, não sabia se o a ironia inicial do homem a
contaminou, se foi o sotaque, ou a situação em si, mas estava
levemente inclinada a ouvir o….&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Seu nome é?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Desculpe, Harold, doutor Willian Harold, Traumatologista e ex médico
do exercito inglês.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Como?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Meu português está errado?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Inglês? O que é isso? Se veio por causa da nova política do
governos está no lugar errado meu amigo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Não, eu não vim por isso, vim por saber que era seu turno e que
poderia trocar algumas informações.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Eu nem te conheço.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Susana
se avançou violentamente, decidida a chamar a segurança, mas o
homem a interrompeu com a frase:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Eu sei o que está lá e é isso que eu quero lhe alertar, tem algo
de muito errado aqui e lá no fundo você sabe, e já sentiu.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Doido, só pode ser. Mais uma vez, Sue experimentou o sabor de uma
emoção, essa noite foram tantas que sua boca se tornara ácida em
demasia.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Desorientada,
Susana partiu novamente para seus afazeres e deixar tudo isso de
lado, sabe que lá ninguém entraria sem sua permissão, não
importando o argumento, título ou nacionalidade. Passou tão rápido
que quase nota, mas não de todo, outra figura nova no saguão, outro
homem, alto e com a famosa e chamativa camisa da seleção
brasileira, e só por isso ela o viu, de canto de olho conversando
com Carhisma, estranho, que noite. Ela ouviu seu nome ser chamado
pelo doutor Harold, e o toc-toc da bengala, podia imaginar o porque
de seu uso, os passos dele eram irregulares, talvez um defeito
congênito, acidente, que importância tinha? Depois que entrasse em
seu castelo, a rainha de gelo não poderia ser mais alcançada. A
porta foi atravessada e o auge da bizarrice da noite se manifestou,
gaveta aberta, e o mais estranho era tratar-se da terceira gaveta,
ela conseguiu ver um homem embaixo da prancha segurando
desesperadamente dois braços flácidos que se debatiam e tentavam
arranhar as mangas do terno de seu perto comum, enquanto um outro
homem segurava uma lâmina inox, de dois palmos talvez, fazendo mira.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
  –
Mierda, asiéndose la cabeza, o se quedará toda la noche.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Cara, eu sou da ABIN e não especialista em judô, ou seja lá o que
for.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Mas o que significa isso? Susana gofou entre o nervosismo e o
espanto.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 –
Isso vai ser difícil de explicar, desculpem me amigos, acho que não
fui tão efetivo em mantê-la ocupada. Harold se voltou para Susana e
disse, sabe aquelas histórias de gente voltando da morte e saindo da
cova para matar mais gente? Pois então, já não é mais ficção.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Um
grunhido sobe, um facão desce, uma cabeça rola, o homem de terno
pragueja, e a Doutora Susana em pouco mais de duas horas perde o
chão, o castelo, e o senso de realidade, em apenas um baque de metal
quando encontra outra superfície de metal, e acorda para o pesadelo,
com o baque oco de uma cabeça no piso, que ainda mexe as mandíbulas
e abre os olhos brancos como a névoa das manhas de Três Saltos.&lt;/div&gt;
</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/apenas-mais-um-dia-de-trabalho.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-6901996902047543336</guid><pubDate>Fri, 18 Oct 2013 15:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-21T15:49:50.291-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vídeo</category><title>Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan</title><description>&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;270&quot; src=&quot;//www.youtube.com/embed/4_tiv9v964k&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/palido-ponto-azul-de-carl-sagan.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-2059486911178558947</guid><pubDate>Thu, 17 Oct 2013 18:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-17T16:00:02.137-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dica, truques e cheats</title><description>A narrativa contínua é a mais comum de se encontrar na literatura, mas não é a única. A narrativa pode ser também fragmentada, e desta forma, exige mais esforço do leitor. Não basta apenas ler, é preciso tentar (isso é automático, quando parece existir um buraco ao longo da obra) completar essa falha proposital no andamento textual. Não se engane, não é preguiça da parte de quem escreveu, é uma situação no linear entre o sucesso da narrativa e o fracasso estrondoso. Se duvida que uma narração pode ser &quot;esburacada&quot; e ainda funcionar de maneira magistral, é só procuramos a obra de Caio Fernando Abreu, &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Morangos mofados&lt;/span&gt;&quot; e &quot;&lt;span style=&quot;color: #f9cb9c;&quot;&gt;Os Dragões não conhecem o paraíso&lt;/span&gt;&quot;, são os textos que praticamente representam e embasam essa forma de escrever. Dará um grande trabalho para ler, mas ao fim, sentimo-nos parte do que lemos e ao mesmo tempo, ao longo da leitura, queremos chegar logo à resolução ou clímax&amp;nbsp;do conto. O incomodo também passa a ser um parceiro de leitura, que as vezes atrapalha e as vezes ajuda também, a sensação do incomodo em geral advém de nós mesmos para mostrar que algo está fora do lugar, ora, um cara sentado na sala divagando sobre o seu dragão de estimação não é muito comum, não concordam?&lt;br /&gt;
Mais uma vez, retomarei a máxima que postei neste blog, &quot;mais as vezes é menos&quot;, e se bem usada, essa formula fragmentada pode ser bastante interessante tanto para quem lê, quanto para quem escreve, e ainda cria um quebra-cabeças.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dica-truques-e-cheats_17.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-4593739256619511609</guid><pubDate>Wed, 16 Oct 2013 20:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-16T18:41:45.169-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dica</category><title>E depois do planejamento?</title><description>Após uma reflexão sobre o seu texto, como o mencionado no post sobre o tamanho do texto, passamos para o seguinte passo de relevância idêntica ao passo anterior, a seleção de qual gênero textual utilizar. Cada Tipo textual, engloba uma série de gêneros, e como estamos falando em escrever, os mais citados nesse blog, serão o Tipo &quot;Narrar&quot;, e quando for conveniente (e teremos esse momento) o Tipo &quot;Poesia&quot;, depois dos Tipos temos os Gêneros, que são infindáveis. Os estudiosos da linguística na Alemanha, certa vez tentaram catalogar todos os gêneros textuais existentes naquele país, e chegaram a incrível marca de 4.000 nomenclaturas. E no que isso importa? Simples, cada gênero tem uma estrutura, e alguns textos podem ser compostos por vários gêneros e subgêneros, dessa forma, ao selecionar uma formula de narrar, você automaticamente estará selecionado pessoas que se sintam a vontade e preparadas para ler essa obra. Mas vamos destrinchar um pouco mais para facilitar a vida:&lt;br /&gt;
* &lt;span style=&quot;color: #f4cccc;&quot;&gt;Romance&lt;/span&gt;: em geral é o mais longo, e pode ou não ter em sua trama principal um relacionamento amoroso problemático. Mas isso nem sempre se verifica, nos dias atuais, muitos livros são classificados como &quot;romance&quot;, apenas por terem textos longos. Seria até engraçado se em todos os romances policiais, tivéssemos detetives apaixonados, a nomenclatura ficou, mesmo com a mudança da estrutura.&lt;br /&gt;
* &lt;span style=&quot;color: #f4cccc;&quot;&gt;Fábula&lt;/span&gt;: uma das mais divertidas e rápidas de ler, consiste em narrativas, cujos personagens principais são seres fantásticos personificados, que passam por uma situação no mínimo incomoda, e atingem uma moral ao final. A grosso modo, é uma metáfora ou alegoria para transmitir conhecimentos de valores e sociais.&lt;br /&gt;
* &lt;span style=&quot;color: #f4cccc;&quot;&gt;Crônica&lt;/span&gt;: não temos leões ou garotas nos guarda-roupas, nem Nárnia. Neste gênero, temos uma narrativa simples e casual de fatos torriqueiros, com tom crítico ou humorístico.&lt;br /&gt;
* &lt;span style=&quot;color: #f4cccc;&quot;&gt;Conto&lt;/span&gt;: o conto, é o que o autor chama de conto, não existe uma formula pronta deste texto, pois temos contos de uma página e outros com mais de quarenta. Mas o ponto mais comum que se verifica neste gênero, é uma brusca virada de roteiro (plot twist), que toma de assalto o leitor, em geral ao final da obra.&lt;br /&gt;
Além deste citados, existem outros como &quot;crônica narrativa descritiva&quot;, a clássica &quot;epopeia&quot;, &quot;ensaio&quot;, e outros que não abordarei por ora, mas talvez num momento posterior.&lt;br /&gt;
Todo esse &quot;show off&quot; de minha parte tem apenas um objetivo, cada tipo e gênero textual tem um público alvo e dessa forma ao selecionar um dos esquema apresentados, estará esperando um tipo de leitor específico. Vamos pegar como exemplo o conto, os contos são amplamente difundidos nos meios acadêmicos por deixarem grande margem de interpretação e por dependerem de grande experiência de vida e informações presente no próprio leitor, e por isso, não seria de se estranhar que no ensino fundamental grande parte dos jovens ali não o entendesse por completo, por outro lado, o romance tem um volume textual maior e pode se dar ao luxo de fornecer mais informações para o leitor, e dessa forma agradando mais aos leitores mais prematuros na arte de entender realmente o que está escrito. Claro, tudo isso é apenas teórico, não uma lei imutável, mas interferirá diretamente no tipo de leitor que você quer atingir.&lt;br /&gt;
Desta forma termino esse texto Expositivo enorme.&lt;br /&gt;
Até a próxima.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/e-depois-do-planejamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-6742283356398137801</guid><pubDate>Tue, 15 Oct 2013 22:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-15T20:54:34.399-02:00</atom:updated><title>Dia do Professor</title><description>Existem pessoas diferentes em carreiras diferentes, mas todos tiveram uma similaridade, tiveram professores capazes e tenazes.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWAFcUs_ufKWF1O_ZUF1La1_AVoLOZBUW6_lk0CvQ4TZSWohqN6je0KsY4Yvpo8sBDhXNRE83DeGkGQvcTO_UA2oQmXC0X5IgoObqSIAeMO4AUoyXMgO-61ux3m-mxZRRD-Yh5tfZ8cTw/s1600/Dia-do-Professor-2012.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;189&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWAFcUs_ufKWF1O_ZUF1La1_AVoLOZBUW6_lk0CvQ4TZSWohqN6je0KsY4Yvpo8sBDhXNRE83DeGkGQvcTO_UA2oQmXC0X5IgoObqSIAeMO4AUoyXMgO-61ux3m-mxZRRD-Yh5tfZ8cTw/s320/Dia-do-Professor-2012.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dia-do-professor.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWAFcUs_ufKWF1O_ZUF1La1_AVoLOZBUW6_lk0CvQ4TZSWohqN6je0KsY4Yvpo8sBDhXNRE83DeGkGQvcTO_UA2oQmXC0X5IgoObqSIAeMO4AUoyXMgO-61ux3m-mxZRRD-Yh5tfZ8cTw/s72-c/Dia-do-Professor-2012.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-4655629679872404956</guid><pubDate>Tue, 15 Oct 2013 15:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-15T13:41:05.641-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dica, truques e cheats.</title><description>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;Para e se
escrever um conto ou ao se ler alguns contos, as vezes nos deparamos
com a seguinte sensação, começamos as conjecturas e de repente,
numa certa parte do texto (em geral no final), com um movimento que
compromete toda o nosso entendimento. Quando isso acontece, devemos
reler e testar novas teorias. Pode parecer trabalhoso ou estranho,
mas é preciso. Isso, porque, o autor utilizou o recurso da
prestidigitação em algum momento. E como isso ocorre? Mais simples
do que parece, o escritor é o mágico no palco, e ao longo de sua
narrativa ele nos chama a atenção e para sua mão esquerda, para no
distrair, enquanto opera o truque de verdade com sua mão direita nos
surpreendendo no fim do número. Dois ótimos contos que nos ilustra
bem o fato são: “&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;Singularidades de uma rapariga loura&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;” de Eça
de Queirós, e “&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;Morta&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;” de &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Maupassant,
que trazem uma grande reviravolta em seu desfecho, e que, quando
relidos vemos as pistas antes ignoradas para formar o texto real, que
estava na parte mais abaixo da obra lida pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman, serif;&quot;&gt;Indicação&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dicas-truques-e-cheats.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-4509077264605531012</guid><pubDate>Tue, 15 Oct 2013 15:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-15T18:23:33.767-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>O Mito de Criação</title><description>&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Por Antônio C Pereira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Thot,
deus da criação das ciências, após criar todas, meteu-se a criar
animais. Esse novo trabalho era muito mais divertido que o anterior,
e mesmo tendo
boa parte de seus projetos reprovados, jamais desistiu deste novo
caminho. E após pensar, criou o mais adaptável dos animais. E saiu
em disparada pelo deserto para mostrar a Thamus, o deus julgador e
senhor de todas as coisas, sua mais perfeita obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Thamus,
meu amo e senhor, trago-lhe o que dominará a terra e os mares após
a partida dos homens para a morada eterna. Disse Thor, orgulhoso e
ofegante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Diga-me
Thot, Thamus sem animo respondeu. O que me traz desta vez?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Veja,
no papiro estão todos o detalhes. A animação de Thot era visível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Hum,
mostrou interesse o regente, bico de pato e patas palmadas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Sim,
para que possa navegar sem problemas e comer sementes e pequenos
peixes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Corpo
de castor e cauda do mesmo animal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– Desta
forma, além de forma hidrodinâmica perfeita, o animal estará
isolado termicamente, além permitir que habite tocas terrestres, em
vez de ninhos. O engenheiro já se mostrava temeroso por seus
esforços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O
ferrão é questionável, caro Thot.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nada
disso nobre Thamus, tem única e exclusivamente a função de defesa,
nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Fez-se
silêncio, o deus regente pensava profundamente em tudo o que ouvira,
e contemplava o papiro. Thot sentia-se embaraçado e nervoso pela
demora do julgamento de sua obra. Por fim, o deus maior disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;– &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Caro
Thot, poderei eu aprovar teu trabalho, mas tenho uma ressalva sobre o ornitorrinco, disse
Thamus em seu trono, deixarei tal ser viver, o orni... ornit... ornitorrinco, desde que você retire
do projeto original apenas um item, o gorro com guizos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/o-mito-de-criacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-3857278183320564311</guid><pubDate>Fri, 11 Oct 2013 13:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-11T16:42:45.275-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dica, truques e cheats</title><description>Desta vez, eu indico um autor brasileiro, que apesar de muito lido nas escolas é pouco apreciado. Talvez por sermos forçados a um contato prematuro com sub textos que ainda não entendemos claramente. Machado de Assis tem uma grande habilidade crítica, o que fez com que mesmo em sua época fosse lido por muitos e entendido por poucos. Sua sutileza nas ironias e metáforas é algo quase mágico, difícil de se ver em outros textos, e esse refinamento de dizer uma coisa para dizer outra é muito interessante a quem se candidata, tanto a revisar e estudar textos, quanto a escreve-los. Leia Machado tentando encontrar o que está abaixo da superfície e você se surpreenderá. E para facilitar o serviço, comece pelo &quot;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;O Alienista&lt;/span&gt;&quot;, depois &quot;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;Missa do Galo&lt;/span&gt;&quot;, e por fim &quot;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;Três Tesouros&lt;/span&gt;&quot; (todos disponíveis legalmente e gratuitamente na internet). A intenção não é assimilar a linguagem utilizada pelo escritor, e sim observar a sofisticação presente em seus ótimos contos, e com a prática, traze-la para os seus próprios trabalhos.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/dica-truques-e-cheats.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-1975220320725557829</guid><pubDate>Fri, 11 Oct 2013 00:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-11T18:14:24.780-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vídeo</category><title>LEVANTE ZUMBI - Nerdologia 1</title><description>&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;344&quot; src=&quot;//www.youtube.com/embed/G2oXniwFXeY&quot; width=&quot;459&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/levante-zumbi-nerdologia-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-3035236167877973222</guid><pubDate>Thu, 10 Oct 2013 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-10T14:37:52.546-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dica</category><title>Afinal, qual tamanho deve ter o texto?</title><description>Isso é a dúvida que todas as pessoas que começam a escrever tem, e não apenas por ainda não ter experiência com a escrita literária, mas também pelo julgamento errado de que um bom escritor escreve alucinadamente. Um dos poucos escritores/poetas que se auto incluía nesta visão era Fernando Pessoa, mas com seu famoso verso &quot;o poeta é um fingidor&quot;, já imaginamos que suas histórias de epifanias noturnas e livros escritos em poucos dias são na verdade um blefe ou uma brincadeira, que as vezes é levada a sério.&lt;br /&gt;
Retomando o título, o tamanho do texto vai variar de acordo com a complexidade geral do texto que é imaginado pelo autor, temos ótimos contos com três ou quatro páginas, e livros não tão brilhantes com 400 ou 500 páginas. Para saber ao certo o volume de texto o ideal é fazer uma boa reflexão sobre o que vai acontecer e o andamento dos fatos, enrolar de mais o leitor pode ser uma grande frustração para este, do mesmo modo, uma sucessão muito grande de ações em poucas palavras pode deixa-lo confuso, por isso o planejamento e a reflexão do tamanho, volume e ritmo é essencial.&lt;br /&gt;
Após terminado as escolhas, ganchos e acontecimentos, temos outro momento de decisão, quais, e quantos personagens entram em cena, como se envolvem no enredo e como surgem no mesmo. Vários autores como Eduardo Sphor e Lycia Barros, defendem que deve-se evitar um grande volume de personagens, por um motivo simples, mas que pode passar desapercebido, a profundidade dos mesmos. Quanto menos profundo for um protagonista ou coadjuvante, menos interessante se torna o texto, pois isso começa a quebrar as regras de verossimilhança residentes dentor do universo de SEU texto. Peguemos como exemplo o texto do escritor Edgar A. Poe, chamado &quot;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;O diabo no campanário&lt;/span&gt;&quot;, neste curto conto, temos apenas um personagem central, que nem é uma pessoa e sim uma torre, e uma série de personagens laterais representados por estereótipos, para criar a população de uma cidade fictícia, e nem por isso o conto é simples de se ler, da mesma forma, Tolkien, com a saga do anel possui muitos personagens, mas cada um aparece para desencadear uma ação ou mudança e depois sia de cena, deixando espaço até mesmo para a imaginação do leitor completar as lacunas.&lt;br /&gt;
O real tamanho do texto deve ser o que lhe agrada escrever, não tenha o compromisso ou meta de escrever calhamaços, apenas escreva com algumas noções do que quer e como deve acontecer, se o roteiro e trama acabarem encerre e pense em outro, arrastar muito uma ideia já encerrada compromete a qualidade de seu trabalho, da mesma forma, não tenha pressa de acabar para começar outra coisa, dessa forma, quem ler o seus árduos frutos se sentira respeitado e instigado a continuar o tour pelo seu &quot;mundo paralelo&quot;.&lt;br /&gt;
É isso por enquanto. Deixo algumas dicas legais para entender mais sobre esse e outros assuntos relacionados ao ato da escrita. São elas, o canal do Youtube &quot;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/user/LyciaBarros&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;Papos Literários&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&quot;, e dois podcasts sobre literatura para informações extras, &quot;&lt;a href=&quot;http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-215-profissao-autor/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;NerdCast 215 profissão autor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&quot; , e &quot;&lt;a href=&quot;http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-379-literatura-fantastica-brasileira/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;NerdCast&amp;nbsp;379 literatura fantástica brasileira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&quot;.&lt;br /&gt;
Inté pessoas.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/afinal-qual-tamanho-deve-ter-o-texto.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-6786364116019928816</guid><pubDate>Thu, 10 Oct 2013 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-10T12:00:29.232-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>O Início do Fim</title><description>&lt;div align=&quot;RIGHT&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
Por Antônio
C Pereira&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Desculpe, o que eu dizia? Ah sim, faz muito tempo, tanto tempo que
mal me lembro de como tudo isso começou. A situação estava muito
ruim mesmo, já não havia mais esperanças para mim, eu já havia
sido julgado e condenado a morte, mesmo não havendo essa pena já
naquela época no Brasil. O crime foi tão brutal que não existia
outra forma de punição para mim, a única coisa que me restava era
esperar o dia e a hora de ser punido, mesmo que injustamente.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 A esperança e a vontade de viver já haviam me abandonado a tanto
tempo que me limitava a contar os dias para o fim do sofrimento,
afinal, já não existia nada para mim neste mundo, era um morto
ainda em vida. Irônico não? Tantas pessoas morrendo ainda na flor
da idade e com tanto para produzir, e eu vivo apenas implorando pelo
fim de tudo. Já havia perdido minha liberdade, minha patente
militar, e a pessoa que mais amava neste mundo, minha irmã. Apesar
de todo este quadro desesperador para a pessoas normais, para mim era
questão de honra manter o resto de minha dignidade e honrar o pouco
que sobrou de meu legado, meu autocontrole em momentos extremos.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 ….&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Desculpe, estava divagando de novo e pode ser por causa do vinho, e
não se preocupe com datas, pois no fim, elas não fazem mais
diferença com o passar dos anos. Mas deixe-me avançar um pouco a
história, pois fiquei mais de um ano preso ainda esperando pelo
cumprimento de minha sentença, o fato essencial destes
acontecimentos se deu algumas noites antes de minha execução,
quando um homem veio ver-me, sendo a única visita que recebi em todo
o período pós prisão. Ao perguntar seu nome, ele apenas se limitou
a pigarrear e responder que nomes não eram importantes e que os
fatos sim.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 ….&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Claro que darei detalhes quando pertinente, não se preocupe, apenas
deixe-me continuar. Ele veio devagar e disse algo que me acordou para
a realidade uma segunda vez, um breve suspiro de vida em meses de
mortes contínuas, dia após dia. Ele falou que sabia pelo que estava
passando, que não só perdera a liberdade, mas como a paz e a maior
joia que poderia ter. Minha liberdade foi retirada pelo crime que me
acusaram, minha paz se foi por ter sido além de tudo, ainda acusado
de usar de magia negra, e por ter usado minha irmã para tal, e por
fim por ter a vida de Elisa ceifada. O meu ilustre visitante me
ofereceu não só a liberdade e uma nova vida, como também a
possibilidade de me vingar por tudo o que me foi tirado e por tudo
aquilo que sofri. Não, não acreditei em tudo logo no começo, mas,
me foi dado um tempo para pensar e analisar tudo o que me cercava e o
que me esperava, e julguei ser melhor tentar me arriscar numa
fantasia qualquer a morrer em poucos dias.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Aquele que me ajudaria estava encostado na parede do lado oposto do
corredor, fora da cela, e parecendo bem íntimo da desgraça humana,
ao pronunciar o aceite ao seu plano e suas condições, notei um leve
contentamento em sua face pálida e longilínea que desapareceu em
uma fração de segundos. Ele pôs-se mais próximo da grade para me
entregar uma pílula vermelha explicando o meu procedimento par sair
do cativeiro, deveria ingerir a substância que por sua vez me
levaria a um estado de catalepsia, um estado de morte artificial,
depois seria enterrado em uma cova rasa direto no chão frio e úmido
em caixão fino, do qual deveria sair com facilidade, e ali teria
acesso às informações e tudo o que fosse necessário para cumprir
meu destino e ganhar uma nova vida. Mas fui advertido do risco,
deveria entrar em estado de morte durante o dia, para que ao início
da madrugada pudesse sair de minha cova, um leve erro de calculo e o
sol por sobre a cova me mataria com sua força e majestade tropical.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 ….&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Longe de mim estar seguro do que estava fazendo meu amigo, longe
disso, mas ao olhar em volta e perceber o inferno no qual estava e no
que ainda estava por vir, não existia uma real escolha, os dois
caminhos eram perigosos, mas o que me fora apresentado aquela noite
trazia um breve cintilar de esperança. Ingeri a pílula de acordo
com as instruções, e descobri que morrer não era algo tão bom ou
indolor como pregavam os religiosos, foi algo tão doloroso e
tenebroso que me arrependo de ter embarcado nesta trama doentia. Será
que tudo não passara de um plano a fim de me enganarem, ou uma
vingança torpe de algum louco. E enquanto a minha vida passava à
minha frente e todos os tipos de arrependimentos e pensamentos
amaldiçoadores percorriam minha linha de raciocínio, o chão
aproximou-se de meu campo de visão, a dor tornou-se insuportável e
por fim, o negro denso e o silencio reconfortante. Era o fim, ou era
o começo? Com certeza, era algo único.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 ….&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Sim, admito que parece confuso, que é fantasioso e que mais parece
conversa de bêbado ou de louco, mas ao fim desta narrativa verá,
meu colega, que nada faço além de lhe contar o que está por baixo
do véu do que intitulado como a verdade. O silencio, o calor e a
ausência de tudo era perturbadoramente aconchegante, instintivamente
sabia onde estava, os sons abafados vinha de cima de onde eu estava,
e o ar era abafado, porém não era tão escasso o quanto imaginei, e
ali fiquei, parado a baixo do nível do solo, apenas desejando que
essa sensação durasse pela eternidade. Contudo, o próprio corpo
reclamou, depois de um longo período em uma mesma posição, e foi
preciso emergir e buscar o ar livre de novo. E lá estava ele, aquele
estranho visitante sentado, espectral e imaterial, com um leve
sorriso perguntou se eu havia gostado da minha morte artificial, pois
só isso justificaria minha demora em romper o caixão e vir a
superfície, apenas concordei com a cabeça e esperei ávido para
entrar no assunto central de toda esta loucura. Ao perceber isso ele
logo recuperou o ar distante e irreal, contando-me a quem eu deveria
retribuir todo este inferno prematuro em minha existência.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 Não seria algo fácil, o alvo era um proeminente membro da
sociedade carioca da época e ao expressar a minha preocupação, me
foi respondido que o plano já estava em andamento e que eu minha
única preocupação seria aproveitar a janela de ação para
executar o homem, com a intenção de me tranquilizar ainda mais, meu
libertador justificou que não se tratava apenas de minha vingança,
mas também de um acerto de contas por sua parte. Segundo uma breve
explanação, ainda à beira da cova rasa, foi dito que este homem
também era um antigo desafeto e que o enganara a muito tempo atrás.
Amenidades ritualísticas completa, me foi passado onde deveria estar
e meu equipamento, uma arma de fogo de potente e um grande punhal, eu
deveria apunhalar o peito de tal homem de depois atirar em sua
cabeça, nada muito longe do que me foi ensinado no exército em
combate.&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
 ….&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Vejo que enfim capturei sua atenção, sim aí vem o clímax. Eu
deveria aguardar em um hotel pulgueiro no centro da cidade e lá me
lavar e me preparar para executar o plano durante a próxima noite, e
foi o que fiz, limpei-me e adormeci, permaneci mergulhado num sono
profundo durante todo o dia, despertando ao alvorecer, o dia fora
muito quente e os pesadelos só me fizeram parecer que dormi num
deserto em pleno dia, houve tempo para mais um banho rápido antes de
vestir as roupas finas que me foram cedidas e posteriormente me
encaminhei para a taberna. Eu deveria esperar o boêmio chegar e me
manter atento, pois assim que ele se pusesse a encaminho de outro
estabelecimento eu deveria segui-lo e matá-lo em alguma viela
coberta pela noite densa, o clima sem luar me ajudaria a manter a
discrição. Ele chegou e o relógio já marcava mais de dez horas
finamente vestido e muito comunicativo, jovial até mesmo aparentado
passar dos quarenta, e nesta taberna nos mantivemos ainda por um
longo período, e somente as três horas da madrugada saímos de lá,
ele a frente e eu em seu encalço, nas sombras, mantendo a respiração
controlada e o coração em ritmo lente. Ao passarmos pela quinta
viela o homem da qual me mantinha a curta distância se virou, pude
ver de relance seus olhos felinos varrendo o beco. Era chegado a hora
da desforra.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;JUSTIFY&quot; class=&quot;western&quot; style=&quot;line-height: ﾖ%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Caminhei mais rápido para alcançá-lo e o surpreendi ainda na
metade do beco, com a investida o punhal cravou-lhe por entre as
costelas até a guarda, ele por sua vez gemeu e sussurrou alguns
palavrões, caiu de joelhos e por fim bateu com a cabeça no chão
imundo, olhei-o por alguns instantes e chequei se respirava, mas nada
me indicava que ainda estava vivo. Vingado virei-me para empreender a
fuga recolhendo apenas o punhal, a arma do crime. Mas antes que
pudesse avançar ao fim da viela fui detido por uma forte pancada que
me desfaleceu. Minhas últimas lembranças foram apenas fragmentos
desconexos, eu sendo erguido e ferido no pescoço, o rosto demoníaco
daquele que podia jurar ter matado, se embriagando com meu sangue que
vertia, e, por fim, o grito de dez leões que saia boca dele,
bradando que “mais uma vez Ceifador, você falhou, e este vampiro
viverá pela e para a eternidade”. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/o-inicio-do-fim.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-8878728854539223706</guid><pubDate>Wed, 09 Oct 2013 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-09T19:51:00.989-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Indicação</category><title>Dicas, truques e cheats</title><description>Bom dia, boa tarde, boa noite. Para quem acha que um texto bem construído necessita de uma trama mirabolante, cenário rebuscado, e personagens detalhadamente explicados está enganado, as vezes menos é mais. No conto &quot;&lt;span style=&quot;color: #ffe599;&quot;&gt;O barril de &lt;i&gt;Amontillado&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&quot; temos justamente o oposto, Edgar Allan Poe constrói uma trama de grande tensão com apenas dois personagens presentes, um terceiro sendo citado de tempos em tempo, além de um cenário simples, porém fundamental para o desenrolar do clímax. Fica a dica, é melhor concentrar o foco, e manter uma trama, para não haver confusão.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/bom-dia-boa-tarde-boa-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-2141769740478184920</guid><pubDate>Tue, 08 Oct 2013 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-09T19:40:30.566-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto</category><title>Contos</title><description>Até onde o passado de uma família pode interferir no futuro de um indivíduo? Descubra isso, lendo este curto, porem interessante conto de nome &quot;&#39;Seu&#39; Campanário&quot;. Divirtam-se&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://uploaded.net/file/eb9oz4uu&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: red;&quot;&gt;&quot;Seu&quot; Campanário &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/ate-onde-o-passado-de-uma-familia-pode.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1473399224922280206.post-5374519362998334456</guid><pubDate>Tue, 08 Oct 2013 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-10-09T19:45:24.379-02:00</atom:updated><title>Uma ideia</title><description>Este blog tem o intuito de fazer uma breve promoção de alguns contos produzidos por mim. Posteriormente, e havendo demanda e contribuições, existe grande possibilidade de se tornar algo maior, com textos de outros autores. Também estará aberto a discussões sobre técnicas narrativas diversas para enriquecer os textos a serem produzidos. Então, mãos à obra.</description><link>http://suspenseeoutras.blogspot.com/2013/10/este-blog-tem-o-intuito-de-fazer-uma.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>