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	<title>Tapete Persa</title>
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	<description>Nós puxamos o tapete e mostramos a sujeira.</description>
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		<title>Tapete Persa</title>
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		<title>Sobre o casamento&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 23:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Um amigo, Erick Van Pato, da UFF, escreveu um texto muito interessante a respeito do casamento. Como disse a ele, apesar da linha de raciocínio não ser a que eu seguiria, e de eu não concordar com um ou outro ponto, a redação ficou ótima, bem clara e de fácil digestão. Clique aqui para ler [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo, Erick Van Pato, da UFF, escreveu um texto muito interessante a respeito do casamento. Como disse a ele, apesar da linha de raciocínio não ser a que eu seguiria, e de eu não concordar com um ou outro ponto, a redação ficou ótima, bem clara e de fácil digestão.</p>
<p><a href="http://vanpato.livejournal.com/29333.html" target="_blank">Clique aqui para ler diretamente no Live Journal do autor.</a></p>
<p>Essa semana devo retornar com algum texto, embora ainda não saiba se vai ser de humor ou de reflexão um pouco mais séria. Enfim&#8230; Até.</p>
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		<title>Brasil república: corrupção&#8230; digo, parabéns!</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 17:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[república]]></category>
		<category><![CDATA[salvação]]></category>

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		<description><![CDATA[Em comemoração à proclamação da república, em 15 de novembro de 1889, viemos deixar nossas felicitações ao país onde a res publica se torna cada vez mais privada, e flui cada dia mais para bolsos alheios aos nossos. E como diriam os &#8220;patriotas estadunidenses&#8221;: Deus salve o Brasil. Porque do jeito que está, sinto muito, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração à proclamação da república, em 15 de novembro de 1889, viemos deixar nossas felicitações ao país onde a <em>res publica</em> se torna cada vez mais privada, e flui cada dia mais para bolsos alheios aos nossos.</p>
<p>E como diriam os &#8220;patriotas estadunidenses&#8221;: <strong>Deus salve o Brasil</strong>. Porque do jeito que está, sinto muito, só Javé, Alá, Shiva, Amaterasu e Odin juntos para arrumar a casa.</p>
<p>A propósito, essa alfinetada vale para você também, que fura fila, pega troco errado e dá um <em>jeitinho</em> de pagar menos imposto. Como diria o Capitão Nascimento: <strong>os senhores são uns fanfarrões!</strong></p>
<p>Não gostou? &#8220;Bota na conta do Papa&#8221;.</p>
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		<title>Os rótulos e a música&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 13:54:39 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje em dia é muito comum acontecer o que os americanos chamam de tagging &#8211; ou &#8220;etiquetagem&#8221; &#8211; das bandas e qualquer um que se atreva a entrar no mundinho exclusivo e selvagem da música. Culpa de um mercado fonográfico cada vez mais corrompido, de uma massa de ouvintes sem senso crítico e do número [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia é muito comum acontecer o que os americanos chamam de tagging &#8211; ou &#8220;etiquetagem&#8221; &#8211; das bandas e qualquer um que se atreva a entrar no mundinho exclusivo e selvagem da música. Culpa de um mercado fonográfico cada vez mais corrompido, de uma massa de ouvintes sem senso crítico e do número cada vez maior de oportunistas que se auto-denominam &#8220;bandas&#8221;, que produzem toneladas de lixo auditivo ou &#8220;barulho ritmado&#8221;. Inclusive eu e um amigo brincamos ainda outro dia sobre os livros de história da música de 2347, onde poderíamos encontrar que &#8220;em fins do século XX e começo do XXI a música iniciou sua espiral descendente em uma velocidade muito acelerada, com o surgimento de pseudo-estilos pseudo-musicais,&#8221; etc, etc, etc&#8230; Mas voltando ao tagging, conversando com mais amigos, fizemos uma brincadeira e tentamos imaginar como funcionaria esse tagging durante o barroco e o romântico. Confesso que dei boas risadas &#8211; e se você não der&#8230; Bem&#8230; Sinta-se 10% mais burro, ou pelo menos 10% menos interessado em música.</p>
<p>Imaginem a ocasião de J.S. Bach olhando para as partituras de Vivaldi com os olhos brilhando e dizendo &#8220;Ai, ele fazia um barroco melódico emocional que era uma beleza!&#8221;, quando Händel chegaria dizendo &#8220;Discordo. Eu acho que o Vivaldi faz um hard barroco old-school muito mais impactante que esses compositores melódicos&#8230;&#8221;</p>
<p>Alguns anos mais tarde Beethoven analisaria as partituras dos três supracitados. &#8220;É, esse Vivaldi sabia mesmo o que estava fazendo. Ele fazia um über-soft barroco neo-old-school melódico muito interessante&#8230; Já o Bach-pai era um cara muito mais emocional e chocante, fazia um barroco proto-romântico emocional muito bom. Não posso dizer o mesmo de Händel, com seu pseudo-hard barroco old-school&#8230; Não suporto esse cara!&#8221;</p>
<p>Mais tarde, Wagner olharia para todos e faria uma nova interpretação. &#8220;Beethoven falou bem sobre Vivaldi e Bach-pai, mas acho que ele subestimou demais o Händel. Eu diria que ele é mais um dark barroco old-school muito mais denso do que aparenta&#8230; E bem, o próprio Beethoven faz um emotional romanticore pós-barroco que não está entre os meus favoritos.&#8221;</p>
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		<title>Sobre a docência&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 17:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ac(u)adêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[alfinetada]]></category>
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		<description><![CDATA[Devo citar neste artigo um caso excêntrico que encontrei no curso de história da UEL&#8230; Há, ou havia, já que não devo ter mais aulas com ela, uma professora um tanto quanto pitoresca &#8211; uau, essa palavra foi legal, preciso anotar e usar nos meus trabalhos -, estranha&#8230; Explico: ela tinha alguns problemas com separação [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Devo citar neste artigo um caso excêntrico que encontrei no curso de história da UEL&#8230; Há, ou havia, já que não devo ter mais aulas com ela, uma professora um tanto quanto pitoresca &#8211; uau, essa palavra foi legal, preciso anotar e usar nos meus trabalhos -, estranha&#8230; Explico: ela tinha alguns problemas com separação da vida pessoal e profissional, trazia problemas externos para a aula e passava boa parte do tempo discorrendo sobre suas desventuras, seus problemas e suas reclamações em relação à cidade, Londrina, e à instituição. A questão é que, não bastasse o seu descontentamento pessoal com a universidade, ela ainda exaltava certas siglas que, de fato, estavam bastante abaixo do nível da própria UEL. Caso específico à parte, a discussão que proponho aqui se refere ao papel do docente: até quando cabe a inserção de experiências pessoais no conteúdo, e até onde isso não se torna prejudicial ao andamento da aula?</p>
<p>O papel do professor é, do ensino infantil ao superior, apresentar a seus pupilos novos questionamentos, ampliar seus horizontes de pensamento e fazer com que cada aluno possa desenvolver um potencial crítico em relação a qualquer assunto proposto no futuro. A partir disso é indispensável que o professor insira, em meio ao conteúdo, suas próprias experiências, de forma a gerar uma espécie de &#8220;reprodução&#8221; dos fatos empíricos, ou seja, práticos, em forma de acontecimentos teóricos &#8211; para fins exclusivos de reflexão. O problema se dá quando essa exemplificação extrapola os limites do bom senso e passa a afetar a construção do conhecimento sobre o conteúdo em questão &#8211; e aí é preciso tomar algumas providências&#8230;</p>
<p>De fato, creio que enquanto os relatos pessoais não forem pontos que façam a aula ter de se apressar ou se reduzir, não tenho objeções. No entanto, em alguns casos, as intervenções são mais do que simples segundos alheios aos livros e ao ambiente escolar, e passam a ser uma espécie de divã psicanalítico, transformando o professor em paciente e os alunos em psicólogos. Nada contra a psicologia, tampouco contra uma relação de amizade entre alunos e professores, mas sala de aula é um local de trabalho como qualquer outro, onde a relação estabelecida é profissional &#8211; lugar de reclamar do pneu furado é no corredor.</p>
<p>E fica minha última agulhada no que se refere às reclamações e exaltações de outras instituições por docentes: tente melhorar começando por si mesmo, ou então, já que a outra instituição é tão melhor, preste concurso e mude-se ao invés de prejudicar o aprendizado alheio. <em>Mas&#8230; Bem&#8230; Aí é que vem a questão: será que dá pra passar?</em></p>
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		<title>Alienação? Tudo é relativo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 02:59:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Engraçado&#8230; No nosso microcosmo de universi(o)tários é muito comum encontrar termos como &#8220;alienado&#8221;, &#8220;acomodado&#8221;, ou então &#8220;subversivo&#8221;, &#8220;marxistóide&#8221;&#8230; Devo ter ouvido em alguma entrevista do Lobão algo sobre uma coisa que ele chama de patrulha ideológica. Não tiro a razão dele. A pseudo-intelectualidade &#8211; nossa, falei difícil, &#8220;mel dels!!11!&#8221; &#8211; dos nossos futuros acadêmicos me [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado&#8230; No nosso microcosmo de universi(o)tários é muito comum encontrar termos como &#8220;alienado&#8221;, &#8220;acomodado&#8221;, ou então &#8220;subversivo&#8221;, &#8220;marxistóide&#8221;&#8230; Devo ter ouvido em alguma entrevista do Lobão algo sobre uma coisa que ele chama de patrulha ideológica. Não tiro a razão dele. A pseudo-intelectualidade &#8211; nossa, falei difícil, &#8220;<em>mel dels!!11!</em>&#8221; &#8211; dos nossos futuros acadêmicos me assusta bastante em relação ao futuro do debate científico nas humanidades.</p>
<p>Divergir das bandeiras levantadas por todos é heresia, e se desinteressar pelo cotidiano político é ainda pior, passível de fogueira à frente da reitoria. Reivindicar melhorias e pedir consciência é subversão, e não se alinhar às instituições é &#8220;rebeldia sem causa&#8221;. Acho incrível a polarização desse tipo de debate, e a facilidade com que os envolvidos se adjetivam a todo momento. O melhor é que estar aquém de ambas as pontas é sinônimo de indecisão, alienação, burrice ou qualquer coisa que o valha &#8211; quando não há o encaixe em um ou outro lado, feito pelo &#8220;time&#8221; oposto, é claro.</p>
<p>Entre os freqüentadores de shopping center, fanáticos por academia e viciados em futebol, e os leitores de Trotsky, filósofos de Gramsci e líderes estudantis, há uma gama de pessoas esquecidas por um modelo engessado e retrógrado &#8211; ai, falei difícil de novo&#8230; Sabe, isso me lembra bem a conceituação das classes pelo marxismo ortodoxo ou a generalização teórica elaborada por Gerardo de Cambrai e Adalberão de Laon, segundo a análise de Georges Duby.</p>
<p>O melhor foi ouvir que &#8220;analisar friamente ambos os &#8216;lados&#8217; da argumentação e questioná-los igualmente é utopia&#8221;. A descrença em uma categoria pensante entre a &#8220;elite reveladora do sistema/massa subversiva&#8221; e a &#8220;massa alienada/sociedade padrão&#8221; me assusta às vezes. E o melhor de tudo é saber que entre os comentários que podem aparecer, muitos vão pescar pontos do texto e colocar tags do tipo &#8220;direitista, burguesinho, engomado&#8221; ou &#8220;marxistóide, intelectualóide, revoltadinho&#8221;.</p>
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		<title>Corredor polonês</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 15:06:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Universi(o)tários]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem nunca participou dessa brincadeira tão saudável? Acho que boa parte das crianças já teve que passar por isso &#8211; e até as crianças grandes, como o vídeo abaixo demonstra. Mas acho que poucas pessoas sabem da origem da brincadeira, hoje feita em vários lugares, incluindo &#8220;batizados&#8221; no jiu-jitsu. A propósito, chego a questionar se [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca participou dessa brincadeira tão saudável? Acho que boa parte das crianças já teve que passar por isso &#8211; e até as crianças grandes, como o vídeo abaixo demonstra. Mas acho que poucas pessoas sabem da origem da brincadeira, hoje feita em vários lugares, incluindo &#8220;batizados&#8221; no jiu-jitsu. A propósito, chego a questionar se algum dos trogloditas acéfalos sabe&#8230; Mas enfim. Isso não vem ao caso.</p>
<iframe class='youtube-player' type='text/html' width='460' height='289' src='https://www.youtube.com/embed/cUSrUMpnq_k?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;autohide=2&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' allowfullscreen='true' style='border:0;'></iframe>
<p>A Segunda República Polonesa, como é chamado o estado independente estabelecido no entre-guerras, não possuía acesso ao mar, o que tornaria sua economia dependente do estado alemão. Woodrow Wilson, em um dos seus famosos 14 Pontos de 1918, definiu que era necessária a criação de um corredor de terras que ligaria esse novo estado ao mar &#8211; como era de interesse da Entente, desejando um contra-peso para a força dos alemães. Essa faixa, conhecida como Corredor Polonês, foi alvo de grande desavença entre alemães e poloneses, e o estado alemão nunca chegou a reconhecer a legitimidade da ligação polonesa com o mar &#8211; ligação esta que separou o território oeste da Alemanha da Prússia oriental.</p>
<p>Durante os anos de sua existência, segundo a propaganda alemã, todos os meios usados para sua comunicação com a Prússia, fossem ônibus ou aviões, eram alvos de ataques militares. É daí que vem a brincadeira.</p>
<p>O Corredor Polonês foi extinto com o início da era nazista na Alemanha, mas a Polônia passaria a ter um território costeiro com o fim da II Guerra, reconhecido pelo estado alemão nos tratados de Warsaw e, posteriormente, na sua reunificação, em 1990.</p>
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		<item>
		<title>Memória &#8211; De Álvaro de Campos aos anônimos.</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 03:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Historiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que a proposta do blog era mais leve e humorística, mas me senti impelido a escrever esse post um tanto quanto mais sério. Talvez por motivos que nem mesmo eu conheça. Quem não estiver interessado, por favor, ignore o post. É interessante analisarmos a forma como se articula a memória coletiva. Vivemos a sociedade [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que a proposta do blog era mais leve e humorística, mas me senti impelido a escrever esse post um tanto quanto mais sério. Talvez por motivos que nem mesmo eu conheça. Quem não estiver interessado, por favor, ignore o post.</p>
<p>É interessante analisarmos a forma como se articula a memória coletiva. Vivemos a sociedade do momento, onde paixões são tão passageiras quanto uma chuva de verão, onde a troca de cartas leva segundos. A memória, no âmbito da história, da filosofia e de outras áreas das ciências humanas, é o registro da existência. Partindo deste conceito, podemos definir a categoria histórica dos anônimos, ou seja, daqueles cujos vestígios de sua passagem pelo mundo às vezes não compreendem sequer registros documentais.</p>
<blockquote><p>Cruz na porta da tabacaria!<br />
Quem morreu? O próprio Alves? Dou<br />
Ao diabo o bem-estar que trazia.<br />
Desde ontem a cidade mudou.</p>
<p>Quem era? Ora, era quem eu via.<br />
Todos os dias o via. Estou<br />
Agora sem essa monotonia.<br />
Desde ontem a cidade mudou.</p></blockquote>
<p>Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, é um exemplo bastante adequado. Sendo uma espécie de personagem &#8211; e não nos cabe, aqui, discutir a conceituação de heteronímia &#8211; possui um registro histórico próprio: deixou, <em>post mortem</em>, uma bibliografia de um nível de complexidade que muitos autores &#8220;reais&#8221; jamais alcançaram. A nível de registro, Álvaro de Campos deixa o mundo das idéias e parte para uma existência quase física. Chega a ser cômico imaginar que o delírio de um escritor torna-se mais palpável que uma massa de pessoas que passaram por nós sem deixar vestígios.</p>
<blockquote><p>Ele era o dono da tabacaria.<br />
Um ponto de referência de quem sou<br />
Eu passava ali de noite e de dia.<br />
Desde ontem a cidade mudou.</p>
<p>Meu coração tem pouca alegria,<br />
E isto diz que é morte aquilo onde estou.<br />
Horror fechado da tabacaria!<br />
Desde ontem a cidade mudou.</p></blockquote>
<p>Anonimato. Segundo o dicionário Houaiss, 2ª edição do ano de 2004, anonimato é a condição ou qualidade do que é desconhecido, ou que não tem nome. Para a História, em especial, a categoria do anônimo é muito mais ampla do que o que se pensa. A historiografia os ignorou por muito tempo, e mesmo os estudos iniciados com as novas teorias acadêmicas deixam muito a desejar. No entanto, graças a essas mesmas novas teorias, é possível apelar a outros campos, como a literatura e a filosofia, para tecer uma análise da questão. Chamo a atenção para o fato de que o desconhecido é o motor da história, ator da peça do tempo, e até mesmo escritor de um bom número de páginas do destino, e como tal acabou por ser petrificado sob uma única &#8220;etiqueta&#8221;: o anônimo.</p>
<blockquote><p>Mas ao menos a ele alguém o via,<br />
Ele era fixo, eu, o que vou,<br />
Se morrer, não falto, e ninguém diria.<br />
Desde ontem a cidade mudou.</p></blockquote>
<p>As citações, de uma das poesias mais famosas de Álvaro de Campos, devem trazer a você, leitor, uma reflexão bastante interessante sobre a questão da morte e da memória. E pense: ele, um poeta sem uma vida material e concreta, deixou um legado. Separou-se do grupo dos anônimos sem sequer ter um dia participado dele enquanto pessoa. E você? Faz algo que valha a pena ser citado?</p>
<p>Fica minha mensagem, eu diria até um tanto quanto poética &#8211; e que pretensão a minha fazer uma coisa dessas em um artigo onde cito o maior poeta da língua portuguesa &#8211; para todos os que lerem o texto e não tenham dormido pela metade: seja tão pessoa quanto Pessoa, cuja mente se dividiu em pessoas não-Pessoa complexas o bastante para serem pessoas reais ao lado de Pessoa.</p>
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		<title>Então&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 15:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de tudo acho importante esclarecer que o Tapete Persa não é uno. São várias consciências que dialogam, discutem e se estapeiam pela hegemonia na hora de escrever, então por favor, não esperem encontrar a Verdade, já passamos muito dessa época. Aqui encontrarão visões e impressões que podem tanto ser perfeitamente cabíveis quando risivelmente absurdas. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de tudo acho importante esclarecer que o Tapete Persa não é uno. São várias consciências que dialogam, discutem e se estapeiam pela hegemonia na hora de escrever, então por favor, não esperem encontrar a Verdade, já passamos muito dessa época. Aqui encontrarão visões e impressões que podem tanto ser perfeitamente cabíveis quando risivelmente absurdas. Nossa intenção é mostrar o outro lado, a poeira colocado pra debaixo do tapete, mas tratando-se de um Tapete Persa, as vezes a poeira pode parecer insignificante.</p>
<p>(Mas nunca é pois historicamente nada é insignificante.)</p>
<p>[Já que quanto mais poeira, maior a chance do tapete escorregar e de um tombo mortal ocorrer.]</p>
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		<title>Estudo bíblico: a narrativa do Êxodo.</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Oct 2007 14:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Historiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo Tejo me mandou o endereço de um vídeo que mostra um pouco da verdade que se oculta por trás da incrível narrativa do Êxodo, onde Moisés liberta os hebreus e ruma para a terra prometida. Brincadeiras à parte, o vídeo é um promocional da peça Hermanoteu na Terra de Godah, encenado pela trupe [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo <a href="http://fsck.blog.br/ponticulus" title="Fscking Nerdish" target="_blank">Tejo</a> me mandou o endereço de um vídeo que mostra um pouco da verdade que se oculta por trás da incrível narrativa do Êxodo, onde Moisés liberta os hebreus e ruma para a terra prometida.</p>
<p>Brincadeiras à parte, o vídeo é um promocional da peça Hermanoteu na Terra de Godah, encenado pela trupe Melhores do Mundo. Sim, aqueles caras do Joseph Climber&#8230; Devo dizer que fiquei interessado na peça, e creio que muita gente também vai ficar. Por ora, deliciem-se com o promo.</p>
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		<title>Levantando o tapete&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 04:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tapete Persa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Historiografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Pois é, pessoal, parece que finalmente alguém vai poder falar algumas coisinhas sobre o nosso mundinho acadêmico sem precisar recorrer a toda aquela baboseira formal dos artigos científicos (tampouco às rodinhas de fofoca e maledicência nos corredores dos congressos &#8211; é, pessoas que acabam de entrar nesse ninho de cobras, andem de ouvidos atentos!). Mas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, pessoal, parece que finalmente alguém vai poder falar algumas coisinhas sobre o nosso mundinho acadêmico sem precisar recorrer a toda aquela baboseira formal dos artigos científicos (tampouco às rodinhas de fofoca e maledicência nos corredores dos congressos &#8211; é, pessoas que acabam de entrar nesse ninho de cobras, andem de ouvidos atentos!).</p>
<p>Mas mais do que isso, uma coisa que me é alvo de curiosidade, Tapete Persa se propõe a tratar da história de maneira leve, descontraída, de fácil digestão&#8230; Coisas que muita gente andou se esquecendo por aqui. Nosso interesse, ao tratar da história e da historiografia em um tom jocoso, é meramente mostrar, numa antítese aos trabalhos da área aos quais os leigos têm acesso, que o estudo do nosso passado não é algo tão distante de qualquer pessoa.</p>
<p>Então preparem o pão, que o circo vai começar. Tapete Persa veio aqui justamente para mostrar aquela poeirinha que acharam que iam esconder, e, quem sabe, assoprá-la nos olhos de uma ou outra pessoa, não é?</p>
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