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	<title>Tarja Preta: Cultura pop para não óbvios</title>
	
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	<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 16:15:00 +0000</pubDate>
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		<title>Glauco</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 16:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho, de apenas 25 anos, foram assassinados na madrugada desta sexta-feira. O que foi inicialmente divulgado pela imprensa como mais uma tentativa frustrada de assalto que teria terminado em desgraça, algo absolutamente corriqueiro (o que é por demais revoltante) nos dias de hoje, pode ter sido uma tragédia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cartunista Glauco Villas Boas e seu filho, de apenas 25 anos, foram assassinados na madrugada desta sexta-feira. O que foi inicialmente divulgado pela imprensa como mais uma <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1526392-5605,00-CARTUNISTA+GLAUCO+VILLAS+BOAS+E+FILHO+SAO+MORTOS+EM+TENTATIVA+DE+ASSALTO+EM.html" target="_blank">tentativa frustrada de assalto</a> que teria terminado em desgraça, algo absolutamente corriqueiro (o que é por demais revoltante) nos dias de hoje, pode ter sido uma <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,assassino-de-glauco-era-conhecido-da-familia,523266,0.htm" target="_blank">tragédia</a> envolvendo um jovem suicida e a tentativa de pai e filho de salvarem o conhecido, que assassinou a ambos e logo após fugiu.</p>
<p>Assalto frustrado ou tragédia pessoal, o crime não deixa de ser prova cabal de que perdemos a guerra contra a criminalidade, e hoje só estamos tentando, sem grande sucesso, diminuir o número de baixas. Todo dia somos saturados com notícias brutais ao ponto de nos tornarmos insensíveis. Enquanto alguns palhaços (que provavelmente nunca leram Flávia Piovesan e nem sabem o que realmente gritam) pregam a proteção incondicional dos direitos humanos para poderem aparecer na mídia, outros tantos idiotas, advindos da Escola Datena, rogam a violência total contra a dita bandidagem.</p>
<p>Direitos humanos e combate sério ao crime nunca foram excludentes entre sí, como o brasileiro infelizmente pensa. Na verdade, os direitos humanos (direito à educação digna, saúde, combate às drogas, à marginalização&#8230;) são a arma mais efetiva para a redução da criminalidade.</p>
<p>Uma tragédia não se inicia sozinha. A arma usada pelo dito jovem suicida terá sido compra de forma lícita? As drogas que ele tão inocentemente usa, de onde surgem? E a forma como ele banalizou a vida, ao passo de que as vítimas, ora, tentaram salvá-lo? Idolatrar a vida, nos últimos anos, parece pecado do qual nós temos que nos envergonhar.</p>
<p>Glauco foi um dos melhores cartunistas do país. Criador de personagens controversos como Geraldinho, Dona Marta, Casal Neuras, Zé do Apocalipse e Geraldão, sempre falava sobre o que a sociedade queria esconder. Sexo, drogas, violência, tudo com um humor tão ácido quanto o de outros nomes influentes nas tirinhas nacionais, como Laerte e Angeli. Aliás, junto aos desenhistas, seus grandes amigos, Glauco foi responsável pela identidade dos quadrinhos no Brasil dos anos 80.</p>
<p>Glauco morreu porque não entendemos, nestas últimas décadas, as verdades que ele e tantos outros cartunistas escondem em suas piadas. Muitos mais morrerão porque continuamos igualmente cegos.</p>
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		<title>Glauco</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 15:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Jeronimo Stamboni</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje logo pela manhã, para cumprir com minha série de algoritmos, fui antes de tudo, visitar os costumeiros portais de notícias. E naquele emaranhado que, quase todo dia é bizarro e similar, eis que uma nota em especial me chama muito a atenção. No caso, a que tratava sobre a morte do cartunista Glauco Villas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img69.imageshack.us/img69/1288/glauco.jpg" alt="" /></p>
<p>Hoje logo pela manhã, para cumprir com minha série de algoritmos, fui antes de tudo, visitar os costumeiros portais de notícias. E naquele emaranhado que, quase todo dia é bizarro e similar, eis que uma nota em especial me chama muito a atenção. No caso, a que tratava sobre a morte do cartunista <strong>Glauco Villas Boas</strong>. </p>
<p>Não quero entrar nos pormenores do caso, deixo isso para os sensacionalistas especializados (e de plantão), mas quero ao menos dedicar um único post àquele que, certamente, <strong>responde por parte de minha nostalgia</strong>. Afinal, Glauco não era somente um cartunista de respeito, à frente de personagens marcantes e piadas rasteiras e inteligentes, Glauco era também <strong>um exímio redator</strong>. </p>
<p>Seu trabalho foi marcante em diversos aspectos, mas ressalto o que ele desempenhou na redação da <strong>excelente TV Colosso</strong>, um dos melhores programas infantis que nossa TV já exibiu. Angeli e Laerte sentem. Uma perda e tanto.</p>
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		<title>Playstation Move</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Jeronimo Stamboni</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Games]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Sony fez uma apresentação bombástica durante a Game Developers Conference, que acontece em São Francisco. Primeiramente, chamou a atenção pelo anúncio do nome de seu controle de gestos - que a compania chegou a negar sua existência por diversas vezes - no caso, denominado como Playstation Move. 

A empresa fala a plenos pulmões que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img38.imageshack.us/img38/9434/playstationmove.jpg" alt="" /></p>
<p>A Sony fez uma apresentação bombástica durante a <strong>Game Developers Conference</strong>, que acontece em São Francisco. Primeiramente, chamou a atenção pelo anúncio do nome de seu controle de gestos - que a compania chegou a negar sua existência por diversas vezes - no caso, denominado como <strong>Playstation Move</strong>. </p>
<p><span id="more-1789"></span><br />
A empresa fala a plenos pulmões que o gamer terá a experiência mais próxima do que existe em termos de tempo de resposta em relação ao movimento, o que deve ser algo que fique entre 16 e 33 milissegundos. Apesar de soar até óbvio dizer, é inegável o fato de que a Sony <strong>bebeu da mesma fonte que a Nintendo</strong>, tanto que o controle é extremamente <strong>similar ao Wiimote</strong>. Mas isso tem fundamento, já que o interesse está em trazer o público da concorrência para a plataforma da Sony da forma mais natural possível. </p>
<p>Natural, mas nem tanto. Ao menos não no que diz respeito ao catálogo de jogos, já que logo de cara o Playstation Move mostrou interação com jogos para diferentes públicos. E por falar no que de fato interessa, os jogos, a Sony já deu demonstrações mais do que interessantes do que poderemos ter, como no caso de <strong>Motion Fighters</strong>, uma espécie de Final Fight com visão sobre o ombro; <strong>Sports Champion</strong>, um Wii Sports mais bruto; <strong>The Shoot</strong>, um FPS com gráficos à lá Bonderlands e os que considerei como mais interessantes, <strong>Slider</strong>, que traz um nerd que roda por Hong Kong em uma cadeira de escritório e <strong>Move Party</strong>, que reproduz o ambiente em que você está, com possibilidade de interagir com os objetos ali presentes. </p>
<p>Vale ressaltar que a empolgação com o controle é grande, até por conta de que no anúncio também foi comentado que <strong>as principais desenvolvedoras já produzem jogos</strong> para serem utilizados com o Playstation Move, entre elas Square Enix, EA, Ubisoft, Konami, Sega, Disney e Warner Bros., entre outras. E outra informação importante, de acordo com especulações, o Move não deverá custar mais do que US$ 100, com previsão de aparecer nas prateleiras de todo o mundo no último trimestre de 2010. </p>
<p>Agora, só não me pergunte o que é essa bola em cima do controle principal, pois nem assistindo ao vídeo abaixo eu consegui entender sua real função. O vídeo é muito bom, inclusive. </p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7JROOEx236k&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7JROOEx236k&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="281"></embed></object></p>
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		<title>Bones</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 12:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Séries]]></category>

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		<description><![CDATA[
Bones é, talvez, minha série policial favorita. Enquanto a franquia CSI luta para ser verossímil em meio a tecnologia exacerbada (e pouco crível), Bones, junto à ótima NCIS (No Brasil, no canal AXN), decide apostar menos em maquinários e técnicas super-modernas e foca em algo certeiro: as pessoas por trás do combate ao crime. Mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img138.imageshack.us/img138/4607/bonesw.jpg" alt="Bones" /></p>
<p><strong>Bones</strong> é, talvez, minha série policial favorita. Enquanto a franquia CSI luta para ser verossímil em meio a tecnologia exacerbada (e pouco crível), Bones, junto à ótima <strong>NCIS</strong> (No Brasil, no canal AXN), decide apostar menos em maquinários e técnicas super-modernas e foca em algo certeiro: as pessoas por trás do combate ao crime. Mesmo com alguns surtos tecnológicos (uma mesa holográfica em terceira dimensão), a série <strong></strong>tem tanto humor e tantas relações interpessoais que acabamos ignorando o fantástico e nos apaixonando pelo que são: um grupo de pessoas geniais com uma missão que, muitas vezes, ultrapassa o simples dever profissional.</p>
<p>A série traz como personagens principais a antropóloga forense <strong>Temperace &#8220;Bones&#8221; Brennan</strong> (uma das apaixonantes irmãs Deschanel, Emily) e o agente do FBI <strong>Seeley Booth </strong>(David Boreanaz, finalmente usando sua canastrice a seu favor, no melhor estilo William Shatner). Graças a um acordo entre o <strong>FBI e o Instituto Jeffersonian</strong>, Bones e sua equipe se submetem ao Bureau Federal para auxiliar o agente Booth nos casos mais complexos, normalmente envolvendo corpos em decomposição e não identificados.</p>
<p>Bones traz, desde seu primeiro episódio, a evolução lenta e gradual do relacionamento de seus protagonistas, que partem do ódio recíproco a um amor latente e platônico, que parece estar prestes a se resolver nesta <strong>quinta temporada</strong>. O elenco de apoio também não fica para trás, pois constantemente temos mudanças nas relações destes, proporcionando uma vida agitada ao laboratório, com destaque para a fogosa Angela Montenegro, o tímido psicólogo Sweets e a rígida legista Cam Saroyan. Com a estrutura de &#8220;o caso da semana&#8221;, típico das séries policiais, é esta dinâmica social que dá uma continuidade à trama, envolvendo os espectadores. Mas sem o melodrama de um <strong>Grey&#8217;s Anatomy</strong>.</p>
<p>A quinta temporada de Bones estreou na semana passada, 04 de março, e é exibida pela Fox Brasil, às <strong>quintas-feiras, 21 horas</strong>.</p>
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		<title>Revolução Editorial da Panini</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 18:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[
A publicação de revistas em quadrinhos no Brasil sempre foi tão conturbada que qualquer possibilidade de instabilidade ou mudança já preocupa os leitores. No entanto, os fãs mais exaltados de quadrinhos de heróis, os chamados fanboys, sempre ficam mais afoitos, chegando aos limites do desespero e especulação a mil surgem a todo momento. É o que vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img175.imageshack.us/img175/4503/paninip.jpg" alt="Panini Comics" /></p>
<p>A publicação de revistas em quadrinhos no Brasil sempre foi tão conturbada que qualquer possibilidade de instabilidade ou mudança já preocupa os leitores. No entanto, os fãs mais exaltados de quadrinhos de heróis, os chamados fanboys, sempre ficam mais afoitos, chegando aos limites do desespero e especulação a mil surgem a todo momento. É o que vem acontecendo com a prometida <strong>revolução editorial da Panini</strong>.</p>
<p>Na edição de fevereiro da revista <strong>Superman</strong>, foi avisado que uma revolução atingiria a editora, sem mais explicações. Inquirida, a Panini alegou que só se manifestaria neste mês de março e em abril. Foi o que bastou para que começassem a surgir diversas teorias: impressão sob demanda, em que os leitores reservariam com a editora o que lhes interessasse e só seria publicado o que tivesse um número razoável de pedidos; mensais com menos ou mais histórias (lembrando que as atuais conjugam quatro edições americanas) ou edições de vinte páginas, como no esquema americano.</p>
<p>No entanto, nenhuma destas mudanças foi comentada pelos editores da <strong>Panini Comics</strong>, a não ser o descarte da primeira teoria, de impressão sob demanda. Enquanto isto, os fãs se dividem entre um sadio grupo que se preocupa com a continuidade de suas coleções, o impacto econômico (em seus bolsos, claro) destas modificações e a viabilidade destas teorias e outro, assustador, de pessoas simplesmente desesperados pelo que a editora (que antes elogiavam e hoje demonizam) pode fazer.</p>
<p>Reflexos desta &#8220;revolução&#8221; já podem ser sentidos, como o cancelamento da mensal<strong> Batman &amp; Superman</strong> e a promessa do cancelamento de <strong>Marvel Milenniun e Novos Titãs</strong>, além do remanejamento de histórias nas mensais Lanterna Verde e Superman.</p>
<p>Começando no mercado editorial muito bem, especialmente depois dos erros absurdos da <strong>editora Abril</strong>, a Panini Comics colecionou erros em edição de histórias e encadernados cumpridos e não publicados ao longo dos anos. Os leitores podem ter motivo para se preocupar, mas é preciso ter informações sólidas para se julgar o que deve acontecer. Enquanto isto, os famigerados <strong>fanboys</strong> seguem em histeria, o que é péssimo para a imagem dos leitores de hqs, em sua maioria pessoas que só querem entretenimento, e que tem uma vida além das páginas dos quadrinhos.</p>
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		<title>Sob influência dos Mestres do Universo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 13:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Jeronimo Stamboni</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Design]]></category>

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		<description><![CDATA[
Com esse título mais que interessante, o blog I Have The Power traz dezenas (talvez centenas) de ilustrações de um dos maiores ícones dos anos 80, He-Man. E o melhor, cada uma dessas ilustras pode ser comprada, uma vez que fizeram parte da galeria Castelo de Greyskull.
Além dos desenhos, a galeria também conta com outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img532.imageshack.us/img532/8696/heman.jpg" alt="" /></p>
<p>Com esse título mais que interessante, o blog <a href="http://ihavethepowerart.blogspot.com" target="_blank">I Have The Power</a> traz dezenas (talvez centenas) de ilustrações de <strong>um dos maiores ícones dos anos 80</strong>, He-Man. E o melhor, cada uma dessas ilustras pode ser comprada, uma vez que fizeram parte da galeria <strong>Castelo de Greyskull</strong>.</p>
<p>Além dos desenhos, a galeria também conta com outros itens curiosos, como <strong>pelúcias </strong>e <strong>lancheiras</strong>. Eu particularmente curti muito cada uma das obras que trazem a Feiticeira.</p>
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		<title>Aprenda algo todo dia</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Jeronimo Stamboni</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Learn Something Everyday é o tipo de idéia que eu gostaria de ter tido. Simples na mesma proporção em que é útil. Seu autor publica uma imagem por dia, com curiosidades que variam desde fobias ao tempo de vida de uma galinha, sem sua cabeça. 
Só lá pra você saber que a luta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img242.imageshack.us/img242/5669/learnsomethingeveryday.jpg" alt="" /></p>
<p>O <a href="http://learnsomethingeveryday.co.uk/" target="_blank">Learn Something Everyday</a> é o tipo de idéia que eu gostaria de ter tido. <strong>Simples na mesma proporção em que é útil</strong>. Seu autor publica uma imagem por dia, com curiosidades que variam desde fobias ao tempo de vida de uma galinha, sem sua cabeça. </p>
<p>Só lá pra você saber que a luta de boxe com o maior tempo de duração teve 110 rounds, que 25% de seus ossos estão em seus pés ou que no dia 19 de fevereiro último, o Photoshop completava 20 anos. E aí, vale ou não favoritar?</p>
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		<title>Vencedores do Oscar 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 11:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Academia não gosta de mim. Não há uma premiação do Oscar em que eu não durma, em especial a deste ano, que foi uma das mais chatas dos últimos tempos. Não sei se meu humor não estava lá estas coisas (a anulação da prova da OAB não foi uma notícia lá muito agradável, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img291.imageshack.us/img291/1994/vencedoresoscar2010.jpg" alt="Vencedores do Oscar 2010" /></p>
<p>A <strong>Academia </strong>não gosta de mim. Não há uma premiação do Oscar em que eu não durma, em especial a deste ano, que foi uma das mais chatas dos últimos tempos. Não sei se meu humor não estava lá estas coisas (a anulação da prova da OAB não foi uma notícia lá muito agradável, mas isto não pode interferir nos trabalhos aqui), mas a apresentação estava mais burocrática do que o costume. Além disto, os comentários de <strong>Rubens Edwald Filho</strong> alcançavam o ápice da estupidez, ápice este estabelecido pelo próprio crítico, que estava ainda mais irritante com seu estilo blasé.</p>
<p>Apesar de não serem bons atores, era perceptível uma ótima química entre <strong>Steve Martin e Alec Baldwin </strong>(principalmente nas cenas de sátiras), mas que era completamente subaproveitada em palco. Além do mais, a Academia, que tanto demorou a fazer isto, falhou pavorosamente (sem trocadilhos) em sua homenagem aos filmes de terror, que já iniciou sendo apresentada pelos astros de <strong>Crepúsculo/Lua Nova</strong>. Ora, se o filmezinho com vampiros adolescentes é um terror,<strong> Iluminado</strong> é o quê? Um Musical, uma Comédia Romântica?</p>
<p>Linda foi a homenagem a <strong>John Hughes</strong>. Não podemos, eu e as pessoas de minha idade (nem sou tão velho, assistindo a muitos filmes dele em reprises, então cito as mais velhas que eu, também), analisar sua obra. <strong>Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000, A Garota de Rosa Shoking e Esqueceram de Mim </strong>são alguns dos filmes que moldaram meu caráter e me fizeram amar a sétima arte. É uma pena que a Academia só honre diretores como este, que alegraram toda uma geração, em sua morte, ou com prêmios tão atrasados e por filmes que não conseguem ser tão bons quanto suas verdadeiras obras-primas.</p>
<p>Por último, apenas um adendo. Vocês não adoraram que, a cada prêmio que <strong>Kathryn Bigelow</strong> recebia, ela dava uma olhadinha sacana para o ex-marido, James Cameron? Melhores momentos da noite.</p>
<p>Curiosos pelos vencedores?</p>
<p><span id="more-1768"></span></p>
<p><strong>Melhor filme</strong>: Surpreendentemente, a projeção com menor arrecadação, <strong>Guerra ao Terror</strong>. Claro que o ótimo filme de Kathryn Bigelow merecia o prêmio (por mais que meu coração fosse de Bastardos Inglórios), mas cria que a estatueta seria do novo Titanic&#8230; digo, Avatar.</p>
<p><strong>Melhor animação:</strong> Como previsto, <strong>Up - Altas Aventuras</strong>.</p>
<p><strong>Melhor diretor:</strong> A primeira mulher a receber a estatueta de melhor direção,<strong> Kate Bigelow</strong>. Ao tempo em que pensei que este seria apenas um prêmio de consolação por sua iminente derrota por Avatar, a diretora foi consagrada. Um ótimo trabalho em um gênero (a ficção com traços de documentário) que começa a se desgastar.</p>
<p><strong>Melhor ator: </strong>O bem cotado <strong>Jeff Brigdes</strong> (Coração Louco).</p>
<p><strong>Melhor atriz:</strong> Sendo consagrada, em menos de 24 horas, pior (Framboesa de Ouro) e melhor atriz de 2009, <strong>Sandra Bullock </strong>(Um Sonho Possível).</p>
<p><strong>Melhor ator coadjuvante:</strong> As categorias mais previsíveis foram as de ator e atriz coadjuvantes, já que, em cada uma delas, havia uma interpretação avassaladora. Nesta, ninguém menos que <strong>Christoph Waltz </strong>(Bastardos Inglórios). That&#8217;s a bingo!</p>
<p><strong>Melhor atriz coadjuvante:</strong> O grande amigo <a href="www.twitter.com/setzerknight" target="_blank">Wagner Artur </a>comentou algo interessante. &#8220;Será que as histórias atuais privilegiam personagens de fora da narrativa direta?&#8221; Não sei ao certo, mas, neste ano, os coadjuvantes foram inegavelmente melhores que os ditos principais. A vencedora desta categoria,<strong> Mo&#8217;Nique </strong>(Preciosa), por exemplo, foi imbatível.</p>
<p><strong>Melhor roteiro original: </strong>Creio que o roteiro mais completo era de Um Homem Sério, mas deu <strong>Guerra ao Terror.</strong></p>
<p><strong>Melhor roteiro adaptado:</strong> O vencedor (emocionado) foi <strong>Preciosa,</strong> por mais que eu o veja como um filme mais calcado nas belíssimas interpretações, ao passo de que Amor Sem Escalas (tão aclamado, tão pouco premiado) tivesse um roteiro mais complexo.</p>
<p><strong>Melhor direção de arte: Avatar.</strong></p>
<p><strong>Melhor fotografia: </strong>Controverso, mas deu <strong>Avatar</strong>.</p>
<p><strong>Melhor montagem:</strong> A montagem ao estilo documentário deu o prêmio a <strong>Guerra ao Terror</strong>.</p>
<p><strong>Melhores efeitos especiais:</strong> Sendo revolucionário neste quesito, merecidíssima estatueta a <strong>Avatar</strong>.</p>
<p><strong>Melhor maquiagem:</strong> Não bastassem as ótimas interpretações, efeitos especiais e uma câmera nervosa e íntima, a maquiagem do vencedor <strong>Star Trek </strong>também ajudaram a conferir uma maior verossimilhança ao universo Trekker, e a trazê-lo a um novo público.</p>
<p><strong>Melhor figurino: </strong>Sempre é um filme de época. Ou melhor, sempre é um filme vitoriano. Deste modo, venceu <strong>The Young Victoria</strong>.</p>
<p><strong>Melhor trilha-sonora original:</strong> Como sempre, as trilhas dos filmes da Pixar são encantadoras. Por isto, merecida aclamação a <strong>Up - Altas Aventuras</strong>.</p>
<p><strong>Melhor canção original:</strong> Em meus palpites, previ que a Academia escolheria entre um musical (Nine) e uma típica moda americana (Louco Coração). Foi escolhida a segunda opção, tendo sido premiada a música <strong>The Weary Kind</strong>, do filme de Jeff Bridges.</p>
<p><strong>Melhor edição de som e Melhor mixagem de som</strong>: Duas categorias que deveriam ser fundidas em sí mesmo. Prova disto é que quase sempre têm o mesmo vencedor, como agora, com <strong>Guerra ao Terror</strong>.</p>
<p><strong>Melhor filme estrangeiro:</strong> O argentino <strong>O Segredo de Seus Olhos.</strong></p>
<p><strong>Melhor animação em curta-metragem:</strong> O belo e engraçado francês<strong> Logorama</strong>.</p>
<p><strong>Melhor drama em curta-metragem</strong>: <strong>The New Tenants.</strong></p>
<p><strong>Melhor documentário em longa-metragem: The Cave.</strong></p>
<p><strong>Melhor documentário em curta-metragem: Music By Prudence.</strong></p>
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		<title>Previsões para o Oscar 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 01:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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Eu adoro chutes, previsões (inclusive aquelas de fim de ano, que nunca se realizam), bolões&#8230; Enfim, qualquer tentativa de se adivinhar o futuro, especialmente quando não temos a mínima chance de acertar&#8230; e erramos. Ora, é uma brincadeira de rir da própria falta de tato. Mas, no Oscar, errar não é tão fácil. Eu sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img6.imageshack.us/img6/4600/oscarchutes.jpg" alt="Previsões Oscar 2010" /></p>
<p>Eu adoro chutes, previsões (inclusive aquelas de fim de ano, que nunca se realizam), bolões&#8230; Enfim, qualquer tentativa de se adivinhar o futuro, especialmente quando não temos a mínima chance de acertar&#8230; e erramos. Ora, é uma brincadeira de rir da própria falta de tato. Mas, no Oscar, errar não é tão fácil. Eu sempre tento empregar minha pequena (e patenteada) fórmula  <a href="../cinema/a-guerra-aos-avatares-inglorios"><strong>Oscar = interesses comerciais</strong> <strong>+ interesses particulares dos seus votantes + critérios artísticos + equilíbrio de nomeações e premiações dentro de seu próprio universo.</strong></a> Se Funciona? Nem sempre, mas é bom tentar.</p>
<p>Então, vamos aos palpites.</p>
<p><span id="more-1765"></span></p>
<p><strong>Melhor Filme: Avatar</strong>. Meu preferido é Bastardos Inglórios, mesmo sabendo que o melhor filme entre os indicados é Guerra ao Terror, que merecia vencer. Mas Avatar tem a exata combinação de fatores que levou Titanic ao prêmio.</p>
<p><strong>Melhor animação: UP - Altas Aventuras</strong>. É da Pixar e venceu o Annie Awards, um termômetro muito confiável para a categoria.</p>
<p><strong>Melhor diretor: Kathryn Bigelow (Guerra Ao Terror)</strong>. Como tentativa de amenizar os ânimos daqueles que esperam ver o filme de Bigelow ser consagrado, a Academia deve optar por este que seria um prêmio de consolação. E sua mão segura foi bastante responsável pelo sucesso de Guerra (&#8230;).</p>
<p><strong>Melhor ator: Jeff Bridges (Crazy Heart).</strong> Uma boa atuação de um ator com ótima carreira, quatro indicações e nenhum Oscar. Algo ao estilo Martin Scorsese.</p>
<p><strong>Melhor atriz:</strong> Meryl&#8230; Sinto, mas será mais uma das incontáveis indicações da atriz. Ao contrário de Bridges, ela tem algumas estatuetas, o que não gera a obrigação da Academia premiá-la. Acredito que a escolhida será<strong> Sandra Bullock (Um Sonho Possível)</strong>, uma atriz com carreira longa, mas mediana/ruim e que entrou em uma nova e boa fase e teve uma boa atuação.</p>
<p><strong>Melhor ator coadjuvante: </strong>Sem sobra de dúvida, <strong>Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)</strong>. Uma das interpretações mais impressionantes do ano.</p>
<p><strong>Melhor atriz coadjuvante: Mo&#8217;Nique (Preciosa)</strong>. Talvez, a única atuação de 2009 a superar a de Waltz. Será o prêmio mais merecido da noite.</p>
<p><strong>Melhor roteiro original:</strong> Estou seriamente dividido entre Um Homem Sério e Bastardos Inglórios. Acredito que Bastardos talvez desagrade os setores mais tradicionais da Academia, além da relação não muito amistosa desta com Tarantino. Então, chuto, não muito convicto, <strong>Um Homem Sério</strong>.</p>
<p><strong>Melhor roteiro adaptado: Amor Sem Escalas</strong>. Porque <span style="font-size: 10pt; font-family: 'Trebuchet MS','sans-serif';">Jason Reitman costuma estar vinculado a ótimos roteiros (vide Juno, vencedor da categoria) e o filme, tão incensado (merecidamente) foi sendo chutado nas premiações, sempre indicado, nunca contemplado. Este, talvez, seria o único Oscar que ele ganharia.</span></p>
<p><strong>Melhor direção de arte</strong>: Eu adoraria ver O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus receber este prêmio. Mas sei que foge muito ao estilo favorito da Academia, que gosta de conceder a estatueta desta categoria aos filmes mais grandiosos. Daí, <strong>Avatar</strong> deve vencer.</p>
<p><strong>Melhor Fotografia:</strong> Gosto muito do tom dessaturado que a fotografia de Harry Potter vem ganhando nos últimos anos, mas acredito que<strong> Avatar</strong> vá levar boa parte das categorias técnicas em que está concorrendo.</p>
<p><strong>Melhor montagem: Guerra ao Terror.</strong> A academia tem uma quedinha por esta montagem de documentário, com cortes abruptos, zoom fora de hora, perda de foco&#8230; mas que já está começando a cansar.</p>
<p><strong>Melhores efeitos especiais</strong>: É claro que é <strong>Avatar</strong>, já que o ponto mais alto do filme é o grande avanço tecnológico que trouxe.</p>
<p><strong>Melhor maquiagem: </strong>assisti a apenas um dos indicados na categoria, então seria demais se eu o chutasse exclusivamente por este critério? Então, lá vai: <strong>Star Trek.</strong></p>
<p><strong>Melhor figurino:</strong> Como quase sempre, deve ser algo vitoriano ou musical: The Young Victoria ou Nine. Chuto <strong>The Young Victoria</strong>.</p>
<p><strong>Melhor trilha-sonora original: UP - Altas Aventuras</strong>. As trilhas sonoras da Pixar são, inegavelmente, as melhores.</p>
<p><strong>Melhor canção original:</strong> Ou musical (<strong>Take it All, Nine</strong>) ou algo típico americano (The Weary Kind, Crazy Heart). Chuto Nine.</p>
<p><strong>Melhor edição de som:</strong> Talvez a categoria mais equilibrada, e algo me diz para indicar<strong> Star Trek</strong> em detrimento dos favoritos. Vamos ver se acerto, apostando no azarão.</p>
<p><strong>Melhor mixagem de som: Avatar?</strong></p>
<p><strong>Melhor filme estrangeiro:</strong> Não quero fazer um palpite nos moldes do feito na categoria de melhor maquiagem, então vou pelo que a crítica está elogiando bastante: <strong>A Fita Branca</strong>.</p>
<p>Não chutarei melhor documentário (curta ou longa), nem melhor animação (curta). Enquanto não assisti a nenhum dos documentários, ainda não me decidi a respeito do melhor curta de animação.</p>
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		<title>Bastardos Inglórios</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 18:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Felipe Neto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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Bastardos Inglórios é um dos dez indicados a melhor filme, no Oscar de 2010. Concorre também a melhor diretor (Quentin Tarantino), melhor ator coadjuvante (Christoph Waltz), melhor fotografia, melhor edição, melhor roteiro original, melhor som e melhor edição de som.
Sinceramente, não gosto de fazer críticas dos filmes de Quentin Tarantino. Mesmo que no Tarja primemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img651.imageshack.us/img651/8306/bastardosinglrios.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>Bastardos Inglórios é um dos dez indicados a melhor filme, no Oscar de 2010. </strong>Concorre também a melhor diretor (Quentin Tarantino), melhor ator coadjuvante (Christoph Waltz), melhor fotografia, melhor edição, melhor roteiro original, melhor som e melhor edição de som.</p>
<p>Sinceramente, não gosto de fazer críticas dos filmes de <strong>Quentin Tarantino</strong>. Mesmo que no Tarja primemos pela parcialidade, enfocando nossa visão sobre determinado filme, esta parcialidade acaba exacerbada quando tenho diante dos olhos uma película de um diretor que admiro em toda sua trajetória no cinema, o que acontece não só com Tarantino, mas também com <strong>Peter Jackson, Guillermo Del Toro e Tim Burton</strong>. Então, é necessário que o filme de um destes cineastas me decepcione bastante (oi, Peter Jackson) para que eu possa identificar facilmente suas falhas.</p>
<p>Deste modo, <strong>Bastardos Inglórios</strong>, último filme de Tarantino, se mostra para mim o melhor dos indicados ao Oscar de 2010, o que não deve ser levado em consideração por vocês, caros leitores, já que este não é um dos melhores trabalhos do diretor (como o insuperável Kill Bill, por exemplo) nem mesmo apresenta a profundidade do favorito Guerra ao Terror.</p>
<p>Aliás, mesmo apresentando seu apuro visual e seu domínio do maior número possível de truques cinematográficos, mostrando uma direção exemplar, há poucas chances para o alucinado diretor na premiação deste domingo. Não é de hoje que se percebe a pouca vontade da Academia para com Tarantino, e só podemos encarar suas indicações e prêmios passados como resultado das campanhas agressivas encabeçadas pelo finado estúdio <strong>Miramax</strong>.</p>
<p><span id="more-1718"></span></p>
<p>Bastardos Inglórios apresenta a visão particular de Tarantino (mesmo que ele esteja infinitamente mais controlado que em todos seus demais filmes - vem tomado o remédio?) sobre a <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>, enquanto apresenta três histórias que se intercruzam, em plena ocupação nazista na França.</p>
<p>A jovem judia Soshana escapou da chacina de sua família nas mãos do maléfico <strong>Hans Landa</strong>, o caçador de judeus, e agora planeja vingança; Os Bastardos que intitulam a projeção, um grupo de selvagens soldados judeus americanos, que tem por missão espalhar o terror entre os soldados para desarticular as tropas e tirar as atenções do iminente Dia D até que se unem a uma infiltrada atriz, que pretende usar a exibição de um de seus filmes para assassinar vários líderes alemães, o que cruza o caminho da linda Shoshana.</p>
<p>Como sempre, os atores escolhidos por Tarantino estão formidáveis, mesmo que interpretem estereótipos (outra marca registrada do diretor). <strong>Brad Pitt</strong> faz o papel mais divertido (para ele e para nós) de sua carreira, que vem, felizmente, tomando um rumo muito parecido com a de <strong>George Clooney</strong>, investindo em uma persona cinematográfica despretensiosa e cínica, que começa o filme praticamente com o jogo ganho, já que nos primeiros momentos arrebata não só a atenção do público, como o entretém em cheio.</p>
<p>Os demais Bastardos são os típicos coadjuvantes de Tarantino: cada um com um apelido cínico, com particularidades que mascaram o único fato de serem marionetes para que o diretor use e abuse de <strong>piadas infames e bastante violência</strong>, que, por mais que pareça, nunca é gratuita. Já as mulheres também não fogem das convenções do cineasta: enquanto algumas se apresentam belas e fatais, outras são meigas e desajustadas.</p>
<p>No entanto, todos estes atores tem um grande problema: dividir a cena com <strong>Christoph Waltz.</strong> Assim como costumeiramente falo que, em Damages, <strong>Gleen Close</strong> engole a atuação de qualquer um que ouse dividir consigo uma cena, o mesmo pode ser dito com Waltz.</p>
<p>Dominando perfeitamente os<strong> diálogos afiadíssimos </strong>de Tarantino (que, por mais que pareçam simples, surgem sempre em uma tensão crescente, sem qualquer artifício como uma trilha sonora climática), o austríaco (e, até então, desconhecido do grande público) ator cria um personagem enigmático, monstruoso e fascinante. Além de tudo isto, o nazista Hans Landa se apresenta como único personagem tridimensional em um mundo de caricaturas, o que reforça ainda mais seu lugar na projeção.</p>
<p>Outra marca no trabalho do diretor é a homenagem a filmes. Não há filmes particulares, pois poucas sãos as referências a determinadas películas, e sim ao cinema como um todo, especialmente ao faroeste italiano, especificamente o trabalho de <strong>Sergio Leone</strong>. Não bastasse, ele trabalha belamente com misturas inusitadas de trilhas incidentais, como ao misturar, já na primeira cena, uma música clássica alemã ao toque de um violão latino, este típico dos bons filmes à linha de &#8220;O Bom, O Mau e O Feio&#8221;.</p>
<p>Completamente seguro por trás das câmeras, Tarantino tem duas habilidades excepcionais: <strong>transformar verborragia em música e violência em pintura</strong>. Ressaltando mais a primeira destas habilidades que a segunda, ele talvez esteja querendo agradar aos críticos de seu trabalho, ao produzir algo mais próximo do convencional. Ou talvez, só esteja brincando com eles. Com uma mente como a de Tarantino, nunca se sabe.</p>
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