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É covarde e luta. É burro e leciona. É mulher e não dá. É virgem e  sexóloga. É tubarão e truta. Nem surda nem muda. É errado e nem muda.&lt;br /&gt;É  contradição e coerência. É ausência e co-presença. É subsídio em esmola. É macho  e preconceituoso mas vê beleza com bola. É palhaço sem nariz. É filial sem  matriz. É perigoso e poddle. É articulado e twitteiro. É informado e não vê TV.  É oculista e não vê. E não ê.&lt;br /&gt;É rato e limpeza. É campeão de xadrez e  lerdeza. É anarquia e obediência. É governabilidade e competência. É escroto e  delicadeza. É samba e ditorção. É poema e lição. É poesia e lixão.&lt;br /&gt;É cria e  criador. É tímido e ator. É relutância e complô. É oval e corredor. É pilantra e  sofredor. É aquarela em cor. É bamba. É samba. É caminhão de cerveja. É do bolo  a cereja. Não é tão bamba quanto eu mas é samba e eu te respeito. É porra e  nenhuma. É tudo mentira, é o amor. É o amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-4992620721469942434?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/rDd7dVaB-no" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-30T11:08:12.317-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2012/01/e-bamba-e-samba.html</feedburner:origLink></item><item><title>Sem você eu não vivo, diz a música</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/b9n1J44Yx50/sem-voce-eu-nao-vivo-diz-musica.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 14:34:38 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-5048676743755086531</guid><description>Sem você eu não vivo, diz a música. Nem com você eu tenho vivido. Esse conceito de vida é muito estranho mesmo. Vê a graça que é viver sem ninguém. Tem? Nem tem. E com alguém? Depende. Só se for pra fazer muitas coisas, tipo fazer neném. Mas aí, amigo, é dádiva ou castigo. E é pra toda vida. E como viver? Aí vai querer mesmo viver sem ela. É um conflito. E a música perde todo o sentido. Ou faz uma música nova dizendo que "Sem você eu vivo sim". Ou não vive. Para de ouvir pagode ruim, ouvido poluído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-5048676743755086531?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/b9n1J44Yx50" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-21T20:34:38.554-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2012/01/sem-voce-eu-nao-vivo-diz-musica.html</feedburner:origLink></item><item><title>Casamento da mãe de todo mundo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/J0IfDBsna14/casamento-da-mae-de-todo-mundo.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 14:31:20 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-3935025402380822591</guid><description>Vamos lá. É fácil de ver. É fácil de pensar. Uma mulher e um homem. Digamos que o homem seja eu. Me encaixo nessa história. Sou mais convincente escrevendo na primeira pessoa. Seguimos então uma contemporaneidade simples. Não tão simples quanto a palavra que usei.&lt;br /&gt;Sou o homem, não necessariamente belo e teu afeto. Você é meu desafeto. Tudo certo? Para qualquer coisa não é preciso amar. É preciso odiar um pouco, temer. Tudo certo então para namorarmos, casarmos e nos divorciarmos assim como manda o figurino do teatro da vida moderna. Afinal, ser feliz saiu de moda.&lt;br /&gt;Ah, sim, esqueça qualquer paradoxo do moderno com o contemporâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-3935025402380822591?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/J0IfDBsna14" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-21T20:31:20.905-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2012/01/casamento-da-mae-de-todo-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Mar de Trindade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/yfmPAhe8jSE/mar-de-trindade.html</link><category>Falou o transparente</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:41:48 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-6444896252140162810</guid><description>Já vi muita gente sair do mar. Já vi até o que não devia. Tanto lá quanto cá. Tanto Arraial quanto Itacuruçá. Já até passei por Ipanema e me apaixonei algumas vezes. Não sei se isso é maluquice por existir ou apenas sinceridade por eu dizer. Sempre poesia. Sempre águas calmas e uma mulher saindo do mar. Essa não. Eu que saía do mar. Ela que estava poética. Como se fosse ela o poeta e eu a poesia. Fica meloso demais por ler mas, se me permite, é só assim que posso dizer. E nunca pensei em como seria bom encontrar alguém na areia. Eu que via sentado da areia todas as garotas de Ipanema saírem envergonhando o sol e me tornando cada dia mais bobo não esperava ser esse que envergonhava o resto da orla por ser amado, por assim dizer. Eu que era tão imperfeito hoje sou apenas o mais gostoso defeito de alguém. E que bom é ser!&lt;br /&gt;Quisera eu poder chegar perto dela. Quisera eu encostar naquela boa pequena e carnuda. Quisera eu poder formar com ela o casal mais bonito da praia. Mesmo que não houvesse quase ninguém. Quisera eu, meu amigo. Quisera eu.&lt;br /&gt;O mar desse lugar parece que segura pelo braço e manda passear sem se afogar. Convida para um chopp e não deixa pedir a saideira. É como um lugar que só existe pra quem acredita. Chove e faz sol com uma facilidade como se trocasse de porteiro o prédio. Quando um está no poder, chove torrencialmente. Quando o outro está, faz sol de verão. Lá é assim, acredite em mim.&lt;br /&gt;Saí da água assim despretensioso. Só que vi pretensão demais nessa morena de olhos puxados para que eu não acreditasse tolamente que não existe, ou que possa esgotar o amor. Existe sim e pode ser inesgotável. Pra mim ela veste negro. E nunca foi tão boa a combinação de sol, mar e mulher como vi em mais uma praia. Desta vez era Trindade, bem ao sul do estado do Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-6444896252140162810?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/yfmPAhe8jSE" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-21T18:41:48.419-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2012/01/mar-de-trindade.html</feedburner:origLink></item><item><title>A fuga das cores</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/-6bXxNJcw1I/fuga-das-cores.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:01:14 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-8649684298192199057</guid><description>Meu papel tem o verso colorido;&lt;br /&gt;E que trabalho nos dão as cores!&lt;br /&gt;Ventadas desempregadas sempre pra cá&lt;br /&gt;O mundo, tadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu papel tem o verso&lt;br /&gt;Que é o inverso do que escrevo.&lt;br /&gt;O contrário da folha de papel&lt;br /&gt;A estrofe ou um verso colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu verso tem papel&lt;br /&gt;Não é isolado nem bandido.&lt;br /&gt;Uma vida tão babaca&lt;br /&gt;Que as cores fazem fila até pra isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-8649684298192199057?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/-6bXxNJcw1I" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-21T18:01:14.737-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2012/01/fuga-das-cores.html</feedburner:origLink></item><item><title>E se eu roubar o Natal do mundo?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/PGKb3te59Gg/e-se-ey-roubar-o-natal-do-mundo.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 24 Dec 2011 08:07:23 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-4865919263697656545</guid><description>E se eu roubar o Natal do mundo? Eu pego e distribuo bons votos pelo ano inteiro. Porque logo o ano acaba e até o carnaval chegar tudo é permitido. Até o ano acabar o carnaval não acaba. Chega o Natal, os velhos votos. Pego o espírito natalino e transformo-o em um gasparzinho mais paupável ao invés de uma assombração consumista no mundo.&lt;br /&gt;E se eu roubar o Natal dos shoppings? Ninguém mais entra em promoção de R$50,00 reais do que era R$55,00 reais. Ninguém leva a família pra passear na praça de alimentação a toa.&lt;br /&gt;E se eu roubar o Natal do mundo a vovó não dá cueca P achando que todo mundo é criança ainda; as crianças bebendo champagne e fingindo estarem bebadas; a tia dizendo que você cresceu (claro, ninguém decresce ou fica mais novo com os anos);&lt;br /&gt;Pego o Natal e derreto em ouro de poucos quilates, transformo em item arqueológico, jogo pro passado pra virar boa coisa retrô, jogo pro algo pra virar guarda-sol, jogo pro lado e vira retardatário, jogo na água e vira peixe em extinção, jogo na rua e vira menino de rua que nem no Natal ninguém vê. Numa guerra de natal na minha cara cai galinha caipira difarçada de peru. Numa chuva natalina no meu quintal cai arroz à grega.&lt;br /&gt;Natal é igual Halloween. Não faz muito sentido. Não tenho neve, quase ninguém sabe onde fica a Lapônia, uma roupa vermelha com detalhes em algodão e as comidas e bebidas para o frio não combinam com esse calor. Se ao menos o peru fosse assado na churrasqueira com um samba bom, família e amigos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-4865919263697656545?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/PGKb3te59Gg" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-24T14:07:23.749-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/12/e-se-ey-roubar-o-natal-do-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Assento Dezessete</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/Gjut48jn4p8/assento-dezessete.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Wed, 14 Dec 2011 15:51:46 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-8301863261816083151</guid><description>Eu aqui no meu assento dezessete da fileira F do cinema bem ajeitadinho de um shopping da zona norte do Rio paro e penso em felicidade. Uns param de ler aqui. Outros, sei lá. Felicidade, amigos. Penso em feliz cidade, feliz idade e em como chegar a isso. Daqui desse assento, neste pedaço do universo, nesse planeta caótico e fascinante, neste canto do mundo que eu nem sei e nem saberei onde começa e onde acaba, é gostoso ser livre. E é isso que me encanta. É que em milhões de pessoas, em trilhões de cruzamentos, em inúmeras possibilidades casuais e quase casuais que você encontra alguém que te faz algo diferente é de se importar. Imagina quando alguém atravessa a rua da sua vida, passa da sala de visitas do seu corpo, encosta na afinidade? Com tanto sexo casual não pode ser por acaso quando você se apaixona. E se for, dê tudo por isso. A intolerância por quem ama é tão descartável quanto a fome que você sente depois de um dia de trabalho. É essencial amar mesmo que você não acredite em caras-metades. Vá dizer que é muito cômodo ter a pessoa da sua vida vivendo no subúrbio do Rio de Janeiro ao invés de ser na cidade menos populosa da Lapônia ou da Croácia ou da Colômbia ou de Mercúrio, sei lá. Ao ver um casal andando sem as mão dadas você pode ver um casal brigado e outro mais atento pode ver que na verdade ele procura algo no bolso da própria calça e ela ajeita sutilmente o anel. Depende do que se quer ver. Depende do que se quer ser.&lt;br /&gt;Eu aqui no meu assento dezessete da fileira F nem quis ver o filme mais. Olhei para a pessoa do assento dezoito e vi o quanto eu devia confessar que amo sem vergonha nenhuma. Sim, sem vergonha nenhuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-8301863261816083151?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/Gjut48jn4p8" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-14T21:51:46.490-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/12/assento-dezessete.html</feedburner:origLink></item><item><title>Pés</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/Ad6HYwBmJyE/pes.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Mon, 12 Dec 2011 09:16:37 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-802600252576647668</guid><description>Pés descalços, que bom!&lt;br /&gt;Nem dá doença.&lt;br /&gt;Nem pés juntos, nem  sentado&lt;br /&gt;Muito menos deitado ou de pé&lt;br /&gt;Num pé de maracujá.&lt;br /&gt;Quem traz  doença é pé-de-cana&lt;br /&gt;E se nem você beber e tiver assim mesmo&lt;br /&gt;É má sorte, é  pé-frio.&lt;br /&gt;É daqueles que faz chover na planta.&lt;br /&gt;Por isso é bom andar  sempre&lt;br /&gt;Com um bom pé-quente,&lt;br /&gt;Com um bom pé de coelho pendurado&lt;br /&gt;Pra que  nenhum pé-de-cabra&lt;br /&gt;Arrombe a porta do seu armário.&lt;br /&gt;Seria um chute com pé  de anjo?&lt;br /&gt;Anjos nem chutam, eu acho.&lt;br /&gt;Nada seria. Nem que entrasse em  campo&lt;br /&gt;Com um belo pé de direito.&lt;br /&gt;É bobeira minha, bobeira sua&lt;br /&gt;Essa  coisa meio caduca.&lt;br /&gt;É que me deram um pé na bunda.&lt;br /&gt;Foi ruim,  reconheço.&lt;br /&gt;Me deixou sem chão,&lt;br /&gt;Pegou no meu pé de apoio.&lt;br /&gt;Foi tipo banda  de anão.&lt;br /&gt;Caiu o pé de moleque da minha mão&lt;br /&gt;Era um pé grande,  pesado.&lt;br /&gt;Assim, sem pé de igualdade?&lt;br /&gt;É, amigo, é pé pra lá&lt;br /&gt;Pé pra  cá&lt;br /&gt;Em que pé isso vai dar?&lt;br /&gt;Poema rápido feito pé de vento&lt;br /&gt;Acelerado  feito pé na tábua&lt;br /&gt;Rodopiante feito pé de bailarina&lt;br /&gt;É sonho, é pé de  valsa&lt;br /&gt;O arrasta pé, me ensina?&lt;br /&gt;Se for caro, pego do meu pé de meia&lt;br /&gt;Se  for aquático, pé de pato.&lt;br /&gt;Se for baixo, pé de serra.&lt;br /&gt;Se for sapo, pé mal  lavado.&lt;br /&gt;Se for cavalo, pé de pano.&lt;br /&gt;Se for João, pé de feijão.&lt;br /&gt;Ê,  poeminha do bão.&lt;br /&gt;Ficou cumprido, número 48.&lt;br /&gt;É pé de lancha,&lt;br /&gt;Então deixa  eu ir&lt;br /&gt;Porque só falta eu&lt;br /&gt;Pôr o pé na estrada&lt;br /&gt;Fugir feito ladrão.&lt;br /&gt;Ah,  com cuidado.&lt;br /&gt;Não é raro&lt;br /&gt;Trocar os pés pelas mãos.&lt;br /&gt;Mas aí, amigo, é  outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-802600252576647668?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/Ad6HYwBmJyE" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-12T15:16:37.876-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/12/pes.html</feedburner:origLink></item><item><title>Dorinha e as promessas de pai</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/WNRWuozeaIU/dorinha-e-as-promessas-de-pai.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 03 Dec 2011 08:57:48 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-2296489836460689250</guid><description>O pai coruja foi ver se a filha Dorinha, de cinco anos, dormia. Abriu sorrateiro  a porta do quarto e ouviu:&lt;br /&gt;"...só tinha coisa boa nesse país. Tinha peixe que  voava e não fedia; tinha hamburguer para todo mundo; tinha cerveja não. Tinha  cachorro que cantava e não latia; podia doce toda hora, todo dia. Era só querer  que, poft, aparecia. Não tinha minha tia, não tinha mentirinha. Tinha pai que  prometia e, plect, até cumpria..."&lt;br /&gt;Fosse um pai ruim nunca mais  prometia. O pai bom, quando tiver dinheiro, cumpre em qualquer dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-2296489836460689250?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/WNRWuozeaIU" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-03T14:57:48.398-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/12/dorinha-e-as-promessas-de-pai.html</feedburner:origLink></item><item><title>Dorinha e o que ela vai ser quando crescer</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/XfsICmYEZGc/dorinha-e-o-que-ela-vai-ser-quando.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Mon, 28 Nov 2011 08:04:57 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-234091356223576342</guid><description>- Dorinha, o que você vai ser quando crescer?&lt;br /&gt;- Vou ser maior e bonita.&lt;br /&gt;-  Não, você vai trabalhar em quê?&lt;br /&gt;- Pergunta certo, mãe.&lt;br /&gt;- Perguntei já,  menina.&lt;div&gt;- Tá! Quero ser Panicat!&lt;br /&gt;- Tá doida? Porquê?&lt;br /&gt;- Vou ser gostosa,  aparecer na tv, no computador e vou namorar jogador de futebol rico e ser rica.&lt;br /&gt;- Pode  tirando isso da cabeça. Assim você me deixa em pânico, garota.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-234091356223576342?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/XfsICmYEZGc" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-28T14:04:57.225-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/dorinha-e-o-que-ela-vai-ser-quando.html</feedburner:origLink></item><item><title>Pinóquio ainda quer ser gente?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/D9T5DL4QB-o/pinoquio-ainda-quer-ser-gente.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Thu, 24 Nov 2011 05:25:10 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-416769371711040233</guid><description>Os bonecos não tem mais inveja nenhuma dos humanos. Os robôs, em outros filmes,  por alguma falha no sistema (quer coisa mais humana que uma falha?) passavam a  querer ter desejo ou, melhor ainda, desejavam ter desejo. Desejavam poder ter o  gosto de um tempero espanhol, ter preguiça de que acordar cedo amanhã de manhã,  pular do farol, ter a emoção de um gol no final. Mas imagina agora se algum  desses vai querer ser humano. É gente que mata, gente que muito mente, gente que  muito rouba, gente com muito rancor, gente que nem é gente mas é muita gente. Aí o Pinóquio vai querer ter um coração para quê?  A Fada Azul ficaria roxa de vergonha e nem perdoaria esse meu trocadilho  desumano. Aqui estão um boneco de madeira, uma fada, um robô. Estes parecem ser  seres mais interesantes que o que eles querem ser. Humanos? Gente? Pessoa assim como a gente vê? Mas os humanos, afinal, só devem estar querendo uma coisa: ser robôs. E nem isso eles podem ser. E  Pinóquio, boneco de madeira que queria ser gente, hoje em dia provavelmente não  teria a menor vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-416769371711040233?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/D9T5DL4QB-o" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-24T11:25:10.530-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/pinoquio-ainda-quer-ser-gente.html</feedburner:origLink></item><item><title>Dorinha e a Asma</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/_8Ed2tkiqEw/dorinha-e-asma.html</link><category>Falou a criança</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Wed, 23 Nov 2011 04:40:58 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-4540354050042619256</guid><description>Outro dia o Nélio, cachorro desastrado da casa, poodle dos mais  pirracento que o casal já tivera, começou a se coçar. E latia estranho, um uivo  arrastado. Dorinha toda preocupada com o animal da casa pulou na cama no domingo  às seis da manhã e os interpelou:&lt;br /&gt;- Pai! Mãe! É o Nelinho! Ele tá fanho. Sabe  a minha asma? Passou pra ele. Ele ta coçando as pernas e tá todo mal.&lt;br /&gt;O  remédio a ser indicado, pensou o casal, era para a menina e não para o  cão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-4540354050042619256?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/_8Ed2tkiqEw" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-23T10:40:58.883-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/dorinha-e-asma.html</feedburner:origLink></item><item><title>Uma latinha de bom humor</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/n1sDP9W-YwE/uma-latinha-de-bom-humor.html</link><category>Falou o político</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Thu, 17 Nov 2011 17:53:14 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-6059157752422130962</guid><description>Eu, capitalista de merda que sou, me meti a analisar as carências do mercado em  busca de um negócio próprio. Quem aqui, ai e acolá não sonha em ser dono dos  próprios horários, não quer ter que acatar ordens muitas vezes questionáveis de algum  chefe burro, de ter autonomia para fazer o que bem quiser? Falta educação, sim.  Faltam professores de algumas áreas; serviço de nutricionista a domicílio; venda  em lojas de varejo de lixeiras temática separadas por tipo de lixo; coleta de  lixo reciclável por bairros; intercâmbio educacional em escolas públicas;  candidaturas a eleições escolhidas pelo povo ao invés de o povo só escolher um em um  duvidoso pequeno leque de opções. São todas carências da sociedade. Peguem as  idéias, amigos. Mas a principal das carências que encontrei nas minhas andanças pela  terra do sempre foi a ausência de humor. O humor, senhores, um bicho quase  extinto com a danada da graça. Piadas? Só as que fazem muitos rirem e alguém  chorar. Falta humor. O bom humor, especialmente. Pensei, então, este ser um  produto fadado ao sucesso mundial (sou pretensioso sim, senhor) uma latinha de 500 ml de bom humor, cheiroso, gostoso. Que tal?&lt;br /&gt;Confesso ser  um empreendedor medroso. Mas, tudo bem. Para alguns medo é impossibilidade  completa, para outros combustível para uma caminhada mais cautelosa e corajosa.  Fiz um projeto com planejamento, estudo aprofundado de mercado, concorrência,  fatores influenciáveis interna e externamente. Enfim, tudo como manda o manual  do bom empreendedor. Em fase final me deparei com uma questão interessante: quem  são as pessoas mal humoradas? Em caso de não se pensar muito os mal humorados  geralmente não possuem o famoso poder de compra. Em miúdos, não tem grana. Em  outros miúdos, um produto com enorme potencial de venda como a latinha de bom  humor, por lei de oferta e procura, teria um preço aburdo. Com isso quem  compraria? Ricos.&lt;br /&gt;Seria inacessível a quem realmente precisa. Quanto maior o  poder de compra, maior a satifação. Vá entender. Descartei o produto.  Ironicamente, neste caso, dinheiro traria felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-6059157752422130962?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/n1sDP9W-YwE" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-17T23:53:14.584-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/uma-latinha-de-bom-humor.html</feedburner:origLink></item><item><title>Se o mundo dá voltas, sou translação</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/asVfm9_IOV0/se-o-mundo-da-voltas-sou-translacao.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 07:03:21 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-722241355786104449</guid><description>&lt;div&gt;Talvez tenha sido um astrólogo o inventor do termo "o mundo dá voltas". Deve ter se baseado nos movimentos de rotação ou translação da Terra. Nem entraremos no mérito dessa coisa de chamar a Terra de mundo. Mundo, na minha humilde, é aquele "mundão de meu Deus", o que meus olhos encostam e minha cabeça ousa viajar. O movimento então do mundo é discutível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez tenha sido o piloto de corridas o inventor do termo "o mundo dá voltas". Ele que conta o tempo separados por voltas. Conta das mais rápidas, das mais difíceis e das chuvosas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez tenha sido um pessimista desastrado o inventor do termo "o mundo dá voltas". Desastrado que teima em achar que o mundo é um inimigo do tipo malandro; um moribundo esperto que tenta se dar bem em cima dos outros; um cara de pau que passa a perna em quem tiver de ser. O desastrado tentou mas diz que o mundo o deu uma volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As voltas são esses movimentos circulares; é a volta de 360 graus do skatista; o retorno da magia de uma trilogia; uma irmã depois de cinco anos longe de casa; a poesia depois de meses só de piada; o amor voltando pra onde não se acreditava em mais nada e de onde nem se esperava. O mundo dá voltas; também a tampinha da garrafa; a bola rolada; o corpo na areia molhada; o tornado caribenho; o pneu do avião em solo portenho; o passo de dança que eu nem tenho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez tenha sido um massagista ao dizer para o seu paciente que "o mundo dá voltas" depois de um exercício esfuziante. O que o passageiro, o jogador, o piloto, o astrólogo e seja lá mais quem seja deveriam dizer é que o mundo realmente dá voltas, mas são voltas por cima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se alguém dá voltas, sou o circuito inteiro. Se o mundo gira, sou o louco. Se o mundo vira as costas, sou o coitado do tatuador. Se haverá uma volta, serei a triunfal. Se o mundo dá voltas eu não sou simples rotação. Se o mundo dá voltas, sou a translação. E nada mais.&lt;/div&gt;Movimento circular bom é o dos braços envolta de alguém. O mundo até dá voltas. Sonhei na última noite em dar voltas nele, uma viagem de volta ao mundo. Ou vou ficar fora de órbita, no pior sentido da expressão? O resto é questão de física, química, perspectiva ou sei lá mais o quê. E, no fim disso aqui, fui procurar sentido no que escreve. Esquece, as vezes pra quem nunca foi uma volta ao mundo não faz o menor sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-722241355786104449?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/asVfm9_IOV0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-15T13:03:21.969-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/se-o-mundo-da-voltas-sou-translacao.html</feedburner:origLink></item><item><title>Papai, o que é o sexo?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/NdvUCMiSbyc/papai-o-que-e-o-sexo.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 05 Nov 2011 05:47:02 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-1515901934503970268</guid><description>Minha filha me perguntou assim mesmo sem cerimônia:&lt;div&gt;- Papai, o que é o sexo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me pegou desprevenido. Pensei em tantas respostas. Pedi um tempo. Pela noite do mesmo dia chamei-a e respondi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É o que diferencia você dos meninos. Você tem sexo feminino, eles tem sexo masculino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas é a torneira deles e a minha pia?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que sim. Mas não é pra lavar nem as mãos e nem nada nessa torneira. E finja que a pia esteja entupida e nunca use. Ta bom?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá bom, papai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela cresceu e tornou-se torneira mecânica masculinizada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Minha filha de quatro anos me perguntou assim mesmo sem cerimônia:&lt;div&gt;- Papai, o que é o sexo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me pegou desprevenido. Pensei em tantas respostas. Não pedi tempo tempo nenhum. Fui logo respondendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sexo é relação sexual. É como eu fiz você com a sua mãe. Eu boto a minha semente nela, ela faz que nem o feijão no algodão molhado e você cresce dentro dela. Quando fica apertado você sai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nossa, não dói? Não é ruim pra ela?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com medo do cenário anterior eu fui sincero:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É bom demais. A gente treina sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ela, com quinze anos, estava grávida e não sabia de quem. Aos dezessete já ganhava dinheiro como garota de programa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cuidado com os exageros. Estou brincando. A moral da história é que nenhuma das duas histórias não têm moral nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-1515901934503970268?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/NdvUCMiSbyc" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-05T10:47:02.198-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/papai-o-que-e-o-sexo.html</feedburner:origLink></item><item><title>O dia em que a Ilha de Vera Cruz trocou de nome</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/Af8tdLVapFc/o-dia-em-que-ilha-de-vera-cruz-trocou.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 05 Nov 2011 05:29:55 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-8383466312500963095</guid><description>Vera era uma velha cozinheira de marca maior. A maior marca era a da perna adquirida em uma cavalgada em Santos. Ela não sabia que em Santos se pedala mais que se cavalga. Tudo bem. Entre outras marcas essa era a maior. Pois bem, certo dia errou na mão. O que era salgado ficou doce, o que era doce ficou amargo, o que era quente frio ficou. "Cruz credo!", bradavam os homens. E assim Vera era cruz. Assim Vera carregava essa cruz. Mesmo que tenha feito cinco milhões de ótimos quitutes o primeiro erro foi eterno. É assim no Brasil: se for errar, não abuse. Pelo menos é o que eu acho.&lt;div&gt;Aí trocaram o nome da terra por Terra de Santa Cruz - uma outra mulher, casta, um pastelzinho baiano sem pimenta com mania de salvar pescadores perdidos - e ficou tudo certo. Depois o nome passou para Brasil. Mas aí são outros quinhentos anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-8383466312500963095?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/Af8tdLVapFc" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-05T10:29:55.336-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/o-dia-em-que-ilha-de-vera-cruz-trocou.html</feedburner:origLink></item><item><title>Mas num é um milagre?</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/xsesFn8v_DY/mas-num-e-um-milagre.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Sat, 05 Nov 2011 05:21:05 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-3628727682149340791</guid><description>Não é religioso mas é milagre. Dizem que até são milagres pipoca boa sem sal; campo organizado sem cal; subir a serra a noite sem farol; não haver mal. Dizem que até são milagres se formar sem estudar; o bêbado não subir em mesa de bar; no natal não ter opção pra comprar; não ter ninguém nem o que amar.&lt;div&gt;Milagre sou eu saber escrever; você saber ler - e entender; é ter alma pra vender e não querer; é ganhar e detestar perder e mesmo assim saber quando acontecer; milagre - aproveito a mesma palavra - é fazer e acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim lembro que milagre é a Ilha de Vera Cruz ter virado Brasil e ter os olhos do mundo voltado para ele; Milagre são as crianças terem direitos e alguém respeitar; é o Vasco ganhar alguma coisa e o Flamengo deixar; é pão quente com manteiga derretendo no sábado de manhã; é minha mãe não esquecer de nada; meu motorista não passar da velocidade permitida; meu Rio de Janeiro me dar o direito de ir e vir sem ter me proibir de passar da terceira marcha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Milagre é aquele mar de Arraial do Cabo que nunca se sabe a profundidade já que o cristalino engana deliciosamente; é te ver e não te querer; é ouvir a cantora linda cantar e não gostar; é não sentir medo; é ser presidente sem ter um dedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizem que são milagres músicas como as do Ivan Lins, auroras como a Boreal, Cristo como o Redentor; cidades como as do sul; praias como as do nordeste; ter um sertão na paraíba cearense - se me permitem a confusão geográfica-; e medalhas de ouro e não cordões de prata ou estátuas de bronze;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Milagres você vê na Cinderela do interior das Alagoas fazendo de qualquer lugar a sua disneylandia; é o menino negro batendo bola na parede esverdeada no subúrbio do rio sendo chamado de Pelezinho, Robinho ou Neymarzinho; caloura fechando os olhos como se estivesse entrando em Harvard;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sabem quais são os melhores milagres? Os corriqueiros, despercebidos, de verdade. Quando fulano aparece você diz que é milagre; quando a Dona Florinda diz para o Professor Girafales que "é um milagre você por aqui". Aconselho oferecer sempre um humilde presente porque pra ser milagre basta ser bom que o resto a gente ou esquenta ou emenda ou inventa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-3628727682149340791?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/xsesFn8v_DY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-05T10:21:05.202-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/11/mas-num-e-um-milagre.html</feedburner:origLink></item><item><title>Contato ou Follower</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/a0A6LA1bAG0/contato-ou-follower.html</link><category>Falou o político</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 07:39:04 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-6187421669817202887</guid><description>&lt;div&gt;Numa manhã ensolarada de tarde chuvosa todo mundo resolveu gritar sobre políticos ladrões, vejam só. Jovens que vivem entre o IPhone, a cerveja na Guanabara e a batidinha eletrizante da Baronetti gritavam "Fora Sarney" no Rock In Rio. Aí vieram casos de corrupção e um menino de onda quis gritar no Congresso Nacional que todos ali são ladrões e falsos. Vieram um por um cobrar explicações sobre as acusações e se defender da mesma. O acusador inocentava um por um. Ao final, todos foram inocentados. O grito era para alguém que no final das contas não era ninguém. O rapaz estava acostumado com o facebook, onde você joga suas indiretas e quando pega certinho no alvo, pode desmentir facilmente. Afinal, pode ser para qualquer um dos seus seiscentos "amigos".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O maior problema da nova geração é a falta de humildade e a certeza de se achar melhor que as antigas. O mal do preguiçoso é achar que no fim tudo vai dar certo. A vida não é um filme e se fosse, é uma centena de atores e apenas dois ou três protagonistas e a chance de você ser um deles é bem pequena. Deverias pensar nisso, contato ou follower.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-6187421669817202887?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/a0A6LA1bAG0" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-18T12:39:04.287-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/10/contato-ou-follower.html</feedburner:origLink></item><item><title>O lugar comum é gostoso</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/0FCXPwPBFdY/o-lugar-comum-e-gostoso.html</link><category>Falou o político</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 07:09:34 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-823125831102890719</guid><description>O lugar comum é gostoso de ir. Metade do mundo vive lá. A outra metade quer chegar lá. Não sei quem é de verdade, quem é de mentira. Vai ver nem saberemos.&lt;div&gt;É como uma fome. Ou você se arrisca na cozinha, faz um prato que demande trabalho, tempo e criatividade ou você nem pensa e vai ao shopping comer qualquer coisa. Ou você procura uma citação em algum livro que tenha lido ou você só leu literatura fantástica e prefere pesquisar no Google.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem dois mundos, amigos. O dos que fazem e o dos que recebem. Mas pra fazer tem que tentar. Pra receber tem que merecer. Outro dia o rapaz reclamava que não conseguia passar no concurso público. Ele mal estudou. Por vezes nem se inscreveu. Mas só reclamava que não passou. Outro dia a menina reclamou que ninguém queria namorar com ela. Bom, andar de cara fechada e trancada em casa não teria como fazer alguém se interessar por ela. Reconheço que alguns no mundo recebem sem merecer e fazem sem poder. Se sua mania for de olhar pra vírgula e não para a frase, tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até eu confesso cair no lugar comum de vez em quando. Não sei cozinhar, mesmo. Mas acredito que o mal do mundo é a preguiça. É o controle remoto, é Google, é o microondas, o fast food, a entrega, os downloads. São todos abusados. Não são opções, são prioridades. Talvez precisemos sair do lugar comum, afinal, quem a menina quer namorar não é comum, o rapaz quer passar no concurso para não ser mais comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É gostoso viver nesse lugar mas pra sair do rebanho você precisa ser mais que uma vaca que dá leite. Tem que dar leite, ser ecologicamente responsável, falar línguas. E isso só digitar no Google não lhe dá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-823125831102890719?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/0FCXPwPBFdY" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-18T12:09:34.315-02:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/10/o-lugar-comum-e-gostoso.html</feedburner:origLink></item><item><title>O Tal</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/79pTD1Ohoew/o-tal.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Tue, 23 Aug 2011 12:49:30 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-8465283059157142029</guid><description>Sempre quis conhecer esse Fulano. Esse tal de Fulano de Tal. Sobrenome esquisito. Minha mãe tem esquisitices, eu sabia. Ela não inventaria um homem invisível. Isso é coisa de cinema. E ela nem frequenta muito. Como não é um filme a nossa vida, quando ela se separou do meu pai, eu fiquei triste. Chorei escondido pra caramba. E ainda choro. Faz um ano que eles mal se falam. É mãe pra lá, pai pra cá. Um não presta pra cá, outro não presta nada pra lá. Tá todo mundo certo e todo mundo errado? Meu pai diz que minha mãe tem outro. Ela não diz nada do meu pai. Mas não sei não. Vi na TV que um rapaz lá era O Tal. Bonitão, musculoso. O Tal, então, existe. Só não sabia se era o Fulano. Comecei a ter uma raiva estranha desse cara. Achei que era culpa do Fulano de Tal a separação dos meus pais. Só que outro dia ouvi minha mãe comentando sobre uma Fulana. Não deu pra ouvir se era De Tal. Que familiazinha essa pra estragar a minha. Comecei a prestar mais atenção. Meu pai nunca havia comentado nada sobre Fulana. Acho que já ouvi outras pessoas falando no nome dela. Não sei muito bem. Dizem que eu tenho problema de audição porque pra tudo eu falo "O quê?" mesmo se eu tenha escudado e entendido.&lt;div&gt;Quando eu estava quase resolvido sobre essa separação, sobre a culpa do Fulano e tentando saber da Fulana me veio mais perguntas. Minha mãe grita no telefone: "Eu mato Fulana, Beltrana, Ciclana. Porque é toda hora Fulana de Tal pra lá, Beltrana de Tal...". Aí eu resolvi voltar a ver meus desenhos porque ainda sou criança e essa vida de adulto tem muito nome esquisito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-8465283059157142029?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/79pTD1Ohoew" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-23T16:49:30.323-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/08/o-tal.html</feedburner:origLink></item><item><title>Me chama disso tudo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/c3uB0egzQ90/me-chama-disso-tudo.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Mon, 22 Aug 2011 13:31:07 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-4723701397500965441</guid><description>&lt;div&gt;Ah, sua doida. Me chama de burro, de bobo, de babaca e de babão. Me chama de pentelho, de petisco, de palhaço e de pavão. De chefe, de canalha, de barrigudo e de bundão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode até falar, pode até zuar. E me espichar, tudo sem razão. Pode me chamar de ator, um mal cantor, o bebedor, bem sem graça, sem asa ou aviador. De poeta de bar, carioca sem o esse, pronto pro abate, cara de mamão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me chama de samba deprimente, sem um cavaquinho. Chama de piranha, diz que arranha, que eu sou. Chama de papel na mão, nego sem tostão, anjo pervertido com cara de ladrão. Me chama de manhoso, de esnobe, de gostoso, de cheiroso, de branquelo e de pobretão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me chama disso tudo e eu...sou. Eu sou, então.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-4723701397500965441?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/c3uB0egzQ90" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-22T17:31:07.145-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/08/me-chama-disso-tudo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Lava e passa</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/RRkFKydR0aA/lava-e-passa.html</link><category>Falou o poeta</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Thu, 11 Aug 2011 12:38:40 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-5113835131617146004</guid><description>A idéia é que você não seja apenas doméstica, ou domesticado, ou domesticador.  Em tempos de patrulheiros da ética é melhor afirmar que não há preconceito com  qualquer uma das profissões acima. Só que a idéia não é brincar de cão e dono,  nem de buscar a bolinha. A idéia é algo mais, é redonda, é apetitosa, é cardápio em  motel para podólogos. A idéia é que se lave e passe. Que se leve e passe. Que se  passe e se leve. Que seja leve e passado. Que seja presente e nem tão pesado.  Que seja &lt;i&gt;diet&lt;/i&gt;, passe e fique. Que fique, passe e amarrote. Que a vida  esteja em qualquer cantinho disso ai. A idéia é cuidar. E, cuidado, você leva, e leva o que a vida peça. Cuidado, você lava e  a vida passa.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-5113835131617146004?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/RRkFKydR0aA" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-11T16:38:40.333-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/08/lava-e-passa.html</feedburner:origLink></item><item><title>O maior conceito da comunicação moderna</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/d3blpvHGb64/o-maior-conceito-da-comunicacao-moderna.html</link><category>Falou o jornalista</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 13:06:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-2902858308694879691</guid><description>Tantos pensadores falaram sobre a comunicação que, tantos já falecidos, devem se contorcer no refúgio dos sábios com tanta troca de informação que existe hoje em dia. E eu, cá com meus botões quase caídos, penso que cheguei ao ponto de ebulição da comunicação. E é simples: quanto mais perto, pior. Algum pensador disse que de perto todos são piores do que se imaginava, ou algo assim. Leitor, desconfio que tivera sido Nietsche o homem a escrever tamanho pessimismo. E eu comecei a concordar.&lt;div&gt;Quanto mais perto, pior. Esse é o maior conceito da comunicação moderna se levando em conta que a informação não apenas chega ligeira na sua televisão, no seu jornal, no seu computador e no seu celular. A informação chega rápida e cuspida. E é por isso que reparamos tanto no pior do homem. Não é o apressado que come cru. É que o apressado come mosca, tropeça na moça que é a verdade. O facebook te apresenta isso. O twitter te apresenta isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pego como caso um ator famoso de novelas. Novelas não, filmes. O rapaz resolve almoçar sozinho na feira de São Cristóvão. Num determinado momento é visto conversando com uma vendedora de tapioca. Algum qualquer tira uma foto pela câmera do celular. Não preciso me esticar na suposição para dizer que terminou em divórcio um simples fato cotidiano. E olha que tapioca não é uma coisa boa assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas acho que antigamente ao pedir a palavra o texto era melhor produzido, as falas eram mais pontuais, a informação era mais relevante e todos eram, de fato, informados. Nem toda palavra tem que ser dita. Nem toda hora é hora de falar. E nem tudo deve ser espalhado por í. Uma sociedade quase que sem segredos. Por tanta obscuridade sendo posta às claras nunca foi tão noite todos os dias. Por isso, caríssimo e único leitor, um dos males do mundo é a comunicação exarcebada. Afinal, todo mundo quer falar mas nem todo mundo quer ouvir. E acabamos ouvindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-2902858308694879691?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/d3blpvHGb64" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-18T17:06:10.339-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/07/o-maior-conceito-da-comunicacao-moderna.html</feedburner:origLink></item><item><title>Semifelicidade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/Yn5QqU-9QxQ/semifelicidade.html</link><category>Falou o jornalista</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 12:46:10 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-6339245468536923295</guid><description>Outro dia li. Mas porque ainda insisto nisso eu ainda não sei. Me meti a ler uma revista qualquer. A qualidade anda tão sensata que qualquer dia a própria palavra revista vai pedir revisão por ser vinculada a publicações tão ruins. Mas, por fim leitor amigo, certa vez li que o novo padrão de relacionamentos é o de casais semifelizes.&lt;div&gt;Tá aí uma coisa a não ser entendida. Tem gente que mistura suco de manga e coca-cola não por dúvida mas por insatisfação com um ou outro  somente. Os casais andam nessa coisa estranha de insatisfação passiva. Vovó dizia que em tempos de vacas tão magras (e ela não se referia a nada vulgar) ninguém troca o certo pelo duvidoso. Mesmo porque o certo, nesse caso, nem é tão certo assim. E o duvidoso, nesse caso também, é sinonimo de risco. O risco é a aventura, é a busca pelo que se quer mesmo que difícil, é a novela na vida, é a vida no filme, é o livro ao vivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A semifelicidade é invenção nova. Se isso vira moda o político seria semiladrão, semiperdoado; Jorge seria semisanto; o Rio de Janeiro seria semilindo; e eu, porque nao, seria semideus? Cada semi no seu lugar. Semi-final em Copa do Mundo e só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o sufixo for mais utilizado seus parentes reinvidicarão participação nos lucros. Daí será um tal de sub, quase e por aí vai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Casais semifelizes poderão ter semihistórias, semimúsicas, semiamor. É como se bola na trave fosse gol. É contentar-se com metade, com pouco. É pouco. Muito pouco. Pra quem é de plenitude semifelicidade é igual completa infelicidade. Não vim aqui ser semifeliz. Não vim passar frio no peito. O frio é na barriga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-6339245468536923295?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/Yn5QqU-9QxQ" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-06T16:46:10.231-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/07/semifelicidade.html</feedburner:origLink></item><item><title>Guarda Chuva</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/ThiagoKuerques/~3/7FG-opkmnGs/guarda-chuva.html</link><category>Falou o sacana</category><author>noreply@blogger.com (Thiago Kuerques)</author><pubDate>Wed, 29 Jun 2011 17:40:41 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27998052.post-1303969977229432035</guid><description>Como diz o Ziraldo, o guarda chuva foi uma coisa que começou como guarda-sol,  mas aí choveu. Isso aqui foi uma coisa que começou meio praia mas virou coisa de  gordinho, porque choveu. O guarda-chuva serve não para te permitir secura na  garoa forte mas para você se molhar com bastante ou pouco estilo. É parente bem próximo e meio  bastardo do capuz fino do casaco branco. Se tem um guarda chuva apenas, certo que uma haste  estará quebrada. Se ele anda nas mãos de outrem na rua, certo que irá nos seus  olhos. O guarda chuva é feito de um tecido especial que resiste ao sol, ao  calor, à foto, à sogra, menos à chuva. Daí a você querer saber porque o  guarda chuva é tao eficaz e porque o guarda sol é tao eficaz na chuva é querer  demais. O principal é que o guarda chuva serve para espada de criança, bengala do  preguiçoso, item de dança de filme e até de para quedas de agente secreto. Mas  para chuva, nem se for chuva de algodão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27998052-1303969977229432035?l=thiagokuerques.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/ThiagoKuerques/~4/7FG-opkmnGs" height="1" width="1"/&gt;</description><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-29T21:40:41.711-03:00</app:edited><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://thiagokuerques.blogspot.com/2011/06/guarda-chuva.html</feedburner:origLink></item><copyright>Pertence à Thiago Kuerques</copyright><media:credit role="author">Thiago Kuerques</media:credit><media:rating>adult</media:rating><media:description type="plain">Atualizações vespertinas</media:description></channel></rss>

