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	     <category>Esta coluna não é patrocinada por ninguém</category>
             <title>Esta coluna não é patrocinada por ninguém</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/05/18/noticiasthomasfriedman,2841419/esta-coluna-nao-e-patrocinada-por-ninguem.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 18 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Um plano para os empreendedores liderarem na Jordânia</category>
             <title>Um plano para os empreendedores liderarem na Jordânia</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/05/11/noticiasthomasfriedman,2837089/um-plano-para-os-empreendedores-liderarem-na-jordania.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 11 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>As palavras do profeta</category>
             <title>As palavras do profeta</title>
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	     <pubDate>Sex, 04 Mai 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A ré número 34 tem algo a dizer</category>
             <title>A ré número 34 tem algo a dizer</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/04/27/noticiasthomasfriedman,2828566/a-re-numero-34-tem-algo-a-dizer.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 27 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A favor do país</category>
             <title>A favor do país</title>
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	     <pubDate>Sex, 20 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A outra primavera árabe</category>
             <title>A outra primavera árabe</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/04/13/noticiasthomasfriedman,2819801/a-outra-primavera-arabe.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 13 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Um Oriente Médio, duas opiniões</category>
             <title>Um Oriente Médio, duas opiniões</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/04/06/noticiasthomasfriedman,2815643/um-oriente-medio-duas-opinioes.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 06 Abr 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Os elefantes da Austrália</category>
             <title>Os elefantes da Austrália</title>
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	     <pubDate>Sex, 30 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Passe os livros. Fique com o petróleo</category>
             <title>Passe os livros. Fique com o petróleo</title>
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	     <pubDate>Sex, 23 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Capitalismo, versão 2012</category>
             <title>Capitalismo, versão 2012</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/03/16/noticiasthomasfriedman,2802440/capitalismo-versao-2012.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 16 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O melhor amigo de Israel</category>
             <title>O melhor amigo de Israel</title>
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	     <pubDate>Sex, 09 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Como na terra dos dragões</category>
             <title>Como na terra dos dragões</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/03/02/noticiasthomasfriedman,2793947/como-na-terra-dos-dragoes.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 02 Mar 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>A última dança de Fayza</category>
             <title>A última dança de Fayza</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/02/24/noticiasthomasfriedman,2789658/a-ultima-danca-de-fayza.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 24 Fev 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Tal pai, tal filho</category>
             <title>Tal pai, tal filho</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/02/17/noticiasthomasfriedman,2786790/tal-pai-tal-filho.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>Assistir ao exército  sírio atacar a cidade síria de Homs para reprimir a rebelião contrária ao regime  do presidente Bashar Assad é ver o remake de um filme muito ruim, estrelado pelo  pai de Bashar, Hafez, há exatamente 30 anos neste mês. Eu sei. Eu vi o  original.</p><p>&nbsp;</p><p>Foi em abril de 1982, e eu havia acabado de chegar a Beirute como  repórter do &ldquo;The New York Times&rdquo;. Rapidamente ouvi as histórias aterrorizantes  sobre um levante que havia acontecido em fevereiro na cidade síria de Hama,  liderado pela Irmandade Muçulmana Síria. Existia o comentário (não havia  internet nem celulares) de que o então presidente Hafez Assad tinha suprimido a  rebelião a partir de bombardeios de bairros inteiros de Hama, dinamitando  prédios, alguns com moradores ainda em seu interior. Naquele maio, consegui um  visto para a Síria assim que Hama foi reaberta. O regime sírio estava  &ldquo;encorajando&rdquo; os sírios a passarem de carro pela cidade destruída e refletirem  sobre o significado disso. Então, aluguei um táxi e fui.</p><p>&nbsp;</p><p>Foi impressionante.  Quarteirões inteiros de prédios foram realmente destruídos e nivelados  profissionalmente com rolo compressor em estacionamentos do tamanho de campos de  futebol. Se você chutasse o chão, apareciam pedaços de roupas, um livro rasgado,  um sapato. A Anistia Internacional estimou que até 20 mil pessoas foram mortas  lá. Nunca vi brutalidade naquela escala e, em um livro que escrevi mais tarde,  dei um nome: &ldquo;Hama Rules&rdquo; (&ldquo;Regras de Hama&rdquo;).</p><p>&nbsp;</p><p>As Regras de Hama são a  ausência total de regras. Você faz o que quer que seja para permanecer no poder  e não basta apenas derrotar seus adversários. Você os bombardeia nas casas deles  e, então, passa um rolo compressor sobre eles, para que os filhos deles e os  filhos dos filhos deles nunca esqueçam nem sonhem em desafiar você de  novo.
Bem, 30 anos depois, os filhos daqueles filhos sírios esqueceram. Eles  perderam o medo.</p><p>&nbsp;</p><p>Desta vez, no entanto, não é apenas a Irmandade Muçulmana  que está se rebelando em uma cidade. Agora, são jovens de toda a Síria. Navtej  Dhillon e Tarik Yousef, os editores de &ldquo;Generation in Waiting: The Unfulfilled  Promise of Young People in the Middle East&rdquo; (&ldquo;Geração à espera: a promessa não  cumprida dos jovens no Oriente Médio&rdquo;, em uma tradução livre), observam que mais  de 100 milhões de indivíduos entre 15 e 29 anos vivem no Oriente Médio, em  comparação com menos de 67 milhões em 1990, e grande parte daquilo que foi  prometido a eles pelos governos, quanto a empregos, oportunidades de casamento,  apartamentos e poder de opinião sobre o seu próprio futuro, não se materializou.  Isso é o que causou todos esses levantes vulcânicos.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas a Síria não é a  Noruega. A busca pela democracia não é o único drama ocorrendo aqui. A Síria  também é um país altamente tribalizado e com divisões sectárias. A minoria  alauíta, de inclinação xiita &ndash; liderada pelos Assads e que corresponde a 12% da  população &ndash; domina o governo, o exército e os serviços de segurança. Os árabes  sírios muçulmanos sunitas correspondem a 75%, os cristãos a 10% e os drusos,  curdos e outros completam o restante.</p><p>&nbsp;</p><p>Enquanto o levante na Síria começou  como uma manifestação não sectária, não violenta, a partir do desejo dos jovens  sírios de serem tratados como cidadãos, Assad respondeu com as Regras de Hama e  isso provocou uma resposta violenta. Isso fez com que aparecessem os temores  sectários de todos os lados. Agora, é difícil dizer onde terminam as aspirações  democráticas da rebelião e onde começam as aspirações sectárias &ndash; o desejo bruto  da maioria sunita da Síria de derrubar a minoria alauíta.</p><p>&nbsp;</p><p>Como resultado, a  maioria dos alauítas está a favor de Assad, assim como alguns sunitas que se  beneficiaram com o regime dele, particularmente em Aleppo e Damasco, a capital.  Esses alauítas e sunitas pró-regime veem o caos e os distúrbios no futebol no  Egito e dizem para si mesmos: &ldquo;Assad ou o caos? Preferimos Assad&rdquo;. O que fazer?  Idealmente, gostaríamos de uma transição pacífica do governo de um homem só de  Assad para uma política de consenso mais pluralista. Não queremos uma guerra  civil na Síria, que poderia desestabilizar a região inteira. Lembre: o Egito  implode, a Líbia implode, a Tunísia implode, mas a Síria explode.</p><p>&nbsp;</p><p>Não sei  o que seria suficiente para persuadir Assad a ceder o poder para um governo de  união nacional, mas sei o que é necessário: ele precisa perder os dois pontos  mais importantes que seguram o regime. Um é o apoio da China, do Irã e da  Rússia. Então, a ONU, a União Europeia e os países árabes e muçulmanos precisam  responsabilizar Moscou, Pequim e Teerã pelo apoio ao assassinato em massa de  civis desarmados por Assad. A China, o Irã e a Rússia não se importam com a  condenação pelos Estados Unidos, mas poderiam se importar com a condenação  pelo restante do mundo.</p><p>&nbsp;</p><p>O outro ponto, no entanto, só pode ser removido pelos  sírios. A oposição síria, que ainda está dividida, precisa encontrar uma forma  de se unir aos alauítas, assim como aos cristãos e sunitas do país, e garantir  que os interesses deles estarão seguros em uma nova Síria, para que possam  desistir de Assad. Sem isso, nada de bom ocorrerá.</p><p>&nbsp;</p><p>Quanto mais a oposição  síria demonstrar para si mesma, para todos os sírios e para o mundo que sua  preocupação é criar uma Síria pluralista &ndash; na qual todos são tratados como  cidadãos iguais &ndash;, mais fraco Assad ficará e maior será a probabilidade de que  uma Síria pós-Assad tenha estabilidade e decência. Quanto mais a oposição  permanecer fraturada, mais forte Assad será, mais sírios o apoiarão, por temerem  o caos, e mais ele fugirá das Regras de Hama.
<strong>Tradução:</strong> Daniela  Nogueira
danielanogueira@opovo.com.br </p><p>&nbsp;</p><p><strong>Thomas Friedman
 </strong>Colunista de assuntos internacionais do New York Times,  Friedman já ganhou três vezes o prêmio Pulitzer de jornalismo. É autor do  best-seller O Mundo é Plano</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sex, 17 Fev 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Rússia: de certo modo, mas não de fato</category>
             <title>Rússia: de certo modo, mas não de fato</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/02/10/noticiasthomasfriedman,2781497/russia-de-certo-modo-mas-nao-de-fato.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 10 Fev 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Feito no mundo</category>
             <title>Feito no mundo</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/02/03/noticiasthomasfriedman,2777957/feito-no-mundo.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 03 Fev 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Conhecendo-se melhor...</category>
             <title>Conhecendo-se melhor...</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/01/20/noticiasthomasfriedman,2770825/conhecendo-se-melhor.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 20 Jan 2012 01:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Vendo os elefantes voarem</category>
             <title>Vendo os elefantes voarem</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/01/13/noticiasthomasfriedman,2776253/vendo-os-elefantes-voarem.shtml</link>
             
               <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>Do Cairo &ndash; Algum dia, eu adoraria criar um curso de  jornalismo baseado na cobertura das revoltas no Egito, que agora se  aproximam do primeiro aniversário. A lição número um seria a seguinte:  quando você vir elefantes voando, cale a boca e anote. A revolução  egípcia é o equivalente a elefantes voando. Ninguém previu, e ninguém  nunca viu isso antes. Se você não a viu chegando, o que faz você pensar  que sabe para onde ela está indo? É por isso que a coisa mais  inteligente a fazer agora é apenas calar a boca e anotar.</p><p>&nbsp;</p><p>Se  você fizer isso, a primeira coisa que vai anotar será que os partidos  islâmicos &ndash; a Irmandade Muçulmana e o salafista Al Nour &ndash; acabaram de  esmagar os liberais seculares, que realmente desencadearam a rebelião  aqui, nas livres eleições parlamentares egípcias, vencendo com 65% das  cadeiras. Não se preocupar com os fatos teocráticos, antipluralistas,  antidireitos das mulheres e xenofóbicos que estão presentes nesses  partidos islâmicos é ser ingênuo imprudentemente. Mas presumir que os  islamitas não terão o impacto, ou não serão moderados, das  responsabilidades do poder, a partir dos novos centros de poder  concorrentes aqui e pela prioridade do público por empregos e um governo  limpo é não perder o dinamismo da política egípcia hoje.</p><br /><p>Venha  comigo até a pobre e suja comunidade de Subra el-Khema, no Cairo, e à  dilapidada escola Omar Abdel Aziz, onde vi o último turno da eleição na  quarta-feira, em um centro de votação somente para mulheres. Fomos  guiados por Amr Hassan, um estudante de 22 anos, que cursa administração  e mora no bairro &ndash; um jovem secular, que lutou pela derrubada do regime  de Hosni Mubarak, na Praça Tahrir, no ano passado.</p><br /><p>Veja o que  foi mais impressionante: praticamente todas as mulheres que  entrevistamos após a votação &ndash; todas usavam véu, com apenas pequenas  aberturas para os olhos &ndash; disseram ter votado ou na Irmandade Muçulmana  ou nos salafistas. Mas quase nenhuma afirmou ter votado assim por razões  religiosas.</p><br /><p>Muitas disseram que votaram nos islamitas porque  eram vizinhos, pessoas que elas conheciam, enquanto que candidatos  liberais seculares nunca haviam nem visitado o lugar. Algumas mulheres  idosas analfabetas confessaram que não conseguiam ler a cédula e só  votaram onde os filhos indicaram. Mas praticamente todas disseram ter  votado na Irmandade Muçulmana ou nos candidatos salafistas porque elas  esperavam que eles fizessem um governo melhor, mais honesto &ndash; e não mais  mesquitas ou proibições a álcool.</p><br /><p>Eis algumas das citações de  mulheres egípcias sobre o motivo de terem votado nos islamitas: &ldquo;Eu amo  a Irmandade Muçulmana; eles são os únicos honestos... Eu quero uma boa  educação e ar limpo para respirar... Nós precisamos de cuidados médicos  adequados... Eu quero que meus filhos tenham uma educação adequada. Eles  não conseguem encontrar emprego... A Irmandade Muçulmana não é apenas  um partido islâmico. Ela vai ajudar a resolver os problemas do país...  Nós precisamos dar trabalho aos jovens e aumentar salários. A educação  aqui só está piorando... Meu maior medo é a falta de segurança. Nós  ficamos em casa &ndash; com medo. Você teme que seu filho não consiga ir à  escola e voltar sem ser sequestrado.&rdquo;</p><br /><p>Enquanto isso, quando  perguntei ao nosso jovem guia Hassan, o revolucionário, em quem ele  havia votado, ele disse que escreveu na cédula &ldquo;Abaixo o SCAF&rdquo; &ndash; o  acrônimo para o conselho militar egípcio que está controlando o país.  Ele mostrou o desgosto com o fato de que, enquanto jovens seculares como  ele derrubaram Mubarak, os partidos islâmicos estavam vencendo eleições  e os generais do Exército &ndash; que abandonaram Mubarak para se salvar &ndash;  ainda estavam no poder!</p><br /><p>E esse é o Egito que você tem hoje &ndash;  uma luta de poder de quatro lados: o Exército, os partidos islâmicos em  ascensão, os partidos liberais menores e a juventude secular da Praça  Tahrir. Todos terão voz no modo como essa história se desenrolará. &ldquo;Nós  queremos ver um novo governo egípcio com novos pensamentos&rdquo;, disse  Hassan. &ldquo;Eu estou pronto para voltar à Praça Tahrir, se eu tiver que  ir&rdquo;.</p><br /><p>De fato, todo mundo está se sentindo mais fortalecido  agora. O Exército tem armas e agora está controlando o país; os  islamitas e os liberais venceram mandatos eleitorais; e os jovens  seculares da Praça Tahrir se sentem fortalecidos pelas ruas &ndash; pela agora  comprovada habilidade de se mobilizar e lutar quando virem as coisas no  caminho errado. Até a silenciosa maioria aqui, chamada de &ldquo;O partido do  sofá&rdquo;, se sente mais fortalecida, apenas por ter votado em massa em uma  eleição na qual os votos foram realmente contados.</p><br /><p>Minha  história favorita da eleição foi contada a mim por um observador  internacional, que pediu para não ser identificado. O posto de votação  dele havia acabado de ser fechado e, enquanto os mesários carregavam as  urnas cheias de votos até um ônibus para serem levadas a uma estação  central para apuração, uma mulher egípcia, que acabara de votar, correu  até eles e gritou: &ldquo;Por favor, não deixem essa urna sozinha. Isso é o  nosso futuro. Vão e tenham a certeza de que a colocarão no lugar certo.&rdquo;</p><br /><p>Aquela  urna e todas as esperanças colocadas dentro dela por tantos egípcios  comuns são, certamente, necessárias para um novo começo aqui. Mas isso  não é suficiente. O país precisa de um líder &ndash; ainda há um enorme vácuo  no topo &ndash; que possa pegar todos esses votos, todas essas esperanças, e  combiná-los em uma estratégia para criar os empregos, a educação, a  justiça e a segurança que todos os egípcios claramente desejam. Se isso  acontecer, essas urnas realmente terão dado um futuro diferente ao  Egito. Até lá, estou apenas anotando.</p><br /><p><strong>Tradução:</strong> Daniela Nogueira</p><br /><p>danielanogueira@opovo.com.br</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Thomas Friedman</strong></p>Colunista  de assuntos internacionais do New  York Times, Friedman já ganhou três  vezes o prêmio Pulitzer de  jornalismo. É autor do best-seller O Mundo é  Plano <br /><p>&nbsp;</p>]]></description>
             
	     <pubDate>Sex, 13 Jan 2012 01:00:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Tão divertido, tão irrelevante</category>
             <title>Tão divertido, tão irrelevante</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2012/01/06/noticiasthomasfriedman,2369120/tao-divertido-tao-irrelevante.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 06 Jan 2012 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>O fim, por enquanto</category>
             <title>O fim, por enquanto</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/12/30/noticiasthomasfriedman,2365624/o-fim-por-enquanto.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 30 Dez 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Precisa-se de ajuda</category>
             <title>Precisa-se de ajuda</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/12/23/noticiasthomasfriedman,2362101/precisa-se-de-ajuda.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 23 Dez 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>Os primeiros próximos 100 dias</category>
             <title>Os primeiros próximos 100 dias</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/12/16/noticiasthomasfriedman,2358697/os-primeiros-proximos-100-dias.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 16 Dez 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>É um grande negócio</category>
             <title>É um grande negócio</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/12/09/noticiasthomasfriedman,2352358/e-um-grande-negocio.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 09 Dez 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>No mundo árabe, é o passado versus o futuro</category>
             <title>No mundo árabe, é o passado versus o futuro</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/12/02/noticiasthomasfriedman,2347385/no-mundo-arabe-e-o-passado-versus-o-futuro.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 02 Dez 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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	     <category>E se formos pais melhores?</category>
             <title>E se formos pais melhores?</title>
             <link>http://www.opovo.com.br/app/colunas/thomasfriedman/2011/11/25/noticiasthomasfriedman,2342193/e-se-formos-pais-melhores.shtml</link>
             
	     <pubDate>Sex, 25 Nov 2011 01:30:00 -0300</pubDate>
 
      
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