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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DkQCRHozeyp7ImA9WhRSFEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912</id><updated>2011-11-15T19:32:45.483-08:00</updated><title>tricy em si</title><subtitle type="html">Este é um espaço para falar da vida, do cotidiano de moradora da maior cidade da América Latina e das impressões sobre a vida, os encontros, as caminhadas, o que ouvimos nas ruas e o que me faz parar para refletir.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/TricyEmSi" /><feedburner:info uri="tricyemsi" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;DEcBRXYzfSp7ImA9WxFSFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-2523883360212655573</id><published>2010-04-18T11:40:00.001-07:00</published><updated>2010-04-18T11:40:54.885-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-04-18T11:40:54.885-07:00</app:edited><title>É tudo verdade? (It's all true 2010)</title><content type="html">O 15.º Festival Internacional de Documentários movimentou a semana em São Paulo. Os filmes foram exibidos na Cinamateca, CCBB, Espaço Unibanco, Reserva Cultural, Cinusp e Cinemark Eldorado.&lt;br /&gt;
Ocorreu uma retrospectiva de Alain Cavalier. Eu vi o filme "Esta secretaria eletrônica não grava recados", um filme quase mudo e de alguém fechando portas para o mundo, deforma bem plástica...pintando de preto exteriores e janelas de um apartamento.&lt;br /&gt;
Eu amei o filme "Os pais da Praça de Maio". Joaquin Daglio teve a magnífica ideia de realizar entrevistas, expedições e um fabuloso encontro do grupo. Eram dez entrevistados e falavam sobre os seus filhos e filhas desaparecidos, as consequências de serem obrigados ao silêncio e a oportunidade de, simbolicamente, enterrar seus filhos insepultos, através de narrativas. Comovente, encantador e mobilizador...Confesso que andei pela Paulista e olhando os idosos que eu cruzei e vendo neles, os pais da Praça de Maio. As histórias de vida que emergem no filme são singulares e tão semelhantes. Lembrei que também entrevistei as dramistas de Guriú isodamente e em grupo. Os depoimentos individuais ganham espaço para um compartilhamento grupal. Quando se olha ao redor, foi produzido um grupo novo com ligação mantida no falar sobre suas histórias de vida. Falar, falar, falar...este santo remédio inventado por Freud.&lt;br /&gt;
Ainda assisti o interessante "Sobre Rios e Córregos", que inspira saudade dos rios que passavam por baixo do Vale do Anhangabaú. Entendendo o passado é possível entender o caos urbano paulistano quando as águas voltam ou teimam em insistir em resgatar seu lugar original.&lt;br /&gt;
E por falar em águas, Bodanzki, amei o "No meio do Rio, Entre as Árvores", repleto de palavras dos riberinhos da amazônia, de suas cores, de seus focos. A ideia muito sensacional da equipe foi oferecer oficinas para algumas comunidades da amazônia e colocar uma filmadora disponível para cenas cotidianas das comunidades que lutam para sobreviver ao descaso de quase tudo e todos. Encantador!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-2523883360212655573?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfCX5WloLAwPrwU0bgKKXkzFZPA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfCX5WloLAwPrwU0bgKKXkzFZPA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfCX5WloLAwPrwU0bgKKXkzFZPA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pfCX5WloLAwPrwU0bgKKXkzFZPA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/sFkv81CfKRU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/2523883360212655573/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2010/04/e-tudo-verdade-its-all-true-2010.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/2523883360212655573?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/2523883360212655573?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/sFkv81CfKRU/e-tudo-verdade-its-all-true-2010.html" title="É tudo verdade? (It's all true 2010)" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2010/04/e-tudo-verdade-its-all-true-2010.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkQMQnY9eip7ImA9WxBVE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-8791724820978713896</id><published>2010-02-16T06:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T06:26:23.862-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-02-16T06:26:23.862-08:00</app:edited><title>AS MARIPOSAS, INÊS, IRACEMA, GUIOMAR, MATHILDE E TANTAS CRIAÇÕES DO CENTENÁRIO ADONIRAN BARBOSA</title><content type="html">Adoniran Barbosa é um centenário. Interessante saber que ele atravessou o século XX e deu para o Brasil a possibilidade de descobrir uma cidade não apenas sinônimo de pressa, trabalho, trânsito, poluição. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A São Paulo cantada em verso e prosa é uma sucessão fantástica de narrações de mulheres que dizem que vão comprar o pavio pru lampião e demora muita...anoiteceu, ele foi pra rua como louco, procurou na central, no hospital e no xadrez, andou a cidade toda e nada...e no chão, pertinho do fogão, encontra um bilhetinho de Inês: “pode apagar o fogão, Manê, que eu não volto mais!”. Ou Alguém que vem pedir abrigo e conta que o seu barraco pegou fogo. E conta a infortunada história. Ou ainda Isabel chorando sem parar e vendo o barraco queimar, com dor e sofrer. Justo aquele barraco onde foram tão felizes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem poderia falar melhor e nos fazer percorrer as ruas de Sampa, entrar nas malocas, pegar o último trem, aquele das onze. Quem nos esclareceria melhor o doce encanto da malandragem paulistana e o samba paulista tão associado a essa figura que respirava dramaturgia para encenar no cinema, na rádio, na televisão e na hora de compor as suas preciosidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São os prédios altos que demoliram as malocas dos Jocas, Matogrossos e outros e que habitavam Brás, Bixiga e outras paradas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É um repúdio sonoro às atrocidades sociais contemporâneas de Adoniran e que vemos na megametrôpolis, quando chove ou quando chegam para limpar os espaços públicos, transmutados em casa para os joças, matogrossos atuais. Ali onde um colchão velho é um quarto de dormir e jatos de água de reuso são jogados nas calçadas. E Adoniran dizia: “A minha maloca ofereço aos vagabundos que não tem onde dormir”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É lúdico, é crítica social, é genial, é imortal. Este jeito de viver e dizer “olha nois aqui outra veiz”. E se são convidados por Arnesto para uma festa que não aconteceu, dizem que não vão outra vez. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aquele samba no Bixiga no domingo e com baita de uma briga. E eles estranhos no lugar. E eles foram não para brigar. Afinal foram lá para comer. E Sargento falar que a situação está grave e ia chamar ambulância e que os mais pior vão pras clinicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cidade do século XX cuidadosamente registrada por Adoniran nos ficou de legado e se propagou nas comunidades das escolas de samba, nos sambistas, nos rappper’s e no movimento de poesia da Cooperifa, em que poetas contemporâneos e reunidos em comunidades na periferia paulistana recitam suas dores,cores e flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-8791724820978713896?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dhqr2bY5LzTJixC5a-nvcMoWGCA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dhqr2bY5LzTJixC5a-nvcMoWGCA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dhqr2bY5LzTJixC5a-nvcMoWGCA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/dhqr2bY5LzTJixC5a-nvcMoWGCA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/FcRqE0mFm7E" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/8791724820978713896/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2010/02/as-mariposas-ines-iracema-guiomar.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8791724820978713896?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8791724820978713896?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/FcRqE0mFm7E/as-mariposas-ines-iracema-guiomar.html" title="AS MARIPOSAS, INÊS, IRACEMA, GUIOMAR, MATHILDE E TANTAS CRIAÇÕES DO CENTENÁRIO ADONIRAN BARBOSA" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2010/02/as-mariposas-ines-iracema-guiomar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0MNQ3o_cSp7ImA9WxBSEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-7419128077852530613</id><published>2009-12-19T17:11:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T17:11:32.449-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-12-19T17:11:32.449-08:00</app:edited><title>Recital de Órgão no Mosteiro de São Bento</title><content type="html">Aconteceu em São Paulo, no Mosteiro de São Bento, no dia 17 de dezembro um Recital de Órgão. O programa contava com preciosidades compostas por Soler, Couperin, Bach, Messiaen, Dupré e Mulet. Destaco a presença vibrante de José Luis Aquino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este exemplar Organicista brasileiro e paulistano é organicista titular do mosteiro, Prof.º Dr.º da ECA/USP e realiza recitais pelo mundo a fora: Portugal, França, Alemanha, Israel, Espanha, Holanda, Itália, México, Suíça, Polônia e outros países.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Luis Aquino tocou a Toccata e Fuga em ré menor BWV 565. Um momento sublime e coletivamente festejado com fortes palmas do público. A música de Bach é uma explosão que leva ao encontro de uma inominável sensação de que a música e mais que a vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento possui um órgão instalado em 1954, fabricado na Alemanha. Possui 77 registros reais, 4 teclados manuais e pedaleira, com cerca de 6000 tubos. É assustador ouvir Bach com as possibilidades que este instrumento proporciona e tão maravilhosamente conduzido por Aquino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ser exímio na execução de um instrumento e viver em uma cidade, em uma época e contar com a existência de tão raro instrumento musical é uma dádiva muito bem aproveitada por Aquino. Há também outra valiosa companhia: Os Monges e seus&amp;nbsp;cantares deslumbrantes. Os Monges Beneditinos do Mosteiro de São Bento acompanharam as Antífonas para o tempo de Natal Op. 48, de Dupré (1886-1971). Vozes virtuosíssimas e em singular afinação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sair deste encantador encontro com a suavidade do viver e voltar para o lado urgente da vida, descer as escadas que conduzem as catracas do metrô, ouvir as vozes dos demais passageiros...carregando na alma a pérola dos sons.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-7419128077852530613?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nq74eEVAOZVPwoya5C0A8t0iOgY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nq74eEVAOZVPwoya5C0A8t0iOgY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nq74eEVAOZVPwoya5C0A8t0iOgY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Nq74eEVAOZVPwoya5C0A8t0iOgY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/-yrqLgkX9SQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/7419128077852530613/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/12/recital-de-orgao-no-mosteiro-de-sao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/7419128077852530613?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/7419128077852530613?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/-yrqLgkX9SQ/recital-de-orgao-no-mosteiro-de-sao.html" title="Recital de Órgão no Mosteiro de São Bento" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/12/recital-de-orgao-no-mosteiro-de-sao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcGRn8-fSp7ImA9WxNbGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-6646437753301257607</id><published>2009-11-22T10:20:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T10:20:27.155-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-22T10:20:27.155-08:00</app:edited><title>Villa-Lobos para sempre...para hoje...para sempre</title><content type="html">Essa foi a semana comemorativa dos 50 anos de morte de Villa-Lobos. Morto? Viva o vivo! A cidade de São Paulo viveu fortemente essa comemoração vibrante. Aconteceu no Masp um Seminário Internacional,organizado pela ECA/USP. No Concerto 4, envolto na audição das Bachianas n.º 5, executada por o Quinteto Villa-Lobos, a lembrança das aulas de canto orfeônico nas escolas foi orquestrada por Antonio Carrasqueira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde foi parar a preocupação, contemporânea à Villa-Lobos, de oferecer uma educação musical de qualidade nas escolas públicas. Isso acabou junto com os trenzinhos que inspiraram o compositor? Para além do imediatismo de querer novos músicos, ensinar música é salutar a formação de todas as crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensando nisso foi interessante ver o espetáculo Villa das Crianças. Uma aula encantadora de música para crianças e que aconteceu nesta manhã no Auditório da FIESP. O tremzinho apitou, as canções folclóricas foram cantadas por senhoras, mães e crianças e as invenções do maestro Villa-Lobos inspiradas em cantigas de rodas foram entoadas. Sonhei que essas aulas sonoras ecoassem pelos 4 cantos do país. Será possível isso outra vez? Será possível recuperar, dinamizar, modernizar, cibernetizar a magia das aulas de canto orfeônico? Isso um dia voltará a interessar aos fazedores de políticas educacionais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encerrando ontem o Seminário Internacional Villa-Lobos, a OSUSP encantou com um arranjo inovador para “A Menina das Nuvens”. Quem ensinou ao Maestro Roberto Duarte este deleite com a música, na infância dele? Quem proporcionou estes primeiros prazeres musicais? Quem o fez inventor de arranjos inéditos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Precisamos musicalizar as aulas, as salas de aulas, os professores e consequentemente as crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-6646437753301257607?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XeWOJTrffQ__LqjcBvYyznSzTQk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XeWOJTrffQ__LqjcBvYyznSzTQk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XeWOJTrffQ__LqjcBvYyznSzTQk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XeWOJTrffQ__LqjcBvYyznSzTQk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/fBgtObBTgHA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/6646437753301257607/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/villa-lobos-para-semprepara-hojepara.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/6646437753301257607?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/6646437753301257607?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/fBgtObBTgHA/villa-lobos-para-semprepara-hojepara.html" title="Villa-Lobos para sempre...para hoje...para sempre" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/villa-lobos-para-semprepara-hojepara.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkUGRHs8fip7ImA9WxNbE00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-1794434294141715490</id><published>2009-11-15T10:03:00.001-08:00</published><updated>2009-11-15T10:03:45.576-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-15T10:03:45.576-08:00</app:edited><title>Atlânticos...não suporto mais...que maravilha, Manuel Pessôa</title><content type="html">Atlânticos...não suporto mais...que maravilha, Manuel Pessôa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste dia republicano, 15 de novembro, o SESI Paulista ofereceu ao paulistano um vibrante espetáculo: Atlânticos com Manuel Pessôa e tanto mar, tanto mar...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito mar, muito mar e muito amar...e a consequência seguinte do muito amar...o partir...partir...e o resto do tempo que leva para entender as partidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Pianista Manuel Pessôa dividiu o palco com o artista multimídia Tomaz Kloetzel. Pessôa tocava Bach ou Villa-Lobos e umas mulheres apaixonadas e apunhaladas pelo tanto amar iam tecendo seus bordados, tanto mar e tanto amar...sons de mar, sons de flauta, sons do piano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvi uma senhora da primeira fila perguntar para vizinha de fileira, baixinho: Você conhece essa história? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu respondo: todos nós somos versos de Camões...amamos, somos amados, fomos amados, amamos. Tanto mar, tudo tão oceânico quanto estes dois corajosos: Pessôa e Kloetzel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adorável programa para um domingo com um pouquinho de sol! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Forma de desabrochar os mares internos, com piano, com pianista e com os recursos multíplices.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-1794434294141715490?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WKAn9ttM-CCj1S0cd-6SyjmGkAU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WKAn9ttM-CCj1S0cd-6SyjmGkAU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WKAn9ttM-CCj1S0cd-6SyjmGkAU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WKAn9ttM-CCj1S0cd-6SyjmGkAU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/WCHi_45BWog" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/1794434294141715490/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/atlanticosnao-suporto-maisque-maravilha.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/1794434294141715490?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/1794434294141715490?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/WCHi_45BWog/atlanticosnao-suporto-maisque-maravilha.html" title="Atlânticos...não suporto mais...que maravilha, Manuel Pessôa" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/atlanticosnao-suporto-maisque-maravilha.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UMQ3k6eCp7ImA9WxNUF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-3976437725203068152</id><published>2009-11-08T10:34:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T10:34:42.710-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-08T10:34:42.710-08:00</app:edited><title>Aplaudindo com os pés...sentindo com o coração</title><content type="html">O grupo Cantilena Ensemble fez uma apresentação no dia 07 de novembro na Catedral da Sé.&amp;nbsp;O espetáculo faz parte das programações da 3.ª&amp;nbsp;Semana Ticket Cultura e Esporte: Você é a estrela desse espetáculo. No programa apresentado pelo Grupo Cantillena Ensemble: Bach.Mozart, Elgar e Piazolla.&lt;br /&gt;
Fiquei encantada com uma senhora que vibrava com a apresentação e aplaudia com os pés, fazendo um ritmo engraçado e que representava o encantamento dela com aquele inusitado encontro. Nada indicava que circulasse pelas salas que apresentam música erudita na cidade. estava era mesmo encantada com os sons dos violinos, dos cellos. &lt;br /&gt;
Isso é interessante para significar um certo lugar comum que repete que os que não conhecem música erudita não gostam de música erudita. Falta música erudita nas escolas, nas praças, nas ruas, nas estações de trem na hora de máxima movimentação.&lt;br /&gt;
Possível também de aplaudir com mãos, pés e coração foi a apresentação muito contemporânea de Silvio Ferraz. O projeto se chama Fina Escuta e aconteceu no SESC Paulista. Impressionante as possibilidades de piano, poesia e tecnologia digital podem juntos. Isso sob a coordenação do próprio compositor que confessou ouvir Bach e muito mais do que suas interessantes e inovadoras composições. Sinos badalando nas nossas cabeças, uma pianista vibrante interpretando uam música instingante e poemas que faziam ecos na alma, na sala. Não custa nada pedir...música erudita para todos...precisamos aplaudir com pés, mãos e com a alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-3976437725203068152?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxKCC4AgTzwcZvsch8CmM0h_Kk4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxKCC4AgTzwcZvsch8CmM0h_Kk4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxKCC4AgTzwcZvsch8CmM0h_Kk4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/gxKCC4AgTzwcZvsch8CmM0h_Kk4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/JML1arCI11A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/3976437725203068152/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/aplaudindo-com-os-pessentindo-com-o.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3976437725203068152?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3976437725203068152?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/JML1arCI11A/aplaudindo-com-os-pessentindo-com-o.html" title="Aplaudindo com os pés...sentindo com o coração" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/aplaudindo-com-os-pessentindo-com-o.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEDQXs7cCp7ImA9WxNUEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-7572117201681021056</id><published>2009-11-02T08:17:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T08:17:50.508-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-02T08:17:50.508-08:00</app:edited><title>Estrangeira em sua própria Casa do Saber?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A moça de vinte anos &amp;nbsp;mora com os pais, trabalha em um mercadinho e todas as noites faz um deslocamento de 10 km para chegar a sua Universidade, localizada no ABC. Lá cursa graduação. E&amp;nbsp;foi assistir aulas com um vestido de uma cor já escolhida para tendência no verão 2009, de mangas bem compostas e de tamanho compatível ao que costumo ver diariamente nas calçadas da Paulista. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Os seus pares, colegas universitários e universitárias, protaginizaram uma situação coletiva de hostilidade ao que mesmo? Ao vestido super na moda? Gritavam que ela&amp;nbsp;era isso e aquilo, adjetivos bem hostis e foi preciso sair da faculdade com escolta da PM e coberta com o jaleco de um professor.&lt;br /&gt;
Foi ofendida, xingada, ameaçada, perseguida. Fotografada por homens e mulheres, dentro de uma universidade e de estrangeira que era para além do ABC paulista, foi parar nos olhos de todos&lt;br /&gt;
.&lt;br /&gt;
Não se deu outra saída para o caso do que removê-la para casa, com escolta policial e vestida com um&amp;nbsp;jaleco de um dos professores. Refleti que ela foi feita estrangeira em sua própria casa alugada, pagante de um curso superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E isso me fez lembrar do saudoso Jacques&amp;nbsp;Derrida. Derrida e Duformantelle escreveram sobre a Hospitalidade. Ele descreve neste livrinho que o estrangeiro (hostis) é recebido como hóspede ou como inimigo. E persegue uma linha etimológica e de similaridade entre as palavras: hospitalidade, hostilidade e&amp;nbsp;inventa a palavra hostipitalidade.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moça revelou em entrevista que ao chegar em casa não conseguiu falar nada para o pai. Temia a palavra que o pai diria sobre sua experiência de um dia de estrangeira na sua casa do saber, a universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E Derrida defende que as "pessoas deslocadas, os exilados, os deportados, os expulsos,os desenraizados, os nômades, têm em comum dois suspiros, duas nostalgias: seus mortos e sua língua" (2003, p. 79). Desde Freud já não é misterioso entender do que é capaz uma massa universitária ou torcida enlouquecida de futebol.&amp;nbsp;Natural demais não ter palavras para descrever a barbárie&amp;nbsp;ao pai. Lamentável demais ter enfrentado jovens enfurecidos com o direito dela de ir e vir vestindo as cores da tendência internacional da moda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-7572117201681021056?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SFVggzI7M9Qp8vXbHEnipsobpIw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SFVggzI7M9Qp8vXbHEnipsobpIw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SFVggzI7M9Qp8vXbHEnipsobpIw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/SFVggzI7M9Qp8vXbHEnipsobpIw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/fRBpyrDwU5M" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/7572117201681021056/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/estrangeira-em-sua-propria-casa-do.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/7572117201681021056?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/7572117201681021056?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/fRBpyrDwU5M/estrangeira-em-sua-propria-casa-do.html" title="Estrangeira em sua própria Casa do Saber?" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/11/estrangeira-em-sua-propria-casa-do.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08GSXw4fip7ImA9WxNWGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-8153429881661176728</id><published>2009-10-18T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T20:10:28.236-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-18T20:10:28.236-07:00</app:edited><title>O Percevejo russo de Maiakóvski</title><content type="html">Eu acabo de ler a Comédia fantástica em nove cenas de Vladímir Maiakóvski. A tradução é de Luiz Antonio Martinez Corrêa e o cotejo com o original russo e posfácio é de Boris Schnaiderman. A Editora 34 publicou recentemente.&lt;br /&gt;
O livro-peça é muito engraçado e o próprio Maiakóvski cometa em uma apresentação da peça que a inspiração veio de um amontoado de fatos que foram narrando para ele e que se metamorfosearam em hilariante peça.&lt;br /&gt;
O personagem que se chama Prissípkin é descongelado 50 anos após um incêndio no dia trágico-cômico de seu casamento. Prissipkin fica demasiadamente em pânico ao saber que foi descongelado pelos efeitos dos cientistas. Diz que vai provar sua identidade, mostrar documentos e seus pagamentos em dia. Inclusive sua contribuição aos fundos de defesa revolucionária e sua aflição vai piorando ao descobrir que congelado por 50 anos é inadimplente do pagamento de suas taxas. E lá aparece um percevejo para complicar sua delicada situação com a cultura e poderes instituídos nos tempos emque hibernou congelado.&lt;br /&gt;
Ressalto que há ainda,acompanhando o texto, uma escrita do autor sobre a peça. Ele escreveu um ano antes do suicídio.&lt;br /&gt;
Essa tradução brasileira é fruto do desejo de Luiz Antonio Martinez Corrêa. Conseguiu encenar a peça e contar com a trilha musical de Caetano Veloso. Houve um debate ao fim de uma apresentação do espetáculo no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;
E Boris Schnaiderman narra no posfácio que Caetano questiona a fala de Prestes sobre a exaltação ao poeta da revolução e que caminhava em uníssono com o sistema vigente. Comenta que vai avisar ao pai que esteve com Prestes naquele debate, que ele é admirável e diz que não sabe como Prestes consegue ter tanta certeza de fatos que são tão duvidosos. Uma delas é possível apontar: como julgar alguém como o poeta da revolução e esquecer que foi declarado como imcomprensível paraas massas? &lt;br /&gt;
Enfim ontem,hoje e sempre haverão os patrulhamentos dos poderes e dos poderosos? Sejam revolucionários ou não.&lt;br /&gt;
Voltando aoa Caetano, escreveu nesta trilha sonora a bela música...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Gal Cos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem sabe um dia...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por uma alameda do zoológico ela também chegará&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela que também amava os animais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entrará sorridente assim como está&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na foto sobre a mesa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela é tão bonita&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela tão bonita que na certa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles a ressucitarão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O século trinta vencerá&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O coração destroçado já&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelas mesquinharias&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora vamos alcançar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo o que não podemos achar na vida&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como estrela das noites inumeráveis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me ainda que mais não seja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque sou poeta&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me lutando contra as misérias do cotidiano&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me por isso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me quero acabar de viver o que me cabe, minha vida&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para que não mais existam&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Amores servis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me pra que ninguém mais tenha&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De sacrificar-se por uma casa, um buraco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ressucita-me para que a partir de hoje&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A família se transforme&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o pai... seja pelo menos o universo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a mãe... seja no mínimo a Terra, a Terra, a Terra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-8153429881661176728?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Z1ydQ8tWjaXiXntNM7oA288B_E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Z1ydQ8tWjaXiXntNM7oA288B_E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Z1ydQ8tWjaXiXntNM7oA288B_E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/9Z1ydQ8tWjaXiXntNM7oA288B_E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/NlPg8nyk6C8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/8153429881661176728/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/o-percevejo-russo-de-maiakovski.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8153429881661176728?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8153429881661176728?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/NlPg8nyk6C8/o-percevejo-russo-de-maiakovski.html" title="O Percevejo russo de Maiakóvski" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/o-percevejo-russo-de-maiakovski.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MFSXk7eip7ImA9WxNUF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-3943612333776173369</id><published>2009-10-12T14:38:00.000-07:00</published><updated>2009-11-08T10:36:58.702-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-08T10:36:58.702-08:00</app:edited><title>Humorosa sala de espera, solo acompanhado com Ângela Sassine</title><content type="html">Eu fui assistir ao estreante espetáculo Sintoma, solo de Ângela Sassine e dei muita gargalhada, em meio de uma grande platéia mais calada. A atriz é um batalhão, discordo que esteja solo no palco. Apresenta uma desenvoltura corporal. Dança e canta um tango para Teresa. A excelente música de Piazolla, pianíssima companhia na sala de espera de um analista onde tudo se dá. Há também tango. Músicas muito bem escolhidas.&lt;br /&gt;
A atriz é cria do Teatro Escola Macunaíma. E Atuou em "O Casamento Suspeitoso" de Ariano Suassuna - dir. José Nelson Freitas, "Sai da Frente que atrás vem gente" de Alberto de Abreu - dir. Rubens Brito, "Filhos do Medo" de Roniwalter Jatobá, adaptação de Benê Rodrigues - dir. Ednaldo Freire, "De Pernas Pro Ar" de Miguel Angelo Filiage - dir. Rubens Brito, "Assim nos Conta Tchekhov" - dir Vitor Mendez, "Teresa D'Ávila" de Deonísio da Silva - dir. José Nelson Freitas, "O Genro de Muitas Sogras" de Arthur Azevedo - dir.Cacá Amaral. &lt;br /&gt;
A Cia. Luis Louis oferece ao paulistano no Teatro Artur Azevedo, na Mooca, uma peça reflexiva, poética, humorosa (algo que mistura humor e afeto), com bonito figurino, atriz primorosa e um texto tão belo. Há expressões ditas no roteiro que dá vontade de anotar e levar para casa. O espetáculo "Sintoma" é dirigido por Silvana Abreu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E recebi o seguinte email de Silvana Abreu:&lt;br /&gt;
Olá Glória!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quero agradecer pelo carinho que você dedicou ao nosso trabalho. É gratificante saber que ele te divertiu e te emocionou. Isso é um presente para todas as pessoas da equipe que trabalham duro para estar próximas do coração do público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomei a liberdade de usar trechos do teu depoimento para ilustrar nosso site www.cialuislouis.com.br e www.silvanaabreu.com espero que você fique feliz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Obrigada! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E se puder, divulgue para seus conhecidos! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E sinta-se à vontade para retornar se desejar, você será nossa convidada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abraços,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-3943612333776173369?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b4OrNA07TGjBcwGxRR_zYyWkTIc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b4OrNA07TGjBcwGxRR_zYyWkTIc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b4OrNA07TGjBcwGxRR_zYyWkTIc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/b4OrNA07TGjBcwGxRR_zYyWkTIc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/Em4wopaYYiU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/3943612333776173369/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/humorosa-sala-de-espera-solo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3943612333776173369?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3943612333776173369?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/Em4wopaYYiU/humorosa-sala-de-espera-solo.html" title="Humorosa sala de espera, solo acompanhado com Ângela Sassine" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/humorosa-sala-de-espera-solo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8MSHg7fCp7ImA9WxNWE0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-115301453571353342</id><published>2009-10-10T15:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T14:44:49.604-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-12T14:44:49.604-07:00</app:edited><title>É nem...é...nem...ENEM...nem é...é?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu senti falta de um pedido de desculpas...com lágrimas...do Ministro da Educação do Brasil. Nestes anos em que dedico minha vida à educação já vi, ouvi tantos absurdos...este carinha pedir desculpas pelos transtornos causados pelo roubo de uma prova é já a cara do descaso geral que educação, educadores e educandos passam no país.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele pediu desculpas pelos transtornos aos candidatos ao ENEM e o que essa nação poderia ter feito pela formação deste jovem funcionário tercerizado de uma gráfica? O que não foi oferecido nos seus anos de escolaridade e que somou aos elementos que o colocaram atrás das grades por roubar uma prova destinada aos alunos do ensino médio em todo o território nacional.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Andam falando que o sistema de segurança falhou geral e que diante disso as novas provas receberão reforços de todos os poderes possíveis.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em fevereiro de 2007 eu estive hospedada em um pensionato na zona leste de São Paulo. Lá estava cheio de mocinhas vindas do interior e do litoral paulista. Elas me contaram fatos interessantes,enquanto esperavam o primeiro dia de aula&amp;nbsp;na universidade pública paulista em que tinham sido aprovadas no vestibular. Revelaram que sempre estudaram em escolas particulares e as melhores de suas cidades. Na reta final migraram para escolas públicas e&amp;nbsp; tentaram o vestibular representando os alunos de escolas públicas paulistas.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lembrei delas chegando para&amp;nbsp;o primeiro dia de aula na universidade&amp;nbsp;e acompanhadas de papai e mãmãe e parecia que vinham para um acampamento de adolescentes. Os pais davam mil e umas dicas e recomendações. E o arsenal alimentar que as meninas traziam... Tudo o que&amp;nbsp;mocinhas não podem deixar de consumir. Muito produto alimenar indistrializado. Enfim eu vi a classe média paulista trazer suas meninas para uma universidade pública na periferia da metropóle.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E para a classe média que chega às vagas públicas da universidade que o rapaz devia pedir desculpas? Ele afirmou na TV que queria só mostrar a fragilidade do processo. E quem da classe média devia pedir desculpas as péssimas condições de trabalho dos jovens tercerizados?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E&amp;nbsp; nem...é...nem...ENEM...&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-115301453571353342?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tu12rK5qYHYUfSKowG3ibuzwo08/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tu12rK5qYHYUfSKowG3ibuzwo08/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tu12rK5qYHYUfSKowG3ibuzwo08/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/tu12rK5qYHYUfSKowG3ibuzwo08/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/LQU3Kd68Tfg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/115301453571353342/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/e-nemenemenemnem-ee.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/115301453571353342?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/115301453571353342?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/LQU3Kd68Tfg/e-nemenemenemnem-ee.html" title="É nem...é...nem...ENEM...nem é...é?" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/10/e-nemenemenemnem-ee.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YMSX85eSp7ImA9WxNWGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-3830572821094754993</id><published>2009-09-27T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T19:26:28.121-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-18T19:26:28.121-07:00</app:edited><title>UTOPIAS PARTIDAS E DILACERADAS...FOI TUDO O QUE RESTOU?</title><content type="html">UTOPIAS PARTIDAS E DILACERADAS...FOI TUDO O QUE RESTOU...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imagem mais forte que vou guardar do governo Lula é a ida e volta do Vice-Presidente José Alencar ao Hospital Sírio-Libanês. Moro na vizinhança do hospital do Staff do Presidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na última passagem pelo hospital o vice disse que quando um tratamento revolucionário não oferece êxito é preciso voltar aos modos tradicionais. Vale ressaltar que falava da saúde dele e de sua luta contra o câncer. Mais que poderia ser uma boa metáfora para Governo Lula...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqui na Bela Vista, bairro onde o Vice Alencar se hospeda para tratamentos de sua saúde se leva pelo menos seis meses para conseguir uma consulta oftalmológica especializada...isso para quem usa o SUS.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Governo Lula foi se deslocando para mim de uma esperança revolucionária a opção pelas alianças com velhas raposas da política brasileira, como o Sarney. E a decretação de inimigos para aliados antigos como Fernando Gabeira e Marina Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sei que resultados teremos nas urnas de todos estes anos de Lula. A população paulista recentemente preferiu eleger o Kassab, do partido antigamente denominado PFL. A equipe de marketeiros ainda fez insinuações de que ele seria isso e aquilo e nada pegou. Ela pediu desculpas, disse que desconhecia as insinuações e que logo ela não concordaria nunca em veiculação de tais insinuações preconceituosas...mas...qual o que...perdeu para o cara do DEM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indago as razões para a escolha de um hospital particular para cuidar da saúde da equipe de Lula. O governo não investiu suficiente em Ciência e Tecnologia e o Sistema Único de Saúde não consegue oferecer ao cidadão Alencar um tratamento inovador e eficaz de recuperação de seu estado de saúde? Será que na educação melhorou?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma universidade paulista distribuiu bolsas para moradores de uma grande favela e pratica uma administração caótica e implicando no não pagamento dos salários dos professores. Em julho o SINPRO/SP (Sindicato dos Professores) foi ao MEC e ainda nada foi feito. Assim fica complicado formar mentes capazes de criar soluções para os maiores problemas sociais brasileiros. De que lado está posicionado o MEC? Do lado dos professores que não recebem seus salários? Do lado de uma Instituição particular de Ensino Superior e que não paga salários? Que Ensino Superior preconiza para a população das grandes favelas brasileiras e o que acontece na realidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma confusão geral entre público e privado nestas mentes no poder em Brasília? Brasileiros que não podem utilizar os serviços de saúde privada devem fazer o que mesmo? Professores Universitários que não recebem seus salários e vão ao MEC, em Brasília, reclamar esperarão o que mesmo do Ministério da Educação? Caso estes professores adoeçam como poderão pagar plano de saúde, se não recebem os salários?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No tempo em saíamos com nossas bandeiras vermelhas e o Collor era eleito era mais fácil acreditar? Utopias partidas e dilaceradas...foi tudo o que restou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-3830572821094754993?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tw8VGOJqBfGD7ZgexMjJDND0cPg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tw8VGOJqBfGD7ZgexMjJDND0cPg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tw8VGOJqBfGD7ZgexMjJDND0cPg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Tw8VGOJqBfGD7ZgexMjJDND0cPg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/FcUlTL_YTR4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/3830572821094754993/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/utopias-partidas-e-dilaceradasfoi-tudo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3830572821094754993?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/3830572821094754993?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/FcUlTL_YTR4/utopias-partidas-e-dilaceradasfoi-tudo.html" title="UTOPIAS PARTIDAS E DILACERADAS...FOI TUDO O QUE RESTOU?" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/utopias-partidas-e-dilaceradasfoi-tudo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QMRXo5cSp7ImA9WxNRGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-5975442784497865628</id><published>2009-09-13T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T10:03:04.429-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-13T10:03:04.429-07:00</app:edited><title>Em algum sete de setembro passado</title><content type="html">Eu fui ao Ipiranga no sete de setembro. E lá fiquei num devir-povo aproveitando desta casa bonita com jardim afrancesado e casarão aberto e gratuito ao povo. Imaginei que a melhor vantagem, neste dia, da monarquia ter ido embora seja este dia gratuito no Museu Paulista. E as pessoas se fotografavam nos jardins com uma dignidade de quem possui direito de tirar fotografia no nosso jardim.E ouvi uma criança de menos de sete anos dizer para a família: "então, nós vamos ver o show?"&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui olhar neste bando de gente o quadro do Pedro Américo..tanto movimento de guerra e me chamou a atenção um homem carregando uma carroça e abismado com aquele movimento heróico..num ar que me pareceu semelhante aos meus colegas de visita..todos olhando para cima para aquele acontecimento...fotografei uns rostos assim...com o ar do homem da caroça e pintando por Américo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sete de setembro, neste templo comemorativo da independência, foi palco de um tudo..me impressionou uma mulher negra, elegantemente vestida de tons cor de rosa e alguém profissional a fotografou. Flertei um pouco com ela, mas ela estava muito concentrada na sua performance. Ela tinha a cabeça bem trançada, trancinha por toda a cabeça em tons combinativos com a roupa e seguia pelos jardins próximo da tumba do imperador e da imperatriz..essa tumba também é um lugar concorrido, neste dia sete, as pessoas olhavam encantadas..uma verdadeitra rainha de Congo, na melhor expressão da palavra. E vi dois pm's lá na tumba dos imperadores, estavam lá aproveitando o dia e olhavam com uma cara de quem nunca tinham visto o que restou da matéria do casal imperial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um sol desértico, conseqüências do que fizemos com o planeta e uma fila para entrar no museu..isso é muito interessante...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando eu já ia voltando para a Paulista, eis que cruzo com a marcha dos excluídos..muitos movimentos organizados..mst...negros organizados..pstu...e um carro de som e a cantoria: "caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não..." e eu segui dentro do ônibus cantarolando a canção de guerra ou hit de passeata...o povo seguia, em marcha, marcha dos excluídos ou os grupos organizados que gritavam em seu nome, num devir -povo que é melhor do que ficar parado. E em breve chegariam aos jardins imperiais...mais de 180 anos depois de um outro suposto grito do imperador...e o que foi a república para todos os nossos antepassados e para todos os que passaram hoje por este pedaço da história?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu, enquanto brasileira, me sinto mais feliz pelo fim da monárquia do que pelo fato de sermos uma república de senadores corruptos ou parte dominada de um capitalismo internacional, que como conversava com meu colega de ônibus este povo precisa ir à ruas para protestar, pois segundo o que ele me falou...rico não gosta de pobre...mas diante do abatimento de alguns manifestantes com o calor..caberia uma pergunta: o que fazemos com este calor de deserto? O que ainda podemos fazer pelo planeta? Alguns se refugiavam uns sombras das árvores da Av. D. Pedro I e o ônibus rumou para a Paulista e eu chupei um picolé de graviola, nas calçadas dos grandes bancos da paulista...serão estes os palácios da república? O certo é que os guardas guardavam suas frentes...estes republicanos não foram fotografar as crinaças nos nosso jardins...são os excluídos de um belo dia de sol nos jardins de nossa casa imperial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-5975442784497865628?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I8rSO0Zwy4RKnRCuELbJn8av804/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I8rSO0Zwy4RKnRCuELbJn8av804/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I8rSO0Zwy4RKnRCuELbJn8av804/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/I8rSO0Zwy4RKnRCuELbJn8av804/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/aWXJ5h8Fpnk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/5975442784497865628/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/em-algum-sete-de-setembro-passado.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/5975442784497865628?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/5975442784497865628?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/aWXJ5h8Fpnk/em-algum-sete-de-setembro-passado.html" title="Em algum sete de setembro passado" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/em-algum-sete-de-setembro-passado.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUAQn07eip7ImA9WxNRGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-8423760895950132794</id><published>2009-09-13T09:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T09:44:03.302-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-13T09:44:03.302-07:00</app:edited><title>PEDRO, EU E OS GURIÚ DE CADA UM DE NOIS... TANTOS NOZES</title><content type="html">Este texto foi publicado na Revista Literatura - Revista do escritor brasileiro, n.º 24, 2003. Importei para cá por ser elucidativa de minhas migrações&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEDRO, EU E OS GURIÚ DE CADA UM DE NOIS... TANTOS NOZES&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Glória&amp;nbsp;F. Freitas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo suportado as ameaças de destruição da vida, ameaças de seca, ameaças de naufrágio e outras mais... tive a oportunidade de conversar com este guerreiro nordestino. Um nordestino capaz de rir de amarguras de seu passado e que me segredou uma maravilhosa história de luta pela sobrevivência. Atravessando lugares nunca caminhados, com seus filhos, crianças-esperanças de sua vida, procurava escapar, viver, sobreviver, seja lá o que fosse possível com seus filhos e sua mulher. Obteve sucesso como ele próprio nos dirá. Respirou, sentou para descansar do peso desta mesa (ou do que se coloca nesta mesa: esperanças que fracassam, ilusões que não se cumprem ou desesperanças diante de intransponíveis barreiras que a vida nos traz e estava pronto para as próximas lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escutemos Seu Pedro... e eu ... emocionados falando da vida (era só a vida dele?), da sobrevivência, nós dois, dois migrantes cearenses, parecidos com qualquer judeu errante?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: É isso aí, depois disso, depois que me casei eu vim embora para esse Guriú. Eu vimimbora para esse Guriú, eu vim para o Guriú, tinha três filhos: Francisco, Maria, que é mais velha que ele; e o Horácio, horácio não! Era o Luís, (engasga), este tá lá no Paraná. O Luís vinha com três meses de idade e os outros dois já estavam maiorzim e aí fui, cheguei em Camocim, vinha outro amigo meu, que é sobrinho meu, e também com a família. Agora ele queria vir pru Guriú e eu queria ficar em Camocim, entonce aí, eu fiquei lá e ele veio pra aqui e pegou a trabalhar aqui com o finado Caboclinho, e eu fiquei lá. E lá, nóis, eu e um irmão meu inventamo de trabalha no Remédio, um lugar que tinha lá aonde e a gente trabalhou no carnaubal, nóis fomo trabalha lá. Daí de Camocim, eu levei dois filhos em cima de uma mesa, o Francisco e a Maria, em cima de uma mesa e eu com ela na cabeça assim, agarrado nos pés da mesa, e andei sete léguas! Sete léguas!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu comento: já pensou!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Levei para lá, passei lá um ano, é... , quando foi...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: É praia também Remédios?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: É praia!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Fica para o lado de onde?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Fica de Camocim para baixo, sete léguas, na beira da praia...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Para o lado de Bitupitá?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: E entre Bitupitá e Macéio. Entonce, aí, de lá pra cá, eu passei um ano lá e foi o tempo que não produziu mais nada e eu vimimbora, trazendo os meninos, novamente na mesma mesa. (Dá gargalhadas)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Na mesma mesa? (Também dou gargalhadas)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Na mesma mesa. A mulher com um minino no quarto, com os bagulhos (risos), carregando as coisas e eu com a mesa na cabeça, carregando umas coisas mais também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Ainda tem essa mesa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Eu acho que ela ainda existe por aí (e cai na gargalhada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(muitas gargalhadas, minha e dele)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: A mesa é histórica, não é...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: É&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Serviu de Guarda chuva para...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Eles sentavam em riba da mesa, guardando as coisas em riba da mesa, uma na frente outro atrás, e eu com a mesa na cabeça, já pensou? A gente sofreu muito!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu: Muito&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pedro: Aí depois de lá foi que eu vim para o Guriú. E cheguei aqui e continuei a trabalhar, graças a Deus, tive sorte e ganhei muita coisa. Ainda cheguei o ponto de pissuir cem gados, botei uns comerciozim, é, umas bodeguinhas, por ali; mas sofri muito nesta época, eu passei uma alagação no mar, uma tarde todinha até a noite...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto ouvinte, apaixonada, preferia ter escutado apenas que as partes duras da vida tinham ficado para trás... mas quem suportaria viver sem a presença conselheira das ameaças de morte, desintegração, perigo de sucumbir? E mais ainda quem suportaria viver sem ser possível relatar as dores do viver? Este nosso náufrago parece querer dizer que navegar é preciso, tem-se que chegar em Camocim e antes do natal...mas parece que sofrer parece fazer parte importante do show. E nem se relata a quaresma, mas o nascimento do cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dores semelhantes de todos os habitantes-migrantes que este planeta já produziu, reouvindo Seu Pedro, que até mesmo já nos deixou (mas suas palavras ficaram), faço relembra outro edificador, Freud. E Freud escreve:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20 Maresfield Gardens Londres, N. W. 316.11. 1938&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao Redator-Chefe de Time and Tide.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cheguei a Viena como uma criança de quatro anos de idade, vindo de uma cidadezinha da Morávia. Após 78 anos de trabalho assíduo, tive de abandonar meu lar, vi dissolvida a Sociedade Científica que fundei, destruídas nossas instituições, tomada pelos invasores nossa Impressora (‘Verlag’), os livros que publiquei confiscados ou reduzidos a bagaço, meus filhos expulsos de suas profissões. Não acha que deveria reservar as colunas de seu número especial para as manifestações de pessoas não judias, menos pessoalmente envolvidas do que eu próprio?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com relação a isso, minha mente se apropria de um velho ditado francês:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Le bruit est pour le fat La plainte est pour le sot; L’honnête homme trompé S’en va et ne dit mot. Sinto-me profundamente abalado pela passagem de sua carta que reconhece ‘um certo crescimento do anti-semitismo mesmo neste país.’ Não deveria a atual perseguição dar origem antes a uma onda de simpatia neste país?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respeitosamente seu, Sigm. Freud&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Da obra Anti-semitismo na Inglaterra, 1938)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas homens honestos e lutadores pelo direito à vida, antes de morrer falaram. Apesar das dores denunciam seus (e)feitos e os eternizaram. Portanto Pedro de Gúriu e Freud de Viena estão vivos. E nós, com nois ou nozes, que os escutamos ou lemos também. E como diz outro vivo, que canta Existimos ao que será que se destina...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***********************************&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-8423760895950132794?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2CIAwN2M5rmZVS-I6K_lDzd7uEk/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2CIAwN2M5rmZVS-I6K_lDzd7uEk/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2CIAwN2M5rmZVS-I6K_lDzd7uEk/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2CIAwN2M5rmZVS-I6K_lDzd7uEk/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/TricyEmSi/~4/NjjU6nm_FNU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://tricyemsi.blogspot.com/feeds/8423760895950132794/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/pedro-eu-e-os-guriu-de-cada-um-de-nois.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8423760895950132794?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3111543233845322912/posts/default/8423760895950132794?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/TricyEmSi/~3/NjjU6nm_FNU/pedro-eu-e-os-guriu-de-cada-um-de-nois.html" title="PEDRO, EU E OS GURIÚ DE CADA UM DE NOIS... TANTOS NOZES" /><author><name>Glória Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16728918754261845903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://2.bp.blogspot.com/_rzYPpFFdNAQ/TRR1IrVR-NI/AAAAAAAAABg/Tc8rdtt5Vto/S220/44746_150042868350508_100000343868027_315551_7845613_s.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://tricyemsi.blogspot.com/2009/09/pedro-eu-e-os-guriu-de-cada-um-de-nois.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UEQXYzeSp7ImA9WxNRGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3111543233845322912.post-9127173951436066411</id><published>2009-09-12T20:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T20:06:40.881-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-12T20:06:40.881-07:00</app:edited><title>Começando com(o) Pessoa</title><content type="html">Eis que tudo começa...&lt;br /&gt;
Quero começar a escrever lembrando que ao procurar me definir...lembro de Pessoa e descubro que não sou nada...mas tenho meus sonhos no mundo....sonhos que roubam sonos...sonhos irrecuperáveis...sonhos que se realizam e compro um bombom...como chocolate e nunca se foi o ser menina...nina...ninar...niña...niños...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eis a poesia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;TABACARIA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47; color: red;"&gt;Não sou nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47; color: red;"&gt;Nunca serei nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47; color: red;"&gt;Não posso querer ser nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #741b47; color: red;"&gt;À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Janelas do meu quarto,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não tivesse mais irmandade com as coisas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De dentro da minha cabeça,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falhei em tudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A aprendizagem que me deram,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desci dela pela janela das traseiras da casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui até ao campo com grandes propósitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas lá encontrei só ervas e árvores,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quando havia gente era igual à outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gênio? Neste momento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, não creio em mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, nem em mim...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E quem sabe se realizáveis,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mundo é para quem nasce para o conquistar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda que não more nela;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serei sempre o que não nasceu para isso;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serei sempre só o que tinha qualidades;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crer em mim? Não, nem em nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escravos cardíacos das estrelas,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas acordamos e ele é opaco,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levantamo-nos e ele é alheio,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saímos de casa e ele é a terra inteira,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Come chocolates, pequena;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Come chocolates!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Come, pequena suja, come!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A caligrafia rápida destes versos,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pórtico partido para o Impossível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E fico em casa sem camisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meu coração é um balde despejado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mim mesmo e não encontro nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo os cães que também existem,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vivi, estudei, amei e até cri,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fiz de mim o que não soube&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E o que podia fazer de mim não o fiz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O dominó que vesti era errado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando quis tirar a máscara,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava pegada à cara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando a tirei e me vi ao espelho,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já tinha envelhecido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um cão tolerado pela gerência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ser inofensivo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essência musical dos meus versos inúteis,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como um tapete em que um bêbado tropeça&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E com o desconforto da alma mal-entendendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele morrerá e eu morrerei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a língua em que foram escritos os versos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre o impossível tão estúpido como o real,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sigo o fumo como uma rota própria,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E gozo, num momento sensitivo e competente,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A libertação de todas as especulações&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois deito-me para trás na cadeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E continuo fumando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez fosse feliz.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Álvaro de Campos, 15-1-1928&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3111543233845322912-9127173951436066411?l=tricyemsi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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