<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674</atom:id><lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2009 22:10:49 +0000</lastBuildDate><title>Um Pensante...</title><description>Um Mundo Que Se Esconde Em Minha Mente Pulsante, Pensante... (A Vida Sob Minha Ótica)</description><link>http://umpensante.blogspot.com/</link><managingEditor>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/UmPensante" type="application/rss+xml" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-1905931424251840609</guid><pubDate>Tue, 23 Jun 2009 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-23T19:10:49.137-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>Senado descumpre a Lei</title><description>&lt;span class="art_texto"&gt;&lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="art_autor"&gt;Por Venício A. de Lima em 23/6/2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;À longa lista de ilicitudes que vem sendo reveladas pela grande mídia, cometidas &lt;i&gt;no &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; pelo&lt;/i&gt; Senado Federal, deveria ser acrescentada outra que, todavia, nunca mereceu atenção proporcional à sua importância: o descumprimento do artigo 224 da Constituição de 88 e da Lei 8.389 de 30 de dezembro de 1991.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O artigo 224 reza que o Congresso Nacional, para os efeitos do disposto no Capítulo V – da Comunicação Social, do Título VIII – Da Ordem Social, instituirá, como órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social (CCS) na forma da lei. A Lei que instituiu o referido CCS foi aprovada pelo Congresso, sancionada pelo presidente da República e publicada no &lt;i&gt;DOU&lt;/i&gt; em 31 de dezembro de 1991.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;As atribuições previstas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Para reativar nossas memórias, transcrevo abaixo as atribuições previstas no artigo 2º da Lei para o CCS:&lt;/p&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Comunicação Social terá como atribuição a realização de estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações que lhe forem encaminhadas pelo Congresso Nacional a respeito do Título VIII, Capítulo V, da Constituição Federal, em especial sobre:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;a) liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;b) propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias nos meios de comunicação social;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;c) diversões e espetáculos públicos;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;d) produção e programação das emissoras de rádio e televisão;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e) monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;f) finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e televisão;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;g) promoção da cultura nacional e regional, e estímulo à produção independente e à regionalização da produção cultural, artística e jornalística;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;h) complementariedade dos sistemas privado, público e estatal de radiodifusão;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;i) defesa da pessoa e da família de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto na Constituição Federal;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;j) propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;l) outorga e renovação de concessão, permissão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;m) legislação complementar quanto aos dispositivos constitucionais que se referem à comunicação social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;Nenhuma determinação cumprida&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;No seu artigo 8º, a Lei 8.389 estabelecia o prazo de até sessenta dias após sua publicação para a eleição dos membros do CCS e de até mais trinta dias para sua instalação. Apesar disso, o CCS só foi instalado 11 anos (!!!) depois, em 2002. Além disso, o CCS funcionou até dezembro de 2006 e de lá para cá, simplesmente foi "desativado" numa afronta indiscutível às normas legais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas não é só isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Lei 8.977 de 6 de janeiro de 1995 (Lei do Cabo) diz em seu artigo 44 que o CCS deve ser ouvido em relação a todos os atos, regulamentos e normas necessários à sua implementação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Lei 11.652 de 7 de abril de 2008 (Lei da EBC) diz em seu artigo 17 que o Conselho Curador da empresa de radiodifusão pública deve encaminhar ao CCS as deliberações tomadas em cada reunião.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por óbvio, nenhuma dessas determinações pode estar sendo cumprida se o CCS está "desativado".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;"Não é novidade"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;O descaso do Senado Federal para com o cumprimento da Lei é de tal forma desavergonhado que nem mesmo uma audiência pública convocada pela CCTCI da Câmara dos Deputados para discutir as razões da "desativação" do CCS, no dia 18 passado, mereceu a presença dos principais atores responsáveis pela atual situação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora convidados, o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, e o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal, senador Flexa Ribeiro, não só estiveram ausentes como sequer designaram representantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deputada Luiza Erundina, autora da proposta de audiência pública, comentou que a ausência dos senadores revelava a disposição do Senado, que possui a prerrogativa de indicar os membros e instalar o CCS, em reativar o conselho: "Mais uma vez, o Senado não designou representante. Isso não é novidade. Na outra tentativa de realização da audiência isso se repetiu".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p&gt;A omissão da grande mídia&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p&gt;Em artigo anterior ("&lt;a class="art_leia" onclick="NovaJanela(this.href);return false;" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=524IPB001"&gt;Por que o CCS não será reinstalado&lt;/a&gt;", edição 524 do &lt;i&gt;OI&lt;/i&gt;), afirmei que o Congresso Nacional e, sobretudo, o Senado Federal, abriga um grande número de parlamentares que tem vínculos diretos com as concessões de rádio e televisão. O CCS é um órgão que – mesmo sendo apenas &lt;i&gt;auxiliar&lt;/i&gt; – discute questões que ameaçam os interesses particulares desses parlamentares e dos empresários de comunicação, seus aliados. Na verdade, eles não querem sequer debater. Essa é a razão – de fato – pela qual o CCS não funciona.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse tempo em que decisões fundamentais sobre o campo das comunicações estão sendo tomadas no Poder Judiciário, o Senado Federal se omite de suas responsabilidades e não se faz presente, nem mesmo se utilizando dos instrumentos que a Constituição já coloca a seu dispor. Mais do que isso, descumpre a Constituição e a Lei. E, acima de tudo, não serve ao interesse público que é, afinal de contas, sua única razão de existir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por que será que a grande mídia também se omite inteiramente em relação à "desativação" do CCS?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=543JDB001"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-1905931424251840609?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2009/06/senado-descumpre-lei.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-7166998255176265521</guid><pubDate>Sat, 30 May 2009 04:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-30T01:43:16.205-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Os chacrinhas da política</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SiC47BxXB5I/AAAAAAAAAM4/R_-OTplmJxI/s1600-h/chacrinha1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 275px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SiC47BxXB5I/AAAAAAAAAM4/R_-OTplmJxI/s400/chacrinha1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341472482288666514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O saudoso comunicador Abelardo Barbosa, de codinome Chacrinha, acabou imortalizado pela comunicação que ele mesmo tão brilhantemente propagava, com frases como: "Quem não se comunica se trumbica!". Marcou sua época e as gerações vindouras conquistando admiradores tanto na TV - onde foi mestre - como também, de forma inconsciente, no incerto campo político contemporâneo - isso mesmo, caro leitor – hoje, parafraseando-o, podemos de certo dizer que: "Quem não se comunica não se elege."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Políticos, que desprovidos de qualquer senso crítico ou ético, entregam-se aos marqueteiros na ânsia de usar a comunicação como rampa de decolagem para sua campanha eleitoral, vendo o povo não como grupo pensante, mas, sim, como público alvo, seguindo, e, ao mesmo tempo, distorcendo os preceitos do seu tutor por inércia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheios a todo o bombardeio de denúncias, mensalões e mensalinhos, temos as camadas menos alfabetizadas da sociedade, que não trazem consigo bagagem política suficiente para compreender o que se passa na câmara de vereadores da sua cidade, quiçá os fatos escabrosos do congresso nacional. Tendo então como única e derradeira vitrine os tele-jornais que, de forma quase cotidiana, inoculam nas mentes as "figurinhas tarimbadas", que ora são governo, ora são oposição, mas, de forma alguma deixam de ser "da mídia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma notícia se perde, toda ela arruma um destino, cedo ou tarde aquilo que era só mais uma informação vai encontrar um "hospedeiro" e transformar-se-á em voto. Exemplos não nos faltam no cenário político atual, Collor e Maluf são frutos dessa comunicação eleitoreira que tem como base mais uma "pérola" do velho guerreiro: "Eles não vieram pra explicar, senhores, e sim pra confundir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://overmundo.com.br/perfis/pessoa-de-melo"&gt;Pessoa de Melo&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-7166998255176265521?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2009/05/os-chacrinhas-da-politica.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SiC47BxXB5I/AAAAAAAAAM4/R_-OTplmJxI/s72-c/chacrinha1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-1278334394488475632</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2009 17:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-02T14:39:59.485-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Efeito hambúrguer</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(BIANCHI, Italo. Pensando alto: 99 crônicas: casos e coisas, idéias e gente / Italo Bianchi. – Recife: Faculdade Maurício de Nassau, 2006 - p.277)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;       É tudo bolinho de carne. Boulette, croquette, polpetta, meatball, kibe, almôndega, hambúrguer, e outros menos notórios, são todos bolinhos de carne. Variando na forma e no conteúdo, continuam sendo bolinhos de carne. Meros bolinhos relegados à cozinha doméstica nos quatro cantos do mundo, sem status para freqüentar refeições formais.&lt;br /&gt;       Mas, perdão! Nem todos são meros bolinhos de carne. O hambúrguer fugiu do gênero para se tornar o rei do fast-food, o carro-chefe de uma modalidade de alimentação que vem mudando o estilo de vida, os rituais de convivência e o paladar da humanidade.&lt;br /&gt;       Não estou exagerando. O hambúrguer, antiga invenção da simplória cozinha alemã, adotado e aperfeiçoado pelos americanos do século XX, glorificado pelo McDonald’s que o espalhou para todos os mundos, é muito mais que o mais bem sucedido bolinho de carne. É um ícone, um símbolo, uma instituição democrática. Provavelmente, um sucesso irreversível.&lt;br /&gt;       Longe de mim a intenção de falar mal do hambúrguer e da sua significação cultural; lamentar a sua globalização e discutir as conseqüentes implicações ideológicas. Longe de mim o propósito de criticar o fast-food como uma radical simplificação do repertório alimentar cultivado durante séculos; condená-lo como um fenômeno de regresso, uma involução, uma brutalização da vastíssima tradição culinária da espécie humana. Longe de mim.&lt;br /&gt;       Nada contra o hambúrguer, já que ele agrada a milhões de pessoas; tudo a favor do fast-food, já que ele proporciona uma alimentação rápida e a baixo custo, geralmente com um razoável padrão de qualidade, e francamente mais saudável do que muita comida suculenta. Entendo. Afinal, sou um publicitário e, portanto, um integrado cultural por definição, jamais um apocalíptico, ainda que, por vezes, pouco convincente ou pouco convencido.&lt;br /&gt;       O meu grilo é outro. É a educação dos sentidos, a começar pelo paladar. Fico perplexo observando como a criançada e os adolescentes qye têm absoluta predileção pelo fast-food estão restringindo o repertório de sabores, não tem curiosidades gastronômicas, não enfrentam pratos exóticos, repudiam comidas mais elaboradas. Comem repetidamente as mesmas coisas. O que mais apreciam é a garantia dos mesmos sabores.&lt;br /&gt;       Não se estabelece aí um círculo vicioso? Não gostam por que não conhecem, ou não conhecem por que não experimentaram? Será que chegaremos a uma reação alimentar universal (talvez com pequenas variantes, como sete sabores e cores para distinguir os dias da semana)? Será que nos libertaremos da necessidade emocional de comer por prazer? Será isso uma perda ou uma sublimação?&lt;br /&gt;       Falar nisso, a quantas andam os nossos prazeres? O tato, por exemplo. Acariciar um seio igualzinho ao de outra pessoa, recheado com o mesmo saquinho de silicone, não será uma emoção do tipo “efeito hambúrguer”? E quando o contato físico é dispensado, como no sexo virtual cibernético, e a emoção simplificada, excluindo toda a mão-de-obra da sedução e conquista, não estaremos diante de um “efeito fast-food”?&lt;br /&gt;       Estou brincando. Ou não estou brincando?&lt;br /&gt;       O fato é que não adianta negar os fatos. Há prazeres em decadência e outros em franca ascensão e o tônus da humanidade não piora nem melhora com isso.&lt;br /&gt;       Vejam-se os esportes radicais. O garotão que acaba de devorar seu enésimo hambúrguer está em cima de um viaduto e vai se atirar preso a uma corda que o segurará a poucos palmos do chão. Dizem que isso provoca um frisson incomparável. Acredito. A comidinha caprichada da mamãe não interessa mais e um ensaio fotográfico sexy pode resolver sumariamente outra necessidade. Compensação de prazeres. Provavelmente, o garotão não terá uma vida mais feliz ou mais infeliz do gourmet ou do sedutor do prematuramente eclipsado século XX.&lt;br /&gt;       E pensar que tudo isso começou com o estrondoso sucesso de um bolinho de carne...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-1278334394488475632?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2009/04/efeito-hamburguer.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-2569770317633151239</guid><pubDate>Sun, 28 Dec 2008 20:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-27T18:51:17.417-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meus Textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa</category><title>O Vosso Sorriso!</title><description>Como tudo na vida tem sua primeira vez, vou usar esse espaço para fazer uma pequena confissão.&lt;br /&gt;Essa última semana, apesar de na maior parte do tempo eu não ter feito nada produtivo, foi uma grande semana! Encontrei alguns amigos, conheci outras pessoas, conversei um pouco e, como é de meu costume, parei no tempo para contemplar alguns detalhes de algumas pessoas e coisas ao redor. Depois desses momentos, hoje, ao chegar em casa do último desses encontros que tive nessa semana, me encontrei só em casa. Cheguei correndo para o banho, arrumei minha bagunça no meio da casa, preparei algo pra comer e vim até o computador olhar algumas coisas e ouvir um pouco de música. Sabe, quando entro debaixo do chuveiro eu costumo viajar na minha vida... Geralmente levo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;minisystem&lt;/span&gt; de casa e ligo-o no banheiro tocando algum CD de minha preferência, de acordo com meu 'estado de espírito'. Hoje não. Em casa sozinho, fui ao banho num perpétuo silêncio quebrado apenas pela água que escorria do chuveiro. Enquanto a água refrescava e limpava meu corpo, as idéias e lembranças percorriam minha alma limpado-a e refrescando-a. Parei um pouco para pensar... Sou muito sortudo! Tenho o cuidado de meu Pai e pessoas magníficas que Ele pôs em meu caminho!&lt;br /&gt;Até esse momento no qual escrevo isso, me vejo pensando nos minutos que passei com aquelas pessoas... Como é bom guardar comigo um pouco de cada um daqueles sorrisos! Fico imaginando como pode pesar tanto um gesto tão corriqueiro... É como se a cada sorriso daquele, Deus sorrisse junto, pra mim. Como se Deus desembrulhasse um presente guardado em cada um dos olhares, a cada sorriso ofertado. Como é bom ver um sorriso! Quão especiais são os lábios amigos que presenteiam-me com esse gesto desembrulhado por Deus! Embora haja a distância, a diferença e tantas outras coisas a manobrar, há, antes de tudo, um amor que nos une. Um amor ensinado a cada gota do sangue carmesim que escorreu naquela cruz.&lt;br /&gt;Mesmo não sabendo bem expressar em palavras o que se passa em mim até agora, gostaria de agradecer os sorrisos que me foram ofertados com tanto carinho, e dizer-lhes que guardo cada um desses singulares presentes dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-2569770317633151239?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/12/o-vosso-sorriso.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-8236190977186009680</guid><pubDate>Sun, 16 Nov 2008 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-16T14:43:46.038-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>O papel da igreja não é aceitar o pecador?</title><description>Era um travesti alto, magro e desengonçado, e tinha uns implantes. Não sei como começou na homossexualidade, mas disse que tinha sede de Deus desde antes. Quando criança, num passeio a uma Igreja Católica com sua mãe, viu um caixão de vidro com uma estátua de Jesus dentro. “Igreja do Jesus morto”; a mãe era devota. Quando chegaram perto, ele, pirralho, sentiu que Jesus lhe olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Mãe, Jesus está vivo!&lt;br /&gt;- Pare de dizer besteira, menino… - ela não viu, mas ele sabia que Jesus não estava morto.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adulto, Daisy foi se desiludindo consigo mesmo numa sede que não terminava por outro tipo de vida, apesar de ter tudo o que um travesti poderia desejar, como um parceiro e um filho adotivo. Ligava o rádio na sintonia dos pentecostais. Ouvia músicas e pregações o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se cansava nem da repetição nem dos chavões. Ouvia até a hora de sair para ganhar a vida na rua. Tornou-se um hábito ouvir o evangelho. O parceiro e os vizinhos se irritavam. Daisy ficava mais amuado, mais convicto. Começou a ler a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite não agüentou mais. Percebeu que não tinha coração para levar a vida assim. Decidiu que aquela seria a sua última noite na rua. Ouviu rádio e pegou a Bíblia. Abriu no primeiro capítulo de Apocalipse, que fala sobre a revelação de Jesus, em suas vestes de luz e língua como espada de fogo. Lindo! Assim seria sua fantasia, a última da vida de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Vou de “drag-jisas”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfeitou-se todo de branco e dourado, reverente. Não era uma drag qualquer, era o próprio Jesus de uma maneira simbólica dizendo-lhe que chegara sua hora de mudar. Não conseguiu fazer a vida naquela noite; pregava sem parar, como os pregadores do rádio que ouvia há tanto tempo. Pregava para as prostitutas, para os clientes, para os passantes. O ponto se esvaziou, os habituais corriam para não ouvi-lo. Finalmente, no romper da manhã, tendo arruinado a noite de todos os freqüentadores do ponto,&lt;br /&gt;sentou-se feliz, cantando uma daquelas músicas do tipo “sai demônios e vem Jesus”.&lt;br /&gt;Logo depois Daisy adoeceu e descobriu-se portador do vírus HIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente não teve medo. Sua irmã conhecia algumas pessoas em Belo Horizonte e resolveu dar uma passada por lá para ver se encontrava ajuda para ele. A vida tem seus caminhos; ao receber a medicação, Daisy encontrou também algumas pessoas do grupo VHIVER, que ajuda portadores do vírus da aids a viver com qualidade. De lá esbarrou nos crentes da Caverna de Adulão e conheceu o Jesus que amava. Converteu-se, “destravecou-se”, “homenzou-se” do melhor jeito que pôde. O parceiro ficara no Rio de Janeiro com o filhinho adotivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve de dizer-lhe que era homem agora e que cuidaria do filho, mas já não seria “casado”. Sentiu-se puro como um bebê. Dizia que já tinha feito sexo demais a vida toda e agora não precisava mais; iria viver para Deus de todo o seu coração…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podia ficar em Belo Horizonte, tinha de voltar ao Rio. O Geraldo, da Caverna, se preocupou: “E agora, o que vai ser de Daisy? Quem vai entendê-lo para integrá-lo?”A essa altura Daisy já se chamava como homem, mas os trejeitos de uma vida no submundo não saem fácil. As marcas (as mãos na cintura, o andar reboloso e a voz fina que ainda desafina) ficam. Daisy voltou para o subúrbio do Rio. Despachou o parceiro, pegou suas coisas e mudou-se. Mas aí veio a parte dura: conseguir um emprego, se sustentar de maneira digna e encontrar uma igreja onde fosse aceito. Nos primeiros meses quase não tinha dinheiro; a única congregação do bairro era o lugar mais perto. As emoções de Daisy ainda eram as emoções de uma caricatura de mulher. Ia à igreja esperando amor como o que encontrara em Belo Horizonte. No começo encontrava o porteiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- “Tem culto hoje não, desculpe.”&lt;br /&gt;- “Ah…” - o ar decepcionado de Daisy não mudava em nada a cara do porteiro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a igreja não conseguiu entender o rapaz. Daisy tentou mais uma e mais outra. Mas o que aconteceria se no bairro vissem aquele homem ainda com peitos freqüentando os cultos? Terminou por entender que não era bem-vindo - mais uma ferida para carregar para quem já sofreu tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ajuda na fé e sem apoio econômico e social para recomeçar, a fé de Daisy se apagou. Geraldo o viu um dia desses nas páginas de uma revista, militando pela causa homossexual, e respirou aliviado, pensando: “Pelo menos ele ainda está vivo…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daisy, se você está lendo isto, tente outra vez. Vamos aprender a caminhar com você pelo caminho da restauração. Vamos aprender a fazer da sua vergonha a nossa vergonha e, pelo naosso amor, fortalecer a sua fé naquele que nos transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bráulia Ribeiro - Presidente da Jocum&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://solomon1.com/a/" target="_blank"&gt;Solomon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz aquela música do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;a href="http://www.brianheadwelch.net/"&gt;HEAD&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt; (ex-Korn):&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DIE RELIGION!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto chegam as atrocidades cometidas pela legalismo e falso moralismo da religiosidade? Por isso eu declaro morte à religião e uma vida em verdade no Evangelho. Mas me comprometo não só no pensar e falar, mas no AGIR! Porque não posso mais assistir passivo a essas barbaridades! E você, vai continuar parado ou vai agir? Sejamos luz. Façamos o que estiver ao nosso alcance pra fazer valer o verdadeiro Evangelho de Cristo, o Evangelho do AMOR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="font-style: italic;" class="verses"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr class="even"&gt;&lt;td class="index"&gt;"34         &lt;/td&gt;             &lt;td class="text" colspan="2"&gt;Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;            &lt;tr class="odd"&gt;         &lt;td class="index"&gt;           35         &lt;/td&gt;             &lt;td class="text" colspan="2"&gt;Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;(João 13:34-35)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-8236190977186009680?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/11/o-papel-da-igreja-no-aceitar-o-pecador.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-3281247032205100647</guid><pubDate>Fri, 03 Oct 2008 19:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-03T23:18:38.918-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa</category><title>Na Minha Rua</title><description>Essa vida não é brincadeira... Às vezes parece uma grande piada sem graça, mas na verdade é tudo uma grande &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ironia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;  A vida se arrasta pelas ruas, terreiros, igrejas, bares... Esconde-se pelos becos, com desejo de aventurar-se, de roubar beijos e sussurros gelados ao pé do ouvido. A vida, às vezes, esconde-se para nos emboscar.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem uma mulher que ouve música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gospel&lt;/span&gt; todos os dias, mas ela é a menos simpática e generosa que há na vizinhança. Fica na sacada da casa, sentada em uma cadeira, olhando em direção ao fim da ladeira. Observa as pessoas, os carros, as crianças... Mal conversa! Tem um olhar fechado. Percebe-se facilmente que não tem a mínima vontade de fazer amigos. Um de seus filhos está preso, o outro, morreu. Uma de suas filhas fugiu grávida e o marido vive bêbado. A casa dela é bem arrumada, mas ela grita muito.&lt;br /&gt;  - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Cala a boca menino!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  Às vezes tenho raiva dela, mas por sentir faíscas de sua angústia, a respeito e a entendo.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem uma menina de 14 anos que já é mãe. Ela é de fato muito bonita e vaidosa e também muito namoradeira. Quase toda a semana, aparece com um namorado diferente. Vive com a mãe, o padrasto e os irmãos. Ainda não concluiu a escola (ninguém da família concluiu a escola ainda). Seu filhinho brinca na frente de minha casa... Observo-o pela janela. Vive imitando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“arrocha”&lt;/span&gt;, que vê quando a mãe vai à seresta. Fico do lado de dentro da janela, imaginando o que esse menino vai ser quando crescer. Será que a mãe dele imagina o mesmo, às vezes?&lt;br /&gt;  Na minha rua tem uma mulher que não vê o marido há anos. Ele sequer disse que ia embora. Foi comprar alguma coisa em algum lugar e até hoje não voltou. Disseram que ele tinha outra paixão. Saiu de casa sem dar explicação, despedaçando o coração de uma das vizinhas – aparentemente – mais animadas da rua. Mas eu percebo que ela não é realmente feliz! Ouço as músicas que toca em sua casa... Ela fecha as portas, arruma-se toda e passa a noite inteira a ouvir música. Seu sorriso não consegue me enganar. É tão amargo, o que sente!&lt;br /&gt;  Na minha rua tem casas mal feitas; uma por cima da outra. São as casas das pessoas mais rudes da comunidade. Algumas garotas que vivem grávidas, meninos com as barrigas cheias de vermes... Pessoas que dizem palavrões, se esfregam nos becos, têm dentes horrivelmente podres, fumam, bebem, chupam cana, pegam frete, gritam e fazem escândalos. Riem da própria desgraça, não entendendo os mecanismos desse mundo que anda tão complicado! No natal, penduram piscas nuns gravetos em frente às casas e sentem-se num lar... São toscos em quase todos os sentidos, mas choram escondidos. - Eu consigo sentir!&lt;br /&gt;  Na minha rua tem duas mulheres que nunca saem para conversar. Sempre estão trancafiadas parede adentro. Não gostam do jeito que as pessoas as olham - como se fossem ETs. Olham de lado, mal levantam a cabeça e gaguejam ao falar com alguém, mas se amam. Ajudaram-se quando tinham medo e hoje consolam uma a outra, contra o asco do mundo.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem um senhor que julga ser o mais certo. Fala que as pessoas estão prisioneiras e cegas, chegando a não aceitar pontos de vista diferentes do seu. Já até discutimos idéias, mas percebo que ele se decepciona com as músicas que gosto. Fico da minha janela, admirando sua fé inquebrável. Admiro seu credo de que Cristo o salvou e que em muito breve vai lavá-lo para o Paraíso, tirando-lhe de uma vez por todas da ‘prova’. É interessante seu amor e gratidão a Deus. É bonita e poética sua vida simples e tão completa ao mesmo tempo. Por mais que não haja recíproca, me orgulho dele. Apesar de tudo, ele é um exemplo de bom homem. Sua esposa, uma senhora que canta num coral, ensaia com ele cânticos religiosos.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem um homem que, quando bebe, bate na mulher e nos filhos. Um dia ele jogou porta afora uma TV, móveis e roupas... Seus filhos gritavam tanto!&lt;br /&gt;      - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não, pai! Pára!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  Eu não podia fazer nada! Aqueles gritos agudos calavam a rua e corroíam meu coração impotente. No outro dia, sua esposa tentava esconder as marcas do seu corpo e rosto. As crianças iam pra escola e comiam por lá.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem um menino que sofre de doença mental. Vive brincando com carrinhos, canos, serrinhas, potes... Sempre que passo o cumprimento animado e vejo em seu rosto um brilho que me diz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Oi! Estou bem, obrigado!”&lt;/span&gt;. Ele tenta puxar conversa, mas normalmente embaralha as palavras. Como sempre estou com muita pressa, acabo não tendo tempo para tentar entender tudo o que diz.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem uma senhora que cria um monte de cachorros. Conversa com eles, dá banho, os leva pra passear... Mas sofre pela falta de habilidade para aprender a matemática da escola. Tema idade avançada e vive só com os cachorros. Ninguém da rua tem tempo ou paciência para ajudá-la. Fico triste e me envergonho, por ter que admitir que nem eu tive.&lt;br /&gt;  Na minha rua eu viajo na vida dos meus vizinhos, nos seus olhares, idéias e sentimentos.&lt;br /&gt;  Na minha rua tem festas, também. Mas quando passa o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; réveillon&lt;/span&gt;, tudo começa de novo e, às vezes, até pior. Por isso considero o menino doente mental o mais feliz de todos nós. Talvez a ‘loucura’ de sua cabeça seja a melhor maneira de se viver nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Gleydson Wanderson&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Professor de línguas, diretor, ator e autor de teatro&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ADAPTADO&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-3281247032205100647?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/10/na-minha-rua.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-1717252052148077823</guid><pubDate>Fri, 26 Sep 2008 01:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-25T22:30:37.694-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>A Igreja e a "igreja"</title><description>Deus disse : "Haja luz!" e houve luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, não encontrei um "Haja igreja!", mas de fato houve igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao ler isto, você pensa: "Este homem ficou doido? Claro que Deus institui igreja!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de me atearem fogo, ou cortarem minha cabeça; Existe uma diferença muito grande entre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I&lt;/span&gt;greja e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;i&lt;/span&gt;greja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja, com "I" maiúsculo, é corpo de Cristo na terra, ela não pode ser classificada em números, não há estatísticas que apontem seu tamanho ou sua abrangência. Dela fazem parte todos aqueles que experimentaram o novo nascimento, em Cristo. Contra ela, "as portas do inferno não prevalecerão", perseguida, ela se espalha e cresce ainda mais. Esta Igreja resplandece, tempera e dá luz ao mundo. Esta Igreja se move em direção ao necessitado sobre pés formosos, toca o próximo com mãos carinhosas, vê a aflição do justo com olhos graciosos e misericordiosos, esta igreja tem sede e fome de justiça. Esta Igreja pensa, reflete, pondera, RE-pensa, chora, ri, se decepciona, cai, levanta, bate a poeira e continua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esta Igreja é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A igreja, com "i" minúsculo, é a instituição. Ela tem CNPJ, paga contas, tem fornecedores, funcionários e tudo aquilo que é necessário para a sobrevivência de uma empresa, inclusive o lucro. A igreja é aquele lugar com bancos, púlpito, portas e janelas, onde vamos aos domingos. A igreja tem estatuto, tem regras, tem custumes, como um clube recreativo. "Aqui é proibido entrar de bermuda." diz a placa. Seria normal se estivessemos falando de nadar ou jogar bola e não da salvação das pessoas e de como certas "ordenanças piedosas" afastam gente boa e sedenta dos locais onde poderiam ao menos escutar alguma mensagem de Deus que os curasse.&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/div\u003e\u003cdiv align\u003d\"justify\"\u003eA igreja esqueceu que o\n\u0026quot;sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado\u0026quot;, esqueceu\nque Jesus dá mais importância ao que o homem é do que à leis e\nordenanças, do contrário ele jamais teria curado num sábado. \u0026quot;Ah! Mas\nvocê está falando do sábado!\u0026quot; Ora, as ordenanças serão sempre\nordenanças, e homens serão sempre homens, e igreja precisa escolher, o\nhomem ou a regra, o coração ou a aparência, a forma ou a essência, a\nbermuda ou o jovem sedento precisando de misericórdia?\u003c/div\u003e\u003cbr\u003eHá uma desvalorização da Igreja e uma super-valorização da \u0026quot;igreja\u0026quot;.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003cdiv align\u003d\"justify\"\u003eOra,\no que seria da igreja se não fosse a Igreja? O problema é que pensamos\no contrário disso: \u0026quot;o que seria de mim, se não fosse da\u0026quot;igreja\u0026quot;!?\u0026quot;.\u003c/div\u003e\u003cbr\u003e\u003cdiv align\u003d\"justify\"\u003eNos\nsentimos culpados por não irmos a igreja, mas não nos sentimos culpados\npor não sermos Igreja onde quer que estejamos, triste não?\u003c/div\u003e\u003cbr\u003e\u003cdiv align\u003d\"justify\"\u003e\u0026quot;Deus\nnão habita mais em templos feitos por mãos de homens.\u0026quot; - igreja não é\nlugar santo, imaculado, o púlpito não é um \u0026quot;oráculo sagrado\u0026quot;. Nós somos\ntemplos, habitação de Deus, morada do Altíssimo, lugar santo,\ntabernáculos da Nova Aliança.\u003c/div\u003e\u003cdiv align\u003d\"justify\"\u003e \u003c/div\u003e\u003cbr\u003eQuem tem ouvidos ouça, o que o Espírito diz à Igreja.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eRecebam meu carinho e respeito.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eCandidato a servo,\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003cstrong\u003eJonathas Chagas.\u003cbr\u003e\n\u003cbr\u003e\u003cspan style\u003d\"font-weight:normal\"\u003e\u003ca href\u003d\"http://cristaomaltrapilho.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\u003ehttp://cristaomaltrapilho.\u003cWBR\u003eblogspot.com/\u003c/a\u003e\u003c/span\u003e\u003cbr\u003e\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003c/div\u003e\u003cbr\u003e-- \u003cbr\u003e \u0026quot;Te encontrar foi mais que nascer \u003cbr\u003e  Foi matar o mal que tentou me vencer\u003cbr\u003e\n   E tudo que eu quero é, Jesus,\u003cbr\u003e   Teu amor, nada mais\u0026quot;\u003cbr\u003e\n\u003c/div\u003e\n",0] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A igreja esqueceu que o "sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado", esqueceu que Jesus dá mais importância ao que o homem é do que à leis e ordenanças, do contrário ele jamais teria curado num sábado. "Ah! Mas você está falando do sábado!" Ora, as ordenanças serão sempre ordenanças, e homens serão sempre homens, e igreja precisa escolher, o homem ou a regra, o coração ou a aparência, a forma ou a essência, a bermuda ou o jovem sedento precisando de misericórdia?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há uma desvalorização da Igreja e uma super-valorização da "igreja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, o que seria da igreja se não fosse a Igreja? O problema é que pensamos o contrário disso: "o que seria de mim, se não fosse da"igreja"!?".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos sentimos culpados por não irmos a igreja, mas não nos sentimos culpados por não sermos Igreja onde quer que estejamos, triste não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Deus não habita mais em templos feitos por mãos de homens." - igreja não é lugar santo, imaculado, o púlpito não é um "oráculo sagrado". Nós somos templos, habitação de Deus, morada do Altíssimo, lugar santo, tabernáculos da Nova Aliança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quem tem ouvidos ouça, o que o Espírito diz à Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jonathas Chagas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cristaomaltrapilho.blogspot.com"&gt;http://cristaomaltrapilho.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-1717252052148077823?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/09/igreja-e-igreja.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-2501189213029331372</guid><pubDate>Sat, 06 Sep 2008 01:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-05T22:20:23.490-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa</category><title>Inteligentes Idiotas</title><description>Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.&lt;br /&gt;Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 25 centavos e outra menor, de 50 centavos.&lt;br /&gt;Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.&lt;br /&gt;Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. 'Eu sei' - respondeu o tolo assim: 'Ela vale duas vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda'.&lt;br /&gt;Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A primeira:&lt;/span&gt; Quem parece idiota, nem sempre é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A segunda:&lt;/span&gt; Quais eram os verdadeiros idiotas da história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A terceira:&lt;/span&gt; Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a conclusão mais interessante é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(William Shakespeare)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-2501189213029331372?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/09/inteligente-e-idiotas.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-5085983779985141869</guid><pubDate>Tue, 26 Aug 2008 22:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-26T20:19:12.843-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa</category><title>Álcool é droga, sim!</title><description>Ele embriaga, entorpece, aliena, anestesia a consciência, enfraquece as relações, corrói a vontade do sujeito, mina as possibilidades afetivas da pessoa, inviabiliza a convivência, libera as pulsões agressivas e anticivilizadas, estraga relacionamentos familiares. Além da medida, o álcool provoca em nós o que deveríamos manter resguardado e sob controle, ou seja, nossas deselegâncias internas. Em pessoas muito resolvidas, ele pode até não produzir tais efeitos, mas pessoas de fato resolvidas não se entregam à bebida além do limite da adequada conveniência pessoal ou social. É o limite ferido pelo excesso da bebida que produz mal-estar ao sujeito, à sua saúde e Às relações com os outros.&lt;br /&gt;    O contexto social é cada vez mais estimulador desse tipo de conduta entorpecida. Beber tornou-se um comportamento de referência de gente jovem e feliz, de gente que sabe viver, que nem tem tempo de dormir, que tem mais é que gozar a vida, mesmo que sorvendo-a em grandes goles de alienação. No imaginário da sociedade do espetáculo, "ser bom de copo", ser daqueles que encaram todas as doses, ganhou perfil de gente sarada. Nesse contexto, beber com limites pode parecer caretice.&lt;br /&gt;    É abusiva e enganosa a propaganda que os meios de comunicação veiculam da bebida, mostrando-a sempre como produtora de um estado ideal de bem-estar. O estrago que o excesso promove é ocultado, os efeitos corrosivos e desfigurantes que a bebida produz no corpo e no espírito da pessoa, são omitidos (...) Ante o indivíduo seduzido pela bebida e pela força da propaganda, fica frágil e inoperante qualquer discurso familiar acerca de limites. A propaganda precisa assumir o compromisso com os valores da cultura e, não, destituí-los.&lt;br /&gt;    De mansinho, o ato de beber vai sendo imposto numa sutileza comercial muito estética, aparentemente inocente, natural como o ato de beber água. É nesse astral de graciosa naturalidade que a bebida vai se resenhando como um estilo de vida feliz.&lt;br /&gt;    A bebida em seus excessos, tem se tornado um esconderijo das falhas que deveríamos modificar, da ansiedade que deveríamos tratar, da angústia cuja origem deveríamos conhecer, do próprio vazio que tememos descortinar de nós. Quanta bebida será necessária para preencher esse poço sem fundo do vazio humano? Em todo consumo abusivo, o grande lucro será sempre dos fabricantes, e o prejuízo será sempre do consumidor. É a voracidade de ambos que os desumaniza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Diário de Pernambuco - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amparo Caridade&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adaptado&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-5085983779985141869?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/08/lcool-droga-sim.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-4625093579688367762</guid><pubDate>Fri, 08 Aug 2008 01:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-11T19:21:18.408-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><title>Tá, Vamos Falar de Música II</title><description>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SJukGJlECiI/AAAAAAAAAHY/KJZerpc6ZYo/s1600-h/3264_03_24_2008_9_35_01_gravedec.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SJukGJlECiI/AAAAAAAAAHY/KJZerpc6ZYo/s320/3264_03_24_2008_9_35_01_gravedec.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231955817678506530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Voltamos nós aqui, com a segunda edição do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tá, Vamos Falar de Música"&lt;/span&gt;. Nessa edição, vamos falar um pouco de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metal Extremo&lt;/span&gt;. Mais especificamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Symphonic Black Metal"&lt;/span&gt;. Trago hoje aqui, meus comentários sobre uma das mais novas revelações do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Metal Extremo Cristão&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grave Declaration&lt;/span&gt;. Bem, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grave Declaration&lt;/span&gt; é uma banda nova, no cenário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'extremo cristão'&lt;/span&gt; da Noruega (popular por 'exportar' bons nomes do Metal Extremo). A banda, apesar de nova, é dotada de bastante técnica musical. Isso fica evidenciado em cada arranjo de seu primeiro EP, lançado esse ano, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Nightshift Worshiper"&lt;/span&gt;. Como de costume no início das bandas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grave Declaration&lt;/span&gt; é mais uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'One Man Band' &lt;/span&gt;(banda formada por um único integrante). O músico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Thor Georg Buer" &lt;/span&gt;assume todos os instrumentos e o vocal da banda, tendo neste trabalho lançado pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Momentum Scandinavia&lt;/span&gt;, a participação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eivind Haugstad&lt;/span&gt;" nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'vocais limpos'&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Byron Eggehorn"&lt;/span&gt;, também nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'vocais limpos'&lt;/span&gt; e com uma breve contribuição na guitarra. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Nightshift Worshiper&lt;/span&gt; contém 4 belas faixas, totalizando cerca de 25 minutos do mais puro e inspirado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Symphonic Black Metal&lt;/span&gt;. A faixa de abertura do EP, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Your Beauty Embraced"&lt;/span&gt;, começa já introduzindo o ouvinte na atmosfera do som, com uma breve introdução que mescla o sinfônico, o orquestral e o peso da guitarra, prosseguindo com um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'vocal rasgado'&lt;/span&gt; muito bem feito e bem encaixado aos arranjos. Durante as 4 faixas do EP, a banda demonstra grande técnica e talento, encaixando de forma 'encantadora', arranjos orquestrais e sinfônicos ao peso do Black Metal, dando ao som, uma atmosfera melancólica, com belos solos de piano e teclados que acentuam a 'melancolia do som', além de bases de guitarra bem preparadas e trabalhadas na sonoridade das faixas. O som, em algumas partes, chega a lembrar o saudoso e clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vaakevandring"&lt;/span&gt;, mas sem os elementos folk e com mais ênfase no sinfônico/orquestral. Em suma, a banda traz um som bastante singular e de qualidade, impondo respeito, apesar de tão nova. Os bons fãs do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Symphonic Black Metal&lt;/span&gt;, têm por dever ouvir esse magnífico EP, dessa banda que promete deixar fortes marcas no cenário musical. Para baixar e ouvir o EP, cadastre-se e acesse: &lt;a href="http://www.cmfreak.net/index.php?showtopic=9745"&gt;http://www.cmfreak.net/index.php?showtopic=9745&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grave Declaration - The Nightshift Worshiper:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;01. &lt;/span&gt;Your Beauty Embraced (7:45)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;02. &lt;/span&gt;To My Redeemer (5:11)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;03. &lt;/span&gt;Lamentation (5:59)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;04. &lt;/span&gt;The Great Exaltation Of The Most Sovereign God (6:21)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;u&gt;Minha&lt;/u&gt; avaliação do álbum: 100%)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;u&gt;7 faixas para ouvir durante a semana:&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;» Buried Yesterday - Torture Room (do EP &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Only Salvation For Us"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Megadeth - A Tout Le Monde (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"United Abominations"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Holy Blood - To Heaven (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Waves Are Dancing"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Acoustic Torment - Satanic Seduction (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Schwarzwald"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Alice Cooper - Stolen Prayer (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The Last Temptation"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Mombojó - A Missa (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nadadenovo"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Circus Maximus - Glory Of The Empire (do Álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The 1st Chapter"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-4625093579688367762?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/08/t-vamos-falar-de-msica-ii.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_3l0wlTdUZp4/SJukGJlECiI/AAAAAAAAAHY/KJZerpc6ZYo/s72-c/3264_03_24_2008_9_35_01_gravedec.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-6296081709221022041</guid><pubDate>Wed, 30 Jul 2008 02:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-11T19:31:28.908-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><title>Silence The Oppressors</title><description>Bem, trazendo hoje aqui a tradução da magnífica música "Silence The Oppressors", da banda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Death Metal&lt;/span&gt; "Impending Doom". Que apesar de nova, vem desempenhando um excelente trabalho na cena do Metal Cristão, não só na musicalidade, mas, acima de tudo, na divulgação do evangelho. A letra retrata o forte preconceito que os religiosos têm com a cena underground da música, dando relevância aos ditos populares que insinuam que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"rock é coisa do diabo". &lt;/span&gt;Ferindo assim, o princípio bíblico que diz que Deus é o perfeito criador das coisas belas desse mundo e que a única criação do diabo é a mentira. Sem mais delongas, aí vai a letra, a tradução e a música em áudio e vídeo para download:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Impending Doom - Silence The Oppressors&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To the following Christians listen closely. We bring our light to a new realm, a realm you dare not enter, passing judgment behind stone walls, behind your absence of understanding. We will crush your walls that dictate where our ministry goes, don't you ever tell me I'm using God as a gimmick. Im not a heretic, I'm not a hypocrite; those insults make me sick from the ones I have fellowship with. We aren't doing this for our own, but for one name holy and alone. These venues are our church, we are the gospel in the darkness, and this is our exaltation. We are the gospel in the darkness; we bring our light to a new realm, a realm you dare not enter, passing judgment behind stone walls, behind your absence of understanding. Are you listening! We'll crush the walls that dictate where our ministry goes, this is our church, this is our worship, GORSHIP!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tradução:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Silencie os Opressores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os seguintes cristãos, ouçam atentamente. Nós trazemos nossa luz para um novo campo, um campo que vocês não ousam entrar, fazendo julgamentos atrás de muros de pedra, atrás da sua falta de entendimento. Nós vamos esmagar seus muros que ditam aonde seus ministros vão. Nunca me diga que estou usando Deus como marionete.&lt;br /&gt;Eu não sou um herege, eu não sou um hipócrita. Esses insultos me deixam de saco cheio com aqueles que eu tenho companheirismo. Nós não estamos fazendo isso pra nós mesmos, mas pra um nome sagrado e único.&lt;br /&gt;Esses encontros são a nossa igreja. Nós somos o evangelho na escuridão e essa é a nossa exaltação. Nós somos o evangelho na escuridão. Nós trazemos nossa luz para um novo campo, um campo que vocês não ousam entrar, fazendo julgamentos atrás de muros de pedra, atrás da sua falta de conhecimento. Vocês estão ouvindo? Nós vamos esmagar os muros que ditam aonde nossos ministros vão, essa é nossa igreja, esse é nosso louvor. "Gorship”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Download MP3 (2.49MB/128kbps):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?llwaz1jzzdg"&gt;Via MediaFire&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/133475659/08_Silence_The_Oppressors.mp3.html"&gt;Via RapidShare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zshare.net/audio/16211163ccd39f8c/"&gt;Via zShare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://w14.easy-share.com/1701048631.html"&gt;Via EasyShare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Download AVI (39MB/24fps):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/100253244/ImpendingDoom-SilenceTheOppressors-wWw.CMFreak.Net.rar"&gt;Via RapidShare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://depositfiles.com/files/4177123"&gt;Via DepositFiles&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=RV0A17O7"&gt;Via MegaUpload&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zshare.net/download/90853706e49a5d/"&gt;Via zShare&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://uploaded.to/?id=x7jdlh"&gt;Via Uploaded&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Artista:&lt;/span&gt; Impending Doom&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Álbum:&lt;/span&gt; Nailed. Dead. Risen.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Faixa:&lt;/span&gt; 08&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Música:&lt;/span&gt; Silence The Oppressors&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duração:&lt;/span&gt; 3:11min.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gênero:&lt;/span&gt; Death Metal/Grindcore&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gravadora:&lt;/span&gt; Facedown Records&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-6296081709221022041?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/07/silence-oppressors.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-5136683986580746977</guid><pubDate>Sat, 12 Jul 2008 01:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-11T23:06:08.824-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>Deus e o Pensamento Lógico</title><description>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;A diferença da validade do pensamento lógico...&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É possível haver dois deuses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R.: &lt;/span&gt;Não. Se Deus é infinito, outro "Deus" também seria infinito, não havendo distinção. Assim, 2 teria de ser igual a 1, ou A = -A, o que é absurdo. Alguém postulou sobre a teoria de Cantor, dos infinitos. Cantor foi um gênio, mas não existem "dois ou mais infinitos". Existe um só. Naturais e Inteiros não são dois conjuntos distintos. Irracionais e Racionais são, na verdade, representações distintas do mesmo conjunto de números. Contudo, quando aplicamos o termo "infinito" para Deus, na verdade estamos querendo dizer "ilimitado". Assim, quando pensamos em Deus sendo Todo, não sobra espaço inclusive para especulações como a que pressupõe a sua não existência! Mais do que qualquer coisa imaginada está Deus (argumento ontológico) sendo, portanto, impossível que haja mais do que Ele é. E havendo outro haveria mais do que Deus é, fazendo-o menor do que "Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É possível não haver Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R.: &lt;/span&gt;Também não. Se não existe um ser auto-existente e criador, estamos admitindo que o universo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a)&lt;/span&gt; é eterno, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;b)&lt;/span&gt; tenha infinitas (re)criações. Os dois casos são absurdos, pois sugerem uma "sucessão infinita de eventos finitos", o que é impossível, pois o infinito precisaria ter sido "ultrapassado" para que viéssemos a existir. Assim, Deus TEM que existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É possível Deus fazer uma pedra que ele mesmo não possa carregar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R.: &lt;/span&gt;Problema na pergunta. Este pensamento NÃO é válido, pois está se pedindo para Deus fazer algo finitamente (pedra) infinito (maior do que Deus). É o mesmo de se pedir a alguém que faça um "círculo quadrado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O hindu/budista diz:&lt;/span&gt; "Tudo é ilusão". E aí, nós perguntamos: E a frase que afirma que tudo é ilusão... Ela também tem que ser uma ilusão... Se ilusão é sinônimo do que não é verdadeiro, mas falso, logo a frase é falsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ateu (hoje chamado eufemisticamente de "humanista ético") diz:&lt;/span&gt; "Deus não existe. O mal existe". Como compararmos elementos "malignos" se não há qualquer padrão absoluto de&lt;br /&gt;benignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O darwinista diz: &lt;/span&gt;"O acaso, uma sucessão de eventos não inteligentes, formou o universo e propiciou a vida na terra". Bem, vejamos: Uma das chamadas "constantes antrópicas", isto é, causas que propiciam a vida humana na terra é a gravidade. De acordo com Jeffrey Zweerink, físico da UCLA (Universidade da Califórnia, em Los Angeles), se a força gravitacional da terra fosse alterada em 10&lt;sup&gt;-37&lt;/sup&gt;%, o sol não existiria e não existiria vida! (Só para você ter uma idéia da precisão, o número é o seguinte: 0,0000000000000000000000000000000000001! Sabe quais são as chances de tal precisão acontecerem "por acaso"? Bem, muito menores do que esse número! Se o darwinista ainda tem a sua "fé" inabalável no acaso, então vejamos outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O astrofísico Hugh Ross, no livro "Why I believe in divine creation" ("Porque eu acredito na criação divina"), calculou a probabilidade em que as "constantes antrópicas" pudessem existir pelo acaso em um outro planeta. Ele partiu do pressuposto de que existam 10&lt;sup&gt;22&lt;/sup&gt; planetas. Um número extraordinariamente alto. A chance é de 1/10&lt;sup&gt;138&lt;/sup&gt;. Ou seja, 1 em 10&lt;sup&gt;138&lt;/sup&gt; zeros! Para se ter uma idéia, a quantidade de átomos no universo é estipulada em 10&lt;sup&gt;70&lt;/sup&gt;! As chances de vida, portanto, sem um projetista inteligente, em qualquer outro lugar do universo, é de ZERO! "Não tenho fé suficiente para ser ateu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O agnóstico diz: &lt;/span&gt;"Não se pode saber coisa alguma sobre a verdade". Bem, nós perguntamos: "Isto, é verdade?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O pluralista diz: &lt;/span&gt;"Todas as religiões são a mesma coisa". Bem, nós podemos dizer: "Vi uma águia e um abutre voando. Os dois tinham penas, bicos, asas e garras. Apesar de parecerem, em alguns momentos, não eram a mesma coisa... Um era águia e o outro, abutre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por fim, um cético pode perguntar:&lt;/span&gt; "Se Deus existe, por que existe o mal moral?"&lt;br /&gt;Uma resposta poderia ser: Impedir o mal seria impedir o bem!&lt;br /&gt;- O "amor" é o bem maior e requer arbítrio.&lt;br /&gt;- Deus se identifica diretamente com o "bem maior".&lt;br /&gt;- Impedir o mal seria impedir escolhas livres.&lt;br /&gt;- Assim, o "bem maior" (amor) seria impedido.&lt;br /&gt;- E, impedir o "bem maior" é o "mal maior".&lt;br /&gt;- Poderíamos viver em um mundo sem "mal"... mas, seria sem "escolhas", sem "arbítrio".&lt;br /&gt;- O mal está diretamente associado à vontade, e esta à necessidade. Não havendo mais sensação de necessidade não haverá mais vontade. - A Bíblia diz que o homem é imortal, portanto há duas realidades: esta e outra. Na outra realidade não há sensação de necessidade pois seremos "plenos". Logo, o arbítrio é possível mas, praticamente, não-necessário e o mal, abolido. - A outra realidade é infinita e esta, finita. O finito não se compara ao infinito, logo, esta realidade não se compara com a próxima. Perto da próxima realidade (futura), esta tende a zero. - Viveremos, portanto, numa realidade infinita (infinitamente superior à atual), plenos, com conhecimento do bem e do mal e Deus será soberano, pois esta É a sua vontade. - Logo, consuma-se o plano perfeito de Deus, em criar um ser com arbítrio e fazer com que tal ser (o homem) adeqüe-se à sua vontade sem que aquele interfira neste. O melhor mundo possível foi criado e continua havendo adequação entre causa e efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arbítrio... Livre?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se, como a Bíblia diz, aquele que nasce em pecado é escravo do pecado, e todos nascemos em pecado, logo, o meu arbítrio não é tão livre assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Artur Eduardo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.artureduardo.blogspot.com/"&gt;ArturEduardo.Blogspot.Com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-5136683986580746977?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/07/diferena-da-validade-do-pensamento.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-6281844055172985573</guid><pubDate>Tue, 08 Jul 2008 03:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-08T01:01:43.853-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>Cenoura, Ovo Ou Café?!</title><description>Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.&lt;br /&gt;A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.&lt;br /&gt;Virando-se para ela, perguntou: Querida, o que você está vendo? Cenouras, ovos e café, ela respondeu. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.&lt;br /&gt;Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.&lt;br /&gt;Ela perguntou humildemente: "O que isto significa, pai?"&lt;br /&gt;Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.&lt;br /&gt;A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.&lt;br /&gt;Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rígido.&lt;br /&gt;O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.&lt;br /&gt;"Qual deles é você?", ele perguntou a sua filha. "Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?"&lt;br /&gt;Que possamos, fortalecidos no Senhor, viver com a perspectiva de que nEle e por Ele teremos condições de vivermos como agentes de transformação, e como verdadeiros adoradores do Seu Santo Nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.devocionais.com.br"&gt;Devocionais.Com.BR&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-6281844055172985573?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/07/cenoura-ovo-ou-caf.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-1003386625237106371</guid><pubDate>Tue, 08 Jul 2008 03:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-08T00:51:20.683-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Artigo</category><title>Deus Tocou No Meu Bilau!</title><description>É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade de aceitar que Deus esculpiu o homem todo, até mesmo o pênis e o saco escrotal. Isso por causa da nossa cultura que passa de geração para geração, dizendo que os órgãos sexuais são algo sujo e profano, quase como um mal necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os judeus entenderam que o corpo do ser humano, os órgãos e principalmente o sexo era algo separada, sublime!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante ver que, na nossa cultura, o que nos distingue externamente como povo de Deus, muitas vezes é a roupa, o terno. Na cultura judaica o povo era distinguido por uma marca no pênis. Hoje quando vamos fazer um juramento colocamos a mão na bíblia, mas os judeus colocavam a mão nos órgãos genitais de quem eles estavam fazendo o juramento, como o servo fez com Abraão ao jurar trazer uma esposa para Isaque (Gn24.2). E o mais interessante que permanece até hoje é que nós, homens, quando vamos fazer xixi lavamos a mão antes de sair do banheiro, os judeus lavam ao entrar, antes de pegar no pênis, pois sabem que o que vão pegar é algo sagrado, esculpido e separado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aprendermos a olhar para nosso corpo com uma visão mais bíblica, com a visão de Deus, teremos muito mais cuidados com ele. Se entendermos que o próprio Deus esculpiu cada pênis e vagina, esculpindo para sua honra e glória, não os colocaríamos em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou para eu entender, mas hoje creio que Deus formou cada um com suas próprias mãos, todas as partes do nosso corpo, assim como o pênis e por isso somos tão especiais. Vejo que, por Deus ter pego no meu bilau, tenho certeza que não quero profanar meu corpo e sim honrá-lo, usando da forma que Ele planejou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Marcos Botelho)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://sexxxchurch.com/"&gt;SexxxChurch.Com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-1003386625237106371?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/07/deus-tocou-no-meu-bilau.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-8200499296352027061</guid><pubDate>Sat, 28 Jun 2008 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-28T16:58:28.087-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Nossos Dias Que Passam Depressa</title><description>Não sei se só eu tenho a estranha sensação de que o tempo atualmente corre mais depressa que antes. Volta e meia me pego admirado ao olhar o relógio e ver que estou atrasado para algum compromisso. 24 horas já não são o bastante para tudo o que tem de ser feito. A semana mal começa e já acaba. O que está acontecendo com o tempo&lt;br /&gt;    Quando era criança minha preocupação era ficar logo adulto. Queria trabalhar, ganhar o meu dinheiro e com ele comprar tudo o que desejasse. Pura ilusão. Depois que cresci, descobri que a vida é um pouco mais complicada que isso. Que o trabalho traz muita canseira e pouca remuneração. Que os sonhos sempre custam mais que o meu salário pode pagar. Tudo bem, restou o meu bom-humor, encarar a vida da forma mais divertida possível. Mas, de vez em quando, vem aquela saudade do tempo em que não precisava suar a camisa (literalmente) para poder me sustentar. Das noites de bate-papo com os amigos, sem ter que me preocupar com a hora de acordar no dia seguinte. E do tempo, que corria calmo, sereno e tranqüilo no meu relógio.&lt;br /&gt;    Hoje as coisas não são mais as mesmas. O corre-corre diário, as preocupações com as contas vencidas, os problemas de relacionamentos... Tudo parece contribuir para que percamos a noção de tempo. É verdade, duas horas de trabalho passam mais devagar que duas horas de namoro. Mas sinto que não é só isso. Parece que o tempo está afunilando. Sabe os desenhos animados, quando alguém cai de um precipício e se ouve aquele assovio, que vai crescendo de intensidade até chegar lá no fundo? Pois é... Pergunto-me o que será o nosso 'fundo'. Para onde estamos caminhando? Qual o nosso destino final?... Filosofia barata? Talvez. Mas que algo está para acontecer, eu não tenho nenhuma dúvida. O meu relógio supersônico não mente.&lt;br /&gt;    ‘O tempo não pára’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Frodo Oliveira)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/565007"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/565007&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-8200499296352027061?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/nossos-dias-que-passam-depressa.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-3784652302929791242</guid><pubDate>Mon, 23 Jun 2008 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-04T22:20:41.488-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meus Textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Liberdade</title><description>“O homem é produto do meio”, já dizia – sabiamente – o filósofo. Que fazer, então, quando esse meio te remete à uma gaiola de regras, padrões e valores invertidos? É... Realmente difícil responder, realmente difícil saber como agir. Sabe, eu nunca consegui entender o conceito de “liberdade” da sociedade. Soa-me bastante contraditório, “homens livres” que não podem expor suas opiniões, se essas forem contrárias às de terceiros, ou “homens livres” que se cercam de regras, limitações e levam uma vida extremamente metódica. Em verdade, o homem nasce livre, mas se vê cativo onde quer que vá, ou no que quer que faça. É curioso ver como o homem, paradoxalmente, vive em busca da liberdade. E a grande causa disso tudo, é nada mais que a falta de autoconhecimento. O homem ainda não aprendeu a lidar com sua natureza. O sabor da liberdade nasce ao mesmo tempo em que nasce a alma do homem, mas o meio atrofia essa liberdade. É da natureza do homem, a liberdade. E, a escassez da mesma, faz do homem, um ser frustrado. Essa frustração gera o desejo por respostas, faz o homem querer gritar ao mundo, sua liberdade. Agora não mais pode. O medo, o meio o sufoca. “O homem é produto do meio”. Mas quem criou o meio? O homem. Logo, o homem se faz escravo de si próprio. E, não sei quanto a você, mas esse não é meu conceito de liberdade.&lt;br /&gt;    Por toda minha vida, busquei algo me aproximasse dessa liberdade; algo que me afastasse do medo e das limitações geradas pelo meio. Até que conheci a poesia. Com o tempo, descobri que poesia não era só a arte das palavras, mas um modo de viajar por mim e pelo universo, uma maneira de conversar comigo mesmo. Descobri um lugar fora de mim mesmo, onde podia desfrutar da liberdade. Descobri que podia transformar sentimentos e idéias em palavras e, dar a essas, o meu próprio sentido. Tudo o que exponho ao papel, são traços do meu interior, um, ente os meus vários modos de ver o mundo. Descobri nesse mundo mágico, a chave para encontrar a liberdade e gritá-la, sem o meio para sufocar-me. Por isso, nunca me prendo à regras ou métrica, enquanto escrevo. Já vivo num mundo com limitações demais. Não quero fazer essa liberdade, cativa do meio. Ao menos enquanto puder me despir ao papel. Esse é um momento mágico. Gostaria de expor isso ao mundo, mas, fora de mim e do papel, quer queira quer não, a liberdade está submetida ao meio e, nem todas as pessoas, suportam ou entendem algo tão puro e diferente da inversão de valores na qual o meio as moldou. Nunca se sabe qual será sua reação ou interpretação, por conta disso.&lt;br /&gt;    Sonho com um mundo onde possa ser livre. Um lugar onde as pessoas sejam conscientes. Sonho poder um dia, desenhar numa conversa, cada detalhe de minha alma e dos encantos da inspiração. Almejo um mundo onde haja – verdadeiramente – amor, onde se ouça um ao outro. Almejo um mundo onde possa despir minha alma, partilhar minha liberdade. Almejo o conhecimento. Anseio um universo de descobertas, um lugar onde possa me desfazer das responsabilidades, em que as pessoas tenham mantido viva, a criança dentro de si. “Todo homem é terra nova, ansiando por ser descoberta; mas o medo e o meio, sufocaram a liberdade com a qual sonha. Tornando assim, o sonho de partilha da descoberta, no pavor da exploração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-3784652302929791242?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/liberdade.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-3075697029670620299</guid><pubDate>Mon, 23 Jun 2008 01:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-22T22:25:50.456-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>Filtro Solar</title><description>Filtro solar! Nunca deixem de usar o filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar! Os benefícios à longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável, além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês... Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer que, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber, de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com tudo em cima, você não está gordo ou gorda... Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser. Mas saiba que preocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida, tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada. Te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta. Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos. Estique-se. Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço, não sabiam aos vinte e dois o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar certo, é assim para todo mundo. Desfrute de seu corpo. Use-o de toda maneira que puder, mesmo! Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. Ele é o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance. Mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto. Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Brother and Sister Together we'll make it trough Someday a spirit will take you And guide you there I know you've be hurting But I've been waiting to be there for you And I'll be there just helping you out Whenever I can..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e, possivelmente, quem vai sempre te apoiar mesmo, no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem. More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Avaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje. Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos! E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez você case com um bom partido. Mas não esqueça que um dos dois, de repente pode acabar. Não mexa demais nos cabelos, se não, quando você chegar aos 40, vai aparentar 85. Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Pedro Bial)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-3075697029670620299?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/filtro-solar.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-2725883188689751364</guid><pubDate>Sat, 21 Jun 2008 16:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-01T20:07:51.093-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Música</category><title>Tá, Vamos Falar de Música I</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_3l0wlTdUZp4/SF0nIgqqUII/AAAAAAAAAHQ/UgGsKWbpmwQ/s1600-h/Isaque+Soares+-+Ritmos+%26+Brasil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_3l0wlTdUZp4/SF0nIgqqUII/AAAAAAAAAHQ/UgGsKWbpmwQ/s320/Isaque+Soares+-+Ritmos+%26+Brasil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214366970726207618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    Bem, pra começo de conversa, quero explicar que o "Tá, Vamos Falar de Música" será um quadro que postarei aqui, periodicamente, para (óbvio) falar de música. Um espaço sem fronteiras de ritmos, estilos ou qualquer outra que se possa imaginar. Postarei algumas recomendações, reviews, bandas novas, sons que encontrei por acaso e tudo mais o que der na telha. Quero aproveitar para explicar que não sou nenhum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;expert&lt;/span&gt;  em música e que, o que digo aqui, é uma opinião pessoal, formada com base no pouco conhecimento musical que tenho e na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;análise poética&lt;/span&gt; dos mesmos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"análise poética do som"&lt;/span&gt; pode parecer coisa de louco, mas é isso aí). Agora que você já sabe o que é isso aqui, vamos iniciar esse "Tá, Vamos Falar de Música" de estréia, falando do trabalho solo, do músico &lt;a href="http://www.isaque.tk/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isaque Soares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (guitarrista da banda mineira de Death Metal, &lt;a href="http://www.krig.cjb.net/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Krig&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;,&lt;/span&gt; além de atuar em outros projetos musicais). Como podem ver pela capa do disco aqui no post, seu trabalho solo foge bastante do estilo com o qual trabalha no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Krig&lt;/span&gt;. Ponto pra ele pela criatividade, por mostrar que é um bom músico sem barreira de estilos e também, por quebrar o tabu (ridículo, diga-se de passagem) de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;headbanger&lt;/span&gt; só ouve metal. Essa obra instrumental, intitulada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ritmos e Brasil"&lt;/span&gt;, traz consigo uma enorme carga de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ritmos &lt;/span&gt;e mistura&lt;span style="font-style: italic;"&gt; brasilidade &lt;/span&gt;aos sons de todo o mundo. O músico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isaque&lt;/span&gt;, assume todos os intrumentos, apresentndo uma fusão de sons como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Latin&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soul&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jazz&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Samba&lt;/span&gt; de Raiz, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blues &lt;/span&gt;e pitadas de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Choro&lt;/span&gt;. O CD tem 8 faixas bem trabalhadas e harmonizadas, despertando o prazer de ouvir música. Guitarras suaves, bem tocadas, dedilhadas, solos bem feitos, bateria bem usada, uma fusão de instrumentos, sons eletrônicos e ritmos, numa música bastante singular e homogênea. O meu destaque vai para a faixa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E a Terra Gira",&lt;/span&gt; que apresenta um som suave, numa fusão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blues&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jazz&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Soul, &lt;/span&gt;com guitarras suaves, rítmicas e bem arranjadas, trazendo uma harmonia incrível nos solos e um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;'balanço'&lt;/span&gt; interessante. A única coisa que deixou a desejar foi que, algumas das faixas, trazem arranjos musicais que pedem um vocal, o que dá a elas a impressão de serem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"playback"&lt;/span&gt; e não música instrumental. Mas em resumo, o que se pode dizer é: Verdadeiramente boa música! Aprovei o trabalho e recomendo que todos ouçam e tirem suas conclusões. Para isso, basta participar da comunidade do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isaque&lt;/span&gt; no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orkut&lt;/span&gt;,  para ter acesso ao link de o download gratuito do álbum. Aproveitem! &lt;u&gt;Link da comunidade:&lt;/u&gt; &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=52248222"&gt;http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=52248222&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isaque Soares - Ritmos &amp;amp; Brasil:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;01.&lt;/span&gt; My Jully (5:24)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;02.&lt;/span&gt; Se Meu Samba Falasse (4:31)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;03. &lt;/span&gt;Ouro Branco (5:38)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;04.&lt;/span&gt; E a Terra Gira (2:55)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;05.&lt;/span&gt; Distante Londres (4:34)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;06.&lt;/span&gt; Preto e Cinza (4:35)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;07.&lt;/span&gt; Não Tenho Grana (3:54)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;08.&lt;/span&gt; Roça Grande (5:23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(&lt;u&gt;Minha&lt;/u&gt; avaliação do álbum: 76,5%)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;10 Faixas que Recomendo:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;» Cordel do Fogo Encantado - Pedra e Bala (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Transfiguração"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Legião Urbana - Perfeição (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O Descobrimento do Brasil"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Morphia - Meaning Of Forever II (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Fading Beauty"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Glenn Hughes - Change Yourself (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Soul Mover"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Mombojó - Tempo de Carne e Osso (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Homem-Espuma"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Stauros - Além do Véu (do EP &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Marcas de Um Tempo"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Megadeth - United Abominations (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"United Abominations"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Adiastasia - Father Of Light (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Life War"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Thy Majestie - In God We Trust (Stryper Cover, do EP &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Echoes Of War"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;» Crimson Thorn - Narrow (do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Purification"&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-2725883188689751364?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/t-vamos-falar-de-msica-i.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://bp3.blogger.com/_3l0wlTdUZp4/SF0nIgqqUII/AAAAAAAAAHQ/UgGsKWbpmwQ/s72-c/Isaque+Soares+-+Ritmos+%26+Brasil.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-611742220058688618</guid><pubDate>Fri, 20 Jun 2008 02:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-29T10:59:33.289-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meus Textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Biografia</category><title>Um Breve Histórico de Mim Mesmo</title><description>Fui criado num lar cristão. Como (quase) todo guri que é colocado na igreja desde cedo, quando pequeno, eu ia à igreja "só porque minha mãe mandava". Meu pai sempre foi super protetor. Era ele quem passava grande parte do tempo comigo, já que trabalhava à noite, e chegava pela manhã (por isso, na infância, era super apegado à ele – não que eu não seja apegado a ele agora, mas quando menor, era mais apegado a ele que à minha mãe -). Minha mãe trabalhava o dia todo e cursava a faculdade de licenciatura em matemática à noite. Ainda com dois ou três anos, nesse meio-tempo que nem meu pai nem minha mãe estavam em casa, eu fui deixado com babás. Passaram várias em casa, pois, vez outra, meus pais descobriam algo "errado" com elas. Algumas que não queriam fazer os serviços da casa e outras que me maltratavam. Inclusive um dia desses, contou-me minha mãe que, ao chegar em casa (sem que a babá percebesse), flagrou a babá jogando detergente nos meus olhos (eu tinha três anos de idade), porque eu estava mexendo na água com a qual ela lavava o banheiro.&lt;br /&gt;Eu cresci sendo um guri muito (muito mesmo) tímido e reservado. Aos sete anos de idade, fui abusado sexualmente. Nessa mesma época, meu pai se separou de minha mãe. Como já disse, eu era super apegado ao meu pai. Essa separação somada ao trauma e “medo do passado", me fez quase enlouquecer... Eu, que era super tímido, me tornei ainda pior e desenvolvi um comportamento agressivo. Ficava sozinho pelos cantos e me irritava facilmente. Minha mãe começou a me levar à psicólogos. Meu pai também passou a freqüentar psicólogos, pois entrou em depressão profunda. Eu fui crescendo abalado com tudo isso... Aos nove anos de idade, na 3ª série, minha professora de "Redação", pediu aos alunos num trabalho, que produzissem uma poesia. Meu pai escrevia e havia dado uma pausa naquela época, mas eu sabia que ele poderia me ajudar no dever da escola. Fui procurá-lo. Ele me ensinou algumas coisas sobre e me ajudou a produzir minha primeira poesia. Eu me interessei e passei a ter apego pela arte de escrever... Daí em diante, comecei a produzir algumas... Inicialmente falando sobre natureza, amigos, família e romances. Mais na frente, como não tinha muitos amigos (durante minha infância, eu praticamente não tive amigos, pra falar a verdade) e sentia sintomas de depressão, passei a fazer da poesia um "desabafo"... Então, por ser o "estranho", ser tímido e agora escrever poesias, acabei por adquirir o título de “homossexual esquisitinho” (para não colocar aqui o pejorativo em si).&lt;br /&gt;Mais ou menos aos dez anos, minha mãe sofreu um acidente de Kombi, que cortou o crânio dela (ela quase foi morta. Inclusive no socorro, os médicos deram prioridade aos outros, alegando que ela não tinha mais chances de vida). Mas graças à Deus, ela se recuperou. Sofri com mais esse "probleminha". Aos doze, me juntei aos "maloqueirinhos" da escola (embora estivesse me evolvendo com essa "galerinha", eu continuava sendo um bom aluno e mantendo meu comportamento, o que fazia com que ninguém desconfiasse). Em pouco tempo nesse círculo de más companhias, os "maloqueirinhos" passaram a me oferecer drogas constantemente. Apesar de sair com alguns para pichar, nunca cheguei a usar drogas, realmente. Pensava comigo mesmo, no estrago que causaria à minha mãe. Com o tempo, me afastei dessas pessoas... Daí em diante, passei a me isolar mais ainda. Com treze anos, adquiri uma personalidade super pessimista. Passei também a pensar: "Se Deus virou as costas pra mim, também vou virar as costas pra Ele". Escrevia poesias depressivas e vivia atormentado por tudo... Foi meio a isso que passei a “procurar uma saída”... Pensei diversas vezes em suicídio. Principalmente quando estava só em casa. Até que, depois de certo tempo, comecei a ir à igreja “de verdade”, não só ir com o corpo, mas com a mente. Então, numa quarta-feira, uma missionária que não conhecia estava dirigindo a pregação, até que ela chamou as pessoas à frente do púlpito, para que juntos orassem. Várias pessoas foram... Eu, em conflito comigo mesmo, acabei indo. Fui o último a ir até lá e fiquei atrás de todo o grupo. Ao terminar a oração, fui me sentar no banco da última fila. Nesse momento, a missionária perguntou pelo garoto todo vestido de preto que havia ficado atrás do grupo. Eu, espantado, vendo que não havia mais ninguém que atendesse à descrição, levantei a mão... Ela pediu que eu levantasse e começou a dizer que Deus se importava sim, e muito, comigo. Que Ele me amava e estava de braços abertos esperando para me abraçar... E seguiu a falar como se descrevesse minha situação de forma abstrata, dizendo-me que Deus se importava e queria me consolar. Foi nesse momento que senti a sensação mais incrível de minha vida! Ali, conheci a verdade (João 8:32). Senti Deus junto de mim e Ele falava comigo. Me derramei em choro! Após esse dia me arrependi de todas as bobagens passadas e não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim! Eu agradeço à Ele por tudo o que fez e pelos maravilhosos talentos que me entregou.&lt;br /&gt;Hoje, sou um cara cristão, que busca vive a vontade do Pai, feliz 'de verdade', amante da vida e da criação divina, um admirador da arte e da poesia em todas as suas formas, praticante das mesmas em escritos e encenações teatrais, amante do meu estado (Pernambuco) e da minha nação, louco pela cultura popular nordestina, apaixonado por livros e por música, observador e futuro profissional da área de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Onde abundou o pecado, superabundou a graça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-611742220058688618?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/um-breve-histrico-de-mim-mesmo.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-8942507207547307785</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-21T22:58:13.037-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Meus Textos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Prosa</category><title>Fazer Amor?!</title><description>Não é fácil viver num mundo tão vil, a ponto de se reservar um dia no ano para celebrar a mentira. Mas pior mesmo, é viver numa sociedade que faz no sexo, amor. A princípio pode parecer-lhe estranho questionar este ponto, mas basta refletir um pouco sobre, para perceber a inversão de valores morais e emocionais implícita nesta idéia/expressão.&lt;br /&gt;  Por toda sua existência, o homem buscou algo que pudesse explicar o fenômeno “amor”. Mesmo com todo esse tempo e essa incessante busca, tudo o que ainda hoje se consegue afirmar de sólido, é que o amor é um fenômeno único, belo, inexplicável, puro, incompreensível, sublime e incomparável. Um sentimento como nenhum outro. Mas onde fica essa magia quando começamos a distorcer o amor? Ou mesmo quando passamos a abastecer o amor de nossas culpas e falhas? Por que temos a (infeliz) mania de aliviar nossa sujeira, manchando o “tão divino amor”, incitando que ele dói, faz sofrer, ou mesmo quando “semeamos mal por amor”? E pior, como podemos passar a só no sexo, “fazer o amor”? Amor não é desejo, é amor. É semente que brota no peito e cresce sem que se perceba, até que floresça e nos inunde com seu perfume. O amor é o fruto daquele olhar tímido, do gesto sincero, do ombro que acolhe e das palavras que acalentam... O amor é o complexo da simplicidade!&lt;br /&gt;  O sexo nasceu para expor este amor à flor da pele de dois indivíduos, para consumar o amor já existente. E nós, em nossa infinda pequenez, acabamos por destruir essa poética beleza, resumindo o amor em bel prazer e o sexo, em um mísero encontro casual de corpos... Como podemos procurar o amor que brota do sexo, se o sexo existe para consumar o amor? O amor é a base, o sexo, o desfecho. O amor é prólogo, o sexo, epílogo. Me nego a fazer no sexo, amor. Pois lá, irei consumá-lo. O amor, verdadeiramente, se faz no dia-a-dia, na amplitude dos inexplicáveis momentos simples da vida, no apertar de mão, naquelas longas e boas conversas (que pouco temos hoje em dia), no abraço que ampara... Enfim, o amor nasce nos gestos simples e puros da vida e renasce a cada sorriso correspondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Jéfte Sinistro)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://liberdadeaprisionada.blogspot.com/"&gt;http://liberdadeaprisionada.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-8942507207547307785?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/fazer-amor.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-6439129502305849133</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 00:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-18T21:56:36.833-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>O Explícito do Sexo: A Banalização do Corpo - I</title><description>Veja, eu fico impressionado com o comportamento da sociedade e sua manipulação acerca dos valores morais. Algumas coisas acontecem de uma forma tal, que parece natural ser invadido, todos os dias, por programas explorando a nudez das mulheres que, de repente, se tornam referências e passam a habitar esse universo de banalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, sou consciente (e gosto muito!) que uma das melhores coisas que existe na face da terra é a mulher, sem sombra de dúvidas, porém, essa exposição demasiada, apelativa, em cenas explícitas de nudez, em canais de televisão aberta, é de certa forma, uma agressão aos bons costumes e as virtudes que toda mulher tem.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, tudo agora é padronizado por meio de substantivos femininos, que atrelados ao substantivo feminino da palavra que identifica o ser, torna-se pejorativo e dá sobrenome à mulher: é mulher melancia, mulher jaca, mulher samambaia, etc. e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vemos como normal, na programação diária da TV, em seu horário nobre, desfiles de mulheres peladas anunciando calçados; desfiles de mulheres peladas fazendo propaganda de óculos e, até, desfiles de mulheres pintadas, sem nada de peças em seus corpos, simplesmente para mostrar a arte da pintura natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelo por se buscar no visual, a alternativa de vendas e/ou audiência, não justifica essa exposição excessiva; se for propaganda de qualquer produto, a mulher vem sempre em trajes sumários, exibindo como atrativo maior, os seus atributos corporais, deixando para segundo ou terceiro planos, os produtos que os fabricantes querem vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me surpreende nessas exposições é como é colocada a câmera em relação à mulher que está ali para exibir o produto e não para se exibir, acredito. Nesses casos, entretanto, a câmera é habilmente manejada para os ângulos onde possam ser mostradas, em detalhes, as partes íntimas (precariamente cobertas, por sinal) da modelo e não para o produto, fruto do comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revistas, então, exploram essa fatia de mercado vivo de uma forma tal, que já são criados realities shows justamente para dar suporte a esse segmento; é comum ver os participantes que entram nesses eventos, passarem a estrelas, brilharem na mídia e logo serem contratadas para pousarem nuas, em ensaios ditos como artísticos, ou seja, a exposição do corpo para milhões de pessoas passou a ser visto apenas como um trabalho normal, corriqueiro, como qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da internet, algumas celebridades que ainda se encontram em destaques, porém preocupadas porque não saíram em nenhuma manchete de programa de fofocas ou em sites de fuxicos durante a semana, em sua maioria, adeptas de fetiches e fantasias, produzem, elas próprias, seus realities shows, deixando vazar pela rede mundial, seus vídeos caseiros em cenas explícitas de sexo com seus parceiros e parceiras: notadamente essas mulheres passam a serem requisitadas para entrevistas nas mais diversas mídias, o que lhes dão o status de até processarem quem divulgou suas imagens, rendendo-lhes assim, mais exposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para incrementar ainda mais essa fatia de mercado capitalista, de uns tempos para cá apareceu outra modalidade de trabalho expositivo que, daqui a pouco será encarado como normal, se já não o é: os filmes pornográficos com mulheres que já foram celebridades, já figuraram na mídia, foram badaladas, bajuladas, endeusadas, disputadas pelas revistas, pela audiência televisiva, mas que se encontram no ostracismo, banidas dos meios de comunicação nos dias presentes e, conseqüentemente, carentes desse glamour ilusório: para essas mulheres a alternativa de se inserirem novamente no mundo das celebridades e da exposição visual é fazendo do seu corpo (como sempre fizeram) o passaporte para se manterem em evidência e, por conseguinte, suprirem suas necessidades egocêntricas e financeiras (infelizmente à maioria só tem o corpo como fonte de inteligência e, quando acabam os quinze minutos de fama, se perdem nos caminhos da desilusão), aceitando propostas de estrelarem o que de mais desprezível uma pessoa pode fazer, na vã tentativa de voltar ao passado dos flashes: vender seu corpo para poder brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, como justificativa para esses atos, o discurso é o mesmo: - fiz o filme porque se tratava de uma produção diferenciada, com uma história condizente ao personagem e onde houve um respeito muito grande durante as cenas. Ora! Como se isso fosse à chave do perdão pelas cenas degradantes e lascivas de orgias, comuns a esse gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, só resta apelar para o bom senso e evitar, pelo menos, expor os olhos de nossas crianças ao que acontece na mídia dos supérfluos e, procurar, para nós, o resgate dos valores éticos e morais, básicos para uma sociedade livre de abusos amorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Raimundo Antonio Souza Lopes)&lt;br /&gt;de: &lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1014538"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1014538&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-6439129502305849133?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/o-explcito-do-sexo-banalizao-do-corpo-i.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4808774904447939674.post-7387381563033063819</guid><pubDate>Wed, 18 Jun 2008 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-18T20:52:48.160-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><title>O Explícito do Sexo: A Banalização do Corpo - III</title><description>Escrevi, aqui, durante duas semanas, sobre a exposição excessiva do corpo da mulher. Ou melhor: descrevi aqui a necessidade que as pessoas públicas, ditas celebridades, têm de mostrar seus atributos, começando pela nudez do corpo, e terminando por esse mesmo item. Dá-me a impressão de que elas são vazias em outros quesitos, apesar de que, quase todas são perfeitas em suas curvas e medidas. Bonitas de serem admiradas.&lt;br /&gt;Assim é, também, as candidatas a estrela. Elas fazem de tudo para poderem aparecer na mídia, tornarem-se públicas, conquistarem o sucesso e, a forma mais fácil e rápida, é mostrarem, de uma vez por todas, o que vai por baixo do pudor. No entanto, essa repetição – mesmo renovada – de mulheres nuas todas as semanas em revistas masculinas, acaba um pouco com a curiosidade e o bom gosto das fotos, pois tudo vai ficando banal, repetitivo, vulgar em suas poses.&lt;br /&gt;Agora eu devo confessar que, apesar de desaprovar o exagero, eu tenho as minhas fantasias – até porque sou normal, gosto de mulheres e, por mais que diga ou fale da pouca vergonha que algumas delas têm ao se expor, ver um corpo nu, artisticamente, é uma visão encantadora, deslumbrante. No entanto, me seduz ainda mais a nudez intelectual, exposta sem compostura, num strip-tease sedutor até a última linha de um texto. Verdade. Não sou santo, nem nunca fui. Tenho meus defeitos. Graves até. E esse é um deles. Perdoe-me às que só sabem e só podem se desnudarem com o corpo.&lt;br /&gt;Por exemplo: outro dia eu me deliciei, avidamente, devorando página por página, da nudez intelectual de Clarice Lispector, numa de suas obras. Ela se mostrava toda, despida da empáfia, declarando sua incapacidade de se fazer compreender literariamente (imagine!), colocando suas limitações de forma franca e clara, enfim, se desnudando, sem precisar tirar a roupa. Juro que toquei linha por linha de cada parágrafo, na vã tentativa de encontrar algo que me fosse possível desvendar além do que já estava na minha alma.&lt;br /&gt;E assim eu me pego em contravenção muitas vezes. Admiro, buscando ler tudo relacionado com essas mulheres que eu tenho verdadeiro prazer em vê-las nuas: para elas eu passo horas a fio, pesquisando-as, estudando seus currículos, saboreando-as: foi assim, fascinado, que passei a ser fã de Mayana Zatz, geneticista, isso, vendo-a numa entrevista, onde ela se mostrou, sem reservas, com toda sua beleza interior límpida, cheia de detalhes, cada um deles mais bonito que o outro. Isso sim, uma mulher de tirar o fôlego! Ela, em sua nudez curricular, mostrou todo seu potencial genético, intelectual – absurdamente extenso em atributos de conhecimentos –, não se recusando em se desnudar toda vez que é solicitada por qualquer meio midiático. Dessa mulher, eu garanto: não enjôo, mesmo que a veja todo santo dia.&lt;br /&gt;Mas, eu também gosto de ver outro tipo de nudez. Sim. A mulher pode se despir para mim, e me fazer delirar de prazer, de várias formas: seja num sorriso onde esteja embutida a felicidade de um momento ímpar; seja na casualidade de um encontro não planejado, onde a saudade é quebrada com a alegria de um abraço apertado; seja no choro de quem perdeu algo insubstituível ou o amor de sua vida; seja na exposição quase explícita de uma barriga onde está sendo gerada uma vida. Em todos esses momentos, há na nudez, algo difícil de ser encontrado numa foto exposta: a sinceridade de seus movimentos em perfeita conjunção com sua alma nua.&lt;br /&gt;Ver, em fotos, o traço forte de um rosto e de um corpo marcados pelas intempéries de uma vida sofrida e dedicada aos pobres fez de Madre Tereza de Calcutá, para mim, a estrela, a musa preferida: gosto sempre de olhar suas fotos, tiradas em todos os cantos do mundo, todas irretocáveis, em cenas explícitas de doação – corpo e alma –, e guardo alguns ensinamentos que ela deixou, assim, expostamente, sem pudor, para quem quisesse ver e ler.&lt;br /&gt;Aliás, como é bonita a fragilidade humana! Não importa o quanto de beleza física temos, sempre haverá um momento em que nos despiremos de nossa arrogância e nos mostraremos como somos: sem retoques e com alguns excessos.&lt;br /&gt;Lembrem-se: não é fácil subir todos os degraus, mas não esqueçamos que esses mesmos degraus que nos leva para cima e nos ajuda a chegar ao topo, são os mesmos que também servem para a descida, a decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Raimundo Antonio Souza Lopes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1035077"&gt;http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1035077&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4808774904447939674-7387381563033063819?l=umpensante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://umpensante.blogspot.com/2008/06/o-explcito-do-sexo-banalizao-do-corpo.html</link><author>jefte.g3@gmail.com (Jéfte Sinistro)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item></channel></rss>
