<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747</atom:id><lastBuildDate>Wed, 11 Sep 2024 23:46:30 +0000</lastBuildDate><category>Relato</category><category>Crônica</category><category>Reflexão</category><category>Vídeo</category><category>Contato</category><title>Uma Crônica Deficiente</title><description>Fatos, relatos e reflexões de uma nova vida.</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-6047535110542220961</guid><pubDate>Wed, 15 Jan 2014 20:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-15T18:09:32.874-02:00</atom:updated><title>Bodas de Prata (25 anos em uma cadeira de rodas sem romance ou reflexões)</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_8MixHY6cIHRHESTok_11SwuRslNn31KEEJ-hIyt9-534Mz7NuVwIu1eQLn22YTkBHQOlBTIS926FTM3LGlvSP1rAAV8INGeDtU7KyHc-WM9owreD4f-i37cow5-ALeA3LDhHWwWDrSQ/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_8MixHY6cIHRHESTok_11SwuRslNn31KEEJ-hIyt9-534Mz7NuVwIu1eQLn22YTkBHQOlBTIS926FTM3LGlvSP1rAAV8INGeDtU7KyHc-WM9owreD4f-i37cow5-ALeA3LDhHWwWDrSQ/s1600/Sem+t%C3%ADtulo.jpg&quot; height=&quot;208&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por volta das 14 horas do dia 14 de janeiro de 1989, eu me encontrava deitado em um banco de madeira, vendo televisão, na rustica sala da casa de meus avós, na cidade de Jussara, no interior do estado de Goiás quando um grupo de meninas que queriam ir nadar, brincar e se refrescar em um riacho me chamou para ir com elas como um garoto a acompanha-las e, se preciso fosse, protege-las também.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A princípio me neguei a ir por já ter marcado um compromisso de jogar vôlei naquela tarde e não queria faltar, mas elas, as meninas, incluindo minha irmã, Angela, e prima, Nilzete, insistiram até eu concordar em acompanha-las.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fui de bicicleta e as meninas seguiam a pé pela Avenida A até o final, quando viramos a esquerda em uma avenida com canteiro central que culminava na ponte sobre o Córrego Agua Limpa, o nosso destino. Na verdade o local da diversão ficava uns 500n metros subindo o córrego a partir da ponte, passando pela área do Canoão que tinha um lago chamado Lago das Cobras e era local de festas e parque de exposição agropecuária.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando chegamos ao local, uma olaria abandonada, direcionei-me para a sombra de um coqueiro, deixei lá a bicicleta, camisa, chinelos e fui a beira d’água molhar primeiro os pés como de costume. Em seguida fui chamado para brincar de pega-pega. Fizemos o sorteio para saber quem deveria sair correndo atrás dos outros e o contemplado fui eu, no entanto, antes de correr para alcançar alguém resolvi saltar de um barranco com altura de uns dois metros e meio para dentro do córrego que devia ter um metro e pouco de profundidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Foram três saltos de cabeça e no terceiro bati com a cabeça no fundo arenoso do Córrego Agua Limpa. O impacto fez-me desmaiar. Lembro-me, claramente, de acordar ainda debaixo d’água, boiando, tentando respirar e agonizando pela falta de oxigênio tentava também gritar por socorro e desmaiei pela segunda vez. Acordei mais uma vez e mesmo afogando lembrei de um cano que atravessava o curso da agua, tentei me segurar, não consegui e morri.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A parte que segue agora me foi contada por minha irmã e minha prima e eu digo que não cabe julgamentos ou culpas aqui.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo elas, eu boiei por mais de 100 metros e elas pensavam que eu estava brincando quando se preocuparam com a demora de meu corpo emergir, então correram ate o cano que citei, minha irmã entrou na água e me resgatou completamente roxo, verificou meus sinais vitais e estava sem respiração ou batimentos cardíacos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Houve desespero e ninguém queria se aproximar do corpo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minha irmã prestou os primeiros socorros com respiração boca a boca e verificava o coração até que vomitei bastante água, os batimentos cardíacos voltaram e renasci.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As meninas correram até um laticínio próximo pedir ajuda para me transportar para o hospital e um dos caminhoneiros fora ajudar mesmo que relutante. Ele também não quis se aproximar de mim e minha irmã e minha prima me colocaram sentado dentro de uma caminhonete de transporte de latões de leite.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Durante o percurso do local de resgate até o hospital eu ouvia chamarem por meu nome e ouvia choros também.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Segundo minha prima Nilzete, eu respirava com dificuldade e quando piorava chamavam por mim e a Angela fazia a respiração boca a boca da forma que podia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Finalmente chegamos ao Hospital Municipal de Jussara e enquanto me carregavam, segurando nos braços e pernas para dentro do hospital, recobrei parcialmente a consciência e me vi deitado em uma maca, sem movimentos ou sensibilidade do pescoço para baixo enquanto um médico me espetava com agulhas e perguntava se eu sentia algo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No período em que fiquei no hospital várias outras ações aconteciam.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um primo de nome Donizete foi de moto em uma fazenda distante 36 quilômetros para dar a dura notícia a minha mãe, enquanto outros buscavam um transporte para me levar para Goiânia e lá ter um melhor suporte de atendimento até que conseguiram uma Caravam verde de propriedade da mulher do prefeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu deveria ser levado a Goiânia o mais rápido possível, segundo os médicos, e precisava de um acompanhante maior de idade e com condições de auxiliar caso algo ocorresse durante a viajem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fui colocado, deitado, na parte traseira da Caravam, ao meu lado um cilindro de oxigênio e a companhia de uma amiga chamada Alaydes que havia cursado enfermagem sempre dizendo: Não durma, Angelo! Fique acordado!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A viajem fora longa, levando-se em conta que Goiânia fica há 200 quilômetros de Jussara e quando chegamos em Goiânia já era noite, em um pronto socorro que não lembro o nome, adentramos um hospital e improvisaram um colar cervical de papelão que colocaram em mim.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu sentia muita dor nos ombros e pescoço. Nos serviram um jantar e eu sequer conseguia mastigar um caroço de feijão devido a dor. Foi uma das noites mais longas de minha vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No amanhecer do dia seguinte fui levado para outro hospital, onde fizeram um exame de ressonância magnética e ali se contataria que nunca mais eu voltaria a andar, que seria pelo resto da vida tetraplégico e que teria como companheira uma cadeira de rodas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fiquei nove dias em uma UTI e minha mãe me visitava todos os dias. Eu tinha medo e achava que morreria ali mesmo quando nas manhãs destes nove dias vi nove corpos sem vida saírem da UTI sem vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No nono dia os médicos resolveram me transferir para um terceiro hospital chamado Santa Mônica para fazerem uma cirurgia na coluna que eu não queria fazer e pedi a minha mãe que me levasse para Brasília e minha mãe e meu pai, mesmo sem condições financeiras e contra a vontade dos médicos alugaram uma ambulância e me levaram de volta para Brasília.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que mais recordo da viagem é meu pai molhando meus lábios com um paninho para matar minha sede.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Chegando em Brasília fui levado para o Hospital Universitário de Brasília, o HUB, e ali passei uma noite na companhia de meu pai que não dormira um minuto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na tarde seguinte recebi a visita de amigos e logo em seguida fui transferido para o hospital Sarah Kubistchek onde fiquei internado por 18 meses, passei por 3 cirurgias e finalmente perguntei aos médicos se voltaria a andar e a resposta fora negativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Realmente eu nunca mais voltaria a andar e hoje, 14 de janeiro de 2014, completam-se 25 anos sem andar, sem sentir nada da clavícula para baixo, sem poder ir ao banheiro sozinho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Esses 25 anos chamo de bodas de prata e celebro com minha prima Nilzete, minha mãe Maria e minha irmã Angela e celebro a memória da Alayde que morreu vítima da Aids, a memória do Donizete, vítima do alcoolismo e a memória de meu pai, Homero Valério de Oliveira, que sofrera um acidente idêntico ao meu e falecera no ano de 1997, mas esta é uma outra história.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até a próxima,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Angelo Márcio.&lt;/div&gt;
</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2014/01/bodas-de-prata-25-anos-em-uma-cadeira.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_8MixHY6cIHRHESTok_11SwuRslNn31KEEJ-hIyt9-534Mz7NuVwIu1eQLn22YTkBHQOlBTIS926FTM3LGlvSP1rAAV8INGeDtU7KyHc-WM9owreD4f-i37cow5-ALeA3LDhHWwWDrSQ/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-6733803468249249308</guid><pubDate>Tue, 07 Jan 2014 20:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-01-07T18:34:50.642-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Alguns privilégios (prévia de bodas de prata)</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOr50aPksvC6Hq7lLmV5ADbZXdECSR51o359sFHWUk7AkJVmAlv_14jfXPLiFFhJY8GaJtfPIoMWzzgISkg9OeA-4spNDeY3_OkQ2BOSfgDtWUP9VMTdaFynH9xhy7FBiv4YY96mqgNUE/s1600/canario-cronica-deficiente.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOr50aPksvC6Hq7lLmV5ADbZXdECSR51o359sFHWUk7AkJVmAlv_14jfXPLiFFhJY8GaJtfPIoMWzzgISkg9OeA-4spNDeY3_OkQ2BOSfgDtWUP9VMTdaFynH9xhy7FBiv4YY96mqgNUE/s1600/canario-cronica-deficiente.jpg&quot; height=&quot;192&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Existem momentos em nossas vidas em que duvidamos de tudo, dispondo ao descrédito quase irremediável até mesmo as vitorias mais significativas e neste momento, exatamente neste momento, as pequenas coisas tomam proporções incríveis e também exponenciais. Um exemplo claro é receber um não de quem amamos; um não circunstancial que outrora fora corriqueiro assume contexto de término de relacionamento, final de amizade, de amor, em fim, final de vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este é um início dramático e sei bem disso, no entanto, não reflete em nada como me encontro emocionalmente agora e sim como estive diversas vezes e, evidentemente, saí deste estado ferino diversas vezes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pode soar irônico, mas a ideia de início depressivo veio imediatamente após o privilégio que tive de ser único expectador da bela melodia do canto de um canário do cerrado que pousara próximo a mim depois de dois sobrevoos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aquele pequeno canário liberto e majestoso fez-me sentir tão livre quanto ele, sem que um pensamento destrutivo habitasse minha cabeça e me perguntei como aquela criatura pequena e frágil conseguira tal feito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Confesso ter repensado quase a vida inteira, confesso ter relembrado dores e docilidades vividas, recebidas e também por mim proporcionadas. Repensei também meu acidente e minha tetraplegia que no dia 14 de janeiro deste ano de 2014 completarão 25 anos, mas deixarei as bodas de prata para outra oportunidade e volto ao canário libertador.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Continuando, no meio das reflexões, percebi que a liberdade sentida veio do amadurecimento e experiências que somente ao tempo pertencem. Nós não controlamos o tempo e contrariando o que diz o poeta Renato Russo em sua música “Tempo Perdido”, não temos todo o tempo do mundo, todavia, agora em concordância, “temos nosso próprio tempo”, temos uma única vida e na verdade, ou melhor, em minha verdade, temos sim é o poder de eternizar todos os momentos da vida para fazê-la completa, repleta de adereços, imagens e histórias a serem compartilhadas, pois guardar histórias é matar e morrer aos poucos e o esquecimento é a mais sofrível das mortes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A apresentação solo do nobre canário durou poucos segundos e é exatamente de segundos que precisamos para escolhermos sermos felizes ao nosso modo ou tristes, também ao nosso modo e, em hipótese alguma, podemos culpar alguém por tristezas ou eleger um outro alguém como o detentor de nossas alegrias perenes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Falando assim parece que dou à vida um ar de egoísmo, de que devemos viver sem dar a importância devida àqueles que nos cercam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enganam-se! Lembram-se da palavra compartilhar? Pois é... A vida, a felicidade, a vontade de mudanças devem ser compartilhadas como um tesouro e não entregues como quem a um ladrão entrega sem resistir seus bens mais preciosos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas calma! E o amor? Apresento-lhes a única exceção. Somos aqueles que amam, e sim, também somos amados e quando compreendermos minimamente o quão a vida e o amor são unos nós...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não posso continuar por não ter tamanha sabedoria para compreender a unidade entre vida e amor. Sei apenas que sou um privilegiado por viver e amar intensamente e mais nada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Caso alguém venha a se perguntar como um simples canário conduziu-me a tais reflexões responderei de imediato com outra pergunta:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quantas vezes você parou ou teve o privilégio de ouvir, de perto, um pássaro e sua melodia a encantar olhos, ouvidos e alma?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até a próxima,&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Angelo Márcio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2014/01/alguns-privilegios-previa-de-bodas-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOr50aPksvC6Hq7lLmV5ADbZXdECSR51o359sFHWUk7AkJVmAlv_14jfXPLiFFhJY8GaJtfPIoMWzzgISkg9OeA-4spNDeY3_OkQ2BOSfgDtWUP9VMTdaFynH9xhy7FBiv4YY96mqgNUE/s72-c/canario-cronica-deficiente.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-860707148757161112</guid><pubDate>Sun, 22 Dec 2013 22:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-22T20:08:23.459-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><title>Fim de ano</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwyojoYzFAk9g53NNYxEagl2rW6yE33tGk-k1uw_e8oNadZ3Ezg_exAcy5ea4CxyiAbVfL-yO2NONqfBxZx8xM5azNtxHOkZyjCPYxQoBqF1IkrsAmJdiUPPwVbOX3booOnWja-kKjcxE/s1600/jussa-natal-cronica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;181&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwyojoYzFAk9g53NNYxEagl2rW6yE33tGk-k1uw_e8oNadZ3Ezg_exAcy5ea4CxyiAbVfL-yO2NONqfBxZx8xM5azNtxHOkZyjCPYxQoBqF1IkrsAmJdiUPPwVbOX3booOnWja-kKjcxE/s320/jussa-natal-cronica.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sou daqueles que percebem mudanças típicas de final de ano
com uma certa melancolia, rispidez e uma questão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_Por que esperar tanto?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estamos permitindo que o depois vigore sobre o agora e isso,
meus caros, é fatal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A cada dia que passa, por motivos diversos, a capacidade
nata de mirar e viver alternâncias marcantes vem sendo substituída por uma
vontade vazia de sermos apenas expectadores e assim observar, apenas observar
para, a duras penas, no depois, chorarmos perdas irreparáveis sem possibilidade
de retorno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_Como eu queria que o tempo voltasse!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_Sinto muito, mas sua chance se perdeu em sua inércia,
dormência... torpor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É claro que essa não é uma verdade completa e mentira também
não é, pois não há muito ou pouco tempo para dos amores, amizades, dores e
esperança trazer para si intensidade de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, humildemente, peço a mim e a vocês:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
_Vamos viver com intensidade e verdade todos e quaisquer
momentos desta história que é nossas vidas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aqui releio o texto e começo a sorrir para as surpresas que
hão de vir e do quanto vivo tudo o que critiquei, do quanto já vivi e o que
vivi, mas quero mais, muito mais e serei feliz, ou melhor, seremos FELIZES.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenham um belo final de ano e até a próxima!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Angelo Márcio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2013/12/fim-de-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwyojoYzFAk9g53NNYxEagl2rW6yE33tGk-k1uw_e8oNadZ3Ezg_exAcy5ea4CxyiAbVfL-yO2NONqfBxZx8xM5azNtxHOkZyjCPYxQoBqF1IkrsAmJdiUPPwVbOX3booOnWja-kKjcxE/s72-c/jussa-natal-cronica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-4312218939189082523</guid><pubDate>Thu, 22 Aug 2013 14:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-22T11:12:42.852-03:00</atom:updated><title>O tempo que não temos</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvSPOi9dO4WDEaAHe_x3VNQYc8tPN7VwGGezzjJtbK1-szyt13S9etCCeZf7qp-lXY6rr9F71Sx7kAfj9xEa8fv3pwTntg2-aQYd9fjmxXpCNJPdwdHlo9j6Hu3Iw1jHcPMDm8ElCTC_g/s1600/tempo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;199&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvSPOi9dO4WDEaAHe_x3VNQYc8tPN7VwGGezzjJtbK1-szyt13S9etCCeZf7qp-lXY6rr9F71Sx7kAfj9xEa8fv3pwTntg2-aQYd9fjmxXpCNJPdwdHlo9j6Hu3Iw1jHcPMDm8ElCTC_g/s200/tempo.jpg&quot; width=&quot;200&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos últimos dias a frase “Não tenho tempo” e outras semelhantes
têm se tornado uma constante. É como se de uma hora para a outra a vida se
pautasse por medidas temporais, as amizades precisassem ser agendadas e os
amores tratados com prazos limitados.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Imagino agora um amigo que precisa muito conversar marcando
para sete dias depois o papo e questiono: É uma amizade? Aprendi que amigos
verdadeiros não fazem este tipo de coisa. Para estes para-se tudo e que o
mundo, tempo ou questões pessoais sejam deixadas de lado. Mas não! A cultura do
total do desapego tem tempo de agir e pessoas solitárias de outras e de si
mesmas agonizam em sua solidão, arrogância, medos e ansiedades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ficar só tornou-se “cult”. Que coisa medonha e mortal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A cada dia que passa, e os dias são medidas temporais,
observo amores contratuais e a amizade não deixa de ser um amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Digo amores contratuais porque tudo tem que ter data e
horário para acontecer. Imagino agora o sofrimento do pobre romântico,
desesperado por não saber se é certo ou não romper com o contrato ou, em nome
do amor, arriscar surpreender sua amado em um momento diferente do habitual. É
desumano!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É isto! Hábito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O amor e a amizade estão deixando de serem naturais, simples
e prazerosos para serem conduzidos a um algo habitual e rotineiro &amp;nbsp;que se não funcionar, muda-se ou descarta-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E quando esta realidade chegar a um ponto sem volta, haverá
tempo para mudar esta cultura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto tenho tempo para escrever, quero fazer um pedido:
Sacrifiquem o tempo e não aqueles que amam vocês!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até a próxima!&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Angelo Márcio&lt;/div&gt;
</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2013/08/o-tempo-que-nao-temos.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvSPOi9dO4WDEaAHe_x3VNQYc8tPN7VwGGezzjJtbK1-szyt13S9etCCeZf7qp-lXY6rr9F71Sx7kAfj9xEa8fv3pwTntg2-aQYd9fjmxXpCNJPdwdHlo9j6Hu3Iw1jHcPMDm8ElCTC_g/s72-c/tempo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-4089795723910716679</guid><pubDate>Mon, 19 Aug 2013 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-19T11:42:57.270-03:00</atom:updated><title>Um dia de sonhos</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizZkaURPSLxybTImy23HCWu5ip0C7b8I_JhaQ8uEUe7pM1Fs65oj-b38UQwlwnyB3HDVw8q_pfs9hajIuYNN1PgsmAfPWRoZZ0IF7D2HpjRcQU97NnnFRe2lH9I5khHVLWkFPDcTLyUMk/s1600/euuu.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizZkaURPSLxybTImy23HCWu5ip0C7b8I_JhaQ8uEUe7pM1Fs65oj-b38UQwlwnyB3HDVw8q_pfs9hajIuYNN1PgsmAfPWRoZZ0IF7D2HpjRcQU97NnnFRe2lH9I5khHVLWkFPDcTLyUMk/s1600/euuu.jpg&quot; height=&quot;113&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde ontem venho celebrando um aniversário que iniciou no
dia em que nasci. E nasci várias vezes. Assim como também me reinventei em
incontáveis momentos sem perder a essência de quem sou.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estranhamente, esta noite sonhei que estava andando e era em
um contexto já passado. Digo estranhamente porque tem meses que não sonho estar
andando ou talvez, como afirmam os especialistas, apenas não lembre sempre,
pois sonhamos todas as noites.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Percebo agora que o texto está me conduzindo como barco à
vela em ventos calmos para mares diferentes, mares não navegados, próximos ou inalcançáveis
fisicamente. Os mares dos sonhos. Sonhos realizados ou guardados no íntimo como
quem esconde falhas para aparentar ser melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Às vezes julgo, em minha lucidez incoerente­­­­­­ que sonhar
é fugir da realidade, mas hoje não. Hoje sentencio que sonhar é iluminar a
realidade com os holofotes das verdades contidas pelo receio de parecer
infantil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quanta idiotice ter medo de ser infantil sendo a infância a
melhor fase da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em um outro às vezes, acho que sonho mais acordado que
adormecido. E é estranho porque pareço estar fugindo para um universo onde tudo
acontece dentro de uma linha sem falhas, não tortuosa, enquanto do outro lado,
o lado do real e palpável, a dor é mais aguda e o sangue mais vermelho, assim
como o gozo é mais intenso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sonho sempre que estou andando por achar que tudo é mais fácil
para os caminhantes e dentro desse todo vêm saudades do simples e claro que o
complexo não ficaria de fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tenho saudade de sentir a textura da areia sob os pés,
saudade de sentir nas mãos o calor que emana... Chega! Mesmo sendo feliz,
tentar elencar as saudades faz-me chorar em dia de festa um choro de perda e
não de vitória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Confesso confuso entre o real e o sonho estar assustado
neste dia em que completo 40 anos. Assustado pela responsabilidade de ter
vivido tanto, assustado por ter esquecido tanto e assustado por não saber o que
o futuro me reserva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim agarro com minhas mãos de dedos atrofiados, com um
sorriso infantil, a esperança de que muito de bom há de vir e de ruim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ah! Quer saber? Que venham novos dias, aventuras, pessoas,
sol, chuva, VIDA e uma pitada de qualquer coisa porque quero é viver, sonhar e
realizar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até a próxima,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Angelo Márcio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2013/08/um-dia-de-sonhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEizZkaURPSLxybTImy23HCWu5ip0C7b8I_JhaQ8uEUe7pM1Fs65oj-b38UQwlwnyB3HDVw8q_pfs9hajIuYNN1PgsmAfPWRoZZ0IF7D2HpjRcQU97NnnFRe2lH9I5khHVLWkFPDcTLyUMk/s72-c/euuu.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-1223274775247695893</guid><pubDate>Wed, 28 Sep 2011 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T14:55:00.476-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><title>Sem palvras</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfYZBCH9SwKLTsFHqS1llgNRA9haPfAw-nMJTNQZLnCm-r1QH5LG6IAMMH3_QxqFRlxXbsRtwwGMngkrposBoc_CmFtooQ8wBsQm_iXKB1pDT8T21nvKgAHHlwUykDCD4e3x5je4f7yYk/s1600/roda_cronica_def.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;276&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfYZBCH9SwKLTsFHqS1llgNRA9haPfAw-nMJTNQZLnCm-r1QH5LG6IAMMH3_QxqFRlxXbsRtwwGMngkrposBoc_CmFtooQ8wBsQm_iXKB1pDT8T21nvKgAHHlwUykDCD4e3x5je4f7yYk/s320/roda_cronica_def.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após seis longos meses sem publicar novos textos, celebro o dia de hoje como um retorno calmo e repleto de significados, pois em seis meses uma vida inteira pode ser contada e, nesses poucos dias, uma vida de diferentes atos, sensações, vitórias e derrotas fora vivida.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em cada crônica deficiente, dentro de uma sensibilidade particular, transito em reais acontecimentos sob uma ótica de quem vive as dificuldades inerentes a tetraplegia e, evidentemente,&amp;nbsp; também as descobertas da nova vida disposta na alma, corpo e intelecto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho amado e assumido o quanto amo muito mais que antes; tenho superado barreiras pessoais e interpessoais; tenho realizado sonhos que julgava serem possíveis somente se andasse. Na verdade, tenho vivido intensamente meus dias que, às vezes, vejo-me diante do inusitado e difícil... Um sorriso surge e vou em busca de novos desafios.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos últimos dias, sinceramente, relutei em retornar com o Uma Crônica Deficiente e confesso que quase fechei o blog. Por que? Até hoje me questiono e não obtive respostas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dias intensos e também tensos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em dias assim a alternância de sentimentos e tudo mais que completa a vida toma proporções descontroladas. Por mais que tenha os pés no chão há a vivência do não saber como agir e volto a ser criança. Mas uma criança adulterada pelas certezas incoerentes da fase adulta.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Exemplo:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Crônica de um parágrafo&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Noite de festa com parque, roda gigante com desenho de estrela formado por lâmpadas, sons misturados e característicos de festas interioranas levaram minhas lembranças para a infância e mantém meu corpo inerte na atualidade. Numa dualidade de percepções que fazem das lágrimas companheira constante no gozo, na dor e no torpor de um instante de sonho.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É bom estar&amp;nbsp; de volta!&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Até a próxima,&lt;br /&gt;
Angelo Márcio.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2011/09/sem-palvras.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhfYZBCH9SwKLTsFHqS1llgNRA9haPfAw-nMJTNQZLnCm-r1QH5LG6IAMMH3_QxqFRlxXbsRtwwGMngkrposBoc_CmFtooQ8wBsQm_iXKB1pDT8T21nvKgAHHlwUykDCD4e3x5je4f7yYk/s72-c/roda_cronica_def.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-6440911018265564046</guid><pubDate>Tue, 22 Mar 2011 18:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-22T15:43:32.057-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Uma noite de carnaval</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiwyhYF_8_hH1IBL5_lewFjnGbQsZ_Z5RHoP00-9Qwnxb59-6eIEBpOL01Ygf-X8PZDOlCTys8doyI7ZC4F9VJaFjTqpOSVPsa8NgpUZqelbSGnXJFuIxdlLZePMny_whO5jsV-c6CKKk/s1600-h/carnaval%20cronica%20deficiente%5B11%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;carnaval cronica deficiente&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;carnaval cronica deficiente&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGhSJ-R-jAKLexy6rbFSqDEQfv52rJcuz2J8am7rC8N9-j6i3OpKgSW32sjJlF8sV4ok2tY4BFRf258ZypklWJbBWCPAc1XIcuNPrcujjaaeQS7UvO3MeMcOhHcQ3590RF6S1SOMcUU7Q/?imgmax=800&quot; width=&quot;308&quot; height=&quot;224&quot; /&gt;&lt;/a&gt; É extremamente fácil comparar e fazer com que a palavra carnaval se torne adjetivo e substitua palavras como alegria e festa.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;E foi em um dia de carnaval, mais exatamente uma noite de carnaval, noite quente, de pouca brisa e absurdamente convidativa para sair da quietude e se deixar conduzir por pessoas queridas pelas avenidas de uma cidade interiorana, onde os sorrisos eram como apelos para que, naquela noite, o julgamento muitas vezes imposto por mim em virtude da deficiência fosse então passível de absolvição. E o juiz da consciência bateu o martelo e disse: Liberte-se!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A avenida ornada por grandes palmeiras que há muito tempo atrás eu conseguia tocar suas folhas com a mão, naquela noite eram moldura primária de um quadro composto por pessoas que se querem bem.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Primeiramente, era visivelmente necessário que parássemos em uma sorveteria no intuito de amenizar o calor e, claro, conviver, conversar, sorrir e apreciar como nunca a companhia uns dos outros enquanto nos deliciávamos com picolés e sorvetes. Ao final desta festa gelada observou-se um silêncio. Este era o momento em que eu realmente decidiria se iria ou não ao baile de carnaval, pois mesmo feliz ainda havia dúvidas, no entanto, lembrei-me que a mãe das preciosidades que haviam me tirado do marasmo, um dia antes afirmara que suas filhas somente iriam ao baile em minha companhia. Sendo assim olhei para elas e perguntei como quem afirma se queriam ir e é fácil concluir que a resposta fora afirmativa. Quatro belos sorrisos que diziam sim.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Isso não quer dizer que tenha ido por obrigação. Não! Muito pelo contrário! Eu não perderia a oportunidade de estar com quem quero bem em dia de alegria. Se perdesse seria, com o perdão da expressão, um idiota.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Fui conduzido então até o local do baile. De longe era possível ouvir a música e também ver as luzes e o colorido típico de festas carnavalescas; para adentrar o local, passamos por um caminho que dividia dois lagos sendo o da direita mais antigo e o da esquerda muito próximo de onde eu sofrera o acidente, onde iniciei uma nova vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Foi impossível passar por ali e não lembrar &lt;a href=&quot;http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/01/o-dia.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o dia&lt;/a&gt; em que deixei de sentir e movimentar boa parte de meu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Havia jovens, famílias inteiras e a sensação de liberdade fazia com que a imobilidade fosse momentaneamente esquecida e a insensibilidade substituída por uma vontade sensível de ser feliz, de estar feliz e de proporcionar felicidade também àquelas jovens, preciosas jovens, que amavelmente me faziam companhia. Naquele momento elas nem imaginavam o quão grande e importante havia se tornado uma singela ida a um baile de carnaval.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em dado momento uma delas veio até mim, com olhos brilhantes, para perguntar se eu me importaria em ficar um tempo sem companhia para que pudessem andar um pouco, ver a banda de perto, encontrar amigos, em síntese, fazerem o que a juventude deve fazer – divertir-se. Minha resposta foi tranquila e objetiva ao dizer que poderiam ir, ou melhor, que deveriam ir.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sem que eu pedisse, sempre voltavam para saber como eu estava, ficavam um pouco e retornavam a viver sua juventude em festa.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto estava sozinho, em tese, fora possível ali refletir sobre a importância de querer e poder viver ao lado daqueles que amamos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Um detalhe: Chegamos em casa às três horas da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2011/03/uma-noite-de-carnaval.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGhSJ-R-jAKLexy6rbFSqDEQfv52rJcuz2J8am7rC8N9-j6i3OpKgSW32sjJlF8sV4ok2tY4BFRf258ZypklWJbBWCPAc1XIcuNPrcujjaaeQS7UvO3MeMcOhHcQ3590RF6S1SOMcUU7Q/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-308840646836592978</guid><pubDate>Tue, 01 Mar 2011 19:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-03-01T16:01:34.534-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><title>Quem continuará meu legado?</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmh8FedWnGWLqM4OJSEAtWUInSbKeupW84lnbAhSjctWUCw5UN54Qg79vmg6HWs3mNyL6W7hA2OZORqdqumpvZHqLCohnJRSNI1Rb2YBqPnnlO9yxvCu5AMX4wGMj4S10DpIQ6MdDcejI/s1600-h/cronica%20deficiente%20flor%20cacto%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente flor cacto&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente flor cacto&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAzuJLQkjzuo0p756NahrIygqSLU-r2Nu8nLAQPT95gCsozperffJIHEjYsePoq91nqO80zN5eiJfNL09L9xd1mfkF5_CCQiPSJLJ6K2kmuNV0UK__a0nYH0AiJJrtP5djXsLrb3yFwrU/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;214&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Essa questão surgiu alguns anos atrás quando a possibilidade de sair de casa era bem maior e o número de pessoas fisicamente próximas também era maior. Era um tempo em que distâncias variadas eram superadas sem lamúrias para a simplicidade de reunir amigos em um almoço, por exemplo. Não havia tantos empecilhos como hoje e agora é possível perceber o que antes se anunciava... As coisas mudam.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O dia em que a questão sobre legado fora levantada eu estava só com meus pensamentos e, para alguém estar só é necessário que antes tenha estado em companhia agradável, ou do contrário, apenas fora cumprimentado. E este não era o caso. Eu havia passado a tarde inteira a conversar com a conversar com uma pessoa incrível que saía de sua casa, distante três quilômetros, para visitar-me e eu sempre retribuía com o auxílio de meus amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Passaram-se anos e pensei ter esquecido a preocupação com a continuidade de algo que tenha iniciado. Talvez um pensamento despreocupado também, mas ultimamente, no alto de meus 37 anos e bastante afetado pela tetraplegia o instinto paternal inerente mostra-se sem pudor e traz consigo outra vontade além de andar novamente: A vontade de ser pai.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Mesmo sabendo que um tetraplégico pode ser pai, principalmente com auxílio da ciência moderna, o que seria de felicidade inimaginável, seria suficientemente completo ter apenas alguém a quem pudesse um dia chamar carinhosamente de filha ou filho.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Assim posso afirmar que a cada dia compreendo melhor que na simplicidade posso encontrar um mundo de perfeições invisíveis a muitos olhos cegos por opção.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2011/03/quem-continuara-meu-legado.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAzuJLQkjzuo0p756NahrIygqSLU-r2Nu8nLAQPT95gCsozperffJIHEjYsePoq91nqO80zN5eiJfNL09L9xd1mfkF5_CCQiPSJLJ6K2kmuNV0UK__a0nYH0AiJJrtP5djXsLrb3yFwrU/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-475175561197529298</guid><pubDate>Thu, 24 Feb 2011 19:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-27T18:07:40.952-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Olhar além – Ir além</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieFuX1W3a0Lbk-aGQ9vzSgxCEuVSslPhBRVPpXAKmZx0R2XsQwNhiu7Al7_uy2yfjZK-wZ5v3d4ULl2o3hiyyn_kEKKSlPL6qF6ru_PVcJqibpQierP8J6XFn96_cOcg7xBgiuOe0EUr4/s1600-h/cronica%20deficiente%20alem%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente alem&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente alem&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6ZrlKGLD0JcmFOySzyKxrN0HcU1M1NLgJs8mW4_XdjWbMTsMUg7gq_Kj66Gv98Mr2esaIEzk_CfJ0yl6aFnhj41yLcJ8yA240StjhJARMpseqPIsTS_TISqdqu_MfMvLss78kVyvDx_g/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; No ultimo dia 14 de janeiro foi o aniversário de 1 ano do Uma Crônica Deficiente e também a soma por vezes indigesta, porém assumida com vontade incomum de 22 anos de tetraplegia. A expressão “incomum” hoje adquire, não a diferenciação de nomenclaturas ou estado físico, mas uma reflexão do quanto o diferente assusta, faz com que atitudes inaceitáveis sejam postas em prática e agora saio do meu mundo egoísta para ter proximidade com outras realidades.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Dois jovens que sorriem na vida e contam histórias que provocam risos, por um momento, relataram dores e feridas abertas em suas infâncias que até hoje marcam suas curtas trajetórias até o momento – ainda vão viver muitas histórias.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Eles não aprofundaram e nem eu quis provocar esta atitude, pois a liberdade é doce e aquele que impõe perde-se por não compreender a violência de seus atos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;E foi assim que em poucas palavras um jovem que nascera com dificuldades para respirar, uma má formação no céu da boca e lábio superior que obrigaram a tratamento e cirurgias questionou-me quanto a preconceito e, logo em seguida, a jovem de tranquilidade invejável e disposição constante de estender a mão fez coro na questão preconceito.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Peço perdão aqui por não saber denominar as deficiências destes jovens, mas continuarei com cuidado.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Os dois foram diretos ao afirmarem que sofreram muito na época escolar, principalmente nos primeiros anos. O que era para ser uma época de descobertas, de inserção social e de aumento do conhecimento os levou a anos de apelidos indesejáveis e de violência em suas vidas. Não me refiro à violência física, mas àquela que traz tanta dor quanto o que nos faz sangrar.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Assim imagino o isolamento causado e contemplo suas vitórias em poucas palavras. Isolamento este que em seus resquícios ainda aflora no relacionamento com a sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em dado momento surgiu a expressão: “Até mesmo a professora me sacaneava e induzia os alunos”.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Neste caso, em específico, foi movida uma ação de pedido de indenização que fez com que a professora pedisse desculpas e, também, para que o processo não continuasse e além de pagar indenização ela, a “mestra”, não perdesse seu emprego. Bem, a bondade do coração da mãe descontinuou o processo e não me atrevo a julgar sua atitude.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em outro detalhe fora revelado que era necessário, literalmente, lutar contra as perseguições, não para se impor, mas para defender-se daqueles que diante do que não reconhecem como comum recorrem ao ataque.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sim! Durante e depois da conversa, sorrisos que só tem quem vence fizeram-se música e ilustração perfeitas.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Agora questiono:&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;_Até quando, deficientes ou não, necessitarão passar tal violência vinda do preconceito e também provar dia por dia suas capacidades desacreditadas por ignorância?&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;_Até quando?&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2011/02/olhar-alem-ir-alem.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6ZrlKGLD0JcmFOySzyKxrN0HcU1M1NLgJs8mW4_XdjWbMTsMUg7gq_Kj66Gv98Mr2esaIEzk_CfJ0yl6aFnhj41yLcJ8yA240StjhJARMpseqPIsTS_TISqdqu_MfMvLss78kVyvDx_g/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-965309748612522156</guid><pubDate>Thu, 10 Feb 2011 13:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-02-10T11:21:40.824-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vídeo</category><title>Um ano não e uns dias</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWsa1kfw6OkiLP4uNCRoEwdzkTKbW1nB8vaaOxr8jsqWrFxlUi35sEIYuYYH7PizLEjnVlXZ4BT7S8Qm9zQ9zcIIoacqOi-sjAPkGOG66hGX_4MGI26wEtw-2G2A54UZAM4YWEA3NOXS4/s1600-h/cronica%20deficiente%20um%20ano%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente um ano&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente um ano&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-VdiEfz_7AktLvvMMtVvEnVttEqv5UMaKgJGADwJxAkgkbLvQTvqV1hZ6AiL1m5QWt1ab0OQVuBYvlldyqlOLi9zasid3-FLP7z8sKJQ84DFDomsDbNDRRkyXrZTpwY0fRl822VJo1Ck/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Há um ano atrás, exatamente no dia 14 de janeiro, fora publicado aqui o primeiro texto com o título de &lt;a href=&quot;http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/01/uma-cronica-deficiente.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;“Uma Crônica Deficiente”&lt;/a&gt;, com as reflexões que conduziram à criação do blog e celebração de vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Um ano se passou e muito do que propunha, sonhara, quisera e, também por que não, do que não desejara ocorreu. Estudei, diverti-me, fui a festas, trabalhei, amei, chorei e assim celebrei a vida dentro de uma margem de limites que a cada conquista aumenta a visão de horizontes.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Se o blog faz aniversário, fatalmente minha deficiência também faz; e neste mesmo contexto tudo o que é composição de vida também faz aniversário em uma festa de 365 dias e 6 horas que não podem ser esquecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O tempo é precioso!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Passamos boa parte de nosso tempo reclamando que não temos tempo e deixando de fazer o que queremos; deixando de estar ao lado de quem amamos usando uma desculpa incoerente, pois somos nós que fazemos nosso tempo e, também por uma ingenuidade disfarçada, nos dispomos como reféns deste “pouco tempo” que temos e assim vamos nos perdendo sem muita opção ou caminho de volta.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Neste um ano aprendi mais e com mais pessoas também.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aprendi, ou melhor, reaprendi a celebrar a vida em família.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aprendi a externar mais o que sinto e a dizer a quem quero bem o quão é importante e a viver o que digo.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aprendi, consegui amar verdadeiramente e a dizer que amo.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aprendi muito mais...&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Tudo o que foi escrito, descrito e relatado aqui sempre teve alguém que impulsionasse sem que seus nomes fossem revelados, até para dar liberdade a quem lê de poder se colocar como personagem.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A estes “alguéns”, preciosidades, linda moça, doce moça, amigo, amigo de outro continente, tia, avó, avô, irmão, irmã e, claro, minha mãe, obrigado e a vocês ofereço o vídeo a seguir.&lt;/p&gt;  &lt;div style=&quot;padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; width: 425px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px&quot; id=&quot;scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:0ee82ead-6140-4e70-9633-b5650786f968&quot; class=&quot;wlWriterEditableSmartContent&quot;&gt;&lt;div id=&quot;6b2b56c2-c09d-4e93-997b-33a5ae576082&quot; style=&quot;margin: 0px; padding: 0px; display: inline;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=GA_B9HcusXg&quot; target=&quot;_new&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVcBb2PN511XqCXKHI4cv-ehDQ371b1r5N4L3kN6zKbbkcz3u7kKVsIsLzNlhDHmB_NobjhmhGEXX6OyZjmwENvS_rMDBoa1ELuDs9msHUcnj06W78JO5eDuPtHkHNiHm4yxR-FAfzoAg/?imgmax=800&quot; style=&quot;border-style: none&quot; galleryimg=&quot;no&quot; onload=&quot;var downlevelDiv = document.getElementById(&#39;6b2b56c2-c09d-4e93-997b-33a5ae576082&#39;); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; 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border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente viajar&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente viajar&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7JDAZBcx1HsWdeH3OBrjBHDEiVl-DsFcqKszhboUzhfwF4RMCiGSvZars7uGJ7cQ1IdkkmPOn2ZNIecngeke5C1N4mV_emIMrSqYDi96F0zEi1X93govyy32tpqY3P9L94ADItOXZnTM/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;208&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Os tetraplégicos sabem bem que sem auxílio de terceiros a vida estaciona a possibilitar reflexões sofríveis sem remediação imediata e uma ansiedade comum de visitas e companhias que possam distanciar, sem perceber, o caos dos pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para não ficar assim mais uma vez, Nos últimos trinta dias, tive a oportunidade de fazer quatro viagens com pessoas queridas e também ter companhia de pessoas que muito quero bem e que também me querem bem.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Logo após a visita a minha avó querida, em dezembro, fui a Goiânia buscar duas preciosidades, duas primas que sempre me fazem companhia quando vou a Jussara-GO.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sua estadia em minha casa trouxe dias de alegria, conversa, brincadeiras, sorrisos, em síntese, VIDA.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Foi tão importante que sequer consigo descrever em texto.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em seguida fomos, as preciosidades e minha família, para um casamento em Barreiras, na Bahia, outro local muito quente e repleto de pessoas acolhedoras.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Por lá fiquei cinco dias. Dias de imensa felicidade por estar com os meus amados familiares.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Retornamos da Bahia e fomos direto para Jussara e seu calor. Já em Jussara a companhia uma das preciosidades foi fazer companhia a sua mãe e a outra ficou comigo e minha querida mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Mais uma vez não consigo descrever em texto, mas posso afirmar que a muito tempo não tinha dias tão felizes.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ah! Minha avozinha está quase curada e de muito teimosa já anda com o auxílio de uma bengala.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Posso afirmar que durante as horas de estrada, minha deficiência, minha tetraplegia, mostrava-se incomum, pois apesar da dificuldade de ser colocado no banco dianteiro do carro e, além do cinto de segurança do carro, usar também outro para evitar movimentos laterais eu me sentia absurdamente LIVRE.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Muito pode ser feito quando queremos e sabemos provocar os limites para obter o que podemos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Este é um texto curto. Sei disso.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Pense agora naqueles dias de alegria de sua vida, sorria, celebre, grite se assim quiser, ouça música alta, sinta-se amado e aí saberá como realmente estou.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2011/02/paz-viajar-e-preciso.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7JDAZBcx1HsWdeH3OBrjBHDEiVl-DsFcqKszhboUzhfwF4RMCiGSvZars7uGJ7cQ1IdkkmPOn2ZNIecngeke5C1N4mV_emIMrSqYDi96F0zEi1X93govyy32tpqY3P9L94ADItOXZnTM/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-1704621733322741358</guid><pubDate>Mon, 27 Dec 2010 17:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-30T13:54:53.567-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Do outro lado…</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyFh27l3gDNNsOZ-VpFc7eoj_vGJTH4YwqakYa5vZtDn_yWzJ_V-kgk-O4WKULuDosLt160T_XNJfwQBHAQ7K7YeXfy65TAxHyV-uqCnLE4SmZf9TzM27RBCyiYnm79YH0GnFEeOZFgio/s1600-h/cronica_deficiente_avo2%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px&quot; title=&quot;cronica_deficiente_avo2&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica_deficiente_avo2&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgro3Zg8BogV6MRvDThBkewKtTbh4U2Z3wpsFg91EizJAWE3EU0XJQXguGg5WRTDYToyH1e4XDjJ-DejY_VXMMdtnHcLjxWkALwWIadquW4Ax5viQJf5AZegYHtBsTNbiscH38TDSCu4ZQ/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Em dias de festa de final de ano, costuma-se dizer que a reunião familiar é ato corriqueiro e, sem sombra de dúvida, de felicidade também. E para seguir esta tradição, 400 KM foram percorridos e sempre com sorriso de quem vai para celebrações de felicidade constante.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ao chegar à frente da casa, o portão verde em formato de grade era inconfundível; assim como também eram inconfundíveis a arvore da frente, a pequena rampa para adentrar o lote, o canteiro à esquerda, a visão frontal da casa de cor branca e verde com pequena área ladeada de plantas e emendadas por batentes baixos que mais parecem bancos, ou melhor, são bancos com rosas. Estas áreas também são chamadas de alpendre. Em uma das laterais que dão acesso aos fundos da casa ainda havia plantas em vasos e o mesmo chão de cor verde.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sim, tudo inconfundivelmente igual. Era assim que era pra ser, mas algo diferente habitou os olhos e fez o coração acelerar.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em uma rede, no final do corredor, encontrava-se uma mulher no alto de seus 87 anos de vida intensa e batalhas muito mais duras; uma mulher que criara e educara 16 filhos e que já carregava cicatrizes no coração por ter sepultado 8 destes filhos; uma mulher de decisões coerentes a seu coração e contraditórias ao que rege o mundo que insiste em nos moldar. Esta mulher que tanta força irradia fora vitima de um dos piores acidentes que ocorrem com idosos, um acidente que faz com que a bacia seja quebrada e ela, caros amigos e leitores, ela é minha querida avó.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Um dia descrevi seus &lt;a href=&quot;http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/01/saudades-de-um-marujo-de-primeira.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;olhos marejados&lt;/a&gt; e hoje posso imaginar um pouco de sua dor ao me olhar. Confirmar sem receio o pensamento que temos de que nada ocorrerá conosco.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Quanto engano!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Não é fácil nos colocarmos no lugar daqueles que choram. Ela, minha avó, chorou por mim, por ter ficado tetraplégico em um acidente e hoje eu – o neto – amargamente, sinto a dor contida em seu olhar abatido e busco forças para animá-la um pouco que seja... e desse pouco surgem sorrisos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Não é fácil estar do outro lado!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/12/do-outro-lado.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgro3Zg8BogV6MRvDThBkewKtTbh4U2Z3wpsFg91EizJAWE3EU0XJQXguGg5WRTDYToyH1e4XDjJ-DejY_VXMMdtnHcLjxWkALwWIadquW4Ax5viQJf5AZegYHtBsTNbiscH38TDSCu4ZQ/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-4285649598515680560</guid><pubDate>Tue, 21 Dec 2010 12:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-21T12:10:39.135-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>O orfanato</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgm9XJpxER8jtAL4eNcKbDjeooD-xW5G3cayA2ywBL3hvarGKsVGJBblWJjrC57hIBnb6fIhG-2aZ_5QcAMfmRktgqxdaXIEBYNbWJZ666uh-29PW_f8MaOyg-8lobtqKFew-bS2irF2k8/s1600-h/Cronica_deficiente_orfanato%5B4%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img align=&quot;left&quot; alt=&quot;Cronica_deficiente_orfanato&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;286&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs4cGRNlCHKtBDkUmsShYRpdu_jkzTFvke0-o2D7fSBStomkD6SFCLJK-B8AAMb3UT7-PJOXYT0fRkJmAjmrMcRdmMHJCKxtZCpMbgaCg7kaW3Aslx_4hrY5ZzwLF4E6d8XGCyiuaESII/?imgmax=800&quot; style=&quot;border: 0px none; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;&quot; title=&quot;Cronica_deficiente_orfanato&quot; width=&quot;298&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Por dias seguidos ouvi uma voz de criança me perguntando se era nesses dias que haveria uma festa para ele e seus vizinhos; minha resposta era sempre um pedido de calma e pergunto: Como pedir calma a uma criança que vive em um orfanato – não por não ter família – afastada de sua família por decisão judicial e pelos motivos mais diversos, duros e cruéis que uma criança não deveria viver?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Assim foi precedida a visita e festa do grupo de jovens - no qual felizmente trabalho - a um orfanato diferenciado em nosso pouco saber, pois imaginávamos que orfanato era para quem não tinha mais seus pais, no entanto, não estávamos tão errados, pois, de certo modo, conforme a realidade deles, a maioria não tinha mais os pais verdadeiramente amando-os e por perto.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;Um lugar de cores fortes onde na entrada, após um imenso portão, via-se uma área limpa, coberta, bem iluminada que dava acesso ao refeitório com mesas e cadeiras coloridas – sendo algumas bem pequenas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em uma lateral havia um conjunto de casas bem juntinhas e também com cores fortes e diferentes. É nessas casas que as crianças e adolescentes moram; por isso usei o termo vizinhos ao referir-me à criança que pedia a festa.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;Sim! A visita ou festa ocorreu com palhaços, brincadeiras, comidas e muita alegria e troca de conhecimentos entre jovens e crianças sofridas. Aprendemos que olhar o horizonte é muito mais engrandecedor do que verticalizar a ânsia de viver. Aprendemos que um sorriso provocado é paz para alma mesmo em corpos cansados. Aprendemos o que já sabíamos também: Que crianças não cansam facilmente de brincar e após estes aprendizados vi um grupo de palhaços jovens dispostos ao chão exauridos, porém sorrindo e vez por outra uma criança perguntava a mim e outro amigo tetraplégico o que havia ocorrido conosco.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Mais uma vez a curiosidade sábia das crianças.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;Havia neste local de isolamento involuntário uma reciprocidade de necessidade de carinho e um pouco, pouco que seja, de atenção.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;Até a próxima!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;Angelo Márcio.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;Ofanato Abrigo Lar de São José &lt;a href=&quot;http://www.abrigolardesaojose.org.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;image&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;147&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3khJwaHV78uuwvfKYS7su6AznupK4mMPaBjtPtgY5jRPwL8oNQgrcTvpyFNNpptQ46K6JWegiNekDPbnxgdd8lROdlzYAPRpyAjwzk7N5bvgMmLPY2IJcQIKUNVVu-jvRooiNFyLJLXw/?imgmax=800&quot; style=&quot;border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;image&quot; width=&quot;152&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/12/o-orfanato.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs4cGRNlCHKtBDkUmsShYRpdu_jkzTFvke0-o2D7fSBStomkD6SFCLJK-B8AAMb3UT7-PJOXYT0fRkJmAjmrMcRdmMHJCKxtZCpMbgaCg7kaW3Aslx_4hrY5ZzwLF4E6d8XGCyiuaESII/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-3836932437294015894</guid><pubDate>Sat, 18 Dec 2010 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-18T15:27:21.675-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>O lado obscuro (retorno)</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj13c1on3KiFhs6KNt8uB6DcIiSzFVBbPlkii2Emn_vNkEKsex7ekZaVBrXW-STE_BxgPtpP6WFzaErT2kCXKKg_xxLY6ng4FuoiChWMiaYcahg1P0krkXDKcPThPoGJRZcrdUbmAPXfdE/s1600-h/Obscuro_cronica_deficiente%5B12%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img align=&quot;right&quot; alt=&quot;Obscuro_cronica_deficiente&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;184&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilxWXQaQQEx1UPk-ZE_nmAC_ENQIxWQr1SMNQjAu7306B-WLw5CUgfpX5nNBbPWFdXDTe7JmkFH5Lksn4LygbdlZJ2bMFpaouHOSaqXu5E8Evyzi3cbXrJ9kh25yHhYmRsIZGs2YmmaI0/?imgmax=800&quot; style=&quot;border: 0px none; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;&quot; title=&quot;Obscuro_cronica_deficiente&quot; width=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Título estranho este. Principalmente quando se refere a um retorno. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Isso mesmo! Uso a palavra obscuro para ter certeza de que a luz do retorno é verdade dentre dúvidas, fugas e ataques de quem se sente acuado e o ataque se torna defesa.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;E a verdade é assumir que somos todos falíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;A verdade é assumir que em minha deficiência deparei-me com o inusitado não ocorrido em mais de vinte anos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Deparei-me culpando inocentes e questionando insensivelmente meus limites, deixando-me ser levado por julgamentos parciais.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Chega de metáforas!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Aprendi que assumir defeitos, medos ou incertezas não são sinais de fraqueza e sim demonstração de amadurecimento daquele que busca viver segundo princípios que somente crescimento trazem a este que vive.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em vinte anos de deficiência assumi nunca ter ficado deprimido ou, pelos menos, afirmava que as situações que a este estado levavam passavam rápido. Hoje aprendi que realmente passavam. Sim! Passavam. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;No entanto, desta vez, demorou um pouco mais e trouxe dor. Muita dor.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Tentei esconder dos amigos e outras pessoas queridas para manter na obscuridade e, creio que de alguns escondi, porém não de todos. Tive que pedir ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Ao pedir ajuda mantinha à sombra minha real situação e recebi alguns “nãos” e vi que esconder só piora, em nada ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não culpo ninguém e nem tenho porque culpar. Por que temos sempre a necessidade de culpar alguém?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Se eu tentar explicar mais aqui acabarei por complicar ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O que importa é que esta foi mais uma batalha vencida que deixou cicatrizes e ainda há feridas abertas. Certamente estou diferente e serei diferente. Nunca, mas nunca, INDIFERENTE.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;É muito bom estar de volta!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Auto-exílio - nada mais é do que ter seu coração na solidão” (Renato Russo)&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/div&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/12/o-lado-obscuro-retorno.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilxWXQaQQEx1UPk-ZE_nmAC_ENQIxWQr1SMNQjAu7306B-WLw5CUgfpX5nNBbPWFdXDTe7JmkFH5Lksn4LygbdlZJ2bMFpaouHOSaqXu5E8Evyzi3cbXrJ9kh25yHhYmRsIZGs2YmmaI0/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-8048527777366895792</guid><pubDate>Thu, 21 Oct 2010 16:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-21T14:20:19.869-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vídeo</category><title>Vivendo e aprendendo</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Menos de um mês depois de visitar um anjo chamado Marcos descobri que ele havia falecido, que o câncer havia deitado ao solo o bravo soldado.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O vódeo a seguir foi feito com as outras crianças que continuam a nos emocionar e ensinar com força ímpar.&lt;/p&gt;  &lt;div style=&quot;padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; width: 425px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px&quot; id=&quot;scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:d167b401-efcf-4373-afc6-8009ecd1387a&quot; class=&quot;wlWriterEditableSmartContent&quot;&gt;&lt;div id=&quot;d227fefd-c199-4304-9552-f324006fab53&quot; style=&quot;margin: 0px; padding: 0px; display: inline;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=_a3EoDwgPh8&quot; target=&quot;_new&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKuCz1BoPmv-hQ8BOif3YqBh9H-fcfXQjzK0U-evGihlcc8cWSCSkyqTaLxmWItgl6JsDCWbnFsrwJnSgRS7-NRw-dGgI9KqmdcuwABMZAK54CthhFxzEf4lSFoHrvoMMFumN3mZIcS2M/?imgmax=800&quot; style=&quot;border-style: none&quot; galleryimg=&quot;no&quot; onload=&quot;var downlevelDiv = document.getElementById(&#39;d227fefd-c199-4304-9552-f324006fab53&#39;); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/_a3EoDwgPh8&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/_a3EoDwgPh8&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;&quot; alt=&quot;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/10/vivendo-e-aprendendo.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-1170747880162259867</guid><pubDate>Thu, 30 Sep 2010 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-30T20:36:01.818-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Dias sem palavras</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;#160;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg8dFLWfz3RJFhEM1nDy61XZOooC9ypnljboJYqSRYnSdvxgpVxVkOkGuPke0TYXcQXY0YHaBBuFkrrZy2bE5XuvHc96was-mMJGtVMpY3PCIFVnGAL7QYu7KfFpBPdNrC4lMFsruXYK5I/s1600-h/Cronica%20deficiente%20angelo%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;Cronica deficiente angelo&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Cronica deficiente angelo&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjV8jPi73E1Krk-pqLKOMg4OaMDuQ5LsQ2hwbb4i-9JaPvSIBZtitk_jcbupDCrE5-SL7b4twkmnxP3cbdgKrhGVu0wWkKQBYvFrxwvR4G4JGClwpQ5MnU6LMohZsT6Bb0qR_NCSiCB6A0/?imgmax=800&quot; width=&quot;234&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Inicío pedindo desculpas sinceras aos leitores e amigos por ficar tanto tempo ausente.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Quero que saibam que ainda não é o retorno, que somente poderá ocorrer daqui uns dias, pois estou tendo alguns probleminhas que logo logo serão resolvidos e descritos aqui. Bem como as alegrias também. &lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Sabe, quando assumi o desafio de escrever aqui no Crônica Deficiente, não imaginava o quanto seria grande e nem as amizades que faria... fora a responsabilidade para com os leitores.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Assim agradeço e peço a calorosa compreensão de vocês.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima! (MESMO)&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio. &lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/09/dias-sem-palavras.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjV8jPi73E1Krk-pqLKOMg4OaMDuQ5LsQ2hwbb4i-9JaPvSIBZtitk_jcbupDCrE5-SL7b4twkmnxP3cbdgKrhGVu0wWkKQBYvFrxwvR4G4JGClwpQ5MnU6LMohZsT6Bb0qR_NCSiCB6A0/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-2250155236483366805</guid><pubDate>Fri, 03 Sep 2010 13:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-03T18:36:47.975-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Um anjo para um dia</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/renataazz/4229495548/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img align=&quot;left&quot; alt=&quot;cronica deficiente roda gigante&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;162&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiSirBAR7Uz64cHvKU4mxwNUpNfuWFDmzziSMQHFD308lYYw7dIMCKOzBwbmmOWhWrEIs8agp3P8nCN97CtkVKn7-P6pMHZQ_leXsqqEVPvWRYkg9laucYJdpKsL-iUZkgOdddIJLwFWs/?imgmax=800&quot; style=&quot;border: 0px none; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;&quot; title=&quot;cronica deficiente roda gigante&quot; width=&quot;278&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Quanto vale a vida? Qual o peso em ouro de um sorriso?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Questões de respostas difíceis ou impossíveis que surgiram após a visita a um hospital que cuida de crianças com câncer e, caros leitores e amigos, quero apenas descrever o que vi e senti em breves momentos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Uma senhora cuidava de uma criancinha bem pequena e em sua força de mãe pensava em levar a criança para São Paulo, onde tem parentes, para lá deixar a criança em boas mãos e assim retornar para poder cuidar da saúde da mãe da criança adoentada.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Este desprendimento quase passou despercebido.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em outro quarto, sobre uma cama, encontramos um anjo pequenino e tenho dificuldade em descrevê-lo; não sei como descrever mão tão pequena e frágil que com leveza chega ao alto com aceno e beijo de vida em meio a uma dor de doença de que, para muitos, é sinônimo de morte, mas me apego ao sorriso e beijo, clara representação de vida!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Seu sorriso de expontâneo também trazia a curiosidade infantil de, talvez, questionar-se por ter pessoas tão grandes a observá-lo; a ter uma aula de vida inteira em poucos minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Tentem imaginar!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Atos tão pequenos de alguém também tão pequeno a enfrentar uma doença que é sempre transfigurada em monstro – o câncer.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto éramos apresentados ao pai desta criança, ele também sorria, e disse sorrindo em meio à dor que seu filho havia tido uma recaída e passado alguns dias na UTI. Então comparar este pai a um guerreiro fora inevitável, no entanto, ele nos cortou e com simplicidade amorosa disse que guerreiro era seu pequeno filho que estava sobre a cama e que ele – pai – era um simples soldado.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Neste momento posso dizer que nossos corações duros se quebraram diante de realidade tão admirável de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Para esta visita ao hospital levei comigo minha mãe, um grande amigo e a doce moça. Abordei isso agora por que adiante virão fragmentos das percepções que foram ditas por nós durante este dia de vida. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Tenho uma fotografia dele na minha mente.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Pode parecer exagero, mas hoje amadureci como pessoa.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Aquele menino me ensinou coisas pra vida inteira; coisas que não sei explicar. Passei o dia todo pensando nele.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Espero aprender mais a ser menor, entende? Senti-me tão pequeno hoje... “.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Estou me achando tão mais tranquila com tudo.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Eu até dormi enquanto pensava em nossa manhã.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“A gente estuda e pensa saber tudo, aí vem um sorriso e nos quebra.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“É nessas coisinhas que Deus age e nos abençoa, nos fazendo pequenos. Naquela criança havia luz e luz só pode ser Divina.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Meus olhos brilhavam ao vê-lo. Eu estava com tanta vontade ir lá abraçar e conversar com ele.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Pode parecer exagero meu, mas este anjo pode ter aparecido, nos ensinado e nunca mais podemos voltar a vê-lo.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;“Me partiu o coração pensar nisso hoje.”&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Meus caros, hoje vimos a fragilidade da vida e que vale a pena lutar por ela. A nossa e a de outros com outros “cânceres” criados, inventados, doentes da alma.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Encerramos com uma questão:&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Como pode um garotinho que mandou um beijo fazer com que nós, horas depois, reflitamos tanto sobre a visão cativante de pequeno guerreiro?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio e Renata Barbosa.&lt;/div&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/09/um-anjo-para-um-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiSirBAR7Uz64cHvKU4mxwNUpNfuWFDmzziSMQHFD308lYYw7dIMCKOzBwbmmOWhWrEIs8agp3P8nCN97CtkVKn7-P6pMHZQ_leXsqqEVPvWRYkg9laucYJdpKsL-iUZkgOdddIJLwFWs/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-8391658343700308834</guid><pubDate>Fri, 20 Aug 2010 16:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-22T22:58:28.040-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><title>Acordei com 37 anos</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpbmwJgmN_XvxGnClzUV8L_HvLKYvvubaXSgr0mMn80u_Oy8bD697iF325KFpMQuCFnywj1Va0_tKRCJUUTLqAcWrRpLab9AmARMNwqrw9fgLu9fvALzjuCDANcE3m3tHdw5zlqHrkePc/s1600-h/cronica%20deficiente%2037%20anos%5B7%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img align=&quot;left&quot; alt=&quot;cronica deficiente 37 anos&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;224&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjvPPG6neeOBF0tU3soowq_SICFwWovKY8Sv8izz400BRPeIs-8Q35XiEIjeTJlaWp9Tr5tML-GtmqAhgnECzRo2A3LsPBRZKmW34bD4nwRNhRNVI5xVCrbbIM1lSzzlFweCVPy6-RRCw/?imgmax=800&quot; style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px;&quot; title=&quot;cronica deficiente 37 anos&quot; width=&quot;294&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Hoje acordei mais velho. Completamente consciente de que o tempo passa sempre em seus segundos, décimos, milésimos, mas me senti mais velho.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Ao iniciar este texto, que por razões inexplicáveis, vem sendo criado há dias e modificado a cada acontecimento, descobri que minha vida cada vez mais mostra seus contextos e entrelinhas. Muito não digo, não externo por medo, timidez e outras desculpas que sequer descreverei aqui, mas minha vida vem sendo, aos poucos, descrita aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sei que é um início meio complicado e nem sei se conseguirei desembaraçar tudo nas próximas linhas, mas deixarei a liberdade das palavras me conduzirem.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Quando era pequeno meu pai muito me reprimia por sua criação em vida difícil e interiorana e ontem, anteontem e outros dias, em fim, surpreendi-me com o tanto que me reprimo. Meu pai em quase nada queria que opinasse e agora, eu que externo quase tudo o que penso ou sinto, o que pode ser qualidade ou defeito, benção ou maldição para alguns, agora me vejo como adolescente envolto em dúvidas infindáveis.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Eu, realmente tinha por objetivo dar a este texto um ar de dureza e alta sobriedade, mas amigos, não consigo. Vejo-me apegado a enigmas que cada um que ler entenderá de forma diferente. O que não é e nem será problema, pois de uma forma ou de outra haverá entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Vi-me, em meio aos devaneios e razões buscando uma percepção maior da vontade/desejos, talvez tardios, de ter minha sensibilidade física de volta, de poder sentir os grãos de areia sob os pés como outrora, de amar ainda mais quem amo, quem me ama e, para despeito, também amar os que me odeiam. Essa vontade de andar, mover-se, também reflete no curioso, terno e tenso desejo de abraçar, acariciar e proteger a quem bem quero.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não sofro ao descrever o que sinto e assumo que todos nós, em nossas dificuldades, limitações - sejam quais forem – já nos deparamos sonhando com milagres e, para os que não acreditam, nos deparamos criando outras realidades sendo vividas. Realidades diferentes e menos cruentas. Sonhos palpáveis em texturas rústicas de quem sorri em meio a amor e dor por antagonismo visível.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não que ao sonhar venho a fugir da realidade. Muito pelo contrário. Quando sonho, mantenho minhas raízes e minha razão não se perde.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Hoje, se quisesse, poderia e posso dizer que tenho três idades: 15 anos andando, 21 anos de lesão e 37 anos de vida intensa sem resumos ou qualificações por agora... Apenas vida!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Em todas estas idades disse que amava alguém apenas uma vez e este alguém é minha mãe. Hoje concluo que tenho poucas pessoas que realmente amo e não perderei tempo tentando esconder delas. Creio que elas sabem que as amo, mas queridos leitores e amigos, quero sentir a liberdade casual e intensa de exclamar o amor que faço agora prisioneiro de meu temor de adulto. Como podemos peder tempo assim?&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Como é doce a liberdade das crianças!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não pedirei desculpas pela complexidade deste texto, pois ele reflete a complexidade de meus dias, minha vida e paixões que vivi e finalmente volto a viver verdadeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Obrigado a quem leu até aqui e, AGORA, sinta-se livre assim como me sinto liberto!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Marcio.&lt;/div&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/08/acordei-com-37-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjvPPG6neeOBF0tU3soowq_SICFwWovKY8Sv8izz400BRPeIs-8Q35XiEIjeTJlaWp9Tr5tML-GtmqAhgnECzRo2A3LsPBRZKmW34bD4nwRNhRNVI5xVCrbbIM1lSzzlFweCVPy6-RRCw/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-8875022147461416410</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2010 19:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-23T12:21:21.360-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Crônica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Viver! Amar! Por que não tentar?</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIMVlUAt9LeJaRCWC4OOEt-oebLtfjm7tOvI8X_ikkr3470oNyPG3-3HZFWf6xAIn7T70-t0kKQTv09FiurRts6vHNhsbC8FP_kJOVQF2-88ZIQkwrj3TAPXki_EfA6BWfOw3AWpQv29g/s1600-h/cronicadeficiente5eu3%5B1%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente 5 eu&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente 5 eu&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmyRXtLr0IKrTu3k67ccgsigywA87gncNejWnlDGCOYJUBU3PmM-UHYZT9hj2R52wHC6MCuNv6iAOUHSzJrwL7xxfzZFXbP8TdIUlkTRq3Q2qUdjP6LjkuOvUAODXk_lYiW5vvK6wIlMk/?imgmax=800&quot; width=&quot;139&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Primeiramente quero pedir desculpas aos queridos e amigos do Uma Crônica Deficiente pela ausência, mas eu não esperava que minha vida fosse tão agitada como nos últimos quinze dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Antes de viajar e começar o diário de bordo deixei uma chácara reservada por final de semana inteiro para cumprir mais uma das etapas que eu havia proposto para minha vida, ou seja, dedicar-me mais aos estudos, à família e aos amigos. A primeira proposta já fora cumprida, porém não em sua plenitude, e as outras duas tiveram seu início oficial no final de semana passado, pois, na chácara, consegui reunir minha família e parte de meus grandes amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;A chegada à chácara deu-se à noite. Estava comigo parte da família e alguns amigos que, dentre eles, destaco uma doce moça que afirmo ser a mais bela, querida e agradável companhia.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;left&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9KDaV6Sk0uznZrZo8HuDuYGoBBaDy3xEMMKCYG-YjxhhFI2lU4NI_3rzde4Z8M_705evu1SZrmDghwiPLpdjOMu4qLA5J_BnIjDQ1yA-CRIOWm-kvPkiLSmv1xcxufnOF6-c0mSl5kuc/s1600-h/cronica%20deficiente%201%20n%C3%B3s%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente 1 nós&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente 1 nós&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhO9R_kv8IPft8Ph7oBBgSZKM6WN8153T2dTW74gkPshVBHBjiq88Gf4arB7cQyt65ViAO2vBdyQ3VOJITJzQL1M7bkUwbo6ovPZe46Fq6ldnuOBfWOaBlrNMN8Re-KOYXcm9tmZ2Ey1ms/?imgmax=800&quot; width=&quot;184&quot; height=&quot;150&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiGi2pyHv-8D0oyNwrqTLWz1YkvTb2LFBLfXNVPP-Cvt3DXElQ_-DzJtAbnOgo0ByvYURJvpIZaENOOJAjDuvJxqr06I8FqK2sg5yixiAU23ilh4H7HmUFhCxoeENyVGqiyDT7f-GJX6fU/s1600-h/cronica%20deficiente%203%20sol%5B2%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto&quot; title=&quot;cronica deficiente 3 sol&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente 3 sol&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjafBydtl5ju395h7_Ee6BW9DLbKu5M6IXQ4SUq7zkMfoCIrCYgRPdRHMHUbhD5z6EzAmEqTMg0aJUz0AMBAmjQw2SEmc2TotnL0qpcsTHQDQBGMFu_1pXF2NYTjoPtxOe4Zs-caSP6SgU/?imgmax=800&quot; width=&quot;184&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Enquanto meus irmãos e minha mãe jogavam baralho e cuidavam da parte de comidas eu ficava com os amigos a beira da piscina conversando e os vendo entrar naquela água supergelada. Momentos de risadas e pura vida descontraída. Perto da piscina conversamos sobre música, vida, estrelas e também tomamos um pouco de vinho até as três horas da manhã para depois nos recolhermos para dormir, ou melhor, tentar dormir, pois após deitar a doce companhia, um amigo e eu ficamos a conversar até o nascer do sol para que este pudesse ser fotografado e foi.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Amanheceu e fiquei o tempo quase todo a observar a família e os amigos se divertindo e por vezes lembrando que há três anos tentei fazer esta reunião sem sucesso. Lembro-me que na época do insucesso chorei muito, mas tinha consciência que um dia conseguiria.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Vi e convivi com aqueles que amo e afirmo que qualquer esforço para estar em convívio com tanto amor sempre valerá a pena, sempre será altamente frutífero.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em dado momento, após o almoço, deitei-me em um colchão de ar sob a sombra das árvores para poder contemplar aquela efusão de felicidade deles e minha também.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Por alguns instantes tive a companhia da doce moça ao meu lado e falamos de quase tudo em poucos minutos. Também falamos de uma alegria que dividimos que era o fato de sua mãe estar deitada sob a sombra também a desfrutar da tranquilidade e descansar. Dessa vez o sorriso de felicidade foi duplo e compartilhamos de uma aparente tristeza: O dia estava chegando ao fim e precisaríamos ir para nossas casas, voltar para a realidade que compromete nossas horas e por vezes nos distancia até de quem mora sob o mesmo teto.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Em breve faremos outra reunião, pois, a passos lentos o que é natural e belo mastra-se. Correr? Quero apenas desfrutar com mansidão o pouco que posso ao lado dos que Amo.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Marcio.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;center&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;416&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;207&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1ZVodf1zTn98776SdY1px4wobiSHQB-RAsRcH3w69meTLIxdrUDMJ2Og9iHEsdfqtw4uIRHYt2FapRJ-IR3btZSqG_7dR5QK5ooY5mros0t9pYXtfyq6PRPzym3gRBjHnqNMy9iuM4Ls/s1600-h/cronica%20deficiente%20chao%20povo%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente chao povo&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente chao povo&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjSbabMid4g9l3InUH7b3w4ws_0Nbxz7zFxj3labXXbpdQ4vTye-nMFcMKISKtQ3xilVQx_huH_GZKX1goEst_FYGiN4QHL4tA6lqBUEBiw-eon7FwKcSwryVEiAUPym__r2xfVcukV0Yo/?imgmax=800&quot; width=&quot;194&quot; height=&quot;131&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;          &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;207&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjU4pUJxgNQl3cjVDWS0Ad30AscekawzFcA2ty_azq2Rj-LclHOOCkVqEtdjitcQJTSp07OmQgsXCtJ5qqPQ5ZGIuB01CXN-cberN8B954NVAWdXLGqytI0lId_O23vH5Y3-tyQj7qY6A/s1600-h/pppppppppppppppppppppppp3%5B5%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;pppppppppppppppppppppppp3&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;pppppppppppppppppppppppp3&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihovHfo-qJi4U7alYwkdsR-tQxDNnR3DgQyYIeO_jP0Kn5blhShLYzeiJ48A2rcdkeW4qE0dT21jep-Nab7mzUTR97AhQVJlJ2WXWAztNTNIjhKxwFooD2JehLDlqQCCbsuELRKmIIKJk/?imgmax=800&quot; width=&quot;194&quot; height=&quot;131&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/08/viver-amar-por-que-nao-tentar.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmyRXtLr0IKrTu3k67ccgsigywA87gncNejWnlDGCOYJUBU3PmM-UHYZT9hj2R52wHC6MCuNv6iAOUHSzJrwL7xxfzZFXbP8TdIUlkTRq3Q2qUdjP6LjkuOvUAODXk_lYiW5vvK6wIlMk/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-437126894089678573</guid><pubDate>Sat, 31 Jul 2010 00:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-12-23T16:44:20.246-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Diário de bordo 6º dia</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Há uma música bem antiga que diz assim em um de seus versos:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;“Eu queria ter na vida, simplesmente, um lugar de mato verde pra plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela só pra ver o sol nascer.”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Peço desculpas por não creditar o autor ou cantor, mas este trecho, em específico, reflete um de meus desejos. Posso não ter plantado nem colhido, no entanto, o que estava ao meu alcance agarrei sem pudor. Agarrei dias de vida simples; agarrei a estadia na casa de minha tia e sua varanda, bem como terei novos quadros do nascer do sol na memória.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;right&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-5xQF7Py29RayJ5PIhOsFUm_m0kpcP-TAeCT4x2TeYJzk_c5h1U67YugObeyieGN7ozmCioDt8dGjqp1tdxKBAbXOCjSk9s9amiByW1f1PNTg7kKtAu07OHAotiR3XsxqaV7-MFfTAJo/s1600-h/0022.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;002&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;002&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhd-4bTW1xd17ZuIiBjhEvX74WDqf9oVXpw_mpS5CRt-kPdbHLFyY3rbPZfZKaLctTv0TtgqkHFixE8gLh_96-h1WnqDrwPtW5GY0vPgmMNDb0wXBqO01E6LUirUvOhaIOC8KLgi5J8Oh4/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na vida simples passei horas deitado em uma rede sempre com o pensamento longe. Não fiz isso para fugir da realidade, fiz muito mais para perceber que somos donos de nossas realidades e as surpresas do caminho, de alguma forma, positiva ou negativa – cabe a nós definirmos – vai a cada rompante ou de súbito moldando nosso viver e a arte final, a obra prima, somente pode ser assinada por mim, ou melhor, por cada um de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;É muito fácil creditar a outros as nossas culpas e, infelizmente, muitos ainda alimentam também a descrença em si e não assumem a autoria de suas belas obras. Digo isso por conviver com pessoas que agem assim.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Dando continuidade ao pós-rede, fora os dias de cama, teve algo que perdi: Um jantar na casa de um primo na cidade de Montes Claros para, além de me deliciar com ótima comida goiana, ter a oportunidade de passar e fotografar o Rio Claro, pois foi ao passar sobre a ponte dele e não poder fotografá-lo que surgiu o blog Uma Crônica Deficiente. Fica para uma outra vez.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;left&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO-36xwnHc3KXrFvoW0fESnITe-aEo1UYAR1GfNnUhcNfyhtOKlpipGVrfO2bYblT3vNODhtxA1QwZgXZa1zWnfTiQh-FKr68VJlkQEOCPPAZpq-nIevMRDaensCD7QSPLitC3Vfh2e74/s1600-h/mato442.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;mato (44)&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;mato (44)&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRMzf7jij4R3Izi0ZoHOyRrIQTquSakw4QiW05WLo8szmVGZS-uZRyZ6fMsaKGgUsv_PrDziGxcZ13OpHe9EK_q7SctI6wiR9RCpD9dVpPoND5u89hLiL9bHBWmiQI_b2P4GPXgzTSNbA/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Com minhas primas que tanto prezo e me ajudam, vimos um filme e, ainda à noite, após minha mãe chegar de Montes Claros, voltamos para Jussara com uma diferença: Voltamos pelo asfalto. Bem diferente da estrada de chão da ida e, ao mesmo tempo, sem histórias para contar, ou melhor, tem uma sim.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Assim que chegamos a Jussara, deixamos uma tia em sua casa e nos dirigimos para a frente da casa de nosso amigo que cedera o sinal de internet sem fio. Certamente ele já dormia e lá estávamos nós: meu primo, minha mãe e eu.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Era mais de meia-noite. Ao ligar o notebook meu primo apertou a buzina e pensei que algum vizinho viria ver quem ou o que era, se fosse o amigo tudo bem, mas se fosse outra pessoa teríamos que dar explicações e enquanto o arquivo era transferido também passou um carro de polícia e um grupo de cinco jovens que não sei o que faziam àquela hora da noite na rua.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Senti-me como um adolescente fazendo algo de errado. A diferença é que estava dentro do carro aquela que deveria me dar uma bronca e agora sorrio com esta história.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Aqui quero deixar bem claro que o dono do sinal de internet PERMITIU que eu usasse. De outro modo seria CRIME.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;       &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;61&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgl0cGp3GGAFiJPDK6rU6KrMhDeCwjn6qjfscbedziJL7BRaNqMjogf5IyzGC87gPfkv7feo_RCRMzRFKupXtqth74VXZgcfRKUhLFnC6pfjXXGwKj9PlCwg3wPUgt23eBoD5en5X5EnME/s1600-h/0033.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;003&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;003&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_oZghinRC2w7-_0BLL-I-dY5dXdvvGXVTTEwIxz_URZCW8GlyQ2jtAv8qEoCjhcfoUXYC1hPpnLyrmixWHvN2V84CmDUDKg1kdB-Mbe1shRXXUODhy3ruBCz6cB1A89L4j0zc5mPhl3s/?imgmax=800&quot; 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  &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;Nascer do Sol na fazenda&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbZGtRO9TRFEC0VuLIEluscM8qU2X3tj6eOWVjXXpZZxe_1503VYb03iOVuuMJsqS7eLXYJHamW1zggCcpZrPEjqMIlbmVKNCOHHdIBmOO-hxAzF9vuPJr6TWrLh77LNO-ZZPMxpsmwN4/s1600-h/cronicadeficientefazenda3182.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;cronicadeficiente fazenda 3 (18)&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronicadeficiente fazenda 3 (18)&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjn3YTeD7g4JRcllB3BNQhAvFivWXbB2z47FpYo5qlLP_FJ0drNjbe5d-EJ4PhE6mWU86TFoWWp-eQxHtSygWNhiRVYxaFFUH_Iiqxi9VpRpKZOfJEy4VbE-SUahZeufxAzKfzVTyH7jb4/?imgmax=800&quot; 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Fatos que muito envolvem minha condição física.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Como afirmara no post anterior, realmente estou na fazenda, mas prefiro narrar e assim será.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na clara noite de terça-feira, com lua cheia e bela para amantes e poetas, fomos a uma vila próxima a Jussara para de lá nos direcionarmos para Santa Fé de Goiás. Ao sairmos da vila optamos por um caminho alternativo de estrada de chão e muita poeira.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Quando percebi, o caminho se tornou conhecido, pois eu havia passado por ele quando tinha apenas 12 anos de idade e havia passado a pé junto com outro, hoje falecido. A cabeça, a mente foi se inundando de recordações felizes, pois meu primo e eu tínhamos fugido para participarmos de uma festa em uma fazenda e, no caminho, passamos por um córrego de nome bem sugestivo: “Córrego da Onça”. Lembro-me que sentimos muito medo, pois a possibilidade de aparecer uma onça era bem real e quando passamos por ali era noite também.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;right&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;Área do Córrego da Onça&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDENBW3m1Q7NqAWaxi7iyMz0m-dc74VmTlR41nqp3N4_0WIOidDjc1JGP28MIQCEvgnfJ1tRzNIwP53g_vRwECZ2DT-nUsRC7-jA7Asm-XNYFjpBgTJ_Z05VS0ZcpWGYYJk1dA3QW-sSE/s1600-h/cronicadeficientefazenda372.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;cronicadeficiente fazenda 3 (7)&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronicadeficiente fazenda 3 (7)&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin3qLG4MLhumDkThKgJ_oremTAFyG_rhsb-FTlkbnqriL7MT_SYoxYgdF8oGmU7fCVcRQU-Mkc7sZm0UkXVK1lHaAorfRxVo5RqdIxvVwsU5Gae8Jec1qLfY9DkLcP1Uh4q5jZAAUirPc/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Hoje, de dentro do carro, ia lembrando cada curva, as matas, os lagos, as porteiras e tudo mais. Era como se revivesse tempos passados e, ao mesmo tempo, em um misto de alegria e consternação, sorria e tinha consciência das dificuldades de pisar e sentir aquele chão novamente. Ainda assim creio em um futuro próspero, pois luto, acredito em Deus e sempre escreverei aqui o que realmente penso, sinto e acredito.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Após este momento “flash back” chegamos à fazenda e a primeira coisa que fiz foi pedir para ser posto no banheiro. Isso foi feito por minha mãe e meu primo; um segurava por baixo dos braços, nas axilas, enquanto o outro segurava pelas pernas, por trás dos joelhos; confesso que é bem incômodo, mas vale a pena.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Antes de sair do banheiro avisei minha mãe que havia algo estranho comigo e mesmo depois de sair o mal-estar continuava. Minha mãe queria saber exatamente onde estava ruim, mas, para um tetraplégico cuja sensibilidade é restrita dos ombros para cima, ficou muito difícil responder.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;No outro dia, pela manhã, descobrimos o que me afetava e era algo que alguns classificariam como dor-de-barriga, outros desinteria, mas eu prefiro colocar como uma leve infecção intestinal que me deixou dois dias de cama e minha mãe, claro, sem perder o bom humor, disse que se ganhasse dinheiro pela quantidade de roupas minhas que ela lavou, certamente ficaria rica. Não posso esquecer-me de dizer que fui tratado à base de chás naturais feitos por minha tia.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;left&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWfb8TIUU2Bb9eHCRgGTlNegZfV3Q5Sqn8X76snobi_2u1kGxrdjiHWN18Fr_kWd6iY_RfX72WYHaJMr6BKcPRYvYZt5Zr-xshUyZgcBmp5OJQ6KH98ySubpqi7GDPTGymMWcO2kXfML4/s1600-h/cronicadeficientediario4235.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente diario 4 (23)&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente diario 4 (23)&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBlGPpDEUgsa5oRfZqXwTxxKRdmZsNbTreGOee5CnoEX_tUN6VYRxIRxatSMR9wtHrQcXZbCSyCG7Ft7ysOI-arIbs5kktE5jSTy6gUCNDXsbolzko4th1MyCR_Jepm2ezkHQit_sPyL0/?imgmax=800&quot; width=&quot;184&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para mim é estranho descrever isto, mas é algo que aconteceu e que faz parte da aventura (na próxima trarei fraldas geriátricas... risadas).&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Agora peço calma, pois não foi tão ruim assim. Pude conviver mais com três primas que sempre estão comigo e são responsáveis por momentos de risada e por muitas das fotos tiradas. Vi o maravilhoso nascer da lua e ouvi o som de alguns bichos silvestres e hoje, enquanto escrevo, posso respirar um ar puro, ver o sol dar cor à sequidão do cerrado; a minha direita há a estrada de acesso e neste instante ouço um belo dueto de pássaros-pretos e rolinhas regidos por um grilo.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Estou realmente FELIZ e minha mãezinha está fotografando. &lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Quanto ao sinal de internet?&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Nada... Que bom!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;185&quot;&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;       &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;61&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiG0mozOXqEmgAVKfgVFwoVYatz5Off-GeEDd0n8F1yksk5NYQG1gSjsR6PARX7KF2Sj-QPSFhZ4iUI__O0pmX5WwZrABykktLmjpQKctipBMyvy_v4de1dI-8zwRXougvlAMEEQ4jyEM/s1600-h/cronicadeficientediario4143.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente diario 4 (14)&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente diario 4 (14)&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgLsPtnBN_6ld95wEy2_P4Wr86GzzK9lRvONhf_HbyAWzgMo7nkpwiResT15gzl8rHZQQPU8P70feietJwjZvGdGfgeC4aEze54LBuTfKnHODHT6aX9YWxkXBFxip9SJiQLLopftp82jc/?imgmax=800&quot; 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  &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;195&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;193&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgr4LUhxjwEppnk2Uke-NKoH9wiEapqBmP9GTQwOkt2rgHeCsIRkuT1ZMA7t-bmNMZpHEtZltw8u2aCUgXkHhFO5dFIAgYo42cSwbHMrWr8k2YyGcd7ZrpDY3tIMxEznNuXzXEAPIaVOSY/s1600-h/P72500023.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250002&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250002&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjf8HQIiSb66zD_TT-f5FCXFA4lNgH-sX5DCAx8MU2-m9qqEi3iHqMB_wCmTex-hc5KPQHDqxrnOEo4pQuHGGy4vnxJIvNgyvH9Fh6CGHe8fPVeE20Mwoani1pgNIzQRp8K2LGVmaP1Htc/?imgmax=800&quot; width=&quot;178&quot; height=&quot;136&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;193&quot;&gt;           &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Este é o Custoso.&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ainda estou em Jussara, cidade do sudoeste goiano, perto de Mato Grosso, há 415 km de Brasília e, aparentemente, bem próxima do Sol. Digo isso por ser uma cidade muito quente com temperaturas quase sempre acima dos 32 graus.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;É a mesma cidade do acidente e que também trás contentamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Nossa primeira aventura foi, em pleno domingo, tentar encontrar nesta pequena cidade um sinal de internet para que o Diário de Bordo pudesse ser publicado.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Primeiramente, com dois primos a ajudar-me, fomos de carro a um posto de gasolina onde nos deliciamos com pasteis e sucos. Sempre sem esquecer que buscávamos o tal sinal de internet. Os pasteis estavam ótimos, no entanto, teríamos que andar um pouco mais.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;right&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;200&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;200&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3IAsuBdhPfvtll-tA4qjvoyAcNccGlFx603JGI8QX2pHrMPRsNUfm_fGfzOE2jVmGAETwW2q6FARjremF9xXEY4Dq3U-m208JcUzBrL_7D87hzKT5eNdhSKQjl9nVjaIloVbwRyh_w44/s1600-h/P72500083.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250008&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250008&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrRA-iVYwKrwkIj9WTuR22vYKsfL2kB9C2SEaU15MgjVqbvcOgWWbe93bawQKclKL74-bbFndKBbO9vbp6fzHAv9B8e-32HwtyLTEnNfyjSVLEwpjA_1TiHjC1YA8qvRdax2URbRXnTbw/?imgmax=800&quot; width=&quot;216&quot; height=&quot;165&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;200&quot;&gt;           &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Riacho Água Limpa&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Saímos da cidade e fomos fotografar uma parte do riacho onde renasci. Atitude imprudente, pois paramos o carro à beira da estrada, em cima de uma ponte e que renderam boas fotos. Em nenhum momento desci do carro e pretendo descrever e demonstrar com fotos como se faz para me colocar dentro de um automóvel.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Continuamos nossa busca percorrendo as ruas da cidade até que meu primo ligou para um amigo e ele permitiu que utilizássemos o sinal da casa dele. Fomos rápido, pois a bateria estava quase no fim. Fim suficiente para conectar e publicar o Diário do primeiro dia.O que acabei de descrever pode parecer algo bobo para aqueles que somente se importam com grandes atos, fatos ou história. A grandiosidade desta história está nos sorrisos, no bate-papo, na convivência e, principalmente, na disponibilidade dos meus primos em ajudar-me em algo realmente corriqueiro: Encontrar um local com sinal de internet.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;left&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;156&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;154&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhBIK1_7tky0jRRXYTbFitafnw2c42XDD1eoR3Vtrf9dMr7hIIVukNunoi3K-atScMaks0wFOlHUOrbaXDAe1GFGy3UinB29ENhSczpHfG3DiZ2yw30EvGIDw7K-3OCoekpUT1eB2bUI4/s1600-h/P72500236.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250023&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250023&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjqrwULKFt2gn5Y9ddgm1uCb8G-OmT1biOOWAyYIXmP1OaftdkHvmaYf6VGJVIWRyfNlUt8ar5G6CzcjcxZODDSByn137C-vFjOt-4S1jhC6UpUA5vx-TW1mIqq8IqLFLWL2Kv4_bwHK0/?imgmax=800&quot; width=&quot;139&quot; height=&quot;182&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;154&quot;&gt;           &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Torre da Igreja Nossa Senhora de Fátima.&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;À noite andamos pela cidade e fomos a missa para depois ver o Brasil ser 9 vezes campeão da Liga mundial de Vôlei.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Os próximos dois ou três dias passarei em uma fazenda aos arredores da cidade de Santa Fé de Goiás e lá, meus amigos, devo encontrar de trator a bicicletas; de vacas a tucanos; de emas a cavalos; mas sinal de internet?&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Veremos.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;center&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;614&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;204&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiqXa4WqTJIlvxhk5QKDVJpyzScHQTWfFF-VpQ_lqMlOG4dFjbWlqOKtoOVtrSxTYtscHX3oMX5_cYABU3xhrmo1azUILm4hSe_LpqCZklUjjWXf6fDSHe1-599vYFtj9m8KQMz7BXObZk/s1600-h/P72500105.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250010&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250010&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_-FfDeB3LRUfWksdrGYunkiZBYx9bqHJ31_DQqAPY6W0w5aYm2e6OJZ2OqzJvAgOIvgAox6c_U68rulF1KWGO5dYVbD543dER039WVafohTh8A2WvCGMh5fz-wR_dK4LhYzUzrUGsjPc/?imgmax=800&quot; width=&quot;189&quot; height=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160;&lt;/td&gt;          &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;204&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh19rZivYuM_yxqsA1h5OqDEVT-zU8s-fjXwYKz2HqmEqIu96Oyy9A6VFppcHvRa5PiWANo9WRUPZivRvBuwiqNBC_ib4R7vJe5GGSV2361ANLCbDEB4aY1TK-ASZYVPu5NVksxFYiE2EA/s1600-h/P72500115.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250011&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250011&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicn4TXCJ8Lv7siNOKcUZPD8pK8uA_TVR196zAKkuRHYJtqO2dFtcbTbwggjU_JOHHH9wFI7feV-X0wOHQdY9I9aKubdhLVjtz25I-2RzYp3w9Zq-s17sYFen9YWvcYbRYWd3VHnzKry_o/?imgmax=800&quot; width=&quot;189&quot; height=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;          &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;204&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzkxz79cZM3Mw7vKEEVB3D_uAnG2IwmA9cOcXp8P928s0ief5t-Tk7Dh2q7E94Ngr2nJFwiMqIa6BCeYsjbuiua4GMgYtdSjwiEcIQJ2YG4jVWnX2cKhDgj9tnxMypS1U2yHTBsXKn-wE/s1600-h/P72500145.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;P7250014&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;P7250014&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjikoxmAnCwLwQNagRyEBERHlg971FV0IzQMORQqqa1l98MTe_h5g0aU8sQ4gnog7IY7JVDRUDl-bc5tT7c3JYMO0Fa5eJ5H3Z3rZOWZZYY8bkOHy2H1gXK2vzsLuPNBX09dBNifbCMKrc/?imgmax=800&quot; width=&quot;189&quot; height=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/07/diario-de-bordo-2-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjf8HQIiSb66zD_TT-f5FCXFA4lNgH-sX5DCAx8MU2-m9qqEi3iHqMB_wCmTex-hc5KPQHDqxrnOEo4pQuHGGy4vnxJIvNgyvH9Fh6CGHe8fPVeE20Mwoani1pgNIzQRp8K2LGVmaP1Htc/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-5445411604917491366</guid><pubDate>Sun, 25 Jul 2010 18:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-25T18:01:48.711-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Diário de bordo 1º dia</title><description>&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;   &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;223&quot; align=&quot;left&quot;&gt;&lt;tbody&gt;       &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;221&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCz1Ux2jr57_1oauaAqnDsgSn8hAJJD6vHtRRu_4dZKu45944NP9y9Vcmyl7ZfZKYqy1imPOWBH4UYh-Eox1k44m1YB3ZNyO_JimE34iL8ycEtfu-B58Rtjt71GZiKoHRjmsYOsSq2Q30/s1600-h/1acordar2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;1 acordar&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;1 acordar&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOMHCiYghFOnNoYem53nX8DipMCmxwQCenviWCfSqggte6ARUglK3914ONF_m8mDGvglh9JImEG-BgtyePZrQ-Qir_416Jk4yOjDcESpxS_XZ8-d-B-MY-YHFT3JzqeOf8Dcx9p0nZY2c/?imgmax=800&quot; width=&quot;206&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;        &lt;tr&gt;         &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;221&quot;&gt;           &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Ao acordar, ainda deitado, posso refletir com esta simples paisagem.&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/div&gt;  &lt;p&gt;E não é que após a formatura e uma semana um tanto quanto entediante recebi um prêmio que posso afirmar ter sido inesperado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era uma sexta-feira bem fria. Minha concentração se voltava toda para os trabalhos com os jovens da igreja e também para uma reunião de família em meu aniversário no próximo mês. Reunião esta que tentei há três anos atrás e não consegui. Algo muito entristecedor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas vamos ao prêmio.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Meu irmão Haia chegado de viajem do Tocantins e, possivelmente, iria para casa de meus avós no Goiás. Com isso entra em cena outro irmão e juntos decidem viajar no sábado pela manhã levando consigo minha mãe e eu, ou seja, tínhamos menos de dez horas para ajustar tudo, desde cadeira de rodas, materiais de cateterismo até as roupas, claro, e para deixar para trás o dia-a-dia da cidade grande.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora posso afirmar que estou na casa de meus queridos avós, com minha mãezinha, irmãos, primos, tios, gatos, periquitos e muita felicidade.&lt;/p&gt;  &lt;table border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;2&quot; width=&quot;116&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;tbody&gt;     &lt;tr&gt;       &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;114&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTJ3aZZAjH5LS5eRvpy_TOAwTr7_b61jPP-uoCfPO6JMunOxSKegCrlg_pMRhqqfx9LG1nD-F6slzB_blfSOObxiLAipAKW6S_Y3BqbdnwEnIxJeTpxcRFF8zEPWmuopVieo3yFRxhjh0/s1600-h/1mangustao3.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px&quot; title=&quot;1 mangustao&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;1 mangustao&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiesLuYmcQUurAxNIFVjXOLdpkOX1tyj8j0MOHtrHTVw_Cz-iPUxbsZZyL44zQFr-XIHkksrr4PO8PetGgVQ2TPhs1Vtc2V9Xrwchp-rDKZ8nXNd_hC313o0OBqVHII8ikVxoy0mSsumA/?imgmax=800&quot; width=&quot;99&quot; height=&quot;114&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/td&gt;     &lt;/tr&gt;      &lt;tr&gt;       &lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;114&quot;&gt;         &lt;p align=&quot;center&quot;&gt;Fruta da Bahia de nome Mangustão.&lt;/p&gt;       &lt;/td&gt;     &lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;E, a partir de hoje, partilharei com vocês amigos e leitores, por meio de fotos e textos, o desfrutar deste prêmio amável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aqui se dá início ao meu diário de bordo.&lt;/p&gt;  &lt;div align=&quot;right&quot;&gt;&amp;#160;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/07/diario-de-bordo-1-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOMHCiYghFOnNoYem53nX8DipMCmxwQCenviWCfSqggte6ARUglK3914ONF_m8mDGvglh9JImEG-BgtyePZrQ-Qir_416Jk4yOjDcESpxS_XZ8-d-B-MY-YHFT3JzqeOf8Dcx9p0nZY2c/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-1040715426862099914</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2010 17:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-11T19:28:14.747-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Um discurso</title><description>&lt;p&gt;A aprovação no curso de TI já passara, faltava a formatura e com alegria aceitei o convite para ser o orador. Tive receio diante de um auditório lotado,mas aqui publico o texto de uma vitória com a qual espero abrir portas para outros deficientes que queiram lutar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLUq7gknFQ4p-CLswC8PjZXwFS9o7fhCzceQJbIkLnL4wZmuyIqT6WrlCVkQGL2ipK__V4gw03qs5eTtiTJNLiwUi-x2SXjc_k63Du0dIpsat9VltUbrhJBcjlnigVCzOWb7Pbt-hXlEE/s1600-h/cronica%20form%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica form&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica form&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidxg8T5vQiPAoA7JUIoOVCMtRHI3Pq2DeNhyphenhyphen4v2vppXFQo35eveql99X0_9MESsBXsLXpXP8qkFu__vWQ0cledWn0rufpAf7mb6R2_tfhfbYLt_jiNFFKLRmTVda1qkfGKwtoNqMxY1og/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;181&quot; /&gt;&lt;/a&gt; DISCURSO&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“18 meses, LV, PHP, BD, SI. Envoltos em tempo e siglas, às vezes não percebemos alguns detalhes que vão além.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por exemplo, não percebemos que para a maioria dos que hoje finaliza um ciclo houve dificuldades impostas pelo tempo e, porque não, também pela falta de tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sair de um trabalho de uma noite inteira, chegar no horário, sorrir e assumir que está desenvolvendo novas habilidades diante de tal barreira é puro estímulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso é vitória diária que não percebemos e por falar em percepções...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não percebemos os olhares daqueles que tiveram o receio da reprovação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aqui se abre espaço para concretizar que o maior receio era o da reprovação pessoal. “Nadar e morrer na praia”? Não! Isso é o inconcebível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não percebemos que também havia medo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não percebemos que havia cumplicidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não percebemos muito, mas hoje, celebramos juntos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que significa que afirmar que não percebemos agora seja errôneo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez, apenas tenhamos demorado em notar que o tempo passou e que cada um pôde vivenciar dias diferentes, problemas diferentes em soluções iguais que não fogem da palavra PERSEVERANÇA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E somente os vitoriosos perseveram, lutam e também são teimosos ao extremo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cada um, quando decidiu estudar, aperfeiçoar ou simplesmente ter conhecimentos a mais, também projetou algo para o depois- o pós-curso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Certamente pode-se dizer que muitos planos mudaram no decorrer dos dias e no avanço do conhecimento e não percebemos que nos tornamos mais maduros, flexíveis e conscientes que, independentemente de idades, nos tornamos mais humanos em um universo de máquinas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Ninguém nasce sabendo”!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos aqui presentes já devem ter ouvido isso de seus pais ou dito isto, exatamente, por serem pais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, noite de celebração, pode-se afirmar e modificar esta máxima e dizer para os que desistiram ou foram obrigados a desistir e para vocês, vitoriosos do curso de Técnico em Informática, que, já que ninguém nasce sabendo e nestes três semestres muito aprendemos, peço permissão a Drummond que afirmou que “o tempo não passa” e que cada dia é um “nascer toda hora” para dizer:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;_O conhecimento é um tesouro, sendo assim, estou diante de milionários.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, para finalizar, repito para todos o que foi dito por um marido em apoio a sua esposa que hoje está aqui conosco: Valorize seu curso!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parabéns a todos e continuem. Não parem por aqui!”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;</description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/07/um-discurso.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEidxg8T5vQiPAoA7JUIoOVCMtRHI3Pq2DeNhyphenhyphen4v2vppXFQo35eveql99X0_9MESsBXsLXpXP8qkFu__vWQ0cledWn0rufpAf7mb6R2_tfhfbYLt_jiNFFKLRmTVda1qkfGKwtoNqMxY1og/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4030563451576305747.post-6994720531584236442</guid><pubDate>Thu, 01 Jul 2010 20:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-01T17:48:27.662-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Reflexão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relato</category><title>Dia de vitória</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQ0jxbV6OX1cBUKtVjpU7qXIP91L9Jo87pYmKFgANlpHSxb-zC3Nkyfolhf73PKzOy9O9VzFxiVIS_4qYRgKKhYFA67scscgYe_t_Skf64WofhZ_p3H9y_-_FWzb7Ez9XFzL5PSrIketw/s1600-h/cronica%20deficiente%20proj%20fim%5B3%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px&quot; title=&quot;cronica deficiente proj fim&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;cronica deficiente proj fim&quot; align=&quot;left&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgn413lm03RC_S1PBH8G-hXaJr4450NVpS_yUitPNVg9tYBWl_kO4zrry0I7AIOMJBrDeLhGryL9F5vkr56w_a7kYf6R9R6H7xWkEDdPJivyxdDhb_MrIx97sSpM1A90LaUPJpDQC0AIjA/?imgmax=800&quot; width=&quot;244&quot; height=&quot;179&quot; /&gt;&lt;/a&gt; Manhã fria após noite mal dormida, porém com bons sonhos. Na televisão o jornal anunciava as primeiras notícias do dia e também trazia as primeiras imagens da neblina fria como cartão de visitas do Planalto Central. &lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Minha mãe já cuidava de mim e preparava o café da manhã. Tudo ao mesmo tempo, pois seu filho tinha de estar bem vestido para o dia de apresentação do Projeto Final do Curso de Técnico em Informática. Algo importante para mim e para ela.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Assim que estava devidamente arrumado, dois amigos vieram me buscar e começamos nossa caminhada de vinte minutos até a escola técnica. No caminho íamos lembrando que estávamos prestes a terminar ou cumprir uma meta proposta que havia começado há dezoito meses. O ritual da caminhada se repetia, porém com ânimo diferente. Íamos enfrentar a banca examinadora.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Ao chegarmos à escola encontramos outros que partilhavam da mesma ansiedade e pudemos sorrir juntos, tremendo de frio e, porque não, de certo temor também, que para piorar, teve o auxílio de nosso professor orientador a nos assustar perguntando se estávamos preparados para a guerra com muito bom humor.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Eu digo que realmente estava nervoso, pois mesmo concluindo as matérias, havia perdido muita aula importante.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Levei um resumo do que deveria falar na apresentação, mas não conseguia ler e para aumentar a tensão o professor pediu para que apresentássemos primeiro e fomos para o auditório que só tem escadas e os mesmos amigos tiveram que me carregar. Aí o medo aumentou. Tenho trauma de &lt;a href=&quot;http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/04/algumas-quedas.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;escadas.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Apresentamos o projeto com muitos questionamentos da banca e logo depois eles saíram para deliberar. Mais nervosismo e, para não esquecer, tinha a escada para retornar.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O frio na barriga aumentava quando o professor retornou com a ótima notícia de que nosso projeto havia sido aprovado, que precisaríamos ajustar algumas coisas na documentação, mas que já podíamos nos preparar para a formatura. Fomos aprovados!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Agora uma breve reflexão:&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Eu quis escrever este texto assim, direto, explicativo e sem reflexões exatamente para descrever a simplicidade e exuberância desta manhã vitoriosa.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para muitos um curso técnico é somente mais um curso, no entanto, para mim que tenho consciência das dificuldades enfrentadas junto com este caro amigo que me conduzia de segunda a sexta, este curso fora de importância ímpar pelo aprendizado e amizades feitas, pela descoberta de professores incentivadores e, principalmente pela vitória pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Quanto às escadas?&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Perdoem-me os mais críticos, mas hoje quero esquecê-las.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Não sou incapaz, tenho apenas limitações.&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Até a próxima!&lt;/p&gt;  &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Angelo Márcio.&lt;/p&gt;  </description><link>http://cronicadeficiente.blogspot.com/2010/07/dia-de-vitoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Angelo Márcio)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgn413lm03RC_S1PBH8G-hXaJr4450NVpS_yUitPNVg9tYBWl_kO4zrry0I7AIOMJBrDeLhGryL9F5vkr56w_a7kYf6R9R6H7xWkEDdPJivyxdDhb_MrIx97sSpM1A90LaUPJpDQC0AIjA/s72-c?imgmax=800" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item></channel></rss>