<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168</id><updated>2024-11-01T07:34:41.043-03:00</updated><category term="amor"/><title type='text'>Umemailpramim</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>265</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2125085586225160422</id><published>2010-08-29T09:56:00.002-03:00</published><updated>2010-08-29T10:07:10.218-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="amor"/><title type='text'>novo amor...?</title><content type='html'>Acho que estou apaixonada... uma paixão comum, platônica. &quot;O nome do meu amante... sim. A gente precisa sempre dar identidade a essas coisas do corpo e da alma. Hoje acordei e fiquei me lembrando do livro do desassossego, que cor é mesmo o sentir? O meu anda vermelho, sangra. É líquido e escorregadio pelo corpo. Ele gruda. Púrpura, alaranjado até. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolve. E me beija escondido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando apaixonada. A gente não só se apaixona. Mas vai se apaixonando também pela convivência. A gente pode sim aprender a amar. Pode se encantar. Se lambuzar de desejo e cair no silêncio dos amantes. E dormir. Tenho buscado meios para ficar mais perto. Estratagemas de uma louca apaixonada e inconsequente. Busco motivos para chamar, ver, ficar por ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apaixono pelo modo como me envolve. A maneira como olha pra mim. É tão bom se sentir desejada. Saber que te querem loucamete. Que você é especial, procurada, querida. Que de fato você é importante. Sim, eu tenho sucumbido à carência de tudo isso. Me leve pra onde você estiver e a minha angústia se apazigua. Você é o que me traz de volta. Me chame pra perto, me deixa encostar no teu peito. Me afaga, diz coisas bonitas e sussurre no meu ouvido. Eu preciso tanto, quero tanto. Diga que eu sou a única. Que nada mais importa. Sim, nada mais. Só eu. Só nós. Me beije e me cale. Solidão, será possível que você me arrebata assim?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2125085586225160422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/2125085586225160422?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2125085586225160422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2125085586225160422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/08/novo-amor.html' title='novo amor...?'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8577152273543856292</id><published>2010-08-18T00:37:00.003-03:00</published><updated>2010-08-18T00:41:13.539-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amarguei umas coisas o dia todo. Quase... quase eu me peguei com o vômito nas mãos. &lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Tem coisas que a gente quer de verdade esquecer. Mas sei lá que armadilhas a gente prega na gente mesmo. Evitei. Pensei em outras coisas mas a memória - essa que é construída, sentida, vivida, e o c... - me atropelou com tudo no meio do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente no momento em que eu me sentia tão livre dessas sombras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elas rondam, voltam. Ficam por perto. Só pra eu lembrar que o coração ainda não cicatrizou. Mesmo depois de tanto tempo. As feridas ficaram aqui com casquinhas coçando... e ardem. Me queimam por dentro. Me sentindo pequenininha e estúpida por ter acreditado... por tanto tempo...&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8577152273543856292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/8577152273543856292?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8577152273543856292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8577152273543856292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/08/amarguei-umas-coisas-o-dia-todo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2589644964104619083</id><published>2010-07-21T22:15:00.004-03:00</published><updated>2010-07-21T23:08:27.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passa-se o tempo e as dificuldades se cristalizam em sal dentro de mim. &lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei o dia sentindo esse salgado na alma. Ao mesmo tempo que o sal ressalta determinados sabores e outros saberes... sinto falta do doce. O sal conserva. E mantém a dor... em pequenos cristaisinhos dentro de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li umas coisas que a Luciana Julio mandou pelo twitter. (sim , aderi a esse palco de monólogos solitários que fazem bem, mas sublinham a minha solidão). Ontem sai com amigos, tomei cerveja. Senti uma coisa boa na alma por poder revisitar lugares que do encanto foram ao limbo mais salgado das mágoas. O desencanto faz parte do viver. E que merda é isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Lu... conversávamos sobre isso de conviver com pessoas. Eu convivo com muitas, sou alegre, etc. Mas aqui, no quietinho de mim tem um buraco... que dá vertigem de olhar. Eu tenho andado nas beiradas dele. Sempre me coloquei à disposição pra ajudar todo mundo. Eu sou disponível pra quem eu gosto, quero fazer, acontecer. Quero realizar no gerúndio do viver... E viver gerundicamente (existe?) o tempo todo... Que cansaço isso! Por que cansa. É uma maratona lenta, com sol a pino, sem água... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha pendurado minha capa de mulher maravilha. Há tempos. Desde a volta de Chicago. Mas estranhamente não deu certo. Ainda sinto que tem uniforme demais em mim. Hoje saí de camisetão. Cabelo desalinhado de casa pra comprar tinta. Sim, estamos arrumando o ap. Os gatos empoeirados, marido viajando, tudo fora do lugar e os trabalhos e provas me esperando aqui do lado. Mais cansaço ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com um aperto tão grande na alma. Uma solidão em ruínas de mim, espalhadas pela casa. Tomei um zilhão de  chimarrão hoje pelo dia para manter a moral das tropas. Não tive férias, trabalhei, consolei, dei força, resolvi o problema da minha família, da família dos outros, alguns amigos cobram o sumiço, que eu não ligo, não apareço, sou ausente, ... tanto cansaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei pra casa agora e chorei que nem criança. Fiquei me perguntando (fazendo listas mentais) quais são os amigos que me ligam para saber se estou bem. Eles me ligam pra me contar coisas, pedir conselhos, desabafar, corrigir trabalhos, etc, etc. Antes que eu pareça estar pintando o quadro da vítima... isso é um pedido aos amigos. Vocês podem, por favor me ligar para dizer que sentem saudades? (afffff, que coisa boa ser cafona!) Dênis amado, não vou ser injusta com você viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas famílias... por favor, alguém quer mesmo saber como estou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia um amigo escreveu dizendo que não sabia mais de mim porque eu não escrevia no blog. Sim, estou há MESES sem escrever outra coisa a não ser dissertação, textos científicos e relatórios de alunos. Sim, estou FARTA de modernidade. De trânsito, de notas, de emails, de celulares. Queria sumir pra um cafundó qualquer do reino do Nada. (sim, ele existe na nossa imaginação) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vejo sendo solicitada por tanta gente. Pra fazer, compreender, ouvir, esperar, ser companheira, parceira, emprestar roupa, maquiagem, livros... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse fim de semana fui ao casamento do Juliano. Foi tão especial. A gente é amigo há mais de 14 anos. E soubemos o que é ficar brigados e fazer as pazes. Esse é um privilégio que talvez só o Pico tenha tido até então. O perdão é salgadíssimo. A gente passa o resto da vida tomando água por causa dele. Fazer as pazes com amigo é uma delícia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei olhando o Ju na cerimônia. Me emocionei tanto. É uma amizade TÃO antiga... (poucos aqui vão entender o que isso significa) Olhei o Denis, outros amigos queridos. Outros que deixaram de ser amigos. Vi fotos minhas de 13 anos atrás. Cabelo comprido (eu carregava coisas demais na cabeça naquela época...) outras pessoas que hoje são apenas fotografias desbotadas sem pixel na minha memória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei horrores no casamento. Fiquei pensando tanta coisa, tanta gente. Tanto tempo... Tanto tanto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vi ainda pelos olhos dos amigos. Pensei nas conversas de terapia. Não, eu não me mostro a pessoa forte há muito tempo para todos. CERTO? Mesmo com uniforme demais, esse já está na lavanderia... Será que eu fiz alguma coisa errada? Por que as pessoas querem que eu me importe com elas e não tenho essa recíproca? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIm, eu preciso de férias. Mas to aqui me questionando porque não tem mãos estendidas aqui do lado. Cadê? Será possível que eu sou tão dissimulada? Duvido um cadinho disso... Ano passado assumi a depressão. Remedinho daqui e dali, muita terapia e bola pra frente. Quase ninguém me perguntou como eu estava... E esse ano, apesar da superação toda... os mesmos silêncios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu saudade de todo mundo. E de ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última 2 feira fui à casa do meu irmão. Ele comprou um toca disco. Fiquei boa parte da noite escutando os discos velhos do meu avô de música clássica. Foram os primeiros discos que eu tive. Muitos europeus. Velhinhos de tudo. Meus tesouros silenciados pela tecnologia do mp3. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali retomando as letras das óperas, as coreografias que eu inventava quando voltava da aula de ballet. Passava horas imaginando como aquelas músicas poderiam ser dançadas por uma incrível bailarina (que no meu sonho, claro, era eu). E adorava fazer a reverènce no final das danças imaginando os aplausos (sim, foi uma infância bem leonina! deliciosa). Me lembrei de todas as apresentações familiares que eu fazia... meu avô e meu padrinho eram os maiores fãs. Eles até davam flores no final, mesmo que só desenhadas nas folhas de sulfite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dancei nessas memórias e voltei com o coração miudinho de saudades. De colo, de gente querida. Está chegando próximo do meu aniversário... é a data que eu mais gosto porque eu posso ter ao mesmo tempo (quase) todo mundo que eu gosto e amo. Isso tem ficado raro nos últimos anos. Talvez essa coisa esquisita chamada de modernidade. Sei lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou muito afetuosa. Mas ao mesmo tempo muito discreta. Eu não sou aquele tipo de pessoa que entope os outros com perguntas íntimas e pessoais. Isso sempre me pareceu uma virtude porque afinal, se a pessoa quer, te conta. Mas parece que eu ando provando do meu próprio remedinho, né? Não pergunto, ninguém me pergunta. Fiquei me lembrando que a Clara, minha irmã, recebe (ainda) críticas por causa disso - ela pergunta demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano pra ela foi muito difícil. Mas eu via todo mundo perguntando se ela estava bem, inclusive eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando no meu afilhado. Eu queria estar mais com ele. Sim. ELE É MUITO, MAS MUITO importante! filho do Pico e da Aninha... e meu padrinho sempre foi o máximo... queria estar mais, ser a dinda máximo... sempre quis ser a amiga máximo, a filha, a esposa, a irmã. A dor da Clara esse ano revelou - entre outras coisas, claro - que eu estou bem longe de ser a irmã máximo dela. Fiquei pensando se o mesmo acontecia com o Gu. Se isso acontece com você amigo que está lendo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei imaginando soluções (sim, todas bem bizarras)... se eu parasse de estudar (já que não tenho estudado o tanto que eu gostaria), ou de trabalhar, ou qualquer coisa parecida. Afff... que desengonçar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando se não foi por isso que eu tenho me dedicado ao taekwondo... Lutar é sempre silencioso e solitário. Mas se atinge alguém (como você mesmo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é meu amigo, familiar e tiver tido a paciência de ler isso até aqui... to com saudade de você, querendo atenção, colo, muito carinho. Preciso me sentir importante. Sim, preciso sim. Preciso saber que eu sou mais do que uma egiptóloga em formação, que eu sou super cdf e ocupada, que eu trabalho pra caralho pra poder fazer tudo direitinho, que sou excessivamente responsável... que eu sou mais do que a ruiva (sim, estou ruiva!) bonitinha de olhos grandes e azuis, de roupas e acessórios diferentes. Que eu sou mais que a filha e irmã séria e que quer cuidar de tudo, a mulher que tem que ser maravilhosa, companheira, forte, compreensiva; a amiga super disponível, que lembra de aniversário, de ligar, de mandar sms e email pra dizer que você - sim, você que recebeu esse email, é importante demais pra mim. E me desculpe o jeito desajeitado de pedir isso, eu acabo sempre discursando sobre a própria indignação. : ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa sou eu, como você conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguém aí? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2589644964104619083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/2589644964104619083?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2589644964104619083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2589644964104619083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/07/passa-se-o-tempo-e-as-dificuldades-se.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6143181446960512309</id><published>2010-06-14T00:12:00.003-03:00</published><updated>2010-06-14T00:32:23.855-03:00</updated><title type='text'>os silêncios</title><content type='html'>Tantos meses de silêncios virtuais. E muito se passou. Um processar que força o calar. O sentir amorfo. A morte nunca é suave. &lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;Vivi uma experiência de morte recente. E que medonho é esse descontrole sobre a vida, sobre si. Sobre isso que a gente chama de &quot;tudo&quot;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um calar sobre si mesmo. Sobre a própria revelação da insignificância. De um medo de não ser. De perder(-se). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a notícia e quase bati o carro. Ninguém que eu precisava dar a notícia por perto. Tereza em Portugal? Como se diz por email que alguém morreu? que o irmão se foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos espelhamentos: irmão, marido, filhos, primos. Quando alguém morre, morrem histórias, sentimentos, esperanças. E medos. Morre um pouco - ou muito - de você. E fica lá, para sempre. Na expectativa do que poderia ter sido, de como seria. Do enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se depara com uma cerquinha que te acompanha ali, no cantinho do olho, mas que de verdade, a gente nunca quer olhar. E por mais que se tente, se veja, se creia... fica ali. Num eterno que nunca começou ou aconteceu. Naquela coisa tosca de : poderia ter sido eu, comigo,... E a sua única certeza na verdade é o seu maior mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ficado tão quieta depois disso. Cicatrizado as feridas abertas de outro jeito. Revi os meus machucados apertados pela rotina. Pisoteados pelas falas duras, inconsequentes, silenciados pela expectativa da melhora. E aí... se perde, se vai. Se deixa de uma vez. De repente. Sem controle. Sem vontade. Sem despedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se passou um mês. Encontrei Tereza. Só sabia abraçar de novo. Só tenho feito escutar. Os lamentos e desesperos de quem não crê em nada a não ser na própria limitação disso que é a vida, o corpo, o sentir. Não Tereza. Mas os demais... Dói. Não tenho tido a coragem de dizer nada. Só deixar passar. Respirar e esperar. Deixar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginar o fim. Nem nada. Só ver o que fica, se fica, dentro da gente. No silêncio de um escuro, cheio de mistérios que apertam, expremem você do avesso. Restou? </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6143181446960512309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/6143181446960512309?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6143181446960512309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6143181446960512309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/06/os-silencios.html' title='os silêncios'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4454511658566614688</id><published>2010-04-21T17:21:00.002-03:00</published><updated>2010-04-21T17:39:12.705-03:00</updated><title type='text'>Outras vitórias</title><content type='html'>Essa semana passei os dias pensando porque as coisas nunca vem facilmente pra mim. Muito mais que do que uma reflexão pseudo-vitimista... não se trata de lamentar. Mas de redescobrir valores em coisas que ficam aqui, bem no cantinho do fundo da gente. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Perdi o campeonato do domingo. Doeu - e doeu fisicamente também. Tenho hoje uma coleção de hematomas nas pernas e nos pés, dignas de ser apelidada de dálmata, um olho machucado e um cortezinho na boca. Ok, esperado. Uma vez que eu sou branca ao extremo os hematomas não são novidade. Achei graça da minha reação no espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutei uma vez. Comecei ganhando com 2 pontos de vantagem e terminei arrasada no primeiro round depois de um soco - muito bem dado - no olho direito. Perdi a visão no restante da luta. E perdi o resto todo. Saí de lá me achando péssima apesar de me fortalecer - naquelas - com o fato de ter me inscrito e participado. Os famososo &quot;prêmios de consolação&quot; que a gente se dá ao longo da vida. Dormi mal pensando no que poderia ter feito, como deveria ter esquivado... enfim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é perceber o lance mais sutil disso. Tinha discursado na sala de aula naqueles dias que a gente não ganha todas. E achei graça quando pedi pra escutar o discurso de novo. Faltou. É interessante como a gente fica escravo da vitória. Há um peso - diria sobretudo nas mulheres - de que vencer é o mínimo, obrigação e dever social. A gente tem que ser linda, forte, sensível, emotiva, delicada e guerreira, inteligente, resolvida, gostosa, sarada, bem-humorada, descolada, modernosa e carinhosa, etc. etc. Affffff... cansa. Isso sem contar as outras obrigações de mãe, esposa, chefe, .... afffff de novo. A gente vive num mundo que não nos permite perder, ficar doente, descansar, ficar de saco cheio, de mau-humor, dar piti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi estranho perceber que comprei o pacote desse século e não tinha me dado conta que estava pagando as prestações. Notei que o meu nível de auto-exigência estava acima do esperado - inclusive por mim. Havia naquela semana corrigido provas, preparado curso, aulas na pós, trabalho voluntário, treino pré-competição, nadado, ido ao salão de beleza, cuidado dos gatos, ... e o resto todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui com as medalhas na parede e pensando o que elas significam pra mim. Todo aquele papo de &quot;mostrar pra mim mesma que eu posso&quot; fica presente nesse silêncio. Mas por que eu preciso provar pra mim que eu posso ainda fica sem resposta. Tem um gosto de saber que eu preciso ser desafiada, preciso sentir que estou progredindo, tentando. Mas ontem - não por acaso - o Juliano me dizia que eu não comemorava as minhas vitórias na mesma proporção que lamentava as derrotas. Calou fundo. Eu tinha acabado de saber do último resultado da prova de línguas. Passei em 3. E isso estava &quot;ok&quot;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora há pouco, passando as pomadas nas pernas e gelo no olho fiquei sentindo uma vontade enorme de rir desse meu jeito de criança querendo provar pra si e pro mundo que já pode passar de ano. Mas a gente precisa fazer as provas antes. Não dá pra avançar sem os ritos de passagem. E eles revelam justamente esses silêncios do canto da alma. Mostram os limites e aquilo que a gente ainda teme da gente mesmo. Acho que olhar pra esse cantinho de mim já me permite celebrar. Uma outra competição: disputo comigo mesma o direito de não vencer. De aposentar as toalhinhas. De simplesmente me inscrever no jogo. E saborear a emoção de estar ali. Aqui. Na vida. No meio de algo que eu tanto desconheço... sem linha de chegada. Quem disse que a gente chega em algum lugar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4454511658566614688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/4454511658566614688?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4454511658566614688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4454511658566614688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/04/outras-vitorias.html' title='Outras vitórias'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-138022506365125283</id><published>2010-04-01T22:16:00.002-03:00</published><updated>2010-04-01T23:10:12.494-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Formatura da Gisele na semana passada. A segunda. Estive la novamente e com uma sensação curiosa. As coisas mudam mesmo em poucos anos. E de um jeito que surpreende. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Talvez a minha amizade com a Gisele nunca tivesse começado. TInha tudo e nada para acontecer. E sei lá porque, a vida se encarregou de deixa-la mais perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado ela ficou na França. Eu em Chicago. Ficamos em conversas virtuais tão mais próximas do que as que tivemos aqui. Meu último episódio antes dela viajar foi uma visita frustrada que não aconteceu. Fui comprar um livro de presente de Natal. Ela viria aqui as 18hs. Chegou e eu não. Mas ela estava com uma torta. Levou a torta e um cano pra casa. Cheguei em casa achando que ela ia me jurar de morte com a torta (sim, elas podem ser armas perigosas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontramos depois para a sua despedida, desta vez sem tortas ou objetos perigosos. Só um milkshake de nutela... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todos os episódios com a Gisele são, além de intensos, divertidos. Sempre há coisas para rir de tudo o que passamos. E ir à sua formatura me fez rever todas essas coisas como num filme: as reuniões do GECA (grupo de estudos de coisa antiga - para felicitar a nossa ânsia em estudar a antiguidade sem um método pra isso), as aulas na faculdade e os planos para um dia futuro (que já chegou, sem avisar) de decisões profissionais e tal. Hoje, mais maduras, a gente começou a perceber que as afinidades, muitas vezes não estão latentes, mas ficam ali no plano sensível. Charmosas e camufladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei admirando. Olhando a versão 2010 da Gisele. Alta, mais dona de si (sim, isso é possível), autocritica, cheia de planos concretizados e mais um monte por fazer, cheia de insatisfações e com uma coisa que eu me impressiono mais, e que é o mais bonito dela: de ritualizar a si própria. eu acho que é aí que a gente se aproxima - no silêncio - já que somos bem pouco silenciosas. Eu determino - e faço. Depois celebro as minhas pequenas e grandes decisões, o que foi e que será. Ela também. É isso que deixa a vida mais bonita ainda? Que dá vontade de continuar andando aqui e ali sem ter a sensação que a gente só andou em círculos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa segunda formatura estava diferente da primeira... a vida, a companhia,mais curtida... um tanto menos e demais deslumbrada com algumas coisas, menos arrogante e bem menos dona de mim do que eu havia projetado. Esse encontro - menos doloroso e mais divertido - comigo mesma deixou um eco. Das risadas da Gisele sobre gênero, sobre os nossos dilemas entre a mulher moderna e aquilo que reservamos para muito íntimos: uma fragilidade do sentir.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Gi pelas formaturas da nossa vida. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/138022506365125283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/138022506365125283?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/138022506365125283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/138022506365125283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/04/formatura-da-gisele-na-semana-passada.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-7219532705053219682</id><published>2010-01-26T22:43:00.002-02:00</published><updated>2010-01-26T22:52:19.124-02:00</updated><title type='text'>o renascer</title><content type='html'>Hoje eu escrevo. Diferentemente do antes, da dor, da perda, do desapegar... Hoje é o hoje. E por mais auto-ajuda que isso pareça. Aí vamos nós. Em 2010. O ano em que faremos contato. Com alguém lá fora ou aqui dentro. Não importa. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Novidades? Não. Não muitas. Os mesmos assuntos na mesma vida e no mesmo corpo. É o mesmo espírito também. Ah, sim! As minhocas. Claro. Elas dormem, acordam. Comem bem e continuam sua vida perturbadora. &lt;br /&gt;Os gatos. Sim, Filó e Fred mais lindos, manhosos, queridos e tudo de bom. Chicago continua no peito, no corpo e claro, no cérebro. As sombras... só quando aparece o sol. &lt;br /&gt;Achei graça de começar a ter vontade de escrever, depois do jejum... com os mesmos pratos. Nem sei se mais apimentados, doces, amargos, ou tudo ao mesmo tempo agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais música no Ipod, mais livros pra ler, amigos pra ver, noites pra fazer amor. Tem mais relação pra discutir, carro novo pra parar no trânsito, questões na humanidade pra se indignar. Terremotos, guerras. Tudo sempre igual mas mais diferente. Mais agora, mais meu. E meu mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nosso? O Juliano? Também mais meu. E mais nosso. Do nosso jeito. Mais ainda do nosso jeito. Reinventado diariamente na receita inesperada de viver. E amar. Aqui, em todo lugar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/7219532705053219682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/7219532705053219682?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7219532705053219682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/7219532705053219682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2010/01/o-renascer.html' title='o renascer'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4920618860206372076</id><published>2009-10-04T20:47:00.002-03:00</published><updated>2009-10-04T20:57:51.398-03:00</updated><title type='text'>um sono</title><content type='html'>Tenho sentido muito sono. Um daqueles profundos que te dragam a alma pro fundo de qualquer coisa. Não tenho conseguido resistir. Também não tenho me esforçado. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Parece que um lado meu silencia. Sonolento. Com um cansaço que dói. E me tira as vontades. Não tenho visto ninguém. Passo os momentos que posso dentro de casa. Com os gatos e os travesseiros. Tenho perdido a vontade de ler emails. De ler qualquer coisa, caindo num desatino do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vontade de me espreguiçar pra sempre e deixar acordar - lentamente - os cantos adormecidos de mim. Parece que eu durmo há 100 anos. Numa floresta escura de árvores grandes e velhas. Com sombras e frio. Tenho me sentido cada minuto mais escondida debaixo das cobertas, sem querer levantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada vi um dos filmes sobre Napoleão e fiquei pensando sobre essa dificuldade de enfrentar o adiamento das coisas. Da vitória, por exemplo. Adiar a vitória é perder... Ou do pavor crescente de ter que, em algum momento, falhar... afinal, não há como fugir desse roteiro aqui no planeta. Se humanizar tem parecido para mim ultimamente essa constante de aceitação.... do limite, da falta, do fim, do não, do esperar e do perder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que eu tenho conseguido fazer é dormir, cada vez com mais sono. Sem vontade de ir mais. Sem a fúria napoleônica... nem mesmo a que se revolta diante do combate vencido. Nada. E me vejo aqui, rodeada de mim mesma, monótona, entendiante. Sem nada. Desajeitada nessa tentativa de ser viva. Partida em pedaços que eu não entendo e nem sei como juntar. E tudo isso me dá um cansaço... que desisto no sono, de abandono, de não-desejo, de silêncios dentro de mim. De querer parar. E dormir para os próximos 100 anos. Sem acordar mais... nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4920618860206372076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/4920618860206372076?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4920618860206372076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4920618860206372076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/10/um-sono.html' title='um sono'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-8017078457194479581</id><published>2009-09-15T17:25:00.002-03:00</published><updated>2009-09-15T17:42:54.665-03:00</updated><title type='text'>um ópio</title><content type='html'>Há uma fraqueza em se reconhecer humano. E é isso que dói. Não a dor em si, mas o que ela representa na nossa (in)finita limitação. Tenho pensado sobre o que é o limite do viver, do sentir. E mesmo do pensar. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Essa semana dando uma aula sobre Iluminismo me deparei com um lado meu tão séc XVIII, no seu sentido mais arrogante. Acreditei que era possível entender - pela razão - as coisas que a razão desconhece. E não por acaso ouvi o grande Renato dizendo isso repetidamente na minha orelha esses dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o assunto da aula seguinte seria o período napoleônico e todo o movimento romântico num cenário europeu fragilizado pela guerra e pela certeza da limitação do pensar. Mas ainda crendo numa amplitude do sentir sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei graça de mim mesma tentando explicar isso aos alunos - adolescentes - com as crises todas e as percepções do mundo &quot;gente grande&quot; se abrindo diante deles. Explicar o que é pensar e sentir, tão óbvio que cega. E foi assim que me senti. Meio Ensaio sobre a Cegueira (de mim mesma). Digo meio porque foi assim que me senti. Ao meio. Estou em milhares de cacos como diz Adriana Calcanhoto. Tão pequenos que não os enxergo para buscá-los no chão. Não sei por onde começo e talvez a fraqueza esteja justamente em assumir que não se pode começar a não ser pelo reconhecimento que somos fragmentos fragmentados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pedacinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante a aula fiquei me perguntando como se ensina a viver. Tem tantas coisas aqui dentro que não aprendi na escola e tãopouco na poesia dos outros. A ciência: classificatória, mas pouco elucidativa. Não sei mesmo... e por isso tudo me senti tão fraca. Voltando para casa fui surpreendida outra vez com uma música do Men at Work. Sobre as coisas que me ensinaram: ser responsável, prática, e uma lista enorme de adjetivos criados para preencher nossa falta de vocabulário de nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com o peito apertado. Uma angústia que não cabia mais em mim, nem no choro. Me senti sem casa. Não posso morar em mim se não conheço esse espaço. E não consigo sair de casa. Passei o resto da noite divagando pelos cantos da sala com os gatos como eu poderia me dar conta. Ou solucionar. Caso pra levar pra terapia? Um remedinho aqui pra acalmar a ansiedade? Me perdi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei a procurar músicas que cantavam por mim. Tinha perdido a voz nesse emaranhado de pensamentos descabelados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei com saudades do meu cantinho escondido não sei onde. Da minha solidão tão cheia de respostas. De uma certeza que não existe. Sem garantias. De nada. Ninguém. Acordei com a Filó abraçando os meus cabelos. E uma ansiedade cheirando a ópio. Sem saber falar, ouvir, ver. Sem sentido algum em mim. Sem Razão, sem Sentir. Um vazio povoado pelo horror de mim. E só. E era tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei o Juliano, não tinha chegado. Não sabia bem as horas mas deveria ser pouco antes da meia noite. Fugia desse fim de nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/8017078457194479581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/8017078457194479581?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8017078457194479581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/8017078457194479581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/09/um-opio.html' title='um ópio'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6264232474137160775</id><published>2009-08-31T22:38:00.002-03:00</published><updated>2009-08-31T23:54:09.432-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Descascar a própria cebola ainda é ok... mas o desafio é acompanhar - sem deixar de chorar - o outro despelando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ansiosa. E distante. E mais próxima tentando ajudar. Mas quanto mais perto, mais os olhos se afogam. E aí eu não consigo ver mais nada. E não saio do lugar. e me afogo nesse olhar sem rumo e sem visão. Sem fronteira do que é o meu e dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico esperando. E sem resposta eu me afogo. E nado. E sofro e esbravejo. Podia secar os olhos e olhar melhor. O descascar doloroso com as lágrimas alheias. Mas isso não se pode fazer quando vamos juntos à cozinha e nos metemos a descascas tantas das cebolas espalhadas pelo chão. Deixamos de ver. Inclusive o viço do que está vindo. Depois do corte. Depois da primeira pele retirada. Do cheiro entranhado nas unhas. E ficamos dopados nessa tortura de (se) despelar. Não esperamos pelo outro. Por que não vemos. Mal sabemos segurar a faquinha semi-enferrujada sem correr o risco de fazer outros cortes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali... naquele silêncio de angústia do assassino nós testemunhamos - de luto ainda - o despelar vagoroso do outro. Como cúmplices de um crime de amar e aprender. Criminosos pela ignorância do viver e do enxergar. De tão perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tão perto, com os olhos marejados e entorpecidos pelo cheiro inconfundível e desagradável de cebolas (sim, fedemos!) podemos sussurrar um ensaio de texto de amor. De querer, sem saber como, viver. Mais. Perto. Dentro. Do outro.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6264232474137160775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/6264232474137160775?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6264232474137160775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6264232474137160775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/descascar-propria-cebola-ainda-e-ok.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1237377727952946968</id><published>2009-08-31T06:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-31T07:08:08.771-03:00</updated><title type='text'>descascando a cebola</title><content type='html'>Nunca gostei de cebola. Tiro isso da pizza, da salada, até dos sanduiches dos trashfoods por ai. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Voltei há um mês exatamente. E essa volta me empurra mais pra lá do que pra cá. Fico tentando recompor as coisas dentro de mim e perceber o quanto mudou e o que ficou aqui dentro. Me sinto devastada por uma porção de coisas que não tem nome, que não sei explicar. E tudo vem assim, rápido e avassalador, quase num vômito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu muita coisa lá. Num &quot;desastre de avião&quot; mesmo. Joguei algumas da Thais sem paraquedas no meio dos oceanos. Sim, queria matá-las. As outras talvez tenham morrido por acidente e eu não tive a chance de resgatar nenhuma. Sorte a minha. Embora ainda tenham ficado alguns quase-luto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais difícil de voltar é estar mesmo imersa no que eu chamo de realidade. Essa palavra tem ganhado cores e sons diferentes desde então. Mas talvez seja essa a mágica. Conversando esses dias me dei conta - finalmente - que o vivido foi mais que uma simples viagem de estudo, pesquisa e o escambau. Rito de passagem combinado com o fim do retorno de saturno? ai ai, me amedronta um pouco essa coisa ritualística toda... uma tentativa de encher de significado a minha crise de realidades? Poderia ser se eu não levasse em conta a sensação de morte aqui dentro. Olho pra trás e não me reconheço. É assustador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto mais um monte de coisas e menos um outro tanto. Como se eu tivesse feito um regime para engordar e emagrecer ao mesmo tempo... e me vejo naqueles espelhos de parque de diversões. Tem sido divertido provar roupas e ver que elas não servem mais. Ontem tentei explicar ao Juliano que a mulher dele estava diferente. Mas o desafio disso é que por enquanto só eu vejo essas coisas. Acho que ele - e os demais - ainda veem as falecidas na minha frente. Ficaram no mar. Mas eu entendo. São tantas as mortes que ainda não deu tempo de contabilizar as vítimas aqui. Pior que acidente comum e assassinato premeditado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tentando mostrar quem tinha morrido. Expliquei. Mas acho que ele ainda não vê a diferença. Há uma porção de coisas que eu não quero mais. E isso me liberta de sentir medo, porque - de verdade - eu posso controlar quem eu quero que entre aqui. Alívio... e uma sensação de um carinho no coração. De não exposição... de fim. sem luto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí me vejo sentada a essa hora da manhã com uma pilha de coisas pra fazer... tentando descascar cebola. Chorando e descobrindo nisso a beleza do que há por dentro. Que eu sempre tinha me recusado a ver. Arrancando a pele feia, murcha e escurecida. Jogando fora coisas que eu não queria mais ver, nem sentir. Mas como toda pele arrancada, dói. E vejo maravilhada essa coisa toda brilhando, lustrosa. Me enchendo de orgulho de ser o que eu sou. E ter o que tenho. Que na verdade é só meu mesmo. E que ninguém tem acesso. Semi-escondida pro mundo, descascada devagar. E aí o sentir-se solitária foi mais prazeiroso que antes. Foi um desapego de tanta coisa e tanta gente. Amassados nas cascas destroçadas pelo meu desprendimento. Mutilados com uma faquinha pequena, de pouco corte. Extirpando as manchas de antes. As imagens dos outros estampadas nessa pele quase sem lustro. Secando as dores que esfarelavam com o movimento das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto, e arranco. Tiro todos os pedaços cuidadosamente. Chorando. Me vendo. Sentindo esse cheiro entranhado nas mãos. Nascendo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1237377727952946968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/1237377727952946968?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237377727952946968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1237377727952946968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/descascando-cebola.html' title='descascando a cebola'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-5645054110241205455</id><published>2009-08-16T19:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-16T19:51:10.883-03:00</updated><title type='text'>Tell me... you love me</title><content type='html'>Estranhamente as coisas aparecem à nossa frente. Eu adoraria acreditar no acaso. Mas acho que ia ser entendiante crer nisso. Ou pior, eu ficaria achando que o mundo é mais simples do que eu acho que é, ou que eu sou mais limitada do que os meus limites alcançam. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando esses tempos porque Narciso gosta de espelho. A mitologia insiste numa vaidade. O perigo do espelho, ao contrário do que dizem, é que ele sempre revela. E as suas fantasias ali depositadas são engolidas pelos olhares atentos - cruéis - do espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que admiro Narciso. E mesmo a madrasta da Branca de Neve. Mas temo o espelho cada vez mais. Ontem dizia ao Juliano que eu gostada da solidão. Apesar de ser sociável e gostar demais de gente eu amo ficar sozinha. Sozinha mesmo. Sem espelhos. A solidão me acalma, me tira do mundo onde os espelhos me rondam e me mostram demais - o tempo todo - como eu sou e vejo o mundo. Quando se está só não se faz isso. Ou melhor, ninguém te faz isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns drs sobre a volta ao Brasil eu fico pensando porque Chicago me faz tanta falta. A solidão... eu não precisava me incomodar de estar sendo observada num grande big brother de relacionamento, ou mesmo me importar em agir para nada. A solidão preserva você de um monte de desafios. Ela me cala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem assisti o primeiro episódio de um seriado que dá o nome a esse post. Sim. Não é, ao contrário do que parece, nada romântico, num sentindo raso. Mas talvez evoque o romantismo no seu sentido mais original de tempestade. E ímpeto. Tão humanos. E mais que isso é grandioso perceber que todos nós - humanamente humanos - temos problemas - de seres humanos. Humanizar-se deveria ser uma expressão usada com mais cautela pelos especialistas (em humanos?). Não é simples e sempre que a gente pode buscamos lugares vagos nos assentos superiores do estádio da vida. E sempre alguém com uma lanterninha, no meio do show nos enxota dali nos mostrando - mais uma vez - nosso lugar na platéia. Sim. É cruel que nosso comportamento seja ainda de farofeiro nesse assunto. Do jeitinho &quot;brasileiro&quot; que é fiscalizados por leis americanas sérias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi 4 ou 5 casais tendo todo o tipo de problemas na relação. Em idades diferentes. Se você ainda tem dúvida sobre relacionamentos, perca a virgindade e assista. As dúvidas ficam na verdade em qual dos casais você vai ficar mais parecido. Achei graça. Na verdade não há alternativa. Você pode ficar pulando todos os galhos frágeis do comer junkfood descartável das relações... sim, e se descobrir uma pessoa incapaz de fazer vínculos ou de segurar de verdade um espelho nas mãos. Ou se atirar num relacionamento - sem ilusões de que não há drs e problemas - e ter que lidar com as próprias tripas o resto da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou... fique lendo literatura e livros de auto-ajuda. De repente você aprende pelos outros e descobre que está perdendo tempo em não tentar nada do que foi dito acima. Sim. Estou amarga. E muito. E doída. Pelos relacionamentos? Não. isso seria mais simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por humanizar-me. Hoje cedo li uma revista que falava sobre a morte. E que a gente morre lentamente. E que a vida agradece. Tive um curto circuito interior. Morrer aos poucos... achei completamente deprimente. Sim, a idéia de morte me deprime. Prefiro pensar que a gente pode renascer. E que pra isso as mortes precisam acontecer na vida. No plural: as mortes. Não penso isso como um absoluto. Eu ouvi hoje que haviam várias de mim. Fiquei pensando numa coisa meio serial killer: qual delas eu mataria primeiro em mim? ou se matá-las todas morrem numa relação - louquésima - de simbiose. Mas gostei de poder escolher quem de mim morreria. E de certo por uma causa nobre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez o mais desconcertante em se relacionar é se permitir morrer e nascer ao mesmo tempo muitas vezes. Muitíssimas vezes ao mesmo tempo. Amar é tão anti-linear. Os espelhos do outro refletem a gente com formas que deixariam os alucinógenos sem emprego. Fiquei olhando uma foto do Juliano comigo. Fiquei fantasiando uma coisa meio robocop: (bem cafona, mas é o que veio...) uma pessoa feita por espelhos. Acho que a gente é assim no mundo. A gente nunca consegue se ver de verdade porque também somos de espelho. E o máximo que a gente consegue é quebrar o espelho do outro. Pra depois ver que a nossa imagem ficou ainda pior do que antes. A gente se arranha, se trinca. E segue vivendo cheia de marcas no olhar, sem nunca conseguir ver direito ninguém. Só as coisas, que também se mutam em cores estranhas pelos nossos reflexos de luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu senti raiva hoje. De ser espelhada e do outro não se ver por mim. E de eu me iludir nesses reflexos confusos achando que me via em algum lugar. Quis fechar os olhos e voltar. Silenciar o esconde-esconde das relações. Assistir outros episódios na esperança que eu possa me ver. Mas ainda assim será outro espelho. E espelhos que refletem espelhos traduzem um infinito de buscas. Não posso acreditar que isso seja morrer aos poucos. Mas que pode ser a busca do viver. Solitariamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/5645054110241205455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/5645054110241205455?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5645054110241205455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/5645054110241205455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/tell-me-you-love-me.html' title='Tell me... you love me'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-912487904530472905</id><published>2009-08-10T14:03:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T14:25:29.495-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mais complicado de se ficar mais velha não é ver o que está mudado de fato. Mas perceber que muitas das coisas que mudaram não tiveram a ver com as suas próprias escolhas. Você perde coisas e pessoas, e quando se dá conta que o fato está consumado. É tarde demais. Dói. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;E não tive a chance de me despedir. Isso dói mais. Sobretudo para quem é cheia de rituais como eu. Nesse fim de semana eu me dei conta que havia perdido uma fase que me deixa muita saudade. E que não vai voltar. Nunca mais. E perdi de um jeito tão infantil. Mesquinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi os mesmos - poucos amigos - no sábado e tive a sensação profunda de que eu não pertencia mais àquele lugar. Que as mudanças vieram silenciosas nos anos. Mas foram devastadoras. Chorei bastante porque experimentei aquela sensação adolescente de estar deslocada - e humilhada. Um booling (é assim que se escreve?) de adultos ciumentos e inivejosos. Um materialismo qeu cansa e deprime. Afoga a pequena humanidade que pode exisitir na nossa tentativa de existir melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis ficar. Quis falar e não conseguir. Pedir socorro. Me esconder. Voltei pra casa pensando porque as pessoas pisam assim umas nas outras. Qual é o tamanho do medo ou da dor delas que justifique... E achei graça percebendo que incomodo tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de algumas das vezes que fui forçada a &quot;missões diplomáticas&quot; com pessoas que - certamente - me deixavam desconfortáveis ou inseguras, ou qualquer coisa semelhante. Nunca bati em nenhuma delas. Ao contrário. Eu era sempre a super simpática. E acreditem, sem falsidade. Talvez seja exatamente o ponto, eu não consigo disfarçar quando estou desconfortável. Eu me esforço mesmo pra que as coisas fiquem bem. para que as amizades brotem. Uma coisa meio polyana da minha família. &quot;evite conflitos&quot; e se transforme. Me lembro quando o Juliano me colocou algumas vezes em saias bem apertadas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que depois que ele casasse as coisas iam ficar diferentes. Mas nunca pensei que seriam tanto. Me senti num romance da Jane Austen, disse ao Juliano. Exposta na corte. E foi ridículo. Mulheres bêbadas fazem coisas ridículas. E nem se dão conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico torcendo para que não tenha perdido o amigo. Tenho perdido lentamente nos últimos anos. Mas não tinha percebido. E por isso mesmo não deu pra me despedir. E sinto o coração doer, apertado aqui dentro sem ter o que dizer disso tudo. Nem sei se é o caso de lamentar. As pessoas escolhem. E nem sempre percebem que escolhem todos os dias. E que a gente participa muito pouco da esolha dos outros. Quase nunca. E deixa pra lá. devagar... até que se passou demais, deixando um vazio, uma sensação de caminhar sobre o cimento amolecido. Por que quando secar... vai ser tarde demais para mover alguma coisa sem machucar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/912487904530472905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/912487904530472905?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/912487904530472905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/912487904530472905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/o-mais-complicado-de-se-ficar-mais.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-9079451925512453917</id><published>2009-08-05T15:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-05T16:00:40.501-03:00</updated><title type='text'>contos do vento</title><content type='html'>Sinto falta do vento... E do jeito que ele soprava coisas tão secretas que não tenho autorização pra dividir. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Fico esperando ele soprar de novo aqui. E só trazer as coisas que ficaram lá, que não posso carregar comigo ou trazer pra dentro de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuto as músicas do jardim e observo os prédios altos desenhados no lago. Fico esperando o ônibus passar pelos mesmos caminhos que eu tentava memorizar e repetia o trajeto nos sonhos. Lembro do cheiro dos livros e da casa me esperando pra jantar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas falando quando eu contava as minhas histórias incríveis. Comíamos enquanto eu balançava os pés do alto do banco pra aliviar o dia de caminhadas e ouvíamos juntas as risadas uma da outra. Brincava com Sheeba no jardim e ficávamos vendo as lanternas balançarem com o vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho a minha janela. Lanternas e fadinhas que não podem me trazer aquilo que ficou. Exceto pelo ralo exercício de lembrar. Que nunca é viver de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/9079451925512453917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/9079451925512453917?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9079451925512453917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/9079451925512453917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/08/contos-do-vento.html' title='contos do vento'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-1270058865683056863</id><published>2009-06-26T17:31:00.003-03:00</published><updated>2009-06-26T19:15:22.057-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz tempo. E tenho escrito dentro de mim. Ninguém, de fato, sabe do que se passa aqui dentro. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que demoraria mais tanto tempo pra escrever, mas o interessante quando se silencia é a chance de escolher o que se quer expressar. Ou deixar pra que se perceba por si. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/1270058865683056863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/1270058865683056863?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1270058865683056863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/1270058865683056863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/06/faz-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6665868265322988724</id><published>2009-05-04T21:42:00.004-03:00</published><updated>2009-05-04T22:35:08.895-03:00</updated><title type='text'>a santa tempestade</title><content type='html'>Passou. Mais um mês de loucuras... trabalho, trabalho. E eu volto sempre pra ele. O Nosso. E fico. E sou. E desmancho...&lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Passou. E resolvi me largar naqueles braços cheios de nós. Da gente. E fiquei ali o feriado inteiro curtindo o meu amor. Silêncios de um eu que não sabe expressar essa coisa estranha chamada incongruência. Parei nas marquises das minhas (sujas) questões, com minhocas e dores. De um ontem que de fato não me pertence. Não assisti a minha festa de inauguração naquele coração. A festa era pra mim. Mas eu não vi. Parecia tão óbvio. Mas eu não vejo ainda. Pergunto se havia convidados. Não. Se havia gente sabendo, olhando e bisbilhotando. Mas não. Era pra mim. Só pra mim. E eu não consegui ver. Ainda. E não era pra ver nada... não era um rito de passagem pra mim. Mas pra ele. Pra mim, gerúndios. E pra nós eternidades desencaixadas da razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico dias tentando achar convites, testemunhos concretos de uma coisa tão etérea quanto a alma que sente. Não vejo. Me sinto criança esperando presentes na chaminé. Acordo com eles ao meu lado, mas não sei - e nunca vi - quem os trouxe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao show do Marcelo Camelo. Virada Cultural depois de dias assombrada numa loucura de trabalhos. Tão longe de mim. E foi especial... no meio daquela multidão. Me perdi dos amigos. De todos. Nada de mensagens, pessoas conhecidas. E amassada no meio daquela gente desconhecida, me espichando pra ver o show de longe...olhei a cidade tomada de gente. De barulhos, bêbados, amantes loucos e nós. Só nós ali no meio. Parecia que a turba toda silenciava conforme a música ia passando, por dentro de mim. O corpo todo musicava... e eu ficava ali. Enroscada naqueles braços que me apertavam, me puxavam pra perto e ouvia aqueles sussurros de &quot;eu te amo&quot;. Bastava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E achei graça desse meu estado de menina. Tanta gente e só a gente. Só. E a minha solidão se deixou. E ficou só. Apertei ele forte. Pra ter certeza que era aquilo mesmo. E descobrindo devagar esse sentir etéreo, silencioso. E acho graça de mim querendo explicar e traduzir. Pena. O amor tem um mistério em não comunicar. Tem que se sentir, se ter. E deixar ali... num cultivo cheio de silêncios e sacralidades. Intransponíveis. Mudas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suturei a minha cicatriz. Ela insiste em abrir e essas doçuras só nossas voltam a fechar. Nunca entendi. E não vou. É tão distante de mim aquele caminho. Aquele outro que não (re)conheço. Nem sei de onde ele vem, quem passou ali, quem ficou, o que ele deixou, ou esqueceu. Não sei que rezas ele fez... Não o vejo todos os dias. Nem sei a sua voz. A sua maneira de olhar, tocar. Não sei. Nunca o conheci eu creio. E sei. As outras. Ah, elas tiveram eu creio, o todas o mesmo... Cheio dos medos, daquilo que há de incerto, inseguro, insuportável e insolúvel. Mas isso não é pra mim. Nunca foi meu. Nada disso. E é estranho como pessoas tão opostas em si, distantes de si, podem ter convivido no mesmo corpo. E eu nunca vi esse outro corpo. Talvez nem ali, naquela festa da Tereza quando eu o vi pela primeira vez. Já era outro. Pra mim. Como eu era outra. Pra ele. Dele. E num encontro nada casual dessa coisa enredada da vida... a gente já foi outro pro outro. E como ele me disse um dia, acho que tudo que a gente deveria ter visto sobre nós, naquele dia, não vimos. Soubemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu privilégio fica aqui em mim. Tão meu. Egoisticamente. Nos silêncios e risadas do Nosso. Nessa chuva. Num amor que não morre. Transmuta. Cresce. E explode quietinho aqui dentro de mim. E eu o vejo, todos os dias, reconheço e amo, e cresço. E sofro me deixando molhar nessa tempestade sem fim, que me faz abandonar o mais sujo e feio de mim. Eu o vejo ali, enxarcado numa entrega que me admira e assombra. E eu vou, fecho os olhos naquela multidão e me entrego nesses abraços e sussurros apertados, cheios de música que a gente entende, e canta. Sem ninguém entender. Meu coração vai se entregar a tempestade... e a minha resistência é tola. Infantil. Vejo-o tendo deixado tanto do que foi pra ser agora. E eu ainda amarro os fantasmas por mim. A chuva passou por mim. E ele cuidou de secar... com um carinho desapegado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda não aprendo. Não sei. Me sinto ignorante nesse molhar de amar. Não me enxarquei por medo de me afogar. E só sinto. Essas super novas me apresentando ao mundo. Me mostrando a festa que vive em nós. Que se inaugura todos os dias. Nos momentos mais quietos do mundo. Não há câmeras, nem janelas no salão. Ninguém viu. Nem eu. Mas entrei ali com os olhos fechados. Segurando a mão dele. Pra sentir. Viver. Dançar. E ficar. Sem entender. Sem razão que possa desencantar a festa. Nunca dá meia noite. Nunca se quebram os feitiços. Só não vejo. E daí - talvez - essa sensação... de um torpor. De uma coisa de se tornar moça. E deixar meninices de canto. De deixar uma imensidão do invisível tomar conta de ti. Enxarcada, aprendendo a rezar. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6665868265322988724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/6665868265322988724?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6665868265322988724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6665868265322988724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/05/santa-tempestade.html' title='a santa tempestade'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2789577478813850897</id><published>2009-04-21T12:31:00.002-03:00</published><updated>2009-04-21T12:50:27.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De novo a questão do tempo... tenho me sentido tão apressada, com mil atividades ao mesmo tempo, agora, pra ontem. Respiro sufocada. E ainda rio de mim querendo controlar essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Passei a maior parte do feriado trabalhando. Em casa. E ficar em casa tem algumas compensações únicas. Meu cantinho, seguro, amoroso. Com o nosso cheiro, gosto. O Nosso aqui. E fiquei olhando as coisas de novo pensando em como a correria me atira mais ainda pra dentro de mim. De casa. Da gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudade de ficar lagarteando. E não tenho feito mais isso. Descobri esses dias a magia de ficar - em casa - jogando video game. Isso mesmo. Me arrumaram um jogo do Star Wars pelo computador e deixei meu lado de agente secreto/membro da rebelião frustrado se expandir. &quot;Não tenho coragem de jogar com o Império&quot;, eu dizia ao Thomas. E me diverti com a possibilidade de curtir esses universos paralelos - ainda dentro do meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi engraçado não ter vontade de sair. Fiquei pensando se é o cansaço, o excesso, o barulho todo do lado de fora do mundo (não que eu tenha silêncio por dentro...), mas ainda que eu chegue a alguma conclusão, não importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho aproveitado umas coisas sublimes, quietinhas. Curtindo objetos, publicado fotos, pensado no pouco que eu quero agora... e no muito que eu quero lá na frente. Quase um momento de incubar. Não idéias, mas forças. Outro dia me perguntaram se eu estava depressiva. Moderninha essa conversa: angústias, terapia, sugestão do analista, crises profissionais, conjugais. Sempre me perguntam se eu passo por isso... acho graça. Acho que a minha vida é uma constante crise. No sentido etimológico da palavra. Há muitas separações, aprendizados. Divisores de água que partem a vida aqui dentro de mim. E é bom. Não me sinto mal. Deprê, como a gente diz nas conversas de bares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte minha o Juliano... a gente se cresce tanto. Isso mesmo, &quot;se cresce&quot;. Eu fico pensando na intensidade e na profundidade do Nosso. Mesmo nas &quot;crises&quot; conjugais. É tão mais forte do que eu entendo. Um laço que me puxa pra fora de mim, mergulhado em mim. Uma sutileza de companheirismo, cumplicidade que eu perderia tempo explicando, entendendo. E acho graça das nossas briguinhas por bobagem. Eu sempre arrumo um jeito de dar um &quot;pityzinho básico&quot;. E vejo a história de vida dele... o que ele foi antes... e é agora comigo... queria mesmo que a vida tivesses provocado essa crise, essa mudança profunda pelo amor, pelo dar-se a outra pessoa. Invejo ele. Por ter tão claro quem ele foi e quem ele é. Eu ainda não consigo. Sou  sendo... cheia de gerúndios aqui dentro. As coisas acontecem lentamente. Demais. tão devagar que eu mal sinto... e só percebo as coisas correndo por fora, a rotina, os sonhos, a voracidade de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que esse jogar no computador tem um pouco disso. Administrar... criar estratégias... um treino adolescente para dar conta do que está ali na frente, na próxima esquina. Tão pertinho... e perceber a priori, quem está por vir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2789577478813850897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/2789577478813850897?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2789577478813850897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2789577478813850897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/04/de-novo-questao-do-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-4486133501801999154</id><published>2009-04-19T08:51:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T09:09:25.157-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esses dias me dei conta que eu não escrevia há muito tempo. O que explicava um certo faniquito na cabeça e uma desorganização do jeito de ver e sentir o mundo. Engraçado como eu sempre acho que ninguém lê essas coisas e me surpreende o fato de alguém ver sentido, ou mesmo ter paciência de se debruçar sobre essas coisas tão íntimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo eu voltei para as aulas de grego e reencontrei um grande amigo da faculdade. Estamos na mesma turma. Ele, terminando o mestrado agora. E achei graça dele dizer que tinha um blog. &quot;Descompromissado&quot; ele dizia. No meio da carona, choramingando pelas desgraças da academia e do seu mundo feudal que talvez, jamais, veja a era das revoluções... esbarramos nesse universo blogueiro descompromissado. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Esse sentir-se só faz a gente escrever eu creio. E é uma solidão pra lá de profunda no mundo. Não é estar com alguém, amando, sendo amado, saindo, tendo amigos e família. Conversando com o Ogawa eu fiquei dias imaginando por que a gente se individualiza tanto... a ponto de ficar tão só, lá no fundo. Por mais que a gente compartilhe, fale, entenda, discuta, ainda falta. E ele riu dizendo que podia ser a insaciedade capitalista - papo de historiador depois de aula pesada, às 11:15 pm. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de emprego, estou estudando que nem maluca de novo, mais coisas pra revisar, corrigir, entregar... Não parei um instante no último mês. Tenho muitos textos começados, como sonhos que ainda ficaram no sonhar. Vi pessoas novas. Fiquei de molho em casa uma semana. E nada, em nada, essa sensação se modificaria... Não é meu, mas já está em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui no aniversário de 90 anos da minha vó no sul, revi a família, matei saudades, criei outras no lugar, enlouqueci tirando fotos de todo mundo e de todo tempo que eu queria levar comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa da família do Juliano na Páscoa, mais gente, mais falação, lembranças e cascas de ferida deslocadas pelo corpo. Cachoeira pra lavar a alma. E deixar a cabeça repousar na terra vermelha. Tirando os ruídos desse mundo que eu não quero pertencer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chego aqui com a mesma rotina. A mesma vontade de sentar, não pensar e deixar o sentir escrever por mim. Quase como se ele não me pertencesse, mas está em mim. O tempo todo. Mais projetos, planos, metas e as velhas obrigações que me anestesiam de mim mesma. Eu até gosto. Preciso de uma rotina pra lembrar que eu preciso comer, dormir, falar com as pessoas e interagir nesse universo estranho - eu mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro das conversas com Ogawa sobre esse semi-anonimato da internet. De como a gente acha, e às vezes torce, pra nunca ser lido, encontrado. Desvelado. Mas aí, retomando a velha prosa com o Pedro Markun, por que é mesmo que eu escrevo? Se é pra mim... por quê? Acordei com a sensação de que procuro outros de mim pelo mundo. Afinal, quem é a gente mesmo se não se tem a experiência de partilhar? de receber... e de deixar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/4486133501801999154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/4486133501801999154?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4486133501801999154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/4486133501801999154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/04/esses-dias-me-dei-conta-que-eu-nao.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2975788131679354981</id><published>2009-03-15T12:00:00.002-03:00</published><updated>2009-03-15T12:26:21.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho fotografado coisas da minha vida que não passam pelas lentes dessa câmera. Tenho buscado cores e tons, recortes, luzes, sombras pra além do que a envidraçadas e muitas vezes embaçadas vêem. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Passei as últimas semanas selecionando fotos de mim, das pessoas, das coisas todas que aconteceram. É curioso olhar para o próprio passado e para a própria vida - nisso que a gente chama de presente... e me peguei gerundizando (isso existe?) tantas coisas. Permanecendo com coisas ali e aqui. Pra dentro e cada vez mais dentro. Trabalho de geólogos profissionais desencrustrar. Vi emails. Mais fotos. Liguei e falei com velhos amigos. Muito velhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos todos ficando velhos. Ontem fui ao aniversário do Marcel. Meu amigo de colégio. Ele fez 30. Todos nós da turma temos 30 esse ano. Temos, tendo. Achei graça disso. Lembrei das noites jogando RPG, falando bobagens. Vendo e revendo filmes e comendo pizzas. Lembrei do ano do vestibular. Doido, não. Esse ano faz 8 que me formei. e tudo parece ontem. tão recente no meu album de fotografias revivido e cheio de legendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana fui tomada por uma sensação do &quot;e se...?&quot; Tantas coisas se... E outras mais ainda não... Fiquei pensando nas minhas escolhas. Lembrei de outras fotografias. De outros albuns arquivados. Se... mas não. E achei graça porque na faculdade de História, recordo bem dos professores que diziam que não havia &quot;se&quot; em História. E me achei a mais fajuta das historiadoras, pensando e minhocando nisso. O tempo todo. Achei graça de ficar lidando com o tempo nesse esquema do eterno. Do permancer. E me dei conta que havia um apego maior do que eu podia suportar. Quero uma memória tão intensa e grande e viva, que apodreço aqui dentro no meio das lembranças. Não consigo respirar nessa caixa mofada de fotos, filmes, e papéis. E&lt;br /&gt;encaixotei a maioria. Mas não sei ainda como mandar isso pra fora. Fiquei pensando se há reciclagem de memórias. Que nem a gente faz com lixo. Papel. Será que eu teria condições de dar nova materialidade pra elas? Será que elas teriam mesmo a chance de serem reaproveitadas. Ri. Isso é um apego disfarçado pra não mandar mais coisa embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei a trilha do filme English Patient... há mais de 10 anos eu escuto essa trilha. E me lembro de quando vi o filme e do quanto chorei numa tarde julho pensando que as coisas que a gente quer, deseja, quase nunca são de fato apreensíveis. E que, muitas vezes, lembrar demais, dói demais. Quis ter uma memória mais seletiva. Algo do tipo &quot;só lembrar de coisas boas&quot;, como se diz por aí. Ou ainda guardar o que foi bom. E me peguei de novo nessa sala mofada tentando recategorizar as minhas fotografias desse viver desengonçado. Não deu. Tentei colocar etiquetas, dar um basta nessa bobajada de passados e gerúndios. Mudei as gramáticas. Joguei fora meus antigos dicionários. Eu preciso de outro vocabulário pra categorizar isso tudo. E dei por mim que esse vocabulário é modificado que nem pele de cobra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui. Parei de novo pra me olhar no espelho e vi meu primeiro pé-de-galinha, essas preguinhas que a gente tem no canto dos olhos. A minha é ainda muito discreta. Só os paranóicos percebem mesmo. Mas eu sempre tive mania de me examinar na frente do espelho e procurar marquinhas novas, sardinhas, espinhas e essas coisas que os dermatologistas juram que vão tirar da sua cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei coisas novas. Mas achei minhas lentes mais velhas. Usadas. Bem usadas. No sentido que eu podia ver coisas agora mais sutis. Fotografo melhor, não pela técnica. Mas pelo exercício (esforço!!!) de ver melhor. Mais fundo. De deixar passar uma luz e uma sombra que só são atingidas nesse viver mais tempo. Desengonçadamente. Olhei de novo as marquinhas no rosto. Eu tirei a maior parte das minhas sardinhas. (viva os dermatologistas!) mas achei marcas que os médicos não saberiam - jamais - tirar de mim. Essas cicatrizes que a gente carreega - sem apego mesmo! - aqui dentro, mas que de tão fundas saltam aos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti mais leve. Estranhamente mais leve apesar de todas essas marcas. Olhei de novo os meus albuns. Há tantos que passaram nessas páginas. Foram, voltaram. Se foram de vez. Para sempre. E por mais que eu os traga de volta, os chame, os queira por perto pra relembrar aquele papo-todo-de-antigamente: filmes, seriados, músicas, piadas e lugares... não me pertencem mais. Há muito tempo. Fiquei com vontade de reencontrar um monte de gente. Não hoje. Mas lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá é um lugar bonito que a gente nunca foi, mas morre de vontade de ir. Compra passagem, mas sempre perde o vôo. É, é um lugar que só se pode ir voando. Nisso que você entende como imaginação-idealização. E outras coisas que não cabem aqui nesse real esquisito. O nosso lá é sempre aqui dentro, o melhor lugar. E me dei conta que não tenho fotos de lá. Nem sequer um mapa incompleto. Que bom... seria triste não poder (re)construir esse lugar, aqui mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trei a máquina da bolsa e fiquei de novo brincando de fotografar os gatos. Eles são posudos e charmosos. Eu gosto de passar esse tempo com eles e a máquina. Repassar outros albuns que estão aqui. Fora mesmo de mim. Pra desentupir essas antigasevelhasemofadas fotografias de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro as lentes. Limpo com aquele paninho especial... e deixo a luz entrar mais. colocando as sombras dentro das gavetas. Para dormirem um pouco mais. Até a próxima sessão. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2975788131679354981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/2975788131679354981?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2975788131679354981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2975788131679354981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/03/tenho-fotografado-coisas-da-minha-vida.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-3809661977068118110</id><published>2009-02-15T11:35:00.001-03:00</published><updated>2009-02-21T21:25:44.541-03:00</updated><title type='text'>Retrato</title><content type='html'>Há algumas semanas eu voltei a perguntar quem eu sou mesmo. Desilusões de toda a sorte compõem em você retratos diferentes. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Dias e dias pensei em como as coisas tem aparecido nos últimos tempos. Conversas daqui e dali me dão dimensões desconhecidas para isso que eu tenho - ignorante - chamado de &quot;eu&quot;. Isso não é filosófico, mas comecei a me dar conta que os meus espelhos andam embaçados demais. Referências confusas de uma pesquisa de mim mesma sem bibliografia ou fontes confiáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montei trilhas sonoras em pedaços e fotografias que mais parecem retratos dadaístas ou coisas de Dali. Mas apesar de alguns sucessos aparentes, do lado de fora, do que se quer ver, o que se passa aqui é um retalho incompleto de um eu em trânsito, no meio de um engarrafamento num dia de calor. Caos aéreo. Voltei a dirigir nos últimos dias e a sassaricar pelas rádios e cds no meio do trânsito. Escrevi notinhas bagunçadas. Passeei por lugares aqui e ali cheios de esquinas misteriosas. De becos que saem para locais que ainda não vi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que falo, e digo e quero parecem sempre ali. Do outro lado. E o sinal não fecha para eu atravessar a rua. Me atirei no meio de alguns carros. Voltei. Tentei de novo. Mas as coisas passam. Depressa e confusas na minha frente. Olho as nuvens cheias de água. Vai chover e ainda não saí do lugar. Vi amigos passando do outro lado da rua. Gritei. Chamei. Mas o som das buzinas era maior do que a minha voz. Ninguém ouviu. Ninguém parou. Afinal, todos tem sempre muito o que fazer. Voltei a olhar o asfalto na esperança de ter algum lugar para sair e cruzar a rua. Nada. Mais gente, mais barulho e o dia quente me confundem as imagens de mim naqueles vidros embaçados e engordurados dos prédios chics e importantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo. Não sinto. Tenho buscado alternativas. O celular não funciona. Não há mensagens pra mim. Tudo e todos muito ocupados. E a minha solidão angustiada só fica relatada nessas salas confortáveis de terapia. Tem ar condicionado nelas. E eu saio de lá tão só quanto entrei. Sem conseguir atravessar as ruas e me deixar chegar em casa. Não sei mais o caminho de casa. Ando sempre no mesmo quarteirão. Os floristas me conhecem. A moça da padaria onde eu tomo café e o guarda de trânsito. Até os motoristas que sempre, todos os dias, fazem o mesmo caminho já me cumprimentam no trajeto de ir e vir. E eu fico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada. No meio dessa confusão urbana dentro de mim. Sem caminhos alternativos. Não há transporte público. O trânsito dentro do meu condomínio fechado está pior do que as ruas em horário de pico. E eu fico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a procurar pessoas. Olhei as vitrines das minhas lojas favoritas. Todas em liquidação. Ninguém vinha me perguntar se eu precisava de alguma coisa, como fazem as vendedoras habitualmente. Eu tenho crédito, dinheiro, cheque e cartão. Qualquer coisa. Ninguém aceitou. Voltei para a faixa de pedestres sem sacolas. Não há taxi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefono mais vezes mas ninguém atende. Não tem ninguém em casa. Ninguém pode vir me buscar e estou sem caronas. E fico. O tempo todo olhando e esperando poder atravessar. Cansa esperar. Ouço as trovoadas e sinto os primeiros pingos dessa tempestade sem fim. Vejo o meu retrato embaçado e molhado nos vidros. As janelas e portas envidraçadas limpas. E eu ali, suja, sem poder sair. As marquises estão lotadas. Não vejo lugar pra mim. E não posso voltar pra casa. Estou sem chaves e as portas trancadas. Não há mesmo como entrar? O celular não funciona. Não há telefone público. E fico mais uma vez. Acompanhada dessa solidão que me enche de perguntas. E a chuva não lava nem leva nada. Queima. Arde. Esqueci o guarda-chuva. Não há mesmo como se proteger disso. Já saí de lá mesmo. E por mais que eu chame, peça, diga, mostre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há barulho demais. E todos estão ocupados. Sem tempo. Sem nada. Sem sinal, sem carro, sem dinheiro, sem. E fico. Observando esse retrato cheio de costuras e marcas de mim. Vejo os cabelos desgrenhados, a maquiagem borrada, a roupa grudada no corpo e os meus livros enxarcados na bolsa. E ando mais uma vez no quarteirão pra ouvir o mesmo bom dia do florista, com os elogios habituais. O guarda, os motoristas, a moça da padaria. E entro. Toda desajeitada. Me olho no espelho de fronte ao balcão. Ajeito a cara e não vejo nada. Espero a chuva passar. Pergunto à solidão se ela me acompanha em mais um café. Pra gente colocar o papo em dia... e fico. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/3809661977068118110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/3809661977068118110?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3809661977068118110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/3809661977068118110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/02/retrato.html' title='Retrato'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-2339319757354661075</id><published>2009-02-01T18:09:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T18:22:50.330-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E passa o tempo. E me lembro de uma coisinha que meu pai contava quando eu era pequena, não me lembro se era uma música ou um versinho. Ninguém sabe quanto tempo o tempo tem. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;E acho que pela primeira vez eu me sinto amarrada nessas teias do tempo. De uma espera que cansa. E desgasta a alma. Me deixa sem vontade de continuar a sonhar. Por que? Ora, porque cansa. E acho que pela primeira vez mesmo eu senti o peso do poema de F. Pessoa. O cansaço. Esse profundo cansaço. Da alma. De tentar. De caminhar. De querer. De esperar. De torcer. De seguir. De fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me senti uma criança por dentro. Mas uma velha. Com os dedos tortos de contar. E os lábios gastos de morder. E ansiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi uma pessoa me falando sobre envelhecer. E mais do que a crise dos 30, me senti sendo arrastada por isso que a gente chama - cheio de ignorância - de vida. Deixei de rir sobre as &quot;crises da idade&quot; pra me pegar pensando que os caminhos traçados, muitos deles, não tem volta. E por não se voltar a gente pode, muitas vezes se encher de auto-piedade e lamentos. Mas por mais que se lamente, se tenha pena, se queira. Está feito. A herança que a gente pinga gota a gota nesses dias quentes de viver ficam. E as pessoas por quem passamos, mais ali ou aqui, dentro ou fora da gente, tem essa marca. A gente não pode esquecer do que se fez. Isso fica. No tempo. E mesmo que ele envelheça essas lembranças. Oxide esse sentir. Fica. Mais perto ou mais longe. Mas sempre em algum lugar. De mim, de você, de quem for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a noite em claro mais uma vez. Sentindo que esse tempo não cabe em mim. Não quero ele aqui dentro me costurando teias de prisões, de mentes, de sentimentos, meus e dos outros. Me senti de novo com vontade de fugir de mim. Seja lá o que isso for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correr sem tempo. Não contra ele. É uma batalha perdida. Pra não dizer desleal. A gente não tem direito de escolha nesse duelo. E fiquei rodando de um lado pro outro acompanhando o ventilador. Ele tem um &quot;timer&quot;. Achei graça que até isso tenha tempo. Controlado. Olhei em volta pela casa - devo ter levantado umas 4 vezes... tantos relógios. Olhei os gatos. Que sentem o tempo de outra forma. O Fred, com dois anos, já tem a minha idade humana. Que coisa! E vi que o mundo passa pela sua porta, quase sempre fechada, com trancas. Com medo de alguém entrar. Desavisadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei mais. Fiquei com o peito asfixiado. Tanto tempo nesse pensar. E não me vi passar por nada. Nem a noite passou aqui dentro. Ficou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei mais um pouco hoje. Fui ver os meus pais. Engraçado como isso também passa. Os pais. Vi que eles estão indo de mim. Para um desses lugares que eu também não sei o nome. Mas que vou chegar lá, no meu tempo. E o tempo é meu, nosso, do outro, de ninguém. Do mundo, do nada. Dos povos. Do esquecer. Do perdoar. Deixar. Ir e voltar. Tudo construido nessa lata craniana que me confundem o entender. E paralizo. Sem tempo. Mas com pressa de mim. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/2339319757354661075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/2339319757354661075?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2339319757354661075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/2339319757354661075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/02/e-passa-o-tempo.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-749040072690473956</id><published>2009-01-30T19:01:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T19:01:17.913-02:00</updated><title type='text'>meus caminhos</title><content type='html'>&lt;a href=&#39;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSHkMyRxUYwlze37ut9hLHCP1Ra-cwNZ9dHhMBnUkp5vbiohG18iTJnfpRSu18qLujyUf1DQl_FNTY1GmUAgeCAddqK411PiCc6pLxgurGwk-Rk40zuqrbY5wTnQzO3KOx4KQ3MA/s1600-h/DSC00222.JPG&#39;&gt;&lt;img src=&#39;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSHkMyRxUYwlze37ut9hLHCP1Ra-cwNZ9dHhMBnUkp5vbiohG18iTJnfpRSu18qLujyUf1DQl_FNTY1GmUAgeCAddqK411PiCc6pLxgurGwk-Rk40zuqrbY5wTnQzO3KOx4KQ3MA/s400/DSC00222.JPG&#39; border=&#39;0&#39; alt=&#39;&#39;style=&#39;clear:both;float:left; margin:0px 10px 10px 0;&#39; /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Type your summary here&lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Type rest of the post here&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&#39;clear:both; text-align:LEFT&#39;&gt;&lt;a href=&#39;http://picasa.google.com/blogger/&#39; target=&#39;ext&#39;&gt;&lt;img src=&#39;http://photos1.blogger.com/pbp.gif&#39; alt=&#39;Posted by Picasa&#39; style=&#39;border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;&#39; align=&#39;middle&#39; border=&#39;0&#39; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/749040072690473956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/749040072690473956?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/749040072690473956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/749040072690473956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/meus-caminhos.html' title='meus caminhos'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSHkMyRxUYwlze37ut9hLHCP1Ra-cwNZ9dHhMBnUkp5vbiohG18iTJnfpRSu18qLujyUf1DQl_FNTY1GmUAgeCAddqK411PiCc6pLxgurGwk-Rk40zuqrbY5wTnQzO3KOx4KQ3MA/s72-c/DSC00222.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6931777452514711371</id><published>2009-01-29T23:22:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T23:32:14.256-02:00</updated><title type='text'>Tango</title><content type='html'>Danço. E caio, e me envolvo. E deixo. E me revolto. E controlo. Para em seguida me descontrolar. De uma vez. E cair. No ardente choro de um desespero sem fim. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;E danço. E quero. E vou. E me arrasto, com as mãos crispadas de um ódio pisoteado pelos sapatos. E sigo. E busco. E largo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dançando... me revolto. Me deixa. Me afasta. Me quer e me busca novamente. Naquele abraço suado e odiado. De dor. E choro. E quero. E peço. E viro. Rápido. Num colapso de não entender o ritmo da música. Que não acompanho. E choro. E desejo. E grito. E aperto contra o peito. E esfrego aquelas mãos sobre mim. E pergunto. E imploro. E me deixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E danço. E giro. E corro. E pulo sobre esses pés que me confundem o ser. E não sei mais. E espero. E explico. E suplico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E danço. E volto. E não quero. E vou. E saio. E afasto. E me desespero. E perco. E deixo. E esqueço. E olho nos olhos. E afastamento. E duvido. E canso. E espreito. E sigo. E volta. E me pede. E fala. E grita. E afasta. E chama. E me perco. E me largo nesse girar e perder-se de mim mesma. E caio nessa escuridão. E quase pra sempre desisto. E quase até o fim apago de mim. E afago. E te peço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dança.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6931777452514711371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/6931777452514711371?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6931777452514711371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6931777452514711371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/tango.html' title='Tango'/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-6563670837833432306</id><published>2009-01-23T22:10:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T22:27:02.817-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava eu na minha maré desiludida, me afogando em textos acadêmicos... e aí a tecnologia serve para alguma coisa - de fato - humana. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;Como por sintonia (isso sempre acontece) o Vinícius entrou no msn. E há algum tempo a gente não conversava. Chamando isso de conversa, evidentemente. Há uma coisa interessante nessas amizades profundas. É um vínculo que se faz de silêncios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi legal poder ve-lo na camera da ferramenta. Acho que não o via desde o casamento. E foi bonito. Eu, de cabelo mais curto e bagunçado, ele na casa nova, barbudo e rodeado de livros. Foi engraçado como, depois de tanto tempo, e apesar de tudo, algumas coisas permanecem. Me lembrei de um trabalho que fizemos juntos e que quase surtamos. Horas e horas de icq pelas noites adentro. Ele riu de mim porque tinha que entregar coisas amanhã. Da minha pressa e da mania de perfeição. Riu também das aulas de tae-kwon-do. Disse a ele que estava treinando direitinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, os assuntos são sempre os mesmos. Mas há graus diferentes de sutilezas com o passar do tempo. Fala-se sempre pouco nas nossas conversa. Mas o suficiente. Senti uma saudade. Ele era sempre o amigo que cuidava de mim na faculdade. Aquele irmão mais velho e grandão que defende a gente das pessoas do mal. Apelidei ele de Sullivan - o monstro azul de Monstros SA, da Pixar. Ele em contrapartida me deu o bonequinho. Guardo até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como é confortável a sensação de que a gente precisa - e pode - ser cuidado, sem diminuir a nossa capacidade de ser o que se é. Me lembrei de várias coisas no caminho do treino e senti o coração mais leve sabendo dessas existências silenciosas. Sinto falta dele mais perto, mas entendo as escolhas, os caminhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi para ele ler meu texto depois. E me ajudar com umas coisas e observações mais metodológicas. O Vinícius sempre foi a minha confiança acadêmica. O único cabeção que não perdia o humor, o jeito carinhoso de tratar as pessoas (apesar dele ser super azedo). De repente me deu vontade de voltar para a USP e sentar por horas debaixo daquela árvore... e assistir a vida dali, como num filme dos anos 50. Acho que foi mais que nostalgia. Fiquei me lembrando da frase do Juliano essa semana: tirar férias emocionais. Acho que ele não tem a menor idéia do que estava dizendo. Mas fica a sugestão. Quis conseguir isso e me desligar. Viver a minha solidão silenciosa. A companhia do Vinícius me deixava confortável nessa solidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei rindo das minhas reflexões pensando que hoje eu sou casada, apaixonada. E de fato não vivo - nada - sozinha. Ao contrário. Vivo um arrombamento da minha solidão. Da minha - arrogante, talvez - sensação que posso viver só, apesar de estar sempre tão rodeada de gente. É quase uma fuga isso. Estar com as pessoas para não me entregar a isso. E o quanto isso me esvazia e preenche. Me desafia para um encontro ao avesso de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi um treino intenso. No meio dessas coisas que iam e vinham por mim. Libertei uma raiva doída. Magoada. Mas não a deixei ir de todo. Ficaram ainda essas sombras. Que se diluem em treinos futuros, em conversas debaixo de árvores e por do sol. Fiquei com raiva de mim. E foi ótimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que tem a camerazinha... e gente ali do outro lado. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/6563670837833432306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/6563670837833432306?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6563670837833432306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/6563670837833432306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/estava-eu-na-minha-mar-desiludida-me.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31421168.post-999853193151181178</id><published>2009-01-23T13:49:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T14:06:15.296-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há uma série de sutilezas no início de ano. Tantas promessas de coisas inovadoras, sensacionais, incríveis. Transformações de toda a ordem e uma lista interminável de realizações. &lt;br /&gt;&lt;span id=&quot;fullpost&quot;&gt;&lt;br /&gt;o ponto aqui é ficar sempre nessa promessa. Voltei pra casa pensando se a esperança não é um ópio (des)necessário pra gente. Uma coisa do &quot;amanhã eu faço&quot; na pior versão de Scarlet Ohara de &quot;vou pensar nisso amanhã&quot;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha pressa se mistura agora com um azedo na boca. Uma vontade de desistir. Abandonar. E parar de ficar esperando. Acreditando que as coisas ficam bem em algum momento. Tá aí uma coisa que a gente vive correndo atrás: plenitude. E o máximo que a gente tem são uns lampejos disso na vida. E o resto se vive atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a noite rodeando a sala e as cortinas da casa. Olhando o vento ir e vir. A companhia dos gatos quase detecta esse ser horrendo que há em mim. E um respeito mútuo das feras silencia nessa noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. Nem os desabafos servem. Nem os choros, a verdade dita do que se sente, de como se sente. Nada afeta. E esse espelho ainda me chama de arrogante. De sensível passo a arrogante. De quem sofre e se preocupa e tenta resolver a uma &quot;complicada&quot; que precisa voltar para a terapia. Não dou o direito de ninguém ser como é. E sou soberba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim caminhando na rua a passos bem lentos. Quase fui atropelada na frente de casa... achei graça da minha cara no meio da rua, como se buscasse a mim mesma em alguma esquina aqui perto. E acho que essa sensação de não saber mais, exatamente, quando, como e para onde estou andando me alucina. Voltei pra casa com chocolates e uma coca cola. Os gatinhos me esperavam. Os textos do mestrado. As coisas todas por fazer... e eu aqui, contemplando a grandiosidade da minha limitação, arrogante, cansada, paralizada esperando alguma coisa de não sei quem. Quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei das minhas promessas de início de ano. De coisas que se definham... da minha vontade de sumir numa dessas bibliotecas do mundo. Sim... eu adoro a solidão. Talvez eu seja tão arrogante que me baste nisso. Na companhia - nada silenciosa - de livros e gatos. Fiquei com saudade da praia. De coisas que ficam pra trás no tempo... e de algumas que eu ainda gostaria de viver... mas sem mais esperanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu precise de mais pragmatismo e desligar o botão (alguém sabe onde fica?) da chamada sensibilidade. Hoje conhecida como birra, infantilidade, e coisas afins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero. Eu mesma. Acordar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quem sabe eu mergulho de uma vez na pesquisa? talvez ela responda mais... sinta mais, dê mais, queira mais. E eu não passe mais a ser um io-io que não deve esgotar. Mas esperar. Aceitar. Compreender. Sem sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me lembrando de uma conversa com Winston na praia esse ano. &quot;a gente precisa aceitar todas as pessoas nessa vida&quot; ele dizia... achei um absurdo esse conformismo. Talvez isso deva se chamar maturidade. Ao menos ela não é arrogante. Talvez seja isso mesmo. Deixar passar. Inerte. Sem sentir. Só deixar. Como se não fosse comigo. E aí? não há nada melhor que a solidão se for se viver assim? sem (im)pactos... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umemailpramim.blogspot.com/feeds/999853193151181178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/31421168/999853193151181178?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/999853193151181178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31421168/posts/default/999853193151181178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umemailpramim.blogspot.com/2009/01/h-uma-srie-de-sutilezas-no-incio-de-ano.html' title=''/><author><name>Srta T</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08060067653140624711</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1085/3400/1600/CIMG0014.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>