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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CEYERXY5eSp7ImA9WhVTFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966</id><updated>2012-02-28T12:48:24.821-08:00</updated><title>UPANIXADE</title><subtitle type="html">Imediatamente a polícia encaminhou o caso às instâncias judiciais e o estudante angolano foi sumariamente julgado e condenado a 10 anos de prisão, num julgamento claramente parcial e manipulado, o qual não teve em conta o direito de defesa do acusado. Frequentes os abusos e roubos aos estrangeiros… apresentam queixas às autoridades policiais a únicas palavras que ouvem é “aqui o chinês é quem manda”. Vamos ao banco levantar 500 dólares, e só recebemos 400. O chinês é quem manda e ponto final.”</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Upanixade" /><feedburner:info uri="upanixade" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>Upanixade</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><entry gd:etag="W/&quot;CEMGSHg8cCp7ImA9WhVTFEk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-8168661016374298365</id><published>2012-02-28T07:19:00.002-08:00</published><updated>2012-02-28T07:20:29.678-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-28T07:20:29.678-08:00</app:edited><title>SONHO DE UMA NOITE TROPICAL (12)</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qs3ChxA5xzo/T0zws6RBv4I/AAAAAAAAXEA/Om4M9hlZADs/s1600/ilha_tropical800%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qs3ChxA5xzo/T0zws6RBv4I/AAAAAAAAXEA/Om4M9hlZADs/s400/ilha_tropical800%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5714206681571901314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Ó Branco, já não és português, és angolano. Um Branco de segunda ou de terceira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Creio que só uma vez em trinta anos me enviaram cadernos eleitorais. Sinceramente, não sei o que pensar dessa democracia. Sinto que, como cidadão não existo. Tal como lá e cá, sou desprezado. Sinto-me como um pária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante aprofunda a questão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Antes era colonialismo. Para continuar a escravidão anterior inventaram a democracia, para a nova escravidão. Não se alterou nada, apenas mudou o nome. A prova disso é os desempregados, os esfomeados, as prostitutas, as importações. Tudo vem do exterior, o jindungo e até a água para beber, com tantos rios que temos, vêm de fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Um carro passa com um caixão. Pára num óbito mais à frente. O Almirante profetiza:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Vamos ter no próximo ano uma taxa de falecimentos que será a maior do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Já alguém disse: o que ganha facilmente se entrega facilmente. – Disse o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Vais ganhar o Prémio Nobel do alcoolismo. – Prometeu o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Para viver neste mundo, temos que ser bêbados, drogados, preguiçosos, gatunos, ter mais que uma mulher, e sermos ateus. – Zombou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A culpada disto tudo foi a Tétis. Mergulhou-nos pelos calcanhares no rio Kwanza, é por isso que somos muito vulneráveis. – Acusou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não é nada disso. Somos fracos porque estamos sempre a mostrar os nossos calcanhares. – Defendeu-se o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Uma jovem mestiça sai do carro e caminha na direcção de uma vendedora. Compra duas cervejas e um pouco de jinguba que leva num papel. O Vodka observa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Oh! É parecida com aquela misse mestiça que…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante interrompe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Isso é um erro grave que estamos a cometer. Nunca deveríamos permitir essas coisas. Não é possível num país com milhões de negras eleger uma misse mestiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Branco não se contém:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Toda a sociedade desorganizada está exposta ao racismo. Há regimes que nos governam e a todo o momento somos confrontados com os crimes que nos oferecem. É o que resta das teorias comunistas. Estas quase acabaram, mas alguns ainda insistem na sua permanência. O comunismo orgulhava-se de manter a sua população na miséria. Mesmo assim ainda lhe lançava impostos. Era a satisfação, a cópia do regime nazi. Como exterminar as populações sem dar nas vistas. Ideologias da miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Nunca digas a ninguém que estás na miséria. Vão-te desprezar. – Bradou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A nossa revolução deu-nos a liberdade de roubar e de beber. Isso significa que somos livres. – Lamentou o Hepatite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante apega-se à fortaleza da sua vasta cultura:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A procura do ser humano será sempre eterna, na demanda milenar pelos caminhos da liberdade, a qual jamais encontrará. Este é o nosso verdadeiro caminho. Outras Idades Médias estão à nossa espera. Os progressos científicos não nos trazem melhorias. Basta ver a fome da nova liberdade. Cada nova revolução é uma nova escravidão. O pouco da liberdade que nos resta devemo-la a John Locke.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A nossa liberdade já foi um arquipélago. Depois uma cidade. Em seguida cortaram-lhe os braços e as pernas. – Acrescentou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Só falta cortar-lhe a cabeça. – Sentenciou o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não é preciso, está cheia de bebida. – Garantiu o Hepatite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;John Locke e Voltaire deram-nos a liberdade. Entretanto, uma televisão, um jornal e uma rádio continuam no caminho glorioso da Revolução Francesa. – Contestou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Marat, Danton e Robespierre reencarnaram. Estão no seu devido lugar. – Apoiou o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Mais pragas, mais pragas, mais desgraça. – Propôs o Pragador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante acende outro Angola Combatente. Bebe mais uísque e diz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- As piores desgraças da história da humanidade não são os terramotos, os ciclones, os maremotos, as epidemias, a fome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Então quais são? – Quis saber o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Jesus Cristo e Karl Marx.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não vou votar… vou votar no partido dos alcoólicos. – Jurou o Pragador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante votou na saga do bom prelector:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Olhem para essas folhas que estão nos ramos. Para que as árvores fiquem verdes, não necessitam de pedir autorização a ninguém. Apenas dependem de nós no fundamental que é regá-las de vez em quando. Nisso nem a Natureza é completamente livre. Dependemos sempre de qualquer coisa. Infelizmente muita gente finge não se aperceber disso. Esta civilização herdou o egoísmo e a hipocrisia de quem? Gostaria de saber, mas não me preocupo muito com isso. Porque para beber não dependo de ninguém. Quem paga a próxima?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Já está paga. – Responderam todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E continua:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Muitas pessoas sentem-se realizadas na vida porque compraram um jipe cheio de brilho. Acho que se sentem como o céu numa noite clara com muitas estrelas a brilhar. Na Grécia e em Roma os heróis eram valorizados. Os heróis de hoje nem os restos de um fardo de palha têm para comer. Há pessoas que trabalharam toda a vida e não conseguiram amealhar um pouco de dinheiro. Enquanto meia dúzia de outras em poucas semanas ficaram ricas. Não há tempo a perder. Que vença, desculpem, que roube o melhor. Nesta batalha só há vencidos. Escravos como o Job bíblico que depois de passar a vida na miséria, estando já no fim é recompensado, mas nada ganhará com isso. Com isto, as religiões continuam a alimentar a escravidão. Estão felizes por terem milhões de Jobes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Ah! Como são insondáveis os caminhos do dinheiro. – Reflectiu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Como é que conseguem dinheiro para beber? – Perguntou o Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Temos mais que uma mulher. – Insistiram, responderam quase todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;São quase duas horas da manhã. O barulho das garrafas e das latas continua. É preciso continuar a beber. Ouve-se o ladrar de cães por todo o lado, devido a pessoas suspeitas que se aproximam das residências com maus intentos. A energia eléctrica tinha sido restabelecida, mas não durou muito tempo. O Almirante diz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- São problemas do PT.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Branco tenta ir ao fundo da questão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Disso não há dúvidas. Tiram-nos tudo… até já me garantiram que o Drácula vai investir num banco de sangue. Disseram-lhe, que aqui chupar sangue é fácil e tão delicioso, que há uma grande oferta de clientes e… que loucura, isso do PT. Desses que os chineses montaram e continuam os problemas com a luz?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não é bem assim. Os chineses não são culpados. Montaram os PTs que lhes encomendaram. Fizeram isso. A distribuição não é da sua responsabilidade, a não ser que lhes digam para mudarem todos os cabos eléctricos das ruas. Isto é uma operação de propaganda para justificar os quinze por cento da angariação do contrato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- E para onde vai esse dinheiro? – Quis saber o Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Para as misteriosas ilhas encantadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Branco acrescenta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Simulam falhas de luz para nos obrigarem à compra de geradores. E devido a isso, aquilo com que nos alimentamos, os preços sobem porque os que importam se acham no direito de incluir os quinze por cento. É isso: somos a república generalizada dos quinze por cento. Já nos apelidaram de R15.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Presidente ajeita os óculos. Olha para a Treze Anos e comenta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Nós encontramos a cada passo militantes do MPLA… Desde que nós vencemos a guerra, toda a gente é do MPLA… mas alguns só dizem que são militantes do MPLA. Toda a gente se lembra da época das demarcações: quando aparecia um comerciante qualquer, ia demarcar a lavra de um cidadão angolano e depois, no dia seguinte, vinha o Administrador e dizia: «Sim, senhor. Tirem daí as suas casas, porque o terreno pertence agora a este senhor que está aqui». Em vez de termos exploradores colonialistas, como havia antigamente, teremos exploradores angolanos. Porque os maus sentimentos não existem numa só raça. E portanto, não é com bons sentimentos que se resolvem os problemas políticos. É preciso impor regras que sejam rigorosamente seguidas: se vamos esperar que cada um tenha bons sentimentos, não vamos resolver os nossos problemas… In Agostinho Neto. 5 De Fevereiro de 1977. Discurso na assembleia de militantes em Ndalatando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: Postado Originalmente no site: Pequena Infante&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;cronicasdofrank.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-8168661016374298365?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Caracteriza-se ainda também pelos cidadãos serem reserva, gado, e como tal sujeitos a deportação para os imensos campos de concentração que ironicamente lhes chamam Tchavola, Zango, Tendas, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Temos um batalhão de juristas e a justiça não funciona. Temos um batalhão de economistas e a economia não funciona. Temos um batalhão de poetas e não temos poesia, ninguém lê. Não temos um batalhão de engenheiros, o que ninguém vê, só muitos batalhões de estrangeiros passando-se por engenheiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A última invasão neste reino das epidemias: empresas imobiliárias que já suplantam de longe, os exércitos de doutores e poetas. É necessário partir casas e proceder a desalojamentos forçados, este estado-maior de gente precisa de trabalhar. E como o nosso partido da vanguarda imobiliária lhes abastece com os solidários e fraternos laços, a curto prazo respiraremos muito pó vulcânico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E o mwangolé lutou na luta de libertação nacional e conseguiu a independência. Agora, independente, expropriam-lhe a terra. Destruíram-lhe o casebre, roubaram-lhe o emprego, a água, a energia eléctrica, etc, etc. E se tentar alguma reivindicação, respondem-lhe com a realidade da independência da repressão. Há dezenas de anos que está de luto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;É como dizer a um desempregado: «Vai trabalhar.» E por mais que tente arranjar emprego não o consegue, porque os estrangeiros e a casta angolana no poder surripiam tudo. Isto não está mau, nem péssimo, está horrível. O desemprego está messiânico, massificado, os assaltos também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando se organizar o campeonato africano de futebol da corrupção, e o mundial de futebol da corrupção, quem será o indiscutível vencedor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A repressão é sempre proporcional ao tempo no poder. Quanto mais tempo no poder, mais repressão se exerce sobre até quem dele desconfia ou que pensa mal dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Keynes tinha razão. Paul Krugman: «Cortar no gasto público quando a economia está deprimida deprime a economia ainda mais.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Muito curioso, sim senhor! Quantos mais ganhos com o petróleo, menos água e energia eléctrica temos. O que é que está errado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Acabei de ver o programa PATO da TPA 2 onde perguntava-se sobre o dia 4 de Fevereiro. Fiquei arrepiado!!! Quase 95% dos entrevistados não sabia dizer a razão histórica e o ano em que aconteceu. Muitos associaram ao dia dos namorados, dia da independência e do herói nacional. Afinal em patriotismo estamos mesmo mal!! Oliveira Paulo Paulo. Facebook&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Reunião do CAP 35 (condomínios de Talatona) no sábado, para eleição da nova direcção. Correu tudo bem, a nova Direcção foi eleita por unanimidade (100%) dos votos... Fiquei super feliz por fazer parte da Comissão Eleitoral e ter contribuido um pouquinho para a democracia. Agora é trabalhar para cumprir com as metas do novo programa. D'jamila Cruz. Facebook&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Pelo chiar da desengonçada carruagem que é Angola, podemos considerar que já iniciámos o ciclo do estado de sítio? Temos tudo racionado, mas a repressão e a corrupção correm a rodos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Espatifar milhares de casas e abandonar mulheres e os seus filhos nas ruas ao diabo-dará, não é crime de violência doméstica?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Bwala Press. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Magia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Uma kinguila, onde o vento faz a curva, trocou cem dólares a dois moços, eles estavam com um saco de plástico. Depois deles se afastarem, ela abriu o seu saco e viu com espanto que estava vazio. Afinal os moços fizeram-lhe magia e limparam-lhe mil dólares. E o dinheiro que era para mandar para o filho que está doente nos EUA, lamentou-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Até o nosso funji&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Chinesas no Kikolo já estão a aprender como se cozinha o funji, para depois começarem a vender. E as nossas manas vão para o desemprego?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;18Fev, 10.00 horas. Mais um assalto nos sênês&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Estabelecimento dos sênês (senegaleses) outra vez assaltado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Localizado em Luanda, na ex-Avenida do Brasil, próximo à também ex-DNIC – Direcção Nacional da Investigação Criminal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Há cerca de um mês este Bwala Press noticiou que o estabelecimento fora assaltado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Agora, dois assaltantes armados carregaram tudo o que quiseram e saíram como entraram, nas calmas. Eles, antes, aguardaram que todos os clientes saíssem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Duas testemunhas informaram ao Bwala Press que a coisa está a ficar muito preocupante, de receio, de muita insegurança, pois que em pleno dia acontecem muitos assaltos que provocam instabilidade quanto ao futuro. Tá-se mal, tá-se, tá-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A menina de cinco anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Há cerca de mais de um mês, três kinguilas próximo da Farmácia Medtech, Largo do Zé Pirão, Luanda, exerciam a sua actividade kinguilar, isto é: vender e comprar divisas. São cerca de vinte e três horas. Está tudo calmo, só se ouvindo de vez em quando os habituais drogados das motas de escape livre que agora imitam disparos de canhão, propiciando o ambiente tumultuoso que se aproxima, e que a polícia (des) controla. Na verdade estes marginais do troar nocturno andam à vontade porque são filhos de um ou de outro senhor da nomenclatura novos-ricos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Dizia, que a calmaria abundava nos espíritos e que a noite cumpliciava devidamente, até que repentinamente uma menina para aí com cinco anos surge como do nada. O trio de kinguilas espanta-se, olha para a menina que não pára, atravessa a rua para a outra margem, segue até ao largo da ex-Avenida do Brasil com a Alameda Manuel Van-dúnem, atravessa-o nas calmas e segue, segue até antes de o seu vulto desaparecer, e lhes acene com as mãozinhas a dizer-lhes adeus. Uma das kinguilas explica que a menina é uma feiticeira. Então, as kinguilas aterrorizam-se e bazam a mais de cem à hora para as suas casas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Nos dias seguintes até à data estão muito atentas. Se lhes aparece outra vez a menina, ou outra qualquer, elas vão correr, bater recordes nacionais de atletismo até hoje nunca alcançados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A moça muito bonita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O jovem pára o seu popó, chama uma kinguila e troca-lhe uma nota de cem dólares por kwanzas. Arruma os kwanzas no bolso, na carteira não dá porque facilita a vida dos excomungados do petróleo, e prepara-se para zarpar e conquistar as mboas da noite, e com elas ir até ao fim do mundo. Mas, ao olhar para a árvore próxima vê encostada uma jovem muito bonita. Acelera o popó, dá a volta ao quarteirão, regressa ao ponto de partida e a jovem continua encostada na árvore. Repete o trajecto mais duas vezes e a moça muito bonita continua sozinha encostada na árvore. Então o jovem decide-se, gala-a, ela aceita sem pestanejar e partem unidos para as aventuras noturnas do amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Engalfinharam-se, entrelaçaram-se e exaustos depois da luta sexual adormeceram entregues ao abandono da lascívia, dos desejos sexuais satisfeitos, anti-depressivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;No outro dia as kinguilas perguntaram-lhe como é que foi com a moça muito bonita. E ele abriu muito os olhos de espanto, aterrorizados, e com uma voz que dir-se-ia não é deste mundo, consegue balbuciar: «Eu, de manhã, quando acordei, ao meu lado… estava… um… ESQUELETO!»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Bruto assalto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ontem, 18Fev, de dia ou de noite este BP não conseguiu saber, oito excomungados do petróleo armados, na auto-estrada que conduz ao Estádio Nacional 11 de Novembro, quatro assaltantes limparam a receita das bombas de combustíveis, enquanto os outros quatro limpavam o supermercado próximo. E os seguranças? Levaram surra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A cantina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Algures num dos bairros de Luanda. O “sênê”, senegalês, atendia normalmente a sua clientela. Até que as coisas começaram a correr-lhe mal porque os assaltantes assediavam o seu estabelecimento e passaram a assaltá-lo no período nocturno. Então, o “senê”, quando anoitecia colocava gradeamento e atendia assim os seus clientes protegido pelas barras de ferro. Mas os assaltantes não gostaram da ideia. Então decidiram-se a por termo à segurança gradeada. Chegaram, arrombaram o gradeamento e pegaram fogo no estabelecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-2950475813849829602?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Voltaire Ngola</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9HTY1nxWwB0/T0s0QEdlFmI/AAAAAAAAW60/0T6idAj032Y/s1600/char29112007.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 289px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9HTY1nxWwB0/T0s0QEdlFmI/AAAAAAAAW60/0T6idAj032Y/s400/char29112007.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5713718002929964642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando a ditadura diz&lt;br /&gt;a nossa vida vai melhorar&lt;br /&gt;significa que as nossas casas&lt;br /&gt;vão desabar, arrasar&lt;br /&gt;E onde existir ditadura&lt;br /&gt;não há nenhuma novidade&lt;br /&gt;corram, corram, libertem-se&lt;br /&gt;da irresponsabilidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa luta é a condição&lt;br /&gt;de nos libertarmos&lt;br /&gt;da imposição da solidão&lt;br /&gt;da prisão&lt;br /&gt;vê-se em cada olhar&lt;br /&gt;a tristeza do dizer sempre&lt;br /&gt;não! Do messias impopular&lt;br /&gt;em cada gesto da ditadura&lt;br /&gt;uma vitória&lt;br /&gt;uma derrota da amargura&lt;br /&gt;Não me canso de andar&lt;br /&gt;invadindo-se nos meus caminhos&lt;br /&gt;tenho sempre muitas seitas&lt;br /&gt;para observar&lt;br /&gt;evito-as, receio-as, nelas não entro&lt;br /&gt;nelas não vou orar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas e tantas pedras&lt;br /&gt;atravessadas no meu caminho&lt;br /&gt;porque é que me fazem isto?&lt;br /&gt;Nem um simples gesto de carinho&lt;br /&gt;estou aqui sentado&lt;br /&gt;já sem as verdes ramagens&lt;br /&gt;em baixo tantos esfarrapados&lt;br /&gt;espoliaram-lhes as roupagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos no cume do cinismo&lt;br /&gt;dos fascismos&lt;br /&gt;do fingir democracia&lt;br /&gt;mais nada, não existimos&lt;br /&gt;E com uma farda&lt;br /&gt;está-se legalizado&lt;br /&gt;pode-se roubar à vontade&lt;br /&gt;está tudo controlado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estamos sem faces&lt;br /&gt;desfeiteados, despersonalizados&lt;br /&gt;sem manifestações, acorrentados&lt;br /&gt;REVOLTADOS!!!&lt;br /&gt;Que faremos messias?!&lt;br /&gt;Não te lembras?!&lt;br /&gt;Pois, já estamos desfigurados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Messias, estamos cansados&lt;br /&gt;de tanto nos esbofeteares&lt;br /&gt;estamos sem faces&lt;br /&gt;de tanto nos neocolonizares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugueses, brasileiros, chineses&lt;br /&gt;vão chegando&lt;br /&gt;e uma nova Angola&lt;br /&gt;vão edificando, explorando&lt;br /&gt;Minhas senhoras e meus senhores&lt;br /&gt;Cuidado! Jamais acreditem&lt;br /&gt;em libertadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 32 biliões de dólares&lt;br /&gt;que açambarcaram, tchavolaram&lt;br /&gt;até as praias privatizaram&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4913071471306170135?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rRu96xh3otGHUxjrLZR5p6wipKU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rRu96xh3otGHUxjrLZR5p6wipKU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rRu96xh3otGHUxjrLZR5p6wipKU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rRu96xh3otGHUxjrLZR5p6wipKU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/ueph52x3Mz8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/4913071471306170135/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/jes-mpla-o-messias-voltaire-ngola.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4913071471306170135?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4913071471306170135?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/ueph52x3Mz8/jes-mpla-o-messias-voltaire-ngola.html" title="JES-MPLA, o messias. Voltaire Ngola" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-9HTY1nxWwB0/T0s0QEdlFmI/AAAAAAAAW60/0T6idAj032Y/s72-c/char29112007.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/jes-mpla-o-messias-voltaire-ngola.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MERHw8cSp7ImA9WhVTEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-4031019173012404768</id><published>2012-02-24T02:28:00.001-08:00</published><updated>2012-02-24T02:30:05.279-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-24T02:30:05.279-08:00</app:edited><title>O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (12)</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YrXWfO5096s/T0dmpcU2MGI/AAAAAAAAW4w/Nsp6B4G9CBc/s1600/homem_so.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YrXWfO5096s/T0dmpcU2MGI/AAAAAAAAW4w/Nsp6B4G9CBc/s400/homem_so.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5712647514507063394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E tudo os bancos nos levaram e lavaram na gigantesca lavandaria global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando a beleza é imensamente profunda, rareia como o amor num dia enevoado à procura de claridade. O olhar move-se tentando perscrutar o enigma humano do porquê do vento soprar forte para arrastar as sementes que irão fecundar-se na terra. Como a terna e eterna beleza de uma mulher naufragando na ilha perdida do amor. É isso que também se chama um doce reencontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Mas existe mesmo alguma outra música pelo mundo afora que ultrapasse as nossas baladas “sulanas”, as nossas sunguras?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Mas que diabo de sindicatos são estes, tão representativos dos trabalhadores, que a única reivindicação é um mísero aumento salarial? E onde estão as convocações para greves? Estão proibidas desde 1975, mas antes desta data faziam-se greves todos os dias. Pretendia-se a tomada do poder pela destruição de todo o tecido empresarial e assim a derrocada da economia, e conseguiu-se, até hoje nada funciona. Para que o petróleo dê dinheiro para encher os bolsos de alguns particulares, o resto que se dane. Mas que revoluções são estas que nos conduzem, nos perdem no tempo da Idade Média?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E onde existir oposição e qualquer manifestação do contra, lá estarão os nossos bravos Ton Macoute, e Mau-Mau para os eliminarem. A nossa democracia é una e indivisível. Nós somos por mérito próprio os únicos democratas da democracia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E as ruas de Jingola mudam de nomes, adpatam-se aos tempos da exterminação, do genocídio dos povos: Rua da Morgue1, Rua da Morgue2, Rua da Morgue3, e assim sucessivamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ó senhores da oposição! Perante tal descalabro que acomete, a cidade de Jingola arredores, com brutais ataques desferidos contra tudo e todos que são oposição, ou quem manifeste opiniões contrárias, não é chegado o momento de se unirem numa só força e organizarem uma manifestação? Se não conseguirem, então abandonem a política e vão, por exemplo, pastar gado, ou vender quinquilharias nas ruas, que são actividades dignas de seres humanos. A oposição tem que fazer manifestação, se não o fizer, não passa de uma ilusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E a toda a espoliação não há lugar a indemnização. Em Jingola solicita-se a intervenção urgente do TPI? Dos preços dos bens alimentares sobem, e a miséria vai a galope, a galope. O que resta da oposição é um perfume enjoativo, antidemocrático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;De vez em quando desligam a Internet, será por causa dos mosquitos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;De país, de reino, já não aparenta nada, tem mais é ares de uma ilha de caçadores de cabeças. Como o nosso Jornal do Povo Jingola, órgão oficial dos caçadores de cabeças. Já está, o nosso governo encontrou a fórmula mágica do combate à pobreza. São as parcerias político/privadas. Bem-haja, nosso esclarecido e governo instruído. E com todos os meios de informação em seu poder é possível a campanha eleitoral para as eleições? Creio que não, porque não se podem criticar os deuses que nos governam, e aos quais devemos subserviência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Jingola é como uma caverna onde nela vivem pterodáctilos. Há sempre um tribunal especial para julgamento de casos especiais. Os tribunais que julgam e condenam os opositores e aqueles que os defendem. Para cada opositor o seu tribunal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Afinal o nosso desenvolvimento social só necessita de uma alavanca? É necessário e urgente que nos libertemos da ditadura, mas que não nos precipitemos noutra miséria da corrupção democrática. Porque há muitos lobos maus disfarçados de democratas, que querem sair da selva ditatorial e entrar na selva democrática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E isso da guerra da luta de libertação há muito que terminou. Agora, é a grande luta, a grande guerra da espoliação. E nesta contenda quem no final será o vencido? E o vencedor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Nenhuma lei se cumpre, excepto a da corrupção, que tem sempre eefitos retroactivos. Definitivamente, o que se pretende com as leis é a privatização da liberdade, unipessoal, barbaramente repressiva. O regresso ao passado dos imperadores. Portas escancaradas à escravidão, pela venda de Jingola a estrangeiros. Na realidade o que se passa é a explosão da paranóia governativa. Façam o que fizerem e entenderem, Jingola não voltará aos tempos da cortina de ferro colonial. Jingola será democrática por vontade própria, e a reacção não passará. É o fim anunciado de mais uma ditadura benigna. Enunciado de mais uma calamidade inumana. Como se o desastre da Costa do Marfim não fosse relevante nem eloquente. As masmorras estão abertas para encerrar a democracia. É o momento para se manterem no poder eternamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ainda há pouco exteriorizavas todos os teus sentimentos em terra, na tua terra, da tua e nossa eterna luta. E agora já estás, ou estarás no céu, no rumo do réu mundano. Tu partes, eu fico, ficamos, mas brevemente regressarás e dar-te-ei o abraço que não consegui agora dar-te. Tu partes, outra vez, qual Fawcett, Indiana Jones, na perseguição dos esconderijos arqueológicos que revelam o enigma humano, que afinal não tem nada de enigmático, pois todos o conhecemos. Só não sabemos quando e como ele se manifesta, isso sim, é o grande enigma. Mas os caminhos abrem-se-nos, basta procurá-los e encontrá-los no derradeiro momento em que dizemos adeus à vida, e nela oferecemos o repouso das nossas obras inesquecíveis, o farol das gerações juvenis vindouras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Em Jingola o assédio sexual não é crime, e a pedofilia até se encoraja perante a leveza das sanções criminais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando eles nos falam em números e não apresentam provas da sua evidência, então esses números não têm qualquer utilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Porque é que muitas das empresas em Jingola não apresentam as suas contas em divisas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Porque é que as empresas em Jingola apresentam prejuízos, ou lucros mínimos, quando na realidade têm lucros?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Porque é que grande parte, ou todas?, das empresas em Jingola falsificam documentos nas suas contabilidades?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando no tempo da tropa colonial alguém me confidenciou algo que até hoje, quando de vez em quando me recordo, e me deixa estupefacto: «Olha, esta gente, eles quando nascem, quase todos morrem por causa da vida que levam, a que já estão habituados. Mas aqueles que não morrem, os que conseguem salvar-se, esses tornam-se muito fortes, muito resistentes».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Não há ninguém insubstituível?! Que o Santo Purgatório me valha! Então, o pai e a mãe o que são?! A guerra acabou ou as armas é que são diferentes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A nação Jingolana está dividida em duas forças: a força de alguns democratas da liberdade e a força da ditadura leninista. Os novos-ricos venderam Jingola aos Tsin, porquê? Porque tudo o que existe por aí nas ruas vem com o rótulo, made in Tsin, tudo vigarizado claro, contrafeito. É que não dá para comprar nada nesse made, porque é uma descomunal vigarice.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Os ditadores são como os alcoólicos. O ditador diz que é democrata, defende e zela a democracia, o alcoólico jura que nunca bebeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Não é o simples acto de entrega de uma casa que liberta os espoliados da miséria. Na realidade é muito, muito mais do que isso. Temos que nos preparar devidamente para enfrentar esta ditadura, retribuir-lhe com as mesmas armas repressivas com que pretende esmagar-nos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando o fim de um regime brutal se aproxima, nasce constate repressão que conduz à mobilização popular, à convulsão e mais revolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando um regime ditatorial não permite a livre expressão, é só prisão, todos os métodos de luta são válidos. O ditador genuíno é aquele que vive com a sua família na opulência, enquanto a população definha na extrema miséria. Até a água potável o ditador lhe explora. Quando um ditador reprime uma manifestação de descontentamento, mais uma, duas… várias se sucedem até que o ditador sucumbe de vez. É perfeitamente natural que com estas agressões de cunho animalesco à democracia, nasça, é sempre assim, células de movimentos de terror contra o regime. O poder não está interessado nem um pouco em promover a democracia. Quem promove o terror é sempre o poder que não cede perante as reivindicações dos ostracizados. Algemar alguém para o silenciar, é provocar o sublime revoltar. Parece que não, mas todos os momentos das nossas vidas são de revolução. E enquanto a ditadura passeia as suas promessas de uma vida pior, os militantes do partido do lixo agitam-no sofregamente, alguns resquícios sobrarão, nesta vida sem degraus, sem pão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Temos que lutar, não contra os ocidentais, mas contra as ditaduras africanas. É necessário que as pessoas conheçam os seus direitos. O direito da manifestação é um deles. E a moda instituiu-se: o adversário político ou de pessoas de quem não se gosta. Para cada ditador a sua ditadura, para cada seu filho o seu banco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Correm-se com os vendedores das ruas para se esconder a miséria reinante. Os campos de concentração nazis eram bonitos, acolhedores no exterior. Mas no seu interior era o inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Em quase quarenta anos de poder, exceptuando as bibliotecas das maratonas alcoólicas, o nosso grande líder nem uma biblioteca municipal inaugurou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E pergunto-me: mas como é que alguns palermas conseguem comprar carros no valor de cento e cinquenta mil dólares ou mais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Um só reino uma só empresa, um só chefe, uma só família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E o reino foi entregue a uma fraudulenta empresa mineira que escraviza as populações nas suas minas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E os mercados municipais não se constroem, no seu lugar nascem novas centralidades para nelas chafurdarem os lavabos da lavagem da corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quanta mais repressão maior a explosão da lava do vulcão. Os vulcões explodem porque a repressão do seu cone é quando a pressão do cume do vulcão é insustentável, ele explode, alguns demoram dezenas de anos, outros, alguns anos, alguns poucos anos, mas inevitavelmente todos explodem. E no seu avançar, Jingola retrocede, estamos a pressionar demasiado no tempo da miséria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Antes de imaginar, já te imaginava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;É isso! Viver na fantochada de um mundo onde nada nos pertence.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Olho para todos os lados e só vejo, recebo ameaças. Insisto em olhar para o céu, pode ser que lá me safe, mas também não, porque há muito que sou ameaçado. Para o altíssimo, resta-me olhar, safar-me aonde? Na sepultura? Será que consentirão? Se não fores verdadeiramente independente, nunca serás ninguém &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A questão é que normalmente o jornalista não consegue ver, escrever para além da imagem que viu e no-la transmite. O verdadeiro jornalista é o que nos consegue desvendar o esconderijo das imagens jornalísticas, a essência da informação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O mais importante não é governar, é espoliar. O pior inimigo da democracia é o medo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A nossa miséria não é de causas naturais, foi-nos imposta pela força da tirania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Tudo isto é a mesma coisa que construir um magnificente palácio no meio de um grande deserto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A guerra ainda não acabou. Está mais desumana do que nunca. Concederam-se umas tréguas durante escassos anos para preparar armas mais sofisticadas, como a da informação para aniquilar de vez o inimigo. E entretanto é o vale-tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;É frequente ouvir: um bêbado bateu no meu carro. Como um facto assente e aceite como normalidade. Ou ainda mais aterrorizante: os bêbados estão a bater nos médicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Não é um, são milhares de barris de pólvora que explodirão como nunca antes vistos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando acontece a recolha das receitas dos postos de venda de uma conhecida empresa de venda de telemóveis parece a guerra do Iraque, ou a captura de um famoso terrorista mundial. Paz onde estás?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Já vi estes tempos, poucos anos antes da revolta dos cravos em Lisboa. A marca registada é que a energia eléctrica e a água nunca faltaram. A revolução em Jingola é inevitável nesta náusea sempre perseverante nos que antecedem a libertação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Vi uma minúscula multidão de animais selvagens acabados de fugirem do jardim zoológico em extinção, e a prometerem mundos e fundos à população. E conseguiram quase, outra vez, atingir o poder. Mas já não dava porque as outras espécies animais estavam cansadas de os aturar. Já ninguém acreditava no que eles diziam. Escapavam no último momento das fogueiras que lhes preparavam. Tiveram um fim muito infeliz. Todos foram supliciados nas mãos da população louca de revolta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E da fonte escorria a beleza do eterno amor. E os jasmims-dos-poetas lhe rodeavam mas nunca a alvoroçavam. No ar sentia-se - ou ouvia-se? – o perfume jasmináceo que insistia, confundia, a memória colectiva dos nossos sentidos do amor. E uma borboleta-azul de voo indeciso, ora subia, ora descia, parecendo que ia poisar, mas não, só desejava voar. E por algum tempo os raios solares perfuravam os interstícios verdes e projectavam, revelavam a magia dos seus focos luminosos. E o sussurro monótono da água que escorria, não… se movia, atraía-nos as profundezas neuronais. Era o Universo da beleza da realeza da profundeza do amor. Por vezes no cenário parecia ouvirem-se vozes de crianças, o que fazia com que o nosso espírito se despistasse, porque queríamos regressar à realidade mas não conseguíamos. Um casal de beija-flores aproxima-se a trinar como que a anunciar, eis que estamos a chegar. Um pequeno bagre deslizava num ponto mais fundo e analisava, experimentava as ofertas culinárias que estavam ao seu alcance. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: Não é fácil ser um homem só. Foi uma decisão tomada aos poucos, ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;osretratosdamente.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4031019173012404768?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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É um carro da polícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Caramba, chegaram os homens da grei! – Alarmou-se o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- O que é que será desta vez? – Interrogou-se o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O chefe da viatura sai e ordena:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Todos daqui para fora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Porquê?! – Admirou-se o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Queixaram-se que fazem muito barulho, e isso é contrário aos bons costumes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Ó jovens, quem está a fazer muito barulho são vocês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Com as sirenes dos vossos carros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Somos polícias e temos a lei do nosso lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Então emprestem-nos um pouco do vosso barulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Fujam! Chegaram os guardas do campo de concentração! – Gritou a Caribenha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Vocês não têm respeito por ninguém?! – Protestou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Desculpe, não entendo. – Disse o polícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Já não existem hierarquias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Desculpe senhor Almirante tem que tirar o seu carro. O brigadeiro disse que onde ele está, não pode estar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A rua é dele? Foi comprada com as sobras do Alasca? Não o tiro. Se quiserem, podem levá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Está bem Almirante. O brigadeiro mandou fechar o trânsito na rua por motivos de segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Ah! E como é que vamos sair daqui? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não sei Almirante, são ordens superiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Desordens superiores? Ele é meu inferior. É pá! Não quero saber disso. Vou sair daqui normalmente. Porra! Que grande república das bananas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Dos bananas. – Lembrou o Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Ó Branco cala-te! – Exclamou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Desculpe Almirante. Queria dizer república do álcool. Olhe, acho que o senhor polícia está com receio do teu feitiço. Ele acha que o teu é mais forte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não te metas, não entendes nada disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante retira do bolso algum dinheiro. Diz para o polícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Pronto. Está aqui dinheiro para uma cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Obrigado. O Almirante fez anos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Sim. Faço todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O polícia entrou no carro. Este movimentou-se para continuar o seu trabalho de ronda, na procura incansável dos acidentes de percurso nocturnos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Presidente afirma:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Fomos limitados pelo tempo, pelo problema dos transportes e por outras circunstâncias particulares desses municípios. Um dos pontos a debater será a criação do partido Marxista-Leninista dirigente do nosso País. Estas são decisões que têm grande importância para o desenvolvimento político do Povo angolano. Havia proprietários portugueses que detinham os meios de produção (que tinham as fábricas, as terras, as ferramentas) e operários assalariados angolanos a quem pagavam salários de fome. Hoje, uma parte, uma boa parte dos meios de produção já não pertencem a indivíduos e raramente pertencem a portugueses: são bens que pertencem ao povo angolano. In Agostinho Neto. 5 De Fevereiro de 1977. Discurso na assembleia de militantes em Ndalatando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante comenta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Classes e subclasses sociais. Ministros, deputados, polícias, e os sem classe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A história está sempre em movimento. Temos que mudar, mas não conseguimos porque estamos sempre parados. – Disse o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Somos todos escravos de qualquer coisa. – Certificou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- É a ler e a escrever que se resolvem as coisas. – Assegurou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Será que temos mesmo um chefe? – Duvidou o Hepatite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Acho que é um clone. E está controlado com micro chips no cérebro via satélite. – Explicou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Eleitor mantinha a sua ideia fixa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Vou votar… não vou votar. Ouvi dizer que quem não votar nele, será morto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Para mim só existem dois tipos de pessoas: os que roubam e os que não roubam, e os que bebem e os que não bebem. – Disse convicto o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Somos negros, os brancos desprezam-nos, não temos valor para ninguém, não somos considerados seres humanos. – Desabafou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Os que bebem são mais que os que roubam, certo? – Cogitou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Concordo. São quinze a roubar e quinze milhões que se deixam roubar. – Asseverou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Acho que não. São quinze milhões que se deixam embebedar. – Afirmou o Branco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Mais um Lawrence da Arábia. - Ironizou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não. Um Lawrence patriota. – Defendeu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não precisamos de filósofos. A vida do nosso dia-a-dia, a fome, essa é a nossa grande filosofia. Em Auschwitz os SS davam água e café. – Lembrou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Parece-me que ninguém entendeu quando o nosso defensor disse que a democracia nos foi imposta. Creio que quis dizer o seguinte: a cultura da África Negra é diferente da Europeia. Não se pode impor usos e costumes a outro povo, isso traz muitos problemas. O nosso parlamento é uma cópia de um parlamento europeu, e isso aqui não funciona, nunca funcionará. – Previu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Explica porquê. - Quis saber o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Temos que utilizar como representantes no nosso parlamento, um lavador de carros, uma zungueira, um pescador, um vendedor de rua, uma prostituta, um feiticeiro, um padre. Delenda Carthago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Poeta exprime os seus sentimentos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Estamos no tempo do caos/ quando desperto e vejo/ que o dia vai começar/ faça frio sol ou chuva/ ou ventos muito fortes/ os meus olhos ficam tristes/ quando olham para esta terra/ que ainda não renasceu/ apenas para uns poucos/ ninguém ousa dizer o contrário/ porque o novo fogo negreiro/ é mais destruidor/ que o anterior/ Já aconteceu um Nacionalismo/ e sempre nasce um novo/ chegou a hora, estamos no tempo/ no início do Novo Nacionalismo/ libertemo-nos com o Neonacionalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Isso acontecerá quando os rios cheios de cacusso nascerem sem escamas. – Escarneceu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Presidente olhou atentamente para os presentes e considerou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- O convívio entre brancos, pretos e mestiços, hoje, é muito melhor do que foi no passado, embora ainda tenhamos alguns problemas. Não encontramos mais a violência por causa da raça, não encontramos a discriminação por causa da raça. Esses detinham grandes somas de dinheiro. Alguns deles, certamente, não entregaram o dinheiro ao Banco, não fizeram a troca. Preferiram escondê-lo do que revelar-se. Porque eles nunca depositavam o seu dinheiro no Banco, faziam assim com que as autoridades não conhecessem realmente o que cada um detinha. Mas foram detectados alguns. Nós temos uma grande riqueza mineral, temos uma grande riqueza agrícola, temos fontes de energia imensas, temos um País extenso. In Agostinho Neto. 5 De Fevereiro de 1977. Discurso na assembleia de militantes em Ndalatando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Nós temos que acabar com os carros que transportam bebida, e carregá-los com computadores e enciclopédias. Sem isso seremos sempre economicamente dependentes. – Disse o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Economia é a ciência que ensina os economistas a roubarem subtilmente. – Preveniu o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante deixa cair o copo. Com alguma dificuldade apanha-o. Limpa alguma areia que se lhe colou com cerveja. Consegue despejar-lhe uísque até a meio. – Invectiva:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Prefiro a economia deste passaporte para a inconsciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Branco sente como se lhe tocassem numa ferida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- O que não é nada fácil. Para conseguir o passaporte primeiro exigiram que fosse a Portugal renovar o bilhete de identidade. Paguei, a seguir não tinham troco. Depois tinha que ir para a bicha às cinco da manhã. Nunca mais lá fui… há uma coisa incrível, mas é verdadeira, que retrata o espírito de um povo. Normalmente quando se é estrangeiro noutro país, há a tendência natural de auxílio por parte do seu semelhante. Aqui, um português que necessite de outro, é um tremendo erro. O português faz tudo o que é possível para explorar, para roubar o seu compatriota. Imaginem o que não fará ao cidadão nacional. É um facto revelador que o português perdeu a noção de civilização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4841992791557784314?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hcD_TSfl4mtLIQLt7h8_bEcqPWc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hcD_TSfl4mtLIQLt7h8_bEcqPWc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hcD_TSfl4mtLIQLt7h8_bEcqPWc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hcD_TSfl4mtLIQLt7h8_bEcqPWc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/bZaELCWyt8I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/4841992791557784314/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/sonho-de-uma-noite-tropical-11.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4841992791557784314?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4841992791557784314?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/bZaELCWyt8I/sonho-de-uma-noite-tropical-11.html" title="SONHO DE UMA NOITE TROPICAL (11)" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-5wU_TyVQgB0/T0XnEhDSf4I/AAAAAAAAW2g/J6MCmIFc0fw/s72-c/charge-carnavalcinzas.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/sonho-de-uma-noite-tropical-11.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQHRHsycSp7ImA9WhRaGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-2707395411772775855</id><published>2012-02-21T00:17:00.001-08:00</published><updated>2012-02-21T00:18:55.599-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-21T00:18:55.599-08:00</app:edited><title>Qual é e onde será, o próximo edifício construído pelos chineses que desabará?</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-A5QJU5gcw0Q/T0NTZjD3tNI/AAAAAAAAWzs/iLAHqaDv0vI/s1600/predio_tombado1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-A5QJU5gcw0Q/T0NTZjD3tNI/AAAAAAAAWzs/iLAHqaDv0vI/s400/predio_tombado1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711500450809230546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilo, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. In Os Maias. Eça de Queiroz, 1845-1900.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Amigo leitor, iniciamos este trabalho com um comunicado acabado de chegar à nossa redacção:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Conselho da Revolução. Decreto 001/CR/12&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Convindo harmonizar, legislar, o uso de bandeiras e camisolas dos partidos políticos, este CR decreta e promulga o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;1 – Doravante, qualquer partido da oposição que deseje utilizar as suas bandeiras ou camisolas, terá que solicitar a este CR através de requerimento, acompanhado da quantia monetária de dois mil dólares que servirá como caução para despesas de expediente, porque este processo é longo e demorado. Pois que terá de subir até ao nosso chefe supremo da revolução. A coisa, a autorização demorará pelo menos um ano até à sua autorização. Mas não desesperem, porque as coisas revolucionárias são mesmo assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;ÚNICO:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O único partido que está autorizado a utilizar camisolas e bandeiras, é o da nossa vanguarda eterna, aquele partido que conduz os destinos desta portentosa nação até à vitória final e suas consequências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quem não cumprir com este decreto será de imediato espancado até à morte, sem poder recorrer, como é óbvio, às instâncias policiais e judiciais. Está isento de recurso ao Tribunal do Supremo Conselho da Revolução. Acabámos de ler mais um comunicado do nosso supremo Conselho da Revolução. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A grande promessa eleitoral do maioral, o incremento da miséria, cumpriu-se a cem por cento. Por isso estão de parabéns. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Entretanto mais legislação sai. Decretos são aos milhares, ou aos milhões? Perdidos em decretos nos encontramos e neles nos afogamos. Agora é sobre a época da caça especial às bandeiras:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Está legislada e autorizada a época venatória especial dos caça bandeiras. Qualquer arma serve, mas prima-se pelo caçador que conseguir caçar uma bandeira de qualquer opositor político à pancadaria, porque a presa assim sabe melhor, dizem os maus entendidos. E não há problemas com o foro judicial, pois a lei protege e incentiva quem assim proceder, isto é, caçar. Os prémios são tentadores. Para o primeiro prémio está garantida a quantia de trinta e dois biliões de dólares livres de impostos. Já sabem, façam boa pontaria e não errem o alvo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Recomendação aos militantes, simpatizantes ou amigos dos partidos da oposição: Não levem propaganda, em especial bandeiras, para vossas casas porque o vosso destino está na paulada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Há alguns que violam a Constituição da República, outros violam a Constituição feminina. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Chegou a Angola? Procura o caminho da corrupção? Não se preocupe porque todos os caminhos e ruas levam-no à corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Será possível que todos os dias em Luanda se escute o infindável barulho do partir paredes e cortar tubos de ferro? O que estará por trás disto? Lavagem de dinheiro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O bolo de Angola é para repartir exclusivamente com os chineses e para nós não vai sobrar nada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Qual é o futuro do partido sírio, onde o seu presidente reage com a repressão, a prisão, a intimidação, a tortura, a morte, etc., sobre os seus opositores ou simplesmente contra quem não concordar com ele, e ainda mais agravante: ele e a sua família assenhorearam-se de tudo e de todos, onde cada ser humano vive como um insecto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Não é a teimosia da inauguração de infra-estruturas que diminui a pobreza, mas sim a continuação da teimosia do erro do governo quarentão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Sem a Europa e os Estados Unidos, a África desaparece colonizada pela China, Brasil, Índia, definitivamente afastada do cenário das nações?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Pelo descalabro da actuação permanente de órgãos e pessoas singulares deste Estado fora-da-lei, Angola marcha para a Tempestade do Deserto da Somália?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando a justiça apenas serve os corruptos, aos injustiçados sem defesa espera-os os dentes dos cães e toda a sorte de armamento aprovado por maioria absoluta no Orçamento Geral do Estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Há religiões que expulsam os demónios dos outros, mas os demónios delas permanecem, não os conseguem expulsar. Será que a intoxicação política estará na origem dos desmaios das crianças nas escolas? A intoxicação religiosa das seitas também provoca desmaios, especialmente nos bolsos dos crentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A corrupção numa nação é como uma religião onde o sacerdote pouco reza para se encharcar em dinheiro. O bom e fiel corrupto é como o alcoólico que jura que nunca bebeu na vida. Ou como o liambeiro que nos pretende convencer que só fuma de vez em quando. Em Angola, esta religião/corrupção têm muitos adeptos, creio que já há muito ultrapassou a nossa querida Católica e o Islamismo. Não há religião que a supere. Até já se aventa a hipótese da construção de um sumptuoso e magnificente santuário para atender a demanda do número crescente de fiéis. Sem dúvida alguma que nos próximos tempos em Angola, um salmo à divina corrupção será entoado, e devidamente orquestrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Será que daqui a pouco tempo Angola estará em poder dos chineses?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O mundo está um campo de concentração global. Temos que unir-nos antes que seja tarde para a nossa sobrevivência. O sistema político não funciona, e claro, o económico também não, não serve, caducaram. Regredimos no tempo, a espécie humana sofre a ameaça de extinção nesta agora tribo global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E há um exército de corruptos que nos prometem uma nova vida cheia de centralidades, mas que acabam de nos defraudar, como é seu hábito, trinta e dois biliões de dólares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Será que conseguem ainda nadar no mar da corrupção? Ou nele se afogarão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E o senhor dos corruptos disse para os seus iluminados seguidores: «Só a corrupção nos liberta.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A nossa única e exclusiva vanguarda revolucionária está apta a traçar os destinos das liberdades de um povo muito sofrido. Apenas neste momento existe, é um facto, a luta pelo retorno às conquistas democráticas alcançadas e tão vilmente usurpadas pelo partido do nosso deus. O nosso partido prima pela corrupção absoluta e não admitimos concorrência desleal. E já sabem como é: vão apanhar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O nosso partido é das massas e elas estão subjugadas, libertadas pela nossa liderança, isto é, muito bem cozinhadas, por isso não é admissível que haja mais democracia e mais democratas, porque um partido é mais que suficiente para a nossa sociedade. A corrupção existe em qualquer parte do mundo, e o nosso partido não está imune a isso, apenas o nosso povo é quem mais sofre com isso, mas como já estão habituados... O nosso partido e o nosso generoso povo vencerão e consolidarão a democracia em Angola. Aos nossos inimigos nem um palmo da nossa democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E neste navio teimoso, onde o seu comandante não aceita, recusa peremptoriamente qualquer reparo ou mínima crítica à sua governação, sob pena de julgamento sumário e logo, logo para a prisão sem mais delongas. E o navio teimoso assim fenece há muitos e longos anos encalhado. E o comandante, como o seu navio, teimoso, não aceita que ninguém o desencalhe. Como pode nestas circunstâncias um comandante já de si encalhado, comandar um navio também encalhado numa governação idem encalhada, com um povo também há muito encalhado, enfim, com tudo encalhado. Para onde vais, sem rumo, país encalhado. E apesar dos bastos avisos à navegação dados por outros comandantes de embarcações, o navio teimoso não abandona o seu rumo da nova vida deste icebergue, e afundar-se-á tal e qual como o Titainic. O pior receio é que o comandante do navio teimoso encalhado deseje arrastar por sucção toda a população angolana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Os revolucionários independentistas deram-nos a independência e a revolução leninista, mas roubaram-nos a liberdade e a democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Numa sociedade enfermada pela corrupção, todos os valores morais e sociais esvaem-se. A população luta pela sobrevivência como animais na selva. Que resgate de valores, quando as crianças sobrevivem na selva da prostituição? E mais: esta coisa da prostituição infantil é pouco, ou quase nada divulgada. Esta perversão das crianças deita por terra qualquer tentativa de abordar o resgate de valores? Porque à partida, o futuro de uma sociedade são as crianças e sem elas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Que estranhos, bizarros poderes estes que nos governam e nos fogacham que o desenvolvimento e bem-estar das populações é um facto indesmentível. E que o progresso dos povos não pára, pois as melhorias são muito substanciais. Depois, quando sujeitos à ira das populações caem por terra e jamais dela se levantam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Bwala press. 14FEv, 10.20 horas. Isto está o caos, né?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Bwala press recebeu a informação proveniente da Mutamba, que os serviços (?) da EDEL – Empresa Distribuidora de Electricidade de Luanda, estão a desligar a energia eléctrica nas habitações. Perante o protesto e prova documental de que o último pagamento foi efectuado, o mês de Janeiro, e que o mês de Fevereiro ainda não acabou, os homens dos alicates de corte dos cabos informam que agora é assim. Mas assim como? No retorno ao caótico marxismo-leninismo? Do poder Popular? Para onde vais Angola? Para nenhum sítio? Está lastimável de tanta ignorância e incompetências demonstradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;09Fev12. Limpeza geral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Luanda, imediações do Hotel Alameda, a meio da manhã. Kinguilas vítimas de assalto, nenhuma escapou. Os que nem direito têm ao cheiro do petróleo carregaram-lhes as pastas das divisas e dos kwanzas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: prédio tombado em xangai l imagem: gizmodo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;karlacunha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-2707395411772775855?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hGTX4qZOOUqCHCNL1ipBzFYIsRo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hGTX4qZOOUqCHCNL1ipBzFYIsRo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/6iRyLBETxa8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/2707395411772775855/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/qual-e-e-onde-sera-o-proximo-edificio.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/2707395411772775855?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/2707395411772775855?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/6iRyLBETxa8/qual-e-e-onde-sera-o-proximo-edificio.html" title="Qual é e onde será, o próximo edifício construído pelos chineses que desabará?" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-A5QJU5gcw0Q/T0NTZjD3tNI/AAAAAAAAWzs/iLAHqaDv0vI/s72-c/predio_tombado1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/qual-e-e-onde-sera-o-proximo-edificio.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0MDRXgzfyp7ImA9WhRaF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-1141435751902372480</id><published>2012-02-20T04:03:00.001-08:00</published><updated>2012-02-20T04:04:34.687-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-20T04:04:34.687-08:00</app:edited><title>JES-MPLA a utopia/ da vala comum da democracia. Voltaire Ngola</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O9d-Wz6ZBiQ/T0I2yQpV5RI/AAAAAAAAWvM/NMMwIEhe8bc/s1600/glaucocharge%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-O9d-Wz6ZBiQ/T0I2yQpV5RI/AAAAAAAAWvM/NMMwIEhe8bc/s400/glaucocharge%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5711187514548938002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;População é apenas eles&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;nós não&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;a nossa vida vai melhorar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;num milhão de casas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;nunca vamos morar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E que a nossa santa oposição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;fará uma massiva manifestação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;será verdade, ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;portugueses, brasileiros, chineses&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;também vão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;com os  edifícios da corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;que desabam no chão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e nas florestas os bichos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não cantarão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Não haverá transição pacífica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;será muito barulhenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;violenta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;os sinais estão à vista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;aproxima-se a conquista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;da vassoura da revolução&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não escaparão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;o ambiente está perigoso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;tenebroso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Todos os caminhos levam a Roma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;em Angola não&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;vão para os caminhos do vulcão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;que explodirá a corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ia eu a caminhar na esperança &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;da oposição encontrar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;encontrei almas perdidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;a discursar só desporto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não é um aborto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;que não, que opositor &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;é benfeitor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A guarda presidencial está nas ruas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;vigia, segura, solidária&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;a Sonangol Imobiliária&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Muito poucos nadam no petróleo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;da riqueza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;milhões naufragam na extrema&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;pobreza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;do alto destas torres petrolíferas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;trinta e seis anos de riquezas acumuladas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;nos assaltaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;as nossas casas partidas, tchavolas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;sem educação, saúde, luz e água&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;(miséria) nos confiscaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E imaginei, e na minha mente construí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e dos leninistas que teimam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;em nos desgovernar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;deles temos urgentemente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;que nos libertar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Reconversão de bairros é como&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;tudo nos levaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;na reconversão das carreiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;até as praias privatizaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: glauco, infiltrado, ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;pimentacomlimao.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-1141435751902372480?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lPfOLLf5VDaQpiEHFsEpvhAS-tI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lPfOLLf5VDaQpiEHFsEpvhAS-tI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lPfOLLf5VDaQpiEHFsEpvhAS-tI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lPfOLLf5VDaQpiEHFsEpvhAS-tI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/bs1iLFqWd4k" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/1141435751902372480/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/jes-mpla-utopia-da-vala-comum-da.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/1141435751902372480?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/1141435751902372480?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/bs1iLFqWd4k/jes-mpla-utopia-da-vala-comum-da.html" title="JES-MPLA a utopia/ da vala comum da democracia. Voltaire Ngola" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-O9d-Wz6ZBiQ/T0I2yQpV5RI/AAAAAAAAWvM/NMMwIEhe8bc/s72-c/glaucocharge%2B%25281%2529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/jes-mpla-utopia-da-vala-comum-da.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUNQHk_cSp7ImA9WhRaE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-3605126309411101987</id><published>2012-02-15T00:21:00.002-08:00</published><updated>2012-02-15T04:51:31.749-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-15T04:51:31.749-08:00</app:edited><title>António Setas. Não há mistério porque não há plágio.</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ISQBQdBBSD8/TztrSF38v5I/AAAAAAAAWdk/FaPnKOjI7lg/s1600/319053_10150307777922964_763192963_7846021_385608168_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ISQBQdBBSD8/TztrSF38v5I/AAAAAAAAWdk/FaPnKOjI7lg/s400/319053_10150307777922964_763192963_7846021_385608168_n.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5709274911180898194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;António Fonseca, membro do júri do Prémio de Literatura Sagrada Esperança, disse na Rádio Ecclesia que ao escritor angolano António Setas, foi-lhe recusado o prémio Sagrada Esperança 2011… por plágio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Vejamos o ponto de vista de António Setas: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Caro Nelson:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Recebi a mensagem do Prémio fugitivo. É claro que não agradeço, mas também sei o que é pactuar e não protesto. Admito ter cometido erros, dos quais o júri do S.E. me apresentou a factura. A meu ver, severa demais, mas também admito que não havia alternativa, digamos, plausível, era isso, ou dar-me o Prémio, o que seria um trauma terrível para essas pessoas que patrocinam o dito cujo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Estou a pagar a factura sem rancor. Tão naturalmente como fiquei ofendido com a frase «Em face dos factos provados e reconhecidos por António Setas, de ser mais de um terço do romance a transcrição literal da obra de Jean Martial Mbah». Explicações aqui vão a seguir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Por decisão do júri do Prémio Literário Sagrada Esperança do dia 20 de Janeiro de 2012, o galardão que me tinha sido outorgado no dia 20 de Novembro de 2011, foi-me retirado pelas razões seguintes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;«Em face dos factos provados e reconhecidos por António Setas, de ser mais de um terço do romance a transcrição literal da obra de Jean Martial Mbah, este perde em criatividade e viola o artigo 3`ª, n ª 2 do regulamento que determina que as obras a concurso “deverão ser rigorosamente inéditas”. Pelo que o júri, consciente de que a manutenção da atribuição do prémio constituiria um verdadeiro entorse ao regulamento, decidiu retirar o prémio a António Setas e não atribuí-lo na presente edição."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O júri decidiu, está decidido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Contrariamente ao que, a quente, me propunha fazer, interpor recurso, penso que o melhor é não interpor coisa nenhuma e acatar. A luta seria comparável a um hara-quiri. O que não me impede, primeiro, de não estar de acordo com a decisão do júri no que toca exclusivamente às motivações invocadas, segundo, contestar a apreciação feita sobre as colagens que fiz, de partes do texto da obra de Mbah, tendo sido elas transportadas, pela retórica jurisdicional, para a noção de “transcrição literal de mais de um terço do romance”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Admito sem dificuldade que neste último ponto, embora possa contestar, sou obrigado a inclinar-me, pois o que eu pensava fazer, isto é, tomar as contribuições colhidas na obra de Mbah como referências, o que acontece é que elas se apresentam no meu texto como sendo da minha lavra e neste ponto preciso, admito ter cometido erros que me empurram a aceitar este veredicto que muito me afectou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O primeiro erro foi não ter contactado Mbah e pô-lo ao corrente daquilo que acabei por fazer, colher da sua obra dados históricos para completar a minha obra de ficção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Outro erro foi não ter levado em conta que o transporte de um texto científico para o discurso directo impossibilita a menção de referências às fontes utilizadas, porque as considerações, frases da fonte, automaticamente se diluem no discurso directo. Nada fiz para eliminar essa opacidade, por medo de que me acontecesse o que se passou em 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Nesse ano, o meu manuscrito, apresentado ao Prémio S.E., foi eliminado na selecção final da última reunião do júri, porque tinha uma fita adesiva a ligar as folhas, fita na qual havia uma publicidade, já não me lembro de que produto, mas, de qualquer modo, do tipo “Omo lava mais branco”. Fui eliminado por essa única razão e nesse ano não houve vencedor do Sagrada Esperança…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O director dessa altura, João Constantino, poderá confirmar o que eu afirmo aqui atrás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quanto às motivações do júri, passo a recitar, «Em face dos factos provados e reconhecidos por António Setas, de ser mais de um terço do romance a transcrição literal da obra de Jean Martial Mbah (…)».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para começar, eu nunca confirmei fosse o que fosse, e a asserção é incorrecta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O meu manuscrito comporta 135 páginas, das quais 102 de ficção e 33 de “Cadernos” sobre as dissidências MPLA/FNLA na guerra de libertação de Angola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;As 33 páginas da totalidade dos cadernos já são menos de um terço do total das páginas de ficção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;As páginas de ficção não são a obra, mas apena uma parte da obra que apresentei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Enfim, se “descascarmos” os cadernos e ficarem apenas as contribuições de Mbah, eis o que acontece:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de palavras do manuscrito: 39.945.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de palavras dos subsídios de Mbah: 5.190 - Cerca de 12, 5%...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de palavras do anexo: 10.739&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de caracteres do manuscrito: 324.917.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de caracteres dos subsídios de Mbah:32.096 - Quase 10%...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Número de caracteres do anexo:66.252 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Creio que não é preciso comentar, tanto mais que este resultado até para mim é surpreendente. Pensava que a proporção de subsídios fosse maior, pelo que efectuei uma nova contagem que confirmou este resultado (envio também o resultado dessa pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para terminar, duas questões. Ficaria muito grato se me respondesses com sinceridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;1 – Quando, em que altura, na presença de quem disse eu algo que pudesse permitir a infeliz tirada inscrita na sentença do júri: «Em face dos factos provados e reconhecidos por António Setas, de ser mais de um terço do romance a transcrição literal da obra de Jean Martial Mbah…»?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Espero que essa imensa vergonha me será evitada por uma rápida correcção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;2 – Por que razão uma decisão tomada a 20 de Janeiro só me é anunciada no dia 3 de Fevereiro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Ficaremos por aqui e, sem outro assunto a tratar, aceita um kandandu do António Setas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E no Facebook:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A propósito da decisão do júri do Prémio Sagrada Esperança de me retirar o Prémio, não vou alimentar polémicas e creio que também não impugnarei ninguém que me ofenda, por saber que as minhas chance de obter reparo são praticamente nulas. Mas, parafraseando Galileu Galilei, no entanto não cometi plágio nenhum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Limitei-me a reproduzir, ipsis verbis (exactamente como se deve fazer quando se faz referência a uma obra alheia), num anexo ao meu romance (103 páginas de romance e 33 de anexo), extractos de um texto científico que transportei para o discurso directo do meu personagem principal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Como pelo regulamento do concurso era proibido revelar as fontes, eu não revelei. Mas, mal soube que tinha ganho, enviei um pedido de inserir um prefácio dando conta do meu recurso a uma obra do historiador Jean Martial Mbah que eu próprio tinha traduzido. Não cometi nenhum pecado "mortal", mas admiti e admito que atropelei a ética ao não levar em linha de conta dois pormenores muito importantes, que me impediram de protestar contra a decisão do júri:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;1º . Não revelei de antemão ao Mbah o meu projecto de recorrer ao seu texto para enriquecer a parte histórica do meu romance. Dada a importância da sua contribuição era mister fazê-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;2º . Não me dei conta de que, ao transportar um texto científico para a boca, ou, como neste caso, a pluma do guerrilheiro frustrado (para os seus cadernos), significava desnaturar completamente o carácter científico desse sapiente texto, o que, não só pôde passar por tentativa de ludibriar os jurados, mas também irritou soberanamente o historiador, que considerou com alguma razão ter sido traído por um vulgo pecus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O total dos extractos/referências tirados do livro de Mbah, escritos no anexo, rondam os 11% do texto total da obra apresentada a concurso e estão, portanto, completamente separados da obra de ficção, pois trata-se de relações de factos históricos da lavra de um historiador, que eu, desastradamente, admito, converti em desabafo do guerrilheiro frustrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-3605126309411101987?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6C4nY_SFpkfuVeh1w5OFuQkaPT8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/6C4nY_SFpkfuVeh1w5OFuQkaPT8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Não há mistério porque não há plágio." /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-ISQBQdBBSD8/TztrSF38v5I/AAAAAAAAWdk/FaPnKOjI7lg/s72-c/319053_10150307777922964_763192963_7846021_385608168_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/antonio-setas-e-o-misterio-de-um-plagio.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMMRH45cCp7ImA9WhRaEkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-6002878848383753938</id><published>2012-02-14T03:20:00.002-08:00</published><updated>2012-02-14T03:21:25.028-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-14T03:21:25.028-08:00</app:edited><title>SONHO DE UMA NOITE TROPICAL (10)</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hoDXpMcVqEg/TzpDrZ0WNYI/AAAAAAAAWXM/BPkw3FF2kS0/s1600/bairro-de-lata-africano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hoDXpMcVqEg/TzpDrZ0WNYI/AAAAAAAAWXM/BPkw3FF2kS0/s400/bairro-de-lata-africano.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708949890589406594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não devemos admirar-nos destas coisas porque o ser humano nasce para ser ditador. – Apoiou o Poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Uma boa e bela coisa que devemos seguir são o não ligar ao que os governantes dizem. Tudo não passa de mentiras. – Disse o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Todos sabemos disso. Mas como sair desta grande anedota? – Perguntou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Mudar as pessoas. São sempre as mesmas que falam. Trinta anos de um pesadelo de palavras. Sempre com o mesmo verbo. – Disse agastado o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- O nosso máximo quando raramente fala utiliza sempre o mesmo discurso. Fala em projectos que nunca se concretizam. Conversas em família para manutenção política. Para lembrar que existe. Não é como o Rei Sol da França. É como um rei do eclipse total. – Disse o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante pega num Angola combatente. Costuma dizer que é o melhor do mundo. Acende-o e começa a fumar. Elucida o auditório: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Quem domina o mundo são as empresas petrolíferas, e como têm imensas fortunas compram tudo. No fim acabamos por sermos empregados de uma única empresa. Melhor ainda: escravos e esfomeados desses donos do mundo. Sempre foi assim e assim será. As revoluções que surgiram, e vão surgir mais, acabam por lhes dar mais força. No princípio fingem que aceitam as novas condições, depois acomodam-se e rapidamente fazem lances como num leilão. Voltam a dominar. Foi assim na Revolução Francesa. Como no Pregador da Bíblia: de modos que nada há de novo debaixo deste petróleo. Nascemos para sermos escravos de um ditador, de um rei ou de uma democracia. Nesta somos livres de exprimir a nossa opinião. Por incrível que pareça somos escravos da liberdade. Somos escravos daqueles em quem votámos. Como o eleito não cumpre o que prometeu ficamos a aguardar por novas eleições. Elas chegam, tornamos a votar e as coisas não se resolvem. Pelo contrário complicam-se ainda mais. É por isso que as pessoas estão frustradas com a democracia. Estão cansadas e anseiam por mudanças. Estão cheias de tédio, doentes. O nome correcto seria tédiodemocracia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Almirante faz uma pausa. Sente a garganta seca. Pega no copo e bebe. A voz está um pouco rouca. Prossegue:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não matar, não roubar, não cometer adultério. Eis a suprema verdade. Depois destes males cometidos, o ser humano ousa pedir perdão. Como o obtêm, volta a pecar. Novamente pede perdão. Como nas guerras em que se matam milhares, milhões de pessoas. Os vencidos são culpados e os vencedores proclamados inocentes. Mas os vencedores também mataram e contudo não são julgados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Presidente sente os erros que se cometem. E recorda:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- O processo de produção, segundo nós o concebemos, deve ser feito em proveito de todo o Povo. Os camponeses devem deter nas suas mãos a terra que cultivam. E do mesmo modo que ninguém tem direito nem pode vender o ar que respira, também, na nossa Angola popular, a terra deve estar ao dispor daquele que a utiliza. A terra não pode mais ser a propriedade de alguns homens para que outros a façam produzir em seu proveito. Assim, tudo o que existe debaixo da terra ou sob o mar ou o ar, tudo o que é natureza, pertence ao Povo. Entendem que devem destruir os bens do Povo. Esses são ainda os que estão impregnados duma mentalidade de escravo. Agostinho Neto. 23 De Maio de 1976. Discurso no encerramento do 1º curso de activistas do MPLA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Alguns clientes chegam acompanhados por jovens mulheres da noite. Em troca dos serviços sexuais pagam-se com comes e bebes. Ainda conseguem levar algum dinheiro para ajudar à sobrevivência da casa. Enquanto observa a devassidão o Almirante prossegue:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Por exemplo, a África nunca conseguiu sair da escravidão, e duvido que o consiga. Os seus dirigentes são impostos pelas multinacionais. Como necessitam de dinheiro, são vulneráveis a qualquer coisa, tornam-se puros vassalos. Vejam o que se passa no Golfo da Guiné. Chego a acreditar que têm ordens para exterminarem os seus povos. Aliás os governantes nem sequer confiam nos governados. Quando necessitam de executar um projecto, chamam as empresas estrangeiras, as suas bem-fadadas. E pagam-lhes bem, a pretexto de que não têm quadros. Estes nunca são bem-vindos, porque são considerados perigosos, subversivos para o poder. Edificámos a nossa independência sob o pretexto de que fomos roubados. Defendendo isso, hoje roubamos tudo e todos. Daí o nosso hábito de ainda continuarmos a roubar. Roubamos o ar que respiramos e roubamos qualquer rua para construirmos qualquer coisa neste canteiro de obras sem livros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- África é o berço da humanidade! – Exclamou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- É por isso que estagnou. – Retorquiu o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O seu Angola combatente chegou ao fim. Atira-o para o chão e diz peremptório:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;¬- Temos que ficar entendidos de uma vez para sempre. As democracias desprezam os outros povos, mas os seus não, e claro que quem se lixa são os esfomeados. Na verdade não se executam sanções contra governos, mas contra os desgraçados, a população, à espera que estes se revoltem. A realidade diz-nos que quando isto acontece, as ditaduras se unem, procuram auxílio mútuo. Isto significa que as sanções não funcionam. A democracia ainda está muito longe da perfeição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Filósofo dá uma achega:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- A África servia perfeitamente, e ainda serve para refazer, copiar a Revolução Francesa. Basta citar com outras palavras os seus belos poemas, e os esfomeados acreditam. Destruir tudo o que foi erguido em nome da revolução. Mata-se tudo, nem os animais escapam, porque são reaccionários. Basta atirarem-nos uma isca como engodo e aí temos o que merecemos. Depois ordenar que todos os que não estão do nosso lado, devem ser aniquilados, enviados para a guilhotina. É isto a beleza das revoluções africanas. Continuar a escravidão secular em nome da dependência, nunca da independência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Poeta argumenta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- E também a corrupção, a venalidade, os desvios de fundos e as especulações de todo o tipo, as conjurações, as traições, a degenerescência cultural e moral, a perversão dos costumes, as ambições desmedidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Pelo menos uma coisa boa aconteceu com a nossa revolução. – Replicou o Hepatite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Qual? – Perguntou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Somos livres para bebermos à vontade, e não há nenhum branco que nos incomode.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Incomodam sim. Enviam-nos bebidas estragadas que nos fazem dores de estômago, e pensamos que são algumas comidas estragadas que comemos. – Informou o Vodka.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Mas pelo menos temos a liberdade de escolher, antes não tínhamos esse direito. E quanto mais álcool tiver essa bebida melhor. – Disse com satisfação o Hepatite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Com álcool ou sem ele as populações são dizimadas. Porque são chamadas em nome da revolução e da nação para a salvarem. E os poetas revolucionários compõem belos poemas, dizem que os heróis morreram por uma causa nobre. – Defendeu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Sim. São os tais poemas do punhal enterrado, que de vez em quando se limpa o sangue enferrujado. – Corroborou o Poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Novembrinos e setembrinos nas paredes sem tijolos. – Calculou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Quem disse que uma parede precisa de tijolos? Basta areia. – Rouquejou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Está certo. Para o vento arrastar e ninguém mais se lembrar, a não ser pelo menos uma vez em cada ano. – Asseverou o Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- E como se chamarão os poetas desses cantos? – Cantou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Poetas que o vento da religião da areia levou. – Certificou o Poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Na religião da nossa tradição éramos os mais criativos do mundo. – Lembrou o Almirante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Acabámos com Adão e Eva? – Surpreendeu-se o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Não! Inventamos uma nova religião todos os dias. – Rematou o Poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Nada há de novo debaixo da escuridão. – Pregou o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Perdão! Debaixo do sol. - Esclareceu o Filósofo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Debalde. Porque construíram e estão a construir paredes, de tal modo que durante o dia já não vejo a luz do sol. – Findou o Poeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Sem eleições vão votar… não vão votar. – Não sabe o Eleitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Pelas oito pragas que nos afligem. – Aumentou-as o Pragador. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O Presidente sente que foi traído. Por isso chama a atenção:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;- Pensa-se ainda que o confisco de bens dos colonialistas não é senão a transferência de bens do patrão para as mãos de um outro patrão. Quem dirige um país, dirige um Povo. Não podemos, não devemos travar guerra entre nós. É preciso preservar a unidade nacional. Nós somos um Povo que desde há séculos tem uma maioria de pretos, mas também milhares de mestiços e brancos. O que importa é neutralizar qualquer pretensão de grupos raciais que desejam manter uma supremacia económica ou social no País. Agostinho Neto. 23 De Maio de 1976. Discurso no encerramento do 1º curso de activistas do MPLA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: A revista "Foreign Policy" saudava Angola por seu "espectacular crescimento ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;aespeciaria.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-6002878848383753938?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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In Os Maias. Eça de Queiroz, 1845-1900. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Com uma oposição ainda de comboio a vapor, ela demora muito tempo a chegar às estações ou então perde-se no percurso. Entretanto, o comboio a vapor democrático da oposição prossegue sem conseguir alcançar nenhuma estação. E o comboio da oposição da democracia a vapor avariou-se algures entre as estações dos comunicados e das manifestações. Há por aí algo, ou alguém, que consiga rebocá-lo, recauchutá-lo, ou preferencialmente, modernizá-lo? A oposição demora a chegar porque o seu comboio a vapor está a patinar. Quando um partido político da oposição não consegue efectuar uma simples manifestação, isso não é política, é o descalabro da política, das confrarias. Há milhentos acontecimentos negativos que diariamente nos perturbam, e para os quais confiamos na oposição para que tome a desejada firme posição. Então, acende-se uma luz de vela na mente da oposição e já está, uma decisão já há. Faz-se um comunicado embelezado e a boa acção do dia está praticada. Viver de comunicados não é solução, mas que estratificada oposição. Ou também uma conferência de imprensa onde interminavelmente se repete o mesmo discurso, a mesma ambiguidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Buala Press. Noticiário. 21 Dez, 14.40 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A minha esposa está preocupada porque não temos tomate. E, claro, eu pergunto-lhe porque é que não o compra, e ela não me surpreendeu com a resposta: «Ali, só estão a vender tomate importado.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Buala Press. Noticiário. 21 Dez, 12.50 horas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Uma minha amiga acaba de me informar que já circulou por quatro bancos, todos sem sistema. Não consegue levantar dinheiro para pagar aos trabalhadores. Eu também desconheço o que é que existe em Angola com sistema... ah sim, o sistema da corrupção, o único que funciona a cem por cento, como nas eleições fraudulentas na RDC.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Eles, os eleitores, calam-se porque aguardam pela voz da oposição. Então, os luandenses procuram meios de se organizarem sem o concurso da oposição. Sem ofensa, mas quando oiço na Ecclesia o nosso querido Papa Bento XVI a ler um comunicado, imediatamente me lembro da nossa oposição. Porquê? Porque os nossos pobres camaleões tentam afrontar Sua Santidade. Oh! Como são estranhos, misteriosos e insondáveis os caminhos da nossa oposição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;É incrível como algumas pessoas atiram Angola para a Idade Média.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando um partido político da oposição nos promete com grande aparato publicitário que efectuará manifestações consecutivas contra o estado em que o país está mergulhado no mar da corrupção e outros mares congéneres, e depois surpreendentemente não cumpre nada, ou pouco, do que prometeu, esse partido, ou partidos da mesma lábia inútil, acabam no descrédito, na palhaçada política. E o seu presidente ou secretário-geral deveriam levar o pontapé de saída para a rua, que é o local mais indicado para os brincalhões da política. Mas não, continuam imperturbáveis como santos de uma igreja, intocáveis. Como anunciando que a política é um passatempo, um analfabetismo político, uma infantilidade sem responsabilidade. E porque suspenderam as suas/nossas revindicações, significa, temos esse direito, que já meteram a pata na poça da corrupção. Os altíssimos preços do petróleo são deveras muito interessantes para quem da oposição não está disposto a trabalhar, e ao poder se encostar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Perguntaram numa ocasião a Mahatma Gandhi quais são os factores que destroem o ser humano. Ele respondeu assim: A Política sem Princípios, o Prazer sem Responsabilidade, a Riqueza sem Trabalho, a Sabedoria sem Carácter, os Negócios sem Moral, a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para serrar tubos de ferro e quejandos é necessário importar chineses?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Eu doei um quilo de fome e de miséria à Somália. E você amigo leitor? Ajude o nosso povo da Somália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Utilidade pública, procura de paradeiro: perdeu-se PIB, trinta e dois biliões de dólares e a cadeia de supermercados Nosso-Super. Pede-se a quem os encontrar o favor de nos contactar no nosso departamento da corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Se isto não é uma guerra, então o que será?! Enquanto a Europa já navega num bote salva-vidas, os restantes países do mundo parece marimbarem-se, como se o incêndio financeiro não os afectasse. Entretanto, continua a imposição da invenção dos impostos sobre impostos à população que definha abandonada aos abutres financeiros. Só às populações se exigem sacrifícios, mas ao contrário, os banqueiros, os poderosos, os ricos e muito ricos, recusam-se ao pagamento de tudo que lhes cheire a impostos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O nosso partido da vanguarda revolucionária instituiu e insiste no marxismo-leninismo como baluarte dos rumos dos canhões apontados contra, a contra-revolução. O nosso rumo marxista-leninista seguirá os caminhos do desenvolvimento dos povos felizes do planeta. Onde há leninismo nunca existirá miséria. E para cada crítico do nosso sistema a sua bala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E os povos de todo o mundo rejubilarão com o estandarte da bandeira marxista-leninista. Para cada marxista-leninista o seu canhão, para cada um dos nossos dirigentes o seu bilião. Os povos já nascem marxistas-leninistas, não necessitam de nenhuma operação neurológica. Os povos não necessitam de democracia porque há muito têm no seu seio o partido revolucionário, sempre em armas, do povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A felicidade está no paraíso marxista-leninista e nos corruptos abençoados pelo deus leninista. E os povos com bwé de universidades, bwé de luz, bwé de água… inquinada, marcham felizes no rumo do colossal cemitério leninista que é Angola. Camaradas exorto-vos! Arrastai tudo e todos, incluindo os animais, que não se submeterem ao partido da classe operária e camponesa da corrupção. Onde há corrupção há nação. E onde há nação há um só partido e uma só população. Abaixo os reaccionários que não aceitam a escravidão do nosso querido e iluminado prócer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;As bandeiras marxistas-leninistas devem obrigatoriamente estar até no Além, desfraldadas com a imagem do nosso carismático, grande estadista que é o nosso, o actual e seus descendentes divinos, a encarnação, ou clone?, do mais destacado lutador pelas causas nobres do leninismo, o querido camarada Kim-il-Sun, na realidade o pai do marxismo-leninismo. Não é qualquer proletário que tem acesso a um partido eleito pelas classes operárias e camponesas ao poder. Onde há democracia não há necessidade de perder tempo com eleições, porque o nosso super-chefe já está eleito à partida para todo o sempre. Num partido vanguardista nunca existe corrupção, porque os bens da nação estão em poder do Politburo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O nosso glorioso partido das massas queima quem se lhe opor. A verdade está sempre do nosso lado e da nossa democracia. Por isso mesmo, é, ordenamos às nossas hostes, aos nossos comités de defesa da revolução: É PURIFICAR! É PURIFICAR! INFLAMEM-NOS! Jamais aceitaremos desvios à nossa linha revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E a exemplo do nosso querido amigo Assad, faremos da nossa querida pátria uma outra Síria, uma bonita fortaleza revolucionária, onde revolucionaremos todos os que forem contrários aos nossos anseios e mais profundos desígnios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Apesar de o nosso povo ainda morrer à fome, é porque acredita nas estrondosas vitórias conseguidas pelo nosso ultra-ortodoxo partido leninista. Nunca viram, nem sonharam populações oferecerem-se à morte em defesa das teses marxistas-leninistas? Pois é, o povo angolano faz isso, morre pelo seu partido e pelo seu insubstituível Politburo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Enquanto se convencerem que a corrupção lhes fornece o húmus da inteligência, os nativos desta nação armam-se de consciência e como uma bola de neve arrastará e limpará os daninhos para muito longe dos nossos olhares. A corrupção não passará. Cuidado! Os olhos e ouvidos do nosso partido da vanguarda vigiam-te e escutam-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E quanto mais bajulares, os bolsos encherás até inchares, rebentares, até não mais te fartares. Os nossos queridos e audazes meliantes, desculpem, militantes, são e serão sempre a nossa ponta de lança contra os inimigos imperialistas que nos querem impor o retrocesso à escravidão e ao neocomunismo, desculpem, neocolonialismo, querem-nos vender outra vez, porque o nosso povo vive feliz como nunca até gora viveu. Viva a nossa vanguarda da classe operária!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Camaradas, mantenham-se vigilantes porque a reacção interna não desarma e devemos esmagá-la com todas as nossas forças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Além dos habituais investimentos, chineses em Angola também investem na religião. Tudo muito bem planeado, depois da dominação material, segue-se a espiritual. Quem é o angolano, ou angolanos que estão por trás disto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Acaba de me chegar às mãos um exemplar de um livro com 110 páginas, versão portuguesa, que senhoras chinesas distribuem nas ruas intitulado: A CHAVE PARA A ILUMINAÇÃO IMEDIATA, da Suprema Mestra Ching Hai. A distribuição é gratuita. Alguns respigos: introdução: A humanidade tem sido visitada através dos séculos por indivíduos raros, cujo único objectivo é elevá-la espiritualmente. Jesus Cristo foi um deles, assim como Buda Shakyamuni e Maomé. Estes três são bem conhecidos por nós, mas existem muitos outros cujos nomes não sabemos. Visitantes provenientes da mesma fonte Divina, com a mesma grandeza espiritual, pureza moral e poder para elevar a humanidade, como os Santos do passado, estão aqui connosco hoje. Todavia poucos têm conhecimento de suas presenças. Um deles é a Suprema Mestra Ching.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;N.B. Convém salientar que na China o Cristianismo é proibido, e os cristãos, claro, são perseguidos, abatidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: Comboios a vapor ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;ofunill.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-8710714931685490842?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y92SAHzgmLdjZDUpyjShvViMWiI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Y92SAHzgmLdjZDUpyjShvViMWiI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Voltaire Ngola</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--EReV99XCs4/TzfxPJwkn0I/AAAAAAAAWS4/mc9_14uQtEA/s1600/viewer%2B%25282%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--EReV99XCs4/TzfxPJwkn0I/AAAAAAAAWS4/mc9_14uQtEA/s400/viewer%2B%25282%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708296295335370562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;«Josezito, já te tenho dito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Que não é bonito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Andares-me a enganar»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;República da máfia chinesa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;portuguesa, brasileira, manada &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;a espoliação de terras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;está devidamente legalizada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;nesta República dos bananas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não resta mais nada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não nos deixeis cair na tentação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;livrai-nos da corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A TPA1, 2, 3, 4, não é?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;estão com a princesa Tchizé&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;ilícitos podres de ricos, né?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;quando acabam com a corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;de milhões de espoliados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;que vivem da podridão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Até o vulgar chinês pilha-galinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e o Zé-ninguém fazendeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;também fazem de Angola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;um vulgar galinheiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e os chineses arrasam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;nada fica inteiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não sobra nem um canteiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O bicho-papão leninista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não quer parar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;insiste, mete-nos medo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;mas brevemente vai acabar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;esta grande mixórdia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;está, está-se a complicar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;até em Cabinda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;já não se pode pescar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Vamos todos votar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;no absoluto partido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e tal como na RDC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;isto está corrompido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E enquanto os da nossa oposição&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;não se levantam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;mais trinta e dois biliões já cantam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;No campeonato de futebol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e na bajulação somos os melhores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e nos futebóis da corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;somos os piores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E durante quinhentos anos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;as máfias chinesas são um facto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;chineses invadem Angola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;assim reza no contrato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Sem professores não há Nação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;há bagunçada, corrupção&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Angola não é uma nação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;é um projecto da imobiliária&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;especulação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Enquanto este leninismo nos esmagar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;qualquer um de nós vai soçobrar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E a Tchavola metralharam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;e as praias privatizaram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-7931716704082576499?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Voltaire Ngola" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--EReV99XCs4/TzfxPJwkn0I/AAAAAAAAWS4/mc9_14uQtEA/s72-c/viewer%2B%25282%2529.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/kero-outra-mafia-kero-mais-32-bilioes.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIEQnw4cSp7ImA9WhRbGUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-4632525326776917439</id><published>2012-02-11T07:33:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T07:35:03.239-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-11T07:35:03.239-08:00</app:edited><title>Canal da crítica. O debate na Rádio Ecclesia sobre o jornalismo em tempo de eleições</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--YpCJRd6OXU/TzaKnWfMK2I/AAAAAAAAWRk/fA2miLzJk4g/s1600/erc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--YpCJRd6OXU/TzaKnWfMK2I/AAAAAAAAWRk/fA2miLzJk4g/s400/erc.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707901986394614626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O debate de hoje, 11 de Fevereiro, na Rádio Ecclesia sobre o jornalismo e as eleições decorreu o mais nobre possível, senão atentemos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Reginaldo Silva, já demasiado apagado, já não tem mais nada para nos dar, a não ser as suas intervenções que não passam de monólogos, de manobrador, desviador da atenção dos problemas que afectam Angola e os angolanos. Manobras de diversão de coisas sem interesse, a não ser para ele próprio. Como sempre, nem um acorde sobre a corrupção que grassa no jornalismo, e em todos os estatutos de uma sociedade que ele não vê, receia a abordagem. E falava, falava, até ao ponto de Manuel Vieira lhe cortar a palavra. Ir ao fundo da questão da corrupção não é preciso, para isso só o eminente Rafael Marques que não estava lá, claro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Celso Malavoloneke, por incrível que pareça, professor de jornalismo (?) conhecido pela sua intolerância, a qual já demonstrou no Facebook, eliminando da sua lista de amigos todo aquele que ousasse minimamente criticá-lo, falou de tudo, do nada, e cujos textos escritos deixam muito a desejar, pois, devido às limitações da língua que não domina, espalha-se no areal seco dos textos incompreensíveis. Por momentos tentou armar-se em defensor da causa da censura do semanário, A Capital, mas mais uma vez as palavras perderam-se no mais elementar exemplo da mediocridade humana que lhe é característica peculiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Outro interveniente, não consegui fixar-lhe o nome, do CNCS – Conselho Nacional da Comunicação Social, apoiava, ressaltava que o jornalismo tem regras, leis, a que sinceramente, por mais esforços que eu fizesse para o entender, não consegui. Então, numa óptica leninista do jornalismo do centralismo democrático, consegui entendê-lo muito bem. Sobretudo, como ontem a RNA – Rádio Nacional de Angola, que no noticiário das vinte horas do dia 10 de Fevereiro, começou e só acabou meia hora depois a sua actividade partidária sobre a reunião dos duzentos e sessenta empresários/deputados do comité central do MPLA, presidida por sua Ex.ª, o douto engenheiro, José Eduardo dos Santos, presidente do MPLA e da República, e de outros, variados cargos que todos conhecemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Este CNCS, é como o INADEC – Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, que não oferece resistência alguma, nem tão-pouco denúncia a contrafacção chinesa que invade Angola, e cujos exemplos são tantos e lastimáveis que nem vale a pena elaborá-los, porque são sobejamente conhecidos de todos. A propósito disto, brevemente sairá um trabalho sobre esta desgraça chinesa em Angola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Entretanto, ouvintes participavam e salientavam o caso Jójó, o “defunto” jornalista da Rádio Despertar, que assegurou que enquanto lá funcionou, o seu coração estava sempre parido na coroação, no seu MPLA partido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando é que se acaba de vez com a promoção da mediocridade do jornalismo angolano? Enquanto o mesmo comboio dos quarenta anos circular, a informação é, será, a de nos manietar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Isto de promover pessoas num debate sobre jornalismo, de facto é muito complicado, sobretudo para quem teima passar por tal, e na prática demonstre que não o é, ou nunca o (foi?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;No fundo, o debate também não abordou nada de circunstancial, pois faltou-lhe o intelecto que não se possui, não se domina, e se até agora não se conseguiu, já é demasiada tarde para o adquirir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;É este o jornalismo, de quem não é jornalista, mas apenas a bandeira dos vulgaríssimos comentadores de acontecimentos que pessoalmente lhes interessam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Apesar dos esforços de Manuel Vieira, os convidados impunham-se pelo discurso sem palavras, no habitual rodopio pantanoso de que sempre as mesmas palavras em remix, afinal surtem efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Mais pareciam deputados da bancada parlamentar do MPLA em pleno gozo de funções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Entretanto, chinesas e chineses zungueiros apregoam pelas ruas de Luanda: «Mata baratas, mata ratos, cola de parede!»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: no Centro de Formação de Jornalistas(Cefojor), em Angola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;altohama.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4632525326776917439?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bx9lZ2B92V3LDk5Uft9yTZuXBvw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bx9lZ2B92V3LDk5Uft9yTZuXBvw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bx9lZ2B92V3LDk5Uft9yTZuXBvw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bx9lZ2B92V3LDk5Uft9yTZuXBvw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/xcm4Aru1OXs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/4632525326776917439/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/canal-da-critica-o-debate-na-radio.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4632525326776917439?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4632525326776917439?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/xcm4Aru1OXs/canal-da-critica-o-debate-na-radio.html" title="Canal da crítica. O debate na Rádio Ecclesia sobre o jornalismo em tempo de eleições" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--YpCJRd6OXU/TzaKnWfMK2I/AAAAAAAAWRk/fA2miLzJk4g/s72-c/erc.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/canal-da-critica-o-debate-na-radio.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08DSXY9eSp7ImA9WhRbGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-4407303524426578046</id><published>2012-02-10T08:35:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T08:37:58.861-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-10T08:37:58.861-08:00</app:edited><title>O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (11)</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pAFqyW8bRUE/TzVH3LTF4PI/AAAAAAAAWNc/5Km7T7uQrpk/s1600/ESCOLA%2BNO%2BZAIRE%2BANGOLA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pAFqyW8bRUE/TzVH3LTF4PI/AAAAAAAAWNc/5Km7T7uQrpk/s400/ESCOLA%2BNO%2BZAIRE%2BANGOLA.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707547116013215986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Acredito que não é possível descrever os quadros pintados que povoam a nossa alma sem o toque da centelha divina do simples contacto dos lábios, a força do incentivo do destino, a presença inspiradora, arrebatadora do amor de uma mulher. É que o escrever, o descrever, o narrar, o desvendar dos segredos das coisas que nos inundam, e das quais receamos lançá-las, como se nos movêssemos num caminho desconhecido, como antes diziam que para além dos mares só existiam monstros ou paisagens celestiais, o paraíso terrestre com maravilhosas mulheres, deusas nuas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O amor é a deusa mulher que não permite que as portas da perseverança se fechem. Ela é o mundo, o Universo do jasmim que perfuma, ruma, o movimento do nosso sistema neuronal, e nele lá sempre tendo-o como morada desvenda os universos das palavras e as converte numa doce, ela é a heroína melodia da nona sinfonia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Eis o noticiário do diário Jingola e do seu futuro mórbido que nos espreita: recebeu ameaças de morte. Foi assassinado. Roubaram-lhes os terrenos. Partiram-lhes as casas. Desaparecerem trinta e dois biliões de dólares. Os bancos apoiam o bem-estar e o futuro das populações. Os Tsin arrasaram-lhes tudo. As eleições e o registo eleitoral são uma grande fraude. O edifício recém-constituído, construído, pelos Tsin está em risco de desabar. Houve uma manifestação contra a insustentável fome e as forças de segurança atacaram ferozmente. A nossa vida vai melhorar. Nós temos responsabilidades acrescidas. O nosso futuro depende das centralidades. Todos os nossos actos estão dentro da legalidade. E já inaugurámos muitas estradas, pontes, escolas, hospitais, fontenários, etc., mas não conseguimos concluir com a corrupção. Com os investimentos em curso, a curto prazo criaremos mais um milhão de empregos. Dependemos da ajuda, do apoio desinteressado dos nossos amigos tsins, devido à recusa do apoio da conferência internacional de doadores. Há muito que o nosso povo sabe para onde vamos. Os nossos jornalistas devem primar por uma informação plural e isenta, de acordo com as regras da doutrina marxista-leninista, que é sem sombra de dúvidas onde reside a pureza, os ideais da libertação de um povo. E por isso mesmo, um só povo, uma só libertação, uma só corrupção. Estamos livres e independentes. Faremos de Jingola uma pátria de centralidades. E sem provas não podemos combater a corrupção, só ouvimos falar, mas até agora ninguém apresentou provas convincentes, exceptuando alguns casos que deram entrada na nossa Procuradoria-geral da República, mas não lhes damos crédito porque nota-se claramente que são eivados por motivos políticos. As estradas reconstruídas transformam-se em morte para os peões. Acordo especial de vistos de entrada de tsins, pães-de-açucar, emboabas, outros promotores de centralidades e outras máfias estrangeiras e jingolanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Uma jingolana sexagenária embalava-se no ritmo do tanque e lavava, dançava com a roupa. Próximo de si colocou arroz e os pardais aproximavam-se dela, debicavam os grãos e trinavam felizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Nunca vi em lado algum pretender que a corrupção acabe com a miséria. Para acabar com os corruptos é necessário acabar com a corrupção, e como os corruptos estão na sua origem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Errar é humano, mas persistir conscientemente na maldade do erro é desumano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E Lady Marli sente-se, elevasse, voa, paira e: Despertei, no sonho continuei, me enlevei, há muito que o não consigo, estou presa, algemada no destino do deus sem amor que os homens inventaram. E dele não ouso libertar-me porque não o desejo. Quero nele acordar, nunca dele me separar e sempre o procurar, procurar, perseguir e sugar o elixir armazenado nos meus seios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O teu amor, é os milénios dos tempos ignorados das misteriosas mensagens cavernais, das réstias das claridades que alimentam o sonhar da Humanidade e que ainda subjugam as nossas almas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E sempre de mãos entrelaçadas percorríamos, corríamos e sentíamos o gosto da infindável, sempre renovável areia que moldava os nossos passos. E cansados, já depois sentados, atraídos pelo movimento da atracção universal dos nossos corpos, sonhávamos com a antevisão da tela pintada pelas correntes da sonoridade marítima. Um ou outro peixe ferreirinha agitava, saltava para escapar a um qualquer predador, na insistência de que mar sem peixe não é concebível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Um flamingo caminhava com as suas longas pernas, caçava alguma mabanga aberta, distraída, ou algum minúsculo caranguejo. A maré crescia e inundava os mangais e mostrava como que outro mar, outra vida, da qual de vez em quando nos lembramos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Um barco a motor aproxima-se bem rápido, o barulho do seu movimento misturado com a vozearia humana, perturbam, agitam, revoltam a vida marinha que num ápice desaparece, esconde-se. E o barco parou, silenciou, alguém atirou uma corda com uma pedra amarrada, bem pesada. A bordo três ocupantes, que lestos preparam as suas canas de pesca, iscam-nas e lançam os seus fios de náilon bem distantes. Depois poisaram-nas nos descansos de bordo e a rirem como crianças, pegaram cada um na sua cerveja, sentaram-se e começaram a comer sanduíches. Eis que a civilização chegou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E a perturbação perdurava, não acabava, prosseguia, o nosso amor afligia, e a nossa concentração nos fugia. E do mar pareceu-nos sair, ouvir um som que nos prevenia: naveguem, naveguem marinheiros nos oceanos do amor. E o sol, como que obedecendo a algum comando desconhecido, abriu-se, soltou-se, e tudo pareceu ficar, primeiro amarelo, depois muito branco, transparente, e tudo rejuvenesceu, de vida se encheu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Encostámo-nos mais à nossa intimidade ansiando que estes momentos a eternidade acolhesse. Mas as convenções dos seres humanos não permitem, fabricam corridas de obstáculos para que o amor pereça. Mas não… não é possível porque basta apenas alguém acreditar nele, e ele surge como que por encanto, avassalador, querido, amado, eterno louvor. O amor é a chama que ilumina o farol daqueles que perdidos na escuridão da selva da vida, guia os perseguidos, os caçadores da paixão do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;No comité de especialidade dos religiosos, cada vez que um da sua governação abre a boca, há um incêndio social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quanto mais tempo o ditador permanecer no poder, mais problemas pós-ditadura surgirão. O que está reprimido há muitos, muitos anos, virá à superfície e nela explodirá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Na verdade vos digo meus irmãos e irmãs, que o céu está infestado de padres pedófilos e de outros que vendem os seus crentes apenas por um litro de petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para levarem avante as suas manifestações, é curial afastarem, exterminarem as populações que os incomodam imenso, para depois construir, continuar, isto é: destruir, destruir. É a praga universal que se resolve com um potente mata-ratos. Isto não é deles, é nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;O aquecimento global destrói a natureza, e os padres da igreja pedófila destroem as sociedades, e provam que afinal a religião é a reencarnação do demónio. Afinal o demónio é pedófilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Afinal não era para nos libertarem, era para nos mais guerrear, nos infernizar. Até o elefante disse: «Deixem um bocado para nós.»&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Quando um médico entra na política, está tudo mal medicado, porque confunde o paciente como um opositor político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Mas quando a igreja intervêm a favor de um partido, isso é incitação à violência, e a igreja não é condenada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E o nosso estranho poder, não havendo mais espaços livres, afinal Jingola é muito pequena, quase microscópica, implementa um, novo modelo de gestão urbana na cidade de Jingola: estaleiros e oficinas nas traseiras dos prédios. É o que se pode chamar de terrorismo contra a segurança do Estado. É o deixa andar, que depois o vento Norte resolve?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A governança da abastança resvala todos os dias nas crateras de explosão, mas o seu olhar está programado para detectar os lucros do petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Há uma ala da igreja jingolana que se apaixonou pelo petróleo corrupto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Pai e filho estão abancados nos destroços do mobiliário que milagrosamente escapou dos que têm azar de viverem em casebres, e da raiva incontida dos destruidores do património ganho honestamente. Quem é corrupto tem inveja de quem é honesto. É de noite, o céu está limpo, as estrelas oferecem a sua nitidez cintilante. A criança olha para o céu de Pitigrilli, a TVR – Televisão Privada do Rei, dos espoliados, e pergunta: «Pai, é verdade que nos outros planetas e nos outros países há vida inteligente?» «Sim meu filho, em todo o lado há vida inteligente, só em Jingola é que não.» &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Nesta democracia unipessoal, os jingolanos residentes no estrangeiro estão proibidos de votar. É uma democracia interior, de fraude eleitoral e empresarial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para evitar a fraude eleitoral, a verificação, a fiscalização não é no final, mas antes, tal como o automóvel e o navio se aprestam para a viagem. Claro que haverá fraude, ou não fossem os Lordes os campeões mundiais invictos da grande corrupção. E sem a extensão do sinal da Rádio da Confiança Tchavola a toda a Jingola, a fraude eleitoral é mais que garantida, mais uma vitória certa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para cada corrupto todos os dízimos do petróleo são poucos, porque a avidez é crescente. Os horrores vividos no campo de concentração de Jingola são inéditos na actualidade. Cortar o abastecimento de água à população não é genocídio passível de juízo no TPI? Ah! Esqueci-me de um pormenor muito importante que resolve de uma vez por todas o problema da insolubilidade do mineral mais precioso. Não, não é o petróleo: portanto, o melhor sistema de abastecimento normal de água às populações… é fechar-lhes as torneiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Para quê precipitar mais um holocausto, e ensanguentar ruas com o sangue de milhares de cadáveres. Se os Lordes não conseguirem a fraude eleitoral, vão para as urnas de armas na mão, de acordo com os mais elementares preceitos marxistas-leninistas. Os Lordes são um falso cordeiro vestido de defender a pele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Conforme noticiado na Rádio da Confiança Tchavola, os fiscais do saque das populações, seguindo os exemplos dos seus superiores hierárquicos e muito especialmente o célebre senhor X das ordens superiores, saquearam todos os haveres aos seres inferiores às duas da manhã, armazenados de cidadãs no Centralizanga. No mais puro fascismo hitleriano partiram as residências com martelos de ferro. E nem a oficina de um jovem serralheiro escapou. Se isto não é o mais puro estilo nazi, então o que é? E com tantas igrejas que proclamam o amor ao próximo e exigem dos seus crentes que orem pelos seus governantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Os Lordes não mudam, pelo contrário, reforçam o aparelho repressivo. As manifestações intensificam-se até ao entrosamento do encontro final. Em Jingola a única coisa que funciona em pleno, é a repressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Oh, meu Cavaleiro Mwangolé! Tantos inventos para nos beneficiarem a vida e nos encantarem. Tantas maravilhas que até as nossas almas privatizam. Tantas promessas que nos atrofiam os espaços e os nossos passos. Já não há ninguém que consiga (esqueceram-se?) de inventar o amor? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Depois de mais um dia vertiginoso, a noite ruidosa aproxima-se. Os olhos cansados fecham-se repousados no agitado silêncio do amor perdido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;A publicidade que nos assedia a cada momento mostra-nos o paraíso, a anunciação, o clímax do finalmente regresso do Senhor. E qual é o dia da redenção, da filiação do nosso amor? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;As escadas das nossas vidas estão solenemente partidas. A escada prometida para o reino do céu também. Resta-nos a escada do amor. Mas, quem será o seu construtor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Fugimos de um lado para o outro, na constante procura da tranquilidade que ansiamos, mas não encontramos. Na realidade fugimos do amor que transformámos, monstruoso. Fugitivos do desespero, do amor enterrado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;E chovia intensamente, como normalmente. Dois jovens apaixonados molhados refugiaram-se numa acolhedora árvore. E a chuva não parava, aumentava, parecia outro dilúvio que se aproximava. E eles alheios na paixão, enlevados. Um dilúvio de amor inigualável se instituía, prometia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Continua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; "&gt;Imagem: escola no Zaire, Angola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4407303524426578046?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NNYYzPVqFQ8BBD9_mZeaGx4xItQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NNYYzPVqFQ8BBD9_mZeaGx4xItQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NNYYzPVqFQ8BBD9_mZeaGx4xItQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/NNYYzPVqFQ8BBD9_mZeaGx4xItQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/_fD_A9hd8P0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/4407303524426578046/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4407303524426578046?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4407303524426578046?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/_fD_A9hd8P0/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na.html" title="O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (11)" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-pAFqyW8bRUE/TzVH3LTF4PI/AAAAAAAAWNc/5Km7T7uQrpk/s72-c/ESCOLA%2BNO%2BZAIRE%2BANGOLA.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUHSH89fCp7ImA9WhRbFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-7113812318584448089</id><published>2012-02-08T00:36:00.001-08:00</published><updated>2012-02-08T00:37:19.164-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-08T00:37:19.164-08:00</app:edited><title>JES-MPLA – Filhos, Amigos e Bajuladores, SARL. Voltaire Ngola</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-shUC2y6ssdg/TzI0Iwt7IhI/AAAAAAAAWHc/lG75t_48WOY/s1600/phpThumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-shUC2y6ssdg/TzI0Iwt7IhI/AAAAAAAAWHc/lG75t_48WOY/s400/phpThumb.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706681002952958482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! No fundo sou um sentimental&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ainda farei de Angola&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;outro império colonial&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para uma pequena ou média empresa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não é necessário te preocupares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;faz um movimento espontâneo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e nele basta bajulares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para o teu futuro assegurares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não precisas de trabalhar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com JES-MPLA é só&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;facturar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma república tão desastrada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tão devastada como nunca vi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;república engolfada de petróleo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;República do golfo 32 bi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com noticiários muito atraentes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;comoventes ao serviço dos burlões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;só não noticiam o destino&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dos 32 biliões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rei JES-MPLA e seus salafrários&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;reuniram a massa militante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do comité dos empresários&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vai chover dinheiro sonante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e os abandonados na Tchavola&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;morrem a todo o instante&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os portugueses vêm para Angola&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;trabalhar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e os mwangolés vão para Portugal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;passear&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lá não há trabalho, é só&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;desempregar &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que petróleo tão impiedoso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;antes tão sereno&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e depois de descoberto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fica como os patriotas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;encoberto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesta república&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tudo o que perdemos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com os actuais amos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;jamais recuperaremos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto uma tristeza imensa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;no meu olhar a desabar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;roubaram-nos o futuro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;este petróleo é de matar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho para mais um dia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a nascer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;hoje, o amanhã, sem nada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para comer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os ditadores tão felizes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com a desgraça dos seus povos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;abismal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que até dizem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ditador é também uma calamidade&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;natural&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele palácio sempre iluminado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pela energia eléctrica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;está enfeitiçado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o petróleo abundante sustenta-o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;negro, injustiçado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como não há ninguém nesta&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lamentação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;resta-nos aguardar que se faça&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;revolução&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até as praias privatizaram&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: un mapa en el que el Imperio ColonialPortugués (Angola, Mozambique, ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ww1.rtp.pt&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-7113812318584448089?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Voltaire Ngola" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-shUC2y6ssdg/TzI0Iwt7IhI/AAAAAAAAWHc/lG75t_48WOY/s72-c/phpThumb.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/jes-mpla-filhos-amigos-e-bajuladores.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEcGRnc9fSp7ImA9WhRbFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-7855071370507859675</id><published>2012-02-07T12:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T12:20:27.965-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-07T12:20:27.965-08:00</app:edited><title>SONHO DE UMA NOITE TROPICAL (09)</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8T3HP8yQ4ug/TzGHhHD4JiI/AAAAAAAAWHE/5DX823wJoFw/s1600/3172.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8T3HP8yQ4ug/TzGHhHD4JiI/AAAAAAAAWHE/5DX823wJoFw/s400/3172.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706491205755872802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Poeta persegue a Liberdade. Faz apenas o trabalho que lhe compete. Entrega-lhe um papel poemático. Ela lê-o em voz alta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querido vem para mim/ não tentes conhecer os nossos segredos/ femininos/ nunca conseguirás/ mantém-te passivo/ segue-me, segue-me/ e vem para mim/ nunca me perguntes nada/ nós no feminino/ não gostamos nada/ que nos façam perguntas/ deixem-nos ser livres/ e gostamos por tudo e por nada/ de rir/ por isso meu amor/ segue-me, segue-me/ vem comigo algures/ vamos encontrar um tesouro perdido/ todos chamam por mim e dizem-me/ segue-me, segue-me/ todos me chamam/ e repetem-me sempre/ mas que tesouro/ porque não me segues, porque não me segues?/ Venham todos comigo/ e segui-los-ei&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venham comigo para lhes mostrar/ os meus tesouros escondidos/ por favor sigam-me, sigam-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu ventre será a vossa fonte/ onde sempre bebereis/ e sereis saciados/ não tenham receio/ da minha fonte/ de amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente não se cansa, afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A República Popular de Angola propõe-se dinamizar e apoiar a instauração do Poder Popular à escala nacional. A República Popular de Angola considera como um dever patriótico inalienável e de honra a assistência privilegiada e a protecção especial aos órfãos de guerra, aos diminuídos e mutilados de guerra pelos sacrifícios consentidos na luta de libertação nacional. Envidará ainda todos os esforços, no sentido da reintegração completa na sociedade de todas as vítimas da guerra de libertação nacional. Preocupação dominante do novo Estado será também a abolição de todas as discriminações de sexo, idade, origem étnica ou racial e religiosa, e a instituição rigorosa do justo princípio – «a trabalho igual, salário igual».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A República Popular de Angola, sob orientação justa do MPLA, estimulará o processo da emancipação da mulher angolana. A República Popular de Angola afirma-se um Estado laico com separação completa da Igreja do Estado, respeitando todas as religiões e protegendo as igrejas, lugares e objectos de culto e instituições legalmente reconhecidas. A bandeira que hoje flutua é o símbolo da liberdade. In Agostinho Neto.11 De Novembro de 1975. Proclamação da independência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alguém me sabe responder porque a maioria dos que conduzem carros são mulheres? – Perguntou o Almirante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os maridos estão nos copos. – Esclareceu o Hepatite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Perdemos o precioso tempo da nossa vida a beber. Somos ao contrário dos outros. Eles passam o tempo a comer. Nós…só a beber. – Lamentou o Branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aí está o carro do barulho. – Alertou a Caribenha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A esta hora? – Admirou-se o Almirante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alguém quer comprar lotaria da sorte? Aqui recebe mesmo. – Anunciava o carro do barulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não. Só se sortearem uma caixa de garrafas de uísque. – Sugeriu o Hepatite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ainda ninguém se lembrou de lhes mover uma acção judicial. – Disse o Branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porquê? – Perguntou o Vodka.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O barulho é considerado um crime. Afecta a nossa saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E os copos não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, porque os copos são sempre bem-vindos. Com esse barulho são dois crimes. Já basta um não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa rua próxima ouve-se o partir de uma garrafa. O som dos bocados de vidro lembra a violência aberrante. O Almirante comenta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nesta cidade onde se ouve o barulho constante do partir de garrafas de vidro, estamos a viver uma festa violenta permanente, sem fim. Nunca saberemos quando vai acabar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É por isso que existem as escoltas privadas. Vou montar uma empresa dessas. – Disse o Vodka. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Filósofo baixou-se e começou a reunir as garrafas vazias para que o sítio não apresentasse mau aspecto. Depois de acabar filosofou: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Dormimos e acordamos angustiados. Todos os dias a viver a angústia que sabemos quanto custa viver num país onde não temos direitos. Não podemos viver na tranquilidade merecida porque os criminosos estão protegidos e abundam. Não me refiro aos pobres criminosos das ruas, mas aos que roubam milhões e esses não são perseguidos. Estão protegidos pela lei. Isto significa que as leis existentes são falsas. A lei actua só para quem rouba um dólar. Quem rouba um milhão é protegido, e nunca é julgado. Não os podemos denunciar porque seremos mortos. É por isso que estamos condenados a viver no medo, no terror da fome. Estamos a viver no tempo de Torquemada. A lei caça facilmente os de baixo, os de cima vivem felizes com a protecção do legislador. Não existem os de baixo porque é um reino sem povo. Um reino com duas leis. Uma para a nobreza e outra para a ralé. O único meio de sobrevivência é o que os governantes nos ensinam: roubar para não morrer à fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Um gajo aqui para se safar tem que criar uma associação industrial. – Lamentou o Vodka.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Outra empresa que dá dinheiro é uma agência de casamentos. Em especial nos fins-de-semana. - Gracejou o Almirante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os camiões dos chineses passam carregados com sacos de cimento, há quem se aproveite pelo caminho e descarrega alguns para sobreviver. Estes roubam pouco. Roubam o que sobra. Mas há quem rouba muito nos gabinetes climatizados. – Denunciou o Filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A revolução acabou com o colonialismo. Fomos libertados. Depois veio outro colonialismo, a escravidão continua. Não há por aí algum revolucionário que nos liberte? – Profetizou o Poeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É melhor arranjar uma máquina do tempo. Também é uma revolução. – Ironizou o Hepatite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E isso serve para quê? – Perguntou o Vodka.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Para voltar para trás e para a frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando aqui não estiver bom, saltamos de um tempo para outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso não vai funcionar. Porque vamos passar a vida, a saltar de um tempo para outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei porquê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os tempos passados e futuros estão infestados de ditadores. Já se apoderaram do tempo, são donos dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente esclarece:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mais, os colonialistas introduziram e intensificaram o sistema capitalista de opressão que a pouco e pouco foi cedendo o seu lugar às formas multinacionais da exploração. O factor fundamental para a transformação da sociedade, é a produção, são as relações de produção, é a maneira como na sociedade são distribuídos os meios de produção. É preciso que os meios técnicos modernos e as condições oferecidas pela natureza, estejam ao serviço do Povo. In Agostinho Neto. 23 De Maio de 1976. Discurso no encerramento do 1º curso de activistas do MPLA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O culpado disto tudo foi o Marx. Ele devia ter dito assim: esfomeados de todo o mundo uni-vos! – Exclamou o Filósofo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E continua: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por exemplo, quando inventaram o automóvel, que considero o invento mais estúpido de todos os tempos, havia promessas de felicidade e bem-estar para todos. Com ele fizeram-se duas grandes guerras e sabemos a mortandade que causou. Como precisava de combustível e lubrificante descobrem o petróleo. A publicidade mostra-o perto de um rio ou do mar, junto com a família num paraíso. Destrói-se as árvores, tudo o que é vegetação, para construir estradas asfaltadas para aos fins-de-semana ou nas férias, deleitarmo-nos nesses novos paraísos. Todos os dias surgem novos inventos e bugigangas para apetrechar o nosso carro. Quando dizemos que vamos fazer praia, ou campo, devemos dizer que vamos destruir essas coisas. Quem hoje suporta o barulho que esse veículo faz? Parece um dragão mecânico a rugir, a preparar-se para voar. Alguém descobriu que o carro está a destruir a civilização. Provoca tantas doenças que não se conseguem contar. E em nome do lucro ninguém consegue parar com este maldito invento. Devido a isso estamos a morrer lentamente. Agora retrocedem e dizem que este invento é a pior causa da poluição. Mas não desistem porque está em causa a ordem democrática. Quem fabrica isto comete um grave crime e não é julgado. A democracia foi uma grande invenção. Por causa dela estamos a morrer à fome. É isto o que se chama a democracia moderna. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É a regra do vença o mais forte. Até que no fim só reste um habitante vivo no planeta. – Afirmou o Almirante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Balada CERTA - Festas :: NOITE TROPICAL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;baladacerta.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-7855071370507859675?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Isto é um país sem pessoal. Quer-se um bispo? Não há um bispo. Quer-se um economista? Não há um economista. Tudo assim! Veja Vossa Excelência mesmo nas profissões subalternas. Quer-se um bom estofador? Não há um bom estofador...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. A única ocupação mesmo dos ministérios era esta – «cobrar o imposto» e «fazer o empréstimo». E assim se havia de continuar... Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o país ia alegremente e lindamente para a bancarrota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Num galopezinho muito seguro e muito a direito – disse o Cohen, sorrindo. –&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, sobre isso, ninguém tem ilusões, meu caro senhor. Nem os próprios ministros da Fazenda!... A bancarrota é inevitável: é como quem faz uma soma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ega mostrou-se impressionado. Olha que brincadeira, hem! E todos escutavam o Cohen. Ega, depois de lhe encher o cálice de novo, fincara os cotovelos na mesa para lhe beber melhor as palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– A bancarrota é tão certa, as coisas estão tão dispostas para ela – continuava o Cohen – que seria mesmo fácil a qualquer, em dois ou três anos, fazer falir o país...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Ega protestou com veemência. Como não convinha a ninguém? Ora essa! Era justamente o que convinha a todos! A bancarrota seguia-se uma revolução, evidentemente. Um país que vive da «inscrição», em não lha pagando, agarra no cacete;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e procedendo por princípio, ou procedendo apenas por vingança – o primeiro cuidado que tem é varrer a monarquia que lhe representa o «calote», e com ela o crasso pessoal do constitucionalismo. E passada a crise, Portugal, livre da velha dívida, da velha gente, dessa colecção grotesca de bestas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois ninguém consentiria em deixar cair nas mãos de Espanha, nação militar e marítima, esta bela linha de costa de Portugal. Sem contar as alianças que teríamos a troco das colónias – das colónias que só nos servem, como a prata de família aos morgados arruinados, para ir empenhando em casos de crise...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ega rugiu. Para que estavam eles fazendo essa pose heróica? Então ignoravam que esta raça, depois de cinquenta anos de constitucionalismo, criada por esses saguões da Baixa, educada na piolhice dos liceus, roída de sífilis, apodrecida no bolor das secretarias, arejada apenas ao domingo pela poeira do Passeio, perdera o músculo como perdera o carácter, e era a mais fraca, a mais cobarde raça da Europa?...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Isso são os lisboetas – disse Craft.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Lisboa é Portugal – gritou o outro. – Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– A mais miserável raça da Europa! – continuava ele a berrar. – E que exército!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um regimento, depois de dois dias de marcha, dava entrada em massa no hospital! Com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;seus olhos tinha ele visto, no dia da abertura das Cortes, um marujo sueco, um rapagão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do Norte, fazer debandar, a socos, uma companhia de soldados; as praças tinham literalmente largado a fugir, com a patrona a bater-lhes os rins; e o oficial, enfiando de&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;terror, meteu-se para uma escada, a vomitar!...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;In Os Maias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-8217881226273473451?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n2nNT1ic8PXNFcsyf08hNxy7VVY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n2nNT1ic8PXNFcsyf08hNxy7VVY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/gpYwAar57Zg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/8217881226273473451/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/eca-de-queiroz-1845-1900-e-bancarrota.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/8217881226273473451?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/8217881226273473451?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/gpYwAar57Zg/eca-de-queiroz-1845-1900-e-bancarrota.html" title="Eça de Queiroz (1845-1900) e a bancarrota de Portugal" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-utM-lIyk26w/TzEFlY0KGAI/AAAAAAAAWE0/gpTEnLv2cOs/s72-c/eca_queiros.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/eca-de-queiroz-1845-1900-e-bancarrota.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkAMRng7cSp7ImA9WhRbFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-8103240161713814032</id><published>2012-02-06T09:52:00.001-08:00</published><updated>2012-02-06T09:53:07.609-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-06T09:53:07.609-08:00</app:edited><title>A EMBAIXADA DA BANCARROTA</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lb_gyimtXZM/TzATfAoy0YI/AAAAAAAAWEE/Cnj-9D9pa2I/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 183px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lb_gyimtXZM/TzATfAoy0YI/AAAAAAAAWEE/Cnj-9D9pa2I/s400/images.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706082151346393474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perseguido pelo calor, teimava na subida da rua da embaixada portuguesa em Luanda. O suor escorria-me pelo corpo dando-me a sensação de que me liquefazia. Vi uma esplanada bem sombreada, por ela entrei e me sentei para me refrescar com um refrigerante Sumol laranja. Aliviado, respirava fundo como se acabasse de regressar ao meu paraíso interior. Foi então que vi bem à minha frente um amigo angolano que já não via há muitos anos. Experimentámos o que ainda restava das nossas forças num caloroso aperto de mãos. Ele perguntou-me o que fazia por tais bandas e logo lhe narrei a minha desventura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos anos que não navegava para a Embaixada Portuguesa em Luanda, porque só de pensar em lá ir me fazia adoecer, é que as coisas por ali são tão horripilantes que deixei caducar o bilhete de identidade e o passaporte. E como necessitava de renovar o bilhete de identidade para obtenção de um certificado de residência, lá fui na terrífica aventura, como se fosse para um campo de concentração nazi. Até lá eram cerca de três quilómetros que percorri a pé, de carro nem vale a pena pensar, o trânsito está sempre engarrafado, mas mesmo assim o número de veículos aumenta todos os dias sem a existência de locais para estacionamento. Enquanto caminhava via como a rua se tinha alterado, melhor dito, adulterado, nos vários anos que por ela não circulava. Vi chineses a serrarem ferros, o barulho constante de partir paredes de quem acabou de alugar ou comprar a casa ou o estabelecimento comercial. Cada um que se acaba de instalar parte o que o anterior inquilino deixou e assim sucessivamente. Partir paredes, significa fazer obras, dar nas vistas de que se têm dinheiro, de que se é rico. Os passeios das ruas que os chineses repararam tinham lombas, altos e baixos, o olhar tinha que ser feito para o solo porque senão uma queda era inevitável. Nalguns locais sobressaíam fissuras que revelavam o amadorismo do trabalho. Geradores instalados nos passeios, taipais de obras paradas, alguns trechos ocupados para ganhar mais espaço, um tubo de esgoto que atravessava o passeio, um cano de água rebentado que já formava um pequeno poço e que se notava muito bem que já há longo tempo vivia. Noutros pontos do percurso o passeio já não existia porque mais um edifício se não erguia. O taipal estava canibalizado, também abandonado. Regra geral não existia passeio, o que nos obrigava a circular pela rua no constante receio de atropelamento. Senti-me como Martin Sheen no Apocalyse Now. Cheguei ao objectivo cerca das oito horas. O mar de gente era impressionante, lembrava-me imagens de um campo de refugiados. Senti-me mal disposto e lembrei-me dos horríveis momentos de quem foge da guerra, e comparei se isto é a embaixada de Portugal em Luanda ou a embaixada americana durante a evacuação da guerra do Vietname? Tinha combinado na véspera com um português conhecido de uma empresa de construção civil que me guardasse o lugar, para apanhar a célebre ficha numerada. Ele estava com mais dois portugueses, gritou-me, aproximei-me e encostei-me a eles. Alguns angolanos não gostaram e apontaram-me: «Como é isso, mal agora chega e já está nos primeiros lugares da bicha?!. Assim não dá, assim não pode!» Os outros portugueses disseram-lhes que não, que o meu lugar estava marcado, o que corroborei, claro, mas eles não acreditaram e ficaram naquela de que os portugueses estão sempre a gozar com os mwangolés. Estávamos todos concentrados numa bicha para os mais diversos assuntos, o que revela a mais profunda desorganização à portuguesa. Pelo menos que separassem as bichas em: uma bicha para registo civil, outra para bilhete de identidade, outra para passaporte, outra para vistos, etc. Mas não, quando a cabeça não funciona. Dois mil anos depois ainda estamos em plena Idade Média portuguesa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No rés-do-chão estavam dois jovens polícias angolanos da protecção às embaixadas. Entrei e disse-lhes, conforme indicações dos outros portugueses: «Vou tratar do bilhete de identidade.» Não me colocaram qualquer objecção. Subi até ao segundo andar e aguardei durante duas horas que me chamassem. Apreensivo, notei que na embaixada do meu país os idosos não têm direitos. Horrorizado, regressei quase dois meses depois ao inferno. Consegui mais uma vez atingir o objectivo, cumprir a missão. Cheguei por volta das dez horas. Deparo-me novamente com o espectáculo confrangedor de muita, muita gente, era como se tentassem abandonar o campo de refugiados de Darfur. Desta vez não era necessário estar na bicha, bastava chegar e o bilhete de identidade levantar. Assim parecia. Logo à entrada, depois de muitos com licenças pelo amontoado de angolanos que aguardavam a sua sorte, informei mais uma vez os jovens polícias que ia levantar o BI, entrei, avancei e oiço um deles com voz brutal: «É PÁ, PÁRA, ONDE É QUE VAIS?!» Parei estupefacto, mas não surpreendido, e respondi que ia tratar do BI. Com ar marcial interroga-me a gritar: «NÃO SABES QUE TENS DE PARAR?!» De repente compreendi: era encenação para me meterem medo, e para mostrar aos mwangolés presentes que nós quando queremos enxovalhamos os portugueses. «MOSTRA O DOCUMENTO!» Mostrei-lhes um documento qualquer e mandaram-se subir, mas sem antes me advertirem: «E NUNCA MAIS FAÇAS ISSO!» Como a coisa já era demais, ripostei-lhes: «TENHO SESSENTA E DOIS ANOS. NÃO LHES ADMITO QUE ME FALEM ASSIM, SENÃO JÁ SABEM COMO É!» E virei-lhes as costas, subi as escadas, parei confuso no primeiro andar e perguntei a uma funcionária se o BI era ali. Ela presenteou-me com um olhar gélido e apontou para cima. Já no segundo andar, falo a outra funcionária que vinha levantar o BI. Ela logo me respondeu para aguardar pela sua colega que não tardaria a chegar. Passou-se uma hora de espera e nada. Voltei a interrogá-la, e ela dá-me a mesma resposta. As doze horas aproximam-se, então começo por concluir que ela está no gozo comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um português preenche um formulário, e onde deveria escrever 890, escreveu 800 e 90. E o outro português repreende-o: «Já estás angolanizado?!.» &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A funcionária deve ter para aí vinte e cinco anos, acabadinha de chegar porque se nota muito bem pela pele que parece leite. Sondo-a com o olhar e ela retribui-me com desprezo. O tempo vai-se gastando, as treze horas chegaram e a tal colega dela não passa de uma torpe mentira. Que gozo lhe dará, a não ser o da maldade, martirizar durante três horas um sexagenário que vem apenas levantar o seu BI? Já com os serviços da embaixada encerrados entram em acção os serviços da corrupção. Algumas pessoas amigas entram e ela atende-as e eu continuo a aguardar, a ver até onde ela ia chegar. Entra outra senhora com cerca de vinte passaportes e é atendida por outra funcionária dos passaportes. Afinal há corrupção, sim senhor. Depois de já não existir mais ninguém para atender, chamou-me, mandou-me sentar, e prepara-se para a entrega do BI, mas sem antes me estender o martírio: «Mostre-me o recibo!» «Mas, pelo email que me enviaram isso não é necessário, respondi-lhe.» E ela ameaçadora: «Nós não entregamos BI a ninguém sem o recibo!». Pensei: «Porra! Esta gaja é louca, foi educada pelos nazis, é terrível, monstruosa, vai-me fazer voltar amanhã, puta que a pariu.» Então, mostrei-lhe a cópia do email que recebi: «O seu Cartão de Cidadão e a Carta dos Códigos já chegaram. Deverá levantar pessoalmente para validar as suas impressões digitais. Horário de atendimento é de Segunda á Sexta das 8h ás 12:30. Se já tem Bilhete de Identidade Português, deverá trazer consigo para ser inutilizado. A presença dos menores de idade também é indispensável, e deverão estar acompanhados por um familiar adulto, desde que esteja devidamente identificado com um documento que tenha fotografia.» Ela informou que o email não tinha nenhuma validade, e que ia verificar no computador se eu tinha pago ou não. Depois de confirmar o pagamento entregou-me o BI, e lá fui à minha vida cogitando que isso de ser cidadão português é a mesma coisa que ser cidadão da selva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já no regresso, quase no fim do caminho, assusto-me quando um segurança - são cinco - fazem recolha das receitas de uma, são apenas duas e não se permite concorrência, operadora de telefonia móvel, me aponta a arma e manda-me parar, e se não obedecer, dispara-me a matar sem hesitação. Depois os fiscais do GPL – Ingombota, com o seu novo uniforme preto, para meter medo?, a prepararem-se para espoliar mulheres indefesas que não têm direito a nada, excepto a escravidão. Pouco depois observo dois portugueses a efectuarem manutenção numa caixa de comunicações a beberem cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se torna cada vez mais difícil a fuga do inferno, que existe sim senhor, continuamente, e o paraíso prometido afasta-se à velocidade da luz, inalcançável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma embaixada que obriga as pessoas a perder noites para tratarem de um vulgar documento, como um passaporte ou um bilhete de identidade, em circunstâncias típicas das célebres bichas leninistas de 1975 e alguns anos seguintes, mais até parecendo fuga à guerra do Vietname. Com cenas incríveis como se de mais um campo de refugiados se tratasse, de autêntico horror, só revelam o colapso de um país que nem os seus cidadãos respeita, muito pelo contrário, despreza-os. Se faz isto aos seus nacionais, que fará aos outros que o não são? Isto aconteceu em Angola, na Embaixada Portuguesa, ou melhor, na Embaixada do Pavor Português. Têm que trabalhar noite e dia até atenderem todas as pessoas. Manter o sistema da bicha para conseguir por milagre uma ficha para incrementar a gasosa da corrupção, só pode ser, existirá outra explicação? Creio que não. Isso faz-me lembrar que Portugal é o castelo medieval da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lua não se movia, e por isso nada acontecia. Os políticos com as suas políticas oprimem as margens das nossas vidas, e tudo o que é mostrado, tão desencontrado. Onde se finge que existe democracia, o nosso destino decide-se com um agrafador que agrafa os nossos documentos e que se acumulam nas secretárias de funcionais nazis, que nos enviam para os comboios sem destino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz de um português cansado da democracia ecoa-me: «Ontem disseram-me para vir hoje para me dizerem que o meu passaporte ainda não está pronto: «Espero que o PSD, agora que ganhou as eleições, mude isto, assim como está, é impossível!» &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora compreendo porque é que Portugal se exporta outra vez para além das suas ocidentais praias lusitanas, pelos ares agora muito navegados, está na bancarrota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: População escala muro da embaixadanorte-americana em Saigon, hoje chamada ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cn2012.wordpress.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-8103240161713814032?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/L8Qw24b_hyfxyA6eXRFf6G7Acr4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/L8Qw24b_hyfxyA6eXRFf6G7Acr4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/ma0W4SzEPW0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/8103240161713814032/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/embaixada-da-bancarrota.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/8103240161713814032?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/8103240161713814032?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/ma0W4SzEPW0/embaixada-da-bancarrota.html" title="A EMBAIXADA DA BANCARROTA" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-lb_gyimtXZM/TzATfAoy0YI/AAAAAAAAWEE/Cnj-9D9pa2I/s72-c/images.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/02/embaixada-da-bancarrota.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4NSHo4fyp7ImA9WhRUGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-70594950491299115</id><published>2012-01-29T07:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T08:03:19.437-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-29T08:03:19.437-08:00</app:edited><title>De Kabinda ao Kunene! Uma só corrupção! Voltaire Ngola</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EmR72h7fZms/TyVjjYP-_WI/AAAAAAAAV8w/qwE_KfUGFdI/s1600/angola.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 257px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EmR72h7fZms/TyVjjYP-_WI/AAAAAAAAV8w/qwE_KfUGFdI/s400/angola.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703073962590666082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchavola, Auschwitz de Angola&lt;br /&gt;E vamos para as eleições&lt;br /&gt;votar em massa JES-MPLA&lt;br /&gt;aos 32 biliões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um país muito desgraçado&lt;br /&gt;tem muito, muito desempregado&lt;br /&gt;o PIB cresce, cresce, emprego desce&lt;br /&gt;sobe só para expatriados&lt;br /&gt;o petróleo faz sorrir&lt;br /&gt;faz viver o demónio&lt;br /&gt;em cada barril de petróleo&lt;br /&gt;e nas tachavolas os escravos&lt;br /&gt;soçobram esfaimados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm agências de corrupção?&lt;br /&gt;têm! têm tudo!&lt;br /&gt;e agências funerárias?&lt;br /&gt;têm! tem tudo!&lt;br /&gt;e agências bancárias?&lt;br /&gt;têm, muitas&lt;br /&gt;e os símbolos da Nação&lt;br /&gt;são a corrupção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As agências de corrupção&lt;br /&gt;as agências funerárias&lt;br /&gt;e as bancárias&lt;br /&gt;combinam-se muito bem&lt;br /&gt;uma corrompe-nos&lt;br /&gt;as outras enterram-nos&lt;br /&gt;no Além&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabem o que é o PIB/PI?&lt;br /&gt;Não?!&lt;br /&gt;é o Produto Interno Bruto da Infantil&lt;br /&gt;Prostituição&lt;br /&gt;quando se referem ao PIB da Nação&lt;br /&gt;só pode ser o da prostituição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a panela começa a ferver&lt;br /&gt;a água também começa a desaparecer&lt;br /&gt;é muito salutar de manhã ao levantar&lt;br /&gt;o ar empestado de gasóleo respirar&lt;br /&gt;um futuro uma melhor nação&lt;br /&gt;com geradores eléctricos no coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a mediocridade governar&lt;br /&gt;as crianças nascerão&lt;br /&gt;analfabetas evoluirão&lt;br /&gt;são o futuro&lt;br /&gt;da prostituição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem água, sem luz&lt;br /&gt;sempre a faltar&lt;br /&gt;ninguém pode reclamar&lt;br /&gt;porque vai apanhar&lt;br /&gt;é anti-patriota, arruaceiro&lt;br /&gt;como porco no chiqueiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:  ... Estrangeiros da República de Portugal, Paulo Portas, foi a Angola.&lt;br /&gt;paginaglobal.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-70594950491299115?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EaprzcfsdIvNuBNfaxXyDjWWVYE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EaprzcfsdIvNuBNfaxXyDjWWVYE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EaprzcfsdIvNuBNfaxXyDjWWVYE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EaprzcfsdIvNuBNfaxXyDjWWVYE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/wgSzYemNTgg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/70594950491299115/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/de-kabinda-ao-kunene-uma-so-corrupcao.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/70594950491299115?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/70594950491299115?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/wgSzYemNTgg/de-kabinda-ao-kunene-uma-so-corrupcao.html" title="De Kabinda ao Kunene! Uma só corrupção! Voltaire Ngola" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-EmR72h7fZms/TyVjjYP-_WI/AAAAAAAAV8w/qwE_KfUGFdI/s72-c/angola.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/de-kabinda-ao-kunene-uma-so-corrupcao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UNRXwycSp7ImA9WhRUF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-3104173320439111669</id><published>2012-01-28T10:27:00.001-08:00</published><updated>2012-01-28T10:28:14.299-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-28T10:28:14.299-08:00</app:edited><title>Quanto tempo sem ler você...</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7jKZJ-uvg9I/TyQ-NkuxVVI/AAAAAAAAV3s/MufwKHV01Xg/s1600/106924750_8bfc71db8a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7jKZJ-uvg9I/TyQ-NkuxVVI/AAAAAAAAV3s/MufwKHV01Xg/s400/106924750_8bfc71db8a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702751431076959570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como julgar a delícia de um bolo de chocolate, que em excesso faz mal (risos)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não uso facebook, praticamente não entro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falta e tempo, em primeiro plano, com certeza. Continuo trabalhando muito e nem reclamo. Grata por poder pagar as contas no final do mês. Feliz por conseguir driblar a escravidão em alguns minutos do dia e curtir os moleques. Na verdade, acho que gosto de trabalhar... não tanto quanto gosto de estar com os meus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas férias consegui andar de bicicleta com eles pelas ruas de terra do bairro. Voltei a brincar, sem contar os batimentos cardíacos e minutos que me renderiam menos "X" calorias (risos). Simplesmente brinquei, dei tantas voltas quando aguentei, tomamos chuva...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pai dizia que esse mundo era "do avesso" pois enquanto pessoas comem e correm "perder calorias" para não engordar, milhares morrem de fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que meu pai era bem louco, mas como toda loucura joga para nós, do jeito mais cru a verdade, sei que ele me deu ângulos diferentes para olhar o mundo. Tento às vezes buscar alguns desses ângulos para rever meus caminhos, e se a bússola está para o lado certo, brincar um pouco...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que o facebook é uma necessidade coletiva de sentir participando, dando a sensação de participação. Mas sabe quanto dura o presente? Pelos estudos de neurociência apenas 3 segundos e já lançamos para a memória como "passado'. Estar realmente presente e saber aproveitar o presente é muito difícil... talvez o facebook dê a ideia de estar junto, agora, com todos... ilusão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ilusão ou não, é um "bolo de chocolate delicioso"... Tenho certeza, pois tenho vários conhecidos mega viciados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que não esteja em abstinência internética, rsrs&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;um grande abraço,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Patricia Martinelli&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Dia de chuva. Eu nunca pensei que iria viver longe de todos que amo, ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;projetosdeumlouco.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-3104173320439111669?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R-rOzd_UGLqEIR2iTX2F2qisxbo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R-rOzd_UGLqEIR2iTX2F2qisxbo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R-rOzd_UGLqEIR2iTX2F2qisxbo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/R-rOzd_UGLqEIR2iTX2F2qisxbo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/muTBm-IMcb0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/3104173320439111669/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/quanto-tempo-sem-ler-voce.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/3104173320439111669?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/3104173320439111669?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/muTBm-IMcb0/quanto-tempo-sem-ler-voce.html" title="Quanto tempo sem ler você..." /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-7jKZJ-uvg9I/TyQ-NkuxVVI/AAAAAAAAV3s/MufwKHV01Xg/s72-c/106924750_8bfc71db8a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/quanto-tempo-sem-ler-voce.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cGSH87fCp7ImA9WhRUFkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-8518851947459788850</id><published>2012-01-27T01:03:00.001-08:00</published><updated>2012-01-27T01:03:49.104-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-27T01:03:49.104-08:00</app:edited><title>SONHO DE UMA NOITE TROPICAL (08)</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Dbgaxov8FUE/TyJobYmzHTI/AAAAAAAAV2k/1RuvTY2Amw4/s1600/charge-bebida-direcao-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Dbgaxov8FUE/TyJobYmzHTI/AAAAAAAAV2k/1RuvTY2Amw4/s400/charge-bebida-direcao-2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702234897875410226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Todos os participantes são escolhidos como você e eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. O investimento é pequeno e acessível para todos os irmãos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Será um novo meio de arrecadar dinheiro e realizar sonhos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Você só precisa acreditar no programa que tem em mãos, pode ser a resposta de Deus, para as suas orações. Comprometa-se em devolver o que é de Deus, o dízimo (Malaquias 3.10; Coríntios 9.13), 10% de tudo o que receber, para a Igreja, a Casa do Tesouro, mas não se esqueça essa parte do dinheiro não é sua;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Pense bem, um país com 1901 milhões de habitantes, a maioria das pessoas lutando contra as dificuldades financeiras. Talvez devêssemos agradecer a Deus por estarmos sendo apresentados a esta oportunidade;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Talvez se você perder esta oportunidade nunca mais terá outra igual, caso você acredite, ou não precise participar deste programa não jogue fora nem critique, entregue a alguém que julga necessitar desta AJUDA MÚTUA ENTRE IRMÃOS EM CRISTO;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Enfim, pense bem: quando este programa de ajuda mútua me foi apresentado, eu tinha as mesmas dúvidas e incertezas que você porventura venha a ter. Mas com a fé que sempre tive em DEUS, por todas as transformações que aconteceram na minha vida, tenho certeza que elas irão ocorrer na sua também. BASTA VOCÊ ACREDITAR E AGIR! Segue abaixo a lista de seis pessoas a quem você depositará R$ 1,00 (um real) para cada uma, ou até mais, se você sentir no seu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia, em abundância ceifará” (2 Coríntios 9.6).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro passo é depositar R$ 1,00 (real) em cada conta das seis respectivas contas (listadas logo abaixo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre agora neste programa. Em seguida, refaça a lista da seguinte forma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;APÓS O DEPÓSITO, tire o nome da 1ª pessoa da lista, prova que não é pirâmide e nem corrente (ela já fora agraciada pelo sucesso do programa). A pessoa da posição nº 2 (dois) passa para a posição 1 (um), a da 3 (três) passa para a posição 2 (dois), as demais também subirão uma posição cada, isto irá acontecer todas as vezes que alguém aderir ao programa, ela terá que refazer a lista colocando o nome dela na posição 6 (seis), eliminando a pessoa da 1ª posição, em seguida, já com o nome dela na posição 6 (seis), enviar no mínimo 250 (duzentos e cinquenta) cópias pelos correios, ou em mãos, ou a quem você achar que irá aderir ao programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue-se a lista de seis pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;IMPORTANTÍSSIMO:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não haja de forma desonesta, deposite a quantia de R$ 1,00 (um real) para cada pessoa da lista, Faça um compromisso com Deus e com você mesmo de não repassar este programa sem antes ter depositado os valores, totalizando R$ 6,00 (seis reais). Deus irá honrar você:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também” (Lucas 6.31).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observação do irmão participante em 02/12/2005: Amado (a) irmão (ã) acredite no programa, creia nele, pois este é digno e honesto. Não tem como ter dúvidas é tudo muito simples, deposite a quantia, tire o nome da 1ª pessoa da lista e coloque o seu na 6ª posição. Deposite hoje mesmo e comece o trabalho, não perca tempo me enviando e-mail ou cartas para esclarecer dúvidas, Deus me deu essa direcção de enviar as cópias por cartas, talvez você tenha outra. Tenho a certeza de que Ele fará com que as pessoas se certifiquem da honestidade do programa e participem. Seja sábio, não tenha dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Porque a sabedoria serve de sombra (ou abrigo) como de sombra serve o dinheiro; mas a excelência da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor” (Eclesiastes 7.12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso é uma grande ideia. Nunca mais nos faltará dinheiro para a bebida. E não é preciso trabalhar. – Disse, infestado de contentamento o Hepatite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deus é grande. – Não duvidou o Filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Presidente sempre pensativo afirmou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pondo ponto final ao colonialismo e barrando decididamente o caminho ao neocolonialismo, o MPLA afirma, neste momento solene, o seu propósito firme de mudar radicalmente as actuais estruturas, definindo desde já que o objectivo da reconstrução económica será a satisfação das necessidades do Povo. No entanto, tendo em conta o facto de Angola ser um País em que a maioria da população é camponesa, o MPLA decide considerar a agricultura como a base, e a indústria como factor decisivo do nosso progresso. O Estado angolano terá assim a capacidade de resolver com justiça o grave problema das terras. É evidente que numa primeira fase a nossa economia se ressentirá com a falta de quadros. Para responder a esta carência será elaborado um plano expedito de formação de quadros nacionais, ao mesmo tempo que se apelará para a cooperação internacional nesse domínio. As nossas escolas, a todos os níveis, deverão sofrer uma remodelação radical para que possam de facto servir o Povo e a reconstrução económica. O imperialismo não desarma. Vencido o colonialismo, pretende agora impor-nos novo regime de exploração e opressão utilizando os seus lacaios internos, na vã tentativa de destruir as conquistas já alcançadas pelo Povo. Agostinho Neto.11 De Novembro de 1975. Proclamação da independência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que horas são? – Perguntou a Caribenha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- São dois mil anos de guerra santa e vinte segundos. – Respondeu o Filósofo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Poeta tinha pouco mais de um metro de altura. Magro, com a cabeça pequena que parecia um brinquedo, disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A guerra só serve para matar as pessoas. Não interessa quem morre, o importante é matar, seja quem for. Não sei como as pessoas sentem um enorme prazer em matar crianças, mulheres. Ficam felizes por verem tantos corpos espalhados pelo chão. E isso dá-lhes um sabor a vitória. Na verdade é uma grande derrota, e pensam que fizeram algo de útil. Destruir é o maior prazer que o ser humano sente. Quanto mais destrói, fica com a sensação de que é dono do mundo. Que tudo lhe pertence. O ser humano foi concebido para destruir. Ainda há quem pense em ir para a guerra e não morrer. E as pessoas quando morrem deixam de sorrir. Entretanto, por estranho que pareça, lembramo-nos sempre dos seus sorrisos quando estavam vivas. Isto pode significar que a vida é apenas um sorriso. De facto, a vida depende de um simples sorriso. E Deus disse: que as forças da natureza cumpram o que lhes ordenei. Que acabem para sempre os sedentos de dinheiro e os de vida fácil. E assim se está a fazer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vade retro Satan! – Disse o Almirante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pelas sete pragas que nos afligem. – Praguejou o Pragador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vou votar… não vou votar. – Não sabe o Eleitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso falar? – Perguntou o Branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É pá, se não for para nos provocar. – Esclareceu o Vodka.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Há coisas que pensamos estar preparados para enfrentar. Uma delas no princípio é sempre agradável. Começa bem e acaba sempre mal. É essa coisa da bebida. Um que bebe solitário é chamado de maluco. Quando dois, três ou mais bebem juntos, como se chamarão? Muito simples: um por todos e todos por nenhum. Entre uma mulher e a bebida prefiro a bebida, porque a mulher demora muito a destruir-nos e a bebida é de destruição rápida. E quando começam a ganhar mil ou mil e quinhentos dólares por mês, já não querem negra, preferem as mulatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos engolir mais essa provocação. – Desabafou o Vodka.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Até que o estômago não aguente mais. – Apoiou o Almirante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Depois dizem que somos racistas. – Ameaçou o Hepatite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Branco fingiu que não ouviu e continuou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Regra geral todos os acidentes que acontecem devem-se à sociedade que está muito desorganizada. Muitas desgraças poderiam e deveriam ser evitadas se os fundamentos actuais fossem alterados. Mas isso não é possível devido ao culto do dinheiro. Quem não tem dinheiro não sobrevive. E quem tem dinheiro, quer mais, e para o obter destrói tudo, incluindo o ar que respiramos. Se não mudarmos urgentemente as regras não sobreviveremos. Alguns, sempre os mesmos, enriquecem sempre com as desgraças do semelhante. Que farão depois com o dinheiro que ganharam? Vão investir aonde? Pois se tudo está destruído? Resta-lhes a felicidade de olhar para a fortuna que amontoaram. E isso é a maior de todas as maldades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Almirante acrescentou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A história da humanidade é uma conjuração. É uma grande vigarice. Só narra os feitos dos gatunos. Vejam por exemplo o que Edison fez ao Tesla, e o que fizeram aos Templários. Desde o início que a humanidade foi entregue a uma quadrilha de bandidos bem organizados. E assim continua. A história da humanidade é a história de uma única quadrilha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Ivan Cabral - charges e cartuns: Direçãoalcoólica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ivancabral.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-8518851947459788850?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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O reino Jingola funciona mais ou menos como a China, o reino Tsin, que tem um governo e duas políticas. Jingola também assim é, tem duas políticas, várias polícias e dois povos. Tem um governo de e só para os Lordes e o resto, tudo o que seja miséria, é propriedade dos Tchavolas. Os emboabas instalaram-se em força com as suas bagagens, extravasando as suas margens. O reino Emboaba apenas existia de nome, o melhor seria chamar-lhe de reino dos desempregados. E de fúria incontida, cerca de cento e trinta mil emboabas optaram como estratégia de sobrevivência dizimar os empregos dos Tchavolas, assaltando de bandeja todos os lugares disponíveis. De tal modo que no único jornal diário dos Lordes, como já referenciado, Jornal do Povo Jingola, estampavam-se uma epidemia de anúncios a decretarem o abandono do trabalho, isto é, os emboabas provocavam o despedimento dos tchavolas, e cinicamente, colonialmente em surdina sussurravam por detrás da orelha, que os tchavolas não gostavam de trabalhar. E até na Rádio da Confiança Tchavola, quando em fóruns o locutor lhes perguntava qual a sua profissão, muitos tchavolas respondiam, desempregados, pois claro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na Rádio da Confiança Tchavola, um ouvinte desempregado narrou a sua leninista odisseia. Começou por afirmar que o seu braço armado da sobrevivência, o seu filho, técnico de informática, sofreu em três empresas as agruras do regresso da escravatura dos emboabas. Na primeira empresa, os chefes emboabas, daqueles analfabetos que chegam e são logo promovidos a chefes dos transportes, da limpeza, e outras coisas conjunturais, trataram-no com tanto desprezo e salada racista, quer dizer, fizeram-lhe a vida horrivelmente mais negra para que ele se visse obrigado a abandonar o trabalho. Assim o fez, e logo de seguida os emboabas chamaram um amigo que já estava na fila de espera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na segunda empresa dos emboabas, parece mentira mas é a verdade, pasme-se, assim o ouvinte elucidava o auditório, um engenheiro de informática emboaba não sabia o que era uma pendrive. E quando chegada a época natalícia, os emboabas canibalizaram-lhe o cabaz de Natal, deixando-lhe apenas méia dúzia de garrafas de vodka. O ambiente de trabalho era a fotocópia da empresa anterior, o desprezo e os insultos onde não existe dignidade humana. Claro que teve de fugir, isto é, foi parar nos anúncios dos abandonados do trabalho, e outro emboaba regressou do seu reino, espoliou-lhe o emprego e poucos meses depois mandou vir a família. Coisa tão vulgar como beber vinho tinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na terceira empresa, o chefe máximo, outro emboaba, não falava, gritava-lhe como um possesso, um genuíno psicopata, mesmo assim o desgraçado do escravo ainda conseguiu aguentar duas semanas, mais um abandono de trabalho para o jornal dos anúncios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os tchavolas viram com espanto o inimaginável: um emboaba com um balde, uma vassoura e detergentes no seu serviço de limpeza. Os tchavolas passavam, olhavam-no e abanavam as cabeças, querendo significar que até os serviços de limpeza nos roubaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também um ouvinte, técnico de contas, denunciou que também foi contemplado com a substituição em duas empresas por emboabas. E não há a quem recorrer porque os Lordes protectores têm as chaves das algemas da injustiça nas suas mãos. Pode-se jurar a pés juntos que Jingola está definitiva e irremediavelmente sujeita às leis da escravatura e do colonialismo, no embrião de uma revolta ferocíssima. Mas os Lordes quando alguém lhes fala nisso limitam-se a sorrir com o seu cinismo habitual de que em Jingola tal coisa não é possível. Na arena internacional sim, em Jingola jamais, porque os tchavolas há muito que estão domados, resignados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um agradável som desviou-me a atenção. Amigo leitor, a Lady Marli é uma exímia executante de alaúde, esse maravilhoso instrumento musical de origem árabe. Ela tem uma voz angelical, divinal, que posso assegurar nos transborda, nos enfeitiça o mais íntimo da nossa alma, e até o Universo se lhe rende perante o seu canto sonoro que vibra com as suas cordas vocais. E ela como eleita princesa universal da música alaudada toca e verseja:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na procura do amor perdido&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nascer, e sem amor morrer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não é viver&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oh! como são duros&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os espinhos do amor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;lançados dos seus muros&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E piscando um olho cúmplice para o seu Cavaleiro Mwangolé:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para onde vai a pomba&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o pombo também vai&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a sua amada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;persegue, ai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voar nos descaminhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;do amor é solidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vida de donzela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é escravidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Marli descortina-se, despe o manto do secretismo do amor, o anseio dos que lutam pela sua perenidade e nele rejuvenescem, nele encontram a felicidade. Amar é saber olhar, é pintar no universo do amor o quadro da sociedade secreta do amor e revelá-lo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olhamos em todas as direcções que nos é possível imaginar, na esperança distorcida do amor lá encontrar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Marli, presa nos caprichos dos paradigmas enigmáticos das descargas eléctricas que energizam as forças neuronais, que renascem as pirâmides do amor:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nos escolhos das falésias das nossas vidas, as pirâmides da água do mar batem-nos fortes, gostam do estrépito. É assim o poder do amor quando foge por entre as nossas mãos dolentes, já não impacientes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;continua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: paisagem habitual no reino Jingola depois de mais um ataque das forças dos Lordes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-1366949909743672099?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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A loja é única do bairro e o pistoleiro meteu tudo num grande embrulho, mas de forma tão desajeitada que à medida que vai arrastando o grande saco, alguns produtos vão caindo, para os quais todos se atiram para garantir um mínimo de subsistência para os próximos dias; em vez de arriscarem a levar um tiro do gatuno ao tentarem agarrá-lo. In Marcolino Moco&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na casa da eterna bandeira, permanecia inadiável discussão entre mãe e filho sobre quem é que deveria ter direito ao uso exclusivo de bandeira naquela casa. É que a mãe gostava de uma bandeira com uma estrela negra, e o filho, de outra com um galo que despertava um sol fervente. E claro que não se entendiam, muito pelo contrário, a mãe decidiu-se, como era da praxe, pelos rumos da nova vida de uma só bandeira, um só partido, um só povo, e também da outra bandeira das responsabilidades acrescidas, e de outras corrupções. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mãe garantia que a experiencia de luta adquirida pelos patriotas do partido da única bandeira conduziriam o navio e do que restava da sua ferrugem naval, outra vez e sempre pelos mares da liberdade, da independência, rumo ao homem novo. E que para isso só um partido é mais do que suficiente para atingir o tal desiderato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o filho já cansado - e quem é que não o estava? - de escutar durante incontáveis anos sempre a mesma sinfonia com os mesmos executantes e também sempre com o mesmo maestro, onde qualquer um fica estarrecido e apela à manifestação, e até, como alguns, à desordem, e um ou outro à guerra, o filho, apresentava como num debate os seus argumentos: «Mãe, a minha bandeira do alvorecer vai ganhar as eleições, porque essa tua bandeira da estrela já lhe secou a luz, dela só restam alguns príncipes das trevas que nos consomem os anseios da liberdade. Ademais, essa bandeira actualmente é o símbolo da corrupção. Quando se olha para ela, vêm-nos à mente tudo o que é miséria, corrupção, arrasar de casebres, espoliação de terras, desemprego, falta de água, luz … escravos dela e dos seus amigos estrangeiros, etc., etc.» Mas a mãe, como os férreos seguidores de uma religião que obriga os seus fieis a oferecerem em holocausto as suas vidas, apertava-lhe como numa visão mística, numa profecia: «Meu filho, bandeira com um só coração não se pode dividir com mais nenhuma… já viste o que é quando um coração se parte em dois? É um grande sofrimento para a alma. Nós, no nosso querido, amado e idolatrado partido leninista da ainda oprimida classe operária, isso da classe camponesa ainda teremos de reencenar uma luta pela sua liberdade, porque as cooperativas parece que acabaram e os produtos hortícolas e os campos definitivamente murcharam, mas meu filho, aviso-te solenemente que não quero... tira-me daqui essa PORRA DE BANDEIRA DO GALO!!! OUVISTE???!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o movimento dos citadinos, a gíria generalizada dos jornalistas dos nossos órgãos de informação sem excepção, fazia-se sentir multicolorido, também outra gíria dos nossos consagrados lentes das penas, arrastava-se pela rua da centralidade da tribo da casa da bandeira eterna. O horroroso barulho de chineses instalados nas traseiras dos edifícios arruinados, que sem problemas, agora Angola é deles e de todos os estrangeiros, que com uma máquina serram tubos de ferro, isto porque os mwangolés não são capazes de o fazer, garantem os nossos amigos do império asiático, e como chinês trabalha de dia e de noite, imaginem a poluição sonora e ambiental que se instalou em Angola. E os chineses, como mais um dos milhões de produtos importados, assentam arraiais, e transformam as traseiras das nossas residências em oficinas com o apoio incondicional das nossas estruturas das mais-valias. E via-se claramente um chinês a mijar com tão grande à vontade, para quem o quisesse apreciar, como um cartaz de publicidade pornográfica de baixo nível, que se juntava que festejava a restante imundície acumulada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvia-se também o estridente escape de alguns geradores também instalados nas traseiras do que antes era propriedade angolana e agora espoliada. O barulho e o fumo tóxico não têm problemas, vale como lei, porque os dirigentes sentados na eternidade dos seus cadeirões imperiais, há muito que não sabem, desconhecem por completo que afinal Angola tem povo. Mas a palavra de ordem é acabar com tudo o que ainda se chama de população, apenas os ratos, as baratas e as moscas lhes resistem, até ver. Angola não é dos angolanos, é da tribo de uma só bandeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o lugar-comum da vozearia de quem já foi assaltado, o prato da manhã, da tarde, da noite, enfim, de todos os momentos, entrava-nos pelos ouvidos como se perseguidos pelo inferno. E os fortes sons de bater com tampas de panelas, ou algo similar, escutava-se, informando que a uma mamã já lhe raptaram o filho. E com ou sem polícias os motoqueiros rasgavam, ultrapassavam os instrumentos medidores de som com os seus loucos escapes drogados pelas mais violentas drogas conhecidas e desconhecidas. E como se não bastasse, ouvia-se mais um som de um motoqueiro especial, o batedor do trânsito da escolta presidencial assinalando que a maratona do cortejo presidencial se aproxima. O terror apodera-se de nós, porque não é imaginável que alguém ouse fazer um gesto qualquer, porque se arrisca a levar um tiro, enfim, coisas da democracia. Mas, os esclarecidos dirigentes da bandeira publicitavam, decerto por engano, na sua imprensa particular que: «Está tudo sob controlo.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E perante a intransigência do seu filho e da sua bandeira, a mãe, extremada zeladora da sua única bandeira queixou-se nos seus amigos e amigas do seu coração, e muito rápido, quase à velocidade da luz, chegou um pelotão de execução, uma chusma que cumprindo desordens superiores, atiraram-se como piranhas sobre o traidor salafrário da causa do povo angolano. E tanto lhe batucaram, lhe amassaram que o aniquilaram e mais à sua bandeira. E dentro da maior impunidade que a caracteriza, a estrela da bandeira de um só partido sorriu por mais uma missão cumprida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E logo de seguida, como que já de antecedência programado, noticiou-se de lés-a-lés nos órgãos que só falam a verdade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conselho da Revolução. Decreto 001/CR/12.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convindo harmonizar, legislar, o uso de bandeiras e camisolas dos partidos políticos, este CR decreta e promulga o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 – Doravante, qualquer partido da oposição que deseje utilizar as suas bandeiras ou camisolas, terá que solicitar a este CR através de requerimento, acompanhado da quantia monetária de dois mil dólares que servirá como caução para despesas de expediente, porque este processo é longo e demorado. Pois que terá de subir até ao nosso chefe supremo da revolução. A coisa, a autorização demorará pelo menos um ano até à sua implementação. Mas não desesperem, porque as coisas revolucionárias são mesmo assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ÚNICO:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único partido que está autorizado a utilizar camisolas e bandeiras, é o da nossa vanguarda eterna, aquele partido que conduz os destinos desta portentosa Nação até à vitória final e suas consequências. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem não cumprir este desiderato decretado será de imediato espancado até à morte, sem poder recorrer, como é óbvio, às instâncias policiais e judiciais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está isento de recurso ao Tribunal do Supremo Conselho da Revolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E logo um serviçal bajulador tratou de organizar em regimento militar a voz destemperada da sua informação nacionalizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a evolução da nossa revolução dos 32 biliões segue o rumo imparável de mais outros 32 biliões. E contra 32 biliões ninguém luta. A nossa revolução não é corrupta, os revolucionários é que são corruptos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se é revolucionário por vontade própria, mas por certidão de nascimento. E nas nossas fileiras os nossos militantes ao nascerem portam na pele a gravação das letras do nosso imortal partido. Os nossos também imortais líderes guiam-nos, mostram-nos o caminho do sucesso revolucionário dos nossos camaradas e amigos de luta da Coreia do Norte. Onde existir um revolucionário há revolução, e quem portar uma bandeira com cheiro a galo, vai apanhar até se finar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E porque estamos enxameados de revolucionários, dispensamo-los definitivamente porque os corruptos ultrapassam-nos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E apontaremos os nossos canhões para os militantes de outros partidos com bandeiras que serão canhoneadas, e os nossos homens dos canhões devidamente honrados com a medalha de herói nacional da pancadaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa luta é dirigida contra todos aqueles que não comungam com os nossos ideais de liberdade e de democracia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa estratégia de combate é a seguinte: primeiro, aniquilar a bandeira do cantar de galo, o nosso inimigo principal. Segundo, na lista negra, o partido da banda desenhada, nome dado pelo partido da nossa estrela, depois… os outros… é muito fácil, basta um sopro das nossas forças que estão há muito preparadas no terreno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: A informação está formando?! fonte: http://navedahistoria.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;artigosdehistoria.blogspot.com&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-2379075070046294256?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Foi a sua desgraça&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;nautica.com.br&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até a terrível noite de tempestade em que seu capitão foi varrido do convés pelas vagas furiosas para nunca mais ser visto, o clipper Queen of Nations sempre teve um comando competente e cuidadoso. Construído em 1861, o barco era o maior orgulho da frota da Aberdeen White Star Line, empresa especializada em transporte marítimo. E esse orgulho tinha razão de ser: levando carga e passageiros entre Londres, na Inglaterra, e Sydney, na Austrália, durante 20 anos, o navio provocava grande admiração em todos os portos pelos quais passava, por sua velocidade, imponência e manutenção impecável. Tudo nele era de fato harmonioso e belo — dos guarda-mancebos de madeira polida ao casco sempre caprichosamente pintado de verde-aberdeen (um verde-musgo escuro, uma espécie de marca registrada dos navios da empresa), passando pelo mastro imaculadamente branco e pelos intrincados desenhos que decoravam suas laterais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas quando o veterano comandante Donald desapareceu no mar naquela noite tempestuosa de 1879, os diretores da Aberdeen apressaram-se demais em arranjar um substituto para ele e nem sequer tomaram as mais elementares precauções, como examinar com cuidado o currículo daquele a quem iriam entregar o comando do barco. No afã de logo resolverem o problema, acabaram escolhendo um certo capitão Samuel Bache, um notório beberrão, como substituto do irrepreensível Donald. Tal decisão não poderia ter sido mais infeliz, como mostraria a derradeira viagem do Queen of Nations.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em março de 1881, balançando elegantemente no píer do Porto de Londres, o clipper começava a ser preparado para mais uma travessia entre a Inglaterra e a Austrália, naquela que seria a primeira — e última — missão de Bache. Iniciando o carregamento do navio, a tripulação viu quando o novo comandante e seu imediato chegaram para o embarque. Os marinheiros ficaram atônitos com o estado de embriaguez em que se encontravam os dois oficiais, tão alcoolizados que até precisaram de ajuda para subir ao tombadilho. “Bem”, a marujada deve ter pensado, “nada como uma longa viagem no mar para curar qualquer bebedeira. Já, já, eles estarão tão sóbrios como um peixe.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ledo engano. Por uma suprema ironia do destino, os porões do Queen of Nations estavam abarrotados de caixas e mais caixas das mais sofisticadas bebidas — uísques envelhecidos, licores finíssimos, vinhos franceses e milhares de garrafas do mais legítimo rum caribenho — que seriam desembarcadas em Sydney. Tão logo o clipper deixou o porto, Bache e seu imediato não perderam tempo. Desceram ao porão e elegeram as bebidas que lhes serviriam de companhia durante o dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim foi na viagem inteira. Quando as garrafas esvaziavam, um ou outro descia para fazer uma visita à preciosa carga, voltando para a cabine com os braços sobrecarregados de garrafas dos mais variados formatos e tamanhos. Passavam as noites e os dias apenas bebendo e dormindo. Raramente apareciam no posto de comando ou mesmo no deck. Quando o faziam, estavam sempre cambaleantes, olhos engazeados e cabelos desgrenhados. Grunhiam uma ou outra ordem incompreensível e voltavam rapidamente à cabine e às garrafas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tripulação logo percebeu que só mesmo com muita sorte o Queen of Nations conseguiria chegar são e salvo ao seu destino. Era um barco sem comando, em que a tripulação — experiente, mas sem grandes conhecimentos de navegação — dava o melhor de si para conduzi-lo em segurança. Todos os esforços dos marujos foram insuficientes, porém, nas últimas horas do dia 31 de maio de 1881, quando, a alguns quilômetros ao sul de Sydney, o capitão Bache apareceu cambaleante no posto de comando. Mente enevoada pelos densos vapores etílicos, acabou confundindo uma fogueira ao longe, na linha da orla, com o brilho do farol existente na ponta sul da cidade australiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, equivocadamente ele deu ordem para que o navio virasse em direção da praia. Alguns minutos depois, lá estava o barco encalhado em um banco de areia próximo à costa de Corrimal Beach, em Wollongong.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ter mais o que fazer, a tripulação começou a abandonar o barco antes que as ondas o invadissem. Foi quando o imediato irrompeu no deck curtindo a mais completa bebedeira e ameaçando a todos com uma pistola que empunhava na mão trêmula. Correndo tropegamente de um lado para o outro no tombadilho, o homem gritava que atiraria para matar no primeiro que deixasse o navio, pois não iria aceitar a deserção de nenhuma pessoa. Sem tomar conhecimento das ameaças, no entanto, a tripulação continuou a abandonar o barco com rapidez. O imediato disparou então sua pistola a esmo, sem atingir ninguém. E enquanto ele tentava recarregar a arma sem êxito, tão bêbado se encontrava, a operação desembarque continuou, com todos os marinheiros chegando salvos à praia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante duas longas semanas, o casco do Queen of Nations ainda resistiu bravamente aos choques contínuos das ondas. Depois a persistência do mar venceu e, por fim, o casco rachou, deixando que a água invadisse os porões e carregasse para o mar a preciosa carga de centenas de caixas de uísques, licores, vinhos e rum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora o encalhamento tenha ocorrido numa área remota e na época ainda despovoada, a notícia daquele tesouro alcoólico boiando a poucos metros da praia espalhou-se com rapidez e logo uma multidão vinda de várias milhas de distância apareceu para carregar as garrafas que podia. Era o início da mais longa e selvagem farra de que se tem notícia na Austrália. Segundo os jornais daquele tempo, “uma multidão acampou na praia e permaneceu várias semanas alcoolizada.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os acampados criaram um método bastante curioso para roubar a bebida recuperada a muito custo pelas equipes responsáveis pelo resgate da preciosa carga. Colocavam olheiros encarapitados no cimo das árvores mais altas para que de lá eles vigiassem o trabalho dos grupos de salvamento. Então, quando a carga recolhida no mar era colocada a salvo, na areia, os olheiros indicavam o local e a turba atacava com tudo. Até que os oficiais lutavam para conter os roubos, mas era uma tarefa tão inútil como a de tentar conter as ondas do mar. Ainda assim, os tribunais locais logo ficaram apinhados de gente acusada de furto e de perturbação da ordem. Para constrangimento de juízes e promotores, mesmo oficiais de justiça foram apanhados com garrafas nas mãos e levados presos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora interrompidos por várias tempestades, os esforços de salvamento ainda continuaram por dois meses, até o Queen of Nations ficar destruído. Nesta ocasião, a multidão de acampados já estava longe, curtindo no aconchego de suas casas o produto interno líquido das garrafas roubadas, talvez sorrindo, entre um gole e outro, daquele velho ditado (inventado agora): em mar de bêbado, quem tem navio éI náufrago.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TABELA FICHA TÉCNICA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficha Técnica&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queen of Nations&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lançamento 25 de abril de 1861&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Construção Aberdeen, Escócia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fabricante Walter Hood&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proprietários George Thompson &amp;amp; Sons, Aberdeen White Star Line&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprimento 190 pés (58 m)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boca 32 pés (9,75 m)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Modelo Wooden clipper&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando naufragou 31 de maio de 1881&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tripulação 28 pessoas»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Getty Images navio Costa Concordia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;exame.abril.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-118226713661387253?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_fDfLUtvZoCNGMuqB3Ft2B7OuDw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_fDfLUtvZoCNGMuqB3Ft2B7OuDw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/jfn9C98ReUc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/118226713661387253/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/quando-lia-no-elmundoes-sobre-os.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/118226713661387253?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/118226713661387253?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/jfn9C98ReUc/quando-lia-no-elmundoes-sobre-os.html" title="Quando lia no ELMUNDO.ES sobre “os mistérios do Concordia, “o capitão estava bêbado?”" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-u6mFlqvgskg/TxmAlo-u3pI/AAAAAAAAVeY/1-JR5Pbi9b8/s72-c/size_590_costa-concordia-navio2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/quando-lia-no-elmundoes-sobre-os.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DU4MQH47fip7ImA9WhRUEEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-4860177259987321869</id><published>2012-01-20T03:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T03:13:01.006-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-20T03:13:01.006-08:00</app:edited><title>O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (09)</title><content type="html">&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vQDCebrEdC0/TxlMJg03F4I/AAAAAAAAVdQ/SJZ3-pfsCiI/s1600/MAE%2BANGOLANA%2BISMAELL%2BMATEUS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vQDCebrEdC0/TxlMJg03F4I/AAAAAAAAVdQ/SJZ3-pfsCiI/s400/MAE%2BANGOLANA%2BISMAELL%2BMATEUS.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699670529728255874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A contemplação é o seguro caminho do divino. Olhamos para a água do nosso lago e de repente é como se despertássemos de um sonho, como se prostrados no eterno adormecido. Dormimos porque sonhamos, ou sonhamos porque dormimos e ainda não despertamos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despertamos e procuramos o nosso olhar. Tentamos focar o que se passa à nossa volta, mas ainda ensonados verificamos a fragilidade da nossa alma. Por vezes, muitas vezes?, tememos dormir, porque esperam-nos pesadelos que nos obrigam a gritar. Mas, lá está o amor para nos despertar, aconchegar, para nos salvar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi criado um guichet especial intitulado, Diálogo com os Jovens. Assim, nos pretendem convencer que decerto os problemas dos jovens à partida e à chegada estavam resolvidos. Quer dizer que o jovem com um qualquer problema dirige-se ao guichet, e pronto. Era uma vez um problema. Nada mais fácil do que isto não há. Os bons governantes vêem-se pelas suas decisões. E onde há escuridão, há sempre um governante iluminado que nos ilumina. Há homens que vivem na luz e os seus espíritos estão sempre iluminados. Há outros que preferem a escuridão e por isso os seus espíritos estão sempre nas trevas, entrevados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Jingola segue com imensas dificuldades tal e qual como um navio em alto-mar apenas dirigido pelo seu comandante, porque ele está convencido que o imediato e a tripulação servem apenas para atrapalhar a mareação da boa governação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decididamente os emboabas não têm juízo. Então, chegam a Jingola e andam por aí a pregar-nos como se deve dirigir um país, uma instituição, uma empresa, uma cantina, como se deve abrir e fechar uma torneira de água, enfim, como se deve dirigir tudo e mais alguma coisa. Como se fossem os mestres da sapiência universal, mas na realidade é apenas medieval. Uma dúvida me domina: se o reino Emboaba está no caos, quase volatilizado, então de que nos servem esses discursos demagógicos populistas de ocasião? Nós, em Jingola, temos um índice de analfabetismo muito para além das nuvens celestiais, para quê então mais emboabas analfabetos? Vamos ficar com uma inflação de analfabetismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo prático de como danificar a energia eléctrica jingolana: vemos um prédio de cinco andares a funcionar normalmente. Um banco instala-se no rés-do-chão, põe em funcionamento, além dos equipamentos normais, dez ares-condicionados. Pronto, já está… o cabo de alimentação principal de abastecimento da rede eléctrica situado na rua, no seu passeio, não aguenta e queima. Mas isto é elementar, e só não vê quem não quer, pudera! Com tantos cegos por aí. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos que reparem os escapes dos geradores e acabem com mais esse berreiro, para que a morte seja imperceptível, suave, inodora, silenciosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Energia eléctrica e água em Jingola? Só no palácio real, ou melhor, no reino do Palácio da Corte de Jingola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha um médico amigo, e de repente ele abandonou-me, já não respondia aos meus emails, às minhas chamadas e mensagens que lhe enviava pelo telemóvel. Adoeci e recorri aos seus serviços, rogava-lhe que necessitava da sua ajuda urgente. E dele nada, fiquei impressionado com a desumanidade do doutor. Decerto ele prescindiu do Juramento de Hipócrates, creio que será mais um vulgar mercenário da medicina. Mas mais tarde descobri que o médico era membro do comité de especialidade dos médicos do rei. Como tal tinha benesses, carro, casa e demais mordomias. E como eu era, e sou, um crítico da governação do rei, ele achou por bem abandonar-me para que os espiões do rei não o atirassem para a rua por conviver com elementos hostis à governação, assim uma espécie de agentes do imperialismo internacional. Jingola também tem médicos intolerantes que nos lembram algumas reminiscências do eterno colega doutor Mengel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dantes, os anticolonialistas lutaram contra o colonialismo, claro, e derrubaram-no. Afinal era uma farsa, porque de repente desmascararam-se, estavam, usavam a máscara dos neocolonialistas. Agora, os genuínos anticolonialistas lutam para derrubar os neocolonialistas, e estes exercem, respondem com feroz repressão. É claro, mais que evidente que os verdadeiros lutadores pela democracia e liberdade triunfarão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ANÚNCIO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisa-se, muito urgente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milhões de cidadãos necessitam urgentemente de partido político para organizarem uma manifestação contra a falta sistemática de energia eléctrica e água. Oferecemos bom vencimento e demais regalias em vigor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para neocolonizar Jingola, necessita-se da fraude eleitoral patrocinada oficialmente pelos reinos Emboaba, Pão de Açúcar e Tsin. Esta constatação é fácil, basta só atentarmos nos seus discursos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela análise da situação, sempre actual, será que nenhum Jingolano se dá conta do caminho que Jingola segue? Ainda não viram o destino cruel do futuro que se aproxima? É o salve-se quem puder? A visão apocalíptica do campo de concentração, chamado de acolhimento, dos refugiados tchavolanos não é suficiente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com os biliões de dólares do petróleo, nós, os Lordes, podemos mandar matar quem quisermos, porque com esse dinheiro compramos e silenciamos qualquer pessoa de qualquer órgão político, administrativo e informativo internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Moro na rua dos Serviços Prisionais. O porquê deste nome? Porque os veículos prisionais não se cansam de passar. E com as suas sirenes admoestam os outros condutores. Quer dizer, eles, os dos serviços prisionais prenderam a rua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes são os últimos dias do paraíso perdido do poder que nos enlouquece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma resposta à dúvida mais frequente se impõe: para quando a nomeação do ministro da propaganda de Jingola?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque será que os balanços de qualquer governação são sempre positivos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tantas vezes se muda a tripulação do navio, mas ele continua no mesmo rumo incerto, porque o problema está no seu comandante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poluição sonora e ambiental é uma disciplina da cadeira de miséria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jingola, essa imensa Tchavola onde procuro o caminho da luz para me iluminar, e a água para me saciar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não são as crises do capitalismo que são cíclicas. São cíclicas, permanentes, isso sim, as crises dos acéfalos e dos seus eleitores que teimam na chama do poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que caracteriza os tchavolas é o seu viver na miséria absoluta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os caminhos do amor estão difíceis de encontrar, porque ele está mesmo ao nosso lado, a despertar. E quando encontrado dele não desejamos mais sair, fugir. O amor é a nossa divina contemplação. Porquê só o sabe, o coração? Nunca entenderei o porquê dos médicos não o receitarem, porque ele cura e previne todas as doenças. E na falta do contacto físico, resta-nos a esperança da contemplação da sua imagem, como o olhar persistente de uma foto, a pose recordada da nossa amada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é criado pelo ser humano, não pode ser divino. O ser humano não pode existir, viver no mundo ao mesmo tempo como pessoa e divino. Deus é uma invenção de alguns homens para dominarem os outros. Portanto, Deus não existe, porque é uma criação humana. E o homem não pode ser ao mesmo tempo também humano e divino. A bazófia que Deus está no céu humano, só pode e deve ser, o deus da hipocrisia. O cristianismo tem conduzido até agora a espécie humana para o suicídio universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Jingola não tem contabilidade organizada, significa que os discursos políticos e demais realizações da reinação são miragens num imenso deserto sem nenhum oásis. Porque, como disse Lord Kelvin, 1824-1907, o que se apresenta sem números não tem qualquer valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem há trinta e seis anos não conseguiu, não consegue organizar a energia eléctrica, a água, etc, etc, mas organizou a corrupção, é que vai organizar eleições? Serão sem sombra de dúvidas umas eleições muito concorridas, muito corrompidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais importante é reprimir de acordo com a pura selvajaria da democracia. Ao enveredarem pelos caminhos incertos da mediocracia, arrastam Jingola para o rumo da velha vida catastrófica, neste castelo do petróleo fortificado, em lágrimas derramado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao instituírem Jingola um paraíso para tsins, emboabas e pães de açúcar, enquanto o povo jingolano sobrevive na penúria e nem sequer tem o mínimo direito de se expressar, ao contrário do que diz a CFJ – Constituição Fantasma de Jingola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o nosso reinado aprovou o projecto do edifício do museu da Tchavola, para que o nosso povo estude o desempenho do Executivo Real na melhoria da vida das nossas populações. O seu custo? Apenas quarenta e quatro milhões de euros. É sem dúvida uma mais-valia que melhorará, como sempre, as condições socioeconómicas da vida sofrível do nosso querido e neocolonizado povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anúncios de publicidade produzidos pelos emboabas nos pódios comerciais espalhados pelos locais estratégicos de Jingola, lavam a imagem degradante de quem jamais deveria ocupar o lugar da governação. Mas eles lá estão, apoiados pela suja e despótica governação da internacionalização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê? Porque as terras que restam dos tchavolas são-lhes surripiadas sistematicamente pelos Lordes e seus amigos estrangeiros. Aos tchavolas obrigam-nos a refugiarem-se nas matas como no tempo da guerra. E os Lordes e seus correligionários sempre com prazer mórbido oferecem-lhes latas de sardinha como indemnização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As chamas dos desejos acorrentados invadem as nossas almas e os nossos corações sedentos, nunca saciados de amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida parou, abandonou-nos e o amor também. Para quê tecer considerações supérfluas, se o amor perdido jamais volta, jamais se reencontra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por todo o lado se vê o desespero daquilo em que acreditámos durante as aspirações das nossas vidas. Até no amor que não nos deixou nenhum resquício. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;continua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem: Ismael Mateus&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-4860177259987321869?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZBnr45hNdy0iRyCJSPWHdrXo-aU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZBnr45hNdy0iRyCJSPWHdrXo-aU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZBnr45hNdy0iRyCJSPWHdrXo-aU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZBnr45hNdy0iRyCJSPWHdrXo-aU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Upanixade/~4/eITRVsJNho0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/feeds/4860177259987321869/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na_20.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4860177259987321869?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/1526683074481152966/posts/default/4860177259987321869?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Upanixade/~3/eITRVsJNho0/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na_20.html" title="O cavaleiro Mwangolé e Lady Marli na demanda do Santo Graal (09)" /><author><name>Gil Gonçalves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14071084893514472462</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-st0V4_9wp8I/TeaRq2cg7qI/AAAAAAAAQvg/FMUx3xLRsCE/s220/O%2BCONDE%2BMONTE%2BCRISTO1.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-vQDCebrEdC0/TxlMJg03F4I/AAAAAAAAVdQ/SJZ3-pfsCiI/s72-c/MAE%2BANGOLANA%2BISMAELL%2BMATEUS.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://gilgoncalves.blogspot.com/2012/01/o-cavaleiro-mwangole-e-lady-marli-na_20.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUHSHo8cCp7ImA9WhRVGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-1526683074481152966.post-3716555875995154135</id><published>2012-01-19T06:26:00.001-08:00</published><updated>2012-01-19T06:27:19.478-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-19T06:27:19.478-08:00</app:edited><title>Bater no ferro quente (04)</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mww9Jr73EOY/TxgoOWSS-4I/AAAAAAAAVZ4/08ohZkRfZYQ/s1600/screen-shot-2011-05-13-at-61205-pm.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mww9Jr73EOY/TxgoOWSS-4I/AAAAAAAAVZ4/08ohZkRfZYQ/s400/screen-shot-2011-05-13-at-61205-pm.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699349555402963842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algures no Facebook. «Os músicos deram a sua opinião e o Nagrelha foi um dos que se pronunciou. Eu também, já dei a minha opinião, que foi a seguinte: Deviam queimar o tal jornal, com o seu dono. Muita falta de respeito.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente dei-me comigo a reviver um ou outro episódio dos livros da Colecção Argonauta, que li quando jovem e que agora me parecem... estão tão reais. Afinal eu não lia ficção, ou antecipação científica, lia, estudava a realidade. E também da Máquina do Tempo de H.G.Wells, num futuro muito distante, mas na verdade muito próximo, muito presente, onde os canibais dominavam e comiam os seus semelhantes, não muito diferente do que hoje se passa, porque estamos a ser governados por piranhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que não existe nenhum Conselho Nacional da Corrupção Social, que se pronuncie sobre, julgue, o insulto a todos nós cidadãos, da fotomontagem dos 32 biliões de dólares e de tantos outros biliões?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manter-se o estilo de liderança ortodoxa caracterizado por uma só voz e de que mais ninguém pode criticar frontalmente o nosso grande Estadista, o MPLA não conseguirá sustentar-se e partir-se-á em pedaços, isto é, em facções. É o destino de quem está muito tempo no poder e não dá ouvidos a ninguém, excepto aos ineptos bajuladores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde o governo e o seu governar ultrapassam qualquer catástrofe natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as hordas instruídas, dominadas pelo Poder perseguiam o jornalista William Tonet, tal como o fizeram com Jesus Cristo, e que arrastado, arrestado, levado como de presente aos seus juízes terrenos, invariavelmente o condenavam pronunciando as palavras milenares, sempre mais que actuais: «Não o conheço.» «É este o tal Cristo?» «É este o homem dos milagres?» «É este o Salvador da nossa Pátria?» «É este o que ousa desafiar o poder do nosso deus do petróleo?» «É este o que encetou a cruzada contra os corruptos?» E colocado este nosso Jesus Cristo na arena perante feras humanas esfaimadas, de ódio inundadas, saiu o veredicto final sob a promessa de alguns barris de petróleo: «Crucifiquem-no! Crucifiquem-no!» E o juiz mandatado pelo deus absoluto de tudo o que é e não é petróleo, lia-lhe já as exéquias como ainda vivo, mas já como se de cadáver se tratasse: «Nas nossas sinergias devemos ser intransigentes com os nossos inimigos.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há os que se vendem por uma gota de petróleo, alguns vendem-se por um barril, e outros, a maioria, por muitos barris de petróleo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Efectivamente, já se ultrapassaram todas as escalas da decência humana. E como não há reacção, deixa andar, eles andam à vontade e as tchavolas proliferam, as tendas, os zangos, a espoliação de terras, o arrasar de casas, só eles é que têm direito a casa própria, à sua habitação. E mais: têm direito a roubarem 32 biliões de dólares, e não há nenhuma comissão instituída para tratar destas selvajarias. E o mwangolé teme construir a sua casa, apetrechá-la, caprichá-la, porque a selvajaria a vai destruir. Na realidade isto está muito, muito, muito, muito, péssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E debaixo da capa dos falsos democratas se esconde a ditadura. É necessário unirmos esforços, criar uma frente ampla, ou dentro de pouco tempo, presumo, obrigar-nos-ão a uma injecção, sob pretexto de uma qualquer epidemia, ou pandemia, para que fiquemos bobocas. Também, pouco falta, né?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os métodos de governação seguidos por JES-MPLA, na Coreia do Norte teriam êxito assegurado. Mas, aqui na banda, não dá, não vale a pena. É que nem com o nosso santo milagreiro, o cónego leninista, Demónio Marciano, na vã tentativa de ressuscitar as fogueiras da santa Inquisição salvam JES-MPLA do descalabro, muito pelo contrário. Quanto mais a invocação do santo nome de Deus em vão, mais depressa para o Inferno irão, não, não é o Irão do mano Mahmoud Ahmadinejad, é o Deus das nossas fogueiras do queimar de quem não se gosta, de quem é acusado de feiticeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CNCS – Conselho Nacional da Corrupção Social. Comunicado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua última sessão extraordinária, o CNCS debruçou-se sobre a actuação dos distintos actores da nossa economia e decidiu louvar os agentes que mais se destacaram na corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nota muito positiva a destacar é o empenho manifestado no desvio dos trinta e dois biliões de dólares. Foi o melhor desempenho da nossa economia até ao momento verificado. Uma obra-prima da nossa engenharia, pelo que consideramos uma grandiosa mais-valia para o nosso PIB da corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detractores ao nosso trabalho não faltam, como um pseudo-jornal, um pasquim, que mais não passa de um mero e inútil panfletário, amigo, seguidor do terrorismo nacional e internacional, um tal BOLHA 88. A esse informamos, esclarecemos que na nossa próxima deliberação escolheremos e decidiremos qual será a melhor fogueira para o incinerar. Nós somos dos saudosos tempos do Fahrenheit 454, quando se queimava tudo o que fosse literatura, nós avançámos, incluímos os seus autores nas chamas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O CNCS – porta-se exactamente como um banco onde temos as nossas contas bancárias, e ele, o banco, recusa-nos o acesso e também não nos faculta extractos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é que não existe nenhum Conselho Nacional da Corrupção Social, que se pronuncie sobre, julgue, o insulto a todos nós cidadãos, da fotomontagem dos 32 biliões de dólares e de tantos outros biliões?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Advertência: não se intrometam na nossa vida, na nossa corrupção, vereis do que somos capazes. É que ainda não viram nada. Os acontecimentos dos últimos dias são apenas uma pequeníssima amostra. Os nossos laboratórios fabricam poderosas armas para que o TERROR triunfe. Ao inimigo garantimos um palmo das nossas prisões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine, amigo leitor, se os nazis ganhassem a guerra, dos vencidos se escreveria e se veriam muitos filmes sobre os malfeitores, neste caso os aliados. É que não adianta insistir no refrão: «Dos ditadores não reza a História.» Se a UNITA ganhasse, hoje o MPLA estaria na condição de humilhado, ultrajado e sofredor da intolerância política? A génese humana nunca se altera, pelo contrário, parece, perece até à exaustão, isto é, o suicídio final. E se o Diabo ganhasse a guerra, onde estaria Deus? Mas há sempre alguns que resistem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida em Angola é um terror, receio que ainda o amigo leitor não saiba, nunca saberá o que é viver realmente. Vem para aqui, e saboreia o terror de qualquer barulho suspeito e pensares que já te vieram prender e levar para as masmorras incertas deste campo de TERROR. Por aqui a realidade ultrapassa a ficção. Então desconheces o TERROR que os presos políticos vivem neste momento nas prisões? Francamente, mas que petulância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhamos lá para o cume do Palácio e só vemos corruptos, mas cá em baixo, há homens que não aceitam os tachos do subir mais alto no clube dos corruptos. Estes são os imprescindíveis e a vitória os glorificará, os perpetuará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim vivemos escravos dos célebres históricos e férreos ditadores que só abandonam o poder depois de mais um memorável rasto de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é que habitualmente fazemos quando lidamos com pessoas anormais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quem quiser enriquecer rapidamente basta fundar uma igreja. O dinheiro cair-lhe-á do Céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As prisões fizeram-se para os corruptos e não para os mosqueteiros da democracia. Enquanto existir um corrupto à solta jamais seremos livres. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1526683074481152966-3716555875995154135?l=gilgoncalves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bpwa-afIGdGxcFcRE6lAyjpSLoY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Bpwa-afIGdGxcFcRE6lAyjpSLoY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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