<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 07:02:35 +0000</lastBuildDate><category>Pensamentos</category><category>Equilíbrio</category><category>Os valores</category><category>Obras</category><category>Política</category><category>Direito</category><category>Equlíbrio</category><title>VALORES EM EQUILÍBRIO</title><description>Equilíbrio: perseguido pelo incômodo desequilíbrio e mantido pela delicada situação de paz - somente a ponderação de valores pode ser útil nesta transição.</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Carla Martins)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-1864782298012986645</guid><pubDate>Sun, 14 Oct 2018 00:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-10-13T21:44:45.124-03:00</atom:updated><title>As doutrinas contrárias à fé cristã</title><description>&lt;br /&gt;
Compartilhando aqui, em meio a tantas confusões a respeito da doutrina católica, a Homilia do Capelão Militar da AMAN, Padre Lucas, na missa Festiva de Nossa Senhora Aparecida. As palavras são duras, porém necessárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/qqYelLuW4do/0.jpg&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/qqYelLuW4do?feature=player_embedded&quot; frameborder=&quot;0&quot; allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2018/10/as-doutrinas-contrarias-fe-crista.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/qqYelLuW4do/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-7276368046183194067</guid><pubDate>Mon, 27 Feb 2017 21:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-02-27T18:29:08.037-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><title>A ONU e a Globalização</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #0b5394;&quot;&gt;Vale a leitura da profecia do ano 2000...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
A ONU e a Globalização&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Por Michel Schooyans&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Tradução: Dr. Rui Correia Costa&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;Trocas e interdependência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os termos mundialização e globalização são hoje em dia parte do
vocabulário corrente. Em um plano bastante geral, os dois termos são, por
assim dizer, intercambiáveis. Significam que, em escala mundial, as trocas
multiplicaram-se e que esta multiplicação deu-se rapidamente. Este é o caso
evidente nos setores científicos, técnicos e culturais. Essa multiplicação de
trocas tornou-se possível graças a sistemas de comunicação mais e mais
eficazes e, na maioria das vezes, instantâneos.
Ainda nesse primeiro sentido corrente, os termos mundialização e
globalização, evocam a interdependência das sociedades humanas. Uma crise
econômica nos EUA; decisões da OPEP sobre o preço do petróleo; as tensões
entre palestinos e israelenses -para citar apenas alguns exemplos- tem
repercussões de caráter mundial. Somos envolvidos, interpelados e mesmo
afetados por catástrofes que se passam longe de nós; sentimos nossa
responsabilidade diante da fome e da doença em toda parte no mundo.
As próprias religiões dialogam intensamente. No interior mesmo da Igreja
católica, as comunicações se intensificaram.
Adquirimos assim uma aguda consciência de pertencermos à comunidade
humana. Nesse primeiro sentido, habitual, falamos de uma integração. Na
linguagem comum diz-se que &quot;as distâncias não contam mais&quot;; que &quot;as viagens
aproximam os homens&quot;; que &quot;o mundo tornou-se uma aldeia&quot;.
O mundo tende a uma maior unidade; em princípio não devemos senão
nos alegrar. Além disso, é normal que, para atingir esse fim, torne-se
necessário considerar novas estruturas políticas e econômicas, capazes de
responder a essas novas necessidades. Mas isso não pode ser a qualquer preço
ou em quaisquer condições.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;Unificação política, integração econômica&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
De alguns anos para cá, o sentido das palavras mundialização e
globalização, tornou-se um pouco mais preciso. Por mundialização, entende-se
agora a tendência que leva à organização de um governo mundial único. A
tônica é portanto colocada sobre a dimensão política da unificação do mundo.
Em sua forma atual, tal tendência foi desenvolvida por diversas correntes
estudadas pelos internacionalistas. No‚ âmbito desta comunicação, bastará
citar dois exemplos. O primeiro modelo remonta ao final dos anos 60 e da
autoria de Zbigniev Brzezinski Segundo esse modelo, os USA devem assumir a
liderança mundial, reformular seu tradicional messianismo. Devem organizar
as sociedades políticas particulares, levando em conta uma tipologia que
classifica tais sociedades em três categorias, segundo seu grau de
desenvolvimento. A mundialização define-se aqui a partir de uma projeto
hegemônico com objectivo de porte: impor a Pax americana ou mergulhar no
caos.
Ao final dos anos 80 surge um outro projeto mundialista, do qual Willy
Brandt é um dos principais artesãos. O Norte (desenvolvido) e o Sul (em
desenvolvimento) necessitam um do outro; seus interesses são recíprocos. É
urgente tomar iniciativas internacionais novas para superar o abismo que os
separa. Tais iniciativas devem ser tomadas no plano político; devem
prioritariamente incidir sobre o sistema monetário, o desarmamento, a fome.
Segundo o &quot;programa de sobrevivência&quot; do relatório Brandt, será preciso criar
&quot;um mecanismo de vigilância de alto nível&quot; que teria por principal missão tornar
a ONU mais eficaz, assim como consolidar o consenso que a caracteriza. A
concepção de mundialização que aparece aqui não se vincula de maneira
alguma a um projeto hegemônico. Situa-se na tradição do internacionalismo
socialista . Sem dúvida, não se chega a recomendar a supressão dos Estados,
mas, a soberania destes deverá ser limitada e colocada sob controle de um
poder mundial, se quisermos garantir a sobrevivência da humanidade.
Ao mesmo tempo em que o termo mundialização adquiria uma conotação
sobretudo política, a palavra globalização adquiria, esta, uma conotação
sobretudo econômica. A multiplicação das trocas, a melhoria das comunicações
internacionais estimulam a falar de uma integração dos agentes econômicos
mundiais. As diferentes atividades econômicas seriam divididas entre os
diferentes Estados ou regiões: o trabalho seria dividido. A uns caberia, por
exemplo, as tarefas de extração; a outros aquelas de transformação; a outros
ainda caberiam as tarefas de produção tecnológica, de coordenação mundial, de
decisão. Essa visão da globalização é de inspiração francamente liberal. Com
uma certa ressalva porém: ainda que seja preconizada, de maneira ampla, a
livre circulação de bens e capitais, o mesmo não se dá quanto a livre circulação
de pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;Globalização e holismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nos documentos recentes da ONU, o tema da globalização surge com
mais frequência que o da mundialização, sem contudo entrarem esses temas
em concorrência.
A ONU incorpora as concepções correntes que acabamos de lembrar.
Contudo, aproveita-se da onda favorável que oferece a atual concepção da
globalização para submeter essa palavra a uma alteração semântica. A
globalização vem sendo reinterpretada à luz de uma nova visão do mundo e do
lugar homem no mundo. Essa nova visão tem por nome holismo. Essa palavra, de
origem grega, significa que o mundo constitui um todo, dotado de mais
realidade e mais valor que as partes que o compõe. Nesse todo, a surgimento do
homem, não é senão um avatar da evolução da matéria. O homem não tem
realidade senão em razão de sua inerência à matéria e, pela morte, retornará
definitivamente à matéria. O destino do homem é ser votado à morte, é
inelutavelmente desaparecer na Mãe-Terra, de onde nasceu.
O grande todo, chamemo-lo assim para simplificar, a Mãe-Terra, ou Gaia,
transcende portanto o homem. Este deve curvar-se aos imperativos da ecologia,
às conveniências da Natureza. O homem deve não somente aceitar não mais
emergir do mundo ambiente; deve também aceitar não ser mais o centro do
mundo. Segundo essa leitura, a lei &quot;natural&quot; não é mais aquela inscrita em sua
inteligência e no seu coração; é a lei implacável e violenta que a Natureza impõe
ao homem. A vulgata ecológica apresenta-o mesmo como um predador, e como
toda população de predadores, a população humana deve, como se diz, ser
contida dentro dos limites do desenvolvimento sustentável. O homem, portanto,
deve não somente aceitar sacrificar-se hoje aos imperativos da Mãe Gaia, como
também aceitar sacrificar-se aos imperativos dos tempos vindouros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;A Carta da Terra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A ONU está em processo de montar um documento muito importante
sistematizando essa interpretação holística da globalização. Trata-se da Carta
da Terra, da qual inúmeros rascunhos já forma divulgados e cuja redação se
encontra em fase final. Esse documento seria invocado não apenas para
superar a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, como, segundo
alguns, deveria suplantar o próprio Decálogo.
Vejamos, a título de exemplo, alguns extratos dessa Carta:
&quot;Nos encontramos em um momento crítico da história da Terra, o
momento de escolher seu destino... Devemos nos unir para fundar uma
sociedade global durável, fundada no respeito à natureza, aos direitos
humanos universais, à justiça econômica e à cultura da paz...
A humanidade é parte de um vasto universo evolutivo... O meio ambiente
global, com seus recursos finitos, é uma preocupação comum a todos os
povos. A proteção da vitalidade, da diversidade e da beleza da Terra é um
dever sagrado...
Um aumento sem precedentes da população humana sobrecarregou os
sistemas econômicos e sociais...
Eis nossa escolha: formarmos uma sociedade global para cuidarmos da
Terra e cuidarmos uns dos outros ou nos expormos aos risco de nos
destruir a nós mesmos e destruir a diversidade da vida...
Precisamos com urgência de uma visão compartilhada a respeito dos
valores de base que ofereçam um fundamento ético à comunidade
mundial emergente...&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;As religiões e o globalismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para consolidar essa visão holística do globalismo, alguns obstáculos
devem ser aplainados e instrumentos elaborados.
As religiões em geral, e em primeiro lugar a religião católica, figuram
entre os obstáculos que se devem neutralizar. Foi com esse objectivo que se
organizou, no quadro das celebrações do Milênio em setembro de 2000, a
Cúpula de líderes espirituais e religiosos. Trata-se de lançar a &quot;Iniciativa unida
das Religiões &quot; que tem entre seus objetivos velar pela saúde da Terra e de
todos os seres vivos. Fortemente influenciado pela New Age, esse projeto visa
em seu termo a criação de uma nova religião mundial única, o que implicaria
imediatamente a proibição à toda outra religião de fazer proselitismo. Segundo
a ONU, a globalização não deve envolver apenas as esferas da política, da
economia, do direito; deve envolver a alma global. Representando a Santa Sé, o
Cardeal Arinze não podia assinar o documento final, colocando todas as
religiões no mesmo pé de igualdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;O Pacto econômico mundial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entre os numerosos instrumentos elaborados pela ONU em vista da
globalização, o Pacto mundial merece ser aqui mencionado. Em seu discurso de
abertura ao Forum do Milênio, o sr. Kofi Annan retomava o convite que dirigira
em 1999 ao Forum econômico de Davos. Propunha portanto &quot;a adesão a certos
valores essenciais no domínio das normas de trabalho, dos direitos do homem e
do meio ambiente&quot;. O Secretário geral da ONU garantia que dessa maneira se
reduziriam os efeitos negativos da globalização. Mais precisamente, segundo o
sr. Annan, para superar o abismo entre o Norte e o Sul, a ONU deveria fazer
amplamente apelo ao setor privado. Tratar-se-ia de obter a adesão a esse pacto
de um grande número de atores econômicos e sociais: companhias, homens de
negócio, sindicatos, ONGs. Esse Global Compact ou Pacto mundial seria uma
necessidade para se regular os mercados mundiais, para ampliar o acesso às
tecnologias vitais, para distribuir a informação e o saber, para divulgar cuidados
básicos em matéria de saúde, etc. Esse Pacto já recebeu numerosos apoios,
entre outros, da Shell, de Ted Turner, proprietário da CNN, de Bill Gates e
mesmo de diversas internacionais sindicais.
O Pacto Mundial suscita, é óbvio, graves interrogações. Será que podemos
contar com as grandes companhias mundiais para resolver os problemas que
elas teriam podido contribuir a resolver há muito tempo se o tivessem desejado?
A multiplicação das trocas econômicas internacionais justifica a instauração
progressiva de uma autoridade centralizada, chamada a reger a atividade
econômica mundial? De que liberdade gozarão ainda as organizações sindicais
se as legislações trabalhistas, incorporadas ao direito internacional, devessem 
se submeter aos &quot;imperativos&quot; econômicos &quot;globais&quot;? De que poder de
intervenção os governos dos Estados soberanos gozarão ainda para intervir, em
nome da justiça, nas questões econômicas, monetárias e sociais? Mais grave
ainda: como a ONU está sempre à beira da falência, não se arrisca ela ser vítima
de uma tentativa de compra por parte de um consórcio de grandes companhias
mundiais?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Um projeto político servido pelo direito&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É porém no plano político e jurídico que o projeto onusiano de
globalização é o mais inquietante. Na medida em que, como vimos, a ONU,
influenciada pela New Age, desenvolve uma visão materialista, estritamente
evolucionista do homem, ela desativa, necessariamente a concepção realista do
homem que está subjacente à Declaração de 1948. Segundo essa visão
materialista, o homem, pura matéria, é definitivamente incapaz de dizer seja lá
o que for de verdadeiro sobre ele mesmo ou sobre o sentido de sua vida. É
assim reduzido ao agnosticismo de princípio, ao ceticismo e ao relativismo
moral. Os porquês? não tem sentido algum; só importam os como?
A Declaração de 1948 apresentava esse prodigiosa originalidade de
fundar as relações internacionais novas na extensão universal dos direitos do
homem. Tal deveria ser o fundamento da paz e do desenvolvimento. Tal deveria
ser a base legítima da existência da ONU que justificaria sua missão. A ordem
mundial deveria ser edificada sobre verdades fundadoras, reconhecidas por
todos, protegidas e promovidas progressivamente através da legislação de todos
os Estados.
A ONU hoje desativou essas referências fundadoras. Hoje, os direitos do
homem não são mais fundados em uma verdade que se impõe a todos e por
todos livremente reconhecida: a igual dignidade de todos os homens. Daqui em
diante os direitos do homem são o resultado de procedimentos consensuais.
Uma vez que não somos capazes -é o que se diz- de atingir uma verdade sólida a
respeito do homem, e que mesmo, uma tal verdade não é accessível ou não
existe, devemos entrar em acordo e decidirmos, por um ato de pura vontade, o
que é a conduta justa, pois as necessidades da ação nos pressionam. Porém,
não iremos mais decidir referindo-nos todos às exigências de valores que a nós
se impõem pela simples força de sua verdade. Vamos nos engajar em um
procedimento de discussão e após ouvir a opinião de cada um, decidiremos;
tomaremos uma decisão. Esta decisão será considerada justa porque será o
resultado efetivo do procedimento consensual. Se reconhece aqui a influência
de John Rawls.
Os &quot;novos direitos do homem&quot; segundo a ONU atual surgiram a partir de
procedimentos consensuais que podem ser reativados indefinidamente. Não são
mais expressão de uma verdade atinente ao homem; são a expressão da
vontade daqueles que decidem. Daqui em diante, ao termo de tal procedimento,
qualquer coisa poderá ser apresentada como &quot;novo direito&quot; do homem: direito às 
uniões sexuais diversas, ao repúdio, aos lares monoparentais, à eutanásia, -
enquanto se aguarda pelo infanticídio, já praticado, a eliminação dos
deficientes físicos, os programas eugenistas, etc. É por essa razão que nas
assembleia internacionais organizadas pela ONU os funcionários onusianos se
empenham com todas suas forças para chegar ao consenso. De fato, uma vez
adquirido, o consenso é invocado para fazer com que se adotem convenções
internacionais que adquirem fôrça de lei nos Estados que as ratificaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;Um sistema de direito internacional positivo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É esse o núcleo do problema colocado pela globalização segundo a ONU.
Através de suas convenções ou de seus tratados normativos, a ONU está prestes
a articular um sistema de direito supra-estatal, puramente positivo, que leva o
forte cunho de Kelsen. O objeto do Direito não é mais a justiça mas sim a lei.
Uma tendência fundamental se observa cada vez mais: as normas dos direitos
estatais não são válidas se não forem validadas pelo direito supra-estatal. Como
Kelsen antecipara em sua célebre Teoria Pura, o poder da ONU concentra-se de
maneira piramidal. Todos, indivíduos ou Estados, devem obedecer à norma
fundamental surgida da vontade daqueles que definem o direito internacional.
Esse direito internacional puramente positivo, livre de toda referência à
Declaração de 1948, é o instrumento utilizado pela ONU para impor ao mundo
a visão da globalização que deveria lhe permitir colocar-se como super-Estado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Um Tribunal penal internacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Controlando o direito, colocando-se mesmo, de maneira definitiva, como a
única fonte do direito e podendo a todo momento verificar se esse direito é
respeitado pela instâncias executivas, a ONU introniza um sistema de
Pensamento único. Atribui-se portanto um tribunal talhado para sua sede de
poder. Assim, crimes contra os &quot;novos direitos&quot; do homem poderiam ser
julgados pela Corte Penal Internacional, fundada em Roma em 1998. Por
exemplo, na medida em que o aborto não seria legalizado em um determinado
Estado, o Estado em questão poderia ser excluído da &quot;sociedade global&quot;; na
medida em que um grupo religioso se opusesse à homossexualidade, ou à
eutanásia, esse grupo poderia ser condenado pela Corte penal internacional
por atentar contra os &quot;novos direitos do homem&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;b&gt;A &quot;governância&quot; global&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estamos portanto diante de um projeto gigantesco, que ambiciona
realizar a utopia de Kelsen, visando &quot;legitimar&quot; e montar um governo mundial
único, no qual as agências da ONU poderiam tornar-se ministérios. É urgente -
garantem-nos- criar uma nova ordem mundial, política e legal, e é preciso
apressar-se para encontrar os fundos para se executar o projeto.
Essa &quot;governância&quot; mundial já fora objeto de um encaixe ao Relatório do
PNUD em 1994. O texto, redigido a pedido do PNUD por Jean Tinbergen,
prêmio Nobel de Economia (1969), apresenta-se com ares de um manifesto
encomendado pela e para a ONU. Eis aqui um extrato.
&quot;Os problemas da humanidade não podem mais ser resolvidos pelos
governos nacionais. Do que necessitamos é um governo mundial.
A melhor maneira de se consegui-lo, é reforçar o sistema das Nações
Unidas. Em certos casos, isso significaria ser necessário mudar o papel
das agências das Nações Unidas e que, de consultivas, se tornassem
executivas. Assim, a FAO tornar-se-ia o Ministério Mundial da
Agricultura, UNIDO tornar-se-ia o Ministério Mundial da Indústria e ILO o
Ministério Mundial dos Assuntos Sociais.
Em outros casos, instituições completamente novas seriam necessárias.
Estas poderiam comportar, por exemplo, uma Polícia Mundial
permanente que poderia citar nações a comparecerem diante da Corte
Internacional de Justiça, ou diante de outras cortes especialmente
criadas. Se as nações não respeitassem as decisões da Corte, seria
possível aplicar sanções, tanto militares quanto não-militares.&quot;
Sem dúvida, enquanto existem e cumprem bem seu papel, as nações
particulares protegem seus cidadãos; esforçam-se em fazer respeitar os direitos
do homem e utilizam para esse fim os recursos apropriados.
Atualmente, nos ambientes da ONU, a destruição das nações aparece
como objetivo a atingir se quisermos extinguir definitivamente a concepção
antropocêntrica dos direitos do homem. Eliminando esse corpo intermediário
que é o Estado nacional, eliminar-se-ia a subsidiariedade pois seria constituído
um Estado mundial centralizado. O caminho estaria aberto para a chegada dos
tecnocratas globalizantes e outros aspirantes à &quot;governância&quot; mundial.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Reafirmar o princípio da subsidiariedade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, o direito internacional positivo é o instrumento utilizado pela ONU
para organizar a sociedade mundial global. Sob disfarce de globalização, a ONU
organiza em seu beneficio a &quot;governância&quot; mundial. Sob o disfarce de
&quot;responsabilidade compartilhada&quot;, ela convida os Estados a limitar sua justa
soberania. A ONU globaliza apresentando-se cada vez mais como super-Estado
mundial. Tende a governar todas as dimensões da vida, do pensamento e das
atividade humanas armando um controle cada vez mais centralizado da
informação, do conhecimento e das técnicas; da alimentação, da vida humana,
da saúde e das populações; dos recursos do solo e do subsolo; do comércio
mundial e das organizações sindicais; enfim e sobretudo, da política e do
direito. Exaltando o culto néo-pagão da Mãe-Terra, priva o homem do lugar
central que lhe reconhecem as grandes tradições filosóficas, jurídicas, políticas
e religiosas.
Diante desse globalismo alicerçado na areia, é preciso reafirmar a
necessidade e a urgência de fundamentar a sociedade internacional no
reconhecimento da igual dignidade de todos os homens. O sistema jurídico que
predomina na ONU torna esse reconhecimento estritamente impossível, pois o
direito e os direitos do homem não podem proceder senão de determinações
voluntárias. É preciso portanto reafirmar a primazia do princípio de
subsidiariedade tal como deve ser corretamente compreendido. Isso significa
que as organizações internacionais não podem espoliar os Estados, nem os
corpos intermediários, nem em particular a família, de suas competências
naturais e de seus direitos, mas que, ao contrário, devem ajudá-los a exercê-los.
Quanto à Igreja, não pode senão se insurgir contra essa globalização
implicando uma concentração do poder que exala totalitarismo. Diante de uma
impossível &quot;globalização&quot;, que a ONU se esmera em impor alegando um
&quot;consenso&quot; sempre precário, a Igreja deve aparecer, semelhante ao Cristo, como
sinal de divisão. Não pode endossar nem uma &quot;unidade&quot; nem uma
&quot;universalidade&quot; que estivessem acima das vontades subjetivas dos indivíduos
ou impostas por alguma instância pública ou privada. Diante da emergência de
um novo Leviatã, não podemos ficar calados, nem inativos, nem indiferentes.
_____________________________________________________&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1. Para uma discussão mais ampla dos temas abordados nessa comunicação,
poder-se-á referir ao nosso livro La face cachée de l’ONU, Paris, Éditions Le
Sarment/Fayard, 2000.
2. Ver a esse propósito Michael HARDT e Antonio NEGRI, Empire, Cambridge,
Massachusetts, Harvard University Press, 2000.
3. BRZEZINSKI, Zbigniev, Between two ages. America&#39;s Role in the Technetronic
Era, Harmondsworth, Penguin Book Ltd, 1970.
4. Cf. North-South: A Programme for Survival, Londres, Pan Books World
Affairs, 1980, especialmente o capítulo 16, pp. 257-266.
5. Entre os primeiros teóricos &quot;modernos&quot; dessa concepção, podemos
mencionar Francisco de Victoria (com sua interpretação da destinação
universal dos bens) e Hugo Grotius (com sua doutrina da liberdade de
navegação).
6. Foi nessa ocasião que a Congregação para a Doutrina da Fé publicou sua
declaração Dominus Iesus.
7. Cf. KELSEN, Hans, Théorie pure du droit, tradução para o francês de Charles
Eisennman, Paris, LGDJ, 1999.
8. Esse texto encontra-se em Human Development Report 1994, publicado pelo
PNUD, New York e Oxford, 1991; a citação está na p.88.
9. Cf. Lc 2, 33s; 12, 51-53; 21, 12-19; Mt 10, 34-36; 23; 31s; Jo 1; 6; 1Jo 3, 22-
4, 6.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fonte: http://perso.infonie.be/le.feu/ms/divpr/globpr.htm&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2017/02/a-onu-e-globalizacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-3337730227962506246</guid><pubDate>Sun, 16 Oct 2016 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-17T00:54:49.787-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>Esperar as boas surpresas da vida...</title><description>&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Querendo ou não, a vida nos surpreende e as vezes de tal forma que fica difícil acreditar. A questão é, se espera algo que é surpresa? Eu digo que sim quanto às boas, pois n&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;ão estou aqui me referindo genericamente a qualquer surpresa, boa ou má, mas apenas às boas porque transbordam meu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Uma boa surpresa me fez refletir que se eu não a esperasse, ela provavelmente não teria se revelado... Por isso é tão importante esperar, mesmo sem saber exatamente como será. Basta saber que é algo que você não planeja, mas espera. Não vê, mas sente. Está lá e em algum momento da vida, talvez até quando o campo de visão esteja limitado, ela se apresenta assim, de repente, e aos poucos vai se revelando sua dimensão. Metaforicamente, é&amp;nbsp;como um rio - só sabe sua proporção exata quando&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-size: large;&quot;&gt;deságua&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;no mar... Até encontrar o mar, vê suas águas aprisionadas por margens muitas vezes estreitas, tem seu curso desviado por pedras, mas nada o impedirá de chegar ao seu destino, por mais longa que tenha sido a jornada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Esta seria dentre todas as surpresas da vida, a maior. Há nela uma dimensão que não pode ser aferida até que tudo se revele, mas é esperada; está como que escondida, porque dentre tantas surpresas que a vida te apresentou, aquela a que me referi acima ainda não aconteceu ou pode ser que esteja naquele trecho final do rio onde já enxerga o mar, mas ainda enxerga suas margens também. Já consegue ver que sua dimensão é algo maior, bem maior do que o visto em todo o percurso até ali, mas ainda não sabe quão maior...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Grandes surpresas muitas vezes vão se revelando em etapas e a cada uma delas vamos constatando que se todas nos fossem dadas ao mesmo tempo não haveria tanta beleza em sua descoberta. O rio aos poucos vai perdendo a visão das margens, assumindo sua verdadeira dimensão de mar e já não consegue ver o fim ao olhar o horizonte. As pedras agora podem ser até maiores, mas contorná-las fará parte de uma trajetória que não mais mudará, pois ciente de que faz parte do mar imenso, ande por onde andar...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1YQ3DUs5PqhoJZI2NTdnZwU4WDP7vcBnr3r2XpEyQAtXQtEEmnsOgyrUFRbikvzZ8Z2wK359MuvsFScVz2pD5PfI5Oz8D2k99AtFLlafdnN5Y_t_s46296ShluJkupK2F13pNONL24dc/s1600/34525d03c2432570a840ccffec50ffc2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;385&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1YQ3DUs5PqhoJZI2NTdnZwU4WDP7vcBnr3r2XpEyQAtXQtEEmnsOgyrUFRbikvzZ8Z2wK359MuvsFScVz2pD5PfI5Oz8D2k99AtFLlafdnN5Y_t_s46296ShluJkupK2F13pNONL24dc/s640/34525d03c2432570a840ccffec50ffc2.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #7f6000; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2016/10/esperar-as-boas-surpresas-da-vida_16.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1YQ3DUs5PqhoJZI2NTdnZwU4WDP7vcBnr3r2XpEyQAtXQtEEmnsOgyrUFRbikvzZ8Z2wK359MuvsFScVz2pD5PfI5Oz8D2k99AtFLlafdnN5Y_t_s46296ShluJkupK2F13pNONL24dc/s72-c/34525d03c2432570a840ccffec50ffc2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-2995958490025042080</guid><pubDate>Sat, 27 Aug 2016 01:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-15T15:49:33.944-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Equilíbrio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>Para viver melhor...</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCi4EWPzwGKx3IWKE3qCwIbe-wfeeXA6plR0sI6qCrqP7TZiXpWyMV6Gc64MHztesSqV8RxbT1XKzz53oM-VZQIV6BnayTK9xJw0rsST6f3gOnzm7tQ9yWZOAIeXK41f8cIKsatybCR9M/s1600/14102396_1773894546224374_4873258963397284649_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;436&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCi4EWPzwGKx3IWKE3qCwIbe-wfeeXA6plR0sI6qCrqP7TZiXpWyMV6Gc64MHztesSqV8RxbT1XKzz53oM-VZQIV6BnayTK9xJw0rsST6f3gOnzm7tQ9yWZOAIeXK41f8cIKsatybCR9M/s640/14102396_1773894546224374_4873258963397284649_n.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2016/08/para-viver-melhor.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCi4EWPzwGKx3IWKE3qCwIbe-wfeeXA6plR0sI6qCrqP7TZiXpWyMV6Gc64MHztesSqV8RxbT1XKzz53oM-VZQIV6BnayTK9xJw0rsST6f3gOnzm7tQ9yWZOAIeXK41f8cIKsatybCR9M/s72-c/14102396_1773894546224374_4873258963397284649_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-1506684408803963395</guid><pubDate>Mon, 23 May 2016 01:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-05-22T22:55:34.102-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obras</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><title>Uma grande obra política na visão de Jean-Jacques Chevallier</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Grandes obras na medida em que marcaram profundamente o espírito dos contemporâneos ou o das gerações ulteriores, e pelo fato de que, no próprio momento de publicação, como mais tarde e de certo modo retrospectivamente, &lt;i&gt;marcaram&lt;/i&gt; época. Em outras palavras, beneficiaram-se, imediatamente ou não, do que se poderia chamar a&lt;i&gt;&amp;nbsp;ressonância histórica &lt;/i&gt;ou a &lt;i&gt;oportunidade histórica.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Não significa, em absoluto, que sejam todas intrinsecamente grandes, grandes em si mesmas, em valor absoluto, pela riqueza dos pontos de vista, compreensão serena dos mecanismos individuais e sociais, mestria na construção, clareza e força da expressão (...) mais que uma é imperfeita, irregular, disforme, senão prejudicada pela paixão partidária, e, ao menos em alguns de seus aspectos, -pode acontecer que o seja na própria essência - odiosa. Esses defeitos, porém, ou mesmo essas avarias, não a impediram, pelo contrário, de obter a ressonância histórica, de encontrar a oportunidade histórica, porque tal obra veio corresponder particularmente às preocupações, às paixões políticas do momento ou de um momento. Em sentido inverso, e por infelicidade, pode suceder que a oportunidade histórica deserte obstinadamente uma obra política intrinsecamente grande. (...) Por mais &amp;nbsp;profundamente que uma obra se possa prender, por sua origem, às circunstâncias da História, o que nela se encontra de melhor, de mais vigorosamente pensado e expresso, tende sempre a libertar-se, segundo a palavra do grande romancista inglês Charles Morgan, do &quot;objeto do momento&quot;, para alçar, através do tempo, o seu vôo independente.&quot; (&quot;As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias&quot;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil17Wtz9oNtLhR3rOCQh07gFkJI5mWCROWzhwBrRWz593KUjfAjKVjj_FxxzYjQRc-Ci1JQO-09tNz3XU0z-LvBe2HksQbD4mGtcpzfY1bEVvowJfgMoy3lOwxQO1FbeypsJmRzCDOFZ0/s1600/aviagem.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil17Wtz9oNtLhR3rOCQh07gFkJI5mWCROWzhwBrRWz593KUjfAjKVjj_FxxzYjQRc-Ci1JQO-09tNz3XU0z-LvBe2HksQbD4mGtcpzfY1bEVvowJfgMoy3lOwxQO1FbeypsJmRzCDOFZ0/s400/aviagem.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2016/05/uma-grande-obra-politica-na-visao-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil17Wtz9oNtLhR3rOCQh07gFkJI5mWCROWzhwBrRWz593KUjfAjKVjj_FxxzYjQRc-Ci1JQO-09tNz3XU0z-LvBe2HksQbD4mGtcpzfY1bEVvowJfgMoy3lOwxQO1FbeypsJmRzCDOFZ0/s72-c/aviagem.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-7660384318161240743</guid><pubDate>Wed, 15 Apr 2015 01:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-18T21:00:26.455-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title></title><description>&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Porque, para que o amor seja verdadeiro e duradoura a amizade, deve haver compatibilidade.&quot; (Sta. Teresa D&#39;Ávila, Livro da Vida)&lt;/span&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2015/04/porque-para-que-o-amor-seja-verdadeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-6807844679142842352</guid><pubDate>Thu, 26 Jun 2014 19:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-06-26T17:02:57.335-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Equilíbrio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Obras</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os valores</category><title>&quot;Todos desejam a felicidade&quot;  - Confissões de Santo Agostinho</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Segue um trecho do livro onde Sto Agostinho nos faz questionar parâmetros de felicidade. Digo sempre que se um parâmetro está errado todas as consequências dele também estarão. Bom pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Portanto, não podemos dizer com segurança que todos queiram ser felizes, pois aqueles que não querem alegrar-se em ti - única felicidade - certamente não querem ser felizes. Ou talvez o queiram, mas &quot;não fazem o que desejariam, porque a carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito contrárias à carne&quot; (Gl 5,17). Chegam somente até onde podem, e se contentam com isso, &lt;b&gt;porque não podem alcançar o que não desejam com a força necessária para obtê-lo&lt;/b&gt;. Pergunto a todos se preferem gozar da verdade ou da falsidade. E todos com firme resolução dizem preferir a verdade, como também afirmam querer ser felizes. Felicidade é o gozo da verdade, o que significa gozar de ti, que és a verdade (Jo 14,6), &quot;ó Deus, minha luz e salvação da minha face&quot; (Sl 26, 1; 41, 6s). Essa felicidade, essa vida que é a única feliz, todos a querem, todos querem a alegria que provem da verdade. &lt;b&gt;Conheci muitos com desejo de enganar aos outros, mas não encontrei ninguém que quisesse ser enganado.&lt;/b&gt; Onde conheceram essa felicidade, senão onde conheceram a verdade? &lt;b&gt;Se de fato não querem ser enganados, é porque amam também a verdade&lt;/b&gt;. E já que amam a felicidade que nada mais é que a alegria oriunda da verdade, amam certamente também a verdade. No entanto, não a amariam se dela não tivessem alguma noção na memória. Por que não se alegram nela? Por que não são felizes? Porque se empolgam demais com outras coisas, que os tornam infelizes mais facilmente do que a verdade os faria felizes, a verdade que tão debilmente eles recordam. E ainda resta um pouco de luz entre os homens; que eles prossigam, prossigam no caminho, para que a escuridão não os alcance (Jo 12,35).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;No entanto, por que a verdade gera o ódio, e o homem que anuncia a verdade em teu nome se torna inimigo daqueles que amam a felicidade, a qual consiste exatamente na alegria oriunda da verdade? &lt;b&gt;De fato, o amor da verdade é tal que os que amam algo diferente querem que aquilo que amam seja a verdade. Amam-na quando ela brilha, e a odeiam quando ela os repreende. Não querendo ser enganados e desejando enganar, eles a amam quando se manifesta, e a odeiam quando os denuncia.&lt;/b&gt; &amp;nbsp;Mas a verdade sabe retribuir: como eles não querem ser por ela revelados, ela os denunciará contra a vontade deles, e não mais se revelará a eles. Assim é o espírito humano: cego e preguiçoso, torpe e indecente; deseja permanecer escondido, mas não quer que nada lhe seja ocultado. E sucede-lhe o contrário: ele não se esconde da verdade, mas é esta que se lhe oculta. E apesar de tanta miséria, prefere encontrar alegria no que é verdadeiro, a encontrá-la no que é falso. &lt;b&gt;Portanto, ele será feliz quando, sem obstáculos nem perturbações, puder gozar daquela única verdade, fonte de tudo que é verdadeiro&lt;/b&gt;.&quot; (grifos meus)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcahzx56ChtvW8OgIfsHUPY_Kd_3ypaSZHu85iQf2oJ_Cfqiapvow3khGI7GEhyphenhyphenUnzlkV8JR-5tgfGa8JPcmRYo1zB1Wk8812Bm8n_5s1D_76O_Iei3cJycolhMEEkhE9QwEnS3JRXVEk/s1600/DSC08194.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcahzx56ChtvW8OgIfsHUPY_Kd_3ypaSZHu85iQf2oJ_Cfqiapvow3khGI7GEhyphenhyphenUnzlkV8JR-5tgfGa8JPcmRYo1zB1Wk8812Bm8n_5s1D_76O_Iei3cJycolhMEEkhE9QwEnS3JRXVEk/s1600/DSC08194.JPG&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Agostinho, Santo. &lt;i&gt;Confissões. &lt;/i&gt;12ª ed.&amp;nbsp;São Paulo: Paulos, 1984; p.291.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2014/06/todos-desejam-felicidade-confissoes-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcahzx56ChtvW8OgIfsHUPY_Kd_3ypaSZHu85iQf2oJ_Cfqiapvow3khGI7GEhyphenhyphenUnzlkV8JR-5tgfGa8JPcmRYo1zB1Wk8812Bm8n_5s1D_76O_Iei3cJycolhMEEkhE9QwEnS3JRXVEk/s72-c/DSC08194.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-3343588852646663513</guid><pubDate>Sat, 01 Mar 2014 23:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-02T10:45:23.187-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Equilíbrio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os valores</category><title>Valores da Obediência</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHfieVNPiJMStfWX-TZ9XpI8n7LiMjley6D24RFibCfXtmsHhHaqK-2gtMCTa13c88TzKJQTFVsculWbYSe6LeCJyNcOl8ioGT3ixJiESfkErXbnrJhmfOdoZ23Im5VPm6yWDd9ZfhDq8/s1600/cuidadoesubmissao-medio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHfieVNPiJMStfWX-TZ9XpI8n7LiMjley6D24RFibCfXtmsHhHaqK-2gtMCTa13c88TzKJQTFVsculWbYSe6LeCJyNcOl8ioGT3ixJiESfkErXbnrJhmfOdoZ23Im5VPm6yWDd9ZfhDq8/s1600/cuidadoesubmissao-medio.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Estava meditando sobre o significado
da palavra “obediência” e os valores que contém. Percebi que algumas pessoas se
assustam com ela e até questionam se não é uma expressão pesada, que traz a ideia
de falta de liberdade, repressão de vontades. Tudo fruto de pouca reflexão para
perceber que a obediência é o que nos mantém vivos. Tais pessoas chegam a
substituí-las por outras palavras que em tese seriam mais amenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Fui buscar os significados no dicionário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Segundo o Michaelis:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;b&gt;Obedecer &amp;nbsp;&lt;/b&gt;o.be.de.cer
(&lt;b&gt;&lt;i&gt;lat vulg boediscere&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;inc&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;oboedire&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;)&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vint&amp;nbsp;&lt;/i&gt;1&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Submeter-se
à vontade, cumprir as ordens de: &quot;Mais importa obedecer a Deus do que aos
homens&quot; (&lt;b&gt;&lt;i&gt;Atos dos Apóstolos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, 5, 29 -&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;trad&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;de
J. F. de Almeida).&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Alguns obedeceram, outros não&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/i&gt;2&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Estar
sob a autoridade de; ficar sujeito a: &quot;Já lhe obedece toda a Estremadura,
Óbidos, Alenquer&quot; (Luís de Camões).&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/i&gt;3&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Submeter
a vontade a alguma coisa:&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Manda a civilidade que obedeçamos às suas
normas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/i&gt;4&lt;/b&gt;Cumprir, observar:&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Obedecer
a um regulamento&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/i&gt;5&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Estar ou ficar
sujeito a uma força ou influência; ceder: &quot;Leis a que esses fatos
obedecem&quot; (Ernesto Carneiro Ribeiro).&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vti&amp;nbsp;&lt;/i&gt;6&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Deixar-se
governar ou conduzir por:&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Este cavalo já não obedece ao freio. Um
grande navio e obedece a um pequeno leme&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vpr&amp;nbsp;&lt;/i&gt;7&lt;/b&gt;Ceder
à consciência, seguir os ditames da razão ou os impulsos do coração:&lt;b&gt;&lt;i&gt;Obedecer-se
a si mesmo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;i&gt;vtd ant&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;8&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Sujeitar-se à
vontade de; cumprir, observar: &quot;Quem me ama (diz Cristo) obedecerá e
guardará meus preceitos&quot; (Padre Antônio Vieira). (Na voz passiva,
entretanto, é construção modernamente admitida: &quot;A ordem foi
obedecida&quot; (Eduardo Carlos Pereira).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Busquei e não encontrei nenhuma
negatividade. Percebi que o ser humano tem a capacidade de desvirtuar palavras
e as fazer parecerem assustadoras, quando na verdade são belíssimas. Vejamos
alguns exemplos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Um filho, desde pequeno, precisa
ser obediente aos pais, pois ele instintivamente sabe que deles depende sua vida.
Os laços afetivos e a relação de confiança natural entre pais e filhos faz com
que estes creiam que aqueles o submetem para seu próprio bem. Submissão e
respeito, portanto, são intrínsecos à própria sobrevivência, especialmente nos
mais tenros anos. Mais ainda, significa que as regras são fruto do amor e da preocupação dos pais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Outro exemplo importante são as
regras a que o ser humano se submete para que possa conviver pacificamente em
sociedade.&amp;nbsp; Tais regras não se resumem às
leis, limitadas por essência, mas abrangem uma série de condutas que visam em
última instância o respeito ao que é do outro, moral e materialmente falando.
A obediência, nesta situação, também visa garantir a própria subsistência da
espécie humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Há também a obediência às “leis
da natureza”, como esquecê-las? O desrespeito a tais leis tem trazido muitos
danos a todos os seres vivos que habitam este planeta. Fala-se em muitas
catástrofes que virão com o tempo, capazes de por em risco a própria vida
humana na Terra. Neste caso, também a obediência é fundamental para a
sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Sem pretender exaurir os
exemplos, pois há inúmeros outros que eu poderia citar, há um que entendo ser também de extrema importância que é a obediência a si mesmo. Pode-se achar estranho à
primeira vista, mas basta pensar que na busca de objetivos, sejam eles da
espécie que forem, a pessoa que não cria regras para si não os alcança.
Submeter-se a algo que viabiliza a realização de um objetivo, nada mais é que
buscar na disciplina a ferramenta do sucesso. A pessoa disciplinada sabe
suprimir determinadas vontades em busca de um bem maior, criando dentro de si
uma relação de respeito tão grande que aliada à ética se estende aos demais com
os quais convive. A obediência passa então a ser sinal de respeito consigo e
com os outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Trago essas reflexões à luz do
equilíbrio, caso contrário o resultado não seria tão positivo. A ponderação é
instrumento importante na constatação da legitimidade das ordens. Muito embora
o equilíbrio seja fundamental neste caso, o desequilíbrio seria apenas uma maneira de deformar os valores intrínsecos da obediência não sendo, por si só, capaz de
tornar tal palavra assustadora ou negativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O desequilíbrio e a falta de
ponderação tornam qualquer valor um desvalor, mas não desvirtua a essência do
que a palavra contem. Não são os exageros das ordens que tornam a obediência
uma coisa terrível, pois os exageros sim são terríveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A palavra obediência deve carregar
consigo valores como amor, respeito, proteção, disciplina, equilíbrio, saúde e
sobrevivência. Estar submetido a algo, ser obediente a alguém, cumprir regras
não pode ser algo assustador ou revoltante, pois são atitudes necessárias à
conservação e evolução da espécie humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Na busca de paradigmas para
definir uma palavra tão simples, as pessoas se perdem na relativização das
coisas, fazendo uma verdadeira confusão de conceitos e sentimentos vividos que
vem deformar algo tão belo e importante como é o saber obedecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Fica aqui uma proposta para se
pensar no conceito das palavras antes de se criar um pré-conceito a respeito
delas. A busca do equilíbrio é a chave para abrir a porta certa onde se encontram
os verdadeiros valores de certas palavras que, como a obediência, bem mais que
palavra, é fonte de vida e de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2014/03/valores-da-obediencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHfieVNPiJMStfWX-TZ9XpI8n7LiMjley6D24RFibCfXtmsHhHaqK-2gtMCTa13c88TzKJQTFVsculWbYSe6LeCJyNcOl8ioGT3ixJiESfkErXbnrJhmfOdoZ23Im5VPm6yWDd9ZfhDq8/s72-c/cuidadoesubmissao-medio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-1777007564014430895</guid><pubDate>Fri, 13 Jul 2012 01:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-12T22:38:24.966-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (fim) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-size: large;&quot;&gt;Por derradeiro, amigos de minha alma, por derradeiro, a última, a melhor lição da minha experiência. De quanto no mundo tenho visto, o resumo se abrange nestas cinco palavras:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-size: large;&quot;&gt;Não há justiça, onde não haja Deus.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-size: large;&quot;&gt;Quereríeis que vo-lo demonstrasse? Mas seria perder tempo, se já não encontrastes a demonstração no espetáculo atual da terra, na catástrofe da humanidade. O gênero humano afundiu-se na matéria, e no oceano violento da matéria flutuam, hoje, os destroços da civilização meio destruída. Esse fatal excídio está clamando por Deus. Quando ele tornar a nós, as nações abandonarão a guerra, e a paz, então, assomará entre elas, a paz das leis e da justiça, que o mundo ainda não tem, porque ainda não crê.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;Este trecho que coloquei como fim, na realidade está antes do trecho anterior. Mas, por concordar que era seu&amp;nbsp;máximo argumento, achei melhor citar por último.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;Quão importantes palavras em tão singelo livro, que antes era apenas um discurso a uma turma de formandos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;É notório como a maioria do discurso ecoa até os dias de hoje com tamanha atualidade... Vê-se que poucas coisas mudaram e o fim aqui citado tem em si&amp;nbsp;a visão de um homem que&amp;nbsp;lidou com valores o tempo todo e observou as&amp;nbsp;misérias humanas -&amp;nbsp;a falta de amor de uns pelos outros; a falta de perdão; a falta de honestidade; a falta de ética; a falta de humildade&amp;nbsp;- infelizmente são coisas que ainda, depois te tantas &quot;evoluções técnicas e científicas&quot;, predominam nas relações humanas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;O resumo deste tão experiente jurisconsulto, político e cidadão, no trecho acima citado,&amp;nbsp; deve nos levar a reflexões diárias sobre nossos próprios atos. É para se levar em conta que Rui Barbosa, depois de tantas vivências, diz que sua melhor lição é&amp;nbsp;buscar a presença de Deus. Pensemos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/07/oracao-aos-mocos-fim-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-5551843147501516283</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2012 00:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-11T21:26:21.296-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (8) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: #999999; color: yellow; font-size: large;&quot;&gt;Exortação ao Equilíbrio e à Ética&amp;nbsp;para os que operam o Direito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #666666; font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;Legalidade e liberdade são as tábuas da vocação do advogado. Nelas se encerra, para ele, a síntese de todos os mandamentos. Não desertar a justiça, nem cortejá-la. Não lhe faltar com a fidelidade, nem lhe recusar o conselho. Não transfugir da legalidade para a violência, nem trocar a ordem pela anarquia. Não antepor os poderosos aos desvalidos, nem recusar patrocínio a estes contra aqueles. Não servir sem independência à justiça, nem quebrar da verdade ante o poder. Não colaborar em perseguições ou atentados, nem pleitear pela iniquidade ou imoralidade. Não se subtrair à defesa das causas impopulares, nem à das perigosas, quando justas. Onde for apurável um grão, que seja, de verdadeiro direito, não regatear ao atribulado o consolo do amparo judicial. Não proceder, nas consultas, senão com imparcialidade real do juiz nas sentenças. Não fazer da banca balcão, ou da ciência mercatura. Não ser baixo com os grandes, nem arrogante com os miseráveis. Servir aos opulentos com altivez e aos indigentes com caridade. Amar a pátria, estremecer o próximo, guardar fé em Deus, na verdade e no bem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/07/oracao-aos-mocos-8-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-6889529056034251980</guid><pubDate>Mon, 09 Jul 2012 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-08T23:00:32.616-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (7) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Quem é fiel no pouco é fiel&amp;nbsp;no muito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #134f5c;&quot;&gt;&quot;Moços, se vos ides medir com o direito e o crime na cadeira de juízes, começai, esquadrinhando as exigências aparentemente menos altas dos vossos cargos, e proponde-vos caprichar nelas com dobrado rigor; porque, para sermos fiéis no muito, o devemos ser no pouco. &#39;&lt;em&gt;Qui fidelis est in minimo, et in majori fidelis est;et qui in modico iniquus est, et in majori iniquus est.&#39;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #134f5c; font-size: large;&quot;&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #134f5c;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mas justiça atrasada não é&amp;nbsp;justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.&lt;/strong&gt; Porque a dilação ilegal nas mãos do julgador contraria o direito escrito das partes, e, assim, as lesa no patrimônio, honra e liberdade. Os juízes tardinheiros são culpados, que a lassidão comum vai tolerando. Mas sua culpa tresdobra com a terrível agravante de que o lesado não tem meio de reagir contra o delinquente poderoso, em cujas mãos jaz a sorte do litígio pendente.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/07/oracao-aos-mocos-7-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-6762134384157129245</guid><pubDate>Sat, 07 Jul 2012 00:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-06T23:24:29.075-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (6) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Se não para concordar, serve para meditar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Se não para viver, serve para sonhar e esperar -&amp;nbsp;ação de quem tem esperança...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #741b47;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Ora, dizia S. Paulo que boa é a lei, onde se executa legitimamente. &lt;em&gt;Bona est lex, si quis ea legitime utatur.&lt;/em&gt; Quereria dizer: Boa é a lei, quando executada com retidão. Isto é: boa será, em havendo no executor a virtude, que no legislador não havia. Porque só a moderação, a inteireza e a equidade, no aplicar das más leis, as poderiam, em certa medida, escoimar da impureza, durez&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;a e maldade, que encerrarem. Ou, mais lisa e claramente, se bem o entendo, pretenderia significar o apóstolo das gentes que mais vale a lei má, quando &lt;em&gt;inexecutada&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;mal executada&lt;/em&gt; (para o bem), que a boa lei, sofismada e não observada (contra ele).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Que extraordinário, que imensurável, que, por assim dizer, estupendo e sobre-humano, logo, não será, em tais condições, o papel da justiça! Maior que o da própria legislação. Porque, se dignos são&amp;nbsp;os juízes, como parte suprema, que constituem, no executar das leis - em sendo justas, lhes manterão eles a sua justiça, e, injustas, lhes poderão moderar, se não, até, no seu tanto, corrigir a injustiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #741b47;&quot;&gt;De nada aproveitam leis, bem se sabe, não existindo quem as ampare contra abusos; e o amparo sobre todos essencial é o de uma justiça tão alta no seu poder, quanto na sua missão. &#39;Aí temos as leis&#39;, dizia o Florentino. &#39;Mas quem lhes há de ter mão? &lt;em&gt;Ninguém.&#39;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;&#39;Le leggi son, ma chi pon mano ad esse?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #741b47;&quot;&gt;&lt;em&gt;Nullo&#39; &lt;/em&gt;(Dante: Purgatório, XVI, 97-98)&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/07/oracao-aos-mocos-rui-barbosa-6.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-2403848563945789734</guid><pubDate>Fri, 29 Jun 2012 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-06T23:23:01.027-03:00</atom:updated><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (5) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mas, senhores, os que madrugam no ler, convém madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. O saber não está na ciência alheia, que se absorve, mas, principalmente, nas idéias próprias, que se geram dos conhecimentos absorvidos, mediante a transmutação, por que passam, no espírito que os assimila. Um sabedor não é armário de sabedoria armazenada, mas transformador reflexivo de aquisições digeridas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #444444;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #444444; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Já se vê quanto vai do saber aparente ao saber real. O saber de aparência crê e ostenta saber tudo. O saber da realidade, quanto mais real, mais desconfia, assim do que vai aprendendo, como do que elabora.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/06/oracao-aos-mocos-5-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-7156578622450430241</guid><pubDate>Thu, 21 Jun 2012 17:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-21T14:33:32.793-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (4) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O amanhecer... Sábias palavras! Coisas que sempre tive comigo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #b45f06; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O amanhecer do trabalho&amp;nbsp;há de&amp;nbsp;antecipar-se ao amanhecer do dia. Não vos fieis muito de quem esperta já sol nascente, ou sol nado. Curtos se fizeram os dias, para que nós o dobrássemos, madrugando. Experimentai, e vereis quanto vai do deitar tarde ao acordar cedo. Sobre a noite&amp;nbsp;o cérebro pende ao sono. Antemanhã, tende a despertar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #b45f06; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Não invertais a economia do nosso organismo: não troqueis a noite pelo dia, dedicando este à cama, e aquela às distrações. O que se esperdiça para o trabalho com as noitadas inúteis, não se lhe recobra com as manhãs de extemporâneo dormir, ou as tardes de cansado labutar. A ciência, zelosa do escasso tempo que nos deixa a vida, não dá lugar aos tresnoites libertinos. Nem a cabeça já exausta, ou estafada nos prazeres, tem onde caiba o inquirir, o revolver, o meditar do estudo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #b45f06; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Os próprios estudiosos desacertam, quando, iludidos por um hábito de inversão, antepõem o trabalho, que entra pela noite, ao que precede o dia. A natureza nos está mostrando com exemplos a verdade. Toda ela, nos viventes, ao anoitecer, inclina para o sono. A essa lição geral só abrem triste exceção os animais sinistros e os carniceiros. Mas, quando se avizinha o volver da luz, muito antes que ela arraie a natureza, e ainda primeiro que alvoreça no firmamento, já rompeu na terra em cânticos a alvorada, já se orquestram de harmonias e melodias campos e selvas, já o galo, não o galo triste do luar dos sertões do nosso Catulo, mas o galo festivo das madrugadas, retine ao longe a estridência de seus clarins, vibrantes de jubilosa alegria.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #b45f06; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;(...)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #b45f06; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tenho, ainda hoje, convicção de que nessa observância persistente está o segredo feliz, não só das minhas primeiras vitórias no trabalho, mas de quantas vantagens alcancei jamais levar aos meus concorrentes, em todo andar dos anos, até a velhice. Muito há que já não subtraio tanto às horas da cama, para acrescentar às do estudo. Mas os sistema ainda perdura, bem que largamente cerceado nas antigas imoderações. Até agora, nunca o sol deu comigo deitado e, ainda hoje, um dos meus raros e modestos desvanecimentos é o de ser grande madrugador, madrugador impenitente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/06/oracao-aos-mocos-4-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-2165224040485198455</guid><pubDate>Wed, 20 Jun 2012 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-29T15:30:26.978-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (3) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Sobre igualdade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real. Os apetites humanos conceberam inverter a norma universal da criação, pretendendo, não dar a cada um, na razão do que vale, mas atribuir o mesmo a todos, como se todos se equivalessem.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #3d85c6;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas, se a sociedade não pode igualar os que a natureza criou desiguais, cada um,&amp;nbsp; nos limites da sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educação, atividade e perseverança. Tal a missão do trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #3d85c6;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #3d85c6; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ninguém desanime, pois, de que o berço lhe não fosse generoso, ninguém se creia malfadado, por lhe minguarem de nascença haveres e qualidades. Em tudo isso não há surpresas, que se não possam esperar da tenacidade e santidade no trabalho.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/06/oracao-aos-mocos-3-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-8686942676922894624</guid><pubDate>Tue, 19 Jun 2012 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-20T10:14:47.063-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (2) - Rui Barbosa</title><description>&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Quando ouço falar que somos um povo pacífico, penso: pacífico ou acomodado? Como nos chama a atenção Rui Barbosa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #38761d; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem toda ira, pois, é maldade; porque a ira, se, as mais das vezes, rebenta agressiva e daninha, muitas outras, oportuna e necessária, constitui o específico da cura. (...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #38761d; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #38761d; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(...)quem, senão ela, varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão público? quem, senão ela, precipitar do governo o negocismo, a prostituição política, ou a tirania? quem, senão ela, arrancar a defesa da pátria à cobardia, à inconfidência, ou à traição? Quem, senão ela, ela a cólera do celeste inimigo dos vendilhões do templo e dos hipócritas? a cólera do justo, crucifixo entre os ladrões? a cólera do Verbo da verdade, negado pelo poder da mentira? a cólera da santidade suprema, justiçada pela mais sacrílega das opressões?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #38761d; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todos os que nos dessedentamos nessa fonte, os que nos saciamos desse pão, os que adoramos esse ideal, nela vamos buscar a chama incorruptível. É dela que, ao espetáculo ímpio do mal tripudiante sobre os reveses do bem, rebenta em labaredas a indignação, golfa a cólera em borbotões das fráguas da consciência, e a palavra sai, rechinando, esbraseando, chispando como o metal candente dos seios da fornalha.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #38761d; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Esse metal nobre, porém, na incandescência da sua ebulição, não deixa escória. Pode crestar os lábios, que atravessa. Poderá inflamar por momentos o irritado coração, de onde jorra. Mas não o degenera, não o macula, não o resseca, não o caleja, não o endurece; e, no fundo são da urna onde tumultuam essas procelas, e onde borbotam essas erupções, não assenta um rancor, uma inimizade, uma vingança. As reações da luta cessam, e fica, de envolta com o aborrecimento ao mal, o relevamento dos males padecidos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/06/oracao-aos-mocos-2-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-3712591071863512316</guid><pubDate>Sun, 17 Jun 2012 20:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-20T10:15:34.903-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>&quot;Oração aos Moços&quot; (1) - Rui Barbosa</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Há pouco tive o grande prazer de ler pensamentos que já deveriam ter sido apreciados há muito tempo, mas... antes tarde do que nunca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Assim, aproveito para refrescar a memória dos que já leram e&amp;nbsp;instigar a&amp;nbsp;leitura aos que não&amp;nbsp;a fizeram, postando alguns dos trechos&amp;nbsp;em que Rui Barbosa mais me inspirou neste&amp;nbsp; seu discurso para a turma de 1920 da Faculdade de Direito de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-family: inherit; font-size: large;&quot;&gt;Sábias palavras e, apesar do tempo passado, espero que ainda produzam muitas reflexões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #660000;&quot;&gt;Metei a mão no seio, e aí o sentireis (o coração) com a sua segunda vista. Desta, sobre tudo, é que ele nutre sua vida agitada e criadora. Pois, não sabemos que, com os antepassados, vive ele da memória, do luto e da saudade? E tudo é viver no pretérito. Não sentimos como, com os nossos conviventes, se alimenta ele na comunhão dos sentimentos e índoles, das idéias e aspirações? E tudo é viver num mundo, em que estamos sempre fora deste, pelo amor, pela abnegação, pelo sacrifício, pela caridade. Não nos será claro que, com os nossos descendentes e sobreviventes, com os nossos sucessores e pósteros, vive ele de fé, esperança e sonho? Ora, tudo é viver, previvendo, é existir, preexistindo, é ver, prevendo. E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê, por ter em dote dos céus a preexcelência de ver, ouvir e palpar o que os olhos não divisam, os ouvidos não escutam, e o tacto não sente&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/06/oracao-aos-mocos-1-rui-barbosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-8388506249532705283</guid><pubDate>Sun, 01 Apr 2012 00:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-31T21:49:44.417-03:00</atom:updated><title>Páscoa... &quot;Alma de Cristo&quot;</title><description>&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;344&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/et7bRJ3jAWg?fs=1&quot; width=&quot;459&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/03/pascoa-alma-de-cristo.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/et7bRJ3jAWg/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-5826519739452016957</guid><pubDate>Sat, 03 Mar 2012 19:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-04-18T21:12:20.289-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Equilíbrio</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os valores</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pensamentos</category><title>Evitar o erro é humano.</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje ouvi um comentário muito interessante&amp;nbsp;sobre o erro&amp;nbsp;que me&amp;nbsp;levou a algumas reflexões e&amp;nbsp;gostaria de compartilhar com meus visitantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que pensamos sobre os erros?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando são nossos, temos uma tendência a imediatamente buscar uma argumentação que o justifique para nós (principalmente)&amp;nbsp;e para os outros - ainda que saibamos que isto não modificará sua natureza negativa. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando os erros são praticados pelos outros, temos uma tendência a sempre julgá-los conforme nossas próprias verdades, confrontando tais erros&amp;nbsp;com aquilo que acreditamos serem acertos. Não é nossa primeira atitude a de buscar alguma justificativa para eles.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desta forma, se pensarmos bem, podemos concluir que não encaramos os erros como uma coisa natural - se nossos, justificamos; se dos outros, julgamos - nunca ficamos indiferentes a eles - o que seria próprio se fossem da natureza humana, como: respirar, pensar, sentir,&amp;nbsp;comer,&amp;nbsp;enxergar, falar, ouvir, caminhar, crescer, envelhecer... Nada disso é questionável, salvo por alguma disfunção, pois tudo faz parte da natureza humana.&amp;nbsp;Então, porque temos o costume de dizer que &quot;errar é humano&quot;?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Errar é humano?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se a resposta for positiva, além de justificar nossos próprios erros deveríamos&amp;nbsp;justificar os erros dos outros naturalmente. Mas não. E isso se deve às consequências negativas dos erros, impossíveis de serem ignoradas por nós e pelos outros. Acredito que muitas vezes ficamos a repetir assertivas que ouvimos sem fazer os devidos juízos de valor sobre as mesmas. Até porque incomoda questionar tal frase - tão aliviadora...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas meu convite não é para o conforto, mas para uma meditação crítica que nos leve a&amp;nbsp;uma melhor qualidade de vida.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Seres humanos e erros coexistem, de fato. No entanto, ambos não se integram.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Seres humanos foram feitos para o acerto, para a perfeição&amp;nbsp;e sua busca é o que nos torna mais sadios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A correção dos erros é o &amp;nbsp;que nos faz ser melhores colaboradores&amp;nbsp;para tudo que vivemos e tudo que queremos viver. Corrigir erros produz uma cadeia de acertos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Acertos&amp;nbsp;fazem evoluir&amp;nbsp;a tecnologia,&amp;nbsp;auxiliam novas descobertas, previnem acontecimentos desagradáveis, produzem melhores resultados em tudo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando nos&amp;nbsp;integramos aos erros, dizendo que errar é humano, estamos certificando nossa total incapacidade de viver em plenitude a natureza humana. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se prestarmos atenção aos demais&amp;nbsp;animais&amp;nbsp;da natureza, observaremos que seus &quot;erros&quot; são justificados por seus instintos e por sua irracionalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A nós, seres humanos, foi dada a racionalidade&amp;nbsp;- a capacidade de ponderar razões, valorá-las, controlá-las. Nossos instintos são subjugados pela nossa racionalidade.&amp;nbsp;E a racionalidade&amp;nbsp;vai se aperfeiçoando pela&amp;nbsp;prática e pela importância que a ela conferimos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A racionalidade é para o ser humano o que a&amp;nbsp;bússula (ou GPS dirão os mais modernos) é para o navegador - sem ela não se atinge o fim almejado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Errar é desumano.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sinto dizer... Errar é algo que não se coaduna com nossa natureza, é algo artificial. O erro não existe por si só, não nasce com a gente. O erro é&amp;nbsp;o produto artificial criado&amp;nbsp;pelas nossas incapacidades/irracionalidades temporárias - e todas o são - contra as quais devemos agir argutamente, até que o deixem de ser, pelo exercício da inteligência, da&amp;nbsp;racionalidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não estou conclamando ninguém&amp;nbsp;a uma viagem ao impossível. Ao contrário, estou convidando a todos para uma mudança de paradigma em que o erro deve ser visto como algo&amp;nbsp;distinto da natureza humana e, por isso, assumido, corrigido e, acima de tudo, evitado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Evitar&amp;nbsp;o&amp;nbsp;erro,&amp;nbsp;isso sim, é humano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já diria o gênio, Albert Einstein: &quot;Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aproveito também para trazer uma pequena e interessante&amp;nbsp;citação do Bem-aventurado Tito Brandsma, mártir, carmelita holandês (1881-1942), em&amp;nbsp;&quot;Convite ao heroísmo, na fé e no amor&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Muitas vezes ouvimos dizer que vivemos tempos maravilhosos, tempos de grandes homens. [...] É compreensível que haja quem deseje que se erga um chefe forte e capaz. [...] Essa espécie de neo-paganismo [o nazismo] considera toda a natureza como uma emanação do divino [...]; acredita que há raças mais puras e mais nobres que outras. [...] Daí vem o culto da raça e do sangue, o culto dos heróis do próprio povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de uma ideia tão errónea, essa maneira de ver pode conduzir a erros capitais. É triste ver quanto entusiasmo e quantos esforços são postos ao serviço dum tal ideal, falso e sem fundamento! Contudo, podemos aprender com o nosso inimigo. Com a sua filosofia mentirosa, podemos aprender a purificar o nosso próprio ideal e a melhorá-lo; podemos aprender a desenvolver um grande amor por esse ideal, a suscitar um imenso entusiasmo e mesmo a disponibilidade para viver e morrer por ele; a fortalecer a coragem para o incarnar, em nós próprios e nos outros. [...]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2012/03/evitar-o-erro-e-humano.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7454430478278351451.post-6954852409164565723</guid><pubDate>Tue, 15 Nov 2011 11:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-15T09:43:40.907-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Equlíbrio</category><title>&quot;Desenvolvimento é uma cadeia de desequilíbrios...&quot;</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.google.com.br/url?source=imglanding&amp;amp;ct=img&amp;amp;q=http://image.shutterstock.com/display_pic_with_logo/638650/638650,1294706954,1/stock-photo-code-bug-software-bug-hidden-inside-a-binary-code-68704024.jpg&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=Wk_CTsjJHMPV0QHL8JmRDw&amp;amp;ved=0CAsQ8wc&amp;amp;usg=AFQjCNFVCjqLsWzSoP6tiaPnQMv3gOLE9w&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;254&quot; src=&quot;http://www.google.com.br/url?source=imglanding&amp;amp;ct=img&amp;amp;q=http://image.shutterstock.com/display_pic_with_logo/638650/638650,1294706954,1/stock-photo-code-bug-software-bug-hidden-inside-a-binary-code-68704024.jpg&amp;amp;sa=X&amp;amp;ei=Wk_CTsjJHMPV0QHL8JmRDw&amp;amp;ved=0CAsQ8wc&amp;amp;usg=AFQjCNFVCjqLsWzSoP6tiaPnQMv3gOLE9w&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Ontem, lendo a coluna do Claudio de Moura Castro (revista &quot;Veja&quot; - 16/11/2011), onde comenta o que tem se chamado de &quot;apagão de mão de obra&quot; no nosso país, vi um belo exemplo sobre a importância da análise de um problema tomando por parâmetro um raciocínio paralelo e bem mais abrangente. É interessante perceber como o que ele disse não se restringiu a um raciocínio econômico, apesar de ser economista, e por fazer uma observação prática e simples, atinge vários problemas e não só o comentado. Desviando do foco do problema (mão de obra), sem contudo deixar de citá-lo, acertou o foco da causa. Isto serve de exemplo para todos nós, quando analisamos um problema de maneira restrita, sem fazer as devidas ponderações das variáveis que o cercam, que poderão ser a verdadeira causa e o ponto de partida para a busca de uma solução - ou que poderão tornar o próprio problema, solução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Estava esse economista questionando se há mesmo um &quot;apagão&quot; de mão de obra nos setores em que mais precisam dela. E começou com uma frase simples, mas precisa: &lt;b&gt;&quot;Equívocos nos diagnósticos levam a equívocos nas terapias&quot;&lt;/b&gt;. E partiu do ponto principal, a definição do problema - o que é exatamente o problema?: &quot;Os economistas, uns chatos, talvez, começam sempre insistindo para que as definições sejam sólidas. De outra forma, o que parece desacordo é puro ruído semântico. O que é apagão?&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Sem deixar de dar a devida importância à carência de mão de obra em muitos setores, esta não seria a premissa menor a levar a conclusão por raciocínio lógico: 1) a mão de obra é procurada , 2) não há mão de obra suficiente, 3) conclusão: &quot;apagão de mão de obra&quot;. O raciocínio é prático assim, mas é outro. A resposta à questão teria sido apresentada em 1958, por Albert Hirschman, e está aí a parte que mais achei interessante, pelo raciocínio simples e lógico: &lt;b&gt;&quot;desenvolvimento é uma cadeia de desequilíbrios. A escassez induz novos investimentos, criando novos desequilíbrios...&quot;.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Claudio, aproveitando a simplicidade, conclui que &quot;a solução de um gargalo faz a economia crescer bruscamente , criando novos gargalos em outro setores.&lt;b&gt; O crescimento equilibrado, em que tudo cresce no mesmo ritmo, é uma quimera ou uma façanha somente possível se tudo cresce devagar. A pressa &amp;nbsp;cria o desequilíbrio&lt;/b&gt;.&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Sua conclusão sobre o problema não poderia ser diferente - o próprio problema levará à solução - &quot;é o próprio apagão que cria soluções que vão eliminá-lo&quot;. Ou seja, a área carente onde apareceu o gargalo favorecerá investimentos que suprirão, ainda que não a curto prazo, a necessidade e, enquanto isto não acontece, outras reações vão aparecer de acordo com o setor necessitado. No setor público, por exemplo, a reivindicação popular desencadeia processos e soluções que, apesar de políticas e não comerciais, refletirão na economia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Ressalta, neste ponto, a importância da imprensa ao denunciar, da ação popular a reclamar e do diagnóstico correto do problema a direcionar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;color: #741b47; font-size: large;&quot;&gt;Muito interessante a abordagem despreocupada de dados estatísticos que nada mais são que uma constatação de que um problema existe. Problemas existem e sempre existirão, mas simplificá-los, suportá-los pelo período necessário e diagnosticá-los de forma lúcida e concreta são a chave para o convívio pacífico e produtivo entre nós e eles. Veja-se o quanto é importante a análise do desequilíbrio que está aí a mercê das variáveis da vida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://valoresemequilibrio.blogspot.com/2011/11/desenvolvimento-e-uma-cadeia-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Carla Martins)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>