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	<title>Velo Corvo</title>
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	<description>Velocípedes Vintage</description>
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		<title>Novidades no site: secção passeios e revista o Voo do Corvo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Sep 2021 12:36:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Juventude! Adicionei uma secção de passeios (aqui) e uma secção onde podem descarregar o número 1 da revista O Voo do Corvo em...]]></description>
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<p>Juventude! Adicionei uma secção de passeios<strong><a href="http://velocorvo.com/passeios/"> (aqui) </a></strong> e uma secção onde podem descarregar o número 1 da revista O Voo do Corvo em PDF <strong><a href="http://velocorvo.com/o-voo-do-corvo/">(aqui) .</a></strong>  </p>
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		<title>S24O – Um guia para iniciados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 10:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[S24O – Um guia para iniciados Não fui eu que inventei o S24O (sub-24 hour over-nighter). Grant Petersen, responsável pela mítica Bridgestone USA...]]></description>
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<h2>S24O – Um guia para iniciados</h2>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p>Não fui eu que inventei o S24O (<em>sub-24 hour over-nighter</em>). Grant Petersen, responsável pela mítica Bridgestone USA e criador das bicicletas Rivendell foi o grande difusor desta ideia. Em que consiste entao o S24O? Sair depois do almoço, pedalar a um ritmo tranquilo até um bom lugar para acampar, montar tenda, jantar com amigos (um S24O tem mais piada se formos acompanhados), dormir, acordar, tomar pequeno almoço e pedalar até casa, chegando antes do almoço de Domingo! Ideal então, para um aventura de fim de semana.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p>Nem todos temos dias de semana pouco ocupados, com horário flexível, que no permita fazermos os que nos apetece. E, nem sempre os dias de férias chegam para aquela viagem de sonho a um destino longínquo. Como digo vezes sem conta: por vezes, podemo-nos focar demasiado em números e estatísticas. Sim, aquela viagem à Suiça seria ideal. Ou até ao Japão. Mas nem todos tempos o tempo e dinheiro para tais aventuras. O S24O é a melhor maneira de termos as nossas pequenas aventuras sem tirarmos muito tempo! Conseguimos usar todo o nosso equipamento, que adquirimos com tanto afinco e que, muitas vezes, nem temos tempo de o usar!</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<h2>Como organizar um S24O?</h2>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p>Para começar, terás de ter uma bicicleta. Não precisa de ser uma bicicleta mágica ou especial. Sim, as bicicletas bonitas ficam melhores na foto. Mas sabes o que é que fica ainda melhor na foto? Não ficar em casa. Por isso que a bicicleta (ou falta de bicicleta ideal) não sirva de desculpa para ficares em casa. A bicicleta deverá ter pneus largos (32 mínimo), para poderes sair da estrada e fazer algum caminho de terra batida. Pneus maiores também servirão para poderes carregar mais a bicicleta – afinal de contas vais precisar de levar tenda, saco-cama, comida, roupa etc. O que nos leva ao ponto seguinte: a bicicleta tem de poder levar carga. Podes até nem usar alforges, mas pelo menos uma grelha porta-bagagens tens de ter. Não vai ser possível levar uma mochila às costas com tudo. Aliás, não recomendo levar mochila.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0864.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21846" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0864.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0864.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0864.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0864.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Carregadinha para um S24O de Inverno. </strong></figcaption></figure>



<p>Resolvido o problema da bicicleta, passemos ao próximo: a tralha para acampar.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p>Apesar de haverem várias opcções para dormir, prefiro a tradicional tenda. No Inverno, protege do vento e frio. No Verão, para além de proteger também do vento e frio, protege também o campista de insectos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0865.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21847" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0865.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0865.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0865.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0865.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Em fuga por paisagens menos bonitas.</strong></figcaption></figure>



<p>Qual a melhor tenda? Bem, o peso deverá ser uma preocupação. Como a lista de material ainda é extensa, toda a qualquer poupança é bem-vinda. Contudo, quanto mais leve, mais cara será a tenda. Idealmente, uma tenda simples e económica servirá para campismo sem chuva. Se contas com chuva, a tenda terá de ser melhor. Levar uma tenda da Sportathlon de 20 € para a Islândia será má ideia. Mas como só vais acampar já ali e por uma noite, qualquer tenda servirá. Afinal de contas, quem carrega o peso é a bicicleta (contigo a pedalar). Relativamente ao saco-cama, devemos ter atenção às temperaturas. Se fores acampar só no Verão, não precisarás de um saco-cama de Inverno (mais caro). O colchão é imprescindível. Seja ele um simples rolo de espuma, que dura décadas, mas ocupa espaço ou um colchão insuflável, mais caro, confortável e que ocupa menos espaço na mala. Uma almofada é essencial. E sobretudo, não esquecer os tampões de ouvido, se tens sono leve.</p>



<p>Convém não esquecer roupa mais quente para a noite. Gorro, talvez luvas. Regular de acordo com a necessidade! Lembra-te que só vais estar fora umas horas. Se levares coisas a mais, não há problema.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0868.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21848" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0868.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0868.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0868.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0868.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>A paisagem melhora&#8230;</strong></figcaption></figure>



<h2>Jantar e pequeno-almoço:</h2>



<p>Num S24O, o convívio é essencial. E boa comida é igual a bom convívio. Prefiro deixar a comida liofilizada para aventuras mais extremas. Nos S24O prefiro levar comida já feita, que aqueço à noite com um fogão de campismo. Comida a sério sabe melhor, é mais económica e geralmente ainda sobra para partilhar. Pão e queijo levamos sempre, tal como azeitonas e chocolate e outras coisas. Lá por estarmos a acampar não quer dizer que tenhamos de comer mal! Chá para as noites frias e café para a manhã também não podem faltar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0871.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21849" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0871.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0871.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0871.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0871.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0872.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21850" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0872.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0872.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0872.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0872.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0873.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21851" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0873.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0873.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0873.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0873.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0874.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21852" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0874.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0874.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0874.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0874.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0876.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21853" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0876.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0876.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0876.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0876.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0878.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21854" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0878.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0878.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0878.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0878.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Sim, é perto de Lisboa. </strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="667" height="1000" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0882-e1587119454181.jpg?resize=667%2C1000" alt="" class="wp-image-21855" data-recalc-dims="1"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0890.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21856" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0890.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0890.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0890.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0890.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0897.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21857" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0897.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0897.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0897.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0897.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0904.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21858" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0904.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0904.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0904.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0904.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Zero graus. </strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0905.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21859" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0905.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0905.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0905.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0905.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0913.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21860" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0913.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0913.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0913.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0913.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Tenda congelada.</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0914.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21861" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0914.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0914.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0914.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0914.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>&#8230;E o Sol nasce.</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1000" height="667" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0920.jpg?resize=1000%2C667" alt="" class="wp-image-21862" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0920.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0920.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0920.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0920.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="667" height="1000" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/DSCF0930-e1587119625531.jpg?resize=667%2C1000" alt="" class="wp-image-21863" data-recalc-dims="1"/><figcaption><strong>Tudo arrumado e pronto a seguir caminho.</strong></figcaption></figure>



<p>Depois disto tudo, e de ânimos renovados, voltamos para casa, tranquilos e alegres depois de uma aventura.</p>
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		<title>Motoconfort Super Touring: um teste de 5 anos</title>
		<link>http://velocorvo.com/2020/04/14/motoconfort-super-touring-um-teste-de-5-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 10:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Motoconfort Super Touring: um teste de 5 anos A bicicleta que mais vezes aparece nas fotografias da Velo Corvo é a minha bicicleta....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-container-2 wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container">
<h2>Motoconfort Super Touring: um teste de 5 anos</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="679" height="1024" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?resize=679%2C1024" alt="" class="wp-image-21549" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?w=679 679w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?resize=600%2C905 600w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p></p>



<p>A bicicleta que mais vezes aparece nas fotografias da Velo Corvo é a minha bicicleta. Uma Motoconfort Super Touring, que comprei já há mais de 5 anos, algures no Norte, por um preço pouco abaixo dos 100 euros.<br></p>



<div class="wp-container-1 wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container">
<p>Esta bicicleta iria marcar e definir muito daquilo que pretendo fazer com a Velo Corvo, tanto em termos estéticos como técnicos. Um dos aspectos que marcavam uma novidade para mim eram as rodas 650b. Hoje em dia, estas rodas são conhecidas como 27,5”. Apresentadas como uma grande novidade, este tamanho de roda já existe há largas décadas, senão mesmo quase um século. A ideia destas rodas seria possibilitar o uso de pneus balão, com uma secção ampla, de forma a poder absorver as irregularidades das estradas e caminhos da altura. Com um diâmetro mais pequeno do que uma “normal” roda 28, e, juntamente com um pneu mais largo e alto, o diâmetro final do aro 650b mais pneu 650&#215;44 será perto do diâmetro de uma roda 700&#215;23.</p>
</div></div>



<p></p>



<p></p>



<p>Ter pneus largos torna a bicicleta muito mais versátil e menos desportiva. Felizmente, a ideia da competição não me atrai nada.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>A ideia inicial para a bicicleta seria mantê-la o mais possível de origem, algo que se provou, com o tempo, impossível. Veremos porquê depois.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<h2>II. A bicicleta</h2>



<p></p>



<p></p>



<p>A bicicleta é uma Motoconfort Super Touring, dos anos 70, com rodas 650b.</p>



<p>O quadro é de aço, claro. Tubagem peso médio, nada de levezas aqui. Um quadro deste tipo tem os seus pontos a favor e os seus pontos contra. Por um lado, é muito resistente. Dura uma vida, se for bem construído. O seu peso mais elevado torna-o mais lento e mortiço. Será isso bom? Depende um bocado do gosto e necessidade de cada um. Se for para uma bicicleta utilitária, um quadro mais pesado será boa ideia. Mais resiliência, maior absorção de impactos. E sobretudo, e talvez o aspecto mais importante, a possibilidade de carregar mais a bicicleta. Claro que todos estes aspectos são susceptíveis de uma graduação entre o extra leve ao tubo de aquecimento central.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p>O quadro desta bicicleta mede 55 cm (c-c, tubo de selim) e 55 cm (c-c, tudo superior). A testa do quadro é também alta, o que se transmite num tubo superior mais alto, possibilitando ao guiador ficar mais ao nível no selim. Esta posição vai permitir um maior conforto em distâncias maiores. Para além de facilitar a vista da paisagem. As escoras da corrente são também compridas, para dar espaço para o pneu largo e pára lamas. Este comprimento extra também se transmite no comportamento da bicicleta: mais lentidão nas curvas, mas muito, muito estável.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Outro aspecto importante é a geometria do garfo. Neste caso é um garfo de baixo-trilho (low trail). As vantagens de um garfo baixo-trilho são várias, para o cicloturista. Mais estabilidade da bicicleta carregada, pois o comprimento geral da bicicleta é maior. Sobretudo se levarmos a frente da bicicleta carregada, que é algo para o qual esta bicicleta está particularmente preparada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="821" height="1024" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra2.jpg?resize=821%2C1024" alt="" class="wp-image-21790" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra2.jpg?w=821 821w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra2.jpg?resize=768%2C958 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra2.jpg?resize=700%2C873 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra2.jpg?resize=600%2C748 600w" sizes="(max-width: 821px) 100vw, 821px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p></p>



<p>Relativamente a espaçamento para pneus, este quadro está preparado para levar 650&#215;44 sem problemas de roçar em pára lamas. Aliás, que seria desta bicicleta sem pára lamas?</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Para transportar toda a tralha do mundo, a bicicleta traz de origem dois suportes: um tradicional suporte traseiro e um dianteiro, bem grande de forma a poder acomodar um saco de guiador grande, tal como alforges laterais frontais.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p></p>



<p>As rodas eram umas tradicionais rodas com aros em aço Rígida, enraiadas em torno de uns bonitos cubos de flange alta Normandy.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>A transmissão era composta por uma pedaleira Nervar de dois pratos (ambos enormes). Desviadores Huret e roda livre com 5 velocidades Atom. Manípulos de mudança Huret.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Tudo componentes de gama “normal” e indicados para um uso ligeiro. Indicados também para um uso em terreno mais ou menos plano, pois a desmultiplicação oferecida pelos pratos e pelos carretos era pouca. Demasiado pouca.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Os travões eram uns CLB, cantilever. As manetes de travão eram uma curiosidade. Era só uma, do lado esquerdo, que accionava os dois travões.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>O selim era um velho Ideale, já muito marcado pelo tempo.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Os pára lamas, de aço cromado. Bem largos e resistentes.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>O sistema de luz (e é engraçado pensar como antigamente, muitas bicicletas vinham com um sistema de luz) era um habitual Soubitez alimentado por um dínamo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<p></p>



<h2>III – Alterações feitas</h2>



<p></p>



<p></p>



<p>Como disse no início, queria manter a bicicleta o mais original possível. E assim foi, pelo menos durante uns meses. Claro que a bicicleta começou rapidamente a mostrar a sua idade. Quase de imediato, troquei os calços de travão. Os pneus foram a seguir, juntamente com as câmaras de ar.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>O selim, apesar de alguma tentativa de recuperação, precisou de levar um remendo de pele no seu interior.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>E claro, as rodas começaram a empenar, após algum uso.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Isto e o facto da desmultiplicação oferecida pela transmissão ser insuficiente para o uso diário na zona de Lisboa e mesmo até para viagens maiores, pensei que a opção melhor seria mesmo alterar a bicicleta, totalmente.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Esta transformação foi uma verdadeira lição. Como contornar as diferentes roscas (francesa/suiça), como fazer funcionar, numa primeira alteração, uma pedaleira tripla dos anos 80, com um eixo ISO em copos franceses até à descoberta de que se consegue enroscar um eixo ISO em roscas suiças (coisa que não recomendo para todos os quadros, óbviamente).</p>



<p></p>



<p></p>



<p>As primeiras alterações foram as rodas: enraiei uns excelentes (mas caros) aros Velo Orange em torno de uns cubos Shimano. O cubo de trás é um cubo LX de montanha. Sim, é mais largo, o que obrigou a abrir o quadro para poder acomodar a largura superior. À frente, um cubo dínamo Shimano, que alimenta agora umas luzes bem superiores às Busch +Muller.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>De início, os desviadores e pedaleira eram de origem japonesa. Mas com o tempo, voltei atrás. A pedaleira agora é uma mítica Stronglight 49 d tripla. Os desviadores, Huret.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="820" height="1024" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra.jpg?resize=820%2C1024" alt="" class="wp-image-21791" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra.jpg?w=820 820w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra.jpg?resize=768%2C959 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra.jpg?resize=700%2C874 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/sintra.jpg?resize=600%2C749 600w" sizes="(max-width: 820px) 100vw, 820px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p></p>



<p>Os travões são os conhecidos cantilevers MAFAC com calços Kool Stop cor salmão, claro. A manete faz tudo foi substituida por umas Guidonette da Dia Compe.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Os pneus são agora uns Panaracer Pasela 650b x 44.</p>



<p>O selim, um Ideále, mas em melhor estado.</p>



<p></p>



<p></p>



<p>Resumindo: de original temos o quadro, garfo, caixa de direcção , pára lamas, avanço, guiador e espigao de selim.</p>



<p>Decidi pintar o quadro porque simplesmente me apeteceu ter uma bicicleta laranja.</p>



<p>Para terminar, uma campainha japonesa, uma fita de guiador em pano e uma mala de guiador Ardenne.</p>



<figure class="wp-block-image"><img alt=""/></figure>



<h2>Motoconfort: 5 anos de teste</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="683" height="1024" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/serra-da-estrelatorre.jpg?resize=683%2C1024" alt="" class="wp-image-21783" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/serra-da-estrelatorre.jpg?w=683 683w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2020/04/serra-da-estrelatorre.jpg?resize=600%2C900 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Torre, Serra da Estrela. Mais ou menos 2000 metros de alt.</strong></figcaption></figure>



<p>Uma coisa que é difícil é atribuir o porquê de uma bicicleta ser A bicicleta.</p>



<p>A verdade é que esta minha Motoconfort é A bicicleta, ou uma DAS. Sem dúvida que por mais que experimente outras bicicletas, esta será sempre especial. A geometria é ideal para aquilo que gosto de fazer de bicicleta: dias inteiros a passear, com alguma tralha. O peso, por vezes é chato. O quadro podia, de facto, ser mais leve. O peso extra, e, sobretudo o tipo de aço, que implica o uso de tubos mais espessos, torna o quadro menos vivo quando queremos ganhar velocidade depressa. Como em tudo, há um equilibrio. As escoras longas ajudam na estabilidade, mas tornam a bicicleta menos vivaça. Nada de errado, é o que é. No fundo, há que tentar perceber as vantagens e desvantagens de cada geometria e o porquê de haver tanta variedade, mesmo que, à primeira vista, nos pareça tudo idêntico.</p>



<p>Depois das alterações feitas, a bicicleta ganhou outra vida. O quadro é de facto a base da bicicleta, mas muito é feito pelas peças e acessórios. A transmissão, com uma pedaleira tripla (26-38-50) e uma cassete 12-32 ajudam a conquistar toda e qualquer subida. Os desviadores são uns Huret. O desviador traseiro é um Huret de caixa longa, para poder usar a pedaleira tripla à vontade. Os manípulos de mudança são uns Simplex, de fricção. Nestes anos todos, afinei as mudanças 3 ou 4 vezes. Os travões MAFAC, depois de afinados, são bem potentes. O uso de calços Kool Stop faz toda a diferença. As manetes Dia-compe têm uma geometria ligeiramente diferente das originais MAFAC Guidonnette : a alavanca é superior, mais força no cabo, logo, mais força aplicada no aro.</p>



<p>As rodas ficaram boas. Apenas um raio partido nestes anos todos. Os aros Velo Orange duram e duram. Já mostram alguns sinais de desgaste, mas também, após 5 anos de uso diário&#8230;</p>



<p>O sistema de luzes foi outra descoberta. Mesmo usando um cubo dínamo de gama de entrada Shimano, as luzes Busch+Muller são excelentes. Para além de sermos vistos, conseguimos ver o caminho.</p>



<p>A fita de pano com goma laca pode não ser para toda a gente: é fina e oferece muito pouco amortecimento.</p>



<p>Os pneus Panaracer são excelentes. Mesmo na versão mais grossa, os Pasela, a borracha dos mesmos é muito macia. A 3,5 bar é como pedalar em cima de nuvens.</p>



<p>Esta bicicleta já me levou longe: Serra da Estrela, Gerês, Eroica Espanha, Arrábida, Sintra, Montejunto, Óbidos. Para além de ser o meu meio de transporte há 5 anos. Dificilmente deixarei de andar nela. Ainda agora, mesmo tendo uma bicicleta mais leve, continuo a pensar na Motoconfort.</p>
</div></div>
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		<title>Passeio molhado, passeio abençoado &#8211; Arrábida, 25 de Novembro de 2018 &#8211;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 17:58:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[A última vez que tínhamos estado na Arrábida tinha sido em Setembro, mês anormalmente quente comparado com anos anteriores. Arrábida com calor é...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A última vez que tínhamos estado na Arrábida tinha sido em Setembro, mês anormalmente quente comparado com anos anteriores. Arrábida com calor é algo que marca. Desta vez, as previsões davam chuva, mas só para a tarde. Decidi arriscar e marcar um passeio, algo já prometido há algum tempo. Anúncio feito no Facebook, passeio marcado. Não enganei ninguém: &#8221; o passeio vai ser sempre a subir, vai estar frio e vai chover&#8221;, escrevi eu. E, mesmo assim, Domingo, pelas 9h30, estávamos nove à porta da estação de comboios de Palmela, prontos para enfrentar a Arrábida e seu nevoeiro.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21598" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0490.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0490.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0490.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0490.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0490.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21599" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0495.jpg?resize=683%2C1024" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0495.jpg?w=683 683w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0495.jpg?resize=600%2C900 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21600" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0501.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0501.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0501.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0501.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0501.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A última vez que tínhamos estado na Arrábida tinha sido em Setembro, mês anormalmente quente comparado com anos anteriores. Arrábida com calor é algo que marca. Desta vez, as previsões davam chuva, mas só para a tarde. Decidi arriscar e marcar um passeio, algo já prometido há algum tempo. Anúncio feito no Facebook, passeio marcado. Não enganei ninguém: &#8221; o passeio vai ser sempre a subir, vai estar frio e vai chover&#8221;, escrevi eu. E, mesmo assim, Domingo, pelas 9h30, estavamos nove à porta da estação de comboios de Palmela, prontos para enfrentar a Arrábida e seu nevoeiro. Eu, Marie, Rui, Tó, Artur e os iniciados de hoje, Rodrigo, Luís, Miguel e Alessandro. Todos estavam bem dispostos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Altura de começarmos a pedalar. Saímos então da estação de comboio de Palmela. Já há muito que desisti de pedalar pelas estradas da margem sul. Muito trânsito e condutores pouco simpáticos. De evitar. O comboio é então a opção tomada para ir mais longe, e voltar, no mesmo dia. Seguiamos já rumo ao bonito e imponente castelo de Palmela. Geralmente, os castelos são em pontos altos e sentimos bem isso na subida até lá. Do guia de Portugal podemos tirar as seguintes linhas: &#8220;o primeiro aspecto do castelo é de mistério e isolamento. Como o caminho e acesso vai atravessando a crasta, quadrelas, muralhas, panos de construções arruinadas, o ruído da água tombando em cisternas profundas, a imaginação é obrigada a recuar aos tempos longínquos dos cristãos&#8230;&#8221;.Continua, dizendo: &#8221; para o lado da Arrábida, há terras vermelhas, dum vermelho de chaga, mais vivo que a cor das velas vermelhas que cortam o estuário azul do Sado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sobre o N. uma planura enorme, com esse tom verde escuro e denso, que as terras húmidas e quentes dão à vegetação e aqui e ali, um grupo branco de casas: Pinhal Novo, Rio Frio, etc. Depois o Tejo, azul translúcido, quase névoa, uma margem branca com reflexos de cristais e mármore, que é Lisboa, e para além o perfil recortado de Sintra. Em parte deste quadrante e em todo o de E. assenta a larga planície ribatejana até Santarém&#8230; O Sado recorta-se alastrando primeiro amplamente depois em manchas de reflexos límpidos. Para o Poente, o mar, a crista, e parte da vertente E. da Serra da Arrábida, mais mar, névoa. A costa às vezes acompanha-se, nítida até Sines, depois é o vago, o indistinto&#8221;</p>
<p>Quase tudo isto conseguimos avistar lá do alto, no castelo. Do miradouro, temos uma vista para uma grande parte daquilo que será o terreno do passeio de hoje. Conseguimos também ter uma vista de corvo do Sado, Setúbal, Tróia&#8230; se não fosse o nevoeiro, conseguiríamos ver ainda mais. Nevoeiro esse que oculta também a parte alta da serra. Nevoeiro de um lado e nuvens ameaçadoras de outro. Visitamos o castelo e tiramos umas fotos. Usei os meus excelentes binóculos antigos para melhor ver os detalhes da paisagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21601" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0504.jpg?resize=1000%2C281" alt="" width="1000" height="281" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0504.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0504.jpg?resize=768%2C216 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0504.jpg?resize=700%2C197 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0504.jpg?resize=600%2C169 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21602" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0505.jpg?resize=1000%2C281" alt="" width="1000" height="281" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0505.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0505.jpg?resize=768%2C216 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0505.jpg?resize=700%2C197 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0505.jpg?resize=600%2C169 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21603" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0506.jpg?resize=1000%2C281" alt="" width="1000" height="281" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0506.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0506.jpg?resize=768%2C216 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0506.jpg?resize=700%2C197 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0506.jpg?resize=600%2C169 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21604" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0510.jpg?resize=683%2C1024" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0510.jpg?w=683 683w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0510.jpg?resize=600%2C900 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21605" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0512.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0512.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0512.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0512.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0512.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Alessandro falava-nos de cozinha Italiana, o que nos deixou logo com fome. O problema é que ainda nem eram 10 da manhã. Altura pois, de nos fazermos à estrada.<br />
Pelas ruas medievais de Palmela, descíamos nós rapidamente, em direcção à Serra. Perto do famoso trilho dos moinhos ainda avistamos uma terrível procissão de moto quatro. Poluíam a vários sentidos: sonoramente, visualmente, e ecologicamente. No lugar do belo não devia ser permitido o feio. Mas é. E ai de nós que nos lembremos de acampar tranquilamente na Serra. Mas andar de mota&#8230;. isso já pode ser.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21606" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0515.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0515.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0515.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0515.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0515.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Descemos então pela bonita estrada, deixando a zona urbanizada para trás. Estávamos agora mais perto da natureza e longe da civilização. A última vez que pedalei nesta estrada era Primavera. As cores eram completamente diferentes. Hoje, os verdes eram mais escuros e profundos. O Nevoeiro assim o ditava. Uma das coisas mais belas e com significado de pedalar todos os dias é não só ver mas também sentir a mudança das estações do ano.</p>
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<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21607" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0516.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0516.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0516.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0516.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0516.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21608" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0517.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0517.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0517.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0517.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0517.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21609" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0521.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0521.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0521.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0521.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0521.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /><br />
Ainda nos cruzamos com alguns praticantes de b.t.t, alguns dos quais estranharam mais a nossa presença ali. Mas pedalamos para nós e para nos sentirmos bem. Bom seria, que ficássemos todos contentes por ver mais gente de (uma qualquer) bicicleta. E assim, continuamos caminho. Viramos rumo ao nevoeiro. Aqui, no meio do silêncio, é que estamos bem. A estrada asfaltada dá lugar a terra batida, que nos leva ainda mais fundo. Descida à esquerda, rumo a um parque de campismo perdido no meio da serra. As estradas são lindas, com pouco movimento. As cores outonais estão fortes e marcam-nos a vista.  Paramos para tirar mais umas fotos e ver, com os nossos olhos, o que nos falta no dia a dia na grande cidade.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21610" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0522.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0522.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0522.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0522.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0522.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21611" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0526.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0526.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0526.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0526.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0526.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21612" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0527.jpg?resize=683%2C1024" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0527.jpg?w=683 683w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0527.jpg?resize=600%2C900 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda perto do parque de campismo encontramos caras conhecidas que nos avisam que o caminho de terra batida que tencionamos fazer a seguir está em mau estado: mais uma vez, tinham la passado com motas todo o terreno, lavrando o trilho. Obrigado, motas. Fomos a pé, em algumas secções. O trilho ainda se estende por mais alguns quilómetros, até desembocar na estrada principal, que nos vai levar até ao Portinho da Arrábida. Até começar a vertiginosa descida até à praia, ainda temos umas valentes subidas. Mas, o que custam as subidas quando temos a vista que temos?</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21613" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0528.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0528.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0528.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0528.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0528.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21614" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0530.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0530.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0530.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0530.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0530.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21615" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0531.jpg?resize=683%2C1024" alt="" width="683" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0531.jpg?w=683 683w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0531.jpg?resize=600%2C900 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21616" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0532.jpg?resize=1000%2C667" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0532.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0532.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0532.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/12/DSCF0532.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Mar estava já ali, bem mais abaixo, mas infinito, azul. Estávamos já no cruzamento para o Portinho. Avisos dados para terem cuidado. A fome, também lá estava. A descida é íngreme e rapidamente chegamos ao destino. O Portinho da Arrábida e sua baía são desvelados diante dos nossos olhos e ninguém fica indiferente&#8230; De bicicleta, tudo tem outra magia. Como se as vistas fossem a recompensa pelo esforço feito neste dia frio e chuvoso. Procuramos abrigo debaixo de uns pinheiros, pois já chovia. O almoço soube ainda melhor. Ninguém passou fome e todos saímos com mais energia. E íamos precisar, pois a chuva não dava sinais de perdoar. E a Serra também não: sobe e desde até Setúbal. Diferente das outras Serras habituais dos passeios Velo Corvo (Sintra e Montejunto), a Arrábida tem algo especial, a sua própria aspereza. Poucas árvores e vista para o Sado e se olharmos mais longe, o Atlântico. Estas escarpas, juntamente com o azul único do mar e a areia da praia servem de postais na nossa memória. Animados pela entreajuda, o esforço até parece diminuído. Rapidamente, chegamos a Setúbal, mesmo a tempo de apanhar o comboio para Lisboa. Dividimos as bicicletas pelas carruagens e sentámo-nos. Cansados, perguntamos: quando é que marcamos o próximo passeio?</p>
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		<title>Caminhos para encontrar a verdadeira felicidade com a bicicleta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2018 10:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Caminhos para encontrar a verdadeira felicidade com a bicicleta Um dia, ainda na minha adolescencia, fui pedalar com os meus amigos, como tantas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Caminhos para encontrar a verdadeira felicidade com a bicicleta</div>
<div></div>
<div></div>
<div>Um dia, ainda na minha adolescencia, fui pedalar com os meus amigos, como tantas outras vezes. Esse seria o último dia em que iriamos pedalar todos juntos. Não por ter acontecido algo trágico. Mas sim, por outra razão que suponho ser triste, à sua própria maneira. A bicicleta (e andarmos de bicicleta juntos) tinha deixado de ser relevante nas nossas vidas. Esta quebra com a aventura que era pedalar até sítios distantes, ou pelo menos na altura o pareciam, causou o desaparecimento de uma certa maneira de ver as coisas. O deixar de fazer coisas que eram ao mesmo tempo simples como aventureiras. O ir andar de bicicleta para andar de bicicleta.</div>
<div>Ir passear de carro podia até ser mais cómodo. De aventura não tinha nada. Passámos a ser como tantos outros. A nossa infância tinha ficado para trás.</div>
<div></div>
<div>Eu continuei a andar de bicicleta, se bem que agora, na maior parte das vezes, pedalava sozinho.</div>
<div>A minha adolescência foi cheia de btt. Posso agradecer à bicicleta de todo o terreno por me voltado a dar ao pedal. E, com o tempo, também deixei de perceber porque é que pedalava. Os anos passaram ,e , simplesmente, a bicicleta ficava mais tempo parada. Deixei de me sentir feliz em cima de uma bicicleta de btt e não sabia porquê. A bicicleta funcionava bem e tinha perícia suficiente para não fazer má figura nos trilhos. O problema era, portanto, meu. O que mudou? Uma crescente sensação de que o aspecto demasiadamente tecnológico à volta do qual o btt parecia girar tornava-se cada vez mais sufocante. As mais recentes &#8220;inovações&#8221; deixavam de fazer, para mim, muito sentido. O btt deixou de fazer sentido. Sem saber muito bem o que fazer disto tudo, comecei à procura. Do quê, não sabia bem. Mas sabia que gostava de andar de bicicleta e que era possível voltar a pedalar. E todos os dias. E sobretudo, recuperar a felicidade ao pedalar.</div>
<div></div>
<div>Que caminhos proponho então para encontrar a verdadeira felicidade?</div>
<div></div>
<div>I &#8211; Simplificar a bicicleta e a maneira como se anda de bicicleta</div>
<div></div>
<div>Pode paracer uma contradição dizer-vos para simplificar a bicicleta com a troca da actual bicicleta por uma outra diferente, mas se calhar não é. Vejamos: o actual sistema e sua maneira de pensar encara todos os recursos naturais e até mesmo o próprio homem como uma espécie de armazém, sempre pronto para ser utilizado a qualquer altura, da maneira mais optimizada, de forma a rentabilizar e sempre com o lucro rápido em mente. A obsolescencia programada é um dado adquirido em qualquer bem de consumo nos dias de hoje. Ora é o tamanho da roda que muda, ora é a necessidade absoluta de termos bicicletas cada vez mais sobredimensionadas para fazermos trilhos perfeitamente normais, ora é a necessidade de mudar as transmissões para algo ainda &#8220;melhor&#8221;. Se hoje temos 10 velocidades, amanhã teremos (de ter) 12. Mas, na prática, para além de um certo patamar, muita coisa é desnecessária. E, a tecnologia, que deveria ser um meio para atingir um determinado fim, torna-se agora o maior inimigo: todo este enquadramento gigante, desde as suspensões, transmissões, quadros exóticos de carbonos, etc, afastam-nos da verdadeira experiência do pedalar. Em vez de estarmos concentrados na experiência do momento, estamos mais concentrados no funcionamento da peça A ou B. Até a paisagem se torna como um objecto, ali, para nos satisfazer com as suas &#8220;descidas técnicas&#8221; ou com &#8220;saltos&#8221;. Características essas que são independentes do local onde pedalamos. No fundo, tanto faz pedalar em A ou B. O que interessa é pedalar, não pelo acto metafísico de o fazer, mas sim, como meio de atingir determinada meta para melhor quantificarmos e justificarmos determinada aquisição.</div>
<div></div>
<div>Como então simplificar a bicicleta? Fácil: escolher uma bicicleta mais ou menos tradicional, uma bicicleta arquétipo. Quando fechamos os olhos e imaginamos uma casa, não pensamos num apartamento T2 num qualquer subúrbio. Pensamos antes numa cada com jardim. Quando imaginamos uma bicicleta, não imaginamos uma bicicleta exótica de contra relógio feita toda em carbono tipo nave espacial. Pensamos sim, numa bicicleta bem mais clássica. Possivelmente com páralamas e portabagagens.</div>
<div>Uma bicicleta mais simples deverá estar o mais desligada da &#8220;rede&#8221; na medida do possível, sem entrar em excessos luditas. Transmissão &#8220;normal&#8221;, sem bizarrias de cassetes com dois dígitos, quadro com muito espaço para pneus largos, apoios para páralamas e portabagagens, travões a cabo, garfo rígido, coisas assim. Uma bicicleta mais simples resistirá melhor às constantes pressões dos &#8220;progressos&#8221; tecnológicos. Em teoria, a tua bicicleta deveria ser possível de ser construída a nível local, tal como ser possível reparar a mesma localmente, com ferramentas mais ou menos simples.</div>
<div></div>
<div>Como simplificar a maneira como se anda de bicicleta? Um primeiro passo deverá ser encarar o pedalar como algo que tanto pode ser desportivo mas sobretudo, não.  A grande maioria das pessoas encara pedalar como apenas um desporto, ou seja, algo que deve ser relegado a um ou dois dias por semana, para muitos. No fundo, estou aqui a falar da possibilidade de pedalar habitualmente, ou seja, a qualquer momento, poder simplesmente pegar na bicicleta e, juntamente com o facto da bicicleta ser mais simples, não parecer alguém que foi experimentar a bicicleta contra relógio do amigo vestido de calças de ganga. Pedalar por pedalar.</div>
<div>Falando de aspectos mais prácticos, evitar o uso de pedais de encaixe (que implicam o uso de calçado especial), ir pedalar com roupa feita de materiais naturais (algodão, lã, linho) e deixar o camebak em casa. Quando falo de roupa, refiro-me a roupa normal, camisas, calções clássicos, etc, que acho bem mais estéticos do que roupa justa coberta de publicidades.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>II &#8211; Pedalar por pedalar</div>
<div></div>
<div>Como disse acima, pedalar por pedalar. Simples? Se calhar não.  Pedalar por pedalar implica um verdadeiro trabalho mental. Pedalar por pedalar, conscientemente, implica também um esforço, um esforço de não sucumbir às constantes distracções digitais já nossas conhecidas. Simplesmente, tratar o acto de pedalar como se de um acto de meditação se tratasse. Existir o/no momento.</div>
<div></div>
<div>III &#8211; Fazer mais coisas com a bicicleta.</div>
<div></div>
<div>Se deixarmos de usar a bicicleta apenas para fazer exercício ou para ir &#8220;fazer trilhos&#8221; ruidosamente ao domingo de manhã, podemos chegar à conclusão que a bicicleta é o veículo perfeito para aventuras.</div>
<div>Podemos sair cedo, sem hora para voltar. Fazer um picnic pelo caminho. Tirar umas fotos. Fazer uma sesta à sombra de uma árvore. Voltar para casa de comboio, se não tiveres vontade de pedalar.</div>
<div>Podemos também ir acampar com a bicicleta. Para aqueles que não têm tempo, sempre podem experimentar um S24O.</div>
<div>E, sobretudo, tentar incluir a bicicleta no dia a dia, na medida do possível. Deixar o carro em casa. Deixar de ter carro. Juntar a bicicleta aos transportes públicos sempre que possível. Vencer a preguiça (muitas vezes mental) de fazer curtas e médias distâncias com a bicicleta. Vencer o medo do &#8220;suar&#8221; . Pedalar mais devagar, que também lá chegamos, e menos cansados e suados. Simplificar, não complicar.</div>
<div>O verdadeiro caminho para a felicidade é a simplicidade.</div>
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<div class="yj6qo"></div>
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		<title>Passeio cicloturista a Sintra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 10:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Passeio cicloturista a Sintra Em Portugal, o tipo de passeio que vou descrever ainda é pouco praticado. As bicicletas que costumamos usar são...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Passeio cicloturista a Sintra</strong></div>
<div></div>
<div>Em Portugal, o tipo de passeio que vou descrever ainda é pouco praticado. As bicicletas que costumamos usar são alvo de olhares confusos e até de gozo. Sei que posso parecer um bocado insistente e até um bocado negativo na descrição de alguns encontros que tenho com alguns ciclistas, mas custa-me que ainda haja falta de alguma cultura da bicicleta em Portugal. E agora o ponto positivo. <strong>Se não há cultura da bicicleta em Portugal, porque não fazê-la nós mesmos? </strong></div>
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<div></div>
<div>Tinham-se passado meses desde a última vez que fui a Sintra, ainda mais com um passeio com amigos da Velo Corvo. Sintra deixa sempre, sempre saudades. Estava na altura de lá voltar.</div>
<div>Marcado o passeio e definido o ponto de encontro na fictícia casa de pasto &#8220;Ti Hipólito&#8221; (desculpa Rui, não fazia ideia que ainda existiam mesmo casas de pasto em Sintra), chegou a hora.</div>
<div>Ir a Sintra nos dias que correm é uma aventura. Sintra está agora cada vez mais transformada numa Disneilandia em que o mar de gente é uma constante. Demorámos cerca de dez minutos para sair da estação. Turistas confusos tentavam percebem como passar o bilhete nas infinitamente complicadas maquinetas portão CP. Vendedores de tours agitavam cartazes promocionais.</div>
<div>Reunido o grupo, estava na altura de começar a pensar em pedalar.  Estava tudo bem disposto, como sempre. Cada um com a sua bicicleta. Umas vintage, outras não. O que não faltava eram sorrisos, felizmente.</div>
<div></div>
<div>Já sabia que tinham havido algumas alterações ao sentido de circulação na cada vez menos característica Vila de Sintra. Na volta do Duche, as bicicletas podem circular. Mas, e para nossa surpresa, depois do Palácio da Vila e começando a rampa da Pena, a subida teve de ser feita a pé- o sentido de trânsito tinha alterado. Fomos cuidadosamente informados por um agente da autoridade que teríamos de ir a pé até ser possível circular dentro da lei e não apenas até o polícia nos perder de vista. Como somos bem comportados assim o fizemos, até porque no próximo cruzamento, estava mais um polícia. Parece-me ser um uso sensato das forças policiais. Isso e permitir que todos os fins de semana subam centenas e centenas de carro Serra acima. Património mundial? Pois. Seguindo em frente&#8230;</div>
<div>A rampa da Pena foi palco de alguns Rallies de Portugal. Felizmente, esses tempos já lá vão. Agora o Rally é outro: é a subida dos Tuc tucs bem barulhentos , autocarros turísticos e uma fila de condutores domingueiros. Será que vêm alguma coisa?</div>
<div></div>
<div>
<div>Passando a parte mais movimentada da subida, chegámos ao cruzamento castelo/ Peninha. Virámos para a Peninha e parámos uns minutos. Rapidamente chegam mais ciclistas, estes montados em super bicicletas. Olham para nós com um misto de admiração, confusão e algum gozo. Dizemos bom dia e seguimos caminho.</div>
<div></div>
<div>A partir deste cruzamento, o trânsito é quase inexistente, e ainda bem. Depois do choque que é ver aquela multidão de gente juntamente com a continuada destruição da Vila, é bom sentir que estamos um bocadinho mais longe de tudo. O silêncio aumenta à medida que continuamos a subida. Começa o exercício de meditação.</div>
</div>
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<div><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21573" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38403228_10158044538984896_674085754078494720_n.jpg?resize=1060%2C707" alt="" width="1060" height="707" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38403228_10158044538984896_674085754078494720_n.jpg?w=1200 1200w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38403228_10158044538984896_674085754078494720_n.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38403228_10158044538984896_674085754078494720_n.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38403228_10158044538984896_674085754078494720_n.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1060px) 100vw, 1060px" data-recalc-dims="1" /></div>
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<div></div>
<div>Aumenta também o nevoeiro que rapidamente se transforma em chuvisco. Estávamos a pedalar dentro de uma nuvem, afinal de contas. No cruzamento dos quatro caminhos / Capuchos, cruzamo-nos com mais ciclistas confusos que parecem não entender como conseguimos chegar até aqui acima com &#8220;aquelas&#8221; bicicletas. O caminho, esse, continua.</div>
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<div><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21575" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38412051_10158044536904896_187336285789093888_n.jpg?resize=1060%2C707" alt="" width="1060" height="707" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38412051_10158044536904896_187336285789093888_n.jpg?w=1200 1200w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38412051_10158044536904896_187336285789093888_n.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38412051_10158044536904896_187336285789093888_n.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2018/08/38412051_10158044536904896_187336285789093888_n.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1060px) 100vw, 1060px" data-recalc-dims="1" /></div>
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<div>Sintra tem o seu próprio clima. A temperatura desce e a humidade aumenta. Continuamos a subir para a Peninha. Por mais vezes que faça esta estrada, nunca me canso dela. A cada vez que vou, há algo novo a sentir. A zona da Peninha é  considerada das mais mágicas de Sintra e hoje percebe-se bem porquê. Paramos aqui, quase sempre, para encher as garrafas de água e para comer qualquer coisa que trazemos. O picnic é a recompensa por ter feito esta subida lindíssima com os meus amigos. Conseguir juntar gente que, a partida seria tão diferente, em torno de algo tão simples que é ir pedalar é uma coisa linda. Todos nós adoramos bicicletas e bicicletas complicadas e especiais. Mas a bicicleta não interessa quando temos o que tivemos naquele dia em Sintra: uma linda experiência partilhada num local mágico. Será que aqueles que nos olharam com gozo conseguem sentir isto?</div>
<div></div>
<div>O frio começava a apertar, num dia de Verão. Estava na altura da longa descida até ao Guincho. Cerca de 10 kms, sempre a descer acompanhados de uma vista linda: o oceano, o cabo da Roca, a ponta da Europa. Começamos a descer com frio mas no Guincho estamos com calor. Olhamos para cima e vemos a Peninha, coberta de nuvens. &#8220;Estivemos ali em cima&#8221;, penso eu, enquanto me preparo para a parte final. Ciclovia até Cascais. O dia está lindo e o mar, esse, está com uma cor infinita.</div>
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<div>Já em Cascais, terra de infinitos domingueiros, comemos um gelado. Estes pequenos hábitos que se tornam rituais fazem já parte de todos os meus passeios.</div>
<div></div>
<div>Para terminar o passeio, decidimos não apanhar o comboio para Lisboa, mas sim, pedalar até casa pela Marginal. Foi o final de um passeio que só pode ser descrito como lindo.</div>
<div></div>
<div>As fotos foram tiradas pelo Artur da  Lisbon Cycling  (https://www.lisboncycling.com/). O Artur é o melhor fotógrafo da cena das bicicletas e a página dele está cheia de bons artigos e boas fotografias. A primeira foto foi tirada pelo Ricardo. Obrigado a todos por terem vindo!</div>
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<div>Gostaram do artigo e das fotos? Da próxima não fiquem em casa. Sigam a página da Velo Corvo no Facebook para não ficarem de fora.</div>
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		<title>Porque é que os ciclistas não cumprem regras de trânsito?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2018 11:48:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta foi, mais ou menos, a pergunta que foi feita num grupo do Facebook dedicado ao ciclismo urbano. Se a pergunta, por si só, foi feita num tom ambíguo, paternalista até, o que por si só me parece relativamente mau, pior é constatar o seguinte: em centenas de comentários, não se chegou a um consenso nem por parte dos ciclistas, havendo até, pontos de vista profundamente contraditórios. Reina o <em>achismo</em>, o argumento matrícula-seguro-capacete, o &#8220;respeito sempre todas as regras a 100%&#8221;, etc etc. Nenhuma desta linha de argumentação vai ao cerne da questão, tal como ignora problemas fundamentais:</p>
<p>-a actual estrutura rodoviária priviligia quase exclusivamente os automóveis, fornecendo aos utilizadores dos mesmos uma utilização desmesurada e egoísta do espaço público a preços muito baixos.</p>
<p>-No ano de 2017, <a href="https://www.dn.pt/portugal/interior/mais-de-500-pessoas-morreram-nas-estradas-portuguesas-em-2017-9023313.html"><strong>morreram cerca de 500 pessoas nas estradas portuguesas</strong></a>. Causas das colisões (evitei o uso da palavra acidente): excesso de velocidade/velocidade excessiva e condução sob o efeito de alcóol. Carregar no acelerador ou beber mais uma fresquinha na tasca boçal não é um acidente: é negligência, para não usar outros adjectivos.</p>
<p>-A real e omnipresente sensação de insegurança por parte de TODOS os utilizadores da via pública. Seja no passeio, na ciclovia ou na estrada. Os grandes causadores desta insegurança? Os automobilistas e motociclistas, não os ciclistas.</p>
<p>Isto são factos.<br />
E contra factos&#8230;</p>
<p>Por vezes, a GNR ou PSP faz um post que tem como temática os ciclistas. Quase sempre, esse post é inundado de comentadores profissionais do achismo, que misturam problemas,conceitos e opiniões numa bela sopa. Estranho é que quem clama pelo cumprimento das regras por parte dos ciclistas, raramente comenta nos outros posts da GNR e PSP que falam do excesso de velocidade por parte dos condutores e motociclistas. Mas basta ver quando surge uma notícia sobre operações Stop, radares,etc. Rapidamente surge o &#8220;caça à multa&#8221; ou o &#8220;deviam é preocupar-se com os criminosos a sério&#8221;. Como fazer sentido disto? Se nem os ciclistas se entendem, como vou esperar que os automobilistas se entendam com os ciclistas e peões?</p>
<p>Algumas pistas:</p>
<p>-O carro prometeu-nos liberdade. Com o passar do tempo, a liberdade deu lugar à prisão. Há sítios em Portugal nos quais não se consegue viver sem carro. Até para ir comprar comida é preciso o carro. E não falo de zonas rurais. Ou seja, o que dantes era a liberdade e facilidade de ir a todo lado, é hoje em dia, com a massificação do uso do automóvel, uma prisão com ar condicionado. As deslocações diárias são,para muitos, um inferno. Face à dimensão titânica do problema, muitos respondem &#8220;não posso fazer nada!&#8221; E, para além disso, a norma social é a condução a qualquer hora e para todo lado, de preferência com lugar à porta.</p>
<p>-&#8230;o que torna um ciclista em alguém com um comportamento minoritário, logo, repreensível e aberrante. Basta lembrar-me de quantas vezes me perguntaram se vim &#8220;até aqui&#8221; de bicicleta e que era maluco por o fazer.</p>
<p>-Em Portugal, é notória a ausência de reflexão. A falta constante de se colocar no lugar do outro. O pensar no bem estar dos outros. Os traços negativos só aumentam ao volante de um carro.<br />
O condutor, que já se sente &#8220;preso&#8221; ao volante da sua prisão, irá reagir a qualquer alteração daquilo que acha expectável encontrar na estrada com maior agressividade.<br />
Seja essa alteração um engarrafamento, a falta de estacionamento ilimitado, aumento de impostos relativos ao carro, crescentes limitações de circulação com o automóvel em centros urbanos, controlos policiais visando a segurança de todos,etc.<br />
E claro, sem nos esquecermos dos ciclistas,que (irritantemente para o Zé automobilista) , não são afectados pelos engarrafamentos, falta de estacionamento, impostos e limitações de circulação. Resumindo: para o Zé automobilista, os ciclistas fazem o que querem e ainda por cima não pagam nada. Ou seja, por debaixo de tudo, há, entre outras coisas, um ressentimento.</p>
<p>-Alguns ciclistas, alinham neste pensamento e por isso dizem que cumprem a 100% o código. Cumprem porque acham que se o fizerem, estão a ser bons cidadãos. Isto claro, sempre esperando que os outros também o farão.</p>
<p>Também o faria (cumprir o código a 100%), se de facto as infraestruturas fossem feitas a pensar em todos e não só em alguns. E se houvesse uma fiscalização de facto efectiva que devolvesse o sentimento de segurança às estradas. E sobretudo, se não tivesse de conviver com gente profundamente inconsciente todos os dias, cada vez que pedalo numa estrada. Aqui está a resposta à questão. Os ciclistas não cumprem algumas regras porque acham que as regras não se aplicam a eles, pois todo o sistema não foi feito a pensar neles e sentem-se mais seguros assim. Ou melhor: os utilizadores principais do sistema (automobilistas) acham que só eles têm direito de usufruir do mesmo. E demonstram-no através da sua condução, pensando só neles. Manobras perigosas, excesso de velocidade , velocidade excessiva, uso do telemóvel ao volante, estacionamento onde calha, etc. O presenciamento constante de tudo isto aumenta a sensação de impunidade e de insegurança. Daí, mesmo que os ciclistas queiram jogar pelas regras. Sendo confrontados diariamente com o acima descrito, não admira que alguns sintam a necessidade, por razões de segurança, de &#8220;dobrarem&#8221; algumas regras.</p>
<p>&#8230;para o Futuro e para tentar resolver o problema:</p>
<p>&#8211; A diminuição da circulação automóvel individual nos grandes centros urbanos.<br />
-Reconfiguração das nossas ruas para servirem sobretudo as pessoas e não um grande volume de automóveis circulando a velocidades mais ou menos altas.<br />
-Aumento da fiscalização efectiva, com castigos fortes que reflectem de facto a gravidade das acções praticadas. Um carro tem um potencial de causar danos muito maiores do que uma bicicleta.<br />
-A diminuição da sensação de insegurança constante nas nossas ruas trará mais utilizadores de bicicleta.</p>
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		<title>Serra da Estrela</title>
		<link>http://velocorvo.com/2017/12/20/serra-da-estrela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2017 11:16:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde pequenos que o sabemos: o ponto mais alto de Portugal continental fica na Serra da Estrela. Dois mil metros de altitude. Na...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde pequenos que o sabemos: o ponto mais alto de Portugal continental fica na Serra da Estrela. Dois mil metros de altitude. Na verdade, não são bem 2000 metros, mas fica lá bem perto. E, para quem sobe de bicicleta, não são uns metros a menos que vão fazer a diferença na sensação de termos conseguido fazer algo que nem todos fazem, nem que se se faz todos os dias.</p>
<p>Quando recentemente fui convidado a ir à cabana/retiro do Artur da<em><strong> <a href="https://www.lisboncycling.com/">Lisbon Cycling</a></strong></em>, algures pela Serra mais alta de Portugal, não pude deixar de dizer que não. Afinal de contas, não é todos os dias que subimos de bicicleta até à Torre. Sim, iria custar, mas o que é o cansaço quando se ganha paisagens e vistas fabulosas?</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21546" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1405.jpg?resize=1000%2C664" alt="" width="1000" height="664" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1405.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1405.jpg?resize=768%2C510 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1405.jpg?resize=700%2C465 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1405.jpg?resize=600%2C398 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21544" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1402.jpg?resize=679%2C1024" alt="" width="679" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1402.jpg?w=679 679w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1402.jpg?resize=600%2C905 600w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21549" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?resize=679%2C1024" alt="" width="679" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?w=679 679w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1410.jpg?resize=600%2C905 600w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21548" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1408.jpg?resize=1000%2C666" alt="" width="1000" height="666" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1408.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1408.jpg?resize=768%2C511 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1408.jpg?resize=700%2C466 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1408.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21551" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1413.jpg?resize=1000%2C608" alt="" width="1000" height="608" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1413.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1413.jpg?resize=768%2C467 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1413.jpg?resize=700%2C426 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1413.jpg?resize=600%2C365 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21550" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1412.jpg?resize=681%2C1024" alt="" width="681" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1412.jpg?w=681 681w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1412.jpg?resize=600%2C902 600w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começámos a nossa subida na aldeia de Unhais da Serra, uma localidade do lado da Covilhã. Sempre me disseram que começar em Manteigas era mais fácil, razão pela qual não comecei lá.<br />
Já sabíamos mais ou menos o caminho, mas claro que não custa confirmar no GPS local: o grupo de homens sentados à beira da igreja local. Asseguraram-nos que a subida era fácil e que eram só 15 kms. Já sabendo o que a casa gasta, saímos preparados. Para aqueles que me estão sempre a perguntar o que levo dentro do saco, levo comida a sério (nada de barras energéticas) e roupa.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21558" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep14141.jpg?resize=1000%2C651" alt="" width="1000" height="651" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep14141.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep14141.jpg?resize=768%2C500 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep14141.jpg?resize=700%2C456 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep14141.jpg?resize=600%2C391 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21553" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1417.jpg?resize=1000%2C659" alt="" width="1000" height="659" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1417.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1417.jpg?resize=768%2C506 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1417.jpg?resize=700%2C461 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1417.jpg?resize=600%2C395 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21554" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1418.jpg?resize=1000%2C661" alt="" width="1000" height="661" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1418.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1418.jpg?resize=768%2C508 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1418.jpg?resize=700%2C463 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1418.jpg?resize=600%2C397 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21556" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1420.jpg?resize=677%2C1024" alt="" width="677" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1420.jpg?w=677 677w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1420.jpg?resize=600%2C908 600w" sizes="(max-width: 677px) 100vw, 677px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O nosso trajecto iria incluir uma secção de estrada em terra batida. Excelente! Vamos começar.</p>
<p>Uma coisa se entende rapidamente: o caminho é sempre,sempre a subir. Pela estrada que serpenteia montanha acima, rapidamente ganhamos altitude. Subindo a Nave de Santo António, reparamos que as casas tornam-se mais pequenas e as montanhas, que ao fundo pareciam pequenas, são agora enormes blocos maciços de granito e xisto. Uma coisa que nunca deixa de espantar é a dimensão titânica destes maciços de pedra, que irrompem, direcção ao céu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21557" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1421.jpg?resize=1000%2C661" alt="" width="1000" height="661" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1421.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1421.jpg?resize=768%2C508 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1421.jpg?resize=700%2C463 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1421.jpg?resize=600%2C397 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21559" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1502.jpg?resize=1000%2C652" alt="" width="1000" height="652" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1502.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1502.jpg?resize=768%2C501 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1502.jpg?resize=700%2C456 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1502.jpg?resize=600%2C391 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21560" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1503.jpg?resize=1000%2C660" alt="" width="1000" height="660" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1503.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1503.jpg?resize=768%2C507 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1503.jpg?resize=700%2C462 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1503.jpg?resize=600%2C396 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21561" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1504.jpg?resize=677%2C1024" alt="" width="677" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1504.jpg?w=677 677w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1504.jpg?resize=600%2C908 600w" sizes="(max-width: 677px) 100vw, 677px" data-recalc-dims="1" /><br />
À medida que continuamos a subida, é que nos vamos apercebendo ainda mais da dimensão da Serra &#8211; o seu tamanho parece aumentar a cada curva. Entra o jogo mental de não desistir: a paisagem ajuda a manter a força de vontade em cima. A cada pedalada ficamos mais perto do nosso objectivo.</p>
<p>Subir uma estrada de montanha deste calibre é um exercício de humildade: sentimos-nos mesmo pequenos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já na estrada de terra batida, tenho um furo. Aquele galho cheio de espinhos decidiu atravessar-se mesmo à frente da bicicleta. E para ajudar, a minha bomba de quadro desistiu de encher pneus. Felizmente tinha uma mini bomba de urgência que deu para continuar caminho até à nossa próxima paragem. O almoço. O saco veio cheio de queijo da serra, pão a sério e doce. Claro que a cafeteira também veio.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21562" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1505.jpg?resize=1000%2C661" alt="" width="1000" height="661" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1505.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1505.jpg?resize=768%2C508 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1505.jpg?resize=700%2C463 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1505.jpg?resize=600%2C397 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21563" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1506.jpg?resize=675%2C1024" alt="" width="675" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1506.jpg?w=675 675w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1506.jpg?resize=600%2C910 600w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21564" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1508.jpg?resize=1000%2C659" alt="" width="1000" height="659" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1508.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1508.jpg?resize=768%2C506 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1508.jpg?resize=700%2C461 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1508.jpg?resize=600%2C395 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21566" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1510.jpg?resize=1000%2C659" alt="" width="1000" height="659" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1510.jpg?w=1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1510.jpg?resize=768%2C506 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1510.jpg?resize=700%2C461 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1510.jpg?resize=600%2C395 600w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Até à Torre, ainda teríamos de subir mais. As últimas pedaladas são sempre as mais difíceis. Mais difícil é ver que a Torre e tudo o que o rodeia é feio. Um centro comercial terrível. Um parque de estacionamento ainda pior. Domingueiros com as suas dominguices. Mas não subimos até cá acima para ver coisas feias. Abstemo-nos destas vistas e concentramos-nos noutras. Cá de cima, podemos ver longe. Muito longe. Valeu a pena.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As montanhas sempre tiveram algo de mítico. Acima do plano da existência profana do dia a dia, o sagrado das alturas contrasta com o quotidiano. O ar é fresco e limpo. O vento frio corta. O céu, a nossos pés.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21565" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1509.jpg?resize=675%2C1024" alt="" width="675" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1509.jpg?w=675 675w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/12/Sep1509.jpg?resize=600%2C910 600w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Passeio Velo Corvo- A Mercier foi a Sintra</title>
		<link>http://velocorvo.com/2017/05/23/passeio-velo-corvo-a-mercier-foi-a-sintra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2017 10:19:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Para ir a Sintra nunca é preciso grande desculpa, pelo menos para mim. E como entretanto terminei a Mercier do Pedro, a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Para ir a Sintra nunca é preciso grande desculpa, pelo menos para mim. E como entretanto terminei a Mercier do Pedro, a ocasião apresentou-se. A bicicleta ficou excelente e claro, nada melhor do que ir a Sintra para a voltinha de teste.</p>
<p>Já há algum tempo que não fazia um passeio Velo Corvo. O bom tempo está aí. Por isso, nada melhor do que um passeio com picnic, paisagens bonitas e molhar os pés no Atlântico.</p>
<p>Evento criado, grupo reunido. Depois da já habitual viagem de comboio para evitar as horríveis paisagens suburbanas e trânsito correspondente, chegámos à estação de comboios de Sintra.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21463" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0338.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0338" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0338.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0338.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0338.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0338.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Uma senhora decidiu que tinha de passar à minha frente para sair pela saída especial. “Tinha comida ao lume”, disse o Pedro. O que vale é que estamos geralmente bem dispostos.</p>
<p>A estação de Sintra é agora um ponto de encontro de caça turistas. Tuque tuques, tures, táxis e autocarros barulhentos. Começar os passeios mais tarde tem destas coisas: apanhamos com muito mais de tudo o que é menos bom.</p>
<div id="attachment_21494" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-21494" loading="lazy" class="size-full wp-image-21494" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0342-1.jpg?resize=600%2C400" alt="A Raleigh mais bonita de sempre" width="600" height="400" data-recalc-dims="1" /><p id="caption-attachment-21494" class="wp-caption-text">A Raleigh mais bonita de sempre</p></div>
<p>Os passeios Velo Corvo têm algumas tradições. Em Sintra, para-se para se comprar queijadas. E para-se na fonte Mourisca na Volta do Duche. Garrafas e alforges cheios, siga o passeio.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21466" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0355.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0355" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0355.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0355.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0355.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0355.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Passando o centro da Vila e seu bonito Palácio, hoje prendados com a efusiva e colorida visita do Grupo Motard “Amigos do barulho”, seguimos em frente, passando tudo o que é ósteis, hamburgueres da moda e lojinhas de suvenires.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21465" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0349.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0349" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Começava a subida.</p>
<p>Realmente, ter uma bicicleta dos anos 70 com uma corrente das antigas torna meter mudanças nas subidas numa aventura. Parece que estou a usar uma colher ferrujenta para meter as mudanças, mas não, é apenas a combinação do desviador Simplex com a corrente das antigas a trabalhar em cima de dentes sem rampas. Enfim.</p>
<p>A subida para o Castelo, pelas 11 da manhã, é uma maravilha. Condutores impacientes para desfrutar da natureza mais rapidamente, ultrapassam-nos em tudo o que é curva e estrada estreita.</p>
<p>Pelo menos não vinha ninguém na outra faixa.</p>
<p>E todos estávamos bem dispostos. Como é que é possível não estar? Ter uma paisagem destas, aqui tão perto de casa é um privilégio. Privilégio este que muitos veêm como objecto postal e não como algo que transcende a simples “paisagem bonita”.</p>
<p>Primeira paragem no topo da subida para o Castelo. Uns dedos de conversa trocados e seguimos direcção à Peninha. Aqui, o trânsito automóvel quase que não existe. Afinal, o Castelo e Palácio eram para o outro lado. Para este lado, entramos no domínio dos caminhantes, ciclistas com roupa especial, barras energéticas com sabor a porco no espeto e turistas perdidos.</p>
<p>A estrada é fantástica. Dá gosto pedalar aqui. Sou lembrado de que pedalar por estas estradas é uma espécie de exercício meditativo, entre o pedalar rítmico e o desenrolar mais lento da verdejante paisagem.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21468" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0372.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0372" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21467" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0368.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0368" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21469" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0376.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0376" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Mais uma paragem, para reagrupar.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21470" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0381.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0381" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>A estrada para a Peninha continuava. Mas não antes de sermos interrompidos por um senhor envergando um colete reflector. Era mais um passeio de motas. Desta vez, do Vespa Clube não-sei-de-onde. Vréééééééééééé pela estrada em cima. Enfim, exercício meditativo interrompido. Vespeiro do colete reflector acende cigarro e monta-se na mota para se juntar ao passeio, desfrutando da Natureza, seguindo a ambulância (para haver uma resposta mais rápida caso algum tropece a sair da mota direcção ao porco no espeto) e carro com atrelado reboque .</p>
<p>Antes da super-subida para a Peninha, parámos no bonito miradouro. Lá, trocamos mais uns dedos de conversa. O António trocou uma cerveja por um obrigado. O Pedro não aguentou a sede, pois a Mercier dele ainda não tem um porta garrafas. E como já tinha subido muito, comeu também uma queijada. O Rui da Raleigh mais bonita de sempre ponderava a compra de mais uma bicicleta.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21476" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0396" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21474" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0394.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0394" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21475" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0395.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0395" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0395.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0395.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0395.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0395.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21476" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0396" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0396.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Somos acompanhados por um grupo forrado a licra, que olha para nós com olhar desconfiado. É assim a vida.</p>
<p>A paisagem daqui é bonita. Dá para ver o Guincho, Cascais e às vezes o cabo Espichel. Próximo passeio deve ser até lá. Tudo para correr bem!</p>
<p>Já faltava pouco para chegar à Peninha. Mas antes teriamos de subir mais um pouco.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21471" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0390.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0390" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0390.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0390.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0390.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0390.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21473" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0393.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0393" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>A subida para a Peninha é uma das mais íngremes da Serra. Como não quis passar vergonha a tentar meter mudanças, não fui a pé, sofri em silêncio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chegados à Peninha, é então altura de encher as garrafas na fonte de água cristalina.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21481" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0423.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0423" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0423.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0423.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0423.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0423.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Tirámos alguns bonitos retratos, para emoldurar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21482" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0434.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0434" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0434.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0434.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0434.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0434.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Visto ser Domingo e estar bom tempo, as mesas de picnic estavam ocupadas por uma familia numerosa e barulhenta. Os cães estavam histéricos com a beleza natural do local, pois não paravam de ladrar. As crianças desfrutavam da natureza, dando pontapés na bola, chutando a mesma contra os mágicos pedregulhos que encontramos na Peninha.</p>
<p>Fomos então parar uns largos metros mais à frente, para irmos almoçar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21483" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0447.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0447" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0447.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0447.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0447.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0447.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21484" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0456.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0456" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0456.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0456.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0456.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0456.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Cada um trouxe o que acho melhor. O Pedro foi preguiçoso, apesar a Mercier ter dois porta bagagens, obrigou a mulher a trazer-lhe almoço. Não me queixei pois também comi.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21485" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0462.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0462" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0462.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0462.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0462.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0462.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Depois do café feito e de pernas repousadas, estava a altura de começar a rápida descida para o Guincho. A Mercier subiu muito bem. Aliás, acho que todos subimos muito bem. Até o António que trouxe a casa atrás.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21486" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0469.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0469" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0469.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0469.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0469.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0469.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Zás, montanha abaixo. A minha Pyrinées Sport não passa dos 50 km/h nesta descida. Algures entre não ter mais relação de pedalada e os travões Mafac Racer (com calços originais) a abrandarem, achei melhor não de aventurar muito.</p>
<p>A Mercier e Pedro, perdi-os de vista.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21487" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0473.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0473" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0473.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0473.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0473.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0473.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /> <img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21488" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0478.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0478" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0478.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0478.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0478.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0478.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Rapidamente chegámos ao Guincho. Daí, até à praia, foi um tirinho. Antes de ir para a água, ainda houve tempo para arranjar uma bicicleta da Decathlon. Não tenho descanso. O que vale é que a água estava boa. Os mais prevenidos até trouxeram fato de banho!</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21490" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0488.jpg?resize=409%2C613" alt="DSC_0488" width="409" height="613" data-recalc-dims="1" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21489" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0483.jpg?resize=919%2C613" alt="DSC_0483" width="919" height="613" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0483.jpg?w=919 919w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0483.jpg?resize=768%2C512 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0483.jpg?resize=700%2C467 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/05/DSC_0483.jpg?resize=600%2C400 600w" sizes="(max-width: 919px) 100vw, 919px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Do Guincho até Cascais é um instante. Claro que o facto de irmos todos comer um gelado à concorrente sem fila da Santini ajuda.</p>
<p>Comer gelado depois de um dia a pedalar ao Sol ajuda. Melhor do que comer um gel energético com sabor a ananás e frutos silvestres.</p>
<p>Passeio terminado. Eu estava cansado e fui de comboio. Uns pedalaram até Lisboa, passando cerca de 1000 carros parados na Marginal. Sou lembrado do tenebroso plano de um candidato à Câmara de Oeiras. A sua página de “projetos” é saída de um filme tipo Blade Runner. Viadutos e túneis. Desnivelamentos, faixas extra em autoestradas e parques de estacionamento. E só pensava, na minha viagem de comboio: tanta gente encravada dentro de um carro, perto de uma das mais bonitas paisagens de Lisboa e ao mesmo tempo tão longe&#8230;.</p>
<p>Gostaram do texto? Gostariam de vir a um dos Passeios Velo Corvo? É fácil: sigam a página Facebook e estejam atentos.</p>
<p>PS: O Pedro pediu-me para referir que conseguiu atingir os 75kmh com a Mercier na descida. Acredito sempre no Strava.</p>
<p>PS2: obrigado António pelas fotos!</p>
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		<title>1º S24o Velo Corvo- Sintra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2017 18:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Sábado à tarde. Tínhamos acabado de comer no chinês e a chuva começava a cair com mais intensidade. Por alguns minutos pensámos em...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado à tarde. Tínhamos acabado de comer no chinês e a chuva começava a cair com mais intensidade. Por alguns minutos pensámos em não ir. Mas depois decidimos: para quê ficar em casa? Para quê ser como a maioria e jogar pelo seguro? Afinal de contas, era só chuva. <strong>A vida tem de ser uma aventura.</strong></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21441" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=1060%2C1060" alt="16443123_1481303865213846_2011219372_o" width="1060" height="1060" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?w=1024 1024w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=768%2C768 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=1536%2C1536 1536w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=570%2C570 570w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=500%2C500 500w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=1000%2C1000 1000w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=700%2C700 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=300%2C300 300w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=600%2C600 600w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16443123_1481303865213846_2011219372_o.jpg?resize=100%2C100 100w" sizes="(max-width: 1060px) 100vw, 1060px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Carregámos as bicicletas cheias de tralha e lá fomos nós apanhar o comboio para Sintra.</p>
<p>O comboio para Sintra passa por tudo o que tentamos escapar com estes S24O. Urbanização desenfreada. Carros em todos lado. Estradas infinitas. Confusão eterna.</p>
<p>Em Sintra, as coisas melhoram. Percebe-se porque é que esta vila é considerada património mundial. Mas não viemos cá para comer queijadas num dos cafés atolhados de turistas. O nosso destino era outro. Começámos a subir para a Peninha, altitude cerca de 500 metros.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21442" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/castelo.jpg?resize=460%2C390" alt="castelo" width="460" height="390" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>O céu, meio nublado. A chuva tinha parado. À medida que subíamos a rampa da Pena, o nevoeiro aumentava. Mais acima, pelos 400 metros, o nevoeiro adensou ainda mais. A floresta ganhou uma dimensão nova. A vida também. Nunca se irão lembrar daquela vez que foram ao centro comercial. <strong>Mas de certeza que se vão lembrar daquela vez que foram a Sintra e acamparam no meio do nevoeiro.</strong></p>
<p>Passando os Capuchos, no meio do nevoeiro, vejo uma luz: era o António, vindo de Cascais. Seguimos então a estrada, até à Peninha. Por si só, a Peninha já é um local mágico. Com o intenso nevoeiro, mais mágica fica.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21437" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=1060%2C795" alt="16388864_10211738794809642_1726237907_o" width="1060" height="795" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?w=1024 1024w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=768%2C576 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=1536%2C1152 1536w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=800%2C600 800w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=700%2C525 700w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/16388864_10211738794809642_1726237907_o.jpg?resize=600%2C450 600w" sizes="(max-width: 1060px) 100vw, 1060px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>Acampar no Inverno tem um senão. Subir a montanha e montar acampamento na escuridão.</p>
<p>No Verão, podemos subir de dia e ver o por do Sol.</p>
<p>No Inverno, temos frio e o silêncio da Natureza. Foi isso que sentimos.<strong> Silêncio</strong>.</p>
<p>Tendas montadas, estava agora na altura de um bem merecido jantar. O António trouxe a sua excelente maionese feita em casa, pão e frutos secos. Eu levei arroz com vegetais e bacon. Queijo do bom. Para a sobremesa, fruta e chocolate.</p>
<p>Ninguém ficou com fome.</p>
<p>A tenda para esta noite era uma já antiga. Do exército francês, em lona. Sim, é um bocado mais pesada do que uma tenda mais recente. Mas é espaçosa e sobretudo, quente. Lá dentro, sentimos-nos mesmo protegidos do frio.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21443" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/floresta.jpg?resize=1000%2C1333" alt="floresta" width="1000" height="1333" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/floresta.jpg?w=768 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/floresta.jpg?resize=600%2C800 600w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/floresta.jpg?resize=700%2C933 700w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>De manhã, o cenário era outro. A luz trazia mais detalhe aos recantos que ontem eram sombra.</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-21445" src="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/florestas.jpg?resize=1000%2C1333" alt="florestas" width="1000" height="1333" srcset="https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/florestas.jpg?w=768 768w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/florestas.jpg?resize=600%2C800 600w, https://i0.wp.com/velocorvo.com/wp-content/uploads/2017/01/florestas.jpg?resize=700%2C933 700w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" data-recalc-dims="1" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Altura então de preparar o café. O moinho de café portátil, um Porlex, faz o seu trabalho. De seguida, o café é feito com uma cafeteira italiana antiga, aquecida por uma lamparina a álcool. Sempre preferi as lamparinas a álcool. Sim, são mais lentas, mas silenciosas. A experiência não é estragada pelo barulho tipo lança chamas de um fogão a gás.</p>
<p>Para comer, uma tortilha, pão e queijo.</p>
<p>Arrumar o acampamento é sempre a tarefa menos preferida por todos. Tanto por ser uma tarefa chata como por significar que o acampamento, por agora, acabou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que é um S24o? Ler <strong><a href="http://velocorvo.com/2013/12/03/s24o-um-guia-para-iniciados-ou-como-ir-acampar-de-bicicleta-sem-tirar-dias-de-ferias/">aqui</a>.</strong></p>
<p>Gostaram da ideia? Querem vir da próxima vez? Sigam a página da Velo Corvo<strong><a href="https://www.facebook.com/VeloCorvo/"> aqui</a></strong>, para saberem sempre quando houver mais passeios!</p>
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<p>&nbsp;</p>
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