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	<title>ZÉducando</title>
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	<description>Educação, Tecnologia, Reflexão e Humor: combate ao &#34;não-pensantismo&#34; *</description>
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		<title>ZÉducando</title>
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		<title>TOMATE CRU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 05:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e textos]]></category>
		<category><![CDATA[Zuniversitas]]></category>
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					<description><![CDATA[É com grande alegria que publico hoje este conto escrito a quatro mãos por mim e por meu irmão Marden Marques Soares. Baseado em fatos reais, minha maior contribuição, mas com aquela criatividade característica dos bons contos, contribuição fundamental do meu mano, grande escritor. TOMATE CRU Acho que já nasceu gostando de futebol, como a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">É com grande</font><font color="#0000ff"> alegria que publico hoje este conto escrito a quatro mãos por mim e por meu irmão Marden Marques Soares. Baseado em fatos reais, minha maior contribuição, mas com aquela criatividade característica dos bons contos, contribuição fundamental do meu mano, grande escritor.</font></p>
<p><img style="margin-right: auto;margin-left: auto;float: none;display: block" alt="o-papel-velho-e-material-vetor-pena-da-pena_15-2179" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/11/o-papel-velho-e-material-vetor-pena-da-pena_15-2179_thumb.jpg?w=204&amp;h=240" /></p>
<hr />
<p><strong><font size="3">TOMATE CRU</font> <img style="float: right;display: inline" alt="MARDEN2" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/marden2_thumb.jpg?w=95&amp;h=111" align="right" /></strong></p>
<p> <a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/image-1.png"><img title="image" style="float: right;display: inline;background-image: none" border="0" alt="image" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/image_thumb.png?w=83&#038;h=118" width="83" align="right" height="118" />    <br /></a>  </p>
<p><b></b></p>
<p>Acho que já nasceu gostando de futebol, como a maioria dos brasileiros. Deve ter sido uma dessas heranças que a gente recebe sem escritura, sem inventário e sem direito de recusar.</p>
<p>Chegava da escola, fazia as tarefas e, nas folgas, ia jogar bola na rua com os vizinhos. A bola não precisava de muita nobreza. Podia ser de plástico, de meia, de borracha e, muito raramente, de couro. A de couro era quase artigo de luxo, coisa para menino rico ou para Natal generoso. Mas qualquer uma servia. O importante era correr atrás dela como se estivesse em disputa a final da Copa do Mundo.</p>
<p>Sei não: se eu fosse dono de fábrica de berços, talvez ganhasse dinheiro decorando-os assim: para os meninos, campos de futebol; para as meninas, também. Hoje em dia elas também gostam. E, em muitos casos, jogam melhor do que muito marmanjo que ainda acha que entende do assunto porque grita com a televisão.</p>
<p>Quando chegou à difícil adolescência, o Brasil ganhou a Copa de 1970. E, naquele tempo, o melhor time era o Botafogo. Era a base da Seleção. Jairzinho, Roberto, Paulo César Caju e companhia faziam diabruras com a bola. Ali, sem grandes estudos sociológicos, sem consulta a horóscopo e sem análise de risco, decidiu torcer pelo Botafogo.</p>
<p>Junto com o gosto pelo futebol vêm outros complementos igualmente agradáveis: as amizades do futebol. Principalmente aqueles amigos que vão conosco aos estádios para gritar como loucos e praticar o segundo esporte preferido do torcedor brasileiro: falar mal dos juízes – ou árbitros, como dizem os mais educados – e culpá-los pelo insucesso de seus times. No fim, tudo começa e termina numa rodada de cerveja. Às vezes começa antes também.</p>
<p>É nos estádios que costuma descarregar qualquer sentimento que o esteja incomodando. A Polícia Federal pegou aquele político corrupto? Infelizmente, quase um pleonasmo. Vai ao estádio e solta o grito. Com toda a força. Como dizem os crentes – ou, pelo menos, os que pagam o dízimo – é um livramento. Volta para casa com a cabeça leve. Claro, a cerveja ajuda. Mas não convém dar a ela todo o mérito, até porque ela costuma cobrar caro no dia seguinte.</p>
<p>O Brasil tem estádios maravilhosos, mas nenhum possui o charme do Maracanã. Quando podia, viajava até a cidade nem tão maravilhosa assim para ver parentes, o Botafogo e o Maraca, quando dá. Não necessariamente nessa ordem, que a família me perdoe.</p>
<p>Daquela vez, deu.</p>
<p>Era um jogo entre Brasil e Peru, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Maracanã ainda não reformado, cheio, barulhento, com aquele ar de templo pagão onde a fé entra pela arquibancada e sai rouca pelo portão. O Brasil venceu por 4 a 1. Robinho acabou com o jogo. Fez dois gols e deu baile. O mesmo Robinho que, anos depois, nos lembraria que talento com a bola não é salvoconduto para caráter.</p>
<p>Ele estava de férias no Rio. Amigos botafoguenses o chamaram para ver o jogo nas tribunas. Topou na hora, embora não fizesse a menor ideia de como entraria nas tais tribunas. Só sabia que</p>
<p>o pai de um deles tinha uma carteira com acesso àquele lugar privilegiado. Para ele, aquilo bastava como plano. Para eles, era quase uma tese de doutorado em logística informal.</p>
<p>Quando passaram para lhe pegar na casa de sua irmã, na Ilha do Governador, viu que o carro já estava lotado. Havia gente demais para o número de bancos e, possivelmente, para a paciência de qualquer agente de trânsito. Disse que iria de táxi. Mas sabe como é carioca: não deixaram de jeito nenhum. Enfiou-se no meio deles e vamos que vamos. É a antiga amizade cariocanordestina: apertada, barulhenta e sem espaço para covardia.</p>
<p>Ao chegar ao maior do mundo, encontraram mais uma boa turma de amigos, totalizando umas vinte pessoas. E apenas uma credencial para entrar. Sem possuir o costume carioquês, ficou apreensivo. A cerveja gelada o tranquilizou. Mas só um pouco. Há medos que nem a cevada resolve completamente.</p>
<p>Para seu espanto, a engenharia já estava montada na cabeça dos amigos. Explicaram, com detalhes, a estratégia, já testada várias vezes. Um entrava, dava um jeito de passar a carteira para o outro, que entrava também e repetia a operação. Era uma espécie de milagre da multiplicação, só que sem pão, sem peixe e com risco de camburão.</p>
<p>Entraram todos. Inclusive ele, o mais medroso da turma, já semiembriagado e sem entender direito se tinha participado de uma travessura, de uma operação clandestina ou de uma tradição cultural carioca. Talvez as três coisas.</p>
<p>Pois é. Quando vocês ouvirem alguém dizer que o público de determinado estádio carioca foi, por exemplo, de quarenta mil pessoas, é melhor repensar essas estatísticas. É bem possível que houvesse mais gente ali, espremida entre a geral, a tribuna, o camarote e alguma dimensão paralela só acessível por quem conhece alguém que conhece alguém.</p>
<p>Lá dentro, logo no início do jogo, viu algo que jamais aparecia pela televisão, especialmente na Globo de Galvão Bueno – ou Gavião Bueno, como minha implicância particular sempre preferiu chamá-lo.</p>
<p>As tribunas do Maraca ficavam logo abaixo das cabines de transmissão. A da Globo, inclusive. De repente, começou um coro audível por todos. Todos mesmo. Menos pela transmissão da TV, evidentemente, que já devia ser craque nesses filtros milagrosos:</p>
<p>— Ei, Galvão, vai tomate cru!</p>
<p>— Ei, Galvão, vai tomate cru!</p>
<p>— Ei, Galvão, vai tomate cru!</p>
<p>Numa maratona daquelas, ele já tinha feito o devido aquecimento etílico e entrou na onda a plenos pulmões:</p>
<p>— Ei, Galvão…</p>
<p>E fui junto. Com gosto. Aquilo, para ele, foi uma verdadeira catarse. Havia tempos eu não se</p>
<p>sentia tão bem. Não sei se Freud explicaria, mas talvez recomendasse ingresso, cerveja e arquibancada antes de aumentar a dose do remédio.</p>
<p>Na volta do jogo, fez a pergunta de curiosidade, embora já soubesse a resposta:</p>
<p>— Vocês viram as vaias e o xingamento na transmissão?</p>
<p>Ninguém tinha visto. Nem ouvido. Na TV, o Brasil jogava em paz, a torcida era comportada e Galvão seguia intacto, como se estivesse envolto por uma redoma acústica fornecida pela emissora.</p>
<p>A volta foi outro sufoco. Mas ele já estava num nível de cerveja que não permitia ser tão seletivo quanto ao conforto, à postura da coluna ou à legalidade da lotação do veículo.</p>
<p>Voltou para casa ainda feliz com a experiência. A mulher o recebeu com o sorriso de sempre. Desfez a mala, tomou banho e entrou no escritório. Lá havia uma televisão. Ligou o aparelho e se voltei para o laptop.</p>
<p>De repente, ouviu uma voz desagradável, prepotente, atrevida, vinda da TV e pensou:</p>
<p>Não pode ser.</p>
<p>Mas era.</p>
<p>Olhou para a tela para conferir. E ele estava lá, entrevistando jogadores.</p>
<p>Galvão Bueno.</p>
<p>Levantou-se calmamente. Há decisões na vida que não devem ser tomadas com pressa, mas algumas chegam prontas, maduras, irrevogáveis. Desligou a televisão da tomada. Em seguida, ligou o interfone.</p>
<p>— Pois não? — respondeu o porteiro.</p>
<p>— Seu Raimundo, o senhor pode vir até minha casa?</p>
<p>Quando chegou, Seu Raimundo tomou um susto ao me ver entregar-lhe um aparelho de TV seminovo.</p>
<p>— É seu. Pode levar.</p>
<p>Seu Raimundo olhou para ele, para a televisão, de novo para ele, como quem avalia se estava diante de generosidade, loucura ou algum defeito oculto no produto.</p>
<p>— Não entendo. E sua mulher, não vai reclamar?</p>
<p>— Ela usa a outra TV, a do quarto, para ver as novelas dela. Eu não preciso desta. Pode levar para sua casa.</p>
<p>Com a cara assustada e, ao mesmo tempo, satisfeita, Seu Raimundo saiu carregando o aparelho. Talvez pensando que, afinal, ainda havia gente boa no mundo. Ou, pelo menos, gente traumatizada pela locução esportiva.</p>
<p>E então se lembrou de Groucho Marx, que dizia achar a televisão muito educativa porque, toda vez que alguém a ligava, ele corria para outro cômodo para ler um livro.</p>
<p>Sentiu uma paz renovadora.</p>
<p>Pegou um bom livro.</p>
<p>Gavião Bueno, vai TOMATE CRU!</p>
<p>(José Rosa Filho e Marden Marques Soares)</p>
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		<title>CANAL ZEDUCANDO: Sextou com Livros &#8211;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 07:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Baú de livros]]></category>
		<category><![CDATA[Midiateca]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[sociologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de cerca de 30 dias sem gravar vídeos, volto hoje ao canal ZEducando com mais um bom livro no que chamamos SEXTOU COM LIVROS. Apresento e comento a obra “ROMPENDO COM A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA &#8211; TEXTOS, VERSOS E CANÇÕES”, do professor e escritor baiano Osvaldino Vieira de Santana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Depois de cerca de 30 dias sem gravar vídeos, volto hoje ao canal ZEducando com mais um bom livro no que chamamos SEXTOU COM LIVROS. Apresento e comento a obra “ROMPENDO COM A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA &#8211; TEXTOS, VERSOS E CANÇÕES”, do professor e escritor baiano Osvaldino Vieira de Santana.</font></p>
<hr />
<iframe class="youtube-player" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/H08yUwUfyi0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe>
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		<item>
		<title>MATILDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 05:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e textos]]></category>
		<category><![CDATA[Zuniversitas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Publico aqui um conto muito bom escrito pelo mano Marden Marques Soares. Criatividade a toda prova, muito bem escrito, com humor característico. Para deleite dos que gostam da boa literatura. FONTE: https://escritormarden.com.br/artigos/ MATILDA Há histórias que, de tanto serem contadas, acabam promovidas à condição de verdade. Não por mérito, mas por insistência. Uma delas fala [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff">Publico aqui um conto muito bom escrito pelo mano Marden Marques Soares. Criatividade a toda prova, muito bem escrito, com humor característico. Para deleite dos que gostam da boa literatura.</span></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff">FONTE: </span></strong><a title="https://escritormarden.com.br/artigos/" href="https://escritormarden.com.br/artigos/">https://escritormarden.com.br/artigos/</a></p>
<p><img style="margin-right: auto;margin-left: auto;float: none;display: block" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/11/o-papel-velho-e-material-vetor-pena-da-pena_15-2179_thumb.jpg?w=204&amp;h=240" alt="o-papel-velho-e-material-vetor-pena-da-pena_15-2179" /></p>
<hr />
<p><strong><span style="font-size: medium">MATILDA <a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/marden2.jpg"><img style="margin: 7px 8px 16px 14px;float: right;display: inline;background-image: none" title="MARDEN2" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/marden2_thumb.jpg?w=95&#038;h=111" alt="MARDEN2" width="95" height="111" align="right" border="0" /></a></span></strong></p>
<p>Há histórias que, de tanto serem contadas, acabam promovidas à condição de verdade. Não por mérito, mas por insistência. Uma delas fala de um beduíno do Saara que, ao atravessar a fronteira rumo a Marrakesh com seus camelos, mercadorias e uma prole que já dava para formar uma cooperativa, foi interpelado por um fiscal curioso.</p>
<p>– Sua prole é grande, não?</p>
<p>O beduíno, do alto de sua ignorância, respondeu:</p>
<p>– Moço, minha prole pode até não ser tão grande, mas dá conta de duas mulheres, uma amante e, de vez em quando, do camelo.</p>
<p>O fiscal, comovido – não com o homem, mas com o camelo –, liberou a passagem.</p>
<p>Anos depois, eu e minha esposa Matilda, baiana de temperamento expansivo e vocação natural para plateias involuntárias, embarcamos em um cruzeiro saindo de Salvador rumo ao sul da Espanha.</p>
<p>Matilda era dessas figuras que não passam – ocupam o ambiente. Sua filosofia de vida cabia em duas linhas: falar muito e economizar pano. Eu, como contraponto natural, me especializei em existir discretamente, sempre meio atrás, dentro de um short largo o suficiente para abrigar dois de mim: um que anda e outro que se esconde.</p>
<p>Após dias de convívio social intenso. Leia-se: festas, comida em excesso e diálogos inevitáveis travados incessantemente por Matilda, o navio atracou em Casablanca. Lugar histórico, cenário de filme famoso, e, naquele dia, palco de um evento ainda não registrado na crítica cinematográfica.</p>
<p>Matilda, já tomada por um espírito artístico tardio, passou a narrar <em>Casablanca</em> para quem cruzasse seu caminho, repetindo “Toque outra vez, Sam” com uma convicção que faria o próprio Sam pedir demissão.</p>
<p>Não deu outra. Chamou a atenção do rei do Marrocos, que por ali passava – provavelmente em missão oficial, embora ninguém tenha confirmado. Foi amor à primeira vista. Ou, sendo mais preciso, à primeira audição.</p>
<p>Sem grandes formalidades – afinal, reis não costumam perder tempo com burocracia –, ordenou que sua guarda levasse Matilda para integrar o seleto grupo de suas esposas.</p>
<p>O alvoroço foi imediato. Turistas protestavam, o guia gritava, formou-se um comitê internacional de indignação. Todos estrangeiros, claro. Nenhum local parecia particularmente incomodado.</p>
<p>Eu, como sempre, estava do outro lado. Quando finalmente cheguei, já vi Matilda sendo conduzida e, para minha surpresa, não havia medo em seu rosto. Havia algo mais próximo de realização pessoal.</p>
<p>Minutos depois, um emissário apareceu com um camelo e me entregou as rédeas.</p>
<p>– Como manda a tradição – explicou o guia –, o Rei está pagando pela sua esposa.</p>
<p>Considerei procurar o consulado brasileiro, mas ele ficava em outra cidade e, francamente, eu não queria comprometer o restante da viagem por um detalhe conjugal.</p>
<p>Voltei ao navio.</p>
<p>Confesso: os dias que se seguiram foram de uma tranquilidade inédita. Li livros inteiros sem interrupções, comi sem ser orientado e vivi, por um breve período, a experiência rara de escutar o próprio pensamento.</p>
<p>Pensando em Matilda, cheguei a refletir, com certa compaixão, sobre o destino do camelo que lá deixei.</p>
<p>De volta a Salvador, relatei o ocorrido à família de Matilda: uma mãe em fase contemplativa e uma tia em estado avançado de mal de Alzheimer e mencionei, com firmeza retórica, que acionaria o Itamaraty.</p>
<p>Não acionei.</p>
<p>A vida seguiu. Anos depois, já juridicamente viúvo, encontrei Maristela, mulher de poucas palavras, o que, para mim, representava uma inovação promissora. Tivemos filhos. A vida entrou nos trilhos.</p>
<p>Até que, certo dia, recebo uma carta da Embaixada do Marrocos.</p>
<p>O conteúdo era direto: o Rei devolveria Matilda. E solicitava, em contrapartida, o camelo.</p>
<p>Pelo visto, nem a realeza está imune.</p>
<p>Respondi com a brevidade que o caso exigia, recorrendo a um antigo provérbio árabe:</p>
<p><strong>“Confie em Allah, mas amarre seu camelo.”</strong></p>
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		<title>AS HIST&#211;RIAS SE REPETEM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 18:49:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e textos]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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					<description><![CDATA[Copa chegando, é bom ler os artigos de Tostão. AS HISTÓRIAS SE REPETEM De vez em quando, alguém me pergunta por que não estou presente em eventos relacionados ao Cruzeiro, CBF,Fifa e outros. Além de gostar de meu canto e de tentar separar o público do&#160; privado, preciso, como colunista, manter uma distância para ter [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Copa chegando, é bom ler os artigos de Tostão.</font></p>
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/exercicio_cartum_jose_rosa_dez-2020.jpg"><img title="Exercicio_Cartum_Jose_Rosa_Dez-2020" style="margin-right: auto;margin-left: auto;float: none;display: block;background-image: none" border="0" alt="Exercicio_Cartum_Jose_Rosa_Dez-2020" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/exercicio_cartum_jose_rosa_dez-2020_thumb.jpg?w=389&#038;h=237" width="389" height="237" /></a></p>
<hr />
<p><strong><font size="3">AS HISTÓRIAS SE REPETEM <a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/tostao_post-1.jpg"><img loading="lazy" title="Tostao_post" style="margin: 6px 6px 14px 14px;float: right;display: inline;background-image: none" border="0" alt="Tostao_post" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/tostao_post_thumb-1.jpg?w=103&#038;h=99" width="103" align="right" height="99" /></a></font></strong></p>
<p>De vez em quando, alguém me pergunta por que não estou presente em eventos relacionados ao Cruzeiro, CBF,Fifa e outros. Além de gostar de meu canto e de tentar separar o público do&#160; privado, preciso, como colunista, manter uma distância para ter total liberdade e independência para criticar e elogiar. </p>
<p>As histórias se repetem no Brasileirão. Palmeiras e Flamengo, novamente, vão disputar o título. Na derrota do Flamengo contra o Palmeiras por 3 a 0, o primeiro gol do Palmeiras aconteceu logo após a expulsão de Carrascal. O Flamengo, perdendo o jogo, teria de tentar o gol, ainda mais em casa, empurrado pela torcida. Nestas situações, é frequente a equipe com um jogador a menos sofrer mais gols por deixar muitos espaços na defesa. Mesmo assim, o técnico Leonardo Jardim foi duramente criticado. Por muito pouco, os treinadores se transformam de heróis a vilões pelas redes sociais e pelos gênios das estratégias. </p>
<p>Por que o Bahia, com frequência, não consegue marcar vários gols sem sofrer tantos? Contra o Coritiba&#160; fez dois e sofreu três. Seria por causa de deficiências táticas? Penso que o elenco é modesto para o time atacar e defender bem. Deveria se inspirar no modelo do equilibrado Arsenal, campeão inglês, em vez de seguir odo ousado Manchester City, do grupo que o Bahia faz parte.</p>
<p>Na Seleção, as histórias também se repetem. Neymar está novamente machucado, com problema na panturrilha, oque reforça a opinião de que ele não deveria ter sido convocado. Ele se apresenta hoje junto com os outros jogadores e mesmo se estiver em condições de treinar, os últimos dez dias de ausência dos gramados podem atrapalhar sua recuperação técnica e física. Existe também a possibilidade de Neymar continuar fora dos treinamentos ou mesmo de ser cortado. </p>
<p>Na apresentação da Seleção BrasileiraparaaCopade1970, eu tinha ficado seis meses sem participar de qualquer atividade física por causa da cirurgia de descolamento da retina. Dias antes fui aos EUA para fazer uma revisão e fui liberado pelo médico para treinar, porém separado do grupo. Carlos Alberto Parreira, que era na época auxiliar da preparação física, foi meu instrutor durante uns 45 dias. </p>
<p>Na época, a moda no Brasil e no mundo era o teste de&#160; cooper que media quantos metros um atleta corria em 12 minutos.Logo que passei a treinar com o grupo, fiz o teste e fiquei na última colocação. A imprensa foi atrás do técnico João Saldanha para saber as minhas condições físicas. Ele disse: “Tostão foi o último no teste, mas já está escalado”. Parecia até que eu era um supercraque, imprescindível. Não sei se&#160; Saldanha gostava mais das minhas características técnicas ou da minha pessoa, pois batíamos bons papos sobre futebol, política e outros assuntos. </p>
<p>Eu ainda não entendi porque Saldanha foi convidado para ser técnico da Seleção, pois era um ativo participante do Partido Comunista no tempo da nefasta ditadura. Dizem que antes de ser demitido houve uma reunião em Brasília entre os dirigentes da CBD e o ditador Medici. Havia um sussurro entre os jogadores de que Saldanha sairia. Ficamos tristes, chateados, mas, como dizia o próprio Saldanha, “vida que segue”. Entrou Zagallo e o Brasil foi campeão. </p>
<p>(TOSTÃO)</p>
<p><strong>FONTE</strong>: JORNAL A TARDE, SALVADOR-BA, 27.05.2026</p>
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		<title>POL&#205;TICA COM VATAP&#193; &#8211; O salvador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 05:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos e textos]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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					<description><![CDATA[Porque rir também é necessário ! POLÍTICA COM VATAPÁ &#8211; O salvador Na década de 1960, Jussara, na região de Irecê, entrou numa exótica ciranda política. Arsênio Santos, o novo prefeito, não completou seis meses de mandato e foi cassado pela Câmara. Como na época não havia vice, assumiu o presidente da Câmara, também logo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Porque rir também é necessário !</font></p>
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/sorriso.png"><img loading="lazy" title="SORRISO" style="border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none;display: block;background-image: none" border="0" alt="SORRISO" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/sorriso_thumb.png?w=85&#038;h=86" width="85" height="86" /></a></p>
<hr />
<p><strong><font size="3">POLÍTICA COM VATAPÁ &#8211; O salvador</font></strong></p>
<p>Na década de 1960, Jussara, na região de Irecê, entrou numa exótica ciranda política. Arsênio Santos, o novo prefeito, não completou seis meses de mandato e foi cassado pela Câmara.</p>
<p>Como na época não havia vice, assumiu o presidente da Câmara, também logo cassado. Dali começou o parangolé: seis prefeitos em quatro anos.</p>
<p>Nenhum valeu. Tudo correu à revelia da Justiça, que, por precaução, bloqueou os recursos municipais até que a situação fosse resolvida. </p>
<p>Só no pleito de 1970 o povo elegeu Antonio Honorato, fazendeiro, analfabeto e beberrão, autointitulado “o salvador da pátria”.</p>
<p>Com seis dias de mandato, a Justiça liberou o dinheiro. Chamou o assessor jurídico, correu para o banco em Irecê, pediu o saldo, estatelou-se: </p>
<p>– Bacharate, filho meu! Nunca vi tanto dinheiro junto! Vou pagar os funcionários, arrumar a casa e depois comprar um ‘role-roce’ pra mim! Prefeito aqui agora vai ter moral! </p>
<p>‘Role-roce’ é Rolls-Royce.</p>
<p>(Levi Vasconcelos)</p>
<p><strong>FONTE</strong>: JORNAL A TARDE, SALVADOR-BA, 17.05.2026</p>
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		<title>Ela mudou a maneira que se calcula Raiz Quadrada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 03:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Midiateca]]></category>
		<category><![CDATA[Zuniversitas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Matemática]]></category>
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					<description><![CDATA[Notícia interessante. Porém vale uma ressalva. Não se calcula raiz quadrada de um número por “tentativa e erro”. Há mais de um método para isso. Destaco o MÉTODO DE NEWTON, usado nos idos da década de 1980 no Curso de Engenharia Mecânica da UFC. numa disciplina onde usávamos os primórdios da programação com a linguagem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Notícia interessante. Porém vale uma ressalva. Não se calcula raiz quadrada de um número por “tentativa e erro”. Há mais de um método para isso. Destaco o MÉTODO DE NEWTON, usado nos idos da década de 1980 no Curso de Engenharia Mecânica da UFC. numa disciplina onde usávamos os primórdios da programação com a linguagem Fortran.</font></p>
<p><a title="https://giovanidacruz.com.br/calculando-a-raiz-quadrada-com-o-metodo-de-newton/" href="https://giovanidacruz.com.br/calculando-a-raiz-quadrada-com-o-metodo-de-newton/">https://giovanidacruz.com.br/calculando-a-raiz-quadrada-com-o-metodo-de-newton/</a></p>
<hr />
<iframe class="youtube-player" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/HYEBbTrTyC4?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe>
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		<item>
		<title>UMA HORA DE NEUROCI&#202;NCIA: TUDO SOBRE O C&#201;REBRO COM MIGUEL NICOLELIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 05:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Midiateca]]></category>
		<category><![CDATA[Zuniversitas]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais uma excelente entrevista-aula de Miguel Nicolelis, um dos maiores cientistas da atualidade !]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Mais uma excelente entrevista-aula de Miguel Nicolelis, um dos maiores cientistas da atualidade !</font></p>
<hr />
<iframe class="youtube-player" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bs_wK2UWu6M?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe>
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		<title>Xangai&#8211;Matan&#231;a (Jatob&#225;)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2026 08:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Midiateca]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
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					<description><![CDATA[Porque domingo é dia de boa música neste espaço !]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Porque domingo é dia de boa música neste espaço !</font></p>
<hr />
<iframe class="youtube-player" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/rsDklK21qaI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-br&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe>
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	</item>
		<item>
		<title>UM S&#193;BADO QUALQUER</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 05:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espaço ecumênico]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografias e desenhos]]></category>
		<category><![CDATA[Zuniversitas]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Do genial Carlos Ruas, UM SÁBADO QUALQUER: https://www.umsabadoqualquer.com/]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Do genial Carlos Ruas, UM SÁBADO QUALQUER:</font> <a title="https://www.umsabadoqualquer.com/" href="https://www.umsabadoqualquer.com/">https://www.umsabadoqualquer.com/</a></p>
<hr />
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/03/screenshot_20260320_100411_instagram.jpg"><img loading="lazy" title="Screenshot_20260320_100411_Instagram" style="margin-right: auto;margin-left: auto;float: none;display: block;background-image: none" border="0" alt="Screenshot_20260320_100411_Instagram" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/03/screenshot_20260320_100411_instagram_thumb.jpg?w=497&#038;h=503" width="497" height="503" /></a></p>
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		<title>DESENHOS EM MADRID</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zé Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 07:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotografias e desenhos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
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					<description><![CDATA[Ainda sem ter tido tempo para gravar o vídeo do SEXTOU COM LIVROS no meu canal Youtube, posto agora os últimos desenhos feitos em Madrid.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#0000ff">Ainda sem ter tido tempo para gravar o vídeo do SEXTOU COM LIVROS no meu canal Youtube, posto agora os últimos desenhos feitos em Madrid.</font></p>
<hr />
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/20260513_173338.jpg"><img loading="lazy" title="20260513_173338" style="display: inline;background-image: none" border="0" alt="20260513_173338" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/20260513_173338_thumb.jpg?w=505&#038;h=703" width="505" height="703" /></a></p>
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/20260515_213754.jpg"><img loading="lazy" title="20260515_213754" style="display: inline;background-image: none" border="0" alt="20260515_213754" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/20260515_213754_thumb.jpg?w=504&#038;h=689" width="504" height="689" /></a></p>
<p><a href="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2026-05-18-at-7.35.48-pm-1.jpg"><img loading="lazy" title="WhatsApp Image 2026-05-18 at 7.35.48 PM (1)" style="display: inline;background-image: none" border="0" alt="WhatsApp Image 2026-05-18 at 7.35.48 PM (1)" src="https://joserosafilho.wordpress.com/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2026-05-18-at-7.35.48-pm-1_thumb.jpg?w=504&#038;h=356" width="504" height="356" /></a></p>
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