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	<description>desde 2000 falando de tudo e nada</description>
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		<title>Jogo Perigoso,  poema de Fauzi Arap</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2026/01/jogo-perigoso-poema-de-fauzi-arap.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 18:38:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela belíssima voz de Maria Bethania &#60;3 Eu vou te contar que você não me conheceE eu tenho que gritar isso, porque você está surdoE não me ouveA sedução me escraviza a vocêAo fim de tudo, você permanece comigoMas preso ao que eu crieiE não a mim E quanto mais falo sobre a verdade inteiraUm [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pela belíssima voz de Maria Bethania &lt;3</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/MB.jpg"><img decoding="async" width="223" height="223" src="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/MB.jpg" alt="" class="wp-image-3656" srcset="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/MB.jpg 223w, https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/MB-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a></figure>



<p> Eu vou te contar que você não me conhece<br>E eu tenho que gritar isso, porque você está surdo<br>E não me ouve<br>A sedução me escraviza a você<br>Ao fim de tudo, você permanece comigo<br>Mas preso ao que eu criei<br>E não a mim</p>



<p>E quanto mais falo sobre a verdade inteira<br>Um abismo maior nos separa<br>Você não tem um nome, eu tenho<br>Você é um rosto na multidão<br>E eu sou o centro das atenções<br>Mas a mentira da aparência do que eu sou<br>E a mentira da aparência do que você é<br>Porque eu<br>Eu não sou o meu nome<br>E você não é ninguém</p>



<p>O jogo perigoso que eu pratico aqui<br>Ele busca chegar ao limite possível de aproximação<br>Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela<br>Entre eu e você existe a notícia que nos separa</p>



<p>Eu quero que você me veja a mim<br>Eu me dispo da notícia<br>E a minha nudez, parada, te denuncia e te espelha<br>Eu me delato<br>Tu me relatas<br>Eu nos acuso e confesso por nós<br><strong>Assim me livro das palavras<br>Com as quais você me veste.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Dia Internacional das Mulheres (e meu)</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2025/03/dia-internacional-das-mulheres-e-meu.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 13:53:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia do meu aniversário eu celebro todas as mulheres que vieram antes de mim e lutaram para que eu pudesse estar aqui hoje livre, trabalhando, estudando, e me manifestando. Obrigada minha Mami Vera querida por ter me ensinado que lutar pelo meu espaço é meu direito e dever. Obrigada, irmã Kelly que ganhei ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="225" height="225" src="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/img_0893-1.jpg" class="wp-image-3652" srcset="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/img_0893-1.jpg 225w, https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/img_0893-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



<p>No dia do meu aniversário eu celebro todas as mulheres que vieram antes de mim e lutaram para que eu pudesse estar aqui hoje livre, trabalhando, estudando, e me manifestando.</p>



<p>Obrigada minha Mami Vera querida por ter me ensinado que lutar pelo meu espaço é meu direito e dever. Obrigada, irmã Kelly que ganhei ao nascer e todas as demais que ganhei pela vida. Vocês são tantas e me ensinam TANTO.</p>



<p>O dia 8 de Março é sobre LUTA, especialmente neste momento em que querem que voltemos à cozinha, à lavanderia, às fraldas, esquecendo que somos protagonistas de TODA nossa vida, não só a maternidade e casamento.</p>



<p>UM HOMEM NÃO TE DEFINE<br />TUA CARNE NÃO TE DEFINE<br />TUA CASA NÃO TE DEFINE<br />VOCÊ É SEU PRÓPRIO LAR.</p>



<p>Ocupemos espaço.</p>



<p>Que o dia Internacional das mulheres nos lembre do chamado das mulheres mexicanas: tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Menino introspectivo</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2025/03/menino-introspectivo.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 03:44:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[[mar 2014] Sou super extrovertida, e sou mãe de uma criança introspectiva. É super difícil, porque além de ter expectativa de que ele seja como eu, fico preocupada achando que algo está errado com ele por não ser como o mundo espera que todos sejam. Ele não é de conversar e gostar de contato físico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>[mar 2014] </p>



<p>Sou super extrovertida, e sou mãe de uma criança introspectiva. É super difícil, porque além de ter expectativa de que ele seja como eu, fico preocupada achando que algo está errado com ele por não ser como o mundo espera que todos sejam.</p>



<p>Ele não é de conversar e gostar de contato físico com a maioria das pessoas, inclusive e principalmente as da idade dele (na escola por exemplo), o que me deixa apreensiva e preocupada (o que será dele, com esse comportamento, mais tarde?!). Mas esses dias aqui com ele me deixaram mais tranquila, pois ele é uma matraca com a Júlia e a Kelly, e até brincou com a Viv da Raquel, mesmo tendo encontrado e ficado só um pouco com elas.</p>



<p>Como é difícil aceitar e conviver com pessoas diferentes de nós, afe. Quando são nossos filhos então, o desafio é ainda maior.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Aqui estamos</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2025/02/aqui-estamos.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 14:29:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando me mudei pra cá, os amigos americanos me perguntavam, horrorizados, sobre Bozonaro, e como o Brasil ia sobreviver ao desmonte dos programas educacionais, sociais, e de preservação da natureza. Eu queria me enfiar num buraco e sumir, porque como a gente explica esse fenômeno de eleger o suprasumo da burrice, maldade e ignorância? Felizmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="225" height="225" src="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/img_0861-1.jpg" class="wp-image-3649" srcset="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/img_0861-1.jpg 225w, https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/img_0861-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



<p>Quando me mudei pra cá, os amigos americanos me perguntavam, horrorizados, sobre Bozonaro, e como o Brasil ia sobreviver ao desmonte dos programas educacionais, sociais, e de preservação da natureza.</p>



<p>Eu queria me enfiar num buraco e sumir, porque como a gente explica esse fenômeno de eleger o suprasumo da burrice, maldade e ignorância?</p>



<p>Felizmente depois de 4 anos de show de horror (incluindo discurso anti-vacina em meio a uma pandemia e frases como “nao sou coveiro”) a população resondeu nas urnas, se recusando a sofrer mais 4 anos daquela tortura.</p>



<p>Cinco anos depois, aqui estou em outro país, no qual não voto pois sou somente residente e não cidadã, e agora as perguntas veem dos brasileiros: COMO PODE?</p>



<p>Esse diagrama de Venn “você está aqui” nunca foi tão preciso. Não tenho resposta, só sei que espero que a população em algum momento acorde, porque embora nosso projeto-de-ditador Tupiniquim tenha feito estrago em 4 anos, nem se compara com o estrago que pode acontecer agora.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O efeito de tiro pela culatra (backfire effect)</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2025/01/o-efeito-de-tiro-pela-culatra-backfire-effect.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2025 18:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse quadrinho pra mim é a melhor forma de explicar porque as pessoas têm tanta dificuldade de aceitar os fatos e se apegam a mentiras mesmo que elas sejam deslavadas. Nosso cérebro resiste a mudanças muito estruturais e fundamentais, que colocam em cheque nossas crenças mais enraizadas. Vai pra além da questão de vieses inconscientes, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://theoatmeal.com/comics/believe">Esse quadrinho </a>pra mim é a melhor forma de explicar porque as pessoas têm tanta dificuldade de aceitar os fatos e se apegam a mentiras mesmo que elas sejam deslavadas.</p>



<p>Nosso cérebro resiste a mudanças muito estruturais e fundamentais, que colocam em cheque nossas crenças mais enraizadas.</p>



<p>Vai pra além da questão de vieses inconscientes, porque ao sermos confrontados com fatos que “abalam” nossas crenças, entramos em modo de luta e fuga.</p>



<p>Por isso é tão difícil discutir com pessoas que não tem base lógica sólida, cujas bases são fundamentadas em dogmas ou crenças: mudar de ideia com base em novas evidências não faz parte do seu modo de operar, e se tentamos tirar um importante alicerce da sua “casa” das ideias, tudo pode ruir (e nosso cérebro não quer que isso aconteça; a reação natural é resistir pra manter as coisas estáveis).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Laranja</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2024/10/laranja.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 15:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[(2002) IMPRESSIONISTAUma ocasião,meu pai pintou a casa todade alaranjado brilhante.Por muito tempo moramos numa casa,como ele mesmo dizia,constantemente amanhecendo. (Adélia Prado) ** obrigada porque existe esse céu azul apesar dos carros barulhentos e da sarjeta suja, porque estou viva, porque meus amigos se olham com olhos apaixonados, porque há uma árvore na frente decasa tingida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(2002)</p>



<p><strong>IMPRESSIONISTA</strong><br>Uma ocasião,<br>meu pai pintou a casa toda<br>de alaranjado brilhante.<br>Por muito tempo moramos numa casa,<br>como ele mesmo dizia,<br>constantemente amanhecendo.</p>



<p>(Adélia Prado)</p>



<p></p>



<p>**</p>



<p><strong>obrigada</strong></p>



<p><br>porque existe esse céu azul apesar dos carros barulhentos e da sarjeta suja, porque estou viva, porque meus amigos se olham com olhos apaixonados, porque há uma árvore na frente decasa tingida de vermelho-alarajado, porque meu quarto amanhece em todas as horas do dia, porque o cheiro de café lembra lar, porque sim.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>De quando eu era poeta</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2024/10/de-quando-eu-era-poeta.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 15:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[(2002) olfato uma experiência de cor, luz e cheiro (quase sabor). depois de uma caminhada longa e árdua, suando e observando as pedrinhas mais do que o próprio caminho (como é peculiar esse meuandar!), me vejo de frente para o mar mais azul que já vi, o céu sem nuvens e um cheiro gostosamente familiar, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(2002)</p>



<p><strong>olfato</strong></p>



<p><br>uma experiência de cor, luz e cheiro (quase sabor). depois de uma caminhada longa e árdua, suando e observando as pedrinhas mais do que o próprio caminho (como é peculiar esse meuandar!), me vejo de frente para o mar mais azul que já vi, o céu sem nuvens e um cheiro gostosamente familiar, embora estivesse a quilômetros de distância de casa. cheiro de domingodescalça no quntal, de comida, de ritual religioso. era mais que uma impressão, era um saber-sabor; procurei desesperada ao redor (o que seria, meu deus?) e me percebi completamentecercada pelo que olhava e não via, mas sentia: alecrim! crescia como grama, espalhado pelo chão, sob meus pés. quanto mais pisava, mais cheirava. fechei os olhos e senti o calor, o cheirode maresia misturado ao cheiro do tempero místico. minha boca encheu de água e me senti quase abraçada, protegida como nos tempos de menina.<br></p>



<p><br><strong>sereia</strong><br>palavras, sons, vibrações, são todos da mesma natureza. o encantamento se faz progressivamente, articulando, conquistando em suspiros e pequenas seduções, tão sutis que nem se fazemperceber. procuro os olhos dela, mas olho a boca, que vez ou outra revela mais do que diz com palavras, aquele súbito apertar de lábios ou o queixo que quase treme. as mãos às vezes seempolgam e invadem o espaço que antes era só do som, gesto brusco, a angústia do que não se diz. poderia só ouvir, de olhos fechados, mas não consigo. desejo o que é físico, uma ânsiade tocar e abraçar, sentir a pele do corpo e os cabelos, me embriagar naquele cheiro de flor, que ela certamente tem.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dor</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2024/10/dor.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 15:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[(De 2002) entrei e sabia que outra mulher estivera ali. é como um cheiro que não se sente, a lembrança da presença. filmes espalhados pelo sofá, todos sedutores, filmes que eu veria. a bagunçaparecia até calculada, cada pedacinho uma agulhada. o telefone indica mensagens na secretária, e não resisto: ouço uma a uma, rapidamente, como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(De 2002)</p>



<p><br>entrei e sabia que outra mulher estivera ali. é como um cheiro que não se sente, a lembrança da presença. filmes espalhados pelo sofá, todos sedutores, filmes que eu veria. a bagunçaparecia até calculada, cada pedacinho uma agulhada. o telefone indica mensagens na secretária, e não resisto: ouço uma a uma, rapidamente, como que para minimizar a culpa da invasão.nenhum recado comprometedor, para meu desapontamento. sigo adiante, pisando de leve na casa vazia, invasora. chego ao meu objetivo, e entre pequenas alegrias de saudade eaconchego, vejo marcas claras do presente/passado, e dói. pelúcia nas mãos, nos dedos que tremem, a vontade de destruir, de matar e morrer. ódio e amor misturados, culpa e vergonha(que direito tinha eu, afinal, de sofrer) e desejo de deixar também eu minha marca.<br></p>



<p>sem querer (queria, sim) esbarro num copo quase vazio, a mesa cheia de coisas irritantemente íntimas fica melada de açúcar, de água. limpo sujando, espalho o doce enjoativo, lágrimas nosolhos, as mãos incontroláveis. é uma dor que arde e não tem orifício pra purgar, não. queima devagar os orgãos internos, um vazio se avolumando (eu tinha um coração aqui dentro, juro).saio de cabeça erguida, mas no chão do corredor sento e choro todas as lágrimas que tinha, recebo pequenos carinhos inconscientes, amor sem palavras. gotinhas de amor doce pingando naquele oceano de amor moribundo; água do mar parada, fedendo a morte e decomposição. doendo, doendo.<br></p>



<p>morri um pouco esse dia.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meditação</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2024/09/meditacao.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2024 00:24:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[(Texto de 2019) Fiquei pensando sobre o post que escrevi essa semana a respeito da prática da meditação despertar pânico ou ainda mais ansiedade (uma parte das pessoas que tenta sente isso), e essa dupla de imagens é a forma que encontrei de explicar como interpreto isso — meditar é entrar em contato com o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/img_9311-1-300x200.jpg" class="wp-image-3642" srcset="https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/img_9311-1-300x200.jpg 300w, https://zel.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/img_9311-1.jpg 650w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></figure>



<p>(Texto de 2019)</p>



<p>Fiquei pensando sobre o post que escrevi essa semana a respeito da prática da meditação despertar pânico ou ainda mais ansiedade (uma parte das pessoas que tenta sente isso), e essa dupla de imagens é a forma que encontrei de explicar como interpreto isso — meditar é entrar em contato com o que está escondido. Não significa que são necessariamente coisas ruins mas coisas que (1) não sabíamos que estavam lá e (2) muitas vezes não sabemos como lidar.</p>



<p>Lidar com a realidade é foda. Lembram do Cypher de Matrix, o traitor? Ele descobre a realidade (que é dura de engolir) e prefere voltar à ignorância, quer ser enganado voluntariamente.</p>



<p>Gostei dessa imagem dos tubarões porque eles não são maus, e nem significam que você está em perigo necessariamente. Mas o pânico pode ser mais perigoso que a situação em si, por isso é fundamental perceber se está pronto pra mergulhar.</p>



<p>Uma vez minha terapeuta me disse que um dos grandes desafios de quem sofre de ansiedade é diferenciar perigos reais de perigos imaginários. Quanto mais medito mais isso fica evidente — aprendi a observar os pensamentos que aparecem durante a prática e perceber que eles me dão a dica do que preciso cuidar. Meu corpo reage imediatamente (na forma de sinais de ansiedade) aos pensamentos que trazem em si meus pontos de maior preocupação.</p>



<p>A meditação, incluindo incômodos e às vezes incapacidade de desconectar, são pra mim elementos de discussão na terapia e me ajudam a entender a o que preciso estar mais atenta, o que investigar, perceber e trabalhar.</p>



<p>Mas concordo que meditação não é pra todos, e pode não ser positivo pra alguns. Mas o conectar-se a si mesmo e ao tempo presente é MUITO útil. Como dizia meu maravilhoso prof de ioga João Mario, “aprecie o prazer de ser você mesmo, neste momento.”</p>



<p>Encontre suas formas de mergulhar em si mesmo sem ficar apavorado e aproveite o momento presente <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vô</title>
		<link>https://zel.com.br/archives/2024/08/vo.html</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[zel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 21:17:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://zel.com.br/?p=3641</guid>

					<description><![CDATA[[ago 2014] Hahahahhahaha crianças do século XXI: &#8220;Vovô, você quer fazer um DESPERDÍCIO de água lá fora comigo?&#8221; Pergunta o menino com um borrifador nas mãos 😀 ** Otto enlouquecido com a visita do vô Gê, batendo papo agorinha: Otto: &#8220;tem planetas lá fora?&#8221;Vô: &#8220;o que você acha? Você conhece os planetas?&#8221;Otto: &#8220;conheço, e acho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>[ago 2014] </p>



<p>Hahahahhahaha crianças do século XXI:</p>



<p>&#8220;Vovô, você quer fazer um DESPERDÍCIO de água lá fora comigo?&#8221;</p>



<p>Pergunta o menino com um borrifador nas mãos <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p>**</p>



<p>Otto enlouquecido com a visita do vô Gê, batendo papo agorinha:</p>



<p>Otto: &#8220;tem planetas lá fora?&#8221;<br />Vô: &#8220;o que você acha? Você conhece os planetas?&#8221;<br />Otto: &#8220;conheço, e acho que eles estão chegando!&#8221;</p>



<p>(Está anoitecendo e as estrelas começam a aparecer)</p>



<p>&lt;3 &lt;3 &lt;3</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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