<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 07:49:39 +0000</lastBuildDate><category>Uma história (a saga de Chaz).</category><category>O problema não é você</category><category>Os soldados de Eyja</category><category>Contos e crônicas e crônicas e contos.</category><category>Guest fridays</category><title>About: blank</title><description>Contadores de histórias, estilo Forrest Gump.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (About: blank)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-6411125611890737794</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-24T16:04:55.385-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 13 - Na casa de Jean</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Pela primeira vez naquela semana turbulenta as idéias estavam clareando. Eu havia escolhido me vingar da Thayse, e pra isso recorri ao Cadu. O que eu não sabia é que o pai – em estado vegetativo – do próprio tinha um papel significativo pela personalidade da bonitinha encrenqueira. E minha mãe sabia disso e não havia jeito de ela me falar. O que ocorreu após a minha fuga insana com meu “príncipe encantado“ foi o seguinte: contei ao Jean meu plano magnificamente arquitetado pra dar uma liçãozinha na Thatá; entretanto, devido ao fato superveniente do meu sequestro por marginaizinhos sem propósito aparente, decidi esquecer da ideia. Ocorre que o Jean deliberadamente me fez voltar atrás e seguir com a farsa de pegar o Cadu – da maneira mais conveniente e convincente possível. Hesitei, no início, mas se para ele não haveria problema... por que não tentar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Foda-se. Você se preocupa a vida inteira em agradar aos olhos dos outros. Não pode cutucar o nariz em público, falar de boca cheia, fazer sexo na rua, comer fast-food, enfim... infinitas regras que convenhamos, pau no cu de quem inventou. Não sou adepta da anarquia generalizada,&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;óbvio que certos padrões devem ser mantidos, como por exemplo o fato de que homens devem fazer a barba com certa freqüência e mulheres devem medir seu grau de vulgaridade entre amigos/conhecidos. Mas, qual o sentido de tudo isso? &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Por que temos que nos policiar e nos adaptarmos ao meio? É como disse Platão certa feita: Quer mudar o mundo? Comece mudando a si próprio. Seja a mudança. Eu curto Platão, era um baita cara. Se tu acredita em reencarnação, há de concordar comigo que os filósofos todos reencarnaram em mendigos pra sociedade do século XXI. Lastimável, grande perda pra humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Mas voltando ao assunto, eu me preocupava demais. Preocupação não resolve nada. Eu preferiria abdicar de algo que me fizesse feliz para contemplar o sorriso de qualquer outra pessoa. Grande erro. Gandhi me crucificaria. Mas a vida funciona assim, enquanto tu te preocupar em viver a vida PELOS OUTROS, a tua vida não vai andar pra frente. Por esse motivo, minha vida começou a dar resultados satisfatórios no dia seguinte ao seqüestro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Jean arrancou a ambulância roubada e seguimos ao nosso destino – de onde nunca deveríamos ter saído na real -, e em cerca de 20 minutos estávamos de volta à pacata cidade. Como eu ainda estava um tanto assustada, não tava nem um pouco a fim de dormir sozinha, ou voltar pro hospital. Solução? Dormir na casa do príncipe, onde mais?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele foi todo cuidadoso, não forçou nada, me deixou a vontade. Tomei um banho, vesti meu pijama dos ursinhos carinhosos (me julguem), escovei os dentes e me dirigi ao quarto dele. A casa ficava em um bairro calmo, possuía uns 5 cômodos razoavelmente espaçosos. Tava até limpinha e sem louça na pia quando chegamos. É, às vezes a gente se engana com os tais pré-julgamentos, ainda mais em casa de homem solteiro que mora sozinho. Ganhou um ponto comigo. Caminhei pé ante pé, sem fazer barulho, até a cabeceira da cama. Ele já estava dormindo, virado para o lado oposto ao da porta. Tadinho. Estava uma noite razoavelmente quente, portanto a cama estava arrumada apenas com um lençol e um cobertor xadrez fino, “caso sentíssemos frio” – segundo ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deitei na cama e virei para o lado oposto, eu não queria acordá-lo... além do mais, estávamos os dois podres de sono e nossa situação estava claramente resolvida. A gente ia ficar junto, não importasse as conseqüências. Fechei os olhos, imaginando o quão errada fui ao ignorar a felicidade que estava diante de mim. Muitas pessoas duvidam do poder que o amor possui sobre a mente humana. É por isso que relacionamentos se desfalecem com o tempo, oportunidades mal aproveitadas e tal da busca pela perfeição no outro. A conclusão que eu cheguei é de que: a perfeição se encontra onde a sua alma se acalma. E A GENTE PASSA VIDA INTEIRA SE FODENDO PROCURANDO ESSA MERDA QUE TÁ DENTRO DE NÓS MESMOS. Vamos acordar pra vida aí, seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;﻿&lt;/span&gt; &lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVyxblrQOa01sIPBsQm4m0sQfDxZo24vBaotQMFLU1hy4SJImN7LlYsmU-KE4KogoVuDJaMYSzrU3dAPdJKcuGc7YACXnr6hPB762wJ_YPf2jNPUh4ksgAhB4UVXZOT1tAjs8artpKdqpT/s1600/drunkman.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; qaa=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVyxblrQOa01sIPBsQm4m0sQfDxZo24vBaotQMFLU1hy4SJImN7LlYsmU-KE4KogoVuDJaMYSzrU3dAPdJKcuGc7YACXnr6hPB762wJ_YPf2jNPUh4ksgAhB4UVXZOT1tAjs8artpKdqpT/s1600/drunkman.png&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Acorda aê, ô, vagabundo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;﻿&lt;/span&gt; &lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Acordei na manhã seguinte e meu primeiro ato ao abrir os olhos, foi olhar pro lado. Só pra ter certeza mesmo. E ele tava ali, feito um anjo. Virei de frente pra ele pra contemplar aquela beleza imaculada. Você aí que já esteve apaixonado uma vez na vida, vai saber como me senti. Eu parecia uma babaca, admito. Mas puta merda, eu sou uma sortuda mesmo. Ele abriu os olhos devagar, e ao me ver, sorriu de leve. Aquele sorrisinho tortinho, perfeitinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Acho que preciso escovar os dentes. – Ele disse, rindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Eu também. – confessei. – Posso escovar contigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Com esse pijaminha aí tu não vai entrar no meu banheiro, é uma ofensa à minha imagem. - e dizendo isso se virou de barriga pra cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Ah, qual é, palhaço. Eu vou antes de ti então, se esse for o problema. – obviamente a ironia era oportuna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Levantei e me dirigi ao banheiro. Ele veio atrás de mim, me deu um abraço por trás e beijou-me a nuca. Em seguida sussurrou: “não acredito que você tá no meu quarto e a gente não fez nada ainda”. Após isso, parecíamos duas crianças retardadas, brincando de guerrinha de água e pasta de dente. Era sábado, não estávamos com nenhuma pressa de nada. Ficamos a manhã toda fazendo palhaçada, carinhos, fotos nonsense e talvez umas 4 transas. Ele me fez macarrão com molho branco de almoço, enquanto eu fazia palavras cruzadas na varanda. Piegas não é mesmo? Mas infelizmente nossa felicidade instantânea não durou muito. Nós sabíamos que as coisas não seriam tão fáceis assim, e o primeiro passo a ser dado era registrar a ocorrência na Delegacia. E foi pra lá que a gente foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXpepai1OMZkdPxF9liy0WNfONXdpa4Y9LERSoRhop5TABy6dFeZEEe26nDzi7Kw-MFKCNKEPhQWAm0Ba26mbQ3wsEbuLUOWMtXmDYJX8rfpTLic8InR-6nqnvw5JMv7rtKlL8byYlo-SR/s1600/couple_weheartit.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; qaa=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXpepai1OMZkdPxF9liy0WNfONXdpa4Y9LERSoRhop5TABy6dFeZEEe26nDzi7Kw-MFKCNKEPhQWAm0Ba26mbQ3wsEbuLUOWMtXmDYJX8rfpTLic8InR-6nqnvw5JMv7rtKlL8byYlo-SR/s1600/couple_weheartit.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ficamos a manhã toda fazendo palhaçada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Contei tudo como tinha acontecido ao delegado, ele me fez algumas perguntas complexas, as quais não soube responder com precisão, como por exemplo se eu lembrava do tom de voz de algum dos bandidos, se eu tinha alguma suspeita de quem pudessem ser os autores do crime, se eu lembrava da roupa que eles estavam usando, etc. Eu sabia que não iria adiantar muito, afinal, ninguém saiu ferido, por sorte, então policia civil vocês sabem como é, SÃO MUITO OCUPADOS. O tal delegado, mais bossal que o cara mais bossal que você conhece, simplesmente me disse que qualquer novidade no caso eu seria avisada. &amp;nbsp;Entretanto, eu não ia ficar de braços cruzados esperando ser seqüestrada novamente, portanto, assim que assinamos o B.O., &lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;eu e Jean decidimos ir até o hospital, visitar a Dona Luísa, vulga mamãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Assim que nos anunciamos, a recepcionista nos disse: - Liberado, mas ela tá com visita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Estranhei. Quem será que tinha ido visitar a mamãe? Eu só iria descobrir entrando lá. Tal não foi minha surpresa ao abrir a porta do quarto e ver um cara de mais ou menos 26 anos, alto, moreno e de terno e gravata conversando com a minha mãe. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- Victor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O sujeito virou-se, e disse com um sorriso no rosto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- Mana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/08/parte-13-na-casa-de-jean.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVyxblrQOa01sIPBsQm4m0sQfDxZo24vBaotQMFLU1hy4SJImN7LlYsmU-KE4KogoVuDJaMYSzrU3dAPdJKcuGc7YACXnr6hPB762wJ_YPf2jNPUh4ksgAhB4UVXZOT1tAjs8artpKdqpT/s72-c/drunkman.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-1233360401874986728</guid><pubDate>Mon, 08 Aug 2011 18:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-08T16:28:49.560-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 12 - Na Ambulância</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Desceram do carro.&amp;nbsp; Ouvi os passos se distanciando do lugar onde eu me encontrava. Respirei fundo, apenas aguardando o momento em que abririam o porta-malas e me jogariam no meio do asfalto. Eu nem ia pedir muito, se me deixassem viva no calor de 39,9° C eu nem ia reclamar. Sérião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Passaram-se alguns minutos sem o menor barulho lá fora. Tive uma idéia: Todo carro deve ter uma caixinha de ferramentas no porta-malas; como eu já estava acostumada com a falta de claridade ali dentro, não seria difícil dar uma visualizada no ambiente geral, mesmo que amarrada e em posição fetal. Se eu conseguisse localizar a caixa, tava feita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Por incrível que pareça, percebi que a tampa era cerca de 30 cm. maior que a minha cabeça, o que me fez pensar na possibilidade de ficar sentada e ampliar meu campo de visão – já limitado – na tentativa de localizar alguma ferramenta ou utensílio perfuro-cortante. E o que eu nunca iria esperar, é que os &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;bocabertas&lt;/i&gt; deixaram uma caixa de ferramentas ali, abaixo do carpet, onde fica o step. “Nunca mais vou ter sorte igual a essa na vida”- pensei comigo. Mas, como iria fazer pra abrir essa caixa? Somente as pontinhas e os calcanhares dos meus pés atados podiam fazer alguma coisa, se ao menos a minha boca tivesse livre eu conseguiria abrir a caixa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Nesse instante ouvi passos ao lado do carro. Se aproximavam com rapidez, como se estivessem com pressa. Aguardei, com os olhos mais arregalados do que os do tio Chico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;﻿ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaK-4xQ0AkXdztDjb6fHiTIVXRynxTx425FR8XFumxltqKzAPVoz-lMc8UfVG5yU5ep1CLIiQxiv82I3s8rpx5OOxEb74WhJxXYiPPFsXep-5H8ndehemVfja36CM3dMc8yR_qpHuW9r19/s1600/addams_family.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; naa=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaK-4xQ0AkXdztDjb6fHiTIVXRynxTx425FR8XFumxltqKzAPVoz-lMc8UfVG5yU5ep1CLIiQxiv82I3s8rpx5OOxEb74WhJxXYiPPFsXep-5H8ndehemVfja36CM3dMc8yR_qpHuW9r19/s1600/addams_family.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;tenso!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;﻿ &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Ouvi o barulho de alguma coisa na fechadura do porta-malas. Pelos movimentos, quem quer que estivesse do outro lado estava tendo dificuldades em acertar a chave no buraco, face a demora em abrir o negócio. Pela lógica, se não era a chave certa, só podia ser uma chave mixa, daquelas que abrem todas as fechaduras. E se meu raciocínio estivesse certo, era alguém tentando me ajudar a escapar dali. O que eu pensei? “VAI LOGO!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Dito e feito. Assim que o porta-malas foi aberto, vagarosamente, estreitei meus olhos para ver salvador da minha pátria (ou não). Para minha surpresa, não havia claridade, já estava anoitecendo. Igualmente fiquei surpresa quando vi o Jean, branco igual uma vela, gesticulando pra eu ficar quieta. Obedeci sem pestanejar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Ele estava com um estilete na mão, o que me deixou umas 350 vezes mais aliviada. Fiz um gesto pra ele desamarrar minha boca, mas o desgraçado simplesmente disse: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Nã-nã-nã, &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;guenta&lt;/i&gt; aí até eu te tirar daqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Nem preciso dizer que fiquei puta né? Mas em todo caso, eu só queria sair ilesa dali, mesmo que com a boca grudada com fita isolante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Jean me pegou no colo e saiu correndo em direção a uma ambulância, estacionada do outro lado da rua. Assim que saí do porta-malas tentei me localizar, mas o que vi foi apenas mato e uma casinha de madeira na direção oposta a que estávamos correndo. Os bandidinhos bocabertas com certeza estavam lá dentro. Quando Jean abriu a porta e me colocou lá dentro da ambulância eu logo fiz uma cara de espanto e olhei ao redor, tentando buscar uma explicação pra ele estar dirigindo AQUILO. Enquanto ligava o veículo e arrancava, desatou a falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Antes de qualquer coisa, sim, isso é uma ambulância mesmo. Sim, eu roubei. E sim, eu segui esses caras até aqui. Eu estava dobrando a esquina do hospital quando vi você sendo carregada por dois deles. Eu não sabia o que fazer, eles não estavam me vendo, e se eu fosse até lá ia acabar como tu. Não pensei duas vezes e entrei no estacionamento da emergência e saí com o primeiro carro que vi. Tu não deve saber disso, mas sou viciado em filmes e séries policiais. Não sei o que me deu, mas baixou o Mcgyver em mim e eu os segui. Quando eles perceberem que tu fugiu vão ficar danados. HAHAHA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVHdbpxy72a7Hufa7K06Mq9sqAUG9DkTiZ4R8yYEoegt4JlQOWcgWHejuwDDTkWq2pc1Rjt93p1i9uu6v5paCnZCe04LDQsa7F5VJBUBRDeXYCj_0zgHWWwDEqlACiiSf0tEgEAOBIZnpr/s1600/macgyver.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; naa=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVHdbpxy72a7Hufa7K06Mq9sqAUG9DkTiZ4R8yYEoegt4JlQOWcgWHejuwDDTkWq2pc1Rjt93p1i9uu6v5paCnZCe04LDQsa7F5VJBUBRDeXYCj_0zgHWWwDEqlACiiSf0tEgEAOBIZnpr/s1600/macgyver.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;deixa pra mim que eu resolvo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Tipo, ele tava gargalhando. Como eu não podia falar nada, meus pensamentos falavam por mim: “pirou ou tá chapado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Já que você não vai falar nada - continuou -, já digo de antemão que não precisa agradecer, tá? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Revirei os olhos e me virei para a janela. Só queria ir embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Passaram-se 40 minutos sem que ninguém dissesse uma palavra; eu por estar ainda impossibilitada, e ele por aparentemente não ter nada a dizer sobre o acontecido. Tentei imaginar por quanto tempo eu teria ficado desacordada. Nós estávamos em outra cidade, com toda certeza, devido à demora pra chegar ao destino... meio que adivinhando, Jean perguntou-me:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Ainda temos um trecho pra percorrer, vamos parar pra comer? Eu te desamarro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Assenti com a cabeça. Meu estômago já estava fazendo um buraco entre as minhas costelas, e já não era sem tempo de me deixar livre dos pés e mãos atadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Paramos em um posto de gasolina aparentemente fantasma em um trecho de estrada de chão. Jean me desamarrou com cuidado, perguntando se estava tudo bem e me olhando com ternura. Funguei e retribuí um “sim” sussurrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Entramos na loja de conveniências do posto, onde havia uma mesinha vazia, perto dos refrigerados. Sentamo-nos e pedimos 2 cafés simples e pães de queijo. Enquanto aguardávamos, me senti inquieta, olhava pra todos os lados, morrendo de medo dos caras terem seguido a gente. Eu sentia que o Jean também estava apreensivo, mas tentava disfarçar. Comemos em silêncio, cada um com seus milhões de neurônios trabalhando simultaneamente e sem chegar a qualquer conclusão. Após terminarmos o lanche rápido e irmos ao banheiro, voltamos à ambulância. Hora de quebrar o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Jean, antes de tu ligar o carro, precisamos conversar – eu disse, encarando-o nos olhos e mordendo os lábios, vacilante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Tudo bem, manda. – disse ele, também me encarando, com seriedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Antes de tudo, me desculpa ter te mandado embora lá de casa aquele dia. Eu me precipitei, estava com mil coisas na cabeça e não queria me envolver nos teus problemas. Tenho pensado bastante sobre isso e ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Relaxa, já passou.&amp;nbsp; – ele me interrompeu – Eu não costumo guardar rancor nem mágoa, principalmente de ti, Anne. Eis o motivo pelo qual estou aqui te resgatando. – riu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Jean, eu tô com medo. Na verdade, eu tô apavorada. Você se arriscou por mim, pela sei lá, segunda ou terceira vez na tua vida, e eu nunca te retribuí ou agradeci à altura. Sempre ligo o foda-se pra tudo, mas não tenho consciência do que to fazendo. Hoje eu tive a prova que eu precisava pra me tocar que a vida não é assim. Que não vale a pena julgar sem conhecer o verdadeiro caráter de alguém, ou se vingar de uma pessoa que te prejudicou de alguma forma. Posso estar viajando na maionese te falando isso, mas eu precisava te dizer que me arrependo de tudo que fiz pra ti, desde o dia em que nunca mais te vi. Você me desculpa? – as lágrimas vertiam no meu rosto sem eu nem ao menos enxugar. Precisava expulsar os demônios presentes na minha alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Ei, não chora. Eu não me arrependo de nada que fiz por você até hoje. Hoje eu tive a prova que precisava pra me convencer de que eu preciso cuidar de você, como diz aquela música: “todo dia, toda hora e a todo o momento”. Apesar das cagadas que eu andei fazendo, eu faria tudo de novo só pra te ouvir dizer essas coisas pra mim agora. A partir de agora, mesmo que você não queira, eu vou estar contigo. Vou abrir a porta do carro pra você entrar, vou parar o trânsito pra você poder atravessar a rua. Quando você olhar aquelas horas iguais no relógio, sou eu que vou estar pensando em você. Vou te ligar às 8 da manhã de um domingo pra te desejar bom dia e te falar que você é a mulher da minha vida. E tu não me deve nenhuma desculpa, guria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEim-aQuTDTGSXvT40yLD4hEf7WIv_BbSMt8RQF5wh-1isq7D_hfpnHw4fO68Ox8nwaE0fgpYeX8EIoUj7ssnBSCttx_bh05BlSSlEbnoEf2d5EkoPxFQa0xjlCAi3Ksg9dKW4fAdy9yR9s4/s1600/horas_iguais.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; naa=&quot;true&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEim-aQuTDTGSXvT40yLD4hEf7WIv_BbSMt8RQF5wh-1isq7D_hfpnHw4fO68Ox8nwaE0fgpYeX8EIoUj7ssnBSCttx_bh05BlSSlEbnoEf2d5EkoPxFQa0xjlCAi3Ksg9dKW4fAdy9yR9s4/s1600/horas_iguais.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;malditas horas iguais! (ou não...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Ele disse tudo aquilo olhando fundo nos meus olhos lacrimejantes. Afagou meus cabelos. Acariciei os dele e ambos sorrimos. Nada mais precisava ser dito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/08/parte-12-na-ambulancia.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaK-4xQ0AkXdztDjb6fHiTIVXRynxTx425FR8XFumxltqKzAPVoz-lMc8UfVG5yU5ep1CLIiQxiv82I3s8rpx5OOxEb74WhJxXYiPPFsXep-5H8ndehemVfja36CM3dMc8yR_qpHuW9r19/s72-c/addams_family.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7072974897033074464</guid><pubDate>Tue, 26 Jul 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-26T10:00:00.447-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Onze</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Billy estava deslumbrado com a beleza da praia. Não conseguia acreditar que, no meio de uma ilha tomada pela guerra podia haver um lugar tão calmo, pacífico como aquele. Caminhou até a metade da praia, calmamente, sabia que não teria muito tempo para aproveitar aquela paz, mas não ia deixar que nada estragasse aquele momento. Quando chegou no meio da praia, sentou-se na areia, de frente para o mar. Gaivotas voavam em círculos, ora mergulhando no mar, ora apenas piando umas para as outras, as ondas quebravam tranquilamente na praia, o som do mar era um calmante natural, naquele lugar, os sons da guerra eram totalmente abafados. Parecia um local inperturbável. Billy fechou os olhos e inspirou o cheiro salgado da maresia. Resolveu deitar-se uns minutos sob o sol, de olhos fechados, em paz. Ficou assim por uns dois ou três minutos. Acordou com um reflexo forte e a sensação de uma adaga em seu pescoço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Quem é você e o que faz aqui?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ajoelhada sobre Billy estava uma garota loira, olhos claros penetrando diretamente os dele, com uma fúria silenciosa. Ele conseguia perceber que ela era alta também, mais ou menos da mesma altura que ele, magra e bem branca. A expressão era de alguém que havia sofrido nos últimos anos, alguém cuja infância e adolescência foram suprimidas por uma maturidade forçada. Ela não devia ter mais que 18 anos, mas o diário, visível em um dos bolso de suas vestes denunciava a transição antecipada da adolescência para a maturidade. E o mais importante, ela era bonita, muito bonita aos olhos de Billy.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu perguntei quem é você e o que faz aqui?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu tom de voz era forte, furioso, embora a voz em si fosse aguda e um tanto macia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAIRUJnkKRDGoPzZoJQip9F02cXtg0-SP6IJTjsYbCK6RluP1yajduLueoB52qJcaA5Si7NrZ9PYnhHft27u68YjHOhGMz1qWDm2an38y59M7-_Js68FS1OYBFeB6I1Hf0_3dc5KI4T07w/s1600/loira_olhar_penetrante.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;loira_olhar_penetrante&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAIRUJnkKRDGoPzZoJQip9F02cXtg0-SP6IJTjsYbCK6RluP1yajduLueoB52qJcaA5Si7NrZ9PYnhHft27u68YjHOhGMz1qWDm2an38y59M7-_Js68FS1OYBFeB6I1Hf0_3dc5KI4T07w/s320/loira_olhar_penetrante.png&quot; width=&quot;294&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Quem é você e o que faz aqui?&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Meu nome é Billy, encontrei essa praia por acaso. E quem é você?&lt;br /&gt;
- Não importa. Esse é o meu lugar secreto! Só eu posso ficar aqui! Achei primeiro!&lt;br /&gt;
- Você vem aqui todo dia? E como chega aqui?&lt;br /&gt;
- Através da floresta e venho quando eu quero, mas agora, vai embora!&lt;br /&gt;
- Ok, mas só se você sair de cima de mim primeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy sorriu para a garota enquanto ela se levantava, ainda com a adaga empunhada e pronta para atacar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Antes de ir, qual o seu nome?&lt;br /&gt;
- Não importa, vá!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy saiu caminhando, olhando para trás vez ou outra para encontrar a garota ainda olhando para ele com a adaga nas mãos. Enquanto seguia a trilha de volta para o acampamento, Billy não conseguia parar de pensar naquela garota, em seus olhos claros, olhando intensamente para ele, num misto de vontade de matá-lo e alguma outra coisa mais. Na volta, ele teve o cuidado de esconder ainda mais a trilha, não queria que ninguém mais encontrasse aquela praia, ou a garota talvez. De volta ao acampamento, Joseph havia acabado de chegar com suas ‘amigas’.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bem na hora hein Billy?&lt;br /&gt;
- Eu disse que voltaria!&lt;br /&gt;
- Grande garoto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E voltando-se para uma ruiva que estava em seu grupo, Joseph disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei! Anna! O Billy quer te conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era uma garota ruiva, branquinha e de olhos verdes. Pequena e bastante delicada, mas com um sorriso depravado no rosto, típico de alguém que se acostumara com a vida que levava e até gostava dela. Billy levou-a para o dormitório e fez o que deveria fazer, descobrindo que Anna, apesar de pequena, era extremamente feroz na cama. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhY3sV8DCvhkdcgbsEa-qNNqu3mZFyGJH0HKhjT1m7HKVevxD5jlClxdqM6NSYVKEeYviZ7QSMMIl8FDwfXCWIAkRwBB2miIJKeRAoDZE1OuloCX8HDmZZPTotioFPvXfkA2PwhcmjyASaZ/s1600/ruiva_seda_janela.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;ruiva_seda_janela&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhY3sV8DCvhkdcgbsEa-qNNqu3mZFyGJH0HKhjT1m7HKVevxD5jlClxdqM6NSYVKEeYviZ7QSMMIl8FDwfXCWIAkRwBB2miIJKeRAoDZE1OuloCX8HDmZZPTotioFPvXfkA2PwhcmjyASaZ/s320/ruiva_seda_janela.jpg&quot; width=&quot;254&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Delicada? Não na cama.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, enquanto comia a pequena ruiva, não conseguia parar de pensar nos olhos azuis da garota da praia. E uma questão surgiu em sua mente, como ela chegava la naquela praia, existia alguma outra trilha até la?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda na praia, sentada na areia, ela olhava o mar e tentava acalmar seus nervos. Alguém havia invadido seu local mais secreto e isso não era nem um pouco legal. Ela se sentia, de certa forma, descoberta, como se estivesse exposta ao mundo. O que será que aquele cara ia fazer? Será que iria contar a outras pessoas o caminho para a praia? E ele era americano, será que tinha percebido que ela pertencia ao outro lado da fronteira, à parte norte da ilha? Ele poderia querer matá-la. A idéia de não voltar mais à praia por um tempo passou por sua mente, mas tão rápida quanto veio, ela se foi. Seria impossível aguentar todo o sofrimento daquele quartel sombrio e não ter aquela faixa de areia branca para sugar todas as preocupações, para evitar que seu coração endurecesse como o comando do exército inglês queria. Ela decidiu que voltaria todos os dias para a praia, não iria deixar que aquele tal de Billy a intimidasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Faltavam ainda alguns dias de treinamento para o pelotão 8, eram dias em que eles continuariam naquela mesma base, a alguns quilômetros da praia, porém, não ficariam mais sozinhos, provavelmente nem de folga. Billy de repente se viu inquieto com a idéia de não poder sair, de não poder seguir a trilha até a praia. E os olhos azuis daquela garota não saiam de sua mente. Ele decidiu que precisava pelo menos encontrá-la de novo, saber seu nome. No dia seguinte a missão começaria cedo, antes do nascer do sol e sem previsão para terminar, segundo o briefing, eles passariam perto da trilha que dava na praia, ele poderia escapar no meio da missão se a coisa ficasse feia com as armadilhas. Era isso o que ele faria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Às cinco da manhã o Sgto. White entrou no dormitório:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Acordem recrutas! Quero todos prontos em cinco minutos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos levantaram apressados, colocaram as fardas, arrumaram as mochilas e alinharam-se em frente ao dormitório. O Sgto. White continuou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem, sairemos em marcha agora, o perímetro todo está cheio de armadilhas e o objetivo é render uma base de observação no meio da floresta, a oeste daqui. Sigam-me!&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles sairam da base e caminharam pela floresta, o caminho era difícil, bastante irregular, o que transformava a marcha em uma caminhada meio desajeitada no meio das árvores. Em vinte minutos de caminhada algumas armadilhas começaram a disparar, soldados armados com rifles de precisão atiravam diretamente na fileira de recrutas que teve que se jogar no meio da vegetação mais densa. Era a oportunidade que Billy esperar, porém, no momento errado, eles estavam à pelo menos mais dez minutos de caminhada da trilha que levava à praia, ele teria que lutar. Da posição em que estavam, alguns dos recrutas conseguiam devolver os tiros, com muito menos precisão devido às armas que portavam, porém, em uma das rajadas, um dos recrutas conseguiu eliminar o atirador mais próximo, o segundo, e último, estava alguns metros para frente, o que dava margem para Gus organizar novamente o pelotão e atacar devidamente. Em uma manobra rápida, o pelotão conseguiu se dividir e cercar o atirador restante sem que ninguém recebe um tiro de munição de paintball. Continuaram então a caminhar em direção à base, em direção à trilha que levava à praia e isso era tudo o que estava na mente de Billy. Ele caminhava quase que rezando para encontrar inimigos ou armadilhas mais pra frente. E suas orações foram atendidas. Mais três atiradores começaram a disparar e novamente os recrutas foram forçados a pular para o meio da vegetação mais fechada, Billy, assim que caiu em meio aos arbustos, levantou-se e disparou em direção à trilha. Em poucos minutos estava na praia, o sol estava se levantando e, bem no meio da praia, naquele exato local, os cabelos loiros eram visíveis espalhados pela areia, ela havia dormido lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgboBslKsTAOstDYWOEpNDIcpCaT-A-JaG4oXivjlgIvt8g1KZiBouIJfVzl2vQ5gCjoviB_1KGnZTSBd8Yu1hS-jwrgnuSCUXd7eJV1jTIXZDw99Dpedww3MBbwPfLqle_RkIuJfGbaQoe/s1600/nascer_do_sol_praia_mar.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;nascer_do_sol_praia_mar&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgboBslKsTAOstDYWOEpNDIcpCaT-A-JaG4oXivjlgIvt8g1KZiBouIJfVzl2vQ5gCjoviB_1KGnZTSBd8Yu1hS-jwrgnuSCUXd7eJV1jTIXZDw99Dpedww3MBbwPfLqle_RkIuJfGbaQoe/s320/nascer_do_sol_praia_mar.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;O sol nascia enquanto ela dormia, espalhada pela areia.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Será que à minha espera?”, pensou Billy com o coração na boca.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/07/onze.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAIRUJnkKRDGoPzZoJQip9F02cXtg0-SP6IJTjsYbCK6RluP1yajduLueoB52qJcaA5Si7NrZ9PYnhHft27u68YjHOhGMz1qWDm2an38y59M7-_Js68FS1OYBFeB6I1Hf0_3dc5KI4T07w/s72-c/loira_olhar_penetrante.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-1319907268038189993</guid><pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-19T10:00:10.104-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Dez</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Billy não conseguia compreender qual o problema do amigo. Joseph era um cara tranquilo na maior parte do tempo, se dava bem com Billy e até com Gus, nos momentos em que este não estava exercendo suas importantes tarefas e monitor. Porém, alguns assuntos faziam o recruta Kuerbo ficar arisco e sentar-se sozinho por horas a fio. Depois da conversa que tivera com Billy, Joseph ficou nos aparelhos de exercícios da base em que haviam chegado por umas duas horas, as vezes apenas sentado, as vezes fazendo barra ou flexões de braço. Via que Billy o observava, mas fingia não perceber e não dava brechas para o amigo vir conversar, não queria que perguntassem sobre aqueles assuntos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pelotão 8 estava numa base localizada no mesmo paralelo que o front de batalha, porém alguns quilômetros a leste. Era ainda dentro da floresta, porém, as montanhas já demarcavam seus limítes uns 10 km ao redor da base, como se fosse uma baía, só que ao invés de mar, haviam árvores. Daquela posição ja era possível ouvir os sons da batalha que acontecia no front a leste. Bombardeios, tiros e as vezes até gritos. A guerra seguia num ritmo morno naqueles dias, sem ninguém avançar nenhum centímetro sequer em semanas, poucos soldados restavam no front, os números girava em torno de 200 ou 300 para cada lado. Os políticos ja haviam sentado para discutir uma trégua algumas vezes, mas nenhum acordo foi firmado, por isso as batalhas continuavam dia após dia. O exército norte-americano programava uma ofensiva maciça, por isso treinava novos soldados com o máximo de velocidade possível. O pelotão 8 foi informado disso naquela tarde, após o almoço, quando foram chamados pelo Sgto. White para o briefing da próxima missão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6rUWOxnWV4LJM1scCW404mpabnJSuoKfSVr7PjCPZNOPkk2VAMHa1mWDhotNO2DLWQAlMFqLmw_LYXku9T5EXIh46Tr-hdCeewLpEQ6DW3bmxGkoy2ZofloI3D_QBbKnt2SAkREVA3qOX/s1600/Christmas_Truce_5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;233&quot; width=&quot;320&quot; alt=&quot;soldados_futebol_trégua&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6rUWOxnWV4LJM1scCW404mpabnJSuoKfSVr7PjCPZNOPkk2VAMHa1mWDhotNO2DLWQAlMFqLmw_LYXku9T5EXIh46Tr-hdCeewLpEQ6DW3bmxGkoy2ZofloI3D_QBbKnt2SAkREVA3qOX/s320/Christmas_Truce_5.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;A guerra não andava la muito agitada naqueles dias.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção recrutas! Antes de passar o briefing da próxima missão de treinamento, tenho um comunicado a fazer. Vocês ja sabem que, completando as próximas missões vocês serão promovidos a soldados e integrarão as fileiras do nosso exército na ofensiva que está sendo planejada. Em breve vocês lutarão na guerra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma comoção contida surgiu na fileira de recrutas, alguns estavam ansiosos, outros nem tanto. O sargento continuou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Porém garotos, ainda faltam três missões, todas saindo dessa base e a primeira vai ser amanhã. Por hoje vocês terão uma série física durante duas horas e o restante da tarde será livre para se prepararem. Como de costume, o briefing está em detalhes no mapa e será explicado por Gus.&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
- E uma útlima coisa, estarei fora hoje, retornarei amanhã para liderar a missão. Dispensados.&lt;br /&gt;
- Obrigado senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos se dirigiram à tenda-refeitório onde Gus explicou a missão do dia seguinte, era simples, consistia em resgatar um boneco que estava preso no meio da floresta em meio à armadilhas que simulavam ataques inimigos. Todos fizeram as anotações necessárias em seus mapas e foram guardar suas coisas antes de iniciarem o treino físico. Joseph se aproximou de Billy e Gus que conversavam em frente ao mapa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Tenho uma surpresa para vocês amigos. Identifiquei uma trilha que sai daqui e vai até um bordel, assim que terminarmos o treino físico e o sargento sair nós podemos ir buscar umas garotas, que tal?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_17ofy6Kfl5jxPJ7b4Q6Zu3RqKDS4UYB99EXxEKyLatmuFLuUDYOICXhTWqPiCf2oRSX0X5IhyphenhyphenhTMOdzYWmkOwn8eGjL4KjU-PmCQ-KIrwAkaRgV7ZIPI3eJU1SjzwNKx4DzZRbVlExDv/s1600/testador-de-prostitutas.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;159&quot; width=&quot;320&quot; alt=&quot;testador_prostitutas_surpresa&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_17ofy6Kfl5jxPJ7b4Q6Zu3RqKDS4UYB99EXxEKyLatmuFLuUDYOICXhTWqPiCf2oRSX0X5IhyphenhyphenhTMOdzYWmkOwn8eGjL4KjU-PmCQ-KIrwAkaRgV7ZIPI3eJU1SjzwNKx4DzZRbVlExDv/s320/testador-de-prostitutas.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;Surpresa caros amigos!&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus olhou torto para Joseph.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Porque acha que tem permissão para isso recruta Kuerbo?&lt;br /&gt;
- Não tenho permissão, por isso estou perguntando sua opinião. Vamos lá cara, vai ser legal. Eu pago a sua.&lt;br /&gt;
- Vou pensar no assunto, recruta.&lt;br /&gt;
- Ok! E você Billy? O que acha?&lt;br /&gt;
- Dessa vez eu passo cara, quero explorar uma trilha que achei aqui no mapa, a oeste.&lt;br /&gt;
- Trilha Billy? Que coisa mais gay!&lt;br /&gt;
- Trás uma pra mim, prometo que volto a tempo.&lt;br /&gt;
- Haha, ok!&lt;br /&gt;
- Ótimo rapazes, agora vamos treinar.&lt;br /&gt;
- Sim senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus reuniu todos os recrutas em uma fileira e passou uma série de exercícios físicos, um mais pesado que o outro e uma corrida forte no final. No meio da corrida, Gus falou para Joseph.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ainda vai aguentar uma mulher?&lt;br /&gt;
- Eu vou, e você monitor?&lt;br /&gt;
- Não me teste rapaz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus fez todos apertarem mais ainda o passo depois desse pequeno diálogo. Ao final todos estavam exaustos, mas Joseph não desistia de sua idéia, ele queria tirar a virgindade de Gus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vem Billy, me ajuda aqui!&lt;br /&gt;
- Não cara, to saindo agora, prometo que volto a tempo pra aproveitar minha parte.&lt;br /&gt;
- Mas você vai perder o Gus com uma mulher?&lt;br /&gt;
- Ele não vai fazer nada até eu voltar, aposta quanto?&lt;br /&gt;
- Ele ta com medo né?&lt;br /&gt;
- Se borrando hahaha!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy empacotou sua mochila e saiu em direção ao oeste. A trilha que ele queria explorar seguia floresta adentro em direção às montanhas. Era um caminho antigo, não usado havia muito tempo, desde antes do início da guerra, pelo menos uns 15 anos Billy deduziu, visto que os mapas americanos da porção sul de Eyja tinham pelo menos uns 10 anos e as marcas que ele encontrava por onde passava parecia ter mais que uma década de vida. Billy seguiu abrindo passagem através das folhagens, tomando o cuidado para não expor muito a trilha, não queria ser seguido. Por algum motivo, a notícia de que em breve estaria lutando na guerra deixou Billy um tanto abalado, a iminência de uma batalha que poderia resultar em sua morte o havia perturbado, um tento deprimido. Pelo mapa, a trilha em que seguia terminava no pé da montanha que delimitava a costa oeste da ilha, Billy tinha a esperança de poder escalar um pouco, talvez uns metros acima das árvores, apenas para observar a floresta de cima, refletir os dias que havia passado embrenhado naquele ambiente escuro e úmido, vendo pouco do sol nos últimos dias. Imaginava se a sensação de morrer seria algo parecido. Seguiu o caminho por uma hora até que seu mapa indicou o fim da trilha. Que na verdade não era o fim da trilha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mapa indicava que ele estava no pontinho assinalado ao pé da montanha, onde de fato ele estava, mas o que ele via não era um pontinho, era a continuação do traço que tinha seguido até então, a trilha continuava através da montanha, numa espécie de cânion que penetrava na formação rochosa e terminava numa área clara que não condizia com a baixa luminosidade que tinha enfrentado até aquele momento. Com a mão enfrente aos olhos o recruta caminhou pelo terreno rochoso que o guiava por dentro do cânion, desviando de pedras que obstruiam partes do caminho até que seus pés, de repente, afundaram em um terreno fofo. Billy ergueu os olhos para a praia mais linda que ele havia visto em seu tempo de vida. E contemplou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-------&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem ao norte, mais uma sessão de treinamento havia chegado ao fim. Não havia um que conseguia erguer direito o braço para lavar o suor que pingava dos cabelos. Estavam todos exaustos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De volta ao dormitório, enquanto todos apenas desabavam nas camas, um dos recrutas rapidamente empacotou algumas coisas e saiu. “Preciso descansar, vou ao meu lugar.”, escreveu enquanto percorria os corredores do prédio, não a passos tão rápidos quanto queria, devido ao cansaço que sentia, mas fazendo o máximo que conseguia. Escapuliu por um portão lateral do quartel e seguiu seu caminho rumo ao sudoeste, adentrando o caminho que havia criado e que ninguém mais sabia. Dali em diante seria mais fácil, havia decorado como caminhar por aquelas trilhas criadas por entre árvores e pedras. Encontrava suas marcas com naturalidade, como se estivesse seguindo o caminho para casa. Era assim que se sentia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quinze minutos de caminhada floresta adentro e seu ‘lar’ estava à sua frente, toda a calmaria e calor que só um verdadeiro lar pode oferecer. Pode, mas não naquele dia. Ao chegar no fim da trilha e olhar para a praia, normalmente vazia, à sua frente, uma figura humana chamou a atenção. “Alguém invadiu meu lar!”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpoaWBMUhN8OW70W_jpLDo2qxjDOFTzTSJDVOU6ZC8ciaMnQFEBBPlI9yCsr7GwZ0x8q_NFZ5EO-baBSbFXNggESS77yyIbcRmUyMnJspYpOzgeSq75xDm9_AfuyVqlKpjLR_FfDLIOa5I/s1600/na-praia-deserta-nattrip.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; width=&quot;320&quot; alt=&quot;praia-deserta-trip&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpoaWBMUhN8OW70W_jpLDo2qxjDOFTzTSJDVOU6ZC8ciaMnQFEBBPlI9yCsr7GwZ0x8q_NFZ5EO-baBSbFXNggESS77yyIbcRmUyMnJspYpOzgeSq75xDm9_AfuyVqlKpjLR_FfDLIOa5I/s320/na-praia-deserta-nattrip.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;Alguém invadiu meu lar!&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desembainhou a adaga que trazia na cintura. A inscrição flëte brilhou na areia à sua frente. “Só preciso de um momento oportuno.”</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/07/dez.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6rUWOxnWV4LJM1scCW404mpabnJSuoKfSVr7PjCPZNOPkk2VAMHa1mWDhotNO2DLWQAlMFqLmw_LYXku9T5EXIh46Tr-hdCeewLpEQ6DW3bmxGkoy2ZofloI3D_QBbKnt2SAkREVA3qOX/s72-c/Christmas_Truce_5.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-973671850655224206</guid><pubDate>Wed, 06 Jul 2011 18:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-08T16:28:36.734-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 11 - No porta malas</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Eu estava dividida. Incontestavelmente. Por um lado, quem me fazia bem e quem me apoiou em todos os momentos até aqui, tivera sido o Jean. Ele era todo fofo, atencioso e educado... tudo o que uma mulher precisa na vida. Mas possuía um defeito imperdoável, o de se entregar. O medo. Presumindo-se que o que ele me dissera naquela ocasião fosse verdade, definitivamente se drogar o dia inteiro não resolveria problemas, muito menos farias as coisas caírem do céu. Se ele me queria ao seu lado, teria feito de tudo pra voltar. Qual é a dificuldade em pegar a porra do telefone e me ligar? Ele sabia onde eu morava, os lugares os quais eu freqüentava, POR QUE DIABOS não foi até lá? Isso não é se humilhar, isso é demonstrar sentimentos! Mas como nem toda cabeça pensa em equidade – principalmente a dos homens -, o animal pensou que não se arrastaria aos meus pés, pois não é do feitio da sua espécie se humilhar e pedir pra voltar, ou até mesmo pedir desculpas pelo que nunca foi dito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua namorada te deu um pé? Coloque-se no lugar dela e reveja as suas atitudes. Em especial, se faça a pergunta: O que você sente por ela? Se a sua resposta for algo do tipo: “que merda, eu sinto a falta dela quando vou assistir aquele seriado meloso que passa na TV” ou “bah, só ela sabia fazer aquele macarrão ao molho madeira sem cebola e com bastante queijo...” é, amigo, você a AMA. Vai lá e liga pra ela. Não por MSN né, ô anta. Olho no olho, cheiro com cheiro. Faça ela acreditar em você como no início, como quando vocês se beijaram pela primeira vez. Mas o faça com sinceridade. Chore, se for preciso, não se envergonhe disso!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQSFBFcoz444JwqFfpGjHB8odVTg-AL1zboZK8uuAvNYBrPmgExBBOXjMdsrpS2F7hzXfYQm3W4XuKqT1bqRYgtXjT0x5HSYevxe85jXzohyphenhyphenmTzH_ftodAS2gGzN7tpHkEK9J0pNER0s7r/s1600/love2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;ligar_mulher_amor_praia_casal&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQSFBFcoz444JwqFfpGjHB8odVTg-AL1zboZK8uuAvNYBrPmgExBBOXjMdsrpS2F7hzXfYQm3W4XuKqT1bqRYgtXjT0x5HSYevxe85jXzohyphenhyphenmTzH_ftodAS2gGzN7tpHkEK9J0pNER0s7r/s320/love2.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Bah, só ela sabia fazer aquele macarrão ao molho madeira sem cebola e com bastante queijo, aquele amorzinho na praia...&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, se a sua resposta for: “Nossa, ela pagava um boquete como nenhuma outra” ou então “puts, a desgraçada ficou com o meu DVD dos Rolling Stones”, aí o caso muda de figura. Aí, definitivamente você sente paixão, atração ou qualquer outra coisa insignificante por essa guria. Mas lembre-se: nunca diga “amo você” quando tu não tem certeza do que sente. Não ceda à pressão da sua namorada que fala isso 650 vezes por dia pra ti. Simplesmente beije-a, mas não diga. Se acaso disser, amigo, melhor levar até o final e sustentar a sua versão, por que se ela descobrir que tu é um canalha que só queria comê-la, você nunca mais terá paz na vida. Vai por mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cadu era aquilo, sonho de consumo de toda guria que se preze. Lindo, envolvente e cheiroso. Mas era um bosta. Típico dos homens galãs. Pode ver, se tu encontrar um cara desse na balada, saia de perto. Você vai acabar caindo naquele papo de: “Uau, gata, seu vestido é lindo, me dá um beijo?” ou então: “meu deus, onde é que eu estava que não te conheci antes? Me passa teu número, vamos sair um dia desses” - CILADA, BINO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas era aquilo, eu queria ficar com os dois. Como assim Anne, se ligue, pega o Cadu e deu pra bola, tu não quer se apaixonar por um canalha desses né. É, amigos, como vocês bem devem saber, retroagindo à data do prefácio, eu escolhi ficar com o Cadu. E a Thayse me odiou pra sempre. Mas ainda falta um bom pedaço da história que não contei para vocês. Segue.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tentei arrancar mais alguma informação da minha mãe, sem sucesso. Ela devia estar muito chapada pra ter dito aquilo né, qual é, soltar uma informação preciosa dessas e voltar a dormir instantaneamente? Deixei pra lá o assunto e saí do hospital, em direção à faculdade (é, eu ainda estudo, lembram?). Tinha deixado o carro estacionado bem em frente ao Hospital, portanto, fui caminhando em passos curtos e vagarosos, pensando no trabalho de marketing que eu tinha de entregar. Entrei no carro, e imediatamente abri o porta-luvas à procura do rádio. O que eu iria ouvir hoje? Afinal, a faculdade ficava a cerca de 30 minutos dali, dava tempo tranqüilo de ouvir um bom cd. Fiquei cerca de 4 minutos procurando, até que encontrei um cd dos Killers. “When You Were Young” era uma boa pedida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVrk3EotxICSjMLQVKPtUj5GqQDdNjqfiBUnXRkXpljVCYaG1DGQPLaZcUo5Cij1bCf6M0CecYv2lA_unmfT59iBRPsp-pDIW31kgVA6tOfv9um8lkE1BB0IrgVcYm43_g7rNtXJFRJLTM/s1600/killers.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;killer_when_we_were_young_brandon_flowers_alt_rock&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;216&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVrk3EotxICSjMLQVKPtUj5GqQDdNjqfiBUnXRkXpljVCYaG1DGQPLaZcUo5Cij1bCf6M0CecYv2lA_unmfT59iBRPsp-pDIW31kgVA6tOfv9um8lkE1BB0IrgVcYm43_g7rNtXJFRJLTM/s320/killers.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;When We Were Young&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao levantar a cabeça para colocar o cd, um homem encapuzado surgiu à minha frente com um pé de cabra e quebrou o vidro. Só deu tempo de colocar as mãos nos olhos, na tentativa de me proteger, NÃO SEI DO QUE NÉ, nem o The Flash conseguiria evitar o choque. Senti os cacos vindos todos na minha direção e me cortando a pele exposta. “Morri”, pensei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente abriram a porta do carro e me puxaram lá de dentro. O filhodaputa acabou esgaçando a minha blusa de lã mais cara. Odiei esse marginal com todas as minhas forças, afinal, blusa de lã não tem apólice de seguro. Consegui a muito custo gritar um “tira a mão de mim” e um “AAAAAAAAAAAAAAAAAH”, mas, pra variar, quando tu mais precisa não tem um mísero transeunte de merda pra desconfiar de algum movimento estranho na rua EM FRENTE AO HOSPITAL.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando tentei dar um “coice” no saco do bandidinho que havia me tirado do carro à força, o outro, que tinha quebrado o vidro, me enfiou um pano embebido em alguma coisa muito fedida nas minhas vias respiratórias. Quem acompanha CSI, NCIS ou até mesmo as novelinhas da rede Globo, já deve saber que aquilo continha éter. Desmaiei na primeira fungada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao recobrar os sentidos, percebi que estava deitada amarrada com as mãos para trás, bem como meus pés envolvidos em algum tipo de fita isolante até mais ou menos na altura dos joelhos. Como os caras não são burros e assistem direitinho os episódios das séries supra- citadas, amordaçaram minha boca também com fita isolante. Entrei em desespero ao perceber que estava dentro de um porta-malas, visto que o barulho e os solavancos eram inconfundíveis. Permaneci quieta, afinal, de que adiantaria ficar chutando a lataria e emitindo sons inaudíveis e ininteligíveis do tipo: “hmmmmmm hmmmmmmmmmm hmmm!!!!!” ou “fgzxszhmfgmhxzssxffdfgff!!!” ? Isso só faria o nível de adrenalina dos marginais subir em níveis elevadíssimos. Eles não hesitariam em me jogar penhasco abaixo, ou me deixar no meio da auto-estrada mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiczf6GJfHeSK5XlSxIu6sULPqX05BNAVRmmxXmSKeEg7cqO-4_pFBsvIJuL1Xe3zg31WyotZYft2igSX5-ouqJXG-jdxNO2DweizAy374V5RQ0KNcxFTXR5Zxhe3E8UHJTQt-eHdjaFccR/s1600/penhasco-urubici.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;penhasco_urubici_sc_ricardo_ribas&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;216&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiczf6GJfHeSK5XlSxIu6sULPqX05BNAVRmmxXmSKeEg7cqO-4_pFBsvIJuL1Xe3zg31WyotZYft2igSX5-ouqJXG-jdxNO2DweizAy374V5RQ0KNcxFTXR5Zxhe3E8UHJTQt-eHdjaFccR/s320/penhasco-urubici.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Talvez ser jogado de um penhasco não seja uma má idéia pra quem está trancado num porta malas num carro sem destino.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto pensava em como/quando/onde/por que eles me executariam como uma indigente ou fugitiva nº 01 dos EUA, consegui captar algumas palavras que estavam sendo proferidas no interior do veículo. Eles estavam discutindo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não interessa! ... fugindo sem... errado! – uma voz masculina firme e agitada. Ele estava gritando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cala essa boca! Não era... hein?! ... Se livra! – uma segunda voz disse, praticamente no mesmo tom da primeira, também era um homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mantiveram-se em silêncio após a discussão, aparentemente sem resultados objetivos. Tentei raciocinar. Será que só havia 2 pessoas no interior do veículo? Dois bandidos sem propósito firmado? Pelas vozes eles pareciam jovens, não menos que 25 anos. Estavam nervosos, o primeiro quis dizer que o que eles estavam fazendo era errado. Provavelmente é o cagão do bando. Sempre tem. Deve ser o que vai entregar todo mundo no final pra tentar se livrar da culpa. Otário; o segundo parecia seguro, porém sabia que teria que se livrar de algo...ou alguém, no caso eu, com certeza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De repente, o carro estava diminuindo de velocidade. Eles estavam manobrando para a direita, iriam estacionar.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/07/parte-11-no-porta-malas-do-carro.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQSFBFcoz444JwqFfpGjHB8odVTg-AL1zboZK8uuAvNYBrPmgExBBOXjMdsrpS2F7hzXfYQm3W4XuKqT1bqRYgtXjT0x5HSYevxe85jXzohyphenhyphenmTzH_ftodAS2gGzN7tpHkEK9J0pNER0s7r/s72-c/love2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-2622494603503787178</guid><pubDate>Wed, 29 Jun 2011 20:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-29T17:30:32.292-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Nove</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Era por volta das oito horas da manhã quando a primeira armadilha foi encontrada. O pelotão 8 subia uma encosta, não ingreme, com uma inclinação leve apenas, mas era um tanto longa. A vegetação era mais esparsa, com um caminho até bem definido para o topo da encosta. Lá em cima porém, a vegetação tornava-se mais densa. Nessa hora, o pelotão era liderado apenas por Gus, o Sgto. White, ficara na retaguarda assim que entraram na área das armadilhas para fim de avaliação do desempenho dos recrutas. Eles subiam agachados, seguiam uma tática de proteção enquanto avançavam pela subida, Gus sabia que, mesmo sem ver o inimigo, uma encosta é sempre um local propício a um ataque, afinal, a parte mais alta proporciona uma vantagem considerável sobre quem está caminhando pela subida. Eles tinham passado por quase toda a extensão da encosta e nada tinha acontecido, Gus estava começando a imaginar que não havia armadilha nenhuma naquela encosta, um desperdício de encosta por sinal, uma vez que uma armadilha alí seria quase que mortal. Por um segundo ele pensou em abdicar da tática de proteção e assumir uma marcha normal para avaçarem mais rápido. E por um segundo ele salvou seu pelotão de falhar logo na primeira armadilha. Um drome começou a disparar de dentro da vegetação que se cerrava no topo da encosta assim que os recrutas tornaram-se visíveis para quem estava la em cima. Assim que as balas começaram a zunir por sobre suas cabeças, o pelotão 8 tratou de buscar proteção na beira do caminho que seguiam, Gus, que havia pulado para trás de uma pedra para se proteger do tiros gritou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Recrutas! Avançem através das árvores nos intervalos das rajadas. Todos juntos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-XoQT3Wqrso7slhc9wi7_x9GGO_RSMTWGBTf74Zbp3talVh2elEM38OinMy3QA0JQZ2TmT9cx_9aa24-7wdhPJCOEiCZiP73oEwnbVwOrmu3fyTvM8bQ3qcuYB3HoTv8zAy_cQPr6GFtK/s1600/battlefield_floresta.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;256&quot; width=&quot;320&quot; alt=&quot;battlefield_floresta&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-XoQT3Wqrso7slhc9wi7_x9GGO_RSMTWGBTf74Zbp3talVh2elEM38OinMy3QA0JQZ2TmT9cx_9aa24-7wdhPJCOEiCZiP73oEwnbVwOrmu3fyTvM8bQ3qcuYB3HoTv8zAy_cQPr6GFtK/s320/battlefield_floresta.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Avançem com cuidade recrutas!&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pelotão, que havia se dividido entre os dois lados da estrada, continuou a subida a cada intervalo entre as rajadas de tiro. Gus não tinha conseguido ver o que atirava e nem de onde vinham as balas que estouravam nas árvores ao seu redor liberando uma tinta vermelha. Olhou para seus soldados que avançavam sempre que possível, ele estava começando a se desesperar, não conseguia identificar o inimigo, apesar de manter seus soldados bem posicionados e evitar que se aparovassem, ele próprio não conseguia superar o nervosismo e começava a sentir que podia estar levando todos para a falha. Billy passou por ele, seguro de si, com Joseph logo em seguida, subiam protegidos pelas árvores, abriam caminho para outros três soldados que seguiam, todos os cinco organizados, bem treinados, apesar das poucas semanas desde a apresentação ao exército norte-americano. Billy colocou-os numa posição ofensiva de repente, Gus apenas observava, seguindo por entre as árvores, sabia que devia liderar o grupo, porém não sabia o que estavam tentando fazer então decidiu ser melhor não atrapalhar, o restante do pelotão subia a encosta ainda em formação defensiva, se protegendo dos tiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vocês três, sigam pela direita, contornando aquela pedra. Eu e Joseph continuaremos por aqui, se encontrarem o local de onde estão atirando, descam bala!&lt;br /&gt;
- Beleza Billy! Vamos!&lt;br /&gt;
- Continue abaixado Joseph. Gus! Cubra a retaguarda e fique de olho pra ver se localiza a fonte dos tiros!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus espantou-se com o comando, por que Billy estava lhe dando ordens? Tudo bem eles agirem daquela maneira para liderar um pequeno ataque, uma vez que estavam melhor localizados e tinham um bom plano de ataque, mas dar ordem a um superior? Isso já era audácia, ele não passaria impune. O drome que cuspia balas em cima dos recrutas do pelotão 8 era controlado por um soldado que vivia na floresta, encarregado de manter todas as armadilhas e obstáculos funcionando para os treinamentos. Era um veterano da guerra ja, tinha sido engenheiro do exército, anos antes e agora havia sido aposentado e mandado para viver ali na floresta. Era um homem inteligente e com boa visão de batalha, todas as vezes que ele havia operado aquele drome em um treinamento, pelo menos um recruta era abatido. Naquela manhã porém, ele não tinha atingido ninguém. Foram Billy e Joseph quem encontraram o veterano, enquanto o drome era mirado para a subida da encosta, atrás do trio que havia continuado a subida pela parte mais centralizada, Billy guiou Joseph e, um pouco mais atrás, Gus, até o local de onde partiam os tiros, era uma pequena trincheira montada atrás de duas grandes pedras que se encontravam no topo da encosta. Os recrutas tiveram que contornar a trincheira, passando a uma certa distancia e bem abaixados para não serem vistos até encontrarem o caminho que levava até a entrada do pequeno esconderijo. Gus alcançou os dois amigos e, antes que eles pudessem invadir a trincheira, ele tomou a frente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Renda-se soldado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O rifle de Gus mirava diretamente no peito do veterano que, assim que notou que havia sido pego, ergueu as mãos e declarou sua rendição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXwv7bnyjXijgUL7SeRDkha2Xamoc1lkA9yrGl2hz8lurBDq2qp2NidH5ZgFKURyjJB6l_HZu6AUM1ectI2GFq8e6OIfQJ8TDYJalBT9-ZyuVjT3sfKpkEU7x6V-y1NtcliT6fh50wTHcc/s1600/rendicao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; width=&quot;255&quot; alt=&quot;rendicao&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXwv7bnyjXijgUL7SeRDkha2Xamoc1lkA9yrGl2hz8lurBDq2qp2NidH5ZgFKURyjJB6l_HZu6AUM1ectI2GFq8e6OIfQJ8TDYJalBT9-ZyuVjT3sfKpkEU7x6V-y1NtcliT6fh50wTHcc/s320/rendicao.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Renda-se soldado!&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem garotos, vocês me renderam. Venham, a base que vocês buscam está a apenas umas três horas daqui. Chegaremos para o almoço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus reuniu todo o seu pelotão. O Sgto. White chegou logo em seguida, cumprimentou Gus e o veterano e guiou o restante da marcha por entre a floresta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Billy! Vem até aqui, ande ao meu lado.&lt;br /&gt;
- Diga Gus, o que você quer?&lt;br /&gt;
- Quero respeito recruta! Apesar de sermos amigos, sou seu monitor!&lt;br /&gt;
- Desculpe, senhor!&lt;br /&gt;
- Ótimo, assim está melhor. Mas não é só sobre isso que eu dizia, por que você me deu ordens lá na encosta?&lt;br /&gt;
- Te dei ordens?&lt;br /&gt;
- Sim! Mandou que eu ficasse na retaguarda. Sou EU quem digo essas palavras, sou EU quem manda VOCÊS ficarem na retaguarda ou na frente ou na merda de lugar que eu quiser!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy estava estupefato com a implicância do amigo. Mais que isso, estava irritado com a reclamação. Gus estava deslumbrado com o fato de ser monitor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Foi pelo bem da missão, eu poderia ter ficado na retaguarda enquanto você liderava, mas não ia adiantar nada porque você não sabia onde estava o drome! … senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dito isso, parou no meio da marcha enquanto o restante do pelotão passava por ele, assim que Joseph o alcançou Billy continuou a andar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gus está deslumbrado. Ele quis encrencar comigo porque mandei ele ficar na retaguarda.&lt;br /&gt;
- Serio?&lt;br /&gt;
- Serio! Ele estava apavorado porra! Não faz sentido a implicancia!&lt;br /&gt;
- Também acho.&lt;br /&gt;
- Que merda cara!&lt;br /&gt;
- Ele precisa de uma mulher, urgente Billy.&lt;br /&gt;
- Mulher? Ele não sabe nem se ele tem um pinto. A única vez que beijou uma menina foi uma vizinha feia que roubou um beijo dele enquanto a gente jogava futebol.&lt;br /&gt;
- Haha, que triste! A gente arruma uma mulher pra ele então.&lt;br /&gt;
- Mas e você cara? Já pegou muita mulher?&lt;br /&gt;
- Eu? Uma só, morava umas duas casas da minha.&lt;br /&gt;
- Era bonita?&lt;br /&gt;
- Demais, tinha uns peitões e tal.&lt;br /&gt;
- Sério? Quantos anos?&lt;br /&gt;
- 26.&lt;br /&gt;
- Ela era mais velha que você??&lt;br /&gt;
- E mais experiente também meu caro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Joseph deu uma piscada para Billy que estava biquiaberto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E por que merda ela estava com você?&lt;br /&gt;
- Era viúva. Morava com o marido naquela mesma casa, mas dai ele teve uma doença grave e morreu. Assim, do nada. Ela ficou de luto por uns dois meses, sem sair de casa nem nada. Dai eu estava passado na frente da casa dela um dia e a janela da sala tava aberta. Era de manhãzinha, ela tinha acabado de acordar, com uma camisola de seda que marcava todo o corpo dela, tava sem nada por baixo. Dai eu parei e fiquei olhando, com cara de bobo.&lt;br /&gt;
- Eu teria feito o mesmo.&lt;br /&gt;
- Eu sei que sim. Haha. Mas então, dai ela me viu e antes que eu pudesse correr ela me chamou para tomar café com ela. Eu tava meio que hipnotisado, dai aceitei e entrei.&lt;br /&gt;
- E ela tirou a roupa e te agarrou?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUBM2IR8NLkFeo8UfGQtN1JrGiRgylooqGdlaOr2Kcrul1ViNkVQyjenTR-r6iwi8SsLO3J8vVl_IPAx9v9T8KIrmP4zhgbyorCVswwaWH_ucXCeb5Tl9iLUYCwy7QJRvXyVXYenyt6BNG/s1600/camisola_seda.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; width=&quot;320&quot; alt=&quot;camisola_seda&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUBM2IR8NLkFeo8UfGQtN1JrGiRgylooqGdlaOr2Kcrul1ViNkVQyjenTR-r6iwi8SsLO3J8vVl_IPAx9v9T8KIrmP4zhgbyorCVswwaWH_ucXCeb5Tl9iLUYCwy7QJRvXyVXYenyt6BNG/s320/camisola_seda.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Estava só de camisola, tinha acabado de acordar.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, claro que não. Não de cara pelo menos, tomamos café antes. Ela me contou toda a história do marido dela, de como ela tava triste e sozinha. Dai ela chegou mais perto e pegou na minha mão e continuou falando. Hora que eu vi eu tava com meu pinto dentro dela.&lt;br /&gt;
- Fácil assim?&lt;br /&gt;
- Uhum. Dai continuamos meio que juntos, ia na casa dela quase todo dia e tal.&lt;br /&gt;
- E o que aconteceu com ela?&lt;br /&gt;
- Com ela? Nada.&lt;br /&gt;
- Com você então?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Joseph fechou a cara de repente. Billy sentiu que tinha entrado em assuntos sensíveis ao amigo, igual no dia da apresentação do exército.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não quero falar disso.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/06/nove.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-XoQT3Wqrso7slhc9wi7_x9GGO_RSMTWGBTf74Zbp3talVh2elEM38OinMy3QA0JQZ2TmT9cx_9aa24-7wdhPJCOEiCZiP73oEwnbVwOrmu3fyTvM8bQ3qcuYB3HoTv8zAy_cQPr6GFtK/s72-c/battlefield_floresta.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-6533752984375707536</guid><pubDate>Wed, 22 Jun 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T17:40:29.156-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 10 - Ainda no quarto de hospital</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;i&gt;Bip bip.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Com licença só um pouquinho, é o meu celular. – Cadu pareceu preocupado ao conferir no identificador de chamadas. Saiu da sala para atender a ligação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto esperava a boa vontade do nobre colega, a cama ao meu lado se moveu levemente. Imediatamente corri para o lado do aparelho de respiração artificial e aguardei algum sinal de vida da minha mãe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dona Luísa abriu os olhos e logo me localizou. Resmungou alguma coisa inaudível, mas ao menos estava desperta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei mãe, tá se sentindo bem? – ao segurar com força, senti sua mão geladérrima.&lt;br /&gt;
-Tira esse aparelho de mim que eu respondo – ela respondeu, com a voz abafada. Ri da situação e apertei o botão para chamar a enfermeira.&lt;br /&gt;
- OLÁ DONA MOCINHA, ACORDOU TARDE HOJE, HEIN!?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sério, por que existem enfermeiras tão efusivas nesse mundo? Meu, a pessoa tá ali, entubada, teve uma experiência de quase morte, e aí vem uma &lt;i&gt;filhadaputa&lt;/i&gt; duma mulher dessa &lt;i&gt;trollar&lt;/i&gt; ainda? Não fode!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vamos tirar o aparelhinho então, pelo visto já ta 100% né? Bom dia queridinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, agora temos 5 anos? É isso? Qual é o próximo estágio? Dar comida na boca? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Queridinha, depois vai dar uma voltinha com ela por aí, pra sua mãe pegar um ar, esse quarto é meio mofado, pode fazer mal, tá? Às três horas vem a primeira refeição, se ela tiver alguma dificuldade pra comer a gente te chama tá? Fiquem bem. Beijinhos.&lt;br /&gt;
- Qual é a dessa louca aí? – SIM, era a voz da minha mãe. Alívio.&lt;br /&gt;
- Haha, sei lá, mãe. Mas me conta, o que houve contigo? Fiquei tão preocupada...&lt;br /&gt;
- Você? Preocupada comigo? Tá bom. – incredulidade é meio que fator principal ao manter um diálogo com a dona Luísa. Sabe aquele velho provérbio bíblico, “eu só acredito vendo”? Pois então.&lt;br /&gt;
- Mãe, para de drama, sou tua única filha mulher, é meio que óbvio eu me preocupar contigo. Tentei ligar para o Victor, mas pra variar ele nem quer ouvir a minha voz. Quer ligar pra ele? - “Manda ele se fuder, vai” – eu pensando.&lt;br /&gt;
-Não filha, tudo bem, eu já estou bem, eu acho. Mas, Anne, me escuta, tenho uma coisa importante pra te falar, enquanto o bonitão ta lá fora. – seus olhos estavam ameaçadores. Estremeci.&lt;br /&gt;
- Eu conheci o pai desse guri – continuou- e, bem, pode-se dizer que ele tem uma parcela de culpa muito grande pelo seu desentendimento com a Thayse.&lt;br /&gt;
- Espera aí, você já estava acordada ouvindo toda a nossa conversa? – falei, completamente estupefata. Porra mãe, isso não se faz não!&lt;br /&gt;
-Desculpe, não pude evitar, estava muito fraca pra resmungar alguma coisa... vou voltar a dormir.&lt;br /&gt;
- Não senhora, pode ir desembuchando! – qual é, ela manda a bomba depois sai fora?&lt;br /&gt;
-Falando sozinha de novo, linda?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadu entrou na sala de novo, e sentou na mesma posição de 10 minutos antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- É, estava sim, às vezes faz bem pra mente, esvaziar os pensamentos e tal. – disfarcei o máximo que pude com o sorriso mais falso existente. Ele nem reparou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3pndNNUWfitZ4oLRPmE3G0TBtUkdq-fOA0TZIB4fKFRrvvidbp6CfNfHX-i9KtIGGOMrrCEWeqfEIGpvfcSZp52fE6SLiOqpxfQ4aeOjdwTAPU7-RxoU-ZyGCVOuqKs3jAXk7PEGzriWG/s1600/harry-potter-penseira.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pensamento_Dumbledore&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;199&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3pndNNUWfitZ4oLRPmE3G0TBtUkdq-fOA0TZIB4fKFRrvvidbp6CfNfHX-i9KtIGGOMrrCEWeqfEIGpvfcSZp52fE6SLiOqpxfQ4aeOjdwTAPU7-RxoU-ZyGCVOuqKs3jAXk7PEGzriWG/s320/harry-potter-penseira.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Às vezes faz bem pra mente esvaziar os pensamentos e tal.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ok, Anne, eu vou te ajudar com a Thayse, mas não vou fazer de graça não.&lt;br /&gt;
- Isso é chantagem? Fala logo, então.&lt;br /&gt;
-Anne, eu não curto aquele cara com quem você está saindo. Então eu te proponho o seguinte: você larga ele, e fica comigo. Ótima e simples troca né? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabe o sorrisinho do Dennis? Sim, o pimentinha mesmo. IDÊNTICO.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVnqnAAnhiOWnk0G1JXlE_H9bk6VGXbyuzIZIuiE0NkPXny9TKgZTjfrqpBa29BhNs17qbEvePSLCg_Rnt4FvfAQtSHBPXqhUFtng6v9uUTeOYMk0bsZVha_uET__O6LPC8ax5gvyA0KNw/s1600/problem-child-movie.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Denis_pimentinha&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;242&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVnqnAAnhiOWnk0G1JXlE_H9bk6VGXbyuzIZIuiE0NkPXny9TKgZTjfrqpBa29BhNs17qbEvePSLCg_Rnt4FvfAQtSHBPXqhUFtng6v9uUTeOYMk0bsZVha_uET__O6LPC8ax5gvyA0KNw/s320/problem-child-movie.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Hehe.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pausa para reflexão.&lt;br /&gt;
Homens, na moral, qual é a de vocês? Por acaso os papais de vocês lhes ensinaram que mulher não tem sentimentos? Que é pau pra toda obra? Que num estalar de dedos e pronto, estamos apaixonadas?&lt;br /&gt;
Amigos, vocês estão mais ou menos na proporção do infinito pra decifrar a fórmula química do sexo feminino. Nada é como parece. A alma feminina é meio que a fórmula X da Coca Cola. Trazendo isso pra atualidade: somente sendo uma mulher pra saber. Portanto, não tentem entender o que se passa nas nossas mentes, e tampouco se atravessem e dêem uma de sou-macho-pego-todas-e-sou-fodão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrY1rdj-3QvPcfLAA0jqaJkj_3rRb3lguuh9FfM1SZW38aXxVzZixoYgdI1giLOU_om090sYxmjpT78d6fyL8W0TTrEgatOd6Y0tpTJdQTBNCbUt69I8xOpTYG1tACD6g9rePabSQtuACS/s1600/Coca-Cola_Secret_Formula.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Coca_Cola_formula_secreta&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrY1rdj-3QvPcfLAA0jqaJkj_3rRb3lguuh9FfM1SZW38aXxVzZixoYgdI1giLOU_om090sYxmjpT78d6fyL8W0TTrEgatOd6Y0tpTJdQTBNCbUt69I8xOpTYG1tACD6g9rePabSQtuACS/s320/Coca-Cola_Secret_Formula.jpg&quot; width=&quot;284&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Mais fácil descobrir isso do que a mente de uma mulher.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vai colar. O Cadu, por exemplo. Algumas irão achar que é instinto, homem é assim mesmo, desde o tempo das cavernas. Outras irão defendê-lo, afinal, ele está apaixonado, e só quer saber do seu osso. Por outro lado, as mais sensatas dirão: ele é um CANALHA. Eu digo: nenhuma de vocês está errada. Sim, o instinto do homem é agir por impulso. Agem por impulso porque estão apaixonados. E por muitas vezes, quando estão nesse estágio, passam a ser canalhas. E aí que erram o pulo e estragam tudo. Aprendam: mulheres não são burras. É uma opção nossa. Há situações em que devemos fingir não entender as coisas, apenas porque não entendemos as reações masculinas para certos fatos. E convenhamos, vocês adoram as burras. Nós abominamos homens canalhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ok Cadu. Te ligo mais tarde pra gente combinar alguma coisa. Até que não vai ser um mau negócio assim, afinal. – tentei fazer a cara mais sexy que pude no momento. &lt;br /&gt;
- Assim que eu gosto hein. Mais tarde te ligo pra gente sair, então. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levantou-se e me deu um beijo de língua que quase me derrubou na maca da dona Luísa. O pior é que ela estava ouvindo e presenciando tudo. TENSO. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não vou dizer que não curti o beijo. Eu estava esperando por esse momento há dias, e bem, quando ele finalmente chegou, meio que não foi como eu esperava. OK, ele masca chiclete de canela. Afrodisíaco? NEM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto observava-o caminhar pelo lado externo da sala, através do corredor, imaginei as cenas seguintes. De um fato eu estava convicta: os papéis estavam se invertendo.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/06/parte-10-ainda-no-quarto-de-hospital.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3pndNNUWfitZ4oLRPmE3G0TBtUkdq-fOA0TZIB4fKFRrvvidbp6CfNfHX-i9KtIGGOMrrCEWeqfEIGpvfcSZp52fE6SLiOqpxfQ4aeOjdwTAPU7-RxoU-ZyGCVOuqKs3jAXk7PEGzriWG/s72-c/harry-potter-penseira.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-1772145753006505430</guid><pubDate>Tue, 21 Jun 2011 16:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-21T13:28:32.711-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Oito</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;- Gus, venha até aqui!&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
- Aplique treinamentos físicos aos recrutas, metade do período da tarde, enquanto termino os detalhes da campanha de amanhã.&lt;br /&gt;
- Sim senhor, senhor. E o restante da tarde?&lt;br /&gt;
- Aguarde minhas ordens.&lt;br /&gt;
- Sim senhor.&lt;br /&gt;
- Dispensado monitor.&lt;br /&gt;
Haviam se passado um par de horas do meio-dia, alguns recrutas descansavam nas poucas sombras dispóniveis enquanto outros se distraiam jogando cartas na tenda-refeitório, a maioria deles, porém, dormia encostados nas grades que cercavam a primeira base. Gus se dirigiu até o meio da base e gritou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Movimentem-se seus molengas! Quero todos em fila aqui, AGORA!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Houve uma movimentação entre os recrutas, uns acordando outros, alguns colocando de volta a parte de cima da farda enquanto aqueles que ja estavam prontos começavam a formar a fila. O sol estava forte, pouco depois do ponto central do céu azul e sem nuvens que reinava naquele dia. Com a fila formada, Gus continuou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Descansaram bastante? Teremos uma pequena série de exercícios físicos pela frente, iniciem com um trote ao redor do campo de treinamento. Ao meu sinal.&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
- Sigam-me! Quero uma distancia de dois homens entre cada recruta! Agora!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pelotão todo iniciou uma marcha ao redor da área de treinamento, com Gus ditando um ritmo cada vez mais acelerado. Depois de meia hora de corrida, os recrutas iniciaram uma série intensa de exercícios físicos. Gus forçava os recrutas, exigia cada vez mais de cada um deles, nem Billy ou Joseph escapavam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não quero ninguém fraco no meu pelotão! Não quero nenhum soldado atrapalhando marcha por falta de condicionamento físico! Vai! Vai! Vai! Mais uma série!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxAtbZj6YlCOPJ0rE4glFiw-oAsaX0098LEhKCi35VspI5LuTvJ4GDyxn1rRtRhPa1E-yWZUHvf6KsnL2P7H0G8yx9DSD2K_04wok4rkVcV3TvP9RlCU23e1d1hwHOqf02x0V7DKPebiox/s1600/ronald_gordo.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;285&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxAtbZj6YlCOPJ0rE4glFiw-oAsaX0098LEhKCi35VspI5LuTvJ4GDyxn1rRtRhPa1E-yWZUHvf6KsnL2P7H0G8yx9DSD2K_04wok4rkVcV3TvP9RlCU23e1d1hwHOqf02x0V7DKPebiox/s320/ronald_gordo.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Não quero ninguém fraco no meu pelotão!&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Sgto. White apareceu, era metade da tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gus! Quero você na tenda-refeitório em cinco minutos.&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Virando-se para os recrutas, Gus disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Foram salvos pelo sargento. Descansem agora, dispensados!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus lavou-se, limpou todo o suor do corpo, recolocou a farda e apresentou-se , o Sgto White estava sentado, na mesa à sua frente, mapas e fotografias da floresta e das passagens conhecidas através das montanhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Às suas ordens, senhor.&lt;br /&gt;
- Sente-se monitor, vou lhe apresentar o briefing do treinamento de amanhã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois ficaram sentados, conversando pelo restante da tarde. Ao sair da tenda, Gus ostentava um sorriso confiante. Billy interceptou o amigo logo na saída.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que aconteceu Gus? Você parece feliz.&lt;br /&gt;
- Reúna o restante dos recrutas na área de treinamento, por favor.&lt;br /&gt;
- Mais treinamento cara?&lt;br /&gt;
- Não, relaxa, são boas notícias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy saiu correndo reunir o pelotão, todos pareciam um pouco relutantes quando ele dizia que Gus ia dar boas notícias, mas resolveram pagar para ver. Ou foram apenas porque eram obrigados mesmo. Billy tinha suas dúvidas. Quando todos estavam devidamente alinhados em frente ao monitor, ele, com um sorriso no rosto e observado de longe pelo Sgto. White, iniciou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção recrutas, vou passar o briefing da missão de amanhã, prestem bastante atenção!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Joseph, que estava ao lado de Billy, resmungou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Achei que fossem boas notícias, tipo, mulher pra todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O bom humor de Gus poupou o recruta de uma punição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Silencio recruta Kuerbo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E voltando a se dirigir ao restante do pelotão, continuou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem, amanhã pela manhã marcharemos para o norte, a intenção é no aproximarmos do ponto onde a cordilheira começa a adentrar mais pro meio da ilha. O mapa com o caminho vai ficar exposto na tenda-refeitório após o jantar para que vocês possam traçar em seus próprios mapas. Passaremos por zonas perigosas, armadilhas nos aguardam pelo caminho. Se conseguirmos alcançar a clareira circulada em azul no mapa até a uma da tarde de amanhã poderemos parar para almoçar, caso contrário, comeremos em marcha. Acamparemos no ponto circulado em verde, uma pequena abertura no meio da mata cerrada. Teremos que montar acampamento seguro. Alguma dúvida?&lt;br /&gt;
- Não senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF6VziTRuXxP2RIk9Z6jUTAud2ymhVHKAtFcavQ7mIbg0iFr9qAXGLfl89v-y7Eom1N-JVHSnvzNKwSADhvg46sBLSBG05ffm2qQ4EJ6WSKdDVofQGDr-gTrxX2E46NDR_O7useEl3bMdq/s1600/mapa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;274&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhF6VziTRuXxP2RIk9Z6jUTAud2ymhVHKAtFcavQ7mIbg0iFr9qAXGLfl89v-y7Eom1N-JVHSnvzNKwSADhvg46sBLSBG05ffm2qQ4EJ6WSKdDVofQGDr-gTrxX2E46NDR_O7useEl3bMdq/s320/mapa.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Tá tudo no mapa galera!&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus parou, olhou fixamente nos olhos de cada um dos recrutas antes de continuar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O Sgto. White vai avaliar o desempenho do pelotão durante a missão que começa amanhã, se nos sairmos bem, seremos designados para missões oficiais a partir da semana que vem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os recrutas sorriram e cumprimentaram discretamente uns aos outros, Gus chamou-os novamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Silencio! Quero que descansem agora e dêem o melhor de si amanhã. Dispensados!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O jantar, servido logo em seguida, foi em clima de comemoração. Todos estavam alegres, ansiosos para a missão do dia seguinte. Poucos pelotões tinham conseguido aprovação para missões oficiais com apenas duas semanas de treinamento e a possibilidade de ser um desses pelotões animava cada um deles a ponto de até se esquecerem do gosto ruim da refeição de guerra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, antes dos pássaros anunciarem o amanhecer, o pelotão 8, comandado pelo Sgto. White e por Gus, saiu em marcha para o norte, através da floresta. A visibilidade era baixa devido à pouca claridade e à quantidade de vegetação que se estendia por todos os lados. A previsão era que encontrassem armadilhas ao amanhecer mas, mesmo àquela distancia os recrutas ja estavam alertas. Naquele momento, não era mais apenas a ansiedade em serem aprovados que estava em jogo, era a vida de cada um deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem mais ao norte do local onde os recrutas do pelotão 8 arriscavam suas vidas no treinamento daquele dia, um outro grupo fazia suas atividades. Era hora da alvorada ja, o Sol despontava de seu descanso noturno, das padarias da cidade ja era possivel sentir o cheiro das fornadas que ficavam prontas. No beco ao lado de uma das padarias mais movimentadas do centro da cidade, que àquela hora ja iniciava seu fluxo contínuo de clientes, um indivíduo se escondia nas sombras que ainda restavam, furtivo, todo opaco, exceto pelo brilho que vez ou outra reluzia de suas mãos, enquanto esperava calmamente acocorado nas sombras, um raio de sol traiu por segundos aquilo que segurava nas mãos. Fletë.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O movimento era constante na padaria e pouco mais da metade do sol ja estava no horizonte. O fluxo de pessoas iniciando seu dia com um café da manhã aumentava e, naquele momento, diminuia. O sol subira mais um pouco. Era hora de agir. O local ja era conhecido, toda sua estrutura. Tudo devia acontecer rapidamente, sem conflitos e principalmente sem baixas. Levantou-se, misturou-se às pessoas que passavam pela calçada. Trajava uma calça leve, preta, uma blusa também leve porém cinza, com mangas longas com pulsos grandes que chegavam a cobrir as mãos. A manga direita escondia a pequena adaga, ja desembainhada. Entrou na padaria em meio a um grupo que chegava para o desjejum, cabeça baixa. A padaria era ampla e com grandes janelas à um metro e meio do chão e um metro uma da outra, eram cinco no total, seguranças eram cinco também, um na entrada, outro na saída e três entre as janelas centrais. Os pães, bolos e outras guloseimas mais ficavam dispostos no balcão, do outro lado da padaria, de frente com as janelas. Era simples, entrar e sair. Pegou uma cesta e começou a colocar dentro alguns pães, bolos, doces e salgados. Esperou um pouco, olhando uma das prateleiras, enquanto a padaria enchia um pouco mais, tudo de acordo com o planejado até então. Caminhou para o meio das pessoas que se aglomeravam em frente ao balcão de pães, encontrou a vitima perfeita, um homem com cara de quem tinha acordado com o pé esquerdo, foi caminhando em direção ao homem, disfarçada na multidão devido a seu 1,64m de altura, e quando estava exatamente às costas dele, puxou discretamente sua carteira do bolso traseiro da calça e lhe deu um empurrão que o fez cair, junto com umas outras três ou quatro pessoas, em cima do balcão de pães. Dois dos seguranças da janela correram para verificar o que acontecia, apenas dois. Acidente de percurso, as janelas deveriam estar todas livres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha que pensar rápido, os seguranças ja estavam tomando conta da situação, a movimentação estava se acalmando. Viu um copo de suco sobre uma das bancadas onde as pessoas se sentavam para tomar café, pegou e o arremessou em direção ao segurança que ficava na porta de saída. Errou, o copo caiu direto dentro do caixa. Melhor que o esperado, o segurança da saída foi socorrer o caixa enquanto o outro que ficava na janela correu na direção da bancada. Com alguns movimentos rápidos voltou para o meio da multidão, driblou os seguranças e correu para a janela. Em um salto estava fora da padaria com a cesta cheia de produtos, voltou para o beco, guardou fletë na bainha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjh8GFZz8zcr0gVwzGzbpOHo7JeGPk6Lf-XDjOgSkM9bbQyWPgWeyF1iYrn1sBqHaRrpPPZRXRcvd0yASsDlmDCF-bUQfXMotNLEQF8p4vrLpiy4tGKLlVHoXZ-oVVEoDlD7bSg9qmOxWP5/s1600/ninja.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjh8GFZz8zcr0gVwzGzbpOHo7JeGPk6Lf-XDjOgSkM9bbQyWPgWeyF1iYrn1sBqHaRrpPPZRXRcvd0yASsDlmDCF-bUQfXMotNLEQF8p4vrLpiy4tGKLlVHoXZ-oVVEoDlD7bSg9qmOxWP5/s320/ninja.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;*Silêncio*&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Missão cumprida.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/06/oito.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxAtbZj6YlCOPJ0rE4glFiw-oAsaX0098LEhKCi35VspI5LuTvJ4GDyxn1rRtRhPa1E-yWZUHvf6KsnL2P7H0G8yx9DSD2K_04wok4rkVcV3TvP9RlCU23e1d1hwHOqf02x0V7DKPebiox/s72-c/ronald_gordo.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-6120213629890049085</guid><pubDate>Wed, 15 Jun 2011 14:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-15T11:21:59.500-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 9 - No Corredor</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Ao sair da cafeteria, fui direto pra casa. Minha cabeça estava ainda a mil por hora, tentando assimilar todas aquelas informações. Eu só conseguia pensar em tentar organizar minha “planilha de vida” por prioridades, qual assunto resolver de imediato. Decidi em 5 segundos – tempo de abrir o portão da garagem do prédio – que deveria entregar o projeto para o Jornal sem os arremates finais mesmo. A revisão iria passar por mim de qualquer maneira mesmo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E aí, &lt;i&gt;pitél&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desci do elevador no 3º andar, e dei de cara com o Jean à porta do meu ap. Putz, esqueci completamente que eu iria almoçar com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Hey! Você já está aí?&lt;br /&gt;
- Que hora tu pensa que é? Já são quase dez pra uma. Não sei tu, mas eu to faminto, e já fazem quase 40 minutos que eu cheguei...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui obrigada a fazê-lo parar de falar com um beijo. Tudo que eu NÃO precisava era de lição de moral né.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu tava brincando, mas isso serve de consolo – ele disse com os olhos ainda fechados, enquanto eu mordia seu lábio inferior.&lt;br /&gt;
- Haha, vamos entrar logo, que hoje meu dia foi cheio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até agora eu não sabia por que estava tão ligada no Jean. Talvez fosse carência de mulher abandonada mesmo, o velho ditado de “já que não tem tu, vai tu mesmo”. O fato era que eu estava me apegando, e não sabia até que ponto isso nos levaria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não te preocupa que eu não vou perguntar o que houve pra você estar tão distante hoje. – sua voz soava como um mantra aos meus ouvidos.&lt;br /&gt;
- Ainda bem que eu tenho você. – sorri, fitando-lhe os olhos brilhantes e irresistivelmente dourados.&lt;br /&gt;
- Jean - continuei -, o que você pensa sobre a gente?&lt;br /&gt;
- Isso é uma D.R.? – ele se afastou, sorrindo enigmaticamente.&lt;br /&gt;
- Bom, não necessariamente. Considere como um diálogo.  - eu não queria assustá-lo. Não agora.&lt;br /&gt;
- Hm, nesse caso, vamos dialogar então. Mas antes eu queria almoçar, será que dá?&lt;br /&gt;
- Hahaha. Lógico, a lasanha já está pronta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Almoçamos em paz durante 15 minutos. Havia muito tempo que eu não sentia minha alma livre e meu coração sossegado. Mas, será que ele sentia o mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Então, acho que você me deve uma resposta... – comecei.&lt;br /&gt;
- Devo sim. E vou falar sem rodeios. – me segurou pela cintura e acariciou meu rosto devagar. – eu não comecei a trabalhar na faculdade por acaso. Eu tava desesperado, Anne. Tu não tem noção de quanto tempo eu passei te procurando em outros corpos e copos. Fiquei chapado pelo menos 6 meses. Não se assuste, por favor, - arregalei os olhos ao ouvir essa informação – foi uma babaquice minha, eu sei. Mas quando percebi que eu não iria conseguir superar, me mudei novamente pra cá. Meu pai teve problemas financeiros por minha causa. Eu gastava o dinheiro dele em drogas. Um dia, cheguei em casa muito doidão e quase o matei. Percebi que devia ir embora na mesma hora. Eu não podia transformar a vida da minha família num inferno, assim como a minha já estava sendo. Por sorte consegui o emprego, e de quebra você veio no pacote.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtX8j3C9BpaRkepES_TKK_RjwQROd1dH3Sv4HPne-vCQkQxoMf_k5DeqhFH2YjaQ_-yI7hSq3XTGY6vS7h6XVVPsVqvRGmqYDSNuKF8iKC0hHcqpEX1dxcXgEeKs8pDX5bGhYpKoOZaf8F/s1600/ronaldo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Ronaldo_chapado&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtX8j3C9BpaRkepES_TKK_RjwQROd1dH3Sv4HPne-vCQkQxoMf_k5DeqhFH2YjaQ_-yI7hSq3XTGY6vS7h6XVVPsVqvRGmqYDSNuKF8iKC0hHcqpEX1dxcXgEeKs8pDX5bGhYpKoOZaf8F/s320/ronaldo.jpg&quot; width=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Fiquei chapado pelo menos 6 meses.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, agora sim eu estava assustada. O cara é um drogado e tá atrás de mim. Como eu não desconfiei antes?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não te preocupa , eu estou indo na reabilitação toda semana, não cheiro nada desde que cheguei aqui.&lt;br /&gt;
- Jean, eu... realmente não sei o que te falar, ou pensar...&lt;br /&gt;
-Shhh, não fala nada. Nem quero que você se meta nos meus problemas. Só preciso que você entenda por que eu preciso de ti. Você entende?&lt;br /&gt;
- Olha, eu preciso sair agora, mais tarde a gente conversa, ta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Jean me olhou com uma expressão indecifrável. Sem dizer palavra, me deu um beijo na testa e saiu em direção à porta. Eu fiquei ali, encostada na parede, mirando o nada.&lt;br /&gt;
Não sabia o que pensar. EU precisava do apoio dele. Minha mãe tá no hospital, porra. Meu irmão sumiu no mundo, meu emprego por um fio... e lidar com um filho-da-mãe de um moleque que não sabe resolver os próprios problemas? É mais do que eu poderia suportar.&lt;br /&gt;
Escovei os dentes e troquei de roupa. Em cima da penteadeira vi um extrato de banco rabiscado. Pensei duas vezes. Peguei o celular e disquei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei.&lt;br /&gt;
- Oi, você veio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cadu se aproximou da porta do quarto onde minha mãe estava internada, e seu perfume amadeirado invadiu o lugar. As minhas narinas, pra ser mais exata.&lt;br /&gt;
Mamãe estava ainda desacordada, a enfermeira responsável garantiu-me que ela estaria bem dentro de no máximo 30 minutos. Enquanto isso, precisava falar com a minha alma gêmea (insira aqui um suspiro longo).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sua mãe está bem?&lt;br /&gt;
- É, é o que parece. E seu pai? Alguma melhora?&lt;br /&gt;
- Nada ainda. Mas sabe, alguma coisa me diz que um dia ele vai acordar. Pode ser que demore anos, ou décadas... mas eu não vou desistir dele.&lt;br /&gt;
- Muito bonito o seu pensamento. Gostaria que se aplicasse no dia-a-dia das pessoas.&lt;br /&gt;
- Isso tem a ver com o assunto que me trouxe até aqui? – e sentou-se na poltrona à minha frente.&lt;br /&gt;
-É, tem. Cadu, me diz uma coisa: você e a Thayse tem algo?&lt;br /&gt;
- A loirinha, sua amiga? Ela é gostosa.&lt;br /&gt;
- Haha, engraçadão. E aí, tem ou não?&lt;br /&gt;
- Por que tu ta me perguntando isso? Por acaso tem interesse na causa? – Ao dizer isso, colocou a mão no queixo e estreitou seus olhos para os meus seios, os quais estavam bem cobertos por um moletom. Obrigada por perguntar, caro leitor.&lt;br /&gt;
- OK, se tu não vai cooperar... – Me levantei e apontei a porta.&lt;br /&gt;
- Eeei, calma aí, eu estava brincando. Eu não tenho nada com ela. A gente saiu esses dias, mas foi só uma transa. Na verdade só saí com ela porque queria saber mais de você.&lt;br /&gt;
- HAHAHA, sério? Já perguntou pra ela o que ela pensa sobre vocês dois?&lt;br /&gt;
- A Thayse é uma vadia e sabe muito bem disso. Nenhum cara vai sentir nada por ela nunca. Só tesão, hahaha. Mas ainda não entendi aonde você quer chegar.&lt;br /&gt;
- Cadu, a Thayse aprontou legal comigo hoje. Quase me fez ser despedida. Me ameaçou e tudo o mais, disse que não posso sequer chegar perto de ti. Quero saber o que ela sabe sobre nós, já que a gente não tem absolutamente nada.&lt;br /&gt;
- Ainda, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVbsaAhAQc_HN9WvR5Sw95DtHhAJP7X6Xhi98zaxdUGe7yCRBTx12sTtBYSONiHvTAL0Ap8pfEW3oW7kCa4n13HS74w-Z7KvAyrzPAnBpqFk9bWAxhp3v8np9lOeNHetCGA4fyNYBCW-_d/s1600/damon.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Damon_pegador&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;181&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiVbsaAhAQc_HN9WvR5Sw95DtHhAJP7X6Xhi98zaxdUGe7yCRBTx12sTtBYSONiHvTAL0Ap8pfEW3oW7kCa4n13HS74w-Z7KvAyrzPAnBpqFk9bWAxhp3v8np9lOeNHetCGA4fyNYBCW-_d/s320/damon.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Ainda não temos nada gata, mas espera só pra você ver.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Qual é Cadu, vai colaborar?&lt;br /&gt;
- Tá legal, quero me livrar dela também. O que tu tá pensando em fazer?&lt;br /&gt;
- Não sei ainda, mas preciso da sua ajuda. Topas?</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/06/parte-9-no-corredor.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtX8j3C9BpaRkepES_TKK_RjwQROd1dH3Sv4HPne-vCQkQxoMf_k5DeqhFH2YjaQ_-yI7hSq3XTGY6vS7h6XVVPsVqvRGmqYDSNuKF8iKC0hHcqpEX1dxcXgEeKs8pDX5bGhYpKoOZaf8F/s72-c/ronaldo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-4922797432458845513</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2011 16:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-07T13:51:05.212-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Sete</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Gus estava em estado de êxtase, o pelotão no qual ele era monitor, o seu pelotão, o número 8, era o melhor daquela turma de novos recrutas. Estavam avançados uma semana em relação aos outros pelotões, iriam iniciar o treinamento prático de batalha no dia seguinte. O pelotão 8 iria terinar na selva, nas florestas que rodeavam a planície sul de Eyja, antes das montanhas que margeiam toda a ilha. Seu sonho de se tornar um herói de guerra estava indo bem, até agora ele conseguiu todos os méritos possíveis para um recruta. Billy, por sua vez, sentia-se empolgado, junto com Joseph, seu companheiro de batalhão e mais integrante do agora trio de amigos, dava o melhor de si nos treinamentos, aprendia tudo o que podia, principalmente como salvar vidas. Eles sabiam que teriam que matar soldados inimigos, Joseph parecia até satisfeito com isso, mas ambos tinham o desejo de poupar o máximo de vidas que conseguissem, inocentes ou não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na madrugada seguinte, às 4 da manha exatamente, o Sgto. White entrou no dormitório reservado ao pelotão número 8.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Acordem suas mocinhas! Está na hora! Quero todos prontos e enfileirados la fora em dez minutos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A calmaria que antes reinava no dormitório deu lugar ao caos, recrutas corriam dos beliches pro banheiro enquanto outros faziam o caminho inverso, uns procuravam as meias, outros os cuturnos que tinha deixado na janela para tomar um ar e um a um, eles iam saindo e tomando seus lugares na fileira. Gus, como manda o figurino dos monitores, foi o primeiro a ficar pronto e tomou o lugar do Sgto. White na cobrança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Andem logo! Temos menos de três minutos e ainda falta metade do pelotão pra sair!&lt;br /&gt;
- Já vai Gus! Espera aí.&lt;br /&gt;
- Quer que eu espere eu espero recruta, vou ali perguntar se o sargento espera também, ta?&lt;br /&gt;
- Não!&lt;br /&gt;
- Então anda logo infeliz!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos exatos dez minutos cedidos pelo Sgto. White, o pelotão 8 se reuniu, devidamente enfileirado, em frente ao dormitório. O sargento, nesse meio tempo, ja havia colocado, também em fileira e exatamente a frente aos recrutas, mochilas cheias de provisões e um par de armas, um facão e um fuzil, ao lado de cada mochila.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção, sentido!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estalo de botas batendo e mãos colando ao lado do corpo ecoou pelo Comando, ainda dormente, do exército norte-americano na ilha de Eyja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Na frente dos senhores estão mochilas e armas, exatamente tudo o que precisam para os próximos dias na floresta. Dentro da mochila encontrarão mapaz, sacos de dormir, cantis de água, alguma ração e munição. O briefing da missão será passado conforme necessário, sempre ao monitor e ele repassará à vocês. Entendido?&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
- Agora marcharemos em silêncio até a entrada da floresta à oeste, lá o monitor Fredricksen repassará as primeiras ordens.&lt;br /&gt;
- Sim senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pelotão seguiu marchando para oeste, em direção à floresta. Na frente ia o sargento, seguido por Gus que marchava três passos atrás de seu comandante e por último vinha o pelotão, dividido em duas fileiras de cinco recrutas, dois passos atrás do monitor Fredricksen. Todos marchavam em silêncio pelas ruas ainda desertas, o único barulho era o das botas batendo no chão, um barulho ritmado, quebrado vez ou outra por um carro que passava, perto ou longe. A entrada da floresta ficava a uns 5 km do Comando do exército, a floresta em si se estendia por mais ou menos umas duas centenas de quilômetros de profundidade até se encontrar com as montanhas, essa paisagem se estendia em torno de toda a costa da ilha de Eyja. Toda a entrada da floresta, onde esta se dividia com a urbanização, era fechada por um alambrado que se corria por toda sua extensão, com portões apenas em determinados lugares para uso exclusivo do exército. Ao chegar em um desses portões, enquanto o Sgto. White cuidava do cadeado e abria o pesado portão de ferro, Gus passou o primeiro briefing aos recrutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção pelotão! Vamos adentrar a floresta agora, todo cuidado é pouco pois armadilhas de verdade estão espalhadas por entre as árvores para simular ataques inimigos. Além disso, existem os perigos naturais que a própria natureza nos proporciona. A missão é simples, vamos avançar em marcha até a primeira base, localizada a uns 10 km floresta adentro. Se olharem no mapa que está dentro da mochila de vocês, o caminho está traçado em vermelho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3la6c663cOgb35I66fskeZcIsHdgr0ka1683Jn2vDN1xvpMcZ_FhQ5Qrw6xJrlfk8Kdb9eLzTy0og_RlbXPAOmzFP05gla7DeENEwFuhKER2_u8X_XiOMPHWwrvCFdIuLD7VRZEZiOuxE/s1600/floresta.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;202&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3la6c663cOgb35I66fskeZcIsHdgr0ka1683Jn2vDN1xvpMcZ_FhQ5Qrw6xJrlfk8Kdb9eLzTy0og_RlbXPAOmzFP05gla7DeENEwFuhKER2_u8X_XiOMPHWwrvCFdIuLD7VRZEZiOuxE/s320/floresta.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Vamos adentrar a floresta agora.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto todos tiravam os mapas da mochila, o Sgto. White terminou de abrir o portão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem recrutas, vamos! Os últimos fecham o portão!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos sairam marchando, uma marcha lenta, enquanto o portão era fechado pelos dois últimos recrutas do pelotão. Logo após passarem o portão, eles se encontraram em uma clareira pequena, com não mais que dez metros de comprimento e uma floresta fechada, escura a frente. Quando adentrou a floresta, o coração de Gus começou a bater mais rápido. “É o meu pelotão, meu grupo, eu sou o responsável pela vida de cada um deles.”. O Sgto. White, ja acostumado com o percurso, seguia rápido por entre as árvores enquanto os recrutas lutavam para passar por entre as plantas que fechavam o caminho. Os sons da floresta eram confusos, as vezes muito longe e logo em seguida muito perto, qualquer som era uma ameaça e muitas vezes as ameaças não emitiam som algum. Um recruta a frente de Billy avistou uma cobra passando de uma árvore para outra alguns passos para o lado e começou a suar, nervoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Calma cara.&lt;br /&gt;
- Tenho medo de cobras, muito medo.&lt;br /&gt;
- Relaxa, fica calmo, estamos aqui para ajudar a manter o perigo longe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus virou-se para encarar os recrutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Parem com esse converseiro e continuem a marcha! E não quero saber de medinho por aqui!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A voz dele saia áspera, firme, quase como se qualquer falha que algum de seus comandados cometesse, qualquer medo que tivessem, fosse uma ofensa pessoal, uma vergonha para ele. Billy olhou para o amigo mas não recebeu nenhum sinal de que seu olhar havia sido levado em consideração, mas ele tinha certeza, havia sido notado. Gus estava frio, um verdadeiro militar, do jeito que sempre sonhara, mas esse sonho parecia suprimir aquele rapaz que gostava de futebol americano e almoçar com a família, Billy sentia como se estivesse conhecendo um outro Gus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eles caminharam por trilhas tortuosas, abriram caminho através da mata com os facões que lhes havia sido dado como parte da bagagem, atravessaram um riacho e se notaram que, à distancia, um felino os seguia, sorrateiro, quase imperceptível, reconhecendo quem eram aqueles que invadiam seu território e que ameaça representavam. Os soldados mativeram-se alertas durante todo o percurso, sabiam que o perigo naquela área vinha da natureza e que as armadilhas que simulariam ataques do inimigo estavam instaladas apenas depois da primeira base, aquela na qual eles passariam a noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era quase metade do dia quando chegaram à primeira base, sem maiores problemas além do cansaço e da fome. Logo que adentraram os limites do acampamento o Sgto. White já colocou-os em posição de sentido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Recrutas, vocês tem duas horas para almoçar e descansar antes de iniciarmos os treinamentos da tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira base era nada mais que uma área circular, fechada com alambrado, no meio de uma clareira cercada por grandes árvores. Dentro do círculo, que tinha não mais que 30 metros de diâmetro havia uma tenda aberta com duas mesas grandes de madeira cercadas por vários bancos e, na ponta da tenda, um fogareiro para a preparação das refeições. Ao lado da tenda, uma área de chão plano indicava onde as barracas poderiam ser montadas e os sacos de dormir ser estendidos. O resto do acampamento era apenas uma área para treinamentos físicos e táticos, com algumas barreiras de feno e marcações para simular o front onde a batalha acontecia, no ponto central de Eyja. Todos se dirigiram à tenda e se sentaram às mesas para comerem suas rações, apenas à noite era preparada uma refeição simples pelo cozinheiro do pelotão. Billy foi se sentar ao lado de Gus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Está tudo bem cara? Você parece meio irritado.&lt;br /&gt;
- Não gosto de erros.&lt;br /&gt;
- Calma cara, ninguém cometeu erro algum...&lt;br /&gt;
- Mas o medo é uma porta de entrada para o pior tipo de erro, a hesitação. Não quero soldados do meu pelotão paralisados durante a batalha. Isso pode colocar uma operação toda em risco! Pode deixar inimigos vivos!!&lt;br /&gt;
- Ei Gus! Calma! Você está preocupado demais.&lt;br /&gt;
- Estou só fazendo meu trabalho Billy. Isso aqui é tudo o que eu sonhei, não quero que meu sonho seja estragado por ninguém, muito menos um soldadinho com medo.&lt;br /&gt;
- E se eu sentir medo em algum momento?&lt;br /&gt;
- Ninguém Billy, ninguém! Serei um herói nessa guerra, trarei a vitória e a hegemonia americana para Eyja.&lt;br /&gt;
- Não importa quem esteja no seu caminho...&lt;br /&gt;
- Não importa quem esteja no meu caminho!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGFpdG7-vghYayXD8NpIXfJGr99gxQvGAeH7bY9nCLIcL_VXK19I9hi1_tszCP5q31qaEdijzxM1l4F0MmKCyA2jTS1cbEDLBxx5UEeOrOzVGJhvjJddvQyT5Fzr0zWc_gUe_lyoeurRkY/s1600/gus_america_hegemonia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;286&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGFpdG7-vghYayXD8NpIXfJGr99gxQvGAeH7bY9nCLIcL_VXK19I9hi1_tszCP5q31qaEdijzxM1l4F0MmKCyA2jTS1cbEDLBxx5UEeOrOzVGJhvjJddvQyT5Fzr0zWc_gUe_lyoeurRkY/s320/gus_america_hegemonia.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Serei um herói nessa guerra, trarei a vitória e a hegemonia americana para Eyja.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy se levantou e foi encontrar Joseph que descansava encostado em uma das barreiras da área de treinamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se desentendeu com seu amigo monitor?&lt;br /&gt;
- Não foi nada. Ele só está perseguindo o sonho da vida dele.&lt;br /&gt;
- Perseguindo até demais?&lt;br /&gt;
- Talvez.&lt;br /&gt;
- Você tem medo de perder seu amigo, não é?&lt;br /&gt;
- Tenho medo dele se tornar alguém, ou melhor, se tornar ninguém.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/06/sete.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj3la6c663cOgb35I66fskeZcIsHdgr0ka1683Jn2vDN1xvpMcZ_FhQ5Qrw6xJrlfk8Kdb9eLzTy0og_RlbXPAOmzFP05gla7DeENEwFuhKER2_u8X_XiOMPHWwrvCFdIuLD7VRZEZiOuxE/s72-c/floresta.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-4636056892375810955</guid><pubDate>Tue, 31 May 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-31T10:00:07.261-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Seis</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;“Hoje faz uma semana que estou em treinamento. As coisas são difíceis aqui, temos que aplicar tudo o que aprendemos para sobreviver, é algo tipo Esparta esse mundo. Sinto saudade dos meus pais, dos meus irmãos, imagino qual será o destino deles. Imagino qual será o meu destino, porque eu estou aqui? Será que...”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ei você! Já está na hora de dormir! Se eu te pegar acordada mais uma vez hoje você vai pra punição!&lt;br /&gt;
- Desculpe senhor.&lt;br /&gt;
- Dormir, já!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia seguinte. “Acordamos as cinco hoje e fomos para a costa oeste da ilha, tivemos que atravessar as montanhas até chegar a um posto do exército, em um vale cravado entre três montanhas, cada um por sí e o último a chegar pagava punição. Adivinha quem foi punido? Eu! A guarda da semana é minha. Mas valeu a pena, tenho tempo para escrever e encontrei uma praia maravilhosa, deserta. Fica bem na metade da ilha, atrás de todas as montanhas da costa oeste. Tem uma passagem muito estreita para chegar la, acho que ninguém vai naquela praia há uns bons anos. Mas é lindo, o mar é azul, cristalino e a areia é bem clara e fina, existem uns ninhos de gaivotas na ponta mais distante, mas não fui até lá. Quando encontrei a praia, por um erro nas minhas leituras de mapa, não consegui me mexer por uns cinco minutos, me senti em paz lá. Acho que consegui marcar o caminho, vai ser meu local secreto pra quando eu puder descansar desse treinamento.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7unYONDGwf5dvRvjz7sr4lk6UIlTB-IJpaBU2v79uQcJyUWxA6NHR1Y3nTdYhB4lNVuLGb5FLjk6ljqbkoNwUFefa3CsrAfkPf7HWJECyMhvIvd9alin9bPDtGYbr1gSwRsxAMO1GwMMl/s1600/praia_deserta.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7unYONDGwf5dvRvjz7sr4lk6UIlTB-IJpaBU2v79uQcJyUWxA6NHR1Y3nTdYhB4lNVuLGb5FLjk6ljqbkoNwUFefa3CsrAfkPf7HWJECyMhvIvd9alin9bPDtGYbr1gSwRsxAMO1GwMMl/s1600/praia_deserta.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;O mar é azul, cristalino e a areia é bem clara e fina...&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Onde está indo?&lt;br /&gt;
- Estou em guarda essa semana, punição, esqueceu?&lt;br /&gt;
- Ah, boa sorte.&lt;br /&gt;
- Haha, valeu. Mas relaxa, vai dar tempo pra eu ficar a toa um pouco.&lt;br /&gt;
- Quem vai fazer guarda com você?&lt;br /&gt;
- Ninguém, peguei guarda na guarita mais afastada.&lt;br /&gt;
- Mas ninguém tem coragem pra fazer guarda la!&lt;br /&gt;
- Bem, eu tenho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E saiu andando, com aquela praia de areia branca e águas cristalinas na cabeça, pensando em quando ia poder voltar la, sentir novamente aquela paz, sentir-se quente mais uma vez, além de toda a frieza desse mundo de treinamentos e missões especiais para as quais seriam designados em apenas três semanas. Um mês de treinamento e logo seriam mandados à batalha, tudo era intenso, a adrenalina vivia aflorada e tudo era uma ameaça. Mas isso não alterava seu jeito de ser, a vontade de ficar em paz, em silêncio. Chegou na guarita, sentou-se e começou a divagar, pensar em momentos mais felizes. Passou a noite assim. Cochilou um pouco antes do amanhecer e acordou com o canto dos pássaros nas árvores da selva que ficava apenas 2 km à frente da guarita. O Comando onde treinava ficava na ponto mais afastado daquele lado da ilha, logo de frente com a floresta e as montanhas de delimitavam a planície onde a sociedade se desenvolvia. Era tudo muito calmo, poucas pessoas se aventuravam por aqueles lados, apenas alguns casais querendo um pouco de privacidade ou alguns garotos afim de algum barato, era o local perfeito. E ainda tinha mais quatro noites para passar la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Hoje fizemos apenas exercícios físicos pela manhã e tivemos teorias de batalha a tarde toda, estávamos em uns vinte e cinco na sala, depois de uma semana, era esse o número dos que ainda resistiam, mas as estatísticas diziam que até completarmos todas as quatro semanas, ainda diminuiria o número de sobreviventes. Aprendemos como nos comportar, como agir, aprendemos sobre armas, qual a melhor para cada situação e acho que amanhã teremos treinamento disso. Acho que depois de amanhã vou poder abrir o pacotinho que meu pai me deu antes de eu vir para cá, não sei porque, mas sinto isso. O bilhete que ele colocou junto dizia: ‘Abra APENAS quando se sentir em condições de lidar com seus medos.’. Medo, quais são meus medos? Não quero morrer agora, queria uma vida inteira, família, filhos, mas sinto que aqui, o único caminho que se abre para mim é o da morte rápida, ou não, dependendo nas mãos de quem eu cair. Mas depois de tudo o que já passei aqui, depois de encarar a tal morte, cara a cara, algumas vezes, me sinto com mais coragem. Ou talvez com menos medo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A segunda noite passou como a primeira, tranquila. A praia deserta mais uma vez dominou os pensamentos, relaxou os músculos, desenrugou as têmporas, marcadas pelo stress diário em que vivia. Tudo ficava mais leve quando pensava naquela praia, uma sensação boa tomava conta, até um sentimento de ansiedade aparecia, como se aquela praia fosse mais que apenas um local bonito, como se aquela areia branca tivesse um papel importante em sua vida, um papel que afetaria mais do que apenas a calma que aquelas cores lhe transmitiam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como esperado, a tarde seguinte trouxe o treinamento de armas, desde as maiores e mais pesadas até as menores e mais discretas, não menos letais por isso. Treinaram em bonecos, as mais diferentes abordagens, modos de matar que fizeram cada um dos recrutas se perguntar como aquilo poderia ter surgido. E a morte estava cada vez mais próxima, quase que tocando o rosto coberto de espuma dos recrutas após cada boneco ser assassinado pela décima nona vez.&lt;br /&gt;
Na noite que seguiu o treinamento de armas, o pequeno pacote foi aberto. Antes, leu o bilhete mais uma vez, as palavras soaram diferentes nessa leitura, havia endurecido o suficiente para passar por cima daquela frase. Desenrolou com cuidado o papel pardo que cobria o conteúdo do pacote, fez tudo devagar, talvez por receio do que podia estar la dentro. Quando abriu a ultima folha de papel, a luz da única lâmpada que havia na guarita reluziu nos detalhes de metal de uma pequena bainha, em sua maior parte coberta de couro, com apenas as pontas coberta por metal, o punho da adaga que jazia dentro da bainha também era de couro, na ponta um círculo de metal. A lâmina se separava do punho por um anel dourado onde podia-se ler “fletë” e enrolado na lâmina, assim que esta foi desembainhada, mais um bilhete. “Esta é fletë, ela me escolheu quando eu entrei pro exército, já lhe contei essa história várias vezes para você dormir. Espero que ela te proteja como protegeu à mim.”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_7fXSdJNgT7MRQjoQWAukoXmckTSFCkgQqyLfeSJH5Pbs72gPN_CASF8h3AUL_4N_kBDHKKlBiXjHfok-FMAIPEMkpNGMLBhqWWCmvFiac0eyc-NzT4p3_3H0UfjjJL9M0W7NPLzisw7Q/s1600/zelda_master_sword.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_7fXSdJNgT7MRQjoQWAukoXmckTSFCkgQqyLfeSJH5Pbs72gPN_CASF8h3AUL_4N_kBDHKKlBiXjHfok-FMAIPEMkpNGMLBhqWWCmvFiac0eyc-NzT4p3_3H0UfjjJL9M0W7NPLzisw7Q/s320/zelda_master_sword.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Boa sorte, agora vai salvar Zelda.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A noite ia cada vez mais alta enquanto a história era lembrada. Dizia o conto que ele ia se apresentar ao exército e iniciar seu treinamento, a excitação misturava-se com o receio e ele não sabia o que viria pela frente. Naquela época, o treinamento era mais intenso, desumano alguns dizem; para ingressar na batalha real naquele exército de elite, devia-se enfrentar seus próprios companheiros em batalhas sangrentas para garantir sua vaga nas fileiras que rendiam mais glórias a seus soldados. Quando chegou no local, ele percebeu que era o único desarmado, todos já possuíam armas grandes, fortes, feitas especialmente para cada um deles, algumas até fabricadas pelo próprio soldado que a empunhava, mas ele não possuía nada. O comandante, talvez com piedade, mas sob o pretexto de não o deixar tão em desigualdade, levou-o para a sala de armas do exército e disse-lhe que escolhesse uma. Na sala existiam algumas espadas imponentes, alguns porretes, pistolas e até lanças, e em cima de uma mesa, do lado das espadas, estava fletë, a única adaga daquela sala. Quando bateu o olho nela, ele tinha certeza de que aquela era a arma feita para ele. E ele sobreviveu ao treinamento, derrotou quem tinha que derrotar apenas com aquela adaga e se tornou glorioso nas fileiras do exército. Agora a adaga tinha passado de mãos e seu poder iria ser posto à prova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy iniciou seu treinamento no pelotão 8 com vigor, estava empolgado por lutar ao lado de Gus e de Joseph, seu novo parceiro. O treinamento era pesado, exercícios físicos diários, ensinamentos teóricos de batalha, treinamentos com o fuzil, de manutenção e de pontaria, técnicas de batalha. Uma semana toda se passou e eles ralavam todos os dias, mas sempre dentro do Comando do exército e ainda outra semana teria que passar antes que pudessem fazer treinamentos nas selvas que cercavam a planície americana em Eyja. O pelotão 8, ao comando de Gus era um dos mais disciplinados e talentosos, mesmo aqueles que nunca tinham tido contato com a vida militar mostravam-se capazes de desempenhar com êxito suas funções. Eles se sentiam a cada dia mais prontos para os treinamentos na selva. Mas não eram os únicos que percebiam isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção recrutas! Sentido!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os pelotões se enfileiraram em frente ao Sgto. White.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem! Terminamos a primeira semana de treinamentos, ao fim da próxima vocês estarão aptos para o treinamento mais pesado. Sintam-se honrados. Exceto vocês, pelotão 8...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um silêncio cobriu as fileiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- … vocês iniciarão o treinamento na selva, comigo, amanhã pela manhã. Dispensados!</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/seis.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7unYONDGwf5dvRvjz7sr4lk6UIlTB-IJpaBU2v79uQcJyUWxA6NHR1Y3nTdYhB4lNVuLGb5FLjk6ljqbkoNwUFefa3CsrAfkPf7HWJECyMhvIvd9alin9bPDtGYbr1gSwRsxAMO1GwMMl/s72-c/praia_deserta.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-8725208808053975510</guid><pubDate>Wed, 25 May 2011 03:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-25T00:14:57.616-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Cinco</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;No dia seguinte Billy acorda cedo novamente. É o segundo dia da seleção do exército e ele está mais animado hoje, quer ser escolhido e iniciar nos treinamentos logo. A conversa com Gus, no dia anterior, ainda o incomoda, a frieza do amigo, mas ao mesmo tempo despertou nele a vontade de ingressar nas Forças Armadas e tentar, de alguma forma, trazer a paz à Eyja. Pega a bicicleta surrada da queda provocada por Gus na corrida de volta para casa do dia anterior e se dirige, sozinho dessa vez, até o Comando do exército norte-americano. O dia está ameno, com previsão de dia quente, mas por ainda ser cedo a temperatura está agradável e Billy vai guiando devagar sua bicicleta, ao contrário de todos os outros dias de sua vida, dessa vez ele está adiantado, saiu cedo de casa, está ansioso. Observa as pessoas, os carros, as crianças indo à escola, lojas abrindo, todos tranqüilos, em paz mesmo diante da ameaça diária de um bombardeio, todos em Eyja já estão calejados pela guerra, perceberam que não vale a pena se esconder o tempo todo à espera do próximo ataque inimigo, todos ali tem vontade de viver, com guerra ou sem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Comando do exército está menos cheio dessa vez, uns cento e dez recrutas apenas estão lá, sentados nas mesmas arquibancadas da vez anterior, mas o olhar de cada um é diferente do que apresentavam na seleção anterior, todos tem uma certa decisão no olhar agora. Billy senta-se ao lado de um rapaz, na ponta mais distante da arquibancada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E ae.&lt;br /&gt;
- Beleza?&lt;br /&gt;
- Tranquilo e você? Parece meio preocupado...&lt;br /&gt;
- Nada cara, to ansioso só.&lt;br /&gt;
- Quer ir pra guerra?&lt;br /&gt;
- Quero acabar com essa porra logo na verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O rapaz abaixa a cabeça, parece um pouco abatido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Aconteceu alguma coisa cara?&lt;br /&gt;
- Não é nada.&lt;br /&gt;
- Hm, ok. Me chamo Billy, e você?&lt;br /&gt;
- Joseph, futuro recruta Kuerbo.&lt;br /&gt;
- Muito prazer!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois batem uma continência desajeitada e sorriem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que será que teremos pela frente hoje?&lt;br /&gt;
- Sei lá cara, mas creio que vamos descobrir agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Sgto. White caminha em direção às arquibancadas, em sua mão uma prancheta. Para em frente aos recrutas e diz enquanto outros soldados chegam carregando carrinhos de mão com montes de feno e fuzis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção recrutas! Em linha, agora!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos se levantam e se alinham, lado a lado, em frente ao sargento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Devido a situações no front e aos resultados da seleção anterior, vocês iniciarão seus treinamentos amanhã pela manhã. Hoje será o teste final para saber quais de vocês ficarão e quais irão fazer alguma outra merda da vida. Farei uma chamada agora, cada grupo de dez recrutas se dirigirá até o soldado Oxford para o teste de tiro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos se olham surpresos, ninguém ali havia manejado nenhuma arma além de um estilingue na vida, quanto mais um fuzil. O Sgto. White iniciou a chamada e, alfabeticamente, cada um dos recrutas foi em direção aos montes de feno, uns nervosos, outros confiantes. Billy foi chamado logo no terceiro grupo, estava acima de tudo curioso, sempre teve vontade de saber como seria atirar com um fuzil. Pelo que havia visto nos dois grupos anteriores, apenas os que não tinham habilidade sequer para segurar a arma ou dar um tiro próximo ao alvo eram mandados para casa, por isso ele estava tranqüilo. Tranqüilidade que desapareceu quando ele pegou o rifle nas mãos, era diferente de qualquer coisa que ele pudesse imaginar. O soldado Oxford entregou a ele um M16, fuzil de assalto padrão do exército americano, quatro kilogramas de pura capacidade de destruição, Billy começou a tremer um pouco, não fazia idéia de como usar aquela arma. Oxford deu a ordem:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Atenção recrutas, o rifle já está carregado, basta que vocês tirem a trava de segurança, mirem e atirem no alvo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwIHuqKGga4L2zCPLOVl74dfJGiZEDeGHp9WwIXO2z97je8IXeK1JXanfu3z-LbguxdXkXCF0dW2IlYaxJG3rzgu8dR6nffzR2l-kpf7n3UPBLO-_2pqR9VFUpLaEqWiMVMEbsGShlrY99/s1600/m16_fuzil_atirador.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwIHuqKGga4L2zCPLOVl74dfJGiZEDeGHp9WwIXO2z97je8IXeK1JXanfu3z-LbguxdXkXCF0dW2IlYaxJG3rzgu8dR6nffzR2l-kpf7n3UPBLO-_2pqR9VFUpLaEqWiMVMEbsGShlrY99/s320/m16_fuzil_atirador.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;É assim que faz, olhe bem.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy ficou mais nervoso ainda, “onde raios é essa merda dessa trava de segurança?!”. Olhou para a arma em suas mãos, pouco acima do gatilho, uma pequena alavanca estava abaixada e uma inscrição logo ao lado dizia LOCK. Billy levantou a alavanca, a arma deu um pequeno estalo e o gatilho tornou-se mais macio, de ambos os lados da fileira já podia ouvir as pequenas rajadas de três tiros características dos M16; a direita de Billy, um rapaz magricela, com o rosto coberto de espinhas, nervoso que até as pernas tremiam disparou a carga toda da arma de uma vez só, acertando tudo, menos o alvo. Quando a arma parou de cuspir balas o recruta largou a arma no chão e saiu correndo em direção ao portão enquanto os soldados riam, Billy voltou sua atenção ao seu próprio rifle, era um dos poucos que ainda não tinha disparado, levantou a arma à altura dos olhos, encaixou, desajeitado, o apoio no ombro direito, olhou pela mira e pressionou o gatilho, a arma deu um coice e empurrou seu ombro com tudo para trás, uma dor forte percorreu toda a extensão do braço direito, as balas disparadas perfuraram o feno pouco acima do alvo pregado no monte, um bom tiro pra quem nunca havia usado uma arma de fogo antes. Billy ficou satisfeito consigo mesmo, devolveu a arma ao soldado Oxford e voltou à linha em frente ao Sgto. White. Joseph foi chamado uns três ou quatro grupos depois e Billy observou enquanto o colega se dirigia à linha de tiro. O recruta pegou a arma e a alinhou em seu ombro com uma espécie de concentração furiosa, nunca havia manejado uma arma de fogo como todos os outros recrutas, mas parceia ter uma motivação forte por trás de suas ações, Joseph acertou duas das três balas da rajada dentro do alvo. Billy imaginou o que movia o rapaz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem recrutas, vocês iniciam o treinamento amanhã pela manhã, seis horas! Hoje a tarde serão escolhidos os monitores e a partir de amanhã vocês pertencerão a um regimento. Dispensados!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os oitenta e três recrutas que haviam sobrado começaram a sair do Comando do exército, Billy foi andando lado a lado com Joseph.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Conseguimos cara, estamos dentro!&lt;br /&gt;
- Sim, mas a partir de amanhã o bicho pega né.&lt;br /&gt;
- Certeza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No mesmo dia, ao final da tarde, Gus entra no quarto de Billy que está deitado jogando video-game.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Então nos veremos amanhã cedo recruta?&lt;br /&gt;
- Foi escolhido monitor? E já sabe qual vai ser seu pelotão?&lt;br /&gt;
- Sei apenas o número, 8.&lt;br /&gt;
- Monitor do pelotão 8 então? Muito bem Gus.&lt;br /&gt;
- Monitor Gus pra você recruta. Haha!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dia seguinte, pela manhã, todos os recrutados, monitores ou não, se apresentaram ao Sgto. White.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem senhores! Os pelotões serão divididos agora e o treinamento iniciará logo após o almoço, o último de vocês com suas queridas mãezinhas, portanto aproveitem!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um soldado ao lado do sargento passou a ele uma prancheta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Todos os monitores, formem uma fila em frente ao número do seu respectivo pelotão. Recrutas, assim que eu for chamando seus nomes, alinhem-se atrás de seu monitor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O chão possuía oito marcações, números que iniciavam no 1 e terminavam no 8, local onde Gus estava à espera dos recrutas pelos quais seria responsável. O Sgto. White iniciou a chamada de nomes, do primeiro até o terceiro pelotão seria formado por onze recrutas, enquanto os outros cinco teria apenas dez rapazes cada, além dos monitores. Os pelotões foram passando um a um, a ansiedade de Billy crescia a cada nome chamado. Joseph ao seu lado estava com um olhar perdido, quase distraído, mas com um peso, uma fixação que demonstrava que ele estava lá, ouvindo cada nome. Um por um os recrutas foram entrando nas filas de seus pelotões, até que sobraram nas arquibancadas doze rapazes. E a chamada continuava:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- DANIEL LASTEN!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora eram onze, só mais um nome seria chamado e então os restantes fariam parte do pelotão número 8. Billy olhou para o lado, Joseph estava sem o olhar distante, estava mais inquieto agora, mexia com as mãos, apertando uma contra a outra. No espaço à frente, Gus mantinha-se em posição, mas olhava para Billy, na esperança de ter o amigo em seu pelotão. O Sgto. White chamou o último nome:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- JACKSON BLU!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy sorriu para Gus, que retribuiu o sorriso, ao seu lado, Joseph se levantou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Estamos juntos nessa, irmão.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/cinco.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwIHuqKGga4L2zCPLOVl74dfJGiZEDeGHp9WwIXO2z97je8IXeK1JXanfu3z-LbguxdXkXCF0dW2IlYaxJG3rzgu8dR6nffzR2l-kpf7n3UPBLO-_2pqR9VFUpLaEqWiMVMEbsGShlrY99/s72-c/m16_fuzil_atirador.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7995667265524653940</guid><pubDate>Thu, 19 May 2011 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-19T00:43:35.079-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 8 - Na Cafeteria</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Cheguei à cafeteria que eu mais amava na vida. Meio anos 80, aquele cheirinho de café recém passado sussurrando no meu ouvido “prove-me ou devoro-te”. Olhei ao redor à procura da vadia, mas nem sinal. Peguei a mesa mais afastada do lugar e aguardei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olá Anne! O que vai querer hoje? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, as garçonetes sabiam de cor meu nome, afinal de contas, eu merecia ganhar uma medalha de honra ao mérito por ser freqüentadora assídua da cafeteria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Por hora só um café preto Claudinha, obrigada.&lt;br /&gt;
- Você parece tensa, está esperando alguém?&lt;br /&gt;
- Tensa? Eu? Imagina. Só estou esperando uma amiga, a Thayse. – um parênteses sobre mim: finjo bem. Mal.&lt;br /&gt;
- Ah, sei, aquela loirinha que às vezes vem aqui contigo? Ela esteve aqui hoje pela manhã com cara muito gato. Será que tá pegando? Porque se não estiver, me dá um toque...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De repente me interessei pelo assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Um cara gato? Sério? Ela não me contou nada... como ele era?&lt;br /&gt;
- Ah, era alto, loiro de olhos azuis. Parecia até modelo, mas acho que era farmacêutico. Pensando bem, eles combinam. Eu sou muito alta pra ele, fica muito desconexo os dois altos né?&lt;br /&gt;
- Péra aí, você disse farmacêutico? – minha ficha estava caindo, mas não podia ser possível. Não, definitivamente não.&lt;br /&gt;
- É, ele estava todo de branco... ou era médico ou era farmacêutico, haha. Ah, olha aí, ela chegou. Vou trazer o seu café.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Thayse entrou e me localizou em exatos 3 segundos. Mais perua que o normal, como de praxe. Sentou à minha frente e cruzou os braços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge9-u_omNUPo-xQYnJusY9OmBLJ1_1DYpM1ZjXJCe_8GXDKwQhl1t4d1yx_rQ1OpVm-fSdA-uCnpqM8dNdKAKLZi1tm-I8hBxn0SPJaH6D2VOH9nTL8oj7XSBh7yi3qkb9Vu5hYd1gDhTX/s1600/parishilton.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge9-u_omNUPo-xQYnJusY9OmBLJ1_1DYpM1ZjXJCe_8GXDKwQhl1t4d1yx_rQ1OpVm-fSdA-uCnpqM8dNdKAKLZi1tm-I8hBxn0SPJaH6D2VOH9nTL8oj7XSBh7yi3qkb9Vu5hYd1gDhTX/s320/parishilton.jpg&quot; alt=&quot;Paris_Hilton_perua_safada&quot; width=&quot;211&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Mais perua que o normal, como de praxe.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Abre logo o bico Thayse. – fui direta.&lt;br /&gt;
- Calma bonitinha, tá nervosinha? – disse, tirando os óculos escuros Prada lenta e calmamente. Abomino esse tipo de atitude. Ar de superioridade não te faz melhor do que ninguém, aliás, muito pelo contrário. &lt;br /&gt;
- Acho que “nervosinha” deve estar você né, já que tu não agüenta ver teus amigos em uma fase boa da vida profissional. E como se não bastasse USA e ABUSA da confiança que eu depositei em ti pra usar contra mim a arma mais ineficaz da história da humanidade. Vingança não vai atingir teu objetivo Thayse. Tenho pena de você.&lt;br /&gt;
- É o seguinte Anne, cansei de ser boazinha contigo. Durante todos esses anos em que fui tua amiga, você sempre deu um jeito de ser melhor que eu em tudo. Agora chega. Liguei pro Cadu hoje de manhã e ele me disse que tinha acabado de te ver! Tenho cara de trouxa Anne? Como se já não bastasse você ter ficado com metade dos caras por quem eu já fui apaixonada, tu quer até o CADU? Se liga, você ta acabando com a minha vida! Não vou passar por essa humilhação novamente.&lt;br /&gt;
- Você é a menina mais patética e mesquinha que eu já conheci na minha vida. Você é tão egoísta, que preferiu me prejudicar no jornal a ter um simples diálogo comigo. E tira o Cadu dessa história, porque eu não tenho absolutamente nada com ele. Aliás, coitado dele, acho que não te conhece nem 10%!&lt;br /&gt;
- Não quero ouvir tuas desculpinhas. Só vim aqui pra te dizer que a minha vingança não terminou. Se você quiser teu emprego de volta, não quero mais te ver sequer olhando pro Cadu. Compreendeu?&lt;br /&gt;
- Hahaha, que piada! Tu pensa que eu tenho medo de ti e das tuas ameaças? Por acaso, eu sei que você anda acompanhada por aí, e não é com o Cadu...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Thayse gelou. Fitou o chão longamente e perguntou em voz baixa:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Como você sabe disso?&lt;br /&gt;
- O que houve, bonitinha? Descobri um furo na tua historinha pra assustar criança? – eu estava furiosa, e essa informação caiu como uma luva. Eu precisava cutucar a ferida.&lt;br /&gt;
- Claro que não, é só que... esquece. Meu recado tá dado. Ah, mais uma coisa: o Seu André me cedeu o teu cargo pra eu terminar o projeto, então, acho que essa semana você está dispensada das suas atividades ok? E reflete bem sobre o que eu disse. – e dizendo isso, levantou e seguiu em direção a porta. &lt;br /&gt;
- Bonito hein, dona Thayse!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NA BUCHA. O seu André já estava à espera da “bonitinha” na cafeteria. Não, ele não é&amp;nbsp; adivinho, muito menos descendente de Houdini ou Nostradamus. Eu, como já mencionei, não sou boba nem nada, liguei pro chefe pedindo encarecidamente pra ele fazer a gentileza de me seguir até o local. Dito e feito. Sou linda, falaê.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- S-s-seu André, oi! Que surpresa... – Thayse não sabia pra onde olhar, a voz firme ecoou pelo café, fazendo todas as pessoas presentes desviarem sua atenção para o que estava acontecendo. Eu mesma, parecia que estava assistindo uma cena de final de campeonato da Liga dos Campeões da Europa, naqueles 5 minutos raivosos que passei “dialogando” com essa guria, foi como se fosse nos acréscimos finais do segundo tempo, o Chelsea levando um gol do Manchester; porém, no contra ataque seguinte, deu lugar à comemoração de um gol histórico de bicicleta do Anelka, pra logo em seguida o juiz encerrar a partida. Satisfação, só isso eu conseguia sentir naquele instante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLAsLJdRxajCVqeWHD-Ut3pacWl5S0f6wKep2k7vm1brKIkYCfuub5HATmsQNh4Aj6ijV9SWLDw0XgNXjRzWPG-uyuph5O-eSNlh8Zm-EKTJgp9u_rVwHhmZRMBa2_JD9WAwEMOFOCKl4i/s1600/anelka_efe_champions_gol.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLAsLJdRxajCVqeWHD-Ut3pacWl5S0f6wKep2k7vm1brKIkYCfuub5HATmsQNh4Aj6ijV9SWLDw0XgNXjRzWPG-uyuph5O-eSNlh8Zm-EKTJgp9u_rVwHhmZRMBa2_JD9WAwEMOFOCKl4i/s320/anelka_efe_champions_gol.jpg&quot; alt=&quot;Anelka_gol_champions&quot; width=&quot;242&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;i&gt;Anota aí, esse foi meu.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Surpreso estou eu, mocinha. Ouvi toda a conversa de vocês, e estou impressionado com o teu sangue-frio. Aproveita que tu ta saindo daqui, e passa lá no RH. É mole, Anne?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sacudi a cabeça e fui obrigada a rir, debochadamente. Mandei um tchauzinho pra Thayse, que já se encontrava do lado de fora, puta da cara, te garanto. Como a vida é bela né minha gente... um dia da caça, outro do caçador.&lt;br /&gt;
Seu André se aproximou da minha mesa e puxou uma cadeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu confesso que me enganei com essa menina. Desculpe, Anne, fui estúpido com você. Pode reassumir teu lugar, confio no teu trabalho sem pestanejar a partir de agora. Só vou ter que procurar outra secretária gostosa pra pôr no lugar dessa loirinha... Sugestões?&lt;br /&gt;
- Seu café, Anne. O senhor vai querer alguma coisa? – a garçonete havia voltado com o pedido.&lt;br /&gt;
- Não, muito obrigado. Então, Anne, tenho o seu perdão eterno? – Enquanto respondia à mim, não tirou os olhos do decote da Claudinha. Tava demorando...&lt;br /&gt;
- Sem problemas, chefe. Hmm, quanto à secretária, acho que a minha sugestão está diante dos seus olhos. – pisquei, fazendo graça, e ambos rimos como se todos os problemas do mundo tivessem sumido do universo.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/parte-8-na-cafeteria.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge9-u_omNUPo-xQYnJusY9OmBLJ1_1DYpM1ZjXJCe_8GXDKwQhl1t4d1yx_rQ1OpVm-fSdA-uCnpqM8dNdKAKLZi1tm-I8hBxn0SPJaH6D2VOH9nTL8oj7XSBh7yi3qkb9Vu5hYd1gDhTX/s72-c/parishilton.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-8226387946850731970</guid><pubDate>Tue, 17 May 2011 12:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-17T09:00:06.083-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Quatro</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;
Os dois amigos pegaram as bicicletas e saíram, andando calmamente, empurrando-as, ao invés da corrida desenfreada que tinham executado para chegar a tempo no comando do Exército Americano na ilha de Eyja. Estavam calmos agora, para Billy, tudo tinha corrido tranquilamente, para Gus, melhor impossível. O garoto, que tanto sonhava em entrar para as Forças Armadas e triunfar, havia começado bem, tinha sido convocado para a seleção de monitores de recruta. Logo de cara já seria uma espécie de comandante, era tudo o que Gus podia querer. Foram caminhando pelas ruas mais calmas da parte sul de Eyja, já passava da metade da manhã, porém, ainda faltava algum tempo para iniciar a balburdia que era o rush da hora do almoço, o dia estava claro e estranhamente calmo, visto que nenhum ataque aéreo tinha sido lançado pela parte britânica da ilha, após alguns minutos de caminhada os dois sentaram em um bar para comemorar os resultados positivos daquela manhã. Sentaram-se em dois bancos junto ao balcão e Billy se dirigiu ao balconista:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vê duas Coca-Cola geladas, por favor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao que o balconista lhes entregou as garrafas do refrigerante, o garoto completou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu pago essa Gus, em sua homenagem. E ainda ofereço um brinde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois levantaram as garrafas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ao mais novo monitor de recrutas do exército americano em Eyja.&lt;br /&gt;
- Haha só fui convocado para a seleção Billy.&lt;br /&gt;
- Nem ligo. E você vai ser chamado de qualquer jeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois sorriram e bateram as garrafas uma na outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg02wF3EhjeukLyRgxmj4Nrzz82reEvK59uWwuvG0xXXoidVcmmfIN0Ccdl6S-UB6_9KLV4VNNQyGf9noiPFoqSfa2zLut4rzJUqnXXNm8QFmQq03NoYkjFIjQBY1fk7P2NCoE0gXowFlrH/s1600/coca_balcao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Coca_Cola_balcao&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg02wF3EhjeukLyRgxmj4Nrzz82reEvK59uWwuvG0xXXoidVcmmfIN0Ccdl6S-UB6_9KLV4VNNQyGf9noiPFoqSfa2zLut4rzJUqnXXNm8QFmQq03NoYkjFIjQBY1fk7P2NCoE0gXowFlrH/s320/coca_balcao.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Vê duas Coca-Cola geladas, por favor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas me diz Billy, e você, como está? Não queria ter sido chamado para monitor também?&lt;br /&gt;
- Ah cara, estou bem sem essa.&lt;br /&gt;
- Você parece meio desanimado com a idéia de entrar pro Exército...&lt;br /&gt;
- Não, nada a ver. Bom, confesso que não tenho mais a vontade que tinha quando éramos pequenos, mas ainda quero fazer parte. &lt;br /&gt;
- Não quer mais ser herói?&lt;br /&gt;
- Prefiro salvar vidas, imagina quanta gente já não morreu desde que nascemos...&lt;br /&gt;
- Bom, se forem da parte norte da ilha não tem problema.&lt;br /&gt;
- São pessoas como nós.&lt;br /&gt;
- Mas são nossos inimigos!&lt;br /&gt;
- Por questões políticas apenas...&lt;br /&gt;
- Foda-se, quero matar britânicos, quero vencer esta guerra. Nada mais me importa, vou ser herói.&lt;br /&gt;
- Bom, se você quer assim, boa sorte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus lançou um olhar venenoso para Billy, inquisidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- E você vai fazer a mesma coisa se eu for seu monitor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy deu de ombros. Entendia a vontade de seu amigo, já estava acostumado a ouvi-la, visto que desde pequeno Gus a repetia, mas alguma coisa na frieza daquelas palavras havia entristecido Billy. Não parecia certo querer apenas matar, mesmo que fossem soldados inimigos, ainda eram soldados como ele seria em breve. Um olhar triste estampava o rosto de Billy, Gus apenas bebia sua Coca, como se não houvesse problema algum em seu mundo, um silêncio se abateu entre os dois amigos, uma distância cresceu de repente entre os dois bancos próximos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mais uma Coca?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O balconista estava na frente dos dois, com as duas garrafas já vazias na mão. Billy despertou de seus pensamentos, nem tinha visto que seu refrigerante tinha terminado, muito menos que o balconista tinha pego a garrafa vazia, Gus apenas voltou de uma viagem ao seu mundo imaginário onde ela já era herói de guerra e todos o idolatravam. Os dois responderam em uníssono:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não, obrigado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entreolharam-se, sorriram. Eram amigos afinal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Já está quase na hora do almoço, o que vai ter de bom lá na sua casa Gus?&lt;br /&gt;
- Sei lá cara, quer comer lá?&lt;br /&gt;
- Até topo hein?&lt;br /&gt;
- Ta afim de uma corrida?&lt;br /&gt;
- Ah, maldade contigo, vou ganhar de novo.&lt;br /&gt;
- Nem a pau.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizendo isso os dois subiram nas bicicletas que estavam paradas na frente do bar, Gus deu um empurrão em Billy desequilibrou e quase caiu, e exclamou:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Você jamais me vencerá Billy Gannet!&lt;br /&gt;
- Trapaça isso, porra!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os dois garotos saíram zunindo por entre os carros e as pessoas que passavam pela rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algum lugar ao norte. Um homem anda a passos rápidos por um corredor. Ele trás uma boa notícia e sorri por isso. Está confiante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eles já estão todos em treinamentos senhor!&lt;br /&gt;
- Ótimo, em quanto tempo ficarão prontos?&lt;br /&gt;
- Em um mês senhor.&lt;br /&gt;
- Bom. Ficarão prontos no momento certo. Algo mais?&lt;br /&gt;
- Não senhor.&lt;br /&gt;
- Está dispensado então.&lt;br /&gt;
- Obrigado senhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwT3ddpkCwE_ZLfXoUXUMJXekqOM0L2mWzZCH-cMN5y-D_IAymeMTmJmTQhMxWW3eDa3yAf64JDb-FY4qrcBLYh75YRQzZN0uIAFjTVXxcwRg2-bwReUNIDEfobmBaHAqYvA-gV6umkdJN/s1600/homem_confiante.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Tom_Cruise_confiante&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwT3ddpkCwE_ZLfXoUXUMJXekqOM0L2mWzZCH-cMN5y-D_IAymeMTmJmTQhMxWW3eDa3yAf64JDb-FY4qrcBLYh75YRQzZN0uIAFjTVXxcwRg2-bwReUNIDEfobmBaHAqYvA-gV6umkdJN/s320/homem_confiante.jpg&quot; width=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Ficarão prontos no momento certo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele sai andando pelo corredor, calmo agora, mais confiante ainda. Caminha de volta ao pátio onde duas fileiras de dez o aguardam em posição de sentido. “Um pouco desajeitados ainda”, ele pensa, “mas vão melhorar. Ficarão perfeitos.”. Ele sorri de novo com a perspectiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem, acredito que já tenham sido iniciados no treinamento?&lt;br /&gt;
- Sim senhor. – eles respondem em uníssono.&lt;br /&gt;
- Ótimo. Daqui pra frente eu serei o responsável por lhes ensinar tudo o que precisam saber para poder entrar em batalha. Amanhã começaremos cedo e não vou toleras atrasos nem falhas. Estão dispensados.&lt;br /&gt;
- Sim senhor.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/quatro_17.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg02wF3EhjeukLyRgxmj4Nrzz82reEvK59uWwuvG0xXXoidVcmmfIN0Ccdl6S-UB6_9KLV4VNNQyGf9noiPFoqSfa2zLut4rzJUqnXXNm8QFmQq03NoYkjFIjQBY1fk7P2NCoE0gXowFlrH/s72-c/coca_balcao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7489069037481790075</guid><pubDate>Tue, 10 May 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-10T10:00:12.230-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Três</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Do lado de fora, a ansiedade de Gus crescia a cada passo que Billy dava em direção à sala do sargento. Ele não conseguia entender como a maioria dos que estavam ali, incluindo seu amigo, podiam estar tão tranquilos, como se aquilo não fosse nada demais. Para Gus, entrar para o exército era tudo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Billy ficou poucos minutos na sala do Sgto. White, Gus, assim que viu o amigo colocar o pé para fora do prédio ja ficou em posição, esperando algum sinal positivo sobre o que tinha acontecido la dentro ou então que viesse direto até ele contar que todos tinham sido aprovados e que começariam o treinamento no mesmo dia, mas Billy simplesmente deu de ombros e saiu em direção a uma outra sala. &lt;br /&gt;
&quot;O que será que ele quis dizer com isso? Ele parecia meio desapontado, será que deu algo errado? Ai droga! Não chega logo minha vez!&quot;, a mente de Gus estava a milhares de quilômetros por hora, a dúvida e ansiedade dominavam seus pensamentos. A lista de chamada rodava lenta, Billy não voltava nunca de sabe-se lá onde ele estava. Gus suava e se retorcia no lugar onde estava sentado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ai parceiro! Tem isqueiro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um rapaz magrelo chegou ao lado de Gus, deu um tapinha nos ombros dele enquanto falava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Você está bem cara? Parece que está nervoso. Nem tem mesmo um isqueiro?&lt;br /&gt;
- Não fumo e acho que nem pode fumar aqui.&lt;br /&gt;
- Ah, grande merda, não quero entrar pro exército, to de boa de morrer tão cedo.&lt;br /&gt;
- Com cara que fumando você vai viver muito né?&lt;br /&gt;
- Bom, pelo menos fumar da um tesão né? Mas diz ae, ta nervoso?&lt;br /&gt;
- Um pouco, queria saber o que vamos fazer aqui hoje, se ja seremos selecionados e iremos pro treinamento.&lt;br /&gt;
- Você ta afim de entrar?&lt;br /&gt;
- Muito! É meu sonho ir pro campo de batalha.&lt;br /&gt;
- Meu irmão, você é pirado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus estava mais incoformado ainda, não conseguia entender como as pessoas não davam importância alguma para a guerra que vai decidir o destino de sua terra, a guerra que vai trazer a paz para Eyja. Ele estava prestes a fazer um sermão para o rapaz quando ouviu seu nome ser chamado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- GUS FREDRICKSEN!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A adrenalina disparou pelas veias do jovem Gus, seus batimentos aumentaram abruptamente, todo o nervosismo desapareceu, ele pensou &quot;É agora que minha carreira vai começar, tenho que fazer meu melhor.&quot; e com isso caminhou em direção à pequena sala de onde tinha saído a voz grave do Sgto. White.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Boa sorte irmão.&lt;br /&gt;
- Obrigado cara, serei o melhor soldado desse exército, talvez a gente se encontre em algum regimento.&lt;br /&gt;
- Hm, nem to afim, mas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gus sorriu diante da tolice que era viver fora das fileiras do exército. Entrou na sala.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOa-A0cCKeaZxUve8sDFc5nkedexVz8EyW2yY6A4-jH2Fs2x1nqFtYETZW4L-8og5gqa8tk3QgX9evBqKF-btIBCDjzPipvWAyUotCmp7IRPC6-O3X83w9JLMnC5dldFMjhpxS3j1SB55Z/s1600/rambo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;318&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOa-A0cCKeaZxUve8sDFc5nkedexVz8EyW2yY6A4-jH2Fs2x1nqFtYETZW4L-8og5gqa8tk3QgX9evBqKF-btIBCDjzPipvWAyUotCmp7IRPC6-O3X83w9JLMnC5dldFMjhpxS3j1SB55Z/s320/rambo.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;center&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;i&gt;Serei o melhor soldado dessa porra.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Apresente-se recruta.&lt;br /&gt;
- Gus Fredericksen, senhor!&lt;br /&gt;
- Muito bom, disciplinado. Trouxe seus documentos?&lt;br /&gt;
- Sim senhor. &lt;br /&gt;
- Tem desejo de ingressar no exército Fredricksen?&lt;br /&gt;
- É meu sonho, senhor.&lt;br /&gt;
- Ótimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sargento então fez algumas anotações em um papel timbrado e entregou a Gus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Entregue isso ao médico na sala de exame. Dispensado.&lt;br /&gt;
- Obrigado senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E batendo uma continência ainda desajeitada ele saiu da sala. Caminhou os poucos passos até o local dos exames médicos, no meio do caminho olhou para a arquibancada onde estava sentado antes, Billy estava la e deu um sorriso. Um sinal positivo. Gus imaginou se seu amigo ja fazia parte do exército. Entrou na sala de exames.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem, alinhem-se em frente à parede.&lt;br /&gt;
- Senhor, com licença. O Sgto. White pediu para lhe entregar isso.&lt;br /&gt;
- Deixe-me ver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O papel foi passado às mãos do médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ótimo, agora volte pro seu lugar recruta. Vamos realizar os exames.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O médico procedeu com todos os exames, olhou bem cada um dos rapazes alinhados, só de cuecas. Gus estava impassível, profissional por assim dizer. Abaixou a cueca quando lhe foi pedido, olhar firme, fixo na parede à sua frente, os outros recrutas estavam nervosos, ele estava seguro, um pouco desapontado por ser tratado como os outros ali. Ele se sentia especial, tinha recebido um papel timbrado do sargento, pensava deveria receber algum destaque dos outros, mas ainda assim estava determinado. Ele iria se destacar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Muito bem. Vocês podem se vestir agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto todos corriam para colocar as roupas novamente, o médico continuou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Recruta Fredericksen, entregue esse mesmo papel ao próximo examinador.&lt;br /&gt;
- Sim, senhor!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era o mesmo papel timbrado que o Sgto. White tinha entregado a Gus, estava dobrado, mas parecia ter mais coisas escritas, porém ele não se atreveu a olhar. Andou em direção aos próximos exames e lá chegando entregou o papel ao responsável. Este assentiu e mandou ele, novamente, se alinhar com os outros para a realização dos exames. Gus, mais uma vez, se sentiu subestimado. Ao final dos exames de vista, equilibrio, força, todos foram medidos para confecção dos uniformes e receberam o aviso de voltarem no dia seguinte pela manhã para continuarem na seleção, a Gus, porém, foi dito que voltasse pela tarde, as duas, para seleção dos monitores de recrutas dos regimentos do exército americano. A felicidade parecia exalar do jovem rapaz enquanto ele corria para falar com Billy.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Billy! Vou ser monitor! Olha aqui!&lt;br /&gt;
- Sério cara? Que legal! Não tive a mesma sorte, mas estou dentro da seleção ainda.&lt;br /&gt;
- Vamos comemorar cara!&lt;br /&gt;
- Claro, por que não?</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/tres.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOa-A0cCKeaZxUve8sDFc5nkedexVz8EyW2yY6A4-jH2Fs2x1nqFtYETZW4L-8og5gqa8tk3QgX9evBqKF-btIBCDjzPipvWAyUotCmp7IRPC6-O3X83w9JLMnC5dldFMjhpxS3j1SB55Z/s72-c/rambo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-397813659080197197</guid><pubDate>Wed, 04 May 2011 21:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:36:05.061-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 7 - Na Sala do Chefe</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;Voltei ao Jornal, desconsolada. Naquela semana, havia acontecido tudo de melhor e tudo de ruim ao mesmo tempo. Sabe quando a cabeça da gente dá um nó, daqueles que tu não sabe onde começa e nem onde termina? Eu ainda tinha pelo menos mais uns 30 problemas pra resolver no trabalho. E olha só, 31 agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Anne, o chefe quer você na sala dele. Ele tava com uma cara...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MAIS ESSA. Fofoquinha de coleguinha de trabalho. Típico de quem percebe que tu tem um problema pra resolver, que o negócio é SÉRIO, visto que tu teve que “dar uma saidinha”, mas sempre tem um carniça filho-duma-mãe pra tirar uma casquinha e quiçá um leve proveito da situação. Dei o sorriso mais falso da face da Terra (aquele que nem os dentes tu não mostra) e agradeci o recado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando me virei para me dirigir até a sala do Seu André, umas 20 cabeças imediatamente se viraram, disfarçadas. Bah, que gente mais sem ter o que fazer, puta merda. Mas, como eu sempre fiz, não era agora que eu ia dar bola pra inveja alheia.&lt;br /&gt;
Atravessei o corredor olhando firme pra frente e cheguei à sala do chefe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oi Tha, o Seu André quer falar comigo? – meu olhar era sério e firme.&lt;br /&gt;
- Err, sim. Tua mãe ta bem, amiga?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Achei estranha a forma como a Thayse começou a falar. Ela nunca é assim. Sempre efusiva, rindo até dos piores acontecimentos, olhos alertas. Ela pigarreou e se deteve ao dizer que o chefe estava à minha espera. Estranho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Ela vai ficar boa. Posso entrar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Thayse nem precisou me anunciar. Seu André escancarou a porta da sala e me chamou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Entra, Anne.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sala do seu André é chique. Eu acho, pelo menos. Tem uma estante de carvalho coisa mais linda, com enciclopédias e livros antigos. PFFF, como se ele algum dia tivesse lido. As poltronas eram revestidas de couro, um tapete vermelho felpudo cortava a sala. E as cortinas? Ah, combinavam perfeitamente com o ar aconchegante da sala. Parecia que eu estava na Casa Branca. Sem mentira. No canto esquerdo havia, ainda, um divã branco. O que um sofá fazia ali? Nem te conto hein, mas você leitor, já deve desconfiar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Anne, é o seguinte: cadê o relatório? – ele se aproximou da mesa de vidro a sua frente e juntou as mãos, como se eu tivesse vendido o tal relatório pra máfia russa ou coisa parecida.&lt;br /&gt;
- Então, seu André, eu tive um contratempo com a minha mãe no hospital e pedi pra Thayse entregar pro Senhor. Ela não entregou? – até aqui eu estava calma.&lt;br /&gt;
- Não, ela não me entregou. Anne, vou te dar um conselho como amigo; não jogue a culpa nos outros por coisas que não estão ao teu alcance. Irresponsabilidade aqui no Cotidiano enseja demissão, e creio que tu já deva saber disso.&lt;br /&gt;
- Seu André, não to entendendo o que o senhor quer dizer com isso. Eu tenho absoluta certeza que entreguei pra Thayse o relatório pronto e...&lt;br /&gt;
- A questão não é a não entrega do relatório. A questão é: você não está satisfeita com o seu emprego e quer se livrar dos compromissos. Esse estágio é fatal, Anne. Se você quiser sair da Empresa, é simples: saia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-HmKah4mCjHk/TcHFf7o4a6I/AAAAAAAAAHg/uwrq5kpAnHA/s1600/chefe.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5602976563801385890&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-HmKah4mCjHk/TcHFf7o4a6I/AAAAAAAAAHg/uwrq5kpAnHA/s320/chefe.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 213px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 85%;&quot;&gt;Se você quiser sair da Empresa, é simples: saia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora eu estava nervosa. Agora eu queria virar o King Kong e derrubar aquela mesa. Eu queria agarrar a Thayse pelos cabelos e fazer exatamente como a Srta. Trenchball, daquele filme da Matilda. Mas mesmo com as minhas pernas tremendo, eu ri. Ri alto, ri com vontade. Seu André ficou puto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Seu André, não sei o que foram falar pro senhor sobre mim, mas isso aí é um grande mal entendido. E pior: tenho certeza que souberam do novo projeto que eu estava tecendo e se aproveitaram da minha ausência hoje pela manhã pra encher a sua cabeça de minhocas. Desculpe os termos, mas não foi por acaso que o senhor resolveu demitir a antiga funcionária e me pôr em seu lugar. Eu sei do meu potencial. Posso ser a menos experiente aqui, mas sei que posso crescer e fazer muito melhor por esse Jornal. Outra coisa: agora ficou mais do que claro pra mim, que eu não posso confiar em nenhum dos meus colegas. Nem mesmo na Thayse, que é a minha melhor amiga, tanto aqui na Empresa, quanto fora dela. Seu André, se o senhor quiser me demitir, à vontade, mas saiba que não vai ter volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele me encarou firmemente, como se eu soubesse exatamente o que eu estava dizendo – é lógico que eu não fazia idéia do que eu estava dizendo, mas eu tinha que me defender dessas acusações esdrúxulas e totalmente sem cabimento! – se recostou na cadeira, pegou o telefone e disse: - Thayse, faz o favor um instante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cerca de 1 minuto depois, Thayse entrou. Mais branca que sebo de vela. Vadia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Senta aí um pouquinho querida. – bradou o chefe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela sentou, muda. Eu fiz questão de olhar pra cara dela assim que sentou ao meu lado. Ela, covardemente fitava o tapete a seus pés. Senti náuseas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Thayse, a Anne está me dizendo que repassou o relatório pra ti. Confirma?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela levantou a cabeça, franziu o cenho e disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não me contive. Eu podia ser tudo, menos tapada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Eu não acredito que tu vai mentir na cara dura pra mim e pro seu André! Qual é a tua guria?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela nem mesmo olhou pra mim, apenas piscou e fitou o chefe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vai ficar de palhaçada e ignorar a minha a presença aqui? – Levantei e continuei – Eu não vou ficar aqui e presenciar essa cena ridícula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Anne, trate de se acalmar e sente-se. Eu só quero esclarecer os fatos. – Seu André falou.&lt;br /&gt;
- Eu já esclareci o que tinha pra ser esclarecido, eu entreguei o relatório do projeto pra Thayse hoje de manhã, ela mesma se ofereceu pra repassar ao senhor! Só não tô entendendo aonde ela quer chegar desmentindo isso! – eu ainda estava de pé e gesticulando alucinadamente.&lt;br /&gt;
- Thayse, o que você fez com o documento? – indagou o chefe.&lt;br /&gt;
- Não recebi documento nenhum, a Anne deve ter se confundido. Nem mesmo a vi hoje de manhã.&lt;br /&gt;
- Olha, quer saber? Eu vou pra minha sala me acalmar, porque, sério, não vou responder por mim nos próximos 5 minutos se eu continuar escutando isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao dizer isso, saí da sala. Passei pelo corredor com olhos mareados de raiva, ódio, e com apenas um pensamento: eu vou me vingar. E outra: por que a Thayse fez isso? Bati na irmãzinha dela por acaso? Peguei o estojo de maquiagem emprestado e não devolvi? Roubei o namorado dela?&lt;br /&gt;
Peraí. Só pode ter sido isso. Com certeza alguém me viu no hospital com o Cadu e contou a ela. Será? Mas quem? E a troco de que? Se a gente tivesse se pegado ainda, mas nem isso!&lt;br /&gt;
Meu celular tocou. Era o Jean.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Oi gata, vamos almoçar hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- Jean, escuta, minha mãe foi pro hospital, então vou ficar lá com ela.&lt;br /&gt;
- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Quê? Hospital? Eu vou contigo, o que houve?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
- É uma história confusa, aqui na Empresa de umas tretas também... acho melhor não.&lt;br /&gt;
- &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Anne, não quero ser só o teu brinquedinho particular. Quero ficar do teu lado quando você precisar, nem que seja pra descontar em mim tuas frustrações. Estou ciente disso. Agora que eu te reencontrei não vou te perder de novo. Eu passo na tua casa meio dia em ponto, tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ai gente, nem derreti né. Coisinha mais linda. Eu disse “tá bom” e depois que desliguei fiquei pensando: Tô num beco sem saída. Eu tava de boa na lagoa e aí vem a vida e faz isso comigo. Não curto.&lt;br /&gt;
Levantei da cadeira e rumei em direção ao café. Só precisava de um pouco de estímulo no cérebro pra pensar melhor no que eu faria dali pra frente.&lt;br /&gt;
Dei o primeiro gole e suspirei. Pelo menos o café daqui é bom. Se eu for demitida vou sentir falta do sabor do café mais do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Se acalmou, bonitinha?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Thayse. Pra sorte dela eu havia me acalmado. Mas meu veneno permanecia na ponta da língua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Você parece satisfeita Tatá, aconteceu tudo como planejado? – meus olhos se estreitaram e o copo de café tremeu levemente nas minhas mãos.&lt;br /&gt;
- Se eu fosse você, eu tomaria cuidado comigo. Mas é o seguinte, vou te pôr a par da tua situação. Se encontre comigo daqui 20 minutos na cafeteria da esquina.&lt;br /&gt;
- Enlouqueceu né? Não tenho nada pra falar com você.&lt;br /&gt;
- A escolha é tua, bonitinha. Acho que você ficaria bem de uniforme de COPEIRA. – e dizendo isso, virou as costas e saiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-F3hfOMzbuZs/TcHFf4X_8DI/AAAAAAAAAHo/jDuZLTe0Dyw/s1600/luta.jpg&quot; onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5602976562925269042&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-F3hfOMzbuZs/TcHFf4X_8DI/AAAAAAAAAHo/jDuZLTe0Dyw/s320/luta.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 225px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;center style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 85%;&quot;&gt;Vem aqui vadia safada!&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensa na minha raiva. Pensa no filme que passou na minha cabeça. Aquela perua desgraçada, fingiu ser minha amiga. Mentiu pra mim. Eu precisava tirar aquela história a limpo, por mais que eu quisesse metralhar a fuça dela. Voltei à minha mesa e liguei para o Seu André: eu tinha um plano.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/parte-7-na-sala-do-chefe.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-HmKah4mCjHk/TcHFf7o4a6I/AAAAAAAAAHg/uwrq5kpAnHA/s72-c/chefe.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-860544171189149471</guid><pubDate>Tue, 03 May 2011 12:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.464-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Dois</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;- Alô? Billy? Já acordou? É hoje cara!&lt;br /&gt;- Hã... hoje o que?&lt;br /&gt;- A apresentação no exército!&lt;br /&gt;- Porra! É mesmo! To pronto, só me dá vinte minutos.&lt;br /&gt;- Ta, daqui dez minutos to saindo.&lt;br /&gt;- Viado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim tinha chegado o dia de se apresentarem ao comando do exército, algumas semanas depois de completarem a maioridade. Em Eyja, a carreira militar era obrigatória, todas as outras funções da sociedade era designada às mulheres ou aos rejeitados pelo exército, ou seja, ser bem sucedido na guerra era certeza de glória na sociedade da Planície Americana. Gus estava mais do que animado, ser famoso, imponente e respeitado por todos era seu maior desejo. Ele havia se preparado e ansiado pelo dia da apresentação, queria entrar para as fileiras do exército, ser o melhor em seu regimento, viver a glória de ser um herói de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BILLY!&lt;br /&gt;- Mas ja? Porra, achei que ele tivesse falado dez minutos, não dois.&lt;br /&gt;- VAMOS! TA NA HORA!&lt;br /&gt;- Para de gritar, to pronto. Só terminar de escovar meus dentes.&lt;br /&gt;- Ta. Mas anda logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comando do exército ficava situado bem no centro da planície e toda a sociedade de desenvolvia ao redor dele. A planície, apesar de grande, não possuia divisões de cidades ou estados, era apenas uma grande sociedade, do tamanho de uma metrópole. Billy e Gus moravam em uma das partes residenciais no oeste da ilha, a meio diâmetro do comando militar, uma distância de uns consideráveis 10 km, em um dia racional, eles teriam esperado por um ônibus, no entanto, quando saiu para fora da casa, Billy encontrou um Gus agitado, já montado em sua bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério que você ta pensando em ir de bicicleta?&lt;br /&gt;- Claro! Vamos chegar mais rápidos assim, anda logo.&lt;br /&gt;- Você é louco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles sairam pedalando em direção ao centro da Planície. Era uma segunda-feira, logo pela manhã, hora do rush no trânsito, enquanto todos seguiam pacatamente rumo a seus empregos, com a bicicleta Billy e Gus cortavam carros e praças em um ritmo acelerado. Gus ia na frente, com a adrenalina correndo à flor da pele, era o dia com o qual ele mais esperava desde que fizera 18 anos umas semanas antes. Ele queria causar uma boa impressão no sargento responsável pela seleção, queria ser exemplar desde agora. Ele queria o exército e Billy apenas o seguia, também sonhava com os combates, mas queria apenas a liberdade de poder jogar bola nas tardes de domingo sem se preocupar com alguma bomba caindo em suas mãos ao invés do lançamento executado por seu amigo, queria um futuro melhor, pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-WaNhDGjBv_s/Tb4YnkoI_CI/AAAAAAAAAHQ/phzmCNTwVhU/s1600/comando-eyja.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/-WaNhDGjBv_s/Tb4YnkoI_CI/AAAAAAAAAHQ/phzmCNTwVhU/s320/comando-eyja.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5601942054621477922&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Comando do exército&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente alcançaram o comando do exército, meia hora depois e molhados de suor, encontraram uma multidão de mais ou menos duzentos ou trezentos jovens reunida, todos tinham a mesma idade, 18 anos, e estavam lá para cumprir com sua obrigação. Alguns apenas cumpriam a formalidade de se apresentarem, uma vez que não cabiam nos requisitos para ser soldado, uns eram gordos demais, outros tinham alguma deficiência, outros ainda eram apenas rapazes, por algum motivo desconhecido, quase subnutridos. O primeiro dia da seleção era a apresentação de cada um e os exames médicos, o sargento responsável fez as honras da casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia senhores. Meu nome é Sgto. White e sou o responsável pela seleção de cadetes do exército americano em Eyja. Hoje os senhores se apresentarão formalmente a mim e passarão pelos exames médicos que vai separar os aptos dos não-aptos. Alguma dúvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sgto. White era um homem de feições duras, cabelos crisalhos cortados no estilo militar, corpo forte e marcado por algumas cicatrizes, usava uma camiseta regata, calças camo e cuturno, um típico sargento do exército norte-americano, mais ou menos como o Guile do Street Fighter, talvez esse fosse até um dos heróis do sargento.&lt;br /&gt;Após terminar de falar, os pretendentes a cadete foram chamados, um a um, para a sala de onde Sgto. White havia retornado. Billy, pela ordem alfabética, era um dos primeiros, ele e Gus estavam sentados em uma parte mais afastada da arquibancada, um dos únicos lugares que eles encontraram vagos quando chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me conta depois como foi la dentro cara?&lt;br /&gt;- Conto Gus, relaxa.&lt;br /&gt;- Beleza. Ta nervoso?&lt;br /&gt;- Ah, nem. To é com medo desse tal Sgto. White, cara estranho.&lt;br /&gt;- Medo? Medo não é coisa pra se ter no exército Billy!&lt;br /&gt;- Calma cara, eu sei, foi jeito de falar.&lt;br /&gt;- Ah, ta. Bom mesmo. To empolgado cara.&lt;br /&gt;- Haha, to vendo. Relaxa, vamos entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BILLY LEONARD GANNETT!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai lá cara! Boa sorte!&lt;br /&gt;- Calma Gus, é só a apresentação, assinar o papel que eu to aqui.&lt;br /&gt;- Tá, tá, vai lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy foi andando em direção à sala do sargento, teve que atravessar toda a extensão da arquibancada para poder chegar até seu destino, pelo caminho, a agitação era evidente, pelo visto, não era apenas Gus que estava ansioso para ingressar nas fileiras do exército. Quando entrou na sala, um cômodo pequeno, com um escrivaninha de frente para a porta, um ventilador de teto e o Sgto. White sentado atrás da mesa fuzilando com o olhar qualquer um que entrasse pela porta, naquele caso, Billy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apresente-se recruta.&lt;br /&gt;- Meu nome é Billy Leonard Gannett.&lt;br /&gt;- Senhor!&lt;br /&gt;- Senhor.&lt;br /&gt;- Trouxe seus documentos recruta?&lt;br /&gt;- Sim senhor.&lt;br /&gt;- Certo, dá aqui, deixa eu ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sgto. White era mais assustador de perto pensou Billy no momento em que entregou os documentos. Agora sim ele sentia medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo recruta, assine aqui e pode ir pro exame médico. Sala ao lado. Dispensado.&lt;br /&gt;- Obrigado senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy saiu da pequena sala suando mais do que quando chegou, Gus olhava lá de longe, esperando para ouvir como tinha sido la dentro, mas Billy apenas deu de ombros e apontou em direção à sala do exame médico. A sala em questão, ficava uns quinze passos de distância, que foram percorridos com uma certa cautela. Billy tinha ouvido que teria que ficar pelado com outros jovens para passar pelos exames e não era muito confortável com a idéia. Quando entrou, assustou com o contraste, enquanto a sala do Sgto. White era minúscula, a sala de exames era grande, inteira branca e bem iluminada, três soldados e mais uns quinze outros recrutas estavam lá dentro. Dois dos soldados estavam sentados atrás de uma mesa em um canto, o outro, vestido de jaleco e luvas, estava de frente para os recrutas, que formavam uma linha lado-a-lado em frente a parede oposta aos três soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo, já posso começar o exame. Fica ao lado dele ali, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico era uma homem de uns 50 ou 60 anos, rosto e modos razoáveis, um tanto gordo, talvez por isso fosse médico. Ele continuou, assim que Billy se alinhou com a fileira de recrutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tirem a roupa, por favor e coloquem no chão, atrás de vocês. Podem ficar com a cueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-dXcWZ5DSVp0/Tb4b2pXJ_pI/AAAAAAAAAHY/-JOyyieb4CY/s1600/calca-arriada.png&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/-dXcWZ5DSVp0/Tb4b2pXJ_pI/AAAAAAAAAHY/-JOyyieb4CY/s320/calca-arriada.png&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5601945612125339282&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Podem ficar com a cueca.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso mesmo, eles teriam que tirar a roupa. Billy começou a ficar nervoso. O médico, assim que todos ficaram apenas de cuecas, começou a inspecionar os recrutas, um por um. Olhos, orelhas, braços, pernas, nada passava aos olhos críticos dele. A cada recruta examinado, ele ia até a mesa e falava em voz baixa com os soldados sentados, que por sua vez, tomavam notas de tudo em pranchetas. Ao término da fileira, ele falou em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao meu sinal vocês abaixam a cueca até a altura dos joelhos e assopram as costas da mão direita, com força. Alguma dúvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era exclusivo de Billy o nervosismo, os recrutas olhavam fixamente para a frente, sem mover sequer um músculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos abaixaram a cueca. Uma risada surgiu, cada vez mais alta e mais volumosa. Billy não resistiu e olhou em direção as risadas, um dos recrutas do começo da fileira estava rijo, o rosto inteiro vermelho e o pênis ereto. Billy riu baixo, mas sentiu pena do rapaz. O médico interviu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, tá, chega todos vocês! Assomprem as mãos ae que tem mais muita gente pra eu examinar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recrutas aos poucos se acalmaram e assopraram as costas das mãos. O médico deu um sinal para os soldados sentados e falou aos recrutas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo certo, coloquem a roupa. O soldado Johnson vai levar vocês pros outros exames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se vestiram numa velocidade impressionante, as risadas voltaram assim que eles sairam da sala, o recruta que tinha ficado ereto estava mais vermelho ainda, os olhos querendo se encher de lágrimas. O soldado Johnson pediu silêncio a todos e conversou duas ou três palavras com o recruta para acalmá-lo.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/05/dois.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-WaNhDGjBv_s/Tb4YnkoI_CI/AAAAAAAAAHQ/phzmCNTwVhU/s72-c/comando-eyja.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-5891859747616030109</guid><pubDate>Fri, 29 Apr 2011 22:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.464-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Contos e crônicas e crônicas e contos.</category><title>Drive</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Domingo de manhã, sete horas e eu estou dirigindo.&lt;br /&gt;Vivo boa parte dos meus dias dentro do meu carro. E gosto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigir, para mim, da uma sensação estranha de liberdade, onde tudo faz sentido e eu posso pensar em paz. Quando se é um adolescente e suas preocupações são as espinhas ou se um dia você vai conseguir comer alguém de verdade, trancar-se no quarto, gritar ou passar duas horas tomando banho são refúgios que fazem a mente funcionar e te escondem do resto do mundo, deixando-o em paz para imaginar o que quer que seja sobre seus longos poucos anos de vida. Mas quando chega-se num certo ponto, não muito além da adolescência, mas o suficiente para ver que o mundo vai além das fotos do Orkut, os antigos refúgios já não bastam e se é necessário buscar novos. Eu achei meu carro, assim como imagino que o John Mayer tenha achado o dele em Why Georgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-3eJ052pDXyA/Tbs4sGS07wI/AAAAAAAAAHI/sq6jrQ92el0/s1600/drive.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-3eJ052pDXyA/Tbs4sGS07wI/AAAAAAAAAHI/sq6jrQ92el0/s320/drive.jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5601132891820322562&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style:italic;font-size:85%;&quot; &gt;Why Georgia?&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é domingo, sete da manhã. Eu acabei de levar minha musa para pegar um ônibus, jantamos juntos, dormimos juntos, nos divertimos e acordamos juntos, banho, café-da-manhã; foram míseros 15 minutos de separação em alguns pares de horas e eu a vi subindo naquele ônibus em direção a um futuro desejado mas incerto. Eu sei que ela vai voltar pra mim, ainda hoje a terei em meus braços, cansada da viagem, mas comigo novamente; só que agora, estou impotente. Fazem vinte minutos agora, que nos separamos, mas já sinto falta do cheiro, do toque, da voz, do sabor dela. Estou dirigindo de volta pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu já vai claro, o sol desponta no céu, no som toca alguma coisa do Third Day e eu me sinto feliz apesar de tudo. Começo a pensar que as coisas estão dando certo, que esse gosto na minha boca é uma amostra do que o futuro pode ser se nós assim quisermos. Relembro da noite anterior, imagino o dia que está por vir, rezo para que ela se saia bem no que está indo fazer e que volte logo para mim. Sinto uma nostalgia preencher meu corpo conforme vou me aproximando de casa, me lembro do tempo em que eu era sozinho, apenas eu e meu carro, meu companheiro de aventuras. Ia e voltava com meu carro, só eu e ele. Pensávamos juntos, minha cabeça fervilhava enquanto eu dirigia pelas ruas escuras e esburacadas do meu bairro, o carro fazia sua parte, sempre colocava no rádio as músicas que eu precisava ouvir e tudo o que eu mais queria era dirigir. Andar sem rumo, sem parar, enquanto ainda houvesse energia para qualquer um de nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego em casa, ainda estou nostálgico e feliz, a saudade me cutuca vez ou outra, mas a esperança fala mais alto. Abro o portão da garagem, não sei o que toca no rádio agora, me dirijo à minha vaga no estacionamento. O banco do passageiro está vazio agora, vai ficar assim até tarde da noite, sinto falta das mãos da minha musa, ocupante cativa do lugar, para receber a minha enquanto dirijo pela cidade. Os sentimentos vão se esvaindo um a um enquanto estaciono, desligo o rádio e sinto o banco vazio ao lado. Pego minha chave, abro a porta. Só resta a saudade. Queria dirigir para sempre, somente nós três – sim, agora somos três – eu, minha musa e meu carro, nossa família (até então).</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/drive.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-3eJ052pDXyA/Tbs4sGS07wI/AAAAAAAAAHI/sq6jrQ92el0/s72-c/drive.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-4499541850871684243</guid><pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.464-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 6 - No Quarto de Hospital</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é que tu ta fazendo? – disse Cadu, rindo enlouquecidamente.&lt;br /&gt;- É, então, eu... – eu não sabia o que dizer, eu esperaria a Lady Gaga descendo do elevador, mas o Cadu? Porra!&lt;br /&gt;- Logo que eu te conheci te achei meio maluquinha, mas nunca pensei que tu fosse chegar a esse ponto, hahaha. – definitivamente, eu era retardada, sim.&lt;br /&gt;- Putz, não sei onde enfiar minha cara agora, mas enfim. Posso me explicar? – eu já  estava nervosa por ter que sair do trabalho, ver a minha mãe no hospital sem saber o ocorrido, além de me deparar com o deus grego no elevador do mesmo; ademais, a situação foi a mais embaraçosa já prevista.&lt;br /&gt;- Acho que prefiro não saber. Quero manter a minha primeira impressão de você. – dizendo isso fitou-me continuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu, isso não é hora pra paquera né, mas já que tamo ae, borá dar mais uma cutucada no assunto.” – minha mente gritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que tenha sido boa, porque né... haha. – Mexi no cabelo inconscientemente, e ele seguiu o movimento com os olhos intensamente castanhos.&lt;br /&gt;- Ah, pode apostar, foi sim. Mas, me perdoe a pergunta, o que tu faz aqui essa hora? – indagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dois segundos eu havia esquecido o real motivo pelo qual eu estava ali. Arregalei os olhos com a lembrança fresca do telefonema da enfermeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ligaram daqui avisando que a minha mãe tá internada e tal. Mas não faço idéia de onde ela esteja, muito menos o motivo. A recepcionista me disse a Ala mas eu acabei esquecendo com essa confusão toda aqui. Também, é tudo nome de Santo, que inferno.&lt;br /&gt;- Ah, relaxa, meu pai também está internado aqui, ele sofreu um acidente há umas semanas, está inconsciente ainda, então todo dia eu venho visitar ele. Já sei de cor e salteado os corredores, posso te acompanhar se tu quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadu mudou de feição ao mencionar o pai. Nessas horas qualquer solidariedade é nula perto da sensação iminente da perda de algum familiar, ainda mais alguém que te acompanhou durante toda a tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bah, sinto muito por ele. Vou precisar da tua ajuda pra encontrar o quarto... é no segundo andar né?&lt;br /&gt;- Sim, sim. Eu estava indo tomar um café, mas te acompanho.&lt;br /&gt;- Não, imagina, eu posso encontrar sozinha, vai lá tomar o teu café, tu deve estar em jejum ainda. – minha mente says: Não vai, não, fica aqui comigo coisinha linda.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem, depois eu desço. Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos o elevador em silêncio. Naquele momento eu só pensava em encontrar minha mãe bem, e de preferência em estado consciente.&lt;br /&gt;Após alguns pedidos de informações, encontramos o quarto. Minha mãe estava sozinha, entubada com oxigênio. Me apavorei. Em seguida a enfermeira entrou no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora é filha?&lt;br /&gt;- Sim, sou – meu rosto estava empalidecendo e minhas mãos esfriaram rapidamente.&lt;br /&gt;- OK, a sua mãe deu entrada aqui de madrugada com princípio de infarto. Ela desmaiou na casa da amiga e teve crises de refluxo. Já foi medicada, mas provavelmente o infarto deixou algum tipo de sequela no pulmão, por isso ela está no oxigênio. Ela está consciente, mas sedada, por isso vai dormir mais umas 4 horas, no mínimo. Preencha esta ficha aqui pra mim, é uma autorização referente ao plano de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouvi em silêncio com os olhos mareados. Preenchi a ficha .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enfermeira, ela vai ficar aqui até quando? O médico vai chegar?&lt;br /&gt;- Ela vai ficar em observação até segunda ordem do Doutor. Vou avisá-lo da sua presença pra ele te explicar melhor a situação, daqui uma meia hora ele chega aqui, tá bom?&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu aguardo. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Luísa. Aquela mulher de 50 verões, que me ensinou a amarrar o cadarço do tênis, que ralhou comigo ao descobrir que eu tinha quebrado ao janela do vizinho com uma bola de futebol furada, mas que em seguida logo preparou um achocolatado quentinho pra mim, aquela que eu vi chorar enfurecida quando soube que o marido a havia trocado por uma oxigenada de farmácia 5 anos mais velha que ela, aquela cuja força provinha de sei lá que lugar ao enfrentar a situação e sair de casa carregando consigo seus dois filhos briguentos e irritantes... A dona Luísa tava ali agora, estirada numa maca de hospital, carregando o fardo de seus últimos 30 anos mal vividos, seu coração, que já não aguentava pulsar apenas pelo vício da canastra, suturado há algum tempo e ainda não cicatrizado em sua totalidade, não suportou todas as angústias e inquietações vividas. &lt;br /&gt;Senti a mão do Cadu no meu ombro. Ele me deu um beijo na altura da cabeça e eu não aguentei. Desabei no ombro dele e chorei com tanta força que em questão de 2 minutos eu tava toda ranhenta e as minhas lágrimas quentes desciam molhando a camiseta branca dele.&lt;br /&gt;Ele fazia “shiu” e me abraçou como se fosse meu irmão. Caralho, meu irmão! Num impulso me afastei do abraço dele e tentei me lembrar onde deixara o telefone do maldito. Limpei as lágrimas e o nariz na manga da minha blusa (é, eu fiz isso, e daí? Tu também já fez alguma vez na vida) e disse ao Cadu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada por isso, mas preciso avisar o meu irmão. &lt;br /&gt;-Tu vai ficar bem? – disse Cadu, olhando nos meus olhos e mexendo nos meus ombros como se estivesse me aquecendo ( nem morri né, magina).&lt;br /&gt;- Vou sim, mais uma vez obrigada. E se precisar de qualquer coisa pode me gritar. – dei um meio sorriso.&lt;br /&gt;- Vou te cobrar isso, haha. Admiro teu bom humor. Vou indo então. Pega meu telefone aqui – ele anotou o celular num pedaço de extrato de banco e me entregou – se quiser conversar, ou precisar de companhia por aqui, me liga tá? Não hesite.&lt;br /&gt;- Uhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia o que dizer, o cara mais gato e perfeito de todas as faculdades do Universo ME DEU O TELEFONE. Todos morre.&lt;br /&gt;Ele me deu um beijo na testa e saiu. Ok. Passou. Respira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me ao lado da cama e segurei a mão da minha mãe. Nunca tinha aprendido a rezar direito, de cor mesmo eu só sabia o santo anjo. Já que não tem tu, vai tu mesmo. Fechei os olhos e rezei. Chorei mais um dez. Porra, o que que eu vou fazer agora? E se ela não acordar mais? Quem vai fazer panquecas ao molho branco às terças? Quem vai me dar um abraço e chorar comigo no dia da minha formatura? Cadê o bosta do Victor que não atende a PORRA do telefone? O Cadu tava aqui mesmo? O projeto! Cacete, esses médicos são pagos pra quê?&lt;br /&gt;Liguei pela terceira vez para o meu irmão. No quarto toque ele atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já falei pra tu não me ligar.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas... – minha voz era urgente.&lt;br /&gt;- Vai se fuder, eu to dormindo. – e desligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dois anos essa foi a conversa mais longa que eu já tivera com ele. Tá massa, tendo em vista que no nosso último encontro “casual” ele quase me esgoelou. Literalmente. Foi registrado B.O. e tudo. Mas o que há de se fazer? Ele podia ser tudo: canalha, pilantra, covarde e/ou mulambento; mas ainda assim tínhamos a mesma mãe, ele ainda era meu sangue. Era mais que obrigação avisá-lo do acontecido. Mãe é mãe né, meu. &lt;br /&gt;No fundo, no fundo, eu tinha esse receio, de ele não me atender e me evitar a qualquer custo. Briga de família sempre te deixa com algum tipo mágoa. E enfim, essa mágoa tá aí faz 2 anos... então né, é brabo. Mandei uma SMS. Ele vai ler. Se não ler também, que se foda, notícia ruim se espalha rápido, pelo menos eu tentei avisar.&lt;br /&gt;Enquanto isso, bateram à porta do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio corpo se adiantou no recinto. Loiro, em torno de 25 anos, alto, branquelo, olhos azuis brilhantes, jaleco branco, Dr. Tiago, calça jeans apertada, mão na maçaneta e uma PUTA duma aliança na mão esquerda. Casado. Porra, que que esses moleques tem na cabeça? Meus ombros caíram, mas levantei da cadeira para cumprimentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Dr., estava te aguardando. Como ela está?&lt;br /&gt;- Luísa Vasconcellos né? É melhor você me acompanhar até a minha sala, pra eu te explicar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gelei. A hora da verdade estava próxima, e eu estava sozinha pra aguentar o tranco. Assenti com a cabeça, respirei fundo e o acompanhei pelo corredor.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/parte-6-no-quarto-de-hospital.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-466375421015146790</guid><pubDate>Tue, 26 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os soldados de Eyja</category><title>Um</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;- Lá vai!&lt;br /&gt;- Manda ver, estou preparado.&lt;br /&gt;- Lançamento longo...VAI!&lt;br /&gt;- Porra! O sol me atrapalhou.&lt;br /&gt;- Hahaha, desculpinha nem vale hein?! Jogo mais fraco a bola na próxima vez.&lt;br /&gt;- Nem é desculpa cara, to falando sério. Mas vai, minha vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exato momento em que Billy se preparava para lançar a bola de futebol americano que segurava com força nas mãos, uma sirene soou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah não cara, justo agora que eu ia lançar?!&lt;br /&gt;- Vamos embora Billy, amanhã você lança. Que horas são? Minha mãe ia fazer carne assada pro almoço, talvez já esteja pronto e dê pra comer no abrigo.&lt;br /&gt;- Porra Gus, você podia guardar um pedaço pra mim se já estiver pronto.&lt;br /&gt;- Se sobrar até guardo, mas agora corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy e Gus moravam na mesma rua, eram vizinhos de casa, após ouvirem a sirene ambos correram, cada um para o abrigo subterrâneo de sua respectiva casa. Onde eles moravam, toda casa tinha um bunker, especificamente construído para resistir aos mais intensos bombardeios, com paredes de aço mais grossas que os pneus de um carro e esconder-se neles era uma rotina quase que diária para os moradores de Eyja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eyja é uma ilha isolada no meio do Oceano Atlântico, mais ou menos do tamanho de Madagascar. Devido à sua história, cheia de controvérsias políticas e ações dignas de condenação pela ONU, Eyja não consta nos mapas nem nas listas de países do mundo, mas está situada em algum lugar entre os Estados Unidos e a Inglaterra, os dois responsáveis por seu anonimato perante o resto do mundo. A história dessa ilha remete à Inglaterra imperial, quando a ilha de Eyja, então colônia inglesa, era também o paraíso dos affairs e traições da monarquia; o tempo passou mas nada mudou, as duas praias que formam a parte não montanhosa das costas leste e oeste da ilha continuavam sendo os &#39;ninhos-de-amor&#39; das traições da alta sociedade inglesa. Recentemente porém, foram descobertas imensas fontes de minérios em Eyja e, além da função de paraíso proibido, a ilha tornou-se fonte de matéria-prima para as indústrias da Inglaterra. Tal potencial não passou despercebido pelo serviço de espionagem norte-americano e, durante a chamada &#39;Guerra ao Terror&#39;, os Estados Unidos lançaram um ataque secreto para tentar tomar Eyja para si. Conseguiram, em parte. A porção sul da ilha, local da entrada das tropas americanas em terras Eyjianas foi completamente conquistada, porém, a porção norte resistiu e continuou sob a cidadania Inglesa. Desde então, a porção sul da ilha, agora povoada por cidadãos norte-americanos, mantém-se em guerra com a porção norte pelo domínio total de Eyja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geograficamente Eyja é parecida com Madagascar, em extensão de terra e no formato da ilha, a diferença vem no relevo. Pode-se dividir o território em três porções: central, norte e sul. As porções norte e sul são as partes habitáveis, planícies rodeadas por montanhas de todos os lados, exceto os extremos, onde as montanhas dão lugar a uma pequena faixa de terra que termina no Oceano, nessas faixas de terra estão localizados os dois portos que abastecem as porções. A parte central da ilha fornece uma ligação entre as outras partes através de um corredor largo que conecta as duas planícies, corredor esse ladeado por montanhas e fortemente guardado em cada uma de suas pontas. Depois das montanhas da parte central, encontram-se duas praias paradisíacas, porém, totalmente isoladas das partes habitáveis da ilha, com acesso somente pelo mar. Os minérios disponíveis em Eyja se extendem por todo o subterrâneo da ilha e é minerado nos dois extremos, ao lado dos portos por uma questão de logística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à configuração geográfica, a guerra pelo poderio de Eyja é travada apenas pelo corredor central, em um front plano e sem possibilidades de emboscadas ou avanços furtivos. Ataques pelo mar são praticamente impossíveis pois os portos, quase que blindados graças à artilharia cerrada, protegem a entrada das planícies. Ataques aéreos são as formas mais eficazes de tentar enfraquecer o exército inimigo, portanto, bombardeios são frequentes em ambas as porções de Eyja e uma boa parte dos dias de seus moradores é passada nos bunkers existentes nas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billy e Gus nasceram nesse contexto, na porção americana da ilha. Possuem os mesmos hábitos e manias dos que moram nos Estados Unidos, gostam de futebol americano, fast-food e mulheres de peito grande (mesmo com a guerra, o comércio de todo tipo de produtos e matérias-primas é intenso nas duas partes da ilha, o que possibilita a presença de fast-foods e peitos grandes). Billy é um rapaz de 1,80 m, cabelos negros curtos, rosto quadrado, com as mandíbulas formando seu contorno, olhos castanhos de olhar tranquilo, amistoso, tem um gênio tranquilo, uma fala calma. Gus é o oposto, loiro de olhos firmes, também tem o mesmo tipo físico de Billy, porém, é temperamental, tende a ser explosivo quando pressionado. Eram amigos desde pequenos, estavam sempre juntos. O sonho deles, quando pequenos, era ser soldado, ir para o front ao norte da Planície Americana, marchar pelo campo de guerra que ligava as duas partes de Eyja e conquistar cada posição britânica. Costumavam, nas vezes em que brincavam de guerra, fingir que haviam conquistado a sede do comando britânico na porção norte da ilha e sempre discutiam sobre quem iria hastear a bandeira americana e colocar fim ao combate, decretando a supremacia dos Estados Unidos sobre Eyja. Naquele dia, porém, eles ja estavam longe das brincadeiras, tinham 17 anos e logo os combates seriam mais do que apenas imaginação para os dois. Estavam chegando na idade militar e, assim como todos os outros rapazes da parte americana, teriam que se apresentar ao comando do exército para ingressarem nas forças armadas.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/um.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-8835231189459465659</guid><pubDate>Wed, 13 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 5 - No Hospital</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas se passaram pela minha cabeça: Final de ano, essa gente desocupada fica ligando aleatoriamente pra um número da lista telefônica pedindo doação pras crianças com câncer e mimimi. Blé, quanta balela. Por outro lado, eu estava preocupada com a minha mãe. Por via das dúvidas, perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria sobre o que?&lt;br /&gt;- Vou pedir pra senhora permanecer calma. Sua mãe se chama Laura Vasconcellos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Aconteceu alguma com a velha. Foi atropelada. Levou 10 facadas dum bandidinho. Foi estuprada. Levou um tiro na cabeça. COMO ELA QUER QUE EU FIQUE CALMA?&lt;br /&gt;Não me pergunte como, mas eu consegui controlar o nervosismo na minha voz e respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, o que houve?&lt;br /&gt;- Sua mãe teve uma crise convulsiva, e foi trazida pelo SAMU pra cá durante a madrugada. A senhora fica sendo a responsável legal por ela?&lt;br /&gt;- Sim sim, eu já chego aí. Falo com a senhora mesma?&lt;br /&gt;- Sim, pode procurar por mim, na recepção, precisamos da sua autorização para realizarmos alguns exames específicos.&lt;br /&gt;- Ok, obrigada dona Yolanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desliguei o telefone sem nem saber o que pensar. Crise convulsiva? Puta que pariu, espero que o plano de saúde cubra esses exames específicos aí, porque ressonância magnética né pouca coisa não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei imediatamente da minha cadeira e me dirigi à sala do Seu André. A primeira pessoa a me enxergar foi a Tha, obviamente. Por um segundo achei que ela fosse voar no meu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Graças a Deus você chegou rápido!&lt;br /&gt;- Thayse, agora não, tá? O Seu André ta aí?&lt;br /&gt;- Exatamente sobre ele que eu quero te falar, ai guria, ele chegou aqui louco da vida e...&lt;br /&gt;-TU TÁ SURDA? – percebi que tinha falado um pouco mais alto do que o habitual. Mas porra, eu tava nervosa e a desgraçada não parava de falar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Thayse esbugalhou os olhos verdes-esmeralda e ficou em silêncio. Era a minha deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa Tha, mas é realmente importante. Me ligaram do hospital, minha mãe está internada. Preciso avisá-lo que o projeto não vai ficar pronto a tempo.&lt;br /&gt;- Ah meu Deus, Anne! O que ela tem?&lt;br /&gt;- Não sei ainda, preciso ir até lá pra ver se é grave ou não.&lt;br /&gt;- Poxa. Escuta, o Seu André não vai te atender agora,ele está, hm, ocupadinho.&lt;br /&gt;- Ocupadinho? Que jeito? Thayse, dá um jeito, preciso falar com ele AGORA.&lt;br /&gt;- Então amiga, era sobre isso que eu ia te falar. Aquela moça alta da agência de publicidade entrou aí já faz 20 minutos. E desde então eu só ouço pequenas batidas. Entendeu né?&lt;br /&gt;- Puta cara safado hein. Quero ver se a mulher dele ligar. &lt;br /&gt;- Vai sobrar pra mim né, pra variar. Anne, se tu quiser, eu repasso o recado pra ele quando ele desocupar.&lt;br /&gt;- Sério? Então faz isso amiga. Qualquer coisa me liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da sala às pressas, quase derrubei uma pilha de documentos da mesa do gerente comercial, que quando viu o estrago, me deu um pito do outro lado da sala: “CUIDADO LOUCA!” Eu nem me dei ao trabalho de virar o corpo para a voz, cuspi um “ME DESCULPA” e saí porta afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao hospital completamente esbaforida, meus cabelos estavam esvoaçantes, mas assim como nunca me importei, não era agora que eu iria me importar. Ignorei a maca que subia a rampa às pressas com um cara todo ensangüentado em cima dela, e me dirigi à recepcionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, minha mãe está internada aqui, preciso saber qual o quarto, por favor.&lt;br /&gt;- Seu nome? – perguntou a recepcionista , sem nem olhar para mim.&lt;br /&gt;- Anne Vasconcellos.&lt;br /&gt;- Qual o nome da sua mãe?&lt;br /&gt;- Laura Vasconcellos. Uma enfermeira me ligou pedindo pra assinar alguma coisa, acabei esquecendo o nome dela.&lt;br /&gt;- Ah sim, Ala Santo Antônio, quarto 10, no segundo andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava o elevador, lembrei-me da técnica de respiração inventada pela minha avó. Segundo ela, inspirar e expirar três vezes e em seguida soltar um “RÁ” (é, gritinho mesmo), ajuda a mente a relaxar e acalmar os nervos. Eu estava necessitando ficar calma, não pensei duas vezes e parti pro procedimento. &lt;br /&gt;Para o meu extremo azar, exatamente no momento em que soltei o “RÁ”, a porta do elevador se escancarou, e de lá saiu o CADU, o qual levou um baita susto e desatou a rir da minha cara.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/parte-5-no-hospital.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-429990943765013087</guid><pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Uma história (a saga de Chaz).</category><title>XXXIII: Direcionando (ou O fim da história e o começo da vida)</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedo , estava ansioso. Me sentia engraçado, como se tivesse uns 15 anos e estivesse pra sair com ela pela primeira vez; imaginava todos os cenários possíveis, fantasiava com as curvas do corpo dela, o cheiro, o gosto, os sons. Eu estava inquieto, torcendo pro tempo passar rápido. Me sentia bem, recuperado e disposto, eu estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me mandou uma mensagem ainda pela manhã, por volta das dez e meia: &quot;Bom dia Chaz, sonhei com você essa noite ;)&quot;. Eu mordi a almofada, dei um grito, começei a pular, é, eu estava realmente ansioso. E ainda faltavam uma hora e meia. Tentei de tudo para me distrair, naveguei internet afora, tentei ler um livro, ouvir música, observar os pássaros, caçar mosquitos e tudo o que consegui foram meros 40 minutos, o que já era um avanço, mas ainda faltava muito. Resolvi sair para caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei umas voltas nos quarteirões da vizinhança, cumprimentei senhoras que passavam, desviei de crianças correndo, quase morri atropelado enquanto atravessava uma rua, ganhei mais um pouquinho de câncer de pele por causa do sol infernal que estava fazendo e matei mais 20 minutos, ja estava na hora de voltar pra casa. Tomei um banho assim que cheguei, coloquei uma camisa de manga curta, uma calça jeans e um tênis qualquer, apesar da ocasião, ainda era um almoço num baita dia quente. Segui em direção à casa da Gabriele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez o taxista só me disse algo do tipo &quot;Rendeu a noite passada então?&quot;. É, por incrível que pareça era o mesmo taxista, acho que peguei o celular dele, marquei na minha agenda como &#39;Táxi&#39; e nem me dei conta imaginando que ele só estava me perseguindo mesmo. Gabriele ja me esperava na calçada, apesar de eu estar uns cinco minutos adiantado. Ela usava um vestido colorido curto e uma sandália, fazendo jus ao calor. Foi logo entrando no táxi e dizendo para onde ir, ela estava num ótimo estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia de verão pode-se dizer. Sentamos para almoçar.&lt;br /&gt;E só o que eu conseguia visualizar era o corpo dela por baixo daquele vestido. Ta, eu sei que parece que eu só estava lá pelo sexo, mas não é bem assim, era tudo muito importante, mas tanto eu, quanto ela dávamos a entender que aquilo era só cerimonial e que só não saíamos de lá correndo em direção à alguma cama disposta a servir de ninho-de-amor porque ambos estávamos famintos também. Eu não tinha comido nada ainda, desde que resolvi pular da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da tensão que pairava sobre a nossa mesa, tivemos um almoço tranquilamente agradável, conversamos sobre tudo o que tinha acontecido, falei sobre o que eu pensava e sentia, esclarecemos tudo o que tinha pra esclarecer e ficamos na pendência de um acordo subentendido de recomeçar. Só faltava uma coisa para marcar o recomeço, mas ainda tinham dois belos pratos de filet a serem batidos; que foram, de certa forma, vorazmente engolidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta paga, resolvemos ir andando até algum lugar, talvez a minha casa, talvez a dela, saímos andando de mãos dadas, com uma ansiedade velada, sensível o suficiente para respeitar a impotância daquela caminhada. Eram passos que deixavam para trás tudo aquilo que tinha passado e ia em direção a um futuro, juntos, lado a lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhávamos em silêncio, não havia a necessidade de palavras, nos entendíamos por olhares, toques, gestos, minha mente vez ou outra fugia para a próxima hora ou duas, ia acariciar o corpo de Gabriele, beijá-la e excitá-la. Passamos pela minha casa, não entramos, ainda não era hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quer entrar Chaz?&lt;br /&gt;- Ainda não, que tal caminhar até a sua casa?&lt;br /&gt;- Eu gosto dessa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração ficava acelerado e se acalmava, tudo de acordo com a intensidade da mão dela na minha, de acordo com a vontade dela crescendo e indo de encontro à minha. Foi por pouco que não começamos no meio do caminho entre a casa dela e a minha. A mão dela apertou a minha de repente, ela me olhou com uma expressão ávida, os lábios sendo mordidos numa tentativa frustrada de segurar tudo aquilo lá dentro até a hora certa, trouxe ela para mais junto de mim e nos beijamos, de verdade, com vontade, ali no meio da calçada a alguns quarteirões da casa dela. Ela parou o beijo, me olhou querendo mais e eu sei que retribui o olhar, peguei ela novamente pela mão e começei a correr em direção à casa dela. Ela me acompanhou do jeito que pode, segurando a barra do vestido enquanto eu ainda a puxava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abriu a porta com as mãos trêmulas e a respiração ofegante. Andamos quase todo o caminho em direção ao quarto, em meio a beijos e apertos, arranhões, mordidas e suspiros. Não conseguimos chegar até o ninho-de-amor que a cama dela estava preparada para ser, acabaram as peças de roupa no corredor e foi ele mesmo quem fez as vezes. Ela me empurrou para a parede e começamos, a boca dela fazendo todo o caminho, do começo ao fim do meu corpo, com vontade ela colocou minha mão nos cabelos dela e me fez agarrá-los, me fez controlar o que ela fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem me beijar, agora Chaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava lá, deitada no chão, no meio do corredor, as pernas abertas, o corpo já suado, mas não por isso ela estava molhada daquele jeito. Ela gemia cada vez mais alto enquanto eu sentia o sabor de cada parte dela, me puxava pelos cabelos, arranhava minhas costas. Era Gabriele, mas de um jeito que eu nunca havia visto, com uma vontade que eu nunca havia visto, como se aquela vez fosse o divisor de águas entre tudo o que havia acontecido e o futuro que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem aqui Chaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei-me em cima dela, com uma dose de carinho contrastante com a empolgação selvagem que havia reinado até então, ela me olhou fixamente nos olhos, ela me sentia nela e eu sentia toda ela em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te amo Chaz, muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu o tempo todo, se dividia entre gemidos e sorrisos, ela se divertia, estava feliz, assim como eu. Estávamos firmando um acordo simples: &quot;Para sempre, Amém.&quot; Ainda parecíamos animais, de frente, de costas, em pé, deitado, sentado, de 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos sentados agora, no corredor, ainda ofegantes, um ao lado do outro, encostados na parede, olhando para o nada de mãos dadas. Ambos sorrimos pois ambos sabemos que agora é para sempre, juntos, lado a lado, em direção a um futuro feliz, as vezes com roupa, muitas outras vezes sem, mas além de toda a agitação que narrei aqui. FINIS.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/xxxiii-direcionando-ou-o-fim-da.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7725447458203918523</guid><pubDate>Fri, 08 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guest fridays</category><title>Ministrando-te a mim</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/Igor_ferreira&quot;&gt;Igor&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Quão grande é a vontade de dizer “Deus ministrou em meu coração isto, irmão” e não temer estar enganado pelos meus sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho me vigiado, percebido que meus atos não estão sempre fixados na base que Jesus seguiu. É uma força ilusória que me induz a acreditar que tal indignação deva ser manifestada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Espírito Santo, é você?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu busquei a Deus todos estes dias. Como poderia fluir em mim um desejo aquém da sua vontade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso. Aprendo a ficar em silêncio. Peço que sua vontade seja revelada em mim ali, mas o meu coração arde em desejo contra ela. Ele fortemente se inquieta pra me mostrar a hipocrisia que ainda habita em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sou o filho de Deus!”. É o clamor da minha alma argumentando em favor de uma falsa exortação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começa uma diária guerra. De um lado a vontade quase incontrolável de sentir-se satisfeito, de outro, a Dele. Se a Ele que eu busco, a Ele que clamo, por Ele que vivo e por Ele que canto.  Por que tem sido tão difícil puramente refletir tal amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Intimidade&lt;/span&gt;. Nós não nos conhecemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, ao dormir, meu inconsciente se faz imagem e é a mim permitido ver as ilusões a que me apego, percebo que há um longo caminho pela frente. Seria muito mais difícil se a luz que invade meu quarto não chegasse aos meus olhos. Ela o clareia, pois o cega. Seu brilho é tão forte que eu não consigo formar nenhuma imagem além dela.  É quando eu me perco. Alegre. Alegria que provém de não ter nenhuma certeza além de uma luz que anuncia vida.  Anuncia que naquele quarto há vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que de sabedoria eu precisar, fecharei meus olhos e debaixo da Tua palavra colocarei meu pés. Quando, inevitavelmente, for inundado por tal luz, saberei discernir a Tua voz. Ela será a única que, incontrolavelmente, agitará meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo que &lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;só&lt;/span&gt; Ele me conhece, logo a ele todo dia perguntarei “&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Quem&lt;/span&gt; sou eu?”.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/ministrando-te-mim.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7337758083060793054</guid><pubDate>Wed, 06 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.465-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">O problema não é você</category><title>Parte 4 - No Jornal</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/mayraghizoni&quot;&gt;Mayra Ghizoni.&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, fomos despertos pelo meu celular, programado para me acordar às 07:00 h. Meu primeiro impulso foi verificar os sinais vitais da minha mãe, afinal, ela não poderia ver o Jean sair comigo para a rua. Para o meu espanto, sua cama estava intacta, o que significava que ela não tinha voltado para casa ainda. Na situação em que eu estava, nada mal, afinal ela nem saberia da existência do Jean. Pelo menos por enquanto, isso me evitaria uma penca de problemas. Como eu havia acordado de bom humor, nem dei muita bola para o que poderia ter acontecido com a dona Luísa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei o Jean e fomos tomar café. Tudo correu tranquilamente, saí de moto com ele e o deixei em casa. Realmente, ele morava longe. Cheguei na redação cerca de 10 minutos atrasada, o que me rendeu algumas exclamações por parte dos colegas, devido ao fato de que nunca me atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho no “Jornal Cotidiano”, e minha função é revisora de uma parte do jornal destinada a adolescentes. Minha mãe conseguiu o emprego pra mim, pois a amiga dela de canastra era funcionária de lá. Acabou que enquanto eu estagiava, fazendo algumas pesquisas idiotinhas na internet que qualquer criança de 5 anos consegue fazer,  ela foi demitida por justa causa - a presidente do grupo que comanda o jornal recebeu uma denúncia de que a funcionária dela assistia a vídeos pornôs gays no horário de expediente (sempre soube) – e então eu fiquei no lugar dela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral eu curto meu trabalho. Como sou revisora, ás vezes tenho de ralhar com os colunistas, e eles não curtem muito, pelo fato de eu ser mais nova. Mas isso a gente releva no happy hour. Soa estranho, mas eu detesto revistinhas teens, tipo Atrevida e Capricho, e quando eu era estagiária, era forçada a procurar “fofocas” sobre Justin Bieber, RBD e Jonas Brothers nesses sites. Porém, quando subi de nível, criei coragem e relatei ao meu chefe que se fosse eu, não leria nada daquilo. Tem momentos nas nossas vidas que devemos expor nossas opiniões, dar a cara pra bater e o momento era aquele. Ele me sugeriu uma espécie de projeto, para definirmos o rumo do caderno, e traçar pontos principais do que seria abordado. Era nisso que estávamos trabalhando, e eu tinha pouco menos de 24 horas para finalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: o público alvo abrangeria adolescentes de 15 à 20 anos, nada como antes, que certamente guriazinhas sub 15 aficcionadas por Restart e Cia adoravam ler. O conteúdo não teria mais as gírias retardadas do momento, como: “adogo”, “meda” e “sinistro”. Era um projeto ousado, mas eu tinha certeza de que seria bem aceito pelo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que sentei na mesa, meu telefone tocou. Era a Tha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meniiiina, tenho tanta coisa pra te contar, meu Deus!&lt;br /&gt;- Oi Tha, escuta, preciso terminar umas coisinhas aqui, posso passar aí na tua sala daqui a pouquinho?&lt;br /&gt;- Ai Anne, você tem o dom de estragar meu humor hein.&lt;br /&gt;- Desculpa amiga, mas eu também tenho novidades, depois te conto tudinho. Beijo.&lt;br /&gt;- Hmm, adoro! Ok, passa aqui, beijo, tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a Thayse além de ser minha best, também trabalhava comigo. A diferença é que ela era secretária do editor-chefe do Jornal, o que a fazia praticar suas insinuações quase que o tempo todo para ele. E este, adorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Dostoiévski é o nome dele ou “Seu André” para os íntimos. No auge dos seus 50 e poucos anos, pode-se dizer que é bem conservado. Estatura mediana, cabelos quase que parcialmente grisalhos, pratica remo as sextas pela manhã e tênis as terças e sábados. Não que eu deva saber disso, mas a Thayse como sua assessora direta é praticamente uma secretária eletrônica ambulante do chefinho. O seu André é gente boa (leia-se: eu pegava). Mas como sou uma guria direita e sei que, além de configurar como assédio (eu sei, eu poderia ganhar uma grana federal com isso), ia pegar muito mal pra minha imagem na Empresa, além de saber que a esposa dele é uma vaca que vive ligando pro escritório querendo saber o que ele quer para a janta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Passaram-se 10 minutos enquanto eu digitava a conclusão do Projeto, quando meu celular tocou, era um número desconhecido. Não costumo, mas resolvi atender. Sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;- Por gentileza, é do celular de Anne Vasconcellos?&lt;br /&gt;- Sim, quem fala?&lt;br /&gt;- Anne, aqui é a enfermeira Yolanda, eu estou ligando do Hospital Anjo Gabriel, será que você pode passar por aqui agora?</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/parte-4-no-jornal.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1342876281329731671.post-7296052429403081061</guid><pubDate>Tue, 05 Apr 2011 13:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-04T23:19:19.466-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Uma história (a saga de Chaz).</category><title>XXXII: Explicando</title><description>&lt;h5&gt;Escrito por &lt;a href=&quot;http://twitter.com/fabscantarella&quot;&gt;Fabricio Cantarella&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;&lt;br /&gt;De novo naquela noite peguei um táxi que viajou pelas ruas pouco iluminadas, com as luzes dos postes regularmente clareando dentro do carro. Coincidentemente (ou não) era o mesmo taxista, uma cara bigodudo de sei-lá-eu-quantos anos que usava uma camisa desbotada aberta até o meio do peito. Dessa vez fui eu quem puxou assunto, acho que ele ficou meio ressabiado, mas aceitou a chance de uma conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema é mulher, meu caro.&lt;br /&gt;- Bom rapaz, se o problema é mulher você não tem muito o que reclamar né? Em vinte anos dirigindo esse táxi, todo passageiro que vinha me falando que tinha problema com mulher sempre saia ou voltava com um puta sorriso no rosto dia ou outro depois. Mas, me conte, o que se passa?&lt;br /&gt;-Longa história, mas da tempo. Começa com a Lívia, estávamos juntos uns anos atrás dai ela me pegou na cama com outra e me botou pra fora, depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a viagem toda, poste vai, poste vem e eu contando minha história. Num semáforo, três quarteirões antes do meu destino, com minha história devidamente contada, o taxista foi simples em sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe bem o que fazer, meu rapaz. Você já aproveitou bastante o que devia e podia, agora pensa com a cabeça de cima e resolve essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do táxi com o conselho pesando, &quot;agora pensa com a cabeça de cima&quot;. Poxa! Eu sempre fiz isso, não fiz? Bom, talvez não nas três vezes de hoje com a Lívia, mas enfim, toquei a campainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achei que tivesse me dito &quot;Até amanhã Gab&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia um quê de irritação na voz dela, mas isso não ia ser problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi só pra fazer suspense...&lt;br /&gt;- Claro Chaz, claro.&lt;br /&gt;- Sério agora Gab, desculpa por ter saído daquela forma, eu precisava fazer uma coisa.&lt;br /&gt;- O quê? Sexo com a Lívia pela terceira vez no mesmo dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ela estava realmente irritada, é, aquilo seria um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você...&lt;br /&gt;- Ela me ligou, me contou isso e me disse que talvez você aparecesse por aqui. Me disse pra te esperar ja sem roupa, pra darmos uma trepada e seguirmos em frente, mas acho que me esqueci de seguir esse conselho, ou não estava afim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que ela não estava afim, mas deixo margem para a dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gab, eu transei com a Lívia hoje sim, foram realmente três vezes sabe Deus como, mas foram. O ponto disso tudo é o seguinte, comer a Lívia é realmente muito bom, essa era a peça chave do nosso relacionamento, sempre foi. Ela é insaciável. Mas percebe, é só isso.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- Com você eu consigo viver Gabriele, com você eu consigo pensar em um futuro, eu consigo sentir saudades quando estamos longe, eu conto minutos pra te ver, pra te fazer sorrir, pra conversar contigo, ouvir como foi seu dia...&lt;br /&gt;- Mas meu sexo não é bom pelo visto, ja que você ia se satisfazer com ela.&lt;br /&gt;- Nunca ninguém me chupou como você me chupa, ninguém! E ninguém tem um sabor tão bom quanto você. Com a Lívia eu me sentia meio que um Charlie Sheen, entende?&lt;br /&gt;- Fantasia?&lt;br /&gt;- Não tanto, mas é meio por ai. Fazer com você é maravilhoso, é tipo paraíso saca? Com ela é mais pra filme pornô, é legal vez ou outra, mas não é algo que eu quero pra minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ja sorria um pouco, nem tinha sido tanto problema afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e agora Chaz?&lt;br /&gt;- Agora? Me oferece um café, que tal?&lt;br /&gt;- Não!! Folgado, você come outra três vezes no mesmo dia e ainda quer que eu te de cafézinho? Se nem me comer você vai porque você não aguenta?! Nem vem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que gostaria de ver minha cara naquela hora. Ela continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas tudo bem, me leva pra almoçar amanhã e te ofereço um café aqui depois.&lt;br /&gt;- Te pego meio dia?&lt;br /&gt;- Na verdade você vai me pegar la pelas duas da tarde, isso se você ja estiver recuperado, mas ta, pode passar aqui meio dia. Boa noite agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter sido sacaneado até a morte, o beijo de boa noite era minha última chance de morrer com honra e como ele não dependia da capacidade funcional do meu companheiro naquela hora, fiz o melhor que pude. E foi realmente bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite Gab.&lt;br /&gt;- Esperei tanto por esse beijo. Boa noite Chaz, até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui pra casa feliz, pensando no futuro. Peguei o mesmo táxi, com o mesmo motorista e tive que ouvir um &quot;Eu não disse que ia voltar com um puta sorriso na cara&quot; no caminho pra casa. Dormi tranquilamente naquela noite, mas não sem antes pesquisar no google formas para o meu companheiro estar completamente recuperado pra tarde seguinte, eu teria muita coisa em jogo naquele momento.</description><link>http://blogaboutblank.blogspot.com/2011/04/xxxii-explicando.html</link><author>noreply@blogger.com (About: blank)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>