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		<title>Curso de agricultura orgânica – módulo agroflorestal – Indaiatuba/SP</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<title>Agroflorestas incrementam renda de famílias agricultoras, enriquecem dieta alimentar e conservam recursos naturais</title>
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		<comments>http://www.agrofloresta.net/2013/04/agroflorestas-incrementam-renda-de-familias-agricultoras-enriquecem-dieta-alimentar-e-conservam-recursos-naturais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 00:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Barra do Turvo]]></category>
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		<description><![CDATA[Ampliação significativa de renda, diversidade de mais de 100 produtos para autoconsumo e recuperação de 1 mil hectares (ha) dos recursos naturais  demonstram sucesso de modelo agroflorestal desenvolvido pela Cooperafloresta Incremento de renda e produção de alimentos com fartura. Isso aliado à conservação e &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2013/04/agroflorestas-incrementam-renda-de-familias-agricultoras-enriquecem-dieta-alimentar-e-conservam-recursos-naturais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>Ampliação significativa de renda<strong>, diversidade de mais de 100 produtos</strong> para autoconsumo e <strong>recuperação de 1 mil hectares (ha)</strong> dos recursos naturais  demonstram sucesso de modelo agroflorestal desenvolvido pela Cooperafloresta</em></p>
<p>Incremento de renda e produção de alimentos com fartura. Isso aliado à conservação e recuperação dos recursos naturais das florestas. Com os Sistemas Agroflorestais isto é possível. Os resultados são decorrentes da atuação do <strong>Projeto Agroflorestar</strong>, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, nas áreas de atuação da Cooperafloresta – Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis<span id="more-1713"></span></p>
<p>As famílias agricultoras aumentaram, nos últimos 15 anos, em 12 vezes sua renda anual, por meio da ampliação e diversificação da produção. O resultado é decorrente de um processo continuado de organização, formação e assessoria técnica para o desenvolvimento das agroflorestas, certificação participativa e comercialização coletiva.  “Se trata de uma atuação ampla, já que os conceitos para o sucesso também o são”, ressalta<strong> </strong>o doutor Walter Steenbock &#8211; engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), que atua em parceria com a Cooperafloresta no Projeto Agroflorestar.</p>
<p>“Buscamos articular o resgate do conhecimento tradicional, à geração de pesquisas de forma participante e à difusão dos ensinamentos técnicos para, com isso, termos como resultado a geração de renda por meio da produção nas agroflorestas.  Mas, aliado a isso, resgatamos, em cada cultura presente neste bioma, o valor pessoal para o enfrentamento da exclusão social”, explica<strong> </strong>Steenbock.</p>
<p>“Tratamos com culturas diversas, como a dos Quilombolas, com conhecimentos tradicionais, que são fundamentais para o desenvolvimento daquele solo em questão, dos alimentos e das suas culturas ancestrais. Para tanto, os processos de organização das famílias, valorização dos seus sabores e sabores são fundamentais para o sucesso do modelo agroflorestal”, enfatiza o pesquisador e engenheiro<strong> </strong>agrônomo Walter Steenbock<strong>.</strong></p>
<p><strong>Exploração predatória - </strong>Agora, lembra Steenbock, “Paralelo a isso, temos a exploração predatória dos recursos naturais da <strong>Mata Atlântica</strong> e a perda do conhecimento sobre as  <strong>técnicas de manejo</strong>, assim como a dos benefícios potenciais desses recursos. Ao acompanhar a dilapidação do patrimônio genético da floresta, aliada à ausência de uma política voltada ao manejo sustentável, só temos de nos fortalecer para disseminar, cada vez mais, o modelo agroflorestal desenvolvido pela Cooperafloresta”.</p>
<p><strong>Recuperação de 1 mil hectares (ha) de recursos naturais </strong>- A diversidade de produtos para a subsistência ampliou em cerca de 95% se comparado a quando praticavam a agricultura convencional  (monocultura), que também maximiza a renda com a redução de gastos externos. “E o mais importante &#8211; já que não se trata apenas das famílias que atuam hoje nas agroflorestas, mas do futuro de novas gerações: a recuperação de 1 mil hectares (ha) dos recursos naturais na área de atuação das 110 famílias associadas à Cooperafloresta”, frisa Steenbock.<br />
“Além da conservação, a recuperação de recursos naturais é de extrema importância para a retomada da estrutura e dinâmicas do ecossistema natural e original do lugar”, lembra Walter Steenbock. A constatação é fruto das conclusões de estudos do georeferenciamento das áreas agroflorestadas e demais áreas em regeneração, associados com levantamentos da diversidade vegetal, da estrutura florestal e da dinâmica do carbono nas agroflorestas.</p>
<p><strong>S</strong><strong>istema Agroflorestal - </strong>Pode parecer complicado, mas com poucas palavras, as famílias agricultoras traduzem este modelo: “Na agrofloresta você está plantando e colhendo ao mesmo tempo. Então está sempre gerando renda. O adubo, vem da própria natureza; as podas feitas corretamente, deixam os raios de sol entrar e dão força para as verduras crescerem. E o mais importante: tudo vai para sua própria família”, ensina o senhor Sezefredo Cruz, 70 anos, primeiro agricultor de Barra do Turvo (SP) a adotar o modelo agroflorestal da Cooperafloresta.“Depois da Cooperafloresta chegar aqui aprendi a me valorizar. Aprendi que, mesmo sem estudo, também sou doutor. Hoje, além de ser feliz, faço os outros felizes, pois preservo a natureza, a água, as árvores e produzimos alimentos de qualidade, sem veneno”, explica Sezefredo Cruz.</p>
<p><strong>Modelo Agroflorestal - </strong><strong><em>“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”</em></strong>. A frase de Antoine Lavoisier (1743-1794), um dos primeiros cientistas a enunciar o princípio da conservação da matéria, já pronunciava as palavras explicadas pelo agricultor agroflorestal Sezefredo Cruz.  Para tanto, bastou especialistas da Cooperafloresta, de forma didática, em meados de 2003, a “ensinar a pescar e a vender o peixe”, conforme revela Cruz.<br />
Partindo do princípio da transformação e aproveitamento de tudo o que há nas florestas, a primeira lição é a de que a formação de clareiras é de extrema importância para a maior quantidade e diversidade de vida. “Para isso, inicialmente é feita uma capina seletiva na qual são retirados, com as mãos, os capins do solo. Depois, busca-se plantar uma grande variedade de espécies, em elevada densidade. A partir de um planejamento adequado de que estrato da floresta cada planta vai ocupar, os períodos de tempo são definidos”, explica Steenbock<br />
Nesta implantação da agrofloresta, o material vegetal pré-existente é cortado e disposto de forma ordenada e com arranjo definido no solo, sem a utilização de fogo. Ao longo do tempo, há um manejo intensivo da vegetação, especialmente na poda e na disposição do material podado no solo. Desta maneira, o aproveitamento da matéria orgânica pela vida do solo é ainda maior que nas clareiras naturais. A água entra melhor na terra, com muito alimento gerado pelas folhas, madeiras e raízes.<br />
“Tudo favorece o aumento da quantidade e diversidade de animais e micróbios. A prática deste manejo tem gerado agroflorestas com elevada densidade de indivíduos, riqueza de espécies e um expressivo incremento anual de carbono no sistema, além de se constituírem nos principais espaços de geração de renda e segurança alimentar, entre outros benefícios”, frisa o pesquisador.</p>
<p><strong>Cultivos em equilíbrio não se exaurem -</strong>“O modelo agroflorestal mistura espécies agrícolas e florestais em uma mesma área. Com isso, o uso da terra combinado é capaz de otimizar a captação de nutrientes do solo, bem como de promover a reciclagem de nutrientes do material vegetal (troncos, galhos e folhas) que são constantemente podados. No sistema convencional, de monocultivo, o solo geralmente chega  a um ponto em que fica completamente degradado e sem  nutrientes para produzir e manter as reservas naturais. Os cultivos em equilíbrio não se exaurem, mas colaboram entre si, mutuamente”.<br />
“Mas se trata de um modelo de manejo que necessita de apoio, assessoramento técnico nos processos de organização, formação e, principalmente, na capacitação das famílias agricultoras. Além disso, planejamento dos sistemas agroflorestais, do beneficiamento, agroindustrialização, certificação e comercialização da produção. Esse tem sido o papel da Cooperafloresta, desde 1996”, lembra Walter Steenbock</p>
<p><strong>A realidade  no cotidiano - </strong>“A Agrofloresta salvou a vida da minha família”, repete Sezefredo Cruz. Ele ainda faz questão de relatar que já havia desistido das suas terras e as colocado à venda. “No auge do nosso cultivo, tivemos 9 mil pés de banana aqui, mas tudo foi tendo fim. Usava adubo químico, queimada&#8230;não sabia de nada. Cheguei a colocar a placa de venda na frente”.Mas foi o Sistema Agroflorestal que fez do senhor  Sezefredo Cruz um dos maiores divulgadores do projeto da Associação. “No início não acreditei muito, mas após 3 meses da implantação da nova forma viver com as florestas já comecei a ver os resultados das técnicas de manejo que estavam me ensinando. O próximo passo foi tirar a placa de frente do meu sítio. Nossa vida mudou”, diz senhor Sezefredo Cruz, que hoje tem sua família toda envolvida no Sistema.</p>
<p><strong>Respeito ao conhecimento tradicional - </strong>Além da nutrição adequada e valorização dos conhecimentos locais, o  respeito às diversas comunidades tradicionais é de fundamental importância nas Agroflorestas. “São as populações tradicionais que se desenvolveram ao longo de gerações adaptadas às condições ecológicas locais, que desempenham um papel fundamental na conservação da natureza e na manutenção da diversidade biológica de suas terras”, pontua o pesquisador Walter Steenbock. “Afinal, são os conhecimentos tradicionais que preservam as origens, cultura e história de um lugar, a exemplo do que está ocorrendo no Vale do Ribeira, com a Mata Atlântica sendo preservada pelas comunidades que ali habitam”, completa. Atualmente, 80% das famílias agricultoras da Cooperafloresta são quilombolas, que estão recuperando suas raízes, retomando suas origens e vivendo com respeito e dignidade.</p>
<h4>Sobre a Cooperafloresta</h4>
<p><em>A Cooperafloresta</em><em>, fundada em 1996, atua diretamente com 110 famílias agricultoras e Quilombolas. Promove o fortalecimento da agricultura familiar assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização da produção.</em></p>
<p><em><a href="http://cooperafloresta.org.br/" target="_blank">http://cooperafloresta.org.br/</a></em></p>
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		<title>Oficina de Jardinagem Agroflorestal</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Apr 2013 00:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Método “Um aluno por canteiro” Por Cristina Velasquez e Osvaldo Luis de Sousa (Instituto Socioambiental) Passando da aula de plantio de feijão no algodão para plantio de florestas. Princípios que serão exercitados: Sucessão natural de espécies e criação de recursos naturais. Para &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2013/04/oficina-de-jardinagem-agroflorestal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<h2>Método “Um aluno por canteiro”</h2>
<p>Por Cristina Velasquez e<span style="color: #333333; font-family: verdana, arial, helvetica, clean, sans-serif; line-height: 20px;"> Osvaldo Luis de Sousa (Instituto Socioambiental)</span></p>
<p>Passando da aula de plantio de feijão no algodão para plantio de florestas.</p>
<p>Princípios que serão exercitados: <b>Sucessão natural de espécies e criação de recursos naturais</b>.</p>
<p>Para ensinar agrofloresta, baseado nas idéias propostas pelo pesquisador e agricultor Ernst Götsch, propomos que cada aluno tenha sua área para produção e aprendizado.<span id="more-1702"></span></p>
<p>Esta área pode ser uma horta, na qual os canteiros devem ser muito bem preparados por quem sabe fazer canteiros, para que as crianças colham e se animem a plantar.</p>
<p>Os canteiros devem ser cobertos com matéria orgânica como capim, palha de arroz, papel picado. serragem, para que os alunos apreendam que a terra deve ficar coberta.</p>
<p>Apôs o preparo, os canteiros são divididos entre os alunos, de modo que cada aluno fique com pelo menos um metro quadrado.</p>
<p>Neste momento começa o feitio da muvuca (mistura de sementes de árvores), onde os alunos são apresentados às sementes das arvores que irão ser plantadas.</p>
<p>As sementes de árvores devem ser de muitas espécies, e em uma quantidade que garanta o nascimento de muitas árvores por metro quadrado (o ideal é que nasçam 10 árvores por metro quadrado). Com o tempo a natureza junto com o aluno vão fazendo o raleamento das árvores.</p>
<p>O professor tem que ter seu canteiro junto com os dos alunos. As instruções sobre o plantio são dadas na prática: o professor organiza os alunos em volta do seu canteiro, explicando e plantando as sementes de arvores junto com as plantas que irão criar as arvores e servir de alimento como o rabanete, cenoura, milho, tomate, mandioca, banana e mamão entre outras.</p>
<p>Depois toda semana o canteiro tem que ser visitado e manejado, raleando as hortaliças e retirando o capim que nascer com a mão. Por volta de um mês começa a colheita da rúcula ou rabanete.</p>
<p>A avaliação pode ser feita dando notas aos canteiros, observando o capricho e a produção obtida, e o aprendizado que o aluno contar que teve no canteiro.</p>
<p>Nestes canteiros os alunos iram observar na prática:</p>
<h3>Que neste chão plantando tudo dá</h3>
<div id="attachment_1703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-large wp-image-1703" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image3-640x480.jpeg" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">Colheita do rabanete na Casa da Criança (Canarana-MT)</p></div>
<h3>Que uma planta ajuda a criar a outra (sucessão natural)</h3>
<div id="attachment_1704" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-large wp-image-1704" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image4-640x481.jpeg" width="640" height="481" /><p class="wp-caption-text">Aluno mostrando a jabuticaba e a acerola sendo criadas no seu canteiro.</p></div>
<h3>Que o material da poda e capina do canteiro aduba e cobre o solo</h3>
<div id="attachment_1705" class="wp-caption aligncenter" style="width: 489px"><img class="size-large wp-image-1705" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image5-479x640.jpeg" width="479" height="640" /><p class="wp-caption-text">Professora Rosa mostrando à bananeira no qual a palha do milho depois da colheita foi colocada em volta do pé da bananeira.</p></div>
<h2>Esquema do plantio:</h2>
<p>1) Comece primeiro fazendo os canteiros.</p>
<p>2) Divida os canteiros entre os alunos.</p>
<p>3) Os alunos contam quantas sementes de cada espécie de arvore  cada um vai plantar na sua muvuca, determinando a <b>quantidade</b> e <b>diversidade de espécies de arvores a serem plantadas</b>, fazendo o marco zero do que ele vai plantar para poder comparar com o levantamento do que germinou que será feito depois. Sugere-se também fazer o desenho em cartolina, localizando aonde pretende plantar cada semente e/ou a muvuca.</p>
<p>4) O Professor organiza os alunos em volta do canteiro dele; aonde ele planta sozinho as hortaliças e a muvuca de sementes para servir de exemplo.</p>
<h4>Proposta as de exercícios a serem feitos pelos alunos a partir dos canteiros:</h4>
<p>1) Exercício de Português: redação sobre como foi plantar meu canteiro.</p>
<p>2) <b>Primeira semana após o plantio</b>: os alunos vão cada um para o seu canteiro para fazer a primeira  observação e a capina seletiva, na qual os alunos tiram somente os capins que estão nascendo com a mão. Também fazem o raleio das plantas que nasceram deixando o espaçamento correto. Os alunos sempre devem ser incentivados a aumentar a biodiversidade de seus canteiros, plantando outras sementes que encontrarem.</p>
<p>3)<b> Terceira e quarta semana: </b>Continua o mesmo trabalho da primeira semana.</p>
<p>4) <b>Quatro semanas:  </b>cálculo da colheita – rúcula, rabanetes e o que mais vier.</p>
<p>5)<b> </b><b> 1ª Avaliação individual dos canteiros: </b><b> </b>Primeira reunião com os resultados de todas as colheitas e da evolução dos plantios.</p>
<ul>
<li><i style="font-size: 13px;">Exercício dois de matemática:</i><b style="font-size: 13px;"> </b><span style="color: #333333; font-family: verdana, arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px;">Quais as porcentagens de sementes que nasceram? Qual a diversidade de espécies em cada canteiro e em toda a área?</span></li>
<li><i style="font-size: 13px;">Exercício de ciências:</i><span style="color: #333333; font-family: verdana, arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"> Quais são os tipos de solos, os tipos de animais do solo?</span></li>
</ul>
<p>6) <b>Durante segundo mês</b>: Dar continuidade no manejo das plantas semanalmente: ver a necessidade de raleamento, condução e poda.</p>
<p>6) Continuar a colheita de quiabo, jiló, cenoura.</p>
<p>7) <b>No terceiro mês</b> já estarão colhendo milho verde.</p>
<div id="attachment_1706" class="wp-caption aligncenter" style="width: 180px"><img class="size-full wp-image-1706" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image6.jpeg" width="170" height="128" /><p class="wp-caption-text">Alunos plantando cada qual seu canteiro Agroflorestal (Ceres/GO &#8211; 2005)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1707" class="wp-caption aligncenter" style="width: 180px"><img class="size-full wp-image-1707" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image7.jpeg" width="170" height="128" /><p class="wp-caption-text">Aluno manejando seu canteiro no primeiro mês. Agrofloresta (Ceres/GO &#8211; 2005)</p></div>
<div id="attachment_1708" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-large wp-image-1708" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image8-640x480.jpeg" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">Alunos mostrando a colheita de melão e quiabo colhidos 57 dias apôs o plantio. Eles também falaram que visitar o canteiro na hora do recreio virou um ritual. (Alunos da professora Monica nos canteiros agroflorestais da Escola coronel Vanick, Canarana-MT)</p></div>
<div id="attachment_1709" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1709" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/image9.jpeg" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Canteiro com um ano e meio, no qual Ernst Götsch observa a bananeira e as arvores que já substituíram as culturas anuais. (Oca Brasil – Alto Paraíso &#8211; GO)</p></div>
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</ol></p>
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		<title>Multiplicação de conhecimentos proporciona continuidade dos Sistemas Agroflorestais</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 10:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Barra do Turvo]]></category>
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		<description><![CDATA[Escola Agroflorestal, da Cooperafloresta,desenvolve Educação Ambiental por meio da capacitação e conscientização das famílias agricultoras e comunidade em geral  Socializar experiências para ampliar e dar continuidade aos Sistemas Agroflorestais. Com este propósito, a Escola Agroflorestal foi constituída. Trata-se de um espaço &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2013/04/multiplicacao-de-conhecimentos-proporciona-continuidade-dos-sistemas-agroflorestais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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</ol>
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				<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>Escola Agroflorestal, </em></strong><em>da Cooperafloresta,desenvolve Educação Ambiental por meio da capacitação e conscientização das famílias agricultoras e comunidade em geral</em></p>
<p> Socializar experiências para ampliar e dar continuidade aos Sistemas Agroflorestais. Com este propósito, a Escola Agroflorestal foi constituída. Trata-se de um espaço informal de formação e capacitação onde a Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis/PR (Cooperafloresta) socializa sua experiência e, ao mesmo tempo, constrói conhecimentos através da prática agroflorestal, desenvolve metodologias participativas e realiza estudos  e pesquisas. A Escola é apoiada pelo <strong>Projeto Agroflorestar</strong> - patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental – e pela Fundação Interamericana.<span id="more-1692"></span></p>
<div id="attachment_1697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-1697" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/180112-19.jpg" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Escola Agroflorestal</p></div>
<p><!--more-->Por meio de metodologias participativas e atuando em diversas frentes, famílias agricultoras, jovens, técnicos estudantes, pedagogos tornam-se agentes multiplicadores dos Sistemas Agroflorestais, que estão contribuindo para o resgate social de centenas de brasileiros, aliado à conservação e recuperação dos recursos naturais.</p>
<p>Para tanto, o Curso de Jovens para formação de técnicos agroflorestais; a Formação de Agricultores através de oficinas; os Mutirões Agroflorestais; os Estágios; Intercâmbios Técnicos e as Palestras de Educação Ambiental em escolas públicas, entre outras atividades,  fazem parte do programa da Escola Agroflorestal.</p>
<p>“Dentro do contexto da proposta pedagógica, assumimos o compromisso de formar a nova geração que vai suceder o projeto das agroflorestas executado pela <strong>Cooperafloresta</strong>”, explica o coordenador pedagógico da Escola, Carlos C. Castro.</p>
<p>“Para isso, contamos com educandos formados pelo Curso de Jovens da Cooperafloresta como agentes educadores e obtivemos sucesso além do esperado, já que, atingimos um universo de cerca de 2 mil estudantes de Ensino Médio e Fundamental envolvidos nas variadas vertentes da Escola”, comemora Carlos C. Castro</p>
<p>Outro relevante resultado é que dos 16 jovens que concluíram o processo de formação, 70% deles estão atuando na Cooperafloresta, trabalhando como técnicos;  na logística de infraestrutura; na comercialização coletiva; entre outras”, finaliza o coordenador pedagógico<strong>.</strong></p>
<h2>Metodologia</h2>
<p>A <strong>Escola Agroflorestal </strong>busca educar, capacitar e conscientizar os integrantes por meio da interdisciplinaridade e transversalidade. Entre as temáticas trabalhadas nas Oficinas, manejo de agroflorestas, fotografia, experiências de permacultura, legislação ambiental, estudo de solos, questão agrária, práticas agroflorestais, tecnologias de produção, metodologias participativas de organização social, mutirões agroflorestais, certificação participativa, comercialização coletiva em mercados solidários.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1698" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/180112-12.jpg" width="600" height="400" /></p>
<p>Para abordar esses tópicos foram usadas técnicas de teatro, trabalhos corporais, composição de diferentes tipos de peças de expressão artísticas, yoga, debates, reflexões orais e escritas, fotografia, dança (incluindo a capoeira) e músicas.</p>
<h2> Interdisciplinaridade</h2>
<p>“Buscamos fazer com que todas as atividades tenham como mote propulsor a Agrofloresta. Tratamos a sustentabilidade não apenas como geradora de renda, mas consideramos os aspectos sociais, ambientais e culturais deste tema”, ressalta Carlos C. Castro, coordenador pedagógico da Escola Agroflorestal.</p>
<h2>Realização</h2>
<p>O projeto de Educação ambiental da Cooperafloresta conta com uma equipe multidisciplinar, sendo doistécnicos formados pela própria Associação, e outros 25 profissionais de áreas diversas que coordenam a realização das Oficinas da <strong>Escola Agroflorestal</strong>. Além disso, a Escola conta com a parceria de 32 organizações, entre Associações, Sindicatos, Associações de Remanescentes de Quilombos, universidades e escolas.<br />
“Sem a multiplicação de conhecimentos não seria possível concretizar um projeto desta envergadura. Por isso, para a disseminação efetiva da proposta agroflorestal da Cooperafloresta que vivenciamos é mais do que preciso destacar a parceria com as Escolas de Agroecologia da Via Campesina e do MST (Movimento Sem Terra)”, pontua Carlos Castro.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1699" alt="foto" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/180112-24.jpg" width="600" height="338" /></p>
<h3>Metodologias participativas permanentes da Cooperafloresta</h3>
<p>A construção de conhecimento ocorre permanentemente na Cooperafloresta. Desde o início do processo, quando as famílias desenvolvem suas agroflorestas, os agentes multiplicadores e técnicos assessoram os grupos na qualificação da sua produção, os pesquisadores desenvolvem experimentos, estudos e intercâmbio com os agricultores e agricultoras.</p>
<p>“É importante ressaltar que neste processo dialógico de saberes, muitas vezes o protagonismo está nas mãos dos agricultores. Assim, o conhecimento gerado vem empoderando e ampliando os espaços de intervenção da Cooperafloresta e de seus associados”, finaliza o <strong>engenheiro agrônomo Nelson Correia Netto, </strong><strong>coordenador do Projeto Agroflorestar e técnico da Cooperafloresta.</strong></p>
<h3>Sobre o Projeto Agroflorestar</h3>
<p><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-1700" alt="logo" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/logo-agroflorestar-280x300.jpg" width="280" height="300" /></p>
<p>O <em>Projeto Agroflorestar </em>foi selecionado no Edital 2010 do Programa Petrobras Ambiental. Iniciou em dezembro de 2010, sendo fruto de uma articulação entre a Cooperafloresta e dezenas de organizações governamentais e não governamentais. O projeto tem como proposta promover a recuperação e conservação dos recursos naturais, com foco na fixação de carbono e emissões evitadas, através do aprimoramento e ampliação da prática agroflorestal junto à agricultura familiar, comunidades quilombolas e assentamentos gerando referenciais técnicos e metodológicos, socializando e multiplicando os conhecimentos e experiências construídos por meio de atividades de formação, capacitação, intercâmbios e educação ambiental. Foram implementadas ações para formação e capacitação enfocando a agrofloresta, gestão dos recursos naturais e adequação ambiental; assessoria técnica e fomento à produção de produtos agroflorestais; pesquisa e geração de indicadores e metodologia de fixação de carbono; educação ambiental e estímulo ao consumo consciente e responsável. O Projeto Agroflorestar encerra-se em dezembro de 2012, tendo contribuído de forma muito expressiva para a qualificação e multiplicação da prática agroflorestal, fortalecimento organizações envolvidas e recuperação e conservação dos recursos naturais.</p>
<p><em><a href="http://agroflorestar.org.br/" target="_blank">http://agroflorestar.org.br</a></em></p>
<h3>Sobre a Cooperafloresta</h3>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1696" alt="logo" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/04/logo_cooperafloresta.gif" width="130" height="130" /></p>
<p><em>A Cooperafloresta</em><em> fundada em 2003 atua diretamente com 110 famílias agricultoras e quilombolas. Promove o fortalecimento da agricultura familiar assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização da produção.</em></p>
<p><em><a href="http://cooperafloresta.org.br/" target="_blank">http://cooperafloresta.org.br/</a></em></p>
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		<title>Descrição e análise de sistemas agroflorestais em Paraty – RJ</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 23:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Descreve e analisa sistemas agroflorestais utilizados por pequenos ou médios agricultores no município de Paraty-RJ. Com objetivo de obter indicativos dos diferentes aspectos sócio-econômico-culturais presentes na realidade destes atores sociais e de contextualizar trechos do Código Florestal e demais leis ambientais &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2013/04/descricao-e-analise-de-sistemas-agroflorestais-em-paraty-rj/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Descreve e analisa sistemas agroflorestais utilizados por pequenos ou médios agricultores no município de Paraty-RJ. Com objetivo de obter indicativos dos diferentes aspectos sócio-econômico-culturais presentes na realidade destes atores sociais e de contextualizar trechos do Código Florestal e demais leis ambientais nacionais, que estabeleçam conceitos e diretrizes relacionadas às práticas dos sistemas agroflorestais. Monografia por <strong>Luiz Daniel Rebuá</strong>. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 2012.</p>
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		<title>Curso de Agroflorestal Sucessional em Itapetininga/SP</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 23:38:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<title>Abundância</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 19:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2013/03/video-abundancia-ernst-gotsch-300x147.jpg" alt="video-abundancia-ernst-gotsch" width="300" height="147" class="alignright size-thumbnail wp-image-1667" />Documentário filmado no Workshop de Agrofloresta com Ernest Gotsch, organizado pela Cooperativa Sitio, em Mangualde, Portugal, sobre o conhecimento e filosofia por trás deste modo de agricultura sustentável e o interesse que suscita em tantas pessoas.<br />
<span id="more-1661"></span><br />
<iframe src="http://player.vimeo.com/video/48481368?color=c9ff23" width="640" height="360" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/48481368">Abundância/Abundance</a> from <a href="http://vimeo.com/user4841357">Job Leijh</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<blockquote><p>A agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método de produção que propõe, não a criação de um novo ambiente produtivo, mas que o homem, e a produção agrícola da qual tira proveito, integrem um ambiente florestal. O método é, na sua essência, uma tentativa de imitar a natureza. Na natureza a maioria das plantas vive em associação com outras espécies, das quais necessita para um crescimento pleno.<br />
Nos anos 70, Ernest Gotsch, trabalhou no melhoramento genético de espécies vegetais. Esta pesquisa permitiu-lhe concluir que, em vez de adaptar as plantas cultivadas, podia obter melhores resultados se criasse agroecossistemas em que as plantas, num sistema de cooperação, se desenvolviam vigorosamente sem inputs químicos. Implantou inúmeros sistemas complexos e altamente produtivos que dispensavam todo o tipo de adubos e agrotóxicos. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo. Hoje, Ernst presta assessoria a organizações não governamentais, universidades e órgãos de assistência técnica rural em quase todas as regiões do Brasil assim como a organizações da Europa e da América Latina.</p></blockquote>
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</ol></p>
<img src='http://yarpp.org/pixels/e53b6b4d9de1f509df120d3235cc777d'/>
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		<item>
		<title>Sistemas Agroflorestais na Colombia</title>
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		<comments>http://www.agrofloresta.net/2013/03/sistemas-agroflorestais-na-colombia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2013 19:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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<p>Fundación Podion</p>
<p>Montería &#8211; Córdoba &#8211; Colombia</p>
<p><span id="more-1641"></span></p>
<p><iframe width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/ThJvTzjW2o8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Escuela de Campo Agroforestal – Colômbia</title>
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		<comments>http://www.agrofloresta.net/2013/03/escuela-de-campo-agroforestal-colombia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 18:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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San Martín de Loba, Bolivar &#8211; Venezuela</p>
<p><span id="more-1635"></span></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/odmPBtKlhgU" height="480" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<item>
		<title>Descobrindo agroflorestas nos territórios quilombolas de Oriximiná</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/agrofloresta/~3/Xyv7amsuUb8/</link>
		<comments>http://www.agrofloresta.net/2013/03/escuela-de-campo-agroforestal-colombia-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 18:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Revistas]]></category>
		<category><![CDATA[CPI/SP]]></category>
		<category><![CDATA[Oriximiná]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agrofloresta.net/?p=1643</guid>
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		<title>Curso de Agrofloresta em São Carlos/SP</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/agrofloresta/~3/8KWJ5nkOSCA/</link>
		<comments>http://www.agrofloresta.net/2013/03/curso-de-agrofloresta-em-sao-carlossp/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 18:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[São Carlos]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<item>
		<title>Agroforestry Systems: acesso liberado até 30 de Novembro</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/agrofloresta/~3/-VCFuUCzXDA/</link>
		<comments>http://www.agrofloresta.net/2012/10/agroforestry-systems-acesso-liberado-ate-30-de-novembro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Oct 2012 10:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agrofloresta.net/?p=1617</guid>
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<p><a href="http://link.springer.com/journal/10457?utm_campaign=FTA2012-SEM17842&amp;utm_medium=Newsletter&amp;utm_source=email&amp;wt_mc=email.Newsletter.FTA2012-SEM17842&amp;cm_mmc=AD-_-Journal-_-SEM17842_V1-_-0"><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="10457" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2012/10/10457.jpg" alt="" width="153" height="206" /></a>Aproveitem para baixar todos os artigos que lhe possam interessar. A editora liberou até essa data uma grande quantidade de periódicos, veja a <a href="http://www.springer.com/?SGWID=0-102-12-922006-0&amp;cm_mmc=AD-_-Journal-_-SEM17842_V1-_-CENTER_922006" class="broken_link" rel="nofollow">lista completa aqui</a>.</p>
<p>Obrigado pela dica, Robert Miller!</p>
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<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/agrofloresta/~4/-VCFuUCzXDA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Projeto Frutos da Agrofloresta</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/agrofloresta/~3/_0M203cgsHE/</link>
		<comments>http://www.agrofloresta.net/2012/09/projeto-frutos-da-agrofloresta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2012 14:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperafloresta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.agrofloresta.net/?p=1581</guid>
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		<title>Sistemas agroflorestais atuam no combate à emissão de gases efeito estufa</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 14:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carbono]]></category>
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		<description><![CDATA[Diagnóstico é fruto de pesquisa elaborada por técnicos e agricultores do projeto Agroflorestar, da Cooperafloresta, em parceria com Embrapa-Florestas, Universidade Federal do Paraná e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que compara a fixação de carbono (no solo) nas &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2012/08/sistemas-agroflorestais-atuam-no-combate-a-emissao-de-gases-efeito-estufa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Diagnóstico é fruto de pesquisa elaborada por técnicos e agricultores do projeto Agroflorestar, da Cooperafloresta, em parceria com Embrapa-Florestas, Universidade Federal do Paraná e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que compara a fixação de carbono (no solo) nas agroflorestas com manejo sustentável à regeneração natural em florestas.</em></p>
<p>Maximizar renda, fixar famílias agricultoras em suas terras, gerar condições dignas de vida, proporcionar consciência ambiental e, como resultado, atuar no combate à emissão de gases efeito estufa. Parece utopia. Mas é a realidade do <a href="http://agroflorestar.org.br/">Projeto Agroflorestar</a>, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental.</p>
<p>Os dados do Projeto, executado pela <a href="http://cooperafloresta.org.br/">Cooperafloresta</a> – Associação dos Agricultores Agroflorestais de Barra do Turvo/SP e Adrianópolis/PR - podem ser aferidos por meio de informações comprovadas por pesquisas realizadas em parceria com Universidade Federal do Paraná, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio)<span id="more-1584"></span></p>
<p>A pesquisa, ainda em fase de finalização, comprova que o manejo sustentável dos recursos naturais nas agroflorestas contribui de forma significativa para a fixação de carbono se comparado à mesma taxa em florestas em regeneração natural. Os diagnósticos são decorrentes de análise científica realizada por pesquisadores, técnicos e agricultores do Agloflorestar e das Instituições parceiras.</p>
<p>A análise, denominada ‘Estoques de carbono nas florestas’, é baseada na elaboração, implantação e manutenção de estudos em ecossitesmas produtivos, que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais em áreas da Mata Atlântica, de atuação da Cooperafloresta. Aliado a isso, nas áreas avaliadas, as famílias agricultoras agloflorestais ligados à Associação tem o trabalho fortalecido, seja no incremento de renda, produção, agroindustrialização, certificação e comercialização dos seus produtos. No total, são 300 famílias agricultoras e quilombolas envolvidas.</p>
<p>O experimento foi desenvolvido em 16 agroflorestas para a caracterização da estrutura florestal. Nesta seleção, foram incluídas agroflorestas de diferentes idades, em distintas condições de solo e relevo e conduzidas sob variações amplas de manejo. “O manejo agroflorestal comprovadamente se reflete na dinâmica do carbono, aponta para a possibilidade de agregar carbono, produção de alimentos e biodiversidade nos mesmos espaços”, esclarece o doutor Walter Steenbock &#8211; engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), coordenador do estudo.</p>
<p><strong>Propostada pesquisa</strong><br />
A proposta da pesquisa ‘Estoques de carbono nas florestas’, do Projeto Agloflorestar<strong>, </strong>é identificar como o manejo sustentável dos recursos naturais nas agroflorestas pode atuar no combate à emissão de gases efeito estufa. As estimativas realizadas já demonstram que a quantidade de carbono que é fixada a cada ano de crescimento de uma agrofloresta é muito superior à esta taxa em floretas em regeneração natural.</p>
<p><strong>Avaliação</strong><br />
Para a avaliação, foram realizados coletas de solo e de serapilheira, além de levantamentos fitossociológicos em 16 agroflorestas, com 30 espécies distintas, divididas em caule, galhos e folhas, que foram secos e moídos para avaliar o efeito do tempo de condução do carbono.<br />
Indicadores químicos de qualidade do solo, estoque de carbono e a taxa de decomposição de resíduos, quando comparados com áreas de regeneração vegetativa natural, apontam resultados positivos, com uma reversão produtiva, no momento, de 749 halqueires (ha). Além da ampliação da prática agroflorestal junto às famílias agricultoras e suas organizações.</p>
<p>“O balanço de carbono, somado aos impactos positivos da agricultura agroflorestal, que produzem bens e serviços mensuráveis, aponta o sucesso do trabalho da Cooperafloresta, que estamos comprovando em campo com a pesquisa ‘Estoques de carbono nas florestas’”<strong>, </strong>avalia o pesquisador Walter Steenbock.</p>
<p>“O estoque acumulado de carbono em florestas com regeneração natural não tem sido capaz de compensar as expressivas emissões de gases de efeito estufa, de acordo com a necessidade do planeta, como tem sido preconizado. Tal compensação, comprovadamente, só tende a incrementar a redução da biodiversidade e, de forma indireta, aumentar o próprio efeito estufa”, frisa Steenbock.</p>
<p>“O grande contingente populacional no meio rural, implementando práticas produtivas que gerem fertilidade do solo, biodiversidade, fixação de carbono e qualidade de vida é o que se faz necessário para se evitar a escassez de recursos naturais, conclui o coordenador do estudo Walter Steenbock.</p>
<p><strong>Realização<br />
</strong>O pesquisa ‘Estoques de carbono nas florestas’ é resultado da parceria entre o Projeto Agroflorestar patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. Há ainda cerca de 30 Instituições parceiras, nas esferas Estadual e Federal, além de Universidades e Escolas Públicas envolvidas no trabalho.</p>
<p><strong>Sobre o Agroflorestar</strong><em><br />
O Projeto Agloflorestar adota a ferramenta de cultivo e produção agrícola sustentável, já que não permite monoculturas, pesticidas, transgenia e garante o trabalho sustentável dos produtores rurais agroflorestais. Consiste na elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.</em></p>
<p><em>http://</em><em><a href="http://agroflorestar.org.br/" target="_blank">agroflorestar.org.br</a></em><em></em></p>
<p><strong>Sobre a Cooperafloresta</strong><em><br />
A Cooperafloresta</em><em>, fundada em 2003, atua diretamente com 110 famílias agricultoras e Quilombolas. Promove o fortalecimento da agricultura familiar assessorando os processos de organização, formação e capacitação das famílias agricultoras, planejamento dos sistemas agroflorestais, além do beneficiamento, agroindustrialização, certificação participativa e comercialização da produção.</em><em></em></p>
<p><em><a href="http://cooperafloresta.org.br/" target="_blank">http://cooperafloresta.org.br/</a></em></p>
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		<title>Projeto Agroflorestar</title>
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		<comments>http://www.agrofloresta.net/2012/08/projeto-agroflorestar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 14:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Projeto Agroflorestar: co-operando com a Natureza é fruto de uma articulação entre a Cooperafloresta e 31 organizações governamentais e não governamentais que vêm edificando uma parceria consistente em torno das questões sócio-ambientais, particularmente na construção da proposta agroflorestal no Vale &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2012/08/projeto-agroflorestar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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<p>O <a href="http://agroflorestar.org.br/">Projeto Agroflorestar</a>: co-operando com a Natureza é fruto de uma articulação entre a <a href="http://cooperafloresta.org.br/">Cooperafloresta</a> e 31 organizações governamentais e não governamentais que vêm edificando uma parceria consistente em torno das questões sócio-ambientais, particularmente na construção da proposta agroflorestal no Vale do Ribeira.</p>
<p>O Projeto adota a ferramenta de cultivo e produção agrícola sustentável, já que não permite monoculturas, pesticidas, transgenia e garante o trabalho sustentável dos produtores rurais agroflorestais. Consiste na elaboração, implantação e manutenção de ecossistemas produtivos que mantenham a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.</p>
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		<title>Curso de Agrofloresta – Caconde/SP</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 12:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2012/08/agrofloresta_caconde-4.png"><img src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2012/08/agrofloresta_caconde-4-724x1024.png" alt="" title="agrofloresta_caconde (4)" width="640" height="905" class="aligncenter size-large wp-image-1572" /></a></p>
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		<title>II Curso Internacional de Capacitação em Sistemas de Tecnologia Agroflorestal</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:33:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2012/05/logo-embrapa-amazonia-oriental.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1543" title="logo-embrapa-amazonia-oriental" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2012/05/logo-embrapa-amazonia-oriental-300x105.jpg" alt="" width="300" height="105" /></a>Prezados Senhores e Senhoras,</p>
<p>Temos a satisfação de informar que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária &#8211; Embrapa, através de sua Unidade, Embrapa Amazônia Oriental, realizará o II Curso Internacional de Capacitação em Sistemas de Tecnologia Agroflorestal, no período de 19/11 a 07/12/2012, nas cidades de Belém, Castanhal e municípios do Estado do Pará, Brasil.</p>
<p>O Curso, que é destinado a técnicos extensionistas, está sendo realizado dentro do Projeto &#8220;Rede de Intercâmbio e Transferência de Conhecimentos e Tecnologias Agroflorestais na Amazônia &#8211; RETAF&#8221;, no âmbito do Macroprograma 4 da Embrapa, para o qual está previsto, além da realização de cursos de capacitação, a implementação de unidades demonstrativas e a formação de uma rede agroflorestal, formada por ex-participantes, instrutores, produtores, entre outros, a qual, depois de formada e ativada, deverá ser conectada a outras redes já existentes, com objetivo de contribuir para o fortalecimento e crescimento dos níveis de adoção das tecnologias agroflorestais entre os produtores amazônicos.</p>
<p>As informações gerais sobre o Curso, requisitos e documentação necessária para participação no processo de seleção, inclusive ficha de candidatura, podem ser acessados pelo site <a href="http://www.abc.gov.br/treinamentos">www.abc.gov.br/treinamentos</a>. O processo de inscrição já está aberto e se encerra no dia 30/06/12.</p>
<p>O Curso será realizado sob a coordenação dos governos do Brasil, através da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e do Japão, através da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) dentro do Programa de Treinamento para Terceiros Países (TCTP) executado em parceria por estes dois países.</p>
<p>Contamos com o apoio de Vossa Senhoria na divulgação junto a instituição que pertence e junto a outras instituições de seu conhecimento que tenham perfil adequado para indicação de candidatos.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Delman Gonçalves &amp; Socorro Ferreira<br />
Equipe de Coordenação do Curso<br />
Embrapa Amazônia Oriental</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Reportagem sobre o “açaí” da Jussara no Globo Ecologia</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/agrofloresta/~3/Z3bCQq1BhoY/</link>
		<comments>http://www.agrofloresta.net/2011/08/reportagem-sobre-o-%e2%80%9cacai-da-jussara-no-globo-ecologia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 19:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Centro Ecológico Ipê]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ipema]]></category>
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		<description><![CDATA[O site do Globo Ecologia publicou uma matéria sobre o aproveitamento dos frutos da Jussara incentivado por projetos que assistem família de trabalhadores no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul. A reportagem, reproduzida abaixo, faz parte do &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2011/08/reportagem-sobre-o-%e2%80%9cacai-da-jussara-no-globo-ecologia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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<li><a href='http://www.agrofloresta.net/2011/02/projeto-jucara/' rel='bookmark' title='Projeto Juçara'>Projeto Juçara</a></li>
</ol>
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</div>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O site do Globo Ecologia publicou uma matéria sobre o aproveitamento dos frutos da Jussara incentivado por projetos que assistem família de trabalhadores no litoral de São Paulo e Rio Grande do Sul. A reportagem, reproduzida abaixo, faz parte do do programa que foi ao ar no dia 2 de Julho de 2011 e está <a href="http://www.agrofloresta.net/2011/08/sistemas-agroflorestais-sao-tema-do-programa-globo-ecologia/">disponível aqui</a>.</p>
<h2>Parece açaí, mas é a fruta da juçara</h2>
<p><strong>Semelhante ao do Norte, fruto da palmeira típica da Mata Atlântica aumenta fonte de renda de agricultores. Manejo ajuda na recuperação da espécie</strong></p>
<p><img title="Palmeira juçara (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/06/30/dsc01871_291x218.jpg" alt="Palmeira juçara (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" width="291" height="218" /><br />
Agricultor no manejo da palmeira juçara<br />
(Foto: Divulgação / Centro Ecológico)</p>
<p>O <a href="http://redeglobo.com.br/globoecologia">Globo Ecologia</a> já falou sobre o risco que a palmeira juçara (<em>Euterpe edulis</em>) corre de desaparecer e, consequentemente, causar um efeito cascata destruidor na Mata Atlântica (<a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/06/palmito-jucara-uma-palmeira-ameacada-na-mata-atlantica.html">saiba mais detalhes</a>). Tudo isso por causa do corte ilegal para a retirada do palmito. Na edição que explora o tema Agroflorestas, o repórter Tiago de Barros mostra que agricultores não vêem vantagem em derrubar a palmeira desde que se deram conta de que podem produzir polpa muito semelhantes a do já tradicional açaí do açaizeiro do Norte (<em>Euterpe oleracea</em>) e ainda vender as sementes da juçara. Além de terem descoberto uma nova e ótima fonte de renda, esses homens ainda colaboram com a recuperação da espécie presente nas florestas da Mata Atlântica, do Rio Grande do Sul até o sul da Bahia.<span id="more-1425"></span></p>
<p><img title="O fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/06/30/dsc01879_291x218.jpg" alt="O fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" width="291" height="218" /><br />
O fruto da palmeira juçara que se assemelha ao<br />
açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)</p>
<p>“Iniciamos um trabalho que tinha como enfoque a Agrofloresta. Fazíamos capacitação e formação de agentes agroflorestais dentro de comunidades indígenas, caiçaras e quilombolas. O manejo da palmeira juçara era uma das ações e acabou ganhando uma outra dimensão, porque passou a contribuir com a renda familiar ao mesmo tempo em que estávamos recuperando áreas de florestas. A juçara era intocável e, hoje, temos 40 famílias retirando frutos e sementes de palmeiras que já estavam plantadas em áreas naturais ou plantando e cultivando juçaras em agroflorestas. Com o manejo do fruto, mantemos a espécie em pé”, diz a engenheira florestal Cristiana Reis, coordenadora do projeto Juçara do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema).</p>
<p><img title="Bolo de juçara com banana Laura  (Foto: Divulgação / Ipema)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/07/01/bolojucara_291x218.jpg" alt="Bolo de juçara com banana Laura  (Foto: Divulgação / Ipema)" width="291" height="218" /><br />
Bolo de juçara com banana<br />
(Foto: Divulgação / Ipema)</p>
<p>O Ipema tem como função fomentar e difundir a permacultura para a criação de assentamentos humanos sustentáveis em Ubatuba, município de São Paulo. O projeto coordenado por Cristiana Reis tem como foco a consolidação da cadeia produtiva da juçara para produção de poupa e recuperação do estoque natural das sementes da palmeira ameaçadas de extinção. A aldeia Boa Vista, por exemplo, investe no plantio e na recuperação da árvore, contribuindo com a recuperação da espécie. As sementes são vendidas e replantadas em florestas da Mata Atlântica. As comunidades que congelam a poupa vendem como alimento. Escolas de Ubatuba, São Luis do Ipatinga e Natividade da Serra adotaram a juçara na merenda escolar e já existe até o projeto de um livro de receitas de pratos preparados com a fruta.</p>
<p><img title="Cajutapu (macarrão com camarão e juçara) do chef Fábio Eustáquio (Foto: Divulgação / Ipema)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/07/01/cajutapu_291x218.jpg" alt="Cajutapu (macarrão com camarão e juçara) do chef Fábio Eustáquio (Foto: Divulgação / Ipema)" width="291" height="218" /><br />
Massa com camarão e juçara do chef Fábio<br />
Eustáquio (Foto: Divulgação / Ipema)</p>
<p>“É muito rentável. Para fazer farinha de mandioca, é preciso plantar, colher e produzir a farinha. Em um dia, a juçara gera quatro vezes mais. Aqui na nossa região, a poupa do açaí chegou antes de fazermos esse trabalho. A juçara é mais leve e é mais palatável. A gente começou a trabalhar a comercialização como um produto diferenciado e tivemos resultados muito interessantes. A polpa de juçara tem uma versatilidade impressionante. Dá para fazer suco, polpa batida como o açaí na tijela e tem também uma culinária sendo desenvolvida, com risoto de frutos do mar com juçara, estrogonofe, mousse e bolo. Este ano, promovemos um festival gastronômico e os restaurantes desenvolveram pratos, que entraram para o cardápio. Temos agora um projeto de livro de receitas feito pelas comunidades”, adianta Cristiana.</p>
<p><img title="Poupa do fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/06/30/dsc01895_291x218.jpg" alt="Poupa do fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" width="291" height="218" /><br />
Poupa do fruto da palmeira juçara, que parece<br />
o açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)</p>
<p>Ações como essa estão sendo pensadas no intuito de incentivar o consumo da juçara, ainda muito incipiente no Brasil. No litoral do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, o Centro Ecológico, que trabalha com Assessoria e Formação em Agricultura Ecológica, tem 30 dos 200 agricultores que orientam cultivando a palmeira juçara. O mercado ainda é fechado na própria região e  não é possível atender a demandas de fora, mas municípios como Três Cachoeiras também absorveram a juçara para merenda escolar.</p>
<p>“Trabalhamos há 17 anos com a conversão dos sistemas tradicionais para os agroecológicos. Um deles é o de implantação de Sistemas Agroflorestais, pensando na preservação ambiental. O trabalho com a juçara tem destaque já há oito anos, mas a palmeira leva mais ou menos oito anos para dar fruto. Depois, a safra é anual. E, quando o fruto é retirado, a palmeira não morre, como acontece quando retiram o palmito. Cada pé chega a dar cinco quilos de açaí de juçara, e cada quilo é vendido a R$ 1, ou seja, o lucro é duas vezes e meio maior do que o do palmito, que é vendido a R$ 2”, diz o engenheiro agrônomo André Luiz Rodrigues Gonçalves, coordenador técnico do Centro Ecológico e professor de Agroecologia do Instituto Federal Catarinense &#8211; IFC.</p>
<p><img title="Poupa do fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" src="http://s.glbimg.com/og/rg/f/original/2011/06/30/14_291x218.jpg" alt="Poupa do fruto da palmeira juçara que se assemelha ao açaí (Foto: Divulgação / Centro Ecológico)" width="291" height="218" /><br />
Poupa do &#8220;açaí de juçara&#8221;<br />
(Foto: Divulgação / Centro Ecológico)</p>
<p>Açaí de juçara? Isso mesmo&#8230; É tudo tão novo que até o nome do produto ainda é controverso.</p>
<p>“O nome é polêmico. Tem gente, como eu, que defende o nome açaí do juçara. Outras pessoas acham que não, que temos que ter identidade própria. Mas tanto um quanto o outro são semelhantes e vêm de palmeiras, só que de diferentes espécies. Como eu atuo diretamente com agricultores e nossos trabalhos são conectados com o mercado, para facilitar negociações financeiras, usamos o nome já consagrado”, explica André.</p>
<p>fonte: <a title="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/parece-acai-mas-e-fruta-da-jucara.html" href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/parece-acai-mas-e-fruta-da-jucara.html">http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/parece-acai-mas-e-fruta-da-jucara.html</a></p>
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		<item>
		<title>Sistemas Agroflorestais são tema do programa Globo Ecologia</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 18:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Ecologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os SAFs foram tema do programa Globo Ecologia que foi ao ar no dia 2 de Julho de 2011. "Misturar espécies agrícolas com florestais tem sido uma alternativa para investir em áreas degradadas e recuperar florestas da Mata Atlântica." Saiba &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2011/08/sistemas-agroflorestais-sao-tema-do-programa-globo-ecologia/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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<img src='http://yarpp.org/pixels/e53b6b4d9de1f509df120d3235cc777d'/>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2011/08/foto-globo-ecologia-divulgacao-2011.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1418" title="foto-globo-ecologia-divulgacao-2011" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2011/08/foto-globo-ecologia-divulgacao-2011.jpg" alt="" width="291" height="218" /></a>Os SAFs foram tema do programa Globo Ecologia que foi ao ar no dia 2 de Julho de 2011.</p>
<p>"Misturar espécies agrícolas com florestais tem sido uma alternativa para investir em áreas degradadas e recuperar florestas da Mata Atlântica."</p>
<p><span id="more-1417"></span></p>
<p><object width="480" height="360" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param value="true" name="allowFullScreen"><param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1552760&autoStart=false&width=480&height=360" name="FlashVars" /></object></p>
<h2>Saiba o que é e como funciona um Sistema Agroflorestal</h2>
<blockquote><p>Muito se fala sobre a destruição das florestas pelo homem e sobre os riscos que a agricultura apresenta aos biomas nos quais ela é implantada. Mas nem tudo está perdido. Muito, aliás, anda sendo recuperado através de um sistema de produção que estimula a plantação de espécies agrícolas e florestais em uma mesma área. O Globo Ecologia deste sábado fala um pouco sobre o Sistema Agroflorestal, também conhecido como “SAF”, que vem tornando possível a produção de grãos, frutos e fibras com o cultivo de diferentes espécies e incentivando agricultores na recuperação de áreas florestais no Brasil. Com a ajuda de órgãos como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), esses homens estão tornando possível o sonho de viver da própria produção sem fazer mal à natureza.</p>
<p>“De Norte a Sul do Brasil, muitas áreas desflorestadas da Região Amazônica e da Mata Atlântica estão passando por esse processo de recuperação. A Embrapa faz o monitoramento de algumas dessas áreas por meio de satélites e, com as imagens, conseguimos saber a distribuição espacial dessas agroflorestas e monitorar sua evolução, subsidiando assim o planejamento do agricultor. Fornecemos ainda o arcabouço técnico-científico para algumas políticas públicas de incentivo à implantação de sistemas agroflorestais, a exemplo do PRONAF Florestal (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)”, explica o engenheiro florestal Édson Bolfe, pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite.</p>
<p>Normalmente, parte do próprio produtor buscar alternativa para produzir nas áreas e recuperá-las. Em muitos casos, isso acontece quando eles se dão conta de que os espaços onde costumavam cultivar uma cultura ou que destinavam à pastagem estão degradados. Quando a opção é investir em uma agrofloresta, o agricultor tem grande chance de extrair disso benefícios econômicos, com a venda de seus produtos; e sociais, porque isso caracteriza sua fixação no campo. Para o meio ambiente, os benefícios são diversos:</p>
<p>“A implatação de agroflorestas faz com que a biodiversidade, tanto da fauna quanto da flora, se eleve automaticamente. Num SAF, também se vê o acréscimo de matéria orgânica no solo, diminuindo a erosão do solo dessas áreas. Ou seja, a quantidade de sedimentos que vão para os rios são menores. Há um significativo aumento da biomassa e do carbono fixado. Conforme a região, um hectare de pastagem degradada possui aproximadamente 2 toneladas de carbono acima do solo, já um hectare de agrofloresta pode chegar a 100 toneladas.”</p>
<p>O sistema que promove a integração de florestas com a agricultura pode ser implantado em qualquer bioma de qualquer região. Para que os agricultores tenham resposta rápida, o ideal é que escolham espécies típicas de sua região. E misturar espécies agrícolas, gramíneas, arbustivas, frutíferas e florestais é permitido. O agricultor só precisa estar preparado para o tempo no qual cada uma vai se desenvolver e produzir.</p>
<p>“É diferente de uma monocultura, onde o foco e a implantação de uma cultura única, como por exemplo, milho, feijão, banana, cacau, açaí ou seringueira. Quando se planta tudo ao mesmo tempo, em geral, no primeiro ano o agricultor vai colher milho e o feijão. Já as espécies frutíferas produzem no segundo ano e as florestais nos anos posteriores, conforme as condições do solo e clima da região. Tudo isso forma uma composição diversificada”, conta Édson Bolfe.</p>
<p>Uma grande vantagem para o agricultor é não precisar lidar com “pragas e doenças”. Como a biodiversidade é elevada, dificilmente elas atacam espécies presentes em agroflorestas:</p>
<p>“Se aparece uma lagarta, por exemplo, rapidamente um passarinho vem comê-la. Chamamos isso de controle biológico. Dessa forma, os agricultores não precisam utilizar agrotóxicos e podem vender seus produtos como orgânicos”.</p>
<p>Para diferenciar uma floresta de uma agrofloresta é só verificar a quantidade de espécies presentes na área e sua distribuição espacial na região:</p>
<p>“A agrofloresta possui em torno de dez a vinte espécies. Já uma floresta natural possui centenas de espécies por hectare. Utilizando ainda as imagens de satélite podemos ter uma visão sintética da distribuição espacial dessas áreas, produzindo informações e mapas que são fundamentais no planejamento do uso da terra e em processos de tomada de decisão para o agricultor e para os órgãos públicos”.</p></blockquote>
<p>Fonte: <a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/saiba-o-que-e-e-como-funciona-um-sistema-agroflorestal-saf.html">Globo Ecologia - Saiba o que é e como funciona um Sistema Agroflorestal</a></p>
<hr>
<h2>Os SAFs são muito eficientes para recuperação de passivo ambiental</h2>
<blockquote><p>
<strong>O engenheiro agrônomo André Luiz Rodrigues Gonçalves fala sobre florestas recuperadas com ajuda dos Sistemas Agroflorestais</strong></p>
<p>O Globo Ecologia deste sábado fala sobre o Sistema Agroflorestal, também conhecido como SAF, que vem tornando possível a atuação de agricultores no cultivo de diferentes espécies e incentivando a recuperação das florestas do Brasil. Em muitos casos, as agroflorestas surgem em áreas degradadas. O reflorestamento faz com que a biodiversidade tanto da fauna quanto da flora se eleve. Em um SAF, também se vê a elevação da matéria orgânica no solo. E há ainda o aumento da biomassa e do carbono.</p>
<p>O engenheiro agrônomo André Luiz Rodrigues Gonçalves, coordenador técnico do Centro Ecológico e professor de Agroecologia do Instituto Federal Catarinense – IFC, fala sobre as florestas recuperadas com ajuda dos SAFs:</p>
<p>Foi natural o início do processo de recuperação das florestas por meio dos Sistemas Agroflorestais?<br />
Começou a acontecer tanto de forma natural como a partir da intervenção de projetos.</p>
<p>Essa recuperação só ocorre quando há agroflorestas ou é possível um agricultor familiar de monocultura recuperar uma área degradada?<br />
É possível recuperar uma área degradada por diversos métodos, mas os Sistemas Agroflorestais são muito eficientes para recuperação de passivo ambiental e simultaneamente para a geração de renda para agricultores familiares.</p>
<p>Na prática, qual é o mecanismo usado na recuperação?<br />
Implantação de diversas espécies típicas do bioma.</p>
<p>Quais são as principais espécies plantadas nesse intuito de recuperar florestas?<br />
Na nossa região, o palmiteiro é uma das principais.</p>
<p>Você sabe de alguma espécie que tenha saído do risco?<br />
Não acredito que isso tenha acontecido ainda.
</p></blockquote>
<p>Fonte: <a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/os-safs-sao-muito-eficientes-para-recuperacao-de-passivo-ambiental.html">Globo Ecologia - Os SAFs são muito eficientes para recuperação de passivo ambiental</a></p>
<hr>
<h2>Parece açaí, mas é a fruta da juçara</h2>
<blockquote><p>
O Globo Ecologia já falou sobre o risco que a palmeira juçara (Euterpe edulis) corre de desaparecer e, consequentemente, causar um efeito cascata destruidor na Mata Atlântica (<a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/06/palmito-jucara-uma-palmeira-ameacada-na-mata-atlantica.html">saiba mais detalhes</a>). Tudo isso por causa do corte ilegal para a retirada do palmito. Na edição que explora o tema Agroflorestas, o repórter Tiago de Barros mostra que agricultores não vêem vantagem em derrubar a palmeira desde que se deram conta de que podem produzir polpa muito semelhantes a do já tradicional açaí do açaizeiro do Norte (Euterpe oleracea) e ainda vender as sementes da juçara. Além de terem descoberto uma nova e ótima fonte de renda, esses homens ainda colaboram com a recuperação da espécie presente nas florestas da Mata Atlântica, do Rio Grande do Sul até o sul da Bahia.</p>
<p>“Iniciamos um trabalho que tinha como enfoque a Agrofloresta. Fazíamos capacitação e formação de agentes agroflorestais dentro de comunidades indígenas, caiçaras e quilombolas. O manejo da palmeira juçara era uma das ações e acabou ganhando uma outra dimensão, porque passou a contribuir com a renda familiar ao mesmo tempo em que estávamos recuperando áreas de florestas. A juçara era intocável e, hoje, temos 40 famílias retirando frutos e sementes de palmeiras que já estavam plantadas em áreas naturais ou plantando e cultivando juçaras em agroflorestas. Com o manejo do fruto, mantemos a espécie em pé”, diz a engenheira florestal Cristiana Reis, coordenadora do projeto Juçara do Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema).</p>
<p>O Ipema tem como função fomentar e difundir a permacultura para a criação de assentamentos humanos sustentáveis em Ubatuba, município de São Paulo. O projeto coordenado por Cristiana Reis tem como foco a consolidação da cadeia produtiva da juçara para produção de poupa e recuperação do estoque natural das sementes da palmeira ameaçadas de extinção. A aldeia Boa Vista, por exemplo, investe no plantio e na recuperação da árvore, contribuindo com a recuperação da espécie. As sementes são vendidas e replantadas em florestas da Mata Atlântica. As comunidades que congelam a poupa vendem como alimento. Escolas de Ubatuba, São Luis do Ipatinga e Natividade da Serra adotaram a juçara na merenda escolar e já existe até o projeto de um livro de receitas de pratos preparados com a fruta.</p>
<p>“É muito rentável. Para fazer farinha de mandioca, é preciso plantar, colher e produzir a farinha. Em um dia, a juçara gera quatro vezes mais. Aqui na nossa região, a poupa do açaí chegou antes de fazermos esse trabalho. A juçara é mais leve e é mais palatável. A gente começou a trabalhar a comercialização como um produto diferenciado e tivemos resultados muito interessantes. A polpa de juçara tem uma versatilidade impressionante. Dá para fazer suco, polpa batida como o açaí na tijela e tem também uma culinária sendo desenvolvida, com risoto de frutos do mar com juçara, estrogonofe, mousse e bolo. Este ano, promovemos um festival gastronômico e os restaurantes desenvolveram pratos, que entraram para o cardápio. Temos agora um projeto de livro de receitas feito pelas comunidades”, adianta Cristiana.</p>
<p>Ações como essa estão sendo pensadas no intuito de incentivar o consumo da juçara, ainda muito incipiente no Brasil. No litoral do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, o Centro Ecológico, que trabalha com Assessoria e Formação em Agricultura Ecológica, tem 30 dos 200 agricultores que orientam cultivando a palmeira juçara. O mercado ainda é fechado na própria região e  não é possível atender a demandas de fora, mas municípios como Três Cachoeiras também absorveram a juçara para merenda escolar.</p>
<p>“Trabalhamos há 17 anos com a conversão dos sistemas tradicionais para os agroecológicos. Um deles é o de implantação de Sistemas Agroflorestais, pensando na preservação ambiental. O trabalho com a juçara tem destaque já há oito anos, mas a palmeira leva mais ou menos oito anos para dar fruto. Depois, a safra é anual. E, quando o fruto é retirado, a palmeira não morre, como acontece quando retiram o palmito. Cada pé chega a dar cinco quilos de açaí de juçara, e cada quilo é vendido a R$ 1, ou seja, o lucro é duas vezes e meio maior do que o do palmito, que é vendido a R$ 2”, diz o engenheiro agrônomo André Luiz Rodrigues Gonçalves, coordenador técnico do Centro Ecológico e professor de Agroecologia do Instituto Federal Catarinense - IFC.</p>
<p>Açaí de juçara? Isso mesmo... É tudo tão novo que até o nome do produto ainda é controverso.</p>
<p>“O nome é polêmico. Tem gente, como eu, que defende o nome açaí do juçara. Outras pessoas acham que não, que temos que ter identidade própria. Mas tanto um quanto o outro são semelhantes e vêm de palmeiras, só que de diferentes espécies. Como eu atuo diretamente com agricultores e nossos trabalhos são conectados com o mercado, para facilitar negociações financeiras, usamos o nome já consagrado”, explica André.
</p></blockquote>
<p>Fonte: <a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/07/parece-acai-mas-e-fruta-da-jucara.html">Globo Ecologia - Parece açaí, mas é a fruta da juçara</a></p>
<hr>
Veja também <a href="http://redeglobo.globo.com/globoecologia/fotos/2011/07/agroflorestas.html">fotos publicadas no site do Globo Ecologia</a></p>
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</ol></p>
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		<title>Baru, do desprezo ao estrelato</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 15:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Decio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[baru]]></category>
		<category><![CDATA[cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[EPTV]]></category>
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		<description><![CDATA[A castanha do cerrado hoje sustenta a fama de afrodisíaco e ganha mercado Revista Terra da Gente &#8211; Valdemar Sibinelli Há pouco mais de uma década, o ‘viagra do Cerrado’ se mantinha restrito aos pastos, disputado entre o gado e &#8230; <a href="http://www.agrofloresta.net/2011/05/baru-do-desprezo-ao-estrelato/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class='yarpp-related-rss'>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A castanha do cerrado hoje sustenta a fama de afrodisíaco e ganha mercado</strong></p>
<p><a href="http://eptv.globo.com/emissoras/NOT,0,0,343308,Baru+do+desprezo+ao+estrelato.aspx"><img class="aligncenter size-full wp-image-1380" title="baru-revista-terra-da-gente" src="http://www.agrofloresta.net/wp-content/uploads/2011/05/baru-revista-terra-da-gente.jpg" alt="" width="620" height="409" /></a><a href="http://eptv.globo.com/emissoras/NOT,0,0,343308,Baru+do+desprezo+ao+estrelato.aspx">Revista Terra da Gente &#8211; Valdemar Sibinelli</a></p>
<p><span id="more-1379"></span>Há pouco mais de uma década, o ‘viagra do Cerrado’ se mantinha  restrito aos pastos, disputado entre o gado e a fauna silvestre, além  das crianças, que o comiam escondido. Antes, só o gado, animais  silvestres, índios e crianças desobedientes comiam. Hoje é matériaprima  para dezenas de produtos, artesanais e industrializados, que chegam até a  Alemanha. E opção de trabalho e renda para muitas comunidades na  exploração ambientalmente sustentável. O fruto desconhecido na maioria  das capitais e em franca ascensão nos mercados do Cerrado brasileiro, de  onde é nativo, é o <a href="http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,4,42;7,baru.aspx" target="_blank">baru (</a><em>Dipteryx alata</em>), também conhecido como cambaru, cumaru, barujó ou castanha-de-ferro.</p>
<p><img src="http://eptv.globo.com/dbimagens/20110406131935.jpg" alt="" align="left" />Além  do valor culinário, a &#8216;castanha do Cerrado&#8217; tem valor medicinal, em  algumas comunidades é usada contra reumatismo e como reguladora da  menstruação, mesmo sem comprovação científica. A fama mais comum, em  todas as regiões, é claro, a de afrodisíaco. Pode ser pelo gosto  semelhante ao do amendoim — os dois são da família das leguminosas.  Certo, mesmo, é que o baru é poderoso revigorante, graças às suas  propriedades nutricionais.</p>
<p>Análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, e pela  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostram que a castanha do  baru é rica em fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco e ferro; em  ácidos graxos essenciais e em vitamina E, aquela  ‘anti-envelhecimento’.</p>
<p>Os teores desses nutrientes no baru superam os da soja, da castanha-  de-caju e da castanha-do-Brasil. Tantas propriedades, mais a influência  psicológica da fama, justificam o apelido de &#8216;viagra do Cerrado&#8217;.  Diz-se, até, que na época da safra, de julho a outubro, aumenta o número  de mulheres que engravidam.</p>
<p>A fama é recente, já que por muito tempo o baru ficou restrito aos  pastos. Bois e vacas lambem a polpa adocicada, disputando com animais  silvestres os frutos caídos do baruzeiro. Sombra boa e fruta fresca  justamente na dura época da estiagem. Para os índios Xavantes, de Mato  Grosso, o baru era fonte de proteína garantida durante as jornadas de  caça longe da aldeia.</p>
<p>Para as crianças da roça, era o ‘baru-barata’ ou ‘coquinho-barata’,  cuja casca dura, lenhosa, era quebrada a pedradas para se separar a  polpa da semente (a castanha). &#8220;Dava um trabalho danado para tirar a  semente; o fruto levava muitas pedradas e a castanha saía sempre  esmagada. Não era gostoso, mas valia a diversão&#8221;, conta Cirley Motta,  secretária do Centro de Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado  (Cenesc). Dependendo da quantidade ingerida, o fruto ‘remoso’ (a  castanha crua) dá dor de barriga e ‘bereba’. Por isso, as crianças  comiam o ‘fruto proibido’ escondidas dos pais. Os goianos consideram o  baru ‘comida quente’.</p>
<p><img src="http://eptv.globo.com/dbimagens/20110406131949.jpg" alt="" align="left" />O  fruto — e sua castanha — começou a deixar de ser vilão entre 1996 e  1997, quando, no povoado de Bom Jesus, em Pirenópolis, Goiás, o artesão  Edmilson Vasconcelos resolveu torrar a amêndoa e oferecer, como  tira-gosto, primeiro aos amigos e depois em encontros e reuniões, a  pedidos. Outros moradores aproveitaram o sucesso da nova iguaria e  passaram a coletar o fruto para aproveitamento da semente, uma  alternativa à derrubada da árvore para uso da madeira. O principal  problema era o mesmo das crianças: a dificuldade para quebrar a casca  sem esmagar a semente.</p>
<p>Veio então o ‘avanço tecnológico’ capaz de assegurar viabilidade  econômica e escala de mercado ao consumo do baru: o então técnico e hoje  presidente do Centro de Tecnologia Agroecológica de Pequenos  Agricultores (Agrotec), de Diorama, Goiás, Vanderlei de Castro, criou  uma espécie de guilhotina com a adaptação de uma foice e uma alavanca  num toco de madeira: o &#8216;quebrador de baru&#8217;.</p>
<p>A castanha torrada passou a ser vendida, com sucesso, no comércio,  nas pousadas e em acampamentos de turistas. &#8220;A castanha de baru torrada  atende tanto a população rural, como fonte de proteína para combate à  fome, quanto os turistas em suas caminhadas ecológicas por Pirenópolis, e  em especial os vegetarianos e os adeptos de uma alimentação natural e  saudável&#8221;, garante o zootecnista Luís Carrazza, que implantou naquele  município o projeto de Desenvolvimento Sustentável na Exploração do  Baru, da Fundação Pró-Natureza (Funatura) e Cenesc.</p>
<p>Com apoios e parcerias de órgãos de governo e organizações  não-governamentais, o Projeto Baru aglutinou extrativistas, agricultores  familiares, ambientalistas e pesquisadores no levantamento dos  problemas e na busca de soluções comuns. Depois do &#8216;cortador&#8217;, o segundo  avanço tecnológico que viabilizou o aproveitamento em escala industrial  do baru em Pirenópolis foi a implantação, em 2004, de uma unidade de  processamento integral.</p>
<p>A experiência pioneira de Pirenópolis então se espalhou por outros  municípios de Goiás e de outros Estados produtores. No Mato Grosso do  Sul, onde o fruto é mais conhecido por cumbaru, as famílias do  assentamento rural Andalucia, em Noiaque, produzem de forma artesanal  pães, bolos, biscoitos e doces, para uso próprio e venda a comerciantes.  Em parceria com outro grupo de trabalho comunitário, de Diorama, Goiás,  os assentados já fizeram até uma pequena exportação para Alemanha de  produtos derivados do baru.</p>
<p>O objetivo agora é fornecer os produtos para incremento da merenda  escolar, principalmente nas escolas dos assentamentos, explica a bióloga  Rosane Bastos, assessora técnica do Centro de Produção, Pesquisa e  Capacitação do Cerrado (Ceppec), fundado pelos próprios assentados.  Segundo Rosane, &#8220;isso não só é importante do ponto de vista econômico,  como também para difundir a importância da conservação dessa espécie que  pode gerar uma infinidade de produtos&#8221;.</p>
<p>A matéria-prima vem dos três mil baruzeiros do próprio Assentamento e  o extrativismo é controlado. As famílias não cortam mais o pé para  vender a madeira, muitas já plantam sementes e não colhem todos os  frutos. Parte deles fica para os animais se alimentarem com a polpa e  dispersarem a semente. Os assentados se conscientizaram de que esses  cuidados ambientais são necessários para a concretização dos planos de  profissionalização das famílias, com atração de investimentos e  parceiros. O Ceppec agora planeja envolver outros assentamentos na  criação de um Corredor do Extrativismo para ganhar escala de mercado e  tornar o baru um produto forte no mercado.</p>
<p>Este é o objetivo também do Projeto Baru, desenvolvido pelo Centro de  Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac), numa área que é uma  triste amostra do que acontece em 80% do Cerrado brasileiro: um cenário  devastado pelo cultivo da soja e pela agropecuária. O Projeto tem sede  na cidade goiana de Caldazinha, onde está a unidade de beneficiamento.  Envolve diretamente 550 famílias de 20 municípios de Goiás e Minas  Gerais. Os produtos derivados do baru são vendidos pelos próprios  agroextrativistas, participantes da Rede de Comercialização Solidária. E  a farinha de baru é utilizada em algumas escolas de Goiânia.</p>
<p>A matéria-prima ainda depende do extrativismo sustentável, mas os  agricultores começam a colher os primeiros frutos do plantio feito há  cinco anos, em parceria com o Programa Nacional de Florestas. “Com a  estruturação da cadeia sócio-produtiva do baru, os agroextrativistas  buscam diversificar seus sistemas de produção em áreas de pastagens,  implantando quebra-ventos e sistemas agroflorestais”, explica a agrônoma  Alessandra Karla da Silva, coordenadora do Cedac.</p>
<p>O extrativismo sustentável é uma preocupação comum a todos que  exploram comercialmente o baru. O plantio é controlado, para evitar a  monocultura. A Embrapa Cerrados produz mudas selecionadas para garantir a  qualidade do reflorestamento. A botânica Sueli Matiko Sano, doutora em  Ecologia, explica que o baruzeiro é uma árvore indicada para  reflorestamentos “porque é uma espécie-chave, isto é, muitas espécies se  alimentam dos seus frutos, no período de pouca oferta de alimentos”.  Além disso, a grande produção de folhas beneficia a ciclagem de  nutrientes e a formação de matéria orgânica no solo. E a madeira, de  ótima qualidade, contribui com o seqüestro de carbono.</p>
<p>Apesar dessas iniciativas positivas, o baruzeiro é uma espécie  ameaçada pelas mesmas causas da devastação acelerada do Cerrado:  desmatamento para extração de madeira, expansão de soja e de outras  monoculturas de grãos e formação de pastagens. Mas fazendeiros e  agricultores já percebem, &#8216;na ponta do lápis&#8217;, que o baruzeiro vale mais  em pé do que derrubado. “No momento, explorar o fruto, mantendo a  árvore em pé, é muito mais interessante, pois não há necessidade de  grande capital para a produção”, explica a pesquisadora Sueli Sano.</p>
<p>Para o zootecnista Luís Carrazza, assessor de projetos de  desenvolvimento regional sustentável em todo o Cerrado, a &#8216;descoberta&#8217;  do baru pode ajudar a salvar da devastação o bioma que ocupa um quarto  do território nacional: “Não é preciso derrubar para ter retorno  econômico. E, como o baru, outros frutos típicos também podem gerar  renda. É a valorização do Cerrado em pé”.</p>
<p><strong>Do pasto ao pesto, para tudo e para todos<br />
</strong></p>
<p>A árvore frondosa, de até 25 metros de altura, com copa densa e  arredondada, dá ótima sombra para o gado até no período da seca. Da  polpa se fazem ração animal e farinha. E também se extrai um óleo  comestível, de excelente qualidade, insaturado, que previne o  entupimento das artérias coronárias, a exemplo do azeite puro de oliva.  Outro emprego do óleo do baru é como aromatizante para o fumo. A torta  das sementes trituradas pode ser aproveitada em granolas, como ração ou  em adubo.</p>
<p>A Universidade Federal de Goiás (UFG) estuda o potencial do baru como  matéria- prima de biodiesel. A madeira, muito resistente, dentre outras  utilidades serve para mourão de cerca. Até o que ia para o lixo agora é  aproveitado: em Pirenópolis, os resíduos do baru viraram um carvão de  qualidade, com alto poder calorífico, para uso doméstico e industrial.  Aprovado na fase experimental, neste ano o carvão de baru começa a ser  produzido em escala industrial. Menos lixo no ambiente e mais árvores em  pé.</p>
<p>Mas é a semente (castanha ou amêndoa) que está transformando o baru  na estrela do Cerrado. O produto mais popular ainda é a castanha  torrada, com ou sem sal, vendida em todo o Planalto Central e na região  Norte, desde Minas Gerais até a costa atlântica do Maranhão. Em São  Paulo, já está numa rede de supermercados.</p>
<p>A versatilidade da castanha e a criatividade das donas de casa  transformam o baru em doces, geléias, bombons, paçoca, rapadura,  pé-de-moleque e farinha. Mesmo antes de conquistar tanto mercado, o baru  despertou a atenção do cozinheiro italiano Gennaro Salvemini, que  esteve em Pirenópolis de férias, em 1997, e resolveu ficar no Brasil. Há  cinco anos ele mantém, em Goiânia, uma empresa especializada em  produtos com ingredientes locais, entre eles a castanha de baru.</p>
<p>Cozida, ela é a base para uma variação do molho pesto. Curtida em  álcool de cereais, dá um licor cremoso. Outra versão sofisticada são os  crisps, que acompanham o sorvete de cajuzinho-do-Cerrado num lounge de  Brasília. Na culinária sofisticada ou na popular, o baru dá asas à  imaginação de chefs, cozinheiros e diletantes na cozinha.</p>
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