<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416</id><updated>2009-08-12T09:16:34.768-03:00</updated><title type='text'>A história de 20 anos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-5940684243283930854</id><published>2008-10-11T14:20:00.001-03:00</published><updated>2008-10-11T14:20:56.834-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-hospital'/><title type='text'>Resumo da história</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Resolvi fazer um post definitivo resumindo tudo o que aconteceu desde o dia do exame até hoje. A angiorressonância deu apenas uma pericardite moderada (inflamação com acúmulo de líquido no pericárdio, camada que envolve o coração). No dia seguinte ao exame, recebi alta da UTI, mas eu continuava cansada e com febre. Quatro dias depois da alta (no sábado, 23 de junho de 2007), infartei novamente e desci pra UTI. Dessa vez foi tudo mais tranqüilo. Eu não tive parada e fiquei consciente o tempo todo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas fiquei muito mal no dia seguinte, porque percebi que o tratamento não tinha funcionado. Foi então que entrou outro médico na história, um hematologista. Ele me passou muita confiança e, junto com meus outros médicos (um cardiologista, um infectologista e uma reumatologista), resolveu me dar um medicamento que se mostrou milagroso. Dois dias depois que já não tinha febre. Ficava com no máximo 37,5°, o que é apenas estado febril.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Saí da UTI no dia 28 de junho, quinta-feira. Nos outros dias que passei no hospital, alternava momentos de muita felicidade com momentos de extrema insegurança. A essa altura, eu já não conseguia andar direito. Perdi toda a minha massa muscular, além da debilidade cardíaca, mas fiz fisioterapia e contava com o apoio dos médicos e de toda a equipe de enfermagem, que eu adorava (e ainda adoro!). No dia 07/07/2007, um sábado, finalmente deixei o hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As coisas não mudaram muito, mas estar em um ambiente familiar e que não tinha doenças por todo lado com certeza me faziam sentir melhor. Eu tive algumas crises de pânico, mas continuava com a psicóloga e, à medida que o tempo passava, fui ganhando confiança e ficando boa dessas coisas. Em outubro, mais ou menos, ela me deu alta e eu só voltei lá uma vez desde então.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No final de setembro, inciei a reabilitação cardíaca na Clínica do Exercício, no Instituto do Coração aqui de Natal. É uma academia normal, mas a assistência é muito melhor. Eles verificam a pressão, acompanham os batimentos cardíacos o tempo inteiro e são bastante atenciosos. Eu estou lá até hoje e, no horário que eu geralmente vou, tem cerca de sete, oito pessoas, para três e até quatro instrutores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Hoje, eu estou ótima. Meus exames estão todos normais e meus remédios diminuíram de nove para três. Nem corticóide eu tomo mais. Apenas um para o controle do Lúpus e dois para o meu problema de coagulação: um anticoagulante e um antiagregante. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apesar de já estar bem há algum tempo, só em julho voltei a sair de casa nos fins de semana com meus amigos. Antes os encontros eram muito esporádicos. Eu ficava o tempo inteiro dentro de casa e minhas sextas-feiras eram em frente ao computador. Sempre. Não sei como eu agüentava, mas ainda bem que agüentava, né! =P&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É claro que eu poderia ter detalhado muito mais tudo isso, mas não estou com vontade de lembrar. Espero ter sanado todas as dúvidas de vocês, leitores. Se não, sintam-se à vontade para perguntar nos comentários. Até mais!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-5940684243283930854?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/5940684243283930854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=5940684243283930854&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5940684243283930854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5940684243283930854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/10/resumo-da-histria.html' title='Resumo da história'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-1300364321935622145</id><published>2008-09-14T22:27:00.001-03:00</published><updated>2008-09-14T22:27:47.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avisos'/><title type='text'>Aviso</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu tenho feito os textos para o blog sem a m&amp;#237;nima vontade. Por isso, os &amp;#250;ltimos ficaram p&amp;#233;ssimos e pobres em detalhes. Hoje eu at&amp;#233; ia escrever sobre o exame, mas decidi que &amp;#233; melhor n&amp;#227;o. Portanto, pe&amp;#231;o desculpas, mas s&amp;#243; vou voltar a postar quando achar que vai ficar bom. N&amp;#227;o adianta ficar colocando textos pra depois perceber que esqueci isso ou aquilo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;At&amp;#233; a volta.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-1300364321935622145?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/1300364321935622145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=1300364321935622145&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/1300364321935622145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/1300364321935622145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/aviso.html' title='Aviso'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-7493146285025923297</id><published>2008-09-12T01:22:00.001-03:00</published><updated>2008-09-12T01:49:00.548-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Novo tratamento</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Depois de tudo que aconteceu comigo, os m&amp;#233;dicos realmente se convenceram de que eu tinha L&amp;#250;pus, apesar de os exames ainda estarem confusos. E como o tratamento simples com cortic&amp;#243;ide passou longe de dar resultado, minha reumatologista partiu para o ataque. Primeiro, eu fiz uma pulsoterapia com cortic&amp;#243;ides, que consiste na administra&amp;#231;&amp;#227;o de altas doses do medicamento via endovenosa em um per&amp;#237;odo de tr&amp;#234;s a cinco dias (acho que no meu caso foram tr&amp;#234;s). No quarto dia, fui submetida a uma pulsoterapia com ciclofosfamida, um tipo de quimioterapia um pouco mais branda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo tendo tomado Dramin antes de receber o medicamento e apesar da dose mais baixa, nada impediu que eu ficasse enjoada no dia seguinte. Eu amanheci com um embrulho no est&amp;#244;mago e n&amp;#227;o consegui comer nada al&amp;#233;m de p&amp;#227;o. Passei o dia me sentindo mal e chorando. Foi ent&amp;#227;o que o tempo come&amp;#231;ou a se arrastar mais ainda. Minha cama ficava em frente a um rel&amp;#243;gio e eu passava quase o tempo inteiro encarando-o. Sei que isso s&amp;#243; piora tudo, mas eu n&amp;#227;o conseguia me concentrar em outras coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu ficaria na UTI at&amp;#233; a segunda-feira, 18 de junho (eu cheguei l&amp;#225; no domingo, dia 10), pois iria fazer uma angiorresson&amp;#226;ncia magn&amp;#233;tica e o &amp;#250;nico m&amp;#233;dico que sabia utilizar a m&amp;#225;quina estava em Bras&amp;#237;lia dando um curso sobre o mesmo equipamento (pouqu&amp;#237;ssimas pessoas no Brasil sabem mexer nele). A espera foi horr&amp;#237;vel. Eu contava os dias, as horas, os minutos e os segundos. Al&amp;#233;m disso, nesse meio tempo cogitaram fazer outros exames, como estudo eletrofisiol&amp;#243;gico e umas coisas que eu nem sei o que s&amp;#227;o. Acharam at&amp;#233; que eu tinha uma tal de S&amp;#237;ndrome de Brugada (uma arritmia heredit&amp;#225;ria que predisp&amp;#245;e a arritmias ventriculares que podem ser fatais). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Hoje eu penso nisso e acho at&amp;#233; rid&amp;#237;culo. Eu estava com o cora&amp;#231;&amp;#227;o todo inflamado, tive uma fort&amp;#237;ssima crise de Raynaud, minhas art&amp;#233;rias estavam tendo espasmos... Era mais do que normal que um co&amp;#225;gulo se formasse, provocando a parada card&amp;#237;aca, mesmo que eles ainda n&amp;#227;o soubessem que eu tinha a doen&amp;#231;a que descobriram depois. Deviam haver raz&amp;#245;es para que pensassem dessa forma, mas na minha cabe&amp;#231;a &amp;#233; tudo muito claro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por precisar esperar muito, eu acabava conversando bastante com os enfermeiros, como mencionei no post anterior, e foi um deles que acabou me revelando que eu havia tido uma parada. At&amp;#233; ent&amp;#227;o, todos estavam tentando me esconder, afirmando que tivera apenas uma arritmia. Uma amiga da fam&amp;#237;lia, que era estudante de medicina (formou-se esse ano), foi me visitar e acabou deixando escapar, mas eu n&amp;#227;o acreditei, achando que ela n&amp;#227;o estava a par dos acontecimentos. S&amp;#243; me convenci mesmo quando o enfermeiro me relatou o ocorrido em detalhes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na hora, fiquei chocada. Chorei muito e levei dias para digerir a not&amp;#237;cia. Eu escondi da minha fam&amp;#237;lia que sabia, mas perguntei &amp;#224; m&amp;#233;dica: &amp;quot;Eu vou ter outra parada?&amp;quot;. L&amp;#243;gico que eu queria ouvir um &lt;strong&gt;n&amp;#227;o&lt;/strong&gt; bem sonoro, mas ela respondeu, com seu jeito sempre carinhoso: &amp;quot;N&amp;#243;s esperamos que n&amp;#227;o&amp;quot;. Esse &lt;em&gt;n&amp;#243;s esperamos&lt;/em&gt; n&amp;#227;o foi muito agrad&amp;#225;vel e eu continuei martelando na minha cabe&amp;#231;a, tentando entender como uma pessoa de 19 anos podia ter uma parada card&amp;#237;aca.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; Gostaria de agradecer novamente a todos que est&amp;#227;o comentando. N&amp;#227;o vou citar nomes para n&amp;#227;o correr o risco de esquecer algu&amp;#233;m. =]&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-7493146285025923297?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/7493146285025923297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=7493146285025923297&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7493146285025923297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7493146285025923297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/novo-tratamento.html' title='Novo tratamento'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-4696731809123176959</id><published>2008-09-11T00:52:00.001-03:00</published><updated>2008-09-11T00:52:38.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Detalhes da UTI</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Meu segundo dia de UTI foi horr&amp;#237;vel. A paci&amp;#234;ncia do primeiro se foi e eu implorei, chorando desesperadamente, para que minha m&amp;#233;dica me tirasse de l&amp;#225;. &amp;#201; &amp;#243;bvio que ela n&amp;#227;o atendeu ao meu pedido: &amp;quot;Samantha, eu j&amp;#225; fiz isso por um paciente e me arrependi depois. N&amp;#227;o vou fazer a mesma coisa com voc&amp;#234;&amp;quot;. Eu insisti que estava bem e que queria sair, mas nada adiantou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que me ajudava era o fato de eu ser &amp;quot;consciente e orientada&amp;quot;. Uma das poucas, se n&amp;#227;o a &amp;#250;nica, que permanecia acordada o tempo inteiro. Em meio &amp;#224; minha enorme car&amp;#234;ncia, eu puxava conversa com quem aparecesse e acabei ficando amiga de quase todos os enfermeiros, que eram extremamente carinhosos e faziam de tudo pra me deixar pra cima. Eu poderia citar o nome de todos eles (inclusive daquele que estava comigo no dia do ultra-som abdominal), mas, como fiz at&amp;#233; agora, prefiro n&amp;#227;o expor as pessoas que participaram de toda essa hist&amp;#243;ria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As visitas eram extremamente importantes. Todos os dias minha m&amp;#227;e me dava o almo&amp;#231;o e o jantar (lembrem-se que eu estava com m&amp;#227;os e p&amp;#233;s atados, ou seja, n&amp;#227;o tinha condi&amp;#231;&amp;#245;es de fazer essas simples atividades sozinha). E, pra voc&amp;#234;s terem id&amp;#233;ia, s&amp;#243; o ato de comer me dava um enorme cansa&amp;#231;o. Meu cora&amp;#231;&amp;#227;o sempre disparava. No caf&amp;#233;-da-manh&amp;#227;, hor&amp;#225;rio em que eu n&amp;#227;o podia receber ningu&amp;#233;m, quem me dava de comer era algum enfermeiro. Sempre tem um para cada paciente, mas eles mudam com o passar dos dias. Eu aproveitava esses momentos para conversar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O banho, que no primeiro dia foi no leito, passou a ser no banheiro. Eles tiravam minhas ataduras, me colocavam naquelas cadeiras que parecem sanit&amp;#225;rios ambulantes e me levavam para o local do banho. N&amp;#227;o era longe, mas eu n&amp;#227;o podia andar. O pior de tudo &amp;#233; que, para evitar a prolifera&amp;#231;&amp;#227;o de bact&amp;#233;rias, o ar condicionado da UTI &amp;#233; extremamente frio. Pra agravar a situa&amp;#231;&amp;#227;o, eu tinha febre o tempo inteiro. Ou seja, por mais quente que fosse a &amp;#225;gua, eu sempre sa&amp;#237;a do banho batendo o queixo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outra coisa que vale a pena citar &amp;#233; que todas os pacientes de UTI usam fralda. Isso quer dizer que todos fazem suas necessidades fisiol&amp;#243;gicas na cama, como se fossem beb&amp;#234;s, na frente de todo mundo. Como o trabalho &amp;#233; puxado, os enfermeiros n&amp;#227;o t&amp;#234;m disponibilidade para ficar levando e trazendo a pessoa do banheiro para o leito. Comigo n&amp;#227;o foi diferente, mas ainda bem que, quando voc&amp;#234; est&amp;#225; doente, n&amp;#227;o quer saber de mais nada al&amp;#233;m de ficar bom. Por isso, eu perdi totalmente a vergonha. Ou eu fazia tudo ou morria enturida. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo quando estavam trocando minhas fraldas eu ficava conversando como se aquela situa&amp;#231;&amp;#227;o fosse a mais normal do mundo. Pensando hoje, vejo como era constrangedora. Eu, 19 anos, sendo trocada e limpa como se tivesse cinco, &amp;#233;poca em que eu ia ao banheiro e gritava &amp;quot;M&amp;#227;&amp;#227;&amp;#227;e, acabeeeei!&amp;quot;. &amp;#201; at&amp;#233; meio vergonhoso contar isso, mas considero uma passagem muito importante dos acontecimentos, at&amp;#233; porque minha irm&amp;#227; sempre perguntava como eu ag&amp;#252;entava (e eu n&amp;#227;o entendia por que o espanto! Hahaha!).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-4696731809123176959?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/4696731809123176959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=4696731809123176959&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4696731809123176959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4696731809123176959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/detalhes-da-uti.html' title='Detalhes da UTI'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-1535516927122832117</id><published>2008-09-09T19:31:00.001-03:00</published><updated>2008-09-09T19:31:17.517-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Dor nas costas e isquemia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu n&amp;#227;o lembro de quase nada que aconteceu no meu primeiro dia de UTI. S&amp;#243; me recordo de algumas visitas que recebi e de perguntar ao m&amp;#233;dico se podia sentar na poltrona que estava ao lado da minha cama (pedido recusado com um &amp;quot;Hoje n&amp;#227;o&amp;quot;). Mas, na verdade, na verdade, eu n&amp;#227;o estou com cabe&amp;#231;a pra escrever hoje. Cheguei de viagem ontem pela madrugada e adiei o post em um dia, achando que j&amp;#225; estaria bem pra continuar meus relatos, mas amanheci novamente sem vontade. De qualquer forma, vamos l&amp;#225;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu acho que sentia muita dor nas costas e reclamava o tempo inteiro da cama da UTI. Por isso, meus pais providenciaram um &lt;a href="http://www.ortolapa.com.br/produtos/1572.jpg" target="_blank"&gt;colch&amp;#227;o de ar&lt;/a&gt;, que na verdade era t&amp;#227;o ruim quanto ou pior que o do hospital, o que fez com que, a partir do segundo dia, eu preferisse dormir na poltrona. N&amp;#227;o melhorou muito, &amp;#233; verdade, minhas noites eram pesadelos, mas tenho certeza que podia ter sido pior.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu n&amp;#227;o parava de sonhar que estava andando em dunas. L&amp;#243;gico que isso acontecia porque, em decorr&amp;#234;ncia dos problemas card&amp;#237;acos, eu passava o tempo inteiro muito cansada, mesmo deitada, e isso se refletia nos sonhos, que tamb&amp;#233;m eram sempre extremamente cansativos. Ou seja, eu dormia, mas continuava cansada, e, quando acordava, estava toda do&amp;#237;da por dormir na poltrona com a cabe&amp;#231;a pendurada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ah, lembrei de uma coisa important&amp;#237;ssima que aconteceu no primeiro dia. Na hora do banho (eu tomei no leito), os enfermeiros tiraram as ataduras de meus p&amp;#233;s e m&amp;#227;os e eu pude ver o que eram aquelas coisas geladas l&amp;#225; dentro. Meu ded&amp;#227;o do p&amp;#233; direito e o dedo indicador da m&amp;#227;o direita estavam completamente pretos por causa da crise de Raynaud que eu tive. Eles ficaram tanto tempo sem circula&amp;#231;&amp;#227;o que come&amp;#231;aram a necrosar. Nas palavras do m&amp;#233;dico angiovascular que foi me ver: cianose fixa.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cianose fixa&lt;/strong&gt; &amp;#233; definida como sendo a colora&amp;#231;&amp;#227;o cian&amp;#243;tica das extremidades, que n&amp;#227;o se altera com a mudan&amp;#231;a de posi&amp;#231;&amp;#227;o ou eleva&amp;#231;&amp;#227;o devido &amp;#224; isquemia, normalmente n&amp;#227;o revers&amp;#237;vel, caracterizando a pr&amp;#233;-gangrena.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pr&amp;#233;-gangrena. Quando ele falou cianose fixa na minha frente, eu n&amp;#227;o sabia o que queria dizer, e na verdade s&amp;#243; soube mesmo hoje quando procurei a defini&amp;#231;&amp;#227;o do termo. Quando vi aqueles dedos pretos, insens&amp;#237;veis e gelados, perguntei de cara: &amp;quot;Eu vou perder meus dedos?&amp;quot;. O m&amp;#233;dico disse: &amp;quot;N&amp;#227;o. Talvez s&amp;#243; a pontinha&amp;quot;. S&amp;#243; a pontinha? Ok. N&amp;#227;o me importei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E por hoje eu acho que t&amp;#225; bom. Pra quem n&amp;#227;o queria escrever nada, at&amp;#233; que escrevi muito. At&amp;#233; amanh&amp;#227;!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-1535516927122832117?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/1535516927122832117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=1535516927122832117&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/1535516927122832117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/1535516927122832117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/dor-nas-costas-e-isquemia.html' title='Dor nas costas e isquemia'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-8603524729530060508</id><published>2008-09-02T00:03:00.001-03:00</published><updated>2008-09-02T00:03:53.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Outras informações</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Chegou a hora de dar uma pausa nos meus relatos para contar o que aconteceu quando eu n&amp;#227;o estava presente ou consciente. Embora eu nunca tenha perguntado, as pessoas sempre deixavam escapar algumas coisas, como o fato da press&amp;#227;o do meu pai, que &amp;#233; hipertenso, ter chegado a 18 por 9 de tanto que ele chorou e se desesperou. A outra coisa que preciso contar diz respeito ao que aconteceu depois que eu sofri a parada e que me sedaram. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um cardiologista especializado em arritmia foi chamado para me avaliar. Logo, chegou &amp;#224; conclus&amp;#227;o de que eu precisava de um cateterismo.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;cateterismo card&amp;#237;aco&lt;/strong&gt; &amp;#233; um procedimento m&amp;#233;dico usado para diagn&amp;#243;stico e tratamento de certas condi&amp;#231;&amp;#245;es card&amp;#237;acas. Um tubo longo, fino e flex&amp;#237;vel, chamado cateter, &amp;#233; colocado dentro de um vaso sangu&amp;#237;neo no bra&amp;#231;o, coxa &lt;em&gt;(o meu caso)&lt;/em&gt; ou pesco&amp;#231;o, e levado at&amp;#233; o cora&amp;#231;&amp;#227;o. Atrav&amp;#233;s do cateter os m&amp;#233;dicos podem fazer diagn&amp;#243;sticos e tratamentos do cora&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;a href="http://www.copacabanarunners.net/cateterismo.html" target="_blank"&gt;Fonte&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dois outros m&amp;#233;dicos foram solicitados para realizar o procedimento. At&amp;#233; hoje eu n&amp;#227;o sei se me levaram para a sala cir&amp;#250;rgica, de pequenas cirurgias ou se fizeram na UTI mesmo, mas isso n&amp;#227;o &amp;#233; realmente importante. Meu pai at&amp;#233; ficou meio relutante em permitir o exame, porque &amp;#233; muito invasivo e envolve v&amp;#225;rios riscos, mas era o jeito, n&amp;#233;! E o que encontraram n&amp;#227;o foi nada bom. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;N&amp;#227;o adianta transcrever o resultado j&amp;#225; que ningu&amp;#233;m entenderia nada, mas havia um n&amp;#250;mero enorme de art&amp;#233;rias com &amp;quot;ectasia e irregularidades&amp;quot;. Ali&amp;#225;s, eu nem sabia que n&amp;#243;s t&amp;#237;nhamos a quantidade de art&amp;#233;rias que o exame mostrou, mas enfim. Nas palavra da minha m&amp;#227;e, meu cora&amp;#231;&amp;#227;o estava &amp;quot;todo estragado&amp;quot; (lembrem-se que um dia antes eu fiz um eco e ele estava em perfeito estado de funcionamento), e isso quer dizer que minha vasculite tinha atingido as art&amp;#233;rias card&amp;#237;acas, ou seja, eu estava com vasculite coronariana.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As art&amp;#233;rias estavam, em bom portugu&amp;#234;s, inflamadas e, por isso, inchadas. Com a crise de Raynaud, tamb&amp;#233;m come&amp;#231;aram a ter espasmos, ou seja, come&amp;#231;aram a se fechar, causando a interrup&amp;#231;&amp;#227;o da passagem de sangue e provocando a forma&amp;#231;&amp;#227;o de um co&amp;#225;gulo, que foi o motivo da parada. Mas esse co&amp;#225;gulo n&amp;#227;o se formou apenas por isso. Mais tarde, descobririam que eu desenvolvera uma outra doen&amp;#231;a em decorr&amp;#234;ncia do L&amp;#250;pus. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Basicamente, foi isso. Se h&amp;#225; mais alguma coisa importante, eu n&amp;#227;o lembro ou n&amp;#227;o me contaram. No pr&amp;#243;ximo post, voltarei &amp;#224; ordem cronol&amp;#243;gica dos acontecimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; Vou ficar uma semana sem postar. Estou indo para Bras&amp;#237;lia passar a semana com minhas primas. At&amp;#233; a volta!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-8603524729530060508?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/8603524729530060508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=8603524729530060508&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8603524729530060508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8603524729530060508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/outras-informaes_02.html' title='Outras informações'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-8675576522403503625</id><published>2008-09-01T00:08:00.001-03:00</published><updated>2008-09-01T00:08:59.320-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Um coração em apuros - Parte II</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#201; claro que eu n&amp;#227;o lembro de nada depois da parada, mas algumas coisas me foram relatadas pela enfermeira que estava comigo no momento e por outro que participou do processo de reanima&amp;#231;&amp;#227;o. De acordo com a mulher, assim que eu desmaiei, ela correu para chamar o m&amp;#233;dico, cujo sobrenome &amp;#233;, curiosamente, Angel (ele &amp;#233; argentino). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Urg&amp;#234;ncia no 2!&amp;quot;. Um enfermeiro correu e, junto com o Dr. Angel, ficou massageando meu peito na tentativa de reanimar meu cora&amp;#231;&amp;#227;o. Segundo ele, esse &amp;#233; o procedimento padr&amp;#227;o. A tentativa foi frustrada e eles precisaram me desfibrilar. Eu n&amp;#227;o apenas fui reanimada como tamb&amp;#233;m acordei. Isso, pra mim, &amp;#233; estranho. Eu sempre achei que, ap&amp;#243;s uma PCR (parada cardiorrespirat&amp;#243;ria), a pessoa continuava desmaiada. Minha m&amp;#233;dica at&amp;#233; disse que nunca tinha visto algu&amp;#233;m despertar t&amp;#227;o r&amp;#225;pido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu, incrivelmente, lembro do que aconteceu assim que acordei. A m&amp;#233;dica se aproximou e disse: &amp;quot;Que susto!&amp;quot;. Sem entender, eu perguntei: &amp;quot;O que aconteceu?&amp;quot;. &amp;quot;Sabe o que &amp;#233; um pirepaque? Voc&amp;#234; teve um pirepaque!&amp;quot;. L&amp;#243;gico que ela estava tentando n&amp;#227;o me assustar, e por algum tempo eu realmente n&amp;#227;o soube o que tinha acontecido de fato.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois desse pequeno di&amp;#225;logo, muito provavelmente eu fui sedada. N&amp;#227;o lembro de absolutamente nada. Horas mais tarde, acordei totalmente grogue e exausta. Lembro que havia uma pessoa na minha frente (lembro tamb&amp;#233;m quem ela &amp;#233;) e eu sentia uma dificuldade enorme pra falar. A boca pesava e a l&amp;#237;ngua n&amp;#227;o obedecia. A pessoa come&amp;#231;ou a se afastar e apareceram outras para aparentemente me conter. Depois eu ficaria sabendo que tentei tirar todos os eletrodos, ataduras e fios que estavam ligados a mim. Acho que fui sedada de novo nesse momento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;S&amp;#243; acordei mesmo durante a madrugada. Tentei me mexer, mas percebi que meus p&amp;#233;s e minhas m&amp;#227;os estavam amarrados nas grades da cama. Chamei o enfermeiro e questionei o motivo da &lt;em&gt;pris&amp;#227;o&lt;/em&gt;. Foi ent&amp;#227;o que ele falou da minha rebeldia grogue. Eu pedi que ele desamarrasse e prometi n&amp;#227;o tirar nada do lugar, e obedeci, claro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu estava com m&amp;#227;os e p&amp;#233;s totalmente envoltos em quilos de ataduras. Era a tentativa de aquecer meus membros. Mesmo assim, eu sentia que havia algo gelado l&amp;#225; dentro, e s&amp;#243; depois eu veria o que era. Adormeci novamente para pouco tempo depois despertar com algu&amp;#233;m enfiando uma agulha no meu bra&amp;#231;o. E, como eu precisava ficar sozinha, esse foi apenas o primeiro dos muitos exames de sangue que eu fiz sem os belisc&amp;#245;es do meu pai. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na UTI &amp;#233; assim: todo dia um exame, no m&amp;#237;nimo. L&amp;#225; no S&amp;#227;o Lucas, os t&amp;#233;cnicos do laborat&amp;#243;rio come&amp;#231;avam a ronda &amp;#224;s 4h da manh&amp;#227; e, l&amp;#243;gico, pela unidade onde eu me encontrava, que &amp;#233; a mais importante. A pessoa que fez esse exame em mim foi aquela com quem antipatizei no dia do internamento. Ela ainda faria muitos outros e ficaria &amp;#237;ntima das minhas veias sofridas (eu j&amp;#225; estava toda roxa de tanto ser furada) e trabalhosas, tornando-se uma das poucas pessoas que conseguia peg&amp;#225;-las e dona de minha gratid&amp;#227;o pelo carinho que me devotou nesses pequenos momentos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-8675576522403503625?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/8675576522403503625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=8675576522403503625&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8675576522403503625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8675576522403503625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/09/um-corao-em-apuros-parte-ii.html' title='Um coração em apuros - Parte II'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-7548506230400166851</id><published>2008-08-31T13:53:00.001-03:00</published><updated>2008-08-31T13:55:45.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Um coração em apuros - Parte I</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O m&amp;#233;dico da UTI chegou ao quarto rapidamente. Um homem enorme com uma express&amp;#227;o t&amp;#227;o serena que me conquistou imediatamente. Ele pediu que levassem a m&amp;#225;quina do eletrocardiograma para me avaliar. A m&amp;#225;quina chegou logo, mas, absurdamente, estava sem papel. L&amp;#225; foi a enfermeira correr atr&amp;#225;s, ainda bem que ela foi r&amp;#225;pida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A essa altura, j&amp;#225; tinham umas oito pessoas dentro do quarto: meu infectologista, minha reumatologista, o m&amp;#233;dico da UTI, meus pais e umas tr&amp;#234;s enfermeiras. O exame foi feito e eles perceberam a loucura que estava acontecendo com meu cora&amp;#231;&amp;#227;o. Minha m&amp;#233;dica, muito carinhosa, veio dizer: &amp;quot;Samantha, n&amp;#243;s vamos te levar pra um lugar onde v&amp;#227;o cuidar melhor de voc&amp;#234;&amp;quot;. Ao que prontamente respondi: &amp;quot;E por que n&amp;#227;o levaram ainda?!&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu ainda me contorcia de dor, mas resolvi ag&amp;#252;entar calada, embora aquele esfor&amp;#231;o fosse quase insuport&amp;#225;vel. Ficar gritando e chorando compulsivamente s&amp;#243; pioraria as coisas. Trouxeram uma maca, mas o oxig&amp;#234;nio n&amp;#227;o encaixou no suporte e foi preciso troc&amp;#225;-la. Esses minutos perdidos poderiam ter sido fatais pra mim, mas algo, ou algu&amp;#233;m, estava conspirando a meu favor, por incr&amp;#237;vel que possa parecer em uma situa&amp;#231;&amp;#227;o dessa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Come&amp;#231;aram a me levar pelo corredor, e eu s&amp;#243; lembro do beijo que meu irm&amp;#227;o, que havia acabado de chegar, me deu na testa, dizendo &amp;quot;Vai dar tudo certo&amp;quot;. Ah, lembro tamb&amp;#233;m de uma picada no dedo, que depois eu descobriria ser a medi&amp;#231;&amp;#227;o da glicose. N&amp;#227;o lembro, por&amp;#233;m, da descida no elevador nem da chegada na UTI. S&amp;#243; depois de uma conversa com uma enfermeira recordei-me do que aconteceu assim que cheguei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu fui colocada no leito dois e os m&amp;#233;dicos ficaram conversando do lado de fora. Ainda morrendo de dor por causa da m&amp;#227;o, chamei a enfermeira. &amp;quot;Cad&amp;#234; o rem&amp;#233;dio pra dor?&amp;quot;. &amp;quot;O m&amp;#233;dico j&amp;#225; mandou trazer&amp;quot;, ela respondeu. Mas como assim &amp;quot;j&amp;#225; mandou trazer?&amp;quot;. &lt;em&gt;J&amp;#225;&lt;/em&gt; nada. Eu tava morrendo de dor e ela vem com essa hist&amp;#243;ria de &lt;em&gt;j&amp;#225;.&lt;/em&gt; &amp;quot;Eu quero o rem&amp;#233;dio &lt;strong&gt;agora&lt;/strong&gt;!&amp;quot;. E foi ent&amp;#227;o que eu tive uma parada card&amp;#237;aca.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; Pela primeira vez, eu chorei escrevendo um post.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-7548506230400166851?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/7548506230400166851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=7548506230400166851&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7548506230400166851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7548506230400166851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/um-corao-em-apuros-parte-i.html' title='Um coração em apuros - Parte I'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-7971084580692111570</id><published>2008-08-30T00:03:00.001-03:00</published><updated>2008-08-30T00:03:06.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Ecocardiograma e crise</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Depois da ultra abdominal, eu fiquei realmente traq&amp;#252;ila. Tanto &amp;#233; que, quando soube que faria um ecocardiograma, nem me preocupei. E o m&amp;#233;dico da vez foi bastante simp&amp;#225;tico. N&amp;#227;o parou de falar um segundo. &amp;quot;T&amp;#225; vendo as cavidades? Aqui &amp;#233; seu &amp;#225;trio esquerdo, aqui &amp;#233; o ventr&amp;#237;culo bl&amp;#225;bl&amp;#225;bl&amp;#225;&amp;quot;. Segundo ele, meu cora&amp;#231;&amp;#227;o estava em perfeitas condi&amp;#231;&amp;#245;es de funcionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando voltei ao quarto, aconteceu algo muito engra&amp;#231;ado. Meu pai entrou antes e, com a m&amp;#227;o que estava segurando meu suti&amp;#227;, fez aquele gesto com o polegar pra cima enquanto dizia: &amp;quot;O cora&amp;#231;&amp;#227;o de Sass&amp;#225;, &amp;#243;!&amp;quot;. A inten&amp;#231;&amp;#227;o do neg&amp;#243;cio era informar que estava tudo ok, mas minha m&amp;#227;e, em um momento de loucura, pensou que ele estava com meu cora&amp;#231;&amp;#227;o na m&amp;#227;o (literalmente!) e come&amp;#231;ou a chorar. N&amp;#243;s rimos dela o resto do dia. Eu ainda fui questionada se havia ficado com medo. &amp;quot;Por qu&amp;#234;? Eu n&amp;#227;o tenho nada no cora&amp;#231;&amp;#227;o!&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estamos, pelo que me recordo, no dia 9 de junho de 2007. Eu n&amp;#227;o lembro de mais nada importante que aconteceu. Acho at&amp;#233; que nem aconteceu. Era apenas mais um dia de espera e de incerteza. Aquela minha nova rotina de sempre. Mas o dia 10 compensaria essa monotonia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu acordei com uma dor no t&amp;#243;rax e minha m&amp;#227;e ficou massageando durante um tempo. Tomei caf&amp;#233; normalmente e, mais ou menos &amp;#224;s oito horas, senti vontade de ir ao banheiro. O dia estava frio e chuvoso, mas eu j&amp;#225; tinha at&amp;#233; esquecido que tinha Raynaud. Fui ao banheiro descal&amp;#231;a e sem luvas. Desgra&amp;#231;a. Minhas duas m&amp;#227;os ficaram brancas e insens&amp;#237;veis imediatamente. E dessa vez meus p&amp;#233;s tamb&amp;#233;m foram acometidos pela s&amp;#237;ndrome.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu n&amp;#227;o me desesperei. Apenas sa&amp;#237; do banheiro e peguei alguns len&amp;#231;&amp;#243;is para aquecer meus membros. N&amp;#227;o adiantou. Eu comecei a sentir uma dor lancinante, principalmente na m&amp;#227;o direita. Parecia que algu&amp;#233;m tinha colocado-a dentro de uma panela com &amp;#225;gua fervendo. Queimava insuportavelmente. Eu comecei a gritar e a chorar de dor. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesse meio tempo, um t&amp;#233;cnico do Centro de Patologia chegou no quarto para fazer um exame de sangue em mim, mas, naquele estado, eu n&amp;#227;o tinha a menor condi&amp;#231;&amp;#227;o de fazer nada, e ficava repetindo, em meio ao choro: &amp;quot;Vai fazer o exame com que sangue?&amp;quot;, me referindo, claro, ao fato de estar com isquemia. Meus pais massageavam meus bra&amp;#231;os tentando inutilmente fazer com que a circula&amp;#231;&amp;#227;o voltasse &amp;#224;s m&amp;#227;os. E nada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha reumatologista chegou logo em seguida. Eu lembro da express&amp;#227;o de compaix&amp;#227;o em seu rosto. Ela pediu que eu me sentasse e perguntou se meu peito estava doendo. Eu disse que estava queimando e que sentia dificuldade para respirar. Me ajudaram a passar para a cama (eu estava sentada no sof&amp;#225; do quarto) e a m&amp;#233;dica mandou que chamassem o m&amp;#233;dico da UTI.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha m&amp;#227;o continuava queimando horrivelmente, sem contar que eu n&amp;#227;o sentia a outra nem os dois p&amp;#233;s, eu n&amp;#227;o conseguia respirar e meu peito do&amp;#237;a. E esse era apenas o in&amp;#237;cio do pior dia da minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; S&amp;#243; para ilustrar: quando eu digo que a minha m&amp;#227;o ficou branca, eu quero dizer que ela ficou &lt;a href="http://www.sclero.org/medical/symptoms/photos/raynauds/joyce/photo-both-hands-mvc-001s-468w.jpg" target="_blank"&gt;realmente branca&lt;/a&gt;. E n&amp;#227;o foram s&amp;#243; os dedos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-7971084580692111570?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/7971084580692111570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=7971084580692111570&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7971084580692111570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7971084580692111570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/ecocardiograma-e-crise.html' title='Ecocardiograma e crise'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-6738469719549947359</id><published>2008-08-29T00:02:00.001-03:00</published><updated>2008-08-29T00:02:34.486-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Ultra abdominal</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A ultra-sonografia abdominal, um dos exames prescritos pelos m&amp;#233;dicos, foi um Deus nos acuda. Logo que soube que faria, me desesperei. &amp;quot;&amp;#201; agora que v&amp;#227;o achar meu tumor intestinal e eu n&amp;#227;o saio desse hospital nem t&amp;#227;o cedo&amp;quot;. Foi minha tia quem me levou para a sala do exame. A fila de espera tinha uma pessoa na minha frente, al&amp;#233;m da que j&amp;#225; estava l&amp;#225; dentro sendo examinada. Essa pessoa era um enfermeiro da UTI do hospital, que mais tarde eu conheceria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto esperava, comecei a chorar muito. Minha tia, na tentativa de me acalmar, s&amp;#243; me deixava mais nervosa. Meu pai chegou ao local e, tamb&amp;#233;m inutilmente, ficou tentando me consolar. Eu estava com muito, muito, muito medo. &amp;#192;s vezes a d&amp;#250;vida &amp;#233; melhor do que a certeza. Ou pelo menos na minha cabe&amp;#231;a, naquele momento, era. Em minha insanidade, achei que, se realmente tivesse c&amp;#226;ncer, j&amp;#225; fazia muito tempo e seria irrevers&amp;#237;vel. Minha vida se tornaria uma espera pela morte e eu n&amp;#227;o estava preparada para aquilo. Ningu&amp;#233;m nunca est&amp;#225;, na verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E l&amp;#225; fui eu. Deitei na cama chorando. O m&amp;#233;dico come&amp;#231;ou o exame, e eu chorando. Ele apertava aqui, ali, mexia naqueles bot&amp;#245;es, e eu chorando. Ele fazia os screenshots, e eu continuava chorando. O desgra&amp;#231;ado n&amp;#227;o deu um piu! Mesmo vendo meu desespero, me deixou na ang&amp;#250;stia, achando que aquele sil&amp;#234;ncio era sin&amp;#244;nimo de algo errado. A cara que ele fazia era totalmente desprovida de sentimentos. Nem quando eu sa&amp;#237; da sala, ainda chorando, obviamente, ele falou alguma coisa. Foi preciso minha tia voltar e perguntar se havia algo errado para ele responder, com uma tranq&amp;#252;ilidade irritante, que &amp;quot;estava tudo bem&amp;quot;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu fiquei extremamente aliviada e feliz, mas toda a ang&amp;#250;stia que passei poderia ter sido evitada. M&amp;#233;dicos n&amp;#227;o podem ser t&amp;#227;o frios! Eu sei que &amp;#233; dif&amp;#237;cil ser caloroso, se envolver com os pacientes se voc&amp;#234; corre o risco de sofrer com uma eventual perda, mas &amp;#233; preciso haver um meio termo. Uma pessoa hospitalizada, em uma situa&amp;#231;&amp;#227;o delicada, precisa confiar e gostar do m&amp;#233;dico e, acima de tudo, precisa de carinho. Esse m&amp;#233;dico, espeficiamente, n&amp;#227;o precisava ser assim, afinal, ele s&amp;#243; estava fazendo uma ultra, mas n&amp;#227;o custava nada ser um pouco simp&amp;#225;tico!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O resultado do exame mostrou que meu f&amp;#237;gado, em fun&amp;#231;&amp;#227;o do quadro inflamat&amp;#243;rio, estava um pouco crescido e com uma certa quantidade de l&amp;#237;quido. Nada assustador. Al&amp;#233;m disso, revelou uma coisa curiosa. Eu tenho dois ba&amp;#231;os! Quer dizer, um deles &amp;#233; apenas um ba&amp;#231;o acess&amp;#243;rio, como um n&amp;#243;dulo de tecido ligado ao &amp;#243;rg&amp;#227;o principal. Eu nunca perguntei aos m&amp;#233;dicos, mas esse &amp;#233; provavelmente o motivo de eu sentir aquelas dores do lado esquerdo do abd&amp;#244;men que me fizeram pensar, por alguns anos, que eu tinha c&amp;#226;ncer de intestino. Seria c&amp;#244;mico se n&amp;#227;o fosse tr&amp;#225;gico! Ou o contr&amp;#225;rio? =P&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os exames estavam indo bem. No dia seguinte, foi a vez do ecocardiograma.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-6738469719549947359?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/6738469719549947359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=6738469719549947359&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/6738469719549947359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/6738469719549947359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/ultra-abdominal.html' title='Ultra abdominal'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-4296602293086096920</id><published>2008-08-28T00:05:00.001-03:00</published><updated>2008-08-28T00:05:26.929-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Exames e momentos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu estava fazendo fisioterapia diariamente. Apesar desta e dos rem&amp;#233;dios, as dores ainda incomodavam bastante. E os antibi&amp;#243;ticos foram in&amp;#250;teis para baixar minha febre. Minhas taxas inflamat&amp;#243;rias deviam estar alterad&amp;#237;ssimas. Ali&amp;#225;s, eu nunca vi os exames de sangue da &amp;#233;poca, e nem sei se quero ver. Devem ser um pouco assustadores...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A dormida tamb&amp;#233;m era bem doloroda ainda. Eu s&amp;#243; conseguia relaxar quando me acomodavam com uns sete travesseiros, que apoiavam cada parte do meu corpo. E durante a madrugada, quando eu queria me virar, precisava de ajuda. Meu pai e minha m&amp;#227;e se revezavam na fun&amp;#231;&amp;#227;o. &amp;#212; vida!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ah, uma coisa interessante &amp;#233; que, diferente da maioria dos doentes, eu tinha uma fome de le&amp;#227;o! Comia todo o caf&amp;#233; da manh&amp;#227;, o lanche matinal, o almo&amp;#231;o, o lanche da tarde, o jantar e o lanche da noite. Haja est&amp;#244;mago! Isso se deve em parte ao cortic&amp;#243;ide, um excelente abridor de apetite, mas a outra parte fica por minha conta mesmo. Eu adoro comer! E facilitava que eu j&amp;#225; tinha ficado amiga de algumas copeiras, que me traziam uns agrados, j&amp;#225; que eu n&amp;#227;o tinha restri&amp;#231;&amp;#227;o alimentar e n&amp;#227;o precisava ficar comendo sopa sem sal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou um dia em que, n&amp;#227;o sei exatamente o porqu&amp;#234;, os m&amp;#233;dicos come&amp;#231;aram a prescrever outros tipos de exames, como radiografias e ultra-sonografias. O primeiro foi a radiografia. J&amp;#225; me deu um certo medo. &amp;quot;Ser&amp;#225; que d&amp;#225; pra ver um tumor com uma?&amp;quot;. Desci para o t&amp;#233;rreo de cadeira de rodas e fiz as benditas. Depois de prontas, o cara que as bateu ficou analisando, com aquela cara s&amp;#233;ria e amedrontadora, que mais parecia dizer &amp;quot;Tem alguma coisa errada aqui&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu me assustei e resolvi analisar tamb&amp;#233;m. &amp;quot;O que &amp;#233; essa mancha preta no meu pulm&amp;#227;o? Ser&amp;#225; que &amp;#233; um tumor? Ser&amp;#225; que &amp;#233; meu f&amp;#237;gado?&amp;quot;. Esses eram meus pensamentos, os quais, mais tarde, depois de saber que as radiografias estavam normais, eu verbalizaria s&amp;#243; para ser motivo de piada. E eu n&amp;#227;o achava ruim, n&amp;#227;o. Apenas ria junto de todo mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu tinha momentos realmente divertidos, apesar de tudo. Mas eles eram alternados com outros de choro compulsivo. E minha m&amp;#227;e insistia em dizer: &amp;quot;Seu av&amp;#244; passou um m&amp;#234;s no hospital e n&amp;#227;o deu um piu&amp;quot;. Um dia eu cansei: &amp;quot;Eu n&amp;#227;o sou vov&amp;#244;!&amp;quot;. Ora, isso n&amp;#227;o &amp;#233; compara&amp;#231;&amp;#227;o que se fa&amp;#231;a. Meu av&amp;#244; tinha 78 anos e maturidade suficiente para aceitar certas situa&amp;#231;&amp;#245;es. Eu sou jovem! Pessoas jovens devem ser saud&amp;#225;veis, por isso n&amp;#227;o est&amp;#227;o psicologicamente preparadas pra enfrentar problemas t&amp;#227;o s&amp;#233;rios como o que eu estava enfrentando.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#192; medida que o tempo passa, os problemas de sa&amp;#250;de v&amp;#227;o aparecendo, mas esse &amp;#233; um processo gradativo, que, aos poucos, ensina a aceitar e ajuda a amadurecer. O meu caso foi repentino, eu n&amp;#227;o tinha cabe&amp;#231;a para aquilo e apenas queria que me deixassem chorar e que me tirassem dali de uma vez por todas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-4296602293086096920?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/4296602293086096920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=4296602293086096920&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4296602293086096920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4296602293086096920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/exames-e-momentos.html' title='Exames e momentos'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-7156750370697926189</id><published>2008-08-27T00:08:00.001-03:00</published><updated>2008-08-27T00:14:57.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Diagnóstico e infectologista</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A partir daqui, os dias come&amp;#231;aram a ficar confusos na minha cabe&amp;#231;a, meio misturados. Eles passaram a ser apenas uma rotina de medicamentos, visitas e TV (estava passando o torneio de Roland Garros na &amp;#233;poca. Eu assistia a todos os jogos poss&amp;#237;veis!). Certo dia, minha m&amp;#233;dica at&amp;#233; chegou a dizer que me daria alta. Eu n&amp;#227;o aceitei de jeito nenhum. Sabia da minha condi&amp;#231;&amp;#227;o e que ainda precisava muito ficar no hospital. A febre n&amp;#227;o passava, as manchas eram bem vis&amp;#237;veis, as dores ainda incomodavam e ningu&amp;#233;m sabia com certeza o que eu tinha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ali&amp;#225;s, esse neg&amp;#243;cio do diagn&amp;#243;stico foi bem complicado. Com a bi&amp;#243;psia, constataram que as manchas eram vasculite.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Vasculite&lt;/b&gt; &amp;#233; o nome dado a uma inflama&amp;#231;&amp;#227;o em vaso sang&amp;#252;&amp;#237;neo. Geralmente provoca danos ao revestimento do vaso, causando seu estreitamento ou obstru&amp;#231;&amp;#227;o, e assim limitando ou interrompendo o fluxo sang&amp;#252;&amp;#237;neo. Se n&amp;#227;o for tratada, poder&amp;#225; gerar isquemia e, conseq&amp;#252;entemente, poss&amp;#237;veis danos ou at&amp;#233; mesmo destrui&amp;#231;&amp;#227;o dos tecidos abastecidos por esses vasos afetados. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasculite" target="_blank"&gt;Fonte&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A vasculite tamb&amp;#233;m &amp;#233; sintoma da primeira doen&amp;#231;a que acharam que eu tinha: P&amp;#250;rpura de Henoch-Sch&amp;#246;nlein. E, por algum tempo, eu fui tratada como se realmente a tivesse, porque os outros exames estavam muito conflitantes e ningu&amp;#233;m tinha certeza do que eu sofria. &amp;#201; aquela hist&amp;#243;ria: n&amp;#227;o tem tu, vai tu mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meu FAN (fator antin&amp;#250;cleo, exame de praxe para saber se a pessoa tem L&amp;#250;pus) deu positivo. Mas o diagn&amp;#243;stico da doen&amp;#231;a &amp;#233; complicad&amp;#237;ssimo e requer uma combina&amp;#231;&amp;#227;o enorme de fatores. O hemograma de um l&amp;#250;pico em crise tende a ser todo desajustado. O meu estava &amp;#243;timo. O L&amp;#250;pus desencadeado como vasculite ataca comumente os rins, e os meus estavam perfeitos. E por a&amp;#237; vai.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por isso tudo, e como a febre n&amp;#227;o passava de jeito nenhum, um infectologista foi chamado. A primeira provid&amp;#234;ncia dele, para a minha tristeza, foi mandar colocar um acesso em mim para que eu come&amp;#231;asse a tomar Staficilin, um antibi&amp;#243;tico poderos&amp;#237;ssimo que, eu saberia depois, tem o carinhoso apelido de arromba-veia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na noite do dia seguinte, eu senti esse apelido. Do&amp;#237;a tanto que eu j&amp;#225; come&amp;#231;ava a chorar antes mesmo que administrassem o rem&amp;#233;dio. Depois de algum tempo, o caminho que ele percorria na veia ficava vis&amp;#237;vel, pois a pele avermelhava conforme o tempo passava e o rem&amp;#233;dio arrombava meus vasos. E n&amp;#227;o adiantou nada diluir mais a medica&amp;#231;&amp;#227;o. O &amp;#250;nico jeito foi trocar de veia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu implorava para que ele passasse tudo para via oral, mas o veredicto foi: no m&amp;#237;nimo sete dias e ponto final. A mudan&amp;#231;a de acesso melhorou muito a situa&amp;#231;&amp;#227;o, mas a essa altura eu j&amp;#225; estava com flebite no primeiro vaso (flebite &amp;#233; uma inflama&amp;#231;&amp;#227;o, nesse caso causada pelo medicamento).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele ainda passou uma s&amp;#233;rie de exames para saber se eu estava com infec&amp;#231;&amp;#227;o, al&amp;#233;m de uma hemocultura. Essa desgra&amp;#231;a, na &amp;#233;poca, me perturbou demais. Eu fiquei com &amp;#243;dio por precisar ser furada tr&amp;#234;s vezes em uma hora. E no fim das contas apenas detectaram que n&amp;#227;o havia bact&amp;#233;rias coisa nenhuma. E por hoje &amp;#233; s&amp;#243;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Psic&amp;#243;loga: &lt;/strong&gt;Eu esqueci de mencionar que fui acompanhada por uma psic&amp;#243;loga excelente desde o meu segundo dia de internamento. Ela foi fundamental em todo esse per&amp;#237;odo, mas, obviamente, n&amp;#227;o vou revelar o conte&amp;#250;do das consultas, s&amp;#243; achei que a men&amp;#231;&amp;#227;o seria justa. Portanto, quando eu estiver narrando algum dia, al&amp;#233;m da febre e dos baldes de suor, saibam que ela tamb&amp;#233;m esteve presente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.S.:&lt;/strong&gt; Eu encontrei duas fotos que mostram pessoas com vasculite. As minhas manchas n&amp;#227;o eram t&amp;#227;o espa&amp;#231;adas, cobriam quase toda a regi&amp;#227;o das canelas, subiam pelas coxas, um pouco nos dois cotovelos, nos bra&amp;#231;os, nas m&amp;#227;os e algumas eram em &amp;quot;alto relevo&amp;quot;. Clique &lt;a href="http://www.hdcn.com/symp/lund/jtimg26.jpg" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.nephrohus.org/s/local/cache-vignettes/L334xH471/VHS_rash_cutane-2-bf2f1-a93c9.jpg" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver as imagens. Por sua conta e risco. =P&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P.P.S.: &lt;/strong&gt;Eu gostaria de agradecer a todos que est&amp;#227;o visitando e comentando aqui no blog. &amp;#201; muito bom ler o que voc&amp;#234;s escrevem. E se algu&amp;#233;m quiser saber como eu estou, basta entrar no meu &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=3303174616273708265" target="_blank"&gt;orkut&lt;/a&gt; ou me enviar um &lt;a href="mailto:samanthaovidio@gmail.com" target="_blank"&gt;e-mail&lt;/a&gt;. Eu tamb&amp;#233;m gostaria muito de saber quem &amp;#233; cada um de voc&amp;#234;s.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-7156750370697926189?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/7156750370697926189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=7156750370697926189&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7156750370697926189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7156750370697926189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/diagnstico-e-infectologista.html' title='Diagnóstico e infectologista'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-4279073076576243417</id><published>2008-08-26T12:16:00.001-03:00</published><updated>2008-08-26T12:16:41.840-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Síndrome de Raynaud</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Lembro que nesse primeiro dia de hospital ainda troquei de quarto. Passei de um min&amp;#250;sculo para um igualmente min&amp;#250;sculo, mas que tinha uma poltrona. Como havia dito, a noite come&amp;#231;ou bem, mas, durante a madrugada, o efeito do Tramal passou e eu recomecei a sentir muitas dores. Al&amp;#233;m disso, o acesso no meu bra&amp;#231;o come&amp;#231;ou a doer muito e constatei tristemente que o havia perdido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;J&amp;#225; estava quase amanhecendo e minha m&amp;#227;e me ajudou a passar da cama para a poltrona. Uma enfermeira foi chamada e tentou, sem sucesso, pegar um outro acesso, dessa vez na m&amp;#227;o (o primeiro foi na dobra do bra&amp;#231;o, onde voc&amp;#234; faz exame de sangue. P&amp;#233;ssimo). N&amp;#243;s resolvemos esperar pelo veredicto da m&amp;#233;dica, que mais tarde decidiria deixar todas as minhas medica&amp;#231;&amp;#245;es via oral. Se fosse hoje, eu pediria medica&amp;#231;&amp;#227;o venosa, pois poderia continuar tomando os rem&amp;#233;dios de dor e n&amp;#227;o teria sofrido tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Durante a tarde, eu fui caminhar (eu j&amp;#225; conseguia fazer isso com ajuda) e, ao sair do quarto, percebi que minha m&amp;#227;o direita estava &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; branca. Ensaiei um p&amp;#226;nico, mas meu pai me acalmou. N&amp;#227;o durou muito. Al&amp;#233;m de branca, a m&amp;#227;o come&amp;#231;ou a ficar dormente. N&amp;#227;o dormente com aquela sensa&amp;#231;&amp;#227;o de formigamento, e sim com a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de nada. Meus dedos indicador e m&amp;#233;dio estavam completamente insens&amp;#237;veis. Eu poderia t&amp;#234;-los cortado fora que n&amp;#227;o sentiria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O m&amp;#233;dico de plant&amp;#227;o foi chamado e minha m&amp;#227;e ligou para a reumatologista. Os dois constataram a mesma coisa: S&amp;#237;ndrome de Raynaud. Vamos &amp;#224; defini&amp;#231;&amp;#227;o:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;Ataques espor&amp;#225;dicos de espasmos dos vasos sang&amp;#252;&amp;#237;neos, resultando na interrup&amp;#231;&amp;#227;o do fluxo sang&amp;#252;&amp;#237;neo para os dedos das m&amp;#227;os, dedos dos p&amp;#233;s, orelhas e nariz. &amp;#201; provocada pela exposi&amp;#231;&amp;#227;o ao frio ou por emo&amp;#231;&amp;#245;es fortes, e &amp;#233; sintoma secund&amp;#225;rio de algumas condi&amp;#231;&amp;#245;es m&amp;#233;dicas (como L&amp;#250;pus Eritematoso Sist&amp;#234;mico). &lt;a href="http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000412.htm" target="_blank"&gt;Fonte&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No meu caso, ainda bem, s&amp;#243; foram dois dedos, mas eu fiquei realmente desesperada. N&amp;#227;o sentir nada talvez seja t&amp;#227;o assustador quanto sentir uma dor forte. Enfim. O m&amp;#233;dico envolveu minhas m&amp;#227;os com compressas, para esquentar, e acho que me deu tamb&amp;#233;m um calmante, porque adormeci logo em seguida e s&amp;#243; acordei horas mais tarde. Ao despertar, um dedo j&amp;#225; estava ok, mas o outro ainda n&amp;#227;o tinha &amp;quot;voltado&amp;quot; completamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu troquei mais uma vez de quarto, agora sim para um bem maior. Lembro at&amp;#233; que fui andando de um pra outro, e tamb&amp;#233;m que esse pequeno esfor&amp;#231;o me cansou um bocado. Nesse dia tamb&amp;#233;m fiz aqueeela bi&amp;#243;psia. O processo foi extremamente tranq&amp;#252;ilo. Eu fui levada &amp;#224; sala de pequenas cirurgias, meu pai me beliscou, a dermatologista aplicou a anestesia, cortou uma manchinha, que j&amp;#225; tinha se tornado uma ferida de tanto que eu cocei, do meu bra&amp;#231;o e deu tr&amp;#234;s pontos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E o dia seguiu assim: TV, visitas, comida, rem&amp;#233;dios e febre. Febre, claro! Ela n&amp;#227;o perdia uma oportunidade de me perturbar. Todo santo dia eu tomava dipirona, suava baldes e, quando o efeito do rem&amp;#233;dio passava, l&amp;#225; estava ela de novo. A nojenta n&amp;#227;o me deixou em paz por cerca de 30 dias. Portanto, sempre que eu estiver narrando alguma hist&amp;#243;ria, presuma que ou eu estava com febre ou estava suando baldes.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-4279073076576243417?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/4279073076576243417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=4279073076576243417&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4279073076576243417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4279073076576243417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/sndrome-de-raynaud.html' title='Síndrome de Raynaud'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-5332098833666823203</id><published>2008-08-14T18:42:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T18:42:12.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospital'/><title type='text'>Internação</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Na manh&amp;#227; do dia 30 de maio, eu gemia de dor. N&amp;#227;o havia posi&amp;#231;&amp;#227;o, n&amp;#227;o havia palavras de consolo, n&amp;#227;o havia &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; que pudesse aliviar o que eu estava sentindo. Eu precisava e queria urgentemente ser internada, mas eu n&amp;#227;o conseguiria ir de carro. Foi ent&amp;#227;o que come&amp;#231;ou a luta para conseguir uma ambul&amp;#226;ncia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#201; incr&amp;#237;vel que exista esse tipo de dificuldade. Minha m&amp;#227;e passou cerca de uma hora ligando e brigando ao telefone porque n&amp;#227;o existia uma mera ambul&amp;#226;ncia para me levar ao hospital! O SAMU, pelo que eu entendi, s&amp;#243; me levaria para um hospital p&amp;#250;blico, e eu ia para um particular, e foi extremamente dif&amp;#237;cil conseguir um servi&amp;#231;o similar que pudesse faz&amp;#234;-lo, mas, enfim, apareceu uma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois de muito tempo gemendo e me acabando em dor, consegui chegar &amp;#224; Casa de Sa&amp;#250;de S&amp;#227;o Lucas. Logo me colocaram em um leito da enfermaria e pegaram um acesso, o que foi relativamente f&amp;#225;cil. S&amp;#243; a mo&amp;#231;a do laborat&amp;#243;rio n&amp;#227;o conseguiu pegar minha veia pra fazer um exame de sangue, que acabou sendo feito na tarde do mesmo dia por outra pessoa. A tal mo&amp;#231;a ganhou minha antipatia imediatamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Comecei a tomar Tramal, para a dor, e Dramin, para aliviar os efeitos colaterais do Tramal, e me senti incrivelmente melhor. Parecia at&amp;#233; que eu tinha ficado boa. Recebi visitas de amigos e parentes no mesmo dia. Eu achei que, agora sim, a recupera&amp;#231;&amp;#227;o ia ser f&amp;#225;cil e r&amp;#225;pido. Adormeci me sentindo bem pela primeira vez depois de muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-5332098833666823203?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/5332098833666823203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=5332098833666823203&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5332098833666823203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5332098833666823203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/internao.html' title='Internação'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-6322159905194678509</id><published>2008-08-13T20:46:00.001-03:00</published><updated>2008-08-13T20:46:33.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pré-hospital'/><title type='text'>Remorso, biópsia e coceira</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu sempre fui uma pessoa um pouco passiva. Sempre estava tudo bom, eu nunca reclamava de nada e fazia quest&amp;#227;o de sempre ceder quando acontecia algum tipo de discuss&amp;#227;o (e me magoa muito quando algu&amp;#233;m afirma o contr&amp;#225;rio). N&amp;#227;o gostava, e continuo n&amp;#227;o gostando, de tratar algu&amp;#233;m mal e, quando isso acontecia, ficava me remoendo de remorso, mesmo que a pessoa tivesse merecido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Melhorei um pouco nesse aspecto depois de muitas idas &amp;#224; psic&amp;#243;loga, mas, na &amp;#233;poca da doen&amp;#231;a, eu estava no auge da passividade. E mesmo assim comecei a gritar com as pessoas e reclamar de tudo sem sentir peso algum de consci&amp;#234;ncia. Na situa&amp;#231;&amp;#227;o em que eu me encontrava, senti-me no direito de agir dessa forma, at&amp;#233; porque eu sabia que as pessoas n&amp;#227;o ficariam magoadas, pois entenderiam perfeitamente meu estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu serei eternamente grata a tudo que todos ao meu redor fizeram por mim, e eles sabem disso, mesmo que eu tenha agido assim ou assado. Naqueles momentos, eu era apenas uma rebelde com causa. E n&amp;#227;o me arrependo ou sinto remorso em momento algum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas voltando &amp;#224; ordem cronol&amp;#243;gica dos acontecimentos, encontro-me na ter&amp;#231;a-feira, dia 29 de maio de 2007. Nesse dia, continuei sentindo dores fort&amp;#237;ssimas, apesar da medica&amp;#231;&amp;#227;o prescrita pela reumatologista. N&amp;#227;o levantei, n&amp;#227;o andei e continuei fazendo tudo com a ajuda das pessoas. Eu n&amp;#227;o passava de um vegetal dolorido sobre uma cama.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No fim da tarde, fui ao dermatologista. Os m&amp;#233;dicos queriam verificar se a bi&amp;#243;psia de uma das manchas seria necess&amp;#225;ria. E foi. Me levaram para a sala de pequenas cirurgias e o m&amp;#233;dico se preparou todo para aplicar a anestesia e cortar um peda&amp;#231;o da minha pele. Eu achei que seria f&amp;#225;cil, mas entrei em p&amp;#226;nico de novo por causa das agulhas. &amp;quot;Eu &lt;strong&gt;n&amp;#227;o&lt;/strong&gt; vou fazer isso. N&amp;#227;o adianta insistir&amp;quot;. Eu precisava de tempo pra me acostumar!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Voltei pra casa e minha irm&amp;#227;, ao saber disso, me chamou de doida. Ok, eu realmente estava sendo louca, mas eu n&amp;#227;o consigo fazer nada assim, pa-pum, preciso sempre pensar bastante sobre o assunto. E foi o que eu fiz a noite inteira, at&amp;#233; porque s&amp;#243; conseguia dormir de exaust&amp;#227;o, j&amp;#225; que as dores n&amp;#227;o permitiam de outra forma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na madrugada desse dia, acordei com uma coceira louca nas pernas. Era alucinante, horr&amp;#237;vel! E o pior &amp;#233; que eu n&amp;#227;o conseguia me mexer, ou seja, n&amp;#227;o alcan&amp;#231;aria minhas pernas para co&amp;#231;ar eu mesma. Meus pais tentaram de tudo, mas n&amp;#227;o passou. At&amp;#233; que minha m&amp;#227;e encostou algo gelado e eu senti uma melhora. Eles imediatamente pegaram uma bacia de gelo e esfregaram freneticamente no local. Hoje sei que isso foi uma loucura. Ainda bem que minha S&amp;#237;ndrome de Raynaud n&amp;#227;o escolheu esse dia pra dar o ar da gra&amp;#231;a.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao amanhecer, eu n&amp;#227;o ag&amp;#252;entei mais as dores e provid&amp;#234;ncias precisaram ser tomadas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-6322159905194678509?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/6322159905194678509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=6322159905194678509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/6322159905194678509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/6322159905194678509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/remorso-bipsia-e-coceira.html' title='Remorso, biópsia e coceira'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-8203465054746071183</id><published>2008-08-12T11:35:00.001-03:00</published><updated>2008-08-12T11:43:19.304-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pré-hospital'/><title type='text'>Exame de sangue e tratamento</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ainda no domingo, minha m&amp;#227;e falou com minha reumatologista por telefone, que mandou que eu suspendesse o Arcoxia (que eu voltara a tomar por conta pr&amp;#243;pria) e exigiu o exame de sangue. Um t&amp;#233;cnico do Centro de Patologia tamb&amp;#233;m foi contatado e na segunda-feira, 29, bem cedo, estava l&amp;#225; em casa com suas v&amp;#225;rias agulhas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele me tratou muito bem e procurou me acalmar, porque &amp;#233; l&amp;#243;gico que eu j&amp;#225; estava chorando, pois sabia que ou eu enfrentava meu medo ou eu enfrentava meu medo, n&amp;#227;o tinha outra sa&amp;#237;da. Eu estirei o bra&amp;#231;o e ele enfiou a agulha. Doeu pouqu&amp;#237;ssimo, mas minha veia resolveu fugir e ele n&amp;#227;o achou a maldita. Come&amp;#231;ou a cutucar e a&amp;#237; sim doeu de verdade. Eu comecei a gritar e ele desistiu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu fiquei muito puta. Tinha enfrentado o pior e ele n&amp;#227;o conseguiu tirar o sangue. Chorei mais e mais e mais. O jeito era tentar no outro bra&amp;#231;o. Minha irm&amp;#227; foi a &amp;#250;nica que conseguiu me acalmar. Quando ele estava prestes a fazer o exame, eu disse a meu pai: &amp;quot;Beslique meu bra&amp;#231;o&amp;quot;. Ele o fez e, finalmente, o exame deu certo. Que al&amp;#237;vio! Eu havia achado a maneira perfeita de &amp;quot;desviar&amp;quot; a dor.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os resultados sa&amp;#237;ram na mesma tarde e eu fui, de cadeira de rodas, para a reumatologista. O hemograma estava normal, o exame de urina tamb&amp;#233;m e, que eu lembre, s&amp;#243; o VSH (taxa de inflama&amp;#231;&amp;#227;o) deu alto, e eu nem precisava de um exame pra saber disso, pois estava sentindo nos ossos essa inflama&amp;#231;&amp;#227;o toda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meus pais ca&amp;#237;ram no choro, pois achavam que eu estava com leucemia. A m&amp;#233;dica os tranq&amp;#252;ilizou e receitou Meticorten (cortic&amp;#243;ide). Acho que na &amp;#233;poca a dose era de 20mg. No mesmo dia, fui a um infectologista. Ele disse que eu n&amp;#227;o estava com nenhuma infec&amp;#231;&amp;#227;o, nem com dengue (que desconfiaram por causa das manchas).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesse dia, at&amp;#233; fui no shopping. Comi um hot dog com fanta laranja (meus &amp;#250;ltimos goles de refrigerante) e brinquei com a cadeira de rodas el&amp;#233;trica. Eu realmente estava feliz por ter feito o exame de sangue e achei que, agora que estava sendo tratada adequadamente, ia ficar boa logo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para ir embora do local, por&amp;#233;m, precisei voltar &amp;#224; realidade. Quando fui entrar no carro, com a ajuda de um milh&amp;#227;o de pessoas, percebi que meus p&amp;#233;s tinham se apoiado na cadeira de forma tal que, se eu me levantasse, eles pendurariam, estirando meu tornozelo e me fazendo chorar e gritar de dor. Depois de muito sofrimento, consegui. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas essa hist&amp;#243;ria de precisar de ajuda para ir ao banheiro, para me trocar e at&amp;#233; para comer, j&amp;#225; que meus bra&amp;#231;os n&amp;#227;o serviam mais, j&amp;#225; estava me dando nos nervos! Eu estava totalmente irritada com tudo e comecei a ser bem grossa &amp;#224;s vezes.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-8203465054746071183?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/8203465054746071183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=8203465054746071183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8203465054746071183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8203465054746071183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/exame-de-sangue-e-tratamento.html' title='Exame de sangue e tratamento'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-8836037294449416338</id><published>2008-08-11T10:48:00.001-03:00</published><updated>2008-08-11T10:48:37.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pré-hospital'/><title type='text'>Febre, manchas e mais dores</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu n&amp;#227;o fa&amp;#231;o id&amp;#233;ia de quanto tempo a melhora misteriosa durou. Acho que foi cerca de um m&amp;#234;s. Eu deixei de visitar minha prima em Bras&amp;#237;lia na Semana Santa de 2007 por causa das dores. Logo em seguida, creio eu, melhorei e remarquei a passagem para junho, mas, antes disso, adoeci novamente. Nesse meio tempo, cheguei a ir a uma reumatologista, que passou mais uma bateria de exames de sangue, que, naturalmente, eu n&amp;#227;o fiz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As dores reapareceram nos lugares de sempre e tamb&amp;#233;m no pesco&amp;#231;o, nas costas, nos tornozelos e em quase todas as outras articula&amp;#231;&amp;#245;es do corpo, menos na mand&amp;#237;bula. Ainda eram suport&amp;#225;veis, mas pioravam dia a dia. Eu tamb&amp;#233;m comecei a sentir uma coceira fren&amp;#233;tica nas pernas, nas quais havia um enorme n&amp;#250;mero de manchas vermelhas que eu julguei ser resultado de um ataque massivo de muri&amp;#231;ocas (= pernilongos).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As manchas come&amp;#231;aram a subir para as coxas e tamb&amp;#233;m apareceram nos cotovelos, que j&amp;#225; n&amp;#227;o serviam para me apoiar, pois do&amp;#237;am muito, e nas m&amp;#227;os. Alguns dedos dos p&amp;#233;s come&amp;#231;aram a inchar e apareceu uma febre maldita que n&amp;#227;o me largaria pelos pr&amp;#243;ximos trinta dias. Acho que tudo isso aconteceu entre os dias 20 e 26 de maio de 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No s&amp;#225;bado, 27, eu sa&amp;#237; com meu ent&amp;#227;o namorado e j&amp;#225; voltei pra casa manca e com febre, quase sem conseguir andar. Resolvi dormir no sof&amp;#225; da sala, pois achei que seria mais f&amp;#225;cil levantar-me no outro dia. O problema &amp;#233; que eu dormi de bru&amp;#231;os, sem travesseiro, e o sof&amp;#225; afundou durante a noite. No domingo, 28, eu acordei &amp;#224;s cinco da manh&amp;#227; com tanta dor que n&amp;#227;o consegui usar meus bra&amp;#231;os pra me virar e fiquei presa naquela posi&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Comecei a chorar de desespero e arranjei for&amp;#231;as n&amp;#227;o sei de onde pra me sentar, embora n&amp;#227;o tenha conseguido me desencostar do sof&amp;#225;. Acho que passei cerca de uma hora chorando e alternando pensamentos que imploravam por um internamento hospitalar e que me desesperavam ao lembrar da merda das agulhas (voc&amp;#234;s t&amp;#234;m alguma no&amp;#231;&amp;#227;o do que &amp;#233; sentir tanta dor e ainda assim cogitar n&amp;#227;o enfrentar as agulhas? Esse era o tamanho do meu p&amp;#226;nico). Acabei adormecendo de novo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por volta das nove da manh&amp;#227;, meu pai chegou na sala e me encontrou inerte no sof&amp;#225;. Eu disse que estava sentindo muitas dores e ele perguntou se eu queria ir para o seu quarto. Eu aceitei a proposta, mas revelei que n&amp;#227;o conseguiria andar at&amp;#233; l&amp;#225;. As solas dos meus p&amp;#233;s estavam completamente in&amp;#250;teis, inflamadas e doloridas. Foi ent&amp;#227;o que ele me pegou nos bra&amp;#231;os e me levou at&amp;#233; sua cama.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha tia fisioterapeuta foi &amp;#224; minha casa com um aparelhinho que d&amp;#225; choque e libera endorfina e aplicou em algumas partes do meu corpo. Al&amp;#233;m disso, fez massagens no meu pesco&amp;#231;o (eu j&amp;#225; estava usando uma pescoceira) e nos meus p&amp;#233;s. Nesse dia, eu at&amp;#233; consegui andar, mas s&amp;#243; do quarto pra sala e da sala pro quarto. E todo mundo ficou tentando adivinhar o que eram aquelas manchas nas pernas que aumentavam e co&amp;#231;avam sem parar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fato: eu estava muito doente e alguma coisa precisava ser feita urgentemente.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-8836037294449416338?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/8836037294449416338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=8836037294449416338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8836037294449416338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8836037294449416338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/febre-manchas-e-mais-dores.html' title='Febre, manchas e mais dores'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-8660593500250116558</id><published>2008-08-10T19:26:00.001-03:00</published><updated>2008-08-10T19:26:45.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinais'/><title type='text'>E as dores pioram...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;As dores nos joelhos sempre foram as mais recorrentes. Eles incomodavam eventualmente, mas nada que atrapalhasse minha vida. At&amp;#233; que um dia eu amanheci com os dois travados. Era um sacrif&amp;#237;cio pra dobrar e outro pra estirar. Meus cotovelos come&amp;#231;aram a doer um pouco, e os ombros tamb&amp;#233;m.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fui, ent&amp;#227;o, a um ortopedista, que passou alguns exames de sangue (n&amp;#227;&amp;#227;&amp;#227;o!) e receitou Arcoxia, um anti-inflamat&amp;#243;rio. Tomei e melhorei significativamente nos dois primeiros dias, mas depois as dores voltaram como se eu n&amp;#227;o tivesse sob efeito de nenhum rem&amp;#233;dio. De qualquer forma, continuei tomando com medo de, sem ele, as dores aumentarem ainda mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quanto aos exames, eu tentei, juro que tentei. Fui ao laborat&amp;#243;rio duas vezes, morrendo de vontade de conseguir me livrar desse medo, sabendo sinceramente que a dor da picadinha era perfeitamente suport&amp;#225;vel, mas saindo de l&amp;#225; sem conseguir fazer o que eu queria. Era o cheiro, as agulhas, os t&amp;#233;cnicos de branco, o ambiente... Tudo contribu&amp;#237;a para aumentar meu p&amp;#226;nico. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Da primeira vez que fui, parei na cal&amp;#231;ada. N&amp;#227;o entrei de jeito nenhum! Eu tinha vergonha do meu medo. Da segunda, cheguei a sentar na cadeira, mas fugi de l&amp;#225; com o cora&amp;#231;&amp;#227;o na boca e decepcionad&amp;#237;ssima comigo mesma. Cheguei &amp;#224; triste conclus&amp;#227;o de que eu n&amp;#227;o era capaz de fazer um exame de sangue enquanto estivesse s&amp;#243;bria. Ou seja, a &amp;#250;nica op&amp;#231;&amp;#227;o era me sedar, o que, obviamente, hoje sei, me colocaria em uma situa&amp;#231;&amp;#227;o rid&amp;#237;cula.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A essa altura, eu j&amp;#225; tinha passado da minha cama (um beliche a quase 1,70m do ch&amp;#227;o com um computador sob ele) para uma rede, que, al&amp;#233;m de aliviar as dores durante a dormida, facilitava imensamente a minha vida quando eu fosse levantar pela manh&amp;#227;, o pior hor&amp;#225;rio do dia para quem tem problemas articulares, pois tudo trava e d&amp;#243;i muito mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um dia, por&amp;#233;m, eu comecei a melhorar misteriosamente. As dores fortes passaram e deram lugar aos pequenos inc&amp;#244;modos que eu j&amp;#225; vinha sentindo h&amp;#225; algum tempo. Perfeito. Eu achei que tinha ficado boa desse neg&amp;#243;cio chato, mas isso n&amp;#227;o durou muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-8660593500250116558?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/8660593500250116558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=8660593500250116558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8660593500250116558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/8660593500250116558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/08/e-as-dores-pioram.html' title='E as dores pioram...'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-7070861618096605249</id><published>2008-07-17T13:11:00.001-03:00</published><updated>2008-07-17T13:11:48.607-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinais'/><title type='text'>As primeiras dores articulares</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Meu pai sempre sonhou que eu aprendesse a tocar viol&amp;#227;o. Talvez ele at&amp;#233; quisesse o mesmo dos meu irm&amp;#227;os, mas eu fui a &amp;#250;nica que levou a vontade adiante. Em 2003, comecei as aulas com o professor de m&amp;#250;sica da minha escola. Ele nos assistia pouco, mas eu conseguia me virar bem. O problema maior eram as dores insistentes nos meus punhos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Infelizmente, eu percebi que tinha tendinite e que jamais poderia levar esse neg&amp;#243;cio de tocar muito a s&amp;#233;rio. At&amp;#233; tentei, quando, em 2006, eu e algumas amigas criamos uma banda. A&amp;#237; o bicho pegou mesmo. N&amp;#243;s ensai&amp;#225;vamos toda semana por duas horas, e as dores come&amp;#231;aram a ficar fortes demais. E eu preciso confessar que n&amp;#227;o tenho muito talento, o que dificultava ainda mais as coisas. Acabei ficando com raiva da banda e chutei o balde.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As dores melhoraram, mas n&amp;#227;o me deixaram. Foi justamente nessa &amp;#233;poca que eu comecei a emagrecer, como contei no post abaixo. Al&amp;#233;m disso tudo, outra dor apareceu no joelho esquerdo. Era inc&amp;#244;moda, mas perfeitamente suport&amp;#225;vel. Ora, quem n&amp;#227;o tinha uma dorzinha dessas de vez em quando? Nem liguei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Santa ilus&amp;#227;o. Eu liguei, sim. Em janeiro de 2007, quando voltei a Buenos Aires, dessa vez com toda a minha fam&amp;#237;lia, tive que andar feito uma condenada. Eu era a guia da hist&amp;#243;ria, pois j&amp;#225; conhecia a cidade, e tinha a obriga&amp;#231;&amp;#227;o de levar as pessoas para todos os lugares que eu havia ido durante um m&amp;#234;s inteiro. O pessoal tava disposto e, al&amp;#233;m de metr&amp;#244;, &amp;#244;nibus e taxi, n&amp;#243;s and&amp;#225;vamos muito a p&amp;#233;, e sob o solz&amp;#227;o que tava fazendo na &amp;#233;poca, que hoje sei que n&amp;#227;o posso tomar de jeito nenhum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O joelho direito come&amp;#231;ou a incomodar e apareceu uma dor chata do lado direito do quadril. R&amp;#225;! Como eu achava que tinha c&amp;#226;ncer de intestino h&amp;#225; algum tempo, com certeza aquilo era uma met&amp;#225;stase nos ossos. Do contr&amp;#225;rio, o que causaria tantas dores? Eu me acho t&amp;#227;o rid&amp;#237;cula quando lembro dessas coisas...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Da&amp;#237; pra frente, as coisas s&amp;#243; pioraram.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-7070861618096605249?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/7070861618096605249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=7070861618096605249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7070861618096605249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/7070861618096605249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/as-primeiras-dores-articulares.html' title='As primeiras dores articulares'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-5310994091808555493</id><published>2008-07-15T17:28:00.000-03:00</published><updated>2008-07-15T17:28:12.056-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinais'/><title type='text'>Perdendo peso</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Durante toda a minha vida, eu fui magra. N&amp;#227;o esquel&amp;#233;tica, apenas magra. Em 2003, por&amp;#233;m, ap&amp;#243;s uma viagem que ganhei como presente de 15 anos, engordei cinco quilos em pouqu&amp;#237;ssimo tempo. Eu pesava 53kg e de repente estava com 58kg. Infelizmente, n&amp;#227;o parou por a&amp;#237;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Durante os dois anos subseq&amp;#252;entes, eu n&amp;#227;o consegui parar de engordar. Em 2005, ao completar 17 anos, estava com cerca de 65kg, e no fim do ano j&amp;#225; pesava uns 68kg (minha altura &amp;#233; 1,63). Perdia alguns quilos, depois ganhava de novo, e n&amp;#227;o sa&amp;#237;a disso. Mas, no fim de 2006, comecei a emagrecer misteriosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu n&amp;#227;o lembro bem como percebi isso. S&amp;#243; sei que j&amp;#225; n&amp;#227;o tinha mais o mesmo apetite e ficava cheia com muita facilidade. Al&amp;#233;m disso, as diarr&amp;#233;ias continuavam, ou seja, sempre que eu me entopia de gordura, o que supostamente me engordaria, acabava colocando tudo pra fora voc&amp;#234;s sabem como.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu, logicamente, n&amp;#227;o achava ruim. Afinal, finalmente estava perdendo aquela barriga inc&amp;#244;moda, mas minha m&amp;#227;e n&amp;#227;o estava achando um pingo de gra&amp;#231;a e vivia perguntando: &amp;quot;Por que voc&amp;#234; est&amp;#225; emagrecendo?&amp;quot;, &amp;quot;Voc&amp;#234; t&amp;#225; doente?&amp;quot;, &amp;quot;Samantha, o que &amp;#233; que t&amp;#225; acontecendo com voc&amp;#234;?&amp;quot;. Eu s&amp;#243; dizia que tinha parado de comer besteira e pedia que ela n&amp;#227;o se preocupasse. Eu, curiosamente, n&amp;#227;o me preocupava nenhum pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas devia. Esse era um dos primeiros sinais de que meu L&amp;#250;pus estava acordando.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-5310994091808555493?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/5310994091808555493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=5310994091808555493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5310994091808555493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5310994091808555493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/perdendo-peso.html' title='Perdendo peso'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-342005590301811906</id><published>2008-07-13T21:48:00.000-03:00</published><updated>2008-07-13T21:48:49.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinais'/><title type='text'>Sinais de algo errado</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Na adolesc&amp;#234;ncia, as paran&amp;#243;ias continuaram, mas houve dois agravantes concretos, ou seja, meu corpo deu dois sinais reais de que havia algo errado, e eu novamente tentei me apegar a n&amp;#250;meros e estat&amp;#237;sticas para tentar livrar minha cabe&amp;#231;a daquilo, mas estava sendo muito mais dif&amp;#237;cil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro sinal:&lt;/strong&gt; Lembro perfeitamente quando, assistindo a &amp;quot;O Cravo e a Rosa&amp;quot;, quando esta passava no Vale a Pena Ver de Novo, em 2003, senti um n&amp;#243;dulo no meu seio. N&amp;#227;o contei a ningu&amp;#233;m e tentei me convencer que n&amp;#227;o era nada demais. Apenas, sei l&amp;#225;, um ac&amp;#250;mulo de gl&amp;#226;ndulas mam&amp;#225;rias. Mas l&amp;#225; no fundo eu sempre pensei que fosse um c&amp;#226;ncer mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Passei a conviver com isso, mas era um conv&amp;#237;vio meio turbulento que, vez ou outra, me perturbava bastante. Em 2006, por&amp;#233;m, quando, em janeiro, viajei para Buenos Aires com minhas primas, o neg&amp;#243;cio ficou insustent&amp;#225;vel. Eu consegui aproveitar a viagem, mas sempre com aquela lembran&amp;#231;a na cabe&amp;#231;a, me impedindo de fazer planos e me fazendo chorar com alguma freq&amp;#252;&amp;#234;ncia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando voltei pra casa, tomei coragem e pedi que minha m&amp;#227;e marcasse uma consulta na minha homeopata, a &amp;#250;nica m&amp;#233;dica que eu n&amp;#227;o temia. No fim da consulta, depois de muito conflito interno, revelei meu problema. Ela fez um pequeno exame e disse que n&amp;#227;o sentiu nada, mas, de qualquer forma, prescreveu uma ultrasonografia da regi&amp;#227;o. Eu sa&amp;#237; bem mais tranq&amp;#252;ila, mas ainda tremia na base por causa dessa ultra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fiz o exame uns dois dias depois, acho. Felizmente, deu o que eu supunha, e n&amp;#227;o o que eu tinha certeza: era apenas um ac&amp;#250;mulo de gl&amp;#226;ndulas. Eu me senti t&amp;#227;o livre e feliz que mal posso explicar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Segundo sinal:&lt;/strong&gt; Em 2004, quando eu tinha 16 anos, comecei a ter diarr&amp;#233;ias freq&amp;#252;entes. Al&amp;#233;m disso, eu sentia uma dor relativamente forte na lateral esquerda da minha barriga. Minha dieta alimentar n&amp;#227;o &amp;#233; das mais saud&amp;#225;veis, ent&amp;#227;o atribu&amp;#237; a isso, mas nem preciso dizer que imediatamente lembrei do meu av&amp;#244; e de seu c&amp;#226;ncer intestinal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A &amp;quot;sorte&amp;quot; &amp;#233; que eu percebi que meus desarranjos aconteciam sempre que eu comia alguma coisa derivada de leite ou alimentos gordurosos. Achei, ent&amp;#227;o, que era algum tipo de alergia ou intoler&amp;#226;ncia, o que me tranq&amp;#252;ilizava um pouco. Mas eu n&amp;#227;o tive certeza nenhuma at&amp;#233; fazer os exames na &amp;#233;poca em que fiquei doente. E eu n&amp;#227;o vou dizer os resultados pra n&amp;#227;o estragar a... &lt;em&gt;surpresa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-342005590301811906?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/342005590301811906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=342005590301811906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/342005590301811906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/342005590301811906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/sinais-de-algo-errado.html' title='Sinais de algo errado'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-2436379089214577724</id><published>2008-07-12T11:37:00.001-03:00</published><updated>2008-07-12T11:37:11.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><title type='text'>Medo de agulha</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;O meu relacionamento com agulhas sempre foi p&amp;#233;ssimo. O que eu sentia por elas n&amp;#227;o era nem medo, era fobia, um pavor enorme e inexplic&amp;#225;vel que me fazia suar, tremer, chorar e disparava meu cora&amp;#231;&amp;#227;o. Por isso, antes de ter essa doen&amp;#231;a, os &amp;#250;nicos contatos que eu tive com agulhas foram for&amp;#231;ados. Isso significa eu, em cima de uma cama, sendo segurada por tr&amp;#234;s pessoas enquanto gritava e chorava loucamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;L&amp;#243;gico que essas cenas deprimentes s&amp;#243; aconteceram quando eu era crian&amp;#231;a. Depois que cresci, ningu&amp;#233;m se atrevia a me segurar e eu passei a ter, finalmente, o poder de escolher se queria ou n&amp;#227;o me aproximar daquelas coisas horrorosas. Eu, obviamente, escolhi ficar longe delas, o que me fez chegar &amp;#224; marca de 19 anos sem nunca ter feito um mero exame de sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse pavor todo me fez chegar &amp;#224;s &amp;#250;ltimas conseq&amp;#252;&amp;#234;ncias antes de conseguir come&amp;#231;ar a ter alguma tipo de aproxima&amp;#231;&amp;#227;o com as agulhas. Eu n&amp;#227;o me arrependo de jeito nenhum, pois sei que, em outra situa&amp;#231;&amp;#227;o, n&amp;#227;o conseguiria superar tudo isso, assim como n&amp;#227;o consegui por duas vezes, quando fui ao laborat&amp;#243;rio e sa&amp;#237; totalmente transtornada. Mas isso j&amp;#225; &amp;#233; assunto para outro post.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-2436379089214577724?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/2436379089214577724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=2436379089214577724&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/2436379089214577724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/2436379089214577724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/medo-de-agulha.html' title='Medo de agulha'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-5071057289800667417</id><published>2008-07-10T12:41:00.001-03:00</published><updated>2008-07-10T12:41:30.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><title type='text'>Filho de peixe peixinho é</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Minha m&amp;#227;e &amp;#233; hipocondr&amp;#237;aca. Desde que eu me entendo por gente, ela, ao sentir qualquer coisa, acha que tem alguma doen&amp;#231;a. Das mais simples &amp;#224;s mais graves. Se ela tem contato com algu&amp;#233;m gripado, ela vai chamar tanto a doen&amp;#231;a que vai gripar tamb&amp;#233;m. Incr&amp;#237;vel.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por causa dessas paran&amp;#243;ias, h&amp;#225; uns dez anos ela desenvolveu s&amp;#237;ndrome de p&amp;#226;nico. E a&amp;#237; eu preciso reconhecer a fortaleza que ela foi, porque fez quest&amp;#227;o de esconder de n&amp;#243;s, os filhos, e eu jamais percebi alguma coisa. Imagina como seria dif&amp;#237;cil para uma crian&amp;#231;a ver seu porto seguro se transformar em um po&amp;#231;o de inseguran&amp;#231;a? N&amp;#227;o tenho d&amp;#250;vida de que ela pensou nisso e juntou todas as for&amp;#231;as para nos poupar. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meus irm&amp;#227;os nunca demonstraram ter herdado esses medos, mas isso, l&amp;#243;gico, tinha que sobrar pra algu&amp;#233;m. E sobrou pra mim. Acho at&amp;#233; que foi resultado de um c&amp;#237;rculo vicioso: eu tive passagens traum&amp;#225;ticas por m&amp;#233;dicos na inf&amp;#226;ncia, portanto, morria de medo ir a eles, o que, conseq&amp;#252;entemente, se transformou num medo absurdo de ter doen&amp;#231;as e numa incerteza eterna de que eu as tinha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Isso resultou em algo curioso: ao contr&amp;#225;rio dos hipocondr&amp;#237;acos, que acham que est&amp;#227;o doentes e vivem nos m&amp;#233;dicos, eu achava que estava enferma mas n&amp;#227;o tinha coragem de ir l&amp;#225; tirar a prova, o que tornou meu caso bem mais complicado, porque eu passei a viver numa inseguran&amp;#231;a absurda, sem conseguir fazer planos para um futuro distante porque n&amp;#227;o sabia se estaria viva.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aos nove anos, lembro como se fosse hoje, meu pai chegou com a not&amp;#237;cia de que algu&amp;#233;m havia infartado e morrido. Eu entrei em parafuso. Apeguei-me ao fato de que crian&amp;#231;as n&amp;#227;o infartam, mas tinha um medo horr&amp;#237;vel de, ao sentir meu cora&amp;#231;&amp;#227;o com a m&amp;#227;o, sent&amp;#237;-lo parar e... pimba. Bater as botas. Com o tempo, o medo se esvaia, mas era s&amp;#243; aparecer outro morto que eu j&amp;#225; ficava &amp;quot;doente&amp;quot; de novo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 1999, meu av&amp;#244; materno teve c&amp;#226;ncer de intestino. Na &amp;#233;poca, eu fiquei tranq&amp;#252;ila. Apesar do susto, ele fez uma cirurgia e ficou curado, n&amp;#227;o precisando nem passar pelo tratamento quimioter&amp;#225;pico. Mas, em algum lugar do meu subconsciente, um alerta come&amp;#231;ou a piscar. Ele era meu av&amp;#244; e eu carregava uma heran&amp;#231;a gen&amp;#233;tica dele. Esse medo apareceria mais tarde.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-5071057289800667417?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/5071057289800667417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=5071057289800667417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5071057289800667417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/5071057289800667417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/filho-de-peixe-peixinho.html' title='Filho de peixe peixinho é'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-254619623498468898</id><published>2008-07-09T16:36:00.001-03:00</published><updated>2008-07-09T16:36:11.423-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><title type='text'>Dois episódios importantes</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;No post passado, eu falei que minha hist&amp;#243;ria vem se desenrolando h&amp;#225; alguns anos e, para explicar o porqu&amp;#234; disso, preciso narrar dois fatos que aconteceram quando eu era crian&amp;#231;a.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;---------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Primeiro:&lt;/b&gt; Minha av&amp;#243; materna tem L&amp;#250;pus Eritematoso Disc&amp;#243;ide, doen&amp;#231;a auto-imune que ataca a pele de seus portadores. &amp;#201; uma doen&amp;#231;a gen&amp;#233;tica e s&amp;#243; depois de muito tempo e muitos exames ela descobriu que a tinha. Isso nunca foi um assunto recorrente aqui em casa e eu, particularmente, nem lembrava desse fato. A &amp;#250;nica incid&amp;#234;ncia do L&amp;#250;pus na minha av&amp;#243;, que eu saiba, foi uma ferida na cabe&amp;#231;a, que acabou fazendo-a perder, irreversivelmente, parte dos cabelos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;J&amp;#225; eu, quando pequena, tinha muita caspa. Minha m&amp;#227;e, hipocondr&amp;#237;aca que &amp;#233;, logo associou uma coisa &amp;#224; outra. Um dia, enquanto ela chorava, uma amiga perguntou o que estava acontecendo. E a resposta foi um pren&amp;#250;ncio daqueles: &amp;#8220;Besteira de m&amp;#227;e. Eu tenho medo que Samantha tenha L&amp;#250;pus&amp;#8221;. Claro que minha caspa n&amp;#227;o tinha nada a ver com a doen&amp;#231;a e foi facilmente resolvida, mas n&amp;#227;o deixa de ser at&amp;#233; mesmo assustador que ela tenha pensado justamente nisso, um diagn&amp;#243;stico que seria comprovado aos trancos e barrancos 18 anos mais tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Segundo:&lt;/b&gt; Eu conservo certas lembran&amp;#231;as de minha inf&amp;#226;ncia que seriam facilmente &lt;i&gt;esquec&amp;#237;veis.&lt;/i&gt; Quando eu tinha cerca de tr&amp;#234;s anos, lembro nitidamente de ver meu pai chorando no banheiro abra&amp;#231;ado &amp;#224; minha m&amp;#227;e em fun&amp;#231;&amp;#227;o de um pesadelo que havia tido. Ele sonhou que estava carregando uma mo&amp;#231;a muito doente nos bra&amp;#231;os. N&amp;#227;o conseguia identificar as fei&amp;#231;&amp;#245;es, mas suspeitava que fosse minha irm&amp;#227; mais velha. Ele jamais pensaria em mim, que era pequena demais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O sonho, at&amp;#233; ano passado, nunca tinha se concretizado, mas ele sempre chorava ao lembrar. Sempre. Foi ent&amp;#227;o que no domingo, 27 de maio de 2007, eu amanheci definitivamente doente, com dores articulares t&amp;#227;o fortes que j&amp;#225; n&amp;#227;o podia andar. Meu pai, ent&amp;#227;o, me pegou nos bra&amp;#231;os no sof&amp;#225; da sala e me levou ao quarto. Meses mais tarde, ele revelou que recordou o sonho. E eu n&amp;#227;o me atrevi a perguntar o que ele sentiu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;---------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No pr&amp;#243;ximo post, mais algumas passagens da minha inf&amp;#226;ncia.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-254619623498468898?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/254619623498468898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=254619623498468898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/254619623498468898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/254619623498468898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/dois-episdios-importantes.html' title='Dois episódios importantes'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480519421127791416.post-4531182355233948887</id><published>2008-07-01T14:41:00.001-03:00</published><updated>2008-07-01T15:04:09.356-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avisos'/><title type='text'>O início</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já tinha a idéia de fazer esse blog há muito tempo. Desde que tudo aconteceu, para ser mais específica. Mas eu precisava de um distanciamento temporal, e também de coragem para lembrar de tudo nos mínimos detalhes e, conseqüentemente, reviver os piores momentos da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia até chamar o blog de "A história de 40 dias", o tempo em que passei no hospital, ou mesmo de "A história de um ano",  o tempo desde que a pior parte do pesadelo acabou, mas, olhando pra trás, eu vejo que essa história se arrasta desde muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo narrá-la aqui, e espero que, através dela, pelo menos algumas pessoas possam ver como a vida é frágil e passar a dar mais valor à saúde, que é, de fato, a única coisa da qual realmente precisamos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480519421127791416-4531182355233948887?l=ahistoriadevinteanos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/feeds/4531182355233948887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2480519421127791416&amp;postID=4531182355233948887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4531182355233948887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480519421127791416/posts/default/4531182355233948887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadevinteanos.blogspot.com/2008/07/testando.html' title='O início'/><author><name>Samantha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07331417154890866738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>