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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" gd:etag="W/&quot;A0IDQHkyfSp7ImA9WxNUF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284</id><updated>2009-11-09T15:59:31.795-02:00</updated><title>A Itinerante - Neiva</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/" /><link rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>178</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/aitinerantearte" type="application/atom+xml" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><entry gd:etag="W/&quot;CEAHRHc7fyp7ImA9WxNUF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-3489135576755058639</id><published>2009-11-08T18:30:00.003-02:00</published><updated>2009-11-08T18:38:55.907-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-08T18:38:55.907-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>12) 40 anos na Terra</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SvcqjgN0bHI/AAAAAAAABsk/Ga065unLDoA/s1600-h/bebe_sorrindo.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 263px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SvcqjgN0bHI/AAAAAAAABsk/Ga065unLDoA/s400/bebe_sorrindo.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401833067485883506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adriel decidiu renascer, por falta de alternativas no momento, mas oito anos se passaram até que isto ocorresse. A falta de um corpo espiritual, de um invólucro para o espírito que era pura energia, dificultava a permanência no útero e vários abortos ocorreram na tentativa de fazê-lo ganhar um corpo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada tentativa frustrada era necessária uma pausa para que o corpo dela se recuperasse, mas em compensação Adriel surgia delas com algo, que aos poucos se transformou em um corpo espiritual. Uma camada fina e delicada guardava aos poucos sua energia e somente quando estava completa é que o útero de Michele conseguiu mantê-lo pelos nove meses de gestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos intervalos entre uma e outra, Adriel retornava a Portal do Sol e prosseguia buscando Maise e Etera, sem qualquer sucesso. Finalmente, 10 anos após os eventos que culminaram em sua morte, Adriel renasce na França, com o nome de Adrien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um bebê fisicamente delicado e Michele e Eliah passaram diversas noites em pronto-socorros e hospitais, velando por sua saúde e rezando pela sua vida. O espírito parecia rejeitar o corpo, ansiando pela liberdade. Graças ao desvelo de ambos, Adrien sobreviveu aos primeiros anos e fortaleceu-se aos poucos, deixando de inspirar tantos cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua infância, Adrien demonstrava capacidades diferenciadas das demais crianças. Ouvia vozes, via espíritos, tinha sonhos e premonições. Não parecia assustado com estes fatos, mas não gostava tampouco por assustar as pessoas quando contava destes fatos. Com o passar do tempo foi silenciando e tornou-se uma criança quieta e introspectiva, parecendo estar sempre em outro mundo, apesar de aplicado nos estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por várias vezes perguntou a seus pais sobre uma mulher loira que aparecia em seus sonhos, chorando e chamando por ele. Eliah e Michele tinham decidido não contar nada sobre seu passado, caso ele próprio não recordasse. Sem conseguir ainda nenhuma notícia de Maise, Eliah temia perturbar o desenvolvimento de Adrien com informações que não saberia compreender. Diziam-lhe nada saber sobre a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu coração doce e meigo, a criança Adrien cuidava dos animais que encontrava feridos ou abandonados e se os pais deixassem traria todos para casa, transformando-a em abrigo. Não podia sair com comida ou dinheiro que acabava por doar aos mendigos e algumas vezes, voltou para casa sem sapatos e agasalhos e foi duro convencê-lo de que não podia doar tudo o que tinha. Convenceu os pais a dar-lhe uma pequena mesada para ajudar os infelizes da rua, e comprava comida, agasalhos, cobertores, remédios e tudo o que necessitassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por esta vocação para ajudar os necessitados que o jovem Adrien decidiu-se pela faculdade de Direito quando teve que escolher uma carreira. Como advogado acreditava poder ajudar melhor aquelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 25 anos, formado já, trabalhava com seus pais na empresa de investigação que agora era gigante em sua área, com diversas filiais espalhadas pela Europa. No seu tempo livre criara e cuidava de uma organização sem fins lucrativos de ajuda aos necessitados e ele próprio advogava sem cobrar para vários deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um jovem alto e bonito demais. Eliah e Michele sabiam que era muito parecido com Adriel, com os cabelos escuros e apenas os olhos eram de um verde mais escuro. As mulheres apaixonavam-se à primeira vista, mas nunca ele interessou-se por qualquer uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrien nada mais dizia sobre seus talentos extra-sensoriais, parecendo mesmo não tê-los mais, mas Michele sabia que à noite ainda sonhava com ela, porque escutava quando dizia seu nome e acordava aflito. Nos dias após estes sonhos ele permanecia ainda mais calado e introspectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um final de semana foi com os pais a uma exposição de arte contemporânea, com amostra de artistas de todas as partes do mundo. Estavam caminhando e conversando enquanto apreciavam pinturas e esculturas quando Adrien parou frente a um quadro. Eliah e Michele reconheceram Maise retratada pelo pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adrien parecia hipnotizado pela imagem, aproximando-se o máximo que pode e tocando-a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise.  – Disse seu nome e em seguida desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiram despertá-lo e foi encaminhado ao hospital onde passou dias entre a inconsciência total e parcial, febril e confuso, dizendo coisas incompreensíveis. Os médicos diziam estar em choque pós-trauma. Seus pais sabiam o motivo, mas nada podiam dizer ou fazer, exceto aguardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro dias depois a febre cedeu e recobrou a consciência. Olhou para seus pais e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise. Vocês sabiam o tempo todo e não me contaram. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adrien, desculpe. Procuramos por ela durante todo este tempo sem encontrar o mínimo vestígio. De que adiantaria contar? Para que sofresse mais? Você recorda tudo de sua vida anterior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tudo. É um pouco confuso e embaçado. Lembro dos fatos principais apenas. Vocês tinham que ter contado. Agora tudo se encaixa. Entendo tudo: os sonhos, seu choro e tristeza, minha melancolia. Minha vida ganhou um sentido. Vou a Portal do Sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adrien, meu filho. – Era Michele quem dizia, chorando. – Não há mais nada lá. Exceto as construções fechadas e abandonadas. Vai sofrer com a decepção de não encontrá-la. Esqueça isto. Sua vida agora é aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, você sabe que nunca consegui interessar-me por nenhuma mulher, sempre obcecado pelo rosto de meus sonhos. Preciso ir. Maise está viva, eu sei. Ela vai ao meu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo que vá, Adrien. – Eliah ponderava agora.  – 35 anos se passaram desde aquela época. Maise estaria com mais de 60 anos já, enquanto você é um jovem. Como seria possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não importa. Nada importa que não seja voltar a vê-la. Ela precisa saber tudo o que aconteceu. Não conseguirão demover-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana após, Adrien estava em frente aquela que fora sua casa em outra vida. Não conseguiu entrar, pois estava fechada e compreendeu que também uma barreira de magia a protegia. Caminhou pela praia, recordando-se de todas as vezes que fizeram o mesmo trajeto juntos e em frente à cabana quase podia vê-la, tão bela e radiante de juventude e alegria. Chorou de saudades, sentado aos degraus e surpreso, descobriu que a barreira na cabana era mais fraca do que na casa. Após forçar um pouco, conseguiu abrir a porta e entrou em seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo permanecia igual, com os móveis cobertos por lençóis cheios de pó. Ali estava a cama onde dormiram tantas noites juntos, a cadeira de ursinhos que lhe dera e a mesa onde fizera tsurus velando por seu sono e tantas outras recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi à vila e descobriu que Antônio falecera há poucos anos e que a cabana estava abandonada. Decidiu ficar nela enquanto estivesse em Portal. Limpou todo o pó e ali esteve por 15 dias, sem conseguir qualquer notícia de Maise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para a França, decidido a desenvolver suas capacidades e aprender o que pudesse sobre magia. Somente poderia encontrar Maise e Etera através da magia, sabia disto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos anos reuniu informações, freqüentou seitas e organizações religiosas, mágicas ou místicas em busca de um encantamento que abrisse um portal entre seu mundo e Etera. Não houve nenhum que realmente funcionasse, mas acabou por encontrar informações sobre Ytzar e seus demônios e aliou-se a um grupo dedicado a combatê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu a lutar com diversas armas, físicas e mágicas e transformou seu próprio corpo em uma arma que poderia ser letal em uma luta. Desde o momento em que resgatara seu passado, soubera que voltaria a encontrar-se com Ytzar e queria estar preparado desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez por ano retornava a Portal do Sol e ali ficava por 15 dias, sozinho na cabana, lembrando e chamando por Maise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco anos haviam se passado desde que recordara de sua vida passada, 40 anos desde sua morte. Adrien tinha agora 30 anos. Maise estaria com 65 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado em sua pedra na praia de Portal do Sol, Adrien imaginava como seria seu rosto, envelhecido, sentindo-se encher de ternura por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade queimava-o a cada dia, mas hoje era particularmente forte e ele não ficou surpreso quando as lágrimas começaram a rolar por sua face. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/11tczz5h3w" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://heldervictor.wordpress.com/2009/09/27/anysio-no-pais-das-maravilhas-reflexao/bebe_sorrindo/" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-3489135576755058639?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/3489135576755058639/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=3489135576755058639&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/3489135576755058639?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/3489135576755058639?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/11/12-40-anos-na-terra.html" title="12) 40 anos na Terra" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SvcqjgN0bHI/AAAAAAAABsk/Ga065unLDoA/s72-c/bebe_sorrindo.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUEHQ3o7eip7ImA9WxNUF0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-7027192062700424453</id><published>2009-10-31T21:34:00.002-02:00</published><updated>2009-11-08T18:53:52.402-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-08T18:53:52.402-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>11) 4 anos em Etera</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SmY0d64JTZI/AAAAAAAABbw/s409F-UFLWM/s1600-h/fada31.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 317px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SmY0d64JTZI/AAAAAAAABbw/s409F-UFLWM/s400/fada31.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361030095056752018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1° ano: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após assumir o trono e ser coroada Rainha de Etera, começa a conhecer os Elementais, visitando-os ou sendo visitada por eles, inteirando-se de seus problemas, forma de vida e necessidades. Descobre que cada grupo tem ressentimentos com os outros, mas principalmente com Gnomos e Elfos. Os primeiros são alvos de preconceito e tentativa de escravização e os segundos acusados de privilégios acima dos demais. Existem também rixas por áreas de terra maiores, em que um grupo acusa o outro de ter apropriado de área do outro. Percebe que os pequenos seres são tão ou mais humanos do que os próprios humanos, com seus defeitos e qualidades amplificados. Ela tenta resolver alguns destes conflitos, mas acaba por perceber que quando mais interfere, pior fica e desespera-se. Ao final do primeiro ano, sua autoestima é baixa e considera-se um fracasso como rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maise ainda chora todas as noites com saudades de Adriel. Embora sinta que ele está vivo, não sabe onde está ou porque não a procura. Em algumas noites sonha que ele a chama e deseja sair de Etera e partir em sua busca, mas Tana e Elros acham que se ele estivesse realmente vivo iria a Etera em sua busca e que os sonhos são frutos de sua saudade, apenas. Envolvida com todas as questões internas do Reino, ela vai ficando e adiando o retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa seu treinamento como Elemental tendo aulas para criar asas, mudar forma e tamanho, usar seus poderes e aprender encantamentos. É um fracasso em todas as disciplinas. Simplesmente não consegue evoluir em nada e questiona mesmo se algum dia conseguirá realizar até mesmo o mais simples encantamento. Seus professores não entendem o motivo da falta de evolução, uma vez que o potencial é visível para todos. Frustrada e aborrecida, acaba por desistir das aulas, permanecendo apenas como humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2° ano: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o choro foi silenciando, embora a dor e as saudades ainda sejam fortes. Uma noite ela não chora e quando Elros chega e a vê comendo sem chorar, convida-a para tomar o café à varanda e conversam um pouco sobre assuntos leves. Depois deste dia, tornou-se um ritual encerrar as noites desta forma e uma agradável cumplicidade estabelece-se entre ambos. Ainda que em algumas noites ela tenha recaídas e chore, os espaços vão se alargando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocam idéias sobre Etera, Maise conta sobre a forma de vida do mundo exterior e de coisas que Elros sequer imagina existir como lugares, acontecimentos, tecnologia e principalmente formas de governo. Ele tem muito interesse em política e aos poucos a idéia de transformar Etera em uma democracia vai instalando-se em suas conversas. Maise gostaria de modernizar o reino em muitos aspectos e aquele parecia ser o ponto inicial e principal, uma vez que ela não tem filhos para que sejam seus herdeiros e não pensa em casar-se novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversam também sobre Adriel e os sonhos de Maise. Ela se convence de que são apenas fruto de seu inconsciente e das saudades que sente. Aos poucos a lembrança não a machuca mais e consegue lembrar-se dele apenas com carinho, sentindo alegria por ter vivido aquele amor e acalentando-o em seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma noite são surpreendidos por um ataque dos Elfos Negros que conseguiram entrar em Etera através de um portal negro mágico. Elros defende-a, mas são muitos e ela é raptada em meio à luta. Apesar da desconfiança de muitos de que Elros tivesse participado do rapto por ser o único a presenciar a invasão, os Elementais unem-se e conseguem resgatar Maise, com a ajuda desta que consegue utilizar seus poderes novamente, explodindo Nigro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3° ano:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povo Encantado acusa Elros de ser aliado dos Elfos Negros e sua situação como segundo em comando é questionada. Um julgamento é realizado e ele é absolvido pelo conselho dos anciões por falta de provas, embora a desconfiança permaneça.&lt;br /&gt;Maise é leal a Elros, mas a situação piora e preocupada com o clima de animosidade e com possíveis novas invasões, decide fortalecer Etera. Todos iniciam aprendizados voltados à defesa e à luta, armas são fabricadas e encantamentos desenvolvidos. Unidos em um objetivo comum a situação fica um pouco mais estável, embora os conflitos entre grupos permaneçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela retoma as aulas e desta vez com grande resultado. Em pouco tempo já é capaz de voar, transportar-se, ficar invisível, crescer, diminuir, assumir outra aparência, invocar encantamentos e principalmente a projetar seus sentimentos em uma área cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sonhos com Adriel tornam-se constantes e cada vez mais intensos. Maise quer sair de Etera, mas não pode deixar o reino neste momento. Decide convocar eleições e estabelecer um novo governante eleito por todos. Um pleito rejeita sua decisão. Não querem que deixe de ser Rainha, mas acabam por aceitar a idéia de uma Monarquia Parlamentarista. Maise continuará a ser Rainha, mas um Primeiro Ministro será eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4° ano:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleições são marcadas para dali a alguns meses. Elros representa os elfos e Gnom Knur os Gnomos e os demais grupos lançam seu candidato. Começam as campanhas e os conchavos. Grupos unem-se para enfrentar a maioria dos dois grupos principais formados pelos elfos e gnomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez vêm à tona as acusações a Elros, que é o favorito. Ele não tem como provar sua inocência e Maise não sabe como ajudar o amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite conversam e ela está entristecida pelas dúvidas sobre o caráter do amigo. Gostaria de deixá-lo no governo quando sair de Etera em busca de Adriel. Ele diz que seus sonhos continuam porque ela não se envolveu com outro e declara-se apaixonado. Implora por uma chance e pede-lhe que case-se com ele, pelo bem de Etera e pelo seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maise aceita e o casamento é marcado para logo após as eleições. Os sonhos com Adriel são cada vez mais intensos e perturbam-lhe muito. Ela tem esperança de que parem com o casamento e assim alcance alguma paz. Acha que poderá amar Elros com o passar do tempo e lembrar-se de Adriel apenas como uma lembrança bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poucos dias da eleição, um grupo formado por vários pequenos grupos une-se a Eileen, com quem entram em contato através de um encantamento mágico. Trazem-na para Etera, acreditando que deporá contra Elros, mas ela quer apenas matar Maise e só não consegue por Elros e Gnom que intercedem no momento em que está com um punhal a centímetros da garganta de Maise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrotada, ela confessa a inocência de Elros e o assassinato dos pais de Maise antes de desaparecer em um portal criado por Ytzar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo clama por Elros e Gnom e os dois unem suas campanhas, decidindo trabalhar juntos no novo governo. Elros promete aos gnomos que se for eleito, acabará com os preconceitos e que gnomos e fadas terão sempre os mesmos direitos. Apoiado por elfos e gnomos, é eleito Primeiro Ministro com votação esmagadora. Niis está radiante de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande festa é marcada para a posse de Elros como Primeiro Ministro e de Gnom como seu vice. O casamento será um dia após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/11tcz2rj3m" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://anjodeluz.ning.com/" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-7027192062700424453?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/7027192062700424453/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=7027192062700424453&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7027192062700424453?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7027192062700424453?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/11-4-anos-em-etera.html" title="11) 4 anos em Etera" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SmY0d64JTZI/AAAAAAAABbw/s409F-UFLWM/s72-c/fada31.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0cFR344fCp7ImA9WxNVFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-2735105276946765765</id><published>2009-10-20T20:15:00.008-02:00</published><updated>2009-10-24T22:03:36.034-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-24T22:03:36.034-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>Fechado para balanço</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/St-5Zn8I0eI/AAAAAAAABqk/VukeCebdw_M/s1600-h/Transforma%C3%A7%C3%A3o%2BVS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 392px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/St-5Zn8I0eI/AAAAAAAABqk/VukeCebdw_M/s400/Transforma%C3%A7%C3%A3o%2BVS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395234728482230754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://operacaovestidobranco.wordpress.com/2009/04/05/fazendo-balanco/" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso: se a vontade de escrever Etera não voltar em uma semana, postarei um resumão com o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-2735105276946765765?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/2735105276946765765?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/2735105276946765765?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/intervalo_20.html" title="Fechado para balanço" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/St-5Zn8I0eI/AAAAAAAABqk/VukeCebdw_M/s72-c/Transforma%C3%A7%C3%A3o%2BVS.jpg" height="72" width="72" /></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkQNQ3s5eCp7ImA9WxNWGU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-6442260451794869295</id><published>2009-10-18T12:14:00.017-02:00</published><updated>2009-10-19T04:39:52.520-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-19T04:39:52.520-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amigos" /><title>Celebrando as coisas boas da vida com o Selo Rosa</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://fofocasdemarte.blogspot.com"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 349px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StsNqGN_5gI/AAAAAAAABp8/lMpXb2E9ogQ/s400/SeloRosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393919995581294082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganho muitos selos. Guardo todos com carinho e não posto nenhum. Alguns são brincadeiras legais e divertidas ou são bonitos, importantes, interessantes, mas se for postar todos que recebo não farei outra coisa no blog e para postar um e não postar outro, prefiro não postar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disto apoiei a idéia da Mamis do Fofocas de Marte de celebrar as coisas boas da vida rebatendo a onda negativa que invadiu a blogos com o Selo Vermelho. Ela criou o Selo Rosa e não apenas faço questão de postar, como estou rosa para acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que citar aquilo que considero legal, interessante ou divertido, coisas ou pessoas que me fazem bem e me deixam feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou apaixonada demais, minha lista é simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° - Ele&lt;br /&gt;2° - Ele&lt;br /&gt;3° - Ele&lt;br /&gt;4° - Ele&lt;br /&gt;5° - Ele ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim não vale? Blog é meu, selo é meu. Faço o que quiser. rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Ok. Vocês venceram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1° - Pessoas que fazem parte de minha vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele (kkk), meus filhotes lindos e maravilhosos, minha irmã que é um anjo, minha mãe que será canonizada de tão boa e santa, os amigos tanto da vida real quanto da blogos (principalmente Índia) e minha equipe na lav.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2° - Natureza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praia, mar, areia, árvores, brisa, vento, chuva, flores, frutos, terra, sol, crepúsculo, mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3° - Equilíbrio físico, espiritual e emocional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou caminhando. Um dia chego lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4° - Anjos da guarda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa mais boa da vida é estar em um perrengue qualquer, orar um Pai Nosso e sentir que ele desaba da 53° nuvem do paraíso em menos de 1 segundo só para confortar e encher daquela sensação gostosa de não estar só. :DD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5° - Atitude positiva perante a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma cultiva flores e borboletas em busca da primavera permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tenho que indicar blogs. Vou repassar para um bando de amigos, pela ordem da blogroll, com o desejo de que embarquem na brincadeira e celebrem também as coisas boas da vida. :DDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://druidanoite.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;A magia da noite - Druida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://indiamanauara.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Índia Manauara&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://dasortelucky.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Dá Sorte - Lucky&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://avidasemmanual.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;A Vida sem Manual&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://luzdeluma.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Luz de Luma, yes party!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://romancesparasonhar.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Sonhos Secretos (Meninas)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://clickdasfadas.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Click das Fadas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://liliantormin.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Ócio Criativo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://doce-segredo.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Doce segredo (Val)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://arteimitaavida.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Arte Imita a Vida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://tania-arteimitavida.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Arte Ilumina a Vida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://fio-de-ariadne.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Fio de Ariadne&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://lunnaguedes.wordpress.com' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Tudo é História... (Lunna)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://meuqueridoamigocafa.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Meu querido amigo cafa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://submundosemmim.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Sub-mundos (s)em mim (Daniel)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://memoriadummonstro.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Memórias de um monstro (Ninha)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://almastatuadas.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Almas Tatuadas (Meninas)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://snakeeyesbr.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Hybrida (Snake)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://letrasdapamela.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Eu e minhas letras (Pâmela)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://asfilhasdovento.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;As filhas do vento (Gabi)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://vozativa2.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Voz Ativa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://mariquinhamaricota.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Mariquinha Maricota&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://cadinhoroco.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Cadinho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://femininaeplural-eva.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Feminina e Plural - Eva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://rabiscosdeeva.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Rabiscos de Eva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://profeciaeterna.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;O Profeta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://entrepontosevirgulas.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Entre Pontos e Virgulas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://lidiajs.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Me abraça? (Lidia)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://acasadomago.wordpress.com' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;A Casa do Mago (Marco)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://teoriasimpossiveis.wordpress.com' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Teorias Impossíveis (Lunna)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://surtadascomx.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Surtadas (Meninas)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://olhosdanatureza.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Os Olhos do Mundo (Meninas)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://iara-alencar.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Mais Atitudes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://brisa-eoventolevou.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;E O Vento Levou (Cris)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://oceuaterra.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;O Ceu, A Terra (Ceci/Miguel)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://minhasnoitesinsones.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;As noites Insones em Claro (Benno)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://soprosdelis.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Sopros de Lis&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://almastatuadas.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Almas Tatuadas (Meninas)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://coisasurpefluas.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Coisas Supérfluas (Bella)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://dramirezblog.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;*Las tiritas del  D.Ramirez*&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://blog1momentoso.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;1 Momento Só&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://movidoavapor.com' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Movido a Vapor (Paulo)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://introspectivasim.blogspot.com/' target='_blank'&gt;&lt;br /&gt;Introspectiva &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já ganhou, ganha outro. Fiquem absolutamente confortáveis para postar ou não. :DD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para agradecer o último selo que recebi de uma nova amiga, Elaine Barnes, do blog &lt;a href="http://nasasasdacoruja.blogspot.com/"&gt;Nas Asas da Coruja&lt;/a&gt;. Elaine, já estou te linkando e o Selo Rosa é teu também. Bem vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também quero oferecer este selo para todos os "sem-blogs" que vierem aqui, especialmente Kaká e minha irmã Tamar. Fiquem a vontade para postarem suas listas no halos. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e uma semana rosa para todos! :DDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: Infelizmente, enquanto aqui celebramos as coisas boas da vida, em outro canto, coisas ruins ocorrem. Glória do &lt;a href="http://mariquinhamaricota.blogspot.com/" target="blank"&gt;Mariquinha Maricota&lt;/a&gt;, que é uma blogueira antiga e muito querida fechou seu blog por ter sido atacada com comentários maldosos em um momento de fragilidade, às voltas com problemas físicos e outros. Entenda melhor lendo &lt;a href="http://rabiscosdeeva.blogspot.com/" target="blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória, espero que volte em breve, restabelecida e fortalecida, para continuar nos presenteando com sua presença sempre tão digna. Muita luz, saúde e equilíbrio. Fique bem. Aguardamos seu retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-6442260451794869295?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/6442260451794869295/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=6442260451794869295&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6442260451794869295?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6442260451794869295?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/celebrando-as-coisas-boas-da-vida-com-o.html" title="Celebrando as coisas boas da vida com o Selo Rosa" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StsNqGN_5gI/AAAAAAAABp8/lMpXb2E9ogQ/s72-c/SeloRosa.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMDRn05eyp7ImA9WxNWFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-4604417265645998904</id><published>2009-10-16T00:54:00.008-03:00</published><updated>2009-10-16T01:14:37.323-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-16T01:14:37.323-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>10) Opção</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StfuTsCtoNI/AAAAAAAABp0/25yP9T5NID0/s1600-h/pensamento.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 318px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StfuTsCtoNI/AAAAAAAABp0/25yP9T5NID0/s400/pensamento.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393041100806922450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriel não via a passagem do tempo, mergulhado no desespero por não saber como encontrar Maise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, percebeu que conseguia dilatar sua forma, atingindo uma área maior na busca de sinais de sua essência. No início fez isto timidamente com receio de perder a consciência, mas logo descobriu que conseguia concentrar-se todo em uma centelha base, podendo enviar as demais tão longe quando quisesse sem perder o controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim passou dois meses vasculhando todo o planeta, dispersando-se por períodos cada vez maiores e indo mais e mais distante até que não houvesse um único recanto não visitado por uma minúscula parte sua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim estava de volta ao ponto de partida, mais uma vez derrotado. Maise não existia na Terra, estava certo disto. Teria morrido ou estaria em Etera, em uma dimensão da qual não tinha acesso. Acreditaria nisto por enquanto, decidiu incapaz de lidar com a hipótese restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais onde procurar, sem ter como ir a Celes, todas as possibilidades esgotadas, sentindo-se desesperar já, lembrou-se de Deus e rezou, pedindo ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada aconteceu exceto sentir-se um pouco mais tranqüilo. Deixou-se pairar sobre a cama de ambos, com os pensamentos soltos, recordando momentos de sua vida com Maise: o primeiro encontro quando fugiu assustada com a visão de suas asas, o encontro para a festa de Antônio, a queda da árvore, no golpe do gatinho e do olhar compreensivo e divertido de Eliah quando chegou com ela ao colo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eliah!!! – Como não pensara em Eliah? Ele era um anjo, mas transitava igualmente entre a Terra, Celes e Etera. Onde estaria que não o encontrara ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frêmitos de excitação disparou-se por todas as direções, buscando agora ao amigo, com a esperança estrondeando em suas células. Encontrou seu rastro energético em Paris e rumou para lá, enquanto indagava sobre o motivo deste paradeiro tão distante de Portal do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda era dia quando entrou no apartamento de um prédio baixo em uma área residencial nos arredores de Paris. O imóvel estava vazio, mas fotos mostravam Eliah sorridente e sem asas, sempre ao lado de Michelle, sua ex-assistente no complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, deixou as asas! É humano agora. – Compreendeu. Como humano não poderia igualmente ir a Celes ou a Etera, mas talvez soubesse de Maise, do final da batalha ou como ajudá-lo e por isto aguardou até seu retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era já início da noite quando a chave virou na porta e Eliah e Michelle entraram, carregando pacotes de supermercado, em uma cena íntima que causou uma pontada de dor e inveja, lembrando de Maise e das vezes que fizeram o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só depois, quando Eliah não o viu é que lembrou seu estado completamente imaterial, sem corpo e sem voz. Como falaria com ele? Rodeou, atravessou, envolveu e até mesmo entrou na mente do amigo, sem sucesso aparente. Eliah continuava agindo normalmente, apenas demonstrando-se incomodado, sem identificar a origem ou estabelecer comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou tentando por toda a noite e até mesmo quando ele estava na cama adormecido. Viu quando o espírito saiu do corpo e projetou toda luz que conseguiu, tentando iluminar-se o suficiente para ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eliah, ajude-me. – Dizia em seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel, é você? - Perguntou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sou eu, Adriel. – Respondeu agitado e com receio de perder o momento, emendou em seguida. – Eliah, o que houve? Onde está Maise? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei, calma, amigo. Não se preocupe. Ela está bem e em Etera, ao menos estava quando nos despedimos em frente ao Portal há quase 2 anos atrás. E você? Pensamos que sua consciência estivesse perdida para sempre, espalhada pelo cosmo. Procuramos por sua essência por todo universo, sem encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava morto. Espalhado, como imaginaram. Não sei como ou porque, mas voltei à consciência, consegui reagrupar-me e voltar para casa, mas não tem ninguém lá e o Portal para Etera foi fechado. Como terminou a batalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você foi atingido, Maise projetou uma força que jogou a todos longe. Os elfos negros e os demônios fugiram. Nós voltamos o mais rápido possível, mas era tarde para você. Coitada, ela não se conformava e durante uma semana ainda acreditou que estava vivo em Celes e quando entendeu... – Deixou a frase inacabada, mas Adriel podia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso voltar para ela, Eliah! Você tem que me ajudar! – A voz mental expressava a angústia pela dor de Maise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei o que posso fazer, amigo, sinto muito. Sou humano agora. Não tenho asas, não tenho poderes, nenhum contato com Celes e tampouco saberia como localizar Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos pensar juntos. Deve haver algo que estamos esquecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem contar que você nem humano é. Sem corpo, de que adiantaria encontrar Maise? Acho que nem mesmo como estamos fazendo agora vocês conseguiriam comunicar-se. Eu estou conseguindo pelo passado de anjo que deixou vestígios em minha percepção, mas penso que ela sequer sai do corpo, quanto mais identificar sua luz e ouvir sua voz mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha esperanças de que soubesse como falar com Celes. Eles saberiam o que fazer para conseguir outro corpo. – Adriel soava mais abatido agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe por isto, meu amigo. Se soubesse que retornaria nesta situação, creio que teria aguardado antes de deixar as asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem o quê desculpar, ninguém imaginaria isto. E como resolveu deixar as asas? Parecia tão bem encaixado lá. E justo com Michelle? Uma ex-anjo tão tímida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando era anjo, conhecíamo-nos. Tínhamos perdido o contato entre as várias missões que executamos, mas desde que reencontramo-nos no complexo reavivamos o contato e acabamos por descobrir-nos apaixonados. Deixar as asas para viver ao seu lado foi uma conseqüência natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Compreendo. Eu teria feito o mesmo por Maise, se pudesse. E por que a França?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Michelle viveu aqui em sua última encarnação. É um local pelo qual tem amor e desejava retornar. Montamos uma pequena empresa de investigação e vivemos bem. Falta apenas um filho para estarmos completamente felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha que é possível? Que possam ter filhos? – Adriel imaginou uma criancinha de cabelos cacheados e olhos claros como os deles. Seria de uma beleza quase irreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fizemos todos os exames e fisicamente não existem obstáculos. Entretanto ainda não engravidou. – Eliah estava um tanto quanto sério e distraído enquanto dizia isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve? Algum problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensei em algo. Adriel, a única forma de conseguir um corpo é renascendo de um ventre humano. Você pode ser nosso filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Renascer? Criança? E Maise?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos que resolver um problema por vez. Não há como entrar em contato com Maise e mesmo que leve mais tempo, você ganhará um corpo novamente. Enquanto você cresce posso continuar buscando uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, Eliah. Perder minha memória desta vida, como os humanos? Esquecer Maise? Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que esqueça Maise. Os detalhes sim, mas o sentimento, o amor persistirá e continuará a chamar por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso. Não quero esquecer. E, também, deixarei de ser eu. Sem a consciência de quem sou e com as novas influências que receberei, serei outro, diferente. É difícil até mesmo considerar a possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consigo pensar em nada mais, Adriel. Vamos refletir por uns dias e depois voltamos a conversar. Quem sabe não temos outra idéia para restabelecer seu corpo ou para contatar Etera e Maise?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está certo, Eliah. Voltarei para Portal do Sol e daqui há uma semana encontraremo-nos aqui novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Combinado. Boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado pelo apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante aquela semana Adriel apenas pensou, buscando por toda e qualquer possibilidade diferente, sem encontrar nada, mas também sem decidir-se pelo renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo que já questionara com Eliah, havia a questão do tempo. A diferença de idade entre ambos seria muito grande. Não que ele deixaria de amá-la por estar mais velha do que ele, mas seu tempo na Terra seria mais curto e, depois que se fosse, como ele viveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão preocupante era a diferença entre espírito e alma. Entendendo pelo primeiro o ser imortal que era e pelo segundo o espírito encarnado e sendo ambos o mesmo ser poderia supor-se que fossem iguais e, entretanto, não eram, constituindo personalidades diferenciadas, onde um poderia ser mais tranqüilo, calmo, reflexivo e outro agitado, tenso, nervoso, por exemplo, ou tendo a alma atitudes que o espírito jamais teria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como uma esponja de vários metros comprimida em um pequeno recipiente. Continuaria a ser a esponja, mas teria outro formato e novas características, além de perder com certeza sua capacidade de absorção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito, condensado dentro de um corpo pequeno e de alta densidade, perde parte  de suas capacidades, tornando-se mais lento e apesar de iguais em essência as idéias surgem na alma menos refinadas, algo grosseiras e limitadas. A alma pode ser considerada uma amostra, um vislumbre da totalidade que é o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriel sabia de tudo isto. Já acompanhara o processo de reencarnação de vários amigos e vira como depois não conseguiam expressar todas as idéias que o espírito continha e às vezes nem mesmo recordavam de seus objetivos. Várias missões foram abortadas porque a alma distraia-se com as influências e necessidades do novo ambiente, esquecendo-se dos propósitos para os quais havia retornado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que alguns conseguiam uma quase que perfeita interação entre um estado e outro, lembrou quase como alento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria em seu caso? O quanto manteria de si no novo ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolvido nestes pensamentos, quando deu por si, já era o dia do encontro com Eliah e teria que tomar sua decisão. Foi a Paris, ainda incerto do melhor a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/10vh853uda" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://unforgivenfeeling.blogspot.com/" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-4604417265645998904?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/4604417265645998904/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=4604417265645998904&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4604417265645998904?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4604417265645998904?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/10-opcao.html" title="10) Opção" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StfuTsCtoNI/AAAAAAAABp0/25yP9T5NID0/s72-c/pensamento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUEQXc6eSp7ImA9WxNWFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-9062837830487192761</id><published>2009-10-14T11:44:00.006-03:00</published><updated>2009-10-16T00:20:00.911-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-16T00:20:00.911-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>9) O retorno de Adriel</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SjWwjkwyepI/AAAAAAAABPw/uRyOts7o1es/s1600-h/maise.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 337px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SjWwjkwyepI/AAAAAAAABPw/uRyOts7o1es/s400/maise.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347374257782553234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Adriel estava confuso naquele instante, logo após seu renascer e permaneceu neste estado nebuloso por tempo que pareceu interminável. Pensamentos soltos, pedaços de lembranças, um rosto, uma voz, o nome a girar e revolver-se em sua mente, em um turbilhão grosso e espesso, no qual não encontrava a ponta original a seguir, o elo que daria lógica e estrutura a tudo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abandonou-se ao doce rosto em cujos olhos azuis mergulhou. Esqueceu-se do caos imerso na contemplação de sua face e os sentimentos emergiram juntamente com recordações esparsas que aos poucos foram completando-se, pedaços de puzzle que montava-se velozmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise, querida. Agora recordo. O que houve? Terei morrido? Onde estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendeu sua localização no espaço vendo ao longe o globo azul da Terra e o pensamento impulsionou-o em sua direção. Entrou na atmosfera do planeta sentindo queimar-se com a densidade tão alta, que apagava e comprimia ainda sua forma, modificando-a tal como antes fizera ao seu corpo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, invisível aos olhos humanos, agrupamento circular de pura energia, que chegou a Portal do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou em sua casa pelo terraço, como de hábito e estranhou as portas fechadas e a grossa camada de pó por sob móveis e objetos. Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise! – Onde estaria? Quanto tempo teria passado? Parecia abandonada. Onde teriam ido? Os pensamentos surgiam em vendaval, com a saudade explodindo em ondas de agonia. Foi à cabana e o cenário era o mesmo. Portas fechadas sob silêncio, vazio e pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise! – As perguntas repetiam-se em sua mente. Buscou algo, algum sinal, um indício que fosse que levasse a alguma resposta, sem nada encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi à Portal do Sol. Tudo era igual. A pequena vila respirava ao sol do meio-dia. No bar de Antônio percebeu a data no calendário exposto na parede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Um ano!!! Tanto tempo!” – Foi entendendo aos poucos o que provavelmente ocorrera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se da flecha, direta e certeira, enviada à Maise, de jogar-se em sua direção, da explosão e de olhar em seus olhos uma última vez querendo reter para sempre sua imagem e então o silêncio, até despertar sem corpo, no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornou à sua casa, para ordenar os pensamentos e permaneceu entre ela e a cabana até lembrar-se do Portal de Etera. Buscou-o, deparando-se com o nada onde costumava estar a entrada para o mundo encantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Fechado!” – Cogitou sobre o final da batalha. Teriam sido derrotados pelos demônios? Capturados? Maise teria voltado para sua casa, na cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise... Onde está você, meu amor? – Era o que dizia, em voz sem som que sequer ecoava nas paredes de sua casa vazia na cidade, realçando ainda mais o silêncio do vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi à galeria de François. Lá estava ele, no escritório, aparentemente em um dia normal de trabalho. Na parede retratos de Maise feitos por seu pai. Desejou ter lágrimas que desaguassem e aliviassem um pouco da angústia por vê-la retratada, tão bela e inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Cratera, deixou-se ficar, melancólico, refletindo sobre outros possíveis rumos de Maise. Era como se ainda a visse naquele dia que passaram juntos ali, tão felizes em seu futuro inabalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Celes! Como não pensei nisto antes! – Rumou em sua direção, imediatamente. Lá estavam os conselheiros, sua família e amigos. Haveriam de saber sobre o destino de Maise e também poderiam ajudar a reconstruir seu corpo espiritual. Não poderia continuar desta forma, energia condensada unida apenas por sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tal qual ocorrera da última vez que fizera o mesmo trajeto as energias densas da Terra, sua gravidade o puxava para baixo e agora sem massa, não conseguiu romper os limites do planeta. Tentou uma vez ainda, e outra, e outra, e outra e outra, até compreender que nesta forma estava inexoravelmente preso á Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abatido retornou à sua casa e apenas deixou-se ficar, consumindo fiapos energéticos de Maise que encontrava aqui e ali. Na cabana pairou pela cama onde velou tantas noites por seu sono, embevecido e encantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, vivendo de lembranças, quedou-se por dias que transformaram-se em semanas e depois em meses, sem que percebesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vila de Portal do Sol rumores diziam de uma alma atormentada que assombrava casa e cabana e teciam estórias sobre um lindo amor perdido para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/10vgm6tad2"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://www.hji.co.uk" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-9062837830487192761?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/9062837830487192761/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=9062837830487192761&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/9062837830487192761?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/9062837830487192761?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/9-o-retorno-de-adriel.html" title="9) O retorno de Adriel" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SjWwjkwyepI/AAAAAAAABPw/uRyOts7o1es/s72-c/maise.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkcNQHs-cCp7ImA9WxNWEkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-840622614713005998</id><published>2009-10-11T15:21:00.002-03:00</published><updated>2009-10-11T18:54:51.558-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-11T18:54:51.558-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>8) O lago encantado</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StIgE6FkSlI/AAAAAAAABpk/N3-A-ZjROLk/s1600-h/Pegasus_by_Varges.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StIgE6FkSlI/AAAAAAAABpk/N3-A-ZjROLk/s400/Pegasus_by_Varges.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391406972600076882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Adriel! – Acordei gritando seu nome, quente e agitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei com ele, mas foi confuso e lembrava-me mais da sensação. Uma esperança louca esgueirou-se por entre a faca e instalou-se ali dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Ele vive!” – Pensei, sentindo as batidas endoidecidas de meu coração e envolvida naquela certeza, quis sair correndo à sua procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi, menina? Ouvi você gritar. Teve pesadelo? – Era Tana que entrava ainda com roupa de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tana, ele está vivo! Sonhei com ele, pela primeira vez! Está vivo!!! Ó meu Deus, obrigada! – Juntei minhas mãos em um gesto de prece e agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? O que sonhou? O que ele disse? Onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, Tana. Não lembro o que sonhei. Apenas sei que foi com ele e acordei chamando-o e com esta certeza de que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menina... Sei que não se conforma e é bom que sonhe com ele, mas não se iluda. Vai sofrer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sinto, Tana. Dentro de mim. Não é uma ilusão. Adriel vive em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, se estiver vivo virá a Etera, não é? Então vamos aguardar. – Ela disse com jeito de quem não acreditava realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, vamos aguardar. Ele virá. – Não importava que não acreditasse. Meu Adriel vivia. Era o que meu coração dizia e aguardaria até que viesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou trazer seu café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tana, hoje é o dia da festa e da coroação, mas é só à tarde. Estou pensando em ter a manhã livre, para passear um pouco. Acha que posso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humm... Tem certeza de que está bem? – Olhou-me com olhos críticos procurando sinais preocupantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou sim. É só que quero ficar um pouco quieta, pensando, livre destas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, mocinha. Vá e entendo-me com Elros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada, Tana!!! – Dei-lhe beijos estalados nas bochechas, vesti-me e tomei rapidamente o café da manhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fundos do palácio estava Aza à minha espera e também Niis, meu doce amiguinho, que afastei de minha presença naquele primeiro mês e que agora não deixava-me mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aza era um pégasus. Pertencera à minha avó e puxava sua carruagem pelos céus quando ela não queria ir voando. Agora era bem útil porque ainda não tinha asas e as distancias não eram tão pequenas assim. Elros levava-me algumas vezes, mas eu não gostava de voar em seus braços. Era íntimo demais e recordava-me de Adriel. Ele pareceu perceber e um dia levou-me até Aza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um cavalo completamente branco e com asas imensas e um símbolo da imortalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não envelheciam ou morriam, nunca. Pelo que entendi, era também um ser Elemental, embora de nível diferenciado. Falava pouco, mas tinha personalidade. Disseram-me que ele escolhia um dono e não o contrário e que estava ali de livre vontade, porque adorava minha avó e quando ela morreu, disse que ficaria para ser útil à futura rainha, mas não deixou ninguém mais montar nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia conhecer-me, já. Na primeira vez que o vi, fiquei com um pouco de receio porque era muito grande. Ele fez uma reverência muito delicada com as pernas dianteiras e as patas e piscou um dos olhos de forma engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aproxime-se, jovem rainha. Estava a sua espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você fala? – Perguntei e ele apenas revirou os olhos, como se fosse uma imbecil. É lógico que era, ele acabara de falar, pensei sorrindo e todo o receio acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a mão por seu pelo macio, pelas suas asas tão incrivelmente brancas e depois em sua cabeça. Ele olhou-me firmemente nos olhos e senti que tinha ganhado um amigo muito fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niis pegou para si a tarefa de cuidar de Aza e passavam os dias juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise! Acordou cedo. Vamos passear? – Ele perguntou com um sorriso imenso, pois adorava todas as vezes que saíamos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Niis querido. Bom dia, Aza. Sim. Quero ir ao pequeno lago esta manhã, para descansar antes da coroação. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi em Aza, com Niis sentado à minha frente. Embora ele pudesse teletransportar-se rapidamente, tinha receio de que caísse e se machucasse antes de conseguir ir para um local seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aza voava magistralmente e era como se deslizássemos através do vento. Sentia apenas o ar acariciando-me com suavidade e naquele momento fechei os olhos e deixei-me levar pela sensação agradável de flutuar no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousamos na beira do pequeno lago, como o chamávamos para diferenciar do grande lago que contornava o castelo. Este era realmente um recanto mágico e rapidamente tornou-se meu predileto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma encosta descia uma pequena cascata que desaguava em uma área circular, pequena e não muito funda, com fundo de pedrinhas lisas e coloridas. A água era de um azul meio turquesa, incrivelmente transparente e que brilhava de forma agradável e não ofuscante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor do lago, de um lado um vasto campo de flores do campo, coloridas e muito cheirosas e de outro uma relva macia, de um verde intenso, com algumas árvores e ao fundo o início da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei o vestido, ficando apenas com o maiô e entrei na água, desesperada por sentir sua tepidez e a sensação gostosa de ser envolvida por elas. Niis e Aza também entraram. Os dois adoravam este lugar tanto quanto eu e ficaram envolvidos em brincadeiras enquanto eu apenas boiava, com os olhos fechados, deixando que a paz daquele momento me envolvesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu podia sentir isto integralmente. Adriel estava vivo. Não precisava mais culpar-me ou privar-me de qualquer prazer. Saboreei lentamente aquela sensação de prazer, a primeira desde que vim para Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, deitei aos pés de Sally, um salgueiro imenso junto à relva. Ela também falava, tinha descoberto em uma ocasião, mas era mais raro e apenas quando havia necessidade. Era uma árvore antiga e diziam que muito sábia, embora um pouco ranzinza. Suas folhas e galhos eram utilizados pelas fadas, para feitiços de purificação, de cura e para o feitio de varinhas mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei-me ficar sob a proteção de sua imensa copa e cochilei por alguns minutos, enquanto Aza e Niis saiam em busca das frutas comestíveis que haviam por ali e que gostavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sono confuso, em que flutuava em um vazio branco. Sally apareceu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenha fé, doce Maise. Cuida de ti, mas mantenha-o vivo em seu coração, para que não deixem de chamar-se e reencontrem-se através desta voz. Lembre-se: tenha fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com Niis que trouxera-me uma guirlanda de flores, bonita, colorida e perfumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para Sally de esguelha e agradeci mentalmente pelo conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Niis, que lindo! Obrigada querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fiz para que use na festa. Vai usar, Maise?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É lógico que vou. Ficará muito bonito com meu vestido todo branco e prata. Agora é hora de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tarde já. Dali a pouco a cerimônia teria início e Tana devia estar descabelando-se toda com minha demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri ao pensamento, admirando-me com a facilidade com que voltava à minha face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava feliz e em paz. Adriel vivia. Não sabia onde ou como, nem quando nos reencontraríamos, apenas tinha a certeza de que aconteceria um dia. Até lá eu seguiria em Etera, fazendo o melhor para meus pequenos amigos e preparando tudo para o dia em que ele voltasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriel... Deixei seu nome envolver-me inteira, estupidamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/10p7n7eya2" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações sobre os poderes dos salgueiros obtidas &lt;a href="http://clickdasfadas.blogspot.com/2009/10/saille-uma-das-arvores-magicas-celtas.html" target="blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem de Aza &lt;a href="http://varges.deviantart.com/art/Pegasus-137540560" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-840622614713005998?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/840622614713005998/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=840622614713005998&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/840622614713005998?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/840622614713005998?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/8-o-lago-encantado.html" title="8) O lago encantado" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/StIgE6FkSlI/AAAAAAAABpk/N3-A-ZjROLk/s72-c/Pegasus_by_Varges.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0EGQXY_fip7ImA9WxNWEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-4134123000017238299</id><published>2009-10-08T19:48:00.003-03:00</published><updated>2009-10-09T05:07:00.846-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-09T05:07:00.846-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>7) Uma voz no silêncio</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Ss5sTsY7GeI/AAAAAAAABpU/PXbitBK6Ad4/s1600-h/heic0605b_H.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Ss5sTsY7GeI/AAAAAAAABpU/PXbitBK6Ad4/s400/heic0605b_H.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390364889598073314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A pequenina centelha brilhou solitária por algum tempo, mas logo, como se cansada do silêncio, iniciou a aumentar e diminuir seu brilho, em um pulsar fraco, porém contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco à frente, ao lado, acima e abaixo pequeninas centelhas surgiram e após breve tremular, fixaram brilhantes no firmamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo, iniciaram também um pulsar que acenderam outras tantas mais e assim sucessivamente espalhando-se pontos de luz por recantos longínquos do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando havia já centenas, talvez milhares, destas minúsculas centelhas de luz a brilhar na escuridão, a primeira emitiu um novo pulso, desta vez, longo e contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este comando, as demais luzes iniciaram a deslizar lentamente pelo éter aproximando-se do ponto de origem, agrupando-se pelo caminho e chegando como forte jorro de luz até a pequenina fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um novo comando envolveram-na e fundidas pela luz tornaram-se um só brilho, que desta vez pulsou forte e ondulado, como se expressando uma idéia, uma palavra, um nome: M A I S E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://www.ccvalg.pt/astronomia/newsletter/n_295/n_295.htm"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-4134123000017238299?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/4134123000017238299/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=4134123000017238299&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4134123000017238299?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4134123000017238299?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/7-uma-voz-no-silencio.html" title="7) Uma voz no silêncio" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Ss5sTsY7GeI/AAAAAAAABpU/PXbitBK6Ad4/s72-c/heic0605b_H.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYASX4-cCp7ImA9WxNXGU0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-8728149738946979910</id><published>2009-10-06T23:31:00.009-03:00</published><updated>2009-10-07T05:12:28.058-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-07T05:12:28.058-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>6) O lento retorno à vida</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SswAPAdOfJI/AAAAAAAABpM/ua8ktszsEik/s1600-h/plantinha1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; " src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SswAPAdOfJI/AAAAAAAABpM/ua8ktszsEik/s400/plantinha1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389683111876263058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde falando ao povo encantado iniciei um lento retorno à vida, mas durante todo o primeiro ano em Etera ainda chorei todas as noites, sentindo a lâmina fria remexer-se em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia cumpria com minhas obrigações como Rainha de Etera esforçando-me para não pensar em Adriel, nas saudades que sentia ou na dor que me partia inteira. Agia como deveria para que os seres elementais não percebessem o quanto minha tristeza era intensa. Um simulacro de sorriso estava sempre em meus lábios, a modulação da voz era gentil e agradável e o semblante calmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite após o término de minhas obrigações, dispensava todos e ia sozinha para a cozinha, onde Tana deixava vários pratos à minha espera. Sentava-me à mesa e começava a comer. Às vezes conseguia comer toda a refeição e só chorar depois, mas quase sempre o choro pegava-me ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que era belo ou bom trazia-me de volta a Adriel e conseqüentemente à sua ausência. Quando alimentava-me com a comida gostosa de Tana, sentia prazer e com ele vinha a dor. Como poderia sentir prazer se Adriel não estava comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então as lágrimas vinham e o garfo ficava congelado por alguns segundos, a meio caminho da boca, até cair de volta ao prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Eu não estava me punindo. Só não era bom sentir prazer sem ele. Era como se tivesse traindo-o com um esquecimento rápido e inaceitável. Tinha um pavor louco de esquecê-lo, de que sumisse de minha lembrança, de que um dia buscasse e não localizasse mais sua linda face sorrindo em minhas memórias. Por mais que doesse lembrar, seria insuportável esquecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava e repassava momentos que tivemos e a dor de sua ausência, a necessidade de sentir sua presença pegava-me inteira. Empurrava o prato e debruçada sob a mesa era vencida pela tristeza e saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo, Elros vinha, pegava-me no colo e levava-me para o quarto, depositando-me à cama. Eu tinha desistido de fazer este trajeto só. Não conseguia levantar-me da cadeira e em alguns dias fiquei ali por muitas horas até permitir que me levasse. Prometia-me que no dia seguinte não choraria, que comeria e depois iria sozinha para o quarto, onde leria ou pintaria e, derrotada, todos os dias tinha que refazer a promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pintura agora era apenas um projeto, uma intenção vazia, uma lembrança remota. Queria pintar Adriel, tinha já o esboço em minha mente, mas não consegui pegar nos pincéis uma única vez, porque a pintura também era prazerosa e remetia a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elros nunca dizia nada. Apenas levava-me até a cama e lá Tana aguardava e permanecia comigo até que o sono vencesse as lágrimas, embora ainda soluçasse durante a noite. De manhã ela passava um pó em meu rosto desaparecendo com todos os vestígios das lágrimas e o ciclo recomeçava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto foi praticamente um ritual naquele primeiro ano, repetindo-se todas as noites, com pouca ou nenhuma modificação, mas ainda que não achasse ser possível, a vida retornava lentamente aos meus ossos e o passo inicial fora dado naquela tarde, quando sai à varanda do castelo e encarei o povo castigado que me olhava com ansiedade e não sei como as palavras foram saindo de minha boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Povo Encantado, nós atravessamos um longo inverno e fomos duramente atingidos. Enquanto o frio tocava nossas almas, choramos nossos mortos e desaguamos nossas tristezas. Agora o hálito quente da primavera já se anuncia e logo será tempo de flores, calor e alegria. Não podemos continuar inertes, lastimando o passado. É tempo de recomeçar e renascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Daqui a uma semana faremos uma grande festa para comemorar a chegada da nova estação. Neste dia também serei coroada Rainha de Etera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Necessito da ajuda de todos para que Etera esteja preparada e enfeitada para a festa. Vamos pintar as casas, limpar as ruas, podar as árvores, varrer as folhas e o lixo acumulado, arrumar os telhados e consertar o que estiver quebrado. A primavera não entrará em Etera se não espantarmos os últimos resquícios do inverno. Posso contar com vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mal acreditava que tinha proferido estas frases, menos ainda de que convenceria alguém quando eu própria enregelava de medo frente à tarefa que propunha, mas os pequeninos entoaram meu nome a uma só voz em um poderoso coro, levando-me às lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei-me do balcão ainda sob aplausos, o coro ressoando e prometi-me fazer tudo que pudesse para não decepcioná-los, mesmo que para isto tivesse que voltar a viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://literar.org/text/10ikn85e6d" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://www.caemmun.com.br/english/html/arvores.html" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-8728149738946979910?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/8728149738946979910/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=8728149738946979910&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8728149738946979910?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8728149738946979910?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/6-o-lento-retorno-vida.html" title="6) O lento retorno à vida" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SswAPAdOfJI/AAAAAAAABpM/ua8ktszsEik/s72-c/plantinha1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4MQH09fyp7ImA9WxNXFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-4286202749367073960</id><published>2009-10-03T21:47:00.014-03:00</published><updated>2009-10-04T03:16:21.367-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-04T03:16:21.367-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amigos" /><title>5) As fadas do Monte Orm</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsgOV7k_BvI/AAAAAAAABok/XJfNcCcSH_c/s1600-h/flor_de_lotus1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsgOV7k_BvI/AAAAAAAABok/XJfNcCcSH_c/s400/flor_de_lotus1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388572724081657586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Monte Orm, um grupo de fadas reunidas em círculo ouvia atentamente o que uma pequenina fada azul falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem certeza de que Maise disse isto e convocou o povo? – Perguntou uma delas, Me, agitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho, lógico. Quando desceram na borda do lago estava sentada em um galho de árvore. Fiquei quieta. Era a primeira vez que ela saia de casa e não quis fazer nada para atrapalhar. Acabei ouvindo quando Elros explicou que Etera está assim por causa de sua tristeza. – Respondeu Bruxinha, que recebeu este nome por suas trapalhadas com os encantamentos. As fadas do Monte implicavam de brincadeira que não era fada e só podia ser bruxa e riam, mas na verdade adoravam-na e ao seu jeito doidinho e amoroso, sempre querendo ajudar e metendo-se em confusão atrás de confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fadas do Monte Orm são da antigas e sábia linhagem. Vivem em uma vila atrás do Castelo de Etera e dedicam-se aos encantamentos mais difíceis e trabalhosos, quase sempre aqueles que envolvem a transformação da matéria, cujos segredos guardam a sete chaves e passam de geração em geração a alguns poucos escolhidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas também são vistas como conselheiras pelo povo encantado e bastante procuradas por fadinhas jovens, em busca de conselhos e orientações para aspectos da vida sentimental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruxinha não é uma delas e nem vive no Monte Orm, mas gosta de levar as novidades e os últimos acontecimentos para suas amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como Maise estava? Pareceu triste? – Zê quis saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava chorando, coitada. Magra que dava dó de ver. – Respondeu Bruxinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também! Viver um amor bonito como aquele e depois isto... – Ce não concluiu a frase, incapaz de mencionar com todas as letras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mesmo, pobrezinha. – Arrematou Ilda, prosseguindo. – Eu também sofreria se tivesse perdido um anjo daquele. Algum dia terei um Adriel só meu. – Arrematou, fazendo todas rirem, exceto Lina, que ouvia apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E vai matá-lo como Maise? Sabem que é culpa dela. Se aquele doce anjo do Senhor não tivesse se envolvido com ela ainda estaria entre nós. – Falou brava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lina! – Exclamaram todas juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi culpa dela. Eles apaixonaram-se um pelo outro. E era um amor tão bonito. Foi triste e é uma pena. - Me ponderou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sorte que ela tem Elros e aquele Elfo parece caidinho por ela. – Chica disse com uma risadinha. Ela também namorava um elfo muito bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que Maise esquecerá Adriel com Elros, mesmo ele sendo bonitão e simpático como é – Discordou Zê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também não. E ela não tem culpa. Foi o destino, mas ainda acredito que ele não morreu – Soltou Bruxinha, baixinho, fazendo com que as outras olhassem para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha? – Ilda apertou o coração com a mão, segurando a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que Anjos não morrem! – Afirmou Miguel, o elfo que sempre acompanhava Bruxinha e que até então apenas ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também não acredito. Anjos morrendo, imagina! – Concordou Ce, seguida em coro por todas as outras e mesmo as que não tinham dito nada balançaram a cabeça em concordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo estavam em silêncio, imaginando cada um a seu modo, como Adriel retornaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilda, tem 54 anos, é de Goiana/PE. Era empregada doméstica, mas devido a problemas de saúde, não conseguiu mais emprego. Um dos seus filhos foi morto pelo tráfico, mora com mais 7 pessoas, incluindo uma criança de 4 anos. Apesar de não saber ler, adora estórias de anjos, fadas e “seres bondosos”, pois ajuda a melhorar o seu dia-a-dia, fazendo com que acredite que as coisas vão melhorar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ce, tem 45 anos, é de Recife, chegou a menos de um ano. Veio com a promessa de um emprego, mas quando chegou aqui a pessoa disse que ela não era como achava que era e não a contratou. Está morando com um dos filhos de Ilda e tem 5 filhos, que ficaram em Recife com uma irmã. Também não sabe ler, mas falou que desde que começaram as estórias, ela até deixou de tentar se matar (fez duas tentativas mal sucedidas no começo do ano). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me, tem 60 anos, é de Sumaré/SP, trabalha para ajudar no sustento da família da filha, que tem 9 filhos e não pode trabalhar, pois tem que cuidar deles. A filha não é casada, sendo ela a única responsável pelo alimento dos netos. Os pais dos filhos não dão a pensão, pois estão contestando a paternidade na justiça. Ela também não lê, mas gosta do dia que tem as estórias, pois fazem sair um pouco da realidade e voltar a ser a criança que tinha a ilusão de conquistar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chica, tem 53 anos, é de Santa Barbara/SP, trabalha ali a mais de dois anos, apesar de fazer alguns outros bicos. Tem 4 filhos, é viúva, adora ler estórias românticas e de mistérios, detesta estórias de terror, está namorando com um dos homens mais cobiçados do pedaço e não deixa ninguém chegar perto. Ela acha que é mais esperta do que a Marisa (Maise). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lina, tem 56 anos, é viúva, teve 5 filhos, mas morreram de fome, não gosta de trabalhar ali, pois as mulheres são muito “dadas”, não fuma, não bebe, pois sua religião não permite, gosta de ler estórias que tenham anjos, pois acredita que são enviadas pelos mesmos para nos mostrar como estamos agindo, e que os elfos, duendes, fadas e bruxas, são todos do mal, como a Maise, que matou o Adriel. Aprendeu a ler, pois queria ler a Bíblia e na Bíblia tem estória com anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zê, tem 41 anos, é casada, tem 2 filhas, uma tem síndrome de down e a outra sérios problemas no coração. Ela trabalha para ajudar a aumentar a renda do marido que é gari e tem problemas com bebida. Ela já foi presa por ter o nome de uma mulher procurada pela policia por estelionato, ficando dois anos na prisão, até que a advogada da Paróquia que ela freqüenta conseguiu libertá-la. Adorou as estórias, lê para as filhas e é uma das mais queridas do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas mulheres e outras que não foram nomeadas aqui têm em comum o fato de trabalharem na reciclagem de detritos em um lixão clandestino. Deus não dá carga pesada a pessoas fracas e sim às fortes, mas compadecido talvez, enviou-lhes um de seus anjos encarnados para suavisar algo da aspereza de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruxinha (Ceci) é Geofísica e realiza um trabalho voluntário ensinando estas mulheres. Encontrou pelo Google a estória de Adriel e de Axel e passou a imprimir e ler para elas, levando-lhes também um pouco de fantasia, amor, fé e esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ilda, Ce, Me, Chica, Lina, Ze e todas não mencionadas aqui:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é uma pequena homenagem para vocês, que agora estão dentro da estória e fazem parte de Etera, aparecendo sempre que for necessária uma ajudinha extra. :DD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei emocionada ao saber que acompanham e vibram desta forma com nossas estórias e agradeço muito. É o melhor incentivo para continuar e procurarei fazer o melhor para não decepcioná-las. Espero que enviem sempre recadinhos pela Ceci dizendo o que estão achando. Recebam meu abraço com carinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bruxinha (Ceci):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um anjo renascido na Terra e que veio para trazer conforto, alento e esperança para estas pessoas tão especiais para Deus. Você e Miguel, seu amigo padre que participa também deste trabalho. Agradeço a ambos não apenas por imprimir, distribuir e ler-lhes nossas estórias, como também por vir e contar-nos. Muito obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-4286202749367073960?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/4286202749367073960/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=4286202749367073960&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4286202749367073960?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4286202749367073960?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/5-as-fadas-do-monte-orm.html" title="5) As fadas do Monte Orm" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsgOV7k_BvI/AAAAAAAABok/XJfNcCcSH_c/s72-c/flor_de_lotus1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEEHRn4-cSp7ImA9WxNXFk4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-8195719687497729628</id><published>2009-10-02T19:44:00.004-03:00</published><updated>2009-10-04T03:10:37.059-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-04T03:10:37.059-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Música" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>Banda - Chico Buarque</title><content type="html">&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I8fN5hqD5n0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I8fN5hqD5n0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver a banda passar. Volto amanhã. rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos para todos! :DD&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-8195719687497729628?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/8195719687497729628/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=8195719687497729628&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8195719687497729628?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8195719687497729628?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/10/banda-chico-buarque.html" title="Banda - Chico Buarque" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMGQXo_fip7ImA9WxNXEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-8639941385029253150</id><published>2009-09-29T21:36:00.007-03:00</published><updated>2009-09-29T22:00:20.446-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-29T22:00:20.446-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>4) Enquanto isto...</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsKrFXcOntI/AAAAAAAABn8/NUlxW97BP4w/s1600-h/centelhabrilho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 367px; height: 329px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsKrFXcOntI/AAAAAAAABn8/NUlxW97BP4w/s400/centelhabrilho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387056212968644306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;No silêncio do universo onde um segundo antes nada havia, &lt;br /&gt;uma pequenina centelha inicia a brilhar, solitária.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Imagem recortada a partir de imagem &lt;a href="http://www.ccvalg.pt/astronomia/newsletter/n_295/n_295.htm"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-8639941385029253150?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/8639941385029253150/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=8639941385029253150&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8639941385029253150?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8639941385029253150?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/4-enquanto-isto.html" title="4) Enquanto isto..." /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SsKrFXcOntI/AAAAAAAABn8/NUlxW97BP4w/s72-c/centelhabrilho.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04DSHsyfyp7ImA9WxNXFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-6893508421723543984</id><published>2009-09-27T06:29:00.013-03:00</published><updated>2009-10-02T19:19:39.597-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-10-02T19:19:39.597-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>3) A vida sem Adriel</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sr8wtPj0_8I/AAAAAAAABnk/AYJ-Cwt7Ppw/s1600-h/bolhamaise.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sr8wtPj0_8I/AAAAAAAABnk/AYJ-Cwt7Ppw/s400/bolhamaise.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386077233187454914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNTQwNDQwMjI4MDkmcHQ9MTI1NDA*NDAzMDcwNiZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZvPTRiMGEwMGRhMzUwYjRhMWY4NzI3M2IxODMwODJmNTY5.gif" /&gt;&lt;center&gt;&lt;p style="visibility:visible;"&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" height="35" width="219" style="width:219px;height:35px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="TL" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="myid=30634463&amp;path=2009/09/27&amp;mycolor=6d9aed&amp;mycolor2=e8ffff&amp;mycolor3=0a0117&amp;autoplay=false&amp;rand=0&amp;f=4&amp;vol=100&amp;pat=0&amp;grad=false&amp;ow=219&amp;oh=35"/&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Um mês havia passado desde que fecháramos o Portal e que vivi dentro do palácio, praticamente apenas no quarto, deitada, chorando ou dormindo. Nos primeiros dias à base de calmantes naturais feitos pelas fadas que me deixavam praticamente inconsciente quando acordada. Após uma semana Tana diminuiu as doses e comecei a passar longas e intermináveis horas sem seu efeito, exposta à dor insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elros queria que assumisse o trono de Etera, mas não quis. Pedi que continuasse sendo o regente até que estivesse melhor. Ele concordou, mas não deixava de consultar-me a toda hora quanto a decisões sobre o governo. Eu não queria saber de nada, mal estava ouvindo o que dizia, mas ele não desistia. Adriel se fora e não havia mais sentido algum na vida. Tanto fazia uma coisa como a outra. Será que ele não entendia???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que eu era culpada. Se tivesse ficado no barco, como Adriel pedira, não teria se jogado na frente da flecha para salvar-me, ou, antes ainda, se tivesse concordado em fechar o Portal quando Elros sugeriu, antes de nossa viagem. Se não tivesse brigado com Tana, Eileen não teria conseguido me envenenar e ele não teria interrompido o tratamento em Celes. Por todos os lados que olhasse, eu era a culpada. Eu matei Adriel, o meu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas sabiam disto. Como podiam continuar tratando-me com carinho. Como Elros poderia querer que assumisse o trono de Etera? Não era digna sequer de continuar vivendo, quanto mais de reinar sobre os elementais. Deveria morrer. Queria morrer. Queria tanto! Era meu maior desejo. Seria o justo, o correto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus estava certo, entretanto, em negar-me esta benção. Tinha que viver sem Adriel, sentindo toda a aspereza da vida enquanto vivesse. Era meu castigo por tê-lo matado e estava correto. Entendi porque Tana não queria dar-me mais remédios: não merecia a névoa branca da inconsciência que provocavam. Eu tinha que ser punida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era culpada sozinha e sabia disto. Eileen. Quando este nome surgia em minha mente, meus dentes rangiam com a raiva e o ódio. Eu a mataria com minhas próprias mãos se pudesse, se ficasse frente a frente com ela. Perguntei a Tana se não existia algum encantamento que pudéssemos fazer à distância, contra ela, mas respondeu que a mágica dos elementais não eram para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava então horas imaginando formas de assassinato. De Eileen e daquele demônio, Yzar. Em minha mente via-me ressurgindo poderosa, com um exército de elementais treinados e letais, invadindo seus esconderijos e matando-os de formas diferentes a cada vez. Por fim conclui que morrer seria bom para eles. Não. Eles tinham que ser capturados apenas. Levaríamos para uma prisão que construiria em Etera e passaria o restante de minha vida torturando-os, bem lentamente. Cortaria Eileen todos os dias e deixaria sangrando. Quando cicatrizasse, faria outro corte. Não... Melhor ainda. Após o corte, passaria sal e pimenta e deixaria arder, para que sentisse só um pouquinho de minha dor. Arrancaria fora seus olhos, para que não pudesse ver nada, como eu também já não via, cega pela tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não recordo quando comecei a conceber que não éramos os únicos culpados. Em última instância era Deus o responsável. Sim. Deus. Ele permitira que isto ocorresse. Não diziam que não havia um grão de areia que se movesse na Terra sem sua autorização? Como Ele pôde fazer isto conosco, comigo? Porque deu Adriel e toda a felicidade de nosso amor para em seguida retirá-la desta forma irreversível? Ele estava brincando com minha vida? Era apenas um joguete em suas mãos? Uma distração para seu tédio? Passei a odiar Deus tanto quanto Eileen, Yzar, mas nada comentei com Tana. Sabia que não adiantaria. Que O defenderia, dizendo que escreve certo por linhas tortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era impotente frente a Deus. Tive que reconhecer que nada poderia fazer contra Ele, que Dele não poderia vingar-me. Imaginava como estava divertindo-se com minha dor, com minhas lágrimas e minhas mãos fechavam-se até que as unhas penetrassem na carne, de tanto ódio que sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Adriel nunca vira como Ele era injusto? Como zombava e gracejava brincando com nossas almas como se fôssemos bonecos de corda? Por que Adriel não viu? Por que me abandonou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começava a culpar também meu Adriel, meu lindo e inocente anjo, pela ausência em minha vida, pela dor que sentia, recuperava um pouco de lucidez. Pedia-lhe perdão, envergonhada e arrependida e estremecia de temor de que Deus levasse a sério minhas ofensas e desculpava-me também com Ele. Implorava para que entendesse que só pensava aquelas coisas por estar meio enlouquecida de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vinha a esperança de Ele entendesse o quanto estava sofrendo e que o trouxesse de volta para mim. Prometia-Lhe que seria boazinha, que voltaria minha vida para o bem, para ajudar os elementais e transformar Etera em um reino de amor, dedicado a ele e adormecia rezando todas as orações que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no outro dia, quando acordava, Adriel não voltara e todo o ciclo de pensamentos recomeçava. A atividade mental era tão intensa e barulhenta dentro de minha cabeça que não suportava os ruídos exteriores. Uma simples palavra que diziam e para qual tinha que voltar a atenção, interromper mesmo que por um segundo a torrente de pensamentos que jorravam em meu cérebro, provocava imensa dor. Os ruídos externos pareciam estrondos quando penetravam em meu caos. Por isto isolava-me no quarto e ainda não sendo suficiente passei a usar tampões de ouvido, presos por um lenço em torno de minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles traziam-me a comida, mas como poderia comer quando era culpada pela morte de Adriel? Uma bola se formava em minha garganta e impedia a passagem de qualquer alimento. Tana descobriu que conseguia ingerir alimentos líquidos e passei a alimentar-me das vitaminas que ela preparava. Ainda assim, naquele mês emagreci muito, ficando esquelética, com os ossos surgindo por entre a pele, braços e pernas tão finos que quase se podia enxergar por entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não conseguia ver o sol, pessoas sorrindo ou apenas alegres, música e nada que fosse belo. Tudo que era bom e bonito fazia recordar-me ainda mais intensamente dele. Machucava insuportavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia fuga possível para a dor, porque a ausência do belo também fazia doer pelo contraste com as lembranças que não podia deter. As recordações surgiam atreladas a palavras inofensivas, sem que conseguisse controlar. Tudo trazia Adriel e nossa felicidade perdida de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar isolar-me passei a imaginar-me dentro de um ovo. Visualizava-me suspensa no ar, em posição fetal e dentro de uma bolha transparente. Recobria esta bolha com camadas e mais camadas isolantes e ao final acrescentava um vácuo. Tudo que viesse até mim, esbarraria neste vácuo e retornaria. Se fosse forte e conseguisse prosseguir além do caos, daria com a camada isolante e também retornaria. Dava um pouco de resultado, mas exigia concentração. Bastava uma distração e tinha que refazer todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me esgotada e muito próxima à loucura que desejava. Perder a razão seria doce e bom. Implorava a Deus que permitisse ao menos este consolo. Imaginava-me demente, vagando por Etera, na suave inconsciência, eternamente feliz com Adriel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdida nestes processos mentais, não percebia a passagem das horas e nem mesmo dos dias. Não tinha noção de quantos haviam corrido desde que estávamos ali. Poderia ser uma semana, um mês ou um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manhã Elros entrou no quarto, como sempre fazia, para consultar-me sobre Etera. Não queria ouvir. Disse-lhe que fizesse como achasse melhor. Que não me importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se importa? É seu reino, seu povo. Eles precisam de você, Maise!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso, Elros. Vá embora. Deixe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se acha o centro do universo, não é? E está certa. Você é o centro deste universo e vou lhe mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou-me a despeito de meus protestos e voou comigo para fora do palácio. Esperneei, gritei, esmurrei-o sem que parasse. Como todos os elementais sua força era superior à minha. Sobrevoou comigo jogada em seus ombros por toda a Etera até que eu começasse a vê-la e imobilizei-me aturdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontecera ali? Onde estavam as flores exuberantes, o verde luxurioso, as árvores frondosas, a relva macia, o brilho transparente do lago, os sons e a música que sempre houve neste lugar? Porque todas as casas estavam à beira da ruína, com a pintura descascada, telhados caindo? De onde viera todo o lixo que se espalhava pelas ruas, nos portais das residências e em torno do lago?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Elros, pare. Desça-me. - Ele obedeceu e pousamos na borda do lado, em frente ao palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que houve aqui? Fomos invadidos, atacados? Não disse nada sobre isto. Foram os demônios ou os Elfos Negros? – Indaguei, perplexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi você, Maise. O reino dos elementais é apenas um reflexo de seus moradores. Os elementais são seres extremamente sensíveis e reagem aos sentimentos de sua rainha. Todos vivem sua dor e são tão tristes como você. Como poderiam dar vida à beleza, se sua rainha está sofrendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei a cortina de águas que nublavam meus olhos e por longos minutos observei a devastação ao nosso redor, entendendo o alcance do que ele tinha dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, Elros, leve-me de volta e convoque todos para um comunicado da Rainha de Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no Literar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: desenvolvida por mim à partir da imagem da mulher (fonte desconhecida).&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-6893508421723543984?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/6893508421723543984/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=6893508421723543984&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6893508421723543984?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6893508421723543984?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/3-vida-sem-adriel.html" title="3) A vida sem Adriel" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sr8wtPj0_8I/AAAAAAAABnk/AYJ-Cwt7Ppw/s72-c/bolhamaise.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIFSH8zfSp7ImA9WxNQGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-7963709996122427248</id><published>2009-09-24T19:19:00.009-03:00</published><updated>2009-09-24T19:48:39.185-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-24T19:48:39.185-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amigos" /><title>Um pouco da Magia da Noite</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://druidanoite.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; " src="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrvzfEstdOI/AAAAAAAABm0/8Z6-INR_tOU/s400/luzeterna.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385165494614324450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;FUMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de ti são ermos os caminhos,&lt;br /&gt;Longe de ti não há luar nem rosas;&lt;br /&gt;Longe de ti há noites silenciosas,&lt;br /&gt;Há dias sem calor, beirais sem ninhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus olhos são dois velhos pobrezinhos&lt;br /&gt;Perdidos pelas noites invernosas...&lt;br /&gt;Abertos, sonham mãos cariciosas,&lt;br /&gt;Tuas mãos doces plenas de carinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias são Outonos: choram... choram...&lt;br /&gt;Há crisântemos roxos que descoram...&lt;br /&gt;Há murmúrios dolentes de segredos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invoco o nosso sonho! Estendo os braços! &lt;br /&gt;E ele é, ó meu amor pelos espaços, &lt;br /&gt;Fumo leve que foge entre os meus dedos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Florbela Espanca)&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem encontros mágicos em nossas vidas, quando sem querer esbarramos em algo especial. Pode ser uma música, um lugar, uma pessoa, um escritor, mas certamente todos nós temos estes momentos especiais, gravados para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me ainda daquela tarde preguiçosa quando, ouvindo ópera no cd-player (naquela época ainda não existiam os mp3 da vida), entrei em uma livraria e fui à sessão de poesia disposta a encontrar uma mulher que falasse melhor ao meu espírito do que Fernando Pessoa e outros que conhecia. Fiquei bem umas duas horas ali, folheando, lendo trechos e descartando uma após a outra. Ao final, quase desistindo, abri um fino livrinho de uma poetisa com nome esquisito: Florbela Espanca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lembro-me do cheiro, da luz, do sentimento, da música, do prazer de ler-me na escrita dela, de todas as nuances daquele encontro. Um instante eterno, de puro encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florbela foi minha voz em muitos momentos, quando minhas próprias palavras eram poucas e pobres para expressar o que desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta terça, fui agradecer uma nova visita como habitualmente faço. Estava apressada. Tinha uma série de planilhas matemáticas a fazer. Seria apenas dar uma olhadinha, comentar e ir embora. O que encontrei pegou-me por horas, estarrecida, lendo e relendo, inconformada, quase sem acreditar que fosse possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Adriel tivesse um blog e dos céus escrevesse para sua Maise, não seria mais perfeito. Ah, você duvida? Leia então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://druidanoite.blogspot.com/2009/09/chamamento.html" target="blank"&gt;Chamamento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamas o meu nome na escuridão do teu pranto. As lágrimas resvalam pela tua pele como cascatas em rio revolto. O mundo parece ter-te levado de volta aos tempos turbulentos de outras vidas, como se quisesse afogar a tua alma num oceano agitado pelas tormentas do passado. Na distância que nos separa escuto o teu lamento. Desdobro minhas asas e lanço-me numa descida alucinante, procuro o caminho até ti, percebendo os sinais que me deixas para te encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço-me homem, caminho em tua direcção, espero-te num despertar de sentidos, na beira da tua cama. Teu corpo agita-se ao pressentir a minha presença. Despertas num olhar suave, de olhos inchados pela tristeza da tua alma, mas logo encontras meus olhos negros, segurando tua alma. Meu dedo toca tua face, digo-te "-Bom dia minha querida!", sorris-me. Lá fora um novo dia nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na palma da minha mão faço aparecer uma bola de luz que deixo fluir para teu peito, iluminando tua pele, e num suave beijo em tua testa, descrevo-te, neste silêncio, neste momento, as forças que fazem de ti um ser magnifico. Num outro beijo soprado, deixo no ar o perfume que tão bem conheces, como resquícios de minha essência que por todo o sempre será também a tua. Caminho a teu lado, homem comum e mortal, enlaço meus dedos em teus dedos, como reflexo desta humanidade de que somos feitos, mas, depois, num sopro de vento, me desvaneço no céu deste final de dia. Anoiteceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acham? É ou não é? :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Druida, do blog &lt;a href="http://druidanoite.blogspot.com/" target="blank"&gt;A Magia da Noite&lt;/a&gt;, escreve a todas as mulheres falando diretamente à alma, como se conhecesse um atalho secreto para nossos corações. Mágica pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto orgulho em recebê-lo como amigo neste blog e apresentá-lo a vocês, esperando que o visitem, leiam seus textos mágicos e que sejam como eu confortadas com suas tão belas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não se esqueçam de Adriel completamente, ok? rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://druidanoite.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Srv1ryK6uFI/AAAAAAAABm8/mFQlFYMa8XY/s400/magiadanoite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385167912002304082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Druida, sinta-se acolhido pela Itinerante e que este seja apenas o início de uma grande amizade. :D&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-7963709996122427248?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/7963709996122427248/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=7963709996122427248&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7963709996122427248?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7963709996122427248?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/um-pouco-da-magia-da-noite.html" title="Um pouco da Magia da Noite" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrvzfEstdOI/AAAAAAAABm0/8Z6-INR_tOU/s72-c/luzeterna.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYDRnozfSp7ImA9WxNQFkQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-7177246477952348867</id><published>2009-09-22T19:59:00.008-03:00</published><updated>2009-09-23T04:49:37.485-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-23T04:49:37.485-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>2) O fechamento do Portal de Etera</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrlZL9AuHqI/AAAAAAAABms/zyRwMocP0dk/s1600-h/funeralviking.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrlZL9AuHqI/AAAAAAAABms/zyRwMocP0dk/s400/funeralviking.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384432891389157026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNTM2NzExMzg4NzQmcHQ9MTI1MzY3MTE1NjUxMyZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZvPTRiMGEwMGRhMzUwYjRhMWY4NzI3M2IxODMwODJmNTY5.gif" /&gt;&lt;p style="visibility:visible;"&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" height="35" width="219" style="width:219px;height:35px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="TL" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="myid=30288258&amp;path=2009/09/22&amp;mycolor=222222&amp;mycolor2=77ADD1&amp;mycolor3=FFFFFF&amp;autoplay=false&amp;rand=0&amp;f=4&amp;vol=100&amp;pat=0&amp;grad=false&amp;ow=219&amp;oh=35"/&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Não vi. Contaram-me depois que vovó e mamãe cercaram-me na pedra e envolveram-me em energias calmantes até que adormecesse e só partiram após um longo e cúmplice olhar com Tana. Ela providenciou para que Elros carregasse-me até a cabana e ficou velando-me o tempo todo em que dormi, e Niis também não saiu nem por um segundo dos pés da cama, dormindo ali no chão mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 12 horas depois, quando acordei, tive uma certeza apenas: Adriel não morrera, apenas abandonara o corpo físico. Ele estava recuperando-se em algum lugar, provavelmente em Celes e voltaria assim que pudesse. Imbuída com esta certeza, não chorei mais e comecei a tomar as providências que se faziam necessárias, enquanto aguardava seu retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira e mais importante foi pedir a Eliah para ir a Celes e trazer-me notícias. Ele foi prometendo voltar tão rápido quanto pudesse. O corpo de Adriel foi colocado em um caixão fechado, mas não enterrado, pois não sabia se precisaria dele ao retornar e decidi deixar para ele decidisse o que fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complexo estava semi-destruído e nossa casa uma completa bagunça, com todos os móveis e objetos revirados ou quebrados. A equipe de Adriel aguardava instruções e já ia colocar todos para organizar e limpar tudo quando Elros e Tana chamaram-me para uma conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise, não pode continuar aqui. É muito arriscado. Está desprotegida. Yzar e Eileen foram derrotados por você, mas retornarão. Temos que voltar a Etera e fechar o Portal. – Elros disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não podemos ir antes que Adriel retorne. Ele já deve estar voltando. – Argumentei. Eles olharam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo que volte, não é viável que permaneçam aqui. É um risco para todos. Adriel concordaria comigo. – Insistiu ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez possamos ir realizando alguns preparativos para a mudança enquanto esperamos então. O que ele faria com a equipe do Complexo? São todos humanos. Não iriam para Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dê férias a todos. Diga-lhes para irem para suas casas de origem. Providencie pagamentos futuros e peça para que aguardem até serem convocados de volta. O que acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Pode ser. E quanto às casas e estruturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As fadas podem fazer um encantamento de ocultação e eles ficarão protegidos enquanto você estiver em Etera, menina. – Era Tana agora, anormalmente séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem. Vamos organizar e deixar tudo pronto até o retorno de Adriel. Ele deve voltar com Eliah. - Mais uma vez percebi aquele olhar entre Tana e Elros, mas no momento não queria saber seu significado. A ausência de Adriel, mesmo que temporária doía e deixava-me em um estado confuso e um tanto quanto irreal, como se nada fosse realmente verdade e estivesse em um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefonei a François avisando que Adriel e eu faríamos uma longa viagem, sem data para retorno e pedindo para que cuidasse dos quadros de papai. Também avisei aos advogados e instrui-os para investimentos em fundos seguros. Antônio mais uma vez concordou em cuidar da cabana em nossa ausência e ficou com as chaves, após uma despedida emocionada e carinhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana se passou desta forma nebulosa em que ocupei todas as horas do dia com os preparativos para a mudança e à noite adormecia exausta em meio à tristeza e saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tocávamos no nome de Adriel e todos falavam baixinho, andavam silenciosamente e olhavam-me com o canto dos olhos. Eu sabia o que pensavam, mas estavam errados e quando Adriel voltasse veriam que eu tinha razão: ele estava vivo, recuperando-se em Celes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eliah voltou ao final de uma semana daqueles eventos. Deve ter chegado muito cedo, pois quando acordei já estava na sala, onde todos também estavam reunidos. Tana, Elros, Niis, Gnom e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eliah! Quando chegou? Devia ter me acordado. Como está Adriel? Ele veio com você? – Olhei por toda a sala em sua procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise, Adriel não está em Celes e nem em parte alguma. Demorei para voltar porque ficamos tentando rastrear sua essência pelo universo. Se ele estivesse em qualquer lugar teríamos encontrado. Sinto muito ter que dar-lhe esta notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Ele tem que estar em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembra-se do que ele contou sobre a mutação genética e do que aconteceria com seu espírito se algo danificasse seu corpo? É importante que lembre, Maise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busquei a lembrança de nossa conversa sobre o assunto, mesmo sentindo a mente confusa. O que mesmo ele dissera? A lembrança veio de repente, velozmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Não vou te enganar, Maise. É muito ruim sim. Porque você, quando morrer aqui, continuará vivendo no mundo fluídico com seu corpo leve e eu não. Nós dois temos apenas esta vida juntos e não mais a eternidade. Quando eu morrer, meu espírito vai se espalhar pelo universo, sem ter um corpo para contê-lo como os humanos.“&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Espalhar pelo universo... Sem um corpo para conter... – Repeti lentamente as palavras enquanto o significado de suas palavras espalhava-se pela minha mente e senti-me despencar em um precipício branco e cujo fim parecia não existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei à consciência estava deitada no sofá e Tana passava um vidro próximo a minhas narinas. Abri os olhos e soube. A dor que senti foi tão forte e intensa que deixou-me completamente sem ar e Tana teve que socorrer-me com seus sais novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conseguia falar. A onda de dor espalhou-se de tal forma que tinha receio de que uma palavra fosse suficiente para que transbordasse e afogasse-me, perdendo-me ainda mais nela. Eu sabia que oscilava perigosamente entre a fina linha divisória da sanidade e da loucura e usei o fiapo de controle que restava para ficar quieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não fizesse nada, se não me movesse e, principalmente, não falasse, talvez houvesse uma chance pequena de sobreviver. Não era difícil não me mover. A dor era tão avassaladora e preenchia tanto todos e qualquer recanto de meu corpo que seria impossível qualquer gesto. Difícil era respirar. Cada sopro de ar que entrava em meus pulmões intensificava a dor, que era era fina e aguda e não sei por que pensei em uma faca perfurando meu coração e a partir daí comecei a pensar nisto não como dor e sim como “a faca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas sobrevivem semanas, meses e até anos com facas e objetos cortantes em órgãos internos. Estando bem encaixada era possível, desde que não fosse retirada ou não se movesse. Se fosse retirada abruptamente, o sangue jorraria incontrolável, provocando quase que certamente a morte. Se fosse movida, poderia cortar alguma veia ou vaso importante e resultar no mesmo efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu tinha uma faca em meu coração e minha sobrevivência dependeria de que ela permanecesse ali, imóvel. Por este motivo não queria me mover, falar e nem mesmo pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeci a Tana pelo remédio que deu e que deixou-me flutuando em um mundo de brumas, onde os pensamentos não existiam e a dor tornava-se algo suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles quiseram enterrar Adriel, mas discordei com gestos. Não deixaria meu Adriel ser comido por vermes. Após várias hipóteses recusadas, concordei com um funeral viking. Era o que melhor combinava com ele e o que restava dele iria aos céus em seu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria ir à cerimônia, mas obrigaram-me a estar presente. Disseram que era necessário, que eu tinha que ver para aceitar, conceber interiormente. Enfim... Que custava-me ainda isto? Que diferença faria se queimassem meu Adriel, quando meu coração já era apenas cinzas, apenas resquício do viço passado, quando fomos felizes, ele e eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse certeza da aniquilação de meu espírito e queimaria-me junto ao meu amado, para subir com suas cinzas e juntar-me às suas centelhas espalhadas pelo universo, mas nem mesmo este pobre consolo tinha, pois meu espírito sobreviveria à morte de meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava condenada à dor e tudo o que podia fazer era rezar baixinho implorando a Deus para que parasse de doer ou que ao menos fosse suportável o suficiente para que continuasse a respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando, nesta noite mesmo, os gnomos arqueiros atiraram suas flechas do alto do paredão rochoso da laguna em direção ao barco lançado ao mar e meu doce, terno e meigo Adriel começou a queimar, não consegui mais respirar e deslizei rumo ao breu mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, já na manhã seguinte, nada mais restava a fazer do que partir para Etera. Não quis levar nada mais do que o anel e o Tsuru presenteados por Adriel. Todo o restante permaneceu lacrado por magia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liah despediu-se de nós no Portal. Com o Portal lacrado e o complexo fechado, não via motivos em continuar como responsável por aquele protetorado. Deixaria, aliás, de ser anjo e viveria a experiência humana ao lado de uma das antigas assistentes de Adriel, Michelle, e parecia feliz ao seu lado. Despedimo-nos com um abraço triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no Portal de Etera amparada por Tana e Niis e assim que cheguei do outro lado utilizei meu medalhão para lacrar o Portal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele momento nenhum Elemental sairia de Etera e nenhum humano entraria. O portal entre humanos e encantados estava lacrado pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/zyct2k2yw" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://lh4.ggpht.com/_bqLX-LEKLRU/SamTaSpFUNI/AAAAAAAAQ8w/C622ns8mJr4/P1070769.JPG&amp;imgrefurl=http://picasaweb.google.com/lh/photo/WpHOfjHPfULzpUiSiCFJzA&amp;usg=__hLTU4n_eyHc5beSWx2EmzXPdxdU=&amp;h=1200&amp;w=1600&amp;sz=8&amp;hl=pt-BR&amp;start=78&amp;um=1&amp;tbnid=q6g_xtVHl5zXpM:&amp;tbnh=113&amp;tbnw=150&amp;prev=/images%3Fq%3Dfuneral%2Bviking%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DN%26start%3D72%26um%3D1" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-7177246477952348867?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/7177246477952348867/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=7177246477952348867&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7177246477952348867?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/7177246477952348867?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/2-o-fechamento-do-portal-de-etera.html" title="2) O fechamento do Portal de Etera" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrlZL9AuHqI/AAAAAAAABms/zyRwMocP0dk/s72-c/funeralviking.JPG" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYMRnw_cSp7ImA9WxNQFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-6393423967160157429</id><published>2009-09-19T23:26:00.005-03:00</published><updated>2009-09-20T14:19:47.249-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-20T14:19:47.249-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>TRILOGIA DO ANJO - ETERA - 1) Retorno a Portal do Sol</title><content type="html">Chegamos a pouco a São Luis. Fazia já três semanas que havíamos nos casado e que estávamos navegando pela costa do nordeste brasileiro. Mais uma semana apenas e voltaríamos para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa... Sorri ao sentir a sensação quente e reconfortante ao pensar em Portal do Sol e em nossas duas casas, a maior de Adriel onde viveríamos e a cabana que seria sempre nosso refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ele recém saído do chuveiro e admirei-me ainda uma vez por sua beleza, sem conseguir ainda acreditar que aquele monumento de homem fosse meu marido e que fôssemos tão felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos preparando-nos para desembarcar quando seu celular tocou. Paramos um segundo olhando-o intrigados. Não tocara nestas semanas. Nós é que tivemos que ligar para casa depois de algum tempo, em busca de notícias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriel atendeu, ficou ouvindo sem quase falar e desligou dizendo que estávamos indo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era Elros. O complexo e o Portal estão sendo atacado por demônios e elfos negros. &lt;br /&gt;Parece que a situação é séria. Temos que ir agora. – Ele falou apressado ao mesmo tempo em que colocava o restante das roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como iremos, amor? De avião? De barco demoraremos muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo com avião não daria tempo. Deixaremos o barco aqui e vamos voando. Está pronta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel, sinto uma sensação ruim. Sei que não podemos deixar de ir, mas tenho medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também sinto, pequena. Fique aqui à minha espera. Voltarei assim que puder e continuaremos nossa lua de mel. – Ele tinha sentado à beira da cama, comigo ao seu colo, como sempre fazia quando queria que eu prestasse atenção. Uma de suas mãos segurava as minhas enquanto a outra arrumava um cacho de cabelo atrás de minha orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Nem pensar. Ficaria louca aqui, sem notícias suas e além disto, é meu povo também e minha responsabilidade. Se tivesse concordado com Elros e fechado o Portal eles estariam seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fechar o Portal estava fora de cogitação. Você não poderia perder contato com seus únicos parentes. Não se culpe. – E beijou-me no rosto, carinhosamente, ao dizer isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser, mas quero ir junto e estamos perdendo tempo com esta conversa. Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está certo, querida. Apenas quando chegarmos ficará fora da área de luta, Não quero que corra perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamo-nos e antes de partir, agarramo-nos, trocando um beijo esfomeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriel pegou-me em seus braços tão fácil como se fosse um pacotinho de 1kg de arroz e voou em direção às nuvens para não despertar atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voou o mais rápido que pode e chegamos a Portal do Sol em menos de 20 minutos. Do alto avistamos explosões em várias partes do complexo, deixando rastros de fumaça escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousamos na varanda de nossa casa onde a confusão parecia se concentrar, com uma profusão de anjos e demônios lutando em duplas em meio a elementais de Etera engalfinhados com elfos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontei a Adriel um dos cantos e seguindo meu olhar deu com Yzar e Eileen que apenas observavam o desenrolar da disputa. Ambos estavam ricamente trajados e em pose altiva, denotando serem os líderes dos invasores.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anjos de Celes estavam próximos, procurando chegar até o bandido, mas sem conseguir passar pela sua guarda. Avistamos Gnon Knur comandando um grupo de arqueiros que atiravam flechas explosivas contra os demônios e vários outros elementais conhecidos envolvidos na luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elros chegou por trás de nós, usando um escudo e uma espada para bater naqueles inimigos que se aproximavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel, Maise! Que bom que vieram, mas precisamos tirar Maise daqui e levá-la até onde estão as mulheres e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está Tana? E Niis? Estão seguros? – Indaguei ao lembrar-me de meus dois melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mas recusaram-se a ficar no abrigo e estão na defesa do Portal, com o restante dos Gnomos e Fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demônios tinham percebido nossa presença e é lógico que agora se aproximavam ávidos para o ataque. Adriel era seu maior inimigo e eu era a herdeira de Etera. Éramos os melhores alvos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elros protegia-nos com o escudo e Adriel fazia uma pequena ventania com suas asas, dificultando a aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, Maise. Vou tirar você daqui. – Ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu em breves segundos, mas foi tão intenso que pareceram durar horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhem o anjinho chegou. Trouxe a amada como escudo? - Yzar falou, concentrando as atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique longe dela, Yzar. Sua disputa é comigo. – Respondeu Adriel, abraçando-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste momento que vi minha avó Selena e minha mãe Luna surgirem na frente dele, caminhando para minha direção com expressões preocupadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovó, Mamãe! – Exclamei surpresa, enquanto um grupo que chegara pela lateral atacava Adriel e Elros com intensidade, fazendo-o soltar minha cintura e forçando-o a se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas chegaram até onde estávamos e posicionaram-se ao meu redor. Percebi que estava sendo envolvida por uma camada energética grossa, apesar de transparente.  Olharam-me sorrindo e pegaram em minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distraídos como estávamos, Adriel e Elros lutando com o grupo de demônios e eu com a presença de minha mãe e avó, esquecemos Yzar. Não vimos que dera forma a uma flecha de fogo e que a apontava em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise, cuidado! – Foi Adriel o primeiro a perceber quando ela já tinha sido atirada certeira em rumo ao meu coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empurrou-me para o lado rapidamente e cai no chão, sem poder lhe contar que estava protegida pela barreira feita por minha avó e minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para cima a tempo de ver a flecha atingindo-o em cheio e explodindo em seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel! Não!!! – Gritei, levantando enquanto ele tombava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me junto com todos e fiquei desesperada com o sangue que saia de seu corpo e aquelas pessoas tampando todo o espaço. Não sei como fiz aquilo. Apenas quis que todos sumissem, desaparecessem, para que pudesse ver e ajudar Adriel direito. Senti a expansão da barreira que me envolvia, empurrando todos que estavam próximos para longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me abaixei e vi seu estado, senti tanta fúria contra Yzar, Eileen, os demônios e elfos negros que não percebi estar canalizando este sentimento junto com a barreira em forma de forte vendaval que arrastou todos para os ares e para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava inconsciente, agora quase todo coberto por sangue. Respirava ainda, fracamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel, amor, estou aqui. Ouve-me? Fique calmo. Tudo ficará bem. Vou chamar as fadas de cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei a cabeça e só então percebi o silêncio e o final das lutas. Minha mãe e minha avó tinham desaparecido e Elros, Gnom e Liah aproximavam-se rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise. – A voz dele era muito fraca. Estava com os olhos abertos. Abaixei-me para ficar próxima ao seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Psiu. Não fale, querido. Eles já estão chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há mais tempo. Não se esqueça do que me prometeu. Procure ser feliz. – Cada frase era seguida por uma golfada de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quieto, amor. Descanse. Depois falaremos. – Eu estava apavorada e as lágrimas desciam sem controle enquanto tentava estancar o sangue que jorrava de seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te amo. – Adriel continuou a olhar-me com seus doces e ternos olhos verdes, mas a cabeça tombou em minhas mãos e ficou imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel!!! Resista, amor. Por favor, resista. Não me deixe. - Eu procurava sentir seu coração dilacerado pela flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovó, Mamãe! Por favor, ajudem-nos! – Pedi, implorando, mesmo sem vê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento os três chegaram até nós e olhei para eles suplicante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele desmaiou. Por favor, tragam as fadas de cura, rápido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles olharam para Adriel e trocaram olhares entre si. Então vi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camada de energia que sempre envolvera Adriel e que eu achava tão linda estava movimentando-se em torno de seu corpo e pequenas partículas brilhantes dispersavam-se, saindo dele e desaparecendo no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Façam algo, rápido! Ajudem-me! – Eu tentava com as mãos segurar o que ele chamara de aura e impedir que saísse de seu corpo, mas eram cada vez mais rápidas e não dava conta. Quando vi que atravessam minhas mãos, percebi a inutilidade do gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eliah! O que está acontecendo? Porque a aura está saindo dele e dispersando no ar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maise... – Ele abaixou-se e tentou pegar minhas mãos. Vi seu olhar entristecido e não quis sua aproximação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me tentando novamente segurar as centelhas brilhantes que agora eram como uma nuvem despregando-se de seu corpo. Logo estavam alto demais para que sequer as tocasse e vi quando sumiram no azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei novamente para Adriel. Ele estava diferente. Era seu corpo, mas não parecia ele. Era só a casca vazia feita com as energias da Terra que aderiram ao seu corpo espiritual, pensei com um sopro de esperança. Adriel não estava ali. Onde estava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eliah, para onde ele foi? – Sem esperar por resposta, saí procurando-o pela casa, dizendo alto seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi que não estava ali, lembrei-me da cabana. Sim! É lógico! Adriel estava lá, à minha espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí correndo pela praia, mal percebendo todos os anjos e elementais que rodeavam a casa em profundo silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei sem fôlego à cabana e abri com um empurrão a porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel! Adriel, amor, onde você está! Estou aqui. - A cabana estava vazia e parei alguns instantes, confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. A praia. É para lá que foi para refazer-se. É o que ele faz quando precisa renovar energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai rápido e atravessei correndo a pequena trilha em direção à praia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava sua pedra. Vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me sem acreditar, chamando-o ainda e quando concebi que não tinha outro lugar onde procurar, desesperei-me com a sensação de dor e vazio em meu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel!!!! Adriel!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei em direção ao horizonte e ao universo, com toda minha voz e força até que ela acabou-se e minha voz tornou-se apenas um lamento triste. Os joelhos dobraram-se na areia próxima à pedra de Adriel e agarrei-me a ela, soluçando e dizendo baixinho seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adriel. Adriel. Meu amor. Onde você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/zu9xrthx9"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-6393423967160157429?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/6393423967160157429/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=6393423967160157429&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6393423967160157429?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6393423967160157429?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/trilogia-do-anjo-etera-1-retorno-portal.html" title="TRILOGIA DO ANJO - ETERA - 1) Retorno a Portal do Sol" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUCQncyeCp7ImA9WxNQFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-8236745101696908317</id><published>2009-09-19T21:00:00.001-03:00</published><updated>2009-09-20T10:11:03.990-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-20T10:11:03.990-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Etera" /><title>ETERA - Livro 2 da Trilogia do Anjo</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrYooULLuwI/AAAAAAAABl8/b_6JRkgsugg/s1600-h/pilintra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrYooULLuwI/AAAAAAAABl8/b_6JRkgsugg/s400/pilintra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383535077643500290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(narrador)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eileen estava em seus novos aposentos em Nigro, a terra dos Elfos Negros, preparando-se para a noite quando ouviu uma voz masculina, quente e sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, bela elfa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para os lados em busca do dono da voz sem encontrar e achando que era sua imaginação, retornou aos seus preparativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bela e malvada! A combinação mais irresistível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem está falando? Onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho iluminou-se mostrando em seu centro um homem com o rosto oculto pelo chapéu. Fumava displicente, recostado em uma parede, parecendo totalmente à vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um passarinho cantou que neste quarto mora uma elfa exilada de Etera com alguns segredos sobre anjos para compartilhar. Por isto estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não compartilho sequer meu quarto quanto mais meus segredos com desconhecidos. Se não quer dizer quem é, fora daqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... E ainda é geniosa! Estou apaixonado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dizendo isto, saltou do espelho para o quarto e com uma reverência exagerada, ajoelhou-se aos pés de Eileen, beijando-lhe a mão e dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Demônio Yzar, ao seu dispor, Mademoiselle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O inimigo de Adriel? O líder dos Demônios ....? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O próprio, encantadora Eileen. E agora que já nos apresentamos, pode dizer se meu passarinho cantou corretamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Eu freqüentava o palácio de Etera e tenho segredos que interessam a você. A questão é saber se você tem algo a oferecer em troca deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem. Aprecio mulheres inteligentes e que vão direto ao assunto. O que deseja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O trono de Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ajudar. Em um primeiro momento o importante para mim é destruir o anjo e o complexo, mas trânsito livre em Etera e a colaboração dos encantados será útil para meus planos futuros. Pode garantir isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem problemas. Eu serei a rainha de Etera e eles, como súditos obedeceram ao que ordenar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acordo fechado, gata. E com muito prazer. Vim apenas pela informação, mas prevejo que formaremos uma grande parceria. Você e eu juntos seremos imbatíveis. Que tal um beijo para selar nossa união? - Chegou o rosto mais perto para o beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eileen jogou-lhe um travesseiro para impedir a aproximação, mas ele virou fumaça antes de ser atingido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava só, sorriu pela primeira vez desde que fugira de Etera. Yzar era charmoso, másculo e muito mais poderoso do que o patético Elros. Ela voltaria e mostraria a eles quem era a verdadeira rainha de Etera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://literar.org/text/ylvfmbkgg" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://www.artefolk.com.br/index.php/tag/pilintra/" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-8236745101696908317?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/8236745101696908317/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=8236745101696908317&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8236745101696908317?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/8236745101696908317?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/etera-livro-2-da-trilogia-do-anjo.html" title="ETERA - Livro 2 da Trilogia do Anjo" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SrYooULLuwI/AAAAAAAABl8/b_6JRkgsugg/s72-c/pilintra.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYGSH86fSp7ImA9WxNQE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-6715946911958676934</id><published>2009-09-19T00:48:00.006-03:00</published><updated>2009-09-19T01:05:29.115-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-19T01:05:29.115-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>Azul e Anil</title><content type="html">Então digo à Dona Maria que a lousa é azul e teima em que é anil. Que diferença faz, pelo amor de Deus? Mas teima, insiste, discorre sobre o assunto incessantemente, azucrinando-me a todo e qualquer momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partirei a lousa em sua cabeça, abrirei um rasgo imenso, por ele enfiarei minhas mãos e lá dentro procurarei o switch que diz que azul é anil e o inverterei. Oras, se não vou! Aproveitarei para consertar algumas outras coisinhas erradas. Esta mania de ser dona da verdade. Sim... Corrigirei todos os defeitos mentais de Dona Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corra... Os lobos estão quase te alcançando. Perto, muito perto. Nos calcanhares. Belos calcanhares têm você. Onde os comprou? Agora os perderá. Os lobos os comerão, estraçalharão. E será uma pena. São muito belos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vieram estes lobos? Tudo estava calmo, muito calmo. Dormíamos. Um sono cheio de sonhos. Sonhávamos juntos, em uníssono. O que não é lá muito comum, diria mesmo que é bastante raro. E o conseguíramos. Seria o cansaço, talvez. Quando estamos cansados baixamos as guardas, as barreiras todas e o impossível acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos tanto, uma vida, duas vidas, tantas vidas. Minhas vidas todas, que vivi por outros. Por você também. Não viveu você. Porque não viveu, meu amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão suas estórias? Quem as viveu por você? Estarão talvez arquivadas em um canto qualquer de seu tão bem organizado armário? É possível. É vero. Guardadas em caixinhas, pequenas caixinhas, novas, perfumadas. Arrumadas segundo a cor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? Porque vivi tanto? Não poderia talvez não ter vivido como você? Manter-me pura e inocente à tua espera? Não. Vivi. Mergulhei na poluída e promíscua vida. Todos estes bandidos, putas, vagabundos, poetas, místicos, bêbados, ignorantes, egoístas, malvados, loucos, irracionais eu os conheci muito bem. Não me conheceram. Não me viram. Como não me vê você, como não me vê ninguém. Sou invisível. Oh... Horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lobos! Eles me vêem. E me perseguem. Corro, corro, corro! E também você! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha, amor, aqui. Abrirei meu peito, como um capote de chuva. Entre. Abrigo-te e me preencho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É agradável estar em mim? Sente-me? Diga. Diga que me sente. Diga que me percebe. Que dentro de mim existo, tenho cor, jeito, consistência e que sou real e visível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estique-se. Ultrapasse meu peito. Coloque seus pés dentro dos meus. Suas mãos nas minhas, sua mente na minha. Seja minha camada interior. Eu te levarei pelos caminhos todos, assim, aconchegado, agasalhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzirei os lobos bobos até Dona Maria. Que a engulam, comam, destruam. Que me importa a Dona Maria e seus intermináveis achaques? Que me importa os milhões de Marias? E todos os Joãos? Nada! Nenhuma Dona ou Maria me interessa. Nenhum Dom, nenhum João, exceto um, o primeiro, o único. Que morram os outros todos, desapareçam, extinguam-se. Nenhuma falta farão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a terra despovoada, limpa de toda esta escória, minha e tua, para que a fecundemos com nosso amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que cheguem os deuses. Os gigantes deuses. Os tolos, burros, inconseqüentes deuses. E julguem-nos por nosso crime: devassar o jardim do éden. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrirão minha barriga, eu sei, sinto. E devolverão à Terra os milhões de Marias e Joões que entreguei aos lobos e que depois devorei. E você em mim, também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que importa ainda isto? Deixe que volte toda esta gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa estória, esta não a destruirão jamais. Fizemos marcas indeléveis, eternas nesta terra ostra. Nosso sangue, nosso riso, nossas lágrimas a possuiram, fecundaram. Veja os sulcos. Aqui. Ali. Mais à frente. E atrás e aos lados. E lá. E lá. E lá. Infinitos. Incontáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que farão com isto? Nada! Nada podem fazer. Destruam-nos, mas nossas marcas da terra não retirarão. Aqui vivemos, aqui amamos. Aqui estamos e aqui ficaremos.  Derrotamos os deuses gigantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveremos eternizados nesta terra fértil que nos procriará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que continue a Dona Maria a dizer que a lousa é anil. É azul, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito em 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto registrado no &lt;a href="http://www.literar.org/text/zsx82exwy" target="blank"&gt;Literar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei revisitando textos antigos. Este é da época em que escrevia com o inconsciente. Apenas um drops. Para suavisar a pausa. Ou não. Sei lá. :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom final de semana para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-6715946911958676934?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/6715946911958676934/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=6715946911958676934&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6715946911958676934?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6715946911958676934?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/azul-e-anil.html" title="Azul e Anil" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8CQH87cCp7ImA9WxNRGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-3497392080046151250</id><published>2009-09-13T22:05:00.004-03:00</published><updated>2009-09-13T22:14:21.108-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-13T22:14:21.108-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>Intervalo</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sq2YL7u-ouI/AAAAAAAABlM/zYjMcclCkwU/s1600-h/duvida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sq2YL7u-ouI/AAAAAAAABlM/zYjMcclCkwU/s400/duvida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381124460558328546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha tudo programado, mas no meio do caminho tinha uma pedra. Desviei e embananou tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou gostando do template. Tenho dúvidas com relação à nova estória. Nem comecei a revisar Adriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras: estou perdida e não sei quais os próximos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de seguir em frente à qualquer custo e acabar fazendo algo que não me agrade, prefiro tirar uma pausa para repensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, à partir deste momento estou em pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltarei assim que as idéias clarearem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://educarparaahumanidade.blogspot.com/2008/06/grande-dvida-namorar-ou-ficar.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-3497392080046151250?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/3497392080046151250/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=3497392080046151250&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/3497392080046151250?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/3497392080046151250?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/intervalo.html" title="Intervalo" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/Sq2YL7u-ouI/AAAAAAAABlM/zYjMcclCkwU/s72-c/duvida.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEYERHozcSp7ImA9WxNRF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-5950568801573287238</id><published>2009-09-10T23:58:00.007-03:00</published><updated>2009-09-11T18:55:05.489-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-11T18:55:05.489-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Liberdade x Prisão" /><title>Mas o que é mesmo esta tal de Liberdade?</title><content type="html">&lt;right&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..." - Cecília Meireles &lt;/span&gt;&lt;right&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqnO89_c3eI/AAAAAAAABkk/Knj7PVBg_Jg/s1600-h/levis_white_knot_04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqnO89_c3eI/AAAAAAAABkk/Knj7PVBg_Jg/s400/levis_white_knot_04.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380058776698936802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Liberdade é uma calça velha azul e desbotada" - Slogan publicitário US Top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;No Dicionário:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade - sf (lat libertate) - 1 Estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou coação física ou moral. 2 Poder de exercer livremente a sua vontade. 3 Condição de não ser sujeito, como indivíduo ou comunidade, a controle ou arbitrariedades políticas estrangeiras. 4 Condição do ser que não vive em cativeiro. 5 Condição de pessoa não sujeita a escravidão ou servidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fora do dicionário:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem." - Sartre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada." - Jean-Jacques Rousseau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade é uma planta que cresce depressa, quando ganha raízes." - George Washington&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade é incompatível com o amor: um amante é sempre um escravo." - Marguerite de Launay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É verdade que a liberdade é preciosa. Tão preciosa que deve ser cuidadosamente racionada." - Vladimir Lenin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De nada adianta a liberdade, se não temos a liberdade de errar." - Gandhi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras." - Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É belo modelar uma estátua e dar-lhe vida, mas é sublime modelar uma inteligência e dar-lhe liberdade." - Victor Hugo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência." - Liev Tolstói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma boa coisa exigir liberdade para nós mesmos e para aqueles que concordam conosco, mas é uma coisa ainda melhor e mais rara dar liberdade a outros que discordam de nós." - Roosevelt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amo a liberdade, por isso, todas as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí." - Bob Marley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mais alta forma de liberdade traz consigo a maior medida de disciplina e humildade." - Gandhi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O único meio de criar homens livres é educá-los, outro modo ainda não se inventou, e com certeza nunca se inventará." - Olavo Bilac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A única pessoa realmente livre é aquela que não tem medo do ridículo." - Luis Fernando Verissimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até onde vai o seu autocontrole, vai a sua liberdade." - Eschenbach&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os homens só serão livres quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre." - Diderot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Liberdade é o meu vício!" - Sartre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade está em ser dono da própria vida." - Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade começa onde acaba a ignorância." - Victor Hugo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda que tivesse que ficar só, não trocaria a minha liberdade de pensar por um trono." - Lord Byron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade consiste em se fazer tudo o que não prejudica os outros." - Declaração dos Direitos do Homem e Cidadão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São a força e a liberdade que fazem os homens virtuosos. A fraqueza e a escravidão nunca fizeram nada além de pessoas más." - Jean-Jacques Rousseau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A liberdade é um bem tão apreciado que cada qual quer ser dono até da alheia." - Montesquieu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A verdadeira liberdade está no poder sobre si mesmo." - Montaigne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há homens escravizadamente escravos. Há homens livremente livres. E há homens livremente escravos, homens tão soberanamente livres de todas as escravidões internas que podem voluntariamente reduzir-se a uma escravidão externa, por amor a um ideal ou à humanidade." - Huberto Rohden&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que liberdade é ter opções e poder fazer escolhas. Quanto mais nos informamos, mais opções se abrem à nossa frente. Quanto mais sabemos sobre estas, mais conscientes e responsáveis serão nossas escolhas. Então, Liberdade para mim é Conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero saber: para você o que é esta tal de liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: calça jeans Levis Laço Branco &lt;a href="http://forademoda.net/blog/?p=2412" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;. O laço branco é um símbolo de apoio ao casamento homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citações: encontradas em vários sites da net como o &lt;a href="http://www.citador.pt/" target="blank"&gt;Citador&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://pt.wikiquote.org/wiki/Liberdade" target="blank"&gt;Wikiquote&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-5950568801573287238?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/5950568801573287238/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=5950568801573287238&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/5950568801573287238?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/5950568801573287238?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/mas-o-que-e-mesmo-esta-tal-de-liberdade.html" title="Mas o que é mesmo esta tal de Liberdade?" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqnO89_c3eI/AAAAAAAABkk/Knj7PVBg_Jg/s72-c/levis_white_knot_04.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MHRHkyeyp7ImA9WxNRFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-6855457435880396243</id><published>2009-09-09T03:47:00.009-03:00</published><updated>2009-09-09T08:23:55.793-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-09T08:23:55.793-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Canto de Liberdade" /><title>CANTO DE LIBERDADE</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqdRb-rDEJI/AAAAAAAABkc/ukwKnq3notM/s1600-h/bonequinha%2Bde%2Bluxo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqdRb-rDEJI/AAAAAAAABkc/ukwKnq3notM/s400/bonequinha%2Bde%2Bluxo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379357821039218834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava feliz naquela noite, cansada da rotina sem graça e da falta de perspectivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria sair logo da casa de meu pai e ter meu próprio canto onde tivesse liberdade para ser alguém e não este arremedo que não era nada: nem quem ele queria que eu fosse e nem quem eu era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me excitada só de imaginar um pequeno apartamento. Poderia ser minúsculo e não importava onde, mas seria meu espaço. Há tempos fantasiava com uma decoração em cores vivas e alegres, com muitos livros, música, televisão e toda modernidade de comunicação que existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente meus planos caminhavam devagar e ainda não conseguira o emprego que necessitava para pagar por minha liberdade. Hoje recebi mais uma resposta negativa de uma empresa. Ninguém contratava pessoas sem experiência. Estava cogitando até mentir no curriculum, inventando uma série de trabalhos passados. Quem sabe assim não conseguiria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nisto que pensava, um tanto irritada, parada em frente à vitrine da Tiffany’s em Manhatan, comendo uma rosquinha doce, vestida exatamente como Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizar-me como personagens clássicos de cinema era meu hobby noturno. Um hábito ao qual apeguei-me e acho que se saisse vestida com minhas próprias roupas sentiria-me nua. Os personagens eram como uma proteção, uma pele emprestada que usava e que fazia com que, ao menos temporariamente, deixasse minha própria pele infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não a pele pele. Esta não era de todo infeliz. Eu era jovem e com 23 anos meu corpo era bonito e bem feito, pequeno e delicado. Ok: os seios poderiam ser um pouco maiores, o quadril menor, etc. etc. etc., mas no geral? Sim, apreciava-me fisicamente. Meus cabelos pretos cacheados e os olhos também pretos faziam um contraste bonito com a pele clara. Meu rosto não era de nenhuma beleza excepcional, mas o conjunto era agradável e gostava dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pele pela qual ansiava por me livrar era mais simbólica, das circunstâncias em que vivia e quando me caracterizava era como se deixasse de ser eu para ser um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que hoje errara feio de personagem. Holly era uma garota de programa e naquela cena do filme, após uma noitada pelas boates, tomava seu café da manhã admirando as vitrines da Tiffany´s. O que ela poderia pensar olhando todas aquelas jóias lindas e inacessíveis? Certamente estaria tão pouco contente com sua vida quanto eu e não era exatamente este estado de ânimo que ajudaria-me esta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria ter saído de Feiticeira, que era feliz, bem resolvida e ainda tinha poderes mágicos para resolver as pendengas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava amargando este pensamento quando vi Juan pela primeira vez e simplesmente soube que ele era o único para mim e que o amaria para sempre. Até meus ossos sabiam disto ainda que não pudesse explicar o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado tentar verbalizar o significado disto, porque apenas estou em minha cabeça e não na de outras pessoas sem saber se sentem a mesma sensação que eu de estar sozinha na vida. Se acaso sentissem o mesmo e eu soubesse, seria mais fácil de explicar (acho que seria mesmo mais fácil até de viver). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a sensação de estar só na vida é tão envolvente e absoluta que não é possível que todos sintam e continuem a existir com esses sorrisos colados na cara, sem contar os companheiros e filhos adesivados à vida, o que já comprova a impossibilidade da tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sozinha no sentido de não ter pessoas fisicamente próximas ou até mesmo pessoas amigas, mas de não existir ninguém que fosse como eu. Poderia encontrar uma pessoa com a qual tivesse afinidade em uma, duas ou várias coisas ou aspectos ou personalidade ou jeito de viver, mas não em tudo. Não acreditava ser possível encontrar alguém que fosse totalmente como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi Juan deixei de ser única e encontrei outro de minha espécie. Esta consciência traduziu-se como calor líquido percorrendo minhas veias todas, embriagando-me de excitação, tonteando-me de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intuição, desejo, esperança, premonição ou apenas vontade de que assim fosse? Realmente não sei, apenas foi o que senti ao vê-lo pela primeira vez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://avidaecheiadesomedefuria.blogspot.com/2007_04_01_archive.html" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-6855457435880396243?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/6855457435880396243/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=6855457435880396243&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6855457435880396243?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/6855457435880396243?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/canto-de-liberdade.html" title="CANTO DE LIBERDADE" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqdRb-rDEJI/AAAAAAAABkc/ukwKnq3notM/s72-c/bonequinha%2Bde%2Bluxo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUBQXo-cCp7ImA9WxNREks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-5058174317380659972</id><published>2009-09-06T13:05:00.005-03:00</published><updated>2009-09-06T15:54:10.458-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-06T15:54:10.458-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Liberdade x Prisão" /><title>As prisões mentais</title><content type="html">&lt;center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/STIF4CAgTLI/AAAAAAAAAmA/WRGX1vu4RaA/s1600-h/ogritomunch.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/STIF4CAgTLI/AAAAAAAAAmA/WRGX1vu4RaA/s400/ogritomunch.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274284573774073010"  target="blank"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li é uma amiga que conheci há um bom par de anos. Na época, ela era uma negra jovem, linda e com uma risada tão incrivel que não tinha quem não se contagiasse com sua alegria. Parecia carregar consigo a liberdade de viver, tanto que um pouco depois acrescentou a seu nome artístico uma palavra com este significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos nossas vidas tomaram rumos distintos: eu fui para Natal, com filhos, malas, cuias e um beagle e ela foi para o Canadá, sem filhos, poucas malas e quase nada de dinheiro no bolso. Foi para dançar em shows de samba que os gringos adoram. Foi e ficou. Casou, teve filho, dava aulas de dança, lançou-se cantora, deu entrevistas e criou - pasmem - uma escola de samba inteira e completa por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei de Natal e tempos depois soube que voltara também. Foi em casa com seu filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que notei foi a falta da risada escancarada de gostosa, depois as mudanças todas: o corpo mais cheio, a postura mais restrita, a voz mais baixa, o olhar inseguro, mas foi só com o passar dos meses que soube estar com Síndrome do Pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era agora incapaz de andar sozinha pela cidade, de pegar um metrô e até mesmo de atravessar para o outro lado de uma rua. Narrou-me que às vezes saia de casa para ir à padaria no quarteirão ao lado e bastava atravessar a rua e dar uma dúzia de passos. E ela era incapaz de fazê-lo porque quando estava por atravessar vinha a sensação de angústia, a impressão de algo ruim aconteceria se o fizesse e ficava congelada, lutando contra si própria até desistir e voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No metrô era pior. Como no Canadá é comum o suicídio nos trilhos, as lembranças ocorriam à mente e não conseguia sair do trem na estação de destino. Ficava sentada até o final ou indo e voltando. Acabava por pedir ajuda a um desconhecido e conseguia sair. Algumas vezes, quando tinha algum compromisso profissional realmente importante, ligava-me: Neiva, preciso ir à estação tal, você pode pegar-me na minha estação e levar-me até ela? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarrecedor porque ela era minha definição mais completa de liberdade. Como um ser humano chega ao ponto em que, fisicamente livre, é incapaz de atravessar uma rua?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, com ajuda de vários tratamentos, médicos, psicológicos e religiosos, Li recuperou-se e o Transtorno do Pânico é agora apenas uma lembrança ruim, mas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;    *  A OMS estima que 450 milhões de pessoas no mundo sofrem de desordens mentais ou de comportamento ou de problemas psicosocial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * 1 em 4 pessoas será afetada por desordem mental em alguma etapa da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Desordens mentais e neurológicas representam 14% da carga global de doença e contribuem 28% da carga de doença atribuível as doenças não transmissíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Estudos mostram que a prevalência de desordens mentais deverão continuar a crescer nos próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Em 2040 aproximadamente 81,1 milhões de pessoas viverão com alguma forma de demência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A carga atingirá predominantemente os países de média renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A taxa de aumento na prevalência é estimada em 300% na Índia,China, áreas do Sul da Ásia e Pacífico Oeste. E 100% nos países de alta renda.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * No Brasil estima-se um aumento da prevalência em mais de 150 % . &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Estudo completo aqui &lt;a href="http://74.125.47.132/search?q=cache:aHzeEgYyytMJ:www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_568683654.ppt+doen%C3%A7as+mentais&amp;cd=9&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;client=firefox-a" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Organização Mundial de Saúde (OMS) &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,depressao-sera-a-doenca-mais-comum-do-mundo-em-2030-diz-oms,428526,0.htm" target="blank"&gt;alertou este mês&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Os números da OMS mostram claramente que o peso da depressão (em termos de perdas para as pessoas afetadas) vai provavelmente aumentar, de modo que, em 2030, ela será sozinha a maior causa de perdas (para a população) entre todos os problemas de saúde".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a depressão em 2030 será a maior causa de mortes do mundo. Em alguns países, como os EUA, na faixa etária dos jovens, ela já é a terceira causa de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós deve ter uma amiga como a Li em sua vida ou já foi como ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de todos nossos afazeres, familiares e profissionais, a sociedade cobra-nos participação consciente em política, ecologia, etc. Acho que temos sim que dar nossa colaboração, mas ninguém é de ferro como mostram estas estatísticas e é por isto que defendo uma certa alienação sadia e não apenas leio como adoro o &lt;a href="http://fofocasdemarte.blogspot.com/" target="blank"&gt;Fofocas de Marte&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://dramirezblog.blogspot.com/" target="blank"&gt;As Tirinhas de D. Ramirez&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://depositodocalvin.blogspot.com/" target="blank"&gt;Depósito do Calvin&lt;/a&gt; e toda forma de humor, sem contar futilidades como acompanhar realitys shows como o BBB e A Fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Como combate o risco à doença mental? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: O Grito de Edward Munch &lt;a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://farm4.static.flickr.com/3552/3513529839_b8b599ac31_o.gif&amp;imgrefurl=http://virgiliofreire.blogspot.com/2009/05/o-grito-edvard-munch.html&amp;usg=__9sDXtdzHvR8mCsKIF3kXPARYR0U=&amp;h=1052&amp;w=813&amp;sz=610&amp;hl=pt-BR&amp;start=12&amp;um=1&amp;tbnid=4aC5fQ_BF-1B8M:&amp;tbnh=150&amp;tbnw=116&amp;prev=/images%3Fq%3Do%2Bgrito%26imgsz%3Dl%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DX%26um%3D1" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-5058174317380659972?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/5058174317380659972/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=5058174317380659972&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/5058174317380659972?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/5058174317380659972?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/as-prisoes-mentais.html" title="As prisões mentais" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/STIF4CAgTLI/AAAAAAAAAmA/WRGX1vu4RaA/s72-c/ogritomunch.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkEAQ304eip7ImA9WxNREE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-4153613872629944564</id><published>2009-09-03T20:25:00.003-03:00</published><updated>2009-09-03T20:30:42.332-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-03T20:30:42.332-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>EM OBRAS</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqBQntglKbI/AAAAAAAABkM/7Wwuf-9V5Os/s1600-h/ansiedade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 376px; height: 322px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqBQntglKbI/AAAAAAAABkM/7Wwuf-9V5Os/s400/ansiedade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377386598241741234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;Enlouquecida&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de template em ação. Retorne mais tarde, por favor. Pensando bem, deixa para amanhã porque acho que hoje não vai rolar não. rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://lufuoco.blogspot.com/2009/03/enlouquecida.html" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-4153613872629944564?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/4153613872629944564/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=4153613872629944564&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4153613872629944564?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/4153613872629944564?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/09/em-obras.html" title="EM OBRAS" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SqBQntglKbI/AAAAAAAABkM/7Wwuf-9V5Os/s72-c/ansiedade.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ABSHszeyp7ImA9WxNREE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-1518185957381762254</id><published>2009-08-30T10:51:00.009-03:00</published><updated>2009-09-03T20:49:19.583-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-09-03T20:49:19.583-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Direitos Humanos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Liberdade x Prisão" /><title>Os heróis não morreram</title><content type="html">&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não é o poder que corrompe, mas o medo. O medo de perder o poder corrompe aqueles que o detém, o medo do flagelo do poder corrompe aqueles que estão sujeitos a ele." - Aung San Suu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SppyEdMVqMI/AAAAAAAABjU/Cw1seVpPePw/s1600-h/nobel-laureate-aung-san-suu-kyi-16950-20080823-28.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 331px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SppyEdMVqMI/AAAAAAAABjU/Cw1seVpPePw/s400/nobel-laureate-aung-san-suu-kyi-16950-20080823-28.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375734526101530818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNTE2MzY5NjY1NDYmcHQ9MTI1MTYzNjk2Nzg1OSZwPTE4MDMxJmQ9Jmc9MSZvPTZmZjhmMmYyMDM2MDQ*ZmRhYzMxNDk1YzhhZGQxODJj.gif" /&gt;&lt;center&gt;&lt;p style="visibility:visible;"&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" height="35" width="219" style="width:219px;height:35px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://assets.myflashfetish.com/swf/mp3/mff-stick.swf" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="scale" value="noscale" /&gt;&lt;param name="salign" value="TL" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;param name="flashvars" value="myid=28524150&amp;path=2009/08/30&amp;mycolor=EDC3B5&amp;mycolor2=c4b3ae&amp;mycolor3=633b32&amp;autoplay=false&amp;rand=0&amp;f=4&amp;vol=100&amp;pat=0&amp;grad=false&amp;ow=219&amp;oh=35"/&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt;&lt;/center&gt;&lt;justify&gt;&lt;br /&gt;Aung San Suu Kyi é líder política e ativista birmanesa, premiada com o Nobel da Paz em 1991, líder da oposição ao regime ditatorial do país, activista dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia, que foi assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter vivido em Londres, regressou ao seu país em 1988, por altura da morte da mãe. O seu retorno à &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Myanmar" target="blank"&gt;Birmânia&lt;/a&gt; coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico no país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ano de 1988, morreram dez mil pessoas em consequência das medidas de repressão adoptadas pelo regime. Após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia - denominada Myanmar, a partir de 18 de junho de 1989 - continuou a ser dirigida pelo general Ne Win num regime ditatorial, mas a luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, e em 1991 foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, o regime militar decidiu levantar a pena de prisão domiciliária imposta à Prémio Nobel, como sinal de abertura democrática dirigido à comunidade internacional. Mas sua liberdade durou pouco. Dos últimos 20 anos, ela passou 15 em prisão domiciliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, o grupo U2 fez uma canção em sua homenagem chamada Walk On.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, Suu Kyi foi classificada como a 71ª mulher mais poderosa do mundo, pela revista Forbes. Em setembro do mesmo ano, seu estado de saúde suscitou preocupação. Ela estaria recusando a comida que lhe era fornecida pela junta militar. - Fonte &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aung_San_Suu_Kyi" target="blank"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Ago/09, quando estava prestes a ser libertada, foi condenada a mais 18 meses de prisão domiciliar, o que impedirá sua participação nas eleições de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da Birmania por diversas vezes ofereceu sua liberdade com a condição de que saisse do país. Ela nunca concordou. Nestes anos de prisão ela não teve autorização sequer para ver seu marido e seus dois filhos. Seu marido faleceu de câncer em Mar/99. Nesta ocasião, foi autorizada a viajar, mas recusou com receio de ser impedida de voltar. Com a saúde debilitada, cumpre prisão em sua casa, contando apenas com alguns ajudantes cativos como ela. A casa está quase sem móveis, pois foram vendidos para pagar seu sustento. A estrutura está praticamente em ruinas e necessitando de reformas. Ela recusa a ajuda financeira do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz uma pequenina mulher como esta dizer NÃO por quase duas décadas? Que força move este espírito e faz com que resista à saudade, ao isolamento, às necessidades materiais, à debilitação física? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas convicções? O amor pelo seu povo? O repúdio à ditadura, à tortura, à corrupção, aos desrespeitos aos direitos humanos? A Ideologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que faz com que mesmo fisicamente presa seja tão intensamente livre?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer que seja que move Aung San Suu Kyi, é o que todos nós precisamos, para que também aprendamos a dizer NÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página Oficial de Aung San Suu Kyi &lt;a href="http://dassk.org/" target="blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2009/06/13/ult2680u851.jhtm" target="blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; texto do Ministro de Relações Exteriores da França sobre o tema, publicado no Herald Tribune em 13/06/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem &lt;a href="http://www.opednews.com/articles/Burma-Suu-Kyi-shows-no-to-by-Ashin-Mettacara-080823-617.html" target="blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;/justify&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/veNEidSuxZU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/veNEidSuxZU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-1518185957381762254?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/1518185957381762254/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=1518185957381762254&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/1518185957381762254?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/1518185957381762254?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/08/aung-san-suu.html" title="Os heróis não morreram" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SppyEdMVqMI/AAAAAAAABjU/Cw1seVpPePw/s72-c/nobel-laureate-aung-san-suu-kyi-16950-20080823-28.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UBQHkzcSp7ImA9WxNSEkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7087867025582634284.post-1674869785658368563</id><published>2009-08-25T20:25:00.012-03:00</published><updated>2009-08-25T22:47:31.789-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-08-25T22:47:31.789-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sei lá" /><title>Porque não sou uma máquina (ou Aniversário de A Itinerante)</title><content type="html">&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IG92R4w2I5g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IG92R4w2I5g&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o blog A Itinerante completa um ano de existência. Neste período, foi visitado 17.200 vezes e recebeu 3.049 comentários em seus 150 posts. Para que estes números acontecessem, despendi aqui uma média de 4 horas diárias, o que perfaz um total de 1.460 horas, gastos entre elaboração e manutenção de template, desenvolvimento de outros blogs, aprendizado de hmtl, busca e manipulação de imagens, pesquisas, elaboração e revisão dos posts, respostas aos comentários e muitas visitas, leituras e comentários nos blogs de meus amigos, comentaristas e visitantes, além de diversas outras atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.460 horas equivalem a dois meses dedicados exclusivamente ao blog neste ano de existência. Se eu tivesse feito faxina, para dar um exemplo modesto, com estas horas a uma base de R$ 10,00 por hora teria ganho R$ 14.600,00 (quatorze mil e seiscentos reais). Isto se tivesse feito faxina. Imagine se tivesse feito mais de meu próprio trabalho ou qualquer outro melhor remunerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse dispensado a empregada e feito o seu trabalho já teria economizado uma boa grana. Ou poderia ter aprendido uma língua, aprimorado o inglês, desenvolvido a culinária, pintado quadros, escrito mais livros, visto mais cinema, escutado mais música, engajado em campanhas em prol do planeta, da política e de tudo o que é participação consciente, ido a mais shows e exposições, namorado mais, curtido mais meus filhos, jogado mais wii, sido mais amiga, filha, irmã. Eu poderia ter sido mais infinitas coisas e feito sem número de tarefas e ganhado mais dinheiro nestas 1.460 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os dias, as semanas, os meses e os anos vão passando vertiginosamente enquanto busco sobreviver à realidade.  E às vezes parece que sou apenas uma máquina de trabalhar para pagar contas e de fazer coisas que devo. E muitas vezes penso que jamais trabalharei o suficiente para pagar todas as contas ou farei todas as coisas que devo. Ou que um dia acordarei mesmo como um robô kafkaniano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que sou? O que penso? O que sinto? E meus sonhos, minhas fantasias, minhas ilusões? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no blog A Itinerante, a parte de mim que não é uma máquina, vive, respira, toma ar em largos goles, aparece, ganha sobrevida, reafirma as esperanças, readquire fé, reconhece-se, envaidece-se, sente orgulho de ser o que é, de continuar existindo e resistindo apesar de todas as improbabilidades e dificuldades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aqui está o meu melhor e sou melhor, porque aqui está minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isto que espero deixar de ganhar mais R$ 14.600,00 nos próximos 365 dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não sou uma máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PRESENTE DE ANIVERSÁRIO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SpR10XjwaWI/AAAAAAAABjM/y-4n1SNSzts/s1600-h/bonecos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SpR10XjwaWI/AAAAAAAABjM/y-4n1SNSzts/s400/bonecos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374049797897480546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes bonecos sorridentes e fofíssimos são Adriel e Maise pela arte de Patrícia Daltro, do blog &lt;a href="http://avidasemmanual.blogspot.com/" target="blank"&gt;A Vida sem Manual&lt;/a&gt;, presente de aniversário do blog. :DDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece, a Patrícia é uma escritora simplesmente deliciosa, com um talento espetacular e é um doce de pessoa. Não bastasse tudo isto ainda faz um artesanato maravilhoso, que vocês podem conferir em seu blog &lt;a href="http://www.patcheoutrascoisas.blogspot.com/" target="blank"&gt;Patch &amp; Outras Coisas&lt;/a&gt;. Vejam os bichos de maçaneta, chaveiros, bolsas, almofadas e mais uma infinidade de criações lindas. Eu fui, fiquei encantada e escrevi com a sugestão, que ela abraçou no mesmo instante. São dois chaveirinhos e agora andarei com Adriel e Maise para tudo quanto é lado. rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada Patrícia! Amei, amei, amei. :DDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ADRIEL&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensei em escrever um romance, as idéias foram surgindo nem sei de onde e quando vi estava já com toda a estória de Adriel pronta, do começo ao fim em minha cabeça. Bastava apenas tirar de lá. O único problema é que era imensa, com montes de personagens e material para dois ou três livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, lógico que fiquei apavorada e lembro que tinha decidido cortar praticamente toda a parte das fadas, centrando-me apenas no romance dos dois. Foi com este enredo menor que comecei a postar. Só que os personagens ganharam vida própria e foram inserindo-se tão devargarzinho e sorrateiramente que quando vi estava todo mundo de volta. rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sim, a estória completa é uma trilogia. A Trilogia do Anjo. O primeiro livro é Adriel, o segundo é Etera e não posso dizer o nome do terceiro livro sem entregar o jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desejo primeiro foi mostrar valores esquecidos e sentimentos verdadeiros, amor puro como todos imaginamos existir. Eu queria escrever sobre um relacionamento em que não houvesse brigas, joguinhos, ciúmes, desconfiança, insegurança. Queria que um jamais maltratasse o outro. Que tivessem respeito um pelo outro. E amor, muito amor. Como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar esta é uma estória de superação e aprendizado de Adriel, que mesmo sendo um anjo tem coisas a aprender e de Maise que ao início é apenas uma mocinha ingênua agindo mais por impulso e emoção e deixando-se levar pelos acontecimentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este primeiro livro pode ser considerado uma introdução à estória propriamente dita que se desenvolverá quase que inteiramente no segundo livro. O terceiro livro é mais como uma complementação e talvez nem seja escrito e esteja resumido no final do segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aviso que Etera é similar a Lua Nova e tão ou mais triste, mas não vou escrever agora. Quero descansar um pouco desta estória e escrever outra no intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NOVO TEMPLATE &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SpNJ-ZnBs1I/AAAAAAAABi8/zz3tnaNogb0/s1600-h/montagem0.jpg" target="blank"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SpNJ-ZnBs1I/AAAAAAAABi8/zz3tnaNogb0/s400/montagem0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373720116758426450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Planejei inaugurar hoje o novo template, mas infelizmente não deu. A imagem acima é uma idéia aproximada de como ficará. Se tudo correr como desejo, neste final de semana, de sexta a noite até o final de domingo o blog estará fechado para a troca do template.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinaugurarei, espero!, no domingo a noite, falando sobre a nova estória que vou escrever: Canto de Liberdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejem-me sorte. :DDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beijos a todos e obrigada, muito obrigada mesmo, por estarem comigo aqui durante este período. A amizade de vocês é Mastercard Gold: Não tem preço! :DDDD&lt;/B&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim. Ufa!!! rsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7087867025582634284-1674869785658368563?l=aitinerante.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://aitinerante.blogspot.com/feeds/1674869785658368563/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7087867025582634284&amp;postID=1674869785658368563&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/1674869785658368563?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7087867025582634284/posts/default/1674869785658368563?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://aitinerante.blogspot.com/2009/08/porque-nao-sou-uma-maquina-ou.html" title="Porque não sou uma máquina (ou Aniversário de A Itinerante)" /><author><name>A Itinerante - Neiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00354434910541750023</uri><email>dias.neiva@hotmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="01582299732332962930" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c4wWJcENTC4/SpR10XjwaWI/AAAAAAAABjM/y-4n1SNSzts/s72-c/bonecos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry></feed>
