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	<title>Livros e afins</title>
	
	<link>http://www.alessandromartins.com</link>
	<description>É para gostar de ler.</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:54:59 +0000</pubDate>
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			<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/</creativeCommons:license><xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /><image><link>http://www.alessandromartins.com</link><url>http://feeds.feedburner.com/~fc/alessandromartins</url><title>Alessandro Martins</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/alessandromartins" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>725633</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://www.feedburner.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://feeds.my.aol.com/add.jsp?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Falessandromartins" src="http://o.aolcdn.com/favorites.my.aol.com/webmaster/ffclient/webroot/locale/en-US/images/myAOLButtonSmall.gif">Subscribe with My AOL</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/alessandromartins" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2Falessandromartins" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:browserFriendly>É para gostar de ler</feedburner:browserFriendly><item>
		<title>Recall do livro O Fazedor, de Jorge Luis Borges</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/07/recall-livro/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:51:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[O prazer de ver]]></category>

		<category><![CDATA[recall]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sérgio, do Trivial, chama a atenção para o &#8220;recall&#8221; do livro O Fazedor, de Jorge Luis Borges.
Parece que a edição saiu com alguns problemas e a editora, numa atitude inédita chamou os leitores - sob risco de vida - para trocar os livros defeituosos.
Muito nobre e civilizado. Coisa moderna.
Faz pensar numa situação qualquer:
- Olá, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sérgio, do Trivial, chama a atenção para o <a href="http://www.clubeletras.net/blog/literatura/recall-do-livro-o-fazedor-de-jorge-luis-borges/">&#8220;recall&#8221; do livro O Fazedor, de Jorge Luis Borges</a>.</p>
<p>Parece que a edição saiu com alguns problemas e a editora, numa atitude inédita chamou os leitores - sob risco de vida - para trocar os livros defeituosos.</p>
<p>Muito nobre e civilizado. Coisa moderna.</p>
<p>Faz pensar numa situação qualquer:</p>
<p>- Olá, o senhor lembra de mim?</p>
<p>- Claro, o senhor veio comprar um livro aqui ontem.</p>
<p>- Pois é. Acho que está com defeito.</p>
<p>- &#8230; ahn&#8230; er&#8230; desculpe, senhor. Não entendi?</p>
<p>- Então. Já estou na página 50 e até agora não encontrei nada que preste. Acho que está faltando alguma peça&#8230;</p>
<p>- Posso dar uma olhada, senhor? - o gerente folheia as páginas - Parece que está tudo certo aqui. Tudo preto no branco, as páginas funcionando perfeitamente, uma depois da outra. Inclusive estão entre a capa e a contra-capa, como de costume.</p>
<p>- Sim. Mas não sei o que está acontecendo. Não encontrei nada que preste aí.</p>
<p>- O senhor usou o livro corretamente?</p>
<p>- Creio que sim. Cresci no meio de livros e sei muito bem como eles funcionam.</p>
<p>- Bem, nesse caso, recomendo que procure nossa assistência técnica autorizada e eles tentarão descobrir como ajudá-lo.</p>
<p>- Não posso simplesmente trocar por outro livro?</p>
<p>- Nossa política não permite trocas nessa condição, senhor.</p>
<p>- Mas outro livrinho&#8230; qualquer um&#8230;</p>
<p>- Primeiro o senhor terá que ir à assistência técnica. Se não houver problema&#8230; aí, talvez&#8230; talvez aí eu possa dar um jeitinho.</p>
<p>O cliente vai embora, meio inconformado e balançando a cabeça.</p>
<p>O gerente chama um subalterno.</p>
<p>- Tavares&#8230; liga para a editora. Parece que essa edição inteira saiu com defeito. Acho que eles vão ter que fazer um recall.</p>
<p>Claro que esse não é o caso do livro do Borges que, sem dúvida, não possui problemas no conteúdo. Parece que o problema é estrutural da impressão mesmo.</p>
<p>Por falar nisso, o <a href="http://www.mj.gov.br/Recall/">Ministério da Justiça tem uma página onde você pode acompanhar recalls</a>, termo mais comumente aplicado a veículos.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/07/recall-livro/">Recall do livro O Fazedor, de Jorge Luis Borges</a></p>
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		<title>Gato cego</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/07/gato-cego-braille/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/07/07/gato-cego-braille/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 11:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogs]]></category>

		<category><![CDATA[Dica de site]]></category>

		<category><![CDATA[braille]]></category>

		<category><![CDATA[cego]]></category>

		<category><![CDATA[deficiência visual]]></category>

		<category><![CDATA[gato]]></category>

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		<description><![CDATA[
O blog I Can Haz Chezzburger é perfeito para quem gosta de gatos. No mesmo estilo, mas com outra temática, há também o Fail Blog. O nome já diz: ele só traz coisas que fahlaram.
Veja a lista dos livros mais vendidos
Gato cego
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-1211 aligncenter" title="funny-pictures-blind-cat-reads-braille" src="http://www.alessandromartins.com/wp-content/uploads/2008/07/funny-pictures-blind-cat-reads-braille.jpg" alt="" width="293" height="410" /></p>
<p>O <a href="http://icanhascheezburger.com">blog I Can Haz Chezzburger</a> é perfeito para quem gosta de gatos. No mesmo estilo, mas com outra temática, há também o <a href="http://failblog.org/">Fail Blog</a>. O nome já diz: ele só traz coisas que fahlaram.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/07/gato-cego-braille/">Gato cego</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A arte serve para quê?</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/04/a-arte-serve-para-que/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/07/04/a-arte-serve-para-que/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 11:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[literatura]]></category>

		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A arte, em um primeiro momento, serve para nada.
No sentido de utilidade primária, ela não tem nenhuma.

Este texto foi escrito motivado pela percepção do Paulo Polzonoff Jr de que, para muitas pessoas, a literatura deveria ter um sentido utilitarista. Leia o texto do Polzonoff

Você não vai conseguir abrir uma garrafa de cerveja com um quadro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A arte, em um primeiro momento, serve para nada.</p>
<p>No sentido de utilidade primária, ela não tem nenhuma.</p>
<ul>
<li>Este texto foi escrito motivado pela percepção do Paulo Polzonoff Jr de que, para muitas pessoas, a literatura deveria ter um sentido utilitarista. <a href="http://www.polzonoff.com.br/e-dificil-encarar-a-realidade.htm">Leia o texto do Polzonoff</a></li>
</ul>
<p>Você não vai conseguir abrir uma garrafa de cerveja com <a rel="nofollow" href="http://www.mcs.csuhayward.edu/~malek/chagal1.jpg">um quadro de Chagal</a>l, por exemplo. Ou domesticar um cachorro com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=D84sLB8tUMo&amp;feature=PlayList&amp;p=FC3802739999BE20&amp;index=0&amp;playnext=1">A Noite Transfigurada, de Schönberg</a>. Ou construir uma ponte com <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=2653">A Ilíada, de Homero</a>.</p>
<p>Se somos imediatistas, a arte é inútil. De certa maneira, é bom que seja assim. Todas as vezes em que a arte tende a um sentido mais utilitarista ela se empobrece.</p>
<p>Ao contrário, quando as utilidades tendem à arte, elas se enriquecem. É o caso do design.</p>
<p>Mas para compreender e explicar a você a função da arte, tomo emprestadas as palavras de um de meus livros preferidos, <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=21471&amp;ST=SE&amp;franq=184664">Desvendando os Quadrinhos, de Scott McCloud</a>.</p>
<p>Como o livro é em quadrinhos, colocarei entre colchetes [ ] as partes que precisarei descrever:</p>
<blockquote><p>Eu vejo a arte como qualquer atividade humana que não se desenvolve a partir dos dois instintos básicos de nossa espécie: sobrevivência e reprodução. [No quadro, um homem das cavernas corre atrás de uma mulher das cavernas que, assustada, foge]</p>
<p>Exemplo: este é um homem pré-histórico caçando uma mulher pré-histórica com uma única coisa em mente: reprodução.</p>
<p>Esse instinto é tão forte que governa todos os seus movimentos. Nenhum passo é desperdiçado na busca de sua meta.</p>
<p>A mulher - temendo por sua sobrevivência - consegue se esconder. Privado de sua meta, o homem pára, indeciso.</p>
<p>De repente&#8230;! [aqui um tigre de dentes-de-sabre salta da floresta e assusta o homem]</p>
<p>Agora, todos os seus pensamentos e ações se concentram no outro instinto humano vital: sobrevivência.</p>
<p>Preso à beira de um penhasco, sua mente só pode conceber um caminho para a sobrevivência [o homem está encurralado entre o tigre e um despenhadeiro].</p>
<p>Ele o pega [no último segundo o homem se agarra a um galho que está sob sua cabeça. O tigre pula, mas acaba caindo no penhasco].</p>
<p>E <strong>sobrevive</strong> [o homem escapa e o tigre cai].</p>
<p>Seu próximo passo deve ser procurar comida (sobrevivência) ou talvez outra mulher (reprodução).</p>
<p>Contudo, em vez disso&#8230; [o homem olha para baixo onde deve estar o tigre morto ou ferido e faz uma careta]</p>
<p>&#8230; arte.</p>
<p>É um fato feliz da existência humana que nós simplesmente não podemos passar todas as horas em que estamos acordados comendo e fazendo sexo! Não importa com que ímpeto busquemos nossas metas, vão surgir ocasiões em que simplesmente não vamos ter nada pra fazer!</p>
<p>O que pode parecer uma tribo de selvagens entediados ali embaixo, na verdade, é uma colônia artística em potencial [o autor observa um bando de homems e mulheres das cavernas].</p>
<p>Vê essa velha com a vareta? Olhe as linhas que ela desenha na terra. Hoje está como dor de estômago. Seus riscos são apertados e angulares. Ontem ela se sentia melhor. Os traços eram abertos e curvos.</p>
<p>Aquele homem cria um ritmo simples com duas pedras. Ele não sabe por quê, mas o som o agrada.</p>
<p>Perto dali, um garoto chuta cascalhos, esmurrando o ar com o punho. Hoje ele perdeu uma briga e tenta afastar sua frustração&#8230;</p>
<p>&#8230; enquanto, aqui, uma garotinha canta uma canção infantil.</p>
<p>Por ser independente de nossos instintos evolutivos, a arte é a nossa maneira de afirmarmos nossa identidade como indivíduos e sair dos papéis pequenos que a natureza nos atribui.</p>
<p>Claro que a &#8220;mãe natureza&#8221; é tão brilhante que <strong>até essas coisas têm utilidade do ponto de vista evolucionário.</strong></p>
<p>Três na verdade.</p>
<ul>
<li>Primeiro, exercitam as mentes e corpos que não estão recebendo estímulos externos. Esta função seria desempenhada em séculos posteriores por esportes e jogos.</li>
<li>Segundo, estravasam desequilíbrios emocionais ajudando na sobrevivência mental das raças. A arte, como auto-expressão; o artista como herói, pra muitos, o maior objetivo.</li>
<li>Terceiro, e talvez mais importante pra nossa sobrevivência como espécie, essas atividades casuais conduzem&#8230; a grandes descobertas! [aqui um homem das cavernas, que casualmente esfregava dois gravetos, cria fogo]. A arte como descoberta, como a busca da verdade, como exploração, a alma de grande parte da arte moderna e a base da linguagem, ciência e filosofia.</li>
</ul>
</blockquote>
<p>A arte - e, nela, incluída a literatura - está entre nós para dizer aquilo de que precisamos e não temos, aquilo que no momento seria totalmente útil mas que ainda não conhecemos - <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WcR7U2tuNoY">pode ser um sentimento ou uma máquina ou as duas coisas ao mesmo tempo</a> -, aquilo que serve para tudo mas de que, agora, podemos e precisamos prescindir. Algo de que necessitaríamos neste instante mas que está além de nosso alcance.</p>
<p>Arte serve para nada agora mas fala sobre algo que serviria para tudo amanhã. Expressa uma ânsia de algo que nem sabemos ainda o que é. Uma ânsia que só é sentida, neste planeta, por aqueles que se dizem e se assumem como humanos.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/04/a-arte-serve-para-que/">A arte serve para quê?</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Açougue Cultural T-Bone: brasileiros devolvem empréstimos e cuidam dos livros emprestados</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/02/acougue-cultural-t-bone-brasileiros-devolvem-emprestimos-e-cuidam-dos-livros-emprestados/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 20:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>

		<category><![CDATA[Dica de site]]></category>

		<category><![CDATA[açougue]]></category>

		<category><![CDATA[biblioteca]]></category>

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		<description><![CDATA[O Açougue Cultural T-Bone, em Brasília, desde 1994, empresta livros a seus fregueses.

Veja o site do Açougue Cultrual T-Bone

A Biblioteca T-Bone foi fundada em 29 de setembro de 2003, localiza-se na SHCG quadra 712/13 Norte, Bloco H, loja 30. É a única biblioteca comunitária na Asa Norte,  os leitores podem fazer empréstimos de obras variadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Açougue Cultural T-Bone, em Brasília, desde 1994, empresta livros a seus fregueses.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.t-bone.org.br/">Veja o site do Açougue Cultrual T-Bone</a></li>
</ul>
<blockquote><p>A Biblioteca T-Bone foi fundada em 29 de setembro de 2003, localiza-se na SHCG quadra 712/13 Norte, Bloco H, loja 30. É a única biblioteca comunitária na Asa Norte,  os leitores podem fazer empréstimos de obras variadas sem ônus algum. Podem pegar dois livros de cada vez e ficar por trinta dias e caso haja atraso para a devolução será pago com doações de livros.</p></blockquote>
<p>A idéia foi tão boa que Brasília instalou bibliotecas em diversos de seus pontos de ônibus, num projeto idealizado por Luiz Amorim, dono do açougue. Considerando que o transporte público - pelo que me disseram - não é tão bom por lá, pelo menos o vivente poderá ter o que fazer enquanto espera a condução.</p>
<p>Pelo que tenho notícias, os leitores, a maioria moradores de cidades satélites, todos devolvem os livros emprestados. E alguns ainda trazem livros de casa para aumentar o acervo.</p>
<blockquote><p>Ao todo, 800 títulos são emprestados por dia e <strong>o índice de obras danificadas ou não devolvidas é de apenas 2%</strong>. Para ler um livro, não precisa se associar, basta anotar o nome, o título que vai levar pra casa e devolver quando terminar a leitura. <strong>Sem multas, controles, nem burocracia</strong>. (<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL262380-5598,00.html">Leia a matéria completa</a>).</p></blockquote>
<p>Quem apostou que os livros não seriam devolvidos ou que seriam estragados perdeu.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/02/acougue-cultural-t-bone-brasileiros-devolvem-emprestimos-e-cuidam-dos-livros-emprestados/">Açougue Cultural T-Bone: brasileiros devolvem empréstimos e cuidam dos livros emprestados</a></p>
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</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quando o tipógrafo faz cegada</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/02/quando-o-tipografo-faz-cegada/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/07/02/quando-o-tipografo-faz-cegada/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 09:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[O prazer de ler]]></category>

		<category><![CDATA[machado de assis]]></category>

		<category><![CDATA[revisão]]></category>

		<category><![CDATA[tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[No tempo em que a impressão de um livro era mais artesanal a edição corria certos riscos que hoje não corre, muito embora hoje também haja riscos que antes não havia.
Certa vez, Machado de Assis reuniu suas poesias completas em um livro e pediu para que um amigo escrevesse o prefácio:
O amigo rasgou mais seda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No tempo em que a impressão de um livro era mais artesanal a edição corria certos riscos que hoje não corre, muito embora hoje também haja riscos que antes não havia.</p>
<p>Certa vez, Machado de Assis reuniu suas poesias completas em um livro e pediu para que um amigo escrevesse o prefácio:</p>
<blockquote><p>O amigo rasgou mais seda na introdução produzida do que Machado gostaria, e de pronto ele resolveu deixar as palavras do confrade de lado e ele próprio fazer o texto. Pois aí a coisa ficou feia. Machado escreveu no final dele: “Não deixo esse prefácio, porque a afeição do meu defunto amigo a tal extremo lhe <strong>cegara</strong> o juízo que não viria a ponto reproduzir aqui aquela saudação inicial.” Imagine a cara do escritor quando pegou o seu exemplar impresso e viu que na palavra “cegara” a letra “e” foi trocada pela letra “a” na tipografia, para decepção e transtorno do Bruxo do Cosme Velho. Rapidamente foi recolhida a edição e tratou-se de sanar o problema, que ficaria famoso no meio bibliográfico brasileiro.</p>
<ul>
<li><a href="http://bazardaspalavras.blogspot.com/2008/05/o-terror-dos-escritores.html">Leia o artigo completo no Bazar das Palavras</a></li>
</ul>
</blockquote>
<p>Dica do <a href="http://felipearruda.com/">Felipe Arruda</a>.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/02/quando-o-tipografo-faz-cegada/">Quando o tipógrafo faz cegada</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais sobre o ódio à literatura</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/07/01/liberdade-escolhas-consequencias-responsabilidade-etic/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/07/01/liberdade-escolhas-consequencias-responsabilidade-etic/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 09:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[O prazer de ler]]></category>

		<category><![CDATA[Ética]]></category>

		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu lamento muito que meu artigo sobre o Ódio à Literatura tenha sido, em algum momento, mal compreendido quanto ao conceito de liberdade.
Embora eu tenha enfatizado os pontos que considero essenciais, esforçando-me para que equívocos não acontecessem, penso ser importante uma revisão para que a idéia fique bem clara.
Eu escrevi que as pessoas têm a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu lamento muito que meu <a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/27/odio-literatura/">artigo sobre o Ódio à Literatura</a> tenha sido, em algum momento, mal compreendido quanto ao conceito de liberdade.</p>
<p>Embora eu tenha enfatizado os pontos que considero essenciais, esforçando-me para que equívocos não acontecessem, penso ser importante uma revisão para que a idéia fique bem clara.</p>
<p>Eu escrevi que as pessoas têm a liberdade de odiar o que bem entenderem. Literatura ou beterrabas.</p>
<p>Porém, não escrevi que considerava isso - o ódio - bom em si.</p>
<p>Temos a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li><em>liberdade -&gt; escolhas -&gt; conseqüências -&gt; responsabilidade</em></li>
</ul>
<p>Quanto mais consciente um individuo é do alcance de suas ações - no tempo e no encadeamento da rede humana da qual ele é um nó -, mais livre e mais responsável ele se torna.</p>
<p>Só para citar um exemplo dado por Fernando Savater, podemos dizer que uma formiga não tem escolha - é determinada a lutar contra o besouro que invadiu o formigueiro - e Heitor, sim, pois poderia ter fugido quando viu Aquiles se aproximar dos portões de Tróia. Heitor é um ser ético - humano portanto - pois teve a liberdade de escolher e a usou.</p>
<p>Assim, se não há liberdade, não há escolhas. As conseqüências não têm ligações com minhas escolhas - pois não as fiz. E, portanto, não há responsabilidade. Nessa hipótese, eu abri mão - ou alguém me fez abrir mão -, de minha liberdade. Eu tenho uma menor responsabilidade sobre aquilo que me torno e sobre aquilo que aqueles a minha volta se tornam. A responsabilidade é do governo, nas ditaduras ou mesmo nas democracias, do rei, nas monarquias, ou de Deus, na teocracia.</p>
<p>Caim teve liberdade - individualmente - de matar Abel? Teve. Tanto teve que a tomou. Porém, sofreu as conseqüências tão conhecidas daqueles familiarizados com a mitologia bíblica.</p>
<p>Do mesmo modo, a certeza da não atribuição de responsabilidade - digamos, impunidade - permite que haja tanta corrupção nos meios políticos.</p>
<p>Se falta uma das variáveis da equação, não teremos Ética como resultado.</p>
<p>Eu tenho liberdade de odiar a literatura - e não entrarei no mérito se eu já a conheço ou não, seja lá o que cabe nessa vasta palavra. Mas odiá-la têm conseqüências? Certamente.</p>
<p>Ignorância é uma delas. Individualmente, ela é a mãe de uma vida nas trevas. Coletivamente, a mãe do terror. E ignorância é apenas uma das conseqüências possíveis. Não me alongarei a enumerá-las.</p>
<p>Então, mais uma vez, as pessoas são livres para odiar a literatura. Sim. Mas isso não quer dizer que tantos abraçarem essa possibilidade não seja preocupante e danoso.</p>
<p>Finalmente, mais para o fim do texto anterior, eu chamei a atenção para alguns dos paradoxos que encontrei no fato de existir uma comunidade como aquela no Orkut.</p>
<ul>
<li><strong>Toda</strong> literatura fala de liberdade e de seus dilemas éticos</li>
<li>De certo modo, a comunidade Eu Odeio Literatura <strong>é</strong> literatura, por expressar - assim como qualquer obra literária - algum tipo de anseio humano diante de uma escolha</li>
<li>Sem a literatura, a comunidade que a odeia não seria possível</li>
<li>A sua existência expressa, em si, a liberdade de ela existir. Mas, ao existir, renega essa liberdade</li>
<li>A existência da possibilidade de se odiar a literatura torna ética a escolha de amá-la. Pense: e se fosse obrigatório amar a literatura? Você é a formiga ou Heitor?</li>
</ul>
<p>Porém o mais marcante paradoxo é o seguinte: quanto mais ignorante um homem é, menos capaz de fazer escolhas e ser livre ele é. Considerando que a literatura é um dos melhores caminhos para se conhecer o outro, para se conhecer o mundo e até a si mesmo, quem a odeia se torna menos capaz de fazer escolhas, menos capaz de ser responsável - logo, mais inclinado a ser um simples marionete - e infinitamente menos capaz de um comportamento ético.</p>
<p>Quem odeia a literatura é muito mais suscetível a que forças exteriores lhe escolham aquilo mais que deve odiar.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/07/01/liberdade-escolhas-consequencias-responsabilidade-etic/">Mais sobre o ódio à literatura</a></p>
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		<item>
		<title>Nota de falecimento</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/nota-de-falecimento/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/nota-de-falecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 21:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[O senhor João Francisco Martins, 57 anos, meu pai, faleceu neste domingo, às 15h30.
Neste último ano, durante o qual enfrentou o câncer, esteve sempre de cabeça erguida, satisfeito e sorridente como um guerreiro.
Dizia que não sentia medo nenhum da morte e que apenas não queria sofrer, no que foi atendido.
A última vez que o vi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O senhor João Francisco Martins, 57 anos, meu pai, faleceu neste domingo, às 15h30.</p>
<p>Neste último ano, durante o qual enfrentou o câncer, esteve sempre de cabeça erguida, satisfeito e sorridente como um guerreiro.</p>
<p>Dizia que não sentia medo nenhum da morte e que apenas não queria sofrer, no que foi atendido.</p>
<p>A última vez que o vi consciente tive a felicidade de lhe dizer que o amava e de ouvir que ele sentia o mesmo por mim. Foi nosso último diálogo.</p>
<p>Deixa saudades em mim, em minha mãe, em minha irmã e nos milhares de amigos que cativou durante a vida.</p>
<p>Os numerosos corações que conquistou com sua infinita gentileza são o testemunho de sua existência plena e feliz.</p>
<p>Ele será velado na capela número um do Cemitério Água Verde, em Curitiba, até as 13h, quando será levado para ser cremado em Pinhais.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/nota-de-falecimento/">Nota de falecimento</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Kama Sútra para leitores</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/kama-sutra-para-leitores/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/kama-sutra-para-leitores/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 17:25:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[índia]]></category>

		<category><![CDATA[kama sútra]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Kama Sutra original, como você já imaginava, não tem figurinhas. Foi escrito em formato de aforismos - daí o termo sânscrito &#8220;sutra&#8221;, que quer dizer aforismo, usado na tradição indiana para textos técnicos, como o Yôga Sutra, de Patañjali - por um monge chamado Vatsyayana.
O Kama Sutra original é só texto. Tem 7 capítulos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="center" title="kamasutradaleitura" src="http://www.alessandromartins.com/wp-content/uploads/2008/06/kamasutradaleitura.jpg" alt="" width="351" height="400" /></p>
<p>O Kama Sutra original, como você já imaginava, não tem figurinhas. Foi escrito em formato de aforismos - daí o termo sânscrito &#8220;sutra&#8221;, que quer dizer aforismo, usado na tradição indiana para textos técnicos, como o Yôga Sutra, de Patañjali - por um monge chamado Vatsyayana.</p>
<p>O Kama Sutra original é só texto. <a href="http://belogue.wordpress.com/2008/06/28/india-capitulo-terceiro-ou-o-da-excitacao-da-coisa/">Tem 7 capítulos e 36 partes</a> e as imagens surgiram bem depois do século IV, quando foi escrito. É uma espécie de código de ética, manual de boas maneiras e observações sobre o sexo. Isso só para simplificar.</p>
<p>Com imagens ou não, encontrei a série de ilustrações acima - humorísticas, obviamente -, que seriam uma espécie de Sútra para casais amantes de leitura. Elas fazem parte do livro <a href="http://books.google.com/books?hl=en&amp;id=nMykqoenGpsC&amp;dq=Design+Humor:+The+Art+of+Graphic+Wit&amp;printsec=frontcover&amp;source=web&amp;ots=uQJ4urj3oN&amp;sig=hSwJJ9dSz-1TNL6dqVP3Fo735DM&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;resnum=2&amp;ct=result#PPP1,M1">Design humor: the art of graphic wit, de Steven Heller</a>.</p>
<p><strong>Fonte</strong>: <a href="http://jacksonmedeiros.wordpress.com/2008/06/29/kama-sutra-da-boa-leitura/">Jackson Medeiros</a> e <a href="http://bibliotequices.blogspot.com/2008/06/kama-sutra-da-leitura.html">Bibliotequices</a>.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/29/kama-sutra-para-leitores/">Kama Sútra para leitores</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre odiar a literatura</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/06/27/odio-literatura/</link>
		<comments>http://www.alessandromartins.com/2008/06/27/odio-literatura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 12:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ética]]></category>

		<category><![CDATA[ódio]]></category>

		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu amigo Paulo escreveu um texto sobre a comunidade Eu Odeio Literatura, do Orkut.

Eu falei sobre isso por aqui em artigo anterior
Leia a resposta do Discreto Blog da Burguesia ao artigo do Paulo

E o Paulo está certo.
As pessoas têm direito de não gostar de literatura. Melhor ainda. As pessoas têm essa liberdade.
Interessante é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.polzonoff.com.br">meu amigo Paulo</a> escreveu <a href="http://www.polzonoff.com.br/e-dificil-encarar-a-realidade.htm">um texto sobre a comunidade Eu Odeio Literatura, do Orkut</a>.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/25/top-11-posts-da-comunidade-eu-odeio-literatura-do-orkut/">Eu falei sobre isso por aqui em artigo anterior</a></li>
<li><a href="http://discretoblog.wordpress.com/2008/06/27/pior-que-odiar-literatura-e-odiar-quem-a-odeia/">Leia a resposta do Discreto Blog da Burguesia ao artigo do Paulo</a></li>
</ul>
<p>E o Paulo está certo.</p>
<p>As pessoas têm direito de não gostar de literatura. Melhor ainda. As pessoas têm essa <strong>liberdade</strong>.</p>
<p>Interessante é que o discurso por trás de toda boa literatura, quase sempre, é justamente o da liberdade.</p>
<p>A liberdade de dois jovens que se amam cometerem um engano e se envenenarem por se amar - em Romeu e Julieta -, a liberdade de um fidalgo que sai em busca de aventuras como cavalheiro - em Dom Quixote -, a liberdade de enfrentar ou não um processo misterioso - em O Processo (sim, K tinha essa escolha) -, a liberdade de Mersault matar um árabe porque o sol refletido em uma faca o incomodava - em O Estrangeiro -, e até mesmo a liberdade de ser ou não um bruxo e estudar em Hogwarts - na série Harry Potter. Boa ou não, em toda a literatura ainda que as escolhas sejam feitas pelos autores, todos os personagens passam pelo dilema da liberdade. E, depois, pelas conseqüências dessa liberdade, pelas escolhas que devem fazer e, acima de tudo, por assumir ou não as responsabilidades por essas conseqüências. Ser ou não ser, como você já deve ter adivinhado.</p>
<p>A literatura tem sob a agitação da pele - na superfície, onde se vê as ondas, onde acontecem os diálogos e onde se nasce e se morre - um esqueleto ético. E, assim, o osso da liberdade se liga ao osso das conseqüências que se liga ao osso da responsabilidade.</p>
<p>Mesmo quando, na literatura, não há essa liberdade e o homem é um marionete do destino, determinado por algo fora dele a cumprir algo, como na mais remota origem grega - Édipo Rei, por exemplo -, é isso que se discute: o quanto podemos ser livres, o que fazer com isso e como assumir tal fato.</p>
<p>Porém, a liberdade, ao tentarmos defini-la, não conseguimos abarcá-la. Como aqueles seres lendários que habitam o canto dos olhos: quando vamos olhá-los já mudaram de lugar. É como se ela não se deixasse fotografar. Como se só fosse possível entendê-la em movimento e se movesse tão rápido que só víssemos um borrão.</p>
<p>Uma comunidade como essa no Orkut, por incrível que pareça, é um desses movimentos da liberdade. Mesmo porque eu acredito que muitos dos que ali estão não odeiam a literatura dos livros - talvez nem a conheçam -, mas odeiam a literatura da escola. Como quem odeia Física, Química ou Biologia.</p>
<p>E, assim como a literatura dos livros, que afinal não se lê só nos livros, fala de liberdade - inclusive da liberdade de ser odiada -, aquela comunidade, sob certos aspectos também é literatura.</p>
<p>Sim é. Como pinturas rupestres modernas, como estas minhas linhas que ora você permite aparecer em sua tela e lê com maior ou menor interesse, registro mais ou menos importante de nossa passagem pela vida ou pela História.</p>
<p>E ela, a tal comunidade, traz esse registro: de seres humanos, dotados de responsabilidades irrevogáveis, no exercício de sua liberdade de odiar a literatura.</p>
<p>Mais uma vez, a liberdade deixa o seu borrão em nossa vista.</p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/27/odio-literatura/">Sobre odiar a literatura</a></p>
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		<item>
		<title>Livros são… quentes!</title>
		<link>http://www.alessandromartins.com/2008/06/26/livro-fog/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 13:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<category><![CDATA[fogo]]></category>

		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fonte: Nosololibros
Veja a lista dos livros mais vendidos
Livros são&#8230; quentes!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="center" title="libro" src="http://www.alessandromartins.com/wp-content/uploads/2008/06/libro.jpg" alt="" width="409" height="545" /></p>
<p><strong>Fonte</strong>: <a href="http://bibliorios.blogspot.com/2008/06/el-poder-de-la-lectura.html">Nosololibros</a></p>
<p><a href="http://www.submarino.com.br/books_maisvendidos.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&Top3rdRowKey=7&TEMPLATEID=HEADER&franq=184664">Veja a lista dos livros mais vendidos</a></p>
<p><a href="http://www.alessandromartins.com/2008/06/26/livro-fog/">Livros são&#8230; quentes!</a></p>
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