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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;DUUAR3s-eSp7ImA9WxJVF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622</id><updated>2009-07-04T10:07:26.551-07:00</updated><title>Algo se perdeu na tradução</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><link rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/algoseperdeu" type="application/atom+xml" /><feedburner:browserFriendly></feedburner:browserFriendly><entry gd:etag="W/&quot;CUQBQ3s-eSp7ImA9WxJVFEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-3047549534450997483</id><published>2009-07-01T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T11:35:52.551-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-07-01T11:35:52.551-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Sal</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Skul3y_RrUI/AAAAAAAAAOo/kfOD1vZYOy0/s1600-h/mina-de-sal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Skul3y_RrUI/AAAAAAAAAOo/kfOD1vZYOy0/s200/mina-de-sal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353554960058527042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sabem aqueles filmes antigos? Aqueles quase bíblicos (tanto pelo tema quanto pela idade da película) que costumam passar perto de datas festivas (como a Páscoa), e ninguém mais tem paciência de assistir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri sobre eles uma similaridade bem grande. As minas de sal.&lt;br /&gt;Se vocês pararem pra assistir um filme desses, munidos de energéticos, baldes de café, meta anfetaminas e balas Juquinha, verão que nos temas sempre (ou quase) há referências as tais infames minas de sal. E, acreditem, parece não ter havido nunca um destino pior pra alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara pode ser um herói do povo, um emissário do único deus, um mártir ou avatar. Pode encarar o coliseu, trabalho escravo moendo grãos, lutas até a morte contra bestas famintas, e chicotadas até os ossos ficarem à mostra, mas é só falarem nas minas de sal que bate um imediato terror. Ainda que o tal herói seja duro como pedra, as tais minas o fazem esboçar uma expressão facial. Muito séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá pra nós, isso deve significar que o lugar é um inferno piorado.&lt;br /&gt;Ou algo como ter de assistir reprise final de novela em casa dos avós eternamente, sentido aquele cheio de mofo em todos os móveis e ouvindo comentários babados sobre o desfecho da trama. Acompanhado de canja velha e fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nojento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no fim dos inquéritos, as minas de sal eram apenas trabalho. Escravo. Não remunerado. Sem direito a folga. Sem chance de dar uma checada em e-mails, ou no yogurte. Sem poder comer nada exceto a lavagem dos suínos. No máximo uma coca quente e um pão com ovo, se o cara fosse um funcionário exemplar. Entretanto, era trabalho da mesma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que uma forma de trabalho tão incessante e ruim, que englobava toda a vida de cada operário. Um lugar onde feridas se abriam e nunca saravam. Olhando-se à volta, somente um eterno e dolorido mundo de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho se tornava a vida do trabalhador, e não havia nunca uma data de conclusão. Nada de vida social ou happy hour e, se houvesse um chamego esperando o condenado em casa, pareceria tão longa e demorada a possibilidade de um encontro, que isso ainda faria o trabalho ser mais pesado e penoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como infelizmente acontece conosco, na maioria dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenhamos estudado, ralado, feito mil entrevistas e currículos, muitos de nós acabam condenados a pagar nas minas de sal. Os faraós ou déspotas continuam fazendo seu papel. Apenas não têm pretensão de serem deuses ou fariseus (não que eles admitam, ao menos). E a classe operária continua levando no lombo da mesma maneira que um Sansão, um Espártaco. Os dominantes ainda têm os açoites na mão, os trabalhadores ainda correm para suprir os desmandos de uma sociedade autoritária e cruel, e cavam o sal dos túneis usando as ferramentas que podem. São garis, soldadores, médicos, professores... qualquer coisa que não dê o direito de delegar funções ou açoitar os de grau mais baixo. Qualquer calango que precise acumular vários empregos, e dormir nas brechas, pra poder manter um mínimo de dignidade, sem poder sonhar em quebrar as correntes e liderar um revolta. Isso porque as revoltas não existem mais e, quando existem, já estão previstas pelos mesmos faraós que ajudam a incitá-las, fazendo a máquina de demissões, insultos, acúmulo de funções e absurdos continuar girando e gerando mais sestércios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois digo a vocês que estive por longos dois meses ralando, enfurnado numa das mais medonhas minas de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quase nenhum minuto entre um trabalho e outro, pra poder respirar. E com um amor preocupado em casa, ao qual não podia dar tanta atenção quanto deveria, porque chegava em casa como se fosse o pão dormido que o demo amassou, e só pensava em dormir um pouco pra começar a ralar outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitadas as devidas proporções, somos tantos assim. Uns bem piores, em países piores, que não podem nem cultivar esperanças porque nunca lhes deixaram saber que existem. Nossa dependência pelo vil metal é tamanha, que nos sujeitamos a quaisquer coisas. A sermos chamados de incompetentes, quando temos livre iniciativa nas minas; de preguiçosos, quando passamos as madrugadas debruçados sobre o trabalho, sem qualquer sinal de receber hora extra; de ingratos (isso, então, é muito mais ignóbil) quando decidimos mandar as minas aos diabos que nelas trabalham, e saímos crentes de que qualquer outro lugar, mesmo que se tenha de voltar a procurar um lugar, é melhor do que aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebendo uma proposta futura, que sairá meses a frente, chutei para longe as minas de sal. Que vão pro inferno. Todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo, bem lá em baixo, passei a respeitar os tais filmes antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me mostraram que o mundo inteiro é uma mina de sal. 90% de nós trabalhamos nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só podemos sonhar em ter, um dia, uma canja fria pra servir. Comentários babados pra fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olhar pra trás com a ilusão bondosa de ter valido a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos que reclamaram porque o blog tinha parado, peço sinceras desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta, curado das chibatadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E longe do sal, porque agora sou hipertenso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-3047549534450997483?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/3047549534450997483/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=3047549534450997483&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3047549534450997483?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3047549534450997483?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/07/sal.html" title="Sal" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Skul3y_RrUI/AAAAAAAAAOo/kfOD1vZYOy0/s72-c/mina-de-sal.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IARn87fCp7ImA9WxVbFE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-4665949547785696827</id><published>2009-03-30T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T09:45:47.104-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-30T09:45:47.104-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mistérios" /><title>Ano um</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SdD20KKoeOI/AAAAAAAAAOg/E_a-K67u9IQ/s1600-h/one.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 191px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SdD20KKoeOI/AAAAAAAAAOg/E_a-K67u9IQ/s200/one.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319022535867136226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Nota rápida e rasteira. É até diferente, pra um cara que gosta tanto de fazer postagens longas e constantemente se perder nas próprias palavras.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;A verdade é que meu blog está completando um ano de existência e, sem ter ou saber o que dizer, deixarei apenas uma nota de agradecimento a todos que o acompanharam durante todo esse período. Isso tudo para celebrar uma incógnita. Afinal, é um mistério completo que esta pocilga tenha durado um ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Afinal, este não é um blog como os mais vistos da net, muito pelo contrário. Não tenho o costume de criar notícias, muito dificilmente espalho as notícias de outros, não ofereço download de músicas, filmes ou programas e, acima de tudo, não tenho absolutamente nada de interessante para mostrar aqui.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Somente sou um mané que gosta de escrever, de pensar a respeito de coisas (o que não significa que meus pensamentos sirvam pra alguma coisa), de elucubrar abobrinhas e de montar na cuca pequenas histórias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Então é isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Quero, acima de tudo, agradecer a minha namorada, amiga, musa, parceira e incentivadora Jokers, por ser minha mais fiel fã, meu mais profundo poço de inspiração e mais acertada crítica. Te amo, minha lúcida insana, e posso afirmar com certeza de que não estaria aqui se não fosse por você.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Em segundo lugar, desejo agradecer a todos os amigos ausentes que, por não terem mais comigo o contato freqüente de antigamente, podem achar ou pensar que foram deixados no esquecimento. Ledo engano. Principalmente a Evil Vick, Vinnie Terranova e Roger Daltrey, mas também a todos que fizeram parte de minha vida pregressa, e que agora me acompanham somente pelos escritos neste blog (e mails ocasionais), quero que saibam que estarão sempre em minha esfarrapada alma.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;A minha filhota Angel, que sempre me dá muita alegria de escrever, sorrir, brincar e viver.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não posso nem quero deixar de agradecer a todas as pessoas que comentaram e comentam, post após post, mandando opiniões, críticas e sugestões ao longo do último ano. Vocês todos me ajudam muito a continuar tendo vontade de escrever, a cada visita que fazem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E quero terminar dizendo que, quando comecei este blog, não tinha idéia do que fazer com ele, ou o que colocar nas postagens. Um ano se passou, e continuo sem a menor noção. Talvez nunca a tenha.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas que eu gostei da experiência, isso eu gostei.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Obrigado a todo mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Perdoem as ocasionais ausências.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E voltem sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-4665949547785696827?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/4665949547785696827/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=4665949547785696827&amp;isPopup=true" title="13 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/4665949547785696827?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/4665949547785696827?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/ano-um.html" title="Ano um" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SdD20KKoeOI/AAAAAAAAAOg/E_a-K67u9IQ/s72-c/one.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">13</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4FRng9eCp7ImA9WxVbEEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-4150110587974052984</id><published>2009-03-26T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T10:35:17.660-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-26T10:35:17.660-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Menestréis" /><title>Homenagem</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scu6ZhjY8PI/AAAAAAAAAOY/VV3JMvwNCZg/s1600-h/tmv_dlitcomatorium.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scu6ZhjY8PI/AAAAAAAAAOY/VV3JMvwNCZg/s200/tmv_dlitcomatorium.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317548732707303666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p  class="western" align="justify" style="font-family:georgia;"&gt;Muita gente talvez ainda não conheça &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_mars_volta"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Mars Volta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; por aqui, e deveriam ouvir porque o som deles é maravilhoso. Ou então esqueçam, pode ser que todos os conheçam e não queiram ouvir mais. Não é realmente isso que importa.&lt;/p&gt; &lt;p face="georgia" class="western" align="justify"&gt;Estava ouvindo &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/08/televators.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Televators&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, cujo vídeo já postei aqui há um tempão, e me lembrei da história por trás daquele disco (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De-loused in the comatorium&lt;/span&gt;), e da homenagem que a banda fez a seu grande amigo e mentor. O disco conta, de forma surrealista e enigmática, a história de um homem preso em coma auto-induzido, lutando contra o lado perverso de sua mente.&lt;/p&gt; &lt;p face="georgia" class="western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Julio Venegas&lt;/span&gt; era o grande incentivador e otimista, amigo do pessoal da banda, que os ajudou a começar, acharem seu caminho e fazerem shows. Não conheço muito sobre a vida do cara, exceto pelo que dizem as biografias, mas ele era um musicista e artista em El Paso (Texas) e foi de grande ajuda no inicio da banda.&lt;/p&gt; &lt;p face="georgia" class="western" align="justify"&gt;Independente do que tenha sido, entretanto, Julio entrou em coma por causa de um acidente (sofrido enquanto usava opióides) e nele ficou por sete anos. Ao despertar, seu corpo estava repleto de cicatrizes, por causa do acidente, ele havia ficado manco e tão cheio de marcas, que um amigo seu chegou a dizer que parecia olhar um mapa ambulante.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;Deprimido por seu estado ao despertar do coma, a primeira atitude tomada por Julio ao ser deixado em casa foi se matar.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;Se atirou de um viaduto no Texas e morreu instantaneamente.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;Então &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cedric Bixler Zavala&lt;/span&gt; (o vocal da banda) escreveu as letras do disco como uma forma de homenagem, uma maneira de entender o que ele passou durante o coma, e sua vontade tão grande de esquecimento, morte e redenção.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;Televators, a música final e mais bonita do disco, conta o exato momento em que seu corpo atingiu o concreto do chão, e a forma em que os paramédicos removeram seu corpo. Em forma de metáforas e poesia, somada às guitarras da música (que em certa parte imitam o som de carros passando), Televators é uma homenagem que deve ser ouvida com respeito.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;Cliquem &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/08/televators.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver o vídeo.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: georgia;" class="western" align="justify"&gt;A tradução da letra segue abaixo.&lt;/p&gt; &lt;pre class="western"  style="font-family:georgia;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No momento em que ele bateu no chão&lt;br /&gt;Baixaram um reboque que&lt;br /&gt;Como um gancho agarrou em suas gelras&lt;br /&gt;Fragmentos de títulos&lt;br /&gt;Desvende este enigma&lt;br /&gt;Três córneas carcomidas&lt;br /&gt;Que que ocultavam a auréola&lt;br /&gt;Ronde o chão&lt;br /&gt;Ronde o chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deveria ter visto&lt;br /&gt;A maldição que passou por perto dele&lt;br /&gt;Uma folha de concreto&lt;br /&gt;Manchou o andar manco com muleta&lt;br /&gt;Auto da fé&lt;br /&gt;Um traço de vermelho nos capilares&lt;br /&gt;Somente este corpo definhado&lt;br /&gt;De forma crescente, escapou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa à metade do caminho&lt;br /&gt;Caiu vazia com dentes&lt;br /&gt;Que partiram seus lábios&lt;br /&gt;Grave estas palavras&lt;br /&gt;Um dia esta marca de giz vai circular toda a cidade&lt;br /&gt;Será que ele foi roubado do asfalto que acolchoou seu&lt;br /&gt;rosto?&lt;br /&gt;Um charlatão disfarçado&lt;br /&gt;Escondido num cofre branco&lt;br /&gt;Ronde o chão&lt;br /&gt;Ronde o chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxe os alfinetes&lt;br /&gt;Salve sua graça&lt;br /&gt;Grave estas palavras&lt;br /&gt;Em sua lápide&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deveria ter visto&lt;br /&gt;A maldição que passou por perto&lt;br /&gt;Uma folha de concreto&lt;br /&gt;Manchou o andar manco com muleta&lt;br /&gt;Auto da fé&lt;br /&gt;Um traço de vermelho nos capilares&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que os dedos serão sempre os mais frios a partir&lt;/span&gt;"&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-4150110587974052984?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/4150110587974052984/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=4150110587974052984&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/4150110587974052984?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/4150110587974052984?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/homenagem.html" title="Homenagem" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scu6ZhjY8PI/AAAAAAAAAOY/VV3JMvwNCZg/s72-c/tmv_dlitcomatorium.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AARn05fSp7ImA9WxVbEE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-1295583175423073813</id><published>2009-03-25T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T11:29:07.325-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-25T11:29:07.325-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mistérios" /><title>Presença</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scp3yGw-29I/AAAAAAAAAOQ/CmQW5Ksi5WY/s1600-h/board.jpe"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 300px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scp3yGw-29I/AAAAAAAAAOQ/CmQW5Ksi5WY/s320/board.jpe" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317194012757515218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro dia estava em nosso canto favorito de ébrias discussões, conversando com o poeta insano que comete &lt;a href="http://mentealem.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O inferno é o fogo do sol&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, quando uma temática veio à tona. Vejam, depois de saber sobre o motivo da postagem sobre &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/eterna-visita.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tonho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (meu segundo bichinho de estimação), meu camarada não resistiu a contar um “causo” que tinha acontecido na noite anterior. E o debate começou ali.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Diogo me disse que tinha visto alguma entidade parada a seu lado, quando estava deitado meditando. Ou qualquer outra coisa assim. Mas tinha acontecido e era escabroso, ou, como ele mesmo definiu, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me deu um susto do cacete!&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali em frente a coisa não parou mais. Eu e minha musa, que já estamos acostumados a debater sobre esse tipo de assunto, nos calamos por já saber o que viria. Todos na mesa vieram a relatar, cada um, situações semelhantes que ocorreram em suas vidas. Assim, contos cheios de medo e assombro, e tão casuais como se cada contador fosse “escolhido” por ter tido a chance de contato tão improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma pergunta que fiz deixou a coisa mais acalorada, quando virei para Diogo e perguntei “S&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e você é tão fascinado por situações dessas, quase como se esperasse que uma acontecesse bem do teu lado, você ficou com medo quando ela veio?&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, meu amigo blogueiro é um leitor por excelência, e em seus alfarrábios já vi passar de metafísica a concretismo, de Maquiavel a Aleister Crowley. E tão fantásticas e intangíveis são suas poesias e escritos, que deixam pairar no ar a sua volta o quanto ele gosta de flertar com o etéreo, com o espiritual. E a razão de minha pergunta foi exatamente a isso. Por que ele ligou imediatamente a luz após se dar conta da presença a seu lado, ao invés de querer saber mais, fazer contato, trocar figurinhas, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tenho resposta pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de pensar a respeito, vejo em toda parte que isso ocorre com freqüência. Bilhões de gentes passam a vida procurando um sinal qualquer, ou um semblante de que tem algo mais lá fora, fora do corpo, fora do ser palpável. E quando acontece, fazem de tudo disponível para quebrar o encanto único de ter uma fechadura na qual espiar o que há além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas, como muitas, que vão a quaisquer religiões por crer fielmente (ao menos, suponho que creiam) na etérea e eterna condição de vida depois da morte. Que desejam saber se há inferno, céu, purgatório, Vallhala, Hi Brasil, Mahapralaya, paraíso ou restos psicografados de John Lennon. Que dariam tudo pra saber onde o Fido passará a eternidade, depois que ele já não latir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas que estudam o lado científico desses fenômenos, assistem em canais de TV a cabo, procuram informativos e teorias, pois isso não deixa de ser também uma ciência, pra constatar o que tem lá, do outro lado dos flatlines.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais pessoas ainda que admiram filmes sobre espíritos, fantasmas, presenças, casas mal (ou muito bem, como diria meu amor) assombradas. Se deixam apaixonar pelo imaterial, pelo sobrenatural, em livros, séries, filmes, contos e, claro, casos contados em mesas de bar quando o papo de futebol e noitadas terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda que essas provas e experiências aconteçam o tempo todo e a quase todos, e tenhamos passado, sem sequer perceber, a praticamente desejá-las durante nossas vidas, fugimos delas no momento exato em que ocorrem conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, talvez fosse muito mais prazeroso e instrutivo deixar que o contato se fizesse rolar. Tentar saber mais, conhecer mais, querer mais. Ninguém vai perder a vida por fazer isso (não, apesar do cinema não há casos comprovados sobre esse tipo de fatalidade), e tenho certeza quando digo que muitas pessoas prefeririam saber sobre o que as espera, ou saber de algum parente ou amigo ausente, gente que não volta mais, e ter a certeza de que pelo menos eles não foram completamente obliterados da continuidade do universo, como se algum deus com um liquid paper o tivesse limpado do registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda sabe quantas vezes tentei perguntar a Tonho alguma coisa, ainda que ele tenha (imagino) dificuldades em se comunicar melhor. Mas nossas tentativas dão frutos ocasionais, e não fujo delas. Ao contrário, gostaria que pudéssemos sentar e conversar e creio que seria, no mínimo, uma conversa sem qualquer chance de tédio para os dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, contudo, continuo sem conseguir entender porque tantos têm tantas chances de fazer um contato assim, tão ou mais importante que ver um óvni passando no céu, e ainda renegam sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, deixei Diogo naquela noite com a dúvida essencial sobre isso. O deixei com uma técnica simples de fazer acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gosto de pensar que ele fará diferente, se tiver novamente a chance de ver um pouquinho do mundo, da vida, do universo, como ele é, em vez de negar que, como todos nós, sempre foi fascinado em saber realmente, ou ter pistas, ao menos, do que rodeia todos nós. Mesmo que façamos força contrária e falsa em querer saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abração, Diogo Klock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi pra você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-1295583175423073813?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/1295583175423073813/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=1295583175423073813&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1295583175423073813?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1295583175423073813?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/presenca.html" title="Presença" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Scp3yGw-29I/AAAAAAAAAOQ/CmQW5Ksi5WY/s72-c/board.jpe" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C08DR3s9eip7ImA9WxVVGUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-7802597593960461616</id><published>2009-03-12T11:37:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T09:31:16.562-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-13T09:31:16.562-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Menestréis" /><title>Matilda</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SblWsaIh0MI/AAAAAAAAAOI/CwtJXLypY64/s1600-h/2_TomWaits.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 262px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SblWsaIh0MI/AAAAAAAAAOI/CwtJXLypY64/s320/2_TomWaits.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312372556389535938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tem tempo que não faço homenagem a algum grande músico, ou banda, então a postagem de hoje é para o mais boêmio, vagabundo, talentoso poeta/músico de minha coleção de músicas. Pra quem quiser saber, o segundo mais é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chico Buarque&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Americano de descendência irlandesa, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tom Waits&lt;/span&gt; é uma mistura perfeita de poesia, jazz, blues, atitude, atuação e pensamento, e tem letras tão pessoais que, como alguns dizem, a cabeça dele é uma obra aberta. Já atuou em vários filmes (é figura constante nos do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coppola&lt;/span&gt;) e está na estrada há mais tempo do que Judas perdeu seus cassetes. E paramos por aqui. Quem quiser saber mais, procure a biografia dele na &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tom_waits"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Minha homenagem a ele vai para a canção &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tom Traubert's Blues&lt;/span&gt;, uma de minhas favoritas e mais enigmáticas de suas composições. Basicamente, ela trata de um sujeito perdido numa estranha e distante terra, enquanto a guerra estoura a sua volta. Deixarei a tradução (a minha tradução, não me culpem se tiver algo errado nela) abaixo, e vocês se torçam para interpretá-la como quiserem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Uma nota sobre o refrão: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Waltzing Matilda&lt;/span&gt;”, que traduzirei como “Valsar Matilda”, significa várias coisas e merece uma atenção especial. 1) Esse é o nome da canção considerada o hino nacional “não-oficial” da Austrália; 2) “Valsar Matilda” é, na cultura popular dos artesãos, viajar pelo país com uma trouxa de roupa nas costas, e aprendendo um pouco mais a cada dia; 3) essa expressão também é uma gíria para a vida nômade dos que não têm lugar fixo para viver.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Espero que gostem e procurem ouvir o som.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ou não.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;“Acabado e ferido, e não pela luz da lua&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Agora consegui tudo pelo que paguei&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Te vejo amanhã, Ei, Frank, será que posso&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Pegar uns trocados com você?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Para valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Sou uma vítima inocente de um beco sem saída&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E cansado de todos estes soldados aqui&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Ninguém fala minha língua, tudo está partido&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Meus cigarros estão ensopados como esponja&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Vou valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Agora os cães latem sem parar&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E taxis param a minha volta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Mas é só o que podem fazer por mim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Te pedi que me cravasse a faca, você rasgou minha camisa&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E esta noite estou caído de joelhos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Velha reza, eu gaguejei, você enterrou a faca&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Tua silhueta feita de luz&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Para valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Perdi minha medalha de São Cristóvão, agora que a beijei&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E aquele bandido de um braço só, sabe&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E todos os chineses, e os sinais sujos de sangue&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E as meninas nos bares de strip tease&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Sabem valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Não preciso de tua simpatia&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Os fugitivos dizem, que as ruas não são para sonhadores&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Vozes vindas de matanças e fantasmas que vendem memórias&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Todos eles querem fazer parte da vida, de qualquer maneira&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Pode perguntar a qualquer marinheiro, ou ao carcereiro com as chaves&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;O velho em cadeira de rodas sabe&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Que Matilda está no banco dos réus, ela matou mais de cem&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E te segue, onde quer que você vá&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Valsar Matilda&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Você valsaria Matilda comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Tudo o que tenho é uma mala rasgada, em um hotel qualquer&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E uma ferida que nunca vai cicatrizar&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Sem brilho ou evidência, o perfume está em mim&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Em uma velha camisa, manchada com sangue e uísque&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Então boa noite aos lixeiros&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;Boa noite aos vigias noturnos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="left"&gt;E boa noite a Matilda também”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-7802597593960461616?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/7802597593960461616/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=7802597593960461616&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7802597593960461616?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7802597593960461616?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/matilda.html" title="Matilda" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SblWsaIh0MI/AAAAAAAAAOI/CwtJXLypY64/s72-c/2_TomWaits.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ck8CQ3c6fip7ImA9WxVVE0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-101069838128544281</id><published>2009-03-06T11:56:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T12:21:02.916-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-06T12:21:02.916-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Horrores" /><title>Teses e Brinquedos</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGAtSZGZVI/AAAAAAAAANw/H8bWkGwRh4c/s1600-h/Horrores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 173px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGAtSZGZVI/AAAAAAAAANw/H8bWkGwRh4c/s320/Horrores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310166951166109010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Minha eterna batalha para denunciar os terrores do mundo consumista em que vivemos continua, cada vez mais cheia de alvos para onde quer que eu olhe. E haja alvos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Semana passada parei para olhar as piores pesquisas universitárias de todos os tempos. Fiquei aterrorizado de saber que existem tantas. Ou seja, o cara vai pra faculdade, recebe o direito a gastar dinheiro da instituição pra provar alguma tese científica, mas ninguém fiscaliza a validade da pesquisa em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa disso, deixei a seção “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Horrores à solta no mundo&lt;/span&gt;” desta sexta para essas criaturas especiais (os universitários dotados de merda no crânio), e ressalto abaixo algumas das piores pesquisas que encontrei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O indiano (naturalizado britânico) Idnahi Alainshana passou três anos de sua vida acadêmica desenvolvendo uma tese, para descobrir os fatores ambientais que fazem uma cortina de chuveiro se dobrar, progressivamente, para dentro ou para fora do box em si.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Charles Hainthorn, de Yale, criou um vasto sistema matemático, baseado nas teorias de David Bohm, para saber qual a probabilidade de alguém, parado no meio da rua, ser atingido por um coco na cabeça.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mary ransmoore (não consegui saber o nome da universidade) lançou sua tese depois de pesquisar, exaustivamente, os efeitos sociais causados por teatros de marionetes em uma comunidade de Guinea Pigs (acho que são a tradução para nossos Porquinhos da Índia).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Num exemplo claro de inconsciente coletivo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VÁRIOS&lt;/span&gt; estudantes ao redor do mundo já tentaram teorizar, em números, o desenvolvimento da inteligência ligado ao consumo de gerações e mais gerações de refrigerantes de cola.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Georgianne Aznure, da França, matematizou e tentou se formar querendo provar que, por seu método de mentalização, faria uma dezena de pessoas desconhecidas, ao redor do mundo e sem nenhum contato ou parentesco, pensarem em três passos sincronizados, na mesma direção, ao mesmo exato segundo.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;É como eu digo. São coisas assim que enchem meus olhos de nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era uma criança, cheia de tempo sobrando e idéias proporcionalmente sem sentido, ninguém entendia que eu pensava ser possível entrar em espelhos, e reviver nossos erros e acertos ao inverso do outro lado, deixando tudo com um final feliz. Tivessem me dado asas à criatividade científica, eu certamente estaria agora tentando provar isso a uma banca acadêmica pelo mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler sobre esses tão importantes estudos universitários, ainda esbarrei com dois deliciosos brinquedos como apresentados abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maravilhoso, colorido e irresistível “Kaba-Kick” foi um brinquedo lançado no Japão, e deixava as crianças terem uma forma divertida, inocente e contagiante de brincarem de Roleta Russa. Imagino que efeito singelo essa brincadeira não produziria nas crianças. Banzai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGA2bK7MCI/AAAAAAAAAN4/kg_7bjo-dwo/s1600-h/screenshot.1.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGA2bK7MCI/AAAAAAAAAN4/kg_7bjo-dwo/s400/screenshot.1.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310167108141396002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1951, plena era das descobertas nucleares como forma de mudar o mundo e explodir países, A. C. Gilbert lançou, por sua indústria de brinquedos, o fantástico “Atomic Energy Lab”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para crianças de todas as idades, o sensacional kit de cientista louco continha (pela bagatela de $49,50) um mini contador Geiger  real, uma câmara Wilson de nuvens (para ver os caminhos de partículas alfa), um espintariscópio (que permitia ver ao vivo a desintegração radioativa), um eletroscópio para medir freqüências radioativas e QUATRO pequenas orbes de urânio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, qual laboratório nuclear para crianças seria completo sem um manual chamado “Saiba como usar energia atômica e separar átomos”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGA-_VC5tI/AAAAAAAAAOA/cfwgS19VjQI/s1600-h/screenshot.2.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 241px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGA-_VC5tI/AAAAAAAAAOA/cfwgS19VjQI/s400/screenshot.2.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310167255286474450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh, as maravilhas da infância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje é só pessoal. Quem estiver interessado, procure nos sebos ao redor do mundo e poderá ainda achar um desses brinquedos pra vender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-101069838128544281?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/101069838128544281/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=101069838128544281&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/101069838128544281?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/101069838128544281?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/teses-e-brinquedos.html" title="Teses e Brinquedos" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SbGAtSZGZVI/AAAAAAAAANw/H8bWkGwRh4c/s72-c/Horrores.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ENRnczcCp7ImA9WxVVEUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-6445094539516594849</id><published>2009-03-03T12:10:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T12:21:37.988-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-03-03T12:21:37.988-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Fúria Furiosa</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Sa2RM9kCsII/AAAAAAAAANU/GEx08boZpeI/s1600-h/taz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 170px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Sa2RM9kCsII/AAAAAAAAANU/GEx08boZpeI/s320/taz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309059187609874562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Foi num sábado, logo em cima da hora do almoço, que cheguei em casa com uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fúria &lt;/span&gt;nas mãos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Minha namorada já imaginava que eu levaria algo desse tipo, tendo que há algum tempo havia me dito ser hora de termos uma. Qual lar se preza sem uma, afinal de contas? E lá estávamos nós. Eu, minha namorada e a Fúria.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Para aqueles que não sabem, aquilo que eu trouxera para casa, a Fúria, era um raro exemplar da raça das Fúrias. Mais que raro. Era o único conhecido (ainda bem).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Visualmente, a Fúria parecia amigável e tinha todas as caraterísticas de sua espécie: cabeção bem maior que o corpo, quadrúpede, cauda, dentes finos e pelos ralos por toda a extensão de seu corpo pequeno. Estava assustadiça a princípio. Deitava-se numa cama improvisada, um edredom dobrado perto da porta da sala, e dormia tanto que achávamos ser ela membro dos Valiuns, ao invés das Fúrias. Mas esse período curto de crisálida, em que a cabeça era maior e o sono mais importante, durou muito pouco.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Logo que despertou para sua adolescência avassaladora, a Fúria decretou seu domínio sobre tudo que seus olhos alcançavam: móveis, paredes, portas, comida, bebida, roupas, calçados e, como não poderia deixar de ser, nós.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Irrepreensível em seus atos, temerária em atitudes, irascível em temperamento e, de forma geral, dona de um “gênio do cão”, a Fúria deixou, a partir de quando tomou para si o apartamento e tudo dentro dele, uma longa lista de catástrofes:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;Vários pares de sapatos e chinelos despedaçados&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Batentes de portas roídos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Pernas de cadeiras marcadas a dentes&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Roupas esfarrapadas&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fontes de notebook e carregadores de celulares&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O maior e mais completo panorama de destruição&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;      &lt;p class="western" align="justify"&gt;E mais. De nada adiantavam as retaliações e planos de estado que tentávamos por em prática contra ela. Vejam, bem: Fúria é imune à dor, pois não aprende nem tomando dezenas de chineladas. É resistente a venenos, porque adorou a pimenta vermelha que passamos no batente da porta. É inventiva, ao decidir que rolos de papel higiênico servem melhor como fiapos cobrindo todo o chão, e de nada adiantou conversarmos com ela, levarmos para passear, ameaçarmos, implorarmos, querermos colocá-la no liquidificador...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Fúria apenas ria, e continuava seu trabalho de anjo da morte em nosso apê.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas nós dois a amamos muito, mesmo assim.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Na verdade, Fúria é uma mistura de Fox Paulistinha com qualquer-outra-coisa, que foi deixada, junto com cinco irmãos, numa caixa de papelão em frente à casa de uma conhecida nossa. Sobrou a nós adotá-la, cuidar dela, amá-la e tentar espancá-la quando ela destrói alguma coisa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tarefas que cumprimos com toda dedicação.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Meu amor, que recebeu o livro “Marley e eu” de uma amiga, chegou a pensar se ela não seria uma “Marla”. Uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cã&lt;/span&gt; tão espevitada quanto a do livro. Mas não. Não mesmo. Ela é muito pior.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;…&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Agora o motivo real desta postagem. Fora homenagear a cachorrinha-dos-demonhos que temos em casa há meses, dei uma lida no excelente &lt;a href="http://www.sidneyrezende.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidney Rezende&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e vi uma matéria a respeito de adoção de vira-latas (que agora deveriam se chamar “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rasga-sacos&lt;/span&gt;”, já que latas de lixo são raras pelas ruas).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Na divulgação da campanha “&lt;a href="http://www.sidneyrezende.com/editoria/viralata"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adote um Vira Lata&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”, Sidney ajuda milhares de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cãs&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cãos&lt;/span&gt; a encontrarem novos lares, sem terem que depender de pedigree, raça, cor, credo ou visão política.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ajuda porque são seres vivos, inteligentes (muitas vezes, mais que seus donos), fiéis, e no geral, muito, mas muito mesmo, apaixonantes de se cuidar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Então está dado meu recado. Visitem o site de Sidney Rezende, entrem na campanha, divulguem, comentem, ajudem e, principalmente, adotem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tenho certeza de que encontrarão, através dessa campanha, um cachorrinho com cara de pidão que destruirá completamente a estabilidade de tuas casas e apartamentos. E mais, por amor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O que mais alguém pode querer?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-6445094539516594849?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/6445094539516594849/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=6445094539516594849&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/6445094539516594849?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/6445094539516594849?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/03/furia-furiosa.html" title="Fúria Furiosa" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/Sa2RM9kCsII/AAAAAAAAANU/GEx08boZpeI/s72-c/taz.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEYMRH4_fCp7ImA9WxVWFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-7696352789255826303</id><published>2009-02-24T09:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T09:23:05.044-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-24T09:23:05.044-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pineais" /><title>Caligari</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando que esta é a semana do Oscar, resolvi colocar um filme inteiro à disposição. Claro que muitos cinéfilos aficionados devem conhecer esta maravilha do expressionismo alemão, mas decidi deixar no blog mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que desejarem ver, e tiverem a imaginação e fascinação por um filme mudo, preto-e-branco do início do século passado, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Gabinete do Doutor Caligari&lt;/span&gt; é o primeiro filme de puro horror da história, e também o primeiro a ter um "final reviravolta" surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nosferatu&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;M&lt;/span&gt;, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metropolis&lt;/span&gt;, esse é um filme dos primórdios do cinema que, sem contar com mais que parcos efeitos e possiobilidades da época, maravilhou (e aterrorizou) platéias no mundo todo desde os irmãos Lumière fizeram "A chegada do trem na estação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MrNJBbXhvOs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MrNJBbXhvOs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-7696352789255826303?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/7696352789255826303/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=7696352789255826303&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7696352789255826303?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7696352789255826303?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/caligari.html" title="Caligari" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUUBQXoyeip7ImA9WxVWEUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-544478034261896304</id><published>2009-02-20T09:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T10:07:30.492-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-20T10:07:30.492-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Horrores" /><title>Invenções masculinas</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7uLN_MFiI/AAAAAAAAAMU/DM06tTHXnpw/s1600-h/Horrores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 173px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7uLN_MFiI/AAAAAAAAAMU/DM06tTHXnpw/s200/Horrores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304939287589688866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   H4 { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;&lt;/style&gt;Depois de uma longa e exaustiva pesquisa de quinze minutos, procurando algo para inaugurar a sessão “Horrores à solta no mundo”, descobri que o ser humano, em sua soberania e inteligência, volta e meia cria desastres maiores que Ugly Betty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="font-weight: normal; text-align: justify;"&gt;Portanto, a postagem inaugural vai para invenções criadas por e para o público masculino infeliz. Bem vindos à primeira sessão fixa deste modesto e hediondo blog.&lt;/p&gt; &lt;h4 style="text-align: center;" class="western"&gt;Conta a queda de cabelos&lt;/h4&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;A progressão da queda de cabelos, as entradas e o “efeito monge” sempre foram coisas preocupantes para homens ao redor do mundo. E as companhias, essas maravilhosas fabricantes de milagres tecnológicos, não param de tentar encontrar solução para esse problema. Eis algumas das soluções mais imbecis:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Cabelo em aerosol&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O spray desta lata era realmente feito de minúsculas fibras, que aderiam à cabeça e cabelo do trouxa calvo. Então bastava o mané passar uma boa camada, para que suas lacunas capilares fossem preenchidas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;A idéia por trás do spray era de ajudar homens com baixa auto-estima, deixando-os mais confiantes e atraentes. Mas claro que a fantástica companhia não se preocupou que homens às vezes pudessem sair na chuva sem guarda-chuva, ou que eles tomassem banhos de piscina, levando as lindas e “naturais” cabeleiras a escorrer como graxa suja de um sapato.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7uWo9WF0I/AAAAAAAAAMc/ytyxMo7jJ1M/s1600-h/glh_can.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 60px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7uWo9WF0I/AAAAAAAAAMc/ytyxMo7jJ1M/s200/glh_can.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304939483808274242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Crosely Xervac Head Vacuum&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Este grande aparelho (que podia ser inclusive alugado para usos esporádicos) partia do princípio de que, se um babaca qualquer aspirasse o couro cabeludo, para atrair a ele maior fluxo sanguíneo, isso deixaria o cabelo mais forte (impedindo futuras quedas) e traria de volta à vida os que já não cresciam mais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O produto foi descartado, depois que centenas de homens tiveram a pela da cabeça lesionada pela alta capacidade de sucção. Notem bem: CENTENAS de homens compraram o produto.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7ulBdaxMI/AAAAAAAAAMk/YhZCnsf6o6o/s1600-h/lrg_xervac.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7ulBdaxMI/AAAAAAAAAMk/YhZCnsf6o6o/s320/lrg_xervac.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304939730903418050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Peruca peitoral&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Enquanto alguns homens gostam de raspar ou depilar seus tórax para buscar um visual mais metrossexual, outros, naturalmente, gostariam de ter um peito de urso pardo. Para estes nobres cavalheiros foi criada uma peruca auto-colante, completamente adornada de pêlos sintéticos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O produto vinha nas cores preto, castanho, castanho escuro, louro e grisalho. Por mais ridículo que possa parecer, a peruca peitoral era um sucesso em vendas, para quarentões que adoravam ir à praia usando camisas floridas quase totalmente desabotoadas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7u0yxJfCI/AAAAAAAAAMs/4bf3EuJMfe8/s1600-h/chesthair.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7u0yxJfCI/AAAAAAAAAMs/4bf3EuJMfe8/s320/chesthair.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304940001837546530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;" class="western"&gt;&lt;b&gt;Produtos para a próstata&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Esta é outra área na qual homens se sentem inseguros, principalmente no tocante a desempenho sexual. Para sanar isso, os inventos mais estúpidos do mundo foram criados.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;O aquecedor de próstata&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Inventado em 1918, este aparato prometia “estimular o cérebro abdominal” (sabe-se lá o que isso significa). O aparelho consistia numa tomada macho a ser plugada na parede, e na outra ponta um plugue anatômico a ser inserido no reto. Quando plugado, ele acendia uma cálida luz azul (para informar que estava funcionando), e aquecia o filó do usuário, supostamente para devolver-lhe a virilidade da juventude.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Essa invenção ia bem com uma música do Deep Purple, “House of blue light”, e assou o ralo de mais gente do que as que curtem sentar em pedra quente.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7vJSdb5fI/AAAAAAAAAM0/6M5QuJG-x0Y/s1600-h/prostate-warmer.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 191px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7vJSdb5fI/AAAAAAAAAM0/6M5QuJG-x0Y/s200/prostate-warmer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304940353942185458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;" class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="western" align="justify"&gt;Insertor radiativo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Materiais radiativos foram, há muito tempo atrás, considerados benéficos e capazes de revitalizar pessoas. O mais assustador era o suo da parada: o elemento Rádio era inserido em água quente, e depois colocado no tal insertor, que em seguida iria parar no toba do usuário suicida. E o aparelho ficava preso a um cinturão, pra que o moribundo pudesse ir trabalhar e etc. com o rabo cheio de radiação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O slogan do negócio dizia algo como “Homens fracos e desencorajados! Fiquem borbulhando com a jocosa vitalidade de nosso estimulador de glandes, e acordem sempre renovados!”. Bem, se há algo de bom a se dizer desse absurdo, é que o insertor foi um precursor na invenção do câncer de próstata.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Credo.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7wnJG5M1I/AAAAAAAAANE/WY4r0hJKIWE/s1600-h/heidelberg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 161px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7wnJG5M1I/AAAAAAAAANE/WY4r0hJKIWE/s200/heidelberg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304941966339421010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Reto rotor&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Este dilatador prometia acabar com todos os problemas de prisão de ventre e próstata masculinos. Era feito para lubrificar o reto masculino, inchando dentro do infeliz comprador e liberando óleos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Agora, como isso iria curar problemas de próstata, tenho medo de imaginar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7veK7cV4I/AAAAAAAAAM8/lqgLi5rGjSc/s1600-h/rector-rotor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 146px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7veK7cV4I/AAAAAAAAAM8/lqgLi5rGjSc/s200/rector-rotor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304940712697812866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Semana que vem teremos mais visões do inferno, meninos e meninas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Bons pesadelos a todos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-544478034261896304?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/544478034261896304/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=544478034261896304&amp;isPopup=true" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/544478034261896304?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/544478034261896304?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/invencoes-masculinas.html" title="Invenções masculinas" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZ7uLN_MFiI/AAAAAAAAAMU/DM06tTHXnpw/s72-c/Horrores.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQDSXc6eSp7ImA9WxVWEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-7675204569254863337</id><published>2009-02-17T09:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T08:52:58.911-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-19T08:52:58.911-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><title>Eterna visita</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZryX3Hi1aI/AAAAAAAAAMM/GTJGYnHhFHQ/s1600-h/ghost_man_old_photo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 144px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZryX3Hi1aI/AAAAAAAAAMM/GTJGYnHhFHQ/s200/ghost_man_old_photo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303818002928686498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tonho estava pela primeira vez naquele apartamento, e simplesmente não sabia o que fazer. A disposição das coisas era absolutamente convidativa, uma série de objetos que, não obstante não terem quaisquer ligações entre si, formavam um tipo de corrente que não lhe escapava ao interesse, por mais longe que fosse de ter significado. E Tonho, em meio a isso, sentou-se displicentemente sobre as costas do sofá.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Sem saber o que fazer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Era noite, mas as horas perdem sentido para alguém que não tem mais a bênção de dormir ou viver. Sentado sobre o sofá, Tonho olhava a máquina infantil de algodão-doce, o boneco de Jason sobre a mesa do escritório, os Gelo-Cósmicos espalhados, as roupas espalhadas pela mobília. E pensou, “Eu poderia viver aqui”. Alguém havia deixado o computador ligado, e a música lhe parecia aberrante. Tão distante do que ele fora quando andava, tocando o chão com seus pés. “Sem problema”, pensou. “Tudo tende a mudar de uma geração a outra”. Tudo era questão de ser bem vindo ou não. Independente de a música gritar e urrar, independente de haver coisas às quais ele nunca vira, quando pôde.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Estava perdido nesses pensamentos. Pensamentos e o vagar era o que lhe restava. Imaginava quando voltasse à casa. Quem ali poderia morar? Quando o dono do lugar chegasse, o veria sem ver, como se ele não estivesse ali. O atravessaria sem pedir licença, faria da casa sua novamente, e Tonho estaria como sempre. Só. Saiu por um instante das costas do sofá e foi ao espelho do banheiro. Sorte sua que ainda pudesse ser ver nos espelhos. Uma visão embaçada, pouco opaca. Mas estava lá, e isso ainda era muito bom.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tonho ficou parado um instante admirando a imundície de sua pele, de seu rosto. A pele encarquilhada, como de um velho quadro a óleo que repentinamente é enrolado. O cabelo, há muito sem cor, tão sujo de passar pela lama intocável. Branco como seda, sujo como pano de chão. Olhos sem órbitas sequer para chorar, e uma boca sem dentes que não tinha mais como gritar ou falar. Roupas em trapos, uma não-vida de trapos. Trapos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Voltou às costas do sofá. Gárgula, mãos sob o queixo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Sem poder ou saber mais contar o tempo, sem poder reter a poeira do ar, ele poderia ter passado a vida ali. Mas um movimento súbito da fechadura o despertou do torpor. E, de súbito, eles estavam lá. Não um só. Um casal.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não foi de todo uma surpresa. Tonho já havia passado muito por isso. Gente que vinha, que vai, que fica, que some. Gente que não se importa. O homem era entre corpulento e gordo. Careca. Vários brincos na orelha e sinais de embriaguez. A mulher era formosa. Cabelos pretos tão fartos e cheios quanto seus seios. Carnuda. Vestida. Também um pouco ébria. Voltaram a procurar algo, como se houvessem saído de uma festa, em busca que levariam de volta pra lá.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ele entrou primeiro, e seu olhos bateram imediatamente com os de Tonho. Sem qualquer engano. Uma interjeição imediata do homem disse a Tonho que ele fora visto, estava sendo visto ainda. Contato, afinal. Ela olhou por cima do ombro de seu (amigo/namorado/esposo/amante?) mas nada conseguiu perceber. Ficou aquele clima chato no ar. Como se ele quisesse assustá-la, ou estivesse bêbado o suficiente para imaginar demais. Tonho se irritou. A primeira chance que teve em muitas eras de que pudesse ser visto, notado, a passou tão rápido quanto um piscar de olhos. Mas ainda assim, aconteceu.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E ele se faria notar novamente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O casal saiu, e Tonho se ajeitou melhor no sofá. Era sua contenda agora, reclamar o direito de existir, mesmo além de qualquer chance de viver. Aquele apartamento, por mais simples e apertado que fosse, seria seu lar também. E nenhum casal no firmamento lhe diria para sair sem que ele provasse, acima de tudo, que tinha direito de ser uma valorosa visita.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Olhou suas mãos. A unha do inciador estava tão longa e serrilhada, que poderia marcar a fundo em qualquer bife de carne real. Quanto mais a sua, que estava morta há gerações. Cravou-a em seu braço, e o sulco deixou cair um filete de sangue translúcido que jamais tocou o chão. Aquela pele encarquilhada seria seu diário, já que memória tende a falhar quando o tempo inexiste, e nela ele deixaria registradas suas conquistas por ser reconhecido. A única e última chance de não negar que algum dia tenha sido um igual. Quer eles quisessem, quer não.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E em pequenas letras marcadas de nervos e músculos rijos, sua bíblia começou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tratou de definir como lhe cansava não saber quantas semanas assistiu a banhos, jantares e sexo, sem poder tocar, sentir, ou cheirar. O irritou ouvir piadas que não entendia, sobre nomes impossíveis ou frases mal construídas, ou o quanto tempo passavam ao computador, numa tela que lhe era proibido enxergar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Deixou-o cheio de esperanças saber que ambos no casal, por volta e meia, o viam de relance. A indignação o assomava quando o homem o tratava com desdém, enquanto ela, com receio. Maior ainda a indignação quando o homem o batizou. Jamais havia se chamado “Tonho”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tomado pela raiva, uma noite, de madrugada, chegou a conseguir colocar sua mão na garganta da mulher. Queria apertá-la, mas tudo o que conseguia era um fraco segurar. A mulher acordou, assustada. Não entendeu que “Tonho” desejava apenas respeito, mas o medo dela fez a ele bem. Também era uma forma de respeito.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Em dado momento, eles trouxeram um cão para dentro do apartamento. O homem chegou a brincar. Disse que agora tinham “dois” bichinhos de estimação. Tonho tentou arrancar um brinco, mas mal produziu uma brisa em sua orelha.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O filhote o via claramente. Latia para ele nas paredes, nos móveis, nas portas. Eles sabiam que o cão tinha clara noção de sua presença, mas eles ainda não tinham nada além de milimétricos vislumbres de que ele compartilhava suas vidas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas de uma coisa ele tinha certeza. Estava cada vez mais sólido de se ver.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Sabia porque podia mover panelas, derrubar cinzeiros.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Entretanto, longe de provocar medo no casal, levava broncas e reclamações. O homem falava com ele como se ralhasse a uma criança, mas nada fazia para livrar-se de sua presença e, como tinham poucas visitas, acostumavam-se a cada dia de sua presença. Não entendiam que ele não lhes queria mal? Entenderiam ainda.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E uma noite, aconteceu. Eles passaram a vê-lo mais tempo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Quando passava na porta do quanto, enquanto eles viam filmes. Quando ela ia ao banho, e ele se dependurava na porta para assistir; quando ele andava lado a lado com o homem, e ele não se incomodava. Chegava a saudá-lo. Quando eles falavam alegremente (ela ainda com certo receio) de sua presença, a amigos. E eles chiavam. E o casal sorria.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Tonho (já aceitando melhor o nome, mesmo partindo de um infame trocadilho) já se sentia bem vindo. Já podia sem medo, ou solidão, partilhar de seus jantares, da TV, das brincadeiras, das brigas, do cão, da vida. Como quando ele um dia ele havia vivido. Se sentia vivendo novamente. Não tão distante de sua não-existência atual, e ainda tão perto do que teve uma vez. Não iria mais brigar por aceitação. Parte da família.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Soube disso quando o homem, uma tarde, resolveu escrever sobre ele no computador.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não podia ver as palavras que ele usou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas amou cada uma delas da mesma forma.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-7675204569254863337?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/7675204569254863337/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=7675204569254863337&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7675204569254863337?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7675204569254863337?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/eterna-visita.html" title="Eterna visita" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZryX3Hi1aI/AAAAAAAAAMM/GTJGYnHhFHQ/s72-c/ghost_man_old_photo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYGRHY8fSp7ImA9WxVXFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-7668442086007040685</id><published>2009-02-13T07:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T08:22:05.875-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-13T08:22:05.875-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pineais" /><title>Tool - Sober</title><content type="html">&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hglVqACd1C8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hglVqACd1C8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-7668442086007040685?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/7668442086007040685/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=7668442086007040685&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7668442086007040685?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7668442086007040685?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/tool-sober.html" title="Tool - Sober" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0AAQH05fCp7ImA9WxVXFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-2048772420680789434</id><published>2009-02-12T11:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T06:35:41.324-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-13T06:35:41.324-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Sofridos técnicos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZR5pb3l-bI/AAAAAAAAALw/I-6acyZfCek/s1600-h/27972338v2147483647_350x350_Front_Color-BlackWhite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 186px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZR5pb3l-bI/AAAAAAAAALw/I-6acyZfCek/s200/27972338v2147483647_350x350_Front_Color-BlackWhite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301996414084446642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Há uma camiseta que vi numa marca “geek”, dessas que se vê nas viradas da net,  ostentando uma frase:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;" class="western" align="justify"&gt;I WON'T FIX YOUR COMPUTER&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;A verdade é que essa camiseta me levou a pensar em várias coisas. E como pensar não é exatamente meu forte, parei logo na primeira coisa que me veio à cabeça: técnico de computador (ou qualquer pessoa que saiba mexer um pouco além do “Coréu”) tem o pior emprego do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E nem pensem em dizer que estou sendo leviano, em não pensar nos professores (que têm aqui um salário miserento e alunos piores que isso), policiais (que saem às ruas todo dia podendo tomar tiros, e nem mesmo assim ganham respeito de ninguém) ou proctologistas (não farei sub comentários sobre esses).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Muito pelo contrário. Sei dos revezes que há em cada profissão, e dou minha genuína simpatia a todos. Mas em somando todos os fatores, técnicos de computadores sofrem as torturas do inferno. Por já ter sido um, sei o quanto de terapia terei de fazer pra esquecer, e quanto karma já queimei nessa vida ingrata. Mas deixemos isso pra lá. Minhas desventuras com essa maledetta profissão já se foram.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O mal nesse tipo de trabalho é que, por síntese, o infeliz do técnico é o ralo por onde desce a imundice da informática. Tal como os policiais dos quais falei acima, não têm o respeito de ninguém, estão sujeitos a ouvir os maiores desaforos, são obrigados a consertar a vastíssima extensão de merda que os outros fazem e, o pior de tudo, estão condenados a parecer que podem ou querem fazer isso o tempo todo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Carros são elementos essenciais na vida moderna. Então quando um cabra compra um carro, ele ou já tem, ou sai disparado pra fazer um curso de motorista, pra poder usar sua carroça sem medo de fazer feio pro seu gualda ou não se arrebentar num poste. É praticamente obrigatório. Todos concordam? Beleza.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas com computador não é assim. 99% das pessoas compram computadores sem saber exatamente pra que servem, o que farão com eles ou como eles ajudarão suas vidas. Mas que eles são indispensáveis, disso todos têm certeza. Agora, perguntem-se quantos desses noventa e nove vão correndo fazer um cursinho, pelo menos pra saber que Word não tem nada  ver com Beto Carrero? Não tenho que dizer, acho que vocês chegaram à mesma média.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Despreparados como seriam motoristas de primeira viagem, é ÓBVIO que saem cometendo as maiores atrocidades. Não há como fugir. Mas tendo em vista que ninguém sai morto ou preso por não saber usar o computador, eles fazem as besteiras e, quando fica impossível usar o micro, dizem uma frase que quase nunca escapa do padrão: "Você dá uma olhadinha no meu computador?"&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não importando que eles só lembrem do técnico nesses momentos (porque, de resto, ele é só um nerd e, como tal, deve ser evitado), a questão é que, se o técnico de informática estiver a trabalho, então ele deve consertar ou morrer tentando. Independente de que:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;Os micros estejam cheios de vírus ou páginas pornôs porque “Ai, eu só entro no orkut e ná página do banco”&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os Hds estejam completamente cheios de lixoware que foi instalado sem ter porquê, e nunca usado pra nada além de ocupar espaço (aliás, como o usuário)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O mané do cliente tenha perdido todos os seu dados por mau uso, e o técnico tenha que desesperadamente fazer recover pra ver o que se pode salvar&lt;/li&gt;&lt;li&gt;E etc.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;    &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas isso acontece com qualquer um. Principalmente com qualquer um que não saiba o que está fazendo. Agora, o mal desse técnico a serviço é que (1) não importa o quanto ele tenha estudado, ou tenha sido difícil resolver, o preço que cobrar nunca será justo para o cliente; (2) se dados ou Hds não forem recuperados ou reabilitados, nada tirará do cliente a idéia de que é incompetência do técnico; e (3) o coitado do trabalhador pode deixar o micro novo em folha mas, é só entregar o computador de volta, e o cliente voltará a fazer as mesmas retardadices. Claro que, quando der problemas outra vez, será tudo culpa do técnico, que “não sabe resolver nada de vez”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Agora, se vocês pensam que o tormento desse técnico termina quando ele sai do trabalho, estão muito enganados. Porque é exatamente aí que ele deixa de ser o técnico pra se tornar “um cara que eu conheço, e que sabe tudo de PC”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Nessa nova fase, ele jamais poderá passar em casa de conhecidos, parentes, amigos, amigos de amigos, e sempre terá um babaca pedindo pra ele fazer (de graça, claro), o que ele cobraria pra consertar se ele estivesse trabalhando. Com o detalhe de que ele trabalha o dia todo nisso, e não tem mais saco nem de olhar pra micros quando sai; que ele, por mais educado que seja, não tem porque trabalhar de graça “só porque está ali”; e que ninguém acha que seu trabalho cansa, porque “ele só fica sentado o dia todo, mexendo no mouse”, como se ele fosse um desocupado.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Agora, imaginem que vocês têm um amigo dentista. Quem seria cara de pau de pedir a ele: “Ô Marcão, dá pra arrumar minha obturação rapidinho?” no meio de uma festa? Nem precisam responder também.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Aqueles que lerem este post, e forem técnicos, entenderão perfeitamente do que estou falando (quer dizer, escrevendo). Saberão o que é trabalhar sem apoio, num emprego em que se ganha pouco porque todos acham que é fácil. Saberão o que é gente abusada, pentelhando sempre que há chance. Saberão o que é ter que fazer isso o tempo todo, como aquele outro (nem) tão sofrido amigo que a maioria tem, e volta e meia é obrigado a tocar violão como mico de circo pra animar o churrasco. Saberão sim.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ainda bem que me curei, e hoje em dia tenho uma resposta imediata pra isso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;- E aí, Felipão, você pode dar uma guaribada rápida no meu micro, que ele tá todo estranho?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;- Claro que posso. Apenas não quero.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-2048772420680789434?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/2048772420680789434/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=2048772420680789434&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2048772420680789434?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2048772420680789434?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/sofridos-tecnicos.html" title="Sofridos técnicos" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZR5pb3l-bI/AAAAAAAAALw/I-6acyZfCek/s72-c/27972338v2147483647_350x350_Front_Color-BlackWhite.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUDR3g4cCp7ImA9WxVXEUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-9160999820871753648</id><published>2009-02-09T08:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T08:34:36.638-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-09T08:34:36.638-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Super</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZBZ_6KkAoI/AAAAAAAAALQ/o8NSWYb57ts/s1600-h/367184202_3937ebac00_m.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 145px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZBZ_6KkAoI/AAAAAAAAALQ/o8NSWYb57ts/s200/367184202_3937ebac00_m.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300835715895263874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;&lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Outro dia vi, num fotolog no qual esbarrei pelas quebradas da net, uma &lt;a href="http://fotolog.terra.com.br/sanmarcelo:146"&gt;campanha em prol dos super heróis brasileiros&lt;/a&gt;. Como sou desde a infância um ávido leitor de HQs, conferi a postagem e a achei muito interessante. Pra galera que nasceu de 80 pra cá, isso pode até não ter qualquer mérito. As investidas nos quadrinhos nacionais sempre ficaram mais marcadas pela independência, e conseqüente falta de grana dos autores, do que pela assiduidade de publicações.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Antes dessa década, até houve algumas investidas nesse ramo. Mas nada que chamasse suficientemente a atenção de leitores freqüentes, ou que era tão banana (devido ao ambiente político que reinava no Brasil) que nem valia a pena se ler. Mas uma exceção comprova dignamente a regra, e dessa falarei mais no final da postagem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não é por falta de talentos. O Brasil tem vários desenhistas e roteiristas muito bons, como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Roger Cruz&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Campos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mozart Couto&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mike Deodato Jr.&lt;/span&gt; Mas alguns desses, por falta de espaço nacional, se mandaram pros EUA pra ganhar um dindim decente. Outros, como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Cassaro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Erika Awano&lt;/span&gt;, fizeram excelentes quadrinhos aqui (que eram passados em outro mundo, então não contam muito nesta postagem, como o excelente “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Holy Avenger&lt;/span&gt;”).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O que me leva a escrever este post é: será que o Brasil precisaria de um super herói?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Vejam, super herói que se preza não pode fugir a temáticas básicas, que independem totalmente de se ele tem ou não super poderes, se é mutante ou recauchutado de maquinário ou se é simplesmente uma deidade. Basicamente, todo super herói é:&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;" class="western" align="justify"&gt;SUPIMPA&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Não dá pra fugir. Todo super deste quesito tem que ser heróico, e dar sua vida para salvar inocentes, injustiçados, frascos e comprimidos. Essa vida dupla questionável que leva é acima de qualquer mácula moral, e ele precisa usar sua face de cidadão comum apenas para fazer valer sua vida voando entre prédios e socando fuças de criminosos. Ele não tem realmente vida social, sabe Krishna como ele pode conseguir e manter namoradas ou casamento e, acima de tudo, seu trabalho serve para, se ele não for um bilionário entediado, consertar as engenhocas, armas, defesas e gadgets que o mantém vivo enquanto se desvia de saraivadas de balas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;O herói é talvez o mais antigo posto voluntário do mundo. É o sujeito que não está lá pela grana, mas pra ajudar e não se preocupar que ele mesmo precise de ajuda. É tomar tiro, tabefe, explosão, raio laser e beliscões, e no final ainda deixar uma lição de moral pairando no ar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Penso que todo herói de verdade depende somente de duas coisas: ser invulnerável ou ter um bom dentista. Isso sem mencionar que ele tem que manter o emprego (ou gerir suas empresas, se for muito rico), ligar pra mãe de vez em quando, fazer um tchaca-tchaca nem que seja anual (pra manter a sanidade) e remendar seu spandex pra não parecer desleixado. Não imagino alguém no Brasil que seria assim, mas todo herói é ruim da cachola, de uma ou outra forma.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ou:&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;" class="western" align="justify"&gt;RECALCADO&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Este é o quesito que cobre todos os amargurados, raivosos e iconoclastas anti-heróis. Eles fazem o bem, mas de forma tão dúbia que mal dá pra perceber. Pouco se lixam pras leis, porque só seguem as suas, e matam de vez em quando um grande vilão (deixando pelo caminho uma longa trilha de costelas de bandidos quebradas). Eles querem justiça a qualquer preço e pra todos, menos pra eles mesmos, que são tão ou mais doidos que os criminosos que caçam. E, da mesma forma que os heróis legítimos, não têm vida social ou namoradas porque estão ocupados demais estudando criminosos, odiando as próprias vidas e cultivando úlceras.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Todo esse estilo “mau pra cacete” dos anti-heróis se estende a sua personalidade do início ao fim, e qualquer um deles tem um trauma de infância, uma vendetta pessoal ou assuntos mal resolvidos contra quem quer que seja que tenha pisado em seus calos. Anti-heróis são revoltados por natureza. Tenho a impressão de que, se acabasse um dia o crime no mundo, eles terminariam não tendo absolutamente nada de pessoal em suas vidas e teriam que criar tipos novos de crime pra poder espancar alguém. Penso que jogar papel no chão, contar piadas sem graça ou fumar em local proibido seriam morte certa ao infrator.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;No fim das contas acabariam por decretar suas próprias leis e se tornar parte do próprio terror que, lá atrás, eles juraram que iriam perseguir e atacar. No Brasil, pelo menos, vejo isso nos grupos de “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pit Gracie Pet Shop Boys&lt;/span&gt;” que, por acharem que arte marcial só serve mesmo pra bater, e não tendo cacife pra encarar balas de frente, saem espancando mendigos e etc. Parece que no Brasil o maior crime é ser pobre.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Talvez o problema seja porque não há super vilões no Brasil. Nenhum arqui-inimigo quer destruir nossa sociedade (pra quê?), nenhum tem vontade de transformar todos nós em escravos sem livre arbítrio (sempre fomos, uns mais, outros menos, sem precisar de nenhum vilão que não apareça em novela ou Brasília), ninguém vai roubar nossos tesouros nacionais (pra isso já há corporações internacionais) e somos, normalmente, um povo tão desprovido de vontade de mudar, que não teria graça nenhuma.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;No Brasil os super heróis não teriam como vencer a fome, a escravidão, a falta de educação, a corrupção, o tráfico de gente e drogas. Eles poderiam cutucar os sintomas, dando petelecos em ladrões, traficantes e deputados, mas jamais deter uma engrenagem mais maligna que qualquer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Darkseid&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rei do Crime&lt;/span&gt;, e que vem tomando conta daqui muito antes de Kripton ter explodido. Uma soma de falta de vergonha e cretinice, que tem o rosto de todos que, se não fazem parte do esquema, então são omissos a detê-lo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;…&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas um tempo atrás tive uma imensa satisfação em saber que, apesar de todas as impedâncias que citei acima, uma dupla de autores criou uma história em quadrinhos sem par. Um autêntico super herói brasileiro (sem spandex) completamente inserido no cenário real nacional e que, sem sombra de dúvida, seria nossa versão perfeita de qualquer SUPIMPA ou RECALCADO que aparecem nas comics estrangeiras. Ele é herói, porque sua motivação é nobre e pura; é anti-herói, porque não mede esforços em sentar a bifa sem medo de tirar sangue malfeitores. O &lt;a href="http://viralataofilme.blogspot.com/2007/01/o-vira-lata-por-paulo-garfunkel.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vira Lata&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (não confundam com aquele cachorro que fala e voa) era um herói nascido, criado e patrulhando no Brasil. E tão raivoso quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wolverine&lt;/span&gt;, tão determinado quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Batman&lt;/span&gt;, tão consciente de grandes responsabilidades quanto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homem Aranha&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Criação de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paulo Garfunkel&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Líbero Malavóglia&lt;/span&gt;, o Vira Lata teve histórias sensacionais, mas infelizmente difíceis de se encontrar (como acontece com tudo o que é realmente bom e artístico por aqui). Entretanto, li recentemente que ele está pra ser transformado em filme, e mal posso me conter de ver esse projeto ir até o fim. Fiquem à vontade pra procurar e conhecer, porque vale a pena.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E, no mais, para o alto e avante.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ps.: Não quis citar nada relativo ao tal “Mutantes: Caminhos do Coração”, porque estou falando se super heróis, não de Teletubies.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-9160999820871753648?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/9160999820871753648/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=9160999820871753648&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/9160999820871753648?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/9160999820871753648?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/02/super.html" title="Super" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SZBZ_6KkAoI/AAAAAAAAALQ/o8NSWYb57ts/s72-c/367184202_3937ebac00_m.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0QNQXo_eip7ImA9WxVQE04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-2010744738500319848</id><published>2009-01-30T10:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T10:16:30.442-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-30T10:16:30.442-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mistérios" /><title>Hobbes</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYNDN61QMoI/AAAAAAAAALI/03BQrRspVrc/s1600-h/conspiracymini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 197px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYNDN61QMoI/AAAAAAAAALI/03BQrRspVrc/s200/conspiracymini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297151493127811714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Sabem porque gosto tanto de teorias de conspiração? Não é porque paranóia faça bem pra saúde. Eu mesmo sou um paranóico light, que não surta senão por ter medo de guarda-chuvas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;É, no fundo, porque acredito de certa forma em todas elas, isso quando não crio as minhas mesmo. Penso que toda mitologia tem um fundo de verdade, uma alegoria para explicar o que não entendemos, uma forma de preencher lacunas e, na questão das conspirações em si, um jeito de tentar não fazer que todos vejam as coisa do mesmo jeito, nem que seja pra bagunçar as coisas um pouco.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ora, nada é mais sem graça de que todo mundo achar que a verdade é indiscutível, de que o mundo tem uma cor só, de que cada pessoa no planeta deva olhar pra um lado somente, e essa já foi uma das razões de ter criado este blog: fazer caber meu ponto de vista (por mais descabido e desprovido de fundamentos que seja), mas por ser um ponto de vista alterativo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Como quando escrevi a postagem sobre &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/liberdade.html"&gt;software livre&lt;/a&gt;, que adoro simplesmente por ser tão bom quanto o software proprietário e ser ainda renegado por tanta gente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;No fundo, somos todos livros. Eu, você, todos. Nossas experiências e vivências ao longo de todo o percurso que traçamos, nos faz ter nossas próprias diretrizes. Nossos mitos e lendas. Nossas verdades e variações de com o quê o mundo deva se parecer. E nós, como livros, somos nossa própria mitologia: detestamos baratas (ou não) por nossos próprios motivos, e não deveríamos fazer cara feia aos coreanos que as têm como animais de estimação; achamos ou não que alienígenas existem, que deus é uma força ou um velhinho de barba branca, que mentos e coca misturados podem matar. É exatamente nessa diferença toda de crenças, visões e (por que não?) conspirações, que está todo o feliz e vivo ambiente cultural do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;É isso que nos leva às tão mal vistas teorias de conspiração. Vivemos num mundo completamente conectado, e o inconsciente coletivo de todas as nações forma, quer queiramos ou não, uma teia mitológica criativa que nos povoa de sonhos, temores, desejos e novas versões mais rebuscadas dessa coisa sem muito sentido que batizamos de “vida”. Essas teorias, que na maioria das vezes não têm qualquer relação com realidade, ciência, política ou religião, são sempre fruto de mentes criativas ou fantasiosas, mas servem para nutrir outras tantas que sabem exatamente como pegar toda essa fantasia e torná-la possível. Lembrem-se que Júlio Verne (ainda que antigamente nomes como “teoria de conspiração” ou “lenda urbana” não existissem) causou efeitos semelhantes com seu Viajem ao centro da Terra, e isso incitou muitos cientistas a criarem teorias reais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas muita gente torce o nariz pra esse tipo de coisa. Acham que é resultado de gente paranóica que não tem mais o que fazer na vida. Estão muito preocupadas com que exista uma impessoal e única verdade universal, pra os deixar automáticos e confortáveis. Como ao comer um fast-food cultural, se eximem do direito de pensar, de escolher, de acreditar ou, principalmente, questionar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Eu não. Adoro isso, e poderia passar todos os dias lendo ou escutando as mais estapafúrdias estórias e teorias, pois isso me fazer pensar mais, escrever mais e inclusive no trabalho, produzir mais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Então, para começar, deixarei duas teorias descabidas a respeito de personagens populares que muitos conhecem ou conheceram. Espero ouvir que vocês acharam uma bosta sem qualquer relação real possível, ou que pode ter um fundo de verdade. Aos que acharem que estou certo, não prometo nada além da constatação de que vocês podem estar caminhando em linha reta para atendimento psicológico.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Vamos começar com House. Esse seriado é muito bom, eu mesmo assisto com freqüência, e já era fã de Hugh Laurie desde quando ele era novo e fazia par com Stephen Fry. E House, o personagem principal, marca presença sendo um sujeito irascível com cortadas excelentes, grosseria pra dar e vender, pouco ou nada de empatia com as pessoas com as quais trabalha, ou as que trata no hospital. Parece que falta a ele uma consciência bondosa, um lado humano, não é? Afinal, todas as suas considerações e vida pessoal são de se sentir um aleijado, que não sabe ou tem personalidade própria suficiente pra ser uma pessoa de verdade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Mas foi anteontem que percebi que House sofre de dissociação, e que isso é representado na série por um outro personagem. Sendo um médico e pessoa tão complexa e controversa, sem que vejamos muito de sua vida pessoal fora do hospital, ele extravasou isso a outro personagem que, embora também não tenha muito de sua vida pessoal mostrada na tela (ao contrário do dia a dia de seus assistentes), serve diretamente como a consciência de que House carece nos demais momentos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Essa consciência em forma humana é representada por Robert Sean Leonard. O amigo de House que sempre lhe dá conselhos, críticas e acende a centelha de humanidade em seu perfil. Elaborei essa teoria baseado em que:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;House e ele sempre conversam longe da interrupção de qualquer pessoa&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Muito raramente os dois são vistos interagindo com a equipe de médicos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quando os dois são vistos ao mesmo tempo pela equipe, é sempre um só a falar (prova de que são a mesma pessoa)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sua consciência não tem vida pessoal ou assuntos particulares, exceto se House for o assunto em questão&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ele praticamente nunca atende clientes, e quando os atende é somente para passar a House, que os recusa primeiro, e depois, com um sermão sobre o valor da vida humana e a indiferença de House, aceita e passam a ser atendidos pelo médico chefe do programa&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;     &lt;p class="western" align="justify"&gt;Aqueles(as) que assistem House podem verificar e dizer se não estou certo. E se a série repentinamente mudar esses conceitos todos, e der ao “segundo doutor” uma vida própria e mais projeção, isso apenas virá a corroborar mais minha teoria de conspiração.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;E a segunda teoria tem a ver com Calvin e Haroldo. Seguindo os passos acima, é só verificar que Haroldo é, na verdade, a libido de Calvin extravasada. Ele gosta de meninas, enquanto Calvin, como qualquer garoto muito novo, as detesta. E tem a mente de um Calvin mais crescido, enquanto este ainda luta por manter seu lado criança como um pokemon que se recusa a evoluir.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ah, como eu gosto de ser um paranóico dedicado...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-2010744738500319848?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/2010744738500319848/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=2010744738500319848&amp;isPopup=true" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2010744738500319848?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2010744738500319848?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/01/hobbes.html" title="Hobbes" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYNDN61QMoI/AAAAAAAAALI/03BQrRspVrc/s72-c/conspiracymini.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcCRn06eip7ImA9WxVQEkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-3117874373109599776</id><published>2009-01-29T07:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T07:47:47.312-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-29T07:47:47.312-08:00</app:edited><title>Maneiro</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYHNodNN40I/AAAAAAAAAK4/6l7hD8GAYfU/s1600-h/selomaneiro%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 142px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYHNodNN40I/AAAAAAAAAK4/6l7hD8GAYfU/s200/selomaneiro%5B1%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296740731682939714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Olha, antes que eu comece este post, deixemos claro desde o início que, ao contrário do que afirmei no anterior (que faria todas as postagens organizadas em categorias) este será um que não se enquadra em nenhuma, e não quero ler uma linha a respeito disso. Esse papo de organização é coisa de gente organizada, e não me enquadro nem de longe nisso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo esclarecido? Magavilha, agora podemos começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando minha teoria conspiratória de que o apocalipse se aproxima (adoro teorias de conspiração, aliás falarei disso ainda esta semana), (ou não), recebi mais um sinal do fim do mundo, ao ser presenteado com mais uma valorosa medalha de Muttley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beth Ribeiro, responsável direta por cometer o incrível blog &lt;a href="http://paradoxofeminino.blogspot.com/2009/01/selo-maneiro.html"&gt;Paradoxal&lt;/a&gt;, me presenteou com o selo “Olha que blog maneiro!”, e isso me indica a pensar em duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Que só pessoas com a indiscutível inteligência, excelência e bom gosto como ela podem considerar esta birosca de letras digna de receber presentes, selos, prêmios e, de forma geral, qualquer coisa exceto avisos de fechamento por inatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Que Beth tem várias enquetes pessoais a discutir com um psicofarmacêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, agradeço, rindo como um desvairado pelo selo recebido e, em minha condição primordial de bactéria (a qual tende a se espalhar até virar epidemia) encaminho o presente a 10 outros blogs, os quais considero em alta estima. Ou, como o próprio selo já diz, blogs extremamente maneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensem que é assim bolinho, não. Há todo um protocolo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O (a, os, as) criador (a, es, as) desse selo fizeram uma lista de etapas a serem cumpridas (é com “u” mesmo, não confundam), as quais deixo abaixo pra que vocês, pessoas fazedoras de blogs maneiros e cumpridoras de etapas, sigam. Mas vou dizer a verdade a vocês desde já. Pulei os passos 6 e 7 das regras por:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Não ser inspetor escolar e, portanto, não querer ficar cobrando a assiduidade de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Já ser pessoalmente uma caricatura, e não precisar de nada pra me lembrar disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, o selo está no início da postagem. Peguem, aumentem, diminuam, exibam, façam, cumpram etapas ou ignorem completamente, se assim desejarem. De qualquer maneira, acho sinceramente que vocês o merecem. São todos muito maneiros. Incusive o Paradoxal, que foi a fonte de ser desse selo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus indicados são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mimesisoutrem.blogspot.com/"&gt;Mímesis Outrem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://beulimelo.blogspot.com/"&gt;Metamorfose&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogdaberenice.blogspot.com/"&gt;Blog da Berenice&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arquivinho.com/"&gt;Arquivinho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ultimoclick.net/"&gt;Último Click&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nogueirajr.blogspot.com/"&gt;Brasil! Brasil!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://joselitobortolotto.blog.uol.com.br/"&gt;Jotabe Blog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adequacao.com.br/blog/"&gt;Dr. Negociação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mstpm.net/"&gt;MS TPM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaserankings.blogspot.com/"&gt;Histórias e Rankings&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As etapas a serem cumpridas são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que você acabou de ganhar!&lt;br /&gt;2- Poste o link do blog que te indicou.&lt;br /&gt;3- Indique 10 blogs de sua preferência.&lt;br /&gt;4- Avise seus indicados.&lt;br /&gt;5- Publique as regras.&lt;br /&gt;6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.&lt;br /&gt;7- Envie sua foto ou de um(a) amigo (a) para &lt;a href="mailto:olhaquemaneiro@gmail.com"&gt;olhaquemaneiro@gmail.com&lt;/a&gt;, juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&amp;amp;B.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-3117874373109599776?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/3117874373109599776/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=3117874373109599776&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3117874373109599776?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3117874373109599776?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/01/maneiro.html" title="Maneiro" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SYHNodNN40I/AAAAAAAAAK4/6l7hD8GAYfU/s72-c/selomaneiro%5B1%5D.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcMQnw6fSp7ImA9WxVQEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-7091453435268632373</id><published>2009-01-27T04:57:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T05:14:43.215-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-01-27T05:14:43.215-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Ele vive!</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SX8INWAI3CI/AAAAAAAAAKY/1q_GuOCCuV4/s1600-h/zombie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:1;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-format:other;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face  {font-family:Calibri; 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&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então acharam que eu estava comendo capim pela raiz, hein?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ledo engano.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Depois de muito tempo quebrando, pouco a pouco, as várias camadas de concreto que separavam meu sepúlcro do mundo dos vivos (por falar nisso, terei uma conversa com aquele coveiro babaca), rompi a terra do cemitério louco para semear o terror, espalhar o pânico e devorar cérebros.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Infelizmente, cérebros são muito escassos atualmente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Agora, terror e pânico posso continuar espalhando aqui mesmo, no blog.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;He-he-he-ha-ha-ha-haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! (hmm, meu médico disse que eu não deveria rir desse jeito, mas terei uma conversa séria com ele também)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Portanto chega de moleza, pobres mortais. A farra acabou!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;À imensurável massa de dois leitores deste blog, peço grandes desculpas pela longa e imperdoável ausência. Sei bem que quaisquer desculpas escritas aqui serão ineficazes para aplacar seus ódios e indignações, mas me preveni, antes de voltar a postar aqui, me escondendo num bunker fortemente blindado e visando salvaguardar meu bem estar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas não me julguem tão mal. Se houve algo de bom durante minha ausência, foi o fato de que voltei completamente abarrotado de idéias fervilhantes, críticas ferozes e vontade de escrever. Podem esperar, e crer ter valido a pena a espera, que muita coisa nova está pra acontecer neste blog. Enfim, tantas possibilidades fantásticas que mal sei por onde começá-las.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não. Não adianta. É tudo mentira. Eu estava e continuo completamente sem saber o que fazer (é uma constante em minha vida), sem idéias do que escrever e completamente desprovido de qualquer conteúdo entre minhas orelhas. Juro que queria anunciar minha volta cheio de projetos e otimismo, mas a crua e nua realidade é bem diferente. Normalmente tudo o que faço ou escrevo vem simplesmente de idiotices que penso (e haja idiotices saindo de uma cabeça só). Claro que até hoje fico surpreso de que alguém ache interessantes minhas babaquices (não quis repetir idiotices pela terceira vez; ops!, acabou de acontecer), mas eu claramente admito que não tenho nada que preste a dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, minha total incompetência não será, a partir de agora, desprovida de método. De tanto acompanhar e participar do (incrivelmente bem feito) blog de meu camarada Osc@r*, resolvi na cara dura plagiar a organização de seus posts. Sabem, ao contrário da freqüência (sim, eu amo o trema e não deixarei de usá-lo jamais) infreqüente com que escrevo aqui, sem qualquer parâmetro, o blog do mestre Osc@r tem seções específicas para suas postagens: um dia para as piadas, um para os desafios, um para as críticas e por aí vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, partindo de já, o Algo se perdeu na tradução também terá o semblante de um blog sério e dedicado (que piada).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Haverá uma seção para cada tipo de assunto. Organizadinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Claro que os nomes das seções podem variar, os conteúdos podem nem sempre (ou nunca) ter a ver com elas e etc., mas o que se pode esperar de uma criatura que nunca conseguiu na vida ter um pensamento linear?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No mais, é isso. Aguardem as novidades, voltem sempre e perdoem pelamordebuda a ausência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Atensiosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensador Louco&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*A propósito, se alguém puder me dizer onde diacho foi parar Osc@r e seus blogs, agradeço. Fica extremamente difícil plagiar um cara que sumiu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-7091453435268632373?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/7091453435268632373/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=7091453435268632373&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7091453435268632373?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/7091453435268632373?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2009/01/ele-vive.html" title="Ele vive!" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SX8INWAI3CI/AAAAAAAAAKY/1q_GuOCCuV4/s72-c/zombie.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEEGSXo5fip7ImA9WxVTEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-3840882321307845796</id><published>2008-12-24T05:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T05:50:28.426-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-12-24T05:50:28.426-08:00</app:edited><title>Falecimento de 2008</title><content type="html">&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6b/Dead_Santa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 339px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6b/Dead_Santa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i59.photobucket.com/albums/g295/canofstrongbow/dead-santa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Só uma nota rápida, pra prestar contas do tempo todo em que estou deixando este invólucro de baboseiras sem novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ano complicado. Talvez não tão complicado quanto as complicações que afligem tanta gente ao redor de um mundo cinzento, e sempre à beira de um ataque (de nervos ou não), mas ainda assim, complicado o suficiente pra que eu tenha dado uma pausa, um passo atrás, pra ver de forma um mosaico que, visto pelo lado de dentro como eu via até então, carecia de qualquer forma identificável em meio ao caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor continua bem. De vento em popa. Um amor que se deve guardar, manter, cuidar e de quando em quando dar umas comemoradas bíblicas, pra continuar deixando registradas histórias sem igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o resto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrevivi a uma empresa forte (tornada medíocre e em frangalhos por sua má e imbecilizada direção), que atualmente não é mais que um remedo de retalhos mal costurados, um cadáver que, por ainda não se dar conta da própria condição, ainda tenta se reerguer apesar do ceifador chamando-a de uma esquina próxima; segui em frente quando até a vontade de gritar havia sido englobada no imenso cansaço de um ano terrível; nadei por entre uma Veneza acidental, criada em Santa Catarina, tal como retirante de um waterworld, cumprimentando barcos como se cumprimenta amigos passantes e dando graças a qualquer coisa pelo mundo nos mostrar, ocasionalmente, quem é que manda nesta porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora estou aqui, de férias na Ciadade Maravilhosa, curtindo um calor infernal (bem, talvez o calor eu não esteja curtindo tanto assim), e de braços dados com meu grande amor. Pra começar 2009 socando cérebros e pronto pra colocar todas as ignomínias de minha cuca em palavras novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz o-que-quer-que-seja pra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar 2008 falecer em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Janeiro voltamos à carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nóis no DVD, e os praibói no Blueray. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-3840882321307845796?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/3840882321307845796/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=3840882321307845796&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3840882321307845796?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3840882321307845796?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/12/falecimento-de-2008.html" title="Falecimento de 2008" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQGRnsyfCp7ImA9WxRREks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-5528540884352394319</id><published>2008-09-24T06:17:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T06:18:47.594-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-24T06:18:47.594-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pineais" /><title>Alien Sex Fiend</title><content type="html">&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gYMLwLTzGUg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gYMLwLTzGUg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-5528540884352394319?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/5528540884352394319/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=5528540884352394319&amp;isPopup=true" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/5528540884352394319?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/5528540884352394319?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/alien-sex-fiend.html" title="Alien Sex Fiend" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE8ESHc8cCp7ImA9WxRREUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-3693127456804872543</id><published>2008-09-22T12:50:00.001-07:00</published><updated>2008-09-22T13:53:29.978-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-22T13:53:29.978-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pineais" /><title>Esquecidos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNf3rNv2mBI/AAAAAAAAAIc/V0tBH72mPAw/s1600-h/lucy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNf3rNv2mBI/AAAAAAAAAIc/V0tBH72mPAw/s200/lucy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248936212520409106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;&lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Sempre quis usar o “Algo se perdeu na tradução” para conter críticas sem muitos fundamentos, teorias sem qualquer base real, mistérios que nunca ocorrem e, a grosso modo, quaisquer elucubrações que minha velha mente imberbe fosse capaz de gerar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Porém, longe de ser um tirano que não cita alusões a nada que não a seus próprios escritos, volta e meia faço jus a mentes infinitamente brilhantes (o que não é, olhando-se por qualquer ângulo, o meu caso), como minhas homenagens costumeiras a Nietsche, Maya Deren, Grant Morrison, Nuno Artur Silva, Jorge Luiz Borges e tantos outros. Criaturas que escreveram visões de almas cuja minha nunca alcançará.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;E esta postagem é sobre mais uma dessas criaturas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Diametralmente oposta de ser famosa como algumas das pessoas que mencionei no penúltimo parágrafo, ela está praticamente esquecida no tempo. E essa é exatamente a razão que escolhi pra prestar-lhe uma honrosa citação, pois deixar que suas obras caiam no esquecimento seria uma perda irreparável. Então me lanço em uma breve biografia da cidadã, e um pequeno resumo de suas mais célebres criações.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Lucy Jane Clifford nasceu em 1846, na Inglaterra, e estava destinada a se tornar uma novelista infantil. Casou-se com o professor, matemático e filósofo William Kingdon Clifford em 1875 (eles se conheceram quando Lucy estudava artes plásticas) e, a partir do matrimônio, a casa dos Clifford se tornou romaria indispensável para algumas das mentes mais proeminentes daquele período, entre as quais pode-se citar Charles Darwin, Henry James, Thomas Huxley e George Elliot.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Após o falecimento de William em 1879, foi idéia de George Elliot (que era muito amigo de Lucy) criar um fundo de pensão para ajudar a escritora e suas duas filhas. E com o tempo, e a crescente amizade entre os dois, sugeriu que Clifford “entretivesse” seus momentos de solidão social escrevendo livros infantis.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Usando isso como forma de ampliar seu orçamento doméstico, Lucy escreveu para pasquins e tablóides a princípio, mas logo publicava seu primeiro livro de contos, “Children busy, children glad, children naughty, children sad” (“Crianças ativas, crianças alegres, crianças travessas, crianças tristes”, numa tradução literal). Mas não parou aí.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Entre contos, peças e novelas infantis (e algumas adultas), Lucy Clifford criou o que seria eternamente sua obra prima. Em 1882 ela escreveu “Anyhow Stories” (“Histórias de Qualquer Forma”). Uma seleção de contos bastante curtos que, não obstante serem perfeitamente cabíveis a crianças de quaisquer idades, continham imagens inconscientes tão sérias e perturbadoras que afetavam também a imaginação de adolescentes e adultos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Não havia em seus contos a violência de Andersen ou dos irmãos Grimm. Nenhum lobo devorava ninguém e nenhuma ervilha estragava a coluna das princesas. Mas as emoções contidas nas palavras e enredos, e as imagens criadas a partir do contexto das histórias eram tão fantásticas que, na época, causavam respostas imediatas tanto em velhos quanto novos. Todas as histórias tinham em seu início a imagem da felicidade e segurança, para depois, ao decorrer da trama, darem lugar a uma tensão moral crescente que terminava no surpreendente fim.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Eram histórias que durariam para sempre.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Contudo, como nada dura para sempre, mesmo tendo tido dezenas de reimpressões enquanto Clifford estava viva, suas criações foram esquecidas praticamente de vez. Estão quase extintas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;De domínio público atualmente, elas tiveram uma breve reimpressão em 1977 e só. Em sua recriação surrealista de Doom Patrol, o genial e anárquico Grant Morrison usou alguns textos de “The New Mother” em uma história mas, fora isso, essas são obras que se perderam no tempo. Ou que jamais chegaram ao público brasileiro porque, se não estou enganado, nunca foram publicadas por aqui (posso estar errado; se estiver, me corrijam).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Pretendo fazer a tradução de Anyhow Stories um dia desses, e dispor aqui em PDF pra quem quiser ler em português. Provavelmente quando estiver de férias, e não tiver nenhum deadline com gráficas ou afazeres me sufocando, mas queria, mesmo assim, divulgar as histórias aqui agora, como estão. Li a obra já depois de adulto, e os contos me deixaram de tal forma transtornado que as reli várias vezes desde então.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Como já sou um transtornado por natureza, decidi dar a chance àqueles(as) que quiserem variar de leituras fantásticas (entre as maravilhosas obras de Monteiro Lobato e Terry Pratchett ou a monotonia sem fim de Harry Potter) para que, ao contrário de terem uma leitura boa pra pegar no sono, abraçar uma que os deixará muitas noites pensando sem dormir.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Não vou me deter colocando resenhas de cada conto, mas queria escrever algumas linhas sobre um só, que me chamou a atenção pela sensibilidade acima de tudo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;“Wooden Tony” (“Tony de Madeira”) foi escrita como parte de Anyhow Stories, 62 anos antes de se ter identificado cientificamente o problema do autismo. Mas tem uma forma tão bonita e poética ao tratar do assunto, que se pode imaginar se Lucy não teve de perto a experiência de lidar com alguma criança ou adulto sofrendo desse mal.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Uma inversão total da história de Pinóquio, Wooden Tony contava a história de um menino de verdade, filho de um marceneiro suíço. Pinóquio queria ser real além de somente seu corpo, e para isso precisava adquirir consciência (ele a recebeu e se tornou definitivamente humano quando salvou a vida de seu “pai”). Mas Tony, ao contrário, desejava se tornar madeira, ficar separado de outras pessoas, até mesmo de seus pais. Queria ser “pequeno e distante” (ao ver objetos longe, sua abstração autista fazia com que os imaginasse pequenos), seus pais se viam tendo que lidar com um menino que quase não falava, ou que, como diz sua mãe em uma passagem, “Pensa mais do que consegue dizer”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Abaixo está o link para os contos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Estão ainda em inglês, é verdade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas quem quiser ler, verá que vale a pena não deixar essas histórias esquecidas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/orwellus/index.htm"&gt;ANYHOW STORIES&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-3693127456804872543?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/3693127456804872543/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=3693127456804872543&amp;isPopup=true" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3693127456804872543?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/3693127456804872543?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/esquecidos.html" title="Esquecidos" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNf3rNv2mBI/AAAAAAAAAIc/V0tBH72mPAw/s72-c/lucy.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUCRXk7fip7ImA9WxRSGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-227761919862013531</id><published>2008-09-19T11:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-20T05:04:24.706-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-20T05:04:24.706-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Amorosos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNPvS5bDY9I/AAAAAAAAAH8/9A3mB_Ax8WM/s1600-h/Wando%2B-%2BMulheres%2B-%2B1993_FrontBlog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNPvS5bDY9I/AAAAAAAAAH8/9A3mB_Ax8WM/s200/Wando%2B-%2BMulheres%2B-%2B1993_FrontBlog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247801098747732946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;&lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Esta é a última postagem da trilogia que comecei há algum tempo, sobre bandas que só falam de um tema. A primeira da série foi a respeito de bandas que &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/07/sangrento.html"&gt;só falam de morte&lt;/a&gt;, e a segunda sobre as que &lt;a href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/08/protestantes.html"&gt;adoram unicamente protestar&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas deixei esta por último porque, entre todas, é a que me dá mais raiva. Então agora vamos tratar de bandas, músicos e conjuntos que só falam de amor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Não quero dizer com isso que sou algum solitário amargo e com vida sentimental inexistente. Amo minha namorada (que é minha mais ferrenha e apaixonante crítica, e de vez em quando deixa maravilhosos comentários aqui) e nossa vida a dois vai de vento em popa. O que falo é somente de um tema musical que não foi o primeiro a surgir, mas que, por algum motivo inexplicável, se tornou responsável pela aglutinação de milhões de bandas no mundo. E um tema que é, salvo extremamente únicas exceções, é tão mal tratado que chega a dar nojo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas vamos à vaca fria. Bandas e musicistas que falam apenas de amor tendem a ter algumas tangentes indiscutíveis, e essas são tão iguais de um caso a outro, que não se pode mais dizer onde um conjunto começa e outro termina. Portanto me dedico a citar algumas dessas tangentes:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;IMAGEM&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Todas essas aberrações fazem sempre a mesma capa de CD ou DVD, modificando pouca coisa. É sempre o cantor ou banda vestido como seria Girogio Armani se houvesse nascido num forró. Sempre, e isso não tem variações, o(s) elemento(s) aparece(m) fazendo uma pose sensual, completamente ridícula e forçada, não importa se forem feios feito a fome (basta olhar qualquer capa de Roberto Carlos, Netinho, Michael Bolton, Wando ou Latino, no quesito masculino, e Sandy, Mariah Carey, Wanderléia, Sula Miranda  na contraparte feminina, pra ter a exata noção do que falo).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Se não for a foto de pingüins e geladeira como menciono acima, então sem sombra de dúvida será uma capa breguérrima com a foto de um casal (detalhe: a mulher sempre estará vestida de vermelho) em poses forçadamente insinuantes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;TEMA&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Um fato marcante que assola as bandas “amorosas”, é que o tema somente pode ser tratado nas canções se fizer parte de um dos seguintes:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Endeusamento:&lt;/span&gt; As integrantes deste quesito afirmam que “Eu te amo mais que a vida”, “Você é minha razão de comer, beber e respirar”, “Mato e morro por você, é só mandar”, “Quero viver em tua função” ou “Quero ser teu capacho pra você pisar”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Depressão:&lt;/span&gt; As músicas dizem claramente que “Sem você eu não sou nada”, “A vida é insuportável desde que você partiu”, “Passo meus dias na cachaça porque não tenho ninguém”, “Só você pode me salvar” ou “Te quero tanto, mas você nem olha pra mim”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sacanagem:&lt;/span&gt; O último ponto é destinado aos temas que dizem “Rebola pra mim que eu te encaixo igual a um Lego”, “Dança pra mim no quadrado, na Big Coke ou sei-lá-em-que”, “Vem cá minha cachorra (pirigueti, preparada, vagabunda ou qualquer outro apelido carinhoso) que eu te dou um trato gostoso” ou “Vamos roçar que nem pauzinhos pra fazer fogueira”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Daí você pega uma (ou um) criança / adolescente. Ela vai ouvir uma música sobre ENDEUSAMENTO e achar que é sua meta de vida. Como escravos apaixonados não dão em árvore, ela baterá as caras numa parede de chapisco até perceber que não é a praia dela, e passará a dar ouvidos a músicas sobre DEPRESSÃO. Tendo em mente essa tristeza toda, ela passará a ouvir músicas melacuecas achando que são românticas, e se identificará com o arquétipo de que o amor não existe pra ela. E como a carne é fraca e ninguém é de ferro, acabará se identificando com a vertente restante, a SACANAGEM, numa tentativa de conseguir o tal “amor” do qual todo mundo canta a respeito, não importando que, pra isso, tenha que deixar de lado qualquer resquício de respeito próprio. E ainda por cima, achando que é amada de verdade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Se um ouvinte não tiver muito parâmetro ou respaldo capaz de filtrar as informações que recebe numa canção, claro que passará a achar comum músicas completamente explícitas e abusivamente grossas sexualmente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;E não venham me dizer que isso não existe.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;GLOSSÁRIO&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Música (como literatura, artes plásticas e etc.) é por definição uma forma de expressão artística, veiculada através do comércio. Contudo, está há muito tempo sendo um comércio exercido através de falsos artistas. E assim, essas bandas que critico usam letras e poesias tão feias e mal construídas que, ao invés de darem alguma experiência sensorial nova ao ouvinte, o empobrecem cada vez mais. Em suma, as letras das músicas são tão pobres e carentes de criatividade, que dentro em pouco a única palavra que os músicos terão para rimar com “amor” será “amor” mesmo, por falta completa de sinônimos (hmm, acho que já ouvi algo assim em algum lugar).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Claro que a música deva falar a linguagem dos povos, ninguém está mandando &lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v82/lupimentel/brega/cd_brega.jpg"&gt;Felipe Dylon&lt;/a&gt; cantar em latim (se bem que ele conseguiria cantar latindo). Mas não custa nada embutir no contexto melodramático das canções um pouco de cultura, que não faria mal a ninguém e nem tiraria a diversão da música em se ouvir, cantar ou dançar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Milhões de Cds são vomitados mensalmente no mercado, mas são de consumo tão rápido, e de igualmente rápido esquecimento, que do momento de lançamento ao que não se lembra mais quem era o artista, é questão de semanas. Quer uma prova disso? Pense num CD que ouviu ou comprou quatro anos atrás: tenho certeza de que você se lembra do “carro chefe do CD”, a música de trabalho, que tocava no rádio e na novela. Agora, tente se lembrar de quaisquer outras cinco músicas que estivessem no CD, pra você ver se consegue. Dou minha cara a tapa, se alguém conseguir (pra uma banda das que descrevo neste post). E sabe por que? Simplesmente porque as músicas não se sustentam, são tão vazias de conteúdo que passam no vácuo em questão de dias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Essas bandas são tão chorosas e melosas que seus CDs já vêem úmidos e perfumados de fábrica, e conseguem transformar o tema “amor”, que é a mais nobre e valiosa emoção humana, em algo tão açucarado que fica desprovido de sabor.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Tal como ficam desprovidas de conteúdo as pessoas que acham que essas bandas sabem tudo que há pra se saber sobre o assunto.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;No fundo, você também é o que você ouve.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-227761919862013531?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/227761919862013531/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=227761919862013531&amp;isPopup=true" title="7 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/227761919862013531?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/227761919862013531?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/amorosos.html" title="Amorosos" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SNPvS5bDY9I/AAAAAAAAAH8/9A3mB_Ax8WM/s72-c/Wando%2B-%2BMulheres%2B-%2B1993_FrontBlog.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8ARHo6cCp7ImA9WxRSF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-2515930757286176829</id><published>2008-09-16T16:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T06:00:45.418-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-18T06:00:45.418-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mistérios" /><title>Games</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.graffiti.org/zines/fullsize/game_over.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.graffiti.org/zines/fullsize/game_over.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;style type="text/css"&gt;--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A vida imita os games.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;É isso mesmo que você leu, não estou variando (não mais que o normal, pelo menos) e nem troquei “a arte” por estar viciado em algum MMORPG banana, desses que vazam toda semana e prometem ser o máximo em interação. Não gosto disso. Perderia mais tempo jogando Mistery Case Files ou Full Throttle do que qualquer uma dessas babaquices.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;É que outro dia me bateu feito uma bigorna, que a vida de cada um de nós é como um game eletrônico. Então se antes a vida imitava a arte, trazendo ao cotidiano novas tendências, bordões de novelas, formas de agir, pensar e piriri, hoje em dia, neste “maravilhoso e global” terceiro milênio, são os games que se tornam modelos para nosso viver e morrer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Começando pelo básico: Fases.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Por mais engraçado que possa parecer, se você prestar atenção verá que as vidas das pessoas (sim, isso inclui as nossas) é dividida em fases que não constam simplesmente no criança, adolescente, adulto, idoso. Cada ano, cada mês, cada semana, se acaso for, é uma fase a ser vencida. Sejamos ricos ou pobres, batalhadores ou apadrinhados, vivemos fases distintas a cada novo caminhar, e nelas estão contidos todos os elementos de uma fase de game. Temos os obstáculos, que podem ser definidos como metas profissionais, dívidas que contraímos, salário que não chega, desafetos antigos e novos, provas e teoremas, inimigos e novas amizades. Tanta coisa pra continuar no jogo, sobreviver, passar de nível, que é uma verdadeira luta, coisa que talvez um Street Fighter não conseguisse resolver com a mesma facilidade que temos de desembolsar. E exatamente como nos games, o final de cada fase é marcado por um desafio maior, o “chefe de fase”, que pode ser desde um patrão desumano ameaçando nos despedir, até manter um relacionamento conturbado, simplesmente porque passar de fase significa estar vivo, correndo no páreo. E quando a fase acaba, mal temos tempo de descansar. Queremos ver logo a próxima, porque jogo parado atrofia, e um dia desses queremos zerar o game e colher os frutos da vitória.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Daí vamos complicando: Personagens.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Todo game tem um personagem que você encara. Pode ser um piloto clandestino disputando driftings pelas ruas, soldados da fortuna nos combates e guerras, lutadores de algum tipo obscuro de luta, em busca do prêmio final, mas na nossa vida normal também representamos um arquétipo do que esperam de nós. Somos profissionais porque dependemos do emprego, estudantes dedicados porque queremos ser um dia profissionais, bons maridos ou namorados porque queremos tem um aconchego junto a nossas Zeldas. Representamos um personagem implícito dentro de nós a cada fase trilhada, e esse personagem nos define no jogo: é bom ou mau, joga limpo ou ataca pelas costas, mas independente de como age luta sempre pela mesma coisa. Jogar é essencial.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O alívio dos games: Saúdes e Golpes Especiais.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Esses são os bons momentos de se jogar. Quando tudo está quase perdido (“Cara, se eu tomar mais um tiro vou explodiiiiir!”) e você encontra um pacotinho de health flutuando na tua frente ou um kit médico dentro de uma gaveta, junto com munição extra. É a salvação imediata, te dá fôlego pra continuar na fase, correndo atrás e deixando claramente escrito que ainda não verão teu fim. Seja na escola ou faculdade, no trabalho, família ou vida a dois, todos achamos isso num momento de paz em meio a brigas, num auxílio do trabalho por alguém que vai te dar uma força. E faz a mesma coisa que os kits nos games, dá espaço pra darmos uma respirada, puxar o cinto pra cima e seguir correndo, que o mês tá difícil e ainda tem muita coisa pra fazer. E os golpes especiais são a mesma coisa: nos jogos eles são manobras complicadas de se realizar, mas que desferem um golpe fatal ou arma secreta que, sem mais nem menos, melhora em muito as chances em nosso favor. E quem não dirá que tem isso no trabalho, estudo ou relacionamento? Aquele “ás na manga” que só você sabe como fazer, e pelo qual ninguém esperava, que de repente vira a situação que parecia perdida? Alguém? Alguém? Ninguém? Eu sei.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;As similaridades continuam: Barras de Energia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Você já deve ter reparado que todo game tem uma barra de energia. Ela pode ser presentada por uma faixa, que vai ficando vermelha quanto mais você apanha, ou pelo número de vidas, e tudo isso representa a mesma coisa. A quantidade de porrada, decepções, traições, cansaço, dificuldades extremas e demais situações absurdas que você pode agüentar sem sair definitivamente do jogo. Se a barra chega no zero, você fica bambinho de vez e uma voz no fundo de tua nuca ecoa uma frase de “Finish him!”, ou você simplesmente cai e não tem mais forças de continuar. Mas independente do que aconteça, isso simboliza só uma situação: o jogo acabou. Game over. E se essa energia acabou no trabalho, você verá o golpe de misericórdia chegando como uma demissão; será uma ordem de despejo, se o aluguel estiver há muito tempo dependendo de teus malabarismos; será a vida de solteiro(a) novamente, se o relacionamento der seriamente errado. E você está fora do jogo, fracassado, derrotado. Terá de começar tuuuudo de novo, começar do zero, escolher outro ou o mesmo personagem, pra tentar passar dessa fase. Exatamente como nos jogos, quem nunca teve que levar um fatality e levantar pra tentar outra vez?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Não aceitar a derrota tem um nome: Continues.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Às vezes nossa vontade ferrenha de não perder é grande e, mesmo tomando na testa com um tacape de pedra, ainda temos chance de tentar sem ter que começar de novo. Num jogo isso é marcado pelos continues. Você acabou de olhar pra cara da derrota, é um mané incapaz, mas ainda tem dois ou três continues que voltam no início da fase anterior, e você pode passar só por ela de novo, pra ver se agora acerta ou dá sorte. Exatamente como nós, que por nossa força de vontade e tendência obstinada, nos recusamos a ver o fim de alguma coisa importante em nossas vidas e assim tentamos de novo só aquele último momento. Imaginamos que se fizermos melhor, só um pouco diferente da última vez, poderemos voltar pro combate que é viver sem ter que engatinhar todo o caminho de volta. Mas infelizmente os continues acabam um dia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O aprendizado é importante: Savegames.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Savegames em jogos são também a salvação. Você gravou o jogo pouco antes de levar no lombo, e pode também voltar àquele instante sabendo o que vai acontecer em seguida, podendo se preparar pra quando o chefe de fase sacar a arma ou acionar o nitro. E pra nós, pessoas normais (quase todas), isso funciona como a experiência e o aprendizado. Saber previamente lidar com situações, poque já nos ferramos tanto na vida, conhecer o melhor caminho a tomar, ou ação a desempenhar. Trabalhar mais, pros deadlines não nos sufocarem, fazer milhares de simuladões pra que nenhuma questão nos pegue desprevenidos novamente, saber como tratar alguém, como se portar num relacionamento porque ficar sozinho pra sempre é tão ruim. Voltar e refazer, pois somos dotados da bênção de aprendermos com nossos erros, exatamente como num jogo qualquer.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;O fim chegou: Game Over.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Aí não tem escapatória. Se você salvou o jogo ou ainda tem continues de reserva, ainda pode tentar ir em frente, mas se não, teu final foi decretado. E não quero comparar isso à morte, de jeito nenhum. Você não foi pro andar de cima (ou de baixo, vai saber), e terá simplesmente que começar a jogar outra vez. Ainda bem que somos teimosos o suficiente pra não desistir, determinados o bastante pra voltar às raízes. Nem todos, e isso é triste, mas a maioria. O emprego foi pras picas, o relacionamento acabou, o vestibular passou e você não se agüenta de desânimo e cansaço, mas é só descansar um pouco, recolher os cacos de amor próprio do chão e se reerguer. O game continua, você só terá que jogá-lo desde o princípio. Mais forte, mais experiente, mais velho. Mas lá. Porque deixar de jogar é se entregar à morte.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;E no final da história, quer você vença o jogo ou não, só uma coisa importa e isso também há em nossas vidas igualzinho aos games de PS ou computador. O score. Não em pontos pra você ver se bateu fulano ou sicrano, ou dinheiro, mulheres, homens e diplomas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Mas na memória e certeza de ser um bom jogador, porque a vida, como tentei demonstrar acima, é um jogo a cada minuto que temos dela pra jogar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-2515930757286176829?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/2515930757286176829/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=2515930757286176829&amp;isPopup=true" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2515930757286176829?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/2515930757286176829?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/games.html" title="Games" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8ERnc-eCp7ImA9WxRSF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-1429305489440210102</id><published>2008-09-15T06:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T06:00:07.950-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-18T06:00:07.950-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Justiça</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_TROCmp08Oro/R2YW0p_9i6I/AAAAAAAAATo/df7VYlOBvtw/s1600/Flavia%2Bbarra%2Bmenor-gif.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_TROCmp08Oro/R2YW0p_9i6I/AAAAAAAAATo/df7VYlOBvtw/s1600/Flavia%2Bbarra%2Bmenor-gif.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A data de hoje é marcada por um apelo que persiste há dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No blog &lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/"&gt;Flávia Vivendo em Coma&lt;/a&gt;, está sendo criado há tempos um movimento que culmina hoje, mas que ainda assim está longe de acabar. Odele, mãe da Flávia em questão, luta há uma década por justiça desde que sua filha quase morreu afogada ao ter os cabelos sugados por um ralo de piscina mal instalado, defeituoso, perigoso e, de qualquer ângulo que se veja a história, ilegal.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Em coma vigil, Flávia acabou de completar 20 anos. Dez anos que marcam o início de seu coma e a luta incessante de sua mãe para trazer os responsáveis perante a justiça, que se mostra lenta e ineficaz como sempre nesta nossa república das bananas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Então Odele lançou o selo “Justiça para Flávia” pedindo a outros blogs que participem, ajudem, divulguem e façam a palavra se espalhar pelo país inteiro, pelo mundo inteiro, ganhando mais coro a cada postagem de forma a fazer as autoridades se mexerem e ajudando a prevenir que absurdos, como o que levou Flávia a seu coma, nunca mais se repitam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Apesar de seus esforços e tentativas, muito pouco foi feito até agora. E é exatamente por isso que estamos, todos os que se prontificaram a aderir ao movimento, tornando este dia um dia marcado pela luta de mães, pais, amigos, blogs e demais pessoas, para que a impunidade cesse de uma vez por todas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Deixo abaixo o vídeo de um programa de TV, no qual Odele divulga mais sobre sua batalha e o caso de Flávia, e deixo alguns links para quem se interessar a fazer deste dia um dia especial, no qual este apelo nunca seja esquecido e no qual se lute para que horrores assim nunca mais aconteçam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Participem.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Blog – &lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/"&gt;Flávia vivendo em coma&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Artigo – &lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/2007/12/flavia-20-anos-metade-dos-quais-em-coma.html"&gt;Flávia, 20 anos, metade dos quais em coma vigil&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;a href="http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/2007/12/flavia-20-anos-metade-dos-quais-em-coma.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ox240cDuhC8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ox240cDuhC8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-1429305489440210102?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/1429305489440210102/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=1429305489440210102&amp;isPopup=true" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1429305489440210102?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1429305489440210102?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/justia.html" title="Justiça" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_TROCmp08Oro/R2YW0p_9i6I/AAAAAAAAATo/df7VYlOBvtw/s72-c/Flavia%2Bbarra%2Bmenor-gif.gif" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEANRHs_eyp7ImA9WxRSF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-8143334284303147831</id><published>2008-09-13T11:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T05:59:55.543-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-18T05:59:55.543-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Intradutível</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMwJUfWUKII/AAAAAAAAAH0/gN3sEudDyB4/s1600-h/selo_traduzir.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMwJUfWUKII/AAAAAAAAAH0/gN3sEudDyB4/s320/selo_traduzir.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245577913596913794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tua hora chegou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quem me conhece sabe que gosto de usar essa frase pra mil e uma utilidades. E a verdade é que a hora chegou mesmo. Estou há algum tempo descobrindo, a cada dia, como é interessante semear, regar e cultivar um blog. Sempre gostei de escrever (quem me conhece sabe disso também) mas carecia de papel sempre que me dava vontade, de gavet&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;as para guardar os escritos guardáveis, de um teclado que marcasse os papéis (odeio escrever à mão). E foi descobrindo os blogs que descobri uma forma boa de guardar as idiotices que teimo em escrever. E mais. Como inicialmente escrevia só pra mim mesmo, pra deixar guardados os textos nas gavetas do google, não tinha como imaginar que alguém mais prestaria atenção a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Mas começaram a prestar, e isso me deu dia-a-dia um novo fôlego pra escrever. Afinal o tempo passa, a idade pesa e depois dos trinta a gente percebe que as idéias têm a mesma tendência a cair que os cabelos. Entretanto, as pessoas iluminadas que começaram a me visitar aqui me deixavam, em seus comentários, seus próprios blogs e etc., cheio de idéias novas fermentando na cuca calva. Até um ponto em que uso meus quatro brincos como um varal pra pendurar as idéias que recebo, os conselhos valiosos, os elogios gentis, e depois que tudo está pendurado tenho mais vontade de escrever do que antes de ter o blog. E um pensamento brota, dizendo “Acho que gosto disso”.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Com o tempo, algumas das iluminadas criaturas que freqüentam o “Algo” me concederam mimos, prêmios, selos e banners de apreciação, e pude me sentir o mais feliz dos Muttleys. Acreditem, agradeço muito a todos e todas que me ajudam a manter este repositório de absurdos sempre em funcionamento, recebi (e repassei) os selos e prêmios com muito gosto. E, como não poderia deixar de ser, a hora de vocês chegou.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Tenho alguns blogs em alta estima. Alguns que não só me ajudaram bastante, mas que têm um conteúdo tão bom, divertido, cultural, dinâmico e único, que é impossível alguém copiá-los. Ou melhor, até dá pra copiar, mas o resultado da cópia ficaria amarelado e insosso, porque os originais têm uma criatividade melhor, um núcleo melhor, idéias melhores e, enfim, são bons pra cacete.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;E de tanto ganhar selos e etc., resolvi criar um meu, personalizado, pra premiar cinco dos blogs que realmente me ajudaram a entender do que é que se trata ter um blog. São blogs inteligentes, atualizados, culturais, irreplicáveis e, dessa forma, intradutíveis.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Assim, o selo 100% INTRADUTÍVEL é dedicado a cinco cães das trevas que me deixaram de queixo caído. Ele está lá no início do post, e vocês podem pegá-lo que é extremamente merecido. Reduzam ou ampliem o tamanho pra caber da forma que melhor couber nos blogs de vocês. E peço que, se vocês conhecerem outros cinco blogs que se encaixem nessa categoria, passem a eles a homenagem, que há muitos outros intradutíveis pelo mundo afora.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMwIe35p3OI/AAAAAAAAAHk/Wdwhj24XZBk/s1600-h/selo_traduzir.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="justify"&gt;Os premiados são:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://blog-memories.burazine.com/"&gt;Blog-Memories&lt;/a&gt; – Quando comecei o “Algo se perdeu na tradução”, foi Claudya, uma blogueira e designer nata, quem me deu as mais variadas dicas sobre formato e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mimesisoutrem.blogspot.com/"&gt;Mímesis Outrem&lt;/a&gt; – Gleise mantêm esse blog recheado das mais maravilhosas formas e arte visual e poesias, sempre me deu muita força e foi, por excelência, uma grande fonte de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oscar-vg.blogspot.com/"&gt;By Osc@r Luiz&lt;/a&gt; – Um blog abusivamente completo de cultura, diversidades, desafios e humor diariamente. Apesar de não conhecer Oscar pessoalmente, imagino que ele seja uma criatura extremamente inquieta, tamanha é sua rapidez de atualizações e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://paradoxofeminino.blogspot.com/"&gt;Paradoxal&lt;/a&gt; – Um baú adornado de profundos, irreverentes e sensacionais textos sobre o universo feminino, a vida e tudo mais que passar em sua mira. Criado e mantido por Beth Ribeiro, gosto muito de passar por lá a cada atualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mentealem.blogspot.com/"&gt;O inferno é o fogo do sol&lt;/a&gt; – Parceiro para todas as horas, boêmio de profissão e poeta por natureza, meu grande amigo Diogo Klock faz um blog totalmente pessoal e intransferível, onde publica seus textos poéticos e líricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Obrigado.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Continuem intradutíveis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-8143334284303147831?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/8143334284303147831/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=8143334284303147831&amp;isPopup=true" title="10 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/8143334284303147831?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/8143334284303147831?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/intradutvel.html" title="Intradutível" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMwJUfWUKII/AAAAAAAAAH0/gN3sEudDyB4/s72-c/selo_traduzir.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04MSHgzfSp7ImA9WxVXGEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-6549724056021342418</id><published>2008-09-10T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-02-17T09:33:09.685-08:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-02-17T09:33:09.685-08:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><title>Espelhos</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.nonphotography.com/old_blog/the_streets_are_alive/images/mirrors.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.nonphotography.com/old_blog/the_streets_are_alive/images/mirrors.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lina andou pelo corredor forrado de espelhos, e não sabia como ou porque teria ido parar lá. Andou tentando olhar só à frente, mas não podia deixar de reparar nas pessoas estranhas que andavam no vidro a seu lado. Ligou a música nos ouvidos e esperava que o corredor pudesse um dia ter fim. E Lina andava sem parar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os vidros eram enegrecidos, por vezes claros. Chiaroscuro. Ondulados pelo fogo, estilhaçados por mágoas, polidos em esperanças, mostravam irmãs aberrantes que ela não queria conhecer. A música estava alta em seu fone, mas Lina tinha certeza que as pessoas no vidro falavam dela. Sussurros &lt;st1:personname productid="em reflexos. As" st="on"&gt;em reflexos. As&lt;/st1:personname&gt; canções não conseguiam deter suas vozes &lt;st1:personname productid="em cacos. Quando" st="on"&gt;em cacos. Quando&lt;/st1:personname&gt; vejo relâmpagos, sempre me sinto mal. Pois são livres e percebo que sou eu, quem se perdeu pra nunca ser achada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apressou o passo, olhou acima tentando uma fuga. Impossível. Como escapar de uma cela que reflete em suas barras milhares de saídas irreais? Som na cabeça, cochichos nos espelhos. O que queriam seus abortos? Vida &lt;st1:personname productid="em morte. Bilhões" st="on"&gt;em morte. Bilhões&lt;/st1:personname&gt; de possibilidades. Onde está o mal na mata? Queria chorar, mas temia que as pessoas dos espelhos rissem &lt;st1:personname productid="em resposta. Correu." st="on"&gt;em resposta. Correu.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vestido rasgado. Pés no frio liso do chão. Corria até o sol, mas sabia que ele afundava. A música nos ouvidos não impedia a conversa do vidro. Oh aristocratas, digam suas preces. Precisava que você fosse como o paraíso que eu via. Lina passava o corredor mais rápido do que se formavam suas feias irmãs, mas elas chegavam a cada novo passo que dava. O mundo era imenso, afinal, e cheio de lugares para ver. Ofegante. Coração acompanhando as batidas que os fones injetavam incessantes. E se tivesse de morrer. Tentando. Ela. Ao menos uma promessa não deixaria de cumprir. Nos conhecemos antes, e mesmo tão distantes, sempre estive perto de você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os reflexos não riam mais. A música estourava seus tímpanos. Corria para nunca, e via ao longe um largo poço na monotonia dos espelhos ao redor. Seus pecados não serão lembrados, e tudo o que encontrará é amor. Mais rápido. Saltando agora. Cobrindo metros com seus pés. Em meus sonhos vi anéis de fumaça sobre as árvores, e as vozes daquelas que olhavam. Me abrace agora. É uma pílula tão amarga, pra ser entregue por alguém tão querida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O poço estava perto. Tão largo. Tão distante de um ponto que se sonhe. Queria poder saltar mais, voar, sair. Qualquer coisa pra não mais ser interrogada por suas irmãs. No percurso rumo ao prédio oculto. Traz a escuridão o frio do outono. O poço estava a seus pés.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lina saltou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As pessoas dentro dos espelhos a olharam cair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E apenas o murmuro quieto do vidro ficou nos reflexos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra contar sua fábula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pelo corredor que todos percorremos antes de morrer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-6549724056021342418?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/6549724056021342418/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=6549724056021342418&amp;isPopup=true" title="12 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/6549724056021342418?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/6549724056021342418?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/espelhos.html" title="Espelhos" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEACSH89eCp7ImA9WxRSF0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-7645306676707842622.post-1722454098986206503</id><published>2008-09-09T08:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T05:59:29.160-07:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2008-09-18T05:59:29.160-07:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Rábulas" /><title>Liberdade</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMfNqId9AJI/AAAAAAAAAHQ/jF2akAuiL9Q/s1600-h/inkscape.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMfNqId9AJI/AAAAAAAAAHQ/jF2akAuiL9Q/s200/inkscape.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244386414807548050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sou um usuário confesso de software livre.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhando com design gráfico, aprendi os benefícios do Linux ao invés do Janelows. Do Gimp no lugar do Bostoshop. Do Inkscape ao contrário do Coréu Dráu. BR Office ocupando o posto do MSOrifice. E por aí vai, numa lista grade o suficiente pra dizer que não dependo mais das coisinhas proprietárias pra fazer o que quer que seja que me dê na telha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda que esteja a cada dia mais feliz de ver que o software livre ganha espaço, onde antes só havia Cds comprados em camelôs para a última versão do Autocadji, não fico completamente contente porque sei que é ainda uma luta desigual. Sendo anarquista por natureza, e iconoclasta por raiva do mundo, tenho sempre a tendência de preferir os lados mais alternativos aos de massa, de tentar demais opções e não embarcar simplesmente no “que todo mundo gosta”. Até porque, nem Jesus agradou a todos. Como vejo as coisas, nada pode ser capaz de agraciar todo mundo simplesmente porque ninguém é igual a ninguém, independente de se a maioria gosta de sertanejo ou não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer coisa criada para ser consumida em massa precisa ser tão impessoal ao ponto de tentar suprir todos os anseios (o que, convenhamos, é impossível), e então carece de uma coisa primordial: personalidade. Bandas de consumo global costumam ser assim (ainda que existam aquelas que, por excelência, atinjam um grande número de pessoas porque são boas pra cacete). Tendências de moda são assim. Programas de TV são assim. Comidas são assim. Portanto, programas também são assim quando perseguem a tentativa de dominarem os desktops do planeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha bronca com software proprietário não é só por isso. Não é porque Bill Porteiras usou de práticas capitalistas pra fazer seus softwares engolirem grande parte da concorrência, que eles sejam ruins. Alguns são até muito bons. Ruim é o fato de pessoas se acostumarem tanto a eles que dependem de pirataria pra poderem usá-los, porque os preços exorbitantes de suas licenças fica muito além da realidade de pessoas comuns. Ruim é você procurar cursos e encontrar “Curso de Uôrdi”, quando deveria encontrar “Curso de Editores de Texto”. Ruim é o usuário atual de computadores não ter chance de saber que existem alternativas que não dependem de Cds piratas. Ruim é outros tantos saberem que alternativas existem, mas terem preguiça de usá-las, e preferirem ilegalidade porque “Todo mundo faz, então eu também posso”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ruim é poucos saberem que a Micosoft depende exatamente da pirataria pra continuar existindo, porque ela, de uma forma ou de outra, ajuda a espalhar o mito de que, sem a Micosoft, não há alternativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito pior é tão pouca gente ter vontade de mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem pelo mundo afora milhares de pessoas que fazem, por vocação e dedicação, programas tão bons quanto quaisquer outros. Às vezes, e não são poucas as vezes, são até bem melhores. Gente que faz isso só pra mostrar que há liberdade fora das licenças muito caras ou das cópias ilegais. Que faz programas excelentes, como os que mencionei no segundo parágrafo, pra semear brechas de ar fresco fora do esquemão, e tudo o que pedem e que os usuários testem e, se gostarem, usem suas alternativas porque ser livre é muito melhor. Esse caras trabalham tanto que as versões novas de seus programas saem o tempo todo, em constante atualização.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, o próprio grupo do Google é um exemplo de liberdade, criando várias opções gratuitas ou de baixo custo para suprir as vontades dos que querem fazer algo sem roubar e sem se escravizar pelo consumo em massa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então por isso escrevo esta postagem. Tenho andado muito ocupado pra postar com mais freqüência no blog (novas atribuições, pouco tempo, socorrooooooo!), mas queria pedir a todos os meus dois leitores (incluindo minha cara metade) que testem de vez em quando uma forma diferente, só pra dizer que tem porque preferir um ou outro. Ninguém está obrigando ninguém a usar o Scribus (que eu uso) no lugar do Públixer. Apenas sugiro que vocês testem pra saber, no fim da história, se foram vocês mesmos que escolheram usar o esquemão, ou se é o esquemão escolhendo por vocês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então o furdunço é o seguinte. Deixo abaixo os links de programas variados para os mais diversos fins, que uso e que são livres (podem ser baixados, instalados, copiados, oferecidos, dados de presente e pisados), fazendo frente a outros que dependem de grana ou camelô pra serem usados. Todos funcionam em português. Nas páginas deles há tutoriais, exemplos, dicas e macetes pra quem quiser aprender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um pensamento. Foda-se a propriedade, porque não sou propriedade de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://inkscape.org/"&gt;Inkscape&lt;/a&gt; – Software de desenho vetorial com vários e maravilhosos efeitos que o o Coréu nem sonha em ter de forma simples. Visite a seção de “&lt;a href="http://inkscape.org/screenshots/index.php?lang=en&amp;amp;version=0.45"&gt;screenshots&lt;/a&gt;” de cada versão, pra ter uma idéia de como esse troço é bao. Muita coisa neste blog foi desenhada usando Inkscape.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.scribus.net/"&gt;Scribus&lt;/a&gt; – Programa muito leve, para a criação de texto publicitários, jornais, revistas e etc., que não fica devendo em nada a Peige Meiquer ou qualquer outro. Exporta em PDF para a facilidade de trabalhar com gráficas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.gimp.org/"&gt;GIMP&lt;/a&gt; – Editor de imagens com centenas de recursos profissionais, capazes de serem usados em trabalhos amadores ou comerciais, sem perder um centímetro quanto aos concorrentes. Também o usei direto neste blog.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.broffice.org/"&gt;BROffice&lt;/a&gt; – Uma variação do também excelente Open Office, e tem planilhas, texto, apresentações e etc. completamente compatíveis com os do MSOrifice, mais um programa de ilustração que é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.financedesktop.com.br/"&gt;Finance Desktop&lt;/a&gt; – Software completamente gratuito e muito bom de controle financeiro pessoal ou empresarial, que bota similares pagos pra escanteio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://free-av.com/"&gt;Avira&lt;/a&gt; - Antivírus gratuito, leve e capaz de pegar uma quantidade esmagadora de ameaças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso, p-p-p-pessoal. Tem muitos mais, mas estou pegando leve com os iniciantes. Depois comentem sobre o que acharam. E os que já conhecem todos ou alguns destes programas, por favor, ajudem a divulgar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E continuem livres.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7645306676707842622-1722454098986206503?l=algoseperdeu.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/feeds/1722454098986206503/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7645306676707842622&amp;postID=1722454098986206503&amp;isPopup=true" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1722454098986206503?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/7645306676707842622/posts/default/1722454098986206503?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://algoseperdeu.blogspot.com/2008/09/liberdade.html" title="Liberdade" /><author><name>Pensador Louco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11170013867335027973</uri><email>pensadorlouco@gmail.com</email><gd:extendedProperty name="OpenSocialUserId" value="17089206009390397198" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_k0tc2I6-3KQ/SMfNqId9AJI/AAAAAAAAAHQ/jF2akAuiL9Q/s72-c/inkscape.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></entry></feed>
