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	<title>Fernand Alphen's Blog</title>
	
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		<title>Faz aí, jaz aí</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:24:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>

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		<description><![CDATA[O faz aí é uma nova tendência do mercado de comunicação. Funciona mais ou menos assim: a gente chama um moderador aí (mas pode ser de casa mesmo), contrata um grupo aí (mas pode ser uns amigos), faz uma dinâmica aí (mas pode ser uma cerveja no bar), faz um relatório aí (mas pode ser... <a href="http://www.alphen.com.br/2012/02/03/faz-ai-jaz-ai/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>faz aí</em> é uma nova tendência do mercado de comunicação. </p>
<p>Funciona mais ou menos assim: a gente chama um moderador aí (mas pode ser de casa mesmo), contrata um grupo aí (mas pode ser uns amigos), faz uma dinâmica aí (mas pode ser uma cerveja no bar), faz um relatório aí (mas pode ser um storytelling), uma reunião aí (mas pode ser um workshop), faz um posicionamento aí (mas pode ser uma plataforma de conteúdo), faz uma campanha aí (mas pode ser uma estratégia multiplataforma), <em>faz aí</em>, <em>faz aí</em>, <em>faz aí</em>. </p>
<p>F<em>az aí</em>, tudo online, co-created, nas owned-media e earned-media. </p>
<p><em>Faz aí</em> um departamento de marketing, <em>faz aí</em> uma agência de propaganda, <em>faz aí</em> um facebook bombado.</p>
<p>Faz uns fantasma aí, <em>faz aí</em> uns copy-paste no relatório do instituto, <em>faz aí</em> uns video-case, <em>faz aí</em> umas mídia esponânea, <em>faz aí</em>. </p>
<p><em>Faz aí</em>, com muita palavra bonita surrupiada da última leitura de ponte aérea, da última palestra turística, do último best seller que seus amigos das redes sociais cacarejaram como último grito da modernidade. </p>
<p>Jaz aí a crença na boa comunicação. </p>
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		<title>A infantilização do mercado de comunicação</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 12:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Anunciantes]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para que serve uma agência de comunicação para além da retórica e do fácil gorjeio para cliente deleitar-se? A confiança na independência é a lógica fundadora e muitas vezes esquecida pelos dois lados do balcão, veículos e anunciantes. Na teoria, a relação entre uma empresa anunciante e uma veículo de comunicação se basta. De um... <a href="http://www.alphen.com.br/2012/01/16/a-infantilizacao-do-mercado-de-comunicacao/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que serve uma agência de comunicação para além da retórica e do fácil gorjeio para cliente deleitar-se?</p>
<p>A confiança na independência é a lógica fundadora e muitas vezes esquecida pelos dois lados do balcão, veículos e anunciantes. </p>
<p>Na teoria, a relação entre uma empresa anunciante e uma veículo de comunicação se basta. De um lado quer-se atingir pessoas passíveis de consumir um produto, do outro quer-se financiar a produção de conteúdo que pessoas passíveis de consumir um produto querem. </p>
<p>Não precisa-se – nem precisava-se – de ninguém no meio do caminho, basta o anunciante pagar pelo espaço que irá ocupar no espaço vendido pelo veículo e preenche-lo com conteúdo sobre sua marca/produto/serviço.</p>
<p>No entanto, para que a relação seja justa, o veículo deve convencer que é capaz de atingir aqueles que interessam ao anunciante. Para que a relação seja eficiente, o anunciante também deve fornecer conteúdo que interessa ao público. Se o convencimento não for honesto e o conteúdo de má qualidade, a prova frustra a ambos. </p>
<p>A história da propaganda começou mais ou menos assim: o  veículo convencia o anunciante com dados e o anunciante convencia o veículo com conteúdos. E no meio do caminho, pouco ligava-se para quem consumia &#8211; os conteúdos e os produtos &#8211; mais conhecido como consumidor. Até porque o veículo tinha todo interesse em comprovar que encontrava os consumidores e o anunciante todo interesse em comprovar que seu conteúdo era correto. Veículo fornecendo pesquisa, anunciante criando conteúdo, ambos sobre si.</p>
<p>Ninguém é inocente no mundo e ainda que fosse, o espelho só devolve imagens processadas pelo cérebro. Ou seja, todo espelho é mentiroso, consciente ou inconscientemente. Como confiar nas verdades do veículo? Como acreditar nas do anunciante?</p>
<p>Foi assim que nasceram as agências: para ser o meio do caminho entre as verdades de ambos os lados do balcão, com o cidadão consumidor como juiz. Para ser o auditor dos dados do veículo, para ser o criador dos conteúdos dos clientes. </p>
<p>A confiança na independência do intermediário, a agência, é o que garante (garantia) que a relação do anunciante com o veículo seja proveitosa.</p>
<p>Foi sobre essa lógica cristalina que as agências especializaram-se no consumidor, tanto do lado científico das informações, quanto do lado criativo dos conteúdos.</p>
<p>Mas muitas décadas depois, ainda existem anunciantes e veículos que se arriscam perigosamente para reestabelecer uma pré-histórica relação. Anunciantes tentando criar seus próprios conteúdos, veículos tentando justificar seus próprios públicos. Esse pensamento jurássico proporciona a infantilização dos recursos humanos fazendo malabares com verbas colossais, a frustração das especializações e, in-extremis, a desestabilização de uma trinca que se justificou na prática, fazendo o sucesso comercial das marcas, das mídias e das agências. </p>
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		<title>Histórias não fazem o boi dormir</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:55:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Storytelling]]></category>

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		<description><![CDATA[O que muita gente esquece quando enaltece o “storytelling” na construção de um discurso de comunicação, é que o “telling” é infinitamente mais importante que o “story”. A arte não está na história em si. Seria simples demais. A literatura inteira, universal, em todos os tempos, é feita de poucas histórias. Muito poucas. Mas por... <a href="http://www.alphen.com.br/2012/01/11/historias-nao-fazem-o-boi-dormir/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que muita gente esquece quando enaltece o “storytelling” na construção de um discurso de comunicação, é que o “telling” é infinitamente mais importante que o “story”. </p>
<p>A arte não está na história em si. Seria simples demais. A literatura inteira, universal, em todos os tempos, é feita de poucas histórias. Muito poucas. Mas por falta de interesse no “contar”, por falta de talento no “escrever”, mata-se por uma “boa história”. Recorre-se à pilatrangem de buscar histórias com ingredientes superficiais, fáceis de tocar, fazer chorar e fazer rir. Vemos novelas demais. Lemos jornais demais. Novelas e jornais são compêndios de histórias. Todas as mesmas, chatas, bobas, embrutecedoras.</p>
<p>A arte está na escrita, flui da linguagem e não dos fatos. São as palavras que constroem a verdadeira experiência. A história não passa de um suporte para a expressão. Por pouco que pareça, qualquer história serve a quem sabe escrever, contar.  Conte-me a história de Don Quixote, ou Moby Dick, ou o Vermelho e o Negro. Capaz de não sair nada além de uma série de descrições de personagens com uma trajetória heroica até seus fins. Cervantes e Melville e Stendhal contaram-nos essas histórias parecidas, em milhares de páginas, febres, lágrimas, tremores, transformações pela &#8211; e somente pela – escrita, única, inimitável, imortal. </p>
<p>O resto, bem, o resto é o resto. Pode até vender refrigerante, sabonete e carro. Para quem já quer refrigerante, sabonete, carro. É pouco. Pouco demais.</p>
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		<title>Fé na mentira</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2012/01/10/fe-na-mentira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 19:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Trabalhar com propaganda é uma questão de fé antes de talento. Essa é a lógica: O cliente te conta um monte de mentiras sobre sua marca (ele não iria mesmo de te contar o tamanho do bônus que ele vai ganhar se alcançar a meta). Os consumidores te contam um monte de mentiras sobre suas... <a href="http://www.alphen.com.br/2012/01/10/fe-na-mentira/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar com propaganda é uma questão de fé antes de talento. </p>
<p>Essa é a lógica:</p>
<p>O cliente te conta um monte de mentiras sobre sua marca (ele não iria mesmo de te contar o tamanho do bônus que ele vai ganhar se alcançar a meta). </p>
<p>Os consumidores te contam um monte de mentiras sobre suas vidas (afinal de contas segredos de divã custam muito mais do que murchas coxinhas). </p>
<p>Tudo aquilo que você consegue entender sobre os concorrentes também é um monte de mentiras (eles não são burros de serem tão óbvios). </p>
<p>As pessoas com as quais você trabalha mentem estupidamente quando apostam num conceito (não é consenso, é preguiça ou amor ao crediário do Shopping).</p>
<p>Por sobre esse vale de mentiras, faz-se propaganda numa vã esperança de zerar as polaridades, mentindo. </p>
<p>Clientes vendem mentiras que consumidores consomem mentindo. Seria pretencioso achar que cabe à propaganda a celeste missão de reconciliar mentirosos patológicos.</p>
<p>E seremos os melhores se melhor mentirmos. Se mentirmos dizendo que acreditamos nas mentiras dos clientes, dos consumidores e de todos os outros mentirosos que nos cercam. A fé é o único talento.</p>
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		<title>Quem leva a melhor?</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2012/01/06/quem-leva-a-melhor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 12:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
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		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Por motivos que pertencem aos insondáveis labirintos escuros da mente, competimos uns com os outros para aplacar uma insaciável carência de afeto e atenção. Para justificar esse embate de egos, inventamos talentos e habilidades particulares e diferenciadores. É mais ou menos por isso – e talvez por outros álibis menos nobres – que nas agências... <a href="http://www.alphen.com.br/2012/01/06/quem-leva-a-melhor/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por motivos que pertencem aos insondáveis labirintos escuros da mente, competimos uns com os outros para aplacar uma insaciável carência de afeto e atenção. Para justificar esse embate de egos, inventamos talentos e habilidades particulares e diferenciadores. É mais ou menos por isso – e talvez por outros álibis menos nobres – que nas agências de comunicação existem macacos trabalhando em galhos diferentes, em volta de um tronco. </p>
<p>Se a metáfora está correta, existem árvores na floresta com galhos mais desenvolvidos e valorizados do que outros. Criação portentosa e planejamento mirrado. Planejamento super-irrigado e criação raquítica. Por exemplo.</p>
<p>Maçãs não ligam para o tamanho do galho. Quem acha que a maçã de um galho musculoso é melhor do que que aquela de um fiapo, desconhece tudo da botânica publicitária. Maçãs-comunicação se desenvolvem a partir do concurso equilibrado e harmônico da árvore toda, da raiz abissal à mais débil das folhas. Bonsais, mesmo lindos, caros e raros produzem frutas insípidas.</p>
<p>O mercado brasileiro – quiçá global – é uma dessas esdrúxulas florestas de anomalias. </p>
<p>O cliente faz a colheita nessa selva artificial. Aqui ele prefere o planejamento, ali a criação, acolá a mídia, e outras bizarrices circunstanciais. E come maçãs belas mas ocas, feias mas rechonchudas, saborosas mas feias e ocas. </p>
<p>E mesmo assim, competimos. E por isso ouvimos que o cliente gostou do planejamento mas não comprou a criação. Adorou a criação mas roncou no planejamento. Curtiu o planejamento e a criação mas a mídia era banal. Ou aquele que detestou tudo mas contratou por causa da estratégia de mídias sociais. Ou ainda aquele que tudo amou mas refutou porque não curtiu o wobler de gôndola. </p>
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		<item>
		<title>Parabéns, vamos nos dar os parabéns</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 11:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>

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		<description><![CDATA[Parabéns, você conseguiu entregar os briefings no prazo. Parabéns. Parabéns, as reuniões foram bem sucedidas. Parabéns, deu para testar tudo a tempo de entrar no planejamento do ano. Parabéns que deu para preencher todos os itens da última previsão. Parabéns que tinha o que dizer para cada uma dos objetivos. Parabéns que deu para apresentar... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/12/16/parabens-vamos-nos-dar-os-parabens/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, você conseguiu entregar os briefings no prazo. Parabéns. Parabéns, as reuniões foram bem sucedidas. Parabéns, deu para testar tudo a tempo de entrar no planejamento do ano. Parabéns que deu para preencher todos os itens da última previsão. Parabéns que tinha o que dizer para cada uma dos objetivos. Parabéns que deu para apresentar tudo para seu chefe, os chefes do seu chefe, os chefes dos seus chefes e ainda os chefes deles, por call. Parabéns que você foi bem na reunião de review na matriz. Parabéns que deu para motivar e engajar os revendedores, os funcionários, que eles riram e aplaudiram. Parabéns que a grana deu e ainda parabéns porque você conseguiu economizar sem parecer pobre ou pão duro. Parabéns que você sempre fez cara de exigente, de inteligente e muito parabéns porque todo mundo acreditou que você é um grande parceiro, amigo compreensivo e profissional acima de tudo. Parabéns porque ninguém percebeu que você arranjou alguns números, parabéns porque você atendeu as metas, fez a pesquisa que precisava, enfatizou o slide que as comprovava e passou batido naquele que as contradizia.</p>
<p>Parabéns, você conseguiu atender aos briefings. Parabéns, conseguiu aprovar com os chefes, da criação, do planejamento, da mídia e até do atendimento. Parabéns porque, depois de idas e vindas, madrugadas e fins de semana, todo mundo acha mesmo que você se dedica muito. Parabéns porque ninguém percebeu que você se inspirou aqui, se apoiou ali, maquiou acolá. Parabéns,  porque em todas as reuniões, ninguém viu sua cara de sono ou de ressaca. Parabéns porque você conseguiu encaixar,  nas mesmas madrugadas e fins de semana, aqueles jobs que vão fazer você brilhar nos festivais. Parabéns. Parabéns que todo mundo te acha engraçado, inteligente e irônico. Até o cliente. Parabéns pelos apelidos que você criou. Pelas piadas que você vomitou. Parabéns porque você arrancou umas duas propostas no ano por causa daquela madrugada e fim de semana que você surrupiou no briefing do cliente praquele jobezinho que te fez brilhar nos festivais. Parabéns porque você é o primeiro a ter aquele mini-cooper novo, o primeiro a ter aquele rolex novo. Parabéns porque você fez um rinque de boxe na sala de sua casa, um canto japonês no seu terraço e um estúdio de gravação na casa da praia. Parabéns.</p>
<p>Parabéns. </p>
<p>Ainda bem que a gente lembra de tudo isso. Senão, capaz da gente achar nossas campanhas bem fraquinhas.  </p>
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		<item>
		<title>Tanta ideia boa e tanto aborto por aí</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/12/14/tanta-ideia-boa-e-tanto-aborto-por-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 11:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Atendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Idéia]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Se de boas intenções o inferno está cheio, de boas ideias o mundo está de saco cheio e nem por isso está melhor. Ideias pululam, se multiplicam, se atropelam porque são muito frágeis. A esmagadora maioria das ideias que brotam aos borbotões até das fontes mais improváveis, morre por incapacidade de expressão, paixão ou realização.... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/12/14/tanta-ideia-boa-e-tanto-aborto-por-ai/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se de boas intenções o inferno está cheio, de boas ideias o mundo está de saco cheio e nem por isso está melhor.</p>
<p>Ideias pululam, se multiplicam, se atropelam porque são muito frágeis.</p>
<p>A esmagadora maioria das ideias que brotam aos borbotões até das fontes mais improváveis, morre por incapacidade de expressão, paixão ou realização. É por isso que tem tanto aborto por aí. </p>
<p>Primeiro é preciso saber expressar a ideia. E é aqui que entra a linguagem, a técnica e o suor. Talentoso não é aquele que tem ideia – isso não vale muito – mas aquele que consegue dar-lhe forma, simbólica. Publicitariamente falando, é fácil parir uma big-idea, cabe numa frase tosca, geralmente mal escrita, seguida do aviso “olha, não estamos criando, viu? É só um ponto de partida. É pra inspirar!”. O enrosco vem quando tenta-se dar cara e sex-appeal para isso sem cair na banalidade do power-point “inspirador”. </p>
<p>Segundo tem que saber convencer. É aqui que entra o sangue nos olhos, a segurança e uma certa dose de malandragem, mais conhecida como maturidade. Publicitariamente falando, uma big-idea com um lindo estímulo não passa nem na primeira reunião com o último dos aprovadores da escala hierárquica. Difícil é saber driblar a preguiça, a falta de tesão, o bônus incerto, os testes atrofiantes, o cronograma, a vaidade, a dor de barriga, o mau humor e outras espinhas. </p>
<p>Terceiro é bom saber se dá para fazer. E se o fazer não vai destruir a ideia, vulgarizar a expressão e corromper a paixão. Por algum desvio evolutivo, convencionou-se separar a “criação” da “realização”. Tem o cara da torre de marfim e o outro no chão da fábrica. Publicitariamente falando inclusive. Realizar significa não somente respeitar a expressão, mas também o bolso, o tempo e principalmente os objetivos do briefing. Os festivais curam as frustrações mas não enchem a barriga.</p>
<p>As agências de propaganda foram, estranhamente, constituídas a partir dessas três funções distintas. Tem o cara da ideia, o da expressão e o da realização. As atribuições variam, mas sempre cada macaco em seu galho. Por exemplo: se a ideia é do atendimento, ninguém mete a mão na cumbuca. Se a expressão é da criação, não me toques. Se o convencimento é do planejamento, não enche meu saco. E se a realização é da mídia, money talks. É por isso que tem tanto aborto por aí. </p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/12/14/tanta-ideia-boa-e-tanto-aborto-por-ai/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/yPvcYE32c7Q" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>ROI é mixo</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 20:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[ROI]]></category>

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		<description><![CDATA[Apostar com entusiasmo em segmentação não é sempre a melhor estratégia. É também desprezar os inefáveis pulsos do consumidor acreditar que seu perfil, seja ele sócio-demográfico, seja ele psico-atitudinal, deve ser o primeiro estágio da peneira de esforços de comunicação. Muitas vezes, um tiro de canhão mata mais andorinhas do que mil arqueiros de elite.... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/12/08/roi-e-mixo/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apostar com entusiasmo em segmentação não é sempre a melhor estratégia. É também desprezar os inefáveis pulsos do consumidor acreditar que seu perfil, seja ele sócio-demográfico, seja ele psico-atitudinal, deve ser o primeiro estágio da peneira de esforços de comunicação. Muitas vezes, um tiro de canhão mata mais andorinhas do que mil arqueiros de elite.</p>
<p>Por que será que uma marca de luxo precisa comunicar-se com comuns mortais? Por que uma marca mais humilde precisa dialogar com o olimpo sócio-financeiro? Por que é importante falar de uma marca de golfe para jogadores de futebol e vice versa? Não é porque queremos convencer os peladeiros que jogar golfe é determinante na sua escalada social, nem o esnobe do taco que ele precisa sentir cheiro de povo para valorizar sua Ferrari. É porque é determinante na decisão de compra de qualquer marca, qualquer que seja seu “target”, construir reputação. Não se ergue a fama de nada nem ninguém chovendo no molhado. </p>
<p>É sub-estimar demais o poder da comunicação investir cirurgicamente em potenciais clientes com intenção de compra e perfil confirmados. É mixo. </p>
<p>Desde que a Internet surgiu como plataforma de comunicação, a gente tem se preocupado demais em vender o tiro certeiro. Fazemos comunicação super hiper calculada e cirúrgica. Será falta de sensibilidade desacreditar assim na criatividade? Será falta de ambição acreditar que só convencemos quem está convencido?</p>
<p>Por uma lógica perversa, compramos carros de luxo também porque aqueles que não compram sabem que não é para eles. Compramos cola de dentadura porque sabemos que o bacana que faz implante também é impactado pela comunicação da marca que  gostamos. </p>
<p>Sim, não é lógico, mas quem gosta de lógica não dá pra propaganda. </p>
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		<title>Os novos normais</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 19:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tendencias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca vi relatório de tendência dando conta do aumento da violência, da intolerância, do racismo, do egoísmo. Relatório que se preza tem sempre um componente de positivismo, bom mocismo e compaixão. Tendência é misto de observação com desejo. Todo guru é profeta de autoajuda. Assim, hipocrisias à parte, compilamos aqui as novas tendências para 2012:... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/12/05/os-novos-normais/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca vi relatório de tendência dando conta do aumento da violência, da intolerância, do racismo, do egoísmo. Relatório que se preza tem sempre um componente de positivismo, bom mocismo e compaixão.  Tendência é misto de observação com desejo. Todo guru é profeta de autoajuda.</p>
<p>Assim, hipocrisias à parte, compilamos aqui as novas tendências para 2012:</p>
<p>1)	Anti-cafonismo. Chega de policiar o próximo. Quem  quiser usar sapatênis ou andar de mini-cooper, tudo certo. Se você preferir passar as férias num hotel fazenda ou no Vietnã, tudo certo. Calça de prega ou saruel, anglicismos ou móoquismos, Facebook ou Orkut, cafona é chamar o outro de cafona. É  definitivamente tendência defecar para a opinião alheia.</p>
<p>2)	Anti-luxo. Chega de confundir shopping center com antidepressivo. O controle tarja preta do Rivotril é prejudicial à sanidade mental da humanidade. Parcelamentos sem juros, editoriais de certo e errado, modelos esquálidas e clínicas de rejuvenescimento, curadores e formadores de opinião, já eram. Uma bolsa Goyard a tiracolo é tão fora de moda quanto a pochette do Didi mocó.</p>
<p>3)	Anti-virtual. Chega de mandar mensagem de aniversário no Facebook. Mande flores. Ou melhor, leve as flores. Ou melhor, apareça com um bolo, organize uma festa surpresa, com bexiga e apito. É a mais definitiva de todas as tendências ler livro e ultrapassado posar com ipad.</p>
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		<title>Criação e planejamento, a gangorra</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/11/29/criacao-e-planejamento-a-gangorra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 12:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Gerencia de Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro diferentes maneiras de fazer planejamento de comunicação em uma agência. A primeira é quando planejar significa exatamente planejar, ou seja, concatenar ações, mensagens e estratégias no tempo. Esse “tempos e movimentos” é uma administração crucial mas deixou a área de planejamento para incorporar-se nas disciplinas de atendimento. Não é planejamento, pelo menos como... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/11/29/criacao-e-planejamento-a-gangorra/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quatro diferentes maneiras de fazer planejamento de comunicação em uma agência. </p>
<p>A primeira é quando planejar significa exatamente planejar, ou seja, concatenar ações, mensagens e estratégias no tempo. Esse “tempos e movimentos” é uma administração crucial mas deixou a área de planejamento para incorporar-se nas disciplinas de atendimento. Não é planejamento, pelo menos como se define hoje a área, mas gerência de projeto. </p>
<p>A segunda forma de planejar nasceu nos luais psicanalíticos e ripongas. Defendida pela turma das ciências sociais, por inflamadas tietes de Lacan ou Lair Ribeiro (dependendo do pedigree acadêmico), esse é o planejamento pesquiseiro e enfezado, que se vê, projeta e faz amor com arquétipos. Numa agência de comunicação, essa turma faz o que chamamos de retroplanejamento: “chama a bigoduda para provar que minha ideia é incrível”.</p>
<p>A terceira prática foi sevada na opressão tirânica da Criação das agências. Um ódio selvagem e reprimido contra as musas que iluminam infantilizados criativos formou planejadores intelectuais, super-hipertendência, que dissertam sobre Bocuse e Marcuse com a mesma flatulência. Em uma agência de comunicação, esse pessoal moderno faz o protoplanejamento: “manda aqueles moleques mimados da criação executarem nosso power-point”. </p>
<p>Finalmente, a quarta maneira de planejar, como reação à segunda &#8211; subserviente &#8211; e à terceira &#8211; pretensiosa, é o antiplanejamento. Esses planejadores são híbridos assumidos, camaleões com talento para as artes circenses. Escorrega-se aqui pelas práticas, de acordo com as circunstâncias, os objetivos e as plateias. O planejamento de comunicação é aqui retro ou proto, abre-alas ou anunciação, pedestal ou redenção, alavanca e contra-peso, depende. Depende da ideia, depende da necessidade. </p>
<p>Esse é o planejamento que não acredita na tabuada das pesquisas, nem no blablablá metafísico. O planejamento dos bastidores assumidos, que existe para que brilhe o que deve brilhar. Nem dados, nem teorias, nem metodologias, nem egos, mas a comunicação que vai pra rua, que vai ser vista, curtida, lembrada, que influencia, cria desejo e prazer. </p>
<p>A inspiração não nasce da reação de fórmulas previamente experimentadas. Ela tem sua dose incidental e mágica. Por isso é refratária ao método quando ele se impõe dogmaticamente. </p>
<p>Criar e planejar parecem práticas inconciliáveis a menos que ambas sirvam de alacanca uma para a outra, qual uma gangorra equilibrada e divertida.</p>
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		<title>Belo Monte: é a gota d’água</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/11/16/belo-monte-e-a-gota-dagua/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 20:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Sei lá]]></category>

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		<description><![CDATA[É a Gota D&#8217; Água +10 from Movimento Gota d&#039; Agua on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32115701?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/32115701">É a Gota D&#8217; Água +10</a> from <a href="http://vimeo.com/user8914919">Movimento Gota d&#039; Agua</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/11/16/belo-monte-e-a-gota-dagua/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/DNr1OdKqFPY" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Curtir propaganda é clicar no botão curtir?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 18:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Briefing]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez devessemos mudar as nomenclaturas do enorme saco de gatos daquilo que chamamos de comunicação. Isso evitaria uma série de mal-entendidos e expectativas nos briefings que parimos diariamente. Já não é de ontem que o mantra universal para qualificar a boa comunicação é avaliar o potencial que seus conteúdos têm para emocionar receptores (ou consumidores... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/11/16/curtir-propaganda-e-clicar-no-botao-curtir/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez devessemos mudar as nomenclaturas do enorme saco de gatos daquilo que chamamos de comunicação. Isso evitaria uma série de mal-entendidos e expectativas nos briefings que parimos diariamente.</p>
<p>Já não é de ontem que o mantra universal para qualificar a boa comunicação é avaliar o potencial que seus conteúdos têm para emocionar receptores (ou consumidores ou seres humanos, pessoas, gente, comedores, dorminhocos, cagadores, amantes, mámiferos bípedes dotados de cérebro avantajado). Sem medo de errar, esse se tornou também o grande balizador de qualquer iniciativa para uma marca. Estratégias vencedoras devem emocionar, mas existem também todas as muitas outras, que, quando muito, informam.</p>
<p>A partir desse critério, portanto, encontramos dois formatos: o formato cuja vocação é tocar o consumidor no coração (emoção), o outro que deve atingir sua cabeça (razão). Sabe-se que o primeiro, quando bem executado, tem um poder soberano sobre o segundo porque o coração age mais rápido e de forma incontrolável. Já o segundo é escravo da comparação, portanto mais frágil.</p>
<p>Vale o adendo aqui de que os dois formatos são excludentes. Qualquer tentativa de despertar um ou outro dos sistemas (emocional e racional) elimina qualquer possibilidade de atuação do segundo. A confusão é comum e muitos acreditam ser possível emocionar e racionalizar simultaneamente.</p>
<p>Dando crédito de confiança à tese do tiro bilateral (emoção e razão), devemos portanto começar priorizando e, assim, todo e qualquer briefing deveria começar definindo, sem qualquer julgamento de valor, a sua prioritária vocação: emocionar ou informar?</p>
<p>Se o objetivo é emocionar, deve-se evidentemente dar livre curso à imaginação baseando-se em evidências ou descobertas motivadoras. O insumo criativo aqui são os pulsos, comportamentos, valores, aspirações, sonhos, frustrações ou recalques. Aqui não estamos falando com consumidores mas pessoas. Aqui o que importa são as  “Multiple Mind Motivations” e os “Points to Feel”.</p>
<p>Já se o objetivo é informar, o trabalho consiste em levantar os atributos concretos, funcionais, pragmáticos, operacionais daquilo que pretendemos comunicar. O insumo criativo é criar uma ordem, um foco, uma escolha em cada uma das informações colhidas em função das necessidades e das expectativas, corretamente alinhadas com as razões para crer na entrega. Aqui estamos com consumidores e não pessoas. Aqui o que importa é a “Single Mind Proposition” e o “Reason to Believe”.</p>
<p>O segundo passo portanto de um briefing deve ser definir, dependendo da primeira escolha (emocionar ou informar), qual é o Multiple Mind Motivations e o Points to Feel, em um caso, e o Single Mind Proposition e o Reason to Believe, no outro.</p>
<p>Isso seria relativamente simples se não tivesse surgido a Internet para bagunçar o trabalho. A Internet extrapola em vários sentidos o que nos acostumamos por décadas a chamar de mídia. E um dos erros clássicos incorre em chamar a Internet de mídia. Ela é mídia, inclusive, mas é também serviço: meio de comunicação interpessoal (como o telefone), espaço de entretenimento (como os games) e de negócios (como as feiras e shoppings), é plataforma de transação (como bancos, correios, serviços públicos) e por aí vai.</p>
<p>Para resolver a definição do que seria comunicação em uma era pós-Internet, decidiu-se pela solução mágica e imprecisa de substituir “comuicação” por “conteúdo”. E assim, tudo seria conteúdo (o emocional e o racional e esse monte de outras coisas que a Internet permite).</p>
<p>Mas essa é uma solução gauche ou na melhor das hipóteses que redefine para além do prático o papel das agências (ex-agências de propaganda, ex-agências de comunicação e agora agências de conteúdo).</p>
<p>Existe no entanto uma forma mais simples de resolver o nó  do briefing, contemplando agora o maremoto vago e polivalente das possibilidades nascidas pela Internet (ou digital pra ser mais genérico ainda).</p>
<p>Como vimos, o briefing deveria dizer se o trabalho deve priopritariamente emocionar ou informar. Pois talvez seja a hora de acrescentar a terceira variável: o trabalho deve prioritariamente emocionar, informar ou servir?</p>
<p>Assim, e inclusive na Internet, é possível definir a “question one” do briefing e, de forma precisa, o papel de cada canal.</p>
<p>Assim também, e de forma clara, não correriamos mais o risco de tentar emocionar numa mala direta, nem informar  em diárias na home do Youtube. Não tentaríamos, como cegos em tiroteio, arrepiar nossos públicos com estratégias de redes sociais ou de search. Isso também nos livraria da batalha das campanhas de preços e features que aterrorizam dispendiosamente os horários nobres da televisão.</p>
<p>Finalmente, poderíamos também julgar o que é boa “comunicação” e não dizer que uma caralhada de likes no Facebook é do caralho.</p>
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		<title>Quem pensa em dinheiro é pobre</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 13:53:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma Ferrari custa caro, mas se você usá-la para conduzir celebridades mediante um cachê exclusivo, cobrar couvert artístico dos transeuntes que ficam no sereno vendo a comitiva passar, se você vender com exclusividade a cobertura dos eventos na mídia e comercializar espaços publicitários nos intervalos do show, se você ainda conseguir patrocínios para envelopar o... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/11/07/quem-pensa-em-dinheiro-e-pobre/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma Ferrari custa caro, mas se você usá-la para conduzir celebridades mediante um cachê exclusivo, cobrar couvert artístico dos transeuntes que ficam no sereno vendo a comitiva passar, se você vender com exclusividade a cobertura dos eventos na mídia e comercializar espaços publicitários nos intervalos do show, se você ainda conseguir patrocínios para envelopar o veículo, oferecer kits patrocinados para dar um up na experiência, se você cobrar vaga no estacionamento para glamourisar os restaurantes, hotéis, motéis,  drive-ins e se calhar de uma top model em fim de carreira ressuscitar sua glória passada com atitudes midiaticas a própria Ferrari vai emprestar o bólido para tão brilhante holofote.</p>
<p>Você já viu a isca filosofal “dinheiro não é um problema, se vocês nos apresentarem uma idéia genial”.</p>
<p>Dinheiro é só uma questão de ponto de vista. Nenhum cliente é pobre.</p>
<p>A culpa  sempre foi e sempre será sua, incompetente interesseiro.</p>
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		<item>
		<title>O consumidor é mais humano do que queremos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 12:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes, comprava-se para ter ou para usar. Na primeira alternativa, o confortante sentimento de posse constituia uma perspectiva mascarada ou explícita de investimento. Na segunda, o consumo era motivado por necessidades funcionais ou psicilógicas. Mas consumir reveste-se de mais baixas motivações, subvertendo aquelas primeiras e transformando-as em justificativas ou alibis. Ter ou usar não passa... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/11/04/o-consumidor-e-mais-humano-do-que-queremos/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes, comprava-se para ter ou para usar. Na primeira alternativa, o confortante sentimento de posse constituia uma perspectiva mascarada ou explícita de investimento. Na segunda, o consumo era motivado por necessidades funcionais ou psicilógicas.</p>
<p>Mas consumir reveste-se de mais baixas motivações, subvertendo aquelas primeiras e transformando-as em justificativas ou alibis. Ter ou usar não passa de retórica expiatória.</p>
<p>Consome-se por uma míriade de motivos reais, cuja profundidade do impulso varia e que pode nos ensinar como e onde apertar os interruptores da sedução publicitária.</p>
<p>Compensação existencial é comprar para preencher lacunas de tempo ou de tempos estúpidos. Compra-se de tudo sem correlação entre uso e troca, preço e benefício. A satisfação dá-se na experiência, é momentânea e fugaz.</p>
<p>Compensação produtiva é comprar para satisfazer merecimentos presumidos. Compra-se porque ganha-se e nesse caso, o preço é fator determinante: o poder de se saber apto a pagar é a motivação principal.</p>
<p>Compensação humanística é comprar porque faz bem para si, para o outro, para a sociedade, para o futuro. Essa compra hedonista ou altruísta é filosófica, transcendente, messiânica. Aqui, importa a palavra e o exemplo antes do benefício funcional e emocional.</p>
<p>É importante entender o consumidor, seus valores, seus sonhos e frustrações. Mas o modismo de debruçar-se sobre esses elevados objetivos engana e constrói catedrais de lógica sedutora que flutuam em nuvens intelectuais. O comportamento do consumidor flutua e varia muito mais do que querem crer nossos edifícios conceituais. Antes de sobrevoar em fascinantes viagens, que tal aterrisar um pouco nas inconfessáveis motivações do pobre coitado que chamamos de consumidor?</p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/11/04/o-consumidor-e-mais-humano-do-que-queremos/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/f94j6OBTD4I" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Perfil PJ da PF no Facebook</title>
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		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/31/perfil-pj-da-pf-no-facebook/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 13:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Rede social]]></category>
		<category><![CDATA[vida privada]]></category>

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		<description><![CDATA[Compostura e entusiasmo são qualidades difíceis de conliliar. Ensinaram-nos a ter atitudes diferentes no ambiente do trabalho e na vida particular. No trabalho, devemos assumir uma persona focada, educada, séria. Na vida particular, podemos largar as amarras, ser quem se é. Se na vida de todos os dias, podemos controlar as pressões sociais com alguma... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/31/perfil-pj-da-pf-no-facebook/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Compostura e entusiasmo são qualidades difíceis de conliliar.</p>
<p>Ensinaram-nos a ter atitudes diferentes no ambiente do trabalho e na vida particular. No trabalho, devemos assumir uma persona focada, educada, séria. Na vida particular, podemos largar as amarras, ser quem se é. Se na vida de todos os dias, podemos controlar as pressões sociais com alguma maleabilidade, das 9:00 às 18:00 a máscara deve ficar no prumo.</p>
<p>Mas várias coisas mudaram. Vivemos uma crise de disponibilidade e portanto de identidade. A vida não é mais compartimentada em trabalho e não trabalho. As invasões de território entre nossas duas vidas são porososas, indefinidas, difíceis de gerir.</p>
<p>Lidamos com fusos horários que não respeitam o sol e com prazos que escorregam velozmente. Em algum lugar do mundo, há sempre alguém nos solicitando, impaciente e desrespeitoso.</p>
<p>Lidamos com plataformas de comunicação que cruzam-se e chafurdam em bacanais digitais. Nossas vozes são públicas, privadas e profissionais, num cruzamento despudorado.</p>
<p>Lidamos com marcas que lutam por envolvimentos cada vez mais umbilicais. Somos agentes e vítimas de relacionamentos pornográficos com estratégias mercadológicas.</p>
<p>O lado nefasto dessa Sodoma é que vibramos e dependemos da sacanagem.</p>
<p>A nova revolução capitalista invade a vida privada, operando uma mais valia sorrateira, insondável, contagiosa.</p>
<p>A nova revolução anarquista ocupa a vida profissional, operando uma desordem maliciosa, envergonhada, escondida.</p>
<p>Trabalhamos fazendo amor e fazemos amor trabalhando.</p>
<p>Brochante.</p>
<p>Vamos abrir um perfil Pessoa Jurídica nas redes sociais e curtir com entusiasmo as engajadoras estratégias digitais dos nossos clientes.</p>
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		<title>Você pode precisar desses aforismos</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/alphen/~3/S5m4vRBRmLA/</link>
		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/28/voce-pode-precisar-desses-aforismos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 18:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Corporação]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois aforismos contaminam o mundo: 1. “Para todo problema complexo, existe uma resposta  simples e errada.” Esse é o mundo do pouca prática ou do pelos na mão. O mundo do mamulengo, maria mole, mente sebosa e disfunção criativa. Ele povoam as baixas esferas, o sub mundo dos pequenos poderes que somam a totalidade da... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/28/voce-pode-precisar-desses-aforismos/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois aforismos contaminam o mundo:</p>
<p>1. “Para todo problema complexo, existe uma resposta  simples e errada.”</p>
<p>Esse é o mundo do pouca prática ou do pelos na mão. O mundo do mamulengo, maria mole, mente sebosa e disfunção criativa. Ele povoam as baixas esferas, o sub mundo dos pequenos poderes que somam a totalidade da mediocridade da raça humana.</p>
<p>Esse é o mundo pago para fazer pelo outro, pago para pensar.</p>
<p>2. “Para todo problema simples, existe uma resposta complexa e errada”</p>
<p>Essa é a praia do garganta ou da torneira de clichés. Quem está nessa praia tem pose, pompa e circunstância. Padece de burrice camuflada, teimosia pedante e verborragia compulsiva. Habita as altas funções e o mundo dos comitês. Sabe como poucos galgar as escadas da ineficiência corporativa.</p>
<p>E esse é o mundo que paga a conta.</p>
<p>Só tem uma vacina para essas pragas: pousar de loira burra e rir com seus botões.</p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/10/28/voce-pode-precisar-desses-aforismos/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/S5m4vRBRmLA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Comprar pela Internet não é seguro. Banco Itaú, socorro!</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/alphen/~3/Xhl7qYBEJUs/</link>
		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/25/comprar-pela-internet-nao-e-seguro-banco-itau-socorro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 10:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Banco]]></category>

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		<description><![CDATA[Já virou esporte, uma espécie de hobby malicioso contemporâneo: acompanhar as faturas dos cartões de crédito, linha por linha e perder-se deliciosamente em seus emaranhados insondáveis. Já virou esporte receber avisos pelo celular de compras dantescas oriundas de sites paradisíacos. Já virou esporte deleitar-se ao telefone com atendentes muito simpáticas e diligentes, confirmando dados e... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/25/comprar-pela-internet-nao-e-seguro-banco-itau-socorro/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já virou esporte, uma espécie de hobby malicioso contemporâneo: acompanhar as faturas dos cartões de crédito, linha por linha e perder-se deliciosamente em seus emaranhados insondáveis.</p>
<p>Já virou esporte receber avisos pelo celular de compras dantescas oriundas de sites paradisíacos.</p>
<p>Já virou esporte deleitar-se ao telefone com atendentes muito simpáticas e diligentes, confirmando dados e mais dados, repetindo as mesmas informações mil vezes repetidas.</p>
<p>Já virou esporte cancelar cartões, solicitar novos, lembrar-se de todas as faturas que caem e ligar para os estabelecimentos solicitando a troca de cartões.</p>
<p>Já virou esporte decifrar os procedimentos de segurança, mandar emails ou fax solicitando reembolso de despesas que você lamenta não ter feito.</p>
<p>Já virou esporte, mas você não perde peso, não ganha músculos, não economiza um tostão e não dá uma risada.</p>
<p>Às vezes dá vontade de largar o osso, cancelar tudo, não usar mais a Internet, não usar mais celular, voltar ao velho e bom dinheiro vivo e fedorento agarrado com um clip no bolso.</p>
<p>Os bancos e a Internet são uma combinação perfeita. Ambientes igualmente secretos e opacos, igualmente indispensáveis e vitais.</p>
<p>Mas que não é seguro, nem um pouco seguro, comprar pela Internet com cartões do Itaú, mordo a língua, mas não é.</p>
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		<item>
		<title>Publicitários e profissionais de marketing: vítimas da própria criação</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/alphen/~3/d_0ZiLBUODE/</link>
		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/19/publicitario-e-profissionais-de-marketing-vitimas-da-propria-criacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 13:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez que o assunto aqui é pesquisa de comunicação, a curva de audiência alcança os pícaros dos 15 minutos de fama. E quanto mais radical for a opinião, quanto mais direta, quanto mais destruidora, mais júbilo. O jargão assinado tira da reta o reto de quem cita. Só isso é um sinal. As pesquisas... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/19/publicitario-e-profissionais-de-marketing-vitimas-da-propria-criacao/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez que o assunto aqui é pesquisa de comunicação, a curva de audiência alcança os pícaros dos 15 minutos de fama.</p>
<p>E quanto mais radical for a opinião, quanto mais direta, quanto mais destruidora, mais júbilo. O jargão assinado tira da reta o reto de quem cita. Só isso é um sinal.</p>
<p>As pesquisas de comunicação fazem muito mais estrago  nos resultados objetivos das marcas do que na moral dos publicitários e profissionais de marketing, ambos vítimas conformadas da própria criação.</p>
<p>O problema concentra-se na presunção da verdade.</p>
<p>Pesquisas do tipo alegado são contratadas como pitonisas. Prevendo o futuro com o insidioso poder de manipular seus   atores, não passam de catalisadoras de mentiras e interpretações corrompidas.</p>
<p>Primeiro porque não existem verdades quando tratamos de emoções humanas. Não existem verdades em intenções, pulsos, reflexos e sonhos.</p>
<p>Segundo porque, na vida, não há causa e efeito nem determinismo. Consumidores são pessoas, portanto, como nós, vogam ao sabor de seus desejos e à deriva.</p>
<p>Terceiro porque o consentimento social é mais poderoso do que a opinião. A aprovação do grupo altera a verdade íntima, a memória e até as convicções mais sangúineas.</p>
<p>E quarto porque quem lidera, modera, interpreta e decide as pesquisas também é gente, ou seja mente,  divaga e teme  o próximo.</p>
<p>A propaganda é um teatro grostesco em que marionetes cambaleantes fingem a verdade nas mãos de gepetos manipuladores.</p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/10/19/publicitario-e-profissionais-de-marketing-vitimas-da-propria-criacao/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/d_0ZiLBUODE" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Internet está mídia de massa</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/alphen/~3/IIACAYcIk3k/</link>
		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/14/a-internet-esta-midia-de-massa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 12:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Audiência]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia de massa]]></category>

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		<description><![CDATA[A redenção proporcionada pela liberdade de escolha na Internet é uma mascarada. A cavalar maioria das pessoas recorre a uma ferramenta de busca para iniciar qualquer navegação. E outra estúpida maioria passa mais tempo em alguma rede social de sua escolha, do que nossas avós na televisão. A promessa de universalidade permanece potencial, mas se... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/14/a-internet-esta-midia-de-massa/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A redenção proporcionada pela liberdade de escolha na Internet é uma mascarada. A cavalar maioria das pessoas recorre a uma ferramenta de busca para iniciar qualquer navegação. E outra estúpida maioria passa mais tempo em alguma rede social de sua escolha, do que nossas avós na televisão. A promessa de universalidade permanece potencial, mas se dissipa na prática.</p>
<p>Todas as grandes iniciativas na Internet têm por objetivo a concentração. Afunilando todas as portas de entrada &#8211; buscas, videos, mapas, tradutores, redes sociais, canais de compra, etc – se a Internet é anárquica na sua estrutura, é um ambiente fértil para ambições monopolistas.</p>
<p>A livre competição é presunção e a sonhada segmentação das audiências, uma quiméra. Qualquer portal minimamente agressivo, se é vertical no discurso, acalenta secreto desejo de abraçar novos e diversificados focos de interesse.</p>
<p>A Internet comercial é movida em primeira instância pela audiência e a lógica não é muito diferente da velha mídia. Claro que o discurso é outro, que vendem-se outros modernos argumentos, mais pertinentes, mais modernos, mais precisos. Mas nas entranhas inconfessáveis dos grandes atores da Internet, o dogma do “mais” em detrimento do “melhor” permanece inalterado.</p>
<p>Se o ovo ou a galinha, se porque as pessoas não gostam de  escolha ou se porque não lhes é dada escolha, não há, nem houve revolução alguma. A Internet mudou hábitos, não mentalidades. Ainda.</p>
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		<item>
		<title>Internet e a arte do veja bem</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/alphen/~3/TQ1DU_agrhk/</link>
		<comments>http://www.alphen.com.br/2011/10/10/internet-e-a-arte-do-veja-bem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 18:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernand Alphen</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem tudo que vem do “velho novo mundo” (a Internet) é necessariamente novo ou bom ou eficiente. Mas apresentar uma plataforma digital é mais fácil porque é necessariamente desconhecido ou barato. Então, mesmo que não seja criativo, veja bem, funciona. Mesmo que não funcione, veja bem, engaja. Mesmo que não engaje, veja bem, temos aquele... <a href="http://www.alphen.com.br/2011/10/10/internet-e-a-arte-do-veja-bem/">[continua]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem tudo que vem do “velho novo mundo” (a Internet) é necessariamente novo ou bom ou eficiente.</p>
<p>Mas apresentar uma plataforma digital é mais fácil porque é necessariamente desconhecido ou barato. Então, mesmo que não seja criativo, <em>veja bem</em>, funciona. Mesmo que não funcione, <em>veja bem</em>, engaja. Mesmo que não engaje, <em>veja bem</em>, temos aquele índice que mensura o envolvimento místico da ação potencializado pelo <em>crescendo</em> exponencial da existência contemporânea, lúdica e holística, acachapante. E <em>veja bem</em>, ainda é cedo para concluir. E <em>veja bem</em>, tem aquela meta digital do seu bônus.</p>
<p>É por isso que qualquer estratégia digital deve vir acompanhada de bula e manual de instruções que percorrem os sete portais iniciáticos do Mistério.</p>
<p>Os incrédulos são heréticos, velhos e caretas demônios da velha mídia, agentes malignos do capitalismo capeta.</p>
<p>Criatividade na velha nova mídia tem outros critérios. Crê-se no <em>veja bem</em> acima da lógica, da experiência e da sensibilidade. Uma espécie de transcendencia esperta.</p>
<p>Criatividade é como honestidade, não tem <em>veja bem</em>.</p>
<fb:like href='http://www.alphen.com.br/2011/10/10/internet-e-a-arte-do-veja-bem/' send='' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/alphen/~4/TQ1DU_agrhk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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