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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;A0IARHsyeSp7ImA9WhBaEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962</id><updated>2013-05-23T00:25:45.591-03:00</updated><category term="Regência" /><category term="Tecnologia na Educação" /><category term="Pretérito mais-que-perfeito" /><category term="Wallpaper poético" /><category term="Conjunções Explicativas" /><category term="Vícios de linguagem" /><category term="Lindas poesias" /><category term="Tipos de variação 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src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>1226</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/analisedetextos" /><feedburner:info uri="analisedetextos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><feedburner:emailServiceId>analisedetextos</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><entry gd:etag="W/&quot;D0cBQ3s6fSp7ImA9WhBaEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-8697734939553041112</id><published>2013-05-22T23:10:00.001-03:00</published><updated>2013-05-22T23:10:52.515-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-22T23:10:52.515-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Redação" /><title>Carta para político – Proposta de redação</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Vamos praticar um pouco a nossa capacidade de criar intervenções, cobrar nossos direitos e estruturar um belo texto. Sugiro que vocês façam esta &lt;strong&gt;proposta de redação de carta&lt;/strong&gt;. Não é comum ser pedido no Enem este gênero, mas creio que haja alunos que aspiram às mais diversas vagas nas universidades públicas e particulares e que são meus leitores aqui. Mãos à obra. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-91Lqr7wU_M8/UZ16okNUn9I/AAAAAAABKco/q5LEyonvP6o/s1600-h/discurso_do_pol%2525C3%2525ADtico_na_elei%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_corrup%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="discurso_do_pol&amp;iacute;tico_na_elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o_corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o" alt="discurso_do_pol&amp;iacute;tico_na_elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o_corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o" src="http://lh6.ggpht.com/-a-DmZ3TeDyY/UZ16pTwjOEI/AAAAAAABKcw/EL5Ulfoba-A/discurso_do_pol%2525C3%2525ADtico_na_elei%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_corrup%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="400" height="262"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;h2 align="justify"&gt;Proposta de redação de construção de carta para político&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Escreva uma carta para um político (prefeito, governador, presidente, senador, deputado), fa&amp;shy;zendo um &lt;b&gt;&lt;i&gt;pequeno &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;relato de uma tragédia como "gancho" para argu&amp;shy;mentar em favor de uma política voltada para os problemas sociais, principalmente os que determi&amp;shy;nam tragédias individuais e/ou coletivas com tanta frequência. Em outras palavras, você quer conven&amp;shy;cê-lo de que é necessário que ele elabore projetos (se for um político do legislativo) ou que os aprove (se for um político do executivo) visando à solução de problemas sociais. &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Instruções&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. O interlocutor (político) pode ser real ou fictício. &lt;p align="justify"&gt;2. A linguagem deve ser adequada à situação e ao interlocutor (interpele-o com os pronomes de tratamento: Excelentíssimo Senhor - para pre&amp;shy;feito, governador, presidente; Ilustríssimo Se&amp;shy;nhor - para deputado e senador). &lt;p align="justify"&gt;3. Situação real: você, com seu voto, ajudou a ele&amp;shy;ger esse político, portanto, como exercício de cidadania, tem o direito de reivindicar. &lt;p align="justify"&gt;4. Situação real, embora deturpada: o político é eleito para trabalhar em prol de uma comuni&amp;shy;dade, não para se enriquecer. &lt;p align="justify"&gt;5. Destaque um (uns) problema(s) social(ais) e su&amp;shy;gira alguns projetos. &lt;p align="justify"&gt;6. Sugestão de alguns temas que podem ser abordados: &lt;p align="justify"&gt;• Crianças na rua &lt;p align="justify"&gt;• A prostituição de menores &lt;p align="justify"&gt;• A droga na adolescência &lt;p align="justify"&gt;• O trabalho infantil &lt;p align="justify"&gt;• A ausência e a precariedade das escolas &lt;p align="justify"&gt;• Saúde pública &lt;p align="justify"&gt;• Moradia &lt;p align="justify"&gt;• Violência nas mais variadas formas &lt;p align="justify"&gt;7. Ao fazer sua reivindicação, aponte algumas consequências positivas que o projeto pode gerar, caso seja aprovado. &lt;p align="justify"&gt;8. Procure trazer o interlocutor para dentro do texto, como se dialogasse frontalmente com ele, como se ele fizesse parte do texto na for&amp;shy;ma de um leitor implícito a quem a mensagem é dirigida. &lt;p align="justify"&gt;9. Não se esqueça: o atendimento a seu pedido depende da eficácia de sua argumentação. &lt;p align="justify"&gt;10. Segue um modelo de carta: &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-OsoITth4dPY/UZ16qFdR42I/AAAAAAABKc4/DXF_jwX3Aw4/s1600-h/como_fazer_uma_carta_estrutura%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="como_fazer_uma_carta_estrutura" alt="como_fazer_uma_carta_estrutura" src="http://lh4.ggpht.com/-2jLfIYbjclQ/UZ16q9j78xI/AAAAAAABKdA/7xN-OcmtV4s/como_fazer_uma_carta_estrutura_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="336" height="420"&gt;&lt;/a&gt;   &lt;p&gt;Após tudo isso, sugiro a leitura de outro texto meu aqui no blog:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html"&gt;http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/O7z72Zn9tt8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/8697734939553041112/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/carta-para-politico-proposta-de-redacao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/8697734939553041112?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/8697734939553041112?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/O7z72Zn9tt8/carta-para-politico-proposta-de-redacao.html" title="Carta para político – Proposta de redação" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-a-DmZ3TeDyY/UZ16pTwjOEI/AAAAAAABKcw/EL5Ulfoba-A/s72-c/discurso_do_pol%2525C3%2525ADtico_na_elei%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_corrup%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/carta-para-politico-proposta-de-redacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUERX47fCp7ImA9WhBaEko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-2799993827120852039</id><published>2013-05-22T22:21:00.001-03:00</published><updated>2013-05-22T22:23:24.004-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-22T22:23:24.004-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para interpretar textos" /><title>Manoel de Barros – Enem - Questão comentada</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-XmVvl_v_3h4/UZ1u--Y9R6I/AAAAAAABKcQ/b9Qew494UHk/s1600-h/treino-redacao-enem_2013%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="treino-redacao-enem_2013" border="0" alt="treino-redacao-enem_2013" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-Ab1l8gf-16w/UZ1u_ZpfkGI/AAAAAAABKcY/fy0f3sh9Dp0/treino-redacao-enem_2013_thumb.jpg?imgmax=800" width="164" height="115"&gt;&lt;/a&gt;Hoje&amp;nbsp; a dica é bem rápida. Muitos alunos me questionam sobre técnicas obscuras que veem no Youtube e muitos outros sites pela internet. Eu havia até construído uma introdução falando disso, mas acho que “alguns se ofenderiam” e não é o caso de colocar aqui minhas opiniões sobre quem se diz o dono do sucesso. O que farei, portanto, é trabalhar com vocês com uma questão do Enem. O propósito é comentar a resposta para que vocês tenham ideia de técnicas verdadeiras, ou seja, o que se deve fazer racionalmente por meio do estudo, quando for participar de algum concurso, vestibular ou mesmo do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" target="_blank"&gt;Enem 2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O poema de Manoel de Barros abaixo será utilizado para resolver uma questão.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O apanhador de desperdícios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uso a palavra para compor meus silêncios.&lt;br&gt;Não gosto das palavras&lt;br&gt;fatigadas de informar.&lt;br&gt;Dou mais respeito&lt;br&gt;às que vivem de barriga no chão&lt;br&gt;tipo água, pedra, sapo.&lt;br&gt;Entendo bem o sotaque das águas.&lt;br&gt;Dou respeito&lt;br&gt;e aos seres desimportantes.&lt;br&gt;Prezo a velocidade&lt;br&gt;das tartarugas mais que a dos mísseis.&lt;br&gt;Tenho em mim um atraso de nascença.&lt;br&gt;Eu fui aparelhado&lt;br&gt;para gostar de passarinhos.&lt;br&gt;Tenho abundância de ser feliz por isso.&lt;br&gt;Meu quintal é maior do que o mundo.&lt;br&gt;Sou um apanhador de desperdícios:&lt;br&gt;Amo os restos&lt;br&gt;como as boas moscas.&lt;br&gt;Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.&lt;br&gt;Porque eu não sou da informática:&lt;br&gt;eu sou da invencionática.&lt;br&gt;Só uso a palavra para compor meus silêncios.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In: PINTO, Manuel da Costa. Antologia comentada da poesia brasileira do século XXI. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É próprio da &lt;strong&gt;poesia de Manoel de Barros&lt;/strong&gt; valorizar seres e coisas considerados, em geral, de menor importância no mundo moderno. No poema de Manoel de Barros, essa valorização é expressa por meio da linguagem&lt;/p&gt; &lt;p&gt;a) denotativa, para evidenciar a oposição entre elementos da natureza e da modernidade.&lt;br&gt;b) rebuscada de neologismos que depreciam elementos próprios do mundo moderno.&lt;br&gt;c) hiperbólica, para elevar o mundo dos seres insignificantes.&lt;br&gt;d) simples, porém, expressiva no uso de metáforas para definir o fazer poético do eu-lírico.&lt;br&gt;e) referencial, para criticar o instrumentalismo técnico e o pragmatismo da era da informação digital.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Comentário e resolução da questão do Enem 2013&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nesta questão foi desenvolvida a habilidade referente a “estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto histórico, social e político”.&amp;nbsp; Vamos então à resolução da questão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Essa é uma daquelas questões que podem ser respondidas por eliminação e quase que sem a leitura do texto, desde que certos conceitos, como funções da linguagem, neologismo e figuras de estilo sejam compreendidos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A alternativa A é descartada ao afirmar que, no poema, predomina a linguagem denotativa; Manoel de Barros, como todos os bons poetas, explora, e muito, a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2010/06/funcao-poetica-da-linguagem.html" target="_blank"&gt;linguagem conotativa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. O item B é inválido, uma vez que entra em contradição com o início do enunciado ao afirmar que o autor se utiliza de linguagem "rebuscada de neologismos que depreciam elementos próprios do mundo moderno." Há, na verdade, somente o neologismo "invencionática" que aparece como oposição aos elementos do mundo moderno. Oposição, obviamente, difere de depredação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A alternativa C não faz sentido pois o poeta não se apoia em hipérboles; ao contrário, como afirma a questão, opta pelas coisas de "menor importância no mundo moderno" Talvez a expressão "Meu quintal é maior do que o mundo" possa confundir o leitor desatento; trata-se, na verdade, de uma metáfora que estabelece intertextualidade com Fernando Pessoa, quando este afirma: "É mais livre e maior o rio da minha aldeia". Somente a opção D atende com precisão aos recursos utilizados pelo autor. A alternativa E também está incorreta, considerando que a função referencial (denotativa) tem a intenção de ser clara e objetiva ao transmitir informações, característica não pertinente ao poema de Manoel de Barros.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/WFvv6ZUR6uI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/2799993827120852039/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/manoel-de-barros-enem-questao-comentada.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2799993827120852039?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2799993827120852039?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/WFvv6ZUR6uI/manoel-de-barros-enem-questao-comentada.html" title="Manoel de Barros – Enem - Questão comentada" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-Ab1l8gf-16w/UZ1u_ZpfkGI/AAAAAAABKcY/fy0f3sh9Dp0/s72-c/treino-redacao-enem_2013_thumb.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/manoel-de-barros-enem-questao-comentada.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UAQ3k8eip7ImA9WhBaEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-6247925856516068355</id><published>2013-05-20T00:07:00.001-03:00</published><updated>2013-05-20T00:07:22.772-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-20T00:07:22.772-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Autores da Língua Portuguesa" /><title>Clarice Lispector - ou não seria ela?</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Certamente você já leu uma frase dela na internet. A chance de você ter lido uma frase atribuída erroneamente a ela é maior ainda. Clarice Lispector está entre minhas autoras preferidas. Lembro-me ainda de quando li &lt;em&gt;A paixão segundo GH&lt;/em&gt;. Falo dele com a paixão que me é característica ao abordar nas aulas de literatura os autores como Machado de Assis, Manuel Bandeira e Drummond. Neste artigo trago uma espécie d e resumo para você que, como a maioria das pessoas, limitou-se a conhecer fragmentos da obra dessa que é uma das maiores autoras da Língua Portuguesa.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... Não sou uma escritora, mas uma sentidora.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Clarice Lispector&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-g-uX58tuMeA/UZmS-ohpZvI/AAAAAAABKbE/kj_Vz675KZ4/s1600-h/imagem_de_clarice_lispector_jovem%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="imagem_de_clarice_lispector_jovem" alt="imagem_de_clarice_lispector_jovem" src="http://lh6.ggpht.com/-BGX545S1C3k/UZmS_qI25_I/AAAAAAABKbM/DF8nLDz7ek4/imagem_de_clarice_lispector_jovem_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="365" height="450"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Clarice Lispector nasceu em trânsito, na cidade de Tchetchelnik, na Ucrânia, enquanto sua família imigrava para a América. Viveu a infância no Recife, onde conseguiu se naturalizar. Transferiu-se para o Rio de Janeiro com quase 13 anos. Em 1944, ao completar 19 anos, publicou Perto do coração selvagem, seu primeiro romance, e deixou a crítica especializada perplexa diante da singularidade com que explorava o mundo interior dos personagens, a maneira como penetrava no subconsciente, fazendo com que toda a ação e a construção do enredo fossem além das aparências.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os romances e contos de Clarice Lispector são marcados por enredos caóticos e intimistas, pois além de raramente terem uma sequência linear, com começo, meio e fim, o leitor tem a sensação de estar invadindo os pensamentos, o espaço íntimo e conflitante da mente de seus personagens. Dessa forma, o narrador desses romances questiona o ser, o estar no mundo, a razão da existência como fruto de sua própria escolha.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Além disso, suas narrativas partem de experiências ou situações psicológicas dos personagens, ou do fluxo de consciência. Cada personagem traz à tona uma espécie de monólogo interior e revela seres tensos, sem conseguir se adaptar a um sistema repetitivo, que lhe nega a individualidade e o conduz a uma crise existencial e a uma tomada de consciência num processo de epifania.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Epifania: &lt;em&gt;termo emprestado da religião, que significa "revelação". Expressa o momento traumático que conduz o personagem a um profundo fluxo de consciência, passando a ver o mundo e a si mesmo de outro modo; representa uma mudança de perspectiva.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;De sua vasta produção literária, destacamos: Perto do coração selvagem (romance, 1944); A cidade sitiada (romance, 1949); Laços de família (contos, 1960); A maçã no escuro (romance, 1961); A paixão segundo GH (romance, 1964); A legião estrangeira (contos, 1964); Felicidade clandestina (contos, 1971); Água viva (romance, 1973); A hora da estrela (romance, 1977); Um sopro de vida (romance, 1978); A bela e a fera (contos, 1979).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/k99aI408awM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/6247925856516068355/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/clarice-lispector-ou-nao-seria-ela.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6247925856516068355?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6247925856516068355?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/k99aI408awM/clarice-lispector-ou-nao-seria-ela.html" title="Clarice Lispector - ou não seria ela?" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-BGX545S1C3k/UZmS_qI25_I/AAAAAAABKbM/DF8nLDz7ek4/s72-c/imagem_de_clarice_lispector_jovem_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/clarice-lispector-ou-nao-seria-ela.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkIMSHo8eyp7ImA9WhBbGEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-1673376705905067936</id><published>2013-05-17T09:24:00.001-03:00</published><updated>2013-05-18T03:29:49.473-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-18T03:29:49.473-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Redação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Enem" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para interpretar textos" /><title>Enem 2013 – O que é dialogismo</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;
Quando falo em &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-dicas-de-redacao.html" target="_blank"&gt;interpretação de textos nas provas de vestibulares&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; ou mesmo na prova do Enem [&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" target="_blank"&gt;Enem 2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;] durante minhas aulas, permeio meu discurso com termos como discurso, contexto, seleção lexical e muitas outras coisas que, normalmente não aparecem nas aulas de Português. Na verdade, hoje é bem mais comum que se fale sobre isso porque as aulas de Português estão mudando. Um outro termo que, nessa semana, foi assunto de minhas conversas é o &lt;strong&gt;DIALOGISMO&lt;/strong&gt;. Falaremos sobre ele neste pequeno artigo e ainda vamos propor alguns exercícios com gabarito para você avaliar se o conteúdo foi bem apreendido.&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-rX4q6WJ_yx4/UZYhcmEFevI/AAAAAAABKNA/XEkA9pI-vls/s1600-h/enem_2013_dialogismo4.jpg"&gt;&lt;img alt="enem_2013_dialogismo" height="480" src="http://lh3.ggpht.com/-lAs2pkkvt9A/UZYhgTvPsLI/AAAAAAABKNI/TMh1PrwSM6A/enem_2013_dialogismo_thumb2.jpg?imgmax=800" style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="enem_2013_dialogismo" width="501" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Nos quadrinhos dessa tirinha, não há menção explícita à história infantil intitulada "O patinho feio". Ainda assim, é inevitável a associação entre essa tirinha e o texto que ela retoma. O ponto de contato está tanto no "patinho feio" quanto no "lindo cisne", ainda que ambos sejam "de borracha", brinquedos com os quais, nessa ilustração, a criança diverte-se. A compreensão dessa tirinha, nesse caso específico, não exige o conhecimento da história infantil, embora esse saber possa ampliar as possibilidades interpretativas do leitor.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Dialogismo envolve a existência de uma interação permanente entre os participantes do diálogo e uma interdependência entre discurso e contexto&lt;/strong&gt;: cada qual determina e seleciona o outro. Qualquer texto é duplamente dialógico: apresenta uma relação entre os interlocutores e uma relação dialógica com outros textos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;O discurso também é fruto de uma relação dialógica&lt;/strong&gt;, visto que ele se constrói por meio do diálogo entre sujeitos falantes (dialogismo) e através do diálogo com outros discursos (&lt;strong&gt;intertextualidade&lt;/strong&gt;). Assim, a mistura de elementos transforma o texto em outro texto, que pode, por sua vez, ser recriado e transformado em um novo produto textual, como se houvesse uma cadeia infinita de possibilidades. Nesse movimento dialógico, cada texto vai-se construindo como um mosaico em que as partes se encaixam com perfeição e se ajustam harmonicamente, para servir de instrumento de interação entre os seres humanos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Como objeto cultural, o texto tem uma existência física que pode ser delimitada pelos interlocutores que são capazes de identificar pontos de contato desse&amp;nbsp;&amp;nbsp; com&amp;nbsp;&amp;nbsp; outros&amp;nbsp; textos. Cada texto constitui uma proposta de significação que não está inteiramente construída. Cabe aos interlocutores o desencadeamento dos sentidos textuais.&lt;/div&gt;
&lt;h2 align="justify"&gt;
Exercícios sobre dialogismo no Enem 2013&lt;/h2&gt;
Leia os textos a seguir e responda às questões propostas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-Ai_JM3L27iY/UZYhh1nRIsI/AAAAAAABKNQ/_iwq61nDJ4M/s1600-h/lobo4.jpg"&gt;&lt;img alt="lobo" height="198" src="http://lh4.ggpht.com/-FL0V1L_ZyTI/UZYhka-w0mI/AAAAAAABKNY/6NkFMM9Reyk/lobo_thumb2.jpg?imgmax=800" style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="lobo" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. É INCORRETO afirmar que nesse texto, o lobo&lt;br /&gt;a) apresenta uma solução para controlar o seu problema.&lt;br /&gt;b) conta como planeja alcançar Chapeuzinho Vermelho.&lt;br /&gt;c) expõe um problema relativo à sua natureza animal.&lt;br /&gt;d) nota alguma alteração na voz de seu interlocutor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Nesse contexto, o enunciado "Fale mais sobre isso!" representa&lt;br /&gt;a) um conselho,&lt;br /&gt;b) uma advertência.&lt;br /&gt;c) uma intimidação,&lt;br /&gt;d) um pedido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Quanto às características de Chapeuzinho, infere-se que, na tirinha, ela é&lt;br /&gt;a) inocente.&lt;br /&gt;b) inábil.&lt;br /&gt;c) inteligente.&lt;br /&gt;d) incompetente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Embora haja diferentes versões da história "Chapeuzinho Vermelho", são menções textuais explícitas a ela, EXCETO&lt;br /&gt;a) A presença de um lobo mau e de uma garotinha de roupa vermelha.&lt;br /&gt;b) A ressalva feita quanto ao estranhamento de uma voz conhecida.&lt;br /&gt;c) O disfarce em vovó pretendido pelo lobo mau para pegara neta.&lt;br /&gt;d) O interesse do lobo em melhorar sua conduta e em se controlar.&lt;br /&gt;
&lt;h2&gt;
Gabarito dos exercícios de dialogismo&lt;/h2&gt;
&lt;div align="center"&gt;
1-D, 2-C, 3-D, 4-D&lt;/div&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/j7U83rQBFLo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/1673376705905067936/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-o-que-e-dialogismo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1673376705905067936?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1673376705905067936?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/j7U83rQBFLo/enem-2013-o-que-e-dialogismo.html" title="Enem 2013 – O que é dialogismo" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-lAs2pkkvt9A/UZYhgTvPsLI/AAAAAAABKNI/TMh1PrwSM6A/s72-c/enem_2013_dialogismo_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-o-que-e-dialogismo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEESH45fip7ImA9WhBbF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-2586506062403630771</id><published>2013-05-16T23:34:00.001-03:00</published><updated>2013-05-16T23:43:29.026-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-16T23:43:29.026-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Redação" /><title>Critérios para correção de redação dissertativa</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-kQTJ6UZnj9s/UZWXPi7sJWI/AAAAAAABKMo/7H1v1PE1M2k/s1600-h/regras_de_corre%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_de_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 0px 0px; display: inline; float: left" title="regras_de_corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o_de_reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o" alt="regras_de_corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o_de_reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-438FhTyTMWk/UZWXQ-BTIiI/AAAAAAABKMw/KsHjR0JaLPU/regras_de_corre%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_de_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="300" height="199"&gt;&lt;/a&gt;Uma das maiores dificuldades daqueles que avaliam textos é estabelecer &lt;strong&gt;critérios justos para a correção das redações&lt;/strong&gt;. Falar em critérios justos é, por si só, injusto porque a correção não é, nem deve ser, algo objetivo. Há erros e erros. Entendem? Para o aluno é difícil entender, na maioria das vezes, a diferença no peso de um erro de acentuação se comparado a um erro de regência com um verbo que muda de significação dependendo da transitividade. Por isso mesmo é necessário, no caso do professor ou mesmo de uma equipe de correção de redações, que se crie uma relação de confiança e que o trabalho seja muito bem feito para que a credibilidade da equipe se mantenha e, se possível, até amente. Isso toma maior proporção ainda quando estamos fazendo revisões para a &lt;strong&gt;prova do &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" target="_blank"&gt;Enem 2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e dando &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-dicas-de-redacao.html" target="_blank"&gt;dicas de como fazer um texto nota 10 no Enem&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Isso porque o ano passado foi marcado por situações bastante constrangedoras em relação à correção da redação. Não entrarei no Mérito da questão, mas não me calo diante da possibilidade de ver alunos meus achando que aquilo ali é uma brincadeira sem maiores consequências. Por isso mesmo, este esquema de pontuação de redação pressupõe que o objeto analisado seja um texto dissertativo e a nota máxima seja 10, 0 pontos. Mas nada impede que você faça suas adaptações não só no valor da atividade como na eliminação de alguns dos critérios intermediários. &lt;p align="justify"&gt;Mãos à obra, amigos.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Critérios de correção de Redação&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;TEMA e DESENVOLVIMENTO (4,0)&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Este critério avalia se o aluno (a): &lt;p align="justify"&gt;a) fez um texto adequado à modalidade exigida e ao tema proposto, seguindo as instruções de cada proposta; &lt;p align="justify"&gt;b) elaborou discussão coerente ao tema - com exposição e desenvolvimento de argumentos consistentes e inventivos e chegou à conclusão adequada às ideias expostas. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PONTUAÇÃO:&lt;/strong&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;ZERO: fuga total ao tema e/ou ao tipo de texto.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;0,5: abordagem inadequada do tema proposto (desobediência a algum item da "Instruções", restrição a um aspecto do tema ou abordagem abrangente demais, ou seja, problemas de desvio do tema.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,0: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta, mas com falta de tese ou com argumentação falha (exposição de fatos, sem nenhum esboço de opinião); problemas de linguagem ou de elaboração do fluxo de ideias que comprometam a compreensão do texto; presença de termo que indique diálogo com leitor (na dissertação).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,5: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta. Textos em que não se percebam análises verdadeiramente pessoais, argumentos verdadeiramente consistentes.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,0: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta. Desenvolvimento da argumentação com tentativa de apresentar inferências, análises acerca do tema, ainda que o resultado seja pouco substancial.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,5: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta. Bom aproveitamento das informações da coletânea com mais de uma tentativa de apresentar inferências, análises acerca do tema, ainda que essas inferências sejam pouco substanciais.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;3,0: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta. Argumentação desenvolvida com bom aproveitamento das informações da coletânea e com inferências acerca do tema, sendo que tais inferências são substanciais.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;4,0: abordagem adequada à modalidade exigida, ao tema proposto e às instruções da proposta. Argumentação desenvolvida, consistente e inventiva, revelando capacidade de confrontar diferentes pontos de vista, de relacionar e hierarquizar argumentos e informações.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ESTRUTURA (3,0)&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Avalia-se neste item se o aluno: &lt;p align="justify"&gt;a) estrutura o texto de maneira adequada à modalidade dissertativa (introdução, desenvolvimento e conclusão); &lt;p align="justify"&gt;b) estabelece ligações lógicas entre as partes do texto (parágrafos, períodos, orações); &lt;p align="justify"&gt;c) elabora parágrafos de desenvolvimento adequados à estrutura padrão (tópico frasal, desenvolvimento e desfecho) &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PONTUAÇÃO:&lt;/strong&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;ZERO: falhas graves nos aspectos contemplados em A, B e C.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,0: falhas graves nos aspectos B e C, principalmente contradições entre as partes do texto.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,5: texto minimamente articulado, mas com relações equivocadas entre períodos e parágrafos, prejudicando o sentido do texto; graves transgressões à estrutura do parágrafo padrão (ausência de tópico frasal, tópico frasal totalmente contrário à discussão, mau uso de exemplos (como base de todo o parágrafo, no lugar do argumento; trata-se, na verdade, de uma infração grave da estrutura do parágrafo padrão, que também compromete a argumentação).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,0: texto minimamente articulado, mas com algumas falhas nas relações entre períodos e parágrafos, prejudicando o sentido do texto; desvios à estrutura do parágrafo padrão (ausência de tópico frasal, tópico frasal totalmente contrário à discussão; mau emprego de exemplos.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,5: texto articulado; pouquíssimos problemas de articulação entre períodos e parágrafos; obediência à estrutura do parágrafo padrão.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;3,0: texto bem articulado; ótima relação entre períodos e parágrafos; obediência à estrutura do parágrafo padrão.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;111. EXPRESSÃO (3,0)&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Avalia-se neste item se o aluno: &lt;p align="justify"&gt;a) Domínio da norma culta da língua; &lt;p align="justify"&gt;b) Clareza nas construções sintáticas e emprego de vocabulário adequado. &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PONTUAÇÃO:&lt;/strong&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;ZERO: texto com falhas muito graves nos aspectos A e B.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,0: texto com algum domínio do padrão normativo da língua, mas com graves desvios sintéticos e vocabular que prejudicam seriamente o sentido do texto; cópia de trechos da proposta&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;1,5: texto com certo domínio do padrão normativo da língua, mas com problemas de construção sintática (orações incompletas, excesso de subordinação); inadequação vocabular (termos imprecisos, vagos, coloquiais, recorrência a clichés, frases feitas) que prejudicam o sentido do texto.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,0: texto com mínimo domínio do padrão normativo da língua com construções sintáticas claras, mas com problemas de adequação vocabular que ainda prejudicam em alguma escala o sentido do texto.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;2,5: texto cem bom domínio do padrão culto da língua (pouquíssimos desvios gramaticais) e vocabulário adequado.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;3,0: texto com ótimo domínio da norma culta da língua (construções sintáticas bem elaboradas, emprego vocabular - demonstrando estilo e originalidade).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/WqKN52fUO6k" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/2586506062403630771/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/criterios-para-correcao-de-redacao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2586506062403630771?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2586506062403630771?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/WqKN52fUO6k/criterios-para-correcao-de-redacao.html" title="Critérios para correção de redação dissertativa" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-438FhTyTMWk/UZWXQ-BTIiI/AAAAAAABKMw/KsHjR0JaLPU/s72-c/regras_de_corre%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_de_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/criterios-para-correcao-de-redacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcESH04cSp7ImA9WhBaEEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-7876533507558663931</id><published>2013-05-16T17:51:00.001-03:00</published><updated>2013-05-19T23:30:09.339-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-19T23:30:09.339-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Redação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Enem" /><title>10 dicas para fazer um texto nota 10</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;
Muito se fala na internet hoje em dia em usabilidade, em oferecer aquilo que o leitor quer sem enrolações. Concordo que ninguém está aqui para perder tempo principalmente num site como este em que o propósito é oferecer &lt;strong&gt;dicas para passar no Enem&lt;/strong&gt; ou mesmo textos para &lt;strong&gt;revisão da prova de interpretação de textos&lt;/strong&gt;. Por isso mesmo é que serei breve e apresentarei &lt;strong&gt;10 dicas simples para mandar muito bem na redação do Enem 2013&lt;/strong&gt;. Recomendo que você leia também meu outro artigo em que falo sobre a &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/organizacao-textual-do-discurso.html" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;estrutura do texto argumentativo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;
&lt;h2 align="justify"&gt;
Dicas infalíveis para fazer um texto matador no Enem 2013&lt;/h2&gt;&lt;br/&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-IrnxBUEh4X0/UZVGzzyTEDI/AAAAAAABKMQ/fxKHHv-jaPs/s1600-h/dicas_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_prova_enem_2013%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img alt="dicas_redação_prova_enem_2013" height="215" src="http://lh3.ggpht.com/-wVL8rqwdchQ/UZVG01ZSxVI/AAAAAAABKMY/gnoXtMzpphc/dicas_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_prova_enem_2013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="dicas_redação_prova_enem_2013" width="595" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Tema:&lt;/strong&gt; Interprete a proposta com o máximo de atenção e cada detalhe para não cometer desvios e falhas de abordagem.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Coletânea:&lt;/strong&gt; leia os textos para extrair as ideias principais, sem fazer cópias.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Planejamento:&lt;/strong&gt; Construa um roteiro completo com todos os argumentos e etapas de raciocínio.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Criatividade:&lt;/strong&gt; Invista em título, introdução e conclusão diferenciadas, que despertem a atenção do examinador.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Concisão:&lt;/strong&gt; Priorize a clareza, organização e simplicidade no desenvolvimento.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Argumentação:&lt;/strong&gt; Use argumentos e referências que envolvam o conhecimento de outras disciplinas e atualidades.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Solução:&lt;/strong&gt; Apresente propostas específicas e aplicáveis sempre em sintonia com a causas do problema.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Revisão:&lt;/strong&gt; Revise atentamente a redação, a fim de minimizar os erros e repetições excessivas de palavras.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Letra:&lt;/strong&gt; Seu texto deve ser legível o suficiente para uma correção on-line.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Tempo:&lt;/strong&gt; Treine para gastar cerca de 1h na redação.&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
É isso. Se você conhece alguém que precisa dessas dicas, compartilhe com ele essa postagem. E boa sorte para os que farão a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" target="_blank"&gt;prova do Enem 2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/nfW9UyEHNSA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/7876533507558663931/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-dicas-de-redacao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/7876533507558663931?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/7876533507558663931?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/nfW9UyEHNSA/enem-2013-dicas-de-redacao.html" title="10 dicas para fazer um texto nota 10" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-wVL8rqwdchQ/UZVG01ZSxVI/AAAAAAABKMY/gnoXtMzpphc/s72-c/dicas_reda%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_prova_enem_2013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-dicas-de-redacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUDRng9eip7ImA9WhBbF04.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-1913923462608505131</id><published>2013-05-16T16:24:00.001-03:00</published><updated>2013-05-16T16:24:37.662-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-16T16:24:37.662-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Enem" /><title>Questões de linguagem no Enem 2013</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-UqvRrHV66IU/UZUycPygDZI/AAAAAAABKL4/wE6mO6lTHy4/s1600-h/linguagem_dos_animais%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 0px 0px; display: inline; float: left" title="linguagem_dos_animais" alt="linguagem_dos_animais" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-Tct7lwg8uAg/UZUyc8svajI/AAAAAAABKMA/0hiBteKmdL4/linguagem_dos_animais_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="252" height="200"&gt;&lt;/a&gt;Já falamos aqui em nosso site nas &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" target="_blank"&gt;revisões para o Enem 2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; sobre aspectos relacionados à linguagem e que influenciam na hora de analisar os textos que fazem parte das questões da prova ou mesmo na &lt;strong&gt;proposta de redação do Enem&lt;/strong&gt;. Nesse aspecto, é importante pensar um pouco na maneira de organização da nossa língua e até em questões um pouco marginais como, por exemplo, os sistemas de comunicação dos outros animais diferenciando-os das nossas linguagens. Fazendo isso vamos, é claro, aumentar o leque de ferramentas que temos disponíveis para resolver uma prova que é, basicamente, de interpretação de textos. Faça as leituras, resolva os exercícios e deixe seus comentários sobre nosso conteúdo para que melhoremos sempre. E mais, compartilhe nosso conteúdo nas redes sociais por meio dos botões no final de cada post.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Uma pergunta inevitável neste ponto&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Depois das discussões anteriores, é inevitável perguntar sobre &lt;strong&gt;a origem da linguagem verbal&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- Quando os seres humanos começaram a falar?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E, aqui, a resposta é: &lt;strong&gt;não temos resposta&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É verdade! Não temos a menor ideia de como tudo começou. E mais: é um evento tão longínquo no passado da humanidade que temos, de fato, pouquíssimas condições de reconstituí-lo. Faltam dados e os indícios são todos muito precários. A questão de como a linguagem verbal surgiu é ainda um grande mistério!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Claro que sempre aparece alguém querendo solucioná-lo. Desde o século XIX, tem gente inventando alguma explicação, sempre muito simplista. Não é preciso ir longe para ver que nenhuma delas tem um mínimo de consistência.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Elas partem sempre da ideia de que houve um sistema anterior mais simples, de onde a humanidade teria saído para "criar" a linguagem verbal. Contudo, nenhuma dessas "explicações" consegue resolver o que, de fato, importa, isto é, como foi dado o grande salto de qualidade de um sistema mais simples para a vasta complexidade que caracteriza qualquer língua humana.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em razão disso tudo, só podemos sugerir a você muita cautela diante das velhas e novas "explicações" para a origem da linguagem verbal. E isso porque o assunto está sempre por aí. Claro que, ao lado das versões fantasiosas, temos tido, nos últimos anos, em especial com o desenvolvimento da biologia molecular, alguns dados interessantes sobre esta questão. Contudo, é importante dizer que o mistério permanece.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Neste primeiro momento vamos pensar na origem da nossa linguagem.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Gestos podem estar na origem da linguagem&lt;/h2&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;As pesquisas sobre o uso de sinais por chimpanzés e crianças surdas estão mudando algumas teorias.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Sharon Begley (traduzido da revista Newsweek)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Novas pesquisas sobre como os chimpanzés e crianças surdas se comunicam por gestos podem fornecer a resposta para um dos maiores mistérios da evolução humana: quando e como se originou a linguagem?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Um chimpanzé fêmea senta-se no chão, satisfeita, comendo frutas na sua floresta africana natal. Nisso, um outro chimpanzé fêmea, mais jovem, se aproxima e estende a mão em concha. Ela está pedindo à primeira para compartilhar a comida. Um outro chimpanzé, desta vez em um centro de pesquisa de Atlanta (EUA), focaliza uma banana que está fora do seu alcance, fora da gaiola, a sua esquerda. Quando um cientista se aproxima, o chimpanzé faz um gesto com a mão direita, estendendo-a toda, os olhos indo do cientista para a banana e vice-versa: "se importaria de me passar a comida, grandão?"&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O.k., em se tratando de linguagem, apresentar a mão em concha ou estendê-la não é exatamente o solilóquio de Hamlet. A natureza primitiva do sistema de comunicação do chimpanzé convenceu muitos cientistas de que nossos parentes mais próximos não conseguem dominar a verdadeira linguagem com todos os seus meandros gramaticais e sintáticos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas mesmo esses críticos admitem que o chimpanzé, tanto na selva como no laboratório, faz o que pode ser classificado ao menos como comunicação intencional. Embora os gritos dos chimpanzés indiquem emoções como medo e raiva, são seus gestos que transmitem significado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Combinado com estudos com crianças surdas que, espontaneamente, criam sua própria e complexa linguagem de sinais - e com a descoberta de que as pessoas cegas gesticulam no mesmo ritmo das pessoas que enxergam - estão crescendo as provas de que o cérebro humano está equipado para a comunicação gestual.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Agora alguns cientistas estão indo ainda mais longe. Um dos enigmas mais persistentes da antropologia é quando e como a linguagem, considerada a façanha máxima da evolução humana e também o atributo que separa nossa espécie de todas as outras, teve origem. "A linguagem pode ter evoluído não da vocalização de nossos ancestrais, mas dos gestos manuais", diz Mike Corbailis, um neurocientista cognitivo da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Desde o século 18 —&lt;/strong&gt; A ideia de que a linguagem surgiu dos gestos foi proposta no século 18 e foi reavivada na década de 1970. Mas soçobrou por falta de provas. Agora, porém, os cientistas têm 20 anos de descobertas sobre como os chimpanzés são capazes de usar a linguagem de sinais. "Na vida selvagem, um bonobo usa gestos de mão para indicar à fêmea como ele gostaria que ela se posicionasse para o sexo", explica William Hopkins, pesquisador da linguagem dos chimpanzés do Beny College no Estado da Geórgia (EUA) e do Yerkes Regional Primate Research Center (Centro Regional Yerkes de Pesquisa com Primatas). Os bonobos também usam sinais de mão para avisar aos outros que há um ser humano observando-os furtivamente. Um jovem bonobo foi visto fazendo um gesto para convidar seu irmão menor para brincar, em vez de mostrar, por meio de representação, o que tinha em mente. Pode não ser linguagem, mas é comunicação simbólica.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os chimpanzés conseguem reforçar sua capacidade simbólica quando aprendem um pouco da Língua de Sinais Americana (American Sign Language - ASL), a língua de gestos manuais dos surdos. Embora os macacos pareçam não conseguir ir além da linguagem própria de uma criança de 2 anos, há indícios de que sua facilidade com os gestos "é decorrente de um sistema neurológico atávico de comunicação baseado no gesto", diz Hopkins. Os chimpanzés aprendem facilmente centenas de sinais da ASL e os combinam em sentenças que nunca viram antes, entre elas 'me faça cócegas' ou 'me dê uma banana'.&lt;br&gt;Em outra descoberta interessante, a chimpanzé Washoe, que aprendeu a ASL, ensinou-a espontaneamente a seu filho adotivo, Loulis, moldando a mão dele para que fizesse cada sinal corretamente. Loulis consegue agora usar cerca de 80 sinais - para objetos como banana e ações como dar e vir.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Embora na maioria das atividades os chimpanzés não mostrem preferência pelo uso de uma das mãos, na linguagem de sinais parece ser diferente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esquerda e direita -&lt;/strong&gt; Em um estudo conduzido em 1998 com 115 chimpanzés em Yerkes, Hopkins e David Leaves, da Universidade da Geórgia, descobriram que os chimpanzés tendiam a usar a mão direita para fazer gestos significativos do tipo 'por-favor-me-passe-uma-banana', mesmo quando a banana está do lado esquerdo do chimpanzé. "O chimpanzé costuma usar a mão esquerda para alcançar a banana", diz Hopkins. "O fato de estarem usando a mão direita para fazer o gesto indica que esta é uma tentativa de comunicar-se, não de alcançar algo. O lado esquerdo do cérebro envia sinais para o lado direito do corpo e também aloja os centros da linguagem. E possível que as áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, que somente no ano passado foram descobertas nos chimpanzés, estejam associadas à comunicação gestual", diz ainda Hopkins.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A outra grande mudança no estudo dos gestos é que a sinalização é agora reconhecida como uma "linguagem apropriada, gramatical", como diz Mike Corballis. Mais ainda: as pessoas surdas em todo o mundo e no decorrer dos séculos têm inventado linguagens de sinais. Esses sistemas são completamente gramaticais também. "0 surgimento espontâneo", diz Corballis, "confirma que a comunicação gestual é tão natural à condição humana quanto o é a linguagem falada." As crianças surdas até "balbuciam" em sinais, fazendo um gesto repetidamente, da mesma maneira que seus amiguinhos que escutam fazem o mesmo "ma-ma-ma" repetidamente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As crianças surdas podem até inventar aspectos gramaticais mais refinados que aqueles da língua falada. Veja o exemplo das crianças surdas de pais ouvintes, na China e nos Estados Unidos, que inventaram linguagens de sinais. As invenções delas têm mais semelhança entre si do que têm com a sinalização simples que viram seus pais fazerem, segundo um estudo de 1988 liderado pela psicóloga Susan Goldin-Meadow, da Universidade de Chicago (EUA). Além disso, a linguagem gestual das crianças mostrou detalhes gramaticais mais refinados do que aqueles que ocorrem em inglês ou mandarim: as crianças usam sinais ligeiramente diferentes para "rato" nas sentenças "o rato chegou" e "o rato comeu o queijo". A única diferença entre as duas é que o primeiro rato é o sujeito de uma sentença com um verbo intransitivo ('chegar'), enquanto o segundo rato é o sujeito de uma sentença com um verbo transitivo ('comer').&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pode o gesto, então, recorrer às mesmas estruturas cerebrais para a gramática que a fala faz? Estudos de imagens do cérebro indicam que sim. "Os neurônios responsáveis pela produção e compreensão da linguagem tornam-se ativos quando um emissor de sinais surdo observa sentenças na Língua de Sinais Americana", diz Helen Neville, da Universidade de Oregon (EUA).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sistemas antigos -&lt;/strong&gt; A ideia de que o cérebro abriga sistemas antigos para a linguagem gestual não foi surpresa para os cientistas que estudam o desenvolvimento da linguagem nas crianças. "Os bebés fazem gestos complexos antes de falar e crianças que fazem gestos referenciais mais cedo começam a falar mais cedo, enquanto aquelas que fazem gestos mais tarde, falam mais tarde", explica a psicóloga do desenvolvimento Elizabeth Bates, da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA). "Os gestos e a linguagem compartilham um substrato neural comum; isso é coerente com a ideia de que a linguagem oral surgiu da gestual, embora também seja consistente com o desenvolvimento paralelo de ambas."&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Faz sentido que, em um mundo de predadores, nossos ancestrais tenham evoluído da comunicação silenciosa para a oral. Mas nem todos concordam que a linguagem tenha se originado do gesto. O neuropsicólogo Merlin Donald, da Queens University, de Ontário (Canadá), argumenta que, se ela tivesse se originado daí, então uma linguagem gestual totalmente desenvolvida ainda estaria por aí; e não está, a não ser entre os surdos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas uma origem gestual poderia resolver um dos enigmas mais desafiadores da evolução hurnana. O desenvolvimento da laringe (uma das condições para a fala) só se deu há uns 150 mil anos, segundo sugerem fósseis de ancestrais de seres humanos. Dali até as primeiras civilizações da antiguidade (que surgiram há mais ou menos 5 mil anos), argumenta Mike Corballis, "é um espaço de tempo muito curto para o surgimento de coisas tão complexas como a gramática", que requer mudanças revolucionárias no cérebro.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Contudo, se nossos ancestrais já tivessem inventado a gramática e usado para a linguagem gestual, então a transferência dessa gramática para a fala não teria sido tão mais difícil do que, por exemplo, aplicar as lições da gramática espanhola para o português. A troca de meios seria fácil. Como resultado, assim que a laringe surgiu, os seres humanos puderam começar a conversar. E nunca mais pararam.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2"&gt;BEGLEY, Sharon. O Estado de S. Paulo, Caderno 2, 16 maio 2002. Tradução de Maria de Lourdes Botelho.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vamos, após essa longa leitura, pensar um pouco na Observação, Análise e Identificação dos elementos que constituem este texto.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Estudo do Texto&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;O texto que acabamos de ler, é uma reportagem que procura apresentar pesquisas e argumentos de cientistas que levantam a hipótese de que a linguagem verbal se originou de uma linguagem gestual.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vamos analisá-lo detalhadamente!&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. Observe que o texto é, no geral, bastante cauteloso:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;várias vezes se insiste que se trata apenas de uma possibilidade. Ou seja: não temos nenhuma certeza. Preste atenção, nesse sentido, como o verbo poder (no sentido de ser possível) é frequente no texto. Já no título ele está presente. Localize outros exemplos;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;texto apresenta afirmações um pouco mais incisivas dos pesquisadores que defendem a hipótese de que a linguagem verbal foi precedida de uma linguagem gestual. Mas informa também que nem todos concordam com esta hipótese (Quem é citado neste caso?); e que outros a tratam com certa reserva (observe que as palavras da psicóloga Elizabeth Bates enfraquecem um pouco a hipótese. Que outra possibilidade ela sugere?).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. Apesar de redigir um texto cauteloso, é claramente perceptível que a autora tem simpatia pela hipótese que relata. Ela faz interessantes manobras argumentativas nesse sentido. Uma delas é fazer uma concessão aos "adversários" (aos críticos da hipótese) para, em seguida, tentar enfraquecer a posição deles. É uma manobra que podemos representar pelo esquema SIM/MAS (muito comum, aliás, nas nossas conversas cotidianas). Observe o exemplo do início do texto em seus vários lances:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1º a autora relata o uso de gestos por chimpanzés na natureza e no laboratório (segundo parágrafo);&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2º em seguida, ela faz a concessão ao "adversário", dizendo (terceiro parágrafo):&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;"O.k., em se tratando de linguagem, apresentar a mão em concha ou estendê-la não é exatamente o solilóquio de Hamlet."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ou seja, SIM - o sistema gestual dos chimpanzés é muito simples e está muito longe da complexidade da linguagem verbal humana (representada aqui pelo solilóquio de Hamlet - referência à famosa cena da peça Hamlet, de Shakespeare). E acrescenta que a simplicidade do sistema gestual leva muitos cientistas (os "adversários") a concluir que os chimpanzés não conseguem dominar a linguagem humana.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3º Ela tenta agora enfraquecer a posição dos "adversários" (é a hora do MAS). Observe com atenção cada passo que ela dá (quarto parágrafo):&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;a) o parágrafo começa assim:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;"Mas mesmo esses críticos admitem..."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;com o Mas ela sinaliza que vai fazer um movimento de "quebra", de enfraquecimento do efeito da concessão (do SIM);&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;em seguida os cientistas mencionados no parágrafo anterior passam a ser chamados de críticos ("adversários", portanto, da hipótese à qual ela será simpática);&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;por fim, ela busca fortalecer a sua posição, dizendo que mesmo os "adversários" admitem (concordam) que os chimpanzés têm, com os gestos, uma comunicação intencional.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;b) enfraquecida a posição dos "adversários", a autora acrescenta dois dados humanos (o caso das crianças surdas e o das pessoas cegas) para reforçar a posição de sua simpatia e concluir que "estão crescendo as provas de que o cérebro humano está equipado para a comunicação gestual", conclusão que sustentará o passo seguinte do texto: levantar a possibilidade de solução do enigma da origem da linguagem verbal (ela teria evoluído não das vocalizações dos nossos ancestrais, mas de seus gestos manuais).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Localize, agora, outro momento do texto em que a autora usa a mesma estratégia argumentativa do SIM/ MAS.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3.&amp;nbsp;&amp;nbsp; A autora lembra que a hipótese de que a linguagem verbal surgiu dos gestos é antiga. Contudo, nunca se sustentou por falta de provas. Agora, segundo ela, os cientistas estariam melhor aparelhados para retomá-la. Dois grandes fatores estariam contribuindo para isso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;-&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quais são eles?&lt;br&gt;-&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por que eles são importantes para dar certo sustento à hipótese?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4. No último parágrafo, a autora dá uma certa "forçada de barra" para fazer passar a plausibilidade da hipótese. Em certo sentido, ela atropela a questão que continua sendo central em toda esta discussão, conforme aponta Mike Corballis no parágrafo anterior (isto é, como se deu a passagem de um sistema mais simples para um mais complexo?). Para ela, a gramática já estava "inventada" (continuamos sem saber como) na linguagem de gestos; a coisa toda se resumiu a trocar os gestos pelos sons vocais.&lt;br&gt;O exemplo que ela dá é efetivamente adequado para o caso? Por quê?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;5. Por fim, um detalhe importante. No fim deste capítulo vamos dar informações sobre a língua de sinais dos surdos. Aqui, é necessário enfatizar dois pontos. Primeiro, o fato de que há muitas dúvidas, no meio científico, se efetivamente os chimpanzés aprendem a língua de sinais. Segundo, mesmo que eles aprendam, o resultado é muito limitado e restrito. Nada comparável ao domínio da língua de sinais por uma pessoa surda. Como veremos adiante, a língua de sinais não é, de modo algum, um sistema simples.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/9Jf_PNCHXJ4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/1913923462608505131/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/questoes-de-linguagem-no-enem-2013.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1913923462608505131?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1913923462608505131?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/9Jf_PNCHXJ4/questoes-de-linguagem-no-enem-2013.html" title="Questões de linguagem no Enem 2013" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-Tct7lwg8uAg/UZUyc8svajI/AAAAAAABKMA/0hiBteKmdL4/s72-c/linguagem_dos_animais_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/questoes-de-linguagem-no-enem-2013.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEMGQnc_eCp7ImA9WhBbFEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-2240062103767585245</id><published>2013-05-13T19:34:00.001-03:00</published><updated>2013-05-13T20:07:03.940-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-13T20:07:03.940-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Enem" /><title>Enem 2013 – inscrições, datas e revisão</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Aquilo que muita gente esperava, isto é, as &lt;strong&gt;inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)&lt;/strong&gt; começaram hoje, 13/5 e vão até o dia 27 de maio. Pela internet, para se inscrever é necessário acessar &lt;a href="http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricaoEnem/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;este endereço&lt;/a&gt;. Já a data do exame será nos dias 26 e 27 de outubro. &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-HvHgf625L9Q/UZFqfIIi0pI/AAAAAAABKLU/ZmuD9qrvJvA/s1600-h/enem_2013_gabarito_da_prova%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="enem_2013_gabarito_da_prova" border="0" alt="enem_2013_gabarito_da_prova" src="http://lh3.ggpht.com/-BQRc7N586wE/UZFqgKnNdSI/AAAAAAABKLc/NILNjiDfXaM/enem_2013_gabarito_da_prova_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="400" height="316"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;As informações necessárias para fazer a inscrição bem como os documentos e requisitos podem ser encontrados no endereço colocado anteriormente. Lá vocês verão algumas informações dadas aqui visto que este texto reproduz em partes aquele. &lt;p align="justify"&gt;Como vocês sabem, o Enem é voltado para todas as pessoas que já concluíram ou vão concluir o ensino médio até o fim de 2013, mas, no caso de alunos que não são concluintes do Ensino Médio, a prova pode ser feita apenas como treino.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;O resultado no exame é usado no &lt;strong&gt;Sistema de Seleção Unificada (Sisu)&lt;/strong&gt;, que oferece vagas em instituições públicas de educação superior. Além disso, uma boa avaliação no Enem é também requisito para participação do estudante nos programas Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). &lt;p align="justify"&gt;Neste ano o exame tem uma redação e quatro provas objetivas. Cada uma contém 45 questões de múltipla escolha. No primeiro dia, os inscritos farão provas de ciências humanas e da natureza, com duração de quatro horas e 30 minutos. No segundo dia, as provas aplicadas serão de linguagens e códigos, matemática e redação, com duração de cinco horas e 30 minutos. &lt;p align="justify"&gt;Para alegria de uns e tristeza de outros, o Ministério da Educação divulgou &lt;strong&gt;novas regras na correção da redação&lt;/strong&gt;. O que se espera com isso é evitar as brincadeiras durante a elaboração da redação. Todo mundo viu a repercussão das provas com receitas de miojo ou hinos de clubes no ano passado. &lt;p align="justify"&gt;Para ajudar os leitores do nosso blog a se prepararem melhor para a prova de Português. Por isso daremos dicas de redação e de interpretação de textos neste post no qual linkaremos outros artigos já publicados e os que virão. &lt;h2 align="justify"&gt;Interpretação de textos na prova do Enem&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Abaixo estão alguns dos artigos de revisão para entender melhor a prova de interpretação de textos do Enem. NA verdade, a prova inteira envolve esta competência visto que analisar, selecionar e fazer inferências sobre os textos é uma capacidade avaliada na prova. &lt;ul&gt; &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html" target="_blank"&gt;Aprenda a fazer uma leitura racional&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Dicas de redação para a prova do Enem&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;prova de redação do Enem&lt;/strong&gt; exige do aluno a capacidade de analisar os dados da coletânea, selecionar as informações importantes e, diante disso, elaborar um texto coerente, coeso e que apresente uma proposta de intervenção que respeite os limites dados pelos examinadores. &lt;ul&gt; &lt;li&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html" target="_blank"&gt;Como escrever um bom texto dissertativo&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/YFBPT7e3knk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/2240062103767585245/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2240062103767585245?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2240062103767585245?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/YFBPT7e3knk/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html" title="Enem 2013 – inscrições, datas e revisão" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-BQRc7N586wE/UZFqgKnNdSI/AAAAAAABKLc/NILNjiDfXaM/s72-c/enem_2013_gabarito_da_prova_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/enem-2013-inscricoes-datas-e-revisao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YFRXY_cCp7ImA9WhBbEEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-787505379976939383</id><published>2013-05-08T21:47:00.001-03:00</published><updated>2013-05-08T21:58:34.848-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-08T21:58:34.848-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Redação" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para interpretar textos" /><title>Organização textual do discurso argumentativo</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Você já pensou em quais os elementos envolvidos na argumentação? Neste processo de chegar a conclusões, buscamos razões favoráveis e desfavoráveis a respeito de um tema de forma persuasiva, ou seja, fazendo com que os outros aceitem nossas conclusões. Após apresentar um tutorial de &lt;strong&gt;como devemos proceder para fazer uma leitura racional&lt;/strong&gt; e também de trazer para cá algumas dicas de como devemos proceder para &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html" target="_blank"&gt;fazer um texto nota 10 no Enem&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, hoje vamos elencar uma série de elementos importantes dentro do processo de argumentação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-5vcjrj1Mq3k/UYryI0bEzGI/AAAAAAABJ_U/-brjxdd4kbU/s1600-h/t%2525C3%2525A9cnicas_de_argumenta%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_dicas%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="t&amp;eacute;cnicas_de_argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o_dicas" alt="t&amp;eacute;cnicas_de_argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o_dicas" src="http://lh3.ggpht.com/-nfSP7TIb55k/UYryJ7lhhdI/AAAAAAABJ_c/PkW1-eU4Vmc/t%2525C3%2525A9cnicas_de_argumenta%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_dicas_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="640" height="359"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vamos a três pontos iniciais, três definições que permearão nosso papo hoje aqui:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Tema: Assunto a ser questionado, a ser legitimado.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Argumentador: quem desenvolve o raciocínio em torno do tema.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Interlocutor: a quem se dirigem os argumentos, quem deve participar da mesma opinião do argumentador.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;organização textual do discurso argumentativo&lt;/strong&gt; compreende:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;• Autor e focalização temática, construção de um ponto de vista em função das intenções comunicativas.&lt;br&gt;• Etapas:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;tema&lt;/strong&gt; (proposta): permite a formulação de uma questão polêmica, explícita ou implícita no texto; o autor se posiciona;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;proposição&lt;/strong&gt; (tese): posicionamento favorável ou desfavorável do autor em relação ao tema; é orientador de toda a sua argumentação;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;- &lt;strong&gt;provas&lt;/strong&gt;: argumentos que sustentam a proposição do autor, assegurando a validade dela e permitindo chegar à conclusão;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;-&amp;nbsp; &lt;strong&gt;conclusão&lt;/strong&gt;: retomada da proposição, já defendida coerentemente, ou uma possível decorrência dela.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Estratégias de organização&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Estas são as principais estratégias de organização do discurso argumentativo:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;comparação ou confronto;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;exemplificação;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;analogia;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;argumentação de autoridade.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Conexão textual&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Geralmente faz-se necessário o emprego de marcas linguísticas e gráficas da articulação do discurso argumentativo com outros discursos e sequências de texto. Observe alguns exemplos:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Transição da apresentação dos dados estatísticos para a análise argumentativa: "Antes de mais nada".&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Introdução de uma retrospectiva histórica (sequência narrativa):&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Faz um século"[...];"Em 1900".&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;“No período colonial"; [...]"No período imperial"...&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Introdução de uma caracterização de fenômeno social (sequência descritiva).&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há necessidade, ainda, de marcadores textuais de progressão/segmentação temática: articulações hierárquicas, temporais e/ou lógicas entre as frases ou etapas do discurso argumentativo. Por exemplo: "Outro lado da questão'[...]; "Essa afirmação"[...];"Nem por isso"[...];"Além do mais"[…].&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elementos da lógica argumentativa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Asserção inicial - premissa:&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;a) &lt;strong&gt;afirmação factual:&lt;/strong&gt; sua veracidade pode ser verificada pela confrontação com os fatos;&lt;br&gt;b) &lt;strong&gt;julgamento:&lt;/strong&gt; inferência deduzida dos fatos, de menor confiabilidade que a afirmação factual;&lt;br&gt;c) &lt;strong&gt;palavra de autoridade:&lt;/strong&gt; de responsabilidade de especialistas no assunto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Asserção intermediária:&lt;/strong&gt; faz a transição entre as asserções - inferência, prova, argumento.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Indução e dedução - processos argumentativos&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na &lt;strong&gt;indução&lt;/strong&gt;, parte-se dos fatos e tenta-se chegar a algum modelo ou proposta argumentativa.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Tipos mais comuns:&lt;br&gt;• &lt;strong&gt;generalização:&lt;/strong&gt; conclusão baseada no estudo de um conjunto significativo de exemplos.&lt;br&gt;• &lt;strong&gt;relação causal:&lt;/strong&gt; relaciona dois fatos e conclui que um éa causa do outro.&lt;br&gt;• &lt;strong&gt;analogia&lt;/strong&gt; também denominada correlação, associa generalização e relação causal, estabelecendo uma ligação entre a consequência e uma causa possível.&lt;br&gt;Na &lt;strong&gt;dedução&lt;/strong&gt;, parte-se de um julgamento geral e busca-se descobrir implicações específicas ou exemplos específicos.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Escolha das palavras&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma criteriosa e conveniente &lt;strong&gt;seleção lexical&lt;/strong&gt; que permita empregar vocábulos positivos, negativos ou neutros para apresentar uma mesma situação fará com que a persuasão atinja os objetivos do interlocutor.&lt;br&gt;Outros recursos possíveis:&lt;br&gt;•&amp;nbsp; empregar adjetivos, sufixos ou advérbios com carga semântica positiva ou negativa;&lt;br&gt;• repetir a expressão ou o termo;&lt;br&gt;• substituir a palavra com o intuito de acentuar ou atenuar a noção positiva ou negativa já presente;&lt;br&gt;• negativizar uma realidade mudando a palavra de campo semântico, por exemplo, do mundo humano para o mundo dos animais ou dos objetos.&lt;br&gt;A seguir, há exemplos de recursos lexicais empregados em artigos de opinião assinados.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/Tj5ldLfSxyo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/787505379976939383/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/organizacao-textual-do-discurso.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/787505379976939383?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/787505379976939383?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/Tj5ldLfSxyo/organizacao-textual-do-discurso.html" title="Organização textual do discurso argumentativo" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-nfSP7TIb55k/UYryJ7lhhdI/AAAAAAABJ_c/PkW1-eU4Vmc/s72-c/t%2525C3%2525A9cnicas_de_argumenta%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_dicas_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/organizacao-textual-do-discurso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8HR38-cCp7ImA9WhBUGEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-295713707503689143</id><published>2013-05-06T14:52:00.001-03:00</published><updated>2013-05-06T14:53:56.158-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-06T14:53:56.158-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exercícios de Interpretação de Textos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exercício com gabarito" /><title>Aprenda Português com o futebol</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Às vezes é difícil entender, &lt;strong&gt;interpretar os textos&lt;/strong&gt; que nos são dados porque não observamos os elementos que são responsáveis pela textualidade. Tenho falado nestes dias sobre isso em minhas aulas de Língua Portuguesa e, aqui no blog no artigo intitulado “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html" target="_blank"&gt;Aprenda a fazer uma leitura racional&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;”. Para a maioria dos alunos continua sendo difícil compreender &lt;strong&gt;o que é polissemia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;o que é denotação e conotação&lt;/strong&gt; e por aí vai. Sem esse conhecimento básico fica difícil caminhar no uso da Língua Portuguesa, sempre teremos dificuldade para dar o próximo passo. Por isso mesmo é que este artigo tratará de elementos bastante simples como leitura e compreensão de textos. Primeiramente, falarei sobre alguns conceitos básicos sobre isso e depois proponho alguns exercícios com gabarito.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-Wx_-yMC3_nE/UYftzXA5eII/AAAAAAABJ-8/JHR92m-VvLs/s1600-h/messi-neymar4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="messi-neymar" alt="messi-neymar" src="http://lh3.ggpht.com/-NBApeZrIIGs/UYft5raR8nI/AAAAAAABJ_E/A9PmWIQ5lNQ/messi-neymar_thumb2.jpg?imgmax=800" width="550" height="367"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;O que é linguagem e como isso cai nas provas&lt;/h2&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;O indivíduo aprende naturalmente a língua da sociedade em que vive, graças ao convívio com os seus pares.&lt;/div&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Quando um brasileiro, por exemplo, afirma que não sabe Português, isso só pode ser interpretado em dois sentidos: ou ele está querendo dizer que não sabe a variante culta do Português, ou que não sabe justificar por meio de regras o uso da língua aprendido naturalmente. Falar com correção tem sua importância, mas não é suficiente para indicar bom desempenho no uso de uma língua.&lt;/div&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;O domínio versátil de uma língua se mede basicamente pela capacidade de compreender e produzir textos com a maior eficiência possível. Mais importante que falar correto é ser capaz de apreender significados e correlacioná-los com outros que circulam no universo cultural.&lt;/div&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Quando se discute a questão do bom desempenho no uso da língua, há certos mal-entendidos que precisam ser esclarecidos. Um deles é que falar bem é o mesmo que falar difícil ou falar "bonito" como as pessoas consideradas chiques. Há situações em que "falar difícil ou bonito" soa como pretensioso e grotesco, sendo, portanto, inadequado.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Texto para os exercícios de 1 a 3&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da língua portuguesa, saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato, leia o texto "Aí, galera", de Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Aí, galera&lt;/h2&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não?&lt;br&gt;- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Como é?&lt;br&gt;- Aí, galera.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Quais são as instruções do técnico?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetivida-de, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.&lt;br&gt;-Ahn?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; É pra dividir no meio e ir pra cima pra pega eles sem calça.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Pode.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Uma saudação para a minha progenitora.&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Como é?&lt;br&gt;- Alo, mamãe!&lt;br&gt;- Estou vendo que você é um, um...&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Estereoquê?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Um chato?&lt;br&gt;-&amp;nbsp; Isso.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Luís Fernando Veríssimo. Correio Braziliense, 13/5/1998.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. (ENEM) A expressão "pega eles sem calça" poderia ser substituída, sem comprometimento de sentido, em língua culta, formal, por:&lt;br&gt;a) pegá-los na mentira.&lt;br&gt;b) pegá-los desprevenidos.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; pegá-los em flagrante.&lt;br&gt;d) pegá-los rapidamente.&lt;br&gt;e) pegá-los momentaneamente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Resposta: B&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. (ENEM) O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:&lt;br&gt;a) A saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.&lt;br&gt;b) A linguagem muito formal do jogador, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com desenvoltura, de modo muito rebuscado.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; O uso da expressão "galera", por parte do entrevistador, e da expressão "progenitora", por parte do jogador.&lt;br&gt;d) O desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra "estereotipação", e a fala do jogador em "é pra dividir no meio e ir pra cima pra pega eles sem calça".&lt;br&gt;e)&amp;nbsp; O fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado não corresponder ao estereótipo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Resposta: B&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3. (ENEM) O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da linguagem usada ao contexto:&lt;br&gt;a) "O carro bateu e capoto, mas num deu pra vê direito.” - um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando.&lt;br&gt;b) "E aí, ô meu! Como vai essa força?" - um jovem que fala para um amigo.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; "Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” - alguém comenta em uma reunião de trabalho.&lt;br&gt;d) "Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva&amp;nbsp; desta&amp;nbsp; conceituada&amp;nbsp; empresa." - alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.&lt;br&gt;e) "Porque, se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros." -um professor universitário em um congresso internacional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Resposta: E&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/QL0gtA92AxM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/295713707503689143/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/aprenda-portugues-com-o-futebol.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/295713707503689143?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/295713707503689143?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/QL0gtA92AxM/aprenda-portugues-com-o-futebol.html" title="Aprenda Português com o futebol" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-NBApeZrIIGs/UYft5raR8nI/AAAAAAABJ_E/A9PmWIQ5lNQ/s72-c/messi-neymar_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/aprenda-portugues-com-o-futebol.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUYGRn8zfyp7ImA9WhBUF0U.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-6507013152158481404</id><published>2013-05-05T17:52:00.001-03:00</published><updated>2013-05-05T17:52:07.187-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-05T17:52:07.187-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exercício de múltipla escolha" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exercícios de Interpretação de Textos" /><title>5 exercícios de linguagem bem fáceis</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Muitas vezes discutimos em sala de aula sobre linguagem e em como ela se parece, guardadas as devidas proporções, com as roupas. Escolhemos as roupas de acordo com a situações em que nos colocaremos. Por isso mesmo o conceito de erro mudou ao longo dos anos. Há, o que chamamos na maior parte do tempo, &lt;strong&gt;inadequação no uso da linguagem&lt;/strong&gt;. Claro que não estou falando que devemos relevar &lt;strong&gt;erros ortográficos&lt;/strong&gt; na &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html" target="_blank"&gt;produção do texto dissertativo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. O que digo é que devemos ter um olhar diferenciado segundo a situação de uso da linguagem e observarmos, por exemplo, as variações linguísticas. Os exercícios que proponho abaixo falam disso e são bastante simples para estimular os alunos a perceber os vários usos e formas da linguagem.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-lzyGEt9L988/UYbGc4NIY1I/AAAAAAABJ-I/X0Lx6cSBqlM/s1600-h/linguagem-das-interacoes-sociais%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="linguagem-das-interacoes-sociais" alt="linguagem-das-interacoes-sociais" src="http://lh4.ggpht.com/-WP21juv9aAU/UYbGdpUjxgI/AAAAAAABJ-Q/S3fAYaFQ-lM/linguagem-das-interacoes-sociais_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="640" height="275"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Exercícios sobre uso da linguagem&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. Leia atentamente o texto que segue.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dividi minha vida em sites&lt;br&gt;Criei um chat para a família&lt;br&gt;Outro para os amigos&lt;br&gt;E um secreto, para os amores&lt;br&gt;Quando alguém me incomoda&lt;br&gt;— Deleto.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse fragmento contém expressões típicas de uma linguagem específica. Qual?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;(A) Linguagem do caipira&lt;br&gt;(A) Linguagem dos médicos&lt;br&gt;(A) Linguagem da internet&lt;br&gt;(A) Linguagem de alienígenas&lt;br&gt;(A) Linguagem imaginária&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. Qual a melhor tradução para a expressão “Falar pelos cotovelos”?&lt;br&gt;(A) Falar usando uma linguagem técnica&lt;br&gt;(A) Falar apenas o necessário;&lt;br&gt;(A) Falar em excesso&lt;br&gt;(A) Cantar no Karaokê&lt;br&gt;(A) Fazer um discurso breve de agradecimento&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que qualquer beijo de novela me faz chorar&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que teu olhar flor na janela me faz morrer&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que meu desejo se confunde&lt;br&gt;com a vontade de não ser&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que minha pele tem o fogo&lt;br&gt;do juízo final&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Zeca Baleiro. "Flor da Pele". Por onde andará Stephen Fry? CD 011241-2, MZA Music, 1998.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3. Que componente do ato de fala os verbos e os pronomes desse texto privilegiam?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4. Esse texto:&lt;br&gt;a)&amp;nbsp; põe em destaque o receptor.&lt;br&gt;b)&amp;nbsp; contém um emissor que procura influenciar o receptor.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; usa o código para falar do próprio código.&lt;br&gt;d)&amp;nbsp; ressalta as sensações do emissor.&lt;br&gt;e)&amp;nbsp; questiona o ato de escrever.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;"DÊ UM PRESENTE&lt;br&gt;QUE VAI COLOCAR SUA&lt;br&gt;MÃE LÁ EM CIMA."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Propaganda veiculada na Revista da Folha, 2/5/99.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;5. As mensagens publicitárias atuais exploram a ambiguidade, a multiplicidade de sugestões. Um filho que lesse a mensagem acima e a interpretasse ao pé da letra poderia ser levado a comprar vários presentes para a sua mãe, exceto:&lt;br&gt;a)&amp;nbsp; uma escada para trabalhos domésticos.&lt;br&gt;b)&amp;nbsp; um apartamento de cobertura.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; uma máscara de mergulho.&lt;br&gt;d)&amp;nbsp; um sapato de salto alto.&lt;br&gt;e)&amp;nbsp; um trampolim.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;P.s.: Este último exercício aborda uma questão importante de interpretação de texto: a ambiguidade. Sobre isso você pode ler um texto bastante completo &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2011/09/como-ambiguidade-pode-matar-seu-texto.html" target="_blank"&gt;acessando este link&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/OZxuE-WKET4" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/6507013152158481404/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/5-exercicios-de-linguagem-bem-faceis.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6507013152158481404?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6507013152158481404?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/OZxuE-WKET4/5-exercicios-de-linguagem-bem-faceis.html" title="5 exercícios de linguagem bem fáceis" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh4.ggpht.com/-WP21juv9aAU/UYbGdpUjxgI/AAAAAAABJ-Q/S3fAYaFQ-lM/s72-c/linguagem-das-interacoes-sociais_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/5-exercicios-de-linguagem-bem-faceis.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUYCRX4yeCp7ImA9WhBUFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-4921508647173158307</id><published>2013-05-02T21:59:00.001-03:00</published><updated>2013-05-02T22:06:04.090-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-02T22:06:04.090-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para vestibulares" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para Concursos" /><title>Já pensou no futuro de seus alunos?</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Meus amigos, professores de todas as disciplinas leem os conteúdos publicados aqui e na fan page deste blog. Isso me leva a crer que todo e qualquer conteúdo relacionado à leitura, compreensão de texto e produção textual é sempre muito bem-vindo. Por isso mesmo que hoje trago uma sugestão que pode ser bastante pertinente para quem trabalha com Ensino Médio e quer diversificar um pouco as aulas. É um momento bastante difícil para eles. Decidir qual vestibular fazer, entender o que o mundo espera deles parece distante demais quando as festas, namoros e tudo mais são beeemmm mais atrativos. Mas podemos reverter esse quadro e trazer um pouco de foco nas decisões. A atividade abaixo baseia-se num filme e, por isso mesmo, já atrai mais que uma “simples” aula expositiva. Digo “simples”, assim mesmo entre aspas porque não considero minhas aulas expositivas menores do que aquelas em que uso multimídia. Enfim, o ano corre à todo vapor e muitas coisas ainda estão para acontecer. Compartilhar os momentos em sala de aula e fora dela com os alunos possibilita uma troca de experiências bastante significativa. Que eles estejam abertos para mudanças, as mudanças que você propõe em suas aulas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-sKyuBOW8jlM/UYML2jDHrhI/AAAAAAABJ9o/XMbAainZLHE/s1600-h/orientacao_escolar_profissional%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="orientacao_escolar_profissional" alt="orientacao_escolar_profissional" src="http://lh5.ggpht.com/-K9wbjfUQHMw/UYML33rOqgI/AAAAAAABJ9w/INOrcWdDBlc/orientacao_escolar_profissional_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="505" height="341"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Atividade para disciplina de Orientação Vocacional:&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Filme "A Virada" aborda questões relacionadas a decisões envolvendo:&lt;/p&gt; &lt;ol&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Postura Profissional&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Relacionamento familiar&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Ética&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Princípios e valores espirituais&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte I - Postura Profissional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que o filme pode contribuir para que você seja um profissional competente, atualizado, coerente e acima de tudo, honesto? Pesquise o que o mercado de trabalho exige em sua área de habilidades pretendida. Baseado no filme, o que podemos considerar quanto à autoestima, sentido de vida, felicidade, realização profissional, qualidade de vida emocional, amor, estresse no ambiente profissional e princípios e valores relacionados à sua escolha profissional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte II - Relacionamento Familiar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Levando em consideração que a família é a base de tudo, o filme começa demonstrando algo bastante comum, que é a dificuldade dos pais em conciliar a vida profissional, a luta pela sobrevivência e a qualidade de vida familiar. A partir da relação com a sua família, contextualize a importância da família na sociedade e especifique quais as falhas do protagonista neste aspecto e como conseguiu reverter este quadro caracterizando uma verdadeira “Virada”.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte III – Ética&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Avalie todas as cenas envolvendo ética, falta de coerência e abuso de poder. Aplique no cotidiano como um futuro profissional, considerando as consequências da falta deste importante atributo no ambiente de trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte IV - Princípios e valores espirituais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O tema do filme enfatiza que podemos reverter qualquer circunstância difícil em nossa vida pessoal e profissional. Analise em que aspectos espirituais podem contribuir para que muitas viradas possam acontecer ao longo da carreira. E o que isso pode influenciar nos relacionamentos interpessoais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Parte V&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Depoimento dos seus pais (pai ou mãe) quanto às escolhas que você tem feito em relação ao futuro.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/G0mZb2I-Y3g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/4921508647173158307/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/ja-pensou-no-futuro-de-seus-alunos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/4921508647173158307?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/4921508647173158307?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/G0mZb2I-Y3g/ja-pensou-no-futuro-de-seus-alunos.html" title="Já pensou no futuro de seus alunos?" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-K9wbjfUQHMw/UYML33rOqgI/AAAAAAABJ9w/INOrcWdDBlc/s72-c/orientacao_escolar_profissional_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/ja-pensou-no-futuro-de-seus-alunos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0ADSXY5cCp7ImA9WhBUFU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-3913366488785618564</id><published>2013-05-02T17:16:00.001-03:00</published><updated>2013-05-02T17:16:18.828-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-02T17:16:18.828-03:00</app:edited><title>Como escrever um bom texto dissertativo</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Uma boa dissertação deve ser bem estruturada, mas também deve ter uma linguagem bem trabalhada, ou seja, é preciso seguir a norma culta e procurar construir um texto que use uma linguagem mais formal. Para que você consiga trabalhar bem com esse nível de linguagem, procure ler sempre editoriais e artigos de opinião de jornais, prestando bastante atenção ao modo como os autores desses textos exploram os recursos linguísticos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-UMbP5lFu-5I/UYLJixjxWaI/AAAAAAABJ9Q/d5vNBUIdxBY/s1600-h/contruir_texto_dissertativo%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="contruir_texto_dissertativo" alt="contruir_texto_dissertativo" src="http://lh6.ggpht.com/-AvVGlOdQAE4/UYLJkc3uZ7I/AAAAAAABJ9Y/ee7NYIgX3Uw/contruir_texto_dissertativo_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="500" height="332"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para ter um exemplo de um texto que trabalha bem com a linguagem, leia a dissertação abaixo produzida por um aluno e disponibilizada por um professor muito competente na área.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Exemplo de texto dissertativo produzido por aluno&lt;/h2&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Falsa solidariedade&lt;/h2&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Todo ano vemos, em nosso país, campanhas para arrecadar agasalhos, alimentos, todas elas de muito "sucesso", segundo a mídia e organizadores, mas fica difícil entender: se têm êxito, por que são necessárias todo ano? Provavelmente pelo fato de não ser realmente solidariedade, são apenas atos paliativos e efémeros, os quais são feitos para nos redimirmos de nosso individualismo, livrando-nos da culpa de ver alguém sofrendo.&lt;br&gt;O Brasil – segundo pesquisa divulgada no jornal O Estado de São Paulo - é o país mais solidário do mundo, no entanto aqui reina a miséria e a desigualdade; tal fato, se visto de uma maneira geral, pode levar a conclusões equivocadas, pois poderíamos pensar que a solidariedade não tem serventia. Contudo, na verdade, o que o brasileiro faz, em grande parte, é dar esmolas, ato que não surte efeito. Embora amenize a sensação de culpa, torna as pessoas dependentes, necessitando, assim, de uma constante "doação", tornando-nos um povo muito solidário.&lt;br&gt;No entanto, existe a solidariedade verdadeira, fruto da vontade de ajudar, não havendo interesses pessoais por trás das atitudes. Um exemplo disto é Dona Zilda Arns, da Pastoral da Criança, ela conseguiu, através de vários projetos, baixar a taxa de mortalidade infantil em várias regiões brasileiras; além dela, existem os anônimos, que atuam em hospitais, escolas e fundações que apoiam pessoas em dificuldade, estes praticam a solidariedade em troca de sorrisos e "obrigados". Eles levam a felicidade que, como a solidariedade, é algo sem preço.&lt;br&gt;No Brasil confunde-se solidariedade com esmola, este é o motivo da ineficácia das campanhas: doando estamos apenas fazendo com que os outros se tornem dependentes. O correto seria dar condições para que todos pudessem se tornar independentes. Embora essas doações sejam um começo, é necessário que não nos prendamos somente a essas atitudes, precisamos evoluir para a solidariedade verdadeira, fruto da espontaneidade, não da culpa.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Recursos linguísticos usados pelo aluno na dissertação&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vejamos agora alguns recursos empregados por esse aluno que ajudaram a deixar a linguagem do texto em um nível acima da média dos que prestam um vestibular.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1) Título objetivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O título desse texto retoma as palavras principais do ponto de vista defendido pelo autor, portanto esse título é curto, objetivo e faz um resumo do que será discutido no texto. Assim, temos um título muito bom para uma dissertação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2) Separação do texto em parágrafos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O texto está organizado em parágrafos, os quais têm vários períodos em seu interior. Ao lermos o texto, conseguimos perceber claramente em que parágrafo está a introdução, os argumentos e a conclusão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3) Exploração de um vocabulário típico da escrita com linguagem formal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Note que o aluno usou desde o primeiro parágrafo palavras como "efémero", "paliativo", "redimir" etc, as quais não são usadas em nossa fala cotidiana, mas são encontradas em textos mais formais de jornais ou livros. Além disso, não encontramos, no texto, problemas de ortografia ou acentuação.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4) Exploração dos sinais de pontuação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No texto, não encontramos só os tradicionais ponto final e vírgula. Há aspas, ponto-e-vírgula, travessão, interrogação, os quais ajudam a deixar o texto mais coeso e a veicular melhor o sentido pretendido pelo autor.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5) Exploração de conjunções&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O aluno usa conjunções para estabelecer as relações entre as frases e os parágrafos, contudo conjunções mais típicas da escrita como "no entanto", "embora", "assim" etc.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por fim, lembre-se de que você também pode escrever usando uma linguagem mais formal: leia bastante [&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html" target="_blank"&gt;confira nosso post sobre leitura&lt;/a&gt;], consulte gramáticas e dicionários! E, procure sempre, ao construir os seus textos, fazer um rascunho antes e, a seguir, revisar bem a linguagem, procurando sempre ver como poderia melhorá-la, adequando-a ao padrão culto e formal do português.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/pToDA4bbyQw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/3913366488785618564/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/3913366488785618564?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/3913366488785618564?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/pToDA4bbyQw/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html" title="Como escrever um bom texto dissertativo" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-AvVGlOdQAE4/UYLJkc3uZ7I/AAAAAAABJ9Y/ee7NYIgX3Uw/s72-c/contruir_texto_dissertativo_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/como-escrever-um-bom-texto-dissertativo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkEEQH44eyp7ImA9WhBUFEg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-8691294873336063126</id><published>2013-05-01T22:36:00.001-03:00</published><updated>2013-05-01T22:36:41.033-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-05-01T22:36:41.033-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas de Língua Portuguesa" /><title>Aprenda a usar “que” / “quê”</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Você já ficou na dúvida sobre &lt;strong&gt;como usar a palavra “quê”&lt;/strong&gt;? Devemos usar com acento ou sem acento? Neste artigo vamos, rapidamente, aprender a usar as duas formas e como se classifica essa palavrinha da discórdia.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-NlR_uyYb2v0/UYHDH6E3MwI/AAAAAAABJ84/6VS51y-42uY/s1600-h/uso_dos_porqu%2525C3%2525AAs%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="uso_dos_porqu&amp;ecirc;s" alt="uso_dos_porqu&amp;ecirc;s" src="http://lh5.ggpht.com/-LHHI405jREg/UYHDJie5dyI/AAAAAAABJ9A/Sbu8Ge16zFQ/uso_dos_porqu%2525C3%2525AAs_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="497" height="373"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Que e quê&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt; é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. Por se tratar de monossílabo átono, não é acentuado:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;(O) &lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt; você pretende?&lt;br&gt;Você me pergunta (o) &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt; farei. (O) &lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt; posso fazer?&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt; beleza! &lt;strong&gt;Que&lt;/strong&gt; bela atitude&lt;br&gt;Convém &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt; o assunto seja discutido seriamente.&lt;br&gt;Quase &lt;strong&gt;que&lt;/strong&gt; me esqueço de avisá-lo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quê&lt;/strong&gt; representa um monossílabo tônico. Isso ocorre quando um pronome se encontra em final de frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação ou exclamação) ou de reticências, ou quando quê é um substantivo (com o sentido de "alguma coisa", "certa coisa") ou uma interjeição (indicando surpresa, espanto):&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Afinal, você veio aqui fazer o &lt;strong&gt;quê&lt;/strong&gt;?&lt;br&gt;Você precisa de &lt;strong&gt;quê&lt;/strong&gt;?&lt;br&gt;Há um &lt;strong&gt;quê&lt;/strong&gt; inexplicável em sua atitude.&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Quê&lt;/strong&gt;! Conseguiu chegar a tempo?!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/-JH6UDjPKbI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/8691294873336063126/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/aprenda-usar-que-que.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/8691294873336063126?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/8691294873336063126?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/-JH6UDjPKbI/aprenda-usar-que-que.html" title="Aprenda a usar “que” / “quê”" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-LHHI405jREg/UYHDJie5dyI/AAAAAAABJ9A/Sbu8Ge16zFQ/s72-c/uso_dos_porqu%2525C3%2525AAs_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/05/aprenda-usar-que-que.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkIASX8zeCp7ImA9WhBUEkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-1142796005089827284</id><published>2013-04-29T01:42:00.001-03:00</published><updated>2013-04-29T01:42:28.180-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-29T01:42:28.180-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Leitura" /><title>Prova do livro A Ilha Perdida</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-aCBdZ17pkD0/UX36MABC5eI/AAAAAAABJ6Y/fiQed2PLPr4/s1600-h/A%252520Ilha%252520Perdida%252520de%252520Maria%252520Jos%2525C3%2525A9%252520Dupr%2525C3%2525A9%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 6px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="A Ilha Perdida de Maria Jos&amp;eacute; Dupr&amp;eacute;" border="0" alt="A Ilha Perdida de Maria Jos&amp;eacute; Dupr&amp;eacute;" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-pNT3_CAXRV4/UX36Msr59fI/AAAAAAABJ6g/MaM9ZSP29I4/A%252520Ilha%252520Perdida%252520de%252520Maria%252520Jos%2525C3%2525A9%252520Dupr%2525C3%2525A9_thumb.jpg?imgmax=800" width="106" height="164"&gt;&lt;/a&gt;Este é um post bastante rápido. Decidi que irei disponibilizar algumas atividades que elaboro para meus alunos ou como avaliações oficiais ou como &lt;strong&gt;roteiros de estudos&lt;/strong&gt;. Me dei conta de que isso poderia ajudar outros professores amigos que trabalham na mesma rede que eu, mas que, por conta da correria do dia a dia não mantenho um contato mais próximo. Algumas dessas atividades precisam ser melhoradas, pois depois de aplicadas notei que poderiam aprofundar mais ou mesmo que eu poderia dar outro enfoque. Como muitas delas reaproveitarei com as devidas adaptações, mas farei isso apenas no segundo semestre ou mesmo no próximo ano, publico aqui para que vocês possam adiantar suas atividades também. A atividade de hoje, por exemplo, é uma &lt;strong&gt;prova de leitura sobre o livro A Ilha Perdida de Maria José Dupré&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Prova de leitura sobre o livro A Ilha Perdida de Maria José Dupré&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. Quando Henrique viu Simão pela primeira vez ficou muito surpreso. Realmente o habitante da ilha não era uma pessoa comum. Descreva-o a partir da leitura que você fez do livro, isto é, diga o que se lembra em relação ao físico, vestimentas, sentimentos e atitudes.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. Por qual motivo Simão resolveu ir morar na ilha? Você concorda com estes motivos? Diga o porquê.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3. Cite algumas lições que Henrique aprendeu no tempo que passou com Simão na ilha.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4. Embora o livro tenha sido escrito em 1944, desenvolve um tema muito importante em nossos dias. O que você pode dizer sobre este tema?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;5. Desenvolva, abaixo, um pequeno texto narrativo em que você participe de uma aventura na ilha junto com as personagens do livro. Não se esqueça de usar o que aprendemos nas aulas de Produção de Texto. Capriche na letra e tome cuidado com os erros de Português.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/0XAHNMUBj4o" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/1142796005089827284/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/prova-do-livro-ilha-perdida.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1142796005089827284?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/1142796005089827284?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/0XAHNMUBj4o/prova-do-livro-ilha-perdida.html" title="Prova do livro A Ilha Perdida" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-pNT3_CAXRV4/UX36Msr59fI/AAAAAAABJ6g/MaM9ZSP29I4/s72-c/A%252520Ilha%252520Perdida%252520de%252520Maria%252520Jos%2525C3%2525A9%252520Dupr%2525C3%2525A9_thumb.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/prova-do-livro-ilha-perdida.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUQAQ3Y6fSp7ImA9WhBVFkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-4021223080838769742</id><published>2013-04-22T16:02:00.001-03:00</published><updated>2013-04-22T16:02:22.815-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-22T16:02:22.815-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Interpretação de textos" /><title>Aprenda a fazer uma leitura racional</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Nos textos anteriores aqui em nosso site abordamos questões importantes relacionadas à visão de mundo e de como devemos ser críticos na análise do mundo que nos cerca. Um dos aspectos importantes na análise dos textos é compreendermos o que é denotação. Neste artigo vamos aprender um pouco sobre &lt;strong&gt;quais são as etapas essenciais à leitura de um texto&lt;/strong&gt;. Saindo da busca por informações sobre o contexto de produção do mesmo, passando pela crítica, chegaremos à problematização. Esta é uma etapa a que um leitor maduro consegue chegar e todos aqui poderão se acompanharem nossas dicas.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Denotação é o primeiro nível de leitura racional de um texto. Visa a compreensão do sentido mais literal, direto e superficial do texto e envolve as seguintes etapas:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1- Levantamento de aspectos diversos, como:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;vocabulário: grifar e procurar no dicionário as palavras desconhecidas ou cujo sentido não tenha ficado claro;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;dados sobre o autor, situação histórica e finalidade para a qual foi escrito o texto (para uma aula? uma conferência? artigo de jornal? capítulo de um livro? carta? resposta a alguém?);&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;autores, teorias, obras, eventos, comentados no texto e que nos são desconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;2- Procura da ideia central do texto, respondendo-se às perguntas:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;do que trata o texto?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;qual é o assunto discutido?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;3- Análise do desenvolvimento do raciocínio do autor:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;como o autor trata essa ideia central?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;se é um ensaio sobre determinado assunto, de onde ele começa e quais as ideias, argumentos e fatos que usa para sustentar seu raciocínio?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;a que conclusão chega?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;No momento em que conseguimos perceber como o autor montou seu texto, nós entramos na posse de sua estrutura lógica, revelada pelo encadeamento das ideias que devem desembocar na conclusão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-8TrIPEZFf_Q/UXWJJHaPCwI/AAAAAAABJ4s/1N6FhNvmQ9U/s1600-h/como%252520aprender%252520a%252520ler%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="como aprender a ler" alt="como aprender a ler" src="http://lh3.ggpht.com/-11fIRF4Dm1s/UXWJPbugleI/AAAAAAABJ40/BhV7J3-3SNM/como%252520aprender%252520a%252520ler_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="580" height="434"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Embora a compreensão de um texto literário (ficcional), por exemplo um conto ou um romance, seja diferente da compreensão de um ensaio — de um texto teórico (não-ficcional) —, é possível observar essas mesmas etapas. O texto literário também apresenta uma ideia central e um encadeamento lógico detectado através das situações apresentadas que levam a um final (não necessariamente a uma conclusão). As perguntas que nos orientam permanecem as mesmas: como foi montada a história? quais os aspectos importantes que foram mostrados? Respondendo a essas questões, encontramos o enredo, que corresponde ao nível denotativo do texto ensaístico. O mesmo se aplica a um filme ou a uma novela de televisão.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;A interpretação do texto&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;É o segundo nível de leitura racional. Procura os significados não explícitos, escondidos, ou seja, os significados conotativos ou figurados. Perguntamos: o que o autor quer mostrar ou demonstrar com este texto? quais os valores que aparecem? como as ideias apresentadas, o ponto de vista assumido, se ligam à época de produção do texto? qual a relação do texto com o atual contexto histórico e social?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Enfim, é nesse nível que vamos analisar mais a fundo os diversos elementos que compõem o texto, examinando as relações que eles mantêm entre si e como cada um influencia o outro. É nesse nível, também, que cruzamos ideias e valores presentes no texto com a situação histórica e social da época em que foi escrito e, às vezes, até com a biografia do autor. Ao fazer isso, podemos, inclusive, avaliar o significado das ideias apresentadas no texto na época de sua criação. Avaliamos o grau de novidade que ele apresentou então.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;A crítica&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;O terceiro nível de leitura racional é o momento da crítica. Não a crítica gratuita, baseada no gosto e na opinião individual, subjetiva, mas aquela que surge do nosso entendimento da proposta do próprio texto. Podemos verificar se o autor atinge ou não os objetivos a que se propõe; se é claro, coerente; se sua abordagem é original e se traz alguma contribuição para o assunto tratado.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Trata-se da crítica objetiva, que não depende do nosso gosto? Depende do gosto?) e que está fundamentada em aspectos do próprio texto. Não é necessariamente uma crítica negativa, pois permite apontar, também, os pontos positivos do texto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ao chegar a esse ponto da leitura, teremos completado a análise do texto. Saberemos dizer do que ele trata, quais os pontos enfocados, com que ponto de vista o assunto foi tratado, se o autor foi coerente ao expor suas ideias e qual a sua contribuição dentro da área. A partir desse momento, podemos dizer se o texto é bom, ruim ou médio, independente de termos gostado dele ou não. É importante frisar que as críticas feitas por pessoas diferentes podem ser divergentes. Esse fato é positivo, pois a diversidade aguça a nossa curiosidade e nos permite perceber aspectos do texto que não tinham sido notados.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;A problematização&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;É o quarto e último nível de leitura racional. Nesse nível nos distanciamos do texto e pensamos em assuntos ou problemas que, embora levantados a partir de sua leitura cuidadosa, vão além dele. É quando nos perguntamos: naquela época, ou sociedade, era assim; e hoje, como é? tal coisa é válida para x; e para y, como é?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ao problematizar, estamos indagando sobre outras possibilidades e exercitamos a imaginação, a coerência, o raciocínio. Abrimos nossos olhos para novos significados, para novas leituras do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Concluindo, a necessidade de aprender a ler é muito mais ampla e profunda do que normalmente se coloca, pois envolve a prática de dar significados ao mundo que nos cerca e à nossa própria vida. É tarefa que pode ser conseguida através dos sentimentos e também da razão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A leitura racional, como vimos, apresenta uma série de etapas que correspondem ao aprofundamento gradual dos significados presentes no texto, aprofundamento este que pode nos levar, para além do próprio texto, até os valores implícitos, escondidos, que presidiram a sua criação. Este é o caminho crítico que nos permite chegar à problematização da nossa realidade e que nos leva, portanto, ao filosofar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;É isso. Peço desculpas porque o texto deveria sair sempre aos domingos, mas estou envolvido em tantos outros projetos anteriores a esse que, prefiro atrasar a não fazer. Espero que estejam gostando dos temas e da abordagem. Abraços.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;{MP}&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/YSCoO3PkNZY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/4021223080838769742/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/4021223080838769742?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/4021223080838769742?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/YSCoO3PkNZY/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html" title="Aprenda a fazer uma leitura racional" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-11fIRF4Dm1s/UXWJPbugleI/AAAAAAABJ40/BhV7J3-3SNM/s72-c/como%252520aprender%252520a%252520ler_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/aprenda-fazer-uma-leitura-racional.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkYFRX85eSp7ImA9WhBVEUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-3192884322748558310</id><published>2013-04-16T21:55:00.001-03:00</published><updated>2013-04-16T21:55:14.121-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-16T21:55:14.121-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura" /><title>Trilhando os caminhos da poesia</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Temos falado nos últimos artigos a respeito de leitura, interpretação de textos, linguagem poética e continuaremos pensando um pouco nos textos que emocionam pelas palavras. Você já sabe que a escrita da poesia é um verdadeiro trabalho de carpintaria verbal. Explico. Um poema é, nesse sentido, uma celebração de sons e sentidos. O poeta molda a massa linguística - constituída por formas (sons, palavras e estruturas sintéticas) e conteúdos (em que se incluem as mais diversas figuras) - buscando, com isso, o maior rendimento de sentidos de cada detalhe.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="poema_trem_de_ferro" alt="poema_trem_de_ferro" src="http://lh3.ggpht.com/-NJGYmHNdX88/UW3y8BKh6HI/AAAAAAABJ24/KGl0aXOMa6E/poema_trem_de_ferro%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="400" height="300"&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vimos que o ritmo, por exemplo, que é comum a toda expressão verbal, é transformado, na poesia, em elemento cheio de significados. Aquilo que normalmente passa despercebido torna-se matéria da escrita poética.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Alguns poetas, inclusive, produzem textos em que o trabalho com a sonoridade em si é quase mais central do que o próprio conteúdo. Exemplo sempre citado disso é o &lt;strong&gt;poema Trem de ferro&lt;/strong&gt;, escrito por Manuel Bandeira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nele, o ritmo - obtido com versos curtos e com o jogo de sílabas fortes e fracas (chamadas tecnicamente de tónicas e átonas) - sugere o movimento de um trem (daqueles puxados por locomotiva a vapor), desde seu arranque vagaroso (primeira estrofe) até a velocidade plena (última estrofe).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ao ler o texto, vamos sentindo o movimento do trem e, ao mesmo tempo, vamos acompanhando o trabalho do foguista - que tinha de pôr continuamente carvão na fornalha da locomotiva - e, depois, a paisagem e a conversa dos passageiros. O poema nos leva a viajar no trem não só pelo seu conteúdo, mas principalmente pela sua forma sonora. Vamos ler?&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Trem de ferro&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Manuel Bandeira&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Café com pão&lt;br&gt;Café com pão&lt;br&gt;Café com pão&lt;br&gt;Virge Maria que foi isto maquinista?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora sim&lt;br&gt;Café com pão&lt;br&gt;Agora sim&lt;br&gt;Voa, fumaça&lt;br&gt;Corre, cerca&lt;br&gt;Ai seu foguista&lt;br&gt;Bota fogo&lt;br&gt;Na fornalha&lt;br&gt;Que eu preciso&lt;br&gt;Muita força&lt;br&gt;Muita força&lt;br&gt;Muita força&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oo...&lt;br&gt;Foge, bicho&lt;br&gt;Foge, povo&lt;br&gt;Passa ponte&lt;br&gt;Passa poste&lt;br&gt;Passa pasto&lt;br&gt;Passa boi&lt;br&gt;Passa boiada&lt;br&gt;Passa galho&lt;br&gt;De ingazeira&lt;br&gt;Debruçada&lt;br&gt;No riacho&lt;br&gt;Que vontade de cantar!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oo...&lt;br&gt;Quando me prendero&lt;br&gt;No canaviá&lt;br&gt;Cadê pé de cana&lt;br&gt;Era um oficia&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oo...&lt;br&gt;Menina bonita&lt;br&gt;Do vestido verde&lt;br&gt;Me dá tua boca&lt;br&gt;Pra mata minha sede&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oo...&lt;br&gt;Vou mimbora vou mimbora&lt;br&gt;Não gosto daqui&lt;br&gt;Nasci no sertão&lt;br&gt;Sou de Ouricuri&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Oo...&lt;br&gt;Vou depressa&lt;br&gt;Vou correndo&lt;br&gt;Vou na toda&lt;br&gt;Que só levo&lt;br&gt;Pouca gente&lt;br&gt;Pouca gente&lt;br&gt;Pouca gente...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(1936)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;em&gt;BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 145-146.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O poeta também escolhe cuidadosamente as palavras. Novamente, escolher palavras é um processo comum em qualquer atividade linguística. A diferença é que normalmente escolhemos as palavras com objetivos práticos, visando à comunicação direta com nosso interlocutor. Escolhemos, por exemplo, um certo tipo de palavras para deixar o nosso texto mais adequado aos nossos eventuais leitores. Já a escolha do poeta está voltada primordialmente para a construção da mensagem poética em si.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Observe o efeito, no poema de Manuel Bandeira, de trazer para o texto marcas diretas da oralidade, grafando palavras e expressões como elas são ditas em certa fala popular: prendem, canaviá, oficia, mata, mimbora. Essa escolha está conjugada ao tom coloquial da mensagem do texto como um todo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O mesmo poeta selecionou um vocabulário bem menos coloquial quando tratou da Lua no poema Satélite. Lembremos de que a Lua foi um dos motivos preferidos de uma expressão lírica, sentimental, romântica (a Lua é dos namorados...). Em seu poema, Bandeira rompe radicalmente com esse modo de falar da Lua e a trata como coisa em si (desmetaforizada, desmitifiçada), tão-somente como satélite, o que não impede, contudo, o poeta de mantê-la como objeto de sua emoção (Gosto de ti assim).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Observe a seleção do vocabulário. Há palavras e expressões menos corriqueiras (plúmbeo, baça, cosmograficamente, desmitificada, mais-valia), o que dá ao poema um tom mais solene, próprio para-um texto que recusa o tratamento sentimental da Lua e, com isso, recusa também toda uma tradição literária.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Satélite&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Manuel Bandeira&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Fim de tarde.&lt;br&gt;No céu plúmbeo&lt;br&gt;A Lua baça&lt;br&gt;Paira&lt;br&gt;Muito cosmograficamente&lt;br&gt;Satélite.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Desmetaforizada,&lt;br&gt;Desmitificada,&lt;br&gt;Despojada do velho segredo de melancolia,&lt;br&gt;Não é agora o golfão de cismas,&lt;br&gt;O astro dos loucos e dos enamorados,&lt;br&gt;Mas tão-somente&lt;br&gt;Satélite.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ah Lua deste fim de tarde,&lt;br&gt;Demissionária de atribuições românticas,&lt;br&gt;Sem show para as disponibilidades sentimentais!&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;Olympio, 1970, p. 232.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por fim, o poeta pode aproveitar as diversas linguagens que circulam socialmente para, retirando-as de seu contexto e de suas funções próprias, transformá-las em matéria poética. Observe nos dois poemas a seguir o afeito obtido pelos autores: no primeiro caso, com o prosaico da linguagem das receitas culinárias e, no segundo, com a "frieza" da linguagem científica e técnica.&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Receita de pão&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Roseana Murray&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;é coisa muito antiga&lt;br&gt;o ofício do pão&lt;br&gt;primeiro misture o fermento&lt;br&gt;com água morna e açúcar&lt;br&gt;e deixe crescer ao sol&lt;/p&gt; &lt;p&gt;depois numa vasilha&lt;br&gt;derrame a farinha e o sal&lt;br&gt;óleo de girassol manjericão&lt;/p&gt; &lt;p&gt;adicionado o fermento&lt;br&gt;vá dando o ponto com calma&lt;br&gt;água morna e farinha&lt;/p&gt; &lt;p&gt;mas o pão tem seus mistérios&lt;br&gt;na sua leitura há que entrar&lt;br&gt;um pouco da alma do que é etéreo&lt;/p&gt; &lt;p&gt;então estique a massa&lt;br&gt;enrole numa trança&lt;br&gt;e deixe que descanse&lt;br&gt;que o tempo faça sua dança&lt;/p&gt; &lt;p&gt;asse em forno forte&lt;br&gt;até que o perfume do pão&lt;br&gt;se espalhe pela casa e pela vida&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;MURRAY, Roseana. Receitas de olhar. São Paulo: FTD, 1997.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Lição sobre a água&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;António Gedeão&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Este líquido é água.&lt;br&gt;Quando pura&lt;br&gt;é inodora, insípida e incolor.&lt;br&gt;Reduzida a vapor,&lt;br&gt;sob tensão e a alta temperatura,&lt;br&gt;move os êmbolos das máquinas, que, por isso,&lt;br&gt;se denominam máquinas a vapor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E um bom dissolvente.&lt;br&gt;Embora com exceções mas de um modo geral,&lt;br&gt;dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.&lt;br&gt;Congela a zero graus centesimais&lt;br&gt;e ferve a 100, quando a pressão é normal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi nesse líquido que numa noite cálida de Verão,&lt;br&gt;sob um luar gomoso e branco de camélia,&lt;br&gt;apareceu a boiar o cadáver de Ofélia&lt;br&gt;com um nenúfar na mão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(1967)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;GEDEÃO, António. Poesias completas. 8. ed. Lisboa: Sá da Costa, 1982, p. 145.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por hoje é só. No próximo artigo faremos um exercício de leitura. Não percam. E se quiserem compartilhar nas redes sociais, favoritar, seguir-nos no Twitter, serão sempre muito bem-vindos.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/q0CYnOA4wgc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/3192884322748558310/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/trilhando-os-caminhos-da-poesia.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/3192884322748558310?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/3192884322748558310?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/q0CYnOA4wgc/trilhando-os-caminhos-da-poesia.html" title="Trilhando os caminhos da poesia" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-NJGYmHNdX88/UW3y8BKh6HI/AAAAAAABJ24/KGl0aXOMa6E/s72-c/poema_trem_de_ferro%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/trilhando-os-caminhos-da-poesia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ANRHk9eyp7ImA9WhBVEEo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-489197315343817534</id><published>2013-04-15T21:02:00.001-03:00</published><updated>2013-04-15T21:23:15.763-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-15T21:23:15.763-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filosofia" /><title>Filosofar ajuda na interpretação de textos?</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Penso que filosofar seja uma atividade que auxilia muito na &lt;strong&gt;compreensão de textos&lt;/strong&gt;. Normalmente quem reflete sobre o mundo que nos cerca tem mais facilidade para fazer associações complexas e, podemos dizer, mais completas. Pensando nisso, hoje voltamos à seção de &lt;strong&gt;Filosofia&lt;/strong&gt;. Pensaremos, inicialmente sobre os instrumentos do filosofar. Faremos isso por meio de metáforas, textos bastante simples e de situações que nos levem à reflexão.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-QOEAfCbmLUo/UWyU8gR-YpI/AAAAAAABJ2g/vR_sMtZ1a5s/s1600-h/dia_de_f%2525C3%2525A9rias%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="dia_de_f&amp;eacute;rias" alt="dia_de_f&amp;eacute;rias" src="http://lh3.ggpht.com/-YcrXhUgL5cM/UWyU_FVqvjI/AAAAAAABJ2o/BzaGQXVyGIU/dia_de_f%2525C3%2525A9rias_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="448" height="336"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vejam este pequeno texto que retirei de uma de minhas aulas de filosofia ainda na faculdade:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hoje é o primeiro dia em que me sinto realmente em férias. E já é janeiro. Passou a correria da entrega de notas, reuniões de conselhos de classe, recuperação, fechamento dos diários de classe, seguida da outra correria, a preparação das festas de fim de ano. As compras, as visitas, a comida, o trânsito, o calor, a árvore a ser arrumada... Mas, hoje, finalmente em férias, posso começar a escrever outra vez.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hmmm, estou sentindo um cheiro estranho. O que poderá ser? Nossa! Esqueci o feijão no fogo! Queimou. Lá se foi o meu almoço.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tudo bem, faço um sanduíche, mas começo a escrever este novo livro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ó ilusão! Agora ouço um barulho. Será a campainha? Sempre posso fingir que não há ninguém em casa. Mas não é a campainha. O barulho continua, sempre igual e nos mesmos intervalos de tempo. Ah! é o telefone. Já tocou umas dez vezes. Talvez seja algo importante. Será que aconteceu alguma coisa com as crianças e estão querendo me avisar? É melhor atender logo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;— Alo! Bom dia, mãe... O quê? Tenho de ir aí para ver o que está acontecendo? (Suspiro.) Tá bom, mãe. Já estou indo...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pois é, acho que vou deixar para escrever amanhã.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Aprendendo a ler&lt;/h2&gt; &lt;h3 align="justify"&gt;Aprendendo a ler o mundo&lt;/h3&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pensando um pouco sobre o dia de ontem, percebo que fui obrigado a interpretar, ou seja, a dar significado a uma série de acontecimentos que invadiram o meu dia e me levaram a abandonar, temporariamente, o projeto de escrever. Vamos destacar alguns:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Primeiro, foi o cheiro ao qual atribuí o significado "feijão queimado". Em seguida, ao fato de o feijão ter queimado dei outro significado: a perda do almoço.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt; &lt;li&gt; &lt;div align="justify"&gt;Segundo, foi o caso do som: associei-o inicialmente à campainha da porta. Percebendo que o som se repetia, sempre igual, e a intervalos regulares, tive a pista para chegar ao seu significado exato: era o telefone que estava tocando.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;E assim fazemos o dia todo, a vida toda. A essa atividade de atribuir significados podemos dar o nome de &lt;strong&gt;leitura&lt;/strong&gt;. A leitura; nesse sentido, passa a ser uma atividade bastante ampla: é efetuada toda vez que "lemos" um significado em algum acontecimento, alguma atitude, algum texto escrito, comportamento, quadro, mapa e até, por exemplo, nas gracinhas de um cachorro. A tudo isso podemos chamar de leitura do mundo. E, para que possamos fazer uma leitura adequada do mundo à nossa volta, é preciso saber observá-lo, recolhendo informações dos mais variados tipos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mas voltemos à história inicial. Ao sentir o cheiro, tive uma informação olfativa. Ao ver o feijão queimado grudado na panela, tive uma informação visual. Com relação ao telefone, tive uma informação auditiva. Ao ligar cada informação às minhas experiências anteriores, cheguei ao significado dos acontecimentos. Por exemplo, como já havia sentido antes o cheiro de feijão queimado, identifiquei-o mesmo antes de olhar a panela.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, precisamos estar atentos a tudo o que acontece à nossa volta e saber que todos os nossos sentidos (olfato, visão, paladar, audição, tato e a cinestesia, isto é, a capacidade de sentir o espaço através dos nossos movimentos) estão constantemente nos fornecendo inúmeras informações a respeito do mundo. Basta que prestemos atenção a elas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Neste ponto, podemos ampliar, também, o conceito de texto: em latim, texto significa ''tecido'' e pode seja entendido como qualquer significado tecido ou articulado através de uma linguagem determinada. Assim, por exemplo, um quadro pode ser um texto, pois tem um significado articulado através da linguagem da pintura (linguagem pictórica). Um filme, além do texto verbal dos diálogos, apresenta um texto visual, constituído pelas imagens que se sucedem na tela. O mesmo acontece na televisão. Quantas vezes "lemos", isto é, damos um significado às imagens que vemos na "telinha" mesmo que não estejamos ouvindo o som?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No entanto, precisamos lembrar que essa tarefa de leitura, de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;atribuição de significados depende da vivência de cada leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, porque é essa vivência que faz cada um de nós observar o mundo de forma diferente dos outros. Toda leitura depende de nossas experiências, idade, sexo, país e época em que vivemos, classe social a que pertencemos, enfim, de nossa história de vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vamos considerar, por exemplo, apenas os objetos presentes em nossa vida diária, para poder entender melhor como o significado se modifica de acordo com a situação individual de cada leitor. Examinemos o caso do leite. Para as crianças que moram na cidade, o leite chega em embalagem de plástico, pasteurizado, pronto para o consumo imediato. Para as crianças da área rural, no entanto, o leite é associado à vaca que o produz, ao bezerro que dele se alimenta, ao trabalho de quem o tira, à presença de grande quantidade de nata, à necessidade de ser fervido para não estragar, e assim por diante. Esses diferentes significados atribuídos ao mesmo objeto — o leite — são fruto de experiências de vida diversas entre si.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Concluindo, todos nós, alfabetizados ou não, precisamos aprender a observar o mundo ao nosso redor, aprender a estar constantemente indagando: o que isto significa? o que quer dizer?, pois é nesse momento que estamos aprendendo a ler.&lt;/p&gt; &lt;h3 align="justify"&gt;Aprendendo a ler um texto escrito&lt;/h3&gt; &lt;p align="justify"&gt;Trataremos, agora, apenas da leitura de &lt;strong&gt;textos verbais&lt;/strong&gt;, que são os mais frequentes na vida escolar. Mais adiante, pretendo discutir a leitura de textos não-verbais, que, pela variedade de linguagens utilizadas, precisarão ser examinados caso a caso.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os textos verbais, isto é, os textos que utilizam a palavra, incluem desde os livros e as apostilas usados em sala de aula, os artigos de jornal e de revista, os romances, os contos, as poesias, os artigos científicos, as letras de música, até a parte falada de um filme, de uma propaganda, de um programa de televisão. Portanto, abrangem tanto os textos de ficção quanto os de não-ficção. A estes últimos damos o nome de textos referenciais, pois fazem referência ao contexto ou ao mundo que nos cerca e englobam, por exemplo, as descrições de lugares, de comportamentos e de aparelhos (um texto sobre o aparelho digestivo, sobre a vegetação tropical, sobre o funcionamento de um computador, e assim por diante).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Da mesma forma que existem diferentes tipos de texto, existem diferentes tipos de leitura desses textos. Cada tipo de leitura vai atender a um objetivo diferente. Às vezes lemos para nos divertir, às vezes, para estudar.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vejamos, então, a seguir os dois tipos de leitura que podemos fazer de um texto verbal escrito: o emocional e o racional.&lt;/p&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;Leitura emocional&lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;É a leitura subjetiva, que nos empolga, liberando emoções e dando asas à nossa fantasia. Entregamo-nos de corpo e alma ao universo criado pelo autor, seja ele imaginário ou real, viajando no tempo e no espaço, experimentando prazer ou angústia. Nós nos colocamos no lugar do narrador ou de alguma personagem, na situação em que esta se encontra, e nos solidarizamos com seus sentimentos e atitudes. Durante esse processo de identificação, participamos da vida afetiva alheia e liberamos emoções que, muitas vezes, não nos permitimos ter na vida real. É o que acontece quando lemos um romance interessante ou assistimos a uma novela na TV.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nesse tipo de leitura, o único critério de avaliação usado é o do gosto: gostamos ou não de um texto, dependendo de motivos pessoais ou de características do texto que não são definidas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Durante o processo da leitura emocional, algo acontece ao leitor, que sofre, se angustia e se alegra com as situações apresentadas no texto. Tudo isso faz com que o leitor possa se distrair. Mas distrair-se, escapar da realidade imediata, não significa; necessariamente, fugir, alienar-se, ou seja, negar-se a viver os problemas do dia-a-dia e a solucioná-los. Mesmo o texto no qual nos jogamos emocionalmente pode, nos intervalos da leitura ou ao seu final, facilitar o estabelecimento de relações entre a nossa vivência, o nosso mundo e aquele mostrado no texto. Ao fazer isso, estaremos não só atribuindo significados ao texto lido, mas, também, à nossa vida e à nossa realidade. Estaremos, então, fazendo uma dupla leitura: a do texto e a da nossa própria realidade.&lt;/p&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;Leitura racional&lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse tipo de leitura exige uma compreensão mais abrangente do texto e mobiliza, além do sentimento, as capacidades racionais do leitor, como, por exemplo, a capacidade de analisar o texto, separar suas partes, estabelecer relações entre elas e outros textos, sintetizar as ideias do autor etc.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nesse nível, estabelecemos um diálogo com o texto, fazendo perguntas que nos levem a compreender sua forma de construção e seus significados mais profundos. Os textos, em geral, não são construções transparentes, não nos entregam totalmente os seus significados logo numa primeira leitura. Temos, na verdade, de conquistar o texto, respeitando suas características próprias que o fazem diferente dos demais.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Voltemos, agora, à história com que iniciamos este artigo. Façamos algumas perguntas sobre sua forma de construção. Em que tempo de verbo está escrita? Em que pessoa? Há um narrador? É uma descrição, uma narração, um diálogo dramático? É prosa ou poesia?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vemos que é um texto em prosa, escrito na primeira pessoa do singular, no presente e no qual um narrador conta várias coisas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E que coisas são essas? A vontade de escrever um livro e as dificuldades que encontra, entre afazeres profissionais e domésticos, para sentar e concretizar seu desejo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Podemos nos dar por satisfeitos com essa leitura. Mas será que o texto não nos conta mais nada? Quem é o narrador? É um professor, pois tem de dar conta de notas, reuniões, recuperação, além da preparação das festas de Natal. E que situação o narrador está vivendo no momento? Está em férias, sem ter mais nenhuma daquelas obrigações profissionais. E, em férias, está escrevendo. Não é estranho que as férias signifiquem um outro momento de trabalho? Escrever também é um trabalho, prazeroso, realizador, mas, mesmo assim, um trabalho. Só que, ao lado deste, aparecem outros trabalhos, indispensáveis: fazer a comida, tomar conta dos filhos. Assim, começamos a perceber as dificuldades da homem e da mulher que trabalha fora de casa: na verdade, têm dupla jornada de trabalho, uma em casa, outra no emprego. Começamos a perceber as dificuldades dos professores: além de profissionais, são também mulheres, esposas, mães, donas de casa, filhas e também isso tudo, mas em referência ao sexo masculino. O nosso olhar se modifica, pois passamos a encará-los não mais solidificadas em um papel, mas como pessoas humanas, com várias dimensões, várias dificuldades e várias formas de realização.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vemos, portanto, que essa historinha, aparentemente tão simples, tem outros significados mais escondidos. Podemos, então, dizer que a leitura racional de um texto é uma forma de recriar esse texto, visando a sua compreensão mais profunda. A recriação é feita a partir das perguntas que fazemos ao texto. E, como as perguntas são nossas, estamos, nós, leitores, tendo um papel ativo nessa recriação, nessa leitura, nessa atribuição de significados que estão latentes no texto mas não totalmente à mostra.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A leitura racional comporta, assim, uma subdivisão em níveis, que constituem etapas de aprofundamento da interpretação: denotação, interpretação, crítica e problematização. É como se entrássemos num rodamoinho e fôssemos dando voltas, cada vez mais profundas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;E por hoje é só. o próximo artigo veremos um pouco amis sobre um aspecto que já foi abordado pelo autor deste blog noutros artigos: denotação e conotação.&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/obGA5lSG52U" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/489197315343817534/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/filosofar-ajuda-na-interpretacao-de.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/489197315343817534?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/489197315343817534?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/obGA5lSG52U/filosofar-ajuda-na-interpretacao-de.html" title="Filosofar ajuda na interpretação de textos?" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh3.ggpht.com/-YcrXhUgL5cM/UWyU_FVqvjI/AAAAAAABJ2o/BzaGQXVyGIU/s72-c/dia_de_f%2525C3%2525A9rias_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/filosofar-ajuda-na-interpretacao-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcAQXg-cSp7ImA9WhBWF0o.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-7357488432005786259</id><published>2013-04-12T10:24:00.000-03:00</published><updated>2013-04-12T10:24:00.659-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-12T10:24:00.659-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lindas poesias" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Leitura" /><title>Cinco haicais para emocionar</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Pra encerrar a semana, faremos a &lt;strong&gt;leitura de cinco haicais&lt;/strong&gt; escritos pela poeta paranaense Helena Kolody. O haicai é um tipo de poema criado no Japão no século XV. Tem sempre apenas três versos, com cinco, sete e cinco sílabas poéticas. Tradicionalmente, faz referência a um elemento da natureza (tem, portanto, uma dimensão visual, pictórica) para associar a ele um significado apreendido de súbito (um insight) nos movimentos e nos ciclos da natureza. Há, contudo, outras possibilidades temáticas -fruto da adaptação da forma ao longo de sua história.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;Saudades&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Um sabiá cantou.&lt;br&gt;Longe, dançou o arvoredo.&lt;br&gt;Choveram saudades.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Arco-íris&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Arco-íris no céu.&lt;br&gt;Está sorrindo o menino&lt;br&gt;Que há pouco chorou.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Os tristes&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Em seus caramujos,&lt;br&gt;os tristes sonham silêncios.&lt;br&gt;Que ausência os habita?&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Flecha de sol&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Flecha de sol&lt;br&gt;pinta estrelas na vidraça.&lt;br&gt;Despede-se o dia.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Noite&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Luar nos cabelos.&lt;br&gt;Constelações na memória.&lt;br&gt;Orvalho no olhar.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;KOLODY, Helena.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Reika.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Primeira reimpressão. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1994. (Buquinista- Poesia II)&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/5DJWpcs7t2k" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/7357488432005786259/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/cinco-haicais-para-emocionar.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/7357488432005786259?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/7357488432005786259?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/5DJWpcs7t2k/cinco-haicais-para-emocionar.html" title="Cinco haicais para emocionar" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/cinco-haicais-para-emocionar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A04ESHYycSp7ImA9WhBWF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-2411576480376651036</id><published>2013-04-11T22:23:00.001-03:00</published><updated>2013-04-11T22:25:09.899-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-11T22:25:09.899-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura" /><title>Fernando Pessoa e o Eu Lírico</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Quando estudamos o conto e o romance, estabelecemos a diferença entre o autor e o narrador - entre aquele que escreve o texto (também chamado de autor empírico) e aquele que narra a história (a voz que compõe efetivamente a narrativa). Um exemplo bem claro é o romance Dom Casmurro: seu autor é Machado de Assis e seu narrador (a voz que conta a história) é a personagem Bentinho.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na narrativa de ficção, o autor não fala por si, mas cede a palavra ao narrador. Mais ou menos como faz um ator ou uma atriz numa peça de teatro, num filme ou numa novela: ele/ela deixa de ser ele/ela mesmo/a para ser a personagem - o ator ou a atriz cede sua pessoa à personagem ficcional.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse mesmo recurso vai ocorrer no texto poético. Também ali não é o autor que fala, mas ele cede a palavra a uma voz que enuncia o poema; ele constrói o que chamamos de "eu lírico" ou de "eu poético". O poeta é o autor, mas é o eu poético que enuncia o poema, que expressa uma certa visão de mundo, que dá o tom ao texto.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-t0fdfxZ7vy4/UWdiE0QOm8I/AAAAAAABJqI/JIj60k22ZLM/s1600-h/imagem_de_fernando_pessoa%25255B5%25255D.gif"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="imagem_de_fernando_pessoa" border="0" alt="imagem_de_fernando_pessoa" src="http://lh5.ggpht.com/-sf0bKcmFXmI/UWdiGEaty7I/AAAAAAABJqQ/JEZp8Ddh6lY/imagem_de_fernando_pessoa_thumb%25255B3%25255D.gif?imgmax=800" width="484" height="480"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para exemplificar isso, vale a pena fazer referência aqui ao poeta português Fernando Pessoa (1888-1935) - considerado não só um dos maiores poetas de nossa língua, mas também um dos grandes poetas da literatura universal.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Fernando Pessoa vivenciou tão profundamente a questão do eu poético que, ao construir sua extensa obra, lançou mão de um recurso que até hoje nos fascina: ele deu nomes próprios (e biografias) a cada um de seus eus poéticos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Além de assinar poemas com seu próprio nome, Fernando Pessoa criou vários outros "poetas", dos quais merecem especial destaque Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Não se trata de meros pseudônimos a encobrir a autoria dos poemas ou mera brincadeira, mas de efetivas personalidades poéticas, cada uma das quais com um projeto poético bem diferenciado - uma peculiar visão de mundo e um modo singular de enunciá-la poeticamente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, Alberto Caeiro crê que só há sabedoria no contato direto com a natureza; só os sentidos nos dão efetivamente conhecimento. Por isso, Caeiro se vê como parte da natureza (tal como uma árvore, uma pedra ou uma flor), vive o presente das sensações (o eu poético se diz feliz simplesmente por estar no mundo, apenas sentindo-o e sentindo-se nele) e foge de todas as idealizações e abstrações. Escreve textos em linguagem simples e em versos livres.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Como exemplo, leia o seguinte poema retirado de O guardador de rebanhos. Nele, o eu poético identifica, de início, seus pensamentos com sensações (Penso com os sentidos) e reconhece, por fim, que sabe a verdade e que é feliz ao sentir todo o corpo deitado na realidade num dia de calor:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;IX&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sou um guardador de rebanhos.&lt;br&gt;O rebanho é os meus pensamentos&lt;br&gt;E os meus pensamentos são todos sensações.&lt;br&gt;Penso com os olhos e com os ouvidos&lt;br&gt;E com as mãos e os pés&lt;br&gt;E com o nariz e a boca.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la&lt;br&gt;E comer um fruto é saber-lhe o sentido.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por isso quando num dia de calor&lt;br&gt;Me sinto triste de go?á-lo tanto,&lt;br&gt;E me deito ao comprido na erva,&lt;br&gt;E fecho os olhos quentes,&lt;br&gt;Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,&lt;br&gt;Sei a verdade e sou feliz.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;(1914)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;PESSOA, Fernando.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obra poética. (Poemas completos de Alberto Caeiro). Rio de Janeiro: José Aguilar, 1969, p. 212-213.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Álvaro de Campos&lt;/strong&gt; é o poeta do mundo moderno, do mundo urbano e industrial. É a voz extrovertida que soube exaltar o "progresso técnico" na Ode triunfal, donde retiramos o seguinte excerto:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;(...)&lt;br&gt;Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!&lt;br&gt;Ser completo como uma máquina!&lt;br&gt;Poder ir na vida triunfante1 como um automóvel último-modelo!&lt;br&gt;Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento&lt;br&gt;A todos os perfumes de óleos e calores e carvões&lt;br&gt;Desta flora estupenda, negra, artificial, insaciável!&lt;br&gt;(…)&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;(1914)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;PESSOA, Fernando. Obra poética. (Poesias de Álvaro de Campos). Rio de Janeiro: José Aguilar, 1969, p. 306)&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ao mesmo tempo, contudo, é a voz que percebe os efeitos da sociedade industrial na alma humana: sente a dor de seu tempo, as contradições da civilização técnica. Não é a voz da harmonia sensorial com a natureza, mas a expressão das angústias, insatisfações, dúvidas, desagregações e descontentamentos do homem moderno. Escreve em versos livres e está longe da serenidade de Alberto Caeiro, como se pode ver pelo poema que transcrevemos abaixo:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;O que há em mim é sobretudo cansaço -&lt;br&gt;Não disto nem daquilo,&lt;br&gt;Nem sequer de tudo ou de nada:&lt;br&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo,&lt;br&gt;Cansaço.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A subtileza das sensações inúteis,&lt;br&gt;As paixões violentas por coisa nenhuma,&lt;br&gt;Os amores intensos por o suposto em alguém,&lt;br&gt;Essas coisas todas -&lt;br&gt;Essas e o que falta nelas eternamente -;&lt;br&gt;Tudo isso faz um cansaço,&lt;br&gt;Este cansaço,&lt;br&gt;Cansaço.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há sem dúvida quem ame o infinito,&lt;br&gt;Há sem dúvida quem deseje o impossível,&lt;br&gt;Há sem dúvida quem não queira nada -&lt;br&gt;Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:&lt;br&gt;Porque eu amo infinitamente o finito,&lt;br&gt;Porque eu desejo impossivelmente o possível,&lt;br&gt;Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,&lt;br&gt;Ou até se não puder ser...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E o resultado?&lt;br&gt;Para eles a vida vivida ou sonhada,&lt;br&gt;Para eles o sonho sonhado ou vivido,&lt;br&gt;Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...&lt;br&gt;Para mim só um grande, um profundo,&lt;br&gt;E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,&lt;br&gt;Um supremíssimo cansaço,&lt;br&gt;Issimo, íssimo, íssimo,&lt;br&gt;Cansaço...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(1934)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;PESSOA, Fernando. Obra poética. (Poesias de Álvaro de Campos). Rio de Janeiro: José Aguilar, 1969, p.393-394.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ricardo Reis, por sua vez, cultua um padrão estético que persegue o equilíbrio racional seja na forma (um estilo elevado, uma linguagem mais formal), seja na temática (um lirismo contido, comedido, sem exaltações ou paixões febris). É um eu poético que reflete racionalmente sobre o existir, sente a passagem do tempo, tem consciência da inevitabilidade da morte e busca viver uma vida sóbria e equilibrada.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Observe o exemplo abaixo, em que o eu poético refere-se ao efeito da chama da lâmpada noturna (a chama da vela) ao estremecer (faz o quarto alto ondear, altera seu entorno) para em seguida construir, a partir desta imagem, uma representação do equilíbrio sempre cultuado por ele (os deuses concedem a seus calmos crentes que a chama da vida nunca trema - fique firme como preciosa e antiga pedra - e, portanto, não provoque perturbações em seu entorno):&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Da lâmpada noturna&lt;br&gt;A chama estremece&lt;br&gt;E o quarto alto ondeia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os deuses concedem&lt;br&gt;Aos seus calmos crentes&lt;br&gt;Que nunca lhes trema&lt;br&gt;A chama da vida&lt;br&gt;Perturbando o aspecto&lt;br&gt;Do que está em roda,&lt;br&gt;Mas firme e esguiada&lt;br&gt;Como preciosa&lt;br&gt;E antiga pedra,&lt;br&gt;Guarde a sua calma&lt;br&gt;Beleza contínua&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(1914)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;PESSOA, Fernando.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obra poética. (Odes de Ricardo Reis). Rio de Janeiro: José Aguilar, 1969, p. 263.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por fim, neste quadro de heterônimos, os poemas assinados por Fernando Pessoa (ele mesmo, como se costuma dizer) são ora de revisita aos temas da história de Portugal (uma espécie de reescrita moderna de temas do Camões de Os Lusíadas), ora de meditação introvertida (o eu voltado para seu interior, buscando sentidos para a sua vida, para seus estados de alma), como no seguinte poema em que o eu poético fala de uma vaga mágoa que há em seu coração (como a vibração que paira à tona de água), uma dor serena, uma grande pena que ele, contudo, não sabe de quê:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Paira à tona de água&lt;br&gt;Uma vibração,&lt;br&gt;Há uma vaga mágoa&lt;br&gt;No meu coração.&lt;br&gt;Não é porque a brisa&lt;br&gt;Ou o que quer que seja&lt;br&gt;Faça esta indecisa&lt;br&gt;Vibração que adeja,&lt;br&gt;Nem é porque eu sinta&lt;br&gt;Uma dor qualquer.&lt;br&gt;Minha alma é indistinta,&lt;br&gt;Não sabe o que quer.&lt;br&gt;E uma dor serena,&lt;br&gt;Sofre porque vê.&lt;br&gt;Tenho tanta pena!&lt;br&gt;Soubesse eu de quê!...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(1928)&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;PESSOA, Fernando.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Obra poética. (Poesia de Fernando Pessoa/ Cancioneiro). Rio de Janeiro: José Aguilar, 1969, p. 147.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para arrematar esta discussão sobre poesia, sugerimos que você assista ao filme &lt;strong&gt;O carteiro e o poeta&lt;/strong&gt;, feito na Itália em 1994, sob direção de Michael Redford e baseado num romance do escritor chileno António Skármeta.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Trata-se de um filme atravessado pela questão poética. Narra a amizade surgida entre o poeta chileno Pablo Neruda, exilado na Itália, e o tímido filho de pescadores, Mário, contratado para entregar as cartas que chegavam para o "poeta do amor". O carteiro pede ajuda a Neruda para ganhar o coração de uma belíssima mulher.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Durante o namoro, com muitas cenas engraçadas, o poeta interior de Mário é despertado, trazendo o romantismo e o autoconhecimento como o maior presente de sua vida. Com interpretações poderosas e imagens espetaculares, esta história vai envolver você completamente.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/LP6GOI11m7A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/2411576480376651036/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/fernando-pessoa-e-o-eu-lirico.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2411576480376651036?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/2411576480376651036?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/LP6GOI11m7A/fernando-pessoa-e-o-eu-lirico.html" title="Fernando Pessoa e o Eu Lírico" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-sf0bKcmFXmI/UWdiGEaty7I/AAAAAAABJqQ/JEZp8Ddh6lY/s72-c/imagem_de_fernando_pessoa_thumb%25255B3%25255D.gif?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/fernando-pessoa-e-o-eu-lirico.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUEQX8zeyp7ImA9WhBWFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-5123885924174281403</id><published>2013-04-10T21:30:00.001-03:00</published><updated>2013-04-10T21:30:00.183-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-04-10T21:30:00.183-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lindas poesias" /><title>Sugestões de leitura de poesias</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Gosto de sugerir textos poéticos aos meus alunos. Durante seminários, por exemplo, sempre peço determinadas poesias como forma de colocá-los em contato com alguns textos poéticos que me formaram ao longo da minha vida acadêmica. Outros, indico apenas pelo apelo estético. Hoje trago algumas sugestões de textos bastante agradáveis para a leitura. Repasse-os para amigos, compartilhe e troque ideias sobre possíveis sentidos sugeridos pelas imagens que articulam cada texto.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;h2 align="justify"&gt;No meio do caminho&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No meio do caminho tinha uma pedra&lt;br&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;br&gt;tinha uma pedra&lt;br&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nunca me esquecerei desse acontecimento&lt;br&gt;na vida de minhas retinas tão fatigadas.&lt;br&gt;Nunca me esquecerei que no meio do caminho&lt;br&gt;tinha uma pedra&lt;br&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;br&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;font size="1"&gt;(1923-1939) - ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 61-62.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Canção do afogado&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;José Paulo Paes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta corda de ferro&lt;br&gt;me aperta a cabeça,&lt;br&gt;não deixa meus braços&lt;br&gt;se erguerem no ar.&lt;br&gt;E o mar me rodeia,&lt;br&gt;afoga meus olhos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Maninha me salve&lt;br&gt;não posso chorar!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Minha mão está presa&lt;br&gt;na corda de ferro&lt;br&gt;e os dedos não tocam&lt;br&gt;a rosa que desce,&lt;br&gt;que afunda sorrindo&lt;br&gt;nas águas do mar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Maninha me salve&lt;br&gt;não posso nadar!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Algas flutuam&lt;br&gt;por entre os cabelos,&lt;br&gt;meus lábios de sangue&lt;br&gt;palpitam na sombra&lt;br&gt;e a voz esmagada&lt;br&gt;não pode fugir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Maninha me salve&lt;br&gt;não posso falar!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E a rosa liberta,&lt;br&gt;A inefável rosa,&lt;br&gt;Vai longe, vai longe.&lt;br&gt;Um gesto é inútil,&lt;br&gt;meu grito e meu pranto&lt;br&gt;inúteis também...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Maninha me salve&lt;br&gt;que eu vou naufragar!&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;(1947) - PAES, José Paulo. Os melhores poemas. 3. ed. São Paulo: Global, 2000, p. 59-60.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;Convite à viagem&lt;/h2&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Helena Kolody&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Já se apresta o navio.&lt;br&gt;A marujada canta,&lt;br&gt;Marulha e arfa o mar,&lt;br&gt;O céu palpita.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Deixa esse continente inóspito que habitas.&lt;br&gt;Iça teu sonho - vela branca - em altos mastros&lt;br&gt;E singra, solitário, rumo aos astros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nem tempo nem espaço a perturbar a viagem... &lt;br&gt;Navegas ao sabor do pensamento&lt;br&gt;Por águas infinitas.&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;KOLODY, Helena.&amp;nbsp; Viagem no espelho. Curitiba: Criar edições, 1988, p. 135.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/VnBGXcXWFos" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/5123885924174281403/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/sugestoes-de-leitura-de-poesias.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5123885924174281403?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5123885924174281403?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/VnBGXcXWFos/sugestoes-de-leitura-de-poesias.html" title="Sugestões de leitura de poesias" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/04/sugestoes-de-leitura-de-poesias.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEABRnc_cSp7ImA9WhBXFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-8194668895558777863</id><published>2013-03-30T17:04:00.001-03:00</published><updated>2013-03-30T17:52:37.949-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-03-30T17:52:37.949-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Exercícios de Interpretação de Textos" /><title>Três exercícios sobre função emotiva</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Durante as &lt;strong&gt;aulas de Literatura&lt;/strong&gt;, abordamos vários aspectos que contribuem para o ensino e entendimento dos textos literários. Dentre os assuntos trabalhados, as &lt;strong&gt;funções da linguagem&lt;/strong&gt; ajudam bastante a entender o &lt;strong&gt;funcionamento dos gêneros textuais&lt;/strong&gt;. Vamos, portanto, fazer alguns exercícios que trarão este assunto. É uma ótima forma de estimular seus alunos a gostar de leitura e, além disso, prover ferramentas para que trabalhem melhor com a Língua Portuguesa.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Texto para os exercícios 1 e 2&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que qualquer beijo de novela me faz chorar&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que teu olhar flor na janela me faz morrer&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que meu desejo se confunde&lt;br&gt;com a vontade de não ser&lt;br&gt;ando tão à flor da pele&lt;br&gt;que minha pele tem o fogo&lt;br&gt;do juízo final&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Zeca Baleiro. "Flor da Pele". Por onde andará Stephen Fry? CD 011241-2, MZA Music, 1998.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;1. Que componente do ato de fala os verbos e os pronomes desse texto privilegiam?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. Esse texto:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;a)&amp;nbsp; põe em destaque o receptor.&lt;br&gt;b)&amp;nbsp; contém um emissor que procura influenciar o receptor.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; usa o código para falar do próprio código.&lt;br&gt;d)&amp;nbsp; ressalta as sensações do emissor.&lt;br&gt;e)&amp;nbsp; questiona o ato de escrever.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Texto para os exercícios de 3 a 5&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"DÊ UM PRESENTE&lt;br&gt;QUE VAI COLOCAR SUA&lt;br&gt;MÃE LÁ EM CIMA."&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Propaganda veiculada na Revista da Folha, 2/5/99.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3. As mensagens publicitárias atuais exploram a ambiguidade, a multiplicidade de sugestões. Um filho que lesse a mensagem acima e a interpretasse ao pé da letra poderia ser levado a comprar vários presentes para a sua mãe, exceto:&lt;br&gt;a)&amp;nbsp; uma escada para trabalhos domésticos.&lt;br&gt;b)&amp;nbsp; um apartamento de cobertura.&lt;br&gt;c)&amp;nbsp; uma máscara de mergulho.&lt;br&gt;d)&amp;nbsp; um sapato de salto alto.&lt;br&gt;e)&amp;nbsp; um trampolim.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Pra quem quer conhecer a canção que deu origem aos dois primeiros exercícios, é só dar play no vídeo abaixo. É linda.&lt;/p&gt; &lt;center&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9SZ-l1IPF9A" frameborder="0" width="420" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Já falamos sobre alguns deles aqui em nosso site, mas o que propomos hoje são algumas questões bastante simples e “abertas” para que seus alunos reflitam um pouco a respeito de como a linguagem influencia a vida deles. Mais que isso, é preciso conhecer para desfazer alguns equívocos como, por exemplo, considerar o falar caipira como errado. Vamos levá-los a pensar, meus amigos professores. É meu convite.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Bo9A515uRXE/UVCQ77pIqgI/AAAAAAABJIs/TaTgnsXxkGk/s1600-h/L%2525C3%2525ADngua%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="L&amp;iacute;ngua" alt="L&amp;iacute;ngua" src="http://lh5.ggpht.com/-cj2ORAuL02A/UVEG1iXlrFI/AAAAAAABJJE/S4J7ILModJI/Lngua_thumb2.jpg?imgmax=800" width="448" height="336"&gt;&lt;/a&gt;1. Um surdo-mudo é capaz de se comunicar. Por quê?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;2. A personagem Cardeal de Polignac, criada pelo dramaturgo francês Diderot, disse, em cena aberta, a um orangotango:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;— Fala, e eu te batizo!&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;a)&amp;nbsp; O orangotango se comunica com seus pares? Por quê?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;b)&amp;nbsp; Se o orangotango tivesse falado, conforme pediu o Cardeal, ele teria sido batizado e ingressado na pátria humana. Por quê?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;3. Leia atentamente o texto que segue.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Dividi minha vida em sites&lt;br&gt;Criei um chat para a família&lt;br&gt;Outro para os amigos&lt;br&gt;E um? secreto, para os amores&lt;br&gt;Quando alguém me incomoda&lt;br&gt;— Deleto.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Esse fragmento contém expressões típicas de uma linguagem específica. Qual?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;4. O Ministério da Saúde, ao propor o nome genérico para os medicamentos e, com isso, abolindo o nome-fantasia, está fazendo uso de uma linguagem específica. Qual?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;5. A frase "Não te apropinques de mim que eu me moscarei de ti pode ser traduzida por "Não te aproximes de mim que eu sumirei (te abandonarei).''&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As frases, embora redigidas em português, fazem uso de linguagens distintas. Caracterize-as.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;6. Tanto o homem sulista quanto o nordestino se comunicam com facilidade, embora empreguem linguagens específicas. Que componente interfere no ato de fala de cada um?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;7. Traduza as expressões típicas da fala popular:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;a) “Falar pelos cotovelos".&lt;br&gt;b) “Té rapado".&lt;br&gt;c) “Em cima da bucha".&lt;br&gt;d) "Biruta".&lt;br&gt;e) “Passar a perna".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;8. Traduza os provérbios:&lt;br&gt;a) Em terra de cego, quem tem um olho é rei."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;b) Em boca fechada não entra mosquito."&lt;/p&gt; &lt;p&gt;9. Considere:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;"Se Zé Limeira sambasse maracatu&lt;br&gt;Cor de jumento era azul&lt;br&gt;Tinha juízo macaco&lt;br&gt;Veneno, cume de rato&lt;br&gt;Tinha chifre gabiru."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Mestre Ambrósio&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/1yWyXftqyeQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/5472324558037423462/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/eu-sou-minha-linguagem.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5472324558037423462?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5472324558037423462?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/1yWyXftqyeQ/eu-sou-minha-linguagem.html" title="Eu sou a minha linguagem" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-cj2ORAuL02A/UVEG1iXlrFI/AAAAAAABJJE/S4J7ILModJI/s72-c/Lngua_thumb2.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/eu-sou-minha-linguagem.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUAQ3s-cCp7ImA9WhBQF00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-5971467631753185812</id><published>2013-03-19T11:57:00.001-03:00</published><updated>2013-03-19T12:34:02.558-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-03-19T12:34:02.558-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recursos para capacitação docente" /><title>Você usa computador em sala de aula?</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Toda vez que vejo a quantidade de pessoas que acessam este blog e que compartilham as postagens nas redes sociais me impressiono com o engajamento dos docentes nas redes sociais e, principalmente, como o computador faz parte da vida do professor. Isso é fato. É claro que a máquina dificilmente substituirá o homem, mas elas facilitam demais o nosso trabalho em sala de aula. Mimeógrafo e professores recortando xerox pra montar provas são coisa do passado.&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-3TyT2tzCuhI/UUh8vg6p9aI/AAAAAAABI8c/XrQQjwaeiPs/s1600-h/mime%2525C3%2525B3grafo_para_professores%25255B6%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="mime&amp;oacute;grafo_para_professores" alt="mime&amp;oacute;grafo_para_professores" src="http://lh6.ggpht.com/-jnChBXXkHPs/UUh8whBHLUI/AAAAAAABI8k/RCvqiKTv5ME/mime%2525C3%2525B3grafo_para_professores_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="391" height="295"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje em dia todos usamos tablets, smartphones, notebooks e não é raro encontrar professores que usam seus próprios projetores multimídia em sala de aula. O desafio neste caso é tirar o máximo proveito dessas novas ferramentas. Fazer com que seu uso seja dinâmico e não somente uma transposição do quadro negro [você sabe o que é isso, meu jovem leitor?] &lt;p align="justify"&gt;Normalmente os alunos prestam mais atenção quando essas ferramentas são usadas, mas repito que não podemos apenas mudar a mídia, trocar a garganta e o giz pela tela e caneta lazer. Por isso mesmo surge a necessidade de nos prepararmos mais e melhor para um mundo muito mais próximo do aluno do que das salas de professores. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/analisedetextos" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="facebook" alt="facebook" src="http://lh5.ggpht.com/-QRushifui3c/UUh91xdRD9I/AAAAAAABI9E/Z0LXriffxVg/facebook%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="160" height="60"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Já curtiu nossa página lá no Facebook?&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vejo tantos blogs falando disso e eu mesmo já tratei do assunto aqui e na fanpage, mas hoje minha dica não é uma atividade pronta para você usar em sala de aula. Isso acaba fazendo com que o professor não se desenvolva e, mesmo que muitos afirmem que facilita a vida, é ruim quando nem configurar o próprio e-mail o docente sabe. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-SFQMeZ51wgQ/UUh8xn9ZRjI/AAAAAAABI8s/a0CdqrFhzHc/s1600-h/informatica%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="informatica" alt="informatica" src="http://lh6.ggpht.com/-fOX10NNhlMo/UUh8ynhPvjI/AAAAAAABI80/FDbBXb0spog/informatica_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="428" height="388"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Curso 24 horas inova ao sistematizar os conhecimentos necessários para que o docente esteja preparado para este novo mundo num &lt;a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao41595&amp;amp;url=cursos/informatica-na-educacao" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;curso completo de Informática na Educação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt; Olhei o conteúdo programático e sinto que atende plenamente as necessidades dos meus leitores, por isso mesmo é que escrevo este post a toque de caixa. &lt;p align="justify"&gt;Veja a descrição da própria página do curso: &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aprenda tudo por meio de vídeo-aulas dinâmicas e interativas&lt;/strong&gt;, com um tutor virtual, exemplos e exercícios. Você é quem escolhe o ritmo e o local em que deseja estudar, além de não ter um prazo determinado para concluir o seu curso. Você também pode baixar as apostilas do curso para arquivar e/ou imprimir.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;Liberdade, meu amigo professor, é isso que está sendo oferecido a você neste curso. Liberdade para estudar na hora que você quiser, liberdade para preparar suas aulas de forma dinâmica sem ficar preso às muletas que são os livros didáticos e apostilas que engessam suas aulas muitas vezes. &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp; &lt;h2 align="center"&gt;&lt;a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao41595&amp;amp;url=cursos/informatica-na-educacao" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Acesse a página do curso&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao41595&amp;amp;url=cursos/informatica-na-educacao" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="curso_inform&amp;aacute;tica_na_educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o" border="0" alt="curso_inform&amp;aacute;tica_na_educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o" src="http://lh5.ggpht.com/-y3mElK8Duko/UUh8zhbKKhI/AAAAAAABI88/hP_Pua33KOs/curso_inform%2525C3%2525A1tica_na_educa%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%25255B4%25255D.png?imgmax=800" width="160" height="68"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
Este artigo pertence ao &lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/"&gt;Análise de Textos&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/U2al2ZaNP0w" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/5971467631753185812/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/voce-usa-computador-em-sala-de-aula.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5971467631753185812?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/5971467631753185812?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/U2al2ZaNP0w/voce-usa-computador-em-sala-de-aula.html" title="Você usa computador em sala de aula?" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/-jnChBXXkHPs/UUh8whBHLUI/AAAAAAABI8k/RCvqiKTv5ME/s72-c/mime%2525C3%2525B3grafo_para_professores_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/voce-usa-computador-em-sala-de-aula.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MEQ3Y5fyp7ImA9WhBQE0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-3549120536063973962.post-6477852243461714727</id><published>2013-03-15T13:31:00.001-03:00</published><updated>2013-03-15T13:36:42.827-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2013-03-15T13:36:42.827-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Dicas para interpretar textos" /><title>Análise comparativa de poemas</title><content type="html">&lt;p align="justify"&gt;Dizíamos antes que a linguagem figurada não é exclusiva da poesia: ela é também comum na prosa e nas nossas conversas do dia-a-dia, conforme vimos pelos exemplos que mostramos nos posts dessa semana.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A diferença está talvez no fato de que na poesia as figuras e imagens são os elementos com os quais o poeta organiza o conjunto de sentidos de seu texto. O modo poético de dizer - expressando uma apreensão e compreensão intuitiva do mundo e das experiências humanas - se caracteriza justamente por ser sugestivo (significa por analogia ou por implicação) e não propriamente expositivo, demonstrativo (por raciocínio lógico).&lt;/p&gt; &lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="An&amp;aacute;lise comparativa de poemas" alt="An&amp;aacute;lise comparativa de poemas" src="http://lh5.ggpht.com/-KJNk8BZ8UtU/UUNMwxP67TI/AAAAAAABItA/KpIE7lhJBd8/212272%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="640" height="400"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em outras palavras: o modo poético de apreender o mundo e as experiências humanas e dar-lhes sentido passa menos pela exposição racional, pela argumentação, pelo raciocínio lógico-analítico e mais pela sensibilidade intuitiva.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Por isso talvez é que a expressão poética se aproveite tanto da linguagem figurada, em especial das &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/o-que-e-metafora-e-metonimia.html" target="_blank"&gt;metáforas e metonímias&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;: o poeta capta analogias possíveis (mas inesperadas e, por isso mesmo, surpreendentes) ou faz referências por implicação (metonímias), utilizando-se do menor para falar do maior.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O modo poético de dizer está, assim, centrado fundamentalmente no "eu" do/a poeta, numa relação muito subjetiva dele/dela consigo mesmo(a) e com o mundo. É desse patamar que fala o/a poeta, expressando antes sensações, impressões e emoções em textos mais sintéticos e condensados do que transmitindo informações ou desenvolvendo exposições e argumentações lógicas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Podemos observar mais de perto a força das imagens na construção dos textos poéticos lendo os seguintes poemas:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Apojadura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Se este amor&lt;br&gt;já foi leite de peito&lt;br&gt;generoso&lt;br&gt;morno&lt;br&gt;incondicional,&lt;br&gt;por que hoje se azeda de mágoa desamparo dor?&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;FROTA, Etel. Artigo oitavo. Curitiba: E. Frota, 2002, p. 28.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Note que o poema se articula a partir da aproximação analógica do amor e do leite (este amor = leite). E contrasta os dois momentos deste amor (o momento positivo e o negativo) a partir da analogia com o leite (leite de peito e leite que azeda).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com essa aproximação analógica, a poeta dá expressão à sua perplexidade frente à transformação do amor: por que este amor mudou tanto; por que hoje azeda (de mágoa, desamparo, dor), se já foi leite de peito (generoso, morno, incondicional)?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Compare o poema (1) com o (2) e observe as semelhanças do gesto poético:&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esvoaça... Esvoaça...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dedico a meu pai, bom e viajoso.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;E como a vela que se apaga,&lt;br&gt;E a fumaça sobe e se atenua.&lt;br&gt;E o amor fraco que se apaga,&lt;br&gt;Não adiantam poemas para a Lua.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sofre o homem, o amor acaba&lt;br&gt;E a doce influência esvoaça&lt;br&gt;Como o fio adelgaçado&lt;br&gt;De fina e translúcida fumaça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esvoaça, esvoaça...&lt;br&gt;Atenua o amor,&lt;br&gt;Atenua a fumaça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para que tanta dor?&lt;br&gt;E o amor que vai sumindo,&lt;br&gt;Adelgaça, esvoaça, esvoaça...&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;maio/63&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;CÉSAR, Ana Cristina. Inéditos e dispersos. 4. ed. São Paulo: Instituto Moreira Salles e Ática, 1999, p. 24.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A base articuladora do poema é novamente uma aproximação analógica. Desta vez entre "a vela que se apaga" e sua fumaça que "sobe e se atenua" e "o amor fraco que se apaga", que "esvoaça como o fio adelgaçado de fina e translúcida fumaça".&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há um certo tom de desalento diante de uma situação para a qual não há remédio ("Não adiantam poemas para a Lua"). Mas há também a perplexidade diante do sofrimento trazido pelo amor que acaba ("Para que tanta dor?").&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Leia, agora, este poema de Cecília Meireles:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Canção&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;Pus o meu sonho num navio&lt;br&gt;e o navio em cima do mar;&lt;br&gt;- depois, abri o mar com as mãos,&lt;br&gt;para o meu sonho naufragar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Minhas mãos ainda estão molhadas&lt;br&gt;do azul das ondas entreabertas,&lt;br&gt;e a cor que escorre dos meus dedos&lt;br&gt;colore as areias desertas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;0 vento vem vindo de longe,&lt;br&gt;a noite se curva de frio;&lt;br&gt;debaixo da água vai morrendo&lt;br&gt;meu sonho dentro de um navio...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Chorarei quanto for preciso,&lt;br&gt;para fazer com que o mar cresça,&lt;br&gt;e o meu navio chegue ao fundo&lt;br&gt;e o meu sonho desapareça.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois, tudo estará perfeito:&lt;br&gt;praia lisa, águas ordenadas,&lt;br&gt;meus olhos secos como pedras&lt;br&gt;e as minhas duas mãos quebradas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;(1929-1937) MEIRELES, Cecília. Obra poética. 2. ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967, p. 110-111.&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aqui o poema é todo ele uma grande figura. A poeta fala alegoricamente do que fez com seu sonho, isto é, ela aproveita elementos de uma temática marítima para embutir nessa figuração o destino que deu ao seu sonho e para falar das consequências futuras do seu desaparecimento.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A expressão alegórica diz por meio da imagem. Há, portanto, dois planos de significação simultaneamente: o concreto da imagem construída no texto e tudo aquilo que a imagem sugere ou evoca. No caso do poema de Cecília Meireles, há o concreto das imagens marítimas que, por sua vez, deixam entrever (sugestivamente) o modo como ela lidou com seu sonho.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No próximo post, vou propor a vocês um exercício bem legal de análise de poemas. Considerando o uso cada vez maior da &lt;strong&gt;interpretação de textos nas provas como Enem&lt;/strong&gt;, você não pode desprezar as chances de estudar.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;hr 'style: color blue' /&gt;
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Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/analisedetextos/~4/ixhlEkd5kLQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://www.analisedetextos.com.br/feeds/6477852243461714727/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/analise-comparativa-de-poemas.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6477852243461714727?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/3549120536063973962/posts/default/6477852243461714727?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/analisedetextos/~3/ixhlEkd5kLQ/analise-comparativa-de-poemas.html" title="Análise comparativa de poemas" /><author><name>Rogério Souza</name><uri>https://plus.google.com/104610778854410140563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="32" src="//lh5.googleusercontent.com/-4KoygfuVKKQ/AAAAAAAAAAI/AAAAAAABJGE/8TCnB0KWdNE/s512-c/photo.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh5.ggpht.com/-KJNk8BZ8UtU/UUNMwxP67TI/AAAAAAABItA/KpIE7lhJBd8/s72-c/212272%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.analisedetextos.com.br/2013/03/analise-comparativa-de-poemas.html</feedburner:origLink></entry></feed>
