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	<title>Mundo dos Animais</title>
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	<lastBuildDate>Mon, 27 Feb 2017 12:16:53 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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	<item>
		<title>Chow Chow</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/</link>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2017 16:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tomás Santos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cães]]></category>
		<category><![CDATA[Raças de Cães]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Saiba tudo sobre a raça chow chow, a sua origem, temperamento, características físicas, saúde, cuidados e bem-estar.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/">Chow Chow</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de não ser o típico cão de guarda ou mesmo familiar, o Chow Chow é mesmo assim uma raça bastante apreciada por ser bastante bonita e, concomitantemente, por ter um bom temperamento com donos que sabem como cuidar adequadamente deles.</p>
<p>Se você está a ponderar comprar um cão desta raça ou pretende saber somente mais algumas informações úteis sobre a mesma, abaixo poderá ver todas as informações que necessita para cuidar deste cão.</p>
<div class="one_half">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#origem">Origem da raça</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#temperamento">Temperamento</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#caracteristicas">Características físicas</a></li>
</ul>
</div>
<div class="one_half last">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#saude">Saúde</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#cuidados">Cuidados e bem-estar</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/#sumario">Sumário (ficha da raça)</a></li>
</ul>
</div><div class="clear"></div>
<span id="origem" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Origem da raça</h2>
<p>A origem exata do Chow Chow é desconhecida, porém, alguns especialistas defendem que esta é uma das raças de cães mais antigas, o que foi inclusive comprovado por testes genéticos, entretanto já realizados.</p>
<p>Julga-se que as origens desta raça remontam à Mongólia e norte da China, movendo-se mais tarde para sul com tribos nómadas.</p>
<p>No passado, estes cães foram usados como cães de trabalho pelos chineses, na realização de várias tarefas, como na caça, no pastoreio, na proteção da casa, entre outras. Contudo, o seu papel ia muito além de um simples cão de trabalho para os chineses, uma vez que o seu pelo foi também muitas vezes usado para fazer casacos para humanos.</p>
<p>Além disso (infelizmente), serviam e ainda servem de alimento nesse país, onde são considerados uma iguaria.</p>
<p>Por volta de 1800, o Chow Chow foi levado para Inglaterra por mercadores. Curiosamente, julga-se que o termo “Chow Chow” foi resultado de um termo geral que designava todos os bens que eram provenientes do oriente.<br />
<span id="temperamento" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Temperamento</h2>
<p>Ao contrário do que acontece com muitas outras raças de cães, o Chow Chow é um cão um pouco independente, reservado e algo teimoso. Mas as suas características não se ficam por aqui pois, apesar destes traços, ele é um cão bastante inteligente.</p>
<p>É importante que desde pequeno o cão seja ensinado a seguir as regras definidas pelo dono. Esta é uma raça que gosta de dominar e que, por isso, precisa inevitavelmente de um dono dominador. O dono deverá ser calmo mas, em simultâneo, firme e consistente, para passar a mensagem adequada ao seu cão.</p>
<p>O Chow Chow não é, normalmente, agressivo e tem boas maneiras, evitando meter-se em sarilhos. Eles gostam de brincar com as pessoas da família onde estão integrados, contudo, o mesmo não acontece com estranhos, pois têm tendência a ignorar os mesmos.</p>
<p>Com estranhos que não são apresentados pelos donos, o Chow Chow pode mesmo os desafiar, mas isso não se verifica quando uma pessoa é introduzida no seu meio por um dos elementos da família.</p>
<p>Esta raça pode desenvolver relações de grande afeto com alguns elementos da família e, com frequência, tem atitudes de proteção excessiva para com as mesmas.</p>
<p>Quando são criados com crianças, geralmente, o Chow Chow tem uma boa interação com as mesmas, embora não tolere muito abusos. Estes cães comportam-se melhor em famílias cujos elementos sabem como tratar um cão adequadamente.</p>
<p>De qualquer forma, se tiver crianças em casa, é importante que as ensine como abordar e tocar no cão e esteja atento ao comportamento tanto da criança como do cão, quando estiverem juntos, de forma a evitar qualquer potencial problema que possa surgir.</p>
<p>Quando são devidamente treinados, estes cães não apresentam grandes problemas em termos de socialização com outros animais, como outros cães e gatos.</p>
<p>Para o efeito, é importante que o dono tenha o cuidado de o apresentar aos mesmos desde a sua infância, até para se sentirem mais seguros e relaxados quando forem adultos.</p>
<p>Quanto aos cães da mesma raça, eles comportam-se bem com as fêmeas, porém, a presença de outro macho pode dar azo a um conflito entre os mesmos.<br />
<span id="caracteristicas" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Características físicas</h2>
<div id="attachment_32756" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32756" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-02.jpg" alt="Raça Chow Chow" width="790" height="632" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-02.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-02-280x224.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-02-410x328.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/35583021@N08/8596983746" target="_blank" rel="nofollow">Luigi Borromeo</a></p></div>
<p>O Chow Chow é um cão largo e entroncado. A cabeça é grande e larga, num crânio com forma achatada. O focinho é largo e um pouco profundo.</p>
<p>Tem uns traços que são apanágio da raça, nomeadamente a língua, que é de uma cor azul-preta, as patas traseiras retas, que lhes proporcionam uma forma de caminhar muito característica e peculiar, bem como a juba atrás da cabeça que lhe confere a aparência de um leão.</p>
<p>Por sua vez, as orelhas são eretas e triangulares, arredondadas nas pontas. Os olhos são escuros e com uma forma de amêndoa. O peito deste cão é lato e profundo, enquanto a sua causa é elevada e fica muito próxima do dorso.</p>
<p>O revestimento de pelos do Chow Chow é grosso e espesso. As cores predominantes no pelo podem variar substancialmente, desde o vermelho, canela, preto, creme até ao azul.</p>
<p>Em termos de altura e peso, praticamente não existem diferenças entre géneros, todavia, mesmo assim, vamos ver com atenção estes aspetos.</p>
<p><strong>Altura:</strong> No que concerne à altura, não existem diferenças entre o macho e a fêmea, pois ambos têm uma altura média que se situa entre os 43 e os 51 centímetros.</p>
<p><strong>Peso:</strong> Quanto ao peso, já existe uma diferença significativa entre géneros. Assim sendo, o Chow Chow macho tem um peso que deambula entre os 25 a 32 quilos, enquanto que a fêmea tem um peso que fica entre os 20 a 27 quilos.<br />
<span id="saude" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Saúde</h2>
<p>Em condições normais, o Chow Chow é um cão bastante saudável. Todavia, como qualquer outro cão de outra raça, está propenso a sofrer de um ou mais problemas de saúde, embora não signifique necessariamente que isto aconteça.</p>
<p>Vejamos abaixo os problemas de saúde que são associados com maior frequência a esta raça de cães:</p>
<ul>
<li>Cancro do estômago</li>
<li>Cataratas</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#displasia">Displasia da anca</a></li>
<li>Glaucoma</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#otite">Infeções de ouvido</a></li>
<li>Irritação ocular (entrópio)</li>
</ul>
<p>De qualquer forma, antes de adquirir um cão desta ou de outra raça, verifique sempre o seu historial médico, como dos seus pais, para despistar potenciais problemas hereditários.</p>
<p>Além disso, após comprar o cão, para se certificar que o mesmo se mantém saudável, deve realizar consultas de rotina no veterinário.</p>
<p>Este cão é ainda um pouco sensível ao calor, pelo que deve-se tentar manter o mesmo em áreas frescas, pelo menos na estação mais quente. Em alturas mais frias, ele pode viver tanto dentro como fora de casa.</p>
<p>Devido ao seu pelo grosso, este cão pode vir a ter <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/eliminar-pulgas-caes-gatos/">problemas com pulgas</a>, pelo que esse é um aspeto a não descurar e a verificar com frequência, para que o seu cão não sofra com este problema.</p>
<p>Em termos de esperança média de vida, a mesma situa-se entre os 9 e os 15 anos, pelo que, em condições normais, pode usufruir da sua companhia durante mais do que uma década.<br />
<span id="cuidados" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Cuidados e bem-estar</h2>
<div id="attachment_32757" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32757" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-03.jpg" alt="Raça Chow Chow" width="790" height="743" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-03.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-03-280x263.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-chow-chow-03-410x386.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/74687726@N00/579531002" target="_blank" rel="nofollow">Igor Mazurov</a></p></div>
<p>Como esta raça de cães tem algumas particularidades que exigem alguns cuidados especiais, abaixo poderá ver algumas dicas que poderão lhe ajudar a cuidar de um Chow Chow.</p>
<h3>Alimentação</h3>
<p>Em termos de alimentação, é preciso ter alguns cuidados especiais com este cão. Como o Chow Chow tem uma constituição pesada, é importante que o mesmo não tenha excesso de peso, de forma a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/">evitar potenciais problemas de saúde</a>, como lesões nas ancas. Contudo, mesmo assim, devem ser alimentados duas vezes por dia.</p>
<h3>Higiene</h3>
<p>Devido à densidade de pelos que se verifica nesta raça, é importante escovar o seu cão com regularidade, para manter o visual característico do Chow Chow.</p>
<p>Como acontece com outras raças, esta também está propensa a épocas de maior queda de pelo. É recomendável escovar o seu cão 3 vezes por semana, para manter o seu pelo em boa condição e, especialmente, para tentar que os seus pelos fiquem por toda a casa.</p>
<p>Além disso, deverá lavar o seu Chow Chow uma vez por mês, especialmente se o cão tiver tendência a brincar no exterior e sujar-se.</p>
<h3>Espaço</h3>
<p>Devido à sua natureza algo sedentária, o Chow Chow dá-se bem dentro de um apartamento, desde que o dono tenha preocupação de fazer com que o seu cão faça uma caminhada diária. O mesmo se aplica a uma casa, onde esta tarefa fica mais facilitada se houver um pequeno jardim.</p>
<h3>Exercício físico</h3>
<p>O Chow Chow não é exigente em termos de exercício físico, pelo contrário, tende a ser até um pouco preguiçoso. Contudo, deverá fazer uma caminhada diária. Isto acontece porque, os cães que não fazem exercício de forma quotidiana, podem desenvolver vários problemas, quer de saúde, quer mesmo ao nível do comportamento. Mesmo assim, normalmente bastam cerca de 15 minutos de caminhada.</p>
<h3>Treino</h3>
<p>É importante que o dono tenha alguns cuidados com o treino desta raça, não só para que o cão aprenda a socializar desde novo, mas também para se comportar adequadamente com crianças, caso as tenha em casa, pelas razões que veiculamos acima.</p>
<p>Felizmente, é uma raça fácil de treinar e o seu dono só precisa de ser consistente e verbal com a mesma para corrigir quaisquer aspetos que precisam de ser melhorados.<br />
<span id="sumario" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Sumário</h2>
<p>Esta raça pode ser um pouco difícil de lidar para um dono passivo, todavia, com um dono que tenha uma autoridade natural e seja capaz de ser paciente e consistente, não se esquecendo de o tratar sempre bem (aspeto que esta raça valoriza), não haverá qualquer problema, pelo contrário, o Chow Chow será uma excelente companhia para uma família.</p>
<div class="box shadow"><div>
			
<h3>Ficha da Raça: Chow Chow</h3>
<ul>
<li><strong>Outros nomes:</strong> Senghi Quan</li>
<li><strong>País de origem:</strong> China</li>
<li><strong>Grupo:</strong> 5 &#8212; Spitz e Cães do Tipo Primitivo</li>
<li><strong>Expetativa de vida:</strong> 9 a 15 anos</li>
<li><strong>Porte:</strong> Médio</li>
<li><strong>Temperamento:</strong> Leal, Independente, Reservado, Teimoso</li>
<li><strong>Necessidade de exercício diário:</strong> Média</li>
<li><strong>Adequado para apartamento:</strong> Sim</li>
<li><strong>Tendência para latir:</strong> Alta</li>
<li><strong>Tendência para queda de pelo: </strong>Alta</li>
<li><strong>Recomendado com crianças:</strong> Sim</li>
<li><strong>Recomendado com outros animais:</strong> Sim, embora possa ter conflitos com outros cães</li>
<li><strong>Padrão / Estalão da raça:</strong> <a href="http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo5/chowchow.pdf" target="_blank">Padrão internacional em português</a> (CBKC-FCI) / <a href="http://www.akc.org/dog-breeds/chow-chow/" target="_blank">Versão americana em inglês</a> (AKC)</li>
</ul>

			</div></div>
<h2>Veja também:</h2>
<h3>Cães do mesmo grupo</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/">Lulu da Pomerânia</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/">Husky Siberiano</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/akita-inu/">Akita Inu</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/spitz-alemao/">Spitz Alemão</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/samoieda/">Samoieda</a></li>
</ul>
<div class="clear"></div><div class="divider"></div>
<p><em>Fotografia de capa: <a href="https://www.flickr.com/photos/golbenge/4909682571" target="_blank" rel="nofollow">Seongbin Im</a></em><br />
<em>As fotografias presentes nesta página não representam necessariamente o exemplo ideal da raça.</em></p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/">Chow Chow</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Husky Siberiano</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/</link>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2017 16:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tomás Santos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cães]]></category>
		<category><![CDATA[Raças de Cães]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundodosanimais.pt/?page_id=28094</guid>
		<description><![CDATA[<p>Saiba tudo sobre a raça husky siberiano, a sua origem, temperamento, características físicas, saúde, cuidados e bem-estar.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/">Husky Siberiano</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Husky siberiano é uma das raças de cães mais reconhecidas em todo o mundo, o que não significa necessariamente que seja adequada para qualquer espaço ou que se adapte a qualquer clima, pelo contrário.</p>
<p>Decerto que já conhece esta raça, contudo, mesmo assim, existem particularidades importantes sobre este cão que deve saber, especialmente se estiver a ponderar comprar um Husky siberiano ou se já tiver mesmo um lá em casa.</p>
<div class="one_half">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#origem">Origem da raça</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#temperamento">Temperamento</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#caracteristicas">Características físicas</a></li>
</ul>
</div>
<div class="one_half last">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#saude">Saúde</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#cuidados">Cuidados e bem-estar</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/#sumario">Sumário (ficha da raça)</a></li>
</ul>
</div><div class="clear"></div>
<span id="origem" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Origem da raça</h2>
<p>A origem do Husky siberiano remonta à península oriental da Sibéria, na Rússia, onde estes cães eram usados pela tribo Chukchi não só para para puxar os trenós e <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/renas-factos-fotos/">guiar as renas</a>, mas também como cães de guarda.</p>
<p>Esta raça era ideal para o clima adverso e frio, característico da Sibéria. Na prática, era um cão ousado, capaz de se integrar facilmente em pequenas matilhas e, acima de tudo, trabalhador, sendo capaz de trabalhar durante várias horas seguidas.</p>
<p>Embora nativo da Sibéria, o Husky foi levado para o Alasca por comerciantes de pele, para a realização de corridas no Ártico, devido à sua grande velocidade, o que deu início assim a um maior reconhecimento da raça.</p>
<p>Para este reconhecimento, contribuiu também a utilização do Husky siberiano, quando houve uma epidemia de difteria em Nome, no Alasca, em 1925; a sua participação em várias expedições na Antártida, bem como o seu papel durante a Segunda Guerra Mundial, onde apoiava uma unidade de resgate e salvamento do exército.</p>
<p>As suas capacidades, quer em termos de trabalho, quer em termos de velocidade, fomentaram a sua expansão para diversos países, cujos climas frios representavam o ambiente perfeito para eles.<br />
<span id="temperamento" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Temperamento</h2>
<p>Devido à sua natureza, o Husky siberiano necessita de um dono que se imponha e mostre que é o seu líder.</p>
<p>Quando isso acontece, você poderá treinar muito mais facilmente o cão, uma vez que ele terá outro respeito por si, embora possa o testar de vez em quando, numa disputa pelo controle. Deverá reafirmar o seu lugar como líder, de uma forma clara e consistente, para que o cão entenda qual é o seu lugar.</p>
<p>Curiosamente, fazer o seu cão esperar, por exemplo, por comida, é uma ótima forma de mostrar o seu lugar como líder (mas sem exagerar, naturalmente). Isto faz com que o Husky veja que você é a fonte dos alimentos, bem como de outras coisas, e o reconheça como o seu líder.</p>
<p>O Husky siberiano, quando não recebe a devida atenção ou se sente aborrecido por não fazer o exercício que necessita, pode danificar um pouco os itens que encontrar no seu espaço de ação.</p>
<p>Eles podem fazer covas de uma forma habitual no quintal ou no jardim. Algumas pessoas, perante a insistência dos seus cães, optam por treinar os mesmos a cavar num único local, em detrimento de tentar dissuadir os mesmos de o fazer por completo.</p>
<p>Por outro lado, esta raça de cães pode ser bastante sedutora para os seus respetivos donos, devido à sua natureza brincalhona. Além do mais, são também bastante sociais e gostam de se mostrar às pessoas.</p>
<p>Felizmente, estes cães não têm o hábito de ladrar, porém, gostam de uivar, o que pode ser frustrante tanto para si, como para os seus vizinhos, quando tentam dormir.</p>
<p>Quanto à sua relação com crianças, o Husky normalmente tem uma boa relação com as mesmas. Contudo, mesmo assim, é importante que, se tiver filhos pequenos, os ensine a abordar o cão adequadamente e também quando não o fazer, especialmente quando este estiver a comer.</p>
<p>O Husky também se dá bastante bem com outros cães, especialmente se for apresentado aos mesmos desde novo. Ele tem, todavia, um instinto natural por caça, por isso, pode não ser recomendável ter animais pequenos em casa, como coelhos ou gatos.<br />
<span id="caracteristicas" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Características físicas</h2>
<div id="attachment_32761" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32761" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-02.jpg" alt="Raça Husky Siberiano" width="790" height="593" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-02.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-02-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-02-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-02-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>Em termos de características físicas, o Husky siberiano é um cão forte e compacto. A cabeça média é proporcional ao corpo. A cor do nariz, normalmente, está dependente da cor do seu pelo, podendo ser cinzento, preto ou mesmo com tonalidade rosa em cães puros brancos.</p>
<p>Os olhos são ovais e de tamanho médio e, novamente, podem ter cores diferentes, azuis ou conjugando o azul com o castanho. As orelhas são firmes, eretas, em forma triangular. A cauda é ligeiramente curvada, no sentido do seu dorso.</p>
<p>Por sua vez, as patas são peludas para lhes ajudar a permanecerem quentes em climas adversos. O revestimento de pelos com duas camadas é espesso, de tamanho médio e permite aos cães desta raça suportar temperaturas negativas.</p>
<p>As cores podem ir desde o preto até ao branco puro, com ou sem marcas na cabeça. As conjugações de cores podem ser distintas, como o preto e o branco, vermelho e branco, castanho, cinzento ou branco, cinza, todo branco, entre outras.</p>
<p>A resistência e o peso relativamente leve é apanágio do Husky siberiano. Mas, mesmo assim, nesta raça, existem ligeiras diferenças entre géneros, quer relativas à altura, quer ao peso, como poderá ver de seguida.</p>
<p><strong>Altura:</strong> No que concerne à altura, as diferenças não são muito expressivas. Assim, o Husky siberiano macho tem um altura que se situa entre os 53 a 60 centímetros, enquanto a fêmea não atinge essa altura máxima, ficando entre os 51 a 56 centímetros.</p>
<p><strong>Peso:</strong> Em termos de peso, a fêmea pesa entre os 16 a 22½ quilos, ao passo que o macho tem normalmente um peso que se situa entre os 20 a 27 quilos, ou seja, o macho é significativamente mais pesado do que a congénere feminina.<br />
<span id="saude" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Saúde</h2>
<p>Se o Husky for bem cuidado e estiver num clima e ambiente propício para esta raça, ele é um cão bastante saudável. Contudo, como acontece com outras raças de cães está suscetível a padecer de potenciais problemas de saúde.</p>
<p>Existem alguns problemas que podem ser recorrentes nesta raça, como:</p>
<ul>
<li>Atrofia progressiva da retina</li>
<li>Cataratas</li>
<li>Dermatite</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#displasia">Displasia da anca</a></li>
<li>Distrofia corneana</li>
</ul>
<p>Antes de comprar um cão desta raça, deve estar ao corrente do historial médico dos pais do cão que pretende adquirir, de forma a despistar de antemão qualquer potencial problema de saúde.</p>
<p>Nem todos os cães desta raça terão um ou mais problemas de saúde, contudo é importante que você, enquanto dono, esteja sempre atento a potenciais problemas e visitar o veterinário sempre que for necessário, para otimizar a saúde do seu Husky.</p>
<p>O Husky siberiano, como tem um revestimento de pelos pesado, prefere climas mais frescos, pelo que sente algumas dificuldades em climas quentes. Em épocas de verão, é recomendável que se mantenha o mesmo em zonas frescas da sua casa, à sombra ou em áreas com ar condicionado.</p>
<p>Quanto à esperança média de vida, o Husky siberiano, em condições normais, pode viver até aos 15 anos, sendo que a média fica precisamente entre os 12 e os 15.<br />
<span id="cuidados" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Cuidados e bem-estar</h2>
<div id="attachment_32762" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32762" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-03.jpg" alt="Raça Husky Siberiano" width="790" height="593" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-03.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-03-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-03-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-husky-siberiano-03-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Kazisdaman / via Wikimedia Commons</p></div>
<p>O Husky siberiano, como qualquer outro cão, tem as suas particularidades, pelo que o seu dono deverá ter alguns cuidados, para que o seu cão esteja sempre saudável, bonito e devidamente alimentado.</p>
<p>Por isso, vamos ver algumas dicas abaixo sobre os cuidados a ter normalmente com um cão desta raça.</p>
<h3>Alimentação</h3>
<p>No que concerne à alimentação, o Husky siberiano não necessita de muita comida, especialmente tendo em conta o seu tamanho. Isto acontece porque estes cães têm um metabolismo elevado, o que permite que os alimentos durem bastante tempo.</p>
<p>Os antepassados destes cães foram treinados para fazer grandes viagens, puxando um carga pesada e, em simultâneo, com uma pequena quantidade de comida.</p>
<p>Naturalmente, isto não significa que não alimente o seu Husky adequadamente, pelo contrário, pois precisam de alimentos, especialmente após terem feito exercício. Assim sendo, é recomendado 1.5 a 2 tigelas de alimentos secos de boa qualidade, dividas em duas refeições diárias.</p>
<h3>Espaço</h3>
<p>Devido à natureza destes cães, eles não são recomendados para apartamentos, embora seja possível com treino adequado e plano de exercícios quotidiano. Porém, estes cães são muito ativos, pelo que é recomendado uma casa com um jardim ou quintal com bastante espaço para eles correrem.</p>
<p>Além disso, é preciso ter cuidado com as cercas pois, como o cão tem tendência a escavar, ele pode escapar por baixo ou mesmo por cima da cerca, se ela tiver uma altura reduzida.</p>
<h3>Exercício</h3>
<p>Como poderá calcular, o Husky siberiano precisa de bastante exercício físico. Isto pode passar por uma caminhada diária ou por corrida. Em épocas quentes, deve-se moderar um pouco o exercício, uma vez que o Husky sente algumas dificuldades nessas épocas de calor. Normalmente, 30 a 60 minutos de exercício diário é suficiente para esta raça.</p>
<h3>Higiene</h3>
<p>O pelo do Husky siberiano cai com intensidade duas vezes por ano e, especialmente nessas alturas, deverá escovar e pentear o seu cão adequadamente.</p>
<p>Apesar de serem animais limpos, como gostam de brincar, também se sujam, pelo que pontualmente deverá lavar o seu Husky. Antes do banho, deverá escovar o pelo do cão, pois como largam muito pelo, após o banho fica muitos pelos no ralo do banheiro ou no local onde o lavar, pelo que pode diminuir esse aspeto, se escovar o cão primeiro.</p>
<h3>Treino</h3>
<p>O treino é uma parte importante dos cuidados a ter com o Husky e deverá ter especial atenção ao capítulo da obediência. Referimos isso, porque este cão, apesar de ser bastante inteligente, é também bastante teimoso. Por vezes, pode ser frustrante, mas com paciência e tempo poderá ser recompensador treinar bem o seu Husky siberiano.<br />
<span id="sumario" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Sumário</h2>
<p>Embora possa não parecer o típico cão familiar, o Husky siberiano adapta-se bem a essas circunstâncias, pois é sociável e brincalhão. Desde que tenha espaço e tempo para cuidar bem deste cão, ele é uma ótima opção para quem procura um cão para a sua casa.</p>
<div class="box shadow"><div>
			
<h3>Ficha da Raça: Husky Siberiano</h3>
<ul>
<li><strong>Outros nomes:</strong> Siberian Husky</li>
<li><strong>País de origem:</strong> Estados Unidos da América</li>
<li><strong>Grupo:</strong> 5 &#8212; Spitz e Cães do Tipo Primitivo</li>
<li><strong>Expetativa de vida:</strong> 12 a 15 anos</li>
<li><strong>Porte:</strong> Médio</li>
<li><strong>Temperamento:</strong> Dócil, Amigável, Gentil</li>
<li><strong>Necessidade de exercício diário:</strong> Alta</li>
<li><strong>Adequado para apartamento:</strong> Não</li>
<li><strong>Tendência para latir:</strong> Alta, gosta de uivar</li>
<li><strong>Tendência para queda de pelo:</strong> Alta</li>
<li><strong>Recomendado com crianças:</strong> Sim</li>
<li><strong>Recomendado com outros animais:</strong> Sim com outros cães, não com outros animais</li>
<li><strong>Padrão / Estalão da raça:</strong> <a href="http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo5/huskysiberiano.pdf" target="_blank">Padrão internacional em português</a> (CBKC-FCI) / <a href="http://www.akc.org/dog-breeds/siberian-husky/" target="_blank">Versão americana em inglês</a> (AKC)</li>
</ul>

			</div></div>
<h2>Veja também:</h2>
<h3>Cães do mesmo grupo</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/">Lulu da Pomerânia</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/">Chow Chow</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/akita-inu/">Akita Inu</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/spitz-alemao/">Sptiz Alemão</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/samoieda/">Samoieda</a></li>
</ul>
<div class="clear"></div><div class="divider"></div>
<p><em>Fotografia de capa: <a href="https://www.flickr.com/photos/randihausken/389394090/" target="_blank" rel="nofollow">Randi Hausken</a></em><br />
<em>As fotografias presentes nesta página não representam necessariamente o exemplo ideal da raça.</em></p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/">Husky Siberiano</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Lulu da Pomerânia ou Spitz Alemão Anão</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/</link>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2017 16:39:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Tomás Santos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cães]]></category>
		<category><![CDATA[Raças de Cães]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundodosanimais.pt/?page_id=28096</guid>
		<description><![CDATA[<p>Saiba tudo sobre a raça lulu da pomerânia (ou spitz alemão anão), a sua origem, temperamento, características físicas, saúde, cuidados e bem-estar.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/">Lulu da Pomerânia ou Spitz Alemão Anão</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Lulu da Pomerânia ou, se preferirmos, o Spitz Alemão Anão, é um cão bastante conhecido devido ao seu reduzido tamanho. Contudo, não se deve julgar o cão pelo seu tamanho, pois o Lulu tem uma enorme personalidade.</p>
<p>Se você ainda não está familiarizado com esta raça, abaixo poderá ver todas as informações que necessita saber sobre a mesma, especialmente se estiver a pensar comprar este cão ou se, pelo contrário, já tem um lá em casa.</p>
<div class="one_half">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#origem">Origem da raça</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#temperamento">Temperamento</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#caracteristicas">Características físicas</a></li>
</ul>
</div>
<div class="one_half last">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#saude">Saúde</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#cuidados">Cuidados e bem-estar</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/#sumario">Sumário (ficha da raça)</a></li>
</ul>
</div><div class="clear"></div>
<span id="origem" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Origem da raça</h2>
<p>Esta raça teve a sua génese na região da Pomerânia, uma área ocupada atualmente pela Polónia e Alemanha, daí ser conhecida como Lulu da Pomerânia.</p>
<p>Esta raça foi desenvolvida a partir de antigas raças Spitz, nomeadamente do Spitz alemão pequeno. Originalmente, estes cães eram maiores e trabalhavam e ajudavam os pastores de ovelhas. Diversas personalidades mundiais já tiveram este cão, desde Mozart até a Émile Zola.</p>
<p>Somente no século XIX é que o Lulu foi reconhecido como raça em Inglaterra, após a evolução registada nos Spitz alemães pequenos.</p>
<p>Em 1888, a Rainha Vitória começou a criar e a desenvolver estes cães, o que não só fomentou a sua propagação e popularidade no país, como também começou a ter efeitos no tamanho do cão, passando de pequeno para anão, tamanho que lhe é característico na atualidade.</p>
<p>Pese embora o seu tamanho reduzido, as capacidades e talentos naturais do cão, em termos de performance e agilidade, fizeram do mesmo um cão muito procurado para circos e, em simultâneo, uma raça popular em todo o mundo.<br />
<span id="temperamento" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Temperamento</h2>
<p>O Lulu da Pomerânia, normalmente, é um cão bastante extrovertido e inteligente. Além disso, sente-se muito bem junto de outras pessoas e animais, embora no caso dos últimos precise de ser controlado de modos a resfriar os seus ânimos. Isto acontece porque este cão não tem consciência do seu próprio tamanho.</p>
<p>Este cão está em constante alerta, pelo que pode ser também um ótimo cão de vigia e ladrar sempre que vir algo estranho. Porém, mais uma vez, o dono deverá treinar o cão adequadamente, de modos a parar mediante a sua voz de comando pois, caso contrário, o Lulu pode latir de forma contínua, o que é aborrecido tanto para si, como para os seus vizinhos.</p>
<p>Apesar do seu tamanho, o Lulu é um cão bastante corajoso e ativo e, além disso, adora brincar.</p>
<p>Precisamente devido ao seu tamanho, quando integrado numa família com crianças demasiado pequenas, é preciso que haja algum cuidado com o mesmo. Isto acontece porque muitas crianças são desajeitadas com os animais e o Lulu, apesar da sua tenacidade, é também frágil e suscetível a acidentes, devido a crianças que os deixam cair ou os pisam.</p>
<p>Por isso, é importante ensinar às crianças como abordar e tocar nos cães, especialmente no Lulu e permanecer atento à interação das mesmas com o seu cão, para prevenir potenciais acidentes. Caso as crianças já tenham alguma idade, normalmente não existe qualquer problema e existe uma ótima relação entre o Spitz Anão e as mesmas.</p>
<p>Quanto à relação com outros animais, como os gatos, o Lulu pode dar-se muito bem com eles, especialmente se for criado com a sua companhia. Porém, como demos a entender acima, é importante que proteja o Lulu de cães maiores pois, mesmo com um tamanho reduzido, esta raça não têm medo de desafiar cães várias vezes maiores que eles.</p>
<p>Neste sentido, como qualquer outro cão, é importante que o Lulu comece a socializar desde novo com outros animais e, naturalmente, com outras pessoas.</p>
<p>O treino do cão deve abranger esses aspetos, mas também deve-se acostumar o cão a outros locais, sons e experiências para que, quando já for adulto, esteja habituado e habilitado para conviver em qualquer lugar ou com qualquer situação.</p>
<p>De um modo geral, esta raça tem um temperamento dócil e uma natureza afetiva que agrada à maior parte das pessoas, que procuram um cão do género para a sua casa.<br />
<span id="caracteristicas" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Características físicas</h2>
<div id="attachment_32766" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32766" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-02.jpg" alt="Lulu da Pomerânia ou Spitz Alemão Anão" width="790" height="580" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-02.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-02-280x206.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-02-410x301.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/7147444@N03/484428480/" target="_blank" rel="nofollow">Rob Hanson</a></p></div>
<p>O Lulu da Pomerânia é um cão bastante pequeno, razão pela qual é considerado um cão anão.</p>
<p>A sua cabeça tem o formato de uma cunha, em proporção com o seu corpo. O focinho é curto e fino, enquanto a cor do nariz varia consoante a cor do revestimento dos pelos. Os olhos são de tamanho médio e têm forma de amêndoa, ao passo que as orelhas são pequenas e eretas. A cauda é peluda e fica plana e reta sobre as costas.</p>
<p>O Lulu tem uma dupla camada de pelos, sendo que a camada exterior tem pelos longos, retos e duros, enquanto que os pelos da camada interna são suaves e mais curtos. O revestimento é mais comprido na área do pescoço e peito e pode ter várias cores e padrões, desde o azul, branco, creme, laranja, preto, vermelho, entre outras.</p>
<p>Em termos de peso e altura, não existem diferenças significativas entre géneros desta raça. Mesmo assim, vejamos a média registada no Lulu da Pomerânia quanto a esses aspetos.</p>
<p><strong>Altura:</strong> No que concerne à média da altura registada nesta raça, a mesma fica entre os 18 e os 30 centímetros, portanto, uma altura bastante baixa, mas típica da raça.</p>
<p><strong>Peso:</strong> Quanto ao peso, estes cães são extremamente leves e situam-se entre 1 a 3 quilos, podendo ser facilmente levados ao colo.<br />
<span id="saude" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Saúde</h2>
<p>Normalmente, o Lulu da Pomerânia é um cão bastante saudável, mesmo assim, como qualquer outra raça, está sujeito a problemas de saúde. Como veremos abaixo, existem alguns problemas de saúde que são associados com regularidade a esta raça, nomeadamente:</p>
<ul>
<li>Alergias</li>
<li>Colapso da traqueia</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#diabetes">Diabetes</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#displasia">Displasia da anca</a></li>
<li>Doença de Perthes</li>
<li>Epilepsia</li>
<li>Luxação na patela</li>
<li>Problemas dentários</li>
<li>Problemas nos olhos</li>
</ul>
<p>Estes sãos os problemas mais recorrentes nesta raça, no entanto, não significa que o seu cão venha a sofrer de qualquer um dos problemas de saúde que veiculamos.</p>
<p>Antes de comprar o seu Lulu, é importante que veja com atenção todo o historial médico quer do cão que pretende, quer dos pais, para despistar quaisquer potenciais problemas.</p>
<p>Além disso, independentemente de identificar ou não qualquer sintoma, é importante que visite pontualmente um veterinário, para se certificar que o seu cão não tem qualquer problema.</p>
<p>Estes cães são bastante espirituosos e gostam de longas caminhadas, mas o dono deverá ter em atenção que são cães bastante pequenos e sensíveis ao calor, pelo que deve-se controlar a sua exposição, especialmente em dias muito quentes.</p>
<p>Quando bem cuidados, estes cães têm uma esperança média de vida que pode deambular entre os 12 e os 16 anos.<br />
<span id="cuidados" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Cuidados e bem-estar</h2>
<div id="attachment_32767" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32767" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-03.jpg" alt="Lulu da Pomerânia ou Spitz Alemão Anão" width="790" height="525" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-03.jpg 790w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-03-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/racas-caes-lulu-pomerania-03-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: G.Goodwin Jr. and Snark / via Wikimedia Commons</p></div>
<p>O Lulu da Pomerânia é um cão relativamente fácil de tratar, contudo, mesmo assim, é preciso ter em atenção alguns aspetos e ter determinados cuidados com esta raça, para se certificar que o seu cão é bem tratado e, naturalmente, se mantém saudável.</p>
<h3>Alimentação</h3>
<p>Uma boa alimentação é vital quer para o bem-estar, quer para a saúde do seu cão. Os cachorrinhos <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/alimentacao-do-cao/">precisam de nutrição adequada</a> para crescer, enquanto que os adultos precisam de ser controlados, para não ficarem com <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#obesidade">excesso de peso</a>. De qualquer forma, é suficiente uma tigela de comida, duas vezes ao dia.</p>
<h3>Espaço</h3>
<p>O Lulu é um cão adequado para viver não só em residências, mas também em apartamentos. Eles são muito ativos dentro de casa e comportam-se relativamente bem num jardim ou quintal, mas tendo atenção para que não aqueçam demasiado quando expostos ao sol ou ao clima demasiado quente.</p>
<h3>Exercício físico</h3>
<p>Embora a brincadeira permita que faça algum exercício, especialmente quando existe um quintal ou jardim com cerca, o Lulu, tal como qualquer outra raça precisa de algum exercício físico diário, de forma a evitar quer problemas de saúde, quer problemas comportamentais. Por isso, uma caminhada quotidiana é recomendada para essa raça.</p>
<h3>Higiene</h3>
<p>O Spitz Alemão Anão tem um longo revestimento de pelos, o qual deve ser escovado com frequência. Felizmente, é uma tarefa relativamente fácil. É recorrente a queda de pelo neste cão, mas cai com mais força uma ou duas vezes por ano.</p>
<p>É importante que limpe os olhos e ouvidos do cão diariamente e, quando visitar o veterinário, faça uma verificação dos dentes. Pode lavar o cão com a regularidade que achar necessário, semanal ou mensal com um champô suave, próprio para cães.</p>
<p>Se tiver um odor muito característico entre lavagens, poderá inclusive usar um truque muito útil, que é aplicar pó de talco no pelo do cão, deixar assentar durante um pouco e, depois, escovar o pelo.</p>
<h3>Treino</h3>
<p>O Lulu é um cão relativamente fácil de treinar, especialmente se tiver alguns brinquedos e empregar alguns truques novos de forma pontual, para o cão não se aborrecer.</p>
<p>Ele adora aprender coisas novas e ser o centro das atenções, pelo que se lhe ensinar coisas novas e brincar assiduamente com ele, poderá criar uma ótima relação, ao mesmo tempo que estimula a mente e o corpo.</p>
<p>Todavia, como são muito ativos, eles têm um pouco de défice de atenção, pelo que deve manter as sessões de treino curtas e, se possível, com a atribuição de prémios mediante o comportamento positivo do Lulu nos mesmos.<br />
<span id="sumario" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Sumário</h2>
<p>Se tem crianças (com alguma idade) em casa e está à procura de um cão, então o Lulu da Pomerânia poderá ser a escolha certa para si, desde que tenham atenção aos aspetos que supracitamos. Se for o caso, poderá usufruir de um cão brincalhão para alegrar a casa e, em simultâneo, de uma ótima companhia. Além disso, devido às suas características, é também uma das raças mais apropriadas para idosos.</p>
<div class="box shadow"><div>
			
<h3>Ficha da Raça: Lulu da Pomerânia</h3>
<ul>
<li><strong>Outros nomes:</strong> Spitz Alemão Anão, Spitz Anão, Deutscher Spitz, Pomeranian, Zwergspitz</li>
<li><strong>País de origem:</strong> Alemanha</li>
<li><strong>Grupo:</strong> 5 &#8212; Spitz e Cães do Tipo Primitivo</li>
<li><strong>Expetativa de vida:</strong> 12 a 16 anos</li>
<li><strong>Porte:</strong> Pequeno</li>
<li><strong>Temperamento:</strong> Dócil, extrovertido, desconfiado com estranhos</li>
<li><strong>Necessidade de exercício diário:</strong> Média</li>
<li><strong>Adequado para apartamento:</strong> Sim</li>
<li><strong>Tendência para latir:</strong> Alta</li>
<li><strong>Tendência para queda de pelo:</strong> Baixa / Média</li>
<li><strong>Recomendado com crianças:</strong> Não com crianças pequenas</li>
<li><strong>Recomendado com outros animais:</strong> Sim</li>
<li><strong>Padrão / Estalão da raça:</strong> <a href="http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo5/spitzalemao.pdf" target="_blank">Padrão internacional em português</a> (CBKC-FCI) / <a href="http://www.akc.org/dog-breeds/pomeranian/" target="_blank">Versão americana em inglês</a> (AKC)</li>
</ul>

			</div></div>
<h2>Veja também:</h2>
<h3>Cães do mesmo grupo</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/chow-chow/">Chow Chow</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/husky-siberiano/">Husky Siberiano</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/akita-inu/">Akita Inu</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/spitz-alemao/">Spitz Alemão</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/samoieda/">Samoieda</a></li>
</ul>
<div class="clear"></div><div class="divider"></div>
<p><em>As fotografias presentes nesta página não representam necessariamente o exemplo ideal da raça.</em></p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/guia-racas-caes/lulu-da-pomerania/">Lulu da Pomerânia ou Spitz Alemão Anão</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Animais Criticamente em Perigo de Extinção – Parte 1: Introdução</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extincao-introducao/</link>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2017 17:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais em Extinção]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Selvagens]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=conservacao&#038;p=32680</guid>
		<description><![CDATA[<p>Saiba o que é uma espécie ameaçada, quantos animais estão em perigo de extinção, as principais ameaças, porque devemos tentar salvá-los e como o podemos fazer.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extincao-introducao/">Animais Criticamente em Perigo de Extinção – Parte 1: Introdução</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32726" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32726" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-01.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="400" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-01-280x181.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-01-410x265.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">O lobo-vermelho é um dos animais em maior perigo de extinção<br />Fotografia original: <a href="https://www.flickr.com/photos/kitkaphotogirl/16028015881" target="_blank" rel="nofollow">Christine Majul</a></p></div>
<p>Vamos aos números:</p>
<p>Estão registadas 24.307 espécies em perigo de extinção.</p>
<p>Entre essas espécies, 12.630 são animais, 11.643 são plantas e 34 são fungos.</p>
<p>Das mais de 12 mil espécies de animais ameaçadas, 2.696 estão no grau mais elevado de ameaça: <strong>estão criticamente em perigo de extinção</strong>. Por outras palavras, o seu desaparecimento pode estar iminente.</p>
<p>Estes números, atualizados em Dezembro de 2016, são provenientes da <a href="http://www.iucnredlist.org/" target="_blank">IUCN Red List</a>, a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), também conhecida simplesmente por Lista Vermelha.</p>
<p>Esta lista, criada em 1963, avalia e classifica o risco de extinção de milhares de espécies obedecendo a critérios rigorosos. Trata-se do sistema mais global, abrangente e compreensivo para determinar o estado de conservação de cada espécie.</p>
<p>A partir dos dados oficiais da Lista Vermelha, vamos dar-lhe a conhecer alguns dos animais com o risco mais elevado de extinção &#8212; os animais que estão classificados em perigo critico, o último passo antes da extinção na natureza.</p>
<p>Mas antes de lá chegarmos, vamos perceber melhor do que realmente estamos a falar, do que é que está a acontecer e qual é o nosso papel no meio de tudo isso.</p>
<h2>O que é uma espécie ameaçada?</h2>
<div id="attachment_32731" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32731" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-03.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="704" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-03.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-03-280x318.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-03-410x466.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">O tigre-siberiano é uma espécie-chave e uma espécie-guarda-chuva<br />Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>Uma espécie está ameaçada quando se considera que está em risco de extinção, ou seja, em risco de desaparecer do planeta.</p>
<p>Isso acontece quando a população dessa espécie se encontra em declínio acentuado e o número de indivíduos é considerado muito baixo.</p>
<p>Um habitat pequeno e frágil, baixa variabilidade genética, períodos de gestação longos e que resultam em poucos filhotes, entre diversos outros fatores de que falaremos mais à frente, podem aumentar o risco de extinção de uma espécie.</p>
<p>Quando uma espécie se encontra ameaçada, governos e organizações internacionais podem organizar ações para as tentar proteger. Legislação que proíba a caça e o comércio dos animais (ou partes destes), bem como a destruição dos seus habitats, é crucial para que algumas espécies tenham oportunidade de recuperar e <em>fintar</em> a extinção.</p>
<p>Existem essencialmente quatro tipos de espécies ameaçadas, que ajudam a tomar decisões quanto à sua conservação e a criar programas para o efeito:</p>
<ul>
<li><strong>Espécie-bandeira:</strong> As espécies que são escolhidas como embaixadoras, ícones ou símbolos de uma causa, geralmente a sua própria proteção e de todo o ecossistema onde vive. De forma a chamar a atenção das pessoas para a importância da conservação, são selecionados como espécie-bandeira os animais considerados mais carismáticos, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/tigre-grandes-felinos/">como os tigres</a> e os pandas, em vez de outros <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-feios-discriminados/">animais menos empáticos</a>.</li>
<li><strong>Espécie-chave:</strong> Também chamada espécie pedra-angular, tratam-se das espécies que desempenham um papel único e essencial no seu ecossistema. A extinção de uma espécie-chave pode causar uma perturbação tão grande que leve outras espécies do mesmo ecossistema também a extinguir-se, por efeito dominó. Por exemplo, o desaparecimento dos morcegos e dos insetos impediriam a polinização, o que resultaria num planeta sem flores, frutas, vegetais&#8230; e <a href="http://thescienceexplorer.com/nature/what-would-happen-if-all-earth-s-insects-vanished" target="_blank">sem vida dentro de 50 anos</a>.</li>
<li><strong>Espécie-indicadora:</strong> As espécies que, pela sua biologia, nos fornecem indicadores sobre o estado de um determinado ambiente ou habitat. Por exemplo, os corais são indicadores da temperatura e acidez da água (quando elevados <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#corais">sofrem de branqueamento</a>). As aves de rapina também são indicadoras da poluição no ambiente, como a presença de pesticidas, pois encontram-se no topo da cadeia alimentar e acumulam os poluentes presentes nos alimentos que ingerem.</li>
<li><strong>Espécie-guarda-chuva:</strong> São as espécies que, uma vez protegidas, permitem proteger simultaneamente muitas outras espécies, pois partilham das mesmas necessidades. Por exemplo, ao focar um programa de conservação numa espécie que requer um habitat extenso, está-se a proteger indiretamente todos os outros animais que necessitam desse mesmo habitat. O <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/tigre-grandes-felinos/#tigre-siberiano">tigre-siberiano</a> é simultaneamente uma espécie-chave e uma espécie-guarda-chuva, devido ao impacto ecológico que tem sobre animais como os veados e os javalis.</li>
</ul>
<h2>Quantos animais estão em perigo de extinção?</h2>
<div id="attachment_32729" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32729" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-02.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="383" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-02-280x173.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-02-410x253.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">O rinoceronte-negro está criticamente ameaçado<br />Fotografia: Wikimedia Commons</p></div>
<p>As espécies avaliadas pela Lista Vermelha são classificadas numa das seguintes categorias:</p>
<ol>
<li><strong>Pouco preocupante</strong> (<em>Least concern</em> em inglês, sigla LC): As espécies com risco mais pequeno de extinção e que deverão conseguir sobreviver a longo prazo sem intervenção humana. Encontram-se nesta categoria 34.108 espécies de animais.</li>
<li><strong>Quase ameaçada</strong> (<em>Near threatened</em>, NT): As espécies que ainda não são consideradas em risco de extinção, mas caminham nesse sentido, com uma diminuição da sua população e/ou do seu habitat. Contém 3.836 espécies de animais.</li>
<li><strong>Vulnerável</strong> (<em>Vulnerable</em>, VU): O primeiro de três graus de perigo de extinção, quando se verifica elevado declínio populacional e outras ameaças. São vulneráveis 5.856 espécies de animais.</li>
<li><strong>Em perigo</strong> (<em>Endangered</em>, EN): O segundo de três graus de perigo de extinção, contendo espécies em elevado perigo de se extinguirem num futuro próximo se não forem adotadas medidas de conservação. Estão em perigo 4.078 espécies de animais.</li>
<li><strong>Criticamente em perigo</strong> (<em>Critically endangered</em>, CR): O grau mais elevado de perigo de extinção. Estes animais já são muito raros e necessitam de medidas de conservação urgentes. Estão em perigo critico 2.696 espécies de animais.</li>
<li><strong>Extinta na natureza</strong> (<em>Extinct in the wild</em>, EW): As espécies em que, após extensiva investigação científica, não foi possível encontrar um único indivíduo na natureza, mas ainda existem em cativeiro. Estão extintas na natureza 33 espécies de animais.</li>
<li><strong>Extinta</strong> (<em>Extinct</em>, EX): Não há muito por dizer sobre esta categoria. Estas espécies já não existem, tendo em conta que o último exemplar das mesmas já morreu. São classificadas como extintas 744 espécies de animais.</li>
</ol>
<p>Todos os animais classificados nas categorias Vulnerável, Em perigo e Criticamente em perigo, são considerados em risco de extinção. Existe assim <strong>um total de 12.630 espécies de animais em risco de extinção</strong>.</p>
<p>Apesar dos números serem alarmantes, não contabilizam ainda mais de 10 mil espécies de animais marcadas como <em>Data deficient</em>, ou seja, espécies sobre as quais ainda não existem dados científicos que permitam classificar o seu estado de conservação.</p>
<p>Além destas, milhares de outras ainda não foram avaliadas &#8212; muitas das quais provavelmente não conhecemos e nunca chegaremos a conhecer. Como refere o World Resources Institute (WRI), &#8220;os cientistas têm um melhor conhecimento de quantas estrelas existem na galáxia do que quantas espécies existem na Terra&#8221;.</p>
<h2>Porque estão os animais em perigo?</h2>
<div id="attachment_32732" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32732" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-04.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="467" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-04.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-04-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-04-280x211.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-04-410x309.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">O Soldadinho-do-araripe está criticamente em perigo<br />Fotografia: Wikimedia Commons</p></div>
<p>Os animais enfrentam um conjunto de ameaças que colocam em causa a sua sobrevivência, tanto a curto como a longo prazo.</p>
<p>As principais ameaças são:</p>
<ul>
<li><strong>Perda e fragmentação do habitat:</strong> A população humana continua a crescer exponencialmente, requerendo cada vez mais espaço e recursos, que são retirados à natureza e consequentemente aos animais. Por exemplo, a destruição de florestas para a construção de habitações, estradas, indústrias, campos agrícolas e outros.</li>
<li><strong>Caça e tráfico:</strong> Uma grande quantidade de animais é vítima de caça furtiva e tráfico de espécies exóticas, o que leva ao declínio das suas populações e até mesmo à extinção, como <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/tigre-da-tasmania-nao-tinha-culpa/">aconteceu com o tigre-da-tasmânia</a>.</li>
<li><strong>Alterações climáticas</strong>: Subida do nível das águas, oceanos cada mais quentes e ácidos, secas cada vez mais longas, vagas de calor, falta de alimento e água doce, gelo polar a derreter, são apenas algumas das <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/">consequências das alterações climáticas</a> que põem em causa a sobrevivência dos animais.</li>
<li><strong>Poluição</strong>: Os animais (e o ambiente) são particularmente afetados pelos nossos resíduos plásticos, pesticidas ou metais pesados. Derrames de petróleo e poluição da água com químicos são particularmente perigosos para as espécies marinhas.</li>
<li><strong>Espécies invasoras</strong>: As espécies invasoras introduzidas pelos seres humanos (quer intencionalmente como acidentalmente) em diversos habitats têm efeitos devastadores nas espécies nativas.</li>
<li><strong>Doenças</strong>: Bactérias e vírus são por diversas vezes introduzidos acidentalmente num habitat por seres humanos e animais de estimação. Os animais desse habitat, se nunca tiverem sido expostos anteriormente a esses agentes, são severamente afetados. Por exemplo, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/ajuda-animal/salvar-gorilas/">cerca de 20% das mortes dos gorilas-das-montanhas</a> são causadas por doenças respiratórias de origem humana.</li>
</ul>
<p>Para além destas ameaças, alguns animais têm uma maior dificuldade em recuperar do que outros.</p>
<p>Por exemplo, quando uma espécie tem baixa variabilidade genética (diversidade de características dentro de uma espécie), a sua capacidade de se adaptar a novos ambientes é reduzida. Estes animais poderão ter mais dificuldades em lidar com grandes mudanças no seu habitat como as provocadas pelas alterações climáticas.</p>
<p>Animais com períodos de gestação longos e que resultam em poucos filhotes também têm dificuldades em recuperar os números das suas populações quando estão em perigo.</p>
<p>Por exemplo, os elefantes têm um período de gestação entre os 617 e os 645 dias (quase dois anos), ao fim dos quais nasce apenas um filhote (muito raramente nascem gémeos). Após darem à luz, aguardam cerca de 5 anos até terem um novo bebé.</p>
<h2>Porque motivos devemos tentar salvá-los?</h2>
<div id="attachment_32733" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32733" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-05.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="431" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-05.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-05-280x195.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-05-410x285.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">A tartaruga-de-pente também está criticamente ameaçada<br />Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/usfwssoutheast/5840602412" target="_blank" rel="nofollow">U.S. Fish and Wildlife Service Southeast Region</a></p></div>
<p>Um dos argumentos que surge com alguma frequência contra a conservação, é que a extinção de espécies se trata de um fenómeno natural. Pelo que não devemos intervir.</p>
<p>A extinção é efetivamente um fenómeno natural.</p>
<p>Ao <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-pre-historicos/evolucao-primeiros-animais-pre-historicos/">longo da história da vida na Terra</a>, incontáveis espécies se extinguiram e deram lugar a outras. Ocorreram pelo menos cinco grandes extinções, a mais famosa há 66 milhões de anos quando os dinossauros desapareceram. Por ordem cronológica:</p>
<ol>
<li><strong>450-440 milhões de anos:</strong> transição entre o período Ordoviciano e o período Siluriano, extinguiram-se entre 60% a 70% de todas as espécies;</li>
<li><strong>375-360 milhões de anos:</strong> entre os períodos Devoniano e Carbonífero, extinguiram-se 70% das espécies;</li>
<li><strong>251 milhões de anos:</strong> a maior de todas, entre os períodos Permiano e Triássico, extinguiram-se 90% a 96% das espécies;</li>
<li><strong>201 milhões de anos:</strong> entre os períodos Triássico e Jurássico, extinguiram-se 70% a 75% das espécies;</li>
<li><strong>66 milhões de anos:</strong> <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-pre-historicos/extincao-k-pg/">extinção dos dinossauros</a> na transição entre o período Cretáceo e Paleogeno, extinguiram-se 75% das espécies.</li>
</ol>
<p>Mas enquanto estas extinções ocorreram por fenómenos naturais, como um grande aumento do oxigénio, alterações de temperatura e do nível do mar, atividade vulcânica ou impacto de meteoros, hoje estamos a assistir a algo bastante diferente.</p>
<div id="attachment_32713" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32713" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-01.jpg" alt="Sexta grande extinção, provocada pelo ser humano" width="620" height="489" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-01-280x221.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-01-410x323.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Extinções de animais vertebrados nos últimos 500 anos<br />Crédito: G. Ceballos et al. (2015) Scientific Advances.</p></div>
<p>Aquela que já é chamada de sexta grande extinção, está a ser provocada pelo aparecimento de uma única espécie há cerca de 200 mil anos atrás: <em>Homo sapiens</em>.</p>
<p>Pela primeira vez, surge no planeta um predador que se encontra no topo da cadeia alimentar, tanto em terra como na água, e que se apodera da maioria dos recursos naturais para se sustentar e desenvolver.</p>
<p>As consequências desse domínio sobre as outras espécies, já descritas em cima, incluem a destruição de habitat, caça, alterações climáticas, contaminação com doenças, entre outros.</p>
<p>Apesar da nossa atividade já estar a contribuir para a extinção de espécies <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/humanos-extinguem-animais-ha-40-mil-anos/">há milhares de anos</a>, tem sido em particular <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extintos-ultimos-400-anos/">nos últimos séculos</a> que mais espécies desapareceram <em>às nossas mãos</em>.</p>
<p>Animais como o <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extintos-ultimos-400-anos/#dodo">dodo</a>, a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extintos-ultimos-400-anos/#raposa-das-falkland">raposa-das-falkland</a>, a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extintos-ultimos-400-anos/#quagga">quagga</a>, o <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extintos-ultimos-400-anos/#tigre-da-tasmania">tigre-da-tasmânia</a> e muitos animais que <a href="https://www.mundodosanimais.pt/anfibios/o-animal-mais-solitario-do-mundo/">não aparecem nas notícias</a>, são apenas alguns desses exemplos.</p>
<p>E como poderá ver nos próximos artigos desta série, animais atuais como o rinoceronte-negro, o orangotango-de-sumatra, a vaquita, o pangolim-chinês, o kakapo, o tubarão-anjo, a tartaruga-de-pente ou a salamandra-gigante-da-china estão a seguir rapidamente o mesmo caminho.</p>
<p>Tigres, baleias, golfinhos, chimpanzés, pinguins, leopardos, tartarugas e gorilas também se encontram em perigo e podem juntar-se aos criticamente ameaçados num futuro próximo. Já imaginou um futuro sem estes animais?</p>
<p>Mas se a nossa responsabilidade na extinção destas espécies não for motivo suficiente para as querer salvar, até podemos entrar em motivos egoístas, uma vez que a extinção de espécies afeta diretamente os seres humanos.</p>
<p>Por exemplo, e como referimos antes, sem insetos não há polinização e sem polinização não há vida. Não há <em>nós</em>.</p>
<p>Gerardo Ceballos, investigador na National Autonomous University of Mexico e <a href="http://advances.sciencemag.org/content/1/5/e1400253" target="_blank">autor de um estudo</a> sobre a sexta extinção em massa, onde é estimado que se estejam a extinguir atualmente 100 vezes mais espécies que o <em>normal</em>, <a href="http://edition.cnn.com/2015/06/20/world/mass-extinction-animals/" target="_blank">é perentório</a>:</p>
<blockquote><p>As pessoas julgam que nada de mal vai acontecer por se perderem espécies, porque os cientistas não conseguem prever exatamente quantas precisam de ser extintas para que o mundo colapse. O problema é que o nosso meio ambiente é como um muro de tijolos. Ele vai-se manter de pé se você retirar alguns tijolos, mas eventualmente há um tijolo que o vai derrubar.</p></blockquote>
<p>Portanto, talvez existam fortes motivos para tentar reverter a situação atual e salvar todas as espécies possíveis da extinção. Ainda não é tarde demais, desde que se atue.</p>
<p>Os seres humanos têm de deixar de se ver como um ser <em>especial</em>, separado do resto da natureza. As perturbações nos ecossistemas, no clima e no mundo, afetam-nos tal como afetam os outros seres vivos. Afinal, o planeta é o mesmo e só temos este.</p>
<h2>Como ajudar os animais em extinção?</h2>
<div id="attachment_32734" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32734" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-06.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-06.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-06-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-06-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-06-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">O indri, maior lémure do mundo, está criticamente em perigo<br />Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/kookr/8358883993" target="_blank" rel="nofollow">David Cook</a></p></div>
<p>Apesar de existirem programas específicos para a proteção de determinadas espécies, que podemos apoiar, existem igualmente ações que podemos adotar no dia a dia e que fazem a diferença em termos globais.</p>
<p>No nosso <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/">artigo sobre alterações climáticas</a>, falamos sobre diversas formas de <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#como-ajudar">como ajudar</a>. Sendo as alterações climáticas uma das principais ameaças que os animais enfrentam, possivelmente até a maior ameaça que têm pela frente a longo prazo, todas essas dicas ajudam os animais em extinção, pelo que são um bom ponto de partida. Leia-as (ou releia-as) <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#como-ajudar">nesta ligação</a>.</p>
<p>Outras formas de ajudar incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Conhecer a fauna local:</strong> Informe-se sobre as espécies que vivem perto de si e quais se encontram ameaçadas. A melhor forma de proteger as espécies ameaçadas é protegendo o local onde vivem &#8212; contribua para essa proteção.</li>
<li><strong>Apoio e voluntariado:</strong> Apoie com a sua visita e/ou voluntariado os centros de recuperação de vida selvagem, refúgios e parques naturais, onde inúmeras espécies encontram um lugar seguro para viver.</li>
<li><strong>Responsabilidade pelos seus animais:</strong> Mantenha os seus animais de estimação dentro de casa, em particular gatos, para evitar ataques em animais selvagens (como pássaros e roedores). Ao fazê-lo, está também a proteger os seus animais de acidentes e contaminação com doenças.</li>
<li><strong>Evitar o uso de poluentes:</strong> Químicos presentes em herbicidas e pesticidas levam um longo tempo para se degradar e afetam animais particularmente sensíveis como os anfíbios. Além disso, integram-se na cadeia alimentar quando animais predadores se alimentam de animais envenenados, ameaçando diversas espécies.</li>
<li><strong>Evitar a compra de produtos feitos a partir de animais ameaçados:</strong> Apesar da legislação estar cada vez mais apertada em relação ao comércio de animais (ou partes destes) ameaçados, continuam a ser encontrados produtos à venda. Se for de férias para um país onde estes produtos são vendidos, evite comprá-los. Entre eles estão o marfim, carapaças de tartaruga, corais, produtos medicinais tradicionais feitos a partir de rinoceronte, tigres ou ursos, produtos com pele ou pêlo de tigres, ursos-polares, lontras-marinhas, crocodilos, entre outros.</li>
<li><strong>Evite comprar um animal selvagem maltratado mesmo que a sua intenção seja salvá-lo:</strong> o dinheiro com que o compra servirá para os traficantes capturarem mais animais na natureza e continuarem a vendê-los, prolongando o ciclo <em>ad infinitum</em>.</li>
</ul>
<h2>Continua&#8230;</h2>
<div id="attachment_32735" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32735" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-07.jpg" alt="Introdução aos animais em extinção" width="620" height="415" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-07.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-07-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/animais-extincao-introducao-07-410x274.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">A rã-do-titicaca está em perigo critico de extinção<br />Fotografia: via Pinterest</p></div>
<p>Esta é a <strong>primeira parte de uma série de artigos</strong> que vamos publicar sobre os animais em maior risco de extinção.</p>
<p>Neste artigo, fizemos uma introdução aos animais em extinção e respondemos a algumas das perguntas mais frequentes: o que é uma espécie ameaçada, quantos animais estão em perigo, as principais ameaças que os afetam, porque os devemos tentar salvar e como o podemos fazer.</p>
<p>Explicamos conceitos importantes como o que é uma espécie-chave, uma espécie-bandeira ou uma espécie-guarda-chuva, demos-lhe a conhecer as categorias pelas quais se classifica o grau de perigo de extinção de cada animal e detalhamos as consequências que o impacto humano tem na vida selvagem e respetivos habitats.</p>
<p>Ao longo das próximas semanas, vamos dar-lhe a conhecer alguns dos animais mais raros do mundo, as espécies criticamente ameaçadas e cuja existência está no limite. O próximo artigo será sobre os mamíferos, aos quais se seguirão as aves, os peixes, os répteis, os anfíbios e os invertebrados.</p>
<p>Sobre cada um destes animais, vamos procurar fornecer-lhe todas as informações relevantes: não apenas os motivos que estão os estão a conduzir à extinção, mas também os projetos e as organizações que estão a tentar salvá-los e o que você poderá fazer para ajudar.</p>
<p>Fique atento ás nossas próximas publicações e <a href="https://www.mundodosanimais.pt/assinar/">assine a nossa Newsletter</a>, para não perder nenhum artigo.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-extincao-introducao/">Animais Criticamente em Perigo de Extinção – Parte 1: Introdução</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>As Principais Doenças em Cães</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/</link>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 20:46:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Sara Bastos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais de Estimação]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Cães]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Treino e Manutenção de Cães]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=caes&#038;p=32570</guid>
		<description><![CDATA[<p>Conheça as doenças mais comuns que podem afetar o seu cão, as causas, sintomas, tratamentos e melhores métodos de prevenção.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/">As Principais Doenças em Cães</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32652" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32652" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/caes/doencas-caes-01.jpg" alt="Conheça as doenças mais comuns nos cães" width="620" height="400" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/caes/doencas-caes-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/caes/doencas-caes-01-280x181.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/caes/doencas-caes-01-410x265.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia original: Domínio Público</p></div>
<p><em><strong>Nota do editor:</strong> Este artigo foi originalmente publicado em Janeiro de 2013, sendo totalmente reescrito e atualizado em Fevereiro de 2017.</em></p>
<div class="one_third">Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/alimentos-perigosos-caes-gatos/">Alimentos Perigosos Para Cães e Gatos</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/eliminar-pulgas-caes-gatos/">Como Eliminar Pulgas em Cães e Gatos</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/animais-dadores-de-sangue/">Cães e Gatos Dadores de Sangue</a></li>
</ul>
</div>
<p>Existem algumas doenças que afetam particularmente os cães. Como responsáveis pela sua saúde e bem-estar, convém estarmos a par destes problemas de saúde, atentos aos sintomas e alterações de comportamento, bem como às principais medidas de prevenção &#8212; melhor do que curar uma doença, é nunca chegar a tê-la. E infelizmente há doenças sem cura.</p>
<p>Neste artigo, vamos fazer uma breve apresentação das doenças mais comuns em cães, para que conheça melhor cada uma, o que as causam, os sintomas, os tratamentos e a indispensável prevenção.</p>
<p>Recordamos que <strong>deve consultar sempre o seu veterinário assistente</strong> caso note que o seu cão apresenta algum destes (ou outros) sintomas, bem como para esclarecer qualquer dúvida acerca da saúde do seu animal de estimação.</p>
<p>A deteção precoce de determinadas doenças pode ser fundamental para um tratamento eficaz. Além disso, várias destas doenças podem ser <a title="Protocolo de vacinação de cães e gatos" href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/protocolo-de-vacinacao/">prevenidas através de vacinação</a> adequada, pelo que o acompanhamento regular com o veterinário é indispensável para manter o seu animal com boa saúde.</p>
<p><strong>Conteúdos:</strong></p>
<div class="one_half">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#leishmaniose">Leishmaniose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#cinomose">Cinomose / Esgana</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#sarna">Sarna</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#leptospirose">Leptospirose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#giardiase">Giardíase</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#cistite">Cistite</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#obesidade">Obesidade</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#diabetes">Diabetes</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#otite">Otite</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#parvovirose">Parvovirose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#displasia">Displasia da anca</a></li>
</ul>
</div>
<div class="one_half last">
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#raiva">Raiva</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#coronavirose">Coronavirose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#dermatofitose">Dermatofitose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#berne">Berne</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#dirofilariose">Dirofilariose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#doenca-renal">Insuficiência renal</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#tosse-canis">Tosse dos canis</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#hepatite">Hepatite infecciosa canina</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#babesiose">Babesiose / Piroplasmose</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/#doenca-lyme">Doença de Lyme</a></li>
</ul>
</div><div class="clear"></div>
<span id="leishmaniose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Leishmaniose</h2>
<p>A leishmaniose canina, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita do género <em>Leishmania</em>, transmitido aos cães através da picada de mosquitos. Este parasita infiltra-se na medula óssea e em órgãos como o baço, o fígado e a pele.</p>
<p>Após o cão ser infetado, o período de incubação pode variar de apenas um mês até dois anos. Os primeiros sintomas verificam-se na pele, através da perda de pelo, descamação da pele e aparecimento de úlceras.</p>
<p>À medida que a doença evolui, o cão pode sofrer de emagrecimento, vómitos, perda de apetite, atrofia muscular, anemia, hemorragias nasais e alterações nos órgãos internos, em particular no fígado e nos rins.</p>
<p>Infelizmente a leishmaniose é uma doença de carácter crónico e os tratamentos disponíveis nem sempre são eficazes. É necessário haver um controlo veterinário permanente e um continuo ajuste dos tratamentos, de forma a proporcionar ao animal a melhor qualidade de vida possível.</p>
<p>A melhor forma de prevenir a leishmaniose é através do uso regular de coleiras, pulverizadores e pipetas inseticidas que impedem a picada dos mosquitos. Alguns produtos utilizados <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/eliminar-pulgas-caes-gatos/">na eliminação das pulgas</a> também protegem contra estes mosquitos.</p>
<p>É de evitar passeios em zonas húmidas, próximas de charcos e lagos, em especial ao amanhecer e ao entardecer, pois são os períodos em que os insetos estão mais ativos.</p>
<p>Em Portugal já existe uma vacina contra a leishmaniose, pelo que se deve aconselhar junto do seu médico veterinário.</p>
<p>Note ainda que a leishmaniose não é uma doença exclusiva dos cães, e pode ser transmitida a humanos através das picadas dos mesmos insetos. Geralmente uma pessoa com um sistema imunitário normal corre um risco pequeno de contrair a doença, sendo necessário um maior cuidado com imunodeprimidos. No caso da leishmaniose humana, as perspetivas de cura são muito boas, acima dos 95%.<br />
<span id="cinomose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Cinomose / Esgana</h2>
<p>A cinomose, também conhecida como <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/esgana/">esgana ou doença de Carré</a>, é uma doença provocada pelo vírus CDV (Canine Distemper Vírus) e uma das mais graves doenças infeciosas que podem afetar os cães &#8212; apenas a raiva possui uma taxa de mortalidade superior.</p>
<p>Os cães mais suscetíveis a serem infetados são os mais jovens (até um ano de vida) e adultos que por algum motivo não tenham sido vacinados, ou sejam imunodeprimidos.</p>
<p>O vírus da cinomose é capaz de afetar todo o organismo do animal, em especial os pulmões, o trato intestinal e o sistema nervoso. Os primeiros sintomas costumam ser respiratórios, com o aparecimento de secreções nasais purulentas, dificuldade em respirar e até pneumonias. Nos olhos, também aparecem secreções purulentas, as conhecidas remelas, em quantidade excessiva.</p>
<p>Outros sintomas incluem perda de apetite, vómitos, diarreia, febre e nos casos mais graves, alterações no sistema nervoso, como convulsões, ataques epiléticos, fraqueza dos membros, paralisias e perda de coordenação.</p>
<p>A cinomose é particularmente grave se o cão já tiver um sistema imunológico debilitado, pois além da disseminação do vírus ser mais rápida, o animal pode sofrer simultaneamente de infeções secundárias, causadas por bactérias oportunistas que aproveitam a incapacidade do organismo em se defender.</p>
<p>Infelizmente, tal como na leishmaniose, a cinomose não tem cura. Os tratamentos disponíveis visam o controle dos sintomas e o combate a infeções secundárias, para que o animal possa ter alguma qualidade de vida.</p>
<p>A prevenção da cinomose é conseguida através da vacinação. Sendo uma doença altamente contagiosa entre cães, recomenda-se que os cães mais jovens não sejam levados a passear na rua até que tomem a respetiva vacinação.<br />
<span id="sarna" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Sarna</h2>
<p>A sarna é uma doença provocada por ácaros nocivos, que danificam de diferentes formas a pele dos cães.</p>
<p>Existem três tipos de sarna, cada um provocado por um determinado tipo de ácaros, cada um deles com as suas características e diferentes formas de atacar os animais.</p>
<p>É muito importante que não se aplique medicação por iniciativa própria, uma vez que cada tipo de sarna tem o seu modo de atuação e o seu respetivo tratamento. Deve ser sempre o veterinário a fazer o diagnóstico e então recomendar o tratamento mais adequado.</p>
<p>Conheça melhor cada tipo de sarna:</p>
<h3>1. Sarna sarcóptica ou escabiose</h3>
<p>Este tipo de sarna é causada pelo ácaro da espécie <em>Sarcoptes scabiei</em>. Estes ácaros provocam grande comichão nos cães, que ao tentarem aliviar-se coçam-se, lambem-se e até se mordem.</p>
<p>Altamente contagiosa, transmite-se por contacto direto para com outros cães, mas também para gatos (onde se denomina sarna notoédrica), ratos ou seres humanos.</p>
<p>É possível identificar um animal infetado através da pele avermelhada, queda de pelo, crostas, escoriações e borbulhas.</p>
<p>O tratamento desta sarna é geralmente tópico (medicação aplicada localmente) e inclui banhos com produtos especiais. Em certos casos pode ser necessária medicação oral ou mesmo injetável.</p>
<p>Tanto o cão como os seus pertences (cama, mantas, brinquedos, etc) devem ser isolados de outros animais até ao tratamento estar completo. Os pertences devem ser agressivamente higienizados, para que os ácaros não voltem a infecionar o animal.</p>
<h3>2. Sarna otodécica</h3>
<p>Este tipo de sarna é também conhecida como sarna de ouvido, pois é essa a região do corpo do animal que afeta. O agente responsável é o ácaro <em>Otodectes cynotis</em>.</p>
<p>Os cães ficam com grande comichão nas orelhas, e podem provocar feridas devido à intensidade com que se coçam. Pode também surgir uma acumulação exagerada de cera dentro do ouvido do cão, que por sua vez pode evoluir para um quadro de otite.</p>
<p>O tratamento geralmente consiste em medicação aplicada nos ouvidos em forma de gotas e em banhos especiais.</p>
<p>A sarna otodécica é transmissível entre cães e gatos, pelo que os animais infetados devem ser mantidos em isolamento.</p>
<h3>3. Sarna demodécica</h3>
<p>A sarna demodécica, conhecida popularmente como sarna negra, é causada pelo ácaro <em>Demodex canis</em>.</p>
<p>Este tipo de sarna é bastante diferente das anteriores. Ao contrário dos outros ácaros, este ácaro já vive habitualmente na pele dos cães e é inofensivo em cães saudáveis. Porém, existem cães com predisposição genética a ser afetados por estes ácaros, através de problemas imunológicos.</p>
<p>Quando o sistema imunológico do animal não funciona corretamente, estes ácaros começam a reproduzir-se descontroladamente e tornam-se então nocivos.</p>
<p>Ou seja, esta sarna não é uma doença contagiosa, porque o ácaro já se encontra em todos os cães, e só são afetados os que tiverem os tais problemas de imunidade.</p>
<p>A sarna negra não provoca comichão, como os outros tipos de sarna, mas sim ferimentos que se podem tornar graves, com secreções e odor intenso. A situação fica mais complicada se uma infeção secundária se aproveitar da situação do animal. Por exemplo, a bactéria <em>Staphylococcus aureus</em> é oportunista e quando encontra feridas abertas, coloniza-as e eventualmente infecta-as.</p>
<p>Como esta sarna parte de predisposição genética, é aconselhado a que o animal infetado nunca se reproduza, evitando assim a propagação da doença geneticamente para os seus filhotes.</p>
<p>Este tipo de sarna não tem cura, embora existam tratamentos para a manter controlável, que incluem medicação tópica e banhos.<br />
<span id="leptospirose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Leptospirose</h2>
<p>A leptospirose é uma doença provocada por bactérias do género <em>Leptospira</em>, que afeta diversos mamíferos incluindo seres humanos.</p>
<p>A bactéria desenvolve-se nos rins do animal infetado. Quando este urina, a bactéria é libertada viva para o ambiente, onde consegue sobreviver por vários meses caso encontre as condições ideais: épocas chuvosas e águas paradas. A chuva arrasta a urina até fontes de águas paradas, que ficam assim infetadas.</p>
<p>Um cão pode apanhar leptospirose apenas por cheirar a urina de um animal infetado, aumentando as hipóteses de contaminação se beber ou brincar em água contaminada. A bactéria também consegue entrar no organismo através de feridas abertas, ou através da simples mordida num alimento que tenha estado em contacto com a bactéria.</p>
<p>Cerca de 4 a 11 dias após a contaminação, começam a surgir os primeiros sintomas no cão. À medida que a bactéria vai invadindo os diversos órgãos do organismo, começa por surgir a febre, perda de apetite, letargia, hemorragias e hematomas (manchas vermelhas ou roxas na pele).</p>
<p>A pigmentação da pele é afetada, podendo surgir uma coloração amarelada e icterícia. Num estágio mais avançado, podem aparecer úlceras na boca e na língua, vómitos e diarreia.</p>
<p>Sendo uma doença bacteriana, a leptospirose é tratada com antibióticos. Nos casos mais graves, sobretudo quando já se verifica disfunção hepática ou insuficiência renal, são necessários outros tipos de tratamento de suporte.</p>
<p>A prevenção desta doença consegue-se através de uma cuidada limpeza dos jardins e/ou quintais que a casa possua, bem como a certificação de que não existem roedores por perto, pois são um dos principais transmissores da leptospirose através da urina. Deve-se também limitar o acesso do cão a áreas de maior risco, como água parada, potencialmente contaminada.<br />
<span id="giardiase" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Giardíase</h2>
<p>A <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/giardia-caes/">giardíase</a> é uma doença causada por parasitas do género <em>Giardia</em>, que invadem o sistema digestivo do animal e se alimentam dos nutrientes que este ingere. A giardíase também afeta gatos e seres humanos.</p>
<p>A transmissão deste parasita é feita através de cistos, que chegam ao meio ambiente através das fezes de outros animais previamente infetados. Mesmo após a remoção das fezes, os cistos são capazes de sobreviver durante meses.</p>
<p>Para o cão ser infetado, basta pisar os cistos na rua e posteriormente ingeri-los ao lamber as patas. A ingestão de água ou alimentos contaminados também dá origem à infeção. Uma vez dentro do organismo, os cistos desenvolvem-se nos parasitas adultos.</p>
<p>Como a <em>Giardia</em> absorve os nutrientes da alimentação do animal, o cão começa a perder peso e a desidratar, aos quais são associados sintomas como as dores abdominais, a diarreia e os vómitos, que ainda enfraquecem mais o animal.</p>
<p>O tratamento da giardíase é feito com medicamentos anti-parasitários que eliminam com sucesso o parasita do organismo.</p>
<p>Para prevenir a contaminação da <em>Giardia</em>, recomendam-se as técnicas de higiene normais de prevenção de doenças, tais como a correta higienização das mãos e dos alimentos antes das refeições, bem como a limpeza frequente de todos os espaços onde possa existir transmissão fecal-oral. Existe vacinação contra a <em>Giardia</em>.<br />
<span id="cistite" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Cistite</h2>
<p>A cistite é uma doença causada por bactérias, que afetam o trato urinário dos cães, em particular a bexiga. Por esse motivo é frequentemente chamada apenas de infeção urinária.</p>
<p>Os cães mais vulneráveis são os idosos, fêmeas adultas após o cio e animais que tenham o seu sistema imunológico comprometido. A infeção urinária pode desenvolver-se através do simples contacto do animal com o solo (infetado) quando está a urinar.</p>
<p>Também pode ocorrer cistite na forma de inflamação e não infeção. Doenças como a diabetes, tumores, cálculos renais ou fungos podem estar na sua origem, assim como certos medicamentos que o animal esteja a tomar e até produtos químicos colocados no ambiente.</p>
<p>Um cão com cistite geralmente começa a urinar com maior frequência, e a sua urina é acompanhada de um odor forte, que pode também conter sangue. O ato de urinar começa a tornar-se desconfortável para o animal, porque lhe causa dores, o que será bastante percetível ao dono.</p>
<p>Pode também ocorrer febre, fraqueza, falta de apetite e o animal adotar um comportamento mais abatido devido ao desconforto.</p>
<p>O tratamento da cistite, sendo uma doença bacteriana, costuma ser feito através de antibióticos. Outras doenças que possam estar na origem da cistite, como tumores ou cálculos renais, naturalmente necessitam de outro tipo de tratamentos.<br />
<span id="obesidade" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Obesidade</h2>
<p>Obesidade é algo que todos nós sabemos o que significa. É uma das maiores preocupações da sociedade moderna ao nível da saúde, geralmente resultado de alimentação e estilos de vida desadequados, embora também possa ser provocada por outras doenças (como hipotiroidismo).</p>
<p>A obesidade, ou excesso de peso, ocorre quando a energia consumida através dos alimentos é superior às necessidades do organismo. Os donos devem controlar a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/alimentacao-do-cao/">alimentação dos seus animais</a>, consoante aquilo que estes necessitam. Por exemplo, um cão com muita atividade física necessita de mais energia do que um cão que faz pouco exercício.</p>
<p>Geralmente deteta-se a obesidade <a href="http://www.royalcanin.pt/o-seu-cao/principais-patologias/obesidade" target="_blank">através da silhueta</a> do animal:</p>
<ul>
<li><strong>Peso ideal:</strong> costelas palpáveis mas não visíveis;</li>
<li><strong>Excesso de peso:</strong> costelas dificilmente palpáveis;</li>
<li><strong>Obesidade:</strong> costelas não palpáveis.</li>
</ul>
<p>Infelizmente a obesidade está longe de ser um <em>problema estético</em>, daí a necessidade de ser tratada logo a partir dos primeiros sinais. O excesso de peso pode provocar problemas cardiorrespiratórios, artrite, rotura de ligamentos, diabetes (e consequente cegueira) e diminui a esperança de vida do cão.</p>
<p>Para tratar a obesidade canina, devem ter-se em conta dois grandes fatores: em primeiro lugar, o ajuste da alimentação, e em segundo, uma alteração dos hábitos diários.</p>
<p>Em termos de alimentação, existem rações especificamente formuladas para a perda de peso. O médico veterinário recomendará a ração mais ajustada e indicará as dosagens corretas, que devem ser rigorosamente respeitadas pelo dono.</p>
<p>Quanto aos hábitos diários, deve introduzir-se mais atividade física que permita gastar mais energia. Por exemplo, passeios mais prolongados, jogos e brincadeiras, além de permitirem gastar calorias, ainda estimulam a relação dono-animal.</p>
<p>Mesmo seguindo um programa de perda de peso à risca, os efeitos não são imediatos, tal como acontece connosco. São necessários vários meses até que o cão volte ao seu peso ideal.<br />
<span id="diabetes" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Diabetes</h2>
<p>A diabetes mellitus é uma doença comum em cães, que ocorre quando o organismo do cão não consegue produzir uma quantidade suficiente de insulina (uma hormona produzida pelo pâncreas), ou não a consegue processar corretamente.</p>
<p>Sem a insulina, a glucose (um tipo de açúcar) que é absorvida no aparelho digestivo quando o animal se alimenta, não consegue entrar para o interior das células do organismo para ser utilizada como fonte de energia, como é suposto.</p>
<p>Em vez disso, a glucose começa a acumular-se na corrente sanguínea. Quando os níveis de açúcar no sangue são muito elevados, ocorre um fenómeno chamado cetoacidose diabética, que leva o animal a ter vómitos, grande fraqueza e uma letargia grave. A cetoacidose é uma emergência médica e deve ser tratada o mais rápido possível.</p>
<p>Um cão com diabetes parece ter sempre fome, e ao mesmo tempo pode apresentar sinais de desnutrição, pois a glucose não consegue ser absorvida pelas células. Pode também ter mais sede e urinar mais. Alguns cães com diabetes podem tornar-se obesos e começarem a cegar devido a cataratas.</p>
<p>A diabetes é uma doença que não tem cura, mas pode ser perfeitamente controlada através da administração de insulina, uma dieta alimentar apropriada e algum exercício físico.</p>
<p>A quantidade de insulina necessária varia consoante o estilo de vida do cão, pelo que quando se atinge a dose ideal de insulina, o cão deve manter quer a atividade diária (exercício), quer a sua alimentação, em dosagens muito regulares e repetidas dia após dia.</p>
<p>É um tratamento para toda a vida, pelo que exige compromisso por parte dos donos.<br />
<span id="otite" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Otite</h2>
<p>A otite canina é uma inflamação do conduto auditivo, que se torna bastante desconfortável para o animal.</p>
<p>Geralmente é fácil de identificar quando um cão está com otite, precisamente pelos sinais de desconforto que este apresenta. O animal começa a coçar demasiado as orelhas e a sacudir a cabeça com frequência, chegando a gemer quando o faz.</p>
<p>O ouvido começa a apresentar uma quantidade excessiva de cera e também um odor intenso. As dores, por vezes intensas, afetam o comportamento habitual do cão, que pode perder o apetite e começar a andar com a cabeça inclinada para um dos lados.</p>
<p>Caso a otite seja apenas inflamatória, a aplicação de medicamentos e limpeza no ouvido pode ser suficiente para tratar o problema. Se já tiver evoluído para uma otite bacteriana, ou seja, com infeção, é necessária a utilização de antibiótico.</p>
<p>Para prevenir o aparecimento de otites, deve-se manter os ouvidos do cão limpos, por exemplo com uma limpeza semanal. Tendo em conta que as bactérias e os fungos se desenvolvem melhor em ambientes húmidos, deve-se também proteger o cão durante o banho. A utilização de tampões em algodão durante o banho e enxugar bem as orelhas para não ficarem molhadas são excelentes medidas preventivas.<br />
<span id="parvovirose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Parvovirose</h2>
<p>A parvovirose é uma doença provocada por um vírus da família <em>Parvoviridae</em>, de atuação muito rápida e aguda especialmente perigosa para os cães mais jovens. É uma doença conhecida há relativamente pouco tempo, com os primeiros casos a terem sido reportados na Austrália em 1978.</p>
<p>Geralmente os cães contraem esta doença através do solo contaminado. Como o vírus se desenvolve no trato intestinal dos cães infetados, é libertado em grandes quantidades nas fezes, que por sua vez vão para os solos. Trata-se de um vírus muito resistente, capaz de sobreviver durante meses no solo até infetar o próximo animal.</p>
<p>Cerca de 4 a 14 dias após a infeção, o animal começa a ter febre e a perder o apetite. Um ou dois dias depois, chegam os vómitos e a diarreia, que contém progressivamente mais sangue de cada vez que o animal defeca. Os sintomas progridem muito rapidamente e a taxa de mortalidade é elevada.</p>
<p>O tratamento da parvovirose é sintomático, uma vez que não existe nenhum medicamento capaz de combater diretamente o vírus. A desidratação que a diarreia provoca é tratada com fluídos intravenosos (soro) e medicação adicional para diminuir os vómitos.</p>
<p>Uma vez que o vírus enfraquece a barreira intestinal, as bactérias normais do intestino começam a passar para a corrente sanguínea, o que pode provocar septicemia, que tem de ser tratada com antibióticos.</p>
<p>O sucesso no combate à parvovirose depende essencialmente do sistema imunitário do cão. Por esse motivo os cães mais jovens, com um sistema imunitário mais frágil, são as principais vítimas deste vírus.</p>
<p>A principal forma de prevenir esta doença é através da vacinação. Para proteger os filhotes durante os primeiros meses, geralmente é feito um reforço de vacinação ás cadelas grávidas. Recomenda-se que os cães não sejam levados a passear ou colocados em ambientes propícios de ser contaminados, até serem devidamente vacinados.<br />
<span id="displasia" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Displasia da anca</h2>
<p>A displasia da anca, ou displasia coxofemoral, é a doença ortopédica hereditária mais comum nos cães.</p>
<p>Trata-se de uma má formação na articulação coxofemoral, ou seja, o local onde a pata traseira se encaixa na cintura pélvica, o que leva o animal a sentir dificuldades em caminhar, a começar a coxear e a sentir dores quando se desloca. O cão começa a evitar situações rotineiras como subir escadas, saltar, correr ou sequer levantar-se.</p>
<p>Em casos mais graves, o cão pode começar a tentar deslocar-se sem mover as patas traseiras, arrastando-se, levando a uma desproporção no desenvolvimento dos seus músculos, que ficarão mais desenvolvidos nas patas dianteiras e mais atrofiados nas patas traseiras.</p>
<p>Os primeiros sinais da displasia costumam surgir nos cães ainda jovens, entre os quatro e os sete meses de idade. São mais suscetíveis os cães de crescimento muito rápido, que ganham rapidamente peso e as raças de porte grande e gigante.</p>
<p>O tratamento da displasia da anca geralmente é mais agressivo nos cães jovens, para evitar complicações no futuro, e pode incluir cirurgia. Em cães que já ultrapassaram a fase de crescimento é procurado o tratamento que dê melhor conforto ao animal, o que pode incluir medicação para aliviar as dores (analgésicos), anti-inflamatórios e exercícios de fisioterapia. O tratamento pode incluir cirurgia para colocação de uma prótese.</p>
<p>Sendo uma doença hereditária, os cães que sofrem de displasia coxofemoral não devem ser reproduzidos, para não passar o problema aos seus filhotes.<br />
<span id="raiva" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Raiva</h2>
<p>A raiva é uma das doenças mais conhecidas e temidas pelas pessoas, que atinge não apenas os cães como todos os mamíferos, particularmente raposas, furões, coiotes, guaxinins, morcegos, doninhas e seres humanos.</p>
<p>Apesar de ser uma doença erradicada em vários países, é incurável e tem um prognóstico muito grave, que na esmagadora maioria dos casos se revela fatal. Aliás, é a doença com a mais elevada taxa de mortalidade nos cães.</p>
<p>A raiva é uma doença provocada por um vírus da família Rhabdoviridae, que atinge o sistema nervoso. O principal método de transmissão é através da saliva, pelo que um animal pode ser infetado através de uma mordedura, arranhão ou lambidela.</p>
<p>Afetando o sistema nervoso, a raiva provoca uma alteração profunda no comportamento do animal. Os cães ficam extremamente agitados, com espasmos intensos nos músculos, não respondem aos donos e procuram locais escuros e escondidos para ficar.</p>
<p>Em poucos dias, evolui para um quadro de agressividade, com muita salivação, o animal deixa de comer e de beber, até chegar a um estado paralisia que leva o animal à morte.</p>
<p>Em alguns casos, os cães não ficam agitados mas sim depressivos e sonolentos (a chamada raiva muda).</p>
<p>A prevenção da raiva é feita através do programa de vacinação, tanto nos animais como em humanos.</p>
<p>Em vários países a raiva está erradicada graças ao controlo sistemático das entradas dos animais, que passa por uma eventual quarentena na altura de entrada no país e também pela exibição de atestados de saúde e vacinação. Em Portugal, apesar de estar erradicada desde 1960, uma mulher <a href="https://www.publico.pt/portugal/jornal/portugal-registou-caso-mortal-de-raiva-no-ano-passado-24288183" target="_blank">morreu com raiva em 2011</a>.<br />
<span id="coronavirose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Coronavirose</h2>
<p>Tal como o nome indica, trata-se de uma doença provocada por um vírus do género <em>Coronavirus</em>. Este vírus, altamente contagioso, desenvolve-se no interior do intestino dos cães e transmite-se assim através de fezes infetadas. É também conhecida como Gastroenterite Contagiosa dos Cães.</p>
<p>A infeção provocada por <em>Coronavirus</em> não é considerada grave, e geralmente provoca apenas vómitos e diarreia durante alguns dias até ao animal recuperar, sem necessidade de tomar medicação.</p>
<p>No entanto, animais com sistema imunitário mais frágil (como bebés) estão em maior risco de desenvolver complicações graves, como inflamação no intestino, diarreia prolongada e desidratação.</p>
<p>O facto de a coronavirose poder passar sem tratamento específico não implica que se deva deixar de ir ao veterinário quando os sintomas aparecem &#8212; até porque os sintomas são semelhantes ao da parvovirose, que é mais grave. Pode-se pensar que é uma coisa, e é outra. Tem de ser o veterinário a diagnosticar, atempadamente, para evitar complicações maiores.</p>
<p>A coronavirose também se pode tornar particularmente perigosa se o animal for infetado simultaneamente com outros agentes que afetam o sistema intestinal. Mais uma vez, a parvovirose pode estar envolvida.</p>
<p>Tal como acontece noutras doenças provocadas por vírus, não existe nenhum medicamento que atue diretamente sobre o <em>Coronavirus</em>. O tratamento é assim dirigido a aliviar os sintomas do animal, como o combate à desidratação através da administração de fluídos (soro) e medicação que ajude a evitar os vómitos e a diarreia.</p>
<p>Esta doença pode ser prevenida através da vacinação.<br />
<span id="dermatofitose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Dermatofitose</h2>
<p>A dermatofitose é uma doença de pele provocada por fungos. Geralmente não é considerada uma doença grave em cães saudáveis, com o sistema imunitário normal, uma vez que este é capaz de combater os fungos.</p>
<p>Em cães com sistema imunitário mais frágil, como os mais novos, mais velhos ou que tenham outra doença a interferir, é necessário ter outro tipo de cuidados, pois pode chegar a evoluir para um quadro clínico grave e mesmo crónico.</p>
<p>A transmissão da dermatofitose dá-se através do contacto direto com o pelo de outros animais infetados. O fungo infeta diversos mamíferos, incluindo gatos e nós próprios.</p>
<p>A dermatofitose é facilmente identificada no corpo do animal, pois provoca lesões redondas com peladas, com maior incidência na face e nas patas dianteiras. Em casos mais graves, o cão coça-se muito e fica com dores nos locais afetados.</p>
<p>O tratamento desta doença é um pouco demorado. Inicialmente, é necessário fazer uma biopsia no tecido infetado para se conseguir identificar a espécie de fungo que causou a dermatofitose. Depois de identificado, o veterinário prescreve os antifúngicos mais adequados e o tratamento poderá demorar dois meses.</p>
<p>Caso surjam infeções secundárias, poderão ser necessários antibióticos.</p>
<p>Uma boa alimentação e uma boa secagem do pelo do cão após cada banho ou molha, ajuda a prevenir o aparecimento desta doença.<br />
<span id="berne" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Berne</h2>
<p>A berne é uma doença provocada por parasitas, mais concretamente larvas de mosca varejeira, pelo que muitas pessoas a consideram uma doença nojenta.</p>
<p>Explicando de forma simples, a mosca varejeira precisa obrigatoriamente de um hospedeiro quando se encontra na fase larvar. Então, as moscas adultas depositam os seus ovos no corpo de mamíferos, neste caso os cães, que ao eclodirem causam no hospedeiro uma miíase &#8212; infeção parasitária devida à infestação dos tecidos ou cavidades do corpo por larvas de insetos.</p>
<p>Algumas espécies depositam em cada lesão da pele uma única larva esbranquiçada conhecida por berne, enquanto outras espécies depositam vários ovos, ocasionando inúmeras larvas na lesão, a que se chama bicheira.</p>
<p>No caso da berne, a mosca varejeira não deposita os ovos diretamente no cão &#8212; fá-lo com outro inseto, que captura e é este que se dirige ao corpo do animal que vai servir de hospedeiro.</p>
<p>O animal infetado com berne deve ser avaliado por um médico veterinário, que indicará o medicamento mais adequado. O medicamento é geralmente colocado sobre os pequenos buracos da pele onde se encontram os parasitas, matando as larvas por asfixia.</p>
<p>Depois de mortas, as larvas devem ser retiradas, espremendo os locais onde se alojam.</p>
<p>A melhor forma de prevenir a berne é através da higiene do local onde o animal vive, para que não surja acumulação de moscas que possam transmitir o parasita. O pêlo do cão deve ser escovado e verificado regularmente, os banhos devem ser mantidos em dia e deve-se estar sempre atento a comichões anormais que o animal tenha.</p>
<p>Existem coleiras e produtos repelentes, como a citronela, que ajudam a manter os insetos longe dos animais. Existem ainda medicamentos que podem impedir as larvas de entrar e se alojar na pele do animal, mas devem ser sempre receitados pelo médico veterinário.<br />
<span id="dirofilariose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Dirofilariose</h2>
<p>A dirofilariose é uma doença parasitária que afeta o coração dos cães e também dos gatos. É também conhecida como &#8220;o parasita do coração&#8221; ou &#8220;a lombriga do coração&#8221;. O parasita é um nemátodo chamado <em>Dirofilaria immitis</em>.</p>
<p>Os animais são infetados através da picada de um mosquito, tal como acontece na leishmaniose. Quando o mosquito pica, insere no corpo do cão as larvas deste parasita. Estas larvas são tão pequenas que se denominam por microfilárias. Elas conseguem, através da pele e dos músculos, chegar à corrente sanguínea e <em>navegam</em> pelos vasos sanguíneos até chegar ao coração.</p>
<p>Uma vez que lá chegam, alojam-se no ventrículo direito, na artéria pulmonar e na veia cava, onde as larvas continuam o seu desenvolvimento até se tornarem no parasita adulto. Este processo pode levar cerca de 6 meses, e as <em>Dirofilarias</em> adultas podem chegar a medir 35 centímetros cada uma.</p>
<p>Quando se alojam em grandes quantidades, a função cardíaca do animal é substancialmente reduzida, provocam problemas respiratórios, tosse crónica e um cansaço permanente.</p>
<p>O cão começa a perder peso e a tolerar menos o exercício físico. Com o agravar da situação, o cão começa a sentir dificuldades em respirar, surge a febre e pode ocorrer ascite &#8212; acumulação de líquidos no abdómen. Sem tratamento, é uma doença que se pode revelar fatal.</p>
<p>Felizmente, é uma doença curável, embora o seu tratamento seja demorado e tenha efeitos secundários complicados, pelo que o acompanhamento próximo do médico veterinário é essencial.</p>
<p>Mesmo após os parasitas morrerem, por efeito da medicação, estes podem continuar a causar problemas, como bloquear vasos sanguíneos e levar à formação de tromboses.</p>
<p>Tal como acontece com a leishmaniose, a melhor forma de prevenção da dirofilariose é evitar que os mosquitos cheguem a picar o animal, através de coleiras e produtos especializados.</p>
<p>Existem também tratamentos preventivos, em forma de comprimidos ou injeções, que visam eliminar as microfilárias que tenham eventualmente entrado no organismo, evitando que cheguem a desenvolver-se no parasita adulto.<br />
<span id="doenca-renal" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Insuficiência renal</h2>
<p>A insuficiência renal é uma doença relativamente comum tanto em cães como em gatos, sobretudo numa idade mais avançada ou associada a outras doenças (infeções, doenças auto-imunes, cancro, entre outros).</p>
<p>Essencialmente, os rins deixam de funcionar corretamente. Os sintomas mais típicos são o aumento do consumo de água, o aumento ou diminuição da urina, presença de sangue na urina, perda de peso, diminuição do apetite, vómitos ou diarreia.</p>
<p>Como os rins deixam de fazer a filtragem correta do sangue, existe uma acumulação de substâncias tóxicas na corrente sanguínea e pode haver retenção de líquidos no corpo, provocando inchaços nos membros e ascite (acumulação de líquidos no abdómen).</p>
<p>O tratamento da doença renal depende desta ser uma situação aguda (aparece de repente) ou crónica (desenvolve-se lentamente e torna-se irreversível).</p>
<p>No caso da insuficiência renal aguda, que pode ser desencadeada por outro problema de saúde como infeções, parasitas ou exposição a toxinas, o tratamento é dirigido a essa causa. Podem ser administrados fluídos e diuréticos para regularizar a produção de urina.</p>
<p>Para a insuficiência renal crónica, geralmente aplica-se um tratamento sintomático e de suporte. É importante que os níveis de fluídos no organismo do animal sejam mantidos estáveis, para evitar a desidratação.</p>
<p>Numa fase inicial, um maior consumo de água (a que o animal deve ter sempre acesso) poderá ser suficiente. Mais tarde, a administração de fluídos de forma subcutânea ou intravenosa pode ser necessária.</p>
<p>Os animais com doença renal devem ser alimentados com rações especialmente formuladas para essa doença. O veterinário indicará a ração mais apropriada consoante a situação.<br />
<span id="tosse-canis" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Tosse dos canis</h2>
<p>A tosse dos canis, mais corretamente chamada de <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/tosse-de-canil/">traqueobronquite infecciosa canina</a>, é uma doença respiratória relativamente comum nos cães.</p>
<p>Na sua base não está apenas um microrganismo, mas vários, em particular os vírus Parainfluenza canina, Influenza canina e Adenovírus canino tipo 2, bem como a bactéria <em>Bordetella bronchiseptica</em>, esta última capaz de infetar também seres humanos.</p>
<p>Sendo uma doença transmitida por contacto direto, tem uma grande capacidade de propagação em sítios onde são mantidos muitos animais juntos, como associações e canis (daí a origem do nome).</p>
<p>Os animais infetados sofrem de tosse seca constante e espirros, que por vezes são desencadeados em sessões que parecem intermináveis. Em casos mais graves, podem surgir sintomas como febre, perda de apetite, secreções nos olhos ou tosse com catarro.</p>
<p>A doença pode chegar a evoluir para uma pneumonia. Cães mais jovens e mais idosos são os que correm maior risco.</p>
<p>Para o tratamento da tosse dos canis, o médico veterinário poderá prescrever medicação antibiótica, anti-inflamatória e antitússica / antitussígena. Caso o animal fique desidratado, pode ser necessária a administração de fluídos e inalações. Durante o tratamento, os cães devem ficar em repouso.</p>
<p>O melhor método de prevenção desta doença é a vacinação, que deve ser dada aos cães ainda bebés (a partir dos dois meses) juntamente com as restantes vacinas preventivas. Caso o animal ainda não tenha sido vacinado, não deve ser exposto a ambientes onde possa ser contaminado, como canis, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/hoteis-caes-gatos/">hotéis para animais</a> ou lojas de animais.<br />
<span id="hepatite" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Hepatite infecciosa canina</h2>
<p>A hepatite infecciosa canina (HIC), também conhecida como hepatite viral canina ou doença de Rubarth, é uma doença vírica provocada pelo Adenovírus canino tipo 1.</p>
<p>É uma doença altamente contagiosa, uma vez que o vírus se aloja em todos os tecidos e é eliminado em todo o tipo de secreções. Assim, pode ser transmitido quer pelo contacto direto, como pelo contacto com secreções ou objetos utilizados por outros animais infetados.</p>
<p>Os sintomas desta doença podem ser muito variados. O vírus atinge principalmente os rins, fígado, baço e pulmões dos cães, mas pode prejudicar inclusive o sistema nervoso central, sendo frequentemente confundida com a cinomose. Podem surgir vómitos, febre, diarreia, apatia, icterícia (mucosas amareladas) falta de apetite e muita sede.</p>
<p>Uma vez que o vírus afeta a capacidade de coagulação do sangue, também podem surgir hemorragias. Caso afete o sistema nervoso, podem ainda surgir complicações como depressão, desorientação ou convulsões.</p>
<p>Tratando-se de uma doença vírica, a hepatite infeciosa canina não tem cura específica. O tratamento é sintomático e visa melhorar a qualidade de vida do animal, mantendo o organismo equilibrado em termos de hidratação, vitaminas ou regeneração hepática. Podem ser prescritos antibióticos caso surja uma infeção secundária ou transfusões de sangue se as hemorragias forem significativas.</p>
<p>A prevenção desta doença é feita através da vacinação, que se revela bastante eficaz. Deve-se evitar o contacto com outros animais que apresentem algum tipo de sintoma para evitar o contágio.<br />
<span id="babesiose" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Babesiose / Piroplasmose</h2>
<p>A babesiose, também conhecida como piroplasmose ou doença do carrapato, é uma doença provocada por um organismo protozoário chamado <em>Babesia canis</em>.</p>
<p>Este protozoário, para completar o seu ciclo de vida, necessita de um hospedeiro intermediário, designadamente uma carraça / carrapato fêmea.</p>
<p>A carraça alimenta-se de um animal infetado, ingerindo o protozoário, que passa para o aparelho reprodutor da carraça para se propagar nas gerações seguintes. As novas carraças transmitem então o protozoário a outros cães, propagando a infeção.</p>
<p>Quando entra no organismo de um novo animal, o <em>Babesia canis</em> instala-se na corrente sanguínea, mais concretamente nos glóbulos vermelhos, destruindo-os, o que provoca um grande nível de anemia.</p>
<p>Entre os sintomas destacam-se um cansaço anormal (sobretudo depois de exercício físico), febre, anorexia, urina escura (cor de café), icterícia e uma crescente falta de interação, quer com os donos como com outros animais. Pode ocorrer um aumento do tamanho do baço e quadros de insuficiência renal aguda.</p>
<p>A babesiose tem tratamento e cura, uma vez que existe medicação (babesicidas) capaz de matar o protozoário responsável. Para além do tratamento direto, podem ser necessários outros tratamentos para combater os problemas causados pelo microrganismo, como a anemia ou a insuficiência renal.</p>
<p>Sendo uma doença transmitida por carrapatos, a melhor forma de a prevenir é desparasitar os cães e o ambiente onde eles vivem.</p>
<p>Deve-se verificar regularmente a presença de carrapatos no cão (especial atenção nas orelhas, entre os dedos, em redor dos olhos, nuca e pescoço), utilizar produtos carrapaticidas sempre que necessário, desinfetar a casa e estar atento ao contacto com outros cães que possam ter carrapatos.<br />
<span id="doenca-lyme" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Doença de Lyme</h2>
<p>A doença de Lyme, também conhecida como borreliose, é mais um dos problemas de saúde caninos com origem nos carrapatos.</p>
<p>A bactéria responsável por esta doença é a <em>Borrelia burgdorferi</em>, que é transmitida aos cães pela picada de um carrapato infetado. Além dos cães, também os cavalos, os bovinos e os seres humanos são suscetíveis de contrair esta doença. Os gatos parecem ser resistentes.</p>
<p>Quando a bactéria entra no organismo do animal, pode provocar uma série de complicações, incluindo infeções cerebrais. Geralmente os primeiros sintomas são a febre, vómitos, dores abdominais, inflamação nas articulações (artrites) e até letargia (animal demasiado parado e sonolento).</p>
<p>Tratando-se de uma infeção bacteriana, a doença de Lyme é geralmente tratada com antibióticos.</p>
<p>A melhor forma de prevenir esta doença, é prevenir o contacto do animal com carrapatos. O cão deve ser desparasitado regularmente com produtos carrapaticidas e a casa onde vive também deve ser desinfetada.</p>
<hr />
<p>Estas são apenas alguns dos exemplos de doenças que podem atormentar o seu melhor amigo. Infelizmente, existem muitas mais. Se reparar que o seu cão tem algum destes sintomas, não hesite e contacte um veterinário. E lembre-se, a <a title="Vacinas para cães e gatos" href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-estimacao/protocolo-de-vacinacao/">vacinação adequada</a> ajuda a prevenir várias destas doenças. O seu patudo agradece.</p>
<div class="box shadow"><div>
			<strong>Atenção:</strong> Este artigo é meramente informativo e não substitui a consulta no médico veterinário. O(A) autor(a) e o Mundo dos Animais não se responsabilizam pela utilização indevida destas informações.
			</div></div>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/doencas-em-caes/">As Principais Doenças em Cães</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Imagens da Semana: 22 – 28 Janeiro 2017</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-22-28-janeiro-2017/</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2017 15:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens da Semana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=fotos&#038;p=32597</guid>
		<description><![CDATA[<p>O olhar de um orangotango-de-sumatra órfão, o homem que alimenta gatos de rua há 22 anos e os cachorrinhos que sobreviveram à avalanche em Itália.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-22-28-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 22 – 28 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O olhar de um orangotango-de-sumatra bebé que ficou órfão, o homem que alimenta gatos de rua há 22 anos sem falhar um dia e os cachorrinhos que sobreviveram à avalanche em Itália. Estas e muitas outras histórias nesta edição das imagens da semana.</p>
<p>Recorde também as <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-do-ano-2016/">melhores imagens de 2016</a>.</p>
<div id="attachment_32618" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32618" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-de-sumatra-orfao-01.jpg" alt="Orangotango-de-sumatra órfão" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-de-sumatra-orfao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-de-sumatra-orfao-01-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-de-sumatra-orfao-01-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Paul Hilton / via Instagram</p></div>
<p>O olhar profundamente desolador de um orangotango-de-sumatra bebé, cuja mãe foi mais uma das vítimas da indústria de óleo de palma &#8212; que se estima já ter <em>levado</em> as vidas de 20 mil orangotangos <a href="http://www.onegreenplanet.org/news/photo-reminds-us-of-how-our-choices-impact-orangutans/" target="_blank">na última década</a>. O orangotango-de-sumatra encontra-se em perigo critico de extinção.</p>
<div id="attachment_32599" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32599" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-alimenta-gatos-rua-01.jpg" alt="Homem alimenta gatos de rua há 22 anos" width="620" height="487" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-alimenta-gatos-rua-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-alimenta-gatos-rua-01-280x220.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-alimenta-gatos-rua-01-410x322.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Kathleen Schlentz</p></div>
<p>Willie Ortiz, um sucateiro de 76 anos residente em Connecticut, EUA, <a href="http://www.lovemeow.com/scrap-metal-worker-feeds-neighborhood-cats-hasnt-missed-a-day-in-22-ye-2222263460.html" target="_blank">alimenta do seu bolso</a> cerca de 70 gatos de rua todos os dias, desde há 22 anos. Além da alimentação, Ortiz assegura todos os cuidados veterinários que os gatos necessitem e esteriliza os recém-chegados.</p>
<div id="attachment_32607" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32607" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/ultimo-passeio-cao-doente-01.jpg" alt="O último passeio de um cão doente" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/ultimo-passeio-cao-doente-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/ultimo-passeio-cao-doente-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/ultimo-passeio-cao-doente-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Stephen Bradley / Bout Yeh</p></div>
<p>Depois de 15 anos como fiéis companheiros, Dave Wright e o seu cão George despediram-se com <a href="http://www.jn.pt/mundo/interior/homem-levou-o-cao-ao-local-preferido-para-um-ultimo-passeio-5632822.html" target="_blank">um último passeio</a> pelos seus locais favoritos. George deixou de comer e os veterinários indicaram que o animal já estava muito velho para ser submetido a tratamentos. Durante o passeio, Wright pegou no animal de companhia ao colo, quando ele perdeu as forças para andar, e transportou-o ao longo do trajeto para que eles pudessem concluir a última caminhada juntos. George morreu na passada quarta-feira.</p>
<div id="attachment_32605" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32605" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaranhao-cacador-01.jpg" alt="Tartaranhão-caçador (Circus pygargus) juvenil em recuperação no CERVAS" width="620" height="930" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaranhao-cacador-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaranhao-cacador-01-280x420.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaranhao-cacador-01-410x615.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: CERVAS</p></div>
<p>Um tartaranhão-caçador (<em>Circus pygargus</em>) juvenil em recuperação no CERVAS &#8212; Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, em Gouveia, no distrito da Guarda. Durante o ano passado, <a href="http://www.wilder.pt/historias/num-ano-salvaram-cerca-de-500-animais-selvagens/" target="_blank">o CERVAS acolheu</a> 445 animais de 87 espécies, com destaque para <a href="https://www.mundodosanimais.pt/aves/crias-andorinhao-o-que-fazer/">andorinhões</a>, corujas, melros, cegonhas e raposas.</p>
<div id="attachment_32609" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32609" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaruga-da-floresta-arakan-01.jpg" alt="Tartaruga-da-floresta-arakan" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaruga-da-floresta-arakan-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaruga-da-floresta-arakan-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tartaruga-da-floresta-arakan-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Turtle Conservancy</p></div>
<p>Uma extremamente rara tartaruga-da-floresta-arakan (<em>Heosemys depressa</em>) nasce no centro da Turtle Conservancy, na Califórnia, <a href="http://www.mnn.com/earth-matters/animals/blogs/baby-Arakan-forest-turtle-represents-future-species" target="_blank">aumentando a esperança</a> na conservação desta espécie. A tartaruga-da-floresta-arakan foi considerada extinta em 1908, tendo sido redescoberta num mercado em 1994. Encontra-se em perigo critico de extinção.</p>
<div id="attachment_32602" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32602" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/loris-resgatados-01.jpg" alt="Lóris resgatados" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/loris-resgatados-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/loris-resgatados-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/loris-resgatados-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: International Animal Rescue</p></div>
<p>Um total de 27 lóris-de-java (<em>Nycticebus javanicus</em>) <a href="https://news.mongabay.com/2017/01/27-critically-endangered-javan-slow-lorises-rescued-from-online-traders-in-indonesia/" target="_blank">foram resgatados</a> na Indonésia, depois de terem sido capturados na natureza para serem vendidos online. Os animais foram encontrados desidratados e com infeções oculares. O lóris-de-java é um primata que se encontra em perigo crítico de extinção, tendo sofrido uma queda populacional de 80% nos últimos 24 anos, precisamente devido ao tráfico de que são vítimas.</p>
<div id="attachment_32620" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32620" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-sobrevivente-avalanche-italia-01.jpg" alt="Um dos cães sobreviventes da avalanche em Itália" width="620" height="421" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-sobrevivente-avalanche-italia-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-sobrevivente-avalanche-italia-01-280x190.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-sobrevivente-avalanche-italia-01-410x278.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Vigili del Fuoco</p></div>
<p>Um dos três cachorrinhos que foram encontrados com vida no Rigopiano Hotel, em Itália, cinco dias depois da avalanche mortal que soterrou o hotel e matou 29 pessoas, provocando ainda 11 feridos. Apesar da tragédia, a descoberta destes cachorrinhos ajudou a elevar a moral das equipas de resgate. <a href="https://www.facebook.com/www.vigilidelfuocodituttaitalia.it/videos/10155687936283272/" target="_blank">Veja aqui o vídeo</a>.</p>
<div id="attachment_32611" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32611" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/golfinho-morre-selfies-01.jpg" alt="Golfinho morto para captura de selfies" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/golfinho-morre-selfies-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/golfinho-morre-selfies-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/golfinho-morre-selfies-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Andrea Frias / via Facebook</p></div>
<p>A <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-14-20-fevereiro-2016/">história repete-se</a> &#8212; mais um golfinho <a href="http://www.jn.pt/mundo/interior/morreu-outro-golfinho-por-causa-das-selfies-5627875.html" target="_blank">foi morto</a> numa praia argentina depois de um grupo de banhistas ter decidido tirar <em>selfies</em> com o animal, em vez de o devolver ao mar. <a href="https://www.facebook.com/vidasilvestre/posts/10154280029513201:0" target="_blank">Segundo a organização</a> não-governamental &#8220;Fundación Vida Silvestre&#8221;, trata-se de um golfinho franciscana, também chamado golfinho-do-rio-da-prata (<em>Pontoporia blainvillei</em>), um dos golfinhos mais pequenos do mundo e que só está presente nas costas da Argentina, Brasil e Uruguai.</p>
<div id="attachment_32613" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32613" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/hipopotamo-prematuro-01.jpg" alt="Hipopótamo nasceu prematuramente" width="620" height="411" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/hipopotamo-prematuro-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/hipopotamo-prematuro-01-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/hipopotamo-prematuro-01-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Cincinnati Zoo</p></div>
<p>Um hipopótamo-do-nilo bebé sob cuidados permanentes no Cincinnati Zoo, em Ohio, EUA, depois de ter nascido prematuramente, seis semanas antes do suposto. O bebé pesa apenas 13 quilos, menos 11 quilos do que o recém-nascido mais leve já registado desta espécie.</p>
<div id="attachment_32603" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32603" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/polvo-vermelho-01.jpg" alt="Polvo-vermelho" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/polvo-vermelho-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/polvo-vermelho-01-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/polvo-vermelho-01-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: I. MacDonald</p></div>
<p>Um belíssimo polvo-vermelho do género <em>Benthoctopus</em>, fotografado a cerca de 2,5 quilómetros de profundidade no Golfo do México, durante o Censo da Vida Marinha.</p>
<div id="attachment_32616" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32616" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/inseto-descoberto-ambar-01.jpg" alt="Inseto pré-histórico descoberto em âmbar" width="620" height="849" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/inseto-descoberto-ambar-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/inseto-descoberto-ambar-01-280x383.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/inseto-descoberto-ambar-01-410x561.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: George Poinar Jr., courtesy of Oregon State University</p></div>
<p>Embora pareça, ainda não foi desta que descobrimos vida extraterrestre, mas esta descoberta não deixa de ser interessante por isso. Trata-se de um inseto pré-histórico, que habitou o nosso planeta há cerca de 100 milhões de anos, <a href="http://www.seeker.com/amber-bug-2217240908.html" target="_blank">descoberto agora</a> em âmbar espetacularmente bem preservado. Com um ar alienígena, este inseto descoberto em Myanmar é tão bizarro que foi classificado numa ordem totalmente nova, <em>Aethiocarenodea</em>.</p>
<p>Até para a semana!</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-22-28-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 22 – 28 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 4</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-4/</link>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2017 17:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ajuda Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia Animal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=fotos&#038;p=32516</guid>
		<description><![CDATA[<p>Esta série fotográfica pretende mostrar o lado mais belo da nossa relação com os animais, provavelmente também o nosso melhor lado enquanto seres humanos.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-4/">O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 4</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32560" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32560" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-00a.jpg" alt="O que é ser amigo dos animais em 40 fotos" width="620" height="400" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-00a.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-00a-280x181.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-00a-410x265.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia original: <a href="http://pix-hd.com/pictures+mini+pigs" target="_blank" rel="nofollow">pix-hd.com</a></p></div>
<p>A <a href="https://www.mundodosanimais.pt/sobre/">missão</a> do Mundo dos Animais é simples, embora não seja fácil.</p>
<p><em>Inspirar pessoas a cuidar melhor dos animais.</em></p>
<p>Pode-se fazê-lo de diversas formas. Ensinar a cuidar melhor dos animais que temos em nossas casas, esclarecer dúvidas. Incentivar as pessoas a interessarem-se mais pelos animais selvagens e pela sua conservação. Conhecer melhor cada espécie e os factos fascinantes que envolvem todos e cada um dos animais do nosso mundo.</p>
<p>E pode-se fazê-lo através de simples galerias fotográficas onde cada imagem vale por mais de mil palavras. Esta série fotográfica, <em>o que é ser amigo dos animais em 40 fotos</em>, pretende mostrar o lado mais belo da nossa relação com os animais, provavelmente também o nosso melhor lado enquanto seres humanos.</p>
<p>Depois de termos publicado a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais/">parte 1</a> em 2011, a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-2/">parte 2</a> em 2012 e mais recentemente a <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-3/">parte 3</a> em 2016, decidimos avançar para mais uma nova fotogaleria desta série, com a difícil tarefa de escolher apenas 40 fotos entre os (felizmente) milhares de exemplos disponíveis.</p>
<p>Somos, enquanto espécie, capazes de coisas terríveis, sem paralelo. Mas também somos capazes do melhor. E é isso que pretendemos destacar. É esse o caminho a seguir.</p>
<p>Deixe-se inspirar pelas fotos que se seguem.</p>
<div id="attachment_32527" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32527" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-06.jpg" alt="Mulher abraça vaca" width="620" height="454" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-06.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-06-280x205.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-06-410x300.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="https://pbs.twimg.com/media/CsD6M-QXEAA7_jh.jpg" target="_blank" rel="nofollow">Twitter</a></p></div>
<div id="attachment_32540" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32540" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-16.jpg" alt="Criança com gato ao colo" width="620" height="487" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-16.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-16-280x220.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-16-410x322.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.pinterest.com/pin/354869645610482159/" target="_blank" rel="nofollow">Sam Grandgeorge</a></p></div>
<div id="attachment_32519" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-32519 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-01.jpg" alt="Bombeiro resgata gato aterrorizado" width="620" height="822" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-01-280x371.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-01-410x544.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://i.imgur.com/hP2HY.jpg" target="_blank" rel="nofollow">imgur</a></p></div>
<div id="attachment_32557" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32557" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-26.jpg" alt="Criança salva cachorro das cheias" width="620" height="624" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-26.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-26-280x282.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-26-410x413.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_32536" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32536" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-13.jpg" alt="Homem rodeado de pombas" width="620" height="650" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-13.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-13-280x294.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-13-410x430.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://relax.ru/post/108930/27-emocionalnyh-foto-kotorye-govoryat-sami-za-sebya.html" target="_blank" rel="nofollow">relax.r</a></p></div>
<div id="attachment_32546" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32546" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-20.jpg" alt="Festa de beijos" width="620" height="430" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-20.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-20-280x194.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-20-410x284.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="https://www.facebook.com/realmenarekindtoanimals/photos/a.398813975358.203439.199905080358/10151471361550359/?type=3&amp;theater" target="_blank" rel="nofollow">Real Men are Kind to Animals</a></p></div>
<div id="attachment_32530" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32530" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-09.jpg" alt="Jovem encantado com uma ovelha" width="620" height="408" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-09.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-09-280x184.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-09-410x270.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Edgar&#8217;s Mission</p></div>
<div id="attachment_32534" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32534" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-11.jpg" alt="Soldado alimenta gatinho durante a guerra" width="620" height="441" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-11.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-11-280x199.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-11-410x292.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://www.priroda.cz/vytisknout-clanek.php?detail=2723" target="_blank" rel="nofollow">priroda.cz</a></p></div>
<div id="attachment_32537" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-32537 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-14.jpg" alt="Um beijo aos pintaínhos" width="620" height="658" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-14.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-14-280x297.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-14-410x435.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://spynet.ru/blog/46349.html" target="_blank" rel="nofollow">spynet.ru</a></p></div>
<div id="attachment_32538" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-32538 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-15.jpg" alt="Porquinho morde simpáticamente nariz a um homem" width="620" height="469" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-15.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-15-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-15-280x212.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-15-410x310.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://pix-hd.com/pictures+mini+pigs" target="_blank" rel="nofollow">pix-hd.com</a></p></div>
<div id="attachment_31947" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-31947" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/rinoceronte-ranger-01.jpg" alt="Rinoceronte e Ranger" width="620" height="620" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/rinoceronte-ranger-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/rinoceronte-ranger-01-280x280.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/rinoceronte-ranger-01-410x410.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Ami Vitale / via Facebook</p></div>
<div id="attachment_32521" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32521" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-02.jpg" alt="Manifestantes ajudam cão atingido pelas autoridades turcas" width="620" height="809" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-02-280x365.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-02-410x535.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via Pinterest</p></div>
<div id="attachment_32382" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-32382 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02.jpg" alt="Centro comercial na Turquia abriga cães abandonados" width="620" height="378" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02-280x171.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02-410x250.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Anadolija via Balikadam / via Imgur</p></div>
<div id="attachment_32529" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32529" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-08.jpg" alt="Criança abraça cão" width="620" height="588" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-08.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-08-280x266.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-08-410x389.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_32531" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32531" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-10.jpg" alt="Senhora com uma galinha ao colo" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-10.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-10-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-10-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-10-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Woodstock Farm Animal Sanctuary</p></div>
<div id="attachment_32535" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32535" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-12.jpg" alt="Criança lê para gato" width="620" height="650" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-12.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-12-280x294.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-12-410x430.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="http://www.photodom.com/member/Andy%20Prokh" target="_blank" rel="nofollow">Andy Prokh</a></p></div>
<div id="attachment_31699" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-31699" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/idosos-ajudam-criar-gatinhos-01.jpg" alt="Idosos criam gatinhos" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/idosos-ajudam-criar-gatinhos-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/idosos-ajudam-criar-gatinhos-01-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/idosos-ajudam-criar-gatinhos-01-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/idosos-ajudam-criar-gatinhos-01-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Rebecca Hamilton</p></div>
<div id="attachment_31696" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-31696 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-ultimo-passeio-01.jpg" alt="O último passeio do cão Walnut" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-ultimo-passeio-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-ultimo-passeio-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-ultimo-passeio-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Neil Hope</p></div>
<div id="attachment_32384" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32384" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01.jpg" alt="Mergulhador e tubarão amigos" width="620" height="461" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-280x208.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-410x305.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Rick Anderson</p></div>
<div id="attachment_32524" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32524" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-04.jpg" alt="Rapariga abraça o seu cavalo" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-04.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-04-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-04-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="http://i.imgur.com/yjLnWEV.jpg" target="_blank" rel="nofollow">imgur</a></p></div>
<div id="attachment_32523" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32523" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-03.jpg" alt="Salvamento de um cão" width="620" height="725" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-03.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-03-280x327.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-03-410x479.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Warren Township Fire Department</p></div>
<div id="attachment_32503" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32503" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02.jpg" alt="Porquinho embrulhado em cobertor" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Susie Coston</p></div>
<div id="attachment_32541" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32541" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-17.jpg" alt="Ranger do Kenya Wildlife Service com cachorra a ser treinada" width="620" height="348" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-17.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-17-280x157.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-17-410x230.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Africa Wildlife Foundation</p></div>
<div id="attachment_32542" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32542" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-18.jpg" alt="Abraço a canguru" width="620" height="618" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-18.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-18-280x279.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-18-410x409.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="https://www.instagram.com/thekangaroosanctuary/" target="_blank" rel="nofollow">thekangaroosanctuary</a></p></div>
<div id="attachment_32278" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32278" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-bebe-01.jpg" alt="Orangotango bebé" width="620" height="620" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-bebe-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-bebe-01-280x280.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/orangotango-bebe-01-410x410.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Center for Orangutan Protection</p></div>
<div id="attachment_31946" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-31946" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/macaco-caranguejeiro-resgatado-01.jpg" alt="Macaco-caranguejeiro resgatado" width="620" height="799" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/macaco-caranguejeiro-resgatado-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/macaco-caranguejeiro-resgatado-01-280x361.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/macaco-caranguejeiro-resgatado-01-410x528.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Bali Dog Adoption and Rehabilitation Centre</p></div>
<div id="attachment_32525" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32525" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-05.jpg" alt="Mulher abraça coelho" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-05.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-05-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-05-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_32392" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32392" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01.jpg" alt="Elefante bebé em hidroterapia" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: REUTERS / Athit Perawongmetha</p></div>
<div id="attachment_32528" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32528" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-07.jpg" alt="Homem abraça elefantes" width="620" height="411" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-07.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-07-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-07-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_32545" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32545" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-19.jpg" alt="Criança abraça cão" width="620" height="366" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-19.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-19-280x165.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-19-410x242.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="https://www.facebook.com/realmenarekindtoanimals/photos/a.398813975358.203439.199905080358/10151357227090359/?type=3&amp;theater" target="_blank" rel="nofollow">Real Men are Kind to Animals</a></p></div>
<div id="attachment_32550" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32550" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-24.jpg" alt="Tom Hardy com o seu cão" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-24.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-24-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-24-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="http://www.gq.com/story/tom-hardy-mad-max-interview" target="_blank" rel="nofollow">GQ</a></p></div>
<div id="attachment_32556" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32556" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-27.jpg" alt="Senhora de cadeira de rodas partilha comida com animal abandonado" width="620" height="429" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-27.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-27-280x194.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-27-410x284.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_32547" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32547" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-21.jpg" alt="Stephen Wells com um cão" width="620" height="620" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-21.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-21-280x280.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-21-410x410.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via <a href="https://www.facebook.com/realmenarekindtoanimals/photos/a.398813975358.203439.199905080358/10151606485300359/?type=3&amp;theater" target="_blank" rel="nofollow">Real Men are Kind to Animals</a></p></div>
<div id="attachment_32548" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32548" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-22.jpg" alt="Salvamento de um burro" width="620" height="349" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-22.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-22-280x158.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-22-410x231.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: BBC Newsbeat</p></div>
<div id="attachment_32498" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32498" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02.jpg" alt="Elefantes aconchegados com camisolas gigantes" width="620" height="420" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02-280x190.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02-410x278.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografias: Roger Allen</p></div>
<div id="attachment_32555" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32555" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-25.jpg" alt="Rapazes salvam gato" width="620" height="542" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-25.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-25-280x245.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-25-410x358.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_31882" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-31882" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/crianca-cria-abrigo-animais-01.jpg" alt="Criança cria abrigo para animais" width="620" height="620" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/crianca-cria-abrigo-animais-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/crianca-cria-abrigo-animais-01-280x280.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/crianca-cria-abrigo-animais-01-410x410.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Happy Animals Club / via Facebook</p></div>
<div id="attachment_32558" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32558" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-28.jpg" alt="Beijos a um cão" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-28.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-28-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-28-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Autor desconhecido</p></div>
<div id="attachment_31768" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-31768" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/abrigo-caes-seniores-01.jpg" alt="Abrigo para cães séniores" width="620" height="561" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/abrigo-caes-seniores-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/abrigo-caes-seniores-01-280x253.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/abrigo-caes-seniores-01-410x371.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Muttville Senior Dog Rescue</p></div>
<div id="attachment_32549" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32549" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-23.jpg" alt="Cão adotado por Xerife" width="620" height="582" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-23.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-23-280x263.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/amigos-dos-animais-4-23-410x385.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="http://redwhiteandrescue.com/meet-sheriff-troy-e-nehls-archer/" target="_blank" rel="nofollow">Red White &amp; Rescue</a></p></div>
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<p><strong>Veja também:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais/">O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 1</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-2/">O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 2</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-3/">O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 3</a></li>
</ul>

			</div></div>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/amigos-dos-animais-4/">O Que é Ser Amigo dos Animais em 40 Fotos – Parte 4</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Imagens da Semana: 15 – 21 Janeiro 2017</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-15-21-janeiro-2017/</link>
		<pubDate>Sun, 22 Jan 2017 21:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens da Semana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=fotos&#038;p=32484</guid>
		<description><![CDATA[<p>As camisolas gigantes para manter os elefantes quentinhos, o cão com a maior cauda do mundo e o encontro com um dos últimos rinocerontes.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-15-21-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 15 – 21 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As camisolas gigantes para manter os elefantes quentinhos, o cão com a maior cauda do mundo e o encontro com um dos últimos rinocerontes. Conheça estas e muitas outras histórias já de seguida nesta edição das imagens da semana.</p>
<p>Recorde também <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-do-ano-2016/">as melhores imagens de 2016</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-32497" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-01.jpg" alt="Elefantes aconchegados com camisolas gigantes" width="620" height="770" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-01-280x348.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-01-410x509.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<div id="attachment_32498" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32498" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02.jpg" alt="Elefantes aconchegados com camisolas gigantes" width="620" height="420" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02-280x190.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefantes-camisolas-gigantes-02-410x278.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografias: Roger Allen</p></div>
<p>No <a href="http://wildlifesos.org/elephant-conservation-and-care-center/" target="_blank">Wildlife SOS Elephant Conservation and Care Center</a>, um santuário indiano que ajuda e recupera elefantes, os animais não vão sofrer os efeitos da vaga de frio que se aproxima do país. Residentes locais de grande coração reuniram-se para fazer camisolas gigantes em <em>crochet</em> para manter os elefantes quentinhos e aconchegados. O santuário abriga atualmente 23 elefantes, todos eles resgatados de vidas de exploração e abuso, e que certamente merecem o <em>miminho</em> depois de tudo o que já passaram.</p>
<div id="attachment_32505" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32505" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-cauda-mais-comprida-01.jpg" alt="Cão com a cauda mais comprida do mundo" width="620" height="349" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-cauda-mais-comprida-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-cauda-mais-comprida-01-280x158.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-cauda-mais-comprida-01-410x231.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Guinness World Records</p></div>
<p>Keon, um cão da raça lébrel irlandês, entrou para os <a href="https://www.mundodosanimais.pt/caes/caes-que-batem-recordes-com-fotos/">recordes do Guinness</a> por ser o cão com a cauda mais longa do mundo. A cauda mede uns impressionantes 76,8 centímetros desde a base até à ponta, não incluindo o pelo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=iferRfmFRbI" target="_blank">Veja aqui o vídeo</a> da consagração do Keon.</p>
<div id="attachment_32507" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32507" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vombate-orfao-01.jpg" alt="Vombate órfão a dormir ao colo" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vombate-orfao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vombate-orfao-01-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vombate-orfao-01-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Amaroo Wildlife Shelter</p></div>
<div class="one_third">Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/canguru-wombat-amigos-inseparaveis/" target="_blank">Fotos: Canguru e Wombat Amigos Inseparáveis</a></li>
</ul>
</div>
<p>Um vombate órfão dorme tranquilamente ao colo, depois de ter sido encontrado a ziguezaguear numa estrada. O pequeno foi resgatado pelo <a href="https://www.facebook.com/AmarooWildlife/" target="_blank">Amaroo Wildlife Shelter</a> em Melbourne, na Austrália. Os responsáveis pelo abrigo procuraram a mãe por todo o lado, sem sucesso, pelo que presumem que tenha morrido e que este bebé, assim que deixou de ter leite na bolsa, aventurou-se sozinho à procura de ajuda.</p>
<div id="attachment_32493" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32493" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/primatas-vias-de-extincao-01.jpg" alt="Primatas em vias de extinção" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/primatas-vias-de-extincao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/primatas-vias-de-extincao-01-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/primatas-vias-de-extincao-01-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/exotissimo/6171147037" target="_blank" rel="nofollow">Exotissimo Travel</a></p></div>
<p>Um <a href="http://www.wilder.pt/historias/primatas-vivem-vaga-de-extincoes-alerta-novo-relatorio/" target="_blank">novo relatório</a> publicado na revista <em>Science Advances</em> alerta que cerca de 300 espécies de gorilas, chimpanzés, macacos, lémures e lóris correm o risco de desaparecer caso não sejam tomadas medidas urgentes. A lista de animais ameaçados compreende 60% das espécies de primatas de todo o mundo e inclui casos muito críticos, como o gibão-de-hainan (<em>Nomascus hainanus</em>), do qual só restam 30 animais, ou o orangotango-de-sumatra (<em>Pongo abelii</em>), na foto, que perdeu 60% de habitat entre 1985 e 2007.</p>
<div id="attachment_32495" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32495" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-zebra-assexuado-01.jpg" alt="Tubarão-zebra reproduziu-se por partenogénese depois de já ter dado à luz através de reprodução sexual" width="620" height="348" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-zebra-assexuado-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-zebra-assexuado-01-280x157.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-zebra-assexuado-01-410x230.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Tourism and Events Queensland</p></div>
<p>Foi <a href="http://news.nationalgeographic.com/2017/01/zebra-shark-virgin-birth-reproduction/" target="_blank">pela primeira vez registado</a> um tubarão que alterou a sua reprodução de sexual para assexual. Trata-se de uma fêmea de tubarão-zebra (<em>Stegostoma fasciatum</em>) que, após três anos sem contacto com outros machos, teve três filhotes. Apesar de não serem os primeiros &#8220;nascimentos virgens&#8221; registados, é a primeira vez que uma reprodução por partenogénese (sem fecundação do óvulo por parte de um macho) se dá num animal que, anteriormente, já tinha tido outros filhotes através de reprodução sexual (portanto com um macho).</p>
<div id="attachment_32486" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32486" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-traca-donald-trump-01.jpg" alt="Nova traça nomeada em honra do cabêlo de Donald Trump" width="620" height="372" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-traca-donald-trump-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-traca-donald-trump-01-280x168.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-traca-donald-trump-01-410x246.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Vazrick Nazari / Courtesy of ZooKeys</p></div>
<p>Uma nova espécie de traça recebeu o seu nome em honra de Donald Trump. Ou do cabelo deste. <em>Neopalpa donaldtrumpi</em>, como foi batizada, é um pequeno inseto descoberto recentemente na Califórnia e em Baja, no México. A justificação para o nome está nas &#8220;semelhanças dos cabelos&#8221;, mas o motivo é um pouco mais sério. Com a ameaça do novo Presidente dos EUA em extinguir programas de conservação e <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/">combate ás alterações climáticas</a>, os investigadores pretendem chamar a atenção sobre a importância de manter estes programas ativos.</p>
<div id="attachment_32491" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32491" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-resgatado-01.jpg" alt="Elefante bebé resgatado após ficar preso num charco lamacento" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-resgatado-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-resgatado-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-resgatado-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: SZtv / Scubazoo</p></div>
<p>Um elefante bebé foi resgatado após ter ficado com as patas presas no fundo de um charco lamacento, no Bornéu. A equipa do <a href="https://www.facebook.com/Wildlife-Rescue-Unit-241333382599637/" target="_blank">Wildlife Rescue Unit</a> (WRU), após chegar ao local, decidiu esperar para ver se a família do pequeno o viria buscar, pois estar na natureza com a sua família era o melhor que lhe podia acontecer. Infelizmente, após algumas horas sem nenhum elefante aparecer &#8212; presume-se que a mãe tenha sido morta &#8212; a equipa não teve outra hipótese que não resgatá-lo e transportá-lo para um centro de reabilitação. O elefante bebé encontrava-se severamente desidratado.</p>
<div id="attachment_32502" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32502" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-01.jpg" alt="Porquinho embrulhado em cobertor" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-01-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-01-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Skylands Animal Sanctuary and Rescue / via Facebook</p></div>
<div id="attachment_32503" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32503" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02.jpg" alt="Porquinho embrulhado em cobertor" width="620" height="827" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02-280x373.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/porquinho-cobertor-02-410x547.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Susie Coston</p></div>
<p>Um porquinho embrulhado num cobertor tem feito as delicias dos internautas e derretido corações um pouco por todo o lado. Este porquinho órfão, batizado de Albert, foi acolhido pelo <a href="https://www.facebook.com/SkylandsSanctuary.org" target="_blank">Skylands Animal Sanctuary and Rescue</a>, em Nova Jersey, EUA. Albert e os irmãos tinham sido comprados por um grupo de jovens para serem assados no espeto, mas o jovem que ficou com Albert <a href="https://www.thedodo.com/rescue-piglet-albert-blankets-2201757785.html" target="_blank">mudou de ideias</a> e decidiu não matar o animal, preferindo tentar encontrar um santuário onde ele pudesse ficar bem.</p>
<div id="attachment_32501" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32501" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vaquita-extincao-01.jpg" alt="Plano para salvar a vaquita da extinção" width="620" height="303" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vaquita-extincao-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vaquita-extincao-01-280x137.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/vaquita-extincao-01-410x200.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: NOAA Fisheries</p></div>
<p>Um novo <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2017/01/170118132250.htm" target="_blank">plano de emergência</a> para tentar salvar a vaquita da extinção foi apresentado pelo International Committee for the Recovery of the Vaquita (CIRVA). O plano consiste em recolocar uma parte da população de vaquitas num santuário temporário, até que seja possível eliminar totalmente a pesca ilegal e as redes que acidentalmente matam estes animais no seu único habitat do planeta, o Golfo da Califórnia, no México. A vaquita é o cetáceo mais pequeno do mundo e um dos <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#vaquita">mais raros e ameaçados</a>. Existem apenas 60 indivíduos na natureza e o perigo de extinção é crítico.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-32489" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-01.jpg" alt="Elefante atingido por lança, salvo por veterinários" width="620" height="418" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-01-280x189.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-01-410x276.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<div id="attachment_32490" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32490" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-02.jpg" alt="Elefante atingido por lança, salvo por veterinários" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-02-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-atingido-lanca-02-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografias: The David Sheldrick Wildlife Trust</p></div>
<p>Um jovem elefante atingido por uma lança, <a href="https://www.thedodo.com/elephant-spear-rescue-kenya-2203610735.html" target="_blank">foi socorrido</a> pela equipa de veterinários do <a href="https://www.sheldrickwildlifetrust.org/" target="_blank">David Sheldrick Wildlife Trust</a>, no Quénia. A lança, que tinha penetrado quase um metro no corpo do elefante, foi removida com sucesso e os veterinários acreditam num bom prognóstico. Os elefantes são vítimas da caça furtiva, perda de habitat, conflitos humano-animal (quando se aproximam de populações humanas por exemplo) e das alterações climáticas. Cada animal salvo é importante para a continuidade da espécie.</p>
<div id="attachment_32487" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32487" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/corais-branqueamento-01.jpg" alt="Branqueamento dos corais" width="620" height="414" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/corais-branqueamento-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/corais-branqueamento-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/corais-branqueamento-01-410x274.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Justin Marshall / University of Queensland</p></div>
<p>O estado dos corais nos recifes em torno da Lizard Island, na Austrália, em sequência de um branqueamento de corais massivo que ocorreu em Julho do ano passado. O <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#corais">branqueamento de coral</a> é um fenómeno resultado do aumento das temperaturas e que significa, em muitos casos, a morte dos animais, pois a relação simbiótica que mantém com as algas é rompida e o fornecimento de alimento e energia drasticamente reduzido. A morte de um coral pode significar a destruição de um recife e de todo o ecossistema que este suporta, desde diversas espécies de peixes a plantas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-32510" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-01.jpg" alt="Tubarão-limão libertado de anzol" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<div id="attachment_32511" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32511" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-02.jpg" alt="Tubarão-limão libertado de anzol" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-02-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/tubarao-limao-anzol-02-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografias: Cassie Jensen</p></div>
<p>Durante um <a href="https://www.mundodosanimais.pt/peixes/mergulho-livre-tubaroes/">mergulho com tubarões</a>, uma atividade cada vez mais popular, um grupo de mergulhadores encontrou um <a href="https://www.mundodosanimais.pt/peixes/fotos-tubaroes/">tubarão-limão</a> com um grande anzol preso na boca. Decididos a ajudar o animal, atraíram o tubarão e removeram cuidadosamente o anzol com as próprias mãos.</p>
<div id="attachment_32513" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32513" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-das-filipinas-bebe-01.jpg" alt="Raro veado-das-filipinas bebé" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-das-filipinas-bebe-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-das-filipinas-bebe-01-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-das-filipinas-bebe-01-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Chester Zoo</p></div>
<p>Um muito raro veado-das-filipinas (<em>Rusa alfredi</em>) nasceu no Chester Zoo, no norte de Inglaterra. O veado-das-filipinas é um dos mais raros mamíferos do planeta, existindo apenas nas ilhas Negros e Panay das Filipinas, com uma população estimada em 2.500 animais.</p>
<div id="attachment_32508" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32508" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/encontro-rinoceronte-01.jpg" alt="Encontro com um dos últimos rinocerontes-brancos-do-norte do mundo" width="620" height="387" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/encontro-rinoceronte-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/encontro-rinoceronte-01-280x175.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/encontro-rinoceronte-01-410x256.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: James Suter / via Instagram</p></div>
<p>O encontro entre um jovem rapaz e um dos três últimos rinocerontes-brancos-do-norte existentes no planeta, um momento de admiração e humildade <a href="https://www.instagram.com/p/BPRn79_Brn_/" target="_blank">capturado por James Suter</a> que nos deve inspirar a fazer mais e melhor pelos animais do nosso mundo. <a href="https://vimeo.com/183888585" target="_blank">Veja aqui o vídeo</a> desta produção que termina com uma mensagem que temos de levar muito a sério: um dia, as nossas crianças podem não conseguir ver rinocerontes na natureza.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-15-21-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 15 – 21 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Alterações Climáticas: Causas, Consequências e Impacto na Vida Selvagem</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/</link>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2017 17:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais em Extinção]]></category>
		<category><![CDATA[Animais Selvagens]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos em Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=conservacao&#038;p=32321</guid>
		<description><![CDATA[<p>Conheça as causas das alterações climáticas, do aquecimento global e as suas consequências na vida selvagem. Saiba também que animais estão em maior risco.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/">Alterações Climáticas: Causas, Consequências e Impacto na Vida Selvagem</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32462" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32462" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-01b.jpg" alt="Os ursos-polares são das mais icónicas vítimas do aquecimento global" width="620" height="400" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-01b.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-01b-280x181.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-01b-410x265.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia original: via Pinterest</p></div>
<p>A <a href="http://climate.nasa.gov/evidence/" target="_blank">evidência cientifica</a> é clara. O nosso clima está a mudar rapidamente, quer por razões naturais, como e principalmente por exploração humana.</p>
<p>Estudos e projeções apresentam números pouco animadores caso as emissões de gás não sejam severamente reduzidas. As alterações climáticas são já consideradas uma das maiores ameaças a longo prazo que a vida no planeta enfrenta.</p>
<p>Só para dar alguns exemplos, veja <a href="https://www.theguardian.com/science/2004/jan/08/biodiversity.sciencenews" target="_blank">esta reportagem</a> (em inglês) sobre a potencial perda de um quarto dos animais terrestres e das plantas até 2050, o que totaliza um milhão de espécies perdidas (1 em cada 10 atualmente existentes).</p>
<p>Veja ainda como o aquecimento global pode <a href="http://www.jn.pt/mundo/interior/aquecimento-global-pode-provocar-500-mil-mortes-ate-2050-5058268.html" target="_blank">provocar 500 mil mortes humanas</a> em igual período, ou como todo o gelo do Ártico <a href="http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2016/11/20/aquecimento-global-derretera-todo-o-gelo-do-artico-ate-2050-diz-pesquisa.htm" target="_blank">já poderá ter derretido</a> por essa altura.</p>
<p>Existem ainda numerosos estudos científicos sobre as alterações climáticas a que pode <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_opinion_on_climate_change" target="_blank">aceder facilmente</a> através da Internet, oriundos das mais respeitáveis organizações. National Academy of Science, Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), World Meteorological Association (WMO), NASA, e tantas outras.</p>
<p>Todas vão de encontro às mesmas conclusões. O <a href="https://www.skepticalscience.com/global-warming-scientific-consensus-advanced.htm" target="_blank">consenso científico</a> é de 97 a 98%.</p>
<p>Mas o objetivo deste artigo não é falar sobre previsões. É falar sobre o que está a acontecer agora. Hoje mesmo.</p>
<p>Não podemos correr o risco da inação: até 2050 <em>alguém há-de resolver</em>, <em>há tempo</em>, ou <em>se calhar já nem estou vivo</em>.</p>
<p>Não podemos, porque já estamos a sofrer os efeitos.</p>
<p>2016 foi o <a href="https://www.nytimes.com/2016/11/15/science/2016-hottest-year-on-record.html" target="_blank">ano mais quente alguma vez registado</a>. O segundo mais quente? Sim, esse mesmo, 2015. E o anterior? 2014&#8230; A tendência é clara.</p>
<p>De seguida, vamos abordar o que é o aquecimento global, principal fator das alterações climáticas, e de que forma estas alterações estão a destruir os ecossistemas, em particular a vida selvagem.</p>
<div class="box shadow"><div>
			
<p><strong>Conteúdos:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#causas-consequencias">O que causa o aquecimento global e quais as suas consequências</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#rapido-demais">Um clima a mudar rápido demais</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#pilares-habitat-saudavel">Os quatro pilares de um habitat saudável</a>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#temperatura">Temperaturas adequadas</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#agua">Água doce</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#alimento">Fontes de alimento</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#territorio">Território para criar os filhotes</a></li>
</ul>
</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#animais-afetados">Os animais mais afetados pelas alterações climáticas</a>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#urso-polar">Urso-polar</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#leopardo-das-neves">Leopardo-das-neves</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#baleia-jubarte">Baleia-jubarte</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#golfinho-de-bico-branco">Golfinho-de-bico-branco</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#anfibios">Anfíbios</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#panda-gigante">Panda-gigante</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#tigre">Tigre</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#borboleta-monarca">Borboleta-monarca</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#vaquita">Vaquita</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#tartaruga-verde">Tartaruga-verde</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#beluga">Beluga</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#rena">Rena</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#morsa">Morsa</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#elefante-africano">Elefante-africano</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#elefante-asiatico">Elefante-asiático</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#gorila-das-montanhas">Gorila-das-montanhas</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#chita">Chita</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#orca">Orca</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#pinguim-imperador">Pinguim-imperador</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#corais">Corais</a></li>
</ul>
</li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#como-ajudar">Como ajudar</a></li>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/#conclusao">Ideias-chave / conclusão</a></li>
</ul>

			</div></div>
<span id="causas-consequencias" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>O que causa o aquecimento global e quais as suas consequências</h2>
<div id="attachment_32421" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32421" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-02.jpg" alt="A seca prolongada é uma das consequências do aquecimento global" width="620" height="422" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-02-280x191.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-02-410x279.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>O aquecimento global resulta da acumulação de gases de efeito de estufa na nossa atmosfera, em particular o dióxido de carbono e o metano. Podemos pensar nestes gases, quando estão em níveis normais, como uma espécie de cobertor, que mantém o planeta quente e habitável.</p>
<p>O que tem vindo a acontecer nos últimos 200 anos, é que o ser humano aumentou significativamente os níveis destes gases na atmosfera, especialmente com a queima de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão a partir da Revolução Industrial.</p>
<p>Ou seja, é como se tivéssemos adicionado mais um cobertor à nossa atmosfera &#8212; e agora o planeta está a ficar demasiado quente por causa disso.</p>
<p>Para complicar o problema, estamos ao mesmo tempo a destruir as nossas florestas. As árvores absorvem naturalmente um dos principais gases do efeito de estufa, o dióxido de carbono, pelo que quanto menos árvores existirem, menos dióxido de carbono é removido da atmosfera.</p>
<p>As consequências do aquecimento global são diversas e afetam toda a vida na Terra.</p>
<p>Subida do nível das águas, oceanos cada mais quentes e ácidos, secas cada vez mais longas, vagas de calor, falta de alimento e água doce, gelo polar a derreter, são apenas algumas.<br />
<span id="rapido-demais" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Um clima a mudar rápido demais</h2>
<div id="attachment_32422" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32422" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-03.jpg" alt="A mudança do clima está a ser demasiado rápida" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-03.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-03-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-03-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-03-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>Os animais necessitam de habitats saudáveis e estáveis para poderem viver.</p>
<p>Alterações climáticas naturais, como as que já aconteceram várias vezes na história da Terra, são geralmente graduais e prolongam-se por milhares ou milhões de anos, o que permite aos seres vivos adaptarem-se e evoluírem.</p>
<p>Certamente <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-pre-historicos/evolucao-primeiros-animais-pre-historicos/">nem todas as espécies sobrevivem</a>, mas isso é consequência da seleção natural, que nos diz que são as espécies mais fortes (entenda-se, que melhor se adaptam) que sobrevivem.</p>
<p>O que está a ocorrer por intervenção direta do ser humano, é que as alterações são tudo menos graduais.</p>
<p>Veja o seguinte gráfico:</p>
<div id="attachment_32330" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32330" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-01.jpg" alt="O impacto das mudanças climáticas e do aquecimento global" width="620" height="248" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-01-280x112.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-01-410x164.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Créditos: Vostok ice core data/J.R. Petit et al.; NOAA Mauna Loa CO2 record.</p></div>
<p>Tal como pode observar, os níveis de dióxido de carbono na nossa atmosfera, ainda que com altos e baixos, sempre se mantiveram abaixo de um determinado nível (a linha horizontal que cobre desde há 400 mil anos até à atualidade).</p>
<p>Em 1950, pela primeira vez a linha é ultrapassada. E nestas últimas décadas, apresenta uma subida a pique que ultrapassa e muito qualquer outro nível que a atmosfera tenha tido anteriormente.</p>
<p>Uma alteração tão acentuada e em tão pouco tempo, não dá espaço para grandes adaptações, se é que dá para alguma. Por isso mesmo os animais estão a sofrer, alguns de forma grave, o efeito das mudanças climáticas.</p>
<p>Sem um travão, o aquecimento global pode tornar-se no fator mais destrutivo da vida selvagem desde o aparecimento do Homem.<br />
<span id="pilares-habitat-saudavel" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Os quatro pilares de um habitat saudável</h2>
<div id="attachment_32423" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32423" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-04.jpg" alt="O aquecimento global coloca em causa os habitats de inúmeras espécies" width="620" height="457" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-04.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-04-280x206.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-04-410x302.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Irina Menyushina / via The Polar Bear Programme</p></div>
<p>Vamos então abordar quais são os quatro pilares de um habitat saudável e <a href="https://www.nwf.org/Wildlife/Threats-to-Wildlife/Global-Warming/Effects-on-Wildlife-and-Habitat.aspx" target="_blank">de que forma</a> cada um deles está a ser afetado.</p>
<p>Os animais precisam de:</p>
<ol>
<li>Temperaturas adequadas;</li>
<li>Água doce;</li>
<li>Fontes de alimento;</li>
<li>Território para criar os filhotes.</li>
</ol>
<p><span id="temperatura" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>1. Temperaturas adequadas</h3>
<p>Nenhuma outra região do planeta está a sofrer tanto com o aquecimento global como o Ártico, que está a perder todo o seu gelo. Os ursos polares são um dos maiores predadores terrestres e necessitam de territórios grandes para caçar e criar os seus filhotes. Com o derretimento do gelo, os territórios destes animais são cada vez mais diminutos.</p>
<p>A subida da temperatura da água provoca o declínio das populações de trutas, salmões e muitas outras espécies que necessitam de água gelada para sobreviver. Estes peixes crescem mais devagar, o nível de oxigénio na água é mais baixo e ficam mais suscetíveis a doenças e parasitas.</p>
<p>A subida da temperatura nos oceanos já provocou graves danos nos recifes de corais, que servem de casa e proteção a diversas espécies de peixes e plantas. Quando um coral morre, todo o ecossistema que ele suporta também desaparece.<br />
<span id="agua" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>2. Água doce</h3>
<div id="attachment_32424" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32424" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-05.jpg" alt="O acesso à água fica cada vez mais condicionado com a subida das temperaturas" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-05.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-05-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-05-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-05-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>Grandes cheias aumentam os níveis de erosão das rochas, o que diminui a qualidade da água e afeta os habitats aquáticos.</p>
<p>A alteração do padrão das chuvas está a levar à construção de barragens em zonas que afetam tanto peixes como mamíferos, que anualmente migram pelos rios acima.</p>
<p>Seca extrema é fatal para as plantas, das quais os animais selvagens dependem para se alimentar e encontrar abrigo.</p>
<p>A seca também priva os animais de terem acesso à água. Um único elefante necessita de até 300 litros de água por dia, só para beber.<br />
<span id="alimento" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>3. Fontes de alimento</h3>
<p>O alimento disponível para as espécies migratórias é alterado. As aves, por exemplo, chegam ao seu destino no tempo certo para encontrarem insetos, sementes e plantas com flor, mas devido à subida das temperaturas, essas fontes de alimento dispersaram-se mais cedo ou não chegam sequer a nascer / florescer.</p>
<p>Invernos amenos levam os alimentos previamente armazenados por diversos animais a estragarem-se. Esses animais, que dependem do seu próprio armazém de comida, ficam assim sem sustento.</p>
<p>As populações de krill, que servem de fonte de alimentação para diversos animais tais como baleias, focas, pinguins, lulas, vários peixes e aves marinhas, estão a diminuir. As emissões de dióxido de carbono e acidificação do oceano são fatais para os seus ovos, que não chegam a eclodir.<br />
<span id="territorio" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>4. Território para criar os filhotes</h3>
<div id="attachment_32425" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32425" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-06.jpg" alt="As alterações climáticas colocam em risco os territórios que muitos animais utilizam para criar os seus filhotes" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-06.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-06-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-06-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-06-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p>Algumas espécies de aves migratórias chegam aos territórios de nidificação e põem os seus ovos mais cedo do que o normal.</p>
<p>As focas-aneladas dependem quase exclusivamente do gelo ártico para viver e se reproduzir, pelo que são naturalmente afetadas pelo derretimento polar. Além disso, a queda de menos neve leva as focas bebés a saírem prematuramente das suas tocas, numa fase em que ainda não estão preparadas para sobreviver ao ar livre.</p>
<p>Espécies migratórias e outros animais que dependem de pantanais são afetadas pela seca e perdem o seu habitat essencial para se reproduzirem.</p>
<p>O aumento do nível das águas do mar e as alterações de salinidade são uma ameaça para os manguezais (florestas de mangue), o que deixa muitos peixes, moluscos, crustáceos e outros animais sem território para se reproduzir ou sequer se alimentar.</p>
<p>Os ninhos das tartarugas marinhas estão em perigo caso o nível das águas suba. Uma subida de 50 centímetros já colocaria em risco os ninhos em 30% das praias das Caraíbas.<br />
<span id="animais-afetados" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Os animais mais afetados pelas alterações climáticas</h2>
<p>Como vimos anteriormente, muitos animais estão a ser afetados pelas alterações nos seus habitats, e alguns estão a mudar o seu comportamento.</p>
<p><a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2014/03/140331-global-warming-climate-change-ipcc-animals-science-environment/" target="_blank">Segundo Peter Alpert</a>, diretor do programa de biologia ambiental no U.S. National Science Foundation, na Virgínia, os animais que mais hipóteses têm de sair <em>vencedores</em> das mudanças climáticas são as espécies invasoras, sensíveis ao frio, já habituadas a expandir os seus territórios consoante as necessidades.</p>
<p>Do lado dos <em>perdedores</em>&#8230; são todos os outros essencialmente. Em particular, espécies totalmente especializadas no habitat onde vivem.</p>
<p>Um exemplo flagrante são os animais que vivem nas regiões polares, com adaptações físicas e comportamentais específicas para <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-selvagens/animais-inverno/">fazer frente ao frio</a>. Além de alterar todo o seu estilo de vida, o Ártico corre o risco de desaparecer por completo, o que virtualmente deixa todos os seus animais sem habitat para viver.</p>
<p>De seguida vamos ver algumas das espécies que são mais afetadas. São muitas, mas foram muitas mais que as deixamos de fora para não tornar o artigo demasiado extenso.<br />
<span id="urso-polar" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Urso-polar</h3>
<div id="attachment_32426" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32426" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-07.jpg" alt="Urso-polar" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-07.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-07-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-07-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Alan D. Wilson / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Ursus maritimus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p>A vulnerabilidade do urso-polar em relação ao aquecimento do planeta é das mais evidentes, o que o torna no animal mais icónico e representativo dos efeitos das alterações climáticas na vida selvagem.</p>
<p>Ao depender quase em exclusivo do gelo ártico, corre o risco de perder o seu habitat caso este continue a derreter como se tem verificado.</p>
<p>Atualmente, os ursos-polares já estão a ser afetados pelas temperaturas anormalmente elevadas da região polar ártica. Estes animais necessitam de plataformas de gelo para caçar as suas principais presas, as focas.</p>
<p>Com o derretimento cada vez mais acelerado destas plataformas, os ursos são menos eficazes nas caçadas e por vezes não conseguem armazenar reservas de gordura suficientes para sobreviver aos períodos em que as fontes de alimentação são menores, no final do Verão e início de Outono.</p>
<p>Além disso, quanto menos gelo os ursos têm, maiores distâncias são obrigados a nadar para chegar de uma plataforma à seguinte, chegando a morrer afogados por exaustão.</p>
<p>A seu favor tem o facto de não depender de um só alimento. Preferem largamente as focas, mas na ausência destas (também afetadas pela ausência de gelo) podem alimentar-se de carcaças de baleias e até se aventuram a caçar morsas e belugas.</p>
<p>Caso o Ártico desapareça, a continuidade da espécie está claramente em causa.<br />
<span id="leopardo-das-neves" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Leopardo-das-neves</h3>
<div id="attachment_32428" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32428" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-08.jpg" alt="Leopardo-das-neves" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-08.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-08-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-08-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/ekilby/13360204225" target="_blank" rel="nofollow">Eric Kilby</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Panthera uncia</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo</p>
<p>Os picos gelados das regiões montanhosas também são ameaçados pelas variações climáticas.</p>
<p>O <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/tipos-grandes-felinos/#leopardodasneves">leopardo-das-neves</a>, cuja pelagem branca o leva a mover-se sobre a neve quase como um fantasma, pode ver-se obrigado a caçar com um fundo <em>verdinho</em> por trás, que o denunciará às suas presas mais facilmente.</p>
<p>A população dos leopardos-das-neves é pequena, com apenas 4 mil a 7.5 mil animais na natureza, e já se encontra em perigo de extinção.</p>
<p>Ainda assim, sendo um animal altamente especializado em montanha, mas que não está exclusivamente dependente de certas altitudes, temperaturas, ou quantidade de água disponível, é um dos animais que poderá adaptar-se com maior facilidade &#8212; se as outras ameaças humanas que o afetam também forem severamente reduzidas.<br />
<span id="baleia-jubarte" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Baleia-jubarte</h3>
<div id="attachment_32429" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32429" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-09.jpg" alt="Baleia-jubarte" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-09.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-09-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-09-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-09-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Megaptera novaeangliae</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Pouco preocupante</p>
<p>Segundo <a href="http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0121374" target="_blank">um estudo publicado</a> na revista científica PLoS One, realizado entre 1984 e 2010, as baleias-jubarte e outras espécies de baleias migratórias estão a ser afetadas pela subida das temperaturas oceânicas.</p>
<p>As baleias estão a alterar as suas migrações e estão a chegar aos seus destinos &#8212; onde se encontram as fontes de alimentação &#8212; cerca de um dia mais cedo a cada ano. Os investigadores temem que as baleias deixem de conseguir chegar no tempo certo, em simultâneo com a ocorrência de krill e pequenos peixes em cardume, de que se alimentam.</p>
<p>O próprio krill está a diminuir. Estudos anteriores já tinham revelado que a população de krill diminuiu <a href="http://www.bitsofscience.org/krill-penguins-antarctica-1240/" target="_blank">cerca de 80%</a> desde meados de 1970. Com menos abundância de krill, animais como a baleia-jubarte têm menos alimento à disposição. Não é assim de estranhar que, recentemente, tenham dado à costa baleias-jubarte com sinais de <a href="http://www.takepart.com/article/2015/06/18/humpback-whales-exhausted-climate-change" target="_blank">severa desnutrição</a>.</p>
<p>As baleias-jubarte já percorrem os oceanos há milhões de anos, tendo sobrevivido a alterações climáticas naturais como períodos glaciares e interglaciares, o que é um indicador positivo sobre a sua capacidade de adaptação a diferentes temperaturas. Resta saber se também o conseguirão fazer com todas as variações climáticas que estão agora a acontecer.<br />
<span id="golfinho-de-bico-branco" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Golfinho-de-bico-branco</h3>
<div id="attachment_32430" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32430" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-10.jpg" alt="Golfinho-de-bico-branco" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-10.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-10-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-10-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/briangratwicke/14831095713" target="_blank" rel="nofollow">Brian Gratwicke</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Lagenorhynchus albirostris</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Pouco preocupante</p>
<p>O golfinho-de-bico-branco tem o seu habitat ameaçado pela subida da temperatura das águas.</p>
<p>Endémico das águas do Atlântico Norte, com um clima subártico &#8212; um clima menos gelado que o do próprio Ártico, mas mais frio que o clima temperado &#8212; este golfinho não está adaptado a temperaturas mais extremas (quentes ou frias). Além disso, necessita de águas pouco profundas, com um máximo de 1 quilómetro de profundidade.</p>
<p>Com o aumento da temperatura, o golfinho-de-bico-branco pode não ter para onde ir. Não existem outras zonas por perto com águas pouco profundas, e a sua população não pode simplesmente mover-se para águas mais frias a Norte, pois não está adaptada às condições do Ártico.</p>
<p>Infelizmente, o conhecimento científico sobre esta espécie ainda é parco. Não se conhecem ao certo os números da sua população, como se reproduzem ou qual a sua esperança média de vida.<br />
<span id="anfibios" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Anfíbios</h3>
<div id="attachment_32431" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32431" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-11.jpg" alt="Sapo-dourado" width="620" height="414" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-11.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-11-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-11-410x274.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Charles H. Smith / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Classe:</strong> Amphibia</p>
<p>Os <a href="https://www.mundodosanimais.pt/anfibios/">anfíbios</a> são particularmente sensíveis a alterações nos seus habitats e no meio ambiente.</p>
<p>A mudança do clima traz novas doenças a que estes animais são suscetíveis, em particular doenças provocadas por fungos &#8212; 67% das espécies pertencentes ao género <em>Atelopus</em> (um género de rãs nativas dos trópicos americanos), foram extintas como resultado de uma doença fúngica (<em>Batrachochytrium dendrobatidis</em>), <a href="http://www.nature.com/nature/journal/v439/n7073/abs/nature04246.html" target="_blank">ligada ao aquecimento global</a>.</p>
<p>A subida das temperaturas também seca o ar, e os anfíbios, bem como os seus ovos, necessitam de ambientes húmidos para sobreviver. Os anfíbios que habitam nas regiões montanhosas de maior altitude são os mais suscetíveis.</p>
<p>Segundo o Global Amphibian Assessment, 32% de todas as espécies de anfíbios estão em perigo de extinção.</p>
<p>Especula-se ainda que o sapo-dourado (<em>Bufo periglenes</em>) possa ter sido extinto por consequência direta das alterações climáticas, o que faria desta espécie o primeiro caso do género.</p>
<p>Observado pela última vez em 1989, o sapo-dourado habitava florestas nubladas de grande altitude, que desapareceram devido à seca e a outras variações do clima.<br />
<span id="panda-gigante" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Panda-gigante</h3>
<div id="attachment_32432" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32432" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-12.jpg" alt="Panda-gigante" width="620" height="388" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-12.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-12-280x175.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-12-410x257.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Todorov.petar.p / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Ailuropoda melanoleuca</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p>A principal vulnerabilidade do simpático panda é a sua alimentação, que depende quase em exclusivo das folhas de bambus.</p>
<p>Ora, o bambu é uma planta que poderá desaparecer quase por completo devido ás mudanças no clima, segundo <a href="https://www.theguardian.com/environment/2012/nov/12/giant-pandas-threatened-climate-change" target="_blank">um estudo publicado em 2012</a>. Para agravar a situação, as regiões na China onde o bambu poderá ser menos afetado pelas temperaturas, são regiões habitadas e exploradas por seres humanos, portanto interditas aos pandas.</p>
<p>A sobrevivência do panda está assim dependente dos esforços de conservação que forem feitos em relação à sua fonte de alimentação, uma vez que o animal em si é tolerante em relação a variações de temperatura.<br />
<span id="tigre" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Tigre</h3>
<div id="attachment_32433" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32433" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-13.jpg" alt="Tigre" width="620" height="430" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-13.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-13-280x194.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-13-410x284.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/90389546@N00/3512034897" target="_blank" rel="nofollow">catlovers</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Panthera tigris</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo</p>
<p>A população de tigres é muito pequena &#8212; cerca de 3.200 animais na natureza &#8212; e o seu habitat no sudeste asiático é fragmentado.</p>
<p>Por esse motivo, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/tigre-grandes-felinos/">os tigres</a> estão mais suscetíveis a variações no clima e no habitat, uma vez que não têm números (e consequentemente filhotes) suficientes para resistirem a mudanças mais drásticas.</p>
<p>A costa do Bangladeche, onde habita a maior população de tigres-siberianos do mundo, corre o risco de desaparecer <a href="http://www.worldwildlife.org/press-releases/climate-change-threatens-to-wipe-out-one-of-world-s-largest-tiger-populations-this-century" target="_blank">ainda este século</a> com a subida do nível da água do mar. Uma subida de <em>apenas</em> 28 centímetros acima do nível do ano 2000 é capaz de destruir 96% deste habitat.</p>
<p>Apesar do tigre ser um animal com forte capacidade de adaptação, habitando desde as florestas geladas da Rússia até às florestas tropicais da Indonésia, os animais podem não ser capazes de resistir a alterações demasiado bruscas no habitat e no clima.<br />
<span id="borboleta-monarca" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Borboleta-monarca</h3>
<div id="attachment_32435" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32435" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-14.jpg" alt="Borboleta-monarca" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-14.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-14-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-14-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Kenneth Dwain Harrelson / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Danaus plexippus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Não avaliado</p>
<p>As borboletas-monarcas dependem largamente dos estímulos ambientais para gerir as suas épicas migrações de milhares de quilómetros, desde a América do Norte até ao México, bem como a reprodução e a hibernação (em rigor, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-selvagens/animais-inverno/#insetos-diapausa">nos insetos não se chama hibernação mas sim diapausa</a>).</p>
<p>Tal como acontece com outros animais migratórios, alterações na temperatura podem levar os animais a alterar o seu comportamento, como migrar mais cedo ou mais tarde, hibernar mais ou menos tempo, reproduzir-se antes ou depois do normal.</p>
<p>Uma vez que todo o ecossistema está ligado, a alteração dos hábitos de uma espécie tem o potencial de afetar muitas outras &#8212; como vimos anteriormente, o simples facto de certos insetos eclodirem e dispersarem mais cedo leva a que algumas aves migratórias não encontrem a sua fonte de alimento quando chegam ao seu destino.</p>
<p>A borboleta-monarca tem a seu favor um ciclo reprodutivo muito rápido, que a pode ajudar a adaptar-se mais depressa ás alterações do ambiente.<br />
<span id="vaquita" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Vaquita</h3>
<div id="attachment_32436" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32436" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-15.jpg" alt="Vaquita" width="620" height="372" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-15.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-15-280x168.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-15-410x246.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Thomas A. Jefferson / via WWF</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Phocoena sinus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo crítico</p>
<p>O cetáceo mais pequeno do mundo e também um dos mais raros, vê a sua situação piorar com a mudança do clima.</p>
<p>A vaquita tem apenas um pequeno habitat, no norte do Golfo da Califórnia, no México. Sendo um habitat que por natureza não pode ser expandido, não permite à vaquita ir em busca de águas mais frias à medida que a temperatura sobe.</p>
<p>De qualquer modo, e com muita pena, mesmo sem alterações climáticas é possível que já seja tarde para salvar esta espécie. É o mamífero marinho mais ameaçado de extinção em todo o mundo (de um total de 129 espécies conhecidas). Em 2016, um <a href="http://www.iucn-csg.org/index.php/2016/05/14/stronger-protection-needed-to-prevent-imminent-extinction-of-mexican-porpoise-vaquita-new-survey-finds/" target="_blank">novo relatório</a> reportou que existem apenas 60 animais, um declínio de 92% em relação a 1997.</p>
<p>Sem medidas de aplicação muito urgente, é provável que a vaquita seja extinta dentro de 5 anos.<br />
<span id="tartaruga-verde" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Tartaruga-verde</h3>
<div id="attachment_32437" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32437" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-16.jpg" alt="Tartaruga-verde" width="620" height="498" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-16.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-16-280x225.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-16-410x329.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Brocken Inaglory / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Chelonia mydas</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo</p>
<p>A tartaruga-verde é muito sensível a alterações na temperatura em todos os estágios da sua vida.</p>
<p>Por exemplo, as tartarugas bebés nascem machos ou fêmeas consoante a temperatura da areia onde os ovos são postos &#8212; quanto mais quente estiver a areia, mais fêmeas nascem. Com o aquecimento global, o número de machos poderá ficar cada vez mais reduzido, o que afeta a população de tartarugas.</p>
<p>A subida do nível das águas, como também vimos anteriormente, é uma ameaça às praias onde estas e outras tartarugas fazem a sua desova.</p>
<p>Por outro lado, a diversidade genética das tartarugas-verdes é elevada, o que aumenta a probabilidade da espécie se conseguir adaptar a um <em>novo ambiente</em>.<br />
<span id="beluga" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Beluga</h3>
<div id="attachment_32438" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32438" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-17.jpg" alt="Beluga" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-17.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-17-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-17-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-17-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/criminalintent/27640481" target="_blank" rel="nofollow">Lars Plougmann</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Delphinapterus leucas</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Quase ameaçado</p>
<p>Os impactos mais severos das alterações climáticas sobre as belugas, curiosamente, não vêm diretamente das condições atmosféricas, mas indiretamente pelas alterações que o aquecimento global provoca nas atividades humanas.</p>
<p>Não deixam contudo de ser graves para o &#8220;canário dos mares&#8221;, como por vezes é chamada devido ás suas agudas vocalizações.</p>
<p>À medida que o gelo do Ártico vai desaparecendo, os seres humanos vão obtendo acesso a zonas do Polo Norte que antes lhes eram inacessíveis. Águas intocadas que serviam de refúgio seguro a estes animais começam agora a tornar-se navegáveis para navios e outras embarcações.</p>
<p>O ruído industrial que o aparecimento destas embarcações provoca impede as belugas de comunicar umas com as outras e de caçar com eficácia. A poluição é também um problema, pois as toxinas ficam acumuladas na gordura e outros órgãos do animal.</p>
<p>Para além disso, as belugas são, como muitos outros animais da região ártica e subártica, afetadas pelo derretimento do gelo e pela subida da temperatura no oceano. As suas fontes de alimentação são alteradas e o aparecimento de outras espécies, em busca de águas mais frias, pode aumentar a competição pelo alimento e causar danos às populações de belugas.</p>
<p>As belugas têm a seu favor, no entanto, as suas populações numerosas. Estima-se que existam bem mais de 100 mil belugas, o que não coloca a espécie em risco imediato.<br />
<span id="rena" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Rena</h3>
<div id="attachment_32439" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32439" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-18.jpg" alt="Rena" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-18.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-18-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-18-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Rangifer tarandus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p><a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/renas-factos-fotos/">As renas</a>, famosos animais que embelezam os nossos contos de Natal, são mais um alvo das alterações climáticas, mais especificamente dos efeitos que o aquecimento global tem no clima polar Ártico.</p>
<p>Em particular nas florestas boreais do Alasca, a subida das temperaturas tende a provocar mais incêndios, o que leva à destruição das florestas mais velhas, que por sua vez suportam os líquenes indispensáveis à alimentação das renas. Os líquenes demoram muito tempo a crescer em florestas novas &#8212; depois de um incidente como um incêndio florestal, podem demorar 80 anos a crescer novamente.</p>
<p>O aquecimento global também altera o padrão das quedas de chuva e neve, o que pode alterar as rotas de migração das renas. Outro problema são os parasitas, que aumentam com a subida da temperatura, e podem alterar o comportamento dos animais.<br />
<span id="morsa" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Morsa</h3>
<div id="attachment_32440" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32440" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-19.jpg" alt="Morsa" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-19.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-19-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-19-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-19-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Captain Budd Christman, NOAA Corps / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Odobenus rosmarus </em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p>As morsas passam mais de metade da sua vida em cima do gelo Ártico, ou seja, são mais uma vítima direta do derretimento do gelo polar. Sem este, não têm mais para onde ir.</p>
<p>O gelo desempenha também um papel vital no acasalamento e reprodução das morsas. Além de acasalarem menos, as mães morsas necessitam de alimento em abundância (mais difícil de obter à medida que o gelo diminui) e plataformas de gelo para descansar (gastam imensa energia em cada deslocação).</p>
<p>Sem essas necessidades supridas, o corpo das morsas produz menos leite e os filhotes não obtém os nutrientes de que necessitam. Também ocorrem separações entre mães e filhotes quando as plataformas de gelo fraturam e se dividem.</p>
<p>Em 2015, o derretimento prematuro de plataformas de gelo levaram 35 mil morsas a <a href="http://news.nationalgeographic.com/news/2014/10/141002-walruses-climate-change-science-global-warming-animals-alaska/" target="_blank">dar à costa numa praia</a> do norte do Alasca. As morsas têm este comportamento quando não encontram gelo suficiente para os seus períodos de descanso.</p>
<p>No entanto estas aventuras têm o seu preço. Em 2009, um evento deste género resultou na morte de 10% dos animais. Os filhotes são os mais vulneráveis, pois são frequentemente esmagados durante a tumultuosa debandada.<br />
<span id="elefante-africano" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Elefante-africano</h3>
<div id="attachment_32442" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32442" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-20.jpg" alt="Elefante-africano" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-20.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-20-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-20-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Loxodonta africana</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p>O maior animal terrestre do planeta tem naturalmente grandes necessidades de sustento. Um dos que se pode tornar cada vez mais difícil de encontrar é a água doce, e cada elefante precisa de 150 a 300 litros de água por dia, só para beber, sem contar com os banhos.</p>
<p>A falta deste recurso indispensável afeta toda a atividade diária do elefante, incluindo a migração e a reprodução &#8212; o pico dos nascimentos coincide com o pico das chuvas, os períodos de seca inibem o acasalamento e a fertilidade das fêmeas.</p>
<p>Os elefantes são também particularmente sensíveis a altas temperaturas, bem como às doenças que vêm associadas com essa subida.</p>
<p>A sua fácil adaptação a habitats diferentes, desde as savanas às florestas tropicais, poderá ser uma vantagem. O fim da busca insaciável pelo seu marfim é indispensável para ajudar &#8212; e parecem haver <a href="http://www.wilder.pt/historias/china-vai-deixar-de-comercializar-marfim-para-salvar-elefantes/" target="_blank">algumas boas notícias</a> nesse sentido.<br />
<span id="elefante-asiatico" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Elefante-asiático</h3>
<div id="attachment_32444" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32444" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-21.jpg" alt="Elefante-asiático" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-21.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-21-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-21-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-21-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: SuperJew / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Elephas maximus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo</p>
<p>Tem um habitat mais rico em água do que os seus parentes do continente africano, mas nem por isso deixa de ser afetado pelas alterações do aquecimento global.</p>
<p>Além de partilharem com os seus parentes a sensibilidade a altas temperaturas e as colossais necessidades de água (bebem até 225 litros por dia), as suas plantas favoritas para se alimentar já estão a ser alvo de espécies invasoras, que estão a explorar novos territórios.</p>
<p>Tal como os parentes, tem facilidade de se adaptar a habitats diferentes, inclusive em diferentes altitudes, o que pode ser uma mais-valia.<br />
<span id="gorila-das-montanhas" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Gorila-das-montanhas</h3>
<div id="attachment_32445" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32445" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-22.jpg" alt="Gorila-das-montanhas" width="620" height="461" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-22.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-22-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-22-280x208.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-22-410x305.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/rod_waddington/23735083459" target="_blank" rel="nofollow">Rod Waddington</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Gorilla beringei beringei</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Em perigo critico</p>
<p>Os <a href="https://www.mundodosanimais.pt/ajuda-animal/salvar-gorilas/">gorilas-das-montanhas</a> já sofrem de uma extrema diminuição do seu habitat sem influência de qualquer mudança climática. Mas estas só servirão para agravar o caso.</p>
<p>Neste momento, o gorila-das-montanhas está confinado a um território muito pequeno situado na África Central. Os seus números também são alarmantes: apenas 800 indivíduos na natureza.</p>
<p>Este gorila não pode sequer tentar expandir o seu território uma vez que está cercado por habitações humanas.</p>
<p>O ciclo reprodutivo do gorila-das-montanhas é lento e a sua variabilidade genética pequena. Doenças transmitidas diretamente por seres-humanos, cujo contágio é acelerado pelas alterações climáticas, adicionam mais problemas à sua sobrevivência.</p>
<p>Como vantagem, não é propriamente um animal esquisito na hora da refeição. Folhas, flores, fruta, caules, raízes ou casca de árvore, cabem todos na sua dieta. Também não necessita de grandes quantidades de água e adapta-se a temperaturas variadas.<br />
<span id="chita" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Chita</h3>
<div id="attachment_32446" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32446" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-23.jpg" alt="Chita" width="620" height="463" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-23.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-23-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-23-280x209.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-23-410x306.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/schani/32966097/" target="_blank" rel="nofollow">Mark Probst</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Acinonyx jubatus</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Vulnerável</p>
<p>No final do ano passado, <a href="http://www.bbc.com/news/science-environment-38415906" target="_blank">um novo estudo</a> trouxe más notícias <a href="https://www.mundodosanimais.pt/mamiferos/tipos-grandes-felinos/#chita">sobre as chitas</a>. O animal terrestre mais veloz do mundo também está ameaçado de extinção.</p>
<p>O estudo revelou que as populações sofreram grandes quedas. Existem apenas 7.100 chitas na natureza e uma das populações, a chita-asiática, sofreu a queda mais drástica, restando 50 animais.</p>
<p>Aos parcos números junta-se uma diversidade genética muito baixa entre a espécie, o que tornará mais difícil qualquer adaptação a novos climas.</p>
<p>De positivo, não precisam de muita água para sobreviver. Podem beber apenas a cada 3 ou 4 dias.<br />
<span id="orca" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Orca</h3>
<div id="attachment_32447" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32447" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-24.jpg" alt="Orca" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-24.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-24-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-24-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Domínio Público</p></div>
<p><strong>Nome científico</strong>: <em>Orcinus orca</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha</strong>: Sem dados</p>
<p>As mudanças no ambiente têm um duplo efeito nas <em>baleias-assassinas</em>: por um lado, fragilizam-nas, por outro, tornam-nas mais perigosas para com outras espécies.</p>
<p>Começando pelos pontos frágeis, as alterações climáticas estão a diminuir consideravelmente a população de salmão-rei, um alimento indispensável às orcas. Aliás, segundo <a href="http://www.cbc.ca/news/technology/chinook-salmon-could-be-wiped-out-by-2100-new-study-claims-1.2881635" target="_blank">um novo estudo</a>, estes salmões podem ser extintos dentro de 85 anos, colocando em causa a sobrevivência das populações de orcas.</p>
<p>Neste momento, e devido à quebra desta fonte de alimentação, uma das quatro comunidades residentes de orcas do noroeste do Oceano Pacífico dos Estados Unidos, viu os seus números cair de 89 para 77 orcas, apenas nos últimos 5 anos. E desde 2012 que nenhuma cria sobrevive.</p>
<p>Para além da escassez de alimento, as orcas também correm o risco de ficar presas em buracos de gelo, provocados pelo derretimento polar. Isto acontece porque o aquecimento da água está a abrir novos caminhos por entre o gelo, para áreas onde historicamente estes animais não tinham acesso. Um destes incidentes <a href="http://www.livescience.com/26165-killer-whales-trapped-climate-change.html" target="_blank">aconteceu em 2013</a>, mas felizmente acabou bem.</p>
<p>Ironicamente, são estes locais não explorados que tornam as orcas mais perigosas.</p>
<p>As orcas eram raramente observadas em águas repletas de gelo, mas a diminuição deste está a levar estas baleias (na verdade, golfinhos) a explorar águas árticas durante períodos mais longos. <a href="http://www.worldwildlife.org/stories/as-arctic-ice-melts-orcas-move-in" target="_blank">Como diz Pete Ewins</a>, especialista da WWF das espécies árticas, &#8220;quando novos predadores como as orcas entram em cena, podem alterar o ecossistema inteiro&#8221;.<br />
<span id="pinguim-imperador" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Pinguim-imperador</h3>
<div id="attachment_32448" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32448" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-25.jpg" alt="Pinguins-imperadores" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-25.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-25-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-25-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: <a href="https://www.flickr.com/photos/linpadgham/2589167851/" target="_blank" rel="nofollow">lin padgham</a></p></div>
<p><strong>Nome científico:</strong> <em>Aptenodytes forsteri</em><br />
<strong>Estado na Lista Vermelha:</strong> Quase ameaçado</p>
<p>No Hemisfério Sul, nenhuma região está a aquecer tão depressa como a Península Antártica.</p>
<p>Os pinguins-imperadores são uma das maiores vítimas do derretimento do gelo nesta região. Além de perderem território, muitas vezes a quebra das plataformas de gelo coloca em risco a vida dos seus filhotes, sobretudo quando ainda não estão adaptados à água.</p>
<p>A redução do gelo também diminui a população de krill, um alimento essencial para os pinguins.</p>
<p>Um aspeto que pode ser favorável é o facto do Mar de Ross, situado no sul da Antártida, ser o último local do planeta a vir a ser afetado pelo aquecimento global, <a href="http://www.livescience.com/46595-global-warming-threatens-emperor-penguins.html" target="_blank">segundo os cientistas</a>. Esforços de conservação concentrados nesta região podem ter mais sucesso na conservação desta espécie.<br />
<span id="corais" class="mda-anchor"> </span></p>
<h3>Corais</h3>
<div id="attachment_32449" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32449" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-26.jpg" alt="Corais" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-26.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-26-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-26-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-26-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Toby Hudson / via Wikimedia Commons</p></div>
<p><strong>Classe:</strong> Anthozoa</p>
<p>Os corais são bastante afetados pela subida da temperatura nos oceanos, que provocam um fenómeno chamado branqueamento dos corais.</p>
<p>Para entender o que é o branqueamento, é necessário compreender o estilo de vida dos corais. Como não se movimentam, os corais formam relações simbióticas com outras espécies marinhas.</p>
<p>As cores exuberantes que estamos habituados a ver nos documentários da vida animal são resultado de uma destas simbioses, com uma alga do género <em>Symbiodinium</em> (já que o coral em si é apenas branco). A alga aloja-se nos poros do coral, onde obtém proteção e produtos gerados pelo metabolismo do coral. Em troca, dá-lhe a energia excedente da sua atividade de fotossíntese, bem como compostos orgânicos nutritivos, que o alimentam.</p>
<p>Quando a temperatura da água sobe, o coral deixa de conseguir fornecer à alga os compostos necessários para que esta faça a fotossíntese. Como consequência, a alga produz menos energia para o coral e o processo continua como uma espiral descendente, que culmina com o coral perder o controlo desta relação simbiótica e a expulsar todas as algas &#8212; daí ficar branco.</p>
<div id="attachment_32450" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32450" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-27.jpg" alt="Corais vítimas de branqueamento de coral" width="620" height="466" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-27.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-27-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-27-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-27-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Wikimedia Commons</p></div>
<p>O coral sobrevive numa primeira fase, mas ao expulsar as algas perde 90% do seu fornecimento de energia e perde também os nutrientes, pelo que começa literalmente a passar fome. O coral deixa de crescer, reproduzir-se e fica mais suscetível a doenças.</p>
<p>Dependendo do grau de branqueamento, é possível que o coral recupere completamente. Nos casos mais graves, toda a colónia de um recife de coral pode morrer, o que também afeta as diversas espécies de peixes e plantas que fazem dos recifes o seu habitat.</p>
<p>Só o ano passado, a Austrália perdeu quase um quarto do seu recife de coral devido ao branqueamento. Uma catástrofe que pode ver <a href="https://www.theguardian.com/environment/2016/jun/07/the-great-barrier-reef-a-catastrophe-laid-bare" target="_blank">documentada aqui</a>. Já este ano, um <a href="https://www.theguardian.com/world/2017/jan/12/almost-75-of-japans-biggest-coral-reef-has-died-from-bleaching-says-report" target="_blank">novo relatório</a> indicou que quase 75% do maior recife de coral do Japão também foi perdido.<br />
<span id="como-ajudar" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Como ajudar</h2>
<div id="attachment_32451" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32451" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-28.jpg" alt="A reciclagem de materiais é muito importante para combater as alterações climáticas e a poluição" width="620" height="400" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-28.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-28-280x181.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-28-410x265.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Zaf / via Wikimedia Commons</p></div>
<p>Não queremos terminar o artigo com um típico <em>faça alguma coisa!!</em> Sim, mas faço concretamente o quê?</p>
<p>De seguida, deixamos algumas ideias onde pode contribuir para a diminuição das alterações climáticas e do aquecimento global, através da poupança do consumo de energia, da menor utilização de combustíveis fósseis e da redução na emissão de gases para a atmosfera, entre outros.</p>
<p>A começar por casa, substitua lâmpadas antigas por lâmpadas de superior eficiência energética, que gastam muito menos energia e geram menos calor. Desconecte das tomadas elétricas todos os computadores, televisões, aparelhos de som e outros equipamentos eletrónicos quando não estiverem a ser utilizados.</p>
<p>Ao adquirir novos eletrodomésticos, procure os que tiverem maior eficiência energética &#8212; os equipamentos contém uma etiqueta energética com essa informação, com uma escala de sete classes que vai desde A+++ (o mais eficiente) a D (o menos eficiente).</p>
<p>A redução, reutilização e reciclagem de materiais também ajuda a diminuir a poluição e a quantidade de lixo que acaba na natureza (como os plásticos, que tantos animais afetam). Os aterros sanitários são grandes produtores de metano, um dos gases mais potentes do efeito de estufa. Já a reciclagem de apenas uma tonelada de papel permite salvar até 17 árvores.</p>
<p>A adoção crescente de energias renováveis, como a energia solar, energia eólica e outras fontes de energia alternativas também é essencial &#8212; já pensou em colocar painéis solares a sustentar a energia da sua casa? Requer um investimento inicial, é certo, mas paga-se a si próprio no longo prazo, além de ajudar o planeta.</p>
<p>A crescente utilização de veículos, casas e edifícios com elevada eficiência energética é um passo importante e que está, com maior ou menor acessibilidade, ao nosso alcance &#8212; conduzir carros elétricos por exemplo, é uma excelente forma de reduzir emissões de gases, reduzir a dependência do petróleo e ainda poupar dinheiro.</p>
<div id="attachment_32452" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32452" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-29.jpg" alt="Plantar árvores ajuda a filtrar gases de efeitos de estufa da atmosfera" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-29.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-29-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-29-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Robbieross123 / via Wikimedia Commons</p></div>
<p>A plantação de árvores é uma excelente forma de ajudar a reequilibrar a nossa atmosfera. Os cientistas <a href="http://www.worldwildlife.org/threats/effects-of-climate-change#causes" target="_blank">estimam</a> que 13% das emissões de carbono são resultado da desflorestação &#8212; uma percentagem superior às emissões de todos os carros, camiões e aviões do planeta.</p>
<p>As árvores e as plantas absorvem dióxido de carbono à medida que crescem, retirando-o naturalmente da atmosfera. Participar no aumento das áreas florestais é portanto uma ajuda essencial para o planeta, sem referir que ainda restaura o habitat de muitas espécies.</p>
<p>Especificamente para ajudar os animais, seria muito importante reduzir a pressão que já existe sobre eles. Mesmo sem aquecimento global, estaríamos na mesma a destruir os seus habitats, dizimar as florestas, a poluir a atmosfera, a terra e a água.</p>
<p>Com a dificuldade acrescida que as mudanças climáticas lhes trouxeram, precisamos de parar de encolher os seus habitats e dar-lhes espaço para viverem, moverem, e se tentarem adaptar de alguma forma.</p>
<p>Considere ajudar organizações que atuam a nível mundial como a <a href="http://www.worldwildlife.org/" target="_blank">WWF</a>, <a href="http://www.wcs.org/" target="_blank">WCS</a>, <a href="http://www.ifaw.org/" target="_blank">IFAW</a> ou <a href="https://www.worldanimalprotection.org/" target="_blank">World Animal Protection</a>. Em alternativa, ajude diretamente uma ONG do seu país. As organizações internacionais trabalham em conjunto com as locais para obter conhecimento, experiência e colaboração na proteção da fauna.<br />
<span id="conclusao" class="mda-anchor"> </span></p>
<h2>Ideias-chave / conclusão</h2>
<div id="attachment_32454" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32454" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-30.jpg" alt="A diferença da extensão do gelo ártico de 1984 para 2012" width="620" height="865" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-30.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-30-280x391.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-30-410x572.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">A diferença da extensão do gelo ártico de 1984 para 2012</p></div>
<p>As mudanças climáticas e o seu consequente aquecimento global não são apenas perigos para o futuro, mas sim para o presente.</p>
<p>As alterações nos ecossistemas e em todas as formas de vida que suportam são dramáticas, alguns dos animais mais icónicos (e outros menos, mas <a href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/animais-feios-discriminados/">de igual importância</a>) do planeta correm o risco de desaparecer e nós próprios estamos sujeitos a todas estas consequências &#8212; vivemos no mesmo planeta, e não temos outro.</p>
<p>As ações que tomamos quer individualmente, quer como grupos, quer como poderes políticos, determinarão o nosso futuro. Todos temos de contribuir com a nossa parte.</p>
<p>Estas são as ideias-chave que podemos retirar deste artigo:</p>
<ol>
<li>As alterações climáticas são uma evidência científica, com um consenso científico situado entre os 97 e os 98%. São já consideradas uma das maiores ameaças a longo prazo que a vida no planeta enfrenta.</li>
<li>2016 foi o ano mais quente alguma vez registado, depois de superar 2015 e este por sua vez, 2014.</li>
<li>O aquecimento global resulta da acumulação de gases de efeito de estufa na nossa atmosfera. Explicando de forma simples, é como se o planeta já tivesse um cobertor, que mantinha as temperaturas ideais, e agora adicionamos um segundo cobertor.</li>
<li>A subida do nível das águas, oceanos cada mais quentes e ácidos, secas cada vez mais longas, vagas de calor, falta de alimento e água doce, gelo polar a derreter, são apenas algumas das consequências das alterações climáticas.</li>
<li>Apesar do clima do planeta ter tido sempre variações ao longo da sua história, a velocidade com que estão a acontecer neste momento, devido ás atividades humanas, não tem precedentes, o que não dá tempo aos animais de se adaptarem.</li>
<li>As condições básicas de habitat que os animais necessitam estão a ser todas postas em causa: temperaturas adequadas, disponibilidade de água doce, fontes de alimento ou território para criar os filhotes.</li>
<li>Os animais que habitam as regiões polares, como os ursos-polares, as renas, as morsas, as focas ou os pinguins, são os mais afetados. Em particular a fauna do Ártico corre mesmo o risco de perder todo o seu habitat, com o derretimento cada vez mais acelerado do gelo.</li>
<li>Muitos outros animais, como baleias, golfinhos, anfíbios, pandas, tigres, tartarugas marinhas, elefantes, orcas e corais são diretamente afetados. A morte de um recife de coral, por exemplo, significa também a morte de todo o ecossistema que suporta, desde diversas espécies de peixes a algas.</li>
<li>Cada um de nós pode ajudar individualmente a travar o aquecimento global. Utilizar lâmpadas e eletrodomésticos de alta eficiência energética, adotar energias renováveis (como a solar), reduzir o lixo, reciclar todo o material possível ou utilizar veículos elétricos, são excelentes formas de reduzir emissões de gases e ainda de poupar dinheiro.</li>
<li>Ao participar em iniciativas de plantação de árvores e aumento das florestas, não só está a criar um filtro natural para a atmosfera, como a restaurar os habitats de inúmeras espécies de animais. A desflorestação, sozinha, aumenta a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera em 13%, mais do que todos os carros e aviões do planeta.</li>
</ol>
<div class="box shadow"><div>
			
<p><strong>Bónus:</strong> Sabia que a comunidade científica já alerta para as alterações climáticas e para o aquecimento global há mais de 100 anos?</p>
<div id="attachment_32455" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32455" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-31.jpg" alt="Artigo publicado em Março de 1912 já alertava sobre as alterações climáticas" width="620" height="220" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-31.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-31-280x99.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/conservacao/alteracoes-climaticas-animais-31-410x145.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Artigo publicado em Março de 1912 já alertava sobre as alterações climáticas</p></div>
<p>Em 14 de Agosto de 1912, um artigo publicado num jornal da Nova Zelândia já falava sobre as consequências que a queima do carvão teria no aumento de dióxido de carbono na atmosfera, provocando a subida das temperaturas.</p>
<p>Segundo <a href="http://www.snopes.com/1912-article-global-warming/" target="_blank">uma investigação do Snopes</a>, um site que se dedica a investigar rumores e verificar a sua autenticidade, um artigo semelhante já tinha aparecido num jornal australiano cerca de um mês antes, dia 17 de Julho de 1912.</p>
<p>E ainda antes disso, a edição de Março de 1912 da revista <em>Popular Mechanics</em> já continha uma matéria com o título (tradução livre): &#8220;O Clima Notável de 1911: O Efeito da Combustão do Carvão no Clima &#8212; O Que os Cientistas Preveem Para o Futuro&#8221;.</p>
<p>Décadas mais tarde, a 5 de Novembro de 1965, um <a href="https://www.theguardian.com/environment/climate-consensus-97-per-cent/2015/nov/05/scientists-warned-the-president-about-global-warming-50-years-ago-today" target="_blank">grupo de cientistas apresentou</a> ao então Presidente dos EUA, Lyndon Baines Johnson, um relatório sobre as alterações climáticas.</p>
<p>A introdução desse relatório era por demais evidente (tradução livre): &#8220;Os poluentes alteraram numa escala global o dióxido de carbono presente no ar e as suas concentrações nas águas dos oceanos e nas populações humanas&#8221;.</p>
<p>Se algum destes avisos tivesse sido levado a sério, talvez não estivéssemos hoje a falar sobre o tema. Pelo menos, não desta forma.</p>

			</div></div>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/conservacao/alteracoes-climaticas-animais/">Alterações Climáticas: Causas, Consequências e Impacto na Vida Selvagem</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></content:encoded>
			</item>
		<item>
		<title>Imagens da Semana: 8 – 14 Janeiro 2017</title>
		<link>https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-8-14-janeiro-2017/</link>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2017 20:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gandra]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia Animal]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens da Semana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.mundodosanimais.pt/?post_type=fotos&#038;p=32378</guid>
		<description><![CDATA[<p>O centro comercial que abrigou os cães abandonados do frio, o mergulhador e o tubarão amigos há sete anos ou a descoberta de um novo primata já em perigo de extinção.</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-8-14-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 8 – 14 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O centro comercial que abrigou os cães abandonados do frio, o mergulhador e o tubarão amigos há sete anos ou a descoberta de um novo primata já em perigo de extinção. Estas e muitas outras histórias já de seguida nesta edição.</p>
<p>Recorde também as <a href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-do-ano-2016/">melhores imagens de 2016</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-32381" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-01.jpg" alt="Centro comercial na Turquia abriga cães abandonados" width="620" height="388" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-01-280x175.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-01-410x257.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<div id="attachment_32382" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32382" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02.jpg" alt="Centro comercial na Turquia abriga cães abandonados" width="620" height="378" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02-280x171.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/centro-comercial-turco-abriga-animais-02-410x250.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografias: Anadolija via Balikadam / via Imgur</p></div>
<p>Depois de uma tempestade de neve ter atingido a Turquia, um centro comercial localizado em Bakirkoy, Istambul, abriu as portas para abrigar os cães abandonados e protegê-los do frio intenso que se faz sentir durante a noite. Grupos de amigos dos animais providenciaram cobertores e alimentação para dar um pouco mais de conforto aos animais.</p>
<div id="attachment_32380" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32380" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-vermelho-lousa-01.jpg" alt="Veado-vermelho na Serra da Lousã" width="620" height="412" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-vermelho-lousa-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-vermelho-lousa-01-280x186.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/veado-vermelho-lousa-01-410x272.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Maria Augusta Pinto / via Público</p></div>
<p>O veado-vermelho (<em>Cervus elaphus</em>) da Serra da Lousã, local onde foi extinto pelo homem no século XIX, <a href="https://www.publico.pt/2017/01/13/ecosfera/noticia/na-serra-da-lousa-ha-mais-de-tres-mil-veados-programa-de-reintroducao-travou-extincao-do-animal-1758207" target="_blank">está de volta</a> e em força. Graças a um programa de reintrodução levado a cabo pela Unidade de Vida Selvagem (UVS) da Universidade de Aveiro (UA), os 120 animais reintroduzidos entre 1995 e 2004 resultam agora numa população superior a 3 mil animais.</p>
<div id="attachment_32384" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32384" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01.jpg" alt="Mergulhador e tubarão amigos" width="620" height="461" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-280x208.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mergulhador-e-tubarao-amigos-01-410x305.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Rick Anderson</p></div>
<div class="one_third">Veja também:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.mundodosanimais.pt/peixes/mergulho-livre-tubaroes/">Nadar Entre os Tubarões Mais Temidos do Planeta</a></li>
</ul>
</div>
<p>O mergulhador Rick Anderson e uma fêmea de tubarão-de-port-jackson (<em>Heterodontus portujacksoni</em>) partilham uma bonita amizade nas águas costeiras da Nova Gales do Sul, Austrália. Anderson conheceu o animal há sete anos, quando o tubarão era ainda bebé, e desde então as visitas, as brincadeiras e os mimos tem sido frequentes.</p>
<p><a href="https://www.thedodo.com/port-jackson-shark-cuddle-2188722950.html" target="_blank">Segundo Anderson</a>, &#8220;Ela habituou-se a mim ao ponto de se aproximar sempre que me via. Hoje ela bate nas minhas pernas até que eu a segure, lhe dê um abraço e ela fique deitada no meu colo (&#8230;) eu não dou alimento nem a ela nem a qualquer outro tubarão &#8212; simplesmente os trato como trataria um cão.&#8221;</p>
<div id="attachment_32388" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32388" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-peixe-amigos-01.jpg" alt="Homem e peixe são amigos há 25 anos" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-peixe-amigos-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-peixe-amigos-01-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-peixe-amigos-01-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/homem-peixe-amigos-01-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: via Facebook</p></div>
<p>Não precisa de um tubarão para travar uma amizade com um peixe. O mergulhador Hiroyuki Arakawa e um peixe &#8220;Shrek&#8221; chamado Yoriko, da espécie <em>Semicossyphus reticulatus</em>, conhecem-se há 25 anos e <a href="http://www.hypeness.com.br/2017/01/a-improvavel-amizade-entre-um-mergulhador-e-um-peixe-que-dura-ha-25-anos/" target="_blank">nadam frequentemente juntos</a> na baía de Tateyama, no Japão.</p>
<div id="attachment_32387" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32387" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mapeador-de-gatos-01.jpg" alt="Mapeador de gatos" width="620" height="595" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mapeador-de-gatos-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mapeador-de-gatos-01-280x269.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/mapeador-de-gatos-01-410x393.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: catmapper / via Instagram</p></div>
<p>Maxwell Ogden denomina-se a ele próprio como &#8220;<a href="https://www.instagram.com/catmapper/" target="_blank">mapeador de gatos</a>&#8220;, e é exatamente isso que faz: fotografa gatos em todas as cidades que visita e situa-os no mapa &#8212; embora não dê a localização específica para proteger os animais. A foto em cima foi tirada em Amesterdão.</p>
<div id="attachment_32393" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32393" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-visita-dono-coma-01.jpg" alt="Cão visita dono em coma no Hospital" width="620" height="378" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-visita-dono-coma-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-visita-dono-coma-01-280x171.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/cao-visita-dono-coma-01-410x250.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Deborah Del Sere</p></div>
<p>A cachorrinha Nancy <a href="https://www.thedodo.com/dog-visits-owner-in-coma-2192020150.html" target="_blank">em visita ao seu dono</a> Giovanni, em coma no hospital devido a um ataque cardíaco. Quando Nancy entrou no quarto e foi colocada junto de Giovanni, provocou nele uma resposta que ainda não tinha sido observada desde que entrou em coma. Uma espécie de leves convulsões, como se estivesse a tentar responder. Infelizmente, os médicos não acreditam que Giovanni venha a recuperar.</p>
<div id="attachment_32392" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32392" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01.jpg" alt="Elefante bebé em hidroterapia" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/elefante-bebe-hidroterapia-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: REUTERS / Athit Perawongmetha</p></div>
<p>A cria de elefante Fah Jam <a href="http://p3.publico.pt/pet/22582/hidroterapia-ajuda-cria-de-elefante-ferida-em-armadilha" target="_blank">faz reabilitação</a> com hidroterapia, para ajudar a curar uma ferida provocada por uma armadilha, na Tailândia. A pequena treina os seus músculos para conseguir voltar a andar, e a sua posterior libertação na natureza irá depender do quão bem conseguir recuperar. Caso contrário, não terá condições para sobreviver sozinha na natureza e terá de ir para um santuário dedicado a estes animais.</p>
<div id="attachment_32390" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="wp-image-32390 size-full" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/triops-emergem-deserto-australiano-01.jpg" alt="Triops emergem do deserto australiano" width="620" height="465" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/triops-emergem-deserto-australiano-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/triops-emergem-deserto-australiano-01-160x120.jpg 160w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/triops-emergem-deserto-australiano-01-280x210.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/triops-emergem-deserto-australiano-01-410x308.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Nick Morgan / via Facebook</p></div>
<p>Uma das muitas maravilhas da fauna australiana, os <em>Triops</em>, emergem do deserto aos milhares após vários anos dormentes, à espera da quantidade certa de água das chuvas para transformar a terra em lama. Os ovos dos <em>Triops</em> resistem até sete anos enterrados, resistem a secas e às mais extremas temperaturas.</p>
<p>Os <em>Triops</em> têm um aspeto primitivo porque são mesmo animais pré-históricos, ou se preferirmos, <a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-selvagens/fosseis-vivos/">fósseis vivos</a>. Nos últimos 70 milhões de anos (<a href="https://www.mundodosanimais.pt/animais-pre-historicos/dinossauros-quando-onde-surgiram/">ainda no tempo dos dinossauros</a>), pouco ou nada mudaram no seu aspeto físico.</p>
<div id="attachment_32385" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32385" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/dragao-marinho-vermelho-01.jpg" alt="Dragão-marinho-vermelho observado pela primeira vez" width="620" height="424" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/dragao-marinho-vermelho-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/dragao-marinho-vermelho-01-280x191.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/dragao-marinho-vermelho-01-410x280.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Scripps Oceanography / UC San Diego</p></div>
<p>Um dragão-marinho-vermelho foi observado pela primeira vez na natureza graças a uma filmagem subaquática nas águas australianas. Até hoje, esta espécie &#8212; <em>Phyllopteryx dewysea</em> &#8212; era apenas conhecida de espécimes armazenados em museus. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bp5w4HjoaJM" target="_blank">Veja aqui o vídeo</a>.</p>
<p>Os <a href="https://www.mundodosanimais.pt/peixes/dragoes-marinhos-australia/">dragões-marinhos</a> são parentes dos <a href="https://www.mundodosanimais.pt/peixes/cavalo-marinho/">cavalos-marinhos</a> e têm como particular destaque a sua espetacular camuflagem em forma de folhas e ervas. Curiosamente, esta nova espécie não possui esse tipo de camuflagem, pelo que os investigadores acreditam que no seu caso, a cor vermelha será a própria camuflagem.</p>
<div id="attachment_32394" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32394" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-especie-primata-01.jpg" alt="Nova espécie de primata" width="620" height="372" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-especie-primata-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-especie-primata-01-280x168.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/nova-especie-primata-01-410x246.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Fan Pengfei / ZSL</p></div>
<p>Os cientistas <a href="http://news.nationalgeographic.com/2017/01/star-wars-skywalker-hoolock-gibbons-primates/" target="_blank">anunciaram a descoberta</a> de uma nova espécie de primata, que batizaram com o nome Skywalker em honra da saga «Star Wars». O Hoolock-skywalker (<em>Hoolock tianxing</em>) vive no topo das árvores das florestas tropicais do Bangladesh, Índia, China e Myanmar. Infelizmente, já se encontram em perigo de extinção.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-32396" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-01.jpg" alt="Lontra-anã-oriental bebé" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-01.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-01-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-01-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /></p>
<div id="attachment_32397" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img class="size-full wp-image-32397" src="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-02.jpg" alt="Lontra-anã-oriental bebé" width="620" height="413" srcset="https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-02.jpg 620w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-02-280x187.jpg 280w, https://www.mundodosanimais.pt/wp-media/imagens/fotos/lontra-ana-oriental-02-410x273.jpg 410w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p class="wp-caption-text">Fotografia: Wildlife Friends Foundation Thailand</p></div>
<p>Uma jovem lontra-anã-oriental (<em>Amblonyx cinerea</em>) <a href="https://www.thedodo.com/pet-otter-rescue-thailand-2186227489.html" target="_blank">foi resgatada</a> pela Wildlife Friends Foundation Thailand, depois de ter sido capturada à sua mãe na natureza para ser vendida como animal de estimação. Agora com três meses, habituada ao ambiente doméstico e sem hipótese de reencontrar a mãe, esta pequena lontra terá de aprender o que até aqui lhe foi privado: a viver na natureza, incluindo nadar, caçar o seu alimento e proteger-se. Ensinamentos que normalmente as mães lhes passam no dia a dia.</p>
<p>Até para a semana!</p>
<p>Artigo Original: <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt/fotos/imagens-da-semana-8-14-janeiro-2017/">Imagens da Semana: 8 – 14 Janeiro 2017</a> em <a rel="nofollow" href="https://www.mundodosanimais.pt">Mundo dos Animais</a>.</p>
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