<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Dec 2024 03:32:21 +0000</lastBuildDate><category>Comportamento</category><category>Cultura</category><category>Política</category><category>Treta</category><category>Organização</category><category>Relacionamentos</category><category>Maternidade</category><category>Cristianismo</category><category>Livros</category><category>Mulheres</category><category>Recomenda</category><category>Cabelo</category><category>Educação</category><category>Família</category><category>Filhos</category><category>Beleza</category><category>Direito</category><category>Cachos</category><category>Casamento</category><category>Disciplina</category><category>Leitura</category><category>TV</category><category>Vida doméstica</category><category>Feminismo</category><category>Justiça</category><category>Literatura</category><category>Nerd</category><category>Séries</category><category>Casa</category><category>Escrita</category><category>Filmes</category><category>Guia</category><category>Inverno</category><category>Tecnologia</category><category>Amamentação</category><category>Bibliofilia</category><category>Infância</category><category>Trabalho</category><category>Turismo</category><category>Apps</category><category>Blog</category><category>Comida</category><category>Cozinha</category><category>Curitiba</category><category>Dinheiro</category><category>Igreja</category><category>Inspiração</category><category>Moda</category><category>Mudança</category><category>Museu</category><category>Natureza</category><category>Racismo</category><category>Sexo</category><category>Solidariedade</category><category>Star Wars</category><category>Viagem</category><title>Annie escreve</title><description>Sobre quase tudo.</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-2479250447679251081</guid><pubDate>Wed, 01 Feb 2023 17:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-02-01T14:48:03.504-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Igreja</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relacionamentos</category><title>Coragem e Gentileza (Série Essencial Invisible College)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Esta é uma série de textos escritos para o curso de Teologia Essencial do Invisible College. O curso consistiu no estudo de um tema da teologia por mês com leitura de um livro, materiais complementares em texto, áudio e vídeo, um fórum de perguntas e respostas com um convidado, uma sessão de tutoria com um dos professores em um grupo pequeno e a entrega de um texto (resenha ou artigo). O texto a seguir foi escrito em Maio de 2021 para o tema Apologética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimZJNKHH4VsvqbFW2RWhDHOzys8agKBHUMV-D8cvJjhx0hPijgbk9Q-Sbq18RAKv41XXPrGrLaHo644JFNVleF8hxRk89Jwvf4dCnFJWQulbbYQKHG3WkJkEAKoUc-weIJVuih1cfRKKe9TnAMRxFOUTfOJ0p3ceyLyD30iJR0Z6jaoLVYfmJpo1g9tQ/s1280/coragem%20e%20gentileza.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimZJNKHH4VsvqbFW2RWhDHOzys8agKBHUMV-D8cvJjhx0hPijgbk9Q-Sbq18RAKv41XXPrGrLaHo644JFNVleF8hxRk89Jwvf4dCnFJWQulbbYQKHG3WkJkEAKoUc-weIJVuih1cfRKKe9TnAMRxFOUTfOJ0p3ceyLyD30iJR0Z6jaoLVYfmJpo1g9tQ/s16000/coragem%20e%20gentileza.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A vida no evangelho é repleta de paradoxos e supostas contradições: o maior é o menor; o líder é o que mais serve; os últimos serão os primeiros. Assim também, vemos como os personagens bíblicos têm suas vidas transformadas de modo drástico: aquele que era chamado de &quot;filho do trovão&quot; se torna o &quot;apóstolo do amor&quot;; o maior perseguidor dos cristãos se torna o maior apóstolo entre os gentios; o Todo Poderoso Deus se humilha ao se fazer humano e tomar sobre si o sofrimento e o pecado do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Da mesma forma, o caráter que é exigido do cristão contém antíteses e traços que podem parecer autoexcludentes, mas que na verdade visam o equilíbrio de uma vida santa diante de Deus. Assim, embora pareça improvável que a humildade e a ousadia, a misericórdia e a justiça, a gratidão por esta vida e o anseio pela eternidade habitem o mesmo corpo, a quantidade certeira de cada um desses atributos aperfeiçoará o tempero da vida do crente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não somos autorizados pelas Escrituras a viver contentes com o quase, mas encorajados a prosseguir buscando a santificação até alcançar uma vida integralmente perfeita em Cristo. Esse aspecto é fundamental no estudo e no exercício da apologética cristã. Em 1 Pedro 3:15-16, o versículo-chave para muitos apologetas e apologetas, vemos que todo o preparo começa pela santificação. Mais ainda, o apóstolo confirma que a santificação começa com a submissão a Cristo, para que, moldando o nosso caráter até ficarmos parecidos com Ele, alcancemos o sabor correto da vida equilibrada que, na defesa da fé, significa unir o conhecimento à humildade, a mansidão à prontidão, a coragem à gentileza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caminho da santificação, somos constantemente tentados a deixar que nossas preferências interfiram na construção do equilíbrio, porque gostamos de um sabor mais adocicado ou da ardência da pimenta. Isso nos leva a destacar no texto bíblico apenas os trechos que exaltam os nossos gostos, esquecendo, deixando de lado ou rejeitando o contraponto. Essa situação é especialmente frequente na apologética, que depende muito de discernimento espiritual e sabedoria bíblica para acertar a medida de coragem e gentileza sem que uma característica anule a outra.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apologética com Coragem&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O teólogo John Frame define a apologética como &quot;a disciplina que ensina os cristãos a dar uma razão para a sua esperança&quot; e distingue três aspectos desta disciplina a partir da sua instrumentalidade. A apologética como prova apresenta uma base racional para a fé; como defesa, responde às objeções de descrentes; e como ofensiva, ataca a estultícia do pensamento descrente. Estas perspectivas sugerem, de imediato, a necessidade de grande coragem e preparo para provar, defender e debater a fé. Não é por acaso que esta qualidade é muito enfatizada àqueles que se dedicam à apologética.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A coragem é muito bem representada na figura do apóstolo Pedro, na primeira parte do livro de Atos dos Apóstolos, com seus ousados discursos defendendo a ressurreição de Cristo diante do povo e das autoridades. A ideia de que um simples pescador da Galileia em poucos anos se habilite a enfrentar as maiores autoridades no meio do seu povo e desafiar as suas ordens é resumida em Atos 4:19-20: &quot;Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.&quot; [ACF]&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É incontestável que essa atitude ousada e corajosa será importante para o exercício apologético. A coragem se traduz em prontidão para responder a todo aquele que o demandar, no temor do Senhor para ser fiel em suas respostas, na ousadia para encarar os desafios no poder do Espírito Santo. A apologeta cristã deve se revestir de coragem para ser encontrada fiel diante dos homens e, principalmente, de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Toda essa coragem deve ser medida com cautela e humildade. O apologeta habilidoso não pode se perder em sua coragem e talento, chegando a pensar que o seu argumento tenha força para converter os corações, ou que a sua retórica seja suficiente para convencer o pecador. A coragem que se transforma em orgulho terá efeitos contrários à expectativa. O debatedor arrogante centra a discussão em si mesmo, e acaba perdendo o objetivo da apologética. A vontade de vencer a discussão é maior do que o amor pelo perdido. A ousadia e a intrepidez não podem ser confundidas com falta de sensibilidade ou de amor&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Apologética com Gentileza&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porque &quot;Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder&quot;, não podemos esquecer da continuação do versículo. O Espírito com o qual fomos ungidos desde o novo nascimento é de poder, amor e equilíbrio (ou moderação). No texto de 1 Pedro, o apóstolo adverte para que a apologética seja feita com mansidão e temor, ou seja, com espírito não contencioso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A apologética cristã, diferente de outros debates, não busca dobrar o outro à sua crença, simplesmente pela razão do argumento. O apologeta cristão não pode desconsiderar o coração do outro, até mesmo para manter a sua conduta irrepreensível diante dos homens. O amor precisa ser o motivo e o veículo pelo qual a razão e a fé são apresentadas ao incrédulo. Sem amor, qualquer argumento seria como um sino retinente, insistente, e até irritante, mas nada eficaz.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jesus Cristo chamou de bem-aventurados os mansos e os pacificadores. Ele mesmo deu o exemplo quando inquirido sobre a lei e o reino de Deus. Mesmo quando os seus arguentes eram mal-intencionados, a sua resposta era branda, honesta e sábia. O Mestre ensinou como fugir das armadilhas daqueles que não fazem perguntas honestas, sem oferecer munição para as suas maledicências. Mais do que isso, demonstrou como o apologeta que discerne as questões do coração pode enxergar além da pergunta falada, e oferecer a resposta para a dúvida que se calou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poderia haver algum mal uso desse ânimo gentil? De alguma forma, o amor poderia ser desvirtuado na conduta cristã? Sim, quando o amor é usado como desculpa para a fraqueza. O mundo usa as palavras corretas quando pede que sejamos mais tolerantes. Ocorre que tolerância não é amor. Amar é também exortar, chamar à disciplina e aplicar a justiça. O amor não cala a verdade, mas comunica com gentileza; não para humilhar, mas para edificar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é possível que a cristandade, em nome do amor, permita-se assistir aos perdidos se afundando no lamaçal do pecado. A mansidão não é um estado inerte, que não incomoda, nem atrapalha. Os mansos também exortam, com palavras brandas, calmas e frequentemente mais eficazes do que o brado retumbante e furioso do pregador da praça.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conclusão&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O espírito de poder e amor é também o espírito de moderação, que nos auxilia a discernir as situações para ajustar as medidas de poder e de amor, de ousadia e mansidão, de coragem e gentileza. Nessa tarefa, nos tornamos mais sábios à medida em que nos submetemos ao Senhor. Quando as nossas preferências e estilos pessoais são colocados a serviço do Mestre, ele pode quebrar, moldar, aparar e até mesmo usar o que temos para a sua glória.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O exercício apologético não é mero debate, não busca o simples convencimento ou o silêncio do adversário. A apologética cristã precisa explicar a nossa esperança, e não apenas a nossa certeza. Para que o apologeta diminua, e o Evangelho apareça, a sua fala precisa ser sábia e equilibrada. “O sábio de coração é considerado prudente; quem fala com equilíbrio promove a instrução”. (Provérbios 16:21 NVI)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Manter uma posição equilibrada em uma sociedade que exige posicionamentos polarizados e extremos é o movimento no qual precisamos insistir. Neste momento, oramos a Deus para que nos revista de sabedoria e discernimento, de modo que as nossas palavras estejam bem temperadas, com coragem e gentileza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Coragem para avançar, gentileza para alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;FRAME, John M. Apologética para a glória de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;GEISLER, Normal L; TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2006.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;MACARTHUR, John. O resgate do pensamento bíblico. São Paulo: Hagnos, 2018.&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2023/02/coragem-e-gentileza-serie-essencial.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimZJNKHH4VsvqbFW2RWhDHOzys8agKBHUMV-D8cvJjhx0hPijgbk9Q-Sbq18RAKv41XXPrGrLaHo644JFNVleF8hxRk89Jwvf4dCnFJWQulbbYQKHG3WkJkEAKoUc-weIJVuih1cfRKKe9TnAMRxFOUTfOJ0p3ceyLyD30iJR0Z6jaoLVYfmJpo1g9tQ/s72-c/coragem%20e%20gentileza.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-5979595956093855768</guid><pubDate>Sun, 15 Jan 2023 17:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-01-15T14:13:24.742-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Por que temos filhos?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que ter filhos... em um mundo como esse? em uma vida como a minha? nessa economia? em uma pandemia? É muito fácil encontrar motivos para não ter filhos. A rotina, o dinheiro, a violência, o clima, a crise, a carestia. Acho que é importante pensar sobre isso. Pensar de verdade sobre essas questões, não como quem procura a melhor desculpa do catálogo, mas pensando de fato como isso impacta a nossa vida individual e comunitária.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhS1SDssgv6ZpfmcRbpxmb4euVObJXe7wSZ7K4LNkytfXptCqW6J28LzvzEK7XjUlV7WI0XeK2zyPN41Yufktk45Ksv-re6fsQ0jbjl0NFi957uWJ4e9VtbKBJPsMTvJRi3WaxLtoQ4AEShG2iRUMVIu-jSWqk-VK-TGCdpp7H8tiD8M-ZTqferK3_NXg/s1280/Miniatura%20thumbnail%20youtube%20click%20bait%20com%20foto%20roxo%20e%20verde.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhS1SDssgv6ZpfmcRbpxmb4euVObJXe7wSZ7K4LNkytfXptCqW6J28LzvzEK7XjUlV7WI0XeK2zyPN41Yufktk45Ksv-re6fsQ0jbjl0NFi957uWJ4e9VtbKBJPsMTvJRi3WaxLtoQ4AEShG2iRUMVIu-jSWqk-VK-TGCdpp7H8tiD8M-ZTqferK3_NXg/s16000/Miniatura%20thumbnail%20youtube%20click%20bait%20com%20foto%20roxo%20e%20verde.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há uma multidão de mães desapontadas, frustradas e decepcionadas com a maternidade. Elas falam sobre o peso, a carga, a demanda e afirmam terem sido enganadas por uma visão romântica da maternidade. Certamente elas não refletiram sobre o que estavam fazendo. Dizem que só conheceram o lado exaustivo da maternidade quando chegaram do outro lado e se empenham em pregar essa palavra: cuidado, a maternidade é um fardo! É uma palavra impactante para quem ainda não tem filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A gente não convive mais com crianças. Estamos hermeticamente fechados em nossos pequenos núcleos familiares, vivendo, trabalhando, comendo, passeando e passando todo o nosso tempo com adultos. O que é uma criança? Como vivem? Como se comportam? Isso é normal? Será defeito de fábrica? A incerteza da expectativa acompanhada de tantas avaliações negativas coloca o produto de volta na prateleira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Afinal, por que alguém teria filhos &lt;i&gt;de propósito&amp;nbsp;&lt;/i&gt;em um mundo como esses, sabendo que isso vai &lt;i&gt;estragar a sua vida&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro dia uma dessas mães arrependidas disse que, provavelmente, aquelas que amam a maternidade tiveram uma criação muito diferente da que ela recebeu. Sem querer, ela falou uma verdade que ainda não alcançou: a alegria da maternidade não está no sorriso da criança, nos hormônios do amor, na gratificação do ser humano que você está deixando para o mundo. Não dá pra contar com isso, e mesmo que você tenha tudo isso, não vai durar. Não é eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deve ser muito mais fácil amar a maternidade quando era &lt;i&gt;só&lt;/i&gt;&amp;nbsp;o que você queria na vida (a gente está acostumada a falar assim, como se fosse pouca coisa, né?). Por isso se diz que quem foi criada para ter uma profissão exigente, para conquistar o mercado, a fama, o dinheiro, o sucesso, pra ser uma grande bem-sucedida em alguma coisa terá muitas dificuldades com a maternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A maternidade atrapalha. Abre um buraco no currículo. Rouba suas horas de sono, ocupa muito espaço nos seus pensamentos, e na maioria dos dias não é nada gratificante. Todo o seu trabalho em preparar uma refeição fresca, orgânica, colorida e caseira pode ser recebido por uma criança que vai comer só os grãos do feijão, sem caldo. Mas isso tudo depende de como você enxerga o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A diferença entre o que atrapalha e o que transforma a sua vida está no seu propósito. Afinal, para que você existe? Se o seu propósito de vida é enriquecer, fazer sucesso, engrandecer o seu nome, as crianças vão atrapalhar ou se tornar parte do cenário, terceirizadas ao máximo, aparecendo apenas quando for coerente com os seus objetivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse não é um texto para te convencer. Se você pensa como eu, isso não será necessário. Se não temos os mesmos valores, não será suficiente. Ninguém precisa &lt;i&gt;justificar&lt;/i&gt; as suas escolhas pessoais e familiares para estranhos, mas &lt;i&gt;entender&lt;/i&gt; os motivos pode ajudar a olhar para o outro com mais empatia e respeito. Então, por que eu tenho filhos?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho filhos porque não vivo para mim&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para algumas mulheres, a maternidade é um assalto. Aquele serzinho fofo tira as suas horas de sono, a sua autonomia pra sair quando quiser... até as músicas que você ouve no carro agora são escolhidas por outra pessoa de gostos peculiares e repetitivos. A ideia de que &lt;i&gt;eu não posso nem tomar banho em paz&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é aprisionadora, não tenho como discordar disso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dia você é livre para pensar somente em si, e no outro tem uma pessoa indefesa que depende de você para sobreviver. É uma grande mudança, e pode ser traumatizante. É muito frustrante não conseguir realizar todos os seus desejos, mesmo os mais simples. Mas sabe de uma coisa? Eu nunca vivi só para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De verdade, ninguém é realmente livre para fazer o que quiser, mas de alguma forma podemos ser escravizados pelos nossos próprios desejos. É fácil viver de picos de dopamina a cada vez que eu faço o que eu quero, minimizando as frustrações com algum amortizante. É difícil fazer o que eu não quero, o que é melhor para o outro, ou para os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso é importante para os cristãos. Eu não vivo para mim porque Jesus é Senhor sobre a minha vida. Eu sou livre para desobedecer os meus próprios desejos, fazer a coisa certa e ainda sentir prazer nisso. Eu já não vivia para mim, e as minhas filhas me ajudam a lembrar que eu não sou o centro de nenhum universo, nem do meu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho filhos porque a minha casa não é aqui&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Seres desejantes que somos, nunca estaremos saciados. Você pode se priorizar, fazer do egoísmo um objetivo de vida, mas alguma coisa sempre vai faltar. C. S. Lewis disse uma vez que se eu não acho nada nesse mundo que me satisfaça, eu só posso concluir que a minha casa não é aqui. Essa esperança de que há coisas melhores na eternidade diminui bastante a pressão sobre os meus objetivos aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é que eu não queira mais nada dessa vida, longe disso... é que colocar todo o seu amor, o seu empenho, a sua dedicação nessas coisas que duram tão pouco será inevitavelmente frustrante. Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil. Vai ser muito legal ter um título acadêmico, uma casa enorme, um salário bacana, um monte de carimbos no passaporte, mas quanto tempo isso vai durar? E isso tudo serve para quê? Se você pensar na eternidade, o quanto essas coisas importam? Nada. Só as pessoas importam. É melhor investir em vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho filhos porque tenho outra cultura&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse ponto, você já percebeu que estamos falando de uma visão de mundo peculiar. Por isso eu disse, não quero te convencer, nem preciso me justificar. O cristianismo é outra cultura. Não é a cultura ocidental consumista e imediatista que a gente vê por aí - até em algumas igrejas ditas cristãs. Amar as pessoas, amar a maternidade, amar o serviço é amar o meu Senhor. É outra cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não apenas fui criada (pelos meus pais) para isso, eu acredito que nós fomos criados (por Deus) para fazer isso. Isso não me impede de estudar, viajar, trabalhar, comprar, guardar momentos para ficar sozinha... mas dá outra perspectiva sobre essas coisas. E olha, vendo o quanto as pessoas andam frustradas por aí, eu não posso dizer que estou do lado errado da história.&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2023/01/por-que-temos-filhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhS1SDssgv6ZpfmcRbpxmb4euVObJXe7wSZ7K4LNkytfXptCqW6J28LzvzEK7XjUlV7WI0XeK2zyPN41Yufktk45Ksv-re6fsQ0jbjl0NFi957uWJ4e9VtbKBJPsMTvJRi3WaxLtoQ4AEShG2iRUMVIu-jSWqk-VK-TGCdpp7H8tiD8M-ZTqferK3_NXg/s72-c/Miniatura%20thumbnail%20youtube%20click%20bait%20com%20foto%20roxo%20e%20verde.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-4154356368485553567</guid><pubDate>Tue, 06 Dec 2022 20:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-01-15T13:04:45.261-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><title>Cosmovisão Bíblica Familiar (Série Essencial Invisible College)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Esta é uma série de textos escritos para o curso de Teologia Essencial do Invisible College. O curso consistiu no estudo de um tema da teologia por mês com leitura de um livro, materiais complementares em texto, áudio e vídeo, um fórum de perguntas e respostas com um convidado, uma sessão de tutoria com um dos professores em um grupo pequeno e a entrega de um texto (resenha ou artigo). O texto a seguir foi escrito em Abril de 2021 para o tema Cosmovisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiUzVjqog-XeYcHxLMZPeYNEUQfoDMeQXvOJ0Ho0x4LjYAZEbPoszKJtBX2A3Vf4LB4gpPLCnLwI-axdLvkkNpFdVvyvfR348G8UltsBWu4jt2DwiHEDU-QIpZpgyC3uKpIUSwf9R-EsHFOxO8Y8h1t5RzrSoAxXiBUddn7rYYa9At7TmVl4NJC1rxpoA&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiUzVjqog-XeYcHxLMZPeYNEUQfoDMeQXvOJ0Ho0x4LjYAZEbPoszKJtBX2A3Vf4LB4gpPLCnLwI-axdLvkkNpFdVvyvfR348G8UltsBWu4jt2DwiHEDU-QIpZpgyC3uKpIUSwf9R-EsHFOxO8Y8h1t5RzrSoAxXiBUddn7rYYa9At7TmVl4NJC1rxpoA=s16000&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A família é a instituição mais antiga do mundo. As relações familiares traçaram hierarquias e limites, desenvolveram sociedades e culturas e moldaram o pensamento humano. A própria identidade é determinada e, ao mesmo tempo, determina a função que o sujeito exerce na família e, consequentemente, na sociedade. A partir da família e de suas necessidades de sobrevivência e crescimento determina-se o que é um adulto e uma criança, quais são as funções de um homem e de uma mulher, de uma mãe e de uma avó.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As relações familiares recebem muita influência da religião e da filosofia do seu tempo, mas são passadas de geração em geração, principalmente, pela tradição: a contação de histórias, a repetição de comportamentos, a atenção à sabedoria anciã. O costume dos mais velhos continua sendo um grande valor em diversas civilizações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na cultura ocidental, o desenvolvimento da psicologia e dos estudos sobre a infância e o comportamento no decorrer do século XX impactaram a família e suas relações. Essa diferença é bastante percebida no livro “A visão transformadora”, quando os autores demonstram a manifestação de uma cosmovisão até mesmo nos atos mais ordinários da vida, como o banho dos bebês. Mesmo sem pensar a respeito, os aspectos mais banais da vida comum e familiar são regidos por uma cosmovisão, que cria a “cultura familiar”. São os valores formativos da infância e as tradições passadas entre as gerações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ambiente familiar forma e propaga cosmovisões, mas existem outros momentos e ambientes propícios a crises que podem levar a romper e adotar uma cosmovisão a partir de uma nova perspectiva de vida. A formação de uma nova família pode ser um desses momentos de crise, quando aqueles que estão prestes a se tornar pais têm a oportunidade de refletir sobre a sua cultura e abraçar ou romper com a visão de mundo que conheceram na infância. Mas o que define exatamente uma cosmovisão?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cosmovisão é uma estrutura perceptiva: uma visão de vida e uma visão para a vida. Ela dá resposta às questões fundamentais da vida: quem eu sou? Onde estou? O que está errado? Qual é a solução? Essas questões baseiam os anseios e crenças fundamentais, a razão de viver e morrer, as relações interpessoais e das pessoas com o mundo. No entanto, nem sempre essa estrutura perceptiva é percebida, como a criança que cresce míope e, como nunca conheceu o mundo de outra forma, pensa que ele é assim como ela o enxerga, e que todas as pessoas devem enxergar assim também.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse sentido, é interessante observar que, para WALSH &amp;amp; MIDDLETON, uma boa cosmovisão deve estar ciente de suas limitações e disposta a aprender. Isto porque toda cosmovisão é uma interpretação humana sobre a vida e o mundo. Ainda que a cosmovisão se denomine cristã ou bíblica, nenhuma cosmovisão é o cristianismo ou as Escrituras. A cosmovisão que se denomina bíblica deverá sempre voltar à fonte para entender o mundo por meio de uma compreensão cada vez maior das Escrituras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perceber a cosmovisão não é importante apenas para mudar de direção. A consciência permite a autocrítica e o refinamento. Será sempre necessário examinar se a prática condiz com o discurso ou se estamos embarcando em dualidades, rejeitar aquilo que não pertence e aprofundar as raízes nas fontes da cosmovisão adotada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo entre os cristãos confessionais, a cosmovisão dominante interfere e muitas vezes suplanta a cosmovisão bíblica na vida familiar, vista como um campo privado à parte da vida religiosa. Diversas influências e filosofias que adentram as famílias para dar uma nova perspectiva à educação dos filhos trazem também cosmovisões ou fragmentos de cosmovisões que contaminam as respostas já conhecidas para as perguntas fundamentais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse movimento secular é respondido por outro movimento preocupado em preservar e resgatar as tradições e a religiosidade familiar. É importante que essa preocupação não se torne uma obsessão, com tendências monásticas, para blindar a cultura familiar de qualquer influência externa. Essa blindagem impede a visão dos seus verdadeiros limites e extingue a permeabilidade com a qual podemos aprender – características de uma boa cosmovisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Precisamos lembrar que cosmovisões são estruturas humanas. Trata-se da nossa visão imperfeita do mundo e para o mundo. Somente Deus tem a visão perfeita. Quando nos aproximamos de Deus, estudando as Escrituras e experimentando o agir do Espírito Santo, somos contemplados com a sua visão. Como a criança míope que usa óculos pela primeira vez, percebemos, enfim, como era distorcido o mundo que ela enxergava. Essa nova consciência também nos faz perceber o quanto precisamos de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A vida familiar, assim como a economia, a arte, a ciência, a agricultura, é resposta ao mandato cultural de Deus. Mas isso não faz de nenhum modelo familiar o modelo correto. Como parte de uma estrutura humana, a família também está caída. Assim, muito embora não possamos afirmar que não exista um modelo familiar correto e bíblico – porque a verdade absoluta existe e está presente em Cristo – seria também errado afirmar que qualquer modelo humano seja algo mais do que uma tentativa de aproximação do ideal divino.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando se trata de criação de filhos, há uma forte tendência de deixar que as relações se desenvolvam “naturalmente”, repetindo ciclos e mantendo tradições sem refletir sobre a conveniência dessa permanência. Contrariando esse pensamento, muitos pais e mães têm refletido sobre a sua parentalidade à luz do conhecimento adquirido na academia e em outros meios de estudo. Essas reflexões ensejam a profundidade e o discernimento de que carecem muitos pais que não sabem explicar por que agem como agem, às vezes até contrariando sua própria vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É importante conhecer o desenvolvimento humano, o funcionamento da mente e da aprendizagem, as relações sociais e as formas de comunicação mais eficientes. Da mesma forma, é útil para a educação de filhos conhecer métodos de aprendizagem, pedagogias alternativas à formação dominante, comunicação não violenta, disciplina positiva e tantas outras teorias e abordagens comportamentais, bem como suas críticas. Todo esse conhecimento deve ser levado cativo às Escrituras e confrontado com a Palavra de Deus para permear a cosmovisão bíblica familiar. A boa cosmovisão bíblica usará a Bíblia não como escudo contra qualquer teoria humana, mas como filtro para examinar todas estas coisas, retendo o que é bom.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De outro modo, a vigilância se aplica ao consultar as Escrituras, não para examinar o texto bíblico, mas o olhar do leitor, que pode estar contaminado, embaçado ou distraído por outras “verdades”. É necessário achegar-se às Escrituras com o coração contrito e quebrantado, disposto a aprender e abandonar os ídolos do coração. Não confrontamos o texto bíblico com aquilo que aprendemos, mas somos confrontados pelo Espírito Santo a respeito daquilo que assumimos como verdade. O examinador humilde examina a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O tema da família traz implicações muito íntimas. Alguns dirão que a família é sagrada, outros carregam marcas de abuso e violência que colocaram essa importante instituição em descrédito. Em qualquer circunstância, precisamos lembrar que a família foi criada por Deus, e como tal é valiosa; mas que também sofre as consequências da queda, como toda a Criação. Acima de tudo, precisamos lembrar que nossa esperança não está em métodos mais eficientes, esforços mais dedicados ou normativas mais rigorosas, mas na redenção em Cristo Jesus. Enquanto isso, precisamos entender os fenômenos culturais e submetê-los ao senhorio de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;GOHEEN, Michael W; BARTHOLOMEW, Craig G. Introdução à cosmovisão cristã: vivendo na intersecção entre a visão bíblica e a contemporânea. São Paulo: Vida Nova, 2016.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;WALSH, Brian; MIDDLETON, J. Richard. A visão transformadora. São Paulo: Cultura cristã, 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; </description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2022/12/cosmovisao-biblica-familiar.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiUzVjqog-XeYcHxLMZPeYNEUQfoDMeQXvOJ0Ho0x4LjYAZEbPoszKJtBX2A3Vf4LB4gpPLCnLwI-axdLvkkNpFdVvyvfR348G8UltsBWu4jt2DwiHEDU-QIpZpgyC3uKpIUSwf9R-EsHFOxO8Y8h1t5RzrSoAxXiBUddn7rYYa9At7TmVl4NJC1rxpoA=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-384063782428657117</guid><pubDate>Thu, 01 Dec 2022 17:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2022-12-01T14:35:53.033-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Viagem</category><title>4 dicas para viajar tranquila com crianças (até sozinha!)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sair sozinha com crianças no plural dá trabalho, mas ficar em casa também dá. Por mais que a rotina seja amiga, de vez em quando é bom passar um perrengue diferente, mas sem enlouquecer. No início do mês eu viajei para participar de uma conferência com um bebê de 1 ano. Depois, decidi levar também a filha mais velha e no fim das contas o marido foi também... só que voltou mais cedo, e nos três dias que fiquei sozinha com elas, tirei algumas lições.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjM9BCippqNxFsAn649KA8-3rhRUm1_GqGRa-iKtkCQEm7XKuLTIhE6gjSx0oc0L6-bnEzFFpP9fRXdkTjbq2KBJ23g4w00OY7J4GmYiXj8OM4FcTs00lSTdrhsEdwTyQ3i0qB5MOy8Ir3wjydHTLMBczWnx7pCzf-Aru0Ho3ctwOQQns2mQS6rSyiRyg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjM9BCippqNxFsAn649KA8-3rhRUm1_GqGRa-iKtkCQEm7XKuLTIhE6gjSx0oc0L6-bnEzFFpP9fRXdkTjbq2KBJ23g4w00OY7J4GmYiXj8OM4FcTs00lSTdrhsEdwTyQ3i0qB5MOy8Ir3wjydHTLMBczWnx7pCzf-Aru0Ho3ctwOQQns2mQS6rSyiRyg=s16000&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Tenha pessoas&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Engraçadinha, né. A primeira dica para viajar sozinha é não estar sozinha?! Se você não está com alguém que divide com você a responsabilidade pela criança, então você está sozinha, sim. Mesmo que esteja com avó, melhor amiga, grupo de amigos... se eles vão te chamar na hora de trocar as fraldas, então está sozinha, sim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas olha, é muito melhor ter essas pessoas do que não ter nenhuma. É alguém pra descansar o seu braço com tanto colo, pra olhar enquanto você vai ao banheiro... Rede de apoio é isso, sabe? Quem não tem obrigação, mas tá ali, ajudando. Se for pra viajar sozinha, com rede de apoio é sempre melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. Prepare-se para não ter ajuda nenhuma, aceite toda a ajuda que conseguir&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não dá pra sair contando com o trabalho dos outros. Mesmo que tenha sido combinado, eu sempre tenho um plano B. E se a criança não quiser ficar com a vovó? Se ela não gostar do espaço infantil? Se o motorista não quiser te ajudar a instalar as cadeirinhas, você sabe fazer sozinha? Consegue fazer com criança e tudo? Não ser pega de surpresa pelo perrengue torna a situação menos difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A minha dificuldade com isso é estar tão preparada pra fazer tudo sozinha que acabo dispensando ajudas que tornariam tudo muito mais fácil. Sim, você dá conta, mas não precisa. Economiza essa energia e usa as carinhas fofas das crianças pra conquistar a simpatia e a gentileza de quem estiver por perto. Aceitar ajuda não diminui em nada quem você é e o que você faz.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3. Foco nas necessidades básicas&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alimentação, sono, banheiro... nada será como antes você faz em casa, mas de alguma forma isso precisa acontecer. Por isso que viajar com bebê é bem mais fácil: mama no peito, dorme no colo, xixi na fralda... Se a criança for maior, ainda tem outras necessidades: interação social, movimento, estímulos sensoriais. A criança que não para de falar, de correr, de se esfregar nas coisas (!) está tentando suprir uma necessidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na bolsa das crianças sempre tem uma troca de roupa e de fralda, água fresca e lanche seco (biscoito de polvilho, uva passa, bolacha de arroz...). Dependendo da programação e do local, pode ter também uma fruta cortadinha, material para desenho, livro de colorir, o brinquedo favorito (se não for barulhento)... Qual é o seu truque dentro da bolsa? Compartilha com a gente nos comentários.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4. Mantenha a rotina, mas não tanto&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não adianta querer que tudo funcione como em casa. &quot;Sair da rotina&quot; é um pouco do objetivo da viagem. Descansar da rotina. Isso não significa &quot;meter o pé na jaca&quot;. A criança vai precisar de algumas &quot;âncoras&quot;, e você também. Se não der pra manter o horário de dormir, a sequência da rotina noturna pode ser a mesma. Usar telas em determinados momentos pode ser estratégico, perder a mão aí pode atrapalhar o resto do dia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não são só as crianças que são rígidas. Às vezes a gente se acostuma tanto a fazer as coisas de um jeito específico, que entra em crise quando não dá pra fazer exatamente igual (e é por isso que tem gente que leva a casa toda na viagem). É legal experimentar. Mostre isso para as crianças, permitindo-se experimentar também. Três dias de banho de chuveiro não vão quebrar a criança que sempre toma banho de banheira. Cuidado para não se viciar nos confortos de casa de tal forma que você só consegue fazer x se tiver y.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Adaptações em viagem são exceções. As crianças sabem muito bem que esse é outro ambiente. Elas podem até pedir pelas adaptações em casa, mas há expectativa pelo retorno da rotina (mesmo na preferência da mudança). Não se preocupe com &quot;vou ter que fazer assim pra sempre&quot;. Nada nunca é para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ninguém está totalmente preparada, mas a gente pode se divertir no caminho. É cansativo, sim.. mas ficar em casa também cansa, e não rende tantas histórias. Não será a mesma coisa, nunca será. Mas o diferente também pode ser bom. Vamos tentar?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já tinha viajado sozinha com uma criança, mas essa foi a minha primeira vez com duas. Vamos trocar dicas de mãe! Você já ouviu as minhas, deixe a sua dica nos comentários.&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2022/12/dicas-viajar-sozinha-com-filhos.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjM9BCippqNxFsAn649KA8-3rhRUm1_GqGRa-iKtkCQEm7XKuLTIhE6gjSx0oc0L6-bnEzFFpP9fRXdkTjbq2KBJ23g4w00OY7J4GmYiXj8OM4FcTs00lSTdrhsEdwTyQ3i0qB5MOy8Ir3wjydHTLMBczWnx7pCzf-Aru0Ho3ctwOQQns2mQS6rSyiRyg=s72-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-8100634677476209164</guid><pubDate>Mon, 18 Oct 2021 22:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-10-25T17:45:24.692-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Relato de parto: Ana Luísa 13.10.2021</title><description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devagar e sem pressa, Ana Luísa dava sinais de sua chegada. A experiência do primeiro parto torna as coisas mais leves. Todas as dores são conhecidas além da teoria. As inseguranças também. O primeiro parto torna todos os outros possíveis. Quando parece que não dá, é aí que termina. Mas quanto tempo a gente aguenta até chegar lá?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Maria Elisa também veio devagar, e eu sempre tomo muito cuidado ao contar para quem vai fazer essa jornada pela primeira vez. Não dá pra dizer, simplesmente, que foram trinta e seis horas de trabalho de parto, sem assustar as pessoas. Aliás, esse trabalho de parto também já foi relatado (&lt;a href=&quot;http://www.annieescreve.com.br/2019/01/relato-de-parto-maria-elisa-23012019.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;clica pra ler&lt;/a&gt;). Como dizer, então, de um parto que começou no domingo à noite e terminou na madrugada de quarta-feira?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT2WzUaoKyfPp0CC3mQXa2imNxal88uZUlQpmy3j5Kfnb5adRg4tE7181hOj1c6_49sQXvgwFZ_AS8siL9U0Z2u6elbj9hwgMnMwgH1ykmW8AUck1e2hDokhSnLiHOlOFKPBxqtOLWpJxo/s2048/relato+de+parto+ana+luisa.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1152&quot; data-original-width=&quot;2048&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT2WzUaoKyfPp0CC3mQXa2imNxal88uZUlQpmy3j5Kfnb5adRg4tE7181hOj1c6_49sQXvgwFZ_AS8siL9U0Z2u6elbj9hwgMnMwgH1ykmW8AUck1e2hDokhSnLiHOlOFKPBxqtOLWpJxo/s16000/relato+de+parto+ana+luisa.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vou começar pelo fim: foi tudo muito rápido. Do zero ao nasceu em apenas uma hora. Não deu tempo de chamar ninguém. Nem eu acreditava que já estava no fim. Eu sabia o que eram aquelas contrações, mas também sabia que não poderia ser. Já?!&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante a semana toda eu tive contrações. Leves e fortes. Curtas e longas. Faltava ritmo. O marido lia o meu rosto e perguntava: &quot;Vai nascer?&quot;. Eu respondia &quot;talvez&quot;, não como quem brinca com essas coisas, mas quem sabe? Pode não ser nada, pode ser o começo de tudo. Eu vigiava sem dar muito alarme. Não queria mobilizar as pessoas antes de saber o que estava acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No domingo à noite, coloquei Maria para dormir e avisei a doula que começaria a contar as contrações. Pedi para o marido buscar a sogra, caso as coisas ficassem animadas durante a madrugada. Enquanto ele estava fora, uma sequência de contrações longas e fortes trouxe uma sensação molhada que não fazia parte da minha experiência. Será que a bolsa estourou?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não teve &#39;ploc&#39;, nem um aguaceiro pelo chão, mas o líquido escorria pelas pernas. Combinamos por telefone o encontro no hospital para avaliação. Madrugada de domingo e parecia que nenhum bebê estava a fim de nascer. A recepção estava vazia e mesmo assim o meu acompanhante foi convidado a se retirar. Um convite protocolar, não insistido, mas repetido cada vez que eu passava de uma sala para a outra. Os exames estavam bem, mas ainda sem dilatação. As contrações, que vinham embaladas, foram diminuindo até parar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;(Eu culpo o ambiente do hospital? Culpo, sim. Os funcionários, não, mas a instituição, que hostiliza as pacientes e seus acompanhantes desde a porta de entrada. O hospital conhece muito bem a legislação, e sabe que não deve impedir o cumprimento da lei... mas instrui todos os seus funcionários a agir como se desconhecesse os direitos dos pacientes, contando com a ignorância de quem precisa de atendimento.)&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O início do trabalho de parto não engrenou. Parece que deu uns seis passos pra trás. Ana Luísa encaixou como uma rolha e segurou o líquido que ainda não tinha vazado. Seguimos com monitoramento e avaliações periódicas com a equipe mais paciente e querida do mundo. Em casa, esperando o trabalho começar pra valer, vendo os últimos momentos se transformarem em penúltimos, nada de muito emocionante acontecendo. Até as noites de sono ficaram mais tranquilas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Só não era tranquilo ter que visitar o hospital. Em uma das ocasiões, meu marido foi convidado a se retirar quatro vezes nos primeiros dez minutos. A resposta era apenas uma recusa educada, mas ainda assim o segurança foi chamado. Precisamos mostrar o plano de parto e a resposta com o timbre do hospital. Ele foi consultar a enfermagem e retornou pedindo desculpas. &quot;Realmente, como vocês têm autorização pelo plano de saúde, você tem o direito de ficar&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra mim, essa justificativa foi o pior de tudo. O direito ao acompanhante não é um privilégio. A declaração do hospital de que eles vão cumprir a lei porque nós fizemos um acordo gerou um constrangimento na recepção do hospital. Do lado de fora, outros acompanhantes esperam sem ter sequer um lugar para sentar. Há quinze anos, a mesma desculpa de &quot;falta de infraestrutura&quot;, mas em todo esse tempo não faltou tempo ou recursos. Faltou vontade. O hospital &quot;amigo da criança&quot; é desumano com os seus pais.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso cansa. Tudo isso cansa. As contrações que começavam e paravam. A expectativa pela próxima violação de direitos. A ansiedade pelo tempo que passa. Monitorando, medindo, avaliando, medicando... Uma exigência do corpo e da mente, para ter paciência e esperar o tempo do parto. Na terça-feira, a minha preocupação era estar forte para chegar lá.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Maria Elisa vigiava as idas ao hospital, e agora já sabia que a irmã estava por nascer. A despedida foi tranquila, ou pelo menos pareceu. Eu fiquei arrasada pensando na nossa primeira noite distantes, prometi ligar de manhã bem cedo. Ela estava ansiosa para ver a irmãzinha. Nós também.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem parecia ter toda a paciência do mundo era o Thiago, nosso obstetra. Já estávamos com quase 48h de bolsa rota quando chegamos para a avaliação. Todos os parâmetros de saúde estavam bons, mas estava na hora de ter a conversa. Falamos sobre indução de parto e tiramos todas as dúvidas do caminho. Não teve pressão, nem manipulação. Eu sabia que podia escolher, mas eu já estava decidida pela indução, para parir enquanto ainda tinha forças.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Me preparei psicologicamente para uma noite daquelas. Geralmente o parto acontece na terceira dose da medicação, depois de dez horas de indução. No quarto, com marido e doula, passamos o tempo entre contrações e histórias. Quando eu resolvi descansar, meu médico voltou para avaliar o colo, que começava a dar sinais de abertura, mas ainda nem um centímetro. Ele aplicou a segunda dose e combinamos o próximo encontro para as seis da manhã... ou antes, se precisar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deitada por uma hora após a medicação, as contrações vinham com força. Eu queria sair da cama, ficar em qualquer posição, mas não queria perder o remédio. A Alli me ajudava com posições horizontais quando vinham as contrações, cada vez piores. Uma vez, saiu um líquido e pensei &quot;expulsei o remédio&quot;. Ela disse que estava tudo bem. Eu só pensava em quanto tempo faltava pra sair daquela cama, e como faziam as mulheres que eram obrigadas a ficar deitadas o tempo todo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quase acabando o tempo, senti o expulsivo e pensei &quot;não pode ser, é cedo&quot;. Virei de lado e me agarrei nas grades da maca enquanto fazia força. Um esguicho. Expulsei todo o líquido que ainda tinha na bolsa. Acabou a primeira hora. Mas era só a primeira hora. Se continuasse escalando assim, como eu aguentaria até as seis horas? Nem passou pela minha cabeça que eu já estava parindo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Levantei pedindo ajuda para ir pro chuveiro amenizar as dores, mas não dei um passo. Agachei e empurrei. Ouvi a Alli dizer algo sobre sinal de dilatação e balancei a cabeça negativamente: &quot;Está saindo... a cabeça!&quot; Depois disso eu só lembro de ouvir correria pra lá e pra cá enquanto eu empurrava o bebê agachada no chão do quarto, ao lado da cama, segurando as mãos de Haralan por cima de uma bola de pilates. Veio com uma mão no rosto, e eu senti que descia de um para jeito diferente. Me concentrei para empurrar devagar. Ela foi amparada pelas mãos da Alli, que a entregou para mim. 2h29, 13 de outubro de 2021.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois que eu subi, com ajuda, na maca, não tinha mais interação com o mundo. As pessoas se movimentavam ao redor como num filme, a realidade estava todinha no meu colo. Vi a Alli, e depois o Thiago, dando ordens e criando o ambiente mais confortável que a gente queria. O pai cortou o cordão. A placenta saiu inteira. O períneo, para a minha surpresa, íntegro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi um trabalho de paciência e resistência. Chegamos ao final com uma intervenção na medida certa e na hora certa, acompanhada por pessoas que me deixaram segura para esperar e decidir. Minha gratidão a eles: Alli, Thiago e Haralan. Mais um parto inesquecível pra gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MEU TIME 💓&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pai: Haralan Elias Melo Mucelini&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Obstetra: Thiago Moura Saura&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parteira: Alli Nunes&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fisioterapeuta pélvica: Tatiane Martins&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fisioterapeuta (pilates): Luanny Nicaretta&lt;/p&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/10/relato-de-parto-ana-luisa.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT2WzUaoKyfPp0CC3mQXa2imNxal88uZUlQpmy3j5Kfnb5adRg4tE7181hOj1c6_49sQXvgwFZ_AS8siL9U0Z2u6elbj9hwgMnMwgH1ykmW8AUck1e2hDokhSnLiHOlOFKPBxqtOLWpJxo/s72-c/relato+de+parto+ana+luisa.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-4393652104904538304</guid><pubDate>Mon, 04 Oct 2021 19:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-10-04T16:38:21.852-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amamentação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Organização</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vida doméstica</category><title>Enxoval minimalista</title><description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pesquise sobre enxoval de bebê e você encontrará listas, infográficos e planilhas cheias de coisas que você precisa providenciar antes do nascimento da criança. As listas incluem quantidade de meias, toucas, luvas, e podem parecer tentadoras se você, como eu, gosta de ter tudo sob controle em uma planilha. O que não se vê por aí é um debate sincero sobre quantas coisas são realmente necessárias, e para quem.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Listas de enxoval não atentam para as necessidades da família, não observam o seu estilo de vida, nem as suas escolhas de maternidade. Quando muito, fazem leves adaptações para bebês que nascem no verão ou inverno. Mas e aí, do que um bebê realmente precisa?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcpl5kXX_VqOQQMf4aQZgn51e0RTtcchIkckkTlgOEuzTmmkx6WAB8JvmBpEp-kq6jCF3swjiYl1EsfN76mh3fSJcB74-x4D-Fnmijf4RkvHt4eMfxQK4UOwlGGZGnHNmfBujeUvnH4uox/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcpl5kXX_VqOQQMf4aQZgn51e0RTtcchIkckkTlgOEuzTmmkx6WAB8JvmBpEp-kq6jCF3swjiYl1EsfN76mh3fSJcB74-x4D-Fnmijf4RkvHt4eMfxQK4UOwlGGZGnHNmfBujeUvnH4uox/s16000/enxoval+minimalista.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um recém-nascido não precisa de coisas. Ele vem ao mundo sem nada, querendo apenas colo e leite. No colo, ele está aquecido e acolhido. No peito, ele é alimentado e hidratado. Nos braços familiares, o bebê interage com o mundo, que vai se alargando aos poucos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bebês não conhecem coisas, e por isso não precisam delas. Quem precisa dessas coisas somos nós, para atender melhor o bebê enquanto continuamos lidando com as demandas da vida. Se &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; não posso ficar aninhada na cama aquecendo o neném o tempo todo, então preciso vesti-lo. Se &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; preciso me deslocar de carro com a criança, providencio o dispositivo de segurança adequado. Se &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; preciso que o bebê durma perto de mim, ou que me dê algum espaço, mas ainda fique sob minha vigilância, terei as coisas que tornam tudo isso possível, adequado e confortável. Mas essas são as &lt;i&gt;minhas&lt;/i&gt; necessidades. Por isso, a pergunta é: do que a sua família precisa?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo bem não saber. Ainda mais quando o primeiro filho está para chegar. A gente não sabe. Essencial em uma família pode ser uma tralha nunca usada em outro lar. E se eu não sei que mãe eu sou, como me preparar pra isso? Existem dois jeitos de lidar com isso: comprando absolutamente tudo que há no mercado infantil só pelo &quot;vai que precisa&quot;, ou esperando até a necessidade aparecer.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas coisas são de fato importantes. Outras podem ajudar. Muitas coisas são só perfumaria, e mais um monte de coisinhas vendidas por aí na verdade só atrapalham.&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alimentação&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essencial é ter leite. Algumas coisas ajudam, mas muita coisa atrapalha. Muuuuita coisa só atrapalha. Se o seu plano é amamentar, não tenha mamadeiras, chuquinhas, chupetas, leite em pó em casa. Nem como plano B. Amamentar é difícil, principalmente no começo. Se você tiver um plano B, rapidinho o plano A ficará desinteressante. Deixar essas coisas na farmácia cria um obstáculo a mais para te ajudar a persistir amamentando.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que pode ajudar? Uma boa almofada de amamentação (grande, alta e firme é melhor), bomba extratora de leite, coletor de leite a vácuo, absorventes de seio, sutiãs e roupas adaptadas para amamentar. Eu gosto de ter um copo pequeno (importante ter a boca pequena) ou uma colher dosadora quando o peito não estiver disponível. (É mais fácil usar mamadeira que aprender a dar no copinho? Sim. Mas o mais fácil nem sempre é o melhor.)&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Higiene&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essencial é água e, depois do primeiro mês, sabão. (Pois é, geralmente não precisa banhar com sabão o recém-nascido). A maioria das coisas nessa área ajuda, mas muita coisa vira tralha ao longo do tempo. Eu prefiro dar banho na pia e no chuveiro do que em banheira (o trabalho de montar, desmontar, o espaço que ocupa... não acho prático, mas isso é pessoal). Também gosto mais de um trocador portátil por perto do que ter que levar o bebê até o trocador a cada troca de fraldas. Com o passar do tempo, o trocador acaba ficando só para os passeios.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É sempre bom ter uma pomada para assaduras, e na minha opinião nenhuma é melhor que a Weleda. Não usamos sempre porque com fraldas de pano não há necessidade, mas quando necessário basta passar uma vez. Em casa limpo com algodão (em quadrados) e água, ou direto na torneira, e uso lenços umedecidos somente para sair.&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passeio&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse é um ponto que depende muito do estilo de vida de cada família. Não vejo necessidade de um carrinho de bebê para quem não costuma andar a pé. Já a cadeirinha, considero importante mesmo para quem não tem carro. Eventualmente você pode precisar sair de carro, de carona, e não deve esperar que o dono do automóvel tenha o dispositivo adequado para o tamanho do seu bebê. Não é só para obedecer a lei, é para salvar a vida. Acho que vale o investimento.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gosto muito de carregadores de bebê, inclusive para usar em casa. Libera as mãos para fazer as coisas e mantém a criança por perto, acolhida e segura. Todos os modelos ergonômicos - que mantém o bebê virado pra você, nunca de costas em relação a quem carrega, e que deixam o bebê sentado com os joelhos acima do quadril, e não pendurado pela virilha - são legais: slings, mei tais, mochilas...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A bolsa ou mochila é do adulto. Você é quem vai carregar. Com o passar do tempo, a gente precisa de menos coisas à mão, e já não tem necessidade de andar cheio de trem por aí. Chega o dia em que dá pra deixar uma bolsa de &quot;extras&quot; no carro, por exemplo, e sair só com uma babita e uma fralda. Então, a bolsa é útil, mas não é fundamental... e uma ecobag também cumpre a função.&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quarto&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É aconselhável que o bebê durma no mesmo quarto que os pais até 1 ano, principalmente nos primeiros seis meses. Isso reduz o risco de morte em bebês durante o sono, seja por asfixia acidental ou pela síndrome de morte súbita do lactente. Também melhora o sono para boa parte das mães, pelo menos para mim é muito mais tranquilo dormir com o bebê por perto do que ficar levantando a noite toda pra ver se está tudo bem. Daí você já vê que não tem pressa nenhuma em aprontar o quartinho do bebê, né?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você pode fazer isso com calma, descobrindo aquilo de que você realmente precisa e até fazer um quarto que combina com a criança, com as coisas que ela gosta. Gosto de ter um tapete de tecido, a cama baixa para deitar com a criança e manter as coisas acessíveis para livre exploração do ambiente. Essas preferências refletem o que é importante pra gente, e pra que serve o quarto da criança. Se o quarto é dela, tem que ser bonito, útil, acessível e agradável para ela. Já pensou nisso?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju5yWz3xGZhvX9n_DevEM_uf-Gl0JlTCIqEKVxaj6yDDPVW9nI2WS-tlzS-A39XHgO1wTipwBskdsDR2ikUSc90q2xIY2rSSQ9NCQ6atQmiTROsWY8fP5-VF0dmzMrxNUEWbhcEsriSk96/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img data-original-height=&quot;2000&quot; data-original-width=&quot;800&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju5yWz3xGZhvX9n_DevEM_uf-Gl0JlTCIqEKVxaj6yDDPVW9nI2WS-tlzS-A39XHgO1wTipwBskdsDR2ikUSc90q2xIY2rSSQ9NCQ6atQmiTROsWY8fP5-VF0dmzMrxNUEWbhcEsriSk96/s16000/o+beb%25C3%258A+sustent%25C3%25A1vel.png&quot; title=&quot;Enxoval da minha primeira filha&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resumindo&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deu pra entender que as coisas não são assim, uma lista do Pinterest, né? O que está na minha lista pode não fazer sentido nenhum pra você. &quot;É sobre isso, e tá tudo bem&quot;. Você pode experimentar, pode mudar de ideia, desistir, repensar, testar alternativas até encontrar o que dá certo por aí.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Principalmente no primeiro filho, quando você só tem ideias e expectativas que podem se materializar ou não.A sua experiência é única, como é a sua família e o seu filho também.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se tiver que escolher onde colocar o seu dinheiro, meu conselho é que invista em pessoas: a doula que vai segurar sua mão no dia mais importante; a pediatra que vai te atender com calma e tirar todas as suas dúvidas; a consultora de amamentação experiente que vai resolver as suas maiores dores; a diarista que vai cuidar de tudo enquanto você cuida do bebê... do que você realmente precisa?&lt;/p&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/10/enxoval-minimalista.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcpl5kXX_VqOQQMf4aQZgn51e0RTtcchIkckkTlgOEuzTmmkx6WAB8JvmBpEp-kq6jCF3swjiYl1EsfN76mh3fSJcB74-x4D-Fnmijf4RkvHt4eMfxQK4UOwlGGZGnHNmfBujeUvnH4uox/s72-c/enxoval+minimalista.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-2401053496537964694</guid><pubDate>Wed, 25 Aug 2021 12:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-01-15T13:04:07.032-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><title>“Mostra-nos o Pai!” (Série Essencial Invisible College)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Esta é uma série de textos escritos para o curso de Teologia Essencial do Invisible College. O curso consiste no estudo de um tema da teologia por mês com leitura de um livro, materiais complementares em texto, áudio e vídeo, um fórum de perguntas e respostas com um convidado, uma sessão de tutoria com um dos professores em um grupo pequeno e a entrega de um texto (resenha ou artigo). O texto a seguir foi escrito em Março de 2021 para o tema Teologia Bíblica do Novo Testamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5MZeeT8nOGD9Y9p1XZCXBpnUIZcYrEFOnKWemJWAadqZj5yNOA9YbP09mi03EFnBtGB1hnRSbwHJmI-Ps-E6CYKpSVHgFjvM4Bj_uhdTb8DVXAT7nSrYXLu5WD7YhQI0WyA8mYTDXQ35m/s1280/teologia+biblica+NT.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5MZeeT8nOGD9Y9p1XZCXBpnUIZcYrEFOnKWemJWAadqZj5yNOA9YbP09mi03EFnBtGB1hnRSbwHJmI-Ps-E6CYKpSVHgFjvM4Bj_uhdTb8DVXAT7nSrYXLu5WD7YhQI0WyA8mYTDXQ35m/s16000/teologia+biblica+NT.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A eternidade no coração do homem sugere a existência de algo maior do que a sucessão de tempos e atividades da vida comum, mas não explica e não concede uma compreensão acerca de Deus e seus caminhos. A busca humana pelo divino tem nos levado a diversos caminhos místicos e explicações esotéricas para os mistérios da vida, mas não ao conhecimento do Deus verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É o próprio Deus quem se revela, desde a criação do mundo, por meio das coisas criadas, exibindo seus atributos invisíveis, seu poder e natureza divinas, mas também falando, ensinando e se mostrando diretamente a alguns homens que o registraram naquilo que hoje chamamos de Escrituras Sagradas. A Teologia Bíblica lida com o processo da revelação de Deus registrada na Bíblia e busca compreender, especificamente, como Deus se revelou à humanidade nesse tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É interessante notar que Deus não se revela como uma aparição, uma entidade cósmica, um intangível distante, mas por sua própria iniciativa estabelece com o homem um relacionamento. A revelação relacional de Deus nos mostra diferentes atributos em diferentes contextos. Isso não significa que Deus mudou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A imutabilidade é um dos atributos de Deus. Ele é eterno, infinito e imutável, mas nem sempre é compreendido assim. A ideia de que o Deus do Antigo Testamento é diverso do Deus do Novo Testamento é tão antiga quanto a Igreja. Marcião de Sinope foi provavelmente um dos primeiros a sustentar essa ideia. Ele tinha dificuldades em conciliar os ensinamentos de Cristo com as ações divinas relatadas no Antigo Testamento. A conclusão de que se tratava de divindades diferentes foi a forma que encontrou para resolver as supostas incoerências da divindade bíblica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa mesma ideia resiste até hoje, sendo um tema constante na apologética a imutabilidade divina e o mistério da trindade. No entanto, o problema da suposta incoerência não parece se resolver com a doutrina da trindade, posto que o Deus Pai de que fala o Filho ainda pode parecer muito diferente do Deus do Antigo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para resolver esse problema, será necessário abordar, primeiro, o próprio problema. Trata-se da expectativa de um Deus sem complexidade, unifacetado, que se manifesta e se revela sempre da mesma maneira. Ocorre que Deus não tem qualquer obrigação de atender as expectativas humanas sobre o Deus que elas querem ver, muito menos àquelas que diminuem e limitam a sua existência. O que muitos atribuem a uma suposta contradição bíblica ou divina não passa de um conhecimento limitado do Deus que se revelou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A descrição de uma divindade amorosa no Novo Testamento em contraste com a divindade cruel do Antigo Testamento não resume o caráter divino apresentado nessas porções das Escrituras. Esse argumento reducionista não revela a essência divina, mas a superficialidade do conhecimento que se tem sobre Deus e a sua Palavra. Não são poucos os trechos em que a benignidade e o amor de Deus são evidenciados no Antigo Testamento. Tampouco o Novo Testamento omite a morte de Ananias e Safira como consequência fulminante da sua infidelidade perante a santidade do Altíssimo, sem contar tantos outros adoecidos e mortos pelo Juízo divino.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, essa expectativa revela também certa medida de indisposição para conhecer o caráter e os atributos de Deus, e talvez alguma soberba e vaidade que não permitem aceitar, compreender ou mesmo considerar que o Deus revelado possa ser maior que o conhecimento do homem mortal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nenhuma pessoa seria julgada falsa ou instável porque se mostra séria em um contexto e descontraída em outro, nem porque se relaciona de forma amistosa com algumas pessoas ao passo que é agressiva com outras. A comparação é pífia, mas se até os homens podem ter uma personalidade extensa e complexa, e podem escolher revelar ou ocultar características conforme o contexto e os relacionamentos em que se inserem, por que seria o Criador uma figura tão simplória e limitada?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revelação divina através do seu relacionamento conosco nos dá a oportunidade de conhecer seus diferentes atributos nos mais diversos contextos e, ainda assim, enxergar a sua unidade, imutabilidade e infinitude. Antes de pensar em incoerências, é necessário visualizar o contexto e o relacionamento que Deus estabelece com as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Senhor dos Exércitos guerreia com e pelo seu povo. O amigo de Abraão, com seu relacionamento pessoal – o Deus de Abraão – se assenta à mesa com ele. Davi encontra em Deus o refúgio e o perdão. Ele é o pastor, o cuidador, o servo, mas também é poderoso e implacável contra o ímpio. No entanto, precisamos que venha o Filho para nos mostrar o Pai.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A palavra Pai não era uma forma comum de se dirigir a Deus na comunidade da velha aliança. Seu nome era inefável; Ele não deveria ser mencionado com qualquer grau de intimidade. O termo Pai quase nunca foi usado para falar sobre Deus ou para se dirigir a Ele em oração no Antigo Testamento. Mas no Novo Testamento, Jesus nos traz a um relacionamento íntimo com o Pai, rompendo a separação simbolizada pelo véu do templo. Jesus nos deu o incomparável privilégio de chamar a Deus de “Pai”.&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/rafae/Dropbox/ESTUDANTE/InC/ESSENCIAL%202021/Annie%20Mucelini%20-%20Mar%C3%A7o.docx#_ftn1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É Jesus Cristo quem nos ensina a orar ao “Pai nosso”, e a partir dos evangelhos encontramos a ideia de que somos adotados por meio da redenção em Cristo, com a prerrogativa de sermos chamados “filhos” de Deus, porque cremos no seu nome. Essa revelação não significa que a partir do Novo Testamento se torna Pai, mas que através do Filho podemos conhecer e desfrutar da paternidade divina.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ideia de um Deus íntimo, paternal, não está excluída no Antigo Testamento, mas somente se desenvolve quando o Filho nos revela o Pai, e nos dá o privilégio de, por meio do Espírito Santo,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É certo que a nossa finitude não consegue compreender toda a extensão de um Deus infinito, mas podemos e devemos conhecer os atributos que Ele já nos revelou. A profundidade no conhecimento de Deus dissipa as supostas incoerências e nos faz perceber a graça que se estende aos seres humanos em toda a revelação bíblica, e até os dias de hoje. A revelação de Deus não é inconstante nem instável, mas progressiva e contextualizada. Hoje podemos dizer que é perfeitamente possível conhecer a Deus, porque o que nos era impossível Ele já fez: Deus se revelou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;HUTCHINSON, Robert J. Uma história politicamente incorreta da Bíblia. Rio de Janeiro: Agir, 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;KAISER, Walter C., Jr. O plano da promessa de Deus: teologia bíblica do Antigo e Novo Testamentos. Trad. Gordon Chown, A. G. Mendes. São Paulo: Vida Nova, 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;MACARTHUR, John. O resgate do pensamento bíblico: recuperando uma visão de mundo alicerçada nos princípios bíblicos e na mensagem cristã. São Paulo: Hagnos, 2018.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;PIPER, John. Em busca de Deus: a plenitude da alegria cristã. 2. ed. São Paulo: Shedd, 2008.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;SPROUL, R. C. Does Prayer Change Things? (Crucial Questions Series Book 3) Reformation Trust Publishing. Edição do Kindle.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica. 2. ed. Trad. Alberto Almeida de Paula. São Paulo: Cultura Cristã, 2019.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;file:///C:/Users/rafae/Dropbox/ESTUDANTE/InC/ESSENCIAL%202021/Annie%20Mucelini%20-%20Mar%C3%A7o.docx#_ftnref1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; The word Father was not the basic form of address for God found in the old covenant community. His name was ineffable; He was not to be addressed with any degree of intimacy. The term Father was almost never used to speak of God or to address Him in prayer in the Old Testament. But in the New Testament, Jesus brought us into an intimate relationship with theFather, breaking down the partition symbolized by the veil in the temple. Jesus gave us the incomparable privilege of calling God “Father.” SPROUL, R. C. Does Prayer Change Things? (Crucial Questions Series Book 3) Reformation Trust Publishing. Edição do Kindle. (p. 20-21). Tradução livre.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;mso-element: footnote-list;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;ftn1&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/08/mostra-nos-o-pai.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5MZeeT8nOGD9Y9p1XZCXBpnUIZcYrEFOnKWemJWAadqZj5yNOA9YbP09mi03EFnBtGB1hnRSbwHJmI-Ps-E6CYKpSVHgFjvM4Bj_uhdTb8DVXAT7nSrYXLu5WD7YhQI0WyA8mYTDXQ35m/s72-c/teologia+biblica+NT.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-2007629304237932268</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2021 12:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-08-16T09:39:00.210-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><title>As últimas leituras de 2018</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O último ano foi muito produtivo em minhas leituras, ainda mais considerando que eu não consegui ler quase nada entre maio e setembro, e mesmo assim terminei com 21 livros lidos. Foram 7225 páginas no ano, mantendo uma média de cerca de 20 páginas por dia, apesar do hiato. Eu consigo todos esses dados porque uso o &lt;a href=&quot;https://www.skoob.com.br/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;Skoob&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para registrar as minhas leituras. Adicionando os livros que estou lendo e os que pretendo ler à meta de leitura anual, consigo um &lt;a href=&quot;https://www.skoob.com.br/usuario/leitura/2018/6109&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;relatório bem legal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do meu desempenho no final de cada ano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSB6eufbGItaL_8lqMH3DPXI9urUiGIgEY_22K-XbOCo72U9oNyJ6jmxZ5wvtGKHYS9nOCAITQxI8Z_EnaSs7kr2iOMA6WjJTkKLjdzqEKX7vhZvqWcZ-ioftb6UCiQws7EJDyCEZL05ec/s4624/20210812_110514.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;2136&quot; data-original-width=&quot;4624&quot; height=&quot;296&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSB6eufbGItaL_8lqMH3DPXI9urUiGIgEY_22K-XbOCo72U9oNyJ6jmxZ5wvtGKHYS9nOCAITQxI8Z_EnaSs7kr2iOMA6WjJTkKLjdzqEKX7vhZvqWcZ-ioftb6UCiQws7EJDyCEZL05ec/w640-h296/20210812_110514.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Ficção&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Robin Hood&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A gente conhece a história, mas não conhece as histórias... Há muito mais camadas sob o famoso &quot;bom ladrão&quot;, que rouba dos ricos para dar aos pobres. O livro &quot;oficial&quot; de Alexandre Dumas conta toda a história do herói, desde a sua adolescência até a morte, com flashbacks para a sua origem extraordinária. São muitas as histórias descritas no livro - aventura, estratégia, romance, habilidades incríveis e todo o estilo de vida dos homens da floresta e seus amigos. A edição que eu li é da coleção de Clássicos da Zahar, com capa dura, ilustrações e notas interessantes - disponível para empréstimo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
O Pequeno Príncipe&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Me desafiei a uma releitura da clássica história que conheci quando criança, e odiei. Agora eu odeio menos, mas para ser sincera, ainda acho que é uma história meio boba com um monte de &quot;filosofia&quot; do tipo &quot;aquilo que as pessoas querem ouvir&quot;. Desculpa, sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Coração de Tinta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que aconteceria se tudo o que você lesse se materializasse no nosso mundo? Depende do que você lê... Esse é o primeiro livro de uma trilogia, em que um vilão sequestra o leitor com a língua encantada para que ele traga à existência algumas outras catástrofes fictícias. Enquanto isso, a sua família procura por ele por pequenos vilarejos italianos. Não é uma história para pensar, é para se envolver. Eu gostei muito desse livro e quero ler os próximos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
O Mundo de Sofia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Corrigindo uma falta da minha adolescência, finalmente li sobre a aventura de Sofia com o mundo da filosofia. A leitura introduz muito bem alguns dos principais nomes da filosfia antiga e moderna, intercalando com um mistério vivido por Sofia. Achei o final um pouco decepcionante, meio preguiçoso, mas a historinha serve bem para instigar a curiosidade e ajudar a levar adiante uma leitura que, para adolescentes, pode ser bem grande.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Não-ficção&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A minha edição vai até o governo Temer e, veja bem, não é exatamente um livro de história. Há muitas curiosidades, anedotas e a intenção de expor as figuras políticas em seus piores momentos, sem poupar ninguém. É claro que os momentos históricos acompanham, mas o que eu achei mais interessante sobre cada um foi a vida pregressa à presidência de cada um. Sobre o assunto presidenciais, recomendo mais ainda o podcast (que virou livro) Presidente da Semana, de Rodrigo Vizeu. Mas se você já ouviu/leu e gostou do Vizeu, vai curtir também essa leitura.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Uma Fé Pública&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Essa foi a minha indicação no Clube do Livro, que trata do engajamento político dos cristãos na sociedade. A abordagem do autor começa explorando onde e como os cristãos têm falhado no seu ativismo social e termina mostrando como uma fé engajada pode fazer uma diferença relevante e colaborativa. Um trabalho muito bem feito a partir de palestras e artigos do autor revolvendo o assunto. Todos os textos foram bem editados para o formato de livro, em uma estrutura que faz sentido e facilita a compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Livro ruim, mal escrito e com um posicionamento que eu considero inadequado. É uma dissertação de mestrado que não foi preparada para se transformar em livro. Muita escrita acadêmica, muito texto desnecessário e, quanto à conclusão... não posso afirmar que o autor estava certo há quinze anos, mas hoje a sua conclusão pode ser vista como equivocada e preconceituosa. Melhor não perder tempo...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
O Grande Livro do Bebê&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Escrito por uma pediatra e lido por uma gestante. Algumas informações são realmente importantes, outras são desatualizadas e chegam a ser um desserviço - e o livro não é antigo, tá? A maior parte do conteúdo do livro pode ser assunto de uma boa consulta pediátrica, com um tratamento mais individualizado e contextualizado. Além disso, traz algumas listas de coisas que você &quot;vai precisar&quot; que não correspondem à realidade universal. Tem boas ilustrações de primeiros socorros, mas isso você também encontra na internet.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;
Inteligência Humilhada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A última leitura do ano também veio do Clube do Livro. Provavelmente a leitura mais densa e desafiadora do ano... Jonas Madureira fala sobre fé e razão a partir de uma fé pensante e uma razão orante. Equilibrado entre os extremos, ele coloca o leitor de joelhos sobre aquilo que não conhece, o que pensa que conhece e o que deveria conhecer. Preciso reler.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2019/01/as-ultimas-leituras-de-2018.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSB6eufbGItaL_8lqMH3DPXI9urUiGIgEY_22K-XbOCo72U9oNyJ6jmxZ5wvtGKHYS9nOCAITQxI8Z_EnaSs7kr2iOMA6WjJTkKLjdzqEKX7vhZvqWcZ-ioftb6UCiQws7EJDyCEZL05ec/s72-w640-h296-c/20210812_110514.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-7449956227943277078</guid><pubDate>Mon, 09 Aug 2021 12:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-01-15T13:03:28.105-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><title>Teologia Bíblica: comparando as obras de Walter Kaiser e Geerhardus Vos (Série Essencial Invisible College)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Esta é uma série de textos escritos para o curso de Teologia Essencial do Invisible College. O curso consiste no estudo de um tema da teologia por mês com leitura de um livro, materiais complementares em texto, áudio e vídeo, um fórum de perguntas e respostas com um convidado, uma sessão de tutoria com um dos professores em um grupo pequeno e a entrega de um texto (resenha ou artigo). O texto a seguir foi escrito em Fevereiro de 2021 para o tema Teologia Bíblica do Antigo Testamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiShlltmIllfJVn3iTqlLypRBYQKW2XaquoYT_X0ysiFvM1ugPu3D2pGP4HR6K7QrSbbKtxtB87W9EwaS1d-OSP1Mq7Itv2p1kzhNadevfyam372pu5GS9MboYIQbB_t540HVx8f2Ydq6Ey/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiShlltmIllfJVn3iTqlLypRBYQKW2XaquoYT_X0ysiFvM1ugPu3D2pGP4HR6K7QrSbbKtxtB87W9EwaS1d-OSP1Mq7Itv2p1kzhNadevfyam372pu5GS9MboYIQbB_t540HVx8f2Ydq6Ey/s16000/teologia+biblica.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos meses de Fevereiro e Março de 2021, o curso Teologia Essencial do Invisible College aborda a Teologia Bíblica, utilizando como livro-texto principal o clássico de Geerhardus Vos para a disciplina e, como leitura alternativa, a proposta de Walter C. Kaiser Jr. Estas obras serão analisadas comparativamente, em sua abordagem, metodologia e conteúdo. Cabe a ressalva de que o conteúdo analisado se refere às porções que tratam do Antigo Testamento, estudadas durante o mês de Fevereiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As obras introduzem a Teologia Bíblica enquanto disciplina teológica, definindo o seu estudo e esclarecendo a abordagem adotada pelo autor. Geerhardus Vos traz a definição: “Teologia bíblica é aquele ramo da teologia exegética que lida com o processo da autorrevelação de Deus registrada na Bíblia” (p. 16).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa introdução, Vos discorre de forma bastante acadêmica os princípios, metodologias, usos e até críticas sobre a disciplina, reservando um capítulo inteiro (Capítulo 2) para explicitar a sua abordagem teológica. Kaiser, por sua vez, dedica-se em sua introdução a definir e explicar a “proposta epangélica&lt;a href=&quot;https://draft.blogger.com/#&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; de teologia bíblica”, diferenciando-a das demais. Nesse esforço, acaba fazendo uma exposição mais ampla das diferentes abordagens teológicas a respeito da revelação bíblica, trazendo suas principais premissas e as críticas mais comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A filiação teológica de cada um dos autores terá grande impacto não apenas no conteúdo da sua teologia bíblica, mas especialmente no método e na forma como ela é apresentada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De tradição aliancista, Geerhardus Vos não se dá ao trabalho de explicar o que é o aliancismo, nem mesmo utiliza essa palavra para descrever a sua teologia. Ele não se interessa em destacar ou defender a sua posição frente a outras correntes teológicas. As inúmeras e ferrenhas críticas a outras publicações estarão localizadas e contextualizadas em seu texto, ao longo do estudo da revelação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O epangelicalismo defendido por Kaiser Jr. não tem tanta visibilidade nos seminários teológicos. O próprio autor reconhece que as principais propostas de “unidade de perspectiva” bíblica são a aliancista e a dispensacionalista. Por isso mesmo, ele procura definir, criticar e diferenciar as principais correntes para, em seguida, apresentar a sua proposta “epangélica”, que não se baseia no(s) pacto(s) ou nas dispensações da graça, mas na promessa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É importante destacar que, para defender a sua visão teológica, Kaiser acaba incluindo na visão aliancista algumas ideias minoritárias que são especialmente criticadas entre os aliancistas tradicionais, como a inclusão de diversas alianças “hipotéticas ou implícitas”. Essas diferenças são melhor abordadas quando ele trata das diferentes formas de relacionar Israel e a igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para melhor compreensão do conteúdo abordado a seguir, podemos definir rapidamente as correntes teológicas apresentadas até aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A teologia da aliança (ou do pacto) encontra na aliança a unidade do plano de redenção. Ela distingue o pacto das obras (no Éden) do pacto da graça, narrado em Gênesis 3, que unifica toda a história do povo de Deus a partir desta aliança.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A teologia das dispensações faz franca separação entre Israel e a Igreja, sendo povos distintos, com os quais Deus se relaciona de modo peculiar e em tempos diversos. Neste sentido, não há unidade na teologia bíblica, mas uma cisão clara e proposital entre o Velho e o Novo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A teologia da promessa, o epangelicalismo apresentado por Kaiser, tem na promessa de Deus, e não no pacto, o condão de unidade bíblica. Essa promessa feita à humanidade foi enriquecida e ampliada no decorrer da revelação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Geerhardus classifica a revelação em pré-redentora e redentora. Esta é dividida didaticamente em períodos identificados pela pessoa que recebeu a revelação. Assim, o Antigo Testamento é dividido em duas grandes partes: o período mosaico e o período profético da revelação. Kaiser, por sua vez, abordará o Antigo Testamento livro por livro, agrupando-os em capítulos que localizam a promessa no conjunto bíblico apresentado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao conteúdo, Vos parece desenvolver um pensamento mais consistente, com a colaboração de sua abordagem histórico-linear. Ele não se preocupa em abordar todas os livros ou mesmo todas as narrativas bíblicas, mas em explorar o desenvolvimento progressivo da revelação sob a ótica da aliança. O autor aborda com profundidade o conteúdo da revelação através dos atos sucessivos em que ela se desdobra. Além disso, as pessoas que recebem essa revelação especial e as formas pelas quais Deus se revela são estudadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Importante destacar que o autor não demonstra amplo conhecimento apenas sobre a sua linha teológica, mas conhece muito bem as ideias que não se conformam com o seu ponto de vista. Frequentemente ele inicia os assuntos apresentando extensivamente as mais diversas teorias, chegando a confundir o leitor que se surpreende ao se deparar, em seguida, com as suas críticas sobre o que ele acaba de descrever com fidelidade. Quase sempre, o texto apresenta essa sequência: explanação de ideias equivocadas, crítica sobre essas ideias e apresentação da compreensão correta sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escolha de Kaiser em apresentar o seu conteúdo a partir dos livros da Bíblia pode tornar a leitura mais reticente. Ainda que haja um ponto de convergência a ser apontado (a promessa), o “plano da promessa” não parece se desenvolver com o ritmo que Vos confere à sua obra. Conforme já destacado, os livros da Bíblia são apresentados de modo a explorar a sua posição em relação à promessa. Nessa perspectiva, o autor explora os principais assuntos de cada livro, com seu contexto, identificando-os com o tema atribuído à seleção que compõe o capítulo. De modo geral, Kaiser aborda um conjunto de temas mais extenso, procurando sempre associá-los à promessa, mas tem dificuldades em conduzir o leitor em sua linha de raciocínio. Não há qualquer dúvida, no entanto, quanto à sua erudição e capacidade de abordar cada um dos temas comentados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Geerhardus Vos e Walter Kaiser Jr são teólogos de grande nome e muita sabedoria, que procuram responder à pergunta: “Qual o tema central da Bíblia?” Ainda que suas respostas sejam diferentes, ambos cumprem a missão de atrair o estudante para o estudo da teologia bíblica. Geerhardus Vos consegue trazer uma leitura mais agradável, mesmo tratando de temas mais difíceis, mas a leitura de Kaiser também é útil para conhecer e comparar outras perspectivas sobre a teologia bíblica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências Bibliográficas&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;KAISER, Walter C., Jr. O plano da promessa de Deus: teologia bíblica do Antigo e Novo Testamentos. Trad. Gordon Chown, A. G. Mendes. São Paulo: Vida Nova, 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica. 2. ed. Trad. Alberto Almeida de Paula. São Paulo: Cultura Cristã, 2019.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://draft.blogger.com/#&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; O termo “epangélico” tem origem na palavra grega epangelia, isto é, promessa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;mso-element: footnote-list;&quot;&gt;&lt;div id=&quot;ftn1&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;

&lt;/div&gt;

&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/08/teologia-biblica-comparando-as-obras-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiShlltmIllfJVn3iTqlLypRBYQKW2XaquoYT_X0ysiFvM1ugPu3D2pGP4HR6K7QrSbbKtxtB87W9EwaS1d-OSP1Mq7Itv2p1kzhNadevfyam372pu5GS9MboYIQbB_t540HVx8f2Ydq6Ey/s72-c/teologia+biblica.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-6927158990187727749</guid><pubDate>Tue, 03 Aug 2021 17:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-08-03T14:53:38.210-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Amamentação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Infância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Deixa eu mamar?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot;&gt;&lt;p style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;&quot;&gt;Eu costumo dizer que o desmame aconteceu com a gente. Parece estranho falar isso. &quot;Não amamentou que chega?&quot;. Consigo imaginar as mães que não conseguiram amamentar revirando os olhos enquanto eu &quot;reclamo de barriga cheia&quot;. Mas eu tenho uma história interrompida - que não se compara com nenhuma outra, ela é só minha.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Amamentei Maria Elisa por 2 anos, 3 meses e 23 dias. Ontem estava guardando as roupas dela e encontrei uma camiseta com os escritos &quot;Mamo, não nego, paro quando quiser&quot;. Doeu um pouquinho. Ela não parou porque quis. Nem porque eu quis.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBtXu3yIzZA-cj18XlBj0NXQTQ0A8zFDZpCQpm0L3FajCCNaZA51u9WMelkVZR1n5gEJ28u4ZaCxbjQdM8wH7tTMwgtyQkULLhleXVuDHZq4KsVEgFjwyO6A6opl9AbqViFB2Hi0bUmL3C/s3120/IMG_20200827_160136608.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;3120&quot; data-original-width=&quot;3120&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBtXu3yIzZA-cj18XlBj0NXQTQ0A8zFDZpCQpm0L3FajCCNaZA51u9WMelkVZR1n5gEJ28u4ZaCxbjQdM8wH7tTMwgtyQkULLhleXVuDHZq4KsVEgFjwyO6A6opl9AbqViFB2Hi0bUmL3C/w400-h400/IMG_20200827_160136608.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uns vinte dias antes de acontecer, eu falei com a Ludy (amiga pediatra da Maria): &quot;Será que vou estar amamentando no próximo agosto dourado? Nem sinal de desmame por aqui...&quot; Eu sabia que poderia acontecer, mas foi tão repentino. Não deu tempo da gente se preparar, se despedir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O leite acabou.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu sabia que poderia acontecer. Lactogestação - a gestante que amamenta - corre esse tipo de risco. Eu achei que as coisas poderiam seguir naturalmente, ou que um dia ela diria, &quot;ihhh, acabou&quot;, e não pediria mais. A verdade é que foi uma grande frustração. Estava mais para &quot;como assim, cadê meu leite?!&quot;, e foi assim que rapidinho as coisas ficaram insuportáveis.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não estou usando essa palavra de forma leviana. Eu suportei muita coisa. Choro, dor, sono, insegurança, cansaço, medo, doença, drenagem... eu ia dizer que todo mundo sabe qual é o seu limite, mas a verdade é que a gente não sabe muito bem, até chegar ali, na beira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu amei amamentar, e achei que estaria pronta quando chegasse a hora, mas a despedida foi na terapia. Eu não amei o desmame, fico até aliviada em dizer. Não foi como eu sonhei, projetei, imaginei. A Semana Mundial do Aleitamento Materno me lembrou disso. As redes sociais estão cheias de tetas, e eu sinto uma saudaaaade de amamentar.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ela sente saudade também. De vez em quando, ela encosta só pra fazer carinho. Já chegou até a dizer &quot;Deixa eu mamar?&quot;. Um pedido tímido e meio sem graça. Uma vez eu deixei, mas parece que ela já tinha esquecido como é (ou o meu peito vazio que não é o mesmo?). Foi esquisito. Ela também achou. Não durou vinte segundos.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Paciência.&lt;/p&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/08/deixa-eu-mamar.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBtXu3yIzZA-cj18XlBj0NXQTQ0A8zFDZpCQpm0L3FajCCNaZA51u9WMelkVZR1n5gEJ28u4ZaCxbjQdM8wH7tTMwgtyQkULLhleXVuDHZq4KsVEgFjwyO6A6opl9AbqViFB2Hi0bUmL3C/s72-w400-h400-c/IMG_20200827_160136608.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-8784020855297792184</guid><pubDate>Mon, 19 Jul 2021 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-07-19T11:04:23.844-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><title>Hermenêutica e o Desafio da Educação Cristã (Série Essencial Invisible College)</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Esta é uma série de textos escritos para o curso de Teologia Essencial do Invisible College. O curso consiste no estudo de um tema da teologia por mês com leitura de um livro, materiais complementares em texto, áudio e vídeo, um fórum de perguntas e respostas com um convidado, uma sessão de tutoria com um dos professores em um grupo pequeno e a entrega de um texto (resenha ou artigo). O texto a seguir foi escrito em Janeiro de 2021 para o tema Hermenêutica Bíblica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbic76egLMeO8m1Rhtqrmtf2jaXCVZhdzVyp__H8C2IB3EO1zWjlfEsXgQsSPRiTyf2lbmXjG_QYFVe-soby05XWQzHrE1nuQyos9yJZx5NemhTpJg9hIz015wWj0RDMPAESn4GzYIX6Qe/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbic76egLMeO8m1Rhtqrmtf2jaXCVZhdzVyp__H8C2IB3EO1zWjlfEsXgQsSPRiTyf2lbmXjG_QYFVe-soby05XWQzHrE1nuQyos9yJZx5NemhTpJg9hIz015wWj0RDMPAESn4GzYIX6Qe/s16000/herm+ed+crista.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina para a humanidade. É confortador saber que o Espírito Santo é o intérprete fundamental, comunicando por meio do texto bíblico a mensagem de salvação em linguagem acessível a literatos e iletrados. No entanto, a falta de conhecimento pode fazer perecer aqueles que tentam abordar o texto bíblico de forma equivocada, ainda que com “as melhores intenções”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A dificuldade de leitura e compreensão de texto na população é um dos obstáculos que se impõem entre o evangélico brasileiro e as Escrituras Sagradas. Nos últimos séculos, muito se avançou no letramento dos leigos – uma tarefa encabeçada pela Igreja e adotada pela sociedade e pelo Estado na civilização ocidental. No entanto, o texto bíblico traz peculiaridades que devem ser observadas para a sua melhor interpretação. A lacuna da hermenêutica bíblica precisa ser preenchida pela Educação Cristã.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acesso às Escrituras&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O acesso às Escrituras Sagradas tem movido a Igreja nos últimos séculos a diversos avanços sociais, linguísticos e tecnológicos. O objetivo de levar a Palavra de Deus a todo povo, língua e nação, crendo, ainda, no sacerdócio universal de todo cristão, tem sido facilitado pela sistematização de idiomas escritos, a criação da imprensa, a abertura de escolas e alfabetização em massa da população.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, como reflete ENKVIST, “Pensar que a leitura é apenas uma habilidade é um erro. O importante não é a leitura em si, mas a compreensão da leitura que se baseia na compreensão do mundo.” Quão disponível está o texto bíblico, se ele pode ser lido, mas não compreendido? Aquele que lê e não interpreta, realmente leu?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018 relata que 13% da população brasileira com Ensino Médio completo corresponde a analfabetos funcionais, e apenas 34% das pessoas que chegaram ao nível universitário podem ser consideradas letradas proficientes, isto é, “pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos em situações usuais”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma pesquisa Datafolha publicada em 13 de janeiro de 2020 distribui a escolaridade da população evangélica brasileira em 35% com Nível Fundamental, 49% em Nível Médio e 15% no Nível Superior. Os dados confirmam o que a evidência empírica tem sinalizado: o evangélico brasileiro tem dificuldades para ler e interpretar as Escrituras, e isso se reflete na sua vida devocional, no evangelismo e no serviço cristão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entendes o que lês?&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estudo da Palavra de Deus é atividade coletiva e individual, que não encontra limites etários, sociais ou acadêmicos. São diversas as passagens bíblicas em que o ensino é ordenado: em casa, aos filhos; nas ruas; nos templos; no discipulado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesta jornada, o educador cristão, seja na função de pregador ou mestre, professor de escola bíblica ou de seminário, discipulador ou líder de pequeno grupo, precisa estar consciente da relevância da sua tarefa e esmerar-se ao estudar e interpretar as Escrituras para o seu público-alvo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A disciplina do estudo nos transforma pela renovação da nossa mente. O zelo do professor em aprofundar-se no conhecimento do objeto de estudo bíblico é uma manifestação do zelo pelas Escrituras, a fim de transmitir a Palavra de Deus tal como Ele a revelou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O trabalho educativo crucial para a Igreja contemporânea está no desenvolvimento das aptidões para o estudo individual e dirigido. Uma geração de adultos que mal lê, mal interpreta e tem pouco espaço para desenvolver o pensamento no âmbito eclesiástico terá grandes dificuldades em instituir uma rotina de devoção e estudo bíblico individual, e maiores ainda ao assumir posições de liderança e instrução, seja em casa, no discipulado individual, ou em ministério eclesiástico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O incentivo à leitura bíblica não pode ignorar o fato de que muitos cristãos não entendem, ou entendem mal, aquilo que leem. Para este exercício de devoção individual, não basta ter acesso a alguém que lhe explique as Escrituras. É importante que os cristãos desenvolvam as ferramentas adequadas para fazer o seu próprio exercício hermenêutico com a autonomia e desenvoltura que se espera de cristãos maduros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de ensinar a partir de uma interpretação adequada das Escrituras, o educador cristão deve ter o cuidado de transmitir aos alunos os princípios que lhes permitirão acessar o texto bíblico, promovendo a autonomia para o estudo bíblico e para o exercício do ministério cristão por cada crente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hermenêutica para não leitores&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estudo da Hermenêutica é útil para todos os cristãos, mas nem todos terão repertório intelectual para entender a necessidade do estudo, ou mesmo para absorver o seu conteúdo no campo filosófico, dedicando tempo ao estudo da hermenêutica enquanto doutrina abstrata.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disso não se depreende que alguns, por sua juventude ou imaturidade intelectual, devam ou possam ser privados do estudo da hermenêutica, mas que este será incutido na forma de princípios, na prática do estudo bíblico, introduzindo hábitos de leitura que remetem às boas práticas da hermenêutica bíblica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os princípios de interpretação bíblica são especialmente úteis aos que leem a Palavra de Deus, mas também são válidos para os que, por qualquer impedimento, apenas ouvem a leitura de terceiros, pois a comunicação oral não prescinde de interpretação. Essa situação exige especial cuidado do leitor em manter a fidelidade do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É comum que as primeiras porções da Bíblia apresentadas ao leitor ou ouvinte sejam narrativas. Muitas crianças são familiarizadas com “a história de Adão e Eva”, “Noé e sua arca”, “Davi e Golias”, enquanto outros que iniciam a vida com Cristo mais tarde tendem a começar o estudo da Bíblia pelos evangelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para muitos jovens que congregam em família, as narrativas contadas por seus pais, professores de escola bíblica, em músicas e filmes infantis serão a única versão da história bíblica que conhecerão por pelo menos uma década. O educador cristão precisa ter o cuidado para apresentar uma porção suficiente da história bíblica, sem acrescentar adornos ou retirar detalhes que descaracterizem a narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É crucial que o leitor ou ouvinte entenda que Deus é o protagonista da Bíblia e de todas as suas histórias. Esse princípio deve ser observado mesmo em resumos e histórias curtas, não apenas observando se Deus está presente na narrativa, mas dando destaque à intervenção divina como ponto central da história.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O uso de material extraído e adaptado das Escrituras pode ser um recurso didático interessante, mas somente quando amparado pelo amplo conhecimento do educador a respeito do texto original e da tradição cristã associada à interpretação de cada texto. O conhecimento do texto bíblico na fonte é imprescindível para evitar que se perpetuem mitos e alegorias inseridos pela tradição oral, sem respaldo bíblico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ensino da Hermenêutica&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estudo bíblico cada vez mais se consolida como necessidade e interesse de todos os cristãos, mas o estudo da hermenêutica ainda soa como uma exigência técnica a ser estudada nos seminários e institutos bíblicos, uma matéria complicada para os mais simples. Neste sentido, é dever do educador cristão aculturar os seus educandos para a necessidade e a própria possibilidade do estudo da hermenêutica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não obstante, o ensino da hermenêutica pode ser inserido no estudo bíblico, tendo o cuidado de apresentar a interpretação adequada do texto bíblico e de reproduzir o trabalho exegético no texto em conjunto com o estudante, apresentando a interpretação bíblica na prática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A hermenêutica bíblica não é tema restrito aos especialistas, mas uma importante ferramenta para a vida devocional, discipular e ministerial do cristão, independente do seu nível de maturidade ou letramento, cabendo à Educação Cristã ensinar a interpretação bíblica, traduzindo os conceitos hermenêuticos conforme a capacidade e necessidade dos educandos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Referências Bibliográficas&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;50% DOS BRASILEIROS SÃO CATÓLICOS, 31%, EVANGÉLICOS E 10% NÃO TÊM RELIGIÃO, DIZ DATAFOLHA. G1, 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/ noticia/2020/01/13/50percent-dos-brasileiros-sao-catolicos-31percent-evangelicos-e-10percent-nao-tem-religiao-diz-datafolha.ghtml Acesso em 27.01.2021.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;AÇÃO EDUCATIVA; INSTITUTO PAULO MONTENEGRO. Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf): estudo especial sobre alfabetismo e mundo do trabalho. São Paulo: Ação Educativa; IPM, 2018. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1ez-6jrlrRRUm9JJ3MkwxEUffltjCTEI6/view Acesso em: 27.01.2021.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;ENKVIST, Inger. Educação: guia para perplexos. Campinas (SP): Kirion, 2019.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;FEE, Gordon D; STUART, Douglas. Entendes o que lês? : um guia para entender a Bíblia com auxílio da exegese e da hermenêutica. 3. ed. São Paulo: Vida Nova, 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;FOSTER, Richard. Celebração da disciplina: o caminho do crescimento espiritual. 2. ed. São Paulo: Vida, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;GEORGE, Timothy. Teologia dos reformadores. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2017.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;GORMAN, Michael J. Introdução à exegese bíblica. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2017.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;KAISER, Walter C; SILVA, Moisés. Introdução à hermenêutica bíblica. 3. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2014.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;LYTHCOTT-HAIMS, Julie. Como criar um adulto. Rio de Janeiro: Bicicleta Amarela, 2016.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;MONTESSORI, Maria. A descoberta da criança: pedagogia científica. Campinas (SP): Kirion, 2017.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;TOUGH, Paul. Como as crianças aprendem. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;TOUGH, Paul. Como ajudar as crianças a aprenderem. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;WON, Paulo. E Deus falou na língua dos homens: uma introdução à Bíblia. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2020.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2021/07/hermeneutica-e-o-desafio-da-educacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbic76egLMeO8m1Rhtqrmtf2jaXCVZhdzVyp__H8C2IB3EO1zWjlfEsXgQsSPRiTyf2lbmXjG_QYFVe-soby05XWQzHrE1nuQyos9yJZx5NemhTpJg9hIz015wWj0RDMPAESn4GzYIX6Qe/s72-c/herm+ed+crista.png" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-4204032651905542003</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2020 19:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-12-01T23:21:03.693-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Devocional do Advento 2020: A Árvore de Jesus</title><description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Opa! faz tempo que ninguém escreve aqui, né? Tenho me dedicado a escrever em outros cantos, mas estou querendo usar mais esse espaço, onde não preciso &quot;lidar com o algoritmo&quot;, nem me contentar com &quot;limite de caracteres&quot;. Falando em experiência de escrita, esse post é para contar que nesse último mês eu escrevi um ebook. Sim, um &quot;livro inteiro&quot; (ainda que pequenininho, né?). Como isso aconteceu?&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu queria um devocional para o período do advento, mas nas minhas pesquisas nada parecia totalmente adequado... em vez de fazer uma colcha de retalhos com vários materiais, eu resolvi fazer o meu (aquelas...). E já que vamos ter esse trabalho todo, por que não compartilhar?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sim, eu sou uma pessoa empolgada! De repente, um projetinho familiar de fim de ano se transformou em um ebook muito bonitinho. Quer saber mais sobre ele?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1hYv_Q0cSWSrEivG46rdawrKSGCbkj-QBdpARCrbVjSAcsjr4YPPUSOmF1DCZxF8oSFgt8fAoDa-_QI2jtzxLWel2WXN03r0xg0eqWdlSRBQyh69SsP8mZyO-Jvyh51s-yvdbNSjSvKOF/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;631&quot; data-original-width=&quot;463&quot; height=&quot;394&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1hYv_Q0cSWSrEivG46rdawrKSGCbkj-QBdpARCrbVjSAcsjr4YPPUSOmF1DCZxF8oSFgt8fAoDa-_QI2jtzxLWel2WXN03r0xg0eqWdlSRBQyh69SsP8mZyO-Jvyh51s-yvdbNSjSvKOF/w289-h394/image.png&quot; width=&quot;289&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #cc0000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://bit.ly/Adventodev&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CLIQUE AQUI pra fazer o download gratuito&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que é o Advento?&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Advento é o período litúrgico que precede ao Natal. Tradicionalmente, inicia-se no quarto domingo antes do Natal, com uma programação eclesiástica diferenciada voltada para o nascimento do Cristo. A palavra advento significa, literalmente, &quot;chegada&quot;. Por exemplo, &quot;No hemisfério sul, as aves migratórias enchem os céus com o advento da primavera&quot;. Então, no período litúrgico do advento, estamos falando sobre a chegada de Cristo.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas pessoas usam um Calendário do Advento como contagem regressiva para o Natal. Essa prática começou na igreja, mas já se estendeu culturalmente. Assim como o Natal não é mais, necessariamente, um feriado cristão, o calendário do advento muitas vezes significa apenas a expectativa pela chegada do Papai Noel. Muitas pessoas fazem um calendário com 24 lembrancinhas que remetem a um presente maior no Natal, por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devocional do Advento&lt;/h4&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei de algumas pessoas que têm deixado de celebrar o Natal por enxergar essa celebração completamente esvaziada da celebração de Jesus. Sabemos que não é nem a data correta, que muitos símbolos utilizados remetem a outras festas, mas não é esse o ponto. O Natal é uma das poucas festas que todas as pessoas conseguem relacionar a Jesus, ainda que não seja mais o personagem principal. Quero aproveitar essa oportunidade para falar sobre o nascimento de Jesus, por isso escrevi esse livro.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Devocional do Advento traz 25 pequenos textos para serem lidos diariamente a partir do dia 1º de dezembro. Os textos foram escritos para o público infantil, para serem lidos em família. Todas as histórias trazem a base bíblica, para que você possa buscar na fonte, se quiser. Cada um deles apresenta um personagem da família de Jesus, ou alguém relacionado à sua história. A intenção é que, com a proximidade do Natal, o tema cristão seja colocado em evidência.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Árvore de Jesus&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A árvore de Jesus é uma referência à árvore genealógica. Além disso, cada história acompanha um desenho (ornamento) para colorir ou servir de inspiração para outro projeto (quer fazer de feltro? crochê? figurinhas recortadas de revista? vai fundo...), que podem ser usadas para enfeitar uma árvore de Natal tradicional, de feltro, um galho minimalista, um mural...&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Extras&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além das histórias, inseri sugestões de atividades para o dia. Quase todas são relacionadas ao tema, e podem ser usadas como aquecimento (para você lembrar delas quando estiver contando a história) ou como reforço (para lembrar da história durante a atividade).&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também inseri cinco hinos natalinos. São canções tradicionais conhecidas no mundo todo. No material, a letra utilizada é a que cantamos na minha igreja. Você pode utilizar outra se ficar mais à vontade. São apenas cinco porque as crianças precisam de repetição para aprender. Elas até gostam disso. Como a maioria das pessoas (diferente de mim) não canta músicas de Natal o ano inteiro, esse é o momento para aprender algumas.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Você não precisa fazer tudo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;História, hino, atividade, artesanato... isso tudo pode parecer muita coisa. Não sei como é a sua rotina. Talvez seja legal tentar fazer o máximo possível. Pode ser que em algum dia (ou em todos) só dê pra contar a história. O objetivo desse material não é te ocupar com um monte de atividades e eventos natalinos, mas trazer para a família a centralidade de Cristo sobre o Natal.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://bit.ly/Adventodev&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Gostou da ideia? CLIQUE AQUI para acessar o link e baixar o material!&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Caso queira imprimir, abra o arquivo no Adobe Acrobat Reader e selecione o modo de impressão &quot;Livreto&quot; e &quot;frente e verso&quot;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiRThTVWIcBxSNKmsGlW_EbA4MDgWzWgQMvBLH_yjlo6hxMpUQQJ2aa9-9tXWTXpnQlDpleIJq00rlvVLrmBImoFk7UkfLWlce9pC-q4BYVgDHK8O4RUlIPHHgjd3D0fDgQhat8tws4KXR/&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; data-original-height=&quot;715&quot; data-original-width=&quot;1006&quot; height=&quot;378&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiRThTVWIcBxSNKmsGlW_EbA4MDgWzWgQMvBLH_yjlo6hxMpUQQJ2aa9-9tXWTXpnQlDpleIJq00rlvVLrmBImoFk7UkfLWlce9pC-q4BYVgDHK8O4RUlIPHHgjd3D0fDgQhat8tws4KXR/w533-h378/image.png&quot; width=&quot;533&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você vai usar apenas 7 folhas para impressão, são 4 páginas do ebook em cada folha. Após a impressão, é só grampear. Os ornamentos foram posicionados de modo que você pode recortar da folha sem prejudicar o conteúdo no verso.&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;E aí, já baixou? Me conta o que você achou do material e não esquece de me marcar nas redes sociais&amp;nbsp; (@annieescreve) durante a sua celebração do advento. Vou amar ver como vocês vão usar esse livro!&lt;/p&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2020/11/devocional-do-advento-2020-arvore-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1hYv_Q0cSWSrEivG46rdawrKSGCbkj-QBdpARCrbVjSAcsjr4YPPUSOmF1DCZxF8oSFgt8fAoDa-_QI2jtzxLWel2WXN03r0xg0eqWdlSRBQyh69SsP8mZyO-Jvyh51s-yvdbNSjSvKOF/s72-w289-h394-c/image.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-655099869546792014</guid><pubDate>Sat, 29 Aug 2020 02:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-08-28T23:40:53.234-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Relato de Amamentação</title><description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;Ela veio direto para os meus braços e, sem nem pensar, eu logo tirei a teta pra fora. Os primeiros dias na maternidade foram tranquilos. Me perguntavam se ela mamou, se fez xixi, se eu estava sem dor. Sim, sim, sim.&lt;/span&gt;&lt;img alt=&quot;Selfie tirada pelo pai na sala de parto, após o nascimento de Maria Elisa, com toda a equipe. Maria Elisa está nos braços da mãe, com a cabeça próxima ao seio desnudo.&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7hoTrBWzvvOEgdV7eXKdCx2F9cZ1cw9t1x86jxlT1Mxxmv6JqPLTnDZsVlo6PodVP25KFoPTncH7-xzv4A1e_gcFuHhRjVzfRL1l0zQfOHmREaH_mjvMyxQ9xZnavpW-Xwb45FAUwaXvc/s16000/?authuser=0&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; title=&quot;Selfie do Parto&quot; /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo parecia perfeito. Recebemos a visita da consultora de amamentação. Avaliou a pega, a língua, a mamada, orientou algumas posições. O bebê estava mamando. Foi ótimo. Me senti confiante.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas a cada mamada ela ficava mais incomodada. Chorava, se irritava, e eu me escondia para amamentar para evitar os palpites, os olhares aflitos, as sugestões miraculosas. Maria emagrecia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fui ao Banco de Leite, que ajuda muita gente. Avaliaram a pega, a língua, a posição, a mamada... Era leite pra todo lado. Saímos banhadas e sem respostas. Por que ela chora tanto?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu respondia que ela estava aprendendo a mamar, mas eu sabia que não tinha nada normal no nosso processo. Ela estava emagrecendo, mas eu insistia em esperar a consulta com a pediatra.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cheguei na&amp;nbsp;clínica&amp;nbsp;com medo da balança, tão angustiada que esqueci a bolsa de fraldas em casa. A&amp;nbsp;pediatra&amp;nbsp;nos atendeu com preocupação, mas principalmente com afeto e confiança. Eu tenho certeza que de qualquer outro consultório eu teria saído com uma receita de leite artificial. Ela me disse que era possível complementar com meu próprio leite e sugeriu outra visita da consultora em aleitamento.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquela tarde, a consultora me ligou e à noite estava na minha casa. Constatou que o fluxo muito intenso e o peito cheio, grande, pesado estavam dificultando o trabalho do bebê. Me ensinou técnicas de manejo para resolver o problema, mas não era o suficiente para aquele momento. Entramos em um regime de engorda-bebê.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Compramos uma máquina extratora de leite materno e usamos todas as técnicas que aprendemos com a consultora. No primeiro dia, bico artificial de silicone, para sair do estado crítico. Depois, fizemos translactação - amamentação com sonda complementando com o leite extraído nos intervalos das mamadas. O pai ajudava alimentando com o copo ou com o dedo através da sonda, e assim eu conseguia dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtebtewH9LrmkFpQ4fG1zeXWgKb0GlauoM4Hd_77KrCtRiN5yik_0iyumihQ1RIxeuRW8klfQC8xmvZvSCJl50Lt-F0v-wVT99jcPMujB5KhiBq6un_SkiTRUrbKsgK0sbzrTQyzdOJ7EY/w428-h903-no/?authuser=0&quot; style=&quot;background-color: transparent; text-align: left;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span face=&quot;&quot; style=&quot;background-color: white; color: #262626; font-size: 14px;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deu certo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Criança engordando, amamentação funcionando, deixei de ordenhar com a máquina pra não estimular ainda mais a produção. Todos os dias fazia ordenhas de alívio que diminuíam um carocinho no seio esquerdo até quase sumir, mas não conseguia eliminar tudo.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Até que ele parou de diminuir e passou a aumentar. Falei com a consultora, que me orientou com massagens, compressas e mil cuidados para não virar uma mastite. Mas depois de aumentar, começou a doer, e quando passou a doer o tempo todo, fui no Pronto Atendimento.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Por cinco dias, eu não tinha mais acesso ao GO de plantão. Cheguei já com um pequeno abcesso, que a médica concluiu que era leite, porque do peito saía leite. Voltei pra casa pra fazer o que já estava fazendo e voltar se tivesse febre.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Dois dias depois, tive febre. Fui atendida por outra médica que parecia nunca ter visto uma mastite, mas pelo menos soube identificar a primeira que viu. Receitou os antibióticos, fez consulta de sangue e, em consulta com outro médico que nunca me viu, concluiu que não seria necessário drenar. Marquei consulta com o meu GO para a semana seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Dois dias depois, tirei o seio para amamentar e tive a impressão de que estava prestes a explodir. Latejava e tentar amamentar era inútil porque o bebê não aceitava.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Fui para o hospital pedir ajuda, chorando e tremendo, e senti a pior dor da minha vida no procedimento de drenagem. Muito pior do que parir sem anestesia. Foi a penúltima dor - ainda teve uma Benzetacil - seguida de vários dias de opióides. Meu médico me receitou mais antibióticos. Seguimos com a amamentação, com curativo e tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5tPl0zO5xp5I5lmRVKiYJAEHSUP-0nCcpIVDvbIpHZfEKIz4-chjApqJTRppiRNA-DxXaSY8RqclQnDg5RFh7JZjk1wONXDkWi_Vbl413rWHtBsgMVtrj2avQSWSc9RzKnOD_jNiat_7l/s719-no/?authuser=0&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;75 dias pós parto, acordo de madrugada com muito frio. 39° de febre e nenhuma causa aparente, inclusive os peitos estavam bem. Dengue não era. Fui pro hospital e voltei sem respostas. À noite, durante a ordenha manual, secreção no mesmo seio da primeira mastite. Retornamos com o protocolo de antibióticos, e foi tudo mais tranquilo dessa vez.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Tive dengue, desidratei e transformei soro em leite. Nunca deixei de amamentar, nunca deixei de ter leite. Concluímos seis meses de aleitamento materno exclusivo com um sentimento de vitória.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGEmuvcA_i12QKH_xL2BUR-n_yujzLInlysL6MbEawIKxc316DHPtaoK-zk9o4wDm3BS6mFjxviibdJe3u5uVIQ5XccRhUd8Gih7L8jw5vaUuJB6de3W9fJycYCTbdb9RX9QVJDSw6vOob/w678-h903-no/?authuser=0&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br style=&quot;text-align: left;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Forte como uma mãe! Foi por essa força, por não desistir, insistir e até amamentar que prosseguimos com a amamentação até hoje. Valeu a pena toda essa força. Tenho muito orgulho da minha história, de ter passado por todos esses perrengues sem desistir, e hoje faço o possível para encorajar outras mães à amamentação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Há 19 meses amamento a Maria Elisa e estamos muito satisfeitas com a nossa relação. Ela sabe que &quot;a teta é da mamãe&quot;, e atualmente só quer mamar na cama, quase sempre para dormir. Se já pensei em desmame? Oh! Várias vezes... mas o pensamento passa e a vontade de continuar amamentando permanece. Eu amo os nossos momentos de tetê e não acho que essa história vai terminar tão cedo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFeQpfPDcUoJy4RmnEEfC7AszCrNvFmNx9_Stp-lEXXtl5lVdskcpiHVgCrZsp_oohyqu3Kj0pX2KH6XmtQM4ZcNLSGMGmAtA1s9tQJGcDBkaZguDKGYmd0VMOrFTsSU1POiJZRKjakS08/w678-h903-no/?authuser=0&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2020/08/relato-de-amamentacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7hoTrBWzvvOEgdV7eXKdCx2F9cZ1cw9t1x86jxlT1Mxxmv6JqPLTnDZsVlo6PodVP25KFoPTncH7-xzv4A1e_gcFuHhRjVzfRL1l0zQfOHmREaH_mjvMyxQ9xZnavpW-Xwb45FAUwaXvc/s72-c/?authuser=0" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-1630835934502087365</guid><pubDate>Wed, 12 Feb 2020 11:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-12T08:31:08.469-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Nerd</category><title>Em 2020 a gente ouve podcasts</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando tudo nessa internet era mato, os produtores de conteúdo escreviam em blogs como esse. A blogosfera ainda existe, mas a gente sabe que isso aqui já foi muito mais frequentado e badalado. Vieram os youtubers e os influencers digitais nas redes sociais - e muitas vezes todas essas personalidades eram diferentes interfaces da mesma pessoa, tanto é que o termo &quot;blogueiro&quot; continua sendo utilizado, até pra quem nunca teve um blogspot.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNne485Ng3JwxFLGe8wwN_uRy618l_WEpgSwivW0In1icD0dOFZO8a4VNCYF8CyyTZHTdJBHeVr0sP10xxmMa_AZ9qGe9O07OzJC5A-l-jAxvzbLvbnF-bI2CIcrnrlwEFniZHRSM937mC/s1600/poscasts.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNne485Ng3JwxFLGe8wwN_uRy618l_WEpgSwivW0In1icD0dOFZO8a4VNCYF8CyyTZHTdJBHeVr0sP10xxmMa_AZ9qGe9O07OzJC5A-l-jAxvzbLvbnF-bI2CIcrnrlwEFniZHRSM937mC/s1600/poscasts.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora todo mundo ouve podcast. Não que essa mídia tenha surgido agora. Assim como o Youtube e outras mídias, tudo sempre esteve lá. A diferença é que agora o público está lá também. Consequentemente, muita gente está migrando para os podcasts e muita coisa legal tem surgido em áudio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu ouço podcasts no carro ou quando me ocupo com tarefas domésticas, aquelas que a gente faz em piloto automático. Durante as férias, fizemos muitos quilômetros de carro e muitos deles foram ao som de podcasts. O legal do podcast em viagem é que rende muito assunto pra conversa no carro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nerds de política que somos, estamos maratonando o Presidente da Semana, um programa que apresenta uma pequena biografia de cada um dos presidentes do Brasil, com foco, é claro, no tempo de mandato. O último episódio foi lançado dia 30 de outubro de 2018, sobre o presidente eleito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ouço muitos podcasts de teologia, como o Baixo Clero, os programas da Glocal e do BTCast, um dos maiores podcasts do Brasil. Algumas igrejas disponibilizam o sermão de domingo em formato de podcast. Eu gosto da Igreja Red e A Casa da Rocha.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É claro que na minha lista também tem podcast sobre parentalidade. Tricô de Pais e Paizinho Virgula são os que eu mais tenho ouvido. Child of the Redwoods (em inglês) é de uma mãe homeschooler montessoriana, o primeiro que resolvi assistir e que me fez gostar desse tipo de mídia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sobre os mais variados assuntos, recentemente passei a ouvir e gostar do Mamilos, que por sinal é muito famoso, o podcast da Ana Soares, Moda pé no chão, que eu já maratonei; o podcast da TAG, um clube de leitura, e dois podcasts de notícias: Café da manhã e Durma com essa, porque é difícil acompanhar o que está acontecendo no mundo com um bebê em casa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Confesso que a lista é curta porque essa mídia ainda é novidade pra mim, mas eu estou gostando muito mais dessa moda do que dos youtubers. Não tenho paciência pra ficar assistindo vídeo, mas ouvir podcast é diferente. Eu não gosto de ficar presa à tela, nem de pensar que estou perdendo alguma coisa porque não estou assistindo, só ouvindo o vídeo. O podcaster só me dá o que eu pedi: o áudio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Você gosta de podcasts? O que você tem ouvido?&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2020/02/em-2020-gente-ouve-podcasts.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNne485Ng3JwxFLGe8wwN_uRy618l_WEpgSwivW0In1icD0dOFZO8a4VNCYF8CyyTZHTdJBHeVr0sP10xxmMa_AZ9qGe9O07OzJC5A-l-jAxvzbLvbnF-bI2CIcrnrlwEFniZHRSM937mC/s72-c/poscasts.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-6618888174002669988</guid><pubDate>Thu, 06 Feb 2020 19:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-06T16:23:39.035-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Infância</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Justiça</category><title>Os ultrajovens merecem respeito</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No&amp;nbsp; final dos anso 90 havia um programa infantil em que as crianças hackeavam a transmissão da TV para exibição do programa pirata do seu clubinho, o Comitê Revolucionário Ultra Jovem. O bordão do CRUJ era &lt;i&gt;Eu sou ultrajovem e mereço respeito&lt;/i&gt;. Mais de vinte anos se passaram e os ultrajovens ainda não conseguiram o respeito da população.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlfg6ZwroJ-X1bqkttqL0RrJOnG4Nx5WenS6nlTVpWUteVEB7IjAoZqRSJC7Gl0jChpvUnwMg0v2Rt1VnE1MiFHd4S8uur9q8-SnvC2QVUaCCvGMEt6FKKuXEN9NuTVoK7Oxr2dCSXMi43/s1600/ultrajovem.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlfg6ZwroJ-X1bqkttqL0RrJOnG4Nx5WenS6nlTVpWUteVEB7IjAoZqRSJC7Gl0jChpvUnwMg0v2Rt1VnE1MiFHd4S8uur9q8-SnvC2QVUaCCvGMEt6FKKuXEN9NuTVoK7Oxr2dCSXMi43/s640/ultrajovem.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Do alto do nosso cérebro adulto, &lt;strike&gt;supostamente&lt;/strike&gt; plenamente desenvolvido e equilibrado, interpretamos as ações e reações das crianças como desafios à nossa existência e sacrificamos a existência e a dignidade delas o tempo todo, muitas vezes sem motivo algum.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não damos privacidade a uma criança em troca de fralda. Não perguntamos o que ela quer comer, ou quanto ela quer comer porque não nos importamos se ela quer comer, mas tão somente em cumprir o nosso papel de alimentar. Qualquer expressão de personalidade da criança é má-educação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em 1990, pela primeira vez a lei brasileira afirmou que as crianças são pessoas com direitos como todas as outras pessoas, e outros ainda em razão da sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. Uma pessoa em desenvolvimento não é meia-pessoa ou quase-pessoa. É uma pessoa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A nossa convivência com as crianças será mais pacífica quando os adultos tiverem maturidade suficiente para entender que crianças são crianças e crianças são pessoas. Os ultrajovens merecem respeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
CRUJ, CRUJ, CRUJ, tchau.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2020/02/os-ultrajovens-merecem-respeito.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlfg6ZwroJ-X1bqkttqL0RrJOnG4Nx5WenS6nlTVpWUteVEB7IjAoZqRSJC7Gl0jChpvUnwMg0v2Rt1VnE1MiFHd4S8uur9q8-SnvC2QVUaCCvGMEt6FKKuXEN9NuTVoK7Oxr2dCSXMi43/s72-c/ultrajovem.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-8486114776653683122</guid><pubDate>Wed, 29 Jan 2020 14:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-01-31T11:56:38.993-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cultura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Leitura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Literatura</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relacionamentos</category><title>Livros lidos  Janeiro 2020</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Cumprindo a meta ousada de ler um livro por semana, começamos o ano muito bem. Foram cinco livros (talvez seis, se eu terminar uma leitura hoje) com temas bem diferentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsGSi1MR4nUJG2AeVSuSXq5qBZLEV1iH3G-UitZxkaIf1cTYLw5JtjJNmNPtrfL2o-lyVzTFrTzXyTD-cbBNIJsF0dzhk9jgeXMCT8KuJrbBriGwPc2OB7Hy3OeM4ceCaF2SVXmuCjw4Np/s1600/annie+l%25C3%25AA.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsGSi1MR4nUJG2AeVSuSXq5qBZLEV1iH3G-UitZxkaIf1cTYLw5JtjJNmNPtrfL2o-lyVzTFrTzXyTD-cbBNIJsF0dzhk9jgeXMCT8KuJrbBriGwPc2OB7Hy3OeM4ceCaF2SVXmuCjw4Np/s1600/annie+l%25C3%25AA.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A economia da justiça (Richard Posner)&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Comecei a ler ano passado depois de muito tempo sem nenhuma leitura técnica. Sabe a primeira vez que você conversa com um adulto sobre assuntos de adulto depois da licença maternidade? Demorei bastante pra pegar o ritmo da conversa, mas ao mesmo tempo me senti aliviada em colocar o cérebro pra funcionar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro apresenta a teoria da justiça segundo a análise econômica do Direito, usando o critério da eficiência para justificar as decisões. Apresenta uma análise histórica sobre como esse critério foi utilizado desde as sociedades primitivas, e depois traz alguns casos jurisprudenciais mais recentes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez eu esteja fazendo uma leitura muito superficial do tema, mas durante a leitura do livro eu me peguei usando, automaticamente, o critério da eficiência algumas vezes, e nem sempre cheguei num resultado que eu \consideraria moralmente justo, porque o critério da eficiência desumaniza um bocado as relações em jogo. Pode ser muito útil em centenas de casos, mas existem muitos outros em que não dá pra discutir em termos de riqueza, os valores são muito mais elevados do que simplesmente dinheiro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro é da coleção Biblioteca Jurídica WMF. Brochura simples, com folha branca e fonte serifada. É daqueles que não ficam abertos onde você deixou. Não tive problemas com a tradução nem com a revisão. Exceto pela qualidade do material gráfico, foi tudo muito bem produzido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Viagem ao centro da terra (Julio Verne)&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estou aumentando o meu repertório de leitura na ficção científica. Sempre gosto de ter algum livro de ficção para uma leitura mais leve, mas não foi bem esse o caso. Apesar de trazer uma história muito interessante, o estilo do livro não é tão narrativo. Se você se distrair, vai esquecer que é ficção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro é a narrativa do sobrinho e assistente de um cientista alemão que descobre uma pista sobre uma passagem que leva ao centro da terra e resolve testar essa teoria indo pessoalmente em uma expedição.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A história narrada em primeira pessoa não poupa de detalhes científicos que, apesar de fictícios, são realistas e muito verossímeis, assim como algumas publicações de &quot;artigos científicos&quot;. A ideia de um submundo pré-histórico (ou antidiluviano, na linguagem utilizada na época em que o livro foi escrito) parece tão interessante que eu estou pensando em adotar como o meu terrabolismo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro é da coleção de Clássicos da Zahar. Edição ilustrada com capa dura, miolo em papel offwhite e fonte serifada. A ilustração de capa é linda, em laranja e azul bem contrastante. Um trabalho primoroso da Zahar, agora incorporada à Companhia das Letras, que continuará produzindo a coleção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Líderes que permanecem (Dave Kraft)&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A última leitura do ano do Clube do John, o nosso clube do livro, que eu não consegui nem começar a tempo do encontro (foi mal, galera), mas li nas férias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um livro curto e objetivo sobre a experiência de um pastor veterano que trabalha exclusivamente com mentoria de líderes cristãos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O assunto é interessante, mas não tem muita novidade a ser dita sobre o tema. É uma boa leitura para relembrar algumas questões que vão se perdendo no dia a dia e despertar algumas mudanças, aquele reajuste que periodicamente precisamos fazer para voltar ao trilho da melhor conduta. O que me chamou a atenção na leitura é que o autor apresenta um monte de dados e estatísticas sem fonte nenhuma (ou, segundo o twitter, fonte: vozes na minha cabeça), aquele discurso bem tiozão que fala uma estatística aleatória que ouviu na rua para confirmar o seu discurso. Desnecessário.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Brochura simples da editora Vida Nova, com miolo em folha branca e fonte serifada em tamanho grande. Capítulos curtos e linguagem simples, narrativa em primeira pessoa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As cinco linguagens do amor das crianças (Gary Chapman e Ross Campbell).&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu gosto muito do livro As cinco linguagens do amor, do Gary Chapman, que acabou se tornando uma &quot;franquia literária&quot;, convidando &quot;especialistas&quot; para aplicar e traduzir as cinco linguagens do amor em contextos diversos do relacionamento romântico. Eu já tinha lido a versão para adolescentes e ultimamente tenho lido (e comprado) muitos livros no tema da infância. Tanto que dei um tempo com os três livros acima, mas já estava pronta para retomar ao assunto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro fala sobre os relacionamentos entre pais e filhos e como demonstrar amor de modo que o seu filho se sinta amado. Chama a atenção para o fato de que a comunicação do amor precisa atender ao modo como o outro entende o amor, e não apenas ao modo como você acha que as pessoas devem ser amadas. As cinco linguagens do amor são apresentadas em capítulos separados, com exemplos práticos, de forma bem didática. Os capítulos finais aplicam o tema das linguagens do amor a situações específicas: disciplina, aprendizado, ira, maternidade/paternidade solo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que eu mais gostei desse livro é que traz muitos exemplos, muitas sugestões e ideias de como demonstrar amor. Você não precisa ficar refletindo &quot;e agora, como vou aplicar isso na minha vida?&quot; porque já tem um monte de ideias, não só as que o livro trouxe, mas outras derivadas dos exemplos do livro. O capítulo sobre a disciplina foi péssimo, e não digo isso somente por causa do meu ponto de vista sobre o assunto. Parece que os autores não concordam sobre o tema da disciplina, porque ficou bem contraditório. Algumas condutas são criticadas, e depois estimuladas, ou passam panos quentes sobre questões &quot;disciplinares&quot; que definitivamente não comunicam amor, mas que são utilizadas e muitas vezes incentivadas nas famílias conservadoras. Nesse intuito de não desagradar ninguém, o capítulo inteiro ficou uma porcaria sem sentido.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A edição em brochura simples da Mundo Cristão tem miolo em papel polen soft e fonte serifada. Com exceção dos trechos em que claramente não há consenso entre os autores do livro, a edição está bem feita e bem escrita. Pouco se nota sobre o que foi escrito por um ou por outro.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O rei das fraudes (John Grisham).&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
John Grisham é praticamente a &quot;literatura de banca&quot; em versão jurídica. Não é bom, mas eu curto como entretenimento. No fim das férias, eu só queria isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O livro conta a história de um advogado meio loser que recebe de presente um caso de ação coletiva, dando uma guinada na carreira dele. O personagem passa a lidar com vários casos parecidos, ganha muito dinheiro, fica muito famoso, mas depois acaba sendo processado pelos próprios clientes e vai à falência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Passei o livro todo torcendo pelo infeliz do Clay Carter, que parece estar tomando todas as melhores decisões na primeira metade, mas depois só faz besteira atrás de besteira. Você está vendo a decadência da pessoa ali na frente e já sabe como a história termina, mas mesmo assim torce pelo infeliz. O pano de fundo das ações coletivas é uma discussão jurídica séria e importante, mas acaba se perdendo em uma tradução ruim, a começar pelo título. &quot;Fraude&quot;, na nossa tradição jurídica, está ligada ao estelionato, que não é nem de longe o que o personagem faz. Passei um tempo considerável confusa sobre o título até a ação coletiva entrar na jogada. Quem não está familiarizado com o termo &lt;i&gt;tort&lt;/i&gt;&amp;nbsp;talvez nunca entenda a referência.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As brochuras da Rocco são sempre ruins, especialmente essa de quase 400 páginas. A capa está soltando, bem típico dos livros dessa editora. O miolo é em folha branca simples e fonte serifada. Eu gosto da arte da capa e queria que eles continuassem a editar os livros do autor nesse padrão, mas parece que já voltaram ao padrão antigo (que é nenhum). A tradução me incomodou demais. É ruim mesmo. Quase todos os termos jurídicos estão mal traduzidos, e mesmo algumas expressões foram traduzidas literalmente, de modo que não fazem sentido nenhum em português. Ruim que chega a doer. Me lembrou as traduções que a gente fazia na adolescência, talvez até pior. Um péssimo trabalho. Parabéns aos envolvidos.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2020/01/livros-lidos-janeiro-2019.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsGSi1MR4nUJG2AeVSuSXq5qBZLEV1iH3G-UitZxkaIf1cTYLw5JtjJNmNPtrfL2o-lyVzTFrTzXyTD-cbBNIJsF0dzhk9jgeXMCT8KuJrbBriGwPc2OB7Hy3OeM4ceCaF2SVXmuCjw4Np/s72-c/annie+l%25C3%25AA.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-7689810175855667309</guid><pubDate>Sat, 26 Jan 2019 04:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-10-18T19:43:13.306-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><title>Relato de parto: Maria Elisa - 23.01.2019</title><description>&lt;span id=&quot;docs-internal-guid-9f78f0fb-7fff-1a78-ba7c-4a7d27812547&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na segunda-feira começou a sair o tampão (ele foi saindo aos pedaços durante o TP). Comentei com a fisioterapeuta, a doula e a instrutora do pilates, sem muita emoção. Pode ser hoje, amanhã, em três semanas...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Terça-feira começaram leves contrações de expansão... umas três pela madrugada, e continuando  pela manhã. Perguntei pra fisio &quot;ei, vc não esqueceu o epi-no aqui dentro? 😝&quot;. A sensação era idêntica. Fui no controle da respiração, conforme ela tinha me ensinado nas sessões e comecei a contar a duração e os intervalos com o aplicativo. Avisei a doula e o obstetra, que falou que poderia ficar assim por alguns dias ainda, &quot;primeiros sinais, vamos ver como evolui&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não quis alarmar a minha mãe. Falei pra &lt;i&gt;ela&lt;/i&gt; dar uma faxina geral na casa (nesting but resting 🤣) e enquanto isso segui a orientação da doula: descansa, vc vai precisar de energia.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No fim da tarde mandei o relatório das últimas contrações pra equipe. Já estavam com ritmo, porém baixa intensidade. Eu estava meio confusa com a progressão das coisas, falei com a fisioterapeuta &quot;É isso mesmo? Isso que é uma contração? Tá tudo certo, não tô contando errado?&quot; Ela repassou comigo os sintomas e confirmou que eu estava, sim, entrando em trabalho de parto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Antes de dormir mandei outro relatório das contrações pra equipe. Falei com a doula, que já estava de prontidão. Ela mandou eu parar de contar contrações e ir dormir. &quot;Você precisa descansar!&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A madrugada foi difícil. Não consegui dormir mais de meia hora direto, sempre acordada por uma contração. O marido, atento, não dormiu nada. Lá pelas quatro da manhã ele ligou para a doula porque os intervalos já tinham diminuído bastante. Não sei o que eles conversaram, mas seguia na linha &quot;certifique-se que ela descanse o máximo possível&quot;, porque foi isso o que ele fez.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As posições em que eu conseguia deitar e descansar geravam contrações muito mais doloridas. As posições que estimulavam a evolução eram mais confortáveis, mas aí elas vinham uma atrás das outra, e eu não conseguia descansar nada. Achei um meio termo entre sentada e deitada. Fui algumas vezes pro chuveiro, pra bola de Pilates...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu não conseguia mais dormir, e nem queria porque era ruim demais acordar com uma contração! 😅 Voltei a contar&amp;nbsp; as contrações e no comecinho da manhã mandei relatório pra equipe. Lá pelas sete da manhã o marido estava acabado. Se eu dormi pouco, ele dormiu nada. Chamei a doula, pensando que assim ele poderia descansar. Avisei o obstetra sobre o ritmo das últimas contrações. O obstetra ficou feliz com a evolução e já avisou no consultório que poderia precisar desmarcar as consultas. Ele disse que queria me examinar quando estivesse com contrações de 4/5 minutos de intervalo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando estávamos escutando os batimentos fetais, a minha mãe acordou. Ela achou que era só um exame em casa e perguntou &quot;e aí, será que nasce por esses dias?&quot; 🤣 &quot;Olha, talvez nasça ainda hoje!&quot; Só então eu contei pra minha mãe que estava com contrações desde o dia anterior, ela nem tinha desconfiado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Decidi fazer um exame de toque ainda pela manhã para saber &quot;a que ponto chegamos&quot;. Quatro centímetros. &quot;O seu colo parece um ovo frito, todo molinho&quot;. O bebê estava em boa posição, mas ainda alto. &quot;Agora vamos descer. A gente não precisa fazer toque toda hora pra avaliar a evolução. Vamos escutar o coração dela e conforme ele for descendo, nós sabemos que você está evoluindo&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Avisei a fisioterapeuta e a instrutora de pilates para cancelar meus horários à tarde. A minha expectativa era de parir lá pelas 16h. Fizemos o doppler &lt;i&gt;quase que &lt;/i&gt;de hora em hora - em nenhum momento eu fui interrompida em situação de intimidade ou de descanso. Iluminação, temperatura e a presença e ausência de pessoas no quarto estavam a meu critério, afinal, eu estava em casa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
As contrações já vinham em sentido diferente. No primeiro dia, a pressão era para fora, abrindo a pelve (como nos exercícios com o epi-no, um aparelho utilizado na fisioterapia pélvica - por isso eu já conhecia a sensação). Agora, a pressão era para baixo, encaixando o bebê. A manhã passou mais tranquila. As contrações eram muito frequentes, mas não tão intensas - e eu não tinha a menor noção disso. Você não sabe que está doendo pouco até sentir uma dor mais forte.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Almocei bem - interrompendo para respirar durante as contrações. A doula avisou que o meu obstetra estava de plantão no hospital durante a tarde e queria me examinar nesse período. Eu pensei &quot;tudo bem, acho que até o fim da tarde já vamos ter um bebê!&quot; Depois do almoço consegui descansar quase uma hora, antes de uma nova rodada de contrações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois do descanso, as contrações vieram mais fortes, e aí eu já vocalizava alto. Quase todo o tempo eu estava no quarto só com o marido. A doula entrava para verificar a evolução, respeitosamente, ou quando eu chamava. Sempre tinha algumas contrações nesse intervalo e ela aproveitava para ensinar o marido o que fazer pra me ajudar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Nessa altura, eu não falava mais com o obstetra, pq ela estava em contato direto com ele, mandando todas as informações. Eu também parei de contar contrações, só queria que o tempo passasse e o trabalho de parto terminasse. Pense num dia comprido...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A doula lembrou que o obstetra queria me examinar. Combinamos de ir às 17h30 para o hospital. Cada movimento era uma contração. No carro, no estacionamento, na recepção, no acolhimento, na maca... Eu imaginava estar com uns 7cm de dilatação e já pensava se a essa altura seria melhor voltar para casa ou ficar de uma vez. O obstetra fez o toque e.. &quot;maravilha! Está com quatro centímetros, o colo todo apagado, bebê totalmente encaixado! Só terminar essa dilatação que ela nasce. Vai pra casa, caminha, rebola, senta na bola de pilates... daqui a pouco a gente se vê&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu fiquei como? Frustradíssima! 🤣🤣🤣🤣🤣 O dia inteiro trabalhando pra dilatar nada?! Fomos pro cardiotoco. Os batimentos fetais estavam maravilhosos, como sempre. Na verdade a Maria Elisa estava dormindo, e olha que só durante o exame foram cinco contrações. No final, o obstetra fez um barulho pra acordar o neném, ela mexeu um pouquinho, mas não se incomodou, e provavelmente dormiu de novo 🤣&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Voltamos pra casa e a doula explicou &quot;Parece que não aconteceu nada, mas aconteceu muita coisa. O bebê já desceu bastante, já está todo encaixado. Agora a gente precisa entrar naquela última fase, quando o bicho vai pegar. Você precisa descansar pra chegar lá.&quot; Foi muito importante ela ter dito isso porque a frustração foi embora e eu voltei para casa tranquila.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Consegui dormir 45 minutos e acordei com uma dor filha da puta no meio das contrações. Parecia que era uma contração e um soco no cóccix ao mesmo tempo. Eu me sentia estrangulada. A estratégia de respiração não estava funcionando mais. Comecei a caminhar e percebi que estava com um sangramento maior.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Falei com a doula que estava acontecendo &quot;alguma coisa errada&quot;, porque eu não estava conseguindo mais respirar nas contrações. Nada mais funcionava. Nem chuveiro, nem massagem, nem abraço, nem beijo... &quot;Tentei sentar na bola e foi horrível, parecia que eu estava sentando numa vassoura&quot;. Ela comemorou! Diante da minha expressão confusa, explicou &quot;Essa é uma contração de expulsão. Lembra quando eu falei que o bicho iria pegar? Chegamos naquela parte. Você pode fazer força se você sentir vontade. Essa vassoura é a cabeça do bebê 😅&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Marido ligou para o obstetra e todo mundo se preparou calmamente para ir ao hospital. Fomos bem devagarinho, enquanto eu sentia cada rachadura do asfalto e xingava o secretário de obras mentalmente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Entramos no hospital, a doula e o marido me indicaram uma cadeira, mas eu sabia que uma contração estava chegando. O obstetra chegou imediatamente após, bem na hora em que começou a contração. Ele já preparou a maca e me examinou. Perguntou onde eu queria ter o bebê. Eu tava &quot;Sei lá?! 🤷🏽‍♀&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;*nessa parte o relato não é muito confiável, as coisas podem ter acontecido em ordem diferente, eu não estava prestando atenção hahahaha*&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Falou com a enfermeira: &quot;A sala da banheira tá ocupada? Não ta, né..eles não usam aqui... Vamos pra banheira?&quot; Concordei e a doula me guiou. O obstetra foi se trocar e pedir minha internação, o marido ficou com as minhas coisas e foi lidar com os papéis da entrada. A equipe do hospital foi preparar a sala da banheira enquanto a doula me acompanhava e me segurava nas contrações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O obstetra ligou a banheira que foi enchendo rapidinho, a iluminação na sala estava perfeita, mas eu estava com frio. Logo após uma contração eu falei com a doula &quot;Eu acho que ela já está aqui!&quot; Ela respondeu &quot;Quer por a mão? Pode colocar a mão pra você sentir!&quot; E estava lá mesmo! Um negócio meio redondo, meio pontudo, que com certeza não estava ali antes 🤣 Só tinha nós duas na sala, sei lá o que todo mundo tava fazendo. A cada duas palavras que eu dizia, três eram &quot;Cadê meu marido?&quot;. Não que eu tenha dito muitas palavras, na verdade eu só vocalizava...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Senti a água morna da banheira e entrei porque estava com frio e a água estava uma delíciaaaaaaaa. Eu fazia força na água e a doula pescava os cocozinhos (faz parte). Chegou o obstetra, perguntando como a gente estava. Eu não falava mais nada com ninguém, só vocalizava e lembrava da fisioterapia e dos nossos ensaios de parto. Concentração total entre &quot;distender o abdômen&quot; e &quot;essa menina vai nascer e o pai não chega&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto isso, o marido esperava a recepção se resolver enquanto as duas recepcionistas discutiam entre si e com a mãe de um paciente e ninguém se agilizava para dar entrada na minha internação, sem os quais ele não poderia entrar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ele chegou no meio de uma contração, quando terminou vi ele na minha frente e já disse: &quot;você demorou pra chegar!&quot; &quot;Depois eu te conto..&quot; já veio a próxima contração e eu já estava completamente focada. Agora já pode nascer! Em um puxo só saiu a cabeça. 21h49. De cócoras na água e notei que ela tava saindo pra trás e eu não conseguia agarrar ela desse jeito, mas não dava pra mudar de posição, aquilo estava acontecendo pra valer, não tinha como parar. No próximo puxo estourou a bolsa. No próximo saiu tudo. 21h52.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O obstetra tinha aparado o bebê e me entregou, e eu fiquei olhando assim 😍😵😍😵😍😵😍😵😍😵 e mostrei pro marido, beijei, cheirei 😍😍😍😍&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Alguém me ajudou a sair da banheira, eu já tirei a teta e deixei ela procurando a sucção. Eu acho que eu sentei numa escada (?), o obstetra me convidou a sentir a pulsação do cordão, bem forte. Ficamos ali alguns minutinhos, logo o cordão esvaziou e ficou branquinho. Clampeou e o pai cortou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O obstetra me perguntou se o bebê poderia ir para a rotina pediátrica enquanto ele me avaliava, e eu decidi que sim. Entreguei o bebê pro papai e fui para uma maca.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A enfermeira fez a coleta do sangue umbilical (meu Rh é negativo) do que ficou ainda no cordão que estava com a placenta - quase não deu meio tubinho de coleta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O obstetra examinou o canal de parto, tudo íntegro, sem laceração, tudo maravilhoso, me deu os parabéns. Eu respondi que a minha fisioterapeuta estava de parabéns, porque a gente tinha ensaiado o parto 🤣 &quot;Mas você lembra de fazer o que ensaiou numa hora dessas?&quot; &quot;É muita concentração! 😌&quot;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de uma massagem, senti vontade de empurrar e fui distendendo o abdome. &quot;Isso também foi ela quem me ensinou!&quot; A placenta saiu inteira, de uma vez só, com um pedaço da bolsa. A gente brincou sobre servir a placenta já que ninguém tinha jantado e ele me deixou com a doula e foi ver o bebê.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A enfermeira chegou com a maca para me levar pra sala de observação, que é um protocolo do hospital: 2 horas na sala de observação, sem acompanhante (😒). Eu consegui ficar com a minha doula que disfarçadamente se aboletou ali e ninguém mandou sair. Ela me ajudou a me arrumar na maca, depois me ajudou a sentar, deitar de novo, sentar apoiada...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aí chegou o bebê e ela me ajudou com a primeira mamada. Com o bebê mamando em um seio, ela ordenhava o outro gota a gota em uma seringa, pra não correr o risco de quererem complementar com fórmula. Foram 5ml de colostro que ela também me ensinou a dar na seringa, além do que a criança tinha sugado no seio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Então fomos liberadas para o quarto, mas o marido precisava assinar para pegar a chave.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
CADÊ O MARIDO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Minutos antes, marido diz pra minha mãe: Eu acho que elas vão demorar, tem um protocolo de observação de duas horas. É melhor a gente comer alguma coisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Era meia-noite, não achavam nem o marido, nem minha mãe que tava com ele. Pedi pra doula tentar ligar pro celular dele e não atendia. A enfermeira ligava em todas as recepções do hospital perguntando se tinha algum parente meu. A doula perguntou se ela poderia resolver a questão da chave, e foi.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No meio do caminho, o marido vê as ligações perdidas da doula e volta pro hospital.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
----&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um tempinho depois, voltaram para nos buscar, já tinham encontrado minha família 🤣&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eles estavam me esperando no quarto. As enfermeiras quiseram dar banho no neném, eu não deixei. Aí eu fui tomar banho e minha mãe falou que apareceu uma enfermeira brava com um termo pra assinar por causa do banho da criança 🤣&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Trocamos a fralda descartável do hospital que já tinha um cocozão pela fraldinha de pano. Era umas 3h quando todo mundo dormiu - neném, mamãe e papai - direto até de manhã, quando ela chorou pela primeira vez.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E foi assim que aconteceu a coisa mais linda da minha vida 😍😍😍😍😍&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2019/01/relato-de-parto-maria-elisa-23012019.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-3057190824199335643</guid><pubDate>Tue, 15 May 2018 15:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-02-04T11:53:37.196-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Educação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Treta</category><title>A treta do Dia das Mães</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O último grito politicamente correto é que não é certo comemorar o Dia das Mães. A problemática levantada nessa última semana teve vários lados. Gente que apoia o Dia das Mães e faz uma homenagem em cada rede social. Mas também teve gente que pregou a abolição desta data comercial que causa sofrimento a todo mundo que não tem mãe. Teve gente no meio do caminho, falando de Dia da Família e Dia de Quem Cuida de Mim. Parece que as coisas estão meio assim, tanto faz, que nem o dia da mãe da gente se respeita mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt_nLXlm0fN-Nbqw1P8Pi88QPG1bzsssICDZC7pTqhGF6hs4gNudODnVa9trTMdxWSwIGoWZdUIZIOa8mR3-OzbKNjLuAlRPmq61wnnBqr7z-iCVFVQ5tXvQ7VsMWe4XmacP38_wo4MSUZ/s1600/a+treta+do+dia+das+m%25C3%25A3es.png&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt_nLXlm0fN-Nbqw1P8Pi88QPG1bzsssICDZC7pTqhGF6hs4gNudODnVa9trTMdxWSwIGoWZdUIZIOa8mR3-OzbKNjLuAlRPmq61wnnBqr7z-iCVFVQ5tXvQ7VsMWe4XmacP38_wo4MSUZ/s640/a+treta+do+dia+das+m%25C3%25A3es.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Uma amiga compartilhou uma situação complicada: a escola da mais velha comemora o Dia das Mães, mas a escola da mais nova, não. No domingo, a mais velha tinha um monte de lembrancinhas e presentinhos que fez em sala de aula, e a pequena, constrangida, foi arrumar pela casa alguns presentes para entregar. A solução, para alguns, é a abolição total do Dia das Mães. Ninguém mais faz, pronto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Será? Parece aquela solução do dono da bola. Se o resultado não está legal, a gente acaba com o jogo. Ninguém mais pode brincar. É assim que crescem os adultos despreparados, incapazes de lidar com as frustrações e que só sabem jogar o jogo com as regras que eles inventaram.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por falar em jogo, eu sempre odiei a dança das cadeiras. Quando criança eu odiaaaava essa brincadeira. Era muito frustrante, aquela bagunça, a correira, criança caindo em cima da outra, com cadeira e tudo, uma brutalidade. Eu só brincava disso se obrigada, e tratava de ser a primeira a sair do jogo. Na proposição das brincadeiras, eu sempre tentava fazer com que brincassem de outra coisa, mas nem sempre essa ideia era aceita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Seria diferente se eu tentasse impedir que os outros brincassem. Eu não gostava da brincadeira e fazia questão de não participar, mas privar os outros de algo que, para eles, era divertido, seria egoísmo. Pior que isso, seria não saber lidar com a diferença.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E olha só... não é justamente o pessoal do &quot;Dia da Família&quot; que gosta de exaltar as diferenças? Dá um nó na cabeça, você pode escolher o sabor de família que você quiser, menos o tradicional. Quem não gosta do tradicional não pode se contentar em ficar com o sabor pizza, colocaram na cabeça que quem elogia o sabor tradicional está, obviamente, falando mal de todos os outros sabores de &lt;strike&gt;biscoito&lt;/strike&gt; família.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não é necessariamente verdade. E ainda se fosse... todo mundo tem o direito de tecer os seus comentários, expor ideias, dizer que não gosta disso ou daquilo... Não é errado dizer que eu gostaria que todo mundo só fizesse o que me agrada. No fundo, é o desejo particular de cada um de nós, o nosso pequeno tirano interior fica todo faceiro. Mas a gente sabe que é só um desejo, e que na realidade a gente não pode, nem deve, obrigar ninguém a ser nada, só por causa dos meus desejos e preferências, sejam elas tradicionais ou diferentonas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sempre existiu criança sem mãe e/ou sem pai. Criança criada pelos avós, pelos tios, criança criada pelo Estado. Tirar o Dia das Mães da escola não faz com que ele desapareça da mídia, do shopping, da casa do vizinho... até mesmo na própria casa da criança, pode ser que uma tenha mãe e a outra não. Essa &quot;solução inclusiva&quot; não ensina a incluir de verdade, mas a editar o mundo, removendo tudo o que me deixa desconfortável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A experiência da vida real não tem um algoritmo personalizado para mostrar só o que se relaciona com a sua vida, e aprender que você não está no centro do mundo é importante também. As outras pessoas também têm uma existência tão importante quanto a sua, e nós podemos lamentar as faltas uns dos outros e nos alegrar com as alegrias uns dos outros. Esse aprendizado só é possível na alteridade, na diferença, no ambiente heterogêneo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em vez de evitar o assunto, está aí uma oportunidade ótima para trabalhar a frustração e a saudade, celebrar as mães que se foram e as que virão, homenagear pessoas que exercem a figura materna reforçando e fortalecendo esse vínculo, destacar e apresentar às crianças as diferenças entre as famílias em que o papel de mãe é exercido por outra pessoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É assim que o dia das mães para de doer.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Feliz Dia das Mães!&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2018/05/a-treta-do-dia-das-maes.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjt_nLXlm0fN-Nbqw1P8Pi88QPG1bzsssICDZC7pTqhGF6hs4gNudODnVa9trTMdxWSwIGoWZdUIZIOa8mR3-OzbKNjLuAlRPmq61wnnBqr7z-iCVFVQ5tXvQ7VsMWe4XmacP38_wo4MSUZ/s72-c/a+treta+do+dia+das+m%25C3%25A3es.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-4855816792368972079</guid><pubDate>Mon, 01 Jan 2018 09:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-08-16T12:07:44.975-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Família</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Maternidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Relacionamentos</category><title>A pergunta que deveria calar</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todos conhecem as perguntas que aparecem toda vez que a sociedade acha que a sua vida não está seguindo o script. E as namoradinhas? Já terminou a faculdade? Quando é que vão casar? Já passou no concurso? E quando vão encomendar o bebê? Não vão querer mais um? Ainda não compraram uma casa? Quando vão trocar de carro?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&quot;O Brasil quer saber&quot;... muito embora não seja da conta de ninguém. Às vezes é uma pergunta inofensiva, às vezes só uma forma de puxar assunto, mas não existem formas menos invasivas de se jogar conversa fora? Quer dizer, podemos falar de tanta coisa - política, futebol, novela, música, comida, produtos de limpeza, cores de esmalte, até do clima... porque falar logo da intimidade do outro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh00t-q1kjy2K9Mikqe4ee0q2lIhlbbxndgv5WRIMUzMM1UDIwKawwM9UJKk13E47okaNMnIAmPid3RJ6Fut_ztjQX2jc5yKUg22rR_IX9K-zPWML24jtsiqmltzYsO2XegjvS5eD_m83L9/s1600/A+PERGUNTA+QUE+DEVERIA+CALAR.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh00t-q1kjy2K9Mikqe4ee0q2lIhlbbxndgv5WRIMUzMM1UDIwKawwM9UJKk13E47okaNMnIAmPid3RJ6Fut_ztjQX2jc5yKUg22rR_IX9K-zPWML24jtsiqmltzYsO2XegjvS5eD_m83L9/s1600/A+PERGUNTA+QUE+DEVERIA+CALAR.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dentre todas as perguntas, existe uma que é a mais cruel. Uma pergunta que nunca deveria ser feita, por ninguém. É a pior de todas, porque realmente não é da conta de ninguém... mais do que isso, é íntima demais pra que as pessoas achem que podem fazer disso um assunto para a conversa. Ninguém pergunta se você já fez sexo hoje, então porque perguntam por que você não tem filhos?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todos os casais que não têm filhos têm uma razão para isso. Ainda que a razão seja tão simples quanto &quot;ainda não pensamos nisso&quot;, &quot;não queremos&quot; ou &quot;mas o casamento foi semana passada...&quot;. Existem outros motivos, alguns mais complexos, outros mais sensíveis... qualquer que seja o motivo, não há um cenário sequer em que a pergunta melhora as coisas de qualquer modo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O casal não quer ter filhos.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Talvez seja novidade para você, mas não há nenhuma lei que obrigue as pessoas a terem filhos. De fato, se existe algo totalmente ineficaz para convencer um casal a ter filhos, é a insistência das pessoas que não vão ajudar a fazer, criar, pagar as contas e acudir os choros da madrugada. Não é apenas um desperdício de energia, mas uma forma rápida de fazer com que o casal se afaste de você. Se você não é íntimo o bastante para conhecer e respeitar o desejo do casal, não tem intimidade suficiente para fazer essa pergunta.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O casal não quer ter filhos agora.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E não há nada que ninguém possa fazer a respeito. Ninguém sente vontade de engravidar porque os outros acham que agora é um bom momento. Não é assim que funciona. Ninguém manda no tempo dos outros, mesmo porque, ninguém conhece a vida de um casal tão bem assim pra achar que sabe quando é o melhor momento. Por outro lado, se a sua intenção for afastar um casal de amigos meio chato, essa pode ser uma boa tática. Com certeza eles passarão a te evitar se você ficar perguntando quando vêm os bebês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O casal está tentando ter filhos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Ninguém tem a obrigação de contar que está tentando engravidar. Mesmo porque ninguém mais precisa dessa informação. Essa tarefa é para ser cumprida na intimidade, e ninguém deve interferir. Parece até ridículo falar isso, mas muita gente - até mesmo, e principalmente, a família - começa a pedir contas quando sabe que o casal está tentando. A pressão já é grande quando ninguém sabe, e para quem pergunta, o risco de se colocar em uma situação realmente embaraçosa é muito grande.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O casal não está conseguindo ter filhos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
E você está lá, tocando na ferida, remexendo naquele pedacinho tão sensível da vida das pessoas que elas ainda nem conseguiram confidenciar. Mesmo que não seja nada demais, ainda que seja só por falta de sorte, ninguém quer falar sobre essa frustração quando perguntam &quot;E aí, quando vem o bebê?&quot;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;O casal não pode ter filhos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Pensa numa situação chata. É a saia justa em que ninguém quer se meter. &quot;Vão ter filhos logo?&quot; &quot;Não, a gente não pode&quot;. Pra que passar vergonha à toa, perguntando sobre coisas que não te dizem respeito? É melhor ficar quieto.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2018/01/a-pergunta-que-deveria-calar.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh00t-q1kjy2K9Mikqe4ee0q2lIhlbbxndgv5WRIMUzMM1UDIwKawwM9UJKk13E47okaNMnIAmPid3RJ6Fut_ztjQX2jc5yKUg22rR_IX9K-zPWML24jtsiqmltzYsO2XegjvS5eD_m83L9/s72-c/A+PERGUNTA+QUE+DEVERIA+CALAR.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-713107054885587510</guid><pubDate>Tue, 02 May 2017 13:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-08-23T09:10:13.917-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Direito</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Trabalho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Treta</category><title>Escravizados? o que é verdade sobre a reforma trabalhista</title><description>&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;As reformas em tramitação estão causando alvoroço na população. Como sempre, o desconhecido gera terror. A ignorância e o medo criam o clima ideal para que se estabeleçam todo tipo de boatos, meias-verdades e distorções para fazer com que as coisas pareçam ser piores do que realmente são.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Dentre os grandes críticos da reforma trabalhista, observei três tipos de pessoas: as que não sabem do que estão falando porque não conhecem a lei - nem a nova, nem a velha; as que não sabem do que estão falando porque nunca trabalharam ou empregaram alguém sob o regime celetista; as que estão de má-fé querendo ver o circo pegar fogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Trago uma notícia boa, uma melhor e uma ruim. A boa é que a situação não é tão ruim como você imagina. A melhor é que esse post foi escrito para esclarecer o que é verdade e o que é mentira sobre tudo o que estão divulgando acerca da reforma trabalhista. A ruim é que, estatisticamente, é muito provável que você tenha sido manipulado... mas eu espero que você esteja pronto para ser livre, porque eu trago verdades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; clear: both; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px; text-align: center; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB0KHQGwExQo07FafLLpIE73UQphr_Urjeu3OH3mjW_QzWr7CVVOIlMeXM1d5C1yg4F9wk7alAzrFeHLjoh9pTo40H9Sex33tA5v0u2PFBW_uWeycXpselJgh5YhsR3gwp8y_leuqmY-XN/s1600/escravizados.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB0KHQGwExQo07FafLLpIE73UQphr_Urjeu3OH3mjW_QzWr7CVVOIlMeXM1d5C1yg4F9wk7alAzrFeHLjoh9pTo40H9Sex33tA5v0u2PFBW_uWeycXpselJgh5YhsR3gwp8y_leuqmY-XN/s1600/escravizados.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Vamos começar colocando aqui os links informativos que você pode usar para confrontar todo tipo de boato. Nada melhor do que conhecer as fontes, não é mesmo?&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=D5A825ACBB7801CF979CA91D36047FF2.proposicoesWebExterno2?codteor=1550864&amp;amp;filename=REDACAO+FINAL+-+PL+6787/2016&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Clique aqui para acessar o texto integral do projeto de lei de reforma trabalhista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452compilado.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Clique aqui para acessar o texto integral da CLT em vigor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, (para comparar com as alterações do projeto de lei). É mais importante conhecer a lei atual do que o projeto. Muita coisa tem sido divulgada como &quot;mudança&quot;, mas já está na lei. Clica já, antes mesmo de continuar lendo esse post, porque você vai poder comparar e constatar que eu não estou enganando você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O trabalhador vai negociar com o patrão (arts. 59, 59-A, 75-C, 396, § 2º, 484-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: o trabalhador vai &quot;negociar&quot; com a faca no pescoço. Ou ele aceita as condições impostas, ou perde o emprego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: isso não é nenhuma novidade. O texto da lei (art. 59) será alterado de&lt;/span&gt; &quot;mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho&quot;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt; para &quot;por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho&quot;. Na prática, nada mudou. Outros trechos que mencionam acordo individual são os que tratam da pausa para amamentação (já pensou só poder amamentar nos horários estipulados em convenção coletiva? não faz sentido, né?), a possibilidade de alteração entre o regime presencial e o home office e a demissão em mútuo acordo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Negociado prevalecerá sobre o legislado (art. 611-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: a legislação se tornará decorativa. Nenhum direito está garantido, tudo pode ser negociado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: mais uma vez, o desconhecimento da lei pegou a muitos de surpresa. A CLT pode ser flexibilizada em acordos coletivos? Sim. Há muito tempo, desde 1967 as jornadas de trabalho podem ser flexibilizadas mediante acordo coletivo. Quem é celetista sabe: são aquelas negociações periódicas do sindicato. No Direito do Trabalho, o acordo coletivo é válido, inclusive, para anular disposições contrárias no acordo individual. Regimes de trabalho 12x36 e 24x48, por exemplo, não são nenhuma novidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A reforma também pretende relacionar, no art. 611-A, quais são as matérias em que o acordo coletivo pode dispor em prevalência à lei. Eu não vou citar aqui quais são esses pontos, mas vocês podem observar direto na fonte. Vale apenas um destaque: nem acordo, nem lei, nem decisão de juiz nenhum pode invalidar a Constituição. Isso significa que todos os direitos constitucionais dos trabalhadores estão preservados. (Quer saber quais são?&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Confere lá: art. 7º.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: start; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Contribuição sindical (art. 545)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: a contribuição sindical deixará de ser obrigatória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: a contribuição sindical deixará de ser obrigatória. Sim, é verdade. Hoje em dia o empregador é obrigado a descontar da folha a contribuição sindical anual, mesmo que o trabalhador não tenha se filiado ao sindicato. Pela reforma, todas as contribuições ao sindicato dependem da autorização do empregado para que sejam descontadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Trabalho intermitente (art. 443, § 3º, 452-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: o trabalhador ficará à disposição do empregado sem receber por isso. É a precarização do trabalho. É a oficialização do bico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o trabalhador que recebia como autônomo e não podia caracterizar o vínculo de trabalho agora pode ser considerado empregado e ter a carteira assinada em regime de trabalho intermitente. O trabalhador intermitente não foi inventado pela reforma trabalhista, foi acolhido pelo projeto de lei. Você conhece alguém que trabalha por hora, ou pela diária, dependendo do dia em que tem serviço? Faxineiro, garçom, segurança, motorista, figurante... existe um mercado gigante de pessoas que vivem com o celular na mão, esperando quem vai chamar pro próximo trabalho. Essas pessoas não têm nenhum direito trabalhista.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Mas e aí... o empregado fica à disposição do empregador sem receber, é isso mesmo? Sim, só recebe pelos dias trabalhados. Mas ele está livre para trabalhar para outra empresa nos dias em que estiver disponível. A recusa da oferta do empregador não implica em desfazimento do vínculo de emprego. Passará a ter direito a férias, décimo-terceiro salário, repouso semanal remunerado, adicionais legais (insalubridade, periculosidade...), enfim, todos aqueles direitos constitucionais que disseram que estavam ameaçados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Vai ficar mais caro? Talvez. Eu imagino que a reação do mercado vai reduzir o preço da hora para acomodar esses adicionais. Afinal de contas, a demanda não vai deixar de existir e o simples fato de não assinar a carteira não desconstitui o vínculo: os fatos prevalecem sobre o papel, e a multa pelo empregado não registrado não é barata. No fim, acredito que a remuneração continuará a mesma, só que com contrato assinado. Do meu ponto de vista, não é o ideal. Mas também não é precarização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Você vale o quanto ganha (arts. 223-A a 223-F)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: os danos morais ocorridos no ambiente de trabalho serão indenizados conforme tabela. Para o mesmo dano, a indenização poderá ser maior para quem ganha mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: a CLT atualmente não traz nenhuma previsão sobre indenização a danos morais, isso é novidade da reforma. Atualmente, usamos o Direito Civil para disciplinar esse assunto. Para arbitrar o valor da indenização, são utilizados diversos critérios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A regra civil diz que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&quot;a indenização mede-se pela extensão do dano&quot;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;, mas a jurisprudência utiliza, há muitos anos, um critério absurdo chamado &quot;enriquecimento sem causa&quot;. Segundo esse critério, uma pessoa não pode se tornar mais rica quando recebe uma indenização, ou seja, qualquer indenização recebida deve ser proporcional à sua renda. Na prática, o Judiciário considera que gente pobre sofre menos, ou que o seu sofrimento tem menor valor, ou que o pobre sente menos o sofrimento, porque né... tá acostumado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A utilização da renda da vítima para arbitramento de valor indenizatório É UM ABSURDO e eu já esperneio contra ela há muito tempo, bradando contra esse critério ridículo em todas as causas indenizatórias em que já atuei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A reforma transforma essa realidade das ações indenizatórias em lei, transformando o salário em critério para estabelecer o valor da indenização do empregado. Eu só acho engraçado que em todo esse tempo eu não tinha nada além da minha indignação e do bom senso para embasar o meu espernear. Parece que agora o assunto chamou a atenção de outras pessoas. (Mas não muitas. Não encontrei esse trecho da reforma nos panfletados motivos para os protestos da sexta-feira.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Não existe enriquecimento sem causa no arbitramento de indenizações justas. A causa do enriquecimento é, justamente, o dano moral sofrido, que gerou o direito à indenização. Oras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Resumindo: é um absurdo, sim, mas não é nenhuma novidade. A vinculação à renda da vítima é, infelizmente, regra geral para indenizações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Jornada de trabalho de até 48 horas semanais (???)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: a jornada de trabalho semanal passará de quarenta e quatro para quarenta e oito horas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: ninguém sabe de onde tiraram isso. O art. 611-A, I da reforma diz que os acordos coletivos têm prevalência à lei quando dispuserem sobre a jornada de trabalho, observados os limites constitucionais. O limite constitucional é de quarenta e quatro horas semanais (art. 7º, XIII). Isso não mudou, nem vai mudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Dia de trabalho de até 12 horas (arts. 58, 58-A, 59, 59-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: os empregados passarão a trabalhar doze horas por dia, mais horas extras. Isso não é contrato de trabalho, é escravidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Realidade:&lt;/b&gt; o texto do art. 58 caput não foi alterado na reforma. Ele continua dizendo que &quot;A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite&quot;. Sim, esse é o texto que sempre existiu na CLT. Como já dissemos, a jornada de trabalho é um dos temas que podem ser flexibilizados em acordo coletivo, mas isso não é novidade da reforma. Isso é o que sempre existiu. Desde 1943 esse texto nunca foi alterado - e olha que já tivemos três Constituições diferentes nesse intervalo.&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O art. 59-A fala do conhecido regime 12x36, que foi estabelecido em diversas convenções coletivas em setores que trabalham com plantão, como segurança e saúde. Não é e não será obrigatório trabalhar doze horas por dia, nem será a regra caso a reforma seja aprovada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Raciocine comigo: o trabalhador tem jornada de oito horas diárias em loja de material de construção que abre de segunda a sábado - no sábado até meio-dia. A cada dois dias, são dezesseis horas de trabalho, que caracterizam a jornada integral. Se ele trabalhasse doze horas por dia, obrigatoriamente estaria de folga no dia seguinte (o próprio artigo afirma que são trinta e seis horas initerruptas e obrigatórias de descanso). A cada dois dias, são doze horas de trabalho, que caracterizam jornada integral. Todas as pessoas que eu conheço que trabalham em regime 12x36 gostam desse arranjo, mas não é em todo negócio que essa jornada de trabalho faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Fim da hora extra (art. 59-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: como a jornada diária de trabalho poderá ser extendida, não haverá mais pagamento de horas extras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: já vimos que a premissa da jornada de trabalho enorme está equivocada, mas também vale ressaltar que a reforma altera as horas extraordinárias, mas para aumentar o valor adicional de vinte para cinquenta por cento sobre o valor da hora trabalhada. Sim, com a reforma cada hora extra de trabalho valerá 1,5 hora normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Trabalho temporário de até 240 dias (???)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: o empregador poderá fazer contratos de experiência de até 8 meses, ficando livre para demitir e contratar outra pessoa sem ter que pagar as verbas rescisórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: os limites dos contratos de trabalho de prazo determinado não foram alterados pela reforma. O &quot;trabalho temporário&quot; pode ter até dois anos de duração, mas só é válido se a característica do serviço justificar esse prazo. O contrato de experiência tem limite de 90 dias e isso não mudou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Férias divididas em três fases (art. 134)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;as férias poderão ser divididas em três períodos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: atualmente, as férias devem ser tiradas em um período só, na proporção de um mês de férias para cada doze meses de trabalho. A lei autoriza que as férias sejam divididas em dois períodos, que não podem ter menos que dez dias corridos. Com a alteração da reforma, será possível dividir as férias em até três períodos, mas não em três períodos de dez dias. A reforma impõe que um desses períodos tenha pela menos catorze dias corridos, e nenhum período de férias pode ser inferior a cinco dias corridos. Também não é possível iniciar férias em dia não útil ou dois dias antes de feriado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Na prática, não alterou muito a vida das pessoas. Seria mais impactante se as férias pudessem ser usufruídas em três períodos de dez dias. O legislador pressupõe que o trabalhador precisa ter pelo menos um período maior de descanso - daí esses catorze dias obrigatórios. No entanto, essa presunção generalista não considera que, para muita gente, é mais revigorante ter pequenos períodos de folga bem espaçados do que um grande período de folga depois de muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Intervalo de almoço de trinta minutos (art. 71)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não haverá mais intervalo para almoço de uma hora, o empregado terá apenas 30 minutos para alimentação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o texto do art. 71 não foi alterado. O intervalo para o almoço continua sendo obrigatório para as jornadas de trabalho superiores a seis horas contínuas. Esse intervalo tem duração de uma hora a duas horas, salvo convenção coletiva. Sim, isso é o que diz a lei hoje. Para reduzir o limite de uma hora, é necessário que a empresa atenda a uma série de regulamentações concernentes ao refeitório, e nesse regime é proibido fazer horas extras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O art. 611-A, que fala sobre as questões que podem ser discutidas em acordo coletivo, elenca os intervalos para repouso e alimentação entre os temas. Não é novidade, a lei já diz &quot;salvo convenção coletiva&quot;, até aqui tudo normal. O que parece ter intrigado o pessoal é que o artigo fala que deve ser respeitado o limite mínimo de trinta minutos. Esse limite mínimo de trinta minutos não anula o limite legal de uma hora, nem as circunstâncias especiais a que deve se submeter a empresa se quiser diminuir o limite legal em acordo coletivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Acontece que, mesmo em acordo coletivo, atendidos os requisitos para diminuir o intervalo de almoço, este intervalo convencional - menor do que o intervalo menor - está sujeito ao limite de trinta minutos. Nunca pode ser menos do que trinta minutos. Nem em acordo coletivo. Nunca. O que um pouco de interpretação de texto não faz, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Gestantes em trabalho insalubre (art. 394-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa:&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;as gestantes terão que trabalhar em lugares insalubres, como lixões, esgotos e enfermarias de tuberculosos, bastando para isso um atestado concedido pelo médico da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a insalubridade é algo bem mais sensível do que a maioria das pessoas imagina. Fatores como exposição ao frio e ao calor, níveis de ruído e umidade podem gerar a chamada insalubridade, além da exposição a agentes biológicos, químicos e radiações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A NR-15 do Ministério do Trabalho regulamenta a insalubridade, já que a CLT fala apenas em &quot;agentes nocivos à saúde&quot;, sem explicar quais são esses agentes, nem quais são os níveis de exposição tolerados. Por outro lado, a CLT já deixa explícito que insalubridade não é tudo igual: existe grau mínimo, médio e máximo, e para cada um deles corresponde um adicional diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O trabalho em cozinha profissional é considerado insalubre pela Justiça do Trabalho, por causa da exposição ao calor. Quem trabalha em açougues e frigoríficos também está em ambiente insalubre. O mesmo vale para quem trabalha em aeroportos ou hospitais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A redação atual da lei dá duas opções à gestante que trabalha em local insalubre: encerrar o contrato de trabalho sem precisar os compromissos demissionais ou ser transferida para trabalhar em ambiente salubre na mesma empresa. Além dessas duas possibilidades, o que muita gente faz é entrar em atestado médico ou começar a licença-maternidade mais cedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O texto da reforma trabalhista determina o afastamento obrigatório da gestante que trabalhe em atividades insalubres de grau máximo. Se o grau de insalubridade for médio ou mínimo, ela pode ser afastada mediante atestado emitido pelo médico de confiança da mulher. Quando estiver amamentando, ela pode usar do mesmo mecanismo para se afastar de atividades insalubres em qualquer grau, conforme recomendação médica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O afastamento das atividades insalubres deve procurar realocar a gestante em para exercer atividade em local salubre. Se não for possível, a gestação será considerada de risco para os fins securitários, e a gestante passará a receber o salário-maternidade durante todo o período do afastamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O projeto de lei não deixou claro se esse período contará para os 120 dias de licença-maternidade. As cabeças mais venenosas poderiam pensar que o artigo está afastando o direito à licença-maternidade, obrigando a mulher a dele usufruir enquanto gestante. Racionalmente falando, no entanto, é pouco provável que essa interpretação prospere, por três motivos:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ol style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: start; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;1. a Justiça do Trabalho tem, tradicionalmente, interpretado a legislação trabalhista do modo que mais favorece ao trabalhador;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;2. o Judiciário como um todo está cada vez mais sensível à mulher e suas causas, até mesmo pela crescente presença de mulheres togadas;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;3. a gestação humana dura, em média, 280 dias - não faz sentido afastar a mulher do local insalubre para depois retornar porque acabou o período de licença. A lógica manda considerar como extensão à licença-maternidade, e não como antecipação.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Demissões (art. 477)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: o empregador vai poder demitir todo mundo da empresa para contratar outras pessoas pagando mais barato, sem nenhuma multa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: a reforma traz várias alterações sobre as demissões, mas nenhuma que isenta o empregador de pagar as devidas verbas rescisórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Segundo a lei atual, não se pode demitir um empregado sem a assistência do sindicato. O empregado não pode pedir demissão sem a assistência do sindicato. Parece que não estamos falando de duas pessoas adultas, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A nova redação do art. 477 torna a vida de todo mundo mais fácil - não só a do empregador. Na verdade, o empregador é a única pessoa que vai ter todo o trabalho de anotar a demissão, comunicar os órgãos competentes e prestar atenção nos prazos e valores devidos para pagar as verbas rescisórias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A reforma também legisla sobre o PDV - plano de demissão voluntária - que não é nenhum monstro. Quem conhece o regime celetista, quem trabalha nesse regime, sabe muito bem do que se trata. Não é um instrumento de coerção, mas um acordo, em geral muito bem remunerado, que geralmente pretende diminuir a quantidade de empregados - redução das despesas fixas da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;O mais interessante é a inclusão da demissão em comum acordo. Todo mundo já viu aquela situação em que a pessoa quer sair do emprego, mas não quer pedir demissão, aí fica esperando ser demitida pra poder receber as verbas rescisórias. Com a reforma, não será necessária fazer essa dança toda, nem fazer corpo mole arriscando levar uma justa causa. O empregador e o empregado podem chegar a um acordo sobre a demissão, caso em que serão devidas todas as verbas rescisórias, mas as indenizatórias de aviso prévio e FGTS serão reduzidas pela metade. É possível utilizar até 80% do FGTS após essa demissão, que não dá direito ao seguro-desemprego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Há uma lógica em não conceder o seguro-desemprego para quem pede demissão: o seguro existe para quem foi pego desprevenido. Presume-se que a pessoa que pede demissão já está preparada para encarar as consequências - seja porque tem um novo emprego em vista, ou já fez o seu pé-de-meia para passar por esse momento, ou mesmo porque não pretende retornar tão logo ao mercado de trabalho. Não faz sentido utilizar o dinheiro da previdência pública para sustentar quem apenas não quer trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Vestimentas em local de trabalho (art. 456-A)&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: o patrão tem direito a dizer como você deve se vestir. É claro que isso vai abrir as portas para o assédio moral e sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade:&lt;/b&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o artigo legisla sobre uma situação que todos conhecem: cabe ao patrão dizer qual é o padrão de vestimenta no local de trabalho. Já trabalhei em escritório que proibía calças jeans, até mesmo para os estagiários. Certa vez, uma estagiária foi trabalhar de camiseta sem mangas e todos recebemos um email orientativo, explicando que &quot;este não é um escritório de arquitetura&quot; e todos nós deveríamos nos vestir de acordo. Os homens usavam terno e gravata até mesmo no verão. Paciência. Eram as regras da casa. Hoje, no meu escritório, eu me visto como eu quero. É um sinal de respeito aos colegas, ao chefe, aos clientes, enfim, ao próximo, usar as vestimentas adequadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A extrapolação que alguns fizeram, dizendo que o uniforme exigido pode até mesmo ser ridículo, não é apenas má-fé, é história mal contada para atrair gente imatura à causa. É óbvio que não pode expor o empregado ao ridículo, nem mesmo com o uniforme. É óbvio que não pode obrigar a secretária a usar minissaia sem calcinha, nem mesmo se for uniforme. E se o óbvio não bastasse, na reforma também será lei: artigos 223-B e 223-C.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Fim do transporte de empregados&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Expectativa&lt;/b&gt;: as empresas não precisam pagar pelas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;b&gt;Realidade&lt;/b&gt;: desde já, as horas de deslocamento não contam como jornada de trabalho. Alguém já chegou na empresa batendo o ponto retrógrado para a hora em que saiu de casa? O que a CLT permite, hoje, é que seja contada a jornada de trabalho nas horas de deslocamento para empresas que ficam em locais de difícil acesso, e isso apenas para aqueles que usam o transporte fornecido pela empresa. Quem vai de carro, bate o ponto quando chegar lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;A tendência da reforma é contar como jornada de trabalho apenas o período efetivamente trabalhado, e isso pode fazer com que menos pessoas se interessem a trabalhar nesses locais de difícil acesso. Ao contrário do que muita gente pensa, o trabalhador celetista não é idiota, ele não está completamente alienado do que acontece sobre sua vida, nem é inconsciente sobre suas escolhas. As empresas de mais difícil acesso terão mais dificuldade para contratar e precisarão aumentar os incentivos para fazer com que o trabalhador se disponha a fechar o contrato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;E se a empresa não estiver em local de difícil acesso? Eu vou precisar ser um pouco grosseira aqui, pois a realidade pode chocar as almas mais sensíveis: a empresa não tem culpa se você mora longe. Antigamente, só havia duas opções: mudar sua residência para um lugar mais perto da empresa ou procurar emprego perto da sua casa. A reforma veio oficializar algo que já é realidade para muitos, criando o que pode ser uma terceira opção: o home office, que a lei chama de teletrabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; clear: both; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; margin: 0px; text-align: center; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgu7sQknJPGx0mkCYhDV2LB_jmmRxpTAPSxV2PgGUhM21VF4RdK97gMyMVMN4-GL1QahxNdKUUrMcqWqRAb7RjCWGgchNMHERDD3ZdWn3Poz1jBpCzAre0ivIy9_3D-yCT8YGrdeEHXTkjr/s1600/page-break-01.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;37&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgu7sQknJPGx0mkCYhDV2LB_jmmRxpTAPSxV2PgGUhM21VF4RdK97gMyMVMN4-GL1QahxNdKUUrMcqWqRAb7RjCWGgchNMHERDD3ZdWn3Poz1jBpCzAre0ivIy9_3D-yCT8YGrdeEHXTkjr/s400/page-break-01.jpg&quot; style=&quot;cursor: move;&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Esse texto não foi escrito para defender o texto atual do projeto da reforma trabalhista, que contém erros e acertos. As alterações na matéria processual trabalhista são,&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;na média&lt;/i&gt;, bem ruins. No entanto, eu espero que tenha ficado claro que, de modo algum, a aprovação do texto atual significará&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;o fim dos direitos trabalhistas&lt;/i&gt;,&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;a volta da escravidão&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ou&lt;span class=&quot;Apple-converted-space&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;o apocalipse&lt;/i&gt;. Diante de qualquer propaganda que anuncie uma catástrofe iminente, contra a reforma trabalhista ou qualquer outra coisa, precisamos resistir ao impulso de compartilhar imediatamente e conferir as fontes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; text-align: justify; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Se contaram pra você que o trabalhador é burro, incapaz de compreender a legislação, incapaz de defender os seus direitos em uma negociação, então mentiram pra você. Quando acreditamos nesse discurso, passamos a nos comportar como nos disseram. Precisamos parar de viver essa mentira e assumir o controle das nossas vidas. Você é capaz de entender o que está acontecendo. Informe-se. Vá às fontes. Questione tudo. Argumente. Negocie. Bata o pé. E, no fim de tudo, se necessário for, desce a porrada, mermão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/05/verdade-reforma-trabalhista.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgB0KHQGwExQo07FafLLpIE73UQphr_Urjeu3OH3mjW_QzWr7CVVOIlMeXM1d5C1yg4F9wk7alAzrFeHLjoh9pTo40H9Sex33tA5v0u2PFBW_uWeycXpselJgh5YhsR3gwp8y_leuqmY-XN/s72-c/escravizados.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-1455388263955668048</guid><pubDate>Sat, 11 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-02T10:50:21.877-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Guia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Livros</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Recomenda</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Séries</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TV</category><title>Guia AnnieEscreve #3</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O primeiro mês do ano já passou, daqui a pouco já é Carnaval. Como estão as suas metas? Já deu o primeiro passo? Eu ando muito focada em alguns objetivos de médio prazo. Entre estudar, trabalhar e cuidar da minha vida, os textos do blog saem nos intervalos... e eles têm saído com mais frequência do que eu esperava. Parece que quando a luz da produtividade acende, qualquer &quot;quinze minutinhos&quot; rende muita coisa. Com você também é assim?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO-66o3nUO1K5Oh87rAxilxT4yKQfJoesWZx3jJluCwUZlz2IuVDy5cVPthoSza2UVHFkOe2AhWlKab2T06piQK3OdJ4BL7nCrblTdcdXQfN-Rjcjfc8EQXF4fn9ltQTEL6zI3O9D0e86Y/s1600/GUIA+3.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO-66o3nUO1K5Oh87rAxilxT4yKQfJoesWZx3jJluCwUZlz2IuVDy5cVPthoSza2UVHFkOe2AhWlKab2T06piQK3OdJ4BL7nCrblTdcdXQfN-Rjcjfc8EQXF4fn9ltQTEL6zI3O9D0e86Y/s1600/GUIA+3.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Começamos a temporada falando sobre livros, ou melhor sobre &lt;a href=&quot;http://www.annieescreve.com.br/2017/02/quem-tem-medo-de-livro-grande.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;livros grandes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Na véspera do Dia Mundial contra o Câncer, saiu aquele texto contando o que você precisa fazer para &lt;a href=&quot;http://www.annieescreve.com.br/2017/02/doando-cabelos.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;doar cabelos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; para fazer as perucas dos pacientes que perderam o seu durante o tratamento. O texto de domingo chamou a atenção de muita gente e se espalhou pelas redes sociais antes mesmo que eu o divulgasse. &lt;a href=&quot;http://www.annieescreve.com.br/2017/02/o-sexto-mandamento.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;O sexto mandamento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; fala sobre as pessoas horíveis e como essa condição é necessária para chegar ao céu. Na terça-feira, resolvemos tretar com todo mundo de uma vez. &lt;a href=&quot;http://www.annieescreve.com.br/2017/02/o-poder-do-botao-vermelho.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;O poder do botão vermelho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; era pra ser só um texto sobre publicidade infantil, mas acabou disparando treta pra todo lado. Acabamos um pouquinho mais leves, mas não tanto, com &quot;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://draft.blogger.com/post-preview-auth.g?postID=2463068468714411322&amp;amp;blogID=1965130717159862938&quot;&gt;Não repara a bagunç&lt;/a&gt;a&lt;/span&gt;&quot;, essa frase que eu detesto.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu praticamente &lt;b&gt;não ouvi&lt;/b&gt; música nessas últimas semanas. Durante o trabalho, percebi que quando me concentrava no texto, esquecia do som ambiente. Por outro lado, quando a música chamava a minha atenção, me tirava o foco completamente. O mesmo acontece quando estou estudando, por isso deixei de lado esse hábito. Engraçado que em outros tempos a música ajudava a evitar as distrações... como a gente muda, né?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muita gente ouve música quando está envolvido em atividades mais automáticas, como a limpeza da casa. Eu tenho aproveitado esse tempo para colocar as séries em dia, &lt;b&gt;assistindo&lt;/b&gt; as séries que voltaram do hiato. Dá pra distribuir tranquilamente durante a semana, eu assisto como as pessoas veem novela - fazendo o jantar, varrendo a casa, televisão ligada...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Duas séries que assisto estrearam novas temporadas em janeiro. &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt1758772/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Switched at Birth&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; voltou depois de mais de um ano para a temporada que encerra a série e olha... está uma 💩. Se você estava pensando em talvez abandonar, nem comece. Por outro lado, &lt;a href=&quot;http://www.imdb.com/title/tt1837576/?ref_=nv_sr_1&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Scandal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma série que vinha capengando há umas duas temporadas, deu uma guinada no final da temporada anterior e em janeiro iniciou a nova temporada com aquela qualidade que estava fazendo tanta falta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmuu7waQORDqX1VrMQ5D5lDB2BMO40_IhcqxvP8qnY_1TjFoxgDlDSP3QCGpaFVLYH8uwNnm_QWPek3BHvVuEoeY6cdeWKYPEAgZDXDzafCYIk8sC-NRUx7UQMcA1da3GDOGcjV-rERghi/s1600/LESS+FITZ.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmuu7waQORDqX1VrMQ5D5lDB2BMO40_IhcqxvP8qnY_1TjFoxgDlDSP3QCGpaFVLYH8uwNnm_QWPek3BHvVuEoeY6cdeWKYPEAgZDXDzafCYIk8sC-NRUx7UQMcA1da3GDOGcjV-rERghi/s640/LESS+FITZ.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tive um pequeno desentendimento com a nutricionista, me exigindo pelo menos uma hora de atividade física porque, nas palavras dela, você só começa a queimar calorias depois de quarenta minutos. O detalhe é que depois de vinte minutos fazendo &lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/user/blogilates&quot;&gt;Blogilates&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;eu estou M.O.R.T.A. Mal consigo chegar aos quarenta, não faço uma hora nem... que a vaca tussa 😝&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9AEwymfZIsKBy-5Y7I_wzgpM2KbyeCMiPqeKGk0DU9GXm3gwrc2nYofMYVKACFK-syev4tHwpwumI5j6-FOUn_MDWPkZfSSepAE_YC4wOYq3nrghPlkTHS97GKDMPcQL0GWGXiWgI7Brd/s1600/Capturar.PNG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;130&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9AEwymfZIsKBy-5Y7I_wzgpM2KbyeCMiPqeKGk0DU9GXm3gwrc2nYofMYVKACFK-syev4tHwpwumI5j6-FOUn_MDWPkZfSSepAE_YC4wOYq3nrghPlkTHS97GKDMPcQL0GWGXiWgI7Brd/s400/Capturar.PNG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Conversei com algumas pessoas e acabei descobrindo esse canal &lt;a href=&quot;https://www.youtube.com/channel/UC5oR1vo1LGgd-OEang8Aqtg&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Autoridade Fitness&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que explica direitinho como funcionam os diferentes tipos de exercício e porque a nutricionista estava errada. Por causa dela, eu cheguei a trocar os trinta minutos de calistenia (agora sei o nome técnico) por caminhadas de uma hora, mas fiquei muito desestimulada com a falta de reação do corpo. Depois que você se acostuma a sentir as dores do fortalecimento muscular, parece precisar delas...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Terminei de ler &lt;a href=&quot;https://www.skoob.com.br/caim-52984ed58329.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Caim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de Saramago, e tenho a dizer que não gostei muito, não. Inclusive sei o motivo. Eu gosto muito dos romances do autor exceto O evangelho segundo Jesus Cristo... e Caim. Não gosto de como ele retrata os temas bíblicos, me irrita como ele vai distorcendo as histórias e dando características e motivações equivocadas aos personagens. Os questionamentos de Caim (e do autor, suponho) não são nada profundos, nem impactantes, sequer inovadores. Com dois dedos de teologia toda a crítica dele se desfaz em poeira. No fundo, acho que o erro do autor está em tentar falar sobre o que não conhece, como se conhecesse mais do que todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/02/guia-annieescreve-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjO-66o3nUO1K5Oh87rAxilxT4yKQfJoesWZx3jJluCwUZlz2IuVDy5cVPthoSza2UVHFkOe2AhWlKab2T06piQK3OdJ4BL7nCrblTdcdXQfN-Rjcjfc8EQXF4fn9ltQTEL6zI3O9D0e86Y/s72-c/GUIA+3.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-2463068468714411322</guid><pubDate>Thu, 09 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-02T10:50:04.437-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Casa</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Organização</category><title>Não repara a bagunça</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No sistema Flylady, um método de organização doméstica americano, fala-se que o objetivo da organização é tirar a casa do CHAOS. Nesse contexto, CHAOS não é simplesmente a palavra inglesa para caos, mas o acrônimo para CAN&#39;T HAVE ANYONE OVER SYNDROME. Traduzindo literalmente, é a Síndrome do não dá pra receber ninguém em casa, mas que na nossa cultura super acolhedora acaba se revelando mais no tal do NÃO REPARA A BAGUNÇA.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg64m2qDbmSjeJ7zrRk7g-2ADeL6kGrfK_Qsd08U8dUrjxEksX7npXTxIjVWy2EGSFtpN23BUBjvhP5G3YTw2WIdrZDcyI_gBqitRuZhahZR39H8mf7I2TR7IEaNDubf0niUTa4VS739iaI/s1600/nao+repara+a+bagun%25C3%25A7a.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg64m2qDbmSjeJ7zrRk7g-2ADeL6kGrfK_Qsd08U8dUrjxEksX7npXTxIjVWy2EGSFtpN23BUBjvhP5G3YTw2WIdrZDcyI_gBqitRuZhahZR39H8mf7I2TR7IEaNDubf0niUTa4VS739iaI/s640/nao+repara+a+bagun%25C3%25A7a.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há um certo prazer em proferir essa frase. Se a casa está bagunçada, a culpa é de quem reparou. Afinal, ninguém vai bater a porta na cara das pessoas por causa da bagunça, mas cada um será responsável por fazer cara de paisagem para o sutiã largado no braço do sofá. Quando a casa está arrumada, fala-se mesmo assim. &quot;Não repara a bagunça&quot;, pro outro dizer &quot;Imagina, nem está bagunçado... bagunça é o que eu tenho lá em casa...&quot;. Ou seja, não é nenhum pedido de desculpas, nem nada. Só a deixa para o outro elogiar a limpeza da casa da vizinha.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu me sinto desconfortável nessas danças da sociedade brasileira feminina, isto é, as regras não escritas que cada mulher precisa cumprir quando visita a outra ou quando recebe uma visita. Por exemplo, de ter que arrumar um elogio para a casa quando ouvir o &quot;não repara a bagunça&quot;, e fazer aquele esforço pra não reparar - esforço desnecessário se ninguém tivesse tocado no assunto. Há também aquela dança do lavar a louça, que eu detesto - trata-se da &quot;briga&quot; entre visitante e anfitriã sobre quem lava a louça, como se uma quisesse mais do que a outra, quando na verdade ninguém quer lavar louça nenhuma (a situação é parecida quando saem pra jantar duas famílias e os dois machos-alfa &quot;querem&quot; pagar a conta, mas na verdade querem mesmo que o outro pague).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E tem aquela mania de limpar a casa porque está vindo visita. Não estou falando de uma ocasião especial - dar uma festa, convidar o chefe pra jantar, receber um cliente... Claro que existem situações que exigirão um pouco mais de empenho do que aquele do dia-a-dia, mas o que me incomoda em limpar a casa das visitas é: por que a visita merece uma casa mais limpa, organizada, cheirosa e arrumada do que as pessoas que vivem ali?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A casa - a sua limpeza, organização etcetera e tal - existe pra quem mora ali, não pra quem vem de vez em quando. Precisamos chegar àquele ponto de equilíbrio em que a manutenção da casa não custa tanto que é impossível desfrutar dela - aquelas pessoas que gastam todo o seu tempo livre limpando e não podem deitar no tapete pra ler um livro. Precisamos de uma casa com a qual a gente se identifique a ponto de não sentir nenhum constragimento de mostrar às pessoas: é assim que eu vivo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Eu gosto do sistema Flylady porque ele divide as tarefas domésticas no decorrer da semana, fazendo da limpeza e organização da casa um serviço de manutenção e não uma força-tarefa semanal. Isso significa que todos os dias a minha casa me serve, e isso me dá tranquilidade para receber alguém sem me importar com as teias de aranha que se formaram na sapateira durante a semana. Eles não merecem uma sapateira limpa mais do que eu, que moro aqui... e eu já agendei essa tarefa pra amanhã.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/02/nao-repara-bagunca.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg64m2qDbmSjeJ7zrRk7g-2ADeL6kGrfK_Qsd08U8dUrjxEksX7npXTxIjVWy2EGSFtpN23BUBjvhP5G3YTw2WIdrZDcyI_gBqitRuZhahZR39H8mf7I2TR7IEaNDubf0niUTa4VS739iaI/s72-c/nao+repara+a+bagun%25C3%25A7a.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-3660670366226298360</guid><pubDate>Tue, 07 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-02T10:49:25.961-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Comportamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Filhos</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Política</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Treta</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">TV</category><title>O poder do botão vermelho</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Publicidade, mídia, propaganda, oferta, consumo. Essas palavras hoje soam quase como ofensa aos ouvidos mais politicamente corretos. A publicidade não tem escrúpulos. A mídia é vendida. A propaganda é apelativa. A oferta é escandalosa. Consumo é quase pecado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Temendo os grandes vilões da atualidade, as mentes pensantes, que parecem ter interrompido prematuramente o seu pensar, exigem medidas incisivas. De quem? Do Estado. Onde estão os órgãos reguladores? Por que o governo não toma uma providência? Como é que deixam isso assim, na nossa cara? E agora, quem poderá nos defender?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fomos mimados com tanto Estado. Ficamos acostumados a permitir que outros decidem o que pode ou não pode entrar/acontecer/permanecer nas nossas vidas que esquecemos que existem outros meios, muito mais simples e empoderadores (já que vocês adoram essa palavra), do que simplesmente esperar que o Estado decida o que vamos assistir ou não.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqMJW9KuX2C80RDkC84iWmb_aYrg7j4-l-c5a3i2O2zyBWkLcmH9KjfErMnFHw0IMuQq5OiGlHmETKGG6ttPmqnXQ5a9bUiTRgaOsMc1jfWvWUaftiV6_6xNu-UZ1DiXbTuRFCSHtnNUZK/s1600/O+Poder+do+Bot%25C3%25A3o+Vermelho.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;350&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqMJW9KuX2C80RDkC84iWmb_aYrg7j4-l-c5a3i2O2zyBWkLcmH9KjfErMnFHw0IMuQq5OiGlHmETKGG6ttPmqnXQ5a9bUiTRgaOsMc1jfWvWUaftiV6_6xNu-UZ1DiXbTuRFCSHtnNUZK/s640/O+Poder+do+Bot%25C3%25A3o+Vermelho.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;h4&gt;
O poder em suas mãos&lt;/h4&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Antigamente era mais difícil. As pessoas precisavam levantar do sofá, dar alguns passos, apertar um botão, às vezes o botão emperrava... Hoje em dia o botão vermelho está aí, ao alcance da mão. Não gosta, não quer ver, não acha que isso tem lugar na sua casa? Desliga a tela.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Parece, só parece, que as mídias tomaram o controle sobre as nossas vidas. Você &lt;a href=&quot;http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160303_telefone_espionagem_lgb&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;comenta sobre um produto perto do celular e aparece um email&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; com uma promoção. A televisão fica ligada durante todo o tempo em que as pessoas estão em casa, divulgando produtos que você precisa ter se quiser ser tão legal/bem-sucedido/famoso quanto o cara da propaganda. Há quem diga que não dá pra viver sem celular, computador, internet, como se a espécie humana fosse a última novidade do universo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não dá pra negar que as mídias exercem uma influência exagerada sobre a vida de muitas pessoas. Não dá pra falar que ninguém está imune a isso. Qualquer pessoa, se não estiver atenta, pode se deixar influenciar pela televisão, pelos algoritmos do Facebook, pelos anúncios em outdoor, as vitrines tão cuidadosamente elaboradas, e não só por &quot;eles&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Somos influenciados pelo que dizem os amigos, pelos costumes da nossa mãe e pelo que ouvimos sem querer de um desconhecido no ponto de ônibus. Todas essas informações entram no nosso arquivo interno e de alguma forma, com surpreendente facilidade, acabam fazendo parte de um processo decisório.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas sabe o que é mais importante? O poder nunca saiu das suas mãos. É você quem escolhe, conscientemente ou não, quem teerá mais influência sobre você, e principalmente que tipo de informações você vai capturar, absorver. O domínio sobre as vontades é um sinal de maturidade. Somos adultos, certo?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;h4&gt;
E os pequenos?&lt;/h4&gt;
É covardia, sim. É sacanagem. É apelação. Propaganda direcionada a crianças que ainda não conseguem distinguir o querer do precisar, muito menos têm maturidade para classificar corretamente o que quer e o que precisa. É uma falta de vergonha. Mas quem disse que a família precisa ficar refém dos publicitários? Ou melhor, quem disse que a gente precisa de uma lei pra proteger as crianças - e os bolsos dos pais - contra a propaganda abusiva?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O botão vermelho tem poder. Quem tem o botão vermelho é quem manda. A pergunta que fica é: quem é que manda aí? &quot;Ah, mas não é fácil...&quot;, mas não é fácil, mesmo. Se fosse fácil alguém já estaria cobrando impostos, exigindo mensalidade... se fosse fácil as taxas de fertilidade não estariam caindo no mundo ocidental. Se a parte difícil da maternidade desaparecesse, cada um teria uns quinze em casa, não é mesmo? Não é fácil, não. É difícil. Mas e aí? Desistir não é uma opção e coisas difíceis não são impossíveis - são recompensadoras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pais - ou quem quer que sejam os cuidadores, permanentes ou temporários - precisam ter o poder sobre o que as crianças estão fazendo. Quanto menor a criança, menor a autonomia. &quot;Deixar&quot; a criança decidir parece coisa de pais maneiros, mas acaba se tornando um fardo para o pequeno que não tem maturidade para carregar essas escolhas. Decidir é estressante. As crianças precisam aprender a decidir, mas primeiro elas precisam ver como um adulto decide.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu sei que é possível controlar a televisão das crianças? Porque lá em casa quem controlava eram os meus pais. Dragon Ball? Nunca vi. Nenhum tipo. Meus pais não gostavam desse desenho, por isso a gente não podia ver. Eles decidiam. Na hora de Dragon Ball, era hora de trocar o canal ou desligar a TV.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, desligar a TV! Mas o que as crianças vão fazer? Vão me atrapalhar, vão fazer bagunça? Deixa a molecada brincar, meu povo! Ao contrário da televisão, ao mesmo tempo limitadora e hiperestimulante, a imaginação não tem limites, não acaba a pilha, não gasta energia elétrica, estimula a criatividade... Imaginação é a vida da criança! A criança não mudou dos anos 90 pra cá, nem dos anos 70 até os dias de hoje. Criança ainda é criança, criança sabe brincar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ah, mas eles vão chorar. Ah, mas não dá pra controlar tudo. Ah, mas eles vão ficar irritados. Eventualmente. Vai acontecer. Frustração faz parte da vida. Proteger as crianças das frustrações da vida, menores ou maiores, faz é mal. A gente protege das consequências, tenta evitar males maiores, desnecessários, inadequados para o nível de maturidade, mas não dá pra criar um filho em uma redoma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagina você crescer num problema de física, em que os cavalos são perfeitamente esféricos, o atrito é inexistente e a força da gravidade é exatamente igual a 9,8m/s²... aí, do nada, te jogam no mundo real, cheio de imperfeições, sem pai nem mãe por perto, só porque agora você é um adulto. Como ser adulto se não lhe foi dada a oportunidade de crescer? Isso é cruel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;h4&gt;
Mas por que não apelar pro Estado? Não é pra isso que ele serve?&lt;/h4&gt;
Primeiramente, não. Não é pra isso que ele serve. O Estado não é o grande resolvedor de problemas, não é a válvula de escape da nossa vida, não é o gênio da lâmpada, nem o gerador de felicidade e bem-estar para o ser-humano. O Estado existe para proporcionar segurança, ordem pública, um pouco de paz nas relações humanas. Tudo isso interferindo o mínimo possível na vida privada das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso significa que, quando o Estado investe em educação, saúde, infraestrutura etc, ele não está exercendo a sua finalidade principal, mas sim, de forma indireta, contribuindo para a ordem pública, segurança, civilidade... e é por isso que é possível ter escolas e hospitais particulares, mas não pode fundar a sua própria polícia ou exército.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estado é um bichinho que gosta de controle. Sabe aquela pessoa que você dá a mão e ela quer o braço? Pro Estado, você dá a mão e ele vai direto na veia. Não dá pra bobear. Ficar pedindo pro Estado fazer coisas pra gente é permitir cada vez mais que ele controle a nossa vida - e a das outras pessoas, por tabela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É como quem mora com a mãe depois de adulto, que tem que seguir as regras da casa &quot;enquanto você estiver debaixo do meu teto e comer a minha comida&quot;, a diferença é que com o Estado as regras da casa também ficam valendo pros seus amigos, vizinhos, toda aquela galera do seu Facebook que não tem nada a ver, que não pediu isso, mas né, tem que obedecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você pode aproveitar todo esse movimento de empoderamento pra se empoderar frente ao Estado, parando de esperar que ele faça as coisas que você pode fazer simplesmente porque você paga os seus impostos e porque o Estado assumiu como obrigação. E também parando de pedir que o Estado cresça e se apodere mais e mais das relações privadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Empodere-se: aperte o botão vermelho.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/02/o-poder-do-botao-vermelho.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqMJW9KuX2C80RDkC84iWmb_aYrg7j4-l-c5a3i2O2zyBWkLcmH9KjfErMnFHw0IMuQq5OiGlHmETKGG6ttPmqnXQ5a9bUiTRgaOsMc1jfWvWUaftiV6_6xNu-UZ1DiXbTuRFCSHtnNUZK/s72-c/O+Poder+do+Bot%25C3%25A3o+Vermelho.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-2900144193622724050</guid><pubDate>Sun, 05 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-02T10:48:50.401-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristianismo</category><title>O sexto mandamento</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O senso comum nos leva a crer que somos boas pessoas. Nunca matei, nunca roubei. Eu cumpro os mandamentos. É muito fácil chegar à conclusão de que somos bons. Basta olhar em perspectiva, nos comparar com outros humanos, gente pior do que nós. Somos boas pessoas. Somos pessoas boas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Somos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8EPfKFvS2G-Yh4NddGHy8eWaJWiYD2NGAQmPZuitACowgX3Dq2kmQO6HwjySr5qvvZrVVK8BIb0kWGtWn_f4lkuG8lInC4_Fb8UQMLSwl89AptLPlTS0QuTK1cOqmkc9cDnkdXAPqDKX0/s1600/o+sexto+mandamento.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8EPfKFvS2G-Yh4NddGHy8eWaJWiYD2NGAQmPZuitACowgX3Dq2kmQO6HwjySr5qvvZrVVK8BIb0kWGtWn_f4lkuG8lInC4_Fb8UQMLSwl89AptLPlTS0QuTK1cOqmkc9cDnkdXAPqDKX0/s640/o+sexto+mandamento.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O cristianismo como prática de vida - e não como mera religião - tem como premissa a ideia oposta: somos todos pessoas horríveis. Isso porque o cristianismo não compara o homem de bem com um estuprador, um ladrão, um corrupto. A escala de excelência tem como padrão a medida de Cristo, e perto de um Deus que é santo, somos todos pessoas horríveis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Temos a tendência de achar que fazemos grande coisa quando não fazemos mais do que a obrigação. Procuramos elogios e recompensas em troca do mínimo que se espera de uma pessoa de bom senso. Cristo elevou o padrão da conduta moral, e isso significa que ser cristão é brincar no jogo da vida no modo hard.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Veja, por exemplo, o sexto mandamento, que a nós parece muito fácil de cumprir. Não matarás. Eu nunca matei ninguém, e espero que você possa dizer o mesmo sem incorrer em falso testemunho (aí já são dois pecados...). Na maioria das vezes e para a maioria das pessoas, é muito fácil não matar alguém (ainda bem!). E isso nos faz pensar que somos pessoas boas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A gente se irrita, xinga de tudo que é nome, dá uns socos na parede, sai pra espairecer, grita e vocaliza a raiva para o nada, quebra uns copos na parede... tudo isso pra aliviar a vontade de agir contra o outro. Vontade dá, mas passa. A gente até visualiza como seria torcer aquele pescoço com um prazer mórbido que chega a assustar. Mas nunca passou disso. Então somos boas pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até que Jesus tornou as coisas difíceis.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No Sermão da Montanha, Jesus explicou que cumprir regras é muito fácil, o que Deus deseja de nós é uma justiça mais elevada, uma moralidade mais rígida, um domínio não somente sobre aquilo que externalizamos, mas também sobre as nossas vontades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O cristianismo exige uma interpretação mais ampla sobre os dez mandamentos, porque o padrão de excelência aqui não é o homem de bem, mas o próprio Cristo. Quando Jesus amplia o &lt;i&gt;tipo legal&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do sexto mandamento, iguala o assassínio a toda e qualquer ação capaz de destruir a vida de outra pessoa - inclusive se essa ação só aconteceu na sua imaginação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Disse Jesus que, se você se irritou contra alguém, o mandamento já foi violado - você não voou no pescoço dela, mas desejou que ela morresse, ou ainda, desejou matar. Você não a feriu fisicamente, mas disse coisas horríveis que vão render dez sessões de terapia. Você deu um soco na parede para não socar a pessoa, mas não importa. Isso não faz de você um bom cristão. Apenas uma pessoa de bom senso. Na lógica de Jesus, socar a parede vale tanto quanto socar a pessoa, porque o seu coração foi manchado pelo ódio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na ótica de Jesus, tão assassino quanto aquele que dá um tiro é aquele que trata o outro como se não fosse uma pessoa. Matam os responsáveis pela tragédia ambiental que destrói a vida de uma população, ainda que todos tenham &quot;sobrevivido&quot;. Mata quem despersonifica o outro. Mata quem tira a paz, quem torna a vida do outro insuportável. E é tão culpado de morte aquele que nunca fez nada disso, mas desejou fazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante que a gente tenha consciência da nossa condição de pessoas horríveis, porque pessoas boas não vão para o céu. Nada que o homem de bem possa fazer será suficiente para garantir o seu bilhete de entrada. Somente pessoas horríveis sabem que precisam da graça e da misericórdia de Deus, manifestados no sacrifício de Jesus, para obter o passaporte para o céu. Somente pessoas horríveis oram &quot;Tem misericórdia de mim, pois sou pecador&quot;, e saem justificadas.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/02/o-sexto-mandamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8EPfKFvS2G-Yh4NddGHy8eWaJWiYD2NGAQmPZuitACowgX3Dq2kmQO6HwjySr5qvvZrVVK8BIb0kWGtWn_f4lkuG8lInC4_Fb8UQMLSwl89AptLPlTS0QuTK1cOqmkc9cDnkdXAPqDKX0/s72-c/o+sexto+mandamento.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1965130717159862938.post-6010227316602276959</guid><pubDate>Fri, 03 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-02T10:48:07.199-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cabelo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Solidariedade</category><title>Doando Cabelos</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vocês já sabiam que eu estava há algum tempo querendo cortar o cabelo. Decidi fazer o corte para doação quando vi na página do salão onde iria cortar algumas publicações sobre este trabalho. Desde aquele dia, muita gente fez perguntas sobre o processo, e achei importante escrever sobe isso, mesmo porque as informações não são muito fáceis de encontrar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWfB4xmI9cKoL2TOVEhOCLY19iFWUxmEWrkVzJtNwHYLQ-SjhaPWFwDZx5Z7qUj4-RY0NF-kvjcqGRe5KS3pYw8Q7lKqwIIqZTp9x92moq2SjIvJGZquYN62fjCKHTTGHY55MbHkRkj2o3/s1600/Doando+Cabelos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;350&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWfB4xmI9cKoL2TOVEhOCLY19iFWUxmEWrkVzJtNwHYLQ-SjhaPWFwDZx5Z7qUj4-RY0NF-kvjcqGRe5KS3pYw8Q7lKqwIIqZTp9x92moq2SjIvJGZquYN62fjCKHTTGHY55MbHkRkj2o3/s640/Doando+Cabelos.png&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O cabeleireiro que fez o meu corte já conhecia o procedimento, por isso não precisei explicar nada, apenas indicar a altura do corte. Ele separou o cabelo em mechas, amarrou com elástico de borracha (esses que prendem dinheiro) e cortou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Importante: tenha em mente, especialmente se seu cabelo é cacheado, que a altura que você indica para doação não é a altura do resultado final. O corte para doação retira o comprimento, depois você ainda perde alguns centímetros para acertar o penteado. Se não quiser cortar demais, peça uns três dedos abaixo do tamanho que você pretende obter. É importante saber para onde vai a sua doação, porque cada instituição tem regras diferentes sobre os padrões do cabelo a ser doado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já contei em outro post que fiz o corte em Curitiba, com intenção de levar para a ONG Atitude na Cabeça. O salão onde eu cortei não faz (ou pelo menos não fazia) a entrega das mechas, por isso eu fiquei com elas para levar pessoalmente à ONG. Por motivos que não são pertinentes, não consegui levar e acabei mandando pelo correio. Na ocasião, a atendente dos Correios me disse que eles não estão mais enviando cabelo humano, não deu detalhes, nem explicações, mas despachou a minha encomenda mesmo assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Foz do Iguaçu, o Banco de Perucas é administrado pelas senhoras rotarianas em parceria com o Hospital Ministro Costa Cavalcante. As mechas são recolhidas pelo hospital e pelo salão &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/mulinaricabeleireiros/?hc_ref=SEARCH&amp;amp;fref=nf&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Mulinari Cabeleireiros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Eles mesmos enviam as mechas, mensalmente, para Maringá, onde são confeccionadas as perucas. Também é o Mulinari Cabeleireiros quem higieniza as perucas e faz os cortes e modificações que o paciente escolher.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os cuidados com as perucas dos pacientes são trabalho voluntário dos profissionais de beleza. Para fazer a sua doação (entregar as mechas), você não paga nada; já o corte de cabelo é o ganha-pão do profissional, certo? O tamanho mínimo para doação é de dez centímetros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/atitudenacabecacuritiba/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #990000;&quot;&gt;Atitude na Cabeça&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;aceita mechas a partir de vinte centímetros de comprimento e solicita que elas sejam cortadas com o cabelo seco e limpo. Eles não fazem o corte, apenas recebem as mechas para então confeccionar e distribuir gratuitamente as perucas para pacientes de câncer. O endereço para envio pelos correios é: Rua Francisco Rocha, 1544 - Bigorrilho - Curitiba/PR.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu tenho essa dinâmica de deixar crescer e cortar bem curto, devo repetir a experiência, provavelmente daqui uns três anos. A gente sabe como aquele dia do cabelo bonito faz a diferença na autoestima. Muito melhor é poder compartilhar esse prazer com quem já tem batalhas mais difíceis pra lutar.&lt;/div&gt;
</description><link>http://annieescreve.blogspot.com/2017/02/doando-cabelos.html</link><author>noreply@blogger.com (Annie Mucelini)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWfB4xmI9cKoL2TOVEhOCLY19iFWUxmEWrkVzJtNwHYLQ-SjhaPWFwDZx5Z7qUj4-RY0NF-kvjcqGRe5KS3pYw8Q7lKqwIIqZTp9x92moq2SjIvJGZquYN62fjCKHTTGHY55MbHkRkj2o3/s72-c/Doando+Cabelos.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>