<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>antonia e a composição</title><description>DOSSIÊ DA INVESTIGAÇÃO SOBRE ANTÔNIA E A COMPOSIÇÃO

APRESENTA GRAVAÇÕES DE ÁUDIO, REGISTROS DE CONVERSAS, CARTAS, E-MAILS E TELEFONEMAS --- 

ENVIAR À PROMOTORIA --- 

ANÁLISE PRELIMINAR: PROVAS INCONCLUSIVAS </description><managingEditor>noreply@blogger.com (fabriciodesi)</managingEditor><pubDate>Sat, 24 Jan 2026 16:46:07 -0300</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">71</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:image href="http://4.bp.blogspot.com/_OL94DFgbprQ/S3MppTHZ35I/AAAAAAAAAFA/Wdake47_-CI/S1600-R/ant.gif"/><itunes:summary>Isso foi tudo o que deu, mas da forma como está, é apenas um emaranhado de informação fora de nexo, que pode ser lido em qualquer ordem que não vai fazer a mínima difereça. Deve ser porque... bom, eu acho que, se parece confuso, à primeira vista, é porque só diz respeito às pessoas envolvidas. Qualquer outra pessoa teria que ter vivido, ou se colocar no lugar (empatia, né?) pra entender, sabe?</itunes:summary><itunes:subtitle>Isso foi tudo o que deu, mas da forma como está, é apenas um emaranhado de informação fora de nexo, que pode ser lido em qualquer ordem que não vai fazer a mínima difereça. Deve ser porque... bom, eu acho que, se parece confuso, à primeira vista, é porque</itunes:subtitle><itunes:category text="Arts"><itunes:category text="Literature"/></itunes:category><itunes:author>Fabricio de Si</itunes:author><itunes:owner><itunes:email>fabriciodesi@hotmail.com</itunes:email><itunes:name>Fabricio de Si</itunes:name></itunes:owner><item><title>Ensaio de topografia celeste</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2020/11/ensaio-de-topografia-celeste.html</link><pubDate>Mon, 2 Nov 2020 14:06:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-1378016902864795003</guid><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Naquela noite, construíram cabanas e lagos. Um poço de petróleo foi encontrado, mas a quantidade se esgotou tão rápido que não foi possível comercializar coisa alguma. Contudo, a notícia se espalhou, e logo os alojamentos passaram a ser invadidos quando os donos se ausentavam. No começo, não havia muito o que levarem, então levaram uma vassoura que lá se encontrava. Depois, a segurança foi reforçada: as portas foram vedadas com paredes internas, e virtualmente não havia entrada alguma - então como havia trãnsito de pessoas ali? Esse trânsito levou à construção de uma pequena riviera, um balneário e posteriormente um aeroporto. Depois, uma bomba atômica foi lançada e tudo perdeu-se. A vida é feita de altos e baixos, conquistas e recomeços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o mundo se iniciou, já aqui havia pessoas, e todas de muito boa índole. Aqui, no Instituo Mary Jane Poppins, todos vocês receberão os melhores cuidados possíveis. Não quero que pensem neste lugar como uma prisão, ou um local de tratamento - ao contrário: é um espaço de repouso, um spa, um local de férias coletivas da chatice do mundo lá fora. Aqui teremos diversas atividades recreativas, refeições deliciosas, contatos sociais saudáveis, além de um espaço para que vocês se expressem na totalidade de seus personalidades, sem julgamentos ou críticas. Quando o mundo se iniciou, já aqui havia pessoas, e todas de muito boa índole. Temos apenas uma regrinha aqui, bem fácil de decorar: nada de agressões. Fora isso, vocês são livres para irem a praticamente qualquer local do instituto, ou clube, como alguns de nossos clientes chamam. Sintam-se à vontade para requisitar qualquer coisa de nossos colaboradores, e inclusive para me procurarem, a qualquer momento. Estamos aqui para dirimir quaisquer dúvidas e proporcionar a vocês a melhor experiência possível, num ambiente tranquilo e confortável. Quando o mundo se iniciou, já aqui havia pessoas, e todas de muito boa índole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo se acabou, havia poucas pessoas, e a maioria não era flor que se cheire. QUal o seu nome? Quem são essas pessoas que vêm sempre te visitar? Por que você sempre fala essas coisas estranhas? Há quamnto tempo você está aqui? Você já foi até o porão? Por que você sempre inventa histórias tão mentirosas e confusas? Você acredita em Deus? Quantas vezes eles já te chamarem à sala dos quadros? De que forma você relaciona o paradigma literário da morte do autor às recentes manifestações anti-engajamento político pelo país? Como você acha que isso tudo vai acabar? Vocês já viu algum óvni? Hoje você recebeu quantos tokens? Quando tudo se reiniciou, apenas as pessoas verdadeiras estavam presentes, embora elas ignorassem as notícias dos jornais. Naturalmente era no pátio que ficava o lago. Não, claro que não! Era no porão! Você não sabe do que está falando! O lago era bem aqui. Onde? Em nossos corações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Caminho da roça</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2020/11/caminho-da-roca.html</link><pubDate>Mon, 2 Nov 2020 13:36:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-7564817902034078466</guid><description>&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Isso vai ser
difícil...&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Você quer
desistir?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não, não. Só
estou comentando que vai ser difícil, mas estaremos juntos&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Você pode
desistir, tá?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não vou
desistir. Quero continuar. Eu adoro dificuldades, meu sobrenome é dificuldade.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Você diz
isso agora...&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Mas quem é
que pode ter certeza do amanhã?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Então,
amanhã você pode desistir?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Se você
estiver comigo, eu não desisto. Eu não sei o que vai acontecer amanhã - foi o
que eu quis dizer.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não adianta
consertar o que já está dito.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Olha em meus
olhos, na moral. Me diz se esses olhos não te transmitem verdade.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu... não
sei. Você é meio paranóico, eu tenho um pouco de medo disso.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Minha única
paranóia é gostar de verdade de você&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Gostar... de
que isso adianta?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;E eu por
acaso tenho como evitar gostar de uma criatura como você?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Gosta, e
mesmo assim, tem que calar&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Há silêncios
que são gostosos&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Tudo pra
você é uma piada?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu não fiz
piada alguma!&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Você não
está levando a sério, essa é a verdade.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Levando a
sério...&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;É, para de
fingimento.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu nunca
fingi, você sabe. Para todas elas eu menti, mas nunca pra você.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Nunca mesmo?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Nunca.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Certeza?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu já calei.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Tipo o quê?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Tipo...
isso. Vem aqui.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não, pára,
eu não estou afim.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Hum.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Doooois...&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Ha-ha...
gracinha. Sabia que não vou te deixar voltar hoje?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Ai, que
medo.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Rum! Eu sou
terrível! Me considere captor, você está sequestrada!&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;E qual o
resgate?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Sua
confiança&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Isso você
vai ter que conquistar&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;E a mim?
Quem conquista?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Quem
conquista? Como assim?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Nada,
esquece. Eu já vim aqui mesmo, o que rolar, rolou!&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;O que você
quer dizer?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Que estou
entregue.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Você tem
coragem!&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;E você tem
medo.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Tenho.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Ainda.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Ainda.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Por que?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Porque não
quero que nenhum de nós se machuque.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu também
tenho esse medo.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Então, por
que veio?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Porque eu já
te entreguei tudo. Você pode fazer o que quiser, inclusive me decepcionar, mas
nada disso importa.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;É essa a sua
expectativa?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não...&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Não quero
que crie expectativas.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Quanto isso?
Eu nunca as tive&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Bom.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Bom.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Rsrs.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Falou como
eu&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;É, eu sei.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Então?
Vamos? É perto daqui. Eu cuido de tudo.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;E se eu
acabar não querendo?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Está tudo
bem. Sério.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Eu... acho
que não quero.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Ok. Vamos
virar a noite, então.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Tá doido?&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Já viramos
outras, ora!&lt;/p&gt;

</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>White Dove</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2020/11/white-dove.html</link><pubDate>Mon, 2 Nov 2020 13:34:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-9194496531157414362</guid><description>&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;&amp;nbsp;"A
moça. A porta. O quarto. Aberta. Porta. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Quarto.
Frio. Vazio. Sem moça. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A moça bela.
A moça apressada. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A solidão
apressada. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A dor da
solidão. O frio nas janelas. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;O quarto
vazio. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A moça. A
mão dela. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A chave. A
chave na mão dela. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A moça. A
faca. Sozinho agora. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A moça. No
chão. Morta. &lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;A moça.
Nunca mais. Solidão."&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;Então... é
isso? Roberto, os teus contos estão cada vez piores.&lt;/p&gt;

&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Charada</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2017/05/blog-post.html</link><pubDate>Mon, 2 Nov 2020 13:33:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-666063765182296565</guid><description>&lt;p&gt;&amp;nbsp;

&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;O que é, o
que é? Que não se dá e não se compra, não se acha mas se perde, não tem tamanho
e não se mede, não se implora e não se exige, não se cobra, não se guarda mas
se gasta, não dura não se estraga, o que quem guarda não esconde, o que quem
tem mais sente fome, o que se tem pra não ser seu, o que se perde quando se esconde,
o que se ganha quando se dá, o que se dá quando se tem e não se tem que ter pra
dar, o que nunca pode ser demais, o que se é de menos se esvai, o que se cala e
mais aumenta, o se espera nos silêncios, o que não falta na ausência, o que é
eterna paciência, o que faz ouvir silêncio em meio ao barulho, o que traz quietude em
meio ao caos, o que se leva mesmo quando entregamos?&lt;/p&gt;

</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Não sou seu amor</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2016/05/nao-sou-seu-amor.html</link><pubDate>Sun, 1 May 2016 12:54:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-2625118384663657770</guid><description>Não sou seu amor. Eu sou uma mulher ruim, você não pode me amar. Eu agradecerei quando você parar de me procurar. Sou uma pessoa defeituosa, você não iria querer ficar muito tempo perto de mim. Talvez você só esteja me idealizando porque me vê de longe, mas acredite, eu não sou esse anjo que você enxerga, e na verdade, das qualidades que você citou, eu devo ter poucas ou nenhuma delas. Sou um saco de defeitos e, pra ser sincera, você também não faz exatamente o meu tipo. E você poderia pensar que eu estou dizendo isso tudo pra você ir embora - o que não deixa de ser verdade, mas tudo o que estou falando também é. Então, se você ainda não entendeu, eu vou te explicar pela última vez. Eu acordo de mau humor, com mau-hálito. Eu solto pum durante o sono, eu ronco durante o sono, eu babo durante o sono, eu rolo pela cama toda, eu arroto ao beber refrigerante, eu fico o final de semana sem depilar as axilas, eu nego esmolas aos pedintes, eu nego atenção às visitas, eu não atendo ligações quando não quero, eu deixo o arroz queimar, eu tiro meleca do nariz, eu fico despenteada parecendo uma bruxa ao acordar, eu falo palavrão, eu xingo quando me dá na telha, eu digo coisas feias até na cama, como chocolate pra depois reclamar que me dá espinhas, bebo café feito uma insana, compro coisas que não vou usar, adiciono pessoas com quem não quero contato, falo mal dos outros pelas costas, cuspo na rua, escarro no banheiro, tenho caspa, sou ruim de samba, sou ruim de qualquer dança, canto desafianada parecendo uma gralha morrendo e gosto, não escuto sua mpb, odeio todo mundo quando estou menstruada, quero morrer quando algo não certo, quero matar quando me criticam, não suporto que me digam que estou errada, sempre quero ter a razão, sempre quero ter a palavra final, gosto de descansar e fujo de ter trabalho, gasto à toa com futilidades, como bobagem, faço refeições fora de hora, sempre perco as chaves, ranco unha no dente, corto o cabelo com faca, uso arame farpado como fio dental, mastigo abelha pra sentir o gosto do mel no café da manhã, devoro o audácia dos arrogantes no almoço e como pipoca no jantar pra não pesar, eu sou bruta, tão bruta que não tolero apelidos carinhosos ou no diminutivo, não gosto de andar de mãos dadas, cafuné me tira do sério, rio quando vejo alguém se estabacar no chão, só curto piada desbocada, só bebo pra ficar de porre, nunca me batizei, nunca vou ao médico, tomo medicamentos por conta própria, falsifico atestados, furo fila, mato aula, perco tempo, detesto ler, aborreço pensar, poesia me dá ânsias, ciência me dá gases, tenho alergia a qualquer bicho, tenho alergia até a gente, não ando em igreja, não sei rezar, não costumo orar, sou mandona, possessiva, ciumenta, soberba, escandalosa, invejosa, fofoqueira, intrometida, cara-de-pau, maria-vai-com-as-outras, traíra, mentirosa, esfomeada, vivo com dívidas, não arrumo minha casa, só vivo pra comer e dormir, acordo de olhos inchados, durmo de olhos ainda mais inchados, beijo de olhos abertos, reclamo dos vizinhos, reclamo dos políticos em quem repito voto, perco oportunidades, tenho preguiça de passear, quando a lâmpada queima eu deixo dias seguidos, não pago o que devo, cobro juros abusivos, perco boletos, sumo no meio de reuniões, quebro promessas, presto falso testemunho, passo trotes, faço birra, faço pirraça, faça drama, faço complô, cozinho mal, aposto nos azarões, beijo mal, não sei esperar, sou preconceituosa, vivo de aparências, roubo doce de festa, pego emprestado e não devolvo, perco horários, acho defeito em tudo, puxo encrenca, falo o que penso, não meço consequências, sempre tenho segundas intenções, cometo imprudências no trânsito, atropelo penamentos e palavra, emporcalho a cidade, vandalizo patrimônio histórico, sonego imposto de renda, dou conselhos ruins, tenho tendências destrutivas, maqueio-me parecendo uma palhaça, meu português é capenga, minha matemática é sofrível, em geografia sou uma piada, piadas não sei contar e das tuas não rirei, de história ignoro tudo, não sei cuidar de crianças, nunca quis ter animais, não sei me fazer de boazinha, não sei elogiar quem não merece, não faço discurso vazio, não escuto conversa fiada, não paciência pra televisão, não entendo nem quero entender de informática, não ligo pra crises políticas, não sei escolher presentes, sou grossa com todos, sou cínica ao expor o que penso, sou irônica com gente burra, rebaixo quem se mete a besta, zombo de quem se diz perfeito, devoro quem tiver um pingo de fraqueza, torço pros vilões, venero as viloas, babo por grandes marcas, compro sempre o mais caro, procuro impressionar apesar de ser vazia, falo com quem não devo, amo quem não devo, a polícia deveria me prender, eu planejo vinganças terríveis, tenho paranóias e complexos insolúveis, não tive infância, não amadureci, meus sentimentos são uma arma, meus pensamentos são meus tormento, estar comigo é um castigo, eu puno os menores erros, eu exijo preferência em tudo, eu sublimo a opinião do outro, eu dispenso elogios, eu humilho quem dá cantadas, eu passo por cima dos outros pelos meus interesses, eu quebro orgulhos, eu rio de supostos conhecimentos, eu condeno superficiais salvações, bebo leite direto da embalagem, eu internamente abomino a fraqueza alheia perantes as situações, eu exijo muito dos outros e pouco de mim quando deveria ser o contrário, eu vejo culpa por todos os lados, eu julgo sem conhecer as coisas direito, eu me importo com as aparências e não com as consequências, aliás eu sou inconsequente, inconsequente e irresponsável, ninguém confie em mim, ninguém venha me pedir favores, não ousem desabafar pieguices comigo, só me preocupam os meus problemas, só sigo as minhas vontades, só faço aquilo que me agrada, só espero quando tenho esperança, só calo quando canso de atacar, os meus brios me governam, minha parcimônia é um filete de água, eu sou mesmo é exagerada, e não tenho medo de ser redundante, e não poupo ninguém de meus vícios, porque eu gosto mesmo é do que é errado, eu quero mais é ver o circo pegar fogo, eu chupo cana e assovio ao mesmo tempo, eu ponho é mais lenha na fogueira, eu gosto é de chutar o balde e o pau da barraca, e se alguém olhar feio eu engulo, cara feia pra mim é fome, muito choro pra mim é fingimento, castidade pra mim é demagogia, esperança é tolice, amor é uma ilusão, você é uma piada, seu olhar é um pedido de idolatria, essas carinhas que você faz são ridículas e nunca irão mexer comigo, eu gosto é de gente pior do que eu, que gente melhor já tem muito, e eu sou do tipo que não espera nada porque me cansei de me decepcionar, e sua filosofia barata de botequim nunca me convenceu, nada em você me convence, sua falsidade, seu cabelo perfeito, essa boca gostosa que você tem, tudo isso pra mim é bobagem, eu não dou um tostão por você nem por ninguém, nem você deveria dar um tostão pra mim, que não sou flor que se cheire, e inclusive estou te usando para inflar meu ego e te dar pouco em troca, e não terei piedade de você, e não tenho piedade é de ninguém, nem piedade nem amizade nem complacência nem indulgência nem nepotismo nem proseletismo nem carinho nem zelo nem confiança nem momentos-fofurinha nem verborragias nem caridade nem paciência nem educação nem cortesia nem empatia nem simpatia nem gratidão nem confiança cega nem confiança alguma nem cumplicidade nem companheirismo nem mesmo coleguismo nem sequer cortesia alguma nem meias-palavras nem segunda-chance nem consideração nem auxílio nem educação nem... eu falei educação? Pois educação é o que menos se deve esperar de mim. Educação e seriedade, porque eu não levo nada a sério. Agora mesmo, enquanto estamos aqui, você acha que estou levando algo disso a sério? Ninguém pode levar a sério, é impraticável acreditar que você esteja se envolvendo comigo, que queira estar junto de mim, ainda mais depois de eu ter lhe dito tanta verdade sobre mim, não é mesmo? Ah, mas eu já entendi! A coisa é que você não está acreditando em mim, achei que eu estou com brincadeira. Pois pra sua informação, eu sou desse jeitinho que lhe contei, tenho esses defeitos e outros muito mais. Eu já disse que sou competitiva? Não, né? Já notou que eu me acho mais linda do que realmente sou? Eu só ligo pra bobagens porque emoções são para os tolos, não para mim. E se você não reparou, eu sou muito é sórdida, venial, manipuladora, malévola, vil, problemática, exigente, auto-suficiente, praticamente uma deliquente, vândala, marginal, criminosa, vigarista, chantagista, agressiva, despudorada e impulsiva. Não tem lógica alguém achar que vai suportar por muito tempo isso, mas você insiste, e é o que eu não compreendo. Porque, afinal, eu não sou o seu modelo de perfeição, eu não sou a perfeição de ninguém, nem eu mesma gosto de mim, tem dias que eu não suporto estar perto de mim. Como é possível, então, que você queira isso pra si? Quer ficar junto de alguém complicada como eu? Você não tem nada melhor pra fazer, não? Não tem vida própria, por acaso? É masoquista? Toma remédio controlado? É sem-juízo, apenas? Eu não posso me responsabilizar por você, que eu não o faço nem por mim mesma. Você não tem juízo e eu sou ainda mais louca que você por me permitir ter ido tão longe, mas já chega, essa sandice tem que parar e você tem que enxergar a roubada em que está se metendo. Mas eu estou particularmente cansada demais pra me dar ao trabalho de te demover de algo que na verdade me agrada e muito, então se você realmente quiser ficar, fique. Não será problema meu. Você não pode lidar com isso tudo, mas se acha que pode, então tudo bem. E, pelo amor de Deus, para de me olhar desse jeito porque senão eu vou ter um troço aqui!</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Ovos quebrados</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2016/02/ovos-quebrados.html</link><pubDate>Thu, 25 Feb 2016 12:03:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-8245835352679716227</guid><description>A vida pode ser feia, bela ou linda. Pode ser complexa ou simples, fácil ou difícil, tudo depende das escolhas. Você tem medo, eu sei. Eu também tenho. Ou melhor: tive. Me cansei disso. Eu estou envelhecendo, você também. Não acha que está na hora de sermos felizes? Tudo isso, tudo o que passou, todas as nossas.. picuinhas. Vou dizer picuinhas, porque pra mim, não passam disso. Hoje mais claramente que naquela época. É que tem certas horas em que a cegueira vem e não podemos distinguir o que é certo e o que é errado. A gente simplesmente não enxerga. Mas agora, chega. Chega. Você também não acha que já foi o bastante? Já sofremos demais. Essa distância, as desilusões... as poesias sentidas, as canções chorosas... Pra quê precisamos disso? Não podemos simplesmente viver de ilibados idílios? Por que você ficava complicando tudo, toda vez? Teoria demais também mata o amor, sabia? Né que eu não te ame, se liga. Eu amo você, mas você tem defeitos. Defeitos dos quais precisa cuidar. Não é por mim, ou não apenas por mim, mas você vai se sentir mais leve quando se livrar de... de certas coisas. Olha pra mim. Não vê como eu estou tão diferente? A vida tem essa propriedade maravilhosa de nos ensinar coisas mesmo quando não queremos. E... bom, eu espera que você realmente cresça. Você também mudou muito nos últimos tempos, amadureceu, tornou-se forte, inteligente, capaz de se entregar. Mas não é disso que estou falando. Você me entende, que eu sei. Eu te aceito como você é e estaria aqui pra entregar tudo em teu nome, só pra ter um sorriso teu, só pra ver tua alegria. Mas não quero desse jeito. Eu quero que você sinta que pode ser capaz disso. A gente vai lá, não se preocupa. Mas não estou dizendo que será hoje, nem semana que vem, nem mês que vem. Eu quero muito ir, mas é preciso termos calma. Você tem seu tempo, eu tenho o meu. Eu me abro e te espero, e entendo que você quer vir, mas ainda não podemos. Faça o que tem que ser feito. A gente pode simplesmente se amar como tem que se amar. Não nascemos para vivermos lado a lado? Não nascemos para nos amar para todo o sempre e nos fazermos crescer? Pois então! Então, rsrs, então lhe digo eu: então há ainda algo que nos impede de tomar posse, de arrogar a nossa felicidade prometida e mereceida. Nós já sofremos muito... acho que é preciso ter essa coragem e fazer de uma vez. Pode ser eu, pode ser você, mas eu só vou pra lá depois que alguém fizer isso. Porque... você está me entendendo? Isso não pode continuar assim para sempre!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu quero muito te amar, me deitar com você, acariciar seu rosto, deixar o tempo correr... Temos dinheiro para isso. Temos a cabeça fresca, mas até agora, não pudemos gozar tudo o que nos é reservado. Sei que pode ter parecido que sim, mas foi pouco. E o que vamos viver vai valer toda uma vida de misérias, angústias, saudades, ciúmes, disputas, reflexões, críticas, sofrimentos fúteis, dores que poderiam ser evitadas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você sabe o que eu penso. Isto é, sabe como eu penso. Não sou cruel, não desejo o mal de ninguém, eu luto é pelo nosso bem, pela nossa felicidade. E infelizmente, só seremos plenamente felizes quando isso for feito. Talvez a vida tenha me feito secar, mas os sentimentos que estão aqui guardados, abaixo de toda essa casca ao meu redor, ainda são os meus, puros e castos como quando você me conheceu. Mas alguns ovos precisam ser quebrados para se fazer uma omelete. Eu quero que você quebre esse ovo. Chega de misericórdia e de lágrimas. As próximas serão só as de felicidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espera, eu já volto. Daqui a pouco eu me deito, mas olha só isso. Eu não te disse que estava nesta gaveta todo esse tempo? Aqui, toma. Segura! Para de ter medo. Você quer isso ou não quer? Eu sei que quer tanto quanto eu. Chega de piedade, estamos nos ridicularizando cada vez que voltamos atrás. Isso precisa ser feito, não é precisa? Segura assim, ó. Quando chegar a hora certa, você saberá o que fazer e como usar. É até simples, na verdade. Não tem muito segredo. Você segura assim, depois faz desse jeito. Será bem simples. Quando isso terminar, você não vai nem acreditar no quando estava tornando isso desnecessariamente complexo. E aí, nós estaremos livres. Vamos sair de lá olhando apenas para o futuro. O carro estará lá, a porta aberta. Mas não quero fazer isso só. Você vem comigo, não vem? Você me ama? Mesmo? Quanto? E meu amor - nosso amor - não te dá a coragem de que precisa? O amor nos faz vencer os medos. Eu não vou te condenar e você não vai me condenar. Nós nos amamos e será lindo, faremos isso por amor. Vai dar tudo certo. Vai ser a nossa liberdade. Você vai fazer? Ótimo.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>CID</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2015/04/cid.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2015 10:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6279212023831276646</guid><description>Relatório médico ilegível, só o código do CID pode dizer o que ela tinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tinha ou tem? Não sei. Estava puxando demais, trabalhando demais, exigindo demais de si mesma. Deve ter tido uma fadiga, um stress, um.. um troço. Pode até estar morta a uma hora dessas. Hahahaha. Me desculpe a crueldade, mas eu preciso te falar a verdade, não é? Ou você não quer saber de tudo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela está lá, se ainda estiver viva. Você poderia ir visitá-la, mas não acho uma boa idéia, não. Se eu puder te dar um conselho, deixa pra lá. Se ela já está pra morrer mesmo, deixa morrer. O que você vai ganhar se preocupando? Você tem sua própria vida, não depende dela, ela não está te dando nada, não vale a pena passar nem mesmo uma noite em claro. Calma, na moral, eu só estou falando o que eu penso. É por amizade a você que eu te digo a verdade do que eu penso. A gente não pode salvar todo mundo. Let it go, let it be. Ela não precisa disso, de sua preocupação. Isso não vai ajudá-la a melhorar mais rápido, se ainda estiver viva. Aliás, nada vai, você não tem muito o que fazer. Não vai adiantar estar perto. É, você nem mesmo pode estar perto, você não pode nada. É triste que ela esteja sozinha numa hora dessas, não é? Mas deixa, foi o caminho que ela mesma escolheu, ninguém pode fazer nada. Deixa ela se virar, no final, acaba tudo sendo como tem que ser mesmo. Quem é você pra fazer alguma coisa? Nem heroísmo nem piedade, nem amor nem amizade, nem nada, na verdade, faz tanta diferença assim. Quando chega a hora, chega a hora, não tem muito porque você ficar assim, não adianta querer estar perto, vai por mim. Eu já te disse, não já? É trabalho perdido o teu. A gente tem que se preocupar é com quem está aqui ainda, com quem está vivo, e deixa os outros pra lá, cada um sabe de si. Ela não decidiu ir? Ninguém obrigou. Pois pronto! Ninguém aqui é criança, não. Você sabe que eu tenho razão. E no fundo… não, nada. Sei lá, é só que… no fundo, você não quer participar disso. Sua bondade não pode ser desintencionada assim. Você não teve essa santidade antes, por que teria agora? Você quer ir, vá. Você sabe dos riscos que vai correr. Sei nem se ela vai querer te ver, quando acordar. Você também não esteve por perto quando ela precisou. O que você quer agora? Recuperar o tempo perdido? Retomar a coisa de onde parou? Remoer os velhos ziguezagues? Sai dessa. Ela tomou uma decisão. Meio suicida, eu concordo, mas tomou, e a gente deixou, não foi? Se ainda fosse antes, eu era a primeira pessoa a correr lá pra ajudar, mas ela não quer mais ajuda de ninguém, quer mais é nada. Está bancando a fortinha, a independente? Ótimo, ela que se vire só. Eu falei dos riscos, da responsabilidade, das consequências, das perdas inevitáveis, você também. E agora está aí, vai e não vai, morre e não morre. Eu quero mais é sossega pra minha cabeça. E tem mais, vou lhe dizer logo: ela já estava morta antes de morrer. Não adianta ficar com raiva, você já entendeu que bem pode ser verdade que ela tenha morrido. Defunta e pronto. Vai deixar nada, só lembranças, e mesmo assim, em pouca gente, que nem era todo mundo aqui que gostava dela. Tanto que ninguém correu a ajudar semana passada, e não vão agora também. Lá é uma terra de gente má, você sabe. Agora, enxuga essas lágrimas e vamos comer, por favor. Eu me cansei disso tudo.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Cachorro, rato, barata</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2015/04/cachorro-rato-barato.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2015 10:22:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6780659608199406522</guid><description>&lt;se a="" atualizar="" barra="" clique="" de="" em="" endere="" enxergando="" estiver="" gina="" mensagem="" n="" na="" navegador.="" o="" os="" p="" seu="" voc=""&gt;Cachorro, rato, barata. Cachorra, pessoa, cobra, verme, minhoca. Que sou eu? Um ser humano? Um bicho? Uma escrava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho o direito de pensar, nem de agir, tampouco de reagir. Não posso ser, apenas fingir. Fingir que sou a rainha. Rainha? Rainha de quê? A rainha nua? Só se for! A rainha obrigada. Me perguntaram se eu queria esse reinado? Perguntaram nada. Isso é reinado? Ham!, isso nem é vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai de mim se discordar! Sou uma exilada de minha própria vida, fugida de mim, desde que tomaram conta de mim. Tentei fugir, mas não houve jeito. Houve súplicas, ameaças, e um certo despotismo disfarçado de poesia. Era música o que eu ouvia? Não, era um decreto de um dono, rei, imperador. Era valsa o que eu dançava? Não, era um carrossel hipnótico, uma espiral para baixo, um pião girando, e eu, brinqueda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu cansei deste faz-de-conta, desta noite sem fim. Me erguerei, farei passeata, farei protesto, serei black block. Agora eu serei a heroína. Motim, golpe de estado, revolução: serei dona de minha própria vida. Chega de Valsinha, de Chico, de João e Maria, de ditadura, de mentira, de ser criança e inocente. Chega de ser cachorro, rato, barata.&lt;/se&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Depois da partida</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2015/01/depois-da-partida.html</link><pubDate>Sun, 18 Jan 2015 11:14:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-1822920226970203996</guid><description>Ok, ela já foi, podemos voltar. Mas isso vai ser muito interessante. Eles achavam que isso seria suficiente pra acalmar a fúria do dragão. Rsrsrs. Mais do que isso, achavam que o problema era apenas a chefona, mas tem coisa bem maior por trás disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cara, eu chego a ter pena dessa garota.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pena? Por quê? O mundo é assim mesmo, ela deveria saber onde estava pisando. Bobeou, dançou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vai dizer que você não sente nem um pouco de remorso?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Remorso? Não, não sinto não. Ela é uma guria legal, eu gostei dela. Nesses meses, pude ver que ela tem qualidades, tem muitas coisas que fizeram a mulher lá gostar dela, mas o que que eu posso fazer? Os morcegos se alimentam é de sangue, rapaz. Você está com peninha, é? Sossegue que os anos de lida vão te fazer mudar essa cabecinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não senhor, não se preocupe. Vixe! Logo eu, me meter a besta de abrir o bico? Eu não, que eu não sou doido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rum, sei. Então vamos embora logo, buscar nosso quinhão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É, demorou pra vir mesmo.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Cuide disso de uma vez, Roberto. Isso já foi longe demais.</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2015/01/cuide-disso-de-uma-vez-roberto-isso-ja.html</link><pubDate>Sun, 18 Jan 2015 11:04:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-56605766294426465</guid><description>Cuide disso de uma vez, Roberto. Isso já foi longe demais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Silêncio. Isso é tudo o que eu preciso agora. Preciso que você saia, agora. Me deixa sozinho, pra ver o que eu vou fazer com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece fácil quando se olha de longe, mas isso não é literatura, não é fácil, não é belo, não é prazeroso, não é mágico ou qualquer coisa assim. Não caia nas armadilhas que plantam por aí, não é simples. Se fosse, seria sempre tudo muito bonito, mas raramente o é. Você é uma criança ainda, não compreende nada disso. Isso tudo está muito além da sua parca compreensão. Eu amo você, mas é inegável que você não poderá me acompanhar. Você ainda tem muito o que aprender, e eu temo que não venha a ter o tempo ou a perspicácia suficiente. De qualquer forma, eu precisarei ir e terei que te deixar aqui. Por algum tempo, estará sozinha e se sentirá mais só do que estará, mas fique tranquila, isso vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem os seus créditos, claro; fez coisas muito importantes por aqui, mas você não é imprescindível, e é preciso que você vá. Sentiremos sua falta, e... principalmente eu. Mas só vou chorar por agora. Eu nem precisava estar chorando, porque eu já havia me preparado pra esse momento. Você, não. Você é quem deveria chorar, mas você não chora. Por dentro, deve estar tão machucada quanto eu, mas é assim mesmo, eles são todos uns falsos e se você ficar, será pior. Te sugarão até você morrer. E se você demorar, te empurrão de um metafórico penhasco, pra que você morra de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei disso também. Mas eu ainda preciso desse silêncio. Daqui a pouco vou falar com você, mas essa é a minha jornada. E eu duvido que você compreenda isso plenamente - quer saber? Dane-se! Você não pode entrar e pronto, me deixa em paz. Amor não é sinônimo de pegajosidade, tenha paciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos... Uma história de amor, de emprego, casa, trabalho, estudo, balé, secrataria, telefonemas, recepção... O que eles querem, afinal? Não pode ser só isso, não faria sentido. Morte? Por que eles a querem morta? Droga... é só isso. Essa parte nós já sabíamos, mas vacilamos em ter descartado tão cedo. Portanto, é inevitável que você pegue um vôo para Buenos Aires, e vá falar com Alice. E o pior é que não temos como avisá-la de sua chegada. Bom, se você não a encontrar, saberá procurá-la. Nesta bolsa tem dinheiro suficiente pra você roda toda a argentina atrás daquela paranóica. Não, não preciso que você opine, eu só estou falando, você sabe como eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos... Uma história de amor, de música... era uma vez uma banda que se desfez muito prematuramente, pois cada um teve que tomar seu próprio rumo, indo morar em cidades diferentes, por motivos diferentes. Me fala a verdade, o que foi que aconteceu lá? Eu devo acreditar no que você já me disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bondade... não haverá bondade alguma. Mas já sabíamos disso, não é verdade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ok, você não quer fazer igual ao que você viu antes, mas eles não querem nada diferente disso, então acho que você deveria rever suas expectativas e... e perspectivas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu voltei só pra te dar um último beijo, antes de você ir.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Provavelmente ela não se deu conta de que foi nosso melhor beijo. Ela estava abalada demais com a partida pra perceber qualquer coisa, era só lágrimas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então? Você cuidou de tudo? Como foi? Ah, é? Tudo bem, eu já esperava que não viesse a ser fácil pra você, mas estou orgulhosa de você. Agora vamos poder recomeçar tudo, de onde paramos, rever nossas falhas, entrar nos eixos. Sem cobranças mais, dessa vez todos vamos nos ouvir.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Convidamos a</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/convidamos-a.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 10:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6851547112374642358</guid><description>Deus criou os céus e o mundo e dividiu as águas e terra em seis dias. Depois disso, e apenas depois disso, meus filhos, Deus colocou o ser humano na terra. O homem veio depois para que pudesse desfrutar das maravilhas da criação, para que pudesse, por meio de sua alegria, se aproximar de Deus. Assim, homem e mulher devem caminhar juntos, trilhando o maravilhoso caminho da criação que anseia pelo amor de seu criador. Mas a vida humana não é feita apenas de delícias. Nosso senhor também colocou pedras em nossos caminhos, espinhos em nossas rosas, para que, sabendo-lhe a dor, possamos valorizar o prazer. Meus filhos, não pensem que o casamento é apenas um mar de pétalas de rosas. Não, ele é também um mar de espinhos, como deve ser uma rosa completa, com sua cor e o seu perfume. Mas Deus, que nunca nos desempara, além de estar sempre conosco, nos põe ao lado da pessoa que mais nos amará e ajudará em nossos momentos de dor, de fraqueza, de humanidade, de humana fraqueza. Que vocês possam conservar consigo o amor de Deus em vossos corações nas horas de angústia, e assim, consolar a quem lhes consola, amar a quem lhes ama, perdoar a quem lhes perdoará. Lembrem que o amor que vocês sentem é apenas um reflexo do amor de Deus, uma pequena gota do amor do nosso senhor, e que esse amor será sempre suficiente para manter a vossa chama de fé acesa, desde que estejam sempre com a cabeça erguida e os olhos abertos. Dessa forma é que aquilo que Deus une nunca pode ser separado pelos homens. Os sentimentos que habitam em Deus, esses são eternos, e o laço que hoje será atado é uma continuação deste amor divino, manso e humilde, sincero e casto, mas também verdadeiro a ponto de oferecer a verdade quando ela for necessária, oferecer a mão, mas também a palavra direta, quando esta for neces--&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não, eu não sou essa boa samaritana. Aquela é outra, eu sou diferente. Eu sou apenas uma convidada, entre muitos convidados. Afinal de contas, isso aqui não é sobre mim, nunca foi, nunca será. O meu lugar não é aqui, mas mesmo assim, eu amo a mulher que está ali se casando. Ela me ajudou muito nas horas mais difíceis e eu devo muito a ela, tanto que nem mesmo desejando toda a felicidade do mundo eu poderia pagar. Se eu e--&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oi! Achei que você não viria! É, eu estava fora quando recebi o convite, mas eu precisava vir te ver chorar e te dar um abraço. Você veio só por mim? Sim, eu não podia perder a chance de te desejar --&amp;nbsp; Mas eu fiquei sabendo que é muito perigoso, por q--&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aí, cara? E aí, beleza? 'Cê num bebe não? Dificilmente, sabe como é. Mas bebei e comei, hoje é dia de comemorarmos. À morte de quem?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morta. Não tem mais jeito. Ela está morta. Foi terrível, ninguém esperava. Acho que até agora ninguém conseguiu entender como foi que isso aconteceu. Estava tudo indo tão bem! Ela estava tão feliz! Sinceramente, eu não acho justo. Uma pessoa tão boa, que não fazia mal a ninguém, acabar desse jeito. Logo agora que ela estava realizando tantas conquistas, tanta coisa. Estava acontecendo muita coisa boa pra ela, e agora acaba assim, morta, de repente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hahaha. Eu nunca faria isso, estava apenas brincando. É que ultimamente ando com esse senso de humor mórbido, sabe?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desgraçada! Você roubou tudo o que eu tinha e isso eu nunca vou perdoar! Você tomou tudo o que era meu, tudo aquilo pelo que lutei anos seguidos. Você destruiu os meus sonhos, destruiu o minha vida, o meu futuro, o meu mundo. Eu não tenho mais nada, eu não posso viver assim. Você não sabe o tamanho da dor que eu estou sentindo, mas você vai saber, você tem que saber, porque não é justo que você saia impune de tantos crimes, sua vil! Você é uma pessoa extremamente baixa, imoral, sem um pingo de escrúpulos, e ainda assim acha que vai se dar bem? Pois não comigo! Não comigo! Você irá me pagar tim-tim por tim-tim tudo o que me fez nestes últimos anos, nem que eu tenha que cobrar à força!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O meu mundo parou. Eu n--&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--sta união, que fale agora ou cale-se para sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oi, boa tarde. O que você tem de mais forte aí pra enxaqueca?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Plano B</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/plano-b.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 09:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-5592419788017906943</guid><description>Você resolveu esquecer, mas eu não. Eu não tenho mais paz, não tenho mais chão nem paciência. O ar parece me faltar - eu tenho medo de morrer de verdade. Morrer vítima da verdade. Testigo verum. Truth victime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Preocupe-se. Aliás, preocupe-se muito. Isso não vai acabar tão sendo. Não são apenas contas a acertar, é um gigante que foi despertado. São todos magnatas, com todo o dinheiro e poder para te esmagar e o farão, tão logo sintam que você os incomoda de qualquer que seja a forma. Se você tiver um lugar seguro onde se esconder, recomendo que vá para lá o mais breve possível e espere a poeirar baixar por aqui, porque o bicho vai pegar. Quando as coisas sossegarem por aqui, eu te enviarei notícias. Enquanto isso, faz o que eu te digo e protege tua vida. Guarde suas forças para a hora da batalha decisiva. Nesse meio tempo, ignora os alarmes, os sons das bombas, as metáforas obscuras, o alarido, os cães farejadores, a perseguição desenfreada, os recursos cada vez mais escassos, a falta de outros combatentes viris, e se concentra só na tua elevação, nos teus objetivos, na quantificação dos dados, no estudo das coisas terrenas e freqüentes, de forma fenomenolológica e faz uma Aufklärung. Tem um sistema de coisas que precisa de você, mas de você com vida e saúde e energia, não em pedaços, com a morte pairando como urubu sobre teu cadáver em qualquer sargeta ou campo de batalha de xadrez. Avisa aos outros - ou melhor, não avisa ninguém. Sai de fininho, na calada da noite, enquanto ainda é seguro, porque eles vêm como ladrões, sem hora avisada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É difícil dizer quem é o certo e quem é o errado. Num segundo momento, poderemos discutir culpas, não é meu objetivo aqui. O que eu realmente quero é que vocês canalize vossa interior em direção às suas mãos, e estendam-nas a seus parceiros. Ao terceiro toque, voltem para seus parceiros. Relaxem, deixe a música fluir de seus poros. Libertem-se de si mesmo, abram-para encontrar o outro e encontrar a si mesmo. Lembrem-se: seu parceiro é seu refúgio. Busquem o vosso refúgio na hora da necessidade e o encontrarão. Agora, toquem a palma de seus parceiros. Isso. Respirem fundo. Lembrem-se de que a respiração é tudo, é deixar flui, é o fluxo da energia. Deixem que a energia penetre em vossos corações e compartilhem esse bem-estar com o vosso parceiro. </description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Novela mexicana</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/novela-mexicana.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 09:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6749206065136018123</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Lava-se a
roupa e pensa-se em amor. Amor em muitos sentidos: tanto o substantivo
abstrativo quando o verbo intransitivo. Ah, e no Pablo Neruda, falando de lavar
roupas... ê, Neruda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Não sou
poeta como você. Quem dera fosse! Escreveria um monte de coisas pra te mostrar
como você me faz sentir, como tem feito diferença pra mim. Mas nem todos são
como você. Olha, a vida me enrijeceu, me colocou cascas, como uma cebola, eu
sou hoje uma cebola: muita casca e não chora, só faz chorar. E o silêncio agora
também faz parte de mim. Eu não quero mais dizer nada, eu me cansei de todas as
palavras, me cansei de elas não serem levadas em conta, eu só quero me sentar e
calar e ver a bagaceira rolar. Se eu fizesse poesia, você acharia bonito, mas
como nem tenho outro jeito de dizer, não usarei meias palavras: a verdade é que
me importo muito com você, muito mesmo. Não é só que voc~e me faça bem, é que
eu aprendi a me preocupar com você, a pensar em você, a me importar, de forma
que hoje faz muita diferença... quer dizer: você faz muita diferença. Eu
gostaria de dizer coisas bonitas pra te convencer, mas não sei como. Olha, eu
não quero você vá. Eu me afeiçoei tanto a você, eu estou te amando, e acho que
seria bom para todos se você ficasse. Ao menos por um tempo, enquanto as coisas
se ajeitam, só pra vermos como tudo vai ficando... enfim, fique um pouco mais.
Eu fiz um prato que você adora. Adivinha o quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Certo,
certo, vamos à sinceridade. Eu parei. Eu não ficarei mais insistindo nessas
coisas que não dão certo. Trás muita frustração e pouco dinheiro. A gente
energia demais, se desperdiça à toa, endoida, e depois fica a ver navios, fica
tendo que se alegrar com o pouco, fingindo que é muito, supondo que é o
bastante, mas não é. Eu tentei, juto, eu caí de boca, eu investi pesado, doei
meu tempo, meu suor e meu sangue. Tive algumas recompensas e algumas
frustrações, não me arrependo, mas preciso parar. É melhor do que ficarme
vitimando pelo destinado que assumi ou me assumiram, então é melhor sair dessa,
se não vai levar a nada. Eu não tenho mais condições, eu quero voltar. Você
aceita?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Olha, é um
lugar horrível, você nem queira pensar. Todos querem morder todos, é um
oroboros, cobra comendo cobra. Às vezes me arrependo de ter entrado, mas já
entrei. Todo mundo pensa que vai ser um mar de rosas, não é? Mas só quem está
dentro sabe o que se passa. E não se engane, pensando que é isso é porque estou
com alguma expectativa frustrada, porque eu não estou, estou até bem, estou
conseguindo realizar tudo a que me propus. Mas a duras penas, sabe? Você pensa
uma coisa e a realidade é outra. Então, se você é feliz assim, continue feliz,
goze muito, não queira beber da enxurrada, o sistema é bruto, a chapa é quente,
o bagulho é louco, o clima é neurótico, é uma piração total. É um loucurinha
boa, também, mas não vale a pena. Se você confia em mim, se acredita que só
penso no melhor pra vocÊ, que só busco isso, não venha. Eles não vão pegar leve
com você, se você vier. Aliás, sendo você, pegarão é pesado, muito pesado. Nós
já discutimos isso antes, mas agora estou usando de toda franqueza. Antes, eu
achava que você entenderia, mas ou não passei clareza ou você não levou a
sério, mas não entre nessa jogada. Quando o sol se põe, você cai de exaustão,
achando que vai morrer, e todo dia é assim. E o pior é que pode morrer mesmo, a
qualquer hora. É isso?, é essa vida que você tá querendo levar? Tome tento,
ora! Você acha que é melhor, que vai conseguir se dar bem? Eu estou te
avisando: não tem nada de feérico. Não compre gato por lebre, fique por aí
mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Então, no
final das contas, decidi aceitar. Me deram tudo, me prometeram o céu, e eu tive
todo o apoio necessário. E quanto a você, talvez seja a quem eu mais tenho que
agredecer, porque você tornou isso possível, me apoiando, me incentivando, não
deixando eu perder o foco. A minha gratidão será eterna, uma dívida impagável.
Você merece tudo de melhor da vida, hoje eu vejo que eu me enganei sobre você,
fiz mal juízo. Me desculpa por tudo, tá? Sei que já brigamos muito, já fomos
parar até no hospital, no necrotério, mas agora isso tudo é passado. Eu estou
afim de esquecer, e se Deus quiser, vamos continuar sempre assim como estamos,
e cada vez melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;O quê? Então
é assim? Ok, mas saiba que de agora em diante, você morreu pra mim. Eu achei
que você era totalmente diferente, mas agora vejo como a gente se engana com
relação às pessoas. Mas eu não sou de ferro, tudo tem limite. Você sabia das
conseqüências,&amp;nbsp; você mergulhou, então, me
esquece, nós acabamos por aqui. E se você tiver alguma coisa nova pra falar,
que eu ainda não ouvi, diga agora, porque eu não tenho mais nada pra te dizer.
Nem voltarei a olhar pra tua cara. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Você não tem
piedade de mim. Acha que eu fiz de propósito, que eu sabia o que aconteceria.
Acha que eu queria ter tudo, mas não era bem assim. Eu só fiz o que minha
natureza mandou, e se é errado ser assim, então me desculpe por ser, mas eu não
tenho o que fazer. Eu não vou mudar, eu não quero. Eu posso arcar com as
conseqüencias, mas você - justo você! Você deveria ter mais coração! Mas agora
eu vejo que eu não significo nada pra você, você nunca se importou de verdade,
apenas me usou. Você usa todo mundo. Eu nem sei quem você é de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Você não tem
piedade de mim. É isso que gosto em você. a sua crueza me agrada, porque sei
que é o que você pensa no fundo. Se você está dizendo, então tudo bem. É assim:
se você disser que o céu é vermelho, eu acreditarei. Eu posso não entender
como, mas que ele é vermelho, é. Você pode continuar assim, isso só me faz bem.
Eu nunca precisei da sua piedade, mesmo. Eu sou forte, sei viver sem isso.
Aliás, é justamente o contrário o que eu preciso. Você pode ficar, se você
quiser. Eu adorarei ter a sua compania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Eu vim
porque não tinha pra onde ir. E eu lembrei que só você me estendeu a mão,
quando precisei, antes. Eu sei que já tivemos melhores momentos, mas eu não
tenho onde ficar. Eu não tenho mais ninguém. Me aceita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Pára, assim
você vai me fazer chorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>   Dejà-vú noir</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/deja-vu-noir.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 08:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-5535978372484197171</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;E quando eu
não te condenar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;É que eu já
não me importo mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas tu que é
minha vida e paz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Desejo pura
sem sinais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Desejo não
ter que culpar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Embora
tenhas sido audaz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Se o tempo
então voltasse atrás&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;E os passos
desfazendo o andar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Teria eu
estado lá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Teria eu
dito ao menos ai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Seria um
dejà-vú noir?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Iria não ter
forças pra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Sentir bem
menos que hoje? Ah...!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Seria um
deà-vú noir!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Domingo no parque</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/domingo-no-parque.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 08:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-3058503331028160285</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;1. Antônia senta-se
na praça e apoia-se no banco com as duas mãos para trás. Ela parece relaxada,
chega a fechar os olhos, talvez para melhor sentir o sol no rosto. De vez em
quando olha no relógio, mas não parece preocupada com a hora; é como se fosse um
hábito. Chama um vendedor de&amp;nbsp; picolés
(ela parece gostar muito de picolé) e compra dois. Uma criança mal-vestida e
pobre passa com a mãe, ela dá o picolé à criança, diz alguma coisa à mulher,
que lhe aperta a mão e passa. Hoje ela não tira caderninho ou caneta da bolsa,
apenas se senta e cruza as pernas. Parece cantar. Brinca com folhas da árvore
ao lado caídas no banco. Por um momento, parece dormir. Tão despreocupada
assim, não seria de admirar que cochilasse. Ao lado, uma discussão entre dois
homens se inicia, mas ela apenas vira a cabeça pra olhar e logo volta a se
concentrar em seus pensamentos, a cabeça abaixada, as mãos no colo. Mexe no
cabelo que o vento forte desarruma, mas não parece preocupada em caprichar. Um
idoso chega, senta ao seu lado e tenta puxar assunto, mas ela não o conhece,
não lhe dá muita atenção; logo outro velho chega, conversam em voz alta, ela
parece se incomodar, mas os homens saem. Um inseto a pica. Mexe na bolsa e tira
dela um repelente; depois de passá-lo, ajeita o cachecol (ou será lenço)? Não
parece estar esperando ninguém. Se espreguiça, tentando disfarçar. Procura com
os olhos o homem do sorvete, depois fica olhando-o. Em seguida, pega a bolsa,
se levanta e sai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;2. Às vezes
desejamos certas coisas que, quando realizadas,vemos que não são bem o que
desejamos. Achoque comigo foi assim. Uma decepção. Não uma decepção, mais
uma... eu já estava esperando, eu torcia, mas sabia que podia não ser tão bom.
No fundo, eu sabia. Quer dizer, achava. Mas a gente tem que arriscar, afinal.
É... não me arrependo de ter arriscado, foi até bom. Se eu não tivesse
arriscado, nunca saberia, ia passar a vida me perguntando. É melhor viver que
ficar pensando, mas quando as experiências não são tão boas quanto na idéia da
gente. Se bem que tem coisas que são. Esse emprego novo, por exemplo... era
tudo que eu precisava. Atévoltei a sentir meus pés formigarem, isso sim é
prazer, sim senhora! Ê, coisa boa! E aposto que nem tem a ver com o prazer, no
fim das contas, deve ser psicológico, como dizem, a... carga mental? Como é que
diz? O arquétipo, a representação, é isso: é mais o que significa pra mim.
Estou me realizando, rsrs, como se eu tivesse um potencial, e ele tivesse que
inevitavelmente ser despertado - e desejadamente. Acho que já vivi muito pra
saber o que é certo e o que é errado, o que é bom ou não, e o que vale a pena.
Mas se eu não vivesse, ficaria desejando ter tentado, me perguntando como
seria. Como Deus é bom comigo por me deixar errar - obrigada, Deus! - e como eu
sou... má. Má, por ficar me torturando, má comigo mesma, e isso é o pior de
tudo, porque ninguém pode me defender, é até injusto, e eu preciso começar a
ser justa comigo mesma... admitir meus desejos... admitir essa sede, ai que
sede! deve ter sido o picolé, mas tava tão gostoso, se eu chupar outro ficarei
com mais sede? cadê o vendedor, ah... tá muito longe. Sinal de que o outro
picolé não era pra mim, mesmo. Mas também, um, dois, tanto faz, todos são picolés,
são unos, um já é o bastante mesmo. Taí, estou aprendendo a me contentar. Deve
ser porque eu vivia buscando... mas tem certas coisas que não estão dentro da
gente, no fim das contas. Nem tudo pode ser buscado dentro de nós mesmos. Já me
esqueci do que eu tava pensando antes do picolé. Melhor eu aviar e ir-me embora
logo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;3. Que será que ela
está fazendo agora? Eu não devia ficar me preocupando, ela já é bem grandinha,
mas eu me preocupo. Ah!, eu sou mesmo assim e pronto! E também, é preciso: quem
sabe onde ela está agora? Se metendo em confusões do barulho, conhecendo gente
nova e perigosa, lamentando talvez - coitada! Deve estar sozinha agora! Vendo
televisão, na certa! Se entediando mais do que eu - eu me entedio porque fico
me preocupando à toa, é que nem novela, se eu vivesse a minha vida, não iria
ficar me preocupando com a vida alheia. Se bem que ela tem juízo. E alguma
maturidade, também, ela tem. Quanto será que ela está pagando? Se ela estiver
tendo problemas com dinheiro, não vai dizer nada, é orgulhosa, vai descobrir
uma maneira, ela sempre descobre, eu já saquei como ela é, quando decide, vai
fundo. Talvez eu devesse ligar pra ela. Ou não, melhor deixar ela viver em paz,
ela que me ligue, se quiser. Se bem que já era hora, ela já devia ter ligado.
Mas tudo bem, deve estar ocupada. E isso é bom, não é? Quer dizer, ela deve
estar se ocupando muito, deve estar correndo de um lado pro outro, sem tempo,
aposto que nem tem tempo pra descansar. Coitada! Ela precisa de um descanso,
trabalha demais... não sei como agüenta, e não sei pra quê, não se enrica
trabalhando mesmo. Se bem que ela tem seus motivos. Vai morrer de estafa, um
dia! Eu podia cozinhar uma massa pra gente, ligar pra ela, pra ver se ela tira
um tempinho pra relaxar, será que anda comendo direito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>De longe</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/de-longe.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 07:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-3966946117975403</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Espera, eu quero
escutar o que estão falando, então, não diz nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas não estamos muito
longe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Um pouco, mas se nos
calarmos, podemos conseguir escutar. Não custa nada a gente tentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas nada disso é da
nossa conta... deixa discutirem, não conhecemos ninguém mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas ouvi algo que me
chamou atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;O quê?, um nome?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;É, um nome. Acho que
é o nome da mulher que está de pé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;E o que você acha?
Acha que pode ser ela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Não sei, mas é bom
descobrirmos logo. Se for ela, será interessante ver no que é que isso vai dar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Você ouviu o nome
dela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Acho que sim...
parece que é ela mesmo. Olha o jeito dela se vestir, e de gesticular. Não há
dúvida. Daqui, não tem outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Não sei, acho que
você pode estar se enganando. As pessoas são muito parecidas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas tem que ser ela!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Você é que está
querendo que seja ela! E não é porque isso que vai ser. Vamos esperar virar
para cá, e talvez descubramos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;É, isso. Xi...! Ela
está vindo pra cá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Você acha que ela
ouviu algo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Duvido muito. Acho
que nem percebeu que estávamos conversando. E acho melhor a gente se separar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Certo. Mas antes
disso, você viu quem ficou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Vi, mas depois a
gente fala. Se liga!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Branca de Neve</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/branca-de-neve.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 07:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-8655801715511945789</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Espelho,
espelho meu... Diga: você sabe quem é essa tal de Branca de Neve, que os
camponeses dizem ser mais bela que eu?Mas, o que ela tem, afinal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;É
pálida, é morta, é mole, é tíbia, sua voz é frágil, seu olhar é doce, suas mãos
são frias, seus pés são leves, seus cabelos são curtos, suas faces são
respingadas, sua boca é móvel, sua carne é macia, seu andar é incerto, seus
quadris são níveos, seus braços são finos, seus músculos não têm firmeza, ela
não come por prazer, ela não ergue o olhar,ela obedece ao que ouve, ela diminui
o passo, ela se concentra no detalhe desnecessário, ela tinge o inatingível,
ela corre sem respirar, ela não perde a calma quando deve, ela não sabe pisar
forte, ela não impressiona, ela não compra, não vende, não cobra lucros, não
espera respostas, não deseja vantagens, não insiste em perguntas, não quebra as
regras, não esconde as cartas, não faz cara de pôquer, não fecha os olhos, não
dorme tarde, não sabe beber, não sabe amar, não sabe arranhar, não sabe sorver,
é fraca para desejar, é tímida para pedir, é fácil para implorar, é feita para
agradecer, é clara quando toca-lhe o sol, não sabe se esconder quando a noite cai,
reflete a parca luz que as estrelas trazem, não guarda um sorriso para a hora
apropriada, não rouba, não mente, não assalta, não finge, não se decepciona,
não tira conclusões apressadas, não cobra, não range, não rosna, não manda, não
cheira, não prova, não toca, não olha, não percebe, não faz truques, não sabe
temer, não sabe fugir, não sabe estacar, não bate o pé, não teima, não pirraça,
não grita, não xinga, não chora, não se surpreende, não odeia, não cospe, não
humilha, não sabe dar esmolas, não sabe quando chega a hora, não tem o torpor,
não tem a carícia selvagem, não tem um final, não tem um seio farto, não
prefere nenhum prato, não espirra, não tem mau-hálito matinal, não baba, não se
despenteia, não sabe apertar, não sabe pressionar, não sabe ameaçar, nem
intimidar,&amp;nbsp; não sabe se impor, não
esquece objetos, não bate ou tropeça, não deixa nada cair, não erra ao se
vestir, não derrama o leite, não usa borracha, não embola palavras, não ri
entre dentes, não fica entediada, não arranja desculpas, jamais quer cair,
jamais quer esquecer, jamais quer fugir, jamais quer sofrer por querer, não
reprime uma mágoa, não sabe não perdoar, não tem uma ruga, não tem uma veia,
não fica com olheiras, não mostra cansaço, não tropeça no salto, não perde a
hora, não perde as chaves, não perde o fio da meada, sua meia-calça preta não
desfia, o vestido não amassa, o olhar não vaga, o ouvido não bisbilhota, os
dedos não buscam, os pés não acariciam, as costelas não estalam, a carne não
formiga, a garganta não seca, os olhos não ardem, não sente coceira, não sofre
picadas, não come pimenta, não arqueja, não sabe travar, não tem a malícia, não
aproveita a ocasião, não rouba ou arroga, não precisa lamentar, não teme a
noite, não teme o dia, não sua, não treme, não espirra, nãopigarreia, não
fofoca, sabe quando mudar de idéia, não sabe quando sussurrar, não se exalta,
não se ruboriza, não tem do que se envergonhar, não sangra, não sente dor, não
pede mais, não negocia o fim, não procura o começo, não admite não suportar,
não pede para parar um pouco, não sobe, não desce, não engorda, não emagrece,
não sabe suspeitar, não sabe ferir, não sabe culpar, não sabe se indignar, não
sabe não ser, não sabe disfarçar, não pode mudar, não quer aprender, não deseja
ter mais, não cobiça, não exagera, não engole, não se arrisca, não se toca, não
se despe, não se queima, não traz cicatrizes, não perdeu, não matou, não
forçou, não deixa fluir, não dança, não cede, não fala demais, não tem um
passado, não exige presentes, não recusa as provas, não corrige os erros, não
troca, não se engana, não tem preconceitos, não tem vícios, não tem manias, não
tem tiques, não tem crises, não mudar de humor, não dá espaço, não busca
prazer, não receia morrer, não tem espinhas, não precisa se perfumar, não
seduz, não atrapalha, não zomba, não se cansa, não polemiza, não perde tempo,
não gasta tempo, não comenta sobre o tempo, não faz convites, não bebe mais um
chá, não entra, não fuma, não se embriaga, não quebra, não mostra, não rejeita,
não tem sede, não tem necessidades, não se envaidece, não interpreta mal, não
esquece o termo, não deixa pra depois, não brinca, não espera demais, não
frustra ninguém, não se rebela, não cria rótulos, não deixa de anotar, não
inventa currículo, não sabe adular, não abre o olho, não se envaidece, não se
engasga, nunca ronca, não tem ciscos, não se corta, não se lasca, não engole
sapos, não diz boas verdades, não muda desvia olhar, não se faz de tola, nunca
mendiga, nunca se gaba, nunca exagera, jamais teve arma para se proteger,
jamais colou, jamais trapaceou, jamais pediu perdão, jamais teve que admitir,
jamais sentiu fome, jamais passou sono, nem febre, nem delirou, nem fantasiou,
nem se questionou, jamais duvidou, jamais teve que desistir, jamais teve que se
sacrificar, jamais teve que parir, jamais teve que se sobrecarregar, jamais fez
escolhas difíceis ou erradas, jamais falhou em provas impossíveis, jamais jogou
dinheiro fora, jamais se arrependeu amargamente, jamais ficou sem saber como
resolver, jamais teve de pedir ajudar, jamais ficou sem saber como ajudar, seus
lábios não se racham, em seus ouvidos nunca houve água, nunca sentiu
dor-de-cabeça, nunca ficou tonta, não caiu, não desmaiou, não salivou, não
sentiu nojo, não perdeu o chão, não tirou o ar, não demorou mais do que devia,
não quebrou um braço, não puxou cabelos, não ficou trancada, não lançou um
olhar enviesado, nunca esqueceu de pagar, não fez pergunta de leigo, não causou
problemas tentando ajudar, ela não tem traumas, é saciável, não anseia a folga
do trabalho, não comete um erro, não comete um pecado, não exagera, não fica
por baixo, não fica em segundo, não deixa de cumprimentar, é sempre saudável,
tem sorriso um sorriso, sempre dá atenção, sabe de tudo, compreende tudo, o que
veste lhe cai bem, recebe aplausos, recebe presentes, protegem-lhe da chuva,
dão-lhe indulgência, retiram-lhe as ratoeiras do caminho, guardam para ela a
última fatia, servem-lhe o melhor vinho, prestam-lhe favores, aprendem seu
idioma, copiam suas maneiras, compram seus produtos, atendem aos seus
caprichos, fecham negócios com ela, agradam-lhe, sugam-lhe tudo, sufocam-lhe,
repisam sua beleza, maldizem sua conduta, elogiam sua letra, arrancam sua pele,
revolvem sua feridas, escamoteiam sua vida, afastam-lhe de seus amigos,
mancham-lhe o nome, descarregam sua energia, abusam de sua bondade, escarnecem
de sua inocência, criticam sua decência, ignoram sua ciência, torcem por sua
ruína, riem de sua sina, aumentam os seus fardos, diminuem seu farnel,
quebram-lhe os óculos, pisam-lhe nos dedos, esbarram em seus ombros estreitos,
empurram-lhe disfarçadamente, cozinham-lhe em banho-maria, fritam-lhe o
cérebro, matam-lhe a vontade, moldam sua individualidade, manipulam sua
opinião, regam-lhe com vinho do porto e servem-lhe à moda da casa, admirando-se
de sua tez alva, de seus lábios de romã e de seu cabelo preto-breu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Odeio
essa Branca de Neve. Não suporto o seu nome, nem a sua beleza. Quero-a morta de
vez, para sempre. Pago o que for preciso pelo seu coração em minhas mãos. Eu
quero o coração dessa mulher&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Uma mulher louca</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/uma-mulher-louca.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 06:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-3012444277368336521</guid><description>&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;uma mulher
louca? entao é isso que eu sou pra voce? voce
nao tem o menor respeito pela minha
pessoa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;voce sai sem se despedir, com uma cara quase zangada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;fiquei algum tempo internada na ala
psiquiátrica sim, vi
como me olhavam, e quer saber? nao é muito
diferente da forma como voce olha da porta... é
um olhar indescritível, mas comose nao
sentisse nada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;o que voce realmente sente por mim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="font-size: 9pt; margin: 0in;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Casa</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/05/casa.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 06:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-8753580676315772179</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Casa, casa, casa,
quem casa quer casa. Quem não casa também quer. As pessoas precisam residir,
sendo isso geralmente em casas. A casa é uma construção civil e nada tem demais
enquanto não se torna um lar. É isso o que se busca quando se busca uma casa: nem
é uma casa, mas um lar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Foi com esse intuito
que vim parar aqui, modesta e intimidada, mas aberta aos raios de sol, assim
como minhas janelas. As antigas viviam fechadas, como eu bem gostava e gosto e
gostarei, mas desde que eu queira, as abro. Aqui e ali vejo um pardal pulando e
pulando, vindo beber e se banhar.&amp;nbsp; E só
falta uma banheira, porque até as roseiras já tenho. Roseiras incipientes, uma
com flores vermelhas e outra com rosas rosas. Penso em plantar laranjas, mas
não encontro espaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Ônibus lotado.
Trânsito parado, engarrafado. Engarrafado como eu, dentro duma lata de sardinha
que balança e me deixa enjoada. Tonta e zonza. Tem também o sono e o cansaço,
que mais do que físico, é mental. Escrever não é moleza, ainda mais sobre o
trânsito, política, ruas, moda, economia, chatice, chatice, chatice, dinheiro,
bolsa de Nova Yorque, bolsa de madame, bolcheviquistas, o aumento do preço do pão e
outras coisitas más. Aí, alguém vem me pedir pra escrever sobre mim, e eu digo
que não, que não quero continuar a escrever sobre tudo isso que citei. Isso
tudo faz parte de mim. Ah, e o trânsito. Esses ônibus parecem umas latas
velhas. Aí eu levo um ano inteiro até chegar em casa, e nem tempo tenho de
curtir o meu aconchego. Recebo uma ligação e não quero sair, prefiro ficar em
casa, assistir a um filme, fazer nada até vir o sono e ulalá, dormir na cama ou
dormir no sofá. Mas essa pessoa que me ligou quer que eu saia do meu mausoléu
de algodão, quer que eu vá pra lá, vá pra cá... E eu não quero. Quero nada
disso não. Não quero receber ordens, nem sugestões, e nem quero trocar uma
idéia - já tenho a minha. Quero dormir, que eu estou com sono. Queria um abraço
também, mas se não tiver, está tudo bem também. Eu disse que não e a tal pessoa
disse que estou ficando renitente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Renitente é a
vovozinha com renite. A minha casa é antiga, deve ser do século passado da
minha avó. Não sou renitente, só não quero sair hoje. Porque eu tenho que sair
se quero ficar em casa? Em meio a isso, cambeei pro lado, quase caindo do sofá
no chão, comecei a rir e a pessoa riu, um pouco sem graça. Adoro ouvir esse
sorriso. Era disso que eu precisava. Agora sim serei eu a fazer o convite. Mas
sei lá... Vai que... Bom, você vem aqui hoje? Ah, eu sei que tá, mas aí você
dorme aqui. Pois então, melhor ainda, já que estou te convidando pra dormir no
meu confortável sofá-cama Drago. Rsrsrs eu sei que não é, mas confortável ele é
sim. Vem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Pois então, temos um
pardal, temos o trabalho lá no jornal, temos o sofá e temos a dúvida cruel: o
que fazer com essa combinação de peças, se meu pardal não vem pular por cá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Apesar de conter os
olhos e aguçar os ouvidos, Fantazo me reclamou e Hipno me carregou. Me vi
digitandp, frente a um teclado indefinido, o que parecia ser o maior texto da
minha vida, e talvez o texto dela toda. Me dando conta, pensei em escrever o
futuro. Mas dele, tudo o que pude imaginar era a laranjeira, e a roseira
incipiente com suas rosas rosas amadurecendo em cor. Saí e me sentei na
calçada, pra olhar o dia passar. E por mais incrívelmente lúdico que parecesse,
me apareceu uma borboleta (ó, sonho campesino!) amarela e preta, namoradeira de
nariz e sumideira assim do nada. Resolvi escrever sobre a tal borboleta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Acordei com o toque
da campainha. Ao abrir, ninguém estava à porta e me assustei, me deitei e
cochilei. Concluí que fora delírio hípnico. E na preguiça fiquei. Ao me virar,
o esperado, tão, me abraçou, me beijou, me amou, me invadiu e assumiu, acampou-se
em meu peito, esmagou-me as mãos, jogou-me no chão e fez-me abrir a boca e
suspirar, sem saber o que dizer. Suspirei e suspirei, como nunca suspirei, e
sentia que morria e morria cada vez mais, sem medo e sem dor. Só alegria, como
se eu fosse o tal lar e o meu pardal resolvesse vir se banhar no chafariz, com
suas peninhas eriçadas. Não me lembro de mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;E me acordei
perguntando o que fora sonho ou real. Me lembrei de segurar as asas da
borboleta, soltá-la, verificar seu pó em meus dedos e pensar comigo&amp;nbsp; que logo não haveria vestígios dele, como não
havia. E vestígio nenhum havia, exceto a luz ainda mortiça pré-aquecendo a
casa. E aí, é banho, trabalho e luta, saudade, casa, lar, onde o coração
estiver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;

</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Surto psicótico</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/surto-psicotico.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 05:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-4854641144679353715</guid><description>&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;os advogados
e a família disseram que amoça teve um
surto psicótico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;o objetivo é
recolher o maior número de armas,
com o apoio da populaçao.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;o risco de
um novo paraguai (pandemia?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;cinco
pessoas ficaram feridas e o que seria denodado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;notificados a apresentarem o roll de testemunhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: &amp;quot;Lucida Console&amp;quot;; font-size: 9.0pt; margin: 0in;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Lista</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/lista.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 05:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6579001506814568423</guid><description>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Leite
condesenado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Açúcar/ sal/
farinha/ f. de trigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;*vermouth&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;manga/maracujá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Laranja&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Maçã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Pera&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mamão/*sorvete?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Calcinha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Vestido novo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;pó base?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Camisinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Cds/velas/essências/sais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Exames U, V,
T, G&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in; text-decoration: underline;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Montante:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Poupança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;+salário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Bicos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Gastos fixos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Gastos
plausíveis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;----&amp;gt;
contas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Incrementos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Pessoais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin: 0in;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;*não
esquecer de passar no banco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Minha doce pianista</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/minha-doce-pianista.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 04:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-1826430241136255007</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Confesso que tenho um pouco de grafomania sim, como devem ter as pessoas que "têm" tanto juízo quanto eu. É bom pra desabafar meu desgosto de/em não poder passear por aí desde que aconteceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tenho certeza de que abri os olhos, mas a cabeça doía e tive que fechar, ou, se estavam mesmo abertos, eu não enxergava de verdade. Então fechei os olhos, mas a imagem se fixou na minha mente e comecei a me perguntar sobre o que vi: era um teto de hospital? Eu estava num leito? Soube quando ouvi o som de uma enfermeira andando pelo quarto, anotando coisas numa prancheta, acho que sobre meu despertar. Logo em seguida entrou outra enfermeira, de cabelos profundamente lisos e sem brilho, e saiu depois de trocarem duas frases que não pude entender.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando ele entrou, eu não sabia se o conhecia, mas sentia como se, e temi que tivesse perdido a memória. Tentei falar, mas estava cansada demais e quase não notei que não tinha o que falar e que uma palavra sequer saíra de meus lábios ociosos. Ele me parecia familiar, como se o conhecesse desde a infância, mas o seu rosto era também uma novidade. Parecia preocupado, mas sua presença me deixou calma. Dava pra notar que estava alegre, mas contido, talvez ainda sem saber o que fazer, assim como eu. Ficou me olhando um pouco, e depois que ele saiu, comecei a olhar as nuvens. Minhas pernas doíam... eram nuvens muito parecidas com essas de agora. Brancas, leves... sinto inveja delas, que são livres, que não estão presas, que passam tão desapercebidamente, que nem a dor nem a alegria percebem, e assim podem ser completas, da forma delas. Mal sabem que irão se dissipar... As nuves de agora já são outras, apesar de deslizarem lentamente pelas águas acimas dos céus. Essas podem parecer o que eu quiser, mas sempre saberei que aquelas outras estiveram ali. Nunca me esquecerei delas. Ele começou a explicar que dirigia muito rápido, e só parou de se justificar quando se cansou de teimar em assumir n/o que sua gentileza não lhe permitia ter dolo. Seu olhar era bondoso, era o que me importava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando ele me levou pela primeira vez ao apartamento, não pude notar muita coisa. O lugar parecia limpo e inabitado há tempos; a luz do sol entrava branca e sem pedir licença, pelas janelas escancaradas; era espaçoso, tudo era grande, tudo podia ser grande, ser perfeito, a sala podia ser linda, e nem quero falar das fotos nos porta-retratos, que eu não queria olhar. Eu só puder ver uma coisa: o piano à minha frente. Era realmente um piano de calda, imenso, pré-histórico, como o leão em que a menina monte aos oito anos. De repente o mundo parou, e eu parei de respirar, em respeito a ele. Me aproximei devagar, no que parecia uma eternidade, por mais rápido que eu viesse a andar. Nos olhamos... eu sorri sem saber que sorria, e sem saber que tocava com as pontas dos dedos, que acariciava em saltos as teclas pretas... tudo nele transparecia ser grande, operístico, e carente. Me surpreendi um instante ao notar que não ouvia som algum, e depois me assustei quando o dedo médio fez soar a primeira nota. Estava estabelecido o primeiro contato, mas ainda suspeitava de que ele poderia morder minha mão...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as tardes eu ficava ansiosa para vê-lo, me comunicar com ele, saber o que ele tinha de novo. Era como uma voz vinda de outro universo, que se misturava à minha. Eu não compreendia realmente aqueles sons, apenas ficava enlevada, como ter um filho pela primeira vez, como cumprimentar o dia e a noite chegando, como tocar o paraíso amando de verdade, em vinte segundos de prazer eterno. Eu me sentia viva, cada nota trespassando cada fibra de meu ser, cada molécula de meu perispírito... ali residiam todas as emoções, todo o conhecimento da humanidade, todo o amor, toda o beleza, todo o bem, tudo de bom, tudo. Um dia cheguei até mesmo a ouvir a frase "minha doce pianista." Foi a melodia mais bela que já ouvi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma noite ele me levou a um parque, ou circo, não me lembro bem. Havia muita gente, e devo ter visto uns dois ou três conhecidos, mas não havia outra pessoa em quem eu quizesse me aprofundar. Compramos algodão doce e depois nos centamos, olhando as pessoas passarem. Vi uma felicidade nelas, radiante, como se eu pudesse participar das coisas boas que haviam acontecido no dia de cada uma. E o seu número se estendia ao infinito, até o horizonte, até onde minha vista alcançava, e tudo o mais era o céu. No céu límpido, as estrelas pareciam finalmente acordar em formar constelações. Eu não sentia o perfume das pessoas, apenas respirava a pureza do ar bom e fresco. Na minha imaginação, há um mundo quase infinito, onde adoro mergulhar, e ficar como aquela noite: aproveitando sem pressa os momentos de gozo da alma. No pensamento somos livres, como as nuvens, iogues. As coisas podem ser tão ou mais verdadeiras que na realidade, tudo de bom ou de ruim pode acontecer. O algodão doce parecia feito de nuvens, feito de amém; eu me sentia realmente nas nuvens, e meu cobertor devia ser bordado de estrelas. Me lembro de olhar para elas e perguntar se estariam vendo a minha felicidade e alegria. As convidei para tomar parte e me senti agraciada, visitada, quando uma delas caiu, tentando vir até mim, até meu reino dos céus. Me apressei em desejar que minha vida inteira fosse sempre aquele contentamento lancinante de eflúvios. Depois desejei ter saúde física para poder aprovetar as dádivas e...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu já te contei do acidente?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabe, tenho pensado muito, ultimamente, no conto do sábio chinês.&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Folhas no chão</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/folhas-no-chao.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 04:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-6683735812557547831</guid><description>&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;
Eu podia ter o seu coração agora, guardar seu coração numa estante. Podia e devia te fazer ajoelhar, segurar teu queixo com uma mão... puxar teu cabelo. Eu te amo, mocinha. Você acha que é brincadeira, mas com seu coração não brinco não. Vou beber água e quando eu voltar, quero ele pra mim. Vou cuidar dele, melhor do que você tem cuidado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Minha promessa de campanha é de ser jardineiro do teu coração. Deixe de ter medo e se arrisque um pouco, se abandona em mim, deixa-se libertar disso tudo. Dormir sem roupas, nadar sem roupas, etc, etc, etc. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBk3b72v9EoVeP4lYvgF3Lnata0KIoalDHSMTYtdFRQRPXVbKs5OWjrcURDBTbKB2_6iW_zkRR-wnxihIp329WxlNKALuNfzy3XXSlJ21p1O6SDI3OhaOofvquxauEakxZFgeDvL2Jl3Y/s1600/folhas+secas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBk3b72v9EoVeP4lYvgF3Lnata0KIoalDHSMTYtdFRQRPXVbKs5OWjrcURDBTbKB2_6iW_zkRR-wnxihIp329WxlNKALuNfzy3XXSlJ21p1O6SDI3OhaOofvquxauEakxZFgeDvL2Jl3Y/s320/folhas+secas.jpg" height="212" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A casa era linda. Parecia um canteiro de obras, é verdade, escadas pra todo lado. Mas dava até um certo charme. As folhas caídas por todo o chão. Árvores no quintal vizinho, muros baixos. Na frente tinha um espaço que poderia ser uma garegem, se não fosse tão exíguo de largura. O portão de ferro era amarelo claro. Ficamos um bom tempo no tanque do ínfimo quintal, conversando. Depois, murmurei alguma coisa e fomos para o chão. Creio que pra sala. Ficamos horas abraçados, perdemos a noção do tempo e já anoitecia quando reinauguramos o chuveiro para nos recompor e sair. Quando saí do banheiro, a procurei pela casa e encontrei no quarto, segurando um porta-retratos, concentrada. Sabia que eu estava na porta e não me olhava. Vi sua expressão mudar. Me olhou, com lágrimas nos olhos e o queixo trêmulo. Eu a abracei sem olhar o porta-retratos, sem dizer nada. Enquanto saíamos, todas as ruas me pareciam iguais, com seu jeito provinciano calmo, com as árvores perto das casas, os muros elegantemente enfeitados e simples. Um bairro agradável. Mas agora era noite e estava diferente. Você ficou uma mão sobre o queixo, o cotovelo na janela, olhando talvez a estrada que passava, as árvores que pareciam se repetir. A estrada agora era mal-iluminada. Eu pus a mão em sua coxa e logo encontrei o calor de uma mão magra e macia. Eu a apertei mas logo a soltei para engatar uma marcha. Encostei, conversamos um pouco, depois saímos e ficamos olhando as estrelas, sem nos abraços. Eu reparei que você não queria sentar sobre o capô e não sentei também. Depois namoramos ali, de pé, e ficamos abraçados sentindo o contraste do vento frio noturno e dos nossos troncos entra-aquecidos... &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não quero saber de seu passado nem falar do meu. Vamos dormir apenas, e amanhã falaremos sobre o que vai ser de nossas vidas. Se amanhã você ainda quiser ir morar lá, nós iremos. Mas amanhã faremos as malas, só amanhã. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sinto uma dor aqui dentro, bem aqui, quando você faz isso. Dá vontade de chorar, parece que o mundo vai acabar, eu rezo pra que passe brevemente, e Deus me atende. Fico me perguntando porque faz isso comigo, se não vê que está me machucando. Creio que meus apelos não adiantam, então, me quedo como uma boneca de pano e deixo você pintar e bordar comigo. Tenho alguma esperança de que você mude. Engulo tudo calada pra que não soframos... Eu... Você me machuca muito quando faz isso. As palavras doem. Se você lesse meu pensamento agora! Mas não lê, não lê nada, não percebe meus sinais... você é cego. Eu te amo, seu bruto. Você é pessoa com quem mais me importo nesse mundo. Pára de falar um pouco, pára de falar pelo amor de Deus, estou ficando maluca com tua voz. Você nunca se cala! Meu Deus! Porque não me beija de uma vez? Aí você veria que te amo tanto quanto você diz me amar, talvez até mais. Se não te provo, é pra não te fazer sofrer. Você está falando tão alto e nem sabe. Cala a boca, por Deus. Eu te amo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
...porque é só isso, no fim das contas. Amor. Quando a gente aprende a amar, como eu te amo, aprende que é livre pra ficar triste, mas também pra se livrar dessa tristeza. Se você acredita mesmo no que falou, vai saber do que estou falando quando digo que te amo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você não sabe de nada, seu bobo. &lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBk3b72v9EoVeP4lYvgF3Lnata0KIoalDHSMTYtdFRQRPXVbKs5OWjrcURDBTbKB2_6iW_zkRR-wnxihIp329WxlNKALuNfzy3XXSlJ21p1O6SDI3OhaOofvquxauEakxZFgeDvL2Jl3Y/s72-c/folhas+secas.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>Limítrofe</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/limitrofe.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 03:30:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-5853125777566324653</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A diferença entre fazer a coisa certa e a coisa errada é muito pequena. Eu diria mais, diria que é de um segundo, ou até menos, um instante que decide tudo. Na verdade, você é quem decide tudo. Pode dar um passo pra trás ou se arriscar, dizendo pra si mesma que é auto-suficiente. A diferença entre ter um coração nas mãos e não tê-lo nem mesmo na cabeça é grande. Mas é sutil, se tornando pequena também. São muitas coisas pequenas, imperceptíveis, nada notável para a maioria, que fazem uma coisa grande, no final. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu estou pensando em me mudar pra ela e nada vai me impedir. Só me falta assinar os papéis, não adianta. Você esperava que eu fosse implorar? Você não me deu um motivo, eu não deixei de lhe pagar, foi totalmente injusto. Eu não sei o que estava se passando pela sua cabeça, mas também já não me importa mais saber. Quer saber? Você tem sua chave já, então, me deixe em paz. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, querido. É linda! Rsrs Nós vamos poder ver assim que ela chegar. Você vai ver que coisa mais bonecosa. A não ser que já tenha visto. Você a viu por aí, ao redor? Ótimo... isso quer dizer que temos algum tempo. Vem, deita aqui no chão comigo. Ei! Estou esperando, não vou lhe puxar nem implorar, me ame agora ou nunca mais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porque você estava tão diferente hoje? De que forma? Ah, não sei, pensativa. Não é nada. Não é nada que queira me contar?, é isso? Como assim? Se você não quiser me falar, tudo bem, respeito, mas saiba que quero saber. Se te faz ficar assim, é importante pra mim. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coragem é o alicerce... de quê mesmo? Não importa, é falácia, assim como a alegria ou a esperança o serem da paz. Pode ser verdade, pode ser mentira; as pessoas não vão atrás pra saber, elas engolem porque parece verdade. Eu não sou de meias-verdades, vou lhe contar tudo o que aconteceu essa tarde. Senta. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como eu ia dizendo... eu nunca tive muito coragem. A coragem não vem de mim, eu não seria nada sem Deus. Mas não é só Deus que nos dá a coragem... desculpa eu estar chorando... estar hesitando. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há um momento em que toda a sua vida passa como um flash. Chamam de momento da morte. Mas isso me ocorre o tempo todo; o tempo todo ocorrem coisas que mudariam minha vida para sempre, para bem ou para mal. Eu já consigo reconhecer quando acontece, como agora, e você não vai me enganar. Nem me enganar de novo. Eu posso ler nos seus olhos, vejo os seus gestos medidos, sei o que você quer. Eu gostaria de lhe pedir que fosse embora, mas eu não tenho coragem. Daqui a alguns segundos vou me levantar e vou embora eu mesma. Não estou afim dessa palhaçada toda, não tenho paciência, sou muita crescida para isso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O quê? Como você tem coragem de me perguntar uma coisa dessas? E ainda diz que me ama! Faz pouco de mim! Eu não assinei os papéis, pode ficar tranquilo, se era isso o que tanto queria, mas não me peça pra ficar contento com isso. Posso até aceitar, mas nunca vou me esquecer do que você está fazendo comigo. Eu vou lhe perdoar, você sabe, mas não devia fazer isso. Preciso ficar sozinha agora. Não se preocupa, não vou fazer nada que você não queira. Afinal, não é assim sempre? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comprei! Só falta pintar! Se quiser, podemos pintar amanhã, porque eu não queria contratar ninguém. Oh, meu amor! Você não existe! É tão bom que você tenha concordado comigo! Eu nem sei como agradecer o anjo que você é pra mim. Antes, eu achava que você ia ficar com raiva, ou triste, sei lá. Mas é muito bacana que você tenha aceitado numa boa e entendido assim. Agora, mudando de assunto... de que cor você quer pintar? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não disse que sim e nem disse que não. Você me ouviu emitir alguma opinião? Eu fiquei em silêncio porque você sempre faz o que quer, e novamente fez. Não me culpe por isso, você teve chance pra pensar e não fazer. Pois agora, se vire, arque com as conseqüências. Escuta, eu amo você e já lhe protegi muito por cause disso, mas dessa vez não irei proteger. Você precisar passar por isso só. Sei que é inteligente, vai conseguir dar um jeito. Se precisar que eu faça algo, posso até fazer, mas você decide como vamos sair dessa. Você não é adulta? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não estou diferente, é só impressão sua. Estou pensativa com relação ao que fizemos. Tenho medo de ter a maior besteira da minha vida. É, você tem razão, a maior eu já fiz. Essa pode ser a segunda maior... Não é medo, entende? É só que... eu não sei se estou pronta pra isso. Você vai ficar comigo? Se disser que vai estar ao meu lado, eu sei que podemos ajeitar tudo. Mas mesmo assim, não me sinto segura. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O medo não é o oposto da coragem. Coragem não é não ter medo, é tê-los e enfrentá-los. Quem não tem medo, quem não tem um segundo de hesitação, nunca viveu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está feito. Consumato est. Não tem volta. Não tem, não tem, não tem, não pode ter, não é possível. Meu Deus! Vou enlouquecer! Preciso parar de pensar nisso. Eu... não posso. Quer dizer... talvez até possa. Posso. Mas eu não consigo, não consigo! Porque é tão difícil? Eu devo estar fazendo drama à toa, pode não ser isso tudo. É só eu relaxar e parar de pensar. Mas para como? Não posso parar, eu não consigo. Porque não tem volta? O que posso fazer se não há o que fazer? É só pensar, agora. Está feito. E agora? O que vou fazer? Esquecer! Preciso é esquecer. Não consigo. Consigo. É só esquecer. Não consigo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo bem? Eu a machuquei? Não, está tudo bem. Tem certeza? Sim, foi maravilhoso. Nem sei porque estou chorando. Eu sei, mas não precisamos saber. Me abraça? Tá bom, vem cá. E agora? Agora nada vai mudar. Não, vai mudar tudo. Desculpa ter dito aquelas coisas... eu não queria te machucar. Você não me machucou, eu já disse. Eu não sabia como fazer isso, entende? Está tudo bem. Não, eu sei que não está, você está chorando. São lágrimas de alegria, meu amor. Vê? Estou sorrindo! Eu não queria que tivesse feito nada por mim. Rsrs. Ela é linda, não é? Sim... é a coisa mais linda do mundo. Me perdoa pelo que eu disse hoje à tarde, tá? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Você falou. Você podia ter hesitado. Mas você falou, e isso não me machucou. Foi lindo, aliás. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Traga dois, por favor. Hoje estou com muita fome. Rsrs. Está pronto mesmo pra me ver comer de verdade?&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item><item><title>É sobre o que você me disse ontem</title><link>http://antoniaeacomposicao.blogspot.com/2014/06/e-sobre-o-que-voce-me-disse-ontem.html</link><pubDate>Sun, 8 Jun 2014 03:00:00 -0300</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-5174727719878976802.post-1647953231500967456</guid><description>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu nunca havia visto você dessa forma... isso... me surpreendeu, me assustou, me decepcionou, e eu me senti enganada. Passei dois dias sem libido, e sinto que precisamos conversar. Porque eu não sou de deixar as coisas pela metade, sabe?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Sobre isso de metade que eu queria falar... porque eu acredito em nós, acredito que podemos nos fazer bem... Mas você não confia ainda em mim. E eu tentei sublimar isso, mas, sem que você entregue tudo, como eu faço, eu não me sentirei segura nisso. Eu preciso que você seja a minha segurança, entende? Então... você pode me dar tudo ou não? Eu não quero limites entre nós, eu não posso continuar sabendo que não te tenho por completo, porque eu te dei tudo. Tudo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Você tem tanto medo de me machucar. Mas você não entende que eu não tenho mais meda da dor, o que me dói é o seu medo. Nós somos diferentes... A minha dor não é sutil, mas não quero que me poupe, porque está ================ que devemos seguir, mesmo com a dor. Não podemos fingir que seguimos, mudar de assunto. Olha... eu tou aqui, não tou? É porque eu confio.&amp;nbsp; Então, só falta você. Ei... Onde você está?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Você é maior do que essas questõezinhas... o meu afeto por você é maior... você acha que eu quero trocar tudo o que conquistamos?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ei, vem comigo. Vem logo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Vou te pedir uma coisa. Só faremos uma vez.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O mar ondula sua línguas contras as paredes, fazendo subir um cheiro doce e morno, fazendo voar uma núvem úmida sobre o casal. A noite é fria, alegre e calma.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Eu me sinto tão ligada a você! Fica comigo&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O casal dança ao som das ondas, uma de suas trilhas sonoras, interpretada divinamente pelo ventro aguado de Iemanjá.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Enquanto os fogos disparam no céu em sincronia com a voz vinda do oceano, o casal dança uma música que só eles podem ouvir, com seus corações se acalmando e marcando o ritmo. Ela o perdoa, e pra lhe mostrar isso, pela primeira vez, despe seus pés para ele, em público, abandonando os calçados, mesmo sabendo que irá querer esquecê-los.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Eles deitam as cabeças aos ombros, e um sopro másculo assenta e dorme sobre a pele do pescoço dela. Seu coração está quente e suas mãos, geladas. Ele beija seus dados e a abraça mais forte, sentindo os pêlos do antebraço dela tocar seu pescoço, pensando consigo no quanto é grande o carinho que sente por aquela mulher, por seu misto de receio e entrega, por sua vontade infantil de querer ficar mais. Tomado por um afeto quase paternal, ele acaricia as pontas dos dedos o seu crânio. Agradece a Deus por não necessitar falar para ser compreendido. Lamentou por um instante a tristeza que ainda havia nela, na qual ainda não tocara, e se prometeu novamente cuidar dela como ela merecia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Sabe porque eu me permito me chatear com você? Porque sei que nada pode mudar o que gosto em você.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A música aumentou, e eles dançaram até o mar cobrir suas cabeças, até serem um só, ele, ela, o mar, e a música.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>fabriciodesi@hotmail.com (Fabricio de Si)</author></item></channel></rss>