<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0">

<channel>
	<title>APOLOGIA</title>
	
	<link>http://www.apologia.com.br</link>
	<description>A razão em defesa da fé</description>
	<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:36:21 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6</generator>
	<language>en</language>
			<atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/apologiabr" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>apologiabr</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
		<title>VOTE CONTRA O TOTALITARISMO GAY</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/rQfnZ-UMKw4/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=452#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=452</guid>
		<description><![CDATA[






Após algum tempo fora do ar, está de volta a enquete do Senado sobre o Projeto de Lei 122/2006. Conforme já alertamos nossos leitores, caso este Projeto de Lei seja aprovado, poderá ter início no Brasil o “totalitarismo gay”. Portanto, faça o seu protesto. Entre no site do Senado e vote CONTRA a aprovação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="enquete" src="http://www.apologia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/enquete-thumb.jpg" border="0" alt="enquete" width="189" height="240" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Após algum tempo fora do ar, está de volta a enquete do Senado sobre o Projeto de Lei 122/2006. Conforme já alertamos nossos leitores, caso este Projeto de Lei seja aprovado, <a href="http://www.apologia.com.br/?p=444">poderá ter início no Brasil o “totalitarismo gay”</a>. Portanto, faça o seu protesto. Entre no site do Senado e vote <strong><em>CONTRA</em></strong> a aprovação da PLC 122/2006. <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0"><strong><em>VOTE NÃO!</em></strong></a></p>
<p>Saliente-se que a enquete recomeçou do zero. Os votos enviados antes do dia 10, foram simplesmente desconsiderados, conforme <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97209&amp;codAplicativo=2&amp;codEditoria=3330">informação do Senado</a>. Por isso, é necessário que todos os que já votaram, votem novamente. No momento, o movimento gay está ganhando.</p>
<p>Para entrar no site do Senado, <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0">clique aqui</a>. Procure pela enquete no lado direito desse site. Para ter certeza de que seu voto foi considerado, aguarde surgir a mensagem <em>&#8220;Seu voto foi computado com sucesso!&#8221;</em>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/rQfnZ-UMKw4" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=452</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=452</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Enquete do Senado sobre lei da homofobia retirada do ar</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/w0e6zBp25fo/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=448#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 15:58:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=448</guid>
		<description><![CDATA[Na sexta-feira (06 de Novembro), publicamos um aviso acerca da enquete do Senado sobre a lei da homofobia. Também alertamos nossos leitores sobre os perigos da aprovação de tal projeto de lei. Curiosamente esta enquete foi retirada do ar no mesmo dia. Para saber mais, clique aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sexta-feira (06 de Novembro), publicamos um <a href="http://www.apologia.com.br/?p=444">aviso acerca da enquete do Senado sobre a lei da homofobia</a>. Também alertamos nossos leitores sobre os perigos da aprovação de tal projeto de lei. Curiosamente esta enquete foi retirada do ar no mesmo dia. Para saber mais, <a href="http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/10259-enquete-do-senado-sobre-plc-122-fora-do-ar.html">clique aqui</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/w0e6zBp25fo" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=448</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=448</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>LEI PODERÁ TRAZER PROBLEMAS ÀS PESSOAS QUE NÃO APÓIAM O MOVIMENTO GAY</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/G7IQsdqjqLc/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=444#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 13:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vida cristã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=444</guid>
		<description><![CDATA[






Está havendo no site do Senado Federal, uma enquete sobre o Projeto de Lei Complementar 122/2006. Caso este projeto de lei seja aprovado, pode se iniciar no Brasil o chamado &#8220;totalitarismo gay&#8221;, conforme palavras do Promotor de Justiça Cláudio da Silva Leiria.
A pergunta da enquete é tendenciosa: &#8220;Você é favorável à aprovação do projeto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="enquete" src="http://www.apologia.com.br/wp-content/uploads/2009/11/enquete-thumb.jpg" border="0" alt="enquete" width="189" height="240" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Está havendo no site do Senado Federal, uma enquete sobre o Projeto de Lei Complementar 122/2006. Caso este projeto de lei seja aprovado, pode se iniciar no Brasil o chamado &#8220;totalitarismo gay&#8221;, conforme <a href="http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/3522/TOTALITARISMO_GAY">palavras do Promotor de Justiça Cláudio da Silva Leiria</a>.</p>
<p>A pergunta da enquete é tendenciosa: <em>&#8220;Você é favorável à aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que torna crime o preconceito contra homossexuais?&#8221;</em>. Ora, toda pessoa de bem deve ser contra o preconceito. Mas o problema é que a redação deste projeto de lei pode trazer problemas às pessoas que não apóiam o movimento gay. Por esse motivo, participe da enquete no <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0">site do Senado</a> e vote <strong>CONTRA</strong> a aprovação da PLC 122/2006.  <em><strong>VOTE NÃO</strong>.</em></p>
<p>Para entrar no site do Senado, <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0">clique aqui</a>. Procure pela enquete no lado direito desse site. Para ter certeza de que seu voto foi considerado, aguarde surgir a mensagem <em>“Seu voto foi computado com sucesso!”</em>.<span id="more-444"></span></p>
<p>Para maiores informações sobre o projeto de lei, veja os textos abaixo:</p>
<p><a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/070604dc.html">Conseqüências mais que previsíveis</a>, escrito pelo filósofo Olavo de Carvalho.</p>
<p><a href="http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/3522/TOTALITARISMO_GAY">Totalitarismo Gay</a>, escrito pelo Promotor de Justiça Cláudio da Silva Leiria.</p>
<p><a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2009/11/lei-da-heterofobia.html">A Lei da Heterofobia</a>, escrito por <span class="post-author">Mauro Meister.</span></p>
<p><a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/lei-da-homofilia-para-leigos.html">A lei da homofilia, para leigos&#8230;</a>, escrito por<span class="post-author"> Mauro Meister.</span></p>
<p>Para conhecer uma opinião bíblica a respeito do homossexualismo, leia o texto <a href="http://despertaibereanos.blogspot.com/2008/11/uma-perspectiva-crist-sobre.html">Uma Perspectiva Cristã Sobre a Homossexualidade</a>, escrito pelo filósofo cristão Dr. William Lane Craig.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/G7IQsdqjqLc" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=444</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=444</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Sorteio do livro "ORIGENS INTELECTUAIS DA REFORMA"</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/6Dd9tVvNWUk/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=433#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sorteios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/2009/11/03/sorteio-do-livro-origens-intelectuais-da-reforma/%</guid>
		<description><![CDATA[






Comemoramos no último dia 31, o dia de um dos mais importantes eventos da cultura ocidental: A Reforma Protestante. Assim, o sorteio do mês será do livro Origens Intelectuais da Reforma de Alister McGrath, Catedrático de Teologia História em Oxford. Veja a sinopse do livro:
&#8220;A Reforma protestante do século 16 permanece como uma das mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img style="border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" src="http://www.editoraculturacrista.com.br/imgprod/origem intelectuais da reforma_g.jpg" border="0" alt="" width="167" height="240" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Comemoramos no último dia 31, o dia de um dos mais importantes eventos da cultura ocidental: A Reforma Protestante. Assim, o sorteio do mês será do livro Origens Intelectuais da Reforma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alister_McGrath">Alister McGrath</a>, Catedrático de Teologia História em Oxford. Veja a sinopse do livro:</p>
<blockquote><p>&#8220;A Reforma protestante do século 16 permanece como uma das mais excitantes e fascinantes áreas de estudo. Uma questão central e muito importante, levantada pela pesquisa moderna intensiva sobre o Renascimento e o escolasticismo do final da Idade Média, são as origens intelectuais da Reforma.<span id="more-433"></span></p>
<p>Esta obra explora as complexas raízes intelectuais da Reforma, expondo um comprometimento com as idéias do humanismo e do escolasticismo. McGrath demonstra como as origens intelectuais da Reforma são heterogêneas e delineia as implicações dessa descoberta para que entendamos a Reforma como um todo.</p>
<p>Este livro é mais do que uma fascinante exploração na história das idéias, ele também é uma defesa do movimento da história intelectual como um todo em face das semelhanças histórico-culturais, e a reafirmação da importância das idéias para o desenvolvimento da história.&#8221;</p></blockquote>
<p>Para participar do sorteio, <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dFI1N01JQm0za3dOTzdCU1VMelgwOHc6MA">clique aqui</a> e se inscreva.</p>
<p>Para conhecer o resultado do sorteio anterior (livro “Tempos pós-modernos”), <a href="http://www.apologia.com.br/?p=414">clique aqui</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/6Dd9tVvNWUk" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=433</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=433</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>DOCUMENTÁRIO EM DEFESA DE CRISTO – LEE STROBEL</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/mcXeu1b1Guw/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=409#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 00:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Argumentos ateístas]]></category>

		<category><![CDATA[Confiabilidade da Bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[Cristo ressuscitou?]]></category>

		<category><![CDATA[Fé e razão]]></category>

		<category><![CDATA[Videos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=409</guid>
		<description><![CDATA[
Os evangelhos biblicos são documentos confiáveis? Cristo realmente existiu? Há alguma razão para se crer que a ressurreição de Jesus foi um evento histórico verdadeiro? Neste documentário, Lee Strobel apresenta uma pesquisa detalhada sobre as evidências históricas da existência de Jesus, seu ministério, morte e ressurreição. Este vídeo, baseado no livro Em Defesa de Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=BA970EB6E2B9D50E"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Capturar" border="0" alt="Capturar" src="http://www.apologia.com.br/wp-content/uploads/2009/10/capturar.jpg" width="456" height="283" /></a></p>
<p>Os evangelhos biblicos são documentos confiáveis? Cristo realmente existiu? Há alguma razão para se crer que a ressurreição de Jesus foi um evento histórico verdadeiro? Neste documentário, Lee Strobel apresenta uma pesquisa detalhada sobre as evidências históricas da existência de Jesus, seu ministério, morte e ressurreição. Este vídeo, baseado no livro <a href="http://www.apologia.com.br/?p=37">Em Defesa de Cristo</a> (Editora Vida), é indispensável toda pessoa que deseja conhecer melhor o que há de concreto em pesquisa histórica sobre este judeu palestino do século I.</p>
<p>Para assistir ao documentário, clique na imagem acima. Em caso de problemas, <a href="http://www.apologia.com.br/?page_id=64">fale conosco</a>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/mcXeu1b1Guw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=409</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=409</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>a teoria da evolução prova que deus não existe?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/wClfN2LAX-c/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=406#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 19:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Argumentos ateístas]]></category>

		<category><![CDATA[Deus existe?]]></category>

		<category><![CDATA[Teoria da Evolução]]></category>

		<category><![CDATA[Videos]]></category>

		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=406</guid>
		<description><![CDATA[Em um debate sobre a Existência de Deus, Christopher Hitchens, autor e um dos ícones do chamado &#8220;Novo Ateísmo&#8221;, citou a Teoria da Evolução de Darwin como argumento em defesa do Ateísmo. Mas o filósofo cristão William Lane Craig ministrou uma mini-palestra para seu adversário no debate explicando-lhe porque este era um argumento a favor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Em um debate sobre a Existência de Deus, Christopher Hitchens, autor e um dos ícones do chamado &#8220;Novo Ateísmo&#8221;, citou a Teoria da Evolução de Darwin como argumento em defesa do Ateísmo. Mas o filósofo cristão William Lane Craig ministrou uma mini-palestra para seu adversário no debate explicando-lhe porque este era um argumento a favor do TEÍSMO e não do ateísmo. </span></p>
<p align="center"><span><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aJz63BESzrk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/aJz63BESzrk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></span></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/wClfN2LAX-c" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=406</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=406</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>O desespero incessante da vida sem Deus</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/my6KvO0Wciw/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=80#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 00:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Absurdo do ateísmo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=80</guid>
		<description><![CDATA[
Por Wagner Kaba
Há ateus que se comprazem em afirmar que os teístas são pessoas iludidas pela crença em Deus. Muitos discordarão desta alegação, inclusive o autor deste artigo. Mas este texto não tem como foco analisar a suposta ilusão daqueles que crêem e sim, analisar uma ilusão  frequentemente compartilhada por muitos incrédulos: a idéia de que Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoEndnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0pt">
<p>Por Wagner Kaba</p>
<p>Há ateus que se comprazem em afirmar que os teístas são pessoas iludidas pela crença em Deus. Muitos discordarão desta alegação, inclusive o autor deste artigo. Mas este texto não tem como foco analisar a suposta ilusão daqueles que crêem e sim, analisar uma ilusão  frequentemente compartilhada por muitos incrédulos: a idéia de que Deus é irrelevante para a questão do sentido da vida. Será que é coerente declarar a morte de Deus e, mesmo assim, afirmar alegremente que a vida possui sentido?</p>
<p><span id="more-80"></span></p>
<p>Os cientistas afirmam que o universo está fadado a morrer. Como ele está em expansão desde o Big Bang, tudo que nele existe está se tornando cada vez mais distante. Com o passar do tempo, as estrelas perderão seu calor e irão morrer. Deste modo, o universo se tornará cada vez mais frio, e sua energia irá se esgotar. O espaço ficará repleto de cadáveres estelares que serão tragados por buracos negros. E até mesmo os buracos negros serão consumidos e irão se evaporar. Assim, todas as coisas estão condenadas a desaparecer sob os escombros de um mundo agonizante. Tudo o que foi construído pelo homem desaparecerá sem deixar nenhum vestígio. “Tudo aquilo que já formou você, as montanhas, as estrelas e tudo o mais será uma coisa só: um mar escuro de energia. Um mar cada vez mais frio, inerte. Sem nada nem ninguém para acender a luz.” <a name="_ednref1"></a></p>
<p>Neste cenário, faz alguma diferença fundamental o fato de o universo algum dia ter existido? Quer o universo tenha surgido ou não, no final das contas o resultado é o mesmo: um vazio negro, frio e inerte. Assim, como tudo acaba em nada, não faz diferença nenhuma se algo existiu ou não. Portanto, o universo não tem um sentido fundamental<a name="_ednref2"></a>.</p>
<p>Este mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ser humano. Se Deus não existe, o homem está condenado a desaparecer como se nunca houvesse existido. Deste modo, no final das contas, não fará diferença nenhuma o fato de algum homem ter surgido sobre a face da terra. A humanidade, portanto, não tem mais importância do que um enxame de mosquitos ou uma vara de porcos, pois seu fim é o mesmo. O mesmo processo cósmico cego e mecânico que a vomitou no início um dia acabará por engoli-la<a name="_ednref3"></a>.</p>
<p>No final, todos os esforços humanos terão sido em vão. A contribuição dos cientistas para o avanço da ciência, os esforços dos pacifistas para promover a paz, as pesquisas médicas para descobrir a cura de doenças, o trabalho dos humanitaristas para erradicar a pobreza – no final, tudo o que custou tanto para ser conquistado, muitas vezes à custa de inúmeras vidas, desaparecerá como se nenhum esforço houvesse sido realizado. Desta forma, tudo acaba em nada e, portanto, o homem é nada.</p>
<p>O filósofo William Lane Craig apresenta o quadro em que estamos inseridos:</p>
<blockquote><p>“Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? Pode ser dito que sua vida foi importante porque influenciou outros ou afetou o curso da história. Mas isso mostra apenas um significado relativo da sua vida, não um sentido fundamental. Sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.”<a name="_ednref4"></a></p></blockquote>
<p>Mesmo assim, muitos ateus insistem em dizer que a vida possui propósito. “A vida não vem com um manual de instruções indicando seu sentido”, dizem eles. “Somos nós que o criamos. E é isto o que faz a vida tão maravilhosa. Podemos escolher o que queremos, que sentido e que rumo queremos dar a ela.”</p>
<p>Inventar um sentido para a vida pode até ajudar uma pessoa a se sentir melhor. Mas esta invenção não passa de um auto-engano para ajudar a suportar a dura realidade da existência, visto que a vida continua sem sentido, em termos objetivos, da mesma forma.</p>
<p>Se Deus não existe, o que é o homem? Ele é apenas um subproduto acidental da natureza que evoluiu recentemente em um ponto de poeira infinitesimal perdido em algum lugar de um universo hostil e sem sentido e que está condenado a perecer individualmente e coletivamente em um espaço relativamente curto de tempo<a name="_ednref5"></a>. Nesta ordem de idéias, o homem é um mero produto do acaso e não há nenhum propósito em sua existência. E nenhuma tentativa de se inventar um sentido para sua existência poderá mudar estes fatos. Portanto, inventar um sentido para sua vida não passa de um exercício de auto-engano.</p>
<p>Além de tudo, o universo não adquire sentido apenas porque alguém lhe atribui algum. Suponha que duas pessoas dêem sentidos diferentes ao universo. Quem tem razão? A resposta, é claro, nenhuma das duas. O mundo sem Deus permanece sem sentido em termos objetivos, não importa o que as pessoas pensem. Assim, atribuir um sentido ao universo não passa de um exercício de auto-engano<a name="_ednref6"></a>.</p>
<p>Mas por que esta discussão sobre o sentido da vida é tão importante? A resposta é que, para ser feliz, o homem necessita de um sentido para sua vida. Por quê? Porque o homem se alimenta de auto-estima. Uma auto-estima baixa pode levar facilmente à depressão e ao suicídio. E dificilmente alguém pode manter sua auto-estima em níveis elevados se passar a refletir sobre a falta de sentido da existência.</p>
<p>Assim, se Deus não existe, a vida não tem sentido. E se a vida não tem sentido, o homem que reflete sobre esta verdade terá uma dificuldade séria para ser feliz. Portanto, a existência de um Deus amoroso é uma peça importante para a construção da felicidade.</p>
<p>A única solução que um ateu pode oferecer diante do absurdo da vida sem Deus é enfrentar este absurdo e procurar viver com coragem. O filósofo ateu Bertrand Russell, por exemplo, sugeriu que devemos construir nossas vidas “sob o firme fundamento do desespero incessante”:</p>
<blockquote><p>“Que o homem é o produto de causas que não possuíam conhecimento do fim que estavam alcançando; que sua origem, seu crescimento, suas esperanças e crenças, seus amores e temores, não passam do resultado de colisões acidentais de átomos; que nenhum fogo, nenhum heroísmo e nenhuma intensidade de pensamentos e emoções podem preservar uma vida além do túmulo; que todo labor de todas as eras, todas as devoções, toda inspiração, todo brilhantismo do gênio humano estão fadados à destruição na grande morte do sistema solar e que todo o templo das conquistas humanas deve ser inevitavelmente soterrado debaixo dos escombros de um universo em ruínas – todas estas coisas, se não estão além das controvérsias, são quase tão certas que nenhuma filosofia que as rejeite pode ter esperanças de se sustentar. Somente sobre a base destas verdades, somente sobre o firme fundamento do desespero incessante, pode-se construir seguramente, de agora em diante, a habitação da alma.”<a name="_ednref7"></a></p></blockquote>
<p>Na hipótese de que o ateísmo seja verdadeiro, estamos diante deste quadro terrível sobre a condição humana. Mas se o Cristianismo é a verdade, então existe um poder de amor por trás do universo. Um poder pessoal de amor tão grande que todos os homens e mulheres, velhos e crianças são especiais para ele. Ele ama tanto o ser humano que há um significado em cada vida. Ele realmente sabe sobre a queda de todos os pardais e, até mesmo, os cabelos de cada pessoa estão contados.</p>
<p>Por derradeiro, este texto não realizou nenhum esforço para demonstrar a existência de um Criador Divino. Também não houve nenhuma tentativa para se refutar a idéia de que a crença no sobrenatural é uma ilusão. Para se atingir estes objetivos seria necessário um espaço muito maior. Por esses motivos, o propósito deste artigo foi simplesmente o de enunciar as alternativas de forma clara. Se Deus não existe, a vida é um absurdo e o homem deve construir sua existência sobre o “firme fundamento do desespero incessante”, conforme palavras do filósofo ateu Bertrand Russell. Se o Deus cristão existe, todas as pessoas são especiais para ele e possuem valor e significado.</p>
<p>É possível demonstrar racionalmente que o cristianismo é uma cosmovisão mais plausível do que o ateísmo<a name="_ednref8"></a>. No entanto, mesmo se as evidências para o ateísmo e para o cristianismo fossem equivalentes, uma pessoa racional deveria escolher o último. Todo ser humano deve buscar a verdade e evitar o erro. Mas, se as evidências que suportam as duas cosmovisões são ambíguas, não parece sensato preferir o desespero e a ausência de sentido do que uma vida com propósitos.</p>
<hr size="1" /><a name="_edn1"></a> NOGUEIRA, Salvador. <strong>Para onde vamos?</strong> Disponível em &lt; <a href="http://super.abril.com.br/revista/246/materia_revista_261312.shtml?pagina=1">http://super.abril.com.br/revista/246/materia_revista_261312.shtml?pagina=1</a>&gt;. Acesso em 03 de Agosto de 2008.</p>
<p><a name="_edn2"></a>CRAIG, William Lane. <strong>A veracidade da fé cristã</strong>: uma apologética contemporânea. Tradução Hans Udo Fuchs. São Paulo: Vida Nova, 2004. P. 59.</p>
<p><a name="_edn3"></a> Ibidem, p. 59.</p>
<p><a name="_edn4"></a> Ibidem, p. 58.</p>
<p><a name="_edn5"></a> Idem, <strong>A imprescindibilidade de bases meta-éticas teológicas para a moralidade</strong>. Disponível em &lt; <a href="http://www.apologia.com.br/?p=9">http://www.apologia.com.br/?p=9</a>&gt;. Acesso em 03 de Agosto de 2008.</p>
<p><a name="_edn6"></a> Idem, op. cit., p. 64,65.</p>
<p><a name="_edn7"></a>RUSSELL, Bertrand. <strong>A free man´s worship</strong>. Disponível em &lt; <a href="http://awayward.com/library/Philosophy/BertrandRussell/Russell,%20Bertrand%20-%20A%20Free%20Man%27s%20Worship.pdf">http://awayward.com/library/Philosophy/BertrandRussell/Russell,%20Bertrand%20-%20A%20Free%20Man%27s%20Worship.pdf</a>&gt;. Acesso em 02de Agosto de 2008.</p>
<p><a name="_edn8"></a> A pessoa que desejar analisar as evidências em favor da verdade do Cristianismo pode estudar os seguintes livros: CRAIG, William Lane. <em>A veracidade da fé cristã: uma apologética contemporânea</em>. São Paulo: Vida Nova, 2004; GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não <em>tenho fé suficiente para ser ateu</em>. São Paulo: Editora Vida, 2006; STROBEL, Lee. <em>Em defesa de Cristo</em>. São Paulo: Editora Vida, 2001; Idem, <em>Em defesa da fé</em>. São Paulo: Editora Vida, 2002. Pode-se estudar também os artigos disponíveis no blog Apologia &lt;<a href="http://www.apologia.com.br">http://www.apologia.com.br</a>&gt;.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/my6KvO0Wciw" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=80</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=80</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Inerrância e ressurreição</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/5WGy25Am4jU/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=398#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 01:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Confiabilidade da Bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[Cristo ressuscitou?]]></category>

		<category><![CDATA[Inerrância da Bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=398</guid>
		<description><![CDATA[Por William Lane Craig
Tradução: Eliel Vieira
Questão: Estava lendo um debate entre William Lane Craig e Bart Ehrman e não gostei do que li. Craig se recusou a responder se a Bíblia é ou não um livro inerrante quando foi perguntado sobre isso por um membro da platéia. Ele simplesmente deixou a questão de lado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer?pagename=about_william_lane_craig">William Lane Craig</a></p>
<p>Tradução: <a href="http://www.elielvieira.org">Eliel Vieira</a></p>
<p>Questão: Estava lendo um <a href="http://www.apologia.com.br/?p=376">debate entre William Lane Craig e Bart Ehrman</a> e não gostei do que li. Craig se recusou a responder se a Bíblia é ou não um livro inerrante quando foi perguntado sobre isso por um membro da platéia. Ele simplesmente deixou a questão de lado e respondeu que aquela não era a questão que eles estavam debatendo.<span id="more-398"></span></p>
<p>1 – O que existe fora do <em>cânon</em> que sustenta a morte Jesus, seu sepultamento, ressurreição física e ascensão aos céus?</p>
<p>2 – A mensagem de Jesus foi espalhada oralmente até que os evangelhos fossem escritos. Como sabemos que a mensagem não foi corrompida com lendas? Tal como Jesus sendo sepultado por José de Arimatéia.</p>
<p>3 – E sobre outros realizadores de milagres das tradições pagãs como “Honi, o desenhista de círculos”, “Hanina ben Dosa” e “Apolônio de Tiana”. O fato destes pagãos terem praticado atos milagrosos similares aos de Jesus não enfraquece a credibilidade de Jesus como um realizador de milagres?</p>
<p>4 – E sobre as aparentes discrepâncias nos diferentes relatos sobre Jesus? Por favor, me dê uma resposta diferente de “tratam-se apenas de detalhes secundários e estas discrepâncias não contradizem o cerne da questão”. Se pertencemos a uma universidadeque declara que a Bíblia é um livro inerrante, então não deveríamos ser capazes de prover respostas a estas questões? Eu cito o sr. Ehrman em seu debate com Craig na página 13:</p>
<blockquote><p>“Em qual dia Jesus morreu e em qual horário? Ele morreu um dia antes do pão da Páscoa ser comido, como João explicitamente diz, ou ele morreu depois dele ser comido, como Marcos explicitamente diz? Ele morreu ao meio dia, como é dito em João, ou às 9 da manhã, como dito em Marcos? Jesus carregou sua cruz sozinho por todo o caminho ou Simão de Cirene a carregou? Isto depende de qual evangelho você lê. Os dois ladrões zombaram de Jesus a cruz ou apenas um deles zombou enquanto o outro o defendeu? Isto depende de qual evangelho você lê. O véu do templo se rasgou ao meio antes de Jesus morrer ou depois? Depende de qual evangelho você lê. Ou então pegue os relatos sobre a ressurreição. Quem foi à tumba no terceiro dia? Maria foi lá sozinha ou ela foi com outras mulheres? Se Maria foi lá com outras mulheres, quantas outras foram lá, quem eram elas e quais eram seus nomes? A pedra que lacrava o sepulcro rolou antes delas chegarem ou não? O que elas viram na tumba? Elas viram um homem, elas viram dois homens, ou elas viram um anjo? Depende do relato que você lê. O que elas disseram aos discípulos? Era para os discípulos permanecerem em Jerusalém e ver Jesus lá ou era para eles saírem e verem Jesus em Galiléia? As mulheres falaram com alguém ou não? Depende do relato que você lê. As mulheres falaram com alguém ou não? Depende do evangelho que você lê. Os discípulos nunca abandonaram Jerusalém ou eles a deixaram imediatamente rumo à Galiléia? Todas as respostas dependem de qual relato você lê”.</p></blockquote>
<p>Bem, qualquer ajuda será bem vinda. Por favor, não me responda indicando livros ou <em>websites</em> como os que eu estou lendo destes debates: <em>Evidência que Exige um Veredito</em> (Arte Editorial) de McDowell e <em>Em Defesa de Cristo</em> (Editora Vida) de Strobell.</p>
<p>Posso receber uma resposta direta para cada uma destas questões do maior centro de apologética cristã do mundo?</p>
<p>Obrigado,</p>
<p>Grant</p>
<p><strong>Resposta do Dr. <a href="http://www.reasonablefaith.org">William Lane Craig</a>:</strong></p>
<p>Você quer saber se pode receber respostas diretas a suas questões? Pode apostar! Leia:</p>
<p>Primeiro, para constar, você foi muito tendencioso quando disse que eu “simplesmente deixei de lado” a questão da inerrância bíblica em meu debate com Bart Ehrman sobre se existem evidências históricas para a ressurreição de Jesus. Uma maneira mais simpática e, eu acho, mais correta de colocar isto seria dizer, “Craig se recusou a permitir que Ehrman descarrilhasseo debate para uma discussão sobre inerrância bíblica e manteve o debate nos trilhos”. Ou uma maneira mais correta ainda de se analisar a situação seria: “Ehrman tentou conduzir Craig a uma afirmação sobre a inerrância bíblica, assim ele poderia impugnar a objetividade de Craig e, por conseqüência, sua integridade como um historiador; mas Craig, sabendo que seu caso para a ressurreição de Jesus não pressupunha a inerrância bíblica, se recusou a morder a isca”.</p>
<p>Como eu expliquei em minha “Questão da Semana” sobre <em>What Price Biblical Errancy</em> [Qual é o preço da “Errância” Bíblica], Ehrman, quando era um cristão, tinha um sistema teológico muito falho no qual a inerrância bíblica ocupava o centro de suas crenças, então, assim que ele se convenceu de um único erro nas Escrituras, toda sua fé cristã entrou em colapso. Como resultado, a doutrina da inerrância bíblica soa absolutamente anormal ao seu pensamento. Mas o caso para a ressurreição de Jesus que eu propus no debate não pressupõe de forma alguma a inerrância dos documentos, desta forma, a doutrina da inerrância se torna irrelevante à medida que a convicção na ressurreição prossegue.</p>
<p>Agora, vamos às suas questões:</p>
<p><em>1 – O que existe fora do cânon que sustenta a morte Jesus, seu sepultamento, ressurreição física e ascensão aos céus?</em></p>
<p>Na verdade, existem muitas fontes extra-canônicas que sustentam a morte de Jesus, seu sepultamento e sua ressurreição, fontes que sobre as quais, eu suponho, você nunca pensou. Você está imaginando fontes extra-canônicas posteriores como Josefo e Tácito. Mas as fontes extra-canônicas realmente interessantes são as mais antigas, ou seja, as fontes utilizadas pelos escritores no Novo Testamento. Agora, antes que você proteste você precisa refletir e perceber que estas fontes não estão, elas mesmas, no <em>cânon</em>, mas elas encontram-se mais próximas aos eventos do que os livros canônicos. Estas fontes são, portanto, o centro do estudo histórico sobre Jesus atualmente, não as fontes extra-canônicas posteriores. Sinceramente, se você está focado em quais fontes posteriores existem sobre Jesus, você realmente está “comendo mosca”.</p>
<p>Quais são estas fontes? A história da Paixão usada por Marcos, a fórmula citada por Paulo em I Co 15: 3-5, a fonte especial de Mateus chamada M, a fonte especial de Lucas chamada L, e assim por diante. Algumas destas fontes são incrivelmente antigas (o que ajuda a responder a sua segunda questão). A história da paixão pré-Marcos provavelmente data dos anos 30 e está baseada em testemunhos oculares, e a fórmula pré-Paulina em I Co 15:3-5 foi datada para algum período dentro de poucos anos ou até mesmo <em>meses </em>após a morte de Jesus. Eu acho que você consegue perceber porque estas fontes são as que realmente importam, não alguns relatos posteriores como o de Josefo.</p>
<p>Agora, estas fontes em conjunto provêm testemunhos abundantes e independentes para a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. Referências posteriores a Jesus pelo historiador romano Tácito, o historiador judeu Josefo, o escritor sírio Mara bar Serapion, escritos rabínicos, e escritores extra-bíblicos que confirmam o que os documentos do Novo Testamento nos dizem sobre Jesus não nos dão nada absolutamente novo. Você pode encontrar estas fontes citadas e discutidas no livro de R. T. France <em>The Evidence for Jesus</em> [A Evidência de Jesus] ou no livro de Robert Van Voorst <em>Jesus outside the New Testament</em> [Jesus fora do Novo Testamento]. O que é chave para o historiador, entretanto, não serão estas fontes posteriores, mas os documentos do Novo Testamento e suas fontes.</p>
<p>O que me leva a perguntá-lo: por que você está mais interessado nas fontes extra-canônicas do que nos próprios documentos primários? Sua questão não revela o preconceito de que os documentos do Novo Testamento não são historicamente confiáveis? Mas, se existem fontes fora do Novo Testamento que falam sobre Jesus, ah, esta é um evidência real!</p>
<p>Você precisa ter em mente que originalmente não existia nenhum livro chamado “O Novo Testamento”. Existiam apenas estes documentos separados circulando no primeiro século, relatos como o evangelho de Lucas, o evangelho de João, os Atos dos Apóstolos, a carta de Paulo a Corinto, Grécia, etc. Apenas alguns séculos depois a Igreja reuniu oficialmente estes documentos sob uma capa única, que veio a ser conhecida como o Novo Testamento. A Igreja reuniu apenas as fontes antigas, próximas a Jesus e aos apóstolos e deixou de fora os relatos posteriores, secundários, como os evangelhos apócrifos forjados, que todos sabiam ser meras fraudes. Então, desta forma, as melhores fontes históricas são as que foram reunidas no Novo Testamento. Pessoas que insistem que as evidências podem ser encontradas apenas em escritos fora do Novo Testamento não compreendem o que elas estão buscando. Elas estão reclamando que nós ignoramos as fontes primárias sobre Jesus em favor de fontes posteriores, secundárias, e menos confiáveis, o que não confere com a metodologia histórica.</p>
<p>A verdadeira questão é: quão confiáveis são os documentos sobre a morte de Jesus que foram reunidos no Novo Testamento? Isto nos leva a sua segunda questão.</p>
<p><em>2 - A mensagem de Jesus foi espalhada oralmente até que os evangelhos fossem escritos. Como sabemos que a mensagem não foi corrompida por lendas? Tal como Jesus sendo sepultado por José de Arimatéia.</em></p>
<p>Em meu artigo <em><a href="http://www.apologia.com.br/?p=390">Quem foi Jesus</a></em> neste site, eu discuto cinco razões do porque nós podemos confiar na credibilidade dos evangelhos:</p>
<p>1. Não havia tempo suficiente para que influências legendárias eliminassem o cerne dos fatos históricos.</p>
<p>2. Os evangelhos não são análogos aos contos folclóricos ou às “lendas urbanas” contemporâneas à época.</p>
<p>3. A transmissão judaica de tradições sagradas era altamente desenvolvida e confiável.</p>
<p>4. Existiam restrições significantes na adulteração de tradições sobre Jesus, como a presença de testemunhas oculares e a supervisão dos apóstolos.</p>
<p>5. Os escritores dos evangelhos possuem um registro de confiabilidade histórica.</p>
<p>Eu não vou repetir aqui o que eu disse lá.</p>
<p>Completando estas considerações gerais, estudiosos enunciaram certos “critérios de autencidade” para ajudar a detectar informações historicamente confiáveis sobre Jesus até mesmo em um documento que possa não ser em geral confiável. O que estes critérios realmente se importam são declarações sobre o efeito de certos tipos de evidência sobre a probabilidade de várias afirmações ou eventos narrados nas fontes. Para algum afirmação ou evento <strong>S</strong>, evidência de certo tipo <strong>E</strong>, e nosso conhecimento prévio <strong>B</strong>, os critérios vão estabelecer – se todas as variáveis tiverem valores equivalentes – que, Pr (S/E&amp;B) &gt; Pr (S/B). Em outras palavras, sendo todos os valores iguais, a probabilidade de algum evento ou afirmação é maior dado, por exemplo, sua atestação independente e antiga do que se sem esta atestação.</p>
<p>Quais são os fatores que podem servir a favor de E aumentando a probabilidade de algum evento ou afirmação <strong>S</strong>? A seguir alguns dos mais importantes:</p>
<p>1. <em>Congruência Histórica</em>: <strong>S</strong> se enquadra com o conhecimento dos fatos históricos concernentes ao contexto no qual <strong>S</strong> supostamente ocorreu.</p>
<p>2. <em>Atestação antiga e independente</em>: <strong>S</strong> aparece em fontes múltiplas e próximas ao tempo no qual <strong>S</strong> supostamente aconteceu e que não dependem umas das outras nem de uma fonte comum.</p>
<p>3. <em>Embaraço</em>: <strong>S</strong> é incômodo ou contra-produtivo às pessoas que servem como fontes informativas de <strong>S</strong>.</p>
<p>4. <em>Dissimilaridade</em>: <strong>S</strong> provavelmente não se trata de pensamentos e tradições judaicas antecedentes e/ou pensamentos e tradições cristãs subseqüentes.</p>
<p>5. <em>Semitismo</em>: Vestígios de <strong>S</strong> são encontrados nas narrativas aramaicas ou hebraicas.</p>
<p>6. <em>Coerência</em>: <strong>S</strong> é consistente com fatos já estabelecidos sobre Jesus.</p>
<p>Observe que estes critérios não pressupõem a confiabilidade geral dos evangelhos. Eles se focam mais em um evento particular e dão evidência para pensar que este elemento específico da vida de Jesus é histórico, a despeito da confiabilidade geral do documento no qual este evento particular é relatado. Estes mesmos critérios são assim aplicados aos relatos de Jesus encontrados nos evangelhos apócrifos, ou escritos rabinos, ou até mesmo no Corão. Claro, se os evangelhos puderem ser demonstrados como documentos confiáveis, melhor ainda! Mas os critérios não dependem de nenhuma pressuposição deste tipo. Eles servem para encontrar vestígios do miolo histórico até mesmo no meio do lixo histórico. Assim, nós não precisamos nos inquietar em defender a confiabilidade geral dos evangelhos ou cada afirmação atribuída a Jesus nos evangelhos (muito menos sua inerrância!).</p>
<p>Agora, especificamente sobre o sepultamento de Jesus por José de Arimatéia, este é um dos fatos mais estabelecidos sobre Jesus. O espaço não me permite percorrer todos os detalhes da evidência sobre o sepultamento. Mas permita-me mencionar alguns pontos:</p>
<p>Primeiro, <em>o sepultamento de Jesus é atestado multiplamente por fontes antigas e independentes</em>. O relato do sepultamento de Jesus em uma tumba por José de Arimatéia faz parte da fonte de Marcos em relação à história da Paixão. Além disso, a fórmula citada por Paulo em I Co 15:3-5 se refere ao sepultamento de Jesus:</p>
<blockquote><p>&#8230; que Jesus morreu pelos nossos pecados de acordo com as Escrituras,</p>
<p>e que ele foi sepultado,</p>
<p>e que ele foi ressuscitado ao terceiro dia de acordo com as Escrituras,</p>
<p>e que ele apareceu a Cefas, então aos Doze.</p></blockquote>
<p>Mas, podemos pensar, este sepultamento mencionado na fórmula paulina se trata do mesmo sepultamento por José de Arimatéia? A resposta a esta questão se torna clara ao compararmos a fórmula paulina às narrativas dos evangelhos e os sermões presentes nos Atos dos Apóstolos.</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="q1" src="http://www.apologia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/q1.jpg" border="0" alt="q1" width="490" height="466" /></p>
<p>Esta notável correspondência entre tradições independentes é uma prova convincente de que a fórmula paulina é um sumário em forma de tópicos dos eventos básicos sobre a paixão e ressurreição de Jesus, incluindo seu sepultamento na tumba. Nós, assim, temos evidências de duas das fontes independentes e antigas do Novo Testamento para o sepultamento de Jesus em uma tumba.</p>
<p>Mas isto não é tudo! Mais testemunhos independentes sobre o sepultamento de Jesus por José também são encontrados nas fontes por trás de Mateus e Lucas e o evangelho de João, para não mencionar o evangelho extra-bíblico de Pedro. As diferenças entre o relato de Marcos os relatos de Mateus e Lucas sugerem que os estes relatos posteriores (Mateus e Lucas) tiveram outras fontes além da fonte de Marcos. Estas diferenças existentes não são explicadas plausivelmente como os relatos de Mateus e Lucas sendo meras alterações do relato de Marcos, em razão de sua natureza irregular e variável, a inexplicável omissão de eventos como o interrogatório de Pilatos no centurião, e concordâncias em histórias presentes em Mateus e Lucas em contraste com Marcos. Além disso, Nós temos outro testemunho independente para o sepultamento no evangelho de João. Finalmente, nós temos o muito antigo sermão apostólico no livro de Atos, que muito provavelmente não foi uma criação de Lucas, mas uma antiga pregação dos apóstolos. Este sermão também faz menção ao sepultamento de Jesus em uma tumba. Assim, nós temos um número notável de fontes independentes para o sepultamento de Jesus, algumas destas fontes extraordinariamente antigas e próximas aos acontecimentos.</p>
<p>Segundo, <em>como um membro do Sinédrio Judaico que condenou Jesus, José de Arimatéia dificilmente é uma invenção cristã</em>. José é descrito como um homem rico, um membro do Sinédrio Judaico. O Sinédrio era uma espécie de alta corte judaica constituída de setenta dos líderes do judaísmo, que presidiam em Jerusalém. Existia uma hostilidade compreensível na igreja primitiva em relação aos membros do Sinédrio. Aos olhos dos cristãos, eles arquitetaram a condenação judicial de Jesus. Os sermões de Atos, por exemplo, chegam a dizer que os líderes judaicos crucificaram Jesus (Atos 2.23, 36; 4.10)! Dado este <em>status</em> que os membros do Sinédrio tinham – todos eles, de acordo com Marcos, votaram a favor da condenação de Jesus –, José é a última pessoa que alguém esperaria que cuidasse de Jesus. Assim, nas palavras do estudioso do Novo Testamento Raymond Brown, o sepultamento de Jesus por José é “muito provável”, uma vez que é “quase inexplicável” porque os cristãos inventariam uma história sobre um membro do Sinédrio fazendo um bem a Jesus.</p>
<p>Por estas e outras razões, a maioria dos críticos do Novo Testamento concorda que Jesus foi sepultado por José de Arimatéia em uma tumba. Uma vez que até Ehrman afirma isto, juntamente com a maioria dos estudiosos, por que você não?</p>
<p><em>3 – E sobre outros realizadores de milagres das tradições pagãs como “Honi, o desenhista de círculos”, “Hanina ben Dosa” e “Apolônio de Tiana”. O fato destes pagãos terem praticado atos milagrosos similares aos de Jesus não enfraquece a credibilidade de Jesus como um realizador de milagres?</em></p>
<p>Antes de qualquer coisa, estes personagens não são pagãos. Honi e Hanina ben Dosa eram santos judaicos que também tinham a fama de realizar milagres. Longe de enfraquecer a historicidade dos relatos dos evangelhos, a existência de tais figuras suporta a credibilidade dos relatos do ministério de Jesus como um realizador de milagres, uma vez que fica evidente que tais atividades estavam “em casa” no contexto judaico do primeiro século e não foram atribuídas a Jesus como resultado de alguma influência dos chamados “homens divinos” da mitologia pagã.</p>
<p>As histórias dos milagres de Jesus são tão amplamente representadas em todos os estratos das tradições dos evangelhos que seria uma ilusão considerá-las não fundamentadas na vida de Jesus. Assim, o consenso dos estudiosos do Novo Testamento é que Jesus praticou um ministério de realização de <em>milagres</em> – entretanto alguém pode querer interpretar ou explicar estes atos. No fim de seu longo e detalhado estudo dos milagres de Jesus, John Meier conclui,</p>
<blockquote><p>A atestação geral da figura de Jesus como curador de enfermidades físicas e doenças é, portanto, mais forte do que a atestação de sua atividade como exorcista&#8230; Em resumo, o afirmação de que Jesus atuou e foi visto como um exorcista e curador durante seu ministério junto às pessoas <strong>possui tanta corroboração histórica quanto qualquer outra afirmação que nós possamos fazer sobre o Jesus da história</strong> (MEIER, A Marginal Jew, 2: 969-70, grifo meu).</p></blockquote>
<p>Os milagres de Jesus, como seus exorcismos, eram realizados para demonstrar a vinda iminente do Reino de Deus. Desta forma, eles funcionaram de forma fundamentalmente diferente do que as maravilhas realizadas pelos mágicos helênicos ou santos judaicos. Além disso, os milagres de Jesus diferem dos de Honi e Hanina uma vez que Jesus nunca orou para que um milagre fosse realizado; ele pode primeiro ter expressado agradecimento ao Pai, mas então ele efetivava os milagres por si mesmo. E ele os realiza em seu próprio nome, não no de Deus. Além disso, nem Honi nem Hanina exerceu um ministério profético, fez reivindicações messiânicas, ou trouxe qualquer ensinamento junto com seus milagres. Assim, Jesus é mais do que apenas outro santo carismático judeu.</p>
<p>Quanto a Apolônio de Tiana, trata-se de uma figura construída em parte por Philostratus séculos depois como um deliberado contra-ponto à cristandade. A Igreja havia alcançado um papel de bastante influência naquela época, então Philostratus construiu Apolônio como uma alternativa pagã a Jesus. De que forma isto prejudica a confiabilidade histórica dos relatos dos evangelhos sobre os milagres de Jesus?</p>
<p><em>4 – E sobre as aparentes contradições nos diferentes relatos sobre Jesus?</em></p>
<p>Aqui está sua resposta direta, Grant: <em>não importa</em>. Eu poderia aceitar que todas estas aparentes discrepâncias são insolúveis, e isto não afetaria meu argumento histórico em nada. Não acredita em mim? Então deixe Bart Ehrman dizer por si mesmo. Ele pensa que estas aparentes contradições citadas por ele prejudicam a credibilidade histórica dos fatos sobre os quais meu argumento está baseado? Não! Ele diz,</p>
<blockquote><p>A ressurreição de Jesus se encontra no cerne da fé cristã. Infelizmente, esta é uma tradição sobre Jesus que os historiadores têm dificuldade de lidar. Como eu disse, existem algumas coisas que nós podemos dizer com certeza sobre Jesus após sua morte. Nós podemos dizer que relativa certeza, por exemplo, que ele foi sepultado&#8230;</p>
<p>Alguns estudiosos têm argumentado que é mais plausível que Jesus tenha, na verdade, sido depositado em uma tumba comum, o que aconteceu em algumas vezes, ou foi, como aconteceu a muitas outras pessoas crucificadas, simplesmente deixado para ser comido por animais (o que também geralmente acontecia a pessoas crucificadas durante o Império Romano). Mas os relatos são bastante unânimes em dizer (os relatos primitivos que temos são unânimes em dizer) que Jesus foi, na verdade, sepultado por seu seguidor, José de Arimatéia e, assim, é relativamente certo que foi isto o que aconteceu.</p>
<p>Nós também temos sólidas tradições que indicam que as mulheres encontraram esta tumba vazia três dias depois. Isto é atestado em todas as fontes dos evangelhos, antigas e posteriores, e assim este fato parece ser um ponto de partida histórico. Assim, eu acho que nós podemos dizer que após a morte de Jesus, com alguma (provavelmente com alguma) certeza, ele foi sepultado, possivelmente por seu seguidor, José de Arimatéia, e que três dias depois ele pareceu não estar em sua tumba (“From Jesus to Constantine: a History of Early Christianity” Lecture 4: “Oral and Written Traditions about Jesus” [The Teaching Company,2003]).</p></blockquote>
<p>O mesmo acontece em dobro – bem, muitas vezes mais do que o dobro – em relação à crucificação de Jesus. Este evento é reconhecido como um dos mais sólidos e estabelecidos fatos sobre a história de Jesus, negado apenas por malucos e por mulçumanos. Mesmo assim, as primeras cinco discrepâncias de Ehrman estão todas relacionadas com os relatos da crucificação, não com as narrativas do sepultamento e da tumba vazia! Então você vai negar que Jesus de Nazaré foi crucificado pelas autoridades romanas durante a Páscoa judaica no ano 30 d.C. em razão destas diferenças nas narrativas? Se sim, Grant, você não apenas vai marginalizar a si mesmo intelectualmente, mas também vai mostrar que você não está buscando sinceramente a verdade.</p>
<p>Viu agora, Grant, porque eu me recusei a entrar em uma disputa sobre quantos anjos estavam junto à tumba? Uma vez que a historicidade da tumba vazia é posta, a disputa sobre a quantidade de anjos lá presentes simplesmente não importa.</p>
<p>Você diz que aqueles que pertencem à uma universidade compromissada com a inerrância bíblica devem ser aptos a explicar estas discrepâncias. Isto é tolo, Grant! Por que pensar que o treinador Holmquist deve ser capaz de explicar estas discrepâncias? Por que pensar que até mesmo alguém no departamento de Novo Testamento deve ser capaz de explicá-las? Talvez simplesmente não existam informações históricas disponíveis para resolver todas as discrepâncias. Parece a mim que você deve achar que a crença na inerrância bíblica é conseguida através de indução lógica, neste caso, você realmente precisa, de fato, ler minha “Questão da Semana” <em>What Price Bíblical Inerrancy</em>?</p>
<p>Eu acho que o que você realmente quer dizer é que aqueles afiliados em tal universidade devem ter o interesse em explicar estas discrepâncias e, portanto, não devem “fugir” delas, como você me acusou de ter agido. Sim, eu concordaria com você que nós que acreditamos na inerrância devem ter o interesse em explicar tais discrepâncias. Mas existe tempo e lugar para tudo. Um debate sobre a historicidade da ressurreição de Jesus, onde o tempo é limitado e os fatos centrais sobre o caso são aceitos pela maioria dos estudiosos da área, não é lugar para se divertir discutindo tal questão. Esta questão da inerrância pode ser levantada e é levantada em tempos apropriados.</p>
<p>Então, vamos observar estas discrepâncias por alguns instantes:</p>
<p><em>Data e hora da crucificação</em>: Todas as fontes concordam que Jesus foi crucificado na sexta-feira. O que está se discutido é se a Páscoa era celebrada na quinta-feira ou na sexta-feira. Os evangelhos sinóticos parecem sugerir que a Última Ceia de Jesus com seus discípulos na quinta-feira à noite era a refeição da Páscoa. João concorda que Jesus compartilhou a Última Ceia com seus discípulos na quinta-feira à noite antes da traição de Judas e de sua prisão. Mas João diz que os líderes judeus queriam eliminar Jesus antes que as festividades pascais começassem na sexta-feira à noite. Então, a Páscoa começava na quinta ou na sexta? A disputa se concentra toda nesta questão! (espero que isto coloque a questão em sua perspectiva correta a você).</p>
<p>Uma possibilidade é que João tenha movido a Páscoa para sexta para que a morte de Jesus se coincidisse com sacrifício pascal do cordeiro no Templo. Mas, talvez não: uma vez que existiam diferentes calendários em uso na Palestina do primeiro século, os sacrifícios podem ter sido realizados em mais de um dia. Os fariseus e as pessoas da Galiléia contavam os dias como começando no nascer do sol e terminando no próximo nascer do sol. Mas os saduceus e as pessoas da Judéia contavam os dias como começando no pôr-do-sol e terminando no próximo pôr-do-sol.</p>
<p>Em nossa era moderna, nós adotamos o que eu acho ser a convenção mais estranha sobre a contagem dos dias: começando no meio da noite à meia-noite e terminando na próxima madrugada. Bem, esta diferença na contagem dos dias desorienta completamente a datação de certos eventos, como você pode ver no comparativo abaixo:</p>
<p><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="data da pascoa" src="http://www.apologia.com.br/wp-content/uploads/2009/09/datadapascoa.jpg" border="0" alt="data da pascoa" width="433" height="363" /></p>
<p>O cordeiro da Páscoa era sacrificado no 14º dia do mês de Nisan. De acordo com a contagem galiléia, o 14º dia de Nisan começa às 6:00 da manhã, no dia que chamamos quinta-feira. Mas para os habitantes da Judéia, o 14º dia de Nisan começa 12 horas depois, às 6:00 da noite na nossa quinta-feira. Então, enquanto os galileus, seguidores das tradições judaicas, sacrificam o cordeiro da Páscoa na tarde do 14º dia de Nisan, em qual dia eles o fazem? Quinta-feria. E quando os habitantes da Judéia ofereceram seu cordeiro em sacrifício na tarde do 14º dia de Nisan, que dia era? Sexta-feira! Quando a noite caía eles comiam o cordeiro, por sua contagem, no 15º dia de Nisan. Assim, a fim de atender à demanda de galileus-fariseus e habitantes da judéia-saduceus na Páscoa, o sacerdócio do Templo tinha que realizar os sacrifícios da Páscoa tanto na quinta-feira como na sexta-feira. Jesus, como era galileu e como sabia de sua iminente prisão, escolheu celebrar a Páscoa na noite de quinta-feira, ao passo que os sacerdotes e escribas responsáveis pela prisão de Jesus celebraram a Páscoa pelo calendário da Judéia, como João diz. Embora não tenhamos nenhuma evidência de que os sacrifícios da Páscoa eram realizados em ambos os dias, tal solução é muito plausível. A população em Jerusalém se aglomerava em torno de 125 mil pessoas durante as festividades. Seria logisticamente impossível para os sacerdotes do templo sacrificar cordeiros suficientes para tantas pessoas entre as 15:00 hs e 18:00 hs em uma tarde. Os sacrifícios deveriam ser realizados em mais de um dia, o que torna perfeitamente possível que Jesus e seus discípulos tenham celebrado a Páscoa na quinta-feira à noite, antes da prisão de Jesus.</p>
<p>O mesmo pode ser dito sobre o tempo da crucificação de Jesus: Marcos diz que a crucificação aconteceu à terceira hora, isto é, 9:00 da manhã, mas João diz que Jesus foi condenado “na sexta hora”, ou seja, por volta das 9:00. Novamente, talvez João mudou o tempo para depois. Mas, talvez não: nos evangelhos sinóticos e nos <em>Atos dos Apóstolos</em> as únicas horas do dia que são mencionadas (com apenas uma exceção) são a terceira, a sexta e a nona hora. Em uma época em que não se existia relógios, obviamente, números arredondados ou quartos de dia eram usados para identificar um tempo. A terceira hora poderia se referir a qualquer tempo entre 9:00 da manhã e o meio-dia.</p>
<p><em>Jesus carregou sua cruz por todo o caminho?</em> – Não, Simão de Cirene provavelmente foi um personagem histórico, cujo papel João simplesmente escolheu omitir em sua narrativa. Simão provavelmente se impressionou com a ação dos soldados quando Jesus estava tão fraco para carregar a cruz por todo o percurso do Gólgota.</p>
<p><em>Os ladrões zombaram de Jesus?</em> – Marcos simplesmente diz que aqueles que estavam crucificados com Jesus zombaram dele. Nenhum detalhe é dado. Mas Lucas nos diz como um destes bandidos expressou fé em Jesus. Você pode desconsiderar a história contada por Lucas como uma mera alteração piedosa da narrativa da crucificação. Mas como podemos saber que Lucas não está trabalhando ali com uma fonte independente que se lembra do arrependimento de um dos ladrões, ao passo que Marcos deixou isto passar batido? Não vejo motivos para acreditar que temos uma contradição aqui.</p>
<p><em>Quando véu do Templo se rasgou?</em> – Esta suposta discrepância é puramente imaginária, uma vez que Marcos e Lucas mencionam este fato relativo à cortina do templo sem a intenção de especificar o tempo exato em que ocorreu. Lucas ficaria impressionado se ele lesse as acusações modernas de que ele contradisse Marcos ao reunir os sinais sobrenaturais que ocorreram durante o momento da morte de Jesus.</p>
<p><em>Quem foi à tumba?</em> – Um grupo de mulheres, incluindo Maria Madalena que sempre é mencionada. João a prioriza em seu relato para conseguir um efeito dramático, mas ele sabe sobre as outras mulheres, como é evidente nas palavras de Maria, “Eles retiraram os Senhor da tumba e nós não sabemos onde o colocaram” (João 20.2, compare com 20.13). Nós não sabemos todos os nomes das outras mulheres presentes, mas entre elas estavam outra Maria, mãe de Tiago, José e Salomé. O fato de terem sido mulheres, além de homens, aparecerem nas narrativas como descobridoras da tumba vazia, é, a propósito, um dos fatos mais convincentes, que leva a maioria dos estudiosos a aceitar a historicidade da narrativa.</p>
<p><em>A pedra que lacrava o sepulcro não estava mais lacrando a tumba antes delas chegarem lá? O que elas viram?</em> – Sim, a pedra não estava mais lacrando a sepultura quando elas chegaram lá; não há discrepância alguma aqui. Elas viram um ou dois anjos. O “homem jovem” citado por Marcos é claramente uma figura angélica, como pode ser evidenciado por seu traje branco, sua mensagem reveladora e a reação de medo e tremor das mulheres a ele. Além disso, os antigos intérpretes de Marcos (Mateus e Lucas) entenderam que o jovem homem era um anjo.</p>
<p><em>O que foi dito a elas?</em> – Foi dito a elas para que fossem à Galiléia, onde elas veriam Jesus. Como a narrativa de Lucas não menciona nenhuma aparição na Galiléia, ele altera o relato de Marcos da mensagem do anjo para seus propósitos literários. A tradição das aparições na Galiléia é muito antiga e virtualmente aceitada universalmente.</p>
<p><em>As mulheres falaram com alguém?</em> – Claro, elas contaram! Quando Marcos diz que elas não disseram nada para ninguém, ele obviamente quis dizer <em>no momento em que elas correram rapidamente até os discípulos.</em> Marcos pressupõe as aparições na Galiléia, então, obviamente, ele não quis dizer que as mulheres falharam em sua missão de transmitir a mensagem do anjo aos discípulos. A discrepância é puramente imaginária.</p>
<p><em>Os discípulos deixaram Jerusalém rumo a Galiléia?</em> – Claro, como a resposta acima indica. Lucas apenas escolheu não narrar nenhuma das aparições na Galiléia porque seu propósito era mostrar como o Evangelho se estabeleceu na mais santa das cidades dos judeus, Jerusalém.</p>
<p>Assim, algumas destas supostas discrepâncias são fáceis de responder e elas são exatamente o que esperamos encontrar em relatos independentes sobre o mesmo evento. Outras discrepâncias são mais difíceis de responder, mas no fim das contas elas não trazem grandes conseqüências. Historiadores esperam encontrar inconsistências como estas até mesmo nas fontes históricas mais sólidas. Nenhum historiador simplesmente joga fora uma fonte porque ela possui alguma inconsistência. Além disso, as inconsistências sobre as quais Ehrman está falando não estão dentro de uma fonte sozinha; elas estão entre fontes <em>independentes</em> comparadas. Mas não é uma conclusão lógica dizer que porque duas fontes independentes comparadas apresentam inconsistências, <em>ambas</em> as fontes são falsas. Na pior das hipóteses, uma delas é falsa, caso as inconsistências não possam ser harmonizadas.</p>
<p>O problema em se focar em discrepâncias é que nós tendemos a perder a visão da floresta por causa de algumas árvores. O fato mais importante é que os evangelhos são incrivelmente harmoniosos no que eles relatam. As discrepâncias entre eles são em detalhes secundários. <em>Todos</em> os quatro evangelhos concordam que:</p>
<blockquote><p>Jesus de Nazaré foi crucificado em Jerusalém pelas autoridades romanas durante as festividades da Páscoa, tendo sido preso e acusado de blasfêmia pelos líderes judaicos e então caluniado pelo crime de traição perante o governador Pilatos. Depois de várias horas ele morreu e foi sepultado na tarde da sexta-feira por José de Arimatéia em uma tumba, que foi selada com uma pedra. Algumas mulheres seguidoras de Jesus, incluindo Maria Madalena, observaram seu sepultamento, visitaram sua tumba no domingo pela manhã e a encontraram vazia. Então, Jesus apareceu vivo aos seus discípulos, incluindo Pedro, que então começaram a ser proclamadores da mensagem de Sua ressurreição.</p></blockquote>
<p>Todos os evangelhos atestam estes fatos. Vários outros detalhes podem ser fornecidos ao se adicionar fatos que são atestados por três das quatro fontes. Portanto, não se engane por causa das pequenas discrepâncias. Caso contrário, você terá de ser cético também em relação a todas as outras narrativas históricas seculares que também contém inconsistências como estas, o que é absolutamente irracional.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.reasonablefaith.org/">Reasonable Faith</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/5WGy25Am4jU" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=398</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=398</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Os guardas do túmulo</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/UNiYQJf1fWA/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=394#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 01:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Confiabilidade da Bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[Cristo ressuscitou?]]></category>

		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=394</guid>
		<description><![CDATA[Por William Lane Craig
Tradução: Djair Dias Filho 
A narrativa de Mateus sobre a guarda junto ao túmulo de Jesus é amplamente considerada como lenda apologética. Embora algumas das razões dadas em apoio a esse julgamento não sejam importantes, duas são mais sérias: (1) a história é encontrada somente em Mateus e (2) a história pressupõe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="artAuthor">Por <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer?pagename=about_william_lane_craig">William Lane Craig</a></span></p>
<p><span class="artAuthor">Tradução: Djair Dias Filho </span></p>
<p><em>A narrativa de Mateus sobre a guarda junto ao túmulo de Jesus é amplamente considerada como lenda apologética. Embora algumas das razões dadas em apoio a esse julgamento não sejam importantes, duas são mais sérias: (1) a história é encontrada somente em Mateus e (2) a história pressupõe que Jesus previu sua ressurreição e que somente os líderes judeus compreenderam aquelas predições. Mas a ausência da história nos outros Evangelhos pode ser devida à falta de interesse deles em polêmica judaico-cristã. Não há boas razões para se negar que Jesus predisse sua ressurreição e, nesse caso, a segunda objeção se torna basicamente um argumento a partir do silêncio. Do lado positivo, a historicidade da narrativa é apoiada por duas considerações: (1) como apologia, a história não é resposta infalível à acusação de rapto do corpo e (2) uma reconstrução da história de tradição que subjaz à polêmica judaico-cristã torna improvável a ficcionalidade dos guardas.</em><span id="more-394"></span></p>
<p>Dentre os Evangelhos canônicos, somente Mateus relata a intrigante história da colocação de guardas junto ao túmulo de Jesus (Mt. 27.62-66; 28.4, 11-15). A história serve para propósito apologético: a refutação da alegação de que os próprios discípulos tinham roubado o corpo de Jesus e, assim, forjaram sua ressurreição. Por trás da história, como Mateus a conta, parece haver uma história de tradição de polêmica judaica e cristã, um padrão de afirmação e contra-afirmação, em desenvolvimento:<a name="_ednref2" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn2">2</a></p>
<p>Cristão: &#8216;O Senhor ressuscitou!&#8217;<br />
Judeu: &#8216;Não, os discípulos roubaram o corpo.&#8217;<br />
Cristão: &#8216;Os guardas junto ao túmulo teriam evitado tal roubo.&#8217;<br />
Judeu: &#8216;Não, os discípulos roubaram o corpo enquanto os guardas dormiam.&#8217;<br />
Cristão: &#8216;Os principais sacerdotes subornaram os guardas para dizer isso.&#8217;</p>
<p>Embora, dentre os quatro evangelistas, somente Mateus mencione os guardas junto ao túmulo (João menciona os guardas em conexão com a prisão de Jesus; cf. Mc. 14.44), o Evangelho de Pedro também relata a história dos guardas do túmulo, e sua narrativa pode muito bem ser independente de Mateus, já que as similaridades verbais são praticamente nulas<a name="_ednref3" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn3">3</a>.</p>
<p>Conforme a versão de Mateus, no sábado — ou seja, no Sabá —, que ele estranhamente circunavega chamando-o de o dia depois do dia da Preparação, os principais sacerdotes e fariseus pediram a Pilatos uma guarda para proteger o túmulo, a fim de impedir os discípulos de roubarem o corpo e, assim, de &#8220;cumprir-se&#8221; a predição de Jesus sobre ressuscitar ao terceiro dia. Pilatos disse-lhes: &#8220;Tendes uma guarda; ide e dai-lhe a segurança que puderdes&#8221;. Não fica claro se isso significa que Pilatos lhes deu uma guarda romana ou se lhes falou para usar sua própria guarda do templo. O Evangelho de Pedro emprega uma guarda romana, mas isso é provavelmente inserido na tradição e pode ter sido concebido para enfatizar a força da guarda. Caso se queira mencionar uma consideração psicológica, Pilatos provavelmente estaria, a essa altura, tão enojado com os judeus que pode muito bem ter-lhes repelido; mas lendas não conhecem quaisquer limites psicológicos. Se Pilatos repeliu os judeus, pode-se, então, questionar por que essa parte da história foi contada, de qualquer maneira; mas, se os judeus realmente foram até Pilatos, talvez, então, esse detalhe foi lembrado. Se Pilatos lhes deu uma guarda, é estranho que Mateus não tenha tornado isso explícito, como o fez o Evangelho de Pedro, uma vez que fortaleceria sua apologética. O fato de que os guardas retornaram aos principais sacerdotes é evidência de que se pretende uma guarda judaica; contraste com o Evangelho de Pedro, em que a guarda romana relata a Pilatos os eventos que ocorreram junto ao túmulo. A menção do governador no v. 14 pode indicar uma guarda romana; mas, no caso, não estaria claro como os judeus poderiam fazer algo para livrá-los do problema. O fato de que os guardas romanos poderiam ser executados, ao dormirem durante a vigia, e o aceitar suborno poderiam, ainda mais, apontar para uma guarda judaica. No Evangelho de Pedro, o suborno e a história do sono são eliminados; Pilatos simplesmente ordena que a guarda romana mantenha silêncio. Caso de dê à história o benefício da dúvida, pode-se supor que a guarda era judaica; mas, se alguém está convencido de que a história é lenda insignificante, nada poderia evitar que se considere a guarda como romana. Assim, a guarda é fixada e o sepulcro, selado. Diz-se que Mateus omite o tema da unção, por causa da guarda e do selamento<a name="_ednref4" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn4">4</a>; porém, isso não mantém qualquer apoio, pois as mulheres eram completamente desconhecedoras de que tais ações haviam sido tomadas no Sabá. Pelo contrário, poderia ser que Mateus estivesse seguindo diferentes tradições, nesse caso, visto que o v. 15 torna evidente que há uma história de tradição por trás da narrativa de Mateus<a name="_ednref5" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn5">5</a>. Antes de as mulheres chegaram, um anjo do Senhor rola de volta a pedra, e os guardas ficam paralisados com medo. Não se diz que os guardas viram a ressurreição ou mesmo que esse é o momento da ressurreição<a name="_ednref6" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn6">6</a>. Depois de as mulheres partirem, alguns da guarda foram até as autoridades judaicas, que os subornaram para dizer que os discípulos roubaram o corpo. Essa história tem sido espalhada entre os judeus até este dia, acrescenta Mateus.</p>
<p>O relato de Mateus tem sido quase universalmente rejeitado pelos críticos como sendo uma lenda apologética. Os valores para tal julgamento, entretanto, são de peso muito desigual. Por exemplo, o fato de que a história é uma resposta apologética à alegação de que os discípulos roubaram o corpo não significa, pois, que ela seja anistórica. A melhor maneira de responder a essa acusação não seria inventando ficções, mas narrando a verdadeira história do que aconteceu. Similarmente, de nada vale insistir na objeção teológica à história, como se faz frequentemente, de que ela vai além do testemunho restante do Novo Testamento, segundo o qual Jesus apareceu somente para os seus, mas permaneceu oculto aos inimigos dele<a name="_ednref7" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn7">7</a>. Alguns teólogos ficam horrorizados com o pensamento de que guardas pagãos possam ter visto o &#8220;Cristo Ressurreto&#8221;<a name="_ednref8" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn8">8</a>. Mas a narrativa não fala absolutamente nada sobre qualquer aparição de Jesus aos guardas. Pelo contrário, o anjo expressamente diz: &#8220;Ele não está aqui, porque ressurgiu&#8221;; mas o túmulo é, presumivelmente, aberto para que as mulheres possam vir e ver &#8220;o lugar onde jazia&#8221; (Mt. 28.6). E, em qualquer caso, o testemunho do Novo Testamento é que Jesus realmente apareceu a céticos, a descrentes e até mesmo a inimigos (Tomé, Tiago e Paulo). A ideia de que somente o olho da fé poderia ver o Jesus ressurreto é estranha aos Evangelhos e a Paulo, pois todos eles concordam a respeito da natureza física das aparições da ressurreição<a name="_ednref9" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn9">9</a>. Às vezes, insiste-se que os principais sacerdotes e fariseus não iriam até Pilatos no dia de Sabá. Mas tal inferência não é muito séria, já que não se diz que eles foram em massa, mas meramente se reuniram ali<a name="_ednref10" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn10">10</a>, e não se diz que eles adentraram ao pretório (cf. Jo. 18.28). De qualquer maneira, a objeção subestima a hipocrisia de homens que, ao menos de acordo com o relato do Evangelho, poderiam atar nos outros fardos pesados, mas eles mesmos não moveriam nem um dedo para ajudar. Nem é muito persuasivo objetar à história, por ela conter absurdos inerentes — por exemplo, que os guardas não saberiam que eram os discípulos porque estavam dormindo ou que uma guarda romana nunca concordaria em espalhar história pela qual poderiam ser executados<a name="_ednref11" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn11">11</a>. A primeira supõe que os judeus não poderiam ter inventado uma estúpida história para encobrir tudo; realmente, essa história era tão boa quanto qualquer outra. Pelo menos, a inferência de que foram os discípulos de Jesus não era tão forçado. Pois quem mais poderia roubar o corpo? O segundo absurdo supõe que a guarda era romana, para o que a evidência positiva é débil. E, mesmo que a guarda fosse romana, talvez a promessa dos judeus de &#8220;satisfazer ao governador&#8221; significava contar-lhe a verdade sobre o leal serviço dos guardas, caso concordassem em mentir ao povo.</p>
<p>Muito pelo contrário, as dificuldades mais sérias desta história são duas: (1) não é relatada na história pré-marcana da paixão, nem nos outros Evangelhos e (2) pressupõe não somente que Jesus tenha predito sua ressurreição ao terceiro dia, mas também que os judeus entenderam isso claramente, enquanto os discípulos permaneceram na ignorância. Em relação à primeira, é excessivamente estranho que os outros Evangelhos nada soubessem de tão importante evento como a colocação de uma guarda ao redor do túmulo. Isso sugere que o relato é uma lenda posterior, refletindo anos da polêmica judaico-cristã. A designação de Jesus como impostor é, de fato, marca da polêmica judaica contra o Cristianismo (<em>Diálogo com Trifão 208</em>, de Justino; <em>Testamento dos Doze Patriarcas</em> (Levi) 16.3). Mas, talvez, esse polêmico interesse fornece a própria razão de por que esse evento, mesmo se histórico, não foi incluído na história pré-marcana da paixão. Pois a história pré- marcana da paixão surgiu na vida da <em>Urgemeinde</em> [comunidade], antes da <em>Auseinandersetzung</em> [disputa] com o Judaísmo e, assim, antedata a polêmica judaico-cristã. Já que os guardas desempenharam virtualmente nenhum papel nos eventos da descoberta do túmulo vazio — na realidade, o relato mateano não exclui que a guarda já havia partido antes de as mulheres chegarem — a história pré-marcana da paixão pode simplesmente omiti-los. Se a calúnia segundo a qual os discípulos roubaram o corpo estava restrita a certos grupos (&#8221;essa história tem-se divulgado entre os judeus [<em>para Ioudaiois</em>] até os dias de hoje&#8221;), não se pode, então, excluir que Lucas ou João poderiam não ter essas tradições. E os evangelistas, com frequência, inexplicavelmente omitem o que parecem ser incidentes importantes que podem lhes ter sido conhecidos (por exemplo, a grande omissão de Lucas, de Mc. 6.45 — 8.26), de modo que é perigoso usar uma omissão como teste para historicidade.</p>
<p>Quanto à segunda objeção, devemos ser cuidadosos para não excluir, a priori, a possibilidade de que Jesus realmente predisse sua ressurreição, já que de antemão eliminá- la seria retornar ao racionalismo teológico do século XVIII em sua pressuposição contra o sobrenatural. E, se pressuposições filosóficas não podem excluir a predição de Jesus, tampouco o podem as teológicas — por exemplo, de que isso representa uma espécie de &#8220;triunfalismo&#8221; que minimiza a extensão do sacrifício de Jesus, uma vez que ele sabia que ressuscitaria. Concepções teológicas sobre o que é &#8220;apropriado&#8221; para a pessoa e obra de Jesus não podem ditar à história o que deve ter acontecido; antes, concepções teológicas podem simplesmente ter de mudar à luz da história, isso sendo atraente ou não às nossas sensibilidades religiosas. A única base para aceitar ou rejeitar as predições de Jesus como históricas deve ser empírica.</p>
<p>Quais, então, são as bases empíricas para se pensar que Jesus não predisse sua ressurreição? Às vezes, assevera-se que a predição de Jesus sobre sua ressurreição é incompatível com o desespero e desesperança dos discípulos. Mas isso falha em contar com as declarações de que os discípulos não podiam entender como um Messias prestes a morrer e ressuscitar seria possível (Mc. 8.32, 9.10). O conceito lhes era totalmente estranho e não fazia sentido de acordo com as concepções do triunfante Rei de Israel, ainda que — Marcos enfatiza — Jesus lhes tenha dito <em>abertamente</em> que sofreria, seria morto e ressuscitaria (Mc. 8.32). É interessante que, quando Jesus diz a Marta que Lázaro ressuscitará, sua reação é: &#8220;Sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia&#8221; (Jo. 11.24). Os discípulos podem não ter tido qualquer expectativa de que a profetizada ressurreição de Jesus seria diferente; na realidade, isso fica implícito na questão deles concernente à vinda escatológica de Elias, anterior à ressurreição (Mc. 9.10,11)<a name="_ednref12" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn12">12</a>. Assim, o fato de que os discípulos falharam em compreender o significado das predições é, realmente, muito plausível e nisso não se pode insistir contra a historicidade delas. Talvez, possa afirmar-se que a linguagem das predições é <em>ex ecclesia</em> e que, portanto, são escritas remontando à vida de Jesus. Mas, de fato, não há palavras nessas predições que o próprio Jesus poderia não ter usado. O uso de &#8220;terceiro dia&#8221; poderia ter significado somente um curto período<a name="_ednref13" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn13">13</a>. Mas mesmo se esse detalhe foi acrescentado a partir do querigma, não se acarreta que Jesus poderia não ter predito sua ressurreição. Da mesma maneira, o discurso dos judeus a Pilatos na construção de Mateus, e o tema do terceiro dia refletem a formulação querigmática de I Coríntios 15.4. Na verdade, os judeus podem ter pedido uma guarda para ali ser posicionada durante período indeterminado de tempo, ou durante a festa. As predições da ressurreição terem tomado coloração querigmática não prova que elas não foram proferidas.</p>
<p>Talvez, a mais séria dificuldade com a história da guarda, contudo, é que, se os discípulos não compreenderam o sentido das predições da ressurreição, tampouco os judeus, que tinha muito menos contato com Jesus, entenderiam. Esse é, entretanto, essencialmente um argumento do silêncio, uma vez que Mateus não conta como os judeus souberam da predição de Jesus. Supõe que se têm registrado nos Evangelhos todos os casos em que Jesus falou de sua ressurreição ou que, se essa predição foi levada sub- repticiamente aos judeus, devemos saber sobre isso. É possível que as ações dos judeus não foram motivadas, de modo algum, por qualquer conhecimento das profecias da ressurreição, mas foram simplesmente pensamento posterior para prevenir qualquer problema que pudesse ser causado pelos discípulos, junto ao túmulo, durante a festa. Tomada em conjunto, essas considerações têm peso cumulativo, entretanto, e por si mesmas provavelmente levariam alguém ao ceticismo quanto à historicidade da narrativa da guarda.</p>
<p>Porém, há outras considerações que ficam positivamente a favor dela. Por exemplo, se a história é uma ficção apologética concebida para excluir o roubo do corpo pelos discípulos, a história não é inteiramente bem-sucedida, pois existe óbvio período de tempo durante o qual os discípulos poderiam ter roubado o corpo sem ser detectado — a saber, entre seis horas de sexta-feira à noite e algum momento de sábado de manhã. Por o túmulo já estar vazio quando os guardas o abriram, é possível que já estivesse vazio quando os guardas selaram a pedra. Mateus se esquece de dizer que o sepulcro foi aberto e checado antes de ser selado, de modo que é possível que os discípulos tenham removido o corpo e recolocado a pedra na sexta-feira à noite, após a partida de José. É claro que consideraríamos tal artifício como historicamente absurdo, mas a questão é que, se a guarda é uma invenção cristã visando a refutar a alegação judaica de que os conspiradores discípulos tinham roubado o corpo, o escrito não fez um trabalho muito bom. Para a maneira como uma lenda apologética lida com essa história, veja o Evangelho de Pedro: os escribas, fariseus e anciãos dirigiram-se ao sepulcro, e todos <em>eles</em> rolaram a grande pedra pela entrada do túmulo (sem menção de José de Arimateia, apesar de tudo!), selaram-no sete vezes e mantiveram vigilância. No domingo de manhã, <em>o próprio</em> Jesus é visto saindo do túmulo com dois anjos, e as testemunhas incluíram não somente os soldados e os anciãos, mas também multidão de Jerusalém e do interior que viera para ver o sepulcro! Essa é apologética infalível: os romanos e os judeus são os responsáveis pelo sepultamento de Jesus no mesmo dia da morte dele, permanecem ali sem interrupção e, quando o túmulo se abre, não está vazio, mas Jesus sai de lá diante dos olhos de multidão de testemunhas. Em contraste, no relato de Mateus, a guarda é consideração posterior; o fato de que não foram considerados e colocados ali até o próximo dia poderia refletir o fato de que somente na sexta-feira à noite os judeus souberam que José tinha, contrariamente às expectativas, colocado o corpo em um túmulo, em vez de permitir que fosse descartado em vala comum. Isso poderia ter motivado a incomum visita deles a Pilatos, no dia seguinte.</p>
<p>Mas, talvez, a mais forte consideração a favor da historicidade da guarda é a história da polêmica pressuposta nesse relato. A calúnia judaica de que os discípulos haviam roubado o corpo era, provavelmente, a reação à proclamação cristã de que Jesus ressuscitara<a name="_ednref14" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn14">14</a>. Essa alegação judaica também é mencionada no <em>Diálogo com Trifão</em> 108, de Justino. Para desmentir tal acusação, os cristãos precisariam apenas de indicar que a guarda junto ao túmulo teria evitado o roubo e que ficaram imobilizados com medo, quando o anjo apareceu. Nesse estágio da controvérsia, não há necessidade de se mencionar o suborno à guarda. Isso surge apenas quando a polêmica judaica responde que os guardas tinham caído no sono, permitindo, assim, que os discípulos roubassem o corpo. O sono dos guardas poderia simplesmente ter sido desenvolvimento judaico, uma vez que não serviria a qualquer propósito para a polêmica cristã. A resposta cristã foi que os judeus subornaram a guarda para dizer isso, e é nesse ponto que a controvérsia permaneceu no tempo da escrita de Mateus. Porém, se essa é provável reconstrução da história da polêmica, fica difícil acreditar que a guarda é anistórica<a name="_ednref15" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn15">15</a>. Em primeiro lugar, é improvável que os cristãos inventariam uma ficção como a guarda, que todos, especialmente os oponentes judeus, perceberiam nunca ter existido. Mentiras são a mais frágil espécie de apologética que pode haver. Uma vez que a controvérsia judaico-cristã sem dúvida se originou em Jerusalém, é difícil entender como os cristãos poderiam ter tentado refutar a acusação dos oponentes deles, com uma falsificação que teria sido evidentemente irreal, já que nas redondezas não havia guardas que afirmaram ter se postado junto ao túmulo. Mas, em segundo lugar, é ainda mais improvável que, confrontados com mentira tão palpável, os judeus teriam, em vez de expô-la e denunciá-la como tal, começado a criar outra mentira, mais estúpida, de que os guardas caíram no sono enquanto os discípulos violaram o túmulo e foram embora com o corpo. Se a existência da guarda fosse falsa, a polêmica judaica nunca teria tomado o rumo que tomou. Antes, a controvérsia teria parado ali mesmo, com a renúncia de que a guarda havia sido fixada pelos judeus. Nunca chegaria ao ponto em que os cristãos teriam de inventar uma terceira mentira, a de que os judeus subornaram a fictícia guarda. Então, enquanto há razões para se duvidar da existência da guarda junto ao túmulo, há igualmente sérias considerações a seu favor. Parece melhor deixar a questão em aberto. Ironicamente, o valor do relato de Mateus para as evidências a favor da ressurreição nada tem a ver com a guarda, de maneira alguma, ou com a intenção dele de refutar a alegação de que os discípulos roubaram o corpo. A teoria da conspiração tem sido universalmente rejeitada com bases morais e psicológicas, de modo que a narrativa da guarda, como tal, é de fato muito supérflua. Com guarda ou sem guarda, nenhum crítico atual acredita que os discípulos poderiam ter roubado o túmulo e falseado a ressurreição. Antes, o verdadeiro valor do relato de Mateus é informação incidental — e por essa razão muito mais confiável — de que a polêmica judaica nunca negou que o túmulo estivesse vazio, mas em vez disso tentou explicar a situação. Portanto, os próprios antigos oponentes dos cristãos dão testemunho ao fato do túmulo vazio<a name="_ednref16" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_edn16">16</a>.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p><a name="_edn1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref1">1</a> Esta discussão provém de pesquisa conduzida na Universidade de Munique, com apoio da Fundação Alexander von Humboldt.</p>
<p><a name="_edn2" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref2">2</a> Cf. Paul Rohrbach, <em>Die Berichte über die Auferstehung Jesu Christi</em> (Berlim: Georg Reimer, 1898), p. 79.</p>
<p><a name="_edn3" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref3">3</a> Conforme B. A. Johnson, &#8220;The Empty Tomb in the Gospel of Peter Related to Mt. 28.1-7&#8243; (dissertação de doutorado, Universidade Harvard, 1966), p. 17. Isso não compromete alguém com a visão de Johnson de que essa era uma tradição de aparição.</p>
<p><a name="_edn4" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref4">4</a> Kirsopp Lake, <em>The Historical Evidence for the Resurrection of Jesus Christ</em> (Londres: Williams &amp; Norgate, 1907; Nova Iorque: G. P. Putnam&#8217;s Sons, 1907), p. 61; Walter Grundmann, <em>Das Evangelium nach Mathäus</em>, 3rd ed., THKNT I (Berlim: Evangelische Verlagsanstalt, 1972), p. 568; Josef Blinzter, &#8216;Die Grablegung Jesu in historischer Sicht&#8217;, in <em>Resurrexit</em>, ed. Edouard Dhanis (Roma: Libreria Editrice Vaticana, 1974), p. 82.</p>
<p><a name="_edn5" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref5">5</a> Evidências de tradição pré-mateana também são encontradas em várias palavras que são <em>hapax legomena</em> para o Novo Testamento: <em>epaurion, paraskeue, planos/plane, kaustodia, asphalizo</em>; igualmente, a expressão &#8220;os principais sacerdotes e fariseus&#8221; (cf. 21.45) é incomum em Mateus e nunca aparece em Marcos ou Lucas, mas é comum em João (7.32, 45; 9.47,57; 18.3). Para discussão, veja I. Broer, <em>Die Urgemeinde und das Grab Jesu</em>, SANT 31 (Munique: Kösel Verlag, 1972), pp., 69-78; F. Neirynck, &#8216;Les femmes au tombeau: Étude de la rédaction mathéenne&#8217;, NTS 15 (1968-9): pp. 168-90. Sobre a independência de Mateus e Marcos, veja E. Ruckstuhl and J. Pfammatter, <em>Die Auferstehung Jesu Christi</em> (Lucerna e Munique: Rex, 1968).</p>
<p><a name="_edn6" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref6">6</a> Contraste o Evangelho de Pedro 8.35-42:</p>
<p>Ora, na noite em que o dia do Senhor alvoreceu, quando os soldados, dois a dois em cada turno, mantinham a guarda, ressoou alta voz no céu, e viram os céus abertos e dois homens de lá desceram em grande brilho e se aproximaram ao sepulcro. A pedra que havia sido colocada junto à entrada do sepulcro começou, por si mesma, a rolar, e moveu-se para o lado; e o sepulcro foi aberto, e ambos os jovens entraram nele. Quando, então, os soldados viram isso, despertaram o centurião e os anciãos — pois eles também estavam lá para ajudar na vigilância. E, enquanto relatavam o que tinham visto, viram novamente três homens saindo do sepulcro, e dois deles sustentando o outro, e uma cruz os seguindo, e as cabeças dos dois chegando até o céu; mas aquele que, pelas mãos, era levado por eles ultrapassava os céus. E ouviram uma voz dos céus, gritando: &#8216;Pregaste aos que dormem?&#8217;, e da cruz ouviu-se a resposta &#8216;Sim&#8217;.&#8221;</p>
<p>e a <em>Ascensão de Isaías</em> 3.16:</p>
<p>&#8220;Gabriel, o Anjo do Espírito Santo, e Miguel, o chefe dos santos anjos, ao terceiro dia abrirão o sepulcro: e o Amado sentado sobre seus ombros se revelará&#8221;.</p>
<p><a name="_edn7" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref7">7</a> Grundmann, Matthäus, p. 565; John E. Alsup, <em>The Post-Resurrection Appearance Stories of the Gospel- Tradition</em>, CTM A5 (Stuttgart: Calwer Verlag. 1975), p. 117.</p>
<p><a name="_edn8" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref8">8</a> Assim, Grass diz que, além das particularidades, a história da guarda é inacreditável, porque guardas pagãos teriam visto a ressurreição (Hans Grass, <em>Ostergeschehen und Osterberichte</em>, 4. ed. [Göttingen: Vandenhoeck &amp; Ruprecht, 1970], p. 25.). Von Campenhausen também declara que a história implica que guardas pagãos seriam testemunhas da ressurreição, e não podemos concordar que isso deveria acontecer (Hans Freiheirr von Campenhausen, <em>Der Ablauf der Osterereignisse und das leere Grab</em>, 3. ed. rev., SHAW [Heidelberg: Carl Winter, 1966], p. 29). Similarmente, O&#8217;Collins faz a estarrecedora asserção de que, se Anás e Caifás estivessem com os discípulos quando Jesus apareceu, eles não teriam visto nada (Gerald O&#8217;Collins, <em>The Easter Jesus</em> [Londres: Carton, Longman &amp; Todd, 1973], p. 59). E isso apesar do que Grass repetidamente descreve como o &#8220;realismo massivo&#8221; dos Evangelhos! Cf. Koch, <em>Auferstehung</em>, pp. 59-60, 204, que se escandaliza com a objetividade das aparições do evangelho, as quais ele em vão tenta construir em categorias completamente subjetivas.</p>
<p><a name="_edn9" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref9">9</a> Sobre a concordância entre Paulo e os Evangelhos acerca da natureza do corpo da ressurreição, veja Robert H. Gundry, Soma <em>in Biblical Theology</em> (Cambridge: Cambridge University Press, 1976), pp. 159-83; Ronald J. Sider, &#8216;The Pauline Conception of the Resurrection Body in I Corinthians XV.35-54&#8242;, NTS 21 (1975): pp. 428-39; Alexander Sand, Der Begriff &#8216;Fleisch&#8217; in den paulinischen Hauptbriefen, BU 2 (Regensburg: Friedrich Pustet, 1967), pp. 152-3; Jean Héring, <em>La première épitre de saint Paul aux Corinthiens</em>, 2. ed., CNT 7 (Neuchatel, Suíça: Delachaux et Niestlé, 1959), pp. 146-8; H. Clavier, &#8216;Brèves remarques sur la notion de <em>soma pneumatikon</em>&#8216;, in <em>The Background of the New Testament and Its Eschatology</em>, ed. W. D. Davies e W. Daube (Cambridge University Press, 1956), pp. 342-62; Wilhelm Michaelis, <em>Die Erscheinungen der Auferstandenen</em> (Basileia: Heinrich Majer, 1944), p. 96.</p>
<p><a name="_edn10" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref10">10</a> Veja Ernst Lohmeyer, <em>Das Evangelium des Matthäus</em>, 4. ed., ed. W. Schmauch, KEKNT (Göttingen: Vandenhoeck &amp; Ruprecht, 1967), p. 400.</p>
<p><a name="_edn11" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref11">11</a> Lake, <em>Evidence</em>, p. 178; Willi Marxsen, <em>The Resurrection of Jesus of Nazareth</em>, trad. Margaret Kohl (Londres: SCM, 1970), p. 46; Grundmann, Mätthaus, p. 571. Orr pensa que os guardas aceitando suborno não é algo tão forçado, uma vez que a fuga deles já era violação de dever (James Orr, <em>The Resurrection of Jesus</em> (Londres: Hodder &amp; Stoughton, 1909], p. 160). Von Campenhausen levanta outros absurdos, tal como o fato de que a guarda se reportou aos judeus e que os cristãos, apesar da mentira dos guardas, sabiam de tudo (Von Campenhausen, &#8216;Ablauf&#8217;, p. 29). Mas o primeiro ponto é evidência de que a guarda era judaica; o segundo não nos deve surpreender, já que conspirações secretas quase sempre vêm à luz. De qualquer maneira, a conversa dos judeus com Pilatos é provavelmente uma imaginativa reconstrução cristã do que eles inferiram ter acontecido, o que explicaria o tema do terceiro dia e a linguagem querigmática empregada.Perry considera a colocação de uma guarda judaica junto ao túmulo, pelos judeus, sem conhecimento da predição de Jesus, como historicamente defensável (Michael Perry, <em>The Easter Enigma</em>, com Introdução de Austin Farrer [Londres: Faber &amp; Faber, 1959], pp. 98-9).</p>
<p><a name="_edn12" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref12">12</a> Embora a doutrina da ressurreição seja atestada no Antigo Testamento e tenha florescido no período intertestamentário, a concepção judaica sempre era de uma ressurreição geral e escatológica. Em lugar algum, encontra-se qualquer noção da ressurreição de um indivíduo isolado ou de uma ressurreição antes do fim do mundo (Veja as observações de Ulrich Wilckens, <em>Auferstehung</em>, TT 4 [Stuttgart e Berlim: Kreuz Verlag, 1970], p. 31; Joachim Jeremias, &#8216;Die älteste Schicht der Osterüberlieferung&#8217;, in <em>Resurrexit</em>, p. 194). Portanto, o equívoco dos discípulos tem conotação histórica.</p>
<p><a name="_edn13" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref13">13</a> Barnabas Lindars, <em>New Testament Apologetic: The Doctrinal Significance of Old Testament Quotations</em> (Filadélfia: Westminster Press, 1961; Londres: SCM Press, 1961), pp. 59- 72; O&#8217;Collins, <em>Easter</em>, p. 12. Ainda que se concorde com Lehmann que o tema do terceiro dia é expressão teológica, retirada da LXX e posteriormente elaborada na exegese rabínica, significando o dia da libertação, vitória e tomada de controle da parte de Deus (Karl Lehmann, <em>Auferweckt am dritten Tag nach der Schrift</em>, QD 38 [Friburgo: Herder, 1968], pp. 262-90), não há motivo, se a igreja primitiva poderia ter usado essa expressão, para que Jesus não a pudesse ter usado com o mesmo sentido, ao predizer sua ressurreição. Hooke também nos lembra que todos os ditos escatológicos de Jesus pressupõem sua ressurreição, como o fazem suas declarações durante a Última Ceia (S. H. Hooke, <em>The Resurrection of Christ as History and Experience</em> [Londres: Darton, Longman &amp; Todd, 1967], p. 30; cf. Michael Ramsey, <em>The Resurrection of Christ</em> [Londres: Centenary Press, 1945], pp. 38-9).</p>
<p><a name="_edn14" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref14">14</a> A proclamação pode ter sido nas palavras duas vezes repetidas em Mt. 27.64; 28.7: &#8220;Ele ressuscitou dos mortos&#8221;. Contrariamente a Grass, <em>Ostergeschehen</em>, p. 23, isso poderia evocar a reação de que os discípulos roubaram o corpo, se o próprio túmulo vazio era argumento apologético.</p>
<p><a name="_edn15" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref15">15</a> O argumento pressupõe que ou que a tradição subjacente é pré-mateana ou que o próprio evangelho foi escrito antes de 70 AD, pois depois desse tempo as pessoas em posição de saber a verdade teriam sido mortas ou dispersadas. Que a tradição seja pré-mateana fica claro: (1) a polêmica judaica por trás da história muito provavelmente surgiu da própria Jerusalém, em reação à proclamação apostólica da ressurreição. (2) Uma reconstrução da história da polêmica mostra que Mateus herdou a controvérsia sobre a guarda. Que ele não tenha inventado a guarda desde o princípio para contra-atuar diante da simples acusação judaica de roubo fica evidente a partir dos elementos do sono e do suborno dos guardas. (3) A própria narrativa contém características não-mateanas, como indicado na nota 5. Que o Evangelho de Pedro conheça tradição não- mateana da história da guarda também indica que a história não se originou com Mateus. Uma vez que a controvérsia, dessa maneira, antedata a destruição de Jerusalém, é muito difícil construí-la como calorosa discussão sobre uma entidade imaginária. Essa conclusão só é reforçada se o próprio Mateus foi escrito antes de 70 AD, como sustentado, por exemplo, por Bo Reicke, &#8216;Synoptic Prophecies on the Destruction of Jerusalem&#8217;, in <em>Studies in New Testament and Early Christian Literature</em>, ed. D. E. Aune (Leiden: E. J. Brill, 1972), pp. 121-34; J. A. T. Robinson, <em>Redating the New Testamen</em>t (Londres: SCM Press, 1976), pp. 19-26, 86-117.</p>
<p><a name="_edn16" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7295#_ednref16">16</a> Mahoney objeta que os judeus argumentaram como fizeram somente porque teria sido &#8220;sem graça&#8221; dizer que o túmulo era desconhecido ou estava perdido (Robert Mahoney, <em>Two Disciples at the Tomb</em>, TW 6 [Berna: Herbert Lang, 1974], p. 100). Mas nisso Grass está correto: se o sepulcro fosse desconhecido ou estivesse perdido, os pregadores da ressurreição teriam se deparado com a reação de Atos 2.13: &#8220;Eles estão embriagados com vinho&#8221;. Seriamente duvido se o ser &#8220;sem graça&#8221;, incolor, seria considerado pela hierarquia judaica como algo tão grosseiro que eles preferiram inventar o túmulo vazio para os cristãos. E, se o local do sepultamento de Jesus era conhecido, como é provável (Blinzler, &#8216;Grablegung&#8217;, pp. 94-6, 101-2), a reação dos judeus se torna ainda mais problemática: pois, em vez de apontarem para o túmulo de Jesus ou exporem o cadáver, eles se emaranharam em desesperada série de absurdos, tentando explicar a ausência do corpo dele. O fato de os inimigos do Cristianismo terem se sentido obrigados a explicar o túmulo vazio mostra não somente que o túmulo era conhecido (confirmação da história do sepultamento), mas também que estava <em>vazio</em>.</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/UNiYQJf1fWA" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=394</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=394</feedburner:origLink></item>
		<item>
		<title>Redescobrindo o Jesus histórico: Pressuposições e pretensões do Jesus Seminar</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/apologiabr/~3/6U3wlgq_GHM/</link>
		<comments>http://www.apologia.com.br/?p=392#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 01:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Confiabilidade da Bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[Cristo existiu?]]></category>

		<category><![CDATA[Cristo ressuscitou?]]></category>

		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.apologia.com.br/?p=392</guid>
		<description><![CDATA[Por William Lane Craig
Tradução Djair Dias Filho
Nesta primeira parte de um artigo em duas partes, as pressuposições e pretensões do Jesus Seminar [Seminário Jesus]† são expostas e avaliadas. Nota-se que as principais pressuposições (i) do naturalismo científico, (ii) da primazia dos evangelhos apócrifos e (iii) da necessidade de um Jesus politicamente correto são injustificadas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/PageServer?pagename=about_william_lane_craig">William Lane Craig</a></p>
<p>Tradução Djair Dias Filho</p>
<p><em>Nesta primeira parte de um artigo em duas partes, as pressuposições e pretensões do Jesus Seminar [Seminário Jesus]† são expostas e avaliadas. Nota-se que as principais pressuposições (i) do naturalismo científico, (ii) da primazia dos evangelhos apócrifos e (iii) da necessidade de um Jesus politicamente correto são injustificadas e resultam em um retrato distorcido do Jesus histórico. Embora o Jesus Seminar faça pretensão de falar em nome da erudição na busca pelo Jesus histórico, mostra-se que, de fato, é um pequeno grupo de críticos em busca de cumprir uma pauta cultural.</em><span id="more-392"></span></p>
<p>Em 1985, um proeminente estudioso do Novo Testamento chamado Robert Funk fundou um grupo de pesquisa no Sul da Califórnia ao qual ele deu o nome de <em>Jesus Seminar</em> [Seminário Jesus]. O propósito ostensivo do <em>Seminar</em> era descobrir a pessoa histórica de Jesus de Nazaré usando os melhores métodos da crítica bíblica científica. Na visão de Funk, o Jesus histórico tem sido sobreposto por lenda, mito e metafísica cristãos e, assim, certamente não se parece com a figura de Cristo apresentada nos Evangelhos e adorada pela Igreja hoje. O alvo do <em>Seminar</em> é arrancar essas camadas e recuperar o Jesus autêntico, aquele que realmente viveu e ensinou.</p>
<p>Fazendo isso, Funk espera atear uma revolução que trará fim ao que ele considera uma era de ignorância. Ele bombardeia a organização religiosa estabelecida por “não permitir que a inteligência da alta erudição infiltre-se em pastores e sacerdotes até chegar a uma massa faminta”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">1</a>. Ele vê o <em>Jesus Seminar</em> como um meio de denunciar aos leigos a respeito da figura mitológica que lhes ensinam a adorar e de trazê-los face a face com o verdadeiro Jesus da história.</p>
<p>O grau com que os Evangelhos têm supostamente distorcido o Jesus histórico é evidente na edição dos Evangelhos publicada pelo <em>Jesus Seminar</em>. Chamada <em>The Five Gospels</em> [Os Cinco Evangelhos], por incluir o chamado Evangelho de Tomé, ao lado de Mateus, Marcos, Lucas e João, essa versão imprime em vermelho somente aquelas palavras que os membros do <em>Seminar</em> determinam como sendo autênticas, realmente faladas por Jesus. Como resultado, menos de 20% dos ditos atribuídos a Jesus são impressos em vermelho.</p>
<p>O Jesus real e histórico parece ter sido uma espécie de crítico social itinerante, o equivalente judeu a um filósofo cínico grego. Ele nunca reivindicou ser o Filho de Deus, nem perdoar pecados, nem inaugurar uma nova aliança entre Deus e o homem. Sua crucificação foi um acidente na história; seu cadáver foi provavelmente lançado em uma sepultura suja e rasa, na qual apodreceu ou foi comido por cães selvagens.</p>
<p>A essa altura, se essas conclusões estão corretas, nós que hoje somos cristãos somos vítimas de um delírio em massa. Continuar a adorar Jesus atualmente, à luz dessas conclusões, seria ou idolatria ou mitologia – idolatria caso se adore a figura meramente humana que realmente viveu; mitologia caso se adore a ficção da imaginação da Igreja. Ora, não sei quanto a você, mas eu não quero ser nem um idólatra, nem um mitólatra. Portanto, é de máxima importância avaliar se as afirmações do <em>Jesus Seminar</em> são <em>verdadeiras</em>.</p>
<p>Hoje, portanto, quero falar sobre as pressuposições e pretensões do <em>Jesus Seminar</em>.</p>
<p><strong>Pressuposições do <em>Jesus Seminar</em></strong></p>
<p><em><strong><br />
</strong></em>Primeiramente, falemos de pressuposições. O que é uma pressuposição? Uma pressuposição é uma suposição que se faz antes de se observarem as evidências. Pressuposições são cruciais porque determinam como se interpretam as evidências. Deixe- me dar-lhe um exemplo. Você ouviu falar sobre o homem que pensava estar morto? Esse sujeito acreditava firmemente que estava morto, mesmo sendo um ser humano vivo, funcionando normalmente. Bem, a esposa dele persuadiu-o para visitar um psiquiatra, que em vão tentou convencê-lo de que, de fato, estava vivo. Finalmente, o psiquiatra teve um plano. Ele mostrou ao homem relatórios médicos e evidências científicas de que mortos não sangram. Após minuciosamente convencer o homem de que mortos não sangram, o psiquiatra pegou um alfinete e fez um furinho no dedo do homem. Quando o homem viu a gota de sangue respingar em seu dedo, seus olhos se esbugalharam. “Ah!”, ele gritou, “Mortos sangram, sim, afinal!”.</p>
<p>A crença desse homem de que estava morto foi uma pressuposição que determinou como ele interpretou as evidências. Ele se apegava tão fortemente àquela pressuposição que ela distorceu como ele observava os fatos. Ora, da mesma maneira, o <em>Jesus Seminar</em> tem certas pressuposições que determinam como olham para as evidências. Felizmente, o <em>Jesus Seminar</em> deixou abundantemente claras algumas de suas pressuposições.</p>
<p><strong>Naturalismo</strong></p>
<p>A pressuposição número um do Seminar é o <em>antissobrenaturalismo</em> ou, mais simplificadamente, o <em>naturalismo</em>. Naturalismo é a visão segundo a qual todo evento no mundo tem uma causa natural. Não há eventos com causas sobrenaturais. Em outras palavras, milagres não podem acontecer.</p>
<p>Ora, essa pressuposição constitui absoluto divisor de águas para o estudo dos Evangelhos. Caso se pressuponha o naturalismo, então coisas como a encarnação, o nascimento virginal, os milagres de Jesus e Sua ressurreição são jogados pela janela antes mesmo que se sente à mesa para se observarem as evidências. Como eventos sobrenaturais, não podem ser históricos. Mas caso a pessoa esteja ao menos aberta ao sobrenaturalismo, então esses eventos <em>não podem</em> ser excluídos de antemão. Deve-se estar aberto para observar honestamente as evidências de que eles ocorreram. De fato, caso não se pressuponha o naturalismo, então os Evangelhos vêm à tona parecendo fontes históricas muito boas sobre a vida de Jesus.</p>
<p>R. T. France, estudioso neotestamentário britânico, escreveu:</p>
<p>No nível de seu caráter literário e histórico, temos boa razão para tratar seriamente os Evangelhos como fonte de informação sobre a vida e o ensino de Jesus&#8230; Realmente, vários historiadores antigos se considerariam sortudos por terem quatro relatos responsáveis [como os Evangelhos], escritos dentro de uma ou duas gerações a partir dos eventos, e preservados em tal riqueza de evidências de manuscritos primitivos. Além desse ponto, a decisão de aceitar o registro que oferecem é provavelmente influenciada mais pela abertura a uma visão de mundo sobrenaturalista do que estritamente por considerações históricas.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">2</a></p>
<p>Em outras palavras, o ceticismo quanto aos Evangelhos não se baseia na história, mas na pressuposição do naturalismo. A Introdução a The Five Gospels [Os Cinco Evangelhos] declara:</p>
<p>A controvérsia religiosa contemporânea volta-se para a questão de se a visão de mundo refletida na Bíblia pode ser levada adiante nesta era científica e sustentada como um artigo de fé &#8230; o Cristo do credo e do dogma &#8230; não pode mais comandar a aprovação daqueles que têm visto os céus através do telescópio de Galileu.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">3</a></p>
<p>Mas por que, poderíamos perguntar, é impossível, em uma era científica, acreditar em um Cristo sobrenatural? Afinal, diversos bons cientistas são cristãos e a física contemporânea mostra-se bastante aberta à possibilidade de realidades que estão fora do domínio da física. Que justificação existe para o antissobrenaturalismo?</p>
<p>Nesse ponto, as coisas ficam realmente interessantes. De acordo com o <em>Jesus Seminar</em>, o Jesus histórico <em>por definição</em> deve ser uma figura não-sobrenatural. É aí que apelam para D. F. Strauss, o crítico bíblico alemão do século XIX. O livro de Strauss <em>The Life of Jesus, Critically Examined</em> [A vida de Jesus, criticamente examinada] baseou-se abertamente na filosofia do naturalismo. Segundo Strauss, Deus não age diretamente no mundo; Ele age apenas indiretamente, através de causas naturais. No que diz respeito à ressurreição, Strauss declara que o ressuscitar de Jesus por Deus “é irreconciliável com idéias ilustradas da relação de Deus com o mundo”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">4</a>.</p>
<p>Observe atentamente, então, o que o <em>Jesus Seminar</em> diz sobre Strauss:</p>
<p>Strauss distinguiu nos Evangelhos o que ele chamou o “mítico” (por ele definido como qualquer coisa lendária ou sobrenatural) do histórico &#8230; A escolha que Strauss admitiu em sua avaliação aos Evangelhos foi entre o Jesus sobrenatural – o Cristo da fé – e o Jesus histórico.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">5</a></p>
<p>Qualquer coisa sobrenatural é, por definição, anistórica. Nenhum argumento é dado; somente se define dessa maneira. Assim, temos um divórcio radical entre o Cristo da fé, ou o Jesus sobrenatural, e o Jesus real e histórico. Ora, o <em>Jesus Seminar</em> dá um visível endosso à distinção de Strauss: eles vêem que a distinção entre o Jesus histórico e o Cristo da fé é “o primeiro pilar da sabedoria acadêmica”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">6</a>.</p>
<p>Mas, a essa altura, toda a busca pelo Jesus histórico se torna uma charada. Caso se inicie pressupondo o naturalismo, então, é claro, termina-se com um Jesus puramente natural! Esse Jesus reconstruído e naturalista não se baseia em evidências, mas na definição. O incrível é que o <em>Jesus Seminar</em> não faz qualquer tentativa para defender tal naturalismo; apenas o pressupõe. Mas essa pressuposição é completamente injustificada. Desde que a existência de Deus seja mesmo possível, então temos de estar abertos à possibilidade de que Ele tem agido miraculosamente no Universo. Somente se existe uma prova a favor do ateísmo pode-se justificar o pensamento de que milagres são impossíveis.</p>
<p>Isso levanta exatamente a questão de se os parceiros do <em>Jesus Seminar</em> sequer acreditam que Deus realmente existe. Em um debate com John Dominic Crossan, o co- presidente do <em>Jesus Seminar</em>, eu levantei exatamente essa questão. Veja atentamente como ele responde:</p>
<p><strong>Craig</strong>: Essa distinção que você faz entre declarações de fé e declarações de fatos me perturba. Eu gostaria de saber o seguinte: o que você acha da declaração de que “Deus existe”? É uma declaração de fé ou de um fato?<br />
<strong>Crossan</strong>: É uma declaração de fé para todos os que a fazem.<br />
<strong>Craig</strong>: Quer dizer que, de acordo com sua visão, então, falando factualmente, não é verdade que Deus existe.<br />
<strong>Crossan</strong>: Essa não seria uma maneira muito agradável de expressar isso. Deixe-me expressar-me dessa maneira a você. O que eu estou dizendo aqui é para tentar levar a fé seriamente. Entendam que o dr. Craig quer equacionar fé e fato. Há pessoas neste mundo que não acreditam que Deus existe. Eu entendo isso. Eu chego a pensar que eles estão errados, mas isso não se torna nem mais um pouco um ato de fé. Eles estão tendo um ato de fé em algo mais&#8230;<br />
<strong>Craig</strong>: Mas se a existência de Deus é uma declaração de fé, e não uma declaração de um fato, isso quer dizer que a existência de Deus é simplesmente uma concepção interpretativa que uma mente em particular – um crente – coloca no Universo. Mas no Universo não existe um ser como Deus. Isto é, isso é simplesmente uma interpretação que um crente coloca dentro do Universo. Parece-me que, em um nível da realidade, independentemente da consciência humana, sua cosmovisão é realmente ateísta e que a religião é simplesmente uma estrutura interpretativa que indivíduos em particular colocam no mundo, mas nenhuma dessas é factual e objetivamente verdadeira&#8230;<br />
<strong>Crossan</strong>: Não, eu diria que o que você está tentando fazer é imaginar o mundo sem nós. Ora, infelizmente, não posso fazer isso. Se você fosse me pedir (o que acabou de fazer) para considerar a partir da fé como Deus seria se nenhum ser humano existisse, seria como me perguntar: “Será que eu ficaria incomodado se não tivesse sido concebido?”. Eu realmente não sei como responder a essa questão.<br />
<strong>Craig</strong>: É claro que você sabe!<br />
<strong>Crossan</strong>: Espere um minuto! Nós só conhecemos Deus do modo como Deus revelou-nos Deus; isso é tudo que poderíamos saber em qualquer religião.<br />
<strong>Craig</strong>: Durante a era jurássica, quando não existiam seres humanos, Deus existia?<br />
<strong>Crossan</strong>: Pergunta insignificante.<br />
<strong>Craig</strong>: Claramente, essa pergunta não é insignificante. É uma pergunta factual. Existia um Ser que era o Criador e Sustentador do Universo durante aquele período de tempo em que nenhum ser humano existia? Parece-me que, pela sua visão, seria dito um “Não”.<br />
<strong>Crossan</strong>: Bem, eu provavelmente prefiriria dizer “Não”, porque o que você está fazendo é tentar se colocar na posição de Deus e perguntar: “Como é Deus à parte da revelação? Como é Deus à parte da fé?” Não sei se você pode fazer isso. Você pode fazer isso, suponho, mas não sei se teria realmente algum sentido.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">7</a></p>
<p>Parece muito óbvio que o dr. Crossan nem mesmo afirmaria que realmente há um Deus que existe fora da imaginação humana. Bem, se Deus é apenas uma projeção da consciência humana, se realmente não há ninguém “lá fora”, além daqui, então é claro que é impossível que Deus tenha agido sobrenaturalmente no mundo, como os Evangelhos afirmam. Então, a primeira pressuposição do <em>Jesus Seminar</em>, uma pressuposição à qual não fazem qualquer tentativa para justificar, é naturalismo ou talvez até ateísmo. Rejeite essa pressuposição e toda a construção entra em colapso.</p>
<p><strong><br />
Primazia dos Evangelhos Apócrifos</strong></p>
<p>Ora, se o Jesus histórico não é o Jesus dos Evangelhos, o Jesus sobrenatural, então como estudiosos céticos entendem quem o Jesus histórico realmente era? Bem, isso leva à segunda pressuposição que gostaria de discutir, a saber, críticos céticos pressupõem que nossas fontes mais primárias para a vida de Jesus não são os Evangelhos, mas em vez disso escritos fora do Novo Testamento, especificamente os chamados evangelhos apócrifos. Esses são evangelhos forjados sob os nomes dos apóstolos, como o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Pedro, o Evangelho de Filipe, e assim por diante. Diz-se que esses escritos extrabíblicos são a chave para se reconstruir corretamente o Jesus histórico.</p>
<p>O professor Luke Johnson, distinto estudioso de Novo Testamento na Universidade Emory, aponta que toda a recente enxurrada de livros reivindicando revelar o Jesus verdadeiro seguem o mesmo padrão previsível:</p>
<p>1. O livro começa fazendo alardes das credenciais acadêmicas do autor e sua pesquisa prodigiosa.</p>
<p>2. O autor afirma oferecer uma nova, e talvez até mesmo reprimida, interpretação de quem Jesus realmente era.</p>
<p>3. Diz-se que a verdade acerca de Jesus é descoberta por meio de fontes fora da Bíblia, as quais nos capacitam a ler os Evangelhos de uma nova maneira que está em desacordo com o sentido literal, ao pé da letra.</p>
<p>4. Essa nova interpretação é provocante e até erótica, dizendo, por exemplo, que Jesus casou- se com Maria Madalena ou era o líder de uma seita alucinógena ou um filósofo cínico andarilho.</p>
<p>5. Implica-se que as crenças cristãs tradicionais são, portanto, solapadas e precisam ser revisadas.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">8</a></p>
<p>Se você ouvir falar de livros com esse padrão familiar, sua antena crítica deve automaticamente se levantar. Você está prestes a ser ludibriado. Pois o fato é que não há fonte fora da Bíblia que ponha em questão o retrato de Jesus pintado nos Evangelhos.</p>
<p>Deixe-me tomar apenas alguns exemplos do que são fontes favoritas do <em>Jesus Seminar</em>. Primeiramente, o chamado Evangelho de Tomé. O <em>Jesus Seminar</em> considera-o uma fonte tão importante que o inclui ao lado de Mateus, Marcos, Lucas e João em sua edição de <em>The Five Gospels</em> [Os Cinco Evangelhos].</p>
<p>Ora, o que é o Evangelho de Tomé? É um escrito que foi descoberto no Egito logo após a Segunda Guerra Mundial. Era parte de uma coleção de documentos gnósticos. O Gnosticismo foi uma antiga filosofia do Oriente Próximo a qual sustentava que o mundo físico é mau e a esfera espiritual é boa. A salvação vem através do conhecimento secreto da esfera espiritual, o qual libera de seu encarceramento no mundo físico a alma. O chamado Evangelho de Tomé é anuviado com a filosofia gnóstica. Era, sem dúvida, parte da literatura da seita gnóstica, muito semelhante a seitas da Nova Era em nossos dias. Fragmentos, em grego, do Evangelho de Tomé que remontam a 200 d.C. foram encontrados, e a maioria dos estudiosos dataria o original como tendo sido escrito na última metade do século II d.C. Uma evidência desse fato é que o Evangelho de Tomé usa vocabulário proveniente de traduções e harmonias dos Quatro Evangelhos feitas no século II.</p>
<p>Assim, a vasta maioria de estudiosos, atualmente, considera o Evangelho de Tomé como uma fonte derivada do século II d.C. e que reflete a visão do Gnosticismo cristão.</p>
<p>Inacreditavelmente, contudo, os parceiros do <em>Jesus Seminar</em> consideram o Evangelho de Tomé como uma fonte primária primitiva concernente a Jesus e a utiliza para revisar o retrato de Jesus encontrado nos Evangelhos. Ora, que razões eles têm para datar o evangelho de Tomé como tão primitivo? Incrivelmente, toda a abordagem deles a essa questão é um raciocínio em círculo. Ele funciona assim:</p>
<p>1. O Evangelho de Tomé é uma fonte primária primitiva.<br />
“Como você sabe?”</p>
<p>2. Porque nenhum dito apocalíptico é encontrado no Evangelho de Tomé.<br />
“Por que isso é evidência para uma data primitiva?”</p>
<p>3. Isso é evidência para uma data primitiva porque Jesus não estava envolvido na Apocalíptica.<br />
“Como você sabe que Ele não estava envolvido nisso?”</p>
<p>4. Porque o Evangelho de Tomé prova que Ele não estava.<br />
“Por que acreditar no que o Evangelho de Tomé diz?”</p>
<p>1. O Evangelho de Tomé é uma fonte primária primitiva.</p>
<p>Desse modo, Howard Clark Kee, da Universidade de Boston, declara esse procedimento como “um triunfo do raciocínio circular”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">9</a>. O estudioso neotestamentário britânico Thomas Wright diz que isso é como o Ursinho Puff seguindo seu próprio rastro na neve, ao redor de uma moita, e cada vez que vê mais rastros toma-os como evidência de que sua presa é até mais numerosa e mais real do que o que ele pensou antes!<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">10</a> Não é de admirar que os parceiros do <em>Jesus Seminar</em> não têm sido capazes de convencer, por meio de argumentos como esse, muitos dos seus colegas!</p>
<p>Um segundo exemplo é o chamado Evangelho de Pedro. Embora esse escrito tenha sido condenado como espúrio, pelos primitivos Pais da Igreja, o texto real nos era desconhecido até que uma cópia foi descoberta num túmulo egípcio em 1886. Semelhantemente ao Evangelho de Tomé, traz as marcas da influência gnóstica e usa unicamente vocabulário do século II, de modo que os estudiosos unanimemente o consideram como um escrito do século II.</p>
<p>Apesar disso, John Dominic Crossan, o copresidente do <em>Jesus Seminar</em>, baseia toda sua reconstrução da morte e sepultamento de Jesus em sua afirmação de que o Evangelho de Pedro realmente contém a mais antiga fonte primária sobre Jesus e que os Quatro Evangelhos são todos baseados nela. Portanto, diz ele, os Evangelhos não têm valor histórico porque não têm qualquer fonte de informação sobre a morte de Jesus a não ser o relato do Evangelho de Pedro. Mesmo que o próprio Evangelho de Pedro descreva a ressurreição de Jesus, o naturalismo de Crossan o previne de acreditar nesse evento. Mas, com os Evangelhos bíblicos fora de seu caminho, Crossan pode afirmar que o Evangelho de Pedro é apenas lendário e que não há testemunho confirmatório à ressurreição de Jesus.</p>
<p>Um dos aspectos mais estranhos do raciocínio de Crossan é que ele parece ter se esquecido completamente do Apóstolo Paulo. Mesmo se Crossan estivesse correto quanto ao Evangelho de Pedro ser primário, o testemunho deste ainda seria independentemente confirmado pelos escritos de Paulo, que se refere ao sepultamento de Jesus e até lista as testemunhas das aparições da ressurreição de Jesus. Assim, mesmo se o relato da ressurreição no Evangelho de Pedro fosse fundamental para os Quatro Evangelhos, não há razão histórica para negar a ressurreição.</p>
<p>Porém, de fato, a teoria de Crossan a respeito da primazia do relato do Evangelho de Pedro é virtualmente rejeitada universalmente pelos estudiosos de Novo Testamento. O proeminente estudioso canadense Ben Meyer chamou os argumentos de Crossan de “excêntricos e implausíveis”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">11</a>. Até mesmo Helmut Koester, da Universidade Harvard, rejeita o raciocínio de Crossan como sendo “seriamente defeituoso”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">12</a>. Não existe qualquer sinal de dependência literária dos Quatro Evangelhos com relação à narrativa do Evangelho de Pedro. A conclusão óbvia é que o Evangelho de Pedro é baseado nos Quatro Evangelhos, e não o contrário. Thomas Wright resume isso tudo declarando que a hipótese de Crossan “ainda não foi aceita por qualquer outro estudioso sério” e a data e origem sugeridas por Crossan “são puramente imaginárias”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">13</a>.</p>
<p>O que eu disse sobre o Evangelho de Tomé e o Evangelho de Pedro poderia ser dito sobre todos os outros evangelhos apócrifos, também. De acordo com John Meier, proeminente crítico neotestamentário norte-americano, a idéia de que os evangelhos apócrifos fornecem-nos novas informações acerca de Jesus é “em grande medida fantasia”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">14</a>. O fato é que esses escritos são tardios, escritos secundários moldados pela teologia do século II e pela posterior. Nas palavras do Professor Johnson, isso significa que, a despeito de toda publicidade, “os escritos do Novo Testamento permanecem como nossas melhores testemunhas históricas” para a vida de Jesus<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">15</a>.</p>
<p><strong>Religião Politicamente Correta</strong></p>
<p>A terceira pressuposição do <em>Jesus Seminar</em> é que a religião em geral e Jesus em particular devem ser politicamente corretos. Em nossos dias de relativismo e pluralismo religiosos, é politicamente incorreto reivindicar que uma religião é absolutamente verdadeira. Todas as religiões têm de ser, igualmente, caminhos válidos até Deus. Mas caso se insista em ser politicamente correto, então de alguma maneira deve-se tirar Jesus do caminho. Pois suas afirmações radicais e pessoais de ser o singular Filho de Deus, a revelação absoluta de Deus Pai, o único mediador entre Deus e o homem, são francamente embaraçosas e ofensivas para a mentalidade politicamente correta. O Jesus dos Evangelhos não é politicamente correto!</p>
<p>O desejo de ter uma religião politicamente correta e, em particular, um Jesus politicamente correto, distorce o julgamento histórico do <em>Jesus Seminar</em>. Eles desconsideram como sendo anistórico qualquer aspecto de Jesus que acham ser politicamente incorreto. Julgamentos históricos estão, pois, sendo feitos, não com base nas evidências, mas com base na polidez política.</p>
<p>Em lugar algum esse procedimento é mais evidente do que na obra de Marcus Borg, um dos membros mais célebres do Seminar. Como adolescente, Borg perdeu sua fé em Deus, em Cristo e na Bíblia. Mas alguns anos após formar-se no seminário, ele teve um número de experiências místicas que lhe deram um novo conceito sobre Deus. Ele diz: “Percebi que <em>Deus</em> não se refere a um ser sobrenatural ‘lá fora’ [...] Antes, <em>Deus</em> se refere ao sagrado no centro da existência, o santo mistério que está ao redor e dentro de nós”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">16</a>. Ora, se essas palavras são entoadas da maneira certa, podem soar muito significativas e profundas. Mas são raquíticas em seu entendimento de Deus. O que Borg quer dizer quando afirma que “Deus é mais do que tudo e, apesar disso, tudo está em Deus”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">17</a>?</p>
<p>De qualquer forma, Borg então reinterpreta Jesus à luz de suas próprias experiências místicas. Se imaginamos Jesus dessa maneira, diz Borg, isso “solapa uma crença cristã amplamente difundida segundo a qual Jesus é singular, o que é comumente ligado à noção de que o Cristianismo é exclusivamente verdadeiro e que ‘Jesus é o único caminho’”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">18</a>. Nesse ponto, parece muito óbvio que o desejo de Borg por ter uma religião politicamente correta determina sua reconstrução do Jesus histórico. Como aponta Douglas Geivett, a rejeição de Borg da figura tradicional de Jesus tem “menos a ver com pesquisa histórica sobre Jesus e mais a ver com as próprias crenças de Borg sobre Deus”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">19</a>.</p>
<p>O resultado de se permitir que a polidez política dite o que é e não é histórico é que se acaba criando um anacronismo: um Jesus politicamente correto, de fins do século XX, é apenas um reflexo de si mesmo [e não de Jesus]. Assim, o Jesus de Borg mostra ser um liberal social, dirigido por uma “política de compaixão”, a fim de defender os direitos das mulheres e dos pobres contra uma situação social opressiva. O caráter compassivo de Jesus, diz Borg, também implica a defesa dos direitos dos gays e a provisão de saúde universal imediatamente! É difícil discordar do veredicto de Howard Kee: os parceiros do <em>Jesus Seminar</em> sucumbiram à tentação de criar Jesus à sua própria imagem<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">20</a>. Eles olharam para o longo poço da história e viram seus próprios rostos refletidos no fundo dele<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">21</a>.</p>
<p>Em suma, as conclusões do <em>Jesus Seminar</em> se baseiam não tanto em evidências, quanto nas pressuposições do naturalismo, na primazia dos evangelhos apócrifos e na religião politicamente correta. Não há justificação para qualquer dessas pressuposições. Rejeite-as, e todo o Jesus reconstruído deles colapsa em ruína.</p>
<p><strong>Pretensões do <em>Jesus Seminar</em></strong></p>
<p>Bem, a essa altura, você pode estar se perguntando como, nesse mundo, a erudição do Novo Testamento poderia ser baseada em fundações tão frágeis como essas. De fato, não o é. Isso me leva para o meu segundo ponto principal: as pretensões do <em>Jesus Seminar</em>.</p>
<p>O <em>Jesus Seminar</em> se retrata para a mídia como a voz representativa da erudição do Novo Testamento hoje, passando por cima das cabeças dos clérigos a fim de contar a leigos sem desconfiança, que têm sido ludibriados pela Igreja, como Jesus <em>realmente</em> era. Apenas uma evidência dessa pretensão é que eles nomearam a tradução deles dos Evangelhos “A Versão do Acadêmico” [The Scholar’s Version] – como se as equipes de linguistas e especialistas que produziram traduções tais quais a RSV [Revised Standard Version], a NEB [New English Bible] ou a NIV [New International Version]‡ não fossem de acadêmicos! Eles são muito preocupados em retratar-se como historiadores desinteressados, e não teólogos. Essa é a visão da mídia sobre o <em>Jesus Seminar</em> – um grande grupo de historiadores, acadêmicos representativos, falando a verdade sem tendências. Essas são as pretensões. Qual é a realidade?</p>
<p>Bem, a realidade vem a ser muito diferente. A reivindicação deles de terem 200 acadêmicos no Seminar é grosseiramente inflacionada: essa cifra inclui qualquer um que, de alguma maneira, esteve envolvido nas atividades do <em>Seminar</em>, como estar numa lista de correpondências. O número real de participantes regulares é somente de aproximadamente 40. E quanto às credenciais acadêmicas dos membros? Dos 74 listados na sua publicação <em>The Five Gospels</em>, somente 14 seriam figuras importantes no campo dos estudos de Novo Testamento. Mais da metade é de basicamente desconhecidos, que publicaram somente dois ou três artigos. Dezoito dos membros não publicaram absolutamente nada sobre estudos do Novo Testamento! A maioria tem posições acadêmicas relativamente inexpressivas – por exemplo, ensinar na faculdade de uma comunidade. De acordo com Johnson, “Os números, sozinhos, sugerem que qualquer reivindicação de representar ‘erudição’ ou a ‘academia’ é ridícula”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">22</a>.</p>
<p>Realmente, é a reivindicação do <em>Seminar</em> de representar o consenso da erudição que tem deveras cutucado os estudiosos de Novo Testamento. E eu quero enfatizar que não estou falando sobre as reações de conversadores ou evangélicos: estou falando sobre a ampla gama de estudiosos de Novo Testamento. Por exemplo, Howard Kee denuncia o <em>Jesus Seminar</em> como “uma desgraça acadêmica”, e diz que as conclusões deles são “prejudiciais” e “periféricas”, não “um desenvolvimento substancial no estudo acadêmico responsável sobre o Jesus histórico”<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">23</a>.</p>
<p>De acordo com Johnson, a verdadeira pauta do <em>Jesus Seminar</em> não é acadêmica, mas social. Ele declara:</p>
<p>A pauta do <em>Seminar</em> não é erudição desinteressada, mas uma missão social contra a maneira como a igreja é dominada pela teologia evangélica – isto é, uma teologia enfocada na verdade literal dos Evangelhos. É importante notar, desde o princípio, que Robert Funk não concebe o <em>Seminar</em> como dando uma contribuição à erudição, mas como cumprindo uma missão cultural. Os inimigos declarados do <em>Seminar</em> não são simplesmente fundamentalistas ou a Convenção Batista do Sul [Southern Baptist Convention], mas todos aqueles que contribuem para qualquer entendimento tradicional de Jesus como Senhor Ressurreto e Filho de Deus.<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">24</a></p>
<p>É essa pauta sociocultural que determina, de antemão, as conclusões do <em>Jesus Seminar</em>. Longe de representar o consenso da erudição de Novo Testamento, o Seminar na verdade representa as visões de uma minoria radical da periferia da ala esquerda da erudição bíblica. Não é de admirar que Jacob Neusner, um dos mais proeminentes teólogos judeus de nossos dias, tenha dito que o <em>Jesus Seminar</em> é ou a maior farsa acadêmica desde o Homem de Piltdown ou, senão, representa a falência dos estudos neotestamentários!<a name="_ednref1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_edn1">25</a></p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Felizmente, a corrente principal da erudição neotestamentária tem se movido para uma direção muito diferente da periferia da ala esquerda representada pelo <em>Jesus Seminar</em>. Passados são os dias em que Jesus era tratado como uma figura da mitologia grega e romana. Passados são os dias em que Seus milagres eram desconsiderados como sendo contos de fada baseados em histórias de heróis mitológicos. Passados são os dias em que seu túmulo vazio e as aparições da ressurreição eram depreciados como sendo lendas ou alucinações. Atualmente, concorda-se amplamente que os Evangelhos são fontes históricas de valor com relação à vida de Jesus e que o contexto adequado para se compreenderem os Evangelhos não é a mitologia, mas o Judaísmo Palestino. Concorda-se amplamente que o Jesus histórico colocou-se e falou como estando no lugar do próprio Deus, proclamou o advento do Reino de Deus, e realizou ministério de operação de milagres e exorcismos, como sinais do Reino. Acho tremendamente gratificante ver que o movimento da erudição neotestamentária como um todo está em direção a confirmar com o entendimento tradicional de Jesus conforme retratado nos Evangelhos. Em particular, minha própria pesquisa concernente à ressurreição de Jesus me convenceu mais do que nunca que isso foi um evento histórico, verificável pelas evidências. O cristão pode estar confiante de que os fundamentos históricos de sua fé permanecem seguros. Você pode apostar sua vida nisso.</p>
<p>Notas finais</p>
<p><a name="_edn1" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref1">1</a> Robert Funk, &#8220;The Issue of Jesus&#8221;, <em>Forum</em> 1 (1985): 8.</p>
<p><a name="_edn2" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref2">2</a> R. T. France, &#8220;The Gospels as Historical Sources for Jesus, the Founder of Christianity&#8221;, <em>Truth</em> 1 (1985): 86.</p>
<p><a name="_edn3" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref3">3</a> R. W. Funk, R. W. Hoover, and the <em>Jesus Seminar</em>, &#8220;Introduction&#8221; a <em>The Five Gospels</em> (Nova Iorque: Macmillan, 1993), p. 2.</p>
<p><a name="_edn4" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref4">4</a> David Friedrich Strauß, <em>The Life of Jesus, Critically Examined</em>, trad. George Eliot, ed. com Introdução por Peter C. Hodgson, Lives of Jesus Series (Londres: SCM Press, 1973), p. 736.</p>
<p><a name="_edn5" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref5">5</a> Funk, <em>et. al.</em>, &#8220;Introduction&#8221;, p. 3.</p>
<p><a name="_edn6" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref6">6</a> <em>Ibid</em>., pp. 2–3.</p>
<p><a name="_edn7" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref7">7</a> William Lane Craig e John Dominic Crossan, <em>Will the Real Jesus Please Stand Up?</em>, ed. Paul Copan, com Respostas de Ben Witherington III, Craig Blomberg, Marcus Borg e Robert Miller (Grand Rapids, Mich: Baker Bookhouse, 1998).</p>
<p><a name="_edn8" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref8">8</a> Luke Timothy Johnson, <em>The Real Jesus</em> (São Francisco: Harper San Francisco, 1996), p. 31.</p>
<p><a name="_edn9" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref9">9</a> Howard Clark Kee, &#8220;A Century of Quests of the Culturally Compatible Jesus&#8221;, <em>Theology Today</em> 52 (1995): 22.</p>
<p><a name="_edn10" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref10">10</a> N. T. Wright, &#8220;Taking the Text with Her Pleasure&#8221;, <em>Theology</em> 96 (1993): 307.</p>
<p><a name="_edn11" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref11">11</a> Ben Meyer, nota crítica a <em>The Historical Jesus</em>, de John Dominic Crossan, <em>Catholic Biblical Quarterly</em> 55 (1993): 575.</p>
<p><a name="_edn12" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref12">12</a> Helmut Koester, <em>Ancient Christian Gospels</em> (Londres: SCM, 1990), p. 220.</p>
<p><a name="_edn13" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref13">13</a> N. T. Wright, <em>Jesus and the Victory of God</em> (Minneapolis: Fortress Press, 1996), p. 49.</p>
<p><a name="_edn14" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref14">14</a> John P. Meier, <em>A Marginal Jew</em>, vol. 2: <em>Mentor, Message and Miracles</em>, Anchor Bible Reference Library (Nova Iorque: Doubleday, 1994), p. 5.</p>
<p><a name="_edn15" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref15">15</a> Johnson, <em>Real Jesus</em>, p. 89.</p>
<p><a name="_edn16" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref16">16</a> Marcus Borg, <em>Meeting Jesus Again for the First Time</em> (São Francisco: Harper San Francisco, 1994), p. 14.</p>
<p><a name="_edn17" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref17">17</a> <em>Ibid</em>.</p>
<p><a name="_edn18" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref18">18</a> <em>Ibid</em>., p. 37.</p>
<p><a name="_edn19" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref19">19</a> R. Douglas Geivett, &#8220;Is Jesus the Only Way?&#8221; in <em>Jesus under Fire</em>, ed. J. P. Moreland e M. J. Wilkins (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1995), p. 187.</p>
<p><a name="_edn20" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref20">20</a> Kee, &#8220;Century of Quests&#8221;, p. 26.</p>
<p><a name="_edn21" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref21">21</a> Uma memorável caracterização, feita por George Tyrell, sobre a escola da Antiga Busca pelo Jesus Histórico, <em>Christianity at the Crossroads</em> (Londres: Longman, Green, &amp; Co., 1909), p. 44.</p>
<p><a name="_edn22" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref22">22</a> Johnson, <em>Real Jesus</em>, pp. 4–5.</p>
<p><a name="_edn23" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref23">23</a> Howard Clark Kee, Editorial: &#8220;Controversial Jesus Seminar&#8221;, <em>Los Angeles Times</em>, 12 March 1991, p. B6; <em>idem</em>, &#8220;Century of Quests,&#8221; p. 28.</p>
<p><a name="_edn24" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref24">24</a> Johnson, <em>Real Jesus</em>, p. 6.</p>
<p><a name="_edn25" href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177#_ednref25">25</a> Jacob Neusner, citado por Richard N. Ostling, &#8220;Jesus Christ, Plain and Simple&#8221;, <em>Time</em> (January 10, 1994), p. 39.</p>
<p>† A importância deste artigo para o cenário brasileiro não pode ser diminuída. Embora o <em>Jesus Seminar</em> não seja alardeado na mídia deste país – diferentemente do que ocorre nos E.U.A. –, é inegável a influência do pensamento de seus membros em diversas revistas, jornais e documentários televisivos aqui difundidos. Não bastando tal injustificada tendência popular à posição do Seminar, vêem-se seus ensinos repercutindo em ambientes acadêmicos. Este tradutor pôde ouvir, dos lábios de diretor de certo seminário pentecostal (pós- graduado em uma prestigiada instituição teológica de orientação liberal), declaração segundo a qual John Dominic Crossan – um dos decanos do Seminar – seria a autoridade contemporânea em assuntos concernentes ao Jesus histórico. Enquanto isso, importantes estudiosos que reconhecem a confiabilidade dos Evangelhos em questões históricas – como N. T. Wright, Gary Habermas, Craig Blomberg ou mesmo William Lane Craig, autor do presente artigo – são esquecidos ou sequer conhecidos. Mal se publicam suas obras em língua portuguesa; por sua vez, os textos de alguns notáveis membros do Seminar são facilmente encontrados, no vernáculo, nas livrarias nacionais. A esperança desta tradução é pôr a lume a perspectiva crítica aos (aparentemente revolucionários) críticos da visão evangélica de Cristo, propondo ao contexto brasileiro uma alternativa conservadora academicamente respeitável e razoável quanto à “busca do Jesus histórico”. (Nota do Tradutor)</p>
<p>‡ Em Língua Portuguesa, seria possível pensar na NVI (Nova Versão Internacional), na Bíblia de Jerusalém e nas diversas edições baseadas na tradução de João Ferreira de Almeida. (N. do T.)</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=7177">Reasonable Faith</a></p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/apologiabr/~4/6U3wlgq_GHM" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.apologia.com.br/?feed=rss2&amp;p=392</wfw:commentRss>
		<feedburner:origLink>http://www.apologia.com.br/?p=392</feedburner:origLink></item>
	</channel>
</rss>
