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	<title>Aprendiz de Escritor</title>
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	<description>Aqui, eu posto os meus exercícios — trechos da ficção que eu tanto gosto de escrever — e os meus ensaios, crônicas, artigos, dicas de eventos, de livros, de filmes e tudo o que eu acho pertinente a esse mundo no qual eu estou entrando agora: o de escritor.</description>
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		<title>Sobre Neil Gaiman, pirataria, velhos mestres e novas magias</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 16:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Analfabetismo funcional]]></category>
		<category><![CDATA[eBook]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Tibor Moricz]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei esse vídeo no meio de um dos ótimos quebra-paus debates que o Tibor está propondo lá no blog dele. O segundo, para ser mais exato, sobre merchan e ebooks. Nele, um jornalista faz uma pergunta ao Gaiman sobre a pirataria de livros na web. Prova de que eu não escolho meus ídolos a toa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei esse vídeo no meio de um dos ótimos <del>quebra-paus</del> debates que o Tibor está propondo lá no blog dele. O segundo, para ser mais exato, sobre <a href="http://esooutroblogue.wordpress.com/2011/12/22/merchandising-literario-seria-uma-solucao-contra-a-pirataria/">merchan e ebooks</a>. Nele, um jornalista faz uma pergunta ao Gaiman sobre a pirataria de livros na web.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/3odgel4zU6s;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="280" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/3odgel4zU6s;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Prova de que eu não escolho meus ídolos a toa, o Gaiman transcende a pergunta e traz o seguinte argumento &#8220;o inimigo não é a idéia que as pessoas estão lendo livros de graça pela internet, o inimigo são as pessoas que não lêem&#8221;.</p>
<p>A livre circulação de cultura arruína com muitos modelos de negócio existentes, mas ela vai além disso. O surgimento dessa tendência como um desdobramento natural, fruto dessa aparente sede de cultura — uma evolução da sede de entretenimento talvez? — já dá indícios claros que não só os mercadores culturais terão muito trabalho pela frente redesenhando seus contratos.</p>
<p>Aqui é onde eu ouso ir além do Gaiman: a minha tribo não é das pessoas que lêem. A minha tribo é a das pessoas que jogam, experimentam, descobrem e <strong>vivem</strong>. </p>
<p><span id="more-2001"></span>É essa a tribo que está aí fora, senhores. </p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="280" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/MaSYa0QNVUM;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="280" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/MaSYa0QNVUM;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Diante disso, é natural (e inevitável) que os artistas também transcendam. </p>
<p>A <strong>tinta</strong>, o <strong>corpo </strong>e o <strong>som </strong>estão aí desde que o mundo é mundo. Há pouca magia que já não tenha sido realizada usando esses três ingredientes. Agora computadores, internet, celulares, redes sociais e outras maravilhas do nosso século são fenômenos novos, reais, cheios de magia a ser explorada. </p>
<p>E se é que ainda há alguma magia ancestral a ser feita usando a velha tríade tinta/corpo/som eu apostaria que ela está estritamente ligada às consequências causadas por esses novos ingredientes.</p>
<p>Quando é que vamos parar de macaquear nossos ancestrais? Quando é que vamos perceber que temos o cérebro mole para aceitar as mudanças? Para evoluir!</p>
<p>Cabe aos novos artistas misturar esses novos ingredientes com tanta versatilidade e talento quanto os antigos mestres usaram nos ingredientes que eles tinham em mãos.</p>
<p>E sabe lá do que essas novas magias serão capazes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Verbos para 2012</title>
		<link>http://aprendizdeescritor.com.br/verbos-para-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 17:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nadaver]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi este belo cartão do Silvio Alexandre, um editor fantástico em todos os sentidos. Impossível não compartilhar com vocês.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi este belo cartão do <a href="http://universofantastico.wordpress.com/">Silvio Alexandre</a>, um editor fantástico em todos os sentidos. Impossível não compartilhar com vocês. <img src='http://aprendizdeescritor.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
<a href="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/12/feliz-2012.jpg"><img src="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/12/feliz-2012-240x300.jpg" alt="" title="feliz 2012" width="240" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-1998" /></a></p>
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		<item>
		<title>17 Dicas do Mario Persona para escrever um livro bacana (e +3 dicas minhas e suas pra completar 20)</title>
		<link>http://aprendizdeescritor.com.br/17-dicas-do-mario-persona-para-escrever-um-livro-bacana-e-3-dicas-minhas-e-suas-pra-completar-20/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 20:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Persona]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirando as piadinhas meio nhé, o vídeo traz algumas dicas bacanas (e outras mais babacas e repetitivas). Listei um resumo abaixo, destacando e comentando as que eu mais gostei. No vídeo ele estraga comenta todas. Converse com o leitor. Use linguagem informal. Crie frases curtas. Comece com uma pergunta. (isso instiga mesmo, neurolinguisticamente!) Seja um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/aaIPzxt_VEM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Tirando as piadinhas meio <em>nhé</em>, o vídeo traz algumas dicas bacanas (e outras mais babacas e repetitivas).</p>
<p>Listei um resumo abaixo, destacando e comentando as que eu mais gostei. No vídeo ele <del>estraga</del> comenta todas.</p>
<p><span id="more-1982"></span></p>
<ol>
<li>Converse com o leitor.</li>
<li>Use linguagem informal.</li>
<li>Crie frases curtas.</li>
<li><strong>Comece com uma pergunta.</strong> <em>(isso instiga mesmo, neurolinguisticamente!)</em></li>
<li>Seja um escultor de parágrafos.</li>
<li><strong>Use o humor como atalho.</strong> <em>(e não é só no texto, é na vida!)</em></li>
<li><strong>Não diga tudo.</strong> <em>(tenha sempre um Ás na manga — ou um Valetinho, no mínimo)</em></li>
<li>Brinque com as palavras.</li>
<li>Rime e poetise.</li>
<li><strong>Abuse do corriqueiro.</strong><em> (tenho paixão por <a href="http://www.hortifruti.org/wp-content/uploads/2011/11/A-filosofia-sacolejante.pdf">releituras inteligentes do óbvio</a>)</em></li>
<li><strong>Leve o leitor para a cozinha.</strong> <em>(ou pro bar, pra tomar uma!)</em></li>
<li>Polvilhe alguma erudição.</li>
<li>Faça o leitor viajar.</li>
<li>Termine o parágrafo com suspense.</li>
<li>Escreva com ritmo.</li>
<li><strong>Ouse errar.</strong> <em>(errar é sinônimo de peregrinar)</em></li>
<li>Transforme seu leitor em cúmplice.</li>
</ol>
<p>Pra completar 20, eu lanço minhas três:</p>
<ol>
<li style="padding-bottom:10px"><strong>Escritores escrevem.</strong> Você vai dizer <em>&#8220;Uau! Que insight!&#8221;</em>, mas sim, essa é a minha dica número 1. Essa história de &#8220;tenho um livro na minha cabeça&#8221; ou &#8220;minha vida daria um livro&#8221; <em>nón ecziste!</em>  Não existe livro ou conto que não esteja escrito e nenhum deles nasceu pronto. Se até a muralha da China começou com uma meia dúzia de tijolinhos, você acha mesmo que vai parir um Guimarães logo de cara?</li>
<li style="padding-bottom:10px"><strong>Leia bons livros.</strong> Se você não tem tempo pra ler bons livros, não terá tempo para escrever bons livros, ponto final. E só leia o que gostar, de Machado a Coelho. De Clarice a Surfistinha. Não ligue pro que as pessoas falam, mas não se obrigue a engolir mais do que 3 capítulos a contragosto. Abandone sem medo. A vida é curta demais pra ler livros a contragosto.</li>
<li><strong>Começar é difícil, continuar é ainda pior.</strong> Terminar então, é para poucos. Escrever um livro é como dirigir a noite, só se enxerga até onde os faróis alcançam, mas dá pra fazer toda a viagem numa boa. Depois da ousadia para sair da garagem, tudo o que você vai precisar é ficar atento para não se perder no caminho.</li>
</ol>
<p>Aguardo as três dicas complementares de vocês aí nos comentários!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>2012: A Profecia Maia &amp; O Futuro do Aprendiz de Escritor</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 19:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos & Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo de Carvalho]]></category>
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		<category><![CDATA[Prática de Criação Literária]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade Cruzeiro do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[O título é apocalíptico, mas esse post tem tanta notícia boa que chega a me dar coceira no nariz de tanta alegria. Semana passada, divulguei aqui minha estréia como palestrante no II FECON. Lá, sucedi um dos cabeças do movimento cyberpunk, liderando junto ao meu guru Nelson de Oliveira um debate sobre as tendências da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título é apocalíptico, mas esse post tem tanta notícia boa que chega a me dar coceira no nariz de tanta alegria.</p>
<p>Semana passada, <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/ii-fecon-futuro-arte-novas-midias-e-mercado/">divulguei aqui</a> minha estréia como palestrante no II FECON. Lá, <a href="http://terracotaeditora.com.br/?p=648">sucedi um dos cabeças do movimento cyberpunk</a>, liderando junto ao meu guru <a href="http://urbanalenda.blogspot.com/">Nelson de Oliveira</a> um debate sobre as tendências da arte e do mercado de literatura capitaneado por <a href="http://hipocentro.blogspot.com/">Claudio Brites</a>. Tudo isso <a href="http://bit.ly/2fecon">dentro de uma das maiores universidades brasileiras</a>, então é lógico que a palestra estava cheia — salas de engenharia à jornalismo, de bichos à veteranos. Lógico que, de tão nervoso que eu estava, passei mal durante o dia e até choveu no caminho pra lá.</p>
<p><span id="more-1964"></span>Felizmente <strong>foi um sucesso danado</strong>. A platéia se deixou seduzir pela nossa tentativa de espetáculo. Riram e choraram conosco. Verdade! <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150525502877494.434829.527952493">Veja os fotos no Facebook</a>! Oramos junto ao guru agradecendo os mistérios descobertos nos últimos dois séculos — coisas simples, da anestesia à lâmpada incandescente — e nos entregamos ao atrevimento de mergulhar no portal que separa o abismo do &#8220;daqui a pouco&#8221; da nebulosa sideral que é o &#8220;felizes para sempre&#8221;.</p>
<p>Falamos do <em>Storytelling</em> (o nome chique da velha história em torno da fogueira), decupamos a <em>Transmídia</em> (aquela coisa da história que não cabe num só livro, filme ou jogo) e finalmente, do <em>Gamification</em> — tese essa sobre a qual eu já gozo de quase duas décadas de experiência, de Enduro à God of War III. Se você não estava lá, acompanhe os slides e tente farejar um pouco daquilo no que nos lambuzamos por lá.</p>
<div id="__ss_10504369" style="width: 425px;"><iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/10504369" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" width="425" height="355"></iframe></div>
<p>O fato é que não há como reproduzir o que houve ali. Aconteceu um milagre naquela sala. Se há um Espírito Santo, ele estava ali entre nós, comendo pipoca e dando risada conosco. Satisfeito com as veredas que se insinuam adiante dos Aprendizes de Escritor e de suas insatisfeitas platéias de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MaSYa0QNVUM"><em>Millenials</em></a> — sonhadoes utópicos, anarquistas digitais, otimistas fragmentados — protestando com um desinteresse ensurdecedor diante do chiste que farejam nos livros de ontem, no cinema de hoje, nos games de amanhã e no mercado de sempre.</p>
<h1>A vaia é a deixa que todo Aprendiz precisa</h1>
<p>Haverá um 2012 de catástrofes perfeitas, afinal a melhor coisa que pode acontecer para um Aprediz de Escritor — ou de Cineasta, de Dramaturgo, de Roteirista e, até ousando — <strong>a melhor coisa para um Aprendiz de Artista é uma platéia insatisfeita</strong>. Significa que a hora de vasculhar os cérebros desse público chegou ao fim. Significa que a era de rastejar pela cochia acabou. Chega de conferir e costurar plumas e paetés no desfile dos mestres. É hora de arregaçar as mangas e subir no palco com um salto mortal. E não se trata de um salto mortal qualquer. O bom aprendiz sabe que o salto certo é aquele que seu mestre lhe ensinou desde sempre, mas que atualmente é incapaz de realizar por motivos espírito-fisio-filosóficos, por óbvias razões espaço-temporais.</p>
<p>No seu romance <a href="http://www.skoob.com.br/livro/7330-o-sol-se-poe-em-sao-paulo">O Sol se Põe em São Paulo</a>, Bernardo de Carvalho deixa bem claro: &#8220;<strong>Os melhores escritores são aqueles que nunca escreveram nada.</strong>&#8221;</p>
<p>Não há o que questionar.</p>
<p>Não se pode ser isso duas vezes na mesma encarnação. Não há melhor liberdade para o artista. Não há melhor expetativa para público. A estréia é a virgindade artística. Tesão puro.</p>
<h1>Um sonho e dois caprichos</h1>
<p>A profecia de 2012 envolve a realização de um dos meus maiores sonhos.</p>
<p>Sim, eu tenho vários (e você, se não já tem, também deveria conjugar esse verbo no plural), mas estamos falando desse que é <a href="http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=336960802986489&amp;id=100000177174356">ver um livro só meu ser publicado em larga escala</a>. Nesse sonho, estão implícitos dois caprichos: que a editora fosse mais comprometida com <a href="http://terracotaeditora.com.br/?page_id=2">os desígnios da boa literatura</a> do que com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=wIBsnDGPIOo">o apetite do deus-mercado</a> e que eu não tivesse que colocar a mão no meu bolso para garantir minha primeira publicação integral.</p>
<p>Assim, vendo profissionais do livro, experts em boa literatura, gastando um dinheirão pra transformar apenas e tão somente as minhas maluquices literárias num produto comercializável, bom, aí eu teria certeza que há mais gente tão insana quanto eu desse lado da via láctea e que talvez eu esteja certo quanto ao meu destino nesse planeta. Eu teria um sopro de esperança de que, com uma acrobacia bem dada, eu tenho alguma chance de domar os jabutis que espreitam na vastidão sideral da literatura. Ou de seduzi-los. Se esse produto vender bem então&#8230; Nossa!</p>
<p>Bom, mas vender é outra história.  Para isso eu estou mais do que disposto a ajudar os malucos profissionais que me adotaram.</p>
<h1>Sim, você lerá um livro meu no ano que vem</h1>
<p>Em resumo é isso. Eu já <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/paradigma/">gritei e esperneei como um colegial </a><a href="http://aprendizdeescritor.com.br/paradigma/">por aqui</a> quando <a href="http://pt.scribd.com/doc/59624495/Bruno-Cobbi-O-Mendigo-e-O-Dragao">estreei com um conto para vocês</a> então vou popá-lo dessa vez. Além do mais, agora eu acho que já tenho mais noção da responsabilidade que é essa coisa toda, a tal da estréia, essa virgindade.</p>
<p>Logicamente, isso provavelmente explica o meu sumiço aqui pelo blog nas semanas que se passaram. Sobre isso, conversaremos sério depois. Sei que não posso sumir das suas vistas assim, <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/nanowrimo-2010-o-vale-tudo-da-literatura/">em pleno mês de NaNoWriMo</a> e chegar reaparecendo <a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150525504252494&amp;set=at.10150525502877494.434829.527952493.527952493&amp;type=1&amp;theater">com essa cara lisa</a>, sem dar maiores explicações. Que dirá depois <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/nanowrimo-o-que-eu-aprendi-sobre-ser-escritor/">da bela postagem que fiz ano passado</a>, que, modéstia à parte, ficou bem legal, lembra? Não? <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/nanowrimo-o-que-eu-aprendi-sobre-ser-escritor/">Lê lá</a>.</p>
<p>Sem o novembro passado e tudo que eu escrevi por lá, nem sei o que seria da minha publicação em novembro do ano que vem. Nem sei <strong>se seria</strong>.</p>
<p>Tolices à parte, ainda tenho mais uma ótima notícia antes de ir embora.</p>
<h1>E não é só isso que faremos juntos em 2012</h1>
<p>Se meu ano passado foi de Aprendiz, o próximo será de Mestre! Além do livro, fui convidado a ministrar um dos módulos no curso de <a href="http://terracotaeditora.com.br/pcl/">Prática de Criação Literária</a> lá da Terracota: <strong>Literatura Multimídia</strong>. A oficina será um passeio com paradas obrigatórias por essa coisa de <em>storytelling</em>, <em>transmídia</em>, <em>gamification</em>, redes sociais, blogs, twitters, celulares e outros suportes que estão se ajoelhando diante da velha arte de colocar uma palavra depois da outra.</p>
<p>É, a coisa foi boa mesmo lá na palestra.</p>
<p>Lógico que eu vou manter você informado sobre as duas coisas — o livro e o curso. Fica tranquilo.</p>
<p>Entretanto, quero terminar repetindo um agradecimento que digitei com lágrimas nos dedos no ano passado, logo depois da noite de lançamento <a href="http://pt.scribd.com/doc/59624495/Bruno-Cobbi-O-Mendigo-e-O-Dragao">daquele conto que falei ali em cimai</a>&#8230;</p>
<h1><a href="http://aprendizdeescritor.com.br/namaste/">Namastê</a></h1>
<p>Namastê a <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/namaste/">esses que se repetem num palpitar vital à minhas letras</a> e a todos os que eu (re)descobri de lá pra cá — <strong>Tales</strong> (o eterno gafanhoto), <strong>Dani</strong> (a curadora do cotidiano), <strong>Mari</strong> (que me fez reacreditar em publicidade do bem), <strong>Pedro</strong> (o bardo que voltou e já se foi de novo) e <strong>Teylor</strong> (que era mesmo o D&#8217;artagnan, só que jedi).</p>
<p>Do jeito que a coisa vai, vou precisar de um outdoor para os agradecimentos do livro, no ano que vem.</p>
<p>Dá pra entender porque muito autor sintetiza tudo agradecendo a Deus, mas não&#8230; Eu não.</p>
<p>Adoro dar nome aos Deuses. O que é ser escritor afinal.</p>
<p>Estou ficando sentimental. Já chega.</p>
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		<title>II FECON :: Futuro, arte, novas mídias e mercado</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 16:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Universidade Cruzeiro do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi Aprendizes! Vocês imaginam o quanto eu fiquei satisfeito quando recebi o convite abaixo? Ano passado, a Universidade Cruzeiro do Sul e a Terracota Editora trouxeram Bruce Sterling para as terras tupiniquins. O cara foi um dos cabeças do movimento cyberpunk e é um dos ícones da pesquisa sobre novas narrativas. Ele veio para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Aprendizes!</p>
<p>Vocês imaginam o quanto eu fiquei satisfeito quando recebi o convite abaixo?</p>
<p><a href="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/11/folder.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1956" title="folder" src="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/11/folder-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Ano passado, a <a href="http://www.cruzeirodosul.edu.br/">Universidade Cruzeiro do Sul</a> e a <a href="http://terracotaeditora.com.br/">Terracota Editora</a> trouxeram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruce_Sterling">Bruce Sterling</a> para as terras tupiniquins. O cara foi um dos cabeças do movimento cyberpunk e é um dos ícones da pesquisa sobre novas narrativas. Ele veio <a href="http://terracotaeditora.com.br/?p=648">para um evento novo na programação da univerdade</a>, o <strong>FECON, Future Extension Convention</strong> ou Encontro Extensão para o Futuro. A proposta do evento é discutir como as tendências sociais, novas mídias e a tecnologia de ponta está influenciando a arte, o mercado e a forma de nos relacionarmos. Lógico que eu compareci ao bate-papo, conheci o Mr. Bruce em pessoa e autografei uma pilha de livros! Lógico que eu também trouxe uma pilha de <em>insights</em> <a href="http://nosgeeks.com.br/author/bruno-cobbi/">para as minhas colunas lá no Nós Geeks</a>.</p>
<p>Bom, o evento deu tão certo que passou a integrar a grade da universidade e esse ano adivinhem que foi o convidado? Tem elogio melhor pra um jovem blogueiro como eu? <img src='http://aprendizdeescritor.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p><span id="more-1955"></span>Se naquela época eu já me interessava e estudava novos formatos de narrativa, o evento só atiçou a coisa. Desde 2008 venho desenvolvendo pesquisas sobre novas narrativas dentro de projetos de marketing, criando e implementando profissionalmente alguns projetos que usam e abusam dos conceitos que essas plataformas despertaram.</p>
<p>Preparei uma mega apresentação sobre as novas formas de discurso que pretendo publicar<a href="http://www.slideshare.net/bcobbi"> lá no meu slideshare</a> depois do evento. No dia, vamos bater um papo sobre ARG&#8217;s, tablets, fragmentação da leitura e muitos outros conceitos que podem ser uma mão na roda para qualquer candidato a ser um autor publicado no século XXI.</p>
<p>Te vejo por lá?</p>
<h2>Release: II FECON :: Future Extension Convention</h2>
<p><em>Social media, Hipermídia</em>, <em>Transmídia</em>, <em>Storytelling</em>, <em>Gamification </em>— como essas tendências estão resgatando a antiga arte de contar histórias e inovando a forma de nos relacionarmos uns com os outros, com o mercado e com a arte?</p>
<p>A segunda edição do <strong>Encontro Extensão para o Futuro</strong> traz um bate-papo sobre arte, mercado e novas tendências com:</p>
<ul>
<li><strong>Bruno Cobbi</strong>, (eu!) blogueiro, publicitário e pesquisador de novas mídias;</li>
<li><strong>Nelson de Oliveira</strong>, autor premiado e editor;</li>
</ul>
<p><strong>Quando? </strong>Sexta-feira, 02 de Dezembro, a partir das 20h.<br />
<strong>Onde? </strong>Universidade Cruzeiro do Sul, Campus São Miguel, auditório 1, Bloco A</p>
<p><iframe src="http://maps.google.com.br/maps?oe=utf-8&amp;client=firefox-a&amp;ie=UTF8&amp;q=Universidade+Cruzeiro+do+Sul,+Campus+S%C3%A3o+Miguel&amp;fb=1&amp;gl=br&amp;hq=Universidade+Cruzeiro+do+Sul,+Campus&amp;hnear=0x94ce615e13df5585:0xc001480af07dd64d,S%C3%A3o+Miguel,+S%C3%A3o+Paulo&amp;cid=0,0,3052893680371515556&amp;ll=-23.499316,-46.452587&amp;spn=0.006295,0.006295&amp;t=m&amp;vpsrc=0&amp;iwloc=A&amp;output=embed" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" width="425" height="350"></iframe><br />
<small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="http://maps.google.com.br/maps?oe=utf-8&amp;client=firefox-a&amp;ie=UTF8&amp;q=Universidade+Cruzeiro+do+Sul,+Campus+S%C3%A3o+Miguel&amp;fb=1&amp;gl=br&amp;hq=Universidade+Cruzeiro+do+Sul,+Campus&amp;hnear=0x94ce615e13df5585:0xc001480af07dd64d,S%C3%A3o+Miguel,+S%C3%A3o+Paulo&amp;cid=0,0,3052893680371515556&amp;ll=-23.499316,-46.452587&amp;spn=0.006295,0.006295&amp;t=m&amp;vpsrc=0&amp;iwloc=A&amp;source=embed">Exibir mapa ampliado</a></small></p>
<p>No sábado haverá uma oficina de criação literária para contistas com <strong>Carlos Andrade</strong> e <strong>Claudio Brites</strong>, realizando o concurso promovido pela Universidade que compilará a nova edição do livro <strong>Prática de Escrita</strong> pela Terracota Editora.</p>
<p>O evento é <strong>gratuito</strong> a as vagas são <strong>limitadas</strong>.</p>
<p><strong>Inscrições:</strong> Pelo <a href="http://www.facebook.com/events/283333161703279/">Facebook</a> ou email pelo <a href="fecon@terracotaeditora.com.br">fecon@terracotaeditora.com.br</a>, com nome e número de documento válido.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Escrevendo no frigir dos ovos</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 19:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nadaver]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo chegou até mim anônimo. Impossível não dividir com vocês. Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo chegou até mim anônimo. Impossível não dividir com vocês.</p>
<blockquote><p>Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.</p>
<p>E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo. </p>
<p>Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. </p>
<p><span id="more-1952"></span>Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. </p>
<p>Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese&#8230; etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. </p>
<p>O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. </p>
<p>Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco&#8230; </p>
<p>A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho. </p>
<p>Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
</p></blockquote>
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		<title>Como viver de literatura?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 08:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos & Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Rossatto]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Brás]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Pinheiros]]></category>
		<category><![CDATA[Rossato]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>

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		<description><![CDATA[O sonho de todo escritor é viver exclusivamente de sua produção literária, mas nem sempre isso é possível. Junte-se aos Escritores de Quinta, um coletivo literário que se reúne mensalmente no Sesc Pinheiros, para discutir essa questão: é possível viver de literatura? Não importa se você é leitor, escritor profissional, amador ou apenas um curioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sonho de todo escritor é viver exclusivamente de sua produção literária, mas nem sempre isso é possível.</p>
<p>Junte-se aos <a href="http://escritoresdequinta.com.br/">Escritores de Quinta</a>, um coletivo literário que se reúne mensalmente no Sesc Pinheiros, para discutir essa questão: <a href="http://www.facebook.com/events/318591341500349/">é possível viver de literatura</a>?</p>
<p><center><img title="Escritores de Quinta" src="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/11/curadores_edq-300x252.jpg" alt="Escritores de Quinta" width="300" height="252" /></center>Não importa se você é leitor, escritor profissional, amador ou apenas um curioso sobre o assunto, qualquer pessoa interessada pode e deve comparecer ao evento.</p>
<p>Os Escritores da Quinta se reúnem no Sesc Pinheiros, sempre na última quinta-feira de cada mês.</p>
<p>Seja bem-vindo!</p>
<p><center><img class="alignnone size-full wp-image-1945" title="logo_edq" src="http://aprendizdeescritor.com.br/wp-content/uploads/2011/11/logo_edq.jpg" alt="" width="180" height="91" /></center><strong>Escritores de Quinta:</strong> Como viver de literatura? (Grátis)<br />
<strong>Curadoria:</strong> Bruno Cobbi, Edson Rossatto e Nelson de Oliveira<br />
<strong>Quando:</strong> 24/11/2011, das 19h30 às 22h00<br />
<strong>Onde:</strong> Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – São Paulo – SP<br />
<strong>Informações:</strong> Tel. (11) 3095-9492</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aprendiz de escritor tem que cursar letras?</title>
		<link>http://aprendizdeescritor.com.br/aprendiz-de-escritor-tem-que-cursar-letras/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 02:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citação]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Guimarçães Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Ligya Fagundes Teles]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Maluf]]></category>
		<category><![CDATA[Wiliam Faulkner]]></category>

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		<description><![CDATA[Drummond fez Farmácia. Guimarães fez Medicina. Lygia Fagundes fez Direito. Willian Falukner não tinha diploma do secundário. Raduan Nassar cursou Direito e Filosofia. Cicciolina fez Pornôs. Para gostar de literatura é necessário uma dose de não-literatices. — Marcelo Maluf, por email. À lista de contrastes, vale acrescentar o currículo da Bruna Surfistinha e, lógico, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Drummond fez Farmácia.</p>
<p>Guimarães fez Medicina.</p>
<p>Lygia Fagundes fez Direito.</p>
<p>Willian Falukner não tinha diploma do secundário.</p>
<p>Raduan Nassar cursou Direito e Filosofia.</p>
<p>Cicciolina fez Pornôs.</p>
<p>Para gostar de literatura é necessário uma dose de não-literatices.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">— <a href="http://marcelomaluf.blogspot.com/">Marcelo Maluf</a>, por email.</p>
<p style="text-align: left;">À lista de contrastes, vale acrescentar o currículo da Bruna Surfistinha e, lógico, do Padre Marcelo.</p>
<p style="text-align: left;">Sem ironia.</p>
<p style="text-align: left;">Mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;Sobre aprendizes, escritores, autores e fuinhas&#8221; por Claudio Brites</title>
		<link>http://aprendizdeescritor.com.br/sobre-aprendizes-escritores-autores-e-fuinhas-por-claudio-brites/</link>
		<comments>http://aprendizdeescritor.com.br/sobre-aprendizes-escritores-autores-e-fuinhas-por-claudio-brites/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 19:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[autógrafo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Brites]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores de Segunda]]></category>
		<category><![CDATA[MIssão Impossível]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Brontops]]></category>

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		<description><![CDATA[Postagem especial de Segunda — com letra maiúscula mesmo — texto de autoria incidental de Claudio Brites, um irmão de letras e parceiro de roda literária que soltou o desabafo por email. A bronca virou discussão — que rendeu agradecimentos especiais a Roger Brontops, por resgatar a anedota  do mangusto — , artigo e, agora,  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postagem especial <a href="http://escritoresdesegunda.blogspot.com/">de Segunda</a> — com letra maiúscula mesmo — texto de autoria incidental de <a href="http://claudiobrites.com.br/">Claudio Brites</a>, um irmão de letras e parceiro de roda literária que soltou o desabafo por email.</p>
<p>A bronca virou discussão — que rendeu agradecimentos especiais a <a href="http://brontops.blogspot.com/">Roger Brontops</a>, por resgatar <a href="http://aprendizdeescritor.com.br/mangusto/">a anedota  do mangusto</a> — , artigo e, agora,  publicação.</p>
<p>Enjoy. <img src='http://aprendizdeescritor.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<h3><span style="color: #333333;">Sobre aprendizes, escritores, autores e fuinhas</span></h3>
<p><span style="color: #333333;">Eu estava falando isso com um amigo ontem, eu não gosto que me chamem de escritor.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O que eu escrevi? Alguns contos, aqui e ali. Grande merda.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Eu sou um professor que escreve, se bem que nem professor tenho sido, mas ao menos de formação é isso que sou. Até podem dizer que sou editor, mas escritor é uma meta, quem sabe.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">É um estatuto muito delicado de atribuir. Que dirá a se auto-atribuir.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Tem blogueiro que já se acha escritor, ou melhor, tem muita gente que acha que é escritor só porque publica um conto, livro ou mesmo livros.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Sim, se alguém vive de escrever é escritor, no sentido lato, claro, mas é. Escritor de chapa de caminhão, ou de contratos, mas vive de escrever e tem todo direito de se denominar escritor.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Afinal, o cara vai preencher o que na ficha de crediário das Casas Bahia? Escrevente?</span></p>
<p><span style="color: #333333;">E o escrevente, de certa forma, também é um escritor. Da ação de escrever que trato aqui.</span><br />
<span id="more-1938"></span><br />
<h2><span style="color: #333333;">Autor vem de Autoridade</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Para maioria dos teóricos da literatura — e dos filósofos — o estatuto de escritor é algo que é<em> atribuído</em> a um artista, e não <em>auto-atribuído</em>.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O cara pode até se considerar escritor, mas não adianta nada se a sociedade a qual diz representar não o reconhecer como tal.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Já o estatuto de autor, não dá. É inegociável, ao menos para mim. Esse demora demais!</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O estatuto de autor só é reconhecido quando outras pessoas se utilizam das ideias do</span> <span style="color: #333333;">escritor e ad identificam dentro desse emaranhado que compõe o mundo. Quando os discursos se alimentam do que ele diz.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O autor só existe quando se pode ver que o escritor tem uma Obra. Um Ópus.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Autor vem de autoridade. Autoridade pra dizer.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Autoridade não tem efeito se não for reconhecida, ao menos na arte ainda é assim, graças a deus.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Fora que, na maioria dos casos, estamos tratando de pessoas que nem viver de escrever vivem e querem ser chamadas de escritores, reconhecidas como autores! Publicaram um texto ou dois e já se colocam no patamar. Não dá&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Se for pra ser assim, só de saber dedilhar no violão já posso me chamar de violonista! Ou só de saber uma língua acho que já sou tradutor e intérprete, ou professor de idiomas. Não é porque sei combinar meia dúzia de cores e linhas que posso sair me chamando de ilustrador.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Não é fácil ser autor, no sentido mais amplo da palavra.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Literatura não se aprende na escola</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">A farra do boi que a literatura vive é porque, ao contrário de outras artes, a palavra se obtém na escola. Obter não significa entender e muito menos dominar os aparatos ficcionais. Ainda mais poéticos.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Literatura não se aprende na escola. Não se vive na escola. Infelizmente.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Só que, ao contrário de um desenhista — ou de um músico — a pessoa precisa de pouco para dizer que escreve. Um dicionário. Uma folha de papel, talvez. Nem isso, hoje em dia.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Agora é “<em>o que</em> ele escreve” e principalmente “o que ele escreve que <em>mais ninguém consegue escrever</em>” que está em jogo.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Falo de estilo, voz autoral.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Não é ter medo de ser influenciado, é evitar o pastiche. Exemplo? Filmes que se copiam totalmente na estrutura, podem até dar dinheiro, mas, enquanto arte&#8230; Alguém se lembra do último “Missão Impossível”? O que sentiu com ele? Descarta-se.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Há livros descartáveis, claro. É importante que eles existam, é importante que se escreva muito.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Subir no palanque pra chover no molhado?</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Claro que é preciso acreditar se tem algo a dizer. É preciso analisar e saber que tem algo que só você pode dizer e se inquietar com isso, morrer se não dizer. Então você pode ser crucificado e ignorado, mas estará dizendo e então na insistência, você sobrevive e se afirma e só os demônios vão saber se o que ele vai dizer ecoará, mas ele cumpriu sua missão.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Não pelas noites de autógrafo, não porque ele pode ser adaptado para o cinema, mas porque se não dissesse pegaria uma gonorreia na alma.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Eu meio que peguei nojo desse mundo pseudoliterário. Editando livros a coisa ficou gritante e eu percebi o quanto EU era ridículo indo em lançamentos de outros escritores, alguns até autores, achando que por osmose eu me tornaria um também.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Achando que escrever um conto ou outro e viver em meio à “festiva literária” seria o suficiente.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Ah! E “abrir um blog”, claro.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Então comecei a ver que havia tantos como eu, adicionando seus autores no Facebook, lendo seus livros, mas não pelo prazer de ler, de ser interlocutor, mas para saber se o cara, depois, lia seus “textos”.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Terminei dois romances, e mesmo que os tivesse publicado (graças a deus que não o fiz), isso não seria nem o primeiro passo na ação de me tornar escritor.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Autor pensa e ajuda a pensar</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Acredito que tornar-se escritor começa pelo ato de valorizar o termo, de entender sua amplitude e saber o quanto estamos longe de engatinhar. De saber a importância dessa figura no contexto social, como um pensador que tenta organizar o mundo por meio da ficção, que tem de metaforizar o humano e, com isso, pensar as coisas, nos ajudar a pensar as coisas.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Acho que a primeira vez que um autor de verdade com quem trocava algumas palavras me olhou com respeito foi quando eu disse isso tudo pra ele. Ele confessou que saiu da grande editora onde estava porque não aguentava mais o mundinho de escritores que não escreviam, de editoras que só queriam prêmios sem sentido, que elas mesmas bancavam e festas cheias de leitores que não liam, só queriam mesmo um autógrafo.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Autor: você vai morrer antes de saber que é um</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Um problema a ser pensado pelo neófito é que o estatuto de escritor e, principalmente, o de autor só vem póstumamente. Infelizmente. Claro que ninguém quer isso.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Todos nós queremos o reconhecimento dos nossos iguais, mas acho que, pra ser escritor, escrever deve ser sua única necessidade, única e única. Ponto.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Não quero desmotivar ninguém. Não quero ostentar uma falsa humildade. Não acho que o que digo aqui desmotiva alguém a “se assumir escritor”. De modo algum.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Quantas bandas de garagem se tornaram grandes? Quantos grandes autores morreram na miséria?</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O que quero é que, como eu, aqueles que almejam se enveredar nessa peleja pessimista que é luta contra a palavra façam de forma consciente, ciente de que o único modo de se tornar escritor é escrevendo, e não tendo ideias geniais, ou rascunhando palavras por aí.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Muito menos vivendo em meio à festiva literária, não.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O negócio é escrever, mas escrever com o intuito de compor uma obra, de montar algo que valha o tempo investido. Algo que suplante a necessidade vital de dizer — para aqueles que sabem o que querem dizer — ou que vão, ao dizer, descobrindo.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Penso, logo escrevo</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Não quero colocar o autor em um patamar endeusado, mas acredito que valorizando a figura do escritor, a busca que eu empreendo nesse caminho ganha ainda mais valor.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Se um dia eu conseguir que um texto meu receba qualquer eco pelos cantos das orelhas de alguém e perceber que me reconhecem como escritor ou, ai meu deus, como autor, o gosto da vitória será outro. Certeza.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">No geral, escritor, autor, são palavras às quais nós atribuímos ou atenuamos sentido. Se alguém almeja se tornar um artesão das palavras deve, antes de tudo, saber que é fundamental pensá-las antes.</span></p>
<h2><span style="color: #333333;">Fuinhas literárias</span></h2>
<p><span style="color: #333333;">Um amigo da roda literária, o Roger Brontops, contou uma anedota do Crowley — mago inglês fodão do começo do século XX, que conheceu Fernando Pessoa e etc. —por trás da qual dizem jazer o conceito do que é magia.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Dois sujeitos viajavam num trem. Um deles tinha uma caixa com furos, indicando que havia algo vivo lá dentro. O outro ficou curioso e perguntou o que era. O primeiro respondeu “É uma fuinha.”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O segundo estranhou “Uma fuinha? Mas porque o senhor leva uma fuinha como animal de estimação?”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">“Explico: tenho um irmão que mexeu com drogas, bebidas, teve problemas com a esposa, trabalho&#8230; Enfim&#8230; Pirou de vez. Começou a ter pesadelos e a ver cobras imaginárias por todo canto de seu quarto. Ele ficou desesperado. Então decidi levar uma fuinha para que ela devore as serpentes.”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O segundo tomou um susto “Mas isto é loucura: o senhor está levando uma fuinha de verdade para eliminar cobras imaginárias?”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O primeiro “Sim, mas esta também é uma fuinha imaginária.”</span></p>
<p><span style="color: #333333;">O mundo da literatura — que é do que sei falar — está cheio de fuinhas imaginárias com seus livros imaginários, seus fãs imaginários.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">É isso.</span></p>
<p><span style="color: #333333;">Acho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escreva agora</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 19:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Cobbi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Ser Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Danny Stack]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma chamada na medida certa no blog do roteirista Danny Stack. Ninguém lhe pediu para ser um escritor. Ninguém se importa se você escreve ou não. Você pode receber incentivos e conselhos de familiares e mentores, com certeza, mas a decisão de seguir a vida literária só pode ser encontrada em um lugar. Felizmente, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma chamada na medida certa <a href="http://dannystack.blogspot.com/">no blog do roteirista Danny Stack</a>.</p>
<blockquote><p>Ninguém lhe pediu para ser um escritor. Ninguém se importa se você escreve ou não. Você pode receber incentivos e conselhos de familiares e mentores, com certeza, mas a decisão de seguir a vida literária só pode ser encontrada em um lugar. Felizmente, a escrita pode ser perseguida como um hobby, ou como um curso noturno, ou durante a pausa para o almoço. Portanto, se o seu desejo emocional básico de se expressar no papel pode ser alcançado e satisfeito enquanto ainda ganha R$ 4.500 por mês no escritório, então você encontrou um feliz equilíbrio entre as responsabilidades de rotina e os impulsos criativos que existem em sua personalidade. Mas se você tem uma necessidade mais profunda de escrever e pensar, muito possivelmente, você poderia ganhar a vida com isso, então precisa seriamente considerar empurrar-se a tentar ser bem sucedido como um profissional.</p>
<p><span id="more-1936"></span>Esta não é uma escolha fácil. E a vida tem o péssimo hábito de ficar no caminho de seus melhores planos. Relacionamentos, dinheiro, saúde, crianças; as distrações e demandas diárias da condição humana. O esforço necessário para ser bem sucedido como um escritor profissional, de qualquer natureza, é enorme. Exige determinação constante; um desejo incansável de ter sucesso, uma crença inerente em si mesmo e em seu talento. E um pouquinho de sorte. É fisicamente e mentalmente desgastante. Isso desafia você em uma base diária. Porque você só tem a si mesmo em quem confiar. E você só tem a si mesmo a quem culpar. Tudo isso são motivos de crítica à sua decisão de desistir de seu trabalho, e quase tudo o mais, para que você possa escrever.</p>
<p>Seis anos atrás, eu desisti do meu trabalho diário. Eu sempre soube que queria escrever, e me sentia bastante confiante de que eu tinha o talento básico para fazê-lo. Trabalhar na mídia me deu a oportunidade de satisfazer a minha sensibilidade criativa sem realmente ter de me desafiar a criar o hábito de minha própria escrita. Mas isso me incomodava e eu sabia que tinha de fazer uma mudança. Mesmo quando eu desisti do meu trabalho no Channel 4, eu escolhi ‘editor de roteiros’ ou ‘desenvolvimento’ como o provável título do meu novo cargo. No meu primeiro ano sendo autônomo, o medo de não ganhar nenhum dinheiro e a minha insegurança básica de me tornar um escritor se estabeleceu. Como resultado, eu fiz bicos em dois programas de TV e editei roteiros de algumas animações curtas para o Channel 4. Eu percebi que tinha de abraçar plenamente a minha escolha se fosse algum dia realizar o meu sonho. Deste modo, a escrita tornou-se o foco.</p>
<p>A competição, no entanto, é ao mesmo tempo enorme e feroz. Há uma série de escritores talentosos por aí sendo rejeitados todos os dias. Para me dar uma chance, eu adotei a abordagem de Keyser Soze: &#8220;ele mostrou a esses homens de vontade, o que vontade realmente era.&#8221; Eu ia fazer o que a maioria dos aspirantes a escritor não estavam preparados para fazer (seja lá o que fosse isso). Eu ia me jogar no processo com tanta disciplina, determinação e bom senso que as minhas chances de sucesso iriam imediatamente disparar só porque saí da cama de manhã. O meu trabalho no Channel 4 tinha me exposto ao fato de que um monte de roteiros estava mal escrito e os escritores estavam cometendo erros comuns. Eu decidi que precisava saber mais e descobri o que era que tinha de fazer que a maioria dos aspirantes a escritores não faziam. Eu tive que ler roteiros. Muitos deles.</p>
<p>Passaram-se seis anos. Meu Deus. Cinco, se você levar em conta aquele primeiro ano de distração em programas de TV. Dizem que leva 10 anos para se ter sucesso como escritor, mas eu estou indo bem. Tem sido uma viagem tão emocional, e continua a sê-lo. Dias ruins, dias de desespero, dias bons, dias ótimos. A primeira coisa que você pode esperar quando avança sozinho é que o telefone não vai tocar. E a tentação de assistir a vídeos e ligar o Playstation (e chamar isso de pesquisa) irá oprimi-lo. Mas você é um escritor agora, então você tem de escrever, e ser pago por isso ou, pelo menos, ser reconhecido.</p>
<p>Eu chorei feito um bebê quando fui pré-selecionado para um prêmio. Pré-selecionado. Eu nem tinha ganhado ainda (eu de fato o ganhei, eventualmente, você deve ter me visto então), mas a carta chegou em um momento especialmente vulnerável, e eu desmoronei. A minha primeira encomenda para a TV; urros de prazer, correndo ao redor do apartamento feito um doido (quando eu vi que o chão da cozinha precisava de uma esfregação, então eu fiz isso – o glamour muda rápido feito um interruptor). As dúvidas e inseguranças ainda existem, mas o meu conhecimento e experiência crescem. Eu tenho que fazer isso. Eu não sei o que mais eu poderia fazer agora. Eu leio roteiros e ensino roteirismo para ajudar a pagar as contas, mas este ano eu tenho sido capaz de diminuir ambos conforme o meu capacho torna-se um ponto habitual de pouso de cheques. Certamente, não há sensação melhor…</p></blockquote>
<p>Vi no <a href="http://dicasderoteiro.com/">Dicas de Roteiro</a>.</p>
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