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	<description>Paixão por Piracicaba</description>
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		<title>Meu amigo Paulo Prado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 01:44:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Os fumantes apresentam três vezes mais chances de um infarto do que quem não fuma.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" data-attachment-id="36328" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/meu-amigo-paulo-prado-36326/attachment/paulo-prado/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?fit=1192%2C1054&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1192,1054" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Paulo-Prado" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?fit=300%2C265&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?fit=700%2C619&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36328" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?resize=700%2C619&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="Paulo-Prado" width="700" height="619" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?resize=700%2C619&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?resize=300%2C265&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?resize=1024%2C905&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/paulo-prado--provincia-YmpMp.jpg?w=1192&amp;strip=all&amp;ssl=1 1192w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Na noite de sábado, Paulo Augusto do Prado estacionara o Uno azul defronte ao portão da casa dos pais da Vanessa. Rita saíra do carro, tocara a campainha e entrara. Os amigos haviam combinado de sair. Enquanto as aguardava, Paulo fumou um dos últimos cigarros do maço quando avistou uma barata cascuda no painel do carro. De súbito, como que ouvindo o capeta lhe sussurrar, abriu o maço, pôs a barata dentro e fechou-o. Quando as meninas voltaram, ofereceu um cigarro a Rita. O que se seguiu foram gritos, tapas e impropérios.</p>
<p>Recorda-se do primeiro trago num cigarro Galaxy, quando matou aula no Colégio Barão e, com uma amiga, foi à inauguração do Shopping Piracicaba. O ano era 1987. Sentira tanta moleza que adormecera no colo da colega.  Em casa, ele e a irmã, Marisa, usavam folhas de caderno para enrolar cigarros com o fumo do cachimbo do pai. Os jovens adolescentes da década de 1990 reuniam-se nas calçadas do restaurante Flamboyant, na esquina da avenida Saldanha Marinho com a rua Bom Jesus, onde, hoje, se encontra a Padaria do Vovô. Entre eles, promotoras de vendas distribuíam amostras grátis de cigarros Free. Eu também ganhei o meu e rodeamos Paulo para vê-lo soltar fumaça no formato de rosquinha. Dentro das danceterias, sempre abarrotadas — as famosas Croco e Mr. Dandy —, Paulo circulava com o braço erguido, segurando o cigarro entre os dedos, para não queimar as pernas das moças — hábito que persistiu a vida inteira. Nos intervalos entre as aulas no colégio CLQ, a turminha descia até os eucaliptos, no pátio, para fumar escondido. Todos experimentavam: Paulo, Vanessa, Rita, Nishi, Dan, Fabiana e eu. De todos esses, três tornaram-se fumantes regulares.</p>
<p>Paulo vivia despreocupado, apesar de estudioso, cursando Direito no Largo de São Francisco. Aproveitava a liberdade repentina que a vida estudantil lhe trouxera. No Carnaval, alugávamos casas de temporada na Ilha Bela para todos nos encontrarmos. Naquelas tardes quentes, Paulo fumava e passava o cigarro aceso, preguiçosamente, pelos pés, a Nishi, deitados nos sofás.</p>
<p>Advogou, por catorze anos, na KLA. Especializou-se em Direito Público Administrativo e regulação pública e ambiental. O escritório na Avenida Faria Lima, em São Paulo — a Wall Street brasileira — obrigava-o a descer dezenove andares, a intervalos, para fumar ao ar livre, mesmo se estivesse sozinho, tarde da noite. Paulo seguia as regras. Voltou a residir em Piracicaba em 2022 quando Zezé, a mãe, com Alzheimer avançado, passou a requerer cuidados constantes. O pai falecera, há muitos anos, em casa, vitimado por um infarto do miocárdio. Nunca parara de fumar o cachimbo.</p>
<p>Na véspera do Natal de 2024, com as malas dentro do carro para visitar Marisa, em São Paulo, resolvera, antes, passar no pronto atendimento do Hospital Unimed — sentia indigestão e incômodo no peito. Mas, no caminho, parou para abastecer o carro e fumar dois cigarros. Depois da avaliação inicial, recebeu a pulseirinha amarela, fez eletrocardiograma e colheram-lhe as enzimas cardíacas. Surpreendeu-se quando lhe disseram que deveria permanecer internado para fazer um cateterismo — sofrera um infarto.</p>
<p>Os fumantes apresentam três vezes mais chances de um infarto do que quem não fuma. A nicotina danifica a parede das artérias, levando à formação de placas de gordura —arteriosclerose; contribui para a formação de coágulos, aumentando o risco de trombose, além de constringir os vasos sanguíneos e de elevar a pressão arterial. O tabagismo associa-se, diretamente, a 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e à quase metade dos derrames cerebrais.</p>
<p>Visitei-o na UTI, no dia seguinte, agoniada com o amigo solteiro e despreocupado. Avisei-o que deveria parar de fumar e obedecer à prescrição dos medicamentos. Obedeceu-me.</p>
<p>Dois meses depois, Paulo e eu descemos o rio Piracicaba no tradicional passeio de boia; ele viu o sol nascer enquanto tomava o café da manhã e contemplava a paisagem piracicabana do alto de um balão; pela Internet, comprou um pacote para aprender a surfar na Praia da Lagoa, em Florianópolis. Lá, tomou consciência corporal quando se sentiu semelhante às morsas do canal Animal Planet, tentando se posicionar deitado na prancha — engordara seis quilos depois que tratou o tabagismo. Pretende resolver esse probleminha: adquiriu um voucher de quinze dias para utilizar no Spa Med Sorocaba.  As aulas de hidroginástica e de bike indoor, Paulo não garante que as faça, mas as massagens, todas.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba; diretora científica da SOCESP regional Piracicaba; idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Associação de Cultura Artística reativa atividades em celebração ao centenário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 01:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>E a nova diretoria da ACAP já convida para futuras atividades.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<div id="attachment_36325" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-36325" data-attachment-id="36325" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/cultura-entretenimento/cultura/associacao-de-cultura-artistica-reativa-atividades-em-celebracao-ao-centenario-36324/attachment/juliana-acap/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/05/juliana-acap--provincia-c1V6n.jpg?fit=1600%2C1200&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1600,1200" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Juliana-ACAP" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;A nova diretoria da ACAP: ao centro, a médica cardiologista, Dra. Juliana Previtalli, ladeada por Nicole Nicoletti e Milton de Mori.&lt;/p&gt;
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<p>Neste dia 25 de maio, a Associação de Cultura Artística de Piracicaba, uma das mais tradicionais instituições culturais do Brasil, celebra seu centenário. Fundada em 1925, a Associação é a segunda entidade do gênero em funcionamento contínuo no país e sempre teve um papel fundamental na promoção da música e das artes na cidade.</p>
<p>Em um marco significativo, Juliana Previtalli, Milton De Mori e Nicole Nicoletti assumem o compromisso de reativar esta importante instituição cultural, reestabelecendo o vínculo da sociedade piracicabana com a arte e a música. A cultura artística da cidade deve muito ao trabalho do espanhol Fabiano Lozano, cuja visão e dedicação foram essenciais para a criação da Sociedade da Cultura Artística. Foi em sua residência, há exatos 100 anos, que teve início um movimento transformador que fez de Piracicaba um ponto de encontro para grandes artistas nacionais.</p>
<p>O primeiro presidente da Associação foi Antonio dos Santos Veiga, que, junto a Lozano, iniciou uma série de concertos que atraíram nomes renomados da música, como Magdalena Tagliaferro, Guiomar Novaes, Bidu Sayão, Camargo Guarnieri, Anna Stella Schic e Iara Bernete.</p>
<p>Em comemoração aos 100 anos, a Associação pretende realizar a Semana de Cultura Artística e incorporar o projeto antitabagismo *Paradas pro Sucesso*. A reativação da Associação de Cultura Artística representa não apenas um resgate histórico, mas também uma oportunidade de revitalizar o cenário cultural piracicabano, promovendo eventos, concertos e atividades que instiguem o interesse pela arte e pela música em toda a comunidade.</p>
<p>Os novos gestores convidam toda a população a celebrar esse marco histórico e a participar das futuras atividades da Associação, que promete trazer de volta a riqueza cultural que sempre distinguiu Piracicaba</p>
<p>A nova diretoria convida a todos a conhecer o novo <a href="https://www.instagram.com/acap.piracicaba?igsh=MXM1Yjd2Ynd4YTd3OA==">Instagram</a> oficial da ACAP e a acompanhar esta nova fase.</p>
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		<title>Professus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2025 14:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>"Professor" possui a mesma raiz etimológica do termo “profissão”, não por acaso.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" data-attachment-id="36310" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/professus-36309/attachment/professus/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?fit=1159%2C666&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1159,666" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="professus" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?fit=300%2C172&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?fit=700%2C402&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36310" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?resize=700%2C402&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="professus" width="700" height="402" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?resize=700%2C402&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?resize=300%2C172&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?resize=1024%2C588&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/professus--provincia-pPSyW.jpg?w=1159&amp;strip=all&amp;ssl=1 1159w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Montava a sala de aula com mesinhas de caixote, cadeiras, lousa e giz à sombra das árvores, no quintal. Os alunos eram os amigos imaginários e a professorinha, de 7 anos, brincava de ensinar. Cimara Pereira Prada cresceu, em Santos, em meio a livros e a cadernos. A mãe, Maria Nazaré, era professora e o pai, Eduardo, nunca parou de estudar desde que se formara dentista. As famílias de ambos migraram de Portugal e da Espanha e trabalhavam muito para oferecer estudo aos filhos.</p>
<p>Chegada a época dos vestibulares, Cimara preparara-se com a professora Irene, de Português, dona de um cursinho. Ingressara no curso de Letras na USP e, antes de ganhar o diploma, recebeu, da antiga mestra, o convite para lecionar — seu primeiro emprego. Dividia um apartamento em São Paulo com a irmã Cynthia, que cursava Letras e Sociologia. Com os amigos, aprenderam a fumar. Compartilhavam o mesmo vício do pai, que morrera, precocemente, aos 56 anos, vítima de infarto do miocárdio.</p>
<p>No início dos anos 1990, mudou-se para Piracicaba a fim de, no cursinho e no colégio CLQ, dar aulas de Português e de Redação, onde trabalharia até 2018, aos 65 anos de idade. Durante 19 desses anos, também, preparou jovens para o vestibular em seu curso particular de Redação, o CDL — Centro Dinâmico de Linguagem. Com o papel de transmitir conhecimentos, habilidades e valores aos alunos, preparou-os para enfrentar os desafios acadêmicos, profissionais e pessoais da vida, contribuindo para que se tornassem cidadãos dignos. Eu fui aluna dela em 1992. Naquele ano, prestei o vestibular para Medicina e, com nota alta na redação, conquistei uma vaga na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, graças aos ensinamentos da professora Cimara.</p>
<p>Nas aulas, sempre, destacava sua admiração pelos jovens ambiciosos e, sobretudo, cheios de esperança, de energia e de vontade para mudar o mundo e fazer, dele, um lugar melhor para se viver. Essa convivência com eles motivou-a, ainda mais, a iniciar a militância política, quando se filiou ao PV e concorreu ao cargo de vereadora em 2020. Foi eleita como suplente da vereadora Silvia Morales pelo mandato coletivo A Cidade é Sua e exerceu o cargo durante o mês de outubro de 2023 na Câmara Municipal de Piracicaba.</p>
<p>Mãe de 3 filhos — Naê, hoje, com 44 anos, Mainá, 42, e Airan, 36 —, sempre, os incentivou a agir com o intuito de melhorar a realidade. Naê atua como psicóloga do Fórum de São Pedro, Mainá, formada em História, como revisora e editora de textos e Airan, jornalista em Americana, apresenta o Jornal Todo Dia na TV local. Atualmente, Cimara e Mainá, parceiras de trabalho, fazem a revisão de textos de diversas áreas, com clientes como o Ministério da Saúde, em Brasília.</p>
<p>Há 10 anos, Cimara parou de fumar logo depois do falecimento da mãe. Embora o processo tenha sido difícil, decidiu não mais prejudicar a saúde, já que, como consequência dos anos de fumante, o pulmão ficou frágil. Naquele momento, foi professora de si mesma.</p>
<p>A origem da palavra “professor” vem do latim <em>professus</em>, professar, em português, ou seja, declarar, publicamente, ou afirmar perante todos. Uma curiosidade:  possui a mesma raiz etimológica do termo “profissão”, não por acaso. Professor é a primeira das profissões, já que todas só podem existir enquanto houver professores para ensinar.</p>
<p>Cimara, com seu nobilíssimo ofício, proporcionou a existência de inúmeros profissionais que a enchem de orgulho. Seus alunos, hoje, são médicos, engenheiros, químicos, arquitetos, jornalistas, advogados e até Ministros do Supremo. Todos, com mérito, galgaram seu próprio caminho, mas se apoiaram na base sólida do bom Português, da leitura crítica e da escrita impecável que aprenderam com a mestra.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba e atende em seu consultório particular, com agendamentos por mensagem para (19) 97123-1361. É idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Tecendo os fios da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2025 14:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Coziam-se os casulos no vapor e a capineira procurava, até encontrar, os fios de cada meada e passava-os para a fiandeira.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
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<p>Coziam-se os casulos no vapor e a capineira procurava, até encontrar, os fios de cada meada e passava-os para a fiandeira. Sônia Maria Verde Bortolli e quase todos da família trabalhavam no manejo do bicho-da-seda. O pai, Cesário, herdara uma fazenda em Charqueada. Recebiam as larvas das lagartas da Indústria de Seda Rivabem, que comprava a produção deles e de todos os demais agricultores familiares da região. A cidade chegou a ser chamada “Capital da Seda”.</p>
<p>De lida trabalhosa e minuciosa, a sericicultura é realizada em galpões ou em ranchos com até 80 metros de comprimento ― as sirgarias. Nas três semanas em que o bichinho vive como lagarta, alimenta-se, exclusivamente, com folhas de amoreira. Na propriedade do senhor Cesário, havia sete alqueires com o pomar. Sônia trabalhou em todas as etapas: desde o manejo na fazenda, quando menina, até as funções de fiandeira e de tecelã, quando adulta, as mais elaboradas na indústria. Casou-se, jovem, com Sérgio, que também apreciava a vida no campo. Tanto, que compraram um rancho à beira do rio Teles Pires, na cidade de Sorriso, no Mato Grosso, distante 1800 quilômetros de Piracicaba.</p>
<p>Sônia aprendera a fumar com as amigas, que iam à sua casa acender os cigarros, pois os pais delas as proibiam. Sandra, a irmã mais nova, trabalhava com o pai na fazenda. Plantavam milho, feijão, arroz e cana de açúcar e criavam frangos e os bichos da seda. A fumaça dos cigarros ajudava a espantar os mosquitos.</p>
<p>Pouco se recorda da vida quando não fumava cigarros. Estes ficaram tão presentes na sua rotina, que só conseguia ir ao banheiro se, antes, acendesse um. Ao tragar o cigarro, puxa-se o ar para os pulmões, mas ele, também, vai para o estômago e o intestino, aumentando, muito, os gases intestinais. Além disso, o tabaco provoca irritação no aparelho digestivo, piorando o desconforto. O fato de se experimentar alteração intestinal, como a constipação, quando se abandona o tabagismo, pode, também, ser explicado pelo condicionamento de, sempre, fumar um cigarro antes de ir ao banheiro.</p>
<p>Certa vez, trinta anos atrás, interrompeu o vício durante um ano inteiro, mas, como não conseguia evacuar, voltara a fumar. Em julho de 2023, sofrendo, novamente, dos intestinos, Sônia buscou a ajuda do Dr. Ricardo Tedeschi, que a recomendou a me procurar para tratar o tabagismo. Chegou acompanhada de Sandra e seguiu o tratamento à risca, conseguindo êxito.</p>
<p>Conta que, mais de um ano depois, ainda sente vontade de fumar, principalmente, quando está contrariada, mas seus guardiões, o marido Sérgio ou a irmã Sandra, não a permitem. Tem, sempre, em casa ameixas secas ou uvas passas e não toma mais café. Depois que parou de fumar, o intestino melhorou.</p>
<p>Sônia e o marido planejam viajar, em breve, ao Mato Grosso, mesmo que não possam trazer pacus, tambaquis, cachorras e matrinxãs, já que a pesca, na região, se encontra proibida pelo prazo de cinco anos. O contato com a natureza compensará.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba e atende em seu consultório particular, com agendamentos por mensagem para (19) 97123-1361. É idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Victor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2025 14:57:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Os sintomas da abstinência do cigarro variam de pessoa a pessoa, considerando o grau de dependência.</p>
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<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="36315" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/victor-36314/attachment/victor/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?fit=1280%2C1082&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,1082" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Victor" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?fit=300%2C254&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?fit=700%2C592&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36315" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?resize=700%2C592&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="Victor" width="700" height="592" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?resize=700%2C592&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?resize=300%2C254&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?resize=1024%2C866&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/03/victor--provincia-yhMTy.jpg?w=1280&amp;strip=all&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Passava os dias irritado, sem paciência com os funcionários, ansioso e triste. Não gostava que lhe falassem e dormia demais, assim que chegava em casa do trabalho. Acordavam-no para jantar e, logo, voltava à cama. Victor Stinchelli, 37 anos, sofria de abstinência nicotínica. Os sintomas da abstinência do cigarro variam de pessoa a pessoa, considerando o grau de dependência. Esse conjunto de reações desconfortáveis que Victor experimentou, que também pode incluir dor de cabeça, dificuldade de concentração e aumento do apetite, é denominado síndrome de abstinência da nicotina. Tais reações são passageiras e tendem a desaparecer em algumas semanas.</p>
<p>Sua última tentativa para livrar-se do vício nos cigarros iniciou-se no final do ano de 2024. Poucos meses antes, temeu pela vida enquanto aguardava o resultado da biópsia de um nódulo na corda vocal, felizmente, benigno. Porém o impacto mudaria sua vida, pois o revestiu de determinação. Gisele, a esposa companheira há 10 anos, fez o papel de madrinha, apoiando-o. Converteram-se à Igreja Quadrangular. Lá, sentiram-se acolhidos, apoiados e amparados. Imbuída de fé, Gisele, também, fizera a penitência de abster-se de açúcar e de doces para conseguir a graça ao marido.</p>
<p>Victor nascera numa família de fumantes. Recorda-se da mãe, das tias, dos tios e dos primos reunidos na Praia Grande, ao redor de uma mesa, jogando tranca e fumando cigarros a noite inteira. Despertou-lhe o desejo de fumar na adolescência aos 17 anos. Pegava, escondidos, os cigarros da mãe e levava-os aos amigos, nas pescarias na Represa Tamanduá, em Santa Maria da Serra — a fumaça ajudava a espantar os mosquitos. Dos dez jovens que experimentaram, juntos, os cigarros, três tornaram-se fumantes até os dias atuais. Um estudo surpreendente, publicado no <em>Nicotine and Tobaco Research</em>, estimou a taxa de conversão em fumantes, ou seja, o risco da experimentação, como atividade recreacional, se tornar uma prática diária, uma necessidade compulsiva. O número é de 68% &#8212; pelo menos três em cada cinco pessoas que experimentam cigarros, pela primeira vez, se tornam fumantes diários, mesmo que temporariamente. Dar um trago num cigarro só para experimentar pode ser um caminho sem volta,  o que ajuda a confirmar a importância de se prevenir a primo-experimentação dos cigarros.</p>
<p>Sua luta contra o cigarro vem de muitos anos. Conseguira permanecer oito meses longe deles em 2019, após tratamento com a vareniclina, medicamento indisponível atualmente. Num descuido, durante a festa de Réveillon, pegara, da prima Débora, um paieiro e, em pouco tempo, voltara a consumir 20 cigarros por dia. Certa vez, a filha Manuela, aos 7 anos, anunciou que largaria a chupeta e que ele deveria abandonar os cigarros. Ela cumpriu a promessa, mas o pai a decepcionara.</p>
<p>Trabalhou, alguns anos, na Caterpillar depois que finalizou o curso técnico em mecânica de produção no SENAI. Chegara a cursar um semestre de engenharia mecânica na EEP, porém resolveu largar a faculdade e empreender. Aos 28 anos de idade, abrira, com um sócio, a VM Metais, onde produz vergalhões para a construção civil.</p>
<p>Desta vez, exitoso, segue, confiante e orgulhoso, noventa dias sem os cigarros. Gisele conta que Victor se transformou — está sereno, dedica tempo de qualidade à família e passou a preparar, diariamente, o café da manhã em casa. Gostam de frutas, de café e de pão com ovos mexidos. Frequenta a academia de seis a sete vezes por semana e, assim, não ganhou peso. Os vínculos familiares de amor sustentaram-no.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba e atende em seu consultório particular, com agendamentos por mensagem para (19) 97123-1361. É idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Triunfo sobre o vício: uma história de perseverança e de amizade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2025 20:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Provinciana]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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<p>Conheça a trajetória e superações de Cleonice.</p>
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<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="36301" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/triunfo-sobre-o-vicio-uma-historia-de-perseveranca-e-de-amizade-36299/attachment/triunfo-vicio-2/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?fit=1280%2C896&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,896" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Triunfo-vicio" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?fit=300%2C210&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?fit=700%2C490&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36301" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?resize=700%2C490&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="Triunfo-vicio" width="700" height="490" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?resize=700%2C490&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?resize=300%2C210&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?resize=1024%2C717&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/triunfo-vicio--provincia-hG6Ys.jpeg?w=1280&amp;strip=all&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Após o almoço e nos períodos de folga na Master Móveis, as amigas e colegas de trabalho Cleonice Claro Ferreira e Sônia Frutuoso caminhavam na Avenida Francisco Rasera, no bairro Água Branca, em Piracicaba, próxima à fábrica, para espairecer e para afastar os pensamentos dos cigarros. Tentavam parar de fumar. Certa vez, já estavam três dias em abstinência e quase ficando loucas, quando viram uma trilha longa de cigarros caídos no chão, cada um distante um metro do outro. Não conseguiram ter sucesso naquela tentativa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Cleonice nascera na pequena Figueira, cidade ao norte do Paraná. Aprendera a fumar muito cedo, com as amigas, na praça, até hoje, a única opção cultural daqueles habitantes. Cleusa, a irmã mais velha, também a chamava para fumar. Casou-se com Francisco, aos 20 anos. Trabalhou como costureira a vida toda e nunca gostou muito de se exercitar. Aos 36, sofria com inchaços e fortes dores nas articulações que, estranhamente, andavam pelo corpo. Ora doíam as mãos, ora, o cotovelo. Outras vezes, os tornozelos. Religiosa, sempre proferiu a fé católica e, com Francisco, organizavam encontros de casais, faziam leituras nas missas da Igreja Nossa Senhora das Graças ou da Igreja São Francisco Xavier. Apesar disso, não pôde deixar de pensar que alguém espetava agulhas num daqueles bonecos — a clara descrição do que sentia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">A medicina deu-lhe a explicação com o diagnóstico de Artrite Reumatoide (AR) — doença inflamatória crônica que acomete as articulações, causando dor, rigidez, inchaço e, em alguns casos, deformidades. Embora a causa precisa da AR seja um enigma, acredita-se que a doença resulte de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Dentre os últimos, o tabagismo configura um dos principais, aumentando, significativamente, as chances de desenvolver a doença. Outros são o sedentarismo, a obesidade, a má alimentação e o consumo de álcool. Para piorar, os indivíduos fumantes portadores de AR têm prognóstico pior e menor resposta ao tratamento.<span style="mso-tab-count: 1;">    </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Cleonice tentou, a vida inteira, abandonar o vício. Conseguia permanecer longe dos cigarros apenas por alguns dias e recaía. Quando me procurou em 2022 para tratar o tabagismo, encheu-se de esperança ao sentir alívio do stress e da ansiedade, advindos da falta dos cigarros. Antes, irritava-se com a cobrança e chateava-se com os diversos fracassos. Não conseguiu fazer a TRN — terapia de reposição nicotínica — com os adesivos, pois sofre de alergia ao látex (um dos componentes). Proibiram-na de comer frutas, como a banana, a maçã, o abacate, a pera e o tomate, pois desencadeiam reação alérgica semelhante à do látex. Na falta da TRN, cerquei-a, como pude, com terapias auxiliares, como a acupuntura, e deu certo. Cleonice parou de fumar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Satisfeita, conta que a vida melhorou em muitos aspectos. Na saúde, o fôlego melhorou e a tosse sumiu, ganhou peso e curvas (7 quilos) desde que largou os cigarros. Na vida social, gosta de ir a festas e de socializar, sem ter que sair a toda hora para fumar, e de caminhar com a netinha no colo sem se cansar. Sempre trabalhou como costureira, antes, na fábrica de móveis e, atualmente, em casa, com a nora Samara, como autônoma, costura peças para as confecções Borges e PMG.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Sônia, vendo o sucesso da amiga, resolveu buscar minha ajuda. Iniciou o tratamento no final de 2024 e já está livre dos cigarros há mais de 60 dias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;">Agora, as duas amigas planejam encontrar-se para celebrar a conquista.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba e atende em seu consultório particular, com agendamentos por mensagem para (19) 97123-1361. É idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Fé, determinação e um pouco de disciplina</title>
		<link>https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/fe-determinacao-e-um-pouco-de-disciplina-36295/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 21:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Foi o que ele precisou para libertar-se dos cigarros.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="36296" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/fe-determinacao-e-um-pouco-de-disciplina-36295/attachment/beltrame/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?fit=1280%2C895&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,895" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Beltrame" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?fit=300%2C210&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?fit=700%2C489&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36296" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?resize=700%2C489&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="Beltrame" width="700" height="489" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?resize=700%2C489&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?resize=300%2C210&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?resize=1024%2C716&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2025/02/beltrame--provincia-6ynX4.jpeg?w=1280&amp;strip=all&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Sentavam-se nos degraus da escadaria da igreja, ou nos bancos do Largo do Bom Jesus. De lá, conseguiam ouvir, da missa, apenas os cânticos entoados a muitas vozes pela assembleia reunida.</p>
<p>Carlos Alberto Lordello Beltrame e o irmão mais novo, Luis Roberto, compravam cigarro solto na Padaria Bom Jesus do Monte, localizada na esquina da rua de mesmo nome com a rua Moraes Barros. Saíam de casa, na rua Visconde do Rio Branco, dizendo, aos pais, que iriam à missa, mas, ao invés disso, folgavam, curtindo a liberdade dos seus doze anos. Era 1973.</p>
<p>Certa vez, distraído, Beltrame pegou, do irmão, o cigarro aceso e o colocou na boca, com o lado invertido. A brasa queimou seus lábios e não pôde mais dissimular, ao pai Moacyr, que fumava. Este, também fumante, passou a comprar cigarros aos filhos — não queria que pedissem aos outros, ou que catassem bitucas no chão para fumar.</p>
<p>A temperatura da brasa na ponta do cigarro pode chegar a 1.200 graus Celsius. Quando passa dos 800 graus, as 300 substâncias presentes na folha do tabaco se decompõem e se transformam em 4700 compostos químicos. Destes, 60 são, comprovadamente, cancerígenos. A queimadura do contato da pele com a brasa desnatura e destrói as moléculas proteicas queratina e colágeno. Seguem-se dor severa, vermelhidão local e, frequentemente, bolhas — uma queimadura de segundo grau.</p>
<p>A primeira vez que Beltrame parou de fumar aconteceu no ano de 1993, sensibilizado, depois que o pai falecera. Na época, trabalhava na ACIPI — Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, na gerência dos departamentos de Comércio Internacional e da Mulher Empresária. Conseguira permanecer cinco anos em abstinência, a qual muito o incomodava. Sentia algo faltar. Estranhou o ritual de molhar, sem os cigarros, a extensa horta de mais de trinta metros na casa no bairro Santa Rita. Nos canteiros de alface, de salsinha e de cebolinha, deleitava-se no contato com a natureza e exercia a partilha e a caridade distribuindo sacolinhas com as verduras aos amigos do trabalho. Nas longas viagens a Brasília, para visitar os parentes da ex-esposa Rita de Cássia, o cigarro tirava-lhe o sono, mantendo-o alerta no extenso trajeto.</p>
<p>Os empecilhos para fumar durante o horário de trabalho começaram a incomodá-lo doze anos antes. Precisava descer dez andares para sair ao ar livre toda vez que desejasse fumar. Sentia que lhe fazia mal e experimentara, muito perto de si, as consequências do vício — Luís Roberto sofrera um infarto do miocárdio. Percebera que queimava dinheiro sempre que acendia um cigarro. Então, em 201 2, determinado a livrar-se do vício, marcou uma data no calendário — 14 de Junho — e anunciou aos amigos e à família.</p>
<p>No site do INCA — Instituto Nacional do Câncer, as orientações para as pessoas que pretendem parar de fumar incluem: comprometer-se; contar à família, aos amigos e aos entes queridos que farão parte da rede de apoio; marcar uma data e procurar ajuda médica especializada. Uma parcela dos fumantes, no entanto, consegue deixar o fumo por conta própria. Alguns escolhem uma data significativa, como aniversários, Natal, Dia das Mães. Essa atitude pode fortalecer o processo.</p>
<p>Trabalhou, na mente, os lados negativos do tabagismo e, chegada a véspera do feriado de Santo Antônio, apreciou os últimos cigarros defronte ao espelho. Apagou-os, no cinzeiro, e deitou-se para dormir. Antes de fechar os olhos, disse: &#8220;De hoje em diante, sou um ex-fumante&#8221;.</p>
<p>No dia seguinte, 14 de Junho de 201 2, entregou, à cunhada, o que lhe restava dos cigarros. A fé, a determinação e a disciplina libertaram-no do vício.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba, atende em seu consultório particular &#8211; agendamentos por mensagem para (19) 97123-1361. É idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Cecílio, na Melhor Idade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2024 14:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Conheça a quarta parte, e final, desta crônica.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="36281" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/cecilio-na-melhor-idade-36280/attachment/cecilio-melhor-idade/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?fit=1280%2C940&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,940" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Cecilio-Melhor-Idade" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?fit=300%2C220&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?fit=700%2C514&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36281" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?resize=700%2C514&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="Cecilio-Melhor-Idade" width="700" height="514" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?resize=700%2C514&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?resize=300%2C220&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?resize=1024%2C752&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/12/cecilio-melhor-idade.jpeg?w=1280&amp;strip=all&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Recebeu-me naquela mesma mesa branca de ferro fundido, na varanda da casa rodeada de flores e de plantas. O lugar remete à paz e à tranquilidade, qualidades que Cecílio, aos 84 anos, conquistara. Poliglota, contou-me que fala várias línguas, como o latim, o francês, o inglês, o alemão e o italiano. Quando moço, quisera tornar-se diplomata.</p>
<p>Outra mesa recebia pratos de comida, xícaras de café, copos de chopp e também papéis, lápis e ideias. Quando residia em São Paulo, possuía a “sua mesa”, no Bar Brahma. Lá, sentava-se, findo o trabalho de assessoria política e de comunicação que prestava a grandes escritórios e punha-se a escrever em guardanapos de papel e em papéis de embrulho. Fervilhavam-lhe as ideias que lhe renderam cerca de trinta livros publicados, dentre os quais “Piracicaba, a Florença Brasileira”, que enaltece a cultura da nossa cidade.</p>
<p>Conheci-o durante um exame de ecocardiograma, na Clínica Chicanelli. No laudo, sinais de insuficiência cardíaca, com fração de ejeção reduzida, sequela do infarto que sofrera trinta anos atrás. Convidei-o a participar do projeto antitabagismo Paradas pro Sucesso e, desde então, tomou-me como médica e como amiga, assim como Patrícia Elias, sua filha.</p>
<p>Uma das sequelas do infarto é o desenvolvimento da insuficiência cardíaca, a maior causa de morte entre pessoas acima de sessenta anos, com mais de 60 milhões de afetados em todo o mundo. Antes de morrer — o que, em média, acontece cinco anos após o diagnóstico —, o indivíduo corre ao hospital a toda hora com as pernas inchadas, com cansaço e com falta de ar, pois o coração não consegue bombear o sangue, de forma eficiente, para o corpo. Em resposta, o organismo ativa mecanismos de compensação, incluindo a retenção de sal e de líquidos. O tratamento baseia-se, primordialmente, numa série de remédios que devem ser otimizados e administrados de forma contínua. Em alguns casos, recorre-se ao marca-passo e, até mesmo, ao transplante cardíaco.</p>
<p>Dessa amizade, veio o convite para escrever no site “A Província”. Enchi-me de orgulho e aceitei, planejando pôr, no papel, as histórias dos pacientes, dos amigos e das figuras ligadas ao tabagismo. Inspirada nos textos do Cecílio, adotei o estilo da crônica, com as narrativas entremeadas a informações pertinentes.</p>
<p>Questionei-o sobre os planos para o futuro e disse-me não costumar fazê-los. O jornalismo — termo proveniente do francês <em>journalisme</em>, que remete ao <em>jour</em>, diário — fê-lo pensar somente no dia de hoje. Mas ocupa-se, atualmente, da feitura de dois livros: a biografia de um cientista piracicabano e a da jogadora Magic Paula, além das crônicas semanais publicadas às terças-feiras no <strong>JP</strong> e na <strong>Tribuna</strong>.</p>
<p>Cecílio, pai de cinco filhos, recebe, de todos eles, carinho, atenção e zelo. Dos sete netos, com os quais pouco conviveu, todos adultos e espalhados pelo mundo — nos Estados Unidos, na Irlanda, em São Paulo e no Rio Grande do Sul —, nota-lhes a curiosidade pela figura do avô: quem é Cecílio Elias Netto?</p>
<p><em>[esta é a parte final desta crônica]</em></p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba; diretora científica da SOCESP regional Piracicaba; idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Cecílio menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 22:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>Acompanhe esta história, desdobrada em quatro crônicas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="36272" data-permalink="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/cecilio-menino-36271/attachment/cecilioi-menino/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?fit=1280%2C984&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-orig-size="1280,984" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="cecilioi menino" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?fit=300%2C231&amp;strip=all&amp;ssl=1" data-large-file="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?fit=700%2C538&amp;strip=all&amp;ssl=1" class="aligncenter size-largura_post wp-image-36272" src="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?resize=700%2C538&#038;strip=all&#038;ssl=1" alt="cecilioi menino" width="700" height="538" srcset="https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?resize=700%2C538&amp;strip=all&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?resize=300%2C231&amp;strip=all&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?resize=1024%2C787&amp;strip=all&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.aprovincia.com.br/core/wp-content/uploads/2024/11/cecilioi-menino.jpg?w=1280&amp;strip=all&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>O sobrado em Piracicaba, na esquina das ruas São José e Boa Morte, abrigava, no andar superior, a residência da família Elias. Nas tardes quentes de verão de 1945, ao lado da casa, a Sorveteria Pink, de um alemão, e a lanchonete do libanês Tuffi Elias enchiam-se de meninos da vizinhança deliciando-se com picolés, com sorvetes e com sanduíches. Outrora, o Sr. Tuffi fora estudante de Odontologia, enquanto trabalhava como carpinteiro. Abandonara a faculdade após grave acidente em que perdera um dos dedos da mão. Casara-se com Amélia Abrahão, de descendência sírio-libanesa, assim como ele, e tiveram nove filhos.</p>
<p>Trabalhando na lanchonete, ganhava pouco e a família, numerosa, passava necessidade. No entanto, divertiam-se. Sócios do Clube de Regatas, em frente ao Rio Piracicaba, o pequeno Cecílio Elias Netto aprendera a nadar e adorava ver o pai praticando remo. Quando não estava estudando no Externato São João, ou no Colégio Salesiano Dom Bosco, as ruas eram o quintal de sua casa para as brincadeiras de amarelinha; de burica ou bola de gude; de mocinho e bandido; de Tarzan ou para jogar futebol. Adorava as matinês nos cinemas São José e Broadway (depois Odeon e Cine Tiffany).</p>
<p>Os Elias não dispensavam os livros, nem os jornais. Sobre os joelhos do pai, o pequeno Cecílio aprendera a ler, a ouvir e a apaixonar-se pelas histórias e pelos acontecimentos de Piracicaba e do mundo. Nascera, em 1940, no meio da Segunda Guerra Mundial e, tanto nos balcões dos bares, quanto nos bancos das escolas, fervilhavam discussões, assumiam-se lados no conflito e acirravam-se os ânimos. Crescia, na sociedade, o preconceito racial, religioso e de gênero. Na família, o Sr. Elias cultivava valores e princípios de respeito, de ética, de honestidade e de solidariedade. Defendia o vizinho alemão, sorveteiro; o cabeleireiro de D. Amélia, o Zinho Muié, homossexual assumido, recebia, dele, o devido respeito.</p>
<p>Depois da guerra, virou moda fumar. Os tios e o pai de Cecílio fumavam e ele, aos nove anos, para mostrar, aos outros, que já estava crescido, também começara. Fumava junto dos irmãos e dos primos, nunca na frente do pai, que dizia que os cigarros faziam mal. Os garotos compravam-nos, facilmente, nos bares.</p>
<p>Quanto mais cedo ocorre a iniciação ao tabagismo, maior o risco de se tornar um fumante regular, mais grave a dependência, maiores as dificuldades em deixar de fumar e piores os danos à saúde, devido à longa exposição à nicotina. Estudo publicado em 2020, no <em>Journal of the American Heart Association</em>, com mais de seis mil indivíduos, revelou que, dentre os que experimentaram cigarros com 18 ou 19 anos, apenas 8% se tornaram fumantes diários, ao passo que, dentre crianças que o fizeram entre 6 e 12 anos, a taxa subiu para assustadores 50%. Segundo dados do Ministério da Saúde, 90% dos fumantes brasileiros começam a consumir cigarros antes dos 18 anos de idade. A imensa maioria comprará um maço de cigarros por dia, pelo resto de suas vidas, compulsivamente.</p>
<p>Aos dez anos, Cecílio aprendera a beber cerveja; aos treze, um primo, em Bauru, o levara para conhecer mulher — Marilu, chamava-se a moça. Lá, passava as longas férias de verão numa colônia de ferroviários, ou em Cosmópolis, na Usina Ester, cujo gerente era seu tio. Apaixonara-se e escrevera, para Shirley, seu primeiro amor, o primeiro poema.</p>
<p>Deslumbrada e influenciada pela personagem glamourosa de Ingrid Bergman e de seu par romântico Humphey Bogart, que viviam exalando charme e fumaça no filme <strong>Casablanca</strong>, D. Amélia aprendera a fumar aos 50 anos.</p>
<p>Historicamente, a mulher começou a fumar depois do homem, mas, após a segunda metade do século vinte, numa campanha maciça de marketing da indústria do fumo, o número cresceu assustadoramente. Anúncios em revistas vinculavam o cigarro à beleza, diziam ajudar a emagrecer e, até mesmo, o movimento de ampliação dos direitos civis das mulheres foi cooptado pelo marketing do cigarro ao vincular, à luta feminista, o ato “transgressor” de fumar. As propagandas de cigarros para os homens estimulavam o consumo, associando-o à virilidade e ao sucesso social e profissional. A pressão da indústria, para que as pessoas fumassem cada vez mais, tornou-se tão grande que, nos anos 1960, a década do pico na prevalência do tabagismo no mundo, chegou-se a alarmantes 40 a 50% de adultos viciados no tabaco.</p>
<p>Em Piracicaba, a elite reunia-se para conversar e para fumar os melhores cigarros, charutos e cachimbos — a maioria importados — na Tabacaria Tupã, enquanto Cecílio e os amigos seguiam comprando, no bar, os maços de Colúmbia, Continental e Hollywood.</p>
<p><em><strong>[esta é a primeira de quatro partes desta crônica]</strong></em></p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba; diretora científica da SOCESP regional Piracicaba; idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
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		<title>Entre miçangas, linhas e beira de rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Patrícia Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Oct 2024 14:25:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Paradas pro Sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Feed em A Província - Paixão por Piracicaba</p>
<p>A doença cardíaca e o fantasma do tabagismo assustavam Ademir.</p>
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<p>Lá ia o barco, no remanso, subindo o rio Piracicaba. Alguns de seus ocupantes revezavam-se nos remos. Paravam próximo à ESALQ e iniciavam a pescaria com linhada de mão — composta de alça para segurar, de linha, de chumbada e de anzol. Curimbatás, dourados, piaparas e mandis enchiam os samburás. Com o barco próximo à margem do rio, logo vinham os insetos, ainda mais no final do dia. Os homens acendiam cigarros e davam aos meninos — a fumaça espantava os borrachudos. Assim, subindo e descendo o rio nos finais de semana e nas férias escolares, com o pai — Sr. Júlio — e os amigos, o pequeno Ademir Alonso, de sete anos, aprendera a fumar. Morava com a família, no bairro São Dimas, com ruas de paralelepípedo ou de terra, nos anos 1970, próximo ao Centro Comunitário. Terminadas as aulas na Escola Honorato Faustino, os meninos saíam à caça de cupins de asa. Deixavam-nos num copo de vidro para servirem de isca e partiam para a beira do rio, sempre cheio e caudaloso. Gostavam de pescar no poço em frente à Casa do Povoador — repleto de lambaris—, de se refrescar pulando do trampolim do Clube de Regatas e de catar caranguejos, barrigudinhos e guarus no córrego do Mirante.</p>
<p>Certa vez, o Sr. Júlio fizera uma oferta ao pequeno Ademir: dar-lhe-ia uma bicicleta — sonho de qualquer menino — se ele parasse de fumar cigarros. Porém o vício na nicotina, poderoso, mostrara-lhe, pela primeira vez, a sua face. Frustrado, o menino entendeu que não ganharia o presente prometido.</p>
<p>Sempre companheiro do pai, Ademir fora seu colega de trabalho no primeiro emprego, como plainador, com catorze anos, na Metalúrgica Hidrau, no bairro da Paulista; mecânico de trator, ajudando na oficina de um vizinho; construtor de gaiolas de passarinho e, depois, de vassouras de piaçava, na Fábrica Marabá. Na sorveteria Pingo de Neve, ajudava a embrulhar os picolés e a distribuí-los aos vários carrinhos espalhados pela cidade. O dinheiro que ganhava, entregava aos pais. Dona Carmen, a mãe, também ajudava no sustento doméstico bordando lençóis e colchas para as lojas de artesanato de São Pedro. Ademir entrou na CPFL como leiturista e entregador de contas de luz e, após terminar o colégio técnico em eletrônica na UNIMEP, pleiteou o posto de eletricista, em que permaneceu por 29 anos, até se aposentar.</p>
<p>Noutra ocasião, lá pelos anos 1995, comprou, pelo Correio, um kit que prometia ajudar a pessoa a parar de fumar. Ele continha uma fita cassete, uma apostila e um diário. Deu-o ao pai que, aplicado, seguira as instruções e, exitoso, parara de fumar. O Sr. Júlio costumava zelar pela saúde e seguir as orientações dos médicos. Durante um mutirão no bairro para a poda e a derrubada de árvores, sentira-se mal, com fortes dores nas costas — rompera-lhe um aneurisma na aorta abdominal — e morrera poucos dias depois, aos 59 anos. Havia 7 meses que parara de fumar.</p>
<p>A doença cardíaca e o fantasma do tabagismo assustavam Ademir. Temeu por sua vida quando recebeu o diagnóstico de angina, em 2012. Seguiram-se exames de cateterismo cardíaco e de angioplastia. Tentara parar de fumar, mas não conseguira. No início de 2024, enquanto se exercitava na bicicleta ergométrica da academia, voltou a sentir dor no peito, fraca, e aceitou o socorro na emergência do hospital, após muita insistência da irmã Ivânia. Com a pulseirinha laranja, fora admitido com prioridade — sofria novo infarto. Na alta, o vício cobrava o seu preço: saíra do hospital fumando.</p>
<p>Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é responsável por cerca de 30% das mortes por doenças cardíacas no Brasil. O risco de infarto em fumantes é três vezes maior em comparação com pessoas que nunca fumaram. Parar de fumar vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar: após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio reduz-se à metade; após 10 anos, tal risco iguala-se ao das pessoas que nunca fumaram.</p>
<p>Decidiu pedir minha ajuda, apoiado por Ivânia, que fora sua madrinha no tratamento do tabagismo. Seguiram, à risca, minhas orientações. Distraíam-se com trabalhos manuais: esteiras de caixas de leite longa vida para doação, terços de bolinhas de cristal e colmeias organizadoras: trabalhos que Ivânia e Dona Carmen pegam terceirizados.</p>
<p>Agora, livre dos cigarros, Ademir curte mais os passeios com o sobrinho Vítor. Não costumam planejar, mas, ao menos uma vez por semana, saem para apreciar a comida japonesa na Kanzen ou na Watashi Sushi, o churrasco na Pampeiros Grill ou para o lanche no Clube do Lanche na Vila Rezende. Adoram visitar as duas netinhas em Hortolândia e, quando animados, esticam até uma das praias de Ubatuba.</p>
<p>*<strong>Dra. Juliana Barbosa Previtalli</strong> – médica cardiologista, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba; diretora científica da SOCESP regional Piracicaba; idealizadora do projeto antitabagismo “Paradas pro Sucesso”.</p>
<p>*<strong>Erasmo Spadotto</strong> – cartunista e chargista, criou a ilustração especialmente para este artigo.</p>
<p><strong><em>A Província apoia o projeto e a campanha antitabagismo “Paradas pro Sucesso”. Para acompanhar outras crônicas desta série, acesse a TAG </em></strong><a href="https://www.aprovincia.com.br/topico/paradas-pro-sucesso/"><strong><em>Paradas pro Sucesso</em></strong></a><strong><em>.</em></strong></p>
<p>O post <a href="https://www.aprovincia.com.br/vida-provinciana/vox-populi/ideias/entre-micangas-linhas-e-beira-de-rio-36262/">Entre miçangas, linhas e beira de rio</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.aprovincia.com.br">A Província</a>.</p>
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