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	<title>Agência Pública</title>
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	<description>A primeira e mais premiada agência de jornalismo investigativo do Brasil.</description>
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	<title>Agência Pública</title>
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		<title>Um gol e dois pastel</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/futebol-pastel-e-memorias-uma-cronica-de-pai-e-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Futebol é muito mais do que aparenta, é dividir um pastel na feira com o pai e carregar memórias que atravessam gerações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Eu não gostava muito de futebol, mas adorava pastel. Talvez por isso, todo aquele esforço de acordar às 6 da manhã aos domingos – fizesse frio ou calor, chuva ou sol – parecesse valer a pena. Depois do jogo do meu pai, era certo, comeríamos pastel. Assim eu tinha forças para levantar da cama, mesmo com o céu ainda escuro, e ia feito um zumbi até a cozinha tomar um leite com chocolate enquanto ele passava o café e ouvia as notícias no rádio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ônibus cruzava a cidade em direção ao campinho de terra. Meu pai já ia trocado, as chuteiras enfiadas no meião desbotado e o uniforme exalando cheiro de amaciante. Quando chegávamos, era preciso cumprimentar todo mundo. E eu ia, de um em um, a mãozinha de criança quase esmagada por aquela dezena de mãos firmes e calejadas. “Fala, Caneta!”, “Bom dia, Canetinha!”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, achava um lugar na mureta e ficava assistindo ao jogo, por vezes prestando pouca ou nenhuma atenção nos lances. Pensava no colégio, em algum desenho animado, na vizinha da frente, no sabor de pastel que eu poderia pedir na feira (embora sempre acabasse escolhendo queijo). Então vinha o apito final, o que nunca significava o fim do futebol, como fui descobrindo com o tempo. Ainda precisava esperar meu pai tomar banho e voltar para conversar com os amigos, beber cerveja, jogar dominó.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu ficava ali, flutuando por entre as mesas e vidrado na brasa da churrasqueira, a antena sempre alerta para fisgar o que os adultos diziam. Era engraçado como alguns tentavam disfarçar ou falar mais baixo quando iam compartilhar bobagens impróprias para menores. Só faziam me chamar mais a atenção. Meus ouvidos, treinados, captavam tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aí eu e meu pai trocávamos olhares em alguma oportunidade e pronto, era hora de ir. O momento do pastel. Nos banquinhos de plástico da barraca de feira, dividíamos uma garrafa de caldo de cana com limão ou abacaxi e falávamos sobre qualquer assunto. Na volta para casa, eu normalmente dormia em seu ombro, embalado pelo sacolejar do ônibus. Tudo parecia mais lento, a nova semana anunciada pela melancolia dos programas de auditório que já dominavam a televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando cresci, comecei a entrar nos jogos. Os mais velhos cansavam ou alegavam dores nos joelhos, coxas e tornozelos e, nos minutos finais, meu pai pedia para eu completar o time. Foi duro. Ninguém aliviava e eu não era exatamente a nova joia do futebol brasileiro. Nasci com dois pés esquerdos, apesar de ser destro. Mas peguei gosto, entendi o ritmo, perdi a timidez. Aumentei os meus minutos em campo e não acordava mais ansioso somente pelos pastéis de fim de tarde, queria jogar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fizemos muitas partidas juntos, eu e meu pai. Confesso que não lembro qual foi a última. Um domingo, ele não me acordou às 6 da manhã. Parei de cruzar a cidade até o campinho de terra, não vi mais os seus amigos que também tinham virado os meus amigos. Muitos anos se passaram e algo me chamou de volta. Nada mágico, sobrenatural, só uma vontade repentina de voltar. E foi o que fiz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sigo até hoje. Não posso dizer que melhorei, pelo contrário. Agora sou eu quem alega dores espalhadas pelo corpo, mas entendi que o futebol é muito mais do que aparenta. Do mesmo jeito que pode ser nada para alguns, pode ser tudo para outros. Eu, por exemplo, acho que é tudo. Futebol são as pessoas que eu encontrava e ainda encontro toda semana. Algumas se foram e outras continuam lá, levam seus filhos, um amigo ou outro. Futebol é o campinho de terra que insiste em existir nessa cidade que só pensa em prédios, prédios e prédios. É o domingo de manhã, o ônibus que cruza a cidade, o cheiro de amaciante. E futebol, claro, é um pastel, daqueles bem dourados, que eu e meu pai vamos dividir em um banquinho de plástico na feira para sempre.</p>
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		<title>Justiça italiana rejeita extradição de Carla Zambelli e ordena soltura da ex-parlamentar</title>
		<link>https://apublica.org/nota/carla-zambelli-livre-italia-nega-extradicao-de-ex-deputada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 22:14:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[Defesa comemora ao citar “perseguição política”; Luan Araújo, perseguido por ela com arma em punho, lamenta decisão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça na Itália, decidiu nesta sexta-feira, 22 de maio, não extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil e determinou sua soltura. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ela estava presa em Roma desde julho de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão, tomada por seis juízes da Suprema Corte Italiana, surpreendeu tanto a defesa de Zambelli quanto os representantes do governo brasileiro. O julgamento referia-se ao recurso da defesa contra a extradição no processo em que Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por contratar um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enrico Giarda, representante da Advocacia-Geral da União (AGU) na Itália, classificou a decisão como inesperada. Por outro lado, Fabio Pagnozzi, advogado da ex-deputada no Brasil, celebrou o resultado. “Foi uma surpresa, e uma surpresa muito boa. É até uma vergonha para o Brasil, mais um brasileiro não extraditado por entenderem ser uma perseguição política”, declarou à CNN Brasil. Nas suas redes sociais, Zambelli, já solta, comemorou a decisão em vídeo a seus seguidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa oficial da Corte italiana deve ser divulgada em até 15 dias. A AGU avalia que as condições do presídio para onde a ex-deputada seria enviada, a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia), podem ter influenciado o veredito, argumento recorrente da defesa que alegava risco aos direitos humanos e deterioração da saúde de Zambelli no cárcere.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="640" height="384" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/02/Foto1_Perseguido-por-Carla-Zambelli-Luan-Santos-faz-vaquinha-na-internet-para-custear-processo.webp?resize=640%2C384&#038;ssl=1" alt="Luan Santos foi perseguido por Carla Zambelli com arma em punho." class="wp-image-244895" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/02/Foto1_Perseguido-por-Carla-Zambelli-Luan-Santos-faz-vaquinha-na-internet-para-custear-processo.webp?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/02/Foto1_Perseguido-por-Carla-Zambelli-Luan-Santos-faz-vaquinha-na-internet-para-custear-processo.webp?resize=800%2C480&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/02/Foto1_Perseguido-por-Carla-Zambelli-Luan-Santos-faz-vaquinha-na-internet-para-custear-processo.webp?resize=150%2C90&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Arma em punho nas eleições de 2022</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Zambelli tem duas penas a cumprir no Brasil. São dez anos de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. E outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo, em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma em punho pelas ruas dos Jardins, em São Paulo. As consequências daquele dia continuam afetando a vida de Araújo. O jornalista move uma ação de indenização por <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/custos-processuais-para-o-processo-contra-carla-zambelli" target="_blank" rel="noreferrer noopener">danos morais</a> contra a ex-deputada no valor de R$ 2 milhões. Em mensagem à <strong>Agência Pública</strong>, Luan lamentou a decisão da justiça italiana. “É uma justiça que só atende aos interesses de poderosos. Enquanto estou tendo que provar que não tenho dinheiro para pagar mil reais de uma condenação por conta de um texto jornalístico que escrevi contra ela, além de uma <a href="https://www.vakinha.com.br/vaquinha/custos-processuais-para-o-processo-contra-carla-zambelli" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vaquinha</a> que faço há meses para tentar bancar um processo de danos morais, ela agora está de boas”.</p>



<p><!-- alsoRead --></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O histórico de Zambelli</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em maio de 2025, Zambelli foi condenada, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF, a 10 anos de prisão em regime fechado, por ter orquestrado a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro de 2023. A operação, realizada pelo hacker Walter Delgatti Neto, resultou na inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes. A condenação também determinou multa milionária, perda do mandato e inelegibilidade por oito anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">​Após a condenação, Zambelli fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina em maio de 2025, seguindo para os Estados Unidos e, depois, para a Itália, país do qual possui cidadania. Seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol, tornando-a procurada internacionalmente. Em 29 de julho de 2025, foi presa na Itália, onde aguardava a decisão sobre sua extradição ao Brasil. Zambelli renunciou ao cargo de deputada federal para evitar a cassação.</p>
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		<title>Greve de alunos cobra políticas de permanência e atinge 264 cursos da USP, Unicamp e Unesp</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/greve-de-estudantes-atinge-264-cursos-da-usp-unicamp-e-unesp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 21:48:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
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					<description><![CDATA[Movimento denuncia precarização, falta de apoio e exploração como bolsa moradia que exige trabalho mensal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em greve há mais de um mês, os movimentos estudantis da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizaram, na última quarta-feira, 20 de maio, um ato conjunto contra a precarização e privatização do ensino público, além de reivindicar melhorias nas condições de permanência nas universidades estaduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ato teve início&nbsp;no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, junto com professores da rede pública, e seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no bairro do Morumbi. Os estudantes ainda denunciam a falta de diálogo com as reitorias e de melhorias na infraestrutura oferecida pelas instituições de ensino superior (IES).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, 69 cursos estão em greve na Unesp, 65 cursos na Unicamp e 130 cursos na USP, onde o movimento teve início no dia 14 de maio. As principais reivindicações incluem aumento do auxílio permanência, que permite aos alunos de outras cidades ou de baixa renda a estudar, melhorias nos restaurantes universitários, contratação de docentes, e aumento dos repasses de ICMS, já que essa é a principal fonte do orçamento das universidades estaduais de São Paulo e seguem a mesma porcentagem desde 1995.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fortalecimento do movimento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">João Fávero, diretor do DCE Livre da USP, em conversa com a <strong>Agência Pública</strong> afirma que a aderência de tantos cursos e universidades estaduais à paralisação é um sintoma da precarização das universidades. “A composição da universidade [mudou e] cada vez mais reflete o povo, reflete a classe trabalhadora, mas, ao mesmo tempo, não veio acompanhada de um esforço das universidades para garantir que essas pessoas pudessem permanecer nelas”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natalia Fernandes, coordenadora geral do DCE Helenira Rezende, da Unesp, observa que, a partir do momento em que os estudantes viram a mobilização dos alunos da USP pela permanência estudantil, junto com a indignação dos próprios estudantes da universidade, a adesão à greve aumentou. Ela acrescenta que, desde o ano passado, aumentam as queixas pelas condições dos restaurantes universitários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A partir do momento em que entendemos que não precisamos aceitar tão pouco e que a falta de alimentação prejudica um estudo com qualidade, [a greve] vai ganhando força. [&#8230;] A gente percebe&nbsp;também que precisa lutar, [&#8230;] ou é agora, nesse ano de reforma tributária, que a gente tem nossas universidades se movimentando por pautas parecidas, [ou então] vamos ver o desmonte da universidade pública acontecendo”, relata Fernandes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com mais de 90% dos cursos em greve, João Modesto, diretor do DCE Unicamp, vê a mobilização como uma vitória para a unificação do movimento estudantil universitário. “Através dessa greve, [esperamos] garantir nossas reivindicações para a melhoria da vida dos estudantes da Unicamp, para a melhoria do nosso dia a dia aqui dentro, e que o [movimento estudantil] saia também fortalecido”.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49202f&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49202f" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="427" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-251359" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?w=1368&amp;ssl=1 1368w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=800%2C533&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Estudantes caminham em direção ao Palácio dos Bandeirantes para cobrar por melhores condições nas universidades públicas de São Paulo.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após as greves de 2023, a reitoria da Universidade de Campinas assinou uma carta-compromisso de iniciar um grupo de trabalho para debater sobre a construção de moradias estudantis no <em>campi</em> de Limeira, no interior de São Paulo. Mesmo assim, nada foi feito. “A gente tem um sentimento aqui, no corpo estudantil, na comunidade universitária, de um certo descaso com algumas das demandas, sobretudo dos estudantes”, explica Modesto.</p>


	<div class="py-4 px-0 px-md-4">
		<div class="bg-primary py-2 px-4">
			<h2 class="h5 m-0 fw-bold text-dark text-uppercase">Por que isso importa?</h2>
		</div>
		<div class="bg-light border p-4 border-1 border-primary">
			<ul class="m-0"><li>O orçamento da USP para 2026 foi aprovado em R$ 9,41 bilhões. A Política de Permanência e Formação Estudantil recebeu R$ 215 milhões, 2,28% do total</li><li>Segundo a plataforma SCImago IRIS que compara a qualidade das universidades pelo mundo, a USP, a Unicamp e a Unesp estão entre as 4 melhores do país em 2026. A segunda colocada da lista é a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).</li></ul>		</div>
	</div>
	


<h2 class="wp-block-heading"><strong>A Permanência Estudantil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção das políticas de cotas raciais ou para pessoas de baixa renda, além de iniciativas como o Provão Paulista Seriado, focado em alunos do ensino médio da rede pública que permite acesso a USP, Unesp e Unicamp, tem o objetivo de aumentar o acesso às universidades públicas estaduais. Para os representantes dos movimentos estudantis, no entanto, é necessário ampliar o debate sobre a permanência desses alunos nas faculdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os reajustes dos auxílios de permanência, as reformas e construções de moradias estudantis, cota para pessoas transgênero, melhorias na segurança alimentar dos restaurantes universitários são reivindicações comuns de estudantes das três universidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Todos têm direito à universidade pública. Então, [para que isso ocorra] a universidade pública [tem que] garantir que todos possam estudar”, explica João Fávero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento do auxílio permanência foi um dos principais motivos para a ocupação de estudantes na reitoria da USP. Eles reivindicam o aumento da bolsa permanência para o valor de um salário mínimo paulistano, que hoje é de R$ 1.804, e teve seu reajuste para R$ 1.874,36 aprovado no último dia 13 pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e aguarda sanção do governador do Estado para ser aplicado. Além disso, cobram melhorias estruturais no Conjunto Residencial da USP (Crusp).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o Programa de Apoio à Formação e Permanência Estudantil (PAPFE) da USP tem um valor integral de R$ 885 por mês, e R$ 335 mensais de auxílio para moradores do Crusp. A proposta da reitoria é aumentar em 27 reais o auxílio integral, que seria reajustado para R$ 912, e em cinco reais para moradores do CRUSP, que passaria para R$ 340, mensalmente. “A gente não está pedindo para que a universidade se endivide para pagar esses auxílios, ela tem de onde tirar [esse dinheiro]. É uma escolha política não colocar [dinheiro no auxílio de] permanência”, afirma Fávaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele entende que a criação do Programa Unificado de Bolsas (PUB) na USP, que remunera alunos de baixa renda que entram em projetos acadêmicos com R$ 745 mensais, mostra uma percepção de que o estudante pobre, para merecer um auxílio mais digno, para poder permanecer na USP, precisa trabalhar, contrariando a proposta de uma universidade para todos.</p>



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<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">Estudantes caminham pela Avenida Faria Lima em direção ao Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Estudantes na Unicamp fazem a mesma reclamação. Na universidade, existem dois tipos de auxílio vigentes: a Bolsa Auxílio Moradia (BAM), com o valor de R$ 725, e a Bolsa Auxílio Moradia Estúdio (BAME), no valor de R$ 1.196. Uma das exigências do BAM é o trabalho por 40 horas mensais. Para João Modesto, do DCE, a universidade não estabelece uma bolsa de auxílio estudantil, mas sim uma bolsa-trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós estamos trabalhando para a universidade de uma forma precarizada e nem é considerado trabalho na visão da universidade [&#8230;] [Somos] obrigados a trabalhar como [se fôssemos] estagiários, ou [profissionais] técnico-administrativos”, relata Modesto. Ele acredita que os trabalhos ocupados hoje pelos alunos bolsistas poderiam ser realizados por profissionais contratados pela Unicamp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de denunciar a precarização da mão de obra por meio de bolsas para estudantes, Modesto contesta que o valor, que mesmo não sendo baixo na sua avaliação, ainda não contempla a realidade dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Campinas já é uma das cidades mais caras para se viver no país. O valor da passagem de ônibus aqui é R$ 6,50, uma das mais caras [de todas as cidades brasileiras]. Esse programa de repasse de bolsa ainda é um dos melhores do país, porém, precisa considerar o contexto em que a gente está inserido”, pondera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos gastos com comida, material didático e transporte, muitas vezes os estudantes têm que usar o dinheiro para reformas nas moradias estudantis. “A fiação, por exemplo, é um escárnio para a gente. É uma reivindicação, inclusive, do movimento da moradia, especificamente, [da Unicamp], que a gente não pague o excedente de luz elétrica, porque nunca houve uma reforma estrutural na eletricidade da nossa casa”, explica Modesto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Unesp, a questão da permanência estudantil contempla a segurança alimentar dos alunos, principalmente, com parte dos restaurantes universitários (RU) privatizados. Alguns locais da universidade, presente em 24 municípios paulistas, não possuem RU noturnos, mesmo oferecendo cursos noturnos. Por um tempo, os próprios alunos do campus de Rio Claro, por exemplo, se juntaram para organizar uma cozinha solidária e entregar um jantar para alunos do campus de Assis, que só possuem o almoço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natalia Fernandes explica que, entre as reivindicações, estão a autogestão dos RUs, a construção de restaurantes em todos os campus e a formação de RUs noturnos, “porque o estudante que não tem o que comer, não consegue se concentrar na aula”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reajuste do auxílio de permanência também é reivindicado pelos estudantes da Unesp. Atualmente, são oferecidos os auxílios socioeconômico 1, em torno de R$ 880, e o socioeconômico 2, em torno de R$ 780. Além desses valores, soma-se R$ 300 de auxílio-alimentação. Além de bolsas abaixo do salário mínimo paulista, os estudantes enfrentam problemas estruturais nas moradias universitárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As moradias estavam numa situação de muita precariedade nos últimos anos, [tem a] questão de mofo [nos dormitórios], que impacta a saúde das pessoas. [A universidade] entrou [em] processo de reforma, só que [o] atraso [na finalização das obras] preocupa os estudantes”, explica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ICMS e as greves</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As universidades estaduais têm autonomia administrativa e financeira e a maioria dos seus orçamentos vêm do governo estadual de São Paulo, que repassa&nbsp;uma parte do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias). Desde 1995, a porcentagem total desses repasses é de&nbsp;9,57% do ICMS do estado, sendo 5,02% para a USP, 2,19% para a Unicamp e 2,34% para a Unesp. Com a reforma tributária promulgada em 2023, o fim do ICMS está previsto para 2033, quando ele será unificado com mais quatro impostos e substituído por outros dois tributos, o CBS e o IBS. O processo de regulamentação desses novos impostos, preocupa os movimentos estudantis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o número de municípios atendidos pela Unesp, incluindo a capital paulista e o litoral, em São Vicente, sem aumento de repasses, gerou uma crise financeira na instituição, segundo Natalia Fernandes. Segundo a representante do movimento estudantil, hoje, 90% do repasse dos impostos são destinados para a folha de pagamento dos docentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sobra muito pouco para todas essas outras coisas que a gente tem. Acaba sendo difícil garantir [a] construção de novas infraestruturas.” Uma das consequências desse quadro foi, em agosto de 2022, por conta de um problema na rede elétrica, o Instituto de Biociência da Unesp de Rio Branco pegar fogo por quatro horas, ocasionando perdas materiais e de coleções de animais in vitro, que estavam sendo reunidos ao longo de 60 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de orçamento também afeta a contratação de docentes. Na Unesp, por exemplo, estudantes relatam a falta de&nbsp;contratação de servidores técnico-administrativos e professores. Fernandes explica que grande parte dos cursos de licenciatura das universidades são dados por professores substitutos, contratados por seis meses. “Isso faz com que a gente não consiga desenvolver pesquisas com esses professores, [gera] até mesmo a precarização do trabalho deles, que não têm todos os [mesmos] benefícios que os professores contratados”, explica.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b493671&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b493671" class="wp-block-image alignfull size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="427" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto5_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=640%2C427&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-251362" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto5_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?w=1368&amp;ssl=1 1368w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto5_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=800%2C533&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto5_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto5_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Alunos da Unesp participam de ato no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Fórum das Seis – que reúne entidades representantes de docentes, servidores e alunos da USP, UNESP e Unicamp, atua nas negociações com o Conselho de Reitoria e&nbsp;tem articulado um aumento nos repasses do ICMS para as universidades estaduais, melhorias na permanência estudantil e o reajuste de salários. Com a falta de acordo do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), o Fórum decretou estado de greve em 18 de maio, juntando-se assim aos estudantes e assistentes técnicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que dizem as universidades?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Pública</strong> entrou em contato com a USP, Unesp e Unicamp para ver as medidas tomadas a partir das reivindicações dos estudantes. Em<strong> </strong><a href="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Nota_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.pdf" type="link" id="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Nota_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nota</a>, após uma primeira reunião com o movimento estudantil na terça-feira, 19, a Unicamp afirmou que a Comissão de Negociação deve analisar “preliminar das pautas recebidas, com identificação das competências institucionais envolvidas e das possibilidades de encaminhamento”. Após organizar as demandas, deve, então, realizar uma nova reunião com os movimentos estudantis. A Unicamp reiterou que “quaisquer encaminhamentos deverão observar os limites orçamentários da Universidade, a legislação vigente e a necessária preservação do equilíbrio institucional entre os diferentes segmentos que compõem a comunidade universitária”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre os repasses do governo de estado de ICMS, a Unicamp informou que o assunto é tratado pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Procurado pela <strong>Pública</strong>, o Conselho afirma que “os reitores das três universidades públicas paulistas (USP, Unipamp e Unesp) aguardam novas conversas e entendimentos com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), por meio do secretário Vahan Agopyan para tratar desse tema”. O Cruesp também informa que julga “mais pertinente conceder entrevista sobre o assunto em uma oportunidade futura”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a Unesp admite, <a href="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Nota2_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.pdf" type="link" id="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Nota2_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em nota</a>, que os repasses do ICMS já não foram suficientes para cobrir as “despesas fixadas” em 2026. Por isso, o déficit orçamentário de 2026, de R$ 189 milhões, está sendo coberto por “um crédito adicional por superávit financeiro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Universidade Estadual Paulista, também reconheceu o direito de os alunos se manifestarem por meio de paralisações e afirmou que todas as reivindicações estão sendo “tratadas no âmbito do Cruesp, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas”. Neste ano, a universidade deve inaugurar a Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CSans) e afirma que “a dotação orçamentária para as políticas de permanência perfaz um valor orçado de R$ 110,7 milhões, recorde desta rubrica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A USP, por meio de comunicados, afirmou que a “Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) instituiu quatro grupos de trabalho voltados à discussão de pautas apresentadas durante as reuniões realizadas pela Reitoria com a representação estudantil da Universidade”. Além disso, a reitoria instituiu a Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, que busca manter um diálogo com os movimentos estudantis. A primeira reunião ainda não foi divulgada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também se comprometeu a ter “interlocução imediata com os estudantes após a reunião com os prefeitos dos campi do interior sobre os restaurantes universitários”, a “tratar da acessibilidade do restaurante central no grupo de trabalho sobre restaurantes da capital e cuidar do mesmo aspecto nos demais restaurantes” e a criar “um grupo de trabalho para discussão da acessibilidade de PCDs nos diferentes ambientes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<enclosure url="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/capa_Greve-de-alunos-cobra-politicas-de-permanencia-e-atinge-264-cursos-da-USP-Unicamp-e-Unesp.jpg" length="1752559" type="image/jpeg" /><post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">251288</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Dark Horse: uma doação de 61 milhões de reais para eleger um Bolsonaro</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/dark-horse-uma-doacao-de-61-milhoes-de-reais-para-eleger-um-bolsonaro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[Com lançamento previsto para auge da campanha, filme é peça chave na estratégia eleitoral]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições, </em><a href="https://mailchi.mp/apublica/news"><em>inscreva-se aqui</em></a><a href="http://apublica.org/newsletter"><em>.</em></a></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. <strong>Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme </strong>pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz Flávio Bolsonaro ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro em 16 de novembro de 2025 no áudio vazado pelo Intercept Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Só te agradecer, meu irmão.<strong> Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá</strong>?”, é a mensagem do deputado Mário Frias, produtor executivo de <em>Dark Horse</em>, enviada em dezembro de 2024, ao banqueiro que teria financiado mais de 90% do filme, <a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/05/19/produtora-diz-que-vorcaro-bancou-mais-de-90-de-filme-sobre-bolsonaro.ghtm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">segundo</a> Karina Ferreira Gomes, da GoUp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outra comunicação com Vorcaro, dez dias antes do áudio, Flávio Bolsonaro enviou um <strong>vídeo</strong> de visualização única com a mensagem: “Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc!”. Ao que o financiador do filme responde: “Que demais! <strong>Ficou perfeito</strong>!”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não sabemos que cena do filme o filho de Bolsonaro mandou a Vorcaro; mas o trailer, tornado público pelo pré-candidato à presidência na terça-feira, talvez com a intenção de <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pf-estuda-formas-para-pedir-quebra-de-sigilo-de-fundo-de-filme-de-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">comprovar</a> a destinação dos recursos para a produção, deixa claro o objetivo da obra: <strong>reavivar o “Mito”, beneficiando seu filho nas eleições, lustrando sua aura de perseguido pelo “sistema” representado por seus adversários políticos. </strong>Seriam eles os autores da famosa facada, que ajudou Jair a se eleger, retratada como uma conspiração tramada por mandantes políticos ao som alusivo de tambores, apesar das investigações da PF terem concluído que o atentado &#8211; real &#8211; foi um gesto solitário de um homem desequilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Perfeito”, como diria Vorcaro, “para mexer com o coração de muita gente”, nas palavras de Frias e trazer “o efeito positivo”, desejado por Flávio Bolsonaro. Ou seja, sua própria eleição. Tudo na medida certa para provocar no espectador o misto de medo, fascínio e apelo religioso que é o principal capital político de Jair Bolsonaro, o único cabo eleitoral do filho mais velho. Como os irmãos, Flávio, o candidato, terá também seu papel no filme &#8211; certamente não aquele que desempenha na vida real, como articulador dos interesses da família junto a políticos e empresários e envolvido em <a href="https://www.brasildefato.com.br/2026/04/13/da-rachadinha-a-doacao-de-campanha-do-master-relembre-escandalos-ligados-a-flavio-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suspeitas</a> de corrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a versão cinematográfica não corresponde aos fatos conhecidos, tanto melhor, como explica Paolo Demuru, doutor em semiótica e autor de <em>Políticas do encanto, extrema direita e fantasias da conspiração</em>. “Para seguir maravilhando, toda narrativa conspiratória tem que nutrir a dúvida, induzindo seus seguidores a descobrirem sozinhos, ‘a verdade’. As pessoas encontram no conspiracionismo um motivo de realização, um trampolim para fugir do anonimato e se sentirem mais espertas. O processo da descoberta das tramas secretas do mundo é gratificante, reaviva a autoestima individual e coletiva”, escreve Demuru.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Dark Horse</em> tem endereço certo: os eleitores brasileiros que vão votar a menos de dois meses do lançamento do filme; e os simpatizantes da terra de Donald Trump (além de falado em inglês, o ator e diretor citados por Flávio em seu áudio como “renomadíssimos”, são conhecidos por produções destinadas à direita americana). <strong>Se não for o suficiente para angariar votos por aqui, serve à narrativa golpista em caso de derrota.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da filantropia de Vorcaro (com dinheiro alheio, obtido através de fraudes a investidores e a fundos de previdência de servidores públicos), podem haver recursos de outra origem no filme. Duas ONGs de Karina, o Instituto Conhecer e a Academia Nacional de Cultura, foram beneficiadas com 4,6 milhões de reais em <a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/05/18/parlamentares-enviaram-r-46-milhoes-para-produtora-de-filme-de-bolsonaro.ghtm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">emendas pix</a> (dinheiro público gasto sem transparência) de deputados federais do PL. Entre elas, 2 milhões de reais enviados em 2025 pelo próprio <a href="https://apublica.org/2026/05/quem-e-a-organizacao-que-levou-mario-frias-para-os-eua/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Frias</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, não há dúvidas de que o filme – com objetivo eleitoral e financiado com quantia desproporcional às doações de pessoas físicas, transferido com uso de fundos, além de recursos não identificados, o que também é proibido – pode se configurar em abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular, como <a href="https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/aliados-de-lula-acionam-o-tse-contra-exibicao-de-dark-horse-durante-eleicoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alegam</a> os advogados do Grupo Prerrogativas e o deputado Rogério Correia (PT-MG) em petição ao TSE para que proíba a divulgação do filme antes das eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ainda que os aliados do presidente Lula obtenham um veredito favorável, terão que lidar com outras nuances do fascínio conspiratório que emana de Dark Horse. A proibição, como sabemos, será retratada como injusta censura pela extrema direita e pode trazer ainda mais credibilidade e encanto à versão fantasiosa dos Bolsonaro que certamente encontrará meios de circular. É essa a esparrela que já está armada para a democracia nas próximas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Gestão Ricardo Nunes pagou ONG de produtora de Dark Horse mesmo após problemas</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/gestao-ricardo-nunes-pagou-ong-de-produtora-de-dark-horse-mesmo-apos-problemas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raphaela Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 13:11:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[extrema direita]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[Funcionários da prefeitura tentaram contato “por mais de 3 meses”; prefeitura diz que falhas foram sanadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Dois relatórios obtidos pela <strong>Agência Pública</strong> demonstram que entre 2024 e 2025 funcionários da prefeitura de São Paulo tentaram “inúmeras vezes” contato com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Ferreira da Gama. Karina também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) <a href="https://www.intercept.com.br/2026/05/13/audio-flavio-negociou-vorcaro-milhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">financiada</a> pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo depois dos relatórios, a prefeitura de São Paulo manteve pagamentos e contratos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do Instituto Conhecer Brasil e a Go Up, Karina é sócia de outras empresas que receberam recursos de emendas parlamentares, notadamente de políticos ligados ao bolsonarismo para eventos de cultura, esporte, inclusão digital e para a produção de uma série que jamais saiu do papel. Sua empresa também foi fornecedora para campanhas eleitorais, inclusive do deputado Mário Frias (PL-SP), que assina o filme como produtor-executivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://apublica.org/2026/05/os-lacos-da-dona-da-produtora-de-dark-horse-com-mario-frias-ricardo-nunes-e-tarcisio-de-freitas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como a <strong>Pública</strong> apontou</a>, Karina Ferreira e seu marido Wemerson Marinho dos Santos estreitaram laços com a administração paulista depois da eleição de Ricardo Nunes (MDB).&nbsp;&nbsp;</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b497a1b&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b497a1b" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="291" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/1-Dark-Horse-ONG-Gestao-Nunes.jpg?resize=640%2C291&#038;ssl=1" alt="Site do Instituto Conhecer Brasil, ligado ao filme Dark Horse e à prefeitura de Ricardo Nunes" class="wp-image-251234" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/1-Dark-Horse-ONG-Gestao-Nunes.jpg?w=1344&amp;ssl=1 1344w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/1-Dark-Horse-ONG-Gestao-Nunes.jpg?resize=800%2C364&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/1-Dark-Horse-ONG-Gestao-Nunes.jpg?resize=150%2C68&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/1-Dark-Horse-ONG-Gestao-Nunes.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Site do Instituto Conhecer Brasil</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>“Não conseguimos localizar a OSC há mais de 3 meses”, diz parecer</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ICB manteve diversos contratos com a prefeitura de São Paulo, em especial na gestão Nunes. O principal deles é de 2024 e supera R$ 100 milhões e prevê a instalação de 5 mil pontos de wi-fi em comunidades de baixa renda da cidade. O contrato foi fechado em junho de 2024 e teve repasses ao longo dos anos seguintes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dinheiro seguiu sendo enviado quando técnicos da prefeitura já apontavam problemas na entidade, quando foram fazer uma vistoria por conta de outro projeto, o &#8220;Colorindo Sonhos: da Superação ao Sucesso no Empreendedorismo de Maquiagem&#8221;, que recebeu R$ 300 mil para dar “capacitação profissional no mercado de beleza, com foco em empreendedorismo” na zona leste da capital paulista. O dinheiro saiu de uma emenda do vereador André Santos (Republicanos), da base do prefeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros problemas no Colorindo Sonhos surgiram em setembro de 2024, quando funcionários da prefeitura enviaram duas mensagens por e-mail em que pediam informações sobre a “apresentação e solicitação de agendas para monitorar e avaliar atividades como prevê o edital”. Naquele mesmo mês, conseguiram um contato com Karina por telefone, quando passaram as instruções novamente sobre como deveria ser cumprido o projeto.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b497fb3&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b497fb3" class="wp-block-image size-large wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="642" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=640%2C642&#038;ssl=1" alt="Karina Ferreira da Gama, da ONG ligada à Dark Horse, posa em frente à Casa Branca" class="wp-image-251232" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=1196%2C1200&amp;ssl=1 1196w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=598%2C600&amp;ssl=1 598w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/3-Gestao-Nunes-Dark-Horse.jpg?w=1288&amp;ssl=1 1288w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Karina Ferreira da Gama posa em frente à Casa Branca nos EUA</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após novos desencontros, a funcionária da prefeitura visitou o endereço que constava no cadastro da entidade, um prédio na avenida Paulista. “No local indicado como sede de funcionamento da OSC não havia nenhuma pessoa do referido instituto no local e sala apontada no plano”, escreveu a profissional em um relatório de janeiro de 2025. Ela fotografou a entrada do prédio e as áreas internas para comprovar que o ICB não funcionava no local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No relatório, a técnica cita que “pelas mínimas vezes que a presidente respondeu de forma evasiva e sem atender às solicitações concluo que há uma necessidade urgente de uma manifestação e justificativas por parte do Instituto Conhecer Brasil sobre o local, materiais e em especial as mulheres que seriam beneficiadas com a Emenda ora disponibilizada para fim específico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aponta ainda falta de interesse em “demonstrar uma comunicação saudável e harmônica” com a prefeitura e o “descumprimento do edital nas páginas de divulgação do Instituto, em especial do site, onde não aparece, nem cita” a parceria com a prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatro meses depois, em 21 de maio, uma nova vistoria, feita por duas profissionais, voltou a apontar problemas na entidade. “Os funcionários do edifício cujo endereço nos foi fornecido enquanto sede da OSC afirmaram a inexistência do Instituto no local. Ao longo da parceria foram feitas inúmeras tentativas de contato com o Instituto a fim de acompanhar a parceria, analisar o cronograma e demais ações que pudessem atestar o andamento adequado do Termo de Fomento. No entanto, não conseguimos localizar a OSC há mais de 3 meses, os contatos não têm retorno e, nesta última visita, foi constatada novamente a inexistência do Instituto Conhecer Brasil no local. Ademais, os funcionários alegam que nunca houve uma sede do Instituto no endereço fornecido”, escreveram no relatório.</p>



<div class="wp-block-pdf-viewer-block-standard" style="text-align:left"><div class="uploaded-pdf"><a href="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Relatorio-Gestao-Ricardo-Nunes-pagou-ONG-de-produtora-de-Dark-Horse-mesmo-apos-problemas_redacted.pdf" data-width="" data-height=""></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Procurada, a Prefeitura afirmou que os problemas foram sanados pela entidade e que “existência de endereço fiscal distinto do local de execução das atividades não constitui, por si só, irregularidade”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contrato foi concluído em junho daquele ano, quando funcionários da prefeitura indicaram que a atividade havia sido realizada nas fábricas de cultura. As fotos mostram a apresentação da influencer e ex-BBB Marília Miranda para um grupo de apenas sete alunas na unidade do Parque Belém. No total, o projeto atendeu quatro turmas.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49857e&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49857e" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="364" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/2-Gestao-Nunes-ONG-Dark-Horse.jpg?resize=640%2C364&#038;ssl=1" alt="Workshop Colorindo Sonhos na Cidade Tiradentes, com a ex-BBB Marília Miranda" class="wp-image-251230" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/2-Gestao-Nunes-ONG-Dark-Horse.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/2-Gestao-Nunes-ONG-Dark-Horse.jpg?resize=800%2C455&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/2-Gestao-Nunes-ONG-Dark-Horse.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Workshop Colorindo Sonhos na Cidade Tiradentes, com a ex-BBB Marília Miranda</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ONG investigada pelo Ministério Público&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As dificuldades da equipe da prefeitura são um exemplo dos problemas na execução dos contratos com o ICB.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso mais rumoroso, do Wi-Fi, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital tem um inquérito civil em que apura eventuais irregularidades contratuais. O contrato previa 5 mil pontos de internet até 2025, mas o total ainda está em 3,2 mil, <a href="https://www.intercept.com.br/2025/12/10/dark-horse-evangelicos-filme-bolsonaro-contrato-108-milhoes-ricardo-nunes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">segundo</a> revelou o Intercept Brasil. A entidade também não tinha experiência no setor. O caso é investigado também em inquérito da Polícia Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos problemas investigados pelo MP-SP é o suposto direcionamento do chamamento público anterior, uma vez que a entidade não teve concorrentes e o TCM (Tribunal de Contas do Município) havia apontado pelo menos 20 irregularidades no edital. Depois de sugerir sua suspensão, o tribunal acabou liberando o contrato.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MP aponta ainda ausência de justificativa técnica ou econômica para o ajuste com organização da sociedade civil, celebração de três aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre a sua solicitação e a efetiva formalização e repasses financeiros originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a serviços ainda não implantados. Entre julho e agosto de 2024, o ICB <a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2026/05/19/ong-ligada-a-dark-horse-e-investigada-por-contrato-de-r-103-mi-em-sp.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">recebeu</a> R$ 11 milhões da prefeitura pelo fornecimento de internet a 3.200 pontos. Na época, apenas seis deles funcionavam </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="https://www.intercept.com.br/2025/12/10/dark-horse-evangelicos-filme-bolsonaro-contrato-108-milhoes-ricardo-nunes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prestação</a> de contas estão R$ 4 milhões em notas da entidade canceladas ou para si mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o UOL <a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/05/19/prefeitura-sp-contrato-icb.ghtm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicou</a>, a gestão Nunes também assinou um contrato de R$ 2,5 milhões com a entidade de Karina para patrocinar a feira de tecnologia e games Tech Friday, na rua Santa Efigênia, em dezembro do ano passado. O contrato foi assinado no dia anterior ao início da feira. Na proposta enviada à prefeitura, a ONG estimava a participação de 60 mil pessoas na feira, um número muito superior ao apresentado pela gestão municipal, de pouco mais de 3 mil pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resposta à <strong>Pública</strong>, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania informou que o projeto Colorindo Sonhos “funcionou plenamente durante a vigência do contrato (setembro de 2024 a julho de 2025)” e está em fase de análise da prestação final de contas. “A inconsistência do endereço fiscal da OSC foi detectada justamente pela equipe técnica responsável pelo monitoramento do contrato e sanada pela entidade durante a execução do projeto com a atualização do plano de trabalho e do endereço do escritório, não havendo, portanto, impedimentos para outras contratações junto à administração municipal”, escreveu.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a Secretaria afirmou que “repudia” qualquer associação ao filme Dark Horse, uma vez que “a obra não recebeu recursos municipais”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresária Karina Ferreira da Gama e o ICB foram contactados por email, mas os emails retornaram. O espaço segue aberto a respostas.</p>
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		<item>
		<title>Eleições: civilização ou barbárie? &#8211; com Ricardo Kotscho</title>
		<link>https://apublica.org/podcast/2026/05/podcast-pauta-publica/eleicoes-civilizacao-ou-barbarie-com-ricardo-kotscho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonarismo]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Jornalista fala sobre o atual cenário da política brasileira e o papel do jornalismo, especialmente em épocas de crise]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Desde a ascensão do bolsonarismo, em 2018, as eleições presidenciais passaram a ser marcadas por instabilidade, desinformação e dificuldade de prever candidaturas e possíveis resultados. A cinco meses das <a href="https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Maio/eleicoes-2026-outubro-tem-datas-do-1o-e-do-2o-turnos-definidas-pela-constituicao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disputas de 2026</a>, o atual cenário político já é complexo e instável. Lula disputa sua possível última eleição em um contexto atravessado por guerras no mundo, crises econômicas e pela crescente desinformação nas redes sociais, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o bolsonarismo tenta reorganizar sua sucessão política em meio às incertezas sobre a possível candidatura de <a href="https://apublica.org/nota/flavio-bolsonaro-audio-vazado-com-vorcaro-cobra-r-134-milhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Flávio Bolsonaro</a>, atualmente envolvido em escândalos e em disputas de narrativa em torno da própria realidade dos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Pauta Pública desta semana mergulha neste cenário com um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, Ricardo Kotscho. Na entrevista com Andrea Dip, ele alerta que o debate público brasileiro vive uma crise que vai muito além dos nomes colocados na disputa presidencial. Kotscho analisa como a desinformação, a fragilidade das instituições e o esvaziamento da participação política ajudam a moldar o cenário atual do país, e destaca a importância do jornalismo no comprometimento com o futuro do país. Ouça agora!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>No “Dia do Agro”, setor passa boiada, dificulta fiscalização ambiental e diminui proteção</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/no-dia-do-agro-setor-passa-boiada-dificulta-fiscalizacao-ambiental-e-diminui-protecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[lobby]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[De quebra, ainda abriu espaço para o Ministério da Agricultura ganhar super poderes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a newsletter Antes que seja tarde, enviada às quintas-feiras, 12h. Para receber as próximas edições, </em><a href="https://mailchi.mp/apublica.org/antes-que-seja-tarde"><em>inscreva-se aqui.</em></a></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez nem nos sonhos de Ricardo Salles a boiada passaria causando tanto estrago. Em dois dias, de baciada, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados aprovou e deu encaminhamento a um conjunto de projetos de lei que dificultam a fiscalização de crimes ambientais, reduzem a proteção de vegetação nativa e, de quebra, ainda aumentam os poderes do Ministério da Agricultura. <strong>Ações que, juntas, podem abrir caminho para aumentar o desmatamento e piorar as mudanças climáticas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse foi o rescaldo do Dia do Agro – que acabou se tornando a semana do agro –, uma articulação entre a Frente Parlamentar da Agropecuária, a FPA, com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que empreendeu uma ofensiva nesta semana para aprovar de uma vez só várias propostas consideradas prioritárias para o setor e, na mesma medida, prejudiciais ao meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre projetos sobre seguro rural, ampliação de crédito e benefícios para agricultores, avançaram outras quatro propostas polêmicas, postas em votação de modo atropelado, sem passar pelas devidas discussões, no que foi considerado um “retrocesso inimaginável” pelo ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não poderíamos imaginar que o Brasil, no século 21, depois de todas as conquistas que obteve – o país é considerado o detentor de uma legislação ambiental das mais avançadas –, esteja assistindo essa degradação da lei para atender interesses específicos de setores que querem seguir operando à margem da lei, de forma irresponsável em relação à conservação ambiental no Brasil”, afirmou Capobianco em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, 20 de maio. Segundo ele, a operação, em várias frentes, “têm um poder de impacto sobre a gestão ambiental no Brasil de proporções nunca vistas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala ocorreu depois que algumas propostas já tinham avançado na terça-feira, sem que o governo tivesse conseguido contê-las. Horas depois, outros dois projetos ainda mais danosos para o meio ambiente foram aprovados sem nenhum esforço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que está sendo considerado o mais grave deles, por suas implicações práticas imediatas, é <strong>o PL 2.564/2025, que altera a lei de crimes ambientais</strong>. Em sua versão original, o projeto chegava a proibir o embargo de áreas onde tenha sido detectada a ocorrência de crimes ambientais por meio do uso de imagens de satélite. O chamado “embargo remoto” é hoje uma das principais ferramentas da fiscalização ambiental no país e foi fundamental nos últimos anos para conter o desmatamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta, como <a href="https://apublica.org/2026/03/pl-sobre-crimes-ambientais-pode-barrar-ate-70-das-acoes-do-ibama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revelamos em reportagem na <strong>Agência Pública</strong></a> em março, poderia impactar até 70% das ações hoje feitas pelo Ibama na Amazônia. O texto <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=2918863&amp;filename=Tramitacao-1-PL-2564-2025" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vedava</a> “a imposição de embargo baseado exclusivamente em detecção remota de infração decorrente de supressão de vegetação”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma negociação de última hora, porém, em ação da frente ambientalista e da bancada do PT, conseguiu dar uma suavizada na redação. O <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3133579&amp;filename=Tramitacao-58-PL-2564-2025" target="_blank" rel="noreferrer noopener">texto aprovado</a> sofreu uma alteração em que a proibição explícita dos embargos remotos foi retirada, mas, ainda assim, deve dificultar a vida da fiscalização, uma vez que estabelece que é preciso fazer uma notificação prévia do infrator antes de ocorrer o embargo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso, por si só, coloca um entrave ao combate ao crime ambiental. </strong>Hoje o Ibama e outros órgãos ambientais se valem dessa tecnologia principalmente para ganhar agilidade e alcance, uma vez que é impossível monitorar todo o país somente com fiscais em campo. Analisando as imagens de satélite, ao perceberem um desmatamento acontecendo, os analistas cruzam os dados daquele local com o Cadastro Ambiental Rural e verificam se a propriedade tem, ou não, autorização para fazer aquela supressão de vegetação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver indício de ilegalidade, hoje eles embargam preventivamente a propriedade. O que isso significa? Que o gado, a soja que estiverem sendo produzidos nessa área embargada não podem ser vendidos, bancos não podem dar crédito para essa propriedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso é uma medida cautelar, feita para impedir que o dano continue acontecendo. Ao mesmo tempo é aberto um processo administrativo, e o proprietário tem a chance de se defender. Só depois de concluído esse processo, se for mesmo ilegal, é que ele recebe uma multa, por exemplo. Mas, se por um acaso ele estiver fazendo tudo dentro da lei, se tiver autorização para fazer aquela derrubada, basicamente é só subir a autorização no sistema e pronto, o embargo está suspenso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o projeto de lei aprovado na Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado, essa agilidade se perde. Esse processo da notificação prévia, com “prazo razoável” para resposta do proprietário antes da aplicação do embargo, na prática impede sua aplicação imediata, o que pode significar que um desmatamento ilegal em curso ocorra em sua totalidade. E aí já era. Sempre bom lembrar que cerca de 90% do desmatamento na Amazônia tem indícios de ilegalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Imagina se hoje no Brasil a gente fosse controlar infrações de trânsito só com guardinhas nas esquinas ou escondidos atrás de árvores nas estradas, sob o argumento de que a tecnologia pode ter eventualmente alguma descalibragem ou algum problema”, argumentou André Lima, secretário de combate ao desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, comparando com o uso de radares eletrônicos. “É surreal, simplesmente surreal”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais surreal ainda foram alguns momentos da sessão, como um em que o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ao defender a aprovação de um outro projeto do pacote anti-ambientalista, destilou negacionismo: “O governo não cumpriu nada no meio ambiente, um caos. Aumentou o desmatamento. Fica mentindo com dados fake news, prejudicando o agronegócio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O agro pode até não gostar do governo, direito deles, mas é fato que o desmatamento caiu cerca de 50% nos últimos três anos, na comparação com as taxas deixadas pela gestão Bolsonaro. Quem diz isso não é só o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que faz a medição anual, mas outras instituições do mundo inteiro que trabalham com monitoramento e análise de imagens de satélite.<strong> O ponto, óbvio, é que ao combater o desmatamento, combata-se também quem está ganhando com eles.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não parou aí. Outros dois projetos igualmente danosos avançaram nos últimos dois dias na Câmara. Um pouco antes da votação do PL sobre os crimes ambientais, os deputados aprovaram a redução em quase 40% da Floresta Nacional do Jamanxim, em Novo Progresso (PA), em um outro movimento que também poderia ser considerado surreal dentro do que deveria se esperar do processo legislativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A flona é alvo, não é de hoje, de investidas para sua redução, em um imbróglio que remonta à sua criação, em 2006. Quando foi estabelecida, como parte de um esforço para tentar conter o avanço do desmatamento no entorno da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, havia algumas famílias morando na área delimitada para se tornar unidade de conservação e que teriam direito à indenização para sair de lá. Só que o processo de regularização não andou direito, mais gente invadiu a região, dando início a uma série de conflitos pela terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2017, o governo de Michel Temer, em uma tentativa de resolver o problema, fez um projeto de lei para transformar parte da flona em uma APA, ou Área de Proteção Ambiental, que é também um tipo de unidade de conservação, mas muito mais permissiva em termos de usos. O texto, porém, acabou nunca sendo votado ao longo desses anos todos, mas foi recuperado no pacotão do Dia do Agro. Ao perceber que ele havia sido incluído, o governo Lula retirou o projeto na manhã de terça-feira (19).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ato contínuo, no entanto, o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) reapresentou o mesmo texto como sendo um projeto dele – em um movimento que pode vir a ser questionado. “Isso não pode ser feito assim. Primeiro, porque é necessário que haja justificativa técnica, científica, embasamento, consulta pública. Você não pode alterar os limites de uma unidade de conservação dessa forma, muito menos pegando um projeto de origem do governo federal, que é retirado pelo próprio governo federal por suas inconsistências, e reapresentado no mesmo dia”, afirmou Capobianco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quarta, tão logo começou a sessão, foi aprovado um requerimento de urgência para a votação do projeto e pouco tempo depois, o mérito também foi votado e rapidamente aprovado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao anunciar o início da apreciação do texto, o presidente Hugo Motta fez um aceno nada sutil ao ex-governador do Pará Helder Barbalho, que acompanhou a votação sentado à mesa diretora, do ladinho de Motta. Barbalho é pré-candidato ao Senado pelo Pará e muito provavelmente vai capitalizar a alteração da flona em sua campanha. Motta, em um movimento que não soou muito republicano, disse que Barbalho “solicitou a votação desse item”. O ex-governador não tem mandato legislativo. Como assim ele pediu qualquer coisa ao Parlamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quero, antes de chamar o próximo item da pauta, cumprimentar o ex-governador do Pará, Helder Barbalho, que está aqui no Plenário juntamente com toda a bancada e nos solicitou a votação desse item. Um pleito antigo do povo paraense, mais especificamente da região de Novo Progresso, trazendo a possibilidade de aumentar a produtividade, a geração de emprego, de renda, naquela região do Pará, bem como também estimular investimentos em logística, ferrovias, estradas que, com certeza, governador, serão fundamentais para ajudar ainda mais no desenvolvimento do estado do Pará”, foi a declaração de Motta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da redução da flona, um terceiro projeto que avançou para o Senado tira a proteção de campos nativos em todo o país – que são todo tipo de vegetação que não é floresta. De acordo com análise do Ministério do Meio Ambiente, mais de 50 milhões de hectares de vegetação no Cerrado, no Pampa, no Pantanal, na Mata Atlântica e na Caatinga poderão ser desmatados sem autorização e nenhuma transparência ou controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, um quarto projeto cria, como ambientalistas estão chamando, um super Ministério da Agricultura, ao estabelecer que a pasta deverá se manifestar sobre todos os atos normativos que impactem espécies de interesse produtivo, se sobrepondo a decisões que hoje são de competência do Ministério do Meio Ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Observatório do Clima fez uma nota técnica analisando o texto e aponta que ele acaba criando<strong> um mecanismo que subordina a política ambiental aos interesses do agronegócio. </strong>Quer dizer, qualquer norma, classificação técnica ou decisão administrativa relacionada a espécies que podem ser vegetais, animais, usadas em atividades produtivas, passa a depender de autorização prévia do Mapa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto, apresentado no ano passado sem ter tido nenhuma movimentação, também passou a toque de caixa nesta semana. Teve a urgência aprovada na terça-feira e, nesta quinta à tarde, o mérito foi aprovado no plenário e segue para o Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer saber mais sobre o avanço da boiada? Te deixo um convite. Escute o Bom Dia, Fim do Mundo desta semana. Eu, <a href="mailto:marina@apublica.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Marina Amaral</a> e Ricardo Terto falamos disso tudo e muito mais que o agronegócio está tentando abocanhar. <a href="https://apublica.org/podcast/2026/05/bom-dia-fim-do-mundo/dia-do-agro-na-poeira-de-dark-horse-a-bancada-do-agro-passa-a-boiada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ouça lá</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<enclosure url="https://apublica.org/wp-content/uploads/2025/12/Capa_Governo-consegue-aprovar-Plano-Clima-apos-diluir-responsabilidade-do-agro.jpg" length="640186" type="image/jpeg" /><post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">251192</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Qual é a organização que levou Mário Frias para os EUA</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/qual-e-a-organizacao-que-levou-mario-frias-para-os-eua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raphaela Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 16:51:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[extrema direita]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[Yes Brazil liderava as agendas de Jair Bolsonaro durante sua estadia nos EUA depois das eleições de 2022]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Desde 12 de maio de 2026, <span class="highlighter">oficiais de Justiça tentam notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP)</span> em uma ação que apura o repasse de emendas parlamentares a organizações não governamentais ligadas à produção do filme <em>Dark Horse</em>, obra que retrata a trajetória de <a href="https://apublica.org/tag/jair-bolsonaro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jair Bolsonaro</a>. <span class="highlighter">As tentativas frustradas de localizá-lo nos endereços funcionais em Brasília e em São Paulo se devem ao fato de que o parlamentar estava fora do Brasil.</span></p>



<p class="wp-block-paragraph">O roteiro oficial de Frias, segundo ofício apresentado à Câmara dos Deputados, incluía uma passagem pelo Bahrein para discutir oportunidades de investimento e uma escala nos Estados Unidos. <span class="highlighter">O destino americano, mais especificamente a cidade de Dallas, no Texas, teve como anfitrião o grupo Yes Brazil USA.</span> Agora, a viagem, classificada como missão oficial, entrou na mira do Supremo Tribunal Federal <a href="https://portal.stf.jus.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(STF)</a>. O ministro Flávio Dino determinou um prazo de 48 horas para que a Câmara explicasse a autorização, a duração e os custos do deslocamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista nesta quarta-feira, 20 de maio, concedida ao SBT News, Mário Frias buscou afastar a ideia de fuga. Declarou estar em busca de investimentos na área de segurança pública e afirmou que retornaria. “Não devo nada. Estou pronto para prestar contas”, disse o parlamentar. A viagem ocorreu em meio a investigações sobre o financiamento do filme <em>Dark Horse</em> e sobre o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares à Academia Nacional de Cultura, entidade presidida por uma empresária que também integra a produtora do longa. Frias negou irregularidades.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49accf&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49accf" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="337" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=640%2C337&#038;ssl=1" alt="A fiscal Luciana Mazzaro e Jair Bolsonaro em evento em Orlando em 2023" class="wp-image-251173" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto1-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">A fiscal Luciana Mazzaro e Jair Bolsonaro em evento em Orlando em 2023</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Yes Brazil USA: o que a Pública já investigou</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O convite que levou o deputado aos Estados Unidos partiu de uma organização que, nos últimos anos, consolidou-se como elo entre políticos brasileiros e a comunidade conservadora no exterior. O Yes Brazil USA foi formalmente registrado como uma organização sem fins lucrativos no estado da Flórida em agosto de 2021. Na prática, o grupo já operava desde 2019. A estrutura tem Mário Martins como diretor-executivo e Larissa Martins como diretora financeira. De acordo com a página do Yes Brazil USA no Instagram, eles são um “grupo de direita que reúne cristãos comprometidos com um Brasil livre da ideologia comunista”.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49afec&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49afec" class="wp-block-image size-large wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="853" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA-900x1200.jpg?resize=640%2C853&#038;ssl=1" alt="Mário Martins, diretor-executivo, e Larissa Martins, diretora financeira da Yes Brazil." class="wp-image-251175" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=900%2C1200&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=450%2C600&amp;ssl=1 450w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=640%2C853&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto3-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Mário Martins, diretor-executivo, e Larissa Martins, diretora financeira da Yes Brazil</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Como organizadores, o casal já declarou que “as liberdades estão sendo tolhidas no Brasil” e que havia chegado a hora “de nós, que moramos no exterior, levantarmos a nossa voz e denunciarmos todas as atrocidades que estão acontecendo no nosso país”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas eleições presidenciais, o Yes Brazil USA e outros grupos aliados organizaram a inscrição de fiscais nas seções eleitorais do exterior. “Nós já começamos fazendo bastante barulho, porque, pela primeira vez nas eleições do Brasil, houve fiscais e delegados em todo o exterior. Vocês estão de parabéns”, afirmou Larissa à época.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conta do grupo no Instagram tem milhares de seguidores e publica conteúdo desinformativo com frequência, sobretudo sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Ao tentar seguir o perfil, o Instagram avisa que “esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes de Comunidade”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação da organização ganhou contornos mais definidos durante as eleições presidenciais de 2022. Nas redes sociais, o perfil do grupo passou a divulgar conteúdo sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro e sobre campanhas de arrecadação de fundos, tanto para Bolsonaro quanto para as famílias de presos por atos golpistas de 8 de janeiro.<!-- alsoRead --></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saiba mais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://apublica.org/2023/10/parlamentares-gastam-r-127-mil-de-verba-publica-para-ir-a-eventos-bolsonaristas-na-europa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parlamentares gastam R$ 127 mil de verba pública para ir a eventos bolsonaristas na Europa</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://apublica.org/2023/02/fiscais-de-urna-indicados-pelo-pl-no-exterior-postaram-fake-news-e-apoiaram-atos-golpistas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fiscais de urna indicados pelo PL no exterior postaram fake news e apoiaram atos golpistas</a></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A presença do grupo nas plataformas digitais foi limitada. O Instagram incluiu avisos de que a conta publicava informações consideradas falsas por verificadores independentes, o que limitou a realização de transmissões ao vivo. Uma das coordenadoras do grupo, Luciana Mazzaro da Costa Martins, que atuou como fiscal em uma seção eleitoral em Orlando, teve sua conta no Twitter suspensa por violação das regras da rede.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Urnas, Yes Brazil USA e Jair Bolsonaro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A relação do Yes Brazil USA com o ex-presidente Jair Bolsonaro se estreitou no início de 2023. Quando Bolsonaro viajou para Orlando antes da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, a organização assumiu parte da articulação de sua agenda. O grupo promoveu encontros com apoiadores em Orlando e em Boca Raton. Em um desses eventos, realizados na Church of All Nations, os ingressos se esgotaram. Na ocasião, Bolsonaro referiu-se aos detidos pelos atos de 8 de janeiro como “presos políticos”.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49b3ec&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49b3ec" class="wp-block-image size-full is-resized wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="397" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto2-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=640%2C397&#038;ssl=1" alt="Jair Bolsonaro em evento na Igreja de Todas as Nações, em Boca Raton" class="wp-image-251174" style="width:640px;height:auto" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto2-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Foto2-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg?resize=150%2C93&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Jair Bolsonaro em evento na Igreja de Todas as Nações, em Boca Raton</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A organização de eventos não se restringiu aos Estados Unidos. Em parceria com o Institutum Veritas Liberat, o Yes Brazil USA promoveu seminários em cidades europeias como Roma, Novara, Zurique, Lisboa e Madrid. Os encontros serviram de palco para questionamentos sobre o sistema eleitoral. Em Zurique, o deputado federal e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (PL-RJ), discursou sobre a necessidade de apuração pública dos votos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação de parlamentares brasileiros nesses eventos gerou custos ao Estado. Um levantamento da <strong>Agência Pública</strong> indicou que deputados e senadores utilizaram mais de R$ 127 mil em verbas públicas para passagens e diárias relacionadas a seminários na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura do Yes Brazil USA na Flórida, no entanto, apresenta contrastes. Em julho de 2023, repórteres da <strong>Pública</strong> visitaram dois endereços ligados a Larissa e Mário Martins no estado americano. Os locais estavam vazios, e funcionários do prédio onde a empresa está registrada afirmaram não conhecer o casal. As tentativas de contato com os responsáveis pela organização permaneceram sem resposta até a publicação das investigações sobre a Yes Brazil.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<enclosure url="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Capa-Quem-e-a-organizacao-que-levou-Mario-Frias-para-os-EUA.jpg" length="374823" type="image/jpeg" /><post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">251163</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Na poeira de “Dark Horse”, a bancada do Agro passa a boiada</title>
		<link>https://apublica.org/podcast/2026/05/bom-dia-fim-do-mundo/dia-do-agro-na-poeira-de-dark-horse-a-bancada-do-agro-passa-a-boiada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[bancada ruralista]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto só se fala de Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, bancada ruralista aproveita para passar a boiada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os olhos e ouvidos do país estão voltados para os desdobramentos do escândalo do Banco Master, agora envolvendo diretamente a família Bolsonaro após a divulgação das conversas entre <a href="https://apublica.org/nota/flavio-bolsonaro-audio-vazado-com-vorcaro-cobra-r-134-milhoes/" type="link" id="https://apublica.org/nota/flavio-bolsonaro-audio-vazado-com-vorcaro-cobra-r-134-milhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro</a> pelo <a href="https://www.intercept.com.br/2026/05/13/audio-flavio-negociou-vorcaro-milhoes/" type="link" id="https://www.intercept.com.br/2026/05/13/audio-flavio-negociou-vorcaro-milhoes/">Intercept Brasil</a>, a bancada ruralista aproveita para lançar o “Dia do Agro”. Não se trata de uma data comemorativa, mas sim de uma ofensiva de dois dias, articulada para aprovar de uma vez só várias propostas consideradas prioritárias para o setor. Apesar de pouco noticiados pela imprensa, os projetos representam graves retrocessos ambientais. No episódio dessa semana, a gente te conta o que está em jogo. Ouça agora.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>E MAIS:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Trombeta, Dark Horse e o Neymarpalooza. </p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<enclosure url="https://apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Capa-tocadores-61-1.jpg" length="979359" type="image/jpeg" /><post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">251109</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Produtoras e funkeiro investigado receberam R$ 1,2 milhão da prefeitura de SP</title>
		<link>https://apublica.org/2026/05/produtoras-e-mc-investigado-receberam-r-12-mi-da-prefeitura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://apublica.org/?p=251116</guid>

					<description><![CDATA[MC Ryan é investigado na Operação Narco Fluxo da PF; os MCs Hariel e Livinho são agenciados por produtora investigada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A prefeitura de São Paulo <span class="highlighter">pagou R$ 1,2 milhão por 21 shows realizados entre 2023 e 2025 a artista e produtoras investigados na Operação Narco Fluxo</span>, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril deste ano, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, apostas ilegais e rifas clandestinas. Os funkeiros MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos, além de influenciadores, como o dono da página Choquei, Raphael Sousa de Oliveira. Eles tiveram a prisão preventiva revogada na semana passada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PF, os recursos ilícitos seriam misturados com receitas lícitas, como cachês de shows pagos por prefeituras ou empresas privadas, para&nbsp;dificultar o seu rastreamento. Os investigados também convertiam os valores em carros de luxo, mansões e até aeronaves para mascarar a origem do dinheiro. O esquema criminoso teria movimentado R$ 1,6 bilhão e existiria pelo menos desde 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span class="highlighter">Ao todo, a Secretaria Municipal de Cultural (SMC) contratou 21 shows dos músicos e empresários investigados entre o início de 2023 e o primeiro semestre de 2025, </span>conforme documentos internos da pasta que a <strong>Agência Pública</strong> teve acesso com exclusividade. Os dados embasam a série de reportagens <a href="https://apublica.org/especial/festival-de-irregularidades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival de Irregularidades</a>, sobre shows pagos pelo município sem transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos contratos foi fechado com a GR6. O dono da produtora, Rodrigo Oliveira, que também foi preso na operação Narco Fluxo, é apoiador de Ricardo Nunes. Nas eleições de 2024, o empresário se filmou votando em Nunes e <a href="https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2024/10/27/dono-de-produtora-de-funk-grava-voto-em-nunes-pratica-e-proibida.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicou no Instagram</a> – o que é proibido por lei. Depois que se confirmou a reeleição do prefeito, Oliveira comemorou: &#8220;Ganhou o cara que é gente da gente, um ser humano incrível&#8221;, escreveu. Naquele ano, a GR6 foi contratada pela prefeitura para shows de artistas agenciados na inauguração de 40 quadras esportivas reformadas em bairros da capital.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49ca96&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49ca96" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="474" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/print-Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=640%2C474&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-251156" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/print-Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?w=846&amp;ssl=1 846w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/print-Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=800%2C593&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/print-Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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		</button><figcaption class="wp-element-caption">Publicação da GR6 no Instagram</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem identificou nomes conhecidos dos palcos paulistas, como <span class="highlighter">MC Hariel – que recebeu R$ 270 mil por dois shows em 2023 e 2024 – e MC Livinho – R$ 70 mil por uma apresentação em 25 de junho de 2023</span>. Mas também há outros com menos audiência nas redes sociais, que receberam cachês mais baixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span class="highlighter">MC Ryan recebeu R$ 150 mil por um show na Semana das Juventudes, em agosto de 2023</span>. Ele faria mais um show pelo mesmo valor no ano seguinte, mas o pagamento foi cancelado pela SMC porque o artista não se apresentou na data combinada, segundo os documentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os shows identificados são de funkeiros agenciados pela Love Funk e GR6, que são investigadas, além da Fundação do Funk, que é <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/empresa-ligada-a-mc-ryan-recebeu-r-23-milhoes-de-prefeituras" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ligada</a> à GR6 e aparece nos documentos da SMC com um e-mail com domínio da GR6. A reportagem entrou em contato com os artistas e produtoras citadas, por e-mail e redes sociais, mas não recebeu retorno até a publicação. O espaço segue aberto.</p>



<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49cddc&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49cddc" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="1316" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=640%2C1316&#038;ssl=1" alt="Prefeitura de SP paga até R$ 150 mil em shows: imagem reúne contratos de MC Ryan, Neguinho do Kaxeta, MC Hariel, MC Mari, MC Dricka e MC Livinho em eventos municipais, incluindo Circuito de Rua, aniversários de bairros e ações públicas, com cachês que variam de R$ 10,6 mil a R$ 150 mil." class="wp-image-251119" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=292%2C600&amp;ssl=1 292w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=584%2C1200&amp;ssl=1 584w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=747%2C1536&amp;ssl=1 747w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=996%2C2048&amp;ssl=1 996w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info1_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=150%2C308&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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<figure data-wp-context="{&quot;imageId&quot;:&quot;6a11e0b49d096&quot;}" data-wp-interactive="core/image" data-wp-key="6a11e0b49d096" class="wp-block-image size-full wp-lightbox-container"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="640" height="1316" data-wp-class--hide="state.isContentHidden" data-wp-class--show="state.isContentVisible" data-wp-init="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--click="actions.showLightbox" data-wp-on--load="callbacks.setButtonStyles" data-wp-on--pointerdown="actions.preloadImage" data-wp-on--pointerenter="actions.preloadImageWithDelay" data-wp-on--pointerleave="actions.cancelPreload" data-wp-on-window--resize="callbacks.setButtonStyles" src="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=640%2C1316&#038;ssl=1" alt="Prefeitura de SP paga cachês a funkeiros: tabela detalha contratos de MC Marks, MC Don Juan, MC Pedrinho, MC Gaab, MC Luki, MC Cebezinho, MC Kadu, MC Kelvinho e MC Jvila em eventos como Semana da Juventude, Circuito de Rua e festas de bairro entre 2023 e 2025, com valores de R$ 5 mil a R$ 80 mil." class="wp-image-251118" srcset="https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=292%2C600&amp;ssl=1 292w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=584%2C1200&amp;ssl=1 584w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=747%2C1536&amp;ssl=1 747w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=996%2C2048&amp;ssl=1 996w, https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2026/05/Info2_Produtoras-e-funkeiro-investigado-receberam-R-12-milhao-da-prefeitura-de-SP.jpg?resize=150%2C308&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 2400px" /><button
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<p class="wp-block-paragraph">Em nota, a prefeitura de São Paulo afirmou que <span class="highlighter">“os contratos mencionados foram realizados em 2023, 2024 e 2025, antes da deflagração da operação da Polícia Federal, em 15 de abril”</span>. “À época das contratações, não havia qualquer informação oficial sobre investigações envolvendo os artistas ou as empresas citadas, tampouco comunicação de órgãos de controle ou autoridades policiais que impedisse a formalização dos contratos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A administração municipal enfatiza que todas as contratações seguiram regularmente os trâmites administrativos, “com análise técnica e documental pelas áreas responsáveis, incluindo a verificação de antecedentes, conforme exigência legal aplicada a todas as contratações, por meio da emissão de certidões negativas e consultas de regularidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos contratos foi registrada em planilhas da SMC sob a anotação “Gabinete”, uma sinalização de que o pedido para a contratação poderia ter vindo da chefia da secretaria – no período comandada por nomes próximos ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). Apenas um show (uma apresentação de MC Livinho em 2023) não recebeu essa indicação na tabela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os eventos fizeram parte do “Circuito de Rua”, que promove shows em localidades afastadas do centro da capital, e em datas comemorativas de localidades, como aniversários de bairros e festas juninas. A SMC não respondeu os questionamentos da reportagem até a publicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Notas da GR6 emitidas em poucos minutos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem encontrou uma sequência de nove notas fiscais emitidas pela GR6 com indícios de direcionamento de valores. Os documentos foram gerados com poucos minutos de diferença para os artistas MC Livinho, MC Don Juan e Neguinho do Kaxeta no mesmo dia, 22 de maio de 2023, às 16h33, 17h04, 17h22, 17h29, 17h34, 17h36, 18h, 18h02 e 19h36 – inclusive para shows que ainda não haviam acontecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As notas têm valores idênticos. As de MC Livinho e Don Juan foram padronizadas em R$ 80 mil, e as de Neguinho do Kaxeta em R$ 60 mil. A prefeitura se baseia nos valores das notas enviadas pelos artistas para definir o valor do cachê a ser pago. A lei municipal manda que seja pago um valor igual ou inferior aos das notas, para comprovar que se está cumprindo o valor de mercado das apresentações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a apresentação das notas, os artistas de fato receberam valores similares aos valores mencionados por elas. Don Juan foi contratado por R$ 80 mil; Livinho, R$ 70 mil; e Neguinho da Kaxeta, R$ 60 mil. No caso deste último, porém, um parecer da própria SMC aponta que o cachê do artista sofreu um aumento injustificado de R$ 35 mil, de uma apresentação anterior, para R$ 60 mil sem justificativa necessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das empresas que contratou Livinho e Don Juan, a Oh Gloria Produção Musical, tem o mesmo endereço comercial da GR6 em São Paulo, no bairro Vila Paiva – ou seja, emissor e tomador de serviço funcionariam no mesmo local. O representante da Oh Gloria também usa um e-mail com o domínio da GR6, indicando uma conexão entre as empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As demais empresas que contrataram os serviços também se repetem entre os artistas. Uma casa de swing em São Paulo contratou Livinho e Neguinho da Kaxeta, e uma arena de beach tênis contratou Livinho e Don Juan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os documentos enviados para a prefeitura, há três notas de shows programados para dias depois, em 26 e 27 de maio. Outras seis se referem a shows dos artistas ocorridos até 18 dias antes, desde o início daquele mês.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Maioria dos shows não teve autorização jurídica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 21 shows, apenas cinco receberam autorização do setor jurídico da SMC para serem realizados, o que é obrigatório para qualquer contratação musical. A maioria (14) não recebeu nenhum parecer, indicando que a área não tomou conhecimento dos eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois restantes obtiveram pareceres negativos. Nestes casos, a área recomendou que os processos não fossem adiante por se tratarem de eventos privados, que não poderiam ser financiados pelo órgão público. Ainda assim, a chefia da pasta mandou dar andamento aos pagamentos.</p>
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