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		<title>Curva de Desenvolvimento - O Deus Certo Para Cada Fiel</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 10:20:45 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olá! Essa semana, a mantemos a divindade no centro das atenções. Em partes anteriores da “Curva de Desenvolvimento”, já falamos sobre a existência dos deuses, sua atuação e sobre a eventual ascensão de mortais a condição de divindade. “Panteão” vem do grego “pan theon”, ou “todos os deuses”. Definimos, assim, “Panteão” como um grupo de deuses cultuados por mortais. Hoje, e também na próxima semana, discutiremos a elaboração do panteão divino em seu cenário de fantasia.</p>
<p>No artigo <a href="http://www.areacinza.org/2009/10/curva-de-desenvolvimento-o-poder-que-faz-a-diferenca/" target="_blank">O Poder que faz a diferença</a>, discutimos um cenário fantástico sem a presença dos deuses, ou com deuses existindo de maneira extremamente particular. Embora algumas situações apresentadas no artigo anterior sejam perfeitamente compatíveis com a idéia de um panteão de deuses, aqui estaremos considerando que os deuses estão presentes no seu cenário, e de uma maneira razoavelmente tradicional. Consideramos também que diferentes culturas podem apresentar panteões próprios, e é possível ter panteões diversos para um único cenário de fantasia.</p>
<p>Nesse momento, ainda não será abordada a criação dos deuses em sua totalidade e o estabelecimento de seus domínios de influência. No entanto, a esta altura, você provavelmente já terá algumas idéias a respeito dos deuses que quer incluir em seu cenário de fantasia (mais adiante trabalharemos exclusivamente com a criação das divindades). Por enquanto, abordaremos apenas os pontos da criação dos deuses relevantes à estruturação do panteão fantástico.</p>
<p><strong>DANDO FORMA AO PANTEÃO</strong></p>
<p>A primeira decisão a ser feita na elaboração de seu panteão divino e acerca da condição dos deuses que irão constituí-lo: cada um dos deuses é um ser único ou são todos eles aspectos de uma só divindade? A própria idéia de um panteão remonta a uma sociedade à parte, constituída por deuses e seus consortes. À primeira vista, uma divindade única com vários aspectos (conhecida como monoteísmo substancial, pois todos são compostos da mesma substância) elimina a idéia de um panteão como sociedade; trataríamos apenas da distribuição de responsabilidades para cada um dos aspectos, e o panteão perderia seu aspecto social.</p>
<p>É possível, porém haver interação nesse panteão, caso exista mais de uma substância em questão. Duas forças antagônicas características, como lei e caos, bem e mal, nas abordagens fantásticas mais comuns, embora outras formas de antagonismo sejam possíveis; de eixos elementais, como terra e água, ar e fogo, a aspectos mais inusitados, como selvagem e civilizado, ou dia e noite, ou até mesmo mais que duas, com suas respectivas entidades derivadas (nas Terras do Sul, o Grande Império e seus deuses da ordem combatem os selvagens homens das Planícies Escarlates, seguidores dos deuses do caos).</p>
<p><strong>ORIGEM</strong></p>
<p>Tendo a condição dos deuses sido definida, deve-se então preocupar-se com a origem de seu panteão. A primeira possibilidade é o panteão se basear na idéia de deuses com uma origem comum. Filhos de um deus criador, resultado da união de forças não-racionais ou semi-racionais, mortais ascendidos à condição divina (possibilidade já discutida, em “Voando tão alto quanto o sol&#8230;”). Possuindo uma origem comum, o panteão assume um caráter familiar, com deuses se relacionando diretamente por parentesco. Embora membros de uma mesma família, os deuses nessa opção ainda podem ter relacionamentos amorosos entre si, dando origens a outros deuses, igualmente relacionados entre si.</p>
<p>Uma possibilidade oposta é um panteão composto por deuses de origem diversa. Um único panteão pode possuir divindades originadas de deuses criadores, humanos ascendidos à condição divina, além de deuses ancestrais nascidos de forças naturais primitivas. O panteão diverso abrange todas as idéias apresentadas no panteão familiar e as expande; os deuses nessa possibilidade de panteão podem não apenas se relacionar em seus núcleos familiares, como também com deuses de origem externa. É um panteão mais amplo, com possibilidade maior de complexidade nas relações entre os deuses.</p>
<p><strong>ORDEM PARA OS DEUSES</strong></p>
<p>A organização é o próximo ponto a ser observado na criação do panteão. A sociedade dos deuses em seu mundo fantástico pode ser um ambiente de anarquia, com todos os deuses convivendo sem líderes ou leis. Em um panteão sem um poder central ou regras, muito provavelmente os deuses mais poderosos irão se impor, e com o tempo assumirão alguma liderança, mesmo que de maneira informal, muito provavelmente liderando deuses que regem aspectos relacionados aos seus. Em um cenário onde os deuses podem morrer, esse tipo de panteão será palco para a morte de várias divindades. De fato, é possível que, em algumas eras, um panteão sem líderes ou leis evolua para um panteão com poucos deuses, abrangendo vários domínios, bastante polarizados.</p>
<p>A quantidade de deuses malignos ou neutros também é relevante nesse ponto: um panteão sem líderes ou leis, mas com um número reduzido de deuses de tendências más ou neutras pode se configurar em um panteão razoavelmente estável, com os deuses do bem convivendo de maneira harmoniosa e tendo apenas os deuses malignos e eventualmente neutros como adversários. Por serem agressivos, esses deuses acabarão tendo domínios mais abrangentes, obtidos de deuses mortos em conflitos, sendo assim, individualmente mais poderosos que a média dos deuses do panteão. Caso não seja assim, muito provavelmente os deuses bondosos tentarão destruir os poucos deuses malignos, evento catastrófico que talvez mobilize deuses da neutralidade na defesa dos deuses do mal! Note que o eixo Bem x Mal é essencial aqui. Um panteão com esse eixo concebe melhor a idéia de uma sociedade sem líderes ou regras, e é o mais forte candidato a estabelecer certa harmonia entre seus deuses. Divindades do bem não destroem outras divindades do bem para se tornarem mais poderosas; deuses da Ordem por outro lado poderiam ter intensos conflitos internos, tão fortes quanto teriam contra os deuses do Caos.</p>
<p>Outra possibilidade de organização do panteão é a existência de um líder, ou de líderes. Um panteão com lideranças é muito provavelmente um panteão com uma inclinação para o eixo da Ordem x Caos, ou com uma presença forte de deuses ordeiros, se considerarmos uma liderança até certo ponto formal. É perfeitamente possível a existência de um líder em panteões com menor influência da Ordem, mas nesse caso, a liderança se dá pelo poder bruto de determinado deus, e não por uma tendência natural a organização.</p>
<p>A liderança em um panteão é destinada às divindades mais poderosas. Embora possa não fazer sentido inicialmente, a divindade mais poderosa não será necessariamente aquela com os domínios mais abrangentes (veremos mais sobre isso em artigos subseqüentes). Apenas elas irão possuir poder para impor sua vontade sobre outros deuses. Eventualmente uma divindade poderá ser eleita líder de determinado panteão por ser aquela capaz de agregar mais deuses de determinado ideal; uma possibilidade em panteões com um número razoável de deuses ordeiros e benignos.</p>
<p>Quando um panteão apresenta mais de um deus de poder particularmente elevado, é possível que a liderança do panteão seja dividida entre os deuses. Em um panteão familiar, isso muito provavelmente será representado sob a forma de algum vínculo. Em um panteão com deuses de origem diversa a liderança se dará devido ao poder, embora seja eventualmente possível que deuses líderes se unam, permitindo o surgimento de novas famílias de deuses.</p>
<p>Bem, falamos bastante sobre as concepções divinas, mas ainda estamos apenas na metade do caminho! Estejam conosco novamente na próxima semana, juntando as últimas pontas soltas do seu panteão.</p>


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		<title>Curva de Desenvolvimento - Só pode haver um!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 16:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aguirre Chaves</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Deuses]]></category>

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Mas como seria um mundo de fantasia monoteísta, ou de religiões [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá leitores! Hoje abordaremos um tema deveras incomum em mundos de fantasia: o monoteísmo. Digo isso porque, tratando-se de divindades, o comum para diversos cenários, principalmente os medievais, são panteões compostos por vários deuses, com cada um governando sobre diferentes aspectos da vida nesses mundos.</p>
<p>Mas como seria um mundo de fantasia monoteísta, ou de religiões dominantes monoteístas? Trataremos sobre as alternativas para o monoteísmo em mundos de fantasia; desde conceitos familiares, como as formas existentes em nosso mundo, até outros bem singulares, como o que aconteceria se o único deus de um mundo fosse maligno.</p>
<p><strong>RELIGIÕES CONFLITANTES, DEUS ÚNICO</strong></p>
<p>Nesta hipótese, a idéia pela qual começamos é a de que, apesar da existência de um único deus, existe mais de um jeito de interpretar sua presença e cultuá-lo. A primeira conseqüência disso pode ser o surgimento de diversas religiões diferentes, com tradições próprias e singulares, que, entretanto, rezam para a mesma divindade, sendo igualmente atendidas e beneficiadas por ela.</p>
<p>Se a divindade em questão fosse presente e interagisse com seus fiéis constantemente, através de visões ou avatares, haveria poucas divergências filosóficas entre as religiões, pois, apesar de cultuarem o mesmo deus de forma diferente, possuiriam a parte central de sua crença semelhante. Assim, a influência que o deus exerce sobre seus seguidores serviria como forma de manter a harmonia entre diferentes cultos, mesmo em partes distantes do mundo.</p>
<p>A realidade seria outra, no entanto, se o deus desse mundo fosse, ao contrário do exemplo acima, uma divindade distante, não se manifestando abertamente para seus fiéis. Nesses casos, ao invés de influenciar seus seguidores através de visões constantes e avatares, ele os deixaria livres para viverem suas vidas e encontrarem sozinhos à “verdade”. Aqui, mesmo que as religiões possuam o ponto central em comum, haveria divergências muito maiores em sua forma de pensar e enxergar o deus. Outro fator agravante do choque religioso que poderia ser gerado seria o encontro de sacerdotes de religiões diferentes, um conflito essencialmente cultural. Mesmo que as diferentes religiões busquem o mesmo fim por caminhos diferentes, a natureza desses caminhos pode tornar-se motivo de conflito e intolerância, gerando desde simples debates até guerras santas.</p>
<p>Outro ponto interessante que pode ser abordado é o da existência de “falsas religiões”. Em ambos os cenários podem existir religiões que pregam e defendem a existência de outros deuses, mesmo que estes não existam. As falsas religiões podem surgir através da perda de fé no deus verdadeiro, como um meio de enganar os tolos, revoltar-se contra o deus ou até mesmo contra uma ordem social opressora. Um ótimo exemplo disso é a religião dos Seguidores, liderada pelo Alto Teocrata, nas “Crônicas de Dragonlance”. Inicialmente essa ordem surge para ajudar os sobreviventes do Cataclismo e acaba por se corromper, tornando-se uma organização fanática que alega a existência de falsos deuses ao invés de buscar os deuses verdadeiros.</p>
<p><strong>MAL PRIMEVO</strong></p>
<p>Sob o mesmo prisma descrito acima, poderíamos lidar com mundos onde o deus único fosse maligno. Entretanto, precisaríamos fazer alguns ajustes para adaptar as idéias a cenários onde, provavelmente, os valores e a moral seriam opostos aos nossos ou, pelo menos, inexistentes no formato como os conhecemos.</p>
<p>Caso o deus maligno fosse uma entidade presente no mundo e tivesse a prática de interferir na vida de seus fiéis, as sociedades desse cenário seriam, em sua maioria, tirânicas e predatórias. Seriam necessários governos fortes o bastante para restringir as vontades individuais dos cidadãos e obrigá-los a seguir um padrão específico que seguisse as orientações do deus, e esses governos tenderiam a competir entre si por poder e pela atenção irrestrita da divindade. Provavelmente, os sacerdotes da religião oficial seriam de grande importância social, governando diretamente ou influenciando ativamente nos governos do mundo.</p>
<p>Se a entidade maligna criadora desse mundo é ausente e distante de seus possíveis fiéis, uma das hipóteses é a de que, apesar do mundo ser “governado por princípios malignos” não haveria uma força direta que influenciasse todo o cenário a segui-los. Poderia até mesmo ocorrer do mundo se desenvolver aquém a maldade do ser que o criou e seguir caminhos e crenças diferentes, ou até mesmo opostos, à natureza da criação. As sociedades se desenvolveriam com maior liberdade e diversidade e, apesar da presença de sacerdotes do deus maligno, ou até mesmo de civilizações cientes de sua existência, o mal não seria “regra” no mundo.</p>
<p>Por exemplo, imagine um cenário com dramas muito semelhantes aos da Idade Média européia, com pragas e guerras assolando a população, adicione a ele uma sociedade sutilmente maligna e teça cuidadosamente o clima do jogo, puxando-o para um lado mais dramático, sombrio, fatalista e anti-heróico. Um dos maiores choques que os personagens jogadores poderiam ter seria a descoberta da verdadeira natureza de seu mundo e de sua existência. Se eles fossem maus, veriam que seus atos seguem de acordo com a vontade que criou o universo e se sentiriam justificados em suas ações (não que personagens malignos precisem de justificativas, mas ainda assim seria uma revelação e tanto); enquanto que, se eles fossem bons, o clima do jogo poderia ficar ainda mais pesado e se tornaria algo desesperador para personagens assim saber que não existe grande, ou qualquer, esperança de mudança. Eles estariam lutando uma batalha quase perdida pelo que acreditam e para mudar o mundo, o que pode render aventuras bem interessantes, principalmente se o cenário de jogo admitir a existência de outros planos de existência.</p>
<p><strong>A ASCENSÃO DO MAL – RESISTÊNCIA HERÓICA</strong></p>
<p>Um mito presente em alguns sistemas monoteístas é o da existência de um adversário ao deus criador. A natureza desse adversário varia, podendo ser desde uma parte do deus criador, como sua sombra, até uma de suas criações, por exemplo, um anjo rebelde. Imaginem agora que esse Adversário tivesse derrotado o deus criador, e o aprisionado, ou bloqueado sua influência na criação. Como seria a vida em um mundo onde as pessoas estão acostumadas a um deus bondoso e são, subitamente, postas sob o domínio irrestrito de um novo deus maligno? E quão completa seria a vitória do mal sobre o bem?</p>
<p>Algumas hipóteses me vêm à mente quando penso nisso. A primeira seria que o deus maligno, enfraquecido depois da batalha contra o deus criador, ficaria restrito a uma parte da criação, expandindo seu domínio a partir daí, enquanto busca retomar seu antigo poder. A segunda implica em uma vitória completa contra o deus criador, a partir da qual o deus maligno buscaria perverter e corromper a criação. E a terceira seria se, ao invés de vencer, o deus maligno tivesse perdido a batalha, mas que antes de sua derrota final ele conseguisse bloquear a interferência do deus criador sobre parte da criação, na qual ele se refugiaria. Esta parte então ficaria sob o jugo do mal e o deus maligno teria como principal objetivo manter o bloqueio contra o deus criador e recuperar o seu poder, para então guerrear novamente.</p>
<p>A forma de vitória obtida sobre o deus criador influência diretamente o tipo de domínio que será estabelecido no mundo em questão e quais podem ser as esperanças dos heróis neste cenário. Se o deus maligno ainda está fraco ele deverá começar sua conquista aos poucos, destruindo ou corrompendo os que se opõe a ele. Se ele estiver forte, a conquista da criação será rápida e inquestionável, afinal, trata-se de um deus.</p>
<p>Os métodos que podem ser utilizados para a conquista da criação são diversos e influenciam diretamente a vida nesses cenários. É importante pensar que, por tratar-se de um deus, uma oposição duradoura a ele é um feito realmente heróico e que este usará tudo que estiver a sua disposição para obter o que quer. Esses métodos incluem a corrupção de heróis ou raças, ampliação de sua religião e proibição de qualquer alusão ao antigo deus, guerra aberta contra os habitantes de um mundo e instituição de uma ditadura sob seu controle direto ou o de seus arautos.</p>
<p>A vida nesse cenário pode ser expressa pelo esforço desesperado dos heróis do mundo para derrotar o deus maligno, uma luta constante por sobrevivência ou, se decidirmos explorar o lado maligno, pela caça e extermínio dos últimos heróis. Ficando a cargo do mestre, decidir quais serão as esperanças reais para os personagens em seu cenário e se haverá a possibilidade de se jogar com os seguidores do deus maligno.</p>
<p>Assim finalizamos mais um artigo. As idéias aqui apresentadas são poucas se comparadas aos inúmeros aspectos que ainda podem ser abordados nesse tema, mas espero que sejam úteis para vocês e que possam ajudá-los no desenvolvimento de seus próprios cenários de jogo. Estejam conosco na próxima semana, erguendo os pilares da crença fantástica. Hasta!</p>


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		<title>Curva de Desenvolvimento - Voando tão alto quanto o céu…</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 11:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giltonio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curva de Desenvolvimento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, aqui estamos de novo. Saindo da geografia, e mergulhando no desenvolvimento cosmológico de seu cenário fantástico, já falamos sobre deuses e sobre a própria criação. É claro que o tema viaja muito mais que isso, e hoje iremos a um ponto que muitos preferem deixar em branco na criação, para ser explorado mais adiante, ou mesmo ignorado totalmente. Se existe algo como uma linha de evolução espiritual, mais cedo ou mais tarde os seres se erguem dentro dela, e podem até mesmo alcançar o poder divino. A isso damos o nome de ascensão, e existem muitas maneiras de lidar com ela em seu cenário.</p>
<p>Acho importante começar explicando que se trata de uma perspectiva que muitos criadores não adotam. Embora seja interessante pensar nos deuses como mortais que foram além dessa condição, vários cenários optam por deuses fixos, cuja relação com o local da campanha sempre se deu de cima pra baixo. Nesse caso, por que perder uma semana apenas dentro desse tema? Ora, como vocês perceberão, o simples fato de mortais serem alçados à condição divina é um elemento suficientemente importante para mudar toda a concepção do cenário que está sendo criado.</p>
<p><strong>ASCENSÃO ATRAVÉS DA FÉ</strong></p>
<p>Uma das formas mais comuns de abordagem para esse assunto é a ascensão através da fé. Depois da morte, ou mesmo durante a vida, um indivíduo que poderíamos qualificar como notável começa a atrair seguidores, que depositam confiança verdadeira nele. O passo seguinte é a transformação dessa energia em pura fé, que é então canalizada ao espírito, que poderá ascender à condição divina, na medida em que passa a ser realmente adorado por aqueles que vivem no cenário. É claro que, quanto maior o número de seguidores da divindade, maior a energia canalizada, e maior seu poder pessoal.</p>
<p>Num cenário como esse, a quantidade de seguidores que um deus possui é realmente importante, garantindo sua existência plena. Um deus cujos cultos sejam perdidos ou aniquilados cairá drasticamente em poder, podendo ser considerado pouco mais que um espírito de alto grau. Por isso, é natural que os deuses aqui intervenham com o cenário de campanha; senão para outras coisas, pelo menos para garantir a proliferação de sua fé através de grupos de seguidores que são beneficiados com suas intromissões no plano material.</p>
<p>O poder acumulado é uma forma que os deuses possuem de imporem seu poder em relação aos outros deuses, então é natural que aqueles por trás das maiores religiões figurem no topo das pirâmides, muitas vezes servidos por deuses menores, que não podem garantir por eles mesmos sua própria manutenção, muitos menos a de seus cultos.</p>
<p>Num cenário em que a importância dos deuses está diretamente relacionada à sua capacidade de fazer com que as pessoas creiam neles, determinar as formas possíveis de intervenção divina é algo importante (sim, discutiremos mais sobre a própria intervenção divina numa outra oportunidade).<br />
<strong><br />
PODER: UMA FORMA SIMPLES DE ASCENSÃO<br />
</strong><br />
Em alguns cenários, os mortais podem chegar a se tornar deuses por seu simples mérito, ao atingirem uma quantidade tão enorme de poder, que quebrem a balança original do mundo, ponto a partir do qual alcançarão à condição divina, normalmente passando por um evento que sirva como o marco para uma transformação do paradigma cosmológico. Mas que evento deveria ser esse?</p>
<p>Bem, temos alguns aos quais podemos recorrer, mas não vejo um exemplo mais simples do que a morte de outro deus. Esse é um momento que pode não significar nada para muitos mortais, mas talvez um deles já seja uma criatura extremamente poderosa, e de certa forma consciente do que acontece no mundo acima dele. Assim, ele poderá sentir a morte divina, e talvez ascenda para preencher a lacuna deixada pela entidade morta.</p>
<p>Os mortais têm poder contra os deuses? Se a resposta para o seu cenário for sim, então não seria estranho que um deles, extremamente poderoso, se erguesse contra uma entidade divina para roubar-lhe o poder e se tornar ele próprio um deus. Forgotten Realms, um dos cenários de fantasia mais populares do mundo, deve um de seus maiores cataclismos a um evento semelhante.</p>
<p>Um outro ponto a se pensar é se existe realmente uma separação entre a condição mortal e a divina. E se os seus deuses não passam de mortais muito poderosos? Essa aproximação destoa da proposta mais aceita pelos cenários de fantasia tradicionais, principalmente se pensarmos que um mortal, por mais poderoso que fosse, não poderia garantir poderes àqueles que optassem por segui-lo. Se optar por essa aproximação, estará realmente mudando a cara da fantasia típica, criando um mundo em que qualquer um pode vir a ser reconhecido como um deus, mas em que sua real influência sobre os aspectos que ele supostamente governa é mínima. Interessante? Com certeza!</p>
<p><strong>O MARCO DA ASCENSÃO</strong></p>
<p>Ok, o deus que você tem em mente não estava lá no início, não foi objeto da fé alheia, e nem foi um mago extremamente poderoso. É possível, ainda sim, que ele se torne uma entidade divina? Sim, através do que chamamos de Marco da Ascensão. Um local, evento, ou objeto que carregue um valor sagrado importante, através do qual é possível alcançar a condição divina.</p>
<p>Na cidade perdida de Lancaya, o cálice do sangue divino espera por aqueles bons o suficiente para chegar até lá. Aqueles que beberem o sangue dos deuses, assim como eles, serão levados à condição divina. E se um grupo de aventureiros, por pura sorte, acabar caindo em Lancaya, onde compartilharão da essência ancestral da divindade? Esse é um exemplo bem clichê, mas que exemplifica com perfeição o que pode vir a ser o Marco da Ascensão. Eu poderia dar muitos outros exemplos, mas você provavelmente saberá o que funciona ou não para o cenário que está criando.</p>
<p>O que vai ser o marco? É importante que ele esteja em sintonia com a proposta do seu cenário. Você pode, durante o processo de criação, deixar alguns deles prontos, esperando que os jogadores se encontrem com suas lendas, fiquem curiosos, e partam atrás deles. Ou você pode fazer com que sejam coisas aparentemente inócuas, nas quais alguém poderia esbarrar, sem jamais tomar conhecimento da verdadeira natureza delas. A primeira aproximação, no entanto, se dá muito melhor com o gênero épico que permeia a maior parte das campanhas de fantasia.</p>
<p><strong>COM GRANDES PODERES, GRANDES RESPONSABILIDADES!</strong></p>
<p>Como reagiria à sua própria ascensão um novo deus? Nem sempre ele vai estar preparado, e talvez demore a reconhecer sua nova condição, principalmente se pensarmos que nem sempre a inteligência divina e onisciência estão incluídas no pacote. Sem dúvida, os resultados podem ser catastróficos para um cenário de campanha, mas para você, o criador, eles representam apenas mais detalhes interessantes com os quais é possível trabalhar!</p>
<p>Construindo encima disso, é possível criar efeitos importantes da ascensão à divindade nos momentos históricos e no comportamento social das criaturas que habitam o seu cenário de campanha. Esses são temas muito relevantes, que trataremos mais adiante, em módulos separados da coluna.</p>
<p>Quanto à ascensão, acredito que se trata de um assunto que podemos apenas pincelar. O significado que é possível dar a ela em seu cenário é uma coisa opcional e pessoal, que passa pelo gosto de cada criador. Encima do que já foi dito aqui, existe muito que pode ser pensado e criado. Assim, creio que falamos o suficiente por hoje. Espero que estejam novamente conosco na semana que vem, abordando um tema que, embora seja interessante, continua indo na contramão do que muitos esperam de um cenário de fantasia. Até mais!</p>


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		<title>Ranking Cinza - Setembro</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 13:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
		
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Mas antes a ladainha do funcionamento do [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Com alguns dias de atraso vamos começar a semana com o Ranking Cinza de Setembro! Depois da bonança que foram os meses de Junho, Julho e Agosto, Setembro vem para quebrar esse ritmo e trazer a ressaca da queda generalizada dos sites de RPG brasileiros em termos de acesso&#8230;</p>
<p>Mas antes a ladainha do funcionamento do ranking que a esmagadora maioria de vocês já sabe de cor - o singelo objetivo do Ranking Cinza não é salvar o RPG nacional nem apresentar a verdade dura e implacável dos dados e estatísticas, mas sim traçar um mapa das 20 páginas nacionais relacionadas a RPG com maior alcance entre o público. Para isso a medida usada dentro do Alexa, a ferramenta mais conhecida, embora bastante polêmica, de medida do tráfego de websites, e é o <em>traffic rank</em> nacional, que indica a colocação da página dentre o universo dos sites mais acessados do Brasil e que tem a característica de ser uma variável composta tanto dos acessos (ou <em>page views</em>) como número de usuários únicos (<em>reach</em>).</p>
<p>Setembro realmente não foi o melhor dos meses para os sites de RPG brasileiros, que foi marcado por uma calmaria incomum e falta de grandes notícias nas últimas semanas&#8230; Volto com algumas considerações após os 20 integrantes do ranking deste mês:</p>
<p><strong>1-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rpgonline.com.br');" href="http://www.rpgonline.com.br/" target="_blank">RPG Online</a> - Como sempre o primeiro lugar é do maior portal de RPG do Brasil, e mesmo depois de ficar alguns dias fora do ar devido a um problema técnico os caras perderam menos de 200 posições no Alexa e seguraram com folga a liderança com a <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/rpgonline.com.br" target="_blank">2873ª posição dentre os sites mais acessados do Brasil</a>. <strong>Categoria:</strong> Portal <strong>Posição Anterior:</strong> <strong>1</strong></p>
<p><strong><strong>2-</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.ambrosia.com.br');" href="http://www.ambrosia.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Ambrosia</span></a><span style="font-weight: normal;"> - O portal de entretenimento Ambrosia também se manteve na segunda colocação e praticamente não teve mudanças segundo o Alexa, ficando em Setembro com </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/ambrosia.com.br" target="_blank"><em><span style="font-weight: normal;">traffic rank</span></em><span style="font-weight: normal;"> nacional de 4526</span></a><span style="font-weight: normal;">. </span><strong>Categoria:</strong><span style="font-weight: normal;"> Portal</span> <strong>Posição Anterior:</strong><strong> 2</strong></strong></p>
<p><strong>3-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.devir.com.br');" href="http://www.devir.com.br/" target="_blank">Devir</a> - Outro grande site de RPG que praticamente não sentiu mudanças este mês foi a Devir, maior editora do ramo no Brasil, que fechou o mês com <em><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/devir.com.br" target="_blank">traffic rank </a></em><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/devir.com.br" target="_blank">nacional de 6519</a>. <strong>Categoria:</strong> Editora <strong>Posição Anterior:</strong><strong> 3</strong></p>
<p><strong><strong>4-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rederpg.com.br');" href="http://www.rederpg.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Rede RPG</span></a><span style="font-weight: normal;"> - Outro site que teve uma queda mas conseguiu se segurar no Ranking Cinza foi a Rede RPG, que perdeu mais de 1000 posições de <em>traffic rank</em> nacional em relação ao mês passado indo parar n</span></strong><strong><span style="font-weight: normal;">a </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/rederpg.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">9314ª posição dentre os sites nacionais</span></a><span style="font-weight: normal;">.</span></strong><strong><span style="font-weight: normal;"> </span><strong>Categoria:</strong><span style="font-weight: normal;"> Portal </span><strong>Posição Anterior:</strong><strong> <span style="color: #000000;">4</span></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;">5- </span></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.paragons.com.br');" href="http://www.paragons.com.br/" target="_blank">Paragons</a> - Os caras do Paragons, que em apenas três meses de blog ocuparam o top 5, se mantiveram em Setembro na 5ª posição. Mesmo assim, eles perderam cerca de 1300 posições no <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/paragons.com.br" target="_blank"><em>traffic rank</em> nacional, indo parar em 10454</a>. </span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;">Categoria:</span></strong><span style="color: #000000;"> <span style="font-weight: normal;">Blog </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior:</span></strong><strong><span style="color: #000000;"> <span style="color: #000000;">5</span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong>6-</strong> <span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/d3system.com.br');" href="http://d3system.com.br/" target="_blank">D3system</a> - Mesmo seguindo  a tendência de queda generalizada, o D3system, que perdeu cerca de 3 mil posições em grande parte também pela brutal queda no número de atualizações (da qual também sou responsável) ainda conseguiu subir uma posição no Ranking, beneficiado em grande parte pela queda monstruosa da Jambô&#8230; Enquanto isso o D3system termina Setembro com <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/d3system.com.br" target="_blank">19192 de <em>traffic rank</em> nacional</a>. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Blog </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><strong> <span style="color: #339966;">7</span></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong>7- </strong><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.jamboeditora.com.br');" href="http://www.jamboeditora.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Jambô</span></a><span style="font-weight: normal;"> - Uma das maiores quedas do mês de Setembro foi da editora Jambô, que se no mês passado havia caído fora do top 5, este mês perdeu mais de 7 mil posições no Alexa, a6ª posição do Ranking Cinza para a Devir e indo para  a </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/jamboeditora.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">19843ª posição dentre os sites nacionais</span></a><span style="font-weight: normal;">, distanciando-se cada vez mais da ponta&#8230;</span><span style="font-weight: normal;"> </span><strong>Categoria:</strong> </strong><span style="font-weight: normal;">Editora</span><strong> <strong>Posição Anterior:</strong><strong> <span style="color: #ff0000;">6</span></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong>8-</strong> <span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.spellrpg.com.br/" target="_blank">Spell RPG</a> - Por esta vocês não esperavam não é? Depois de um ano de Ranking Cinza finalmente a famigerada Spell RPG dá as caras por aqui, não porque eles não tinham acessos o suficiente, mas porque o sistema de hospedagem que utilizavam impedia a contabilização do Alexa. Em constante e eterna reformulação nos últimos anos, a Spell RPG atualmente é apenas o fórum, ponto central daquela comunidade, e o suficiente para assegurar <a href="http://www.alexa.com/siteinfo/spellrpg.com.br" target="_blank">21203 de <em>traffic rank</em> nacional</a> e a 8ª posição por aqui! </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Portal (fórum?) </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><strong> <span style="color: #000000;">-</span></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;">9-</span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/daemon.com.br');" href="http://daemon.com.br/" target="_blank">Daemon</a></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> - A editora Daemon se mantém no top 10 pelo segundo mês consecutivo, embora tenha perdido cerca de 1500 posições, indo parar na </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/daemon.com.br" target="_blank">27741ª posição dentre os sites nacionais</a></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">. </span></span><strong><span style="color: #000000;">Categoria:</span></strong><span style="color: #000000;"> <span style="font-weight: normal;">Editora </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior:</span></strong><strong><span style="color: #000000;"> <span style="color: #000000;">9</span></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong>10-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rpgarautos.com.br');" href="http://www.rpgarautos.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">RPGArautos</span></a><span style="font-weight: normal;"> - O pessoal do RPGArautos continua com um trabalho invejável, mas foi também repetiram a tendência de cair algumas posições no Alexa apesar de se segurarem por aqui. No caso eles caíram mais de 2 mil posições  e terminaram Setembro com </span></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/rpgarautos.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">29426 de <em>traffic rank</em> nacional</span></a></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><span style="font-weight: normal;">. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Portal </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><span style="color: #000000;"><strong> 10</strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong>11-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.dot20.com.br');" href="http://www.dot20.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">.20</span></a><span style="font-weight: normal;"> - Outra queda gigantesca foi a do pessoal do .20, velhos conhecidos daqui e que pouco tempo atrás estavam na batalha pela entrada no top 5.  Em Setembro eles perderam cerca de 15 mil posições, e 3 colocações no Ranking Cinza, ficando com</span><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/dot20.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">35016 de <em>traffic rank</em> nacional </span></a></strong></strong></strong><span style="font-weight: normal;">. </span>O Nume tem que se recuperar do seu acidente logo! <strong><strong><strong><strong>Categoria:</strong> </strong><strong><span style="font-weight: normal;">Blog</span> <strong>Posição Anterior:<span style="color: #ff0000;"> 8</span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong>12-</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/newtonrocha.wordpress.com');" href="http://newtonrocha.wordpress.com/" target="_blank">Nitro Dungeon</a> - O nitro perdeu 8 mil posições, mas também se manteve na mesma posição do Ranking que tinha em Agosto, marcando <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/http://newtonrocha.wordpress.com/" target="_blank">40415 de</a><em><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/http://newtonrocha.wordpress.com/" target="_blank"> traffic rank</a></em><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/http://newtonrocha.wordpress.com/" target="_blank"> nacional</a>. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Blog</span> <strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><strong> 12</strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;">13-</span></strong><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rolando20.com.br');" href="http://www.rolando20.com.br/" target="_blank">Rolando 20</a></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> - Um dos poucos sites que efetivamente conseguiu subir em Setembro foi o Rolando 20, que não só não perdeu posições no Alexa como também voltou ao Ranking Cinza depois de ter caído fora em Agosto, retornando com a </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/rolando20.com.br" target="_blank">46382ª posição dentre os sites nacionais</a></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> e na ótima 13ª colocação por aqui. </span></span></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> </span></span><strong><span style="color: #000000;">Categoria:</span></strong><span style="color: #000000;"> <span style="font-weight: normal;">Blog </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior:</span></strong><strong><span style="color: #000000;"> <span style="color: #000000;">-</span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">14-</span></strong><span style="color: #000000;"> </span><a href="http://www.adrenalinarpg.wordpress.com" target="_blank"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">Adrenalina RPG</span></span></a><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> - O gênio aqui se esqueceu do Adrenalina RPG, um blog que faz sua estréia por aqui e que eu nunca tinha visitado com atenção. Erros corrigidos, valeu Darkangellus e obrigado pelo toque! Setembro foi um mês bom para o Adrenalina RPG, que faz sua estréia por aqui com <a href="http://www.alexa.com/siteinfo/adrenalinarpg.wordpress.com" target="_blank">47495 de <em>traffic rank</em> nacional</a> e na 14ª posição.</span></span></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></span></span></span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;">Categoria:</span></strong><span style="color: #000000;"> <span style="font-weight: normal;">Blog </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior:</span></strong><strong><span style="color: #000000;"> <span style="color: #000000;">-</span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">15-</span></strong><span style="color: #000000;"> </span><a href="http://www.zbcast.com.br/" target="_blank"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">ZBCast</span></span></a><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> - O pessoal do ZBCast, </span></span></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">que estreou em Julho este mês perdeu mais de 5 mil posições e ainda sim subiu 2 posições no Ranking Cinza! Pois é, as coisas foram ruins assim este mês pra todo mundo&#8230; O blog do comentado <em>podcast</em> ficou com </span></span></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/zbcast.com.br" target="_blank">52266 de<em> traffic rank</em> nacional</a>.  <strong>Categoria</strong></span></span></span></span></span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">:</span></strong><span style="color: #000000;"> <span style="font-weight: normal;">Blog</span> </span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior</span></strong><strong><span style="color: #000000;">:</span></strong><strong> <span style="color: #339966;">17</span></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><strong>16-</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><a href="http://www.vorpal.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Vorpal</span></a><span style="font-weight: normal;"> - Outra agradável estréia por aqui é do Vorpal, que deu uma bela arrancada neste mês com a aproximação do lançamento da versão básica de seu Old Dragon! Em Setembro o Vorpal marcou a</span><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/inominattus.com" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">64720ª posição entre os sites nacionais</span></a><span style="font-weight: normal;"> o que garantiu a estréia em 16° lugar aqui no Ranking Cinza. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Blog </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><span style="color: #000000;"><strong> -</strong></span></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><strong>17-</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.inominattus.com');" href="http://www.inominattus.com/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Inominattus</span></a><span style="font-weight: normal;"> - O colaborativo Inominattus seguiu o padrão de Setembro, então vocês já sabem: perdeu mais de 13 mil posições segundo o Alexa, e perdeu 2 posições no Ranking Cinza, fechando o mês </span><span style="font-weight: normal;">na </span><a href="http://www.alexa.com/siteinfo/vorpal.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">56683ª posição entre os sites nacionais</span></a><span style="font-weight: normal;">. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Blog </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><span style="color: #000000;"><strong> <span style="color: #ff0000;">15</span></strong></span></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><strong>18-</strong></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><span style="font-weight: normal;"> </span></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><span style="color: #888888;"><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/dadoslimpos.criandorpg.com');" href="http://dadoslimpos.criandorpg.com/" target="_blank">Dados Limpos</a></span></span></span><span style="color: #888888;"><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><span style="font-weight: normal;">- Outro retorno de um velho conhecido aqui no Ranking Cinza fica por conta do Dados Limpos do Phil, que havia caído fora em Junho e retorna com</span><span style="font-weight: normal;"> </span><a href="http://www.alexa.com/siteinfo/criandorpg.com" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">56298 de<em> traffic rank</em> nacional</span></a><span style="font-weight: normal;"> e na 18ª posição. </span><strong>Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Blog </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><span style="color: #000000;"><strong> -</strong></span></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong>19-</strong> <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.amatilha.com.br');" href="http://www.amatilha.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">A Matilha</span></a><span style="font-weight: normal;"> - A equipe da Matilha rolou ladeira abaixo mais de 20 mil colocações no <em>traffic rank</em> ficando na </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/amatilha.com.br" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">56403ª posição de acordo com o Alexa</span></a> </span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #339966;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">e perdendo 6 posições por aqui, quase colados com o Dados Limpos.</span></span></span></span></span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"> <strong>Categoria:</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;">Blog</span><span style="font-weight: normal;"> </span><strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><strong> <span style="color: #ff0000;">13</span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;">20-</span></strong><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"> </span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rpg.blog.br');" href="http://www.rpg.blog.br/" target="_blank">RPG.blogs</a></span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"> - Mesmo perdendo mais de 10 mil posições em relação ao mês passado, o agregador RPG.blogs manteve sua colocação no Ranking Cinza e marcou a </span></span><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/data/details/traffic_details/rpg.blog.br" target="_blank">58965ª posição</a> dentre os sites nacionais. </span></span><strong><span style="color: #000000;">Categoria: </span></strong><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;">Agregador </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior</span></strong><strong><span style="color: #000000;">:<span style="color: #000000;"> <span style="color: #339966;">20</span></span></span></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"> <em>Devido a minha burrice e esquecimento do Adrenalina RPG e Vorpal, erro que só foi corrigido graças ao aviso do </em></span></span></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><em>Darkangellus, resolvi atualizar o Ranking Cinza deste mês e corrigir as paradas. Mas não achei justo cortar fora quem havia sido previamente elencado na 19ª e 20ª posições respectivamente, então excepcionalmente este mês teremos 22 sites de RPG nacionais por aqui, embora para fins de análise (taxa de corte, número de blogs no Ranking) contabilizarei apenas os 20 primeiros colocados ok?</em><br />
</span></span></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">21- </span></span></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.moonshadows.com.br');" href="http://www.moonshadows.com.br/" target="_blank">Moonshadows</a> -A loja Moonshadows deu uma caída de mais de 35 mil posições, a pior dentre os sites que ainda integram o top 20, terminando assim Setembro </span></span></span><span style="color: #339966;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">com <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/http%3A%2F%2Fwww.moonshadows.com.br" target="_blank">62996 de <em>traffic rank </em>nacional</a> e dolorosas 10 posições abaixo da 11ª que ocupava mês passado. </span></span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;">Categoria:</span></strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> Loja </span></span><strong><span style="color: #000000;">Posição Anterior</span></strong><strong><span style="color: #000000;">:</span> <span style="color: #ff0000;">11</span></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong>22-</strong><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.d3store.com.br');" href="http://www.d3store.com.br/" target="_blank">D3store</a> - A D3store que estreou no Ranking em Julho foi outra que se segurou por aqui apesar de ter perdido mais de 10 mil posições em relação ao mês passado e terminado o mês com</span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-weight: normal;"> </span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.alexa.com');" href="http://www.alexa.com/siteinfo/dragonslayer.com.br" target="_blank">64720 de <em>traffic rank </em>nacional</a> e três posições a menos por aqui.</span><strong> Categoria:</strong> <span style="font-weight: normal;">Loja</span> <strong>Posição Anterior</strong><strong>:</strong><strong> <span style="color: #ff0000;">19</span></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><span style="color: #339966;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Setembro foi um mês daqueles hein? Queda generalizada, caos, crise e apocalipse! Acho ficamos mal acostumados depois do trimestre excelente entre Junho e Agosto, que foi muito beneficiado pelas férias, o que pode ter aumentado o número de postagens, assim como a RPGCon, que sacudiu e teve um efeito muito positivo dentre os sites de RPG nacionais, principalmente os blogs. As mudanças mais visíveis são a re-entrada dos já clássicos de Ranking Cinza </span></span></span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><span style="color: #888888;"><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/dadoslimpos.criandorpg.com');" href="http://dadoslimpos.criandorpg.com/" target="_blank">Dados Limpos</a> e </span></span></span></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.rolando20.com.br');" href="http://www.rolando20.com.br/" target="_blank">Rolando 20</a>, dos novatos </span></span></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><a href="http://www.alexa.com/siteinfo/adrenalinarpg.wordpress.com" target="_blank"><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">Adrenalina RPG</span></span></a><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> e </span></span></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><strong><strong><a href="http://www.vorpal.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Vorpal</span></a><span style="font-weight: normal;">, e a</span></strong></strong></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> chegada mais que tardia da </span></span></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong> <span style="font-weight: normal;"><a href="http://www.spellrpg.com.br/" target="_blank">Spell RPG</a>, além da saída novamente do terrível site da</span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><span style="font-weight: normal;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.dragonslayer.com.br');" href="http://www.dragonslayer.com.br/" target="_blank">Dragon Slayer</a></span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #000000;">, da </span><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;"> </span><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/falerpg.com.br');" href="http://falerpg.com.br/" target="_blank"><span style="font-weight: normal;">Fale RPG</span></a><span style="font-weight: normal;"> e deste blog aqui - sim, pela primeira vez o Área Cinza ficou de fora do top 20, e é chegada a hora de repensar a estratégia de recuperação! Além disso, se eu tivesse feito o Ranking corretamente desde o início, e ele contasse com somente 20 entradas, teriam caído fora as duas lojas que dele participam -</span></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"> </span></span></strong></span></strong></strong></strong></strong><span style="color: #339966;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.moonshadows.com.br');" href="http://www.moonshadows.com.br/" target="_blank">Moonshadows</a> </span></span></span>e<strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-weight: normal;"> </span><span style="font-weight: normal;"><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.d3store.com.br');" href="http://www.d3store.com.br/" target="_blank">D3store</a>. Coincidência?</span></strong></span></strong></strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">Neste mês terrível, onde quase todo mundo perdeu um bocado considerável de posições no Alexa,  o equilíbrio da força entre blogs e sites dentro do top 20 sofreu uma mudança em direção aos blogs que dominaram a parada que foi dividida entre 11 blogs e 9 sites (contando portais, lojas e editoras). No entanto, destes 11, apenas 2 (Paragons e D3System) estiveram entre os 10 primeiros colocados, uma divisão bem desigual&#8230; </span></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="font-weight: normal;">Mas o maior indício da queda geral de Setembro aparece quando comparamos </span></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong>a taxa de corte, ou seja, o<em> traffic rank</em> nacional do último colocado da lista, deste mês com a dos meses passado. Se <a href="http://d3system.com.br/ranking-cinza-julho/" target="_blank">em Julho este número foi de 48034</a>, e <a href="http://www.areacinza.org/2009/09/ranking-cinza-agosto/" target="_blank">em Agosto 48664</a>, Setembro nos saudou com 58965 do RPG.blogs, uma queda bruta de 10301 posições, o que ilustra bem a situação que a grande maioria do top 20, salvo raras exceções, encarou nos últimos 30 dias. Que dureza hein?</p>
<p><strong><strong><strong><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #339966;"><strong><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;"><strong></strong></span></span></strong></strong></span></strong></span></strong></strong></span></strong></strong></strong></strong></p>


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		<title>Curva de Desenvolvimento - O Poder que Faz a Diferença</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 09:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garrell</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curva de Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Deuses]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá! O artigo dessa semana apresenta o seguinte questionamento: Deuses ou não? Iremos analisar primeiro algumas possibilidades e motivos para a não existência dos Deuses em um cenário fantástico, uma escolha pouco usual, visto que embora a abordagem dos Deuses seja variada, a presença dos mesmos na maioria dos cenários de fantasia é uma realidade. No entanto, a ausência de deuses em um cenário faz com que ele se torne inusitado, e esta característica pode cativar alguns jogadores. Dessa forma, apresentaremos algumas idéias e alternativas para um cenário fantástico sem deuses.</p>
<p><strong>O QUE SÃO DEUSES?</strong></p>
<p>Essa questão será debatida novamente com mais detalhes em próximo artigo dessa série, mas podemos antecipar que o ponto inicial para a escolha da existência de Deuses ou não em um cenário é compreender a natureza desses seres poderosos. Essa é uma das mais difíceis questões filosóficas existentes, pois as definições para Deuses são diversas, variando de entidades cósmicas criadoras do céu e da terra a feiticeiros-reis de grande poder, sendo extremamente difícil definir com exatidão o que torna alguém ou alguma coisa uma entidade divina. Determinaremos de maneira simplista, os Deuses como sendo seres capazes de reger aspectos do mundo mortal. Evidentemente é uma definição que abre brechas para vários exemplos contrários, mas irá servir para nossa análise.</p>
<p><strong>PROGENITORES</strong></p>
<p>Neste tipo de cenário, os Deuses foram responsáveis pela criação de todo o universo (ou uma parcela importante dele), mas desapareceram após a finalização de sua obra. Por terem desaparecido logo no início da história, as sociedades se desenvolveram sem características religiosas particulares, embora possam eventualmente desenvolver sistemas filosóficos que sirvam, até certo ponto, como sistema religioso. Uma outra possibilidade é o florescimento de diversos sistemas religiosos, panteões e crenças nesse mundo, mas com nenhuma delas apresentando provas táteis da existência de seus deuses, com as religiões servindo como alicerce político, filosófico e social, em uma abordagem semelhante a nossa realidade.</p>
<p>Assim, o poder mágico decorrente dos Deuses não existe, ou existe de maneira alternativa. A crença em alguns conceitos como Justiça, Paz ou Guerra poderia conceder poderes de maneira semelhante aos poderes dos servos dos Deuses; talvez as entidades progenitoras tenham deixado alguns locais imbuídos com poder divino, que poderiam ser utilizados para fins variados, indo da criação de itens mágicos carregados com energia dos Deuses a regiões inteiras permanentemente modificadas pela presença divina. A inexistência da magia divina porém pode gerar conseqüências interessantes. Sem magias de ressurreição e cura, normalmente associadas a magia dos Deuses, a vida se tornará muito mais dura, ou as ciências médicas irão se desenvolver muito mais do que o padrão dos cenários de fantasia. Uma outra possibilidade é um maior desenvolvimento da magia arcana, que poderá, nesse tipo de cenário, ser capaz de executar alguns efeitos associados normalmente à magia divina.</p>
<p><strong>DEUSES CATIVOS</strong></p>
<p>Em um cenário onde os Deuses sejam cativos, eles já estiveram presentes na vida dos mortais, mas alguém ou alguma coisa muito poderosa os prendeu, impedindo que sua influência seja exercida. O motivo dessa prisão, como ela ocorreu e o que foi responsável por ela são questões fundamentais aqui. Talvez os Deuses tenham sido aprisionados por sua própria magia, ao quebrarem um antigo acordo firmado em eras ancestrais, talvez o último Deus sobrevivente de uma batalha entre essas poderosas entidades esteja paralisado, com a espada de seu último adversário penetrando seu coração, ou forças mais poderosas que os próprios Deuses poderiam ser as responsáveis pelo cativeiro. Como a prisão dos Deuses irá afetar o cenário, irá depender da forma que eles atuavam no mundo mortal. Se caminhavam entre os homens, participavam de guerras e desenvolviam romances com os mortais, sua falta será rapidamente sentida. Caso atuassem de maneira mais discreta, poderia levar muito tempo para a falta dos mesmos ser percebida, de fato, caso ainda possam conceder poderes para seus servos do cativeiro em que se encontram, a própria prisão dos Deuses pode nunca ser notada, e nesse caso, não teremos um cenário sem Deuses. O desaparecimento dos poderes mágicos dos Deuses no mundo pode ocorrer de maneira gradual (sem seus poderes, a fé no Prelado-Superior foi abalada, provocando uma intensa guerra civil que causou profundas cicatrizes no Grande Império; A Igreja das Sombras é a única cujos sacerdotes ainda apresentam seus poderes divinos, seria seu Deus sinistro o único Deus verdadeiro, ou eles estariam conseguindo seus poderes de outra forma ?), ou de maneira abrupta (da noite para o dia, a Barreira Esmeralda se quebrou, libertando para o mundo antigos horrores escondidos na Floresta Sombria), ambas as alternativas apresentam possibilidades interessantes para o cenário de campanha.</p>
<p>Uma possibilidade nesse tipo de cenário, é a dos jogadores se envolverem na libertação dos Deuses, essa idéia é particularmente interessante para um mestre que procure uma campanha com tons notoriamente épicos, caso os jogadores sejam os protagonistas diretos dessa missão em especial.</p>
<p><strong>DEUSES SILENCIOSOS</strong></p>
<p>Os Deuses existem, mas não atuam no mundo mortal, estando absortos por demais em suas próprias questões e problemas. Se os Deuses nesse cenário eram antes particularmente ativos e então se silenciaram, é possível estabelecer um quadro de Deuses Silenciosos sem a análise da magia divina, caso contrário, só será possível constituir esse caso em particular se a magia divina não existir, ou for particularmente rara. O que irá diferenciar um cenário onde os Deuses não se manifestam de um cenário onde eles foram apenas os progenitores é que essa letargia divina não é plena, em algumas raras situações, os Deuses irão demonstrar que estão presentes, e observando. Seja através de conjuntos arquitetônicos enormes e abandonados, erigidos pelos Deuses em eras ancestrais a ilhas afundando e ardendo em fogo quando as transgressões ocorridas ali foram hediondas até mesmo para retirarem os Deuses de sua posição de observadores.</p>
<p>Um cenário onde os Deuses sempre foram silenciosos pode se assemelhar com um cenário onde os Deuses foram apenas os Progenitores, com a diferença que algumas raras manifestações divinas serão, muito provavelmente, suficientes para a formação de igrejas e cultos em homenagem a essas divindades particularmente distantes mas com a falta da magia divina sendo sempre uma questão relevante, embora em um cenário sem magia divina, a possibilidade da intervenção dos Deuses, mesmo que rara, surja como algo extremamente almejado, caso essa intervenção seja a favor dos fiéis de determinada religião. De fato, a própria existência desses cultos pode ofender os Deuses de alguma maneira, fazendo com que templos ardam em luz celestial de tempos em tempos (e talvez nesse processo servindo para confirmar que o Culto de Melkanoch, o Deus Escondido, esteve certo o tempo todo , já que o culto rival ardeu como uma pira durante toda a noite anterior). Em um cenário onde antes os Deuses eram ativos e de repente se calaram, requer a formulação de uma explicação para tal situação, que fuja a idéia deles estarem aprisionados, o que constitui outro caso. Essa explicação poderá ter grande relevância na vida dos personagens (a Companhia das Lágrimas Prateadas pode ter como principal objetivo provar aos Deuses que os atos hediondos cometidos pelo antigo Rei  já foram concertados, e que dessa forma, os povos das Terras do Norte já se redimiram de seus pecados).</p>
<p><strong>PODERES CONCEITUAIS</strong></p>
<p>A idéia dos Poderes Conceituais expande a sugestão dos Deuses Progenitores. Nesse cenário, os Deuses não existem, mas existem forças atreladas a idéias ou elementos naturais capazes de conceder poderes divinos. Assim, é possível obter poderes mágicos da crença na Justiça, na Lei, no Fogo, nos Mares&#8230;Esses conceitos podem agir de maneira divina, sendo “quase-poderes”, apenas não demonstrando a consciência característica dos Deuses; ou podem ser apenas um foco em particular, com o poder mágico em si vindo da própria crença e força de vontade dos fiéis. Independente disso, não existem Deuses tradicionais nesse cenário, as religiões serão focadas em conceitos mais simples, sendo menos alegóricas e mais diretas, o que não quer dizer que o antagonismo ou complexidade política das igrejas estará ausente. Por exemplo, Escudo Reluzente pode ser  uma cidade particularmente famosa por seus teocratas legalistas; As tribos das estepes do sul são um aglomerado de semi-humanos que possuem como hábito arremessarem os corpos de prisioneiros capturados para alimentarem suas enormes piras e fogareiros.</p>
<p><strong>DEUSES MORTOS</strong></p>
<p>Nesse cenário os Deuses uma vez existiram e foram presentes no mundo mortal, mas de alguma maneira, foram mortos. O motivo da morte dos Deuses  é muito importante. Talvez tenham morrido em uma batalha entre si, talvez tenham sido mortos por Deuses externos, de outros panteões ou cosmologias, talvez tenham sido mortos por entidades ainda mais poderosas. A morte dos Deuses gerou definitivamente mudanças profundas no mundo  mortal. Eventualmente, a magia divina parou de existir (alguns locais, talvez até mesmo o local da morte dos Deuses, ainda possam conter um pouco de poder mágico oriundo dessas entidades), embora esse processo possa ter sido variado (a morte de um Deus talvez não faça com que seu poder divino pare de ser provido da noite para o dia, de fato, uma possibilidade interessante é os primeiros efeitos da morte dos Deuses estarem sendo sentidos no cenário apenas agora, muito tempo depois do momento real de suas mortes). Caso os mortais não saibam que os Deuses morreram, podemos ter situações sociais semelhantes a apresentada em quadros acima, porém caso os mortais tenham consciência da morte dos Deuses, talvez até presenciando esse momento particularmente dramático, o terror pode ter se espalhado entre os todas as raças, ou os mortais podem ter se envolvido diretamente na morte dos Deuses, caso ela tenha ocorrido em batalhas, de fato, a mais sangrenta das batalhas de um cenário em particular pode ter tido os Deuses guiando pessoalmente exércitos de centenas de reinos mortais, e tendo como final a morte dos próprios generais divinos.  Na verdade, a própria natureza pode ter respondido a morte daqueles responsáveis pelo controle de algumas forças do mundo: A morte do Deus do Fogo pode ter feito todas as chamas do mundo se apagarem por uma noite; A derrota em combate do Deus das Trevas pode ter mergulhado em sombras todo um continente por um mês, devido a liberação de sua poderosa energia. Caso o mestre tenha interesse em se aprofundar na idéia de um cenário com Deuses Mortos, recomendamos o livro <em>Requiem for a God</em>, da Malhavoc Press, suplemento para o sistema d20 com dezenas de boas sugestões sobre como lidar essa situação em particular.</p>
<p>Existem muitas outras coisas interessantes a serem ditas sobre a divindade, então fiquem certos de que ainda voltaremos ao tema muitas vezes ao longo da nossa curva de desenvolvimento. Estejam aqui na semana que vem, para abordarmos um assunto que poderá elevar sua campanha a um novo nível.</p>


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		<item>
		<title>Publicação de RPG em PDF - Perguntas [Parte 1]</title>
		<link>http://www.areacinza.org/2009/09/publicacao-de-rpg-em-pdf-perguntas-parte-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:49:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[PDF]]></category>

		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>

		<category><![CDATA[Evil Hat]]></category>

		<category><![CDATA[Produção]]></category>

		<category><![CDATA[RPGNow]]></category>

		<category><![CDATA[Secular]]></category>

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		<description><![CDATA[Mês passado começamos uma discussão por aqui sobre a viabilidade e os formatos da publicação de livros de RPG no formato PDF no Brasil. Eu sei, se passaram mais de 40 dias e as coisas aqui no Área Cinza ficaram bem paradas, mas é hora de voltar e retomar essa idéia, que já gerou um [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mês passado começamos uma discussão por aqui sobre a viabilidade e os formatos da publicação de livros de RPG no formato PDF no Brasil. Eu sei, se passaram mais de 40 dias e as coisas aqui no Área Cinza ficaram bem paradas, mas é hora de voltar e retomar essa idéia, que já gerou <a href="http://www.areacinza.org/2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/" target="_blank">um bocado de questões muito interessantes</a>.</p>
<p>Dentro desta minissérie de artigos, já tivemos dois - a <a href="http://www.areacinza.org/2009/08/publicacao-de-rpg-em-pdf-a-historia-da-secular-games-parte-1/" target="_blank">primeira parte da história da Secular Games</a>, falando um pouco das nossas expectativas da entrada neste mercado e forma de produção dos livros; e o  <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/" target="_blank">Levantando questões sobre a publicação de RPG em PDF</a>, que teve uma resposta fenomenal. É tentando responder as perguntas feitas ali que vou escrever este artigo, e provavelmente mais uns dois ou três nessa linha.</p>
<p>Neste primeiro artigo das perguntas, dei uma dividida para agrupar as questões mais diretamente relacionadas. Acho que poderíamos chamar esse bloco de <strong>Perguntas sobre a Produção</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- A minha principal questão em relação aos pdfs é ligada ao trinômio ilustração-preço-vendagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parece um paradoxo. Pra ter um bom produto em pdf preciso de boa qualidade gráfica. fazer um doc do word com umas fontes bonitihas e gerar um pdf não me levará a lugar algum. No entanto, ilustrações de boa qualidade, uma capa apresentável e uma diagramação aceitável não são baratas, e aumentam consideravelmente o valor final do produto, que precisa ser baixo para vender. Como resolver essa questão, que fica ainda mais complicada se pensarmos em mercado nacional? (Mr. Pop)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma ótima questão! Pode parecer um senso comum, mas acho que o caminho mais apropriado é alcançar um meio termo nesta tríade entre design gráfico-preço-vendagem. É fato que todos nós queremos lançar um produto ótimo, no sentido de melhor possível, e muitas vezes usamos como parâmetros produtos de editoras maiores que tem muito mais grana que nós para medimos como devem ser nossos livros. Eu mesmo fui um dos que ao saber que o <a href="http://www.waynereynolds.com/Biography.htm" target="_blank">Wayne Reynolds trabalha como <em>freelancer</em></a> não resistiu olhar quanto ele cobra por uma capa, e sim, é muito mais do que nós da Secular jamais poderemos pagar!</p>
<p>Mas esse é um caso extremo. Uma editora de PDF que planeje lançar alguns livros por ano tem que criar uma estratégia para maximizar o aspecto gráfico de seus produtos, sem que isso aumente demais o seu custo de produção. Por exemplo, a respeito da identidade visual, livros de uma mesma série (como os <em>Advanced Character Guide</em>, ou mesmo livros de um mesmo cenário, como Tormenta) podem usar as mesmas bordas, fontes e formato da diagramação. Assim, mesmo que tenha que pagar para um designer fazer isso, é um custo que poderá ser dividido entre os outros livros que usarem a mesma base.</p>
<p>No que tange a diagramação, é fato que a diagramação de um profissional difere e muito daquela feita por um amador (e as revistas Dragão Brasil e Dragon Slayer, na época que coexistiram nas bancas eram um exemplo gritante deste fator), mas isso pode ser atenuado. A primeira dica é usar um programa decente de diagramação, e minha <em>weapon of choice</em> é o Adobe InDesign, ferramenta poderosa e de uso bem intuitivo se você já brincou um pouco com o Photoshop e outros da família Adobe. Mesmo com outros programas, uma boa idéia é aproveitar um modelo já existente, seja um dos padrões que acompanham a ferramenta, ou aquele criado pelo seu designer quando desenvolveu a identidade visual do produto (ou linha). Eu sou sociólogo e minha experiência prévia com diagramação era inexistente, mas com o InDesign, e a identidade visual desenvolvida pelo Leo diagramei com tranquilidade (embora não seja a coisa mais divertida do mundo!) todos os livros da Secular, e modéstia a parte ficaram muito bons para um leigo. Ou seja, tenha alguém que entenda por perto, arrume um programa decente, e tente não inventar muito, pelo menos no começo, e com alguma sorte a diagramação não vai ser um peso no seu orçamento.</p>
<p>Mas todos nós sabemos que o buraco acontece mesmo nas ilustrações. Um livro de RPG sem elas não deve dar muito certo, e aqueles que possuem ilustrações ruins são ainda piores. Acho que a primeira dica aqui é ser minimalista e criativo - não adianta querer ter uma ilustração a cada 3 páginas e desenhos de página inteira na abertura de cada capítulo, se você tem somente 100 reais para investir em arte. O melhor é adaptar, espaçando mais as ilustrações, vendo quais você pode reaproveitar de maneira inteligente (as imagens de capa e abertura de capítulo por exemplo podem ser desmembradas, a Paizo faz isso demais!). Mas mesmo com essas gambiarras, ilustrações são caras&#8230;</p>
<p>Nós da Secular tínhamos a vantagem de ter um ilustrador de mão cheia entre nós (o Ig Barros), além do <a href="http://braca.wordpress.com/" target="_blank">Leo Braca</a>, que é um excelente designer. Mas mesmo assim o Ig nunca deu conta de ficar por conta e ilustrar tudo por conta de seus outros trabalhos, e nos colocou em contato com alguns excelentes ilustradores. Mesmo cobrando um preço camarada, esses ilustradores chapas do Ig cobravam mais do que tínhamos em caixa no início da editora (éramos todos estagiários!), o que era totalmente justificado, pois eles foram escolhidos pelo Ig exatamente por serem fodas! Chegamos a um acordo então: pagá-los através de porcentagem.</p>
<p>O esquema era assim - a cada 3 meses 30% do lucro líquido de um título era dividido entre os ilustradores, de acordo com uma tabelinha que o Ig elaborou comigo, que seguia o número de ilustrações, tamanho, cor, etc.. Isso nos possibilitou colocar nossos primeiros 4 títulos no mercado sem ter um investimento inicial em arte, mas hoje não é um modelo que eu acho mais apropriado para a Secular. Isso porque em primeiro lugar demanda uma camaradagem pré-existente com o ilustrador, pois no mínimo ele tem que ter uma boa dose de fé no seu produto, para apostar que ele vai vender o suficiente para pagar um valor justo pelo seu trabalho. Segundo, mesmo que esse vínculo de confiança seja estabelecido, acredito que este é um formato de relação com o ilustrador que é desgastante a médio e longo prazo. Imagina que saco ficar recebendo 10-15 reais a cada 3 meses por dois desenhos, não seria muito melhor receber logo 60 pratas na bucha do que ficar prolongando o pagamento a conta-gotas? Na real essa lógica só vale se o ilustrador é muito camarada, ou se ele trabalha bastante nesse esquema, aí sim, depois de um tempo ele vai receber todo mês uma quantia menos miserável. Ainda assim acho uma forma de pagamento bem abstrata. E que é um saco de contabilizar para quem administra a grana da editora!</p>
<p>Como hoje temos uma boa grana para investir de lucros dos nossos produtos anteriores, se formos lançar algo certamente não vai ser seguindo essa lógica da porcentagem. Mas isso não quer dizer que ela não seja válida: é uma excelente estratégia para editoras lançarem seus primeiros produtos e foi ela que possibilitou a Secular construir um caixa sem tocarmos nos nossos salários de fome.</p>
<p>Outra estratégia interessante para ilustrações é usar banco de imagens e <em>art packs</em> apropriados para RPGs, pacotes de ilustrações que depois de comprados dão o direito do comprador os utilizar em seus próprios produtos.  Um <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_2893_0&amp;language=en" target="_blank">bocado deles podem ser encontrados na RPGNow</a> por um preço bem camarada, e embora a grande maioria seja de qualidade duvidosa, existem algumas ilustrações bem usáveis por ali. Nunca usamos estes estoques de imagens e nem os pacotes, mas acho que é uma estratégia muito boa para cortar custos e conseguir algumas imagens legais por um preço muito baixo. Talvez até misturar: algumas imagens mais direcionadas ao produto e pagas normalmente, e outras dos<em> art packs</em> como <em>fillers</em>&#8230;</p>
<p>Finalmente meu chapa Richard Garrell se adiantou e começou a responder no próprio tópico, algo que acredito que seja a conclusão desta história toda:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Muito interessante a questão levantada sobre a arte.</p>
<p style="text-align: justify;">É indiscutível que o produto tem que ser bonito. Aliás, isso vale inclusive para RPG. Eu gosto de livros bonitões. Acho um saco por exemplo a mania fanzineira da SJG de fazer livros feiosos (muito embora isso tenha mudado na 4ª edição, e os boardgames sejam bonitões!).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é fundamental um projeto gráfico bacana. Nessa dai por exemplo acho que a Secular sai na frente da esmagadora maioria das editoras de pdfs que já vi livros.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o conteúdo dos livros não seja extraordinário (o que eu achei incrível mesmo, o Loremaster, infelizmente nunca saiu), são .pdfs muito bonitos, realmente diferenciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que é um padrão que deve ser observado e mantido. Por outro lado, existe um motivo prático para que isso aconteça: a editora possui dentre seus fundadores um designer bom de serviço, e conta com a camaradagem do Ig Barros, um desenhista excepcional. É verdade que nem todo mundo tem essa sorte.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, acredito que o segredo é mesmo enfiar a mão na cumbuca e tirar algum dinheiro para pagar pelo menos um designer. Devo destacar que ilustrações não necessariamente imprescindíveis. Um designer que tenha um banco de imagens legal já pode fazer várias coisas interessantes, por exemplo. (Garrell)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Concordo totalmente. É possível utilizar seus contatos e soluções criativas, como escrevi ali em cima, para diminuir os custos, mas algum investimento é necessário para lançar um produto bacana.  E aposto que o Mr. Pop já sabe disso&#8230; O lance é tentar achar formas de equilibrar esse investimento com o preço final do produto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Quanto a parte de ilustração eu realmente acho difícil conseguir uma ilustração sem saber desenhar… mas quanto a editoração eu realmente preciso pagar alguém pra fazer?</strong></p>
<p><strong>Não existem programas de fácil acesso e fácil de mexer para que um leigo com algumas horas de dedicação possa fazer um material com um mínimo de qualidade? (Leonardo)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom abordei um pouco sobre isso na resposta acima, mas o Vinicius mandou uma boa resposta também (e aposto que ele é designer ou alguém que trabalha com a parte gráfica!):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mais ou menos Leonardo. Assim como desenhar costuma ser requisito para gerar boas ilustrações para os livros de RPG, há uma diferença grotesca dum editor profissional para um amador que resolva usar um programa para montar o PDF dele. Claro, dá para fazer - da mesma forma que dá para fazer livro em PDF com ilustração barata :P. Idealmente, você quer alguém que sabe da coisa para editorar seu livro. (Vinicius)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Realmente, a diferença é notável entre um editor visual profissional e alguém que está improvisando. Mas o ponto aqui na resposta do Vinicius é o &#8220;idealmente&#8221;. Claro que se for possível, seja por ter grana em caixa, ou um amigo designer, o ideal é ter alguém profissional nesta área. Mas se não for esta sua realidade, ainda acredito que dê para fazer o básico sem muitas inovações, e sem também correr muitos riscos, na maioria dos casos desde que acompanhado por alguém que te dê umas dicas e um bom programa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas desviando um pouco da pergunta, já que estamos falando de editor, o que acham da necessidade de um editor &#8220;convencional&#8221;, alguém que edita o texto do escritor? Cada vez mais acho que esta função é determinante para se criar um produto de qualidade e interessante, e nós na Secular nunca tivemos muito bem alguém fazendo isso, embora nos revezássemos informalmente na função à medida que um de nós escrevia um título. Ainda assim, é algo que eu tenho pensando muito ultimamente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar duas perguntas do Cochise:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3-  PDF é um produto pouco atrativo. O pdf é basicamente um livro no computador. E o melhor lugar para os livros é o papel. O formato eletrônico deveria ser mais interativo. As fichas completáveis do Tio Nitro são um bom exemplo de para onde as coisas deveriam ir. Não proponho que se abandone o formato pdf, mas que se o enriqueça. Os recursos ele tem, mas não são tão usados isso encarece um pouco mais o produto final. (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom Cochise o PDF não me parece um produto pouco atrativo. Ele tem características positivas e negativas em relação ao livro convencional de papel, mas do jeito que você coloca parece que ele é claramente inferior em tudo. O livro em PDF tem custo de produção menor, logo pode ser vendido mais barato, não tem custo de envio, uma tremenda vantagem para quem quer comprar livros no exterior, no caso do RPG pode ser usado e consultado com mais facilidade na mesa do jogo se tiver um computador a mão, enfim&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas também concordo que os recursos dos livros eletrônicos estão longe de serem plenamente utilizados. Um bom exemplo neste sentido são <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=3802&amp;it=1" target="_blank">os mapas da Oonne&#8217;s</a>, que são cheios de camadas, e você pode escolher qual delas imprimir. Mas realmente, ainda falta muito pra caminhar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4- Até o modelo se popularizar é inviável lançar módulos básicos, apenas suplementos. Mais especificamente para o jogo mais jogado de licença aberta, D&amp;D e derivados (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como você mesmo apontou, isso é verdadeiro se falamos de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> e licença d20 né? Algumas editoras tiveram sucesso com módulos básicos em PDF, como a <a href="http://www.evilhat.com/" target="_blank">Evil Hat</a> e seus <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28296&amp;it=1" target="_blank">Spirit of the Century</a> e <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28052&amp;it=1" target="_blank">Don&#8217;t Rest Your Head</a>. Acho que mesmo neste momento antes da popularização plena dos PDF no RPG (e de forma mais geral na produção literária), os sistemas e cenários autorais são um grande e interessante nicho, talvez não tão grande quanto o do D&amp;D, mas certamente possuem o seu lugar. Na verdade acho que hoje, com a 4ª edição, a insuportável GSL e o incrível suporte do <em>D&amp;D Insider</em>, os livros autorais, independentes e bem feitos são uma aposta até mais sólida no mercado de RPG em PDF que o bom e velho d20.</p>


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		<title>Curva de Desenvolvimento - E no início, era o verbo…</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 10:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giltonio</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curva de Desenvolvimento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje falaremos sobre um assunto interessante, um no qual você deve esbarrar enquanto desenvolve o seu próprio cenário de fantasia: a criação. Se algo tem um meio, é provável que tenha um princípio (e um dia talvez tenha um fim&#8230;), e por isso a maioria dos mestres se preocupa sim em explicar como se deu a origem de seu mundo, seja no momento em que ele está sendo criado, seja no futuro, quando os personagens forem jogados contra evidências que explicam (ou pior, complicam) a origem do universo conhecido.</p>
<p>Existem muitas e diferentes aproximações para o tema (falaremos delas daqui a pouco), mas o primeiro passo a ser tomado é escolher a perspectiva criativa do seu cenário. Em outras palavras: Deus criou o Homem ou o Homem criou Deus? Bem, é possível ter uma campanha já em andamento e ainda não ter solucionado essa pergunta, bastando para isso que ela não tenha sido relevante enquanto seu jogo engatinhava. Talvez você tenha optado pela criação através do microcosmo, onde não existia nada fora do vilarejo dos personagens, até eles resolverem sair dele. Se essa foi a sua perspectiva, é bem provável que só agora esteja pensando em como o mundo foi criado.</p>
<p>Por outro lado, muitos mestres gostam de trabalhar de cima para baixo. Eles só começam a narrar uma história depois que já sabem certas minúcias sobre o cenário de campanha, e uma delas provavelmente será: como tudo teve início. Na maior parte do tempo, essa informação está oculta dos personagens, e também dos jogadores; trata-se de um pano de fundo, e o quão importante ele será depende apenas de você. É interessante gastar um certo tempo escrevendo algumas linhas sobre a real criação de seu cenário. Como veremos mais adiante, isso não precisa corresponder à visão geral.</p>
<p>Uma vez que tenha decidido a real história da criação do mundo, você pode determinar o quão importante ela será no jogo em si. Quem a conhece? O quanto conhece? Será que seus elementos são reconhecidos por uma ou mais religiões? Você pode primeiro responder essas perguntas, ou pensar inicialmente se deseja ou não que a criação seja um aspecto fundamental. De qualquer forma, diante de suas próprias respostas, você já saberá que efeito ela exercerá sobre o cenário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A PERSPECTIVA RELIGIOSA</strong></p>
<p>Neste quadro, temos várias ordens ou seitas religiosas apresentando diferentes formas de dizer como o mundo foi criado. Se alguma delas está certa ou não, cabe a você dizer, mas para o cenário de campanha, nenhuma delas está errada até que se prove o contrário. Religiões estruturadas em panteões costumam associar as diversas facetas da criação a diferentes deuses. Cultos monoteístas possuem uma visão um pouco mais simples, no sentido de que um único deus é geralmente responsável pela criação do todo, e não é necessário explicar as diferentes delegações de funções.</p>
<p>Formas diversas de encarar a criação do mundo são um bom exemplo de como começam os conflitos religiosos. É um dos pontos onde tipicamente existe a maior divergência entre facções, e onde a intolerância aflora com mais intensidade. Se você tem interesse em explorar o fundamentalismo e os conflitos religiosos em seu cenário, este é um ponto excelente para começar.</p>
<p><strong>A PERSPECTIVA CIENTÍFICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma perspectiva que prevalece pouco em cenários de fantasia. Este é o exemplo máximo da visão de que “o Homem criou Deus”. Embora não seja comum na maioria dos cenários, talvez você queira fazer diferente, e elabore facções de pesquisadores de ciências naturais (muito como os filósofos da Grécia antiga) que passam seu tempo divagando sobre a natureza das coisas, e podem até mesmo chegar a pensar em um mundo que evoluiu a partir de um ponto zero, sem a necessidade de uma figura divina para conduzir as coisas.</p>
<p>Esta ótica é típica de sociedades avançadas, e não se entrelaça bem com o cenário de fantasia típico, mas cabe a você decidir o quão avançados são os povos de seu cenário. É importante frisar que, uma vez que tenha tido acesso a pensamentos tão vanguardistas quanto teorias não religiosas sobre a criação, uma sociedade tende a abandonar o misticismo e se aventurar em caminhos de lógica e método científicos. Até onde eu sei, esta não é a aproximação que a maioria dos mestres deseja para seus cenários de fantasia.</p>
<p><strong>A PERSPECTIVA RACIAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste cenário, temos diferentes mitos de criação, cada um deles associado a uma raça de fantasia, que provavelmente vai colocar a si mesma (ou a algum ancestral mítico) no topo do processo de criação. Esta aproximação é mesclada com a perspectiva religiosa em muitos cenários, e muitas raças possuem um mito de criação que mistura religiosidade e exaltação de seu próprio povo.</p>
<p>Diferente da perspectiva religiosa, no entanto, aqui não vemos a contradição entre as visões de cada raça se degenerar em conflito aberto. Trata-se mais de uma questão de uns dizerem aos outros: “vocês estão errados”. Obviamente, o que um pensa faz pouquíssima diferença para o outro; seria estranho se um anão se importasse com o fato de que um elfo não acredita em sua versão para a criação; ele é um elfo, não deveria se esperar coisa boa deles mesmo&#8230;</p>
<p>Um ponto interessante da perspectiva racial é que ela pode gerar conflitos interessantes, mas com os quais apenas grupos maduros estão preparados para lidar. Estou falando de coisas como preconceito racial e, nos casos mais extremos, tentativas de limpeza genética. Uma perspectiva racial pode não estar separando duas raças, mas sim duas etnias, momento em que as tensões podem se tornar insustentáveis, pois é comum que vários braços de uma mesma raça sejam obrigados a conviver. Se você não se sente preparado para lidar com esse tipo de conflito, é melhor deixá-lo de lado um pouco.</p>
<p><strong>A LÓGICA MACROCÓSMICA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez você ignore a maior parte do que foi dito acima, e decida que vai fazer as coisas de uma forma simples, porém utilizada na maioria absoluta dos cenários de fantasia. Esta visão está para “Deus criou o Homem” assim como a perspectiva científica está para “o Homem criou Deus”, e adota uma lógica muito simples: existe uma verdade universal, e ela é conhecida (pelo menos em parte) pela maioria das pessoas.</p>
<p>Neste cenário, o plano científico nunca se desenvolve, pois os deuses são parte freqüente da estrutura do cenário, e todo mundo sabe que eles realmente existem. O mito da criação talvez seja 50% mito, mas é pelo menos 50% verdadeiro. Aqui, é natural que você escreva o relato da criação do mundo e só depois pense como ele será, baseado nisso. Tenho percebido que essa ótica é muito mais complexa do que deixa transparecer inicialmente, e a maioria dos cenários não lida com ela de uma forma muito correta.</p>
<p>Pense em nós seres humanos: como seríamos? Qual seriam nossas motivações se os maiores segredos de nossa existência não fossem segredos? Ainda sim o homem teria seu impulso pesquisador? A ciência avançaria se soubesse a explicação para a origem do mundo e das espécies que neles habitam? De certa forma, as incógnitas que cercam a nossa realidade nos impulsionam para grandes feitos. Estranho, mas cenários de fantasia tendem a ignorar isso, e pintar seus humanos exatamente nos mesmos tons daqueles que, desde a aurora do conhecimento, se perguntam, em vão, qual é a origem das coisas.</p>
<p>Bem, com tudo isso, espero que você consiga ver o melhor ponto a partir do qual poderá escrever sobre essa face importante do seu cenário de fantasia. Estejam aqui na próxima semana, e poderemos ir um pouco mais alto em nossas divagações.</p>


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		<title>Curva de Desenvolvimento - Geografia para Novos Tempos de Fantasia…</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 10:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Garrell</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curva de Desenvolvimento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas informações relativas à Física em cenários de fantasia já foram apresentadas ao longo da coluna, então agora retomaremos o tema Geografia: Física ou Fantástica? No desenvolvimento do cenário, o elemento fantástico é, obviamente, intrínseco à criação do mundo, afinal, é um cenário de fantasia. No entanto, o cenário não é fantástico por completo, muito provavelmente as leis físicas ainda funcionam em seu mundo. Mesmo que dragões voem pelos céus e magos soltem bolas de fogo das pontas dos dedos, o mais provável é que os humanos ainda respirem oxigênio, as pedras ainda caiam ao ser arremessadas e após uma noite fria, o sol surja do horizonte trazendo um novo dia. Mesmo que mestre desconsidere todos os comentários sobre gravidade, densidade e afins apresentados antes, muitas dessas coisas ainda estarão presentes em seu cenário.</p>
<p>Esta retomada se propõe a discutir sobre como a fantasia pode interagir com esses elementos de maneira verossímil e trazendo ganchos de campanha. A abrangência desse artigo obviamente não é total, mas abordamos aqui algumas das intervenções fantásticas mais comuns em conceitos físicos (Uma nota: magia será um tema discutido  em mais detalhes em futuros artigos dessa série; por enquanto, definiremos magia como sendo algum tipo de força mística poderosa, capaz de feitos de grande poder; uma definição vaga, mas por enquanto, suficiente).</p>
<p><strong>O DESAFIO DE SER INTERESSANTE E MANTER REGRAS CONVENCIONAIS</strong></p>
<p>Em muitos cenários de fantasia, a gravidade funciona de maneira pouco usual, permitindo o surgimento de regiões onde montanhas flutuam, mas ainda assim, os corpos que penetram nessas áreas continuam sobre os efeitos gravitacionais a que estamos acostumados. A justificativa mais comum recai sobre efeitos mágicos desconhecidos na região; uma explicação simplória, já que nada mais além das montanhas flutua no local. Várias explicações mais convincentes podem ser elaboradas, porém. Talvez as montanhas em questão sejam feitas de algum tipo de material que anula ou diminui os efeitos da gravidade; esse mesmo material poderia ser utilizado para confeccionar itens com essa poderosa habilidade, fazendo com que o estranho Vale das Montanhas Flutuantes se torne rapidamente uma disputada área de recursos estratégicos. Ao invés de serem compostas por um material especial, cada uma das montanhas poderia possuir em seu centro uma pedra mágica, responsável pela estranha distorção; conseguindo chegar até a pedra, alguém poderia, com os feitiços corretos, mover as montanhas pelos céus, podendo ser essa a origem das Fortalezas Voadoras do terrível império Krozenktarr, ou a justificativa para a Cidadela das Maravilhas cruzar os céus de seu cenário. Nos dois exemplos anteriores, apenas a rocha bruta estaria carregada com o poder extraordinário, o que justificaria cachoeiras caindo das enormes ilhas e montanhas flutuantes. Uma alternativa interessante é todas as coisas daquela área realmente flutuarem, mas sendo necessário um certo tempo para que o “campo mágico”, ou qualquer outra explicação escolhida pelo mestre, imbua seu poder em alguém; assim, os aventureiros que passarem tempo demais nas Ilhas de Cristal nunca mais serão os mesmos. A possibilidade da região em questão infundir seu poder em seus visitantes pode ser uma explicação interessante para o surgimento de sub-raças com habilidades especiais.</p>
<p><strong>A FANTASIA FUNCIONA SEM LIMITES</strong></p>
<p>São comuns cenários fantásticos que apresentam regiões onde o tempo funciona de maneira pouco usual. Esta distorção normalmente se manifesta como locais onde o tempo passa mais rápido ou mais devagar, muitas crianças que se aproximam do lago na floresta de Leyth permanecem apenas algumas horas brincando com os peixes, mas ao retornarem, descobrem que desapareceram por anos, sem envelhecerem um dia sequer. Nos Campos Escarlates, exércitos combatem por dias, sem que se tenha passado mais do que algumas horas desde que adentraram nas planícies. Os motivos são variados, mas muitas vezes associados a elementos que representam o engano dos sentidos, maldições ancestrais&#8230;Fadas seriam uma boa explicação para o tempo fluir mais devagar em Leyth; Um poderoso mago da guerra, que ao morrer amaldiçoou seu sítio final a abrigar mil batalhas em um dia poderia ser o responsável pelo surgimento de um local como os Campos Escarlates.</p>
<p>Uma explicação comum e fácil para esse tipo de região são as chamadas “Áreas de Magia Selvagem”, regiões onde as forças arcanas atuam de maneira pouco comum. No entanto, estabelecer um antecedente mais complexo pode torná-las ainda mais interessantes para os jogadores. Talvez seja até possível que os mesmos interajam com o que causa os efeitos da distorção espaço-temporal. Voltando ao exemplo acima, quem sabe não é possível retirar a maldição deixada pelo mago da guerra, ou negociar com as fadas a passagem livre pelo bosque encantado?</p>
<p>Outro elemento popular na fantasia são os mares ou rios de lava, semelhantes em todos os sentidos a corpo de água normais, mas compostos de rocha liquefeita, a uma temperatura extremamente elevada. De fato, os rios de lava não precisam ser necessariamente de lava, a possibilidade de outros compostos igualmente hostis como ácidos, ou até mesmo elementos mágicos, pode ser interessante, como um rio de vento ou um oceano de raios! Esses corpos apresentam conseqüências dramáticas para o cenário, podendo ser navegáveis se os barcos corretos forem utilizados. O elemento necessário para tornar o casco do barco resistente aos efeitos danosos do ambiente em questão pode ser muito raro, fazendo com que o reino que o domine consiga ter o controle sobre largas extensões territoriais; ou o elemento é particularmente abundante,  permitindo que qualquer um navegue nesses rios e oceanos mortíferos. Alguns mestres podem ser particularmente rigorosos, exigindo não apenas proteção ao navio, mas à tripulação, exigindo formas de se proteger de temperaturas elevadas, vapores tóxicos, e outros&#8230; O principal ponto na aplicação desse tipo de elemento exótico é uma análise sobre sua origem, de forma a torná-lo um elemento interessante no jogo não apenas por suas peculiaridades, mas por sua história. Dragonlance apresenta em seu Sea of Blood um ótimo exemplo de um mar de lava interessante, gerado devido à punição dos Deuses para um arrogante e poderoso sacerdote.</p>
<p>Reinos submarinos também estão presentes em vários cenários de fantasia, com seus castelos de corais, existindo em fendas abissais capazes, em teoria, de esmagar um homem, e oferecendo bolsões de ar respirável. A primeira coisa a se pensar a cerca dos Reinos submarinos fantásticos é: Como trazer os habitantes da superfície para eles? Mergulhar no mar não é uma tarefa particularmente fácil, tendo o reino submarino sido criado, com sua história e habitantes, o mestre deve começar a desenvolver formas dos seres do mundo seco chegarem até ele e sobreviverem, e a magia, nesse caso, é a solução mais plausível. Sem a utilização de uma justificativa baseada na utilização de poderosos feitiços, capazes de contrariar os efeitos nocivos da exposição a grandes profundidades, a falta de oxigênio e outros malefícios relacionados aos impérios abaixo d´água, fica particularmente difícil de tornar viável a existência desse elemento fantástico. Ainda assim, a definição de como a magia funciona nessa situação é importante: Talvez sejam encantamentos invocados pelos próprios habitantes do reino, permitindo a sobrevivência por algum tempo dos habitantes do mundo seco.</p>
<p>Esperamos que com esse artigo, você encontre auxílio em desvendar os elementos que funcionam ou não para o seu mundo de campanha, carregando a dose certa de fantasia e de realismo. O tema é mesmo bastante amplo, e as opiniões de vocês, como sempre, são bem vindas, para nos ajudar a formar o núcleo dos futuros assuntos que abordaremos na coluna. Estejam conosco mais uma vez na próxima semana, recriando o mundo em diversas perspectivas. Até a próxima!</p>


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		</item>
		<item>
		<title>One Bad Egg encerra suas atividades</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 12:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[D&D 4ª edição]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado Gringo]]></category>

		<category><![CDATA[PDF]]></category>

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		<category><![CDATA[One Bad Egg]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última sexta-feira a One Bad Egg, editora de livros de RPG eletrônicos especializada em criar produtos para a 4ª edição do Dungeons &#38; Dragons, anunciou o fim de suas atividades. Com uma proposta bem interessante de livros diferentes e criativos, e formada por figuras bem conhecidas no cenário do RPG independente, como Fred Hicks, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última sexta-feira a <a href="http://www.onebadegg.com/" target="_blank">One Bad Egg</a>, editora de livros de RPG eletrônicos especializada em criar produtos para a 4ª edição do Dungeons &amp; Dragons, anunciou o fim de suas atividades. Com uma proposta bem interessante de livros diferentes e criativos, e formada por figuras bem conhecidas no cenário do RPG independente, como Fred Hicks, um dos responsáveis pelo <a href="http://www.evilhat.com/home/sotc/" target="_blank">Spirit of the Century</a>, a One Bad Egg <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=2482&amp;page=1&amp;sort=4a" target="_blank">lançou 12 produtos</a> para a nova edição do D&amp;D antes de declarar <a href="http://highmoonmedia.com/2009/09/11/egg-citing-news/" target="_blank">o fim de suas atividades na nota abaixo</a>:</p>
<div class="title">
<div class="left">
<blockquote>
<h3><a title="The Egg Goes Dark" rel="bookmark" href="http://www.onebadegg.com/egg/2009/09/the-egg-goes-dark/">The Egg Goes Dark</a></h3>
<div class="right">Posted by Fred | In <a title="View all posts in Main" rel="category tag" href="http://www.onebadegg.com/egg/category/main/">Main</a> | 11 Sep 09</div>
<p>This probably shocks very few people, but we’ve made a decision to let One Bad Egg go dark. We’ve got a number of reasons for the decision — reasons which I’ll ask the others to chime in on in the next few days, if they’re so inclined — but it all boiled down to a collective lack of the wind staying in our sails. This is not because we’ve fallen out of love with fourth edition — quite to the contrary, in fact. But loving playing and running the game is much different beast from loving writing for and doing third party design work for the game, at the end of the day.</p>
<p>There’s also the matter of sales that haven’t quite been there: our best selling products never managed to break the 300 copies sold mark, and many of our catalog didn’t even hit 100. We’d have had to see significantly higher numbers for the sales themselves to make a strong argument for continuing the work. They didn’t happen. And moreover some of our products were outright disappointments to us. We really love the Purifiers and the Codex Venenorum stuff, but the sales really abandoned us there, making the hard work put in on those ones yielding us a net loss. (Thankfully, at our scale, a net loss is not a bank-buster, at least.)</p>
<p>But it’s more than sales stuff. WOTC is doing a great job providing support for their game, and the online tools that come with a DDI subscription have had the curious side-effect of defining a product space that we can’t even touch, as third party publishers. Creating classes — already hard work — pretty much becomes a nonstarter when there’s no way to provide a “class definition” for use with the DDI character builder, and creating monsters (even ones as oogy fun as the Death Mother) starts to be questionable when a solid Monster Builder tool debuts from the primary publisher.</p>
<p>Design, too, has turned out to be less fun in practice than in theory. It’s a hard slog, and the only stuff that’s truly easy to cook up is the stuff on the margins. That makes it hard to keep a small stable of creative writers and designers motivated.</p>
<p>Finally, there’s been a simple issue of time. None of the founders have the kind of spare time that One Bad Egg demands, if the product output we think it needs to sustain is to happen.</p>
<p>I’m sure there’s more factors afoot, but that’s what I can tell ya from my perspective right now.</p>
<p>All is not lost, however. Our products will continue to be available — we won’t shut down the website this year or next, at least, so folks who’ve bought stuff through the Bookshelf will be able to continue to access it. Elsewhere, our products will continue to be on sale as we work in early October to transfer our product line over to Daniel M. Perez’s Highmoon Media, which should make it possible to continue to purchase OBE products you haven’t had the opportunity to pick up yet. We like Daniel a lot, and know he’ll do right by our stuff.</p>
<p>At any rate, thanks very much for your past and present support of One Bad Egg. We definitely got a small core group of serious fans, and that helped us keep going for as long as we did. But we know it’s time to close this chapter, and move onto our next ones. Thanks for coming along on the ride.</p></blockquote>
<p>O site da <em>One Bad Egg</em> está fora do ar devido a problemas com o servidor, mas segundo Hicks voltará em breve com mais informações sobre o fim da editora e suas impressões sobre o desempenho dos livros lançados. Mas algumas coisas já chamam a atenção na declaração acima, como a parte sobre escrever para a 4ª edição ser muito diferente de jogar a 4ª edição, algo que muitos já imaginavam depois de ler a <a href="http://www.areacinza.org/2009/03/sai-a-versao-revisada-da-gsl-parte-2/" target="_blank">Game System License (GSL)</a> que rege a criação de produtos usando as regras da 4ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons</em>. Criaturas do <a href="http://www.d3store.com.br/manual-dos-monstros-4e.html?SID=70r7gn4409bb5f6lrbkf1ob4j7" target="_blank">Manual dos Monstros</a> que não podem ter seus blocos de estatísticas reproduzidos (ou sequer a página onde se encontram citados), definições de classe e raça que não podem ser alterados, tudo isso e muito mais tornam a criação de livros de RPG usando a GSL do D&amp;D uma tarefa muito menos divertida&#8230;</p>
<p>As vendas foram outro fator, embora <a href="http://www.rpgblog2.com/2009/09/one-bad-egg-expires.html" target="_blank">Hicks tenha comentado em outros lugares</a> que as vendas abaixo do esperado não foram o principal fator para o fim da editora. Cem cópias vendidas de um PDF pequeno como o <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=58360&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=2482" target="_blank">Races of the Shroud for D&amp;D 4E: The Apelord</a> (que vendeu mais de cem cópias, só olhar o símbolo de Popular Copper Pick no canto direito) não me parece um negócio ruim, e dois livros mais elaborados da editora, o <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=60728&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=2482" target="_blank">Hard Boiled Armies for D&amp;D 4E</a> e <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=59729&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=2482" target="_blank">Hard Boiled Cultures for D&amp;D 4E </a>venderam mais de duzentas cópias por um preço entre os $4 e $6 dólares em 8 meses, o que ao meu ver está até acima da média que se pode esperar de um livro de RPG em PDF. Claro que estes são os livros mais bem sucedidos, porque alguns como o <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=62806&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=2482" target="_blank">Poisoncraft for D&amp;D 4E: The Codex Venenorum </a>mesmo com suas elogiadas 50 páginas de venenos e regras para sua criação, ainda não alcançou as cem cópias vendidas (embora tenha sido lançado recentemente, em Junho).</p>
<p>E o comentário sobre o excelente trabalho de suporte desenvolvido pela <em>Wizards of the Coast </em>com o <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/insider" target="_blank"><em>D&amp;D Insider</em></a> definitivamente merece ser examinado. Realmente a WotC tem dado um suporte para o jogo que vai além de qualquer coisa que vimos na edição anterior, entregando mensalmente mais material do que seria possível usar mesmo jogando 3 campanhas simultaneamente. Aventuras, classes, raças, talentos, poderes e itens, tudo isso está sendo produzido em um ritmo alucinante, e no geral com uma qualidade bem satisfatória, pela editora, o que realmente dificulta o trabalho das outras editoras que trabalham com o sistema. Citando Justin Jacobson, um dos designers da <em>One Bad Egg</em> em <a href="http://www.enworld.org/forum/general-rpg-discussion/265063-one-bad-egg-going-dark-2.html#post4931830" target="_blank">uma discussão na EN World sobre a &#8220;competição&#8221; com o <em>D&amp;D Insider</em></a>:</p>
<blockquote><p>For my part, it&#8217;s not so much that we couldn&#8217;t compete with <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym>. Rather, I lost a lot of the drive to design as <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym> put out more and more material as if they sucked it from my brainpan while I slept.</p>
<p>My 2cp: I first approached Rob and Fred about doing some <acronym title="D&amp;D 4th Edition">4e</acronym> stuff with them for a simple reason: I liked playing <acronym title="D&amp;D 4th Edition">4e</acronym> and had a lot of design ideas floating around in my head. We were all pretty much on the same page. OBE would be a good venue for us to explore those design ideas and get them out to other people who might find them fun and useful too. Things started out great. As I started working on <acronym title="D&amp;D 4th Edition">4e</acronym> projects, though, a peculiar thing happened. I kept have to push back some design stuff based on what <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym> was putting out. Me: I’ll work on a binder class. <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym>: We’re releasing the shaman in PHB2. Me: I’ve got a lot of neat ideas for minions. <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym>: Here’s a shiny new Monster Builder that makes monster design virtually obsolete. You get the idea. (And there are many more examples, q.v., Fred’s arena powers and <acronym title="Wizards of the Coast">WotC</acronym>’s arena items in AV2.)</p>
<p>For me, this is a good thing. The company that publishes D&amp;D is routinely doing almost exactly the kinds of things I am looking for. OTOH, it makes the hard work of creating and publishing material difficult to justify.</p></blockquote>
<p>Este é um dos riscos de ser pioneiro em algo. Quando a <em>One Bad Egg</em> começou no início do ano, o <em>D&amp;D Insider</em> não era nem de perto o serviço excelente que é hoje, e a proposta da editora de fazer material com uma pegada fortemente autoral misturada com uma parte mecânica sólida obviamente soou excelente. Mas na prática não vingou. Claro que o<em> D&amp;D Insider</em> é um fator forte aí, e as editoras que quiserem se aventurar na publicação de material para a 4ª edição do D&amp;D terão que calcular principalmente não apenas a concorrência das outras editoras, mas o que o D&amp;D Insider já cobre. Isso sem contar o esforço de manobrar no campo minado jurídico que é a GSL&#8230;</p>
<p>Por outro lado acho que apesar da excelente qualidade do material, o pessoal da <em>One Bad Egg</em> deveria ter investido mais em coisas para o mestre usar pontualmente, que não concorressem diretamente com o material da Wizards, como pequenas aventuras, encontros de pericias e monstros. Na verdade acho que atualmente este é o meio mais seguro de sobreviver no mercado de livros para o D&amp;D 4ª edição sem ser esmagado pelo rolo compressor do excelente <em>D&amp;D Insider</em>!</div>
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		<title>Curva de Desenvolvimento - O Combustível da Evolução</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 14:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, falamos sobre como a presença de recursos é importante para o estabelecimento de um vilarejo, seu crescimento e subseqüente desenvolvimento econômico. Mas quais são esses recursos? Hoje vamos tentar tratar um pouco deste tema que, assim como os abordados em vários artigos anteriores, será essencial para a disposição de vilas, cidades e reinos no mapa de seu mundo.</p>
<p>Além de recursos naturais essenciais aos cenários de fantasia medieval, como ouro e pedras preciosas, trataremos de uma categoria extra, cuja importância não se pode quantificar com base em nossas experiências reais: os recursos mágicos. Aqui são englobadas ruínas místicas, locais de poder, ou mesmo regiões famosas por uma grande quantidade de itens mágicos e artefatos perdidos do passado.<br />
<strong><br />
RECURSOS NATURAIS</strong></p>
<p>Recursos naturais são aqueles considerados valiosos em sua forma (relativamente) natural e inalterada. Um produto é geralmente considerado um recurso natural quando as atividades primárias a ele relacionadas são a extração e purificação, em oposição à criação. Dessa forma a extração de madeira, mineração, pesca, e caça, são consideradas atividades que envolvem recursos naturais.</p>
<p>Os recursos naturais podem ser classificados como renováveis e não-renováveis. Os recursos renováveis são geralmente recursos vivos, como peixes, cervos e árvores, que podem se renovar sozinhos ao longo do tempo, se não forem por demais explorados. Recursos não renováveis incluem o solo, assim como combustíveis fósseis, e metais e pedras com as mais diversas propriedades.</p>
<p>Numa situação tradicional, os recursos mais utilizados serão a pesca, a caça e o extrativismo vegetal. Como já tratamos em outra oportunidade, somente a pesca marítima é capaz de manter um vilarejo sem outras fontes de alimento; e mesmo assim, apenas em vilas de pequeno porte. O mesmo vale para a caça, que sem o apoio da agricultura ou pesca, dificilmente poderia suportar mais que uma centena de nômades, que teriam de se movimentar sempre para não exaurir os animais da região. No entanto, ambas são excelentes atividades de suporte à agricultura, cumprindo seu papel principalmente durante os períodos de entressafra e colheitas ruins.</p>
<p><strong>A MADEIRA</strong></p>
<p>Como recurso, a madeira se presta a uma diversidade de propósitos, uma vez corretamente preparada. É matéria prima na construção de casas e outras estruturas, alimenta o fogo, e é utilizada na fabricação do papel. A maioria dos móveis também é produzida utilizando-se a chamada madeira dura, ou nobre, como o mogno. Até hoje diversos países utilizam a madeira como combustível, e esse uso era ainda mais difundido na Idade Média. Cozinhas, forjas e lareiras não podiam sequer ser concebidas sem a presença desse material, que felizmente, era um recurso abundante na época. Ela também pode ser processada na chamada polpa, e então transformada em papel, que no período feudal era mais grosso e amarelado, por não existirem processos de refinamento avançados.</p>
<p>Por ser bastante comum na maioria dos mundos (pelo menos antes do processo de industrialização), a madeira dificilmente será um recurso determinante para o estabelecimento de uma comunidade, como alguns metais e pedras são, no entanto sua presença ao redor é sempre algo desejável.</p>
<p><strong>MINERAIS E O OURO</strong></p>
<p>Minerais são compostos naturais formados através de processos geológicos. Para ser classificado com um verdadeiro mineral, a substancia deve ser sólida e ter uma estrutura cristalina. Através da mineração, que é o processo de extração de minerais valiosos ou outros materiais geológicos da terra, esses minerais são retirados e depois refinados ou preparados para a manipulação. Os materiais mais comuns de serem minerados em um cenário de fantasia são o cobre, o ferro, o ouro, o níquel, a platina, a prata, o estanho e o carvão mineral. A tecnologia mineradora medieval padrão é bastante rústica, permitindo que apenas os recursos mais superficiais sejam extraídos sem a ajuda de magia.</p>
<p>O metal mais importante da fantasia medieval com certeza é o ouro, sendo ameaçado talvez somente pelo aço. O ouro é conhecido e valorizado desde a pré-história. Por ser extremamente maleável (1 grama de ouro pode ser convertido em uma folha de 1 metro quadrado), é provável que tenha sido o primeiro metal manipulado pelos homens, sendo usado desde já em ornamentações e rituais.</p>
<p>Desde então, o ouro é considerado o metal mais valioso em diversas culturas, e teve seu valor usado como padrão para várias moedas durante a história. Além disso, sempre foi usado como um símbolo de pureza, valor e realeza, dentre outros.</p>
<p><strong>RECURSOS MÁGICOS</strong></p>
<p>Seu cenário pode conter os chamados recursos mágicos, locais de poder, ruínas mágicas de civilizações perdidas, ou artefatos antigos com habilidades desconhecidas.</p>
<p>Um local de poder, onde as magias e feitiços funcionem mais facilmente e de forma mais poderosa, pode mudar completamente os rumos de uma civilização que disponha de magos habilidosos. A simples capacidade de criar itens mágicos mais rapidamente é capaz de equipar um exército, que terá a supremacia mesmo quando jogado em uma situação de desvantagem numérica. Em vários cenários, uma região como essa certamente seria mais cobiçada que uma grande jazida de ouro ou rubis.</p>
<p>Da mesma forma, ruínas de antigas civilizações esquecidas sempre são estudadas com afinco pelos sábios, e não raro escondem conhecimento e poder perdidos há muito tempo. Uma ruína desta pode ser o trunfo de um lorde menor, que declara guerra a um reino estabelecido; ou a chance de um povo escravizado se livrar de seus grilhões.</p>
<p>Certa vez tive contato com um cenário que era muito semelhante a vários mundos de fantasia medievais genéricos. No entanto, um detalhe tornava parte do cenário muito mais interessante que o resto: uma grande batalha ocorrida há milênios entre os exércitos de duas civilizações havia enchido uma planície de artefatos, armas e armaduras mágicas, itens que vez ou outra eram desenterrados durante alguma viajem. Com o tempo, um grupo de exploradores armou acampamento no local, e logo enriqueceu, atraindo mais e mais pessoas, até que uma grande cidade se formasse próxima à planície, girando quase que exclusivamente ao redor do comércio de itens mágicos, e daqueles que foram atraídos pela chance da riqueza instantânea. Somente por essa região o mundo se destacou das outras centenas de cenários de fantasia que já passaram em minhas mãos.</p>
<p><strong>O PREÇO DOS RECURSOS</strong></p>
<p>Os recursos naturais de uma nação são fatores importantes na determinação de sua riqueza e status na economia de seu mundo. Nações e reinos mais poderosos e desenvolvidos são os menos dependentes dos recursos naturais, devido à capacidade de adquirir, através do comercio, os recursos dos quais necessitem. E mesmo que lhe faltem recursos, uma nação poderosa sempre tem em suas mãos a opção de uma invasão.</p>
<p>A terra, principalmente se esconder recursos naturais valiosos, pode ser uma das grandes causas de conflitos e disputas entre reinos e cidades, evoluindo de simples escaramuças e problemas diplomáticos a possíveis guerras.</p>
<p>Estejam conosco mais uma vez na próxima semana, chegando ao ponto de partida em nossa primeira viagem aos mundos fantásticos. Até a próxima!</p>


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