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	<title>Urbanidades</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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		<title>Solução de transportes &#8211; China</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 12:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mobilidade e acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se é viável mesmo eu não sei, mas que é uma ideia interessante, isso é. (Visto no Núcleo Brasília-RIDE) Veja também:Entrevista com Enrico Peñalosa Ciclovias em Utrecht James Kunstler no ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se é viável mesmo eu não sei, mas que é uma ideia interessante, isso é.</p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='642' height='392' src='http://www.youtube.com/embed/t1gTzc7-IbQ?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>(Visto no <a href="http://nucleobrasiliaride.wordpress.com/2013/05/07/proposta-chinesa-para-onibus-urbano-chinese-proposal-for-urban-bus-propuesta-de-china-para-el-autobus-urbano/" target="_blank">Núcleo Brasília-RIDE</a>)</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/08/entrevista-com-enrico-penalosa/" rel="bookmark" title="27 de agosto de 2010">Entrevista com Enrico Peñalosa</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/07/ciclovias-em-utrecht/" rel="bookmark" title="4 de julho de 2012">Ciclovias em Utrecht</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/03/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/" rel="bookmark" title="20 de março de 2011">James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/04/resgatando-velhos-conceitos/" rel="bookmark" title="9 de abril de 2011">São Luís &#8211; Resgatando velhos conceitos por Diogo Ferreira</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/10/a-ineficiencia-do-automovel/" rel="bookmark" title="24 de outubro de 2009">A ineficiência do automóvel</a></li>
</ul><!-- Similar Posts took 3.298 ms -->]]></content:encoded>
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 18:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[fachadas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[olhos da rua]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. A maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na vitalidade]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
</ul>
<p>Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. Como veremos, a maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na quantidade de pessoas que utilizam o espaço público e de atividades que ali se desenvolvem.</p>
<h2>Permeabilidade público x privado</h2>
<p>Holanda (2002) trata da questão da permeabilidade física entre a edificação e o espaço público ao atribuir ao Paradigma da Urbanidade características como maior número de portas por espaços convexos e menor percentual de espaços cegos (HOLANDA, 2002, p. 126). O Paradigma de Urbanidade (definido por Holanda em contraposição ao Paradigma da Formalidade), no que diz respeito aos arranjos sociais relaciona-se ao uso dos espaços públicos e portanto tem relação com a ideia de vitalidade. Holanda, portanto, dá a entender que essas variáveis costumam ocorrer concomitantemente (maior densidade de portas e menir percentual de espaços cegos, pelo lado das características morfológicas, e maior uso dos espaços públicos, pelo lado dos arranjos sociais).</p>
<p>A mesma recomendação é feita por Bentley et al (1985, p. 13):</p>
<blockquote><p>Permeabilidade física entre espaços públicos e privados ocorre nas entradas para os edifícios ou jardins. Isso enriquece o espaço público através do aumento do nível de atividade em suas bordas.</p></blockquote>
<p>Mais adiante, Bentley et al (1985, p. 69) acrescentam:</p>
<blockquote><p>Para aumentar a robustez, a interface entre edifícios e espaço público deve ser projetada para viabilizar que uma gama de atividades privadas internas coexistam em intensa proximidade física com a gama de atividades públicas no exterior.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1164" alt="Bentley et al (1985, p. 69)_cr" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr-500x257.jpg" width="500" height="257" /></a></p>
<p class="legendas">Proximidade e interação entre as atividades no interior e exterior das edificações. Fonte: Bentley et al (1985, p. 69)</p>
<p class="olhos">Portas devem ser abundantes e promover a proximidade entre interior e exterior, em todo o perímetro da quadra.</p>
<p>Uma quantidade apropriada de portas pode auxiliar na promoção da vitalidade urbana conectando a rua com atividades comerciais e de serviços, promovendo assim as atividades que lhes são inerentes, tais como a pesquisa de preços, o olhar de vitrines e o entra-e-sai para comprar ou obter mais informações sobre os produtos. No caso dos shopping-centers essa vitalidade é interiorizada: as ligações dos espaços edificados com a rua são minimizadas, e toda essa movimentação é retirada dos espaços públicos, juntamente com a possibilidade (ainda que nem sempre exercida) de interação social entre pessoas de perfis socioeconômicos mais variados do que aquelas que frequentam os shoppings.</p>
<p>Carlos Nelson também reforça esse argumento para o caso de atividades residenciais:</p>
<blockquote><p>Diríamos que, quanto mais portas se abrem para a calçada, tanto mais completamente o espaço público é passível de apropriação pela casa. (SANTOS; VOGEL, 1985, p. 54).</p></blockquote>
<p>“Apropriação pela casa”, nesse caso, significa utilizar o espaço da rua, seja para atividades de lazer, contemplação, deslocamentos ou mesmo para estabelecer relações sociais. A mesma lógica pode ser estendida para edifícios residenciais. Na Figura abaixo Bentley et al (1985) mostram os contrastes de duas organizações, nas quais a primeira intensifica a conexão com a rua, enquanto a segundo concentra os acessos em apenas um ponto, não apenas distante da rua como também localizado em apenas uma das faces do quarteirão. As outras três faces possuem fachadas sem permeabilidade física, prejudicando a possibilidade de vitalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1165" alt="permeabilidade_portas - Bentley et al (1985, p.13)" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13-500x504.jpg" width="500" height="504" /></a></p>
<p class="legendas">Diferença no arranjo de portas voltadas ao espaço da rua: muitas edificações abrindo-se diretamente para a rua (à esq.); concentração de entradas para várias unidades em apenas um ponto, com pouca relação com a rua (à dir.). (BENTLEY et al, 1985, p. 13)</p>
<p>Por fim, Gehl (2011) oferece o mesmo conselho:</p>
<blockquote><p>É importante que seja fácil entrar e sair das habitações. Se a passagem entre interior e exterior é difícil &#8211; se é necessário, por exemplo, usar escadas e elevadores para entrar e sair &#8211; o número de visitas ao exterios cair notavelmente (GEHL, 2011, p. 184).</p></blockquote>
<h2>Dimensões da forma edificada</h2>
<p>Gehl (2011) defende a adoção de fachadas curtas como forma de intensificar as possibilidades de interação da rua com a edificação e diminuir as distâncias a serem percorridas pelos pedestres:</p>
<blockquote><p>Sabendo que pedestres geralmente não desejam caminhar muito, os projetistas de lojas comerciais usam fachadas estreitas, de modo que haja espaço para a maior quantidade possível de lojas na menor distância possível na rua. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p class="olhos">Fachadas estreitas são um recurso para aproveitar melhor a frente dos lotes e diminuir distâncias.</p>
<p>Segundo ele, algumas cidades vêm proibindo a instalação de atividades que ocupem muito espaço de fachada sem a correspondente densidade de portas e interação com a rua, tais como postos de gasolina e até mesmo bancos e edifícios de escritórios. Esses equipamentos precisam ser posicionados nos andares superiores ou, no caso de ficarem no térreo, limitarem fortemente o tamanho de suas fachadas. Assim, seria possível concentrar o acesso em uma pequena largura (o exemplo dado por Gehl cita 5m como tamanho máximo) e utilizar o resto da interface para outras atividades com acesso direto pela rua, ao invés de criar longos perímetros sem permeabilidade.</p>
<p>Essas bordas sem portas constituem “espaços vazios” que são prejudiciais à vitalidade:</p>
<blockquote><p>Usando o princípio de lotes estreitos [na largura] e profundos [no comprimento] juntamente com um uso cuidadoso do espaço frontal evita o problema de &#8220;buracos&#8221; e &#8220;áreas residuais&#8221; sempre que os edifícios se voltam para calçadas e rotas de pedestres. Isso também vale para áreas residenciais. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p>O mesmo princípio pode ser estendido aos afastamentos laterais entre as edificações, que reduzem a proporção da quantidade de metros lineares de fachada (e portanto o espaço para atividades em interação com a rua) em relação ao comprimento total do quarteirão. Essa configuração desperdiça o potencial que a interface entre os lotes privados e a rua possui em termos de estímulo ao movimento de pessoas, ao mesmo tempo em que aumenta as distâncias a serem percorridas e diminui a densidade de atrativos. Alexander et al (1987, p. 67-71) reforça a necessidade de que as fachadas sejam contínuas:</p>
<blockquote><p>&#8220;Os edifícios envolvem o espaço&#8221;, e NÃO &#8220;o espaço envolve os edifícios&#8221;. [...] Se possível, o edifício deve tocar ao menos um outro edifício existente, de forma que os edifícios em conjunto formem um tecido contínuo atavés da cidade.</p></blockquote>
<p>Gehl (2011) defende também a adoção de edifícios mais horizontais, baseado no fato de o campo de visão humano ser limitado no que diz respeito a elementos situados em posições altas. Temos, segundo ele, um campo de visão voltado à frente e abaixo que nos permite visualizar a apreender com mais facilidade o espaço contido nesses limites. Por isso, a configuração mais “natural” de um espaço urbano é aquela constituída por edificações baixas, ao longo de uma rua, já que estão mais em harmonia com nossos sentidos.</p>
<p>Um ponto semelhante é levantado por Alexander et al (1977), baseando-se em estudo de Fanning (1967 apud Alexander et al, 1977). Segundo ele, as distâncias enfrentadas pelos moradores e a “fricção” causada por corredores, elevadores, portarias, afastamentos e portões nos deslocamentos até a rua desestimulavam significativamente o desenvolvimento de atividades nos espaços abertos.</p>
<blockquote><p>[...] viver em edifícios verticais afasta as pessoas do solo, assim como da sociedade casual e cotidiana que acontece nas calçadas e ruas e nos jardins e nos alpendres. Deixa-os sozinhos em seus apartamento. A decisão de sair para algum tipo de vida pública torna-se formal e desajeitado; e a não ser que haja alguma tarefa específica que traga a pessoa para fora, a tendência é ficar em casa, sozinho. (ALEXANDER et al, 1977, p. 116)</p></blockquote>
<h2>O que vemos por aí?</h2>
<p>Preocupantemente, cada vez mais observamos em nossas cidades tipos arquitetônicos que são o oposto do que a literatura tem nos apontado como geradores de vitalidade. As imagens falam por si.</p>

<a href='http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/dsc_9525/' title='Porto Alegre - Fundação Iberê Camargo'><img width="140" height="140" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/DSC_9525-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Porto Alegre - Fundação Iberê Camargo" /></a>
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<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. <strong>A pattern language</strong>. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C.; NEIS, H.; ANNINOU, A.; KING, I. F. <strong>A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>BENTLEY, I.; ALCOCK, A.; MURRAIN, P.; MCGLYNN, S.; SMITH, G. <strong>Responsive environments</strong>: a manual for designers. London: Architectural Press, 1985.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HOLANDA, F. R. B. DE. <strong>O espaço de exceção</strong>. Brasília, DF: Editora UnB, 2002.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/09/fatores-de-vitalidade-urbana-em-ruas-comerciais/" rel="bookmark" title="23 de setembro de 2010">Fatores de vitalidade urbana em ruas comerciais</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/02/tipos-arquitetonicos-e-vitalidade-urbana/" rel="bookmark" title="2 de fevereiro de 2012">Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" rel="bookmark" title="6 de novembro de 2012">Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/07/christopher-alexander-a-cidade-nao-e-uma-arvore/" rel="bookmark" title="27 de julho de 2009">Christopher Alexander &#8211; A cidade não é uma árvore</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2007/06/espacos-publicos/" rel="bookmark" title="3 de junho de 2007">Espa&ccedil;os p&uacute;blicos</a></li>
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		<title>Cidades que pensam nos ciclistas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2013 23:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mobilidade e acessibilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Confira alguns exemplos interessantes de soluções para os ciclistas em cidades européias neste post do site &#8220;Cidades para pessoas&#8220;. Fonte: Cidades para pessoas. Veja também:Novo servidor James Kunstler no TED ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Confira alguns exemplos interessantes de soluções para os ciclistas em cidades européias <a href="http://cidadesparapessoas.com/2012/08/20/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/" target="_blank">neste post</a> do site &#8220;<a href="http://cidadesparapessoas.com/" target="_blank">Cidades para pessoas</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1160 aligncenter" title="bike17" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: <a href="http://cidadesparapessoas.com/2012/08/20/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/" target="_blank">Cidades para pessoas</a>.</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/01/novo-servidor/" rel="bookmark" title="10 de janeiro de 2010">Novo servidor</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/03/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/" rel="bookmark" title="20 de março de 2011">James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/03/reciclar-e-preciso/" rel="bookmark" title="25 de março de 2009">Reciclar é preciso!</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/10/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/" rel="bookmark" title="20 de outubro de 2010">Bicicletas, Transporte Urbano e Sustentabilidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/09/olhando-o-passado-com-novos-olhos/" rel="bookmark" title="27 de setembro de 2010">Olhando o passado com novos olhos</a></li>
</ul><!-- Similar Posts took 54.889 ms -->]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mestrado e Doutorado no PósARQ &#8211; UFSC &#8211; 2013</title>
		<link>http://urbanidades.arq.br/2012/12/mestrado-e-doutorado-no-posarq-ufsc-2013/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mestrado-e-doutorado-no-posarq-ufsc-2013</link>
		<comments>http://urbanidades.arq.br/2012/12/mestrado-e-doutorado-no-posarq-ufsc-2013/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2012 18:45:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[ensino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1156</guid>
		<description><![CDATA[Foi lançado o edital de seleção para o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo &#8211; PósARQ, vinculado ao departamento de Arquitetura  e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/logo_posarq.jpg"><img class="alignright  wp-image-1025" title="logo_posarq" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/logo_posarq.jpg" alt="" width="200" height="255" /></a>Foi lançado o<a title="Edital PósARQ 2013" href="http://posarq.ufsc.br/2012/12/10/edital-do-processo-seletivo-2013-mestrado-e-doutorado-no-posarq/" target="_blank"> edital de seleção para o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo &#8211; PósARQ</a>, vinculado ao departamento de Arquitetura  e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina. As inscrições ficarão abertas no período de 11 de fevereiro de 2013 a 14 de março de 2013.<span id="more-1156"></span></p>
<p>O PósARQ foi criado em 2002 e, desde então, tem tido atuação destacada na área de pesquisa em Arquitetura e Urbanismo. Eu ingressei como professor do quadro permanente em 2010, pouco depois de ter sido admitido na UFSC, e desde então tenho me envolvido de forma bastante intensa com o programa, sendo atualmente o seu subcoodenador.</p>
<p>no edital podem ser consultados os temas de interesse dos professores do PósARQ, o que pode ser de grande auxílio na elaboração do projeto de pesquisa necessário para o processo de seleção.</p>
<p>No meu caso, são quatro linhas de interesse:</p>
<ul>
<li>Teoria e prática do planejamento urbano: planos diretores, processo de planejamento e elaboração do plano diretor, instrumentos de planejamento, participação popular;</li>
<li>Morfologia urbana, configuração e desempenho espacial: Sintaxe Espacial, padrões espaciais urbanos, tipos arquitetônicos, espaços públicos;</li>
<li>Espaço urbano e ocorrência de crimes;</li>
<li>Desenho Urbano: teorias normativas e explicativas clássicas; novas abordagens.</li>
</ul>
<p>Na primeira delas, tenho especial interesse em modelos <strong>descritivos e explicativos</strong> do planejamento urbano, ou seja, construções teóricas que buscam entender e explicar como o processo de planejamento acontece em situações reais (ao invés de uma abordagem <strong>normativa</strong>, que busca dizer como o planejamento deve &#8211; ou deveria &#8211; ser conduzido). Nesse sentido, tenho utilizado os referenciais teóricos da teoria de apoio à decisão construtivista e/ou do planejamento comunicativo para realizar estudos de caso concretos; portanto, abordagens baseadas no conceito de decisão são especialmente interessantes.</p>
<p>Com relação ao segundo tema &#8211; Morfologia urbana, configuração e desempenho espacial -, interesso-me pelo estudo da configuração dos espaços urbanos e arquitetônicos e em entender como e até que ponto essa configuração pode influenciar a apropriação e o uso desses espaços. Apropriação e uso, nesse caso, incluem padrões de funcionamento, segregação sócio-espacial, movimento de pedestres e veículos, vitalidade e verticalização, entre outros aspectos. Estudos que se preocupem em estabelecer as relações com processos sociais mais abrangentes são especialmente valorizados.</p>
<p>A terceira linha é, na verdade, uma subárea da segunda, e foca especialmente na ocorrência de crimes no espaço urbano. Ela inclui o estudo de como a forma urbana e das edificações pode influenciar a distribuição da ocorrência de crimes. Um exemplo de trabalho nessa linha é  <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" target="_blank">este artigo</a>, derivado de uma <a href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank">dissertação defendida no PósARQ por Mariana Vivan</a>.</p>
<p>Por fim, tenho interesse também em teorias clássicas no Desenho Urbano, no sentido de realizar estudos empíricos buscando corroborar ou rejeitar hipóteses defendidas por autores importantes para o campo, tais como os padrões de Alexander, os olhos da rua de Jacobs, e os elementos da boa forma urbana de Lynch, entre outros.</p>
<p>Outras informações relevantes sobre o programa, tais como a lista das disciplinas oferecidas, estão disponíveis no <a title="PósARQ UFSC" href="http://posarq.ufsc.br/" target="_blank">site do programa</a>.</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/mestrado-e-doutorado-no-posarq-ufsc/" rel="bookmark" title="17 de janeiro de 2012">Mestrado e Doutorado no PosArq &#8211; UFSC</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/" rel="bookmark" title="15 de janeiro de 2012">A convergência de padrões na cidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" rel="bookmark" title="15 de setembro de 2012">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/08/mestrado-em-urbanismo-ufsc/" rel="bookmark" title="17 de agosto de 2009">Mestrado em Urbanismo, hist&oacute;ria e arquitetura da cidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/09/florianopolis-com-a-pior-mobilidade-urbana/" rel="bookmark" title="8 de setembro de 2009">Florianópolis com a pior mobilidade urbana?</a></li>
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		<title>Ordem &amp; desordem: Arquitetura &amp; vida social</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Dec 2012 23:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Novo livro organizado pelo Professor Frederico de Holanda foi lançado recentemente. Confira a apresentação disponível em http://www.fredericodeholanda.com.br]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Novo livro organizado pelo Professor Frederico de Holanda foi lançado recentemente. Confira a apresentação disponível em http://www.fredericodeholanda.com.br/:</p>
<blockquote><p>Edifícios e espaços das cidades – ruas, avenidas, praças – afetam nossa vida. A organização dos cômodos em um prédio também. Os seis capítulos exploram distintos olhares: 1) duas cidades “modernas” – Brasília e Chandigarh – e as imagens distintas formadas em nossas mentes; 2) a fragmentação espacial das cidades brasileiras e o oásis de ordem nos centros históricos; 3) a apropriação prática e afetiva do lugar pelas pessoas – sua urbanidade – como fator de proteção das margens de rios urbanos; 4) a qualidade de vida das cidades interpretada em função de índices socioeconômicos e de atributos espaciais; 5) os congestionamentos de trânsito e as implicações oriundas da forma urbana; 6) a reorganização recente dos cômodos em apartamentos para adequá-los a estilos de vida mais individualistas.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1154" title="Capa_O&amp;D_Digital LombadaCorrigida_Nov 19.2012.indd" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012.jpg" alt="" width="409" height="413" /></a></p>
<p><span id="more-1153"></span>Para ler o prefácio, escrito pelo meu colega Prof. Almir Reis, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, clique <a href="http://www.fredericodeholanda.com.br/livros/ord_des/od_prefacio_almir_reis.pdf" target="_blank">aqui</a>. Os resumos dos capítulos estão disponíveis na <a href="http://www.fredericodeholanda.com.br/" target="_blank">página oficial do Professor Holanda</a> (link Livros).</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/06/fotos-de-frederico-de-holanda/" rel="bookmark" title="26 de junho de 2011">Fotos de Frederico de Holanda</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/09/o-conceito-de-urbanidade/" rel="bookmark" title="25 de setembro de 2011">O conceito de Urbanidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/03/lista-de-livros-interessantes/" rel="bookmark" title="2 de março de 2009">Lista de livros interessantes</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/assim-fica-dificil-trabalhar-2/" rel="bookmark" title="21 de maio de 2008">Assim fica dif&iacute;cil trabalhar! #2</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/07/a-ufsc-e-os-engarrafamentos/" rel="bookmark" title="24 de julho de 2009">A UFSC e os engarrafamentos</a></li>
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		<title>Brasília: antologia crítica</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 17:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[modernismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Brasília: Antologia crítica, organizado pelos professores Alberto Xavier e Julio Katinsky, é uma compilação de 67 textos sobre a capital federal brasileira, produzidos por distintos autores ao longo do tempo de existência da cidade]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi este release do Livro &#8220;Brasília: Antologia crítica&#8221; e repasso.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>BRASÍLIA: ANTOLOGIA CRÍTICA<br />
por Francesco Perrotta Bosch*</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/brasilia-antologia-critica.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-1150" title="brasilia-antologia-critica" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/brasilia-antologia-critica-218x300.gif" alt="" width="218" height="300" /></a>Terceiro livro da trilogia de Brasília na Cosac Naify e mais recente título da coleção Face Norte, Brasília: Antologia crítica, organizado pelos professores Alberto Xavier e Julio Katinsky, é uma compilação de 67 textos sobre a capital federal brasileira, produzidos por distintos autores ao longo do tempo de existência da cidade. A grande variedade de textos – escritos por ensaístas, arquitetos, urbanistas, engenheiros, historiadores, sociólogos, políticos, escritores etc. – mostra o quanto Brasília suscita incômodo e encantamento àqueles que se propõem a refletir sobre ela.</p>
<p>No centro quase inóspito do país implantou-se Brasília, cidade que reivindicou para si a identificação como monumento civil da modernidade no imaginário coletivo. Projetada e fundada há pouco mais de cinquenta anos com a função de substituir o Rio de Janeiro como nova capital do Brasil, sua concepção é fruto de uma estratégia do Estado brasileiro de criar uma cidade que encarnasse e simbolizasse a renovação política, econômica e cultural: a imagem do futuro, expressão de uma nova tradição e da nova identidade nacional perante os próprios brasileiros e o mundo. A cidade, implantada para ser polo de atração e desenvolvimento no interior do Brasil, revertendo a lógica de ocupação restrita à faixa próxima ao litoral, foi, também, a tabula rasa tão almejada pelos modernos da primeira metade do século XX, cuja crença residia na transformação da sociedade por meio da arquitetura e do projeto urbano.</p>
<p>Organizada segundo uma lógica cronológica, esta antologia revela o mesmo estudo de caso a partir de distintos enfoques dos observadores, de acordo com questões prementes a cada época. A divisão do conjunto de textos é feita em cinco blocos e tem como principais cortes temporais o ano em que se instituiu a ditadura militar (1964) e o reconhecimento de Brasília como Patrimônio da Humanidade pela Unesco (1987).</p>
<p>O primeiro bloco de textos, “Os projetos e a crítica (1956-64)”, é constituído por registros do período de construção da capital e sua inauguração, com posturas que variam entre a esperança e o ceticismo da empreitada que transcorria no planalto central. O debate e as reflexões giravam em torno da política de desenvolvimento nacional, que tinha o deslocamento da capital como principal motor das transformações sociais esperadas, do concurso para escolha do plano da construção, com seus custos econômicos, da grande migração de trabalhadores para o gigantesco canteiro de obras que era Brasília e das impressões iniciais da primeira grande urbe constituída a partir dos fundamentos modernos elaborados nos quarenta anos que precederam sua existência. Os escritos de Mário Pedrosa, Bruno Zevi, Sigfried Giedion, Alberto Moravia, Max Bense, Lina Bo Bardi e Milton Santos, entre outros, retratam bem a reação imediata ao peculiar momento histórico de grandes transformações que se davam no Brasil.</p>
<p>Em tom de resposta às críticas que recebiam, a parte seguinte da publicação, “Pronunciamento dos autores”, corresponde ao posicionamento dos autores que protagonizaram a invenção de Brasília. Juscelino Kubitschek, numa escrita em forma de discurso político envolvido de teor quase místico, reitera e esclarece os argumentos que justificaram e viabilizaram a transferência da capital. A explicação de Lucio Costa, autor do projeto urbano da cidade, defende os pontos que desenvolveu na ”Memória descritiva do plano piloto”, apresentada na ocasião do concurso. Sua franca filiação aos princípios urbanísticos modernos, com ênfase em matriz de pensamento lançada por Le Corbusier, mas conjugada a um elaborado senso pessoal com relação à questão da monumentalidade, fundamentada em diversas referências de períodos históricos mais remotos, confere certo lirismo ao projeto. Finalizam este bloco dois importantes depoimentos de Oscar Niemeyer, que, para além das justificativas projetuais para seus edifícios em Brasília, expunha abertamente um momento de reflexão pessoal sobre modificações em seu modo de projetar e contribuir para a sociedade, muito impactado pelo que experimentava no canteiro de obras da capital federal.</p>
<p>A seção seguinte do livro, “A consolidação da cidade (1964-87)”, retrata o período da ditadura militar e o da democratização do país, que coincidem com estabelecimento e fortalecimento da crítica pós-moderna na arquitetura. Começam a se observar com maior clareza as similitudes e diferenças entre o plano elaborado por Lucio Costa e a cidade em implantação. Problemas como o surgimento das cidades satélites são explicitados, expondo a limitação do projeto moderno como transformador da estrutura da sociedade perante as desigualdades sociais. Clarice Lispector sobressai na reflexão poética acerca das incertezas e complexidade próprias a uma cidade concebida para determinado futuro mas cujo processo de crescimento fugia à ordem preestabelecida no seu plano original.</p>
<p>O penúltimo bloco, “Brasília estabelecida”, toma a cidade em termos simbólicos, habitacionais e de patrimônio. Das reflexões de Umberto Eco sobre o que a cidade prometeu e o que de fato é como símbolo – “da cidade socialista que deveria ser, Brasília tornou-se a própria imagem da diferença social” –, passando pelas inúmeras especulações sobre o vanguardismo da ideia de superquadra e unidade de vizinhança (e os problemas que vêm junto), este bloco finda com a celebração de Brasília como Patrimônio – da explicação do parecer de defesa de Italo Campofiorito à provocação de James Holston, segundo o qual o tombamento congela a melhor característica da cidade: sua vontade de constante inovação, o “espírito de Brasília”.</p>
<p>A última parte é composta por um olhar contemporâneo para a cidade, cujo distanciamento permite ver Brasília como um fato consumado, arrefecendo certas posições politicamente apaixonadas, e, como no texto de Adrián Gorelik, inserindo a cidade e explicando seu papel na história da arquitetura moderna brasileira. Aqui também podemos encontrar textos como o de Sylvia Ficher, que priorizam a situação atual do Distrito Federal, ou como o de Sophia S. Telles, que parecem inventar novas qualificações para aspectos da concepção original implementada no plano piloto.</p>
<p>Brasília: Antologia crítica não se pretende uma compilação conclusiva ou definitiva para a discussão em torno da cidade. Contudo, ao oferecer uma rica e significativa reconstrução de um conjunto de reflexões sobre Brasília ao longo do tempo, exprime amplamente as virtudes e os problemas do plano original e as contradições contidas na complexa realidade da capital do país, contribuindo, assim, para expandir o debate sobre questões prementes à sociedade brasileira e à arquitetura nacional e internacional a partir da cidade que ambicionou transformar essas estruturas.</p>
<p>Sobre os organizadores</p>
<p>Alberto Xavier (1936) Arquiteto, é professor desde 2004 do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e da Universidade São Judas Tadeu. Lecionou na UNB, na usp e na Universidade Católica de Santos. É organizador da primeira coletânea de textos de Lucio Costa, intitulada Lucio Costa – Sobre arquitetura (1962/2007), de Depoimento de uma geração (1987/2003) e de Brasília e arquitetura moderna brasileira – Bibliografia selecionada (1974). É autor de Arquitetura moderna em Curitiba (1982) e coautor de Arquitetura moderna paulistana (1983), Arquitetura moderna em Porto Alegre (1987) e Arquitetura moderna no Rio de Janeiro (1991).</p>
<p>Julio Katinsky (1932) Arquiteto, pós-doutor pela FAU-USP, onde foi professor da graduação e da pós de 1962 até aposentar-se em 2002, além de ter dirigido a instituição entre 1995 e 98. É autor de inúmeros trabalhos acadêmicos, com destaque para Casas bandeiristas (1976), Leituras de arquitetura, viagens, projetos (1989), Brasília em três tempos (1991) e Renascença – Estudos periféricos (2002). Produziu ainda uma série de artigos publicados em periódicos, capítulos de livros, textos para jornais e trabalhos em anais de congressos, além de ter participado em bancas, comissões e eventos, e recebido prêmios e menções honrosas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Francesco Perrotta Bosch é arquiteto, formado pela PUC-Rio. Co-organizador do livro ENTRE: entrevistas com arquitetos (Viana &amp; Mosley, 2012), colabora com o portal Vitruvius e faz projetos no escritório SIAA, com Cesar Shundi Iwamizu.</p>
<p>&nbsp;</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/05/brasilia-cidade-moderna-cidade-eterna-frederico-de-holanda/" rel="bookmark" title="7 de maio de 2010">Bras&iacute;lia &ndash; cidade moderna, cidade eterna &ndash; Frederico de Holanda</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/05/seminario-projeto-urbano-textos-e-contextos/" rel="bookmark" title="6 de maio de 2012">Seminário Projeto Urbano &#8211; Textos e Contextos</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/06/carta-da-anpur-sobre-a-substituicao-de-benny-schasberg-no-mc/" rel="bookmark" title="19 de junho de 2008">Carta da Anpur sobre a substitui&ccedil;&atilde;o de Benny Schasberg no MC</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/10/planejamento-estrategico-de-brasilia-por-equipe-de-cingapura/" rel="bookmark" title="17 de outubro de 2012">Planejamento estratégico de Brasília por equipe de Cingapura</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/01/nivel-de-incomodidade-dos-evangelicos/" rel="bookmark" title="16 de janeiro de 2008">N&iacute;vel de incomodidade dos Evang&eacute;licos</a></li>
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		<title>Lições de Copenhagen para as cidades brasileiras</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 10:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este vídeo mostra as sugestões de um dos arquitetos do escritório de Jan Gehl, de Copenhagen, para melhorar as cidades brasileiras]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/36981813" width="642" height="361" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/09/olhando-o-passado-com-novos-olhos/" rel="bookmark" title="27 de setembro de 2010">Olhando o passado com novos olhos</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/08/material-online-sobre-urbanismo-e-desenho-urbano/" rel="bookmark" title="28 de agosto de 2011">Material online sobre Urbanismo e Desenho Urbano</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2013/05/solucao-de-transportes-china/" rel="bookmark" title="13 de maio de 2013">Solução de transportes &#8211; China</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/08/entrevista-com-enrico-penalosa/" rel="bookmark" title="27 de agosto de 2010">Entrevista com Enrico Peñalosa</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/07/ciclovias-em-utrecht/" rel="bookmark" title="4 de julho de 2012">Ciclovias em Utrecht</a></li>
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 18:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Hillier]]></category>
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		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Este post explica aspectos dessa influência sob duas escalas: local e global]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Essa influência pode ser dividida, grosso modo, em dois tipos: local e global.</p>
<h3>Características locais da malha viária</h3>
<p>Localmente, a principal característica do traçado viário associado a maior movimentação de pessoas e vitalidade nas ruas é o tamanho do quarteirão. Jacobs (2000[1961]) defendia as quadras curtas como um dos elementos geradores de diversidade urbana. Segundo ela, isso gera alternativas de percursos e possibilita que os fluxos se distribuam por ruas que, de outra maneira, permaneceriam desertas. Quadras longas dificultariam o acesso de pedestres a ruas vizinhas, tornando apenas algumas ruas mais movimentadas e deixando outras esvaziadas, mesmo que a rigor estas estivessem próximas àquelas. Quadras curtas, por outro lado, permitiriam acesso a várias direções dentro de limites razoáveis de distância.<span id="more-1138"></span></p>
<p>Em Florianópolis, e no litoral de Santa Catarina de maneira geral, um tipo de configuração espacial é muito comum, conhecida como &#8220;espinha de peixe&#8221;. Essa forma de traçado viário é caracterizado por longas vias conectadas a apenas uma via principal, com pouquíssimas conexões diretas entre elas. As distâncias entre as conexões na via principal costumam ser curtas, mas as distâncias no outro sentido (perpendicular à via principal) podem chegar a mais de 1 quilômetro. A falta de conexão dessas longas vias entre si dificultam ou até mesmo inviabilizam os deslocamentos de pedestres entre elas. Como resultado, todos os deslocamentos são canalizados para a via principal, que em consequência:</p>
<ul>
<li>Tende a saturar-se por causa da grande quantidade de fluxo (tanto de pedestres quanto de veículos) que precisa escoar;</li>
<li>Tende a concentrar o uso comercial, uma vez que praticamente monopoliza os fluxos que os viabilizam.</li>
</ul>
<div id="attachment_1139" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg"><img class="size-large wp-image-1139 " title="rio_vermelho" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg" alt="" width="500" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Vermelho em Florianópolis: configuração em &#8220;espinha de peixe&#8221; (Fonte: Google Earth)</p></div>
<p>Isso gera um círculo vicioso, em que fluxos atraem comércio, que atrai mais fluxo, e assim por diante. O valor do solo tende a aumentar na via principal por conta da competição por espaço, enquanto as ruas &#8220;interiores&#8221; permanecem vazias. Maior número de conexões entre essas vias (isto é, quadras mais curtas) poderiam gerar ruas que desempenhassem papel importante de conexão na escala local, intermediária entre a via principal e as vias perpendiculares, criando espaços adequados para comércios locais, de menor alcance.</p>
<h3>A configuração da malha de viária: aspectos globais</h3>
<p>Apesar do possível efeito dos aspectos locais sobre o movimento de pedestres e a vitalidade de uma área, são as características configuracionais da malha – entendidas como aquelas que levam em conta as relações de um espaço em relação a outros – as que possuem maior influência sobre esses aspectos (veja, sobre isso, um artigo já clássico de John Peponis [1992]que faz uma revisão de abordagens urbanísticas clássicas e chama a atenção para seu caráter estritamente local). Estudos sintáticos (HILLIER et al, 1993; PENN et all, 1998; HILLIER; IIDA, 2005) têm recorrentemente encontrado altas correlações entre movimento de pedestres e medidas configuracionais como integração, integração angular e escolha, com diversos tamanhos de raios de análise. Isso significa que a posição e a distância de um espaço em relação a todos os outros espaços da malha urbana é um dos principais determinantes da quantidade de pedestres que passam por ele.</p>
<p>Esse conceito de distância e seu papel na distribuição de fluxos, entretanto, apesar de sua simplicidade e apelo intuitivo, impõe seus desafios. À primeira vista seria possível imaginar que o conceito de distância métrica, euclidiana (ainda que através da rede de ruas) seria a mais indicada para “capturar” essas distâncias urbanas. Não obstante, tal procedimento mostrou-se consistentemente menos preciso em prever fluxos de pedestres quando comparados a outras maneiras de medir distâncias pela malha urbana. A maneira mais “tradicional” da Teoria da Sintaxe Espacial de inferir distâncias é topológica: atribui-se a dois espaços (representados por linhas axiais) diretamente conectados distância igual a 1. As distâncias entre espaços não diretamente conectados são determinadas através de algoritmos de caminho mínimo. Espaços cuja distância média a todos os outros espaços do sistema são menores (portanto mais próximos), são chamados de “integrados”; ao contrário, espaços mais distantes ou profundos em relação a todos os outros são chamados de “segregados”.</p>
<div id="attachment_1142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis.gif"><img class="size-large wp-image-1142" title="integracao_fpolis" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif" alt="" width="500" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa de integração global para um recorte de Florianópolis &#8211; SC.</p></div>
<p>A partir disso, Hillier et al (1993) introduzem o conceito de movimento natural, que seria aquela porção do movimento de pedestres que é determinada apenas pela configuração viária, e vincula-o à medida de integração, no sentido de que espaços (linhas axiais) mais integrados apresentariam maior taxa de movimento de pedestres do que espaços segregados. Com efeito, as correlações encontradas são significativas, da ordem de 0,547 . Além disso,</p>
<blockquote><p>Regressão múltipla confirma a superioridade da integração, e mostra que adicionar o efeito de outras variáveis melhora pouco a previsão. (HILLIER et al, 1993, p. 45)</p></blockquote>
<p>Outra maneira de capturar a distribuição de movimento proporcionada pela configuração do sistema viário é a medida de Escolha (HILLIER; IIDA, 2005). Ao contrário da integração, essa abordagem prioriza não a distância entre um espaço e todos os outros espaços do sistema, mas o quanto esse espaço é usado como passagem. A imagem abaixo mostra três pares de espaço com seus caminhos mínimos (a, b e c). A imagem d mostra o que seria uma &#8220;superposição&#8221; dos caminhos mínimos mostrados nas três primeiras imagens, e nela vemos que alguns trechos de quarteirão estão localizados, mais vezes que outros, nos caminhos mínimos exemplificados e, portanto, são mais centrais ou, em nos termos usados pela Teoria da Sintaxe Espacial, possuem maiores valores de escolha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1140" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png"><img class="size-large wp-image-1140" title="caminhos_centralidade" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png" alt="" width="500" height="130" /></a><p class="wp-caption-text">a, b, c) caminhos mínimos entre pares de caminhos quaisquer; d) superposição dos caminhos mínimos: os tons de cinza e as espessuras indicam os espaços mais intensamente utilizados como passagem pelos caminhos mínimos (SABOYA, 2001)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Penn et al (1998, p. 82) reforçam a importância do movimento de passagem:</p>
<blockquote><p>A maioria do movimento em áreas urbanas é movimento de passagem. A maioria das pessoas que você vê andando em uma rua tende a estar vindo e indo para outras ruas. Entretanto, sua presença é um dos maiores recursos das cidades. A presença de pessoas faz os espaços serem percebidos como vivos e seguros, e são o principal prerrequisito para a vida econômica da cidade.</p></blockquote>
<p>Portanto, a vitalidade de um espaço é, em grande medida, influenciada pela posição que ele ocupa na malha, isto é: a) o quão perto ou distante ele está de outros espaços; e b) o quão “central” ele é em relação aos outros espaços e, por isso, é utilizado como caminho entre pares de espaços.</p>
<h3> Referências</h3>
<p>HILLIER, B.; IIDA, S. Network effects and psychological effects: a theory of urban movement. ,2005. <strong>Proceedings of the 5th Space Syntax Symposium</strong>. Delft: TU Delft, Faculty of Architecture, Section of Urban Renewal and Management.</p>
<p>HILLIER, B.; PENN, A.; HANSON, J.; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 20, n. 1, p. 29–66, 1993.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PENN, A.; HILLIER, B.; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 25 , n. 1, p. 59–84, 1998.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<p>SABOYA, R. Centralidade espacial: uma nova operacionalização do modelo baseada em um Sistema de Informações Geográficas, 2001. Dissertação de Mestrado. Propur &#8211; UFRGS .</p>
<p>&nbsp;</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/07/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/" rel="bookmark" title="25 de julho de 2010">Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" rel="bookmark" title="3 de setembro de 2007">Sintaxe Espacial</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/" rel="bookmark" title="15 de janeiro de 2012">A convergência de padrões na cidade</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/" rel="bookmark" title="3 de março de 2013">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2009/09/florianopolis-com-a-pior-mobilidade-urbana/" rel="bookmark" title="8 de setembro de 2009">Florianópolis com a pior mobilidade urbana?</a></li>
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		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[parques]]></category>
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		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[...] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/" rel="bookmark" title="3 de março de 2013">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" rel="bookmark" title="2 de dezembro de 2012">Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2012/02/tipos-arquitetonicos-e-vitalidade-urbana/" rel="bookmark" title="2 de fevereiro de 2012">Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2010/09/fatores-de-vitalidade-urbana-em-ruas-comerciais/" rel="bookmark" title="23 de setembro de 2010">Fatores de vitalidade urbana em ruas comerciais</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/09/o-conceito-de-urbanidade/" rel="bookmark" title="25 de setembro de 2011">O conceito de Urbanidade</a></li>
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		<title>Planejamento estratégico de Brasília por equipe de Cingapura</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2012 11:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Saboya</dc:creator>
				<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento estratégico]]></category>

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		<description><![CDATA[CAU-DF considera arbitrária a contratação direta da Jurong Consultant, empresa de Cingapura, pelo Governo do Distrito Federal e lembra que existem, somente no Distrito Federal, 3.300 arquitetos e urbanistas com capacidade técnica e profissional para participar de um planejamento estratégico local]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi da assessoria de comunicação do CAU/DF e repasso na íntegra:</p>
<p><strong>Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF pede esclarecimentos ao GDF sobre contratação de empresa estrangeira para elaborar planejamento estratégico urbano</strong></p>
<p><em>Autarquia considera arbitrária a contratação direta da Jurong Consultant, empresa de Cingapura, pelo Governo do Distrito Federal e lembra que existem, somente no Distrito Federal, 3.300 arquitetos e urbanistas com capacidade técnica e profissional para participar de um planejamento estratégico local</em></p>
<p>O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF encaminhou hoje (11/10), por meio de seu presidente, arquiteto Alberto de Faria, ofício ao gabinete do governador Agnelo de Queiroz, solicitando informações adicionais a respeito da contratação da empresa estrangeira Jurong Consultant, cuja sede é em Cingapura, para elaboração de planejamento estratégico para o Distrito Federal, para os próximos 50 anos. A contratação tem sido divulgada pelos órgãos de Imprensa do próprio Governo do Distrito Federal (GDF) como uma conquista histórica, visto que a troca de experiências e expertise será de grande valia para ambos os países.</p>
<p>No entanto, o CAU/DF considera tal medida arbitrária, pois a contratação direta sem a observância das condições exigidas em lei é uma afronta à Lei de Licitações (Lei n° 8666) que, em resumo, exige que a contratação de serviços pela administração pública seja feita por meio de processo licitatório, com ampla publicidade e participação de profissionais brasileiros. “Solicitamos informações ao GDF sobre os critérios adotados para tal contratação, já que, neste caso, poderia ter sido realizada uma concorrência internacional, onde participariam tanto empresas nacionais quanto estrangeiras, de acordo com o princípio da publicidade, da isonomia, da igualdade e da livre concorrência”, afirma Alberto de Faria. “Também não pode ser desconsiderada a participação da sociedade, conforme previsto no Estatuto das Cidades”, acrescenta.</p>
<p>O CAU/DF entende que o Distrito Federal e o resto do Brasil reúnem profissionais em arquitetura e urbanismo com expertise e competências técnicas suficientes para desenvolver um planejamento que atenda às necessidades do Distrito Federal, condizente com realidade política, socioeconômica e cultural de sua população. O Conselho acredita ainda que a maioria das empresas estrangeiras que atua na área de planejamento estratégico adota e vende aos seus clientes um modelo globalizado que, muitas vezes, não considera as características arquitetônicas e urbanísticas específicas do lugar e tampouco os problemas de infraestrutura já existentes, para elaborar um planejamento estratégico. “O resultado desse modelo é inadequado e pouco funcional, à medida que essas empresas propõem soluções que retratam uma fórmula pré-estabelecida, que não soluciona os principais entraves e problemas urbanos”, avalia o presidente do CAU/DF Alberto de Faria.</p>
<p>Ele lembra que o CAU/DF representa um universo de 3.300 profissionais e 180 empresas registradas somente no Distrito Federal, os quais, muitos deles, lidam diariamente com atribuições diretamente ligadas ao planejamento estratégico de cidades, inclusive com projetos desenvolvidos e aplicados em outros países. “Os profissionais locais se sentem desprestigiados pelo governo ao ter contratado uma empresa de fora para realizar um projeto de tamanha importância para o conjunto arquitetônico e urbanístico do Distrito Federal, sem possibilitar que as empresas de Brasília e do país participem nas mesmas condições”, finaliza Alberto.</p>
Veja também:<ul><li><a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/ministerio-das-cidades-contrata/" rel="bookmark" title="16 de setembro de 2007">Minist&eacute;rio das Cidades contrata</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/03/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/" rel="bookmark" title="12 de março de 2011">Arquitetura e Urbanismo: inevitavelmente vinculados?</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/06/planejamento-estrategico-de-cidades-parte-2/" rel="bookmark" title="5 de junho de 2008">Planejamento Estrat&eacute;gico de Cidades &#8211; parte 2</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/edital-ministerio-das-cidades/" rel="bookmark" title="15 de maio de 2008">Edital Minist&eacute;rio das Cidades</a></li>

<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2011/01/stf-julgara-obrigatoriedade-de-plano-diretor/" rel="bookmark" title="30 de janeiro de 2011">STF julgará obrigatoriedade de plano diretor</a></li>
</ul><!-- Similar Posts took 63.208 ms -->]]></content:encoded>
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