<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875</atom:id><lastBuildDate>Sun, 01 Sep 2024 06:27:16 +0000</lastBuildDate><title>Arte Urbana</title><description>Este blog é parte complementar de um livro-reportagem que foi produzido pelos jornalistas Andre Batista e Letícia Iambasso. São 10 perfis de artistas de rua de São Paulo.</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-2198627038410888411</guid><pubDate>Wed, 01 Aug 2012 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-08-01T08:22:36.064-07:00</atom:updated><title>ROTEIRO DE ARTE URBANA</title><description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia ótima, mas pouco divulgada: a SPTuris (São Paulo Turismo) criou um roteiro com as principais vias e espaços públicos que recebem a arte urbana de diversos artistas. O principal produto do roteiro é o grafite, que pode ser encontrado em vários pontos da capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do órgão municipal é divulgar os inúmeros talentos criativos que a cidade possui para os turistas que visitam a cidade em busca dos principais grafiteiros, alguns com trabalhos reconhecidos internacionalmente. Além disso, o roteiro servirá para conhecer novos artistas e também para os paulistanos que não conhecem alguns famosos pontos da cultura urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais famosos é o “Beco do Batman”, na Vila Madalena. Localizado em um bairro que possui uma rica cultura e diversidade, o beco atrai pessoas de todas as regiões e turistas de todos os países. Outro local lançado há alguns meses é o “Museu Aberto de Arte Urbana”, localizado entre os muros do viaduto do Metrô, na Avenida Cruzeiro do Sul. Quem já passou por lá ou passa diariamente, de carro, ônibus ou a pé, pode se deliciar com verdadeiras obras de arte a céu aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pontos inseridos no roteiro: Túnel da Paulista, Av.23 de maio, Liberdade, Centro, Muro do Cambuci, Av.Nove de Julho, SESC Santana, Matilha Cultural, Espaço Cultural Periferia no Centro e vários outros. Para fazer o download gratuito do roteiro, &lt;a href=&quot;http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/roteiros/roteiros-tematicos/roteiro-arte-urbana&quot;&gt;acesse aqui&lt;/a&gt;. Vamos explorar mais as ruas da nossa cidade, conhecer as obras e os artistas que são extremamente importantes para a cultura de São Paulo.</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2012/08/roteiro-de-arte-urbana.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-1612929693860757155</guid><pubDate>Mon, 23 Jul 2012 19:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-23T12:02:36.598-07:00</atom:updated><title>ARTE SUBTERRÂNEA</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
As pessoas apressadas que passam todos os dias pela passagem, pouco prestam atenção na arte existente ali embaixo e, principalmente, nas estantes de livros que ali estão à venda. A Passagem Literária da Consolação tem acesso subterrâneo, entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, próximo ao prédio onde ficava o Cine Belas Artes. Em 2005, após a proibição da venda de livros na Rua Augusta, o lugar virou um corredor cultural e passou a abrigar vendedores de livros usados que tradicionalmente ficavam nas calçadas da Augusta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, o espaço abriga grafites e exposições de vários tipos como a “A(e)rea Paulista”, que traz os desenhos da arquiteta Carla Caffé e a “X-Sampa” uma viagem visual e sonora, que mistura história em quadrinhos, música e site specif (obras de arte criadas de acordo com o ambiente e instalações planejadas para um espaço determinado). As duas mostras ficam expostas na galeria subterrânea até o dia 27 de agosto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arte urbana e a cidade de São Paulo são representadas através de 20 desenhos feitos por Carla para o livro que foi lançado em homenagem à Avenida Paulista, em 2009. Os cartazes traçam os bairros do Paraíso, Liberdade, Bela Vista, Higienópolis, Consolação e também compõem um estudo geofísico da aérea por meio de uma linguagem poética.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjG_stYI8pZjeB3fyxfwF5G1B1BHq-t4EE9KFGJfIa6Ie5HaqDes7QSI1VA-gCUPuoZOInWJ5sAReLGBOBQhtX81ScEI7eAgODqnzRCqqrYx2VnbfA4DnrYM7KVFPoibztBmfDRtWVjRfU/s1600/carla_caffe.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjG_stYI8pZjeB3fyxfwF5G1B1BHq-t4EE9KFGJfIa6Ie5HaqDes7QSI1VA-gCUPuoZOInWJ5sAReLGBOBQhtX81ScEI7eAgODqnzRCqqrYx2VnbfA4DnrYM7KVFPoibztBmfDRtWVjRfU/s320/carla_caffe.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Cartaz da artista Carla Caffe (Divulgação)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;Já a X-Sampa foi desenvolvida pelo estúdio SOPA Grafix, formado pelos paulistanos Yuri Garfunkel, desenhista e flautista, e Bruno Mestinger, designer e baixista. Os quadros são feitos com nanquim, tinta acrílica, serigrafia e papel reciclado artesanal e retratam São Paulo e Buenos Aires. As 14 HQs gigantes são acompanhadas por recortes de músicas regionais selecionadas pelos dois artistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo sem saber, os paulistanos que passarem por ali, estarão apreciando a arte urbana e contemporânea, acompanhada de muitas histórias dos livros amarelados que aguardam pacientemente o toque das mãos e o olhar ávido pela leitura.&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Texto publicado originalmente em&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.offline.com.br/?p=1181&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cultura Urbana&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2012/07/arte-subterranea.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjG_stYI8pZjeB3fyxfwF5G1B1BHq-t4EE9KFGJfIa6Ie5HaqDes7QSI1VA-gCUPuoZOInWJ5sAReLGBOBQhtX81ScEI7eAgODqnzRCqqrYx2VnbfA4DnrYM7KVFPoibztBmfDRtWVjRfU/s72-c/carla_caffe.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-5646317803721560774</guid><pubDate>Thu, 05 Jul 2012 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-07-05T08:03:42.532-07:00</atom:updated><title>ARTE FORA DO MUSEU: COMO ENCONTRAR DIVERSAS OBRAS URBANAS PELA CIDADE</title><description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é uma das principais cidades onde a diversidade cultural pode ser encontrada em qualquer esquina. Além do grafite, já comentado nessa coluna, é possível encontrar nas ruas da capital paulista verdadeiras obras de arte como esculturas, pinturas, construções arquitetônicas e murais que estão fora dos museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar na localização dessas obras de arte e tentar mostrar às pessoas que convivem diariamente com a arte urbana, mas não veem, surgiu o projeto &lt;a href=&quot;http://arteforadomuseu.com.br/&quot;&gt;Arte Fora do Museu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5MW7MmHoYA9YwEW5ZtZ2Reql1pTqxeDTWC8RtjwKYhvUoO4Z4TI0JTM77FBubuFX7LVaJcRIgx6AGWIq8wISlG9p0yme95J2vt9GJ_HYLJUNzrLQFkTVQbiTlgkVrpRjGtu2tEnacDtk/s1600/Monumento-80-anos-da-Imigra%C3%A7%C3%A3o-Japonesa-Tomie-Ohtake-300x200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5MW7MmHoYA9YwEW5ZtZ2Reql1pTqxeDTWC8RtjwKYhvUoO4Z4TI0JTM77FBubuFX7LVaJcRIgx6AGWIq8wISlG9p0yme95J2vt9GJ_HYLJUNzrLQFkTVQbiTlgkVrpRjGtu2tEnacDtk/s1600/Monumento-80-anos-da-Imigra%C3%A7%C3%A3o-Japonesa-Tomie-Ohtake-300x200.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado em outubro do ano passado, o site mapeou as obras que estão espalhadas pela cidade e para contextualizá-las com o conhecimento, cada imagem acompanha uma sinopse sobre aquela peça e um comentário de um especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é muito simples: utilizando o Google Maps, cada obra foi posicionada e junto a ela foi inserida uma interface repleta de informações. Além da sinopse e do comentário do especialista, há fotos, áudios e vídeos. É possível navegar no site pelo computador e também através de um aplicativo criado especialmente para o celular, principalmente os smartphones, que se transforma em um guia turístico da cidade, pois ele reconhece a localização da pessoa e indica quais as obras que estão mais próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensado e realizado pelos jornalistas Felipe Lavignatti e Andre Deak, o projeto foi selecionado pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet em 2010, permitindo que alguns custos de desenvolvimento fossem garantidos. Para escolher as obras que foram mapeadas, foram levados em consideração os critérios da relevância reconhecida por especialistas, as obras consideradas modernas e contemporâneas e a proximidade do centro expandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É fácil saber quais obras estão no Masp, no MAM, mas saber de quem é uma escultura no centro da Praça da Sé é uma tarefa um pouco mais difícil”, explicou um dos idealizadores do projeto, Felipe Lavignatti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ações e trabalhos como esse que faz a arte urbana ser cada vez mais conhecida e ter mais atenção das pessoas que passam pelas obras diariamente, redescobrindo cada espaço e item que colabora para o desenvolvimento cultural do espaço urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Letícia Iambasso, coluna publicada originalmente em &lt;a href=&quot;http://www.offline.com.br/?p=958&quot;&gt;Revista Offline&lt;/a&gt;</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2012/07/arte-fora-do-museu-como-encontrar.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH5MW7MmHoYA9YwEW5ZtZ2Reql1pTqxeDTWC8RtjwKYhvUoO4Z4TI0JTM77FBubuFX7LVaJcRIgx6AGWIq8wISlG9p0yme95J2vt9GJ_HYLJUNzrLQFkTVQbiTlgkVrpRjGtu2tEnacDtk/s72-c/Monumento-80-anos-da-Imigra%C3%A7%C3%A3o-Japonesa-Tomie-Ohtake-300x200.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-3871045279813552983</guid><pubDate>Tue, 12 Jun 2012 14:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-12T07:05:03.828-07:00</atom:updated><title>CENSURA: ARTISTAS URBANOS ESTÃO SENDO PERSEGUIDOS NOVAMENTE</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9BVPHajCkl1ZS-d6rOZ3ZUhV0tPz46EJStyaWE2zc5BWXjFBogIK_VHbN7RH8PxHz1nYm6mmoFV4POsMkRuu8KWTs92Lwwqqx7Mij4btSzhyTTp3kXb7YhRBnjoTrjhl1GOcwcxw4bakn/s1600/77626_176804412344018_125220454169081_505314_8063938_o-300x200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9BVPHajCkl1ZS-d6rOZ3ZUhV0tPz46EJStyaWE2zc5BWXjFBogIK_VHbN7RH8PxHz1nYm6mmoFV4POsMkRuu8KWTs92Lwwqqx7Mij4btSzhyTTp3kXb7YhRBnjoTrjhl1GOcwcxw4bakn/s1600/77626_176804412344018_125220454169081_505314_8063938_o-300x200.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imagem é de dois anos atrás, mas a censura e a arbitrariedade ainda são as mesmas. O artista Rafael Pio, nesta foto sendo algemado por policiais militares por se recusar a parar de tocar sua guitarra na Avenida Paulista, está novamente sendo censurado pelos mesmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática é abusiva e contrária ao &lt;a href=&quot;http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/doflash/prototipo/2011/Julho/20/cidade/pdf/pg_0005.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Decreto Municipal de Nº 52.504&lt;/a&gt; publicado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) em julho do ano passado. O documento estabelece regras e dá a permissão do órgão público para qualquer manifestação artística na cidade de São Paulo, além de autorizar o artista de rua a “passar o chapéu” para receber gratificações voluntárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Rafael, na noite passada ele estava se apresentando em frente ao shopping Center 3, na avenida Paulista, quando foi abordado por policiais que solicitaram que ele se retirasse e desligasse o som. Diante do argumento do decreto apresentado pelo artista, os policiais informaram que não seguem mais a determinação da prefeitura e que nenhum artista está autorizado por eles a tocar na região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além disso, revistaram a mochila e o material de trabalho de Rafael ameaçando prendê-lo caso não parasse de tocar e fosse embora. “Fiquei superchateado porque me lembrei do que aconteceu comigo em 2010 e também por constatar que em São Paulo e em todo Brasil quem manda é quem tem grana ou status social”, desabafa o artista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Rafael, a ordem da censura aos artistas de rua vem da elite paulistana. “Existe uma associação que se chama Paulista Viva, formada por banqueiros e comerciantes. Como possuem muita influência com a Polícia Militar, não querem os artistas de rua trabalhando na região e pedem que sejam expulsos”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além do decreto, há dois projetos de lei para serem votados de níveis municipal e federal que regularizam a profissão dos artistas de rua. O primeiro de número 489/11 é de autoria conjunta entre os vereadores paulistas Alfredinho (PT), Floriano Pesaro (PSDB), Ítalo Cardoso (PT), Jamil Murad (PCdoB), José Police Neto (PSD) e Netinho de Paula (PCdoB). Já o segundo é o Projeto de Lei 1096/11 do deputado federal Vicente Cândido (PT). “A presença deles no espaço urbano encanta as pessoas e incentiva a integração social. Além disso, valoriza nossa cultura e favorece a criação de empregos e distribuição de renda”, justifica o parlamentar no projeto enviado à Câmara.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Celso Reeks que acompanhou a abordagem policial, após uma consulta a uma base da PM, os policiais pediram desculpas e pararam de proibir os artistas de tocar. “Eles disseram que o superior direto tinha informado que uma reunião na semana passada decidiu que não se devia mais permitir música na Paulista.  Por outro lado, não encontraram esse superior no posto, buscaram informações na central e foram informados que tinha que seguir o texto do decreto.  No final das contas, se mostraram muito solícitos, dispostos a esclarecer tudo e até me passaram a sensação de estarem do nosso lado”, explica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seja por causa de associações, moradores ou comerciantes, vale lembrar que as ruas da capital paulista são de todos seus moradores e não somente daqueles que moram em determinados bairros. A Polícia Militar continuará perseguindo pessoas que agem com respaldo da lei?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Letícia Iambasso</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2012/06/censura-artistas-urbanos-estao-sendo.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9BVPHajCkl1ZS-d6rOZ3ZUhV0tPz46EJStyaWE2zc5BWXjFBogIK_VHbN7RH8PxHz1nYm6mmoFV4POsMkRuu8KWTs92Lwwqqx7Mij4btSzhyTTp3kXb7YhRBnjoTrjhl1GOcwcxw4bakn/s72-c/77626_176804412344018_125220454169081_505314_8063938_o-300x200.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-8532839545527740878</guid><pubDate>Tue, 05 Jun 2012 18:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-06-05T11:37:02.034-07:00</atom:updated><title>CALL PARADE E A ARTE URBANA DE SÃO PAULO</title><description>&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;A tecnologia mudou muita coisa no cotidiano das pessoas. Uma das principais mudanças foi o uso do telefone público: Primeiramente era necessário ter fichas e, depois, cartões. Essa era a forma mais prática de se comunicar com alguém distante. Contudo, o funcionamento dos orelhões públicos deixou de ser importante após a popularização dos celulares em fartura após a década de 1990.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Apesar de esquecidos pelos usuários, os orelhões hoje não foram totalmente inutilizados. Dos 52 mil que atualmente existem na capital paulista, cem recebem até o dia 24 de junho a transformação em obras de arte. É a Call Parade, manifestação artística urbana organizada por uma empresa de telefonia e inspirada na Cow Parade, mostra ao ar livre que espalhou pela cidade vacas coloridas de fibra de vidro em 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Uma comissão escolhida pela organização do evento selecionou 90 artistas e outros 10 foram convidados. Eles receberam uma peça de fibra de vidro em branco para total e livre criação própria. O resultado pode ser visto nos orelhões espalhados por diversas regiões de São Paulo e que continuam a funcionar normalmente para fazer ligações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdGbQ2ylm5FEZ-NviUNXQr6KG0FTxjF-Gh3lb04QI7z63HdPB7Fuuse53f4el1_YPsWe1rHXZEc-YiRPmztmaLhMdusPqBl-qYXJPkeP8vzCTnXFrVmZq7a78QMj5zMOhRwRXXWI2bemJg/s1600/foto+3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdGbQ2ylm5FEZ-NviUNXQr6KG0FTxjF-Gh3lb04QI7z63HdPB7Fuuse53f4el1_YPsWe1rHXZEc-YiRPmztmaLhMdusPqBl-qYXJPkeP8vzCTnXFrVmZq7a78QMj5zMOhRwRXXWI2bemJg/s320/foto+3.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Segundo a empresa organizadora da manifestação, a&amp;nbsp;Call Parade promove “a conectividade entre as manifestações artísticas, seus realizadores e a população por meio de um evento de rua”.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Seja de forma pública, privada ou de responsabilidade dos próprios artistas, a arte urbana está presente e visível aos nossos olhos todos os dias. Basta saber procurá-la e observá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;Do site&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.offline.com.br/?p=620&quot;&gt;http://www.offline.com.br/?p=620&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: rgba(255, 255, 255, 0.949219); border: 0px; color: #5e534e; font-family: Nobile, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 20px; margin-bottom: 20px; outline: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2012/06/call-parade-e-arte-urbana-de-sao-paulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdGbQ2ylm5FEZ-NviUNXQr6KG0FTxjF-Gh3lb04QI7z63HdPB7Fuuse53f4el1_YPsWe1rHXZEc-YiRPmztmaLhMdusPqBl-qYXJPkeP8vzCTnXFrVmZq7a78QMj5zMOhRwRXXWI2bemJg/s72-c/foto+3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-3182491121257455728</guid><pubDate>Mon, 03 Oct 2011 17:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-03T11:45:34.563-07:00</atom:updated><title>Rock In Rua!</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwvoAtgLHihsO3d_M2DfJQvQ4a7FOAX2xOrH7BQnJ4ZOeZvgnxDwX7aRW7UvscRT-AWp7QyjEcminqTg_VpzR3sM9N5stJT_beEiNLk3nRfPcQWnVPq_MHEgPDTa7Iv4f4412HTtDUPI-R/s1600/1.jpg.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;254&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwvoAtgLHihsO3d_M2DfJQvQ4a7FOAX2xOrH7BQnJ4ZOeZvgnxDwX7aRW7UvscRT-AWp7QyjEcminqTg_VpzR3sM9N5stJT_beEiNLk3nRfPcQWnVPq_MHEgPDTa7Iv4f4412HTtDUPI-R/s320/1.jpg.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
Enquanto Kesha grita para uma plateia desanimada, Allyrio Mello emociona dezenas de pessoas. As diferenças entre os públicos e os shows são gritantes: de um lado, quase cem mil pessoas atentas olham a histérica loira quebrar a guitarra rodeada de monstros, sem emocionar quase ninguém. Do outro lado da Cidade do Rock, um rapaz de roupas simples e violino elétrico leva dezenas de pessoas às lágrimas. Não há quem simplesmente passe por ele. Todos têm que parar para ouvir a Aquarela do Brasil Rock and Roll.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cantora de 25 anos exigiu barcos, salada de algas, vinagrete balsâmico, e dezenas de outras coisas sem importância artística, mas só conseguiu resposta da plateia na última música do show, Tik Tok. Enquanto isso, Allyrio, de 43 anos, bacharel que é, dava uma verdadeira aula de arte e música. Quando os acordes inconfundíveis de &quot;Stairway to Heaven&quot;, de Led Zeppelin, saíram de seus violinos, lágrimas e gritos de incentivos saíram do público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Denis Ribeiro de Oliveira se apresentou ao mesmo tempo em que todos os grandes astros: Rihanna, Jamiroquai, Cláudia Leite, Katy Perry, Red Hot Chili Peppers, Slipknot... É claro que ele não ofuscou o brilho dessas estrelas, mas mostrou que a arte é muito mais do que brilhar em um palco. A estátua viva com maquiagem e atuação impecáveis ganhou o coração de todos que passaram por ali. Sua beleza era simplificada em uma simples flor dada a quem passasse por perto. Ninguém tirou fotos com Lenny Kravitz ou Coldplay, mas quase todos tiraram foto com a estátua do Freddie Mercury.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante das apresentações feitas, eu me pergunto: a arte estava no atraso do Maroon 5, no marasmo do [já não mais] Guns n&#39;Roses ou na marionete do Bob Marley que fazia malabarismos impressionantes?&lt;br /&gt;
O Rock in Rio acabou, mas o Rock in Rua está apenas começando!</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/10/enquanto-kesha-grita-para-uma-plateia.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwvoAtgLHihsO3d_M2DfJQvQ4a7FOAX2xOrH7BQnJ4ZOeZvgnxDwX7aRW7UvscRT-AWp7QyjEcminqTg_VpzR3sM9N5stJT_beEiNLk3nRfPcQWnVPq_MHEgPDTa7Iv4f4412HTtDUPI-R/s72-c/1.jpg.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-1673916895624632297</guid><pubDate>Tue, 27 Sep 2011 18:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:24:17.080-07:00</atom:updated><title>Agradecimentos*</title><description>Final de mais um expediente cansativo no trabalho. A saída é cheia. A rua é fria. Mas é ali que ele está. Enquanto me esforço para andar os pesados passos que me levam até a saída do metrô, esbarrando em pessoas e desviando de buracos, ele parece estar alheio ao mundo apressado em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGtIBCW9AzCxpma9-79TKirpfPKi51MTBKxKBflYj-brUgzL60F8JBdNIbOP5SqsFpuCrn1r3FSHwwiHltiQ617mmGl2btO-mXunqt7xp0BYXTRxreVoQ0iTg2kIxWgdRWknJ8glU1O_kF/s1600/P8220136.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGtIBCW9AzCxpma9-79TKirpfPKi51MTBKxKBflYj-brUgzL60F8JBdNIbOP5SqsFpuCrn1r3FSHwwiHltiQ617mmGl2btO-mXunqt7xp0BYXTRxreVoQ0iTg2kIxWgdRWknJ8glU1O_kF/s320/P8220136.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pergunto-me qual será aquela melodia. Tenho certeza que eu conheço, mas não me lembro de onde. Leva-me a um tempo distante, onde eu passava os fins de tarde assistindo televisão, correndo na rua com meus amigos. Um tempo em que minha maior preocupação era a prova da semana que vem. Como era difícil decorar todas aquelas regras de gramática, todas aquelas datas da história. Capitais, tabuadas, órgãos humanos. Daria tudo pra correr o risco de voltar pra casa com boletim vermelho de novo. Pelo menos poderia aproveitar de novo as aulas de Educação Física.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E esse frio? Quantas vezes me enrolei debaixo da coberta para assistir qualquer filme que estivesse passando na Sessão da Tarde ou no Cinema em Casa?! Muito mais confortável do que a cadeira na qual costumo passar as tardes, em frente a um computador que me dar dor de cabeça quase todo dia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bethoven? Andrea Bocelli? Zezé di Camargo e Luciano? Que música é essa? O mecanismo automático dos meus passos não permite que eu pare para descobrir de onde conheço a melodia. E na pressa comum a todos os paulistanos, nem reparei no barulho dos carros que com certeza estavam buzinando sem parar. Não me lembro do rosto do músico. Ainda não sei qual é a canção. Mas essa melodia com sabor de infância me acompanhará até a hora de dormir. Obrigado!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Milhares de pessoas podem já ter vivido esta cena sem ter se dado conta. A caminho do trabalho ou na saída sempre haverá aquela pessoa, em um canto, no meio da rua, nas calçadas e praças, com seu instrumento, sua voz ou seu corpo fazendo algum tipo de arte urbana, colorindo o cinza da cidade e contrapondo o barulho da grande metrópole com a harmonia de seu ser. Esse texto é em nome de todas os trabalhadores e cidadãos que passam por esses artistas diariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andre Batista</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/09/agradecimentos.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGtIBCW9AzCxpma9-79TKirpfPKi51MTBKxKBflYj-brUgzL60F8JBdNIbOP5SqsFpuCrn1r3FSHwwiHltiQ617mmGl2btO-mXunqt7xp0BYXTRxreVoQ0iTg2kIxWgdRWknJ8glU1O_kF/s72-c/P8220136.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-6777380208525039339</guid><pubDate>Mon, 12 Sep 2011 22:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:25:16.694-07:00</atom:updated><title>A praça, enfim, está cheia</title><description>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF4XePpNTy0W-E-Agu6OwjX1MaTWc8sxikn57_WGSoMoD4lvBqOJUKgwa07abUR6bKHYcTVuF2SZThHO3JR2w99gcQrr3sWfz65lIznoVNzSBg4yh2wEzr1CvVTUeCcUR-7qkB_VydTdj5/s1600/P10-09-11_15.01.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF4XePpNTy0W-E-Agu6OwjX1MaTWc8sxikn57_WGSoMoD4lvBqOJUKgwa07abUR6bKHYcTVuF2SZThHO3JR2w99gcQrr3sWfz65lIznoVNzSBg4yh2wEzr1CvVTUeCcUR-7qkB_VydTdj5/s1600/P10-09-11_15.01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Estátua viva de Fernando Pessoa&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Era mais um sábado de sol na grande cidade. O centro de compras estava lotado, pessoas iam e vinham com suas sacolas cheias, conversando alto por todos os cantos. A semana passada foi dia de pagamento. E no final da semana é preciso gastar. Dizem que quem guarda muito dinheiro, ou perde tudo, ou morre com ele.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Uma música de um cara póstumo está tocando mais a frente. O que seria aquela tamanha roda em frente à Praça do Patriarca, na Rua Direita? Mais para trás já tinha passado por rodas de pastores pregando, vendedores ambulantes e até mesmo de professores de matemática. Contudo, aquela roda parecia ser diferente e maior do que as outras. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Por que diferente? Ela estava mais aberta, com espaços mais largos no centro e de lá vinha uma música de alguém que deixou a Terra não faz muito tempo e que parece que ainda está entre nós: Michael Jackson.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Chegando mais perto é possível ver entre rostos, cabeças e corpos da multidão o que se passava. Três garotos, com idades entre seis e 15 anos, faziam ali jus ao nome que escolheram para homenagear. Dançavam como o rei do pop, mas havia algo mais: corpos e pés tinham uma sincronia perfeita. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ao final de cada música passavam com uma caixa recolhendo contribuições a quem quisesse gratificá-los pela apresentação cover de um ídolo. Poucos jogavam moedas, outros sorriam e agradeciam, alguns iam embora. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Continuo meu caminho e desemboco no Viaduto do Chá, onde leitores de búzios e ciganas com suas saias coloridas e rodadas disputam as pessoas que querem saber a sorte. Na outra calçada do mesmo viaduto há uma fileira de deficientes visuais sentados entre as guaritas da ponte, aguardando a esmola pedida, com sua bengala descansando ao corpo. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eles ali, não podem ver, mas hoje, enfim, a praça está cheia, a cidade mais colorida, o sol mais quente. Talvez possam sentir que do outro lado há alguém parado igual a eles, com olhos intactos e corpo de estátua. Ele pode ver, mas sua visão não está ali naquele momento. Seus sentidos são aguçados para escutar um único barulho: o tilintar das moedas na lata.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Mesmo parado, sentado e conversando, ele é um chafariz de atenções por todos os lados. Alguns param para ver o que ele está falando, quase que nem acreditando que uma estátua pode falar ou tem uma vida. Sim! Ele parece de pedra, mas pode se mover. Outros querem tirar uma foto com ele, sentado ou em pé, parado ou em movimento. O importante é fotografar aquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Porém, ele gosta mesmo das crianças. Não tem uma que não vá perto dele, curiosa. Algumas pedem para a mãe, sem nem mesmo entender o porquê de as moedas darem vida novamente à estátua. Ele agradece, faz uma reverência e entrega um papel que explica a história do personagem que está representando. &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;É só aquele som que pode movê-lo. Esse som dá vida à estátua e prazer à pessoa que o provoca. Um singelo e simples movimento que leva o sustento para casa. Para ele, a sobrevivência, para quem o ajuda, o alívio da arte.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Ao fundo alguém canta músicas da Legião Urbana: “Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?”&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Enfim, a praça está cheia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Letícia Iambasso&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/09/praca-enfim-esta-cheia.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgF4XePpNTy0W-E-Agu6OwjX1MaTWc8sxikn57_WGSoMoD4lvBqOJUKgwa07abUR6bKHYcTVuF2SZThHO3JR2w99gcQrr3sWfz65lIznoVNzSBg4yh2wEzr1CvVTUeCcUR-7qkB_VydTdj5/s72-c/P10-09-11_15.01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-6840461654226720494</guid><pubDate>Sat, 10 Sep 2011 01:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-09T18:11:44.416-07:00</atom:updated><title>Enquanto isso na avenida Paulista ... Rafael Pio!</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://1.gvt0.com/vi/Zhjd_dtSO6k/0.jpg&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/Zhjd_dtSO6k&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot;  src=&quot;http://www.youtube.com/v/Zhjd_dtSO6k&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/09/enquanto-isso-na-avenida-paulista.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><thr:total>2</thr:total><georss:featurename>Av. Paulista - São Paulo, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5635963 -46.653885400000036</georss:point><georss:box>-23.571481300000002 -46.663530400000035 -23.5557113 -46.644240400000037</georss:box></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-2890121998958356344</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:25:44.039-07:00</atom:updated><title>Noites não são escuras</title><description>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQ1y2O60X56Bqbnx56DXpcAQZTF3l-7kfCHQIHw0anPJR8haocRqmtc7zyyeUYIa_bMtHAlb91Wzx51bPoTasurNhx5cI-rdZ7RBB6M83xEdwM56IGRd1aGEMkJPF_H1UVp2kZMhP4lngw/s1600/pro+blog.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;135&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQ1y2O60X56Bqbnx56DXpcAQZTF3l-7kfCHQIHw0anPJR8haocRqmtc7zyyeUYIa_bMtHAlb91Wzx51bPoTasurNhx5cI-rdZ7RBB6M83xEdwM56IGRd1aGEMkJPF_H1UVp2kZMhP4lngw/s400/pro+blog.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Rafael Pio em apresentação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Começo de mais uma noite fria e chuvosa.Os termômetros marcam 10˚ graus em São Paulo. Na avenida mais famosa da capital, paulista no nome assim como a cidade que nunca dorme, carros, ônibus, bicicletas e pessoas dividem o espaço urbano com seus passos apressados, trôpegos, na ânsia de chegarem logo em seus lares, poder, enfim, descansar de mais um dia longo de trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo com todo rigor da estação, a boêmia corre solta pelos bares da avenida. Shoppings, bares, teatros, livrarias. É grande a concentração de pessoas que, ao contrário daquelas que estão ansiando para voltar para casa, querem usufruir o que a noite tem para oferecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Talvez elas prestem atenção àquele rapaz, de calça de brim, e guitarra nas mãos tocando em frente a um grande centro de compras. Quem sabe, elas não param para escutar um pouco, ver seu show particular. Quiçá, alguns não o gratificam, botando notas e moedas em um chapéu que descansa em sua frente, no chão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Unhas pretas, lápis nos olhos, roupas pretas e guitarra branca. Esses são os objetos que ele usa para mostrar sua performance. Sua melodia, não é simples e nem complexa. Não tem estilo e nem regras, porque assim foi feita para ele. Seu carisma não se compra e nem se vende. E seu sorriso demonstra que ele nasceu para aquilo, para tocar e ser admirado. Para tirar um riso de alguém que está passando triste, tirar do marasmo aqueles que se iludem que a vida é sinônima de sofrimento e conformação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Basta olhá-lo para saber que ele é mais um que tenta mostrar que a cor da cidade não pode ser cinza. Mesmo nos dias de inverno e noites escuras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Letícia Iambasso</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/08/noites-nao-sao-escuras.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQ1y2O60X56Bqbnx56DXpcAQZTF3l-7kfCHQIHw0anPJR8haocRqmtc7zyyeUYIa_bMtHAlb91Wzx51bPoTasurNhx5cI-rdZ7RBB6M83xEdwM56IGRd1aGEMkJPF_H1UVp2kZMhP4lngw/s72-c/pro+blog.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-59165668067645256</guid><pubDate>Fri, 29 Jul 2011 14:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:25:57.609-07:00</atom:updated><title>Volta ao mundo em 80 passos</title><description>&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: left; margin-right: 1em; text-align: left;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbJwB8keuqaNAPwSCTUg6FUat9ylpVPPK5RIThH38-7XJvyQeDPEdW_c0lXOGltX-rX0TnQvKsnvgYm6aZOrya572j3WzVTxO-78X0Rw12BX6sD5QNMPucv_Q4K5w-0coNJuKJ5DqOgYSb/s1600/P9050155.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbJwB8keuqaNAPwSCTUg6FUat9ylpVPPK5RIThH38-7XJvyQeDPEdW_c0lXOGltX-rX0TnQvKsnvgYm6aZOrya572j3WzVTxO-78X0Rw12BX6sD5QNMPucv_Q4K5w-0coNJuKJ5DqOgYSb/s400/P9050155.JPG&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;O artista Tim Max, seu violão e uma bola rasgada usada de &quot;chapéu&quot;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela. A música. Não a de Tom, mas a de Tim. Não no calçadão de Ipanema, mas na calçada da Paulista. Quem passa pelo Parque Trianon de longe já pode ver. Ele, o brasileiro. A seus pés, uma bola surrada. Segurando seu violão, uma alça que estampa a bandeira verde e amarela. Na cabeça, sua cartola de lantejoulas douradas, daquelas que podemos ver brilhar a mais de trinta metros. E, em sua voz, a mais brasileira de suas características: a bossa nova.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim como não há música mais brasileira, não há um transeunte que não pare para olhar. Que não vire seu pescoço. Que não saia cantarolando &quot;Moça do corpo dourado,&amp;nbsp;do sol de Ipanema&amp;nbsp;... &quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele veio de Presidente Prudente, mas já esteve na França. Sua música, porém, quando tocada na rua, o leva mais longe. O leva a conhecer o mundo todo. Ou pessoas do mundo todo. Como Mitico. Filha de mineiro com japonesa. Abandonada por um alemão. Exaltando canções de Paulinho da Viola. Dando sua contribuição e sua benção para que tudo corra bem com a arte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi na rua que Tim conheceu Alexandre, o produtor-saxofonista-flautista. Foi na rua que Tim conheceu Mano Véio. O mais brasileiro dos japoneses. Ou seria o mais japonês dos brasileiros? Você já viu&amp;nbsp;japonês cantando reggae? Eu já! Passa na Paulista que você vê. É ali que não se esconde a pessoa que gastou todas&amp;nbsp; as economias viajando o mundo. Fazendo o que queria: arte. Você nunca viu um japonês cantando reggae? E um brasileiro cantando um reggae, em japonês, que fale sobre tomar saquê no barzinho? E vou além! Imagine se esse sujeito, que deixa qualquer japonês de boca aberta pela pronúncia perfeita, fosse amigo de Raul Seixas? Pasmem. Ele é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Raul chega como quem não quer nada, levando por uma mão sua cachorrinha e pela outra sua mãe. Como grande astro que é, logo se transforma no centro das atenções. Não por orgulho, mas porque pertence à realeza. Porque é respeitado como um rei naquela rua. Porque conquistou sua nobreza com humildade. Procure em qualquer jornal: Folha, Estadão, Fantástico, Agora é Tarde. Em todos eles você verá o Maluco Beleza levantando sua bandeira. Raulzito não morreu! E nem o Elvis. Mas não vou falar sobre ele. Nem sobre o cara que ganhou um tênis do próprio rei. Nem sobre o que ganhou um violão do próprio rei. Nem sobre o cara que fica no vão do MASP, enrolado na bandeira nacional, e já viu Djavan tocando na rua, ao seu lado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se você quiser saber sobre isso, terá que ir até lá. Não precisa ir longe para rodar o mundo. Basta ir até a Paulista. Basta dar oitenta passos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andre Batista</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/07/volta-ao-mundo-em-80-passos.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgbJwB8keuqaNAPwSCTUg6FUat9ylpVPPK5RIThH38-7XJvyQeDPEdW_c0lXOGltX-rX0TnQvKsnvgYm6aZOrya572j3WzVTxO-78X0Rw12BX6sD5QNMPucv_Q4K5w-0coNJuKJ5DqOgYSb/s72-c/P9050155.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>18</thr:total><georss:featurename>Av. Paulista - São Paulo, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5635963 -46.653885400000036</georss:point><georss:box>-23.571481300000002 -46.663530400000035 -23.5557113 -46.644240400000037</georss:box></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-8193205629398699648</guid><pubDate>Wed, 20 Jul 2011 18:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:26:12.479-07:00</atom:updated><title>O Velho Chapéu *</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjOx7s15-dKY9aX9X2VMKDAKP33vOsmHoQIB3OJuFk6DwlgY5r_caz0flaZgdCaNIh60G7-cUvbYkDk4Z53Y1CfBErUkfIINvcFX5vQ1S2W02D89gvZXQ-Nj3dfbGRtqy-obYRWALmPAR/s1600/1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;161&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjOx7s15-dKY9aX9X2VMKDAKP33vOsmHoQIB3OJuFk6DwlgY5r_caz0flaZgdCaNIh60G7-cUvbYkDk4Z53Y1CfBErUkfIINvcFX5vQ1S2W02D89gvZXQ-Nj3dfbGRtqy-obYRWALmPAR/s320/1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tinha estado sozinho, no canto, inquieto. Procurando uma forma de sair às ruas novamente. Foram meses sem sucesso. Mas ele vai voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tira a poeira, se estica, se arruma. Está ansioso por poder caminhar livremente entre as pessoas. O direito de ir e vir que ele sempre prezou. Que ele tem. Por meses foi obrigado a se esconder. Mas ele vai voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu perfume inebria a casa pequena, modesta, que lhe serviu de cárcere por mais de um ano. Enquanto ensaia as velhas canções com seu amigo violão, se lembra do tempo em que nenhum cassetete o ameaçava por cantar. Por mostrar a arte. Ele vai voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas agora vai voltar mais atento. Mais esperto. Ninguém pode mais lhe tirar das ruas. Palavra de quem manda na cidade. Ou de quem pensa que manda. Por meses teve que lutar escondido para recolher moedas e levar o sustento da casa. Mas esses meses de tortura acabaram. Hoje ele vai voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mais rápido possível, para perto de sua verdadeira família. Como a cidade sentiu tua falta! As ruas vazias, o povo apressado, a cor escondida, a arte escondida. Hoje seu companheiro o coloca na cabeça e os dois juntos voltarão a trabalhar livremente. Voltarão a praticar a arte livremente. Mesmo que tenha sido proibido de se expor por tanto tempo, ele sempre soube que voltaria. Hoje publicaram o tal decreto. Legalizaram.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prepare seu sorriso, paulistano, porque ele vai voltar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Essa crônica é em homenagem aos artistas de rua que receberam hoje o retorno do direito de poderem se expressar livremente nas ruas e parques de São Paulo sem serem repudiados. Quem quiser saber mais do Decreto N˚ 52.504 pode acessá-lo no Diário Oficial:&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/doflash/prototipo/2011/Julho/20/cidade/pdf/pg_0005.pdf&quot;&gt;http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/doflash/prototipo/2011/Julho/20/cidade/pdf/pg_0005.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Andre Batista</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/07/ele-vai-voltar.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZjOx7s15-dKY9aX9X2VMKDAKP33vOsmHoQIB3OJuFk6DwlgY5r_caz0flaZgdCaNIh60G7-cUvbYkDk4Z53Y1CfBErUkfIINvcFX5vQ1S2W02D89gvZXQ-Nj3dfbGRtqy-obYRWALmPAR/s72-c/1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>33</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-4087141280498257929</guid><pubDate>Mon, 18 Jul 2011 23:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:26:29.834-07:00</atom:updated><title>Arquitetos da Arte Urbana</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFUH0pYu_sVDeE_Zwf2feBh3ADTLc2luyEJe8Bue1xitumgcKoXHI9qBjlVjGA0Z183QGT5_t6HDFVwK7R7Rm1JZEEEM3ndiMhOF-YdXwD_j_dqcpYriChYMPPV6vBMiHrVixmqPtl0a-L/s1600/1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;272&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFUH0pYu_sVDeE_Zwf2feBh3ADTLc2luyEJe8Bue1xitumgcKoXHI9qBjlVjGA0Z183QGT5_t6HDFVwK7R7Rm1JZEEEM3ndiMhOF-YdXwD_j_dqcpYriChYMPPV6vBMiHrVixmqPtl0a-L/s320/1.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Comecei a ir ao centro à procura dos prováveis personagens para um trabalho imaginado há algum tempo. Confesso que ansiedade e pontadas no coração me acompanharam desde o início. Era de manhã. Nove horas. O trabalho não me deixaria ter outro horário para exercitar essa atividade, então decidi que teria duas horas diárias para procurar os personagens de uma história que eu nem sabia como começaria, mas que já imaginava o fim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desço na estação Sé do metrô e começo minha busca pela praça que, como sempre, está invadida pelas mesmas pessoas. Aquelas que parecem ter os mesmos rostos de longe. Mas basta chegar um pouco mais perto para ver que cada uma possui uma face diferente. Cada uma é um ser único.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caminho tranquilamente pelas ruas do centro antigo da cidade. Praça da Sé, Pátio do Colégio, XV de Novembro, São Bento e Viaduto do Chá. É apenas o início da minha procura. Qualquer movimentação diferente, qualquer roda de pessoas, um pouco de cor ali ou acolá já chamam minha atenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando descubro que tal movimentação não tinha nada a ver com o que procuro me decepciono. E são várias as vezes. Aquela roda de pessoas era para ver um homem tentando vender uma pomada mágica que cura tudo: frieira, coceira, micose. Aquilo também pode ser considerado arte? Acho que sim. A arte da persuasão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que será que os artistas faziam antes de sair para a rua? Será que eles sempre quiseram trabalhar assim? Ou será que eles sonharam em ter um espaço na TV, em teatros, em algum centro cultural famoso? São perguntas que pretendo responder para mim mesmo. Por enquanto, quero tentar entender essas pessoas, para que depois possa mostrar quem são os arquitetos da Arte Urbana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Letícia Iambasso</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/07/arquitetos-da-arte-urbana_18.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFUH0pYu_sVDeE_Zwf2feBh3ADTLc2luyEJe8Bue1xitumgcKoXHI9qBjlVjGA0Z183QGT5_t6HDFVwK7R7Rm1JZEEEM3ndiMhOF-YdXwD_j_dqcpYriChYMPPV6vBMiHrVixmqPtl0a-L/s72-c/1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>19</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-8887046339758585034</guid><pubDate>Thu, 17 Mar 2011 15:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-05T12:07:37.018-07:00</atom:updated><title>A praça está vazia</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;Uma crônica da procura de uma crônica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;A praça está vazia...&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Onde estão os artistas? A praça está vazia, mas parece cheia. Enquanto dezenas de pessoas com placas amarelas penduradas no pescoço gritam “compro ouro”, centenas de pessoas sem ouro algum passam apressados para seus compromissos. Com exceção daqueles que estão sentados ou deitados no meio do caminho, debaixo das árvores, por cima das fontes. Por falar em fonte, já não estão lá aqueles repentistas que eu parava com meu pai para ver desde muito pequeno.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Um evangélico com seu terno marrom, seu sapato preto e sua Bíblia azul, meio careca, meio escandaloso, grita no meio da multidão. Alguns param ao seu redor. Não se sabe se param para ouvir o sermão ou para admirar as indignações gritadas pelo homem. Há quantos o tal pastor conseguirá pregar hoje? Ele reúne muitos, mas a estátua viva que estava ali ainda outro dia conseguia reunir mais.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Em frente à Catedral da Sé um grupo de estudantes se prepara para fazer uma visita. É o lindo marco do centro da cidade. Mas parece meio limpa demais sem aquele hippie que vendia pulseiras na escadaria. Onde está ele? Onde está a arte?&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Passa um homem com pasta preta e gravata vermelha e se benze. Nem presta atenção ao movimento que faz. Apenas se benze. Talvez porque desde sempre nos ensinaram que devemos nos benzer ao passar na frente da igreja. Resolvo fazer o mesmo. Não por terem me ensinado, mas porque preciso de ajuda. Muita ajuda. Preciso de sorte. E como! Onde estão os artistas?&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Hoje os guardas tentam acordar os mendigos que estão dormindo no meio da praça e expulsá-los de lá. Ontem foi a vez dos malabaristas. Disseram que ele estava pedindo dinheiro. E isso agora é crime. Então quem expulsou os artistas volta para casa com a consciência leve, sensação de dever cumprido. Cumpriu suas obrigações. E o resto não é problema dele. O outro mendigo adiante alimenta os pombos com restos de pão e o mesmo policial passa reto, finge que não vê. Pombo pode. Arte não.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;É a luta pela sobrevivência. Dos animais. Dos seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Eis que durante minha caminhada surge a frente, de costas atrás da banca, um homem tocando gaita. Será arte? Será que a praça ainda respira? &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Acelero o passo. Quase corro. Tenho que alcançá-lo antes dele também ir embora. Meu sorriso é tão grande que nem cabe em meu rosto. Sensação de alívio, seguida pela enorme bigorna da derrota. Não era arte. Não era gaita. Era só alguém tentando falar ao celular. É só mais um eletrônico vendido.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;Paro próximo à banca que ele estava. Pergunto ao jornaleiro, cuja revista-pôster com o rosto do Michael Jackson é o último vestígio de arte estampado na praça: Bom dia, senhor. Onde estão nossos artistas?&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;E seu sorriso triste responde: Aqui eles não vêm mais meu filho, a praça está vazia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Esse texto foi escrito para mostrar como o centro de São Paulo, antes cheio de cultura e arte, hoje está abandonado pelo poder público e principalmente pela prefeitura da cidade que expulsou os artistas de rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Letícia Iambasso e Andre Batista</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/06/praca-esta-vazia.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><thr:total>16</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2789046470473721875.post-5250257522596966589</guid><pubDate>Tue, 01 Feb 2011 16:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-28T07:26:57.345-07:00</atom:updated><title>O blog</title><description>Olá, sejam bem vindos ao blog Arte Urbana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fizemos esse blog com o intuito de postar nossas observações, entrevistas, crônicas e conteúdos do nosso primeiro livro-reportagem sobre artistas de rua da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro está sendo produzido como projeto do nosso trabalho de conclusão do curso de jornalismo no Centro Universitário Sant&#39;Anna. Queremos com esse tema, trazer à tona histórias de vida de pessoas anônimas que fazem parte do cotidiano da capital paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para isso acontecer, nos propusermos primeiramente a estudar o conceito de arte, criatividade e comunicação. Acreditamos que a arte praticada por uma pessoa revela muito de sua personalidade, porém, queremos responder algumas questões que para nós são importantes: Como é a vida de um artista de rua? Porque ele escolheu o espaço urbano para trabalhar? Foi por falta de opção ou por paixão? Como é o ser humano por trás daquele nariz de palhaço? De um instrumento musical? De uma tinta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, são questões que queremos descobrir e compartilhar. Por isso, o livro e o blog. A escrita nos leva sempre a reflexões profundas e não nos abandona nunca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esperamos que todos que visitem este espaço saiam daqui um pouco diferente do que antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer dúvida, podem mandar uma mensagem para arteurbana2011@gmail.com ou deixar nos comentários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abraços,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Equipe Arte Urbana</description><link>http://arteurbana2011.blogspot.com/2011/06/o-blog.html</link><author>noreply@blogger.com (Arte Urbana)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>