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	<title>Aspirina B</title>
	
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		<title>Não acabou</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 20:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Procurador-Geral declarou que gente graúda em Aveiro fez um péssimo trabalho, tendo espiado politicamente o Primeiro-Ministro a coberto de uma investigação criminal e tendo escolhido um alvo que se sabia íntimo de Sócrates tanto pela confiança política como pela relação pessoal. O resultado foi a gravação e transcrição de conteúdos criminalmente irrelevantes, mas privada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Procurador-Geral <a href="http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/pinto-monteiro-arquiva-escutas-a-jose-socrates_1410822">declarou </a>que gente graúda em Aveiro fez um péssimo trabalho, tendo espiado politicamente o Primeiro-Ministro a coberto de uma investigação criminal e tendo escolhido um alvo que se sabia íntimo de Sócrates tanto pela confiança política como pela relação pessoal. O resultado foi a gravação e transcrição de conteúdos criminalmente irrelevantes, mas privada e politicamente lesivos posto que pessoais. Essas gravações e transcrições iludiram a Lei e ocorreram num sistema que sabia não poder garantir a sua segurança de modo a que não chegassem a quem as explorasse mediática e politicamente &#8211; e se chegaram à comunicação social, mais rapidamente terão chegado a outros grupos e indivíduos interessados em fazer uso delas. Deste modo, temos o primeiro caso em Portugal em que um Primeiro-Ministro, também Secretário-Geral do PS, em ano com três eleições, foi espiado pela Justiça para benefício dos seus adversários e inimigos.</p>
<p>É isto, não é? </p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KTgJNwGQ2r3rCfOdPZQbEsKpqzE/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/KTgJNwGQ2r3rCfOdPZQbEsKpqzE/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Feira das opiniões</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 13:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto é que se ganha nos programas de debate político na TV? Se excluirmos a hipótese de haver quem pague para aparecer neles, seria interessante relacionar os euros embolsados com a qualidade do serviço. Vejamos este exemplo:
Constança &#8211; Segundo o Ministro Santos Silva, são 52 cassetes!
Viegas &#8211; Era isso que eu ia dizer&#8230;
Constança &#8211; Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto é que se ganha nos programas de debate político na TV? Se excluirmos a hipótese de haver quem pague para aparecer neles, seria interessante relacionar os euros embolsados com a qualidade do serviço. Vejamos <a href="http://www.tvi24.iol.pt/programacao-debate/a-torto-e-a-direito-tvi24/1044081-4667.html"><strong>este</strong></a> exemplo:</p>
<p><strong>Constança</strong> &#8211; <em>Segundo o Ministro Santos Silva, são 52 cassetes!</em><br />
<strong>Viegas</strong> &#8211; <em>Era isso que eu ia dizer&#8230;</em><br />
<strong>Constança</strong> &#8211; <em>Não sei, aliás, como é que ele sabe isso&#8230;</em><br />
<strong>Viegas</strong> &#8211; <em>Era isso que eu ia dizer&#8230; É que toda a gente sabe isso. Hoje o Jornal de Notícias diz que as escutas foram queimadas, ou que o Presidente do Supremo vai mandar queimá-las, mas, quer dizer, como o Ministro da Defesa diz, são 52 cassetes! Ora, se o Ministro da Defesa diz que são 52 cassetes, quer dizer, é material&#8230;</em><br />
<strong>Constança</strong> &#8211; <em>É material e resta saber como é que ele sabe isso&#8230;</em><br />
<strong>Coutinho</strong> &#8211; <em>Como é que ele sabe que existem&#8230; Exactamente, como é que ele sabe que existem 52 cassetes.</em><br />
<strong>Constança</strong> &#8211; <em>Ele diz que viu na comunicação social, mas eu confesso que não vi.</em></p>
<p>Nesta passagem temos uma exibição de crassa ignorância (Santos Silva limitou-se a repetir a informação que uma sombria fonte, chamada SIC, tinha transmitido no dia 11 do corrente) e uma manifestação de pulhice crassa (já estavam de cordas na mão, prontos para enforcar aquele que lhes dá baile até quando apenas se limita a sorrir). Tendo em conta que ainda recebemos o bónus de ouvirmos a jornalista presente, apresentadora e mediadora do debate, a puxar pela sua autoridade profissional em ordem a garantir que o espião, afinal, era Santos Silva, quanto valerá, em euros, o espectáculo fornecido ao estimado público? 10.000 euros, a dividir pelos três? 100? 10? Ou terão ficado a dever dinheiro ao Santos Silva, e ao País, à pala das emporcalhadas bacoradas? </p>
<p><span id="more-14054"></span><br />
Estes ilustres intelectos, capazes de tudo compreender e depois servir ao Povo já devidamente mastigado e salivado, foram igualmente capazes de oferecer estes paradigmáticos contributos para a qualidade da nossa democracia:</p>
<p><strong>Coutinho</strong> &#8211; <em>Ainda bem que não existe segredo de Justiça! Ou que não seja respeitado&#8230;</em></p>
<p>[...]</p>
<p><strong>Coutinho</strong> &#8211; <em>A única coisa que eu espero é que os jornais acabem por publicar estas escutas. E sobretudo se elas tiverem indícios criminais. Porque não me parece que os portugueses tenham outra forma de saber a verdade, e outra forma de saber o que é que se passa. E, portanto, muitas vezes &#8211; e eu percebo que isso é crime, é uma ilegalidade &#8211; existem ilegalidades necessárias para fins mais importantes.</em></p>
<p>[...]</p>
<p><strong>Viegas</strong> &#8211; <em>Desde que começou este processo Face Oculta, a primeira coisa que eu li na blogosfera, na imprensa, foi desvalorizar completamente a investigação e começar a levantar suspeitas sobre o nome de Marques Vidal. Agora, esta &#8220;espionagem política&#8221;, isto também me parece muito desagradável. Parece que esta luta entre os políticos e a Justiça parece querer indiciar, também, que  ao Governo não lhe faz jeito que os tribunais funcionem.</em></p>
<p>Então, recapitulando: ainda bem que se perverte a investigação e se prejudicam inocentes, suspeitos e arguidos; ainda bem que não se respeita a legalidade e se cometem crimes; como seria bom poder chafurdar nas conversas gravadas, e com a deliciosa excitação de alegar fazê-lo em nome da verdade; e o Governo é o primeiro interessado em que os tribunais não funcionem. Enfim, nada mau, para tão pouco tempo de trabalho. São, obviamente, grandes artistas, capazes de malabarismos com os conceitos onde arriscam a própria integridade moral só para maravilharem as estupefactas audiências.</p>
<p>E, finalmente, uma epifania:</p>
<p><strong>Viegas</strong> &#8211; <em>Hoje vi no Expresso uma crónica do Miguel Sousa Tavares em que o Miguel alerta para o perigo de estarmos perto do fim do Regime. E eu acho que isso é uma grande vantagem, quer dizer, estarmos perto do fim do Regime.</em></p>
<p>O fim do Regime é um tema apadrinhado e alimentado pela trupe que vê em Cavaco o salvador da Pátria. Tem sido uma pressão omnipresente desde finais de 2007, quando começou a grande manipulação político-mediática nascida da conjugação de várias agendas colectivas e individuais. Nos princípios de 2008, num ciclo que terminou com o bloqueio dos transportadores, o fim do Regime viria de revoltas populares e levantamentos militares. Depois, com a entrada do cabriolé Cavaco-Manela em furiosa actividade opositora, o fim do Regime corresponderia a uma solução governativa de patrocínio presidencial, seguida de alteração constitucional para instituir o presidencialismo. Agora, depois de Belém ter caído em desgraça, e da Lapa ter sido outra vez copiosamente derrotada, falar no fim do Regime é o equivalente a dizer-se que se está farto de perder e que não se vê esperança de vir a ganhar, tal a inépcia própria e da equipa. Que fazer? Mudar de jogo, ora.</p>
<p>Por esta revelação, Viegas, até eu estou disposto a contribuir para a despesa que a TVI tem convosco.</p>

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<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OmtoiTJp0tJ_O4IyHfQegJ4dSEE/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OmtoiTJp0tJ_O4IyHfQegJ4dSEE/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Câncioneiro</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:20:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernanda Câncio, para nossa sorte, deixa os impotentes, invejosos e fuinhas tão agitados que têm de sair das tocas desasados e trôpegos. 
E assim nos ficamos a conhecer todos muito melhor, naquilo que importa à comunidade.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernanda Câncio, <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1425509&#038;seccao=Fernanda%20C%E2ncio&#038;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco"><strong>para nossa sorte</strong></a>, deixa os impotentes, invejosos e fuinhas tão agitados que têm de sair das tocas desasados e trôpegos. </p>
<p>E assim nos ficamos a conhecer todos muito melhor, naquilo que importa à comunidade.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UD3jcnKA8ViIKSM1FTKo2gpGsI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5UD3jcnKA8ViIKSM1FTKo2gpGsI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Vinte Linhas 82</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcf</dc:creator>
				<category><![CDATA[José do Carmo Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Dissertação sobre um nome  
O teu primeiro nome tem, dentro de si, a força da Terra e a graça de Deus.
Ele é, sem dúvida, o nome feminino mais divulgado em todo o Ocidente. Tem a sua origem nas profundezas da língua hebraica mas não se ficou pela Bíblia e pelos Quatro Evangelhos. Está presente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dissertação sobre um nome </strong> </p>
<p>O teu primeiro nome tem, dentro de si, a força da Terra e a graça de Deus.</p>
<p>Ele é, sem dúvida, o nome feminino mais divulgado em todo o Ocidente. Tem a sua origem nas profundezas da língua hebraica mas não se ficou pela Bíblia e pelos Quatro Evangelhos. Está presente na Eneida de Virgílio, no teatro de Luigi Pirandello, nos romances de Tolstoi, nos contos de Pushkin e nas óperas de Mozart. Está junto à Terra e o seu som pronunciado resolve as hesitações nas encruzilhadas sombrias dos caminhos quotidianos. Digo o teu nome e tenho, no momento de o dizer, uma direcção e um sentido. Porque sinto, dentro do seu som, a força da Terra e a graça de Deus.</p>
<p>O teu segundo nome tem, dentro de si, a força da Água e da Natureza. Vem de uma origem duvidosa, envolta na neblina da lenda. Terá sido a primeira mulher, a que saiu do mar e deixou os homens da praia, entre atónitos e cheios de júbilo, aquela a quem chamaram mar yam &#8211; gota do mar. Como se essa mulher quisesse mostrar que só há vida na água porque vivemos com a água e morremos quando estamos dezassete dias longe da água. O mistério da vida e os milagres da existência têm uma raiz nessa mulher que saiu do mar e a quem os homens chamaram mar yam &#8211; gota do mar.</p>
<p>O teu nome, feito de dois nomes, é uma bandeira feliz, um estandarte de alegria, uma luz que não se apaga. O teu nome, feito de dois nomes, é o lugar ideal para ouvir o som da voz da terra e o murmúrio do mar, o apelo a ficar e o convite a todas as viagens.</p>
<p>O teu nome, feito de dois nomes, tem a dimensão sem medida dos sonhos e a música sem fim de todas as orquestras. O teu nome, feito de dois nomes, Ana Maria.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FSpZnOAn4tHxQsUBms9zsl7a8zw/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FSpZnOAn4tHxQsUBms9zsl7a8zw/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FSpZnOAn4tHxQsUBms9zsl7a8zw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FSpZnOAn4tHxQsUBms9zsl7a8zw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Vinte Linhas 428</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcf</dc:creator>
				<category><![CDATA[José do Carmo Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[«O silêncio: lugar habitado» de Graça Pires  
Autora que se estreou em 1990 com «Poemas», Graça Pires surge com o seu 11º título, Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, edição da Labirinto, capa de Júlio Cunha e apoio da Câmara Municipal de Rio Maior. O título começa por suscitar uma interrogação. Como o silêncio é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>«O silêncio: lugar habitado» de Graça Pires  </strong></p>
<p>Autora que se estreou em 1990 com «Poemas», Graça Pires surge com o seu 11º título, Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, edição da Labirinto, capa de Júlio Cunha e apoio da Câmara Municipal de Rio Maior. O título começa por suscitar uma interrogação. Como o silêncio é o oposto da palavra (A palavra é tempo, o silêncio é eternidade), o poema organiza-se entre Paisagem («as aves marinhas vão morrer no solitário coração dos barcos afundados» ) e Povoamento: «Não tem fim o silencioso enleio / que se esconde por entre a argila / nos dedos do oleiro; ou se enrola no linho / dos lençóis tecido pelas mães».</p>
<p>Depois funciona entre o Lugar («No meu país havia marinheiros / com braços de tempestade») e a Memória: «Os antigos conheciam os segredos dos caminhos e dos muros». A seguir oscila entre a Natureza («As abelhas coladas à cal dos muros / pela violência da luz / tornam impossível a essência das colmeias») e a Cultura: «Contra a luz não ousávamos quebrar / o silêncio que na música se abrigava /<em> Schubert</em> e <em>as canções em palavras</em>».</p>
<p>Por fim esta poesia discreta, alta e sábia, opõe a Morte («pode ser um nó / ou um grito ou uma trepadeira enroscada / no corpo ou na lápide onde escreverão / o nome que tivemos») e as Palavras: «Às vezes vêm de muito longe / de fatigadas viagens / de mortes prematuras / de excessivas solidões / Mas vêm. / E trazem a inicial pureza das fontes / E a lâmina do silêncio / E a desordem da noite / E a luz extenuada do olhar / Tão cúmplices, as palavras.»  </p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4CAWo9hr4L-dhbfMj2K2dkwnhrI/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4CAWo9hr4L-dhbfMj2K2dkwnhrI/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4CAWo9hr4L-dhbfMj2K2dkwnhrI/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/4CAWo9hr4L-dhbfMj2K2dkwnhrI/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Adopção por casais homossexuais</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 22:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se o casal for de duas mulheres, nenhum conservador se escandaliza. Todas as mulheres são mães, isso não afecta as meninas nem os meninos.
Se o casal for de dois homens, aí é que temos sarilho. Mas só no caso de adoptarem rapazes, se forem meninas não tem mal.
É isto, não é?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o casal for de duas mulheres, nenhum conservador se escandaliza. Todas as mulheres são mães, isso não afecta as meninas nem os meninos.</p>
<p>Se o casal for de dois homens, aí é que temos sarilho. Mas só no caso de adoptarem rapazes, se forem meninas não tem mal.</p>
<p>É isto, não é?</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/exFcdrb0XtReRBoaZdIyF_BnBaQ/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/exFcdrb0XtReRBoaZdIyF_BnBaQ/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/exFcdrb0XtReRBoaZdIyF_BnBaQ/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/exFcdrb0XtReRBoaZdIyF_BnBaQ/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>À volta de 100</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 22:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o Record, a Selecção tinha à volta de 100 adeptos à sua espera na Portela. Ou seja, descontando o típico exagero do jornalismo desportivo, deviam ser 50, 30 dos quais familiares e amigos, e os outros 20 eram fogareiros a ver se levavam algum membro da equipa técnica até Cascais. 
Queiroz vai precisar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o <a href="http://www.record.pt/noticia.aspx?id=5c86b7ff-bc29-4bfd-a737-43d6a204f72b&#038;idCanal=00002452-0000-0000-0000-000000002452&#038;h=1"><strong>Record</strong></a>, a Selecção tinha à volta de 100 adeptos à sua espera na Portela. Ou seja, descontando o típico exagero do jornalismo desportivo, deviam ser 50, 30 dos quais familiares e amigos, e os outros 20 eram fogareiros a ver se levavam algum membro da equipa técnica até Cascais. </p>
<p>Queiroz vai precisar de chegar à final para saborear a multidão.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YXh-D0JOKMf9HVlqRYNCEMTveMs/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YXh-D0JOKMf9HVlqRYNCEMTveMs/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YXh-D0JOKMf9HVlqRYNCEMTveMs/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YXh-D0JOKMf9HVlqRYNCEMTveMs/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Balada da Capela do Formigal</title>
		<link>http://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/balada-da-capela-do-formigal/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcf</dc:creator>
				<category><![CDATA[José do Carmo Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Capela do Formigal
Varanda abandonada
Dá para o porto fluvial
Quando rio era estrada 
Porta caída no chão 
Azulejos num altar
Faz doer o coração
O silêncio do lugar  
Sombra de sacristia
Sino de som perdido
Já houve vida, alegria
E tudo tinha sentido 
Havia a navegação
Porto é só memória
Fruta de exportação
Era receita acessória 
País que faz de conta
Nada sabe deste rio
Carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Capela do Formigal</p>
<p>Varanda abandonada</p>
<p>Dá para o porto fluvial</p>
<p>Quando rio era estrada </p>
<p>Porta caída no chão </p>
<p>Azulejos num altar</p>
<p>Faz doer o coração</p>
<p>O silêncio do lugar  </p>
<p>Sombra de sacristia</p>
<p>Sino de som perdido</p>
<p>Já houve vida, alegria</p>
<p>E tudo tinha sentido </p>
<p>Havia a navegação</p>
<p>Porto é só memória</p>
<p>Fruta de exportação</p>
<p>Era receita acessória </p>
<p>País que faz de conta</p>
<p>Nada sabe deste rio</p>
<p>Carro em hora de ponta</p>
<p>Numa pressa de vazio</p>
<p>Vereador, presidente</p>
<p>Cultura, pasta na mão</p>
<p>Passa aqui indiferente</p>
<p>Só em ano de eleição<br />
Podem até ser doutores</p>
<p>Com tese e dissertação</p>
<p>Nada sabem os horrores</p>
<p>Da chuva em dissolução </p>
<p>Se não fosse o arvoredo</p>
<p>A proteger o que resta</p>
<p>Entre vergonha e medo</p>
<p>Já não havia uma festa </p>
<p>Porque basta uma oração</p>
<p>No silêncio quase total</p>
<p>Para renascer a devoção</p>
<p>Na Capela do Formigal</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uY-zMA8bcpW0oDaD5cRWD4s4Q1k/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/uY-zMA8bcpW0oDaD5cRWD4s4Q1k/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Pelos indícios os conhecereis</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 03:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso Face Oculta veio revelar que o suspeito de escutar o Presidente da República era, afinal, o escutado durante vários meses de um ano triplamente eleitoral. Ironia do destino? Se o for, que vamos chamar ao facto de Ferreira Leite, a 30 de Maio, ter declarado em Aveiro que tinha medo de estar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso Face Oculta veio revelar que o suspeito de escutar o Presidente da República era, afinal, o escutado durante vários meses de um ano triplamente eleitoral. Ironia do destino? Se o for, que vamos chamar ao facto de Ferreira Leite, a 30 de Maio, ter declarado em <a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=6E1E6E0E-DA50-490A-85CD-F2D78693DB15&#038;channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090"><strong>Aveiro</strong></a> que tinha medo de estar a ser escutada ao telemóvel? Gargalhada do destino? Já agora, a forma desabrida como Cavaco interferiu no negócio PT-TVI, tendo deixado claro que havia um gravíssimo problema ético e político implícito, não é absolutamente conforme a uma situação de espionagem política? E a insolência da Manela, ao garantir a pés juntos que Sócrates tinha mentido, não cheira a voyeurismo? </p>
<p>Mas deixemos a arraia-miúda, passemos ao Nostradamus da Marmeleira:</p>
<blockquote><p><em>EU COMPREENDO, MAS&#8230;</p>
<p>Eu compreendo que o Presidente da República, até pelas coisas graves que tem certamente para dizer face aos ataques que lhe têm sido dirigidos, não queira falar em período eleitoral. O que diria perturbaria e muito o período eleitoral. Mas temo que só depois das eleições é que se vá saber demasiadas coisas sobre esta governação e sobre o Primeiro-ministro. E temo que isso seja um fardo muito difícil de gerir, ganhe quem ganhar as eleições. Seja no caso Freeport, seja na questão da eventual espionagem aos seus opositores, seja no ataque à TVI e ao Público, seja nos múltiplos negócios que estão por esclarecer, da OPA da Sonae à crise do BCP e à interferência da CGD, seja no caso BPN e nos nunca esclarecidos movimentos do dinheiro da Segurança Social, seja na tentativa de compra da PT da Media Capital e etc,. etc. Um etc. demasiado grande.</em>
</p></blockquote>
<p><a href="http://abrupto.blogspot.com/2009/09/eu-compreendo-mas.html"><strong>Pacheco</strong></a></p>
<p><span id="more-14019"></span><br />
Este desabafo revanchista, torrente de infames suspeições, ocorre na pior fase do Pacheco em muitos anos. Estamos a 20 de Setembro, o <em>DN</em> tinha desmontado a conspiração de Belém dois dias antes e não se sabia o que faria Cavaco. Pacheco vê a asfixia democrática a ir para o galheiro, tenta salvar o que pode. Ah, como seria bom que o Presidente continuasse calado, tal como calado ficou quando saíram as notícias que caluniavam o Governo como nunca se tinha visto em Portugal&#8230; O Pacheco gosta é de autoridades caladas, para poder falar por elas. A Manela não sabe o que diz? Pacheco traduz. O Presidente não comenta as insídias que a sua Casa Civil despeja nos jornais? Pacheco agradece e bota faladura.</p>
<p>Repare-se na expressão da moda: <em>espionagem aos seus opositores</em>. Estamos a uma semana da votação para as Legislativas e o futuro deputado não tem pejo em alimentar a escabrosa calúnia nascida dos préstimos do Zé Manel a Belém. É disto que se faz o PSD da Manela, desta completa falta de escrúpulos e ética. Mas a pérola, o <em>tour de force</em>, reside nestas proféticas frases:</p>
<blockquote><p><em>Mas temo que só depois das eleições é que se vá saber demasiadas coisas sobre esta governação e sobre o Primeiro-ministro. E temo que isso seja um fardo muito difícil de gerir, ganhe quem ganhar as eleições. </em></p></blockquote>
<p>Apenas uma espectacular coincidência com as escutas no Face Oculta e seus imbróglios jurídicos e políticos? Dificilmente. Atente-se que o Pacheco é claro ao distinguir o Primeiro-Ministro da governação. Temos aqui dois tópicos autónomos. Ao destacar o Primeiro-Ministro, indica-se que a matéria respectiva é do foro pessoal. A reforçar a tese, temos o final do texto, onde se aponta directamente para o caso PT-TVI. E, <em>last but not least</em>, a repetição do adjectivo <em>demasiado</em> é um recurso enfático que remete para uma gravidade especial, de outra ordem que não meramente a da política &#8211; por exemplo, um atentado contra o Estado de direito. A empáfia hipertrofiada do Pacheco poderá tê-lo levado para esta exposição intestina num ataque de ódio? Não surpreenderia.</p>
<p>Em suma, eis aqui um conjunto de indícios, não probatórios, que chegam e sobejam para a abertura de um inquérito pelo cidadão interessado na coisa pública.  </p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wrc-DUn_nv-IXhI5d2cM8lr-dpg/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wrc-DUn_nv-IXhI5d2cM8lr-dpg/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wrc-DUn_nv-IXhI5d2cM8lr-dpg/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wrc-DUn_nv-IXhI5d2cM8lr-dpg/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A espera e a esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 02:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[À direita e à esquerda, há pessoas que expressam abertamente a sua convicção de que Sócrates é culpado &#8211; mas culpado de quê? Culpado de ser suspeito. Essas pessoas são capazes, por exemplo, de repetir bovinamente que ele se licenciou ao domingo, mas não são capazes sequer de explicar o que a expressão quer dizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À direita e à esquerda, há pessoas que expressam abertamente a sua convicção de que Sócrates é culpado &#8211; mas culpado de quê? Culpado de ser suspeito. Essas pessoas são capazes, por exemplo, de repetir bovinamente que ele se <em>licenciou ao domingo</em>, mas não são capazes sequer de explicar o que a expressão quer dizer ou qual a importância do facto a que alude. São capazes de falar das <em>casas da Guarda</em>, e rir muito, mas não são capazes de referir os resultados do inquérito feito pela Câmara da Guarda a esses mesmos processos. São capazes &#8211; oh, falta de vergonha! &#8211; de falar do <em>Freeport</em>, mas não são capazes de inscrever a origem desse caso, a qual vai parar a Santana Lopes; mesmo que ele não tenha sido directo mentor. Estas pessoas, que se entusiasmam ao elencar os ataques dirigidos contra o cidadão José Sócrates, são agentes da campanha negra. Pretendem voltar a opinião pública contra a vítima. <em>Ninguém inocente pode ser alvo de tantas suspeitas!</em> &#8211; gritam venenosos e febris, repetindo tribunais e fogueiras de antanho. </p>
<p>Lá está: a cobardia é impaciente, não suporta a espera nem a esperança.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xnb_Nyd9W_XDrm51-g1x19VTkzM/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/xnb_Nyd9W_XDrm51-g1x19VTkzM/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Embrulha lá esta, Scolari</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 21:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora, só falta ensinar os brasileiros a cantar o Hino.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora, só falta ensinar os brasileiros a cantar o Hino.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cdY-ejCA9c3KAOPZGs6F2XVlnVo/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/cdY-ejCA9c3KAOPZGs6F2XVlnVo/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
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		<title>Blazevic, vai-te a eles</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Têm menos de metade da nossa população. Não têm nenhum Cristiano Ronaldo e seu mercado. Não têm nenhum Real Madrid e seus negócios. Não têm nenhuma comunidade emigrante na África do Sul capaz de encher estádios e restaurantes. E tiveram um árbitro caseiro no 1º jogo. Acima de tudo, é um povo desgraçado que faria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aspirinab.com/ficheiros/Bósnia-e-Herzegovina.png"><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/Bósnia-e-Herzegovina.png" alt="Bósnia e Herzegovina" title="Bósnia e Herzegovina" width="640" height="320" class="alignnone size-full wp-image-13999" /></a></p>
<p>Têm menos de metade da nossa população. Não têm nenhum Cristiano Ronaldo e seu mercado. Não têm nenhum Real Madrid e seus negócios. Não têm nenhuma comunidade emigrante na África do Sul capaz de encher estádios e restaurantes. E tiveram um árbitro caseiro no 1º jogo. Acima de tudo, é um povo desgraçado que faria um festa com o apuramento como nem em Portugal se conseguiria fazer caso fôssemos Campeões do Mundo. </p>
<p>A minha alma romântica está contigo, Blazevic. Mas o coração guerreiro arde no fogo onde Queiroz irá perder-se ou salvar-se.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MWOqHCPS14LjJ0b_Vd_vjqIbvHE/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MWOqHCPS14LjJ0b_Vd_vjqIbvHE/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MWOqHCPS14LjJ0b_Vd_vjqIbvHE/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/MWOqHCPS14LjJ0b_Vd_vjqIbvHE/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Cineterapia</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 04:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[
Young Mr. Lincoln_John Ford
New Salem, um lugar. 1832, uma estreia. Lincoln tem 23 anos e vai discursar num comício para 23 pessoas, se tanto. Antes, falou o colega mais velho contra os Democratas e sua infrene corrupção. Já eles, do partido Whigh, são incorruptíveis, remata passando a bola. O jovem não perde tempo com bullshit [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aspirinab.com/ficheiros/YoungMrLincoln2.jpg"><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/YoungMrLincoln2.jpg" alt="YoungMrLincoln2" title="YoungMrLincoln2" width="560" height="428" class="alignnone size-full wp-image-13989" /></a></p>
<p><strong>Young Mr. Lincoln_John Ford</strong></p>
<p>New Salem, um lugar. 1832, uma estreia. Lincoln tem 23 anos e vai discursar num comício para 23 pessoas, se tanto. Antes, falou o colega mais velho contra os Democratas e sua infrene corrupção. Já eles, do partido Whigh, são incorruptíveis, remata passando a bola. O jovem não perde tempo com <em>bullshit</em> e diz ao que vai. Quer isto, aquilo e aqueloutro. A minúscula assistência gosta, futuras glórias esperam o gigante.</p>
<p>26 minutos depois, e 26 anos mais velho, Lincoln está frente a uma multidão enfurecida que quer invadir a prisão para fazer justiça pelas suas próprias cordas. E diz-lhes várias coisas, só para que fiquem capazes de escutar esta:</p>
<blockquote><p><em>O problema é que, quando as pessoas fazem cumprir a lei pelas suas mãos, estão tão dispostas a isso que, no meio da confusão e balbúrdia, começam a enforcar pessoas que são criminosas e outras que o não são. E, de repente, vão enforcar mais um só para se divertirem, até que se chega a um ponto em que não se consegue passar por uma árvore, ou olhar para uma corda, sem nos sentirmos inseguros. Parece que perdemos a cabeça em situações destas. Fazemos coisas em grupo que teríamos vergonha de fazer sozinhos.</em></p></blockquote>
<p>Ford também preocupado com o Estado de direito, o cabrão.</p>
<p><span id="more-13988"></span><br />
In English:</p>
<p><em>Trouble is, when men start takin’ the law into their own hands, they’re just as apt in all the confusion and fun to start hangin’ somebody who’s not a murderer as somebody who is. And the next thing you know, they’re hangin’ one another just for fun, till it gets to a place a man can’t pass a tree or look at a rope without feeling uneasy. We seem to lose our heads in times like this. We do things together that we’d be mighty ashamed to do by ourselves.</em></p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BbpJsjvl1q7YRQ83ypzGR87GNU/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BbpJsjvl1q7YRQ83ypzGR87GNU/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BbpJsjvl1q7YRQ83ypzGR87GNU/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0BbpJsjvl1q7YRQ83ypzGR87GNU/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Vinte Linhas 427</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 20:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcf</dc:creator>
				<category><![CDATA[José do Carmo Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Será  que o acaso não existe? 
Há um mistério entre as recordações e a memória, uma terra de ninguém onde os sons se perdem, as imagens se diluem e as revelações se deixam apagar por um empurrão do acaso. O acaso não existe – alguém teima em repetir no encontro casual numa livraria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Será  que o acaso não existe?</strong> </p>
<p>Há um mistério entre as recordações e a memória, uma terra de ninguém onde os sons se perdem, as imagens se diluem e as revelações se deixam apagar por um empurrão do acaso. <em>O acaso não existe</em> – alguém teima em repetir no encontro casual numa livraria das Escadinhas do Duque. O dono da livraria sorri e dá razão a toda a gente. <em>Para cada um sua verdade</em> – título de um livro, lema de vida para quem tem uma porta aberta, sujeito aos diários encontros e desencontros do acaso.</p>
<p>Um poeta que veio do Brasil passou aqui e escreveu o poema das Escadinhas do Duque sem saber ainda que o livro onde o poema seria incluído seria dado à estampa numa editora das Escadinhas do Duque.</p>
<p><em>O acaso não existe</em> – é a frase que teima em permanecer no meu espírito. Acabo de sair de um Tribunal e avanço disparado para a beira-rio. Passo pelo interior de um parque de estacionamento, percorro esplanadas diversas e páro no Peter. Mando vir pão com atum e um gin tonic. Envio mensagens a alguns amigos dizendo onde estou. Que te faça bom proveito – respondem calorosos. <em>O acaso não existe</em> – é a conclusão provisória desta crónica. Porque somos nós a fazer minuto a minuto as nossas escolhas do momento. Viver é escolher, estamos sempre a escolher o que julgamos ser o melhor para nós e para os nossos. O acaso não existe? Talvez. Só o presente se vive, nunca ninguém meu conhecido viveu no futuro e este gin tonic não é do passado. Mas quem é que me pode explicar quem, que força estranha me conduziu do Tribunal à mesa do Peter na beira-rio de Lisboa numa destas tardes cinzentas a ameaçar chuva?</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wKF-_NzjoowGBrBXsDGgxbwDXEw/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wKF-_NzjoowGBrBXsDGgxbwDXEw/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wKF-_NzjoowGBrBXsDGgxbwDXEw/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wKF-_NzjoowGBrBXsDGgxbwDXEw/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Espionagem política – II</title>
		<link>http://aspirinab.com/valupi/espionagem-politica-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 19:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
				<category><![CDATA[Valupi]]></category>

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		<description><![CDATA[[...] Portanto, eu acho que são pobres e mal-agradecidos. Os dois Silvas, ministros Silva, deviam agradecer esta confusão que nós não percebemos, este atabalhoamento e esta demora, mas agradecer porque, objectivamente, o só se saber depois das eleições significa que, tendo havido antes uma iniciativa do Procurador e do Juiz de Aveiro no sentido de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>[...] Portanto, eu acho que são pobres e mal-agradecidos. Os dois Silvas, ministros Silva, deviam agradecer esta confusão que nós não percebemos, este atabalhoamento e esta demora, mas agradecer porque, objectivamente, o só se saber depois das eleições significa que, tendo havido antes uma iniciativa do Procurador e do Juiz de Aveiro no sentido de considerar o Primeiro-Ministro eventualmente suspeito de crime, nada se soube no período em que politicamente ele poderia ser favorável à oposição. </em></p></blockquote>
<p><a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/escolhasmarcelo/?k=1-parte-do-As-Escolhas-de-Marcelo-de-2009-11-15.rtp&#038;post=4542"><strong>Marcelo</strong></a></p>
<p style="text-align: center;">*</p>
<p>Marcelo estava bem-disposto neste último domingo. A sua equipa está a ganhar com golos marcados pelos apanha-bolas. O adversário não sabe donde elas vêm, o nevoeiro é intenso e juntam-se pessoas estranhas atrás da baliza. Como o árbitro não as manda afastar, as bolas aparecem lá dentro. E Marcelo ri, é um gozo do caraças.</p>
<p>Desta vedeta da TV, mestre da política-espectáculo, um Conselheiro de Estado (enfim, fauna que já conheceu melhores dias) e futuro Presidente da República (assim consiga entalar Cavaco), poderíamos esperar um exemplo de elevação moral que calasse fundo num Portugal abatido, triste, envergonhado. Por exemplo, um condenação sentida das perversões cometidas no seio da Justiça. Por exemplo, um grito de alma contra a exploração política de fugas ao segredo de Justiça e escutas ilegais. Por exemplo, um exercício de investigação dirigido aos que cometem tantos e tão graves atentados contra o Estado de direito, para que eles ficassem a saber que a Cavalaria vai ao seu encontro. Marcelo dispõe do País todo a escutá-lo, é um prestigiado e carismático senador da República, podia dar uma lição de ética que fizesse doutrina e História. Mas não.</p>
<p><span id="more-13975"></span></p>
<p>Não. O que fez, como se pode ver pelo exemplo acima, foi armar-se em fanfarrão. Aquele tipo de fanfarrão lingrinhas, que acompanha o matulão violento só para poder achincalhar as vítimas, dizendo: <em>E não te queixes que podias ter levado mais!</em> É neste registo lúdico, de pátio de escola, que Marcelo coloca uma situação que atinge a honorabilidade de terceiros, a legitimidade das eleições Legislativas, a estabilidade governativa e o futuro político da Nação. Para ele está apenas em causa traduzir o problema em estratégias de aproveitamento. Neste caso, aproveita ao PSD ter Sócrates encarcerado num caso que viola a sua privacidade e o liga a suspeitas de corrupção variada. De caminho, também interessa a Belém a desgraça socrática e socialista, recuperando um equilíbrio implodido em Setembro. É fartar vilanagem.</p>
<p>O caso Face Oculta é também um caso de espionagem. Por isso, Marcelo fez tanta questão de a deslocar para fora da área de influência do PSD, Aveiro. A espionagem, para aqueles que tenham acedido ontem à língua portuguesa, é aquela actividade que consiste na captura de informações secretas para obter vantagens ilícitas. As vantagens obtidas, e por quem, estão à vista. Marcelo especifica apontando para a Procuradoria-Geral, a prova seria o silêncio até às eleições. Este argumento, contudo, apaga o facto de Pinto Monteiro ter recebido as primeiras certidões e gravações em Junho. E de nessa altura, ou em Julho, as ter considerado improcedentes no que a Sócrates diz respeito. Parece muito claro que, se o propósito fosse conspirativo, primeiro havia que fazer chegar ao Procurador o material, só depois se decidiria como prosseguir. Caso Pinto Monteiro validasse a suspeita, nem haveria necessidade alguma de violar o segredo de Justiça, a notícia iria surgir pela obrigação de informar as diferentes autoridade legais e políticas implicadas. Também parece claro que, sabendo-se da decisão de Pinto Monteiro, e da provável anulação pelo Supremo, que o caso não teria pernas para andar na campanha. Apareceria como um novo <em>Freeport</em>, agora esclarecido pelas autoridades máximas das magistraturas judicias. Continuar a repetir que foi uma benesse não se ter posto a boca no trombone antes das eleições, e fazê-lo em tom cáustico e folgazão, é uma debochada tanga para <em>epater les burgesses</em>.</p>
<p>O problema de Portugal, e não é de agora, está principalmente nas elites. As quais, eis a tragédia, nem sequer merecem ser espiadas.</p>

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		<title>Coisas que já estão a acontecer</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 01:30:03 +0000</pubDate>
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		<title>O tempo e o modo</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 01:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter publicado correspondência privada que explicou a origem de uma inaudita conspiração que mantinha Portugal alarmado e perplexo, a qual estava a ter influência nas eleições Legislativas, foi uma decisão atacada pelos mesmos que querem ter acesso a conversas privadas que estão nas mãos das autoridades judiciais, e acerca das quais se tem feito e fará inevitável esclarecimento legal.</p>
<p>António Preto, que está acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação de documento, foi invocado como equivalente de um Primeiro-Ministro, que nem arguido é e cujas escutas foram obtidas ilegalmente, para se justificar a exploração política da violação do segredo de Justiça.</p>
<p>Registemos este tempo e não nos esqueçamos destas pessoas. </p>

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		<title>Espionagem política</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 19:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso Face Oculta, sendo uma investigação no âmbito da corrupção, é também um caso de espionagem política. Isso é indiscutível. O que é discutível é o papel que os responsáveis pela investigação têm, individual e colectivamente, nessa espionagem. À partida, neste momento, a sua responsabilidade na espionagem não pode ser estabelecida directamente, e talvez nunca o venha a ser, até porque poderão estar inocentes &#8211; mas indirectamente eles são responsáveis. De facto, se as gravações foram conservadas e transcritas sem legitimidade, esse foi um dos principais meios para que a espionagem viesse a ser possível, independentemente da intenção dos actos que geraram o material espiado. </p>
<p>A espionagem é política porque serve esses interesses, tem essa exclusiva intenção. Os jornais que violam o segredo de Justiça não o fazem porque estejam a investigar seja o que for. Limitam-se a ser cúmplices de uma estratégia de combate político por ínvios e ilegais caminhos. Quem lhes passa a informação manda o que fazer e quando, eles obedecem. São extensões mecânicas dos senhores que jogam com cartas na manga. Por isso, e só por isso, se viu o segundo maior partido da oposição a conspurcar a Assembleia da República com base nessas mesmas ilegalidades que envergonham a Justiça, o Estado, até o Povo. E a oposição alinhou em bloco na deboche, agradecida aos conspiradores pela possibilidade de entalar de vez o Engenheiro. </p>
<p><span id="more-13952"></span><br />
O que diz <a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/escolhasmarcelo/?k=1-parte-do-As-Escolhas-de-Marcelo-de-2009-11-15.rtp&#038;post=4542"><strong>Marcelo</strong></a>, aliás, é à prova de estúpidos. O seu principal objectivo foi o de desmontar e esvaziar a suspeita de espionagem política. Primeira surpresa. Depois, serviu-se de uma contradição: (i) as escutas foram ilegais porque assim que Sócrates é constituído suspeito tem de se obter autorização do Supremo para a continuação das gravações, e isso não foi feito em Aveiro, e, (ii) a Justiça funcionou bem em Aveiro. Esta bacorada, vinda de uma sumidade em Direito e vedeta da TV, revela que não estamos perante um jurisconsulto ou académico, estamos face a um prestidigitador &#8211; e particularmente inábil. Segunda surpresa. Pelo meio, atacou Pinto Monteiro com ímpeto, apontando-lhe falhas processuais e responsabilizando-o pelas fugas de informação. Esta é a terceira e muito relevante surpresa. Porque as datas são fundamentais para se compreender o que está em causa, facto que levou Marcelo a demorar-se no calendário. A tese que iliba Aveiro e condena Lisboa, segundo Marcelo, consiste no facto de as violações ao segredo de Justiça só terem acontecido depois das eleições. Assim, ruiria a suspeita de espionagem política. E prontos. Bom, é tempo reconhecer o seguinte: o celebérrimo talento de Marcelo para endrominar a malta já conheceu melhores dias, olá.</p>
<p>Primeira falácia: a espionagem política pode ocorrer sem manipulação da opinião pública através da comunicação social. Dizer-se que o lançamento das notícias ter ocorrido só depois das eleições prova a inexistência de espionagem é, então, crucial para a descoberta do que Marcelo pretende &#8211; porque é uma boçal tentativa de puxar o olhar para um lado, enquanto se esconde o que importa no outro. Segunda, e ainda mais perversa, falácia: o conhecimento das escutas não tinha de levar ao seu aproveitamento em período pré-eleitoral, vários factores poderiam levar a guardar este trunfo para depois das eleições. E, à cabeça, não esquecer que o PSD cavalgou uma conspiração inventada na própria Presidência da República. Ela esteve a funcionar até quase ao fim da campanha, altura em que já não seria possível, ou útil, lançar esta. De resto, e pegando no próprio raciocínio de Marcelo, se as fugas só se deram quando as gravações chegaram a Pinto Monteiro, decorre daí que elas chegaram muito antes de 27 de Setembro. O que ele esconde é o efeito que teve uma primeira avaliação de Pinto Monteiro, negando a sua relevância criminal. Tal como evita anotar que em Julho já a Procuradoria-Geral estava a enviar para o Supremo o pedido de validação das escutas. Este, em 3 de Setembro, decidiu pela sua nulidade. Ou seja, Marcelo, esta operação oculta talvez não tivesse face para avançar em pleno antes das eleições &#8211; e isto à luz do que sabemos agora e que tu expões distraído e contente.</p>

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		<title>Carambolas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 17:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Val</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Filipe tem um especial apreço pela existência do Câmara Corporativa e do Jugular, carecendo da sua dose semanal de citações e referências para não se enervar tanto no trânsito. Também se tem esforçado na promoção da entidade a que chama blogues agregados, onde entra o Aspirina B naquele que era apenas um trio da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://marsalgado.blogspot.com/2009/11/vitamina-c-costuma-fazer-uma-boa.html"><strong>Filipe</strong></a> tem um especial apreço pela existência do <a href="http://corporacoes.blogspot.com/"><strong>Câmara Corporativa</strong></a> e do <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/"><strong>Jugular</strong></a>, carecendo da sua dose semanal de citações e referências para não se enervar tanto no trânsito. Também se tem esforçado na promoção da entidade a que chama <em>blogues agregados</em>, onde entra o Aspirina B naquele que era apenas um trio da última vez que contei. Tem isto mal? Nenhum. É bom que o Filipe mantenha a sua dose de boas leituras. Contudo, ele faz um raciocínio que me convida ao diálogo:</p>
<blockquote><p><em>Costuma fazer uma boa análise quando não está chamar nomes a toda a gente (privilégios do anonimato).</em></p></blockquote>
<p>Ora, concordo (e muito) com a parte da <em>boa análise</em>, infelizmente a frase não se interrompeu no substantivo e continuou desvairada para a difamação. Uma difamação inócua, compincha, provocação de rapazes, sim, mas inquestionável má fama: a de ser anónimo. Um anónimo que assina Valupi, vejam só. Um anónimo que escreve num blogue com nome, espantai ó gentes. Um anónimo cujo nome de registo civil, até o telefone ou a cara, é do conhecimento de grande parte dos autores que passaram pelo blogue. Um anónimo cujo pseudónimo não é um segredo para familiares, amigos e colegas de trabalho (incluindo os patrões). Enfim, um anónimo que podia assinar António Silva ou Manuel Sousa, acrescentando <em>de Lisboa</em>, o que talvez levasse o Filipe a queixar-se de que ele chamava nomes a toda a gente devido ao privilégio de esconder a morada, o local de emprego e a hora a que vai passear o cão (ou a gata). </p>
<p>Sendo assim, Filipe, peço-te que me mandes o inquérito que a tua justiceira curiosidade preparou para me retirar os privilégios. Escusas é de incomodar o pessoal de Aveiro, garanto-te que ainda não tentei comprar a TVI. Ainda.</p>

<p><a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/awghrQ5vOfZKiLBjuOL7bTq_Y8o/0/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/awghrQ5vOfZKiLBjuOL7bTq_Y8o/0/di" border="0" ismap="true"></img></a><br/>
<a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/awghrQ5vOfZKiLBjuOL7bTq_Y8o/1/da"><img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/awghrQ5vOfZKiLBjuOL7bTq_Y8o/1/di" border="0" ismap="true"></img></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Estado de direito</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 15:12:33 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://corporacoes.blogspot.com/2009/11/os-inimigos-do-estado-de-direito.html"><strong>Curso de iniciação.</strong></a></p>

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