<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834</id><updated>2026-10-18T18:59:49.470-03:00</updated><category term="música"/><category term="running"/><title type='text'>a thousand ways</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://athousandways.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>408</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-759846625967023556</id><published>2026-05-18T15:39:42.268-03:00</published><updated>2026-05-18T15:39:42.269-03:00</updated><title type='text'>DA VIDA ATRAVESSADA PELO DESMEDIDO</title><content type='html'>&lt;i&gt;O que me parece faltar, em geral, é uma percepção mais aguda da complexidade da vida humana, do quanto ela é atravessada pelo desmedido, pelos embates contra o destino e por seus aspectos mais sombrios, que não podem ser deixados de lado. Essa é, ao menos em parte, uma lacuna que procuro enfrentar em meus romances. Fala-se tanto da nova adaptação que Christopher Nolan está realizando da Odisseia; talvez este seja o momento ideal para voltar a Homero e compreender a visão de mundo dos gregos: a existência é trágica e instável, mas ainda assim digna de ser cantada, apesar da inevitabilidade do sofrimento e da morte.&lt;/i&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://open.substack.com/pub/prosaica/p/68-entrevista-karleno-bocarro?r=fv01h&amp;amp;utm_campaign=post&amp;amp;utm_medium=email&quot;&gt;Karleno Bocarro&lt;/a&gt;, em entrevista para a Prosaica.&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/759846625967023556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/759846625967023556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2026/05/da-vida-atravessada-pelo-desmedido.html' title='DA VIDA ATRAVESSADA PELO DESMEDIDO'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-7346380885934208615</id><published>2026-03-03T15:31:00.000-03:00</published><updated>2026-03-03T15:31:18.626-03:00</updated><title type='text'>TRÊS ASSUNTOS</title><content type='html'>O melhor título para esse post seria &lt;i&gt;O não rebaixamento, a viagem a Maceió e o show do AC/DC, a relação cósmica sobre isso tudo&lt;/i&gt;. Desconfio que haja relação alguma nesses 3 eventos, o critério estético também não ajuda, mais se assemelhando a um breve parágrafo do que qualquer outra coisa. Em resumo, ele jamais foi uma opção, mesmo que devesse.&lt;div&gt;O atraso da publicação desse texto, que reúne mais conteúdo do que deveria, é culpa especialmente da desorganização do seu autor, que em sua defesa alega que os dias foram se somando e a vida, essa danada, não parou de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos: início de dezembro último, o Internacional havia se metido numa situação tão horrenda que na rodada final da competição necessitava além da própria vitória, uma reunião de resultados dos seus adversários. Era possível, mas não era provável. O domingo era de muito calor e continha, o tempo inteiro, a aterradora aproximação das 16h, o horário do início da partida. Não tinha intenção de assistir o jogo, mas sabia que seria inviável ficar alheio a ele. O Internacional é, e conforme ficou bem claro nesse dia, algo incontornável na matriz da minha vida. O dia anterior, um sábado igualmente escaldante, tinha marcado o último encontro da turma dos pais da criançada que estava concluindo a pré-escola. De maneira inusitada eu havia me tornado próximo a várias pessoas que teriam seus filhos, em questão de menos de dois meses, estudando em diferentes locais. Uma separação brusca para uma turma que estava junta praticamente desde o berçário.&lt;br /&gt;Não me recordo como se configurou o início da tarde, de alguma maneira fomos até o clube de piscina da cidade sozinhos, minha mulher e eu. A filha menor tinha ido mais cedo com a avó e já havia partido deixado o clube enquanto a mais velha devia estar envolvida noutra programação. Irmos no formato casal correspondia a possibilidade de ficarmos menos preocupados, cada um imerso nos seus próprios interesses ou apenas suportando o tédio embaixo do sol, sem o receio de uma criança cair, escorregar ou até se afogar. Em contrapartida, cada minuto durava o dobro do tempo para passar.&lt;br /&gt;A partida contra o Bragantino teve início enquanto eu fazia exercícios na academia climatizada desse mesmo clube na clara intenção de permanecer o máximo possível alheio à realidade. O relógio devia ter alcançado uns 20min quando eu deixei o lugar abrindo a porta e instantaneamente sendo abraçado por uma sensação térmica que se aproximava dos 40 graus. No caminho até a mesa que abrigava nossos pertences pude observar de soslaio o placar ainda zerado na imensa televisão que transmitia a partida para uma meia dúzia de pessoas que eu não sabia ao certo se torciam contra ou a favor do Colorado. Jamais me atreveria a se juntar a eles. Estava num estado de nervos tamanho que anularia qualquer chance de participar de interações como essas.&lt;br /&gt;Permaneci sentado olhando ao redor e tentando disfarçar o horror interior que eu experimentava. Sabendo que a ansiedade apenas iria disparar ainda mais, não abri o aplicativo de resultados no celular. Desconhecia o placar até o instante que percebi, distante uns 15 ou 20 metros um cidadão com um boné do Inter sobre a mesa comemorar. Fiz gestos perguntando o que tinha ocorrido e deu pra entender a mensagem: tínhamos feito um gol e estávamos conseguindo escapar. Desse momento em diante não consegui permanecer mais de 1min sem virar meus olhos para o iluminado torcedor que acompanhava a partida ouvindo alguma emissora AM diretamente do celular, ao pé do ouvido, mais parecendo um rádio de pilhas do passado.&lt;br /&gt;Suportei o que pude até me instalar de cócoras ao lado dele, que tirou do seu ouvido o aparelho e o deixou sobre a mesa para que pudéssemos ouvir juntos. Descobri que ele também se chamava Leandro e já podia perceber com clareza que, se tudo desse certo, as partidas seguissem com resultados ruins para os adversários e o próprio Inter mantivesse a vitória, aquela tarde jamais seria esquecida.&lt;br /&gt;E deu certo. Deu certo demais, na realidade. Contrário ao bom senso que indicava um domingo arruinante e um futuro ainda pior para o alvi-rubro gaúcho, nos safamos, estamos vivos e, aquele dia, jamais será esquecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem até Macéio de carro era o grande desafio das férias. Toda incerteza que um caminho de mais de três mil e quinhentos quilômetros reúne (mais de sete mil ida &amp;amp; volta) realizado dentro de um automóvel em família, me deixou mais apreensivo que excitado. Foram quatro dias inteiros dentro do carro, com um pit-stop em Belo Horizonte na ida, e outros quatro dias inteiros na volta. As paisagens, cenários, pessoas, tudo que iria encontrar em Alagoas e no caminho ficavam um pouco ofuscados pela dificuldade em si da tarefa. Foram inúmeros bons momentos, com outros tantos nem tão bons, como tudo na vida, diríamos. Praias, o Rio São Francisco, o oceano e sua água deliciosa, muito mais quente, além dos lugares. O desafio foi concluído de excelente maneira: nenhum perrengue envolvendo o automóvel, zero sinistros, nem os pneus pareceram ter sido descalibrados. A máquina funcionou de maneira irretocável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 1996 a banda australiana se apresentou em SP. Na época tinha 14 anos e mesmo assim a vida inteira me pareceu injusto não ter podido ir aquela apresentação no Pacaembu. Nessa época eu respirava AC/DC. Meados de 2010 ou final de 2009, não lembro ao certo, a banda veio novamente ao Brasil. Conhecido como minha época maruja, estava trabalhando sobre o mar, sem qualquer chance de assisti-los. Nessa época eu ouvia com menor frequência o som deles, já tendo expandido a quantidade de gêneros musicais escutados, o hard rock não tinha mais o protagonismo que ele alcançava na minha juventude. Ainda assim, seguia sendo a minha banda. Por ironia, no período onde menos escuto o tipo de som que eles fazem, nesta quarta-feira, dessa vez inclusive acompanhado, enfim irei assistir o grupo que é pra mim a tradução do termo rock and roll, que me moveu como nenhum outro desde que passei a escutar música com alguma regularidade, autores do álbum que eu mais escutei e que o meu toca disco mais reproduziu na vida, o Live in Donnington de 91 ou 92.&lt;br /&gt;E aos 43 anos, sem muitas esperanças de que esse momento se concretizasse, amanhã vou assistir, ao vivo, definitivamente, a minha banda.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7346380885934208615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7346380885934208615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2026/03/tres-assuntos.html' title='TRÊS ASSUNTOS'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-8547559345857976172</id><published>2026-02-20T10:56:00.009-03:00</published><updated>2026-02-20T11:14:53.879-03:00</updated><title type='text'>THIS IS THE MOMENT I´VE BEEN WAITING FOR</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://open.substack.com/pub/tedgioia/p/the-live-music-event-that-changed?utm_campaign=post-expanded-share&amp;amp;utm_medium=web&quot;&gt;Ted Gioia escreve&lt;/a&gt; sobre uma espécie de epifania que teve ao assistir o Yusef Lateef Quartet. Difícil comparar instantes, mas há momentos que se assemelham a esse, onde você é arremessado a uma sensação de arrebatamento/iluminação, que eu considero ter sentido em alguma ocasião na vida. Curiosamente segue-se procurando novos instantes e sensações como essas no decorrer dos dias: a espera desse momento de Graça que dá um sentido a isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Years later, I met an anthropologist who had studied kabuki theater in Japan. He told me that members of the audience often shouted out exhortations during a performance. He said he had been in attendance at one event where the guy behind him jumped up from his seat, at an especially dramatic juncture, and exclaimed:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;This is the moment I’ve been waiting for.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When I heard him tell that story, I immediately recalled my initiation into jazz at the Lighthouse. That was exactly what I felt around 17 seconds into the performance by the Yusef Lateef Quartet. I honestly wanted to jump up, and tell everybody in the nightclub:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;This is the moment I’ve been waiting for.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I knew in that instant that everything in my life had been leading up to this. And I’d been wasting my time with rock and pop and classical music. My destiny was jazz. I should have figured it out before. This music had everything I’d ever wanted in a creative experience: intensity, intelligence, spontaneity, sophistication, interaction, emotional integrity, analytical depths.&lt;/i&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8547559345857976172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8547559345857976172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2026/02/this-is-moment-ive-been-waiting-for.html' title='THIS IS THE MOMENT I´VE BEEN WAITING FOR'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-2638050963671278923</id><published>2023-11-01T23:33:00.001-03:00</published><updated>2023-11-01T23:36:22.324-03:00</updated><title type='text'>UM ANO ATRÁS</title><content type='html'>&lt;p&gt;Imaginava que tinha sido hoje e agora, consultando o calendário, observei que a data correta foi ontem: o aniversário de um ano daquela chuvosa segunda-feira, que reservou a ida a uma consulta médica na cidade de Taquara acompanhando meu pai.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ocasião que contrasta com o dia pós vitória petista nas eleições deveria por óbvio ser uma data amaldiçoada, no entanto, tornou-se uma das mais marcantes passagens que tive ao lado do Seu Paulo nos 4, quase 5 meses, que ele encarou aquilo que posteriormente eu rotularia como o seu calvário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Havia deixado Canela com destino a Ivoti no início da noite do domingo, sabendo que o dia seguinte reservaria um novo retorno pelo meio dia imediatamente após a manhã de trabalho em São Leopoldo. Não desconfiava que aquela segunda que iniciaria chuvosa, permaneceria dessa maneira sem um instante de trégua até o seu fim. Um dia marcado pela chuva, a pressa pelo medo do atraso, o trânsito abarrotado, em suma, as dificuldades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A condição do meu pai sem conseguir se movimentar direito sem um dos seus pés, já traria complicações severas, mas a situação, agravada pela baderna nas estradas devido a revolta com o resultado das urnas, tornou o 31 de outubro de 2022 um dos marcos desses tristes dias em que as engrenagens internas do meu velho foram falhando aos poucos, culminando exatos 16 dias depois na quarta-feira de sua despedida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhando já a distância, sob um verniz que também pode ser tendencioso e induzir ao engano, durante essa segunda-feira, dia que passamos boa parte dele juntos, meu pai já dava mostras do adeus que viria logo adiante. O silêncio demasiado não era nenhuma novidade em se tratando dele, mas algo no olhar, na estranheza dos pensamentos e na memória, mas especialmente na tolerância com o sofrimento. Somente se confrontado admitiria eventual dor, caso contrário, suportava de uma maneira que ainda me foge a compreensão: não como um castigo ou uma injustiça, de certa forma como parte do seu destino.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, gostaria de repetir aquele mesmo dia, passar por todos os perrengues que ultrapassamos e ao término, já inicio da noite, me despedir dele apertando firme sua mão e o abraçando. Quem sabe mais velho, daqui uns anos, eu entenda melhor esse período. A sucessão dos acontecimentos que o levaram foi tão rápida e a sensação de ter feito muito menos do que deveria é tamanha.&lt;/p&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/2638050963671278923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/2638050963671278923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2023/11/um-ano-atras.html' title='UM ANO ATRÁS'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-5524650135926717064</id><published>2021-03-24T13:41:00.000-03:00</published><updated>2021-03-24T13:41:13.878-03:00</updated><title type='text'>EXTREMA-IMPRENSA</title><content type='html'>Bruna Frascolla faz um retrato perfeito da imprensa/mídia &lt;a href=&quot;https://www.blogger.com/#&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Nada caiu tanto em descrédito nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Ou o leitor engole essa conversa, ou então fica desconfiado da imprensa, e prefere se informar pelo zap-zap. Não é de admirar que a imprensa caia em descrédito. Mas os jornais, em vez de reverem a sua conduta, criam a figura da “agência de checagem de fatos”, que sempre vai concluir que tudo o que os opositores do progressismo dizem é fake news, e nada do que os progressistas dizem é fake news. Então não é de admirar que as “agências de checagem” não convençam ninguém fora da bolha progressista, que abarca a maioria da imprensa. Que fazem os jornalistas? Concluem que a plebe precisa de tutela estatal para determinar o que é a Verdade e censurar as fake news. Senão as pessoas votam do jeito que querem, e aí sim é que acaba a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os jornalistas se acostumaram à ideia de “agência de checagem de fatos”? Averiguar fatos é a função mais elementar do jornalismo. Antes das tais agências, existia simplesmente jornalismo, ou então sites especializados em desmentir boatos da internet, como o E-farsas. Desmentir boatos documentados é um propósito modesto e exequível. Mas determinar a verdade dos fatos é um empreendimento de complexidade variável: pode ser uma tarefa para gerações,  executada por cientistas e historiadores que debaterão, debaterão e debaterão, sem parecer chegar a um acordo nunca.&lt;/i&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5524650135926717064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5524650135926717064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2021/03/extrema-imprensa.html' title='EXTREMA-IMPRENSA'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-8808972279229431234</id><published>2021-02-01T19:05:00.001-03:00</published><updated>2021-02-01T19:05:13.131-03:00</updated><title type='text'>CORROSÃO</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nas próprias Humanidades, surge uma disposição contra a tradição e os great books, em nome de uma visão progressista na qual esses livros manifestariam as forças da opressão. Ainda estudam-se os grandes textos, mas sem um bom motivo para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência corrosiva do pós-modernismo: busca-se criar um conhecimento novo a partir da manifestação da própria superioridade diante dos autores antigos estudados, mas, assim, destroem o próprio objeto de estudo. Tudo o que resta é uma hermenêutica da suspeita e um jargão compreensível apenas para experts.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trecho retirado de uma &lt;a href=&quot;https://noitesaticas3.wordpress.com/2021/01/20/patrick-deneen-por-que-o-liberalismo-fracassou/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;excelente resenha &lt;/a&gt;de &lt;i&gt;Porque o Liberalismo Fracassou&lt;/i&gt; de Patrick Deneen. Ao que parece, a grande obra publicada no Brasil no ano passado e que num futuro por enquanto distante, há de ser lida por esse vivente.&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8808972279229431234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8808972279229431234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2021/02/corrosao.html' title='CORROSÃO'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-5728312885288644752</id><published>2021-01-27T09:01:00.003-03:00</published><updated>2021-02-04T10:08:52.789-03:00</updated><title type='text'>COMO O DESTINO SE IMPÕEM SOBRE NÓS, INDEPENDENTE DA NOSSA VONTADE, E COMO DEVERÍAMOS ESTAR A ALTURA DOS DESAFIOS QUE SE APRESENTAM</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;E os anteriormente impensáveis, melhor, incogitáveis trezentos e sessenta e cinco dias sem um gole de álcool acabaram acontecendo. Um ano e sete dias, precisamente falando. A jornada findando simbolicamente num vinho seco em família na noite do meu aniversário.&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Seria
 mentira afirmar que permanecer todo esse tempo sem beber foi algo 
complicado. Não foi tanto assim, pois haviam outras inúmeras coisas acontecendo que 
facilitaram a empreitada. Minha vida assumiu uma direção tão diferente nos últimos meses que é impossível fazer qualquer paralelo com outro instante anterior. Por isso, é máxima a certeza de que o contexto ajudou demais a realização da tarefa: uma criaturinha se materializou, uma epidemia surgiu e freou as idas e vindas, os instantes de ócio diminuíram brutalmente, as preocupações e os dramas não ficaram em nada menores, mas mudaram de terreno, plano, configuração.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;i&gt;I realised that I would have to work on not drinking and my mental wellbeing every day of my life.
 Not drinking is good but it doesn’t magically cure everything. Life is 
not straight forward; it still can be difficult, and I work on my mental
 health on a daily basis. That still has a certain stigma, but I see it 
as normal and I embrace it. After all, if I exercise most days to 
maintain my physical fitness, where’s the problem with exercising the 
mental muscle every day to maintain my mental fitness?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://www.oneyearnobeer.com/a-light-bulb-moment/&quot;&gt;OYNB&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;E daqui em diante como vai ser? Não saberia dizer. Seria precipitado arriscar.&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;Acho que em situações onde um vinho, uma espumante ou uma cerveja surjam como prazeres a serem aproveitados/usufruídos, eu não deva frear o desejo, especialmente quando estiver acompanhado.&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;Mas confesso: simplesmente impossível não ambicionar uma vida sem álcool. O mal-estar posterior se torna uma sensação tão, mas tão dispensável que, livrar-se disso de uma vez por todas, não seria, de fato, nada ruim.&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;No mais, sigo incrédulo como tudo pode ter ganho contornos tão estranhos e diferentes 
num espaço tão curto de tempo. A ingerência das próprias escolhas 
contrastando com a aparente aleatoriedade caótica do Destino, em 
maiúscula. O resultado disso tem contornos profundos e ainda não compreendidos na sua totalidade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;Eis a Vida, em resumo, diriam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5728312885288644752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5728312885288644752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2020/02/incredulo-como-tudo-pode-ter-ganho.html' title='COMO O DESTINO SE IMPÕEM SOBRE NÓS, INDEPENDENTE DA NOSSA VONTADE, E COMO DEVERÍAMOS ESTAR A ALTURA DOS DESAFIOS QUE SE APRESENTAM'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-8469958478864942764</id><published>2020-06-19T01:22:00.003-03:00</published><updated>2020-06-19T01:22:19.250-03:00</updated><title type='text'>DAS VIRTUDES DA PASSIVIDADE</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;Falei que eu, pelo contrário, tinha passado a acreditar cada vez mais nas virtudes da passividade, e em levar uma vida o menos contaminada possível pela vontade. Podia-se fazer quase qualquer coisa acontecer tentando com afinco suficiente, mas tentar —assim me parecia —era quase sempre um sinal de que a pessoa estava atravessando as correntezas, forçando os acontecimentos numa direção em que eles não queriam ir naturalmente, e embora fosse possível argumentar que nada nunca podia ser realizado sem contrariar em alguma medida a natureza, eu havia —para ser bem direta —passado a odiar o caráter artificial dessa visão e as suas consequências. Havia uma diferença grande, falei, entre as coisas que eu queria e as que pelo visto podia ter, e até que eu tivesse de uma vez por todas me conciliado com esse fato decidira não querer absolutamente nada.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rachel Cusch em &lt;a href=&quot;https://todavialivros.com.br/livros/esboco&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Esboço&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8469958478864942764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8469958478864942764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2020/06/das-virtudes-da-passividade.html' title='DAS VIRTUDES DA PASSIVIDADE'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-7301285140109989289</id><published>2019-10-07T01:02:00.000-03:00</published><updated>2019-10-07T01:05:22.835-03:00</updated><title type='text'>POR UMA NOVA DISTRIBUIÇÃO DAS CARTAS</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;Também se pode dizer que mesmo quando pessoalmente a gente já perdeu a partida, quando já jogou a última carta, alguns —não todos, não todos —ainda acalentam a ideia de que algo lá no céu vai anular a mão, decidir arbitrariamente que se distribuam as cartas de novo, que se joguem os dados de novo, e isso apesar de nunca terem vislumbrado, em momento algum da vida, uma intervenção, nem sequer a presença de uma divindade qualquer, apesar de terem plena consciência de que não merecem especialmente a intervenção de uma deidade favorável, e apesar de saberem que, a julgar pelo acúmulo de erros e falhas que constitui sua vida, merecem menos que qualquer um.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Houellebecq em Serotonina.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7301285140109989289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7301285140109989289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2019/10/por-uma-nova-distribuicao-das-cartas.html' title='POR UMA NOVA DISTRIBUIÇÃO DAS CARTAS'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-1375761156421148740</id><published>2019-08-21T21:15:00.001-03:00</published><updated>2019-08-21T21:15:40.086-03:00</updated><title type='text'>OYNB*</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Num desafio autoimposto de cessar o consumo de vinho, cerveja e espumantes por período indeterminado, ultrapasso hoje a marca de 50 dias sem um único gole. Encontrei &lt;a href=&quot;https://www.theguardian.com/commentisfree/2019/jan/26/my-life-without-sugar&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esse texto&lt;/a&gt; sobre ingerir menores quantidades de açúcar no cotidiano e trocando uma palavra ou outra, ele poderia servir perfeitamente para o meu caso com o álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;On special occasions – an anniversary, perhaps, or a birthday – I will eat a mouthful of, say, lemon meringue pie. But only as a rare treat, perhaps five or six times a year. Always in the past, after one of my experiments, I would take up the old habits. But not with sugar. It’s not just the long shadow of possible illness. It’s that – like others I know who have stopped – I feel so much better without it. I like knowing that, if I need to, I can hike all day without eating. I enjoy being free of rampaging hunger. Running in the mornings has become a delight. I prefer feeling more serene, less prone to mood swings or afternoon fatigue. My mind feels clearer. I can’t imagine going back. Life is more savory this way.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;*&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.oneyearnobeer.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;One Year No Beer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/1375761156421148740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/1375761156421148740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2019/08/oynb.html' title='OYNB*'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-690440765160614783</id><published>2019-04-22T02:35:00.002-03:00</published><updated>2019-04-25T01:05:22.581-03:00</updated><title type='text'>U.S.</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
O extenso e martirizante  desenrolar, especialmente desde o fim de setembro e início de outubro, até agora.&lt;br /&gt;
O útil, o benefício encontrado em extrair do excesso de angústia o combustível quase que único.&lt;br /&gt;
As ocasiões de chuva, de cansaço e suor, de quilometragens antes irrealizáveis, de todos os humores, de quase todos os dias, e a realização de algo que soava distante um bocado das condições possíveis estabelecidas pela realidade. Anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois, a incoerência em conquistar algo melhor que o esperado supondo que o esperado era de fato pouco ambicioso demais e acabar não dando o merecido crédito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O reencontro depois de considerável prazo de tempo. O convívio reafirmando o comum em nós, o exercício de uma das jóias da vida: a amizade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sol e as absurdas paisagens, o cão, a solidão, mas também a Glória da Perfeição (sic).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Felizmente houve de tudo.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/690440765160614783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/690440765160614783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2019/04/a-incoerencia-em-conquistar-algo-melhor.html' title='U.S.'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-7095156559538036414</id><published>2019-03-13T21:15:00.002-03:00</published><updated>2020-02-28T19:01:13.041-03:00</updated><title type='text'>MÃES</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Jordan Peterson escreveu &lt;a href=&quot;https://nationalpost.com/opinion/jordan-peterson-i-love-my-mother-and-i-like-her-too#comments-area&quot;&gt;algumas palavras&lt;/a&gt; para a sua mãe no octogésimo aniversário dela. Encontro similaridades em vários trechos do texto: faz parte daqueles que eu gostaria de ter escrito, de maneira parecida, endereçado a minha própria. Um parágrafo abaixo, com negrito por minha conta:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;That’s my mom. No trouble. Lots of fun&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;. She doesn’t complain, except sometimes, and then she has her reasons — and always feels guilty about it. She seriously loves her children. She likes to have a glass of wine, and to play practical jokes, and is hospitable to a fault. There are always three meals prepared for guests at my mother’s house, or her cabin, or even when she’s visiting.&lt;b&gt; It’s easy to feel welcome when visiting her. This is a remarkable and underappreciated attribute.&lt;/b&gt; It’s much less common than it once was, now that so much resentment appears to have built up in the kitchen and the domestic sphere, where the increasingly common warfare between men and women and their respective duties means that the basic tasks of hospitality have been abandoned, where mealtimes are no longer collective acts of celebration, and where people are chronically preoccupied with their individual electronic addictive social hells.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7095156559538036414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7095156559538036414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2019/03/maes.html' title='MÃES'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-728366249945312655</id><published>2018-11-02T01:42:00.000-03:00</published><updated>2018-11-02T02:24:09.954-03:00</updated><title type='text'>WHAT ARE YOU RUNNING AWAY FROM</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Últimas semanas foram de quilometragens absurdas, que amedrontam pelo mal que podem causar, mas que aliviam e anestesiam.&lt;br /&gt;
Cansaço atingindo níveis consideráveis, dores ameaçando surgir, pernas se arrastando, o fôlego sendo exigido até não poder mais, e o pior: o sono capenga, de parcas horas, recheado de pensamentos intrusivos, saudades e remorsos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São aqueles quilômetros produtos das inquietações e ansiedades gigantescas, cujo efeito é essa insana busca pela estafa, pela exaustão, melhor, pelo esgotamento. Pela miséria sobre o asfalto e a terra, pela dor e o suor, mas sobretudo pelo abençoado e reconfortante resultado posterior: o alívio e a anestesia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é a primeira vez que a corrida serve pra conter um pouco do caminhão de ansiedade que (sobre)carrego. Na realidade, na maioria do tempo, subestimo e acabo não dando o devido crédito ao tanto que esse hábito me ajuda e conforta.&lt;br /&gt;
Mesmo sem conseguir traduzir em palavras, cada vez fica mais claro pra mim a resposta para a incontornável pergunta: do que é que eu corro?&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/728366249945312655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/728366249945312655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/11/what-are-you-running-away-from.html' title='WHAT ARE YOU RUNNING AWAY FROM'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-871422275949585455</id><published>2018-10-04T14:00:00.003-03:00</published><updated>2020-02-28T18:56:34.036-03:00</updated><title type='text'>TIRANIA SOCIAL</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;...com uma clareza que actualmente parece profética, Mill viu que nem toda a tirania é política, e esta nem sequer é a mais insidiosa porque tem a vantagem comparativa de ser explícita e óbvia; a tirania social é muitíssimo mais difícil de combater precisamente porque começa por ser mais difícil de ver. Por isso, além da protecção contra a tirania política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É preciso também haver protecção contra a tirania da opinião e sentimento predominantes; contra a tendência da sociedade para impor como regras de conduta, a quem não as aceita, e por outros meios que não as sanções civis, as suas próprias ideias e práticas; para levantar entraves ao desenvolvimento e, se possível, à formação de qualquer individualidade que não se harmonize com os seus modos, e para obrigar todas as índoles a configurar-se segundo o seu próprio modelo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Trecho desse &lt;a href=&quot;https://cultura.estadao.com.br/blogs/estado-da-arte/tirania-entranhada/&quot;&gt;notável texto&lt;/a&gt; de Desidério Murcho no caderno Cultura do Estadão, alicerçado nos escritos de John Stuart Mill.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/871422275949585455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/871422275949585455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/10/tirania-social.html' title='TIRANIA SOCIAL'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-1315607536340674937</id><published>2018-05-06T22:24:00.001-03:00</published><updated>2018-05-06T22:24:13.544-03:00</updated><title type='text'>DA CULTURA</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;Numa escala que não me parece difícil identificar, as obras de Shakespeare são mais necessárias que as de Nelson Rodrigues: ambas têm valor, mas as do dramaturgo inglês são conquistas incontornáveis do espírito humano, de grande valia para todos nós, independentemente do espaço e do tempo. É o que se chama “universal”, pois revela e educa constantes da alma humana, e não seus acidentes seculares ou de matiz nacional. Quando Akira Kurosawa faz releituras de peças shakesperianas, traduzindo-as para seu público japonês tão distante culturalmente dos europeus bretões, o faz na intenção de dar a conhecer em língua própria o que de comum sobre o homem disse um estrangeiro. O drama de Rei Lear é mesmo uma hipótese humana transversal.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Daí que os homens e mulheres que se pretendam cultos neste sentido, devem “gastar” a vida na apreensão dessas obras de maior envergadura, que vão de Shakespeare a Platão, de Virgílio a Balzac, de Simone Weil a Van Gogh. Apesar de todo esperneio relativista, são elas a espinha dorsal do cânone universal da cultura. Alguém que tenha passado a vida inteira lendo Paulo Coelho e ouvindo mpb não pode se dizer culto como outro alguém que tenha dominado, mesmo que parcialmente, os elementos formais e materiais do teatro grego antigo. Se o leitor quiser saber a diferença entre o tipo Vinícius de Moraes e o tipo George Steiner, aí está.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://avidahumana.com.br/conteudo/cultura-nao-ta-com-nada/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Formidável texto&lt;/a&gt; do Tiago Amorim no seu A Vida Humana.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/1315607536340674937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/1315607536340674937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/05/da-cultura.html' title='DA CULTURA'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-2767782461385202769</id><published>2018-05-01T01:04:00.000-03:00</published><updated>2020-06-19T02:02:41.075-03:00</updated><title type='text'>UM RETORNO?</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
O uso de celular e tablet diminuiu brutalmente minha utilização do laptop. Nenhuma novidade, deve ocorrer com uma parcela enorme de pessoas o mesmo. No meu caso, essa diminuição atinge especialmente aquilo que apenas o teclado do computador parece permitir que se atinja: a produção de um texto mais íntimo, uma introspecção textual, aquele flerte do estado emocional no dado momento da escrita com os caracteres digitados.&lt;br /&gt;Meu isolamento, mesmo que inconsciente, na produção de textos, de um post banal a um conto sem sentido, é difícil de encontrar cronologicamente um instante exato em que tenha tido início. Estabelecer comparações com os textos de autores que leio pode intimidar e tornar mais exigente uma produção própria, mas não foi isso. O reconhecimento como mera porcaria da imensa maioria dos textos que havia criado ou escrito até então, poderia igualmente ser o fator desencadeante desse exílio. Acho que também não. Uma resposta que encontrasse algum suporte na (minha) realidade deveria levar em consideração um grau de exigência maior, um gigantesco desânimo de ordem criativa, e variados outros motivos e fatores.&lt;br /&gt;Um modo de vida mais saudável, física e mentalmente, almejado durante a vida toda e colocado em prática de maneira mais rigorosa apenas recentemente, parece ter naturalmente desencadeado um regresso a certas atividades. Dentre as quais um reencontro com o laptop. Com o seu teclado. Com o que apenas com o auxílio dele parece ser possível realizar.&lt;br /&gt;Primeiro de maio. Me parece uma boa ocasião para um retorno.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/2767782461385202769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/2767782461385202769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/05/um-retorno.html' title='UM RETORNO?'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-7254671017281350562</id><published>2018-01-24T19:44:00.001-02:00</published><updated>2020-02-28T18:59:38.105-03:00</updated><title type='text'>SEM TÍTULO*</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Dizia a todos que não fora ele quem havia escolhido aquele destino. A ordem das coisas, a força motriz, a natureza em si e seu fluxo habitual haviam simplesmente o carregado até ali. Tudo tinha corrido daquela forma pois assim, e só assim, deveria de ser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seu jeito tímido e uma demasiada introspecção faziam dele uma pessoa estranha aos olhos dos outros. Não fugia – e nem conseguiria - das sua rédeas: sua personalidade simplesmente não comportava atos explosivos. Mesmo assim mantinha uma vigilância ininterrupta sobre si, ou assim dizia aqueles a quem negava o convite a algum gole de bebida alcoólica, alimentos gordurosos ou por ele considerados danosos ao organismo e qualquer espécie de droga. Não era um pregador anti-tabaco ou um ativista em nome do vegetarianismo, ou mesmo mais um que falava mal da maconha e que saia a dar conselhos &quot;por experiência própria&quot;, sabia apenas que a ingestão daquilo derrubaria-o emocionalmente, e que não suportaria o inevitável efeito que aquele infeliz erro inevitavelmente descarregaria sobre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhava para trás, para aqueles cerca de 10 anos em que passou o que ele mesmo referia-se como Inferno, e por vezes mencionava como brutal o período, em outras apenas falava acerca do aprendizado que acumulou e &quot;bola pra frente&quot;. Carregava consigo uma amargura, um ressentimento e descrédito próprio que numa simples conversa de uns cinco minutos já se tornava impossível de esconder. Já fazia muito que tudo estava distante, desde os amigos que um dia foram íntimos até as pessoas que ele não dava valor mas que o queriam bem, achavam-no um cara bacana, inteligente, agradável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isolando-se, isolando-se, até que mandou um e-mail para a secretária do chefe, avisando que a tarde não iria aparecer pois tinha de ir ao médico. Enfim &quot;iria para a faca&quot;, dizia no corpo da mensagem, referindo-se a uma suposta cirurgia a ser realizada. Verdade ou não, nunca mais voltou ao trabalho ou sequer foi visto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;*Texto encontrado numa pasta antiquíssima do HD externo cujo nome é algo do gênero Em Construção. Troquei uma vírgula, algum ponto, inseri uma palavra ou outra. Não deveria, mas resolvi antes de deletar, publicá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7254671017281350562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7254671017281350562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/01/sem-titulo_24.html' title='SEM TÍTULO*'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-7087318641379471518</id><published>2018-01-23T23:03:00.001-02:00</published><updated>2018-01-24T20:06:43.475-02:00</updated><title type='text'>DA SABEDORIA EM ESCUTAR OS MAIS VELHOS</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Recém falecido aos 86 anos, Ed Whitlock, lenda dos corredores veteranos, transborda simplicidade e bom senso &lt;a href=&quot;https://www.runnersworld.com/masters/ed-whitlock-and-the-age-of-simplicity&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;nessa matéria&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; da Runner&#39;s World. Leitura extremamente recomendada, negritos por minha conta. Impossível concordar mais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;I do what not to do to an extreme. I go out jogging. It&#39;s not fast running, just that I do it for a long time. I don&#39;t follow what typical coaches say about serious runners. No physios, ice baths, massages, tempo runs, heart rate monitors. &lt;b&gt;I have no strong objection to any of that, but I&#39;m not sufficiently organized or ambitious to do all the things you&#39;re supposed to do if you&#39;re serious&lt;/b&gt;. The more time you spend fiddlediddling with this and that, the less time there is to run or waste time in other ways.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Running should be a pastime&lt;/b&gt;. All sports should be a pastime. There shouldn&#39;t be all this professional stuff.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7087318641379471518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/7087318641379471518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/01/da-sabedoria-em-escutar-os-mais-velhos.html' title='DA SABEDORIA EM ESCUTAR OS MAIS VELHOS'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-9143466043762433724</id><published>2018-01-02T22:13:00.001-02:00</published><updated>2018-01-02T22:21:37.229-02:00</updated><title type='text'>OS MELHORES DO ANO, OU O MÁXIMO QUE EU CONSEGUI ME LEMBRAR</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Admito que gosto de criar pequenas listas identificando o que de melhor foi lido/ouvido/visto ao longo do ano. Nessa época costumo ainda ler algumas de sites que tenho certa estima na esperança de ser apresentado há algo interessante que tenha passado desapercebido. Na vã esperança de realizar algo similar, dessa vez, antes mesmo de começar a digitar o post, sabia que a memória não teria muito com o que colaborar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na literatura, li bastante coisa no kindle, li menos em comparação no papel, mas não houve nenhuma leitura tão significativa que a tornasse a Melhor do Ano ao ponto de nesse momento identifica-la mentalmente. Além disso, muitos insones momentos noturnos foram preenchidos pelo kindle salvador e a memória poderia muito bem trair a ideia de que algo que eu havia lido no inicio do ano na realidade não fizesse parte de meados de 2016 ou até antes. Difícil estabelecer a cronologia correta. Em todo caso, meu grande feito literário desse 2017 que se foi não resta nenhuma dúvida: na segunda tentativa após anos da fracassada primeira, terminei Crime e Castigo. Nova tradução e a boa edição da Editora 34 ajudaram demais na empreitada. Já, meu livro do ano foi de &lt;b&gt;Elena Ferrante&lt;/b&gt;. Seu &lt;b&gt;Dias de Abandono&lt;/b&gt; rendeu sugestões minhas para que pessoas próximas o lessem, rendeu muito trechos sublinhados, rendeu significativa imersão na abandonada e ferida personagem, rendeu outros livros lidos na sequencia da mesma autora e foi a mais recompensadora leitura desse ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na música, sigo tendo a fiel companhia do meu mui selecionado feed do Mixcloud e da Swiss Classic no Tune In. Por isso não sofri com mais um ano onde a quantidade de álbuns interessantes que ouvi seguiu, conforme o ano anterior, em franco declínio. Todavia, o &lt;b&gt;Arcade Fire&lt;/b&gt; lançou o delicioso &lt;b&gt;Everything Now&lt;/b&gt; que durante incontáveis vezes foi a minha trilha sonora enquanto descia ou subia a serra, seja pelo sinuoso caminho de asfalto, seja pelo infernal mix de chão batido com cascalho. Bem diferente em estilo e atmosfera ao primeiro e já clássico &lt;i&gt;Funeral&lt;/i&gt;. Tão bom quanto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A série do ano foi indiscutível: &lt;b&gt;Twin Peaks The Return&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;
Que experiência gratificante foi essa. Pra possibilitar a compreensão necessária da história, tive de ir atrás das 2 primeiras temporadas de 20 e poucos anos atrás, sendo arremessado a uma miscelânea de personagens, tramas, ambientes e situações tão formidavelmente incomuns que não houve como deixar de concluir o enorme número de episódios em um período de tempo recorde. Mesmo o nonsense profundo demais de alguns trechos não tiraram o brilho desse &lt;i&gt;magnum opus&lt;/i&gt; Lynchiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um ano de séries, não um ano de filmes. Não devo ter assistido um número tão pequeno desde muito, muito tempo atrás. Conforme a situação da literatura, não é fácil assinalar O Filme de 2017 em letras maiúsculas sem antes chafurdar um pouco na memória. Feito isso, e com um leve empurrãozinho do google, lembrei da atuação fantástica de Jeff Bridges e do seu formidável &lt;b&gt;Hell or High Water&lt;/b&gt; que consigo com convicção plena eleger como a grande obra assistida em 2017.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/9143466043762433724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/9143466043762433724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2018/01/os-melhores-do-ano-ou-o-maximo-que-eu.html' title='OS MELHORES DO ANO, OU O MÁXIMO QUE EU CONSEGUI ME LEMBRAR'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-3279389869973082570</id><published>2017-12-28T21:26:00.001-02:00</published><updated>2017-12-28T21:26:35.328-02:00</updated><title type='text'>O ANO DO DESAPEGO</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
Nenhuma ocasião anterior havia contido tantas doações e vendas de itens pessoais como esse quase findado 2017.&lt;br /&gt;
Desde um reles microondas antigo, um x-box que nem tão utilizado foi, roupas as mais variadas, um crocs maior que meu pé, passando por camisas de times argentinos que eu nunca havia vestido e jamais vestiria, camisas do meu colorado que antes haviam sido motivo de tanta dedicação em obter e enorme esmero em guardar, chegando, aí sim, as centenas de revistas em quadrinhos que moveram minha infância e juventude de uma maneira que agora parece até difícil de acreditar.&lt;br /&gt;
Havia um envolvimento que ia desde o acompanhamento habitual das tramas e histórias até a admiração profunda do item em si, as edições encadernadas, com papel especial, o formato americano, a coleção completa, uma a uma, mês após mês.&lt;br /&gt;
Os comics me levaram a aprender html e a construir um site sobre o assunto no fim da década de 90 em meio a conexão discada e a lentidão profunda do tráfego na rede. Um longo tempo dedicado a algo cuja retribuição era meramente pessoal, sem ganhos se não um e-mail contente de algum leitor, um dialogo com alguém tão interessado quanto eu nos instant messengers da época, a satisfação em observar o número de visitantes e até uma coluna própria, pasmem, num site que também tratava de comics e formava uma espécie de parceria com o meu, saudoso, HQ Brasil.&lt;br /&gt;
Havia uma paixão (mau traduzindo o sentimento) envolvida nisso que hoje me causa saudade. Uma época que só é feliz quando contemplada pelas lentes embaçadoras da nostalgia, diria Theodore Dalrymple. Acho difícil discordar, mas havia um entusiasmo genuíno que hoje, lamento, não consigo recuperar para qualquer tipo de interesse ou atividade. Será o natural desenrolar da vida adulta? Difícil dessa vez afirmar.&lt;br /&gt;
Foi via mercado livre que encontrei um bem aventurado cidadão que tratou de levar a coleção inteira das revistas acumuladas ao longo da vida. A ultima remessa somou quase 30kg em duas caixas, se tornando uma tarefa incômoda inclusive levá-las até a agência dos correios. Uma divida baseada na confiança parcelada em inúmeras vezes e no fundo, o profundo desejo de que as centenas de edições ao invés de ficarem escondidas e acumulando poeira dentro de algum armário, sirvam para agradáveis leituras e possam quem sabe despertar o mesmo efeito que tiveram sobre mim cerca de 20 anos atrás. Acredito demais nisso.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/3279389869973082570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/3279389869973082570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/12/o-ano-do-desapego.html' title='O ANO DO DESAPEGO'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-3844036366270190263</id><published>2017-10-29T21:25:00.005-02:00</published><updated>2017-10-29T22:25:40.472-02:00</updated><title type='text'>THE SIMPLICITY OF RUNNING</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_x0QKl2F3avE13kR9yAfdSMeT3UCdDkn1zxqbxCzPEtgfKXL_NZ6YhzPtiIZv58a3fu_E0AuXKJy-zAzma2jPrmw7-nsUTpELPGtt_fkbjZ2cj0lXlvOHC3VIM7T2oNVUWQpFEA/s1600/rr.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_x0QKl2F3avE13kR9yAfdSMeT3UCdDkn1zxqbxCzPEtgfKXL_NZ6YhzPtiIZv58a3fu_E0AuXKJy-zAzma2jPrmw7-nsUTpELPGtt_fkbjZ2cj0lXlvOHC3VIM7T2oNVUWQpFEA/s400/rr.jpg&quot; width=&quot;323&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Aproveitando a referência imediata ao post anterior, considerei ótimas demais as palavras de Wayne Hemingway (desconheço quem seja) em publicação inglesa disponível no &lt;a href=&quot;https://issuu.com/mimimi964/docs/m-r-uk_may_2017&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Issuu&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/3844036366270190263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/3844036366270190263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/10/the-simplicity-of-running.html' title='THE SIMPLICITY OF RUNNING'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_x0QKl2F3avE13kR9yAfdSMeT3UCdDkn1zxqbxCzPEtgfKXL_NZ6YhzPtiIZv58a3fu_E0AuXKJy-zAzma2jPrmw7-nsUTpELPGtt_fkbjZ2cj0lXlvOHC3VIM7T2oNVUWQpFEA/s72-c/rr.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-5252320235479365829</id><published>2017-10-29T21:16:00.003-02:00</published><updated>2017-10-29T21:20:42.204-02:00</updated><title type='text'>OS PATÉTICOS QUE CORREM</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Considero temas relativos a &lt;i&gt;running&lt;/i&gt;, a corrida, ao hábito de correr, muito interessantes, não apenas a prática em si mas também me atrai o que há por trás, termos cientificos, a técnica e psicologia, além, claro, as competições e disputas do atletismo em geral. Em resumo, gasto um tempo razoável lendo sobre isso na web e não raro assisto maratonas inteiras na televisão com certa satisfação (que tem diminuído bastante ultimamente, mas isso se estende a praticamente todos os esportes televisionados). Em termos de diversão, a semana de &lt;i&gt;track and field&lt;/i&gt; nas Olimpíadas só perde para a Copa do Mundo de futebol e o &lt;i&gt;hors concours &lt;/i&gt;que se desenrola nesse instante: o mês de outubro do baseball e sua sempre insana pós-temporada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Escrevo essa introdução pra contextualizar o seguinte: o conteúdo que acompanho sobre corrida e atletismo em geral não abrange um outro lado desse mesmo tema, disseminado de maneira viral na internet, aparentemente não apenas no Brasil: os blogs dos corredores. Salvo uma ou outra exceção (em português considero ótimo o &lt;a href=&quot;https://blogrecorrido.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Recorrido&lt;/a&gt;) procuro fugir deles, mesmo que reconheça que devem existir valiosos endereços. Um texto publicado no Wall Street Journal com o título &lt;a href=&quot;http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304448204579186401818882202&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;OK, You&#39;re a Runner. Get Over It&lt;/a&gt;, rendeu um bocado de comentários. Nele, Chad Stafko comete inúmeros erros de apreciação, generaliza os corredores como um único&amp;nbsp;&lt;/span&gt;aberrante&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;grupo de pessoas, uma massa humana patética, insinua que tratam-se de algo equivalente a verdadeiros retardados do asfalto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;min-height: 13.8px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;i&gt;I have a theory. There is no more visible form of strenuous exercise than running. When runners are dashing down a street in the middle of town or through a subdivision, they know that every driver, every pedestrian, every leaf-raker and every person idly staring out a window can see them.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;min-height: 13.8px;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Dias depois, um dos integrantes da Runner&#39;s World americana &lt;a href=&quot;http://www.runnersworld.com/fun/the-wsjs-get-over-it-column-translated?cm_mmc=Facebook-_-RunnersWorld-_-Content-Blog-_-WSJRemyResponse&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;escreveu um texto&lt;/a&gt; que tratava de maneira sarcástica os escritos de Chad Stafko, estabelecendo traduções para as frases contidas no texto original. O resultado foi igualmente um desastre. A ironia não funcionou de maneira nenhuma e o que restou produziu apenas constrangimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Stafko tocou num vespeiro. Em blogs como &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.shutupandrun.net/2013/11/are-runners-full-of-themselves.html&quot; style=&quot;font-family: inherit;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esse&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;, o comportamento padrão dos corredores em agir como se fizessem parte duma honorável seita digna de admiração por todos os demais, fica bem evidente nos comentários. Todavia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Beth Risdon, a proprietária do mesmo blog escreveu uma carta em resposta e creio que tenha feito um ótimo trabalho:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;What you don&#39;t get is that most people are literally running for their lives and for the lives of others. They are running to overcome illness, to support charities, to deal with tragic loss, divorce, obesity, mental health diagnoses, heartbreak, getting older, stress and addiction, to stay strong and healthy as they age, to avoid therapy. They are running to feel alive and to therefore be better wives, mothers and friends.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sem superestimar os corredores, ou trata-los de maneira distinta e especial, mas mencionando a importância que cada um dispensa a pratica, a forma com que a corrida auxilia no mero desenrolar do cotidiano, tornando-o mais suportável.&lt;br /&gt;
Desconheço melhor maneira, por exemplo, de lidar com o tédio, tornar o dia-a-dia menos angustiado e ansioso. Em suma, não saberia viver sem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;i&gt;P.S.: o enunciado acima só para comentar que voltarei a falar sobre corrida na sequência. Durante esse 2017 corri duas maratonas e elas possuem ambas suas histórias para contar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5252320235479365829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5252320235479365829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/10/considero-temas-relativos-running.html' title='OS PATÉTICOS QUE CORREM'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-8597852799017676586</id><published>2017-10-23T19:48:00.001-02:00</published><updated>2017-10-23T19:48:19.666-02:00</updated><title type='text'>DO HÁBITO DE TER DE SE POSICIONAR E A URGENTE ÚLTIMA POLÊMICA</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;De fato há um modo jornalístico de seguir vivendo: atuais como nunca, temos nos esmerado em portar a urgência, comentar aquilo que se publicou minutos atrás; demonstrar nossa indignação ou anuência às falas que reverberam, incipientes, a emoção do momento. Como partidários de causas e pessoas, não nos furtamos ao sacrossanto direito de opinar e marcar um território que julgamos sempre necessário. Nada deve escapar ao nosso ímpeto de exterioridade – espaço onde transcorre, desde então, a maior parte de nossas vidas agitadas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://avidahumana.com.br/conteudo/a-sepultura-dos-atuais/#more-2527&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Daqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8597852799017676586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8597852799017676586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/10/do-habito-de-ter-de-se-posicionar-e_23.html' title='DO HÁBITO DE TER DE SE POSICIONAR E A URGENTE ÚLTIMA POLÊMICA'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-8668878695100503060</id><published>2017-04-19T21:32:00.003-03:00</published><updated>2017-04-19T21:35:47.870-03:00</updated><title type='text'>O INDIVÍDUO</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
O Pedro Sette-Câmara retomou o seu &lt;a href=&quot;https://oindividuo.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O Indivíduo&lt;/a&gt;, que na década anterior, bem antes dos textões de facebook e da polarização ideológica contemporânea - especialmente no âmbito virtual - foi um dos sítios onde eu encontrava textos de assuntos interessantes (ou nem tanto) sempre envoltos numa aura intelectual/cultural rigorosa. Outros que escreviam nos Wunderblogs também proporcionavam essa mesma sensação: um padrão mais elevado, que eu traduziria como um espaço sereno, limpo, inteligente e elegante, distante do ruído e da gritaria dos arredores. Havia algo nesses locais desconhecidos da web pelo Grande Público que era recompensador demais, mesmo que autores/referências/assuntos citados pudessem passar muito a margem do meu interesse ou conhecimento na época e mesmo agora. Sem contar o alivio de encontrar essa gente que, de tão incomum que eram pela inteligencia e viés conservador, soavam subversivos no pântano dos blogs pessoais.&lt;br /&gt;
Passados inúmeros anos ele escreve parágrafos em seus posts de (re)abertura que me parecem como a perfeita descrição do que seguem sendo os principais elementos que proporcionam prazer em manter e vez em quando até escrever no próprio blog.&lt;br /&gt;
Seja bem vindo de volta Sette-Câmara, o Sr. fez falta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Estranhamente, vinte anos depois, volto a sentir a mesma coisa que motivava a mim e a meus amigos: a vontade de ler algo escrito por uma pessoa, sem jargão, sem um tom impessoal, e, hoje, sem comprometimento com algum posicionamento pré-estabelecido, sem polarização, sem polimento à base de clichês.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;Os anos passam, a água corre debaixo da ponte Mirabeau, e o formato do post de blog me parece mais adaptado a um tom de conversa, à fala relaxada de quem no entanto preza um certo rigor (mesmo que esteja sinceramente equivocado). Ouso dizer que isso, hoje, soa até ligeiramente subversivo: escrever porque sim, por puro gosto da conversa, por puro gosto do idioma.
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8668878695100503060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/8668878695100503060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/04/o-individuo.html' title='O INDIVÍDUO'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11079834.post-5523719223049405059</id><published>2017-04-19T20:07:00.001-03:00</published><updated>2017-04-19T20:09:37.050-03:00</updated><title type='text'>SOFRA ACOMPANHADO</title><content type='html'>&lt;div dir=&quot;ltr&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; trbidi=&quot;on&quot;&gt;
&lt;i&gt;“Misery loves company,” she says. So if you’re going to suffer, at least suffer collectively.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O contexto dela extraído &lt;a href=&quot;https://www.washingtonpost.com/lifestyle/wellness/even-in-middle-age-your-best-running-days-may-still-be-ahead-of-you/2017/03/07/5bf54696-fddc-11e6-99b4-9e613afeb09f_story.html?utm_term=.2272f4f4e64f&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;daqui&lt;/a&gt;, se refere ao sofrimento dos &quot;tiros&quot;, o sempre exorcizante treinamento intervalado, mas a frase é ótima demais e se relaciona perfeitamente a inúmeros aspectos da vida.&lt;/div&gt;
</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5523719223049405059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11079834/posts/default/5523719223049405059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://athousandways.blogspot.com/2017/04/sofra-acompanhado.html' title='SOFRA ACOMPANHADO'/><author><name>Leandro Rizzi </name><uri>http://www.blogger.com/profile/10346149340677382431</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>