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	<title>Jornal A Verdade</title>
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		<title>A experiência do Bloco Operário e Camponês (1928-1929)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clóvis Maia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:59:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Lutas e Heróis do Povo]]></category>
		<category><![CDATA[A História oficial Versus as lutas do proletariado brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[História dos trabalhadores brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Luta de classes no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Minervino de Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="472" height="332" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino.jpeg 472w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino-350x246.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino-250x176.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino-150x106.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/05/minervino-300x211.jpeg 300w" sizes="(max-width: 472px) 100vw, 472px" />O chamado Bloco Operário-Camponês foi uma importante experiência de luta e serviu para acumular forças na história da classe trabalhadora brasileira, que vivia um momento de ascensão organizativo, sobretudo com o apoio e orientação da Internacional Comunista. Esse é o 11º capítulo de nossa série “A História oficial Versus as lutas do proletariado brasileiro” exclusiva [&#8230;]]]></description>
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<p><strong>Natanael Sarmento| Redação Pernambuco</strong></p>
<hr />
<p><strong> </strong><strong>HISTÓRIA ( Parte 11) – </strong>O Partido Comunista criou o Bloco Operário &#8211; depois transformado em Bloco Operário e Camponês – para disputar as eleições com candidatos próprios, aproveitar o espaço político visando principalmente a difusão da plataforma dos comunistas e ampliar o prestígio e crescer a organização junto às massas populares no embalo da campanha e buscando conquistar tribunas parlamentares à serviço da classe operária em suas lutas e denúncias.</p>
<p>Com apenas cinco anos de fundado o PC avançava na política e vencia as tendências anarquistas, sabotadoras da participação do operariado nas disputas eleitorais partidárias.  Os comunistas rompiam a bolha e ampliavam sua influência junto as massas populares nas disputas pelo voto, sem arrefecer o ânimo de estar na vanguarda de todos os movimentos sociais e lutas específicas dos trabalhadores nos sindicatos e greves e na organização da juventude e das mulheres da classe obreira.</p>
<p>Os movimentos anarquistas ou sindicalistas economicistas dos primórdios da classe operária esbarravam nos limites das doutrinas ácratas ou corporativas. Sem a visão mais ampliada e científica da luta de classes do proletariado contra o capitalismo foram superados pela concepção científica Marxista-Leninista da história da luta de classes, pela ciência da revolução proletária – fusão de teoria e prática &#8211; capaz de conduzir a luta dos trabalhadores à vitória contra a burguesia e o seu Estado.</p>
<p>Os anarquistas negavam a necessidade do partido dirigente da classe operária e sempre combateram os partidos comunistas em todo mundo. Inclusive onde os partidos comunistas dirigiram e realizaram a revolução, tornando-se contrarrevolucionários, servindo objetivamente as forças reacionárias da burguesia com suas críticas retóricas “esquerdistas”.  Condenavam a ideia da organização superior da classe, do Estado Maior Operário.</p>
<p>Numa falsa concepção de prevalência da liberdade individualista sobre o coletivo, não aceitavam o centralismo da democracia proletária da maioria. Como se fosse possível vencer e manter as conquistas de uma guerra sem um Comando Superior, um Estado Maior. Por todas essas limitações e deformações, no que tenha de idealmente generoso e heroico nas lutas de anarquistas no Brasil e alhures, é necessário demonstrar as suas debilidades e combater essa concepção ideológica pequeno-burguesa.</p>
<p>As ações diretas, imediatistas, sem a correta compreensão dessas ações táticas com objetivos estratégicos são saltos para o nada.  Lenin lecionava com a autoridade de quem liderou e realizou na prática a Revolução Russa, que sem ‘teoria revolucionária não possível se fazer a revolução’, levar o proletariado ao céu através da Torre de Babel anarquista é impossível, cada construtor falando seu idioma e sem entender a superioridade do idioma comum traduzido pelo partido comunista e sua ciência.</p>
<p>Preconizar a imediata extinção do Estado, mas se abster “moralmente” de travar a luta política ideológica do poder do Estado. Essa inconsequência anarquista poderia ser tratada como poesia de líricos e românticos, se na prática não servisse a contrarrevolução, como serviram combatendo o PCUS e Estado Soviético antes e depois da gloriosa revolução operária-camponesa socialista da Rússia em 1917.</p>
<p>Marx e Engels os enfrentou e criticou na teoria e na prática desde a organização da 1ª Internacional. Lenin e Stálin, continuadores da obra Marxista, enfrentaram os “esquerdistas” anárquicos e trotskistas. Sob diferentes máscaras essas concepções anticomunistas e antirrevolucionárias proletárias, historicamente, serviram e ainda servem mais ao banquete da burguesia capitalista do que à causa do proletariado que afirmam defender.</p>
<p><strong>O terceiro Congresso do PC</strong></p>
<p>A “Sessão brasileira da Internacional &#8211; PCB” representava a vanguarda do proletariado na luta contra a burguesia. Mas, internamente, enfrentava facções de tendências anarco-sindicalistas, a mazela do ‘criticismo esquerdista’, pensamento pequeno-burguês criticado por Lenin na obra “Esquerdismo, doença infantil do comunismo” contra o anarquista Kropotkin.</p>
<p>A eles se juntaram os oportunistas “trotskistas” na Rússia e mundo afora, respingando no Brasil. Dos seguidores de Leon Trotsky, o ressentido fracionista, derrotado no XII Congresso do PCUS, que promoveu essa dissidência que traz a marca do seu nome, no movimento comunista. Após ser derrotado por Stálin na votação dos delegados do congresso, o ex-menchevique que aderiu ao bolchevismo no curso da revolução, passou a criticar o Congresso, o Partido e o Estado Soviético.</p>
<p>Sob pretexto de condenação da “burocracia e tirania stalinista”, abandona o Partido, exila-se e passa a sabotar a construção do socialismo na URSS servindo na prática à propaganda antirrevolucionária e anticomunista. Para os Marxista-Leninistas, a prática é o critério da verdade. A maioria dos delegados do Congresso não votou no intelectual de origens mencheviques e que fez oposição a Lenin, nas teses da aliança operária-camponesa, da revolução socialista e do socialismo na Rússia – defendia a tese da “revolução permanente”.</p>
<p>Os delegados escolheram Josef Stálin, bolchevique histórico, fiel camarada e continuador da obra teórica e prática de Lenin.  O exilado e renegado Trótski, no exterior, municiava o discurso da reação burguesa internacional contra à Rússia soviética revolucionária. Stálin à frente do partido e do Estado dedicou-se à edificação do país destroçado pela guerra imperialista e ameaçado pela guerra civil, à frente do Partido Bolchevique enfrentou e derrotou os inimigos externos e internos da revolução.</p>
<p>Em poucas décadas demonstrou a superioridade material e moral do socialismo, retirando a Rússia atrasada do arado de madeira e edificando uma potência industrial vigorosa com conquistas espaciais, inclusive. Mas os trotskistas brasileiros batiam na mesma tecla de acusações dos “métodos burocráticos de direção”, de “falta de democracia” e acusavam uma suposta “submissão do PCB à “Internacional stalinista”.</p>
<p>Nesse clima turbulento de acusações, realizou-se o III Congresso do PCB, entre 29 de novembro de 1928 e 4 de janeiro de 2029.  Foram 36 dias de debates para vencer a pauta extensa de 16 pontos.  A Comissão Sindical, liderada por Joaquim Pimenta, criticava o Comitê Central de “correia de transmissão”, usar “métodos de instrumentalização dos sindicatos”. Condenava interferência do partido nas organizações operárias e sindicatos.</p>
<p>Na prática, Pimenta não compreendia o papel dirigente do Partido. Achava que defendia sindicatos revolucionários, mas queria que essas organizações não tivessem influência do partido comunista e revolucionário. Uma receita da cozinha anarquista como se fosse fazer omeletes sem os ovos, esbarrando na mesma pretensão antipartidária dos ácratas e economicistas.</p>
<p>Os trotskistas se juntam aos “pimentistas” na “Oposição de Esquerda”. Conjunção com o oportunismo. Defender que sindicatos criados e conquistados pela luta da classe operária fiquem sem a direção ideológica dos comunistas é uma capitulação e uma traição. Marx ensina que as classes dominantes que dominam os meios econômicos, domina os meios produtores da ideologia.</p>
<p>A liberdade de que falavam os críticos “esquerdistas” de viés anarquistas e trotskistas, esquerdismo retórico, contrabando ideológico que confunde a classe operária e ao cabo serve mais aos interesses da burguesia. Atitude antipartidária e anticomunista mascarada com retórica esquerdista e “permanentemente revolucionária”. O Congresso selou o rompimento dessas facções. Os trotskistas foram expulsos.</p>
<p>31 delegados participaram representando Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, DF e Rio Grande do Sul (Minas e Bahia não mandaram). Sobre a luta interna, Astrojildo Pereira, Secretário Geral do PCB e membro da Executiva da IC, afirmou: “O III Congresso [&#8230;] se empenhava em muitas incompreensões a respeito dos fatores que entravam e se entrosavam [&#8230;] sobre o papel que a classe operária devia representar no movimento revolucionário em marcha”.</p>
<p>Em janeiro de 1920 realiza-se o I Congresso da Juventude Comunista Brasileira –JC. Da consolidação da juventude que saltava de 120 para 300 membros organizados. 15 delegados representantes da juventude de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro &#8211; DF, Campos, Niterói, Vitória/ES, Rio Grande do Norte e Ceará. Dos participantes, 85% eram operários da indústria.</p>
<p>Entre as resoluções do Congresso da JC, decidem com unidade ideológica: Adotar a linha política da Internacional Comunista de “classe contra classe”; organizar células e “Centros Jovens Proletários”; priorizar o trabalho juvenil no meio sindical, cultural e estudantil. A “banda de música da revolução” como se referia Lenin aos jovens comunistas, tocou unida, e ampliou o seu trabalho organizativo da juventude obreira, em todo Brasil.</p>
<p><strong>O ‘racha’ trotskista do III Congresso</strong></p>
<p>Falar em “dissidência trotskista” é redundância ou pleonasmo, como vício de linguagem tipo “sair para fora”. Fracionar e dissidir é a essência desta tradição ideológica pequeno-burguesa, contrarrevolucionária e hostil ao Marxismo-Leninismo. De fraseologia esquerdista, tem origem remota no menchevismo personalizado pelo ideólogo Leon Trotsky.</p>
<p>Embora muitos se proclamem “leninistas”, na prática, rejeitam o Leninismo.  Os grupos trotskistas aqui e em toda parte atacavam o poder soviético, a 3ª IC, articularam a dissidência na tal IV Internacional.  Reunião de grupos que se dividem endogenamente quais as amebas, sem aderência na classe operária. Do esquerdismo retórico e oportunista da “revolução permanente” que jamais logrou derrubar os capitalistas em qualquer rincão do mundo.</p>
<p>Do Cavalo de Troia aparentemente revolucionário e essência separatista e contrarrevolucionária, fracionista e liquidacionista. Nas fileiras do PCB foram expurgados no III Congresso. A chamada “Oposição de Esquerda” e “Bolcheviques-leninistas”, paradoxalmente, criticava a “bolchevização” e a influência da burocracia da 3ª Internacional “Stalinista” no PCB. Eis que temos “leninistas” contrários ao Partido e a IC por ele fundados.</p>
<p>Os dirigentes mais conhecidos dessa fração dissidente foram João Pimenta, Joaquim Barbosa e Rodolfo Coutinho. Juntam-se à hostilização do Partido trotskistas Mário Pedrosa e Lívio Xavier saídos do PCB da “Oposição de Esquerda” – OE.  Esses “dissidentes de esquerda”, porém, logo se dividem. Surge o “Grupo Comunista Lenine”. Meses depois, surge um “novo” grupamento &#8211; “Liga Comunista Internacionalista”.</p>
<p>Esses “rachas” banalizados nas disputas teóricas dessa tradição trotskista entraram para o anedotário. No dizer do outro, “Onde há três trotskistas, há três partidos. Quatro formam uma Internacional”.</p>
<p>No Brasil e no mundo a fragmentação dos grupos trotskistas cingidos à pequena-burguesia intelectualizada mostra-se incapaz de construir algo sólido. Incapaz de superar as veleidades personalistas e romper com o individualismo, no vício que Stálin denomina de “orgulho comunista”. Do personalismo vaidoso prevalecer sobre as decisões do coletivo partidário.</p>
<p>Não é casual que nos países capitalistas as “obras de Leon Trotsky” sejam mais conhecidas nos meios acadêmicos e culturais que as obras de Lenin e Stálin. Na prática é inofensiva as “profecias” dos arautos da “IV Internacional” e seu radicalismo retórico de “revolução permanente”, de marxismo de cátedra. Espada de papel tanto quanto a dos “atualizadores do marxismo” da tal “nova esquerda” o disfarce mascarado da socialdemocracia da “democracia de valor universal” e outras bazófias.</p>
<p>Das cortinas de fumaças coloridas, diversionistas, que arrefecem a luta de classes, a necessidade da revolução proletária, reduzem o papel do partido dirigente do autêntico Marxismo-Leninismo, a teoria revolucionária absolutamente atualizada no capitalismo em sua fase imperialista. Dimitrov refere-se à socialdemocracia como antessala do fascismo. E a história humana tem comprovado esse movimento. A rendição e conciliação de classes à burguesia e seu Estado opressor, abandono da luta revolucionária do proletariado no deslumbre de tapetes vermelhos de palácios e parlamentos.</p>
<p><strong>Muitas tarefas</strong></p>
<p>A agenda de atividades foi movimentada em 1929: Congressos Nacional e da Juventude, direção da greve dos gráficos de São Paulo de 72 dias, Congresso Sindical Nacional no Rio de Janeiro e criação da CGTB – Confederação Geral dos Trabalhadores. Participação do Congresso Internacional de Trabalhadores, em Montevidéu com Mario Grazini pela CGTB. Copartícipe da fundação da Confederação Sindical Latino-Americana. Participação na I Conferência Latino-Americana dos Partidos Comunistas, em Buenos Aires.</p>
<p>Em Moscou, Astrojildo Pereira, Secretário Geral do PC brasileiro, realiza tarefas do Secretariado da Executiva da IC. Participação ativa e direção de greves pelo país, sobretudo, Rio e São Paulo. Criação do BOC – Bloco Operário e Camponês e participação da disputa eleitoral. Com o operário marmoreiro, Minervino de Oliveira, pela primeira vez na história do Brasil um negro disputa a Presidência da República.</p>
<p>Essa intensa atividade enfrentou a ira de classe dos capitalistas poderosos. Tratavam as greves como “caso de polícia” e a repressão policial invadiu sedes de entidades de trabalhadores &#8211; CTGB, Centro de Jovens Proletários e o Comitê de Mulheres Trabalhadoras no Rio de Janeiro.  Sequestraram os arquivos e prenderam 69 trabalhadores pelo “crime ideológico” de lutar por melhores condições de trabalho e vida.</p>
<p>A máscara da legalidade e da “democracia” burguesa caía por terra mais uma vez. Confiscam todo material de campanha eleitoral do BOC, da ameaça comunista da foice e martelo conclamando: “Proletários do mundo uní-vos! Votar no Bloco Operário e Camponez é votar na Revolução!”; “Bloco Operário e Camponez – Concentrae os votos sobre os candidatos proletários – Otávio Brandão e Minervino Oliveira &#8211; Organizai-vos nos sydicatos!”</p>
<p>Apesar de toda repressão, os dois candidatos do BOC foram eleitos vereadores. A classe trabalhadora brasileira, cada vez mais organizada, ganhava força, somava experiência e pegava gosto pelas vitórias.</p>
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		<title>Trabalhadores e estudantes lutam contra privatização de escolas no Rio Grande do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:54:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="2048" height="1366" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="12 DE MAIO. Ato estadual organizado pelo sindicato dos professores (CPERS). Foto: CPERS" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n.jpg 2048w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1024x683.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-768x512.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1536x1025.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-696x464.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1068x712.jpg 1068w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1920x1281.jpg 1920w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" />O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), quer privatizar a gestão de 98 escolas estaduais localizadas em áreas de vulnerabilidade social. Everaldo Oliveira e Gustavo Ramos &#124; Porto Alegre (RS) BRASIL &#8211; O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), quer privatizar as escolas estaduais. Lançado às escondidas, o projeto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="2048" height="1366" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="12 DE MAIO. Ato estadual organizado pelo sindicato dos professores (CPERS). Foto: CPERS" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n.jpg 2048w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1024x683.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-768x512.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1536x1025.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-696x464.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1068x712.jpg 1068w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/698473727_1447005880798296_6051596041803674253_n-1920x1281.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><p data-path-to-node="3"><strong>O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), quer privatizar a gestão de 98 escolas estaduais localizadas em áreas de vulnerabilidade social.</strong></p>
<p data-path-to-node="3"><b data-path-to-node="3" data-index-in-node="0">Everaldo Oliveira e </b><b data-path-to-node="4" data-index-in-node="0">Gustavo Ramos | Porto Alegre (RS)</b></p>
<hr />
<p data-path-to-node="6"><strong>BRASIL &#8211; </strong>O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), quer privatizar as escolas estaduais. Lançado às escondidas, o projeto de Parceria Pública Privada (PPP) visa conceder à iniciativa privada a gestão de 98 escolas em 15 municípios do estado pelos próximos 25 anos. O leilão está previsto para ocorrer no dia 26 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo.</p>
<p data-path-to-node="7">O que há de comum entre as escolas na lista da privatização é o fato de estarem localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social, apresentando infraestruturas precárias, sofrendo com os impactos das enchentes e outros problemas estruturais. Segundo o governo, essas unidades foram escolhidas justamente por “demandarem manutenção contínua e investimentos em modernização”.</p>
<p data-path-to-node="8">Essa é a lógica dos governos da burguesia: vender todo o patrimônio público de mão beijada para os grandes capitalistas, que lucrarão em cima de um direito social. O modelo de privatização via PPP foca na transferência para a iniciativa privada da construção, manutenção e, em alguns casos, da gestão administrativa e pedagógica das escolas, gerando debates sobre precarização e interferência de empresas.</p>
<p data-path-to-node="9">A venda das escolas já é uma política adotada em vários estados, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais, todos governados por fascistas. No caso do Rio Grande do Sul, a maioria dos professores, estudantes e pais não sabiam que suas escolas seriam privatizadas. Muitos profissionais da Educação não sabem o que será dos seus empregos. O medo dos funcionários das escolas que serão privatizadas é se vão ter que subordinar-se aos planos e orientações definidos pelos empresários e, desse modo, submeter a educação à lógica empresarial de obtenção do lucro.</p>
<h4 data-path-to-node="10"><strong>Os efeitos da privatização</strong></h4>
<p data-path-to-node="11">A população gaúcha já sente os efeitos diretos das privatizações em outros setores. A venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) para o grupo Equatorial, por míseros R$ 100 mil, elevou em 21% as contas de luz e piorou os serviços de atendimento e abastecimento.</p>
<p data-path-to-node="12">A mesma lógica que querem aplicar à educação já está sendo usada na saúde. Atualmente, cerca de 95% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Porto Alegre estão sob administração de empresas privadas. O resultado tem sido maior tempo de espera para atendimento, redução salarial dos trabalhadores da saúde e piora na qualidade do serviço oferecido à população.</p>
<h4 data-path-to-node="13"><strong>Não à privatização!</strong></h4>
<p data-path-to-node="14">A relação das 98 escolas foi divulgada sem aviso prévio às instituições selecionadas, o que provocou mobilização imediata dos professores em um ato estadual organizado pelo sindicato dos professores (CPERS), realizado no dia 12 de maio. A manifestação, que ocorreu na capital gaúcha, foi considerada vitoriosa, pois arrancou uma reunião entre representantes das escolas e a Secretaria de Educação.</p>
<p data-path-to-node="15">Os estudantes também se organizaram, promovendo uma reunião com cerca de 12 entidades estudantis para discutir um calendário de lutas. O movimento Rebele-se e a União da Juventude Rebelião (UJR), em conjunto com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), têm realizado panfletagens e abaixo-assinados contra a privatização nos bairros onde estão localizadas as escolas.</p>
<p data-path-to-node="16">O movimento estudantil vem intensificando as ações com passagens em sala, convocando os alunos a ocuparem suas escolas em defesa da educação pública e contra a privatização. Com lemas como “Nossas escolas não estão à venda” e “A privatização não passará!”, a indignação tem se espalhado pelas escolas e comunidades, refletindo o crescente sentimento de resistência à entrega da rede pública ao setor privado.</p>
<p data-path-to-node="17">A privatização não resolve os problemas centrais da educação, como a falta de investimentos e infraestrutura adequada. Pelo contrário, ela transfere a responsabilidade do Estado para entidades privadas, cujo objetivo principal é o lucro. Isso compromete a qualidade do ensino, ao priorizar resultados financeiros em detrimento do desenvolvimento pedagógico.</p>
<p data-path-to-node="18">A educação pública sempre foi um espaço de inclusão para as populações mais vulneráveis. Ao introduzir critérios privados, como taxas e cobranças indiretas, milhares de estudantes podem ser excluídos do sistema escolar, criando um ciclo de elitização e segregação. A luta contra a privatização é, portanto, uma luta pelo direito à educação como um bem público, um direito constitucional e um dever do estado.</p>
<p data-path-to-node="18"><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Crescem os acidentes de trabalho no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[jav 335]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Trabalhista]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1140" height="760" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="ACIDENTES TRABALHO. RISCOS. Falta segurança para os trabalhadores. Foto: ATS" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1.jpeg 1140w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-350x233.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-1024x683.jpeg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-250x167.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-768x512.jpeg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-150x100.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-300x200.jpeg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-696x464.jpeg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P8-_-andaime-1-1068x712.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /><p data-path-to-node="3"><strong>Segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil registrou 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes entre os anos de 2016 e 2025.</strong></p>
<p data-path-to-node="3"><b data-path-to-node="3" data-index-in-node="0">Ludmila Outtes (MLC)</b></p>
<hr />
<p data-path-to-node="4"><strong>BRASIL &#8211; </strong>O dia 28 de abril é considerado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho. No Brasil, a data também marca o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.</p>
<p data-path-to-node="5">Recentemente, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou um levantamento sobre acidentes de trabalho no Brasil entre 2016 e 2025, com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registrados no INSS e no eSocial. Os dados apontam que nesse período de 10 anos, foram registrados 6,4 milhões de acidentes de trabalho, que resultaram em 27.486 mortes. Somente no último ano, 2025, foram 806 mil acidentes e 3.644 mortes, um recorde do período.</p>
<p data-path-to-node="6">O setor da saúde foi o campeão de acidentes, principalmente entre os serviços hospitalares e de pronto atendimento, como SAMU, tendo os técnicos de enfermagem como a principal categoria atingida. Outro destaque é o setor de transporte rodoviário, que possui a maior concentração de mortes. De acordo com o tipo de acidente de trabalho, foram 64,6% de acidentes típicos, 19,3% de acidentes de trajeto e 2,8% de doenças ocupacionais.</p>
<h4 data-path-to-node="7"><strong>Reformas aumentam acidentes e mortes</strong></h4>
<p data-path-to-node="8">Vale destacar que até 2017, ou seja, antes da aprovação da Reforma Trabalhista, a média anual era de 500 a 600 mil acidentes de trabalho, número bem inferior ao registrado no ano passado. Também com relação ao número de mortes, foi observado um expressivo aumento: até 2017, a média anual era de duas mil mortes; após a Reforma, a média passou a ser de três mil mortes por ano.</p>
<p data-path-to-node="9">Entre 2020 e 2025, os acidentes aumentaram 65,8%, enquanto os óbitos cresceram 60,8%, comprovando que a Reforma Trabalhista não trouxe nenhum benefício para a classe trabalhadora. Ao contrário, fragilizou os vínculos, ampliando a terceirização, reduzindo salários, aumentando a jornada média de trabalho, retirando direitos e expondo os trabalhadores a maiores riscos no ambiente laboral.</p>
<h4 data-path-to-node="10"><strong>Os números podem ser ainda maiores</strong></h4>
<p data-path-to-node="11">A verdade é que os números podem ser piores do que os divulgados. Isso porque os dados fornecidos na pesquisa são baseados nos registros de CAT, ou seja, nos acidentes informados oficialmente e associados diretamente ao trabalho. Porém, muitos acidentes e doenças ocupacionais ainda são subnotificadas, principalmente porque os patrões se negam a fazer a comunicação. Outro problema é o fato de boa parte das doenças psicológicas ainda não serem consideradas doenças ocupacionais, apesar da relação direta entre essas doenças e o estresse no ambiente de trabalho, o assédio moral – e até sexual – e a sobrecarga de trabalho.</p>
<h4 data-path-to-node="12"><strong>Reforma Trabalhista precisa ser revogada!</strong></h4>
<p data-path-to-node="13">Por tudo isso, precisamos erguer alta a bandeira da revogação da Reforma Trabalhista e da Terceirização irrestrita, pauta que foi abandonada pelas centrais sindicais e pelos sindicatos dirigidos pelos reformistas e pelegos. Essa reforma representou, e ainda representa, um grande retrocesso nos direitos dos trabalhadores e, por isso, precisamos lutar por sua derrubada.</p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Atos celebram 60 anos do PCR no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:18:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário do PCR]]></category>
		<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
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		<category><![CDATA[Partido]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Comunista Revolucionário (PCR)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1920" height="1280" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="60 anos pcr. RECIFE. Militantes puxam palavras de ordem. Foto: JAV/PE" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403.jpg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1024x683.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-768x512.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1536x1024.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-696x464.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1068x712.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" />O Partido Comunista Revolucionário (PCR) celebra seus 60 anos com atos políticos e culturais em várias cidades. Jesse Lisboa (PE) e João Gabriel Cruz (SP) PARTIDO &#8211; Neste último mês de maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) iniciou as celebrações por seus 60 anos de fundação. Os primeiros atos aconteceram em Recife, Salvador, Maceió e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1920" height="1280" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="60 anos pcr. RECIFE. Militantes puxam palavras de ordem. Foto: JAV/PE" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403.jpg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1024x683.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-768x512.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1536x1024.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-696x464.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_3403-1068x712.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><div class="container">
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<p data-path-to-node="0"><b data-path-to-node="0" data-index-in-node="0">O Partido Comunista Revolucionário (PCR) celebra seus 60 anos com atos políticos e culturais em várias cidades.</b></p>
</div>
</div>
<p><b>Jesse Lisboa (PE) e </b><b>João Gabriel Cruz (SP)</b></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>PARTIDO &#8211; </strong>Neste último mês de maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) iniciou as celebrações por seus 60 anos de fundação. Os primeiros atos aconteceram em Recife, Salvador, Maceió e diversas cidades do Estado de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1966, pouco mais de dois anos após o golpe de Estado das Forças Armadas, que impôs um regime fascista no Brasil, um grupo de comunistas – encabeçado por Manoel Lisboa de Moura e Amaro Luiz de Carvalho – fundou o PCR com o objetivo de construir um processo revolucionário para derrubar a ditadura e construir o socialismo em nosso país.</span></p>
<h4><b>Cinema e música</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Na capital pernambucana, o icônico Cinema São Luiz recebeu o “Concerto Rabecado para Manoel Lisboa”, no dia 23/05. O evento reuniu mais de 500 pessoas, entre militantes dos movimentos sociais (em especial do Movimento de Luta nos Bairros), apoiadores, delegações dos Estados da Paraíba e de Alagoas, além de companheiras de todos os estados do país, que se reuniam na Coordenação Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação começou com a exibição do documentário “Manoel Lisboa – Herói da Resistência à Ditadura”, dirigido pelo cineasta Carlos Pronzato, que resgata a trajetória de lutas e o legado político do fundador do PCR assassinado em 04 de setembro de 1973 no DOI-Codi do 4º Exército, em Recife, após dias consecutivos das mais terríveis torturas, sem nada entregar aos seus algozes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a exibição, muitas palavras de ordem ecoaram na sala lotada. Edival Nunes Cajá, ex-preso político e presidente do Centro Cultural Manoel Lisboa, e de Samara Martins, da Unidade Popular (UP), fizeram uso da palavra reforçaram a importância de manter viva a memória de quem lutou contra a ditadura para que os horrores do fascismo nunca mais se repitam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O que nós vimos neste filme, nas canções e nas poesias, é um canto épico ao homem novo. É um chamado a todos nós a continuar a luta de Manoel Lisboa, Amaro Luiz de Carvalho, Manoel Aleixo, Amaro Félix e Emmanuel Bezerra até a vitória do socialismo”, ressaltou Cajá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O PCR, partido irmão da Unidade Popular, é referência nas nossas lutas porque nunca se rendeu ao fascismo de ontem nem de hoje. Seguiremos honrando o exemplo de Manoel Lisboa: exemplo de humildade, de combatividade, de ser humano, protótipo da humanidade futura”, destacou Samara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar a tarde, a música ficou por conta de grandes artistas engajados com a cultura e as causas populares: Banda Guazapa, com um repertório de canções latino-americanas, e Publius e Gustavo (ambos do Forró Rabecado), que deram o tom com canções que marcaram a resistência à ditadura, com a roupagem da música nordestina.</span></p>
<h4><b>Retificação das certidões de óbito</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia anterior (22/05), foi realizada, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também em Recife, a sexta entrega de certidões de óbito retificadas de 52 vítimas da ditadura militar nascidos ou assassinados nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Durante o ato, diversos familiares de militantes políticos assassinados pelo regime receberam os documentos corrigidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa, promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, altera a causa da morte registrada nos documentos originais. Durante o regime militar, os órgãos de repressão falsificavam sistematicamente os laudos periciais e os atestados de óbito dos militantes políticos. Mortes causadas por sessões de tortura ou execuções sumárias nos porões da ditadura eram registradas oficialmente como “suicídios”, “atropelamentos” ou decorrentes de “tiroteios”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a retificação, os novos atestados passam a reconhecer, de forma oficial, que as vítimas morreram em decorrência de violência praticada pelo Estado brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A correção dos atestados é resultado direto de décadas de luta das famílias dos mortos e desaparecidos políticos em defesa da memória, da verdade e da justiça. Na ocasião, foram entregues as certidões dos dirigentes do PCR Manoel Lisboa de Moura, Amaro Luiz de Carvalho e Amaro Félix Pereira, heróis do povo brasileiro que dedicaram suas vidas à causa do socialismo.</span></p>
<h4><b>Aniversário do PCR em SP</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Em São Paulo, o aniversário do PCR foi marcado por uma nova etapa do crescimento da organização. Oito cidades sediaram eventos regionais que movimentaram caravanas por todo o estado. As atividades foram marcadas por uma energia revolucionária, pois toda a militância estava contagiada pela marcha que reuniu 50 mil estudantes e trabalhadores contra o governo fascista de Tarcísio de Freitas em direção ao Palácio dos Bandeirantes, apenas quatro dias antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na capital, 250 pessoas se reuniram em frente a um bandeirão com a frase do jovem herói potiguar Emmanuel Bezerra: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Meus soldados não se rendem… O grande dia chegará!”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">A Internacional</span></i><span style="font-weight: 400;"> era entoada por todo o plenário, a bandeira do Partido foi hasteada solenemente. A cultura popular tomou conta das homenagens a partir da intervenção de dois metalúrgicos da região da Mooca, que expressaram a revolta e a luta da classe operária em suas poesias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Ribeirão Preto, a militância reuniu cerca de 70 pessoas na Ocupação Madre Maurina, que homenageia a freira que lutou bravamente contra a ditadura militar. Durante a festa, ao redor de uma fogueira, poemas e moda de viola foram entoados como marca da cultura de resistência popular da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mogi das Cruzes recebeu 100 militantes e amigos do Partido vindos de mais de nove cidades, como São José dos Campos, Suzano, Guarulhos e Caraguatatuba. Durante o ato político, Júlia Campos afirmou: “Nosso partido foi fundado como fruto de uma profunda luta ideológica na sociedade, em um período determinante para o povo. Em resposta ao revisionismo e à necessidade de unir a classe para pôr fim à ditadura e construir o socialismo, nasceu o PCR. Não vai ser diferente nas próximas etapas. Já temos nosso partido, a tarefa mais imediata é fazer nossa organização crescer com ousadia”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Clarice, moradora de Guaratinguetá, relatou durante sua intervenção: “Tenho 77 anos, mas também tenho a energia de uma moça de 17. Entrei no Partido para fazer a revolução. Isso que fazemos não é brincadeira. Temos que ter disciplina e compromisso. Foi assim que chegamos até aqui e é assim que vamos fazer o Partido chegar a todo o nosso povo!”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A região do ABC Paulista, berço do movimento operário no final da ditadura, festejou os 60 anos do PCR na cidade de Diadema com mais de 100 pessoas, sob cânticos revolucionários e denúncias das condições de vida da classe trabalhadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na cidade de Campinas, mais uma centena de pessoas assistiram a um trecho do documentário sobre Manoel Lisboa, e várias homenagens emocionantes foram feitas ao camarada. “O Partido é o que de melhor aconteceu na minha vida. Me transformou completamente como pessoa. Hoje, tenho orgulho de lutar para que meus filhos não passem pelo que eu passei. Vamos crescer e fazer a revolução logo. É a melhor homenagem que podemos fazer a Manoel Lisboa!”, disse Ana Cristina, moradora da Ocupação Elesbão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Matheus, de 27 anos, reafirmou a importância da tarefa fundamental: “Tive pouco estudo e trabalho em fábrica desde novo. A exploração não permite que a gente veja o que existe por trás de tudo aquilo, mas, com o Partido, eu vejo um novo sentido no trabalho que faço. Cada vez mais operários se identificam com nossa agitação na porta da fábrica e avançam as conversas lá dentro sobre a necessidade de lutar por um país melhor. Estamos avançando, mas é preciso persistência”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também ocorreram festas em comemoração aos 60 anos do PCR em Santos, Jundiaí e Sorocaba, que reuniram centenas de pessoas e renderam fortes homenagens aos fundadores do Partido.</span></p>
<h4><b>Salvador e Maceió</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Na capital baiana, o ato pelos 60 anos de fundação do PCR ocorreu Casa Preta Zeferina, no dia 28/05. Estiveram presentes no evento Aroldo Félix, pré-candidato ao Governo da Bahia pela UP, Eslane Paixão e Leo Péricles, respectivamente, presidente estadual e nacional da UP. Também compareceram João Carlos Salles, reitor eleito da UFBA, Dulce Aquino, da Comissão da Verdade da Bahia e Ana Luiza, coordenadora-geral da Fenet.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Maceió, cidade natal de Manoel Lisboa, o ato aconteceu no dia 30/05, na ocupação de famílias sem-teto organizada pela MLB que leva o nome deste herói alagoano.</span></p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Estudantes dos Institutos Federais protestam pelo direito à alimentação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1600" height="975" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="INSTITUTOS FEDERAIS. DIREITO. Estudantes do IFPE cobram construção de bandejão. Foto: FENET" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet.jpeg 1600w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-350x213.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1024x624.jpeg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-250x152.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-768x468.jpeg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1536x936.jpeg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-150x91.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-300x183.jpeg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-696x424.jpeg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1068x651.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" />Estudantes dos Institutos Federais, sob a liderança da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e de grêmios estudantis, realizaram manifestações e ocuparam reitorias em nove estados no último dia 28 de maio. Ana Luiza &#124; Coordenadora-Geral da FENET JUVENTUDE &#8211; Bolsas insuficientes e estudantes passando o dia inteiro nas unidades de ensino sem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1600" height="975" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="INSTITUTOS FEDERAIS. DIREITO. Estudantes do IFPE cobram construção de bandejão. Foto: FENET" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet.jpeg 1600w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-350x213.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1024x624.jpeg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-250x152.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-768x468.jpeg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1536x936.jpeg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-150x91.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-300x183.jpeg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-696x424.jpeg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P11-_-Fenet-1068x651.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><p><strong>Estudantes dos Institutos Federais, sob a liderança da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e de grêmios estudantis, realizaram manifestações e ocuparam reitorias em nove estados no último dia 28 de maio.</strong></p>
<p><b>Ana Luiza | Coordenadora-Geral da FENET</b></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>JUVENTUDE &#8211; </strong>Bolsas insuficientes e estudantes passando o dia inteiro nas unidades de ensino sem alimentação adequada: essa é a realidade que milhares de estudantes enfrentam, diariamente, nos Institutos Federais. Entre o início e o final de cada curso, muitos são forçados a abandonar os estudos por não terem condições de arcar com os custos de alimentação e transporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para reivindicar mais orçamento para a educação, a Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet), em conjunto com os grêmios estudantis, organizou, no último dia 28 de maio, manifestações em nove estados. Os estudantes ocuparam os prédios das Reitorias nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia. Com a pressão, o Ministério da Educação recebeu uma comissão de estudantes do Instituto Federal de Brasília.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na reunião, o secretário de Educação Profissional responsabilizou o Congresso Nacional pela falta de orçamento para as instituições. Por um lado, a afirmação é verdadeira. A maioria do Congresso, composta por deputados da direita, vota contra o aumento do orçamento para serviços públicos. Dessa forma, podem se apropriar desse dinheiro público através do Orçamento Secreto e outros esquemas criminosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a Fenet apontou ao representante do Governo Federal qual é sua parcela de culpa. “O Governo também tem responsabilidade, pois, no início de seu mandato, propôs a política do Arcabouço Fiscal, que mantém a lógica que guia hoje os gastos públicos: destinação da maior parte dos recursos públicos para manutenção dos privilégios dos grandes empresários capitalistas, banqueiros e latifundiários. Para as áreas sociais como saúde e educação, limites e cortes de investimento”, afirmou Ray, coordenador-geral da entidade.</span></p>
<h4><b>Promessas não cumpridas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 26 de novembro de 2025, Fenet e grêmios de mais de 30 unidades dos Institutos Federais organizaram uma greve, com a paralisação das aulas por um dia. A greve exigia a imediata construção e abertura dos restaurantes acadêmicos em todos campi dos institutos. Os estudantes saíram vitoriosos: o Ministério da Educação recebeu representantes da Federação e assinou um acordo em que prometia a construção de mais de 270 restaurantes acadêmicos em todo país. Em Brasília, todos os campi tiveram os restaurantes inaugurados, graças a essa luta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o prazo para a abertura de grande parte dos restaurantes já se encerrou e, em muitos casos, foi descumprido. Em alguns Institutos o cenário é ainda pior: os estudantes estão sendo forçados a escolher entre as bolsas ou os restaurantes. Dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontam que mais de 70% dos estudantes da rede federal de ensino possui renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo – ou seja, são estudantes de baixa renda, que precisam do apoio necessário para seguir com seus cursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As políticas de assistência aos estudantes não são questões meramente individuais. Impulsionar o ensino de qualidade e a formação profissional são questões centrais para o desenvolvimento do país. Além disso, não haveria dificuldade para custear essas políticas caso o orçamento público não fosse sequestrado pela elite econômica do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No principal e maior esquema de desvio do dinheiro público, só em 2025, foram gastos mais de R$ 1 trilhão</span> <span style="font-weight: 400;">– destinados ao pagamento dos juros da dívida pública, um mecanismo que transfere para grandes bancos e especuladores financeiros o recurso arrecadado do povo através dos impostos. Os dados são da Auditoria Cidadã da Dívida. Com o valor que é pago em um único dia desse esquema, seria possível garantir a construção de todos os restaurantes acadêmicos prometidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito se fala sobre as políticas de assistência social e dos gastos que estas representam. Entretanto, uma análise mais minuciosa das contas do Estado brasileiro mostra que os maiores beneficiários não são o povo pobre e trabalhador, mas sim os grandes ricos, que contam com todo tipo de representantes no Governo e no Congresso Nacional e continuam sendo privilegiados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudantes prometem a continuidade da luta. “Vamos continuar mobilizados. No início do ano, a Reitoria do IFRJ prometeu um grande investimento para aumentar o número de bolsas. Mas o que estamos vendo são muitos estudantes que precisam desse auxílio não sendo contemplados. Não é justo que um estudante tenha que abandonar o curso por isso e nós não vamos aceitar mais essa realidade”, defende Isabella Samara, coordenadora-geral da Fenet.</span></p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Em menos de 2 minutos o Senado aprova mais uma medida de ataque à vida das nossas crianças e adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leonardo de Paula]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:42:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="768" height="512" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Senado Crianças. Mulheres trabalhadoras lutam contra PDL 03/2025 (Foto: Jornal A Verdade)" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-696x464.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" />Em país onde milhares de meninas vítimas de estupro se tornam mães, Senado aprova PDL que dificulta acesso ao aborto legal em crianças. Raquel Brito e Luiza Camargo &#124; São Paulo MULHERES &#8211; Em menos de 2 minutos o Senado aprovou nessa semana mais uma medida de ataque à vida e dignidade das nossas crianças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="768" height="512" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Senado Crianças. Mulheres trabalhadoras lutam contra PDL 03/2025 (Foto: Jornal A Verdade)" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-350x233.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-250x167.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-150x100.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-300x200.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/1000457300-696x464.jpg 696w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p><strong>Em país onde milhares de meninas vítimas de estupro se tornam mães, Senado aprova PDL que dificulta acesso ao aborto legal em crianças.</strong></p>
<p><strong>Raquel Brito e Luiza Camargo | São Paulo</strong></p>
<hr />
<p><strong>MULHERES &#8211;</strong> <span style="font-family: Arial, sans-serif;">Em menos de 2 minutos o Senado aprovou nessa semana mais uma medida de ataque à vida e dignidade das nossas crianças e adolescentes. O PDL<a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"><sup>1</sup></a> nº 03/2025 retirou a validade da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que criava protocolos e orientava atendimento humanizado nos casos de violência sexual, buscando evitar demoras, revitimização e divergências de interpretação durante o acesso aos serviços públicos. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Como se trata de um decreto legislativo não é necessária sanção do presidente, e a norma já tem efeito. Mas sobre quais condições uma medida com essas consequências foi aprovada? Por parte do senado não sabemos, pois ocorreu no sigilo então não temos acesso a quais foram os votos favoráveis e os contrários, do outro lado em 2025 grandes atos levaram milhares de mulheres as ruas para denunciar esse projeto o que acarretou no adiamento da votação.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Esse jogo escancara a realidade da politica atual, o interesse dos fascistas em contradição com os do restante da população que luta pela vida, e os meios sujos pelos quais os primeiros usam para passar por cima do interessa da maioria.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Tal aprovação é uma medida desumana em um país onde, entre 2017 e 2020 ocorreram 179.222 crimes de estupro contra crianças e adolescentes, sendo 81%, ou seja, 145.086, contra menores de 14 anos. <a class="sdfootnoteanc" href="#sdfootnote2sym" name="sdfootnote2anc"><sup>2</sup></a> Deve-se levar em consideração que esses números são na realidade muito maiores, pois existe grande subnotificação desse tipo de crime. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Além disso, pela legislação brasileira, toda relação sexual com pessoa menor de 14 anos configura estupro de vulnerável. Ainda assim, milhares de meninas nessa faixa etária engravidam todos os anos. Estudos recentes indicam média superior a 11 mil partos anuais de meninas com menos de 14 anos em decorrência de violência sexual, o equivalente a cerca de 32 casos por dia no país.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">É importante destacar que cada uma dessas gestações representa uma dupla violação de direitos, a violência sexual sofrida e a exposição da criança a riscos físicos, psicológicos e sociais decorrentes da maternidade precoce.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">A importância de garantir as diretrizes do Conanda no sentido de desburocratizar o acesso ao aborto legal às meninas vítimas de estupro se mostra imprescindível quando dados do sistema de saúde e da segurança pública indicam que grande parte dos abusos ocorre dentro do ambiente familiar ou é praticada por pessoas conhecidas da vítima e que, em muitos casos, o abuso se prolonga por meses ou anos antes de ser descoberto.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">A direita conservadora barganha com a vida de meninas e mulheres pra avançar seu projeto de opressão e exploração, mantendo o controle sobre nossos corpos e nossas vidas. Em uma sociedade sufocada pela miséria, com escolas superlotadas, estruturas precárias, ausência de creches nos territórios, preços altos dos alimentos e a fome como parte da realidade do nosso povo, para quem interessa que crianças gestem?</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">É dever de toda sociedade lutar pela vida e pela dignidade de nossas crianças e adolescentes, tomar as ruas e combater com firmeza e altivez todos os ataques fascistas aos direitos do povo e à vida de nossas crianças e das mulheres.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Assim, convocamos todos a defenderem a infância e alçar suas vozes para dizer que “criança não é mãe” no próximo dia 09 de Junho, que será um dia nacional de luta contra essa medida, em São Paulo estaremos nas ruas por essas crianças e chamamos todos a estaremos em um grandioso ato nessa terça às 18h no Masp. </span></p>
<div id="sdfootnote1">
<p class="sdfootnote"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym">1</a> <em>PDL – Projeto de Decreto Legislativo.</em></p>
</div>
<div id="sdfootnote2">
<p class="sdfootnote"><a class="sdfootnotesym" href="#sdfootnote2anc" name="sdfootnote2sym">2</a><em> Segundo estudo da UNIEF e Fórum Nacional de Segurança Pública</em></p>
</div>
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		<title>Resolução política: “Organizar as mulheres para lutar contra o imperialismo e construir o socialismo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 03:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[jav 335]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Olga Benario]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1920" height="957" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Coordenação Nacional reunida em Recife. Foto: JAV" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga.jpg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-350x174.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1024x510.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-250x125.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-768x383.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1536x766.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-150x75.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-300x150.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-696x347.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1068x532.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" />A Coordenação Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario reuniu-se para debater os impactos das guerras e da crise capitalista na vida das mulheres trabalhadoras. Movimento de Mulheres Olga Benario MULHERES &#8211; A coordenação nacional do Olga, reunida em Pernambuco durante três dias, com representação de 19 estados e de Portugal representando o trabalho internacional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1920" height="957" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Coordenação Nacional reunida em Recife. Foto: JAV" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga.jpg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-350x174.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1024x510.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-250x125.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-768x383.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1536x766.jpg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-150x75.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-300x150.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-696x347.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P10-_-Coord-Olga-1068x532.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><p><strong>A Coordenação Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario reuniu-se para debater os impactos das guerras e da crise capitalista na vida das mulheres trabalhadoras.</strong></p>
<p><strong>Movimento de Mulheres Olga Benario</strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MULHERES &#8211; </strong>A coordenação nacional do Olga, reunida em Pernambuco durante três dias, com representação de 19 estados e de Portugal representando o trabalho internacional desenvolvido pelo movimento debateu sobre o momento que vivemos no mundo e no Brasil e qual as tarefas do movimento para enfrentar essa realidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendemos que as guerras afetam mais a vida das mulheres: na Ucrânia, com a guerra aumentou a exploração sexual de mulheres e crianças; em Cuba, que tem sofrido um bloqueio econômico do imperialismo estadunidense bloqueando a entrada de petróleo que vinha da Venezuela, há notícias de bebês sem ter aparelhos de respiração disponíveis no hospitais e médicos tendo que bombear ar nas mãos para salvá-los. No Irã, a primeira bomba jogada por Israel foi em uma escola de meninas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No nosso país, a guerra aprofunda a crise econômica, com o aumento do custo de vida, o salário mínimo de R$ 1621 não é suficiente para sobreviver. Com cestas básicas que chegam a mais de R$ 800 em grande parte dos estados, o aumento dos aluguéis e das contas, para as mulheres é ainda mais difícil, com a média dos salários das mulheres cerca de 20% a menos do que o dos homens, sendo essas as principais chefes de suas casas e do cuidado de filhos e parentes mais velhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As reformas dos últimos anos nos afetam mais! Com a reforma trabalhista, aumentou o número de trabalhadores na informalidade, e grande parte são mulheres. Já trabalhamos mais de 60 horas na semana e muitas sem carteira assinada, com a reforma da previdência aumentando a idade para nos aposentarmos, a verdade é que não vamos nos aposentar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas condições, muitas são obrigadas a permanecer em relacionamentos abusivos e a morar com seus agressores para poder dividir as contas. Por isso, com a crise aumenta-se os casos de violência doméstica e de feminicídios. </span></p>
<h4><b>Crise e as guerras são fruto do capitalismo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreendemos que vivemos essa crise e a guerra porque vivemos num sistema em que aumenta a riqueza na mão de cada vez menos pessoas, enquanto aumenta a exploração da maioria da população, que a cada dia fica mais pobre, vivendo sob condições cada vez piores, trabalhando em jornadas de trabalho cada vez maiores. Não à toa, de acordo com o IBGE, os 10% mais ricos detém 40% de toda a renda do país e ganham 14 vezes mais que os 40% mais pobres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso é fruto de um sistema de produção que produz alimentos, casas, roupas, tecnologia, carros, armas para poder enriquecer os donos dessas fábricas, do agronegócio, dos bancos, visando o lucro de uma minoria. Enquanto isso, aqueles que são obrigados a trabalhar pois não detém nenhuma fábrica ou banco, ou seja, são obrigados a vender sua força de trabalho, se vem cada vez mais sem direitos, recebendo um salário de miséria, trabalhando em trabalhos extenuantes, podendo comprar cada vez menos, os produtos que nós mesmos produzimos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, as crises de superprodução, em que produzimos aquilo que não podemos comprar, são inerentes desse sistema. O sistema capitalista não produz para que a maioria tenha acesso a alimentação, educação, saúde, moradia digna, cultura, esporte e sim para que os ricos aumentem seus lucros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No capitalismo, a solução são as guerras. Na Alemanha, suas fábricas já alteraram sua produção e agora passam a fabricar tanques de guerra e armas. Para enriquecer mais e manter sua dominação, grandes potências imperialistas intervém em países para saquear suas riquezas, essa é a natureza das intervenções na Venezuela, Irã, Palestina. Por isso, a América Latina e o Brasil, ricos em terras-raras, petróleo, minérios e várias outras matérias primas, essenciais para a guerra, estão na mira do imperialismo. </span></p>
<h4><b>Guerra eleitoral e nosso papel</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste ano, enfrentaremos as eleições com os dois pré-candidatos à presidência que aparecem em primeiro lugar nas pesquisas, disputam para ver quem entregará mais riquezas para o imperialismo estadunidense: Flávio Bolsonaro dizendo que se for eleito, entregará as terras-raras à Trump e Lula reafirmando a aliança com o imperialismo, reunindo com Trump, firmando acordos a portas fechadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atual governo de Lula não apresenta políticas para melhorar a vida do povo. O salário não fecha as contas, não há políticas de enfrentamento da violência contra as mulheres e nem de moradia. O fascista Flávio Bolsonaro está envolvido em escândalos de corrupção do Banco Master e apesar de tentar esconder seu sobrenome, é a proposta dos fascistas para dar seguimento à política de seu pai, que tentou dar um golpe de estado no país e foi responsável por assassinar mais de 700 mil pessoas de COVID. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a maioria dos partidos burlam as leis de cotas com candidaturas de mulheres, negros e indígenas que servem como candidaturas laranjas. Neste cenário de aumento dos casos de feminicídio, de aumento da violência e que as nossas vidas estão sendo as mais afetadas com a crise, queremos uma transformação radical dessa realidade! Queremos poder decidir os rumos do nosso país, pra onde vão as riquezas que nós mesmas produzimos! Queremos que o orçamento do nosso país seja investido em políticas que melhorem as nossas vidas! </span></p>
<h4><b>A saída para a crise e as guerras é o socialismo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, nós do Movimento de Mulheres Olga Benario e da Unidade Popular pelo Socialismo e diversos movimentos de luta do nosso país, lançaram como pré-candidata à presidência do Brasil, Samara Martins, que é militante do Olga e da Frente Negra Revolucionária e vice-presidenta nacional da UP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançamos a nossa pré-candidatura para lutar para que o salário mínimo seja o dobro, para acabar de vez com a escala 6&#215;1, reduzindo para a escala 4&#215;3; que todos os parlamentarem sejam obrigados a trabalhar na mesma escala que eles aprovarem. “Essas medidas não são utópicas, são possíveis. Vivemos em uma das maiores economias do mundo, o Brasil é muito rico! Hoje metade do orçamento do nosso país vai para os banqueiros, numa dívida pública que todo ano pagamos mais de R$ 3 trilhões, mas que não acaba nunca”, afirma Samara Martins em sua fala na reunião. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as nossas 18 pré-candidaturas aos governos estaduais, 11 são mulheres e várias delas são do nosso movimento. Lançamos essas pré-candidaturas para ganhar a mente e coração das mulheres do nosso povo que ainda não conhecem o programa socialista. A guerra eleitoral é uma oportunidade de apresentarmos a nossa luta para mais mulheres, filiarmos mais à Unidade Popular e crescermos nossos núcleos. Nos lançamentos à tarefa de triplicar nosso movimento e nossas fileiras porque assim podemos enfrentar a guerra e a crise, com lutas massificadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós do Movimento de Mulheres Olga Benario assumimos a tarefa de elevar a consciência política das massas de mulheres e por isso, na campanha nacional de filiação da Unidade Popular pelo Socialismo, do mês de junho, devemos trazer mais mulheres para a luta pela sua libertação, filiando cada uma nesse poderoso instrumento que é a UP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, cada núcleo deve debater sobre o programa socialista para o nosso país e filiar cada mulher ainda não filiada. Cada coordenadora deve levar ficha de filiação da UP para as reuniões, ler o programa da UP nas reuniões e chamar as mulheres a se filiarem; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, devemos ampliar a apresentação do nosso programa, do que é o socialismo e apresentar a UP como esse instrumento de luta. Por isso devemos organizar banquinhas de filiação do Olga (semanais, diárias onde for possível), com nossas publicações (cartilha, caderno de formação, livro da Clara Zetkin, panfletos do Olga), jornal </span><b><i>A Verdade</i></b><span style="font-weight: 400;">, varais com fotos das mulheres vítimas de feminicídio, banners de “Mulher, tome partido! Filie-se à Unidade Popular pelo Socialismo”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo chamar as mulheres a participarem dos núcleos da UP-Olga. Compreendendo que se as mulheres puderem participar só de uma, chamar para uma das reuniões, pois os núcleos da UP e do Olga funcionam conjuntamente. Nos núcleos devemos debater as propostas para o território onde o núcleo atua, chamando as mulheres daquele território a fazerem suas propostas. As propostas aprovadas nos núcleos serão apresentadas para as coordenações do Olga e diretórios da UP para serem defendidas por nossas pré-candidatas do respectivo estado.</span></p>
<h4><b>Núcleo é pra lutar e crescer</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Companheiras, com as contradições do capitalismo, na sua fase imperialista, se aprofundando, temos como consequência o conjunto da classe trabalhadora, sobretudo as mulheres, sofrendo com o desemprego, baixos salários, fome, falta de moradia e violência. A única alternativa que as mulheres têm é construir um poderoso movimento de massa revolucionário para construir uma nova sociedade, o socialismo e o Movimento de Mulheres Olga Benario deve ser essa organização de combate.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os núcleos para organizar as mulheres em seu local de moradia ou trabalho abrem portas para realizar as lutas pelas necessidades imediatas e na luta pelo poder de forma diária, sistemática e contínua. Em fevereiro, realizamos os encontros territoriais nos estados, com o objetivo de implementarmos isso em cada bairro, vila, favela, empresa e fábrica, pois só o trabalho cotidiano poderá desenvolver as lutas, elevar a formação das mulheres e torná-las dirigentes revolucionárias, principalmente crescer entre as amplas massas das mulheres trabalhadoras. Nos primeiros cinco meses do ano, realizamos diversas jornadas nacionais de luta, porém verificamos um crescimento de somente 8% em números de mulheres que passaram a se organizar de janeiro a maio deste ano. Verificamos também o importante desenvolvimento de nosso trabalho internacional, onde hoje temos dois núcleos e 38 mulheres organizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para podermos crescer e continuarmos nos desenvolvendo, não podemos negligenciar a tarefa da autossustentação, pois somente com poder material superior ao do capitalismo derrotaremos esse sistema econômico em decadência. Devemos superar a consciência localista, nosso movimento é nacional e os estados necessitam de acompanhamento periódico para se desenvolver politicamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devemos planejar e efetivar as iniciativas financeiras nos estados e envolver todos os militantes, para assegurar os serviços necessários e garantir nossas lutas e o pagamento dos compromissos com o caixa nacional, através da cota financeira, avançando nosso trabalho na luta pela tomada do poder.</span></p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Movimento Olga Benario ocupa imóvel abandonado em Guaratuba (PR) para criar Centro de Referência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 03:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1080" height="1350" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Ocupação Maria Agueda, primeira ocupação de mulheres em Guaratuba. Foto: Movimento Olga Benario" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres.jpg 1080w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-280x350.jpg 280w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-819x1024.jpg 819w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-200x250.jpg 200w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-768x960.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-150x188.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-300x375.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-696x870.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-1068x1335.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" />Em resposta aos mais de 1.400 casos de violência contra a mulher registrados apenas no ano de 2025 em Guaratuba (PR), o Movimento Olga Benario transformou um espaço abandonado na Casa Maria Águeda. Gabriela Torres (PR) MULHERES &#8211; O Movimento Olga Benario realizou uma ocupação de mulheres em Guaratuba, no litoral paranaense. Chamada de Casa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1080" height="1350" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="Ocupação Maria Agueda, primeira ocupação de mulheres em Guaratuba. Foto: Movimento Olga Benario" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres.jpg 1080w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-280x350.jpg 280w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-819x1024.jpg 819w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-200x250.jpg 200w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-768x960.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-150x188.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-300x375.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-696x870.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/NASCE-A-OCUPACAO-MARIA-AGUEDA-O-Movimento-Olga-Benario-realizou-a-primeira-ocupacao-de-mulheres-1068x1335.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p><strong>Em resposta aos mais de 1.400 casos de violência contra a mulher registrados apenas no ano de 2025 em Guaratuba (PR), o Movimento Olga Benario transformou um espaço abandonado na Casa Maria Águeda.</strong></p>
<p><strong>Gabriela Torres (PR)</strong></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>MULHERES &#8211; </strong>O Movimento Olga Benario realizou uma ocupação de mulheres em Guaratuba, no litoral paranaense. Chamada de Casa Maria Águeda, fica localizada no centro da cidade e tem como objetivo de atender mulheres em situação de violência de toda a região, com o apoio de uma rede de profissionais voluntárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A casa foi organizada em um espaço abandonado desde 2019 e que não cumpria função social. A ação compõe uma campanha estadual em memória da vida de Bruna Danielle, mãe e trabalhadora que foi vítima de feminicídio na cidade, no início do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guaratuba é um dos principais municípios do Paraná, segundo estado com maior número de casos de tentativas de feminicídio no Brasil. Somente em 2025, foram registrados mais de 1.400 casos de violência contra a mulher na cidade. No mês de março, Bruna Danielle, de 28 anos, foi violentamente assassinada pelo ex-companheiro na frente de sua filha de apenas 9 anos. “Bruna era uma trabalhadora do Colégio Estadual Zilda Arns, tinha três empregos para sustentar sua casa e era muito amada por todos ao seu redor. A Ocupação Maria Águeda – por Bruna Danielle vem para denunciar mais um caso de feminicídio nesse sistema de violência e para honrar sua memória”, relata Maria Clara, coordenadora do Movimento.</span></p>
<h4><b>Vanguarda da luta antirracista</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Águeda foi uma moradora da província de Curitiba no século 19 e se tornou uma referência antirracista no Estado do Paraná ao ser a primeira mulher negra liberta a dizer “não” para duas mulheres brancas da elite burguesa que exigiram que Maria buscasse lenha às famílias ricas, durante uma missa na Igreja Matriz da cidade. O tenente-coronel Francisco de Paula Ribas, marido de uma das mulheres, prendeu Maria Águeda e ordenou que fosse amarrada em um tronco pelo pescoço. Apesar da repressão, a negra liberta se manteve firme em sua decisão de defender a liberdade e não se submeter à escravidão, e conseguiu ser solta um dia depois.</span></p>
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<p class="query-text-line ng-star-inserted"><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade </em></p>
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		<title>Trabalhadores promovem greve geral na Bolívia e exigem renúncia de presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 02:39:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Bolívia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="1200" height="525" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="GREVE OPERÁRIA. Trabalhadores bolivianos estão cansados de serem explorados. Foto: ATS" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia.jpg 1200w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-350x153.jpg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-1024x448.jpg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-250x109.jpg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-768x336.jpg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-150x66.jpg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-300x131.jpg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-696x305.jpg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P9-_-Bolivia-1068x467.jpg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p><strong>Uma greve geral e uma onda de manifestações paralisaram as principais cidades da Bolívia em resposta às medidas do governo de Rodrigo Paz.</strong></p>
<p><b>Fernando Alves | Redação</b></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>INTERNACIONAL &#8211; </strong>Uma greve geral com uma onda de grandes manifestações vem sacudindo as principais cidades da Bolívia em um clima de revoltas radicais contra a política de retrocessos do governo de Rodrigo Paz. As mobilizações ocorrem por causa das políticas neoliberais que atacam os direitos da população. Há anos, o país vive diante de enormes instabilidades políticas e está mergulhado em uma grave crise econômica. Embora seja um país muito rico, a realidade para a população – composta em sua maioria de camponeses e indígenas pobres, é muita adversidade, com pobreza e superexploração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Paz assumiu o governo em novembro de 2025 e já implantou medidas que retiraram direitos e impuseram grandes prejuízos à população do país. Com a retirada dos subsídios dos combustíveis, ocorreu um aumento imediato dos preços dos bens de consumo essenciais (alcançando até o dobro do valor), gerando desabastecimento e agravando a crise econômica. Os primeiros protestos foram organizados pelos trabalhadores dos transportes, com uma greve geral em todo o país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra medida que mexeu com a maioria da população foi a tentativa de revogação da Reforma Agrária de 1953, que garantia aos camponeses e povos indígenas pequenas propriedades rurais e terras comunitárias. No início de maio, os protestos dessas comunidades, juntamente com importantes categorias de trabalhadores urbanos, além dos estudantes, bloquearam os acessos à capital, La Paz, e a El Alto, próximas à região andina, deixando essas cidades sitiadas. O mesmo ocorreu depois em Potosí, Oruro e Cochabamba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As capitais La Paz e Sucre estão há 20 dias sem coleta de lixo e na última semana de maio os motoristas de transporte público aderiram em massa à greve. </span></p>
<h4><b>Tradição de lutas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um movimento popular organizado e forte, a Bolívia tem uma longa tradição histórica de resistência contra dezenas de golpes militares fascistas, enfrentando, de cabeça erguida, as mais duras batalhas contra a repressão e as intervenções imperialistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chama a atenção a unidade de luta de diferentes categorias da classe trabalhadora urbana, do campeonato, dos movimentos de moradia e dos povos indígenas, que são a maioria do povo boliviano. Em 2025, a maioria da população não participou ou não votou no atual presidente pela falta de uma candidatura que representasse as pautas dos trabalhadores bolivianos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O governo respondeu com muita repressão. Para isso, em sessão virtual, o Senado boliviano anulou as restrições de intervenção das Forças Armadas nos conflitos, permitindo ao governo declarar o Estado de Sítio. O deputado Carlos Alarcon, da base governista, afirmou: “A partir de agora, os grupos violentos que se atribuem a representação do povo terão um limite porque as Forças Armadas terão maior capacidade de ação”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 22 de maio, a situação se agravou ainda mais e os conflitos escalaram, com manifestantes ocupando dezenas de prédios públicos na capital e aumentando o número de bloqueios. Em poucos dias, foram registrados cerca de 60 pontos de bloqueios de estradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Central Operária Boliviana (COB), somada a milhares de agricultores, dezenas de sindicatos e organizações populares, mantém firmes as ações de combate ao governo e suas políticas antipopulares. Os bolivianos exigem a renúncia de Rodrigo Paz da Presidência e eleições em 90 dias.</span></p>
<h4><b>EUA ameaçam intervenção</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o respaldo político dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Millei, o governo de Rodrigo Paz tenta ganhar tempo. O secretário de Estado estadunidense Marco Rúbio ameaçou que seu governo pode intervir na Bolívia, declarando a velha retórica de suposto combate ao narcotráfico, caso “criminosos e traficantes de drogas derrubem líderes democraticamente eleitos”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, a situação de instabilidade na Bolívia compromete a estratégia traçada por Donald Trump de que os Estados Unidos voltem a ter pleno controle da América Latina, incluindo o controle de matérias-primas essenciais, como gás, petróleo e terras raras, de que a Bolívia possui abundantes reservas. Dessa maneira, mantém governos aliados e submissos aos interesses estadunidenses e reduz a influência do imperialismo chinês na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o governo brasileiro manifestou uma posição subserviente, declarando “solidariedade ao governo boliviano” e chamando ao diálogo. Nas redes digitais, o presidente Lula ainda anunciou o envio de um avião em apoio ao governo de Rodrigo Paz. Argentina e Equador também adotaram posturas semelhantes. Segundo lideranças sociais bolivianas esses aviões estão sendo usados para enviar material para a polícia e o exército reprimir as manifestações populares.</span></p>
<h4><b>É possível derrotar o imperialismo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Os protestos radicais na Bolívia são mais uma demonstração de que a política de intervenção militar, as ameaças de golpes e de desestabilização de governos não alinhados à Casa Branca pode ser barrada. A resistência do povo iraniano contra os ataques militares fascistas de Israel e dos Estados Unidos – diferentemente do que ocorreu na Venezuela – comprova que a luta pela autodeterminação, com organização e mobilização popular, em defesa da soberania e de combate à tirania é capaz de derrotar as ameaças e os ataques das potências capitalistas contra as nações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma possível derrubada do governo Rodrigo Paz no coração da América Latina devolve esperanças a um povo tão explorado quanto o povo boliviano e abre caminho para a retomada de importantes lutas em curso no continente. É um exemplo para aqueles que acham fundamental lutar.</span></p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade</em></p>
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		<title>‘‘Se os EUA atacarem Cuba militarmente, Cuba resistirá e lutará por sua independência’’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jesse Lisboa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 02:07:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1920" height="1276" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="EMBAIXADOR VICTOR CAIRO. “Cuba não quer uma guerra, Cuba quer paz e vai defender-se”. Foto: Donavan Sampaio (JAV/DF)" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador.jpeg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-350x233.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1024x681.jpeg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-250x166.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-768x510.jpeg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1536x1021.jpeg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-150x100.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-300x199.jpeg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-696x463.jpeg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1068x710.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" />O jornal A Verdade entrevistou, com exclusividade, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, na sede da Embaixada, em Brasília. Nascido em Havana, em 1978, Victor graduou-se em direito pela Universidade de Havana, em 2003.  Diplomata de carreira desde 2006, era embaixador de Cuba no Panamá (cargo que assumiu em 2022), antes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1920" height="1276" src="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="EMBAIXADOR VICTOR CAIRO. “Cuba não quer uma guerra, Cuba quer paz e vai defender-se”. Foto: Donavan Sampaio (JAV/DF)" style="display: block; margin-bottom: 5px; clear:both;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador.jpeg 1920w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-350x233.jpeg 350w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1024x681.jpeg 1024w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-250x166.jpeg 250w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-768x510.jpeg 768w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1536x1021.jpeg 1536w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-150x100.jpeg 150w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-300x199.jpeg 300w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-696x463.jpeg 696w, https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2026/06/P6_7-_-embaixador-1068x710.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><p><i><span style="font-weight: 400;">O jornal </span></i><b><i>A Verdade</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> entrevistou, com exclusividade, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, na sede da Embaixada, em Brasília. Nascido em Havana, em 1978, Victor graduou-se em direito pela Universidade de Havana, em 2003.  Diplomata de carreira desde 2006, era embaixador de Cuba no Panamá (cargo que assumiu em 2022), antes de ser transferido para o Brasil, em outubro de 2025.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“É um prazer estar aqui com </span></i><b><i>A Verdade</i></b><i><span style="font-weight: 400;">. Um veículo de imprensa muito importante para a esquerda brasileira e um veículo esquerda muito importante num momento tão especial como está vivendo a humanidade. Com tantas ameaças de guerras, bloqueios, com tanta complexidade na situação internacional”, afirmou o embaixador</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Vinícius de Lima e Redação</b></p>
<hr />
<p><b><i>A Verdade – Cuba vem sofrendo diariamente uma crise energética de abastecimento causada pelo aumento do bloqueio econômico e social por parte dos Estados Unidos, que já dura mais de seis décadas. Como o governo trabalha junto à população para atravessar esse duro período?</i></b></p>
<p><b><i>Víctor Cairo –</i></b><span style="font-weight: 400;"> Estamos falando em um momento muito especial para Cuba. O Governo dos Estados Unidos pretende derrotar a Revolução Cubana, empregando muitas ações contra a população cubana. Quando os Estados Unidos perseguem um barco com petróleo que vai para Cuba, está proibindo, na prática, que a população receba serviços básicos de saúde, educação, transporte público. Nosso desenvolvimento como país está em perigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Governo dos Estados Unidos pretende incitar revoltas públicas com os apagões de mais de 14, 15 horas, até 20 horas em algumas partes do país. A população tem dificuldades para conservar alimentos, ir ao trabalho, preparar as crianças para irem à escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sempre digo que, quando um médico cubano, atendendo num hospital em Cuba, tem que selecionar qual doente vai oferecer medicamentos, remédios, porque só tem um remédio, isso é um crime. É um genocídio o que está acontecendo em Cuba por causa do Governo dos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O plano de ataque ao sistema energético cubano é eliminar a capacidade de Cuba de ter renda. É por isso que é muito importante também que o povo do Brasil saiba que esses ataques dos Estados Unidos contra Cuba, contra as brigadas médicas cubanas no exterior – médicos cubanos que atendem pessoas que não recebem saúde do Estado, ou que seus Estados não têm capacidade para oferecer saúde – são um ataque também ao internacionalismo cubano, à solidariedade de Cuba. São um ataque à possibilidade que o sistema de saúde cubano tenha recursos financeiros para poder se aperfeiçoar e se dedicar ao desenvolvimento do nosso país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Estados Unidos atacaram o sistema de investimentos em Cuba com as últimas medidas adotadas em 1º de maio, enquanto nossa população estava celebrando o Dia Internacional dos Trabalhadores. Aprovaram um novo decreto presidencial que impõe sanções contra qualquer empresário no mundo que tenha relações com Cuba. É uma medida muito cruel, porque está tratando de desconectar a nossa ilha da economia mundial. Que país é capaz de se desenvolver sem estar conectado ao resto do mundo? Não é possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Cuba está enfrentando essa complexa situação, que é muito difícil, sempre com apoio da forte relação entre o governo e a população. Temos um plano para enfrentar emergências, que permite nos dedicarmos aos aspectos fundamentais da sociedade cubana, como: conservar a estabilidade do sistema energético cubano e ter acesso ao desenvolvimento de combustível próprio para depender menos da importação de combustíveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que uma das prioridades também é fazer uma transição energética e depender menos do combustível fóssil. Cuba produz seu próprio combustível, mas não o produz na quantidade de que sua população necessita. Nosso povo precisa de mais de 3.000 megawatts diários e Cuba tem capacidade de produzir combustível para 30% dessa demanda. Então precisamos importar o restante do combustível. Nesse sentido, se não temos capacidade de cobrir os 70% restantes, a indústria para, a economia para. Por isso, o Governo está aplicando um plano de emergência para enfrentar com êxito essas prioridades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra prioridade para Cuba é se defender. Nesse momento, a ameaça de uma guerra, de uma ação militar contra Cuba, é mais que evidente. Os Estados Unidos estão criando todo um conjunto de condições para convencer a comunidade internacional de que Cuba é uma ameaça para eles. Isso não é real. Isso é falso! Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As últimas notícias são de que Cuba tem drones e que os EUA têm se preocupado com isso. Cuba tem direito a defender-se. Cuba tem direito à legítima defesa se é atacada. Cuba tem direito a defender sua soberania, sua liberdade, sua nação. A comunidade internacional reconhece que os Estados Unidos são o país agressor, e Cuba é o país historicamente agredido. Nosso país foi vítima de terrorismo. Nosso país foi vítima de armas químicas. Nosso país foi vítima de ataques armados e de agressões militares. Nosso país foi vítima de ataques biológicos. Quando Cuba realizou um ataque contra os Estados Unidos? Nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, essa narrativa de que Cuba é uma ameaça quer convencer a comunidade internacional de que uma guerra contra Cuba é necessária. Cuba tem planos para emergências, porém também tem planos para se defender. E é legitimidade nossa tomar as medidas necessárias para nos defendermos de um ataque militar. Nosso povo lutará. Nossa defesa é prioridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra prioridade para nosso Governo nessas circunstâncias junto ao povo é a produção de alimentos. Estamos lutando, buscando caminhos, criando alternativas que permitam uma melhor produção e distribuição de alimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer profundamente ao Governo do Brasil e aos movimentos camponeses, ao MST, em particular, que têm trabalhado com Cuba e realizado uma solidariedade efetiva, enviando sementes, maquinário e insumos, dos quais nós precisamos para a produção de alimentos nessas circunstâncias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é outra das prioridades para nosso país. Estamos nessa transição energética, realizando a instalação de parques fotovoltaicos para utilizar mais energia solar, pois o bloqueio não chega, até agora, a tapar o sol. Portanto, é uma oportunidade que Cuba tem, que temos que fazer. É custosa, não é gratuita, mas faz parte de nossa política de transição energética para poder enfrentar esta situação complexa.</span></p>
<p><b><i>As ameaças do presidente estadunidense Donald Trump contra a soberania de Cuba chegaram ao nível mais crítico desde a vitória da Praia Girón em 1961. Como o senhor definiria o atual momento para o povo e o governo cubano?</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A situação é muito complexa, mas ninguém deve duvidar da capacidade do povo cubano de defender sua soberania. Cuba não quer uma guerra, Cuba quer paz. Mas temos que ter claro que uma agressão contra Cuba, um momento como este que estamos vivendo, muito parecido, de fato, a 1961, é o momento de defesa da nossa soberania, de nossa autodeterminação e de nossos princípios de independência. E Cuba vai defender-se.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os setores mais reacionários da extrema-direita dos Estados Unidos nunca compreenderam nem aceitaram nossa capacidade e independência. Nunca aceitaram nossa situação política. Nunca aceitaram nossa capacidade, nossa soberania, nossa sociedade. Essa é uma sociedade própria. É uma sociedade que os cubanos decidiram ter. Não é uma sociedade imposta pelos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não somos ingênuos, sabemos o custo militar que tem para Cuba. Uma agressão militar teria consequências muito graves, que não queremos, que não é nossa vontade. Mas se o diálogo não é possível… E um diálogo de iguais, não um diálogo com imposição. Se o diálogo não é possível, nosso povo está se preparando para lutar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns cubanos de Miami estão clamando que o Governo dos Estados Unidos ataque Cuba, mas esses cubanos não têm família em Cuba. Quem poderia defender um ataque contra sua própria família em Cuba?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E será um crime atacar uma população que quer ser livre, que quer se defender, que quer lutar. Mas não será uma luta convencional, será uma luta de guerrilha, uma luta do povo contra exércitos. Como travar uma guerra contra um povo? Como os Estados Unidos vão travar uma guerra de modo que Cuba não se torne um novo Vietnã?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem pode prever o que ocorrerá em Cuba se realizarem um bombardeio massivo, matando a nossa população? As pessoas vão se defender. Então, nessa situação, sem um ânimo belicista, sem um ânimo de guerra, sem um ânimo de triunfalismo, a Casa Branca tem que saber que uma agressão contra Cuba vai enfrentar a determinação de todo um povo que vai lutar e que vai defender-se. Essa é a sensação que Cuba tem hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas Cuba quer criar uma situação diferente. Queremos dialogar. Mas, se esse diálogo não for possível e se os Estados Unidos atacarem Cuba militarmente, Cuba resistirá e lutará por sua independência, por sua soberania e por sua autodeterminação. Isso é um princípio básico.</span></p>
<p><b><i>Até um suposto processo judicial contra o comandante Raúl Castro foi cogitado. Os líderes da Revolução de 1959 nunca serão tolerados pela burguesia dos Estados Unidos?</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma boa pergunta. Temos que levar em conta a história das relações bilaterais entre Estados Unidos e Cuba. A máquina midiática contra Cuba nos Estados Unidos está divulgando muitas coisas. Cuba tem muitas oportunidades de falar com representantes de organismos internacionais, com líderes de Estado, de governo, com movimentos de solidariedade, com figuras e personalidades dos próprios Estados Unidos. E, quando se fala com Cuba, compreende-se o valor histórico da luta do povo cubano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Revolução Cubana não é resultado de um grupo de elite que decidiu tomar o poder, é um processo histórico. E esse processo histórico tem em conta todo o desenvolver da luta de Cuba por sua independência e dos interesses dos Estados Unidos de apoderar-se de Cuba. A história de Cuba como nação está, inevitavelmente, muito ligada aos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1902, um senador dos Estados Unidos, defensor da doutrina Monroe, expressou no Senado: “Nós queremos Cuba, mas sem cubanos”. Cuba não tinha socialismo, Cuba não era um país comunista, não era um país que ameaçava os Estados Unidos. Cuba acabava de sair de uma guerra, na qual os Estados Unidos interromperam a vitória de Cuba. Essa é uma posição que responde mais à doutrina religiosa, fundamentalista, do que “somos nascidos para governar a região da América Latina e o Caribe e tudo é nosso”. Isso é uma posição da elite dos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E isso, com certeza, estamos vendo hoje com Trump e com Marco Rubio. Pois todo mundo fala de Trump, e temos que falar também de Marco Rubio, que é um representante dessa elite política estadunidense que vê a América Latina e o Caribe como o destino manifesto. “Estados Unidos são donos da América Latina e do Caribe”, mas isso não é real. E isso é o fundamentalismo, essa é uma posição do fascismo dos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é parte da estratégia de criar, rever, mudar e trocar a história de Cuba, de querer dizer que Cuba é parte dos Estados Unidos. É por isso que o presidente Trump publica um post onde põe os países da América Latina e do Caribe com a bandeira Estados Unidos. Isso faz parte da poderosa motivação que existe por trás do Governo dos Estados Unidos contra nossos países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este mesmo senador de 1902 disse também que a lei e a ordem estadunidenses, assim como sua civilização, serão implantadas nas praias que até então foram sangrentas e ignorantes, e serão arrebatadas e iluminadas pela mão de Deus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma base filosófica complexa nos Estados Unidos, do Governo dos Estados Unidos, que trata a América Latina e o Caribe como se fôssemos parte deles, porque se trata de destino manifesto. Não por acaso, o presidente Trump diz que esse é o Corolário Trump, da doutrina Roosevelt.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amigos, estamos em um momento muito especial da história das relações entre Cuba e Estados Unidos e todas essas notícias que se estão divulgando pelo maquinário de Miami, pelo maquinário dos Estados Unidos, com notícias sobre supostos julgamentos e outras coisas que não têm efeito real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós, cubanos, vivemos a maior parte de nossas vidas sob o bloqueio dos Estados Unidos. Que terrorista de origem cubana que viveu nos Estados Unidos foi sancionado pela lei americana? Posada Carriles, um terrorista notório nos Estados Unidos, um agente da CIA. Ele nunca foi sancionado pelos Estados Unidos. Ele foi protegido pelas mesmas pessoas que hoje querem atacar Cuba. Portanto, não estamos falando de fatos concretos, estamos falando de mentiras, de histórias, de criação de narrativas, de imposição de processos judiciais para criar um ambiente de agressão contra Cuba em todos os sentidos.</span></p>
<p><b><i>Em meio a tudo isso, como estão os preparativos para a celebração do centenário de nascimento do comandante Fidel Castro?</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem que acontecer, é o comandante. Para nós, é um prazer. Fidel é muito grande. Fidel não é só de Cuba, Fidel é do mundo. E Fidel é do mundo porque ele tem a capacidade de falar sobre Cuba e de explicar o projeto de Cuba ao mundo. Não é possível, no centenário de Fidel, em condições de muitas restrições para Cuba, deixar de comemorar e festejar Fidel, 100 anos de seu nascimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos celebrando, neste momento, o 40° aniversário da retomada das relações bilaterais entre Cuba e Brasil. E temos falado das visitas de Fidel ao Brasil. Dos encontros de Fidel com personalidades brasileiras. Fidel falava com todo mundo no Brasil. E temos conversado também sobre os 120 anos de estabelecimento das relações bilaterais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós gostamos de falar dos 40 anos da retomada das relações, mas é um importante momento quando Fidel visita o Brasil. Sobre o famoso livro de Frei Betto com Fidel, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fidel e a Religião</span></i><span style="font-weight: 400;">, que mudou um pouco a visão do Brasil e do mundo religioso sobre a Revolução Cubana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, em um momento como esse, toda pessoa de bem, toda pessoa ética, não pode permitir que, nos 100 anos de Fidel, o Governo dos Estados Unidos cometa um crime contra a sociedade cubana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Fidel inspira também. Todos os dias, quando nos levantamos e saímos para lutar por um mundo melhor, estamos lutando por Fidel. Isso que Fidel nos deu respeito, soberania, solidariedade. Temos que lembrar também que Fidel, no Brasil, alertou a humanidade da importância de enfrentar a mudança climática, quando, em 1992, disse que uma espécie está a ponto de desaparecer, a espécie humana. E é por isso que nós temos uma posição clara contra o capitalismo. É uma posição de que, se o capitalismo segue como sistema predominante na nossa sociedade, estamos destinados a morrer como sociedade humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é possível continuar consumindo e enfrentando tanta desigualdade. Um pequeno grupo da população internacional tem muito mais do que a maioria da população pobre, que não tem acesso à educação, que não tem acesso à saúde, que não tem acesso à globalização que se fala no mundo. Como se pode falar de globalização se na África muitas pessoas não têm escolas nem eletricidade?! Como se pode falar de globalização se o mundo permite que Estados Unidos cometam um genocídio contra o povo cubano?!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E então Fidel nos dá, neste mundo tão complexo, ferramentas, nos dá o veículo, para poder, com sua obra, com seu pensamento, entender a realidade que estamos vivendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje eu falei com um amigo que me enviou um artigo sobre a vitalidade do marxismo no mundo. Ele disse que muitas pessoas no mundo não compreendem o presente, que não compreendem a realidade. Respondi que nós preferimos ser do grupo dos que, todos os dias, lutam por um mundo melhor, por um mundo mais justo, por um mundo organizado de maneira diferente de como está hoje. E isso é o comunismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É lutar por igualdade social, do povo, do mundo de hoje, de todas as pessoas. Sem discriminação, sem fascismos. Como podem os Estados Unidos fazerem guerra contra um povo que só está dedicado a educar, a ensinar, à solidariedade com os povos do resto do mundo?! Esse é o perigo que os Estados Unidos veem em Cuba. O farol da dignidade. E esse farol de dignidade é Fidel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fidel que nos mostrou esse caminho, essa pequena ilha se converteu em um farol da dignidade. Por isso, sempre a verdade – e vocês têm um periódico que se intitula assim: </span><b><i>A Verdade</i></b><span style="font-weight: 400;"> –,</span> <span style="font-weight: 400;">por isso a revolução comunista e Fidel significa essa verdade. Contra a mentira, contra a falsidade, contra a agressão dos Estados Unidos. É um momento de celebração para nós. Vamos fazer muitas atividades em Cuba. Vai ocorrer um evento maior, com convidados internacionais, muitos brasileiros estão se preparando para viajar e será um momento especial para nosso povo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E se Cuba for atacada militarmente antes de agosto deste ano – inclusive, em combate –, nós vamos celebrar Fidel. Fidel inspira. Fidel é luta. E não só a luta do povo cubano, mas a luta do povo latino-americano, caribenho e de todos os povos do mundo.</span></p>
<p><em>Matéria publicada na edição impressa nº 335 do jornal A Verdade</em></p>
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