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	<title>A Bacia das Almas</title>
	
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	<description>ONDE AS IDÉIAS NÃO DESCANSAM</description>
	<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 19:10:33 +0000</pubDate>
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			<image><link>http://www.baciadasalmas.com</link><url>http://img213.imageshack.us/img213/3772/socksod2.jpg</url><title>Onde as idéias não descansam</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/baciadasalmas" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>baciadasalmas</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com" /><item>
		<title>Halloween</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 09:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[painter]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/halloween-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/halloween.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
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		<title>As transgressões do céu</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 10:34:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os demais evangelistas João aparece no deserto, adulto e com uma missão, como que do nada. É apenas Lucas &#8211; este mesmo Lucas de Atos &#8211; que oferece ao homem adulto uma história de origem e portanto uma premonição.
João é filho de um sacerdote, Zacarias, e de sua esposa Isabel, ambos avançados em idade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os demais evangelistas João aparece no deserto, adulto e com uma missão, como que do nada. É apenas Lucas &#8211; este mesmo Lucas de Atos &#8211; que oferece ao homem adulto uma história de origem e portanto uma premonição.</p>
<p>João é filho de um sacerdote, Zacarias, e de sua esposa Isabel, ambos avançados em idade e sem filhos, como Abraão e Sara; seu nascimento é anunciado por um anjo, como o de Ismael, como o de Sansão, como o de Jesus.</p>
<p>Sobre menino o anjo explica que &#8220;muitos se alegrarão com o seu nascimento&#8221;, porque ele será &#8220;cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe, e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, o Deus deles&#8221;. Sua posturá servirá para cumprir a última profecia proferida no Antigo Testamento (Malaquias 5:6), pela qual Deus promete finalmente &#8220;converter os corações dos pais aos filhos&#8221;, isso (descobrimos agora) a fim de &#8220;providenciar um povo preparado para o Senhor&#8221;. Zacarias, ele mesmo cheio da lucidez do Espírito Santo, enxerga que seu filho &#8220;será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, preparando o caminho para ele&#8221;, porque, graças à misericórdia de Deus, &#8220;a aurora virá lá do alto nos visitar&#8221;.</p>
<p>Esse menino, sobre o qual descerá <a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/a-lucidez-profetica">pela última vez a Palavra do Senhor</a>, salta &#8220;de alegria&#8221; ainda no ventre de sua mãe ao pressentir na saudação de Maria a estarrecedora proximidade do reino.</p>
<p>Essa tensão entre o antigo e o novo, entre o que foi prometido e o que virá, entre as velhas profecias e a nova luz, marcará a posição e o papel de João no Novo Testamento. Para Lucas, ainda mais do que para os demais evangelistas, João é a divisa simbólica entre dois mundos, representando ao mesmo tempo ponte de ligação e muralha de separação entre a Lei e as boas novas.</p>
<p>&#8220;A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus (Lucas 16:16)&#8221;.</p>
<p>Então, antes que Jesus apareça nas cidades, o que acontece é que João aparece no deserto. O primo de Jesus vive<a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/quarto-passo-viva-inteiramente-inserido-no-seu-mundo"> como um <em>outsider</em></a>, inteiramente à margem da cultura reinante, mas usa essa sua postura marginal como credencial para sua posição de agente transformador. João é, afinal de contas, &#8220;a voz que clama no deserto&#8221; &#8211; e gritar no deserto, onde ninguém pode ouvir, é um contrasenso mas é também manifestação artística, ato de resistência e de contracultura, e portanto ato divino. Desde o tempo de Moisés, desde a sarça ardente que o fogo não consome e dos caminhos circulares debaixo do maná (e mesmo antes, nas peregrinações de Abraão e seus filhos que são como grãos de areia), Deus é aquele que sustenta a vida no deserto.</p>
<p>E logo no deserto há multidões, porque as pessoas escoam da Judéia e da Galiléia e de Jerusalém e de destinos ainda mais improváveis para desembocar nas margens do Jordão, onde João está apregoando uma nova e desconcertante mensagem, &#8220;o batismo de arrependimento para remissão dos pecados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Arrependam-se&#8221;, João diz aos que recorrem a ele (precisamente como Pedro dirá quando estiver na sua posição &#8211; e podemos supor que os ouvintes de Pedro interpretarão sua injunção pelo que sabiam da mensagem de João), &#8220;porque o reino de Deus está próximo&#8221;.</p>
<p>Embora nunca se estenda sobre a natureza exata do reino de Deus ou sobre a natureza de sua proximidade (estará próximo no tempo? no espaço?), João está absolutamente convencido que o arrependimento é a única postura adequada diante da iminência de uma Pessoa (alguém &#8220;maior e mais poderoso do que eu&#8221;, que está para se manifestar e pode muito bem ser o Messias das profecias), pessoa que por sua vez precipitará um terrível Evento (que pode muito bem ser o juízo final, visto que &#8220;o machado já está posto junto à raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada no fogo&#8221;).</p>
<p>Por associar sua mensagem a essa expectativa de transformação iminente e possivelmente definitiva, a onda de João é frequentemente catalogada entre os movimentos &#8220;apocalípticos&#8221; ou &#8220;escatológicos&#8221; &#8211; isto é, definidos pela sua preocupação com as últimas coisas e com as derradeiras medidas a serem tomadas antes do fim &#8211; dos quais houve muitos antes dele e permanecem tão frequentes que não conhecemos ainda o último.</p>
<p>O que todas as tradições concordam é que João representou uma novidade desconcertante e uma onda irresistível. Para o embaraço da religião institucionalizada do Templo e dos fariseus, &#8220;multidões&#8221; de judeus de todas as origens e de todos os matizes [1] iam até João, [2] confessavam os seus pecados e [3] eram batizados por ele no rio Jordão [4] para o perdão dos pecados&#8221;.</p>
<p>O embaraçoso estava em que nada havia de ortodoxo em qualquer uma dessas práticas.</p>
<p>Nada na Lei, na história ou na tradição prescrevia que adoradores afluíssem a um profeta errante e confessassem os seus pecados, e nada sugeria que poderiam beneficiar-se em alguma medida com isso. <a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/a-linhagem-do-batismo">Como acabamos de ver</a>, embora a Lei prescrevesse uma série de imersões rituais, eram todas realizadas sem assistência pelo próprio adorador; o novo método de João, que batizava ele mesmo os que vinham até ele, não tinha precedentes que o redimissem. Outra diferença fundamental: as imersões previstas na Lei estavam invariavelmente ligadas à pureza cerimonial, e deviam ser repetidas todas as vezes que o judeu devoto se visse embaraçado pela impureza ritual. Em contrapartida, o batismo de João, com seus requerimentos e benefícios, era oferecido uma única vez e de uma vez por todas diante da emergência e da urgência do Reino.</p>
<p>O mais severamente não-ortodoxo e escandaloso no batismo de João, no entanto, estava em sua sua aspiração a propiciar o perdão dos pecados. Nem a mais liberal interpretação da Lei poderia sugerir que alguma outra prática, que não os sacrifícios apresentados no Templo, pudesse prover a remissão de pecados &#8211; e eis aqui o profeta cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe, batizando gente, ouvindo suas confissões públicas e apresentando o batismo de arrependimento &#8220;tendo em vista a remissão dos pecados&#8221;.</p>
<p>Propor e promover um rito alternativo que mediasse o perdão divino era sustentar uma espécie muito grave de desobediência civil ou, neste caso, religiosa. Usar o ofício divino de profeta para contornar o serviço do Templo e suas minuciosas exigências não equivalia apenas a criticá-lo (como faziam, por exemplo, os essênios); era questionar por completo a sua legitimidade.</p>
<p>Não é à toa que essa postura tenha despertado a indignação de fariseus e saduceus, judeus particularmente comprometidos com a ortodoxia e com os escrúpulos do Templo, que foram sondar as obras do Batizador no Jordão e acabaram saudados por ele como &#8220;ninhada de víboras&#8221; &#8211; gente que, segundo João, usava sua religiosidade como manobra evasiva, na ilusão de poder &#8220;escapar da ira vindoura&#8221;.</p>
<p>O que resta portanto no batismo de João está em que, embora tivesse suas raízes fixas em expectativas e procedimentos anteriores, diferia desses ao ponto do escândalo e da transgressão. Lembrava os procedimentos prescritos para a limpeza ritual, mas separava-se deles porque a purificação que oferecia era interior e não exterior. Evocava as imersões previstas na lei e na tradição, mas se distinguia delas por seu caráter não-repetitivo e por ser administrado por um mediador. Era realizado no Jordão, que ecoava com a libertação do Êxodo e a posse da Terra, mas oferecia o perdão dos pecados fora de Jerusalém e longe do Templo. E, embora fosse administrado por João e seus discípulos, apontava para um grande e outro Mediador que estava ainda para chegar.</p>
<p>Tudo na mensagem de João existia no fio da navalha, na finíssima divisão entre continuidade e descontinuidade.</p>
<p>O problema para a religião institucionalizada de Jerusalém estava em que muita gente na massa inculta, não devidamente esclarecida nas necessidades e clarezas da ortodoxia, via esse novo e incômodo profeta como especialmente autorizado por Deus. E quem é Deus para autorizar novidades? Pelo contrário, é natural concluir que basta alguém oferecer liberdades em nome de Deus para demonstrar sua própria desqualificação.</p>
<p>Isso fariseus e saduceus enxergavam com clareza, mas a multidão se deixa desviar com tanta facilidade. Chegarão a seguir outro transgressor, um galileu que tentará justificar as novidades de João Batista com o absurdo argumento de que eram transgressões endossadas pelo céu (Mateus 21:25).</p>
<p>Como que para irritá-los, esse novo transgressor anunciará precisamente a mesma &#8220;boa nova&#8221; do &#8220;arrependam-se, porque o reino de Deus está próximo&#8221; que tanto incomodou-os no Batizador. E chegará ao extremo de sugerir que saduceus e doutores da Lei rejeitaram o propósito de Deus para suas vidas (como se isso fosse possível!) quando recusaram-se a submeter-se ao batismo de João (Lucas 7:29-30).</p>
<p>E, como que deliberadamente, como que para manchar logo de início a sua reputação e deixar muito claro a que veio, a primeira coisa que o novo transgressor fará em sua vida pública será identificar-se com a mensagem de João, sendo batizado por ele no rio Jordão, que àquela altura já se maculara com as impurezas de tantos.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug013.gif"></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/quarto-passo-viva-inteiramente-inserido-no-seu-mundo">QUARTO PASSO: Viva inteiramente inserido no seu mundo</a></p>
<div class='series_toc'><h3>Rastros dos apóstolos</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/como-perder-jesus-de-vista-no-livro-de-atos/' title='Como perder Jesus de vista no livro de Atos'>Como perder Jesus de vista no livro de Atos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/ascensao-sem-tregua-das-testemunhas/' title='Ascensão sem trégua das testemunhas'>Ascensão sem trégua das testemunhas</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-escassez-seletiva-selecionar-e-interpretar/' title='A escassez seletiva: selecionar é interpretar'>A escassez seletiva: selecionar é interpretar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-jesus-terreno-e-o-cristo-extraterrestre/' title='O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre'>O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/com-as-mulheres/' title='Com as mulheres'>Com as mulheres</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-reconhecer-entre-dois-discipulos-um-apostolo/' title='Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo'>Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-plenitude-dos-tempos/' title='A plenitude dos tempos'>A plenitude dos tempos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-verdadeira-mensagem/' title='A verdadeira mensagem'>A verdadeira mensagem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-lucidez-profetica/' title='A lucidez profética'>A lucidez profética</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-vexacao-de-satanas/' title='A vexação de Satanás'>A vexação de Satanás</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-volta-ao-que-poderia-ter-sido/' title='A volta ao que poderia ter sido'>A volta ao que poderia ter sido</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-fermentacao-da-morte/' title='A fermentação da morte'>A fermentação da morte</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-incubacao-do-espirito/' title='A incubação do espírito'>A incubação do espírito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/formato-minimo/' title='Formato mínimo'>Formato mínimo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-se-diz-e-o-que-nao-se-diz/' title='O que se diz é o que não se diz'>O que se diz é o que não se diz</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-linhagem-do-batismo/' title='A linhagem do batismo'>A linhagem do batismo</a></li><li>As transgressões do céu</li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Paulo Brabo no manual do Corel Painter</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 08:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas pinturas minhas (esta e esta) comparecem no manual do usuário da versão 11 &#8211; a mais recente &#8211; do legendário software de pintura Corel Painter.

Todas as imagens © Corel Corporation etc.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas pinturas minhas (<a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/espresso">esta</a> e <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/cabeca-de-terra">esta</a>) comparecem no manual do usuário da versão 11 &#8211; a mais recente &#8211; do legendário software de pintura <a href="http://www.corel.com/servlet/Satellite/us/en/Product/1166553885783">Corel Painter</a>.</p>
<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/4597912"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/painter11-manual.png" title="Brabo no manual" /></a></p>
<p><small>Todas as imagens © Corel Corporation etc.</small></p>
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		<title>A casa da supplicação</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 08:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo que o Principe Regente Nosso Senhor com a sua Real Presença felicitou a grande e abençoada terra do Brazil, e nella estabelecêo o seu Throno, este Paiz deixou de facto de ser Colonia, por cujo motivo, ainda bem não tinha sua Alteza Real chegado ao termo da sua jornada, quando na Cidade da Bahia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo que o Principe Regente Nosso Senhor com a sua Real Presença felicitou a grande e abençoada terra do Brazil, e nella estabelecêo o seu Throno, este Paiz deixou de facto de ser Colonia, por cujo motivo, ainda bem não tinha sua Alteza Real chegado ao termo da sua jornada, quando na Cidade da Bahia se apressa a quebrar as cadêas, que prendião o commercio, e a industria dos Brazileiros, abrindo os portos deste vastissimo Continente a todas as Nações amigas, e concedendo aos habitantes do Brazil a franquesa do commercio: e nesta Cidade do Rio de Janeiro, onde fixou sua Côrte, passou não só a crear todos os estabelecimentos públicos, indispensaveis ao decoro e magestade da sua Corôa, mas tambem os necessarios, e uteis para o bem, e prosperidade dos seus Vassallos nesta parte do novo Mundo. Assim, além dos arranjos da sua Real Casa, e Familia, e da erecção de huma Capella tão magnifica, e devota, Sua Alteza Real Creou os Regios Tribunaes do Desembargo do Paço, da Mesa da Consciencia, e Ordens, do Conselho da Fazenda, do Supremo Conselho Militar, e de Justiça; creou mais a Casa da Supplicação do Brazil, a Juncta do Commercio e outras Junctas Administrativas, como a do Arsenal Real do Exercito, da Academia Militar, etc.; creou tambem o Erario Regio, a Relação do Maranhão, novas Comarcas, e novas Villas; fundou o Banco do Brazil; mandou abrir estradas pelo interior do Certão até ao Pará, explorar a navegação dos rios, aldear, e civilizar os Indios barbaros e ferozes; promulgou muitas, e saudaveis leis analogas ao liberal Systema Politico, que adoptara, para favorecer, animar, e dar toda a extensão possivel ao commercio, á agricultura, á industria, ás artes, e ás sciencias; mandou estabelecer fabricas de ferro, de polvora e outras de diversos generos; concedêo a Typographia, creou a Academia Militar, e a Escóla Medico-Cirurgica; promovêo a população, já permittindo aos Estrangeiros estabelecimentos ao Brazil, recebendo com affabilidade os que se distinguem pelos seus conhecimentos uteis em quaesquer das artes liberaes, e mechanicas, sem preferencia de Nação, ou de Religião; e concedendo liberalmente sesmarias aos que se propõem exercer a lavoura; já mandando vir dos Açores por diferentes vezes muitos casaes de Ilheos, aos quais benignamente mandou prestar todos os meios de subsistencia, e além disto terras, gado, intrumentos de agricultura, privilegios, isenções; e não havendo hum só ramo de publica prosperidade, que não sentisse os beneficos efeitos da sollicitude de Sua Alteza Real para engrandecer, e fazer prosperar este Estado, como temos visto na primeira parte destas Memorias, com tudo, o seu Generoso, e Magnanimo Coração não se dava ainda por satisfeito. <em>Aliquid maius, et excelsius a Principle postulatur. </em>Sim, o Principe Regente Nosso Senhor desde muito conhecia, que o Brazil exigia da Sua Real Munificencia, e Grandeza cousa maior, e mais relevante: isto he, que ao Brazil faltava ser de Direito hum Reino, por tal conhecido, e havido entre as Nações.</p>
<p><small><em>Memorias para servir a&#8217; historia do Brazil</em><br />
Escriptas na Corte do Rio de Janeiro no anno de 1821<br />
e offerecidas a S. Magestade Elrei Nosso Senhor<br />
o Senhor D. João VI pelo<br />
<strong>Padre Luiz Gonçalves dos Sanctos</strong></small></p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug014.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>O Brasil e os brasileiros</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-brasil-e-os-brasileiros/' title='O Brasil e os brasileiros'>O Brasil e os brasileiros</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/prodigiosa/' title='Prodigiosa'>Prodigiosa</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/dois-dolares/' title='Dois dólares'>Dois dólares</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/vara-de-condao/' title='Vara de condão'>Vara de condão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-camara-dos-deputados/' title='A Câmara dos Deputados'>A Câmara dos Deputados</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/essa-pobreza/' title='Essa pobreza'>Essa pobreza</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/uma-especie-de-luxo/' title='&#8220;Uma espécie de luxo&#8230;&#8221;'>&#8220;Uma espécie de luxo&#8230;&#8221;</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-provavelmente-verdade/' title='É provavelmente verdade'>É provavelmente verdade</a></li><li>A casa da supplicação</li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Como corrigir o universo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 09:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem é mortal,
Pode muito bem ser verdade,
Porém morramos resistindo.
Se é o nada que nos aguarda,
Vivamos de modo que esse seja um destino injusto.
Miguel de Unamuno, citando Senancour a seu próprio modo
em Do Sentimento Trágico da Vida
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem é mortal,<br />
Pode muito bem ser verdade,<br />
Porém morramos resistindo.<br />
Se é o nada que nos aguarda,<br />
Vivamos de modo que esse seja um destino injusto.</p>
<p align="right"><small><strong>Miguel de Unamuno</strong>, citando Senancour a seu próprio modo<br />
em <em>Do Sentimento Trágico da Vida</em></small></p>
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		<title>O conceito teológico</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 12:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[teologia narrativa]]></category>

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		<description><![CDATA[73
O conceito teológico de &#8220;separação de Deus&#8221; como consequência da transgressão é uma artificialidade que a narrativa (que é teologicamente agnóstica) desconhece por completo. O homem não conhecerá essa inconcebível condição: Deus nunca estará longe, e todos os capítulos desta história concorrerão para demonstrá-lo.
Nem o pecado nem a transgressão (e, como se verá, nem mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>73</p>
<p>O conceito teológico de &#8220;separação de Deus&#8221; como consequência da transgressão é uma artificialidade que a narrativa (que é teologicamente agnóstica) desconhece por completo. O homem não conhecerá essa inconcebível condição: Deus nunca estará longe, e todos os capítulos desta história concorrerão para demonstrá-lo.</p>
<p>Nem o pecado nem a transgressão (e, como se verá, nem mesmo a morte) serão capazes de separar os protagonistas um do outro. O terrível está numa realidade transversal, em que as demandas da queda os separarão da sua imagem comum, e portanto de si mesmos. Homem e Deus caminharão tropeçando um no outro pela terra, parágrafo após parágrafo, mas terão perdido a identidade comum. Olharão no olho um do outro, mas não serão capazes de se reconhecer, porque sua glória estará oculta; não puderam, cada um a seu modo e devido às exigências das suas escolhas (as exigências da narrativa), administrar a abundância.</p>
<p>A expulsão do Éden não serve para separar Deus e homem, <span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">A expulsão do Paraíso são as roupas de Deus.</span>mas para ocultar dos homens a vergonha da glória divina. A transgressão humana revelara a divina nudez, e a expulsão do Paraíso são as roupas de Deus.</p>
<p>Como as peles que cobrem o homem e a mulher, trata-se de uma solução contingente, que traz em si mesma suas próprias ambivalência e insuficiência, sua própria punição. O inferno é onde Deus e homem não encontram espaço para revelar a sua glória comum. </p>
<p>A narrativa da queda não explica, portanto, que Deus e homem terão de viver separados, mas que viverão ambos em oculto, e portanto separados de si mesmos.</p>
<p>Até que, quem sabe, encontrem-se na nudez.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug015.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>Nasce um homem</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-1/' title='Era uma vez'>Era uma vez</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-2/' title='Adão era'>Adão era</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-3/' title='A teoria literária'>A teoria literária</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nasce-um-homem-4/' title='Para mim'>Para mim</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/se-havia-improvavel-graca/' title='Se havia improvável graça'>Se havia improvável graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-conflito-que-anima-uma-historia/' title='O conflito que anima uma história'>O conflito que anima uma história</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-primeira-blasfemia/' title='A primeira blasfêmia'>A primeira blasfêmia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eu-sentia-ser-minha-obrigacao/' title='Eu sentia ser minha obrigação'>Eu sentia ser minha obrigação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-demonstrado-exemplarmente-por-jesus/' title='Como demonstrado exemplarmente por Jesus'>Como demonstrado exemplarmente por Jesus</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-detalhes/' title='De todos os detalhes'>De todos os detalhes</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-distincao-mais-antiga/' title='A distinção mais antiga'>A distinção mais antiga</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-homem-em-pe-no-centro/' title='O homem em pé no centro'>O homem em pé no centro</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/quando-levantei-me-do-lugar/' title='Quando levantei-me do lugar'>Quando levantei-me do lugar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/ele-tinha-o-mundo-natural-aos-seus-pes/' title='Ele tinha o mundo natural aos seus pés'>Ele tinha o mundo natural aos seus pés</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dois-ou-tres-personagens-nao-bastam/' title='Dois ou três personagens não bastam'>Dois ou três personagens não bastam</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-proibicao-extrai-seu-poder/' title='A proibição extrai seu poder'>A proibição extrai seu poder</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-caracterizar-uma-tragedia/' title='Para caracterizar uma tragédia'>Para caracterizar uma tragédia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/pisei-no-andar-terreo/' title='Pisei no andar térreo'>Pisei no andar térreo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/voce-pode-comer/' title='Você pode comer'>Você pode comer</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/um-professor-errante-depara-se-com-um-homem-cego/' title='Um professor errante depara-se com um homem cego'>Um professor errante depara-se com um homem cego</a></li><li><a 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terrível</a></li><li>O conceito teológico</li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Gatinho gatinho gatinho</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 09:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[painter]]></category>

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		<description><![CDATA[Feio que é o Cão.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feio que é o Cão.</p>
<p align="center"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/micino-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/micino.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
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		<title>Quem é esse cara?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[E por que me lembro vagamente dele?

Pelo menos ele é saudável.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E por que me lembro vagamente dele?</p>
<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/4586565"><img src="http://www.23hq.com/23666/4586565_d4ea3cfad9ffbcd8a0dffdb839e09c59_standard.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
<p>Pelo menos ele é saudável.</p>
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		<title>Cãozinho vapt-vupt</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<title>Uma questão mais profunda</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 08:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>

		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma questão mais profunda está em se faz sentido o cristianismo identificar com a mente de Deus apenas arranjos culturais anteriores. Sistemas novos não são mais imunes a falhas do que sistemas antigos. O elemento decisivo do impasse está em que a maioria de nós se encontra, para bem ou para o mal, no novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão mais profunda está em se faz sentido o cristianismo identificar com a mente de Deus apenas arranjos culturais anteriores. Sistemas novos não são mais imunes a falhas do que sistemas antigos. O elemento decisivo do impasse está em que a maioria de nós se encontra, para bem ou para o mal, no novo sistema, e há muito que pode ser dito em favor da idéia de aceitarmos o lugar em que estamos ao invés de tentarmos fugir.</p>
<p>O fato é que agora [na pós-modernidade] vemos a luta humana em busca de significado e de valor para a vida como sendo um empreendimento com muitas abordagens e muitas respostas. Gosto de pensar que há provavelmente muito de positivo nessa variedade.</p>
<p>Em contraposição, a presença de diversos sistemas é um bom anteparo contra a tendência ao abuso existente em sociedades onde sistemas únicos prevalecem. Sistemas únicos acabam se tornando arrogantes.</p>
<p>Dessa forma, o efeito relativizador da presença de outras descrições da aventura humana tempera a tendência absolutizadora de sistemas únicos, e também o conflito sem fim que caracteriza as sociedades com dois sistemas dominantes. </p>
<p>Voltaire compreendia essas coisas:</p>
<blockquote><p>Se numa terra houver duas religiões, as duas cortarão as gargantas uma da outra; se houver trinta, todas viverão em paz.</p></blockquote>
<p align="left"><small><strong>Richard Holloway</strong></small></p>
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		<title>Em compensação</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 12:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

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		<description><![CDATA[Minhas fontes não são confiáveis, mas as informações que me passam são interessantíssimas.
Ashleigh Brilliant

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minhas fontes não são confiáveis, mas as informações que me passam são interessantíssimas.</p>
<p><small><strong>Ashleigh Brilliant</strong></small></p>
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		<title>O pop não poupa ninguém</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 09:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

		<category><![CDATA[fama]]></category>

		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[A fama é o pecado de se tornar importante para alguém que você não conhece e que não conhece você.
Diz-se da pornografia que ela é degradante para os homens e mulheres que se despem e se rebaixam ao sexo explícito em benefício do espectador. Porém o segredo da pornografia, a verdadeira chave de sua atração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fama é o pecado de se tornar importante para alguém que você não conhece e que não conhece você.</p>
<p>Diz-se da pornografia que ela é degradante para os homens e mulheres que se despem e se rebaixam ao sexo explícito em benefício do espectador. Porém o segredo da pornografia, a verdadeira chave de sua atração e de sua consagração, está em que ela é tão degradante para o espectador quanto para o envolvido na sua produção. Nada há de inerentemente humilhante ou atraente no sexo, mas a pornografia oferece um pacto mútuo de desumanização, e nisso reside o seu apelo.</p>
<p>A fama e a pornografia são indistinguíveis nisso, no que fornecem um mesmo acordo de desumanização entre produtor e consumidor, entre artista e espectador, entre famosos e fãs.</p>
<p>Absolutamente ninguém encarnou melhor essa potência do que Michael Jackson, o homem mais irresistível do mundo, o rapaz bonito que se desfigurou publicamente porque, muito evidentemente, nós o desfiguramos. Agora que a Fera está morta podemos reconhecer, como numa reviravolta muito rasa de Shyamalan, que os desfigurados somos nós, porque adoramos um homem que não conhecíamos e o destruímos no processo. A fama não cria deuses, só cria bodes expiatórios.</p>
<p>Um homem derramou a sua beleza por nós, e nós o consumimos. </p>
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		<title>In the mood</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 12:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[caligrafia]]></category>

		<category><![CDATA[coreldraw]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/big-band-pucc.jpg" alt="Big Band da PUCC" /></p>
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		<title>A linhagem do batismo</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 15:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[bíblia]]></category>

		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

		<category><![CDATA[judaísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Arrependam-se e sejam batizados&#8221; é a primeira e mais exemplar porção do unguento que Lucas coloca na boca de Pedro para aplacar a ânsia da multidão transtornada pelo Espírito. Como que para endossar o seu caráter exemplar, a mesma fórmula reaparecerá, articulada de diferentes formas, em outros momentos-chave do livro.
A nós cabe a dupla tarefa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Arrependam-se e sejam batizados&#8221; é a primeira e mais exemplar porção do unguento que Lucas coloca na boca de Pedro para aplacar a ânsia da multidão transtornada pelo Espírito. Como que para endossar o seu caráter exemplar, a mesma fórmula reaparecerá, articulada de diferentes formas, em outros momentos-chave do livro.</p>
<p>A nós cabe a dupla tarefa de determinar o que essas palavras e suas demandas significavam para os que a ouviam naquela manhã, e examinar a fidelidade dessas demandas à postura e à herança do Jesus dos evangelhos.</p>
<p>Como se verá, os ouvintes de Pedro interpretarão a primeira injunção, &#8220;arrependam-se&#8221;, à luz da segunda, &#8220;sejam batizados&#8221;, por isso será necessário começar pelo batismo.</p>
<p>É importante que ao final sejamos capazes de reconhecer com clareza duas coisas. A primeira, mais evidente mas facilmente negligenciável, está em que ao dizer &#8220;sejam batizados&#8221;, Pedro não estava se referindo a (e muito menos exigindo) uma conversão voluntária e formal dos seus ouvintes ao cristianismo. Nesta altura da narrativa e da história o cristianismo não havia sido ainda inventado ou intuído em qualquer sentido importante. Os discípulos não haviam ainda ousado proferir ou apropriar-se da palavra igreja, e só daqui a duas ou três páginas (e em contexto diverso) os seguidores de Jesus serão chamados &#8220;pela primeira vez&#8221; de cristãos. O batismo como rito de entrada ao cristianismo não existia na forma de conceito ou de prática. Eram aqui judeus falando a judeus, alinhando o Deus e a fé que tinham em comum às suas mesmas promessas.</p>
<p>Em segundo lugar, e como que para compensar o que foi dito, aquela não era a primeira vez que os romeiros de Pentecostes ouviam o termo &#8220;batizar&#8221;. Sendo todos &#8220;judeus devotos&#8221;, podemos tomar como certo que não ignoravam as raízes profundas que a idéia de batismo (e de purificação com água em geral) tinha em sua tradição e sua prática. Quando expostos ao &#8220;sejam batizados&#8221; de Pedro, souberam ter uma idéia muito precisa do que ele estava falando e de suas implicações.</p>
<p>Em sua ênfase na santidade ritual, a Lei de Moisés estabelecia um enorme número de condições que tornavam pessoas e objetos &#8220;impuros&#8221; &#8211; isto é, inaptos para o serviço do Templo e dos sacrifícios. A impureza ritual era uma condição altamente contagiosa: um leproso era por definição impuro; a pessoa que tocava um leproso era contaminada pela sua condição e ficava ela mesma impura. <span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">Tudo que o imundo tocar se tornará imundo (Números 19:22).</span>Tornava-se imediatamente impuro o homem que ejaculava, à mulher que menstruava e qualquer um que tocasse um cadáver, um osso ou um túmulo; mas tornava-se também impuro quem tocasse o corpo, a roupa ou a cama de qualquer um desses impuros de primeira instância.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que esclarecia tantos e tão frequentes riscos, a Lei elencava uma série de provisões para a efetiva descontaminação de objetos e pessoas. Algumas dessas soluções envolviam a apresentação de sacrifícios, mas praticamente todas requeriam a purificação com água &#8211; seja por lavagem, aspersão ou imersão, ou ainda uma combinação desses três.</p>
<p>O homem que ejaculava devia &#8220;banhar seu corpo todo&#8221;, e a pessoa que tocava a cama de uma mulher menstruada devia lavar suas roupas e &#8220;banhar-se em água&#8221; (Levítico 15:16,21). Quem tocasse o cadáver de um ser humano ficava impuro por sete dias. No terceiro e no sétimo dia uma pessoa ritualmente pura devia derramar água viva (isto é, água corrente) num vaso que contivessse as cinzas de uma oferta pelo pecado; em seguida, com um ramo de hissopo, aspergiria essa água sobre a pessoa impura e seus pertences. Finalmente, no sétimo dia, o impuro devia &#8220;banhar-se em água&#8221;, e a partir do pôr do sol estaria limpo (Números 19:17-20). Depois de apresentar-se ao sacerdote e oferecer os sacrifícios  requeridos, o leproso declarado limpo devia raspar todos os cabelos e pelos do corpo e em seguida &#8220;banhar o corpo em água&#8221; (Levítico 14:6-8,15-16).</p>
<p>O verbo hebraico para esse &#8220;banhar-se&#8221; é que foi traduzido na <a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/diversas-palavras">Septuaginta</a> pelo grego <em>baptizein</em> &#8211; mergulhar, imergir, submergir, &#8211; o mesmo &#8220;batizar&#8221; que comparece no Novo Testamento e na instrução de Pedro.</p>
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mishn%C3%A1">Mishná</a>, compilada entre o primeiro e o segundo século mas fixando por escrito material muito anterior, registra as instruções complementares que a tradição estabeleceu para o cumprimento das variadas exigências da Lei. Sobre os banhos de purificação &#8211; os batismos &#8211; a Mishná explica que exigiam, em primeiro lugar, água suficiente para cobrir o corpo inteiro. Como nenhuma parte do corpo devia deixar de estar em contato com a água, o batismo de purificação requeria ainda a nudez completa; quando testemunhas eram requeridas, homens acompanhavam homens e mulheres acompanhavam mulheres. E segue estabelecendo dimensões ideais para as piscinas batismais e normas rigorosas sobre a qualidade da água que podia ou não ser utilizada.</p>
<p>Que era dessa forma que os judeus do tempo de Jesus enxergavam as necessidades do batismo fica claro pelo número de antigas piscinas batismais (<em>mikvaoth</em>) encontradas no Israel daquele período. Só em Jerusalém, e datando do primeiro século, foram encontradas 150. Os membros da seita dos essênios, que havia desenvolvido regras de pureza ainda mais exigentes (requeriam imersão completa caso um essênio fosse tocado por alguém de fora, ou mesmo por um membro inferior da comunidade) construíam, literalmente, seus edifícios ao redor de recursivas piscinas de purificação.</p>
<p>O requerimento principal para um estrangeiro que quisesse se converter ao judaísmo era a circuncisão, mas a partir do segundo século os textos começam a mencionar, como exigência adicional, o batismo de imersão e o sacrifício. O primeiro batismo do prosélito (isto é, convertido) representava (em conformidade com suas contrapartidas explicitadas na Lei) a sua transição do estado de estrangeiro impuro ao de judeu autorizado a entrar no Templo e participar do regime dos sacrifícios.</p>
<p>No tempo de Jesus não havia judeu que ignorasse, portanto, o verbo batizar, que representava em grego um conceito e um procedimento milenar da cultura hebraica.</p>
<p>Além de servirem para efetuar a descontaminação ritual dos que se submetiam a eles, todos os batismos cerimoniais, quer de judeus quer de prosélitos, tinham outra característica comum: eram invariavelmente realizados sem assistência pela pessoa que buscava a purificação. Mesmo quando havia testemunhas, a pessoa descia sozinha até a água e sozinha mergulhava de corpo inteiro, batizando a si mesma. <span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">Ser batizado era uma novidade e uma contravenção.</span>Ainda que não recorramos às regras explicitas da Mishná, o exame da linguagem de Números e Levítico deverá bastar para deixar isso claro (”deve banhar-se”, etc).</p>
<p>Mas então surgiu em cena um personagem que introduzia na tradição uma reviravolta, oferecendo um novo discurso e um novo procedimento. Ao invés de pregar que as pessoas deviam se batizar para alcançar a purificação, esse sujeito tomou os pés pelas mãos e começou a <em>batizar as pessoas ele mesmo</em>. Até aquele momento o que acontecia é que as pessoas batizavam a si mesmas; &#8220;ser batizado&#8221; era uma novidade e uma contravenção. Esse procedimento mostrou-se de imediato tão singular que rendeu ao seu proponente um apelido, o de &#8220;batizador&#8221; &#8211; o Batista.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug020.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>Rastros dos apóstolos</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/como-perder-jesus-de-vista-no-livro-de-atos/' title='Como perder Jesus de vista no livro de Atos'>Como perder Jesus de vista no livro de Atos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/ascensao-sem-tregua-das-testemunhas/' title='Ascensão sem trégua das testemunhas'>Ascensão sem trégua das testemunhas</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-escassez-seletiva-selecionar-e-interpretar/' title='A escassez seletiva: selecionar é interpretar'>A escassez seletiva: selecionar é interpretar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-jesus-terreno-e-o-cristo-extraterrestre/' title='O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre'>O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/com-as-mulheres/' title='Com as mulheres'>Com as mulheres</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-reconhecer-entre-dois-discipulos-um-apostolo/' title='Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo'>Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-plenitude-dos-tempos/' title='A plenitude dos tempos'>A plenitude dos tempos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-verdadeira-mensagem/' title='A verdadeira mensagem'>A verdadeira mensagem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-lucidez-profetica/' title='A lucidez profética'>A lucidez profética</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-vexacao-de-satanas/' title='A vexação de Satanás'>A vexação de Satanás</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-volta-ao-que-poderia-ter-sido/' title='A volta ao que poderia ter sido'>A volta ao que poderia ter sido</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-fermentacao-da-morte/' title='A fermentação da morte'>A fermentação da morte</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-incubacao-do-espirito/' title='A incubação do espírito'>A incubação do espírito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/formato-minimo/' title='Formato mínimo'>Formato mínimo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-se-diz-e-o-que-nao-se-diz/' title='O que se diz é o que não se diz'>O que se diz é o que não se diz</a></li><li>A linhagem do batismo</li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/as-transgressoes-do-ceu/' title='As transgressões do céu'>As transgressões do céu</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Mundinho</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 09:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[painter]]></category>

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		<title>O pregador da verdadeira fé</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 09:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

		<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>

		<category><![CDATA[lendas dos judeus]]></category>

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		<description><![CDATA[
ABRAÃO: O pregador da verdadeira fé
 Quando Abraão completou vinte anos seu pai, Tera, adoeceu, e disse  o seguinte a seus filhos Harã e Abraão:
&#8211; Meus filhos, eu os esconjuro pelas suas vidas a venderem para mim esses dois ídolos, pois não tenho dinheiro para pagar as nossas despesas.
Harã cumpriu o desejo de seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/4551594/original"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/intent.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:right;"><small><strong>ABRAÃO: </strong>O pregador da verdadeira fé</small></p>
<p> Quando Abraão completou vinte anos seu pai, Tera, adoeceu, e disse  o seguinte a seus filhos Harã e Abraão:</p>
<p>&#8211; Meus filhos, eu os esconjuro pelas suas vidas a venderem para mim esses dois ídolos, pois não tenho dinheiro para pagar as nossas despesas.</p>
<p>Harã cumpriu o desejo de seu pai, mas quando alguém abordava Abraão a fim de comprar dele um ídolo, e perguntava o preço. ele respondia:<span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">«Não vê que ele ainda está com o machado na mão?» </span></p>
<p>&#8211; Três minas &#8211; e perguntava em seguida: &#8211; Quantos anos você tem?</p>
<p>Se  a pessoa respondia &#8220;trinta&#8221;, ele dizia:</p>
<p>&#8211; Você tem trinta anos e está disposto a prestar adoração a um ídolo que acabei de fazer hoje mesmo?</p>
<p>O homem então ia embora. Quando outro se aproximava de Abraão e perguntava:</p>
<p>&#8211; Quanto é esse ídolo?</p>
<p>&#8211; Cinco minas &#8211; ele respondia, e perguntava novamente: &#8211; Quantos anos você tem?</p>
<p>&#8211; Cinquenta.</p>
<p>&#8211; Você tem cinquenta anos e está disposto a ajoelhar-se diante do ídolo que fiz hoje mesmo?</p>
<p>Diante do que o homem também ia embora.</p>
<p>Abraão então pegou dois ídolos, colocou-lhes uma corda ao redor do pescoço e, com os rostos voltados para baixo, começou a arrastá-los pelo chão, gritando enquanto isso:</p>
<p>&#8211; Quem quer comprar um ídolo de que nada se aproveita, seja para si mesmo ou para aquele que o adquire para prestar-lhe adoração? Tem boca, mas não fala; tem olhos, mas não vê; pés, mas não anda; ouvidos, mas não ouve.</p>
<p>As pessoas que ouviram ficaram impressionadas com as palavras de Abraão. Enquanto ele seguia pelas ruas encontrou uma velha senhora que aproximou-se dele com  a intenção de comprar um ídolo, bom e grande, a fim de adorar e amar.</p>
<p>&#8211; Minha senhora, minha senhora &#8211; disse Abraão &#8211; não sei de nenhuma vantagem quer nos grandes quer nos pequenos, seja para os outros, seja para si mesmos. E o que houve com aquela grande estátua que a senhora comprou do meu irmão Harã, a fim de prestar adoração?</p>
<p>&#8211; Ladrões &#8211; respondeu ela &#8211; vieram de noite e roubaram a imagem, enquanto eu ainda estava no banho.</p>
<p>&#8211; Se é assim &#8211; Abraão continuou a questioná-la &#8211; como pode a senhora prestar adoração a um ídolo que não é capaz de salvar a si mesmo dos ladrões? Quanto menos será capaz de salvar os outros, gente como a senhora, do infortúnio? Como pode a senhora dizer da imagem que adora que é um deus? Se é deus, porque não salvou-se das mãos daqueles bandidos? Não, no ídolo nada se aproveita, seja para si mesmo, seja para quem o adora.</p>
<p>&#8211; Se é verdade o que você está dizendo &#8211; retrucou a mulher, &#8211; a quem eu deveria servir?</p>
<p>&#8211; Sirva o Deus dos deuses &#8211; respondeu Abraão, &#8211; o Senhor dos senhores, que criou o céu e a terra, o mar e tudo que nele há. Ele é o Deus de Ninrode e o Deus de Terá, o Deus do oriente, do ocidente, do sul e do norte. Quem é Ninrode, aquele cão, para chamar a si mesmo de Deus e para que lhe seja prestada adoração?</p>
<p>Abraão conseguiu abrir os olhos daquela senhora, que tornou-se zelosa missionária do verdadeiro Deus. Quando descobriu os ladrões que haviam levado seu ídolo, e eles lho devolveram, ela usou uma pedra para fazê-lo em pedaços. Enquanto vagava pelas ruas, ela gritava:</p>
<p>&#8211; Quem quiser salvar sua alma da destruição e ser próspero em todas as suas iniciativas, sirva o Deus de Abraão.</p>
<p>Dessa forma ela converteu muitos homens e mulheres à verdadeira crença.</p>
<p>Rumores das palavras e dos feitos da velha senhora chegaram aos ouvidos do rei, que mandou buscá-la. Quando ela compareceu o rei repreendeu-a severamente, perguntando como ela ousava servir um deus que não fosse ele mesmo.</p>
<p>- Você é um mentiroso &#8211; respondeu a senhora &#8211; que nega o único Deus, a essência da fé, além do qual não há deus. Você vive pela generosidade dele, mas presta adoração a outro, repudiando o verdadeiro Deus, seus ensinos e seu servo Abraão.</p>
<p>A senhora pagou com a vida pelo fervor da sua fé. Ninrode, no entanto, foi tomado de intensos temor e terror, porque as pessoas se mostravam cada vez mais apegadas aos ensinos de Abraão, e o rei não sabia como lidar com o homem que solapava os fundamentos da antiga fé.</p>
<p>A conselho dos príncipes, Ninrode organizou um festival de setes dias, ao qual todos foram ordenados comparecer em trajes de estado, usando seus adereços de ouro e prata. Através dessa manifestação de riqueza e moder, Ninrode esperava intimidar Abraão e trazê-lo de volta para a fé do rei. Através de Tera, Ninrode convidou Abraão para vir até sua presença, para que ele tivesse oportunidade de ver sua grandeza e sua riqueza, a glória de seu domínio e sua multidão de príncipes e servidores. Abraão, no entanto, recusou-se a comparecer diante do rei. Em contrapartida, Abraão concordou quando seu pai pediu que em sua ausência ele vigiasse os ídolos dele e do rei, e cuidasse deles.</p>
<p>Sozinho com os ídolos, e enquanto repetia as palavras &#8220;o Eterno é Deus, o Eterno é Deus&#8221;, Abraão derrubou os ídolos de seus tronos e passou a golpeá-los com um machado, começando no maior e terminando no menor. Ele despedaçava os pés de um e decepava a cabeça de outro; arrancava os olhos de um, esmagava as mãos de outro. Quando todos estavam mutilados, Abraão foi embora, mas antes colocou o machado nas mãos do maior dos ídolos.</p>
<p>Concluído o banquete o rei retornou, e quando viu todos os seus ídolos feitos em pedaços passou a investigar quem havia cometido o dano. Quando Abraão foi apontado como responsável pela afronta, o rei mandou chamá-lo e perguntou o motivo de seu delito.</p>
<p>&#8211; Não fui eu! &#8211; replicou Abraão. &#8211; Foi o ídolo grande quem despedaçou todos os outros. Não vê que ele ainda está com o machado na mão? Se não acredita em mim, pergunte e ele lhe dirá.</p>
<h5>* * *</h5>
<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/4551594/original"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/intent2.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
<p><small><em>Lendas dos Judeus</em> é uma compilação de lendas judaicas recolhidas das fontes originais do <em>midrash</em> (particularmente o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Talmud">Talmude</a>) pelo talmudista lituano Louis Ginzberg (1873-1953). <em>Lendas</em> foi publicado em 6 volumes (sendo dois volumes de notas) entre 1909 e 1928.</small></p>
<div class='series_toc'><h3>Lendas dos judeus</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2005/as-primeiras-coisas-criadas/' title='As primeiras coisas criadas'>As primeiras coisas criadas</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-alfabeto/' title='O alfabeto'>O alfabeto</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-primeiro-dia/' title='O primeiro dia'>O primeiro dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-segundo-dia/' title='O segundo dia'>O segundo dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-terceiro-dia/' title='O terceiro dia'>O terceiro dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-quarto-dia/' title='O quarto dia'>O quarto dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-quinto-dia/' title='O quinto dia'>O quinto dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-sexto-dia/' title='O sexto dia'>O sexto dia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-sexto-dia-continuacao/' title='O sexto dia, continuação'>O sexto dia, continuação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/todas-as-coisas-louvam-ao-senhor/' title='Todas as coisas louvam ao Senhor'>Todas as coisas louvam ao Senhor</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/o-homem-e-o-mundo/' title='O homem e o mundo'>O homem e o mundo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/os-anjos-e-a-criacao-do-homem/' title='Os anjos e a criação do homem'>Os anjos e a criação do homem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/a-criacao-de-adao/' title='A criação de Adão'>A criação de Adão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2006/a-alma-do-homem/' title='A alma do homem'>A alma do homem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/o-homem-ideal/' title='O homem ideal'>O homem ideal</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/a-queda-de-satanas/' title='A queda de Satanás'>A queda de Satanás</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/a-mulher/' title='A mulher'>A mulher</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/adao-e-eva-no-paraiso/' title='Adão e Eva no Paraíso'>Adão e Eva no Paraíso</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/a-queda-do-homem/' title='A queda do homem'>A queda do homem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/a-punicao/' title='A punição'>A punição</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/o-sabado-no-ceu/' title='O sábado no céu'>O sábado no céu</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/o-arrependimento-de-adao/' title='O arrependimento de Adão'>O arrependimento de Adão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/o-livro-de-raziel/' title='O livro de Raziel'>O livro de Raziel</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/a-doenca-de-adao/' title='A doença de Adão'>A doença de Adão</a></li><li><a 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embriaguez</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/os-descendentes-de-noe-espalham-se-pelo-mundo/' title='Os descendentes de Noé espalham-se pelo mundo'>Os descendentes de Noé espalham-se pelo mundo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-depravacao-da-humanidade/' title='A depravação da humanidade'>A depravação da humanidade</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/ninrode/' title='Ninrode'>Ninrode</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-torre-de-babel/' title='A torre de Babel'>A torre de Babel</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/as-geracoes-perversas/' title='As gerações perversas'>As gerações perversas</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-nascimento-de-abraao/' title='O nascimento de Abraão'>O nascimento de Abraão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-bebe-proclama-deus/' title='O bebê proclama Deus'>O bebê proclama Deus</a></li><li><a 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		<title>www.historiaambiental.org</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/baciadasalmas/~3/jmY2OcTOVAE/</link>
		<comments>http://www.baciadasalmas.com/2009/wwwhistoriaambientalorg/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 09:16:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Recomendações]]></category>

		<category><![CDATA[ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rede Brasileira de História Ambiental é pilotada pelo meu amigo renascentista Alessandro Casagrande, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e obcecado pela História em estágio muito mais adiantado e terminal do que eu mesmo.
Mapas históricos, expedições, documentos, fotos, vídeos, entrevistas, artigos exclusivos e reflexões apaixonadas sobre a desconcertante história ambiental do Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Rede Brasileira de História Ambiental</strong> é pilotada pelo meu amigo renascentista Alessandro Casagrande, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e obcecado pela História em estágio muito mais adiantado e terminal do que eu mesmo.</p>
<p>Mapas históricos, expedições, documentos, fotos, vídeos, entrevistas, artigos exclusivos e reflexões apaixonadas sobre a desconcertante história ambiental do Brasil aguardam no <a href="http://www.historiaambiental.org">sáite da Rede</a>. Não sei o que você ainda está fazendo aqui.</p>
<p align="center"><a href="http://www.historiaambiental.org"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/bits/rbha.jpg" title="Rede Brasileira de História Ambiental" /></a></p>
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		<title>Uma confissão necessária</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 11:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fé e Crença]]></category>

		<category><![CDATA[biografia]]></category>

		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia um cristão, enfezado com a precariedade da minha profissão de fé, puxou-me de lado e pediu que eu admitisse de uma vez por todas se acredito em céu e inferno, na ressurreição e na dupla natureza, no paraíso e no lago de fogo, na divindade de Cristo e no nascimento virginal, na trindade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia um cristão, enfezado com a precariedade da minha profissão de fé, puxou-me de lado e pediu que eu admitisse <em>de uma vez por todas</em> se acredito em céu e inferno, na ressurreição e na dupla natureza, no paraíso e no lago de fogo, na divindade de Cristo e no nascimento virginal, na trindade e na criação em sete dias, na volta de Cristo sobre as nuvens e no armagedom, no anticristo e nos quatro cavaleiros, nos milagres de Jesus e nas pragas do Egito, no julgamento e na vida eterna.</p>
<p>A resposta eu já tinha pronta e não fique enfezado você quando me vir usando-a novamente:</p>
<p>&#8211; Conheço gente muito melhor do que eu &#8211; eu disse &#8211; que acredita em coisa muito pior.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug021.gif"></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/minha-fe-nao-e-aquilo-em-que-acredito">Minha fé não é aquilo em que acredito</a><br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/em-que-o-brabo-realmente-acredita">Em que o Brabo realmente acredita</a></p>
<div class="feedflare">
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		<title>Em si mesmo nada há de terrível</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 11:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[teologia narrativa]]></category>

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		<description><![CDATA[72
Em si mesmo nada há de terrível no fato de o homem ter de transpirar, a mulher de dobrar-se de dor e a serpente de rastejar. Entre outras coisas, essas premiações são intercambiáveis entre os que as mereceram. São menos punições de Deus do que carícias da narrativa, distrações sensoriais que tornarão a história ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>72</p>
<p>Em si mesmo nada há de terrível no fato de o homem ter de transpirar, a mulher de dobrar-se de dor e a serpente de rastejar. Entre outras coisas, essas premiações são intercambiáveis entre os que as mereceram. São menos punições de Deus do que carícias da narrativa, distrações sensoriais que tornarão a história ao mesmo tempo mais interessante e mais consistente.</p>
<p>A verdadeira punição não consiste nem mesmo na morte, que espreita no parágrafo seguinte mas mostrará ser ao mesmo tempo provisão e cortina de fumaça. </p>
<p>O verdadeiramente terrível está em que o homem terá de usar roupas, isto é, terá de ocultar o que é e como foi criado. Ter a nudez coberta é nossa punição e o verdadeiro emblema da ambivalência da nossa condição. Para sempre dissimulados, para sempre disfarçados, somos condenados pelas instruções da nossa narrativa a viver encobrindo a abundância em suas implicações de liberdade, graça, sexualidade, beleza e autonomia &#8211; numa palavra, glória &#8211; ao invés de, como deveríamos ser capazes de fazer no paraíso, gerenciar a abundância com integridade, criatividade e responsabilidade.</p>
<p>As roupas servem de símbolo para o quanto isso é difícil, e para o quanto é tarefa exigente olharmos para nós mesmos, conhecermos a nós mesmos e nos aceitarmos. Encobrir a nudez é admitir, candidamente, nossa incapacidade de gerenciar nossa abundância e nos relacionarmos de modo íntegro e integral com os outros.</p>
<p>Esta é uma história sobre as complicações da autodeterminação, e as roupas são, paradoxalmente, símbolo de um precário voto de pobreza, ícones de uma autonomia que está sempre à espreita e deve ser constantemente tolhida &#8211; porque qualquer um pode, incrivelmente, escolher tirar as roupas onde quiser. A nudez é sempre um reencenamento da transgressão, e nisso tem o poder de fazer a história tomar imediatamente novos rumos, gerando novos conflitos, novos personagens e novas alianças.</p>
<p>O poder e a abundância, a graça e a autonomia, persistem, debaixo da mais fina e mais contingente das camadas.</p>
<p>O pudor é sua própria punição, porque tudo que faz é condenar e tolher. É uma cela e um prêmio, porque nos protege e nos cerceia. A glória e a autodeterminação permanecem sendo um problema e um dom que não sabemos conter mas não sabemos como gerenciar.</p>
<p>Dito de outra forma, encobrir a nudez é mais um problema do que uma solução. Quem nos livrará do corpo dessa morte? </p>
<div class='series_toc'><h3>Nasce um homem</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-1/' title='Era uma vez'>Era uma vez</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-2/' title='Adão era'>Adão era</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-3/' title='A teoria literária'>A teoria literária</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nasce-um-homem-4/' title='Para mim'>Para mim</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/se-havia-improvavel-graca/' title='Se havia improvável graça'>Se havia improvável graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-conflito-que-anima-uma-historia/' title='O conflito que anima uma história'>O conflito que anima uma história</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-primeira-blasfemia/' title='A primeira blasfêmia'>A primeira blasfêmia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eu-sentia-ser-minha-obrigacao/' title='Eu sentia ser minha obrigação'>Eu sentia ser minha obrigação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-demonstrado-exemplarmente-por-jesus/' title='Como demonstrado exemplarmente por Jesus'>Como demonstrado exemplarmente por Jesus</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-detalhes/' title='De todos os detalhes'>De todos os detalhes</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-distincao-mais-antiga/' title='A distinção mais antiga'>A distinção mais antiga</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-homem-em-pe-no-centro/' title='O homem em pé no centro'>O homem em pé no centro</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/quando-levantei-me-do-lugar/' title='Quando levantei-me do lugar'>Quando levantei-me do lugar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/ele-tinha-o-mundo-natural-aos-seus-pes/' title='Ele tinha o mundo natural aos seus pés'>Ele tinha o mundo natural aos seus pés</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dois-ou-tres-personagens-nao-bastam/' title='Dois ou três personagens não bastam'>Dois ou três personagens não bastam</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-proibicao-extrai-seu-poder/' title='A proibição extrai seu poder'>A proibição extrai seu poder</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-caracterizar-uma-tragedia/' title='Para caracterizar uma tragédia'>Para caracterizar uma tragédia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/pisei-no-andar-terreo/' title='Pisei no andar térreo'>Pisei no andar térreo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/voce-pode-comer/' title='Você pode comer'>Você pode comer</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/um-professor-errante-depara-se-com-um-homem-cego/' title='Um professor errante depara-se com um homem cego'>Um professor errante depara-se com um homem cego</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nenhum-outro-elemento-da-trama/' title='Nenhum outro elemento da trama'>Nenhum outro elemento da trama</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/toda-historia-sobre-transgressao/' title='Toda história sobre transgressão'>Toda história sobre transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-sonhos-de-que-me-recordo/' title='De todos os sonhos de que me recordo'>De todos os sonhos de que me recordo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nao-devemos-deixar/' title='Não devemos deixar'>Não devemos deixar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-chave-obviamente/' title='A chave, obviamente'>A chave, obviamente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/e-curioso-notar/' title='É curioso notar'>É curioso notar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-comecar/' title='Para começar'>Para começar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/neste-ponto/' title='Neste ponto'>Neste ponto</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/com-a-entrada-da-serpente/' title='Com a entrada da serpente'>Com a entrada da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dos-enigmas-da-serpente/' title='Dos enigmas da serpente'>Dos enigmas da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/porem-quando-percebo/' title='Porém quando percebo'>Porém quando percebo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-serpente-e-astuta/' title='A serpente é astuta'>A serpente é astuta</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-narrativa-e-limpida/' title='A narrativa é límpida'>A narrativa é límpida</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-serpente-permanece-um-enigma/' title='A serpente permanece um enigma'>A serpente permanece um enigma</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/quando-olho-tempo-suficiente/' 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title='Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente'>Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-hora-e-agora/' title='A hora é agora'>A hora é agora</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/porque-e-ignoro-quantas-vezes/' title='Porque &#8211; e ignoro quantas vezes terei de voltar'>Porque &#8211; e ignoro quantas vezes terei de voltar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/alcancar-a-individuacao/' title='Alcançar a individuação'>Alcançar a individuação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eva-recua/' title='Eva recua'>Eva recua</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/deus-sabe/' title='Deus sabe'>Deus sabe</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-motor-do-conflito/' title='O motor do conflito'>O motor do conflito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-grande-revelacao/' title='A grande revelação'>A grande revelação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/transgredir/' title='Transgredir'>Transgredir</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-obra-da-serpente/' title='A obra da serpente'>A obra da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/onde-esta-a-maldade/' title='Onde está a maldade'>Onde está a maldade</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-me-faz-lembrar/' title='O que me faz lembrar'>O que me faz lembrar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-transfiguracao-do-conflito/' title='A transfiguração do conflito'>A transfiguração do conflito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/que-sao-a-imitacao-e-o-jogo-de-espelhos/' title='Que são a imitação e o jogo de espelhos'>Que são a imitação e o jogo de espelhos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-esta-historia-existe-para-mostrar/' title='O que esta história existe para mostrar'>O que esta história existe para mostrar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-por-isso/' title='É por isso'>É por isso</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-o-ultimo-momento/' title='É o último momento'>É o último momento</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/quando-volto-a-recordacao/' title='Quando volto à recordação'>Quando volto à recordação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-efeito-imediato/' title='O efeito imediato'>O efeito imediato</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/como-numa-comedia-de-erros/' title='Como numa comédia de erros'>Como numa comédia de erros</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/minha-primeira-transgressao/' title='Minha primeira transgressão'>Minha primeira transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-so-do-lado-de-ca/' title='É só do lado de cá'>É só do lado de cá</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-esse-principio/' title='A esse 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conceito teológico</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Somos mais sofisticados</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 09:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>

		<category><![CDATA[nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitura de Hitler teve ajuda me deixou inquieto, e ver o texto arquivado aqui na Bacia deixou-me ainda mais. Embora Edwin Black tenha publicado alguns dos livros-denúncia mais obsessivamente bem documentados dos últimos anos, quando são expostas assim a seco, despidas de qualquer bibliografia, suas conclusões soam excêntricas e improváveis ao ponto do surreal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitura de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/hitler-teve-ajuda">Hitler teve ajuda</a> me deixou inquieto, e ver o texto arquivado aqui na Bacia deixou-me ainda mais. Embora Edwin Black tenha publicado alguns dos livros-denúncia mais obsessivamente bem documentados dos últimos anos, quando são expostas assim a seco, despidas de qualquer bibliografia, suas conclusões soam excêntricas e improváveis ao ponto do surreal. <span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">Com os erros dos nazistas, aprendemos a ocultar melhor os nossos rastros.</span>Como acreditar que o nazismo existiu e persistiu por mais de uma década na forma como ele o descreve? Como crer que eram seres humanos os envolvidos naquela transação?</p>
<p>Pesquisas como as de Black fornecem indicações de que não é à toa que associamos, inconscientemente, as atrocidades do nazismo aos pecados desumanizadores da indústria. Era ainda 1943 e o desenho animado <em>Der Fuehrer&#8217;s Face</em>, dos estúdios Disney, já <a href="http://www.baciadasalmas.com/der-fuehrer">mostrava o Pato Donald vivendo na Alemanha nazista</a> um pesadelo proletário debaixo de roldanas, esteiras, engrenagens e metas de produção. </p>
<p>Porém essas eram imagens, iconografias &#8211; talvez por demais inclementes, tendo em vista que os norte-americanos viviam naquela época debaixo de limites semelhantes e semelhantes promessas. Foram necessárias multidões áridas de documentos, como os levantados por Edwin Black, para mostrar sem equívoco o fundamento e as <a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/hitler-teve-ajuda">estranhas irmandades</a> por trás da representação.</p>
<p>Hoje podemos concluir, com horrenda sobriedade, que o nazismo era uma indústria de morte e exclusão não porque era regido por loucos sem rédea, mas porque era regido literalmente pelo espírito do capitalismo. </p>
<p>Henry Ford, o americano obcecado com os méritos da performance, engendrou a moderna linha de montagem e dessa forma gerou tudo no nosso mundo: de tuíteres a iPhones, de <a href="http://www.e-brabo.com">ilustradores que vendem seu trabalho pela internet</a> a <a href="http://www.nlcnet.org/article.php?id=613">fábricas chinesas que mais parecem campos de concentração</a>. Adolf Hitler, o austríaco obcecado com os méritos da performance, tinha um retrato de Henry Ford em seu escritório de Munique, e dois anos antos de tornar-se chanceler revelou numa entrevista ter Henry Ford &#8220;como sua inspiração&#8221;.</p>
<p>Essa mostrou ser uma inspiração muito literal. Os campos de extermínio assemelham-se a fábricas de matar porque foram projetados tomando como modelo fábricas de verdade. Tudo nos campos nazistas foi inspirado nas luzes do recém-canonizado capitalismo industrial: as metas, a obsessão com a produtividade e com a limpeza, as chaminés, a sincronia na entrada de insumos, a eliminação eficiente de dejetos.</p>
<p>Porém Henry Ford e Adolf Hitler tinham em comum mais do que uma simpatia pela eficiência e um interesse nos prêmios da mecanização. Ambos compartilhavam de uma convicção mais essencial e mais próxima à raiz dos seus discursos: a crença de que uma raça superior, que fosse capaz de demostrar sua superioridade pela excelência de seu desempenho, merecia privilégios muito evidentes que todos os inferiores deveriam respeitar. Este, que prega o mérito auto-evidente do desempenho superior, não é apenas o espírito do nazismo, como demonstrado pela História, mas o espírito do capitalismo, como ocultado por ela.</p>
<p>Desprezamos Hitler porque sabemos que a superioridade racial que Hitler queria ver premiada não tinha fundamento científico. Sabemos hoje que ser ariano é não ser melhor do que ninguém. A superioridade pregada por Hitler era falsa, portanto as atrocidades realizadas em seu nome declaramos ilegítimas.</p>
<p>Aceitamos de bom grado o capitalismo porque sabemos que a superioridade que ele quer ver premiada tem fundamento no bom senso e na <a href="http://www.baciadasalmas.com/2004/as-variedades-da-experiencia-capitalista">igualdade de oportunidades</a>; ser trabalhador é, evidentemente, ser melhor de quem não quer trabalhar ou não foi capaz de mostrar o seu valor. Acreditamos que a superioridade pregada pelo capitalismo é verdadeira, por isso são legítimas as atrocidades realizadas em seu nome. Quem demonstra sua superioridade pela excelência do seu desempenho merece privilégios muito evidentes que todos os inferiores devem respeitar &#8211; e crendo nisso nos cremos muito diferentes de Hitler e tantas vezes mais esclarecidos do que ele, embora fosse essencialmente nisso que ele acreditava e sendo isso o que o movia.</p>
<p>A questão é que depois dos erros muito evidentes e públicos do nazismo aprendemos a ocultar melhor os nossos rastros. Onde os nazistas deixaram pontas soltas, somos mais sofisticados. Ninguém deverá ser capaz de rastrear nossos cadáveres, e nossos campos de concentração produzem oportunidades ao invés de montes de cinza.</p>
<p>A quem ousar acusar o capitalismo de alguma injustiça estaremos prontos a lembrar que o socialismo (como se capitalismo selvagem e socialismo cego fossem as únicas opções no mercado de destinos econômicos) gerou injustiças maiores. Aos que ousarem denunciar as condições desumanas de pobres e subempregados, lembraremos que as últimas décadas testemunharam um sensível aumento nos padrões de vida do mundo inteiro, e que mesmo os mais miseráveis estão sendo de alguma forma beneficiados.</p>
<p>O que permanecemos ocultando habilmente, com uma habilidade que os comparsas de Hitler saberiam admirar, é que a raça superior continua a desfrutar de seus merecidos privilégios. O rótulo é diverso, mas permanecemos fundamentados na mesma ideologia e instruídos na mesma tarefa de exclusão e morte.</p>
<p><span style="float:left; text-align:left; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 12px 12px 0px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">20% da população do planeta consomem 80% dos recursos dele.</span>Poderíamos de comum acordo decidir ignorar, por exemplo, que 2% da população mundial retém metade da riqueza do mundo. Esqueçamos isso. Sou o primeiro a admitir que &#8220;riqueza&#8221; é um conceito muito fluido, e que o valor do dinheiro é puramente convencional. Em termos estritos, dinheiro não vale nada.</p>
<p>Muito mais grave, mais irreversível e criminosa é a realidade subjacente, o fato de que 20% da população do planeta consomem 80% dos recursos disponibilizados por ele &#8211; coisas como <a href="www.baciadasalmas.com/2009/esta-e-sua-casa">água potável, ar respirável, madeira nativa, minério, metais, petróleo e biodiversidade</a>.</p>
<p>Os premiados pela performance &#8211; nós, os membros da <a href="http://www.baciadasalmas.com/2004/a-raca-superior">raça superior</a> &#8211; sentimo-nos autorizados para não apenas confiscar, mas consumir numa transação sem volta os recursos que pertencem a todos.</p>
<p>Este é o nosso crime, e com o tempo os tribunais da sanidade saberão nos encontrar.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug024.gif"></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="www.baciadasalmas.com/2007/camera-lenta">Em câmera lenta</a><br />
<a href="www.baciadasalmas.com/2006/o-culto-da-performance">O culto da performance</a></p>
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		<title>Mundinho</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 13:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[painter]]></category>

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		<title>É provavelmente verdade</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 09:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Diz-se que aqui os padrões morais do clero são grandemente depravados, e é provavelmente verdade. Homens como os sacerdotes católicos, privados de todas as graças positivas da vida social, têm apenas os recursos da ciência e da literatura para combater suas paixões e vícios. Aqui, no entanto, os próprios nomes de literatura e ciência são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diz-se que aqui os padrões morais do clero são grandemente depravados, e é provavelmente verdade. Homens como os sacerdotes católicos, privados de todas as graças positivas da vida social, têm apenas os recursos da ciência e da literatura para combater suas paixões e vícios. Aqui, no entanto, os próprios nomes de literatura e ciência são quase totalmente desconhecidos. O colégio e a biblioteca de Olinda estão em franco declínio. Em todo o estado de Pernambuco, cuja população totaliza 70.000 almas, há um único vendedor de livros. Um jornal razoavelmente bem escrito, do qual não fui capaz de encontrar o primeiro número, foi lançado em março, mas sinto dizer que esse único periódico não tem circulado há dois meses. Ao que parece se editor tornou-se secretário do governo, não tendo mais tempo para supervisionar a imprensa.<br />
<small><strong>29 de setembro de 1821</strong></small></p>
<p align="right"><small>Maria Graham, <strong>Journal of a Voyage to Brazil</strong><br />
Londres, 1824</small></p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug022.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>O Brasil e os brasileiros</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-brasil-e-os-brasileiros/' title='O Brasil e os brasileiros'>O Brasil e os brasileiros</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/prodigiosa/' title='Prodigiosa'>Prodigiosa</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/dois-dolares/' title='Dois dólares'>Dois dólares</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/vara-de-condao/' title='Vara de condão'>Vara de condão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-camara-dos-deputados/' title='A Câmara dos Deputados'>A Câmara dos Deputados</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/essa-pobreza/' title='Essa pobreza'>Essa pobreza</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/uma-especie-de-luxo/' title='&#8220;Uma espécie de luxo&#8230;&#8221;'>&#8220;Uma espécie de luxo&#8230;&#8221;</a></li><li>É provavelmente verdade</li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-casa-da-supplicacao/' title='A casa da supplicação'>A casa da supplicação</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Dois minutos e meio de A Queda</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 09:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este documento contém clipes de vídeo que só podem ser visualizados na página da Bacia na internet.
A sequência inicial de The Fall (2006), de Tarsem Singh. O trailer do filme frequenta outros lugares da internet, mas se esta sequência não bastar para angariar a sua devoção, nada bastará.



[Visite a Bacia para ver o filme]



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color:#B0B0A0"><small>Este documento contém clipes de vídeo que só podem ser visualizados na <a href="http://www.baciadasalmas.com">página da Bacia</a> na internet.</small></span></p>
<p>A sequência inicial de <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Fall_(2006_film)">The Fall</a></em> (2006), de Tarsem Singh. O trailer do filme frequenta outros lugares da internet, mas se esta sequência não bastar para angariar a sua devoção, nada bastará.</p>
<table border="0" height="840" width="570" align="center" bordercolorlight="White" bordercolordark="White" bgcolor="Black" bordercolor="Black" >
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<td>
[Visite a Bacia para ver o filme]
</td>
</tr>
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		<title>No espaço recém-aberto da minha transgressão</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 10:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[teologia narrativa]]></category>

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		<description><![CDATA[71
No espaço recém-aberto da minha transgressão não tive eu mesmo como escapar das armadilhas do desejo mimético, passando a reproduzir em rigorosa sincronia as imperfeições do objeto que procurava dessacrar.
Ao afastar-me da igreja institucional com o objetivo de adequadamente condená-la, tornei-me culpado de rigorosamente tudo que condenava nela. Apontei que a igreja havia se tornado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>71</p>
<p>No espaço recém-aberto da minha transgressão não tive eu mesmo como escapar das armadilhas do desejo mimético, passando a reproduzir em rigorosa sincronia as imperfeições do objeto que procurava dessacrar.</p>
<p>Ao afastar-me da igreja institucional com o objetivo de adequadamente condená-la, tornei-me culpado de rigorosamente tudo que condenava nela. Apontei que a igreja havia se tornado irrelevante para o mundo, mas eu mesmo dirigia-me apenas à igreja. Observei que a igreja havia rejeitado sua tarefa de abraçar o mundo, mas eu mesmo passara a rejeitar a igreja, que é parte integrante do mundo. Ao falar somente à igreja e sobre a igreja, ao torná-la o precioso e circular objeto da minha obsessão, demonstrei estar rejeitando com pelo menos a mesma obstinação, com precisamente o mesmo capricho, a tarefa de abraçar o mundo &#8211; e portanto a mim mesmo.</p>
<p>As palavra que proferimos dão a volta ao mundo e voltam para nos qualificar, seja para o bem ou para o mal. Nossas condenações denunciam adequadamente apenas a nós mesmos, nunca os outros.</p>
<p>Insistindo com tamanho zelo na reforma da igreja eu passara a sugerir, de forma subconsciente, que a tarefa mais urgente e nobre da igreja permanecia sendo atrair irresistivelmente o mundo, e não &#8211; como eu sabia ser sua verdadeira vocação &#8211; desenraizar-se de si mesma, deixar-se arrastar e absorver por ele.</p>
<p>Eu aparentemente não me libertara da mensagem da qual afirmava estar livre, a noção de que uma igreja pura e íntegra deve cobrir com sua virtude a nudez do mundo.</p>
<p>O que a narrativa requer, naturalmente, é precisamente o contrário: a igreja (quem quer que sejam esses &#8220;chamados para fora&#8221;) deve despir-se diante do mundo &#8211; não para mostrar ao mundo que está nu, mas para que o mundo aprenda ele mesmo a se despir.</p>
<p>Meu problema está em que essa nunca foi tarefa fácil, ou isenta de riscos, para ninguém.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug025.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>Nasce um homem</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-1/' title='Era uma vez'>Era uma vez</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-2/' title='Adão era'>Adão era</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-3/' title='A teoria literária'>A teoria literária</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nasce-um-homem-4/' title='Para mim'>Para mim</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/se-havia-improvavel-graca/' title='Se havia improvável graça'>Se havia improvável graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-conflito-que-anima-uma-historia/' title='O conflito que anima uma história'>O conflito que anima uma história</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-primeira-blasfemia/' title='A primeira blasfêmia'>A primeira blasfêmia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eu-sentia-ser-minha-obrigacao/' title='Eu sentia ser minha obrigação'>Eu sentia ser minha obrigação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-demonstrado-exemplarmente-por-jesus/' title='Como demonstrado exemplarmente por Jesus'>Como demonstrado exemplarmente por Jesus</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-detalhes/' title='De todos os detalhes'>De todos os detalhes</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-distincao-mais-antiga/' title='A distinção mais antiga'>A distinção mais antiga</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-homem-em-pe-no-centro/' title='O homem em pé no centro'>O homem em pé no centro</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/quando-levantei-me-do-lugar/' title='Quando levantei-me do lugar'>Quando levantei-me do lugar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/ele-tinha-o-mundo-natural-aos-seus-pes/' title='Ele tinha o mundo natural aos seus pés'>Ele tinha o mundo natural aos seus pés</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dois-ou-tres-personagens-nao-bastam/' title='Dois ou três personagens não bastam'>Dois ou três personagens não bastam</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-proibicao-extrai-seu-poder/' title='A proibição extrai seu poder'>A proibição extrai seu poder</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-caracterizar-uma-tragedia/' title='Para caracterizar uma tragédia'>Para caracterizar uma tragédia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/pisei-no-andar-terreo/' title='Pisei no andar térreo'>Pisei no andar térreo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/voce-pode-comer/' title='Você pode comer'>Você pode comer</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/um-professor-errante-depara-se-com-um-homem-cego/' title='Um professor errante depara-se com um homem cego'>Um professor errante depara-se com um homem cego</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nenhum-outro-elemento-da-trama/' title='Nenhum outro elemento da trama'>Nenhum outro elemento da trama</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/toda-historia-sobre-transgressao/' title='Toda história sobre transgressão'>Toda história sobre transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-sonhos-de-que-me-recordo/' title='De todos os sonhos de que me recordo'>De todos os sonhos de que me recordo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nao-devemos-deixar/' title='Não devemos deixar'>Não devemos deixar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-chave-obviamente/' title='A chave, obviamente'>A chave, obviamente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/e-curioso-notar/' title='É curioso notar'>É curioso notar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-comecar/' title='Para começar'>Para começar</a></li><li><a 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princípio'>A esse princípio</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/nao-nos-devera/' title='Não nos deverá'>Não nos deverá</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-coisa-boa/' title='A coisa boa'>A coisa boa</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/se-o-conflito-e-a-graca/' title='Se o conflito é a graça'>Se o conflito é a graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-transgressao-original/' title='A transgressão original'>A transgressão original</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/transgredir-e-escolher/' title='Transgredir é escolher'>Transgredir é escolher</a></li><li>No espaço recém-aberto da minha transgressão</li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/em-si-mesmo-nada-ha-de-terrivel/' title='Em si mesmo nada há de terrível'>Em si mesmo nada há de terrível</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-conceito-teologico/' title='O conceito teológico'>O conceito teológico</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>O fazedor de suco</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 19:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

		<category><![CDATA[coreldraw]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/waldo-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/waldo.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
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		<title>O que se diz é o que não se diz</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 10:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

		<category><![CDATA[judaísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para entender adequadamente a resposta de Pedro e suas implicações é requisito entender quem está fazendo a Pergunta Exemplar.
Os peregrinos de Pentecostes eram romeiros que tinham se arrebanhado dos pontos mais distantes do país e do Império (&#8221;partos, medos, e elamitas; os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para entender adequadamente a resposta de Pedro e suas implicações é requisito entender quem está fazendo a Pergunta Exemplar.</p>
<p>Os peregrinos de Pentecostes eram romeiros que tinham se arrebanhado dos pontos mais distantes do país e do Império (&#8221;partos, medos, e elamitas; os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene [...], cretenses e árabes&#8221;) a fim de celebrar <em>Shavuot</em>, uma das três festas para as quais os judeus deviam peregrinar de onde estivessem a fim de adorar no Templo em Jerusalém.</p>
<p>Das três, <em>Shavuot</em> (Festa das Semanas ou Festa das Primícias, conhecida em grego como Pentecostes) era em geral considerada a mais importante. Na Páscoa os judeus comemoravam a libertação do cativeiro egípcio e na Festa das Cabanas lembravam a peregrinação no deserto, mas <em>Shavuot</em> era o aniversário da entrega da própria <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tor%C3%A1">Torá</a> no monte Sinai. Os judeus eram gratos pela libertação e não esqueciam os dias do deserto, mas não ignoravam que era a Torá o grande presente divino, a dádiva sem preço que lhes concedera um propósito e uma identidade. A entrega da Torá é que os tornara povo de Deus, e <em>Shavuot</em> era o momento de continuamente celebrá-lo.</p>
<p>&#8220;Estavam naquela ocasião residindo em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu&#8221;. O que essa descrição cuidadosa das circunstâncias quer deixar muito claro é que os ouvintes de Pedro eram homens separados por diferentes origens geográfica e étnicas; estavam separados pelos diferentes idiomas que falavam e pelas diferentes culturas em que estavam inseridos, mas permaneciam unidos numa coisa: eram todos devotos da fé judaica &#8211; &#8220;tanto judeus de nascimento quanto convertidos&#8221;.</p>
<p>Essa multidão de romeiros dirigiu-se a Pedro e aos demais discípulos chamando-os de &#8220;irmãos&#8221;; isto é, os que pediam orientação consideravam-se judeus falando com judeus, e Pedro nada fez para corrigi-los.</p>
<p>Naquela manhã todos que testemunharam as vozes do vento do espírito, todos que se amontoaram para ouvir na multidão as palavras de Pedro, eram judeus no sentido étnico ou religioso, judeus de nascimento ou por conversão. Foram judeus que fizeram a pergunta &#8220;o que devemos fazer?&#8221;, e como judeus interpretaram a resposta.</p>
<p>E da mesma forma que será preciso apreender, nos capítulos seguintes, que a bagagem que traziam os ouvintes de Pedro determinaria sua interpretação da resposta dele, será necessário reconhecer que nossa própria bagagem determina nossa leitura do que está acontecendo. Porque, do nosso ponto de vista, o que está acontecendo aqui é uma conversão. Uma conversão em massa, por certo, mas uma conversão &#8211; a primeira de uma série que se estenderá, esperamos, até os nossos dias.</p>
<p>E neste ponto deve nos guiar não o que Pedro diz em sua resposta, e cujo conteúdo talvez não saibamos ainda decifrar, mas a absoluta clareza que reside no que ele não diz.</p>
<p>Pedro está falando a religiosos judeus, e não pede que abandonem a sua religião ancestral.</p>
<p>Está falando a religiosos judeus, e não pede que abracem uma nova e formidável religião, mais abrangente, mais generosa e mais acurada.</p>
<p>Está falando a religiosos judeus, e não pede que abandonem os grandes e pequenos procedimentos rituais da sua fé: a circuncisão, o sábado, os sacrifícios, as regras de pureza.</p>
<p>Está falando a religiosos judeus, e não pede que alterem sua relação com os ramos internos do judaísmo &#8211; a ala dos saduceus, a ala dos fariseus e as diferentes escolas rabínicas.</p>
<p>O que ele efetivamente pede é que se &#8220;arrependam&#8221; e &#8220;sejam batizados&#8221; (e, logo adiante, que &#8220;salvem-se dessa geração perversa&#8221;).</p>
<p>Mas será preciso ser judeu para entender o que ele quer dizer com isso.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug026.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>Rastros dos apóstolos</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/como-perder-jesus-de-vista-no-livro-de-atos/' title='Como perder Jesus de vista no livro de Atos'>Como perder Jesus de vista no livro de Atos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/ascensao-sem-tregua-das-testemunhas/' title='Ascensão sem trégua das testemunhas'>Ascensão sem trégua das testemunhas</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-escassez-seletiva-selecionar-e-interpretar/' title='A escassez seletiva: selecionar é interpretar'>A escassez seletiva: selecionar é interpretar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-jesus-terreno-e-o-cristo-extraterrestre/' title='O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre'>O Jesus terreno e o Cristo extraterrestre</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/com-as-mulheres/' title='Com as mulheres'>Com as mulheres</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/como-reconhecer-entre-dois-discipulos-um-apostolo/' title='Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo'>Como reconhecer, entre dois discípulos, um apóstolo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-plenitude-dos-tempos/' title='A plenitude dos tempos'>A plenitude dos tempos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-verdadeira-mensagem/' title='A verdadeira mensagem'>A verdadeira mensagem</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-lucidez-profetica/' title='A lucidez profética'>A lucidez profética</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-vexacao-de-satanas/' title='A vexação de Satanás'>A vexação de Satanás</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-volta-ao-que-poderia-ter-sido/' title='A volta ao que poderia ter sido'>A volta ao que poderia ter sido</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-fermentacao-da-morte/' title='A fermentação da morte'>A fermentação da morte</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-incubacao-do-espirito/' title='A incubação do espírito'>A incubação do espírito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/formato-minimo/' title='Formato mínimo'>Formato mínimo</a></li><li>O que se diz é o que não se diz</li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-linhagem-do-batismo/' title='A linhagem do batismo'>A linhagem do batismo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/as-transgressoes-do-ceu/' title='As transgressões do céu'>As transgressões do céu</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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		<title>Esta é sua casa</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 11:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Este documento contém clipes de vídeo que só podem ser visualizados na página da Bacia na internet.



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&#8220;Nos últimos cinquenta anos a Terra tem sido mais radicalmente alterada do que em todas as gerações anteriores da humanidade.&#8221;Este é o trailer de Home, um filme sobre a Terra disponivel em alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="color:#B0B0A0"><small>Este documento contém clipes de vídeo que só podem ser visualizados na <a href="http://www.baciadasalmas.com">página da Bacia</a> na internet.</small></span></p>
<table border="0" height="640" width="570" align="center" bordercolorlight="White" bordercolordark="White" bgcolor="Black" bordercolor="Black" >
<tr>
<td>
[Visite a Bacia para ver o filme]
</td>
</tr>
</table>
<p><span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">&#8220;Nos últimos cinquenta anos a Terra tem sido mais radicalmente alterada do que em todas as gerações anteriores da humanidade.&#8221;</span>Este é o trailer de <em>Home</em>, um filme sobre a Terra disponivel em alta resolução e na íntegra no youtube. Sua mensagem? &#8220;É tarde demais para sermos pessimistas&#8221;.</p>
<p>Para assistir o filme inteiro em espanhol, <a href="http://www.youtube.com/homeprojectES">clique aqui</a>.</p>
<p>Para assistir o filme inteiro em inglês, <a href="http://www.youtube.com/homeproject">clique aqui</a>.<br />
<small>Para ver legendas em português clique no triângulo na extremidade direita da barra de reprodução do youtube, depois em &#8220;CC&#8221;. Nas opções clique &#8220;Translate (BETA)&#8221;, e finalmente escolha a tradução automática de <em>English</em> para <em>Portuguese</em>.</small></p>
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		<title>Hitler teve ajuda</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 09:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Adolf  Hitler foi completamente responsável pelo Holocausto. Mas Hitler teve ajuda.

Henry Ford e os Protocolos dos Sábios de Sião
Quem forneceu a Hitler a base inicial a fim de trasmutar séculos de ódio religioso no novo antisemitismo político do século vinte? Foi Henry Ford, agindo diretamente através da Ford Motor Company. Em 1920 o crédulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adolf  Hitler foi completamente responsável pelo Holocausto. Mas Hitler teve ajuda.</p>
<p align="center"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/bits/rockefeller-center-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/bits/rockefeller-center.jpg" title="Rockefeller Center | Clique para ampliar" /></a></p>
<p><strong>Henry Ford e os Protocolos dos Sábios de Sião</strong></p>
<p>Quem forneceu a Hitler a base inicial a fim de trasmutar séculos de ódio religioso no novo antisemitismo político do século vinte? Foi Henry Ford, agindo diretamente através da <em>Ford Motor Company</em>. Em 1920 o crédulo porém arrebatado Ford adquiriu um texto datilografado forjado, que convenceu-o da existência de uma conspiração judaica maléfica e internacional, determinada a subjugar o mundo pela manipulação indireta de governos, jornais e sistemas econômicos. <span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.6em; line-height: 1.3em">&#8220;Tenho Henry Ford como minha inspiração.&#8221;<br /></br>Adolf Hitler</span>Essas revelações constavam do notório &#8211; e inteiramente falso &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Protocolos_dos_S%C3%A1bios_de_Si%C3%A3o">Os Protocolos dos Sábios de Sião</a>.</p>
<p>A fim de abastecer o mundo com essa nova modalidade de ódio aos judeus, Ford comprou um jornal falido, o <em>Dearborn Independent</em>, que serializou <em>Os Protocolos</em> por 91 semanas. Sua empresa em seguida publicou a série sob a forma de livro, com o título <em>O Judeu Internacional</em> (<em>The International Jew</em>). Usando as técnicas de produção de massa, Ford pode expandir o alcance dos <em>Protocolos</em>, transformando-o de panfleto insignificante circulado entre uns poucos numa sensação nacional com tiragem de 500.000 exemplares. Ao devotar a força nacional de vendas e os ativos da <em>Ford Motor Company</em> à tarefa da hostilidade, Henry Ford foi o primeiro a organizar o antisemitismo político nos Estados Unidos. Acabou tornando-se, na verdade, herói dos antisemitas do mundo inteiro.</p>
<p>Na Alemanha, onde Ford era venerado, <em>O Judeu Internacional</em> foi traduzido e publicado em fevereiro de 1921. O livro conheceu seis edições em dois anos, com milhares de exemplares impressos. O livro de Ford tornou-se rapidamente a bíblia dos antisemitas alemães e das primeiras encarnações do partido nazista. Os nazistas distribuíam a obra país afora &#8220;aos borbotões&#8221;.</p>
<p>Entre os alemães que foram profundamente influenciados pelo livro estava Adolf Hitler. O Führer leu a obra pelo menos dois anos antes de escrever o <em>Mein Kampf</em>. E deixa claro que leu. No capítulo 11 do<em> Mein Kampf</em> Hitler escreveu: &#8220;Toda a existência deste povo é baseada numa mentira contínua, como demonstrado incomparavelmente pelos <em>Protocolos dos Sábios de Sião</em>. Com segurança absolutamente aterrorizadora, esses documentos revelam a natureza e a atividade do povo judeu, bem como seus objetivos últimos&#8221;. Hitler descreveu Ford como &#8220;seu herói&#8221;. Não é de admirar que Ford tenha recebido a Medalha da Águia Alemã de Hitler, numa suntuosa cerimônia em Berlim. A medalha era reservada para estrangeiros que prestavam serviços especialmente valiosos ao Reich.</p>
<p><strong>O Instituto Carnegie e a ciência americana do melhoramento genético</strong></p>
<p>Quem forneceu a Hitler as argumentações médicas pseudocientíficas que justificaram uma guerra a fim de gerar uma raça superior loira e de olhos azuis com o dever de obliterar as demais raças, tidas como inferiores? Foi o Instituto Carnegie (a encarnação filantrópica da maior fortuna de aço dos Estados Unidos), que propagou a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo_e_ra%C3%A7a">eugenia</a>, a letal ciência racial americana. A partir de 1911 os cientistas do Instituto Carnegie passaram a defender com sucesso a noção de que os milhões ao redor do mundo que não se conformavam ao estereótipo nórdico do loiro de olhos azuis não eram dignos de existir sobre a terra.</p>
<p>A ciência norte-americana da eugenia acreditava que traços sociais como a pobreza, a prostituição e a preguiça eram determinados geneticamente. A permanência de linhagens racialmente inferiores &#8211; uma faixa ampla, que abrangia 90 por cento da humanidade &#8211; devia ser combatida através de vários métodos. Esses métodos incluíam meticulosa identificação, apreensão de bens, proibição ou anulação de casamento, esterilização cirúrgica forçada, segregação em campos e câmaras de gás operadas pelo governo. Numerosas propostas de melhoramento genético foram promulgadas sob a forma de lei em 27 estados americanos. Em última análise, 60.000 pessoas foram esterilizadas a força, milhares foram encarceradas em campos estatais e inúmeras tiveram suas uniões civis anuladas, sendo, em alguns casos, sujeitas a negligência médica organizada e letal. O juiz Oliver Wendell Holmes, da Suprema Corte norte-americana, conferiu a essas práticas o status de lei legítima do país, declarando justificados atos dessa natureza. &#8220;Será melhor para todo o mundo&#8221;, escreveu Holmes, &#8220;se ao invés de esperar para executar uma prole degenerada pelos seus crimes, ou deixar que morram de fome por sua imbecilidade, a sociedade passe a impedir os que são manifestamente incapazes de darem continuidade à sua linhagem&#8221;.</p>
<p>O Instituto Carnegie e o movimento patrocinado por ele gastou milhões de dólares na tarefa de propagar as teorias americanas de melhoramento genético na Alemanha de pós-Primeira-Guerra, financiando programas de ciência racial em universidades e outras instituições oficiais. Essas teorias incluiam a idéia de que os judeus deviam ser eliminados.</p>
<p>Enquanto estava na prisão Hitler estudou com atenção a eugenia norte-americana. No <em>Mein Kampf</em> ele insistiria: &#8220;Existe hoje em dia um único Estado em que são detetáveis iniciativas hesitantes no sentido de uma concepção de qualidade superior. Esse Estado não é, obviamente, nossa modelar República Alemã, mas os Estados Unidos.&#8221; Hitler diria com orgulho a seus camaradas: &#8220;Tenho estudado com grande interesse as leis de diversos estados norte-americanos com respeito à prevenção da reprodução de gente cuja prole se mostraria, com toda a probabilidade, de pouco valor ou mesmo prejudicial à qualidade da raça&#8221;. Hitler teve apenas de substituir o termo norte-americano &#8220;nórdico&#8221; pelo termo nazista &#8220;ariano&#8221;, medicalizando em seguida seu antisemitismo virulento e pré-existente e seu fascismo nacionalista, a fim de formular o conceito da raça superior de cabelos loiros e olhos azuis glorificada por ele no seu <em>Mein Kampf</em>.</p>
<p>Hitler estava de tal modo mergulhado na ciência racial norte-americana que escreveu uma carta de fã entusiasmado ao lider eugenista americano Madison Grant, chamando sua obra de &#8220;minha bíblia&#8221;.</p>
<p>O terceiro Reich implementou todos os princípios eugenistas norte-americanos com enormes ferocidade e velocidade, respaldado por um exército conquistador. &#8220;Enquanto estamos aqui pisando em ovos&#8221;, incensou Leon Whitney, secretário executivo da Sociedade Norte-Americana de Eugenia, &#8220;os alemães estão dando nome aos bois&#8221;. Conforme insistia Rudolf Hess, adjunto de Hitler, &#8220;o nazismo nada mais é do que biologia aplicada&#8221;.</p>
<p><strong>A Fundação Rockefeller e as experiências com gêmeos</strong></p>
<p>Quem forneceu aos odiosos experimentos médicos de eugenia de Hitler os recursos para cometer crimes atrozes contra gêmeos inocentes? Foi a Fundação Rockefeller, a encarnação filantrópica da <em>Standard Oil</em>. A Fundação agiu como parceira integral do Instituto Carnegie no estabelecimento da eugenia na América e na Alemanha. Na busca do aperfeiçoamento da raça superior, milhões de dólares da era da Depressão foram transferidos por Rockfeller para os médicos mais antisemitas de Hitler. Nessa busca, uma espécie de cobaia era desejada acima de todas as outras: irmãos gêmeos.</p>
<p>Rockefeller patrocinou o principal eugenista de Hitler, Otmar Verschuer, e seus insaciáveis programas de experimentação em irmãos gêmeos. Acreditava-se que os gêmeos traziam em si o segredo da multiplicação industrial do arquétipo racial ariano e da rápida eliminação dos biologicamente indesejáveis. Verschuer tinha um assistente, Josef Mengele. O patrocínio de Rockefeller cessou durante a Segunda Guerra, mas àquela altura Mengele já havia se transferido para Auschwitz a fim de dar continuidade de forma monstruosa à sua pesquisa com gêmeos. Sempre o métodico eugenista, Mengele continuou mandando semanalmente minuciosos relatórios clínicos para Verschuer.</p>
<p><strong>A <em>General Motors</em> e a Blitzkrieg</strong></p>
<p>Quem tirou Hitler de cima de cavalos e colocou seus exércitos letais em caminhões de modo a travar sua <em>Blitzkrieg </em>&#8211; guerra relâmpago &#8211; contra a Europa? Foi a <em>General Motors</em>, que fabricou o <a href="http://www.battlegroupsouth.com/vehicles4.html">caminhão Blitz</a> para a <em>Blitzkrieg</em>. Na qualidade de maior fornecedora de carros e caminhões para o Reich, a GM tornou-se parceira indispensável da guerra de Hitler. Desde as primeiras semanas do Terceiro Reich o presidente da GM, Alfred Sloan, dedicou sua companhia e sua divisão alemã, a Opel, a motorizar uma Alemanha que ainda dependia substancialmente da tração animal, preparando-a dessa forma para a guerra. Antes disso a Alemanha tinha sido um país devotado a uma legendária engenharia automotiva, mas tratavam-se de carros construídos um a um, artesanalmente. A GM trouxe a produção de massa até o Reicch, convertendo-a de país puxado a cavalo a potência motorizada.</p>
<p>Sloan e a GM conscientemente prepararam a <em>Wehrmacht</em> para travar a guerra na Europa. Detroit chegou a tranferir volumosos estoques de peças de substituição dos veículos Blitz para a fronteira da Polônia na semana que antecedeu a invasão de 1º de setembro de 1939, de modo a facilitar a <em>Blitzkrieg</em>.</p>
<p>Fazendo uso de uma camada dissimulatória de reuniões a portas fechadas e comitês executivos especiais, Sloan manteve o papel da GM em segredo o quanto foi possível. Quando a Opel precisava de peças ou moeda estrangeira, Detroit mandava que outras subsidiárias internacionais prestassem socorro de forma clandestina.</p>
<p>Além de motorizar a força militar, Sloan encetou programas maciços de re-emprego, a fim de ajudar a reviver a economia nazista &#8211; isso enquanto a companhia recusava-se a recontratar americanos atingidos pela devastação da Depressão. O sucesso da GM gerou diretamente a necessidade da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autobahn">Autobahn</a>. O executivo chefe da GM na Alemanha, James Mooney, recebeu a mesma medalha de Ford, por serviços prestados ao Reich.</p>
<p><strong>A IBM e a solução final</strong></p>
<p>Quem projetou sob medida e planejou em conjunto as soluções nazistas para o problema dos judeus? Foi a <em>International Business Machines</em>, inventora do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hollerith">cartão perfurado Hollerith</a>, precursor do computador contemporâneo. A IBM desfrutava na época de completo monopólio sobre tecnologia de informação. Sob a microgerência de seu presidente, Thomas Watson, e anunciando-se como &#8220;uma empresa de soluções&#8221;, em 1933 a IBM alcançou o novo regime de Hitler, oferecendo-se para organizar e sistematizar qualquer solução que o Reich desejasse, inclusive soluções para o problema dos judeus.</p>
<p>Com a parceria da IBM o regime de Hitler consegiu automatizar e acelerar substancialmente todas as fases do Holocausto de doze anos: identificação, exclusão, confisco, guetoização, deportação e até mesmo o extermínio.</p>
<p>Como fazia com qualquer cliente, a IBM simplesmente perguntou ao regime de Hitler qual era o resultado desejado. Em seguida os engenheiros da companhia projetaram sob medida os sistemas de cartões perfurados que gerassem esses resultados. Em primeiro lugar, determinar quem era judeu e onde os judeus moravam &#8211; isso com exatidão. A solução da IBM: um censo racial e religioso projetado e tabulado pela companhia. Em segundo lugar, uma vez identificados, a expulsão sistemática dos judeus de todos os segmentos da sociedade. A solução da IBM: a criação de bases de dados que tabulavam e cruzavam as informações de toda sorte de organizações e comunidades, de relações de membros a listas de casamentos, mortes e nascimentos.</p>
<p>Em terceiro lugar, o confisco dos bens dos judeus. A solução da IBM: todos os bancos e instituições financeiras faziam uso dos cartões da IBM, que podiam ser programados para procurar nomes de judeus e suas contas bancárias para confisco. Quarto, a guetoização dos judeus. A solução da IBM: tranferir de modo cruzado quadros inteiros de famílias de suas residências atuais para para cortiços abarrotados, de modo que num único dia milhares de pessoas pudessem ser deslocadas do ponto A para o ponto B. Quinto, a deportação dos judeus. A solução da IBM: a maior parte das estradas de ferro européias tinha suas rotas determinadas pelos cartões perfurados da IBM. Estações especiais deveriam ser criadas, de modo a garantir que trens com vagões de gado pudessem ser disponibilizados para transportar judeus para os campos. Quando entravam, esses trens estavam abarrotados de pessoas impotentes. Quando saíam, estavam vazios.</p>
<p>Sexto: os judeus deveriam ser mortos de forma industrial e sistemática. Primeira solução da IBM: estabelecer diferentes códigos para a classificação de cada categoria de prisioneiros em campos de concentração. O <em>Código de Prisioneiro</em> 8 designava um judeu. O <em>Código de Status</em> 6 designava morte pela câmara de gás. Desse modo, o Reich sabia sempre quantos judeus estava matando. Nos campos de extermínio, quase todos os judeus eram mortos na chegada &#8211; pela cordenação de um sistema desenhado pela IBM, que regulava em sincronia letal a saída das vítimas dos guetos e sua viagem de trem até os campos de morte. Segunda solução da IBM: criar o programa de &#8220;extermínio por exaustão&#8221; através de programas de cartão perfurado que faziam a correspondência entre as necessidades de trabalho do Reich, onde quer que surgissem, e as habilidades dos prisioneiros judeus. Uma vez transferidos para o local de trabalho, os judeus trabalhavam até morrer.</p>
<p>Havia uma central de atendimento ao consumidor IBM em cada campo de concentração.</p>
<h5>* * *</h5>
<p>Não fosse o continuado e consciente envolvimento de icônicas corporações norte-americanas na guerra de Hitler contra os judeus, a velocidade, o formato e as estatísticas do Holocausto como o conhecemos teriam sido dramaticamente diferentes. Ninguém sabe dizer quão diferentes seriam, mas as dimensões astronômicas nunca teriam sido atingidas. Em sua maior parte, os colaboradores corporativos de Hitler nos Estados Unidos vêm tentando há muito tempo obscurecer ou ocultar os detalhes de sua conivência, fazendo uso das consagradas ferramentas de desinformação corporativa, contribuições financeiras e análises críticas compradas e pagas a historiadores. Porém, numa era em que as pessoas deixaram de acreditar nas grandes corporações, os pontos podem ser finalmente ligados, de modo a desvendar o perfil de uma indispensável conexão nazista.</p>
<p align="right"><small>Edwin Black, autor de <strong>A IBM e o Holocausto</strong>, em resumo do seu <a href="http://www.nazinexus.com">A Conexão Nazista</a> </small></p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug046.gif"></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/somos-mais-sofisticados">Somos mais sofisticados</a></p>
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		<title>Sinfonia</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 12:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[coreldraw]]></category>

		<category><![CDATA[rossini]]></category>

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[Visite a Bacia para ouvir o áudio]
A Italiana em Argel, Abertura, Gioachino Rossini

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<p><center>[Visite a Bacia para ouvir o áudio]</center></p>
<p><span style="color:#B0B0A0"><small><em>A Italiana em Argel</em>, Abertura, <b>Gioachino Rossini</b></small></span></p>
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		<title>Transgredir é escolher</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 11:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>

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Transgredir é escolher, portanto apenas a mais rigorosa inatividade, a mais deliberada paralisia poderiam nos manter a salvo da narrativa, cujo outro nome é controvérsia. Todos os outros de nós somos atirados ao centro do palco da história e banhados pela luz inclemente do foco da escolha. O homem que escolhe amar um filho mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>70</p>
<p>Transgredir é escolher, portanto apenas a mais rigorosa inatividade, a mais deliberada paralisia poderiam nos manter a salvo da narrativa, cujo outro nome é controvérsia. Todos os outros de nós somos atirados ao centro do palco da história e banhados pela luz inclemente do foco da escolha. O homem que escolhe amar um filho mais do os outros não escapará da controvérsia mais do que o homem que escolhe amá-los igualmente. Pergunte a Jacó, pergunte ao pai do filho pródigo da parábola. O único jeito de escapar do dilema é não ter filhos, é não desejar ter filhos; a única alternativa isenta é nada fazer, nada desejar, nada esperar e nada ser.</p>
<p>A História não ignora deuses que escolheram ser narradores. Embora goste de se apresentar como totalmente singular e à parte da realidade que é subordinada a ele, o Deus da Bíblia renuncia consistentemente ao papel, necessariamente distanciado, de narrador. Desde a primeira linha Deus é personagem da história, é fazedor de escolhas &#8211; trangressor e gerador de controvérsias. </p>
<p>O resultado essencial da transgressão divina é o universo, isto é, um espaço até então inconcebível em que Deus podia, através do homem, opor-se e contrapor-se à sua própria suficiência. O resultado essencial da transgressão humana é a queda, isto é, um espaço até então inconcebível em que o homem podia opor-se e contrapor-se a Deus.</p>
<p>A transgressão divina foi gerar um filho; a transgressão humana foi exigir a sua parte na herança. Em três capítulos ficou estabelecida a tensão que todas as demais páginas, autores e protagonistas desta história tentarão resolver.</p>
<p>Mas este é o momento em que Deus distribui castigos e portanto culpas. E, mais uma vez, falando ao ser humano, Deus fala a si mesmo e sobre si mesmo. Ao determinar ao homem que terá de suar para trabalhar, à mulher que terá de sofrer para gerar vida e à serpente que terá de rastejar entre as demais criaturas e conhecer a perseguição e a repugnância dos homens, Deus não está distribuindo paisagens aleatórias. Ele sabe que, na qualidade de protagonista, cada palavra que proferir voltará sem sombra de dúvida para tocar e qualificar a sua própria pessoa. Nas páginas que seguem Deus se apresentará como trabalhador, falará de si mesmo como uma mulher grávida e se identificará com a serpente. Sua integridade narrativa não tem limites, e não há punição que ele outorgue aos outros e não esteja pronto a sofrer ele mesmo.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug027.gif"></p>
<div class='series_toc'><h3>Nasce um homem</h3><ol><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-1/' title='Era uma vez'>Era uma vez</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-2/' title='Adão era'>Adão era</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2007/nasce-um-homem-3/' title='A teoria literária'>A teoria literária</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nasce-um-homem-4/' title='Para mim'>Para mim</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/se-havia-improvavel-graca/' title='Se havia improvável graça'>Se havia improvável graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-conflito-que-anima-uma-historia/' title='O conflito que anima uma história'>O conflito que anima uma história</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-primeira-blasfemia/' title='A primeira blasfêmia'>A primeira blasfêmia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eu-sentia-ser-minha-obrigacao/' 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pés</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dois-ou-tres-personagens-nao-bastam/' title='Dois ou três personagens não bastam'>Dois ou três personagens não bastam</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-proibicao-extrai-seu-poder/' title='A proibição extrai seu poder'>A proibição extrai seu poder</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-caracterizar-uma-tragedia/' title='Para caracterizar uma tragédia'>Para caracterizar uma tragédia</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/pisei-no-andar-terreo/' title='Pisei no andar térreo'>Pisei no andar térreo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/voce-pode-comer/' title='Você pode comer'>Você pode comer</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/um-professor-errante-depara-se-com-um-homem-cego/' title='Um professor errante depara-se com um homem cego'>Um professor errante depara-se com um homem cego</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nenhum-outro-elemento-da-trama/' title='Nenhum outro elemento da trama'>Nenhum outro elemento da trama</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/toda-historia-sobre-transgressao/' title='Toda história sobre transgressão'>Toda história sobre transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/de-todos-os-sonhos-de-que-me-recordo/' title='De todos os sonhos de que me recordo'>De todos os sonhos de que me recordo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nao-devemos-deixar/' title='Não devemos deixar'>Não devemos deixar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-chave-obviamente/' title='A chave, obviamente'>A chave, obviamente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/e-curioso-notar/' title='É curioso notar'>É curioso notar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/para-comecar/' title='Para começar'>Para começar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/neste-ponto/' title='Neste ponto'>Neste ponto</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/com-a-entrada-da-serpente/' title='Com a entrada da serpente'>Com a entrada da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/dos-enigmas-da-serpente/' title='Dos enigmas da serpente'>Dos enigmas da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/porem-quando-percebo/' title='Porém quando percebo'>Porém quando percebo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-serpente-e-astuta/' title='A serpente é astuta'>A serpente é astuta</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-narrativa-e-limpida/' title='A narrativa é límpida'>A narrativa é límpida</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-serpente-permanece-um-enigma/' title='A serpente permanece um enigma'>A serpente permanece um enigma</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/quando-olho-tempo-suficiente/' title='Quando olho tempo suficiente'>Quando olho tempo suficiente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/o-silencio-da-historia/' title='O silêncio da história'>O silêncio da história</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/outro-resultado/' title='Outro resultado'>Outro resultado</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/individuacao/' title='Individuação'>Individuação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/e-o-momento-decisivo/' title='É o momento decisivo'>É o momento decisivo</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-ausencia-divina/' title='A ausência divina'>A ausência divina</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/e-uma-pista-falsa/' title='É uma pista falsa'>É uma pista falsa</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/nao-se-trata/' title='Não se trata'>Não se trata</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/uma-donzela-encontra-na-floresta-uma-perigosa-serpente/' title='Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente'>Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/a-hora-e-agora/' title='A hora é agora'>A hora é agora</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/porque-e-ignoro-quantas-vezes/' title='Porque &#8211; e ignoro quantas vezes terei de voltar'>Porque &#8211; e ignoro quantas vezes terei de voltar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/alcancar-a-individuacao/' title='Alcançar a individuação'>Alcançar a individuação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/eva-recua/' title='Eva recua'>Eva recua</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2008/deus-sabe/' title='Deus sabe'>Deus sabe</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-motor-do-conflito/' title='O motor do conflito'>O motor do conflito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-grande-revelacao/' title='A grande revelação'>A grande revelação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/transgredir/' title='Transgredir'>Transgredir</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-obra-da-serpente/' title='A obra da serpente'>A obra da serpente</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/onde-esta-a-maldade/' title='Onde está a maldade'>Onde está a maldade</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-me-faz-lembrar/' title='O que me faz lembrar'>O que me faz lembrar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-transfiguracao-do-conflito/' title='A transfiguração do conflito'>A transfiguração do conflito</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/que-sao-a-imitacao-e-o-jogo-de-espelhos/' title='Que são a imitação e o jogo de espelhos'>Que são a imitação e o jogo de espelhos</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-que-esta-historia-existe-para-mostrar/' title='O que esta história existe para mostrar'>O que esta história existe para mostrar</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-por-isso/' title='É por isso'>É por isso</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-o-ultimo-momento/' title='É o último momento'>É o último momento</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/quando-volto-a-recordacao/' title='Quando volto à recordação'>Quando volto à recordação</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-efeito-imediato/' title='O efeito imediato'>O efeito imediato</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/como-numa-comedia-de-erros/' title='Como numa comédia de erros'>Como numa comédia de erros</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/minha-primeira-transgressao/' title='Minha primeira transgressão'>Minha primeira transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/e-so-do-lado-de-ca/' title='É só do lado de cá'>É só do lado de cá</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-esse-principio/' title='A esse princípio'>A esse princípio</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/nao-nos-devera/' title='Não nos deverá'>Não nos deverá</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-coisa-boa/' title='A coisa boa'>A coisa boa</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/se-o-conflito-e-a-graca/' title='Se o conflito é a graça'>Se o conflito é a graça</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/a-transgressao-original/' title='A transgressão original'>A transgressão original</a></li><li>Transgredir é escolher</li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/no-espaco-recem-aberto-da-minha-transgressao/' title='No espaço recém-aberto da minha transgressão'>No espaço recém-aberto da minha transgressão</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/em-si-mesmo-nada-ha-de-terrivel/' title='Em si mesmo nada há de terrível'>Em si mesmo nada há de terrível</a></li><li><a href='http://www.baciadasalmas.com/2009/o-conceito-teologico/' title='O conceito teológico'>O conceito teológico</a></li></ol></div><div class="feedflare">
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