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	<title>baconfrito</title>
	
	<link>http://www.baconfrito.com</link>
	<description>Cinema, literatura, música, HQs, videogame e TV. E bacon, muito bacon.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 May 2013 11:00:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
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		<title>Rokilot: The New World – Tiro</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 11:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogaí]]></category>
		<category><![CDATA[Rokilot: The New World]]></category>
		<category><![CDATA[Tiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Malditos Digletts alienígenas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em <strong>Rokilot: The New World</strong>, cê é um mercenário que é levado para outro planeta, sendo que este é comandado por um mago que <s>aterrorizou o vilarejo</s> se declarou dono da porra toda. Seu dever é ir lá e sentar porrada no maluco, afinal, por que não?<span id="more-69813"></span></p>
<p><a target='blank' href="http://www.gamezhero.com/games/rokilotthenewworld"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Rokilot-The-New-World.jpg" class="centro" alt=" " /></a></p>
<p><em>WASD</em> ou <em>Setas</em> movem, <em>mouse</em> mira e atira, <em>Q</em> e <em>E</em> (Ou <em>shift</em> e <em>espaço</em>) trocam de arma, <em>P</em> ou <em>Esc</em> pausa. O mais legal desse jogo é o nível de dificuldade, que fica na medida certa&#8230; Ao menos no Normal. E, de certo modo, o jogo inteiro é bem equilibrado. As armas poderiam ser um pouco melhores e ter mais munição, mas enfim. Há vários upgrades, vários níveis e uma música irritante: Divirtam-se a si mesmos.</p>
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		<title>Gotye, they’ve got you.</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 18:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Gotye]]></category>
		<category><![CDATA[Indie]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Música]]></category>
		<category><![CDATA[Plágio]]></category>

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		<description><![CDATA[Somebody That I Used To Know ou Some Song That I Used To Know? Tem que ver isso aí.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A gente está acostumado a ver (E ouvir) infinitos cantores e grupos musicais fazendo mil versões de músicas, adaptações, apropriações, etc, etc, etc. Vide toda a carreira de <strong>Sandy e Junior</strong> (<strong>Imortal</strong>, <strong>Em Cada Sonho</strong>, <strong>No Fundo do Coração</strong>, <strong>Tô Ligado em Você</strong> e vou parar por aqui, porque quero terminar esse texto hoje), e nosso querido <strong>Latino</strong>, né? Mas nada disso é ilegal, imoral e não engorda (?), já que tudo é feito com permissão e devidas autorizações. Não se questiona a falta de criatividade, e sim a legalidade da coisa. E tá tudo ok.</p>
<p>O que não tá ok foi o que o cantor belga (Eu disse BELGA, não brega) <strong>Gotye</strong> fez. Sabe quem é Gotye?</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/gotye.jpg" class="centro" alt=" " /><span id="more-69797"></span></p>
<p>É aquele cara de estilo duvidoso, que uns acham lindo e outros acham esquisitinho, que é símbolo indie atualmente. Sabe? Aquele estilo musical que tem mais paga pau curtindo do que gente que curte, de fato (Eu curto, você curte? Então tá bom). Enfim. O caso é que o cara fez sucesso com o hit indie, óbvio, <strong>Somebody That I Used To Know</strong>, que ele <em>fez</em> em parceria com a <strong>Kimbra</strong>. Mas, o que ninguém esperava é que o hit brilhante não é de autoria do cantor, e sim de um brasileiro: <strong>Bonfá</strong>. Não sabe quem é? É um dos maiores nomes da bossa e autor de clássicos da música brasileira.</p>
<p>Pois bem: Para se livrar da acusação de plágio, Gotye resolveu admitir que realmente se &#8220;inspirou&#8221; em <strong>Seville</strong>, de Bonfá. E, como o artista do Brasil já é falecido, a indenização que deverá ser paga será direcionada para a família de Bonfá. E qual vai ser o valor? Um milhão de dólares, quase 2 milhões de reais.</p>
<p>Viu qual é o preço que se paga por querer ser moderninho e esquecer de reconhecer o real valor que o trabalho dos outros têm? Mas, na real, o que o cantor quis fazer não foi copiar o trabalho alheio. Foi transformar algo &#8220;velho&#8221; em &#8220;vintage&#8221;, claro. Tá na moda.</p>
<p>Compara agora as duas músicas e olha só que lindeza:</p>
<p><iframe width="650" height="366" src="http://www.youtube.com/embed/8UVNT4wvIGY?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="650" height="488" src="http://www.youtube.com/embed/VAny1bIApcA?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Redescobrindo Arquivo X</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Kirk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Arquivo X]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de anos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Me lembro que um punhado de séries formaram a minha infância e pré-adolescência. Eu as assistia em um extinto canal de televisão que acidentalmente exibia apenas séries antigas, de programas como <strong>Star Trek</strong> e <strong>A Feiticeira</strong>, passando por <strong>As Panteras</strong> e <strong>Magnum</strong>, indo até séries mais recentes. Dentre as mais novas, dos anos 80 e 90, estava <strong>Arquivo X</strong>. Sinceramente, na época eu mal fazia idéia de que anos essas séries eram, o que elas queriam dizer ou mais a enxurrada de informação sobre tudo delas que nós podemos ver hoje na internet. Porra, nem computador eu tinha dez anos atrás. Bem, mas agora chegou a hora de me reencontrar com esse sucesso da minha juventude. Pra ver como isso está indo até agora, vem comigo.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/AX-T1E24.rmvb_snapshot_02.51_2013.05.20_17.21.27.png" class="centro" alt=" " /><span id="more-69728"></span></p>
<p>Acho que é um fato conhecido que Arquivo X já se tornou cult. Quem cresceu nos anos 90 tem uma boa chance de uma vez ou outra ter se deparado com os agentes do FBI <strong>Fox Mulder</strong> e <strong>Dana Scully</strong>, lidando com coisas improváveis, bizarras, esquisitas, alienígenas, etc. Eles foram os pais de todo o papo moderno sobre o governo esconder coisas, sobre paranóia e ao mesmo tempo influenciaram séries sobre paranormalidade e fenômenos inexplicáveis. Não é muito longe da verdade dizer que quem assiste <strong>Supernatural</strong> hoje, por exemplo, também está vendo um pouco de Arquivo X. E, bem, eu não sei direito como está a imagem da série hoje pra sociedade jovem e antenada que lê o <strong>Bacon</strong>, mas é bem provável que tendo começado em 1993 e terminado em 2002, mesmo sendo uma parte importante da cultura popular, esteja meio esquecida. Bom, não condeno ninguém por esquecer de Arquivo X, já que eu mesmo tinha esquecido por anos, até recentemente arranjar todas as nove temporadas pra assistir. Já terminei a primeira e achei que este texto, além de fazer um pouco de propaganda pra algo tão legal, também podia servir pra compartilhar alguns dos meus pensamentos. Não sei se faz sentido pra vocês, mas parece que quando a gente assiste algo quando moleque e depois quando envelhecemos, começamos a perceber certos detalhes, a fazer perguntas e respondê-las também.</p>
<p>Por exemplo, antes não fazia diferença, mas uma das coisas que me ocorreram agora foi: Como pode existir uma divisão do FBI dedicada a investigar coisas que o governo esconde ou esconderia, comandada por um sujeito paranóico e que está freqüentemente desafiando os limites do que pode ser conhecido? Pelo amor de Odin, por que o Mulder ainda está vivo? E a resposta pra isso veio logo na primeira temporada: Primeiro, Mulder &#8220;tem amigos no Capitólio&#8221;, ou seja, ele continua vivo por influência dos seus contatos. Pelo menos em parte. O mais plausível é que o FBI, por menos que goste disso, precisa dele. O contato secreto e misterioso do Mulder na primeira temporada diz, em certo ponto, que é melhor que o que o agente descobre caia nas mãos do próprio governo do que em algum outro lugar. Aliás, fica bem estabelecido desde o primeiro episódio da série que a agente Scully, uma médica cética e que sempre está do lado da ciência, ter sido apontada para ser a segunda pessoa nos Arquivos X é uma maneira de controlar Mulder, que quase sempre saía da linha; aliás, através dessa temporada inicial, vemos que o FBI tem poder pra acabar com o trabalho dele a qualquer momento. Mas algo os segura, justamente essa mistura de interesses e contatos. Eventualmente, logo no início da segunda temporada, o misterioso homem fumante diz claramente que matando Mulder, correm o risco de &#8220;transformar a cruzada de um homem só em religião&#8221;. É pra se pensar.</p>
<p>Um detalhe interessante: Apesar de Arquivo X ser basicamente sobre bizarrices, ainda é uma série mais pé-no-chão do que o padrão atual. Mulder e Scully são agentes do FBI, e a série toda trabalha naquela velha história de que &#8220;existem mais coisas entre o céu e a terra do supõe nossa vã filosofia&#8221;. É o paraíso dos teoristas de conspirações e curiosos em geral. É a interação entre o mundo real, suas instituções e pessoas, com o mistério, o desconhecido. É como se todas as histórias sobre homens de preto, UFOs e espíritos fossem realidade, apenas esperando para serem descobertas. Dessa maneira, brinca com os nossos medos e incertezas. A já citada Supernatural, por exemplo, tem uma certa distância do real. É especificamente a vida dos dois protagonistas tentando salvar o mundo enqüanto as outras pessoas parecem alheias a tudo. A onda agora é muito mais fantasiosa, menos cerebral.</p>
<p>Antes de terminar, mais um comentário: Fox Mulder e Dana Scully são, claro, grande parte do sucesso da série. Não só pela sempre presente tensão sexual entre os dois, mas por que eles nos representam. Ela é a cética, e ele, sempre quer acreditar. Eles refletem o espectador. Afinal, no final, tudo se resume a esses dois pólos: Acreditar ou não.</p>
<p>Enfim, essas são algumas impressões depois de rever a primeira temporada de Arquivo X. Vocês terão mais notícias em breve. Enquanto isso, lembrem-se:</p>
<h3>A verdade está lá fora.</h3>
<p>Vida longa e próspera.</p>
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		<title>Estreias da semana – 24/05</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 18:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Datilógrafa]]></category>
		<category><![CDATA[Bonitinha Mas Ordinária]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Expedição Kon Tiki]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Velozes e Furiosos]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando, surge uma jangada pra salvar a gente dos naufrágios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/fast-furious-6.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Velozes e Furiosos 6</strong> (<em>Fast &#038; Furious 6</em>)<br />
<em>Com: Paul Walker, Vin Diesel, Rihanna, Dwayne &#8220;The Rock&#8221; Johnson, Michelle Rodriguez, Gina Carano, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris e Clara Paget</em><br />
Vin Diesel e Paul Walker continuam atolando a bunda no seu dinheiro, enquanto correm com uns carros maneiros por ae. O roteiro não é importante &#8211; Quiçá relevante, se pá existente -, mas temos Michelle Rodriguez de volta dos mortos, no melhor estilo &#8220;vilão de filme de terror dos anos 80&#8243;. E o The Rock, que caçava os caras, agora precisa deles.<br />
Sério, cê liga pra história do filme? Eu achava que quem ia ver isso só queria ver rachadores e batidas espetaculares.<span id="more-69739"></span></p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/kon-tiki.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Expedição Kon Tiki</strong> (<em>Kon-Tiki</em>)<br />
<em>Com: Pål Sverre Valheim Hagen, Anders Baasmo Christiansen, Gustaf Skarsgard e Odd Magnus Williamson</em><br />
Thor Heyerdal, o cara que não é o deus do trovão mas poderia ser, devido a suas bolas feitas de uru, fez uma jangada salafrária e atravessou o oceano Pacífico [E não o Atlântico, como eu disse <a target='blank' href="http://www.baconfrito.com/indicados-ao-oscar-2013.html">aqui</a>], da Polinésia até a América do Sul, só pra provar que era possível, e mostrando que não necessariamente a América foi povoada via estreito de Bering.<br />
E não, não é um documentário. É uma romantização do feito do cara, em 1947, quando ele já podia ter pego um avião pra atravessar o mundo. A maioria de vocês não é nem digna de assistir esse filme.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/the-company-you-keep.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Sem Proteção</strong> (<em>The Company You Keep</em>)<br />
<em>Com: Robert Redford, Shia Labouf, Terrence Howard, Anna Kendrick, Susan Sarandon, Julie Christie, Nick Nolte e Richard Jenkins</em><br />
Jim é um cara maneiro, e cria sua filha como dá, já que é viúvo. Quem olha de longe pensa que ele é gente boa, mesmo sendo advogado. O que as pessoas não sabem é que ele era um ativista radical de um grupo ecoterrorista ou algo que o valha, e que ele é procurado por assassinato, ocultando sua verdadeira identidade desde então. Só que Sharon, um antiga amiga, é presa pelo FBI, e um repórter acaba descobrindo a ligação entre eles, e expoe a identidade de Jim. Por conta disso, ele tem que correr atrás do prejuízo e limpar seu nome, enquanto foge dos <em>puliça</em>.<br />
Apesar da ideia, que leva jeito de ser boa, o filme não parece ser bem executado. Ainda mais com Shia Labouf no elenco.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/populaire.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>A Datilógrafa</strong> (<em>Populaire</em>)<br />
<em>Com: Romain Duris, Déborah François, Bérénice Bejo, Shaun Benson, Mélanie Bernier, Miou-Miou, Eddy Mitchell, Nicolas Bedos, Frédéric Pierrot e Marius Colucci</em><br />
Rose tem 21 anos, mora com o pai [Feito a maioria de vocês] e tá quase casando com o filho de um garagista, no ponto pra virar dona de casa. Pena que ela tem planos muito mais legais, tipo viver, e sai da cidade, pra logo arrumar um emprego de datilógrafa no escritório de Louis. Que é um viadão, e acha que ela não sabe ser secretária, mas fica impressionado com a velocidade de digitação de Rose. Então, eles fazem um trato: Ela será a secretária de Louis, desde que treine pra competição de datilógrafa mais rápida do país.<br />
Puta merda, um filme sobre competição de datilografia. E eu achando que o cinema francês não podia ser mais tedioso.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/07/bonitinha-mas-ordinaria.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Bonitinha, Mas Ordinária</strong><br />
<em>Com: Leandra Leal, João Miguel, Letícia Colin, Gracindo Júnior, André Valli e Leon Goes</em><br />
Uma paty de 17 anos é currada [Pra quem não manja, currar é estuprar coletivamente], e seu pai oferece uma grana nervosa pra um de seus empregados se casar com ela e salvar o bom nome da família. Ele fica dividido entre o dinheiro e seus sentimentos [Que otário!], até que desmascara a falsa ingenuidade da garota, que quis a putaria toda.<br />
Terceira adaptação do crássico do Nelson Rodrigues, só deve valer a pena pra ver a Letícia Colin fornicando. Se bem que é festa da linguiça, então deixa quieto.</p>
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		<item>
		<title>…Like Clockwork (Queens of the Stone Age)</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[...Like Clockwork]]></category>
		<category><![CDATA[Desert Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Queens Of The Stone Age]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas - Álbuns]]></category>
		<category><![CDATA[Robot Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Stoner Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[My god is QotSA.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>E eis que chegou o novo álbum do <strong>Queens of the Stone Age</strong> e nada de resenha por aqui. Eu já não reconheço mais esse site&#8230; Mas vamos tentar consertar essa parada, antes que seja tarde demais.<span id="more-69671"></span></p>
<p>O que mais chama a atenção depois da primeira ouvida no <strong>&#8230;Like Clockwork</strong>, 6º CD da banda, é a unidade do trabalho. A coisa já começa pesadíssima, no melhor sentido da palavra. A faixa de estreia, <strong>Keep Your Eyes Peeled</strong>, traz as boas e velhas guitarras afinadas em dó, acompanhadas de um clima totalmente onírico, reforçado ainda mais pelo teor da letra.</p>
<p>Em seguida, vem <strong>I Sat by the Ocean</strong>, que eu não achei tão boa inicialmente, mas agora é a minha preferida. Riff sensacional, linha de baixo foda, vocal com eco, tudo se encaixa, tem nem o que dizer.</p>
<p><strong>The Vampyre of Time And Memory</strong> combina bem na sequência, tem um pianinho legal, mas nem sei&#8230; Nem gostava muito do refrão, porém ela vai crescendo com o tempo, não tenho opinião definitiva. Aliás, sempre é assim com o <strong>QotSA</strong>. Anos e anos atrás, comprei o <strong>Songs for the Deaf</strong> só pela <strong>No One Knows</strong> e acabei gradualmente curtindo mais todas as outras.</p>
<p>A 4ª faixa, <strong>If I Had a Tail</strong>, é outra genial, com um climão manero e solinho bacana demais&#8230; Até então eu vinha comparando as faixas do disco com os outros álbuns, é aqui que já dá pra sacar a identidade do &#8230;Like Clockwork.</p>
<p>E então vem <strong>My God is the Sun</strong>, música mais empolgante do CD, e com valor especial por eu ter ouvido pela primeira vez no mundo (Com mais algumas milhares de pessoas, mas beleza) no <a target='blank' href="http://www.baconfrito.com/lollapalooza-2013.html"><strong>Lollapalooza</strong></a>, há. Também deve ser a mais tradicional, bem single, estrutura verso, refrão, verso, refrão, solo e afins. Não que isso seja especialmente bom ou ruim, mas funciona.</p>
<p><strong>Kalopsia</strong>, a 7ª música, é muito interessante, bem diferente do disco até aqui. E o clima dela lembra muito o nome, que significa algo como &#8220;estado em que as coisas parecem mais bonitas do que são&#8221;. Mas talvez eu tenha essa impressão por ter visto o clipe. De qualquer forma, o refrão é uma pedrada de volta a realidade.</p>
<p><strong>Fairweather Friends</strong> é outra que tá no lugar exato, mas eu achei legalzinha, só. Talvez por causa da expectativa gerada pela quantidade de participações especiais. Não que eu esperasse muito do <strong>Elton John</strong>&#8230; Mas só nessa música tem <strong>Trent Reznor</strong>, <strong>Nick Oliveri</strong> E <strong>Mark Lanegan</strong> dando um caldo.</p>
<p><strong>Smooth Sailing</strong>, muda tudo totalmente de novo, meio destoante inicialmente, mas uma com uma vibe dançante <strong>Eagles of Death Metal</strong> <em>+qd+</em>.</p>
<p>A penúltima, <strong>I Appear Missing</strong>, é um tanto quanto fúnebre, bem macabra. Se encaixaria bem no <strong>Era Vulgaris</strong>, até por lembrar uma característica da <strong><a target='blank' href="http://www.youtube.com/watch?v=CULuecEvxbs">Misfit Love</a></strong>, e uma das grandes qualidades da banda. De dar uma guinada de 180 graus na música ali pela metade ou no terço final e deixar ela mais espetacular ainda. Fazendo a gente querer que ela dure mais outros quatro minutos. Enfim, a I Appear Missing também é a que resume o álbum, tanto pela sonoridade quanto os temas abordados.</p>
<p>E finalmente, a faixa título. Eu tentei, eu realmente tentei, mas não consegui gostar da <strong>&#8230;Like Clockwork</strong>. Melódica demais, especialmente no vocal. Mas depois vai melhorando. Algum dia eu vou achar genial também, aposto. Mesmo assim, é uma grande conclusão.</p>
<p>Que reforça ainda mais a coesão da coisa toda. E nada me tira da cabeça que isso é uma especie de treinamento pra um projeto maior. Como um próximo álbum conceitual ou algo assim. O QotSA vem brincando com isso há bastante tempo, com a ideia das estações de rádio no Songs for the Deaf e depois com os personagens do Era Vulgaris. Mas agora a banda foi além, com a <a target='blank' href="http://www.likeclockwork.tv/">divulgação de cinco vídeos promocionais</a> em sequência. E cíclicos, ainda por cima. Clipes de animação na verdade, todos geniais. Que pra mim lembraram muito o estilo da série de animações em flash <a target='blank' href="http://www.newgrounds.com/collection/madness.html"><strong>Madness</strong></a> e alguns elementos do trabalho do <strong>Hayao Miyazaki</strong> (Principalmente <strong><a target='blank' href="http://www.baconfrito.com/a-viagem-de-chihiro-spirited-away.html">A Viagem de Chihiro</a></strong>), ambos geniais também. Assiste aí e vê se eu não tenho razão:</p>
<p><iframe width="650" height="366" src="http://www.youtube.com/embed/f49yRhJ0NjI?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<div class="nota-9">
<div class="critica">
<h3>&#8230;Like Clockwork &#8211; Queens of the Stone Age</h3>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/like-clockwork-album-cover-image.jpg" class="centro" alt=" " /><br />
<strong>Lançamento:</strong> 2013<br />
<strong>Gênero musical:</strong> Desert Rock<br />
<strong>Faixas:</strong><br />
1. Keep Your Eyes Peeled<br />
2. I Sat by the Ocean<br />
3. The Vampyre of Time and Memory<br />
4. If I Had a Tail<br />
5. My God is the Sun<br />
6. Kalopsia<br />
7. Fairweather Friends<br />
8. Smooth Sailing<br />
9. I Appear Missing<br />
10. &#8230;Like Clockwork</div>
</div>
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		<item>
		<title>Puros (Julianna Baggot)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 18:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Julianna Baggot]]></category>
		<category><![CDATA[Puros]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas - Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Cara, distopias são legais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desde <strong>Jogos Vorazes</strong>, um certo tipo de ficção tem feito a cabeça do público. A nova mania literária são distopias [<em>Nota do editor: Nova feito a posição de cagar</em>], é fazer uma história menos bonitinha possível. Esses livros, em sua maioria trilogias, costumam ter como protagonista uma heroína forte, que luta pela sobrevivência não só dela, mas de sua família e de seu par romântico que não sabe se cuidar muito bem sozinho. <strong>Puros</strong> é a maior síntese desse fenômeno: Muito sangue, selvageria e ação.</p>
<p>Bom, pelo menos acho que veio até a calhar, depois de uma década feita só de magias, vampiros e coisinhas cor de rosa.<span id="more-69663"></span></p>
<p>Puros conta a história de uma vida pós-explosões nucleares. Dez anos antes dos eventos do livro, a elite mundial &#8211; Deduzimos ser a mundial, mas acompanhamos apenas a dos Estados Unidos &#8211; literalmente se trancou numa bolota gigante de vidro e atirou bombas nucleares no resto da população. Acontece que, como essa elite queria apenas o extermínio dos menos favorecidos e não o fim dos recursos naturais, os mísseis foram modificados para emitir duas radiações. Uma pra destruir e uma segunda supostamente pra reconstruir os danos causados à flora pela primeira. Acontece que, por algum motivo doentio explicado mais a frente, a segunda não funcionou bem dessa forma.</p>
<p>Em vez de reagrupar o que fora queimado, sobreviventes se fundiram a animais, coisas, outros sobreviventes ou até mesmo ao chão. A sociedade do lado de fora da bolota virou o caos, grotesco e nojento. Além da fome, das deformações e das doenças, formou-se um regime militar que obriga todos os jovens de 16 anos a se alistarem, sob o risco de serem arrancados das camas à noite e terem suas famílias dizimadas caso não compareçam na data marcada.</p>
<p>A narrativa segue a partir daí dois personagens. <strong>Pressia Belze</strong>, uma menina prestes a chegar à temida idade de alistamento, dividida entre fugir ou ficar ao lado do avô doente, e um rapaz, <strong>Partridge</strong>, morador do domo que, ao contrário do resto da população alienada, suspeita haver algo de muito errado com o mundo.</p>
<p>Como cês puderam ver, tinha tudo pra ser muito maneiro e tals, mas um acontecimento em particular quebrou a firma. E, por incrível que pareça, esse acontecimento não foi nem a inconsistência da autora, que hora focava na nojentice da parada, hora tentava adicionar complexidade a ela, nem a adição de personagens interessantes apenas pra serem mortos ou simplesmente sumirem no capítulo seguinte. Mesmo o fato de a história se arrastar por mais páginas do que deveria foi aceita de boas pela minha pessoa.</p>
<p>O que realmente desceu mal não foi culpa da autora, e sim da edição brasileira. Li o livro em português e a tradução ficou uma grande merda. Não de mal traduzida, de mal editada. Feita nas coxas. Volta e meia certos termos adaptados eram trocados, do nada, por outros, e a escrita alternava entre passado e presente constantemente. É chato começar a ler que fulano entrou na sala e escolheu um lugar, pra depois ele senta e saboreia a comida enquanto encara todos a sua volta [<em>Nota do editor 2: ALÁ EDITORAS, AQUI NO BACON NÃO TEM ESSAS INCONGRUÊNCIAS! ME CONTRATEM!</em>].</p>
<p>Se existisse tal prêmio, um troféu de Pior Edição do Ano era válido pro caso.</p>
<p>Apesar dos pesares, no geral, temos um bom livro. Ele tenta ir mais alto do que pode, não entregando o que prometia. Acredito que funcionaria melhor como um roteiro de cinema. Às vezes a escritora mudava tanto o foco narrativo durante os capítulos que parecia realmente uma câmera mudando o ângulo durante uma cena. Pra falar a verdade, os cenários e deformidades ficariam ótimos em CG. Seria bastante vistoso e daria um belo filme de terror caso desse a sorte de ser feito por um bom diretor.</p>
<p>Não creio que o livro consiga mudar a vida de alguém, ou que, pelo fato da atmosfera construída ser feia e atingir aos mais sensíveis, vá arrastar uma legião de fãs ensurdecedoras e chocolatantes. Mas diverte. Muito. Se estiver procurando algo rápido pra passar o feriado, boa sorte e boa leitura.</p>
<div class="nota-7">
<div class="critica">
<h3>Puros</h3>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/purosjuliannabaggot.jpg" class="centro" alt=" " /><br />
<strong>Pure</strong><br />
<strong>Ano de Edição:</strong> 2012<br />
<strong>Autor:</strong> Julianna Baggot<br />
<strong>Número de Páginas:</strong> 368<br />
<strong>Editora:</strong> Intrínseca</div>
</div>
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		<item>
		<title>O 1° episódio de Amor À Vida foi melhor do que toda a Salve Jorge</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/baconfrito/~3/qPS0zYXVnmI/o-1-episodio-de-amor-a-vida-foi-melhor-do-que-toda-a-salve-jorge.html</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 12:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Amor À Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Glória Perez]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - TV]]></category>
		<category><![CDATA[Salve Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim. Novelas, novelinha e novelonas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, é verdade, essa novela me arrancou lágrimas másculas duas vezes só no primeiro capítulo. Primeiro quando o maldito hippie foi preso e depois quando a mulher e a filha do <strong>Malvino Salvador</strong> morreram. É óbvio que eu ainda não sei o nome dos personagens, por isso os chamarei pelos nomes reais. <em>&#8220;ARGH, NOVELA, MIMIMI&#8221;</em>. Pau no seu lombo.</p>
<div class="legendacentro"><img src=http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Gloria-Perez.jpg class="centro" alt=" " />#MuitoXatiada</div>
<p><span id="more-69423"></span></p>
<p>Pois é, eu sei que fazer uma novela pior do que <strong>Salve Jorge</strong> é quase impossível, porém, não precisava chegar de voadora na costela tio <strong>Walcyr Carrasco</strong>. A nova novela das <s>oito</s> nove conta a história da família do <strong>Antônio Fagundes</strong>, que é um médico montado na bufunfa e com alma solidária, tanto que abre uma área para a população carente em seu mega hospital particular. Fagundão, pobre coitado, infelizmente é casado com ninguém mais, ninguém menos que <strong>Susana Vieira</strong>, que interpreta ela mesmo, sendo uma megera xexelenta que enche o saco da filha, que é a mega delicinha <strong>Paola Oliveira</strong>, que descobre ser adotada graças ao seu irmão bicha má, <strong>Mateus Solano</strong>, durante uma viagem familiar ao Peru, pra comemorar a entrada de Paola Oliveira no curso de medicina. Porém, após ter a paciência molestada mais uma vez por Susana Sujeira, Paolita Gostosura Oliveira decide dar uns rolê pelas montanhas e encontra ele, <s><strong>Adalto</strong></s> <strong>Juliano</strong> <s><strong>Nazaré</strong></s> <strong>Cazarré</strong>, que trata logo de dar uns catos na garota, que decide fugir com o hipponga e embuchar.</p>
<div class="legendacentro"><img src=http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Paola-Oliveira.jpg class="centro" alt=" " />Ê laiá!</div>
<p>Sem dinheiro, mas com a barriga cheia, Paola Oliveira decide que é hora de voltar pra São Paulo e pedir ajuda pra papai Fagundão. Porém, Cazarré não quer que os sogros saibam da futura netinha antes da hora e decide que vai dar um jeito de arrumar grana pra passagem de volta, sem ter que pedir dinheiro pro sogrão. A solução? Confiar na amiga filha da puta e eterna recalcada,  <strong>Maria Maya</strong>, que leva Paola Oliveira pra macumba peruana e descola duas passagens de avião pra São Paulo em troca de Juliânus Cazarreto trazer um pouco de coca da primeira qualidade pro Brasil. O cara topa, os pombinhos vão para o aeroporto e em uma das cenas mais tristes que eu já vi em uma novela, o rapaz é preso. Sim, Paolita volta sozinha para o Brasil e é recebida pelo irmão mau caráter bicha má, Solano, que a manda esconder a gravidez dos pais, o que ela faz muito bem durante nove meses graças aos dotes de <strong><s>Frankenstein</s> Bárbara Paz</strong>, esposa da maricona que manja das putarias do mundo da moda. Mas, como em toda boa novela, a merda tem que vir na marra e no pior momento. Pera, como em toda boa novela não, como na vida. Fagundão decide dar uma festa para a alta sociedade pra comemorar a inauguração da ala povão em seu hospital e é em meio a essa festa que Solano conta a Oliveira que seu amado hippie está livre e em São Paulo. Sendo assim, a tetéia resolve fugir novamente para encontrar seu grande amor, porem é surpreendida por Megera Vieira, que descobre que ela está grávida, faz um escândalo, todo mundo corre pra ver e Fagundão resolve enfartar.</p>
<p>Em outro canto, Malvino Salvador, rapaz de família humilde e casado com a filha da <strong>Regina Duarte</strong> descobre que também vai ser papai de uma menina, só que sua amada esposa tem pressão alta e precisa de repouso e é aí que o bicho pega. Malvino está na faculdade e só trabalha meio período, o que significa que seu salário não sustenta a família e então a Filha da Duarte decide continuar trabalhando, contrariando as ordens médicas da atriz que fez a <strong>Zarolhinha</strong> em <strong>Gabriela</strong>. Eis então, que no mesmo dia que Paola Oliveira dá à luz sua pequena criança em um banheiro sujo de boteco, após ter enchido o saco de Cazarré porque o rapaz estava comemorando a liberdade e a gravidez da mulher, Filha de Duarte também entra em trabalho de parto, porém, acaba morta, assim como sua filha recém nascida. E a cena de Malvino Capital da Bahia chorando em cima do corpo da mulher falecida é de cortar corações. Confesso que eu, pai de família, derramei mais uma lágrima nesse momento. E é agora que chegamos ao momento ironias do destino. Solano, cheio de recalque da irmã, a encontra caída no chão do banheiro com a criança recém nascida ao seu lado. Na maior da filha da putagem, Bichona Solano pega a sobrinha e deixa a irmã pra morrer. Sem saber o que fazer com a pequena criança, <s>a moçona</s> o rapaz decide deixa-la em uma lixeira, em seu ápice de crueldade, provando a todos que é uma bicha muito má. Porém, ele não contava com o destino para foder com sua vida. Malvino Salvador, envergonhando toda a raça masculina e chorando feito um idiota enquanto perambula pelas ruas, ouve o choro da pequena criança e a pega no colo, agradecendo a papai do céu pelo presente. FIM. Tá, e daí? Ah, por falar em fim, parabéns Claudia Raia.</p>
<div class="legendacentro"><img src=http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Claudia-Raia.jpg class="centro" alt=" " />Porra Celulari, porra!</div>
<p>E daí, que Salve Jorge entrou definitivamente para a lista das piores novelas do mundo e jamais será reprisada em <strong>Vale a Pena Ver de Novo</strong>. Se resolverem vender os direitos de Salve Jorge, nem o <strong>SBT</strong> vai querer de tão ruim que foi aquela merda. <strong>Claudia Raia</strong> que devia ser a grande vilã acabou ganhando a torcida da galera, já que ela sempre fodia a mocinha que se tornou a verdadeira vilã. Sempre que vejo <strong>Nanda Costa</strong> na TV eu tenho vontade de socá-la. Acho que eu só tenho mais ódio da <strong>Glória Perez</strong>, que agora resolveu jogar a culpa do fracasso da novela pra cima do diretor. É, porque foi o diretor que esqueceu que a velha tinha alzheimer. Foi o diretor que sumiu com o traficante que queria ser famoso e gravava vídeos. Foi o diretor que não soube desenvolver os personagens. Pau no seu cu, Glória Perez, só falta botar a culpa nos crentes que encheram o saco falando que a novela era macumba de <strong>Ogum</strong>. O final de <strong>Avenida Brasil</strong> tinha sido ruim e tinha te dado uma oportunidade ótima de superar, mas porra, mandar <em>retcon</em> de cavalinho sendo enviado por <strong>São Jorge</strong> porque teve que cortar mais de 20 episódios por falta de audiência é foda, hein tia Perez? Mas porra, a abertura dessa nova novelinha com a música do <strong>Daniel</strong> também ficou ruim, hein. E ainda teremos a estreia de <strong>Tatá Werneck</strong>, a participação de <strong>Neymar</strong>, <strong>Marcello Anthony</strong> e <strong>Thiago Fragoso</strong> interpretando <s>eles mesmos</s> um casal gay e um mamilo de Suzana Vieira querendo roubar a cena. Ah, além do óbvio triângulo amoroso: Oliveira, Salvador e Cazarré. Quem vai pegar quem? Vai saber.</p>
<div class="legendacentro"><img src=http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Salve-Jorge.jpg class="centro" alt=" " />Os crente tudo deram cria por causa da Vanda Convertida. Hey, nada de página no <strong><a target='blank' href="http://www.facebook.com/baconfrito">Facebook</a></strong> com esse título, hein!</div>
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		<item>
		<title>Algumas coisas sobre financiamentos coletivos</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/baconfrito/~3/nj_XjlL9kIw/algumas-coisas-sobre-financiamentos-coletivos.html</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[baconfrito]]></category>
		<category><![CDATA[Catarse]]></category>
		<category><![CDATA[ComeçAki]]></category>
		<category><![CDATA[Crowdfunding]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Coletivo]]></category>
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		<category><![CDATA[Impulso]]></category>
		<category><![CDATA[Indiegogo]]></category>
		<category><![CDATA[Kickstarter]]></category>
		<category><![CDATA[Queremos!]]></category>
		<category><![CDATA[Razoo]]></category>
		<category><![CDATA[RocketHub]]></category>
		<category><![CDATA[Vakinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Hm... O Aprendiz ou Mamonas Assassinas...?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais comuns nos últimos tempos tem sido os projetos possibilitados através do <strong><em>crowdfunding</em></strong>, ou, em português, <strong>financiamento coletivo</strong>. Cês, com certeza, já ouviram falar da parada, e talvez já tenham participado de algum. Acontece que já há uns tempos, tenho tido algumas dúvidas e questionamentos sobre a porra toda, então falemos um pouco sobre isso.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/fry.jpg" class="centro" alt=" " />Podia ser outra imagem&#8230;?</div>
<p><span id="more-69450"></span></p>
<p>Primeiro, ao básico: Tudo começa com alguém que tenha uma ideia, mas é um pobre fodido. A pessoa então cria todo o material de promoção, <em>teasers</em>, protótipos e o caralho a quatro baseado nessa ideia e mostra para outras pessoas. Essas pessoas podem doar o quanto quiser, acreditando que o projeto é interessante, e que vale à pena ser feito. Para cada quantia doada, há uma (Ou mais) &#8220;recompensa&#8221;, algo que, se o projeto for bem sucedido, ela receberá em troca de ter acreditado na ideia. Se o projeto não atingir sua meta, ou seja, uma quantia mínima para ser realizado, os investidores recebem seu dinheiro de volta (O esquema &#8220;tudo-ou-nada&#8221;). A ideia (E o termo) do <em>crowdfunding</em> surgiu em 2006, mas é algo que, na real, sempre existiu: Gente investindo em projetos alheios.</p>
<p>Assim como os sites de compras coletivas antes dele, o financiamento coletivo teve um enorme crescimento nos últimos dois anos. Em termos gringos, o mais famoso é o <a href="http://www.kickstarter.com" target="_blank"><strong>Kickstarter</strong></a>, e no Brasil o <a href="http://catarse.me/" target="_blank"><strong>Catarse</strong></a>. Mas, claro, não são os únicos: <a href="http://www.impulso.org.br" target="_blank"><strong>Impulso</strong></a> e <a href="http://www.comecaki.com.br/" target="_blank"><strong>ComeçAki</strong></a> (Que nome tosco) são dois outros exemplos brasileiros, já &#8220;no estrangeiro&#8221; tem o <a href="http://www.indiegogo.com/" target="_blank"><strong>Indiegogo</strong></a> (Outro nome idiota) e o <a href="http://www.rockethub.com/" target="_blank"><strong>RocketHub</strong></a>.</p>
<p>Cada um tem sua política particular: Catarse e Kickstarter, por exemplo, não aceitam &#8220;causas pessoais&#8221;, como fazer uma viagem ou comprar  um carro, ao passo que o ComeçAki aceita. Há também os sites que tem um foco específico: O <a href="http://www.vakinha.com.br/" target="_blank"><strong>Vakinha</strong></a> (O pioneiro no Brasil, mesmo com um formato ligeiramente diferente) e o <a href="gofundme.com" target="_blank"><strong>GoFondMe</strong></a> praticamente só trabalham com causas pessoais; o <a href="http://www.queremos.com.br/" target="_blank"><strong>Queremos!</strong></a> só trabalha com música, como diz o slogan &#8220;seu artista favorito na sua cidade&#8221;, ou seja, cê financia um show naonde cê mora; o <a href="http://www.razoo.com/" target="_blank"><strong>Razoo</strong></a> é sobre investimentos, projetos que tragam um retorno para quem os incentiva (E cria); enfim, há dezenas de tipos diferentes, pra cada tipo de projeto e público alvo.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/lcrowd_0915.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>E, apenas para não passar batido, há também o <strong><em>crowdsourcing</em></strong> (&#8220;Ainda sem tradução oficial&#8221;, mas algo como &#8220;criação cooperativa&#8221;). A diferença é simples: No financiamento coletivo, uma galera investe em um projeto já foi desenvolvido, &#8220;que esteja pronto, mas que só falta fazer&#8221;, enquanto que no <em>crowdsourcing</em> um monte de gente cria e desenvolve um projeto, AKA &#8220;trabalhem aí na minha ideia&#8221;, e no final, quando cê estiver satisfeito com o resultado do desenvolvimento, pega tudo que recebeu e escolhe alguém, dentre os que já trabalharam no projeto, para fazer o produto final. Em suma, no <em>crowdfunding</em> alguém financia uma ideia sua, e no <em>crowdsourcing</em> você recebe constante <em>feedback</em> para uma ideia, e, no final, contrata alguém para realizá-la (Por um preço muito mais baixo que o modo convencional). <em>Crowdsourcing</em>, ao que eu saiba, ainda não rola no Brasil, mas alguns exemplos são o <a href="http://99designs.com.br/" target="_blank"><strong>99designs</strong></a> (Criação de logos para marcas), <a href="http://www.quirky.com/" target="_blank"><strong>Quirky</strong> </a>(Para invenções) e o <a href="http://crowdflower.com/" target="_blank"><strong>Crowdflower</strong></a> (Para &#8220;informações&#8221; de todo tipo).</p>
<p><em>Nota do editor: A grosso modo, o Bacon é um site de crowdsourcing de textos, se você for ver. Todos os atuais membros eram meros leitores, feito você, ô da poltrona.</em></p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/evandro.jpg" class="centro" alt=" " />O Evandro não mentiria procêis.</div>
<p>Mas chega desse tom de documentário. Nesses dois últimos anos, vários e vários projetos foram desenvolvidos na plafarma do financiamento coletivo: Álbuns de música, HQs, jogos, projetos comunitários, filmes, eventos, peças teatrais e o que mais você puder pensar. Alguns acham uma baita putaria financiar uma causa própria, <a href="http://www.bahianoticias.com.br/entretenimento/noticia/13356-cartunista-laerte-pede-ajuda-financeira-para-implantar-protese-de-silcone.html" target="_blank">tipo o <strong>Laerte</strong>, que queria ter peitos</a>, outros acham algo bem justo, afinal, financia quem quer, mas há um fato inegável: Milhares de projetos, em todo o mundo, só &#8220;sairam do papel&#8221; por causa do financiamento coletivo.</p>
<p>Pensem nisso: Alguém, que você provavelmente nunca viu na vida, te diz que tem uma ideia legal. Ele não tem praticamente nada para te provar isso, só meia dúzia de imangens &#8220;de como vai ficar&#8221; e disposição para fazer o troço. Cara, é muito foda pensar que você está investindo em algo que jamais existiu, e sua única garantia é a palavra de alguém que você não conhece.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/satanas.png" class="centro" alt=" " />Sacou a parada?</div>
<p>Porque assim, se o projeto não rolar, não atingir a quantia mínima, você recebe seu dinheiro de volta, o próprio site do financiamento te garante isso. Entretanto, se o projeto der certo, atingir (Ou passar) a meta, é entre financiadores e financiados: Se a pessoa der calote em todo mundo, o site do financiamento não se responsabiliza. Não estou falando que seja injusto ou errado da parte do site, mas é um puta voto de confiança que você deposita em alguém que, até onde você sabe, pode ser um ladrão de jóias, um estuprador ou até um corinthiano. Vale também a explicação: Se um projeto não atinge sua meta, o dinheiro é devolvido, mas se atinge a meta e passa do valor mínimo (Há projetos que receberam mais de 200% do valor da meta mínima), todo o valor vai para o projeto, a &#8220;sobra&#8221; não é devolvida.</p>
<p>Só no Catarse são mais de 500 projetos bem sucedidos, seja sobre cinema, quadrinhos, eventos, música, teatro, dança, fotografia e literatura <s>discutível issaê</s>. São mais de 7 MILHÕES de reais em projetos que no formato tradicional provavelmente não existiriam. Não é o assunto do texto, mas é inegável que a área do &#8220;entretenimento&#8221; é dividida em grupos que, obviamente, se ajudam. Vá em QUALQUER sala de teatro e eu garanto que se você começar a conversar com alguém lá, a pessoa irá reclamar da dificuldade de ter uma chance, um espaço. E isso vale pra tudo: Quer mercado mais filho da puta que a música? E mais panela que o jornalismo? E mais fresco que o cinema?</p>
<p>Serei redundante: A internet é, provavelmente, a ferramenta mais poderosa dos últimos 30 anos, e uma das maiores invenções da humanidade. Caras, nada mais justo que usá-la para possibilitar o que &#8220;o mercado&#8221; não permite. Não é tão perceptível quando falamos sobre uma HQ, um jogo ou um livro, mas pensem assim: Tem gente que usa o financiamento coletivo para criar documentários, matérias jornalísticas, eventos com milhares de pessoas. Pode não ser algo bom ou útil (E muitas vezes não é), mas quando uma ideia, sem nenhuma garantia, mobiliza milhares de pessoas, ela é relevante.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/danone.jpg" class="centro" alt=" " />Imagem não relacionada, pra alegrar o post.</div>
<p>E caras, vou falar a real: Tem MUITA coisa boa saindo disso. Pessoalmente acompanho as áreas de HQs e jogos, mas sei que cinema está muito bem representado, com vários curtas, dezenas e dezenas de assuntos diferentes, de animação 2D à drama-de-novela. A área científica também: Tem gente que financiou até sequenciamento genético; chega a ser absurdo a quantidade de projetos comunitários bem sucedidos, nas mais variadas regiões do país e com diversos focos; o jornalismo, mesmo não se saindo tão bem, tem sempre um projeto novo; creio que jogos (Principalmente os <strong>RPGs</strong>, que tão crescendo pra caralho nos últimos tempos) só deve perder pra cinema e música.</p>
<p>Claro que ainda há areas (Ou seriam, especificamente, os projetos?) que não se acertaram com o formato: Esportes, gastronomia e design são algumas delas. Projetos voltados pro humor são praticamente irrisórios. Irônico, já que nos EUA esses são uns dos maiores focos. Curiosamente, projetos voltados para a própria internet também não vingam. Talvez seja uma questão de tempo, talvez não seja&#8230; É até meio estranho ver coisas que, no Brasil, fazem sucesso não se saindo bem no financiamento coletivo&#8230; Bom senso ou saturação, vocês escolhem.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/frota.jpg" class="centro" alt=" " />O <strong>Frota</strong> também não mentiria pra vocês.</div>
<p>Ainda sim, não é um sistema livre de falhas. Que nem falei lá em cima, cê pode tomar um calote. Claro que seria meio estranho alguém se dar o trabalho de fazer todo um projeto só pra conseguir roubar algum dinheiro, afinal, tem posto 24 horas e ônibus lotado pra isso. Quem se dá esse trabalho todo provavelmente quer ver o projeto realizado, mas isso também não significa que um bom resultado seja alcançado.</p>
<p>O financiamento coletivo é simples: Depois de conseguir a meta mínima, você paga a parte do site (Sim, há uma porcentagem pra eles) e a partir daí, é problema seu como você vai fazer a parada. É você que tem que correr atrás de tudo, pensar nos detalhes e, claro, recompensar quem te apoiou. Mas cara, isso não é tão fácil: Há problemas no meio do caminho, imprevistos. Obviamente que ao começar um projeto tudo isso já deve estar acertado, no estilo &#8220;só falta o dinheiro&#8221;, mas nem tudo é assim. Não conheço nenhum autor independente que não viva reclamando de atraso na gráfica, por exemplo. Não quer dizer que não existam bons motivos por trás de um atraso ou uma mudança de planos, mas a partir do momento que alguém deposita confiança e dinheiro no seu projeto, ela quer o retorno.</p>
<p>É claro que há uma tolerância maior. É um início, um projeto novo, e as pessoas tem que entender isso. A gráfica atrasa, mas não significa que ela goste de atrasar. No fim, se por um lado é ótimo ver seu projeto financiado, há também um monte de trabalho e responsabilidade depois disso. E os financiadores tem total direito de reclamar e cobrar pelos resultados, é o justo. Já vi alguns projetos que prometiam tantas recompesas, por valores tão baixos, que tive certeza que aquilo tudo não seria entregue. Fode o dono do projeto, por ser um idiota; fode quem financiou; e fode o sistema como um todo, afinal, nego já tomou no cu uma vez, e vai ficar de pé atrás na próxima. &#8220;A sua falta de planejamento de um pode impedir o projeto alheio de acontecer&#8221;.</p>
<p><iframe width="650" height="488" src="http://www.youtube.com/embed/CQV7-lWZNh4?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Também há o fator pessoal: Não é porque alguém tem uma boa ideia que ele saberá executá-la. Quanta gente por aí não é completamente incompetente em algo, mesmo sendo legal? Tem gente que tem uma memória de merda, tem gente que não sabe controlar gastos desnecessários e tem gente que tem uma ideia foda mas mora no Amapá. Sacaram? A execução de um projeto nunca é garantida, e nunca poderia ser. Não dá para prever tudo. Quem tem um projeto deve se preparar ao máximo, afinal, todo projeto corre o risco de se sair bem e ser financiado.</p>
<p>E aqui entra outra questão, que é uma das mais importantes: A publicidade. No fim das contas, sua ideia pode ser a melhor possível, você pode estar amplamente preparado para realizar o projeto inteiro e tem certeza absoluta que há demanda para o que vai fazer, mas se você não alcança seu público, seu projeto falha. Creio que esse foi um grande problema para quem resolveu partir pro financiamento coletivo quando o troço ainda tava começando: O público não sabe como é, como funciona, então não se arrisca.</p>
<p>É relativamente comum eu ver vários projetos bem meia boca, coisas que nunca aconteceriam de outro modo, obter êxito porque tiveram uma boa campanha. No fim das contas, o quão bem você promove seu projeto é o que vale, e não o projeto em si. Não é uma questão de um projeto merecer mais que o outro, mas sim o que ele apresenta: Trabalhos sem criatividade, temas comuns, recompensas sem graça. Porra, nego reclama que o cinema nacional só mostra favela, mas aparece um projeto &#8220;na comunidade&#8221; e o troço vai pra frente?! Qual a lógica da parada?!</p>
<p>A partir do momento que a indicação de uma pessoa, site, canal, etc. vale mais que a ideia em si, todo o espírito da coisa morreu. É praticamente um cabide de emprego, sacam? &#8220;Financiem essa parada do meu cunhado aqui e eu te cutuco no <strong><a target='blank' href="http://www.facebook.com/baconfrito">Feiçe</a></strong>&#8220;. Se o financiamento coletivo funciona justamente como uma alternativa para o mercado convencional, esse &#8220;me ajuda a te ajudar&#8221; é o equivalente às panelas que dominam e restringem o mercado. Ter seu projeto financiado na base da publicidade gerada em cima dele, e não dele por si só, é matar o formato de investimento. O projeto DEVE se garantir a partir da ideia inicial, das recompensas que oferece, da demanda que tem e, principalmente, da finalidade a que se propôe. Um projeto que tem seu sucesso garantido por ser criado por uma determinada pessoa e/ou ter o apoio de quem quer que seja, é um projeto falho. É um fracasso.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Tiririca-deputado.jpg" class="centro" alt=" " />Entendedores entenderão (Geral nessa foto aí mente para você BTW).</div>
<p>No parágrafo anterior, falei das bases no qual um projeto deve se fiar: A ideia inicial, as recompensas, a demanda e a finalidade. Creio que as três primeiras sejam óbvias, afinal, a ideia é necessária, a recompensa é o agradecimento a quem financia e a demanda, obviamente, é o que determina se aquele projeto tem espaço, mas a finalidade é um pouco diferente.</p>
<p>Já acompanhei vários projetos, e, que eu me lembre, nunca vi nada sobre a tal finalidade. Por finalidade refiro-me ao &#8220;papel&#8221; que o resultado do projeto terá&#8230; Assim: A finalidade do financiamento coletivo é, obviamente, a realização e o lançamento do que quer que seja. Mas qual a finalidade do produto em si? Tipo, beleza, cê abriu o financiamento porque quer publicar seu livro, mas por que caralho você quer publicar seu livro?! Pegaram?</p>
<p>É algo que, pra mim, faz falta. É muito na onda do &#8220;vamos fazer esse projeto porque sim&#8221;. E a motivação? Que resultado cê espera com isso? Afinal de contas, por que caralhos você quer que tanta gente confie em você, acredite no seu projeto e o financie? Se for &#8220;fazer por fazer&#8221;, beleza, mas ao menos me diz que é isso, que não há nenhuma pretensão na coisa toda, só a satisfação de ver uma ideia realizada. A falta de motivo não é um problema, mas ignorar esta questão, que, provavelmente é a mais importante de todas, é um problema sim.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/859c60076f2b1a2bb648e971b9780a5a.jpg" class="centro" alt=" " />Ele também não mentiria pra vocês (Ela provavelmente mentiria).</div>
<p>E assim chegamos ao que, para mim, é o ponto principal deste post: O pós-financiamento. Seu projeto foi bem desenvolvido e bem planejado, atingiu o público alvo, foi financiado e as recompensas foram entregues, ou seja, tá todo mundo feliz&#8230; E tem razão para estar, mesmo com alguns imprevistos, deu tudo certo&#8230; Mas e depois?</p>
<p>Voltemos aos nomes dos sites de financiamento coletivo, por mais bobos que alguns sejam: Kickstarter, ComeçAki, Impulso, Catarse.</p>
<blockquote><p>Pra você que é burro:</p>
<p>Catarse<br />
ca.tar.se<br />
(grego kátharsis, -eós, purificação) </p>
<p><s>s.f. Medicina. Religião. Filosofia. O mesmo que purgação ou purificação. Refere-se à libertação do que é estranho à natureza do sujeito.<br />
-Estética, Teatro: Num espetáculo trágico, refere-se ao desenvolvimento de uma espécie de purgação de alguns sentimentos, nomeadamente, de pavor ou de compaixão, do público.<br />
-Medicina: Ação de evacuar os intestinos.<br />
-Psicologia: Tratamento das psiconeuroses, que consiste em estimular o paciente a contar tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto, a fim de obter uma &#8220;purgação&#8221; da mente.</s><br />
-Psicologia: Ato de liberdade produzido por certas atitudes, principalmente, representado pelo medo ou pela raiva.<br />
-Psicanálise: Processo para trazer à consciência do ser as emoções ou sentimentos reprimidos no seu próprio inconsciente, para que ele seja capaz de se libertar das consequências ou problemas causados pelos mesmos.<br />
<s>-Retórica: Segundo Aristóteles, a &#8220;purificação&#8221; experimentada pelos espectadores, durante e após uma representação dramática.</s></p></blockquote>
<p>Pense nos nomes por um segundo. Kickstarter, algo como &#8220;pontapé inicial&#8221;, Impulso e ComeçAki são um tanto óbvios, Catarse tá aí em cima. Todos eles colocam como se fossem &#8220;apenas o início&#8221;. Aquele financiamento coletivo é &#8220;aquela força&#8221;, a chance que tão dificilmente se consegue do modo convecional. A questão é que eu não vejo esse &#8220;depois&#8221;.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Souza-America-RJ-Carlos-Eduardo-Sangenetto2.jpg" class="centro" alt=" " />Nóis tamo aí mermo né, pa dá força.</div>
<p>Não há o que discutir quanto ao sucesso do financiamento coletivo em si, mas é absurdo o como o pós-financiamento é falho. Em outras palavras, as pessoas não aproveitam a chance que tem, não aproveitam o tapa inicial. Vejam só <a href="http://catarse.me/pt/runicards" target="_blank">esse projeto aqui, o <strong>Runicards</strong></a>. Ele arrecadou SESSENTA MIL REAIS, ou seja, 507% da sua meta. É um projeto recente, então não teve tempo de ser finalizado ainda, mas percebam no que ele chegou: Cinco vezes mais do que queria, num valor que cê pode comprar um apartamento ou até mesmo uma casa.</p>
<p>Runicards teve uma campanha de publicidade excelente, juntou dinheiro pra caralho. E ele não foi o único: Há dezenas de projetos que juntaram MUITO mais do que precisavam, mas ainda sim &#8220;morreram&#8221;. Não tiveram continuidade. Quero dizer, pra onde vai tanto dinheiro extra assim? Porque não há uma continuação do mesmo projeto ou o investimento em outro projeto? Claro que desse &#8220;extra&#8221;, uma parte vai para suprir os financiadores, cubrir custos e tudo mais, mas ainda sim sobra, e sobra bastante. Você se importa tão pouco com o seu próprio trabalho a ponto de deixá-lo estagnado só porque já alcançou o &#8220;sucesso&#8221; que queria?</p>
<p>Quem financia um projeto, mesmo que veja que ele não vai ter sucesso no financiamento, acredita naquilo que é proposto, acredita nas ideias daquela pessoa: Eles são seu público. E você pode (E deve) contar com essas pessoas nos seus próximos projetos, sejam eles através do financiamento coletivo ou não, ou ainda na continuação do mesmo projeto. Ok, você já alcançou seu objetivo principal, seja ele o que for, mas alguma coisa deve ter sobrado: Novas ideias, algo a melhorar, sei lá, qualquer coisa.</p>
<p>É um problema ainda mais gritante quando se trata de um projeto que PRECISA de <em>feedback</em>: Um evento, uma &#8220;ação social&#8221;, o desenvolvimento de um software. De um jeito de outro, essas coisas são AÇÕES, elas geram, necessaria e intrinsecamente, resultados. Ações influenciam pessoas, influenciam outros projetos, possibilitam novas criações e dão retorno para quem as realiza, e mesmo assim vejo que após algum tempo, o projeto em si simplesmente para. Algo como &#8220;O encontro entre domadores de jabotis foi um sucesso galera, mas agora vamos parar de falar disso. Pra sempre.&#8221;. Caralho, COMO ASSIM?!</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/picard.png" class="centro" alt=" " />E não façam essa cara pra mim, cês sabem que eu estou certo.</div>
<p>O mesmo vale para obras como álbuns, livros, ilustrações, enfim, coisas que tenham tiragens. Quantas obras incrivelmente boas não são absurdamente difíceis de se achar, só porque só foram produzidas uma vez? Isso é ótimo para os sebos, mas péssimo para quem criou o projeto, e ainda pior para quem quer ter aquele material. São coisas que ficam confinadas à duas ou três mil cópias e que param por aí, afinal, a galera já deu sua contribuição, já apoiou o projeto, e agora cabe ao financiado levar o troço para frente. Mas, de novo, isso não rola. E cara, isso é tremendo tiro no pé: Você limita seu público, o alcançe e os resultados do seu projeto&#8230; É tipo ter um pau de 25 cm e sempre só enfiar até a metade.</p>
<p>Você pode, por exemplo, me falar algo assim:</p>
<blockquote><p>Mas nem todo projeto recebe a mais. Alguns recebem só o suficiente para serem feitos.</p></blockquote>
<p>Sim, é um fato e não há o que debater quanto à isso&#8230; Mas sério que é a única coisa que se leva disso tudo? Porra, cê criou um projeto, o desenvolveu, criou uma campanha para divulgá-lo, atraiu as pessoas e, finalmente, conseguiu ter seu projeto realizado. Se foi só dinheiro que cê tirou disso tudo, você é um incompetente de merda.</p>
<p>Vou repetir: Pessoas acreditaram em você, e elas não tinham nenhum motivo pra isso. Só nessa brincadeira cê já ganhou experiência em várias áreas. Aliás, seu projeto sequer precisa ter sido, de fato, financiado pra isso. Cê conhece gente disposta a apostar em você, já tem contato com gente que trabalha no meio, aprendeu sobre seu público, viu como o financiamento coletivo funciona. Cara, se da primeira vez não foi, da segunda vez você já SABE o que tem que fazer pra dar certo. E se na primeira vez já deu <s>saidinho você ein</s>, faça ainda melhor na próxima!</p>
<p>O financiamento coletivo deve ser apenas o início. Fale com seu público, tire dúvidas, peça opiniões. É absurdamente chato o quanto se fala sobre <em>networking</em>, mas ainda sim é válido: Taí o público, as pessoas que podem suprir suas necessidades e as pessoas que podem lhe entregar seu projeto do jeito que você sempre quis. Como já dizia o padeiro da esquina, &#8220;tem oportunidades que só aparecem uma vez na vida&#8221;, nada te garante que quem te apoiou e financiou uma vez o fará de novo se você não souber como conduzir o pós-financiamento.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/David-Allen-in-shutter-shades1.jpg" class="centro" alt=" " />Beleza?</div>
<p>Como um balanço geral, creio que o financiamento coletivo ainda tem várias coisas para se acertar, afinal, o Brasil é o Brasil (E não digo isso de forma depreciativa), e o formato deve se adaptar ao cenário nacional. E também há muito o que acertar quando se trada de quem utiliza o formato, seja como financiador ou como financiado: É um troço novo, demora até as pessoas entenderem, de fato, como a coisa toda funciona.</p>
<p>Assim como rolou com os sites de compra coletiva, os sites de financiamento coletivo &#8220;vieram pra ficar&#8221;, mas devem acabar achando seu nicho, já que atualmente tudo que é ideia vai pro formato, como se fosse garantia de sucesso. Caso não seja óbvio: Não é, nunca vai ser. Uma boa ideia, um bom desenvolvimento, uma boa campanha de divulgação e um bom resultado final no produto em si são imprescindíveis, e sempre serão. E tratem de aproveitar o que quer que recebam.</p>
<p>Por fim, separei alguns dos projetos abertos no momento, e que sejam das áreas que tratamos aqui no <strong>Bacon</strong>. Deem uma olhada véis, cês já pagam a internet mesmo, e o máximo que pode acontecer é seu dinheiro ficar comprometido por um tempo, para depois ser devolvido para você.</p>
<h3>HQs</h3>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/apagão.jpg" class="centro" alt=" " />Apagão Cidade Sem Lei/Luz</div>
<p><a href="http://catarse.me/pt/apagao" target="_blank"><strong>Apagão Volume 1: Cidade Sem Lei/Luz</strong></a> &#8211; Todo mundo que curte quadrinhos tá todo prosa com esse projeto, incluindo o <strong>Pizurk</strong>. O troço é uma colaboração entre o editor e o capista da <strong>MAD</strong> daqui do Brasil, e seguinte: São Paulo vive num apagão (!) e foi tomada por gangues, mas chegou o Escolhido (Porra&#8230;) pra bagunçar a parada toda. A quantidade de recompensas é simplesmente ridícula: Camisetas, mapas, posters, miniaturas dos personagens e até um <em>shape</em> de skate (É sério)&#8230; Vejam vocês mesmos.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/egum" target="_blank"><strong>Egum</strong></a> &#8211; A história de um candidato à governador, corrupto, é claro. Não sei a história, mas esse troço vai ter uma arte incrível cara: São 4 quadrinisas e 3 ilustradores&#8230; Pode dar merda, mas a prévia é boa. E chega a ser absurdo a quantidade de recompensas nos preços mais altos.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/boafortuna" target="_blank"><strong>A Maldição de Boa Fortuna</strong></a> &#8211; Vou falar a real para vocês, minha opinião sobre esse aqui balança a cada momento: Em um parece algo incrível, e depois perde totalmente a graça&#8230; Seja como for, é sobre uma fazenda mal assombrada, inteira em preto e branco. E, na recompensa mais cara, o criador da parada vai na sua CASA desenhar o que você escolher na sua PAREDE. E quando à isso não há dúvida: É foda.</p>
<h3>Música</h3>
<p><center><iframe src="http://player.vimeo.com/video/63542257" width="640" height="360" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/63542257"></p>
<p></center></p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/sexyfi" target="_blank"><strong>Clip do Sexy Fi</strong></a> &#8211; Caras, é tão tosco e sem noção que eu gostei eUEHEUHEUHEUHE. Vejam aí, vale à pena, nem que seja só pra rir&#8230; E porra, até que eu gostei do som dos caras.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/galldino" target="_blank"><strong>O Primeiro Espetáculo</strong></a> &#8211; Um espetáculo de um dos fundadores do <strong>Teatro Mágico</strong>, com violino, guitarra, baixo, beatbox, dança e poesia. Caras, não é do meu tipo, mas se conseguirem fazer essa porra toda aí, vai ser impressionante. E no bom sentido.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/Tugboat" target="_blank"><strong>Videoclipe de Tugboat da Lautmusik</strong></a> &#8211; Como deve ter dado pra notar, é pra fazer um clipe. As recompensas não são muito criativas (E nem poderiam ser&#8230;), mas se você curte o tipo de música dos caras, é uma boa chance de ver como é os bastidores da parada&#8230; Ou fazer um show com eles.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/billyjazzfriends" target="_blank"><strong>CD Billy &#038; Friends com os Pioneiros do Jazz Paulistano</strong></a> &#8211; O nome já diz tudo: É pra terminar um CD de jazz purista. Talvez tenha sido a simplicidade da coisa toda que me chamou atenção&#8230; Talvez tenha sido só o jazz mesmo.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/andreiamota" target="_blank"><strong>Paisagem Invisível, o primeiro CD de Andreia Mota</strong></a> &#8211; Não vou mentir para vocês: Peitos. MAS EI, se não fosse minimamente ouvível não estaria aqui, e há várias opções de recompensa, desde músicas separadas até show particular para você e seus amigos.</p>
<h3>Cinema</h3>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/64867061" width="640" height="360" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/64867061"></p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/historiasdegaveta" target="_blank"><strong>Histórias de Gaveta</strong></a> &#8211; Gostei do trailer&#8230; E vejam a história: Um irmão é a empregadinha da casa, o outro é um tarado com uma boneca inflável. As recompensas não são grande coisas, mas dá pra sair um filme bem legal daí.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/curtalachasse" target="_blank"><strong>A Caça (La Chasse)</strong></a> &#8211; Um curta feito em colaboração entre uma galera do Brasil e do Congo. As recompensas são sem graça e a prévia não parece assim tão legal, mas eu gostei bastante da sinopse <s>e da diretora de arte e da produtora</s>.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/fractais" target="_blank"><strong>Fractais</strong></a> &#8211; Eis mais um curta. Eu sei que é um nome genérico e sei que a coisa toda parece ser auto-ajuda, mas não sei porque, eu assistiria esse troço&#8230; E eu nunca meti vocês numa roubada.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/marginalalado" target="_blank"><strong>Documentário Marginal Alado</strong></a> &#8211; Um documentário sobre o <strong>Chorão</strong>, feito por fãs. Caras, a maiorina das recompesas já foi: Tem (Tinha) de tudo, de roupas do Chorão até skates dele&#8230; Mórbido talvez, mas se você era fã do cara, corre que tem pouco tempo.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/projetoprego" target="_blank"><strong>Projeto Prego</strong></a> &#8211; Outro curta. Seguinte: O Bruno tá começando sua vida sexual, mas não tá entendendo muito de nada. Caras, esse filme tem tudo pra ser uma daquelas gratas surpresas que aparecem de repente&#8230; E também falta pouco pro prazo dos caras acabar.</p>
<h3>Jogos</h3>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/65301520" width="640" height="360" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/65301520"></p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/littlefearsbrasil" target="_blank"><strong>Little Fears Pesadelo</strong></a> &#8211; Um RPG em que os jogadores jogam com crianças, enfrentando monstros do armário, o bicho papão e coisas desse naipe. Projeto da <a href="http://www.baconfrito.com/entrevista-com-guilherme-moraes-da-retropunk-games.html" target="_blank"><strong>RetroPunk</strong></a>. Caras, eu apoiei esse negócio.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/CosaNostraRPG" target="_blank"><strong>Cosa Nostra</strong></a> &#8211; Mais um RPG, desta vez sobre a máfia, e, como vocês poderão constatar, já vai ser feito. Sim, já passou a meta mínima, mas você ainda pode participar do troço, e porra, cheio de recompensasm maneiras: Chapéus, caixas personalizadas, baralhos, dados e tudo mais. Pacote completo mesmo.</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/contagio" target="_blank"><strong>Contágio</strong></a> &#8211; Um <em>Cardgame</em> sobre zumbis, de humor, que se passa no Brasil, e que também já atingiu a meta mínima. Um monte de recompensas, um monte de opções&#8230; É coisa pra caralho em dois modos de jogo. Também já está perto do final, o que é ruim, já que as metas extras adicionariam ainda mais coisa ao jogo&#8230; Ou talvez isso seja bom.</p>
<p></br></p>
<p>Enfim, é isso, vejam aí os projetos. Há muitos e muitos outros, mas foram esses que me chamaram atenção. Mas já falei demais e o post tá muito grande, então resta apenas o clichê: Boa sorte para todos esses projetos. Uns já se garantiram, outros tem poucas chances de acontecer, mas né, a esperança é a última que morre&#8230; Ou, talvez, estejamos todos em negação.</p>
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		<title>Sobre os Eagles</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Kirk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Eagles]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Música]]></category>

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		<description><![CDATA[As águias retornam...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto é para fazer justiça. E pior, contra mim mesmo. Semanas atrás escrevi um texto, chamado <a href="http://www.baconfrito.com/o-fenomeno-hotel-california.html" target="_blank">O fenômeno <strong>Hotel California</strong></a>, e acho que, na minha ânsia de falar sobre o tópico em pauta naquele dia, acabei exagerando e sendo injusto com uma banda que gosto muito. Mais tarde, revendo o que eu disse, fui acometido de uma leve crise de paranóia, uma coisa meio <strong>Fox Mulder</strong>: E se o leitor tivesse me entendido errado? E se os membros dos <strong>Eagles</strong> freqüentarem o <strong>Bacon</strong> e resolverem me processar? Ainda que o leitor deste site seja esperto (!) e os integrantes da banda estejam muito ocupados processando uns aos outros, ainda assim senti que precisava dizer o que vou dizer. Então&#8230; Vem comigo.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2013/05/Eagles-Front.jpg" class="centro" alt=" " /><span id="more-68939"></span></p>
<p>No texto supracitado, eu usei a música Hotel California, da banda americana Eagles, pra nomear um fenômeno que volta e meia ocorre na indústria musical: Uma banda ser conhecida apenas por uma música. É difícil dizer por que isso acontece, mas parece algumas vezes ser por conta da burrice musical das pessoas, da incompetência ou até da genialidade da banda (Por incrível que pareça) e às vezes é tudo isso junto. Mas enfim. O negócio é que, enquanto eu falava isso tudo, peguei pesado com os Eagles. Assim:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) os Eagles nunca conseguiram e nunca conseguirão superar [a música]. Tudo que eles fizeram foi, é e continuará sendo comparado com Hotel California. E vai perder feio, por que os Eagles criaram um monstro. Sim, já deu muito dinheiro pra eles, mas mesmo assim um monstro.</p></blockquote>
<p>Uma das coisas na minha cabeça ao escrever esse trecho foram as palavras de um amigo que disse ter visto em uma loja um dvd da banda que não tinha essa música e, segundo ele, em tom de brincadeira &#8220;nunca ia vender&#8221;. A piada faz sentido por que desde que foi gravada em 1976, Hotel California se transformou na <em>signature song</em> dos Eagles, aquela que não pode faltar, que eles são obrigados a tocar em todo show enquanto a banda existir. E pelo que eu já li sobre artistas que passaram pela mesma coisa, isso pode ser MUITO chato. A banda simplesmente se cansa daquilo, por melhor que seja o material. Isso aconteceu com <strong>Mark Knopfler</strong> por exemplo, do <strong>Dire Straits</strong>, que já declarou em certa época ter cansado de tocar <strong>Sultans of Swing</strong>. Com os Eagles, as comparações depois de 76 foram inevitáveis. É o que eu disse: Músicas de sucesso dão uma grana violenta sim, elevam o nome de uma banda, mas têm o lado ruim, que é a necessidade de serem superadas, do próximo disco ser ainda melhor e quando não é, a crítica não perdoa, os fãs não perdoam.</p>
<p>No outro texto, eu continuei dizendo, sarcasticamente, que algo como &#8220;outra música dos Eagles&#8221; é um bicho não catalogado, largamente desconhecido. E é. Tirando pessoas que viveram na época dos grandes lançamentos da banda e fãs, pouca gente sabe mais deles hoje em dia. Pra provar minha teoria, me baseei somente no disco que contém a música mais famosa deles, olhem só:</p>
<blockquote><p>Há muito mais músicas deles. O álbum Hotel California mesmo tem mais oito delas. O problema é que quase NINGUÉM as conhece e pior ainda, quem conhece não se importa, por que sinceramente, elas são inexpressivas. Talvez a menos desinteressante, pra mim, seja a segunda faixa – e mesmo assim eu estou forçando a barra um tanto.</p></blockquote>
<p>De fato, a primeira e a segunda faixa do disco, respectivamente Hotel California e <strong>New Kid In Town</strong>, representam a parte boa dele. O resto me soa inexpressivo (Não sei se por conta da sombra de Hotel ou por que ela são ruinzinhas mesmo). E nessa parte eu fui violento na crítica por que me senti desapontado, com a sensação de que se a porra da música é tão boa, o disco tinha que ser também. Ledo engano. E mais uma coisa, Hotel California é um <em>álbum conceitual</em>. Ou seja, não é só um disco, é um disco que queria dizer alguma coisa, era uma crítica intelectual e elevada sobre a sociedade consumista, rasa e materialista de Los Angeles (Hollywood especificamente). E não foi nenhum imbecil que tirou esse papo do traseiro, como aqueles religiosos fundamentalistas que diziam que a música era sobre o capeta. É a explicação oficial da banda, que vocês podem ver <a href="http://askville.amazon.com/explain-lyrics-Hotel-California-Eagles/AnswerViewer.do?requestId=4518991" target="_blank">aqui</a> em um link em inglês, já que não achei nada em português. Do começo ao fim o disco versa sobre o que a banda achava da sociedade hollywoodiana. Mesmo eu achando eu o achando fraco, vale a pena por isso.</p>
<p>Agora, apesar de ter coisas dos Eagles que eu não gosto, é importante dizer uma coisa: Eles nunca fizeram nada realmente ruim. No máximo inexpressivo, o que pode acontecer com qualquer banda. Eles têm sim muitas músicas boas, como <strong>One Of These Nights</strong> (Vejam abaixo), e também <strong>Take It Easy</strong>, <strong>Sad Café</strong>, <strong>Take The Devil</strong>, <strong>James Dean</strong>, <strong>Lyin&#8217; Eyes</strong> (Uma das minhas preferidas) e outras que não me lembro agora. Tiveram muitos <em>hits</em>, e cada disco tem suas vendas contadas em milhões, não é à toa que eles provavelmente são a banda de mais sucesso na história do rock americano. O melhor disco deles provavelmente é o primeiro, homônimo, de 1972. Depois vem o de 74, <strong>On The Border</strong>, que tem umas ótimas faixas. Tem também <strong>Desperado</strong>, um disco temático sobre o velho-oeste. Outro bastante interessante é o <strong>One Of These Nights</strong>, de 75, que começa com a já citada faixa de mesmo nome, e surpreendentemente é uma música&#8230; Disco. Tá, não é <strong>Bee Gees</strong>, mas é claramente uma música compatível com o que rolava nas discotecas da época. Julguem vocês mesmos:</p>
<p><iframe width="650" height="488" src="http://www.youtube.com/embed/T9ozGsAtY28?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Bom pessoal, acho que a minha missão está cumprida. Eagles é uma banda muito boa, vale à pena ouvir os álbuns deles, nem que seja só pra conhecer. Eles são vítimas do fenômeno &#8220;banda de uma música só&#8221;? Sim, hoje em dia, pelo menos aqui no Brasil, são fatalmente lembrados por uma coisa só. Mas eles têm muito a ser conhecido, muita coisa boa. E teoricamente, a banda tá junta, apesar de não lançarem nada novo há mais de uma década. Então, quem acabar gostando ainda pode vê-los ao vivo um dia. É isso.</p>
<p>Vida longa e próspera.</p>
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		<title>CDS #196 – Read &amp; Write (Turbowolf)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 03:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipe da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Turbowolf]]></category>

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		<description><![CDATA[O velho e o novo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Turbowolf</strong> é uma banda do Reino Unido nem tão nova assim (Ela nasceu em 2011), mas que chuta bunda de muitas outras bandas superestimadas por aí. O rock dos caras é tão bom e controverso, que une o novo e o <em>old school</em> ao mesmo tempo. O clipe abaixo é um excelente exemplo do que eles tem de melhor: Guitarras pesadas, um certo capricho aqui e ali, um teclado bacana e clipes psicodélicos de aura vintage. Aliás, os caras sabem muito bem ser esquisitos (Não chegam aos pés do <a href="http://i1.ytimg.com/vi/fe4EK4HSPkI/hqdefault.jpg"><em>collant</em> prata</a> dos caras do <strong>MGMT</strong>), rola bigodão, cabelão e muita atitude. No entanto, o mais importante mesmo, o som, é de tirar o chapéu!<span id="more-69272"></span></p>
<p><iframe width="650" height="488" src="http://www.youtube.com/embed/xUBWpFTAK2U?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A música acima faz parte do álbum de estreia da banda, lançado em 11/11/11 e batizado apenas de <strong>Turbowolf</strong>.</p>
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