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	<title>..::Bah Tri Neh!::.. Não exagere na dose! As mudanças no seu cérebro podem ser irreversíveis...</title>
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	<description>Um bog de variedades e muitas informações...</description>
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		<title>As 8 preocupações mundanas</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 04:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e relacionados]]></category>
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		<description><![CDATA[Em qualquer situação ou relação, não importa a tal da nossa “personalidade”, somos bastante previsíveis, fisgados por quatro jogos, quatro dinâmicas que nos arrastam de um lado ao outro. Ringues nos quais entramos e somos surrados sem entender direito o que acontece. &#160; Vou descrever o funcionamento desses jogos de um jeito bem simples e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2127&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer situação ou relação, não importa a tal da nossa “personalidade”, somos bastante previsíveis, fisgados por quatro jogos, quatro dinâmicas que nos arrastam de um lado ao outro. Ringues nos quais entramos e somos surrados sem entender direito o que acontece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vou descrever o funcionamento desses jogos de um jeito bem simples e deixo com vocês a tarefa de contemplar a própria vida para comprovar se tais preocupações existem mesmo ou se vocês já estão livres – já adianto: eu estou longe de ser.</p>
<p>As oito preocupações mundanas consistem em 4 diferentes pares de <strong>esperança e medo</strong> (que são como o côncavo e o convexo) em diferentes contextos, como se só a forma do anzol variasse. Num outro sentido, eles são variações de apego e aversão que nos movem e projetam significações na realidade, estreitando nosso mundo.</p>
<div id="attachment_29117"><a href="http://pdh.co/bicpdh" target="_blank"><img title="bolha-de-plastico" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/10/bolha-de-plastico.jpg" alt="" width="400" height="499" /></a>Em qual tipo de bolha você vive?</p>
</div>
<p>Não há nenhum problema em preferir o sucesso ao fracasso, por exemplo; é algo até saudável. A confusão está em acreditar que o sucesso é uma fonte de felicidade autêntica, pelo qual deveríamos nos preocupar, nos esforçar, nos motivar e andar pelo mundo.</p>
<h3>Esperar por elogios e temer críticas</h3>
<p>Por mais sábios, seguros e confiantes que possamos ser, é muito raro uma pessoa não esperar alguma forma de elogio e não ficar desconfortável ou mesmo perturbada com críticas após executar um trabalho, fazer um discurso, publicar um texto ou mesmo soltar uma frase no Twitter.</p>
<p>Elogios são ótimos, claro; o problema é esperar por eles e se afligir por sua ausência e por seu oposto. Se formos capazes de nos mover fora desse cubículo onde nos preocupamos em ser elogiado ou se defender de críticas, teremos muito mais espaço para respirar e agir livres dessa tensão.</p>
<h3>Buscar a fama e evitar o esquecimento</h3>
<p>Fama e insignificância, louvor e culpa, boa reputação e rejeição, prestígio e desonra, eis alguns nomes para essa nossa necessidade de receber atenção e não ser ignorado. Temos medo do ridículo, não queremos passar vergonha, mas também não gostamos de ficar no completo anonimato, na obscuridade existencial, sem receber nenhum olhar de aprovação nos glorificando.</p>
<p>Em relacionamentos amorosos e até no meio corporativo, o medo de rejeição causa grandes estragos, assim como a busca por louvor e prestígio. Meu professor de Taketina sempre diz que a melhor posição é aquela além de “<em>blame or praise</em>” (culpa ou elogio), <strong>além de vaia e  aplauso</strong>, na qual não precisamos nos orgulhar quando tudo dá certo e é desnecessário nos culpar quando tudo dá errado. Em qualquer outra posição, ficamos frágeis, facilmente perturbados.</p>
<div id="attachment_29118"><img title="ego" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/10/ego.jpg" alt="" width="620" height="245" />Abrimos esse espaço todo para as celebridades na tentativa velada de algum dia o ocuparmos.</p>
</div>
<h3>Desejar a vitória e fugir da derrota</h3>
<p>Queremos ganhar, não queremos perder, não importa se estamos lidando  com objetos, imóveis, pessoas, <a href="http://papodehomem.com.br/e-so-um-jogo-e-outras-reacoes-a-derrota/" target="_blank">times de futebol</a> ou com a própria vida. Além do impulso de aquisição e do desconforto com a perda, sempre estamos nos preocupando em nos darmos bem, em ter sucesso, em não falharmos ou fracassarmos.</p>
<p>É irônico como a própria busca pelo sucesso termina por nos aproximar do fracasso. Não apenas porque sofremos e nos tensionamos, mas porque a motivação de sucesso pessoal é muito restrita. Quando queremos nos dar bem, não enxergamos longe, ficamos cegos para onde, de fato, poderíamos nos dar bem.</p>
<h3>Ansiar pelo prazer e rejeitar a dor</h3>
<p>Acreditamos que a felicidade vem dos estímulos de prazer, seja sensorial, emocional, mental e até “espiritual” (na salada nova era autoajuda em que estamos). E pensamos que o sofrimento acontece quando tais estímulos são negativos ou inexistentes. Não há nada de errado em buscar a felicidade e fugir do sofrimento, querer prazer e evitar dor. De fato, todos os seres vivos fazem isso, de formigas a Marianas e Paulos.</p>
<p>A grande tragédia está em tomar estímulos e elementos externos como sendo a verdadeira causa de felicidade ou sofrimento. Esse processo só aumenta nosso sofrimento pois <strong>nunca conseguimos estabilizar um estímulo  externo</strong> (seja ele uma pessoa, um ambiente ou uma situação) para que  nossa felicidade seja sustentada.</p>
<p>Além disso, essa busca pela felicidade está criando seres que são incapazes de lidar com a dor e, portanto, anestesiados para o grande prazer e a felicidade verdadeira que vem de estar vivo, presente, atento, aberto, relaxado, disponível, livre do autocentramento, fora da própria cabeça.</p>
<h3>Somos patéticos e previsíveis, então podemos sorrir.</h3>
<p>Se tentarmos lutar contra tais dinâmicas, se tentarmos reprimi-las, apagá-las, negá-las, viver sem elas, é muito provável que não encontremos logo de cara outro processo para substitui-las ou que apenas aumentemos sua força, como se a parede (que sempre foi inofensiva) começasse a fazer nossa mão sangrar porque começamos a esmurrá-la.</p>
<div id="attachment_29119"><img title="parede" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/10/parede.jpg" alt="" width="620" height="333" />Se nos debatemos, até uma coisa inofensiva pode nos fazer sangrar.</p>
</div>
<p>Se apenas cedermos a esses jogos e ficarmos vivendo dentro dos limites desses quatro ringues, vamos perder tempo, nos preocupar, nos esforçar e o máximo que vamos conseguir se resume a elogio, fama, ganho e prazer. E nada disso vai nos satisfazer de verdade, nada disso trará felicidade genuína.</p>
<p>Em vez de nos opor ou nos entregarmos, podemos apenas ficar, observar e viver com um sorriso no rosto em meio a todos esses jogos previsíveis. Não somos nós que estamos presos às oito preocupações mundanas, são <strong>nossas identidades</strong>. É o namorado que não quer ser  rejeitado pela namorada. É o funcionário que deseja aprovação e elogios  do chefe. <a href="http://nao2nao1.com.br/viver-alem-de-si-mesmo/" target="_blank">Nós estamos livres desses mundos</a> e podemos brincar com eles – com uma certa malícia até.</p>
<p>Em vez de viver num mundo de ganho e perda, sucesso e fracasso, fama e insignificância, prazer e dor, podemos entender que essas noções são relativas, que são esferas sem tanta substancialidade, que a realidade não se enquadra e não precisa ser vivida por esses pares.</p>
<p>Podemos nos relacionar com as coisas de modo mais cru, seguindo a visão do grande Walt Whitman:</p>
<blockquote><p>“Now if a thousand perfect men would appear, it would not amaze me. Now if a thousand perfect women appear’d, it would not astonish me. Now I see the making of the perfect persons: it is to grow in the open air and to eat and sleep with the earth.”</p>
<p>["Agora, se mil homens perfeitos tivessem de aparecer, isso não me espantaria. Agora, se mil formas maravilhosas de mulher aparecessem, isso não me assombraria. Agora, vejo o segredo de como produzir as melhores pessoas: é o de crescer ao ar livre e de comer e de dormir com a terra."]</p></blockquote>
<p><em>* Agradeço a Sua Santidade o Dalai Lama, Pema Chodron e Alan Wallace, por quem tomei conhecimento das oito preocupações mundanas.</em></p>
<p><em>Via: </em>http://www.papodehomem.com.br/</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2127&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Soletrando: uma farsa educacional</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 09:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Texto da convidada Bel (clique). Algumas semanas atrás tive o desprazer de assistir à final do concurso “Soletrando”, exibido pelo programa sabatino de Luciano Huck, que oferece bolsas de estudos em valores deveras tentadores para os alunos que -supostamente- mais estudaram e se esforçaram. Como professora de línguas, acompanho tal circo desde a primeira edição, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2123&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><img title="soletrando" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando.jpg" alt="" width="648" height="94" /></p>
<p><strong>Texto da convidada <a href="http://www.twitter.com/lemonndrop" target="_blank">Bel (clique)</a>.</strong></p>
<p>Algumas semanas atrás tive o desprazer de assistir à final do concurso <em><strong>“Soletrando”</strong></em>, exibido pelo programa sabatino de Luciano Huck, que oferece bolsas de estudos em valores deveras tentadores para os alunos que -supostamente- mais estudaram e se esforçaram. Como professora de línguas, acompanho tal circo desde a primeira edição, com olhos críticos e muitos <em>facepalms</em> pelo caminho.</p>
<p>O ponto que torna o “Soletrando” notoriamente ineficaz em relação à educação das crianças que ali competem, e quiçá ridículo aos olhos de quem entende o mínimo de educação, é que <strong>o sistema de tal competição é baseado em dois fatores que não medem nem estudo e nem esforço: sorte e decoreba</strong>. Explico-lhes o porquê.</p>
<p><strong>Falha 1: Obstáculos forçados.</strong></p>
<p><strong><a href="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando1.jpg"><img title="soletrando" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando1.jpg" alt="" width="395" height="301" /></a><br />
</strong></p>
<p>Soletrando nada mais é do que uma cópia fajuta das competições americanas de <em>Spelling Bee</em>. Essas duas competições formam um dos mais belos exemplos de <em>tout de même</em>. Num <em>Spelling Bee</em> temos crianças soletrando palavras escorregadias de sua língua nativa, assim como vimos por sábados e mais sábados as crianças soletrando palavras rebuscadas na panelinha do Huck. A diferença é que os obstáculos de uma criança cuja língua-mãe é o inglês são BEM maiores que o de uma criança que fala português-brasileiro.</p>
<p>Não somos abençoados por Deus e bonitos por natureza apenas em relação à nossa geografia e clima privilegiados, mas também por um sistema fonético bastante claro e coeso. Se eu te falo “nectópode” você pode até não saber o que significa, mas sabe pronunciar. Sabe até que eu vou pronunciar “nectópodi”, mas que se escreve com um “e” final, pois são raros os sotaques que admitem o “e” ao fim de uma palavra, como os curitibanos que falam “leitE quentE”, enquanto que o resto do país fala “leiti quenti”. Para o fonema /i/ nós temos duas possíveis soletrações: “e” ou o próprio “i”.</p>
<p>A criança que fala inglês… pobrezinha…  ao ouvir o som “i”, tem inúmeras possibilidades de soletração. Ela tem o som /i/ equivalente às escrita de: “ee”, como na palavra see (pronúncia: /ci/); “eo”, como em people (pronúncia: /pípol/); “oe”, como em phoenix (pronúncia: /fíniks/); “ey”, como em key (pronúncia: /ki/), dentre inúmeras outras que eu não seria capaz de citar. E eu mencionei apenas UM som de vogal. Imaginem agora as outras vogais. E agora imaginem também as consoantes. E as consoantes dobradas, sem a menor regra clara além da morfológica.</p>
<p>E que obstáculos tem uma criança que fala o português? As velhas pegadinhas de “com-agá-ou-sem-agá”? O fonema /s/, que pode ser escrito com “ss”, “sc”, “s” ou “c”? Com hífen ou sem hífen? Jota ou gê?</p>
<p>Entediante, meu caro Hulk. Deve ser por isso que subestimam as crianças a desafios <strong>inaceitáveis</strong>, como soletrar <em><strong>kirsch</strong></em>, que é uma palavra alemã e desclassificou um dos finalistas. Pede pra ele soletrar “licor de cereja”, pra você ver se ele não faz isso assobiando e chupando cana ao mesmo tempo. Não teve sorte, como um garoto na final do ano passado que pegou uma palavra absurda em qualquer contexto imaginado: <em><strong>“desasado”</strong></em>. Apesar de soar estranha, após a definição de que “objeto ou ser que foi desprovido de suas asas”, foi bem fácil para o aluno deduzir o radical “asa” e o prefixo “des”. Moleza.</p>
<p>O fato é que, para qualquer pessoa letrada e que costuma ler, como é o caso daquelas crianças, a língua portuguesa não é um desafio escorregadio. Ninguém é perfeito e erros ocorrem, mas o português é um pântano muito menos caudaloso se comparado ao inglês. Já que estamos falando de inglês, concluo esse tópico abusando de anglicismos:</p>
<p><strong>TUPINIQUIM COPYCAT = FAIL</strong></p>
<p>—</p>
<p><strong>Falha 2: Estudo retrógrado</strong></p>
<p><strong><a href="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando2.jpg"><img title="soletrando" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando2.jpg" alt="" width="400" height="387" /></a><br />
</strong></p>
<p>Qual não foi a minha surpresa ao ver um dos finalistas <em>estudando o dicionário</em> para conquistar sua bolsa de 100 mil paus? Deixa eu repetir isso:</p>
<p>ESTUDAR A PORRA DO DICIONÁRIO.</p>
<p>Me dói o rim ver um aluno <em>estudar dicionário</em>. Com sua licença, preciso de outro caps-lock: <strong>NÃO SE ESTUDA UM DICIONÁRIO, ESTES SERVEM PARA SEREM CONSULTADOS</strong>. É pra isso que existem.</p>
<p>Isso não é uma crítica à memorização de palavras novas. Pelo contrário, eu exijo que meus alunos de inglês estudem e memorizem o vocabulário novo como, por exemplo, palavras relacionadas ao tema “dinheiro”, ou ferimentos que podem ocorrer na prática de esportes. Mas jamais estudar e memorizar palavras fora de um contexto e uma situação. Me pergunto se Huck e sua panelinha, incluindo os professores-jurados, já ouviram falar em <em>embodied meaning</em>.</p>
<p>Pelo amor de Deus, o que há com os diretores dessa escola, e com esses pais? Eles permitem que seus filhos e alunos PERCAM horas preciosas do seu dia decorando palavras que jamais usarão, como a palavra “abissínio”, que eliminou mais da metade dos alunos na semi-final. Sabe o que significa “abissínio”? Pessoa natural da <em>antiga</em> região da Abissínia, hoje conhecida como Etiópia. Porra, se Abissínia é o nome <em>antigo</em>, pra que eu quero que meu aluno me prove inteligência sabendo soletrar uma nação que nem existe mais? Não seria mais proveitoso para mim, como professora, que meus alunos soubessem discursar por cinco minutos sobre os pontos em comum entre Etiópia e Brasil, dois mundos tão distantes e tão próximos em alguns pontos? Interpretem seu discurso fazendo um paralelo com a música “O Haiti É Aqui”, de Caetano Veloso. Pronto, dei-lhes dez minutos de material muito mais interessante que aquelas crianças chorando porque não souberam soletrar uma palavra absurda que não existe em seu (e nem no meu) universo pessoal.</p>
<p>—</p>
<p><strong>Falha 3: Um sistema em ruínas</strong></p>
<p><strong><a href="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando3.jpg"><img title="soletrando" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando3.jpg" alt="" width="448" height="287" /></a><br />
</strong></p>
<p>Estamos na era moderna (pós-moderna?). Robôs programados para aceitar sem discutir acumulam-se nas camadas baixas da sociedade, robôs estes programados para decorar coisas tão inúteis quanto musiquinhas de campanha política, bordões de novela e que “xanto” é amarelo em grego. Em uma era em que é cada vez mais importante sintetizar e raciocinar, o sistema educacional brasileiro ainda preza por decorebas inúteis e regras que, na vida real, nunca funcionam. Onde estão os debates? As discussões? A disciplina? Dentro da escola só existem, mesmo, dentro do dicionário.</p>
<p>O que mais me deixa PUTA é que <strong>tal competição oferece prêmios parrudos aos melhores robôs</strong>, aos que memorizaram melhor, aos que fizeram bem a sua função de decorar sem jamais se perguntarem se isso realmente lhes acrescentava algo -além, claro, da possibilidade das pratinhas ao final da competição.</p>
<p>E não é isso mesmo que o sistema todo quer? Robôs bem-educados que não questionam, apenas pensam no que vão ganhar com várias repetições idiotas, vazias e inúteis. É por essas e outras que, apesar do salário baixo, estresses, nervosismos e decepções, não abandono as salas de aula. Pode me chamar de utópica mas todos os dias tento fazer a diferença. Antes utópica do que inerte perante a situação calamitosa que vejo.</p>
<p>—</p>
<p><strong>Conclusão: E a solução?</strong></p>
<p><strong><a href="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando4.jpg"><img title="soletrando" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/soletrando4.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><br />
</strong></p>
<p>Proponho, ao invés de soletrações chatas, <strong>sessões de debate</strong>. Os alunos aprenderiam a argumentar, raciocinar, persuadir e ponderar -tudo isso sem jamais agredir ou desrespeitar o adversário. Aprenderiam a questionar, refletir, expor ideias e aprender com o discurso do outro. Aprenderiam a reconhecer falácias, e a desmontá-las como argumentos infundados. Veriam o quanto são manipulados e influenciados pelos discursos que só soam como verdade porque são repetidos <em>ad nauseam</em> em seus intelectos talentosos, porém ainda em formação.</p>
<p>O problema é que aí não tem tem menino chorando e musiquinha de suspense. Daí, não tem circo. Se não tem circo, não tem audiência. Se não tem audiência, quem vai pagar a bolsa de cem mil paus pros guris? E, cá entre nós, o grosso da nossa população nem teria como acompanhar um debate com fins educacionais, se nem um debate político é assistido com afinco.</p>
<p>Ao menos o Soletrando reforça a ideia de que o estudo traz, sim, retorno palpável. Estudando chega-se em algum lugar. Mas eu digo estudar DE VERDADE porque, se apenas decora-se o dicionário, o mais longe que você chega é mesmo no fundo do poç… digo, do caldeirão.</p>
<p>—</p>
<p><em>A autora desse texto foi a mocinha abaixo, chamada <strong>Bel</strong> e grande amiga internética minha (Felipe Neto aqui, não o Marcel).</em></p>
<p><a href="http://twitter.com/lemonndrop"><img title="bel" src="http://controleremoto.tv/blog/wp-content/uploads/2010/04/bel.jpg" alt="" width="204" height="274" /></a></p>
<p>[Via: http://controleremoto.tv/]</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2123&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Me, myself and I</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 20:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por @mbottan Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2110&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="text-align:left;">Por @<span class="status-body"><span class="status-content"><strong><a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/mbottan">mbottan</a></strong></span></span></div>
<div style="text-align:center;"><a href="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/04/multiple-personalities.jpg"><img title="multiple-personalities" src="http://substantivolatil.com/wp-content/uploads/2010/04/multiple-personalities.jpg" alt="" width="400" height="296" /></a></div>
<div>Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do condomínio, a do ballet, a do inglês, as virtuais, as agregadas, as certas e as tortas, as velhas e as novas.</div>
<div id="_mcePaste">E em cada um desses universos eu criava uma nova Mirian, que se encaixasse. Essa sempre foi a melhor parte, em cada novo universo, você pode assumir um novo você, com elementos do que tá à sua volta e elementos teus.</div>
<div id="_mcePaste">Isso é MÁGICO.</div>
<div id="_mcePaste">É nessa que você se constrói, é de cada pedaço que você pega pelo caminho e vai colocando dentro de você que você é feito. Eu sempre digo pros cariocas que aqui em São Paulo eles é que devem dar um beijinho só, se eu for pro Rio, eu dou dois. Eu ensino os mineiros a dizer mano e aprendo com os gaúchos o que é chinfra.</div>
<div id="_mcePaste">Mas uma vez me disseram que “mudar” de acordo com o ambiente e as pessoas que me cercam é errado e mostra que você não sabe quem é, ou que tá mentindo pra um dos lados.</div>
<div id="_mcePaste">Só que se você sair só andando na água, você se afoga. E se sair nadando na terra vão te dar choque no CÉLEBRO. Não dá pra virar um saco de atitudes predefinidas, isso não é viver, isso é encenar a própria existência.</div>
<div id="_mcePaste">Vou te falar o que é errado: atacar uma pessoa por ser várias ou não amar todas as pessoas que essa pessoa possa ser. Porque o sorriso dela é o mesmo em todo lugar, o olhar também, o cheiro também. E o que ela sente por você, também! Isso também vale pro que ela NÃO sentir.</div>
<div id="_mcePaste">Quando o outro é 10 e a gente é 10, a gente acaba sendo 20. Na minha cabeça, não faz sentido querer diminuir o resultado dessa soma.</div>
<div></div>
<div><em><strong>[Via: http://substantivolatil.com/]</strong></em></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2110&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Papo de blog: Seduzida pelo virtual&#8230; #HOTHOTHOT</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/19/seduzida-pelo-virtual-hothothot/</link>
		<comments>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/19/seduzida-pelo-virtual-hothothot/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 08:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Penelope, MTV Aí ontem foi meu aniversário, data que – pasmem! – não me anima em especial, e tudo que eu pensava era nesse bendito “primeiro post”. Sério, me gerou uma apreensão mega, digna de primeira vez mesmo&#8230; Mas quer saber?? Ôôô coisinha hiper valorizada essa, né? Também, quantas vezes você não ouviu “a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2106&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Por <a href="http://mtv.uol.com.br/pontop/blog" target="_blank">Penelope</a>,  <a href="http://mtv.uol.com.br/">MTV</a></p>
<p>Aí  ontem foi meu aniversário, data que – pasmem! – não me anima em  especial, e tudo que eu pensava era nesse bendito “primeiro post”.  Sério, me gerou uma apreensão mega, digna de primeira vez mesmo&#8230;</p>
<p>Mas quer saber?? Ôôô coisinha hiper valorizada essa, né? Também,  quantas vezes você não ouviu “a primeira vez a gente nunca esquece&#8230;”? É  tanto peso que dá no que (não) dá: até eu, se não estivesse aqui,  encarando, poderia ter “broxado” e desistido, rs&#8230;</p>
<p>E não é sempre assim? A gente, diante da primeira vez que vai fazer  qualquer coisa que julga importante, estremece. Mas&#8230; por que mesmo?  Alguém me fala??</p>
<p>Eu sei que você pode me dizer que é exatamente porque é importante,  ué. Porém, vou ter que questionar; senão nem estaria aqui.  ;o)</p>
<p>Se a gente reparar, são as mudanças que renovam a nossa vida. É com  elas que aprendemos, sempre e somente&#8230; E toda primeira vez traz uma  mudança ou possibilidade de mudança embutida. Por isso, mesmo com um  pouco de medo, relutância, preguiça ou qualquer outro obstáculo cabível,  a gente devia mais era se empolgar, partir pra cima com vontade,  curiosidade, de peito aberto mesmo&#8230;. (Quem já saltou de bungee jump  pode fazer uso da metáfora, tô lembrando da sensação delííícia nesse  exato momento&#8230;) Só sem porralouquice, por favor, que responsabilidade  não é favor, é obrigação, ôquei?</p>
<p>Claro que é natural ter uma expectativa – o que me parece é que se a  gente deixar, essa expectativa vira uma coisa negativa mais facilmente  do que poderia/deveria (É claro que eu tô falando por mim, e se pra você  for diferente, YEY! &#8211; me ensina como faz?). Só que se a gente ficar  tentando prever o que fazer diante de cada possibilidade&#8230; MEDO! Fora  que, se a gente soubesse tudo o que ia nos acontecer,  ZZZZZ&#8230;tééééédiôôôôô! Então&#8230; o quê fazer??<br />
<img src="http://mtv.uol.com.br/sites/all/files/u10091307/Penelope_post_0.JPG" border="0" alt="" width="411" height="157" /><br />
Por  fim, tive uma idéia: se a gente trocar o “desconhecido” (amedrontador)  pelo “novo” (estimulante) acho que dá jogo&#8230;</p>
<p>Afinal, por que será que todo mundo adora uma novidade, não é mesmo?</p>
<p>Foi assim que cheguei ao fim do antes “temido” primeiro post &#8211;  empolgada, inclusive! Fui “seduzida pelo virtual” &#8211; hehehe, quem  diria&#8230;</p>
<p>Se essa ou qualquer outra novidade tiver despertado algo de bom em  vocês também, fiquem a vontade pra dividir comigo, aí embaixo. Pó  mandar, que eu já quero mais!</p>
<p>Beijos da Nova, Penélope.</p>
</div>
<p>[Via: <a href="http://mtv.uol.com.br/pontop/blog/" target="_blank">http://mtv.uol.com.br/</a>]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2106&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Papo de Blog: Felicidade incomoda ???</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/19/papo-de-blog-felicidade-incomoda/</link>
		<comments>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/19/papo-de-blog-felicidade-incomoda/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 07:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[For Fun]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Solteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Penelope, MTV Bem, aconteceu que ontem, tava eu na academia, de polaina e empolgada, como quase todo dia (comecei bem, rs!), no momento mais passível de desistência do meu treino: o desafio aeróbio! Estrelando: ooooooo Elípticooooooooo!!! Bem, o elíptico e eu, né? Vencendo a preguicinha que dá depois de 50 minutos de ferro (e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2104&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por <a href="http://mtv.uol.com.br/pontop/blog" target="_blank">Penelope</a>, <a href="http://mtv.uol.com.br/">MTV</a></p>
<p>Bem, aconteceu que ontem, tava eu na academia, de polaina e  empolgada, como quase todo dia (comecei bem, rs!), no momento mais  passível de desistência do meu treino: o desafio aeróbio! Estrelando:  ooooooo Elípticooooooooo!!!</p>
<p><img src="http://mtv.uol.com.br/sites/all/files/u50/bicicleta.jpg" border="0" alt="" width="350" height="423" /></p>
<p>Bem, o elíptico e eu, né? Vencendo a  preguicinha que dá depois de 50 minutos de ferro (e naãão, nem é nesse  sentido aí que você pensou), de polaina e determinada (que o VMB tá aí  ;o)), eu e meu “personal rhythmER” (meu inseparável Ipod) subimos no  bicho e&#8230; boralá!!! 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, só nas babas do  rádio! No putzputz de raiz, feitos pra essa hora, viro fã de Tiesto, “I  get a feelling” e se deixar quase parcelo em 18 vezes as bebidas  antecipadas pra Spirit of London (menos, Penélope, menos – mas quem vê,  pensa ;o)) Enfim&#8230; Tô FELIZ DA VIDA!!!</p>
<p>10 minutos e muito BOOM BOOM POW depois, meu  bpm nivela e eu quero mais RPM (e naããão, não a banda q, espero, você  não pensou)!!! É hora de apelar pro Fragma, David Gheta (olha a rima  fácil!), Laurent Wolf e socorro; tô gostando!</p>
<p>Tudo ia `as mil maravilhas (e aos 160 rpm,  really “Becoming Insane” com Infected Mushroom) até o momento em que  abri os olhos (cê não achou que eu tava vendo o noticiário pra embalar  essa trilha estapafúrdia e hipnótica, né?) e me deparei com&#8230; o  INCÔMODO alheio? Sérião? Isso porque era pra todo mundo ali ter  produzido sua dosedilícia de endorfina, mas&#8230; Piora: por incômodo não  entendam simples olhares de reprovação não: são jocosos, presunçosos,  com ares de superioridade absoluta. E ainda riem, num misto de pena,  vergonha e&#8230; RECALQUE COM A FELICIDADE DO OUTRO, talvez??? Cara, que  hilário isso!</p>
<p>E vai me dizer que nunca aconteceu contigo? No  dia em que você acordou inspirado e montou “aquele” vizú, ou usou  “aquela” calça e saiu por aí, ignorando (se não antecipando) os  eventuais “tsc, tsc, tsc” não solicitados? Poxa, se você ainda tivesse  pedido uma opinião, vá lá, mas&#8230; POR QUE TANTO ÓDIO EM TAAANTOS  CORAÇÕESZINHOS&#8230;???</p>
<p>Sei bem que todo mundo é vítima (numa escala  variável, a bem da verdade) de uma pressão pra ser igual e assim ser  melhor aceito, mas quem disse que igual é melhor? (Pode até ser mais  fácil – mas fácil nunca é melhor, certo? ;o))</p>
<p>E quer exemplo mais engraçado disso do que  aquele povo que se julga “estiloso” e paga de “desencanado com atitude”?  E usa/ouve/fala as mesmas coisas que os amigos, iguaizinhos a eles?  Atitudepaunocu é isso aí! Ou os que se dizem “da moda” e discursam o  politicamente correto “atitude é ter estilo próprio” e ao mesmo tempo  cagam regras e limitações pra tamanhos, cores e formas, sem nem  reconhecer a personalidade de cada um? Viva e deixe viver, seja feliz e  deixe ser!!!</p>
<p>Obviamente eu também tenho os meus “momentos  de amargor intenso”. Eles são ardilosos, dissimulados – por isso as  vezes até demoro um tantinho pra percebê-los, podendo inclusive eu mesma  incorrer neste ato falho deprê. O gatilho pode ser a roupa, o volume da  risada, o corte/cor de cabelo, ou qualquer outra peculiaridade da  vitima, mas o motivo tá em mim &#8211; e assim que entendo o que tá rolando,  puxo a minha própria orelha e me redimo imediatamente. Se possível, até  me inspiro pra resolver seja lá o que for que tiver me deixando  ranzinza&#8230; eu quero mais é SEMPRE RIR, que nem o Bozo&#8230;!  ;oD</p>
<p>Finalizando pra cima, deixo vocês com uma  rima:</p>
<p>SE INCOMODAR COM A FELICIDADE ALHEIA É SINAL  DE QUE A COISA TÁ FEIA.</p>
<p><strong><em>Faça o teste:</em></strong></p>
<p><em>http://mtv.uol.com.br/pontop/blog/felicidade-incomoda</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2104/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2104&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

		<media:content url="http://mtv.uol.com.br/sites/all/files/u50/bicicleta.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>O melhor modo de apresentar e conectar pessoas</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/o-melhor-modo-de-apresentar-e-conectar-pessoas/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 09:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida de Solteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[// Para quem nunca ouviu a expressão “dar nascimento” e não sabe o que é Investigação Apreciativa, vou descrever 2 cenas – cada uma com 2 versões – e depois deixar alguns comentários. Cena 1: um cara novo no grupo Versão A – Nós somos um grupo que estudamos ou fazemos coisas muito legais e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2101&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="O melhor modo de apresentar e conectar pessoas" rel="bookmark" href="http://papodehomem.com.br/apresentar-e-conectar-pessoas-como-dar-nascimento-elevado/"> <img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/apresentar_600x951.jpg" alt="" width="600" height="95" /> </a></p>
<div>//  </div>
<p>Para  quem nunca ouviu a expressão “dar nascimento” e não sabe o que é  Investigação Apreciativa, vou descrever <strong>2 cenas – cada uma com 2  versões</strong> – e depois deixar alguns comentários.</p>
<h3>Cena 1: um cara novo no grupo</h3>
<p><strong>Versão  A</strong> – Nós somos um grupo que estudamos ou fazemos coisas muito  legais e então, por alguma razão, surge um novo integrante. Como ainda  não pegou nossa linguagem específica, ele passa os primeiros encontros  bem <strong>fechado e passivo</strong> (pois ele é assim mesmo, bem  tímido).</p>
<p>Depois de um tempo, vai embora por não ter se sentido  incluído no grupo. Nós ficamos aliviados pois ele pouco contribuía e  nunca conseguia se integrar ao grupo.</p>
<p><strong>Versão B</strong> –  Nós somos um grupo que estudamos ou fazemos coisas muito legais e então,  por alguma razão, surge um novo integrante. A primeira coisa que  fazemos é descobrir suas habilidades. Ele conta o que já fez de bom na  vida e nós imediatamente temos ideias de como ele poderia contribuir.</p>
<p>Logo  pedimos sua ajuda, nem que seja para trocar a lâmpada porque ele é alto  e nós não temos escada. No dia seguinte, ele já se sente integrado, a  ponto de chegar na garota mais gostosa do grupo: <strong>“Oi, sim, eu  sou o cara que trocou a lâmpada ontem…”.</strong><br />
<em>Owen Wilson e a velha arte de aproximar e  conectar pessoas… | Cena do filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mqKW_BXJgng" target="_blank">Starsky  &amp; Hutch</a></em></p>
<h3>Cena 2: herói ou vilão?</h3>
<p><strong>Versão  A</strong> – Você e eu somos amigos e hoje vou lhe apresentar um outro  amigo. Minutos antes de ele chegar, eu conto um pouco de sua história.  Falo que ele estuprou a irmã (ela sofre até hoje com isso), que é  analfabeto, viciado em heroína e desempregado.</p>
<p>Quando ele chega e  começa a conversar conosco, você não dá crédito algum ao que ele fala,  fica revoltado com algumas opiniões e bastante irritado com seu  comportamento. Ao fim do papo, eu digo que <strong>toda a história foi  invenção</strong> minha para testar uma hipótese sobre a construção das  relações.</p>
<p><strong>Versão B</strong> – Você e eu somos amigos e  hoje vou lhe apresentar um outro amigo. Um pouco antes de ele chegar, eu  conto um pouco sobre seu passado. Falo que ele já viajou por quase  todos os países da Ásia, África e da Europa, que é professor de karatê,  que tem doutorado em bioquímica e já dedicou alguns anos de sua vida  ajudando comunidades de países do leste da África.</p>
<p>Quando ele  chega e começa a conversar conosco, <strong>você dá créditos</strong>,  fica inspirado, concorda com muita coisa, ouve com toda a atenção, abre  vários sorrisos. Ao fim da conversa, eu digo que toda a história foi  invenção minha para provar como normalmente não olhamos os outros de  modo elevado.</p>
<h3>O precioso (e ignorado) momento do “Oi, prazer…”</h3>
<p><img title="pedreiro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/pedreiro.jpg" alt="pedreiro" width="500" height="332" /><br />
<em>“E aí? Fiquei sabendo  que, além de pedreiro, você toca trombone, é isso?” | Crédito: <a href="http://www.es.gov.br/site/noticias/show.aspx?noticiaId=99679539" target="_blank">Thiago Guimarães</a></em></p>
<p>A maioria das pessoas  passa despercebida pelo momento da apresentação. Quando aproximamos dois  desconhecidos, falamos o nome, às vezes a profissão, às vezes de onde o  conhecemos, e só. Para quem é apresentado, a referência inicial do  outro, assim, reside quase totalmente em seus preconceitos e impressões  iniciais, que se tornam a base para o desenvolvimento da relação.</p>
<p>Não  é sem razão que colecionamos tantas <strong>relações sem sal, de onde  não sai quase nada…</strong> Isso não se deve à ausência de  possibilidades nos outros, mas ao modo restrito com que nos conectamos.</p>
<p>Somos  cegos para um processo que sempre ocorre em todas as apresentações: o  outro nasce em nosso mundo e nós pisamos numa terra até então  desconhecida, surgimos num novo universo. Às vezes com novas identidades  (numa empresa, por exemplo), às vezes com novas qualidades – diante de  uma namorada generosa que nos estimula a crescer.</p>
<h3>Não apenas  pessoas, mas organizações</h3>
<p>Sabendo disso, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Cooperrider" target="_blank">David  Cooperrider</a>, professor da universidade Case Western, desenvolveu o  método Investigação Apreciativa (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Appreciative_inquiry" target="_blank">Appreciative  Inquiry</a>). Uma de suas perguntas é: como as pessoas e organizações  mudam? Usando seu método, em vez de se procurar pelos problemas e criar  estratégias de consertá-los, <strong>olhamos o que funciona</strong>,  reconhecemos e exploramos forças, descobrimos e cultivamos qualidades  positivas, geramos sonhos amplos e agimos a partir disso.<br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=HzPouV8agZU&amp;feature=related" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
<blockquote><p>“A tarefa de uma  liderança é alinhar as forças de um modo que as fraquezas se tornem  irrelevantes.” –<strong>Peter Drucker</strong>, em conversa com David  Cooperrider</p></blockquote>
<p>David implementou a Investigação  Apreciativa pessoalmente aqui no Brasil na <a href="http://www.nutrimental.com.br/projetos/apreciative.php" target="_blank">Nutrimental</a>, que teve a coragem de reunir  absolutamente todos os funcionários e muitos stakeholders da empresa  para sonhar um futuro juntos.</p>
<p>O mesmo pode ser aplicado a  comunidades supostamente “carentes”. Em vez de olhá-los como carentes e  tentar remediar seus pontos fracos, <strong>reconhecemos e conectamos  suas riquezas</strong>. Em vez de chegar lá e construir uma sala com 15  computadores, que certamente serão destruídos ou roubados, juntamos a  comunidade para que ela conheça a si mesma, para que todos apresentem  suas habilidades e compartilhem sonhos.</p>
<p>O moleque descobre que o  velhinho tem um passado riquíssimo e que foi o Dom Juan da comunidade. O  velhinho, por sua vez, descobre que o moleque manja tudo de Internet.  Disso saem projetos, ideias e possibilidades efetivas de transformação,  antes invisíveis.</p>
<p>Se depois eles decidirem construir uma sala com  15 computadores, certamente nenhum deles será destruído.</p>
<h3>A  descoberta que não deveria ser surpresa alguma</h3>
<p><img title="tedxsp" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/tedxsp.jpg" alt="tedxsp" width="500" height="333" /><br />
<em>No TEDxSP, as conversas  já começavam em outra base. | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/44758394@N07/4116284684/" target="_blank">Wilian Olivato</a></em></p>
<p>Seja entre amigos ou  dentro de uma organização, podemos experimentar outro modo de nos  apresentarmos, diminuindo o tempo necessário para chegarmos àquela <strong>famosa  (e rara) descoberta</strong>, que às vezes acontece anos depois quando  encontramos a pessoa num evento como o <a href="http://www.tedxsaopaulo.com.br/" target="_blank">TEDxSP</a>.</p>
<blockquote><p>–Não  sabia que você também se interessava por essas coisas…<br />
–Puxa, eu  também não desconfiava. Sinceramente sempre te achei meio bobo na época  da faculdade.</p></blockquote>
<p>Andamos no mundo como se todas as  pessoas fossem <em>a priori</em> rasas, superficiais, enlatadas, comuns,  descartáveis e sem brilho. É preciso que algo aconteça (nosso amigo dar  uma palestra ou um show, alguém nos falar bem de um conhecido etc) para  que cheguemos à constatação de que sim, o outro é profundo, cheio de  qualidades, com muito a oferecer.</p>
<p><strong>“Nossa, não sabia que  você era assim!”</strong>… Ora, isso não deveria ser surpresa, mas nossa  suposição inicial.</p>
<p>Perdermos muito tempo tirando sarro e nos  relacionamos com os obstáculos dos outros: um é frouxo demais, outro  bebe demais, outro não é tão inteligente… Pensamos que isso não é nada  demais, porém nosso foco constrói o que vemos no outro. Quando surge uma  oportunidade, você vai chamar aquele que vê como cachaceiro ou aquele  no qual vê diversas habilidades? Talvez seu amigo cachaceiro também  tenha as mesmas qualidades…</p>
<p>Assim como vemos apenas um  “especialista em cachaças” naquele amigo que só encontramos em botecos,  restringimos o olhar em todas as outras relações. Seu pai, por exemplo, é  muito mais do que seu pai, ainda que seja bastante difícil você se  relacionar com ele explorando suas outras identidades. Às vezes é  preciso montar todo um universo (como uma fábrica da família), na qual  ele surja para você como outra pessoa – um chefe, no caso.</p>
<p>Com a  namorada ou esposa, isso é ainda pior. <img src='http://s1.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Um outro jeito de  conectar pessoas</h3>
<p><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gTdkAKKoS64" target="_blank">Link  YouTube</a> | Lama Padma Samten fala sobre brilho no olho</em></p>
<p>Em  2005, do lado da Avenida Paulista, participei de um retiro de 4 dias com  esse cara sorridente aí de cima. Depois pegamos o áudio e transcrevemos  mais de 15h de ensinamentos (um livro), de onde compartilho agora uma  das falas mais bonitas que já presenciei:</p>
<blockquote><p>“Nós, de  modo geral, olhamos as outras pessoas e as aprisionamos com nossos  olhares. Nós não permitimos lugares às pessoas, não damos nascimentos de  liberdade para elas. Nós as congelamos.”</p>
<p>“Com que autoridade eu  aprisionei o outro como meu marido ou minha mulher? Depois que ele ou  ela foi embora, eu ainda cobro coisas! Podemos ver isso também com  nossos filhos. Eventualmente nós não damos nascimento aos filhos no  mundo, nós só damos nascimento aos filhos dentro de nossa casa, grudados  em nossa mão. Se o filho tenta qualquer coisa, nós não conseguimos  vê-lo livre. <strong>No nosso mundo não há espaço para ele surgir livre</strong>.”</p>
<p>“Eles  podem, eles têm qualidades, todos eles têm a natureza de liberdade,  eles podem fazer diferente do que estão fazendo. [...] Quando nós damos  esse nascimento sutil a partir de uma paisagem que inclua o outro de uma  forma elevada, tudo se transforma.”</p>
<p>–<a href="http://www.cebb.org.br/ensinamentos/280-como-dar-nascimento-elevado-aos-seres" target="_blank">Lama Padma Samten</a></p></blockquote>
<p>Em nossas  relações, portanto, vamos reconhecer, valorizar, apreciar, estimular,  ativar, magnificar, amplificar as qualidades positivas (manifestas ou  potenciais) dos outros. Quando o apresentarmos a alguém, vamos jogar a  base da nova relação lá em cima. Conectar o melhor de um com o melhor do  outro, abrindo um espaço fértil para futuras conexões, inclusive  conosco mesmos.</p>
<p>Um dos melhores modos de se conquistar uma mulher,  por exemplo, é <strong>contribuir para o desenvolvimento de suas  qualidades.</strong> Muito mais do que elogiar sua beleza, você procura  por pontos pouco explorados, potenciais criativos, perfeições esperando  por reconhecimento para florescer.</p>
<p>Se ela é atriz amadora e tem  uma família que não a estimula a viver disso, você pesquisa na web por  grupos profissionais de teatro e mostra pra ela que não é difícil  conseguir uma DRT para conseguir trabalhos como atriz. Quando você a  apresenta para amigos, você diz que ela é atriz.  Se ela faz circo, você  diz que ela manja tudo de movimentos no tecido, ao mesmo tempo em que a  olha com malícia, como se dissesse: “Eu sei que isso não é bem verdade,  mas pode ser”.</p>
<p>A prática de apresentar todos de modo elevado  implica em treinar o nosso olhar para, antes, <strong>vê-los de modo  mais amplo</strong>, penetrante e generoso – postura essencial para  muitos outros processos. Por exemplo, como ajudar um amigo confuso se  você sequer consegue imaginá-lo com outra cara, fazendo diferente, em  outra vida, com outra relações?</p>
<p>Ser capaz de olhar os outros para  além dos personagens que eles estão manifestando. Antecipar futuras  identidades em nossos amigos. Apreciar, apontar e estimular qualidades  positivas em todos ao nosso redor. Nossa tarefa não é nada menos do que  isso, se quisermos construir o que Chogyam Trungpa chamava de “uma  sociedade iluminada”.</p>
<p><strong>Aqui no PapodeHomem</strong>, o  Guilherme faz isso muito bem com todos do time, incluindo os leitores,  que muitas vezes viram colaboradores e até colunistas, como aconteceu  com o Fabio Bergamo, nosso <a href="http://papodehomem.com.br/category/colunas/dr-fitness/" target="_blank">Dr. Fitness</a>. De algum modo, todos nós da Equipe PdH  estamos aprendendo a explorar essa ignorada sabedoria de apresentar e  conectar pessoas, habilidades, projetos e sonhos de modo elevado.</p>
<p>[Via: <a href="http://papodehomem.com.br/apresentar-e-conectar-pessoas-como-dar-nascimento-elevado/" target="_blank">http://papodehomem.com.br/</a>]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2101/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2101&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Qual o segredo de uma super memória?</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/qual-o-segredo-de-uma-super-memoria/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 09:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação e relacionados]]></category>

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		<description><![CDATA[// Você provavelmente já ouviu algum comentário preconceituoso acerca de cursos de memorização. “Prefiro entender a memorizar” “Oras, de que me adianta memorizar listas de objetos ou longas sequências de dígitos? Quero é memorizar leis e conceitos!” “O curso era pura enganação! Não ensinaram como ler e memorizar tudo o que leio.” “Cursos de memorização [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2098&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Qual o segredo de uma super memória?" rel="bookmark" href="http://papodehomem.com.br/qual-o-segredo-de-uma-super-memoria/"> <img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/04/desmond_600x95.jpg" alt="" width="600" height="95" /> </a></p>
<div>//  </div>
<p>Você  provavelmente já  ouviu algum comentário preconceituoso acerca de  cursos de memorização.</p>
<blockquote><p>“Prefiro  entender a memorizar”<br />
“Oras, de que me adianta memorizar listas de  objetos ou longas sequências de dígitos? Quero é memorizar leis e  conceitos!”<br />
“O curso era pura enganação! Não ensinaram como ler e  memorizar tudo o que leio.”<br />
“Cursos de memorização ensinam apenas  truques que não possuem qualquer aplicabilidade prática.”</p></blockquote>
<p>Esses  comentários se originam de certo desconhecimento acerca da memória e de  seu funcionamento. Veja a seguir como a memória funciona e os  principais mitos envolvendo a memorização.</p>
<h3>Memória não é uma  “coisa” ou uma parte do seu corpo</h3>
<p><img title="hugo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/04/hugo.jpg" alt="" width="550" height="302" /><br />
<em>Lembrou agora, Hurley? | <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lX2kNtQ1o8Q" target="_blank">Cena  do mais recente episódio de Lost</a></em></p>
<p>As pessoas  frequentemente falam de suas memórias como se a memória fosse uma parte  de nosso corpo.</p>
<p>É comum as pessoas dizerem que possuem uma boa ou  má memória da mesma maneira que dizem que possuem bons dentes, bom  coração ou bons rins. É comum dizerem que sua memória anda falhando com a  mesma propriedade que são capazes de dizer que suas vistas andam  falhando.</p>
<p>Ao contrário do que pensa o imaginário popular, a  memória não pode ser identificada da mesma maneira que um órgão ou  glândula de nosso corpo.</p>
<p>Aquilo que chamamos de memória é, na  verdade, <strong>dezenas de processos completamente diferentes</strong>.  Por exemplo, imagine um campeão de xadrez. Certamente, ele possui ótima  memória para guardar inúmeras jogadas e estratégias de xadrez. No  entanto, possuir uma boa memória para o xadrez não é garantia que se  tenha também uma boa memória para diversas outras atividades como  lembrar-se de nomes, rostos, datas, a lista de compras do supermercado  ou até mesmo o que almoçaram ontem.</p>
<p>Você certamente conhece um  professor bastante inteligente e extremamente “esquecido”. Oras, se esse  professor é capaz de dominar o assunto que leciona, memorizando  diversos fatos e conceitos, ele deveria ter uma boa memória em outros  contextos.</p>
<p>Assim, aquilo que chamamos de memória é um processo  complexo formado por diversos subsistemas específicos.</p>
<h3>Tem E-mail  pra você: a bala de prata da  super memória</h3>
<p>Creio que, de todos  os emails que recebo diariamente solicitando dicas de memória, um tipo é  o mais recorrente:</p>
<p>“Qual o segredo para uma super-memória?”.</p>
<p>Ao  me assistirem realizando proezas envolvendo a memória na TV, surge a  expectativa de que eu guarde um segredo único e capaz de tornar a  memória de qualquer pessoa em uma memória fotográfica. Assim, imaginam  que, de posse desse segredo, serão capazes de se memorizar conceitos,  fórmulas, leis ou qualquer coisa que se deseja, com uma memória  perfeita.</p>
<p>Infelizmente, essa expectativa jamais será alcançada.</p>
<p><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6JRXTpWqWmg" target="_blank">Link  YouTube</a> | “Oi, eu sou a Dory…” </em></p>
<p>Imagine que você é um  professor da escola básica que ensinará a seus alunos como utilizar cada  item de seu material escolar. Inicialmente, você apresenta a seus  alunos uma cola e lhes ensina as diversas coisas que uma cola é capaz de  colar.</p>
<p>Em seguida, um dos alunos lhe pergunta:</p>
<p>“Entendi que  a cola serve pra colar, mas como utilizá-la para cortar o papel?”.</p>
<p>Após  ouvir atentamente a pergunta, você explicaria que a cola serve apenas  para colar. Caso alguém necessite de cortar papel, é necessário utilizar  um instrumento chamado tesoura. Assim, não existe algum componente do  material escolar capaz de colar, cortar, escrever e apagar. Cada item  tem um uso particular <strong>em cada contexto</strong>.</p>
<p>O mesmo  acontece com a memória.</p>
<p>Não existe uma estratégia ou segredo capaz  de resolver todos seus problemas envolvendo sua memória. Se você deseja  melhorar sua memória para nomes e rostos, será preciso utilizar um  conjunto de estratégias. No entanto, se você desejar se lembrar de leis e  artigos da constituição, as estratégias serão completamente diferentes.</p>
<p>Assim,  <strong>para cada tipo de atividade, será preciso uma estratégia  completamente diferente.</strong></p>
<h3>Veja alguns exemplos:</h3>
<p>•  Qual a estrutura do texto a ser memorizado? Por exemplo, memorizar dados  arbitrários ou um artigo de opinião não requerem as mesmas estratégias.</p>
<p>•  Quem utilizará a técnica? Por exemplo, um professor de física e um  aluno utilizarão estratégias completamente diferentes para conseguir  estudar um novo livro de física.</p>
<p><strong>• Como a memória será  avaliada?</strong> Por exemplo, uma tarefa de simples reconhecimento  talvez requeira uma estratégia diferente de uma tarefa de evocação.</p>
<p>•  Qual o uso que se fará com os dados memorizados? Por exemplo, memorizar  a lista de presidentes do Brasil não é o mesmo que saber relacioná-los  aos seus respectivos contextos históricos.</p>
<p>• Qual a maneira como  se deseja memorizar o texto? Por exemplo, para memorizar poesias ou  salmos da Bíblia, é importante memorizarmos ipsis literis (na íntegra,  palavra por palavra). Em contrapartida, para outros tipos de textos,  basta saber os conceitos e palavras chave do assunto.</p>
<p>• Por quanto  tempo se deseja armazenar o assunto? Suponha que você deseja memorizar  um número de telefone apenas para ser capaz de realizar uma ligação.  Nesse caso, talvez não seja necessário utilizar uma estratégia muito  eficiente. No entanto, se seu desejo for memorizar o número pelo maior  tempo o possível, será necessário utilizar uma estratégia específica.</p>
<p>Assim,  para cada tipo de contexto é preciso utilizar um método específico de  memorização.</p>
<h3>Mnemônica não é mágica, porra. QI mais alto não é,  necessariamente, mais memória.</h3>
<p>Ao assistirmos a propagandas de  diversos cursos e livros de memorização, temos a impressão de que essas  técnicas de memória são capazes de tornar a memorização em algo  extremamente fácil e espontâneo.</p>
<p>Isso não é verdade.</p>
<p>Geralmente,  <strong>as técnicas de memória requerem ainda mais esforço que os  métodos tradicionais</strong>. No entanto, ao utilizar técnicas de  memória, os resultados obtidos costumam ser mais duradouros.<br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=2ElPSalb-Z8&amp;feature=PlayList&amp;p=C25F5BFADC3C9331&amp;playnext_from=PL&amp;playnext=1&amp;index=1" target="_blank">Link YouTube</a> | Episódio sobre memória da série  “Psychology: The Human Experience”</em></p>
<p>Alguns acreditam que uma  pessoa inteligente (alguém com alto QI) é capaz de memorizar mais  facilmente que uma outra pessoa menos inteligente (alguém com baixo QI).  É verdade que existem certas <strong>relações entre memória e  inteligência</strong>.</p>
<p>Por exemplo, imagine que um teste de  memória é aplicado a dois grupos: um composto por pessoas de alto QI e  outro por pessoas de baixo QI. Caso nenhum desses dois grupos tenha  participado de qualquer treinamento de memória em toda sua vida, o grupo  de alto QI certamente conseguiria uma pontuação maior. Uma explicação  para isso é a de que pessoas inteligentes costumam criar e utilizar  técnicas de memória mais frequentemente.</p>
<p>Pesquisas mostram que  bons alunos mostram mais iniciativa para utilizar e criar técnicas  eficientes de aprendizagem se comparados com alunos com histórico de  fracasso escolar. No entanto, se um grupo de indivíduos com alto QI  fosse comparado com outro grupo, composto por pessoas de QI normal, mas  mais baixo do que o primeiro grupo, o grupo com QI menor conseguiria  melhores resultados.</p>
<p>Além disso, uma pesquisa realizada com os  oito primeiro colocados no campeonato mundial de 1993 identificou que  eles perdiam sua habilidade excepcional de memorização quando  solicitados a memorizar informações para as quais eles não possuíam uma  estratégia específica de memória. Por exemplo, os campeões de memória  não tiveram um desempenho excepcional ao tentar memorizar o formato de  flocos de neve vistos em um microscópio .</p>
<p>Assim, ao contrário do  que se imagina, <strong>a capacidade de lembrar é uma habilidade  aprendida, não inata. </strong></p>
<p>Desse modo, o desenvolvimento da  memória é equivalente ao desenvolvimento de qualquer outra habilidade.  Da mesma maneira que ninguém nasce um gênio da música ou um campeão de  tênis, ninguém nasce com boas habilidades em memorizar. Obviamente,  existem pessoas que nascem com um talento em potencial para determinadas  atividades. No entanto, se não tiverem algum processo de aprendizagem  (mesmo que autodidata), não serão capazes de desenvolver tal talento. O  mesmo vale para a memória: se você não desenvolver estratégias  específicas para cada domínio de memória, você nunca terá uma boa  memória.</p>
<p>Muitas pessoas não entendem isso e, quando descobrem que  uma boa memória requer prática, simplesmente desistem.</p>
<p>Infelizmente,  diversos “professores” de memorização de técnicas de estudo utilizam o  seguinte slogan: <strong> </strong></p>
<p><strong>“Nosso curso não requer  treinamento em casa”</strong>.</p>
<p>Esse tipo de propaganda apenas  alimenta esse imaginário popular, visto que é impossível melhorar sua  memória sem o mínimo de esforço para o uso das diversas estratégias em  cada contexto específico.</p>
<p>Se você deseja beneficiar-se dos  diversos sistemas e princípios que serão abordados em breve aqui no  PapodeHomem, prepare-se para dedicar-se! Como dizem nos Estados Unidos,  não existe almoço grátis.</p>
<p>[Via: <a href="http://papodehomem.com.br/qual-o-segredo-de-uma-super-memoria/" target="_blank">http://papodehomem.com.br/]</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2098/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2098&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">hugo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Ruy Rufião, 33, produtor pornô [+18]</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/ruy-rufiao-33-produtor-porno-18/</link>
		<comments>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/ruy-rufiao-33-produtor-porno-18/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 May 2010 09:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você não conhece a Xplastic, está perdendo uma das melhores produtoras do mercado brasileiro de altporn. Os caras começaram com barbies paraguaias de camelô, colaram uns pelos pubianos de bombril nas bonecas, fizeram alguns orifícios pornográficos e pronto: conseguiram suas primeiras atrizes. Inscreveram-se no festival MIX Brasil de 1998 e o vídeo foi selecionado. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2093&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://imagens.papodehomem.com.br/2010/04/xp_600x95.jpg" alt="" width="600" height="95" /></p>
<p>Se  você não conhece a <strong><a href="http://xplastic.virgula.uol.com.br/" target="_blank">Xplastic</a></strong>, está perdendo uma das melhores  produtoras do mercado brasileiro de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alt_porn" target="_blank">altporn</a>.</p>
<p>Os caras começaram com <strong>barbies  paraguaias de camelô</strong>, colaram uns pelos pubianos de bombril nas  bonecas, fizeram alguns orifícios pornográficos e pronto: conseguiram  suas primeiras atrizes. Inscreveram-se no festival MIX Brasil de 1998 e o  vídeo foi selecionado.</p>
<p>Conversamos com Ruy Rufião, criador do  Xplastic junto com os amigos Marcelo  Barbellax e Osvaldo Tatão.</p>
<p><img title="los_tres" src="http://imagens.papodehomem.com.br/2010/04/los_tres.jpg" alt="" width="541" height="141" /><br />
<em>Rufião, Barbella e Tatão</em></p>
<h3>1.  Qual sua história? O que fazia antes de ser diretor de filmes  pornográficos?</h3>
<p>Antes de fazer filmes pornográficos tínhamos uma <strong>banda  de punk rock</strong> chamada Mapettis, que não deu muito certo, mas  foi a forma como nos conhecemos.</p>
<p>Começamos a dirigir filmes  pornográficos quando ainda estávamos na Faculdade, o Barbellax fazendo  Jornalismo e eu Administração. Usamos a ilha da faculdade dele pra  editar nosso segundo vídeo, com a desculpa de ser o trabalho de  conclusão de curso dele. Dali pra frente nosso envolvimento com  pornografia só vem aumentando.</p>
<p><img title="xplastic" src="http://imagens.papodehomem.com.br/2010/04/xplastic.jpg" alt="" width="550" height="274" /><br />
<em>Se você não liga pra fotos, saiba que o  <a href="http://www.xplastic.net/" target="_blank">site</a> deles tem  ótimas entrevistas também</em></p>
<h3>2. Como descobriu que era isso que  queria fazer e como chegou onde está?</h3>
<p>Quando nos conhecemos,  além da vontade de tocar o que tínhamos em comum era uma vasta coleção  de fitas VHS e revistas pornográficas. Todos nós queríamos fazer filmes  pornográficos, mas não sabíamos como começar.</p>
<p>Quando um amigo  voltou do Japão com uma camera HI8, compramos algumas <strong>bonecas  “Barbie” do Paraguai</strong> (o nome era “Stacy”) e começamos assim.</p>
<h3>3.  O que você faz atualmente? No que você é bom</h3>
<p>Atualmente temos  uma produtora chamada <a href="http://www.luzvermelhafilmes.com.br/" target="_blank">Luz Vermelha Filmes</a>, e nosso principal trabalho esta  relacionado a produção de conteúdo para o site <a href="http://www.xplastic.net/" target="_blank">Xplastic.net</a> e para  nossos canais de mobilidade, como site “AltPorn” no canal Wap da VIVO,  nosso canal “Xplastic” no “Claro Minha TV”, e outros.</p>
<p>Temos também  um novo projeto chamado<strong> “Pornolândia”</strong>, que estamos  colocando no ar no site do Fiz na MTV:<br />
<em><a href="http://fiznamtv.com.br/video/ver/28726" target="_blank">Link FiznaMTV</a> | “Pornolândia” (piloto)</em>Somos  bons em nos divertir enquanto trabalhamos.</p>
<h3>4. Conte um pouco do  seu cotidiano.</h3>
<p>Ao contrário do que as pessoas geralmente pensam o  cotidiano de quem trabalha com pornografia esta muito mais ligado a  tarefas distantes de “pessoas peladas” do que parece. Passamos grande  parte de nosso tempo gerenciando conteúdo para nossos canais de entrega,  editando, organizando documentos, agendando ensaios, conversando com  contadores, lendo contratos de negócios, do que efetivamente gravando ou  fotografando.</p>
<p>É o cotidiano de uma empresa normal. Só que<strong> nossas festas de fim de ano são mais divertidas!</strong></p>
<h3>5. Uma  história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena</h3>
<p>Quando  estávamos terminando de editar nosso DVD <em>NerdSex</em> (gravado em  2002, e que contava a história de um casal de namoradas que escrevia  sobre sua vida sexual num blog) pedimos que algumas bandas mandassem  suas músicas para serem usadas como trilha sonora no DVD, e recebemos um  email do Wander Wildner, de quem éramos grandes fãs desde os <strong>Replicantes</strong>,  oferecendo algumas músicas. Este foi um momento que fez tudo até ali  valer a pena.</p>
<p><img title="xplasticdiac00040" src="http://imagens.papodehomem.com.br/2010/04/xplasticdiac00040.jpg" alt="" width="400" height="533" /></p>
<h3>6. O que acontece nessa  profissão que ninguém imagina?</h3>
<p>Depois de fazer o primeiro vídeo  pornô (a animação tosca com as bonecas Barbie Paraguaias), gravamos com  uma atriz porno chamada Estela Santos, que não atua mais. Fiz contato  com ela por email, conversamos num Café, e alguns dias depois fomos até a  casa dela gravar. Nunca havíamos gravado com uma atriz pornô de verdade  (de carne e osso) e já gostávamos do trabalho da Estela.</p>
<p>Não  sabíamos o que iria acontecer lá, ou como seria a casa dela, imaginamos  pessoas transando em toda parte, drogas, bebidas, cigarros pelo chão, <strong>gigolôs  batendo em mulheres no banheiro</strong>… e quando chegamos lá foi  totalmente diferente. Ela pediu para as filhas descerem para brincar no  parquinho do prédio, disse que iria gravar uma entrevista para a TV. Ela  morava num apartamento limpo e bonito. Depois de gravar ainda fez suco  de laranja e lanche pra gente.</p>
<h3>7. Quais os erros de outros  produtores pornô que deixam você com vergonha da profissão?</h3>
<p>Repetir  fórmulas, não correr riscos, não tentar fazer um mínimo de diferença.</p>
<p><img title="xp" src="http://imagens.papodehomem.com.br/2010/04/xp.jpg" alt="" width="400" height="533" /></p>
<h3>8. Mulheres: melhor trabalhar ao lado  delas, mantê-las longe ou nenhum dos extremos?</h3>
<p>É bom trabalhar  com <strong>mulheres dos dois lados da câmera</strong>. Temos algumas  amigas que participam das gravações fazendo câmera, trilha sonora,  maquiagem e dando opiniões no roteiro.</p>
<p>Gostamos de compartilhar o  trabalho com mulheres. E de ter mulheres como parceiras de negócios.</p>
<h3>9.  O que você diria a um leitor que queira se tornar um diretor de filme  pornô?</h3>
<p>Primeiro, produzir. <strong>Não espere condições melhores</strong> para gravar alguma coisa. Se você realmente gostar disso, vai se  divertir e fazer alguma coisa legal com recursos muito limitados. Não  tente ganhar dinheiro do dia pra noite com filmes pornográficos. Este  tempo já passou: foi nos anos 80 e 90. Nós entramos no mercado  pornográfico em sua pior fase, aprendemos a viver com migalhas e  continuar produzindo.</p>
<p>Acho que a primeira regra –produzir – vale  para qualquer carreira, sobretudo as relacionadas ao audiovisual. Dê a  cara pra bater, não tenha medo de críticas, erre muito, e tenha certeza  que você estará sempre se divertindo e aprendendo mais do que quem falar  mal de você ou fizer críticas infundadas.<br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZxijAQdK2uo" target="_blank">Link  YouTube</a> | Vídeo teaser da Xplastic (<a href="http://videolog.uol.com.br/papodehomem/videos/536580" target="_blank">veja outro aqui</a>)</em></p>
<h3>10. O que você demorou  muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3>
<p>Procure  o seu caminho. Olhe como os outros fizeram para conseguir algo que você  admira, para tentar identificar algum padrão de comportamento, fatos  recorrentes, ou alguma informação que possa ser útil para você pensar no  seu caminho. Mas não tente seguir o caminho de outras pessoas, porque <strong>sua  história é o que você tem de melhor</strong>.</p>
<p>Quando você tenta  viver a vida que outros já viveram, abre mão do que você tem de mais  especial. Parece auto-ajuda esta merda toda, mas funciona.</p>
<h3>11.  Quais são os benefícios que seu trabalho gera para as pessoas?</h3>
<p>O  benefício do entretenimento é divertir as pessoas imediatamente.<strong> Não nos consideramos artistas.</strong> O que fazemos passa rápido e  acaba como jornal do dia. Então o benefício imediato é proporcionar um  momento de diversão para quem consome nossos vídeos ou fotos. Claro que  existem consequências ruins na pornografia – pessoas viciadas, por  exemplo. Para estas pessoas consumir pornografia é desastroso, acaba com  a sua vida social.</p>
<p>Tentamos passar uma visão positiva do sexo em  tudo o que fazemos. E visão positiva do sexo não é mostrar apenas “papai  e mamãe no escuro”. É mostrar que <strong>é normal gostar de coisas que  muitos consideram anormal</strong>, que os gostos sexuais tem nuances e  que não devemos nos reprimir por sermos diferentes ou gostarmos de  coisas incomuns.</p>
<h3>12. Quais seus outros interesses, práticas e  habilidades?</h3>
<p>Nos interessamos por cultura pop em geral, musica,  cinema, desenho animado, revistas, quadrinhos. O único esporte que  praticamos (cada dia menos) é o velho rolê de skate.</p>
<h3>13. Faça uma  pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse</h3>
<p>–Que  filme “Mainstream” você gostaria que fosse “Pornô”?<br />
–<em>Barbarella</em>,  com a Jane Fonda.<br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=1uwNEnh9uaM" target="_blank">Link  YouTube</a> | Trailer de Barbarella (1968)</em></p>
<p>[Via: <a href="http://papodehomem.com.br/ruy-rufiao-33-produtor-porno/" target="_blank">http://papodehomem.com.br/</a>]</p>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>Ajudei um amigo e me ferrei. Como nos proteger dos sentimentos nobres?</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/ajudei-um-amigo-e-me-ferrei-como-nos-proteger-dos-sentimentos-nobres/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 08:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro e negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos já passamos por isso. Um parente próximo está afundado em dívidas e precisa de ajuda para fugir dos altos juros do cartão de crédito. Um amigo deu o passo maior do que a perna e agora pede socorro. Aquela oportunidade única de trocar nosso carro quase novo por um muito melhor e mais caro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2087&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/03/chamada7.png" alt="Como nos proteger dos sentimentos nobres" width="648" height="94" /></p>
<p>Todos  já passamos por isso. Um parente próximo está afundado em dívidas e  precisa de ajuda para fugir dos altos juros do cartão de crédito. Um  amigo deu <em>o passo maior do que a perna</em> e agora pede socorro.</p>
<p>Aquela oportunidade única de trocar  nosso carro quase novo por um muito melhor e mais caro mas que baixou  tanto de preço com o desconto do IPI… A grande verdade é que existem  inúmeros motivos nobres para nos separar do nosso suado dinheirinho.</p>
<h3>Responsabilidade  pessoal</h3>
<p>Algumas pessoas simplesmente não aprendem. Entra ano,  sai ano e elas repetem sempre os mesmos erros. Há poucos meses li o  desabafo enviado por um leitor de um jornal local:</p>
<blockquote><p>Sou formado em computação, ganho R$  7000 por mês, e possuo muitas dívidas. A culpa é da minha esposa que  gasta muito todos os meses, assim como eu. Tenho R$ 18.000 de dívidas no  cartão de crédito que minha mãe ajudará a pagar para evitar os juros  enormes que eles querem cobrar. Não sei mais o que fazer para melhorar a  situação…</p></blockquote>
<p>Veja o absurdo da situação.</p>
<p>O  cara ganha um excelente salário, muito acima da média salarial do país,  mais do que ganham seus pais, que se esforçaram para pagar um curso  superior para que ele pudesse arranjar um bom emprego, como realmente  arranjou e ainda assim tem a cara de pau de pedir dinheiro para a mãe,  que teve que tirar esse valor de suas economias para a velhice, apenas  para que ele evitasse de pagar os juros altos da dívida que ele mesmo  adquiriu!!! Onde fica a vergonha na cara?</p>
<p>Não bastasse o  surrealismo da situação, o sujeito ainda <strong>culpa a mulher</strong> por ser como ele, descontrolada. Então o que temos são duas pessoas que  apesar de juntos ganharem mais do que ganha 90% da população  brasileira, estão completamente quebrados, endividados, falidos.</p>
<p>E  a cereja sobre o bolo é ver a <strong>cegueira da mãe</strong> que  simplesmente raspa suas economias e passa a mão na cabeça do filho,  vítima, coitadinho, da gana da administradora de cartão de crédito, como  se ele não fosse o único responsável por suas próprias dívidas. São  pais e mães assim, que não impõem limites a seus filhinhos mimados, que  ajudam a criar pessoas fracas como esse rapaz, privilegiado e que ainda  assim, não tem onde cair morto.</p>
<div id="attachment_5681"><a rel="attachment  wp-att-5681" href="http://bahtrineh.wordpress.com/?attachment_id=5681"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/03/1800622386_133d3de3f7_b-600x400.jpg" alt="Oh não! Perdi tudo!" width="400" height="266" /></a>Oh não! Perdi tudo!</p>
</div>
<h3>Cada um no seu  quadrado!</h3>
<p>Temos que assumir a consequência de nossos atos. Gastou  mais do que pode, problema é teu camarada. Te vira! Vai faltar dinheiro  para pagar as contas? É hora de começar a cortar. Os gastos, não os  pulsos <img src='http://s2.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Um simples orçamento doméstico pode ajudar a resolver  essa situação.</p>
<p>Explico.</p>
<p>Simplesmente liste todas as suas  contas mensais fixas em uma folha de papel. Some tudo e torça para dar  um valor menor do que seu salário líquido. Pensou que acabou? Tem mais.  Sabe aqueles gastos de início de ano? IPTU, IPVA, material escolar se  você tiver filhos, seguro do carro. Some tudo, divida por 12 e coloque  junto na lista de suas contas fixas mensais. Seu carro é financiado?  Joga a prestação lá na listinha. Costuma tomar cerveja com os amigos  todas as sextas-feiras? Listinha pra eles também (a cerveja, não os  amigos).</p>
<p>Passou do que você ganha líquido todo mês? Volta para a  lista e começa a cortar os supérfluos. Simples assim. Somente desta  maneira podemos saber se estamos vivendo dentro do nosso padrão de vida  ou acima dele. E eu ainda nem comentei dos 10% que você usa para <a href="http://papodehomem.com.br/pague-primeiro-a-si-mesmo/">pagar  primeiro a si mesmo</a>.</p>
<h3>E você me pergunta: e eu com isso? Sou  uma pessoa equilibrada.</h3>
<p>O grande problema de ser uma pessoa  equilibrada no meio de milhares de inconsequentes é que os equilibrados  se destacam. Todos sabem quem somos. E nos momentos de aperto, correm a  nós.</p>
<p>Então chegam os pedidos de empréstimo que nunca serão pagos. A  ajuda para dar um presente ao filho. Uma mãozinha para <em>apagar um  incêndio</em>. Afinal temos tanto, porque não ajudar?</p>
<p><strong>Não  podemos ceder</strong> por dois grandes e simples motivos. Por nós e por  eles. Por eles é simples de explicar, eles precisam passar pela  privação, pela dor e pela vergonha da dívida. Precisam ter seus nomes no  SPC e Serasa e todos seus créditos cortados. Precisam pagar pelos seus  erros sentindo na pele as suas consequencias para, quem sabe assim,  entender quais foram seus erros e finalmente buscar a solução definitiva  para não repetí-los.</p>
<p>E não podemos ceder por nós mesmos. Para  juntar esse dinheiro que temos aplicado, nossa reserva, nosso <em>colchão</em>,  seja o nome que dermos a ele, não foi por mágica que conseguimos.  Tivemos que abrir mão de muitas coisas que poderíamos ter feito com o  dinheiro se não tivessemos o objetivo de poupar para nosso futuro. Quem  nos pede esse dinheiro é simplesmente <strong>muito cara de pau</strong>.</p>
<p>Devemos  lembrá-los de que enquanto torravam tudo o que tinham e até o que não  tinham naquela viagem a Europa bancada pelo cartão de crédito, nós nos  contentávamos em ir até Buenos Aires e guardar o restante do dinheiro  para ir a Europa quando conseguirmos ter juntado o suficiente para pagar  a viagem à vista. E que esse dinheiro que não gastamos realmente ainda  existe, mas o nome dele é NOSSO, não DÍVIDAS DOS OUTROS.</p>
<h3>A droga  das emoções…</h3>
<p>Esse é o drama. Não gostamos de ver parentes e  amigos passando por dificuldades quando tudo está azul para nós mesmos.  Mesmo sabendo que a culpa deste sofrimento é toda deles. Então mais uma  vez, <em>pela última vez</em>, abrimos mão de nossos sonhos, de nossas  reservas, de nossos planos para o futuro e emprestamos o valor  necessário para <em>quem precisa</em>.</p>
<p>Sabendo que não estamos  ajudando ao resolver o problema por eles, que não os ajudamos a crescer  como pessoas responsáveis ao passar a mão sobre suas cabeças e apagar  seus erros com nosso dinheiro. Mas fazemos mesmo assim. Fazemos com  amigos, com parentes próximos, com filhos. É instintivo, fazemos de tudo  para não ver as pessoas que gostamos sofrendo. Até mesmo transferir  para nós este sofrimento.</p>
<h3>Precisamos nos proteger, meu caro</h3>
<p><em>“Motivos  nobres, investimentos bloqueados.”</em> Esse deveria ser o real título  deste artigo.</p>
<p>Muitas vezes deixamos de crescer o tanto que  poderíamos porque nossas emoções nos traem e fazem com que joguemos  contra nós mesmos. Sendo assim, conhecendo essa <em>fraqueza</em> de  coração, precisamos nos proteger. Note que não estou dizendo para sermos  frios, cruéis e insensíveis. Só estou dizendo que não podemos ser  penalizados pela falta de bom senso dos outros. Claro que se um amigo  estiver passando por dificuldades reais, como uma doença, perda do  emprego ou algum motivo pelo qual não tem culpa, nós devemos ajudá-lo  das formas que pudermos. Até porque sabemos que se esta for a situação,  provavelmente receberemos nosso dinheiro de volta quando a situação  voltar ao normal.</p>
<p>Pessoas responsáveis também passam por  dificuldades de vez em quando. Mas estas costumam ser rapidamente  resolvidas e não costumam ocorrer novamente.</p>
<div id="attachment_5682"><a href="http://www.flickr.com/photos/bradgosse/3251167924/"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/03/3251167924_2b8ea7b9e0_o-600x400.jpg" alt="Eventualmente temos de colocar as despesas em dia" width="401" height="267" /></a>Eventualmente temos de  colocar as despesas em dia</p>
</div>
<h3>O que podemos fazer?</h3>
<p>Já  sabemos o que fazer. Precisamos nos proteger de nós mesmos, de nosso bom  coração. Precisamos de um investimento mensal automático. Algo que nos  faça pagar a nós mesmos primeiro, todos os meses.</p>
<p>Mais que isso,  precisamos de um investimento que não seja simples de sair, um  investimento onde nosso dinheiro fique bloqueado. Note que aqui não  estou falando das reservas de emergência, que precisam ser líquidas e  disponíveis a qualquer momento, estou falando daqueles valores que  guardamos para nosso futuro, que juntamos para construir nosso  patrimônio, nossa segurança financeira, nossa aposentadoria tranquila.</p>
<p>As  características que buscamos então se resumem a apenas duas:</p>
<ul>
<li>pagamento  mensal <em>obrigatório</em>;</li>
<li>dinheiro bloqueado por <em>tempo  indeterminado</em>;</li>
</ul>
<p>Coloquei as características em itálico  pois na verdade nós mesmos é que definimos a obrigatóriedade e o  bloqueio por tempo indeterminado. Sabemos que temos a escolha de parar  de pagar quando quisermos e de reaver nosso dinheiro. Pode até não ser  no mesmo dia em que decidimos isso, mas sempre há alternativas de saída.</p>
<h3>Pra  fazer na prática:</h3>
<p>Vou deixar aqui três sugestões simples de  implementar as idéias expostas.</p>
<ul>
<li>Comprar moedas de ouro;</li>
<li>Fazer  um plano de previdência complementar;</li>
<li>Investir em imóveis.</li>
</ul>
<p>Vamos  analisar cada uma dessas alternativas:</p>
<p><strong>Comprar moedas de  ouro</strong> é uma alternativa <em>divertida</em> de juntar dinheiro.  Há moedas feitas especialmente para este fim, como os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Krugerrand" target="_blank">Krugerrand</a> da África do Sul, as <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL748620-9356,00.html" target="_blank">Maple Leaf</a> do Canadá ou as <a href="http://www.coins-and-banknotes.com/Coins-World/EURO-Coins/Euro-coins-from-AUSTRIA/AUSTRIA-15-Euro-silver-2008-Philarmoniker-A-New-2008-BU-15.html" target="_blank">Phillarmoniker</a> austríacas. Essas moedas são  cunhadas em grandes volumes e por este motivo não possuem valor de  coleção. São vendidas com um pequeno prêmio sobre o valor do ouro  contido nelas. É uma excelente alternativa para quem tem o virus de  colecionador.</p>
<p>Depois de um tempo juntando dinheiro desta forma,  você pode vender as diversas moedas adquiridas ao longo de algum tempo e  então adquirir um imóvel para alugar, por exemplo. Eu sou um desses que  possuem o tal virus de colecionador, tenho minhas moedinhas de ouro bem  guardadas no cofre do banco.</p>
<div id="attachment_5683"><a href="http://www.flickr.com/photos/bidwiya/206517647/"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/03/picture-2.png" alt="Aprenda a investir" width="400" height="265" /></a>Aprenda a investir</p>
</div>
<p><strong>Fazer um  plano de previdência complementar</strong> também é uma boa escolha, mas  neste caso apenas se você puder se beneficiar das vantagens fiscais  disso. Com os planos VGBL esse costuma ser o caso da grande maioria das  pessoas. Informe-se com seu banco, mas lembre sempre de estudar o  assunto previamente para não correr o risco de adquirir gato por lebre.</p>
<p><strong>Investir  em imóveis</strong> é o investimento mais tradicional das pessoas que  realmente possuem dinheiro em grande quantidade. Um imóvel é algo  físico, real, que podemos tocar com nossas mãos. O problema dos imóveis é  que não dá para adquiri-los com as economias de um ou dois meses.  Precisamos guardar o dinheiro durante algum tempo até juntarmos o valor  necessário. E mais que isso, guardar sem nos dar a oportunidade de  gastar esse dinheiro antes de ter o suficiente para a compra. Por isso  sugeri a aquisição das moedas de ouro antes de falar dos imóveis.</p>
<p>A  maioria das pessoas não conhecem moedas de ouro e resolvem essa parte  da equação através de um financiamento  imobiliário. Eu, como todos aqui  já sabem, prefiro  fazer isso <a href="http://papodehomem.com.br/como-investir-em-imoveis-mais-rpido-do-que-voc-acredita-ser-possvel/" target="_blank">de outra maneira</a>.</p>
<p>–</p>
<p>Agradeço a todas as  pessoas que têm escrito contando suas histórias pessoais e os desafios  que precisam vencer todos os dias rumo a uma vida financeira mais  estável, tranquila e folgada. Convido a escrever sua história nos  comentários, caso tenha uma para compartilhar com os demais leitores.</p>
<p>Grande  abraço e muito sucesso.</p>
<p>[Via: <a href="http://papodehomem.com.br/como-nos-proteger-dos-sentimentos-nobres/" target="_blank">http://papodehomem.com.br/</a>]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2087/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2087/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2087&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">bahtrineh</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">Como nos proteger dos sentimentos nobres</media:title>
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			<media:title type="html">Oh não! Perdi tudo!</media:title>
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			<media:title type="html">Eventualmente temos de colocar as despesas em dia</media:title>
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			<media:title type="html">Aprenda a investir</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pague primeiro a si mesmo</title>
		<link>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/pague-primeiro-a-si-mesmo/</link>
		<comments>http://bahtrineh.wordpress.com/2010/05/11/pague-primeiro-a-si-mesmo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 May 2010 08:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bahtrineh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro e negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Você certamente já leu ou ouviu falar isso diversas vezes: pague primeiro a si mesmo é o mantra da educação financeira. Não há um livro que não cite isto como a primeira ação a tomar para assumir o controle financeiro de sua vida ou mesmo como a atitude necessária para enriquecer. E mesmo assim, você [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2084&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Pague primeiro a si  mesmo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/02/chamada4.png" alt="Pague primeiro a si mesmo" width="648" height="94" /></p>
<p>Você  certamente já leu ou ouviu falar isso diversas vezes: pague primeiro a  si mesmo é o mantra da educação financeira. Não há um livro que não cite  isto como a primeira ação a tomar para assumir o controle financeiro de  sua vida ou mesmo como a atitude necessária para enriquecer. E mesmo  assim, você não segue essa regra essencial. Ou acha que segue, sem saber  que está fazendo algo errado.</p>
<h3>O  que NÃO É pagar a si mesmo primeiro</h3>
<ul>
<li>Juntar dinheiro para  trocar de carro não é pagar a si mesmo primeiro;</li>
<li>Comprar um  notebook não é pagar a si mesmo primeiro;</li>
<li>Separar uma parte do  que ganha todo mês e guardar debaixo do colchão não é pagar a si mesmo  primeiro;</li>
<li>Comprar aquela bolsa maravilhosa a vista não é pagar a  si mesmo primeiro;</li>
<li>Dar-se qualquer coisa de presente, antes de  pagar suas contas não é pagar a si mesmo primeiro…</li>
</ul>
<p>Fui  claro?</p>
<h3>O que É pagar a si mesmo primeiro</h3>
<p>Pagar primeiro a  si mesmo é simples, mas para ser efetivo tem que ser automático, um  hábito, algo que nunca deixe de ser feito. <strong>Pagar primeiro a si  mesmo é o ato de separar uma parte pré-determinada de tudo o que você  ganha e fazer esse dinheiro trabalhar para você</strong>.</p>
<p>Vamos  analisar esta definição de maneira mais profunda.</p>
<p><strong>Separar uma parte pré-determinada</strong> significa que você mesmo define quanto do que ganhar será separado. Uma  definição comum costuma ser separar 10% do que você ganha. Se você  ganhar realmente muito pouco talvez seja necssário começar separando um  pouco menos, 5% ou até mesmo 3% e aos poucos ir aumentando este  percentual. Mas para a grande maioria das pessoas, 10% é um bom valor,  então vamos fixar isso como nosso objetivo.</p>
<p><strong>De tudo o que você ganha</strong> já diz tudo. Tudo é realmente tudo. Salário, bônus, bicos, 13º, férias,  trabalho autônomo, consultoria nas horas vagas, publicidade em seu  blog, tudo. Sobre o ganho bruto, antes de descontar taxas e impostos.  Antes de descontar INSS e vale transporte, para quem recebe salário.</p>
<p><strong>E fazer esse dinheiro trabalhar  para você</strong> simplesmente descarta a possibilidade de  gastar esse dinheiro em qualquer coisa que não traga rendimentos para  fazê-lo crescer. Trocar de carro não pode. Comprar um novo telefone  celular? Fala sério! Enquanto esse valor é baixo, no início,  simplesmente joga o dinheiro em uma caderneta de poupança. Quando for um  pouco maior, um fundo de renda fixa ajuda a ganhar um pouco mais.  Outras aplicações que <em>rendem mais</em>? Esquece. Não é para este  dinheiro. Não neste momento, pelo menos.</p>
<div id="attachment_5048"><img title="Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção  no artigo, Dr. Money te mostra o caminho." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/02/picture-11.png" alt="Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção no artigo, Dr.  Money te mostra o caminho." width="495" height="213" />Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção  no artigo, Dr. Money te mostra o caminho.</p>
</div>
<h3>Tomar conta do  seu dinheiro é um processo vital</h3>
<p>Seu dinheiro e sua habilidade em  fazê-lo crescer são como um bebê. No início, tudo parece difícil.  Levantar a cabecinha, engatinhar, falar as primeiras palavras. Tudo é  novidade. O bebê vê os adultos caminhando e tenta imitar, caindo  diversas vezes antes de conseguir andar sozinho.</p>
<p>Com seu dinheiro é  a mesma coisa, com uma sutil diferença. Você pode fazer seu dinheiro  aprender a caminhar sem deixar ele se machucar ou correr grandes riscos.  Você pode treinar com valores menores, valores extras, além daqueles  10% que definimos para pagar a si mesmo. Seria como ensinar seu bebê a  andar sem que ele corresse o risco de cair, mostrando a ele um boneco  caindo no seu lugar.</p>
<p>Vamos imaginar que ao longo de dois anos você  tenha juntado R$ 5000 na caderneta de poupança. O valor não interessa, o  prazo sim. O valor depende da capacidade de ganhar dinheiro de cada  pessoa, isso é assunto para outra hora. Já o tempo, é algo necessário  para o aprendizado, para a observação.</p>
<p>Continuando nosso  exercício, imagine que você começou a pagar a si mesmo no mês em que  receberia o 13º salário. Separou os 10% para colocar na poupança e com o  restante, que decidiu não gastar, dividiu para aplicar em dois fundos,  um de <strong>renda fixa pré-fixada</strong> e um <strong>DI pós-fixado</strong>.  Você ouviu falar que ambos eram seguros e que renderiam mais do que a  poupança e resolveu aprender sobre ambos na prática. Aquele 13º salário  foi bem utilizado.</p>
<p>Ao longo dos meses seguintes você continuou  separando 10% de tudo o que ganhava para colocar na poupança. Mas  acompanhava mensalmente suas duas outras aplicações e eventualmente lia  um ou outro artigo que explicavam uma dessas aplicações. Nestes dois  anos você aprendeu na teoria (lendo os artigos) e na prática (através de  seus investimentos) que os fundos pré-fixados tendem a render mais  quando os juros estão caindo. E que os fundos pós-fixados tendem a  render mais quando os juros sobem. Mais que isso, você aprendeu que o  risco de perda em um destes fundos é extremamente baixo, é o risco do  próprio país quebrar, já que estes fundos investem principalmente em  títulos do governo. E aprendeu na prática que esses fundos rendem mais  que a poupança. Você aprendeu. Sabe o que faz. Viveu o processo. E  transfere todo o dinheiro da poupança para um destes fundos, o que deve  render mais de acordo com a tendência da taxa de juros ou o que for mais  adequado aos seus objetivos. Como no caso você pensa no longo prazo,  esse dinheiro está lá para render para seu futuro, você opta pelo fundo  DI. Seu dinheiro está trabalhando para você. E está trabalhando melhor  do que quando estava na poupança.</p>
<h3>O aprendizado é continuo,  aprendemos todos os dias</h3>
<p>Certo dia você ouve falar no Tesouro  Direto. Vai no site, pesquisa artigos e descobre que você pode comprar  diretamente os títulos do governo que seu fundo de investimentos adquire  com suas aplicações. E melhor, pode fazer isso sem precisar pagar a  taxa de administração que o banco cobra para gerenciar sua aplicação.</p>
<p>Você  nota que há um pequeno inconveniente, você não pode dispor de seu  dinheiro sempre que quiser. O governo garante a recompra dos títulos mas  somente as quartas-feiras. Você pensa um pouco e decide que está tudo  bem, já que este é o dinheiro que trabalha para você. Não há ainda  previsão de quando você irá utilizar ele. E então, na nova aplicação,  seu dinheiro trabalha melhor, rende mais, paga menos taxas, cresce mais  rápido.</p>
<h3>Amigos, TV, jornais, até o taxista…</h3>
<p>Nada contra os  taxistas, muito pelo contrário, em um artigo futuro vou mostrar como é  muito mais barato andar de táxi com regularidade do que possuir um  carro. Mas há um ditado que diz que <em>quando até os taxistas estão  falando de determinado investimento, é hora de tirar seu dinheiro de lá</em>.</p>
<div id="attachment_5046"><img title="Meados de outubro de 2008, nosso  amigo taxista achava uma boa idéia investir na bolsa." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/02/459016934_558c04f073.jpg" alt="Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista achava uma boa  idéia investir na bolsa." width="430" height="323" />Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista  achava uma boa idéia investir na bolsa.</p>
</div>
<p>Você fica curioso  com a aplicação em ações e resolve aprender como funciona. É complicado,  muitos termos novos, análise gráfica, análise fundamentalista,  dividendos, opções, suporte, resistência, operações a termo, …</p>
<p>Resolve  aplicar na prática enquanto aprende, lendo mais sobre o assunto.  Escolhe um fundo de ações recomendado por seu gerente do banco, até  porque não sabe ainda como adquirir diretamente as ações individuais de  cada empresa, e mesmo que soubesse, não saberia quais escolher.</p>
<p>Claro  que o valor investido é baixo, afinal, você ainda está aprendendo. E é  um valor que sobrou este mês, nada de sua aplicação no Tesouro Direto  foi tocada.</p>
<p>No primeiro mês seu dinheiro rende 8%. Muitas vezes  mais que o Tesouro Direto. Mas você não faz idéia dos motivos de ter  conseguido este rendimento excepcional, então não pode chamar isso de  investimento, mas sim, de sorte. Os meses passam, seus investimentos  crescem. Então passam alguns meses e você descobre que tem menos do que  havia investido originalmente, muitos meses antes. O que aconteceu? Você  se descuidou. Deixou de acompanhar seu investimento quando tudo ia bem.  Quando o valor das ações começou a cair você não deu atenção, achou que  era temporário, apenas um mês ruim. Mas você ainda não sabia como este  investimento funcionava, então passou a jogar. Você achava que iria ter  um resultado, mas não sabia o porquê, era apenas “achar”. As quedas  continuaram e você alí, vendo seu dinheiro minguar. Então assumiu o  prejuízo e tirou o dinheiro do fundo de ações. Dois meses depois  calculava que se tivesse deixado seu dinheiro aplicado, teria o dobro do  que conseguiu recuperar ao tirar seu dinheiro antecipadamente.</p>
<p>Analisando  o que fez, descobriu que não estava investindo. Estava, isto sim, em um  grande casino a céu aberto. Não sabia o que estava fazendo, não sabia  onde seu dinheiro estava investido, não conhecia nem as empresas nem os  setores onde elas atuam. Jogo, puro e simples jogo. Bem diferente de  investir, quando você protege o valor principal, pode calcular os riscos  de perda e estimar quanto irá ganhar.</p>
<h3>Onde está o perigo?</h3>
<p>Então  investir na bolsa é um jogo perigoso onde posso perder todo meu  dinheiro? NÃO, não é isto que estou dizendo. O que é um jogo perigoso  onde você pode perder todo o seu dinheiro é investir no que você ainda  não conhece.</p>
<p>Imagine que você seja um engenheiro que trabalha há  vinte anos projetando e construindo prédios residenciais em São Paulo.  Um dia você recebe um panfleto na sinaleira falando do lançamento de um  novo prédio na região onde você já acompanhou a venda de outros tantos  prédios semelhantes. Investir neste lançamento, comprando um apartamento  na planta para vender quando o prédio estiver concluído é um bom  investimento ou não? Se eu fosse tal engenheiro, saberia a resposta e  poderia investir nisto com segurança, ou dizer que o investimento é  ruim, sabendo porque. Minha experiência, meu conhecimento da região, me  dariam subsídios para decidir se é ou não um bom investimento. Como sou  de Porto Alegre e só conheço São Paulo a passeio ou a trabalho, mas não  como investidor imobiliário, não tenho os conhecimentos necessários para  tomar uma decisão segura.</p>
<p>Isso não quer dizer que não podemos  investir no que ainda não conhecemos, apenas que precisamos fazer o  dever de casa e aprender o que precisamos saber para tomar a melhor  decisão. No caso acima, bastaria pesquisar os prédios semelhantes  construídos nos anos anteriores, ver o valor de lançamento deles e  analisar os valores de venda após a conclusão, verificando se a  lucratividade obtida foi alta o suficiente para valer os riscos.</p>
<p>Conhecer  os resultados reais de outras pessoas, de nossos amigos, também nos  permite analisar um investimento como se estivessemos dentro dele. Toda  minha empresa de <a href="http://www.megacombo.com.br/" target="_blank">investimento  em consórcios</a> está baseada nisso. Só vendo cartas de consórcio para  investimento hoje em dia, porque tenho sete anos de histórico de lucros  pessoais neste investimento. Quem adquire hoje um consórcio comigo, o  faz porque conhece meus resultados pessoais e também os resultados de  dezenas de clientes e amigos que resolveram compartilhar suas  experiências. A grande maioria dos novos investidores em consórcios  comigo faz isso por indicação de algum amigo que já lucrou na prática e  mostrou a eles seus resultados pessoais.</p>
<div id="attachment_5047"><img title="&quot;Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo  que tenho é esse chapéu feio...&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/02/2711278662_1a04197ed4.jpg" alt="&quot;Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que tenho é esse  chapéu feio...&quot;" width="365" height="239" />&#8220;Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que  tenho é esse chapéu feio&#8230;&#8221;</p>
</div>
<p>Resumindo o que aprendemos até  agora:</p>
<ul>
<li>Pague primeiro a si mesmo, fazendo seu dinheiro  trabalhar para você.</li>
<li>Tomar conta de seu dinheiro é um processo  que dura toda a vida.</li>
<li>Não podemos seguir cegamente as multidões.  Precisamos assumir nossa tarefa de aprender o que fazer com nosso  dinheiro.</li>
</ul>
<p>No próximo artigo vou comentar sobre motivos  nobres que insistem em nos separar do dinheirinho que suamos para  guardar e como nos proteger disso.</p>
<p>Aproveitem os comentários para  contar se vocês pagam a si mesmos primeiro, que percentual separam, como  investem esse dinheiro para fazer ele crescer, porque fazem dessa forma  e que resultados estão obtendo.</p>
<p>Grande abraço, sucesso e muitos  rendimentos.</p>
<p>[Via: <a href="http://papodehomem.com.br/pague-primeiro-a-si-mesmo/" target="_blank">http://papodehomem.com.br/</a>]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bahtrineh.wordpress.com/2084/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bahtrineh.wordpress.com/2084/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bahtrineh.wordpress.com&amp;blog=8836603&amp;post=2084&amp;subd=bahtrineh&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pague primeiro a si  mesmo</media:title>
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			<media:title type="html">Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção  no artigo, Dr. Money te mostra o caminho.</media:title>
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			<media:title type="html">Meados de outubro de 2008, nosso  amigo taxista achava uma boa idéia investir na bolsa.</media:title>
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			<media:title type="html">&#34;Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo  que tenho é esse chapéu feio...&#34;</media:title>
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