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 <title>Bardo.Cyaneus.Net</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com</link>
 <description>Sou Cárlisson Galdino, da Terra dos Marechais. Este é meu lar. Opinião, Arte e textos sobre Tecnologia e Software Livre.</description>
 <language>pt</language>
<creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/</creativeCommons:license><image><link>http://bardo.cyaneus.net</link><url>http://bardo.cyaneus.net/themes/bardian/logo.png</url><title>Bardo</title></image><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" href="http://feeds.feedburner.com/bardo-cy-all" type="application/rss+xml" /><feedburner:emailServiceId>151158</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://www.feedburner.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:browserFriendly>Este é um arquivo XML que contém uma fonte de notícia (ou feed). É feito para ser visto com um leitor de notícias ou para ser sindicalizado por um outro site.</feedburner:browserFriendly><item>
 <title>Jasmim #20 - Duas Maças</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/20</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;a href="/jasmim"&gt;&lt;img src="/files/jasmim/jasmim20.jpg" alt="Jasmim #20" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Por &amp;quot;só uma mulher&amp;quot; aquela estranha queria dizer &amp;quot;apenas humana&amp;quot;. Seus olhos mostram a surpresa. A invasora está vindo? Correndo com olhos raivosos e uma arma na mão!?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um barulho alto de madeira. A rival fôra atingida no ombro e se afastou um passo de onde estava. Seu ombro forma uma estranha visão. Um braço humano rachado e machucado qual madeira seca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Você é forte, tenho que admitir e...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a maça, ela bloqueia um novo ataque de Jasmim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O que quer afinal? Você é louca? Acha que pode nos derrotar. Que pode...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A frase é cortada no instante em que a morningstar lhe acerta o abdomen, fazendo-a recuar mais um passo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Agora chega.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Aghhhh...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jasmim cai a três metros de onde estava, rolando no chão, após o golpe acertar seu ombro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Você não sabe com o que está lidando. Parecemos mulheres porque quisemos assim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De repente aquelas figuras femininas começam a inchar e se deformar, transformando-se em árvores. Somente a rival permanece em sua forma humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jasmim se levanta, determinada, apesar da dor no ombro esquerdo. Será que quebrou alguma coisa? Não importa. Um leve e cruel sorriso se forma em seu rosto ao ver o sangue branco começar a sair do braço daquela estranha senhora da floresta. Sorri também porque não há mais uma multidão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jasmim salta, golpeando a rival que, desviando um pouco recebe o golpe no mesmo ombro já atingido, salvando-se por pouco de ser atingida na cabeça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois estrondos rápidos. São dois golpes bloqueados pela morningstar de Jasmim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais um barulho de madeira quebrando. Num golpe de baixo para cima, Jasmim acertou o rosto da outra, agora jogada no chão, com a face deformada e sangrando sangue vegetal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;O quê é você?! Não pode ser o que parece... Só uma mulher...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Telepatia? Não vai mais falar comigo? Me chamar de louca?&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jasmim dá dois passos na direção dela, tentando esconder o quanto dói seu ombro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;O que você quer?&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Essa arma.&amp;quot; Lentamente empunha a morningstar, de modo hostil, como quem convida para mais uma rodada de batalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A outra se levanta com dificuldade e só então Jasmim percebe que o golpe chegou a tirar parte da cabeça dela. Há um buraco verde tomando quase metade do rosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Vamos fazer um acordo. Deixe a gente em paz e pode levar a arma.&amp;quot;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
É noite. Num canto do quarto o guarda-roupas pequeno, próximo à porta. A cama fica encostada do outro lado, perto da janela de onde também se vê o banheiro. Entre a porta do quarto e a do banheiro, que ficam na mesma parede, uma escrivaninha. Bem ao lado, um frigobar. Na cama, é Jasmim que se senta aplicando compressa improvisada com gelo no ombro machucado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Se o Pietro estivesse aqui... É um idiota, mas é enfermeiro. Saberia dizer se eu quebrei alguma coisa.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Por que aquelas árvores não lutaram? Será que a mulher era a mais forte delas e por isso tiveram medo de mim? Pelo menos a arma está aqui.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Mas o que é que eu estou pensando? Se o Pietro... Ninguém precisa daquele idiota e claro que eu posso muito bem me virar sozinha!&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jasmim deposita os panos molhados ao lado da cama, enxuga-se com um dos lençóis e se deita.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O vento vem e encontra Jasmim deitada na areia. A mesma praia e Jasmim sabe que está em mais um sonho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Oi, Jasmim! Que bom, viu só? Sua sorte está voltando!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Klaitu...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Tá, não vim dizer só isso não. Você vai precisar ir pra aqui perto, certo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Certo, fazer o quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Depois dou mais detalhes. Ah, que bom que deu tudo certo, né? É sempre bom quando dá certo. Olha, estou estudando como é que faço um Sol, depois mostro o resultado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- É só isso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Jasmim! É assim que trata um velho amigo? Eu tinha que dizer dessa outra viagem senão você ia embora pra Erzurum amanhã, né?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Tá, mas faz um favor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Esses sonhos idiotas. Já cansei. Não sou retardada, me passe esses sonhos uma vez só.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Mas é que você precisa...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Klaitu! Uma vez só!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Tá, tudo bem, se é o que quer...
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=GNFl8J"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=GNFl8J" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=GMAkuJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=GMAkuJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/20#comments</comments>
 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/161">novelAnime</category>
 <pubDate>Sábado, 19 Jul 2008 04:05:28 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>We are Plurk Creatures (!?)</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/blog/we-are-plurk-creatures</link>
 <description>&lt;p&gt;
Curiosidade rápida. &lt;a href="http://plurk.com/"&gt;Plurk&lt;/a&gt;, serviço de microblogging, está em manutenção. Lá eles colocaram uma paródia da música &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/usa-for-africa/we-are-the-world.html"&gt;We are the World&lt;/a&gt;. Coisas de Web 2.0, né?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Logo, logo, o sistema volta a funcionar. Então, aqui está a imagem que eles fizeram (e quem quiser me acompanhar no Plurk, &lt;a href="http://www.plurk.com/user/bardo"&gt;estou lá também&lt;/a&gt;):
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;img src="/system/files/plurk-manu.gif" alt="We are Plurk creatures" width="550" height="304" /&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=5S3yWJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=5S3yWJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=eFCDIJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=eFCDIJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://bardo.castelodotempo.com/blog/we-are-plurk-creatures#comments</comments>
 <pubDate>Sexta, 18 Jul 2008 13:36:25 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Casal Divino</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/poesias/casal-divino</link>
 <description>&lt;p&gt;Os astros guiam sempre a relação&lt;br /&gt;
De todos os casais, mesmo o divino&lt;br /&gt;
Os perfeitos opostos sempre são&lt;br /&gt;
O ideal pros deuses, imagino&lt;br /&gt;
Pois quando a Lua é cheia em Escorpião&lt;br /&gt;
É fácil de notar: é o Sol taurino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-- Cárlisson Galdino&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=pxcN9J"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=pxcN9J" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=hTYbAJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=hTYbAJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://bardo.castelodotempo.com/poesias/casal-divino#comments</comments>
 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/poesias">Poesias</category>
 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/107">decassílabos</category>
 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/162">moonlight</category>
 <pubDate>Quarta, 16 Jul 2008 13:11:02 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Jasmim #19 - Área Verde</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/19</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;a href="/jasmim"&gt;&lt;img src="/files/jasmim/jasmim19.jpg" alt="Jasmim #19" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O almoço termina. Todos os poucos passageiros voltam para o ônibus. Russos, turcos, georgianos... O ônibus se afasta da plataforma onde estava, em ré. Sua manobra se completa e ele deixa a rodoviária de Pasinler, com todos, menos Jasmim.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ela vê o ônibus ir embora do banco feito de cimento, na parede. Seus olhos se perdem no mundo por uns instantes, até que finalmente segura as duas bolsas e se levanta. Sua determinação nos diz claramente: esta é a cidade do parque e ela sabe como chegar até ele.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não é tão fácil encontrar, mas logo ela está diante de uma pousada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;quot;Isso pode ser rápido ou demorar muito. Já são quase 2h. Dane-se o Klaitu, não vou viajar mais hoje.&amp;quot;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;
Sai da pousada com uma camisa cinza escura escrito &amp;quot;Diamond 9&amp;quot; em preto, com brilho branco no fundo de cada letra e número. Em suas mãos, a bolsa onde guarda a morningstar. No bolso direito de sua calça jeans quase preta, os dois anéis dentro de um pequeno pacote. No esquerdo, uma chave presa a um chaveiro com o número 2. A camisa escura contrasta com o dourado de sua trança, que cai por suas costas. E ela caminha, chamando alguma atenção, mas quem disse que se importa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;#160;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ruas de comércio pouco movimentadas, farmácia, supermercado... Uma escola à direita. O caminho é fácil e ela segue pelo que se lembra do sonho. O cuidado que tem é de gravar pontos de referência para conseguir voltar depois.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Adentra a área residencial. Crianças param de brincar na calçada para verem aquela mulher bela, séria e altiva passar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As casas são relativamente simples e há pontos de venda improvisados em algumas delas.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Após dobrar uma esquina, sem nenhuma surpresa para Jasmim, o parque se mostra bem diante dos seus olhos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Estranho como não há ninguém perto. Jasmim prossegue. Já é bastante tarde e se não resolver logo o que precisa, logo será noite na volta e simplesmente ela não faz idéia do que pode esperar caminhando à noite pelas ruas de uma cidade estranha em um país estranho. Então se apressa. Não por medo, mas por cautela. Afinal, se por acaso a noite cair e ela precisar voltar para a pousada, irá pelo mesmo caminho que a trouxe.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Seus passos firmes caminham por entre as árvores e lhe acompanha uma sensação estranha. A sensação estranha, mas não inédita, de que está sendo seguida.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
É certo que algo não está normal. Essas árvores têm algum problema, ela sabe que têm.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;quot;Eu me lembro desta.&amp;quot; Encara uma árvore de forma ameaçadora. Ao se afastar mais, podia jurar que a árvore se mexeu. E ela continua, afinal sabe o que precisa encontrar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Passo a passo os pés de Jasmim adentram a clareira. Um círculo sem árvores. À metade do caminho até o centro, ela pára, de olhos fechados, sustentando a bolsa. O vento passa entre as árvores produzindo um som estranho.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Não é comum que venham até aqui.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
É a voz de uma mulher e Jasmim sabe bem que não pode ser outra senão aquela do sonho. Sua cabeça permanece ligeiramente curvada para a baixo, e seus olhos ainda fechados.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Realmente é muita ousadia de sua parte. Quem é você afinal?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim é capaz de ouvir claramente as batidas do próprio coração aceleradas além do normal. Não é a rival que a assusta. É que ela não precisa abrir os olhos para perceber que há muito mais pessoas além delas duas, que a clareira está cercada por mulheres que a observam com curiosidade e certa dose de despreso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Entendo... Querida, você não sabe no que está se metendo. Me diga exatamente o que quer antes de eu decidir se te expulsaremos viva ou morta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tentando a todo custo manter seu ar frio, Jasmim ergue a cabeça. Com medo do que vai ver a seu redor, ela abre os olhos. O zíper da bolsa é aberto devagar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sua visão turva um pouco. Como suspeitou, é aquela mulher do sonho. Ao seu redor, várias outras mulheres vestidas de jeito parecido. Mulheres de orelhas pontudas vestindo farrapos verdes. Olha o chão. Os pés delas tocam o solo, como mulheres selvagens. Seu olhar sobe pelas pernas daquela mulher parada à sua frente. À altura do ventre param, ao se depararem com o objeto que ela segura com as duas mãos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As palavras não saem, mas sua mão esquerda solta a bolsa e se ergue. Solta a bolsa com a mão direita enfiada dentro dela. Solta a bolsa para apontar para a maça que a outra segura. Sua vista começa a escurecer, mas Jasmim pisa firme e se esforça, mesmo já sentindo o suor frio pelo seu corpo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- O quê?! Você quer minha arma? Não brinca, criatura... Invade nosso lar para roubar nossos pertences?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim abaixa um pouco a cabeça. Não são as palavras, são os muitos olhos sobre ela.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quem você pensa que é? Sabe que ninguém te atacou antes porque sentimos uma energia em você. Mas não é você, é só o que você carrega. Você quer mesmo me enfrentar, débil criatura? Você é só uma mulher...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Uma ligeira flexão nos olhos dá a Jasmim uma nova expressão, no instante em que a bolsa cai, já vazia.
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=RwMcBJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=RwMcBJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=KoqpZJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=KoqpZJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/161">novelAnime</category>
 <pubDate>Sábado, 12 Jul 2008 00:05:13 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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<item>
 <title>Carli Batson</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/artigos/carli-batson</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;img src="/system/files/carlibatsonm.jpg" alt="Carli Batson" width="200" height="150" /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Capitão Marvel é um super-herói que apareceu pouco depois do Super-Homem. Um super-herói muito mais interessante que o Super, que logo foi reconhecido e se tornou mais popular que ele. Caiu graças às &amp;quot;maravilhosas&amp;quot; leis de Propriedade Intelectual e terminou sendo obtido pela empresa que é dona do Super. Claro que não importa o quanto você seja bom, você não pode competir com a Xuxa se estiver trabalhando na Rede Globo...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Billy Batson é uma criança que termina recebendo os poderes do mago Shazam. Ao pronunciar o nome do mago, ele ganha poderes de seis deuses: a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a coragem de Aquiles, o poder de Zeus, o vigor de Atlas e a velocidade de Mercúrio. Traduzindo para o mundo dos super-heróis, ele vira &amp;quot;um super-homem&amp;quot;, com idade, postura e musculatura de super-homem. Super-força, super-velocidade, vôo, etc... Só tem um problema. Mesmo tendo até a sabedoria de Salomão, por dentro ele ainda é uma criança, sendo a ingenuidade seu ponto fraco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sempre acreditei ter uma mente ágil e perspicaz. Sempre me vi dotado de certa sabedoria. Sempre encarei o mundo com paciência e persistência, mas também sei ser audaz e pioneiro. Acredito ter bom talento artístico também. Também creio ter um apurado senso de justiça, muitas vezes sendo capaz de julgar até mesmo a mim próprio de maneira impessoal. Mas no fundo também sou uma criança por dentro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que poucos entendem tão bem o que passa o Capitão Marvel quanto eu, sabia? Até mesmo o aparente conflito entre &amp;quot;Sabedoria de Salomão&amp;quot; e &amp;quot;Ingenuidade&amp;quot;. E até meu nome parece estar muito relacionado ao herói. Cárlisson... Carli Batson, só que com &amp;quot;Car&amp;quot; no lugar de um &amp;quot;Bil&amp;quot;. Mas o &amp;quot;Car&amp;quot; também lembra CApitão mARvel&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei... Talvez eu precise ser uma criança por dentro para manter as coisas em que acredito, para manter vivos os meus heróis. Afinal, como eu já disse outro dia em uma poesia, &lt;a href="/poesias/os-tres"&gt;toda força vem de uma fraqueza&lt;/a&gt;...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
-- Cárlisson Galdino
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=TBMReJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=TBMReJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=ulBfSJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=ulBfSJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://bardo.castelodotempo.com/artigos/carli-batson#comments</comments>
 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/2">Hoje</category>
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 <pubDate>Quarta, 09 Jul 2008 12:50:56 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Jasmim no Orkut</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/blog/jasmim-no-orkut</link>
 <description>&lt;p&gt;
Tenho acessado pouquíssimo Orkut, desde que recriei minha conta. Mas criei uma comunidade para a &lt;a href="/jasmim"&gt;Jasmim&lt;/a&gt;. Quem quiser discutir o projeto, &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=60033065"&gt;participa lá&lt;/a&gt;! ;-)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
[]s 
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=enQENJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=enQENJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?a=rKRbgJ"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~f/bardo-cy-all?i=rKRbgJ" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://bardo.castelodotempo.com/blog/jasmim-no-orkut#comments</comments>
 <pubDate>Domingo, 06 Jul 2008 14:30:44 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Jasmim #18 - Sonhos na Turquia</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/18</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;a href="/jasmim"&gt;&lt;img src="/files/jasmim/jasmim18.jpg" alt="Jasmim" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Klaitu!!!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ainda é madrugada. Três passageiros mais próximos se viram para Jasmim irritados. Há quem apenas se mexa em seu assento.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim acordada olha agora a janela, quase escondendo sua raiva sob uma expressão calma.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Estava num parque e havia várias árvores estranhas, contorcidas. Elas começavam a perseguí-la até que Jasmim se via diante de uma mulher de orelhas pontudas. Ela veste farrapos esverdeados, mas tem jeito limpo e imponente, além de uma certa idade. Em suas mãos uma arma. Um pequeno bastão que termina em uma massa de metal. Parecida com sua morningstar, porém menor e sem as pontas. Após um olhar monstruoso da estranha mulher é que Jasmim desperta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas este não é todo o sonho, nem ao menos toda a parte que Jasmim se lembra: ela sabe todos os detalhes. Como é a cidade, o caminho até o parque... Por pouco não sabe o nome de cada uma das árvores. Após uma semana inteira sonhando com a mesma coisa várias vezes por noite, estranho seria se fosse diferente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Muita coisa estranha tem acontecido na viagem. O ônibus precisou desviar o caminho de uma cidade ainda na Rússia porque, ninguém nem imagina como, simplesmente a cidade não existia mais.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Em todo lugar havia gente desabafando seus problemas e Jasmim escutava de longe, por falta do que fazer, para ver se o tempo passava mais depressa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Uma moça que perdeu sua família porque a casa pegou fogo de hora pra outra, um deficiente que jura que seu braço fôra arrancado por um demônio, um paranóico se escondendo de um fantasma ou qualquer coisa parecida... Muitas histórias, nenhuma feliz.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Que viagem cansativa... São dois motoristas se revezando e as paradas são poucas e calculadas, apenas para refeição num descanso de uma hora. A viagem não pára.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Felizmente já estão na Turquia, que era, afinal, seu destino.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim vê pela janela a noite escura. Seus olhos já testemunharam coisas estranhas, não foram só os ouvidos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Faz duas noites que viu uma criatura monstruosa e gigante qualquer voando. Parecia uma espécie de inseto... Grupos suspeitos se reunindo em conversas, danças e comportamentos ainda mais excêntricos também têm sido comuns.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dolores Clairborne já terminou faz tempo. Jasmim calculou bem o tempo que levaria para ler aquele livro, mas não conseguir dormir durante a viagem não estava exatamente nos seus planos...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Uma semana viajando dia e noite, sem ter mais o que ler, dormindo e acordando com o mesmo sonho porque Klaitu quer, não se sabe porque, que ela pegue uma arma. Mas Jasmim já tem uma arma, não? Isso tudo a incomoda e quase ela se arrepende de estar nesta jornada. Quase... Porque no fundo isso a motiva mais. Não vê a hora de cumprir logo sua missão para que o mundo volte ao normal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Felizmente, amanhã almoçam em Pasinler e partem para Erzurum, destino final desta viagem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim continua com os olhos presos na janela. Não vai mais conseguir dormir, mas pelo menos a viagem continua...
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/161">novelAnime</category>
 <pubDate>Sábado, 05 Jul 2008 00:00:10 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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<item>
 <title>Jasmim #17 - Adeus, Volgogrado</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/17</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;a href="/jasmim/"&gt;&lt;img src="/files/jasmim/jasmim17.jpg" alt="Jasmim #17" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
São quase sete horas da noite. Rianskaya ulitsa, 37, Volgogrado. No primeiro andar, a luz da cozinha acesa ilumina lágrimas que fogem de dois olhos verdes. É Anna, que morde os lábios triste vendo Jasmim servir a mesa como se fosse tudo normal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Você vai mesmo embora amanhã?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Vou sim.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Jasmim...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Anna abaixa a cabeça chorando. É uma mistura de saudades com a percepção de que esta é uma despedida. E Anna fica pensando como Jasmim não chamou mais ninguém... Será que ela não tem mais ninguém? Amigos, parentes...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A mão de Jasmim toca a cabeça de Anna, sem jeito.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Calma, vai ficar tudo bem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os olhos cheios de lágrimas se erguem um pouco. Logo Anna está abraçada a Jasmim, ainda chorando.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim, surpresa, aproxima devagar as mãos dos cabelos de Anna, acariciando-os de leve. No que se lembra de Pietro no hospital outro dia e um leve sorriso nasce nos seus lábios. &amp;quot;Irmã...&amp;quot; Será que não está, sem querer, tentando fazer da Anna a irmã que nunca teve?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Podemos jantar, Anna? - Ela fala, de modo suave.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Nossa, Jasmim, você cozinha bem! E faz tudo soziha!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
De Jasmim, um movimento discreto dos lábios quase forma um sorriso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- O que foi? Está preocupada com a viagem? Vai não então... Fica aqui e...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Queria te pedir um favor.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Um favor?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Anna, você é a única pessoa em que confio hoje. Além do mais, pelo que você tem reclamado da sua casa... Bom, você não precisa fazer isso se não quiser. É sobre o antiquário. Vou te deixar as chaves e, se quiser, você pode morar aqui enquanto eu estou fora.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Jasmim... - As lágrimas que tinham dado trégua voltam aos olhos de Anna.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Mas é só se você quiser, você não precisa...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Você é tão legal!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- ...mas claro, independente disso, você vai ter que cuidar dos papéis da empresa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Mas eu não sei fazer isso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- É intuitivo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Sim, mas...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Amanhã te ensino.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tudo bem... - Anna enxuga o rosto e, com novas lágrimas, fala após um tempo. - Sabe, Jasmim? Eu sempre soube...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim responde com um olhar de estranheza.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Você é tão exigente, tão rígida, mas eu sei que é porque você quer tudo funcionando direito. Eu sempre soube que por trás dessa pessoa preocupada você era uma pessoa muito legal, incrível e... Calma, sua boba, não precisa fazer essa cara! Não tou estou dando em cima de você não! Ah, Jasmim, vou sentir tanto a sua falta... Posso te dar um abraço?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já é meio da tarde. Da janela do ônibus, Jasmim vê Anna e Pietro acenando. Não é do jeito que ela queria, preferia simplesmente ir embora. Viria de táxi e partiria, simples assim. Mas Anna ligou para Pietro e pediu esse favor...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Também não queria ter que fechar o antiquário mais cedo, mas Anna quis se despedir e Jasmim preferiu deixar, mas não sem dar um sermão sobre o cumprimento de horários, na esperança de que tudo funcione de maneira adequada enquanto estiver fora.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O ônibus parte e ela se lembra da noite anterior. &amp;quot;Cuide do antiquário como se fosse seu.&amp;quot;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sua bagagem está em duas bolsas. Uma delas leva a morningstar. Uma bolsa larga, difícil de se encontrar à venda mas, como sempre, Jasmim programara tudo com antecedência.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O ônibus deixa Volgogrado e todo o seu mundo ali fica, pouco a pouco, para trás. No céu, o entardecer. O Sol nasce na sua camisa azul, presente surpresa de Anna e Pietro.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Seu coração espera ansioso pelo que o futuo lhe reserva. Ansioso, mas com toda a paciência do mundo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim saca um livro de Stephen King. O ônibus leva poucas pessoas. Ao alcance da mão, uma bolsa que ela mesma trouxe. Uma bolsa de mais de um metro de largura, que descansa na poltrona ao lado.
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 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/161">novelAnime</category>
 <pubDate>Sábado, 28 Jun 2008 00:08:12 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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 <category domain="http://bardo.castelodotempo.com/taxonomy/term/163">promoção</category>
 <pubDate>Terça, 24 Jun 2008 15:15:35 -0300</pubDate>
 <dc:creator>bardo</dc:creator>
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<item>
 <title>Jasmim #16 - Visita ao Professor</title>
 <link>http://bardo.castelodotempo.com/jasmim/16</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;a href="/jasmim" title="Confira a série de contos Jasmim!"&gt;&lt;img src="/files/jasmim/jasmim16.jpg" alt="Jasmim #16" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;quot;Din-don!&amp;quot; A silhueta de um lobo uivando diante da Lua Cheia. É a camisa vinho de Jasmim que, com o cabelo em trança, espera diante da porta branca de madeira. Expressão séria e pensamentos distantes. A caixa de madeira está no chão, bem perto...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A porta se abre e mostra uma mulher já de certa idade. De vestido verde e cabelos pretos, ela analisa a visita com cuidado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Professor Nicolau está? - Jasmim pergunta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quem gostaria?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Sou Jasmim. Ele sabe quem sou.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A mulher faz um sinal lento com a cabeça e, sem mudar a expressão no rosto, responde:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Certamente. Eu também sei. - Abre a porta e a convida para entrar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Passam pela sala com seus belos móveis, tomam um corredor e, enfim, alcançam a biblioteca, onde está o professor, sentado numa poltrona lendo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Bem? Tem uma visita pra você.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quem... Jasmim?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Vou trazer chá.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Jasmim se senta na cadeira diante do professor enquanto aquela senhora deixa a biblioteca.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Não está mais dando aula?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- É, Jasmim... Depois daquele acidente... Eu já podia estar aposentado há tempos, não tinha me aposentado ainda de teimoso. Depois daquilo decidi que já era hora mesmo de admitir a derrota pro relógio e viver quieto aqui em casa o que ainda me resta de vida...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- ...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- E quanto a você? O que te traz aqui?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Estou indo à Turquia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Turquia... Já estive em Istambul. É interessante. Mas faz muito tempo que fui, depois o governo começou a incentivar as empresas e deve estar muito diferente hoje em dia... Não deixe de visitar Tróia também, estive lá na muralha. Estar lá traz aquela história toda da guerra com os gregos pra cabeça da gente. É um lugar especial. Como sei que você gosta dessas coisas, dessas histórias de magia...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Você não se lembra?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- De quê? Do acidente? Foi um começo de incêndio e qualquer coisa que você ache que viu foi provocada pelo stress. Sobre sua viagem, não sei se é uma boa idéia viajar pra onde quer que seja nos dias de hoje. Isso de guerras e confusões pode ser mentira, mas pode muito bem estar havendo alguma coisa lá fora. É perigoso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Preciso ir. Estou numa missão.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Entendo. Espero que saiba o que está fazendo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Eu sei. - Jasmim se levanta. - Até mais então, professor.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Ei, Jasmim! Nem faço idéia de que missão é essa. Nem sei o que há com o mundo. Mas se for pra fazer diferença e entrar pra História, você sabe que poucas mulheres conseguiram... Use isso como incentivo. Se você conseguir, seu nome terá um brilho bem maior sendo você mulher do que se fosse um homem. Boa sorte no que quer que esteja tentando.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Obrigada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Ei, não vai tomar o chá? - A esposa do professor Nicolau chega à sala.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Não, obrigada. Já vou.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Mas isso é uma desfeita!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Alina, não seja mal educada!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tudo bem, preciso mesmo ir. Obrigada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Sendo assim, deixe-me acompanhá-la até a porta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As duas voltam pelo caminho por onde vieram. Ao chegarem à porta, Alina sai também.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Jasmim... Não sei o que houve com vocês na universidade, mas imagino o que pode ter acontecido. Tenho visto muita coisa estranha ultimamente. Já joguei alguns artigos esotéricos fora. Nicolau não acredita nessas coisas...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Queria não ter razões para acreditar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Entendo, deve ser um choque. Mas agradeça a Deus por saber um pouco da verdade, pelo menos. Você tem muita força, posso sentir. Uma força intensa e firme.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- ...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- O que você tem nessa caixa é mágico, não é?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- É, quer ver?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Não, não precisa. Eu sinto daqui. É muito poderoso. Sabe, comecei a perceber essas energias faz pouco tempo. Mas é curioso. Você tem muito poder, tem que direcionar bem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Estou indo à Turquia, numa missão.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Entendo... Bom, tenho que cuidar do almoço. Antes, deixa só eu te dizer uma coisa: o poder é seu. Quanto mais poder se tem mais sábio é preciso ser pra não ter risco de esse poder terminar trazendo sua ruína. Cuidado para não tentarem te controlar usando seu poder. Senão a culpa será sua também.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tudo bem. Estou indo acabar com isso pro mundo voltar ao normal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Não sei se isso é possível ou desejável mas, de qualquer forma, boa sorte!
&lt;/p&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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 <pubDate>Sábado, 21 Jun 2008 00:08:00 -0300</pubDate>
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