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	<title>BeckLog: Beck Novaes' Web Log</title>
	
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	<description>Blog pessoal do Beck Novaes</description>
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		<title>Por que gostam do nosso produto mas não usam ou pagam por ele?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Nov 2012 19:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando vemos um produto ruim pensamos: somos capazes de fazer muito melhor e conquistar o mundo. Mas se o produto chegou ao nosso conhecimento deve ser porque ele já faz algum sucesso. Por outro lado, provavelmente já fizemos produtos que não foram muito longe apesar da qualidade superior. O estranho é que não é porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vemos um produto ruim pensamos: somos capazes de fazer muito melhor e conquistar o mundo. Mas se o produto chegou ao nosso conhecimento deve ser porque ele já faz algum sucesso. Por outro lado, provavelmente já fizemos <a href="http://www.becklog.org/2012/11/12/o-que-aprendi-nos-ultimos-tres-anos/">produtos que não foram muito longe apesar da qualidade superior</a>. O estranho é que não é porque as pessoas não gostam do nosso produto. Na verdade, elas gostam mas não usam! Gostam mas não compram! Durante muito tempo fiquei intrigado, mas agora acredito ter a resposta do motivo pelo qual isso acontece.</p>
<p><strong>Do que as pessoas gostam?</strong></p>
<p>Enquanto desenvolvíamos o <a href="http://www.wesaveapp.com">Wesave</a> mostramos para várias pessoas. Elas adoravam! Se você não conhece ainda veja <a href="http://www.becklog.org/2011/11/03/wesave-a-tentativa-de-mudar-a-maneira-como-as-pessoas-lidam-com-ofertas/">este post</a>. <a href="http://www.becklog.org/2011/11/03/wesave-a-tentativa-de-mudar-a-maneira-como-as-pessoas-lidam-com-ofertas/">Veja os vídeos</a>. Duvido você não gostar, <a href="https://www.facebook.com/wesaveapp">assim como seis mil pessoas gostaram no Facebook</a>! Duvido não achar a idéia boa! Apesar disso, infelizmente, duvido você usar! </p>
<p>Se fosse uma das pessoas que mostramos o <a href="http://www.wesaveapp.com">Wesave</a> antes de lançar você teria dito que usaria. E não faria isso por amizade ou qualquer outra coisa. Você acreditaria na idéia de verdade. Assim como nós acreditávamos. Mas quando chegasse a hora de usar você não daria a mínima. Por quê?</p>
<p>Pode ser uma roupa, um carro, um show, uma dança, um pintura, um objeto, etc. Qualquer coisa, quando bem executada, é admirada. E este é o primeiro motivo pelo qual você iria gostar do Wesave antes do lançamento: é um software muito bem executado.</p>
<p>O segundo motivo é que as pessoas gostam de boas idéias. Na verdade, as pessoas gostam da história que a sua idéia proporciona. E aqui mora o grande perigo, afinal de contas todos somos muito bons em contar histórias. </p>
<p><strong>Todos contamos histórias</strong></p>
<p>O ser humano evoluiu contando histórias. Antes da escrita era assim que o conhecimento passava de geração para geração. Assim o nosso cérebro evoluiu por milhares e milhares de anos. </p>
<p>Quando estamos reunidos com amigos, por exemplo, gostamos de contar as histórias onde nós somos os heróis. Falamos de quando vencemos uma briga, quando tivemos a atitude correta, etc. Falamos como se sempre estivéssemos certos e na maioria das vezes tornamos os fatos muito maiores do que são. </p>
<p><img src="http://blogs-images.forbes.com/sap/files/2011/10/resized_storytelling.jpg" alt="" /></p>
<p>No dia-a-dia isso não é um problema. Fazemos com boa intenção, pois no fundo só queremos entreter as pessoas. As histórias que contamos na roda de amigos têm esta função social. Mas isso é uma armadilha perigosa quando se tratam de idéias para produtos.</p>
<p><strong>A história da sua idéia</strong></p>
<p>Toda idéia não passa de uma hipótese. A execução só serve para prová-la ou negá-la. Idéia alguma é certeza de sucesso! Mas quando se trata da nossa temos aquela sensacão: &#8220;não tem como não dar certo&#8221;. Sabe de onde isto vem? Da história da idéia que você conta <a href="http://www.becklog.org/2011/06/20/we-tell-ourselves-stories-in-order-to-live/">para você mesmo</a> e para os outros.</p>
<p>A história da idéia nada mais é do que o cenário perfeito. É o mundo maravilhoso onde tudo ocorre como você prevê. Duvidamos da previsão do tempo mas não das nossas previsões. Nossos cérebros preferem se apegar às nossas histórias. Isto é genético! Isto é humano! Tal como gostamos de filmes com finais felizes a história do nosso produto não pode ser diferente. Fazemos isso pelo mesmo motivo que lemos um romance, vamos ao teatro e ao cinema. A diferença é que nestes casos pagamos para viver a fantasia. Com um produto não é bem assim.</p>
<p><strong>Produtos baseados em fatos reais</strong></p>
<p>Muitos produtos são legais justamente porque suas histórias são legais. Não me refiro a história do passado de como ele foi construído. Falo da história do futuro sobre como o produto parece resolver o problema. Vira e mexe o cliente vê uma apresentação e acha legal. Mas só pagamos pela história de um produto (sem ele resolver um problema de verdade) quando ele tem marca. A marca é o melhor vendedor de histórias do mundo: a história de que o consumidor tem status, é moderno, é livre, etc. Se o cliente não está disposto a pagar é porque não precisa do produto ou a marca não é boa o suficiente. </p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/JUdNeFh2SDo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>A Nike, uma das maiores empresas de Marketing do mundo é expert em contar histórias. Neste comercial genial &#8220;a história da segunda pele&#8221;. </em> </p>
<p>Se olharmos para trás agora veremos que nosso produto fracassado foi apenas uma história de ficção. Uma história que nos fez felizes enquanto o filme era projetado em nossas mentes. Por isso devemos sair do estúdio de cinema em que trabalhamos e ver como é o mundo lá fora. Um mundo onde os únicos produtos que dão certo são baseados em fatos reais. </p>
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		<title>O perigo da qualidade</title>
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		<comments>http://www.becklog.org/2012/11/12/o-que-aprendi-nos-ultimos-tres-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 21:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quê serve a qualidade? Nos últimos anos tive a sorte de participar de três projetos de qualidade invejável. Em 2010, quando fizemos o Agon, pouco se falava de Game Mecanics. Mais tarde criaram um termo para descrever a nova onda: Gamification. Ainda assim, fora o Agon, não vejo esta técnica sendo aplicado nas empresas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para quê serve a qualidade?</strong></p>
<p>Nos últimos anos tive a sorte de participar de três projetos de qualidade invejável. </p>
<p>Em 2010, quando fizemos o <a href="http://www.dclick.com.br/2010/04/22/a-dclick-apresenta-o-agon/">Agon</a>, pouco se falava de Game Mecanics. Mais tarde criaram um termo para descrever a nova onda: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gamification">Gamification</a>. Ainda assim, fora o Agon, não vejo esta técnica sendo aplicado nas empresas, o que me faz pensar que ele esteve um pouco a frente do seu tempo.</p>
<p><iframe src="http://blip.tv/play/gs0tgdiUYwI.html?p=1" width="500" height="380" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://a.blip.tv/api.swf#gs0tgdiUYwI" style="display:none"></embed></p>
<p>Alguns meses depois criamos o <a href="http://www.dclickholmes.com">Holmes</a>. Pelo que vejo acho que não existe concorrente a altura. Não conheço nenhum software semelhante com um <a href="http://www.dclickholmes.com/funcionalidades/#Inteligencia%20Artificial">conceito tão inteligente</a>! </p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27629405?badge=0" width="500" height="281" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Neste meio tempo também desenvolvemos o <a href="http://www.becklog.org/2011/11/03/wesave-a-tentativa-de-mudar-a-maneira-como-as-pessoas-lidam-com-ofertas/">Wesave</a>. Ainda bem que Four Square melhorou muito, pois na época que lançamos o Wesave, tanto do ponto de vista do Design quanto do ponto de vista técnico o nosso aplicativo dava de dez a zero. </p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/4Onxa4kK5Tg?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Sim, são excelentes projetos. Mas de que serve a qualidade se isso não se traduz em resultado? E o que é resultado no mundo capitalista além do capital? </p>
<p><strong>Alienação qualitativa</strong></p>
<p>Qualidade é algo que buscamos sempre pois é onde está nossa satisfação profissional. Gostamos de pensar que somos bons no que fazemos. Gostamos de ser elogiados e reconhecidos. Por isso não tem um dia sequer que não buscamos nos especializar em execução. Lemos artigos, assistimos palestras e fazemos treinamentos. Parece até que a qualidade em si é o problema. É aqui que mora o perigo.</p>
<p><img src="http://www.becklog.org/wp-content/uploads/2012/11/jeito_errado.jpg" alt="" title="jeito_errado" width="470" height="307" class="alignnone size-full wp-image-1273" /></p>
<p>Um trabalho de qualidade é um trabalho bem feito. Trabalhos mal feitos costumam ser rápidos. Trabalhos bem feitos tomam muito tempo. Ao contrário do que muita gente pensa, você não precisa de mais tempo para fazer bem feito. Você precisa aprender a decidir melhor o que não deve ser feito. Se por um lado sabemos como executar bem, por outro, não sabemos quando não executar. Muito pelo contrário: começamos algo e não pensamos o que deve ou não ser feito, mas sim em fazer TUDO com qualidade. Percebe o perigo? A qualidade nos faz esquecer todo o resto! Entramos num mundo a parte onde a Alienação Qualitativa é uma doença contagiosa e invisível: todos prezam pela qualidade e ninguém enxerga o que mais precisa ser visto.</p>
<p><strong>A arte de decidir o que não fazer</strong></p>
<p>Por isso me interessei nos últimos tempos pela palavra do momento: empreendedorismo. Como tudo que está na moda 99% das pessoas conhecem só o superficial sobre o assunto. Muita gente acha que empreender significa parar de reclamar e fazer. Muita gente acha que basta ter coragem. Muita gente acha que basta persistir. Muita gente acha muita coisa e o problema é justamente este: o achismo!</p>
<p>Ironicamente, o empreendedor não deve se livrar do achismo. Na verdade o &#8220;achismo consciente&#8221; é o seu melhor amigo. Devemos saber que quando achamos alguma coisa estamos lidando com hipóteses. Por mais brilhante que sua idéia pareça, acredite, ela precisa ser validada. </p>
<p>Nas hipóteses <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lean_Startup">o que importa é a qualidade da sua experimentação</a> não a do produto em sí. Não interessa se está bonito ou não, se funciona bem ou não. O que importa é saber bem o que validar e como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Minimum_viable_product">fazer isso com o menor esforço possível</a>. Se você executa mal a coisa certa sobra tempo para corrigir. Se executa bem a coisa errada provavelmente perde tempo demais. É irônico mas as vezes compensa mais fazer mal feito. Também sei que dói ler isto, mas sobre a dor é o que dizem da verdade.</p>
<p>Estranhamente, é na busca do que não fazer que você encontra o que deve ser feito e não o contrário. Quando você acha cegamente que deve fazer algo a alienação qualitativa está no controle: você se perde e acredita que a qualidade é o problema. Quando trata tudo como hipóteses você consegue lutar contra si mesmo e deixar a qualidade em segundo plano. Então fica mais fácil descartar o que não passa de ilusão. Somente depois de testar algumas receitas é que a qualidade aparece como a cereja do bolo. O que aprendi nos últimos três anos foi que passei muito tempo tentando vender o bolo só por causa da cereja. E nem de cereja eu gosto! </p>
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		<title>Novos tempos</title>
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		<comments>http://www.becklog.org/2012/10/26/novos-tempos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 12:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cinco meses atrás eu começava a maior batalha dos 34 anos que completo hoje. Hiperplasia ou tumor? Depois de uma tomografia do tórax descobri que temos no meio do peito, uns cinco dedos abaixo do pescoço, um órgão chamado timo. Este órgão é bem ativo nas crianças, mas nos adultos ele perde importância e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cinco meses atrás eu começava a maior batalha dos 34 anos que completo hoje.</p>
<p><strong>Hiperplasia ou tumor?</strong></p>
<p>Depois de uma tomografia do tórax descobri que temos no meio do peito, uns cinco dedos abaixo do pescoço, um órgão chamado timo. Este órgão é bem ativo nas crianças, mas nos adultos ele perde importância e espera-se que seja pequeno. O problema é que o meu estava grande. E isso poderia significar duas coisas: hiperplasia (aumento do órgão) ou tumor. </p>
<p>Embora a primeira opinião fosse de hiperplasia dois meses depois fiz uma ressonância capaz de oferecer um diagnóstico mais preciso. E segundo o radiologista &#8220;as características apresentadas não são comuns em casos de hiperplasia&#8221;. Ao ver o laudo o médico disse:  pode ser um tumor, temos que operar, pois só a retirada do órgão oferece o diagnóstico final.</p>
<p><strong>O medo ri das estatísticas</strong></p>
<p>Eu estava prestes a sair de férias e viajar. Ao receber a notícia da cirurgia a primeira coisa que perguntei foi se era &#8220;urgente&#8221;. O médico disse que não, pois mesmo em caso de tumor, estes raramente são malignos e agressivos. Mas se tem uma coisa que sei sobre o cérebro humano é que o medo ri das estatísticas. Embora a possibilidade de malignidade fosse pequena eu tive medo, como nunca tive em toda minha vida. São nestas horas que você pensa em todas as coisas que sabe que deveria fazer mas nunca fez. O medo se alimenta de varias sensações e o arrependimento é um prato cheio.</p>
<p><strong>O que importa na vida?</strong></p>
<p>Fiz a cirurgia dia quinze de outubro e volto ao trabalho na próxima segunda-feira. No mesmo dia os médicos deram a feliz notícia para minha família: era só hiperplasia! Embora os exames de imagem apontassem tumor ele não estava lá. Eu havia nascido novamente. Uma benção! Uma segunda chance que poucos na vida têm.</p>
<p><img src="http://s10.postimage.org/imubutk9l/photo_2.jpg" alt="" /></p>
<p>O timo também é conhecido como o órgão das emoções. Eu sempre fui uma pessoa introspectiva, que mais observa e reflete do que vive o momento. As vezes eu sentia como se não estivesse lá de verdade, como se eu fosse um mero observador. Também sempre tive muitas coisas para falar e fazer mas que não coloquei para fora: tal como falar o quanto amo alguém na hora que isso passa na cabeça. Acho que de tanto prender isso dentro do peito meu &#8220;órgão das emoções&#8221; cresceu prestes a explodir. Era uma bomba relógio que foi desarmada pelos médicos no ultimo dia quinze. </p>
<p>Hoje vejo que passei o pior momento da minha vida para aproveitar os melhores que estão por vir. Foi algo que teve que acontecer para eu encontrar o caminho. Nada existe além do momento! Nada importa mais que as pessoas! A má notícia é que saber isso é apenas a teoria. É preciso muito mais para colocar em prática. Viver intensamente não é tão fácil quanto falar que assim deve ser. A boa notícia é que tenho tudo que preciso. E se começar agora ainda dá tempo. Ainda dá tempo!</p>
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		<title>O sistema que aprende a organizar os arquivos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 16:04:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Imagine um sistema que aprende a organizar os arquivos da sua empresa. Depois disso, quando precisa de algo basta você “pedir”. Assim é o Holmes, produto que estou desenvolvendo com a equipe de produtos da minha empresa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um sistema que aprende a organizar os arquivos da sua empresa. Depois disso, quando precisa de algo basta você “pedir”. Assim é o Holmes, produto que estou desenvolvendo com a equipe de produtos da minha empresa.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/41731988" width="500" height="313" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
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		<title>Meus melhores Tweets</title>
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		<comments>http://www.becklog.org/2012/01/11/meus-melhores-tweets/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 15:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente descobri que o Twitter permite embutir (Embed) um Tweet numa página. Gostei da funcionalidade e por isso resolvi colocar aqui os meus &#8220;melhores&#8221; Tweets segundo os Retweets que recebi. Toda vez q um programador morre e vai p/ o inferno a 1º coisa q o Diabo faz é chamá-lo p/ consertar a impressora. #soudev [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente descobri que o Twitter permite embutir (Embed) um Tweet numa página. Gostei da funcionalidade e por isso resolvi colocar aqui os meus &#8220;melhores&#8221; Tweets segundo os Retweets que recebi.</p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Toda vez q um programador morre e vai p/ o inferno a 1º coisa q o Diabo faz é chamá-lo p/ consertar a impressora. <a href="https://twitter.com/search/%2523soudev">#soudev</a></p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/116244411712667648" data-datetime="2011-09-20T20:16:42+00:00">September 20, 2011</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Desenvolver Software é andar na neblina: impossível enxergar muito adiante, imprescindível avançar sempre, prudente mudar qdo necessário</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/67621114922278912" data-datetime="2011-05-09T16:05:04+00:00">May 9, 2011</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>O <a href="https://twitter.com/search/%2523MVC">#MVC</a> é o verbo To Be dos <a href="https://twitter.com/search/%2523programadores">#programadores</a>. Ensinam em todo lugar, mta gente ñ aprende e só saber isso ñ quer dizer grande coisa.</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/15200329750548481" data-datetime="2010-12-16T00:23:35+00:00">December 16, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p><a href="https://twitter.com/search/%2523fato">#fato</a> O Scroll Lock é o apêndice do teclado</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/12528694245466112" data-datetime="2010-12-08T15:27:28+00:00">December 8, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Pense 1° nos seus clientes e vc esquecerá o seu problema (dinheiro). Pense 1° no seu problema (dinheiro) e vc esquecerá os clientes.</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/6681711152734208" data-datetime="2010-11-22T12:13:38+00:00">November 22, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Toda impressora é possuída por um espírito brincalhão q ri da sua cara enquanto vc aperta todos os botões na tentativa de fazê-la funcionar.</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/2078428140404736" data-datetime="2010-11-09T19:21:50+00:00">November 9, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>A tal &#8220;falta de humildade&#8221; é algo tão abominável na nossa cultura q jamais questionamos a &#8220;falta de sinceridade&#8221; fruto da &#8220;falsa modéstia&#8221;</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/15122951314" data-datetime="2010-05-31T17:54:21+00:00">May 31, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p><a href="https://twitter.com/search/%2523fato">#fato</a>: Muitas vezes o Twitter é menos sobre o q vc está fazendo e mais sobre o q vc estava fazendo antes de perder o foco</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/14572553154" data-datetime="2010-05-23T18:46:10+00:00">May 23, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Novo Post: &#8220;As Fábricas de Software são as únicas Fábricas q precisam produzir algo q ninguém sabe o q é ainda.&#8221; <a href="http://bit.ly/bGYSaf">http://bit.ly/bGYSaf</a></p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/10988306514" data-datetime="2010-03-24T16:58:55+00:00">March 24, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet"><p>Uma boa empresa não é aquela que usa a tecnologia para construir Softwares, mas sim a que usa a tecnologia para destruir problemas.</p>
<p>&mdash; BeckNovaes (@BeckNovaes) <a href="https://twitter.com/BeckNovaes/status/10981018194" data-datetime="2010-03-24T14:17:17+00:00">March 24, 2010</a></p></blockquote>
<p><script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<title>Fazer o aplicativo primeiro para o iOS ou para Android?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 17:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Android]]></category>
		<category><![CDATA[iOS]]></category>
		<category><![CDATA[UX]]></category>
		<category><![CDATA[Wesave]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho a impressão que a maioria dos softwares mobile de sucesso saem primeiro no iPhone e, se derem certo, saem também para Android. Ontem, o Flipboard, um dos melhores aplicativos para iPad fez sua estreia no iPhone e recebeu até elogio do VP de Marketing da Apple. Recentemente o André Gil me mostrou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho a impressão que a maioria dos softwares mobile de sucesso saem primeiro no iPhone e, se derem certo, saem também para Android.</p>
<p>Ontem, o Flipboard, um dos melhores aplicativos para iPad fez sua estreia no iPhone e recebeu até <a href="https://twitter.com/#!/pschiller/status/144354340306558976">elogio do VP de Marketing da Apple</a>.</p>
<p><iframe width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/YOQAGmXOERI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Recentemente o <a href="https://twitter.com/andregil">André Gil</a> me mostrou o Path e fiquei de queixo caído. Hoje o Path tem versões para iPhone e Android, mas ele também é um caso que começou primeiro no iPhone: </p>
<p><iframe width="500" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/zvpjq8KzLuw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quando resolvemos fazer o <a href="http://www.becklog.org/2011/11/03/wesave-a-tentativa-de-mudar-a-maneira-como-as-pessoas-lidam-com-ofertas/">Wesave</a> tomamos esta decisão porque nós três (<a href="https://twitter.com/andregil">1</a>, <a href="https://twitter.com/brunofuster">2</a>, <a href="https://twitter.com/eduardohorvath">3</a>) temos iPhone e não Android. Além disso, por algum motivo que penso entender melhor hoje, acreditávamos que no iPhone o aplicativo seria mais bonito e nós queríamos a melhor experiência que fossemos capazes de criar. </p>
<p>Em minha opinião entra dispositivo sai dispositivo e o iPhone continua oferecendo as melhores experiências de usuário por vários motivos:</p>
<p>1. É mais complicado fazer uma interface de usuário que se adapte bem aos diferentes dispositivos Android. Como você não sabe se o seu aplicativo vai pegar é melhor fazer para uma plataforma menos fragmentada para facilitar seus updates.</p>
<p>2. O Design da Apple é excelente e para piorar os fabricante e os usuários <a href="http://fuglyandroid.tumblr.com/">vivem customizando e destruindo o Android</a></p>
<p>3. Os usuários de iOS costumam ter sempre a ultima versão atualizada. Coisa que <a href="http://techcrunch.com/2011/10/27/charted-android-fragmentation/">não acontece com os usuários de Android</a></p>
<p>4. As animações são muito mais fluídas no iOS</p>
<p>Você pode ver mais detalhadamente porque as animações no iOS são melhores <a href="https://plus.google.com/100838276097451809262/posts/VDkV9XaJRGS">neste excelente artigo</a> de quem pode falar com propriedade. Resumindo, o fato é que a animação foi premissa central no desenvolvimento iOS e do Windows Phone. Como resultado as animações têm prioridade sobre todos os outros processos, mas isto não aconteceu no Android. </p>
<p>Posso até ouvir neste momento as pessoas mais técnicas falando: animação é frescura! Mas se já era importante no caso do Desktop é ainda mais no caso do Touch.</p>
<p>Numa tela Touch Screen a percepção do usuário conta muito. Como você está manipulando estes objetos virtuais  (a tela e seus controles de interface) com suas mãos, eles devem responder de maneira natural, tal como é no mundo real. Quando você arrasta um papel sobre a mesa você não vê o papel pular e reaparecer mais adiante no sentido em que estava sendo arrastado. O movimento é suave e condizente com os nossos sentidos. Ter uma manipulação que trava no Touch Screen é como ter o mouse travando no Desktop. </p>
<p>Acredito que isto também explica porque muita gente costumava pensar que a questão era o aparelho em si. Alguns diziam que o Touch Screen do iPhone era imbatível e por isso a reposta era mais fluida. Mas esta claro agora que a questão é a arquitetura do sistema operacional, ou seja, <a href="https://plus.google.com/100838276097451809262/posts/VDkV9XaJRGS">se trata de software e não de hardware</a>. Por isso não adianta contar vantagem do seu aparelho tem um processador mais poderoso. </p>
<p>Por estes motivos e por querer fazer produtos com as melhores experiências que sou capaz, é que acho que vou continuar com esta estratégia: primeiro farei o aplicativo para o iOS, se pegar faço uma versão para o Android.</p>
<p><a href="http://www.becklog.org/wp-content/uploads/2011/12/07-downloads.jpg"><img src="http://www.becklog.org/wp-content/uploads/2011/12/07-downloads.jpg" alt="" title="07-downloads" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-1160" /></a></p>
<p><em>Mesmo com muito mais dispositivos Android do que iOS o número de downloads de aplicativos da Apple Store é bem maior.<br />
</em></p>
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		<title>Tão perto e tão longe</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 15:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estamos mais perto das pessoas que estão longe do que das que estão perto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje estamos mais perto das pessoas que estão longe do que das que estão perto. </p>
<p><iframe width="500" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/17ZrK2NryuQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>A questão não é só o Flash, mas o propósito da Adobe</title>
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		<comments>http://www.becklog.org/2011/11/11/a-questao-nao-e-so-o-flash-mas-o-proposito-da-adobe/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 12:33:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu comecei a trabalhar com a Plataforma Flash porque naquela época ela me permitia criar melhores experiências, e não porque &#8220;era mais fácil&#8221;. Na época da Macromedia o propósito era claro: Experience Matters. Lembram? A o alvo da experiência na época da Macromedia era o usuário final. Mas acho que com a Adobe isso mudou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu comecei a trabalhar com a Plataforma Flash porque naquela época ela me permitia criar melhores experiências, e não porque &#8220;era mais fácil&#8221;. Na época da Macromedia o propósito era claro: Experience Matters. Lembram? A o alvo da experiência na época da Macromedia era o usuário final.</p>
<p>Mas acho que com a Adobe isso mudou, principalmente agora que eles estão aos poucos <a href="http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/adobe-abandona-flash-em-smartphones-e-tablets">desistindo do Flash Player</a>. Não parece que propósito da Adobe é criar melhores as experiências para os usuários finais, mas sim para os desenvolvedores. A <a href="http://blog.ericdaugherty.com/2010/02/does-write-once-run-anwhere-work.html">eterna promessa</a> de fazer um único código e ter em vários devices (coisa que a Sun tentou no passado com o Java) é algo que chama muito a atenção do pessoal técnico (tornaria nossa vida bem mais fácil, não é mesmo?). Mas justamente por não ser nativo, eu particularmente não acredito que este tipo de aplicativo oferecerá a melhor experiência ao usuário (coisa que dependendo do caso nem sempre é preciso).</p>
<p>O que estou querendo dizer é que todo este debate (<a href="http://blog.erkobridee.com/2011/11/11/minha-opniao-atual-sobre-a-morte-do-flash/">1</a>, <a href="http://www.jandersonfc.com/por-que-eu-escolhi-o-flex/">2</a>) não gira só em torno do Flash Player, mas sim em torno do propósito da Adobe. Quem acredita que finalmente o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Write_once,_run_anywhere">Write Once Run Everywhere</a> será realidade continuará engajado no foco que a Adobe está dando para o Flex. Por outro lado, creio que os que buscam oferecer as melhores Experiências possíveis para o usuário final devem também aprender o Android Nativo, o iOS Nativo e o HTML5 puro (que é o verdadeiro Write Once Run Everywhere). E isto pode ou não ter relação com a questão <a href="http://www.becklog.org/2011/11/09/para-que-voce-faz-software/">&#8220;Para quê você faz Software?&#8221;</a>.</p>
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		<item>
		<title>Para quê você faz software?</title>
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		<comments>http://www.becklog.org/2011/11/09/para-que-voce-faz-software/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 11:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha primeira paixão foi a máquina, o computador em si. Ver aquela caixa bege na minha frente já me deixava fascinado. Mas quando descobri o que dava vida aos computadores desenvolvi uma paixão maior ainda pela vontade de fazer meus próprios programas de computador. No início eu não sabia metade do que eu sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha primeira paixão foi a máquina, o computador em si. Ver aquela caixa bege na minha frente já me deixava fascinado. Mas quando descobri o que dava vida aos computadores desenvolvi uma paixão maior ainda pela vontade de fazer meus próprios programas de computador. </p>
<p>No início eu não sabia metade do que eu sei hoje, mas lembro que na febre dos bichinhos virtuais (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tamagotchi">tamagotchis</a>) eu fiz um em Visual Basic à base de inúmeros &#8220;ifs&#8221; e &#8220;fors&#8221;. Na verdade, fiz vários outros programas mesmo antes de entender bem muitos conceitos de desenvolvimento de Software.</p>
<p>Então veio o colegial Técnico em Processamento de Dados, a faculdade, os livros e eu descobri a Orientação a Objetos, as estruturas de dados, os algoritmos e todo o maravilhoso mundo da programação. Não deu outra: aqui estava minha nova paixão!</p>
<p>Suponho que muitos que estão lendo este texto também são apaixonados por seus códigos, seus algoritmos, suas implementações de MVC (<a href="https://twitter.com/#!/BeckNovaes/status/15200329750548481">verbo &#8220;to be&#8221; da programação</a>), suas Best Practices e, principalmente, suas tecnologias favoritas. O problema é que quando eu estava apaixonado esqueci a minha &#8220;origem&#8221;, esqueci o que havia me motivado realmente a entrar neste mundo: fazer programas de computador. O código, limpo, inteligente e bonito era o que importava agora. Eu havia me tornado um &#8220;<a href="http://www.becklog.org/2010/03/24/a-alienacao-tecnologica-e-as-fabricas-de-software/">alienado tecnológico</a>&#8221; e caído na armadilha do <a href="http://www.becklog.org/2009/08/06/ti-centrismo-vs-usuario-centrismo/">TI-Centrismo</a>. </p>
<p>Não posso garantir que você passa ou passou pelo mesmo que eu, mas vou explicar como eu me sentia quando estava apaixonado. Se você se sente assim, tome cuidado, pois esta paixão deve lhe deixar cego de tal forma que talvez este seja o motivo pelo qual você não consegue mais fazer tanto quanto fazia antigamente.</p>
<p><img src="http://www.becklog.org/wp-content/uploads/2011/11/blind-love.jpg" alt="" title="O amor é cego" width="500" height="367" class="alignleft size-full wp-image-1081"/><br />
<em>O amor é cego</em></p>
<p>Quando eu estava apaixonado olhava meu código e achava ele lindo. Eu cuidava dele com carinho e ficava &#8220;p da vida&#8221; quando não me deixavam dar a atenção que meu código merecia. O código dos outros? Nossa como eram feios! E eu era o verdadeiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ivo_Pitanguy">Ivo Pitanguy</a> da programação, sempre capaz de fazer uma cirurgia plástica que ia deixar o código dos outros muito mais bonitos. Eu também passava horas discutindo com outras pessoas que insistiam em dizer que a tecnologia delas eram mais bonita que a minha. E era assim que eu gastava todo meu tempo: olhando para meu mundo, o mundo dos Design Patterns, das tecnologias e das metodologias. O todo não era importante desde que eu tivesse satisfeito com a minha parte (uma excelente maneira de se sentir confortável com o fracasso dos projetos). Eu havia desenvolvido o que chamo de <a href="http://www.becklog.org/2009/08/31/trade-off-com-foco-no-valor-agregado/">egocentrismo funcional</a>. </p>
<p>Certo dia eu levei um baque pois descobri que a minha paixão estava me traindo. Descobri que ela era a responsável por eu não conseguir mais fazer softwares como eu fazia antigamente. Ela me iludia. Eu achava que estava fazendo mas não estava fazendo nada pois o resultado era péssimo no final das contas. E a minha paixão me enganava de outra forma: a culpa nunca era minha.</p>
<p>Então eu resolvi partir pra outra e acabei reatando com a minha necessidade inicial de fazer acontecer. Fazer grandes projetos. Fazer grandes produtos. Se o meu código tem que ser bonito para isso: ok. Mas se para um bom resultado final eu tiver que fazer uma baita gambiarra <a href="http://www.becklog.org/2009/08/31/trade-off-com-foco-no-valor-agregado/">foda-se, isto é um trade-off</a>. Eu percebi que perdi muito tempo da minha vida preocupado com o meio e não com o fim. O código é o meio e não o fim. <a href="http://www.becklog.org/2010/03/24/a-alienacao-tecnologica-e-as-fabricas-de-software/">A tecnologia é o meio e não o fim</a>. O produto é o fim. Eu era uma loja cujo o depósito era céu e a fachada o inferno. Meus clientes iam embora e eu enganava a mim mesmo criando desculpas para me sentir confortável com a situação. A culpa era do cliente e não minha. A culpa era do gerente e não minha. </p>
<p>E se mesmo assim você insistir em dizer que não tem culpa alguma, que tal parar de falar e fazer? O que importa é o seu código bonito nos seus produtos não tão bonitos assim? Vai lá e faz! Tem uma idéia? Está esperando o quê? Não conhece a tecnologia? Mas no começo você fazia mesmo sem conhecer, não era mesmo? Isso se chama Zona de Conforto. É seu cérebro achando que vai ser muito difícil e preferindo fazer as mesmas coisas de sempre. </p>
<p>Sim, é difícil, muito difícil vencer a luta contra nós mesmos. Mas comece assumindo que você é ser humano. Se não conseguiu fazer nada que gostaria é possível que você seja um dos responsáveis! Simples assim. A verdade nua e crua.</p>
<p>O que me motivou a escrever este texto é que ainda vejo muita, mas muita gente falando sobre suas paixões,  discutindo detalhes técnicos mesmo antes de saber o propósito do produto, discutindo o que usar mesmo antes de saber quem vai usar. Mas de que adianta tanto conhecimento pra nada? Mas não é para nada &#8211; você diz. Então é para quê? Eis aqui o ponto chave!</p>
<p>Se eu lhe perguntar por que você faz software espero a resposta: porque eu gosto. Mas a pergunta certa não é &#8220;por que&#8221;. A pergunta certa é &#8220;para quê&#8221;. Para quê você faz Software? </p>
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		<item>
		<title>Wesave: A tentativa de mudar a maneira como as pessoas lidam com ofertas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 10:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[iPhone]]></category>
		<category><![CDATA[Mobile]]></category>
		<category><![CDATA[Wesave]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não acredito em todas as ofertas que vejo nas vitrines. Sempre que vejo uma calça de R$ 350,00 por R$ 120,00 eu tenho a impressão que não passa de um truque para chamar a atenção. Mas de tanto andar no Shopping Center com a minha esposa eu notei que ela sabe se a oferta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não acredito em todas as ofertas que vejo nas vitrines. Sempre que vejo uma calça de R$ 350,00 por R$ 120,00 eu tenho a impressão que não passa de um truque para chamar a atenção. Mas de tanto andar no Shopping Center com a minha esposa eu notei que ela sabe se a oferta é verdadeira ou não porque ela presta atenção nos preços. Ela sabe se algo que está com um preço menor estava com o preço maior na semana anterior. Mas quando ela não está ao meu lado não tenho segurança se a oferta é real ou não. </p>
<p>Há pouco mais de um ano atrás, lendo o livro <a href="http://www.amazon.com/Tipping-Point-Little-Things-Difference/dp/0316346624">The Tipping Point</a> do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Malcolm_Gladwell">Malcolm Gladwell</a>, me chamou atenção a passagem que o autor comenta sobre pessoas que são boas em dar boas dicas para compras. Além disso, estas pessoas gostam e se sentem bem quando ajudam alguém a economizar dinheiro. Na hora lembrei da experiência que tenho nos Shopping Centers e então tive a idéia para fazer o <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a>. Num almoço com o <a href="http://twitter.com/#!/eduardohorvath">Eduardo Horvath</a>, <a href="http://twitter.com/#!/andregil">André Gil</a> e <a href="http://twitter.com/#!/brunofuster">Bruno Fuster</a> decidimos desenvolver este aplicativo nas nossas horas vagas.</p>
<p>A premissa básica do <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> é que podemos confiar mais nas pessoas do que em alguns logistas &#8220;marketeiros&#8221;. Por isso no <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> tudo gira em torno das pessoas. São as pessoas que cadastram ofertas (se bem que um logista também pode fazer) e através do perfil delas deve ser possível saber se elas são boas em dar dicas de ofertas ou não. Veja neste primeiro vídeo como isso funciona: </p>
<p><iframe width="500" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/Q9yPrliAUkQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> é um destes aplicativos que embora simples tem bastante funcionalidade (tal como <a href="http://www.dclickholmes.com/">este outro</a> que fazemos na <a href="http://www.dclick.com.br/">DClick</a>). Por isso gravar um vídeo assim é bem complicado. Eu esqueci, por exemplo, de mencionar algo bem importante sobre as ofertas: <strong>No <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> as melhores ofertas aparecem no topo da lista</strong>. E como sabemos quais são as melhores ofertas? Bem, as melhores são aquelas que as pessoas &#8220;dizem que compraram&#8221;. Quanto mais as pessoas falarem que compraram algo maior será a quantidade de &#8220;foguinhos&#8221; e a oferta sobe na lista. Na verdade, se as pessoas derem um &#8220;Like (gostei)&#8221; na oferta isto também conta pontos para a oferta. Ou seja, tal como o Google o <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> tem seu &#8220;Page Ranking&#8221;, pois nosso objetivo é mostrar as &#8220;melhores ofertas ao redor&#8221; e não apenas &#8220;qualquer oferta ao redor&#8221;.</p>
<p><img src="http://www.becklog.org/wp-content/uploads/2011/11/nearby-200x300.png" alt="" title="Ofertas nos Arredores" width="200" height="300"/></p>
<p>Na mesma época que tive a idéia para o <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> eu estava lendo bastante sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Game_mechanics">Game Mechanics</a>. Foi nesta época que também com o <a href="http://twitter.com/#!/eduardohorvath">Eduardo Horvath</a> e <a href="http://twitter.com/#!/andregil">André Gil</a> desevolvemos o <a href="http://blog.dclick.com.br/2010/04/22/a-dclick-apresenta-o-agon/pt/">Agon</a> na <a href="http://www.dclick.com.br/">DClick</a>. Além disso o <a href="https://foursquare.com/">Foursquare</a> já estava virando moda entre os meus amigos por isso achei que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Game_mechanics">Game Mechanics</a> era uma boa maneira de manter as pessoas motivadas na utilização do <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a>, como pode ser visto neste segundo vídeo:</p>
<p><iframe width="500" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/hMEBazC3N6M?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> é gratuito mas o aprendizado no desenvolvimento deste aplicativo não tem preço. Aprendemos não só sobre iOS e Google App Engine, mas também sobre Design, UX e, principalmente, como a idéia inicial evolui quando você trabalha como um time de verdade, que toma decisões em torno de um conjunto de princípios sob uma visão que se tem para um produto (o que eu imaginava para o Wesave mudou muito uma vez que o <a href="http://twitter.com/#!/eduardohorvath">Eduardo Horvath</a>, <a href="http://twitter.com/#!/andregil">André Gil</a> e <a href="http://twitter.com/#!/brunofuster">Bruno Fuster</a> contribuíram muito com suas próprias idéias). </p>
<p>Nos próximos posts sobre o <a href="http://www.wesaveapp.com/pt">Wesave</a> aqui no blog pretendo mostrar como resolvemos muitos problemas de Design do aplicativo. Mas vale reforçar que estou falando de <a href="http://www.becklog.org/2007/09/25/o-que-e-design/">Design no sentido amplo da palavra</a>. </p>
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