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	<title>VII Bienal do Livro de Pernambuco</title>
	
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	<description>02 a 12 de outubro de 2009 no Centro de Convenções de Pernambuco</description>
	<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 14:34:39 +0000</pubDate>
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		<title>Cidade do Livro estará na 7ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 14:17:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O projeto itinerante da Cidade do Livro, primeiro parque temático cultural do país, criado em São Paulo, estará presente na 7ª edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, entre os dias 02 e 12 de outubro. Um espaço cenográfico tematizado de aproximadamente 300 m² será montado dentro do Pavilhão do Centro de Convenções de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">O projeto itinerante da Cidade do Livro, primeiro parque temático cultural do país, criado em São Paulo, estará presente na 7ª edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, entre os dias 02 e 12 de outubro. Um espaço cenográfico tematizado de aproximadamente 300 m² será montado dentro do Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco, com apoio da Bic. Haverá seis apresentações diárias de 1h15 cada. A participação da criançada é gratuita e tem como objetivo estimular o hábito da leitura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Os pequenos visitantes poderão manusear diversos livros, participar do teatro de bonecos, encenar histórias, aprender a confeccionar um livro, e ainda receber mais informações sobre saúde, alimentação, meio ambiente, ética e cidadania durante a mostra intinerante. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">De acordo com Cláudio Amadio, idealizador do projeto, a Cidade do Livro/SP – um parque temático cultural com 2.000 m² totalmente projetado para associar diversão e cultura – recebe cerca de 80 mil crianças ao ano, vindas de escolas particulares de São Paulo. “Poder levar o estímulo à leitura para crianças de todo o país é fundamental. E contar com parceiros que nos apoiam nesse projeto itinerante tem sido cada vez mais gratificante”. Para a VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco virá a mostra itinerante do projeto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Criada há 12 anos por Cláudio Fernandes Amadio, a Cidade do Livro/SP foi idealizada para ser um passeio lúdico e educativo. Os passeios são monitorados e acontecem entre março e dezembro. Em 2008, o parque cultural recebeu cerca de 1.200 escolas, 8.500 educadores e 80.000 alunos – registrando crescimento de 40% em relação ao ano anterior. </span></p>
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		<title>Raimundo Carrero é homenageado na VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 20:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Novidades]]></category>

		<category><![CDATA[Raimundo Carrero]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua 7º edição, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que traz como tema Literatura do início ao fim, terá como homenageado o escritor Raimundo Carrero, considerado um dos grandes nomes da literatura pernambucana. Nascido em Salgueiro, jornalista e professor, Carrero integra a Academia Pernambucana de Letras (APL) e é autor de romances premiados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua 7º edição, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que traz como tema Literatura do início ao fim, terá como homenageado o escritor Raimundo Carrero, considerado um dos grandes nomes da literatura pernambucana. Nascido em Salgueiro, jornalista e professor, Carrero integra a Academia Pernambucana de Letras (APL) e é autor de romances premiados como o Prêmio Jabuti 2000, com o título As Sombrias Ruínas da Alma.</p>
<p>Raimundo Carrero nasceu em 1947 em Salgueiro, no sertão central pernambucano, fixando-se a partir da adolescência no Recife. Formou-se em jornalismo no ano de 1969. Como jornalista, trabalhou no rádio, na televisão e no jornal Diário de Pernambuco durante 25 anos, exercendo cargos como os de editor nacional e crítico literário. Também trabalhou na assessoria de imprensa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>
<p>Seu primeiro livro, A História de Bernarda Soledade – A Tigre do Sertão com prefácio do amigo e também escritor consagrado Ariano Suassuna, teve ótima repercussão mesmo fora de Pernambuco. Carrero combateu por muito tempo o rótulo de regionalista que normalmente os escritores nordestinos costumam receber, embora sua obra não tenha nenhum traço do gênero.</p>
<p>Carrero acabou se transformando em um escritor popular em Pernambuco. Integrou o Conselho Municipal de Cultura do Recife e o Movimento de Cultura Popular, durante oito anos. Pelo romance Somos Pedras que se Consomem (1995) ganhou os prêmios Machado de Assis e APCA.</p>
<p>Recebeu o Jabuti pelo livro de contos com o livro As Sombrias Ruínas da Alma (1999). Em 2003 lançou um novo romance, Ao Redor do Escorpião&#8230; Uma Tarântula?. O autor ficou conhecido pelos jovens por ter seus livros como indicações de leitura para os vestibulares locais. Atualmente, o jornalista e escritor promove concorridas oficinas literárias.</p>
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		<title>Ítala Vivan é presença confirmada</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 14:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>debora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A escritora Ítala Vivan está confirmada para a 7ª edição da Bienal Internacional do Livro, que acontece em Outubro. A presença de Ítala foi resultado de uma parceria entre os organizadores da Bienal e o Consulado Italiano no Recife, que há pouco mais de dois meses está sendo dirigido pelo cônsul Francesco Piccione.
Professora da Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A escritora Ítala Vivan está confirmada para a 7ª edição da Bienal Internacional do Livro, que acontece em Outubro. A presença de Ítala foi resultado de uma parceria entre os organizadores da Bienal e o Consulado Italiano no Recife, que há pouco mais de dois meses está sendo dirigido pelo cônsul Francesco Piccione.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Professora da Universidade de Milão, atua também como tradutora e faz assessoria de grandes editoras italianas, tendo colaborado com a tradução de publicações de autores do terceiro mundo na Itália. Especializada em Literatura Comparada, com interesse nas culturas de antigas colônias européias na África e nas Américas, é autora, entre outras obras, de <em>Caccia alle streghe nell&#8217;America Puritana</em> (Caça às Bruxas na América Puritana), <em>Interpreti rituali Il romanzo dell&#8217;Africa Nera</em> (Intérpretes do Ritual: O Romance da África Negra) e de numerosos estudos sobre literatura e sociedade no pós-colonialismo. </span></p>
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		<title>Salim Miguel e Silviano Santiago confirmados para a Bienal do Livro de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Os escritores Salim Miguel e Silviano Santiago estão confirmados para a VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece entre os dias 02 e 12 de outubro, no Pavilhão do Centro de Convenções.
Os dois foram recentemente premiados pela Academia Brasileira de Letras. Salim Miguel reebeu o prêmio máximo da ABL, o Machado de Assis, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os escritores Salim Miguel e Silviano Santiago estão confirmados para a VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece entre os dias 02 e 12 de outubro, no Pavilhão do Centro de Convenções.</p>
<p>Os dois foram recentemente premiados pela Academia Brasileira de Letras. Salim Miguel reebeu o prêmio máximo da ABL, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra. </p>
<p>Já Silviano Santiago conquistou o prêmio de melhor livro na categoria Ficção, com o romance “Heranças”.</p>
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		<title>Jornal fala sobre bônus para professores na Bienal do Livro de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 18:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Diario de Pernambuco publicou, em sua ediçao de 05 de julho, uma matéria sobre a questão da leitura no sistema educacional brasileiro. Um dos pontos tratados pela matéria foi o bônus que os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco receberão para adquirir material didático na VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Diario de Pernambuco publicou, em sua ediçao de 05 de julho, uma matéria sobre a questão da leitura no sistema educacional brasileiro. Um dos pontos tratados pela matéria foi o bônus que os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco receberão para adquirir material didático na VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Confira a matéria abaixo:</p>
<p><em>Sistema educacional faz ponte com temas atuais</em></p>
<p>Uma das chaves para se entender a polêmica do recolhimento de obras nas escolas públicas do Sul e Sudeste do país é o movimento de reaproximação entre o sistema educacional e a produção literária contemporânea. Na tentativa desenvolver o hábito da leitura nos alunos, o poder público tem procurado renovar o acervo de livros nas escolas para equiparar as temáticas das obras com os interesses dos jovens.</p>
<p>&#8220;Depois dos anos 1970, houve um movimento para atualizar a diversidade cultural nas escolas. Hoje a a gente tem um acervo variado, preocupado em mostrar questões particulares do Nordeste&#8221;, explica Carmem Lúcia, gerente de Biblioteca Escolar do Recife. &#8220;Todos os temas de hoje são muito bem tratados pela literatura infantil&#8221;, completa ela.</p>
<p>Uma opinião que também ecoa na escolha do Governo estadual. &#8220;Nossa seleção é baseada nas necessidades das escolas, porque as leituras ampliam a discussão dos livros didáticos. Questões sobre diversidade racial e de gênero, que estão mais no paradidáticos&#8221;, observa Aida Monteiro,secretária executiva de Desenvolvimento de Educação.</p>
<p>Além da adequação de assuntos, o incentivo à leitura também precisa ser feito por meio de atividades escolares. &#8220;Estamos usando muito a poesia nesse processo, através de concursos feitos para os estudantes da rede e de oficinas de criação. Eles têm mostrado uma sensibilidade muito grande para a poesia de cordel&#8221;, aponta Carmem Lúcia.</p>
<p>Na instância estadual, o Governo tem investido na renovação da biblioteca dos professores e, em consequência, na qualidade das aulas. <strong>&#8220;Na Bienal vamos distribuir bônus de R$ 200 a 30 mil professores para aquisição de material didático. Faz parte de um projeto de qualificação dos mestres, que poderão se atualizar&#8221;, adianta Aida Monteiro.</strong></p>
<p>Apesar da abertura para novas obras, a gestora defende que haja um processo seletivo rigoroso para a adoção de livros. &#8220;Os princípios precisam ser respeitados. Não aceitamos nenhum livro que tenha preconceito racial, de gênero ou homofóbico. Já recebemos livros para analisar que pareciam interessantes, mas traziam imagens com preconceitos seríssimos&#8221;, relata Aida Monteiro.</p>
<p>Uma das soluções apontadas para controlar o caso seria a criação de selos indicativos para as obras, indicando a faixa etária de leitura. &#8220;O selo cria instâncias e faz recomendações de idade. Essas comissões são importantes para você não ficar refém das editoras&#8221;, avalia Carmem Lúcia.</p>
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		<title>“Narciso acha feio tudo que não é espelho”</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:57:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[História de Amanda Maria
Cansada de sua vida, Louise rezava para as horas passarem rapidamente, clamava pelos mil nomes de Deus para que ela pudesse sumir daquele país, tudo era muito estranho para ela, nada estava ao seu gosto, as pessoas não lhe agradavam, por qual razão ela ainda estava alí? Por qual razão ela já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>História de Amanda Maria</em></p>
<p>Cansada de sua vida, Louise rezava para as horas passarem rapidamente, clamava pelos mil nomes de Deus para que ela pudesse sumir daquele país, tudo era muito estranho para ela, nada estava ao seu gosto, as pessoas não lhe agradavam, por qual razão ela ainda estava alí? Por qual razão ela já não havia pegado o primeiro avião e ido para a Noruega, onde sempre desejara está?</p>
<p>Só havia uma coisa que ela amava no país onde ela estava, a variedade de espelhos&#8230; Suas formas, sua qualidade, a distorção, tudo para ela era perfeito, nunca iria encontrar nada como os espelhos daquele país terrível que era obrigada a viver. &#8220;Tenha cuidado com eles, minha filha, espelhos podem ser traiçoeiros&#8230;&#8221; sempre dizia a mãe, nunca acreditou nisso. Sua mãe era sábia, mas temer espelhos? Que estupidez!</p>
<p>Louise acordou em mais um dia de sol intenso desejando não ter que fazer tudo que iria fazer. Faculdade que nunca lhe levaria a algum lugar, pegar ônibus ao invés do seu carro, olhar para a cara de pessoas que ela preferiria ver mortas&#8230; Levantou-se e logo foi se ver no espelho, inexplicávelmente ele estava quebrado&#8230; Ela não lembrava de ter batido a porta para poder quebra-lo, apesar de sua mãe sempre ter lhe dito para não se olhar num espelho quebrado, se não queraria sua alma, ela o fez. Um arrepio percorreu sua espinha, todos seus pelôs ficaram em pé, pensou que era a brisa fria que entrava pela janela&#8230; Mal sabia ela que havia se condenado.</p>
<p>Trocou de roupa e pegou o ônibus, não queria assistir a primeira aula e resolveu ficar sentada a beira do lago perto de seu prédio. Estava estranha, nada fazia sentido, nem a ida para a Noruega que marcara no dia anterior, a única coisa que a importava era mirar seu reflexo nas águas. Apenas isso, ela, ela era única coisa que importava.</p>
<p>Se inclinou para poder ver melhor&#8230; Se inclinou mais um pouco&#8230; Ainda não via a totalidade do seu ser, mas notou que algo estava estranho&#8230; Quando conseguiu entender, já era tarde demais, escorregou e caiu no lago, suas roupas pesadas a puxaram para baixo, ela não conseguia lutar contra o peso das roupas, mas ela sentia que algo, além das roupas, a puxavam para baixo, uma mão&#8230;</p>
<p>A última imagem gravada nas suas retinas era a da sua face corroída pelo tempo&#8230; Sua alma foi quebrada, do jeito que a mãe disse que ocorreria se ela se olhasse no espelho quebrado. E não adianta chamar os mil nomes de Deus, pois ele nada pode fazer depois que você quebra a sua alma&#8230;</p>
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		<title>Momento de Reflexão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[História de Camila Seródio
Escrever é mais do que texto&#8230; É transcender para o papel vários Eu&#8217;s. Carrego comigo uma gama de informações que estão prontas para o mundo. Basta respirar fundo e deixar acontecer.
Sim, tenho meus momentos de transe, de não querer transcender&#8230; São meus momentos de reflexão para minha próxima obra e não uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>História de Camila Seródio</em></p>
<p>Escrever é mais do que texto&#8230; É transcender para o papel vários Eu&#8217;s. Carrego comigo uma gama de informações que estão prontas para o mundo. Basta respirar fundo e deixar acontecer.</p>
<p>Sim, tenho meus momentos de transe, de não querer transcender&#8230; São meus momentos de reflexão para minha próxima obra e não uma pausa&#8230; Uma pausa? Nunca! Sempre estou observando os seres, seus comportamentos, seu barulho, seu silêncio&#8230; Até quando decidem não pronunciar se quer uma palavra é porque estão refletindo.</p>
<p>Surpreeendo-me quando não estou aqui. Vou para meu mundo&#8230; Lá encontro Eu&#8217;s&#8230; É de lá que trago para cá um Eu romantico, um Eu sarcástico, um Eu&#8230; simplesmente, Eu!</p>
<p>Em cada fase de minha vida encontro poemas&#8230;<br />
Em cada face de minha vida encontro poetas&#8230;<br />
Quem sou?<br />
Sua insignificante conclusão.<br />
Insignificante? Sim, insignificante!<br />
Para mim, Sou muito mais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Be Cool</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[História de Gean Carlos
&#8220;Seja Legal!&#8221; era o que tinha escrito em uma plaqueta de um senhor na rua, e que me chamou a atenção. Parecia que ele queria falar comigo, parecia que aquela mensagem era pra mim, como algo divino. Mas naquele momento eu nem me importei, o encarei e quando vi que ele me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>História de Gean Carlos</em></p>
<p>&#8220;Seja Legal!&#8221; era o que tinha escrito em uma plaqueta de um senhor na rua, e que me chamou a atenção. Parecia que ele queria falar comigo, parecia que aquela mensagem era pra mim, como algo divino. Mas naquele momento eu nem me importei, o encarei e quando vi que ele me encarava profundamente, como se visse minha alma, desviei meu olhar meio perplexo, pensando naquela cena, contudo logo me esvaio da cabeça.</p>
<p>Eu não era nem um pouco comunicativo, nem um pouco simpático, e não fazia questão disso. Me chamavam no meu trabalho de &#8220;Simpático&#8221; e eu não me importava nem um pouco com essa ironia dos meus colegas. E os meus amigos acostumaram - se com meu jeito. Fechado. Quieto. Seco e Sarcástico. E era &#8220;feliz&#8221; assim. No outro dia, ao chegar no trabalho estava o mesmo senhor lá a me encarar com as mesma plaquinha &#8220;Seja Legal!&#8221; e me encarou novamente. Eu me sentia perseguido, com aquele homem, mas não lhe dei muita atenção novamente, afinal só o vi dois dias, não era nada, apenas coincidência.</p>
<p>E isso aconteceu todos os dias durante 1 mês. Até que não agüentara mais aquilo, aquela &#8220;perseguição&#8221; daquele homem a me olhar, a me encaram, como se soubesse da minha vida. Quando na minha saída do expediente fui onde ele estava.</p>
<p>- O que o Sr. faz aqui todos os dias?</p>
<p>Ele apenas me mostrava a placa.</p>
<p>- Responda, O que o Sr. faz aqui todos os dias!?</p>
<p>Ele apenas me mostrava a placa.</p>
<p>- Ta o Sr. não fala! Beleza, e se eu tomar essa placa do Sr!? O que acontece? - Eu estava esperando com raiva, a ponto de bater nele.</p>
<p>Ele apenas me mostrava à placa.</p>
<p>- Não estou de brincadeira Sr, por favor, o Sr está me perseguindo!? É isso!? Quer dinheiro, comida, roupas!? Quer ajuda? - O encarava com medo, ele tinha um olhar penetrante, que parecia que via sua alma, sua essencial.<br />
Ele apenas me mostrava à placa e seus dizerem pareciam fazer sentido.</p>
<p>- &#8220;Seja Legal!&#8221; isso é uma mensagem pra mim!? Pra que eu comece a ser legal? É isso? - perguntei a ele o encarado também, já não estava nervoso.</p>
<p>Ele confirmou.</p>
<p>- Mas eu&#8230; É eu não sou o cara mais legal da face da terra. - Tive que concordar. Afinal eu não era e acho que nunca fui legal.<br />
Ele agora sorria.</p>
<p>- Eu võ tentar ser o mais legal, com todos, mais não é uma promessa. E.. Quem é você? - Continuava curioso com quem seria aquele homem, ele não dizia nada.</p>
<p>Ele sorria, e foi embora.</p>
<p>Dias se passaram e fui ficando mais simpático, mais confiável, mas divertido. Comecei dali a viver a vida de uma forma que jamais havia pensado que poderia ser tão boa. Comecei a namorar, brincar, gargalhar, e meu apelido no escritório era &#8220;Miss Simpático&#8221; e eu me divertia com isso. Comecei a ser mais legal.</p>
<p>Um ano se passou desde a última vista daquele senhor. E em um dia de céu claro, sol e muito ar , o vi novamente com a mesma plaquinha, o olhei, sorri, peguei um papelão na rua e escrevi o seguinte dizer &#8220;Acredite: Seja Legal!&#8221;</p>
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		<title>Eu, Mulher!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[História de Angelita Barros Medrado
              Do sexo feminino
              Após a puberdade,
              Mulherinha, mulherzinha, mulheraça.
   [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>História de Angelita Barros Medrado</em></p>
<p>              Do sexo feminino<br />
              Após a puberdade,<br />
              Mulherinha, mulherzinha, mulheraça.<br />
             Que importa?<br />
É pura sensualidade!<br />
Eu sou:<br />
Mulher da comédia<br />
Mulher da rótula<br />
Mulher da rua<br />
Mulher da vida<br />
Mulher da zona<br />
Mulher de César<br />
             Contradição, intocável!<br />
Mulher de má nota<br />
Mulher de ponta de rua<br />
Mulher do fado<br />
Mulher do fandango<br />
Mulher do mundo<br />
Mulher do pala aberto<br />
Mulher do piolho<br />
          Teimosia ou ousadia?<br />
Mulher errada<br />
Mulher banal<br />
Mulher fatal<br />
         Sedutora, sensual!<br />
Por que não?<br />
Mulher perdida<br />
Mulher pública<br />
Mulher vadia<br />
Mulher dama<br />
Mulher homem<br />
Mulher macho<br />
           Tenho este direito<br />
          O que me impede?<br />
Mulher solteira<br />
Mulher mãe<br />
Mulher&#8230;<br />
Eu, mulher!<br />
Com todos esses adjetivos<br />
Mereço flores,<br />
Mas, acima de tudo.<br />
Exijo RESPEITO!</p>
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		<title>Um Sujeito Estranhíssimo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wenetus Interactive</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[História de Bartolomeu Pinheiro de Lira
    Bar é bar, o próprio nome já cheira a álcool. Quando se escreve sobre bar deve-se manter distância da palavra fogo. Escritor bêbado teme ao leitor, pois suas palavras poderão ser assimiladas, bebidas (o líquido é precioso). Quem está embriagado não pode escrever, suas palavras insanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>História de Bartolomeu Pinheiro de Lira</em></p>
<p>    Bar é bar, o próprio nome já cheira a álcool. Quando se escreve sobre bar deve-se manter distância da palavra fogo. Escritor bêbado teme ao leitor, pois suas palavras poderão ser assimiladas, bebidas (o líquido é precioso). Quem está embriagado não pode escrever, suas palavras insanas chateiam o papel. A mão trêmula insatisfaz a precisão do raciocínio. Bêbado alienado é duplamente ignorado. Quem satisfaz seu diálogo não valoriza sua sanidade. Ele costuma vagar, olhando mansamente, tonto, como a filosofar. </p>
<p>Experimentei vasculhar as profundezas do que pensava um velhinho, já tombando numa pracinha. Usei de toda artimanha, mas relutava minhas perguntas. Eu tinha uma ideia já formada, preconceituosa, um estereótipo, do seu jeitão. Suspeitava que em seu estado uma nova dimensão racional e ideológica renascia a cada copo. Não é possível que o ser humano, ente tão imperfeito dentre os animais, adote mais uma imperfeição. E acompanhava seus passos, suas cirroses. Murmurava coisinhas indecifráveis e respondia a perguntas que não eram feitas. Tinha gestos repentinos e peculiares, trepidações nos braços e pernas. Assemelhava-se a uma garrafa, com pescoço comprido e fino. Pendurou-se num galho e caiu em seguida. Um homem muito esquisito e extravagante, mesmo bêbado. Quis agora me afastar, mas ele me segurou pelo braço, dizendo termos obscenos e ferinos. Corri, mas correu em seguida. </p>
<p>Parou de súbito num barzinho, esquecendo-se de mim. Tomou um gole a mais e pagou. Apanhou uma nota e comeu-a. Revirou o olhar e deu de cara comigo novamente. Eu descansava à distância, refazendo minhas forças. Acompanhei outra carreira, mas consegui fugir. Nunca mais quis saber de bêbado. A verdade é que ele também era doido. Cada doido com sua mania. A sua era beber.</p>
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