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		<title>Downtime e a passagem do tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2017 18:35:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma dificuldade recorrente nos meus jogos é a passagem do tempo. Sempre me incomodou o fato de uma campanha durar anos no mundo real e semanas ingame. A gente sente que os personagens amadureceram, envelheceram, mas na real passaram seis meses desde o nível 1. Até recentemente, eu nunca tinha me tocado que parte disso &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/10/24/downtime/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Downtime e a passagem do&#160;tempo</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma dificuldade recorrente nos meus jogos</strong> é a passagem do tempo. Sempre me incomodou o fato de uma campanha durar anos no mundo real e semanas <em>ingame</em>. A gente sente que os personagens amadureceram, envelheceram, mas na real passaram seis meses desde o nível 1.</p>
<p>Até recentemente, eu nunca tinha me tocado que parte disso acontece porque minhas campanhas possuem um fio condutor muito forte. Assim, os jogadores sempre estão engajados numa guerra, salvando o reino, lutando contra algum poder maior e coisas assim. Quando a gente era jovem e desocupado na escola, eu narrava muito do cotidiano dos personagens e algumas pessoas achavam ruim, e num esforço pra deixar meus jogos mais dinâmicos, acabei acelerando <i>demais</i>.</p>
<p>Com a quinta edição de D&amp;D, conheci as <strong>Downtime Activities</strong> &#8211; ou <strong>Atividades de Tempo Livre</strong>, na tradução da Redbox (que é a que vale). Basicamente, atenção e algumas regrinhas para resolver coisas que os personagens dos jogadores fazem entre uma aventura e outra. Não lembro muito de ter lido sobre isso antes, mas ao ouvir o <a href="http://www.rolando20.com.br/episodio-97/" target="_blank" rel="noopener">episódio do Rolando 20 sobre isso</a> (vale a pena ouvir), me dei conta de que é um conceito antigo, eu é que não usava direito.</p>
<p>Basicamente, é recomendável dar uma &#8220;pausa&#8221; nos eventos da campanha ao final de cada história, arco de histórias ou em um ponto onde as coisas possam ficar mais paradas (como o inverno, ou quando o grupo precisa obter informações ou se preparar pra algo grande). Nesse período, os jogadores podem ir para casa e fazer &#8220;nos bastidores&#8221; algumas coisas: como descansar, vender e comprar (ou mandar fazer) itens, construir coisas, trabalhar, se jogar na boemia, espalhar boatos, arranjar contatos, gerir um negócio, fazer pesquisas, treinar e coisas assim.</p>
<p>Além de passar o tempo, estabelecer atividades downtime direitinho ajuda no desenvolvimento dos personagens, permite resolver coisas que sempre ficam pendentes num período fora de sessões habituais (idealmente pela internet) e pode até gerar plots pessoais que podem ser resolvidos sem necessariamente tomar tempo do jogo coletivo &#8211; o que pra mim cai como uma luva, já que hoje em dia é muito difícil reunir um grupo (já faz uns 3 meses desde que mestrei pela última vez, por exemplo).</p>
<p>O D&amp;D 5E tem regrinhas bem legais pra determinar quanto tempo essas coisas levam, o que se conseguiu, adicionar complicações e etc. Tem várias atividades nos livros, mas você pode <a href="https://media.wizards.com/2017/dnd/downloads/UA_Downtime.pdf" target="_blank" rel="noopener">encontrar um Unearthed Arcana com muito material aproveitável</a>. As regras são bem úteis porque dão várias orientações pra você não ter muito trabalho.</p>
<p>Por exemplo, uma das atividades é &#8220;Gerir um Negócio&#8221;, e nela você define se naquele mês o estabelecimento deu lucro, que problemas os jogadores tiveram que resolver e tudo mais. Ótimo pra agradar aqueles jogadores empreendedores, sem deixar o jogo chato.</p>
<p>Meus jogos sempre foram mais corridos porque eu sempre achei estranho os protagonistas estarem Lutando Contra o Poderoso Mal ou Buscando a Grande Vingança e ficarem tirando folga. Acontece que as pessoas <i>precisam</i> de tempo pra respirar, mesmo numa guerra. Descansar, recarregar seus recursos, consertar armaduras e armas, pesquisar novas magias, comprar e vender itens, gastar todo seu ouro na taverna (essa é sempre boa), ou qualquer outra atividade do cotidiano &#8211; ou mesmo uma preparação pra estar melhor equipados pra próxima aventura.</p>
<p>Inclusive, lembro de jogadores pedindo pra eu dar um fôlego pra eles escreverem pergaminhos, arranjarem coisas e tudo mais, e fico um pouco triste de não ter dado esse espaço. Pra quem se gabava de ter um jogo cheio de &#8220;verossimilhança&#8221;, negligenciei por muito tempo esse aspecto&#8230;</p>
<p>Não é bem uma questão de reinventar a roda, é só uma mudança de paradigma. Ao invés de atropelar os plots, essas regrinhas e esse conceito me permitiu pensar mais em termos de compartimentar melhor os aspectos de uma campanha, que é, afinal, acompanhar um período da vida de pessoinhas imaginárias. Com o tempo li jogos que inserem grandes períodos de tempo entre as histórias (Blood &amp; Honor, por exemplo, recomenda uma história por estação), e vi pessoas que aplicam esse tipo de coisa mesmo em outros sistemas. Não cheguei a ler O Um Anel, mas se não me engano as coisas são mais assim por lá também.</p>
<p>Aliás, engraçado como é uma coisa moderna &#8211; e meio de games &#8211; essa necessidade de rapidez. Li esses dias Os Três Mosqueteiros e os personagens passam meses no downtime entre os eventos importantes. Em O Senhor dos Aneis, são literalmente <i>anos</i> entre Bilbo se mandar do Condado, Gandalf pesquisar sobre Sauron e Frodo ir pra aventura. Claro que são exemplos exagerados, mas é uma curiosidade válida.</p>
<p>Desde que comecei a ler os livros da 5E, estava com vontade de pôr tudo isto em prática. A oportunidade surgiu depois da última sessão que mestrei da nossa campanha com a companhia mercenária, em que o grupo precisou parar tanto porque a organização e estabelecimento da companhia na cidade carecia de atenção, quanto era necessário pesquisar sobre o culto que eles estão enfrentando e se preparar para o próximo arco de aventuras. Aí os jogadores aproveitaram pra se reabastecer, ir atrás de velhos inimigos, obter muitas informações, fazer contatos&#8230; E só nessa sessão de downtime &#8211; resolvida no nosso grupo do Facebook &#8211; consegui passar quase dois meses <em>ingame</em>!</p>
<p>Sei que essa besteirinha &#8211; que só é novidade pra mim &#8211; não vai fazer com que as campanhas durem anos dentro do cenário, mas pelo menos acredito que vá diminuir nossa impressão de que o tempo passa rápido demais e que os protagonistas nunca conseguem respirar. Afinal, desacelerar é preciso.</p>
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		<title>Uma campanha com as aventuras prontas de Dragon Age RPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2017 05:50:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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					<description><![CDATA[E aí pessoal! Depois de meses (tempo tá em falta, como sempre), cá estou trazendo um post antigo que nunca terminava e ganhou novo fôlego quando um amigo perguntou sobre como usar as aventuras prontas de Dragon Age RPG, e eu resolvi usar minha experiência com módulos prontos (aqui é busy lazy bee style, meu &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/10/10/aventuras-prontas-darpg/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Uma campanha com as aventuras prontas de Dragon Age&#160;RPG</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>E aí pessoal! Depois de meses (tempo tá em falta, como sempre),</strong> cá estou trazendo um post antigo que nunca terminava e ganhou novo fôlego quando um amigo perguntou sobre como usar as aventuras prontas de Dragon Age RPG, e eu resolvi usar minha experiência com módulos prontos (aqui é <em>busy lazy bee style</em>, meu fi) para recomendar uma forma de transformar todas as aventuras que saíram para determinado jogo em uma campanha bem interligada como as que saem para Pathfinder e D&amp;D. O próximo post vai trazer as do Old Dragon, então já me recomendem aventuras de fãs para citar.</p>
<p>Então, a ordem para narrar uma campanha bacana usando as aventuras prontas de Dragon Age RPG seria a seguinte.</p>
<p>A primeira aventura dos PJs (personagens dos jogadores) seria <strong>An Arl&#8217;s Ramsom </strong>(O Resgate de um Arl), do <strong>Quickstart Guide</strong> lançado pela Green Ronin (grátis <a href="https://freeronin.com/dragon_age_rpg/DragonAgeRPGQuickstartGuide.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>) logo quando publicou DARPG na gringa. O bom dessa aventura é que ela assume que são personagens recém-criados de 1º nível, dando até algumas dicas para inserir cada PJ nela. A campanha começaria na fortaleza Stenhold, do Arl Neruda, cujas terras têm tido problema com crias das trevas.</p>
<p>Dali, eles poderiam ser contratados por um mercador para proteger uma carga até Denerim, e no caminho fica a vila de Vintiver, onde você mestrará <strong>A maldição dos Vales</strong>, aventura do <strong>Conjunto 1 de Dragon Age RPG</strong>. Os PJs salvam a vila e se envolvem em interessantes questões das dissonâncias entre elfos e humanos.</p>
<p>De Vintiver, eles podem seguir com o mercador até Denerim, e você pode colocar alguns encontros e mini-aventuras que situem os jogadores na situação atual de Ferelden da sua campanha ou algo assim. Talvez até visitar algumas vilas que você criou, etc. Em Denerim, eles jogam o início de <strong>Uma Teia Frágil</strong> (do livro <strong>Sangue em Ferelden</strong>), derrotam o Culto da Língua Silenciosa e talvez se tornem patronados pela Bann Nicola Baranti (tenha cuidado para apresentar a nobre como uma pessoa acima de qualquer suspeita, jogador é bicho desconfiado).</p>
<p>Sob ordens da Bann ou não, o próximo passo dos PJs é ajudar o povo de Campina Rus, perto dos Ermos Korcari, em <strong>Um Bann a Mais</strong> (<strong>Kit do Mestre</strong>). Se eles ainda estão <em>freelancers</em>, podem esbarrar com os problemas do vale na volta para Stenhold, ou a caminho de outra aventura qualquer. Com tudo resolvido lá, eles esbarram de alguma forma (contratados ou mandados por Bann Nicola) com Lago Soth (que é perto de Stenhold), e jogam <strong>Fúria Âmbar</strong>, de <strong>Sangue em Ferelden.</strong> Dica: considere que Ser Wulverton serve Arl Neruda, e isso vai tornar o início da Parte 6 bem mais dramático!</p>
<p>Depois de ajudar o povo de Lago Soth, o grupo pode ir parar nas Colinas do Oeste, na cidade de Pico do Olmo &#8211; talvez ouvindo falar sobre o trabalho lá, ou algum outro motivo. O Arl Gallagher Wulff então os contrata para salvar sua filha nas Montanhas do Dorso Frio em <strong>Onde as Águias Vivem </strong>(<strong>Sangue em Ferelden</strong>). Perambulando por lá, aproveite para introduzir <strong>Edgehall</strong> (de <strong>À Beira da Batalha</strong>, terceira aventura do novo <strong>Crônicas de Thedas</strong>), que será importante mais tarde. Nessa altura Arl Gell Lendon ainda está reerguendo as defesas do forte. Talvez os PJs até ajudem com algum problema local, como crias das trevas, bandidos avvars, aranhas gigantes, fantasmas anões&#8230;</p>
<p>De alguma forma eles acabam indo investigar atividades de contrabando de lyrium em Halamshiral. Ou, pretexto que eu prefiro, vão lá entregar uma mensagem ou outro motivo que os faça tropeçar na aventura <strong>Correntes Invisíveis</strong>, do <strong>Crônicas de Thedas</strong>. Como ela é uma aventura introdutória, vale a pena dar uma ajustada para o nível &#8211; certamente mais alto &#8211; do grupo.</p>
<p>Em algum momento da campanha, de preferência com o grupo entre os níveis 4 e 6, arranje uma ida para Denerim, para finalizar <strong>Uma Teia Frágil </strong>(<strong>Sangue em Ferelden</strong>). O legal é passar um tempo entre o prólogo (que você mestrou lá atrás) e o resto da aventura.</p>
<p>Outra coisa, se por acaso eles se tornaram Guardiões Cinzentos (talvez maculados por crias das trevas, ou tendo feito alguma besteira e sido presos, etc.), você pode mestrar <strong>Duty Unto Death</strong>, aventura que saiu grátis após o <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y-61i3R5y9Y" target="_blank" rel="noopener">Table Top de Dragon Age RPG</a></strong>. Baixe ela <a href="https://freeronin.com/dragon_age_rpg/DA_DutyUntoDeath.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Se não forem Guardiões Cinzentos dá pra mestrar também, só adaptar um pouco.</p>
<p>A essa altura os heróis já são conhecidos em Ferelden, e são convidados para Terra Escarpada, para a Competição de Armas do Grande Torneio das Planícies Livres, de <strong>A Queda do Outono</strong>, do <strong>Conjunto 2</strong> ou <strong>Crônicas de Thedas</strong>. A vez que joguei, a gente estava num navio de escravagistas e se libertou na área da cidade. É uma aventura muito massa, que assim como Correntes Invisíveis, dá uma variada em Ferelden e introduz conceitos de outras partes de Thedas.</p>
<p>Por fim, quando eles estiverem entre os níveis 9 e 11 (talvez até saindo direto de Nevarra), eles voltam a Edgehall e se envolvem em <strong>À Beira da Batalha</strong>, que é praticamente uma mini-campanha, com muitos ganchos e <em>subquests</em>. É um bom final para a campanha, ou o início de uma nova fase com histórias mais épicas.</p>
<p>Claro que tudo isso vai ser encaixado no próprio andamento da sua campanha, dependendo bastante das ações para os jogadores, de algum fio condutor que você assumiu para a trama e nos laços que os personagens deles criam. Também será afetada pela época que você decidir ambientar o jogo &#8211; algumas das aventuras assumem a ocupação orlesiana ou o Quinto Flagelo, mas elas mesmas tem dicas de como usá-las em outras épocas. É muito interessante entrelaçar as aventuras com a época para dar aquele gostinho de que os jogadores estão modificando o mundo e interagindo com o conteúdo de Thedas.</p>
<p>Na campanha, você provavelmente vai usar suas próprias aventuras, e recomendo encaixar os ganchos de <strong>Sangue em Ferelden </strong>(use <strong>É Tudo Roubo</strong> se os PJs estiverem trabalhando para Bann Nicola ou insira a nobre de algum jeito, talvez como amiga dos mercadores ou dando algum prêmio extra a eles; lembre que a trama de Uma Teia Frágil se relaciona com o final desse gancho), ou até aventuras prontas de outros jogos, como as de <strong>Guerra dos Tronos RPG</strong>, que podem ser usadas em Denerim com poucas adaptações (aliás, DA tem grandes inspirações no material de George R.R. Martin). Ah, e tem muitas aventuras feitas por fãs em inglês por aí para DARPG.</p>
<p><strong>Bônus:</strong> editei um mapa de Ferelden com algumas localidades que aparecem nas aventuras prontas e no Inquisition. Pico do Olmo é uma cidade meio confusa de localizar, mas escolhi ir pela descrição do Sangue em Ferelden como muitos no fórum da Green Ronin. Clique na imagem pra ampliar!</p>
<p><a href="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img data-attachment-id="2819" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/10/10/aventuras-prontas-darpg/ferelden-detalhado/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg" data-orig-size="3435,2544" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="Ferelden" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=700" class="alignnone size-full wp-image-2819" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=700" alt="Ferelden"   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg 3435w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=150&amp;h=111 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=300&amp;h=222 300w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=768&amp;h=569 768w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=1024&amp;h=758 1024w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/10/ferelden-detalhado.jpg?w=1440&amp;h=1066 1440w" sizes="(max-width: 3435px) 100vw, 3435px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Personagens (mais ou menos) iniciantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2017 09:04:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo sobre um post que escrevi em 2014 sobre iniciar campanhas (que é bem legal, dá uma lida), lembrei de uma questão pseudo-filosófica recente minha. Teoricamente, no 1º nível (ou com pontuação inicial ou algo que o valha) personagens são, de fato, iniciantes. Jovens cheirando a talco saindo de suas casas (ou orfanatos) para ganhar &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/11/personagens-iniciantes/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Personagens (mais ou menos)&#160;iniciantes</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Lendo sobre um post que escrevi em 2014 sobre iniciar campanhas</strong> (que é bem legal, <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2014/08/29/a-trabalhosa-arte-de-iniciar-campanhas/">dá uma lida</a>), lembrei de uma questão pseudo-filosófica recente minha. Teoricamente, no 1º nível (ou com pontuação inicial ou algo que o valha) personagens são, <em>de fato</em>, iniciantes. Jovens cheirando a talco saindo de suas casas (ou orfanatos) para ganhar o mundo.</p>
<p>É uma discussão comum no meio RPGista o ponto certo de início de campanhas e o papel das personagens em cada jogo, heróis vs. aventureiros e tudo mais. Mas minha ideia não é criar polêmica, calma que eu explico.</p>
<p><span id="more-2684"></span>Desde sempre jogadores fazem suas pessoinhas com prelúdios (às vezes muito) detalhados, histórias de vida às vezes até com alguns feitos no currículo. Uma forasteira que veio de uma longa jornada, um bardo atrás de compilar histórias do mundo, um membro da SWAT&#8230; Iniciantes com alguma bagagem.</p>
<p>Talvez seja um fenômeno iniciado com Vampiro: A Máscara, onde além de seus círculos iniciais você contava com pontos de bônus para dar um background mais trabalhado à personagem. O D&amp;D 4E assumiu que personagens de 1º nível já são heróis acima do povo. Dragon Age RPG tem um pouco disso. Savage Worlds chama os protagonistas e demais personagens importantes de <em>cartas selvagens</em>.</p>
<p>Muita gente reclama que em outras edições de D&amp;D, nos jogos old school e no Storytelling (pra citar os que eu vi), personagens iniciantes são feitos de papel. Poucos Hit Points, estatísticas brochantes (<em>sic</em>) e tal. Além do suposto pouco espaço para criar antecedentes. Já um amigo meu certa vez disse que personagens iniciantes não tem história, mas criam a sua durante o jogo (bem inspirador, hein?).</p>
<p>Claro, os dois lados estão certos em suas preferências. A minha, eu diria, é um pouco de cada. <em>From Zero to Hero</em>, ou nem tanto.</p>
<p>Lembro que todos os jogos de Storytelling que narrei me fizeram dar XP inicial aos protagonistas por achar estranho pessoas que já tinham alguma vivência &#8211; ainda que pouca &#8211; com fichas de iniciantes. Em D&amp;D 3E, quando tínhamos mais tempo, eu mestrava a trajetória de cada personagem desde que saiu da escola de magia, fugiu de casa ou se sagrou (e sempre ouvia reclamações da demora do grupo se juntar). Nas duas últimas campanhas que iniciei no D&amp;D 5E, no entanto, me veio a estranheza de ter personagens já viajavam há semanas e se juntaram na primeira sessão, serem de 1º nível.</p>
<p>(Inclusive a gente sempre zoava que no prelúdio você é fodão, mas quando começa a jogar, enfraquece)</p>
<p>Assim, decidi que só começaria jogos de D&amp;D a partir de agora ou com as personagens de background simples começando do zero suas vidas de aventureiros, ou já com todos no 3º nível, um bom patamar pra começar com alguma liberdade para os jogadores descreverem os &#8220;níveis de tutorial&#8221; (apelido carinhoso dado por nós) em seus prelúdios.</p>
<p>A primeira campanha onde a gente meio que fez um <em>retcon</em> pra isso funcionar foi a Storm Kings, que <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/" target="_blank" rel="noopener">citei no post anterior</a> (acho que vou fazer reporte aqui). Tínhamos uma qunari vinda do extremo leste em viagem com seu mestre, um elfo bardo já com alguma estrada nas costas, uma maga da igreja já formada e uma desertora templária. Estava achando muito esquisitos eles serem de 1º nível, e depois de uma conversa os deixei de 3º logo (estavam no 2º, <em>ingame</em>) considerando que os primeiros níveis foram conquistados em seu caminho de prelúdio até chegarem à primeira sessão.</p>
<p>Pode parecer uma bobagem, mas eu tenho essas frescuras de coerência por aqui, e agora estou em paz. ¯\_(ツ)_/¯</p>
<p><strong>Edit</strong>: simplesmente esqueci de postar esse print (clique para ampliar) que o parça Rafael Beltrame me mostrou uma vez, onde o próprio Gary Gygax falou que é mais legal começar além do 1º nível #pas :D</p>
<p><a href="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg"><img data-attachment-id="2730" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/11/personagens-iniciantes/gygaxsays/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg" data-orig-size="949,484" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="gygaxsays" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=700" class="alignnone wp-image-2730 size-large" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=700&#038;h=357" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=685 685w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=150 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=300 300w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg?w=768 768w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/gygaxsays.jpg 949w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></a></p>
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		<title>Usei duas campanhas prontas de D&#038;D 5E e olha no que deu</title>
		<link>https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 12:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Papo]]></category>
		<category><![CDATA[5E]]></category>
		<category><![CDATA[Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon Age]]></category>
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					<description><![CDATA[Dentre os vários acertos da 5ª edição de D&#38;D estão as campanhas prontas. Uma mão na roda pra DMs sem tempo que muitas vezes tinham parado de mestrar e voltaram, por serem suplementos autocontidos com crônicas completas (quase todas em Forgotten Realms). Como eu já tinha campanhas em andamento quando migrei, nunca tinha usado mais &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Usei duas campanhas prontas de D&#38;D 5E e olha no que&#160;deu</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dentre os vários acertos da 5ª edição de D&amp;D estão as campanhas prontas.</strong> Uma mão na roda pra DMs sem tempo que muitas vezes tinham parado de mestrar e voltaram, por serem suplementos autocontidos com crônicas completas (quase todas em Forgotten Realms). Como eu já tinha campanhas em andamento quando migrei, nunca tinha usado mais que alguns poucos fragmentos desses produtos, e sempre fiquei na vontade.</p>
<p>Recentemente (em termos) comecei dois jogos novos, ambos porque meu grupo praticamente se esfacelou em 2016 (vida adulta sucks). Finalmente vi a oportunidade de usar as campanhas prontas, até pela falta de tempo para me dedicar a uma nova storyline. Porém, como mestro em uma versão pessoal de Dragon Age, tive que fazer algumas alterações para tudo se encaixar ao nosso gosto. Enquanto não tomo vergonha na cara e falo dessa minha versão de Thedas, vou falar um pouco sobre essas duas campanhas.</p>
<p><span id="more-2670"></span></p>
<p><img data-attachment-id="2672" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/post-avdnd02/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg" data-orig-size="685,206" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="post-avdnd02" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg?w=685" class="alignnone size-full wp-image-2672" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg 685w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg?w=150&amp;h=45 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd02.jpg?w=300&amp;h=90 300w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></p>
<p>A primeira delas é a <a href="http://dnd.wizards.com/dungeons-and-dragons/story/tyrannyofdragons" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tyranny of Dragons</strong></a>. Foi a primeira oficial da 5e (mas tem vários módulos na época da transição), e eu já tinha pego vários aspectos dela para um jogo antigo nosso (desde a 3E) que se passa no reino de Antiva, que já falei aqui algumas vezes. Nessa campanha antiga, os PJs são de 10º nível (em média) e estão se encaminhando para impedir a volta de uma entidade poderosa por intermédio de um mago que deseja o poder dela. Esse plot casou bem com a Rise of Tiamat, segunda parte do módulo &#8211; e eu tinha começado a usar algumas coisas dela, decidido a finalizar a campanha com o desfecho dela.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2673" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/post-avdnd03/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg" data-orig-size="229,300" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="post-avdnd03" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg?w=229" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg?w=229" class="alignright size-full wp-image-2673" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg 229w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd03.jpg?w=115&amp;h=150 115w" sizes="(max-width: 229px) 100vw, 229px" /></p>
<p>Para começar esse novo jogo, decidi usar a primeira parte do módulo, Hoard of the Dragon Queen. Como em Dragon Age muitas entidades antigas se manifestam por meio de dragões (a ideia veio do Jaws of Hakkon), decidi que Belzagor seria uma criatura dracônica, também conhecida como Tiamat, a Rainha dos Dragões. Liguei com a história de Tevinter e seus deuses-dragões, e fez muito sentido &#8211; o retorno dos lagartões ao mundo na Era do Dragão (quem quiser conhecer essa lore de DA, procure os quadrinhos <a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Dragon_Age:_The_Silent_Grove" target="_blank" rel="noopener">The Silent Grove</a>) motivou uma certa reanimação dessa antiga entidade adormecida.</p>
<p>Pensei então no Culto do Dragão ser na verdade o Culto de Belzagor, uma seita criada com a finalidade de encontrar a entidade, enterrada em algum lugar secreto, e despertá-la reunindo artefatos dedicados a ela (dei uma modificada nas máscaras da aventura). O grupo dessa nova história fazia parte da companhia mercenária Lâminas Negras e no ataque a Verdante (Greenest), resumindo, só os jogadores sobreviveram. Eles tomaram para si o nome da companhia, se juntaram a uma feiticeira pupila de um mago poderoso que começava a organizar uma resistência e passaram a agir contra os esforços da seita de juntar um Tesouro para a Rainha-Dragão (Hoard&#8230; ah, você entendeu).</p>
<p>À medida que o jogo rolava, eu costurava com a outra campanha. O mestre da feiticeira era colega da feiticeira da campanha antiga, que é cigana como a ladina do novo grupo. Os Falcões Trovejantes, companhia mercenária dos PJs do jogo antigo, já tinha fama moderada nessa época. Antiva é um reino de grande extensão territorial e nessa época está em guerra civil, de modo que a reação às ações do Culto são convenientemente esparsadas, criando a atmosfera perfeita para os Lâminas brilharem.</p>
<p>No geral fiz poucas mudanças nessa. Além das já mencionada, retirei meio-dragões, gnomos e monges, fiz as adaptações necessárias de cenário e diminuí monstros e encontros desnecessários para meu jeito de mestrar. A caravana, por exemplo, não teria como passar meses na estrada, então foram uns dez dias de viagem mesmo. Langderdrosa virou Langrian, uma guerreira humana de cabelo azul estilosíssima. Simplifiquei a hierarquia e transformei a maga em um mago metamorfo que, assim como Flemmeth, pode se transformar em dragão. Adaptei os drakes, que em DA são filhotes de dragão, mas deixei kobolds e bullywugs (DA: Inquisition inseriu um monte de bichos novos, então what the hell, posso criar uns também), embora tenha transformado os homens-lagartos que adoram lagartos, incluindo dragões. Também troquei os magos de Thay por Venatori e ficou bom.</p>
<p>Eu gosto da Tyranny of Dragons. É um D&amp;D basicão legal, apesar de ser meio confusa na escrita e ter muita mecânica maluca, mas era a Kobold Press terceirizada dando os primeiros passos. A ideia era continuar com a Rise of Tiamat e fazer um desfecho apoteótico para as duas campanhas juntando os dois grupos. Era, porque esse grupo meio que esfacelou também, e marcar a campanha antiga também não está fácil. Mas esse fim de semana reativamos um jogo que parecia ter acabado em 2015, então ainda há esperança.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2674" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/post-avdnd04/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg" data-orig-size="685,206" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="post-avdnd04" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg?w=685" class="alignnone size-full wp-image-2674" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg 685w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg?w=150&amp;h=45 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd04.jpg?w=300&amp;h=90 300w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /></p>
<p>A segunda campanha é a mais recente,<strong> <a href="http://dnd.wizards.com/products/tabletop-games/rpg-products/storm-kings-thunder" target="_blank" rel="noopener">Storm&#8217;s King Thunder</a>.</strong> Essa aqui é sensacional. Especialmente pelo background inicial meio nórdico, já que começa com Gigantes da Tempestade e tem todo um viés de intriga de corte dos gigantes e tudo mais. Essa eu apresentei a um novo grupo que formamos na internet, jogando corajosamente via texto (restrições de pais de criança pequena) com uma turma muito gente boa. Antes de eu entrar no limbo da mestragem, em abril, acabamos o primeiro capítulo do módulo, A Great Upheaval (Uma Grande Perturbação). No original, uma vila é atacada por gigantes, goblins se aproveitam para saquear e ainda capturam os sobreviventes em sua fuga. Nessa atmosfera meio Britânia antiga, começamos em Ferelden, na fronteira com as Frostback Mountains.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2675" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/05/campanhas-prontas-dnd-5e/post-avdnd05/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg" data-orig-size="229,300" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="post-avdnd05" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg?w=229" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg?w=229" class="alignright size-full wp-image-2675" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg 229w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/post-avdnd05.jpg?w=115&amp;h=150 115w" sizes="(max-width: 229px) 100vw, 229px" />Esse módulo tinha um desafio para mim &#8211; os gigantes. Em Dragon Age, gigantes são burraldos e sem sociedade, mesmo os do gelo. Mas lembrei que temos aí os avvar, um povo bárbaro de grande estatura inspirado nos vikings (que eram descritos como gigantes e de onde veio a cultura dos frost giants e outros tipos em D&amp;D), que vive nas inóspitas Frostback e vive atacando o povo das planícies, transferi todo o que era dos gigantes pra eles. Meu parça <a href="https://apoia.se/igormoreno" target="_blank" rel="noopener">Igor Moreno</a> ficou meio reticente, mas como sabemos, não vou usar a maioria das &#8220;D&amp;Dices&#8221; do produto, então até agora funcionou muito bem.</p>
<p>No que jogamos até agora os avvar estão usando gigantes do gelo e comuns em seus ataques (não posso dizer como conseguiram isso sem dar spoiler aos jogadores), e foi assim que destruíram a vila do início. Eles lidaram com os goblins, descobriram o que aconteceu e salvaram os aldeões presos nas Cavernas Gotejantes (Dripping Caves). A senhora feudal da vila então lhes pediu para buscar seu marido, incauto do ataque massivo &#8211; bem como toda Ferelden -, e a aventura vai continuar daí. Por motivos óbvios, sumi com a torre voadora com chapeuzinho de mago e devo eliminar tudo que achar tosco. Devem aparecer muitos desafios à frente, mas acho que vai dar certo.</p>
<p>Esse foi um pouco das minhas elucubrações e de como mexo em tudo de pronto que uso. Parece trabalho desnecessário, mas é melhor que criar tudo do zero e ainda fica do nosso gosto. E vocês, mexem muito no material que usam? Rolaram essas campanhas prontas? Como foi?</p>
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	</item>
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		<title>Regras alternativas de ferimentos em D&#038;D 5e</title>
		<link>https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/03/regras-ferimentos-ded5e/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2017 09:19:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Material]]></category>
		<category><![CDATA[Papo]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon Age]]></category>
		<category><![CDATA[Regras]]></category>
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					<description><![CDATA[Por motivos que já cansei de listar por aqui, D&#38;D é algo como uma maldição pra mim, e estou condenado a narrar com d20s até o fim da vida. Como disse antes, tinha dado uma parada pra ver se caçava outro sistema pras campanhas na minha versão de Dragon Age ou mexia no D&#38;D, mas &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/03/regras-ferimentos-ded5e/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Regras alternativas de ferimentos em D&#38;D&#160;5e</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por motivos que já cansei de listar por aqui,</strong> D&amp;D é algo como uma maldição pra mim, e estou condenado a narrar com d20s até o fim da vida. Como disse antes, tinha dado uma parada pra ver se caçava outro sistema pras campanhas na minha versão de Dragon Age ou mexia no D&amp;D, mas a abstinência pegou mais que o tempo pra fazer isso e acabamos, neste fim de semana, reativando a campanha Aegis, parada desde 2015 (yay!), quase do jeito que estava mesmo.</p>
<p>Digo quase porque senti muita necessidade de reintroduzir, dentre outras mudanças que ainda farei (como uma lista de magias unificada baseada no Dragon Age), uma regrinha alternativa que dava muito certo quando eu mestrava a 3/3.5e. À época era uma mecânica adaptada do Star Wars d20, onde você tinha os <em>Hit Points</em> normais e os <em>Wound Points</em>, sua verdadeira medida de ferimentos.</p>
<p><span id="more-2649"></span></p>
<p>Na 5e descobri que esta é uma mecânica muito mais fácil de implantar, graças a Bahamut. Na verdade, me baseei muito em uma nova versão dessas regras publicada em um <a href="http://media.wizards.com/2015/downloads/dnd/UA5_VariantRules.pdf" target="_blank" rel="noopener">Unearthed Arcana</a>.</p>
<p>Eu sei que D&amp;D é o cara da abstração, mas eu me sentia e me sinto melhor com essa pequena fagulha de verossimilhança. Talvez deixe a coisa mais narrativa, junto com a regrinha que inveitei de <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2016/11/04/dano-ou-consequencia/" target="_blank" rel="noopener">Dano ou Consequência</a>. Não sei explicar direito.</p>
<h3>Vitality</h3>
<p>Cada personagem passa a ter um valor de <em>Vitality</em> em adição a seus <em>Hit Points</em>. A <em>Vitality</em> máxima da personagem é igual ao valor de <em>Constituition</em> do personagem + 1 por nível de personagem ou dado de vida.</p>
<blockquote><p>Vitality = Constituition + 1 por dado de vida</p></blockquote>
<p>Sempre que uma personagem sofrer 10 pontos ou mais de dano em um ataque ou efeito, perde <em>Vitality</em>. Divida o dano por 10 e arredonde para baixo. O resultado é o quanto de <em>Vitality</em> a personagem sofre. Em outras palavras, a personagem perde 1 <em>Vitality</em> a cada 10 pontos de dano sofridos por um ataque ou efeito.</p>
<blockquote><p>10 pontos de dano = perda de 1 Vitality</p></blockquote>
<p>Se uma personagem sofrer um <em>critical hit</em>, dobre a perda de <em>Vitality</em>, então a personagem perde 2 <em>Vitality</em> a cada 10 pontos de dano. Se um <em>critical hit</em> causar menos de 10 de dano, ainda reduz a <em>Vitality</em> em 1.</p>
<p>Com a regra de <em>Vitality</em>, personagens não mais ganham seu modificador de <em>Constituition</em> nos <em>Hit Points</em> no primeiro nível e a cada vez que sobem de nível. O DM deve lembrar de ajustar os <em>Hit Points</em> de monstros e NPCs de acordo.</p>
<p>Uma personagem reduzida a 0 <em>Vitality</em> é imediatamente reduzida a 0 <em>Hit Points</em>. Se uma personagem é reduzida a 0 <em>Hit Points</em> mas sua <em>Vitality</em> permanece acima de 0, qualquer dano adicional passa a ser aplicado à <em>Vitality</em> da personagem. Uma personagem não cai moribunda até que tanto seus <em>Hit Points</em> quanto sua <em>Vitality</em> cheguem a 0.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2660" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/07/03/regras-ferimentos-ded5e/raza1/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg" data-orig-size="640,1445" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="raza1" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=133" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=454" class="alignright wp-image-2660" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=250&#038;h=564" alt="" width="250" height="564" srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=250 250w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=500 500w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=66 66w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/07/raza1.jpg?w=133 133w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p>Uma personagem com 0 <em>Hit Points</em> mas com <em>Vitality</em> acima de 0 recebe imediatamente a condição <em>Wounded</em> (<em>Disadvantage</em> em <em>Ability Checks</em>, <em>Attack Rolls</em> e <em>Saving Throws</em> e <em>Speed </em>Halved; é a mesma coisa que 3 níveis de <em>Exhaustion</em>).</p>
<p>Completar um <em>Long Rest</em> amplia a <em>Vitality</em> da personagem em 1 + modificador de <em>Constituition</em>, até o máximo da <em>Vitality</em> da personagem. Efeitos que restauram <em>Hit Points</em> não causam efeito direto na <em>Vitality</em>, mas cada 10 pontos de cura recebidos por uma personagem com seu máximo de <em>Hit Points</em> restaura 1 de <em>Vitality</em>.</p>
<hr />
<p>É uma regra experimental, lógico, e meramente começamos a testar. Ainda não sei se deixo a condição <em>Wounded</em> ou considero 3 níveis de <em>Exhaustion</em>, ou como lido com isso sem complicar muito. Também não sei ainda se mantenho esses valores (<em>Vitality</em> igual a CON + 1/dv) e os <em>Hit Points</em> sem modificador de CON (uma coisa é certa: deu uma boa nerfada numa coisa que me incomoda muito em D&amp;D, centenas de HP em níveis altos).</p>
<p>E claro, pode ser que o jogo fique mais lento nos combates. Até agora só pus uns zumbis bombados (<em>dread guards</em>) e uns <em>warhorse</em> <em>skelletons</em> na mesa, e deliberadamente não coloquei <em>Vitality</em> neles (considerei que os <em>Hit Points</em> eram <em>Vitality</em> mesmo). Se ficar muito ruim, vejo se altero (e mexo aqui).</p>
<p>Penso em usar um descanso mais rápido, uma vez que agora HP é realmente sua resistência, sorte e habilidade de evitar dano. Talvez <em>short rest</em> de 5 minutos e <em>long rest</em> curando tudo (antes eu dificultava essa parte). Mas já ouvi que essas regras de <em>Vitality</em> fazem a história ter mais pausas pra descanso e cura, e como adoro ver o tempo passar, talvez use ao invés disso a regra <em>Gritty Realism</em> (DMG 267), com <em>short rests</em> de 8 horas e <em>long rests</em> de 7 dias.</p>
<p>Vale dizer que uso a regra de <em>Injuries</em> (DMG 272), ligeiramente simplificada. Quando uma personagem sofre um <em>critical hit</em>, cai moribunda ou falha em um <em>death saving throw</em> por 5 ou mais (e estou pensando em usar a regra do <em>Meat Grinder</em> de DC 15), sofre uma <em>injury</em>. Você escolhe ou joga o dado:</p>
<hr />
<p><strong>1-8. Ferimento Interno.</strong> Sempre que tentar uma ação em combate, faça um <em>DC 10 Constituition saving throw</em>. Se falhar, perca a ação e não use <em>reactions</em> até o início do seu próximo turno. Qualquer magia ou efeito de cura remove o ferimento.</p>
<p><strong>9-13. Membro danificado.</strong> Alguma parte do seu corpo sofre dano, quebra, etc. Você não pode usar aquele membro e tem certos problemas. Órgãos sensoriais (<em>Disadvantage</em> em testes como <em>Wisdom (Perception), Charisma (Persuasion),</em> ataques à distância, etc), membros (não poder segurar objetos com as duas mãos, manca com -5 <em>feet</em> na <em>Speed</em> e <em>DC 10</em> <em>Dexterity</em> <em>saving</em> <em>throw</em> para não cair prone ao usar <em>Dash</em>, etc). Cura mágica de 6º nível ou superior, como <em>heal</em> e <em>regenerate</em>, remove o efeito.</p>
<p><strong>14-16. Cicatriz.</strong> Você é desfigurado de alguma forma. Dependendo da gravidade do ferimento, não pode ser facilmente oculto. Você sofre <em>Disadvantage</em> em <em>Charisma (Persuasion)</em> e <em>Advantage</em> em<em> Charisma (Intimidation)</em> em quem ver sua cicatriz. Cura mágica de 6º nível ou superior, como <em>heal</em> e <em>regenerate</em>, remove a cicatriz.</p>
<p><strong>17-19. Ferimento interno severo.</strong> A mesma coisa do ferimento interno, mas a DC é 15 e apenas magias poderosas como <em>cure wounds</em> usando slot de no mínimo 3º nível podem resolver o problema.</p>
<p><strong>20. Membro seriamente danificado.</strong> Você perde um membro. Um ou dois olhos, mudez, um braço ou perna (<em>Speed halved</em>, cai <em>prone</em> ao usar <em>Dash</em>, precisa se apoiar sempre em algo, <em>Disadvantage</em> em testes de <em>Dexterity</em> para se equilibrar). Apenas magias poderosas como <em>regenerate</em> podem restaurar o membro.</p>
<hr />
<p>Bem, fora essas, ainda uso um monte de regrinhas da casa e regras opcionais do DMG, mas nada que transforme muito o D&amp;D. Qualquer dia, quando tiver tudo arrumadinho (já que aparentemente não vou conseguir largar esta porqueira mesmo), posto aqui as adaptações que fiz para o meu Dragon Age Maluco.</p>
<p>É bom demais voltar a jogar, até porque dá vontade de escrever. Vamos ver se continuamos de vento em popa!</p>
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		<title>Campanha Aegis &#8211; Capítulo 06</title>
		<link>https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/20/campanha-aegis-capitulo-06/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 15:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportes]]></category>
		<category><![CDATA[5E]]></category>
		<category><![CDATA[Aegis]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon Age]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
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					<description><![CDATA[Este é o reporte do remake da minha campanha mais longa de AD&#38;D, agora em Thedas, mundo de Dragon Age, usando D&#38;D 5E. É estranho voltar a escrever este reporte. A campanha continua suspensa, e não sei se vai voltar, mas me senti na obrigação de registrar tudo que jogamos. No reino de Artoria (que &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/20/campanha-aegis-capitulo-06/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Campanha Aegis &#8211; Capítulo&#160;06</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Este é o reporte do remake da minha campanha mais longa de AD&amp;D</strong>, agora em <strong>Thedas</strong>, mundo de <strong>Dragon Age</strong>, usando <strong>D&amp;D 5E</strong>. É estranho voltar a escrever este reporte. A campanha continua suspensa, e não sei se vai voltar, mas me senti na obrigação de registrar tudo que jogamos.</p>
<p>No reino de <strong>Artoria</strong> (que eu criei, entre as Fronteiras Livres e Nevarra), o arqueiro das terras frias além-fereldanas <strong>Duncan</strong> (Gabriel), o anão devoto <strong>Krank</strong> (Rafael), o nevarrano paladino <strong>Moloch</strong> (Diego) e a elfa guerreira arcana <strong>Noelle</strong> (Elisa) tentam sobreviver, mas estão destinados a se tornar lendas.</p>
<p><span id="more-2572"></span></p>
<p><a href="https://biroscanerd.wordpress.com/tag/aegis/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia os reportes anteriores aqui</a>. Mas basicamente eles têm ajudado a vila de Hommlet, assolada por crias das trevas que infestam o pântano local, cada aventureiro metido na história por motivos particulares. Após salvar seus protegidos nobres mirins de aranhas gigantes, venceram as primeiras defesas da fortaleza em ruínas onde as crias estão aquarteladas.</p>
<p>A propósito, como faz tempo que jogamos as últimas sessões (2015), talvez eu seja mais sucinto que gostaria. Desculpa.</p>
<h4>Encontros e desencontros</h4>
<p>E então os aventureiros, recém-convertidos ao D&amp;D 5E, tinham uma fortaleza caindo aos pedaços para investigar. Antes jogávamos naquela minha versão do Storytelling para fantasia medieval, e a mudança de sistema certamente ia dar outra pegada à ação. Assim, tínhamos um <i>hack &#8216;n slash</i> mais tranquilo à frente.</p>
<p>Ainda assim, Noelle estava ferida, de modo que Krank a curou e levou a um esconderijo entre os juncos e arbustos; Duncan, Moloch e Sabinne entraram. Após encontrar pouca coisa interessante, descem escadarias grandes para os antigos porões do lugar. E quem manja de Dragon Age sabe que o grosso das crias das trevas estaria em túneis subterrâneos.</p>
<p>Lá embaixo, ao ver celas com humanos estranhos de olhos mortiços (carniçais) e um ogro sentinela guardando os túneis escavados, notaram que ainda eram de 3º nível (e o ogro das crias das trevas é mais forte que o do Livro dos Monstros), meteram o rabo entre as pernas e caíram fora.</p>
<p>O que se provou uma boa decisão, porque enquanto isso, Krank e Noelle avistavam uma pequena tropa retornando ao forte! A elfa atirou uma pedra luminosa na direção das ruínas para avisar e todos fugiram, desencontrados. Os dois caíram em um sumidouro no pântano, mas Elisa deu sorte nos dados e Noelle agarrou algumas sarças, salvando os dois.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2580" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/20/campanha-aegis-capitulo-06/aegis6hommlet/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg" data-orig-size="630,357" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="aegis6hommlet" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg?w=630" class="size-full wp-image-2580 alignnone" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg 630w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg?w=150&amp;h=85 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6hommlet.jpg?w=300&amp;h=170 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>Logo todos se encontraram e voltaram a Hommlet. Lá, encontraram os aldeões se empurrando para a segurança da torre fortificada de Rufus e Berne, os mercenários aposentados (que na prática mandam na região). Após ajudar e apressar o povo, conseguem aquele merecido <i>long rest</i> na torre. As crias das trevas estavam finalmente sitiando a aldeia de Hommlet, ainda que de forma sutil.</p>
<h4>Boas e más notícias</h4>
<p>Mal o galo cantou, Rufus procurou Moloch para sugerir que o grupo partisse ao amanhecer &#8211; sendo as crias das trevas notívagas, certamente sua passagem seria mais segura. Eles deveriam comprar víveres em Vau Branco, pequena aldeia na descida do rio, e seguir para Ponte Alta, a fim de pedir ajuda a Ser Rodrik, senhor das terras e único que podia trazer tropas para ajudar.</p>
<p>Era um dia de sol apesar de tudo, e os quatro (Sabinne ficou para ajudar nas defesas) seguiram junto ao rio, as primeiras neves caindo. O fazendeiro Brannon, que estava com Noelle antes, seguiu com eles para ver seus familiares (os estalajadeiros que a elfa ajudou). Moloch, que nunca vira neve (minha Nevarra é uma terra de cavaleiros, com estepes douradas e vastas planícies de clima mediterrâneo), ficou maravilhado.</p>
<p>A felicidade durou pouco, no entanto. Vau Branco tinha sido massacrada pelas crias das trevas. Em meio ao morticínio, o grupo encontrou um menino sobrevivente (que Brannon, tendo perdido sua família há pouco tempo, adotou) e jogou os mortos ao fogo.</p>
<h4>Azagaias e raios</h4>
<p>A jornada guardava mais surpresas amargas. Alguns quilômetros a oeste, com fome e frio, a comitiva viu dois cavalos mortos bloqueando a estrada, cada um com flechas de penas negras cravadas no corpo. Noelle logo notou que um dos cavalos pertencia ao homem que a salvara dos <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2015/03/14/campanha-aegis-capitulo-04/" target="_blank" rel="noopener">bandidos que a molestaram</a>, e eles decidiram investigar. Alforjes esvaziados, um tubo de guardar mapas vazios&#8230; o cheiro de emboscada era pungente.</p>
<p>Como já disse antes, até então estava usando coisas do velho módulo The Village of Hommlet, de Gary Gygax. Mas como estava nos planos, introduzi aqui meu uso da aventura da 5E The Lost Mine of Phandelver. O leitor notará as semelhanças e diferenças da minha narrativa com o módulo. Foi então que gremlins atacaram os jogadores de seus esconderijos, atirando azagaias.</p>
<p>Goblins são monstrinhos com muitos semelhantes nas lendas e cultura pop. A versão Dragon Age deles se chama &#8220;ghast&#8221; (surgem no DLC &#8220;Mark of the Assassin, do II&#8221;), por exemplo. Então decidi que cada região da minha Thedas vai chamar monstros muito comuns por um nome específico &#8211; Goblins (Ferelden), gobelins (Orlais), ghasts (Fronteiras Livres), duendes (Antiva) e por fim gremlins (Artoria).</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2581" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/20/campanha-aegis-capitulo-06/aegis6ambush/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg" data-orig-size="630,354" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="aegis6ambush" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg?w=630" class="size-full wp-image-2581 alignnone" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg?w=700" alt=""   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg 630w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg?w=150&amp;h=84 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/aegis6ambush.jpg?w=300&amp;h=169 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>Como a ideia era provocar os jogadores, a facilidade do combate não seria problema. Mas como eles são nível 3, pus seis (ao invés de quatro) gremlins/goblins para emboscá-los. Obviamente, algumas jogadas de ataque e raios <i>cantrips</i> depois eles estavam no chão, mas meus queridos jogadores morderam a isca e logo seguiram os rastros dos monstros, passando por algumas armadilhas, até o covil camuflado das criaturinhas, na floresta.</p>
<p>Ao sopé de uma colina, mal deixaram Brannon e o menino pra trás com os cavalos, foram emboscados por mais gremlins de um arvoredo próximo. Matar os sentinelas foi fácil, mas uma flechada de Noelle quase acertou Krank por acidente (quando você alveja dois combatentes engajados, sofre <i>disadvantage</i> no ataque, e assim interpretei o erro da personagem, que ainda por cima tirou 1).</p>
<p>Depois desse pequeno entrevero, os aventureiros se prepararam para mais uma <i>dungeon</i> e a sessão acabou.</p>
<p style="text-align:center;">&#8230;</p>
<p>E aí, tô muito enferrujado? Deu pra entender legal a narrativa, mesmo com muita informação cruzada? Preciso mesmo publicar aqui um mapa e algumas linhas gerais da minha versão de Thedas, para linkar e não deixar ninguém perdido. O bom é que ainda tem uns 3 reportes para publicar. Quem sabe não voltamos a jogar até lá? :)</p>
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		<title>Multiclasse e outras regras da casa para Old Dragon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Apr 2017 15:55:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Material]]></category>
		<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Homebrew]]></category>
		<category><![CDATA[Old Dragon]]></category>
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					<description><![CDATA[Faz tempo que quero atualizar direito o blog, e estava com o mesmo problema que meu sócio Fabiano Neme, olhando aqui e vendo o #DnDGateBR como primeiro artigo. Reportes geralmente são demorados de escrever (pra mim), então quando surgiu uma discussão no grupo do Old Dragon no Facebook, aproveitei que escrevi um textão por lá &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/15/regras-casa-od-01/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Multiclasse e outras regras da casa para Old&#160;Dragon</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Faz tempo que quero atualizar direito o blog,</strong> e estava com o mesmo problema que meu sócio <a href="https://nemenomicon.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Fabiano Neme</strong></a>, olhando aqui e vendo o <strong>#DnDGateBR</strong> como primeiro artigo. Reportes geralmente são demorados de escrever (pra mim), então quando surgiu uma discussão no <a href="https://www.facebook.com/groups/odrpg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>grupo do Old Dragon no Facebook</strong></a>, aproveitei que escrevi um textão por lá pra dar uma agitada por aqui.</p>
<p>Nosso querido Old Dragon é um sistema simples por uma razão, dar combustível para os jogadores e mestres criarem o que quiserem em cima. Tem toneladas de material na internet, e todo mundo tem suas regras da casa e propostas &#8211; eu incluso. Este ano o suplemento Companion vai vir com uma porção de regras opcionais com respaldo oficial, mas enquanto ele não chega, vou começar a colocar minhas regras caseiras aqui na mesa do bar, começando pelo combate com duas armas, posturas e multiclasse.</p>
<p><span id="more-2558"></span>Pra começar, eu não mestro mais sem as regras do Especial de Natal. Se ainda não tem, corre e pega ele aqui. Ah, e se quiser deixar o combate ainda mais mortal, cata essas <strong><a href="https://nemenomicon.wordpress.com/2017/04/11/sistema-de-combate-souls-like-para-old-dragon/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">regras inspiradas no Dark Souls</a></strong> que o Neme fez; eu certamente usarei as de pontos de ferimentos!</p>
<h3>Combater com Duas Armas</h3>
<p>Na T7-3 da página 63 do livro básico já temos a regra padrão de lutar com duas armas, que é o ganho de um ataque extra por turno ao custo de -2 no seu ataque/arma principal (que deve ser média) e -4 no seu ataque/arma secundário (que deve ser com uma arma pequena). Aqui eu apenas incremento a regra.</p>
<p>Considero um ataque desarmado uma arma pequena que causa 1d2 pontos de dano + modificador de dano da Força, de modo que um personagem com apenas uma arma na mão poderia dar um soco como ataque adicional, respeitando as penalidades. Um personagem com as duas mãos ocupadas ainda poderia dar um pontapé como ataque adicional. Lembrando que uso a regra de Iniciativa do Especial de Natal (1d20 + Destreza, desconsiderando velocidades).</p>
<p>Além disso, eu aplico o Ajuste de Proteção da Destreza como um &#8220;modificador&#8221; das penalidades, como no AD&amp;D. Se você tem Destreza 8, por exemplo, suas penalidades serão -3 e -5. Se possui Destreza 15, atacaria com 0 e -2. Com Destreza 18, sem penalidades.</p>
<p>Ainda dou outra possibilidade: personagens com Força 16 ou maior podem usar duas armas médias ao invés de uma média e uma pequena. Assim, podemos ver aqueles homem de armas legais com duas espadas longas.</p>
<p>Mais adições: quando você usa uma arma pequena em uma mão e nada na outra, pode desferir um ataque extra (armas pequenas são muito rápidas). Usando duas armas pequenas você ainda está restrito a um ataque extra, mas as penalidades caem para -2 e -2. Um bordão permite um ataque extra se usado com duas mãos. Você pode fazer um ataque extra com um escudo, com -2 de penalidade, perdendo o bônus de +2 na CA durante o resto do turno e causando 1d8 de dano caso acerte.</p>
<h3><img loading="lazy" data-attachment-id="2565" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/04/15/regras-casa-od-01/togeiro-od/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg" data-orig-size="447,574" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="togeiro-od" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=234" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=447" class="alignright wp-image-2565" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=311&#038;h=399" alt="" width="311" height="399" srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=311&amp;h=399 311w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=117&amp;h=150 117w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg?w=234&amp;h=300 234w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/04/togeiro-od.jpg 447w" sizes="(max-width: 311px) 100vw, 311px" />Posturas em Combate</h3>
<p>O Especial de Natal traz excelentes regras para posturas de Homens de Armas em combate, mas eu já usava as minhas próprias e estou reproduzindo aqui como alternativas ou opções extras. O Homem de Armas deve assumir a postura no início do turno e ficar com ela até o próximo.</p>
<p><strong>Ofensiva</strong>: -2 na CA e +2 em jogadas de ataque.<br />
<strong>Cautelosa</strong>: -2 em jogadas de ataque e +2 na CA.<br />
<strong>Imprudente</strong>: -2 na CA ou jogadas de ataque CA e +4 nas rolagens de danos.<br />
<strong>Defensiva</strong>: não faz nada no turno além de se mover, +10 na CA.</p>
<p>Você pode realizar trocas com valores maiores (exceto na Defensiva), sempre usando a progressão mostrada (por exemplo, -4 nas jogadas de ataque por +8 no dano, ou -6 em ataque e +6 na CA).</p>
<h3>Multiclasse</h3>
<p>Uma das maiores dúvidas dos jogadores gira a respeito da (até então) inexistente mecânica para você pertencer a mais que uma classe do Old Dragon. O Companion trará uma &#8211; muito boa, por sinal -, de modo que vou abordar aqui o que já usei e os métodos que penso darem ou não certo.</p>
<p>Tem a abordagem do D&amp;D 3E, onde o personagem passa de nível e escolhe uma nova classe, e sempre vai decidindo que classe avançar (ou pode pegar mais classes). No Old Dragon esse método dá alguns problemas. O primeiro é: os valores de Jogadas de Proteção são fixos (e não bônus). Ladrões e Clérigos usam a mesma progressão (começa em 15), o que deixa essa combinação ok, mas Homens de Armas começam pior (16) e Magos melhor (14), o que zoa tudo. O mais matematicamente certo a fazer, até pra evitar combos (porque por exemplo, tirar a média deixaria qualquer multiclasse com Mago na mamata), é deixar a progressão de multiclasse 15 a 9 por padrão.</p>
<p>O segundo é a diferença das tabelas de pontos de experiência. O método 3E considera que você usa uma só tabela pra todas as classes, mas aqui o equilíbrio é diferente. Então, teríamos que considerar uma tabela para cada classe do personagem, e o jogador teria que dividir o XP ganho sempre para decidir com quem vai avançar. Por exemplo, um Ladrão de 3º nível que consiga 5.000 pontos de experiência pode dedidir &#8220;pegar&#8221; um nível de Homem de Armas, se tornando um Ladrão 3/Homem de Armas 1. Ele precisaria de MAIS 5.000 XP para tornar-se um Ladrão 4/Homem de Armas 1 ou mais 2.000 XP para se tornar um Ladrão 3/Homem de Armas 2. Ou seja, a tabela dele seria, a partir do momento que ele se tornou multiclasse, 5.000/0.</p>
<p>Se você pensar direitinho, o avanço vai ficar difícil para o jogador de Old Dragon, de modo que eu deixaria o personagem somar todas as habilidades, incluindo BA e Especialização. Imagine a dor de ser um Ladrão 10 (240.000 XP)/Homem de Armas 10 (304.000 XP)!</p>
<p>Lá no grupo perguntou-se sobre a possibilidade te se ter uma só tabela tirando a média das duas. Bom, nesse mesmo exemplo ficaria 3.500 XP (5.000 + 2.000) pra ele passar de nível pra Lad 4 / HdA 1 ou Lad 3 / HdA 2. Só que nos níveis subsequentes a coisa piora. Por exemplo, se ele for Lad 4 / HdA 1, pra se tornar Lad 5 / HdA 1 ou Lad 4/ HdA 2, precisaria de +3.500 XP (5k pra completar 10.000 + 2.000 pra completar 10.000). Só que pra se tornar um personagem de 6º nível puro é MUITO mais XP (20.000 / 32.000 nessas duas classes), o que desequilibra tudo e torna personagens multiclasse bem combados, considerando que você vai somar dados de vida e BA. Ou seja, melhor não.</p>
<p>Portanto, eu recomendo bem mais a abordagem AD&amp;D. Nela, o personagem evolui em duas ou mais classes simultaneamente. Os pontos de experiência são divididos igualmente entre cada classe. O personagem pode usar habilidades de ambas as classes. Ele usa a melhor JP e BA, tira uma média entre os dados de vida para os pontos de vida (arredonde pra baixo). Quando os avanços começarem a acontecer de forma diferente (afinal, os pontos necessários pra passar de nível são diferentes pra cada classe), você pega o dado de vida e divide pelo número de classes (arredonde pra baixo). Por exemplo, um Homem de Armas/Mago ganha medade de 1d4 se passar de nível como Mago e 1d10 ao fazê-lo como Homem de Armas, e um Homem de Armas/Mago/Ladrão recebe 1/3 por vez. Lembrando que o personagem tem as habilidades das classes considerando seu nível atual em cada uma. Um Clérigo/Mago tem duas listas e progressões de magia distintas, por exemplo.</p>
<p>Exemplo dos PVs: um Homem de Armas 1/Mago 1/Ladrão 1 joga 1d10 (HdA), 1d6 (L) e 1d4 (M) e tira 6, 5 e 2. A soma (13) é dividida por 3 e arredondada para baixo, dando 4 pontos de vida. Algum tempo depois ele atinge o 2º nível como Ladrão, antes de atingir com as outras classes. Ele joga 1d6 para os pontos de vida adicionais e tira 4, que dividido por 3 dá 1 (arredondando para baixo). Ele ganha 1 ponto de vida extra. Quando chegar ao 2º nível de HdA joga 1d10 e Mago 1d4.</p>
<p>Exemplo do XP, digamos que o Ladrão 3/Homem de Armas 1 passa a anotar seu XP como 5.000/0. Se ele ganhar 450 XP em uma sessão, deve colocar 225 em cada classe, ficando com 5.225/255. Quando eu mestrava AD&amp;D, deixava o jogador distribuir como queria os pontos entre as classes. Se naquela sessão o personagem atuou mais como Homem de Armas, por exemplo, ele poderia colocar 400 na tabela de Homem de Armas e 50 na de Ladrão (ficando com 5050/400) ou qualquer outra combinação.</p>
<p>No AD&amp;D, humanos não podiam ser multiclasse, e sim dupla classe (tipo a multiclasse da 3E mas tu não volta à antiga classe ao entrar em outra). Como isso tem muito a ver com limitações de classe/raça/nível que o Old Dragon não usa, recomendo deixar essa regra de classe e todo mundo poder ser multiclasse.</p>
<p><strong>Edit: </strong>se o jogador quiser se tornar multiclasse durante o jogo ao invés de começar assim, ele pode começar a empregar sua XP em uma &#8220;reserva&#8221; que representa seu treinamento e esforços para engrenar em uma nova classe, igual a METADE do XP necessário pra atingir o segundo nível dela. Quando chegar nesse montante, ele se torna um personagem multiclasse.</p>
<p>Por exemplo, um Ladrão 3 pode começar a treinar bastante para se tornar um Ladrão 3/Homem de Armas 1, empregando parte ou todo seu XP nessa reserva. Quando conseguir 1.000 XP (metade dos 2.000 necessários pra chegar ao 2º nível de Homem de Armas), ele se torna um Ld3/HdA1, ficando efetivamente com (digamos) 2.500/1000 XP e começando sua progressão dupla.</p>
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		<title>Todo dia um sneak attack diferente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 19:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Papo]]></category>
		<category><![CDATA[5E]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Dnd]]></category>
		<category><![CDATA[DndGateBR]]></category>
		<category><![CDATA[Redbox]]></category>
		<category><![CDATA[Sneak Attack]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você está lendo isso, sabe o que é o #DndGateBR (se não, aqui tem tudo). Algumas pessoas pediram pra eu escrever sobre o assunto aqui no blog, mas como a coisa já está muito bem explicada, vou falar sobre como a parada me afeta. Apesar de eu ter passado muito tempo com raiva de D&#38;D &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/03/23/todo-dia-um-sneak-attack-diferente/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Todo dia um sneak attack&#160;diferente</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se você está lendo isso, sabe o que é o</strong> <strong>#DndGateBR</strong> (se não, <strong><a href="https://nemenomicon.wordpress.com/2017/03/22/sobre-o-dd-5a-edicao-no-brasil/" target="_blank">aqui tem tudo</a></strong>). Algumas pessoas pediram pra eu escrever sobre o assunto aqui no blog, mas como a coisa já está muito bem explicada, vou falar sobre como a parada me afeta.</p>
<p>Apesar de eu ter passado muito tempo com raiva de D&amp;D e mestrando outras coisas, é o D&amp;D né? Trabalhar com o RPG que me iniciou no hobby, onde passei anos e como acabei virando dono de editora, é outra coisa. Até aceitei a apelação dos meus jogadores com a 5E e passei a mestrar. Tive minhas rusgas com o sistema, mas acabei cedendo.</p>
<p><span id="more-2516"></span></p>
<p>Nós sabíamos do <em>sneak attack</em> desde fevereiro, mas só anteontem se tornou público e a ficha caiu. Estávamos todos irados, tentando de toda forma lutar contra, mas agora só na justiça. Ficou a sensação de raiva e tristeza de jogar todo o nosso trabalho no lixo, sem falar das expectativas e do amargor de ouvir críticas como se tivéssemos sido ingênuos ou pouco profissionais. As pessoas que dizem isso não prestaram atenção direito nas proporções e no desenrolar do negócio. Mas enfim, bola pra frente que a luta ainda está longe de acabar.</p>
<p>Vale lembrar que isso tudo aconteceu dia 21/03, aniversário de 3 anos da minha filhota. Fiquei o dia inteiro maluco dando print em provas e correndo atrás de redes sociais e nem ajudar a decorar a festa pude. Minha esposa Elisa, que revisou o PHB (a versão jogada no lixo) também ficou arrasada. Bela lembrança.</p>
<p>Negócio é que agora, toda vez que olho meus três básicos, é inevitável não sentir raiva. Logo agora que tinha voltado a narrar. Então, estou pensando em, pelo menos por enquanto, dar uma distância nos d20s. Por um lado é ruim porque voltou aquela minha pinimba com sistemas de RPG, mas por outro é bom porque eu já estivesse cada vez mais insatisfeito com o D&amp;D de novo, e ele não estava encaixando muito bem com minhas campanhas em Thedas, mundo de Dragon Age, que é só onde mestro (ainda que quase um homebrew).</p>
<p>Assim, estou pensando nas possibilidades. Ou usar o Dragon Age RPG mesmo, ou voltar com meu Fantasytelling, ou tentar algo novo, como Savage Worlds. Paralelamente, estou relendo meu Blood &amp; Honor, pra satisfazer a vontade de anos. Vamos ver os próximos capítulos da novela.</p>
<p>Pelo menos nossos <em>dungeon crawls</em> de raiz nunca deixaram de ser <strong>Old Dragon</strong> e não foram afetados por esta crise!</p>
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	</item>
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		<title>Preparando aventuras rapidamente (ou Manual do Mestre Sem Tempo)</title>
		<link>https://biroscanerd.wordpress.com/2017/01/20/preparando-aventuras-rapidamente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2017 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Aventuras]]></category>
		<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
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					<description><![CDATA[Há algum tempo sofro com a falta de tempo para preparar sessões de jogo, algo que também minou minha criatividade. Acaba que tenho usado muitas aventuras e ganchos prontos; embora sempre mude as coisas pra adequar ao que gosto, é mais fácil. E nunca fui um mestre da improvisação, ou seja, tenho que ter alguma &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/01/20/preparando-aventuras-rapidamente/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Preparando aventuras rapidamente (ou Manual do Mestre Sem&#160;Tempo)</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Há algum tempo sofro com a falta de tempo para preparar sessões de jogo</strong>, algo que também minou minha criatividade. Acaba que tenho usado muitas aventuras e ganchos prontos; embora sempre mude as coisas pra adequar ao que gosto, é mais fácil. E nunca fui um mestre da improvisação, ou seja, tenho que ter alguma preparação. Assim, tenho procurado métodos mais práticos.</p>
<p>Depois de ler alguns textos sobre o assunto, incluindo <a href="http://epickingdom.wordpress.com/2012/01/17/criando-aventuras-em-pouco-tempo/" target="_blank">este post do Epic Kingdom</a> e um artigo de Richard Hunt na saudosa <em>Dragon Magazine</em> brasileira (arrumando a bagunça das revistas!), tenho aplicado com sucesso alguns métodos na preparação das minhas aventuras.</p>
<p><span id="more-1601"></span></p>
<p>Acredito que a chave de tudo está na organização e alinhar prioridades. Hoje em dia, otimizo meu tempo escolhendo exatamente o que vou usar, mantendo referências e lembretes por perto e evitando mal-entendidos. Reduz bastante o stress e cansaço na hora da preparação, e é nisso que meu esforço tem se baseado. Então, vou repassar essas dicas que, de certa forma, mostram minha visão sobre o caso.</p>
<h3>Linhas gerais sempre</h3>
<p>Uma das coisas que aprendi é que não adianta escrever uma história detalhada, prevendo todas as possibilidades, organizando uma trilha de eventos para os PJs seguirem, clímax, desfecho, etc. Primeiro porque eu esqueço metade dos detalhes, e fico me perdendo ao consultar as coisas na hora do jogo. Segundo, porque leva tempo e dá trabalho. Terceiro, que como estamos carecas de saber, os PJs nunca seguem o roteiro mesmo.</p>
<p>Então, a principal diretiva que tomei foi cortar a gordura das minhas histórias e anotar só o necessário, de forma extremamente sucinta, e afiar na improvisação. Não funciona com todos, mas dá pra inventar legal os detalhes na hora agá se você tem uma boa base para se guiar.</p>
<p>Não sei com vocês, mas comigo os insights de ganchos de histórias ou desenrolares possíveis de tramas surgem nas horas mais esquisitas, como lendo um livro, no ônibus, no banho… O ideal é anotar tudo, de boas cenas a coisas legais que podem acontecer lá na frente da campanha. Na hora da preparação, é organizar as ideias e criar um roteiro em tópicos, listando lugares, cenas, personagens-chave e objetivos. Vou usar um exemplo de uma história de Dragon Age que mestrei:</p>
<p><span style="color:#cd3135;"><strong>• Problema: </strong>Em <a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Denerim" target="_blank">Denerim</a>, Mago Mordan (da guilda de ladrões local) voltou das <a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Deep_Roads" target="_blank">Estradas Profundas</a> com um fragmento de <a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Red_lyrium" target="_blank">lyrium vermelho</a>, dominou a guilda e passou a criar mutantes com o mineral.</span></p>
<p><strong><span style="color:#cd3135;">Gancho (Taverna Três Sereias)</span></strong></p>
<p><span style="color:#cd3135;">• <strong>Nyven:</strong> pede ajuda (histérica).</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Kaede:</strong> menina que se perdeu no Refugo, bairro pobre.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Encontros</strong>: com infectados/<a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Behemoth" target="_blank">behemoths</a>, 1 ou 2.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Dante:</strong> mercenário que está procurando a menina, sabe da verdade.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>A Verdade:</strong> Kaede é filha de Lorde Trunen (nobre da cidade) e foi sequestrada por sua babá Nyven, sob chantagem de Balian e Hansi (malfeitores).</span></p>
<p><strong><span style="color:#cd3135;">Desdobramento 01 (PJs devolvem a menina)</span></strong></p>
<p><span style="color:#cd3135;">• <strong>Recompensa:</strong> dinheiro. Dante vai embora.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Nyven:</strong> é pega pelos guardas e será enforcada dia seguinte.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Trunen</strong>: pede aos PJs que resolvam o problema do lyrium vermelho e leve o mineral para os magos da <a href="http://dragonage.wikia.com/wiki/Circle_Tower" target="_blank">Torre do Círculo no Lago Calenhad</a>, e diz que cuidará de Hansi e Balian – mas eles precisam achar o covil de Mordan, no Refugo.</span></p>
<p><strong><span style="color:#cd3135;">Desdobramento 02 (PJs caçam Nyven)</span></strong></p>
<p><span style="color:#cd3135;">• <strong>Dante</strong>: insiste em levar Kaede e sai do grupo.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Nyven</strong>: está escondida no mercado, conta a verdade se confrontada.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Balian e Hansi:</strong> moram na estalagem Gato Preto, e têm o pai de Nyven como refém.</span></p>
<p><strong><span style="color:#cd3135;">Resolução do Plot (PJs aceitam tarefa)</span></strong></p>
<p><span style="color:#cd3135;">• <strong>Local (covil da guilda):</strong> fica em um velho templo de Tevinter em ruínas no subterrâneo do Refugo, no Beco da Perna Canina, entrada pelo esgoto. Essa informação deve vir do submundo.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Situação:</strong> Terrível, com mortos e infectados espalhados. Woren (avvar) e Rhaenys (ladina) atacam PJs assim que os vêem (+monstros), mas Rhaenys vai avisar Mordan da invasão se estiverem perdendo a luta.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Confronto final:</strong> no santuário, com um buracão usado como arena de luta nos dias antigos da guilda. Mordan pirou e sofreu mutações.</span><br />
<span style="color:#cd3135;"> • <strong>Lyrium vermelho</strong>: deixa doente, enlouquece e infecta com exposição. Necessária caixa de chumbo para transportar.</span></p>
<p>E assim passei uma aventura de possíveis 10 páginas para um arquivo pequeno. Aconteceram várias coisas improvisadas na sessão, como o ladino do grupo salvando Nyven da forca (a coitada estava sendo chantageada, oras) e deixando o grupo meio assim com o nobre, uma clériga PdM aparecendo no meio do covil (Mordan a havia capturado para tentar controlar as mutações em si mesmo) e a ladina Rhaenys ganhando uma relação de amor com o berserker Woren, dando um tantim a mais de profundidade aos vilões. Tudo feito sem (muito) atropelo!</p>
<h3>Arranjar umas “colinhas”</h3>
<p>Sabemos que o Mestre precisa estar bem afiado com as regras do jogo, para evitar discussões, consultas intermináveis a colunas laterais de exceções de combate e outras besteiras que sempre surgem. Porém, a não ser que você tenha Memória Eidética (2 pontos), em algum momento ela vai te deixar na mão – bem, me deixa o tempo todo. Às vezes, consultar uma regra ou aspecto importante no jogo é uma dor de cabeça, especialmente em alguns sistemas (é tu mesmo, Storytelling) onde as regras ficam escondidíssimas e perdidas no meio do texto.</p>
<p>Então, estou preparando resumos de regras (ou aprimorando os que vejo na internet e nos DM screens) e deixando pequenas colas com fácil acesso (tudo organizado nas minhas coisas) para pegar no livro o mínimo possível. O ideal é pegar as coisas mais importantes ou utilizadas e deixar em algum lugar, de forma bem sucinta e fácil de ler.</p>
<p>E isso não serve só para regras. Como já disse em algum lugar no passado, nada salva mais vidas do que ter uma colinha com vários nomes para rápido batismo de NPCs bem ao lado da descrição de uma nova cidade onde os PJs chegam, ou um pequeno acervo de fichas prontas para inimigos ocasionais (alguns sistemas trazem suplementos com isso, como o Cityscape de D&amp;D).</p>
<figure data-shortcode="caption" id="attachment_2450" aria-describedby="caption-attachment-2450" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" data-attachment-id="2450" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/01/20/preparando-aventuras-rapidamente/the-hobbit-an-unexpected-journey-2/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-3.jpg" data-orig-size="630,334" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;2.5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;James Fisher&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS-1Ds Mark III&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;MARTIN FREEMAN as Bilbo Baggins in New Line Cinema\u2019s and MGM&#039;s fantasy adventure \u201cTHE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY,\u201d a Warner Bros. Pictures release.&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1302480000&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;\u00a92011 New Line Productions, Inc.&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;640&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.008&quot;,&quot;title&quot;:&quot;THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;MARTIN FREEMAN as Bilbo Baggins in New Line Cinema’s and MGM&amp;#8217;s fantasy adventure “THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY,” a Warner Bros. Pictures release.&lt;/p&gt;
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<p>E, para não te pegarem de calças curtas de jeito nenhum, siga a dica: se faltar as fichas dos vikings na hora, use orcs como substitutos. Se faltar um gárgula superpoderoso, use um dragão sem magias e sopro. Se faltar um fantasma do espelho alemão, cate um poltergeist e invente alguns novos poderes na hora. Na prática ninguém vai notar, porque são só estatísticas que ganham vida com um propósito dentro do jogo, certo?</p>
<p>Ah, uma última coisa: sempre que uma sessão chegar ao fim, reserve uns 5 minutos para anotar TUDO de importante que aconteceu. Coisas inventadas na hora que prevalecerão na aventura (como um NPC, uma verdade sobre um item, etc.), ou segredos que você criou ou que apareceram nessa sessão, mas lá na frente voltarão para atormentar os personagens. Pode ser também um vilão que fugiu, um refém que eles salvaram… Enfim, qualquer coisa que se torne recorrente – no futuro, se você não registrar em algum lugar, isso vai fazer uma falta danada.</p>
<p>Pra mim, o que tem funcionado há anos é manter sempre diários de campanha sucintos e objetivos sobre os fatos principais. Você pode usar essas ferramentas chiques de campanha (como o <a href="https://www.obsidianportal.com/" target="_blank">Obsidian Portal</a>, que dá pra criar verdadeiras Wikis), mas eu uso documentos do Google, mesmo. Cada dia que se passa tem seus eventos registrados, em tópicos, pra eu saber exatamente onde está cada personagem em que tempo e local na campanha. Em jogos onde os personagens se separam muito, é uma mão na roda.</p>
<h3>Sempre ter cartas na manga</h3>
<p>Ok, admito que essa parece ser a mais difícil. Mas nem é, dá pra fazer com mais ou menos o mesmo método daí de cima: deixando pré-estabelecida uma série de medidas, convenções e atitudes suas. Como podemos ver no meu exemplo de anotações, eu já previ um prospecto diferente do comum (os PJs decidem pegar os bandidos antes de entregar a menina e se ver diante do plot de verdade) – mas eles podiam simplesmente deixar a pirralha com o aventureiro Dante e se mandar da cidade! Ou não acreditar nele e tentar matá-lo, ou exigir resgate do nobre… Enfim.</p>
<p>Mas se você parar pra pensar, podemos reduzir as ações costumeiras dos PJs a um pequeno conjunto que inclui aceitar a missão, cobrar mais por ela, achar que é demais pra eles (ou que eles já tem plots demais na agenda) e fugir, ou fazer alguma estupidez tipo arrombar a porta da frente. Desse modo, geralmente fica fácil pensar nas possíveis consequências de cada um dos atos dos jogadores. Um pouco de conhecimento de mundo e você estará preparado para várias situações.</p>
<blockquote><p>Ao aprender a não entrar em pânico com imprevistos na aventura, começamos a nos adaptar a eles.</p></blockquote>
<p>Se os PJs possuem algumas teorias sobre o que está acontecendo e você está meio reticente com os rumos da aventura, simplesmente escolha a teoria com mais potencial de divertimento e faça dela uma verdade. Eu vivo fazendo isso!</p>
<figure data-shortcode="caption" id="attachment_2449" aria-describedby="caption-attachment-2449" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" data-attachment-id="2449" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2017/01/20/preparando-aventuras-rapidamente/post-preparo-2/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg" data-orig-size="630,437" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="post-preparo-2" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Eu aproveito os momentos de conversa entre os PJs pra pensar no próximo passo!&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg?w=630" class="size-full wp-image-2449" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg?w=700" alt="Eu aproveito os momentos de conversa entre os PJs pra pensar no próximo passo!"   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg 630w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg?w=150&amp;h=104 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/11/post-preparo-2.jpg?w=300&amp;h=208 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /><figcaption id="caption-attachment-2449" class="wp-caption-text">Eu aproveito os momentos de conversa entre os PJs pra pensar no próximo passo!</figcaption></figure>
<p>Outra boa dica é ter em mente que – se plots são problemas a serem resolvidos – mesmo que façam uma grande besteira, os PJs estão sempre gerando plots. Se for rolar um TPK, que tal eles serem presos e vendidos como escravos? Temos um plot de escapada. Eles fugiram da cidade sitiada? A vila da irmã de um PJ é o próximo alvo. Eles mataram o emissário do plot? Agora serão caçados, afinal aquele era o primo do Rei, que mandou-lhe por confiar na sua rapidez!</p>
<p>Por fim, o negócio é ter sempre um conjuntinho de ganchos, cenas ou combates para quando tudo mais falhar. Se os heróis não fisgaram o gancho, você tem cinco ou seis outros esperando por eles, e na próxima sessão você já vai ter desenvolvido algo para aprofundar o que eles pegarem. O combate está ficando chato, ou mais difícil do que deveria? Jogue sujo, derrube o teto, aumente (ou diminua) a vitalidade dos inimigos, bote um terceiro inimigo para dar pancada em todo mundo, faça o vulcão explodir, ou qualquer outra coisa.</p>
<p>Os PJs estão sem pistas? Um ladrão rouba o livro de rituais da mão do mago e sai correndo, levando os PJs perseguidores direto a um rival que sabe mais do que eles e pode ser forçado a falar… Tenha sempre anotados, ou decorados, alguns métodos de como agitar as cenas, de acordo com o que todos gostam (sabe aquela conversa manjada sobre conhecer seus players?).</p>
<p>E se os PJs começarem aquela discussão/briga chata, jogue ninjas neles!</p>
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			<media:title type="html">MARTIN FREEMAN as Bilbo Baggins in New Line Cinema’s and MGM&#039;s fantasy adventure “THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY,” a Warner Bros. Pictures release.</media:title>
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		<title>Meu Old Dragon Day &#8217;16</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dan Ramos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2016 04:32:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reportes]]></category>
		<category><![CDATA[OdDay]]></category>
		<category><![CDATA[OdDay16]]></category>
		<category><![CDATA[Old Dragon]]></category>
		<category><![CDATA[Reporte]]></category>
		<category><![CDATA[Thordezilhas]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste domingo aconteceu o Old Dragon Day, o evento anual onde o Brasil todo joga uma aventura comemorativa do nosso querido OD. Em 2015 não consegui mestrar, mas esse ano me comprometi a rolar uma mesa de todo jeito. E foi sensacional, o mais divertido desde o começo, sucesso de crítica e público! A aventura &#8230; <a href="https://biroscanerd.wordpress.com/2016/11/16/reporte-meu-odday16/" class="more-link">Continue lendo <span class="screen-reader-text">Meu Old Dragon Day&#160;&#8217;16</span> <span class="meta-nav">	</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Neste domingo aconteceu o Old Dragon Day</strong>, o evento anual onde o Brasil todo joga uma aventura comemorativa do nosso querido OD. Em 2015 não consegui mestrar, mas esse ano me comprometi a rolar uma mesa de todo jeito. E foi sensacional, o mais divertido desde o começo, sucesso de crítica e público!</p>
<p>A aventura oficial foi a <strong>Maldição da Garra da Mantícora</strong>. Ela se passa em <strong>Thordezilhas: Sabres e Caravelas</strong>, cenário sensacional de capa &amp; espada de Luiz Claudio Gonçalves, que a Redbox lançará no início de 2017. Trama de pirataria e horror, com personagens apropriados. O mote é, basicamente: aventureiros precisam investigar um navio encalhado e assombrado por uma maldição, que pode ser encerrada apenas se eles derem descanso ao fantasma de uma cigana.</p>
<p><span id="more-2428"></span></p>
<p><a href="http://redboxeditora.com.br/wp-content/uploads/2016/11/A-Maldic%CC%A7a%CC%83o-na-Garra-da-Manti%CC%81cora-Paisagem.pdf" target="_blank"><strong>Clique aqui para baixar a aventura</strong></a> e <a href="http://redboxeditora.com.br/2016/11/09/old-dragon-day-16-personagens-prontos-e-um-pouco-sobre-as-racas/" target="_blank"><strong>aqui para baixar os seis personagens prontos</strong></a>, até pra ter uma ideia de quem é quem no reporte da minha mesa.</p>
<p>Por aqui dois dos jogadores furaram, então os dois dos três restantes pegaram dois personagens cada um: meu irmão Rafael pegou Anike e Flint, meu outro irmão Gabriel pegou Allister, nosso amigo Megaron ficou com Burton e Queni e eu interpretei Marinka (embora todos tomassem as decisões por ela). Os seis heróis em jogo!</p>
<p>O jogo foi muito divertido, cheio de cenas dramáticas e mortes poéticas &#8211; a aventura escrita por Rafael Beltrame, Thiago Righetti e por mim acabou se revelando bem mortal, hehe -, com algumas escolhas morais interessantes no final. Melhor ainda que vou aproveitar o plot para encaixar no arco seguinte da minha campanha Canção Escarlate que está voltando, apenas trocando dois dos personagens por Karsus (Flint) e Javier (Queni), e deixando Anike e Marinka humanas e Burton hobbit.</p>
<p>No geral, fiquei muito feliz de ter dado tudo certo e todo mundo ter curtido a aventura e o cenário, que é mesmo muito bom.</p>
<figure data-shortcode="caption" id="attachment_2432" aria-describedby="caption-attachment-2432" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" data-attachment-id="2432" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2016/11/16/reporte-meu-odday16/todos/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/todos.jpg" data-orig-size="630,635" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="todos" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Burton, Flint, Anike, Marinka, Queni e Allister&lt;/p&gt;
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<p>Fique aí com o relato da minha mesa abaixo.</p>
<blockquote><p>A partir de agora, spoilers!</p></blockquote>
<p>A aventura começou com uma rápida explicação da história da <em>Donzela Carmesim</em>, capitaneado por um casal, a espadachim Rakhan e a cigana feiticeira Lorana. Quando Rakhan descobriu que Lorana estava para fugir com o contramestre (um belo rapaz chamado Uthren) levando o tesouro das duas, os prendeu e torturou. A feiticeira amaldiçoou a todos em seu último suspiro, e Uthren fugiu enquanto os marinheiros e a capitã Rakhan sofriam uma transformação horrenda.</p>
<figure data-shortcode="caption" id="attachment_2436" aria-describedby="caption-attachment-2436" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" data-attachment-id="2436" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2016/11/16/reporte-meu-odday16/uthren/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg" data-orig-size="300,513" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="uthren" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Uthren, o contramestre&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg?w=175" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg?w=300" class="size-full wp-image-2436" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg?w=700" alt="Uthren, o contramestre"   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg 300w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg?w=88&amp;h=150 88w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/uthren.jpg?w=175&amp;h=300 175w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-2436" class="wp-caption-text">Uthren, o contramestre</figcaption></figure>
<p>O próprio contramestre Uthren, cheio de cicatrizes e com o braço esquerdo decepado, contou a história em uma taverna de um porto qualquer. Logo narrei o grupo navegando com ele para acabar com a maldição e ficar com o tesouro, porque ele queria apenas a libertação do fantasma de sua amante Lorana. Eles então chegaram à Garra da Mantícora, um afloramento de rochas marítimas coberto de uma névoa sobrenatural (da maldição) e cheio de naufrágios na paisagem.</p>
<p>Após alguns lampejos de roleplay, com os jogadores conhecendo e se acostumando aos personagens enquanto conversavam entre si, narrei os barulhos estranhos e o escaler com quatro esqueletos apareceu. Como eles não prestaram atenção quando falei da arca no bote, tocaram fogo achando que era uma armadilha da fantasma! Ainda bem que era mesmo, haha.</p>
<p>Chegando ao <em>Donzela</em>, usaram cordas pra chegar ao convés de popa e foram caindo um a um na ilusão dos vermes (JP Sab pra um bando de malucos de Sab 08 ¯\_(ツ)_/¯), eu instigando todos a deixar a cena bem dramática. Burton pulou na água, Allister e Marinka &#8220;acordaram&#8221; os demais, e a sereiana nocauteou o puck para salvá-lo.</p>
<p>Logo depois foi o combate com os zumbis dos cordames. Foi uma luta espetacular, com Anike cortando uma corda em pêndulo pra pegar impulso e ficar balançando nas cordas (estilo Assassin&#8217;s Creed), Burton saltando de corda em corda, muitos tiros e golpes de espada. Eu deixei apenas um turno de tempo de recarga das armas de fogo, e funcionou muito bem. Como eram só três monstros, não foi tão difícil (embora o dreno de Con seja bem forte). Aqui, Marinka tentou usar Afastar Mortos-Vivos e ficou nervosa ao notar que a maldição jamais permitiria.</p>
<p>Após dar uma olhada no mastro com as marcas da tortura do casal, o grupo lembrou de Uthren dizer que o tesouro estava no deque inferior, mas decidiram explorar tudo para evitar ser surpreendidos por trás. Foram então aos dormitórios, onde atearam fogo nos ratos (que causaram bastante dano em Anike, que gastou sua poção de cura). Allister se irritou com o grupo discutindo <i>loot</i> e rolou uma pequena discussão, eu só com a pipoca na mão. :D</p>
<p>O conflito seguinte, contra o marinheiro cego, foi espetacular. Na cabine apertada, Burton usou a rede para prender a cabeça e torso do zumbi, que ficou tentando levantar e atacar enquanto os outros, desesperados, o atacavam. Foi uma cena tensa. A pistola ficou com Allister, e o puck pegou o sabre para si.</p>
<p>No porão escuro, Allister ia jogar <i>luz</i>, mas os zumbis o pegaram antes. Anike se jogou para salvá-lo e também foi nocauteada, e Marinka clareou tudo lançando <i>luz</i> no mangual. Queni e Burton saíram pulando em pilhas de caixotes e as derrubando nos zumbis, matando mais que espadas e bacamartes, e no fim eles venceram. Poções e magias de cura foram gastas aqui, e a varinha de Allister explodiu bem no momento mais crítico, nocauteando o mago.</p>
<p><img loading="lazy" data-attachment-id="2435" data-permalink="https://biroscanerd.wordpress.com/2016/11/16/reporte-meu-odday16/zombsp/" data-orig-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg" data-orig-size="630,395" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="zombsp" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg?w=300" data-large-file="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg?w=630" class="alignnone size-full wp-image-2435" src="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg?w=700" alt="zombsp"   srcset="https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg 630w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg?w=150&amp;h=94 150w, https://biroscanerd.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/11/zombsp.jpg?w=300&amp;h=188 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p>Em seguida eles se dividiram. Burton amarrou uma corda na cintura (Anike ficou segurando) e foi explorar o deque submerso com Marinka, enquanto o resto explorava as outras câmaras. Fiquei administrando aqui turno a turno; na água, o puck e a sereiana encontraram tesouros e zumbis; Flint viu seu reflexo morrer no espelho, Queni não conseguiu impedir o laboratório de quebrar na despensa e o anão ainda tomou um dreno de 8 na Constituição na caveira do barril! Como dreno só cura com <i>regeneração</i>, ouvi aqui o que eles sempre dizem quando a gente joga OD (&#8220;aqui é no hard, Hard Dragon&#8221;) :P</p>
<p>Lá na água, o jogador rolou zumbi duas vezes seguidas, e depois de Marinka tomar um dreno, decidiu que era hora de voltar. Anike começou a puxar, e como eu decidi que eles tinham nadado 12m, determinei dois turnos com os dois na mesma velocidade (Burton sendo puxado). Testes resistidos de Força ou Destreza para a perseguição, e Marinka foi mal.</p>
<p>Nesse momento, o zumbi rolou DOIS CRÍTICOS SEGUIDOS na clériga. Burton a viu ficando para trás, sendo agarrada pelos monstros, enquanto o mangual foi caindo, a luz apagando&#8230; Foi uma morte bem dramática, e o puck ficou um tempo chorando (o jogador ficou bem bolado).</p>
<p>Enquanto isso, na cabine de Rakhan, os personagens viram a provável ossada da capitã e o fantasma de Lorana se materializou e lhes indagou seus propósitos ali. Queni disse na lata que estavam lá para desfazer a maldição a mando de Uthren; a cigana então revelou que aquela ossada era a de Uthren (e todo mundo ficou desconfiado) e disse que contaria sua história depois de meter 18 de dano (e 2 na Força), derrubando a elfa! Desfalcados, Flint, Anike e Allister resolveram conversar.</p>
<p>(Vale dizer aqui que, como eu já vira algumas pessoas dizerem que a aventura estava bem mortal, fraquejei e deixei uma poção de cura moderada entre os tesouros da cabine de Rakhan, e eles salvaram Queni da morte assim.)</p>
<p>Lorana então disse que após Rakhan vingar sua irmã matando seu inimigo bruxo do mar, ficou cada vez mais controladora, cruel e insaciável de sangue e rum. A cigana e o contramestre Uthren se apaixonaram e Rakhan descobriu, torturando os dois e matando Uthren na frente dela. Quando Lorana proferiu a maldição, Rakhan fugiu.</p>
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<p>Os jogadores deduziram o resto quando eu narrei que eles viam um quadro de Rakhan na parede, uma mulher idêntica ao sujeito que eles acharam que era Uthren! Na verdade, era a capitã vestida de homem, fingindo ser o contramestre! Ela mentira sobre a traição, sobre as cicatrizes, e só os deuses sabem porque seu braço fora decepado.</p>
<p>Depois dessa reviravolta maluca (romances de pirataria, quanto mais doidos e rocambolescos melhor!) e da cigana dizer que queria ver Rakhan morta, os aventureiros juraram fazê-lo. Encontraram Anike e Burton arrasados e fugiram dos zumbis que saíram da água, barrando o porão com os barriletes de rum do dormitório, e saltaram para o barco pequeno que os trouxe ali&#8230; com o convés estranhamente vazio.</p>
<p>Ao pisar na escuna menor, os aventureiros viram o sangue no chão e Rakhan saindo de uma cabine, com o único braço inchando e o corpo todo sofrendo a maldição e já meio monstruosa, rosnando que eles haviam demorado demais e atacando com seu sabre mágico! A espadachim também fora amaldiçoada, mas ao fugir conseguira retardar os efeitos. Achava estar salva, mas a praga estava agindo &#8211; por isso ela decepara o braço &#8211; e agora, ao voltar, Rakhan inadvertidamente retomara o processo de metamorfose.</p>
<p>Foi um combate bem difícil, como esperado. Quando a coisa parecia pender para os jogadores, Rakhan completou a metamorfose e começou a dar pancadas com dano cavalar. A primeira foi um 20 em Allister &#8211; a monstra rasgou a garganta do pobre mago, que já tinha poucos pontos de vida, e o mandou para a terra dos pés-juntos. Outra pancada levou Anike ao chão, e Allister levantou como zumbi e nocauteou Burton. Nesse momento, após vários ataques errados, Queni conseguiu se aproximar e dar um tiro furtivo na capitã, acabando com ela para sempre!</p>
<p>Com muitos vivas autênticos dos jogadores, narrei o <em>Donzela Carmesim</em> finalmente naufragando, o espírito da feiticeira cigana Lorana sendo liberto e a névoa sobrenatural se dispersando. Infelizmente, Queni não conseguiu estabilizar Burton e ele morreu, mas Flint e Anike foram salvos. Eles partiram, as mulheres pensando nas próximas aventuras e o anão animado para finalmente construir sua taverna. Afinal, eles tinham acumulado bastante dinheiro ali, embora o tal tesouro da capitãs Rakhan e Lorana agora jazia eternamente no fundo do mar&#8230;</p>
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