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		<title>Querida família</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2018 23:33:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu não vivi a ditadura, mas sabemos, hoje, que a &#8220;revolução de 64&#8221; foi um Golpe de Estado. Os grupos que apoiaram o golpe erraram. Erraram porque foram contra a democracia, coisa que nunca devemos fazer. Não há saída fora da democracia. A decisão desses grupos em apoiar a tomada de poder pelos militares resultou [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não vivi a ditadura, mas sabemos, hoje, que a &#8220;revolução de 64&#8221; foi um Golpe de Estado. Os grupos que apoiaram o golpe erraram. Erraram porque foram contra a democracia, coisa que nunca devemos fazer. Não há saída fora da democracia. A decisão desses grupos em apoiar a tomada de poder pelos militares resultou num período longo e traumático para o Brasil. Famílias perderam seus filhos, políticos perderam seus direitos. Pessoas foram exiladas. Muitos torturados. O que se avançou com o milagre econômico na gestão Médici é pequeno frente ao retrocesso cívico que tivemos no país.<br />
A nação perdeu muito, tanto do ponto de vista de violação de direitos fundamentais, quanto do ponto de vista da liberdade de pensamento. Sabemos também que a ditadura não começou anunciada. Tudo foi feito como rezava o rito constitucional, com a benção do Supremo, do Congresso e da imprensa, e inclusive com apoio de alguns setores da sociedade.<br />
Mas golpes raramente são anunciados como tal. O que circulava nos <em>press releases</em> de 1964 era um novo governo que respeitaria a constituição e colocaria o Brasil nos trilhos, para limpar a corrupção e uma solução para afastar de vez a &#8220;esquerda&#8221;. É assustador como essa proposta tem similaridade com as narrativas que transitam pelo Brasil hoje.<span id="more-729"></span><br />
Os Atos Institucionais começaram imediatamente após à instalação do governo dos militares. Foram atos que diminuíram consideravelmente as liberdades individuais e coletivas do país e consolidaram a perseguição a grupos políticos, intelectuais, artistas e a própria diversidade de pensamento. Discordou? Cana para o subversivo.<br />
É com muito espanto, então, que observamos um dos candidatos pleiteando a presidência da república cercar sua campanha com aspirações autoritárias e com sujeitos que não hesitariam um dia sequer na organização de uma ditadura, com uma constituição redigida por notáveis.<br />
Nenhuma família merece se formar, crescer e se desenvolver num governo autoritário/ditatorial. Já passamos por isso. Temos exemplos aos montes, dentro e fora do Brasil. Carl Sagan dizia que a sociedade é esse ser frágil, sujeito à captura de discursos extremistas, supersticiosos, mentirosos. A única defesa seria a construção sólida da honestidade intelectual, da curiosidade e da aplicação rigorosa do método científico e do raciocínio cívico.<br />
É triste, decepcionante, de partir o coração mesmo, ver nossos irmãos compatriotas caindo nessa armadilha da polarização. Um simples aceno à moderação, que em tempos mais calmos seria visto como ação altiva e nobre, hoje é visto como radicalização por qualquer um dos lados. Uns te convidam a se mudar pra Venezuela, enquanto outros te chamam de golpista. Se a moderação tivesse um pouquinho mais de espaço na nossa sociedade, a nossa eleição seria mais sobre ideias para o Brasil e menos um referendo sobre quem você não quer ver de jeito nenhum no governo. O Brasil é maior que isso. Deveria ser.<br />
Temos o que muitos países dariam de tudo para ter: a Amazônia, uma das maiores e mais lindas costas, recursos naturais em grande abundância, o melhor lugar do mundo para se lançar foguetes, a maior biodiversidade do planeta, uma matriz energética limpa, uma criatividade do tamanho do universo&#8230;<br />
Mas infelizmente somos um povo que, apesar de resiliente, tem memória curta. Temos demonstrado uma capacidade coletiva muito pequena de aprender com episódios que deveriam ter marcado o nosso consciente coletivo. Quer ver?<br />
Depois de ser o último país a abolir a escravidão no ocidente, a República brasileira foi fundada a partir de um golpe militar. Em seguida, foi um acordo das elites mineira e paulista que trouxe estabilidade para o governo, mas sem a participação ampla daqueles que não eram considerados aptos a participar das decisões. Esse acordo foi quebrado com um golpe de estado que estabeleceu uma ditadura civil. Essa ditadura teve o apoio dos militares que, depois do fim dela, após um ciclo de governo civil, aplicaram um golpe de estado para tomar o poder. Quando a ficha caiu e publicamos a Constituição Cidadã, no fim da década de 1980, elegemos um despreparado que venceu a eleição com frases prontas e títulos fantásticos, como &#8220;caçador de marajás&#8221;. Anos depois, o brasileiro colocou no poder, de novo, uma pessoa sem experiência e sem qualquer tato político. Era chamada de burra por uma parte considerável da população. A falta de espírito cívico da oposição, que armou a aprovação de pautas bomba com o único intuito de ferrar com o governo, unida a criminosos e despreparados que governavam o Brasil, resultou numa implosão democrática que terminou de partir o país ao meio. Ninguém confia em ninguém. Todos são ruins, todos são criminosos. Dizem, &#8220;precisamos de alguém que limpe a sujeira que está aí&#8221;.<br />
Eu entendo esse sentimento, de verdade, mas repudio com todas as forças a última frase. Não precisamos de alguém que limpe a sujeira. Já tentamos isso com o Marechal Deodoro, com o Getúlio, com o Castelo Branco, com o Collor&#8230;<br />
A solução é mais complicada do que apertar dois números no dia da eleição e aguardar que os problemas sumam. &#8220;O Brasil que vai dar certo&#8221; não é um filme interativo em que elegemos os atores e assistimos, da plateia, o desenrolar do enredo. Nós somos o Brasil que, hoje, infelizmente, está dando muito errado. Não adianta dizer &#8220;a culpa não é minha porque eu votei em outro&#8221;. O regime democrático não é de adesão. Não somos convidados a participar do governo só quando o nosso lado vence. O governo legitimamente eleito é de todos: situação e oposição. Seu candidato não foi eleito? Faça oposição. Fiscalize o trabalho, ofereça o contraditório. Fazer oposição não quer dizer tapar os ouvidos e falar mais alto que o outro. Significa negociar com o outro lado quais serão os sacrifícios necessários para que possamos nos encontrar no meio do caminho. Isso vale para o lado vencedor também. Não se governa só para a situação. De novo, o governo precisa ser para todos. Eu me sinto um babaca por dizer isso, mas é verdade.<br />
2018 está mostrando mais uma vez como nós agimos como se tivéssemos memória curta, e como somos vulneráveis aos movimentos pendulares da história. O que estamos presenciando é, em um dos desfechos possíveis, o prelúdio de um desastroso e longo período de escuridão. Nos últimos meses tenho investido muito do meu tempo para ler as propostas dos candidatos, as análises de pessoas que respeito (ou não) as opiniões, observado os movimentos nas redes sociais e nas cidades por onde passo, conversado com pessoas nas ruas, nos ônibus, nas filas&#8230; e quanto mais eu penso sobre o assunto, vejo que talvez já tenhamos passado do ponto de inflexão: escolher entre Haddad ou Bolsonaro não poderia ser pior para o Brasil.<br />
O PT, que foi responsável pelo programa de redistribuição de renda mais bem-sucedido do mundo, está reduzido a uma campanha deprimente, que lembra muito a estratégia do Maduro na Venezuela. Agora, vejam que constrangedor é ver o Brasil, grandioso como o é, ser colocado de frente a uma campanha comandada a partir da cadeia, em que o candidato não tem voz própria e precisa despachar com um condenado. Digam o que quiserem sobre a sentença do Lula: se ele é inocente e se considera um perseguido político, ele deveria ter feito o que os perseguidos políticos fazem, ou seja, procurar asilo político em alguma embaixada. Se ele se entregou à polícia para provar sua inocência dentro da matriz judiciária que o condenou, ele legitima a sentença e o sistema. Nesse caso, não é lógico concluir que há perseguição, não do ponto de vista do condenado.<br />
Isso só evidencia o autocentrismo do PT, com uma total falta de sensibilidade em sair um pouquinho da própria bolha e identificar que o antipetismo é uma das forças que corroem o Brasil hoje. O impeachment de 2016, que certamente carrega elementos conspiratórios e nada republicanos, não foi suficiente para que o PT entendesse que já deu, que o partido não possui mais condições de governar para todos com a sua atual estatura. Em vez de o partido escolher uma saída altiva e que fosse agregadora para o bem da nação, abrindo mão do protagonismo e dando passagem para vozes e grupos com maior capacidade de construção de pontes, o partido escolheu partir para o tudo ou nada, com uma estratégia centrada no culto à figura do Lula.<br />
Do outro lado, a força antipetista vem ganhando tração há muitos anos, com empurrões em 2013 e uma baita força em 2014, quando o candidato perdedor descumpriu o mais básico e sagrados dos acordos democráticos: o de não contestar o resultado de uma eleição legítima. A transição pacífica do poder é o que mantém o tecido social coeso, é o que permite a disputa saudável de ideias. É a condição necessária para que as contradições de uma civilização se transformem no combustível que faz progredir uma sociedade.<br />
E como não há vazio de poder na política, o sentimento antipetista, o sentimento &#8220;contra tudo que está aí&#8221;, &#8220;contra a esquerda que quer dominar o Brasil&#8221;, que antes encontrava conforto moral no PSDB, está mudando de endereço para, num dos desfechos possíveis, reprisar mais um capítulo da nossa sofrida história: a de depositar nossas fichas num forasteiro que vai, agora sim, acabar de vez com a bandalheira. E pra deixar tudo ainda mais trágico, essa figura é um ex-militar que defende a ditadura como uma &#8220;revolução&#8221; e que já disse publicamente que o Brasil precisa de um governo que faria o que a ditadura não fez, matando uns 30 mil (e se alguns inocentes morrerem, paciência)&#8230; dentre outras coisas. E como se isso não bastasse, o candidato a vice-presidente na chapa é um general da reserva que argumenta que o presidente tem a prerrogativa de chamar o exército para tomar o poder, caso seja identificada &#8220;anarquia generalizada&#8221;&#8230; ou que a constituição poderia ser re-escrita por uma constituinte formada por notáveis, em vez de legitimamente eleitos pelo povo.<br />
Tudo isso é compreensível porque a vocação do exército não é fazer política. As forças armadas não funcionam sob regime democrático e é bom que seja assim. O contraditório não tem muito espaço numa estrutura que precise defender a pátria de inimigos externos. Ou você respeita a ordem e contribui para o funcionamento do sistema de acordo com o plano, ou o inimigo te mata. Existe disciplina, esforço, patriotismo, planejamento, visão de longo prazo, muito estudo, senso de equipe, de união, mas não existe muito espaço para o soldado dizer &#8220;veja bem, general, o senhor está errado&#8230;&#8221;. Basta ver o histórico da atuação política do Bolsonaro: ele foi um deputado que sempre defendeu o exército e suas estruturas e sempre mostrou certo nojo em relação aos princípios democráticos. Pudera, uma pessoa que se formou no exército e defende os interesses da organização, com um amplo histórico de bravatas, se tornar um democrata de uma hora para outra?<br />
E isso me traz para domingo, dia 7 de outubro.<br />
Eu precisava escrever isso porque tá difícil demais. Estamos vendo o contador dessa bomba-relógio nos últimos segundos, sem qualquer perspectiva de desarme. Eu comecei esse texto pensando numa mensagem de Whatsapp para o canal da minha família, para pedir pelo amor de deus um pouco de moderação para os meus familiares, para que o voto fosse além do Bolsonaro ou do Haddad, para qualquer uma das alternativas que estão aí. Mas não deu. Eu escolhi sair do grupo antes que isso acontecesse, pois percebi o que muitas gerações antes de mim devem ter percebido em diferentes partes do mundo que passaram por processos de polarização.<br />
<em>Quando o que está em jogo é a sua visão de mundo não importam os fatos. Importa que sua tribo vença. </em><br />
Que triste, então, é encarar a realidade: vamos todos perder.<br />
Qualquer que seja o resultado dessa triste eleição, 2019 será um ano que exigirá ainda mais do nosso espírito cívico. Que tenhamos força, paciência e sabedoria para unir esforços. Mais do que nunca o Brasil precisará de pontes para unir dois grupos que se esqueceram, mesmo que temporariamente, que um precisa do outro para progredir.</p>
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		<title>5 milhões de senhas do Gmail vazaram. Saiba o que fazer</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2014 16:32:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quase 5 milhões de senhas de usuários do gmail foram publicadas em um fórum russo nesta terça. De acordo com representantes do Google, procurado por publicações que veicularam a notícia nesta quarta, muitas dessas contas estão desativadas ou as senhas foram trocadas. Disseram ainda que as senhas não foram coletadas comprometendo os servidores da empresa, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" " src="http://fc04.deviantart.net/fs45/i/2009/063/c/3/key_and_lock_2_stock_by_Theshelfs.jpg" alt="5 milhões de senhas do Gmail vazaram. Mesmo que a sua não tenha sido comprometida, você pode aumentar a segurança da sua conta" width="640" height="429" /><p class="wp-caption-text">Mesmo que a sua não tenha sido comprometida, você pode aumentar a segurança da sua conta</p></div>
<p>Quase 5 milhões de senhas de usuários do gmail foram publicadas em um fórum russo nesta terça. De acordo com representantes do Google, procurado por <strong><a href="http://www.dailydot.com/crime/google-gmail-5-million-passwords-leaked/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">publicações</a></strong> que <strong><a href="http://www.cnews.ru/top/2014/09/10/ne_otstavaya_ot_yandeksa_i_mailru_v_set_vylozheny_paroli_ot_5_millionov_yashhikov_gmail_585540" target="_blank" rel="noopener noreferrer">veicularam</a></strong> a <strong><a href="https://lifehacker.com/5-million-gmail-passwords-leaked-check-yours-now-1632983265" target="_blank" rel="noopener noreferrer">notícia</a></strong> nesta quarta, muitas dessas contas estão desativadas ou as senhas foram trocadas. Disseram ainda que as senhas não foram coletadas comprometendo os servidores da empresa, mas por meio de estratégias de phishing e adivinhação. No entanto, o usuário que vazou as informações, chamado tvskit, disse que 60% das senhas ainda funcionam.</p>
<div style="width: 360px" class="wp-caption alignleft"><img src="https://cdn0.dailydot.com/originals/svyCoIx.jpg" alt="Usuário que vazou informações também postou uma imagem mostrando o conteúdo do arquivo que tem as senhas" width="350" height="286" /><p class="wp-caption-text">Usuário que vazou informações também postou uma imagem mostrando o conteúdo do arquivo que tem as senhas</p></div>
<p>A primeira coisa que você deve fazer é <a href="https://support.google.com/accounts/answer/185839?hl=pt-BR&amp;topic=1056283" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>ativar a autenticação em dois passos</strong></a>, independente se sua senha vazou ou não. Funciona bem parecido com a autenticação de bancos, em que você entra com a senha e um número adicional, gerado por um aplicativo ou recebido via SMS. Ou seja, mesmo que sua senha fique comprometida, só será possível acessar sua conta de posse desse número, que além de ser diferente para cada vez que é feito o login, só é acessível num dispositivo próximo e autorizado por você.<br />
O Google oferece um aplicativo chamado Google Authenticator (é o que eu uso &#8211; <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.authenticator2&amp;hl=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Android</strong></a>, <strong><a href="https://itunes.apple.com/en/app/google-authenticator/id388497605?mt=8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">iOS</a></strong>, <strong><a href="https://www.windowsphone.com/en-us/store/app/authenticator/021dd79f-0598-e011-986b-78e7d1fa76f8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Windows Phone</a></strong>, <a href="http://m.google.com/authenticator" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>BlackBerry</strong></a>), que gera chaves aleatórias para quando você precisar acessar suas contas. É melhor que o SMS, pois às vezes você precisa acessar sua conta de um lugar onde a recepção não é boa (pense num laboratório de informática de um prédio bem fechado). Contudo, receber o número pelo SMS é mais simples, pois não envolve instalação ou abertura de qualquer aplicativo.<br />
A segunda coisa é verificar se a sua senha foi comprometida. Há uma ferramenta que verifica em diversas bases de senhas que já vazaram se o seu email está lá. Basta <strong><a href="https://isleaked.com/en.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">acessar aqui</a></strong> e digitar seu endereço (tentei, mas parece que o servidor está sobrecarregado no momento). Se a sua senha tiver sido comprometida, troque imediatamente!<br />
E a última coisa a ser feita avaliar a possibilidade de utilizar formas mais seguras de armazenar suas senhas. Existem diversas soluções por aí, das mais simples às mais complexas. A mais simples seria ativar um lembrete no calendário para trocar sua senha de três em três meses. Tente senhas não óbvias, que incluam letras minúsculas, maiúsculas, números e caracteres especiais. Desse modo fica mais difícil adivinhá-la e a troca frequente garante que, mesmo que sua senha vaze em algum momento, você já vai ter trocado para outra depois de um tempo.</p>
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		<title>Albert Einstein e a ciência de conta-gotas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jan 2014 20:48:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[É&#8230; o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente&#8230; pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É&#8230; o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente&#8230; pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que muitos hoje procuram: a estabilidade de um emprego público. Virou parecerista júnior de patentes do governo Suíço. Ganhava mais do que um professor assistente em início de carreira, mas não estava nos entremeios acadêmicos. E pode ter sido justamente isso que nos brindou com sua genialidade&#8230; e me pergunto se algo parecido seria possível nos dias de hoje.<span id="more-707"></span>Exilado atrás de uma mesa cheia de papeis e pedidos de patentes, Einstein teve os sete anos mais produtivos de sua vida. Conseguia resolver seu dia de trabalho em duas ou três horas e passava o restante do tempo absorvido em inquietações particulares, sobre o movimento da luz, a gravidade e algo que explicasse os fenômenos naturais de forma única e elegante. As ideias que culminaram nos papers da relatividade restrita e geral, teorias que causaram impacto na Física não visto desde Isaac Newton, foram destiladas ali, na solitude de um escritório de patentes, longe dos corredores da academia.<br />
<div id="attachment_708" style="width: 296px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://bitcount.com.br/wp-content/uploads/2014/01/Albert-Einstein-1921.png"><img class=" wp-image-708 " title="" alt="Albert Einstein é o cara e você sabe disso" src="http://bitcount.com.br/wp-content/uploads/2014/01/Albert-Einstein-1921.png" width="286" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Hoje ele é unanimidade, mas Einstein penou para conseguir se provar no mundo científico</p></div><br />
Sem um trabalho formal na universidade, Einstein foi beber na fonte de vários mentores, mas sem dever lealdade a qualquer um deles. Podia ser ousado sem ser desrespeitoso. Não precisava fazer política para manter seu emprego. Podia arriscar sem ser julgado, podia manter o pensamento fresco sem que a bad vibe dos arcanos o deixassem pútrido.<br />
Agora, ao questionamento inicial. Dada a forma como se produz conhecimento científico hoje, seria possível o surgimento de um novo Einstein? Alguém que, de forma solitária (mas não sozinha), independente de qualquer universidade, possa propor algo tão poderoso e que venha a ser eventualmente aceito pelos demais pares? Que possa ganhar espaço em periódicos como Science e Nature? Ou já passamos dessa época e estamos fadados a saltos incrementais, a descobertas científicas de conta-gotas?</p>
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		<title>2014: O ano em que você vai levar um furo de um jorna-nerd</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Dec 2013 21:47:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em 2014, você vai levar furo de um repórter que sabe programar. Sim, você mesmo. Não o repórter na baia ao lado. Não aquele colega de faculdade. Você. Claro, repórteres não precisam programar. Mas há muitas coisas que repórteres não precisam saber como fazer. Eles também não precisam saber escrever — muitos &#8220;artistas do furo&#8221; [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2014, você vai levar furo de um repórter que sabe programar. Sim, você mesmo. Não o repórter na baia ao lado. Não aquele colega de faculdade. Você.<br />
<div style="width: 290px" class="wp-caption alignleft"><img class=" " alt="" src="http://kevin.lexblog.com/uploads/image/journalism%20law%20career%20for%20law%20grad.jpg" width="280" height="340" /><p class="wp-caption-text">&#8220;Posso dizer então que isso que você falou seria&#8230;&#8221;</p></div><br />
Claro, repórteres não precisam programar. Mas há muitas coisas que repórteres não precisam saber como fazer. Eles também não precisam saber escrever — muitos &#8220;artistas do furo&#8221; mal conseguem escrever seus nomes e seus textos são reescritos por santos editores. Vários que sabem escrever muito bem são do tipo acanhado, não conseguem conceber como convencer estranhos a contar seus segredos. E todos conhecemos repórteres que não sabem fazer uma requisição usando a Lei de Acesso à Informação e não suportam a ideia de ler a avalanche de documentos que, com sorte, chegam com a resposta.<br />
Você pode ser um bom jornalista sem ser capaz de fazer várias coisas. Mas cada habilidade que você não tem deixa toda uma categoria de histórias e reportagens fora do seu alcance. E histórias baseadas em dados são, normalmente, aquelas que conseguem se esconder debaixo do seu nariz.<span id="more-689"></span><br />
<div style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img alt="" src="http://blog.bennunney.com/files/young-coder.png" width="550" height="175" /><p class="wp-caption-text">Pode ser que essa nova safra de jornalistas não consiga conversar com uma fonte, mas eles saberão cavar pautas que estão escondidas debaixo dos nossos narizes</p></div><br />
Raspar websites, limpar dados, e acessar bases de dados capazes de fazer o Excel dar pau são formas incrivelmente úteis de encontrar novas pautas. Se você não sabe escrever programas que possam te ajudar a buscar esses dados e analisá-los, haverá sempre um limite para o tamanho das pautas que você consegue cavar sozinho. E este é um limite que seu competidor não terá.<br />
Aqui vão alguns exemplos de matérias publicadas no último ano por programadores/jornalistas que qualquer um de nós teria tido orgulho de escrever:<br />
Uma matéria da Al Jazeera América analizando contas de usuários roubadas por causa de <a href="http://america.aljazeera.com/multimedia/2013/11/123456-your-mom-andotherthingsthatshouldntbeyourpassword.html" target="_blank"><strong>senhas comuns, inseguras</strong>,</a> escrita por um recém-pós-graduado do MIT<br />
Uma matéria sobre varejistas online que <strong><a href="http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424127887323777204578189391813881534" target="_blank">sorrateiramente oferecem preços diferentes</a></strong> para pessoas tendo como base sua localização, feita por uma equipe que inclui dois programadores.<br />
Uma reportagem — e um banco de dados interativo — que envolveu escrever um programa para detectar <strong><a href="http://www.propublica.org/article/how-to-get-censored-on-chinas-twitter" target="_blank">autocensura em uma famosa rede social chinesa</a></strong>, e mostrou aos leitores <strong><a href="https://projects.propublica.org/weibo/" target="_blank">imagens que foram apagadas</a></strong>.<br />
Você provavelmente ainda não levou um furo de um jorna-nerd. Sua sorte pode durar um tempo. Mas em algum lugar por aí está uma jornalista recém-formada que acabou de começar a cobrir assuntos da sua editoria. Ela é foca e não tem os seus contatos. Quando ela fala com as fontes, a voz dela treme e ela não faz todas as perguntas que deveria. Mas ela estudou Python e estatística, e ela consegue usar Open Refine e PostgreSQL, então ela é mais rápida que você. E ela está para publicar algo que você achou que ninguém sabia.<br />
Você não vai perceber ela chegando. Não vai sequer escutar os passos dela, porque você não está lendo a mesma lista de emails que ela acessa para tirar dúvidas sobre como acessar o XML daquele órgão governamental que você tem assediado por anos. Você não vai ouvir de suas fontes que ela está fazendo algum barulho, porque ela já sabe o que eles sabem e ela só vai ligar pra eles quando for tarde demais pra você.<br />
Você pode pensar em deixar essa coisa de programação para &#8220;os profissionais&#8221;. Mas sua próxima grande reportagem está trancafiada em uma base de dados. Por que deixar que outra pessoa chegue nela primeiro?<br />
<em>Este post foi <strong><a href="http://www.niemanlab.org/2013/12/scooped-by-code/" target="_blank">originalmente publicado</a></strong> no blog do Nieman Lab, da Universidade Harvard, pelo brilhante Scott Klein, editor-sênior de aplicativos jornalísticos na ProPublica e cofundador do Document Cloud. Adaptação livre deste que vos escreve.</em></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://escoladedados.org"><img class="aligncenter" alt="" src="http://schoolofdata.org/files/2013/10/sticker_escola_de_dados-300x300.png" width="273" height="273" /></a>P.S.: Aqui no Brasil, estamos construindo a <strong><a href="http://escoladedados.org" target="_blank">Escola de Dados</a></strong>, que pretende ajudar qualquer pessoa a entrar nesse mundo dos dados, usando-os de forma efetiva e impactante.</p>
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		<title>Satélite brasileiro CBERS-3: nem tão fracassado assim</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Dec 2013 18:36:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Então, tá todo mundo zoando de montão o fracasso do lançamento do satélite brasileiro, o CBERS. Esse satélite ia ajudar pra caramba a monitorar a região amazônica. Hoje, dependemos da boa vontade dos EUA para fazer isso. Pode? Estão dizendo que &#8220;made in china&#8221; dá nisso, que investimos mal em um produto &#8220;ching ling&#8221;, que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><div style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img alt="CBERS-3" src="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/satelite-brasileiro-cbers-2-20100530125508.jpg" width="500" height="338" /><p class="wp-caption-text">O satélite CBERS-3 ia nos ajudar, dentre outras coisas, a monitorar a Amazônia de forma autônoma</p></div><br />
Então, tá todo mundo zoando de montão o fracasso do lançamento do satélite brasileiro, o CBERS. Esse satélite ia ajudar pra caramba a monitorar a região amazônica. Hoje, dependemos da boa vontade dos EUA para fazer isso. Pode? Estão dizendo que &#8220;made in china&#8221; dá nisso, que investimos mal em um produto &#8220;ching ling&#8221;, que o Brasil deveria firmar parcerias com países mais consagrados na corrida espacial etc etc. Erm&#8230; mais ou menos. Duas coisas.<span id="more-668"></span><br />
A primeira é que a China está muito bem na questão espacial. Os caras estão construindo uma estação espacial. Já colocaram seres humanos no espaço. Estão levando adiante um programa que pretende colocar o homem na Lua de novo. Sozinhos. Pense nessas últimas afirmações por uns dez segundos. Releia-as se for preciso.<br />
A outra estação espacial que temos na baixa órbita da Terra foi concluída por um consórsio internacional, envolvendo cinco agências espacias, uma delas representando a Europa (NASA &#8211; EUA, Roscosmos &#8211; Rússia, JAXA &#8211; Japão, ESA &#8211; Europa, CSA &#8211; Canadá). Outros países — EUA e União Soviética — só se aventuraram, e conseguiram, construir uma estação espacial sozinhos durante a Guerra Fria, quando havia interesse político de sobra pra esse tipo de empresa.<br />
Isso por si só já faz da China uma excelente parceira espacial, ainda mais levando em conta os termos do programa CBERS. Por infortúnios que não cabem nesse post, o Brasil não acompanhou a evolução espacial da China, apesar de os dois terem começado em pé de igualdade na década de 1980. De lá para cá, houve troca de conhecimento e tecnologia e cada vez que um satélite CBERS fica pronto, há mais tecnologia brasileira no bicho. Este último, que infelizmente fracassou, possuía 50% de tecnologia nacional. O foguete usado para o lançamento, uma variação do Longa Marcha, já havia sido lançado 36 vezes, com 100% de sucesso. É um histórico impressionante. Lançamentos espaciais são arriscados mesmo, mas não havia nenhum motivo para se duvidar do sucesso deste lançamento. Comparar essa lamentável situação com bugigangas chinesas é de um mal gosto imensurável.<br />
Para quem não entende a inhaca que é empreender na área espacial fica fácil criticar. Fica fácil dizer &#8220;deveria ter feito parceria com os EUA, como a Argentina faz&#8221;. &#8220;Quem mandou acreditar em produto &#8216;Made in China?'&#8221;. Entendam uma coisa. O Brasil é um país de proporções continentais. Abriga a maior parte da Amazônia, onde está a maior biodiversidade em floresta tropical do mundo. Possui uma linha costeira gigantesta e está posicionado em uma região muito estratégica no mundo: praticamente não temos terremotos, temos recursos naturais abundantes, fazemos fronteira com quase todos os países da América do Sul, temos vistas para o Altântico Norte e Sul e podemos lançar foguetes a partir da Linha do Equador. Trocando o fisiquês por linguagem de bar, isso significa que a gente tem o potencial de ser foda pra &#8220;carvalho&#8221;.<br />
Ninguém quer que o Brasil desenvolva tecnologia para construir e lançar seus próprios foguetes a partir de solo nacional. Por quê? Ora, um foguete nada mais é do que um míssil. Só que em vez de você colocar um satélite na ponta do brinquedo você coloca um calhamaço de coisas que fazem explodir. Mais um país que domina a tecnologia de mísseis pode significar duas coisas: concorrente na indústria bélica e de satélites — hoje formada por um grupinho pra lá de restrito com alguns poucos players — e possível problema em negociações de guerra (é mais difícil negociar com quem tem mais tecnologia, né?). E olha, a expressão &#8220;rocket science&#8221;, em inglês, não existe à toa. Construir um foguete é dificílimo. Colocar coisas na ponta desse foguete e fazer elas funcionarem no espaço é complicadíssimo também.<br />
Essa volta toda pra dizer que países como os EUA só assinam acordos mais interessantes (lê-se: troca pesada de tecnologia) de parceria para a construção de coisas espaciais com o Brasil se a gente abrir mão de desenvolver tecnologia de foguete. Como o Brasil não arreda o pé, as represálias são duras. Quem quer construir foguete não vai ao supermercado comprar as pecinhas. Nem existe um &#8220;eBay&#8221; pra materiais ou combustíveis que compõem um foguete. O trem só vai na unha, como dizem no glorioso dialeto mineiro.<br />
Quem decide ter foguete (e o Brasil tem toda a razão de querer, sem fazer juízo de valor sobre como é a política espacial aqui) precisa desenvolver a tecnologia sozinho e sofre embargos para fazer compras no mercado internacional de muambas espaciais. São poucos os países que topam empreender na área espacial em conjunto sem grandes prejuízos para a parte tecnologicamente mais fraca. A Embraer, pra citar só um exemplo, já deixou muitas vezes de entrar nessa de construir satélites (e outras cositas da indústria de defesa) porque poderia sofrer embargos ao comprar peças/materiais, no mercado lá fora, para construir aviões aqui.<br />
Daí vêm os Ching-Lings, que não só podem se tornar a maior potencia espacial em pouco tempo, como também estiveram com a gente há uma cara, desde o início da Agência Espacial Brasileira, pelo menos. O acordo entre as partes atende aos interesses de ambos, inclusive às aspirações brasileiras de se tornar independente na questão espacial&#8230; um dia. Agora pensa se o Brasil tivesse rifado sua chance de ser soberano em projetos espaciais para ter uma constelação de satélites lá no alto. É uma visão muito restrita para o que realmente podemos fazer, não? De novo, estou dicutindo o mérito, não a execução.<br />
E pra finalizar, a segunda coisa. Se nada disso te convenceu de que o triste episódio do fracasso do CBERS não merece ser tratado da forma rasa como vem sendo, pense nos profissionais brasileiros que dedicaram anos e mais anos de suas vidas para ver o sucesso desse lançamento. Empreender na área espacial no Brasil, principalmente no Brasil, não é fácil. Tem que ter muita resignação e muito amor pelo que faz.<br />
Infelizmente não temos um histórico consistente de investimentos governamentais na área espacial. Qualquer um que entra nessa sabe que a chance é grande de perder muito dinheiro. Quem faz, faz porque gosta — e muito — em primeiro lugar. Em segundo, porque independente da contrapartida governamental, acredita que o Brasil pode, ou melhor, precisa ser grande na área espacial e temos de começar de algum lugar. Ou vocês acham que China e EUA começaram grandes?<br />
Só pra deixar claro de uma vez por todas, não estou dizendo que o programa espacial brasileiro é isento de críticas. Não estamos bem há muito tempo por vários fatores, que são amplamente discutidos por aí. O que pouco se discute são as dificuldades e os méritos.</p>
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		<title>Planetas alienígenas: Nasa explica, em três minutos, como encontrá-los</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Dec 2013 15:00:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há mundos alienígenas. Eles estão por toda a parte e em diferentes sabores. Foi em 1995 que astrônomos confirmaram a existência de um corpo extrassolar que orbitava outro. Um charmoso planetinha que girava em torno de uma estrela parecida com a nossa. A partir daí, os instrumentos foram ficando cada vez mais sensíveis. Outros mundos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><div style="width: 607px" class="wp-caption alignnone"><img alt="Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço" src="http://veja0.abrilm.com.br/assets/images/2012/5/80098/milky-way-observatoria-chile-20120524-size-598.jpg" width="597" height="336" /><p class="wp-caption-text">Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço</p></div><br />
Há mundos alienígenas. Eles estão por toda a parte e em diferentes sabores. Foi em 1995 que astrônomos confirmaram a existência de um corpo extrassolar que orbitava outro. Um charmoso planetinha que girava em torno de uma estrela parecida com a nossa. A partir daí, os instrumentos foram ficando cada vez mais sensíveis. Outros mundos foram encontrados aos montes orbitando todo tipo de coisa, até quasares.<br />
Avistar planetas fora do Sistema Solar — e até fora da Via Láctea — não é tarefa fácil, mas o conceito é bastante simples. Há, basicamente, duas formas de confirmar que eles existem, a técnica de trânsito e a técnica de velocidade radial. Bem, ao menos três, mas essa última, chamada de lente gravitacional, depende de condições mais específicas.<br />
<div style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><img alt="Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas" src="http://1.bp.blogspot.com/-fCbj9eEyNOs/USEV0o5fS2I/AAAAAAAAAuA/-nmSLVjPrvU/s1600/eso0939a.jpg" width="614" height="346" /><p class="wp-caption-text">Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas</p></div><br />
<span id="more-657"></span>A técnica de trânsito é de facílimo entendimento. Imagine uma lâmpada cercada por mosquitinhos. Você aponta para a fonte de luz um instrumento para medir a intensidade luminosa da lâmpada.  Toda vez que um mosquitinho passar entre o instrumento e a lâmpada, a intensidade da luz vai diminuir um pouquinho. Bem pouquinho. Quase nada. Mas diminui. É assim a técnica de trânsito.<br />
O telescópio mais famosão que se aproveita da técnica de trânsito é o Kepler, metralhadora de identificações exoplanetárias. Ele fica lááááá no espaço,  numa região onde seus olhinhos não são borrados pela atmosfera da Terra. Os sensores de luminosidade do Kepler apontam pra uma região específica do céu, lotada de estrelas distantes. Sempre que a luz dessas estrelas sofre uma alteração na luminosidade de forma periódica, quer dizer que há fortes indícios de que há um planeta passando por ali em um período previsível. Urukubakas físicas e matemáticas permitem calcular o tamanho do bicho com essa técnica, mas não sua densidade.<br />
<div style="width: 496px" class="wp-caption alignleft"><img class=" " alt="Muitos dos planetas já encontrados encontram-se colados em suas estrelas" src="http://www.astronomind.com/wp-content/uploads/2010/04/hot_exoplanet.jpg" width="486" height="324" /><p class="wp-caption-text">Muitos dos planetas já encontrados encontram-se colados em suas estrelas</p></div><br />
A segunda técnica é a de velocidade radial, que é um pouco menos intuitiva. Sabe aquela brincadeira de rodar, quando duas crianças seguram os braços uma da outra e vão rodopiando, rodopiando&#8230; Então, algo parecido ocorre entre uma estrela e um planetinha que orbita em volta dela. Do mesmo jeito que a estrela exerce uma força sobre o mundo que ali está, prendendo ele no campo gravitacional do astro, o planeta também exerce uma força sobre a estrela. Micronésima essa força, mas exerce. A orbe faz aquele giro largo, uma órbita de milhares e milhares de quilômetros. A estrela, por outro lado, influenciada pela força do planeta, dá uma rodopiadinha mais modesta, uma mini-órbita em volta de si, por assim dizer.<br />
Olha a sacada dos caras. Esse vaivém da estrela faz ela ficar mais distante ou mais próxima dos telescópios aqui na Terra. Por motivos físicos que fogem do escopo desse post, quando estrela está se distanciando do telescópio terrestre, a luz que ela emite apresenta uma minúscula tendência ao lado vermelho do espectro de cores. Quando ela está se aproximando, essa tendência anã aponta para o lado violeta. Vermelho e violeta são os extremos do espectro de cores visíveis. O resto é invisível. Já ouviu falar em raios infra-vermelho e ultra-violeta? Então. A partir dessas tendências de lá e cá no espectro, é possível calcular o quanto a estrela está sendo influenciada pelo planeta e inferir a densidade dele.<br />
Juntando a técnica de trânsito e a velocidade radial dá pra saber o diâmetro e a densidade do planeta.<br />
Não entendeu nada? A Nasa explica (legendas em inglês):<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/CcUhVCMAhAI" height="349" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Legalização das drogas: um ou dois argumentos que te farão refletir sobre</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Dec 2013 19:21:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Grandes discussões]]></category>
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		<description><![CDATA[Legalizar ou não? O estado deve ser conivente com o processo de autodestruição de milhares? Ou deve simplesmente regulamentar o espaço e deixar o livre-arbítrio se manifestar? Diminuir o lucro dos traficantes? Ou combatê-los com dinheiro e armas? O usuário é criminoso por consentir com a prática ilegal e financiar o mercado clandestino? Afinal, qual [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><div style="width: 485px" class="wp-caption aligncenter"><img class="  " alt="Drogas: problema moral ou de polícia?" src="http://nueva-e.com/wp-content/uploads/2013/04/substance-abuse-treatment.jpg" width="475" height="316" /><p class="wp-caption-text">Drogas: problema moral ou de polícia?</p></div><br />
Legalizar ou não? O estado deve ser conivente com o processo de autodestruição de milhares? Ou deve simplesmente regulamentar o espaço e deixar o livre-arbítrio se manifestar? Diminuir o lucro dos traficantes? Ou combatê-los com dinheiro e armas? O usuário é criminoso por consentir com a prática ilegal e financiar o mercado clandestino?<br />
Afinal, qual a natureza da questão sobre as drogas? Moral? Civil? Criminal?<span id="more-643"></span><br />
No meio da enchurrada de posts sobre um aplicativo que é a revanche dos homens sobre o Lulu, eis que surge <a href="http://scienceblogs.com.br/curupira/author/claudioang/" target="_blank">Claudio Angelo</a> no feed do Facebook e compartilha um vídeo, sem qualquer mensagem. Apenas um vídeo, cujo título prometia desmistificar a chamada &#8220;Guerra às Drogas&#8221;.<br />
No centro da imagem, Peter Christ, um capitão aposentado da polícia norteamericana. Não conheço este senhor, mas o que ele tem a dizer é bem interessante e colocado com uma clareza rara de se ver no debate da legalização das drogas.<br />
O argumento que mais me chamou atenção foi o da moralidade. Christ constroi sua argumentação em cima do legado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Peel" target="_blank">Robert Peel</a> (1788-1850), estadista britânico que ajudou a criar o conceito do policial e da força policial modernos. Segundo Peel, a polícia serve para proteger pessoas de outras que querem lhe fazer algum mal. &#8220;O problema é que quando a polícia se envolve em uma ocorrência sobre drogas, ela está tentando proteger a pessoa dela mesma&#8221;, diz Christ. &#8220;E proteger alguém de si mesmo não é papel da polícia, mas da família, da igreja, da educação e do sistema de saúde.&#8221; E arremata:<br />
&#8220;Estamos aplicando conceitos de moralidade quando reforçamos as leis que cuidam da questão das drogas. E isso não é o trabalho da polícia. Não fomos treinados para fazer isso. Não temos capacidade para fazer isso.&#8221;<br />
Ouch.<br />
Há outros argumentos muito bons, confira no vídeo abaixo (apenas em inglês, sorry).<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/W8yYJ_oV6xk?rel=0" height="349" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Wikipédia, inteira, na sua carteira</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 22:36:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não foi o assunto mais comentado do dia, mas com certeza é um dos mais significativos dos últimos anos. Um aplicativo de código livre, chamado Xowa, instala na sua máquina todo o conteúdo da Wikipédia em inglês (e em outras línguas também, se quiser!) — quase quatro milhões e meio de artigos (a lusófona tem [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não foi o assunto mais comentado do dia, mas com certeza é um dos mais significativos dos últimos anos. Um aplicativo de código livre, chamado <strong><a href="http://xowa.sourceforge.net/" target="_blank">Xowa</a></strong>, instala na sua máquina todo o conteúdo da Wikipédia em inglês (e em outras línguas também, se quiser!) — quase quatro milhões e meio de artigos (a lusófona tem pouco mais de 800.000). O que mais chama atenção é que todo esse conteúdo — que vai desde as mais diversas linhas de <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Positivism" target="_blank">pensamento filosófico</a></strong>, até perfis de grandes personalidades <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan" target="_blank">deste</a></strong> ou <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Darius_I_of_Persia" target="_blank">daquele tempo</a></strong>, passando por <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Impostor_syndrome" target="_blank">definição de doenças</a></strong>, <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cannabis" target="_blank">descrição de plantas</a></strong>, e narrativas de <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_Orleans_Flood" target="_blank">catástrofes</a></strong> e <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/September_11" target="_blank">tragédias</a></strong> recentes <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Death" target="_blank">ou não</a></strong> — cabe em um cartão SD de 128GB, o mesmo que se usa em câmeras fotográficas e aparelhos do tipo (curiosidade: a Wikipédia lusófona ocuparia 7GB).<br />
<div style="width: 295px" class="wp-caption alignleft"><img alt="cartão SD" src="http://bl.org.au/wp-content/uploads/2013/06/SD-Card-fingers.jpg" width="285" height="377" /><p class="wp-caption-text">Todo o conteúdo publicado na Wikipédia em inglês cabe nesse pedacinho de plástico — muito mais que a Bíblia, como mostra a imagem</p></div><br />
<span id="more-634"></span>Pare alguns segundos e pense no que acabou de ler. <em>Todo o conteúdo da Wikipédia em inglês pode ser armazenado em um cartão SD de 128GB</em>. Um pedacinho de plástico do tamanho de uma moeda de um real. Poder carregar consigo essa quantidade absurda de conhecimento é algo difícil de processar, suas implicações e onde vamos parar.<br />
Isso me fez lembrar de uma frase dita pelo Douglas Engelbart, criador do mouse e da interface gráfica de usuário, em 1997: &#8220;Em 20 ou 30 anos seremos capazes de segurar em nossas mãos todo o conhecimento computacional de uma cidade, ou do mundo todo.&#8221; A Wikipédia não é todo o conhecimento computacional do mundo, mas isso não importa.<br />
Independente das críticas que se façam à Wikipédia, o valor simbólico do feito permanece. É possível guardar parcela significativa do conhecimento acumulado pela humanidade dentro da sua carteira. O que virá em seguida?<br />
<strong>Edição</strong>: <strong><a href="https://www.facebook.com/joao.ribeiro.31924" target="_blank">João Ribeiro</a></strong> dá a dica sobre o de outro programa que faz a mesma coisa — ler a Wikipédia, em qualquer língua, offline —, o <strong><a href="http://www.kiwix.org" target="_blank">Kiwix</a></strong>.</p>
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		<title>Intensivão sobre a China, física com culinária e o funcionamento da medicina</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Sep 2013 22:01:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma das maiores vantagens de saber conversar com um computador é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores vantagens de <a href="http://jeitinhousa.tumblr.com/post/33768784483/programando-a-vida" target="_blank"><strong>saber conversar com um computador</strong></a> é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma nota baseada em alguns parâmetros — preencher isso tudo em uma tabela. Fazer isso com três ou quatro, vá lá, mas com mais de duas mil matérias tomaria um tempo que ninguém tem. Há um ano, eu teria que abrir mão dessa análise simplesmente por não saber como dizer para o computador que ele, e não eu, deveria realizar essas tarefas. Tirando a parte de ler a matéria e aplicar uma nota, o restante ele faria em alguns minutos. Mas por que estou falando disso?<span id="more-627"></span><br />
Só consegui programar esse robô de buscas customizado porque no segundo semestre de 2012 fiz parte da primeira turma de <a href="https://www.edx.org/course/mit/6-00x/introduction-computer-science/586" target="_blank"><strong>Introdução à Programação e Ciência da Computação</strong></a> pela plataforma <strong><a title="eDX" href="http://edx.org" target="_blank">eDX</a></strong>, do MIT. Nem tanto pelo certificado, que acabei ganhando ao fim, mas pela altíssima qualidade do conteúdo e pelo frescor da modalidade, de se aprender algo que eu sempre quis por meio da internet com professores incríveis e me interagindo com pessoas do mundo todo. Tudo ao meu tempo, no meu ritmo, apesar dos deadlines impostos pelo programa.<br />
Chega o segundo semestre de 2013 (outubro) e estou de olho em alguns cursos. Veja se algum te interessa:<br />
<strong><a href="https://www.edx.org/course/mit/8-01x/classical-mechanics/853" target="_blank">Classical Mechanics</a></strong> &#8211; Cobre o básico da mecânica newtoniana, mecânica de fluidos, teoria de gases cinéticos e termodinâmica, além de explorar outros fenômenos do mundo real.<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/hHLFFaZiCbk" height="349" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe><br />
Nunca é tarde para fazer uma revisão da física do colégio, né? Não quer dizer que você vai usar isso diretamente na sua vida, mas uma compreensão um pouco melhor sobre como funciona o mundo pode nos dar insights valiosos sobre como resolver problemas que estão mais próximos. Muito útil também para quem trabalha com jornalismo de ciência.<br />
<strong><a href="https://www.edx.org/course/harvard-university/spu27x/science-cooking-haute-cuisine/639" target="_blank">Ciência &amp; Culinária: Da Alta Cozinha à Ciência de Matéria Mole:</a> </strong>Chefs de ponta e pesquisadores de Harvard exploram como a culinária do dia-a-dia e a Alta Cozinha podem iluminar princípios básicos de física e engenharia, e vice-versa.<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/AUEJNW3PrHI" height="349" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe><br />
É quase um Mundo de Beakman para adultos. Só que com pesquisadores de Harvard e chefs fodões. É um curso de introdução, não há pré-requisitos.<br />
<strong><a href="https://www.edx.org/course/harvard-university/hsph-hms214x/fundamentals-clinical-trials/941" target="_blank">Fundamentos de testes clínicos</a></strong>: Testes clínicos têm um papel vital na medicina que se baseia em evidências. O curso vai discutir o design, a conduta, a análise e a interpretação das fases I a IV dos estudos clínicos.<br />
<iframe src="//www.youtube.com/embed/3LZ8rLKEXR8" height="349" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe><br />
Esse só parece ser bem chatão. Mas com uma hora por dia é possível aprender como é feita a seleção de participantes nos testes, os tratamentos, os procedimentos aleatórios, a determinação do tamanho da amostra, a análise de dados, a interpretação dos estudos e as questões éticas que surgem em cada uma das fases. Para um repórter de ciência ou saúde é quase que obrigatório. Mesmo para quem não trabalha com isso, nos permite entender como surgem os medicamentos e como avança um dos braços da medicina.<br />
Por último, mas não menos importante:<br />
<strong><a href="https://www.edx.org/course/harvard-university/sw12x/china/920" target="_blank">China</a>: </strong>O passado, presente e futuro de uma das nações mais antigas do mundo. Uma visão através da história, geografia, economia, ecologia, filosofia, política, literatura e arte.<br />
Esse não tem vídeo de introdução. A ideia do pessoal de Harvard é fazer uma espécie de &#8220;antes e depois&#8221; em paralelo, traçando uma imagem mais completa da China. Com todas as polêmicas que envolvem o maior e mais velho estado burocrático do mundo, entender a China do século 21 e suas consequências no planeta significa também fazer uma viagem ao seu passado glorioso e intrigante.<br />
E aí, qual(is) fazer?</p>
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		<title>Pesquisa: você sabe como funciona o sistema de representação proporcional brasileiro?</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 16:34:35 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Grandes discussões]]></category>
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		<description><![CDATA[O sistema eleitoral brasileiro pode ser confuso pra muita gente, pois utiliza uma abordagem mista. Vereadores e deputados são eleitos diferentemente de presidentes, governadores, prefeitos e senadores. No caso dos deputados e vereadores, trata-se de uma eleição que privilegia os partidos, não os candidatos. A representação é proporcional. Antes de publicar um posto que entre [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema eleitoral brasileiro pode ser confuso pra muita gente, pois utiliza uma abordagem mista. Vereadores e deputados são eleitos diferentemente de presidentes, governadores, prefeitos e senadores. No caso dos deputados e vereadores, trata-se de uma eleição que privilegia os partidos, não os candidatos. A representação é proporcional.<br />
Antes de publicar um posto que entre mais a fundo no sistema que elege nossos legisladores das câmaras peço que respondam com honestidade à pesquisa abaixo. Completamente anônima!<br />
<iframe src="https://docs.google.com/forms/d/17m9MaOf9_n5nMQ9wEHE-hSYYKHHOAuUb2S7HTjIHNpY/viewform?embedded=true" height="420" width="620" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0"></iframe></p>
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