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					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5360e02fe4b0a78001c58bae/1398857776373/" data-image-dimensions="700x451" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="5360e02fe4b0a78001c58bae" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5360e02fe4b0a78001c58bae/1398857776373/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1398857587296_29618"><span>Citando alguém que não era nem urbanista nem arquiteto, mas entendia de guerras, Winston Churchill disse: “</span><em>We shape our buildings; thereafter they shape us</em><span>” que eu gosto de traduzir assim: "nós moldamos nossas cidades e depois as cidades moldam a nós". É uma relação umbilical, sem desapego racional, que mexe com todo nosso ser. Claro que a realidade das cidades, com sua falta de mobilidade aliada à disfunção espacial, a catastróficas enchentes com data marcada, exclusão social e toda espécie de outros problemas, tudo isso é de um realismo mais que concreto, mesmo que às vezes pareça surreal. A questão urbana nos toca profundamente e engloba quase todos os aspectos de nossas vidas. &nbsp;Tudo passa por ai.</span><br></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5360e12be4b05fe61b36c464/1398858032058/" data-image-dimensions="1600x1200" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="5360e12be4b05fe61b36c464" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5360e12be4b05fe61b36c464/1398858032058/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p> </p><p><span><span>No Brasil, onde caminhamos para urbanização de 90% da população, a questão da qualidade de vida nas cidades é presente no dia-a-dia de muitos dos brasileiros mas seguramente de todos os paulistanos. Um cotidiano de horas perdidas, casas perdidas e até vidas perdidas. &nbsp;Habitação, saúde, educação, emprego e lazer tudo perdidamente comprometido. Não precisa ser um expert para entender da gravidade da situação. Basta viver em nossas cidades para reconhecer que, no Brasil, o urbanismo vai mal. As cidades precisam mudar.</span></span></p><p><br /><em><span><span>Nessa busca por mudanças precisamos de ajuda, de inspiração, união, bandeiras. Precisamos educar, motivar, chamar para rua, chamar para esse caminho de propostas. E talvez precisemos de símbolos para traduzir certos sentimentos intraduzíveis, para falar como as cidades falam, num outro nível, direto à nossa alma.</span></span></em></p>]]></description></item><item><title>O B32 nas palavras dos nossos projetistas</title><category>Entrevistas</category><category>Engenharia</category><category>Diário</category><category>Arquitetura</category><category>Equipe</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Thu, 17 Apr 2014 09:55:13 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/o-b32-nas-palavras-dos-nossos-projetistas</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:534d5fa3e4b0d0d85a13ac99</guid><description><![CDATA[<p>Falamos muitas vezes sobre como o projeto B32 é muito mais que um empreendimento imobiliário e demonstramos isso na prática, seja através do projeto da praça, da presença simbólica da baleia e da nossa inspiração no Juramento Ateniense, que nos levou a criar nosso próprio voto de comprometimento com a cidade de São Paulo, a ser assinado por todos os envolvidos no projeto. Também deixamos nossos tapumes abertos e disponíveis para a arte dos grafiteiros, tornando a obra mais agradável para a cidade enquanto prosseguimos com os trabalhos do B32.</p><p><span>Mas, para entender a complexidade e a profundidade do projeto B32, compreender o nível de expertise e a visão de urbanismo que se encontram por trás da concepção desta iniciativa, nada melhor do que ouvir dos próprios projetistas a história de suas carreiras.</span></p><p><span>Profissionais brasileiros e estrangeiros, que são referência nacional e internacional dentro de suas áreas, concordaram em conversar com a gente numa série de vídeos, contando um pouco sobre seu background e como chegaram até o envolvimento com o projeto B32.</span></p><p><span><span>Aqui no nosso site você encontra todas estas entrevistas. Assista a nomes como o do arquiteto C.C. Pei, o especialista em acústica arquitetônica José Augusto Nepomuceno e muitos outros, falando sobre o que fizeram e o que esperam do B32. </span></span></p><p><span>Com vocês, os projetistas do B32:</span></p><p><span><a data-cke-saved-href="http://www.b32.com.br/alex-weinberg/" href="http://www.b32.com.br/alex-weinberg/"><span>Alex Weinberg</span></a></span></p><p><span><a data-cke-saved-href="http://www.b32.com.br/c-c-pei/" href="http://www.b32.com.br/c-c-pei/"><span>C.C. Pei</span></a></span></p><p><span><a data-cke-saved-href="http://www.b32.com.br/mario-franco/" href="http://www.b32.com.br/mario-franco/"><span>Mário Franco</span></a></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/534d5ff0e4b06ac0c8c48a47/1397579765271/" data-image-dimensions="2000x2000" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="534d5ff0e4b06ac0c8c48a47" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/534d5ff0e4b06ac0c8c48a47/1397579765271/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1397573107338_330720"><br><span><span>E tem mais por vir!</span></span></p>]]></description></item><item><title>Thomas Balsley: os espaços públicos e o futuro de São Paulo</title><category>Entrevistas</category><category>Arquitetura</category><category>Equipe</category><category>Praça</category><category>Urbanismo</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Thu, 10 Apr 2014 19:02:48 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/thomas-balsley-os-espaos-pblicos-e-o-futuro-de-so-paulo</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:5346e440e4b06e0fd1444bc1</guid><description><![CDATA[<p><em>Na segunda parte do seu artigo para nosso blog, o paisagista do B32 descreve sua visão da praça que vai surgir na Faria Lima e fala sobre como São Paulo pode vencer a cultura do medo para renascer como cidade.</em></p><p><a target="_blank" data-cke-saved-href="http://www.tbany.com/" href="http://www.tbany.com/">Por Thomas Balsley</a></p><p><span><span>Os parques e praças urbanos mais bem sucedidos têm uma hierarquia espacial. Nosso conforto natural humano é ancorado a um amplo espaço sem impedimentos, onde inúmeras atividades podem brotar ou ser planejadas. O espaço central do B32 foi pensado com uma fonte animada por altos jatos d’água que emergem de uma cama de névoa e descansam no melodioso “carpete artístico” formado por um mosaico branco e azul profundo. Em um instante esse espaço dinâmico se transforma. A água pode ser desligada e o espaço vira uma feira de carros, ou uma feira de arte, ou uma performance musical, ou um cinema. As possibilidades para esse espaço são ilimitadas e podem ser aprimoradas por meio da gestão do prédio; assim como o Bryant Park de Nova York é mantido ativo e seguro graças a um mix cuidadosamente elaborado de eventos programados e uso do público em geral.</span></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5347d47ee4b0b891fcd554af/1397216382986/" data-image-dimensions="666x285" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="5347d47ee4b0b891fcd554af" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5347d47ee4b0b891fcd554af/1397216382986/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1397216091581_23193"><br></p><p>A praça, grande e flexível está rodeada por ambientes menores e mais íntimos, cada um com uma boa vista para o centro mas com caraterísticas e escalas distintas. Um café no terraço, jardins, um gramado sombreado com cadeiras não fixas, e pequenos quiosques de comida e bebida que oferecem uma ampla gama de escolhas e garantem que o movimento dure durante o dia e começo da noite. Um rico leque de árvores plantadas, bancos públicos e iluminação noturna transmitem a mensagem ao público: entre, respeite e aproveite!</p><p><span><span>Isso pode soar como uma ideia muito radical em uma cidade que ainda teme a arena pública; na qual parques públicos e praças foram estigmatizados. A Nova York dos anos 1970 vivia esse tipo de paralisia e medo. Como ela se ergueu desse sentimento de desilusão? Graças ao compromisso de alguns urbanistas (cívicos, desenhistas, das áreas pública e privada) que cuidadosamente estudaram outros espaços de sucesso e os trouxeram para casa. Eles eram aqueles que acreditavam, que entendiam a dinâmica política e psicológica de espaços de Nova Yor, os que deram certo e os que não. Eles começaram com algumas pequenas intervenções incrementais, que serviram de protótipo para que políticos e comunidades pudessem se orgulhar e sentir otimistas. </span></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Bryant Park, NY (foto: Jean-Christophe Benoit)" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5346e9ebe4b03259a956c257/1397156337104/New-%20York-%20Bryant%20Park" data-image-dimensions="4096x2731" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="5346e9ebe4b03259a956c257" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5346e9ebe4b03259a956c257/1397156337104/New-%20York-%20Bryant%20Park?format=500w" />
				
			

			
			
				<p>Bryant Park, NY (foto: <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Jean-Christophe_BENOIST">Jean-Christophe Benoit</a>)</p>
			
			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1397154831454_83101">O Union Square e o Bryant Park em NY são bons exemplos. Cada um envolve parcerias entre público e privado, entre os interesses imobiliários ou comerciais e o governo. O B32 será um catalisador e um protótipo urbano. Seu programa foi cuidadosamente concebido para vencer o medo e preconceito que os cidadãos de São Paulo sentem com relação aos espaços públicos abertos. Será um espaço vibrante cheio de trabalhadores e moradores frequentando-o mesmo depois do anoitecer e demonstrará o poder do "placemaking" e dos espaços compartilhados. As pessoas vão onde há pessoas e os mal-intencionados vão onde não há. Se cuidadosamente programarmos e desenharmos o espaço, sempre haverá uma massa crítica de pessoas diversas que se sentirão bem-vindas e confortáveis. Sem esse esforço e comprometimento, o espaço será de uns poucos; uma condição que sela seu destino e inicia o processo de declínio. Nossas discussões mostraram que a equipe do B32 entende essa fórmula do que funciona e o que não, e será o patrocinador esclarecido que, em parceria com o design, vai garantir seu sucesso .<br></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Espa&ccedil;o p&uacute;blico do B32" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5346e72be4b03f647730b0ee/1397155640203/" data-image-dimensions="604x417" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="5346e72be4b03f647730b0ee" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/5346e72be4b03f647730b0ee/1397155640203/?format=500w" />
				
			

			
			
				<p>Espaço público do B32</p>
			
			

		
	
	
<p>Navegando por São Paulo e vendo seus espaços públicos através da minha lente de urbanista, desenhista e sociólogo ficou abundantemente claro que a cidade está cheia de oportunidades, pessoas incríveis e potencial, mas também há evidências de que ela está sucumbindo ao medo que atingiu Nova York nas décadas de 1970 e 80. A cidade precisa de um forte coletivo cívico e do setor privado para tirá-la dessa maldição. Precisa de um exemplo brilhante. Nova York já o fez. Barcelona o fez antes de sua Olimpíada. Eu vi espaços vazios e subutilizados, tanto grandes como pequenos, transformarem a face de grandes cidades, soltar faíscas na imaginação do público, e construir orgulho cívico. Isso não é obtido jogando dinheiro público e designs irresponsáveis nesses espaços. Seu sucesso depende na colaboração entre patrocinadores que enxergam além da cultura de cortar fitas vermelhas e designers dotados de sensibilidade que trabalham de forma aberta e pública e respeitam a confiança que o público lhes deu. Eu imagino uma São Paulo como uma gama vibrante de ruas, praças, parques e margens d’água que estão borbulhando com vida, refletindo o futuro de nível mundial da cidade. Sinto-me honrado por ter participado nessa visão do B32. E espero que seja a primeira de muitas oportunidades para contribuir as minhas habilidades de design para o ambiente urbano de São Paulo.</p>]]></description></item><item><title>Mário Franco e os pilares da arquitetura paulistana.</title><category>Entrevistas</category><category>Engenharia</category><category>Arquitetura</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Thu, 03 Apr 2014 18:18:27 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/mrio-franco-e-os-pilares-da-arquitetura-paulistana</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:533da562e4b0462745dac05d</guid><description><![CDATA[<p>Engenheiro calculista, pertence a uma geração que ajudou a moldar a arquitetura paulistana dos últimos 50 anos, com projetos como o Clube 15, o Mube e o Hotel Unique.</p><p>Nesta entrevista ele nos conta um pouco sobre sua carreira, sua visão sobre o papel do calculista num projeto arquitetônico, e claro, sobre sua participação no B32.</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da853e4b02233d7419bdb/1396549729190/" data-image-dimensions="1701x1134" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="533da853e4b02233d7419bdb" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da853e4b02233d7419bdb/1396549729190/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1396541572614_339969"><br></p><p><span><strong>Como você entrou no projeto B32?</strong></span></p><p><span><span>Eu já trabalhava com Rafael Birmann desde o projeto do Birmann 21, no qual ele foi um pioneiro. Foi o primeiro incorporador a contratar arquitetos estrangeiros para projetar edifícios de escritórios no Brasil e, para mim, aquela foi minha primeira experiência com arquitetos de fora. </span></span></p><p><span><span>A partir dali, fiz vários projetos com ele até me tornar o estruturalista do Rafael Birmann para as obras mais elaboradas, nas quais eram envolvidos os arquitetos estrangeiros de que falamos, Um tipo de trabalho que envolvia viagens a Nova York, com parte da coordenação acontecendo no exterior. Por eu já ter essa experência, fui convidado pra fazer o Birmann 32, coisa que eu rapidamente aceitei com muito entusiasmo.</span></span></p><p><span><span>O B32 vem sendo estudado há anos. Quando o arquiteto Didi Pei enviou seu primeiro estudo, ficou evidente que seriam necessários pilares inclinados para todos os lados, então fui chamado para dar uma primeira ideia de estrutura. </span></span></p><p><span><span>Fiz ums croquis, enviei pro arquiteto, ele gostou, os incorporou no projeto e o que estamos fazendo agora é o mesmo esquema que eu bolei há uns 4 e 5 anos atrás.</span></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da785e4b0f92a7a63f2d3/1396549512978/" data-image-dimensions="571x518" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="533da785e4b0f92a7a63f2d3" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da785e4b0f92a7a63f2d3/1396549512978/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p><br></p><p><span><strong>Trabalhar com arquitetos estrangeiros é diferente?</strong></span></p><p><span><span>Diria que sim. O método de trabalho, em geral, consiste em o arquiteto estrangeiro se associar de alguma forma ao arquiteto brasileiro para trabalhar juntos. O brasileiroi incorpora as ideias do estrangeiro de forma que o projeto final seja de autoria de ambos. A estrutura também deve ser coordenada ao mesmo tempo com os arquitetos brasileiro e estrangeiro. </span></span></p><p><span><span>É uma forma diferente de trabalhar. Os americanos trazem para nós suas experiências, que são diferentes das nossas. Em cada projeto chegam ideias novas que aos poucos vamos incorporando ao nosso acervo, ao nosso modo de pensar e assim, de certa forma, nos enriquecem. Tudo o que é novo, que vem a mais, só pode nos enriquecer.</span></span></p><p><span><span>E esse méetodo tem dado certo, basta ver o Birmann 21, &nbsp;localizado na Marginal Pinheiros. &nbsp;É um prédio que ainda hoje impressiona pela arquitetura. </span></span></p><p><span><span>Eu gosto de trabalhar com arquitetos internacionais, tenho vários projetos em colaboração com arquitetos não brasileiros, por exemplo Norman Foster com quem elaborei um grande projeto no Rio de Janeiro.</span></span></p><p><span><span>Quem introduziu essa cultura foi Rafael Birmann, ela não existia antes, até porque nossa arquitetura é muito boa e não se sentia essa necessidade. O que acontece é que indo buscar colaborações lá fora abrimos espaço para ideias diferentes, e isso contamina favoravelmente nosso ambiente. </span></span></p><p><span><span>Eu já tinha aprendido algo sobre a prática estrangeira projetando o </span><a data-cke-saved-href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Citigroup-Citibank_no_Brasil#Edifica.C3.A7.C3.A3o" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Citigroup-Citibank_no_Brasil#Edifica.C3.A7.C3.A3o"><span>prédio do Citibank na avenida Paulista</span></a><span> &nbsp;junto com Gian Carlo Gasperini. Nesse prédio a arquitetura é toda brasileira, mas inclui certas tecnologias que na época tivemos que buscar no exterior. Foi, por exemplo, o primeiro prédio onde usamos técnica americana para montar o granito. Anteriormente a pedra era colada diretamente na parede enquanto no Citibank ela já é destacada da mesma com suportes de aço inox, criando assim uma distância e impedindo que o granito pegue umidade. Essa técnica veio de Nova York. Foi talvez uma das primeiras técnica estrangeiras a serem introduzidas no Brasil.</span></span></p><p><br></p><p><span><strong>Então, no caso do B32, a colaboração de arquitetos estrangeiros, ou brasileiros que trabalharam muito no exterior, pode enriquecer o projeto do ponto de vista da tecnologia.</strong></span></p><p><span><span>Sem dúvida, a começar pela forma do prédio, com suas paredes de vidro inclinado e suas múltiplas facetas. Vai ficar muito interessante. </span></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da9e7e4b00f20c839c3a2/1396550120156/" data-image-dimensions="695x348" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="533da9e7e4b00f20c839c3a2" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/533da9e7e4b00f20c839c3a2/1396550120156/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1396541572614_395924"><br></p><p><span><strong>Qual a relação do estruturalista com o arquiteto? O estruturalista tem voz na parte criativa?</strong></span></p><p><span><span>Essa pergunta deveria ser feita para os arquitetos! Acredito que quanto melhor o arquiteto, tanto mais o estruturalista pode contribuir com a arquitetura, através do diálogo entre profissionais. O bom arquiteto é aquele que pede pro estruturalista participar, gerando uma relação criativa e não de subserviência entre os dois profissionais. Eu lembro de uma frase dita por um arquiteto que foi meu grande amigo, o </span><a data-cke-saved-href="http://aflalogasperini.com.br/web/?page_id=101&amp;lang=en" href="http://aflalogasperini.com.br/web/?page_id=101&amp;lang=en"><span>Roberto Aflalo</span></a><span> do escritório Aflalo e Gasperini. Estávamos estudando um edifício para um concurso, o Aflalo tinha algumas ideias que eu avaliei e concluí que podiam ser realizadas. Ao que ele respondeu: "Mario, eu não quero saber se dá pra fazer, quero saber se é pra fazer". Existe uma grande diferença entre o que se pode e o que se deve fazer, e ele pediu para eu determinar o que devia ser feito. &nbsp;Assim se define o bom relacionamento do arquiteto com o estruturalista. Trata-se de que participar, não apenas de botar o edifício em pé. O estruturalista tem que deixar sua marca no projeto.</span></span></p><p><br></p><p><span><strong>O estruturalista é citado na autoria do projeto?</strong></span></p><p><span><span>Raríssimas vezes! Antigamente o estruturalista era considerado um elemento totalmente secundário e quase nunca era citado. Existia em São Paulo uma revista de grande prestígio chamada </span><a data-cke-saved-href="http://www.urbanismobr.org/bd/periodicos.php?id=30" href="http://www.urbanismobr.org/bd/periodicos.php?id=30"><span>Acrópole</span></a><span>, que nunca citava os estruturalistas em seus artigos. Eu mesmo cheguei a enviar cartas para a redação da Acrópole, as quais foram respondidas com a frase "para nós só interessa a arquitetura". Como se a estrutura não fizesse parte. Felizmente hoje isso mudou, dá-se mais importância ao estruturalista como elemento criativo dentro do projeto.</span></span></p><p><br></p><p><span><strong>E qual você considera ser seu aporte para o projeto B32?</strong></span></p><p><span><span>Acredito que haja muito de meu neste projeto, sim. Por exemplo, o lançamento dos pilares foi feito por mim baseado nos primeiros croquis dos arquitetos, sendo mais tarde &nbsp;incorporado ao projeto. Evoluímos passo a passo, com o arquiteto e o estruturalista trabalhando juntos, principalmente no que envolve a questão dos pilares. A forma em que eles se inclinam para depois mudar de inclinação, foi um aspecto muito trabalhado por mim, junto com o arquiteto. Então vejo uma forte marca estrutural neste prédio.</span></span></p><p><span><span>E a grande diferença no B32 é que praticamente todos os pilares são inclinados, uma caratéristica estrutural que tem ganhado força recém nos últimos anos. Eu tinha um pouco de experiência com esse tipo de pilares, mas ampliei-a muito com este projeto.</span></span></p><p><br></p><p><span><strong>Na sua visão, o que o B32 tem de diferente dos outros prédios</strong><span>?</span></span></p><p><span><span>Em termos de arquitetura, algo que me emploga muito no B32 é o projeto da praça que vai ser doada para a cidade. Além de ser muito bonita é um espaço muito generoso que poderá ser usufruido por todos. Ainda mais considerando a localização, um espaço assim naquele ponto da Faria Lima vai ter um efeito espetacular. Além da beleza plástica da torre, com suas faces inclinadas, acho que o grande ponto positivo do projeto é a generosidade do tratamento do espaço.</span></span></p>
	
	
		
			
				
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<p id="yui_3_10_1_1_1396541572614_392419"><br></p><p><span><strong>O que você acha que falta em São Paulo?</strong></span></p><p><span><span>Eu acho que faltam praças e espaços públicos. Quando o estruturalista trabalha num projeto empolgante ele se envolve com tudo, não se trata apenas de fazer vigas e pilares. A gente pensa no impacto que a estrutura vai ter sobre a arquitetura, e acaba saindo um projeto melhor se entendemos o que está acontecendo como um todo.</span></span></p><p><span><span>Um dos projetos em que estou trabalhando atualmente em São Paulo é o Centro de Treinamento Paraolímpico, e é um exemplo de trabalho onde o estruturalista têm influência sobre a arquitetura, que eu precisei estudar a fundo para poder apresnetar propostas estruturais harmoniosas com o restante. Acho que a beleza da minha profissão está em trabalhar com um bom arquiteto e juntos chegarmos a boas soluções, que funcionam estruturalmente e arquiteturalmente.</span></span></p><p><br></p><p><span><strong>Como você acha que o B32 vai impactar sobre a Faria Lima e sobre São Paulo?</strong></span></p><p><span><span>Se essa praça for realizada de acordo com o projeto vai ter um efeito tão impactante que, ao menos espero, pode provocar outros empreendimentos a realizarem projetos semelhantes, dedicando assim um pouco de sua energia, de sua imaginação, de sua criatividade ao público e não somente ao próprio empreendimento. Acho que o B32 pode inspirar outros a se dedicarem mais à coletividade. </span></span></p><p><br><br></p>]]></description></item><item><title>Nos nossos tapumes, grafite também é urbanismo.</title><category>tapume</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Mon, 31 Mar 2014 10:43:43 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/0xls9e59q0pqn6q8pb45e0eb4elvzu</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:53394526e4b02a4c94280e9e</guid><description><![CDATA[<p id="yui_3_10_1_1_1396262112319_21527">No B32 estamos pensando não só em fazer prédios de escritórios como também em urbanismo. E urbanismo se faz com grandes prédios, avenidas, ruas e praças, mas também se faz com urbanidade.</p><p id="yui_3_10_1_1_1396262112319_21984">E urbanidade se faz com grandes e pequenos gestos. &nbsp;Grandes propostas ou apenas o ato de ceder a passagem ou abrir uma porta para outra pessoa, são gestos de urbanidade.&nbsp; Urbanismo é conviver; compartilhar; dividir o espaço comum para fazê-lo urbano, para que ele gera tudo aquilo que faz o espaço público urbano atraente, gostoso, frutífero.</p>
	
	
		
			
				
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<p id="yui_3_10_1_1_1396262112319_23669">Abrir a praça do nosso prédio, apesar de todas as preocupações, é um grande gesto em direção a um bom urbanismo.&nbsp; Ceder nosso tapume para que grafiteiros expressem sua arte é um pequeno gesto de urbanidade.&nbsp; E algo que embeleza e torna mais agradável nossa cidade.</p>
	
	
		
			
				
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]]></description></item><item><title>Toda quarta-feira é dia de B32!</title><category>Diário</category><category>Engenharia</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Thu, 27 Mar 2014 17:33:18 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/toda-quarta-feira-dia-de-b32</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:533460eae4b0681b8cd37031</guid><description><![CDATA[<p>Por Renato Silva</p><p>Há 6 meses, todas as quartas-feiras estão reservadas para as reuniões semanais do projeto B32 e nesta semana não poderia ter sido diferente.</p><p>Ontem nos reunimos com os profissionais de arquitetura (<a target="_blank" href="http://contier.com.br/">Contier Arquitetura</a>), instalações elétricas e hidráulicas (<a target="_blank" href="http://www.skk.com.br/">SKK Engenharia</a>), ar condicionado (Teknika), restaurante (<a target="_blank" href="http://placontec.com.br/">Placontec</a>), iluminação (<a target="_blank" href="http://www.studioix.com.br/">Studio IX</a>) e construção (<a target="_blank" href="http://www.racional.com/">Racional Engenharia</a>) para discutir a evolução do projeto.</p><p>Dos assuntos discutidos, verificamos em mais detalhes o desenvolvimento do projeto do restaurante, as soluções adotada e as possíveis interferências entre as disciplinas, principalmente entre ar condicionado e necessidades específicas das áreas de cozinhas.</p><p>Para se ter uma ideia, devido às especificidades de um restaurante, esta parte do projeto levou cerca de 2 meses de discussão e modelagens em BIM.&nbsp; O tema é complexo pois envolve necessidades muito específicas para tomada e exaustão de ar, instalações de combate a incêndio e ar condicionado.</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/53346179e4b00c50959868c2/1395941770794/" data-image-dimensions="877x658" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="53346179e4b00c50959868c2" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/53346179e4b00c50959868c2/1395941770794/?format=500w" />
				
			

			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1395941588497_17593"><br></p><p id="yui_3_10_1_1_1395941588497_15622">Poucas pessoas tem ideia do que está por trás de uma refeição quando ela chega à mesa!</p><p>Até a próxima semana...com informações sobre nossa reunião com JB&amp;B em Nova York.</p>
	
	
		
			
				
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<p id="yui_3_10_1_1_1395941588497_13139"><span>Participantes:</span></p><p><span>Rafael Birmann, Giovanna Gemignani, Renata Arruda e Renato Silva – FLPP</span></p><p><span>Miriam Castanho e Henrique Fina – Contier Arquitetura</span></p><p><span>Amauri Pelozzo – Placontec</span></p><p><span>Guinter Parshalk e Natália Morassi – Studio IX</span></p><p><span>Valdete Castanho, Tânia Yabiku e Camila Rodrigues – SKK Engenharia</span></p><p><span>Renato Scalabrini – Teknika</span></p><p><span>Adriana Olivani e Mário Lucci – Racional Engenharia</span></p><p><span>&nbsp;</span></p>]]></description></item><item><title>O desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo contado através dos projetos de fundações e contenções</title><category>Engenharia</category><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>Susana Cristalli</dc:creator><pubDate>Tue, 25 Mar 2014 11:10:04 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/o-desenvolvimento-urbano-da-cidade-de-so-paulo-contado-atravs-dos-projetos-de-fundaes-e-contenes</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:5331631be4b07cae635c58b7</guid><description><![CDATA[<p>Em reunião sobre a conclusão do projeto das contenções do B32, o Engº Alberto da Silva Porto da Consultrix Engenheiros Associados Ltda, nos deu uma aula sobre a história da empresa e a relação com o desenvolvimento da Cidade de São Paulo.</p><p><br></p><p>A Consultrix tem em seu curriculum cerca de 10.000 projetos de contenções e fundações desenvolvidos ao longo de seus 60 anos de existência.</p><p><br></p><p>Projetos nacionais e internacionais, ícones e cartões postais da cidade como Edifício Itália, Conjunto Nacional, Masp, Estações do Metrô, Pontes, Viadutos, e outras obras de arte, tiveram seus projetos de fundações e/ou contenções desenvolvidos em suas pranchetas.</p><p>Em um grande mapa da cidade indicam os projetos de contenções e fundações por eles realizado.</p><p>Cada tachinha indica uma obra e cada cor um tipo de fundação.</p>
	
	
		
			
				
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<p>Segundo Alberto, os primeiros projetos foram feitos para edificações da região do Bom Retiro e Centro, e a cada década foram mudando de região acompanhando o crescimento da Metrópole.&nbsp; Do Centro para Higienópolis, de lá para Paulista, Jardins, Faria Lima, Berrini, Nova Faria Lima, até se espalhar para toda a cidade nas últimas décadas.</p><p>Concluída a etapa do projeto de contenções a Consultrix iniciará o acompanhamento da execução destas.&nbsp; Tal acompanhamento consiste em visitas técnicas a obra para esclarecimento de dúvidas sobre o projeto, discussão de ajustes necessários em metodologia executiva e/ou do próprio projeto em função de alguma irregularidade do terreno.</p>]]></description></item><item><title>O paisagista Thomas Balsley e sua visão para as áreas públicas do B32.</title><category>Equipe</category><category>Praça</category><category>Urbanismo</category><category>Entrevistas</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Fri, 14 Mar 2014 14:30:48 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/thomas-balsley-paisagista-e-sua-viso-para-as-reas-pblicas-do-b32</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:531f0825e4b045034d6ffd45</guid><description><![CDATA[<p><span><span>Nova York Janeiro 2014</span></span></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_70237">Em primeiro lugar, permitam que me apresente. Nasci no interior do estado de Nova York em uma cultura rural; e mesmo que minha cidade natal tenha sido Edincott, Nova York foi o berço da IBM e da revolução da informática. Eu cursei a Universidade de Syracuse e assim que me formei vim para a cidade de Nova York para começar meu estúdio de design. Eu buscava um design paisagístico arquitetônico que tivesse aplicações na esfera pública e que levasse à melhora do ambiente urbano e na qualidade de vida urbana.</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Thomas Balsley" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/531f0d92e4b018be29dd62a9/1394544019110/Thomas-Balsley-photoBW-Optimized.jpg" data-image-dimensions="748x900" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="531f0d92e4b018be29dd62a9" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/531f0d92e4b018be29dd62a9/1394544019110/Thomas-Balsley-photoBW-Optimized.jpg?format=500w" />
				
			

			
			
				<p>Thomas Balsley</p>
			
			

		
	
	
<p> </p><p><span><span>Eu sou um de três irmãos, todos somos paisagistas. O mais velho já trabalhava em NYC. Após criar minha firma ele se juntou a mim pelos primeiros anos, durante os quais passamos muito tempo defendendo melhoras no planejamento público e o design com foco no urbanismo. Eu era jovem e apaixonado pela cidade como um epicentro de arte, design e cultura e me mergulhei em seus vários mundos: o multicultural, o dos negócios e o social. Minha forma de trabalhar com design se formou durante esses primeiros anos e foi influenciada pelo urbanista e sociólogo William Whyte, cujos ensinamentos afiaram minha propensão natural como observador e designer focado nas pessoas. </span></span></p><p> </p><p><span><span>Nos primeiros anos trabalhei principalmente com pequenos espaços urbanos como praças e parques. Desde a década de 1960, um plano de incentivo da prefeitura de Nova York oferece aos incorporadores um maior coeficiente construtivo em troca da criação e manutenção de espaços públicos, que ficam a cargo de privados. Nós criamos mais de 60 destes espaços em Manhattan, incluindo a cachoeira e o átrio da Trump Tower, e o Balsley Park na rua 57, que foi renomeada em minha homenagem como reconhecimento pelas contribuições com a melhoria do ambiente da cidade. Por estarem em contato com milhões de pessoas, esses espaços pequenos e vibrantes podem afetar positivamente a vida cotidiana e aumentar a qualidade de vida em Nova York. Posso dizer que estes pequenos espaços me trouxeram mais satisfação pessoas do que muitos projetos maiores em que trabalhei nos EUA e no mundo. </span></span></p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Balsley Park" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/531f0dc9e4b0b3bd2925743f/1394544074174/balsley_park.jpg" data-image-dimensions="600x480" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="531f0dc9e4b0b3bd2925743f" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/t/531f0dc9e4b0b3bd2925743f/1394544074174/balsley_park.jpg?format=500w" />
				
			

			
			
				<p>Balsley Park</p>
			
			

		
	
	

<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_83113"><br></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_81443"><span><span>Nosso método singular para espaços urbanos tem atraído atenção de todos lados. Atualmente estamos projetando parques maiores e revitalizações de áreas urbanas à margem d’agua que transformam os centros de grandes cidades como San Francisco, Cleveland, Detroit, Baltimore e Tampa mas também na China, Correa e Japão. Recentemente, vencemos grandes concursos de design em Shanghai, Seoul e Tokyo, sempre graças a projetos de paisagismo transformador, que celebra a vida na cidade. </span></span></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_81444"><br></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_81445"><span><span>Um dos grandes benefícios de ter conquistado uma reputação cada vez mais sólida são pessoas fenomenais que lhe são apresentadas. Há um ano eu recebi uma ligação de Rafael Birmann, que havia ouvido me nome através de amigos em comum, no escritório de arquitetura </span><a data-cke-saved-href="http://www.som.com/" href="http://www.som.com/"><span>SOM</span></a>. Desde nosso primeiro encontro, eu senti que conheci um irmão; que éramos destinados a trabalhar juntos como espíritos irmãos. Ficou claro para mim que estava falando com uma pessoa esclarecida. Nossas conversas sobre o declínio e a esperanças das cidades (quando eu vim a Nova York em 1970, a cidade estava em seu pior momento, deparando-se com falência, crime e desilusão) duravam horas. Sua visão para o B32 como um vibrante espaço público aberto me mostrou o tipo de otimismo e coragem que tirou a cidade de Nova York daquela má situação, o que eu pude testemunhar e do qual fiz parte.</span></p>
<p><br /><span><span>Em meio a um mar de pessimistas aqui estava alguém que acreditava; e ainda por cima uma pessoa muito carsimática! Eu fui convencido e arregacei as mangas; o primeiro ato foi a coleta de informações sobre outros espaços públicos relevantes no mundo todo. Fizemos um tour de São Paulo e do bairro onde ficará o B32 para melhor entender o potencial público da praça. Quem seriam eles? Desde residentes locais e pessoas que trabalham em escritórios a pessoas fazendo compras ou indo a shows. Procurando a receita do design perfeito, procurei olhar através das lentes do sociólogo William Whyte que fez estudos fotográficos exaustivos em espaços de Nova York, usando a técnica do "time lapse", para poder entender verdadeiramente porque alguns projetos fracassavam e outros eram recebidos de braços abertos. Até hoje eu continuo a julgar o sucesso de meus esforços na área do design pelo número e diversidade das pessoas que ocupam o espaço, e não por capas de revistas ou prêmios. Meu esforço é humanista, focado nas pessoas, a começar por programas de design bem pensados e avançando para a criação artística da forma, e continua mesmo após a implementação do espaço, quando conduzimos uma análise pós-projeto. </span></span></p>]]></description><media:content type="image/jpeg" url="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/531f0825e4b045034d6ffd45/1394810434280/500w/Thomas-Balsley-photoBW-Optimized.jpg" medium="image" isDefault="true" width="500" height="602"><media:title type="plain">O paisagista Thomas Balsley e sua visão para as áreas públicas do B32.</media:title></media:content></item><item><title>Juramento  “Por uma Cidade Melhor”</title><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Tue, 11 Mar 2014 13:07:24 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/juramento-por-uma-cidade-melhor</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:530b8d07e4b01ddda83d0f3d</guid><description><![CDATA[<p>Nós da equipe do B32 acreditamos que prédios são feitos com mais do que metal e concreto: <a target="_blank" href="http://www.b32.com.br/blogb32/as-missoes-de-todos-nos">eles são construídos com paixão e ideais</a>.</p><p><span><span>Compartilhamos uma visão única, que só se realiza com o comprometimento de todos envolvidos, pois somente com todas as partes se faz um todo.&nbsp; E a visão com a qual comprometemos o total de nossas capacidades é&nbsp;“fazer um prédio melhor por uma cidade melhor”. &nbsp;</span></span></p><p><span><span>Solicitamos a todos participantes do empreendimento - sejam projetistas, consultores, operários ou fornecedores atuando na obra ou em seus escritórios -, enfim de todos que contribuírem alguma parte do todo que é o B32, fazer um juramento, ou promessa, comprometendo-se com os objetivos do projeto e com uma cidade melhor.</span></span></p><p><span><span>Após o término da obra, todos os participantes terão seus nomes gravados em aço e expostos em nossa praça, como registro permanente do que somos capazes de realizar quando, juntos em uma visão, comprometemos todo seu esforço e dedicação. </span></span></p><p><span><span>Um registro eterno, uma demonstração cabal e uma inspiração a todos de como podemos, quando sonhamos, trabalhamos e nos comprometemos juntos, de como podemos sim melhorar nossas cidades</span><span>. </span></span></p><p> </p><p><span><span>Juramento &nbsp;&nbsp;“Por uma Cidade Melhor”</span></span></p><p><span><span>Eu,.........................................................................................................., fiel a meus princípios, comprometo-me, sem reservas ou ressalvas, a colocar tudo de mim para criar o edifício de escritórios de referência de São Paulo.</span></span></p><p> </p><p><span><span>Executarei minhas tarefas de forma correta, limpa, criteriosa, integra e ética. Dedicarei minha atenção com o que estiver sob minha responsabilidade, preservando minha segurança e a dos demais. Alocarei recursos eficientemente, sem desperdícios, consciente das necessidades atuais e futuras.</span></span></p><p><span><span>Com meu conhecimento e o dos melhores profissionais, aplicarei as melhores técnicas e práticas. Sem medo nem preguiça, questionando “lugares comuns”, inovarei sempre que possível, buscando a qualidade e o avanço do estado da arte neste empreendimento.</span></span></p><p><span><span>Por querer deixar minha cidade melhor do que recebi, comprometo-me a agir sempre de forma benéfica, jamais a prejudicando, ou a esta obra, na certeza de que assim construiremos a São Paulo que todos desejamos.</span></span></p><p><span><span>Com meus colegas como testemunhas do meu comprometimento nesta obra, eu assino meu nome.</span></span></p><p> </p><p><span><span>Assinatura</span></span></p><p><span><span>&nbsp;</span></span></p><p> </p><p><span><span></span></span></p><p> </p>]]></description></item><item><title>Dez Pontos para Explicar um  Teatro Nota 10</title><category>Teatro</category><category>Arquitetura</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Fri, 21 Feb 2014 21:45:10 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/dez-pontos-para-explicar-um-teatro-nota-10</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:5307c27de4b0e6839c282e14</guid><description><![CDATA[<p><span><em>&nbsp; &nbsp;Texto de&nbsp;</em></span><em>Abril 2013</em></p><p> </p><ol><li><p><span><span>O conceito Arquitetonico</span></span></p></li><li><p><span><span>Conceito “Black Box”</span></span></p></li><li><p><span><span>A Grande Janela Para Exterior</span></span></p></li><li><p><span><span>Dimensões Sintonizadas</span></span></p></li><li><p><span><span>Programação &nbsp;Diversificada</span></span></p></li><li><p><span><span>Endereço Vizinhança de Alta Renda e Qualidade</span></span></p></li><li><p><span><span>Estacionamento Abundante</span></span></p></li><li><p><span><span>Acústica</span></span></p></li><li><p><span><span>Instalações Técnicas</span></span></p></li><li><p><span><span>Amenidades </span></span></p></li></ol><p><br /> </p><p><span><em>“γνῶθι σαὐτόν“, transliterado para quem não lê alfabeto grego seria - “Gnothi Seauton” - e para quem não entende grego, traduzimos para o português - “conhece-te a ti mesmo”. Mesmo aqueles que não nem lêem nem falam grego conhecem a celebre máxima do Templo de Apolo, em Delfos. &nbsp;Sócrates dizia que “uma vida não examinada não merece ser vivida”. O autoconhecimento é a base de todo conhecimento e todo conhecimento é uma busca. Outra busca é nossa necessidade de compreender nossos prédios e nossas cidades. Assim, parafraseando a famosa frase, mais perto do nosso “metier”, proponho: “conhece a tua obra” e também, amplificando a questão , “conhece a tua cidade”.</em></span></p><p><span><em>Para conhecer nosso Teatro</em><em>. Desde o inicio da concepção do CUBO, nosso teatro do B32, sabíamos que a obra seria um desafio. Precisávamos ter os conceitos e os objetivos claros e bem definidos. É &nbsp;fundamental entender os &nbsp;significados, o design e como ele afeta o projeto. Muitas vezes o “designer/ arquiteto” fala de conceitos vagos, pelo menos para mim, como equilíbrio, proporção, leveza, transparência, relação com a forma humana. O que significa tudo isso? Afinal, &nbsp;o que é design? Você poderia responder que design é estética, mas, e o que é estética? É auto evidente que design é importante, mais é difícil explicar por que. Arquitetura define nossa relação com os prédios. Se é difícil de entender, é mais fácil sentir. Isso vale para arquitetura dos prédios e, talvez até mais ainda, para as cidades. </em></span></p><p><span><em>Com esse propósito, o de entender, estamos, humildemente, tentando explicar para nos mesmos e assim melhor compreender, nosso Teatro. Com nosso consultor José Augusto Nepomuceno, com o arquiteto Eiji </em><em>Hayakawa, e demais participantes do projeto, elencamos </em><em>os aspectos que consideramos representativos e especiais, e que, assim acreditamos, definem nossos teatro e explicam como ele irá nos tocar e emocionar, a nós e a nossa cidade. Elencamos dez itens:</em></span></p><p> </p><p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; 1. O Conceito Arquitetônico</p><p><span>Sua sua estrutura “free standing” flutuando sobre pilotis, sua natureza destoante dos prédios de escritórios, de frente para Faria Lima e ao fundo da Praça, suas variações pela luz do dia ou iluminação a noite, tudo isso confere ao teatro uma presença &nbsp;marcante na cena &nbsp;urbana de são Paulo.</span></p><p><span>Alguns aspectos da arquitetura como o foyer com a grande escada, a cobertura na forma de praça publica, a frente transparente (janela) tornam o prédio visitável e acessível aos seus vizinhos e outros, definindo uma relação com a cidade. O Teatro, enquanto edifício pode ser “visitado” mesmo fora de hora de espetáculos, seja no restaurante na cobertura, ou em uma exposição no pilotis. O &nbsp;caráter permeável &nbsp;e publico do teatro, sua inserção em uma praça publica, são os traços definitivos de sua personalidade. A sua implantação integrado ao tecido urbano fazem dele um prédio “bom vizinho”.</span></p><p><span>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; 2. Conceito “Black Box”</span></p><p><span>O conceito “black box” vem da flexibilidade do espaço, possível graças à movimentação de poltronas, que permite a criação de um piso plano e à tecnologia teatral disponibilizada, que conferem ao espaço enorme flexibilidade. Não é um teatro clássico, de palco italiano, ainda que a orientação da plateia x palco seja frontal. É um formato, carente na cidade, que permite montagens contemporâneas e intimistas.</span></p><p><span>3. A Grande Janela Para o Exterior</span></p><p><span>Arquitetura e os Interiores tem seu ponto alto na enorme janela de que abre para Praça e para Faria Lima. Ela lida com o imaginário do público e dos artistas de formas diferentes. No caso do público a interação do interno e do externo causa fascínio – em &nbsp;sentido contrário do “confinamento” do teatro tradicional. Para o artista, o músico não é menos fascinante estar emoldurado para a cidade (vidro nunca é um elemento acústico bem recebido por músicos, mas isto será tratado adequadamente). Também abre a possibilidade, na configuaração de “eventos”, de um espaço com luz natural, e não uma caixa cega, como seria normal em um teatro. </span></p><p>4. Dimensões sintonizadas</p><p><span>Com 300 lugares na plateia e 200 nos dois balcões o teatro pode abrigar 500+ espectadores na configuração “Teatro” e 700+ pessoas na configuração “Piso Plano”. As dimensões da sala resultam em qualidades acústicas positivas e estabelecem uma conexão de intimidade e troca de energia entre palco e plateia, ou seja, entre artistas e público, diferente dos grandes teatros em forma de leque ou das grandes salas de espetáculos.</span></p><p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; 5. Programação Diversificada</p><p><span>Pelo sua concepção de espaço flexível com sistema de cadeiras móveis, a possibilidade de um variado leque de configurações (plateia inclinada, plateia plana, cabaré, seminário, piso plano sem cadeiras,...), permite grande diversidade de ocupações bem como maior condição de viabilidade. Sua programação será composta principalmente por:</span></p><ul><li><span><span>Música levemente amplificada como jazz, jazz sinfônica, entre outras.</span></span></li><li><span><span>Música acústica para solos e pequenas formações: quartetos, quintetos.</span></span></li><li><span>Dança, montagens teatrais ou apresentações multimídia, de caráter próprio para dimensões do palco e das disponibilidades. Montagem “experimental”, diversa dos espetáculos montados para grande palco com suas dimensões generosas e com seus apetrechos como cortina mestra, vestimentas cênicas, etc.</span></li><li><span>Inúmeras outras atividades como reuniões empresarias, coquetéis, festas, lançamentos, palestras e eventos de marketing institucional, todos com requisitos acústicos significativamente inferiores aos requeridos para o programa acima.</span></li></ul><p>&nbsp; &nbsp;6. Endereço</p><p><span>Endereço e implantação compõem o design. E a vizinhança do Teatro é uma centralidade urbana importante e florescente na cidade. O Itaim bibi, nos celebres Jardins, é um bairro de alta renda, endereço dos mais caros aluguéis de escritórios e das lojas mais sofisticadas &nbsp;de São Paulo. Ao estar cercado de edifícios comerciais de alto padrão, com grandes contingentes de profissionais, abre-se o horizonte para concertos em hora de almoço. O Bairro reúne grande quantidade de frequentadores de espetáculos de alta qualidade, potencializando ocupação do espaço em varios períodos. A Faria Lima,endereço de maior prestigio na cidade carece de espaços públicos de equivalente prestigio</span></p><p><span>7.&nbsp;</span>Estacionamento Abundante</p><p><span>Compartilhando o estacionamento com o edifício de escritórios, o teatro disporá de vagas praticamente ilimitadas (self-parking ou valete), situação pouco usual na maioria dos teatros de São Paulo. Certamente esse fator será um dos diferencias importantes do espaço.</span></p><p>8. Acústica</p><p>Com suas paredes de concreto de mais de 40 centímetros de espessura, laje de cobertura com mais de 60 centímetros de terra, suas molas anti vibração sísmicas e outros detalhes, a acústica do teatro deverá ser das mais eficazes na cidade de São Paulo.&nbsp;</p><p>9. Infraestruturas técnicas</p><p>Arquitetura, ao contrario da escultura, é também função e funcionalidade. Por fazer parte de um grade edifício de escritórios, o teatro se utiliza de toda infraestrutura da central de Ar condicionado (chillers), transformadores, geradores de emergência, etc., bem como de todas as facilidades de segurança, administração e estacionamento do B 32. Tudo isso, além de fator de eficiência e elevado grau de sustentabilidade do projeto, aumenta a funcionalidade e condição do teatro de fazer face as imprevisíveis necessidades de sua operação ao longo do tempo .</p><p><span>A infraestrutura própria do Teatro se iguala aos melhores exemplos internacionais. O sistema de som e vídeo, luz cênica e tecnologia são todos “estado da arte”. Por exemplo, com um horizonte muito amplo de programas, o Teatro contará com um sistema de ajuste acústico idêntico ao utilizado no novo <a target="_blank" href="http://lc.lincolncenter.org/visitor-guide/venues/venue/1">Alice Tully Hall,</a> em Nova York, e na <a target="_blank" href="http://www.filarmonica.art.br/">Sala da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais</a>. A engenharia de palco cumpre com as mais rigorosas normas de tecnologia e segurança existente. E a infraestrutura inclui, entre outros requintes, fibra ótica, capacidade de gravação de imagem em alta definição e áudio em meio digital. Os projetos técnicos foram todos trabalhados com simulação computacional avançada.</span></p><p>10. Amenidades</p><p>Urbanismo é uma rua de duas mãos. O teatro é generoso com a cidade e ela retribui com muitas coisa. Localizado nos Jardins, conta com todas amenidades de uma grande cidade, com os melhores restaurantes e cafés. Dentro do projeto, na área da praça, a poucos passos do teatro, haverá um sofisticado restaurante, bem como dois cafés, um na Alameda das Acácias e outro no Sky Roof, na praça aberta na cobertura do próprio teatro.</p><p> </p><p><span><em>Enfim, tudo isso esta sendo feito para criar um espaço de arte onde as pessoas desfrutem de experiências enriquecedoras para suas vidas, onde possam trocar ideias e crescer culturalmente; um lugar de diversão onde as pessoas possam viver momentos de prazer e satisfação de forma construtiva e civilizada; um ambiente publico e aberto de descoberta e socialização, onde as pessoas possam interagir umas &nbsp;com as outras em segurança, tranquilidade e paz. Enfim, nosso teatro gostaria de ser tudo aquilo que &nbsp;faz &nbsp;valer a pena viver nas cidades.</em></span></p><p><br /><br /><br /><br /> </p>]]></description></item><item><title>O teatro do B32</title><category>Arquitetura</category><category>Engenharia</category><category>Teatro</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Mon, 16 Dec 2013 09:00:40 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/o-teatro-do-b32</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962ee4b033545833720b</guid><description><![CDATA[<p>Este teatro não foi concebido a partir de uma proposta independente para um teatro. Ele surgiu como parte do projeto do Edifício B32, propriedade da Faria Lima Prime Properties (FLPP), empresa de propósito específico responsável pela incorporação do empreendimento, de escritórios classe AAA, em São Paulo.</p>
<p>Quando o prédio foi concebido, surgiu a oportunidade de se criar um grande espaço aberto, desenhado como uma verdadeira praça aberta ao publico, na Faria Lima. O espaço clamava por um equipamento publico e ai surgiu a ideia do teatro.</p>
<p>Um dos aspectos interessantes é a forma como o teatro se beneficia do prédio de escritórios. O teatro vai operar, na maior parte dos casos, em horários diferentes daquele dos escritórios e utilizar todas as instalações (ar condicionado, suprimento de energia e backup, vagas de garagem, etc..) do edifício de escritórios. Essa sobreposição dos equipamentos permite o uso partilhado e mais eficiente, mais um fator de sustentabilidade (o prédio deve ser certificado no mais alto nível do LEED, indicador de sustentabilidade).</p>
<p><img height="433" alt="Sala de espet&aacute;culos com cadeiras instaladas na forma inclinada." width="600" class=" wp-image-467 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c2e4b0335458333e63/1386974951000/image01.jpg?format=original" /></p>
<p>O projeto não conta com nenhum apoio de verbas de incentivo. Existe um beneficio concedido pela Prefeitura chamado “Lei do Teatro” que permite não somar a área do teatro na área computável do prédio. Isto significa que os proprietários não perdem área “de venda” em seu projeto, arcando apenas com os custos da construção. Teatro, aqui, não é visto com viabilidade própria, lucrativa. O teatro somente se sustenta atrelado à viabilidade do empreendimento de escritórios. Numa situação dessas, com estimativas de investimentos perto de 60 milhões de reais, naturalmente, os investidores estão abertos a estudar a utilização de recursos de incentivos.</p>
<p>Eiji Hayakawa, um jovem arquiteto brasileiro, com grande experiência em escritórios internacionais de arquitetura é o responsável pela arquitetura do teatro. Nas palavras dele, “o projeto, além de buscar a excelência nas questões de performance e uso sustentável dos recursos, foi pensado para contribuir para a vitalidade e dinamização da praça do empreendimento”.</p>
<p><img height="399" alt="Pra&ccedil;a na cobertura com caf&eacute; e acesso independente." width="600" class=" wp-image-469 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c3e4b0335458333e71/1386974967000/image03.png?format=original" /></p>
<p><img height="433" alt="image00" width="600" class="aligncenter  wp-image-466" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c2e4b0335458333e5f/1386974946000/image00.jpg?format=original" /></p>
<p>“Quando vimos as condições de implantação do edifício, entendemos que, pelo caráter introspectivo, fechado e volumoso de um teatro, havia o risco de ele, por ter fachadas cegas sem janelas, criar um paredão que impediria sua relação com a praça e poderia causar impactos negativos nos espaços públicos propostos. O que fizemos para evitar isso e garantir fluidez foi elevar o teatro do térreo, abrindo um espaço para que as pessoas circulem abaixo dele, gerando uma nova praça coberta, integrada e contínua à praça ao ar livre. Desta forma, o projeto convida e incentiva as pessoas a explorar e circular por todos os espaços públicos do empreendimento e faz dele um verdadeiro lugar de convívio, interação e integração com a cidade. Também propomos uma grande abertura transparente no fundo do palco que descortina a praça para o teatro e vice-versa. Isso quebra a sua natureza introspectiva, revelando as suas atividades para a cidade. Este é um dos gestos que tomamos e que acreditamos que podem causar grandes transformações na relação dos paulistanos com a cidade.”</p>
<p>A sala do teatro abrigará aproximadamente 500 pessoas, sendo uma parte na plateia principal e o restante em dois confortáveis balcões – o frontal e o lateral. Como a plateia pode ser transformada em piso plano, a capacidade máxima do espaço chega a 700pessoas. O projeto é baseado no Conceito de “Black Box”, concebido como um espaço flexível que permite inúmeras utilizações seja para peças teatrais ou para shows. Além da sala de espetáculos, o Teatro conta com três outros ambientes: uma área sobre pilotis que será usada para eventos e exposições, o foyer amplo que permite exposições pequenas bem como a área de “praça na cobertura” – ou “green roof”, um verdadeiro jardim suspenso aberto ao público.</p>
<p><img height="381" alt="Fachada na frente da pra&ccedil;a com grande abertura de vidro. " width="600" class=" wp-image-468 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c3e4b0335458333e6c/1386974956000/image02.jpg?format=original" /></p>
<p>José Augusto Nepomuceno, da Acústica &amp; Sônica, é o consultor para todas as questões do teatro e da acústica do projeto. Ele já participou do projeto da Sala São Paulo, da Praça das Artes, da reforma do Cultura Artística e do Grande Teatro Nacional de Lima, entre outros projetos no Brasil e no Exterior. Sobre o foco do teatro do B32, Nepomuceno comenta: “o foco é um amplo espectro de eventos, desde aqueles para piso plano – e para tanto contaremos com um sistema em estado da arte para recolhimento de poltronas absolutamente inédito no Brasil – até recitais solo de música acústica, jazz, drama e dança. O centro do programa são os espetáculos de pequena dimensão e de alta qualidade, que não encontram espaços com a qualificação técnica necessária. Em linhas gerais, é um espaço flexível mesmo, efetivamente rompendo os limites tradicionais de palco e plateia, e que oferece, tanto para o público como para artistas e produtores, uma experiência rica e inovadora. Se a maioria dos teatros construídos em São Paulo ainda vacila entre um grande auditório com uma caixa de palco e uma sala de ópera do século XVIII, nosso teatro responde a uma recorrente expeditiva de artistas.”</p>
<p>“A infraestrutura do Teatro não deixa nada a desejar aos melhores exemplos internacionais. O sistema de som e vídeo, luz cênica e tecnologia são todos “estado da arte”. Por exemplo, com um horizonte muito amplo de programas, o Teatro contará com um sistema de ajuste acústico idêntico ao utilizado no novo Alice Tully Hall, em Nova York, e na Sala da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A engenharia de palco cumpre com as mais rigorosas normas de tecnologia e segurança existente. E a infraestrutura inclui, entre outros requintes, fibra ótica, capacidade de gravação de imagem em alta definição e áudio em meio digital. Os projetos técnicos foram todos trabalhados com simulação computacional avançada.”</p>
<p>O projeto conta ainda com a participação de uma equipe de engenharia especializada em projetos especiais, é o caso do consultor Alexander Weinberg, responsável pela engenharia de instalações de empreendimentos do porte da Cidade da Música no Rio de Janeiro, Edifício Costanera no Chile, dentre outros ícones. Júlio Fruchtengarten, engenheiro estrutural do projeto e responsável, por exemplo pelo projeto de estruturas metálicas da intervenção no edifício da Pinacoteca do Estado - São Paulo.</p>
<p>A previsão de inicio das obras de todo complexo é para o início de 2014 com, pelo menos, 36 meses para conclusão. Ou seja, tudo isso estará acessível ao público em 2017.</p>]]></description></item><item><title>Visita ao teatro Orpheum de Vancouver</title><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><category>Teatro</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Tue, 26 Nov 2013 19:18:55 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/visita-ao-teatro-orpheum-de-vancouver</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962de4b03354583371ff</guid><description><![CDATA[<p dir="ltr">Por Renato Silva.</p>
<pre>Relato da visita ao teatro The Orpheum, que aconteceu em novembro de 2013 quando Renato Silva, Rafael Birmann e José Augusto Nepomuceno estiveram em Vancouver.</pre>
<p dir="ltr">Trata-se de uma sala construída em 1927 e com capacidade para cerca de 2.672 lugares. Uma edificação antiga que passa por diversas adaptações para atender às necessidades atuais de operação. Miles Muir, gerente de operações do teatro, nos contou que há alguns anos um vizinho investidor queria construir uma torre cujo gabarito era maior que o permitido para área. Depois de muita discussão com a prefeitura, estabeleceu-se que ele poderia construir 6 pavimentos acima do permitido, desde que ele doasse os 3 primeiros pavimentos junto ao teatro existente e nesta área um centro de estudos de música completo.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c1e4b0335458333e58/1385493411000/orpheum-stage-with-piano.jpg?format=original"><img height="505" alt="orpheum-stage-with-piano" width="700" class="wp-image-448 aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c1e4b0335458333e58/1385493411000/orpheum-stage-with-piano.jpg?format=original" /></a></p>
<p>Feito isto, a cidade ganhou mais um espaço dedicado à cultura e ao ensino, a casa da VSO - Vancouver Symphony Orchestra School of Music. Espaço dotado de muita tecnologia e utilizado para estudos e pequenas apresentações teatrais de música de câmara.</p>]]></description></item><item><title>Tapume Vs  “Abrepume”</title><category>Baleia</category><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Wed, 20 Nov 2013 09:00:35 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/tapume-vs-abrepume</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962ce4b03354583371d7</guid><description><![CDATA[<p><img height="325" alt="Tapume (3) (1)" width="400" class="aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bfe4b0335458333e21/1384821883000/Tapume-3-1.jpg?format=original" />
<p dir="ltr">Segundo o “Aurélio”, a palavra tapume vem de tapar. Para nós, da construção civil, tapume é a vedação provisória com a qual isolamos as obras. E, como normalmente obra não é algo bonito, sempre surge alguém propondo embelezar o tapume. Seja com alguma publicidade sobre as empresas envolvidas ou com alguma forma visual que amenize seus impactos negativos.</p>
<p dir="ltr">Logo que começamos a divulgar a ideia de ter uma escultura de baleia em nosso projeto, quando ainda nem tínhamos feito o tapume da obra, surgiu, em um muro do terreno, uma imagem de uma baleia. De cara zangada, ela traz uma mensagem enigmática que diz: “Arrependei-vos”. De início, não entendemos.</p>
<p><!--more--></p>
<p dir="ltr">A mensagem é uma critica por nossas atitudes ou é uma forma de apoio às criticas que fizemos sobre os problemas urbanos da cidade? Não importa. Nós interpretamos como um convite para São Paulo rever suas posturas (arrependei-vos!) e abrir-se para o diálogo. Por isso, respondemos ao primeiro cartaz com um novo. Ele traz uma alusão ao simbolismo da baleia e fala do renascimento (Jonas) e da nossa proposta de um novo urbanismo, mais humano e aberto (para renascermos), sem esquecer de declarar nosso  amor pelas baleias.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bfe4b0335458333e24/1384821904000/baleia-small.jpg?format=original"><img height="312" alt="baleia small" width="400" class="aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bfe4b0335458333e24/1384821904000/baleia-small.jpg?format=original" /></a></p>
<p dir="ltr">São Paulo não deve tapar (“tapumar”) seus problemas, nem mesmo com lindas imagens publicitarias. Devemos sim expor, dialogar e examinar.  Tapar nunca é uma solução. Dialogo requer abertura com a oposição, com as críticas, mas sempre com a esperança de uma convergência.</p>
<p dir="ltr">Assim, apesar de todos os riscos inerentes e ate imprevisíveis, queremos fazer do nosso tapume algo novo: por que não um “abrepume”? Esta palavra, até agora inexistente. significa um tapume que não tapa, mas abre e convida. Nosso “abrepume” será um tapume em branco, um convite à expressão de opiniões – seja a favor ou contra.  Será um “wall” onde você poderá “postar” seus comentários, numa lúdica transposição do mundo virtual para o real.  Só exigimos que as “postagens” sejam corteses e tenham o decoro necessário para algo que ficará exposto ao publico geral. Se forem divertidas, melhor ainda.</p>
<p dir="ltr"><img class="aligncenter" alt="" src="https://lh3.googleusercontent.com/5Q1DGw45ePQ-zJNpOS4nG4_3fGeHI6vBfzyOuKPfVBjtLiTQGKvnTcoGNydKT4kHVAMUT3rhobtM_2HeQNPcQGqkPF-thChpp8gKM5yUbt3-2Ib7wNElJX4Mb5I0Ck60y9I" width="521" height="416" /></p>
<p dir="ltr">O convite ao dialogo esta feito. Vamos ver aonde ele nos leva!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title>Equipe B32 nos teatros de Vancouver</title><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><category>Teatro</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Mon, 18 Nov 2013 09:00:53 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/equipe-b32-nos-teatros-de-vancouver</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962ce4b03354583371d4</guid><description><![CDATA[<p>por Renato Silva
Depois de uma longa jornada de São Paulo a Vancouver com direito a pausa em Dallas, chegamos ao objetivo de nossa viagem.</p>
<p>Menos frio do que o esperado, Vancouver nos recebeu em um 29/10 ensolarado e relativamente quente.</p>
<p><!--more--></p>
<p>No dia 30 visitamos o Queen Elizabeth Theatre em Vancouver.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bee4b0335458333e0c/1384303104000/Renato-Silva1.jpg?format=original"><img height="323" alt="Entrada principal do teatro Queen Elizabeth &ndash; Foto Renato Silva" width="400" class="aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bee4b0335458333e0c/1384303104000/Renato-Silva1.jpg?format=original" /></a></p>
<p>A sala não produz seus próprios espetáculos e é aberta a montagens externas. Apresenta cerca de 100 espetáculos ao ano, de shows de rock a óperas – a Tosca estava em cartaz.  Ela é propriedade da cidade de Vancouver e é operada por uma equipe técnica que se reveza entre esta sala e outro teatro muito próximo dali.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bee4b0335458333e12/1384303666000/Renato-Silva-2.png?format=original"><img height="325" alt="Vista da plateia sobre passarela t&eacute;cnica a mais de 10 metros de altura &ndash; Foto Rafael Birmann" width="400" class="aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bee4b0335458333e12/1384303666000/Renato-Silva-2.png?format=original" /></a></p>
<p>Miles Muir, gerente de operações do teatro, nos explicou todos os detalhes da operação do espaço, os ajustes acústicos feitos por bandeiras acústicas motorizadas e outras peculiaridades.  Ao redor da sala, dutos enormes de ar condicionado, redes e mais redes de cabos de alimentação elétrica e de sonorização, sala de controle de som com um superprojetor de imagens, dentre outros detalhes. A infraestrutura para receber shows é bastante completa.</p>
<p>Visitamos também os bastidores, salas de apoio e passarelas técnicas sobre a plateia onde pudemos entender antever o que nos espera em nosso projeto do teatro b32.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bfe4b0335458333e18/1384303736000/Renato-Silva-3.jpg?format=original"><img height="324" alt="Vista do fundo de palco &ndash; Foto Renato Silva" width="400" class="aligncenter" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bfe4b0335458333e18/1384303736000/Renato-Silva-3.jpg?format=original" /></a></p>
<p>Não satisfeito com toda a apresentação no Queen Elizabeth, Miles ainda nos levou ao The Orpheum, um teatro também gerenciado por ele e de propriedade da cidade de Vancouver.</p>]]></description></item><item><title>José Augusto Nepomuceno e o planejamento do teatro B32: estamos criando uma vibração única.</title><category>Arquitetura</category><category>Equipe</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Mon, 11 Nov 2013 09:00:30 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/jose-augusto-nepomuceno-e-o-planejamento-do-teatro-b32-estamos-criando-uma-vibracao-unica</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962be4b03354583371d0</guid><description><![CDATA[<p><b>José Augusto, como você passou a fazer parte da equipe B32?</b>
A forma como me envolvi no B32 foi peculiar. Em setembro de 2011 fomos chamados pela construtora que coordenava as operações para fazer medições de ruído no local. Informaram apenas que seria construído um teatro para a Birmann.</p>
<p>Eu achei curiosíssimo ser chamado para fazer apenas a medição de ruído, e minha primeira reação foi declinar. Eles insistiram, dizendo que queriam que as medições fossem feitas por nós e me passou pela cabeça que seria uma boa oportunidade de me aproximar da Birmann.</p>
<p>Tinha vontade de trabalhar com Rafael Birmann, quem já conhecia de nome e acompanhava seus empreendimentos, mas nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar para ele.
<!--more-->
Um ano depois, em  setembro de 2012, o próprio Rafael Birmann e o Renato Silva me chamaram para uma reunião e discutir uma proposta para participar do projeto do teatro. No final daquela conversa que era focada no Teatro, acabamos acordando também nossa participação no edifício comercial.</p>
<p>O foco deste encontro foi desafios de tecnologia. É difícil no Brasil ter uma interlocução interessante nesta área. Lamentavelmente ainda ouvimos frases como “<i>a acústica não precisa ficar tão boa</i>”, “<i>não vamos exagerar, é um teatrinho simples</i>”, antes mesmo de iniciarmos o projeto.</p>
<p> <a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bce4b0335458333df5/1384091342000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.02.png?format=original"><img height="187" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.02" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-370" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bce4b0335458333df5/1384091342000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.02.png?format=original" /></a></p>
<p><b>O que você já sabia sobre os empreendimentos Birmann?</b></p>
<p>Acompanhava as construções da Birmann pela relevância dada à tecnologia e à arquitetura.  O Rafael me parecia um empresário arrojado e com uma rica trajetória. Quando soube do Teatro – inicialmente pelas medições – tinha certeza que seria um empreendimento notável e obviamente fiquei entusiasmado.</p>
<p><b>O que havia de diferente, desta vez?</b></p>
<p>O Rafael mostrou naquela conversa inicial aspectos importantes: um carinho especial pelo projeto, uma sólida compreensão que o espaço deve funcionar, e que acústica e planejamento teatral deveriam estar no topo das decisões de projeto.</p>
<p>De 2008 a 2012 vivi algo semelhante no projeto do  Gran Teatro Nacional de Lima, no Peru. Era um grupo de empresários responsáveis por dar partida a um teatro de alta qualidade,pessoas muito cultas, inteligentes e sensíveis. Cultas no sentido da sensibilidade mesmo, de uma escuta aberta. Nenhum deles era arquiteto ou artista, mas eram todas pessoas com o firme propósito de agregar valor ao local e ao tempo em que vivem. Lá, nosso desafio era implantar um teatro de representação internacional. Empresários do século 21, responsáveis, que não ficaram no pensamento miúdo: “<i>para que isso</i>?”, “<i>porque não um auditório mais simples</i>?”.</p>
<p> <a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333def/1383066416000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.37.png?format=original"><img height="234" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.37" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-360" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333def/1383066416000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.37.png?format=original" /></a></p>
<p><b>Como você vê a multifuncionalidade do teatro?</b></p>
<p>Na minha opinião o projeto do Teatro  é luminar. Ele tem uma dimensão boa. As pessoas  relacionam a palavra “teatro” com um espaço restrito, amarrado, “elitista”. Mas  um teatro é um lugar onde as pessoas vão para ver, ouvir, sonhar, congregar. Não necessariamente tem esse aspecto “grandioso”. O Teatro é aberto a variados tipos apresentações...e por isto é multifunção.</p>
<p>Em Nova York tem um lugar fantástico que se chama <a href="http://www.kitchentheatre.org/">The Kitchen</a>. Simples, compacto,  é um local que  apresenta expressões artísticas  que est</p>
<p>ão fora do grande circuito comercial, mas que tem público cativo. Penso em uma vibração nesta direção. Ele é verdadeiramente uma central de reflexões e de apresentações de artes.</p>
<p>Além das artes performáticas, o Teatro pode receber eventos institucionais. Quem procurar o Teatro para estes eventos, será porque é um local com valor agregado...</p>
<p>Do ponto de vista técnico, o Teatro tem infraestrutura para apresentação de teatro, de música levemente amplificada, de dança contemporânea, de vídeo arte, e também para eventos como banquetes, recepções, exposições.</p>
<p><img height="178" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.09" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-393" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393c0e4b0335458333e28/1384822969000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.09.png?format=original" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Mas este teatro ele quer mais integrado com a cidade, menos monumental. Concorda?</b></p>
<p>O Teatro convida as pessoas, é aconchegante e vibrante. Ele tem essa escala que a gente acaba perdendo com a construção de teatros grandões focados nos musicais e espetáculos que precisam atrair muito público e fazer renda. No Brasil, um teatro de 400 lugares é chamado de <i>teatrinho</i>, como se fosse uma coisinha. Então a integração com a cidade se dá com o projeto arquitetônico, com o tamanho e com uma programação diferente.</p>
<p><b>O fato de ser multifunção requer um projeto acústico diferente?</b></p>
<p>Quando você fala em multifunção quer dizer que comporta um universo amplo de programas. Música amplificada e recitais de piano são escutas musicais diferentes, que requerem qualidades acústicas diferentes do espaço, por exemplo. Até mesmo a reação de artistas variam com relação aos acabamentos.</p>
<p>Nosso teatro não apresentará ópera, musicais  ou orquestras sinfônicas. Mas em troca abrigará com excelência uma série de espetáculos que vai de dança experimental a jazz, de drama a recitais solo e multimeios. É um espaço aberto à experimentação, ao que não é levado às grandes salas. Estas expressões requerem sonoridades diferentes...um local mais “vivo” ou mais “seco”, por exemplo.</p>
<p>Basicamente, a acústica do Teatro é uma função entre o volume interno da sala e a quantidade de absorção sonora. Para ajustar as propriedades acústicas de um local precisamos  variar o volume, a absorção ou ambos (como na Sala São Paulo). No caso do Teatro vamos variar a absorção sonora do local.</p>
<p><b>A acústica está prevendo toda essa programação? </b></p>
<p>Nosso trabalho no Teatro vai além da acústica. Somos responsáveis também pelo planejamento e da tecnologia teatral, que envolve o dimensionamento de camarins, de programas, de potencialidades do espaço, dos sistema de áudio e vídeo e dos equipamentos do espetáculo. Eu quero sublinhar a incrível potencialidade do espaço, e nele a acústica é mais um dos elementos: o que me fascina é a vibração do espaço, a potencialidade da apresentação. Queremos resgatar a energia do espetáculo ao vivo que é maximizada quando público e artistas estão próximos. Uma relação entre público e artista que se expressa num diálogo de reconhecimentos, tanto no artista “ <i>que noite, que público, que lugar</i>"  como no público “<i>que noite, que espetáculo, que lugar</i>”. Então o projeto como um todo busca abrigar essa programação ampla, e a acústica vai na mesma direção.</p>
<p><b>Isso pode ajudar a trazer eventos significativos?</b></p>
<p>Não diria que pode, diria que certamente trará! Não é apenas a acústica, mas o caráter do local. Vou fazer algumas comparações.</p>
<p>Porque alguém escolhe casar na Fundação Oscar Americano? Porque tem um jardim memorável, é grande, é arejada, está no imaginário de todos que têm relação com arte e arquitetura. Porque é um lugar bonito.</p>
<p>Qual a razão que levaria um grupo empresarial a ter enorme entusiasmo em fazer uma reunião numa sala de concertos? A sala da Orquestra Sinfônica de Dallas é um bom exemplo: recebeu algumas vezes um evento de acionistas. Eles se reuniam, debatiam os seus negócios  e ouviam uma apresentação da Orquestra. O lugar é mágico, a acústica emblemática, um ponto no mapa. Quero dizer, poderia ser num auditório, mas não teria a mesma vibração.</p>
<p>A Sala São Paulo é outro exemplo...</p>
<p>Eu acho que esses elementos estão, numa escala reduzida, no teatro do Rafael. O projeto é muito forte. Isso me encantou na primeira conversa.</p>
<p>Resumindo, se o espaço tem bom projeto e  infraestrutura adequada, se tem caráter e é um lugar emblemático, os eventos virão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O espaço deve ter uma flexibilidade física e conceitual?</b></p>
<p>Espaços monocromáticos de uso, com utilização única, ou estão agonizando ou são exemplos muito particulares.</p>
<p>Eu estava trabalhando em Copenhagen, e no Teatro Real de Copenhagen, um local histórico, uma das tinas de água benta para quem trabalha nesta área, estavam montando <i>My Fair Lady</i>. Os teatros têm que trazer espetáculos que resultem em entradas de recursos, que atraia público e que falem com um universo mais amplo de pessoas.</p>
<p>O teatro não tem mais a sisudez de abrigar apenas um tipo de espetáculo. Ele pode ser um local para  exposição  de fotografias, por exemplo. Ou filmagem de novelas  ou mini séries – como está acontecendo...</p>
<p>O que você chamou de flexibilidade conceitual é o primeiro passo: o programa. E tecnicamente, as mudanças físicas do espaço devem acompanhar este programa: cadeiras que recolhem, pontos de carga para fixar elementos, motores e elevadores, sistema de som, sistemas de acústica ajustável e por aí vai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bde4b0335458333dfe/1384091459000/teatro_copenhagen.jpeg?format=original"><img height="194" alt="Teatro Real de Copenhagen." width="259" class="size-full wp-image-371 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bde4b0335458333dfe/1384091459000/teatro_copenhagen.jpeg?format=original" /></a></p>
<p><b>Você percebe neste teatro um significado a mais, pela intenção de agregar algo para a cidade?</b></p>
<p>Eu acho que sim. Ele vem agregar de uma forma interessante por ser um teatro privado. Os projetos e as ações mostram francamente que o empreendimento está na cidade e a cidade está no empreendimento.</p>
<p>Já imaginou, poder escutar um conjunto de jazz na sua hora do almoço em plena Faria Lima - no intervalo de trabalho? Ou que você pode assistir no mesmo espaço uma reunião de trabalho durante o dia e à noite um espetáculo? Eu acho isso rico e que acaba transformando o local numa centralidade muito bacana.</p>
<p>Sem falar que o projeto arquitetônico permite esta permeabilidade com o entorno,  e tem a praça e a cobertura do Teatro. E a grande janela por onde o teatro e a rua se entreolham.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>E quais os maiores desafios ao aceitar um projeto destes?</b></p>
<p>O Cliente tinha um entendimento das potencialidades do local, mas  não de forma organizada e tecnicista como a nossa. Foi desafio organizar a passagem de  <i>potencialidade</i> para r<i>ealidade</i> e definir os impactos no projeto: equipamentos de palco, de um certo tipo de qualificação acústica, estruturas de montagens de espetáculos, enfim, critérios gerais de projeto.</p>
<p>Para o Teatro funcionar com excelência precisamos de silêncio, e ao mesmo tempo estamos em plena Av. Faria Lima, um lugar ruidoso por onde passam aviões, helicópteros e tráfego. Não há como escutar música e automóveis ao mesmo tempo (salvo se intencionalmente). Tem aí um tema  sério de isolamento acústico, envolvendo simulação acústica e pesquisas. É um desafio e tanto!  A grande janela, por exemplo, que é tão bonita e elegante, é a parte mais frágil do isolamento acústico.</p>
<p>Por fim, acho que o desafio mais instigante é a definição de acabamentos internos do Teatro e que participam da assinatura acústica do local.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como estão resolvendo estas questões?</b></p>
<p>No tema do isolamento acústico, com previsões de paredes acústicas espessas e pesadas, a grande janela com vidros duplos e especiais. Os acabamentos internos do Teatro serão avaliados em modelos acústicos computacionais: variando os acabamentos e suas propriedades, conseguimos analisar as diferenças na resposta acústica. Mas além destas condutas técnicas tem um bocado de experimentação, de conhecimento de outros locais, de como esta ou aquela solução se comportam na vida real – que nem sempre é corretamente simulada nos softwares...</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Isto afeta os custos?</b></p>
<p>Isto é parte da postura do Cliente com relação a criar um local de qualidade, que traga vantagens para a cidade, e que sempre foi uma das caraterísticas que me seduziam no trabalho do Rafael Birmann. Não discutimos explicitamente questões de sustentabilidade ou da  abertura do Teatro para  a cidade, porque isso já é implícito no trabalho. Não vejo neste projeto nenhuma ostentação, apenas a determinação de fazer as coisas bem feitas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Todos os envolvidos no projetos parecem ter muita paixão por ele.</b></p>
<p>Posso dizer que sim. Existe uma obsessão pela qualidade, pelos detalhes do projeto, um rigor no exame e decisão. Sobretudo um carinho especial com o nosso teatro. Não é exatamente um contexto do dia-a-dia.</p>
<p>Em nenhum momento somos convidados para diminuir a qualidade. E não ouço aqueles ditados enfadonhos que nem sei repetir, e que ainda ocorrem aqui e ali, que “<i>o bom é inimigo de não sei quem</i>”; ou “<i>projeto bom bonito e barato</i>”. Existe um comprometimento com o projeto, e pudor, zelo, respeito com relação ao investimento. Anima também que temos prazos para fazer um bom trabalho.</p>
<p>A gente vive brincando aqui que parece que estamos trabalhando num projeto nos Estados Unidos ou na Inglaterra! Seriamente, estes exemplos pontuais, como o B-32, estão ajudando o Brasil a montar uma nova prática projetual.</p>]]></description></item><item><title>As missões de todos nós</title><category>Inspiração</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Mon, 04 Nov 2013 09:30:15 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/as-missoes-de-todos-nos</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962ae4b03354583371a1</guid><description><![CDATA[<p>O britânico Richard Rogers, um dos responsáveis pelo <a href="http://www.centrepompidou.fr/">Centre Pompidou de Paris</a>, fala <a title="Richard Rogers e a responsabilidade do arquiteto." href="http://www.b32.com.br/blog-do-projeto-b32/richard-rogers-e-a-responsabilidade-do-arquiteto">no vídeo aqui publicado</a> sobre como sua ideia de arquitetura é influenciada pelo Juramento Ateniense. Este era prestado pelos jovens da Grécia Antiga ao atingir 17 anos e era uma declaração de respeito e dedicação à cidade, que prometiam deixar maior e melhor que a que lhes foi legada.<!--more--></p>
<p dir="ltr">Empresas, clubes, ou organizações têm valores e princípios que visam atender uma missão ou um objetivo. Valores esses às vezes claros e bem definidos, outras vezes, apesar de presentes, estão implícitos. De um jeito ou de outro acabam formando o que chamamos de cultura da empresa. Coloquialmente dizemos “nosso jeito”, ou a “forma que nos fazemos as coisas aqui”. É a personalidade da organização. Discutir, definir e tornar claros e explícitos os valores de cada grupo ou organização é importante, permitindo a todos, colegas, torcedores ou mesmo consumidores e cidadão cumprir e respeitar esses valores que representa a cultura das entidades a que pertencem. E pertencer é um enorme anseio em nossa sociedade pós-moderna, e fragmentada.</p>
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<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dc9/1383065004000/images.jpeg?format=original"><img height="255" alt="images" width="198" class="aligncenter size-full wp-image-349" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dc9/1383065004000/images.jpeg?format=original" /></a></p>
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<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dcd/1383065123000/you2bnever2bwalk2balone.jpg?format=original"><span>Muitos desses valores são expressos em um slogan ou moto. O dos escoteiros é "esteja preparado", o do Liverpool Futebol Clube é "você nunca caminhará sozinho". Cidades também têm seu lema e o de São Paulo, é "non ducor, duco". Esse "eu não sou conduzido, eu conduzo" expressa muito do orgulho dos paulistanos sobre a pujança e liderança da sua cidade.</span><img height="148" alt="you2bnever2bwalk2balone" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-350" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dcd/1383065123000/you2bnever2bwalk2balone.jpg?format=original" /></a></p>
<p dir="ltr">Alguns outros valores são mais elaborados, na forma de um comprometimento ou juramento. O juramento de Hipócrates, pronunciado desde a Grécia Antiga, é o compromisso de toda a classe médica.</p>
<p dir="ltr"><em>"Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário."</em></p>
<p dir="ltr">Organizações bem sucedidas possuem uma forte cultura com valores bem definidos, compartilhados por todos. O lema original (e informal) do Google era “<em>Do no Evil</em>” ("não seja mau"). Hoje, esse valor evoluiu e se tornou uma das verdades em que a corporação acredita: "<em>Do the right thing: don't be evil. Honesty and Integrity in all we do. Our business practices are beyond reproach. We make money by doing good things.</em>" (em português: Fazer o certo, não seja mau. Honestidade integridade em tudo que fazemos. Nossas praticas sempre corretas. Fazemos dinheiro fazendo o bem).</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bae4b0335458333dd1/1383065234000/Dont-Be-Evil.jpg?format=original"><img height="203" alt="Dont-Be-Evil" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-351" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bae4b0335458333dd1/1383065234000/Dont-Be-Evil.jpg?format=original" /></a></p>
<p dir="ltr">Não associamos comumente esse tipo de valores com empresas privadas na busca de lucros. Mas talvez isso seja reflexo de uma nova era, com novos anseios e preocupações. No ramo imobiliário isso talvez seja ainda menos comum, mas desde o início pensamos no B32 como muito mais que um prédio de aço e concreto, e sim como um compromisso com a cidade de São Paulo que pode, sim, ter uma missão e valores a seguir.  Ao pesquisar sobre missões e compromissos nos deparamos com um comentário de <a title="Richard Rogers e a responsabilidade do arquiteto." href="http://www.b32.com.br/blog-do-projeto-b32/richard-rogers-e-a-responsabilidade-do-arquiteto">Sir Richard Rogers</a>, o famoso arquiteto do <a href="http://www.centrepompidou.fr/">Centro Pompidou</a>, que nos levou a algo inspirador: o juramento que os jovens atenienses faziam ao atingir a maioridade civil:</p>
<p dir="ltr"><em>"Não causaremos desgraças à nossa cidade por atos de desonestidade ou covardia. Lutaremos individual e coletivamente pelos ideais e tradições da cidade. Prestaremos reverência e obediência às leis da cidade e envidaremos os melhores esforços para que nossos superiores- que podem modificá-las ou anulá-las- as respeitem também. Lutaremos sempre para incentivar o povo a desenvolver a consciência cívica. Através destes procedimentos, legaremos uma cidade, não apenas igual, mas maior e melhor do que a que nos foi legada."</em></p>
<p>De acordo com seu próprio lema, São Paulo é uma cidade que deve conduzir as outras, abrindo o caminho para novas formas de pensar e de viver. Ser parte desta mudança é nossa missão e nosso guia.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description></item><item><title>Equipe B32 no Canadá</title><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Sat, 02 Nov 2013 18:28:49 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/equipe-b32-no-canada</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962be4b03354583371cc</guid><description><![CDATA[<p>por Renato Silva
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bce4b0335458333df2/1383416840000/1001991_10153426410990553_982401172_n.jpg?format=original"><img height="224" alt="1001991_10153426410990553_982401172_n" width="300" class="aligncenter size-medium wp-image-367" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bce4b0335458333df2/1383416840000/1001991_10153426410990553_982401172_n.jpg?format=original" /></a></p>
<p>Nesta semana a equipe do projeto B32 esteve no Canadá visitando importantes espaços teatrais em conjunto com a <a href="http://galainfo.com/en/">Gala Systems</a> e o consultor para assuntos acústicos e teatrais José Augusto Nepomuceno.
<!--more-->
A primeira escala foi em Vancouver, onde entre outros, visitamos o Queen Elizabeth Theatre onde verificamos as modernizações e correções feitas desde sua inauguração. Este é um teatro típico da década de 50, tendo sido inaugurado em 5 de julho de 1959. Na década de 60, grandes esforços foram feitos para corrigir algumas falhas de projeto. Na ocasião foram feitos muitos estudos para melhorar sua acústica e seu sistema de condicionamento de ar.</p>
<p>Após seguidas modernizações, em Novembro de 2009, QE Theatre passou por sua última atualização, onde novos assentos e painéis acústicos foram instalados, melhorando sua qualidade acústica dentre outros aspectos.</p>]]></description></item><item><title>Eiji Hayakawa: entre urbanismo e arquitetura autoral, para criar cidades vivas</title><category>Arquitetura</category><category>Equipe</category><category>Projeto B32</category><category>Teatro</category><category>Urbanismo</category><category>Entrevistas</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Tue, 29 Oct 2013 17:35:56 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/eiji-hayakawa-entre-urbanismo-e-arquitetura-autoral-para-criar-cidades-vivas</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f3962ae4b03354583371c4</guid><description><![CDATA[<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45127">Eiji Hayakawa, arquiteto paulistano de 40 anos com experiências em Nova York e no Japão, é responsável pelo projeto do teatro do B32. Neste bate-papo inspirador, contou para o B32log sobre suas experiências internacionais e sobre como a autoestima dos paulistanos pode melhorar com um pouco de "acupuntura urbana".</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45130"><strong>B32log - Eiji, como a sua trajetória o levou a trabalhar no projeto B32?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45134"><strong>Eiji</strong> - Eu me formei aqui, na cidade de São Paulo mas, depois de trabalhar um ano num escritório local , fui fazer uma pós-graduação no Japão em arquitetura e desenho urbano, Desde a época da <a href="http://www.usp.br/fau/">FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo</a> o meu foco nunca foi fazer a arquitetura como um objeto isolado, como o gesto de um gênio que coloca &nbsp;sua obra no meio da cidade. Meu interesse na arquitetura sempre foi voltado para a &nbsp;forma com &nbsp;que ela se relaciona com a cidade, com as pessoas, com a natureza.

Era a década de 90 e no Brasil quase não existiam arquitetos que pensassem dessa forma porque a arquitetura principalmente em São Paulo &nbsp;tinha um cunho muito modernista, com dogmas pré-estabelecidos e conceitos engessados ou, no outro extremo, seguia a visão artística de Oscar Niemeyer, da arquitetura da forma pela forma. Por isso eu sentia vontade de aprender no exterior, de ver o que estava sendo feito, pensado e praticado lá fora em termos de arquitetura. Fui fazer minha &nbsp;pós no Japão e logo depois um mestrado em Nova York, também em arquitetura e desenho urbano.</p>
	
	

		
			<a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b6e4b0335458333d8e/1381155861000/Screen-Shot-2013-10-07-at-11.23.46-AM.png?format=original" >
		
			
				<img class="thumb-image" alt="Eiji Hayakawa, arquiteto" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b6e4b0335458333d8e/1381155861000/Screen-Shot-2013-10-07-at-11.23.46-AM.png" data-image-dimensions="" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="52f393b6e4b0335458333d8e" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b6e4b0335458333d8e/1381155861000/Screen-Shot-2013-10-07-at-11.23.46-AM.png?format=500w" />
			
		
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<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45145"><strong>B32log - Como a experiência no exterior mudou a sua visão da arquitetura?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45149"><strong>Eiji</strong> - Depois que terminei o mestrado na Universidade de Columbia, em Nova York, acabei ficando na cidade durante sete anos, e lá trabalhei em duas empresas. Primeiro num escritório corporativo, que trabalhava com projetos de arquitetura e engenharia de grande escala. Participei de projetos ligados ao funcionamento da cidade, tais como o planejamento de linhas e estações de metrô, ou a execução do projeto de um terminal de ferry. Depois de &nbsp;ganhar alguma experiência, mudei de emprego para poder trabalhar com aquilo de que eu realmente gostava: projetos de escala urbana, como planos de revitalização de centros degradados, criação de bairros novos e de empreendimentos de grande impacto &nbsp;sobre a cidade. Tive a sorte de fazer isso no escritório do arquiteto Stan Eckstut &nbsp;(<a href="http://www.eekarchitects.com/">Ehrenkrantz Eckstut &amp; Kuhn</a>), que é reconhecido mundialmente &nbsp;por ter implementado na ponta de Manhattan, ao lado de onde ficavam as Torres Gêmeas, o bairro de <a href="http://www.batteryparkcity.org/">Battery Park City</a>.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45160">Toda aquela parte da cidade é um aterro feito com terras retiradas da escavação do World Trade Center que por anos ficou abandonado, sem que ninguém conseguisse aprovar um projeto. Quando Stan Eckstut assumiu o projeto, conseguiu implementar ali o &nbsp;que hoje é uma das áreas mais valorizadas de Nova York e um modelo de desenho &nbsp;urbano no mundo. Com ele aprendi a pensar a arquitetura e a cidade de forma integrada e sob o ponto de vista da dimensão humana, com projetos que respondem às reais necessidades das pessoas e das cidades e não simplesmente projetos com desenhos bonitos cheios de ideias espetaculares que dificilmente saem do papel. Também tive a oportunidade de trabalhar no masterplan do novo World Trade Center, o que com certeza é outro ponto marcante na minha trajetória profissional.</p>
	
	

		
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				<img class="thumb-image" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.37" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333def/1383066416000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.37.png" data-image-dimensions="" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="52f393bbe4b0335458333def" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333def/1383066416000/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.37.png?format=500w" />
			
		
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<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45166"><strong>B32log - Mas a sua formação também inclui o aspecto bonito e espetacular &nbsp;da arquitetura, certo?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45170"><strong>Eiji</strong> - Então, depois destes sete anos em Nova York eu fui para Osaka, no Japão, onde comecei a trabalhar com <a href="http://www.andotadao.org/">Tadao Ando</a>, um mestre da arquitetura contemporânea e um dos mais renomados arquitetos japoneses de todos os tempos. Tadao Ando tem uma visão oposta à de Stan Eckstut pois ele, sim, faz arquitetura autoral, que é procurada por museus e instituições mundiais. Com ele aprendi a &nbsp;criar conceitos arquitetônicos claros e a desenhar espaços e formas sublimes que expressem de maneira mais direta e pura possível aquele conceito. Portanto, a minha formação vem da combinação de diferentes culturas e experiências e até antagônicas entre si: desde as ideias modernistas da FAU, onde se acreditava que a arquitetura podia mudar a sociedade, à passagem pelos Estados Unidos onde se pratica uma arquitetura mais pragmática, até trabalhar com Tadao Ando, que cria arquiteturas mais poéticas e autorais.</p>
	
	
		
			
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				Captura de Tela 2013-09-17 às 16.07.23
			
			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45182"><strong>B32log - Falando em combinação de culturas, você também participou de projetos no Oriente Médio.</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45186"><strong>Eiji</strong> - Sim, quando eu estava trabalhando com o Tadao Ando fomos chamados pela comunidade islâmica, representada pelo Rei da Arábia Saudita, para repensar a Meca.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45191"><strong>B32log - A Meca, centro do islamismo? Isso é um grande desafio.</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45195"><strong>Eiji</strong> - Certamente. A Kaaba que fica no centro de Meca é o ponto que representa a gênese do Universo na religião muçulmana , e essa não pode ser alterado. Mas ao longo da história, cada monarca da Arábia Saudita foi criando sua mesquita ao redor da Kaaba para deixar a marca do seu reinado, e a com o passar dos séculos isso se tornou um cortiço de mesquitas e perdeu a ideia fundamental da fé islâmica de que o importante não são as imagens nem os edifícios e sim a Kaaba . Então nós fomos &nbsp;convidados para propor ideias de revitalização para toda essa área que anualmente atrai milhões de pessoas, inclusive gerando acidentes fatais. &nbsp;Nessa época também fomos chamados para criar um museu marítimo em Abu Dhabi, num complexo de instituições que iria incluir um Guggenheim Museum projetado por <a href="http://www.foga.com/">Frank Gehry</a>, um Museu do Louvre projetado por <a href="http://www.jeannouvel.com/">Jean Nouvel</a> e um centro de artes performáticas por <a href="http://www.zaha-hadid.com/">Zaha Hadid</a>. Nosso Maritime Museum iria ter um espaço expositivo acima da superfície do mar e outro embaixo. Era um mega projeto de importância internacional que foi colocado em stand by por conta da crise de 2008 .</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.16" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333de6/1391695853666/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.16.png" data-image-dimensions="640x464" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="52f393bbe4b0335458333de6" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333de6/1391695853666/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.16.png?format=500w" />
				
			

			
			
				Captura de Tela 2013-09-17 às 16.07.16
			
			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45212"><strong>B32log - E você acha que a beleza dos edifícios, e portanto da cidade, pode melhorar a qualidade de vida?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45216"><strong>Eiji</strong> - Sim, vejamos o exemplo de Nova York. Na década de 70 e 80 era uma cidade totalmente degradada até chegar o prefeito Rudolph Giuliani com a &nbsp;sua política de Tolerância Zero que acabou com os acúmulos de sujeira, pichações, fachadas quebradas e tudo o que desse um aspecto de abandono à cidade. Com isso ele trouxe de volta o orgulho e o sentimento de pertencimento da população com relação à cidade. Quando você vive num ambiente que já está sujo e negligenciado, você deixa de se importar, por isso é tão importante revitalizar a cidade e trazer de volta a autoestima da população. São Paulo precisa muito disso; acho que entre dez paulistanos, nove acham que a cidade é feia, que não tem mais jeito e que ela não pode ser melhorada. Precisamos mudar imediatamente essa percepção.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45221"><strong>B32log - E aí entra o papel da arquitetura.</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45225"><strong>Eiji</strong> – Sim, &nbsp;pois entendo que a nossa profissão tem uma responsabilidade enorme com a sociedade, porque ao invés de outros artistas e profissionais, quando a gente faz um projeto ruim aquele edifício vai ficar exposto à visão do mundo por dezenas de anos. Um livro ruim pode cair no esquecimento no fundo de uma estante, um quadro ruim pode ficar guardado, mas uma &nbsp;arquitetura de má qualidade não pode ser escondida ou apagada facilmente. O impacto negativo de uma arquitetura mal pensada numa cidade é muito grande e danosa. Por isso temos a responsabilidade social e moral de desenharmos espaços e edifícios corretos que atendam às necessidades dos clientes, mas também que tragam contribuições e impactos positivos para a cidade.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45230"><strong>B32log - E como os edifícios podem melhorar a cidade?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45234"><strong>Eiji</strong> – Se relacionando com o entorno e com a cidade, de tal forma que as suas faces de contato com as ruas ajudem a criar espaços que catalisem algum tipo de convívio urbano, de vida urbana. E acredito que podemos fazer isso de pouco a pouco, num trabalho semelhante à acupuntura, começando o tratamento por pontos na cidade que sirvam de referência e de modelo até que a ideia se espalhe pelo resto da cidade. E isso é o que o B32 está trazendo: é um projeto visionário que vai criar um novo paradigma em São Paulo de como podemos criar gentilezas urbanas em empreendimentos desta escala e natureza.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45239"><strong>B32log -&nbsp;&nbsp;O que tem de autoral e o que tem de urbanismo no B32?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45243"><strong>Eiji</strong> - Bom, pode parecer que a maneira em que trabalhamos aqui no meu escritório é mais voltada para o lado espetacular, de criar edifícios diferentes, mas não acreditamos na arquitetura do espetáculo pelo espetáculo, vazio, sem substância. Se os nossos edifícios tem formas e aspectos diferentes, são porque eles são respostas criativas e únicas às questões centrais dos projetos... Muitos arquitetos despendem tempo e energia desenhando soluções elegantes para questões abstratas. Diferente disso, nossa maior preocupação é ter a certeza de que criamos soluções arquitetônicas bonitas e inspiradoras para as questões certas e reais de cada projeto.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45248"><strong>B32log - E qual foi o problema certo, no caso do B32?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45252"><strong>Eiji</strong> - Bem, nós começamos tendo um espaço já definido onde fazer o teatro. Quando vimos as condições do terreno, entendemos que pela natureza de um edifício de teatro &nbsp;- volumoso, introspectivo e fechado por necess</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45257">idades de iluminação e acústica - ele terminaria por ter fachadas fechadas sem janelas, criando um paredão cego que impediria o teatro de se relacionar com a praça e por consequência, acabaria por causar impactos negativos nos espaços públicos de todo o empreendimento.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45260">O que fizemos então foi elevar o teatro do térreo, abrindo espaço para que as pessoas circulem abaixo dele, não apenas gerando uma continuação da praça, como criando uma nova praça coberta - muito útil numa cidade chuvosa como São Paulo - integrada com a parte ao ar livre. Desta forma, com maior transparência e fluidez dos seus espaços públicos, as pessoas são convidadas e incentivadas a explorar e conhecer todas as partes do empreendimento.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45263">Ainda com a intenção de integrar o máximo possível todos os elementos do B32, pensamos - porque a gente não abre o fundo do palco também? Então o fizemos de vidro transparente, permitindo que quem está fora olhe para dentro, e vice-versa, abrindo o teatro para a cidade e criando dessa forma uma relação interessante entre a arquitetura e o espaço urbano.</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.09" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bae4b0335458333de0/1391695853637/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.09.png" data-image-dimensions="714x426" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="52f393bae4b0335458333de0" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bae4b0335458333de0/1391695853637/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.09.png?format=500w" />
				
			

			
			
				Captura de Tela 2013-09-17 às 16.07.09
			
			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45269"><strong>B32 - Ou seja, convidaram a cidade a usufruir do edifício, diminuindo a introspecção.</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45273"><strong>Eiji</strong> - Sim, e com isso tentamos trazer mais vida para o empreendimento, fazendo com que tudo nele seja efetivamente utilizável. Isso vale também para a parte interna do teatro. Como vai ser na verdade um espaço multiuso, não apenas para peças de teatro, os assentos podem ser guardados para que a platéia vire um grande salão para eventos ou shows musicais. No momento clímax você pode abrir a cortina ao fundo e revelar a parede de vidro transparente, descortinando a praça e a cidade e deixando-a entrar no ambiente. .</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45278"><strong>B32log - Como você vê o potencial do B32 para mudar a cidade?</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45282"><strong>Eiji</strong> - Para entender a diferença que o B32 pode fazer, é só ir à Av. Faria Lima na hora do almoço e ver a multidão de pessoas saindo das torres de escritórios, caminhando por calçadas de 1, 2 ou 3 metros, indo para&nbsp;os restaurantes, e depois não tendo nenhum lugar público onde ficar, socializar. Não existe na Faria Lima hoje espaços públicos democráticos que não sejam de passagem, aonde as pessoas possam sentar, ficar e interagir. E o B32 vai trazer o alívio e o espaço de que essas pessoas tanto precisam: uma praça pública de verdade à qual todos, estando ou não no empreendimento, terão acesso. E o teatro, sendo um programa à parte da torre corporativa, vai trazer um outro tipo de vida à região, com circulações e atividades de pessoas à noite e nos finais de semana.</p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45287">Porque não adianta criar uma praça se ela não é cercada por usos que a deem vida, e para dar vida não basta um bom desenho, você precisa contar com um programa que chame as pessoas e lhes deem motivos para frequentá-la. Hoje o grande erro da Av. Faria Lima é o mesmo erro da Av. Paulista nas décadas de 80 e 90: uma avenida cheia de edifícios de escritórios que nos finais de semana fica às moscas.</p>
	
	
		
			
				
					<img class="thumb-image" alt="Captura de Tela 2013-09-17 &agrave;s 16.07.31" data-image="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333dec/1391695853510/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.31.png" data-image-dimensions="695x509" data-image-focal-point="0.5,0.5" data-load="false" data-image-id="52f393bbe4b0335458333dec" data-type="image" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393bbe4b0335458333dec/1391695853510/Captura-de-Tela-2013-09-17-%C3%A0s-16.07.31.png?format=500w" />
				
			

			
			
				Captura de Tela 2013-09-17 às 16.07.31
			
			

		
	
	
<p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45293"><strong>B32 - Isso tem muito a ver com as teorias do placemaking.</strong></p><p id="yui_3_10_1_1_1394543697614_45297"><strong>Eiji</strong> - Na lingua inglesa existe uma diferença entre as palavras "space" e "place". Em São Paulo têm-se muitos "spaces" e poucos "places", por isso a primeira coisa que um estrangeiro percebe ao chegar na cidade é que ele não tem para onde ir, onde caminhar, estar, interagir com as pessoas. Então acaba indo para o shopping, para lugares de consumo que criam a cultura da introspecção, da segregação. Uma cidade rica é aquela que tem vida nas ruas, cheia de “places” para as pessoas frequentarem e interagirem. Enquanto São Paulo continuar criando empreendimentos introspectivos, cercados, que não se relacionam com as cidade e as pessoas, você pode atrair milhões de investimento mas nunca terá uma cidade querida, onde as pessoas vão querer morar. Acredito que o B32 funcionará &nbsp;como um ponto de "acupuntura urbana" que vai ajudar a população a recuperar um pouco da sua autoestima em relação à cidade, demonstrando que dá pra fazer algo bacana em São Paulo.</p>]]></description></item><item><title>Como se faz uma boa praça?</title><category>Inspiração</category><category>Praça</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Mon, 21 Oct 2013 09:00:16 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/uma-boa-praca-se-faz-assim</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f39628e4b0335458337137</guid><description><![CDATA[<p dir="ltr">A organização <a href="http://www.pps.org/">Project for Public Spaces</a> definiu alguns pontos que ajudam a entender se um espaço público foi bem construído segundo os conceitos de placemaking. Segundo a ONG, são quatro os fatores fundamentais que garantem a qualidade de um espaço público, aberto e gratuito:</p>
<p dir="ltr">1) É <strong>acessível:</strong> é fácil chegar lá, é fácil entrar, é fácil ir para outros lugares.</p>
<p dir="ltr">2) As pessoas podem fazer <strong>atividades</strong> no espaço: assistir a um espetáculo, fazer um piquenique, estudar ou trabalhar, brincar.</p>
<p dir="ltr">3) O espaço é <strong>confortável</strong>, limpo e seguro, para mulheres, idosos e crianças.</p>
<p dir="ltr">4) O espaço é <strong>sociável</strong>: é um lugar de encontro e interação, onde você levaria alguém que veio de fora ou marcaria de ver os amigos.</p>
<p dir="ltr">No que diz respeito a praças públicas, como a que o B32 vai dar de presente à cidade de São Paulo, o Project for Public Spaces identificou algumas qualidades, presentes em algumas praças ao redor do mundo, que ajudaram a torná-las lugares especiais.</p>
<p><!--more--></p>
<ul>
<li>Tem imagem e identidade.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b6e4b0335458333d9a/1381612008000/Captura-de-Tela-2013-10-12-%C3%A0s-15.54.54.png?format=original"><img height="178" alt="Captura de Tela 2013-10-12 &agrave;s 15.54.54" width="300" class="size-medium wp-image-324" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b6e4b0335458333d9a/1381612008000/Captura-de-Tela-2013-10-12-%C3%A0s-15.54.54.png?format=original" /></a></li>
<li>Ter atrações.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b7e4b0335458333da0/1381612015000/Melbourne.jpg?format=original"><img height="197" alt="Melbourne" width="300" class="size-medium wp-image-326" src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b7e4b0335458333da0/1381612015000/Melbourne.jpg?format=original" /></a></li>
<li>Ter amenidades.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333daf/1381612023000/rockefellercirclebench.jpg?format=original"><img height="195" alt="Bancos no Rockfeller Center, Nova York" width="300" class="size-medium wp-image-328 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333daf/1381612023000/rockefellercirclebench.jpg?format=original" /></a></li>
<li>Ser flexível, servir para vários propósitos.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b7e4b0335458333d9d/1381612012000/copenhagentennis.jpg?format=original"><img height="195" alt="T&ecirc;nis na pra&ccedil;a, tamb&eacute;m em Copenhagen." width="300" class="size-medium wp-image-325 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b7e4b0335458333d9d/1381612012000/copenhagentennis.jpg?format=original" /></a></li>
<li>Ter programação durante o ano.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333dbc/1381612027000/Union-Square-Greenmarket.jpg?format=original"><img height="225" alt="Mercado na Union Square, Nova York." width="300" class="size-medium wp-image-329 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333dbc/1381612027000/Union-Square-Greenmarket.jpg?format=original" /></a></li>
<li>Ter administração, que garanta os cuidados com o lugar.
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333da8/1381612018000/pioneer.jpg?format=original"><img height="221" alt="Pra&ccedil;a em Portland, EUA." width="300" class="size-medium wp-image-327 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b8e4b0335458333da8/1381612018000/pioneer.jpg?format=original" /></a></li>
</ul>
<p>Procuramos seguir esses preceitos na nossa praça, que vai ter identidade, programação, amenidades e gestão, para que ela seja um lugar público efetivo e vital.</p>
<p><a href="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dc6/1381693142000/Captura-de-Tela-2013-10-13-%C3%A0s-16.38.25.png?format=original"><img height="158" alt="Rendering da pra&ccedil;a do B32." width="300" class="size-medium wp-image-334 " src="http://static.squarespace.com/static/528e77c1e4b0a7e9d8b28414/52f3939ae4b0335458333ae6/52f393b9e4b0335458333dc6/1381693142000/Captura-de-Tela-2013-10-13-%C3%A0s-16.38.25.png?format=original" /></a></p>]]></description></item><item><title>Apresentação pública do B32 na Subprefeitura de Pinheiros</title><category>Diário</category><category>Projeto B32</category><dc:creator>b32log</dc:creator><pubDate>Wed, 16 Oct 2013 17:33:44 +0000</pubDate><link>http://www.b32.com.br/blogb32/apresentacao-publica-do-b32-na-subprefeitura-de-pinheiros</link><guid isPermaLink="false">528e77c1e4b0a7e9d8b28414:52f3939ae4b0335458333ae6:52f39629e4b0335458337144</guid><description><![CDATA[<p>Em 13 de setembro de 2013 o projeto do B32 foi apresentado publicamente por Rafael Birmann na Subprefeitura de Pinheiros. O foco da apresentação foi a questão da compra da rua Oswaldo Imperatrice, a sala estava cheia e o público se mostrou envolvido e participativo. Confira aqui como foi!
<iframe frameborder="0" height="315" allowfullscreen="" width="420" src="//www.youtube.com/embed/0EMb-CTgm_8"></iframe></p>]]></description></item></channel></rss>