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	<title>Bodega</title>
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		<title>Mais combustÃ­vel para a luta: divagaÃ§Ãµes sobre uma Bodega aberta em tempos de crise.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 May 2018 20:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="alignleft wp-image-5708" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-28-at-17.43.03-430x430.jpeg" alt="" width="400" height="400" srcset="https://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-28-at-17.43.03-430x430.jpeg 430w, https://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-28-at-17.43.03-150x150.jpeg 150w, https://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-28-at-17.43.03.jpeg 720w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />Faz mais de dois anos que essa Bodega tÃ¡ parada. Nunca fechou as portas, nunca deixou de servir Ã s pessoas com seu cardÃ¡pio antigo, desatualizado, mas Ã  disposiÃ§Ã£o. Mas andou parada, sem textos novos que pudessem agradar a velha freguesia ou mesmo atrair uma nova clientela. Depois do Ãºltimo post, disputei uma campanha eleitoral pela primeira vez na minha vida e aqui estou, junto com uma turma rocheda da gota, aprendendo e tocando um mandato como vereador do Recife. Achando pouca sarna pra me coÃ§ar, tou prÃ©-candidato a deputado federal porque quero ir a BrasÃ­lia arrumar confusÃ£o e lutar pela democratizaÃ§Ã£o da comunicaÃ§Ã£o, por um polÃ­tica de drogas antiproibicionista e por um monte de coisa sobre as quais vejo muito pouca gente falando nessa polÃ­tica formal que a gente vive.</p>
<p>Nesse job novo, muitas vezes eu venho aqui na Bodega como visitante. Procuro ler opiniÃµes que eu jÃ¡ dei sobre tudo o que existe no mundo. Ã€s vezes autocritico-me. Em outras vezes, aproveito frases e conceitos que acabam se transformando tambÃ©m em posicionamentos do mandato. Ã€s vezes eu mando links pra a turma do gabinete ler e criticar. Numa dessas, nossa advogada PatrÃ­cia Carvalho gostou tanto que saiu devorando texto atrÃ¡s de texto. Acabou me fazendo prometer que o serviÃ§o aqui voltaria a funcionar. E depois que eu virei &#8220;polÃ­tico&#8221;, Ã© uma sujeira arretada a pessoa deixar de cumprir uma promessa. Vai que isso vaza por aÃ­ e eu perco a credibilidade (rÃ¡!).</p>
<p>Pois bem. Estamos de volta nesse dia muito louco em que caminhoneiros do Brasil jÃ¡ estÃ£o de greve hÃ¡ mais de uma semana. Em que a turma que anda de carro tÃ¡ muito doida atrÃ¡s de combustÃ­vel. Em que, aparentemente, tem uma galera arretada (eu incluso) aprendendo sobre polÃ­tica de preÃ§os de combustÃ­veis, sobre impostos que incidem sobre esses produtos, sobre a dependÃªncia incrÃ­vel (e ridÃ­cula) que temos sobre combustÃ­veis fÃ³sseis e sobre o transporte de cargas via rodovias. Porque sim, hoje poderÃ­amos ter menos necessidade do uso de carros particulares para o dia a dia da moÃ§ada. E, sim, como um paÃ­s desse tamanhÃ£o leva coisa pra cima e pra baixo sem usar ferrovias Ã© um dos maiores mistÃ©rios da humanidade. Ou nÃ£o.</p>
<p>Abri aqui uma cerveja digital pra a gente continuar de papo.</p>
<p>Nesses dias de greve nosso mandato municipal tem funcionado quase normalmente. Muitas atividades polÃ­ticas foram desmarcadas, outras canceladas, adiadas. Quem depende de transporte pÃºblico pra vir trabalhar se deu mal. Mas a turma que vem de bicicleta (eu incluso) meio que se deu de bem, com ruas mais livres e mais tranquilas. NÃ£o sei na sua cidade, mas taxi tÃ¡ rolando bem tranquilo no Recife. O que leva a gente a matutar. Se os Ã´nibus estivessem rodando, o tempo de viagem reduziria pra todo mundo e a vida na cidade daria um salto de qualidade.</p>
<p>O que parece que nÃ£o tÃ¡ funcionando muito bem, aparentemente, Ã© o juÃ­zo de algumas pessoas. Esses dias, num almoÃ§o de famÃ­lia, um coroa muito querido vinha jurar de pÃ©s juntos que mais um golpe militar estava a galope. E que isso era coisa boa. A &#8220;prova&#8221; que ele tinha disso tudo eram Ã¡udios de pessoas desconhecidas e memes apÃ³crifos. Quando a galera se informa por &#8220;fontes&#8221; que nÃ£o sabem bem quem sÃ£o, mas mesmo assim acreditam, a gente vÃª que estamos em tempos cabulosos de verdade. Um protesto de 18 pessoas passou aqui perto do escritÃ³rio, com faixas pedindo os milicos no poder. Jorge, da comunicaÃ§Ã£o do mandato, foi lÃ¡ tentar assuntar e voltou mais confuso ainda. A turma nÃ£o pertencia a movimento nenhum, nem sabia direito o que estava em jogo. Sinal dos tempos.</p>
<p>Mas Ã© com essa turma mesmo que eu acho que a gente precisa falar, sabia? Sim, porque Ã© muito bonitinho dizer por aÃ­ que tem que baixar o preÃ§o da gasolina, por que o povo tÃ¡ liso. SÃ³ que uma coisa Ã© baixar a partir de uma nova polÃ­tica de preÃ§os da PetrobrÃ¡s, que deliberadamente (por conta desse governo safado), reduziu drasticamente o refino de petrÃ³leo pra poder comprar gasolina gringa que flutua com o dÃ³lar. &#8220;Que se reduzam os impostos!&#8221;, grita a massa mal informada. Esqueceram de saber que o PIS/Cofins que incide sobre combustÃ­veis Ã© o que garante a seguridade social,Â que financia o SUS, AssistÃªncia Social e PrevidÃªncia. Ou seja: fica massa pros caminhoneiros e motoristas agora. SÃ³ que lÃ¡ na frente vai lascar principalmente quem mais precisa do Estado.Â  Topo atÃ© em conversar sobre reduÃ§Ã£o desses impostos, visse? Mas sÃ³ se a gente for reaver esses bilhÃµes (sim, bilhÃµes) dando uma mordida bem sustenta em quem tem mais grana.Â Bora falar de taxar remessas de lucros, juros pagos sobre o capital prÃ³prio, impostos sobre grandes fortunas e alÃ­quotas maiores sobre a heranÃ§a? Topo total. Acredito num Estado em que quem tem mais grana contribui com mais, para que quem tem menos receba em forma de serviÃ§os que garantam direitos humanos pra todo mundo.</p>
<p>Apois Ã© isso. Tou sabendo por amigos prÃ³ximos que os petroleiros e as petroleiras tÃ£o se organizando pra chutar o pau da barraca. VÃ£o ser trÃªs dias de paralisaÃ§Ãµes voltadas para a polÃ­tica de preÃ§os e para a defesa da PetrobrÃ¡s, que muito golpista tÃ¡ doidinho pra passar nos cobres pra a gringalhada tomar conta. Eu sÃ³ sei que quarta-feira, dia 30 de maio, vai ter um monte de protesto pelo Brasil e tenho mais certeza ainda que vou estar em algum deles.</p>
<p>Enfim, vou pedir minha saideira aqui que tÃ¡ na hora de fazer um vÃ­deo de prestaÃ§Ã£o de contas do mandato. Jorge chegou aqui perguntando quando eu acho que &#8220;quando Ã© que isso tudo vai voltar ao normal&#8221;. Eu fiquei confuso com o &#8220;isso tudo&#8221; e com o &#8220;normal&#8221;. E quem disser que tÃ¡ sabendo pode apostar que estÃ¡ mal informada.</p>
<p>Expulsadeira: meu compromisso Ã© voltar aqui pelo menos uma vez por semana pra bater esse papo. Vou continuar falando de polÃ­tica e do mandato. Mas vou querer tambÃ©m conversar potoca, falar de comida, de cinema e de qualquer outra coisa que nos alimente. Se vocÃª sentar e pedir o tiragosto, a conversa fica melhor ainda. Um beijo!</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/mais-combustivel-para-a-luta-divagacoes-sobre-uma-bodega-aberta-em-tempos-de-crise/" target="_blank">Mais combustÃ­vel para a luta: divagaÃ§Ãµes sobre uma Bodega aberta em tempos de crise.</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Agora Ã© com a gente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2016 12:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[#naovaitergolpe #vaiterluta #agoraecomagente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Ah, mas eu odeio polÃ­tica, odeio polÃ­ticos. SÃ£o todos iguais&#8221; AtÃ© que vocÃª se pega assistindo a votaÃ§Ã£o da admissibilidade do processo de impÃ­tima na CÃ¢mara dos Deputados. E percebe que os eleitos nÃ£o sÃ£o assim tÃ£o iguais, mas bem parecidos. Parecidos porque, por dÃ©cadas, os mesmos sujeitos vÃ£o se revezando (ou nÃ£o) no poder. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ah, mas eu odeio polÃ­tica, odeio polÃ­ticos. SÃ£o todos iguais&#8221;</p>
<p>AtÃ© que vocÃª se pega assistindo a votaÃ§Ã£o da admissibilidade do processo de impÃ­tima na CÃ¢mara dos Deputados. E percebe que os eleitos nÃ£o sÃ£o assim tÃ£o iguais, mas bem parecidos. Parecidos porque, por dÃ©cadas, os mesmos sujeitos vÃ£o se revezando (ou nÃ£o) no poder. Atuando por dentro do jogo polÃ­tico, eles fazem e mudam as regras para que permaneÃ§am onde estÃ£o. Ocupando as cadeiras pÃºblicas, eleitos e eleitas pelo povo. Representando seus interesses pessoais, privados e nem sempre publicÃ¡veis.</p>
<p>O que se assistiu ontem na televisÃ£o parecia um show de horrores. Com algumas raras e louvÃ¡veis exceÃ§Ãµes, a sequencia das falas revelava mal caratismo, despreparo e muita ignorÃ¢ncia. As homenagens que iam de familiares aniversariantes atÃ© torturadores conhecidos foram a &#8220;cereja&#8221; de um bolo feito de lama.</p>
<p>Comparo o espaÃ§o da participaÃ§Ã£o polÃ­tica aos nossos espaÃ§os pÃºblicos. Se as pessoas que desejam usufruir da cidadania nÃ£o os ocupam, alguÃ©m vai ocupar. Uma rua escura e vazia Ã© &#8220;esquisita&#8221; porque vocÃª imagina que alguÃ©m &#8220;do mal&#8221; vai estar por lÃ¡ escondido pra fazer alguma safadeza. AÃ­ a gente nÃ£o quer saber de passar por ela. Mesmo tendo o direito e a necessidade de utilizÃ¡-la, deixamos o espaÃ§o lÄ©vre para que, de fato, seja &#8220;assumido&#8221; pela criminalidade, pelos ratos, pelo abandono completo, pela inutilidade.</p>
<p>Mas uma rua cheia de gente, de fato ocupada pelo povo, jamais serÃ¡ &#8220;perigosa&#8221;.</p>
<p>Enquanto a gente fizer cara de nojinho pra a polÃ­tica, nas ruas e nos espaÃ§os de participaÃ§Ã£o democrÃ¡tica, Ã© isso aÃ­ que a gente vai ver.</p>
<p>Na tarde/noite de ontem, a frÃ¡gil democracia brasileira levou uma grande surra.</p>
<p>Em termos simples: um deputado que Ã© rÃ©u em processos de corrupÃ§Ã£o comandou o circo contra uma presidenta contra quem nÃ£o hÃ¡ comprovaÃ§Ã£o de crime de responsabilidade. Com ele estava a maioria esmagadora da casa: fundamentalistas religiosos, representantes do agronegÃ³cio, dos bancos, da radiodifusÃ£o, das empreiteiras, do crime organizado.</p>
<p>Ã‰ verdade que tem muita gente honesta comemorando a possÃ­vel derrocada do Partido dos Trabalhadores frente ao Governo Federal. Mas duvido muito que mesmo estas pessoas terÃ£o o que celebrar caso se implemente de fato um governo Temer/Cunha/Fiesp.</p>
<p>Na tarde/noite de ontem, a frÃ¡gil democracia brasileira levou uma grande surra. Mas ainda nÃ£o estÃ¡ morta.</p>
<p>E se a gente, que acredita na democracia, na liberdade e no protagonismo das pessoas, ficar de braÃ§o cruzado, quem Ã© que vai resolver essa parada?</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/agora-e-com-a-gente/" target="_blank">Agora Ã© com a gente</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A hora de lutar por liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Mar 2016 15:48:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[#naovaitergolpe]]></category>
		<category><![CDATA[comunicaÃ§Ã£o]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Impressionou muito o ato de ontem no Recife e, pelo que vi atÃ© agora nas mÃ­dias sociais, em todo o Brasil. Falo do que participei. Entre todos os gritos de guerra, dois se destacaram. Muito. &#8220;NÃ£o vai ter golpe&#8221;, veio mostrar a insatisfaÃ§Ã£o de diversas camadas da populaÃ§Ã£o que, independente de partido polÃ­tico, quer ver [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Impressionou muito o ato de ontem no Recife e, pelo que vi atÃ© agora nas mÃ­dias sociais, em todo o Brasil.</p>
<p>Falo do que participei.</p>
<p>Entre todos os gritos de guerra, dois se destacaram. Muito. &#8220;NÃ£o vai ter golpe&#8221;, veio mostrar a insatisfaÃ§Ã£o de diversas camadas da populaÃ§Ã£o que, independente de partido polÃ­tico, quer ver a democracia acontecendo e sendo respeitada. Era o esperado. Nada de tÃ£o novo.</p>
<p>Mas o velho &#8220;O povo nÃ£o Ã© bobo / abaixo a Rede Globo&#8221; ecoou como nunca. Falo do lugar de quem, hÃ¡ mais de uma dÃ©cada, junto com o Centro de Cultura Luiz Freire, FÃ³rum Nacional pela DemocratizaÃ§Ã£o da ComunicaÃ§Ã£o e FÃ³rum Pernambucano de ComunicaÃ§Ã£o, luta por polÃ­ticas pÃºblicas de comunicaÃ§Ã£o no nosso paÃ­s. Tenho a impressÃ£o de que muitos companheiros e companheiras de caminhada concordarÃ£o comigo, atÃ© pelo que jÃ¡ vi em seus perfis.</p>
<p>Precisa ficar mais clara a urgÃªncia desse debate?</p>
<p>&#8220;Ah, mas agora a Internet democratizou tudo&#8221;.</p>
<p>NÃ£o, nÃ£o democratizou. Infelizmente, ainda nÃ£o democratizou. Ano passado passamos dos 50% de acesso Ã  banda larga em nosso paÃ­s. Enquanto um par de empresas privadas, que pertencem a pessoas que tÃªm nome, sobrenome, endereÃ§o, famÃ­lias, interesses e preferÃªncias, controla o que vÃª e ouve a maior parte da populaÃ§Ã£o brasileira.</p>
<p>Sim, as novas mÃ­dias tÃªm uma grande possibilidade de equilibrar esse jogo. No futuro. Se, e somente se, houver tambÃ©m medidas que garantam liberdade de expressÃ£o, acesso, privacidade e neutralidade da rede. Se nÃ£o, nÃ£o. E nÃ£o Ã© agora.</p>
<p>No tempo histÃ³rico, agora Ã© muito pouco.</p>
<p>Mas agora Ã© urgente.</p>
<p>E agora tem muito pouca gente falando. E agora quem tÃ¡ falando agora, goza do monopÃ³lio da censura. Define o que dona Maria pode ou nÃ£o saber. Escolhe o que seu JosÃ©, doutora Rosilda e seu Oliveira devem preferir.</p>
<p>Laranjas ou Melancias?</p>
<p>De canal em canal, nÃ£o hÃ¡ bananas, melÃµes, mangas, pitangas, bacuris e pitombas.</p>
<p>Quem foi Ã s ruas ontem sabe disso. AliÃ¡s, muitos que foram Ã s ruas no domingo, dia 13, tambÃ©m sabem disso.</p>
<p>NÃ£o tenho dÃºvidas de que alÃ©m de prender corruptos, todo mundo quer saber, por exemplo, quanto a Globo de fato deve em impostos e tributos. Quer saber como vai pagar. Se hÃ¡ bens para serem executados. Se nÃ£o negociaÃ§Ã£o, conspiraÃ§Ã£o ou o que quer que seja.</p>
<p>Quem foi Ã s ruas ontem (e, estou certo, quem foi no domingo 13, quer discutir direitinho os bilhÃµes de recursos pÃºblicos federais que esta empresa recebeu ao longo dos Ãºltimos anos.</p>
<p>Independente de como for se resolver (ou nÃ£o) o imbrÃ³glio polÃ­tico em que estamos submetidos, Ã© inquestionÃ¡vel a necessidade de voltarmos nossos olhos e nossos protestos para a regulaÃ§Ã£o dos nossos (sim, nossos) canais de rÃ¡dio e televisÃ£o.</p>
<p>Uma nova regulaÃ§Ã£o, que fique bem claro (porque regulaÃ§Ã£o jÃ¡ existe).</p>
<p>Uma que garanta diversidade.</p>
<p>Em que qualquer pessoa possa mudar de canal e ver outra versÃ£o, outras vozes, outras peles, outros olhares.</p>
<p>Uma que evite a censura, estatal ou privada, de uma vez por todas.</p>
<p>Uma que CONSTRUA a harmonia e o diÃ¡logo, ao invÃ©s de incitar a violÃªncia e a intolerÃ¢ncia.</p>
<p>Jamais houve terreno tÃ£o fÃ©rtil para este debate, para esta luta.</p>
<p>Estamos dispostos. Estamos disposta.</p>
<p>Quando nos veremos na rua?</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/a-hora-de-lutar-por-liberdade/" target="_blank">A hora de lutar por liberdade</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Dois tostÃµes irrelevantes sobre uma encruzilhada cabulosa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2016 15:01:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[#foradilma]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
		<category><![CDATA[polÃ­tica]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um monte de gente brasileira foi Ã s ruas no domingo 13 de marÃ§o. Um monte de gente mesmo. Talvez milhÃµes. NÃ£o foi, como alguns querem que a gente acredite, a maior manifestaÃ§Ã£o popular de todos os tempos. NÃ£o foi nem a maior da dÃ©cada. Mas foi grande. Convocada por segmentos de extrema direita e pelos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/dois-tostoes-irrelevantes-sobre-uma-encruzilhada-cabulosa/" target="_blank">Dois tostÃµes irrelevantes sobre uma encruzilhada cabulosa</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/03/encruzilhada.jpeg"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-5689" alt="encruzilhada" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/03/encruzilhada.jpeg" width="400" height="300" /></a>Um monte de gente brasileira foi Ã s ruas no domingo 13 de marÃ§o.</p>
<p>Um monte de gente mesmo. Talvez milhÃµes.</p>
<p>NÃ£o foi, como alguns querem que a gente acredite, a maior manifestaÃ§Ã£o popular de todos os tempos.</p>
<p>NÃ£o foi nem a maior da dÃ©cada.</p>
<p>Mas foi grande. Convocada por segmentos de extrema direita e pelos partidos polÃ­ticos que fazem oposiÃ§Ã£o ao governo; respaldada pela mÃ­dia comercial (alguns repÃ³rteres referiram-se aos manifestantes na primeira pessoa do plural); impulsionada pelos fatos (forjados ou nÃ£o) da semana anterior. LegÃ­tima. AconteÃ§a o que acontecer, nÃ£o se pode ignorar a quantidade de gente que, por um ou outro motivo, resolver ir Ã s ruas nesse dia que contou atÃ© com o apoio de SÃ£o Pedro: fez sol no Brasil inteiro.</p>
<p>NÃ£o estive presente, mas acompanhei horas de noticiÃ¡rio da televisÃ£o e diversos relatos internÃ©ticos.</p>
<p>Em diversos vÃ­deos publicados nas redes sociais, vi todo tipo de opiniÃ£o.</p>
<p>Vi gente que pedia mais saÃºde, mais educaÃ§Ã£o, mais moradia, mais respeito &#8211; com os quais concordo.</p>
<p>TambÃ©m vi gente pedindo a pena de morte, chamando pobres de vagabundos, levando o machismo Ã s Ãºltimas consequÃªncias, sendo contra o bolsa famÃ­lia e demais polÃ­ticas sociais &#8211; com os quais discordo frontalmente. Com esses, nem conversa.</p>
<p>Muitos &#8220;contra a corrupÃ§Ã£o&#8221;, assim, de uma forma bem geral. Com esses nÃ£o concordo por nÃ£o focar. Como nÃ£o conheÃ§o ninguÃ©m que seja abertamente &#8220;a favor da corrupÃ§Ã£o&#8221;, protestar contra ela Ã© tÃ£o eficaz como protestar &#8220;contra o cÃ¢ncer&#8221;.</p>
<p>E outros um pouquinho mais especÃ­ficos, &#8220;contra Dilma, Lula e o PT&#8221;.Â  Com esses nÃ£o concordo por focar demais. Se Ã© pra &#8216;zerar o jogo&#8217;, que todos os suspeitos de qualquer coisa sejam investigados de acordo com o que se tem de justiÃ§a (com todas as possÃ­veis falhas) hoje em dia.</p>
<p>Mas foi a voz desses que a mÃ­dia tradicional escolheu para abrir suas matÃ©rias. Isso quer dizer que, independente do que vocÃª foi fazer na rua, tÃ¡ registrado que vocÃª foi &#8220;contra o PT, pedir o impÃ­tima de Dilma&#8221;. Sem dados concretos para me basear, arrisco dizer que (mesmo que entre outras coisas), quem esteve nos protestos queria isso mesmo.</p>
<p>Curioso Ã© que eu nÃ£o vi, nem faixas ou mesmo em entrevistas na televisÃ£o, nenhuma acusaÃ§Ã£o especÃ­fica sobre o que possa ser considerado &#8220;o crime&#8221; que irÃ¡ derrubar a presidenta. Sei que tem umas coisas sobre as contas da campanha, outras sobre corrupÃ§Ã£o na PetrobrÃ¡s no mandato anterior da presidenta (e dos outros anteriores a ela). Nada que aparentemente jÃ¡ esteja julgado. Nada que aparentemente justifique (no nosso marco legal atual) o impedimento de manutenÃ§Ã£o do governo.</p>
<p>O esforÃ§o parece ser o de dizer que a manifestaÃ§Ã£o do domingo &#8220;legitima&#8221; o impÃ­tima. NÃ£o porque haja alguma nova denÃºncia ou uma mudanÃ§a no rito legal. Mas porque &#8220;um bocado de gente quer&#8221; que a presidenta saia do cargo.</p>
<p>HÃ¡ uns quinze anos mais ou menos eu faÃ§o parte de grupos e movimentos que se identificam com o queÂ  a gente chama de &#8220;campo democrÃ¡tico progressista&#8221;. Essa rapaziada quer democracia real, em que gente vale mais do que dinheiro (inclusive na eleiÃ§Ã£o). Quer polÃ­tica sociais que tragam garantias de todos os direitos: saÃºde, educaÃ§Ã£o, comunicaÃ§Ã£o, transporte, trabalho, etc. Quer uma presenÃ§a maior do Estado mediando relaÃ§Ãµes de poder, controlado de perto por uma sociedade civil informada e participativa. Quer garantias de liberdade e de direitos iguais para todas as pessoas, reconhecendo que para isso acontecer Ã© preciso que existam polÃ­ticas reparativas e aÃ§Ãµes afirmativas que possam fazer com que segmentos historicamente excluÃ­dos da sociedade possam participar de tudo de igual para igual.</p>
<p>Em todos esses anos, nunca nos calamos, embora nem sempre fÃ´ssemos ouvidos.</p>
<p>Essa turma, tenha certeza, passou as Ãºltimas dÃ©cadas protestando por essas coisas que acreditamos.</p>
<p>Reconhecemos os pequenos avanÃ§os dos governos petistas, mas criticamos a obediÃªncia dessas administraÃ§Ãµes Ã s mesmas estruturas de poder que atuam no nosso paÃ­s desde o tempo colonial. Por receio de um retrocesso (que Ã© pior do que andar devagar), muitos atÃ© foram Ã s ruas defender a reeleiÃ§Ã£o de Lula e de Dilma. SÃ³ para ver, mais uma vez, o governo cerrando fileiras com o mercado, patrocinando a mÃ­dia comercial, fechando a torneira da reforma agrÃ¡ria, mantendo a polÃ­tica econÃ´mica que nunca desfavoreceu o sistema bancÃ¡rio.</p>
<p>Ou seja, a pessoa precisa ser muito ignorante ou muito liberal pra ver qualquer traÃ§o de comunismo num governo que tem uma latifundiÃ¡ria Ã  frente do MinistÃ©rio da Agricultura e que, atÃ© muito pouco tempo, um banqueiro no comando da Economia.</p>
<p>Enquanto um governo &#8220;de coalizÃ£o&#8221; se acovarda quando mais precisa ser popular, uma parcela relevante (atÃ© por um recorte de poder que demonstra uma desigualdade ainda nÃ£o resolvida) da sociedade supera a preguiÃ§a e vai Ã s ruas dizer tudo o que pensa. E percebendo que esse &#8220;tudo o que pensa&#8221;, em muitos aspectos, Ã© contra tudo isso que a gente tanto defende, o que fazer?</p>
<p>De um lado, um governo que nÃ£o nos ouve. Do outro, uma multidÃ£o reverberando (mesmo que nÃ£o concorde) ideias tÃ£o reacionÃ¡rias que dÃ£o vontade de formar fila no consulado do Uruguai.</p>
<p>Como, entÃ£o, se comportar nesse cenÃ¡rio?</p>
<p>Por convicÃ§Ã£o e (talvez) ingenuidade, nÃ£o consigo agir de outra forma.</p>
<p>PermaneÃ§o em minhas lutas, exercitando a paciÃªncia histÃ³rica, junto a companheiros e companheiras de caminhada.</p>
<p>Continuo querendo a reforma agrÃ¡ria, tributÃ¡ria, da mÃ­dia, da polÃ­tica.</p>
<p><a href="http://www.bodega.blog.br/anacronicas/eu-tambem-tenho-um-sonho-2/" target="_blank">Sonhando com um mundo sem preconceito, com mais oportunidades e liberdades para todo mundo.</a></p>
<p>Denunciando os tropeÃ§os dos governos e buscando atuar para que sejam punidos e nÃ£o repetidos.</p>
<p>Rejeitando oportunismos de quem, de seu lugar de poder, sempre mamou nas tetas da sociedade.</p>
<p>Insistindo que existem saÃ­das democrÃ¡ticas e republicanas para esta crise econÃ´mica, polÃ­tica e moral que vivemos nesses tempos.</p>
<p>Desejando que nos prÃ³ximos anos se construam pontes e saÃ­das mais humanas e (ouso dizer) Ã  esquerda nÃ£o apenas para nosso paÃ­s, mas para todo o planeta que jÃ¡ nÃ£o consegue esconder os destroÃ§os deixados por dÃ©cadas de hegemonia capitalista.</p>
<p>NÃ£o Ã© uma saÃ­da pragmÃ¡tica.</p>
<p>NÃ£o sei se Ã© o mais estratÃ©gico. Nem o mais correto.</p>
<p>Mas Ã© o que o meu coraÃ§Ã£o me obriga a fazer.</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/dois-tostoes-irrelevantes-sobre-uma-encruzilhada-cabulosa/" target="_blank">Dois tostÃµes irrelevantes sobre uma encruzilhada cabulosa</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Apesar de vocÃªs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2016 11:52:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[camarote]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[folia]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viva viva viva viva viva o nosso Carnaval. Apesar de vocÃªs. Que nÃ£o conseguem (ou nÃ£o querem) organizar um esquema de mobilidade minimamente eficaz, que faÃ§a com que foliÃµes cheguemÂ  (e saiam) dos polos carnavalescos para curtir os dias de Momo em seguranÃ§a; Que enchem as ruas de carros, de barracas, de obstÃ¡culos para as [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/apesar-de-voces/" target="_blank">Apesar de vocÃªs</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/ivanocaso.png"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-5685" alt="ivanocaso" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/ivanocaso-430x398.png" width="400" height="385" /></a>Viva viva viva viva viva o nosso Carnaval.</p>
<p>Apesar de vocÃªs.</p>
<p>Que <a href="http://www.folhape.com.br/carnaval-2016/recife/2016/2/tumulto-confusao-e-falta-de-mobilidade-marcam-noite-de-shows-no-marco-zero-0034.html">nÃ£o conseguem (ou nÃ£o querem) organizar um esquema de mobilidade minimamente eficaz</a>, que faÃ§a com que foliÃµes cheguemÂ  (e saiam) dos polos carnavalescos para curtir os dias de Momo em seguranÃ§a;</p>
<p>Que enchem as ruas de carros, de barracas, de obstÃ¡culos para as organizaÃ§Ãµes carnavalescas que fazem, de fato, nossa festa mais querida;</p>
<p>De vocÃªs que querem morgar a folia nos bairros.</p>
<p>Que, com uma mÃ£o,<a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205799470494042&amp;set=a.1338063259722.2045333.1475353327&amp;type=3&amp;theater"> permitem o impermitÃ­vel uso privado e comercial de espaÃ§o pÃºblico;</a></p>
<p>E com a outra <a href="https://www.facebook.com/empatandoatuavista/videos/782311495246995/">proÃ­bem a improibÃ­vel irreverÃªncia de quem dribla a censura nossa de cada dia para poder chamar a atenÃ§Ã£o para os destinos de nossa cidade atravÃ©s de perigosÃ­ssimas fantasias carnavalescas.</a></p>
<p>Censura esta que vocÃªs utilizam para fazer sumir de sites noticiosos (e atÃ© dos papÃ©is de embrulhar peixe) informaÃ§Ãµes que nÃ£o convÃ©m*.</p>
<p>De vocÃªs que acham e<a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204531714167911&amp;set=a.1518074566877.57974.1684891905&amp;type=3&amp;theater">ngraÃ§adinha a violÃªncia vista de cima.</a></p>
<p>Apesar de vocÃªs quererem que os blocos tradicionais se explodam.</p>
<p>De sufocarem as agremiaÃ§Ãµes de regras, limites, papÃ©is e documentos, enquanto a tchurma da panelinha (ou caldeirÃ£ozinho?) faz o que quer da cidade para engordar os jÃ¡ obesos bolsos.</p>
<p>Apesar de vocÃªs, para quem multidÃ£o sÃ³ serve como foto pra estampar a propaganda da gestÃ£o.</p>
<p>Que nÃ£o suportam o calor e o suor do povo que se aperta ao som dos clarins. Que do interior dos carros oficiais e camarotes arcondicionados nÃ£o fazem a menor ideia do que acontece no mundo de verdade.</p>
<p>Apesar de vocÃªs o Carnaval continua vivo, lindo, vibrante e cheio de energia.</p>
<p>O frevo continua encantando. A gente continua pulando. As troÃ§as continuam surgindo, o povo se beijando, se sentindo, se tocando. Subindo e descendo ladeira. Dando vida Ã s lindas ruas que vocÃªs esqueceram para sempre.</p>
<p>Aqui nÃ£o importa mais a sua cagaÃ§Ã£o de regra.</p>
<p>A sua caretice e sua devoÃ§Ã£o ao poder e Ã  conta bancÃ¡ria.</p>
<p>Aqui a festa Ã© nossa e, apesar de vocÃªs, ela vai continuar existindo, sob o domÃ­nio do povo, de uma forma ou de outra.</p>
<p>NÃ£o se preocupem que, apesar de vocÃªs, amanhÃ£ hÃ¡ de ser outro dia.</p>
<p>Nesse dia vocÃªs vÃ£o descer do salto, vestir um tÃªnis surrado e se juntar a nÃ³s na verdadeira catarse carnavalesca.</p>
<p>E podem ter certeza de que serÃ£o muito bem vindos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache%3Awww.diariodepernambuco.com.br%2Fapp%2Fnoticia%2Fvida-urbana%2F2016%2F02%2F09%2Finterna_vidaurbana%2C626036%2Fmilhares-de-folioes-relatam-tumulto-e-confusao-nos-shows-de-ontem-no-m.shtml&amp;oq=cache%3Awww.diariodepernambuco.com.br%2Fapp%2Fnoticia%2Fvida-urbana%2F2016%2F02%2F09%2Finterna_vidaurbana%2C626036%2Fmilhares-de-folioes-relatam-tumulto-e-confusao-nos-shows-de-ontem-no-m.shtml&amp;aqs=chrome..69i57j69i58.1300j0j4&amp;sourceid=chrome&amp;es_sm=0&amp;ie=UTF-8">* Esta matÃ©ria sobre a sequÃªncia de brigas no Marco Zero no domingo de carnaval estava no site do Diario de Pernambuco. </a>NÃ£o estÃ¡ mais.</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/apesar-de-voces/" target="_blank">Apesar de vocÃªs</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Do que nÃ£o combina com a folia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 14:51:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Olinda]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>NÃ£o preciso te dizer que o Carnaval em Pernambuco comeÃ§ou faz tempo. Desde o Sete de Setembro que jÃ¡ se freva em Olinda. Todo final de semana Ã© aquele ruge-ruge, bole-bole, aquele furdunÃ§o que marca a festa mais popular dessas bandas metropolitanas. Eu, que sou de folia (mas nÃ£o de ferro), chego junto quando vÃ£o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/trabalho_infantil_urbano.jpg"><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-5675" alt="A foto Ã© de 2014, retirada do Portal Vermelho. Continua atual." src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/trabalho_infantil_urbano-430x240.jpg" width="430" height="240" srcset="https://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/trabalho_infantil_urbano-430x240.jpg 430w, https://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/trabalho_infantil_urbano.jpg 459w" sizes="(max-width: 430px) 100vw, 430px" /></a></p>
<p>NÃ£o preciso te dizer que o Carnaval em Pernambuco comeÃ§ou faz tempo. Desde o Sete de Setembro que jÃ¡ se freva em Olinda. Todo final de semana Ã© aquele ruge-ruge, bole-bole, aquele furdunÃ§o que marca a festa mais popular dessas bandas metropolitanas. Eu, que sou de folia (mas nÃ£o de ferro), chego junto quando vÃ£o se aproximando as datas oficiais do reinado de Momo. Junto tudo e meto o pÃ© na jaca justamente neste sprint final. Domingo passado renovei meu batismo nas ladeiras da Marim dos CaetÃ©s, num dos blocos mais fantÃ¡sticos que hÃ¡ na face da terra. Do estandarte Ã  tuba, o TÃ¡ Maluco Ã© impecÃ¡vel.Â  Apenas uma cena recorrente em todo o SÃ­tio HistÃ³rico distoou do clima de euforia que marca esta Ã©poca: crianÃ§as trabalhando.</p>
<p>A imagem nÃ£o Ã© nova e nÃ£o deveria surpreender. Vendendo cerveja, empurrando ou carregando imensas caixas de isopor. Catando latinhas. MinÃºsculas criaturas suando em bicas, tendo sua pouca forÃ§a explorada enquanto deveriam, por direito, divertir-se, descansar ou fazer qualquer outra coisa que nÃ£o envolvesse o comÃ©rcio de bebida alcoÃ³lica embaixo de um sol de 50 graus sendo espremidos e apertados por hordas de foliÃµes sedentos eÂ  parrudos.</p>
<p>Uma das coisas mais bonitas de nossa ConstituiÃ§Ã£o Ã© o artigo 227:</p>
<p><em>&#8220;Ã‰ dever da famÃ­lia, da sociedade e do Estado assegurar Ã  crianÃ§a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito Ã  vida, Ã  saÃºde, Ã  alimentaÃ§Ã£o, Ã  educaÃ§Ã£o, ao lazer, Ã  profissionalizaÃ§Ã£o, Ã  cultura, Ã  dignidade, ao respeito, Ã  liberdade e Ã  convivÃªncia familiar e comunitÃ¡ria, alÃ©m de colocÃ¡-los a salvo de toda forma de negligÃªncia, discriminaÃ§Ã£o, exploraÃ§Ã£o, violÃªncia, crueldade e opressÃ£oâ€.</em></p>
<p>Pois nisso tudo estamos vacilando. Estamos indo muito, muito mal. Mal para caralho.</p>
<p><a href="http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2009/11/menor-de-14-anos-nao-pode-trabalhar-no-Brasil" target="_blank">CrianÃ§a nÃ£o pode trabalhar de jeito maneira</a>. Adolescentes a partir dos 14 podem ser aprendizes. Aos 16 e 17 podem trabalhar desde que nÃ£o seja Ã  noite nem em condiÃ§Ãµes insalubres.</p>
<p>Por mais que a gente reconheÃ§a a necessidade de se complementar a renda ou de garantir a sobrevivÃªncia, especialmente em tempos de crise, nÃ£o podemos achar natural que pequenas e pequenos seres humanos estejam trabalhando numa festa que &#8211; em muitos casos &#8211; crianÃ§a nÃ£o deveria nem ser convidada. Mesmo que nÃ£o existisse essa linda peÃ§a legislativa.</p>
<p>Chegando em casa, mandei um email para a Prefeitura de Olinda para saber o que vinham fazendo. Pois a municipalidade afirma que, em todos os finais de semana das prÃ©vias, oito educadores sociais espalhados pela cidade. <em>&#8220;Em duplas, eles identificam as crianÃ§as e adolescentes em situaÃ§Ã£o de vulnerabilidade. No caso do trabalho infantil, os educadores realizam um trabalho de sensibilizaÃ§Ã£o junto aos pais, orientando sobre a proibiÃ§Ã£o da prÃ¡tica e que ela pode ser punida com a perda da autorizaÃ§Ã£o de comercializar. Se mesmo assim eles permanecerem com as crianÃ§as trabalhando, o Conselho Tutelar Ã© acionado para fazer o recolhimento&#8221;, </em>diz o email da Secretaria de ComunicaÃ§Ã£o. Duvidar, nÃ£o duvido de jeito nenhum. SÃ³ nÃ£o parece ser suficiente. Como nÃ£o Ã© suficiente o excelente projeto Folia CidadÃ£, que disponibiliza atividades recreativas, descanso e alimentaÃ§Ã£o para atÃ© 150 crianÃ§as por dia cujos pais estÃ£o trabalhando nas ladeiras olindenses.</p>
<p>Afinal de contas, esta Ã© (parte da) tarefa do Estado.</p>
<p>A familia precisa fazer a sua parte.</p>
<p>E nÃ³s tambÃ©m. A gente sÃ³ vai ser gente de verdade quando olhar na cara de um menino desse e considera-lo um dos nossos. Compreender-se da mesma espÃ©cie, vivendo num mesmo planeta. Considerar que precisam ter os mesmos direitos daquela crianÃ§a que protegemos, que amamos e que fazemos questÃ£o de que estejam num lugar seguro enquanto a folia come solta na cidade. Se vocÃª se deparar com a episÃ³dios de trabalho infantil na folia, pegue um telefone emprestado (<a href="http://www.bodega.blog.br/anacronicas/pequeno-e-incompleto-guia-do-carnaval-pernambucano/" target="_blank">porque o seu ficou em casa</a>) e ligue pra <a href="https://www.facebook.com/prefeituradeolinda/photos/a.342200979161601.76882.190014614380239/961502297231463/?type=3&amp;theater" target="_blank">algum dos canais de denÃºncia disponibilizados pela Prefs das Olindas. NÃ£o resolve, mas ajuda.</a></p>
<p>Comprar cerveja na mÃ£o de uma crianÃ§a nÃ£o dÃ¡ barato nenhum. As bebidas que gelam no isonor do pirraia tÃªm gosto de abandono e negligÃªncia. E isso Ã© um negÃ³cio amargo pra cacete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*A foto que ilustra este texto Ã© de 2014, postada originalmente no Portal Vermelho. Desfelizmente, continua muito atual.</p>
<p>** Sim, eu jÃ¡ deveria ter escrito sobre isso hÃ¡ anos. NÃ£o o fiz. Aos que prestam atenÃ§Ã£o no que eu rabisco, minhas sinceras desculpas.</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/do-que-nao-combina-com-a-folia/" target="_blank">Do que nÃ£o combina com a folia</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pra saber se o coco Ã© oco</title>
		<link>https://www.bodega.blog.br/anacronicas/pra-saber-se-o-coco-e-oco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2016 14:24:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amantes]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Frevo]]></category>
		<category><![CDATA[GlÃ³ria]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Recife]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Teve calor? InsuportÃ¡vel. Teve empurra-empurra? O tempo inteiro. DesorganizaÃ§Ã£o, caminho errado, contramÃ£o, engarrafamento, sufoco, apreensÃ£o, tropeÃ§Ã£o, pisÃ£o no pÃ©? Pode crer que sim. O desfile-prÃ©via dos Amantes de GlÃ³ria, que tomou o bairro da Boa Vista na tarde do Ãºltimo sÃ¡bado, foi um perfeito retrato do Carnaval. De rua, legÃ­timo. Daqueles em que as pessoas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5669" style="width: 410px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes16.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-5669" loading="lazy" class=" wp-image-5669 " alt="Foto: Riva Spinelli" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes16-430x286.jpg" width="400" height="270" /></a><p id="caption-attachment-5669" class="wp-caption-text">Foto: Riva Spinelli</p></div>
<p>Teve calor? InsuportÃ¡vel.</p>
<p>Teve empurra-empurra? O tempo inteiro.</p>
<p>DesorganizaÃ§Ã£o, caminho errado, contramÃ£o, engarrafamento, sufoco, apreensÃ£o, tropeÃ§Ã£o, pisÃ£o no pÃ©? Pode crer que sim.</p>
<p>O desfile-prÃ©via dos Amantes de GlÃ³ria, que tomou o bairro da Boa Vista na tarde do Ãºltimo sÃ¡bado, foi um perfeito retrato do Carnaval.</p>
<p>De rua, legÃ­timo. Daqueles em que as pessoas levam ao limite a fragilidade (ou seria a resistÃªncia?) da condiÃ§Ã£o humana.</p>
<p>Gente diferente sob todos os pontos de vista e critÃ©rios que vocÃª quiser imaginar. Que, numa determinada Ã©poca do ano, por livre e espontÃ¢nea vontade, resolve submeter-se a uma situaÃ§Ã£o de extremo desconforto em algumas das cidades mais quentes do planeta. VÃ£o com amigos e amigas. Encontram-se com multidÃµes de outros seres jamais antes vistos que podem ter qualquer profissÃ£o, morar em qualquer canto, votar em qualquer partido, torcer pra qualquer equipe de futebol.</p>
<p>Para piorar (melhorar?), a turma ainda chuta o balde e bota pra dentro quilolitros das mais variadas biritas e outras substÃ¢ncias psicodoidÃ­feras que, entre outras coisas, alteram profundamente as CNTP, prejudicando dicumforÃ§a o senso de julgamento de todo mundo e de cada um.</p>
<p>Mas Ã© tempo de trÃ©gua e o pacto nÃ£o-escrito vale mais do que a ConstituiÃ§Ã£o.</p>
<p>Apertados, apertadas. Tocando-se. RoÃ§ando-se umas nas outras. Suando junto. Misturando seus cheiros, sabores, fomes e sedes, a folia estÃ¡ na rua e quem manda Ã© Momo.</p>
<p>E assim seguimos, por vezes, andando sem pisar no chÃ£o. Por vezes carregados, por vezes carregando. Por vezes flutuando.</p>
<p>NÃ£o raro, compactando-se de modo a formar um sÃ³ corpo, um sÃ³ espÃ­rito.</p>
<p>Vivendo de um jeito coletivo o indiscoisÃ¡vel transe carnavalesco. Deixando-se levar pelos mantras frevÃ­sticos que nos obrigam a pular, rodar, brincar, sorrir, chorar.</p>
<p>Pra no final disso tudo olhar ao redor, respirar fundo, questionar todas as suas certezas.</p>
<p>AbraÃ§ar alguÃ©m querido e agradecer ao mundo inteiro pela imprescindÃ­vel existÃªncia do Carnaval.</p>
<div id="attachment_5669" style="width: 410px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes16.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-5669" loading="lazy" class=" wp-image-5669 " alt="Foto: Riva Spinelli" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes16-430x286.jpg" width="400" height="270" /></a><p id="caption-attachment-5669" class="wp-caption-text">Foto: Riva Spinelli</p></div><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/pra-saber-se-o-coco-e-oco/" target="_blank">Pra saber se o coco Ã© oco</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Cada coisa em sua hora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2016 18:50:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[ano]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[folia]]></category>
		<category><![CDATA[hora]]></category>
		<category><![CDATA[planos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Passar a comer de forma mais saudÃ¡vel. Frutas, saladas, sopas. Diminuir os aÃ§Ãºcares, as gorduras mono, poli, trans e nÃ£o-binÃ¡rias. ExercÃ­cios funcionais, aerÃ³bicos e anaerÃ³bicos. Cooperzinho, bicicleta. Abdominais, dorsais, polichinelos e marinheiros; Fazer a matrÃ­cula naquele curso de lÃ­nguas maroto; Dar um tapa no currÃ­culo. Ir em busca de ampliar os horizontes e enfrentar novos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<style type="text/css"><!--
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<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes-da-gloria.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-5663" alt="amantes-da-gloria" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/amantes-da-gloria-430x242.jpg" width="400" height="230" /></a>Passar a comer de forma mais saudÃ¡vel. Frutas, saladas, sopas. Diminuir os aÃ§Ãºcares, as gorduras mono, poli, trans e nÃ£o-binÃ¡rias.</p>
<p>ExercÃ­cios funcionais, aerÃ³bicos e anaerÃ³bicos. Cooperzinho, bicicleta. Abdominais, dorsais, polichinelos e marinheiros;</p>
<p>Fazer a matrÃ­cula naquele curso de lÃ­nguas maroto;</p>
<p>Dar um tapa no currÃ­culo. Ir em busca de ampliar os horizontes e enfrentar novos desafios pessoais e profissionais;</p>
<p>Finalizar o orÃ§amento de um importante projeto cultural/comercial/social;</p>
<p>Organizar uma pintura pra o mofo da parede, o conserto pro boxe do banheiro, a revisÃ£o do ar-condicionado, a troca da torneira que nÃ£o para de vazar e a dedetizaÃ§Ã£o do apÃª, decretando a expulsÃ£o de baratas, baratinhas e baratÃµes;</p>
<p>Fazer teatro, artesanato, nataÃ§Ã£o, literatura;</p>
<p>Bater o centro daquele livro fantÃ¡stico que a amiga sabida indicou;</p>
<p>Ir com mais frequencia Ã  igreja/templo/terreiro/universidade/cinema/teatro/museu;</p>
<p>Abrir e organizar as gavetas da casa. Jogar fora contas vencidas, documentos desimportantes, cadernos de rascunho, blocos rasgados, cumpons fiscais amarrotados e apagados pela inexorÃ¡vel marcha do tempo;</p>
<p>Colocar em dia o cartÃ£o de vacinaÃ§Ã£o;</p>
<p>Renovar o passaporte e ir em busca de novos vistos, gostos e cheiros;</p>
<p>Aprender a tocar um instrumento e fazer sucesso nas farrinhas com amigues;</p>
<p>Comprar, em dez vezes sem juros, uma passagem para um lugar desconhecido;</p>
<p>Fazer uma visita ao Serasa, encarar uma filinha e negociar aquele pepino que anda atrapalhando a abertura do crediÃ¡rio na loja de departamentos;</p>
<p>Chamar aquela figura massa pra curtir um programinha a dois ou duas, na esperanÃ§a que a amizade ganhe novas cores e comprometimentos, com vistas a apresentar em casa e andar de mÃ£ozinha dada saltitante pela rua;</p>
<p>Articular e organizar um movimento mundial, intercultural, que vai transformar para sempre a histÃ³ria do planeta;</p>
<p>Planos, sonhos, perspectivas, desejos, proposiÃ§Ãµes, aÃ§Ãµes, ziriguiduns e balacobacos importantes e quetais.</p>
<p>Tudo muito bom, tudo muito bem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas sÃ³ depois do carnaval, formÃ´?</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/cada-coisa-em-sua-hora/" target="_blank">Cada coisa em sua hora</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Papo reto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 14:41:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[cocaÃ­na]]></category>
		<category><![CDATA[crack]]></category>
		<category><![CDATA[droga]]></category>
		<category><![CDATA[fim da proibiÃ§Ã£o]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[proibiÃ§Ã£o]]></category>
		<category><![CDATA[proibicionismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Proponho um exercÃ­cio simples. Nem cinco minutos. Vamo nessa? Ã‰ assim. Levanta a mÃ£o se vocÃª tiver algum ente querido que faz uso regular recreativo de alguma droga proibida. A definiÃ§Ã£o da substÃ¢ncia aqui, informo, nÃ£o passa por grau de letalidade, aceitaÃ§Ã£o social ou algo que o valha. Vamos deixar os &#8220;legais&#8221; de fora. Birita [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/drogas.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-5654" alt="drogas" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/drogas.jpg" width="400" height="90" /></a>Proponho um exercÃ­cio simples. Nem cinco minutos. Vamo nessa?</p>
<p>Ã‰ assim.</p>
<p>Levanta a mÃ£o se vocÃª tiver algum ente querido que faz uso regular recreativo de alguma droga proibida.</p>
<p>A definiÃ§Ã£o da substÃ¢ncia aqui, informo, nÃ£o passa por grau de letalidade, aceitaÃ§Ã£o social ou algo que o valha.</p>
<p>Vamos deixar os &#8220;legais&#8221; de fora. Birita e cigarro (maiores inimigos da saÃºde pÃºblica no Brasil) tÃ£o liberados. RemÃ©dios comprados na farmÃ¡cia de forma legÃ­tima tambÃ©m estÃ£o fora da brincadeira. A palavra-chave Ã© &#8220;ilegal&#8221;.</p>
<p>Por &#8220;droga ilegal&#8221; entenda qualquer substÃ¢ncia que nÃ£o pode ser vendida no Brasil (ao menos da forma com que foi adquirida).</p>
<p>Vale maconha, pÃ³, crack, LSD, MD.</p>
<p>Vale a lolÃ³ do carnaval. Vale lanÃ§a-perfume.</p>
<p>BarbitÃºricos, anfetaminas&#8230; Todos aqueles alopÃ¡ticos que se compram com maracutaia. RemÃ©dio pra acordar, remÃ©dio pra dormir sem receita mÃ©dica.</p>
<p>Em &#8220;ente querido&#8221; considere qualquer parente de primeiro ou segundo grau.</p>
<p>Pai, mÃ£e, irmÃ£os, irmÃ£s, primos, primas, tios, tias, essas coisas.</p>
<p>Lembrou? Levanta a mÃ£o.</p>
<p>Gente com quem vocÃª normalmente passa os feriados. Que se sente na obrigaÃ§Ã£o (ou na alegria) de desejar feliz aniversÃ¡rio.</p>
<p>Um namorado? Namorada?</p>
<p>Levanta aÃ­.</p>
<p>Uma amizade do bar, da faculdade, do trabalho ou da igreja. AlguÃ©m que vocÃª considera muito. Que vocÃª quer bem. A quem nÃ£o deseja nenhum tipo de mal.</p>
<p>Lembrou? Levanta.</p>
<p>Nesse ponto da brincadeira, sÃ³ hÃ¡ duas alternativas.</p>
<p>(a) vocÃª estÃ¡ com a mÃ£o levantada.</p>
<p>(b) vocÃª estÃ¡ mentindo.</p>
<p>Agora pensando agora nessa(s) pessoa(s) e em mais ninguÃ©m:</p>
<p>PermaneÃ§a com o braÃ§o levantado se vocÃª acha que o uso recorrente e recreativo desta droga ilegal qualquer NÃƒO ESTÃ hoje direta ou indiretamente prejudicando de forma grave a vida desta pessoas e a daquelas que estÃ£o Ã  sua volta.</p>
<p>Abaixe a mÃ£o se vocÃª acha que nÃ£o hÃ¡ nenhum problema se esta pessoa tiver que participar de uma ato infracional cada vez que precisa abastecer-se de sua(s) droga(s) de escolha.</p>
<p>PermaneÃ§a com o braÃ§o levantado se vocÃª deseja que esta pessoa deveria correr menos riscos de saÃºde e vida.</p>
<p>VocÃª acha que esta pessoa, por qualquer motivo (espiritual, de saÃºde, cultural, moral ou social), deveria reduzir o consumo ou mesmo parar de utilizar esta droga ilegal? Sem problemas. Mas nÃ£o abaixe a mÃ£o.</p>
<p>PermaneÃ§a com o braÃ§o levantado se vocÃª acha que esta pessoa nÃ£o estÃ¡ legal e precisa de algum tipo de ajuda mÃ©dica, psicolÃ³gica ou social.</p>
<p>Abaixe o braÃ§o se vocÃª acha que esta pessoa deve levar uma surra e sÃ³ assim aprenderÃ¡ o que Ã© &#8220;certo&#8221; e o que Ã© &#8220;errado&#8221;</p>
<p>Mantenha a mÃ£o lÃ¡ em cima caso vocÃª queira que esta pessoa esteja protegida da possibilidade de sofrer violÃªncia policial ou marginal.</p>
<p>Abaixe a mÃ£o se vocÃª achar que esta pessoa deve ser PRESA e enfrentar o sistema carcerÃ¡rio brasileiro.</p>
<p>Cansou o braÃ§o? Vamo jogar esse tabu no lixo e amadurecer de uma vez por todas essa discussÃ£o sobre polÃ­tica de drogas?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais sobre o tema na Bodega:<br />
<a href="http://www.bodega.blog.br/nareal/por-que-a-legalizacao-da-maconha-e-uma-questao-de-direitos-humanos/" target="_blank">LegalizaÃ§Ã£o da Maconha e Direitos Humanos </a><br />
<a href="http://www.bodega.blog.br/nareal/maconha-porta-de-saida/" target="_blank">A Maconha como arma para a reduÃ§Ã£o de danos</a><br />
<a href="http://www.bodega.blog.br/nareal/marche-na-marcha-10-motivos-para-a-legalizacao-da-maconha/" target="_blank">Dez motivos para a legalizaÃ§Ã£o da maconha </a></p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/papo-reto/" target="_blank">Papo reto</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>ObituÃ¡rios sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan Moraes Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 13:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AnaCrÃ´nicas]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[obituÃ¡rio]]></category>
		<category><![CDATA[rede]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Fulano morreu&#8221; &#8220;SÃ©rio? Que pena&#8230;&#8221; #RIPFulano #SomosTodxsFulano &#8220;Conheci Fulano em XXXX, no comeÃ§o da carreira. Mudou minha vida. Nem acredito que ficamo sem ele&#8221; &#8220;A obra XXXXX, de Fulano, marcou pra sempre minha caminhada. Descanse em paz&#8221; &#8220;Sempre fui fÃ£&#8221; &#8220;Adoooooro&#8221; &#8220;Fulano eterno!!&#8221; &#8220;Fulano, por que nos deixou?&#8221; &#8220;Porra, Fulano, agora que vocÃª ia lanÃ§ar [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/obituarios-sociais/" target="_blank">ObituÃ¡rios sociais</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/luto.jpg"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-5642" alt="luto" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2016/01/luto-430x286.jpg" width="400" height="286" /></a>&#8220;Fulano morreu&#8221;</p>
<p>&#8220;SÃ©rio? Que pena&#8230;&#8221;</p>
<p>#RIPFulano</p>
<p>#SomosTodxsFulano</p>
<p>&#8220;Conheci Fulano em XXXX, no comeÃ§o da carreira. Mudou minha vida. Nem acredito que ficamo sem ele&#8221;</p>
<p>&#8220;A obra XXXXX, de Fulano, marcou pra sempre minha caminhada. Descanse em paz&#8221;</p>
<p>&#8220;Sempre fui fÃ£&#8221;</p>
<p>&#8220;Adoooooro&#8221;</p>
<p>&#8220;Fulano eterno!!&#8221;</p>
<p>&#8220;Fulano, por que nos deixou?&#8221;</p>
<p>&#8220;Porra, Fulano, agora que vocÃª ia lanÃ§ar um novo trabalho? Cheio de planos pela frente?&#8221;</p>
<p>&#8220;Fulano morreu e Bolsonaro/Justin Bieber/Malafaia continua vivo&#8221;</p>
<p>&#8220;Conheci Fulano antes que todo mundo&#8221;</p>
<p>&#8220;Minha mÃ£e jÃ¡ me ninava falando do trabalho de Fulano&#8221;</p>
<p>&#8220;Pois a minha jÃ¡ gostava de Fulano antes de ele saber que queria um dia ser artista/polÃ­tico/professor/jornalista/celebridade&#8221;</p>
<p>&#8220;2014 que nÃ£o acaba&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Esse ano tÃ¡ morrendo gente que nunca tinha morrido&#8221;</p>
<p>&#8220;Galera, nÃ£o percam. TÃ¡ passando agora no canal XX um documentÃ¡rio sobre a carreira de Fulano&#8221;</p>
<p>&#8220;Ahhh, agora que morreu, todo mundo gosta de Fulano&#8221;</p>
<p>&#8220;Fulano morreu por culpa dele mesmo. Quem mandou fazer isso e isso e isso?</p>
<p>&#8220;Fulano morreu porque nÃ£o rezava&#8221;</p>
<p>&#8220;Por que vocÃªs nÃ£o falavam tanto de Fulano quando ele era vivo?&#8221;</p>
<p>&#8220;Por que vocÃªs nÃ£o falavam tanto que a gente nÃ£o falava tanto de Fulano quando ele era vivo?&#8221;</p>
<p>&#8220;Fulano Ã© modinha&#8221;</p>
<p>&#8220;Aos 13 anos, Fulano tirou catota do nariz na frente da professora. Sempre foi um escroto. Nunca me enganou. Fodam-se os fÃ£s de Fulano e tudo o que ele representa&#8221;</p>
<p>(&#8230;) 981.273.948.712.938 posts depois (&#8230;)</p>
<p>&#8220;Gente, Ã© sÃ©rio que Fulano morreu?&#8221;</p>
<p>&#8220;Nunca tinha ouvido falar de Fulano&#8221;</p>
<p>&#8220;Nunca tinha ouvido, nem quero ouvir falar de Fulano. NÃ£o sei pra quÃª essa comoÃ§Ã£o toda&#8221;</p>
<p>&#8220;NÃ£o acredito que tanta gente assim gostava de Fulano. Que coisa mais doida. Ã‰ sÃ³ porque ele morreu?&#8221;</p>
<p>&#8220;Quem nÃ£o conhece Fulano, ainda dÃ¡ tempo de conhecer. Sua obra Ã© eterna e sobreviverÃ¡ para sempre&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;NinguÃ©m fala mais sobre Fulano?&#8221;</p>
<p>&#8220;Fora Cunha, Fora Dilma, Fodam-se os Coxinhas, os Petralhas, as Empadas e os Quibes!!&#8221;</p>
<p>(foto de gato).</p><p>The post <a href="https://www.bodega.blog.br/anacronicas/obituarios-sociais/" target="_blank">ObituÃ¡rios sociais</a> first appeared on <a href="https://www.bodega.blog.br/" target="_blank">Bodega</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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