<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" gd:etag="W/&quot;Ck4AQnYzfCp7ImA9WhRaE0Q.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183</id><updated>2012-02-16T07:15:43.884-04:00</updated><category term="Abstração" /><category term="Reflexão" /><category term="Romance" /><category term="Espírito Zen" /><category term="Lições da Vida" /><category term="Mundo Animal" /><category term="Mundo Verde" /><category term="Extraterreno" /><category term="Pauta Diária" /><category term="Memórias" /><category term="Festividades" /><category term="Nosso Idioma" /><category term="Sobrenatural" /><category term="Físico em Foco" /><category term="Recortes" /><title>Contos de Acasos</title><subtitle type="html" /><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/" /><link rel="next" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/blogcontosdeacasos" /><feedburner:info xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" uri="blogcontosdeacasos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;A04MQX47eCp7ImA9WhRUFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-8000742176307588773</id><published>2012-01-13T18:18:00.017-04:00</published><updated>2012-01-26T08:13:00.000-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-26T08:13:00.000-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pauta Diária" /><title>RETRATO DE UM DIA SÓ</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4Y8qx4wQPKM/TxCuVLTTA3I/AAAAAAAAB8o/hzPu97PURpo/s1600/retrato+de+um+dia+s%25C3%25B3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-4Y8qx4wQPKM/TxCuVLTTA3I/AAAAAAAAB8o/hzPu97PURpo/s1600/retrato+de+um+dia+s%25C3%25B3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;A leve garoa deste inverno dispersa o confuso rumor da vida em movimento nas ruas. O tempo sentado à beira do dia, a tudo observa. Com seu sopro, seu fuso, sua adaga, entrecorta os caminhos de cada um, apontando a feitura de anos atrás de outros anos com dias como o de hoje. Desse jeito assim, em manhãs que hesitam entre chover ou só nublar. Manhãs minhas e dos outros, dentro da maré que leva e traz o mar manso ou revolto às praias do nosso sentir. E logo depois chegam as noites fora dos calendários. Aquelas que ensinam os mistérios da vida e que se demoram tanto, que o dormir e o acordar podem custar séculos. Séculos de memórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Eu e meus pensamentos percorremos meio mundo da cidade esta manhã. Quero guardar um panorama dos acasos de um dia só. Procuro inspiração nas paredes das casas que me viram passar. Mas foi na pequena praça ao lado do semáforo vermelho, que pintei este retrato. A pracinha faz um bem-casado com a igreja da paróquia. Ensombrado por árvores de maior porte cercadas de bancos de concreto, o largo oferece um oásis convidativo ao lazer. Borbulha o trânsito de pessoas por ali. Enquanto o congestionamento me segura em vários ciclos do farol, observo a paisagem humana ao redor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Meu olhar se planta com uma carga de ternura sobre um casal de idosos que caminha de mãos dadas, carregando pencas de bravuras nas histórias para manter o laço até à velhice. A criança robusta tem o rubro nas bochechas pelo esforço em suster a coleira do cãozinho no encalço de um pombo mais que abusado bicando no chão. O barulho de um grupo de jovens irrompendo praça adentro derrama adrenalina na trilha de caminhada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;Num banco mais distante, o jornal aberto para leitura, recebe o disparo de uma bola de tênis do garotinho de cabelos encaracolados afoito em ganhar a atenção do distraído pai.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;&amp;nbsp;Nessa mesma hora, a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;rrastando o peso dos anos nos pés, dois aposentados animados portam um tabuleiro à procura de um canto para o habitual jogo de xadrez. Mais afastado, os dois jovens namorados passeiam devagar, levando o sol dentro de si. Ao lado, na borda da jardineira de Ixoras, as mãos trêmulas da velha senhora perambulam por fotos antigas a lhe trazer a comoção do passado. Sob a sombra do imenso Flamboaiã ao centro, uma mãe em idade de primavera se aplica extremosa em ajustar o andar trôpego do filho deficiente, como se cuidasse de uma flor em redoma. E o efeito colateral do amor cresce na pele de quantos virem aquele quadro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;No outro lado da rua corre a tênue luz dum mundo já sem mundos, para o moleque entregue ao fundo abandono e tão consumido pela fome. Recebe com quatro mãos a latinha com sobra de refrigerante de um estudante que passa com fone de ouvido e andar ritmado pela música. Espichando o olhar comprido de solidão, dá ouvidos ao coração e ri das travessuras das crianças na praça. E enquanto recordações soturnas alimentam as suas horas nos ponteiros do relógio da capela, espera a sorte lhe atirar um bocado qualquer de comida a lhe sustentar os ossos naquele dia. Quem lhe dera que tanto sofrer passasse, ou não passando, sarasse...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Os hábitos urbanos da cidade grande embrutecem a percepção e judiam dos nossos sentidos, mas penso que o ser humano, onde quer que se encontre, tem uma enorme necessidade de se relacionar e ser feliz. Cada um, do seu jeito, vive e se relaciona da forma que aprendeu. Desde cedo, despeja no trato quotidiano habilidades de convivência incorporadas, ainda que o silêncio seja todo assunto que tenha para contar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;As relações são a trama da vida, onde o aprender a amar transforma o viver em uma arte. Amar e relacionar-se têm o mesmo sentido. Somos desenhados para nos conectarmos, marchamos em contínuo exercício de enviarmos e recebermos mensagens em relações presenciais e virtuais com o semelhante. Somos inseparáveis do Universo e vivemos numa rede de relações que inclui tudo, não importando nossa anuência ou ciência disso. Não existimos separadamente dos demais, nossos sentimentos próprios se misturam às realidades alheias. Há um elo entre nós próprios e todas as almas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Quando nossa alma interage com a nossa realidade em perfeita consciência e harmonia, o amor também se expande e a tudo abarca. Requisito necessário é o amor a quem persegue a felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Comunicar-se praticando a empatia, colocar-se no lugar do outro&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;no meu pensar – garante o preparo para a ciência e arte do relacionamento e para a experiência de se conectar. Como o nome por dentro das fotografias dos personagens deste conto, soletrando os números dos encontros e desencontros vividos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;O verde do sinal me chama de volta ao trânsito. O aroma desta manhã cinzenta deu acabamento à minha obra. Sigo pela via lentamente, ajustando minha biografia e guardando o que de bom me trouxeram as relações, sem catalogar os reveses, porque seria como arrancar penas a pássaros feridos. Meus passos estão de visita neste cenário, mas têm o desígnio de me ascender ao conhecimento pleno do meu deserto onde cultivo canteiros de mudas das lições que aprendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;É preciso buscar ser feliz para descobrir em que medida o amor é dosado, para que a vida não seja em vão. No retrato deste dia, há sonhos, sorrisos, silêncios, coração. E enquanto houver coração, o amor terá abrigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://www.contosdeacasos.blogspot.com/"&gt;&lt;img border="0" oncontextmenu="return false" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7I9kS55o7A/Tqdjp4JCDZI/AAAAAAAABcs/94_L1EfnkO0/s1600/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.................................................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 53&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=8000742176307588773" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-8000742176307588773?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/8000742176307588773/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=8000742176307588773" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8000742176307588773?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8000742176307588773?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2012/01/retrato-de-um-dia-so.html" title="RETRATO DE UM DIA SÓ" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-4Y8qx4wQPKM/TxCuVLTTA3I/AAAAAAAAB8o/hzPu97PURpo/s72-c/retrato+de+um+dia+s%25C3%25B3.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C04ARHk6cCp7ImA9WhRXEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-3189970834920348766</id><published>2011-12-17T10:20:00.002-04:00</published><updated>2011-12-17T10:25:45.718-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-17T10:25:45.718-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Festividades" /><title>NOVO EU</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fZhY8mLu-7I/Tuqp8692W6I/AAAAAAAAB8I/ar3R0YGZyMo/s1600/Crian%25C3%25A7a+abandonada.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fZhY8mLu-7I/Tuqp8692W6I/AAAAAAAAB8I/ar3R0YGZyMo/s1600/Crian%25C3%25A7a+abandonada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Quando o calendário inicia a contagem do último mês do ano, Céus e Terra falam de celebrações. Nesta época, a temperatura foge da medida das quatro estações e cria um clima único, com cheiro próprio de festas para aninhar o contagiante espírito natalino. A aragem vibrante, típica desse período na minha cidade, borrifa as acácias floridas, enche a copa das árvores de gracioso movimento e o tempo começa a pulsar desde o raiar das manhãs. É o fim do ano trazendo a graça dos seus ares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A esperança parece tomar corpo em nossa forma de pensar e agir, à beira dos ventos de um entusiasmo incontido a desenhar a ternura dos dias de Dezembro. Os rituais preparatórios dos festejos calibram os batimentos dos temperamentos mais afoitos. No calor preliminar de fetiches e fantasias, torres de presentes são montadas com euforia, totens de conquistas são construídos e armados como troféus. Risos, ceias e brindes estão na pauta da contagem regressiva. Neste ciclo mágico, um ânimo intenso de espiritualidade me nasce precoce no sangue, e coloca minh’alma encoberta embaixo de cada lembrança que me traz o Natal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Mas aqui percebo que os natais me custam alguns questionamentos sobre a verdadeira essência deste evento. E me pergunto se nesta data, o nascimento do Divino Nazareno – o Rei dos excluídos de todos os tempos – está, de verdade, no foco das comemorações entre os povos. Às vezes me parece que a herança de Amor sem fronteiras legada por Jesus de Nazaré ainda não transvazou para as artérias de muitos. Enquanto grande parte da burguesia aguarda o Natal assentada em suas riquezas, enclausurada em si mesma, o portal da exclusão social se faz acanhado, reunido na solidariedade de poucos. Muitos são os chamados, mas poucos são os que atendem ao convite para uma ajuda humanitária. Pessoas em todo o Globo se confraternizam com o nascimento do Sublime Galileu para vê-lo morrer, no instante seguinte... em cada palavra impregnada de silêncios, em cada gesto de descaso, em cada omissão consciente, em cada destrato à vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Entre as luzes de adorno que ornam as sombras urbanas e tingem o céu de vapores afogueados, reina a lua cheia como testemunha soberana, quieta e taciturna como meu coração condolente, a escutar o sussurro da humanidade imersa no burburinho das vésperas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;O Universo transborda, inundado de votos e pedidos enviados ao cosmos, vindos de um mundo controverso. Na senda dos espaços incomensuráveis, a atmosfera leva o coro das vozes dos homens de bem, mas está intoxicada com a ganância dos homens de pouca fé. Homens que se dizem civilizados, mas não conseguem viver sem ensanguentar a paz com gritos sequiosos de guerra, ou sem transformar o paraíso terrestre em um inferno de queimadas, de lençóis freáticos envenenados, de florestas ceifadas, de espécimes animais dizimadas. Homens de fé nenhuma capazes de tornar o mais fecundo oásis em deserto árido e inóspito, onde milhares de crianças esquálidas e famintas, sofrendo suas dores no corpo e na alma, sequer dispõem de forças para cantar “Noite Feliz”. Sob o lume trêmulo do desejo de sobreviver, essas vítimas do abandono, ainda que acometidas pelo mesmo mal, acariciam o uivo da fome dos irmãos menores, com o estômago encostado na espinha e os olhos a fugir das órbitas, varados de banzo pelos entes queridos que se quedam no caminho. Anseiam pelo milagre de um simples ato humano a estender-lhes a mão e saciar-lhes a fome de amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Aquelas imagens todas teimam em colidir-me de frente e se precipitam sobre as minhas mãos pensativas. É que a existência tem gosto ácido para quem desenvolveu a postura de estar comprometido com a vida. É preciso chama para sonhar o belo, forças para realizar o útil, porque o real é indócil, complexo e farto de distrações. Por isso, a cada ano, morremos um pouco na impotência de mudar o mundo, de cobrir com bálsamos o mar das esperas dos aflitos, cujas lágrimas furtivas expõem almas em frangalhos. Para que este Natal seja real, como apregoam as crenças e a mídia consumista, precisamos recriar o amanhã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Um amanhã com espaço alinhado ao coletivo. Porque o Sol e a Lua se revezam para nos trazer os dias e as noites, à espera de nossas férteis ações. Porém, quase sempre os nossos propósitos pairam no traçado das ideias. Planos de mudar, reparar, avançar, são renovados em soberbos discursos de elegantes vocábulos sem convicção nenhuma. Desejos de ser e fazer melhor, tinem no levantar de taças e cálices para os brindes ao clarão dos fogos de artifício do dia 25. Mas, tal qual as bolhas do vinho espumante, todas as promessas morrem no céu da boca, não chegam até o coração. Nada acontece. A metamorfose não se perfaz. Há que se abrir a tampa do peito para uma faxina. Começarmos os preparativos por nós mesmos perscrutando o nosso interior, já é um bom ganho. Há pesos a levantar que são nossos ossos pessoais, até nos colocarmos em paz com as pessoas do nosso convívio. Olharmos em volta da nossa cômoda rotina e enxergarmos as possibilidades para socorrermos os que nos estão próximos ou distantes, é o vitorioso passo seguinte. Aqui está o mistério da nossa fé: a capacidade de sairmos de nós mesmos e nos arriscarmos a fazer diferença. Penso que é assim que nasce uma nova pessoa em nós: com uma mudança de atitude, a partir de uma tomada de consciência. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E na noite em que a Luz nasceu, imagino que também há algo espiritual que possa ligar a figura dos profetas, dos monges, dos poetas, dos filósofos, dos homens de boa vontade, de todos os credos, raças e castas, para magnetizar o hálito das palavras numa oração, que em uníssono, potencialize o nosso contato com o Altíssimo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Tal como os Reis Magos guiados pela Estrela de Belém, podemos depositar ao pé da manjedoura a nossa prece. Em nome do amor universal, como se no Presépio estivéssemos, elevamos o nosso pensamento ao Jesus Menino e, numa comunhão cósmica e transcendental, pedimos pela recuperação dos sofridos e indefesos irmãos onde quer que estejam. Pela restauração do Planeta dilapidado, com a Natureza em decadência. Pela elevação da consciência dos que exercem o poder de mando sobre as Nações. Pelo milagre da transformação no coração dos ímpios. Pela expansão da paz entre todos. E deixamos como penhor do pedido, a garantia de fazermos a nossa parte,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ainda que com pernas trôpegas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Que o brilho do Amor sacramente o nosso envolvimento com o novo ser desperto em nós nesta noite, para que perdure por todas as noites das nossas vidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Hosanas ao nosso “novo eu”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Assim eu acredito em mudanças. Podemos brindar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://www.contosdeacasos.blogspot.com/"&gt;&lt;img border="0" oncontextmenu="return false" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7I9kS55o7A/Tqdjp4JCDZI/AAAAAAAABcs/94_L1EfnkO0/s1600/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.................................................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 52&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=3189970834920348766" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-3189970834920348766?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/3189970834920348766/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=3189970834920348766" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/3189970834920348766?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/3189970834920348766?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/12/novo-eu.html" title="NOVO EU" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-fZhY8mLu-7I/Tuqp8692W6I/AAAAAAAAB8I/ar3R0YGZyMo/s72-c/Crian%25C3%25A7a+abandonada.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0AGRHwzeSp7ImA9WhRSFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-5725814550213480779</id><published>2011-11-14T11:43:00.008-04:00</published><updated>2011-11-16T12:42:05.281-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-16T12:42:05.281-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pauta Diária" /><title>EM TRÂNSITO COM O INIMIGO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gnPTh3mb4rE/TsE29PjttBI/AAAAAAAABrY/pkQy3jwb1zE/s1600/Vagalume.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-gnPTh3mb4rE/TsE29PjttBI/AAAAAAAABrY/pkQy3jwb1zE/s1600/Vagalume.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gnPTh3mb4rE/TsE29PjttBI/AAAAAAAABrY/pkQy3jwb1zE/s1600/Vagalume.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na porta de saída do &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt; a chuva miúda desencorajava o acesso aos carros no estacionamento. Enquanto avaliava a disposição das nuvens para derramar tantos pingos com aquela impudente preguiça, pressenti um olhar insistente de alguém sobre mim. Voltei a cabeça para o lado e reconheci um semblante de outros tempos. Ela, sempre tão próspera, mantinha a íris fumegando ao clicar cada movimento meu. O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mesmo olhar fulminante do passado me escaneava de cima a baixo, mapeando cada possível alteração entre o ontem e o hoje. Tudo naqueles olhos gotejava iras amordaçadas. Era ela, à época, uma conta do meu rosário de penitências, um desafeto de papel passado com ideia fixa em me declarar guerra. Ora pela concorrência tola por notas no curso acadêmico, ora por outras miudezas do mesmo naipe. I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;nstintivamente, um arquivo da minha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;coleção de fábulas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; foi carregado na minha memória ram, mais ou menos nestes termos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um inocente vaga-lume movia-se fosforescendo entre a folhagem que cobria o chão da floresta com um manto verde-musgo. Tal como uma estrela sozinha, alumiava todo o raio de alcance de sua pequena centelha, simplesmente, por dar o melhor de si. Cintilar era sua especialidade e as noites eram suas naquele mundo onde as sombras se banhavam no clarão do luar, porém o seu pisca-piscar intenso sinalizava a direção do seu rastro. Uma serpente de hábitos noturnos, rastejando a densa relva, percebeu na escuridão as faíscas luminosas enfeitando os arbustos. Quieta, sob os ramos soltos, mirava entre uma e outra nesga de luz aquele sobrevoo rico de lampejos. E como a noite dali lhe parecia mais bonita!... Invadida por sentimentos tormentosos, inquietou-se com a marcante presença do pequeno inseto. Querer ser assim não basta, há que destruir quem o é. Decidiu aniquilá-lo e deu início a uma implacável perseguição sem trégua. O pirilampo, tomado de pânico, desconhecendo as razões para tamanha fúria, ocultava-se do foco hipnótico da feroz predadora e disparava numa corrida sem norte. Assustado e ofegante, embrenhava-se erradio mata a dentro, sem faiscar, à procura de um socorro. O agoniado encalço prolongou-se por três dias, mas a peçonhenta não desistia, obcecada em eliminar da sua vista criatura com tal recurso. Já de fato, não mais restava, nem tempo, nem energia para aquele pequeno corpo livrar-se da treva de tão grande ameaça. Acossado na cavidade de uma rocha, cansado e já sem forças, o vaga-lume, sem saber que rumo dar às lágrimas, perguntou à cruel caçadora: - Posso lhe fazer uma pergunta? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Não costumo abrir esse precedente para ninguém - respondeu o réptil com olhar de desdém - mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar. Gaguejando, a vítima encerada por todos os medos, arriscou: - Pertenço a sua cadeia alimentar? – Não – resmungou a rastejante com indiferença.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Intrigado com a falta de propósito, prosseguiu o vaga-lume: - Eu te fiz algum mal? – Não - bufou a cobra, serpenteando para mais perto. Nesse momento, o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; ofídio venenoso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; se enrodilhava impaciente, armando o bote fatal. Atônito, sentindo o hálito tétrico da morte a paralisar suas minúsculas asas, o frágil inseto ainda quis saber: - Então, por que me persegue, por que você&amp;nbsp; quer acabar comigo? Num berro retinindo lá das vísceras, a víbora revelou: - Porque não suporto ver você brilhar!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;O quotidiano da humanidade está infestado de cobras perseguindo vaga-lumes. De condutas prejudiciais violando valores, só pela volúpia de vencer. De gente atropelando gente disputando vanglórias, quando a inveja e despeito inúteis rivalizam próximos e até distantes. Carece estar alerta para sair com um mínimo de escoriações das investidas adversas. Escolher em quem confiar tornou-se questão de sobrevivência. Resguardar-se da exposição a bombardeios diários de ondas e atitudes escuras nas relações sociais e profissionais, é investimento em saúde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Na escola da vida real, essa aula de convivência com o inimigo em trânsito nesta dimensão terrena, é de difícil assimilação para alguns. Extremamente difícil, eu diria, quando se sofre um ataque injusto vindo de alguém semelhante a nós: mortais nascidos para um processo de experimentação de viver e aprender. Nessas circunstâncias, a tendência do espírito ferido é empunhar as armas e levantar a foice para o golpe. É quando as energias negativas da raiva derivada de tais experiências, cravam resíduos de intoxicação no próprio campo magnético do emissor, abrindo um círculo de poluição tão denso que somatiza, inexoravelmente, as doenças no corpo físico.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todo esse circuito nocivo é regado, desde a raiz, pela emoção liberada no ressentimento. O ressentir é o mesmo que sentir de novo o que já passou. É como ignorar o presente e dar as costas ao futuro, privar-se do progresso e da prosperidade. Urge desatar tal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; fardo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deixar de ressentir é se libertar. Ninguém, em mente sã, se dispõe a ficar prisioneiro de algo que faz mal a si mesmo, normal é almejar se livrar de tal &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;suplício&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Assim, a atitude que neutraliza o ressentimento, a vacina que imuniza contra a corrosão do ressentir, se chama... perdão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Bem sei, parece teoria fantasiosa de inviável aplicação prática, mas perdoar é uma atitude racional, é um ato inteligente de autopreservação. É uma religião no sentido de religar-se a Deus pela compreensão de si mesmo. O perdão é interior, ocorre em domínio reservado do nosso plano mental. Não requer reconciliação ou uma exteriorização amistosa com o ofensor. Não significa aceitar o comportamento que nos prejudicou ou que ofendeu a outros, nem renunciar valores que foram profanados. É um “deixar ir”, um corte para desprender o grilhão, uma permissão a si mesmo para ser livre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Porém, o primeiro passo para perdoar é o querer. Um querer pessoal, intransferível e urgente, mas quem se demora na margem, sofre atraso em caminho. No caminho do avanço, da mágica transcendência no contexto da experiência humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Finalmente, a chuva buscou outros pastos e deixou uma fina garoa a lembrar de sua passagem naquela tarde. Todos começaram a se dispersar e esvaziar a porta. A minha arqui-inimiga continuava recostada no portal de entrada numa moldura de gelo e ranço. O olhar de Medusa pronto a me petrificar, certamente não deixa no peito o coração enxergar de dentro. Inevitável cruzar com a sua presença na passagem para a saída. Nunca entendi que proveito teria a hostilidade ostensiva e obstinada daquela colega, a troco de insignificâncias, mas sei que há lutas e dores que só o Juiz Supremo pode julgar em sã consciência. Avançando para o lado de fora do &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt;, reunindo tudo que já aprendi, olhei de frente para a moça e entre um ligeiro meio sorriso, pronunciei mentalmente estas palavras sem mexer os lábios: “Em pensamento eu te saúdo”. E fui passando. Não importa se isso teria ou não algum efeito, alguma validade ou qualquer mérito. Mais uma vez, emiti um selo de concórdia. Saí em paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Namastê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://www.contosdeacasos.blogspot.com/"&gt;&lt;img border="0" oncontextmenu="return false" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7I9kS55o7A/Tqdjp4JCDZI/AAAAAAAABcs/94_L1EfnkO0/s1600/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.................................................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 51&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5725814550213480779" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-5725814550213480779?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/5725814550213480779/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=5725814550213480779" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5725814550213480779?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5725814550213480779?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/11/em-transito-com-o-inimigo.html" title="EM TRÂNSITO COM O INIMIGO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-gnPTh3mb4rE/TsE29PjttBI/AAAAAAAABrY/pkQy3jwb1zE/s72-c/Vagalume.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUEMQn4_fip7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-7681061574644094600</id><published>2011-10-09T11:06:00.017-04:00</published><updated>2011-10-26T20:01:23.046-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T20:01:23.046-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Memórias" /><title>REMONTAR PARA MELHOR FICAR</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ukf01NTQnzw/TpG4BrtZH8I/AAAAAAAABb4/RumEGJLJG0o/s1600/Quebra-cabe%25C3%25A7a.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ukf01NTQnzw/TpG4BrtZH8I/AAAAAAAABb4/RumEGJLJG0o/s1600/Quebra-cabe%25C3%25A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Todos temos momentos lúdicos a cobiçar-nos a lembrança em passagens vividas com alguém querido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Muito pequena, dava por mim, remexendo apetrechos na rústica bancada do meu pai. Um baú de metal pesado organizava um ferramental completo, de todos os tamanhos e aplicações. E na ponta dos pés ante a mesa de apoio, aguardava, embevecida, o momento daqueles brinquedos entrarem em ação, quando uma profusão de minúsculas pecinhas, molas e parafusos se enfileiravam para os revezamentos das ferramentas durante o processo de reanimação de algum eletrodoméstico. Espreitar aqueles reparos que estendiam uma sobrevida aos utensílios, trazia a mim um sabor de puro recreio. Era nato em meu pai “fazer cirurgia” em qualquer objeto carente de conserto ou transformação, do mais simples ao mais complexo, do antigo ao moderno. Era seu &lt;i&gt;hobby&lt;/i&gt; desmontar por inteiro qualquer tipo de aparelho para recuperar-lhe o dano sofrido. Ao chegar do trabalho, lia nas folhas das árvores as intenções de bom tempo sem raios, para dar vazão à arte de desmontar e remontar para melhor ficar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Na época, o rádio tinha grande importância no cenário doméstico. Porém, estava sujeito a contrair chiados indesejados que contaminavam a audição de músicas, notícias e futebol. E vez ou outra, chegava um romeiro com o rádio enfaixado para o atendimento ambulatorial. Lá nos fins de tarde, as vísceras de cada caixa eram expostas sobre o curtido couro do risk-rabisk para receber do exímio curador a devida solda ou enxertos, e voltar aos braços do dono tinindo como novo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Mesmo em qualquer festejo entre amigos, meu pai não desligava o apurado ouvido. O faro para isolar um vírus causador de estragos, corria-lhe no lugar do sangue. Um ruído estranho ao funcionamento de qualquer objeto ganhava o seu interesse e o enfermo acabava recebendo uma “senha” (ou uma sina?) para ser desmanchado e consertado. Assim, com a perícia a escorre-lhe dos dedos, ajudava amigos e vizinhos, conhecidos e desconhecidos, parentes e aderentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Tempos depois, as televisões com tubos de imagem passaram pelas habilidosas mãos do cirurgião a conferir-lhes imagem limpa, sem chuviscos. Antes dos exames laboratoriais, o tino rastreador do especialista detectava a enfermidade e a prescrição segura para a cura. Na bancada de operação para extração do enguiço, o gabinete da TV hibernava oco, anestesiado, à espera das dezenas de peças abertas e separadas para os acertos devidos. Bisturi, digo, instrumentos a postos, e mais uma delicada e complicada intervenção se realizava com precisão cirúrgica, coroada de sucessos. Saía o ex-infectado já convalescido por uma overdose de beleza e funcionalidade, com um jeito de quem assobia uma dúzia de pavulagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E tal como os outros, os novos eletrônicos que se seguiram com o avançar da tecnologia, ao apanharem qualquer virose na vizinhança, tinham os cuidados garantidos pelo Sr. João em suas horas de folga. Estava decretada a desagregação de todos os circuitos e fiações numa poça de pecinhas para estudar-lhes a anatomia e analisar as condições físicas de cada item, justo para evitar aqueles males futuros que geram lamentos pela falta do &lt;i&gt;checkup &lt;/i&gt;no primeiro indício de falha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Um Fusca era seu quase bicho de estimação, seu primeiro parceiro nas andanças para o trabalho. Dispensava ao seu maior paciente tratamento prioritário na ordem da fila de curativos e tratamentos, afinal conhecia cada órgão do velho carango. E assim, troca de velas, platô, disco, e outros agrados, se operavam no circuito doméstico com terapia caseira. Ruídos anormais no motor, menores que fossem, recebiam a sentença do desmonte. A partir daí começava a diversão. Suspensa, a carroceria vazia espiava, pacientemente, as centenas de pecinhas arrumadas em grupos no chão da garagem. Haveria o mestre de empregar seu olho clínico em cada parte. Depois de horas gastas com raios X em cada seção, seguia-se a assepsia e cauterizações indicadas a sarar as deficiências, até que o processo de remonte se completasse com inteira aprovação. Até que seu cenho, calejado de gestos mansos e firmes, esboçasse um meio-sorriso com a obra pronta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por essa época - já tinha o tempo corrido alguns anos - meu filho caçula ganhou o primeiro brinquedo mais elaborado, depois do chocalho - uma miniatura metálica de carro esportivo - para entreter seus dois anos de vivacidade alimentada por energia em alta frequência. Depois de algumas experiências barulhentas pela casa, um&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; silêncio demorado me acendeu um pisca de alerta na mente. Corri a ver o que se passava, e lá estava ele, absorto, com olhar de gente grande, segurando o carrinho completamente desmantelado, dissecando cada pedaço. Daí em diante, salpicado de resquícios genéticos entranhados nos poros, o pequeno submetia todos os brinquedos, irremediavelmente, ao “exame” dos componentes internos e suas respectivas engenharias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Meses depois, num certo dia nublado pelas cores sombrias do suspense, toda a família foi surpreendida com um imprevisível defeito no peito do meu pai. O coração pedia arrego. Levado às pressas para um centro mais avançado do País, a Misericórdia Divina permitiu que o tórax fosse aberto, órgãos, aurículas e ventrículos expostos para pontes, enxertos, soldas e outras costuras a lhe restaurar a integridade de toda a região coberta pelos domínios do coração. Desta vez foi o Criador quem, mexendo com as peças gastas naquele barro teimoso, soprou-lhe uma segunda vida e devolveu a regularidade de seu caminhar na Terra, apagando todas os vestígios e sequelas da crise cardíaca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E assim, com uma garra a se espraiar triunfante, retornou ao prazer de ajudar toda gente, por mais uma geração, com a disposição a tiracolo, intenso e resistente, como se de aço fosse feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Até que um dia, aos oitenta e um anos, cheio de entusiasmo pela vida, lúcido e vigoroso, recebeu inesperadamente uma intimação mais que urgente do Altíssimo para comparecer ao céu. Era chegado o entardecer de todos os seus abraços. Penso que havia muito trabalho lá em cima a fazer e o Senhor Deus contava com o seu auxílio, pois subitamente meu pai mudou o domicílio para um endereço celestial, certamente em cumprimento de nova missão. Embora a chaga pela sua ausência interminável me seja caiada de sangue, vívido é o exemplo deixado com o seu proceder como valente guerreiro na trilha do bem, ao longo das estações. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Por tudo que vivi e aprendi rente aos seus dias, restou uma chancela gravada em meu peito, ao peso da força de um sinete em brasa: “&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #e69138;"&gt;Ainda que agruras da vida venham a me desmanchar em lágrimas ou despedaçar minhas convicções, sei que posso reunir os cacos, remontar as quebras com mais fibra e seguir em frente, mais forte que nunca&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;”. E hei de lembrar disso, sempre - quanto o meu sempre durar - está cunhado em meu coração em lugar reservado às memórias do meu pai.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;***************************************************&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Numa coincidência singular, minha irmã e eu&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;escrevemos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;sobre&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o mesmo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;tema, ao mesmo tempo, sem prévio acordo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Segue o link do site da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;poetisa &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: orange;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rosa Clement&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.sumauma.net/amazonian/cronicas/cronicas-pai.html"&gt;http://www.sumauma.net/amazonian/cronicas/cronicas-pai.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;***************************************************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7I9kS55o7A/Tqdjp4JCDZI/AAAAAAAABcs/94_L1EfnkO0/s1600/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 50&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=7681061574644094600"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-7681061574644094600?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/7681061574644094600/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=7681061574644094600" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7681061574644094600?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7681061574644094600?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/10/remontar-para-melhor-ficar.html" title="REMONTAR PARA MELHOR FICAR" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Ukf01NTQnzw/TpG4BrtZH8I/AAAAAAAABb4/RumEGJLJG0o/s72-c/Quebra-cabe%25C3%25A7a.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcMQXs-fyp7ImA9WhRTF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-1407934652444294753</id><published>2011-09-17T13:15:00.013-04:00</published><updated>2011-11-07T23:14:40.557-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-07T23:14:40.557-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recortes" /><title>O FAZ DE CONTA NA RAIA POLÍTICA</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eCgy3d27BEc/TnTa0DKKVPI/AAAAAAAABb0/23JE213OHj0/s1600/Brasil+pintado+-+Estados.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-eCgy3d27BEc/TnTa0DKKVPI/AAAAAAAABb0/23JE213OHj0/s1600/Brasil+pintado+-+Estados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Era uma vez… Esta expressão tinha o efeito de uma senha para acesso a espaços de outros mundos. Tinha o condão do teletransporte de uma simples mortal, como eu, à Terra do Nunca de Peter Pan, ao País das Maravilhas de Alice, aos castelos de heróis invencíveis e segredos milenares. Qualquer aventura bem traçada com a instigante abertura dessas três palavrinhas ganhava a minha irrestrita atenção. Toda criança de menor ou maior idade já passou por esse portal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hoje, sem ir muito longe, percebo que viver num mundo de faz de conta faz parte dos nossos ensaios diários. Em todos os campos da atividade humana, poções engenhosas mascaram a verdadeira aparência de atos, fatos e tratos, mas a mim impressionam os mistérios do mundo encantado na raia política que circunda a nossa República, especialmente quando, no faz de conta para a imprensa, cria “realidades” com premissas irreais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O frenesi midiático, de forma recorrente, canta aos quatro ventos que o Brasil tem um pé no Primeiro Mundo. Como se possível fosse tal passe de mágica no atual contexto com tantas circunstâncias adversas. Meu leigo pensar infere que existem proezas a cumprir em árdua escalada por pedras e espinhos antes de chegar ao cume.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, nossos políticos e governantes teatralmente fingem que sabem o que dizem, juram que são transparentes no que mostram, que desconhecem o que escondem. E a população, incauta e de pouco saber, anestesiada com bolsas, promessas e outros encantamentos, faz de conta que acredita. Onde estão nossos heróis aclamados publicamente? Nossos supostos salvadores negociam em moedas diferentes das pactuadas nas urnas, barganham potes de vantagens numa teia alinhavada por duendes diplomados em &lt;i&gt;lobby&lt;/i&gt;. Os poucos guerreiros combatentes estão extenuados. E o País tem, em seu pergaminho de visitas, registros e análises repletas de certezas da nossa marcha para o Primeiro Mundo. Os personagens do alto escalão apregoam - como mágicos da corte - fórmulas certeiras a garantir um salto para o altar. Minha bola de cristal me diz que há muita ficção, mitos e fantasias nos ares palacianos do Executivo. Penso que com tantas carências sociais não resolvidas, tantas enfermidades políticas crônicas, mesmo com todos os recursos dos contos de fadas, o tão querido Gigante Adormecido corre o risco de continuar em sono profundo por muito tempo, deitado em berço esplêndido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem só de crescimento econômico vive um país para chegar ao topo aos olhos do mundo. Adianta nada proclamar-se potencialmente rico, se os pés estão atolados no charco da injustiça, se os pulsos estão algemados nas formidáveis garras das questões sociais da desigualdade social, da violência, da criminalidade. Se na cabeça, estão camufladas entre os cabelos as sinistras serpentes da corrupção endêmica, da ineficiência dos serviços públicos, da inexistência do respeito ao homem, enquanto cidadão, ou simplesmente gente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A cura para tais males e feitiços que travam o progresso, tem na democracia o papel principal. Infelizmente, grande parte dos brasileiros está desabituada à reflexão e à leitura. E no tempo certo de votar, ignora o processo democrático com o voto nulo. Tudo culpa dos ventos letárgicos que gruem em suas mentes o rumor do conformismo e da indolência. Em democracia, não existe o imediatismo do “abracadabra”, há que se pensar, conhecer e optar, para colher os proveitos dessa participação coletiva. Democracia &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;é um pacto coletivo, sem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o efeito instantâneo do pó de “pirlimpimpim”. É&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; um processo lento em sua construção, mas sua prática torna o presente transformador para um Brasil promissor no futuro. Um futuro com aquela mudança de ser, e não de estar de passagem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;Porém, está distante ainda, de subir ao pódio dos países desenvolvidos, porque além da educação, como pedra filosofal para transformação de um país, tem algo mais complexo e premente, que é a cultura. É daí que se manifestam as relações éticas e sobrevém o respeito repetido às pessoas, às leis, aos direitos alheios. Sobrevém o zelo dentro do silêncio, para com os espaços e os bens públicos, para com a Natureza, para com os valores humanos. E por extensão, outras alterações de comportamento vão gradualmente soltando a velha casca para ingressar em novo habitat. Mas, por enquanto os ouvidos são moucos aos apelos do avanço da mentalidade. Talvez em trezentos anos se opere a evolução social da sociedade brasileira ao tanto de erguer o Brasil a ficar olho no olho com os “donos do mundo”. Enquanto isso, meus anseios patrióticos são como áquilas que planam em círculos à espera de um prodígio. O prodígio da criação dos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;nossos futuros guardiões da democracia moldados no barro da educação aprimorada, da formação de atitudes, da referência dos bons exemplos de brasilidade...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como romântica incurável, sofro de devaneios ancorados no coração, construindo possibilidades de um novo porvir para o meu Brasil e, quem sabe, passados três centenários, esse enredo seja diferente nas histórias que legaremos aos nossos descendentes, vestidas de um quase-poema:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Era uma vez... um país tropical, abençoado com um estirão de mar a correr em sua costa inteira, quebrando ondas em espumas na praia, de cima a baixo do mapa. Águas abundantes e profundas refletem os azuis de um céu que não se repete, e os verdes vivos de santuários ecológicos com tesouros em jazidas para além dos arco-íris. Lá no horizonte, a liberdade raia com o dia e abre as asas sobre uma brava gente que soube inventar, de suas despertas angústias, uma fonte de triunfos. Assim, essa amada terra chamada Brasil, onde nunca falece a coragem, encontra no peito e nos braços de cada filho desta Nação, as muralhas de suas fronteiras. Essa gente heroica aprendeu que é do exercício da liberdade na democracia que emana sua força e poder para promover novos tempos. Tempos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;de um Brasil mais ousado, mais culto, mais próspero, mais humano em seus caminhos e conquistas e, mesmo não sendo a personificação do poder econômico num mundo onde impera o mando dos Estados opulentos, logrará ser auspicioso de sonhos e anelos capazes de imanar os formadores de uma Pátria mais fraterna e justa. Aqui se cumpriu a predição da f&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ada-madrinha de nome Esperança, que com seu terceiro olho, previu em cada ajuntamento de brasileiros, a expressão da consciência cívica e social, e hoje, cada habitante deste sagrado torrão, levando nos bolsos os ideais, usa a fala do entendimento e do apreço para o coletivo, como mensageiros da paz, da ordem e do progresso. E assim, o Brasil, por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser... para sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que incrível pareça, acreditar ajuda a tornar possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 46px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 49&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=1407934652444294753"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-1407934652444294753?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/1407934652444294753/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=1407934652444294753" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/1407934652444294753?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/1407934652444294753?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/09/o-faz-de-conta-na-raia-politica.html" title="O FAZ DE CONTA NA RAIA POLÍTICA" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-eCgy3d27BEc/TnTa0DKKVPI/AAAAAAAABb0/23JE213OHj0/s72-c/Brasil+pintado+-+Estados.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUcCQnc9fip7ImA9WhdXGE0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-3828490367326605241</id><published>2011-08-24T15:29:00.041-04:00</published><updated>2011-08-31T12:11:03.966-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-31T12:11:03.966-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Abstração" /><title>À PROCURA DE MIM</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7PK6dS6WqO8/TlVRVKW-mQI/AAAAAAAABbs/wIdEiHlts-g/s1600/%25C3%2581rvore+-+close.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-7PK6dS6WqO8/TlVRVKW-mQI/AAAAAAAABbs/wIdEiHlts-g/s1600/%25C3%2581rvore+-+close.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;A noite se recolheu antes da hora em busca de prados mais amenos. Para descanso, talvez, dos seguidos plantões no calor abrasante de Agosto. Ao sair à francesa, desadvertida pela pressa, levou minha sombra consigo. E, por engano, a minha identidade foi junto. Sem identidade não sei de mim, nem das minhas memórias, nem do meu destino, até a próxima noite mas devolverem. Mas um dia inteiro é muito tempo para ser ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Moro neste quintal faz tempo, mas fiquei a ermo à procura de mim - uma planta sem prenome ou sobrenome. Nenhum nome igual ao meu me chama. Ninguém acode às minhas incertezas e nem mesmo os sabiás sabem quem sou, já que não trago uma sombra comigo e não porto nada que ateste minha natureza ou meus atributos. Não há poesia que me ajude. Nesse semiescuro que precede o nascente, me resta um pouco tempo para achar minha origem, antes de a claridade chegar. Sequer posso expressar minha saudação ao Sol sem uma identidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Tenho a visão em branco quando tento emergir meu retrato, mas para outras lembranças, as cores são nítidas na minha íris. Debaixo dos olhos já prendi todas as primaveras. E guardei, também, breves arco-íris em dias calmos, em que com a copa nas nuvens sonhava um futuro, do tipo dar a volta ao mundo pelo mar. Nem sei se existe mar, mas sei de como os poemas entoados ao mar fervilhavam minha seiva nos veios. &lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;Sei de como a chuva ocupava os espaços vazios da minha pele, de como eu via a lua por entre os dedos, de como embalava berços de passarinhos-bebês em meus braços, até que soubessem voar por asas próprias. Sei que,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sem ser a mesma de sempre,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sou sempre a mesma, &amp;nbsp;mas, por ora, não sei &lt;b&gt;quem&lt;/b&gt; eu sou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Talvez &lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;eu tivesse um vestígio da minha procedência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; se pedisse de volta às andorinhas,&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt; as histórias que lhes dei nas noites sossegadas, quando se aqueciam no meu colo nos frientos dias de chuva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial;"&gt;. Entre tantas aventuras que lhes narrei durante nossas conversas ao pé do ouvido, quem sabe, se lembram sobre uma plaquinha com registro de família presenteada a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;todas as espécies verdes neste verde espaço&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;pelo jardineiro que por aqui passou... Mas as delicadas aves anunciantes do verão não sabem de cor nenhum conto, porque distribuem suas memórias com as sementes que transportam na migração. Aqueles relatos que nos divertiram noite adentro no frio invernal, não receberam guarda, e sim o natural descarte em algum lugar sem mapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;As magnólias, há pouco, me contaram que sou capaz de garoar orvalho. E de chover sombra. Todas as ervas reinventam a mesma versão quando me abraçam em consolo, desde que a noite hoje se foi mais cedo. Esperava que me falassem de histórias felizes. Para eu entender por que tantas folhas me vestem o corpo. Ou por que de minhas costas descai uma echarpe tecida em fina ramagem cravejada de orquídeas. E em meus tornozelos sandálias de cipós trançados parecem parte de mim. Não reconheço tão vistosa indumentária que me deixa grande, diferente, poderosa, mas sinto que me agrada ser quem sou, seja lá quem eu seja. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Apoio os pés no chão para me situar e sinto minhas raízes crescerem para baixo cada vez mais fundo, ávidas pela nutrição da Mãe Terra. Meu ventre está camuflado de verde e meus dentes desprendem aroma de hortelã. Meus poros exalam cheiro de mato ligeiramente cítrico, embora goste de banhar-me com ramos de sândalo e almíscar. Sob os meus cabelos longos, sanhaçus se agasalham cochilando no meu ombro. Asas sedentas de afagos, plumas em ponto de afeto... Vejo cascas macias e amadeiradas a cobrirem minha tez no mormaço desta madrugada e heras viçosas a crescer-me nas raias do corpo. As extremidades dos meus dedos me rebentam novos brotos que me prometem fazer maior e mais forte, e giram gentilmente o meu norte para a luz. Já percebi, sou dependente de luz. E da energia que dá vida aos bichinhos, às flores, às ervas, aos humanos, à terra, à água, ao mar, ao céu... e que eu chamo de Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Reparei, neste instante, que tenho um coração. Coberto de musgo para disfarçar sentimentos. Por culpa dele me encantei com uma floresta extensa de seres humanos que por mim passaram em todas as estações. Criaturas interessantes, mas insondáveis em seu pensar. Nunca soube se, como eu, &amp;nbsp; carecem dos raios solares para a fotossíntese. Sei apenas que meu peito é marcado de cicatrizes por sofrer de um hábito deplorável de ternura aos humanos. Antes era só ternura, com risco de amor. Depois ternura e medo. A minha inquietação agora tem o nome dos humanos dentro, pois já só tenho medo. Um medo por dentro da terra, da parte da humanidade predadora da Natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A cada geração desses seres que compõem a raça humana, um tanto de espíritos impuros devasta vidas, sem conta, no reino vegetal e deixa meio mundo de natureza silvestre em agonia. Perigos assombrados de ataques &amp;nbsp;manejados pela "espécie animal inteligente", que desertam um bosque inteiro cheio de vida centenária. Essas maldades riscam abalos em todo ser vivo, e em mim dói mais, porque o coração sabe de onde vem as feridas. Feridas doídas, calcadas por tantos abates aos organismos verdes - meus semelhantes - dotados de sensibilidade. &amp;nbsp;Pesadelos que ameaçam a minha integridade física, assustam-me e calam-me a fala. Estremecem a minha confiança, e me impelem, por segurança, num cansado gesto, a só pronunciar silêncios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Ainda penso ao coração deixar um naco de terra tingida de praia e mar onde, semeando a esperança, atraia a alegria a fazer morada. Quem sabe eu volte a contar às margaridas nas rochas sobre o mistério dos dias nublados. Quem sabe eu volte a crer nos homens e fale da boa gente que ao pé do meu abrigo, dias atrás de outros dias, trazia o coração na boca. Quem sabe eu volte a sonhar em alçar o topo do mundo. Com ramas nos braços abertos aos ares úmidos de Agosto, procurar marés mais altas. Pensar em voar por cima d’água e ver além dos muros e telhados, me extasiar com as paisagens espelhadas nos rostos dos homens de bem. Sentir o impulso de sorrir, como se dançar ao vento fosse a roupa escolhida ao romper de manhãs pintadas de azul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Continuo à procura de mim. Algo me dirá de onde vim e para onde vou. Preciso me apressar em decifrar meu DNA. Uma coruja em descanso enfeita uma ranhura em minha costela e coça a orelha num botão pendente num galho mais perto. Não havia notado que tinha tantos botões prestes a eclodir, recheados de frutinhos. Mais abaixo, rente ao solo, a planta dos meus pés floresceu antes que o dia levantasse as pálpebras. E nestas flores com a minha assinatura, finalmente &lt;b&gt;descobri&lt;/b&gt; minhas digitais: eu sou uma árvore prenhe de afetividades&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300; font-family: 'Times New Roman'; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;***************************************************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Minha homenagem à Cariota - frondosa árvore do meu quintal -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;por ser quase Setembro - seu aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;***************************************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="display: block; height: 46px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CRÔNICA 48&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=3828490367326605241"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-3828490367326605241?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/3828490367326605241/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=3828490367326605241" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/3828490367326605241?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/3828490367326605241?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/08/procura-de-mim_24.html" title="À PROCURA DE MIM" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-7PK6dS6WqO8/TlVRVKW-mQI/AAAAAAAABbs/wIdEiHlts-g/s72-c/%25C3%2581rvore+-+close.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcDR3c-eCp7ImA9WhRTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-894576167763606526</id><published>2011-07-25T17:13:00.029-04:00</published><updated>2011-11-10T23:27:56.950-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-10T23:27:56.950-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Espírito Zen" /><title>ÚTIL TODA A VIDA</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Pb8b2lczQUE/Ti3YeQnQ3HI/AAAAAAAABbY/G0db6B9C2MI/s1600/Ser+%25C3%25BAtil.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Pb8b2lczQUE/Ti3YeQnQ3HI/AAAAAAAABbY/G0db6B9C2MI/s1600/Ser+%25C3%25BAtil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Pb8b2lczQUE/Ti3YeQnQ3HI/AAAAAAAABbY/G0db6B9C2MI/s1600/Ser+%25C3%25BAtil.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Levantei muito cedo, numa hora em que a madrugada ainda vela o sono dos viventes sob o piscar da estrela D’Alva. Insones, as meninas dos olhos teimam em vigiar a chegada da manhã, à espera daquele espetáculo de efeitos especiais luminosos, alumiando o acordar das pestanas do dia. Na minha varanda, alguns pássaros despertadores aturam os ensaios do meu pensamento rabiscando palavras e escrevinhando divagações. Tudo é alumbramento no nascer do Astro-Rei que, em aparição ostentosa, rutila o brilho do diamante nas diminutas gotas de sereno a pender das folhas. E a Natureza prossegue no seu ritual cíclico de sustentação do Planeta. Vejo uma nova oportunidade de nos vestirmos de vida e de recriarmos um estar vivo atuante, útil, vibrante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Debruçada no parapeito, vagueio pelo quintal dos meus botões, onde tenho uma posição particular frente ao mundo dos vivos sobre a humana criatura em seu caminhar na Terra. A mim, sugere o homem ser uma produção em fase de acabamento até que atinja o estágio de evolução necessária. Polimentos desbastam a pedra bruta em alguns exemplares da raça humana no rolar dos dias, enquanto outros tipos retornam à Idade da Pedra, escareando as cavernas dos seus retrocessos. É imperioso o avançar, o projetar-se à frente, ainda que hesitante sobre a corda bamba. Isso é determinante para quem se sente ou se diz, supostamente, racional e vívido, detentor de acuidade e lucidez.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Dependendo do barro com que nos construímos, teremos ou não, lá no final do barbante da vida, quando impossível for manter a verticalidade do esqueleto, respostas às inevitáveis perguntas: O que eu fiz? Que diferença trouxe para este mundo que me emprestou morada? Realizei algo? Que ajuda prestei? O que fiz pelo país, pelos outros e por mim? Para muitos, haverá um sol no coração, como um plasma vivificante, mas para outro tanto, a escuridão ecoará um visceral silêncio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Porque viver é um risco de curta duração, e impõe uma marcha de mão única, tal como um rio, sempre avançando até chegar à foz. Não há tempo sobrante para voltar atrás e desfazer qualquer fragmento vivido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A cada instante, o tempo vai nos soprando o estridente recado de que a areia da nossa ampulheta está se esvaindo, mas insistimos em desviar tal linguagem, para um surdo e conveniente “depois”: depois eu faço, depois eu vejo, depois eu ajudo, depois eu digo... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;O bicho-homem foi moldado para ser gregário e interagir com os seus iguais. Condenado ao pensar e ao sentir, bebe no cálice do livre arbítrio as escolhas para conviver com as diferenças e galgar o patamar de um ser humano melhor. Assim são pinceladas as cores das leis naturais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Mas, na prática, diuturnamente, esse humano ser alimenta o vicioso ciclo da busca pelos mesmos fúteis objetivos. Sai desenfreado numa corrida, focado, ininterruptamente, na mesma distração: a luta incessante pelo prazer do ter, pelo dinheiro como fim em si mesmo. E enquanto mantém a cabeça voltada a beber nessa fonte, deixa de olhar as &lt;b&gt;oportunidades de ser útil&lt;/b&gt;, durante os dias de uma vida inteira. Com os remos da ambição, navega em águas revoltas de paixões, completamente esquecido de que, a qualquer momento, o fio entre o nascer e o morrer vai se romper, frente aos umbrais de sua derradeira morada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Isso me lembra uma fábula antiga, onde um homem muito rico e muito ocupado, morreu e foi recebido no céu. Em vida, foi pouco pecador com os seus haveres, mas tornou-se displicente com a lavoura de suas plantações espirituais. Deixou o coração em terra árida, dessas terras baldias que ninguém lavra. O Anjo guardião conduziu-o por várias alamedas e foi-lhe mostrando as moradias. Passaram por uma casa com linda fachada e belos jardins circulando um riacho límpido sobre um leito raso de seixos. O homem perguntou, curioso: - Quem mora aí? O Anjo respondeu: - É o Ronaldo, aquele seu motorista que morreu no ano passado. O homem se pôs a pasmar, matutando: "Puxa! O Ronaldo tem uma casa milionária! Aqui deve ser muito bom!" Mais adiante, num gramado extenso, pontuado por palmeiras, deparou-se com uma outra edificação, ainda mais bonita, mais glamourosa, e ele indagou: - E aqui, quem mora? O Anjo respondeu: - Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira. O homem ficou a ver crescer-lhe um mar no peito, presumindo que, tendo seus empregados magníficas residências, sua habitação deveria ser, pelo menos, nos moldes de um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisso, o Anjo parou diante de um barraco construído com tábuas toscas e deterioradas, cobertura de palha vazada sobre moirões carcomidos. E estava frio naquele lado do mundo, com a geada a entranhar-se no solo. Apontando o Anjo para a rústica cabana, disse: - Esta é a sua casa! O homem, sentindo nevar-se da boca ao coração, explodiu indignado: - Como é possível? Eu vi, no trajeto, construções grandiosas! - Sim - respondeu o Anjo -, mas nós construímos apenas a casa. O material é selecionado e enviado por vocês mesmos. Você só enviou isso! O homem queria fechar os olhos e fugir para outra paisagem. Queria emprenhar sentimentos de reparos. Mas, irremediavelmente tarde, seu prazo havia exaurido na Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Cabe a cada um descobrir a sua verdadeira utilidade para este mundo e construir a sua contribuição durante sua existência. De forma holística, eu diria, para deixar o mundo um pouco melhor do que encontrou ao chegar. Útil por toda a vida, mesmo em pequenos gestos, como aquele de dar e receber com a mão em concha, enxergar além do próprio umbigo, considerar o todo ao seu redor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;O Sábio Criador do Universo nos legou a inteligência para absorvermos cada avanço da contagem do tempo e com isso aprendermos a crescer em todos sentidos. Deixou implantadas em nosso DNA, todas as sementes das capacidades humanas para brotarem se despertadas, para emergirem se evocadas em grandes ou pequenos feitos. Adicionou uma dose extra de saúde e vigor, projetou um intervalo de validade suficiente e, ao dar-nos o sopro da vida, sutilmente nos sussurrou: “Faça a sua parte, filho. Ficarei à sua espera”. A vida e a morte são o verso e o anverso da mesma medalha a ser devolvida ao Criador Onipotente. Carece darmos o devido lustre na efígie do nosso viver para fazermos a diferença no brilho sob a Luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui, o sol morno da manhã começa a me arder nos poros. Recolho, às pressas, minhas notas virtuais para a tessitura do conto do Blog. Levo a força e a coragem sob a epiderme da pele, e a cabeça se aventura no terreno da esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="display: block; height: 46px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 47&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=894576167763606526"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-894576167763606526?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/894576167763606526/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=894576167763606526" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/894576167763606526?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/894576167763606526?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/07/oportunidade-de-ser-util.html" title="ÚTIL TODA A VIDA" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-Pb8b2lczQUE/Ti3YeQnQ3HI/AAAAAAAABbY/G0db6B9C2MI/s72-c/Ser+%25C3%25BAtil.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8BR3gyfSp7ImA9WhdXEk0.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-6987356765571319637</id><published>2011-05-25T14:28:00.058-04:00</published><updated>2011-08-24T14:00:56.695-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-24T14:00:56.695-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sobrenatural" /><title>NA TERRA DO TIO SAM</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zndGowggpmc/TeVoXTphcJI/AAAAAAAABbQ/UuOmHzKO4Ko/s1600/Montanha+Russa+Disney.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-zndGowggpmc/TeVoXTphcJI/AAAAAAAABbQ/UuOmHzKO4Ko/s1600/Montanha+Russa+Disney.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dias atrás, por ser quase férias, improvisei um coração novo para caber os lugares que arrasto comigo nas viagens. Fazia algum tempo que eu não pisava em solo americano, atemorizada com o onze de setembro. Animada para uma maratona particular pelos brinquedos mais radicais da Disney, andei pela terra do Tio Sam, cruzando os limites da Flórida, de ponta a ponta.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Longe de criticar ou exaltar os Estados Unidos em comparativos com o nosso Brasil, penso que tanto a cultura brasileira quanto a americana, ambas resultantes de um mosaico com diferentes vertentes culturais, têm seus pontos fortes e outros a ajustar. Porém, o meu querido País emergente que me perdoe, mas, consoante o velho dizer de Vinícius, beleza é fundamental. A beleza da evolução de uma nação e sua gente para uma pátria cantar suas vitórias. São gritantes as diferenças entre esses dois Países em quesitos comuns como segurança pública, educação, economia e outras e outras. Por tudo o que vi, existe um abismo entre o viver deles e o nosso.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui não estou me referindo à tecnologia da construção, por exemplo, que ergue e apronta uma edificação naqueles canteiros de obra, do dia para a noite. Também não falo do sistema viário avançado, nem da pavimentação impecável das estradas, ruas e avenidas. Nem menciono na conversa, o arrojo na arquitetura do plano diretor das cidades servidas por emaranhados de viadutos e estações de metrô com impressionante funcionalidade. Deixo de lado, ainda, o esplendor ostentado pelo império econômico nos luxuosos e imponentes arranha-céus espelhados em Downtown, Miami. Aos ventos que sopram o glamour da riqueza e poder, já não escrevo odes.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Refiro-me à consciência social, à civilidade, à organização, à disciplina, à qualidade de vida, ao respeito para com os bens públicos e para com o semelhante, numa terra onde a polícia cumpre seu papel, a ordem e limpeza pública são seguidas à risca pelos cidadãos e entidades. Marcante, é assistir, por vezes incontáveis, à dedicação de pessoas que, de tão obesas, perderam a forma humana, mas se desdobram na atenção aos seus genitores ou outros familiares deficientes em cadeiras de rodas, dispostos a lhes oferecer, ainda que a custo de redobrado esforço pessoal, o possível em diversão ou conforto. Admirável, é ver o idoso que, enquanto assim desejar, trabalha com garra, derrama sorriso fácil em todas as faces da pele e tem o seu espaço garantido entre os vivos para fruir com dignidade de seu quase outono. Por essas e outras que presenciei em escala razoável, sei bem que o Brasil, este amado torrão imenso e intenso, pejado de carências sociais e mazelas políticas, daqui a trezentos anos talvez, comece a formar a consciência de um novo tempo, na trilha do primeiro mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Durante o percurso da viagem, por vezes, os fatos correram à revelia do nosso querer e gravaram forte impressão em memórias que fecundam lágrima no meu olho. Uma das experiências, aparentemente trivial, tem um marcador inusitado, por beirar o impossível.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Determinado dia, chegamos cedo a um dos parques temáticos gigantes de Orlando, apinhado de gente, na casa dos milhares e milhares. Fomos buscar aventura nas mirabolantes elevações de aço com trilhos nas alturas para deslizamos naqueles sedutores aclives sucessivos. O auge do desafio está nas descidas verticais bruscas, quando despencamos na incerteza de chegar inteiro em lugar ignorado, fora do campo de visão. Nessas quedas vertiginosas, é que rezamos para sair vivos, enquanto os&amp;nbsp;&lt;i&gt;loopings&lt;/i&gt;&amp;nbsp;desarrumam os nossos órgãos internos e colocam o nosso labirinto em marcha a ré. Mas, como todo&amp;nbsp;&lt;i&gt;hobby&amp;nbsp;&lt;/i&gt;viciante, quando pomos o pé no chão, ansiamos voltar para onde mora o perigo e tudo recomeça.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No meio do dia, depois de desembarcarmos dos vagonetes, encharcados com os giros extravagantes de uma montanha-russa aquática, pingando adrenalina e sem fôlego, nos acomodamos num&amp;nbsp;&lt;i&gt;Fast Food&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para almoçar. Meu filho procurou a carteira no bolso e nada encontrou. Rebuscamos todos os possíveis esconderijos nas mochilas, percorremos o caminho de volta até as atrações já frequentadas e nada, nem esperança. Entrei em choque, porque naquela carteira estavam todos os nossos ingressos dos parques e&amp;nbsp;&lt;i&gt;shows&lt;/i&gt;, cartões de crédito e dólares suficientes para balançar as convicções ou corromper a boa-fé de qualquer mortal. Todas as portas das nossas férias estavam abertas ao usufruto do felizardo achador entre a multidão que circulava naquele dia. Devolver para quê? Ali estava uma programação completa de entretenimento, com todos os suportes financeiros agregados de brinde. Todas as peças naquele contexto me indicavam o mapa de uma causa perdida. Fazia horas do sumiço e a cada instante passado, o retorno do bem, a reversão da perda, parecia impraticável.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cristalizei, literalmente, com um torpor a me mastigar os gestos. Minha mente esquentava os tambores trabalhando numa solução, enquanto minha postura inerte ignorava o movimento em volta, tal como quando o corpo chama o coração e ele não responde. Nisso, meu filho, provido de uma calma extraordinária, assim afirmou com uma certeza inabalável: “Mãe, fica aqui e me espera, porque eu vou encontrar minha carteira e voltar com ela”. Nem precisava recomendar, porque dentro de mim, uma granada de silêncio ancorava meus pés e me travava o andar, nos moldes de uma estátua de jardim, imóvel e muda. Saiu concentrado, e em oração, pediu para que Deus colocasse seus anjos no circuito e lhe apontassem o caminho.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dirigiu-se a ermo, com o horizonte no olhar, a um dos seguranças do parque e em bom inglês fez o registro da perda. O guarda anotou a ocorrência, fez contatos por rádio com outros parceiros e nenhuma resposta. Solícito, o prestimoso vigilante avisou que ia se afastar para investigar no escritório entre os objetos perdidos e retornou alguns minutos depois sem nada nas mãos, visivelmente pesaroso. Comentou tratar-se de uma empreitada difícil, considerando o tamanho da área a esquadrinhar e o aglomerado de visitantes vindos das cercanias. Então, engasgado pelas frases curtas, chamou a gerência representando a autoridade do lugar para selar o atendimento. Estranhamente, as cenas se sucederam, como num passe de mágica, desses que saem da cartola divina do Altíssimo no Céu. O gerente veio caminhando de outra direção, e perplexo, entregou nas mãos do Ulysses a carteira intacta, com todos os itens rigorosamente intocados, sem nada mexido ou violado, dizendo: “Você tem muita sorte, sua carteira acabou de me ser entregue por uma pessoa que a encontrou no chão, distante daqui”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agradeci, incontinenti, a Deus por tanto naquele momento. Foi comovente pensar na mentalidade evoluída do transeunte que resgatou a carteira e confiou na hombridade de um simples cidadão americano - o gerente daquele setor de montanha-russa. De volta, ao longe, em marcha tranquila, o Ulysses mostra, num aceno, o troféu recuperado. Ao chegar perto, como se nada tivesse acontecido, perguntou com a maior normalidade: “Vamos almoçar?” Reação típica do jovem que ajusta as velas na tempestade e ao chegar em águas mansas, só lembra de pingos d’água. E assim prosseguiu, sem mais tocar no assunto, feliz da vida na nossa volta aos parques por horas esquecidas.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Difícil de acreditar, mas naquele dia, eu presenciei um milagre incontestável em todas as suas nuances. Uma prece atendida em regime de urgência contrariando todas as previsões no mundo material, deixou expressa uma intervenção sobrenatural entre nós, guiada por determinação divina para nos socorrer. Sob a minha ótica, não se trata de coincidência ou casualidade, e sim, fenômeno que escapa à nossa compreensão, inexplicável dentro dos conceitos do Plano Físico e só esclarecido na palavra do Sublime Mestre: "Pedi e recebereis".&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 46px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 46&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=787673209471180828"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-6987356765571319637?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/6987356765571319637/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=6987356765571319637" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6987356765571319637?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6987356765571319637?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/05/na-terra-do-tio-sam.html" title="NA TERRA DO TIO SAM" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-zndGowggpmc/TeVoXTphcJI/AAAAAAAABbQ/UuOmHzKO4Ko/s72-c/Montanha+Russa+Disney.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEcBQnY6cSp7ImA9WhZQFEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-2473609537195205989</id><published>2011-04-17T13:14:00.033-04:00</published><updated>2011-04-22T13:07:33.819-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-04-22T13:07:33.819-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sobrenatural" /><title>UMA FOLHA EM BRANCO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jMepTsE5EqI/TbG1u6dDX0I/AAAAAAAABa4/jQMGOq7pr5o/s1600/Folha+em+branco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-jMepTsE5EqI/TbG1u6dDX0I/AAAAAAAABa4/jQMGOq7pr5o/s1600/Folha+em+branco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;É cedo ainda. A noite acabara de abrir as escuras cortinas com o mais vivo tom gris no espaço. Um pano de fundo quase marinho para as estrelas, em múltiplas cores, posarem cheias de pudor sem o véu da neblina naquele céu limpo. As árvores pintadas de abril albergam os pássaros adotados para adormecerem em seus braços, sob o feitiço da lua. Uma brisa úmida goteja o sereno das ramas e no cair dos pingos cria cantiga de ninar irresistível para os nossos sentidos. Todo o mistério das horas calmas está presente no sossego das sombras. Em tempos assim, a poesia solta no ar um hálito de flor noturna e diz aos nossos olfatos que a ternura se faz urgente. Na leveza do movimento dos vultos à meia-luz, regido pelo vento nas folhas à meia-voz, em noites como esta, me apetece escrever à moda antiga, com a tinta conduzindo a dança das palavras em cada pauta do papel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Disposta a redigir o conto a ser publicado ainda hoje no Blog, recostei-me numa poltrona de descanso na varanda, armada com a caneta em punho e uma folha em branco. Deixei a imaginação à deriva para pinçar uma inspiração, pois cruzar as fronteiras do âmago requer suscitar aquelas ciências ocultas nos recônditos da mente. O ritual tem início no exercício da respiração profunda. Carece de relaxamento para adentrar na pele, chegar ao coração e colher a emoção que vaza pelos atalhos para abastecer a caneta e assim dar início à escritura. No compasso desse rito, tencionava expressar meu canto até o ponto final.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas minhas mãos, a alva folha me instigava a brincar de lapidar palavras, a treinar com o cinzel para esculpir um escrito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Porém, o silêncio dessa hora de intuitiva contemplação induzia minhas pestanas a pegar no sono e, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;num fechar de olhos, ameaçava&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 15pt;"&gt;sabotar a minha intenção. U&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;m estado alfa se assenhoreando da minha vontade me levava a enxergar a paisagem exterior através de uma estreita fresta entre minhas pálpebras pesadas como chumbo. Por mais que tentasse manter&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;semiabertas&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;&amp;nbsp;as janelas da alma, a lassidão me entregou de sobejo aos domínios de Morfeu. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Um sonho inusitado e fantasioso me esperava na outra margem, daqueles sonhos que aparecem uma vez na vida. Estava eu diante de um oráculo cercado por tochas acesas. No topo da enorme escultura a inscrição “CONSCIÊNCIA” gravada em letras estilo romano, conferia ao visitante o direito de obter resposta a uma única pergunta. Tudo ao redor me lembrou um oásis plantado num deserto sem areia, com milhões de pedrinhas. De beleza surreal, o projeto concebido por inigualável Arquiteto esmerou-se na decoração do nada com imensas rochas brutas cercadas no chão por infindáveis seixos rolados, daqueles que perdem as arestas pelo giro em torno de seu eixo. Rústico e original, o lugar sugeria um canto inexplorado algures na Terra, se é que na Terra eu estava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Quase sempre, me dissocio do conteúdo de sonhos e pesadelos e sou meio cética quanto aos seus significados ou superstições que envolvem suas tramas. Mas algo ali parecia diferente e quem sabe, divertido. Então arrisquei uma pergunta que anda pontilhando a cumeeira da minha curiosidade: “Estaria eu cumprindo o meu destino na Terra?” Uma voz mansa e segura adornada pelos efeitos especiais de um eco milenar, assim me respondeu: “Imagine uma moldura e aloje dentro dela um autorretrato atual, sem máscaras, construído pelas suas obras. Se a ilustração final não precisar de retoques, a missão cumpre rumo certo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;A tarefa me sugeria nível de dificuldade zero, grau de complexidade nenhum. Uma ampulheta ao pé do portal começava a medir meu prazo. Felizmente, trazia comigo os instrumentos de escrita que segurava antes do cochilo. Envolta na mística atmosfera exalada da grande pedra, tomei a folha de papel e iniciei as pinceladas: coloquei todas as minhas crenças, os meus projetos, as minhas realizações, os meus erros e acertos, as mudanças de atitude pela revisão periódica dos conceitos, os meus achados e perdidos nos feitos e omissões, os sentimentos que habitam o meu secreto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;O perfil foi se desenhando, as formas foram se definindo e a efígie foi se revelando. Manejava os traços com certa celeridade, ávida pelo desfecho daquela incógnita. Com o foco nos rabiscos, gastei horas para produzir o esboço dentro da maior fidelidade possível. Em determinado instante, voltei o olhar para o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;exótico cronômetro à minha frente e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;observei que o cônico vaso superior&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;já havia transferido quase toda a areia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. S&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;upondo ter finalizado o desenho, estirei o braço esquerdo para melhor visão do todo. Percebi que as linhas não completavam os contornos, não se ligavam nas extremidades. Inquieta, fiz uma pausa para capturar algum detalhe esquecido para compor o restante, mas ali estava a minha vida desnuda, por inteiro. A ampulheta sinalizou a fase esgotada, formalizando um roteiro organizado com regras rígidas e impressionante lógica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Uma sensação de ansiedade balançava a minha estrutura e punha minhas fortalezas em xeque. Rebusquei, num retrospecto insistente, as peças faltantes na montagem, inconformada com tantas lacunas nos meus haveres e descobri que os intervalos na figura gráfica provinham de encargos não cumpridos, ainda não preenchidos no meu cadastro terreno. E diante do meu pasmo, o resultado intrigante deixava à mostra a inesperada resposta: o meu retrato estava incompleto, tracejado, porque as tarefas inconclusas, como humana criatura, deixavam as vagas entre os traços. Caindo das nuvens, compreendi que minha missão carecia de ajustes e consertos,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;e oxalá eu tenha curso no tempo para a empreitada&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;: muito há para aprender, tudo para ensinar, muito mais para ajudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;Não sabia ao certo em que mundo estava, em que dimensão havia me enveredado, mas sabia ser temente ao Onipotente Senhor dos Mundos, soberano sobre o meu existir. Sabia ser autora inevitável de longa lista com petições de escusas para com os meus. Sabia ser devedora de atenção para com muitos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Instintivamente, abri a gaveta do peito, e entornei toda a estampa do papel de volta ao meu interior. Deixei a folha nua, vazia de mim, sem vestígios. Do alto da brancura de sua superfície, aquele pedaço de papel me espiava registrando meus propósitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lembro que todos os meus ossos palpitavam o desejo de voltar ao mundo material, torcendo para que tudo aquilo fosse apenas um sonho e assim me fosse aberta outra chance de acordar, completar a imagem e ficar bem na foto do outro lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acordei puxando o fôlego, trêmula do pé à cabeça, e até minha sombra suspeitava dos limites de onde terminava o sonho e começava a realidade. Uma fênix em forma de coruja sobrevoou minha varanda fazendo a entrega de um feixe de alívio. Estava de volta ao meu mundo, em carne, osso e gratidão. Tudo não passou de um sonho, nada mais que um sonho. Mas nas minhas mãos, uma folha em branco me olhava cobrando as promessas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #783f04;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 45&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=2473609537195205989"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-2473609537195205989?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/2473609537195205989/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=2473609537195205989" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/2473609537195205989?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/2473609537195205989?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/04/uma-folha-em-branco.html" title="UMA FOLHA EM BRANCO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-jMepTsE5EqI/TbG1u6dDX0I/AAAAAAAABa4/jQMGOq7pr5o/s72-c/Folha+em+branco.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQMQHc4fSp7ImA9WhdbEkU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-9064096133847452305</id><published>2011-03-26T18:52:00.027-04:00</published><updated>2011-10-10T17:49:41.935-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-10T17:49:41.935-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Memórias" /><title>ARCA DE MEMÓRIAS</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-i0EoN1rUvbM/TY5t3A13lrI/AAAAAAAABas/7-kiiIvilFk/s1600/Ba%25C3%25BA+sofisticado.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-i0EoN1rUvbM/TY5t3A13lrI/AAAAAAAABas/7-kiiIvilFk/s1600/Ba%25C3%25BA+sofisticado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Um pequeno baú em pátina cor de alfazema guarda objetos que contam as histórias da minha infância. Imagino que todo ser humano com um naco de sensibilidade mantém consigo uma caixa física ou virtual com relíquias antigas. No andar da minha carruagem ao longo dos anos, carrego comigo aquele bauzinho fechado a sete chaves. Tinha receio de abri-lo porque me negava calcar as chagas abertas pelo afastamento dos meus pais, que sem o meu consentimento, mudaram de endereço para o Paraíso, atrás do céu, um pouco antes de onde o sol se põe. Certamente, a exposição do conteúdo daquele relicário causaria o risco de me trazer essa dor à tona dos olhos, como se ilegível fosse a irreversão do passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Dia desses chuvosos que nos prende em casa para um retiro, resolvi destravar os fechos para encarar de frente as lembranças. Nas mãos, o coração pesado de ausências abre a tampa da pequena arca de memórias e fatalmente um pedaço de mim se transpõe frente a um lugarejo na cidade, contornado por passeios que historiam, silentes, a prática da boa vizinhança. Casas de todas as cores do arco-íris com janelas abertas para o sol e para a lua. Tempos de hábitos singelos, de pouca complexidade, em que a lua brilhante cumplicia com as sombras a medida certa da penumbra para as serenatas na madrugada. Ainda não completei sete anos, mas à distância, distingo a casa guarnecida de verde e cheia de significados, construída das fundações ao telhado, com a poesia emanante da força e da raça das mãos do meu pai. Minha mãe traz nos lábios a veia poética em adiantado estado de maturação, gestando seus sábios provérbios a apontar melhor direção para os nossos questionamentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Vou entrando de mansinho, pé ante pé, pensando em voz baixa para não desmanchar a miragem, disposta a colher lembranças com os olhos do espírito, mas mantenho o coração fechado no punho, caso queira fugir-me para ficar. O sopro suave de uma brisa vinda dos tempos antigos entra junto comigo, volve as folhas da Bíblia e murmura aos quatro ventos os sagrados mantras dos Salmos declamados nos Domingos. Na sala, a tela recém-pintada com a imagem dos donos da casa, desata da moldura a generosidade e o bem-querer daqueles dois seres devotados que me guiaram à fé e me sustentaram o vigor, ao preço de velada dedicação. O som discreto da música no rádio ligado ocupa o ambiente e me anima a seguir adiante. Estou pronta para escavar reminiscências, ouvir o chamamento dos afetos impregnados nas paredes e nos objetos, a me entregarem os manuscritos da minha mãe com sua irretocável caligrafia. Daquela caligrafia em que as mãos se postam na escrita com a formalidade de um ritual, e a caneta e o papel se tocam com recatada cerimônia. Encontro alguns poemas redigidos em nanquim, versando a arte de viver, que arrepiam toda a armação da minha espinha dorsal. Contenho os movimentos com acurado cuidado para não desfazer a rima de um lugar poeticamente tombado na minha mente. Tenho cautela para não toldar o remanso da Poetisa com a minha crônica invasiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Caminho com vagar, na ponta dos pés, para achegar-me à mesa do jantar. Na janela da cozinha, surpreendo o sol bocejando, escorregando devagar para o regalo merecido nos braços da noite. O banquinho perto do fogão, me dá a altura necessária para beber os segredos da arte de cozinhar. E de aprender a ser gente grande no calor daquela convivência com aquele Anjo que enquanto cozinha e de todos cuida, brota sândalo das mãos em cada gesto. A cada mexida da colher de pau na panela com ingredientes simples, aromas refinados desprendem o talento da confeiteira dos versos que apura suas estrofes com o sumo do sentimento. Os unguentos caseiros, os xaropes temperados com a alquimia de quem herdou a ciência dos antigos para espantar doenças, dispensam qualquer bula. Minha curiosidade se encontra com a lata de bolachas no armário aberto, balançando uma folhinha de caderno colada com grude fresco. Chego mais perto e vejo que tem a minha letra decifrando a fórmula para “expulsar a tosse” já aprendida com a Mestra. Enquanto seguro nos dedos tantos detalhes para levar comigo na volta ao futuro, um cheiro de biscoitos amanteigados assando começa a invadir o ar e me lembra que hoje é dia de festa. Devo apressar o passo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Bem perto, entro no quarto compartilhado com minha irmã pequena, metodicamente desarrumado, numa desordem “programada”, porque nessa fase, eu brinco de experiências para criar “invenções”. Nesse dia, gastava neurônios para fabricar o meu primeiro pantógrafo. Embaixo da cama, um baú cor de alfazema começa a colecionar minhas “criações”: um cata-vento, uma bússola personalizada, um esqueleto articulado, um periscópio improvisado, um colar de ideias. Sob o meu travesseiro, os livros de contos dos Irmãos Anderson se revezam com os almanaques em quadrinhos para a leitura clandestina sob a luz da lanterna, depois que todos dormem. Mas hoje é um Sábado e justamente nas noites dos fins de semana, minha diversão favorita vem das esperadas histórias de assombração interpretadas com impressionante realismo na fala do meu pai. Tudo isso regado a Nescau com guloseimas caseiras quentinhas. Por isso os biscoitos no forno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na passagem pelo corredor, o chapéu sobre o móvel, marca a presença do chefe da família na casa, dessas presenças que por si, inspiram segurança e sugerem proteção. Um pulo do batente da porta dos fundos e me acho no quintal. Um quintal com cores, sons e cheiros próprios de um tempo em que as árvores dão meia volta sobre o próprio tronco para melhor nos cobrir, ou vergam os ramos quando passamos só para alcançar nossas mãos. O mesmo tempo em que se guardam estrelas cadentes atrás de casa. Estão todos ali – meus pais, minha irmãzinha e alguns visitantes – entre gracejos armados de risos, debulhando o milho para fazer pamonhas. Guardo na íris o aconchego daquele cenário inteiro, desde os pés de frutas, a horta com todas as cores de pimentas, os canteiros de hortelã, os barulhentos passarinhos cheios de intimidade à procura de farelos para bicar. Meu cachorrinho Biriba – um brejeiro vira-lata, que fala com as orelhas – dispara atrás de um calango e derruba o pilão de apiloar café. Sobre o tosco banquinho no micro jardim, ao pé do meu coqueiro anão, está a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Zoe – minha boneca predileta, com cabelo de lã – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;anda inseparavelmente comigo embaixo do braço numa alça a tiracolo. Todas essas memórias me caem junto ao peito, se recolhem debaixo da minha pele e se incorporam ao meu DNA. Seguem indeléveis na contramão do meu viver, quanto mais desbotadas no tempo, mais vivazes na minha saudade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E assim, retiro-me na&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;paz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&amp;nbsp;de um&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sereno&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;adeus&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;à casa que não mais existe, mas que ficará imorredoura no meu respeito e na minha gratidão por tudo o que representou na minha trajetória. Abraço as pessoas amadas que já se foram e lhes prometo coser as feridas engastadas na alma pela falta que me fazem, porque sei que estamos destinados ao reencontro na hora devida. E aqui eu fecho o meu bauzinho, agora a devolver-me o coração ao corpo. Um coração leve, despido de dores, livre de temores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Mesmo nas dobras do tempo, nos avisando da efemeridade do nosso ciclo, insistimos em vendar a razão com a ingênua certeza de que tudo estará disponível para sempre e deixamos de prestar atenção no que realmente vale a pena, no que efetivamente faz diferença. Um breve olhar no ontem, por vezes, nos dá uma chance de consertar algo ainda hoje ou no amanhã. Enfeitiçados pela ilusão de que vamos parar no presente, de que seremos jovens sempre, nos perdemos no tempo, e quando nos achamos novamente, já tudo mudou, porque tudo passa tão depressa, que num piscar de olhos, ao virarmos a fronte, as pessoas já se foram, os lugares já não estão lá. E nós, com tanto para termos dito, com tanto para termos feito, com tanto para termos sido com os nossos. É porque acordamos sempre do lado errado do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 44&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=9064096133847452305"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-9064096133847452305?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/9064096133847452305/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=9064096133847452305" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/9064096133847452305?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/9064096133847452305?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/03/arca-de-memorias.html" title="ARCA DE MEMÓRIAS" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh6.googleusercontent.com/-i0EoN1rUvbM/TY5t3A13lrI/AAAAAAAABas/7-kiiIvilFk/s72-c/Ba%25C3%25BA+sofisticado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YASXc6eip7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-5333497582676946234</id><published>2011-03-09T16:58:00.019-04:00</published><updated>2011-10-26T19:19:08.912-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:19:08.912-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Nosso Idioma" /><title>EXÓTICOS MEMBROS DO ALFABETO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-2nofon17RU0/TXfq1LQHCxI/AAAAAAAABaM/ZnQosCZtshg/s1600/ABC.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-2nofon17RU0/TXfq1LQHCxI/AAAAAAAABaM/ZnQosCZtshg/s1600/ABC.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;Eu sou o Dáblio e represento meus irmãos Ká e Ípsilon – exóticos novos membros do alfabeto. Estamos a publicar, neste Blog, um manifesto solene de indisfarçável afeição por esta rica terra, banhada por um idioma belo e sem fronteiras. Numa análise sintética, pontuamos as nossas aventuras a buscar-nos um futuro no sistema de escrita no Brasil, desses futuros que se fazem de sonhos conquistados e sorrisos plantados na boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outrora, os nossos passaportes para transitar pela grafia da Língua Portuguesa, eram do tipo "turista com acesso restrito". Finalmente, com a reforma ortográfica, n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ós, os estrangeiros &lt;b&gt;K&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;W&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Y&lt;/b&gt;, fomos oficializados&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;cidadãos&lt;/span&gt; brasileiros, so&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;mos agora vinte e seis letras ao todo, na mesma família. No anterior Formulário Ortográfico de 1943, apesar de constar vinte e seis lugares no alfabeto português, ficávamos separados em duas classes:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; vinte e três letras fundamentais, e três letras especiais liberadas somente para usos especiais. Doravante, pela força do novo pacto, todos estamos incluídos num pacote só, deixamos de ser os três especiais na listagem das letras e passamos a ocupar a nossa posição na ordenação sequencial do conjunto do abecedário. Ainda que em estreito espaço linear, podemos agora florir sentimentos e chover abraços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Desde aquele ano de 1943, ficamos isolados na solidão de um vagão descarrilado, naquela chamada classe especial, separados dos outros vinte e três irmãos que ocuparam o vagão principal por serem titulares da classe fundamental. Naquele período, nos sentíamos entre parênteses, imigrantes ilegais, aves fora do ninho, principalmente quando posávamos para impressão gráfica com outras letras, formando os estrangeirismos. E assim vivemos por tempos vazios, subjugados pelo preconceito, tachados de gringos, acusados de uma pronúncia de difícil dicção. Os brasileiros se mostravam arredios e nos olhavam de esguelha, com indiferença. Ainda assim, permanecemos por perto, infiltrados no vocabulário, tal o nosso envolvimento afetivo com a gramática, tal as nossas raízes já ramificadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas com o novo Acordo finalmente vingado, saímos do confinamento para a glória. Na nossa recente inclusão no abecedário, fomos recebidos por todas as letras com hospitaleiros fogos de asteriscos em clima de substantiva cordialidade. As consoantes e as vogais, amáveis e diligentes, nos presentearam com a mais autêntica solidariedade. Temos ciência de que não somos letras nativas, mas já é um conforto saber que não somos um apêndice, e sim, personagens do índice, porque fomos adotados legalmente. Assim, os brasileiros já podem conviver conosco sem desconforto e conhecer mais sobre nós. Somos como aves que das jornadas migratórias retornaram como partiram, a mesma plumagem, as mesmas cores, as mesmas batidas no peito. E por assim dizer, nas nossas idas e vindas, permanecemos como sempre: o meu irmão Ípsilon é uma vogal, o Ká é uma consoante, ambos procedentes do discreto grego. E eu, o Dáblio, importado de outras línguas, sou híbrido, posso ter as duas feições, dependendo da pronúncia na língua original: se alemã, sou consoante; se inglesa, sou vogal. Nós três vivenciamos, desde o mais longíquo passado, cordiais relações com o impetuoso latim. Agora, habitamos todos a mesma casa, formamos um clã.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E estamos inteirados de tudo, não somos cegos do mundo. Nossos caracteres têm sarcófagos de memórias que soletram todas as nossas perdas de espaço: já &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;desde&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; aqueles tempos do Formulário de 43, desejávamos um longe mais perto dos outros sinais na escrita, quando sofremos o golpe das mudanças de palavras que até então nos empregavam, substituindo o meu irmão &lt;b&gt;Y&lt;/b&gt; por I, o meu irmão &lt;b&gt;K&lt;/b&gt; por C e QU, e eu, por V ou U. Doeu nas vísceras mas, por morrermos de amores por esta Língua, cauterizamos a ferida. Sabemos, também, que atualmente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;estamos impedidos de prosperar qualquer tentativa de novos vocábulos na linguagem, além de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; não podemos interferir em formas já adaptadas ao português com o que p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;erdemos terreno para palavras estrangeiras já aportuguesadas, como o yene que passou a ser iene&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Embora cobertos de emplastros, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;conseguimos tudo superar e hoje só tecemos dias felizes, desses a crescerem brotos floridos no coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de regras tão rígidas marcando o nosso passo, resta-nos um restrito direito de circulação pelas veredas da ortografia. Enquanto as demais letras são livres para pluralizar os arranjos de sílabas, nós temos uma atividade singular: só podemos aparecer, unicamente, nos casos específicos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em siglas, símbolos ou unidades de medida internacional; em nomes próprios de lugar ou de pessoas, originários de outra língua e derivados; em termos estrangeiros e seus derivados. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim sendo, nossa permissão para ir e vir, converge para as palavras já existentes na fala e na escrita corrente, dentro da reduzida galeria de nomes estrangeiros autorizados pelo Acordo Ortográfico. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta é a herança que nos coube e mesmo que aspirássemos a voos mais altos, abraçamos a nossa tarefa, circunflexos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E assim foi a odisseia por que passamos até os ajustes finais desse último Acordo Ortográfico. Enquanto aguardávamos a vigência, meus dois irmãos e eu ardemos em febre, a quase verter sangue pelas veias, se sangue tivéssemos. De intensa avidez se cobriu a nossa torcida pela concordância dos signatários aos termos do instrumento que estava sob a regência dos linguistas e diplomatas dos países interessados. Proverbiais embates &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;a estorvar a consensualidade dessa reforma, colocavam nossa causa em suspense.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; Nasciam-nos dos poros riachos de adrenalina. Tínhamos ânsia em ocupar nossos assentos e estávamos atados a um limiar. Motivos políticos, econômicos e outros ocultos em camadas subjacentes, levavam as discussões a enredos infindos, sem soluções à vista, numa concorrência feroz de complexos de superioridade ou de legitimidade. A turbulência que cercou as negociações entre os homens para a unificação da escrita do português em todo o mundo onde nós estamos espalhados, nos lembrou uma narrativa, no início dos tempos, contada nas Escrituras, quando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;em toda a Terra havia apenas uma só maneira de falar: o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;episódio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; da Torre de Babel, &lt;span class="apple-style-span"&gt;construída na Babilônia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes e fazê-la tão alta que alcançasse o céu, numa afronta ao Criador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tanta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Todo-Poderoso a linguagem de toda a Terra, e dali os dispersou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do lado de cá do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;á-bê-cê&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;, não conhecemos o peso de ser alguém de carne e osso, mas &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;enxergamos que muitos humanos, hoje, carregam a mesma soberba daqueles povos antigos para se sobrepor a tudo e a todos no mundo real, sem ética mínima. Aplicam-se desvairadamente à linguagem dos mandos e desmandos e sobem ao cume das vaidades, a humilhar qualquer um, por causa de um carro novo e mais caro, um cargo mais elevado, um quinhão de dinheiro recebido, um título galgado. Outros constroem torres gigantescas de arrogância para abrigar seu ego inchado da presunção de subir até o topo mais alto das riquezas acumuladas, aniquilando quem se interponha no caminho. Esses pobres mortais desafiam céus e terra, porque se acham acima do bem e do mal. Esquecem que a qualquer momento, o Altíssimo poderá lhes calar a voz e lhes desempossar do corpo, lhes destituir deste mundo para a justa pesagem dos feitos e correspondente paga. Felizmente somos apenas letras que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;representam fonemas de uma língua &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;e recebemos em 2009 a honra de compor, perfilados, o alfabeto da língua românica oficial do Brasil - o alfabeto português que recita, em prosa e verso, a Língua de Camões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: -webkit-monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 43&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5333497582676946234"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-5333497582676946234?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/5333497582676946234/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=5333497582676946234" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5333497582676946234?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5333497582676946234?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/03/exoticos-membros-do-alfabeto.html" title="EXÓTICOS MEMBROS DO ALFABETO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://lh3.googleusercontent.com/-2nofon17RU0/TXfq1LQHCxI/AAAAAAAABaM/ZnQosCZtshg/s72-c/ABC.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYCRH4_fyp7ImA9WhRTF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-869931061961481595</id><published>2011-02-19T19:04:00.031-04:00</published><updated>2011-11-07T23:16:05.047-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-07T23:16:05.047-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recortes" /><title>ÀS VOLTAS COM A CRISE</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-preOdt6ygCQ/TWBMN9IMPtI/AAAAAAAABaI/Vxj4K6CXToo/s1600/Energia+eletrica.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-preOdt6ygCQ/TWBMN9IMPtI/AAAAAAAABaI/Vxj4K6CXToo/s1600/Energia+eletrica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A manhã se cobriu de clima ameno, naquela nuance&amp;nbsp;entre o sol e a chuva com cheiro de vento fresco a correr casa adentro. Animada com a folga do calor, me instalei na varanda com um &lt;i&gt;notebook&lt;/i&gt; e uma caneca com café caseiro&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;aquele adubado com mel e rapadura&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;–&lt;/span&gt;&amp;nbsp;para desenhar um projeto gráfico que estava na lista de espera do meu tempo sempre corrido. Entretida com a fluência dos traços, segui por horas, focada no melhor resultado possível. Quase pronto, no ponto, suspendo o encerramento para revisar cada detalhe exigido pela minha incurável mania perfeccionista. Nisso, um estrondo ao longe estremece tudo, da terra ao ar, aí incluídos os ninhos dos passarinhos que se hospedam no meu quintal. A música silenciou, tudo em volta se apagou e o &lt;i&gt;notebook&lt;/i&gt;, com a carga da bateria cansada, deixou escapar todo o conteúdo, ausentando-se involuntariamente em forçoso abandono de tarefa e levando junto, a contragosto, todo o meu esforço para o negrume da sua tela. Foi quando me dei conta de que não havia salvado o trabalho inteiro, desde o início, e meu elaborado arquivo foi despejado nas profundezas de lugar nenhum. Ainda fora do ar com o impacto das perdas e danos, recolho os cacos da lição bem aprendida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A frequência desses caprichos de oscilações de corrente e queda de fases, combinados com os rumores de panes na subestação, curtos-circuitos e ameaças de racionamento, sinalizam uma confissão escancarada de que estamos às voltas com a crise energética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E pensar que tudo começou no início dos anos 70, lá pelos idos de 1972. O “ouro negro” começava a escassear, tornava-se privilégio de um povo até então sem grande notabilidade: os árabes. O preço do petróleo foi às alturas. Com ele, porque transportáveis, todos os bens de consumo. Os reflexos se fizeram sentir no mundo inteiro. O fenômeno alimentava a voracidade de um gigante que despertava: a inflação. O problema assombrou o mundo. Urgia adotar soluções. A Revolução Industrial e o avanço tecnológico cada vez maior nas indústrias, principalmente na expansão automobilística, reclamavam, em níveis sempre maiores, os derivados do petróleo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Movido pelas necessidades, o homem se atirou à pesquisa, tendo buscado no carvão vegetal e no álcool extraído de diversas plantas, novas alternativas. A iniciativa foi estimulada em concursos e simpósios, e começaram a surgir os primeiros resultados. Desse filão, veio ao mundo o carro a álcool - tecnologia brasileira&amp;nbsp;–&amp;nbsp;hoje largamente difundido, figurando nas feiras internacionais pelo mundo afora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A busca incessante pelas opções alternativas de energia prossegue e ganha mais um trunfo com o apoio e o incentivo dado às usinas hidrelétricas em substituição às termelétricas, trazendo o oportuno proveito da enorme economia de combustível, já que a força motora é provida pelo impulso da própria água represada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; Por sua formidável fartura de águas, o Brasil, construiu seu sistema de energia elétrica baseado na geração hidráulica, justamente pela abundância de seus recursos hídricos. Depois disso, a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; escassez energética esteve, temporariamente, sob rédeas, mas o fantasma da crise rondava incansável à espreita da oportunidade para a investida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Nesse cenário, outras medidas alternativas empunharam as armas para bater de frente com a aparição da crise energética. Brotaram, então, os experimentos candidatos a salvar o barco, com a utilização das tecnologias solar, eólica, geotérmica, até àquela resultante da queima de restos orgânicos&amp;nbsp;–&amp;nbsp;a biomassa. Mas, a expressiva fonte de geração de eletricidade no mundo, se firma com a energia nuclear trazida pelo avanço tecnológico, hoje, com centenas de usinas nucleares em operação. Essa prodigiosa conversão do átomo em energia tem suas vantagens e inconveniências para a humanidade: entre os prós, como as abundantes reservas de combustível, se contrapõem os contras, como a produção de lixo radiativo e o aterrador estigma de acidentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porém, aqui no torrão pátrio, o sistema energético brasileiro ainda tem gargalos apertados que hoje alimentam a nuvem negra da crise se avizinhando. Todos sabemos que a infraestrutura brasileira é insuficiente para atender a atual necessidade do País, e o setor elétrico padece de problemas de natureza estrutural até hoje não equacionados e nem mesmo assumidos perante o povo. Mas, ao longo dos anos, nos relatórios e pronunciamentos do alto escalão do governo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;os “poderosos senhores” na gestão dos negócios públicos atestam, com os dedos cruzados, a suficiência absolutamente garantida no sistema de geração de energia, e deslocam o sistema de transmissão - que transporta essa energia gerada - para a conveniente categoria de vítima. Uma vítima de “estiagens imprevisíveis arremessadas ao espaço geográfico brasileiro pelo guardião celestial das questões atmosféricas aqui, no Planeta”. Juram, de pé junto, que a infraestrutura energética no Brasil é perfeita, robusta, sólida e estável. E, à revelia, São Pedro&amp;nbsp;–&amp;nbsp;o santo e inocente Apóstolo&amp;nbsp;–&amp;nbsp;é acusado injustamente, sem ter passado procuração a nenhum mortal para sua defesa neste fórum terrestre. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A verdadeira responsabilidade do risco de um colapso energético a que estamos submetidos é do descaso com que a severidade de assunto tão grave tem sido tratada pelas autoridades competentes. E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; já não é mais possível confiar em políticos e governantes – sejam de quais cores provenham seus partidos&amp;nbsp;–&amp;nbsp;que sistematicamente enganam a população com “verdades” insustentáveis, escamoteiam suas deficiências, cultivam a negligência como se virtude fosse e escondem as farsas e traças embaixo do tapete. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Antes do tratamento de choque ao pesadelo iminente dos blecautes, aqui no Brasil, carece resolver, na raiz, o apagão crônico da credibilidade da administração pública, em xeque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como leiga, me abstenho de apontar pretensas soluções para a atual crise, tão complexa. Mas arrisco meu palpite na premente necessidade de o País debruçar-se sobre as possibilidades de produção de energia, congregando pesquisadores, favorecendo o compartilhamento dos estudos entre os especialistas, na busca de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; uma luz no fim do túnel. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Indispensável reprisar a imperiosa urgência de investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia. É por este caminho, assim penso: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;investimento. Investimento para modernizar, para permitir o crescimento econômico, para esconjurar a assombração da crise&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Outro pitaco que arrisco é exigirmos um governo aberto às contribuições de todas as forças atuantes: empresariado, sociedade civil, peritos habilitados e comunidade científica, formando parcerias para somar forças e combater o perigo&amp;nbsp;–&amp;nbsp;que plana sobre o nosso sono&amp;nbsp;–&amp;nbsp;de condenar os brasileiros à escuridão tenebrosa do apagão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui, retomo meu trabalho perdido no episódio desta manhã. Como tudo tem uma razão de ser, o incidente hoje acontecido deixa uma sugestão para se pensar, também, nas soluções dos pontos de estrangulamento no nosso modo de viver, quando sentimos a vida prender-nos os movimentos. Às vezes um choque de poucos volts de tensão corretiva ou reparadora, trazido pelas intempéries da vida, precisa ser por nós dissecado, porque esconde o condão de nos despertar para novas descobertas e apontar novos caminhos. Outras vezes, quando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;o silêncio se impõe sobre o nosso ânimo, e pensamentos negativos nos submetem à densa energia, abatendo a carga das&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;nossas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;forças a quase nos apagar, temos o recurso infalível de reverter para a vibração em alta frequência, simplesmente dirigindo a mente para o polo positivo, a querer do mundo tudo que de melhor ele tem. E por fim, s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;empre que as quedas de corrente em nosso sistema emocional ameaçam a sobrevinda de crises ou apagões desencadeados pelas nossas fraquezas humanas, temos ao nosso alcance o poderoso investimento nas forças da Luz – sublime fonte geradora da mais alta e pura energia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&amp;nbsp;que irradiará com luminoso brilho o campo energético do nosso halo, para todo o sempre.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #993300;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 42&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=869931061961481595"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-869931061961481595?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/869931061961481595/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=869931061961481595" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/869931061961481595?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/869931061961481595?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/02/as-voltas-com-crise_19.html" title="ÀS VOLTAS COM A CRISE" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-preOdt6ygCQ/TWBMN9IMPtI/AAAAAAAABaI/Vxj4K6CXToo/s72-c/Energia+eletrica.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYERXo9fip7ImA9WhRTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-1625768295406730129</id><published>2011-01-08T22:10:00.048-04:00</published><updated>2011-11-10T23:28:24.466-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-10T23:28:24.466-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pauta Diária" /><title>O CELULAR NOSSO DE TODOS OS DIAS</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TSkl-le0SjI/AAAAAAAABZ8/5QelJE1olRM/s1600/Celular.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TSkl-le0SjI/AAAAAAAABZ8/5QelJE1olRM/s1600/Celular.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TSkl-le0SjI/AAAAAAAABZ8/5QelJE1olRM/s1600/Celular.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;chuva abriu a nova estação sem avisar. Algumas nuvens cor de chumbo, àquela hora da manhã, passavam carregadas, tão baixinho, que na saída do &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt; meu pensamento bateu numa delas e colheu um anúncio de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;friagem caindo o resto do dia. Caminhava para o estacionamento aberto me ocultando dos pingos sob o casaco úmido, como uma ave que agasalha a cabeça sob as asas molhadas. A pressa me pedia prudência para olhar o chão onde ia pisando. De repente, no estreito espaço entre uma vaga e outra, a surpresa de um estranho movimento no piso bloqueando a passagem, me barrou estática, até que eu pudesse entender o que se passava à minha frente: na pista encharcada, um par de pernas salpicadas de lama impulsionava o tronco de um homem bem vestido agachado embaixo de uma Triton Mitsubishi. Calcando o lustroso sapato contra o solo, no melhor estilo lagartixa, aventurava-se mergulhar mais fundo e assim alcançar algo tão precioso que valia o risco de perder o terno ou comprometer a própria integridade física num bizarro acidente. Ao perceber que alguém observava, levantou a voz com certo embaraço: “Tá tudo bem! É o meu iPhone que resvalou pra baixo desse carro e eu estou resgatando o aparelho”. Ufa, era apenas uma operação de salvamento de um... celular. Retomei minha marcha repensando com os meus botões: “Um minúsculo objeto eletrônico concorre pela posição &lt;i&gt;top &lt;/i&gt;na escala de desejos ditada pela ‘modernidade’ e, não raro, recebe mais atenção e energia do que qualquer ente querido mais próximo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Em tão curto tempo o celular tornou-se quase um periférico da máquina humana. Ganhou &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de parceiro na convivência com o homem moderno, criando uma relação de dependência explícita: dorme e acorda junto, frequenta o mesmo banheiro, descansa incondicionalmente pertinho dos seus braços, recebe o calor das suas mãos mais vezes que qualquer animal de estimação, acompanha sua rotina atrelado a tiracolo, apossa-se de vaga privilegiada em sua memória e tem residência fixa entre o seu ouvido e a boca. E, se por um eventual descuido, seu senhor (ou escravo?) dele se separar ou se descobrir desacompanhado desse “gênero da maior de todas as necessidades”, sente-se nu, impotente, incompleto, vulnerável, literalmente fora do ar, entra em pânico e se atira a qualquer empreitada de risco para reavê-lo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Penso que tudo isso é resultado de um dos efeitos colaterais dessa nova era em que vivemos. A simples possibilidade de se sentir incomunicável em qualquer lugar gera uma atormentada insegurança ao viciado nesse aparelhinho móvel, exótico e, muitas vezes, infernal. Infernal, principalmente, quando uma longa conversa fiada ao volante do carro abre o caos no trânsito, a expor condutores e transeuntes a danos irreversíveis. E essa festejada novidade atolada de utilidades, como toda “moeda de dois gumes”, esconde, na outra face, o risco de desenvolver doenças e distúrbios potencialmente vinculados à radiação eletromagnética emitida por suas ondas sobre mortais seres humanos. Mas todos os terráqueos antenados nas novas tendências portam consigo esse diminuto instrumento, ligados a uma infinidade de siglas da web que ultrapassam os confins da ficção, num mundo onde a multidão aumenta nas ruas, mas o sentimento de afastamento e isolamento é profuso. Onde as pessoas se conectam pela fala mais do que nunca, mas a solidão e a falta de solidariedade imperam absolutas. Onde as redes sociais se alastram por todos os pontos geográficos, mas a carência marca o passo e a ausência assina presença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Sei que o avanço veloz da tecnologia nos flagra perplexos e arremessa, em doce melancolia, um ar de saudosismo ao passado. Um passado sem os sofisticados recursos trazidos pela Eletrônica, mas farto de reuniões com familiares, amigos, colegas, vizinhos, conhecidos... É inegável que, nos dias de hoje, o telefone móvel agrega numerosas vantagens garantidas pela propriedade de ser portátil. Como uma via de atalho, se transmuta em poderosa arma de ligação entre pessoas, sem limites de tempo, espaço, convicção política ou religiosa. E cada usuário desenvolve uma relação própria, peculiar com o seu brinquedo. Muita gente fustiga a orelha, por horas seguidas, na carenagem desse engenhosa ferramenta de comunicação. Têm, nela, a via de solução mais eficaz de seus assuntos pessoais e comandam através dela todas as suas operações diárias. São os casos que eu chamaria de assumida sujeição, ambos, felizes até a tampa. Também pessoas há, que atribuem ao celular a oscilação do seu nível de bem-estar, segundo a quantidade e origem dos telefonemas recebidos. As mensagens colecionadas balizam o seu estado de satisfação e computam o grau de agrado que o seu dia lhe traz. Outras criaturas, ainda, depositam no aparelho toda a sua concentração diária, empregando tempo e esforço na troca de torpedos ou na manipulação hipnótica dos recursos. E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;scravizadas pela frenética exploração das funções incorporadas ao seu modelo,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;azem do telefone o seu objeto de devoção diária, o santo de suas horas ociosas. V&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ivem num mundo paralelo,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;alienadas de todo o resto, à margem de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Também me confesso aficionada por tecnologia, mas, no que se refere ao meu telefone celular, decidi, como razoável, a permanência mínima no seu campo de radiação, em ligações breves. Resisto, impassível, às suas habilidades de sedução e não permito sua ingerência indesejada no meu tempo, nos meus assuntos, no meu dia. Exerço eu o controle, dito eu as regras para permanecermos sob o mesmo teto. É assim que desfrutamos de uma convivência pacífica e harmoniosa. Usar e abusar do celular não está, ainda, regulado por regras de boa conduta, mas reclama as regras básicas embutidas no código do bom-tom e na lei do bom senso. "Tudo demais é muito", assim, carece encontrar o equilíbrio no uso e desuso dessa peça indispensável junto aos nossos apetrechos de guerra e paz, dia e noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Num rodízio de pizza, por exemplo, em casa ou na cervejaria, para jogar conversa fora ou tratar de temas longos, cabem aquelas extensas ideias trocadas em ligações intermináveis que calejam as sensíveis conchas da nossa audição. No velho hábito de arrumar as cadeiras nas calçadas, na frente das casas, cabem todas as trocas de notícias, como antigamente, quando tudo dependia mesmo do encanto do encontro, da dramaturgia da conversa, do gosto de aconchego da boa prosa acompanhada de risadas. Como dizia o meu pai, loquaz em sua fala sempre cheia de cor: “Compadre, para uma boa prosa, preparo uma galinha d’angola, resfrio um bom vinho no Domingo e lhe convido para almoçar”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Por tudo isso, precisamos reaprender a abrir os olhos. Todos os dias a nossa vida passa frente a eles. Muitas vezes é no abrir dos olhos que nos descobrimos a avultar memórias. Mas se enxergarmos tardiamente, já quase nada nos pertence, porque os dias são efêmeros, é como acordar a tempo para o mundo, mas muito tarde para a vida. É preciso, de vez em quando, cancelar as ligações, desligar a campainha, emudecer o celular nosso de todos os dias, para ouvir o barulho do mar ou o assobio de uma rajada de vento. Ouvir o ruído do movimento à nossa volta, o som da vida, o clamor da consciência. Ouvir a voz do silêncio. Do silêncio que vem de dentro de nós para estabelecer o contato com as profundezas do nosso interior, onde Deus está. À espera da nossa chamada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 41&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=1625768295406730129"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-1625768295406730129?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/1625768295406730129/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=1625768295406730129" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/1625768295406730129?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/1625768295406730129?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2011/01/o-celular-nosso-de-todo-os-dias.html" title="O CELULAR NOSSO DE TODOS OS DIAS" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TSkl-le0SjI/AAAAAAAABZ8/5QelJE1olRM/s72-c/Celular.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEAFQXc4cSp7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-722291532868733635</id><published>2010-11-17T11:31:00.022-04:00</published><updated>2011-10-26T19:45:10.939-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:45:10.939-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reflexão" /><title>VIAJANTES DAS ESTRELAS</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TOP1AdnHhoI/AAAAAAAABZY/tHRdFPDqhj0/s1600/Globo+terrestre.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TOP1AdnHhoI/AAAAAAAABZY/tHRdFPDqhj0/s1600/Globo+terrestre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Muitos aqui a veneram como Mãe, por nos prover, como nutriz, com as substâncias vitais. Outros lhe atribuem os poderes de Gaia, por ser um superorganismo vivo. Há os que se arriscam a chamá-la de Base Estelar, por acreditarem que somos viajantes do espaço e compartilhamos a imensidão do Universo com outras civilizações extraterrestres. Particularmente, gosto de tratá-la por Terra – nossa casa no Plano Físico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A Bíblia revela em Gênesis: "... Deus criou o céu e a Terra, .... e viu que tudo era Bom." Num Universo de dimensões infinitas, muito além da imaginação e indagações humanas, a Terra é uma joia minúscula adornando o firmamento a inspirar poetas e prosadores. Mas o Criador foi meticuloso na engenharia dessa obra incomparável: vestiu-lhe a crosta terrestre&amp;nbsp; com uma Natureza esplêndida e exuberante, distribuiu recursos naturais preciosos e abundantes em todo o seu solo. Colocou um sol a uma distância suficiente para lhe abastecer com a justa medida de luz e calor a lhe garantir a sobrevivência. Posicionou um satélite natural no exato lugar para lhe regular os fenômenos. Produziu uma colossal quantidade de gases, com predominância do oxigênio e nitrogênio, para lhe recobrir toda a superfície e possibilitar a existência de vida. Reservou a água como substância essencial em inimaginável volume. Ajustou a inclinação do eixo imaginário, acertou os ponteiros dos movimentos de rotação e translação, desenhou com irretocável precisão os traços invisíveis dos hemisférios e meridianos, e cuidou dos detalhes mínimos em nosso domo cósmico para o equilíbrio dos ecossistemas na biosfera, com absoluta perfeição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Do pó criou um repositório de maravilhas, um cenário de vida com um manancial de riquezas magníficas e inexauríveis e no mesmo pó, deu o sopro divino a um gestor – o ser humano – a inteligência racional, o responsável consciente pelo crescer e multiplicar da humanidade com ordem e progresso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Supremo Arquiteto da Criação - que tudo pode, em sua excelsa onisciência, criou a Terra e o ser humano do mesmo elemento para coexistirem em harmonia, sempre. Tudo em nós vem da terra. Nutrimo-nos da terra e a portamos em nosso organismo e, por assim dizer, a terra habita em nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Abracei esse segredo, faz tempo. Numa tarde chuvosa entrevistava um cientista antigo e experiente sobre o objeto de seu projeto científico financiado pela minha Instituição. Tive, na ocasião, o privilégio de ouvir da própria fonte, um trecho breve da sua primeira descoberta no início da carreira, muitos anos antes. O respeitável Ph.D. desenterrou um bloco fragmentado da última gaveta com anotações descoradas, e em tom de confidência me fez o seguinte relato: “Quando jovem, era muito afoito, carregava o mundo embaixo do braço. Encontrava-me, nessa época, como pesquisador, coletando amostras de solo em terreno íngreme. No afã de extrair o máximo proveito da excursão, embrenhei-me floresta adentro ignorando os limites de segurança. Entre folhagens e troncos, deparei-me com restos mortais de um ser humano em decomposição, provavelmente capturado por um animal selvagem. Instintivamente, coletei material para estudo, atendendo o chamado da veia científica. No laboratório, a surpresa da constatação: os elementos químicos encontrados no corpo humano são os mesmos que compõem o solo. A emoção de tamanho descobrimento vindo da minha própria investigação e não de outras literaturas, provocou uma revolução em meus conceitos e abalou minha postura diante da vida. Desde aí, o coração nunca soube que os pés queriam um caminho por onde o corpo não foi.” O eminente especialista, naquele momento, curvado ao peso dos anos e das verdades conhecidas, com semblante austero, como quem arranca uma sentença das entranhas, me destilou esta expressão, sílaba a sílaba: “Nossa embalagem veio do pó e ao pó, literalmente, retornará.” Não mais esqueci que a nossa duração é quase nada, mas um quase nada que é tanto e nós fazemos tão pouco do muito que há para avançar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um dos salmos de Davi assim diz em mansas palavras: "A terra nos dá o seu fruto, e Deus, o nosso Deus nos abençoa". Porém, como reagimos diante de tão generosa provisão? Eu diria: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A humanidade vive imersa em atordoante atmosfera. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Envolta em ganância desmedida, despreza nosso meio-ambiente e depreda os recursos disponíveis, violando as sagradas leis naturais. Em conivência com a devastação, assiste, passiva e omissa, à morte gradual e lenta do nosso Planeta Azul, colocando em risco nossa própria sobrevivência aqui. Inexiste um meio alternativo de garantirmos uma Terra sadia com o ser humano enfermo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo neste mundo de cá, gira em torno de uma simples equação de ação e reação: o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;fereça o bem e o bem receberá; extinga e será extinto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nossa vinda a este mundo terreno tem uma razão de ser. Nada é por acaso. Estamos aqui, sob as vestes da carne, para aprender, para crescer, para evoluir em todos os sentidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nosso valor não é medido pelo "ter", mas pelo "SER".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Precisamos, neste momento, ser mais intuitivos, mais sintonizados com o biorritmo da Terra, respirar em sincronia com ela, escutar-lhe os apelos, devolver-lhe o equilíbrio com música nos passos e assim, conspirar com ela por uma vida plena. Não se trata de conjeturas filosóficas, mas de medidas práticas. É bem fácil, tudo deve começar por nós e em nós mesmos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Com os olhos da boa-vontade, podemos ver melhor tudo o que está à nossa volta para reconhecer as oportunidades diárias ao nosso lado. Podemos simplificar nossa vida, erradicar o hábito de amontoar inutilmente bens que não comportam transporte na viagem derradeira. Podemos aprender a reaproveitar, a reciclar o que for possível, a optar por materiais biodegradáveis, a produzir menos lixo, a denunciar desperdício de água e risco de incêndio, a plantar mais verde...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E com um pouco de consciência, nos tornaremos seres pacificados conosco, com os outros, com a Terra, com o Universo. Aqui, não há uma fórmula miraculosa ou secreta. São feitos muito simples, ao nosso alcance. Tudo o que existe é pura energia e, por tal, nossa presença é sentida em qualquer local do mundo. Assim, o amor incondicional, aquele que não faz distinções ou preferências, ao abrir um gesto amigo ou solidário, ao lançar uma palavra positiva ou um incentivo a quem deles precisar, ao estender a mão com complacência, ao perdoar ofensas com sinceridade, poderá gerar uma energia harmonizadora com ressonância em todo o globo terrestre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; mso-line-height-rule: exactly; mso-pagination: none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Viajantes das Estrelas que somos, por transitarmos por estações espirituais em outras dimensões, saberemos, após a morte, que tempo e espaço foram presentes valiosos durante a nossa forma humana para esmerilar a parte imortal, aquela que fica e aspira pelo acesso à extrema felicidade nas Esferas Superiores. Mas, para alcançar os Planos mais Altos é preciso, aqui na Terra, antes do desenlace entre corpo e alma, ter feito a lição de casa, aquela que exercita o amor, o perdão, a caridade, e que traduz no zelo consigo, com o outro e com o Planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 40&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=787673209471180828"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;POSTAR &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;COMENTÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-722291532868733635?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/722291532868733635/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=722291532868733635" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/722291532868733635?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/722291532868733635?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/11/viajantes-das-estrelas.html" title="VIAJANTES DAS ESTRELAS" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TOP1AdnHhoI/AAAAAAAABZY/tHRdFPDqhj0/s72-c/Globo+terrestre.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEQFSHoycSp7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-4549038925770634931</id><published>2010-09-27T17:15:00.045-04:00</published><updated>2011-10-26T20:45:19.499-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T20:45:19.499-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Memórias" /><title>"SÃO GOOGLE", PARA OS ÍNTIMOS</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TKEsOtjQFrI/AAAAAAAABZI/fL4ToGOLjeI/s1600/Google.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TKEsOtjQFrI/AAAAAAAABZI/fL4ToGOLjeI/s1600/Google.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi diferente o meu jeito de aprender do jeito de se aprender agora. Muitos questionamentos bombardeavam minhas ideias, intrigantes perguntas sem respostas sobre os mistérios deste mundo atiçavam minha curiosidade. Queria, como toda criança, entender “por que as estrelas não caíam do céu”, e outras centenas de ingênuas questões não resolvidas. Na convivência com pessoas queridas dotadas de paciência, abusava das oportunidades de cimentar conhecimento no meu cérebro com a liga da afeição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;
–&amp;nbsp;Era noite alta e eu era bem pequena. Um apagão repentino reuniu a família na varanda. Enquanto imperava a escuridão, petiscos eram devorados para espantar o sono. Estiquei o olhar espreitando, por entre as nuvens, o que havia para além da madrugada. Sem que eu esperasse, meu pai apontou para o negrume da noite e me explicou a posição das constelações no céu. Sob a luz tênue da vela, improvisou sobre o papel da embalagem vazia de bolachas, o mapa das figuras formadas pelas estrelas. Falou de distâncias e ângulos como se eu fosse gente grande. Tudo ficou bem demarcado na minha cabeça e até hoje, quando olho para o céu, vejo nas cinco estrelas da Constelação Cruzeiro do Sul ou nas Três Marias do cinturão de Órion, as linhas desenhadas pelo meu pai. Foi daquele momento que nasceu o meu deslumbramento pela Lua – a rainha dos astros noturnos&amp;nbsp;–&amp;nbsp;capaz de interferir em nossas marés com suas variações de humor e controlar, conforme seus caprichos, fenômenos aqui na Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
–&amp;nbsp;Os primeiros e preciosos conhecimentos vinham da experiência dos mais “letrados”, quando insistíamos nas réplicas e tréplicas aos intermináveis encadeamentos dos nossos “porquês”. Observando, refletindo, investigando, extraíamos conclusões daquele mundo desconhecido que de tão grande, ocupava a casa, o jardim, a rua, a escola, a igreja e um pedaço de céu. Logo depois, os livros tornavam-se passaportes para o prazer do conhecer, do saber, onde todas as certezas faziam sentido. Na leitura concentrada aguçávamos nosso senso crítico, nosso gosto pela língua. Inexistiam as facilidades imediatamente disponíveis trazidas pela Informática, mas inventávamos formas divertidas de aprender brincando. Criávamos nossos próprios jogos e concebíamos nossas histórias futuras, dessas que se contam&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;como um segredo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ao pé do ouvido. Uma folha da agenda ou a areia da praia tornavam-se campo aberto para disputar com as amigas afins as soluções dos desafios de lógica ou equações matemáticas. Pesquisar significava mergulhar em estreita sintonia com os autores consagrados, por horas esquecidas na biblioteca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #7f6000; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;
Hoje convivo com avançada tecnologia na era digital. Longe de pecar por saudosismo, vejo com certa inquietação, particularidades um tanto diferentes na formação da atividade intelectual por parte dos jovens. As crianças dos novos tempos também têm dúvidas, a diferença é que... o Google responde. “São Google”, para os íntimos. Os familiares, os amigos de verdade, ficaram em modo de hibernação, descartados para um segundo plano, afinal, a Web criou a “Geração Google”, que tem na Internet a resposta a todos os porquês, no seu mais complexo desdobramento. Ao Google o que é do Google: todos os méritos que lhe cabem. “Ave Google!” Nós é que precisamos, como seres pensantes que somos, ajustar os comandos da nossa navegação com ele. O conjunto de dados descarregados na tela representa um acervo gigantesco e muitos estudantes percorrem a Internet como sua fonte abundante, porém suas consultas se limitam a águas rasas, superficiais. Navegam em busca de elementos para suas pesquisas, mas suas procuras são horizontais, quase nunca se embrenham no aprofundamento do assunto. Saltitam, acelerado, de site em site. Diante do imenso arsenal de dados abertos, a cabeça se fecha, porque essa fragmentação na busca da informação deixa um embaraço na capacidade de digerir o conhecimento adquirido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um amontoado de dados não se sustenta, por si só, como uma via de conhecimento. &amp;nbsp;Buscar informações instantâneas e "ruminadas", sem estar preparado para filtrar e organizar os resultados obtidos não transforma o material em informe relevante. E crianças e jovens ficam a sobrenadar na superfície do ciberespaço. As viciantes ferramentas de distraimento oferecidas pelo computador, passam a lhes corroer a concentração, passam a lhes esmaecer até mesmo o que já apreenderam do nosso belo idioma. Não conseguem prosseguir numa leitura com mais de três parágrafos. Habituaram-se à inexistência do rigor na escrita, palpável em numerosas falas de blogueiros subjugados pelo “tudo vale / inventividade nenhuma / cultura pra quê?”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais que a televisão, a ligação frenética com a Internet, cheia de fantasias e vazia de significados, carcome, desde as bordas, as relações familiares, porque reduz em quantidade e em qualidade a interação entre filhos e pais. Corre uma febre virótica entre muitos adolescentes com seus notebooks a enfurnarem-se no quarto, plugando-se em suas cápsulas, afoitos para decolar rumo aos sites de relacionamentos. Dificilmente estão imersos em instrução ou preocupados com crescimento, apenas absortos, unicamente, em "fofocas e passatempos", numa fogueira de exibicionismo inútil. Juram que a Suíça fica no continente americano e desconhecem até mesmo o que seja uma “cota de emissão de carbono”, porque seu universo é, nada mais, que uma rede social de amigos virtuais. Bem ligeiro, colecionam "amigos" em todo o Planeta. Nem percebem que essas conexões&amp;nbsp;–&amp;nbsp;frágeis interesses casuais&amp;nbsp;– distam um ano-luz da&amp;nbsp;ideia de amizade, são efêmeras como um sopro a três passos do fim, e findam velozmente, incineradas pelo clicar de um mouse. Ao tempo em que os pings eletrônicos lhes anestesiam a realidade, seus intelectos desaproveitam a herança cultural e cívica que balizou a construção dos nossos valores e atou o nosso perfil à imaterialidade do corpo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tão ou mais preocupante, é quando essa dita Geração Google adere ao funesto hábito do "copia e cola" informações, de forma passiva e apática, enfraquecendo a tendência do criar. Péssima prática que torna a criatividade estéril, a expressão verbal ou escrita áridas, as hipóteses de desbravamento desertas e que conduz, inevitavelmente, à mediocridade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas acredito que tudo isso tem cura, pode ser reparado. Por experimento, sei que o cérebro humano é suscetível ao adestramento. Assim como ele se moldou desatento, pode ser treinado para reter atenção. Podem, as habilidades de concentração e foco, ser reensinadas ou reaprendidas. Podem, os internautas crônicos, redescobrir a graça do trato face a face, do estar perto dos seus para construir ao vivo e a cores, com pessoas de carne e osso, uma experiência de vida real, com o calor nas mãos e a expressão no abraço. Podem, ainda, os pesquisadores contumazes, forçar o hábito para criar interpretações pessoais na triagen do material encontrado, adicionar inteligência, e questionar, explorando outros métodos, outras fontes, porque é possível estar diante de uma amostra distorcida. O Google – monopolizador do mercado de busca brasileiro&amp;nbsp;–&amp;nbsp;escreveu, mas isso não atesta uma verdade absoluta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tecnologia que rege o ciberespaço trouxe maravilhas à vida moderna. E o viver com os nossos aqui na Terra fez de nós o que somos hoje. Assim, a harmonia entre mundo real e mundo virtual, o equilíbrio na interação entre seres humanos e máquinas nos apontam o caminho para uma terra prometida chamada “Progresso &amp;amp; Bem-Viver”. Só depende de nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 39&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_241818559"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=4549038925770634931"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-4549038925770634931?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/4549038925770634931/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=4549038925770634931" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/4549038925770634931?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/4549038925770634931?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/09/sao-google-para-os-intimos.html" title="&quot;SÃO GOOGLE&quot;, PARA OS ÍNTIMOS" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TKEsOtjQFrI/AAAAAAAABZI/fL4ToGOLjeI/s72-c/Google.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0YFQX46fSp7ImA9Wx5WF0s.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-144143235328217340</id><published>2010-09-04T17:46:00.023-04:00</published><updated>2010-09-29T08:58:30.015-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-09-29T08:58:30.015-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sobrenatural" /><title>AGRADECER É ARTE</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TIKO5TMh_1I/AAAAAAAABY0/bx5L_vpiRyc/s1600/Agradecimento.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TIKO5TMh_1I/AAAAAAAABY0/bx5L_vpiRyc/s320/Agradecimento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06; font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 20px;"&gt;Tenho, neste instante, um pequeno seixo de rio na mão. Uma simples pedra que, entretanto, erige um totem do meu agradecimento aos céus. Cedo aprendi a agradecer, daquela forma casual, à superfície dos gestos, ao sabor das palavras formais nos ritos religiosos. Mas em diversos momentos da minha vida, fui impelida a encontrar a estrada da gratidão, aquela que nos dirige ao verdadeiro sentido de agradecer por tudo ou por algo recebido, ínfimo que seja. Um desses momentos, por exemplo, deixou registro em meu diário, ao trocar de endereço com minha família pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Estávamos de mudança para um apartamento na praia, frente ao rio, na busca da ventura de encontrar em residência condominial a segurança e a praticidade exigidas pelos tempos modernos. O coração tinha ido na frente, seduzido pela vista de sol e mar de água doce. Na euforia dos preparativos, fizemos, reunidos, a última refeição na casa onde vivemos por anos. Todos os familiares cuidavam do fechamento de tudo para a entrega da chave ao recente comprador. Cheia de entusiasmo pelo rio a me atravessar as retinas e movida pela afobação, saí às pressas, sem olhar para trás, para tratar de detalhes na nova morada. No caminho, recebi um telefonema do meu marido nos seguintes termos: “Regina, quando saíste, todas as plantas dos vasos e jardins murcharam, encolhendo as folhas a olhos vistos. Abateram-se todas com a mesma reação e ao mesmo tempo, parecem sem vida”. Num estalo, lembrei que receberam rega pela manhã, mas não lhes falei da nossa saída. Com a pressão da partida em regime de urgência, não lhes dirigi qualquer atenção. E sensíveis como são, esses delicados seres vivos interagem com o ambiente, captam e transmitem energia e reagem aos estímulos externos. “Certamente perceberam nosso afastamento e experimentaram a terrível sensação de abandono”, pensei alto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Nessa hora já me encontrava longe demais para retornar, mas com a omissão à garganta e quase febre nas mãos, caí refém do remorso por ter passado em branco o meu agradecimento ao Senhor Deus pela convivência com todo aquele verde tão acolhedor. Havia saído, à tardinha, com a cabeça no espaço e o azul das nuvens me ofuscara os laços com memórias tão gratas. Um poente inquiridor andando-me às costas, assistia a erupção vulcânica da &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;mea-culpa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;, desfalecendo minhas forças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Ensaiei uma retrospectiva dos fatos e me lembrei dos muitos anos com minha família naquela casa, ajuntando no peito histórias felizes, com muitas vitórias para celebrar. Acolhia correntes de ventos soprando nuvens animadas sobre nossos dias. Alimentava os arbustos e as flores com agrados diários quase sempre com o coração em repouso sobre suas folhas. Ao sair pela última vez, com a dispersão atracada às minhas ideias pelo &amp;nbsp;foco em outras preocupações, deixei, involuntariamente, de me despedir das viçosas plantas; esqueci, distraidamente, as palavras da prece do lado de dentro da boca com tanto para dizer. Então, mesmo distante, como quem inventa um tempo aberto num outro espaço, mentalizei o meu antigo quintal, ancorei os pés na terra entre as roseiras e agradeci ao Pai Celestial, com a força da contrição, pelo oceano que aquela habitação nos deu e que, por mais que me empenhasse, só conseguiria registrar uma gota de agradecimento. De joelhos, agradeci o tempo em que a casa nos abrigou com conforto e bem-estar. Agradeci por tudo o que aprendi em todo o período, vivendo ali. Na oração pedi ao Infinito Bem que tudo naquela vivenda se mantivesse íntegro e funcional e que a nova família a entrar fosse abençoada e protegida com a felicidade pelo usufruto de toda a comodidade. Sei quanto este conto beira os limites do inverossímil, mas a vitalidade com que as plantas se reergueram, no dia seguinte, me falou de paz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;A partir de então, criei vários lembretes de agradecimento na forma de seixos rolados, aqueles fragmentos de rocha retirados do leito do rio, que quando vistos ou tocados, me agregam a lembrança dos muitos motivos que tenho para agradecer. Distribuí vários deles pela bolsa, pelas gavetas, prateleiras e lugares onde as mãos procuram objetos de uso diário. Assim, quando minha mão roça numa dessas pedrinhas ao procurar qualquer miudeza ou quando meus olhos recaem a visão sobre uma delas, é hora de agradecer, é hora de elevar o pensamento ao Criador em louvor e com gratidão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Para todo o sempre, agradecerei por tudo o que temos e recebemos, e por tudo o que nos é permitido conhecer, ver e fazer. Ainda que este sempre seja tão breve que caiba na palma da minha mão, agradecerei com alegria sentida, dessas que ficam a crescer-nos como heras floridas nos muros do espírito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;E agradecer é arte a ser praticada com devoção: a nossa alma deve misturar-se ao gesto, nossas palavras devem conter o calor da sinceridade e a força da intenção. O resultado precisa imprimir a energia do nosso reconhecimento e a certeza da nossa sintonia com o Bem Maior. O que conta é o fervor do sentimento e a espontaneidade do ato. É uma reverência especial da alma a sós com a Bondade Suprema, respeitosa na informalidade das palavras, verdadeira no rogo ou na exaltação que fluem do peito aberto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Por tudo nos cumpre dar graças. Somente quando nossos corações se expressam gratos é que estamos prontos para multiplicar as graças generosas do Altíssimo. No milagre da Multiplicação dos Pães, antes de partir o pão e os peixes para serem distribuídos, Jesus os tomou nas mãos para dar graças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Normalmente, o ser humano resmunga irritado diante das dificuldades ou do mínimo obstáculo a transpor na sua rotina. Não percebe que as refregas no quotidiano são oportunidades de fortalecimento e exercícios de perseverança. Desaprende a bendizer o dom da vida, a oportunidade de crescimento em cada novo dia, os dotes recebidos em abundância, as bênçãos que retém nas mãos. Sequer identifica as pequenas graças de cada instante ou reconhece nos pequenos prodígios o imenso amor com que o Pai Misericordioso nos unge com suas santas mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;Mas em tudo nos cabe um “Muito Obrigado” ao Eterno Benfeitor: no recebimento dos bens, das dádivas e dos milagres, assim como na passagem por provas, por sombras e por espinheiros, pois tudo faz parte da depuração necessária ao espírito na caminhada para a Luz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;É assim que, a cada dia, podemos ser e saber um pouco mais do que ontem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #b45f06;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 38&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_565110856"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=144143235328217340"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-144143235328217340?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/144143235328217340/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=144143235328217340" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/144143235328217340?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/144143235328217340?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/09/agradecer-e-arte.html" title="AGRADECER É ARTE" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TIKO5TMh_1I/AAAAAAAABY0/bx5L_vpiRyc/s72-c/Agradecimento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUNQH8-cCp7ImA9WhRTF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-5011760045002049418</id><published>2010-08-09T20:43:00.027-04:00</published><updated>2011-11-07T23:18:11.158-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-07T23:18:11.158-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Recortes" /><title>COM A PALAVRA, NÓS - OS BRASILEIROS!</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503579934107571618" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGCkynVzFaI/AAAAAAAABUk/WvAu3cg-IDE/s200/PPlanalto.jpg" style="float: right; height: 142px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; width: 142px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Ainda não sei se é pela vinda de Setembro trazendo a Primavera embrulhada nas cores da Pátria ou se é pela proximidade de Outubro apregoando a chegada das eleições presidenciais. Sei apenas que sinto o tempo girando a chave do mecanismo de corda que acocha o nosso peito e liga o sinal de alerta em nossos sentidos neste importante momento político, quando a força do voto perante a urna imprime legitimidade à sentença: “Com a palavra, nós - os brasileiros!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;A pauta da imprensa está voltada, com todo o poder de fogo, para a classe política. A mídia vira os holofotes para a corrida presidencial, submetendo todos os participantes a uma hiperexposição ao público &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;pelas molduras das vias de comunicação&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;, nas campanhas compulsórias, nos debates eleitorais e na propagação de suas imagens nos telejornais diários. Porém, funesto é o efeito de tanta mostra: à guisa dos danos produzidos na fotografia antiga, é na superexposição à luz, que se queima o filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;As lentes atentas das câmeras revelam a face oculta de cada um por detrás da maquiagem. Sob o manto da dissimulação, candidatos constroem em suas falas, muros de falsas verdades encobrindo fatos irreveláveis. E com as ‘mãos no coração’, em atitude comovente. A prioridade de todos - as chamadas metas – são as mesmas promessas vãs, eleitoreiras e marquetizadas: saúde, educação, segurança e progresso. Na verdade, todos os presidenciáveis parecem portar o vírus que ativa uma estranha metamorfose após a vitória nas eleições: "perdem a lembrança" de todas as juras feitas no palanque, desqualificam os votos&amp;nbsp;arrancados da esperança de uma população crédula e compactuam com a mesmice, participando do jogo viciado de sempre; buscam a suntuosidade dos palácios, o aparato das cortes, a adulação da diplomacia, a troca de presentes com os demais mandatários, a oportunidade de estar distante de Brasília, em solo alheio, fora do alcance do monitoramento de seu povo, atolados nas mordomias, cercados de lacaios. Na verdade, ninguém deseja administrar a máquina para consertá-la e sim para aproveitar-se dela o quanto possível, assegurando, para o si e para o seu clã, tempo maior na abastança com a manutenção dos privilégios&amp;nbsp;oligárquicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Talvez pela constância desse “déjà vu” no cenário público, o descrédito e a desconfiança tenham assolado a cabeça de um desconhecido e brilhante jovem formando em Administração. Ao conversar comigo, dias atrás, sobre a iminência do horário político mostrou-se enfático: “Não sou ligado em política. Nem conheço os candidatos, voto por obrigação, mas nem escolho nome algum. Se pudesse me abster de votar, ficaria longe desse sistema que elege uma corja de incompetentes e enganadores. Não acredito em nenhum deles.” Diante de tal depoimento, muito me aflige perceber que essa postura reflete a convicção de expressiva faixa da juventude. Ao pensar que somos a imagem de quem elegemos, temo pelo distanciamento dos eleitores alienados que se alijam do processo e deixam a Nação à deriva, afogando-se no caos. Temo, por outro lado, diante das más escolhas, que o meu País fique girando em círculos, num retrocesso de si, sem solucionar seus problemas e sem demarcar um rumo para o futuro. Razões como essas, ilustram que a importância de valorizarmos o voto consciente, está muito além dos aspectos legais, éticos e políticos, está num “quê” de compromisso pessoal com a Pátria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Todo cidadão tem o dever cívico e sagrado de depositar o seu voto na urna para dar alicerce eleitoral à Democracia brasileira, porque a Democracia é o mais eficaz sistema de organização social a permitir a prática da liberdade de ação e de expressão. Porém, o simples fato de se ter vivência num regime democrático, não garante o resguardo da condição de liberdade. Assim explico o meu raciocínio: O processo eleitoral seleciona os representantes do povo para os cargos mais importantes da Nação. Nesse momento, um povo sábio e bem informado se utiliza da Democracia para afastar os embusteiros e criar prosperidade ao país. Mas um povo ingênuo e inculto, consente que os demagogos e os impostores, atuando como verdadeiros gângsteres, controlem a Democracia e manipulem as rédeas do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Infelizmente, o voto em branco, assim como o voto nulo, ainda que representem um protesto, um manifesto contra as opções existentes, na prática não produzem efeito algum no resultado das eleições, pois não são considerados no cômputo como parte válida do resultado. Justo e razoável seria se o voto em branco validasse a rejeição popular aos candidatos àquele cargo, ensejando o esvaziamento da cadeira correspondente e forçando à nova composição partidária mais seleta. Certamente os partidos, temendo por tal resposta nas urnas, selecionariam, com apurado zelo, representantes mais qualificados técnica e moralmente. Assim, o resultado das eleições se configuraria numa real e autêntica vontade popular, sem a imposição atual de obrigatoriamente escolher entre maus candidatos. Com isso, a melhora do nível e da qualidade no staff do corpo político brasileiro tomaria forma na alavanca para um Brasil progressista, para o Gigante adormecido acordar e se transformar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Eleger o Presidente da República é questão da mais alta importância, porque aí reside decisão sobre os destinos da Nação. Há que se deter com responsabilidade sobre a escolha. Há que se conhecer a biografia, analisar o perfil e observar o proceder dos aspirantes. A reputação de um governante, a meu ver, não começa a partir do seu mandato. A tarimba do Chefe de Estado começa bem antes: na sua trajetória política, no apoio que é capaz de articular e sustentar, em suas aptidões para lidar com a coisa pública. Mesmo na condução de sua campanha põe à vista o seu preparo técnico e suas habilidades políticas. Sua imagem, acima de tudo, impende estar associada à ideia de força, de congruência, de solidez, de independência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;A Democracia exige que o candidato ao mais alto posto executivo convença a todos os governados, ter autonomia nas ideias, capacidade de liderança não só sobre o sistema político, mas na interação com a sociedade, carisma para congregar parcerias e com isso abrir novos horizontes aos avanços do país, firmeza para combater conveniências dos poderosos que ameacem a estabilidade da soberania do Estado. E por tudo isso, governar na trilha da razão mas de coração voltado para a totalidade da população, especialmente para a faixa dos explorados e indigentes, que sobrevivem em condições sub-humanas, sem dignidade, sem pátria, sem paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;Talvez seja essa uma visão demasiado romântica para o Brasil surreal de hoje, mas esperanças, as tenho de sobra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="display: block; height: 46px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 75px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #ff6600;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 37&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5011760045002049418"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5011760045002049418"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!http://www.contosdeacasos.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-5011760045002049418?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/5011760045002049418/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=5011760045002049418" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5011760045002049418?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5011760045002049418?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/08/com-palavra-nos-os-brasileiros.html" title="COM A PALAVRA, NÓS - OS BRASILEIROS!" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGCkynVzFaI/AAAAAAAABUk/WvAu3cg-IDE/s72-c/PPlanalto.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYHSX49fSp7ImA9WhRTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-7571721458222894161</id><published>2010-07-22T00:19:00.029-04:00</published><updated>2011-11-10T23:28:58.065-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-10T23:28:58.065-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Espírito Zen" /><title>RESPIRAMOS ENQUANTO DEUS PERMITE</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TEfO5rC5NjI/AAAAAAAABUc/nX-ywmSs3qo/s1600/Presun%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496589360431707698" src="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TEfO5rC5NjI/AAAAAAAABUc/nX-ywmSs3qo/s200/Presun%C3%A7%C3%A3o.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 142px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Faz dois dias, passava da meia-noite. A memória dos meus olhos já me sabia adulta, mas espiava pelo vidro da janela com o mesmo temor reverencial da infância para a portentosa exposição de raios e trovoadas adornando uma das maiores tempestades da coleção de Julho. A impetuosidade da chuva abria um leque de açoites cortantes envergando os troncos das árvores, estremecendo as paredes assustadas, vibrando as profundezas do solo e tangendo o compasso da minha respiração. Era flagrante a força ruidosa do vento uivando, a soar o alarme da nossa impotência diante do imutável, quando a Natureza, em fúria, levanta a voz. Lembro que os arrepios da minha coluna emudeceram as minhas certezas, e entre uma e outra rajada de fogo riscando a escuridão, pedia, com os olhos molhados, às nuvens inquietas serenarem o fôlego e me darem novamente a chance do dia seguinte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Inevitavelmente se fez presente uma lembrança congelada de dois ou três anos atrás, quando ainda morava num apartamento do 7º andar frente ao rio e na ocasião formulei o mesmo pedido com as mãos postas. Na época, estávamos concentrados na execução de um projeto em família numa tarde chuvosa, quando, num único instante, o lustre embalou sozinho, o prédio de 18 andares oscilou numa dança ostensiva e perigosa, ignorando toda a robusta estrutura de ferro e concreto. Os objetos ensaiaram movimentos de arremesso, e uma sensação de desequilíbrio afetando nosso eixo nos confirmou estar acontecendo um fenômeno raro e ainda não conhecido de um tremor causado por terremoto. Quando tomamos consciência do perigo, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;seguramos instintivamente as mãos numa corrente, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;zarpamos em disparada rumo à saída e descemos pelo elevador, com as idéias confusas, o coração atordoado e o sistema nervoso em pânico, rezando para chegar ao chão, ainda que tão inseguro quanto nas alturas. Na interminável viagem até embaixo, mil conjeturas abalavam a minha serenidade e me sugeriam a proximidade da “grande passagem”. Tão certa estava, minutos antes, da minha integridade, e num piscar de olhos, exposta estava à fragmentação de todo o resto. Tudo seguia por um triz. Ansiei, naquele momento, pela oportunidade do começar de novo com mais acertos, antes do corpo baixar a guarda e deixar o espírito escapar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;O estrondo de um trovão colossal devolveu aquele acontecido ao passado e trouxe minha atenção de volta para a paisagem na madrugada envolta em negrume, com as águas descendo do alto em pancadas de assombrar. Dei comigo num canto recarregando a minha fé e deixei que as corredeiras lavassem as vísceras da terra e levassem junto os meus receios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Quando as circunstâncias atestam a nossa constituição corporal tão temporária e pouco resistente, constatamos quão vulnerável é a matéria do nosso invólucro. Quem já esteve no limiar do outro mundo e permaneceu do lado de cá, ganhou a bênção de repensar seu viver, revendo seus conceitos, recompondo suas prioridades, reorientando seus caminhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Grande parte da humanidade, enquanto desfruta a dádiva da vida, se concebe “blindada” e por toda a existência lustra o escudo da presunção. Vive, dia após dia, pontificando, dogmatizando, disparando arrogância de um pedestal em “andar superior”. Pouco ou nada ouve, ignora o mundo dos outros, é dona da verdade, dona da rua, dona dos negócios, dona das pessoas, dona do mundo... quando sequer tem poder sobre si mesma, quando sequer aprende a dar sentido à própria existência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Salta aos olhos do vivente mais desatento, a disputa diária de todos à nossa volta pelo pódio da ostentação da riqueza, da beleza, do saber. Entretanto, o semelhante é comumente visto com intolerância, agressividade, intransigência, desprezo, por vezes sob a máscara do trato “politicamente correto”. Torpeza é a tônica das ações, caçando ganhos e vantagens, ferindo e lesando qualquer um, sob o disfarce de palavras pias e doces em manobras venenosas. Pela gana do poder, todos os valores são atropelados, todos os limites da legalidade e da moralidade são ultrapassados, sem hesitação. Compaixão é virtude fora do contexto, não gera lucro, não aumenta a cotação. As aparências se sobrepõem à essência. Crescimento interior, evolução espiritual, reforma íntima são temas de segundo plano adiados para um tempo “mais tarde”, quando sequer têm a garantia de vida no segundo seguinte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Nosso tempo de validade, assim imagino, é medido numa ampulheta celestial inexorável e sem retrocesso, liberando todas as condições para o êxito da nossa breve jornada terrestre. Entretanto, muitos gastam tempo e energia acumulando tesouros, empregados na satisfação pessoal das próprias paixões. Os bens materiais - empréstimos da generosidade divina - deveriam ser instrumentos para feitos de grande valia no nosso balanço final, pois nos céus a moeda forte são as boas obras, as qualidades da alma. Tudo que recebemos poderá frutificar em prol de alguém ou de todos. Falo, por exemplo, da abundância da inteligência que pode ser aplicada, tal qual a riqueza do ouro, derramando em torno de si os tesouros da instrução e da multiplicação do conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Simples mortais que são, pessoas dos quatro cantos do mundo vivem com uma venda na mente, em frenesi de grandeza. Esquecem que somos efêmeros viandantes neste Planeta. Esquecem que nossa compleição física é composta de material orgânico, tem vida útil determinada, cumpre um ciclo curto. Esquecem que o corpo é o revestimento da parte imortal utilizando-se dessa cobertura provisória para cumprir um objetivo aqui neste Plano. Esquecem, enfim, que só respiramos enquanto a Divindade Superior permite. E que, a qualquer momento, tudo nos pode ser retirado. Sempre tenho em mente o pronunciamento do Senhor Deus, na Parábola do Avarento, dita pelo Mestre Jesus, mais ou menos assim: um homem rico, cujas terras tinham produção extraordinária, se entretinha a pensar consigo: “Que hei de fazer, se já não há mais lugar onde guardar tudo o que vou colher? Aqui está o que farei: demolirei os meus celeiros e construirei outros maiores, onde porei toda a minha colheita e todos os meus bens. E direi à minha alma: Minha alma, tens de reserva muitos bens para longos anos; repousa, come, bebe, goza. Mas Deus ao mesmo tempo disse ao homem: “Que insensato és! Esta noite mesmo te será reclamada a alma. Para que servirá o que acumulaste?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Assim, depois do sobressalto com o abalo sísmico em tempo real, sacudindo as minhas verdades e me avisando da transitoriedade do meu universo, abri a tampa do peito para reordenar meus projetos eleitos e jurei a mim mesma: quando chegar a hora de receber do Criador a sentença divina da expiração do meu prazo, ter-me-ei esforçado para ser e fazer o melhor possível neste mundo, pelo tempo que me resta. Assim será.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 36&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=7571721458222894161"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=7571721458222894161"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-7571721458222894161?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/7571721458222894161/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=7571721458222894161" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7571721458222894161?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7571721458222894161?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/07/respiramos-enquanto-deus-permite.html" title="RESPIRAMOS ENQUANTO DEUS PERMITE" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TEfO5rC5NjI/AAAAAAAABUc/nX-ywmSs3qo/s72-c/Presun%C3%A7%C3%A3o.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IBRXY8fip7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-6963123272785832773</id><published>2010-06-19T14:35:00.018-04:00</published><updated>2011-10-26T19:25:54.876-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:25:54.876-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lições da Vida" /><title>JUSTA MEDIDA</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TB0Ok6cl7SI/AAAAAAAABUU/_zf1FWb1eUE/s1600/Cumprimento.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484555948534394146" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TB0Ok6cl7SI/AAAAAAAABUU/_zf1FWb1eUE/s200/Cumprimento.jpg" style="cursor: hand; float: right; height: 142px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Se ouvirmos com atenção, aprenderemos que as cidades falam a língua dos homens, em todos os graus de evolução. Também nos desvendam riquezas humanas surpreendentes, dessas que estacionam emoções no quadrante direito da via do coração. Há uma linguagem entre os gestos e intenções que desafia o entendimento das palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;No bairro comercial movimentado aquele vendedor de tapioca se destacava em meio ao burburinho dos pregões. Tinha um linguajar peculiar, capaz de expressar com desenvoltura palavras que fazem rir ou doer. Solícito, se desmanchava em boa vontade para conceder qualquer préstimo a quem dele precisasse, construindo pontes de afetos. Andava devagar por conta, talvez, de uma artrite a lhe tolher os passos. Seguindo com o carrinho carregado de tapiocas doces e rechonchudas, para em frente a uma placa de um escritório de advocacia e aguarda, como à espera de alguém. Não demora nada e um executivo elegantemente vestido sai de um carro em frente ao local, acena para o seu motorista esperar e dirige-se com visível pressa à porta do escritório. Antes de entrar, é interceptado pelo ancião em estado de franco desconcerto: “Doutor, aquele dinheiro que o Sinhô me emprestou, ainda não posso devolver agora, porque precisei pagar dois aluguéis atrasados. Trouxe até os papéis pra lhe mostrar”. Com expressão complacente, o empresário parou e respondeu: “Fica tranquilo, homem, eu nem lembrava mais disso!” Incrédulo e com olhos indagadores, o devedor confuso arrisca uma fala trôpega: “Então o Sinhô vai esperar mais um bocadinho?” Um meio sorriso e um tapinha no ombro esclareceram a interpretação: “Como vou te cobrar por algo que ‘eu não me lembro’?” E com um piscar de um olho arrematou o cumprimento afastando-se para atender o celular. No segundo seguinte, o pacato velhinho, ainda atônito com o desfecho da conversa, teve a manga da camisa puxada por um garoto uniformizado que gaguejava explicando o atraso do pagamento de um lote de tapiocas para a festa da escola: “Seu Zé, ainda falta eu lavar mais três carros pra juntar o preço das tapioquinhas que peguei pra escola.” Já refeito da zonzeira pelo bônus recebido, o velhinho, cheio de pose, ajeitou a gola do garoto, com ar de autoridade do adulto sobre a criança: “Ô moleque, não esquenta não, teus professores vieram aqui comprar até a raspa das minhas tapiocas. Então tu não me deves nada. Tá quite, entendeu? Agora te avexa pra aula, corre daqui”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Fico distante do mérito quanto aos contornos financeiros que envolvem a cena, mas o acontecido me sugere uma analogia à Parábola dos Credores e Devedores no Evangelho quando um fariseu - doutor da lei - pergunta ao Sublime Galileu: “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” E ele respondeu mais ou menos assim: “Toda lei se acha contida em dois mandamentos. O maior e primeiro mandamento: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de todo o teu espírito, com todas as tuas forças. E o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E prosseguiu na divina tarefa de ensinar aos mortais sobre os assuntos do céu: “O reino dos céus se compara a um rei, que decidiu tomar contas aos seus servidores. Apresentaram-lhe um deles que devia dez mil moedas. Sem recurso algum para pagar, viu-se o devedor sentenciado a vender tudo o que possuía para pagamento da dívida. Desesperado, lançou-se aos pés do rei pedindo clemência. Então o rei, tocado de compaixão, deixou-o ir, perdoando-lhe a dívida. Ao sair, esse mesmo servidor encontrou um companheiro que lhe devia cem moedas. Ameaçando estrangulá-lo, cobrou o pagamento de imediato. O companheiro, ajoelhando-se, pediu paciência para obter os meios de cobertura, mas o outro, impassível, mandou prendê-lo até que pagasse o que lhe devia. Os outros servidores que testemunharam a agressão, aflitos, deram ciência ao rei do que acontecera. Então o senhor mandou vir o servidor intolerante à sua presença e chamando-o de mau servo, lembrou-lhe o atendimento do pedido de anistia por todo o saldo devido, o que lhe impunha o dever de ter piedade do companheiro. Pelo mau proceder, condenou-o à detenção até que liquidasse todo o débito”. E concluiu Jesus: “É assim que meu Pai, que está nos céus, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;E assim fica o guia seguro para a expressão mais completa da caridade, do dever do homem para com os outros, naturalmente, sob o crivo da nossa acuidade: devemos fazer a todos, aquilo que para nós desejamos; devemos dispensar o tratamento que gostaríamos de receber; devemos ver no outro os direitos que para nós reivindicamos. Por isso, aqui me pareceu se encaixar a atitude do tapioqueiro do acaso de hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Vejo, no quotidiano, muita gente rezando com fervor, tomado de arrebatamento e devoção. Porém, ao desfazer a flexão dos joelhos, lança um impropério a um desafeto, semeia uma maledicência sobre vida alheia, concebe mau juízo de qualquer um à sua volta, cria um circuito de calúnias com falso testemunho, age de má-fé quando supostamente ninguém vê, coleciona em cofre explosivos à base de ranço e mágoa, distribui avalanches de críticas destrutivas e opressoras. Entre a oração e a pratica, um abismo se instaura, pois que das palavras que saem da boca, do lado de fora do coração, desatam os atos do mau proceder para com o próximo. Para que nossas preces sejam ouvidas, penso que carece uma correspondência biunívoca entre os nossos pedidos e os nossos propósitos para validar nossa conversa com Deus no Pai Nosso: “... Perdoai as nossas ofensas como perdoamos os nossos devedores”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;É simples de entender. Com que direito nos dirigimos ao Pai Celestial pedindo indulgência pelas nossas faltas contra as leis divinas, se na mesma condição negamos o perdão aos nossos ofensores? Como ousamos pedir ao Glorioso Deus a soluçáo das nossas aflições, enquanto tratamos com intransigência as questões do próximo agoniado ou indefeso? Entendo essa regra dentro de uma justa medida: para recebermos da Misericórdia Divina a graça do perdão, exercitamos aqui na Terra a benevolência mútua, cultivamos a concórdia e permutamos sanidade. Assim como para recebermos a abundancia disponibilizada pela Generosidade Divina, precisamos edificar um novo movimento em nós: a disposição de ajudar, de ensinar, de dividir o que recebemos em profusão, de agradecer para o alto as bênçãos recebidas, retribuindo, aqui embaixo na Terra, com a prática do bem. Sem fragilizar as próprias defesas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Perdoar é um exercício difícil, pela própria natureza humana. No meu pouco saber sobre os temas sagrados, entendo que se colocarmos o ofensor sob a ótica de um irmão que precisa evoluir, sem desejar-lhe mal, nem alimentarmos maus sentimentos pela ofensa sofrida, já configura-se o perdão. Aprendi que perdoar o inimigo não significa conviver fraternalmente com ele, e sim, eximir-se de nutrir-lhe rancor e, quando cabível, abrir as portas para a reconciliação, “até setenta vezes sete vezes”, como disse Jesus ao discípulo Pedro. Tudo isso me deixa a clara mensagem de nunca nos arrependermos de fazer o bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Fazer o bem, sempre, apesar de tudo. Com equilíbrio e sem olhar para trás. Quando chegarmos a esse estágio, aprenderemos que os céus falam a língua dos anjos, em todas as suas magníficas nuances de luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 35&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=6963123272785832773"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=6963123272785832773"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-6963123272785832773?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/6963123272785832773/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=6963123272785832773" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6963123272785832773?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6963123272785832773?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/06/justa-medida.html" title="JUSTA MEDIDA" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TB0Ok6cl7SI/AAAAAAAABUU/_zf1FWb1eUE/s72-c/Cumprimento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEQASHg_cCp7ImA9WhRTF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-6858022197685735488</id><published>2010-05-26T19:13:00.026-04:00</published><updated>2011-11-07T23:19:09.648-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-07T23:19:09.648-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Físico em Foco" /><title>CAMINHAR É PRECISO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S_2sT29rwLI/AAAAAAAABUA/L5u_J8Yha3c/s1600/Caminhar.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475722179124117682" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S_2sT29rwLI/AAAAAAAABUA/L5u_J8Yha3c/s200/Caminhar.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;É fim de tarde, naquela fronteira entre a brisa e o orvalho, quando nos apetece trazer o amor à superfície dos olhos. Em sintonia com o refrigério dessa hora, começo a experiência da primeira caminhada dentro dos limites do condomínio para onde minha família e eu mudamos há dias atrás. Ainda quase deserto, com poucas casas edificadas, parece rogar por um pano de relva, um plantio de mudas, um pedaço de verde que nos traga os encantos da folhagem ou floração nos canteiros. A vegetação existente nos lotes é parca, resume-se a montículos de capim, rasos demais para esconder uma fauna abundante, assim eu supunha.  Entre o mar de cimento das construções e o peive das ruas, “falta o verde para alimentar a vida e a vista”, gritam os quatro cantos do muro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;No caminho, árido e sem árvores, mil verdades inventadas fecundam os meus anseios e desafiam a minha criatividade a esboçar jardins e semear plantas adultas ao longo da trilha. Porém, o céu à minha frente é entrecortado pelo voo soberbo de um gavião formoso e audaz, que pousa no poste de luz de mercúrio na esquina. Todos os dias, no fugidio reflexo do ocaso, tem ele encontro marcado com a sua jovem parceira naquele frio e inexpressivo poste de metal. Ambos se agradam com chamados e volteios, rastreiam a área em campo aberto, focam o interesse em algo no chão e um dos namorados, num acrobático voo rasante, mira certeiro o alvo definitivamente alcançado com as potentes garras. Antes de decidirem por qual rota seguir, uma valente andorinha, em defesa do ninho e sem noção de tamanho ou poder, persegue e expulsa o casal de exuberante força para além dos confins do seu território.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Acelero a marcha para ganhar ritmo e do meu lado, rastejando desengonçado, o calango recheado de farelos e sobras de alimentos, padece o peso da obesidade escorregando arfante sobre o barro. O guloso reptilzinho traz consigo uma fileira de filhotes magricelas que certamente recebem um quinhão bem menor quando da divisão da comida. Curioso para identificar se porto migalhas, tenta me sondar apressando o passo. Enquanto rio da estratégia adotada pelo manso bichinho, vejo pertinho de mim uma borboleta bicolor pousando cheia de graça na borda de uma pirâmide de tijolos. Inesperadamente, sob a minha vista, um espécime desconhecido, alojado entre os furos “sorveu” o desavisado e vistoso inseto. Com o susto pela proximidade do invisível predador, minhas pernas imprimiram razoável velocidade às batidas no peito, improvisando uma corrida desenfreada e não programada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Mais distante alguns metros, rolinhas nada ariscas catam pedrinhas sem gosto algum, enquanto garrinchinhas saltitam sobre as vergas de ferro e exploram uma imensidão de concreto. Bem-te-vis encontram no cume das escoras de uma laje um ponto romântico para expressar o seu canto à fêmea do grupo. Besouros estampados e de formas exóticas se mostram confortáveis nas amarras dos andaimes. No espaço acima da minha cabeça, uma revoada de araras ruidosas sobrevoa o céu já decorado pelo pôr-do-sol, avisando do toque de recolher para as outras aves. Num dos galhos da única árvore nativa reinando solitária num terreno vazio, um airoso falcão camuflado espreita as possibilidades de caça nos arredores. Do mesmo tronco, morcegos em bandos se atiram do esconderijo para embrenhar-se pelas andanças noturnas. Tudo, à beira do caminho, tem relevância e razão de ser no quadro da Criação, desde a engenhosidade de um emaranhado carreiro de formigas à singeleza acanhada de florinhas brotando do mato &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;timidamente&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;, fora da estação. Movimento, sons, cores e cheiros enriquecem o grandioso espetáculo orquestrado pela Natureza no concerto diário do ciclo da vida no Planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Recuperando o fôlego, agora na reta final, comprovei, mais uma vez, que mesmo num trajeto relativamente curto, o ato de caminhar de coração aberto, também aquece as entranhas e enternece os sentidos até do mais cético caminhante ou andarilho, diante da manifestação de vida que existe em tudo ao nosso redor.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Penso que a faculdade de andar é um dos maiores feitos do ser humano.  Um favor divino nos permitiu a proeza de ficarmos de pé, podermos caminhar no sentido existencial, naquele que está relacionado à nossa capacidade mais elementar de movimento livre de ir e vir com prazer. Porém a palavra "andar" parece ter perdido o sentido de encaixe nos tempos modernos. Não cobrimos nem mesmo curtos trechos ou pequenos circuitos, menos ainda grandes distâncias. Substituímos nossos pés ágeis por pneus e nos acomodamos na imobilidade, nos afundamos no sedentarismo com a conivência da preguiça e do descaso.  Cedo ou tarde reaprenderemos que caminhar é um dos passaportes para vida longa e saudável entre os domínios deste mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Andar, para mim, é um dos prazeres a desfrutar por inteiro. Entregar-me ao caminhar, é um dançar a música que tem o meu compasso, a minha medida. Com os sentidos alertas e a mente na mesma frequência do próprio corpo, movemos o nosso campo energético em nosso proveito, liberando a nossa consciência para receber os frutos de um bem que está na raiz dos nossos pés. Pés que nos levantam da cama, que nos levam aos nossos objetivos, que nos lembram o muito que podemos fazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Que bem me traz caminhar? Sei, como qualquer outro leigo, que o caminhar descansado, de forma consciente e prazerosa, fruindo tempo e espaço, contempla corpo e mente com sensível bem-estar: estimula a eficiência no funcionamento de todos os órgãos e sistemas do nosso organismo e por conseqüência, a vitalidade e a resistência se mostram ostensivas em cada gesto. Andar a pé, me sugere uma fórmula mágica de auferir “superpoderes”. Sei, com toda a certeza, que a adrenalina sobe, as toxinas perdem espaço, o humor levanta o astral, a postura se apruma e se ergue, as ideias acordam, as forças revigoram-se, a aparência rejuvenesce, a saúde busca a plenitude, o espírito tende ao equilíbrio e a vida ganha em qualidade. Se nada disso é importante, vale a vantagem de ser um hábito que diverte enquanto queima calorias cujo resultado nos leva às pazes com o espelho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Resta, ainda, o ensejo propício à reflexão durante as nossas passadas. Podemos imergir no nosso íntimo, colher nossas pegadas e com elas desenhar rumos novos, ditar-nos outros sonhos, como se possível fosse construir outras histórias que nos contentam e, não sabendo o caminho, podemos inventar outro futuro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;E, melhor de tudo, se ao percorrermos uma distância, a imaginação souber devolver-nos o corpo ao coração, nos são conferidas as asas da contemplação, que transcende toda visão da órbita física e material, plana além de todas as coisas que são e que não são e que transpõem os extremos de toda nossa compreensão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Caminhar é preciso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 34&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=6858022197685735488"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=6858022197685735488"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-6858022197685735488?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/6858022197685735488/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=6858022197685735488" title="6 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6858022197685735488?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/6858022197685735488?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/05/caminhar-e-preciso.html" title="CAMINHAR É PRECISO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S_2sT29rwLI/AAAAAAAABUA/L5u_J8Yha3c/s72-c/Caminhar.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0IGQn46cCp7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-7190702293113447392</id><published>2010-05-03T17:04:00.024-04:00</published><updated>2011-10-26T19:25:23.018-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:25:23.018-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lições da Vida" /><title>TEMPO E FELICIDADE NA MESMA CADÊNCIA</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S987Je0Pz-I/AAAAAAAABT4/7ait37CoPIo/s1600/Felicidade.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467153506728136674" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S987Je0Pz-I/AAAAAAAABT4/7ait37CoPIo/s200/Felicidade.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;O tempo não para o seu passo medido, imprimindo sua marca no avançar da nossa marcha. Descobrimos, em cada dezembro a olhar para trás, que as estações cumpriram seu curso e nem percebemos. Impassível, o tempo marca um compasso invisível regendo a nossa vida com a sua passagem que, assim como nos cura, também nos assusta com o efeito implacável do seu caminhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Cultuando nossos eus, perseguimos a felicidade armados de um constante ritmo de urgência com o intento de alcançarmos a ficção proposta pelas lendas urbanas da juventude eterna, da perfeição estética e da projeção pessoal a qualquer custo para recebermos o rótulo de ”bem-sucedidos”. Alimentando a ilusão da felicidade associada ao prazer, tomamos paz por monotonia, queremos intensidade e excitação. Buscamos o vão regozijo a cada gozo comprado, nos apossamos de familiares e amigos, mas pouco contato fazemos com nosso corpo, quase nada interagimos com o outro, esquecemos de notar a Natureza e principalmente estamos desconectados da nossa dimensão interior, de onde recebemos a infinita fonte criativa oriunda de nossas raízes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Mas tudo isso desencadeia uma desarmonização em nossa saúde cerebral, gerando a perigosa reação da indiferença ao bem e ao belo, à emoção e ao sentimento. Focados exclusivamente na consecução dos nossos interesses objetivos e satisfações aparentes, amordaçamos o coração e bloqueamos as manifestações de afeto, tornamo-nos ausentes de todo o restante, perdemos a noção do que é essencial para formamos nossas alegrias e significados. Exatamente como pressagiou o pensador russo Gurdieff, mais ou menos no início do século XX: “Uma raça de homens mecânicos nascerá por causa da indiferença ao essencial, e o que hoje já apavora aos mais sensíveis, em cem anos causará espanto aos mais rudes”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Um outro tipo de desarranjo na máquina que anima a nossa vida é a querofobia – o medo da alegria e da felicidade.  Ora, como a felicidade é uma conquista pessoal, quem decide mudar para melhor a própria vida somos nós mesmos. Nossos focos mentais são imãs que atraem vibrações semelhantes, assim, a descoberta do céu claro por trás do nevoeiro está em mudarmos os pensamentos e atitudes para redirecionarmos nossa vida rumo à felicidade, desde já. Aqui entendo felicidade, não como o estado de euforia transitória, mas como a arte de viver, a arte de servir, a habilidade de lidarmos com os obstáculos munidos de equilíbrio e desapego, termos maior capacidade para discernirmos o real do ilusório, o profundo do superficial, o necessário do dispensável. Afinal, como nos ensina Fernando Pessoa com fulminante sabedoria: "Um dia de sol é tão belo quanto um dia de chuva. Cada um é o que é".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;E falando de felicidade, Vicente de Carvalho - o Poeta do Mar - se revela iluminado: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;" ... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;Essa felicidade que supomos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;Árvore milagrosa, que sonhamos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Toda arreada de dourados pomos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;Existe, sim, mas nós não a alcançamos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;..........&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt; Porque está sempre apenas onde a pomos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.......... &lt;/span&gt;E nunca a pomos onde nós estamos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Tal como magnificamente expresso no belo soneto, também praticamos auto-sabotagem quando restringimos o desfrute da felicidade para um horário marcado em tempo posterior, num evento futuro, numa data específica. Na vida real, tempo e felicidade podem caminhar na mesma cadência: todo dia, hora e instante é tempo e lugar de sermos felizes, de nos sentirmos bem, independentemente da celeuma ao nosso redor; trata-se de um processo interno, um “estar bem” dissociado do alvoroço e das reações do mundo exterior. E se deixarmos por aí, andar livre o nosso coração, saltará à boca dos nossos olhos que o valor do tempo e o sentimento de plenitude estão nos propósitos que construímos, nas bandeiras que defendemos e na biografia que reescrevemos, dia-a-dia, com suor e sangue, garra e fé, alegria ou dor em cada passo movido no território individual e coletivo aqui na Terra. Nascemos para a felicidade, mas para sermos felizes é preciso, antes de tudo, coragem. Coragem para auto-superarmos a dominação das nossas fraquezas e fragilidades e exalarmos alegria, ainda que com o rosto ferido de lágrimas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Presenciei uma amostra do que aqui afirmo naquele hospital, onde a jovenzinha, ciente do tempo abreviado que lhe restava, empregava todos os minutos que a doença lhe autorizava os movimentos, para filmar ou fotografar, sob sua ótica, todas as ocorrências à sua volta.  Mostrava entusiasmo a cada cena capturada. Vibrava com as descobertas dos detalhes no registro da evolução da cura dos internados. Distribuía as fotos e montava um mural criativo ao pé da cama. Tudo justificava um clic bem-humorado, pois qualquer coisa em sua lente ganhava expressão e importância, desde um canário curioso na janela até às nuvens de chuva pintando o céu de chumbo. Certa noite ajustou o foco da filmadora, mirou no céu apinhado de astros piscantes e brincou de “pescar” algumas estrelas para "levar" consigo. Naquele dia, ao visitá-la, perguntei, temendo pelo tamanho da indiscrição, se lhe doía deixar este mundo, ao que me respondeu de pronto: “Eu fui muito feliz aqui, aproveitei cada instantinho a que tinha direito, em cada coisa que fiz. Se o meu tempo foi curto, tenho certeza de ter sido inteiramente aplicado para viver com toda a gana. Só me queixo da saudade que vou levar das pessoas legais que conheci, das mangueiras do meu quintal e das maravilhas naturais que só aqui tem. Comovida, caprichei na elaboração de um calendário personalizado com a sua foto entre os meses do ano, em agradecimento pelo que me ensinou. Ao chegar ao hospital, no dia seguinte, portando a prenda, vi a cama estranhamente vazia, as paredes recolhidas em luto, o pranto abafado em cada poro da madeira dos móveis.  Com o coração entorpecido, ouvi da enfermeira plantonista: ”Ela não está mais entre nós. Ontem à noite, animada, mexia nos arquivos da câmera e ainda falou em deixar umas estrelas pra você”...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;E assim descobri que carecemos aprender a dirigir o nosso próprio tempo, olharmos em volta e avistarmos as bênçãos que o Pai Celestial nos legou para que a felicidade se efetive de imediato em cada um de nós. Resgatemos o sossego, as brincadeiras em família, o almoço de Domingo, o passeio de mãos dadas, o banco da praça. Agradeçamos o trabalho para onde o destino nos apontou, abençoemos as pessoas tal qual se apresentam. Resmunguemos menos e sorriamos mais, critiquemos pouco e abracemos muito. Repensemos a simplicidade de sermos luz e sombra, força e ternura, pássaro em vôo livre ou guerreiros plenos de paz, sem conferirmos os bens do vizinho ou nos compararmos às promessas ilusórias anunciadas pela televisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Essa é a estrada da felicidade verdadeira, cuja maior satisfação não é alcançar a meta, mas valorizar cada momento e desfrutar o caminho...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 33&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=7190702293113447392"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=7190702293113447392"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-7190702293113447392?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/7190702293113447392/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=7190702293113447392" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7190702293113447392?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/7190702293113447392?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/05/tempo-e-felicidade-na-mesma-cadencia.html" title="TEMPO E FELICIDADE NA MESMA CADÊNCIA" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S987Je0Pz-I/AAAAAAAABT4/7ait37CoPIo/s72-c/Felicidade.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEYNR348cCp7ImA9WhRTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-5852806077320584273</id><published>2010-03-22T23:09:00.016-04:00</published><updated>2011-11-10T23:29:56.078-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-10T23:29:56.078-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Espírito Zen" /><title>O FEITIÇO LANÇADO NA PALAVRA DITA</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S6mcrlz6WTI/AAAAAAAABTw/f8G0YwTTVQI/s1600-h/Palavras---pto-e-bco.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452061096606849330" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S6mcrlz6WTI/AAAAAAAABTw/f8G0YwTTVQI/s200/Palavras---pto-e-bco.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Todas as vezes que perguntava sobre o meu estado, ao telefone, meu querido pai já antecipava a resposta: “Diga que você está bem, cada vez melhor. Repita que você é forte, saudável, protegida e assim será”. Quando criança, não entendia muito bem esse processo, e relatava uma sucessão de queixas no café da manhã para responder sobre o incômodo da gripe à noite quando a casa dormia em penumbra, mas a tosse montava plantão para enxotar o meu sono. Largando de lado a xícara de café e o jornal, meu pai me interrompia com habitual complacência e me fazia repetir em tom mais alto: “Eu estou bem, já está passando, já estou curada”. Não mais esqueci tão preciosa herança legada pela pessoa mais forte, destemida, determinada e otimista que conheci em minha vida. Queria-nos um mundo mais brando, porém mais afeito aos comandos do nosso autocontrole, onde a coragem matasse o choro, o sorriso engolisse o medo e a palavra apontasse novos nortes. Hoje sinto cheiro de memórias a riscar-me no coração uma colméia de saudades. Cada casulo guarda um pedaço do que aprendi entre parábolas desenhadas pelo sábio contador de histórias para que eu desvendasse ao longo da vida. E sempre que remonto na lembrança as metáforas alojadas nos seus vaticínios, fere-me na pele um rasgão e uma enchente de uma seiva salgada pela dor da ausência alaga minhas pálpebras e me afoga os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;A palavra é um dom outorgado pela Inteligência Superior aos indivíduos ditos racionais no planeta Terra, embora a incongruência na fala de alguns oradores e outras figuras proeminentes me tenha cavado um poço de dúvidas quanto à racionalidade da raça humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Fernando Pessoa, em inspirada combinação de vocábulos, nos brindou com a sentença: "O homem é do tamanho do seu sonho". E eu aprendi, por conta própria, que a linguagem conduz o nosso pensamento para direções que potencializam ou limitam as nossas possibilidades de sonhar, eis que a palavra está vinculada em linha reta à capacidade de realização pessoal de cada um de nós. Frases que aceitamos como verdade decretam a materialização daquilo que acreditamos em nossa mente. Tais frases, oriundas das nossas crenças herdadas e adquiridas e por nós assumidas como dogmas, criam, moldam a realidade à nossa volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Palavras não são uma reunião combinada de letras mortas.  Na vida doméstica ou social estamos habituados a lidar com a nossa expressão oral de forma leviana e irresponsável. Aventurar-se no mundo das palavras é um risco, requer treinamento constante, análise criteriosa de tudo o que se verbaliza diariamente.  É preciso atentar para o que nossos lábios profetizam, pois palavras soltas ao vento fluem com a leveza da brisa, mas têm o impacto de um vendaval. A Bíblia afirma no livro Provérbios que quer a MORTE quer a VIDA estão no poder da nossa língua. E a palavra assume importância excelsa na conotação divina, quando o próprio Jesus é chamado de Logos - O Verbo de Deus - Ele é a Palavra encarnada, tornada carne, na forma humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Quando uma palavra se instala dentro de nós, ela chama um clima próprio ao nosso campo mental, sugere uma abordagem particular. Pela palavra, abrimos caminhos alvissareiros ou espinhosos na nossa rota.  Tudo que verbalizamos plasma a nossa vitória ou a nossa derrota. Existe um poder, um encantamento, um feitiço lançado na palavra dita. Quando insisto em enfatizar a força das palavras, comprovada em experiência própria, é porque há uma seriedade profunda na palavra falada com sentimento: ela contém vibração que se converte em uma onda invisível a exercer influências no nosso modo de agir. Justamente por ser uma juntura de sons resultante de um pensamento ligado a sentimentos específicos acionando emoções, funciona como um detonador de tudo a ela ligado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Se bem empregadas, as palavras nos abrem a senda do sucesso. Manifestações faladas de otimismo criam o nosso progresso, promovem o êxito dos nossos planos, atraem forças positivas favoráveis ao nosso intento. Uma oração, um ensinamento, um cumprimento amistoso, um agradecimento, um prognóstico revestido de esperança e fé traduzem energia de fraternidade e iluminação que trazem retorno a nós mesmos e ao nosso ambiente, refletindo entusiasmo e grandeza d’alma entre as pessoas, portanto, sensível avanço na evolução individual e coletiva. É como perfume de arco-íris que exala o aroma das cores do tesouro interior que cada um carrega por ser como é. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Contrariamente, as palavras negativas aniquilam, de pronto, o que de bom estava a caminho, plantam obstáculos à nossa volta, fabricam moléstias, bloqueiam oportunidades, fincam os esteios da estagnação, do retrocesso, do fracasso. Um impropério, uma crítica destrutiva, uma expressão agressiva, uma ameaça de vingança, um termo grosseiro, uma declaração de desamor consubstanciam uma onda de energias negativas e lesivas que atuam em movimento contínuo, num círculo vicioso, alimentado pela cadeia de vibrações densas, ou seja, mente e sentimentos semelhantes dos mundos inferiores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Assim, a arte de escolher melhor palavras e pensamentos tem o condão de mudar o nosso rumo. Uma das maneiras de direcionarmos este trunfo poderoso a nosso favor e aumentarmos o nosso poder de realização pessoal é alinharmos aquilo que falamos com o que fazemos. Examinarmos o que dizemos a nós mesmos e às pessoas à nossa volta alerta a nossa consciência para retificarmos os nossos padrões de comportamento ou escolhermos seguir por um outro caminho.  De posse desse controle, tudo aquilo que expressarmos verbalmente, terá um imenso poder de concretização na resposta do Universo: “Sua ordem será cumprida”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Vigiarmos as palavras que saem bailando com a nossa voz, entoá-las ao compasso do nosso coração impede que componham um réquiem com as nossas lágrimas ou sinalizem os nossos ancoradouros com pontos finais de sonhos desfeitos e interrogações de futuro em cinzas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Faz-se mister, por isso, evitarmos palavras corrompidas, viciadas, contaminadas pelo medo, pela insegurança, pela tristeza. É de urgência máxima empregarmos palavras arejadas, livres de controvérsias, sem apelo de argumentação, apenas expressões de nossas impressões. Se uma palavra suscitar maus sentimentos como ira, tumulto ou discussão, cem vezes melhor descartá-la, abandoná-la, permutá-la por algo melhor, ou pelo silêncio, pelo canto, pela poesia, pela oração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Depois de tudo, uma certeza devemos gravar a ferro e fogo: seremos sempre os únicos responsáveis pelas consequências diretas e indiretas das palavras que proferimos a esmo, que disparamos ao acaso. Portanto, para a construção de uma vida cheia de graças, façamos de nossas palavras o melhor de nosso interior, pois a boca fala daquilo que o coração está cheio. A fórmula é simplicíssima: o imperioso uso de palavras que e-d-i-f-i-c-a-m. Manifeste saúde, formule aos céus as palavras mágicas: “Tenho paz, sou feliz, sou grato”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Abracadabra! Abra a sua mente, alteie os seus pensamentos e afie a sua língua para que da sua boca jorrem palavras benditas a atrair um oceano de bênçãos em todas as marés da sua viagem terrena!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 32&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5852806077320584273"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=5852806077320584273"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-5852806077320584273?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/5852806077320584273/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=5852806077320584273" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5852806077320584273?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/5852806077320584273?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/03/o-feitico-lancado-na-palavra-dita.html" title="O FEITIÇO LANÇADO NA PALAVRA DITA" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S6mcrlz6WTI/AAAAAAAABTw/f8G0YwTTVQI/s72-c/Palavras---pto-e-bco.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cMQHs9fyp7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-8851155030468196785</id><published>2010-02-27T09:44:00.018-04:00</published><updated>2011-10-26T19:18:01.567-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:18:01.567-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mundo Verde" /><title>TEMPO DE PLANTAR E TEMPO DE COLHER</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S4kjvvA6YJI/AAAAAAAABTc/FJO0VjZX4x4/s1600-h/Planta.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442920927635071122" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S4kjvvA6YJI/AAAAAAAABTc/FJO0VjZX4x4/s200/Planta.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Um chuvisco insistente alagava as ruas e salpicava água fria no ânimo de motoristas e pedestres. O congestionamento desautorizava qualquer fuga por outra via. O bom senso recomendava o bom uso da santa paciência naquele trânsito travado do meio-dia.  Então um movimento no meio do canteiro central me chamou o olhar: quatro adolescentes com os uniformes ensopados, na folia da chuva, extraíam as alças de suas mochilas num ato coordenado. Agachados sobre a grama encharcada encadearam rapidamente todas as peças formando uma única faixa. Mais acima, estava o motivo da operação em regime de urgência: uma Sibipiruna jovenzinha e indefesa, golpeada ao meio desde o topo sem razão aparente. Seus galhos pendentes divididos pelo golpe passavam a idéia de suplicar ajuda. Nesse momento, um dos moleques sobe descalço nos ombros do outro e pressiona os dois lados feridos do caule para unir novamente as duas metades, enquanto a outra dupla, com esforço obstinado, circula o cinturão de alças para prender o curativo. O semáforo liberou o tráfego e a cena me saiu da vista. Não sei se vai funcionar a tentativa dos abnegados garotos, mas o gesto de planejar espontaneamente o salvamento da pequena árvore sob condições desfavoráveis, danificando um objeto pessoal com o intuito de servir, me estampou um anúncio de que a humanidade tem cura e o futuro promete. Chovia lá fora, mas abria o sol dentro de todos os que, ali, azeitaram a esperança na consciência ecológica da nova geração. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Tenho um gosto especial por árvores. Todas, desde as nativas que crescem livres na Natureza, a tingir os nossos olhos com as cores das suas floradas ou com os matizes de seus verdes vivos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Esta paixão pelo verde tem raízes na infância quando adotei um coqueiro que despontou no meu quintal com disposição de vingar. Tinha um formato único, pois era anão e robusto. Faceiro e bem cuidado, exibia-se vigoroso, livre de pragas. Vaidoso, tremulava as palmas ao vento para enfeitar as folhas de brilho na luminosidade do sol, mas ansiava pela lua, pois nela via refletida a produção de sua exuberante carga. Parecia interagir comigo, oferecia-me agasalho aos seus pés durante o dia, mas à noite, entre frestas de silêncio, tornava-se circunspecto. Junto à base do seu caule, demarquei um pequeno espaço para amanhar um míni jardim que ganhou o foro de um portal para a minha imaginação. Recostada em seu tronco num banquinho tosco de prancha, eu cavava com as mãos uma nuvem para plantar um céu de respostas para as minhas indagações sobre os “porquês” deste mundo. Todas as tardes, na volta da escola, ia eu visitar “minha árvore de estimação”, deixar três batidinhas de agrado em sua casca, espreitar o concerto da passarada a se aninhar em seus cachos, e me abismar com o crescer das frágeis mudinhas de begônias em volta de sua raiz, rebentando do ventre da terra para a vida.  Muito aprendi nessa fase que foi um marco para a minha história de vida. Um tempo de ver florir descobertas e construir com elas umas asas novas para sobrevoar o futuro à espera que os ventos me levassem para as verdades escondidas no Universo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;E desde então, já dentro de novos dias, às arvores rabisco poemas. Por onde ando, tenho plantas cultivadas sobre a minha íris. A arvorezinha salva pelos quatro mosqueteiros deste acaso, por exemplo, é uma das minhas eleitas no meu caminho diário, catalogadas e mapeadas automaticamente pela minha mente.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;A Natureza é pródiga em beleza e ensinamentos. A oportunidade de coexistirmos com a Natureza nos traz infinitas lições para a nossa vida prática. Precisamos apenas entender e trabalhar com as leis naturais para apurarmos o instinto de melhor viver. Um simples verde tem muito a nos dizer. Se observarmos com atenção, as fruteiras produzem uma carga volumosa de frutas, muitas delas com dezenas de sementes. Uma laranjeira, por exemplo, pode frutificar até mais de 500 laranjas numa única árvore e cada laranja retém mais ou menos 10 sementes.  Para que o armazenamento de tantas sementes? E a Natureza, em sábia resposta, vem nos mostrar que a maioria das sementes se perde na semeadura. Portanto, se quisermos que algo nos advenha ou se torne concreto, é preciso tentar mais de uma vez, muitas vezes ou quantas vezes preciso for. As pessoas bem-sucedidas, porque tentam mais vezes, falham com maior frequência, mas atingem o sucesso sempre porque arriscam mais sementes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Considero, também, inspiradora para os humanos, a transformação do tenro broto cuja raiz migra para o fundo mais fundo à procura de água e nutrientes para converter-se num frondoso e copado tronco em torno do qual se revela a capacidade da planta em se doar, em se esgalhar, em se estender para abrigar. Defronta-se com o sol cuasticante, os vendavais e a mudança das estações. Seus galhos se envergam e se desfolham quando o vento passa, mas de pronto se refazem para receber novos ramos verdes. Assim, se queremos de fato nos aproximar da perfeição, temos na árvore o melhor espelho para aprofundarmos e fortalecermos nossas raízes no solo firme da nossa formação e dele retirarmos energia das fontes divinas que se encontram no mais remoto do nosso íntimo. E se interiorizarmos o aprendizado de cada dia, teremos nutrição de sobejo para nos tornarmos intrépidos no amanhã. Quando os estrondos dos temporais soarem e os ventos tempestuosos soprarem trazendo as intempéries da vida e desfolhando a nossa autoconfiança, resistiremos bravamente e acreditaremos que dias melhores nos abrirão espaço para novas forças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;E a abençoada árvore prossegue nos ensinando em alta voz: assim como ela aconchega em sua sombra amiga todos os que por ela passam exaustos em meio à caminhada, podemos também oferecer, no regaço da nossa boa-vontade, atitudes de incentivo ao irmão abatido, sofrido ou injustiçado que nos procura faminto de esperança; do mesmo jeito que ela disponibiliza em abundância o saudável e valioso alimento, podemos, igualmente, distribuir os frutos de nossa melhora espiritual, e; tal qual o sândalo, podemos, com as flores do coração, perfumar os dias daqueles que precisam ou estão perto de nós, ainda que nos firam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Outras muitas mensagens nos chegam de todo o sistema das coisas criadas pelo Todo Poderoso, se deixarmos aberta a porta do coração.  Se queremos progredir na estrada que traçamos para o nosso breve trânsito terreno, precisamos escutar a Natureza, enxergar além da matéria e aprender com a vida à nossa volta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Há tempo para tudo aqui embaixo na Terra e lá em cima nos céus. Tempo de plantar e tempo de colher. Espalhar o verde, plantar uma semente ou uma mudinha, cuidar de uma plantinha ou de um “pé-de-fruta” qualquer, é um ato de amor que faz bem a todos: a nós mesmos, aos seres vivos, ao Planeta. Levaremos para a grande viagem um bônus de valor expressivo, porque todo ato de amor tem peso razoável contra os nossos débitos quando da nossa chegada diante do Supremo Arquiteto da Criação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Plante um verde, isso vai lhe render bons frutos deste lado e do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 31&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=8851155030468196785"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=8851155030468196785"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-8851155030468196785?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/8851155030468196785/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=8851155030468196785" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8851155030468196785?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8851155030468196785?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/02/tempo-de-plantar-e-tempo-de-colher.html" title="TEMPO DE PLANTAR E TEMPO DE COLHER" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S4kjvvA6YJI/AAAAAAAABTc/FJO0VjZX4x4/s72-c/Planta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUFSX86fyp7ImA9WhRTGUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-8427465751587361916</id><published>2010-02-05T23:50:00.012-04:00</published><updated>2011-11-10T23:30:18.117-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-10T23:30:18.117-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Espírito Zen" /><title>UM TRATO NO CORPO, UM LUSTRE NO ESPÍRITO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S2znzeTaQfI/AAAAAAAABTU/hlSgZ1SVZZw/s1600-h/Ioga.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434973721823166962" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S2znzeTaQfI/AAAAAAAABTU/hlSgZ1SVZZw/s200/Ioga.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;De tão cedo, o relógio ainda bocejava na manhã antes de bater as horas para autorizar a abertura do shopping. Nem transpus a porta e já o celular me avisava do adiamento do meu compromisso no complexo daquele mundo de lojas. Um cappuccino na minha cafeteria preferida me pareceu um passatempo animador para tolerar a longa espera. Enquanto folheio um periódico adquirido na banca, o atendente da praça de alimentação desfila um carrinho com diversas bandejas transportando um desjejum extravagante a despertar a curiosidade de quem estava por perto: grande volume de salgados, frituras e massas, provavelmente destinado a um grupo de pessoas. Com o olhar espiando por cima da revista aberta, acompanhei discretamente o trajeto da encomenda para confirmar o destino. Para minha surpresa, a mesa a ser servida tinha simplesmente duas pessoas: mãe e filha criança, criaturas supostamente normais, ambas do tipo com um estômago só em cada abdômen. Voltei a me concentrar em meus papéis, e depois de algum tempo perdida em anotações acompanhadas do terceiro café, reconheci pela vidraça a silhueta das duas protagonistas deste acaso na saída do shopping: caminhavam, sem pressa e sem qualquer proteção, para o estacionamento aberto com o céu ruindo em tempestade, dessas que golpeiam os ossos e maceram a pele com lambadas de chuva densa. Não me atrevo a tecer qualquer comentário sobre o que vi, mas saltou à minha fronte o antigo brocardo latino: "&lt;i&gt;Mens sana in corpore sano&lt;/i&gt;." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Tenho uma certeza inquestionável de que o nosso corpo é um empréstimo concedido pela graça divina para veicular a evolução da nossa alma imortal, portanto, um santuário a ser tombado pelos cuidados de seu detentor enquanto viver sob a condição humana no plano físico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;O grande Mestre da humanidade – o Sublime Galileu – nos deixou a fórmula completa para o melhor viver do lado de cá: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Daí se conclui que para verdadeiramente amarmos a Deus, deveremos amar ao próximo e também a nós mesmos. Gostarmos e cuidarmos de nós mesmos são ditames da consciência para cumprirmos o propósito da nossa evolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Os cuidados a que aqui me refiro estão na procura da saúde no sentido de completo bem-estar físico, mental e espiritual: tratar o corpo, lustrar o espírito e dominar a mente. Os antigos defendiam a tese do ser humano integral harmonizado com as forças cósmicas e divinas na tripartição: corpo, mente e espírito. É importante compreendermos que, de um modo geral, excluídas as exceções por infortúnio, tanto a saúde quanto a enfermidade germinam da mente, das emoções e dos sentimentos, assim como também estão estreitamente relacionadas com o estado de perturbação ou tranqüilidade da alma.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Hodiernamente, na busca do bem-estar idealizado para uma vida o mais feliz possível, fugimos da morte e convergimos nossos esforços para alcançarmos mais tempo de vida, mas descuidamos da fonte de abastecimento vital que é a essência incorpórea - o espírito. De diferentes formas, asfixiamos e enterramos o amor em sepulcros recônditos fora do coração, nos distanciamos do Criador, descompomos o nosso semelhante, aviltamos a nossa mãe Terra, nos tornamos fragmentados e intoxicados e nos arredamos da nossa parte imaterial, a nossa alma. Ficamos aprisionados no meio do nada, onde o céu tem um limite e o horizonte tem um fim. Há que se abrir a mente, soltar as amarras contaminadas do pensamento para atender as necessidades que a própria Natureza indica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;O apetite voraz da cena de hoje cedo no shopping, me remete o foco aos muitos “pecados” que colecionamos hoje para nos penitenciarmos com dor e sofrimento depois. A gula desenfreada, por exemplo, abre as portas mais cedo para a grande passagem para a outra dimensão. O consumo descomedido de açúcar, sal, gorduras saturadas, anilinas e outros venenos provocam doenças limitadoras e irreversíveis. O sedentarismo, os vícios, a falta de asseio encurtam o nosso tempo de validade. Se praticamos alguns tantos desses abusos contra o nosso organismo, teremos cometido um atentado contra a nossa saúde e comprometido a nossa integridade física. Não podemos apenar o nosso corpo pelas violações que o nosso livre arbítrio nos instigou a cometer e pelas quais seremos responsabilizados. Nesse ponto, já não adianta nos visitar o remorso, não adianta mais soprar a dor para doer menos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Uma outra forma de invocar a dor ou a agonia é a nossa permissão para o trânsito de energias negativas nas nossas ideias, pontuando a nossa rotina e alojando-se no nosso âmago. Os gritos que a nossa alma solta em silêncio nos expõe ao perigo da desestruturação emocional e física pela somatização dessas chagas apodrecidas no nosso interior. Se insistimos em pensar ou lembrar de males, doenças, mágoas e desgraças, atrairemos todos esses malefícios para a nossa pauta. Açoitar o coração com tantos tormentos é morrer mais depressa. Assim, o mau uso do viver, do sentir e do pensar, fatalmente nos levará, por caminhos mórbidos dolorosos, a paisagens sinistras na nossa realidade. Carece enxergarmos com os olhos da razão que as nossas escolhas, os nossos hábitos de hoje nos dirão como marcharemos para a idade avançada, como desfrutaremos da velhice no futuro, como nosso corpo reagirá aos mistérios nus que a nossa vivência guarda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;O corpo é o instrumento da alma, de uma alma cativa da carne. Para que não morra lentamente a cada amanhecer, para esticar o tempo até muitos outros amanhãs, é imperioso o resguardo de todas as funções para permitir uma longevidade ativa, e desse jeito aprendermos mais lições sobre o que queremos, quando somos guiados por um querer maior que nós. Espírito em equilíbrio requer um corpo disposto. Por se acharem em dependência mútua, importa cuidar-se de ambos, pois se maltratarmos o nosso corpo, aonde vamos morar?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;Não precisamos de um decálogo complexo para a busca da saúde plena nos dois desdobramentos do ser vivente: material e imaterial. Na cartilha da convivência, o segredo da ciência de viver está naqueles ingredientes simples e básicos que aprendemos com os pais desde a infância para uma vida longa e satisfatória. Assim, para um trato no corpo a bula recomenda: uma vistoria clínica por ano, baixa ingestão de alimentos (e de alimentos mais naturais), bastante água, caminhadas diárias regulares, hábitos de higiene, respiração profunda algumas vezes ao dia. E para um lustre no espírito, a receita infalível: sorriso frequente até para si mesmo, pensamento positivo, respeito ao próximo, bom-senso em tudo, exercício sistemático do perdão, sintonia com o Supremo Provedor através da oração de agradecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;E todos os que crêem deveriam cunhar dois agradecimentos nas duas faces de uma moeda de gratidão. Em um dos lados: “Senhor, obrigado pela chance de ter um corpo para melhorar meu espírito aqui na escola terrena.” E na outra face: “Obrigado, Senhor, por eu ter a Tua essência divina, por eu ser mais que um corpo.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;E que dobrem os sinos, ecoem os sons das trombetas celestiais e os Arcanjos digam: “Amém”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 30&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=8427465751587361916"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=8427465751587361916"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-8427465751587361916?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/8427465751587361916/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=8427465751587361916" title="5 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8427465751587361916?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/8427465751587361916?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/02/um-trato-no-corpo-um-lustre-no-espirito.html" title="UM TRATO NO CORPO, UM LUSTRE NO ESPÍRITO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S2znzeTaQfI/AAAAAAAABTU/hlSgZ1SVZZw/s72-c/Ioga.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0cESHo8eyp7ImA9WhdaFko.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-5591503677263513183.post-4115567836484717141</id><published>2010-01-23T23:53:00.020-04:00</published><updated>2011-10-26T19:16:49.473-04:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-26T19:16:49.473-04:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Lições da Vida" /><title>AFAGO EXPLÍCITO</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S1vdG2-WeBI/AAAAAAAABRM/XWWv_za1h4M/s1600-h/Pai-e-Filho-2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430176885631252498" src="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S1vdG2-WeBI/AAAAAAAABRM/XWWv_za1h4M/s200/Pai-e-Filho-2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; float: right; height: 142px; margin: 0 0 10px 10px; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Apareceu-me aquela cena a se repetir vinte anos depois, como se ressurgisse do interior de uma lembrança. E, mais uma vez, assisti, como quem diz poemas, com quantas expressões corporais se declara a palavra amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Há mais ou menos duas décadas, o veículo dirigido por uma senhora estacionava frente ao prédio onde eu trabalhava. Na matemática dos passos de todas as manhãs, um pai, elegantemente vestido de sentimentos, abria a porta do carro e se dirigia ao banco de trás para acomodar o garoto de dez ou onze anos no banco da frente. Antes de se despedir, curvava-se e arrumava a gola do uniforme do filho para, ternamente, depositar-lhe um beijo na testa. Da raiz das mãos ao tampo do cérebro, trazia o coração atrelado a todos os gestos pelo lado de fora. Dirigia-se ao trabalho levando consigo a rua toda até os confins, onde o automóvel fugia da vista.   Aquele ritual diário me enchia os olhos com um cheiro de aconchego, desses que se enroscam em nossos ombros e nos adormecem a ânsia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Como a vida é feita de direções e toda direção tem vários sentidos, meus caminhos apontaram-me outros rumos profissionais e não mais vi tão distinta família. Hoje, por uma coincidência programada pelo destino, um sedam dirigido por motorista particular parou frente ao Fórum e dele saiu um jovem de porte altaneiro em terno bem talhado que se dirigiu ao banco de trás para acomodar no banco da frente um idoso em traje casual, o mesmo personagem do passado, agora na informalidade da aposentadoria, convivendo com a neve nos cabelos e o peso dos anos a curvar sua postura. Como dantes, falavam-se mais com sorrisos que com palavras. Antes de se afastar para os compromissos de gente grande, o bem-sucedido rapaz ajusta, sem pressa, os óculos do pai ao nariz e curva-se para depositar-lhe um beijo na testa, com devoção.  O aceno com as mãos denuncia um olhar que carrega uma pessoa inteira dentro. Na inversão dos papéis, o halo dos afetos sobreviveu à mudança das estações e tudo naquele afago explícito continua viçoso e belo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;A simples menção desse acaso amorna a minha suscetibilidade, então eu deixo que da memória se soltem outras lembranças, dessas que ameigam os nossos ossos e nos mordiscam o coração. Aí me vêm os quadros de um seriado da televisão nos anos 70 – The Waltons - narrando a história de uma família rural americana que morava numa montanha tentando sobreviver dignamente às crises advindas da Grande Depressão.  No final de cada episódio, a famosa cena em que a imensa casa da família é focalizada durante a noite com as luzes se apagando cômodo a cômodo, com exceção de uma janela no andar superior, onde alguns personagens comentavam com bom humor os incidentes vividos durante o dia e a partir daí, todos trocavam um “Boa Noite”. Assim, faziam-se ouvir as vozes de cada um se despedindo para dormir: “Boa Noite, John Boy”, que por sua vez replicava: “Boa Noite, Mary Ellen” e seguia o “Boa Noite” de boca em boca até que todos se aninhassem numa teia de carinho para pegar no sono. Aquilo era a marca coletiva daquela família e o ponto mais interessante para minha ansiosa espera. O clima confortante de bem-querer criado por tantos “Boa Noite” entre os pais e os sete irmãos poderia, para muitos, parecer antiquado, fadado ao desuso, mas para mim, se tornava o ápice do capítulo, porque me lembrava as coisas que realmente fazem valer a pena conhecermos e vivermos nessa passagem terrena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Penso eu que expressar sentimentos e emoções é uma das formas de interagir com os entes queridos, mas quando essas atitudes envolvem a relação entre o pai e o filho, a expressão afetiva geralmente se esconde por sofrer interferências culturais da sociedade em que vivemos. Assim, culturalmente predomina uma visão de que o homem, para manter blindado o simbolismo da masculinidade, deve conter a exteriorização de suas emoções, interceptar os arremessos da sensibilidade, deixando a descoberto a todos apenas o seu lado racional. Sentimentos e emoções que denunciam afetos são amordaçados para garantir o disfarce. Assim, o menino, no crescimento, deixará de desfrutar de um abraço, de ganhar um consolo, de receber um incentivo ... que nada mais são do que um arrimo para exprimir força,  para fortalecer os vínculos, para oferecer apoio, para mostrar a estima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Felizmente, o homem dos novos tempos está largando a casca que lhe fantasiava de imperial, rude, indiferente e está incorporando valores mais "humanos" de diálogo, de afeição, de calor humano, tornando-se um novo modelo de pai, vivendo por inteiro, assumindo suas emoções, admitindo sua afetividade à tona do peito e, quem sabe, assim permitir a erupção vulcânica dos sentimentos represados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Externar emoções com os integrantes do nosso convívio, principalmente com os nossos bem-amados, proporciona modificações positivas nos diversos ambientes, em todos os âmbitos, e melhora sobremaneira a qualidade de vida de todos os que participam do círculo. Basta considerar que a liberação da afetividade, segundo estudiosos, previne o bloqueio de energias e seus efeitos maléficos no organismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Um “Bom Dia” ou um “Boa Noite” expressivo, um sorriso, um toque no ombro, um aperto de mãos, um cafuné e até um belisco carinhoso são as práticas mais gostosas de traduzir: “como te quero bem” ou “estou aqui, se precisar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;É quase meia-noite deste lado do Mundo, e enquanto escrevo este conto, meus filhos já vieram, pelo menos duas vezes, atravessar uma trilha que há no meu peito, sentar-se do meu lado esquerdo a balançar-me o coração e me trazer um “Boa Noite, Mãe! Durma bem!”. Esse chamego, esse agrado, sempre me deixa o efeito colateral de um molhado nos olhos a me atravessar o sorriso.  E eu sou muito feliz por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;Boa Noite, querido leitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #993300;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace; font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s1600-h/Florinha-assinatura-web-ok.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331073677823420754" oncontextmenu="return false" src="http://2.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/SfvHQ8YZqVI/AAAAAAAAA0A/bMpo7jGvN74/s200/Florinha-assinatura-web-ok.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 46px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 75px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..................................................................&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc6600;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;CRÔNICA 29&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #66cccc;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #996633; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=4115567836484717141"&gt;POSTAR &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #996633;"&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;amp;postID=4115567836484717141"&gt;COMENTÁRIO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: #cc9933;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc9933; font-size: small;"&gt;Mande um recado pra mim, comente este conto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #3366ff;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;marquee direction="right" onmouseout="this.start();" onmouseover="this.stop();" scrollamount="5"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-family: verdana;"&gt;Poste um comentário!&lt;/span&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5591503677263513183-4115567836484717141?l=contosdeacasos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/feeds/4115567836484717141/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5591503677263513183&amp;postID=4115567836484717141" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/4115567836484717141?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/5591503677263513183/posts/default/4115567836484717141?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://contosdeacasos.blogspot.com/2010/01/provisorio.html" title="AFAGO EXPLÍCITO" /><author><name>REGINAFalcão</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="23" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/TGl8Q72VETI/AAAAAAAABYM/a3qqbUgwhjo/S220/Gina+-+Blog+-+natural+2010.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_qHTqOJwjPyQ/S1vdG2-WeBI/AAAAAAAABRM/XWWv_za1h4M/s72-c/Pai-e-Filho-2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total></entry></feed>

