<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298</id><updated>2026-10-28T17:59:13.986-03:00</updated><category term="Notícias"/><category term="Histórias"/><category term="Outros posts"/><category term="Opiniões"/><category term="Vídeos"/><category term="Entrevistas"/><title type='text'>Blog da Rua</title><subtitle type='html'>Histórias, notícias e dicas para inspirar quem trabalha com pessoas em situação de rua, é solidário ou simplesmente quer viver.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>241</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-6788539152620397127</id><published>2025-03-10T17:53:00.001-03:00</published><updated>2025-03-10T17:53:04.271-03:00</updated><title type='text'>A história do biscoitinho</title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Confesso que fiquei surpreso quando ouvi a história do biscoitinho. Hoje começamos a série de oficinas de escrita com o grupo de pessoas em situação de rua como preparação para a publicação de um livro.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;A ideia do livro foi de um participante do grupo no último encontro e foi muito bem recebida por todos.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Inspirados em Manoel de Barros - &quot;Noventa por cento do que eu escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira.&quot; -, começamos a oficina pedindo para cada um pensar em três frases sobre si. Duas deveriam ser verdadeiras e uma falsa. O grupo tinha que tentar pegar a mentira.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;De forma divertida, a gente lembrou de viagens para Recife, Brasília, Dubai... por que não? Daquele vez que uma pessoa em situação de rua tropeçou em um pacote com 30 mil reais logo que saiu da Caixa Econômica para pegar sua Bolsa Família. Histórias de família, trabalho, drogas...&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;E quando já estávamos nos despedindo, um participante do grupo que voltou pra casa, mas não largou o grupo, contou a história do biscoitinho. Uma história de 20 anos atrás.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Eu lembro quando o Marcelo toda semana chamava a gente na praça para a reunião. Lá tinha biscoitinho e café. Tudo começou ali. O CREAS começou ali&quot;, ele disse. E outra, que além de ter saído da rua, já ajudou outros a saírem dessa situação, confirmou os encontros com biscoitinhos.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;É verdade que o nosso grupo lá atrás tinha café e biscoitinho, providenciado na maioria das vezes pela Adriana, Marinalva, Cenilsa, Leozita, Marlene, Karla Mônica e tanta gente boa que construiu essa história.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;O CREAS começou ali&quot;, quase dez anos antes de sua inauguração oficial. É a verdade para quem viveu naquela praça, para quem provou os biscoitinhos e construiu uma família que segue junta ainda hoje.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/6788539152620397127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2025/03/a-historia-do-biscoitinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6788539152620397127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6788539152620397127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2025/03/a-historia-do-biscoitinho.html' title='A história do biscoitinho'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5627696239616466830</id><published>2025-02-17T10:30:00.001-03:00</published><updated>2025-02-17T10:30:22.339-03:00</updated><title type='text'>A retomada do famoso grupo </title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Hoje retomamos o grupo com pessoas em situação de rua no espaço da Capela Santo Antônio. Participaram 12 pessoas, 10 com experiência de vida na rua, eu e Michele, assistente social e educadora do CREAS Zilda Arns, respectivamente.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Comecei explicando o objetivo do grupo: uma forma de nos apoiarmos mutuamente para facilitar o processo de saída da rua de todos os participantes. Dei exemplo de pessoas que sairam das ruas em outros tempos por conta do grupo, como uma pessoa que ofereceu alugar um quarto de sua casa para outra pessoa que estava para sair da rua. Natalice, uma das participantes da roda de hoje, comentou sobre as vezes que fez o mesmo. Morou muitos anos na rua e hoje incentiva pessoas a saírem dessa situação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Na sequência, li uma das histórias escritas em meu livro Flores Amarelas, exatamente sobre esses encontros. Ao final da leitura, perguntei a cada um quando faziam aniversário. Anotei os nomes e datas. Ângela, que fez aniversário em janeiro, disse que nunca teve um bolo para cantar parabéns. E Luis explicou que fez aniversário na semana passada. Propus então que a gente comemore na próxima segunda-feira o aniversário dos dois. Me comprometí a trazer um bolo e, assim como na história do livro, os demais participantes trarão refrigerantes.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Festa organizada, perguntei o que planejavam fazer durante o carnaval. Alguns falaram sobre catar latinhas durante os blocos. Um parêntesis. Durante as últimas duas semanas ouvi muita gente falando que trabalha como catador. Fecha parêntesis. Então, expliquei sobre as vantagens de se formar uma cooperativa. E que o primeiro passo seria participar do grupo para fortalecer vínculos e a confiança entre nós.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Então, ficamos assim, com uma festa de aniversário organizada para a próxima segunda-feira. E um sonho, ainda distante, de formar uma cooperativa.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Pra terminar, fizemos uma dinâmica onde todos da roda repetiam o nome das pessoas que estavam à sua direita. Assim, nos despedimos sabendo com quem estávamos falando e esperançosos de que a vida podia ser bem melhor, e será...&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/5627696239616466830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2025/02/a-retomada-do-famoso-grupo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5627696239616466830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5627696239616466830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2025/02/a-retomada-do-famoso-grupo.html' title='A retomada do famoso grupo '/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-7898874052368687429</id><published>2019-10-29T09:04:00.001-03:00</published><updated>2019-10-29T09:04:53.562-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Ele e ela</title><content type='html'>&lt;div&gt;Na mesa, queijo, presunto, biscoitos. Pão, manteiga, leite, café e açúcar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É a primeira vez que a gente recebe uma visita. - O casal me abraça na porta de sua casa nova. Uma marca de que vivem para além de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando resolvem ficar juntos, ele está num abrigo e ela na rua. Ele vive entupido de drogas, ela sempre bêbada. Como dar certo? Mas quando chegam para me anunciar a união, parecem dois adolescentes apaixonados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Em um casamento não esperem que o cônjuge atenda seus desejos. Viva para fazer o outro feliz - é a minha benção ao casal. Ele chora como se reencontrasse o pai que não teve. Ela lhe acaricia a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem dinheiro para o gás e o mercado, se viram cozinhando miojo na água quente do chuveiro. A medida que vencem as dificuldades, a corda no pescoço vai ficando mais frouxa. Já podem sonhar com algo além de comida todos os dias na mesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse momento, ela desaparece. Ele desespera porque sente que perde a chance de nascer de novo. A notícia é de que foi vista numa cracolândia. Reaparece em outro estado, na casa de seu pai, depois de passar mal e ficar uns dias no hospital. Descobre que não sobrevive se continuar a beber. Volta pra ele. Ele cuida dela. Ela, dele. E os dois cuidam de Pandora, a cachorrinha que lhes alimenta a esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/7898874052368687429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2019/10/ele-e-ela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/7898874052368687429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/7898874052368687429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2019/10/ele-e-ela.html' title='Ele e ela'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5047074749346352507</id><published>2019-07-03T15:48:00.002-03:00</published><updated>2019-07-03T15:49:53.765-03:00</updated><title type='text'>Lançamento do livro Flores Amarelas</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT0m4QP0iRLVG0jqodtBgWb65AIE0ok9KNculZ9CVasneQKS5_gILhq2u0Bnc55ATw7eqmGMSs4OmgAaR7Xoh6WunJ4sQQwOIKJ1vB5YBwg1m_AX21u83OOHMVrJeMHEViKgGqag/s1600/CONVITE+%25281%2529.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1600&quot; data-original-width=&quot;1132&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT0m4QP0iRLVG0jqodtBgWb65AIE0ok9KNculZ9CVasneQKS5_gILhq2u0Bnc55ATw7eqmGMSs4OmgAaR7Xoh6WunJ4sQQwOIKJ1vB5YBwg1m_AX21u83OOHMVrJeMHEViKgGqag/s320/CONVITE+%25281%2529.png&quot; width=&quot;226&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/5047074749346352507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2019/07/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5047074749346352507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5047074749346352507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2019/07/blog-post.html' title='Lançamento do livro Flores Amarelas'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhT0m4QP0iRLVG0jqodtBgWb65AIE0ok9KNculZ9CVasneQKS5_gILhq2u0Bnc55ATw7eqmGMSs4OmgAaR7Xoh6WunJ4sQQwOIKJ1vB5YBwg1m_AX21u83OOHMVrJeMHEViKgGqag/s72-c/CONVITE+%25281%2529.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-1400821489920608217</id><published>2018-04-03T08:01:00.001-03:00</published><updated>2018-04-03T08:10:53.544-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opiniões"/><title type='text'>Quantos, quem são e o que fazemos agora?</title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;b&gt;Quantas pessoas moram nas ruas do Rio de Janeiro?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
&lt;b&gt;Quem s&amp;#227;o elas?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
&lt;b&gt;E o que fazemos agora? &amp;#160;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&amp;#9472;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;b&gt;Quantos s&amp;#227;o?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
Semana passada a Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou os resultados de seu &amp;#250;ltimo levantamento da popula&amp;#231;&amp;#227;o em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua do Rio de Janeiro. No evento de lan&amp;#231;amento chamou a aten&amp;#231;&amp;#227;o o n&amp;#250;mero de vezes que os coordenadores da pesquisa avisaram, antes de anunciar os resultados, que em raz&amp;#227;o de diferentes metodologias n&amp;#227;o cabia compara&amp;#231;&amp;#245;es entre o n&amp;#250;mero de pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua que seria ali divulgado e os n&amp;#250;meros conhecidos de pesquisas anteriores. De fato, &amp;#233; de se estranhar que cinco anos depois que a Prefeitura contou 5580 pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua, o levantamento deste ano s&amp;#243; tenha encontrado 3715 pessoas morando nas ruas da cidade. Estranho porque em 2013 viv&amp;#237;amos no Brasil o que os economistas chamam de pleno emprego. E, hoje, o desemprego bate recordes.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Em 2006, 2007 e 2008 pesquisas da Prefeitura n&amp;#227;o chegaram a contar 2000 pessoas nas ruas. Ainda em 2008 o Minist&amp;#233;rio do Desenvolvimento Social contou 4585 pessoas, mais que o dobro no mesmo ano. J&amp;#225; o n&amp;#250;mero de pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua (os dados foram cruzados para se evitar contar duas vezes a mesma pessoa) atendidas nos CREAS, Centro-Pop e abrigos da cidade do Rio de Janeiro entre 2012 e 2015 variaram de 7 mil a 17 mil pessoas. Ou seja, essas pesquisas dizem mais sobre nossa capacidade de contar do que efetivamente sobre o n&amp;#250;mero de pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;b&gt;Quem s&amp;#227;o?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
Mas se os n&amp;#250;meros totais sobre quantas s&amp;#227;o as pessoas que moram nas ruas do Rio de Janeiro divergem, os demais dados das diferentes pesquisas s&amp;#227;o praticamente id&amp;#234;nticos. Quatro em cada cinco pessoas que moram nas ruas s&amp;#227;o homens. A maioria tem baixo n&amp;#237;vel de escolaridade e est&amp;#227;o em idade economicamente ativa. E os principais motivos que levam pessoas para as ruas s&amp;#227;o conflitos familiares, desemprego e o uso de &amp;#225;lcool e, ou outras drogas.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Esses dados tamb&amp;#233;m s&amp;#227;o os mesmos que obtive numa pesquisa que realizei h&amp;#225; 18 anos atr&amp;#225;s. Tamb&amp;#233;m perguntamos para esta popula&amp;#231;&amp;#227;o o que os incomoda. A maioria das respostas falou em discrimina&amp;#231;&amp;#227;o e invisibilidade. Isso nos deu a pista para entender quem s&amp;#227;o essas pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Numa sociedade em que os homens s&amp;#227;o identificados como aqueles que s&amp;#227;o os provedores de suas fam&amp;#237;lias, um homem que n&amp;#227;o prov&amp;#234; o pr&amp;#243;prio sustento, em condi&amp;#231;&amp;#245;es de trabalhar, mas com baixa escolaridade e, portanto, baixa empregabilidade, cair na rua significa perder um aspecto importante de seu lugar na sociedade. Esse homem fica isolado, com v&amp;#237;nculos rompidos. Da&amp;#237; o que os incomoda ser a invisibilidade e a discrimina&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quando verificamos que os principais motivos que levam as pessoas &amp;#224;s ruas s&amp;#227;o os conflitos familiares, ou seja, o rompimento dos v&amp;#237;nculos com quem poderia lhe garantir alguma prote&amp;#231;&amp;#227;o, o desemprego, que lhe garantiria os recursos para um teto e o uso abusivo de &amp;#225;lcool e, ou drogas que &amp;#224;s vezes s&amp;#227;o causa, &amp;#224;s vezes conseq&amp;#252;&amp;#234;ncia desses rompimentos com a fam&amp;#237;lia e o emprego, entendemos que o que &amp;#233; comum a essa popula&amp;#231;&amp;#227;o, mais do que a falta de teto, &amp;#233; a desvincula&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;b&gt;O que fazemos?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
Portanto, uma pol&amp;#237;tica para o atendimento da popula&amp;#231;&amp;#227;o em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua passa por a&amp;#231;&amp;#245;es que privilegiem o fortalecimento de v&amp;#237;nculos familiares e comunit&amp;#225;rios, a perman&amp;#234;ncia e o combate ao preconceito.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Assist&amp;#234;ncia social&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Na assist&amp;#234;ncia social isso significa investimento em espa&amp;#231;os de conviv&amp;#234;ncia como os Centros-Pop, abrigos pequenos de modo a garantir um atendimento individualizado de qualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&amp;#201; preciso tamb&amp;#233;m que se garanta perman&amp;#234;ncia nos espa&amp;#231;os, reorientando a metodologia de funcionamento dos abrigos para que se diminua a rotatividade das pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Tamb&amp;#233;m a&amp;#231;&amp;#245;es que valorizem a capacidade dos usu&amp;#225;rios de se autogerir, em substitui&amp;#231;&amp;#227;o a a&amp;#231;&amp;#245;es de controle e tutela por parte dos agentes p&amp;#250;blicos s&amp;#227;o fundamentais porque sinalizam para o usu&amp;#225;rio sua capacidade de conquistar sua autonomia.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Uma realoca&amp;#231;&amp;#227;o dos abrigos pode ajudar nesse processo. O atual levantamento tamb&amp;#233;m confirma os n&amp;#250;meros dos levantamentos anteriores em rela&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; distribui&amp;#231;&amp;#227;o dessa popula&amp;#231;&amp;#227;o no territ&amp;#243;rio da cidade. Enquanto um ter&amp;#231;o mora nas ruas da Zona Sul, menos de 5% das vagas de abrigo est&amp;#227;o nessa &amp;#225;rea da cidade. Por outro lado a Zona Oeste tem praticamente a mesma quantidade de vagas de abrigos e pessoas morando nas ruas. Realocar as oito unidade de abrigo de Paci&amp;#234;ncia em diferentes bairros da cidade contribuir&amp;#225; para a perman&amp;#234;ncia das pessoas mais pr&amp;#243;ximas de onde podem conseguir renda e favorecer o contato com suas fam&amp;#237;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Sa&amp;#250;de&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Viver na rua traz preju&amp;#237;zos graves para a sa&amp;#250;de das pessoas, que com o tempo v&amp;#227;o a incapacitando de conseguir seguir a vida autonomamente. Programas como o Consult&amp;#243;rio na Rua s&amp;#227;o fundamentais para a abordagem dessa popula&amp;#231;&amp;#227;o e garantia de acesso ao cuidado.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;A multiplica&amp;#231;&amp;#227;o de CAPS-AD na cidade como estrat&amp;#233;gia de atendimento ao uso abusivo de &amp;#225;lcool e, ou outras drogas tamb&amp;#233;m &amp;#233; fundamental para que o processo de sa&amp;#237;da das ruas seja eficaz. Afinal esse &amp;#233; o equipamento de excel&amp;#234;ncia para o tratamento de uma quest&amp;#227;o que &amp;#233; um dos principais motivos que levam pessoas a morar nas ruas.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Trabalho e emprego&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Medidas que facilitem o emprego como o recente decreto que cria a Vaga Social s&amp;#227;o importantes iniciativas para facilitar o processo de sa&amp;#237;da da rua. Negar esse tipo de iniciativa com o argumento de que essas pessoas n&amp;#227;o tem jeito &amp;#233; negar a realidade e fruto de uma vis&amp;#227;o de mundo preconceituosa. A maioria j&amp;#225; desenvolve atividades remuneradas. S&amp;#243; para ilustrar, um amigo empres&amp;#225;rio argumentou que a solu&amp;#231;&amp;#227;o para essa situa&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; a constru&amp;#231;&amp;#227;o de um muro de 10 metros de altura que estabelecesse um limite dentro do qual todos as pessoas usu&amp;#225;rias de drogas e em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua deveriam permanecer. Perguntei: E saem de l&amp;#225; como? Alimentamos eles a vida toda ou os deixamos morrer? A chance de uma pessoa em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua em acompanhamento dar errado no trabalho &amp;#233; menor que um pol&amp;#237;tico deixar de atender os interesses da popula&amp;#231;&amp;#227;o que o elegeu.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Cultura&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Facilitar o acesso &amp;#224; cultura de quem vive na rua contribui para ressignificar seu lugar no mundo. Um exemplo. Tive a chance de acompanhar um grupo numa pe&amp;#231;a teatral. At&amp;#233; ent&amp;#227;o ela era espancada pelo companheiro quase diariamente. Quando a encontrei na semana seguinte depois do programa cultural ela estava sozinha. Ao saud&amp;#225;-la com um bom dia, sua resposta foi: &quot;Bati nele.&quot; A hist&amp;#243;ria encenada resgatou algo de sua juventude que lhe deu for&amp;#231;as para resistir a viol&amp;#234;ncia di&amp;#225;ria que sofria.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Habita&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Se tem um p&amp;#250;blico que deveria ser priorit&amp;#225;rio nos programas habitacionais s&amp;#227;o os sem-teto. Contudo, apenas dar casa sem a garantia de um acompanhamento que lhes fortale&amp;#231;a v&amp;#237;nculos afetivos, garanta tratamento de sa&amp;#250;de e oportunize trabalho n&amp;#227;o haver&amp;#225; resultado efetivo. Os programas habitacionais tamb&amp;#233;m ser&amp;#227;o menos efetivos se concentrar pessoas com a sa&amp;#250;de debilitada e sem emprego em um lugar com dif&amp;#237;cil acesso a pol&amp;#237;ticas sociais e oportunidades de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Educa&amp;#231;&amp;#227;o&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Adultos costumam estar preocupados com emprego e n&amp;#227;o &lt;u&gt;costumam&lt;/u&gt; pensar em estudar. Contudo, a escola - para al&amp;#233;m dos in&amp;#250;meros benef&amp;#237;cios da educa&amp;#231;&amp;#227;o - &amp;#233; importante nesse processo de fortalecimento de v&amp;#237;nculos e de crescimento da rede de cuidados e oportunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Meio ambiente&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
&amp;#201; comum pensarmos a cidade para quem tem casa, para quem usa a rua apenas como um local de passagem. Contudo, numa sociedade excludente como a nossa sempre haver&amp;#225; pessoas em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua. Iniciativas como o gradeamento de pra&amp;#231;as, pedras pontiagudas embaixo de viadutos ou bancos &quot;antimendigos&quot; s&amp;#243; refor&amp;#231;am essa exclus&amp;#227;o e estigmatiza&amp;#231;&amp;#227;o desse p&amp;#250;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Facilitar o acesso ao banheiro p&amp;#250;blico, criar estacionamentos para carro&amp;#231;as, melhorar o pre&amp;#231;o de produtos recicl&amp;#225;veis, investir em economia solid&amp;#225;ria s&amp;#227;o apenas algumas propostas que podem contribuir para uma cidade mais inclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;i&gt;Direitos humanos&lt;/i&gt;&lt;br&gt;
Quem trabalha nas equipes de abordagem da Prefeitura j&amp;#225; se acostumou a receber as &quot;den&amp;#250;ncias&quot; atrav&amp;#233;s da Ouvidoria para o recolhimento de pessoas que vivem nas ruas. Criar uma Ouvidoria para que a popula&amp;#231;&amp;#227;o em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua possa registrar den&amp;#250;ncias de maus-tratos que sofrem &amp;#233; uma iniciativa que pode aproximar o servi&amp;#231;o p&amp;#250;blico de uma parcela da popula&amp;#231;&amp;#227;o que mais precisa de cuidados.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;De que jeito?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;
Uma das primeiras cr&amp;#237;ticas que aparecem quando este leque de a&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233; apresentada &amp;#233; de que n&amp;#227;o se tem dinheiro. Ora, somente a Secretaria de Assist&amp;#234;ncia Social diz gastar mais de 7 mil reais mensais para manter uma pessoa num abrigo. Ou essa conta est&amp;#225; errada, ou se est&amp;#225; gastando muito mal o dinheiro p&amp;#250;blico, que apenas com esse aporte de recursos j&amp;#225; dispon&amp;#237;vel seria poss&amp;#237;vel garantir pol&amp;#237;ticas com muito mais efetividade.&lt;/p&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/1400821489920608217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2018/04/quantos-quem-sao-e-o-que-fazemos-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1400821489920608217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1400821489920608217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2018/04/quantos-quem-sao-e-o-que-fazemos-agora.html' title='Quantos, quem são e o que fazemos agora?'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-7950911111674296801</id><published>2016-11-03T17:29:00.001-02:00</published><updated>2016-11-03T17:29:03.755-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>A caverna e o violão</title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Quando acabou meu tempo no centro de recupera&amp;#231;&amp;#227;o recebi uma carta de alforria. Isso mesmo. N&amp;#227;o existe outro nome pra isso. Meses trabalhando pesado. Construindo muro, cavando buraco, fazendo jejum porque n&amp;#227;o tinha comida. E no final uma carta dizendo que eu estava livre. Nove meses sem usar drogas. Nove meses sem ver minha fam&amp;#237;lia. Continuava sem documentos e sem trabalho. Mas tinha uma carta. Uma carta que dizia que eu cumpri meu tempo de tratamento e agora j&amp;#225; podia trabalhar. Na verdade, estava livre para voltar a morar na rua. Afinal, quem me daria emprego se eu n&amp;#227;o tinha mais nem onde tomar banho? N&amp;#227;o demorou para me entupir de drogas de novo. Fiquei completamente fora de &amp;#243;rbita. N&amp;#227;o sabia mais o que eram dias, meses ou anos. Aqueles poucos metros entre a linha do trem onde passava a noite usando droga e a ca&amp;#231;amba de lixo onde passava o dia dormindo era a minha caverna onde n&amp;#227;o enxergava a luz do lado de fora. Sa&amp;#237; de um lugar onde n&amp;#227;o sabia o que acontecia do outro lado do muro, e na rua e nas drogas continuei preso sem enxergar a vida ao meu redor.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Estava com fome e quando decidi levantar para buscar uma nova pedra ouvi longe uma can&amp;#231;&amp;#227;o. Alguns pneus queimavam daquele lado. A fogueira refletia sombras na pilastra do viaduto. N&amp;#227;o conseguia ver direito. A fuma&amp;#231;a incomodava muito. Apertei bem os olhos e &lt;u&gt;pisquei&lt;/u&gt; r&amp;#225;pido para acostumar o olhar at&amp;#233; que vi homens e mulheres tocando no viol&amp;#227;o uma can&amp;#231;&amp;#227;o que aprendi ainda crian&amp;#231;a. Mantive certa dist&amp;#226;ncia para cantar sem ser ouvido. Um deles se aproximou e continuou cantando sentado ao meu lado. Chorei. Quando a m&amp;#250;sica terminou perguntou onde a aprendi. N&amp;#227;o acreditava que ele estava falando comigo. Eu estava t&amp;#227;o sujo que ningu&amp;#233;m se aproximava. Cheguei a duvidar se estava realmente vivo. Eles me levaram pra igreja. Tomei um banho. Comi um trem. Aos poucos fui recobrando os sentidos. &lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Consegui um abrigo. Do posto de sa&amp;#250;de me mandaram para o Caps-AD, onde tratam quem usa &amp;#225;lcool ou drogas. Gostei muito da pessoa que me recebeu. Sem julgamentos ou preconceitos. Ouviu minhas ang&amp;#250;stias. Confiei nela. Ia pra l&amp;#225; quase todo dia. Aos domingos me encontrava com o grupo do viol&amp;#227;o. Mas continuava usando droga sempre que me ofereciam ou tinha dinheiro. No Caps-AD participei de uma oficina de jornal. Gostei muito porque queria ser jornalista. No abrigo ajudei a montar um jornal tamb&amp;#233;m. Foi meu melhor momento. Fiquei t&amp;#227;o animado e envolvido com o projeto do jornal que diminu&amp;#237; muito o uso da droga. Comecei a trabalhar. Sem tempo livre e realizado j&amp;#225; n&amp;#227;o andava mais com quem se drogava. Fiquei limpo um bom tempo. Meu terapeuta disse que em dois meses avaliaria minha situa&amp;#231;&amp;#227;o para me dar alta. O que deveria ser uma alegria para qualquer um que est&amp;#225; tratando uma doen&amp;#231;a, me encheu de medo. Reca&amp;#237;. Perdi o emprego. Mas o pessoal do viol&amp;#227;o n&amp;#227;o desistiu de mim. Fui abra&amp;#231;ado. Mas n&amp;#227;o era aquele abra&amp;#231;o de quem s&amp;#243; ama quando voc&amp;#234; vence. Eles investiram em mim. Fracassei e eles continuaram comigo. Retomei o tratamento. Voltei a estudar e trabalhar.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Tomei coragem e fui falar com meu irm&amp;#227;o. Ele n&amp;#227;o quis me receber. Disse que s&amp;#243; depois que terminasse o tratamento poderia me ajudar. Mas n&amp;#227;o foi me ver nenhum dia sequer nos nove meses que fiquei naquele centro de recupera&amp;#231;&amp;#227;o! O que ele n&amp;#227;o entende &amp;#233; que naquela pris&amp;#227;o, sozinho, n&amp;#227;o era poss&amp;#237;vel enfrentar meus medos. Ele suportou bem a morte de nossos pais, sempre foi mais forte. Eu sempre tive medo. Ele acha que eu n&amp;#227;o quero nada, que sou um sem-vergonha. Mas eu luto. Muitas vezes perco. Ele n&amp;#227;o acredita.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Enquanto estava trancado no centro de recupera&amp;#231;&amp;#227;o, claro, eu n&amp;#227;o usava droga. Quando dava vontade de ir embora, tinha muita gente pra me convencer do contr&amp;#225;rio. Mas tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o vivia. Alforriado, debaixo daquele viaduto e na linha do trem eu tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o vivia. Mas agora, quando encaro meus medos, quando tento ganhar o mundo, sucumbo. Os olhos me doem. E penso em voltar para dentro do muro, me esconder na ca&amp;#231;amba de lixo. Tenho vontade de morrer... &lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&quot;Outro dia ouvi na igreja que quando reconhecemos nossas fraquezas, somos fortes. Nesse dia fiquei com vontade de viver. O jovem que toca viol&amp;#227;o disse que se ainda estou vivo &amp;#233; porque Deus acredita em mim. Vou vivendo.&quot;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/7950911111674296801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2016/11/a-caverna-e-o-violao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/7950911111674296801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/7950911111674296801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2016/11/a-caverna-e-o-violao.html' title='A caverna e o violão'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-671985940702698346</id><published>2014-12-16T11:48:00.001-02:00</published><updated>2014-12-16T11:48:43.116-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Perspectiva 2</title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quando voc&amp;#234; v&amp;#234; uma crian&amp;#231;a usando crack na rua, o que mais chama sua aten&amp;#231;&amp;#227;o? A crian&amp;#231;a, o crack ou a rua?&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quando voc&amp;#234; v&amp;#234; um homem adulto morando nas ruas, como voc&amp;#234; o enxerga? Um pobre coitado, um vagabundo ou um homem criado &amp;#224; imagem e semelhan&amp;#231;a de Deus, como todos n&amp;#243;s?&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Quando voc&amp;#234; pensa sobre o que precisa acontecer para uma pessoa sair da rua, voc&amp;#234; logo imagina o que o pr&amp;#243;prio morador de rua precisa fazer, o que voc&amp;#234; mesmo pode fazer para ajudar, o que o governo deve fazer, ou nunca pensou no assunto?&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Conhe&amp;#231;o um homem com mais de 50 anos que foi morar nas ruas ainda crian&amp;#231;a. Bebe muito. Daqueles que n&amp;#227;o acreditamos que um dia sair&amp;#225; da rua. Um dia um pastor conseguiu indic&amp;#225;-lo para receber um barraco em uma comunidade que se formava em Nova Igua&amp;#231;u. Ele foi morar l&amp;#225; com sua companheira, tamb&amp;#233;m h&amp;#225; mais de uma d&amp;#233;cada morando nas ruas. Mas era em Campo Grande que ele conseguia o seu sustento, ent&amp;#227;o ia para l&amp;#225; tentar conseguir algum dinheiro. Mas ia andando! 7 a 9 horas de caminhada! Claro que n&amp;#227;o dava para ir e voltar todo dia. Ia, conseguia algum dinheiro, dormia uma ou duas noites nas ruas de Campo Grande e voltava para casa, onde ficava at&amp;#233; o dinheiro e a comida acabar e ent&amp;#227;o enfrentava mais algumas horas de caminhada.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Voc&amp;#234; deve estar se perguntando. Por que n&amp;#227;o pegava um &amp;#244;nibus? Como voc&amp;#234; se sentiria se um morador de rua entrasse no mesmo &amp;#244;nibus que voc&amp;#234;? Incomodado(a), talvez. Quando n&amp;#227;o se consegue tomar banho todo dia, o suor realmente incomoda. Como voc&amp;#234; imagina que se sentia nosso amigo quando entrava em um &amp;#244;nibus, depois de dias ou d&amp;#233;cadas na rua? Ele n&amp;#227;o queria ser motivo de inc&amp;#244;modo para ningu&amp;#233;m. E de tanto se sentir mal dentro dos &amp;#244;nibus, aquele lugar se tornou hostil para ele. Caminhava, ent&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Um dia, em Campo Grande, ganhou um colch&amp;#227;o de casal usado e levou para Nova Igua&amp;#231;u. Andando! E na cabe&amp;#231;a!!!&lt;br&gt;
Com que direito podemos pensar que uma pessoa que se esfor&amp;#231;a tanto n&amp;#227;o queira sair da rua? Eu prefiro pensar no que preciso fazer para que outras pessoas melhorem suas vidas?&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Especialmente eu, que posso agradecer a Deus, que por sua gra&amp;#231;a me garantiu um lugar no c&amp;#233;u, porque nada que eu fa&amp;#231;a seria merecedor de tamanha salva&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Ef&amp;#233;sios 2:8-10 NTLH&lt;br&gt;
Pois pela gra&amp;#231;a de Deus voc&amp;#234;s s&amp;#227;o salvos por meio da f&amp;#233;. Isso n&amp;#227;o vem de voc&amp;#234;s, mas &amp;#233; um presente dado por Deus. A salva&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o &amp;#233; o resultado dos esfor&amp;#231;os de voc&amp;#234;s; portanto, ningu&amp;#233;m pode se orgulhar de t&amp;#234;-la. Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa uni&amp;#227;o com Cristo Jesus, ele nos criou para que fiz&amp;#233;ssemos as boas obras que ele j&amp;#225; havia preparado para n&amp;#243;s.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt; &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMO6U3XP5kyh730tmDGF13jhAqiV_rMnUofBayuQYW0XpE4gKB0f1Ucfscvxlfw4GV2BWYQEj1xh6wWWNzeHENG2lXYtEC5OTjEbgZOEZkBwSLPJBB3xFn-hgqj3B5-ih-UEYF8g/s1600/486933_470188396339140_1236176086_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt; &lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMO6U3XP5kyh730tmDGF13jhAqiV_rMnUofBayuQYW0XpE4gKB0f1Ucfscvxlfw4GV2BWYQEj1xh6wWWNzeHENG2lXYtEC5OTjEbgZOEZkBwSLPJBB3xFn-hgqj3B5-ih-UEYF8g/s640/486933_470188396339140_1236176086_n.jpg&quot;&gt; &lt;/a&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/671985940702698346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2014/12/perspectiva-2.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/671985940702698346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/671985940702698346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2014/12/perspectiva-2.html' title='Perspectiva 2'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMO6U3XP5kyh730tmDGF13jhAqiV_rMnUofBayuQYW0XpE4gKB0f1Ucfscvxlfw4GV2BWYQEj1xh6wWWNzeHENG2lXYtEC5OTjEbgZOEZkBwSLPJBB3xFn-hgqj3B5-ih-UEYF8g/s72-c/486933_470188396339140_1236176086_n.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5376761784420740988</id><published>2014-12-08T11:45:00.001-02:00</published><updated>2014-12-08T11:48:23.071-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Perspectiva</title><content type='html'>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;&lt;u&gt;Ele&lt;/u&gt; era o cara na rua. Falava bem. Justo. N&amp;#227;o arrumava confus&amp;#227;o. Ningu&amp;#233;m tamb&amp;#233;m arrumava encrenca com ele. Amigo de todo mundo. Todo mundo queria estar por perto. Mas n&amp;#227;o dava liberdade para ser o melhor amigo de ningu&amp;#233;m. Dono de si, parecia n&amp;#227;o depender de outras pessoas. Sairia da rua quando conseguisse parar de beber, coisa que dizia que s&amp;#243; n&amp;#227;o fazia porque n&amp;#227;o tinha nada melhor em vista.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Influenciado por um amigo. Daqueles da p&amp;#225; virada, daqueles que ningu&amp;#233;m acredita. Mas que estava deixando as drogas e parando de brigar depois que foi para a Casa de L&amp;#225;zaro, pediu uma vaga.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Chegou no albergue, mas as coisas n&amp;#227;o mudaram muito. Continuava sem documentos, com poucos biscates e ainda muita bebida. At&amp;#233; que um dia foi pego junto com outros companheiros com drogas dentro do albergue. Descoberto, foi o primeiro a admitir e a pegar suas coisas e sair sem contesta&amp;#231;&amp;#227;o. Justi&amp;#231;a, sabia ele. Foi para uma maloca e ficou seis meses praticamente sem sair do lugar, s&amp;#243; bebendo e usando drogas levadas por seus companheiros. &amp;#192;s vezes pensava em levantar para comer no restaurante popular. Mas logo um companheiro o desestimulava. E, sem perspectiva, l&amp;#225; ia mais um gole.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Um dia conseguiu. Percebeu que outras pessoas que haviam tamb&amp;#233;m deixado a Casa de L&amp;#225;zaro tiveram a oportunidade de retornar. Percebeu que era poss&amp;#237;vel. Assim, reuniu for&amp;#231;as e caminhou at&amp;#233; a Casa de L&amp;#225;zaro para pedir para voltar. Ficou, conseguiu emprego e segue sua caminhada para deixar uma vida de desesperan&amp;#231;a. O que fez diferen&amp;#231;a? 1) Percebeu que era poss&amp;#237;vel. 2) Tinha um lugar para onde caminhar.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Precisamos caminhar esse mesmo caminho para encontrar essas pessoas e anima-las a seguir adiante e n&amp;#227;o olhar pra tr&amp;#225;s.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;Vamos?&lt;/p&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/5376761784420740988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2014/12/perspectiva.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5376761784420740988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5376761784420740988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2014/12/perspectiva.html' title='Perspectiva'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5572587070297256726</id><published>2013-10-29T21:01:00.000-02:00</published><updated>2013-10-29T21:01:07.341-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Cabelos brancos</title><content type='html'>&quot;Por que ele fez isso comigo, Marcelo?&quot; Ela perguntou com aquela firme certeza de que eu poderia dar uma resposta e como quem diz: &quot;é muita brutalidade, não é humano, tem que ter uma explicação!&quot;&lt;br /&gt;
Do alto de seus cabelos brancos e décadas de vivência nas ruas, ela ainda mantinha a sanidade de não aceitar e não entender porque não a deixavam simplesmente andar pela rodoviária. - &quot;Aqui você não pode ficar! Não pode, não pode, se não sair logo vou te [agredir]&quot; esbravejava o segurança.&amp;nbsp;Ela preferiu usar o termo agredir para não repetir o baixo nível do seu interlocutor. &quot;Por que ele fez isso comigo, Marcelo?&quot; Eu não tinha a resposta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ontem tornou-se público o &lt;a href=&quot;http://extra.globo.com/noticias/rio/mendigo-deveria-virar-racao-para-peixe-diz-vereador-de-pirai-ao-defender-projeto-que-proibe-voto-moradores-de-rua-10561076.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;pronunciamento&lt;/a&gt; de um vereador de Piraí, interior do Rio de Janeiro, dizendo que moradores de rua deveriam virar ração para peixe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costumavam me perguntar como conseguia trabalhar com pessoas em situação de rua. Eu sempre respondia que a dificuldade não era com quem vivia nas ruas, mas nos palácios. Até que ouvi um pastor, &lt;a href=&quot;http://prcarlosqueiroz.blogspot.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Carlos Queiroz&lt;/a&gt;, dizendo que esse povo do palácio existe para exercitarmos nossa misericórdia. E me dei conta de que não podia ter paciência apenas com um grupo de pessoas e intolerância com o outro. Percebi que quem vive nos palácios também precisa de misericórdia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja essa história do vereador de Piraí. Um discurso iracundo e gratuito contra quem mora na rua. Com a &lt;a href=&quot;http://extra.globo.com/noticias/rio/policia-civil-investiga-declaracao-de-vereador-sobre-mendigos-10591388.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;repercussão&lt;/a&gt;, ele pede desculpas e diz ter sido tomado pela emoção do assassinato, 17 anos atrás, de seu irmão por um morador de rua. É ou não é alguém que precisa de misericórdia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tomara que esse lamentável episódio sirva para que ele resolva sua mágoa e que passe a ter a sanidade e o respeito pela vida da moradora de rua de cabelos brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/5572587070297256726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/10/cabelos-brancos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5572587070297256726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5572587070297256726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/10/cabelos-brancos.html' title='Cabelos brancos'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-3791080203099049141</id><published>2013-09-06T08:22:00.001-03:00</published><updated>2013-09-06T08:23:28.610-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>Moradores de rua de BH fazem releitura tridimensional do quadro Guernica</title><content type='html'>&lt;p dir=ltr&gt;&lt;i&gt;Trabalho promove uma reflex&amp;#227;o sobre a import&amp;#226;ncia &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;da&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; cultura de paz diante dos horrores da guerra e da viol&amp;#234;ncia&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;Est&amp;#225; em exposi&amp;#231;&amp;#227;o no Centro de Refer&amp;#234;ncia Especializado para Pessoas em Situa&amp;#231;&amp;#227;o de Rua, Centro POP, um releitura da tela Guernica de Picasso, 1937, desenvolvida por moradores em situa&amp;#231;&amp;#227;o de rua. A obra fica em exibi&amp;#231;&amp;#227;o no local at&amp;#233; s&amp;#225;bado, dia 7 de setembro, das 14h &amp;#224;s 16h30. A visita&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; Catraca Livre.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;&lt;i&gt;Releitura &lt;/i&gt;&lt;i&gt;fica &lt;/i&gt;em &lt;i&gt;exibi&amp;#231;&amp;#227;o &lt;/i&gt;&lt;i&gt;at&amp;#233; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;s&amp;#225;bado, &lt;/i&gt;&lt;i&gt;dia 7 de &lt;/i&gt;&lt;i&gt;setembro&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;A tela original reflete o horror da guerra e joga uma luz sobre a tend&amp;#234;ncia do ser humano &amp;#224; crueldade. &amp;#8220;Guernica &amp;#8211; O clamor das ruas&amp;#8221; &amp;#233; resultado de uma oficina iniciada em mar&amp;#231;o do ano passado e possibilitou aos participantes uma atividade s&amp;#243;cio-cultural e art&amp;#237;stica, al&amp;#233;m de uma reflex&amp;#227;o sobre a import&amp;#226;ncia da cultura de paz diante dos horrores da guerra e da viol&amp;#234;ncia, descritos na obra de Picasso.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;A releitura tridimensional foi desenvolvida pelos artistas pl&amp;#225;sticos Cristiano Coelho, Raquel Ribeiro, pelo arte-educador J&amp;#250;lio C&amp;#233;sar Alexandre, coordenados pelo Projeto Guernica, um programa da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania, que envolve jovens em atividades culturais art&amp;#237;sticas e sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;SERVI&amp;#199;O&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;O QUE&lt;br&gt;
&amp;#8220;Guernica - O clamor das ruas&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;QUANDO:&lt;br&gt;
diariamente de 5 (Qui) a 07/09 (S&amp;#225;b)&lt;br&gt;
das 14:00 &amp;#224;s 16:30&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;QUANTO&lt;br&gt;
Catraca Livre&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;ONDE&lt;br&gt;
Centro POP - BH &lt;br&gt;
Avenida do Contorno, 10852&lt;br&gt;
Barro Preto - Centro&lt;br&gt;
Belo Horizonte&lt;/p&gt;
&lt;p dir=ltr&gt;Fonte: Catraca Livre&lt;br&gt;
http://catracalivre.com.br/bh/agenda/gratis/moradores-em-situacao-de-rua-fazem-releitura-tridimensional-do-quadro-guernica/&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt; &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKo5BegIg3IyraHpSDmoQlp6yvh0tFq1ic1KopUeJl2r_0AsJgD21PxVTJCviTPzbCz_VnsV811GlehRh0X9DUrvrtZqq83zOoBxyaVLdP7JD7gIziFMzbuhQswAvDCER9vQUmg/s1600/orientacao-profissional-guernica-alan-pires-450x337.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt; &lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKo5BegIg3IyraHpSDmoQlp6yvh0tFq1ic1KopUeJl2r_0AsJgD21PxVTJCviTPzbCz_VnsV811GlehRh0X9DUrvrtZqq83zOoBxyaVLdP7JD7gIziFMzbuhQswAvDCER9vQUmg/s640/orientacao-profissional-guernica-alan-pires-450x337.jpg&quot;&gt; &lt;/a&gt; &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/3791080203099049141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/09/moradores-de-rua-de-bh-fazem-releitura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3791080203099049141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3791080203099049141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/09/moradores-de-rua-de-bh-fazem-releitura.html' title='Moradores de rua de BH fazem releitura tridimensional do quadro Guernica'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsKo5BegIg3IyraHpSDmoQlp6yvh0tFq1ic1KopUeJl2r_0AsJgD21PxVTJCviTPzbCz_VnsV811GlehRh0X9DUrvrtZqq83zOoBxyaVLdP7JD7gIziFMzbuhQswAvDCER9vQUmg/s72-c/orientacao-profissional-guernica-alan-pires-450x337.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-4343512679785549746</id><published>2013-02-25T00:27:00.000-03:00</published><updated>2013-02-25T00:27:40.838-03:00</updated><title type='text'>Não luto mais contra o recolhimento compulsório</title><content type='html'>Pronto. Decidi. Não luto mais contra o recolhimento compulsório. Podem me xingar, jogar pedra, o que seja. Não falo mais sobre esse assunto. Aliás, tenho me perguntado: porque é que ainda se fala tanto sobre isso na cidade? Sempre que se debate esse assunto, independentemente da opinião do debatedor, duas coisas ainda que não ditas, ou mesmo se contestadas, ficam no ar como verdades: 1) existem lugares para onde levar as pessoas e 2) quem está na rua não deseja sair dali.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, porque só faz sentido recolher ou internar alguém a força se existe algum lugar apropriado para essas pessoas serem internadas ou recolhidas. E ainda, só faz sentido levar alguém a força para estes lugares, se a pessoa não quiser ir espontaneamente. Então qualquer debate sobre recolhimento compulsório reforça a idéia de que essas duas premissas são verdadeiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acontece que não são. Não existem lugares para se levar as pessoas que estão nas ruas. Nem é verdade que elas não querem sair da rua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O debate sobre recolhimento compulsório é um debate falso, que não existe, um não-debate, fundado em premissas falsas e que portanto funciona apenas como uma cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros interesses dos promotores dessa questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejamos. O último levantamento da Prefeitura do Rio identificou no segundo semestre de 2012, aproximadamente sete mil pessoas em situação de rua na cidade. Em 2008, o Ministério do Desenvolvimento Social contou 4500 pessoas, um aumento de 60% em quatro anos. Só existem cerca de mil vagas em abrigo para adultos na cidade do Rio. Quase diariamente atendo pessoas pedindo abrigo e em muitos casos, muitos mesmo, sou obrigado a dizer que não existem vagas. Ora, se não existem vagas para as pessoas que voluntariamente decidem ir para um abrigo, porque é que estamos falando em levar alguém a força para um abrigo. É comum, muito comum, que as pessoas sejam levadas pela Prefeitura para abrigos, especialmente em Paciência (o maior de todos), e sejam impedidas de entrar por falta de vagas. Ou seja, as pessoas são tiradas das ruas do centro e zona sul da cidade e transferidas para as ruas da zona oeste. Nos últimos quatro anos foram realizados mais de 20 mil abrigamentos a cada ano. Em média cada morador de rua já foi levado mais de dez vezes para abrigos públicos. E a população de rua da cidade só faz aumentar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aí vão dizer que são as pessoas que moram nas ruas que não querem sair da rua. Mas isso também não é verdade. Ninguém mora na rua porque gosta. Você pode imaginar que alguém vivia em paz em sua casa, com uma família feliz e emprego estável e tenha decidido, ao acordar pela manhã, morar na rua ao invés de ir trabalhar ou passear na praia? Claro que não. Todas as pessoas que moram nas ruas chegaram ali em razão de um ou vários problemas. Ninguém escolheu ir para a rua do nada. O processo de saída da rua passa pela solução de cada um desses problemas. Por isso não adianta levar essas pessoas dez vezes para o mesmo lugar sem que se encaminhe a solução dos problemas de cada um. Não se trata de convencimento. Se a pessoa não queria ir para a rua ela não precisa ser convencida a sair da rua. Ela precisa ter perspectiva de que sua vida pode ser melhor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não ganho um milhão de reais por mês como o Ronaldinho Gaúcho. Mas ia ficar feliz se recebesse um aumento assim. Quase todo mundo se pudesse ganhar um milhão de reais honestamente não ia rejeitar a oportunidade. Mesmo querendo ficar rico eu não faço nada para tentar ficar rico. E acredito que isso seja verdade para a maioria das pessoas. Ora, se quero ficar rico, por que não faço nada para que isso aconteça? Porque não tenho perspectiva de que isso possa ser uma realidade um dia. Não se trata de me convencer a querer ficar rico. Para que eu faça alguma coisa para isso acontecer, eu preciso acreditar que isso seja possível, ter pelo menos um vislumbre de que isso é possível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo ocorre com quem mora na rua. Não é preciso convencê-lo a sair da rua, como se ele quisesse ou gostasse de morar ali. É preciso criar condições para que ele perceba que sair da rua é possível. Mas, como uma pessoa que mora na rua pode pensar que vai viver em uma casa de novo, ter uma família e emprego estável, se tudo o que recebe ao longo do dia é a indiferença, o medo e a repulsa? Como acreditar que pode voltar a trabalhar se quando ainda tinha casa perdeu o trabalho? Como voltar a ter uma família, se perdeu tantos amigos? E se o que levou para a rua foi fruto de algo que tenha feito de errado, como se perdoar se ninguém ao menos lhe estende a mão? Mais do que um abrigo, quem mora na rua precisa acreditar que é possível ter amigos de novo, ter um novo trabalho. Para isso é preciso criar condições para que vínculos afetivos sejam criados e fortalecidos. É preciso acesso facilitado ao trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, a política de assistência social, ratificada pela Lei Federal 12.435/11, prevê a implantação de centros de convivência para pessoas em situação de rua e abrigos com no máximo 50 pessoas. Isso garante o atendimento individualizado que essas pessoas precisam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Rio ainda não tem esses centros de convivência e os abrigos pequenos. Talvez, seja isso que a fumaça do recolhimento compulsório queira esconder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu não luto mais contra o recolhimento compulsório. Mas sigo firme na luta em favor de que sejam garantidas condições para que a cidade do Rio de Janeiro seja verdadeiramente acolhedora para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/4343512679785549746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/02/nao-luto-mais-contra-o-recolhimento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/4343512679785549746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/4343512679785549746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/02/nao-luto-mais-contra-o-recolhimento.html' title='Não luto mais contra o recolhimento compulsório'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-8225448644179123316</id><published>2013-02-18T01:03:00.002-03:00</published><updated>2013-02-19T23:21:29.325-03:00</updated><title type='text'>Olho por olho, dente por dente. Ou Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.</title><content type='html'>&lt;div&gt;
Olho por olho, dente por dente. Ou Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Hoje à tarde passava pela rua Manaí, em Campo Grande, RJ (ao lado do Centro Universitário Moacyr Bastos). Nesta esquina há alguns meses começou ali a se concentrar pessoas em situação de rua. O número de pessoas só fazia aumentar, a ponto de montarem cabanas para terem um pouco de privacidade. Até que hoje um carro parou e jogou um &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Coquetel_molotov&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;coquetel molotov&lt;/a&gt;. Em pouco tempo, tudo foi queimado. Só haviam duas pessoas dormindo no local no momento em que começou o fogo. Em seguida, um outro carro passou e uma senhora avisou aos que estavam dormindo que o fogo se iniciara. Ninguém se machucou. Mas o semblante triste daqueles que não têm casa e que perderam até a cobertura de papelão ainda não me deixou dormir.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Dormiam nesta esquina cerca de 30 jovens. Quase todos usuários de drogas. Antes de chegarem ali, ficavam ao lado do Restaurante Popular, a uns 700 metros de distância. Foram expulsos de lá a mão armada por supostos milicianos. E antes de chegarem em Campo Grande estavam nas ruas do centro e zona sul da cidade. Foram recolhidos e levados para um abrigo, apelidado de &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/01/abrigo-no-rio-e-disneylandia-do-crack-dizem-usuarios-da-droga.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Disneylândia do crack&lt;/a&gt;, por um ex-abrigado. Marginais. Cada vez mais à margem de tudo e de todos. Mas, ainda assim, são&amp;nbsp;colocados ainda mais à margem, seja pelo fogo, compulsoriamente ou &quot;fuzilados&quot;, como comentou um bombeiro que trabalhava no combate às chamas.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O que queremos de nossa cidade? Pessoas cada vez mais à margem? Mais marginais? Ou queremos mais vida?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Queremos ver jovens destruídos pela indiferença e pelas drogas? Ou queremos jovens fortes e com saúde?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
É verdade. Alguns ali faziam roubos para sustentarem o vício. É verdade. Alguns ali alugavam as cabanas para a prostituição. É verdade. Ali não era um lugar digno para ninguém morar. É verdade, ali eles não deveriam ficar. Mas outra questão se impõe? Sair dali pra onde? Para mais 700 metros adiante? Para a frente de uma igreja? Para uma disneylândia do crack? Para a Av. Brasil?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Poucas foram as vezes em que conversei com um deles e não recebi um pedido de ajuda para sair dali. Alguns saíram. Mas quais opções dispomos? Onde estão os pequenos abrigos em toda a cidade, os centros de convivência, os consultórios de rua,&amp;nbsp;os&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.pmcg.ms.gov.br/comad/canaisTexto?id_can=3149&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CAPS-AD&lt;/a&gt;, o acesso facilitado ao emprego e a programas habitacionais? Ninguém mora na rua porque gosta.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ou agimos segundo a Lei de Talião (olho por olho, dente por dente) e marginalizamos mais os marginalizados ou fazemos como o &lt;a href=&quot;http://bible.us/129/luk.18.13.nvi&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;publicano&lt;/a&gt;, admitindo nossos pecados e fazendo o que precisa ser feito.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/8225448644179123316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/02/olho-por-olho-dente-por-dente-ou-deus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8225448644179123316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8225448644179123316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2013/02/olho-por-olho-dente-por-dente-ou-deus.html' title='Olho por olho, dente por dente. Ou Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-3422438075206902494</id><published>2012-12-03T09:25:00.001-02:00</published><updated>2012-12-03T13:19:41.194-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Respeite a fila!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Preciso fazer uma confiss&amp;#227;o para contar esta hist&amp;#243;ria. Estava eu dirigindo para o Centro pela av. Brasil, seis e pouca da manh&amp;#227;. Um engarrafamento monstro na altura da Vila Militar. Cortei pela direita e segui pelo acostamento tentando chegar um pouco mais r&amp;#225;pido ao meu destino. Mais a frente avisto um andarilho vindo no sentido oposto. Reduzi e abri espa&amp;#231;o para que ele passasse. Ao cruzar por mim ele, indignado, me exortou: - &quot;Respeite a fila!&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele estava certo. Eu estava desrespeitando a fila e isso, mais do que uma infra&amp;#231;&amp;#227;o de tr&amp;#226;nsito, &amp;#233; um desrespeito contra as outras pessoas que aguardavam honestamente sua vez na fila-engarrafamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse &amp;#233; s&amp;#243; mais um exemplo provando que quem mora na rua n&amp;#227;o &amp;#233; desprovido de valores como justi&amp;#231;a, honestidade, verdade, respeito...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conhe&amp;#231;o uma pessoa que foi morar na rua depois que sua m&amp;#227;e faleceu. Nenhum dos seus familiares o acolheu depois disso. Essa pessoa sofre de um transtorno psiqui&amp;#225;trico. Ele n&amp;#227;o consegue conviver com ningu&amp;#233;m porque se irrita muito sempre que v&amp;#234; alguma injusti&amp;#231;a. Quer bater em todo mundo. Sua m&amp;#227;e era a &amp;#250;nica que o compreendia e tinha a paci&amp;#234;ncia necess&amp;#225;ria para acalm&amp;#225;-lo toda vez que ele percebia alguma injusti&amp;#231;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora veja voc&amp;#234; que mundo louco. Um dos comportamentos que pode indicar um transtorno psiqui&amp;#225;trico &amp;#233; a incapacidade de uma pessoa em aceitar injusti&amp;#231;as. N&amp;#227;o deveria ser o contr&amp;#225;rio?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, mesmo que possa parecer loucura, respeite a fila.&lt;/p&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/3422438075206902494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/12/respeite-fila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3422438075206902494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3422438075206902494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/12/respeite-fila.html' title='Respeite a fila!'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-1953658964387974591</id><published>2012-11-08T22:58:00.001-02:00</published><updated>2012-11-09T16:17:16.988-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opiniões"/><title type='text'>Reality Show Rua!</title><content type='html'>&lt;div&gt;
Fiquei encantado esta noite ao assistir o Reality Show Rua, durante a Mostra Competitiva de Pilotos, do &lt;a href=&quot;http://www.ietv.org.br/festival/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Festival Internacional de Televisão&lt;/a&gt;, no Oi Futuro Ipanema.&lt;br /&gt;
Produzido por Ariane Porto da Tao Produções, o programa de televisão coloca seis pessoas, apenas com a roupa do corpo, para morarem nas ruas de São Paulo por uma semana. São ajudados a vencer esse teste de resistência por dois anjos: moradores de rua de verdade. Além de terem que se virar para conseguir onde tomar banho e fugir das baratas no meio de uma noite chuvosa, os &quot;brothers&quot; sem-teto precisam encarar provas como conseguir vender balas no sinal, arrumar papelão para terem onde dormir e ganhar uns trocados tocando violão e dançando em uma esquina.&lt;br /&gt;
Muito mais do que jogar luz sobre um problema de toda grande metrópole, Rua é um programa que diverte, emociona e nos faz pensar sobre questões simples do nosso dia a dia.&lt;br /&gt;
Leve e sem sentimentalismos, é possível chegar em casa depois de um dia cansativo no trabalho, divertir-se assistindo Rua, dormir em paz, sonhar com uma vida melhor para todos e acordar mais humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Veja mais &lt;a href=&quot;http://emais.estadao.com.br/noticias/televisao,reality-show-quer-experimentar-formato-contrario-do-big-brother-brasil,3851,0.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/1953658964387974591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/11/reality-show-rua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1953658964387974591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1953658964387974591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/11/reality-show-rua.html' title='Reality Show Rua!'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5645991880222441010</id><published>2012-10-09T06:43:00.001-03:00</published><updated>2012-10-09T06:43:30.176-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>Afeto vale mais que esmola</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;p&gt;Encontro com sem-teto pode ser melhor que dar esmola&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;revistagalileu.globo.com | Nov 30th -0001&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 1993 a 2003, a psic&amp;#243;loga Aparecida Magali de Souza Alvarez se reuniu ao menos duas vezes por semana com dois grupos de moradores de rua que ocupavam uma pracinha no centro da capital paulista. Os primeiros encontros foram parte de sua pesquisa de mestrado, que pretendia explorar o conceito de resili&amp;#234;ncia &amp;#8212; capacidade de lidar com dificuldades e sair fortalecido. &amp;#8220;Tudo o que eu vinha investigando na teoria estava concretizado naqueles moradores de rua&amp;#8221;, diz. O tema se prolongou para um doutorado e um Ph.D.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A principal conclus&amp;#227;o de Aparecida &amp;#233; de que, mesmo diante de todo tipo de adversidade e desprovido de estima, o ser humano pode transformar sua exist&amp;#234;ncia. &amp;#8220;Essa capacidade &amp;#233; despertada quando as pessoas vivem situa&amp;#231;&amp;#245;es que d&amp;#227;o sentido &amp;#224;s suas vidas&amp;#8221;, afirma. A pesquisadora acaba de publicar o livro Transforma&amp;#231;&amp;#245;es Humanas: Encontros, Amor &amp;#193;gape e Resili&amp;#234;ncia sobre suas experi&amp;#234;ncias e vis&amp;#245;es em torno do tema, um tabu para nossa sociedade, tratado de maneira &amp;#237;mpar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;GALILEU: Como foi a pesquisa de campo? Foi desenvolvida na Faculdade de Sa&amp;#250;de P&amp;#250;blica da USP, que tem a tradi&amp;#231;&amp;#227;o de trabalhar com estat&amp;#237;stica e cruzamento de dados para analisar fen&amp;#244;menos. Mas meu objetivo era descrever quest&amp;#245;es como o poder transformador do amor &amp;#225;gape &amp;#8212; termo usado pelo soci&amp;#243;logo franc&amp;#234;s Luc Boltanski que diz respeito ao amor que aceita o outro de maneira plena, n&amp;#227;o se importando com quem ele &amp;#233; ou com o que j&amp;#225; fez. Por isso fui a campo. Nos 5 primeiros anos, trabalhei com um grupo de 5 moradores de rua e um beb&amp;#234;, que nasceu nesse meio tempo. Depois, no doutorado, pesquisei outro grupo de 6, composto mais por homens, alguns ex-presidi&amp;#225;rios ou ligados &amp;#224;s drogas. Analisei o relacionamento desses moradores com uma professora aposentada que lhes dava aulas de alfabetiza&amp;#231;&amp;#227;o. Queria entender o impacto que isso tinha na vida deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Como foi a aproxima&amp;#231;&amp;#227;o? Precisei ser introduzida por algu&amp;#233;m em quem j&amp;#225; confiavam. No primeiro caso, isso foi feito pelo Grupo da Sopa, que distribu&amp;#237;a refei&amp;#231;&amp;#245;es. No segundo, fui apresentada por um membro do grupo anterior. S&amp;#243; assim consegui autoriza&amp;#231;&amp;#227;o para entrevistar, fotografar e filmar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Que mudan&amp;#231;as voc&amp;#234; observou? As transforma&amp;#231;&amp;#245;es vieram de encontros em que prevalecia o amor &amp;#225;gape e eram capazes de despertar a resili&amp;#234;ncia dos moradores de rua. Havia um rapaz que vivia nas ruas, alco&amp;#243;latra inveterado, que teve um filho. Depois de 6 meses, a m&amp;#227;e abandonou o beb&amp;#234; a seus cuidados. Com um sentido para viver, ele conseguiu deixar o alcoolismo para trabalhar. Outros moradores a quem pediu ajuda para cuidar da crian&amp;#231;a tamb&amp;#233;m largaram o &amp;#225;lcool. Outro exemplo &amp;#233; o do Sovi&amp;#233;tico, um ex-presidi&amp;#225;rio que n&amp;#227;o conseguia aprender a ler e escrever mas que, gra&amp;#231;as &amp;#224; postura plena de amor &amp;#225;gape daquela professora, que n&amp;#227;o questionava os crimes que ele havia cometido e o aceitou como ele era, passou a contar sua hist&amp;#243;ria com desenhos. Um dos sinais da transforma&amp;#231;&amp;#227;o vem quando o Sovi&amp;#233;tico resolve trabalhar &amp;#8212; e n&amp;#227;o roubar &amp;#8212; para comprar um presente para a professora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Que estere&amp;#243;tipos foram caindo? O de que a pessoa n&amp;#227;o sai da rua porque n&amp;#227;o quer. Essas pessoas n&amp;#227;o est&amp;#227;o no exerc&amp;#237;cio pleno de sua vontade. Est&amp;#227;o sob escombros sociais, psicol&amp;#243;gicos. Elas tamb&amp;#233;m introjetam a vis&amp;#227;o que a sociedade tem delas &amp;#8212; de que s&amp;#227;o um nada &amp;#8212; e deixam de acreditar em sua capacidade. Outra quest&amp;#227;o &amp;#233; achar que o morador de rua &amp;#233; vagabundo porque dorme de dia. Na verdade, esse &amp;#233; o hor&amp;#225;rio mais seguro. Tamb&amp;#233;m &amp;#233; falsa a ideia de que eles n&amp;#227;o t&amp;#234;m vergonha da situa&amp;#231;&amp;#227;o. Muitos se escondem atr&amp;#225;s de uma barba, de uma roupa suja, deixando-se morrer, porque nem eles mesmos acreditam em uma mudan&amp;#231;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Por que &amp;#233; t&amp;#227;o dif&amp;#237;cil ficarem em um abrigo, onde teriam cama e comida? Muitos teriam de se separar, por exemplo, do seu c&amp;#227;o. Parece secund&amp;#225;rio, mas, no estado de abandono emocional em que vivem essas pessoas, aquele c&amp;#227;o &amp;#233; essencial at&amp;#233; para a sanidade mental. Em outros casos, t&amp;#234;m uma rela&amp;#231;&amp;#227;o amorosa, que precisariam deixar. H&amp;#225; ainda a depend&amp;#234;ncia qu&amp;#237;mica. Se n&amp;#227;o for tratada, como a pessoa vai ficar em um local sem a droga?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* A prefeitura de S&amp;#227;o Paulo quer proibir a distribui&amp;#231;&amp;#227;o de sopa para moradores de rua fora dos pontos oficiais. O que voc&amp;#234; acha disso? O trabalho desenvolvido pelas ONGs que levam alimento aos moradores de rua n&amp;#227;o se limita a uma simples distribui&amp;#231;&amp;#227;o de comida. Um processo de contato humano se desenvolve nessas a&amp;#231;&amp;#245;es, promovendo os chamados encontros transformadores. Proibir essas a&amp;#231;&amp;#245;es seria perder um valioso recurso para a mudan&amp;#231;a dessas pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Como deveriam ser pensadas as pol&amp;#237;ticas para esse p&amp;#250;blico? &amp;#201; preciso conhecer a realidade psicoemocional dos moradores de rua. Construir uma rela&amp;#231;&amp;#227;o de confian&amp;#231;a com eles leva tempo. Com uma vida t&amp;#227;o exposta, eles n&amp;#227;o se abrem facilmente. Tem a ver com um sentido de autopreserva&amp;#231;&amp;#227;o, de proteger a &amp;#250;ltima coisa que &amp;#233; realmente &amp;#237;ntima &amp;#8212; sua hist&amp;#243;ria. Os t&amp;#233;cnicos que far&amp;#227;o o contato direto com os moradores de rua precisam acreditar no potencial deles. &amp;#201; isso que os far&amp;#225; recuperar a esperan&amp;#231;a. A transforma&amp;#231;&amp;#227;o vem ao reconquistar o sentido da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: Revista &lt;u&gt;Galileu&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI320396-18538,00-ENCONTRO+COM+SEMTETO+PODE+SER+MELHOR+QUE+DAR+ESMOLA.html&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/5645991880222441010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/10/afeto-vale-mais-que-esmola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5645991880222441010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/5645991880222441010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/10/afeto-vale-mais-que-esmola.html' title='Afeto vale mais que esmola'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-6598714843938192695</id><published>2012-09-27T00:34:00.003-03:00</published><updated>2012-09-27T00:34:52.733-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vídeos"/><title type='text'>Outro olhar</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&quot;A falta de um teto não é &amp;nbsp;a pior dificuldade que eles enfrentam.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/BhpQ--zz8K8?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/6598714843938192695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/outro-olhar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6598714843938192695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6598714843938192695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/outro-olhar.html' title='Outro olhar'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-6494319503981976046</id><published>2012-09-14T07:13:00.004-03:00</published><updated>2012-09-14T07:13:40.638-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>Cores brasileiras em Araraquara, SP</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb7aHbmSMWniNdrfikHr0w3ghgpE2XTLiBRKHz8qZoUVkrdMn8tQpY1wugeOgAM89USXxrpmHlr8o-4Ol5p5s_yXcktbLI1b-I47DLW3IHQp_TLPXSbldbRhia-xTaddE_aOlHyg/s1600/11151_conteudo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb7aHbmSMWniNdrfikHr0w3ghgpE2XTLiBRKHz8qZoUVkrdMn8tQpY1wugeOgAM89USXxrpmHlr8o-4Ol5p5s_yXcktbLI1b-I47DLW3IHQp_TLPXSbldbRhia-xTaddE_aOlHyg/s320/11151_conteudo.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;A Biblioteca Municipal Mario de Andrade está recebendo a exposição “Cores Brasileiras”. As obras são de moradores da Casa Transitória, que, durante o dia, participam de cursos de pintura no Centro de Referência Especializada da Assistência Social para População em Situação de Rua (Centro Pop).&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;Ao todo serão expostas 27 telas que foram confeccionadas por 16 pessoas em situação de rua. Os trabalhos ficarão expostos para visitação do público no saguão da Biblioteca. Os temas retratados foram escolhidos livremente pelos participantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;half-line&quot; style=&quot;background-color: white; color: #383132; float: none; font-family: museo-sans; font-size: 16px; height: 0.65em; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;&quot;A pintura em tela tem estimulado e desenvolvido o potencial criativo e artístico de cada um, o que consideramos, além da socialização, fundamental no processo de saída da rua dessas pessoas&quot;, explica Maria Cecília Sambrano Vieira, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads).&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot; /&gt;&lt;div class=&quot;half-line&quot; style=&quot;background-color: white; color: #383132; float: none; font-family: museo-sans; font-size: 16px; height: 0.65em; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;Para Elizabete Frezatti, gerente da Proteção Especial da Smads, o trabalho de pintura em telas visa fortalecer o convívio social dos alunos da oficina.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot; /&gt;&lt;div class=&quot;half-line&quot; style=&quot;background-color: white; color: #383132; float: none; font-family: museo-sans; font-size: 16px; height: 0.65em; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;“O trabalho que desenvolvemos em nossas oficinas socioeducativas pretende resgatar e fortalecer cada vez mais a integração social, e atividades como esta reforçam nosso propósito”, comentou a gerente.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot; /&gt;&lt;div class=&quot;half-line&quot; style=&quot;background-color: white; color: #383132; float: none; font-family: museo-sans; font-size: 16px; height: 0.65em; line-height: 22.076190948486328px; outline: none;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;A exposição “Cores Brasileiras” segue até o dia 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22 horas e aos sábados, das 9 horas às 12 horas, no saguão da Biblioteca Mario de Andrade.&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #383132; font-family: museo-sans; font-size: 16px; line-height: 22.076190948486328px;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.portalk3.com.br/Artigo/agenda-cultural/centro-pop-realiza-exposicao-na-biblioteca-municipal&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Kappa Magazine&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/6494319503981976046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/cores-brasileiras-em-araraquara-sp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6494319503981976046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/6494319503981976046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/cores-brasileiras-em-araraquara-sp.html' title='Cores brasileiras em Araraquara, SP'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgb7aHbmSMWniNdrfikHr0w3ghgpE2XTLiBRKHz8qZoUVkrdMn8tQpY1wugeOgAM89USXxrpmHlr8o-4Ol5p5s_yXcktbLI1b-I47DLW3IHQp_TLPXSbldbRhia-xTaddE_aOlHyg/s72-c/11151_conteudo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-8150271891330648392</id><published>2012-09-13T08:39:00.000-03:00</published><updated>2012-09-13T08:39:31.090-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vídeos"/><title type='text'>Operação Espantalho</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
Esse é um vídeo sobre São Paulo, mas o mesmo acontece aqui no Rio de Janeiro e em várias outras cidades do país. Até quando?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/3TiPLNud7Lw?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/8150271891330648392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/operacao-espantalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8150271891330648392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8150271891330648392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/operacao-espantalho.html' title='Operação Espantalho'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-2207949685745253731</id><published>2012-09-11T21:36:00.002-03:00</published><updated>2012-09-11T21:36:31.613-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>Brasília sedia Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbGfLIDCWQeGT18XJ1DSyPFPJsH05lrLHHtiZAQeu_oHcwYCeUBvUG7xj46LGsbI1Yz3Fho5SOhyphenhyphenSPx9ItM8gkI7k0-jqDWx5LHKma8RAqEhPy4QbqNDJ45p1eBgaJ2F7cBLHgwg/s1600/Tuberculose.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbGfLIDCWQeGT18XJ1DSyPFPJsH05lrLHHtiZAQeu_oHcwYCeUBvUG7xj46LGsbI1Yz3Fho5SOhyphenhyphenSPx9ItM8gkI7k0-jqDWx5LHKma8RAqEhPy4QbqNDJ45p1eBgaJ2F7cBLHgwg/s1600/Tuberculose.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Nos dias 12 e 13 de setembro, será realizado em Brasília o Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua. O evento reunirá coordenações de estados e capitais, da Atenção Básica, Programas de Controle da Tuberculose, Aids, Hepatites Virais, Assistência Social, Conselhos estaduais e municipais de Saúde e representantes da sociedade civil para discutir experiências para a promoção da saúde à população em situação de rua.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose. Quando comparadas à população geral, a tuberculose atinge quatro vezes mais os indígenas, 27 vezes mais a população carcerária e 67 vezes mais os moradores de rua. Além disso, atinge 30 vezes mais pessoas com HIV/aids, sendo a principal causa de morte nesta população.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
A mesa de abertura será composta pelo coordenador do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31101&quot; style=&quot;background-image: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border: 0px; color: #1f8ca3; margin: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Programa Nacional de Controle da Tuberculose&lt;/a&gt;, Draurio Barreira; o diretor do&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.aids.gov.br/&quot; style=&quot;background-image: none; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border: 0px; color: #1f8ca3; margin: 0px; padding: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais&lt;/a&gt;, Dirceu Greco; o coordenador geral de Atenção Básica da Secretaria de Assistência Social, Eduardo Alves Mello; o representante do Departamento de Apoio a Gestão Participativa, Reginaldo Chagas; o conselheiro Nacional de Assistência Social e Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Anderson Lopes Miranda; o representante do Conselho Nacional de Saúde, Carlos Alberto Duarte e a representante da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Juliana Maria Fernandes Pereira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Durante o seminário serão apresentadas experiências exitosas que poderão ser replicadas pelos estados. Além do Distrito Federal, participarão representantes dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, da Bahia, do Amazonas e Ceará.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;background-image: none; border: 0px; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Seminário de Boas Práticas no Controle da Tuberculose para a População em Situação de Rua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style=&quot;background-image: none; border: 0px; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Data:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;12 e 13 de setembro&lt;br /&gt;&lt;strong style=&quot;background-image: none; border: 0px; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Horário:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;9h às 17h30&lt;br /&gt;&lt;strong style=&quot;background-image: none; border: 0px; margin: 0px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Local:&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Hotel Kubitschek Plaza, localizado na SHN Quadra 02, bloco E – Asa Norte – Brasília/DF&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: #fefefe; background-image: none; border: 0px; color: #282828; font-family: Arial, Verdana, Tahoma; font-size: 12px; line-height: 20px; margin-bottom: 24px; padding: 0px; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.blog.saude.gov.br/brasilia-sedia-seminario-de-boas-praticas-no-controle-da-tuberculose-para-a-populacao-em-situacao-de-rua/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Blog da Saúde&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/2207949685745253731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/brasilia-sedia-seminario-de-boas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/2207949685745253731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/2207949685745253731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/brasilia-sedia-seminario-de-boas.html' title='Brasília sedia Seminário de boas práticas no controle da tuberculose para a população em situação de rua'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbGfLIDCWQeGT18XJ1DSyPFPJsH05lrLHHtiZAQeu_oHcwYCeUBvUG7xj46LGsbI1Yz3Fho5SOhyphenhyphenSPx9ItM8gkI7k0-jqDWx5LHKma8RAqEhPy4QbqNDJ45p1eBgaJ2F7cBLHgwg/s72-c/Tuberculose.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-4252315989814739109</id><published>2012-09-04T22:43:00.000-03:00</published><updated>2012-09-04T22:43:47.564-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opiniões"/><title type='text'>Cristolândia</title><content type='html'>Hoje visitei a Cristolândia da Central do Brasil. Trata-se de um projeto das igrejas batistas para atender usuários de crack. A Cristolândia é um espaço de atendimento-dia da população em situação de rua usuária de drogas. Tem espaço para banho, alimentação, corte de cabelo, atendimento individual, culto, etc. Nesse ambiente as demandas vão aparecendo e a principal delas é um jeito de deixar as drogas. Para isso, as pessoas são encaminhadas para centros de recuperação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui para a Central do Brasil sem nenhuma referência de endereço da Cristolândia. Queria testar sua popularidade. Como previa, ao perguntar para um grupo de moradores de rua, logo me indicaram o local onde funcionava o projeto. No caminho parei para ver uma movimentação, infelizmente, não tão estranha. Cinco guardas municipais com cacetetes para o alto mandavam um grupo de usuários de drogas sair de uma determinada calçada. Muita discussão, mas, felizmente, dessa vez não houve violência. Resolvi perguntar aos guardas onde ficava a Cristolândia. Não sabiam. Depois perguntei a dois comerciantes, que me indicaram o local. Tive a impressão de que todos ali sabiam onde funcionava a Cristolândia, um lugar de vida, para atender gente, menos a guarda municipal, que preocupada em espalhar as pessoas, só teve tempo de conhecer a cracolândia, um lugar de morte. Incrível isso, porque os dois lugares são literalmente colados um no outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há alguns anos, visitei em São Paulo a &lt;a href=&quot;http://oafsp.org.br/projetos3.htm&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Associação Minha Rua, Minha Casa&lt;/a&gt;. Lembrei dela enquanto conhecia a Cristolândia. Um local de acolhimento e referência para a população que atende. Um local onde aqueles que são mais assíduos participam da organização do espaço, gerando autonomia e responsabilidade. Confiar na capacidade do outro é uma forma de amar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de atendimento também é muito semelhante a proposta dos centros de referência especializados para a população em situação de rua, serviço que está sendo implantado em muitas cidades país afora, mas que, infelizmente, a prefeitura do Rio de Janeiro rejeitou implantar (mesmo com os recursos financeiros vindo do governo federal) porque não deve gostar de ajuntar gente. E não é que Jesus já dizia que quem não o ajuda a ajuntar está espalhando. &lt;a href=&quot;http://www.youversion.com/pt-BR/bible/luke.11.ntlh-pt&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(Veja Lucas 11:23)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falando em ajuntar, também soube que a equipe da Cristolândia tem tido o apoio da Estratégia de Saúde da Família para a população em situação de rua, quando precisam encaminhar alguém para atendimento de saúde. Também me impressionou porque a todo instante ouvia alguém avisando que uma igreja tinha doações para serem levadas para lá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saí de lá feliz e orando pelos grandes desafios que ainda se impõem. O espaço estava cheio de gente, para ser atendida e trabalhando, mas havia&amp;nbsp;ainda&amp;nbsp;mais gente do lado de fora precisando de vida, de quem se aproxime.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse é o desafio: mais espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais espaço na Central do Brasil, no Jacarezinho, em Manguinhos, em Paciência e em tantas outras cracolândias Rio e Brasil afora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais espaço em nossas igrejas. Porque Deus não quer simplesmente que eles saiam da cracolândia para a Cristolândia, quer que eles entrem em Sua casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais espaço em suas famílias, na sociedade e em nossos corações, para receber em nossa convivência as pessoas por quem Cristo morreu na cruz. Porque &quot;o mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.&quot; &lt;a href=&quot;http://www.youversion.com/pt-BR/bible/1john.4.ntlh-pt&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(I João 4: 18-21)&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/4252315989814739109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/cristolandia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/4252315989814739109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/4252315989814739109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/cristolandia.html' title='Cristolândia'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-8842710347049825949</id><published>2012-09-02T17:18:00.001-03:00</published><updated>2012-09-02T17:18:14.660-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Fiz-me como louco, para ganhar um louco</title><content type='html'>Recebemos um chamado para atender um jovem, aparentemente louco, que estava caído e sozinho em uma praça em Campo Grande. Ao encontrarmos o jovem, não conseguimos, de princípio, estabelecer qualquer diálogo com ele. Os moradores do bairro e frequentadores da praça nunca o tinham visto por ali. Permanecia sentado olhando para o infinito e esfregando as mãos pelo rosto repetidamente, de cima para baixo. Com muita paciência, tentei de diversas formas saber seu nome e onde morava. Nada. Ele não falava. Cheguei a&amp;nbsp;passar minha mão próximo ao seu rosto e ele nem piscava. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, tive uma idéia. Sentei-me bem de frente pra ele, olhei fixo em seus olhos e comecei a repetir o mesmo gesto que ele fazia com as mãos. Passei a esfregar minhas mãos pelo meu rosto repetidamente, de cima para baixo. Ele, então, parou e deve ter pensado: &quot;esse cara é mais louco do que eu.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando consegui sua atenção, voltei a perguntar seu nome e onde morava. Ele me disse um nome e apontou para uma rua próxima, como que indicando onde morava. Pedi que me levasse até lá. Fomos andando por um tempo e percebi que ele não sabia onde estava. Voltei com ele para a praça e decidimos chamar a SAMU, a fim de levá-lo a um hospital para melhor avaliação. Enquanto esperávamos a ambulância ele se deitou e dormiu no chão.&amp;nbsp;Trinta minutos depois (a ambulância ainda não tinha chegado) ele acordou e parecia bem. Disse seu nome completo, o nome da mãe e&amp;nbsp;endereço. Suspendemos a SAMU e o levamos para a casa. A família estava a sua espera. Disseram que ele vez por outra saía de casa e ficava perdido e que&amp;nbsp;fazia tratamento psiquiátrico em um &lt;a href=&quot;http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29797&amp;amp;janela=&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;CAPS (Centro de Atenção Psicossocial)&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Paulo, apóstolo de Jesus, há quase dois mil anos atrás, dizia &lt;a href=&quot;http://www.youversion.com/pt-BR/bible/1cor.9.arc_1-pt&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;(veja I Coríntios 9:19-22)&lt;/a&gt; que por ser livre podia ser servo de todos, por isso, para ganhar os judeus, se fazia como um judeu, para ganhar os fracos, se fazia como fraco. Bom, eu&lt;span class=&quot;verse 1Cor_9_22&quot;&gt;, então, fiz-me como louco, para ganhar um louco.&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/8842710347049825949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/fiz-me-como-louco-para-ganhar-um-louco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8842710347049825949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/8842710347049825949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/09/fiz-me-como-louco-para-ganhar-um-louco.html' title='Fiz-me como louco, para ganhar um louco'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-9213177213799773773</id><published>2012-08-21T09:41:00.001-03:00</published><updated>2012-08-21T09:41:19.298-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Flamengo e Vasco</title><content type='html'>Ontem atendi um casal que está morando na rua. Ela me perguntou para que time eu e minha esposa torcíamos. Flamengo e Vasco respectivamente, respondi. Ela riu dizendo que ela também torce para o Vasco e que o companheiro torce para o Flamengo. Então, brinquei com ele: &quot;domingo foi nossa vez, ganhamos!&quot; E ele respondeu: &quot;fiquei chateado porque teve briga e mataram uma pessoa.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morar na rua não torna ninguém menos consciente sobre os valores da vida. Nem esse é um motivo para darmos mais ou menos valor para uma pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia &lt;a href=&quot;http://www.youversion.com/pt-BR/bible/jas.2.ntlh-pt&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Tiago 2:1-6&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/9213177213799773773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/flamengo-e-vasco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/9213177213799773773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/9213177213799773773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/flamengo-e-vasco.html' title='Flamengo e Vasco'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-1837495109419043116</id><published>2012-08-17T10:31:00.002-03:00</published><updated>2012-08-21T06:56:39.622-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Histórias"/><title type='text'>Próximo, longe, perto...</title><content type='html'>Já comentei outras vezes aqui que uma das chaves para um bem sucedido trabalho com pessoas em situação de rua é estar por perto. É se fazer o próximo de quem precisa de ajuda. Esta semana tive três experiências diferentes que gostaria de compartilhar com vocês.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reencontrei uma jovem, hoje com 18 anos, que eu conheço desde seus 12 anos tentando conseguir seu sustento nos sinais de trânsito de Campo Grande. Não tinha pais, vivia ou pelas ruas ou na casa de amigos e conhecidos. Sofrida, muito sofrida. Tão sofrida que nunca permitiu que nos aproximássemos muito. Eu, por exemplo, não sabia seu nome completo. Procurava estar sempre por perto, respeitava seu mundo e tentava na medida de minhas forças ajudá-la a sair da situação de abandono e exploração - de toda sorte - que se encontrava. Não tive êxito. Até que esta semana ela me procurou, com uma filha de seis meses de idade no colo, e pediu ajuda. Quer sair da situação em&amp;nbsp;que se encontra. Sabe que se continuar assim, sua filha crescerá passando pelos mesmos sofrimentos que ela passou. Estivemos sempre por perto, e por isso, depois de anos, ela soube, ou melhor, ela tinha onde procurar ajuda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também nesta semana fui visitar, a mando do Ministério Público,&amp;nbsp;um adolescente que eu havia atendido enquanto trabalhava em um abrigo há quase dois anos atrás. Fora assassinado. Infelizmente, estávamos longe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um outro jovem, em situação de rua, depois que nos aproximamos dele passou a nos procurar pedindo ajuda para conseguir reaver seus documentos. O que deveria ser algo simples começou a se complicar. Encaminhei-o ao Poupa Tempo, mas não foi atendido porque morava em uma área que não era atendida pelo Poupa Tempo. O fato dele não ter endereço não foi levado em consideração. Mas ele insistiu. Fomos com ele conseguir o documento que lhe garantiria isenção para a segunda via de sua identidade. Também o acompanhamos até o DETRAN para que ele pudesse ser realmente atendido. Alguns poderiam dizer que isso é paternalismo, que a pessoa deve andar com as próprias pernas. Optamos por estar por perto. Ao retornarmos do DETRAN, ele me entrega quatro comprimidos de um medicamento controlado, que havia conseguido com uma jovem que sofre de transtornos mentais. Planejava, por brincadeira, dar esses comprimidos a algum de seus colegas em situação de rua de modo que ele pudesse ficar zonzo e dopado. Estávamos por perto. Ele percebeu que podia mudar sua vida, que alguém o estava levando a sério e se importava com ele. Então, decidiu não brincar com a vida dos outros. Arrependeu-se do que planejava fazer e me entregou os comprimidos, que misturados com drogas e álcool poderia criar uma combinação mortal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esteja por perto e Deus pode fazer milagres!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/1837495109419043116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/proximo-longe-proximo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1837495109419043116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/1837495109419043116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/proximo-longe-proximo.html' title='Próximo, longe, perto...'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-3763814063975396517</id><published>2012-08-14T10:40:00.005-03:00</published><updated>2012-08-14T10:40:56.132-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>Exposição na Bahia</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;font_titulo&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Exposição registra cotidiano de moradores em situação de rua&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;font_descricao&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;conteudoAutor&quot;&gt;
&lt;em&gt;Por Manuela Damaceno&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;conteudoAutor&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;conteudoAutor&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXJEr7HNmW1Hnb8dvslZC3iaYILGJX0VpYEPYmvIWTHNo4k7lhDYRo5YpiKz11E4Y7bjTBXudpOCgG9Ck5qDnx_hfZDViDWWEVU5i_OSscY745Xed8TTi2y_JeLXTNPARuvYurw/s1600/IMG_4679.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXJEr7HNmW1Hnb8dvslZC3iaYILGJX0VpYEPYmvIWTHNo4k7lhDYRo5YpiKz11E4Y7bjTBXudpOCgG9Ck5qDnx_hfZDViDWWEVU5i_OSscY745Xed8TTi2y_JeLXTNPARuvYurw/s320/IMG_4679.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;No próximo domingo (19) é o Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua. Em última pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2008), somente em Salvador foi constatado que existem aproximadamente quatro mil moradores nessa situação. Para elaborar o plano municipal da política da população de rua, a Defensoria Pública da Bahia, em parceria com a vereadora Vânia Galvão e o Movimento da População de Rua, realiza amanhã (14), uma audiência pública no auditório do Centro Cultural da Câmara de Vereadores, em Salvador, às 9h. Na oportunidade, será lançada a Exposição do fotógrafo Fernando Rodrigues &quot;Um novo olhar sobre a População em Situação de Rua&quot;, que percorrerá praças da cidade, retratando a vida de pessoas que vivem cotidianamente nas ruas da capital baiana. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por meio do trabalho desenvolvido pela Especializada de Direitos Humanos da Defensoria Pública junto ao Movimento da População de Rua, 203 pessoas já foram inscritas no Programa Minha Casa Minha Vida; 60 foram contratadas como trabalhadores da construção civil em diversos empreendimentos, dentre os quais destaca-se o Consórcio da Arena da Fonte Nova; 80 pessoas receberam capacitação para cursos técnicos profissionalizantes; 40 pessoas foram capacitadas para profissão de garçon e mais 40 participam do projeto de inclusão digital. De acorodo com a defensora pública Eva Rodrigues, que atua na Especializada, diante da atuação voltada para esse público, muitos moradores foram qualificados profissionalmente, hoje têm um trabalho e resgataram sua dignidade&quot;, salientou. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;Exposição&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Criativa e de forma original, a exposição busca resgatar a dignidade e valorizar a auto-estima daquelas pessoas que são &quot;invisíveis&quot; aos olhos da sociedade. &quot;Pretendemos demonstrar que a pessoa em situação de rua é gente como a gente, que trabalha, sorri, tem sonhos, passa por dificuldades, chora, passam por frustações, cai e levanta, sente vontades, desejos como todas as outras pessoas&quot;, declara a defensora pública. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro objetivo é desestigmatizar pessoas que cometeram delitos, o usuário de substâncias psicoativas, o pedinte, miserável, que precisa de comida e cobertor, mostrando, inclusive, que muitos deles já seguiram outra trajetória e saíram das ruas. &quot;São pessoas que têm uma história de vida, que a gente vê, embora nem sempre enxergue o que elas realmente têm para demonstrar&quot;, disse a defensora pública salientando que elas precisam, acima de tudo, de uma oportunidade. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quem visitar a exposição poderá apreciar ainda a mostra de artesanato e artes plásticas elaboradas pelos moradores. Na próxima quarta-feira, dia 15, a exposição será montada na Praça da Piedade e, no dia seguinte (16), na Praça do Campo Grande. No dia 17 será apresentada na Secretaria da Justiça e Direitos Humanos e, no dia 18, segue para a Praça da Sé, em Salvador. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.defensoria.ba.gov.br/portal/index.php?site=1&amp;amp;modulo=eva_conteudo&amp;amp;co_cod=7717&amp;amp;capa=false&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Defensoria Pública BAHIA&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdarua.com/feeds/3763814063975396517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/exposicao-na-bahia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3763814063975396517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33396298/posts/default/3763814063975396517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdarua.com/2012/08/exposicao-na-bahia.html' title='Exposição na Bahia'/><author><name>Marcelo Jaccoud da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10366698362620758049</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKXJEr7HNmW1Hnb8dvslZC3iaYILGJX0VpYEPYmvIWTHNo4k7lhDYRo5YpiKz11E4Y7bjTBXudpOCgG9Ck5qDnx_hfZDViDWWEVU5i_OSscY745Xed8TTi2y_JeLXTNPARuvYurw/s72-c/IMG_4679.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33396298.post-5920287497575634016</id><published>2012-08-11T01:08:00.002-03:00</published><updated>2012-08-11T01:08:55.998-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícias"/><title type='text'>David Davida</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #001b52; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 30.285715103149414px; text-align: start;&quot;&gt;Paciente terminal, ex-morador de rua, recebe concerto de membros da Orquestra Sinfônica&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #949494; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 17.14285659790039px; text-align: start;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #949494; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 17.14285659790039px; text-align: start;&quot;&gt;Seu David, 57, passou 40 anos nas ruas do Recife e se revelou profundo conhecedor de música clássica, encantando médicos e voluntários&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #949494; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 17.14285659790039px; text-align: start;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEig-ZQx8U1pMyu3nE1jS4PupLGgXr1muYcHQht3p_-B-kvTrOlzreZqqHjE1QJSCrOUE0A07U6_I4mZfQJ7BUlTSJAt56UmILanNLQV3_pV4Lan5Ltz3expqjDrTH8qFlhdcw2FLA/s1600/20120810002841644803o.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;214&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEig-ZQx8U1pMyu3nE1jS4PupLGgXr1muYcHQht3p_-B-kvTrOlzreZqqHjE1QJSCrOUE0A07U6_I4mZfQJ7BUlTSJAt56UmILanNLQV3_pV4Lan5Ltz3expqjDrTH8qFlhdcw2FLA/s320/20120810002841644803o.JPG&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;Foi nas ruas que chamou de casa que Seu David descobriu a música clássica. Um acorde descoberto a cada esquina. Paixão capturada em fitas K7, que carregava consigo. Quando estabeleceu &#39;morada&#39; mais fixa, ao redor do Camelódromo e do Mercado de São José, no centro do Recife, viu a coleção crescer. Os vinis, recebidos por amigos comerciários da área, admiradores do &quot;homem da Enciclopédia Barsa&quot;. Toda lida! David Wilibaldo de Luna, aos 57 anos, vem se acostumando a impressionar quem acompanha sua passagem pelo mundo. Ex-morador e artista de rua, ele ocupa o leito 2 da Casa de Cuidados Paliativos do Hospital Pedro II, no Recife. Onde deveria ocupar-se apenas em combater o câncer, que agarrou seus pulmões e tomou-lhe os ossos, deu aulas de música, cultura, história mundial mesmo a quem tinha como cargo apenas dar-lhe conforto para esperar o inevitável. Com simplicidade, transmitiu seus valores, conquistando outros pacientes, voluntários e equipe médica. O retorno veio em forma de reconhecimento. Depois de ganhar a primeira exposição de seus quadros e o primeiro bolo de aniversário de sua vida, Seu David empresta seu nome a uma composição original, no estilo clássico, a exemplo de seus ídolos Vivaldi, Beethoven e Strauss. Ontem, sentou na primeira fila para ver o concerto &quot;David Davida&quot;, realizado por integrantes da Orquestra Sinfônica do Recife, em sua homenagem, no hospital que fez de última casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.youtube.com/embed/uWlsdoz9MQM?feature=player_embedded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;O estudo, concluído apenas até a segunda série, e a falta de teto desde os 17 anos não impediram a qualidade de sua apreciação. A cada movimento de violoncelo e reverência do clarinete, uma reação com as mãos, dedos em riste, acompanhando a assinatura sonora de cada estrofe. O ouvido, apurado, foi acostumado a esse tipo de composição por ficar dia e noite grudado ao rádio de pilha sintonizado na Rádio Universitária, desde 1974. Os olhos, perdidos numa viagem própria e pessoal, davam margem ainda maior ao largo sorriso aberto ao final de cada canção. &quot;Esse é Chopin. Um dos 63 grandes compositores mundiais&quot;, identifica, com naturalidade. &quot;De brasileiro mesmo, só Villa-Lobos e Carlos Gomes&quot;, completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style=&quot;background-color: white; border: 0px; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px; margin: 0px; outline: none !important; padding: 0px;&quot; /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;Há quatro meses, Seu David rejeita o próprio fim, ignorando-o. Não fala da doença, desenvolvida pelos anos em que fez de melhor amigo, um ou outro cigarro. Foi um dos 17 em cada 20 fumantes que sucumbe às consequências maliciosas da nicotina. Sabe que engrossará as estatísticas que, friamente, revelam que 12% de todos os homens acabam padecendo do mesmo tipo de câncer com o qual tem que lidar todos os dias. A dor, tenta esquecer, com o auxílio, a cada duas ou mais horas, de doses cavalares de morfina, 36 vezes superiores às ministradas em uma cirurgia comum. O ar, mal puxa sozinho. O barulho do respirador passa a lhe fazer companhia nos momentos de inconvenientes silêncios que sempre convida a repensar as escolhas de uma vida marcada por privações que lhe foram impostas.&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;Seu David é apenas um dos rostos que ignoramos todos os dias nas ruas. Um pernambucano, da cidade de Escada, zona da Mata, entre os pouco mais de 440 mil que não dispõem de um teto fixo ou refeições regulares. Ele dá nome e forma a um abandono. Um preconceito que dá como certo o destino de toda uma população: sobreviver sem educação ou qualidade de futuro. É também uma exceção. Não pela inteligência que impressiona ou opinião sobre política e economia que desafia a compreensão, mas por ter nome e imagem reconhecida e tratada enquanto gente em uma realidade desumana que mal permite olhar o próximo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;O concerto &quot;David Davida&quot; apresentou 10 clássicos e a original, que dá nome ao espetáculo. Foram 70 preciosos minutos que dão novo significado a uma vida de 20716 dias contados. Quando deu entrada na unidade de saúde, o artista &#39;não tinha jeito&#39;. Lhe restavam poucas semanas. Cento e vinte e seis dias depois, assume como meta, chegar ao aniversário: dia 3 de novembro. Com o otimismo sorridente que cativou a todos, sem querer, se faz exemplo. Por insistir em desafiar a morte, Seu David ensina a viver...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: &#39;Trebuchet MS&#39;, Trebuchet, Arial, sans-serif; font-size: 13.142857551574707px;&quot;&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2012/08/10/interna_vidaurbana,390167/paciente-terminal-ex-morador-de-rua-recebe-concerto-de-membros-da-orquestra-sinfonica.shtml&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Diário de Pernambuco&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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