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	<title>Blog do Capelli</title>
	
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	<description>Automobilismo, Fórmula 1 e mais um monte de patacoadas</description>
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		<title>Rapidinhas: GP da Turquia</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 14:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Turquia]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto as Red Bull se eliminaram, Lewis Hamilton fez uma grande corrida e mereceu a vitória.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Contrariando a lógica, que indicava mais uma fácil vitória da Red Bull, deu Lewis Hamilton na cabeça em Istambul. Mas, mesmo que tenha herdado a liderança depois de uma briga fratricida entre os dois touros vermelhos, é preciso dizer que o inglês mereceu a vitória.</p>
<p>- Sim, porque desde a largada Lewis foi o nome da corrida. Arrancou mal, perdeu a segunda posição para Sebastian Vettel na primeira curva, mas recuperou o posto nas curvas seguintes com ousadia e precisão. Dali para frente, pressionou o líder Mark Webber e parecia capaz de assumir a liderança. Até que foi vítima de um pit stop ruim e caiu para a terceira posição.</p>
<p>- Mas a entrada de Vettel em segundo, quem diria, seria a chave para sua vitória. O alemãozinho é um ótimo piloto, mas ainda é jovem e impetuoso demais. Tentou ultrapassar seu companheiro Webber, achou que a manobra estava consumada e mudou a tangência para fazer a curva antes do que devia. Pegou o australiano e acabou com a dobradinha da Red Bull. Christian Horner o aguarda no motorhome com uma palmatória.</p>
<p>- Webber caiu para terceiro e ainda precisou parar nos boxes para trocar o bico do carro. Uma vitória quase certa virou um pódio amargo. Pelo menos, continua líder do campeonato. Mas a manobra desastrada de Vettel jogou por terra o sonho da terceira vitória consecutiva.</p>
<p>- Hamilton herdou a ponta, mas mesmo assim, teve trabalho. Num dia em que brigas entre companheiros de equipe foram a tônica, Jenson Button arriscou uma ultrapassagem e chegou a assumir a liderança, por poucas curvas. Outra vez, Lewis se recuperou e dividiu algumas curvas, até voltar a ser líder.</p>
<p>- Provavelmente espelhada no que aconteceu com a Red Bull, a McLaren pediu para seus pimpolhos se acalmarem e garantirem a dobradinha. Bom para Hamilton, que conquistou a primeira vitória na temporada.</p>
<p><div id="attachment_4477" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100530vettel.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100530vettel-300x203.jpg" alt="Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela. (Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)" title="Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela. (Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)" width="300" height="203" class="size-medium wp-image-4477" /></a><p class="wp-caption-text">Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela. <br />(Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)</p></div>- Na quarta e na quinta posições, chegaram Michael Schumacher e Nico Rosberg, da Mercedes. O heptacampeão voltou a derrotar Nico e demonstra estar numa curva ascendente. Diferentemente da Ferrari, que em Istambul virou quarta força do campeonato.</p>
<p>- A distribuição de forças entre equipes parece bem clara. Red Bull e McLaren lá na frente, com vantagem para o time austríaco. Atrás, vem a Mercedes. E, num terceiro pelotão, brigam Ferrari e Renault. Os italianos ainda estão na frente, mas não sei não&#8230; A dificuldade de Fernando Alonso em ultrapassar Vitaly Petrov, considerando a diferença entre os pilotos, pode indicar que a equipe francesa está até melhor. A Ferrari anda pra trás.</p>
<p>- Outra que anda mal é a Williams. Hoje, foi a última equipe da F1-A, ganhando apenas de Lotus, Virgin e Hispania. E, ainda assim, com dificuldades.</p>
<p>- Destaque para Kamui Kobayashi, que marcou o primeiro ponto da Sauber na temporada ao chegar em décimo lugar. Medalhinha também para a Virgin, que conseguiu concluir a corrida com seus dois carros, que agora não parecem mais feitos de papel.</p>
<p>- Já a Hispania e a Lotus quebraram. Estou pensando em criar o Troféu Jerimum, para premiar as equipes novatas. O que acham? O melhor dos seis pilotos marca 10 pontos, o segundo marca 6&#8230; e o sexto, um ponto. Vou fazer o cálculo durante a semana.</p>
<p>- É isso aí, está instituído o Troféu Jerimum. Então vou mudar meu texto sobre a Virgin: &#8220;Parabéns para a Virgin, que fez a dobradinha no Troféu Jerimum, com Timo Glock em primeiro e Lucas di Grassi em segundo&#8221;.</p>
<p>- De resto, a destacar que o GP da Turquia foi uma boa corrida. Uma pena que corra o risco de ficar fora do calendário, já que o circuito do Istambul Park é um dos melhores da atualidade. </p>
<p>- Daqui a duas semanas, GP do Canadá, que vai ser uma corridaça. E outra boa notícia é que a corrida acontece às 13h (horário brasileiro), exatamente no intervalo entre dois jogos da Copa. Então, certamente a prova será transmitida ao vivo pela Globo.</p>
<p><b>RESULTADO GP DA TURQUIA 2010:</b><br />
<center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/res_tur_2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Perdidos no roteiro</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 04:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[Lost]]></category>

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		<description><![CDATA[Lost acabou e os espectadores foram enganados. Mas pode ler, não há spoilers aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Lost teve seu desfecho exibido há poucos minutos. Mas não se preocupe, não farei o papel de estraga-prazeres contando o final. O objetivo aqui é outro: agradecer aos produtores por todos os cheques sem fundo emitidos nos últimos seis anos.</p>
<p>Sim, porque o que se espera de um seriado baseado em mistérios é que eles se resolvam. Seja de forma pouco criativa, como nos desenhos do Scooby-Doo, seja de maneira extraordinária e impactante, como no filme &#8220;O Sexto Sentido&#8221;.  O problema é que os roteiristas de Lost não foram nem para um lado, nem para o outro. Simplesmente abandonaram tudo o que construíram durante anos, deixaram para lá. Criaram um final plenamente coerente com a sexta e última temporada, mas ignorando completamente dezenas de pontas soltas em anos anteriores.</p>
<p>Não esperava e nem nunca esperei de Lost respostas fáceis ou um final no melhor estilo novela das oito, com tudo sendo explicado à exaustão. Mas, desde que a série começou, despendi meu tempo assistindo a seus episódios esperando entender que quebra-cabeça maluco era aquele. Várias vezes pensei: &#8220;Esses caras são geniais. Quero muito descobrir que história fantástica está por trás disso&#8221;. É lamentável, mas o final deixa claro que eles não sabiam o que estavam fazendo.</p>
<p>Parafraseando outra série famosa e reduzindo todas as temporadas a um episódio, o que foi feito em Lost seria como se um paciente do Dr. House tivesse os sintomas mais absurdos do mundo. Um sem relação nenhuma com o outro. A coisa vai piorando cada vez mais até que, no fim, House descobre que ele tinha uma gripe. Mas gripe causa cegueira? Gripe causa o surgimento de um segundo nariz? Gripe faz você falar romeno de trás para frente? Não, claro que não. Mas gripe causa febre. O paciente tinha febre, então era gripe.</p>
<p>Agora, conhecendo o final de toda a história, fica nítido para quem acompanhou a série que gigantescos equívocos de roteiro foram cometidos. Partindo da premissa de que o Monstro de Fumaça, de fato, estava preso à ilha, como ele apareceu no cargueiro &#8211; fora da ilha, portanto -, para Michael? Se o Monstro era mesmo a personificação do mal, por que quando Locke encontrou-se com ele no começo da série, disse que viu algo bem diferente da entidade maléfica retratada por Mr. Eko? Ben, durante um tempo, pareceu ser um homem rico e poderoso fora da ilha. Quem o financiava? Uma empresa gigantesca de biotecnologia recrutou Juliet para ir para a ilha. Quem eram essas pessoas? Que ligação tinham com Ben? Quando Locke foi baleado, quem o salvou foi o garoto Walt. Mas ele estava fora da ilha, então subentende-se que era alguém em sua forma. O único que assumia formas era o Monstro de Fumaça, mas ele só fazia isso com quem já tinha morrido. Então, a salvação de Locke não fez sentido algum.</p>
<p>Felizmente, tudo o que dediquei à Lost foram os minutos de cada episódio e alguns bate-papos com amigos bolando teorias. Lamento muito é por aqueles que dedicaram tempo fazendo blogs, participando de jogos de realidade alternativa, postando em fóruns e comprando produtos, pensando que estavam diante de um genial quebra-cabeças que, no fim, revelou-se um grande jogo de pistas falsas. E o espectador termina com a sensação de que foi enganado.</p>
<p>Suprema ironia: a série que contava a história de pessoas perdidas &#8211; na vida ou em uma ilha -, fez muita gente perder tempo. E, no final, a paciência. Já vai tarde o maior engodo da televisão nos últimos anos.</p>

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		<title>Pela humanização do ídolo</title>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 13:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Ayrton Senna]]></category>

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		<description><![CDATA[Ayrton Senna foi um gênio das pistas, um esportista de alto nível e de expressão mundial. Mas, como eu e você, era humano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><i>* Coluna publicada na edição 2 da revista Warm Up.</i></p>
<p>Estamos em 2010, um ano no qual são lembrados os 50 anos de nascimento de Ayrton Senna e os 16 anos de sua morte. E desde março a gente acaba vendo de tudo um pouco por aí. E, confesso, me assusto.</p>
<p>Que sua família e seu Instituto têm todo o direito de lhe prestar homenagens, não há qualquer dúvida. Mas sinto um certo incômodo ao ver, pela internet, pela televisão e em todas as mídias possíveis, uma tentativa de canonização de um ser tão humano quanto outro qualquer. Não vai aqui uma tentativa de desvalorizar o grande piloto que Ayrton Senna foi, nem sequer de pichar sua memória. Mas, sim, de colocar as coisas no que julgo ser o seu devido lugar. </p>
<p>Senna foi um ídolo nacional, um dos maiores expoentes de um esporte de alto nível e de alcance mundial. Alguém que pode e merece ser lembrado por tudo o que fez. Mas que desde sua morte vem, forçadamente, sendo alçado a uma categoria de semideus, de onipotente, de oásis de todas as virtudes humanas. Menos, muito menos.</p>
<p>Que lembrar de Ayrton Senna nos remeta a coragem, destemor, persistência e obstinação, tudo bem. O que, no fim das contas, é uma commodity entre pilotos de corrida. E são atributos que, convenhamos, Chico Landi teve mais que todos os pilotos dos últimos trinta anos somados.</p>
<p>Amor à pátria? Não duvido do carinho que pudesse ter a seu país natal, mas é sempre bom lembrar que a primeira empunhadura da bandeira brasileira após uma vitória foi uma brincadeira interna com os mecânicos franceses da Renault que trabalhavam com ele na Lotus. Mais do que um ato redentor para um povo, na essência do gesto estava uma simples provocação entre colegas.</p>
<p>Portador de talento natural, sujeito de família e esportista também são valores que lhe caem bem. E que também servem para Guga, Maria Esther Bueno, Emerson Fittipaldi, Pelé ou César Cielo. Todos grandes campeões e que, em comum com Ayrton, são heróis do esporte nacional.</p>
<p>Ayrton Senna é isso: um herói do esporte, tão grande quanto Oscar Schmidt ou Bernardinho. E tão humano quanto Diego Maradona. Mas não é e nem nunca foi alguém acima do bem ou do mal, o embaixador da boa-vontade, o sujeito bondoso e benevolente sem manchas no currículo. Senna era (ainda bem) humano.</p>
<p>Como quando na Lotus, em 1986, vetou a entrada de Derek Warwick na equipe. O britânico era uma jovem promessa, falava a mesma língua da equipe e dividiria a atenção, tanto do time quanto da imprensa. Senna fez certo, eu provavelmente faria o mesmo. Mas, dependendo do ponto de vista, foi uma atitude ruim.</p>
<p>Tão ruim quanto a ocorrida no final dos anos 80, quando Ayrton tentou expulsar Reginaldo Leme da Rede Globo. Os dois ficaram anos sem conversar, mas a atitude de vetar entrevistas e prejudicar o trabalho do competente jornalista por causa de uma desavença pessoal mostrou o quão baixo um ser humano pode ser quando assume uma postura vingativa.</p>
<p>Se Senna hoje é um bastião da ética e da moral na vida, é bom lembrar que nas pistas as coisas nem sempre foram assim. Como em Mônaco, no começo de carreira, quando ficou andando devagar pela pista numa classificação para atrapalhar os pilotos que buscavam roubar-lhe a pole-position. Ou como nos famosos e infames duelos com Alain Prost, quando, empunhando a espada da vingança, valia tudo sob o argumento de ter sido injustiçado.</p>
<p>Senna não era tão bom, nem tão ruim. Era humano. Humano capaz de negar um autógrafo ao menino Felipe Massa, humano capaz de doar dinheiro para instituições de assistência à criança e a hospitais. Humano capaz de ser arrogantemente deseducado com uma tradutora numa entrevista coletiva e humano capaz de chorar de emoção depois de uma difícil vitória. Um humano que deu um soco na cara de um novato atrevido e que também desceu do carro no meio de um treino para socorrer um colega que sofrera um acidente.</p>
<p>Nada do que foi dito aqui é desabonador. Sei que o texto parece herético, mas não deveria parecer. Se parece, é porque o tempo todo se tenta atribuir qualidades sobreumanas a alguém que, assim como eu e você, era demasiadamente humano.</p>
<p>Vencedor, campeão, gênio das pistas. Mas humano.</p>

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		<title>No limite da legalidade</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Schumacher]]></category>

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		<description><![CDATA[Michael Schumacher voltou e as controvérsias também. A manobra sobre Alonso não foi a primeira e nem será a última.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>GP de Mônaco de 2010, última volta. O Safety Car está na pista e ninguém pode ultrapassar ninguém. Na entrada dos boxes, o carro se retira para que todos possam cruzar a linha de chegada sem nada na frente, ajudando fotógrafos e cinegrafistas e permitindo que as equipes tenham mais retorno com a imagem de seus carros na televisão e nas fotos que ilustram sites, jornais e revistas. Afinal, com aquele belo carro esporte à frente, as verdadeiras estrelas do espetáculo apareceriam menos na cobertura jornalística, que sempre investe numa foto ou imagem da chegada da prova.</p>
<p>O grande xis da questão envolvendo a corrida de ontem é este. O Safety Car saiu da frente não para liberar uma nova competição que duraria poucos metros. Ele saiu apenas para que a chegada ficasse &#8220;bonitinha&#8221;. Todo mundo, pilotos e e equipes, sabem disso. Até Michael Schumacher sabe disso. Mas, mesmo assim, o alemão preferiu arriscar uma ultrapassagem sobre Fernando Alonso à moda &#8220;se colar, colou&#8221;. Era fato que seria desclassificado, mas Schumacher é assim, costuma andar no limite da legalidade. Às vezes se dá bem, em outras nem tanto. Mas é assim que ele é.</p>
<p>Não que isso o transforme num sujeito inescrupuloso, encarnação do monstro de fumaça de Lost. Mas é fato que, em situações nas quais a maioria dos pilotos prefere não arriscar por saber que sua conduta pode ser interpretada como má-fé ou que pode infringir o regulamento, Schumacher arrisca. Esta não é a primeira e provavelmente não sera a última polêmica na qual se envolve. O heptacampeão é assim, quer ganhar a todo custo. Ainda que muitas de suas atitudes provoquem discussões a respeito de ética e de moral.</p>
<p>Em 1994, Schumacher e a Benetton se aproveitaram de equívocos da direção de prova durante a comunicação de uma punição de stop &#038; go no GP da Inglaterra para não cumprir a pena. Foi declassificado com bandeira preta e só assim parou para cumprir os dez segundos de punição. Voltou à pista e completou a corrida em segundo lugar, ainda que tendo recebido bandeira preta antes da metade da prova. Até subiu ao pódio, mas sua desclassificação foi confirmada no comitê de apelações e Schumacher pegou duas corridas de gancho por causa da insubordinação às regras.</p>
<p>Já correndo pela Ferrari, protagonizou um evento semelhante em 1998, também em Silverstone. A direção de prova sinalizou que o alemão deveria cumprir um stop &#038; go nas voltas finais da corrida. Um erro, já que penas nesta fase da prova devem ser acrescidas ao tempo final. Na dúvida, a equipe mandou o alemão para os boxes na última volta, parando por dez segundo e recebendo a bandeirada por dentro do pit lane. Schumacher ganhou a corrida já que, dada a manobra inteligente dele e da Ferrari, os comissários acabaram assumindo o erro e não aplicaram a soma de segundos ao seu tempo final. Nessa, ele se deu bem.</p>
<p>Como se deu bem também na Áustria, em 2002. A famosa corrida da infâmia, na qual o alemão herdou a vitória de Rubens Barrichello na reta de chegada, num momento imortalizado por Cléber Machaado com a famosa narração &#8220;Hoje não, hoje não&#8230; hoje sim&#8230; hoje sim??&#8221;. Como nos casos anteriores, não que Schumi tenha feito algo de errado. Mas esperava-se de um tetracampeão que liderava o campeonato com folga que não aceitasse a patuscada ensaiada pela Ferrari. Ele poderia ter sido nobre, mas não foi. </p>
<p>E também não foi nobre em 2006, quando parou o carro propositadamente na curva La Rascasse, em Mônaco, para interromper o treino de classificação e impedir Fernando Alonso de roubar-lhe a pole position. Schumacher simulou um erro na freada, que de tão falso não enganou ninguém e acabou punido pela FIA, obrigado a largar do fundo do grid.</p>
<p>Como se vê, em nenhuma dessas ações Michael Schumacher e sua equipe (seja Ferrari, Benetton ou Mercedes) foram deliberadamente maldosos. Apenas agiram no limite do regulamento. Em alguns casos, foram pegos. Em outros, não. </p>
<p>Concordo que não são atitudes nobres, mas no fim das contas, não são de todo ilegais. São manobras comuns no direito, quando bons advogados aproveitam brechas nas leis para absolverem seus clientes. Schumacher tentou explorar a brecha da nova regra da &#8220;linha do Safety Car&#8221; para ganhar uma posição. Mas se deu mal, já que o artigo 40.13 do código desportivo deixa bem claro que, quando é a última volta, não vale ultrapassar.</p>
<p>E assim é Schumacher, alguém que, até o final da carreira, fará com que jornalistas, donos de equipe e fãs fiquem pesquisando regulamentos para saber se o que ele fez é passível de punição ou não. Controverso, mas um piloto muito talentoso e inteligente.</p>

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		<title>Rapidinhas: GP de Mônaco</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vitória fácil de Webber e da Red Bull, novos líderes dos campeonatos de pilotos e construtores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Como esperado, o GP de Mônaco se decidiu na primeira curva. Salvo raras exceções, há alguns anos já é assim. Mark Webber saltou na frente, Sebastian Vettel ultrapassou Robert Kubica, Felipe Massa se manteve em quarto e assim foi até o final da corrida.</p>
<p>- Procissão sonolenta que teve alguns momentos de (falsa) emoção com as várias entradas do Safety Car. A cada acidente, todo o pelotão se juntava outra vez para recomeçar o desfile mais de pertinho. No total, foram quatro intervenções.</p>
<p>- Na primeira volta, Nico Hulkenberg errou ao tentar contornar o túnel por fora. Pegou sujeira, perdeu o controle do carro e foi parar nos guard-rails. A segunda entrada foi causada pela outra Williams, de Rubens Barrichello, que teve a suspensão traseira quebrada e também bateu. Mais adiante, fiscais identificaram uma tampa de bueiro aberta e a corrida precisou ser interrompida novamente. E a última entrada, nas voltas finais, foi causada por um patético acidente entre Jarno Trulli e Karun Chandhok na La Rascasse.</p>
<p>- Na prática, apenas a primeira e a última entrada definiram alguma coisa na corrida. A da primeira volta serviu para que Fernando Alonso parasse nos boxes e trocasse de pneus logo no começo, cumprindo cedo a norma de pit stop obrigatório (ridícula, por sinal) e tendo oportunidade de ganhar posições quando os demais tivessem que parar. Para quem saía da última posição, foi um grande negócio.</p>
<p><div id="attachment_4453" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100516safety.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100516safety-300x192.jpg" alt="Só o Safety Car andou na frente das Red Bull hoje (Foto: AP Photo/David Vincent)" title="Só o Safety Car andou na frente das Red Bull hoje (Foto: AP Photo/David Vincent)" width="300" height="192" class="size-medium wp-image-4453" /></a><p class="wp-caption-text">Só o Safety Car andou na frente das Red Bull hoje <br />(Foto: AP Photo/David Vincent)</p></div>- E, no último Safety Car, Michael Schumacher aproveitou para mais uma tradicional Schumacada, ultrapassando Fernando Alonso assim que o carro-madrinha voltou para os boxes, no final da última volta. Nessa circunstância não é permitido ultrapassar, e o alemão perdeu os pontos que conquistaria ao ser punido por comissários. Bem feito.</p>
<p>- Alonso se deu bem, os oito pontos conquistados saíram melhor que a encomenda. O espanhol manteve-se a três pontos dos líderes do campeonato, Webber e Vettel. Antes o líder era Button, mas o importante para ele é que a diferença permaneceu a mesma.</p>
<p>- O grande problema para o espanhol e os demais adversários, porém, é o fato da Red Bull finalmente ter assumido a ponta do campeonato, e com seus dois pilotos. É o melhor carro da temporada e a tendência agora é que disparem na frente.</p>
<p>- Pior para Jenson Button, que certamente continuaria na liderança do campeonato não fosse o abandono logo no começo da corrida. Pior, por um motivo prosaico. Um mecânico esqueceu de tirar a cobertura do seu duto de ar e seu motor superaqueceu. #MegaFail para a McLaren.</p>
<p>- Em apenas oito dias, Mark Webber saltou de oitavo para a liderança do campeonato. Marcou duas pole positions e ganhou duas corridas de ponta a ponta. Soube, como ninguém, aproveitar o sonolento início de temporada europeia, marcada por GPs nos quais é muito difícil ultrapassar. A fase é ótima e o australiano desponta como favorito ao título.</p>
<p>- Daqui a duas semanas, corrida na Turquia. É o melhor dos &#8220;Tilkódromos&#8221;, mas a Red Bull tem tudo para seguir dominando. E uma terceira vitória seguida poder ser o golpe fatal no ânimo de Sebastian Vettel. Ao que tudo indica, é o único piloto capaz de parar Webber. Mas, dada sua juventude, parece não estar assimilando bem o rápido crescimento do companheiro de equipe. É a hora de Vettel reagir.</p>
<p>- Dificilmente outra equipe terá, em pouco tempo, oportunidade de fazer frente à Red Bull. A esperança de Alonso, Massa, Button e Hamilton reside nos infortúnios do time austríaco. Mas eles estão cada vez mais escassos.</p>
<p>- Ainda é cedo, mas já dá para arriscar. Se nenhuma reviravolta acontecer, Adrian Newey voltará, depois de dez anos, a ser o projetista de um carro campeão.</p>
<p>- Já ia encerrar o post, mas lembrei que estava cometendo uma imensa injustiça ao não citar Robert Kubica. Que corridaça do polonês, terceiro colocado, cada vez melhor com a Renault. Já é o meu favorito para ganhar no Canadá. </p>
<p><b>RESULTADO GP DE MÔNACO 2010*</b></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/res_mon_2010.gif" border="0"></center><br />
<small><em>* Michael Schumacher foi punido em 20s e caiu para a 12ª posição</em></small></p>

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		<title>Rapidinhas da classificação: Mônaco</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 13:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Webber marca a sexta pole da Red Bull em seis corridas. Kubica surpreende e sai em segundo. Felipe Massa é quarto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Na sexta prova da temporada, sexta pole da quase imbatível Red Bull. Mark Webber, que tem como característica principal fazer grandes classificações, manteve a regra e marcou sua terceira pole na temporada, a quarta na carreira.</p>
<p>- Uma pole importante e que, em Mônaco, representa boas chances de vitória. Nos últimos dez anos, cinco vezes o vencedor partiu da primeira posição na largada.</p>
<p>- A grande surpresa do treino ficou por conta de Robert Kubica, que fez uma classificação sensacional com a Renault. Andou o tempo todo entre os primeiros e, não fosse uma grande volta de Webber no final, teria ficado com a pole. Larga da primeira fila e deve fazer uma excelente corrida.</p>
<p>- Felipe Massa recuperou-se bem dos maus resultados das últimas provas. Vai sair em quarto lugar, embora tenha demonstrado que poderia brigar pela primeira fila. De toda forma, ficou claro que tem um bom carro para Mônaco e pode incomodar na prova amanhã.</p>
<p><div id="attachment_4445" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100515alonso.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100515alonso-300x171.jpg" alt="Alonso bateu no treino da manhã e larga em último. (Foto: AP Photo/Claude Paris)" title="Alonso bateu no treino da manhã e larga em último. (Foto: AP Photo/Claude Paris)" width="300" height="171" class="size-medium wp-image-4445" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso bateu no treino da manhã e larga em último. (Foto: AP Photo/Claude Paris)</p></div>- O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Fernando Alonso. O espanhol bateu no terceiro treino livre e destruiu seu carro. Com isso, não pôde nem participar da classificação e vai largar dos boxes, em último. Numa pista na qual ultrapassagens são quase impossíveis, vai precisar de muito esforço para conseguir, talvez, um ou dois pontos. </p>
<p>- Sebastian Vettel marcou o terceiro melhor tempo com a Red Bull e parece estar sentindo o crescimento de Webber dentro da equipe. O alemão, que reinou absoluto no time no começo da temporada, não vem bem nas últimas corridas. Vamos ver o que poderá fazer em Mônaco.</p>
<p>- Numa pista em que o torque em saídas de curvas de baixa é bastante importante, os motores Mercedes não foram tão bem como nos circuitos mais velozes. As duas McLaren e as duas Mercedes saem na terceira e quarta filas. E Michael Schumacher, sétimo, voltou a apanhar de Nico Rosberg, sexto. Lewis Hamilton foi<br />
melhor que Jenson Button e sai na quinta posição. O atual campeão não passou de oitavo.</p>
<p>- Quem mandou muito bem foi Rubens Barrichello. Pela terceira vez na temporada conseguiu levar a Williams ao Q3 e vai largar em nono. Nico Hulkenberg fez o 11º tempo.</p>
<p>- Lucas di Grassi e Bruno Senna, como de costume, vão largar lá da rabeira. Ainda sem o novo carro da Virgin, Lucas foi meio segundo mais lento que Timo Glock e sai em 21º. Logo atrás dele, Bruno e sua carroça espanhola fabricada na Itália. Pelo menos superou seu companheiro Karun Chandhok, lanterninha da classificação.</p>
<p>- Senna e Di Grassi não têm culpa de estarem andando lá atrás. Pagam o preço de terem aceitado correr em equipes estreantes. Com a proibição de treinos, a evolução do carro fica muito complicada e a tendência é que a Fórmula 1 siga repartida em duas divisões até o fim da temporada. O que é uma pena, já que a Virgin, por exemplo, demonstra ter muita capacidade &#8211; e dinheiro &#8211; para crescer. Diferentemente da Hispania, que eu acredito que talvez não consiga nem terminar a temporada.</p>
<p>- A corrida amanhã será longa e complicada, mas duvido que a vitória escape de quem larga das duas primeiras filas. Webber é favoritaço, mas Vettel pode incomodar se largar bem. Se saltar na frente na primeira curva, Kubica passa a ter boas chances tamém. E o caminho da vitória para Felipe Massa, creio eu, passa pelo infortúnio de um ou dois adversários à frente. O que em Mônaco, com seus guard-rails rentes ao traçado, é algo até provável.</p>
<p>- Dificilmente será uma prova emocionante, mas pelo menos dá para curtir uma bela paisagem durante a corrida. Pelo charme, beleza e pelo desafio, vale a pena acordar cedo amanhã.</p>
<p><b>GRID DE LARGADA &#8211; GP DE MÔNACO 2010</b></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/grid_mon_2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Rapidinhas: GP da Espanha</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 14:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deu Webber, com facilidade. Alonso foi a grande surpresa, em segundo lugar. Button segue líder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Deu a lógica em Barcelona. Corrida chata, decidida na primeira curva. Mark Webber, pole, arrancou melhor que seu companheiro Sebastian Vettel e disparou na frente. Ganhou com folga e tranquilidade.</p>
<p>- Dotado do mesmo carro, Vettel não conseguiu formar a dobradinha. Ficou em segundo após a largada, mas perdeu a posição para Lewis Hamilton na troca de pneus e, mesmo com um carro melhor, não conseguiu retomar a posição, dadas as dificuldades de ultrapassagem do circuito. No final da prova, enfrentou problemas de freios e precisou fazer uma troca extra de pneus, perdendo mais uma posição. Conseguiu o pódio na última volta, depois que Hamilton teve um pneu furado.</p>
<p>- Lewis vinha bem com a McLaren e chegaria numa excelente segunda posição, até que viu sua corrida ruir na penúltima volta. Seu pneu dianteiro esquerdo estourou na entrada de uma curva e o inglês acabou batendo na barreira de pneus. Azar de um, sorte de outros. Fernando Alonso comemorou.</p>
<p>- A Ferrari não é páreo para McLaren e Red Bull e Alonso conseguiria, se muito, uma quinta posição hoje. Mas, além de ter sido competente, se viu favorecido por infortúnios dos adversários. Ganhou dois lugares com os problemas de Hamilton e Vettel. E Jenson Button, que poderia incomodá-lo, perdeu a posição para Michael Schumacher na troca de pneus e ficou encaixotado atrás da Mercedes do alemão.</p>
<p>- A diferença de velocidade no final da reta entre a McLaren e a Mercedes era gigantesca, graças ao duto de ar do carro da equipe inglesa. Durante cinco ou seis voltas, Button deu pinta que ultrapassaria, mas Schumacher defendeu-se de forma magistral. Quando viu que o alemão seria mesmo um osso duro de roer, o atual campeão do mundo desistiu e resignou-se com a situação. Bom para Alonso, segundo colocado.</p>
<p>- Se Michael Schumacher renasceu nessa corrida, Nico Rosberg enfrentou os maiores problemas da temporada até aqui. Foi atrapalhado por um mecânico afobado, que o liberou do pit antes da hora, e acabou perdendo muito tempo. Chegou apenas em 13º, depois de fazer um pit stop extra. Como resultado, perdeu a segunda posição no campeonato, despencando para quinto na classificação.</p>
<p>- Outro que vem em queda livre depois de um bom início de temporada é Felipe Massa. Foi facilmente batido por Fernando Alonso outra vez, tanto na classificação quanto na corrida. Foi sexto na prova e agora é sétimo no Mundial de Pilotos, bem longe da liderança que chegou a ocupar.</p>
<p><div id="attachment_4436" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100509alonso.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100509alonso-300x190.jpg" alt="Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)" title="Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)" width="300" height="190" class="size-medium wp-image-4436" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)</p></div>- Quem tem mais motivos para comemorar, mesmo é Alonso. Dificilmente esperava uma segunda posição que, somada ao mau resultado de Button, o deixou em segundo no campeonato, a apenas três pontos do inglês. Saiu muito melhor do que a encomenda.</p>
<p>- A Red Bull, ainda que dominante, tem Vettel e Webber em apenas terceiro e quarto no campeonato, enquanto que ocupa o terceiro entre os construtores. Mas, dada a enorme diferença apresentada hoje em Barcelona, é apenas questão de tempo para que pulem na ponta dos campeonatos. Semana que vem, em Mônaco, já pode ser a hora.</p>
<p>- Destaque para Rubens Barrichello, que saltou de 18º para 12º na largada e terminou a corrida numa bela nona posição. Lucas di Grassi foi último com a Virgin, mas pelo menos chegou. Aliás, pela primeira vez os dois carros da equipe concluem uma corrida. Está melhorando.</p>
<p>- Quem não dá sinais de melhora é a lanterninha Hispania. O carro é muito lento e Karun Chandhok acabou, involuntariamente, atrapalhando as corridas de Felipe Massa e Sebastien Buemi. É uma pena que a equipe espanhola tenha virado uma piada de mau gosto. Bruno Senna saiu logo na quarta curva da corrida, não sei se por problema mecânico ou por erro de pilotagem mesmo.</p>
<p>- Há pouco mais a acrescentar. Foi, como se imaginava, uma corrida insuportável. Foi a 20ª no circuito de Montmeló e conto nos dedos as boas disputas acontecidas lá esses anos todos. Chega a dar saudades de Jerez, que era outra pista chata pra diabo.</p>
<p>- Semana que vem já tem Mônaco que, se também não proporciona corridas assim tão emocionantes, pelo menos tem um certo charme e uma paisagem que nos mantém acordados. Porque as corridas na Espanha são um quase irrecusável convite a um cochilo.</p>
<p><b>RESULTADO GP DA ESPANHA 2010</b></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/res_esp2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Red Bull iguala marca que durava onze anos</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 18:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde 1999 uma equipe não marcava cinco poles consecutivas no começo da temporada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Com a pole position obtida hoje com Mark Webber, a equipe Red Bull atingiu uma marca que não acontecia na Fórmula 1 desde 1999. É a primeira vez em onze anos que uma equipe crava cinco poles seguidas no começo do campeonato. O último time a atingir tal feito foi a McLaren, que conseguiu cinco poles no começo da temporada de 1999, todas com Mika Hakkinen.</p>
<p>O recorde absoluto de poles consecutivas desde o começo da temporada é da Williams, que em 1993 conseguiu largar na frente 15 vezes seguidas. A equipe só perdeu uma pole, justamente na última corrida do ano, para a McLaren de Ayrton Senna. De lá pra cá, quem chegou mais perto disso foi a McLaren, com nove poles seguidas na largada do campeonato de 1998, com Mika Hakkinen e David Coulthard.</p>
<p>Não por acaso, todas estas marcas passam por um mesmo nome: Adrian Newey. É dele o projeto de todos estes carros, da Williams de 1993 à Red Bull atual.</p>

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		<title>Rapidinhas da classificação: Espanha</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 15:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não tem para ninguém. Red Bull marca mais uma primeira fila no grid, com a quinta pole em cinco corridas. Webber foi o felizardo da vez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- O GP da Espanha, primeiro da fase europeia do campeonato, costuma ditar o tom da temporada da Fórmula 1. E, a julgar pela classificação de hoje, não vai ter para ninguém. Red Bull na cabeça.</p>
<p>- É certo que a equipe austríaca ainda não conseguiu converter sua supremacia em vitórias &#8211; foi apenas uma nas quatro corridas até aqui -, mas a vantagem das Red Bull sobre as demais equipe nunca foi tão evidente.</p>
<p>- Sebastian Vettel e Mark Webber dominaram todos os treinos e foram alucinantes na classificação. Há tempos não se via uma vantagem tão grande. Para se ter uma ideia, Webber marcou a pole position com um tempo de 1&#8242;19.995, enquanto que as demais equipes tiveram dificuldades em baixar da casa de 1&#8242;21. </p>
<p>- No fim das contas, foi praticamente um segundo de vantagem na classificação. É muita coisa. Só perdem essa corrida se tiverem novos problemas de confiabilidade ou fizerem alguma bobagem. Nem a McLaren, que vem andando bem em ritmo de corrida, tem condições de alcançar a Red Bull.</p>
<p>- Sendo o circuito de Montmeló aquele que as equipes mais bem conhecem, com possibilidades de acerto mais que mapeadas, não há muito espaço para surpresas. E isso aponta para uma corrida bem chatinha amanhã.</p>
<p><div id="attachment_4423" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100508schumi.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100508schumi-300x156.jpg" alt="Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)" title="Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)" width="300" height="156" class="size-medium wp-image-4423" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)</p></div>- Na terceira posição, larga Lewis Hamilton, ao lado de Fernando Alonso. Jenson Button sai em quinto e, grata surpresa, o sexto lugar foi de Michael Schumacher.</p>
<p>- No final do treino, o alemão fez uma volta perfeita e vai largar pela primeira vez à frente de seu companheiro Nico Rosberg, oitavo colocado. Será que o velho Schumacher está de volta?</p>
<p>- Robert Kubica enfiado em sétimo foi outra surpresa, assim como a décima posição de Kamui Kobayashi com a Sauber. O japonês fez um temporal no final do Q2 e levou sua equipe pela primeira vez à fase final da classificação.</p>
<p>- Quem ficou devendo foi Felipe Massa. A Ferrari não anda com essa bola toda, mas a nona posição no grid é um resultado ruim, principalmente se comparado com o quarto lugar de Alonso. </p>
<p>- Os brasileiros, em geral, não foram muito bem. Rubens Barrichello caiu logo no Q1 e utilizou umas alegações meio ridículas, como &#8220;meu rádio é ruim&#8221;. Vai sair em 18º e torço para que instale uma nova antena. Lucas di Grassi fez o 22º tempo, mas vai sair em último por causa de uma punição recebida pela Virgin por não cumprir alguns trâmites burocráticos. E Bruno Senna foi o lanterninha da classificação, mas deu sorte e ganhou duas posições por causa da pouca familiaridade da Virgin com bobagens organizacionais.</p>
<p>- De resto, um treino sonolento como de hábito na Espanha. E amanhã a 20ª procissão em Barcelona. Se você não quiser dormir, recomendo um café bem forte ou um energético. Mas não Red Bull, porque esse vai fazer todo mundo dormir na corrida.</p>
<p><b>RESULTADO DA CLASSIFICAÇÃO &#8211; GP DA ESPANHA</b></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/grid_esp2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Desabafo!</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 20:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje o papo não é sobre automobilismo, mas é um caso de força maior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><i>Coluna publicada na Revista Warm Up de abril de 2010.</i></p>
<p>Hoje o papo não é sobre automobilismo, mas é um caso de força maior. Não é novidade para ninguém que o primeiro passo para se resolver um problema é aceitá-lo. Pois bem, eu aceitei. E, como forma de iniciar meu processo de cura, decidi expor meu caso em público, para que, de certa forma, possa ajudar quem esteja passando por uma situação como essa. Até porque o aumento do número de casos é alarmante.</p>
<p>Sim, eu tenho um problema. E não é nada novo, pelo contrário. Começou há muito tempo, na infância. Período colegial, garoto descobrindo o mundo, sem medo do desconhecido, sem dar atenção aos conselhos dos pais. E, sim, foi nessa que eu caí.</p>
<p>Naquela época, meados dos anos 80, o grande medo era dos baleiros. Figuras hoje extintas, mas que naqueles tempos dizia-se que podiam ser uma porta de entrada de uma criança ao mundo do vício. Pois bem, foi com ele que tudo começou.</p>
<p>Era algo diferente, novo e, realmente, viciante. No começo, era só prazer e satisfação, mas com o tempo foi virando obsessão. Aquela necessidade de ter sempre mais, de querer muito aquilo. Os colegas e amigos também acabavam envolvidos e as professoras, quando percebiam, muitas vezes confiscavam o material durante a aula. Era uma tragédia. Isso quando não chamavam os pais, aumentando a dramaticidade do caso.<br />
Mas nem sempre se quer enxergar o problema, e foi o que aconteceu comigo. Minha família fingiu que nada existia e a situação foi se deteriorando. Cada vez eu queria mais, cada vez sentindo menos satisfação e precisando de mais. A alegria vinha, mas era fugaz. Com freqüência, o sentimento era de frustração, culpa, arrependimento.</p>
<p>Com o tempo, o baleiro saiu de cena e o produto começou a ser vendido nas esquinas. Não era todo mundo que vendia, mas com alguma atenção, você descobria e fazia negócio ali mesmo. O cheiro ao abrir a embalagem era inacreditável, um aroma quase mágico.</p>
<p>Os anos foram passando e a necessidade, sempre aumentando. A mesada era toda consumida rapidamente. Dias após, já pedia mais dinheiro, com a desculpa de levar alguém no cinema. Mentira. Aprendi a enganar por conta de um vício.</p>
<p>De uns tempos para cá, tudo foi ficando ainda mais perigoso. Apareceram novas versões, que “dão brilho”. E mais nocivas, até porque muitos cobram mais caro por elas. E o vício só se faz aumentar. Você não consegue parar, você precisa sempre de mais e mais.</p>
<p>De fato, as autoridades têm razão quando dizem que se trata de uma epidemia próxima do incontrolável. Eu mesmo, adulto, homem de família, não consigo me livrar dessa maldição. E percebo que ainda passo adiante para outras gerações. Agora é meu sobrinho de 11 anos que está padecendo desse mal, por minha culpa. Que tipo de cidadão sou eu? Como posso estar semeando essa perdição em nossa sociedade? Como ficar em paz com a minha consciência?</p>
<p>Sim, eu preciso de ajuda. Mas, antes de mais nada, preciso é desabafar. Álbum da Copa, eu te odeio.</p>

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		<title>Rapidinhas: GP da China</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 18:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nico Rosberg]]></category>

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		<description><![CDATA[No chove-pára, deu Button outra vez. Red Bull decepcionam e Schumacher faz corrida irreconhecível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- O melhor antídoto aos Tilkódromos é a chuva. Santa chuva. O GP da China foi uma excelente corrida, contra todos os prognósticos. São Pedro tem ajudado pacas a F1 em 2010.</p>
<p>- Vitória de Jenson Button, que mais uma vez mostrou ter uma espécie de sexto sentido com relação às condições de pista. Se na Austrália venceu por ter sido o primeiro a arriscar um pit stop para colocar pneus de pista seca, sua vitória na China deve-se principalmente à opção de não trocar pneus na primeira entrada do Safety Car, quando todo mundo resolveu arriscar.</p>
<p>- O inglês permaneceu na pista e ficou em segundo lugar, atrás da Mercedes de Nico Rosberg. A pista manteve-se em boas condições para pneus slick e os dois conseguiram abrir uma ótima vantagem contra os principais adversários, que se precipitaram ao colocar pneus intermediários e perderam muito tempo.</p>
<p>- Confesso que torci pela vitória de Rosberg, para que houvesse quatro diferentes vencedores de quatro diferentes equipes nas quatro primeiras provas do ano. Seria um barato, mas não aconteceu. Button, no entanto, mereceu a conquista. Ultrapassou Rosberg quando os pneus se desgastavam e dali arrancou para a vitória.</p>
<p>- Uma segunda entrada do Safety Car ameaçou a vantagem daqueles que não pararam no começo, mas não foi suficiente para comprometer a liderança de Button. Mais uma vez, o inglês foi seguro e preciso. Conquistou a segunda vitória em quatro provas e assumiu a liderança do mundial.</p>
<p><div id="attachment_4407" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418largada.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418largada-300x208.jpg" alt="Alonso disparou na frente, mas queimou a largada. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="Alonso disparou na frente, mas queimou a largada. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="208" class="size-medium wp-image-4407" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso disparou na frente, mas queimou a largada.<br /> (Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>- Admito que tendo a subvalorizar Jenson Button. O estilo de pilotagem de Lewis Hamilton, por exemplo, é muito mais exuberante e empolgante. Aliás, o que Lewis fez hoje foi genial. Dezenas de ultrapassagens, para todos os gostos. Uma para cima de Michael Schumacher no grampo, então, que foi antológica. Uma dupla pra cima de Adrian Sutil e Sebastian Vettel foi uma aula. O inglês é o piloto mais espetacular do campeonato, sem dúvida. Mas nem sempre isso resulta em vitórias, o que também é fato. Button foi mais eficiente. Mas o segundo lugar, no entanto, ficou de bom tamanho.</p>
<p>- Nico Rosberg acabou em terceiro, com seu segundo pódio na temporada, que o elevou ao segundo lugar no Mundial de Pilotos. Já Michael Schumacher, seu companheiro de luxo, é apenas décimo no campeonato.</p>
<p>- A corrida do heptacampeão na China foi algo próximo do lamentável. Não manteve um bom ritmo e foi presa fácil para todo mundo que vinha atrás. Sofreu uma ultrapassagem humilhante de Lewis Hamilton e depois não ofereceu resistência a quem se aproximava, como um retardatário conformado. Levou até de Vitaly Petrov. Se decidisse abandonar o capacete hoje, eu entenderia. Schumacher não merecia passar por isso. Respondendo à pergunta de capa da <a href="http://www.revistawarmup.com.br/edicoes/01" target="_blank">Revista Warm Up de abril</a>: não, ele não é mais o mesmo.</p>
<p>- Fernando Alonso foi outro irreconhecível hoje. Não tanto pela corrida como um todo, mas sim pelo erro de principiante ao queimar a largada. Assumiu a liderança na primeira curva de forma espetacular, pena que tenha sido por ter arrancado antes das luzes se apagarem. Tomou um drive-trough mas recuperou-se bem, cruzando a linha de chegada na quarta posição. Mas não sem antes dar um passeio na caixa de brita da entrada do box chinês, aquela mesma que sente muita falta de Hamilton.</p>
<p>- Mas a manobra mais controversa de espanhol, no entanto, nem foi a largada queimada. Gerou reações inflamadas sua ultrapassagem sobre Felipe Massa no acesso aos boxes. Na prática, Alonso não fez nada de errado. Pelo contrário: ali é pista, pode ultrapassar, bobo foi Felipe que saiu mal da curva e deu espaço.</p>
<p>- Diria que não é algo muito esperado em se tratando de companheiros de equipe, dificilmente se assume riscos assim, mas o ocorrido foi bom pra Felipe Massa ter melhor a noção de que não tem um cordeirinho ao seu lado. Achei a manobra parecida com aquela de Michael Schumacher sobre Rubens Barrichello no GP de Mônaco de 2005. Que também não teve nada de errado, mas que gerou um chororô que foi definitivo para que o brasileiro saísse da Ferrari um ano antes do término de seu contrato.</p>
<p><div id="attachment_4408" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418schumi.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418schumi-300x163.jpg" alt="Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil. (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)" title="Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil. (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)" width="300" height="163" class="size-medium wp-image-4408" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil.<br /> (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)</p></div>- E, apesar de ter feito uma corrida ruim hoje, terminando em nono, Felipe Massa sobe cada vez mais no meu conceito. Ao término da prova, foi abordado por Carlos Gil, que lhe ofereceu um púlpito para que começasse um show de reclamações. O repórter da Globo pontuou que &#8220;A manobra de Alonso não foi ilegal, mas não foi muito legal do ponto-de-vista do companheirismo&#8221; e perguntou o que Felipe achava disso. A resposta foi seca, sem chorumelas: &#8220;Eu saí mal do cotovelo, ele pôs do lado de dentro e teve mais vantagem na entrada da curva&#8221;. Gil ainda insistiu perguntando se nenhum regulamento interno da Ferrari tinha sido ferido e Massa foi político mais uma vez: &#8220;Não, está tudo bem&#8221;.</p>
<p>- Pode até ser que as coisas não estejam bem, mas Felipe Massa é maduro o suficiente para entender que esse tipo de roupa suja se lava em casa. Soltar os cachorros no microfone não resolveria absolutamente nada, além de criar uma polêmica vazia. Se não gostou da ultrapassagem ou se ela feriu algum acordo interno, que se resolva internamente. É assim que se mantém um bom clima na equipe e se trabalha de forma leal, sem jogar para a torcida.</p>
<p>- E as Red Bull, pergunto? Foram mal. Erraram na tática de pneus e fizeram mais uma vez uma corrida abaixo do esperado, mesmo tendo um baita carro. Sebastian Vetel foi sexto e Mark Webber abusou de cometer erros, terminando em oitavo. Muito pouco para quem fez a primeira fila e tem um carro muito bom.</p>
<p>- Especula-se que a vantagem da McLaren se deu graças ao setup, mais apropriado para uma corrida chuvosa. As Red Bull teriam apostado no seco e se deram mal. É possível.</p>
<p>- Medalhinhas para a Renault, que ficou boa parte da corrida em terceiro com Robert Kubica e em quarto com Vitaly Petrov. O polonês chegou em quinto e o russo, em sétimo. Apesar de uma rodada espetacular, a corrida de Petrov foi muito boa. Está fazendo bela figura em sua temporada de estreia. A Renault é uma grata surpresa neste campeonato, mostrando que existe vida pós-Briatore.</p>
<p>- No campeonato de pilotos, embolou geral. Button 60, Rosberg 50, Alonso e Hamilton 49, Vettel 45, Massa 41 e Kubica 40. A briga é boa e quem saiu pior de Xangai foi Felipe Massa, que despencou da liderança para o sexto lugar. Mas o campeonato é longo e a diferença ainda é pequena. </p>
<p>- Depois de um intervalo de três semanas, começa a temporada europeia, com o GP de Barcelona. Apesar de ser tradicionalmente uma corrida chata, é bastante aguardada porque normalmente revela a verdadeira relação de forças do campeonato. O que ocorrer em Montmeló é tendência para o restante da temporada.</p>
<p><B>RESULTADO GP DA CHINA 2010</B></p>
<p><center><IMG SRC="/wp-content/uploads/2010/04/res_china_2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Rapidinhas da classificação: China</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Apr 2010 21:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[GP da China]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Hamilton]]></category>
		<category><![CDATA[McLaren]]></category>
		<category><![CDATA[Red Bull]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Vettel]]></category>

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		<description><![CDATA[Red Bull surpreende o favorito Hamilton e leva a pole position, mais uma vez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Quarta corrida da temporada, quarta pole position da Red Bull. Será que alguém segura os &#8220;touros indomáveis&#8221;?</p>
<p>- O domínio parecia se encerrar nessa classificação. Lewis Hamilton dominou o Q1 e o Q2 e despontava como barbada para a pole, dada a superioridade da McLaren. Mas alguma coisa deu errado justamente no Q2. Dentre os pilotos que largam mais à frente, foi o único que fez um tempo pior do que nas outras fases do treino. O resultado foi um decepcionante sexto lugar, atrás inclusive de seu companheiro Jenson Button.</p>
<p>- De toda forma, a Red Bull provavelmente ficaria com a pole do mesmo jeito. O temporal de Sebastian Vettel no final foi incrível: 1&#8242;34.558, quase um segundo melhor que no Q2. Hamilton precisava ter melhorado muito seu tempo de 1&#8242;34.928 para ter alguma chance.</p>
<p>- Fechando a primeira fila, adivinhe. Mark Webber, com a segunda Red Bull. Se não chover, um dos dois leva a corrida de barbada.</p>
<p>- Quem se deu bem no treino foi Fernando Alonso, terceiro colocado. O espanhol bateu a mais bem cotada Mercedes de Nico Rosberg por apenas um centésimo de segundo.</p>
<p><div id="attachment_4399" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100417hamilton.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100417hamilton-300x205.jpg" alt="Hamilton era o favorito para a pole, mas desceu do carro decepcionado. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="Hamilton era o favorito para a pole, mas desceu do carro decepcionado. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="205" class="size-medium wp-image-4399" /></a><p class="wp-caption-text">Hamilton era o favorito para a pole, mas desceu do carro decepcionado. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>- E seus companheiros de equipe ficaram para trás. Felipe Massa não passou da sétima posição, enquanto Michael Schumacher segue seu calvário com a nona posição. Ganhou apenas da Force India de Adrian Sutil e ficou sete décimos atrás de Rosberg. Muito, muito decepcionante.</p>
<p>- Infiltrado entre os grandes, mais uma vez, Robert Kubica e sua boa Renault. Vai sair em oitavo.</p>
<p>- Dos que não passaram para a fase final do treino, destaque para Rubens Barrichello, 11º com a Williams. Fez Nico Hulkenberg comer poeira, em 16º.</p>
<p>- Jaime Alguersuari confirmou a boa forma, ficando com o 12º tempo. Vai largar logo à frente do seu companheiro ejetor de rodas, Sebastien Buemi.</p>
<p>- Lá na briga das estreantes para ver quem é menos pior, quem se deu bem foi a Virgin, que com Timo Glock ficou à frente das demais novatas, em 19º. Lucas di Grassi fazia boa volta e deveria fechar o Q1 com um tempo ainda melhor, mas errou no trecho final da pista e vai largar apenas em 22º. Entre as duas Virgin, as duas Lotus.</p>
<p>- E a Hispania fecha o grid outra vez, com Bruno Senna em 23º e Karun Chandhok em último. E se a esperança do time em acelerar seu desenvolvimento estava em contratar um piloto de testes experiente, a contratação de Sakon Yamamoto comprova que vão ficar o ano todo na rabeira mesmo.</p>
<p>- A previsão do tempo para a corrida nesta madrugada é de chuva, o que dá alguma esperança de uma corrida movimentada. Caso a chuva teime em não cair, deveremos ter mais uma prova sonolenta no Tilkódromo de Xangai. A vitória deve ficar com Vettel ou Webber, que só perderiam a ponta em caso de quebra mecânica.</p>
<p>- Com chuva, tudo se embaralha. E aí acredito muito numa corridaça de Fenando Alonso e Lewis Hamilton. Mas Vettel também é muito bom de chuva e deve dar trabalho.</p>
<p>- Lembrando: o treino foi às 3h de Brasília, mas a corrida é às 4h. Não esqueça do despertador. Eu estarei no Twitter dando pitacos.</p>
<p><B>GRID DE LARGADA &#8211; GP DA CHINA 2010</B></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/04/grid_china_2010.gif" Title="Grid de Largada - GP da China 2010"></center></p>

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		<title>Romênia, Suécia e o irmão do Assis</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 03:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[1994]]></category>
		<category><![CDATA[Romênia]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desisti de uma pelada para ver um jogão na TV. Mas não sei se valeu a pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Em julho de 1994 as coisas andavam meio esquisitas em Porto Alegre. A começar pelo frio intenso. Invernos rigorosos são comuns no sul do Brasil, mas aquele em especial foi de rachar. Em algumas tardes, chegou a fazer um grau. E numa fria madrugada de sexta para sábado, a cidade virou um caos quando uma rebelião no Presídio Central terminou com uma fuga de detentos em um comboio de carros. A polícia perseguiu os fugitivos por toda a capital, que ficou em pânico. Houve tiroteio por todas as partes e cenas de cinema aconteceram quando Dilonei Melara, líder dos bandidos, jogou seu carro contra as portas de vidro de um dos hotéis de luxo da capital. Pelo rádio e pela TV, a população era aconselhada a não sair de casa e eu me senti no sobrado dos Terra Cambará, cercado pelos maragatos.</p>
<p>Naquele mesmo dia, o Brasil vencia a Holanda e se classificava para as semifinais da Copa do Mundo dos Estados Unidos. No dia seguinte, conheceria seu adversário, o vencedor do jogo entre Romênia e Suécia. Aquela Copa, por sinal, foi tão esquisita quanto aquele fim de semana em Porto Alegre. A Romênia despachara sem cerimônias a Argentina nas oitavas, enquanto a Bulgária mandara a campeã Alemanha de volta para casa numa virada espetacular. Colômbia e Camarões, sensações do campeonato de quatro anos antes, na Itália, naufragaram. E Inglaterra e França nem sequer se classificaram para a Copa.</p>
<p>Mas Suécia e Romênia eram dois timaços, há de se convir. Os nórdicos tinham em seu time o nanico habilidoso Tomas Brolin, o loiro de rastafári Henrik Larsson e um centroavante alto e matador, Kennet Andersson. Até um negro sueco, quem diria, apavorava as defesas adversárias: era Martin Dahlin. Já a Romênia contava com o camisa 10 Gheorghe Hagi, à época do Barcelona, no auge de sua forma. Fizera um golaço por cobertura na seleção colombiana e era o maestro do time, que contava também com o bom atacante Florin Raducioiu. O jogo de domingo prometia.</p>
<p>Porém, alguém do time de futebol da minha rua arrumou um confronto contra outro time do bairro vizinho para aquela tarde. Nós, de Ipanema, sempre jogávamos contra combinados das ruas mais próximas, mas aquele seria um amistoso “internacional”. Até porque contava com uma presença ilustre. O time do Guarujá tinha no seu plantel um magrelo feioso conhecido na região por ser irmão do Assis, ex-jogador do Grêmio. Na época, eu tinha 16 anos e ele, 14. A média do meu time oscilava nessa faixa, sendo eu o mais velho.</p>
<p>No fim das contas, desisti do jogo. Por mais diferente que fosse o confronto, não valia a pena trocar aquele jogão na TV por mais uma rotineira partida de futebol. Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos, ora.</p>
<p>Fiquei em casa e liguei a TV. E ali na minha sala, Romênia e Suécia protagonizaram uma das melhores partidas da Copa. Mesmo com o calor absurdo do meio-dia na Califórnia, em contraste com o frio que eu sentia aqui, foi um jogo aberto, times no ataque, bolas na trave, defesas espetaculares de ambos os goleiros, Ravelli e Prunea. O placar teimou em ficar em zero a zero quase o tempo todo, mas a partida era emocionante. O juiz não marcou um pênalti para a Romênia no segundo tempo, mas depois anulou um gol sueco. Nem lembro se com justiça ou não.</p>
<p>Os gols acabaram saindo só no finalzinho. Numa jogada ensaiada de cobrança de falta, Brolin correu por entre a barreira e ficou livre, na cara do goleiro. Larsson tocou por fora da barreira e pegou toda a defesa atônita: Suécia 1 x 0, aos 35 minutos. Mas a Romênia não desistiu e, faltando dois minutos para o fim, Raduciou empatou quando uma falta batida por Hagi desviou na barreira e sobrou livre na pequena área. O jogo foi para a prorrogação.</p>
<p><div id="attachment_4390" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100416romsue2.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100416romsue2-300x187.jpg" alt="Os suecos comemoram a defesa de Ravelli que os colocou nas semifinais da Copa (Foto: Getty Images)" title="Os suecos comemoram a defesa de Ravelli que os colocou nas semifinais da Copa (Foto: Getty Images)" width="300" height="187" class="size-medium wp-image-4390" /></a><p class="wp-caption-text">Os suecos comemoram a defesa de Ravelli que os colocou nas semifinais da Copa <br />(Foto: Getty Images)</p></div>Naquela época ainda não havia a famigerada “morte súbita”, felizmente, e foi um tempo extra espetacular. Aos onze minutos, da entrada da área, Raduciou enfiou uma bucha no cantinho e virou o jogo. A Suécia continuou tentando e conseguiu restabelecer a igualdade com Andersson, de cabeça, faltando cinco minutos para terminar. O juiz apitou e encerrou um grande duelo, que terminaria decidido nos pênaltis. O sueco Thomas Ravelli, clone do Tande do vôlei, foi o herói do dia ao defender a última cobrança, do zagueiro Belodedici.</p>
<p>Logo após o término da partida, meus amigos apareceram em casa e passei longos minutos descrevendo a peleja e dizendo a eles que perderam um dos melhores momentos da Copa. Incrédulos, todos reclamaram de não terem visto justamente aquele jogão. Perguntei como fora a partida e ninguém tinha nada de notável a dizer, uma pelada corriqueira “cinco vira, dez acaba”, não lembravam nem se tinham ganho. Fiquei feliz com a minha opção.</p>
<p>Mas a vida é uma caixinha de surpresas, como nos ensinou Joseph Climber. Alguns anos mais tarde, o magrelo feioso daquele time mudaria de nome. Deixaria de ser o irmão do Assis para virar Ronaldinho Gaúcho, lenda do futebol, pentacampeão com o Brasil em 2002 e melhor do mundo em duas ocasiões.</p>
<p>Agora o arrependimento bate. Se eu tivesse saído de casa aquele dia, esse post certamente seria muito mais interessante. E eu já começaria dizendo que, um dia, joguei de igual para igual com o Ronaldinho. Ainda que não fosse exatamente uma verdade.</p>

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		<title>Rapidinhas: GP da Malásia</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 11:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Massa]]></category>
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		<description><![CDATA[Red Bull confirma domínio e faz dobradinha. Felipe Massa é sétimo e assume a liderança do campeonato.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Pode não ter sido a corrida mais emocionante dos últimos anos, mas o GP da Malásia até que foi bom. Se na frente as Red Bull dispararam sem tomar conhecimento de ninguém, do segundo pelotão para trás a briga foi encarniçada. Principalmente entre as McLaren e Ferrari.</p>
<p>- Mas vou primeiro destacar quem mais merece. As Red Bull, finalmente, converteram o domínio em resultados. Se no Bahrein e na Austrália já tinha ficado claro que se tratava do melhor carro do campeonato até aqui, finalmente em Sepang chegou a vitória tão esperada.</p>
<p><div id="attachment_4378" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100404largada.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100404largada-300x178.jpg" alt="Vettel ganhou a corrida na largada. (Foto: AP Photo/Mark Baker)" title="Vettel ganhou a corrida na largada. (Foto: AP Photo/Mark Baker)" width="300" height="178" class="size-medium wp-image-4378" /></a><p class="wp-caption-text">Vettel ganhou a corrida na largada. <br />(Foto: AP Photo/Mark Baker)</p></div>- Sebastian Vettel foi perfeito na largada, saltando do terceiro para o primeiro lugar na primeira curva. Conseguiu manter boa vantagem sobre seu companheiro Mark Webber e ganhou sem qualquer sobressalto. Perdeu a ponta apenas por duas voltas, enquanto o australiano não trocava pneus. Depois da troca, foi só controlar a diferença. A vantagem da Red Bull foi tão grande que seus carros mal apareceram na transmissão.</p>
<p>- Aliás, vale uma observação. Em três corridas até aqui, Sebastian Vettel é o único piloto que liderou todas as provas. E mais: andou em primeiro em 110 das 163 voltas disputadas, o que dá dois terços do GPs. Se considerarmos ainda que ele teve um problema mecânico logo cedo na Austrália, o domínio poderia ser ainda maior.</p>
<p>- Em terceiro, chegou Nico Rosberg com a Mercedes. O alemão foi outro que fez uma corrida segura, sem ameaçar ninguém, mas também sem quem lhe ameaçasse. Conseguiu o primeiro pódio na temporada e abriu larga vantagem sobre Michael Schumacher. Aquele que, por sinal, vem decepcionando.</p>
<p>- Não que Schumi tenha tido alguma culpa hoje. Uma porca de roda se soltou logo no começo e ele foi obrigado a deixar a prova muito cedo. Mas, de toda forma, não vinha bem. Saltou de oitavo para sexto na largada, muito pouco se comparado com o que fez Nico Rosberg, que vinha em terceiro com o mesmo carro.</p>
<p>- A briga boa, mesmo, ficou para o segundo pelotão. Depois da besteira da classificação, Ferrari e McLaren precisavam recuperar o tempo perdido e começaram a prova alucinadas, ultrapassando quem houvesse pela frente. Destaque para Lewis Hamilton, que foi fantástico nas manobras de ultrapassagem. Engoliu todo mundo e chegou até a andar em segundo lugar, antes de trocar pneus. Terminou em sexto, um ótimo resultado, considerando as circunstâncias.</p>
<p><div id="attachment_4379" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100404massa.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100404massa-300x193.jpg" alt="Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)" title="Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)" width="300" height="193" class="size-medium wp-image-4379" /></a><p class="wp-caption-text">Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. <br />(Foto: AP Photo/Lee Jin-man)</p></div>- Outro que foi muito bem foi Felipe Massa. Fez boa largada, saltando à frente de Button e Alonso, mas depois ficou um tanto hesitante atrás de Sebastian Buemi. Não conseguiu ultrapassar e só voltou a virar rápido depois que o suíço parou nos boxes. Mas, quando fez sua parada para troca de pneus, Felipe se transformou. Passou a virar volta rápida em cima de volta rápida, descontou 10s de desvantagem para Jenson Button &#8211; que tinha parado mais cedo e saído na frente &#8211; e ultrapassou o atual campeão do mundo com autoridade.</p>
<p>- Fernando Alonso, que vinha logo atrás, não teve a mesma competência. É certo que o espanhol sofria com um problema de câmbio, mas quando tentou passar Button, tomou um belo &#8220;xis&#8221;. Na segunda tentativa de ultrapassagem, a duas voltas do fim, vinha completando a manobra, até que seu motor falhou. Foi fumaça para todo lado e fim de prova.</p>
<p>- Boa notícia para Felipe Massa, que terminou a prova em sétimo e assumiu a liderança do campeonato. Jenson Button foi oitavo. Mas a classificação do mundial eu vou abordar mais adiante.</p>
<p>- Antes, faz-se necessária uma distinção a Adrian Sutil, da Force India. Que corrida! Veloz e sem cometer seus habituais erros por afobação, marcou um excepcional quinto lugar. Robert Kubica, quarto com a Renault, também foi muito bem.</p>
<p>- E o mais surpreendente destaque da prova foi Jaime Alguersuari, da Toro Rosso. Fez corrida de gente grande, defendendo-se de Felipe Massa, fazendo ultrapassagens arrojadas (uma delas por fora) e terminando na nona posição. Marcou os primeiros pontos da carreira, merecidamente.</p>
<p>- Para os demais brasileiros, um certo ar de conquista. Tanto Lucas di Grassi quanto Bruno Senna conseguiram terminar a prova, um feito para quem tem equipamentos tão frágeis. Bruno, no entanto, levou um toco de Karun Chandhok, que lhe deu quase uma volta. Entretanto, isso é o menos importante agora.</p>
<p>- Já Rubens Barrichello não foi nada bem. Deixou o motor morrer na largada, como já ocorrera duas vezes no ano passado, e acabou despencando para as últimas posições. Tentou uma corrida de recuperação, mas a Williams não lhe permitia muita coisa mesmo. Chegou em 12º, contra 10º de seu companheiro Hulkenberg. Levou uma bela ultrapassagem de Sebastien Buemi e ficou gesticulando no carro, como reclamação. Não entendi os motivos. Assim como achei de mau gosto dizer para a televisão, ainda que de brincadeira, que seu carro é uma porcaria. Com 200 anos de F1, já deveria ter aprendido o que se deve e o que não se deve dizer com um microfone aberto.</p>
<p>- Coisas curiosas acontecem na F1. Quando a FIA modifica o sistema de pontuação justamente para valorizar a vitória, depois de três corridas o líder do campeonato é aquele que não venceu: Felipe Massa. O brasileiro tem 39 pontos, contra 37 de Alonso e Vettel, seguidos por Button e Rosberg, com 35. Hamilton tem 31 e Kubica, 30. Menos de 10 pontos (um quinto lugar) separam o primeiro do sétimo. É uma bela disputa.</p>
<p>- Mesmo assim, aplaudo o novo sistema. Vettel, ainda que com os problemas enfrentados nas primeiras etapas, já é o segundo, bem perto do líder. O que reflete bem a realidade das pistas.</p>
<p>- A Red Bull parece ser mesmo o carro a ser batido, porém as besteiras de McLaren e Ferrari na classificação tornaram as coisas mais fáceis para eles em Sepang. Numa situação normal de corrida, acho que os seis carros brigarão por vitória, muito próximos. Está pintando um ótimo campeonato.</p>
<p><strong>RESULTADO DO GP DA MALÁSIA</strong></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/04/res_mal_2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Rapidinhas da classificação: Malásia</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 09:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Adrian Sutil]]></category>
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		<category><![CDATA[GP da Malásia]]></category>
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		<category><![CDATA[Mark Webber]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Vettel]]></category>

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		<description><![CDATA[McLaren e Ferrari fazem burrada histórica. Webber arrisca pneus intermediários e marca a pole na chuva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Como se esperava, mais um treino maluco na Malásia. Todos os tipos de chuva caíram durante a classificação, da mais fina até o estilo canivete. Assim, os carros ficaram quase sempre na pista, buscando melhorar seus tempos à medida em que a pista melhorasse, o mínimo que fosse, graças a uma possível diminuição da chuva.</p>
<p>- Quem se deu bem na loteria do chove-pára foi Mark Webber, que arriscou pneus intermediários no final do Q3 e marcou a pole position com larga vantagem para Nico Rosberg, segundo colocado. O australiano foi quase um segundo e meio mais rápido.</p>
<p>- Segunda fila alemã, com Sebastian Vettel e Adrian Sutil. O piloto da Force India, além do excelente resultado, protagonizou uma das cenas mais hilárias dos últimos anos na F1. Quando o Q3 começou, os carros indianos ficaram à frente no pit Lane, até que Robert Kubica, malandrinho, ultrapassou todo mundo pela lateral e arrancou na frente, tal qual muitos espertinhos fazem pelos acostamentos do Brasil. Porém, a esperteza do polonês de nada serviu, já que o teino foi interrompido por uma forte chuva. Quando a classificação recomeçou, novamente as Force India se posicionaram à frente. Porém, Sutil colocou-se ao lado de Liuzzi, trancando o “acostamento” e evitando que outro engraçadinho fizesse a mesma malandragem do piloto da Renault. Cena épica.</p>
<p>- Kubica, que deveria levar sete pontos na carteira de habilitação, vai largar em sexto, logo atrás de Nico Hulkenberg, o quinto. Mas, falando sério, não duvido que o polonês ganhe alguma punição e perca posições no grid. Seria justo.</p>
<p>- Impressionante o domínio de pilotos alemães. Atrás do pole Webber, quatro tedescos consecutivos. Eles ainda vão fazer trifeta no pódio esse ano.</p>
<p>- Mas o mais famoso alemão, Michael Schumacher, ficou devendo de novo. Vai largar apenas em oitavo, mais de um segundo atrás de seu companheiro Rosberg. Em condições adversas, Schumacher não apanhava assim. Tá ficando feio, já.</p>
<p>- Rubens Barrichello, embora tenha apanhado do novato Hulkenberg, foi  bem e sai em sétimo. Atrás dele, Kamui Kobayashi, que voltou a andar bem, e Vitantonio Liuzzi. Assim, encerra-se a classificação dos top 10.</p>
<p><div id="attachment_4371" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100403glock.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100403glock-300x186.jpg" alt="Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin (Foto: Divulgação/Virgin)" title="Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin (Foto: Divulgação/Virgin)" width="300" height="186" class="size-medium wp-image-4371" /></a><p class="wp-caption-text">Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin <br />(Foto: Divulgação/Virgin)</p></div>- Quem ficou de fora graças a um erro patético foram McLaren e Ferrari. As duas equipes deixaram seus carros nas garagens no começo do Q1, quando já chovia. Enquanto todo mundo foi para a pista para marcar um tempo o mais rápido possível, antes que a chuva apertasse, os carros das duas principais equipes da F1 ficaram parados, esperando a pista melhorar.</p>
<p>- Resultado: a pista não melhorou, pelo contrário. A chuva apertou e Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa dançaram. Jenson Button, por ter sido o primeiro deles a marcar tempo, conseguiu uma volta razoável e passou para o Q2, ainda que tenha atolado na caixa de brita na segunda tentativa. Não pode voltar à pista e acabou na 17ª colocação no grid.</p>
<p>- O saldo de tudo isso é que Alonso vai largar em 19º, Hamilton em 20º e Massa em 21º. Uma situação ridícula e constrangedora.</p>
<p>- A Mercedes cometeu o mesmo equívoco, mas mandou Michael Schumacher e Nico Rosberg à pista alguns segundos antes. O suficiente para conseguir passar pela degola, o que não aconteceu com três dos principais pilotos do campeonato.</p>
<p>- A patuscada das principais equipes provocou resultados inéditos. Heikki Kovalainen e Timo Glock conseguiram passar para a segunda fase do treino, a primeira vez de duas equipes estreantes, Lotus e Virgin, respectivamente. O que, provavelmente, será a única vez no campeonato que acontecerá. </p>
<p>- Lá na rabeira, um treino para Bruno Senna e Lucas di Grassi esquecerem. O sobrinho de Ayrton levou um segundo de Karun Chandhok e ainda foi parar na caixa de brita quando tentava melhorar o tempo. E só não vai largar em último porque Di Grassi ficou nos boxes, com problemas mecânicos. Quando foi para a pista, já era tarde. Se McLaren e Ferrari não conseguiram fazer bons tempos, quem dirá um Virgin. A última fila na Malásia é verde-amarela.</p>
<p>- Será uma corrida bastante interessante, menos pelas características de Sepang, mais pela maluquice que é o tempo na Malásia e pelo fato de quatro pilotos de ponta saírem lá do final do grid. Está pintando uma corrida mais para Austrália do que para Bahrein, o que é uma ótima notícia.</p>
<p>- Mesmo com os problemas de confiabilidade, acho que dessa vez a Red Bull leva. Vettel é craque na chuva e vai dar trabalho para Webber. Se não se acharem pela pista, devem dominar. Porém, corridas chuvosas são sempre surpreendentes. Numa dessas, dá até Hamilton.</p>
<p><strong>GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA</strong></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/04/grid_mal_2010.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Detalhe que faz a diferença</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 19:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[Jos Verstappen]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Di Grassi]]></category>
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		<category><![CDATA[Virgin]]></category>

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		<description><![CDATA[Você consegue identificar de quem é essa Ferrari? Se não, ao final do post vai conseguir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Não é muito fácil reconhecer um piloto de Fórmula 1 à distância, dentro do carro, durante a corrida. O carro é perfeitamente distinguível, dadas as cores e as formas, mas saber qual dos pilotos está lá dentro não vem sendo uma tarefa muito simples. </p>
<p>Antigamente era muito mais fácil. Os carros tinham números enormes na frente e nas laterais que facilitavam a identificação, já que a cronometragem era manual e a distinção visual entre os carros se fazia fundamental para que uma corrida pudesse ser acompanhada. Ao final dos anos 70, com o surgimento da cronometragem eletrônica, os números passaram a ficar menos importantes e foram sofrendo um gradual processo de redução. Ao final dos anos 90, praticamente desapareceram.</p>
<p>Nesse ínterim, os espectadores das corridas passaram a utilizar as cores dos capacetes para saber quem era quem dentro de um carro da mesma equipe. Dava certo, embora em alguns casos cascos semelhantes pudessem causar confusão, como Jos Verstappen e Michael Schumacher, na Benetton em 1994. A partir de 1996, no entanto, as proteções laterais dos cockpits passaram a ser mais altas, por questão de segurança. Assim, os capacetes ficaram mais escondidos, dificultando novamente a distinção entre pilotos com carros iguais.</p>
<p>Foi então que, a partir de 2005, a FIA instituiu uma nova forma de identificação dos carros de cada equipe, utilizando as câmeras on-board localizadas acima do santo-antônio de cada carro, conhecidas como &#8220;T-Cams&#8221;. As regras e as cores variam desde então, mas a norma é: cada piloto de cada equipe tem uma câmera pintada de uma cor diferente.</p>
<p><div id="attachment_4362" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100330findia.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100330findia-300x199.jpg" alt="As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-4362" /></a><p class="wp-caption-text">As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. <br />(Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>A regra vigente em 2010 é bem simples. Existem duas cores de câmeras: vermelhas e amarelas. As vermelhas são colocadas nos carros com a numeração mais baixa de cada equipe. Os companheiros com número mais alto, ganham câmeras amarelas. Na Ferrari, por exemplo, Felipe Massa (7) tem uma T-Cam vermelha. A de Fernando Alonso é amarela.</p>
<p>No GP da Austrália, muita discussão aconteceu em função de uma disputa entre Michael Schumacher e um carro da Virgin. O alemão ultrapassou por dentro e levou um belo &#8220;x&#8221; na retomada, numa manobra que foi creditada ao brasileiro Lucas di Grassi. O problema é que os narradores se enganaram. Basta ver qualquer foto ou frame para identificar que a microcâmera do carro envolvido tinha detalhes em vermelho, o que representa o alemão Timo Glock. A de Lucas Di Grassi é amarela. Logo, a disputa não foi com ele.</p>
<p>É um detalhe bastante simples, mas que faz toda a diferença. Abaixo, uma colinha com as cores das câmeras de todos os carros da F1 em 2010. Assim, se você quiser dar uma de bom para cima do Galvão Bueno na próxima corrida, estará bem escorado.</p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#FFFFFF">
<tr>
<td bgcolor="#666666">
<table width="100%" border="0" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Equipe</strong></td>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Câmera vermelha</strong></td>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Câmera amarela</strong></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>McLaren</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />1 &#8211; Jenson Button</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />2 &#8211; Lewis Hamilton</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Mercedes</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />3 &#8211; Michael Schumacher</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />4 &#8211; Nico Rosberg</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Red Bull</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />5 &#8211; Sebastian Vettel</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />6 &#8211; Mark Webber</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Ferrari</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />7 &#8211; Felipe Massa</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />8 &#8211; Fernando Alonso</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Williams</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />9 &#8211; Rubens Barrichello</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />10 &#8211; Nico Hulkenberg</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Renault</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />11 &#8211; Robert Kubica</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />12 &#8211; Vitaly Petrov</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Force India</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />14 &#8211; Adrian Sutil</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />15 &#8211; Vitantonio Liuzzi</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Toro Rosso</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />16 &#8211; Sebastien Buemi</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />17 &#8211; Jaime Alguersuari</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Lotus</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />18 &#8211; Jarno Trulli</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />19 &#8211; Heikki Kovalainen</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Hispania</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />20 &#8211; Karun Chandhok</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />21 &#8211; Bruno Senna</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Sauber</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />22 &#8211; Pedro de la Rosa</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />23 &#8211; Kamui Kobayashi</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Virgin</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />24 &#8211; Timo Glock</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />25 &#8211; Lucas Di Grassi</td>
</tr>
</table>
</td>
</tr>
</table>

]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Corridaça!</title>
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		<comments>http://www.blogdocapelli.com.br/2010/03/corridaca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 18:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Senna]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Massa]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alonso]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[Jenson Button]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucas Di Grassi]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Schumacher]]></category>
		<category><![CDATA[Rubens Barrichello]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Vettel]]></category>

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		<description><![CDATA[GP da Austrália foi a melhor corrida em muitos anos na F1. Ultrapassagens, acidentes, brigas até o fim. Button, oportunista, foi ao alto do pódio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A Fórmula 1 renasceu. Tudo aquilo que se esperava que o novo regulamento fosse proporcionar e não aconteceu no Bahrein apareceu em dose tripla na Austrália. Uma corrida antológica, com brigas do começo ao fim, com diferentes estratégias, recheada de ultrapassagens, disputas e acidentes.</p>
<p>É inegável que a chuva que caiu a poucos minutos da largada foi decisiva para trazer à corrida tantos ingredientes de emoção. Mas, de toda forma, a pista secou logo no começo e as brigas e ultrapassagens prosseguiram por todas as 58 voltas. </p>
<p>O GP da Austrália serviu para mostrar a FIA o total equívoco que é a obrigação do uso de dois compostos de pneus e de um pit stop por corrida. Se a chuva teve contribuição decisiva em todas as brigas foi principalmente por ter zerado essa regra absurda e permitido que diferentes estratégias fossem estabelecidas. Jenson Button, Robert Kubica e as Ferrari apostaram em apenas uma parada. Lewis Hamilton, Mark Webber e Nico Rosberg decidiram trocar de pneus duas vezes. Para eles não foi a melhor decisão, mas trouxe um molho todo especial à prova.</p>
<p><div id="attachment_4357" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328largada.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328largada-300x199.jpg" alt="Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-4357" /></a><p class="wp-caption-text">Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. <br /> (Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>Tudo já ficou embaralhado na largada, quando Felipe Massa saltou de maneira esplêndida da quinta para a segunda posição na primeira curva. Sua arrancada foi impressionante, deixando todos na poeira (ou na água, se preferir). A encrenca ficou toda atrás de si, com Button e Alonso dividindo a curva com o espanhol levando a pior, rodando e carregando consigo Michael Schumacher, que entrou de gaiato na história e danificou seu aerofólio dianteiro. </p>
<p>Tanto Schumacher quanto Alonso caíram para o final do pelotão, enquanto Button não teve um prejuízo tão grande, caindo de quarto para sexto. Mas essa situação desconfortável foi decisiva para sua vitória. Como já não tinha mais tanto a perder, resolveu arriscar e foi o primeiro piloto a colocar pneus slick na pista úmida, na sexta volta. Apesar de ter saído da pista logo na primeira volta com pneus para seco, virou uma série de voltas mais rápidas na sequência. Ganhou a corrida ali.</p>
<p>Mas, àquela altura, o franco favorito era Sebastian Vettel, que largara na pole e vinha convincentemente na frente. Enquanto algumas posições se misturaram nas trocas de pneus &#8211; Massa caiu de segundo para quarto,  Button foi para segundo e Kubica pulou de quarto para terceiro -, o alemão da Red Bull manteve-se em primeiro lugar, até com alguma folga para o surpreendente Button. Até que sofreu sua segunda falha mecânica consecutiva quando liderava, tendo um problema de freios que travou sua roda dianteira direita. Vettel perdeu o controle do carro e ficou atolado na caixa de brita.</p>
<p><div id="attachment_4355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328hamweb.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328hamweb-300x163.jpg" alt="Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images)" title="Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images) " width="300" height="163" class="size-medium wp-image-4355" /></a><p class="wp-caption-text">Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. <br />(Foto:Ryan Pierse/Getty Images)</p></div>A sorte sorriu para Button, que passou a líder. Lewis Hamilton vinha numa corrida impressionante, assim como Mark Webber. Os dois realizaram diversas ultrapassagens, algumas antológicas, como a de Hamilton sobre o próprio Webber e Felipe Massa na briga pela quinta posição. Os dois se enroscaram logo depois e acabaram ficando para trás, fortalecendo a posição do brasileiro.</p>
<p>Felipe, por sinal, fez uma corrida inteligente. Cometeu poucos erros, não ultrapassou ninguém, era perseguido por todos. Em dados momentos, pareceu fazer uma corrida abaixo da média, mas foi só mais adiante que a explicação apareceu. O brasileiro poupava pneus para não precisar parar novamente, enquanto que os alucinados Hamilton e Webber davam show, despreocupados com seus compostos, já que parariam novamente.</p>
<p>Mesmo com os pneus desgastados, Massa segurou Alonso atrás de si a partir da metade da corrida, calando os conspiradores que já apontavam um favorecimento ao espanhol no GP do Bahrein. Lá atrás, depois da segunda troca de pneus, Hamilton e Webber vinham alucinados, seguidos por Nico Rosberg. Seus tempos de volta eram, em dados momentos, até dois segundos melhores que dos líderes. Inevitavelmente, colariam no pelotão principal. E colaram.</p>
<p>Mas, quando Hamilton apareceu na briga pela quarta posição, seu adversário era Fernando Alonso, osso duro de roer. O espanhol vendeu caro a ultrapassagem, mantendo o inglês atrás de si, sem chances de ultrapassar, por pelo menos dez voltas. E quando Lewis tentou dar o bote, a três voltas do fim, Alonso foi magistral. Defendeu-se limpamente, obrigou o inglês a uma freada forte e Webber, distraído, acertou a traseira do inglês da McLaren. Era o fim da briga. Hamilton conseguiu ainda voltar em sexto, enquanto que o australiano precisou de um pit stop extra para trocar a asa dianteira.</p>
<p><div id="attachment_4356" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328kubica.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328kubica-300x173.jpg" alt="Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)" title="Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)" width="300" height="173" class="size-medium wp-image-4356" /></a><p class="wp-caption-text">Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. <br />(Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)</p></div>Button, já disparado na frente, venceu com méritos. Robert Kubica, mesmo com um carro de potencial duvidoso como o da Renault, foi segundo colocado sem dar chances a ninguém. Andou no mesmo ritmo dos ponteiros e foi o grande destaque da prova. Felipe, com o terceiro lugar, tornou-se o único piloto a subir ao pódio nas duas corridas da temporada até aqui. Garante a segunda posição no mundial de pilotos e mostra que, se não foi brilhante, foi eficiente. E, ao final de 19 corridas, é isso o que vai importar.</p>
<p>Ficou claro que a Red Bull tem um grande carro, mas que ainda tem sérios problemas de confiabilidade. A Ferrari parece estar no meio-termo: tem um carro capaz de brigar pela ponta mais por sua resistência do que por sua velocidade. O que, no fim das contas, acaba sendo até mais importante.</p>
<p>Se, por terem um equipamento tão superior, Vettel e Webber deveriam ser favoritos, já estão um tanto para trás no campeonato e precisarão de recuperação. Tanta superioridade ainda não foi comprovada em resultados. Vettel soma apenas um quarto lugar e um abandono. O australiano foi ainda pior: um oitavo e um nono lugares. Muito pouco para quem tem carro sobrando.</p>
<p>A Ferrari aproveita e dispara na ponta. Alonso lidera o campeonato com 37 pontos, contra 33 de Felipe Massa. Graças à nova regra que valoriza as vitórias, Button já é o terceiro, com 31.</p>
<p>Mas alguém já deve estar se perguntando: e o Schumacher? Pois é. Por mais que deva ser dado a ele o desconto de quem regressa de uma aposentadoria, seu desempenho no Albert Park foi medíocre. Enquanto Alonso se recuperava dos problemas na largada com diversas ultrapassagens, o alemão ficou preso atrás do pouco cotado Jaime Alguersuari quase a corrida inteira. Foi ganhar a posição apenas nas voltas finais, e na sequência aproveitou para ultrapassar Pedro de la Rosa e garantir o décimo lugar. Muito pouco para Schumacher, é preciso admitir. Num domingo em que Button, Kubica, Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e até Massa brilharam, ele ficou estranhamente apagado. A diferença de idade já estaria pesando?</p>
<p>Falando em idade, Rubens Barrichello foi outro que ficou um pouco aquém do esperado. Mestre na chuva, não largou bem, caiu do nono para o 11º lugar e fez uma corrida tão discreta quanto Schumacher. Foi oitavo. Seu companheiro Nico Hulkenberg, coitado, foi vítima de uma enorme panca de Kamui Kobayashi. Assim como já tinha ocorrido nos treinos livres, a asa dianteira da Sauber se soltou e o japonês virou passageiro. Na curva, pegou Hulk em cheio, no acidente mais espantoso da corrida. Felizmente, ninguém se machucou.</p>
<p>Entre os outros brasileiros, o mesmo de sempre. Lucas di Grassi teve problemas mecânicos com a Virgin, assim como Bruno Senna com a Hispania. Registro positivo para Karun Chandhok, companheiro de Bruno, que conseguiu arrastar-se com o carro da equipe espanhola até o final, chegando em 14º e último, cinco voltas atrás.</p>
<p>O legado do GP da Austrália de 2010 é extremamente positivo. Por mais que as circunstâncias da corrida não tenham sido normais, fica claro que, em traçados desafiadores e com pontos de ultrapassagem, poderemos ter belas corridas. Pena que semana que vem, na Malásia, deveremos ter outra corridinha sem-vergonha ao estilo Bahrein. A menos que lá caia o mesmo temporal que interrompeu a prova pela metade no ano passado. E, se é isso que garantirá outra corrida histórica, é pela chuva que torço.</p>
<p><strong>RESULTADO DO GP DA AUSTRÁLIA</strong><br />
<center><img src="/wp-content/uploads/2010/03/res_aus_2010.gif" title="Resultado do GP da Austrália 2010"></center></p>

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		<title>Rapidinhas da Classificação: Austrália</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 08:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<category><![CDATA[Bruno Senna]]></category>
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		<category><![CDATA[Rubens Barrichello]]></category>
		<category><![CDATA[Sebastian Vettel]]></category>

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		<description><![CDATA[Red Bull domina e forma a primeira fila, com Vettel na pole. Alonso é terceiro e Barrichello é destaque do treino.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- O treino de classificação para o GP da Austrália confirmou aquilo que já se imaginava no Bahrein: a Red Bull é o melhor carro nas condições de tanque vazio. Em Sakhir, a Ferrari pareceu melhor em ritmo de corrida, mas teve dificuldades de ultrapassagem em razão das características do traçado. </p>
<p>- A corrida de amanhã vai tornar mais clara essa avaliação. Mas, pelo que se viu nos treinos, a Red Bull é disparada a favorita.</p>
<p>- Mas Capelli, quem fez a pole afinal? (linha em homenagem ao mala do Ciro Bottini)</p>
<p>- Sebastian Vettel, de novo, ficou com a pole position. E, dessa vez, ainda tem o companheiro de equipe ao seu lado. O herói local, Mark Webber, completa a primeira fila. </p>
<p>- O alemão dominou todas as etapas no treino. Em sua melhor volta, foi um décimo mais rápido do que Webber. Porém, vale ressaltar que Vettel cometeu um erro e escapou numa curva, indo além da zebra. Ali, deve ter perdido de dois a três décimos. O que significa que sua Red Bull estava sobrando.</p>
<p>- O melhor não-Red Bull foi Fernando Alonso, que sai em terceiro. O espanhol andou sempre perto de Webber e pareceu até que poderia arrumar um lugar na primeira fila. Caso os carros da equipe austríaca não confirmem o domínio que podem impôr na corrida, parece o único capaz de encará-los, em condições normais.</p>
<p><div id="attachment_4346" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100327massa.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100327massa-300x216.jpg" alt="Felipe Massa teve problemas com os pneus. (Foto: AP Photo/Rob Griffith)" title="Felipe Massa teve problemas com os pneus. (Foto: AP Photo/Rob Griffith)" width="300" height="216" class="size-medium wp-image-4346" /></a><p class="wp-caption-text">Felipe Massa teve problemas com os pneus.<br /> (Foto: AP Photo/Rob Griffith)</p></div>- Felipe Massa não foi bem, ficando apenas com a quinta posição. Mais preocupante ainda para ele foi a distância com relação a seu companheiro Alonso, sete décimos. Porém, realista e honesto, admitiu que tem problemas de aquecimento nos pneus e que seu modo de guiar exige uma temperatura mais alta. Assumiu que Alonso está mais adaptado às condições que a pista ofereceu hoje e é isso, sem dramas, choradeiras ou bravatas.</p>
<p>- Outro que não foi nada bem foi Lewis Hamilton. Não conseguiu passar do Q2, ficando na 11ª posição no grid. Nesta fase do treino, levou um toco de 0.6s de Jenson Button, algo surpreendente. O atual campeão do mundo vai largar na quarta posição. Inegavelmente, Button se dá muito bem no traçado do Albert Park.</p>
<p>- Em sexto e sétimo, a dupla da Mercedes, com Nico Rosberg novamente à frente de Michael Schumacher. A diferença entre eles, entretanto, já diminuiu, ficando abaixo de um décimo de segundo. A briga entre os dois alemães vai ser bem interessante.</p>
<p>- Fora as dominantes Red Bull, o grande destaque da classificação foi Rubens Barrichello. Foi até o Q3 e ainda conseguiu uma oitava posição. Foi muito além do que a Williams é capaz. Seu companheiro Nico Hulkenberg não passou do 15º lugar.</p>
<p>- Outro que vem extraindo mais do que o carro é capaz é Robert Kubica. Larga em nono e deve marcar seus primeiros pontos pela Renault amanhã.</p>
<p>- Adrian Sutil colocou, mais uma vez, a Force India entre os top 10. Tonio Liuzzi também foi bem e sai em 13º. Estão muito bem os carros indianos, é uma grata surpresa.</p>
<p>- Não há muito mais o que destacar no pelotão do meio, aqueles que ficaram à frente das equipes novatas com muita facilidade. A sensação de uma F1-B é cada vez maior.</p>
<p>- Vamos aos tempos. Vitaly Petrov, 18º e último da &#8220;F1-A&#8221;, ficou a 1.7s do melhor tempo no Q1. O 19º, Heikki Kovalainen, ficou a 2.3s do russo. Numa grosseira metáfora, caberiam mais uns 20 carros entre os dois. A diferença é muito grande.</p>
<p>- E a ordem das coisas nessa segunda divisão da F1 continua a mesma. Lotus na frente, Virgin no meio e Hispania no fim da fila. Dessa vez, pelo menos, os carros da equipe espanhola passariam na linha de corte dos 107%. Aplicando 7% sobre a melhor volta do Q1, o corte seria em 1&#8242;30.708. O tempo do último colocado, Karun Chandhok, foi 1&#8242;30.613. Passaria raspando.</p>
<p>- Proporcionalmente, portanto, a Hispania melhorou. O que é uma boa notícia para Bruno Senna, que abre a última fila na 23ª posição. Porém, ainda falta muito para seu time subir de divisão. Uma pena.</p>
<p>- Corridas na Austrália são sempre imprevisíveis, então fica difícil cravar que vá realmente dar Vettel. Intervenções do Safety Car são comuns e pode até chover amanhã. Se nada de anormal acontecer, a Red Bull deve levar. Mas Alonso e até Button podem brigar pela ponta. A largada será muito interessante.</p>
<p><strong>GRID DO GP DA AUSTRÁLIA</strong></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/03/grid_aus_10.jpg" title="Grid de Largada: GP da Austrália 2010"></center></p>

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		<title>Barrichello in blue</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 18:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Piloto brasileiro estreia nova pintura de capacete na Austrália.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><div id="attachment_4341" class="wp-caption alignright" style="width: 190px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100326barrichello.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100326barrichello-180x300.jpg" alt="Barrichello e seu novo casco no treino de hoje (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)" title="Barrichello e seu novo casco no treino de hoje (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)" width="180" height="300" class="size-medium wp-image-4341" /></a><p class="wp-caption-text">Barrichello e seu novo casco no treino de hoje<br />(Foto: Ryan Pierse/Getty Images)</p></div>Durante o GP do Bahrein, ficou evidente. À distância, era quase impossível diferenciar as Williams de Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, dada a semelhança entre os capacetes dos dois pilotos. Assim, para evitar novas confusões, Barrichello radicalizou na Austrália: manteve o seu desenho tradicional, mas mudou as cores para diferentes tons de azul.</p>
<p>O efeito ficou fantástico. A nova pintura combina com o carro e é de uma elegância ímpar. Julgo até que ficou mais bonito do que o original. Ponto para o brasileiro.</p>

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		<title>25 anos de GP da Austrália – parte final</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 21:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ralf Schumacher]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 14 corridas no Albert Park, dez vencedores campeões, diversos acidentes e algumas (poucas) zebras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Depois de onze quase sempre emocionantes corridas em Adelaide, a Fórmula 1 trocou de ares na Austrália. Em 1996 a FIA transferiu a prova para Melbourne, no estado de Victoria. Mas a mudança não foi apenas de localização, mas também de calendário. Depois de encerrar o Mundial de F1 por onze anos consecutivos, a Austrália passava a abrir o campeonato. O que gerou uma situação inusitada: pela primeira vez na história da categoria, um mesmo GP aconteceu duas vezes consecutivas. Ao término do GP da Austrália de 1995 todos se disseram: boas férias, nos revemos ano que vem na&#8230; Austrália!</p>
<p>E a primeira corrida no Albert Park quase proporcionou o primeiro piloto-estreante vencedor em 35 anos.<br />
Desde 1961, quando Giancarlo Baghetti estreou na F1 com uma Ferrari no GP da França, um novato não ganhava seu primeiro GP na categoria. Jacques Villeneuve, campeão da Indy, chegou na F1 abafando e quase levou. Nos treinos de classificação, colocou seu companheiro de Williams Damon Hill no bolso e marcou a pole position. Na corrida, largou bem e manteve a ponta por praticamente toda a prova, até escapar da pista e danificar uma mangueira de óleo. Seu motor perdeu pressão e ele precisou reduzir a velocidade, entregando a vitória de bandeja a Hill. Ao fim do ano, o inglês se sagraria campeão, iniciando um novo marco do GP Australiano: desde então, o vencedor da prova quase sempre levou o título da temporada. Em apenas quatro ocasiões, de 14, isso não aconteceu: 1997, 1999, 2003 e 2005. Por essa informação, fica fácil deduzir que o maior vencedor do circuito é Michael Schumacher, quatro vezes.</p>
<p><div id="attachment_4336" class="wp-caption alignright" style="width: 172px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325coulthard.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325coulthard-162x299.jpg" alt="Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)" title="Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)" width="162" height="299" class="size-medium wp-image-4336" /></a><p class="wp-caption-text">Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata<br />(Foto: Pascal Rondeau/Allsport)</p></div>A zebra de 1997 foi David Coulthard, que ganhou a primeira corrida da McLaren com a pintura prateada da Mercedes. As Williams eram favoritas, mas Villeneuve envolveu-se em um acidente na largada e ficou de fora logo cedo. Seu companheiro Heinz-Harald Frentzen, que estreava na equipe, rodou no final, quando parecia ter carro para ultrapassar o escocês. A prova foi marcada também por um abandono curioso. Pelo traçado ser repleto de árvores, as comunicações de rádio não funcionavam muito bem no Albert Park. Jean Alesi, da Benetton, vinha bem e tinha um pódio quase garantido. Mas teve de abandonar a prova quando ficou completamente sem combustível. A equipe o chamava pelo rádio para reabastecer, mas ele não ouvia. Ficou a pé.</p>
<p>O mesmo problema de rádio trouxe uma certa controvérsia à corrida de 1998. Mika Hakkinen, da McLaren, dominou todo o fim de semana e liderava a prova à frente de seu companheiro Coulthard, até que entendeu errado uma comunicação de seu engenheiro e foi aos boxes num momento em que a equipe não estava preparada. Com a desaceleração e o limite de velocidade dos boxes, foi ultrapassado pelo escocês, que assumiu a ponta. Porém, a três voltas do fim, cedeu posição e devolveu a vitória a Hakkinen. Se fosse mais esperto, teria fingido um problema no rádio&#8230;</p>
<p>Problemas, aliás, não faltaram na corrida de 1999. Já na largada, algo inusitado: os dois motores Ford das duas Stewart, de Rubens Barrichello e Johnny Herbert, explodiram ao mesmo tempo, enquanto aguardavam no grid. As favoritas McLaren tiveram problemas mecânicos e Michael Schumacher não conseguiu alinhar para a segunda volta de apresentação, tendo que sair da última posição. Até que se recuperava bem, mas teve um pneu furado e acabou em oitavo e último lugar. O sobrevivente vitorioso foi Eddie Irvine, que herdou a primeira vitória de sua carreira. O irlandês brigaria pelo título daquele ano, depois que Schumacher quebrou a perna em Silverstone. Mas terminou só com o vice mesmo.</p>
<p><div id="attachment_4337" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325fiscal.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325fiscal-300x197.jpg" alt="Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)" title="Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)" width="300" height="197" class="size-medium wp-image-4337" /></a><p class="wp-caption-text">Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal<BR>(Foto: Robert Cianflone/Allsport)</p></div>E foi em Melbourne, em 2001, que o alemão sofreu o mais assustador acidente de sua carreira, depois daquele de 1999. Nos treinos livres de sexta, ele perdeu o controle da Ferrari, rodou e capotou algumas vezes na área de escape, antes de parar na barreira de pneus. Felizmente, foi apenas um grande susto, ao contrário do que se sucederia no domingo. Jacques Villeneuve tentou uma ultrapassagem sobre a Williams de Ralf Schumacher, errou o cálculo e tocou a roda traseira do alemão. Saiu voando e bateu na mureta. Um dos pneus de sua BAR se soltou e atingiu um fiscal de pista, Graham Beveridge, que morreu. Por sinal, foi a última morte em uma corrida de F1 desde então.</p>
<p>De lá para cá, o Albert Park sediou várias corridas movimentadas e emocionantes, porém sem resultados muito especiais. A grande zebra, mesmo, aconteceu no ano passado, com a espetacular dobradinha da Brawn GP. Pela primeira vez em mais de 50 anos, uma equipe estreante vencia sua primeira corrida e ainda marcava o segundo lugar. Foi o prenúncio de um campeonato surpreendente, que fez de Jenson Button – o quase-desempregado – campeão mundial.</p>

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		<title>25 anos de GP da Austrália – parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 04:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Automobilismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Dois pilotos saíram da Adelaide como campeões: Alain Prost e Michael Schumacher. Mas as circunstâncias foram bem diferentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Se na maioria das vezes as corridas em Adelaide foram de certa forma uma celebração de fim de temporada, em duas ocasiões a situação foi um tanto diferente. O GP da Austrália decidiu dois títulos mundiais, em 1986 e 1994. Ambas decisões foram históricas, cada uma à sua maneira. Se em 1986 Alain Prost foi o campeão-azarão numa prova marcada por muitas alternativas e suspense até as voltas finais, em 1994 a corrida australiana foi marcada pela infâmia, com Michael Schumacher forçando um acidente com Damon Hill.</p>
<p><strong>Três no páreo e decisão surpreendente</strong></p>
<p>Nigel Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost desembarcaram na Austrália com ambições de fechar o ano com um título mundial. O inglês era o franco favorito. Bastava um terceiro lugar, independentemente de qualquer outro resultado, para ser campeão. E, ainda que não fosse ao pódio, levaria o título da mesma forma, caso o vencedor não fosse nem Prost nem Piquet. O brasileiro, companheiro de Mansell na Williams, precisava da vitória a todo custo. E Prost, ainda que em segundo lugar no campeonato, era o menos cotado, já que sua McLaren-TAG Porsche não era páreo para as duas Williams-Honda.</p>
<p>Na classificação, já se pôde ter uma noção da vantagem da Williams. Mansell e Piquet formaram a primeira fila, virando tempos na casa de 1min18s. Prost foi quarto, mais de um segundo atrás. Seu companheiro, Keke Rosberg, foi apenas sétimo, a dois segundos das Williams. A situação não era nada favorável à McLaren. E justamente por isso, a equipe decidiu por uma estratégia ousada.</p>
<p>Rosberg foi escolhido como &#8220;coelho&#8221;. Não venceria, mas largaria mais leve e dispararia na frente de forma a forçar Piquet e Mansell a desgastarem seus equipamentos. Tudo começou conforme o script, com o finlandês ultrapassando todo mundo &#8211; é bom lembrar que era uma época em que ultrapassagens eram eventos normais &#8211; e assumindo a ponta. Piquet e Mansell começaram a forçar e o brasileiro foi o primeiro a se complicar, travando os freios e rodando. Caiu do segundo para o quarto lugar.</p>
<p>Mas, por um instante, pareceu que a estratégia do time de Ron Dennis fracassara. Alain Prost teve um pneu furado e foi obrigado a parar nos boxes. Despencou para a quarta posição e suas chances de título pareciam terminadas. Mas justamente o pneu furado foi seu grande aliado.</p>
<p>Aqui cabe um parêntese. Duas semanas antes, no México, a Goodyear protagonizou um fiasco ao ver suas equipes obrigadas a duas paradas para trocas de pneus por seus compostos não aguentarem as ondulações do circuito Hermanos Rodriguez. Gerhard Berger, com uma Benetton &#8211; equipe estreante &#8211; calçada com pneus mais resistentes da concorrente Pirelli, conseguiu uma vitória surpreendente. Fecha parêntese.</p>
<p>Preocupada com o fracasso no México, a Goodyear prometeu novos compostos para o GP da Austrália que, em sua avaliação, seriam resistentes o suficiente para garantir uma corrida inteira sem trocas. Como ninguém iria parar, Prost estava, de fato, ferrado. Mas não foi bem assim.</p>
<p>Cerca de trinta voltas depois, já no terço final de corrida, o coelho Rosberg encostou e abandonou. Em um primeiro momento, imaginava-se pane seca, já que o finlandês vinha num ritmo alucinante a corrida toda. Mas não: o motivo fora um pneu furado. Dados os problemas de pneus nas duas McLaren, era de se esperar que os compostos da Goodyear não fossem assim tão resistantes. Mas, mesmo assim, a Williams confiou na palavra do fornecedor e não mandou nem Piquet nem Mansell pararem. Erro fatal.</p>
<p><div id="attachment_4328" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324prost.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324prost-300x185.jpg" alt="Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)" title="Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)" width="300" height="185" class="size-medium wp-image-4328" /></a><p class="wp-caption-text">Prost comemora o bi logo após cruzar a linha <br />(Foto: Tony Feder/Allsport)</p></div>O inglês, que vinha em segundo lugar e tinha o título nas mãos, viu seu pneu traseiro esquerdo explodir em plena reta, a 300km/h. Felizmente, conseguiu controlar o carro e evitou um grave acidente, mas o título já estava perdido. Com o abandono de Mansell, Piquet passou a liderar a prova, com Prost em segundo. Porém, preocupada com o estado dos pneus do brasileiro, considerando que ele já havia travado rodas e rodado, a equipe o orientou a parar nos boxes para uma troca. Assim, a menos de 20 voltas para o fim, Prost assumiu a liderança rumo a seu segundo título mundial.</p>
<p>Piquet ainda reduziu a diferença, mas já era tarde. Nem mesmo um problema no medidor de combustível, que a duas voltas do fim passou a sinalizar que não havia mais gasolina no tanque, tirou o título de Prost. O francês não reduziu o ritmo e preferiu correr o risco de uma pane seca. Saiu de Adelaide campeão. Desceu do carro logo depois de cruzar a linha de chegada, saltando de alegria. Um grande momento.</p>
<p><strong>Triste fim de uma temporada infame</strong></p>
<p>Já em 1994, a situação foi completamente diferente. A temporada foi marcada por uma série trágica de acidentes, sendo que dois produziram vítimas fatais: Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. O campeonato apresentou uma liderança folgada de Michael Schummacher, que ganhou seis das sete primeiras corridas. Porém, uma série de desavenças entre a FIA e a equipe Benetton, acusada de utilizar dispositivos ilegais em seus carros. As acusações nunca ficaram provadas, mas mesmo assim a FIA fez &#8220;justiça com as próprias mãos&#8221; ao desclassificar Schumacher de duas corridas e proibi-lo de disputar outras duas. O alemão até mereceu a desclassificação no GP da Inglaterra, mas o restante das punições pareceram um tanto exageradas. Era uma tentativa atrapalhada de salvar um campeonato manchado por mortes, trapaças e controvérsias.</p>
<p>Com tapetão, a decisão do título acabou ficando para a última corrida. Michael Schumacher chegou à Austrália líder, mas apenas um ponto à frente de Damon Hill, da Williams. Assim, quem chegasse à frente nas primeiras posições seria o campeão, num briga direta, homem a homem.</p>
<p>A pole position ficou com Nigel Mansell, que substituía Senna na Williams, com Schumacher em segundo e Hill em terceiro. Depois de dois anos na Indy, o Leão havia se acostumado com largadas lançadas e não partiu bem quando surgiu o sinal verde. Caiu para quinto, deixando a briga na ponta para os dois postulantes ao título. Schumacher saltou na frente, com Hill em segundo. </p>
<p><div id="attachment_4329" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324schumacher.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324schumacher-300x180.jpg" alt="Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" title="Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" width="300" height="180" class="size-medium wp-image-4329" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão <br />(Foto: Reprodução/Adrivo.com)</p></div>Embora não tenha havido uma tentativa de ultrapassagem, Hill vinha marcando Schumacher de perto. Até o pit stop fizeram juntos, era mesmo uma marcação homem a homem. Quando começaram a negociar ultrapassagens com retardatários, o alemão conseguiu abrir alguma vantagem. Porém, errou na 35ª de 81 voltas. Deixou sua Benetton escapar, bateu com a roda dianteira numa mureta de proteção e voltou à pista atordoado. Damon Hill, que viu Schumacher voltando à pista depois de uma escapada, achou que aquela era a sua grande chance e colocou por dentro para ultrapassar. Ao ver que não teria como segurar o inglês, Schumacher apelou. Jogou sua Benetton sobre o carro de Hill, forçando o abandono de ambos.</p>
<p>Foi um título constrangido, o primeiro da carreira vitoriosa de Schumacher, e talvez o que mais prejudicou sua imagem. A canalhice que fez foi aprendida na cartilha de seus professores, Alain Prost e Ayrton Senna. Mas o problema é que na época Michael era apenas um talentoso piloto buscando provar que poderia ser campeão. Senna e Prost foram sujos quando já gozavam da fama de super-heróis, um momento no qual barbaridades são vistas com certa condescendência. Schumacher não tinha um passado que o absolvesse, mas o futuro se encarregou de lhe fazer justiça.</p>
<p>Amanhã, a parte final do especial, com os GPs disputados no Albert Park.</p>

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		<title>25 anos de GP da Austrália – parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 02:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Especial capellesco sobre a corrida australiana começa com algumas histórias das provas festivas em Adelaide.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A história dos Grandes Prêmios da Austrália válidos pelo Mundial de Fórmula 1 começa há exatos 25 anos. Não que antes nunca tenha havido corridas na terra dos aborígenes, mas o fato é que as provas de F1 lá realizadas anteriormente aconteceram como corridas extra-oficiais, sendo algumas delas válidas pela Tasman Series. Mas isso já dá outro post.</p>
<p>A Austrália entrou pra valer no mapa da categoria a partir de 1985, quando o circuito urbano de Adelaide passou a sediar a corrida, sempre a última da temporada. Lá aconteceram 11 Grandes Prêmios até 1995, quando as características da prova australiana mudaram por completo. Passou do final para o começo do calendário e trocou as ruas de Adelaide pelo traçado dentro de um parque em Melbourne.</p>
<p>A série de três posts que se inicia hoje conta diferentes momentos do GP oceânico. O primeiro, fala de algumas divertidas corridas &#8211; quase que recreativas -, que marcaram o encerramento de várias temporadas. Amanhã, o post será sobre as duas decisões de título que lá aconteceram, em 1986 e 1994. E na quarta-feira, um pouco da história mais recente, com algumas corridas já disputadas no Albert Park.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Tempo de confraternização</strong></p>
<p>Cidade litorânea ao sul da Austrália, Adelaide quase sempre sediou corridas mais relaxadas, uma espécie de confraternização de fim de ano. Não por acaso: todos os GPs lá disputados encerraram as temporadas, sendo que nove dos onze aconteceram já com o título do campeonato definido. Assim, as equipes e pilotos dirigiam-se à Oceania para quase que celebrar o ano que passou e engatar um início de férias num lugar agradável à beira-mar.</p>
<p>O clima festivo proporcionou corridas bastante diferentes. Para se ter uma ideia, Ayrton Senna correu no sacrifício em 1988, logo após ser campeão no Japão, por ter machucado o pulso jogando futebol na véspera do GP. Algo impensável durante a tensão normal de uma temporada.</p>
<p>São situações como essas que ajudam a explicar como, em nove corridas que ocorreram nessas condições, apenas uma vez o campeão da temporada venceu. Foi em 1991, quando Senna ganhou a mais curta corrida da história da Fórmula 1, que durou apenas 14 voltas. O temporal foi tamanho que a prova foi interrompida logo cedo e os pontos, contados pela metade.</p>
<p>Na prova de estreia, em 1985, Keke Rosberg deu show e conquistou sua última vitória na F1. Mas o show mesmo foi de Ayrton Senna, que fez uma espécie de corrida circense. Saltou por sobre zebras, perdeu o aerofólio dianteiro de sua Lotus e deu até um passeio por baixo das arquibancadas temporárias. Depois de castigar tanto seu carro, abandonou com problemas mecânicos, como era de se esperar. </p>
<p><div id="attachment_4319" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322berger.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322berger-300x222.jpg" alt="Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)" title="Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)" width="300" height="222" class="size-medium wp-image-4319" /></a><p class="wp-caption-text">Berger bate de propósito em Arnoux. <br />(Foto: Reprodução/Forix)</p></div>Três anos depois, um outro abandono, mas premeditado. Gerhard Berger sabia que sua Ferrari não tinha a menor chance na corrida. O motor consumia muito combustível e, à época, o reabastecimento era proibido. Para chegar ao final, precisaria andar lentamente. Como a corrida já não valia mais nada mesmo, resolveu dar show. Saiu com pouca gasolina e foi para o ataque. Ultrapassou as imbatíveis McLaren de Senna e Prost e disparou na ponta. Até que encontrou o retardatário René Arnoux. Viu ali a chance de um grand-finale: jogou seu carro por dentro e forçou uma batida com o francês. Como o piloto da Ligier era maluco e fechava todo mundo mesmo, ninguém desconfiou que tivesse sido um acidente premeditado. E Berger saiu de Adelaide como o herói do dia. E Arnoux, coitado, foi o retardatário vilão da vez.</p>
<p><strong>Climão nos bastidores e corrida espetacular</strong></p>
<p>Mas poucos GPs da Austrália foram mais empolgantes do que a edição de 1990, que entrou para a história como a 500ª corrida da história da F1. Senna e Prost brigaram pelo título até o GP do Japão, que encerrou a disputa com o infame acidente entre ambos na largada. Na Austrália, duas semanas depois, o clima ainda era péssimo. O brasileiro discutiu rispidamente com o tricampeão Jackie Stewart durante uma entrevista, com o escocês batendo firme na questão da falta de desportividade demonstrada em Suzuka. Prost, furioso, negou-se a posar para uma foto comemorativa ao lado dos campeões mundiais vivos lá reunidos, só para não ficar perto de Senna.</p>
<p>Na pista, no entanto, não houve faíscas entre eles. Ayrton largou na pole, disparou na frente e não tomou conhecimento de Prost na prova. Rumava para uma vitória até tranqüila, até que sofreu um problema de freios, bateu na barreira de pneus e abandonou. Nigel Mansell, com a Ferrari, assumiu a liderança e parecia vencer com tranqüilidade, até ser surpreendido pela zebra Nelson Piquet. Sua Benetton, ainda que tivesse vencido no Japão, não era o carro mais competitivo e dificilmente ganharia uma corrida com McLarens e Ferraris na pista. Mas Piquet elaborou uma estratégia de não trocar pneus e surpreendeu o piloto inglês. Manteve-se à frente com dificuldade, enquanto Mansell vinha rápido com pneus novos. Na última volta, o Leão tentou o bote por dentro na curva mais fechada do circuito, a poucos metros do final. Sem medo, Piquet fechou a porta e, por milímetros, os dois não se chocaram. Vitória do brasileiro, na chegada mais emocionante de todos os GPs da Austrália.</p>
<p><div id="attachment_4320" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322podio.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322podio-300x152.jpg" alt="Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" title="Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" width="300" height="152" class="size-medium wp-image-4320" /></a><p class="wp-caption-text">Senna e Prost fazem as pazes. <br />(Foto: Reprodução/Adrivo.com)</p></div><strong>A reconciliação de dois grandes nomes</strong></p>
<p>Se por um lado a corrida de 1990 viu o auge da inimizade entre Senna e Prost, três anos depois Adelaide foi palco da reconciliação dos dois campeões. O francês se despedia da Fórmula 1, enquanto que o brasileiro dava adeus à McLaren. Numa prova histórica, a vitória foi de Senna, com Prost em segundo. Na garagem, depois de anos de frieza e inimizade, Ayrton estendeu a mão a Alain e ambos trocaram um cordial cumprimento. No pódio, Senna ergueu algumas vezes o braço de Prost, campeão daquela temporada, como que num reconhecimento público da importância que o francês teve em sua carreira e na história da categoria. Foi a última vitória de Senna e o capítulo final de um dos maiores – e mais controversos – duelos da história da F1.</p>
<p>Mas em 1989, por exemplo, a corrida foi tensa. Logo após o polêmico GP do Japão, o qual Senna venceu mas foi desclassificado depois de um acidente com Prost, o título já estava decidido em favor do francês. Porém, Senna e a McLaren aguardavam julgamento de um recurso e esperavam vencer em Adelaide para que o título trocasse de mãos no tapetão. No dia da corrida, um temporal desabou sobre o circuito, deixando a pista absolutamente sem condições. Enquanto a maioria dos pilotos se organizava para evitar a largada, Ayrton Senna era um dos poucos que permanecia no cockpit aguardando a volta de apresentação. A direção de prova autorizou o início das atividades assim mesmo, com vários pilotos percorrendo o grid a pé. A largada, com nem todo mundo alinhado ainda – vários carros ainda estavam em volta de apresentação -, foi uma zona. Tanto que, logo depois, foi anulada. Alain Prost, que havia largado da primeira vez, recolheu-se aos boxes na primeira passagem e não voltou para a segunda partida. Senna largou de novo, manteve-se na ponta mas acabou abandonando depois de um acidente com Martin Brundle. O brasileiro não viu a Brabham do inglês por causa da forte chuva e acertou-lhe em plena reta. Foi o fim do sonho do título, ainda que pelas vias judiciais. A vitória foi do correto Thierry Boutsen, com a Williams. Sua segunda vitória na carreira, a segunda sob forte chuva.</p>
<p><strong>Adelaide se despede com corrida maluca</strong></p>
<p>A despedida de Adelaide aconteceu em 1995. Melbourne passaria a sediar o GP da Austrália a partir do ano seguinte e a corrida aconteceu sob um clima esquisito. Mika Hakkinen sofrera um acidente nos treinos de sexta-feira e estava em coma no hospital. Michael Schumacher, já bicampeão, despedia-se da Benetton e sofreu um acidente com Jean Alesi, que o substituiria na equipe italiana. David Coulthard, que liderava a prova, bateu na mureta dos boxes quando faria seu primeiro pit stop. Praticamente todo mundo foi abandonando e o caminho ficou livre para Damon Hill, que ganhou com duas voltas de vantagem para o segundo colocado, o francês Olivier Panis, que disputou as últimas voltas com o motor Mugen-Honda de sua Ligier soltando fumaça para todo lado. O pódio foi completado por Gianni Morbidelli com a Arrows, ele que só voltou a correr porque o dinheiro de seu substituto, Max Papis, tinha terminado. Foi uma despedida bastante inusitada para um dos circuitos mais divertidos da Fórmula 1.</p>

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		<title>Pergunte ao Capelli: 7ª edição</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 20:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pergunte ao Capelli]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Senna]]></category>
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		<category><![CDATA[Lotus]]></category>
		<category><![CDATA[McLaren]]></category>

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		<description><![CDATA[As luzes vermelhas da Fórmula 1, temporadas sem chuva, as origens do Capelli e Ademir do Arari. Tudo aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>P: A Hispania corre risco de ser a &#8220;Andrea Moda&#8221; do século 21? C/ o Bruno &#8220;Moreno&#8221; Senna e o Karun &#8220;McCarthy&#8221; Chandhok? </strong><br />
R: Já é, eu acho. Só espero que o dono também não seja preso.</p>
<p><strong>P: E quanto a ideia de K ovaleinen querendo acabar com as bandeiras azuis? </strong><br />
R: Foi uma brincadeira dele.</p>
<p><strong>P: Rosberguinho(a) continua andando na frente do Schumacher ou isso não dura até a metade do campeonato? </strong><br />
R: Acho que o duelo vai ser parelho, com vantagem para Schumacher.</p>
<p><strong>P: Afinal, Glock é ruim demais ou amarelou e entregou a posição pro Hamilton em interlagos em 2008? </strong><br />
R: Nem uma coisa, nem outra. Vai andar de pneu para seco desgastado na chuva, para ver.</p>
<p><strong>P: Galvão Bueno, Cleber Machado, Luciano do Valle, ou Teo José?</strong><br />
R: Por increça que parível, eu gosto mais do Cleber Machado.</p>
<p><strong>P: Bia Figueiredo tem futuro na Indy? </strong><br />
R: Tomara que tenha.</p>
<p><strong>P: O problema da Fórmula 1 é aerodinâmica ou excesso de confiabilidade mecânica? </strong><br />
R: Acho que as duas coisas.</p>
<p><strong>P: Capelli, Faltou cameras ou foi posicionamento errado delas na Indy&#8230; Pois os caras cortam e depois de LONGOS 5s apareciam os carros no outro trecho&#8230; </strong><br />
R: Eu acho que foi problema de posicionamento, mesmo.</p>
<p><strong>P: Jardel com Paulo Nunes, ou só Ronaldinho Gaúcho? </strong><br />
R: Jardel e Paulo Nunes. Eles fizeram história.</p>
<p><strong>P: Ivan, parece idiota, mas descobri que não apenas eu não sei o que ao certo, mas muita gente não sabe. O que é, em termos mais técnicos, um treino de shakedown? É de acerto aerodinâmico!?</strong><br />
 R: Shakedown é um treino de poucas voltas, apenas para checar se todos os componentes do carro funcionam.</p>
<p><strong>P: Seu maior sonho? </strong><br />
R: Trabalhar na Malhação.</p>
<p><strong>P: Capelli você já viu o filme: Bobby Deerfield? Aquele que o Al Pacino faz um piloto de Formula 1. </strong><br />
R: Já ouvi falar, mas não vi não.</p>
<p><strong>P: O que o verdadeiro Ivan Capelli anda fazendo na vida? </strong><br />
R: Ele é o Luciano Burti da RAI. Mas sem &#8220;em termos de performance&#8221; e &#8220;ou seja&#8221;.</p>
<p><strong>P: Algum palpite pra copa do mundo? </strong><br />
R: Brasil ou Argentina.</p>
<p><strong>P: Capelli, quem foi o culpado pela morte do Henry Surtees na F2? A empresa que construiu os carros sem segurança, o Mosley que criou uma categoria barata ou o próprio Surtees? </strong><br />
R: Foi uma terrível fatalidade. Não acho que tenha havido culpados.</p>
<p><strong>P: Capelli, qual foi a maior numeração usada para um carro da F1? </strong><br />
R: Houve um GP da Alemanha nos anos 50 no qual todos os carros inscritos correram com números acima de 100.</p>
<p><strong>P: Tens escutado o quê de bom essa semana? ;D (spring2me.com) by alviis </strong><br />
R: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yYR0aCHQBFI" target="_blank">Ademir do Arari, com Forrozinho. &#8220;eu vou aqui, vou acolá&#8230;&#8221;</a></p>
<p><strong>P: Li não me lembro onde que a pole que o Vittorio Brambilla obteve no GP da Suécia de 75 foi conseguida por trapaça da equipe dele &#8212; balançaram um objeto na frente do olho eletrônico e foi registrado um tempo menor que o real. Isso é verdade ou lenda? by JCCyC </strong><br />
R: Não conheço essa história, mas é boa.</p>
<p><strong>P: Olá, Capelli, já que você se referiu ao acidente da largada do GP da Bélgica/98 como sendo o mais espantoso, pergunto: o que aconteceu depois do acidente? Relargada com os carros reservas, ou a corrida foi para o vinagre? Grande abraço.</strong><br />
R: Relargada com carros reservas, mas sem vários pilotos. As equipes tinham só 1 carro reserva e muitas perderam os dois carros no acidente.</p>
<p><div id="attachment_4308" class="wp-caption alignright" style="width: 252px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100319alonso.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100319alonso-242x300.jpg" alt="Alonso vai ou racha? (Foto: AP Photo/Luca Bruno)" title="Alonso vai ou racha? (Foto: AP Photo/Luca Bruno)" width="242" height="300" class="size-medium wp-image-4308" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso vai ou racha? <br />(Foto: AP Photo/Luca Bruno)</p></div><strong>P: Esse ano o Alonso vai (como o Schumacher na Ferrari) ou racha (como o Prost na Ferrari). Qual dos dois cenários você acha mais provável? </strong><br />
R: Eu acho que vai.</p>
<p><strong>P: Vc acha q o Jonas deveria parar com aquelas requebradas após os gols? </strong><br />
R: Todo juiz tem o dever moral de anular o gol depois que ele faz essa dança ridícula.</p>
<p><strong>P: Capelli, ja houve uma temporada inteira sem corrida com chuva? Hoje em dia é obrigatorio que as equipes tenham 2 carros? Não podem existir equipes com 1 carro só? </strong><br />
R: Sim e sim. Em 1987, por exemplo, não choveu.</p>
<p><strong>P: O sr. acha que realmente vai acontecer a apresentação do trio Vanessa Camargo, Ivete Sangalo e Mara Maravilha no SuperBowl 2.011 e o mundo vai se render novamente ao telecoteco e balacobaco desse povo tão inzoneiro? </strong><br />
R: Se isso acontecer, jogam uma bomba atômica no Brasil. E a gente nem vai poder reclamar, porque vai ser merecido.</p>
<p><strong>P: Caro Capelli&#8230; era a mulher de o Nigel Mansell a mulher mais feia do mundo mesma?&#8230; Raimundo desde Chile. </strong><br />
R: Na época, era. Hoje, o título é da mulher do Webber.</p>
<p><strong>P: Voltando aos números. Pq Senna usou o 8 em 1993, já q, além de ser o primeiro piloto, estava na McLaren antes do Andretti? </strong><br />
R: Porque até o primeiro treino para o GP da África do Sul a presença de Senna ainda não estava garantida.</p>
<p><strong>P: Capelli, quando foi que se iniciou a numeração fixa de carros por temporada? Foi em 1974? Por quê? E qual era o critério para numerar os carros antes disso? </strong><br />
R: Foi em 1974. Antes disso, a numeração era distribuída pela organização de cada GP, cada uma com seus critérios, que podiam ser os mais absurdos possíveis.</p>
<p><strong>P: Capelli, estava conversando com uns amigos numa roda de canastra e surgiu uma curiosidade: Jacques Villeneuve foi o único campeão mundial de F1 &#8220;quatro-olhos&#8221; ou houve outro coelho caolho bom de braço? (fora o Paul Tracy). </strong><br />
R: Realmente não lembro de outro campeão de óculos.</p>
<p><strong>P: Das equipes que permanecem na Fórmula 1 (não vale a Lotus), qual é a que está há mais tempo sem vencer? by nildojr </strong><br />
R: A Williams, sem vitórias desde 2004.</p>
<p><strong>P: Na F1 atual sabemos que somente pilotos de luxo tem chance de ingressarem em uma equipe (à-la Piquet Jr), não acha que se a FIA colocasse um programa para jovens pilotos (sem grana) não iriam aparecer grandes talentos? Nunca ouvi falar de piloto pobre na F1.</strong><br />
R: Automobilismo é um esporte de ricos. Ninguém começa a correr de kart se não tem grana.</p>
<p><strong>P: Capelli, quando acabou a luz verde de Largada de começou o ciclo de 5 vermelhas?</strong><br />
R: Em 1996. A última corrida com luz verde foi o GP da Austrália de 1995. E a primeira com a sequência de luzes foi também o GP da Austrália, em 1996.</p>
<p><strong>P: Capelli, qual das &#8220;famílias&#8221; teve melhor desempenho na F1: Villeneuve ou Hill? Por quê? </strong><br />
R: Hill. Os dois membros do clã foram campeões.</p>
<p><strong>P: É realmente verdade essa história de que Ayrton Senna teria um contrato firmado com a Ferrari pra 1996? </strong><br />
R: Assinado, não. Mas um acordo verbal, sim.</p>
<p><strong>P: É verdade que muitos acharam que, no tricampeonato do Piquet em 1987, muitos acharam que o campeão foi insatisfatório? O que vc acha disso? </strong><br />
R: Piquet mereceu, foi regular para caramba naquela temporada. No duelo mano-a-mano, Mansell foi muito melhor que ele. Mas não fez os pontos necessários, fez besteiras&#8230; dançou.</p>
<p><strong>P: Por que estão chamando o pessoal da Stefan GP de &#8220;piratas&#8221;? É alguma piada interna do Grande Prêmio ou os sérvios não são gente séria mesmo? </strong><br />
R: Eles são sérios, sim. O termo &#8220;piratas&#8221; é pelo fato de eles quererem entrar na F1 mesmo sem autorização.</p>
<p><strong>P: Qual das novatas fecha as portas primeiro? E qual das equipes preteridas pela FIA tinha melhor condições de fazer um bom trabalho? </strong><br />
R: Eu acho que a Hispania dança rapidinho. Das preteridas, creio que a Prodrive era a mais estruturada. Mas cometeu o pecado de não querer os motores Cosworth.</p>
<p><strong>P: Qual foi o acidente mais chocante que você ja viu? by Renanvelocidade </strong><br />
R: Ao vivo pela TV, o de Jeff Krosnoff, na Indy.</p>
<p><strong>P: Algum carro de F1 já utilizou câmbio automático? by jeff strife </strong><br />
R: Em 1992 e 1993, alguns câmbios tinham programação automática para determinados pontos da pista. Mas nunca um câmbio totalmente automático.</p>
<p><strong>P: O que vc acha do Barrichello defender o sistema 18-25-15-12-10-8-6-4-2-1 de pontuação na F1? </strong><br />
R: Sacanagem&#8230;</p>
<p><div id="attachment_4309" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100319lotus.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100319lotus-300x119.jpg" alt="A bela Lotus, com Kovalainen (Foto: AP Photo/Ben Curtis)" title="A bela Lotus, com Kovalainen (Foto: AP Photo/Ben Curtis)" width="300" height="119" class="size-medium wp-image-4309" /></a><p class="wp-caption-text">A bela Lotus, com Kovalainen<br />(Foto: AP Photo/Ben Curtis)</p></div><strong>P: Qual carro de 2010 você acha mais bonito? Sou fã do F10 e do RB6. </strong><br />
R: Gosto muito da Lotus, pela pintura; e da McLaren, pelo design.</p>
<p><strong>P: Capelli, vi em uma revista antiga uma foto do March do Gugelmin pintado de verde e com motor aparecendo, já o carro de seu xará Ivan Capelli, era azul claro e com carenagem sobre o motor, em que ano isso ocorreu? E esse carro competiu mesmo? </strong><br />
R: Foi em 1988, e a diferença de cor se dá por causa da luz, ou da impressão da revista. O carro era um verde-água. O fato de ir para a pisat sem a carenagem sobre o motor era para evitar superaquecimento em dias muito quentes.</p>
<p><strong>P: Vc achou o título do Senna em 1988 injusto? Afinal, foi o Prost que fez mais pontos. by heitormontes </strong><br />
R: Mas Senna teve mais vitórias. De mais a mais, o regulamento previa descartes e Senna foi campeão com justiça.</p>
<p><strong>P: O Flávio Gomes e o Tiago Leifert são parentes? by eduardogeorge </strong><br />
R: Não, mas desconfio que se alimentam da mesma coisa.</p>
<p><strong>P: Capelli, esta pergunta é longa. Eu como português lhe pergunto? O que achou do Pedro Chaves, Pedro Lamy e Tiago Monteiro, e agora mais recentemente, que acha do Álvaro Parente e Félix da Costa? </strong><br />
R: O Chaves não pôde fazer nada na F1. O Lamy tinha talento, mas sofreu um acidente grave logo na primeira temporada completa e perdeu o bonde. Tiago Monteiro era um piloto correto, não &#8220;vagaroso&#8221; como o sacaneavam por causa do sobrenome. O Parente eu já achei melhor, acho que é outro que perdeu o rumo. O Félix da Costa eu não conheço.</p>
<p><strong>P: Já houve algum piloto gaucho na F1 ? by jonnyd801 </strong><br />
R: Não. O mais perto foi Mauricio Gugelmin, que nasceu em Santa Catarina. Mas parece que o Nico Rosberg quer se naturalizar.</p>
<p><strong>P: Capelli, em 1993 a Williams livrou-se dos números 5 e 6 e passou a usar os números 0 e 2. A McLaren deveria ter herdado os números da Williams, mas quem os herdou foi a Benetton, tendo a McLaren corrido com os números 7 e 8. Por que isso aconteceu? by brunopacheco </strong><br />
R: Até hoje não sei.</p>
<p><strong>P: Alguma mulher já participou da Fórmula 1 como pilota? </strong><br />
R: Sim, Lella Lombardi chegou até a marcar ponto. Meio ponto, coitada.</p>
<p><strong>P: Capelli, vendo Virgin e Lotus eu pergunto: qual foi a equipe (e ano) que você viu andar o mais atrás do resto do pelotão na sua vida de F1? by Reitano </strong><br />
R: A Coloni de 1988 era uma desgraça. A Andrea Moda em 1992, também.</p>
<p><strong>P: E dentre os seguintes pilotos? (Glock, Di Grassi, Trulli, Kovalainen, Chandhok, Senna e quiçá Nakajima e Villeneuve), qual deles vai ser o &#8220;Mais&#8221; mosca-morta da temporada? (juntando carro lento + má performance) by Reitano </strong><br />
R: O Chandhok, coitado.</p>
<p><strong>P: Capelli, quando o chaveiro da McLaren que você ganhou poderá ser meu? :D </strong><br />
R: Quando você comprar um.</p>
<p><strong>P: Schumacher cumprirá o contrato de 3 anos? </strong><br />
R: Eu acho que sim. A menos que seja pouco competitivo este ano.</p>
<p><strong>P: Capelli, sempre gostei em especial do circuito de Estoril, e acredito que o mesmo faz falta na F1. Você tem o mesmo pensamento? </strong><br />
R: Tenho. Gostava das corridas que aconteciam lá. Não sei como seria agora, já que avacalharam com a pista desde que inventaram aquela chicane em 1994.</p>
<p><strong>P: Quem vc acha q vai ser a pior equipe da temporada? HRT, Virgin ou Lotus? </strong><br />
R: Hispania, disparada.</p>
<p><strong>P: Quem é mais piloto? Robert Kubica ou Nico Rosberg? </strong><br />
R: Gosto mais do estilo do Kubica.</p>
<p><strong>P: Salve, Capelli. A partir de quando a técnica de &#8216;ziguezaguear&#8217; pela pista para o aquecer os pneus foi &#8216;adotada&#8217; ? Algum piloto pioneiro ? Vendo os vídeos da década de 80 e 90, das voltas de apresentação inclusive, não havia esse ritual. Abraços, Ra </strong><br />
R: Havia sim&#8230; desde o começo dos anos 80. De 2000 e poucos para cá é que começaram os zigue-zagues mais inusitados, com Alonso e Montoya. O colombiano chegou a rodar por isso na Austrália. Acho que Alonso também já perdeu o controle uma vez.</p>
<p><strong>P: Capelli, qual foi a ultrapassagem na F1 que mais te marcou? Não precisa ser a mais bonita, mas foi aquela em que você mais comemorou, mais se empolgou. </strong><br />
R: A de Piquet sobre o Senna na Hungria eu não assisti ao vivo, então não vou considerar. Acho que foi quando o Senna passou o Prost no Japão em 1988. Assistia a corrida com a minha irmã, ela saiu do quarto bem na hora e eu fiquei berrando, narrando o que acontecia à distância para ela.</p>
<p><strong>P: Capelli. Falando sério, pq Ivan Capelli (sem a viadagem de q era bonito e blá blá blá). De onde surgiu isso? </strong><br />
R: Quando me cadastrei no Fórum Downforce, resolvi inventar um nickname. Tinha um livro na minha mesa com uma foto do Capelli aberta. Achei o nome sonoro e bateu uma certa identificação pelo fato de eu ser descendente de italianos. O apelido acabou pegando e agora virei Capelli mesmo.</p>
<p><strong>P: Se você tivesse a oportunidade de pilotar qualquer carro da história da F1, qual escolheria? </strong><br />
R: A Williams de 1992.</p>
<p><strong>P: Capelli, tem alguma chance de circuíto francês de Paul Ricard voltar à F1?</strong><br />
R: Não. A administração de Paul Ricard transformou-o num circuito exclusivamente destinado a testes.</p>
<p><strong>P: Você acha que vencer campeonato com menos vitória que o vice é competência ou &#8220;comodismo&#8221;? by Miagi </strong><br />
R: Competência.</p>
<p><strong>P: Capelli, se um pato perde a pata ele fica manco ou viúvo? </strong><br />
R: Manco, porque patos não são monogâmicos.</p>
<p><strong>P: Capelli,assiste algum seriado?</strong></p>
<p>R: Sim. Gosto principalmente de House, Lost e Dexter.</p>
<p><strong>P: Dourado ou Serginho?</strong><br />
R: Dougado.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
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		<title>Pilotoons: GP do Bahrein 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 21:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[O humor de Bruno Mantovani de volta ao blog. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Os mundialmente famosos Pilotoons de <a href="http://mantovani.zip.net" target="_blank">Bruno Mantovani</a> estão de volta. Hoje, a briga de Massa e Alonso pela vitória no GP do Bahrein.</p>
<p><center><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100315pilotoons.jpg" alt="Pilotoons: GP do Bahrein 2010" title="Pilotoons: GP do Bahrein 2010" width="600" height="686" class="size-full wp-image-4302" /></center></p>

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		<title>Devagar com o andor</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 16:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Ayrton Senna]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Senna]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Moreno]]></category>

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		<description><![CDATA[O desempenho da Hispania no Bahrein mostra que não se pode esperar nada de Bruno Senna este ano. Mas, mesmo assim, a expectativa cresce.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A Hispania se arrastou no Bahrein. E tal qual outras chicanes ambulantes históricas, como Forti, EuroBrun ou Andrea Moda, torna-se óbvio que quem está sentado nesses carros está lascado. E, por uma coincidência infeliz, quem está a bordo de um deles é um piloto brasileiro que vive cercado de expectativas: Bruno Senna.</p>
<p>O problema é que não dá para esperar nada dele em 2010. É sua primeira temporada na Fórmula 1, é uma equipe que há até uma semana se achava que nem sequer correria, que finalizou os carros a toque de caixa para embarcá-los ao Bahrein. A quilometragem da Hispania na pré-temporada foi zero. E a equipe nunca tinha construído um carro de F1 na vida, ainda que o projeto tenha sido terceirizado com a Dallara, fábrica que já produziu carros da categoria. Mas o último há dezoito anos.</p>
<p>O carro é cerca de dez segundos mais lento que os mais rápidos. E ainda perde de dois segundos para os mais lentos, Virgin e Lotus. Corre em praticamente em uma categoria própria, devagar e sempre. Bruno Senna não tem chance alguma e os mais atentos ao automobilismo já sabem disso. Mas, mesmo assim, expectativas são criadas de todos os lados.</p>
<p>O Banco Cruzeiro do Sul, que patrocina o piloto, encomendou junto a Eduardo Souto Neto, autor do &#8220;Tema da Vitória&#8221; da Rede Globo, uma música especialmente para Bruno Senna. Pergunto: música para quê? Para comemorar que ele completou vinte voltas? Ou que chegou em 15º? Nas transmissões pela televisão, Galvão Bueno instigava os telespectadores: &#8220;Bruno Senna! Arrepiou ao ver este nome na tela?&#8221;. E a própria mãe de Bruno, Viviane Senna, andou traçando comparações infelizes entre ele e seu tio tricampeão: </p>
<blockquote><p>&#8220;Quando Ayrton estreou, com a Toleman, a equipe era péssima; o carro, horrível e pesado, parecia uma carroça.&#8221;</p></blockquote>
<p><div id="attachment_4258" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20090313bruno2.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20090313bruno2-300x200.jpg" alt="A Hispania, tartaruguinha da F1 2010. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="A Hispania, tartaruguinha da F1 2010. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="200" class="size-medium wp-image-4258" /></a><p class="wp-caption-text">A Hispania, tartaruguinha da F1 2010. <br />(Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>Para começo de conversa, comparar a Hispania com a Toleman só pode ser piada. A equipe inglesa já tinha uma boa estrutura, três anos de experiência na categoria e vinha de resultados consistentes no final da temporada de 1983, com Derek Warwick chegando entre os seis primeiros nas últimas quatro corridas. Um ano antes, o piloto inglês já tinha andado em segundo lugar no GP da Inglaterra. Nem de longe era uma equipe &#8220;péssima&#8221;, era sim um time em ascensão. E, para piorar, o carro não era nenhuma &#8220;carroça&#8221;. O anuário daquela temporada, do jornalista português Francisco Santos, elege o Toleman TG184 como &#8220;o melhor chassi do ano&#8221;. E ainda sublinha, a respeito da grande temporada de estreia Ayrton:</p>
<blockquote><p>&#8220;Nem todo o talento do mundo faz um carro de Fórmula 1 obter resultados se este não tem um mínimo de potencial.&#8221;</p></blockquote>
<p>Talvez Viviane tenha passado a acreditar na imagem mítica de Ayrton Senna, que era capaz de ganhar até com um carro calçado com pneus de madeira. Menos, bem menos. Além disso, nivelar as equipes para comparar a temporada de estreia dos dois só traz uma pressão desnecessária a Bruno. Ou será que alguém espera um show na chuva ou uma quase-vitória em Mônaco?</p>
<p>O fato é que Bruno Senna é apenas um jovem de 26 anos que está iniciando sua carreira. Não foi campeão de categoria alguma de base, mas conquistou vitórias importantes na GP2, passo anterior à F1. Começou tarde, mas demonstra uma facilidade de adaptação e uma grande rapidez no aprendizado. Semelhança com Ayrton Senna, apenas no sobrenome, no físico e nas cores do capacete. Compará-lo com o tio ou procurar semelhanças em suas trajetórias beira a crueldade. Deixem o garoto em paz.</p>
<p>Fica apenas a torcida para que, a bordo de uma &#8211; essa sim &#8211; carroça, ele não comprometa sua carreira. E que possa receber atenção por ser ele mesmo, não por ser sobrinho de campeão. E que também não se torne uma espécie de Roberto Moreno, excelente piloto que é lembrado apenas pela compaixão da torcida por causa das frias em que entrou.</p>

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		<title>Mais sorte que juízo</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 22:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<category><![CDATA[Indy]]></category>
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		<category><![CDATA[Vitor Meira]]></category>

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		<description><![CDATA[A Indy 300 deu certo, mas tinha tudo para dar errado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Parecia chuva, mas não era. A poeira levantada na largada da São Paulo Indy 300, resultado do trabalho de lixamento do piso na noite anterior, dá uma dimensão do quanto de improviso cercou a realização da primeira corrida da Indy em São Paulo. E o fato de Marco Andretti ter saído ileso de um grave acidente com Mario Moraes na largada, principalmente, sinalizou o quanto de sorte tiveram os organizadores da prova, muito mais do que juízo.</p>
<p>Em sã consciência, ninguém pleneja um evento desse tamanho em quatro meses. Em juízo perfeito, ninguém escolhe para a corrida um lugar com problemas crônicos de alagamento. Em condições normais, esta corrida jamais teria sido realizada. Mas quando há interesses econômicos e políticos, a lógica é sempre deixada de lado.</p>
<p>Para os amantes da velocidade e para quem foi ao Anhembi, foi um baita de um negócio. A Indy é uma categoria interessante, a corrida foi divertida e o resultado emocionante, com Will Power assumindo a liderança nas voltas finais. Mesmo que tenha faltado água e refrigerante, não faltou emoção na pista, e isso é o principal.</p>
<p><div id="attachment_4291" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100314indy2.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100314indy2-300x156.jpg" alt="O acidente entre Mario Moraes e Marco Andretti. (Foto: Bruno Terena/Grande Prêmio)" title="O acidente entre Mario Moraes e Marco Andretti. (Foto: Bruno Terena/Grande Prêmio)" width="300" height="156" class="size-medium wp-image-4291" /></a><p class="wp-caption-text">O acidente entre Mario Moraes e Marco Andretti. <br />(Foto: Bruno Terena/Grande Prêmio)</p></div>Porém, estamos falando de um esporte de risco e as condições do circuito improvisado no sambódromo e na marginal Tietê foi de uma irresponsabilidade ímpar. Culpa não só dos organizadores brasileiros, mas também da própria IndyCar. As condições do asfalto, cheio de ondulações, eram uma das piores que já vi até hoje. Em uma tentativa de ultrapassagem na reta da marginal, o carro de Ryan Hunter-Reay pulou tanto que o piloto norte-americano quase perdeu o controle. A drenagem ruim formou verdadeiros lagos na pista assim que começou a chover. Mas a chuva passou rápido e foi necessária apenas uma breve interrupção na prova.</p>
<p>Mas nada supera o mais grave dos problemas: a falta de aderência na reta do sambódromo. Durante os treinos de sábado, os pilotos escorregavam e não conseguiam usar nem 25% do acelerador, como se estivessem guiando sobre gelo. E o narrador-promotor Luciano do Valle ainda insinuava que era proposital: &#8220;É mais uma atração para o público! É mais um desafio para os pilotos!&#8221;. Patético. Nunca tinha visto nada parecido em uma competição de alto nível.</p>
<p>A solução encontrada foi passar a madrugada lixando o piso, a fim de deixá-lo mais áspero e aderente. Funcionou, mas a quantidade de poeira que ficou na reta tornou-se outro perigo. Na largada, quem vinha atrás não via nada, provocando uma série de colisões na primeira curva. Na mais séria delas, o carro do brasileiro Mario Moraes saltou por cima de Marco Andretti e ficou dependurado no cockpit do piloto norte-americano, com o pneu traseiro direito pressionando sua cabeça. Por muito pouco, não ocorreu uma tragédia.</p>
<p>Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. A corrida foi boa, Vitor Meira e Raphael Mattos fizeram grande figura chegando na terceira e quarta posições, respectivamente. Apesar da precariedade da organização e dos graves erros, a prova deve ser mantida no calendário, confirmando o contrato de cinco anos. Para sorte dos sem-juízo.</p>

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		<title>Alonso é o 6º a vencer na estreia pela Ferrari</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 16:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Espanhol faz história logo em sua primeira corrida pela equipe italiana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>O espanhol Fernando Alonso tornou-se hoje o sexto piloto da história a vencer em sua primeira corrida pela equipe Ferrari. Antes dele, obtiveram tal marca os italianos Luigi Musso e Giancarlo Baghetti, o norte-americano Mario Andretti, o inglês Nigel Mansell e o finlandês Kimi Raikkonen.</p>
<p>Musso foi o primeiro a realizar tal feito, vencendo o GP da Argentina de 1956. Cinco anos depois, o mais incrível deles: Baghetti venceu não só sua primeira corrida pela Ferrari, mas sim sua primeira corrida na Fórmula 1. Desde então, ninguém mais conseguiu repetir a façanha.</p>
<p>Em 1971, Mario Andretti ganhou na África do Sul, em seu primeiro GP pela equipe italiana. Depois de um hiato de 18 anos, foi a vez de Nigel Mansell ganhar o GP do Brasil. E, novamente 18 anos depois, Kimi Raikkonen foi o vencedor do GP da Austrália de 2007, temporada na qual terminou campeão do mundo.</p>
<p>Fernando Alonso, em apenas uma corrida, já inscreve seu nome na história da Ferrari. Resta saber se conseguirá ser campeão, como Kimi.</p>

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		<title>Rapidinhas: GP do Bahrein</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 15:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alonso vence e mostra a força da Ferrari. Vettel faz boa corrida, mas é traído pelo equipamento. Massa foi segundo e Barrichello, décimo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>- Depois de quase um ano e meio sem vitórias, Fernando Alonso reencontrou o alto do pódio hoje no Bahrein. Sua conquista foi praticamente decidida na largada, quando posicionou-se melhor que Felipe Massa na primeira curva e assumiu a segunda posição. </p>
<p>- Alonso foi perfeito durante toda a corrida. Na dificuldade em ultrapassar, mannteve-se próximo o suficiente do líder Vettel para tirar proveito de algum erro do alemão ou de algum problema mecânico. Deu certo.</p>
<p>- Sebastian Vettel, o pole, dominou praticamente toda a prova, mas foi traído por um problema mecânico. A 15 voltas do fim, o motor Renault de sua Red Bull passou a apresentar problemas de potência e ele foi facilmente ultrapassado por Alonso e, logo em seguida, por Massa. No entanto, conseguiu manter ficar na pista e ainda garantiu um quarto lugar, mesmo que rodando cerca de três segundos mais lento que seus adversários.</p>
<p><div id="attachment_4277" class="wp-caption alignleft" style="width: 261px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100314alonso2.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100314alonso2-251x300.jpg" alt="Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)" title="Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)" width="251" height="300" class="size-medium wp-image-4277" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)</p></div>- Felipe Massa acabou em segundo e perdeu o primeiro duelo interno na Ferrari, mas não acho que tenha sido um mau resultado. Primeiro porque Alonso é um fora-de-série. Se Felipe andou próximo o tempo inteiro, é porque está em ótima forma. Depois, porque o brasileiro volta de um grave acidente, que ameaçou a continuidade de sua carreira e até de sua vida. Se voltar a correr já era um prêmio, voltar tão competitivo quanto antes é melhor até do que o esperado. Podemos prever uma grande temporada de Felipe.</p>
<p>- Fechando o pódio, Lewis Hamilton. O inglês fez uma boa corrida com a McLaren e superou seu companheiro Jenson Button com alguma facilidade. O atual campeão do mundo fez uma corrida discreta, chegando apenas na sétima posição. Algo me diz que será todo o ano assim.</p>
<p>- O que não deve ficar sempre assim é a briga na Mercedes GP. Nico Rosberg levou a melhor sobre Michael Schumacher, chegando na quinta posição. O veterano que retorna foi sexto, um resultado um tanto apagado. Porém, certamente não vai ser sempre assim. Mesmo aos 41 anos, Schumacher vem aí. É questão de tempo.</p>
<p>- Mark Webber foi outro que despontou. Talvez por causa de um problema de motor &#8211; soltou fumaça para todo lado na largada -, andou sempre no meio do pelotão e chegou apenas em oitavo. Pouco se comparado com seu companheiro de equipe, pole position e destaque na corrida.</p>
<p>- Destaque para Vitantonio Liuzzi, nono colocado com a Force India. A equipe até poderia ter um resultado melhor, mas Adrian Sutil se enroscou com Robert Kubica a largada e comprometeu toda a sua corrida. Sutil, por sinal, adora um enrosco. Terminou em 12º.</p>
<p>- Rubens Barrichello fez o que a Williams permitiu, marcando um ponto já na estreia na nova equipe, chegando na decima posição. Nico Hulkenberg, seu companheiro, protagonizou a saída de pista mais esquisita do GP, sambando para todo lado. O garoto é rápido, mas ainda inexperiente.</p>
<p>- Falando em inexperiência, a Hispania e seus pilotos fizeram aquilo que se esperava deles. Karun Chandhok bateu logo na primeira volta e deu adeus à prova. Bruno Senna fez uma corrida tranquila, aproveitando para dar quilometragem ao carro. Abandonou na 19ª volta, com problemas mecânicos.</p>
<p>- Entre as outras novatas, méritos para a Lotus, que conseguiu levar seus dois carros até quase o fim do GP do Bahrein. Heikki Kovalainen foi 15º e Jarno Trulli, 17º. O italiano parou na última volta, provavelmente com pane seca. Mesmo assim, foi uma vitória.</p>
<p>- A Virgin, como se imaginava, quebrou. Lucas di Grassi teve problemas logo nas primeiras voltas, Timo Glock conseguiu andar pouco mais de 15 voltas. A equipe precisa melhorar, e muito, a confiabilidade de seu equipamento.</p>
<p><div id="attachment_4275" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/2010314vettel.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/2010314vettel-300x172.jpg" alt="Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)" title="Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)" width="300" height="172" class="size-medium wp-image-4275" /></a><p class="wp-caption-text">Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)</p></div>- A prova apresentou uma nova Fórmula 1. A dinâmica da corrida, agora sem reabastecimento, mudou radicalmente. Se por um lado há menos alternativas e alternância de posições, por outro a leitura da corrida ficou mais fácil. E, melhor do que isso, as brigas na pista são sempre verdadeiras. </p>
<p>- Por mais que a ultrapassagem de Alonso sobre Vettel só tenha se consumado em razão de um problema mecânico &#8211; sem ele, dificilmente o espanhol conseguiria -, há quanto tempo uma corrida não era decidida com uma ultrapassagem na liderança? De cabeça, confesso que não me recordo.</p>
<p>- Não foi a corrida mais emocionante dos últimos tempos, mas não foi de todo ruim. O circuito de Sakhir é que é um saco. Acredito que a temporada proporcionará GPs bastante interessantes.</p>
<p>- Ferrari comprovou sua superioridade. Red Bull tem chances de encarar os italianos, principalmente por ter um carro mais rápido em classificação, podendo tirar proveito da dificuldade que é consumar uma ultrapassagem. McLaren e Mercedes parecem estar um passo atrás, mas devem encostar no pelotão da frente até o início da temporada europeia.</p>
<p>- Daqui a duas semanas, GP da Austrália, no Albert Park. Um circuito que sempre proporciona ótimas corridas, expectativa de uma prova emocionante.</p>
<p><strong>Resultado do GP do Bahrein:</strong> <small><i>(Fonte: www.formula1.com)</i></small><br />
<center><img src="/wp-content/uploads/2010/03/res_bah10.gif" border="0"></center></p>

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		<title>Rapidinhas da classificação: Bahrein</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 13:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Massa]]></category>
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		<description><![CDATA[Vettel é pole, Massa bate Alonso e Fórmula 1 ganha uma nova divisão: a F1-B.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>A Fórmula 1 está de volta e, com ela, as infames rapidinhas. Análises em tópicos sobre a classificação de hoje para o GP do Bahrein.</p>
<p>- Sebastian Vettel não só fez a pole, como também fez a volta mais rápida de todo o treino, no Q2. Era o favorito e confirmou que vai largar na frente, mas talvez tenha sido mais difícil que o esperado. A Red Bull vem muito bem, mas a Ferrari mostrou que está com um conjunto muito bom.</p>
<p>- Felipe Massa sai em segundo, pouco mais de um décimo de segundo mais lento que Vettel. Eu confesso que esperava uma Red Bull mais dominante. Mesmo assim, Felipe aparece muito bem para a corrida.</p>
<p>- Curioso, porém, foi o semblante de desapontamento do brasileiro ao descer do carro. Ficou perceptível que ele almejava a pole, o que é ótimo. Largar na frente de seu companheiro Fernando Alonso, que será terceiro, é bom para dar as cartas dentro da equipe logo no começo da temporada. Mas, pelo jeito, não foi o suficiente para deixá-lo feliz. O que demonstra que as ambições de Felipe vão muito além de apenas bater Alonso.</p>
<p>- Mas a melhor notícia de todas foi ver que, em sua primeira sessão de classificação depois do terrível acidente na Hungria, Felipe Massa não perdeu sua principal característica, que é a velocidade pura. O piloto da Ferrari andou rápido e mostrou que está competitivo como antes. Quiçá, até melhor. Resta ver seu desempenho em corrida, mas essa primeira fila já vale como uma grande vitória para quem corria risco de vida há pouco mais de seis meses.</p>
<p>- Fernando Alonso, competitivo e autocentrado, certamente não ficou feliz com o resultado. Foi apenas um treino de classificação, mas nunca é bom perder para o companheiro de equipe. Amanhã, na corrida, o espanhol vem com tudo. O duelo interno na Ferrari será bastente empolgante.</p>
<p>- Fechando a segunda fila, em quarto lugar, logo quem: Lewis Hamilton, o desafeto favorito de Alonso. Se dividirem a curva, um não alivia para o outro. Será uma largada interessante.</p>
<p>- Jenson Button, atual campeão, tomou um coco de Hamilton em sua estreia pela McLaren. Largará apenas em oitavo lugar, tendo sido quase meio segundo mais lento.</p>
<p>- Mas foi Mark Webber quem levou mais tempo do companheiro no Q3: 1,1s. Enquanto Vettel é pole, o australiano sai somente em sexto. Esperava mais dele, mas é possível que tenha sofrido algum problema nos treinos.</p>
<p><div id="attachment_4248" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100313schumacher.jpg"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100313schumacher-300x126.jpg" alt="Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno. (Foto: Divulgação/Mercedes GP)" title="Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno. (Foto: Divulgação/Mercedes GP)" width="300" height="126" class="size-medium wp-image-4248" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno. <br />(Foto: Divulgação/Mercedes GP)</p></div>- Michael Schumacher não saiu ileso e, em seu aguardado retorno à Fórmula 1, ficou atrás de seu companheiro de equipe. Sairá em sétimo, contra o quinto lugar de Nico Rosberg. A diferença de tempo foi de três décimos. Mas, considerando que Schumacher ficou três anos parado e a pré-temporada não permite um grande volume de treinamentos, o alemão ainda briga para retomar sua forma ideal. Mas é inegável que a sétima posição foi um tanto decepcionante.</p>
<p>- Estrelinhas para Robert Kubica, nono com a Renault, e Adrian Sutil. O alemão da Force India, especialmente, foi a grande zebra do Q3. Percebe-se que o motor Mercedes empurra bem, mas mesmo assim não se imaginava uma Force India tão bem posicionada.</p>
<p>- Rubens Barrichello sai num bom 11º lugar com a Williams. Por pouco não foi à fase final da qualificação. Com a experiência que tem, pode fazer uma ótima corrida poupando pneus com o tanque cheio.</p>
<p>- Dos estreantes: Nico Hulkenberg, companheiro de Barrichello, ficou em 13º. Vitaly Petrov, da Renault, foi 17º. Sobre o desempenho de Lucas di Grassi, Bruno Senna e Karun Chandhok não há o que comentar. Eles não estão de fato na Fórmula 1.</p>
<p>- O abismo entre as equipes antigas e as novas é enorme. Lotus e Virgin ficam andam dois segundos mais lentas que as mais lentas. E a Hispania (ou HRT, que seja) é 3 segundos pior que as outras novatas. </p>
<p>- Tenho medo dessa &#8220;Fórmula 1 B&#8221;. Os carros são lentos de mais. Chandhok foi quase 11s mais lento que o pole position. Bruno Senna, 9s. O melhor dessa categoria, Timo Glock, foi cinco segundos pior que o pole. É quase como se a GP2 dividisse a pista com a F1. Uma diferença tão grande entre os carros é muito perigoso. Agora é torcer para que nada aconteça, enquanto a regra dos 107% não volta.</p>
<p>- Falando nisso, cálculo de padeiro: aplicando-se os 7% sobre o tempo da melhor volta do Q1 (1&#8242;54.612), teríamos 2&#8242;02.635 como limite para largada. O que significa que a Hispania não largaria. </p>
<p>- A corrida promete. O desenvolvimento da prova será completamente diferente dos últimos anos, já que não há mais reabastecimento. Na pole, Vettel tem vantagem, mas vai vencer quem cuidar melhor de seu carro. Ser veloz o tempo inteiro já não basta mais, a nova Fórmula 1 passa a exigir outras habilidades além do pé no fundo. Inteligência, controle e suavidade serão fundamentais. Podemos ter surpresas amanhã.</p>
<p><strong>Grid de largada para o GP do Bahrein:</strong></p>
<p><center><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/clas_bahrein.gif" alt="GP do Bahrein: Grid de largada" title="GP do Bahrein: Grid de largada" width="613" height="437" class="size-full wp-image-4250" /></center></p>

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		<title>Meu nome é Virgin!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<category><![CDATA[Benetton]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucas Di Grassi]]></category>
		<category><![CDATA[Manor]]></category>
		<category><![CDATA[Virgin]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa tentativa de separar o lado comercial do jornalístico, a Rede Globo acaba fazendo justamente o contrário. A sensação é de que o jornalismo é deixado de lado em nome de uma relação comercial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><em>* Coluna publicada originalmente na edição zero da <a href="http://www.revistawarmup.com.br" target="_blank">Revista Warm Up</a>.</em></p>
<p>Um dos pressupostos básicos do bom jornalismo é dar nomes aos bois. Por isso, não caio no joguete fácil de, como forma de protesto, chamar a Rede Globo de RG. Se a critico, não posso cair na mesma armadilha. E a maior e melhor emissora de TV do Brasil, ao não fazer uso dessa mesma premissa, joga contra o telespectador. E cria confusão na cabeça de todo mundo. </p>
<p>Num passado já um pouco distante, a Fórmula 1 tinha uma equipe da grife Benetton. E que assim sempre foi chamada no país, em respeito ao empresário que desembolsa uns tantos dinheiros e que apoia o esporte para, em retorno, obter visibilidade à sua marca.</p>
<p>Ações semelhantes de marketing são difundidas mundialmente e respeitadas em países mais sérios. Nos EUA, a Nascar é denominada Sprint Cup. Por anos, foi conhecida como Winston Cup. Na Alemanha, ninguém rebatiza a Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique. Assim como ninguém na Inglaterra resolve mudar o nome da O2 Arena ou do Emirates Stadium para não fazer propaganda. É este o nome dos locais, então é assim que devem ser chamados. É uma questão de respeito, bom jornalismo e até uma certa dose de boas relações comerciais.</p>
<p>Mas, no Brasil, a coisa é diferente. De alguns anos para cá, alguém na Rede Globo teve a brilhante ideia de mudar os rumos da cobertura jornalística. Aos olhos dos executivos comerciais, ações de marketing no esporte passaram a ser vistas como “propaganda gratuita”. Algo como: “Estamos divulgando demais algumas marcas sem receber nada em troca”. E as trevas começaram a surgir. No futebol no vôlei, no basquete. E mais evidentemente, na Fórmula 1.</p>
<p>No começo da década de 2000, quando a guerra entre as fabricantes de pneus Michelin e Bridgestone ganhou manchetes e passou a ser centro de discussões, eufemismos esquisitos apareceram. Nas transmissões globais, começaram referências a “pneu francês” e “pneu japonês”. A palhaçada terminou rápido, mas não ficou só nisso. Quando a fabricante de energéticos Red Bull comprou a Jaguar e a transformou em Red Bull Racing, em 2005, surgiu no Brasil a “RBR”.  No ano seguinte, a mesma empresa comprou a Minardi e rebatizou-a de Scuderia Toro Rosso. Mas, no dicionário Global, apareceu a “STR”.</p>
<p>Tal política, de tão grosseira, esbarra no que se pode até supor que seja uma afronta jornalística proposital para gerar novos negócios. Pergunto: e se a Red Bull patrocinasse as transmissões, como seriam chamadas suas equipes? Estaríamos, aí sim, vivendo uma realidade inaceitável: a equipe precisaria pagar para que o jornalista fale seu nome. </p>
<p><div id="attachment_4241" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a rel="lightbox" href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100312escudos.gif"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100312escudos-300x158.gif" alt="Escudos da Ulbra e do Canoas: dois times totalmente diferentes" title="Escudos da Ulbra e do Canoas: dois times totalmente diferentes" width="300" height="158" class="size-medium wp-image-4241" /></a><p class="wp-caption-text">Escudos da Ulbra e do Canoas: dois times totalmente diferentes</p></div>Mais do que o desrespeito, ainda reside nessa política a contribuição para a má informação. O time de futebol da Ulbra foi tratado até 2009 pela Globo como “Canoas”. Sendo que Canoas, embora seja o nome da cidade, é outro clube. E a TV chegava a exibir o escudo deste outro time. Isso é mais do que omitir: é confundir.</p>
<p>A última da Globo foi determinar que a equipe Virgin não pode ser assim chamada. Alguém achou que o conglomerado britânico Virgin não merecia citação e veio então uma ordem: “Chamem de Manor!”. Para quem não sabe, Manor é o nome da equipe de Fórmula 3 que deu origem à Virgin Racing. É como se, em 1986, a Benetton continuasse sendo chamada de Toleman.</p>
<p>Com todo o respeito, Manor não existe. O nome da equipe é Virgin. E o brasileiro Lucas di Grassi, piloto do time, não deveria ser complacente com tal iniciativa. Na primeira entrevista ao vivo, que avisasse: “Nosso nome é Virgin!”. Quem sabe um adesivo no capacete. E quem sabe assim o público em geral perceba o descalabro informativo ao qual é submetido.</p>
<p><strong>ATUALIZAÇÃO:</strong> Somente hoje, 12 de março, a Globo encontrou duas novas formas de se referir à Virgin. Durante o dia, foi &#8220;VR&#8221;. Talvez dando-se conta do mico que protagonizava fazendo propaganda para vale-refeição ou para uma grife, resolveu mudar de novo. A partir do Jornal Nacional, surgiu uma outra nova denominação: &#8220;VRT&#8221;.</p>
<p>O mais absurdo: o nome da equipe, registrado junto à FIA, é &#8220;Virgin Racing&#8221;. Não existe o T, completamente inventado pelo jornalismo da casa. A situação ganha contornos cada vez mais patéticos.</p>

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